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CÁLCULO III Prof. Luly Rodrigues Profª. Edna Alves Oliveira - 2013 -

CÁLCULO III

Prof. Luly Rodrigues

Profª. Edna Alves Oliveira

- 2013 -

UNIVERSIDADE FUMEC – FEA / FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA

2

FFUUNNCCÕÕEESS DDEE VVÁÁRRIIAASS VVAARRIIÁÁVVEEIISS IINNDDEEPPEENNDDEENNTTEESS

1. DEFINIÇÕES:

Considere o exemplo: "uma caixa d'água na forma retangular, com capacidade para 256 litros, sem tampa, deve ser construída com chapa de ferro galvanizado de espessura desprezível. Calcular as dimensões da caixa de maneira que seja mínima a quantidade de chapa metálica necessária para construí-Ia".

z y x
z
y
x

Figura 3 -Caixa d'água retangular

A quantidade de chapa metálica necessária para construir a caixa d'água será

a cada terno de valores

determinada pela área total:

A total

=

2xz

+

xy

+

2yz

-

atribuídos a x, y, e z (domínio) corresponde um valor da área total (imagem). Dizemos que a área total (A total ) é uma função com três variáveis independentes.

Mas, sabe-se que xyz = 256 litros (equação), então, neste exemplo podemos diminuir o número de variáveis independentes para duas, pois, z = 256 / xy.

Portanto,

A

=

512

+

+

512

 
 

total

y

xy

x

.

Pelo exemplo, pode-se definir função e equação:

Função: "é uma correspondência que associa a cada elemento de seu domínio (D) a exatamente um elemento do seu contradomínio (I)".

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Equação algébrica: "é uma igualdade com incógnitas - representadas por variáveis (x, y, z) que pertencem ao conjunto dos reais".

Uma função f de duas variáveis é uma regra que associa, a cada par ordenado de números reais (x, y) de um conjunto D, um único valor real denotado por f(x,y). O conjunto D é o domínio de f, e sua imagem, o conjunto de valores possíveis de f, ou

seja, {

f x y

(

,

)

(

,

x y

)

D

} .” (STEWART, 2007)

Utilizando notações, pode-se definir uma função de várias variáveis da seguinte forma:

D : R n

I

: R

Portanto, uma função de duas variáveis reais:

 

D : R 2

I

: R

D:(x, y)

I:z=

f (x,y)

Representação gráfica:

reais:   D : R 2 I : R D:(x, y) I:z = f (x,y) Representação

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2. ESTUDO DO DOMINIO

Domínio de uma função de duas variáveis (f(x, y)) : é o mais amplo subconjunto

de R 2 em cujos pontos a função assume valores reais bem definidos”.

Exemplos:

a) Considere

a

quando

x

-

D =

{

(x,y) R

função:

2

y

=

/ yπ

O,

x

}

.

f

isto

(

x, y

)

x

+

y

y

=

x

.

é, quando

y

=

Este

quociente

x. O domínio

é,

não é definido

pois, o

conjunto:

Geometricamente, D é o conjunto dos pontos do plano xy que não pertencem à

reta y = x.

b) Examinemos a função:

  x + y 7 f ( x, y )  2 2 1
x
+
y
7
f (
x, y
)
2
2
1
x
y
=   
 

O numerador é um polinômio do 1 0 grau nas variáveis x e y, e, como tal, é definido

em R 2 .

Para que o denominador seja real e não nulo, deve-se ter:

1 -x 2 -y 2 > 0,

ou

x 2 + y 2 < 1.

Segue-se que o domínio da função f (x, y) é Sabe-se da Geometria Analítica que D

é D =

{

(x, y)

2

2

/ x +

y < 1 o disco aberto de centro na origem e raio 1.

2

}

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EXERCÍCIOS SOBRE DOMÍNIO DAS FUNÇÕES DE DUAS OU TRÊS VARIÁVEIS

1. Estude o domínio das funções (represente algébrica e geometricamente).

a) z = f(x, y) =

Resposta:

xy
xy

representação

algébrica

D

=

{(

x, y

)

R

2

/ x

0 e y

0

x

0 e y

}

0 ,

representação geométrica do domínio: o primeiro e o terceiro quadrantes incluindo os eixos.

o primeiro e o terceiro quadrantes incluindo os eixos. b) z = f(x,y) = ln(y 3x)

b) z = f(x,y) = ln(y 3x)

Resposta:

c) z=

f

(

x

,

y

) =

Resposta:

D

=

{(

x, y

)

R

2

/ y

>

3x

}

12 4 x + 3 + 3 y + y  3  D (
12
4
x
+
3
+
3 y
+
y
3
D
(
= 
x, y
)
R
2 / x
>
π y
0
4

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6

y d) z = f(x, y) = 2 2 x + y {( , x
y
d)
z =
f(x, y)
=
2
2
x
+
y
{( ,
x
)
2
Resposta:
D =
y
R
/( , ) (0,0)}
x
y
π
{( , x ) 2 Resposta: D = y R /( , ) (0,0)} x y

e)

z

=

f(x,y)

Resposta:

=

2xy

(

ln 36

x

2

9y

2

)

D

=

(

x, y

)

R

2 /

x

2

+

36

2

y

<

4

1

4xy + z f) w = f(x, y, z) = 2 2 2 x +
4xy
+ z
f)
w =
f(x, y, z)
=
2
2
2
x
+
y
+
z

Resposta:

D

=

{(

x, y, z

)

R

3

/

(

x,y, z

)

π

(

0,0,0

)}

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FUMEC – FEA / FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA 7 g) z = f(u, v) =

g)

z

=

f(u, v)

=

uv

u

2v

Resposta: todos os pontos do plano uv, exceto os pontos da reta u = 2v.

x + y h) z= f ( x , y ) = 2 2 3
x
+ y
h) z=
f
( x
,
y
) =
2
2
3 x
y
9

Resposta:

D

=

{(

x, y

)

R

2

/ x

2

y

2

π

9

}

reta u = 2v. x + y h) z= f ( x , y ) =

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3. GRÁFICO DE FUNÇÕES DE DUAS VARIÁVEIS INDEPENDENTES (IMAGEM)

As propriedades da função refletem-se no seu gráfico, por isso, este é um elemento de

valor no estudo da função. Ao observar o gráfico de uma função, percebe-se

imediatamente várias propriedades desta.

O gráfico de uma função de duas variáveis trata-se de um subconjunto do espaço

tridimensional R 3 . Esse gráfico denomina-se superfície representativa da função. A

figura 4 ilustra o gráfico de funções duas variáveis. Cada ponto P = (x, y) do domínio

D da função corresponde um único valor real z, na forma de notação tem-se: z = F (x,

y).

valor real z , na forma de notação tem-se: z = F (x, y). x z

x

z y
z
y

Figura 4 – Gráfico de funções de duas variáveis

Exemplos:

a) Represente graficamente z = f (x, y) = 6 2x 3y .

Solução: esta função pode ser escrita na forma 2x + 3y + z = 6 o que corresponde

a equação de um plano. Sabe-se que, para representar geometricamente um plano, são necessários, no mínimo, três pontos, por exemplo:

se x

= z

=

=

0 e y

0

6

se x

= 0 e z

=

0

y

=

2

se y

= x

=

=

0 e z

0

3

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9

FUMEC – FEA / FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA 9 b) Represente graficamente z = f

b) Represente graficamente z = f (x, y) = 5 .

Solução: a superfície é um plano paralelo ao plano cartesiano XY, que intercepta o eixo Z em 5.

ao plano cartesiano XY, que intercepta o eixo Z em 5. c) Represente graficamente z =

c) Represente graficamente

z

=

f (x, y)

=

100

x

2

y

2

e trace as curvas de nível f(x,

y)=0, f(x, y)=51 e f(x, y) = 75 no domínio de f no plano.

Solução: o domínio de f é o plano xy, e a imagem de f é o conjunto de números reais menores ou iguais a 100. O gráfico é o parabolóide z = 100 –x 2 – y 2 , uma parte se encontra ilustrada na figura 5.

A curva de nível f(x, y) = 0 é o conjunto de pontos no plano xy nos quais:

2

f (x, y) = 100 x

2

y =

0

ou

2

x +

2

y =

100

que representa uma circunferência de raio 10 centrada na "origem. Similarmente as curvas de nível f (x, y) = 51 e f (x, y) = 75 (figura 5) são as circunferências:

2

f (x, y) = 100 x

2

y =

51

ou

2

x +

2

y =

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10

2

f (x, y) = 100 x

2

y =

75

ou

2

x +

2

y =

25

A curva de nível f(x, y)= 100 consiste apenas a origem (ainda é uma curva de nível).

z

100 1 1 x f(x, y)
100
1
1
x
f(x, y)

f(x,y)=75

A superfície z = (f, x) = 100 –x 2 – y 2 é o gráfico de f

f(x,y) = 51 (uma curva de nível típica no domínio da função)

y

Figura 5 - Gráfico e curvas de nível selecionadas da função f (x,y) = 100 – x 2 – y 2

Observe que a projeção (ortogonal) da superfície S sobre o plano xy é precisamente o domínio D da função.

d) Represente graficamente

2 2 z = f (x, y) = 1 x y .
2
2
z
=
f (x, y)
=
1
x
y
.

Solução: a superfície gerada é uma semi-esfera de centro na origem e raio 1.

gerada é uma semi-esfera de centro na origem e raio 1. e) Represente graficamente z =

e) Represente graficamente

z

=

f (x, y)

=

x

2

+

y

2

.

Solução: a superfície gerada é um parabolóide de revolução.

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FUMEC – FEA / FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA 11 f) Represente graficamente z = f

f) Represente graficamente z = f (x, y) = 6 2x 3y .

Solução: esta função pode ser escrita na forma 2x + 3y + z = 6 o que corresponde

a equação de um plano. Sabe-se que, para representar geometricamente um plano, são necessários, no mínimo, três pontos, por exemplo:

se x

= z

=

=

0 e y

0

6

se x

= 0 e z

=

0

y

=

2

se y

= x

=

=

0 e z

0

3

0 y = 2 se y = x = = 0 e z 0 3 3.1

3.1 SUPERFÍCIES QUÁDRICAS

Vimos que, em duas dimensões, o gráfico de qualquer equação do segundo grau x e y,

Ax

2

+

By

2

+

Cx

+

Dy

+

Exy

+

F

=

0

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12

é uma seção cônica (salvo em casos degenerados). Em três dimensões, o gráfico de uma equação de segundo grau em x, y, z,

Ax

2

+

By

2

+

Cz

2

+

Dxy

+

Exz

+

Fyz

+

Gx

+

Hy

+

Iz

+

J

=

0

é uma superfície quádrica (salvo em casos degenerados). Por simplicidade, limitaremos o estudo ao caso em que os coeficientes D, E, F, H, e I são todos zero. As equações mais gerais podem reduzir-se a este caso mediante translações e rotações adequadas de eixos.

Há três tipos de superfícies quádricas: elipsóides, hiperbolóides e parabolóides. Os nomes se devem ao fato de que os traços em planos paralelos aos planos coordenados são em geral elipses, hipérboles e parábolas, respectivamente. A seguir, apresentam- se algumas superfícies quádricas com os traços em cada plano cartesiano.

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ELIPSÓIDE

Traço

Equação do

Traço

Descrição

do Traço

Esboço do Traço

Traço-xy

x

2

a

2

2

+ y

b

2

= 1

Elipse

z (0, b, 0) y (a, x
z
(0, b, 0)
y
(a,
x

Traço-yz

y

2

b

2

z

2

+ 2

c

= 1

Elipse

z (0, 0, y (0, b, x
z
(0, 0,
y
(0, b,
x

Traço-xz

x

2

a

2

z

2

+ 2

c

= 1

Elipse

z (0, 0, (a, 0, y (0, b, x
z
(0, 0,
(a, 0,
y
(0, b,
x

(a, 0, 0)

z (0, 0, c) traço-yz (0, b, 0) y traço-xy x traço-xz
z
(0, 0, c)
traço-yz
(0, b, 0)
y
traço-xy
x
traço-xz

x

2

a

2

+

y

2

b

2

+

z

2

c

2

=

1

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HIPERBOLÓIDE DE UMA FOLHA

   

Descrição

 

Traço

Equação do

Traço

do Traço

Esboço do Traço

Traço-xy

x

a

2

2

+

y

b

2

2

= 1

Elipse

z (0, b, 0) y (a, 0, 0)
z
(0, b, 0)
y
(a, 0, 0)

x

 

Traço-yz

y

2

z

2

 
z (0, b, 0) y
z
(0, b, 0)
y

x

 

=

Hipérbole
1

b

2

c

2

 

Traço-xz

x

2

z

2

 
z y
z
y

(a, 0, 0)

x

a

2

c

2

=

Hipérbole
1

 

x

2

a

2

+

y

2

b

2

z

2

c

2

=

1

z z = k y x traço em z = -k
z
z = k
y
x
traço em
z = -k

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HIPERBOLÓIDE DE DUAS FOLHAS

   

Descrição

 

Traço

Equação do

do Traço

Esboço do Traço

 

Traço

Traço-xz

x

2

y

2

 
z (0, b, y
z
(0,
b,
y

x

 

=

Hipérbole
1

a

2

b

2

 

Traço-xz

x

2

z

2

 
z (0, 0, y
z
(0, 0,
y

x

 

=

Hipérbole
1

a

2

c

2

 
z Traço em Z=K y x traço em z = -k
z Traço em
Z=K
y
x
traço em
z = -k

x

2

a

2

2

y

b

2

+

z

2

=

c

2

1

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- TABELA 1 –

OS SEIS TIPOS NÃO DEGENERADOS DAS SUPERFÍCIES QUÁDRICAS

SUPERFÍCIE

 

EQUAÇÕES

 

SUPERFÍCIE

 

EQUAÇÕES

ELIPSÓIDES

 

x

a

2

2

+

y

b

2

2

+

z

c

2

2

= 1

CONE ELÍPTICO

 

z

2

=

x

a

2

2

+

y

b

2

2

z

z
 

Os traços nos planos coordenados são elipses, como também são elipses os traços em planos

Os traços nos planos coordenados são elipses, como também são elipses os traços em planos Os

Os traços do plano xy

é

origem) e os traços em planos paralelos ao plano xy não elipses. Os traços yz e xy são pares de retas

um ponto (a

Y

paralelos aos planos coordenados, que

X

interceptam a superfície em mais de um ponto.

 

que se interceptam na origem. Os traços em planos paralelos a estes são hipérboles.

   

2

x y

2

z

2

1

   
 

+

 

=

PARABOLÓIDE ELÍPTICO

HIPERBOLÓIDE DE

   

2

 

2

 

2

a b

 

c

   

x

2

y

2

UMA FOLHA

 
UMA FOLHA     z = 2 +
 

z

=

2 +

O traço no plano xy

 

a b

2

é uma elipse, como são os traços nos planos paralelos ao plano xy. Os traços

é uma elipse, como

são os traços nos planos paralelos ao plano xy. Os traços nos planos yz e xz são hipérboles, bem como os traços nos planos paralelos a eles que não passam pelos interceptos x e y. Nestes interceptos, os traços são pares de retas concorrentes.

 

O

traços em plano xy é

um ponto (a origem) e os traços em planos paralelos e acima dele saião elipses. Os traços nos planos xy e xz, bem como em planos paralelos a eles são parábolas.

HIPERBOLÓIDE DE DUAS FOLHAS

 

z

c

2

2

x

a

2

2

 

y

b

2

=

2

1

PARABOLÓIDE

HIPERBÓLICO

 

z

=

y

b

2

2

x

a

2

2

  Não há traço no plano xy . Em planos paralelos ao plano xy que
 

Não há traço no plano xy. Em planos paralelos ao plano xy que interceptam

a

superfície em mais

no plano xy . Em planos paralelos ao plano xy que interceptam a superfície em mais

O

traço no plano xy é

um par de retas que cruzam na origem. Os traços em planos paralelos ao plano xy são hipérboles. As hipérboles acima do plano xy abrem-se na direção y e as abaixo na direção x. Os traços nos planos yz e xz são parábolas, assim como os traços nos planos paralelos a estes.

do que um ponto os traços são elipses. Nos planos yz, xz e nos planos paralelos

eles, os traços são hipérboles.

a

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17

EXERCÍCIOS SOBRE IMAGEM DAS FUNÇÕES DE DUAS VARIÁVEIS

1. Represente a função dada desenhando algumas curvas de nível, no mesmo plano coordenado, e tente visualizar a superfície a partir do mapa de contorno resultante.

a)

z

=

f(x,y)

=

x

2

+

y

2

:

Resposta:

curvas

de

nível

circunferências

concêntricas

centradas na origem / superfície – parabolóide circular

b)

z

=

f(x, y)

=

y

2

x

2

Resposta: curvas de nível – hipérboles que interceptam os

eixos x (se K < 0) e o eixo y (se K > 0) e retas que passam pela origem (se K = 0) /

superfície: parabolóide hiperbólico (sela)

2.

Esboce a superfície definida pelas funções ou equações.

a)

b)

c)

z

z

z

= f(x , y) = = f(x, y) =
= f(x , y) =
= f(x, y) =
2 36 9x 4y 2

2

36 9x

4y

2

2

72 4x + 9y

2

2

= f(x, y) = 9 x

y

2

d) z = f(x,y) = 4 4x

2y

e)

f)

g)

h)

z = f(x , y) = z = f(x , y) =
z = f(x , y) =
z = f(x , y) =
9x + 4y 2 2 36

9x + 4y

2

2

36

9x

2

+ 4y

2

+ 36

z = f(x , y)

=

25

2

x

y

2

x

2

+

4y

2

+

z

=

16

3. Ache a equação da curva ou da superfície de nível de f que contém o ponto P.

a) f(x, y) = yarctg x;P (1;4) :

2

b) f (x, y) = (2x + y ) e

xy

;

P (0; 2)

Resposta: y arctg x =

Resposta: (2x + y 2 ) e xy = 4

c)

f (x, y, z)

=

x

2

Resposta:

+

x

2

4y

2

z ; P (2;

2

2

4y +

2

z =

1; 3)

/ FAÇA UM ESBOÇO DA SUPERFÍCIE DE NÍVEL

1 / hiperbolóide de duas folhas

d) f (x, y) = 2x + y ; P (0, 2) / FAÇA UM ESBOÇO DA CURVA DE NÍVEL QUE CONTÉM P

2

2

Resposta:

x

2

2

+

y

2

4

=

1

/ elipse

e)

2

f (x, y, z) = x

2

4y +

z; P (2; 1; 12) / FAÇA UM ESBOÇO DA SUPERFÍCIE DE NÍVEL

Resposta:

z = x

2

2

+ 4y 4 / parabolóide elíptico

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4.

a

temperatura T (em ºC no ponto (x,y) é inversamente proporcional à distância do

ponto até a origem.

Uma chapa plana de

metal está

situada

em

um plano xy,

de

modo

que

a) Descreva as isotérmicas;

Resposta: círculos com centro na origem

b) Se a temperatura no ponto P (4, 3) é de 40ºC, ache a equação da isotérmica para

uma temperatura de 20ºC.

Resposta: x 2 + y 2 = 100

5. De acordo com a lei da gravitação universal de Newton, se uma partícula de massa m 0 está na origem de um sistema coordenado xyz, então o módulo F da força exercida sobre uma partícula de massa m situada no ponto (x, y, z) é dada por:

F =

Gm m

0

x

2

+

y

2

+

z

2

em que G é a constante de gravitação universal.

a) Quantas variáveis independentes estão presentes?

b) Se m 0 e m são constantes, descreva as superfícies de nível da função x, y, resultante. Qual o significado físico dessas superfícies de nível.

Respostas: a) cinco

b) esferas com centro na origem.

z

6. Se o potencial elétrico no ponto P(x, y, z) é dado por V = 6 / (x 2 + y 2 + 9z 2 ) 1/2 , ache a equação da superfície equipotencial (superfície de nível) quando V = 120 volts e faça um esboço desta superfície.

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19

4. DERIVADAS PARCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM

Se z = f (x, y), então a derivada parcial de f em relação à x (também chamada

y da função que

resulta quando y é mantido fixo e x é permitido variar. Essa derivada parcial é

de derivada de z em relação à x) é a derivada em relação à

denotada por

f

x

(x, y) =

f

x

f x

e pode ser expressa como limite:

(x, y)

=

f

x

= lim

 

f (x

+

x, y)

f (x, y)

x

0

x

Analogamente, a derivada parcial de f em relação à y (também chamada de

derivada parcial de z em relação à y) é a derivada em relação à y da função que

resulta quando x é mantido fixo e y é permitido variar. Esta derivada parcial é

denotada por

f

y

(x, y)

=

Exemplos:

a) Determinar

z

=

f (x, y)

=

Solução

f

x

(x, y)

=

f

x

=

(

x

as

3

+

3x

2

f

y

=

lim

y

0

derivadas

y

2

)

(

sen 2x

)

:

f (x, y

+

y)

f(x, y)

 
 

y

parciais

 

de

primeira

ordem

(

sen 2x

)

+

(

2 x

3

+

y

2

)

cos 2x

(

)

 

y é cons tan te

f

y

(x, y)

f

= =

y

2y

(

sen 2x

)

 

x é cons tan te

 

da

 

função

b) Exemplo de uma função de três variáveis independentes

Se os resistores elétricos R 1 , R 2 , R 3 ohms são conectados em paralelo para formar um

resistor de R ohms, o valor de R pode ser encontrado a partir da equação:

(Figura 6). Encontre o valor

R

R

2

1

1

1

1

=

+

+

R

R

1

R

2

R

3

quando R 1 = 30, R 2 = 45 e R 3 = 90 ohms.

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20

R 1 R 2 R 3 + -
R 1
R
2
R
3
+
-

Figura 6 – Resistores em paralelo

Solução: para encontrarmos

R

R

2

tratamos R 1 e R 3 como constantes e derivamos

ambos os lados da equação em relação a R 2 .

1

R

=

R

2

 

1

 

+

1

+

1

R

2

R

1

R

2

R

3

 

1

R

2

R

R

2

=

0

R

1

2

2

+ 0

R

R

2

=

 

2

2

R

R

2

2

=

R

R

2

Quando R 1 =30, R 2 =45 e R 3 =90,

 
 

1

1

1

 

1

1

=

+

+

=

   

,

1

9

 

R

30

45

 

90

15

assim R = 15 e

R

R

2

15

45

=

2

1  

3

 

=

2

=

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21

4.1 Interpretação geométrica das derivadas parciais

A derivada parcial

f

x

(

x

0

,

y

0

)

=

f

x

(

x

0

, y

0

)

é a inclinação da tangente `a curva C 1 [z =

f(x, y 0 )] no ponto P (x 0 , y 0 ) - (tangente trigonométrica do ângulo que a tangente à curva C 1 em P forma com o eixo X) – ver figura 7.

à curva C 1 em P forma com o eixo X) – ver figura 7. Figura

Figura 7 – Interseção do plano y = y 0 com a superfície z = f(x, y) vista de um ponto acima do primeiro quadrante do plano xy – Fonte/ THOMAS, 2003.

A derivada parcial

f

y

( x,y ) =

f

y

é a inclinação da tangente `a curva C 2 [z = f(x 0 , y)] no

ponto P – (tangente trigonométrica do ângulo que a tangente à curva C 2 em P forma com o eixo Y) – ver figura 8.

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22

FUMEC – FEA / FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA 22 Figura 8 – Interseção do plano

Figura 8 – Interseção do plano x = x 0 com a superfície z = f(x, y) vista de um ponto acima do primeiro quadrante do plano xy– Fonte/ THOMAS, 2003.

As tangentes às duas curvas C 1 e C 2 em P são, em geral, duas retas concorrentes em P (figura 9), as quais determinam um plano que se diz plano tangente à superfície definida pela função z = f(x, y).

à superfície definida pela função z = f(x, y). Figura 9 – As figuras 7 e

Figura 9 – As figuras 7 e 8 combinadas – as retas tangentes no ponto P (x 0, y 0 ) determinam um plano tangente à superfície z = f(x, y).

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23

EXERCÍCIOS SOBRE DERIVADAS PARCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM

1. Em cada caso achar as derivadas parciais

a)

f(x, y) = ( x³ + y³ ) ( x – y )

f

(

x

,

y

)

x

e

f

(

x

,

y

)

y

das funções dadas:

d) f(x, y) = ln ( x² + 3y² )

b)

c)

g)

f(x, y) = sen ( x + y ) + cos ( x – y )

f(x, y) = ( x² + xy + y² )³

f(x,y) = e

xy

2

e)

f)

f(x,y) =

(x

f (x, y) = (x

f (x, y) = (x

y

+

3y)

ln y)e

xy

Respostas:

a) f x =4x³ + y³ - 3x²y ,

b) f x = cos (x + y) – sen (x – y) ,

c) f x =3( x² + xy +y² )² ( 2x + y ) ,

f y = 3xy² - x³ - 4y³

f y = cos ( x + y ) + sen ( x – y ) f y = 3( x² + xy +y² )² ( x + 2y )

d)

f

x

=

2 x

x

2

+ 3

y

2

,

f

y

=

6 y

x

2

+ 3

y

2

e)

f)

f

x

f

x

=

=

e

y

(x

+

3y)

2

xy

(1

+

xy

,

ylny)

;

f

y

f

y

=

=

e

x

(x

+

xy

x

3y)

2

2

xlny

1

y

2.

Calcular as derivadas parciais primeiras da função f(x,y) = ln ( x tg (y) ) no ponto

P

:   3;

4

 

.

Respostas:

f

x

(

P

) =

1

3

e

f

y

(

P

)

=

2

3.

O volume de uma certa quantidade de gás é determinada pela temperatura (T) e

pela pressão (P) através da fórmula

V

=

0,08

T

. Calcule e interprete

 

P

quando P = 20 N/m² e T = 300 K.

Respostas:

V

P

(20;300)

=

0,06

3

m

N

/

2

m

e

V

T

(20;300)

=

0,04

3

m

K

V

P

e

V

T

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24

4. Calcule as derivadas parciais de primeira ordem -

f

x

( x; y )

e

f

y

( x; y )

- da função

f (x, y) =

2 ( 2 2 ) 3 x + y
2
(
2
2
)
3
x
+ y

e descreva em quais pontos as derivadas parciais de primeira

ordem deixam de existir (faça o gráfico).

5. Imagine uma chapa metálica – fina e retangular – desigualmente aquecida sobre o plano XY, com o canto inferior esquerdo na origem x e y, conforme Figura 1:

inferior esquerdo na origem x e y , conforme Figura 1: Figura 1 - Chapa metálica

Figura 1 - Chapa metálica sobre o plano XY (X e Y são distâncias em centímetros).

A temperatura (em graus Celsius) no ponto (x, y) é

4), pede-se:

T

(

x

,

y

) =

5 x 2 2 x + y
5 x
2
2
x
+ y

. No ponto P (3,

(a) a taxa de variação instantânea da temperatura em relação à distância

quando uma partícula, sobre a placa, move-se para a direita e paralelamente ao

eixo X, a partir do ponto P;

(b) a taxa de variação instantânea da temperatura em relação à distância

quando uma partícula, sobre a placa, move-se para cima e paralelamente ao eixo Y, a partir do ponto P;

(c) interprete os resultados encontrados nas letras (a) e (b).

6. Calcular a inclinação da tangente à curva segundo a qual o plano y = 1 corta o parabolóide de revolução z = x² + y², no ponto P:( 2; 1; 5 ).

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25

Resposta:

=

tan

1

4

.

7. Calcular a inclinação da tangente à curva C 1 , que corresponde à interseção da

superfície

Resposta:

z

=

= f ( x,y ) = 4x

2

y

xy

tan

1

(

40

)

=

88,57

.

3

5. DIFERENCIAL TOTAL

com o plano y = 2, no ponto P (3, 2, 48).

A diferencial de uma função f em um ponto é uma combinação linear das diferenciais das projeções x e y tendo como coeficientes as derivadas parciais da função no dito ponto.

Se f = f (x, y), tem-se:

df

=

f

x

dx +

f

y

df

Se f é uma função de n variáveis, a diferencial é dada pela expressão:

df

=

f

x

1

dx

1

+

f

x

2

dx

2

+

f

x

3

dx

3

+

f

x

n

dx

n

Usando um somatório, pode-se escrever, de modo mais condensado:

df

=

n f

k

=

l

x

k

dx

k

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26

EXERCÍCIOS SOBRE DIFERENCIAL TOTAL

1. Determinar a diferencial total da função:

z

=

arc tg

a) em um ponto genérico ( x, y ), x π O;

b) no ponto P:( 1,-2).

 

y

x

 

Resposta:

dz

=

Resposta:

dz

=

1 ydx

+ y

(

x

2

1

5

(

2

2 dx

+

dy

)

+

xdy

)

2. Uma lata de metal fechada, na forma de um cilindro circular reto, deve possuir altura interna igual a 6 cm, raio interno de 2 cm e espessura de 0,1 cm. Se o custo do metal a ser usado é de 10 centavos por cm3, encontre por diferenciação o custo aproximado do metal a ser usado na fabricação da lata. Resposta: custo por lata = R$ 1,00

3. Deseja-se dimensionar um vaso, na forma de um cilindro circular reto, de aço inoxidável, cujas dimensões internas são: altura igual a 40 cm, diâmetro de 20 cm. Sabendo que a espessura da chapa é de 1 mm, qual é o volume do material empregado? (USE O CONCEITO DE DIFERENCIAL TOTAL)

4. Determine a quantidade de estanho numa lata cilíndrica fechada com 7,5 cm de diâmetro e 15 cm de altura se a espessura da folha de estanho for de 0,03 cm.

(Utilize o conceito de diferencial total). Resposta: v= 4,219 cm 3

5. Utilize o conceito de diferencial total para determinar o máximo erro no cálculo da área da superfície e no cálculo de volume de uma caixa aberta retangular com altura = 25 m, largura = 30 cm e comprimento = 70 cm , com erro máximo de 0,3 cm em cada dimensão. Respostas: v= 1380 cm 3 e A= 120 cm 2

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27

6. A potência consumida numa resistência elétrica é dada por

P

=

V

2

R

watts.

Se V = 12 volts e R = 6 ohms, determine o valor da variação da potência se V é aumentada de 0,015 volts e R é aumentada de 0,002 ohms. Interprete o sinal do resultado: a potência é reduzida ou aumentada? (Utilize o conceito de diferencial

total). Resposta: P= 0,052 watts

7.

Seja um retângulo com lados x = 3 cm e

y = 4 cm. Utilize o conceito de diferencial

total para definir a variação aproximada da diagonal deste retângulo, sabendo que

o lado x foi aumentado 0,005 cm e o lado y diminuído 0,004 cm. Resposta:

8.

dD = 0,0002 cm

A resistência de um circuito elétrico é dada por

R =

E

I

(

ohms). Sabendo que

E = 18 V (volts) e I = 6 A (ampères), porém, foi feita a leitura de E = 17,985 V e I = 6,125 A, determinar a variação da resistência. (Utilize o conceito de diferencial

total). Resposta: R= 0,063 (ohms)

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28

EXERCÍCIOS SOBRE DERIVADAS PARCIAIS DE ORDEM SUPERIOR

1. Calcular as derivadas parciais de segunda ordem das funções e verificar que

f

xy

= f

yx

x

a) f (x, y) = e sen(y) + ln(xy)

b)

c)

f(x, y)

=

f(x, y) =

2 x y x y e +
2
x
y
x
y
e
+

y

2

x

, x

π

ln

y

x

, x

0 e y

>

0 e

π

y

0

>

0

Respostas:

a)

b)

c)

f

xx

=

x

e sen y

f

xx

=

x

e sen y

f xx

=

1

y

2

f f

xy

=

yx

e

=

x

y

e

+

x

y

1

2

1

2

1

, f

yy

=

, f

yy

=

x

2

,

f

yy

=

1

y