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I FUNÇÃO DA PENHORA A realização coactiva das obrigações patrimoniais é garantida por via da acção executiva através da qual o credor

pode promover a execução do património do devedor ou, excepcionalmente, de terceiro, nos termos genericamente previstos nos artigos 817.º a 829.º do CC. Consoante a natureza da prestação, a execução pode revestir uma de duas modalidades: a) – a execução por equivalente, a que se referem os artigos 817.º a 826.º do CC, quando visa a satisfação coerciva de uma prestação pecuniária, que é operada mediante a forma de processo para pagamento de quantia certa regulada nos artigos 810º a 923º do CPC; b) – a execução específica1, prevista nos artigos 827º a 829º do CC, a ser efectivada, consoante o caso, por via da forma de processo para entrega de coisa certa, configurada nos artigos 928º a 931º do CPC, ou da forma de processo para prestação de facto , disciplinada nos artigos 933º a 942º do mesmo Código, quando se trate de obrigação exequenda que tenha por objecto: - uma prestação de coisa não pecuniária; - ou uma prestação de facto positivo ou negativo, fungível ou infungível, De resto, a execução por equivalente funda-se no direito que assiste ao credor de executar do património do devedor, como garantia geral que é do cumprimento das obrigações, nos termos proclamados nos artigos 601º e 817º do CC. Mas esta modalidade de execução pode também alcançar o património de um terceiro, nos termos excepcionalmente previstos no artigo 818º do CC, quer nos casos em que os bens de terceiro se encontrem onerados com uma garantia real do crédito, quer quando os bens adquiridos por terceiro tenham sido objecto de acto praticado em prejuízo do credor, que haja sido procedentemente impugnado (impugnação pauliana – artigos 610º a 617º do CC). Ora, como ensina o Prof. Alberto dos Reis2, a execução por equivalente encerra diversos tipos de providências: providências de afectação de determinados bens aos fins da execução, através da
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Importa não confundir a execução específica de prestação patrimonial com a execução específica de mero efeito jurídico obtida por via de acção declarativa constitutiva, como sucede no âmbito da execução específica do contrato-promessa prevista no artigo 830.º do CC. 2 In Processo de Execução, Vol. 1, Reimpressão, Coimbra Editora, 1982, pag. 37.

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penhora; providências expropriativas para obter os meios necessários ao pagamento devido (v.g. venda executiva) e, por fim, providências satisfativas destinadas a concretizar a atribuição ao credor do produto da venda, dos rendimentos consignados ou da própria coisa afectada, a título de cumprimento forçado da obrigação exequenda. Assim, a penhora consiste na afectação de bens (incluindo direitos) patrimoniais do executado, e eventualmente de terceiro, para satisfazer – seja por via de entrega do dinheiro penhorado, seja mediante adjudicação, consignação de rendimentos ou pelo produto da venda executiva dos bens penhorados - o direito do exequente nos casos em que a respectiva obrigação não tenha sido voluntariamente cumprida pelo devedor - artigo 817.º do CC. Em suma, a penhora tem, genericamente, a função de individualizar ou especificar esses bens e de colocá-los sob a alçada do tribunal, para serem destinados à realização do crédito exequendo pelos modos de pagamento acima indicados. Tal função desdobra-se, por suas vez, nas seguintes funções mais elementares3 de: a) - individualização de bens determinados , no acervo do património do devedor, o que se prende com o objecto da penhora e com o procedimento processual para a sua efectivação ( modos de realização da penhora: arts. 838.º (imóveis), 848.º a 849.º (móveis não sujeitos a registo); art. 851.º (móveis sujeitos a registo); art. 856º (direitos de crédito); art. 857.º (títulos de crédito), art. 860ºA (direitos ou expectativas de aquisição); art. 861.º (rendas, abonos, vencimentos e salários); art. 861.º-A (depósitos bancários e outros valores mobiliários); art. 862.º (direitos sobre bens indivisos, direitos reais cujo objecto não deva ser apreendido, direitos patrimoniais emergentes da propriedade intelectual e quotas de sociedades) e art. 862.º-A (estabelecimento comercial), todos do CPC; b) - conservação dos bens penhorados, em que releva a situação processual desses bens e a sua administração: - poderes de administração do fiel depositário - art. 843.º do CPC, com referên-cia ao art. 1187.º do CC; na penhora de direitos, entrega ou depósito da prestação devida (art. 860.º CPC) e quanto a actos conservatórios (art. 856.º, n.º 6, do CPC);
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Quando a penhora recair sobre bem já onerado com direito real de garantia a favor do crédito exequendo, aquela só têm a função prática da conservação do bem, um vez que este já encontra individualizado e que o efeito relevante é o da constituição de tal garantia.

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c) - garantia para a satisfação do crédito dado à execução , o que respeita à natureza e efeitos da penhora: - art. 819.º a 822.º do CC. II OBJECTO DA PENHORA 1. Preliminar A determinação do objecto da penhora importa a referência a dois parâmetros basilares: A – A penhorabilidade / impenhorabilidade dos bens (arts. 821.º, n.º 1 e 2, do CPC), parâmetro marcadamente técnicojurídico; B – A suficiência dos bens a penhorar , à luz do princípio da proporcionalidade aflorado nos artigos 821.º, n.º 3, e 834.º, n.º 1, do CPC). O regime jurídico da penhorabilidade está organizado segundo determinadas categorias em função do respectivo âmbito ou da natureza dos bens, como se depreende dos artigos 822.º a 828.º do CPC. O quadro legal das impenhorabilidades e das penhorabilidades parciais ou específicas constitui como que um baluarte jurídico destinado a defender certos elementos patrimoniais em função da sua natureza ou da sua finalidade geral ou particular, relevando, por isso, em sede do controlo da legalidade da penhora, quer pelo agente de execução, no momento em que procede à penhora, quer pelo juiz tanto nos casos especiais em que deva intervir previamente, proferindo despacho autorizativo, como quando a questão lhe seja suscitada por iniciativa do agente de execução ou por via do mecanismo de oposição à penhora. Assim, se o agente de execução tiver dúvidas sobre a penhorabilidade de determinado bem, deverá suscitar a questão ao juiz, ao abrigo do disposto na alínea d) do n.º 1 do artigo 809.º do CPC. Por razões de economia de exposição, começaremos por abordar o segundo parâmetro enunciado.

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º do CPC. . segundo o n. Porém.º 3 e 4. as custas da execução saem precípuas do produto dos bens penhorados – o que significa que são pagas em primeiro lugar – e incluem : . a penhora far-se-á pela ordem preferencial ali indicada . n. 1 e 2.00. a penhora limita-se aos bens necessários ao pagamento: a) – da dívida exequenda.º 1 do artigo 834. ao limite traçado no nº 3 do sobredito artigo 821. e Tabela I-B anexa.a taxa de justiça e encargos relativos à execução ( vide artigo 7. ao montante do crédito exequendo 4 A mais recente alteração do Regulamento das Custas Processuais (6. de 13 de Fevereiro. as quais. aprovado pelo Dec.00 = € 120. em regra.o capital e os juros moratórios e compulsórios – nomeadamente nos termos dos artigos 46.000. alterado pelo Dec. quando esse valor se contiver dentro do valor da alçada do tribunal de comarca (inferior ou igual a € 5.00).º 2 do artigo 834. a liquidar a final pela secretaria. Da suficiência dos bens a penhorar . que entra em vigor 45 dias depois da sua publicação. por excesso.-Lei n.-Lei n. . compreenderá : . n. a qual.º 7/2012.20% do valor da execução. do CPC.000.º 2.000. de 28 de Agosto4.º do CPC. . b) – das despesas previsíveis da execução . n. De harmonia com o disposto no n.º.º 181/2008. do Regulamento das Custas Processuais.00). nos termos do artigo 805. devendo atender-se.º.º 3 do artigo 821. vencidos até à data da instauração da execução . . se este exceder quatro vezes o valor da alçada da relação (superior a € 120.º 34/2008.ª alteração) foi introduzida pela Lei n. do CPC e 829. para tanto.10% do valor da execução.5% do valor da execução.os juros que se vençam na pendência da execução.. para efeito de realização da penhora e sem prejuízo de ulterior liquidação.º.º do CPC. 4 . Segundo o n. ainda que a pe-nhora não se adeqúe.º do CPC. nos termos do artigo 455.000. A este propósito.º do CPC .º 2. se presumem no valor de : .as demais despesas a que se refere o artigo 455. n.2. nos casos em que tal valor exceda o valor da alçada do tribunal de comarca sem exceder quatro vezes o valor da alçada do tribunal da relação – 4 vezes € 30. . importa referir que. do CC .º do CPC.º-A.

º a 603. do CPC. do CC.º e 759.º. 5 . 3. por qualquer título em poder de terceiro (art. O fiador não goza do benefício de prévia excussão e portanto responde como devedor principal (a chamada fiança solidária): . quando a penhora de outros bens presumivelmente não permita a satisfação integral do credor no prazo de seis meses. Penhorabilidade/Impenhorabilidade 3. c) – prioritariamente. nos termos previstos nos artigos 601.1. alínea a). Devedores subsidiários São devedores subsidiários os seguintes : a) – O fiador que goze do benefício da prévia excussão dos bens do devedor principal.é admissível a penhora de imóveis ou de estabelecimento comercial. do CPC). nos termos previstos nos artigos 638. n. Dívidas do devedor principal Pelas dívidas do devedor principal respondem os bens que lhe pertencem – mesmo que se encontrem. n. do CC.º do CC e artigo 821.º. 753.º 1.º e 817.1.º. 601. b) – bens determinados em virtude de convenção das partes que limite a responsabilidade do devedor a alguns dos seus bens. os bens do devedor onerados com direito real garantia constituído para satisfação do crédito exequendo . do CPC e 697. Regra 3. 3.1.º.artigos 835. n.º e 639. Além disso.º do CC. 831.1.º.quando tenha assumido a obrigação de principal pagador – artigo 640.1.º.º 3.º do CC.2.º 1.º.1.º 3 do referido artigo 834.º 1. a penhora pode ser reforçada ou substituída nas situações prefiguradas nas diversas alíneas do n. n.1. salvo se estiverem isentos de penhora. 678º. ao abrigo do disposto no artigo 602. ou seja: a) – a generalidade dos bens do património do devedor – art.1.º do CC. Da penhorabilidade subjectiva 3.

na parte em que refere “se o exequente pretender fazer valer a garantia”. do CC. do CC. privilégio creditório e direito de retenção) a favor do crédito exequendo – artigos 656. do CPC. Os bens de terceiro respondem.º.º. assistindo ao credor a faculdade de demandar apenas o devedor e penhorar os respectivos bens.º 2. n. 6 . e 818. mais precisamente em conformidade com o disposto nos artigos 616. do CC.º do CC.º 1. do CSC) e os sócios comanditados das sociedades em comandita (art.º. 821. do CC e artigo 821.2. do CPC. como decorre do disposto nos artigos 56. 465. 3.º. alínea a).º.º. sem accionar a garantia real contra o terceiro. n. Nesta última hipótese.º 2. b) – Quando os bens de terceiro se encontrem onerados com direito real de garantia (consignação de rendimentos. n. n. nos termos previstos nos artigos 610.º.º 1. artigo 821.º e 818.º. ainda que não seja comerciante – artigo 101. n. penhor. n. do CPC) . n. excepcionalmente.quando se trate de fiador de obrigação mercantil.º e seguintes do CC.quando o devedor ou o dono dos bens onerados com garantia não puder ser demandado no território nacional. a execução dos bens de terceiro não é prioritária em relação à penhora dos bens do devedor. Excepção – penhora de bens de terceiro (art. de forma expressa ou tácita. alínea b).º 2. deduzida pelo credor contra o devedor e o terceiro beneficiário de actos de alienação ou de oneração de bens desse devedor. .se renunciar a tal benefício. em virtude de facto posterior à constituição da fiança – art.º 2.º.º 1 e 2.º 1. do CSC). n. c) – Os sócios das sociedades comerciais em nome colectivo (artigo 175.º a 761. que envolvam diminuição da garantia patrimonial do crédito.º.º. nos termos do artigo 997.º do Código Comercial. 640º.ª parte.1. hipoteca.º 2. por dívidas de outrem em duas situações típicas: a) – Em caso de procedência de impugnação pauliana. do CPC. 2. .. e 641. n. nos termos previstos nos artigos 640. nomeadamente quando deixe de provocar o chamamento do afiançado à acção declarativa. b) – Os sócios das sociedades civis por dívidas sociais.

º (intransmissibilidade do direito e da obrigação de preferência.º 36/2003. do CSC. nos termos dos artigos 616.º todos do CC. 3. 231. 2. 7 .º 143/2008. n.º (inseparabilidade das servidões prediais).º (bens adquiridos por mandatário no âmbito do mandato sem representação).º. nos termos do art. Em qualquer caso de penhora de bens de terceiro onerados em relação à dívida exequenda.º 2.a propriedade das recompensas.º 2. 420.º.os direitos relativos ao nome ou à insígnia.ª parte do CC e artigos 56.-Lei n.º do Código da Propriedade Industrial (CPI). e 821. 31. que aprovou o Novo RAU – direito de arrendamento habitacional. alíneas a) e b) do CPC a) – Os bens impenhoráveis por disposição especial (art.º. proémio.º (direito de uso e habitação). n.º. de 27-5. Da Penhorabilidade / Impenhorabilidade objectiva 3. n.1.º. Comercial. n. n. nomeadamente nos casos previstos: .º. 1059. aditado pelo art. 1545..º.-Lei n. e 818. 183.2.º do CC.os géneros e mercadorias depositados nos armazéns gerais. o terceiro deve ser sempre demandado como executado – artigos 56. .º n. nos termos do art.º 1. 1106.º 6/2006. o credor pode então instaurar então execução contra o adquirente do bem.º 2.º 2 (coisas fora do comércio jurídico).º. .º.1.º 1. e 297. 1135.º 2.2. n. o exequente poderá requerer o chamamento do adquirente mediante o incidente de intervenção principal provocada. n. nos termos do artigo 414.º (caducidade do direito potestativo de aceitação da proposta contratual).º do CC. (crédito de alimentos) e 2.º. . do CPC) e as coisas ou direitos inalienáveis. . nos termos do artigo 279.nos artigos 202. Impenhorabilidades de matriz substantiva 3.arts. no caso de ter sido julgada procedente a acção pauliana. 496. e das sociedades em nome colectivo.º 1.1. em separado. n. do estabelecimento – arts. n.2.º 2.º.º 2. dos bens de que são acessório.Art. 3. n. 2008. do CPC.a participação social no capital das sociedades civis. 1488. 822. e 821.º do CPI. como regra). republicado pelo Dec. Absoluta ou total . alínea f). 999. de 25-7. aprovado pelo Dec. do CPC. 822.º. .292.º.º da Lei n. Assim. de 5-3.º do Cod.º. em separado.º 3. parte final. Se já houver execução pendente contra o devedor. 1184.

fluvial e lacustre – al.º 1 do artigo 84. 5 Para um conhecimento aprofundado sobre a dominialidade pública. alínea b). aprovado pela Lei n. b) – Os bens do domínio público do Estado ou das restantes pessoas colectivas de direito público . o domínio aéreo – al.º 45/2005. . e 165. o domínio geológico – al.o direito à indemnização por acidentes de trabalho e por doenças profissionais. condições de utilização e limites.º e 309.– als.º 1. o domínio cultural.º 1 do artigo 84. g). al. n. nos termos prescritos no art.º 99/2003. . al.º 1 do artigo 84. b) do n. art. d) e e) do n. do CC. por todos. 2005. Ana Raquel Gonçalves Moniz. em várias categorias.º 70/2010. designadamente : . 84.º.º da Lei n. alterada pela Lei n.º da CRP. compete à lei definir quais os bens que integram o domínio público do Estado.º 13/2003. O Domínio Público – O Critério e o Regime Jurídico da Dominialidade . quando incompletos. O domínio público segmenta-se. de 1 de Abril.Lei n. . telas ou esculturas. da CRP. de 29-8 e pela Lei n.º. n. algumas delas com especificação constitucional.º da CRP. de 16-6. nos termos do artigo 23. das Regiões Autónomas e das autarquias locais.º da CRP.. republicado pela Lei n. 8 . 50. c) do n. nos termos dos artigos 302. de 14-3. o domínio hídrico marítimo. de 27-8.º 1 do artigo 84. a) do n. museológico e o arqueológico.º da Constituição. . em que se inclui o monumental.º 2. esboços. Almedina.º.º 63/85. sendo muito vasta a legislação sectorial sobre tal matéria5.º do Código do Trabalho. portuário e aeroportuário . salvo oferecimento ou consentimento do autor.os manuscritos inéditos.não assim os bens do domínio privado dessas entidades – artigo 822.º da CRP. .º. ferroviário. do CPC. Todavia. v). vide. o domínio radioeléctrico.a prestação inerente ao direito do rendimento social de inserção. fluvial. por seu turno. . desenhos. artigo 202.º. 164. n. o domínio infraestrutural rodoviário.º do Código do Direito do Autor e dos Direitos Conexos (CDADC).º 16/2008. . bem como o respectivo regime. aprovado pelo Dec. de 21-5. nos termos previstos nos artigos 84.º 2.

Impenhorabilidade de matriz processual 3.do Estado e das restantes pessoas colectivas de direito público6. Curso de Processo de Execução.º do CPC São absoluta ou totalmente impenhoráveis : A – por razões de ordem moral : .º 1.º. 1986. Almedina. cooperando com a Administração Pública nesse desiderato. A mesma isenção é aplicável no âmbito da execução para entrega de coisa certa. do STJ. nacional ou local. 4. ou que careça de justificação económica. . 822. 822. em virtude do disposto no artigo 930. 9 . 388.de pessoas colectivas de utilidade pública7. Freitas do Amaral. um objecto de elevado valor estimativo. Almedina. as pessoas colectivas de mera utilidade pública são pessoas colectivas privadas que prosseguem fins não lucrativos de interesse geral.2.2. BMJ n. 3. quando especialmente afectados à realização dos fins de utilidade pública. do CPC). a isenção reporta-se aos bens do domínio privado indisponível. não em função da sua natureza do domínio público ou privado. I. salvo quando se trate de execução para pagamento de dívida com garantia real sobre esses bens (artigo 823.os objectos cuja apreensão seja ofensiva dos bons costumes.º 1.º 492º.º. à luz do disposto no artigo 280.º .3. 7 Conforme ensina o Prof. que se encontrem consignadas no Orçamento do Estado para fins de utilidade pública – vide Amâncio Ferreira. pag. Vol.2. de 9-12-1999.g.º 2. Impenhorabilidade relativa Estão isentos de penhora os bens: . Curso de Direito Administrativo. exemplo de bens do domínio privado do Estado indisponível e portanto relativamente impenhoráveis. mas de reduzido valor de mercado) – al. pag.º.1. 565 e segs. 162.1.ª Edição. c) do art. No que respeita aos bens do Estado e das restantes pessoas colectivas de direito público.2. pags. n. em que se cita o ac. nota 288. mas em relação à sua especial afectação à realização de fins de utilidade pública . n. 6 Nesta rubrica. do CC.2. n. são as receitas provenientes de reprivatizações de acções de empresas públicas. .. pelo seu diminuto valor venal (v. do CPC. Impenhorabilidade absoluta ou total – alíneas c) a g) do art.de entidades concessionárias de obras ou serviços públicos.2. há que distinguir bens do domínio privado indisponível do Estado dos bens do domínio privado disponível.

em termos de dignidade social.2. forem penhorados como elementos corpóreos de um estabelecimento comercial. aferível no contexto do actual nível de desenvolvimento social.2.2. para tal efeito.3. o executado os indicar à penhora. não releva o tipo concreto de economia doméstica do executado.os bens imprescindíveis a qualquer economia doméstica que se encontrem na residência permanente do executado.2. Impenhorabilidade relativa (art.3. . salários ou prestações de natureza semelhante auferidas pelo executado 10 . 3. n. Dos vencimentos. a execução se destinar ao pagamento do preço da sua aquisição ou do custo da sua reparação.º. . 3.os túmulos. compreendendo qualquer culto religioso.1. as alfaias ou esculturas destinadas ao culto público ainda em poder do fabricante. .2. A indispensabilidade relevante será aferida de modo casuístico. C – por razões humanitárias : . não inclui.º 2. salvo se: . Penhorabilidade parcial 3.os instrumentos que sejam indispensáveis aos deficientes e os objectos destinados ao tratamento de doentes – alínea g).. B – por razões de ordem religiosa – os objectos especialmente destinados ao exercício de culto público. porém. mas sim um padrão de vida objectivo minimamente exigível. 823. incluindo os seus acessórios ornamentais. e). salvo quando se trate de execução destinada ao pagamento do preço da respectiva aquisição ou do custo da sua reparação – alínea f). em função do critério da necessidade do bem para exercício da profissão ou para o investimento na forma profissional do executado. por forma a prover ao seu sustento e da sua família. do CPC) São relativamente impenhoráveis os instrumentos de trabalho e os objectos indispensáveis ao exercício da actividade ou formação profissional do executado. mas já não os jazigos ainda não implantados no cemitério – al.

n.-Lei n. daí que seja penhorável um terço daqueles rendimentos.º 246/2008.º 143/2010.70. Porém. cabe reclamação para o juiz.22. sendo o rendimento penhorável em um terço.º 4. actualmente é de € 485.º 2/2007. de 31 de Dezembro). de € 403.00. de 31-12). 11 .º 5 do artigo 824. de € 385.º. em 2004 (Dec.º 238/2005.€ 485.º 2 do mesmo normativo. a requerimento do executado.-Lei n. de acordo com o estabelecido no Dec. nos termos do preceituado nos n. Assim: a) . por isso. Segundo o artigo 824.00 x 3. isentará de penhora os rendimentos daquele. 2008 (Dec.º 1514/2008. de € 426. .00 (Dec. . nos termos do artigo 824. do CPC. são impenhoráveis dois terços dos rendimentos em epígrafe. . pelo prazo de seis meses. do CPC.00 . se o executado tiver outros rendimentos ou se o crédito exequendo respeitar a alimentos.º 242/2004. quando o respectivo agregado familiar tiver um rendimento relevante para efeitos de protecção jurídica igual ou inferior a ¾ do valor Indexante de Apoios Sociais.ao limite mínimo equivalente a € 485. de 24-12.-Lei n.-Lei n.º 4 do artigo 824.º 19/2004. valor esse que se cifra actualmente em € 1. a requerimento do executado e ouvido o exequente . em 2006 (Dec. que deve ser fundamentada. em 2007 (Dec.00 (Dec. de 30-12). (419. alínea a). valor este que hoje é de € 419.90. de 20-1). em 2005 (Dec.455. não opera o referido limite mínimo.º do CPC. b) . O salário mínimo nacional mantém-se em 2012.00.-Lei n. a requerimento do executado e ouvido o exequente . pelo prazo de seis meses.Nos termos do n.22x3/4 = € 314.º 8.ao limite máximo equivalente a três salários mínimos nacionais em vigor à data de cada apreensão. de 3112) e de € 450. quando o respectivo agregado familiar tiver um rendimento relevante para efeitos de protecção jurídica superior a ¾ e igual ou inferior a duas vezes e meia o valor 8 O salário mínimo nacional: foi de € 365. confina essa impenhorabilidade aos seguintes limites: ..º 397/2007.Nos termos do n. 5 e 6 do artigo 824. sem prejuízo das hipóteses de isenção ou redução da penhora. de 3-1). n.º do CPC.60.º 143/2010. o agente de execução.º. acima daquele limite o rendimento em referência é totalmente penhorável.-Lei n.º 1.Lei n. quando o executado não tiver outros rendimentos e o crédito exequendo não for relativo a alimentos.-Lei n. o n. de € 374. nos termos fixados na Portaria n.º do CPC.00. o agente de execução. de 18-12). reduzirá para metade a parte penhorável dos rendimentos daquele. de 31 de Dezembro 8. dessa decisão do agente de execução.42).

º 8 do artigo 824. pode o agente de execução.00). nos termos do n. ouvido o exequente. dos rendimentos daquele. que será remetida ao juiz. 824. da decisão do agente de execução. nos termos do nº 8 do artigo 824.º do CPC. sendo esta a fracção concretamente impenhorável.º 6 do artigo 824.º do CPC. ao valor de € 1. a requerimento do executado.455.º 7 do artigo 824. o qual pode limitar-se a sustentá-la.66. poderá ser reduzida a parcela concretamente penhorável. ou seja.º do CPC. superior a € 314. 824.º do CPC. dessa decisão.º 2 do artigo 824.º do CPC. c) – Fora das hipóteses acima referidas.666. a natureza do cré-dito exequendo e as necessidades do executado e do seu agregado familiar. nos termos da alínea a) do n. 824.00 – 1.porém.º 6 do artigo 824. d) . 12 .Indexante de Apoios Sociais. nos termos do n.º do CPC. ponderados o montante e a natureza do crédito exequendo e o estilo de vida e as necessidades do executado e do seu agregado familiar. por período que considere razoável.00 = 2. d) – No entanto.500. n.Também nos termos do n.º 6 do art. esse valor deve ser reduzido ao limite máximo correspondente a três salários mínimos nacionais. ponderados os montantes. e que deverá ser fundamentada.00: a) – começando por apurar a fracção impenhorável de 2/3 do referido vencimento. nos termos do n. o agente de execução. nas condições referidas no n.º 8. nos termos do artigo 824.5). Exemplo 1 – a penhora de um vencimento líquido de € 2.455. por força do preceituado no n.05 (419.º do CPC.º 1 do art.por conseguinte. cabe reclamação para o juiz.22 x 2. da decisão do agente de execução que recuse o requerimento do executado. c) .00 (o triplo de € 485. a parcela penhorável é de € 1.º do CPC.048.42 e igual ou inferior a € 1.º do CPC . cabe reclamação para o juiz.º 2 do art.º.500.00. a proposta do agente de execução deverá conter um projecto de decisão fundamentada. poderá reduzir o limite mínimo imposto pelo n. do CPC. positiva ou negativa. ou seja. da parte penhorável.045. propor ao juiz a redução. encontra-se o valor de € 1. que deve ser fundamentada. cabe reclamação para o juiz. por período razoável. b) . a requerimento do exequente e ouvido o executado.

º 2 do artigo 824.00.º 7 do artigo 824. nos termos do nº 4 do art.no entanto.33.00. por força da 2.º 6 do mesmo artigo. além disso.00.ª parte do n. nos termos do n.00 : a) – a fracção impenhorável de 2/3 equivale a € 666.67 = 500. b) – daí que a fracção concretamente impenhorável é de € 485.00 – 485. penhorável a parcela de € 166. e) – por seu lado.º 4 a 7 do artigo 824. b) . a parcela penhorável é de € 15.00 – 666. a parcela penhorável é de € 333.33.º do CPC.º do CPC.00). estando. se o executado dispuser de outros rendimentos ou o crédito exequendo respeitar a direitos a alimentos : a) – a parcela impenhorável de 2/3 é de € 333. a requerimento do executado. 824.º do CPC e. ouvido o exequente.º do CPC.66. c) . aquém do sobredito limite máximo e além do limite correspondente ao salário mínimo nacional (€ 485.00.34 = 1.000.66. o agente de execução isentará de penhora o referido rendimento.00. poderá haver lugar à isenção ou reduções previstas nos n. Exemplo 4 : vencimento de € 500.33.º do CPC.00.Exemplo 2 – a penhora de um vencimento líquido de € 1. o agente de execução reduzirá a parcela penhorável a metade. pelo prazo de seis meses. b) . o agente de execução pode propor ao juiz a redução do limite mínimo de € 485. ao abrigo do n. por isso. sendo.assim. ouvido o executado. Exemplo 3 : vencimento de € 500. pode propor ao juiz a sua redução por período razoável superior.assim. pelo que não há que operar qualquer redução. 13 .º 5 do artigo 824. a requerimento do executado.00 – 333. nos termos do n. d) – No entanto.000. não estando agora sujeita ao limite mínimo de € 485.00 = 500.porém. pois. portanto inferior ao salário mínimo de € 485. sem que existam outros rendimentos nem se trata de direito a alimentos: a) – a fracção impenhorável de 2/3 corresponde ao valor de € 333.00. ouvido o exequente. a requerimento do exequente. c) .

de 21-5 9.º 283/2003.-Lei n.º 223/95. que “as prestações dos regimes de segurança social são parcialmente penhoráveis nos 9 A Lei n.º 2. que revogou a anterior Lei n.º 70/2010.º 13/2003. Das prestações periódicas pagas a título de aposentação ou de outra regalia social. de 29-8 e pela Lei n. que aprovou a Revisão de 1995/96 . em termos absolutos.º do Código do Trabalho.º do Dec.º do CPC.1. aprovado pela Lei n. a impenhorabilidade dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos estabelecida.º do Dec. que não pode ser operada nos casos de pensão ou de regalia social .-Lei n. é regulamentada pelo Dec.º 99/2003 . Também o direito ao rendimento de inserção social não é susceptível de penhora. 14 . Já a Lei n.2. nos termos dos artigos 302.º 100/97. independentemente do seu montante. 3. Segundo o preceituado no artigo 12.º 329-A/95.2. de 16-6. de 27-8.-Lei n. 21-5. seguro. na medida em que aquelas normas são posteriores a esta. de 20-12. de 12-12.º do Dec. foi alterada pelo Lei n. de 12-12. em colisão com o disposto no artigo 824. em cujo artigo 35. e o mesmo se diga quanto à impenhorabilidade absoluta do subsídio por morte estabelecida no artigo 8. salvo quanto à redução do limite mínimo . de 8-9. não são invocáveis em processo civil as disposições constantes de legislação especial que estabeleçam a impenhorabilidade absoluta de quaisquer rendimentos.3. indemnização por acidente ou renda vitalícia ou de quaisquer outras pensões de natureza semelhante Aplica-se o regime de impenhorabilidade parcial referida em 3. nos limites da impenhorabilidade parcial previstos no artigo 824. prescreve no seu artigo 73.º 45/2005. n.-Lei n. de 23-2.-Lei n. no artigo 17º do Dec.3. sobre Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais.º.º e 309. importa referir que os créditos provenientes do direito à indemnização por acidentes de trabalho e por doenças profissionais. Todavia.º da Lei n. só é invocável.º 7 do artigo 824.º 496/80. de 8-11. no âmbito da execução civil. são absolutamente impenhoráveis.º 42/2006. de 20-10.º 329-A/95.º do CPC. nos termos do artigo 23.parte final do n.º do CPC.º 13/2003.º se consideravam igualmente impenhoráveis aqueles direitos. que aprovou as bases da segurança social.. alterado pelo Dec. de 13-9. Assim.2.-Lei n.º 32/2002. parecendo-nos que estão fora do alcance do artigo 12.

Penhorabilidades específicas 3. a origem da provisão da conta bancária).º 2.1.2.º. 3.1. do CPC) . nos termos do n. do CC) respondem : a) – Em primeiro lugar : 15 .g. Bens que respondem pelas dívidas dos cônjuges A .º-A do CPC) A quantia em dinheiro ou o depósito bancário resultantes da satisfação de um crédito impenhorável. 824.4. n.3. Segundo o n. .º.4. n.º do CPC. é impenhorável o montante de dinheiro ou de saldo bancário de conta à ordem no valor global correspondente a um salário mínimo nacional – actualmente fixado em € 485. n.º do CPC. Penhora de quantias pecuniárias e de depósitos bancários A – Da penhora de dinheiro ou de saldo de conta bancária à ordem (art.º 3.1. são também impenhoráveis.2. Incumbirá.º.º. o agente de execução poderá propor ao juiz o afastamento daquele limite.4.00. B – Da penhora de quantias pecuniárias ou depósitos bancários (art.º. a requerimento do exequente e ponderados o montante e a natureza do crédito exequendo. nos mesmos termos em que o era o crédito originário. bem como o estilo de vida e as necessidades do executado e do seu agregado familiar. 1692. pois.º 1. 1693.2. pelo que lhes é aplicável o preceituado no artigo 824. 824. 3.º 7 do artigo 824. Todavia.3. Penhora de bens comuns do casal 3.termos da lei geral”. ao executado provar a proveniência dessa quantia ou depósito (v.Por dívidas da exclusiva responsabilidade de um dos cônjuges (arts. e 1694.2.º 3 do artigo 824.

º 1. não podem ser aprovadas dívidas que não estejam devidamente documentadas – alínea b) do n. podem então ser penhorados outros que lhe tenham sido adjudicados.No regime de separação de bens . se os bens assim partilhados não couberem ao cônjuge executado.º 7 do artigo 825.º.º 1. do CC. do CC e 825. ou junta a referida certidão.º. n. ou seja em caso de falta ou insuficiência daqueles bens.º 1.e.º e 534. n. conjugado com o disposto nos artigos 513. n. o exequente e os outros credores têm direito de promover o andamento do inventário e de reclamar contra a escolha de bens que o cônjuge do executado faça para ser formada a meação – art. responde a meação do cônjuge devedor nos bens comuns. por apenso à execução. parte final.4.º.º 1.Por dívidas comuns (arts.º 2.º 1 do artigo 825.ª parte. do CC.º. cita-se o cônjuge do executado para. 1695. no prazo que dispõe para a oposição.2. os bens indicados nas diversas alíneas do n. em que sejam penhorados bens comuns do casal nas circunstâncias referidas em A-b). mantendo-se a anterior penhora até à nova apreensão – n.º. nesse inventário.º 2. Execução movida apenas contra um dos cônjuges em caso de penhora de bens comuns ou de responsabilidade solidária.º 2 do citado artigo 1696. 1693.º 1. n. nos termos previstos no artigo 1406. C .º 1. do CPC. Apensado o requerimento em que se pede a separação. do CC.º do CPC.º.1. 1406. b) – Na sua falta ou insuficiência . n. os bens próprios de cada um dos cônjuges – art. do CC) respondem : a)– Em primeira linha.º do CPC. nos termos dos artigos 1696. mas sim parciária ou conjunta.º.º 1 do mesmo normativo.os bens próprios do cônjuge devedor – art.º. n. 3. . a) e c). os bens comuns – artigo 1695. na execução movida apenas contra o cônjuge devedor.º. .º. ou juntar certidão comprovativa da pendência de acção em que a separação já tenha sido requerida. 1. a responsabilidade dos cônjuges não é solidária. nos termos do artigo 1695. n.º. B . Como determina o n. 16 . e 1694. a execução fica suspensa até à partilha. ao mesmo tempo. b) – Subsidiariamente.º. do CPC. requerer a separação de bens. todos do CC. n.2.º do CPC10. 1696.. 1691.º 1. 10 No processo de inventário especial acima referido. als. n.

requerer a separação de bens ou juntar certidão que comprove a acção já pendente para tal efeito. a dívida ser considerada comum. do CPC.º 5. . Se o cônjuge do executado recusar a comunicabilidade da dívida. Se a comunicabilidade da dívida for aceite. caso em que o respectivo cônjuge. os bens próprios dos cônjuges – art. antes da penhora dos bens comuns do casal.º. quando o exequente alegue fundamentadamente que a dívida é comum . o executado pode também alegar fundamentadamente a comunicabilidade da dívida. sem prejuízo da faculdade de deduzir oposição – artigo 825.. se já tiverem sido penhorados bens próprios do primitivo executado. subsidiariamente. como prescreve o n.ª parte. n. a execução prosseguirá também contra o cônjuge do executado.º. os bens comuns. nada dizendo.em primeiro lugar.º 3 do artigo 825. n. n. No mesmo prazo. para os efeitos da execução.º. sob pena de.º 1. do CC. penhorados os bens próprios do cônjuge do primitivo executado. qualquer dos cônjuges pode.º.º 1. mas não tiver requerido a separação de bens nem apresentado certidão comprovativa de acção pendente para esse efeito. Em execução baseada em título diverso de sentença .º do CPC. última parte. se o cônjuge do executado não requerer a separação de bens nem se pronunciar sobre a comunicabilidade. 1695.º 3 do artigo 825. se não tiver requerido a separação de bens. nos termos do artigo 1695. do CPC. sob pena da execução prosseguir nos bens penhorados – art.º. a execução prosseguirá sobre os bens comuns. o cônjuge do executado é ainda citado para. n. ao abrigo do disposto na parte final do n. Daí que o n. como estatui o n.º.º do CPC preveja que possam ser. Por outro lado. 1. em alternativa e no mesmo prazo. é notificado para efeitos de aceitar tal alegação.º 2 do 17 . respondendo por essa dívida: . expressa ou tacitamente. Quando o exequente não invocar a comunicabilidade da dívida. pode aquele executado requerer a substituição dos bens penhorados. 825. do CC.º 3 do referido artigo 825. aceitação tácita da alegada comunicabilidade da dívida. nos termos e sob a cominação do n.º 4 do artigo 825. Haverá.º 2. sendo estes suficientes. declarar se aceita a invocada comunicabilidade. no prazo da oposição.e na falta ou insuficiência de bens comuns . pois.

º do CC.à comunhão em património autónomo.º. b) . 1696.º do CPC. .º do CPC.º 3 e 4. sem o consentimento dos restantes. n.º 1 do artigo 826. alienar nem onerar parte especificada da coisa comum. 5 e 6. alegando que a dívida em litígio é comum.à compropriedade em bem indiviso.º 1.º 2 do mesmo normativo. e ao mesmo tempo os bens indicados no n.º do CPC reporta-se a dois tipos de situação jurídica : a) . 18 . em sede de execução. Com efeito.º 6 do artigo 825. Por consequência. não prejudica o seu direito exigir a compensação contra este cônjuge pelo pagamento de dívidas do casal. ao abrigo do disposto no artigo 329.2.º do CC. a sua meação nos bens comuns. do art. do CC. 826. nos termos do n.ª parte. exclusivamente. Porém. n.º. No caso da compropriedade. podendo-se penhorar os bens comuns nos termos consignados no artigo 825. o consorte não pode.º. nos termos do artigo 1697. na acção declarativa. se não observar esse ónus.na falta ou insuficiência de bens próprios . de toda a sua quota na comunhão (fracção ideal) ou de parte dela – artigo 1408.º 2. respondem: .º 1 do artigo 1696. não se pode operar o mecanismo previsto no artigo 825. . aplicando-se o disposto nos n. a não ser que haja oposição por parte do exequente – n. 3. de acordo com o estatuído no n. o demandado tem o ónus de requerer a intervenção do respectivo cônjuge. os bens próprios do executado. o facto de o cônjuge demandado na acção declarativa não ter deduzido a intervenção do outro cônjuge.º 1.4. como sucede nos casos de herança impartilhada e de património comum do casal. Em caso de execução de sentença em que não esteja reconhecida a comunicabilidade da dívida.2. 2. A prescrição estatuída no n.artigo 825. Penhora em caso de comunhão ou compropriedade (art. mas sem haver lugar à faculdade alternativa de aceitar agora a comunicabilidade da dívida.º do CPC) .º.em primeiro lugar. mas pode dispor. do CPC tendente a provocar a aceitação tácita ou expressa dessa comunicabilidade.º do CC.

não poderão ser penhorados bens da herança nem uma fracção de qualquer deles. subsidiariamente.º 1. os direitos relativos a esta só podem ser exercidos por todos ou contra todos os herdeiros. querendo. forem penhorados todos os quinhões em património autónomo ou todos os direitos sobre o bem indiviso. do CPC. em execução movida para pagamento de uma dívida pessoal de quem seja porventura contitular de uma herança impartilhada. no âmbito de execuções diversas. ser penhorada a quota (fracção ideal) que esse comproprietário detenha sobre o bem indiviso.º. essa meação responde. De igual modo. a favor de todos os titulares. quando muito. como já foi acima mencionado. como decorre do artigo 1696. Se.bens compreendidos no património comum ou fracção de qualquer deles. para requerer. a aquisição de bens e direitos que façam parte de herança indivisa. segundo o regime vigente.º. mas podem ser imediatamente penhorados. ser penhorado o respectivo quinhão hereditário.nem parte especificada do bem indiviso. mas nos precisos termos e condições do artigo 825.º 1. com posterior divisão do produto obtido. citando-se o cônjuge do executado. do CPC prescreve que. Em sintonia com esse regime substantivo. para tal efeito. do CC (litisconsórcio necessário legal). conforme se prescreve no n. 19 . a qual terá lugar no processo em que se tenha efectuado a primeira penhora. n. . só poderá. nos termos do artigo 2091.º do CPC. não podem ser penhorados: . mas poderá.º 2 do artigo 826. em execução movida para pagamento de uma dívida de um comproprietário. pois.No que respeita à herança impartilhada .º.º. a separação de bens. os bens comuns.º do CPC.º. não pode ser penhorada a coisa comum nem parte especificada dela. n. nos termos do artigo 825.º 1. do CPC. poderão ser penhorados imediatamente bens comuns. pelas dívidas da exclusiva responsabilidade de um dos cônjuges. e 49. n.º do Código do Registo Predial (CRP). realizar-se-á uma única venda. n. Quanto à meação dos cônjuges nos bens comuns . Assim sendo. ao abrigo do disposto nos artigos 37. E é assim mesmo nos casos em que os herdeiros tenham feito registar.º 1.º 1. o artigo 826. n. porém. em execução movida apenas contra um ou algum dos contitulares de património autónomo ou de bem indiviso. Já no caso de execução movida contra um dos cônjuges. .

º 1. não se poderão penhorar bens da herança impartilhada nem qualquer fracção deles (art.º 1.º. ou que fique a cargo de algum ou de alguns deles. o regime previsto no artigo 827. para pagamento das dívidas pessoais de quem seja porventura herdeiro. se uns ou outros não puderem ser integralmente pagos. .º. caso em que só responderão os bens inventariados. E.se a herança foi aceita a benefício de inventário (art. por cujas dívidas respondem colectivamente os bens pertencentes à herança. Ora. nos casos em que esta já se encontre partilhada. em regime de litisconsórcio passivo legal necessário. n. 2053. nos termos dos artigos 2068. deverão ser demandados todos os herdeiros. do CPC).3.º 3 do mesmo normativo. 2052.º do CC. podem ser penhorados os bens da herança.3.º do mesmo Código. Penhora de bens da herança em execução movida contra o herdeiro (artigo 827. mas quando muito o respectivo quinhão hereditário. salvo quando tenha sido deliberado que o pagamento se faça à custa de dinheiro ou outros bens para esse efeito. há que verificar. Como foi anteriormente referido.º do CC. B – A situação de herança partilhada . mas. salvo se os credores ou legatários provarem a existência de outros bens – artigo 2071. .se a herança foi aceita pura e simplesmente (art.º e 2097. do CC).º.º do CPC) .º 1.º do CPC respeita à execução movida contra um herdeiro. Nessa hipótese. n. tal deliberação obriga os credores e os legatários.º 2 do artigo 2098. antes de mais : . nos termos gerais.º 1. importa distinguir duas hipóteses : A – A situação de herança indivisa ou impartilhada. nos termos do artigo 2091.º. n. do CC. nestas circunstâncias. . nos termos do n. por dívidas da herança. CC).º do CC). mas incumbindo agora ao herdeiro 20 . caso em que a responsabilidade não excederá também o valor dos bens herdados. n.2. têm recurso contra os outros bens ou contra os outros herdeiros. em tal caso. tal como se prevê no n.4. Tratando-se de dívidas da herança. caso em que cada herdeiro responde pelos encargos da herança na proporção da quota que lhe tenha cabido (artigo 2098. 826.

É. o executado só pode obter o levantamento dessa penhora. nos casos em que há um devedor principal e um devedor subsidiário que goze do benefício de 21 .º 3. do CPC : .em caso de herança aceita a benefício de inventário. nos termos dos artigos 2071. Assim.º do CC. que o artigo 827. do CC. Preliminar A penhorabilidade subsidiária pode respeitar : a) – quer à subsidariedade pessoal. .provar que na herança não existem valores suficientes para cumprimento das respectivas dívidas – artigo 2071. se a penhora recair sobre bens que o herdeiro não tenha recebido do autor da herança. relativamente à separação de patrimónios autónomos. Se o exequente deduzir oposição: a) – tratando-se de herança pura e simplesmente aceita . pois.º. quando a herança tenha sido aceita a benefício de inventário. o executado pode requerer o levantamento dessa penhora.º 1. do CPC.º 2. que os bens penhorados são oriundos da herança.1. juntando certidão do processo de inventário comprovativa de que os bens penhorados não foram ali relacionados. n. desde que indique ao mesmo tempo os bens da herança que tenha em seu poder e. n. b) .º do CC. só podem penhorar-se os bens que ele tenha recebido do autor da herança. ainda que não tivessem sido relacionados no inventário.º. o exequente tem o ónus de provar a falsidade da certidão junta ou de provar. em face disso. Penhorabilidade subsidiária 3. Na falta dessa prova. n. Se. se recebeu mais.º 2. n. do CC e artigo 827. prescreve que.5. por certidão de sentença proferida em acção declarativa autónoma.º 1 do artigo 2071.º 2 do artigo 827. quando alegue e prove.º. na execução movida contra o herdeiro. 3.5.2.º. será desde logo deferido o levantamento da penhora – n.º do CPC. o incidente de oposição levará ao levantamento da penhora dos bens em causa. o exequente não deduzir oposição.2. que os outros foram todos aplicados em solver encargos dela. nos termos do n.que os bens penhorados não provieram da herança.que não recebeu da herança mais bens do que aqueles que indicou ou. na adjectivação desse regime substantivo e ainda da limitação constante do artigo 601.

n.º 7 do artigo 828. c) – os sócios das sociedades comerciais em nome colectivo (art.a execução movida apenas contra o devedor subsidiário.º e 643. nº 1 a 6. b) – os sócios das sociedades civis.º 1 a 6.º do CPC. n. isto é. (art.2. A esta situação é aplicável o disposto nos n. n. do CPC a) – Quando o devedor subsidiário deva ser previamente citado : Nos casos em que o devedor subsidiário. n.º 1. quando a responsabilidade de certos bens pela dívida exequenda depende da verificação da falta ou insuficiência de outros bens. b) – quer à subsidariedade real. nos termos conjugados dos artigos 812.º do CPC.º.º 1.º-F.º-C. A – Execução instaurada contra o devedor principal e o devedor subsidiário .º-F. do CSC.º 1 e 3. quando não haja lugar a dispensa de despacho liminar nem à subsequente dispensa de citação prévia.º 1 a 6 do artigo 828. São devedores subsidiários : a) – o fiador e o subfiador.art.a execução movida apenas contra o devedor principal. n. nos termos dos artigos 638. a). do CC.º do CC. quando gozem de benefício da excussão prévia.5. não podem ser 22 .º 1.º. e não seja requerida pelo exequente a dispensa de citação prévia. deva ser previamente citado . 828.º 1 e 2. al. a). do CPC. não se exigindo a prévia excussão destes. .º.º 1. 465. do CSC). É a situação prevista no n.º.º 2. há que distinguir três situações típicas : .º. demandado conjuntamente com o devedor principal. . n.2.excussão. n. al. 828. . Para efeitos de penhora. Da subsidariedade subjectiva (Art. d) – os sócios comanditados das sociedades comerciais em comandita – art. 812. nos termos do artigo 997. do CPC) . nos termos do artigo 828. do CPC.º. 3. n. e 812. o que significa que os bens do devedor subsidiário só devem ser penhorados depois de excutidos os bens do devedor principal. 175.a execução instaurada contra o devedor principal e o devedor subsidiário.

al. do CPC. n.º do CPC. No caso de não ser requerida pelo exequente a citação do devedor subsidiário antes da excussão dos bens do devedor principal. CPC Quando o devedor subsidiário. 828. Mesmo que se afigure necessário penhorar bens do devedor subsidiário. o mesmo é dizer que só podem ser penhorados os bens do devedor subsidiário quando. Porém. o que significa.º 1. vendidos em execução os bens do devedor principal. só é admissível a penhora dos bens daquele.art. ao abrigo do disposto no n.º 2 e 3. salvo se o exequente provar que o devedor subsidiário renunciou ao benefício da excussão prévia. 828. salvo se for judicialmente 23 . procede-se então à citação do devedor subsidiário e subsequentemente à penhora dos bens deste. 828.º. n. o crédito exequendo e os créditos graduados antes do exequente – art. 1. enquanto não estiverem excutidos os bens do devedor principal. 828. esta citação deve ser todavia efectuada antes da realização da penhora dos bens do devedor subsidiário. 828. Em síntese. aliás.º. do CPC.penhorados os bens do devedor subsidiário. al. b) – Quando o devedor subsidiário não tiver sido previamente citado . a). depois de apurada a insuficiência do produto da venda dos bens do devedor principal.ª parte. este tem a faculdade de indicar bens do devedor principal que hajam sido adquiridos posteriormente à penhora ou que não fossem conhecidos.º.º 6 do art. que ele responde como devedor principal. o produto dessa venda seja insuficiente para satisfazer as custas da execução. não tiver sido previamente citado.º. haverá lugar à citação prévia deste .ª parte.º 3. caso em que impende sobre o devedor subsidiário o ónus de invocar o benefício da excussão. n. B – Execução movida apenas contra o devedor subsidiário art. no prazo assinado para a oposição à execução – art. 2. b) do CPC a) – Havendo citação prévia Na execução movida apenas contra o devedor subsidiário. demandado conjuntamente com o devedor principal. n. depois de excutidos todos os bens do devedor principal. a citação do devedor subsidiário só deve preceder a excussão dos bens do devedor principal quando o exequente assim o requeira.º 1.

n. por dispensa judicial ao abrigo do disposto nos artigos 812.º 3 e 5. o benefício da excussão prévia. só é admissível a penhora dos bens do devedor subsidiário quando se mostre : .º 3. b) – Quando o devedor subsidiário não tiver sido previamente citado (art. nos termos previstos no n. n. n. do CPC. . dado que se considera que renunciou tacitamente a ele. não se procederá à penhora dos seus bens.que o devedor principal não tem bens. do CPC. desde que se verifique umas das seguintes situações: .º-F.º 3 e 5. Todavia.º-F.quando. o benefício da excussão. sem que este tenha provocado o chamamento do devedor principal ou feito reserva expressa do benefício de excussão.º 2.º. n. nos termos do artigo 641. Porém.º 4 do artigo 828.º do CC. havendo bens do devedor principal. 828.º do CPC. tratando-se de execução de sentença proferida em acção declarativa movida apenas contra o devedor subsidiário. al. no prazo de 10 dias a contar da notificação de que foi deduzida a referida oposição. 828. terá de obtê-lo. o devedor subsidiário pode invocar. . do CPC.º. C – Execução movida apenas contra o devedor principal 24 . Se o exequente não dispuser de título executivo contra o devedor principal. se o devedor subsidiário invocar. o exequente não haja requerido contra ele execução. em oposição à penhora. do CPC) Nos casos em que a execução seja movida apenas contra o devedor subsidiário e este não tiver sido previamente citado.ou que o devedor subsidiário renunciou ao benefício da excussão prévia. mas o exequente pode requerer que a execução prossiga contra o devedor principal. requerendo a suspensão da instância executiva. b. Os bens do devedor subsidiário só serão penhorados quando o produto da venda dos bens do devedor principal se mostre insuficiente. Neste caso. já não lhe aproveita a invocação deste benefício em sede executiva. a requerimento do exequente. nos termos combinados do disposto nos artigos 812. requerendo o levantamento da penhora.quando seja manifesto que a penhora efectuada sobre os bens do devedor principal é suficiente para a realização dos fins da execução. no prazo da oposição à execução.dispensada esta citação. promovendo a penhora dos bens deste – art.

n.º. do CC. bens esses que só respondem no caso de falta ou insuficiência de bens próprios do cônjuge devedor – art.5. Nas hipóteses de subsidariedade real acima mencionadas. 25 . e 474. 183. por dívidas estranhas a esse estabelecimento – art.3. b) – os bens próprios do cônjuge devedor para pagamento das dívidas da responsabilidade de ambos os cônjuges. do CPC e art. Porém. c) – os bens comuns para pagamento das dívidas da exclusiva responsabilidade de um dos cônjuges. nos termos dos artigos 999. bastando que se mostre a manifesta insuficiência destes bens – n. n. do CPC) São subsidiariamente penhoráveis: a) – a generalidade dos bens do devedor . 835. Da subsidariedade real (art. não podem ser penhorados bens do devedor subsidiário.º 1.º do CC. 1695.º.Neste caso. e) – o estabelecimento em relação à generalidade dos bens do titular do estabelecimento individual de responsabilidade limitada . d) – o direito ao produto da liquidação da quota ou da parte social nas sociedades civis. do CC.º do Dec. n.2. nas sociedades comerciais em nome colectivo e nas sociedades em comandita simples .º 2.º do CC.º 3. pode requerer que a execução prossiga contra o devedor subsidiário – art. 697.º 248/86. do CPC.º 7 do art.º.-Lei n. relativamente ao pagamento de dívidas pessoais dos sócios das sociedades civis e em nome colectivo e dos sócios comanditados nas sociedades em comandita. 828. 3. n.º. de 25-8. já que não foi demandado.º. não se exige que sejam previamente excutidos os bens que respondam em primeira linha.º do CSC.º 5. 1696.º 1.º do CPC. 828. quando haja garantia real constituída sobre bens do mesmo – art. n.º 7. se o exequente dispuser de título executivo contra o devedor subsidiário e se os bens penhorados ao devedor principal se mostrarem insuficientes.º. pelas quais responde prioritariamente a meação nos bens comuns – art. 22. 828. n.

por outro.º. n.º 38/2003. esses actos distribuíam-se em actos de parte de nomeação de bens à penhora (pelo executado ou pelo exequente. logo no requerimento executivo.º 3. cometendo-se a iniciativa e a realização da penhora ao agente de execução. Noção Preliminar A fase da penhora consiste no conjunto sequencial de actos e procedimentos – actos processuais e executivos – que tem por função individualizar os bens (incluindo direitos) do devedor.III FASE DA PENHORA 1. n. de 83. Nessa linha. deixando de ter lugar a nomeação dos bens à penhora e o despacho determinativo da mesma. do CPC. introduziu-se uma alteração profunda nesse regime processual. os bens a penhorar . em actos do juiz consubstanciados no despacho determinativo da penhora e em actos da secretaria de efectivação da penhora.º.º 2 e 833. do CPC . alínea i). 26 . consoante os casos). 821.º. n. é ao agente de execução que cumpre indagar da situação patrimonial do executado e da existência de bens penhoráveis (arts. 810.º 5. n.º-A do CPC) e efectuar a penhora. ou excepcionalmente de terceiros. Com a reforma executiva operada pelo Dec.º. 832. No regime vigente antes da reforma da acção executiva. do CPC).e o ónus de o fazer. subsequentemente. Não obstante isso. pela ordem indicada no artigo 834. ao exequente é deixada a faculdade de indicar.º 1. por forma a afectá-los à satisfação do crédito exequendo e das despesas de execução (art.º 2. preferencialmente. e n. com observância dos critérios legais de penhorabilidade.-Lei n. por um lado.art.

as contas bancárias de que ele seja titular. e 850.1.º do CPC.º 2. n. Indicação dos bens a penhorar . quando o bem penhorado se encontre registado em nome de terceiro. Ao juiz de execução. como se colhe do disposto no art.conceder autorização para a realização de penhoras com dispensa de citação prévia (art. .º 7. bem como os ónus e encargos que sobre estes incidam.º do CPC. n.os seus bens. nos termos do art.decidir sobre a escusa ou remoção do fiel depositário. Diligências prévias à penhora 2. de : . do CPC.quando o agente de execução não encontre bens.decidir sobre o modo de exploração dos bens penhorados nos termos do art. do CPC: . alínea b). n. .º.º 1). . também subsidiariamente. 833. 848. 812. 838.º-F. Procedimentos relativos à fase da penhora 2. .º 1).º. fica cometida uma função residual. n. e 861.º-B. em conformidade com o preceituado no art.o empregador do executado. nos termos do art. sempre que possível. n. do CPC. 809.º 3 e 4) ou em casos especiais que envolvam confidencialidade. Ao executado impõe-se.º. alínea i). n. O exequente indicará no requerimento executivo.º-B.1. do CPC.1. sigilo fiscal ou profissional (artigos 833.decidir sobre a suspensão da execução.º 2.º 1. n. n. 840. n. quando o registo da penhora seja provisório. como preceitua o artigo 810. .º 4. .º 1.º-A. parte final. nos termos do artigo 119. 854. n.providenciar pelo suprimento do trato sucessivo.º.º 4 do artigo 833. .º. 843. 845. ou que requeiram a aplicação medidas coercitivas (arts. o dever de indicar bens penhoráveis. do CPC. nos termos do art.º do CR Predial.º.º 2.º. nos termos do art. nos termos dos n.º-A. 27 .decidir sobre a ilisão da presunção de que os bens em poder do executado lhe pertencem. n. designadamente.º 3 do CPC. sem prejuízo do poder geral de controlo do processo e da competência para julgar a oposição à penhora. . 2.ordenar o arresto dos bens do fiel depositário.

após ser julgada improcedente a oposição deduzida. há que ter presente que incumbe ao agente de execução indagar da existência de bens penhoráveis. ambos do CPC.Na indicação dos bens a penhorar.º-C e 812. dir-se-ia que a falta de indicação dos bens a penhorar pelo exequente.º 1 do artigo 832.º-A. n. e 833.2. do CPC) .º do CPC. o agente de execução consultará o registo informático de execuções. os elementos referidos nas diversas alíneas do n. . 832.º 3 e 5. quando previamente citado sem que essa oposição tenha sido deduzida.º 5 do citado artigo 810.º 1 do artigo 812. o qual contém o rol actualizado das execuções pendentes e das 28 . por força do estatuído na alínea a) do n. Consulta prévia (art.º 1 do CPC. do CPC) Nos termos do n. Todavia. c) – da notificação da secretaria ao agente de execução: . e consoante a natureza desses bens. n. 2.º com referência à alínea d) do n. respectivamente.º 3. o exequente será então notificado para os indicar.º 3 do artigo 810. depois de proferido despacho a dispensar a citação prévia. por via de consulta prévia do registo informático de execuções e da consulta subsequente de outras bases de dados. Numa primeira leitura. suspendendo-se a execução. E.º. do CPC. .º-F.º.º. n. as diligências prévias à penhora a levar a cabo pelo agente de execução terão início no prazo máximo de cinco dias a contar: a) – da apresentação do requerimento executivo. 2. como determina o nº 2 do artigo 832º do CPC. n. ou de despacho que não suspenda a execução nos termos do artigo 818. b) – do termo do prazo para a oposição do executado . Antes de proceder à penhora. quando haja a dispensa de despacho liminar e de citação prévia do executado prevista no n.º 1 do artigo 811. nos termos do artigo 812. sem qualquer alegação de motivo justificado. ou.º-B.º.1. Início das diligências (art. tanto quanto possível. seria fundamento de recusa do requerimento executivo.º do CPC. n. 832.º-F. não sendo encontrados bens.º 2. nos termos dos citados artigos 833.º.º 2.1. o exequente deverá fornecer. n. nos termos dos artigos 832.3.º 1. Daí ter-se-á de concluir que a falta de indicação de bens à penhora no requerimento executivo não pode implicar a recusa ou indeferimento liminar deste.

º da Portaria n.º 331-B/2009.º 226/2008. e pelo Dec.procederá de imediato às diligências informativas prévias previstas no n. de 30-12. Quando penda contra o executado outro processo de execução para pagamento de quantia. do CPC: . e 832. Se o processo já pendente ainda não se encontrar na fase de concurso de credores. n. Assim. . o requerimento executivo será então remetido para esse processo . Os termos de acesso e consulta desse registo informático encontram-se previstos no artigo 807º do CPC e regulados no Dec. nos termos do n. a remessa do requerimento executivo valerá como coligação sucessiva de exequentes – artigos 58.º 2.º.º.Lei nº 201/ 2003. n. e 833.º 1 do artigo 832. n.º 4 do artigo 832.º. Se.º 5. a execução prosseguirá com a penhora desses bens.após o que comunicará ao exequente do seu resultado.º 201/2003.º-B.-Lei n.º 5.º 1. de 109. do CPC. de 18-3.º a 47. nos termos previstos no artigo 9. O agente de execução tem acesso directo ao registo informático. e definidos nos artigos 45. nos termos e para os efeitos combinados dos artigos 832.execuções findas ou suspensas com toda a informação a que se refere o artigo 806º do CPC.º 1 do artigo 833. o agente de execução: . de 20-11.º 53/2004. pela ordem prevista no 29 . o requerimento executivo para ali remetido vale como reclamação de créditos .º-A do CPC. Quando da consulta prévia resulte que já fora movida execução contra o executado que terminou sem integral pagamento . os seguintes requisitos : .-Lei n. do Dec. .º. do mesmo Código.º. o processo pendente já se encontre na fase de concurso de credores.º. CPC. parte final. alterado pelo Dec. n. de 30-3.o exequente seja titular de um direito real de garantia. n. n. sobre os bens penhorados no processo já pendente. .e nesse processo não tenha ainda sido proferida sentença de graduação de créditos.º 1 e 3.º 60-A/2005. de 10-9. desde que se verifiquem.º 4.-Lei n. passando o respectivo exequente à posição de reclamante – art. 1. 832. .se tiverem sido identificados bens penhoráveis.º do CPC. n. aquando essa remessa. na hipótese prevista no n. que não consista em privilégio creditório geral.º 3.ª parte. pela Lei n. cumulativamente.

º-F do CPC. . entretanto.º do CPC. n.º do CPC. aponta para que a não aplicação destes normativos só ocorra nos casos em que a consulta prévia seja efectuada depois da citação prévia do executado.º. da segurança social.ou se desistir da execução – artigo 833.º do CPC. 833º do CPC) . o agente de execução procederá à consulta das bases de dados da administração tributária. o que constitui uma extinção da instância executiva por inutilidade superveniente da lide. subsequentemente. perante a iminência do registo da extinção da execução a que haverá lugar. n. excepto se o exequente. .se não tiverem sido encontrados bens penhoráveis pelo agente de execução. 2. .º 2.º-F e o disposto no n. haverá sempre lugar à citação prévia do executado. e 919. 2.não sendo encontrados bens penhoráveis pelo agente de execução nem.º 3. sendo penhorados os bens que ele indique .º.º 1.º 1 do artigo 834.º.º.º 2 do artigo 806. b) . n. Diligências subsequentes para a identificação e localização de bens penhoráveis (art. oficiosa. do CPC. não obstante o preceituado na parte final do n. incumbe ao exequente indicar bens à penhora. por não haver lugar à sua dispensa legal ou judicial.ª parte. nos termos da alínea c) do n.º-B. indicados bens à penhora pelo exequente. das conservatórias do 30 .1. no prazo de 10 dias a contar da comunicação dos resultados da pesquisa ao registo informático. nos termos do preceituado na alínea d) do n.º 4 a 7 do artigo 833. n. como decorre do disposto na alínea c) do n.º 3.artigo 833.4. no segmento em que dispensa a aplicação do preceituado nos n.º 3 do artigo 832. caso seja necessário para a identificação e localização de bens penhoráveis .º 2 do artigo 812.se o executado.º 2 do artigo 812.não pretende a penhora de determinados bens imóveis ou móveis não sujeitos a registo identificados. Assim.º 2 do artigo 806. Após a consulta prévia do registo informático de execuções. não indicar bens à penhora . a conjugação entre o preceituado na alínea d) do n.º-B. devendo proceder-se ao competente registo informático. o que parece justificar-se pelas exigência do contraditório.n. nos termos dos artigos 832. alínea c). extinguir-se-á imediatamente a execução. declarar que: a) .º-B. no prazo de cinco dias a contar da comunicação dos resultados da pesquisa ao registo informático.º 3 do artigo 832.

ou haja feito declaração falsa de que tenha resultado o não apuramento de bens suficientes para a satisfação da obrigação.º 3 do artigo 832. por inutilidade superveniente da lide. em conformidade com o disposto no artigo 323.00. nos termos dos artigos 833. se. extingue-se a instância executiva. de 30-3.000. do CPC. Se o executado não pagar nem indicar bens para a penhora. . e 919. no prazo de 10 dias. com o limite global de € 1.º 6. que se interrompera por virtude da instauração da acção.º 1 a 6. do CPC.º-B. neste caso. no mesmo prazo. n. nº 3. aplicando-se. sem necessidade de qualquer autorização judicial.º 331-A/2009. . 833. não forem encontrados bens penhoráveis. 833. cujos serviços são obrigados a fornecer-lhe os elementos de que disponham para tal efeito. nos termos do artigo 833. comercial e automóvel e de outros registos ou arquivos semelhantes. n.º-B.º do CPC.º 1. com a especial advertência de que a declaração falsa ou a falta de declaração o fará incorrer numa sanção pecuniária compulsória equivalente a 5% da dívida ao mês. Fora da hipótese prevista no n. fará com que se reinicie o prazo de interrupção da prescrição do direito exequendo. Ser-lhe-á ainda indicado que pode.não tenha feito qualquer declaração.º. Não sendo indicados bens penhoráveis pelo exequente.º-A do CPC. o executado será citado ou notificado. do CPC. A extinção da instância executiva. n. neste caso se tiver havido citação prévia. n. nos termos exigidos pelo nº 7 do artigo 833.º 1 e 2. opor-se à execução – art. n. nos termos do artigo 833. na sequência das diligências prévias à penhora pelo agente de execução . com as necessárias adaptações. desde a data da omissão até à descoberta dos bens. o agente de execução terá de providenciar pela prévia autorização judicial. o disposto no nº 2 do artigo 519º-A.registo predial. o exequente será então notificado para se pronunciar no prazo de 10 dias e indicar bens – art. do CPC. ocorrida nesses termos. sendo que o reinício desse prazo ocorrerá retroactivamente a partir da 31 . do CC. parte final.º 4. b) . Mostrando-se necessária a consulta de declarações e de outros elementos protegidos pelo sigilo profissional ou constantes de dados sujeitos a regime de confidencialidade. para pagar ou indicar bens para penhora.º-B.º 4 e 7.º-A.º. alínea c). . e da Portaria n. quando: a) . ainda que se oponha à execução. n.º-B.

e 822. e 834. alínea d).º.à penhorabilidade / impenhorabilidade dos bens .2. ao abrigo do disposto no artigo 809. deverá suscitar a questão ao juiz de execução.º. n. n.à proporcionalidade da penhora.2. Em caso de dúvida. quando a penhora de outros bens não 32 .º e 835.º 1 e 2.º do CPC.1. do CPC.2.º 3.º 1.º. Linhas gerais 2. preferencialmente pela ordem indicada nas diversas alíneas do n. n.º. Ordem de realização da penhora .1.data daquele efeito interruptivo. n. n. 2. n. por aplicação analógica do preceituado no artigo 327. Observância dos requisitos de penhorabilidade e de proporcionalidade pelo agente de execução .º do CPC .º a 831.º 3. mormente o disposto nos artigos 821. Porém. é ainda assim admissível penhorar esses bens.2.º. a penhora realizar-se-á. o agente de execução deverá respeitar os parâmetros legais quanto: .º 1.1. Da realização da penhora 2. n.º 2.1. nos casos de penhora de imóveis ou de estabelecimento comercial cujo valor se revele excessivo em relação ao montante do crédito exequendo e das despesas de execução previsíveis.º 1 do artigo 834. De harmonia com o disposto nos artigos 834.º. do CPC. do CPC.º. 2. nomeadamente as regras constantes dos artigos 821. do CC.2. Na realização da penhora.º 1 e 2. e 821.

aprovado pelo Dec. relativamente aos bens onerados. presumivelmente. Segundo o regime vigente. como sucedia no regime anterior à Reforma da Acção Executiva operada pelo Dec.º 2 do artigo 826.º.º 38/2003. quinhão hereditário) ou de quota de comproprietário e se permita a utilização do mecanismo previsto no n.º-A. de 8-3 e que então se designava por despacho determinativo ou ordenatório da penhora.º º226/2008.-Lei n. nos termos previstos no artigo 861. aos privilégios creditórios e ao direito de retenção.º do Estatuto da Ordem dos Advogados.2. há lugar a despacho judicial precedente que. e do artigo 105.º. Porém. sem precedência de despacho judicial que a autorize ou ordene. prescreve que a penhora se inicie pelos bens onerados. por força das normas remissivas dos artigos 678.º 49/2004. 70. Também. a penhora deverá começar por esses bens. de 20-11. n. Formalidades gerais .º.1. a satisfação integral do credor no prazo de seis meses – art. foi alterado nalgumas das suas disposições pelas Leis n.Lei nº 88/2003. 2.º.-Lei n. nos termos do art. escriturais ou titulados. quando se trate de penhorar quinhão em património autónomo (v. n. 11 O Estatuto da Câmara de Solicitadores.g. a penhora é efectuada pelo agente de execução.º do Estatuto da Câmara dos Solicitadores.º e 759. no âmbito da hipoteca.º 2 do citado artigo 835.º do CPC.-Lei n.º 2. 834. aprovado pela Lei n.º 15/2005. a execução se estenda para além do necessário à satisfação do direito do credor. quando exista garantia real sobre os bens do devedor. nos casos de dispensa judicial de citação prévia. do CC. de 26-4.º 14/2006. nos termos do n. aplicável ao penhor. poderá integrar o despacho liminar. nº 1 e 12. de 26-411. . mesmo que. de 10-9. b) – nos casos de penhora em escritório de advogado ou de solicitador. assistindo ao devedor o direito de se opor a que sejam penhorados outros bens enquanto se não reconhecer a insuficiência da garantia. de 26-1. respectivamente.º 88/2003. como sendo conveniente para os fins da execução.º 1. nas seguintes hipóteses : a) – quando se trate de penhora de depósitos bancários ou de valores mobiliários. em regra.º do CC. e Dec. casos em que a realização da penhora será presidida pelo juiz. CPC. o artigo 835. 753.º 3. como prevê o artigo 697. Por outro lado.º. integrados em sistema centralizado. 33 . do CPC.3. aprovado pelo Dec. n. do CPC.permita. n. de 24-8.

A penhora efectuada pode ser reforçada ou substituída nas situações previstas no artigo 825.º.º 1.1. nos termos dos artigos 840. do CC e 846. e nas diversas alíneas do n. o qual só será consumado depois de findo o prazo de reclamação da decisão do agente de execução ou de transitada em julgado a decisão judicial que.º 7.º do CPC.º 3 do artigo 834º do CPC.º do CPC. o juiz não poderá deixar de fiscalizar a legalidade e proporcionalidade da penhora que lhe cumpre autorizar.º 3.2.c) – nos casos em que tenha de ser requisitada a força pública para efectivar a entrega ou a apreensão do bem a penhorar . Ao proferir o despacho autorizativo da penhora nas hipóteses acima referidas. a penhora faz-se por conversão do arresto . respectivamente. n.º do CPC.4.º. n.º 3 e 7.º. devido a acto ou omissão que não seja da responsabilidade do executado.º. em impresso próprio de modelo aprovado pela Portaria n.1.5.º 2. 2. e 834.º. Reforço e substituição da penhora . Nos termos do n.º 6 do artigo 834. o determinar. mas em caso de substituição. de 21-7. consoante a natureza do bem ou do direito a penhorar. 2. e 850.º a 863. com anterioridade reportada à data deste.º. . do CPC. As demais formalidades da realização da penhora seguirão os termos regulados nos artigos 838. do CPC. Se o bem a penhorar já se encontrar arrestado a favor do exequente. nos termos dos artigos 822. n. a penhora pode ser ainda substituída por caução idónea a garantir os fins da execução. n. A penhora será sempre reduzida a auto. a penhora dos bens substituídos só será levantada depois de efectuada a nova penhora – artigos 825. n. sendo imputadas ao 34 .º.º 5. . este pode requerer ao agente de execução o levantamento da penhora.2. como determina o artigo 836. Caducidade da penhora Se não forem efectuadas quaisquer diligências para a realização do pagamento do crédito exequendo durante seis meses.º 700/2003. n. a requerimento do executado que se oponha à execução.º. 848.

após a realização de cada diligência ou do conhecimento do motivo da sua frustração.2.º-A).º do CPC.º a 847. O modus operandi na realização da penhora obedece a figurinos tipificados na lei em função da categoria dos bens e dos direitos a penhorar. até que o exequente retome a prática normal dos actos executivos subsequentes. 2. .penhora de bens imóveis ( arts. aplicando-se. 837. Modos específicos de efectivar a penhora 2.penhora de bens móveis (arts.º).1.º.6. quando o exequente se considerar insatisfeito com a prestação do agente de execução.º a 855.2.º. ao abrigo do disposto no n. ao abrigo do preceituado no artigo 808. o nº 3 do artigo 920º. disponibilizando tais informações exclusivamente por meios electrónicos. distribuindo-se por : . 856. do CPC. Quadro Preliminar A – Enquadramento normativo .º do CPC). poderá substituí-lo livremente. com as adaptações necessárias. n. 838. .º 5 do artigo 847. n.penhora de direitos (arts.2.º do CPC. 2. Por sua vez.1. do CPC. para ser pago pelo produto da venda do bem penhorado. nos termos previstos no artigo 847. o regime da penhora de bens móveis desdobra-se em duas modalidades: 35 . Dever de informação do agente de execução (art.2. . pode substituir-se ao exequente na prática do acto negligenciado. Assim.º 1.º do CPC) O agente de execução deve informar o exequente de todas as diligências efectuadas para a realização da penhora. passados três meses sobre o início dessa omissão negligente e enquanto não for requerido o levantamento da penhora.exequente as custas a que der causa.º 6. 3 e 4. No entanto. qualquer credor que tenha reclamado um crédito já vencido. 848.2.º a 862. bem como dos motivos da sua eventual frustração. nos termos do artigo 837.

e 862. 862.º 4). 838.º 850.º 1. 862.º a 853. . vencimentos ou salários (art. do CPC. 863.penhora de títulos de crédito (art.º). 861. 36 . 857.º). Por sua vez. .ºA). n. Estão. n.º. à penhora de móveis (art. n.º 1. o regime da penhora de móveis aplica-se subsidiariamente à penhora de direitos (art. n.º. escriturais ou titulados. nº 1.penhora de valores mobiliários. n. O regime da penhora de imóveis serve de modelo-base. 856. abonos.º 14. sujeitas a registo as penhoras de: a) – coisas imóveis ou direitos a elas inerentes ( direito de nua propriedade ou propriedade de raiz.º-A.penhora de créditos em geral (arts. n. navios e aeronaves) – (arts. 863. CPC) . do CPC.penhora de direitos ou expectativas de aquisição (art.º 1. direito de superfície) – art. e 862. como se depreende da remissão feita nos artigos 857.º.º-A.º) e à penhora de direitos (art.a penhora de coisas móveis não sujeitas a registo (arts.º.º CPC). . integrados em sistema centralizado (art. . a saber: . aplicando-se.º 3.º-A. pois.º a 860. os modos de efectivação da penhora encontram-se diversificados consoante várias espécies de direitos. 2. 851.º e 858.º-A.penhora de direito a bens indivisos e de quotas de sociedades (art.º e 848. 860.penhora de rendas. 862. . Na penhora de direitos. nº 2.º-A). Dentro do regime da penhora de direitos. alíneas a) e n) do Código de Registo Predial (CRP) e arts. direito de usufruto. . .a penhora de coisas móveis sujeitas a registo (automóveis. importa ter presente quais as espécies de penhora sujeitas a registo. 861.º). 861. .º 1.º. n.º 6. quota de comproprietário.º). as normas relativas à penhora de créditos constituem um quadro-base.º).penhora de depósitos bancários (art. 855. B – Penhoras sujeitas a registo Antes de descrever cada um dos regimes específicos de realização da penhora. subsidiariamente.º do CPC). 861.º-A).º-A. 860.. . 848.penhora de estabelecimento comercial (art. n.

i) – valores mobiliários.º 201/98. Dec.º. Dec. 363. 227. 118. 82. al. de 8 de Março: alteração do art. 2.-Lei n. Dec.º.º. g) – direitos relativos à propriedade industrial (direito a patente.º e 17. 8. n.º 61/2002. de 25-7.º 403/86. 5. de 20 de Março: alteração dos artigos 16. 116.Lei nº 486/99. de 31-1. alterado pela Lei n.b) – direito real de habitação periódica.º 42.º 99/2008.º 275/93. de 22-5.º 107/2003. de matrícula portuguesa.-Lei n.º 20/2008. c) – veículos automóveis. als.º 36/2003. 15-5. de 8 de Março12.-Lei n. levando à modificação de 170 artigos e ao aditamento de outros 56.-Lei n.-Lei n. d).º 211A/2008. 215. e Portaria n. no Instituto Nacional de Aviação Civil. de 14-3.º.-Lei n. nos termos do artigo 30. de 31-1. a) e f).º 38/2003. alterando-se para tanto vários artigos e aditando-se outros. do CRCom.-Lei n.644. de 14-11-1959. aprovado pelo Dec. do Dec.º 219/2006. republicado pela Lei n. f). aprovado pelo Dec.º em adaptação à reforma executiva da acção executiva.º. nos termos do artigo 3. de 5-8.º e 229. 16. do Código da Propriedade Industrial (CPI). de 31 de Outubro: transposição de directivas comunitárias sobre mercados de instrumentos financeiros e sobre transparência. n. h) .Lei nº 63/85. de 31-1. do Código do Registo Comercial. de 13-11. alterado pelo Dec. republicado pelo Dec. de 4 de Junho: alteração dos arts.Lei n.-Lei n. de 2 de Novembro: transposição da directiva comunitária sobre ofertas públicas de aquisição.º.º 38/2003. do Dec. al. veja-se Dec. e 2 a 6. aprovado pelo Dec. 4.-Lei n.º do Dec. aprovado pelo Dec.º 1. e pelo Dec. e direitos a lucros e à liquidação de sociedades em nome colectivo ou de parte social de sócios comanditados de sociedade em comandita simples.º 52/2006. 15 de Março: transposição de várias directivas comunitárias relativas ao abuso do mercado e de uma sobre prospecto. modelo.º 143/2008. Dec.Lei nº 403/86.º 1.º. do Código do Autor e dos Direitos Conexos (CDADC). de 17-9.-Lei n. 82. n.º 1. aprovado pelo Dec.º-C e 37 .º do Código dos Valores Mobiliários (CVM). 5.º 22/2002. de 1 de Abril. ex vi do n. nas sociedades por quotas.º do Dec.º. de 12-2. de 10-7.º e aditamento dos arts.º. por averbamento no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. nos termos do artigo 6º.º 180/99.-Lei n.º 2 do art.. d) – navios – arts. alínea i). quanto à simplificação do registo automóvel e ao registo on line. de 24 de Março: alteração de vários arts.º 16/2008. na redacção dada pelo Dec.º 133/98.direitos patrimoniais do autor – art. nos termos do art.º 54/75.-Lei n. de 5-3.º 357-A/2007. de 3-12.º 1.-Lei n. 12 O CVM. ainda em vigor quanto aos navios. alínea c).-Lei n. alíneas e) e f).º do Dec.-Lei n. Dec.-Lei n. que aprovou o actual Código de Registo Comercial (CRCom). foi alterado pelos seguintes diplomas: Dec. Dec.º sobre a transparência de participações qualificadas. nos termos do art. f) – quotas ou direito sobre quota.º 45/85.-Lei n. n.º e 401.-Lei n.-Lei n. e) – aeronaves.º 66/2004. desenho ou marca). Dec. de 3 de Novembro: alteração dos artigos 351. nos termos do art.

º. 13 Vide Prof. do CPC. 350. nos termos dos artigos 41. o registo da penhora é realizado em momento subsequente à feitura do auto de penhora13.3. o). ao que a lei confere natureza urgente. logo que receba o certificado de registo. 4ª Edição. e) – Afixação de um edital pelo agente de execução. arts. 48.º.º 1. n.j) – créditos garantidos por hipoteca ou consignação em rendimentos – art. 2.º.bens ou direitos enquanto integrados em estabelecimento comercial.2. por telecópia e por via imediata.º (contrato-promessa com eficácia real) e 421.º do CPC. de 21-7. do CPC e art.2. 838º. pag.g. na porta ou em outro local visível do imóvel penhorado – art. 838.3. Penhora de bens imóveis (arts.1. em modelo aprovado pela mesma Portaria. c) . 38 . 413. do CPC d) – Feitura do auto de penhora pelo agente de execução. l) .º-A. . 259 e 260. b) – Inscrição imediata da penhora. al. do CRP.Emissão e envio do certificado da penhora e da certidão dos ónus que impendam sobre o bem penhorado ao agente de execução. 2. Actos de realização da penhora A realização de penhora de coisas imóveis materializa-se nos seguintes procedimentos: a) – Requisição da inscrição da penhora pelo agente de execução à conservatória do registo predial competente mediante comunicação electrónica ou em declaração por aquele subscrita apresentada nesse.º 2. nº 6. o registo da penhora constitui o primeiro acto de realização da penhora. 862.º-A do CRP. Lebre de Freitas.º a 847. do CPC.º. k) – direito ou expectativa real de aquisição de bem sujeito a registo – v.º-C. quando estejam sujeitos a registo – art. nos termos do artigo 838.º (pacto de preferência com eficácia real) do CC.ºB a 42. por parte da conservatória – art.º 700/2003.º 1. n. do CPC. além da via electrónica.º do CPC) 2. n. segundo o modelo aprovado pela Portaria n. o pedido de registo pode ser efectuado pelo correio.º. n. 856. A Acção Executiva. do CRP e art. nº 3.º 1. já nas hipóteses referidas nas alínea j) a l). Nas hipóteses previstas nas alíneas a) a i).º 6. nos termos do n. n. 838.º 5 do artigo 838.

2.º-B.º 2. e 77. 863. do CRP. n.º 2. Conversão do arresto em penhora (art. relevando para tal efeito o número de ordem da apresentação.º. ambos do CPC. se necessário.º 1 e 2 do artigo 839. sem prejuízo do disposto nos n.art. 840. nos termos do n.2.3.º. como preceituam os artigos 846.º. 840.º do CPC e 101. n. O registo pode ser efectuado provisoriamente por natureza ou por dúvidas. Não haverá. do CPC). alínea a).º 2. 846.º 1.º do CPC.º.º 2. alínea b).3.quando seja oposta alguma resistência.tratando-se de casa habitada ou sua dependência fechada. nos termos previstos no n. .art. nos termos dos artigos 63. e 864. passando a penhora a reportar-se à data do arresto. do CRP. . do CRP.º 1 do artigo 838. O registo da penhora reveste natureza constitutiva e a sua data reporta-se à data da apresentação a registo.º e 92. g) – Notificação ou citação da realização da penhora ao executado.f) – Entrega efectiva do bem penhorado ao depositário. n. lugar à entrega do bem ao fiel depositário se o bem arrestado já tiver entregue a quem o deva ser nos termos do artigo 839. 822. o agente de execução pode solicitar directamente o auxílio das autoridades policiais . porém. n. .º 1 do artigo 840. n.º. n.º 3.º. deve observar-se o preceituado no nº 4 do mesmo artigo. n. o juiz determina o auxílio das autoridades judiciais. Do registo da penhora .nos casos em que as portas estejam fechadas ou haja receio justificado de resistência.º. ex vi do artigo 846.2. e notificação ao exequente. n.º 2.º.º 1.º.º 3. alínea a).º do CPC.º CPC) Se o bem a penhorar já estiver arrestado a favor do exequente. do CC. a requerimento fundamentado do agente de execução. CPC. lavrando o auto de conversão e procedendo à afixação do edital.º.3. 2. nos termos dos artigos 70. a penhora far-se-á por conversão do arresto mediante averbamento daquela ao registo deste. a comunicar à conservatória competente.º. consoante tenha ou não ocorrido citação prévia (arts. o agente de execução procederá conforme o disposto no artigo 838. 2.º do CPC. nos termos estatuídos no art. as portas e lavrando-se auto da ocorrência . arrombando-se. n. 39 . n.º 2. Recebido o certificado do registo e a certidão de ónus.

o prazo de caducidade deste registo prorroga-se até que seja cancelado o registo daquela acção. 886. Se a acção não for proposta ou não for registada dentro de 30 dias. Todavia.º.º. mas só se procederá à adjudicação do bem penhorado (arts.º. Nesses casos.º. expedir-se-á também certidão do facto à conservatória.º. do CPC. do CRP. e uma registada essa acção na vigência do registo provisório da penhora.º 5. para ser anotada no registo – artigo 119. 838. a inscrição da penhora será feita provisoriamente por natureza. 119. Caso o citado declare que o bem lhe pertence. .º 4 do artigo 119. do CRP. o registo provisório da penhora caduca.º. e 119. deve o interessado pedir a conversão do registo em definitivo no prazo de 10 dias a contar do trânsito em julgado – art. decidir que a execução não prossiga sem 40 . por força da última parte do n. nos termos do artigo 119. n.º 5. n. do CRP. suspendendo. CPC). n. Se o citado declarar que o bem não lhe pertence ou não fizer declaração alguma.º 1 e 2. n.º. o juiz remeterá os interessados para os meios processuais comuns .º 5 do artigo 92. com a data da notificação da declaração. conforme o estabelecido no artigo 92. tendo este falecido. n.º 4.º.º e segs. dos seus sucessores. Se existir sobre o bem a penhorar registo de aquisição ou reconhecimento do direito de propriedade ou de mera posse a favor de pessoa diversa do executado. O registo provisório da penhora não obsta. se o prédio ou o direito lhe pertence. será expedida certidão desse facto à conservatória competente para conversão oficiosa no registo.mas quando convertido em definitivo conserva a prioridade do registo provisório. 875. e n.º.º 6. para declarar. ficando sujeita ao prazo de caducidade de um ano. no prazo de 10 dias.º do CRP. do CRP. em princípio. n.º. CPC). . Proposta acção declarativa contra o titular inscrito. ponderados os motivos de provisoriedade. alínea a). ao prosseguimento da execução. o juiz deverá ordenar a citação do titular inscrito ou. 879.ª parte. 1.º 2. em regra.º 3 do referido artigo 119.º e segs. como estatui o n. n. nos termos conjugados dos artigos 92. o juiz pode. CPC) ou à respectiva venda (arts. quando o registo haja sido convertido em definitivo – art. para suprir a quebra do trato sucessivo.º 4.º 3 do artigo 6. a contar da notificação da declaração prevista no n. a execução quanto ao bem em causa.º 5. à consignação judicial dos seus rendimentos (arts. No caso de procedência dessa acção declarativa. se a questão for suscitada. como determina o n.º e segs.

. 3º . 409 e 410. do CPC: . 838. Em regra.º 2 do artigo 839.º 4. 41 . do CPC). será constituído depositário.o arrendatário. nos termos dos artigos 442.que o registo se mostre convertido em definitivo – art.4.º 1. que cobrará as rendas dos demais – n. ao abrigo do artigo 809.º 1 do artigo 839º.º. . n. . 2003. alínea f). quando o bem penhorado seja a sua casa de habitação efectiva. em consequência de incumprimento contratual judicialmente verificado em acção própria. cabendo reclamação para o juiz daquele acto de designação (art.retentor. sem prejuízo dos casos previstos nas diversas alíneas do n.º 2. e 755. Do depositário judicial A – Quem pode exercer as funções de depositário . havendo vários arrendatários.º 5. mas desse acto de escolha caberá reclamação para o juiz de execução. se o bem se encontrar arrendado. 161. . esta não implica que não se respeite a ocupação do promitente retentor. quando tenha havido sinal e tradição da coisa.a pessoa que for designada pelo oficial de justiça . Porém. alínea c). nos casos em não seja designado agente de execução.º do CPC. última parte.2. 413º do CC) ou em que tiver sido registada a acção para execução específica antes da penhora. pags.º 1 do artigo 839. mas em que o contrato-promessa tenha eficácia real (art. 2. do CC14. se o exequente o consentir. in Código de Processo Civil Anotado. serão depositários: . do CPC. o agente de execução escolherá um deles.o executado. entendem que. nos termos especialmente previstos nas diversas alíneas do n.º. Vol. n.º. n. nos casos em que o bem seja objecto de retenção. n. nos casos de não se encontrar judicialmente verificado o incumprimento do promitente-vendedor. nº 1. O próprio executado ou outra pessoa designada pelo agente de execução podem ser depositários.º. do CPC.3.º 1. o que tem aplicação no âmbito do incumprimento de contrato-promessa de transmissão.º. B – Poderes e deveres do depositário 14 Lebre de Freitas e Armindo Ribeiro Mendes. Coimbra Editora.o agente de execução.º. nos termos do artigo 839º. . n.

. O artigo 843.º, n.º 1, do CPC, como directriz geral, atribui ao depositário judicial, além dos deveres gerais do depositário previstos nos artigos 1187º e seguintes do CC, o dever de administrar os bens com a diligência e zelo de um bom pai de família e com a obrigação de prestar contas. . Assim, incumbe ao depositário judicial: a) – o dever de tomar a posse efectiva do bem – nos termos do artigo 840.º do CPC; b) – o dever de guardar o bem penhorado (art. 1187.º, al. a), do CC; c) – a mera administração do bem, o que compreende os actos de conservação e frutificação normal; mas já não abrange os actos que se reconduzam a obras de melhoramento ou a modos de exploração diversos do que ali vinha sendo praticado, e muito menos os actos que importem uma alteração da substância da coisa ou a sua substituição por outra15; d) – o dever de depositar as rendas percebidas , nos termos do artigo 839.º, n.º 3, do CPC; e) – o dever de avisar imediatamente o tribunal de execução , quando saiba que algum perigo ameaça a coisa – art. 1187.º, al. b), do CC; f) – o uso dos meios possessórios contra actos de turbação ou de esbulho, mais precisamente providência cautelar de restituição provisória de posse (arts. 393.º a 395.º do CPC) e acções possessórias (arts. 1276.º e segs. do CC), por força do disposto no artigo 1188.º, n.º 2, do CC; g) – o dever de prestar contas anualmente, se antes não terminar a sua administração, salvo se o juiz, atendendo ao estado do processo, autorizar que as contas sejam prestadas somente no fim da administração – artigos 843.º, n.º 1, 1020.º e 1021.º, estes por força do disposto no 1023.º, todos do CPC; h) – a obrigação de mostrar o bem a potenciais compradores, nos termos do artigo 891.º do CPC; i) – a obrigação de entregar a coisa ao adjudicatário ou ao comprador - artigos 1187.º, alínea c), do CC e 878.º e 901.º do CPC. . O depositário pode requerer autorização ao agente de execução ou, em caso de urgência, ao juiz de execução para se proceder à venda
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Vide Amâncio Ferreira, Curso de Processo de Execução, 7ª Edição, Almedina, pag. 245.

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antecipada do bem penhorado, nas situações previstas nos n.º 1 e 3 do artigo 886.º-C do CPC, seguindo-se o procedimento prescrito nos n.º 2, 3 e 4 do mesmo normativo. . Havendo necessidade de providenciar sobre o modo de exploração do bem penhorado, na falta de acordo entre o exequente e o executado, tal será decidido pelo juiz de execução, ouvido o depositário e realizadas as diligências convenientes, nos termos do n.º 2 do artigo 843.º do CPC. . Nos casos em que seja depositário, o agente de execução pode socorrer-se, na administração do bem penhorado, de colaboradores, que actuam sob a sua responsabilidade – arts. 808.º, n.º 10, e 843.º, n.º 3, do CPC. C – Remoção e escusa do depositário O depositário judicial, quando não seja o agente de execução, pode ser removido, a requerimento de qualquer interessado, quan-do deixe de cumprir os deveres do seu cargo, nos termos do n.º 1 do artigo 845º do CPC, seguindo-se para tanto o procedimento geral dos incidentes da instância previstos nos artigos 303.º a 304.º, por força do n.º 2 do mencionado artigo 845.º, do mesmo Código. E pode também ser pedida a escusa do cargo, com fundamento em motivo atendível – art. 845.º, n.º 3, do CPC e art. 122.º do Estatuto da Câmara dos Solicitadores, aprovado pelo Dec.Lei n.º 88/2003, de 26-4. No caso de o depositário ser o próprio agente de execução, a infracção dos respectivos deveres pode levar à sua destituição, nos termos previstos no n.º 6 do artigo 808.º do CPC. 2.2.3.5. Da extensão da penhora . Neste capítulo, importa ter presente, quanto às coisas corpóreas, os conceitos de16 : a) – Partes componentes, que consistem nos elementos sem os quais a coisa não existe ou é imperfeita – v.g. paredes, tecto, terre-no; b) – Partes integrantes, que, nos termos do n.º 3 do artigo 204.º do CC, são as coisas móveis materialmente ligadas à coisa com
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Segue-se de perto a classificação de Carvalho Fernandes, Teoria Geral do Direito Civil, Vol. II , AAFD de Lisboa, 1983, pag. 135 e 154 a 159; Prof. Manuel de Andrade, Teoria Geral da Relação Jurídica, Vol. I, Coimbra, 1974, pags. 268 a 273.

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carácter de permanência, mas que podem ser dela destacadas sem perda da sua identidade – v.g. antena parabólica, pára-raios, canalizações, instalações eléctricas, portão ou cancela) c) – Coisas acessórias, as quais se traduzem em coisas móveis que, não estando materialmente ligadas à coisa principal com carácter de permanência, estão afectadas, de forma duradoura, ao seu serviço (afectação económica) ou ornamentação (afectação estética), podendo manter ou não valor próprio quando desafectadas, mas sem que a sua desafectação prejudique a utilização da coisa principal - art. 210.º, n.º 1, do CC ; v.g. alfaias agrícolas, efectivo pecuário, o mobiliário. d) – Pertenças, que compreendem as coisas acessórias que não tendo valor económico autónomo, não são desafectáveis da coisa principal sem que esta fique prejudicada na sua utilização normal títulos de propriedade; chaves, corda de relógio; e) – Frutos, compreendendo tudo aquilo que a coisa produz com periodicidade, sem prejuízo da sua substância (art. 212.º, n.º 1, do CC), os quais podem ser: - frutos naturais : quando provêm directamente da coisa; - frutos civis – quando consistam em rendimentos produzidos em virtude de uma relação jurídica (v.g. rendas, juros); - frutos pendentes – enquanto se mantêm ligados à coisa; - frutos percebidos – quando já foram destacados da coisa (no caso de frutos naturais) ou já foram recebidos (no caso de frutos civis); - frutos percipiendos – os que ainda não foram percebidos mas já o deviam ter sido; f) – Produtos – tudo aquilo que a coisa produz, sem carácter de periodicidade e sem perda da sua substância, que não física, mas em termos de destinação social – v.g. o minério; quando ligados materialmente, os produtos são partes integrantes. . Ora a penhora de imóveis incide não só, obviamente, sobre as respectivas partes componentes da coisa, mas estendem-se igualmente às partes integrantes e aos seus frutos naturais e civis , desde que não sejam expressamente excluídos e nenhum privilégio exista sobre eles, como se preceitua no n.º 1 do artigo 842.º do CPC. Nessa medida, a penhora recai sobre o prédio como uma unidade, por forma a englobar, além das partes componentes, as partes integrantes e os frutos, obstando, em princípio, a que sejam objecto de ulteriores penhoras em separado.
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recair sobre eles algum privilégio real. do CPC. . do CC. quando ocorra perda. As partes componentes nunca poderão. .º 2. . na definição acima dada.º.º do CC . como sucede em caso de consignação de rendimentos (arts. por parte de terceiro. a subsequente penhora do prédio não os abrange. De móveis não sujeitos a registo 2.º e 740.tiverem sido expressamente excluídos. sem prejuízo da precedente – artigo 842. 656. pelo que podem ser objecto de penhora em separado. havendo lugar a indemnização em qualquer desses casos.2. 2. Sub-rogação real da penhora Segundo o artigo 823.º 2. Penhora de móveis 2. pela sua própria natureza. Os frutos pendentes naturais17 podem ser penhorados em separado.4. expropriação ou diminuição do valor da coisa penhorada.º 1.º. estão. . se forem penhorados nessas circunstâncias. porém. nos termos do artigo 848. como coisas móveis. mediante: 17 Os frutos pendentes civis são susceptíveis de exclusão. do CPC. como decorre do disposto no artigo 210.4. As pertenças.º e segs. n. o direito que o exequente adquiriu pela penhora conserva-se sobre os créditos ou as quantias pagas a título de indemnização. n.3. 45 . desde que não falte mais de um mês para a época normal das colheitas. n. abrangidas pela penhora da coisa a que estão afectas. 2. não se lhes aplicando.2.1. obviamente. ser subtraídas ao âmbito da penhora que incidir sobre a coisa. As coisas acessórias não estão abrangidas pela penhora da coisa principal.6. As partes integrantes e os frutos não serão abrangidos pela penhora da coisa. a restrição prevista no artigo 842.º.2.2.Em suma: .º do CC.1. do CC) e de privilégio creditório sobre frutos nos termos do artigo 739. n.1. Actos de realização da penhora A penhora de coisa móvel não sujeita a regista materializa-se.º 2.4.º. mas poderão ser objecto de nova penhora. quando: . do CPC.

º 3. n. . na sua falta. do CPC. e 864.º-A do CPC. CPC.º 2. n. quando se trate de apreensão de dinheiro. nos termos do artigo 840.º. nos termos do artigo 848.º do CPC. n. pelo agente de execução.º 3. ex vi do artigo 848. jóias.º 1. n.a) – Apreensão efectiva do bem pelo agente de execução. b) – Remoção imediata para depósito18 do bem penhorado. do CPC.º 331-B/ 2002009. n.º. n. porém. quando houver recusa de abrir quaisquer portas ou móveis ou se a casa estiver deserta e as portas e móveis se encontrarem fechados. 863. Na realização da penhora.º 4 do artigo 848. necessidade de recorrer ao auxílio da força pública. n. o juiz determinará o auxílio da autoridade pública. do CC. o que releva para determinar a anterioridade da penhora. nos termos do artigo 849.º. a requerimento fundamentado do agente de execução. n. e segundo o modelo aprovado pela Portaria nº 700/2003.º.º. havendo.ºB. f) – Imposição de selos ou outras medidas necessárias à guarda dos bens.Levantamento de auto de ocorrência . de 30-3. porém. fixado pelo agente de execução. consignando-se nele: .º 2.º 2. quando haja lugar a medidas coercivas – artigos 840. do CPC.o valor aproximado de cada verba.Depósito em instituição de crédito.º. n.a relação dos bens penhorados por verbas numeradas. o exequente pode cooperar com o agente de execução. . n. 849. os procedimentos e condições em que se processa a venda em depósitos públicos de bens penhorados encontram-se regulamentados na Portaria n.º e 822. do CPC. . alínea b). facultando18 Os depósitos podem ser públicos ou equiparados. n. nos termos do artigo 840. nos casos em que a avaliação requeira conhecimentos especializados (v.º 1. tendo em vista o disposto nos artigos 604. bem como notificação ao exequente. papéis de crédito.º 3 e 4.º. pedras e metais preciosos – n.º 2.º 1. ex vi do artigo 850. consoante tenha ou não ocorrido citação prévia (arts. quando a penhora não se puder concluir num só dia – artigo 849º.a hora da diligência. da secretaria. equipamento informático). à ordem do agente de execução ou.º. e 848. g) – Notificação ou citação do executado da realização da penhora. o agente de execução poderá solicitá-lo directamente. c) . d) – Feitura do auto de penhora. 46 .º 3. do CPC).º do CPC.g. o agente de execução poderá recorrer à ajuda de um perito – art. e) .º.

cit. do CC. abrange todos os seus componentes. um saco de cereal. nos termos dos artigos 212. como pode ser penhorado o próprio conjunto por elas formado. A penhora de móveis pode recair sobre : . uma máquina. pag. Código Civil Anotado.º. Pires de Lima e Antunes Varela. têm no seu conjunto um destino unitário.lhe os meios necessários à apreensão da coisa. uma colecção de moedas. Extensão da penhora . cujas despesas entram em regra de custas em conformidade com o disposto no artigo 455. n. . leite. uma mobília de sala. este aplicável por via da remissão do art. fisicamente integrada por vários elementos corpóreos. um animal. lã.º 1.1. No caso de estarmos perante uma coisa composta ou universalidade de facto.g. Vol.º ex vi do n. consideram-se frutos dessa universalidade as crias não destinadas à substituição 19 Vide Profs. 2.2. . 185. tanto pode ser penhorada cada uma das coisas móveis simples que a compõem. ob. um enxame de abelhas.º do CPC. 20 Profs. do CC e 842.coisas simples. cera) constituem frutos naturais. consistem numa pluralidade de coisas móveis simples que. quer sejam constituídas por um agregado de diversos elementos físicos mas sem autonomia fora dessa individualidade (v.2.g.º. I. um baralho de cartas)19. uma individualidade económica global.º 2 do mesmo normativo. uma biblioteca. para além do valor económico de cada componente (v. uma peça de mobília). um rebanho)20. nos termos do artigo 206. Pires de Lima e Antunes Varela. No caso de penhora de animais.g. pertencendo à mesma pessoa. que são aquelas que.º 2 do artigo 206. n.º do CC. pelo que estão abrangidos pela penhora.g. quer se trate de uma singularidade corpórea (v. 185.º. um livro.coisas compostas ou universalidades de facto..º 1. E tratando-se de penhora de universalidade de animais.º 2. . 855. segundo a sua destinação social. 47 . importa ter presente que as crias e os despojos (v. A penhora de uma coisa simples . têm uma individualidade jurídico-económica. pag. n.4. mel. de harmonia com o disposto no n. 2ª Edição Coimbra Editora. as quais. .

2. que será a Conservatória do Registo Automóvel.º do CPC. respectivamente – art. nos termos e sob as cominações estabelecidas no artigo 854.º ex vi do n.º. do CC). 839. o depositário será o agente de execução que tiver efectuado a diligência. e todos os proventos auferidos.º 1 do artigo 851.2. dirigida à entidade competente. e ainda artigo 5.4.Lei 48 .1. alínea f). Do depositário judicial De acordo com o preceituado no artigo 848.º do CPC. nos termos do artigo 851.4. a penhora faz-se por conversão do arresto. mediante os seguintes procedimentos gerais: a) – Requisição do registo da penhora pelo agente de execução.º.º do CPC.2.º do CPC. n. agora com referência ao artigo 849. 838. do Dec.º.4. Além dos deveres já referidos quanto ao depositário de coisa imóvel penhorada. realiza-se. do CPC.4. o regime já acima referido. bem como os despojos. Actos de realização da penhora . ex vi do artigo 855. nos termos do art. A penhora de móveis sujeitos a registo . n.1. 2.2. o depositário será a pessoa por ele designada. observando-se. n.º 1. neste domínio.3.2. 212. por aplicação do disposto na parte final do artigo 846. consoante de trate de automóveis. salvo se ocorrerem alterações relevantes.º. ao registo dos elementos que já constem do auto de arresto.º 1. 2. por comunicação electrónica ou requisição escrita. ainda que a título eventual (art. lavrando-se auto de conversão.º 1. navios ou aeronaves. a Conservatória do Registo Comercial ou o Instituto Nacional de Aviação Civil.1.2. o depositário de coisa móvel tem ainda o dever especial de apresentar o bem quando lhe for ordenado. Se a penhora for efectuada por oficial de justiça. De móveis sujeitos a registo 2.das cabeças que por qualquer causa vierem a faltar. mas não haverá lugar.º 3. n.º do CPC. em princípio.4.º. 2. Conversão do arresto em penhora Se a coisa já se encontrar arrestada a favor do exequente.

aprovado pelo Dec. em regra. por parte da entidade competente para o registo – art. à prática dos seguintes actos: a) – Imobilização do veículo. alínea i). de 3-5.º 20/2008.º e do artigo 161. de 12-2 (quanto aos automóveis)21. 863. segundo o modelo aprovado pela Portaria nº 700/2003. e) .Emissão e envio do certificado da penhora e da certidão dos ónus que impendam sobre o bem penhorado ao agente de execução.Inscrição imediata da penhora. de 15-5 (quanto a aeronaves). artigo 4. c) – Apreensão material do veículo.º do CPC. nos termos dos n.º 700/2003. alínea b). nos casos em que o agente de execução o entenda necessário. de 21-7. 21 Quanto à simplificação do registo automóvel e ao registo on line.º do Código da Estrada aprovado pelo Dec. bem como notificação ao exequente.º 114/94.644.Notificação ou citação do executado da realização da penhora. o preceituado nos artigos 167.º. de 31-1.º do Código da Estrada aprovado pelo Dec. lavrando-se auto da ocorrência.º 114/94. d) – Tratando-se de veículo de matrícula estrangeira.º e 168. b) . de 31-7. 838. .º.ºB. Na penhora de veículo automóvel. do CPC).-Lei n. com as necessárias adaptações.º 5 do artigo 838. 49 . consoante tenha ou não ocorrido citação prévia (arts.º 3. remoção para depósito e entrega efectiva do veículo a depositário .º 2. 851. n. sem prejuízo do registo que possa ser efectuado no Estado da matrícula22. ao que a lei confere natureza urgente.º. do CPC d) – Feitura do auto de penhora pelo agente de execução.º do CPC. à apreensão material nem à remoção do bem penhorado. não havendo lugar. ou de imobilizadores. nos termos do n. 3 a 8 do artigo 164.-Lei n.º 42. sempre que for possível. no local onde for encontrado. e 864. caso seja suficiente. de 3-5. de 14-11-1959 (quanto a navios). segundo o modelo constante do anexo III da Portaria n. nos termos do n. proceder-se-á. do Dec. e Portaria n. artigo 6. logo que receba o certificado de registo.nº 54/75.º 1.-Lei n. em especial. aplicando-se. apreensão material ou imobilização. de 31-1. n.º 133/98. n. c) . alínea f) do Código do Registo Comercial. b) – Apreensão dos respectivos documentos. veja-se Dec. designadamente através de imposição de selo.º 2 e 3 do art.-Lei n.º.-Lei n.º 99/2008.

438. n. Quando se trate de navio matriculado em país estrangeiro. subsequente à sobredita notificação24.º do CPC. a penhora opera-se por efeito do acto de apreensão da autoridade de controlo. No caso de penhora de navio despachado para viagem . Coimbra Editora. No caso de aeronave. pag. cit. pag. nos termos já descritos quanto à penhora de imóveis – artigo 846. a penhora realiza-se por conversão do arresto em penhora. 23 Ob. em conformidade com o preceituado no artigo 853.º 133/98.4.2. independentemente de acordo entre o exequente e o executado.º do CPC23. pag. após a penhora.º 5 do artigo 851. proceder-se-á.º.º 1. Se o bem já se encontrar arrestado a favor do exequente.º do CPC. Código de Processo Civil Anotado. cit. 438. subsidiariamente.2. . levantando-se auto da ocorrência. se houver acordo entre o exequente e o executado. Nos casos em que haja apreensão material da coisa penhorada. Do depositário judicial . à notificação à capitania. para que apreenda os respectivos documentos. o disposto no artigo 848. do CPC. de 15-5. Vol. as funções de depositário são exercidas pelo agente de execução . nos termos do n. . alínea i). do Dec. Tratando-se de aeronave matriculada em país estrangeiro.º do CPC. 437. 3º. Qualquer credor poderá também fazer navegar o navio penhorado.-Lei n. o depositário pode promover que navegue. nos termos do artigo 848. 24 Ob.2. 2.º do CPC. para que apreenda os respectivos documentos e impeça a saída do navio.. a penhora opera-se pelo acto de apreensão por parte da capitania . após a penhora.º do CPC e do artigo 6. nos termos do artigo 852. nos termos do n. No caso de penhora de navio. procede-se à notificação da autoridade de controlo de operações do local onde ela se encontra estacionada.º aplicável por força do artigo 855. desde que preste caução e faça seguro contra riscos. 2003.º 4 do artigo 851. e aplicando-se. . 22 Vide Lebre de Freitas e Ribeiro Mendes.º. 50 . e precedendo autorização judicial.

direitos patrimoniais de autor).2.º do CC).a apreensão da coisa empenhada ou objecto da retenção .º. é feita por notificação desse terceiro devedor. em regra por via electrónica.Com. 856. comunicar.5. Se o crédito a penhorar tiver garantido por hipoteca ou por consignação de rendimentos. n. uma prestação de entrega de coisa. nos termos do artigo 856. quer tenham por objecto uma prestação pecuniária. 398. CPC. quando se trate de penhor sobre direitos (v. com a indicação de que o crédito fica à ordem do agente de execução. não haverá apreensão material mas apenas jurídica. Penhora de direitos (artigos 856. do CPC. nos termos do artigo 838.º a 860. aplicando-se as disposições relativas à penhora de coisas móveis não sujeitas a registo. à conservatória do registo predial competente.º 3.º-A do CPC) 2. Se o crédito estiver garantido por penhor ou por direito de retenção.º a 862. alínea a) do CRP.ou a transferência do direito para a execução.2.1. Penhora de créditos em geral (arts. segundo as formalidades da citação. e juntar ao processo certificado desse averbamento e certidão dos ónus que incidam sobre o bem dado em garantia. incumbindo ao agente de execução. nos termos do n. de participações sociais.º e 682.º 2. n. nomeadamente a entrega efectiva do bem ao depositário25. mediante a notificação do devedor do direito empenhado e entrega dos documentos comprovativos (artigos 681. para tal efeito. Não podendo tais declarações ser feitas no acto de notificação. se a coisa empenhada não estiver na posse do credor pignoratício (art. 51 . . .5. no prazo de 10 dias – art. 25 Em caso de penhor mercantil. serão prestadas por escrito ao agente de execução.º 4 e 5.º do CPC) . far-se-á ainda.º 1.º do CPC e 101.º e 858. e das cominações a que fica sujeito prescritas nos n.º.º. em acto complementar da penhora.g.º 6 do artigo 856. bem como o registo a que haja lugar. 856. ou prestação de facto.º do C.º : . A penhora de créditos de que o executado seja titular sobre terceiro.2.). procede-se ao registo da penhora por averbamento ao registo da hipoteca ou da consignação. n.

e sem necessidade de citação do executado. Logo que se vença o crédito penhorado. Se o devedor notificado contestar a existência do crédito . no prazo de 10 dias. 4 e 5 do artigo 856. ficando nesse caso sub-rogado nos direitos do devedor.º 1. Em alternativa.. nada dizendo. não o sendo. 2 e 4.º do CPC.º. o devedor que o não haja contestado é obrigado. no prazo de 10 dias.º do CPC. do CPC: a) . se o terceiro devedor notificado alegar apenas que a exigibilidade da obrigação está dependente de prestação a efectuar pelo executado. nos precisos termos em que foi indicado à penhora – n. na sua falta. e se este o confirmar. 52 . devendo o exequente declarar se mantém ou desiste da penhora. o direito considerar-se-á litigioso. Se o executado impugnar a alegação da inexigibilidade suscitada pelo terceiro devedor. n. incorrendo em litigância de má fé se faltar conscientemente à verdade. ao devedor cumpre declarar no acto da notificação.º do CPC. não sendo possível ultrapassar a divergência. servindo de título executivo a sua declaração de reconhecimento da dívida. será então notificado para satisfazer tal prestação no prazo de 15 dias. se ela for efectuada por contacto pessoal. se o crédito existe. Não o fazendo.º 4 do artigo 856. Notificado da penhora do crédito do executado. a depositar a quantia correspondente em instituição de crédito à ordem do agente de execução ou. do CPC. aplicando-se o disposto no artigo 858. mediante escrito ao agente de execução. como se prescreve nos nº 3.quando se trate de obrigação pecuniária . nº 1. o exequente pode efectuar a prestação em substituição do executado. quais as garantias que o acompanham. à ordem da secretaria. Caso o exequente não desista da penhora. serão notificados o exequente e o executado para se pronunciarem. entendese que reconhece a existência do crédito penhorado. juntando ao processo o documento comprovativo do depósito designado por conhecimento de depósito. o exequente pode promover a execução dessa prestação. .º. Porém. nos termos do artigo 860. conforme o disposto no artigo 859º. qual a data de vencimento e quaisquer outras circunstâncias que possam interessar à execução. o crédito passa a considerar-se litigioso e como tal será adjudicado ou transmitido – artigo 858. ou. por apenso no mesmo processo.

º do CPC) ou à venda executiva (art. Porém.º (arresto) todos do CC.quando se trata de obrigação de entrega de coisa .2.º 2 do artigo 860.º do CPC. servindo de título a declaração de reconhecimento do devedor. que a receberá como depositário. nomeadamente a utilização dos meios conservatórios previstos nos artigos 605. por seu turno.º e segs. se o vencimento do crédito penhorado for posterior à sua adjudicação (art. 848. que o terceiro devedor lhe pague uma inde-mnização pelos danos causados. a entrega da quantia ou da coisa será efectuada a quem desse modo a tiver adquirido. e 857.º 3 do artigo 860. ao abrigo do disposto no n. quando o exequente faça valer na contestação o direito a tal indemnização .º 4. .º (declaração de nulidade).º. na contestação dessa oposição. CPC) realizadas entretanto no processo. nos termos gerais.º. e a aquisição tiver sido notificada ao devedor. o exequente ou o adquirente da prestação (neste caso se ela tiver sido entretanto adjudicada ou vendida no processo) podem exigi-la por via executiva. 610. nos termos dos n. se o exequente promover a execução contra o terceiro devedor . o executado e os credores reclamantes podem.º 5 do artigo 856.º 2 do artigo 860. como estatui o n. requerer ao juiz as providências ou autorização para praticar os actos indispensáveis.º. Em caso de reconhecimento meramente tácito da existência do crédito penhorado. 886.º CPC) . mas o exequente pode pedir. Se o terceiro devedor não efectuar a prestação correspondente ao crédito penhorado.º (impugnação pauliana) e 619.º 4 do artigo 856º do CPC. 2. Penhora de títulos de crédito e de valores mobiliários titulados não integrados em sistema centralizado (arts.º do CPC. ao abrigo do n. este pode provar.n. 606.b) . o exequente. nos termos do n.direitos incorporados em títulos de crédito de : 53 . que aquele crédito não existia. Quando estiver em causa a conservação do direito de crédito penhorado. . a notificação efectuada e a falta de declaração ou o título de aquisição do crédito.º (acção sub-rogatória). A penhora pode incidir sobre: a) . em oposição a essa execução. 875. a entregá-la ao agente de execução. n.5.2. liquidandose a sua responsabilidade na própria oposição.º 4 do artigo 860º.

obrigações. e) – notificação ou citação do executado e notificação do exequente da realização da penhora. . nomeadamente : 54 . aprovado pelo Dec.a notificação do devedor nos casos em que o direito incorporado no título revista natureza obrigacional (v.g.3. A penhora abrange os rendimentos provenientes desses títulos de crédito (juros) ou valores mobiliários (lucros). nº 1. n. Penhora de direitos ou expectativas de aquisição (art. n. e 857. aplicáveis ex vi do n.5.o depósito em instituição de crédito.letras.º.º. warrants autónomos.natureza real . na sua falta.º.. todos do CPC.conhecimentos de carga.a apreensão do título e. d) – elaboração do auto de penhora pelo agente de execução.º.º-A CPC) Neste capítulo. A penhora de tais títulos de crédito e de valores mobiliários será efectuada mediante: a) . cheques. nos termos do artigo 860º. tais como: acções. do Código dos Valores Mobiliários (CVM).2. n. do CPC. do CPC e artigo 1º. deverão depositar as quantias corres-pondentes. . à ordem do agente de execução ou. b) . b) . quando a apreensão respeite a títulos de crédito ou a valores mobiliários titulados – artigos 848º. assim os devedores notificados. .natureza obrigacional . nº 3.º 4. 860. do CPC. guias de transporte. da secretaria.º 1. nos termos do artigo 842. mas não integrados em sistema centralizado nem depositados em intermediário financeiro nos termos previstos no n. os obrigados cambiários). c) . do CPC. averbamento do ónus resultante da penhora no mesmo – artigo 857.valores mobiliário titulados (em documentos de papel) que estejam em poder do executado ou de terceiro. sempre que possível. extractos de factura.Lei nº 486/99. observando-se o disposto nos artigos 856.º 1.º. do CPC. 2.º 14 do artigo 861º-A. títulos de participação.º e 858. incluem-se. conhecimentos de depósito e cautelas de penhor. nº 1. 13-11.º 2 do artigo 857.º a 860.

º-A do CPC. .. ao promitente-vendedor. al.º a 840.A notificação do obrigado à correspondente prestação de facto (v. .º a 850. n. nos termos e para os efeitos do artigo 856.º. apreensão e remoção para depósito. A penhora dos direitos ou expectativas de aquisição em referência realiza-se mediante: a) . nos termos dos artigos 838.º 2. de 26-6.a expectativa de aquisição de bem vendido com reserva de propriedade – art. c) e 10. e 830. n.º 1.º. de 24-6.º.tratando-se de móvel sujeito a registo. . n. o registo provisório da penhora e entrega ao depositário.º26 O direito à execução específica sem eficácia real é um direito de crédito penhorável nos termos gerais. consoante tenha ou não ocorrido citação prévia (arts.º-A.o direito de cedência ou de transferência dos praticantes profissionais de futebol previsto no artigo 19. quando necessária ou conveniente. b) .º 28/98. d) . apreensão e remoção. al. 55 . ao vendedor reservatário). à entidade desportiva cedente. 422.º. o registo provisório da penhora e imobilização ou.º 1. ex vi do n.g. f). 409.º. ex vi do n. n. . nos termos dos artigos 848.º 2 do artigo 860.º.o direito à execução específica do promitente-comprador emergente de contrato-promessa com eficácia real26.tratando-se de imóvel.º 1.o direito de preferência legal ou convencional com eficácia real (art.º.º 2 do artigo 860.em caso de móveis não sujeitos a registo. . . previsto nos artigos 413.Notificação ou citação do executado da realização da penhora.Se a coisa estiver na posse ou detenção do executado: .º. do CC. ex vi do artigo 860.º 149/95. .-Lei n. 863. n.º-A.º do CC).º do CPC. ao locador financeiro.º e 859.º da Lei n. do CC. nº 1. c) – elaboração do auto de penhora pelo agente de execução. aplicando-se o disposto nos artigos 858.º e 851.o direito do locatário financeiro previsto no artigos 9.º. do CPC. ao obrigado à preferência. nos termos dos artigos 849.º 1. do Dec. do CPC.

º nada prevê.º 2. direito à execução específica emergente de contrato-promessa sem eficácia real. n.2.B. do CPC.º a 860.º 3. pelo menos.4.º. todos do CPC. salários ou outros rendimentos periódicos faz-se por notificação ao locatário.º CPC) A penhora de rendas.º-A.º-A. n. o agente de execução entrega ao exequente as quantias depositadas até ao valor do seu crédito. Consumada a aquisição. sendo esta deduzida. mas caem no regime geral do artigo 856. e ressalvada a importância coberta por preferência de garantia de algum crédito reclamado. .º. vencimentos. a penhora passa a incidir sobre o próprio bem transmitido – artigo 860.º. 56 . Todavia. no respeitante ao modo de efectuar a prestação de facto. A citação ou notificação do executado terá lugar ao mesmo tempo que a notificação do empregador (art. 861.º do CPC. o artigo 860. 864. vencimentos. bem como notificação ao exequente.5. As importâncias depositadas mantêm-se indisponíveis até se esgotar o prazo para que o executado deduza oposição à penhora ou. e 864. Penhora de rendas. parece defensável aplicar à penhora dos direito e expectativas de aquisição obrigacionais. do CPC). 861.º-A. n.º 2. nos termos do n. na sua falta. A doutrina tem vindo a entender que os direitos ou expectativas de natureza meramente obrigacional (v. alínea b). ao empregador ou à entidade que os deva pagar para que proceda ao desconto correspondente às quantias devidas em instituição de crédito à ordem do agente de execução ou.º.º 4. . 861. caso se oponha. nos termos do art. da secretaria. n. o disposto no n. n. deduzido o montante relativo a despesas de execução estabelecido no nº 3 do artigo 821º do CPC. Logo que se esgote aquele prazo sem dedução de oposição ou. direito de preferência convencional com eficácia real) não estão compreendidos no âmbito do artigo 860.º 1. logo que transite em julgado a decisão do incidente. até ao trânsito em julgado da decisão sobre o incidente de oposição – artigo 861. salários ou outros rendimentos periódicos (art.º 3 do artigo 860. o preceituado nos artigos 856. 2. dado que. n.º 1 e 2. abonos.º. do CPC). mas aplicando-se. abonos.º e 858. subsidiariamente.g.º 3 do art.º do CPC.

sem prejuízo da fa-culdade de o exequente ou de o terceiro contitular da conta solidária ou conjunta poderem requerer. presumindo-se iguais as quotas dos respectivos contitulares. independentemente de se tratar de conta solidária ou conjunta.º-A do CPC. Quando não seja possível identificar adequadamente a conta ou contas a penhorar. . na medida do possível. alegando e provando que o referido saldo pertence todo ao executado ou ao terceiro contitular.º 3 e 5. n.colectiva. nº 1 a 13.º 2 do artigo 861. nos termos do n. É a penhora desse direito de crédito que está contemplada no artigo 861º-A. em que o executado figure como um dos seus contitulares. a penhora de todo o saldo ou o levantamento dessa penhora. a que se aplica. Em primeiro lugar. Devem observar-se. A penhora pode recair sobre conta à ordem ou a prazo: . será penhorada a parte do executado nos saldos de todos os depósitos existentes nas instituições de crédito a notificar . em geral. Penhora de depósitos bancários (art. . há que ter presente que o depósito em instituição de crédito se caracteriza como um contrato de depósito irregular. Nessa medida. os limites de penhorabilidade estabelecidos nos artigos 824.5.singular do executado .º 3 do artigo 821. por via do disposto no artigo 1206º do CC.º-A. . B – Objecto da penhora . Em caso de conta colectiva. a penhora incide sobre a quotaparte do executado. nos termos dos artigos 1142º.5. 861º-A. respectivamente. e 1144º do CC.º do CPC. até ao limite referido no n. o regime do mútuo. nº 1 a 11) A – Natureza do direito penhorado . parece que 57 . genericamente.º. a propriedade das quantias depositadas tornam-se propriedade da instituição depositária. do CPC e que a lei designa por penhora de depósitos bancários. parte final. e 824.2. assistindo ao depositante o direito de crédito ao seu reembolso.2. do CPC.

3º.entre uma conta colectiva à ordem com dois titulares e uma conta a prazo com três titulares.º 1 a 10 do artigo 861º-A do CPC. mediante: a) – despacho prévio autorizativo da penhora.de entre as contas colectivas. prefere a conta a prazo.º-A do CPC. 2003. nos termos do n. 469. observando os critérios acima escalonados art. Exemplos : . Sendo penhoradas várias contas na mesma instituição. Código de Processo Civil Anotado. os seguintes critérios de preferência : a) . nos termos dos n. preferem as contas singulares do executado às contas colectivas. cumpre ao agente de execução reduzir a penhora a esse limite . preferem aquelas em que o executado é o primeiro titular.em segundo plano. preferem as que tiverem menor número de titulares. . que pode ser integrado no despacho liminar a que houver lugar.º 4 do artigo 861. Coimbra Editora. na efectivação da penhora.º e seguintes do Regime Geral das Instituições de Crédito e 27 Nesse sentido.º 4. as contas a prazo preferem sobre as contas à ordem. prefere a conta singular. Vide Lebre de Freitas e Armindo Ribeiro Mendes. Se as várias contas penhoradas respeitarem a diversas instituições.entre uma conta à ordem com dois titulares e uma conta a prazo com dois titulares.entre uma conta singular à ordem e uma conta colectiva a prazo.entre uma conta singular à ordem e uma conta singular a prazo. e que permite assim acautelar a reserva do sigilo bancário consagrado nos artigos 78.poderão ser notificadas sucessiva ou simultaneamente todas as instituições depositárias do País27. d) . e o referido limite tiver sido excedido. A penhora realiza-se. cujos saldos excedam o sobredito limite. prefere a conta a prazo. prefere a conta à ordem com dois titulares. 58 . Vol. pag.º-A. . 861.em primeiro lugar. . a entidade depositária observará. c) – de entre as que têm o mesmo número de titulares.Trâmites . C . n. b) .

ob.º. nos termos do n.º 3 e 4. As instituições que colaborem com o tribunal na realização da penhora dos depósitos bancários têm direito a uma remuneração pelos serviços prestados na averiguação da existência das contas bancárias e na 28 Neste sentido. n.º 8 do art. ex vi da alínea b) do n. do CPC28. d) – seguidamente. 861. notificação essa a efectuar : . a comunicação ao executado de que a penhora foi efectuada (art. 59 .º 7 do art. Além da identificação do agente de execução.º 3 do artigo 821. no prazo de 10 dias. .º do CPC.º-A.º 7 do artigo 861. n.º-A. b) – a determinação do limite da penhora.º. 860.º. o que não dispensa a notificação ou citação do executado pelo agente de execução nos termos e para os efeitos do artigo 864. parte final). . calculado pelo agente de execução de acordo com o n. 861. de 31-12. expresso em euros.não sendo aquela viável.preferencialmente. . cit.. 861º-A. alínea a). só podendo ser movimentada pelo agente de execução. do CPC c) – a comunicação da instituição depositária ao agente de execução.º. poderá ser responsabilizada nos termos previstos nos artigos 856. Se a instituição notificada nada disser.a identificação do executado. n. 471.A do CPC.º 7.º 3 do artigo 821. pag. do art. vide Lebre de Freitas e Armindo Ribeiro Mendes. sob pena de nulidade: a) . aprovado pelo Dec.Lei nº 298/ 92. aquela notificação deverá conter. n. do CPC. como se preceitua o n. ou a quota-parte do executado nesse saldo. do CPC).º-A. 861º-A.º 1. b) – a notificação pelo agente de execução feita directamente à instituição depositária.º 8.º 11 do artigo 808º e n.Sociedades Financeiras (RGICSF). até ao limite estabelecido no n.º 1. n. do montante dos saldos existentes ou da inexistência de conta ou de saldo – n.º-A.º 4 e 5.º 2 e 7. A notificação referida na alínea b) conterá a identificação do agente da execução exigida no n. nos termos gerais do artigo 856.º. n.º 11.º-A. n. ex vi do artigo 861.º 6 do artigo 861. com a menção de que o saldo existente. fica cativo desde a data da notificação. por comunicação electrónica (art. 861. .

que.Lei nº 238-2005.º 13 do art.beneficiará das operações de crédito decorrentes do lançamento de valores anteriormente entregues e ainda não creditados na conta à data da penhora .º-A.efectivação da penhora dos saldos. e ressalvada a importância coberta por preferência de garantia de algum crédito reclamado – n. 861. b) – mas será afectado pelas operações de débito decorrentes da apresentação a pagamento. 29 UC consiste na unidade de conta processual. sem dedução de oposição ou.00 (noventa e seis euros). 861. de cheques ou realização de pagamentos ou levantamentos cujas importâncias hajam sido efectivamente creditadas aos respectivos beneficiários em data anterior à penhora – artigo 861.art. b). Porém. logo que transite em julgado a decisão do incidente. nos termos previstos nos artigos 5º e 6º do Dec. na redacção introduzida pelo Dec. sendo esta deduzida.º 3 do artigo 821.º 10. de 30-12. a instituição depositário é responsável pelo(s) saldo(s) existente(s) à data da notificação para penhora.1/10 de 1 UC. nos termos dos artigos 861º-A. .Lei nº 323/2001.Lei nº 212/89. CPC. é no montante de € 96. 60 . do CPC e do Regulamento das Custas JUdiciais.1/5 de 1 UC29.º-A.º do CPC. n.º 10. e que é : . com referência ao salário mínimo nacional estabelecido pelo Dec. Logo que se esgote o prazo para oposição à penhora. 861.º-A. de 30-6. n. estando obrigada a fornecer ao tribunal extracto da(s) conta(s) onde constem todas as operações que afectem os depósitos penhorados após a realização da penhora – art. Essa remuneração é reduzida a metade quando sejam utilizados meios electrónicos de comunicação entre o agente de execução e a instituição. o exequente: a) .º-A do CPC. quando sejam apreendidos saldos da conta ou valores mobiliários existentes em nome do executado. Uma vez penhorado o saldo bancário. D – Alcance da penhora dos depósitos bancários . n. deduzido o montante relativo a despesas de execução estabelecido no n. al. . de 17-12. a levar em regra de custas. em data anterior à penhora. quando não haja saldo ou valores em nome do executado. alínea a).º 10. o exequente pode requerer a entrega das quantias depositadas até ao valor do seu crédito. nº 12. para o triénio de 2007-2009.

registados ou depositados em intermediário financeiro ou registados junto do respectivo emitente. 861º-A.º 122/2002.º do CVM. Penhora de valores mobiliários titulados ou escriturais nos termos do art. Por sua vez.as obrigações . 298. B – Realização da penhora A penhora dos valores mobiliários acima referidos efectua-se mediante despacho prévio. A modalidade da penhora aqui em destaque incide sobre valores mobiliários titulados (em documento de papel) ou escriturais (meramente registados em conta). de 5-8. f) – os direitos destacados dos valores mobiliários referidos nas alíneas a) a d).arts. para além dos especialmente previstos na lei. Segundo o artigo 1.º 321/85.º a 372.as acções . São valores mobiliários em especial: os títulos da dívida pública (bilhetes do tesouro) e os certificados de aforro (Dec. d) . a penhora de valores mobiliários titulados não integrados em sistema centralizado nem depositados em competente instituição financeira são penhorados nos termos do artigo 857. integrados em sistema centralizado. c) . preferencialmente por comunicação electrónica do agente de execução à entidade gestora do sistema centralizado ou à instituição financeira registadora . que tenham sido emitidos de modo autónomo.2.os títulos de participação – Dec. os seguintes : a) . nos termos aplicáveis do 61 .2.6.5.º do Código das Sociedades Co-merciais (CSC).-Lei n.as unidades de participação em instituições de investimento colectivo. nº 12. b) . CPC A – Objecto da penhora . desde que o destaque abranja toda a emissão ou série ou esteja previsto no acto de emissão.º-B do CSC.º a 347. 348.-Lei n.º do CPC.arts. são valores mobiliários. de 4-5). à aquisição ou alienação de valores mobiliários referidos nas alíneas anteriores.os direitos à subscrição. e) .

nº 1. 2004. Manual da Acção Executiva . nos termos conjugados dos artigos 862. B – Modo de realizar a penhora A penhora de quinhão em património comum .º do CVM30.7.º 1.º CPC) 2. Imprensa Nacional. 2. ou seja. n. quando muito.nº 1 a 13.º.º 1.º. tanto mais que não se pode sequer saber que bens irão preencher o quinhão senão após a partilha31. JVS. do art. com a expressa advertência de que o quinhão penhorado fica à ordem do agente de execução. Penhora de quinhão em património autónomo (art. E convém aqui referir que. Tratando-se de quinhão 30 Para mais desenvolvimentos. e 856. Como já foi referido.2. e 82. do CPC.5. como é o caso da penhora de um quinhão hereditário. Penhora de direitos a bens indivisos (art. nº 1.º 1 a 4. vide Rui Pinto. Lisboa. Lopes Cardoso. a penhora do quinhão hereditário não está sujeita a registo.º. CPC) A – Âmbito O exemplo mais típico de quinhão em património comum é o de um quinhão hereditário.1. 1987. com excepção do disposto na alínea b) do nº 5. 159 a 161 31 Vide.5.º. n. mesmo que dessa herança façam parte bens sujeitos a registo. do CPC. pag. desde a data da primeira notificação efectuada. n.º do CC).7. efectua-se mediante notificação pessoal do administrador dos bens e dos contitulares desse património. em execução movida para cobrança de dívida pessoal contra quem seja porventura contitular de uma herança ainda impartilhada. não é admissível penhorar bens des-sa herança. 490. 861º-A do CPC e artigos 66. 862. do direito de um herdeiro a herança impartilhada ou indivisa (artigo 2101. a propósito do disposto no artigo 826. penhorar-se o respectivo quinhão hereditário. A Acção Executiva depois da Reforma . 862.2. a este propósito. 62 .º. podendo. pags. segundo as formalidades e regime da citação .

1408.º do CPC. Penhora de direito a bem indiviso (art. no prazo de 10 dias. e 851.hereditário a referida notificação é feita ao cabeça-de-casal e aos co-herdeiros. 863.º e segs.º 1 e 5.º do CPC) A penhora do direito a bem indiviso. como sucede no caso de penhora da quota de comproprietário ou de consorte (art. Feitas as notificações do administrador de bens e dos contitulares do património comum.ª parte.º e n. ex vi do art. d) – por fim.º 1.º 3 do artigo 862º.7.º e n. nos termos e para os efeitos dos n. seguir-se-ão os termos do artigo 858. Quando as pessoas a notificar se encontrem ausentes em parte incerta ou forem desconhecidos. do CPC: Aos notificados é lícito fazerem. 2.º 1. n. c) – o agente de execução elabora o auto de penhora.º. n.º 2 e 3 do 856.º.2.º do CC) efectua-se do seguinte modo: A – Se o bem estiver sujeito a registo (imóvel ou móvel sujeito a registo): a) . 4 a 5. nos termos do n. aplicando-se o disposto nos artigos 838.º 1 do artigo 856. proceder-se-á à sua notificação edital. n. 862.º 1. do artigo 862. e 863. nos termos dos artigos 248. por remissão do n.º. 2.º do CPC.º 5.º.º. B – Se o bem indiviso não estiver sujeito a registo : 63 .º 2 e 4 artigo 862. preferencialmente mediante comunicação electrónica. por remissão do artigo 856.º. segundo as formalidades e regime da citação. 2. as declarações que entenderem sobre direito do executado e o modo de o tornar efectivo. procede-se à notificação pessoal. e 251. b) – seguidamente.2. n. Se algum dos notificados contestar o direito do executado dado à penhora.º por via da remissão feita no n.5. do administrador do bem e dos contitulares do direito.o agente de execução começa por requisitar a inscrição da penhora à conservatória do registo competente. podendo mesmo os contitulares dizer se pretendem que a venda tenha por objecto todo o património. procede-se à subsequente notificação ou citação do executado e à notificação da penhora ao exequente. notifica-se ou cita-se o executado e notifica-se o exequente da realização da penhora. respectivamente.º 1.

º 5. n. nessa previsão normativa as penhoras de usufruto de coisas imóveis ou móveis e do direito de superfície . aplica-se o preceituado nos n.a) .direito do fundeiro ou proprietário do solo.º do CC). lavra auto de penhora.º do CPC. 2.º a 1467. 235.º.o agente de execução começa por requisitar a inscrição da penhora à conservatória do registo competente. as quais estão contempladas nos regimes previstos nos artigos 838. consoante a sua natureza32. d) – direito de propriedade do vendedor com reserva. 32 Vide Amâncio Ferreira. pags. 2. do artigo 862. Não caem. a penhora realiza-se do seguinte modo: a) – Se o bem estiver sujeito a registo (imóvel ou móvel sujeito a registo) : .º a 855.usufruto de direitos (arts. já que importam entrega efectiva ou apreensão material do bem penhorado. notifica ou cita o executado e notifica o exequente da realização da penhora.º. CPC) A – Âmbito Na previsão do n. e 862. pag.nua propriedade ou propriedade de raiz. n. nos termos e para os efeitos dos artigos 856. porém. no âmbito do direito de superfície. c) . do CPC. c) – por fim.7.º 2 a 4 do artigo 862.º 5.o agente de execução procede à notificação pessoal do administrador e dos contitulares. em regra. A Acção Executiva depois da Reforma. b) – seguidamente.2. 862. B – Modo de realizar a penhora A penhora de direitos reais cujo objecto não deva ser efectivamente entregue ao depositário ou apreendido .º.3. n.º do CPC estão compreendidas as penhoras de: a) . como sucede nas situações indicadas nas precedentes alíneas a) a d). Curso de Processo de Execução .ª parte. b) .º 1. 174/175.5. 64 . 1463.º do CPC. Em qualquer dos casos. Rui Pinto. 7ª Edição. Penhora de direitos reais cujo bem não deva ser apreendido (art.º 1.

862. de 5-8. 863.mediante comunicação electrónica. 2.º 5. 4 a 5. comprador reservatário). usufrutuário.º do CPC . do agente de execução à conservatória competente para inscrição da pe- 65 . 862. notifica ou cita o executado e notifica o exequente da realização da penhora. – por fim. .7. por via electrónica. Em qualquer dos casos.º. nos termos dos artigos 856.º do CPC.º 2 e 3 do artigo 862. .4. n.por fim. notifica-se ou cita-se o executado e notifica-se o exequente da realização da penhora. n. nº 1. de 31 de Janeiro.º 1.5. – seguidamente. Penhora de direito real de habitação periódica (art.-Lei n.º. 2. aplicando-se o disposto nos artigos 838. nos termos e para os efeitos dos artigos 856.º 1 ex vi do n. procede-se à notificação pessoal.º 22/2002. aplica-se o preceituado nos n. elabora o auto de penhora. 2. do artigo 862.o agente de execução elabora o auto de penhora. ex vi do art.g. e n. em regra. b) – Se o bem não estiver sujeito a registo (móvel não sujeito a registo) : .º 180/99.º do CPC. tem por objecto o direito de habitar uma determinada unidade de alojamento de um empreendimento turístico e está sujeita a registo nos termos do artigo 8º daquele diploma. n.º 5.º 1.2. de 22-5. com as alterações introduzidas pelo Dec. e 851. do CPC) A – Objecto da penhora A penhora do direito real de habitação periódica (time sharing) regulado no Dec. superficiário.º 1. .ª parte. por remissão do n. B – Modo de realização A penhora materializa-se mediante : a) – a comunicação.seguidamente.º 275/93.º.º.-Lei n. e n.-Lei n.º. nº 1.o agente de execução procede à notificação pessoal do possuidor do bem.º. do possuidor do bem (v.º 5 do art. e pelo Dec. segundo as formalidades e regime da citação.

º 2 e 3 do artigo 862. 2.º. por via electrónica. Penhora de quota em sociedade (art. 219. 2.º 1. Aplicar-se-á ainda o preceituado nos n. do CC decorre que ao credor particular de sócio de uma sociedade civil não é lícito penhorar a quota desse sócio no capital da sociedade .º a 239. b) – seguidamente.º do CPC. E.º.º.º 6. n. 2. nos termos do artigo 3.2.º do CPC. quanto à execução da quota. d) .5. Penhora de quota de liquidação em sociedades civis e comerciais A – Âmbito .º1 e 862.Lei).º do CSC. 1.º.º do CSC) é feita mediante: a) – comunicação. do Cod.º 1.º 1 e 5.5. do CPC.7. incumbido da administração das unidades de alojamento. do CPC) A penhora da quota do sócio de uma sociedade por quotas (arts. a notificação pessoal ao proprietário do empreendimento ou ao cessionário da exploração. Registo Comercial e artigos 862.2. n. 3 e 6 do artigo 862. Aplicar-se-á ainda o preceituado nos n.nhora no registo.º 1. n. 8.º 2 e 3 do artigo 862. mas apenas o seu direito aos lucros e à quota de liquidação. em regra. na insuficiência dos bens do 66 .º ex vi do artigo 863.º do CPC.notificação ou citação do executado e notificação do exequente da realização da penhora. n. d) – notificação ou citação do executado e notificação do exequente da realização da penhora. c) – elaboração do auto de penhora pelo agente de execução.ª parte. nos termos e para os efeitos do n. 862. nos termos do artigo 838. nos termos e para os efeitos dos artigos 856. n. do agente de execução à conservatória competente para inscrição da penhora no registo.5.º do CPC e art. b) – seguidamente. sendo que. observar-se-á o disposto no artigo 239.º n.º 6. alínea f). (art.7. segundo o n.º 275/93. c) – elaboração do auto de penhora pelo agente de execução.º 2.º do citado Dec. notificação pessoal da sociedade. e 838. Do artigo 999.º 1.º. do CPC. 25. n.-Lei n.6.º do Dec.º.

notificação pessoal da sociedade e respectivos sócios.º 1.º 1.º 1. 67 .Reg. alínea f). d) .º. nos termos e para os efeitos do n. alínea e). . nos termos do artigo 3. respectivamente. poderá seguir-se o disposto nos n. do C. Registo Comercial e artigo 838.º 1. do agente de execução à conservatória competente para inscrição da penhora no registo. A penhora desse direito aos lucros e à quota de liquidação está sujeita a registo nos termos do artigo 3.º. nos termos e para os efeitos do n. n. e 465. c) – elaboração do auto de penhora pelo agente de execução. por via electrónica.º.notificação ou citação do executado e notificação do exequente da realização da penhora. ao credor de sócio de sociedade comercial em nome colectivo e ao credor de sócio comanditado em sociedade comercial em comandita não é lícito penhorar a parte desses sócios na sociedade.º 1. 2 e 3 do artigo 862. A penhora dos direitos aos lucros e à liquidação da quota dos sócios da sociedades comerciais em nome colectivo e em comandita realiza-se pela seguinte forma : a) – comunicação. n. do Cod. B – Modo de realização .º do CPC.º do CPC.º do CSC. em regra. c) – elaboração do auto de penhora pelo agente de execução. Aplicar-se-á também o preceituado nos n. 863. E efectuada a penhora.º. 2 e 3 do artigo 862. A penhora dos direitos aos lucros e à liquidação da quota dos sócios das sociedades civis realiza-se pela seguinte forma : a) – notificação pessoal dos administradores e demais sócios sociedade. ex vi do art.devedor.º 2 a 5 do artigo 183. n. nos termos dos artigos 183. Aplica-se o preceituado nos n. do CSC. mas apenas o direito aos lucros e à quota de liquidação .notificação ou citação do executado e notificação do exequente da realização da penhora. n.º do CPC. d) . n. b) – seguidamente.º 2 e 3 do artigo 862.º do CPC.º 1. o credor pode exigir a liquidação da quota daquele na sociedade nos termos do artigo 1021.º 1. .º 2 e 3 do artigo 862.º do CPC.º. De igual modo.º do CC.Com.

-Lei n. junto da Divisão de Registo e Controlo da Direcção de Serviços de Licenciamento integrada na InspecçãoGeral das Actividades Culturais (Dec. Essa penhora está sujeita a registo nos termos da alínea d) do n. estatutos ou regulamentos internos – art.º 1 do artigo 262. Penhora de direitos patrimoniais do autor Os direitos patrimoniais do autor podem ser objecto de penhora. e pela Lei nº 62/98. de 27-9. ressalvado o disposto no artigo 50.º 36/2003.º do CPI.º do CDADC e alínea c) do artigo 20. 263. em conformidade com o que decorre do estatuído no n. de modelos e desenhos industriais e de marcas efectua-se por averbamento no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. e 2 a 6. e completado pelos Decs. em regra.º. seguindo-se a elaboração do auto de penhora e a subsequente notificação ou citação do executado e do exequente da efectivação da penhora. de 5-3.º 1.7.º do Decreto nº 4114.5. do qual resulta a isenção da penhora no caso de manuscritos inéditos. nos termos do artigo 47.º do CPC.º 80/97. do Código da Propriedade Industrial (CPI). de 3-9. esboços. nº 332/97.ª parte. alínea c).7. aprovado pelo Dec. aprovado pelo Dec. 2.º do CPI. competindo ao agente de execução comunicar. de 17-4-1918. importa ter presente que as marcas não são transmissíveis quando : .º do mesmo diploma. 2.Lei nº 63/85 foi alterado pelas Leis nº 45/85. de 20-10. Leis nº 252/94.se trate de marcas a favor de organismos que tutelam ou controlam actividades económicas. No entanto. 33 O Dec.2. de modelos de utilidade.º 5.º 1 do art. .2. de 17-9 e nº 114/91.a sua transmissão for susceptível de induzir o público em erro quanto à proveniência do produto ou do serviço ou aos caracteres essenciais para a sua apreciação.5. n. 333/97 e nº 334/97. 68 . quando incompletos. àquele Instituto. a não ser que ocorra oferecimento ou consentimento do autor. de 8-4). telas ou esculturas. por via electrónica. de 1-9.2. e aplicando-se o regime da penhora dos direitos reais em que não haja lugar a entrega efectiva ou apreensão. nos termos do artigo 30. desenhos. nos termos do n.7. 215.8. do artigo 862. Penhora de direitos relativos à propriedade industrial A penhora de direitos emergentes de patentes.Lei nº 63/8533. para tal efeito.º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos (CDADC).Lei n. salvo disposição especial da lei.

logótipo e recompensas . 4114). de 20-10. O estabelecimento comercial como universalidade de direito não está sujeito a registo. insígnia.º 2. do Dec. Nessa universalidade estão compreendidos. créditos hipotecários. c) – o direito de alvará.º ex vi do artigo 863.º-A do CPC) A – Objecto da penhora . nomeadamente.8. o estabelecimento comercial pode ser objecto de penhora enquanto universalidade de facto e de direito que é. que regula a sua protecção jurídica. e aplicando-se o disposto nos artigos 856.º. à entidade competente.º-A do CPC. d) – os créditos sobre terceiros. n. mediante : 69 . n. os seguintes elementos : a) – as instalações. em regra. 12. . e) – o direito de arrendamento. automóveis. por via do estatuído no artigo 11.º.O disposto nos artigos 47. cumprindo ao agente de execução comunicar. equipamentos e utensílios . Como decorre do disposto no artigo 862. O art.º deste diploma prevê a inscrição dos programas de computador no registo da propriedade literária. 862. 50. direitos de propriedade industrial.5. por via electrónica. mas pode ser integrado por bens ou direitos sujeitos a registo. por exemplo. seguindo-se a elaboração do auto de penhora e a subsequente notificação ou citação do executado e do exequente da efectivação da penhora.º do CDADC é aplicável aos direitos sobre programas de computador. 2.-Lei nº 252/94.º-A do CPC. b) – as mercadorias . B – Modo de realização A penhora de estabelecimento comercial realiza-se.º e subsidiariamente o preceituado no artigo 838. como.º e 50.º. o nome. quando se trate de estabelecimento instalado em prédio arrendado. do Dec.º do CPC. imóveis.º a 860. nos termos do nº 1 do artigo 862. Penhora de estabelecimento comercial (art.2. 858. A penhora realiza-se por inscrição no registo da propriedade literária (art. para tal efeito.º 2.

7ª Edição.º 5. 862. 239. se esses bens ou direitos estiverem sujeitos a registo.º 6 do art. 862. cit.º 3. do CPI. 862. vide Amâncio Ferreira. sujeito ao regime do depositário judicial.º a 860. no qual se relacionam os bens essenciais que integram o estabelecimento.º-A. ob. nos termos do artigo 862. Os direitos emergentes do registo do nome e de insígnias do estabelecimento não são susceptíveis de penhora em separado – art.ºA.. quando o exequente fundadamente o requeira. ex vi do n. f) – designação judicial de um administrador.º.º 5 do art. 862. quando pretenda impedir que sobre eles incida penhora subsequente – n. sendo portanto inalienável34. CPC.º 2. b) – notificação dos terceiros devedores. opondo-se a que o executado prossiga na gestão normal do estabelecimento – n. g) – designação de um depositário para administrar os bens compreendidos no estabelecimento. n.º 1 do artigo 862.º-A. n.º-A. n. 862. a penhora do estabelecimento não afecta penhora anteriormente realizada sobre os bens que o integram – n. Porém. c) – notificação do senhorio. não compreende o direito à ocupação do espaço. 862.a) – a elaboração de auto pelo agente de execução. 31. C – Extensão da penhora A penhora do estabelecimento impede a penhora posterior dos bens nele compreendidos. nos termos e para os efeitos do artigo 856. pag. quando o estabelecimento esteja localizado em espaço arrendado. d) – registo complementar dos bens ou direitos a ele sujeitos – nº 6 do art.º-A.º-A.º 4 do art. sobre o exequente recai o ónus de promover o registo complementar da penhora.º-A CPC. 34 A este propósito.º-A. de um fiscal. A penhora de estabelecimento localizado em centro comercial . todos do CPC. como poderes de gestão ordinária. sempre que necessário. relativamente aos créditos do estabelecimento. 70 . para vigiar o exercício da gestão prosseguida pelo executado – art. mas de um contrato de cedência atípico.º e 858.º 3 do art. nos mesmos termos. quando a respectiva actividade esteja paralisada ou deva ser suspensa – n. na medida em que este direito não decorre de contrato de arrendamento. e) – nomeação pelo agente de execução.º.

205. alíneas a). n. B – O incidente de oposição. do CPC.2. n. B . respeitante portanto à sua forma. nos termos dos artigos 201. 863.Ilegalidade quanto ao seu objecto.º. 822.º 1 e 2. do CPC. n. alínea c).º 1. Os meios de impugnação da penhora são: A – A reclamação para o juiz com fundamento em nulidade do acto de penhora. de natureza substantiva ou processual – art. n. n. 208. 71 .º do CPC.1.º 1 e 2.º 1. 2.º. n. além doutras disposições do CC e em legislação avulsa. b) . de natureza substantiva e prócessual. do CPC.º 3. 207.º. com fundamento : a) – na violação das regras que estabelecem as diversas categorias de impenhorabilidade. . com fundamento em preterição das formalidades legais prescritas para a sua realização . 206.º. por parte do executado ou do cônjuge citado.º.Nulidade processual.º 3. 1.º-A.ª parte.º. do CPC.º a 828. O acto de penhora poder ser passível de dois tipos de vícios : A . 203.º. Meios de impugnação da penhora 2. Quadro geral .3. 821. e c).º. nos termos previstos do artigo 201.º e 809.ª parte. 202. e 834.º.º. com fundamento em : a) .3.º 1. n.em inobservância do princípio da proporcionalidade da penhora – art.impenhorabilidade objectiva. – artigos 821.º.

º do CC.º-A. alínea c.º do CPC.º e segs.desproporcionalidade da penhora – art. B – Legitimidade A nulidade em foco pode ser arguida. n.ª parte.º-A. 2. b). a). D – Acção de reivindicação.º 2 do artigo 680.b) . c) . nos termos dos artigos 201. Afigura-se também que a nulidade poderá ser arguida por terceira pessoa directa e efectivamente prejudicada pela realização de uma penhora com violação das formalidades legais. n. E – Procedimento para ilisão da titularidade dos bens que forem penhorados como pertencentes ao executado. 863.º a 1313.º do CPC. com fundamento em violação da posse ou de qualquer direito incompatível com a realização ou o âmbito da penhora . como por exemplo: omissão de notificações.º do CPC. 863.3. não efectivação do registo. até à venda ou adjudicação do bem penhorado. nº 1. nos termos do n. consoante os casos. CPC. nos termos gerais dos artigos 1311.2. Reclamação da nulidade do acto da penhora (arts. nos termos dos artigos 351. pelo executado e pelo exequente.º e 208. 2. al.impenhorabilidade subsidiária – art.º do CPC. ao abrigo do artigo 203. 72 .º 1. 201. com base em argumento de maioria de razão deduzido do disposto no n. deduzidos por quem não for parte na execução. em prejuízo do exequente. não levantamento do auto de penhora com as formalidades exigidas por lei. al. C – Embargos de terceiro. do CPC. por parte de terceiro. e 809.º do CPC. Tais violações podem importar nulidade processual.º 1. do CPC) A – Fundamento O acto de realização da penhora pelo agente de execução pode não respeitar os requisitos formais ou as normas de procedimento processuais estabelecidas na lei. Verifica-se ainda esse vício de nulidade quando não se procede à penhora com a extensão permitida pelos limites de penhorabilidade e de suficiência decorrentes da lei.º.º a 358. comprometendo portanto a sua validade formal ou eficácia.º 2 do artigo 848.

º 1.º do CPC. 863.º 1 do artigo 863.º-B. nos termos do artigo 828. nº 1 a 6.requerimento do arguente.º 1. c).produção de prova a que haja lugar . al. e 822.º-A e 922. n. mas tal não impede a sua nova realização com a observância das formalidades legais.decisão da reclamação. e 809. do CPC.º. nos termos gerais. D – Tramitação : A reclamação da nulidade será processada da seguinte forma: a) .º-A do CPC.º.º 1. 2. n. que poderá deduzir resposta no prazo de 10 dias – artigos. n.º 1 do art. n. al.3. nos termos conjugados dos artigos 153. e 2. Incidente de oposição à penhora (arts.º do CPC.não havendo motivo para indeferimento.C – Prazo A nulidade terá de ser arguida no prazo de dez (10) dias. n.º.º. o incidente de oposição à penhora de bens pertencentes ao executado poderá ter por fundamento a violação : a) – das regras de impenhorabilidade objectiva. c). com referência ainda às disposições pertinentes do CC e de legislação avulsa que consagrem a inalienabilidade de direitos ou isenções de penhora – alínea a) e c) do n. de natureza processual ou substantiva. b) .3. 809.º a 827. e) . total ou parcial.º-B do CPC) A – Fundamento Nos termos do n. b) . em caso de manifesta improcedência.despacho liminar a indeferir a reclamação.º 1 e 3. no prazo de cinco dias (art. a julgar procedente ou improcedente a arguição de nulidade.º 1. al. sendo julgada procedente. 153.º e 207. do CPC.º. previstas nos artigos 821. d).das regras de impenhorabilidade subsidiária pessoal . f) .dessa decisão caberá recurso. a penhora será reduzida ou levantada.º-A e 863.º-A.º. do CPC). quando tenha havido indevidamente a penhora imediata dos bens do devedor 73 . audição da parte contrária. 863. de acordo com a remissão feita no artigo 922. 205. c) . d) .

executado – art. e 474.º-A do CPC. para o efeito. com 74 . a realização de penhora imediata.º.º-A do CPC. n. nomeadamente. traçados nos artigos 821. a que se referem o n. 2. de-vendo este alegar.ª parte. Se a oposição se basear na existência de patrimónios separados.º. . face ao preceituado no n. Ora.g. Pode levantar-se aqui a questão de saber se é lícito ao oponente à penhora cumular a arguição de nulidade do próprio acto de penhora (v. do n. e 864. para esse efeito. n. em sede do incidente de oposição à penhora. e 1696. quando tiver sido citado.º 2.º. n.º 1. n. B – Legitimidade O incidente de oposição à penhora pode ser deduzido pelo : . 863. quando devia ser precedida de citação) com os fundamentos da oposição. ao abrigo do disposto no artigo 199. as previstas nos artigos 999. do CPC – alínea a).º 1 do art.º 1. o que parece não ser o caso.º 1. C – Prazo O incidente de oposição deverá ser deduzido no prazo de : a) – 20 dias a contar da citação .º do CSC – alínea b) do n. o exequente tem o ónus de indicar logo os bens penhoráveis.º. nos casos em que esta seja efectuada após a penhora – artigo 863.º-B. nº 3.º 3. do artigo 202.º 1 e 2.º do CPC. aproveitando-se assim tal tramitação.º 1 do 835. n. 863. 2.º 1 do artigo 863º-A.º do CPC. alínea a). 1695.º 2.º.º do CPC. e 834.º-A.º 7 do artigo 828.º 1. n.cônjuge do executado.ª parte. a menos que se pudesse entender que tal nulidade fosse de conhecimento oficioso.º 3.º-A. em vez de a reclamar nos próprios autos de execução. n.º. alínea a).º do CPC. d) – dos limites de proporcionalidade ou de suficiência dos bens penhorados.subsidiário. caso se trate apenas de uma mera irregularidade na forma do procedimento. n. integrados no património autónomo responsável pela dívida exequenda. que tiver em seu poder. do CC e 183. c) – das regras de impenhorabilidade subsidiária real . o benefício de excussão prévia.º e n.º 2 do artigo 863. nos termos dos artigos 864. Porém.º. como preceitua o n. necessário se torna que a arguição daquela nulidade tenha sido deduzida no prazo geral de 10 dias previsto no artigo 153. CPC. nada obsta a que o tribunal possa tomar conhecimento dessa arguição de nulidade.

nos termos do n. n. alínea a).º. como decorre da remissão feita na parte final do n. n.referência aos artigos 812.º 1.º 1. Assim : a) . 2 e 4. do CPC) Os trâmites do incidente em referência são os seguintes : a) – Requerimento inicial com a exposição dos factos e das razões de direito que servem de fundamento à oposição. 812.º 1. do CPC. 863. o incidente de oposição à penhora será deduzido em autos próprios.º-A do CPC. mas também por apenso aos autos de execução. alínea b). n.º do CPC.º. conforme tenha havido ou não citação prévia e. n. 2 e 3. por apenso. e 864.º 2 e 3.º 2.º 1. O incidente deverá ser julgado no prazo máximo de três meses contados da dedução da oposição – artigo 809. do CPC. definidos no artigo 817. sendo que é obrigatória a dedução articulada dos factos alegados.º. com referência aos artigos 812.Se a penhora for efectuada sem precedência de citação e o citado quiser também deduzir oposição à execução. b) – 10 dias a contar da notificação do acto de penhora. 75 .º 1. n.º do CPC. seguindo-se então os termos do procedimento da oposição à execução .º 2 do artigo 863. tendo a citação sido posterior. neste último caso. n.º 1 e 2. como impõe o n. quando a citação do oponente anteceda a penhora – artigo 863.º 1. alínea a). aplicável por força do n.º 2 do artigo 153. b) – Se tiver havido citação prévia à penhora ou se. como prescreve o artigo 303.º 2 do artigo 813. alínea b). o citado não pretender deduzir oposição à execução. 3 e 5 do CPC. D – Processamento A oposição à penhora será processada diferentemente.º -A.º-B. do CPC. E – Tramitação do incidente de oposição à penhora (art. n.ºB. deverá cumular-se a oposição à penhora com a oposição à execução .º-F.º.º do CPC.º-C e 812.º 1 do artigo 817. o requerente tem o ónus de indicar logo os meios de prova.º-B.º 2 do artigo 863. consoante o oponente queira ou não deduzir também oposição à própria execução.º-A para o n. n. n.

922. o juiz ordenará. a não ser que o imponha o princípio do contraditório (art.º. 3. de aperfeiçoamento.º do CPC) 76 . do CPC – limite total de oito testemunhas por cada parte e de três testemunhas por cada facto.º-B do CPC. para que remete o n.º 2 do art. nos termos gerais (art. n.º-C). do CPC).º.4. ou de admissão liminar – nos termos que decorrem do n. aplicável por via do art. consoante os casos. mas do acórdão desta não cabe revista para o STJ (art. 863. o juiz declara quais os factos provados e não provados.º 1. porém. nos termos dos n. n. 922.º.º 3.º 3 do artigo 817.3.º 2. do CPC. lugar. 863-º-B. n.º 5 do artigo 304. só se suspendendo.º-B.º 4. nem reclamações sobre a decisão de facto. do CPC. Âmbito (art. indicando logo os meios de prova.º do CPC) 2. fundamentando a decisão de facto. CPC). n.º ex vi do artigo 863. a alegações sobre a matéria de facto. n. f) – Produzida a prova. do CPC. n. Porém. 351.4. em regra.º. 2. 351. h) – Da decisão final cabe recurso de apelação para a Relação.º-B. 863. a redução ou o levantamento da penhora (art. g) – Decisão final do incidente. c) – Admitida liminarmente a oposição. no prazo de 10 dias. quando a decisão final do incidente seja susceptível de recurso ordinário. respectivamente. por parte do exequente. do despacho que não admita o incidente cabe apelação para a Relação. d) – Aos meios de prova aplicam-se as limitações do artigo 304.º 1 do artigo 817.º-B. os autos de execução prosseguem.1. que pode deduzir resposta à oposição.b) – Despacho liminar . de indeferimento imediato ou mediato. observar-se-á o disposto no n. nos termos do artigo 653. a contrario sensu.º 2.º 2.3. por força do disposto no artigo 863.º 2 a 4 do artigo 304.º-B.º.º ex vi do artigo 863. n. nos termos do art.º 2. será notificado o exequente.º-B. n. na falta de resposta. a julgar a oposição procedente ou improcedente. quanto aos bens a que respeita a oposição. em caso de procedência parcial ou total.º 3. e) – Segue-se a produção de prova. Embargos de terceiro (arts. em regra.º 1 e 2.º. não há. do CPC.º.que pode ser.º-C. os seus termos. n. n. do CPC). podendo ser requerida a gravação da prova. 303. por remissão do n. por via do artigo 863.º a 359. se o executado prestar caução – artigo 863.º 2.

do artigo 1057. mediante embargos de terceiro.º 2.º 2 do artigo 824.º do CC). n.º. do CC. como sejam : o direito do locatário. a penhora de um pretenso usufruto ou direito de superfície do executado é susceptível de ofender o direito de propriedade plena de um terceiro.º. aliás. vide Amâncio Ferreira.. b) – ofensa do direito de propriedade. qual o alcance de direito incompatível com a penhora. porém. com esse fundamento. em sintonia com brocardo latino de emptio non tollit locatio. ob. n. cit. do comodatário e do depositário. de direito real limitado de gozo ou de qualquer direito incompatível com a realização ou o âmbito da penhora. .º 2. pois. pag. A impugnação da penhora mediante embargos de terceiro pode fundamentar-se em : a) – ofensa da posse em nome próprio correspondente ao direito de propriedade ou a um direito real limitado de gozo (art. n. no que respeita ao direito do locatário.º 2. como se extrai do artigo 824.35 35 A este propósito.º. 77 . De igual modo.º do CC. 1125.º com referência ao art. 1251. Ora. o que. em princípio. nos termos dos artigos 1037. como resulta da ressalva final do n. não prejudica a subsistência do contrato de locação.º do CC decorre que o adquirente da posição do locador lhe sucede nos respectivos direitos e obrigações. 1057. 1253. n. . 1188. respectivamente. 1133. do parceiro pensador. lícito ao usufrutuário ou ao superficiário lançar mão dos embargos de terceiro para peticionar o levantamento da penhora. Já a penhora da mera propriedade de raiz ou do direito do fundeiro ou proprietário do solo não se mostra atentatória do usufruto ou do direito de superfície que recaiam sobre esse bem. fundamento para impugnar a penhora por via de embargos de terceiro. consequentemente. cujos titulares podem defender a detenção e fruição da coisa pelos meios possessórios.º.º 2. a posse precária ou mera detenção (art. Daí que a locação anterior à penhora não caduque com a venda executiva. sendo. que poderá impugnar a penhora. tanto mais que a venda executiva do direito penhorado não prejudica estes direitos reais de gozo limitado. Tem-se discutido. a penhora de um bem em propriedade plena atenta contra o direito de usufruto ou o direito de superfície anteriormente porventura constituído sobre aquele bem.º 2. Assim. n. no que concerne aos direitos pessoais de gozo.º do CC) não consti-tui. do CC.º. 266.

Em suma. do CC). vide Miguel Mesquita. mas que seja designado como fiel depositário36. uma vez que o art. os direitos pessoais de gozo em referência não podem servir de base à dedução de embargos de terceiro contra a penhora do direito real com base no qual foram constituídos. 178. 839.Nessa medida. pags. pag. 1998. Por exemplo: numa execução instaurada por A contra B. com o fundamento em que o executado não é o titular do direito com base no qual aqueles direitos pessoais foram constituídos38. pelo que não assiste ao referido locatário fundamento para embargar de terceiro. mediante embargos. 36 Vide Miguel Mesquita. D pode embargar de terceiro com fundamento em que é locatário. 181 a 189. em virtude da efectivação da penhora. cuja previsão se circunscreve aos direitos reais37. por isso. a penhora do direito de propriedade ou de usufruto sobre a coisa locada não é incompatível com o direito de gozo do locatário.. os direitos do parceiro pensador. n. cit. fundamento para que os titulares daqueles direitos pessoais de gozo impugnem essa penhora por via de embargos de terceiro. pedindo não o levantamento da penhora. Almedina. do comodatário e do depositário são de natureza meramente contratual e por isso inoponíveis a terceiros (art. cit. 38 Para maiores desenvolvimentos sobre esta questão. sendo penhorado um bem como sendo pertencente ao executado B. comodatário ou depositário da coisa e que esta pertence a E e não ao executado. caducando. e nem sequer se transferem para o produto da venda nos termos previstos no n. do comodante ou do depositante.º 3 do artigo 824. ob. a). 37 Miguel Mesquita.º 2. poderá então lançar mão dos embargos de terceiro com fundamento em que o âmbito da penhora o priva desse gozo. à penhora dos bens sobre que incidem. al. os titulares desses direitos pessoais de gozo já podem opor-se. Nessa perspectiva. nem tão pouco o locatário será perturbado ou privado do gozo da coisa. Apreensão de Bens em Processo Executivo e Oposição de Terceiro . Mas se o não for. 406. Além disso. não existindo. os sobreditos direitos pessoais de gozo do parceiro pensador. por conseguinte. Por sua vez. nº 1. ob.º do CC. do comodatário e do depositário não se assumem como incompatíveis com a penhora dos direitos do parceiro proprietário.º. do CPC impõe que ele seja designado como depositário judicial.º. Porém. em virtude da venda executiva. 217 e segs. – ponto embargos deduzidos pelo terceiro detentor ou possuidor em nome de terceiro proprietário.pags.. 78 .

º 5. Nestas hipóteses.º 2. poderá haver lugar a embargos de terceiro. no âmbito de alguns direitos reais de garantia.º 2. 1535. estamos perante uma situação em que o titular do direito pessoal de gozo defende o seu direito à detenção e fruição da coisa contra terceiro. como sucede nos casos de consignação de rendimentos (art.º e 896. não se justificando que os preferentes deduzam embargos de terceiro. que dependem de registo (art.º 1. os referidos direitos de preferência não são afectados pela execução. n.g. . .º. 1091. os previstos nos arts. do disposto no artigo 824º.º.º. 2135.º 3. 1409. n. 183. 79 .De resto. 421. n.º. n.º. bem como aos direitos de preferência convencional com eficácia real.º. do CC) e de retenção (art. 670. do CC). transferindo-se para o respectivo produto da venda. n. aos credores privilegiados é facultado o direito de reclamar o crédito assim provido de garantia real. em sede de concurso de credores. a. 1. que não dependem de registo (v. do CC. Por conseguinte. 1380.os direitos de preferência legal ou convencional com eficácia real.º. n.º 2. podem embargar de terceiro para defesa desses direitos. a não ser que o bem tenha sido penhorado como pertencente a pessoa diversa do consignatário ou de quem constituiu o penhor ou do onerado com a retenção.º. 1125. b) . 759. e 1188.º e segs. n.º.º. do CSC). b do CC).112. nº 2 e 3.o direito à execução específica no âmbito do contratopromessa de compra e venda com eficácia real Quanto aos direitos de preferência legal. todos do CC. Assim sendo.º.º 2. Também se discute se os detentores da coisa penhorada.º. do CC resulta que a venda executiva faz caducar os direitos reais de garantia existentes sobre a coisa. n.º.º do CC). nos estritos termos especialmente previstos nos artigos 1037. art. do CPC. n. al. de penhor (art. 661. os titulares da preferência devem ser notificados da venda para poderem exercê-la.º 4. e 239.º. al. n. 1555. pelo que a penhora não se mostra incompatível com eles.º 4. n. Ora. como são : a). em termos algo similares aos acima referidos quanto aos direitos pessoais de gozo. No domínio dos direitos reais de aquisição.º. não lhes assiste o direito de impugnar a penhora por embargos. nos termos dos artigos 865. 1133.º do CPC. É por isso que. nos termos dos artigos 892.º 1.º 1.º.

. mas que não foi objecto de registo antes do registo da penhora ou que nem tão pouco foi instaurada tal acção. não se justificando portanto lançar mão dos embargos de executado. Contrato-promessa com eficácia real Nesta hipótese. parece mais correcta a tese de que o promitente-comprador poderá embargar de terceiro a fim de conseguir a suspensão da exe80 . Contrato-promessa sem eficácia real em que houve tradição da coisa para o promitente-comprador Em caso de instauração de acção para execução específica registada antes do registo da penhora Nesta hipótese. Antes de mais há que distinguir as seguintes situações : A . nomeadamente para acautelar o seu direito à execução específica. o artigo 903. operando a execução específica. do CPC impõe que a venda em execução seja feita directamente ao promitente-comprador. a penhora não se mostra incompatível com aquele direito à execução específica. Por isso. por embargos de terceiro. o mecanismo adequado à satisfação do seu direito.ª parte. 2.contrato-promessa sem eficácia real. à penhora da mesma.o promitente-comprador instaurou acção para execução específica. Nessa medida.contrato-promessa com eficácia real (art. b) – o promitente-comprador instaurou acção com tal fim. destacando-se aqui as hipóteses em que : a) .º do CC). que registou antes do registo da penhora. o efeito de caso julgado prevalece sobre o efeito da penhora. sendo este. se a acção for a final julgada procedente. tornando-se incompatível com esta e com a subsequente venda executiva. pois. Questão problemática é a de saber em que medida é que o promitente-comprador a quem tenha sido entregue a coisa pode opor-se. 413. em que tenha havido tradição da coisa para o promitente-comprador. B .º.

por via do mecanismo previsto nos artigos 865. quando não foi citado após a penhora B – Passiva (art.º 1. Só que esse direito de retenção caduca com a venda executiva do bem penhorado.º. é considerado terceiro o cônjuge do executado relativamente à penhora de bens próprios desse cônjuge e aos bens comuns que hajam sido indevidamente atingidos pela penhora. Por consequência. e 352. Legitimidade processual A – Activa (art. Por outro lado.3. contra o exequente e o executado em litisconsórcio legal necessário. 357.º 1. quanto ao bem penhorado. do CC.º 1. n. 351. do CPC. Para tal efeito. não se justificando o recurso aos embargos de terceiro.2. n. n. a acção de execução específica é inoponível em relação à penhora e a subsequente venda. nos termos do artigo 755. CPC) Nos termos do artigo 357.º. f).º e segs.º 1.º. ou seja. n. até ser decidida definitivamente a acção. 2. a penhora não se mostra incompatível com o direito em questão. n.º CPC) Tem legitimidade para embargar de terceiro aquele que se arroga possuidor do bem penhorado ou titular de direito incompatível com essa penhora e que não nessa parte na acção executiva onde a penhora foi realizada – artigo 351. do CPC.4. Se a acção de execução específica não tiver sido registada antes do registo da penhora ou nem sequer tiver sido proposta Nestes casos.º 1.º. do CPC. 81 . n. al. Daí que assista ao promitente-comprador. do CC. os embargos de terceiro correm contra as partes primitivas da execução.cução.º. nos termos do artigo 824. enquanto retentor o direito de reclamar o seu crédito. o promitente-comprador goza do direito real de retenção para garantia do direito à restituição do sinal em dobro ou indemnização emergente do incumprimento definitivo do contrato-promessa por parte do promitente-vendedor.º.º 2 e 3.

nos termos gerais. do acórdão da Relação que confirme o indeferimento cabe recurso de revista para o Supremo Tribunal de Justiça. o juiz deve ordenar a realização das diligências requeridas para produção da prova in82 . e 304. Prazo (art. n.º 2 a 3. n.mas nunca depois de os bens sobre que recai a penhora impugnada terem sido vendidos ou adjudicados. .º-A. n.º 4.º CPC) Haverá lugar a despacho liminar. 353. do CPC.º.º.º 1. 353.3. a viabilidade dos embargos.1. além do mais.º 1.º a 356. B – Despacho liminar (art. nos termos conjugados dos artigos 234. 354. se o terceiro embargante estiver presente.5. na qual o embargante deverá.º 1. 353. inclui-se a sua extemporaneidade (arts. e 354. segundo as formalidades gerais desse articulado.º.2.º.º. n.3. do CPC. a esse prazo aplica-se o regime do cômputo dos prazos processuais.4.3. do CPC.4.no prazo de 30 dias subsequente àquele em que a penhora tiver sido realizada.5. nos próprios autos e com efeito suspensivo. 354. Fase introdutória (arts.º. n. e 354. de entre os fundamentos de indeferimento liminar dos embargos. 2. Do despacho de indeferimento liminar cabe sempre recurso de apelação para a Relação.3.4. ou a contar da data em que este teve conhecimento da penhora. por força do disposto no artigo 144. Tais recursos sobem imediatamente. independentemente do valor da causa. nos termos do artigo 303. 353. n. nos ter-mos do artigo 234. Processamento (art. CPC) Os embargos serão deduzidos mediante petição inicial.º 2. indicar logo os meios de prova a produzir na fase preliminar.4.º 2.º 2.º 1.º do CPC) A – Petição de embargos (art.º-A.º CPC).º do CPC. n. o qual pode ser de aperfeiçoamento ou de indeferimento liminar. do CPC) Os embargos de terceiro impugnativos da penhora são processados por apenso aos autos de execução em que a penhora foi realizada. com vista a justificar. Tramitação 2. n. 2.4.3. perfunctoriamente. n. Não ocorrendo motivo para indeferimento liminar. do CPC) Os embargos de terceiro devem ser deduzidos : .º.

. D – Despacho de rejeição ou de recebimento dos embargos (arts. julgados total ou parcialmente procedentes.a suspensão da execução. quer do direito de propriedade sobre os bens em causa. parte final. se o embargante a tiver requerido. quando se mostre a probabilidade séria do direito invocado. . o juiz profere despacho subsequente de recebimento dos embargos.formatória sobre a viabilidade dos embargos. sendo deduzidos como incidente da instância. seguem a disciplina geral deste procedimento até entrarem da fase contraditória prevista no artigo 357. conforme o valor. ou de rejeição em caso negativo. Se os embargos forem.º e 358. a não ser que se trate de prova meramente documental que não necessite de outra prova.º do CPC.5.º.a restituição provisória desses bens.º do CPC. a final. O recebimento dos embargos determina. já que os embargos de terceiro. 356º do CPC : . 83 .3.º a 356. a execução prosseguirá relativamente a esses bens.4. os embargos seguem os termos próprios do processo declarativo ordinário ou sumário. a penhora será levantada ou reduzida. Fase contenciosa (arts. C – Prova informatória A prova informatória é produzida sem contraditório da parte contrária.º CPC. 355. observando-se no mais o disposto no artigo 304. 357. podendo os embargados deduzir reconvenção a pedir o reconhecimento. 2. relativamente aos bens penhorados objecto de impugnação.º do CPC.2. caso contrário.º CPC) Conforme os resultados da prova informatória. nos termos do artigo 354. 354. nos termos do art. podendo o juiz condicioná-la à prestação de caução. A rejeição dos embargos não obsta a que o embargante proponha acção declarativa própria a pedir o reconhecimento do seu direito ou a reivindicar a coisa – art.º (CPC) . quer de que tal direito pertence à pessoa contra quem a diligência foi promovida – artigo 357. Após a notificação das partes primitivas da execução. do CPC.

nos termos do artigo 909. alínea d). nos termos gerais previstos nos artigos 1311. do CPC. A acção de reivindicação deverá ser instaurada contra : .5. quando ainda não tenha sido efectuada a venda ou a adjudicação.º. Porém.4. do CC. nos termos do nº 1 do artigo 825º do CC : 84 . os bens móveis não são entregues sem as cautelas referidas na parte final do n.º do CC) Em vez de deduzir embargos ou se porventura já não estiver em tempo de os deduzir.o exequente e o executado.º será ainda aplicável nos casos em que a acção seja proposta. quando intentada após a venda ou a adjudicação. acção de reivindicação da coisa penhora ou vendida em execução. a propositura da acção de reivindicação não suspende a execução pendente. nos termos do artigo 911. Efeitos de caso julgado material A sentença de mérito proferida nos embargos forma caso julgado material quanto à existência e titularidade do direito invocado pelo embargante ou. 1310. 1313. antes da entrega dos bens móveis ou do levantamento do produto da venda.º 1.2. n. antes de efectuada a venda.º a 1313.º e segs. do que se lavrará termo. A procedência da acção de reivindicação importa a ineficácia da venda executiva. Acção de reivindicação (arts.º.6.º do CPC. ainda com referência ao n. em reconvenção. De notar que a acção de reivindicação não está sujeita a prazo de caducidade ou de prescrição. do artigo 910. em conformidade com o preceituado no artigo 910.º do CPC.º. O disposto no artigo 910.3. autonomamente. Em caso de protesto.º do CC). é lícito ao terceiro.º do CPC. o terceiro poderá instaurar. sem prejuízo dos direitos adquiridos por outrem por via da usucapião (art.º 1.º 2 do art.º e nos termos específicos do artigo 358.3. sem protesto prévio. Ao invés dos embargos de terceiro. por algum dos embargados. nos termos gerais dos artigos 671. assiste ao adquirente. 357. protestar pela reivindicação da coisa. .o adquirente do bem. todos do CC 2. Porém.º e 673.

no acto da venda ou anteriormente a ela. o terceiro que se arroga titular do bem.º do CC.º 2. O artigo 825º do CC aplica-se aos casos de adjudicação e à remição. pags.3. 137 a 144. do CC. aplicando-se o disposto no artigo 894. a menos que os credores e o executado se tenham responsabilizado por ela – artigo 825. 39 Para mais desenvolvimentos vide Rui Pinto A Acção Executiva depois da Reforma. no entanto. pode exercer contra o executado. os direitos desses credores – art. em vez de exigir dos credores a restituição do preço da venda. n. A lei nada diz quanto à legitimidade activa. .º.º 2.6.º do CC. 2. mas parece que. 2004. O adquirente. 85 . Procedimento para ilidir a titularidade do executado relativa ao bem penhorado (art. essa presunção pode ser ilidida perante o juiz mediante prova documental inequívoca do direito de terceiro. têm legitimidade para desencadear o referido procedimento.º 3. o juiz decidirá manter ou levantar a penhora efectuada. para mais tarde evitarem ser responsabilizados pela execução de venda alheia39.o direito de exigir indemnização por danos aos credores.º do CPC. em princípio. n..º. em regra. instruído com o documento comprovativo. ouvida a parte contrária. quem se apresentar como efectivamente prejudicado pela realização da penhora. aplicando as regras gerais. 848. por sub-rogação.º 2 do artigo 848. Porém. portanto. neste caso. quando a penhora tenha sido efectuada por mera iniciativa do agente de execução. do CC. pelo terceiro reivindicante. Fica. n. para efeitos de realização da penhora.o direito a exigir a restituição do preço da venda àqueles a quem o mesmo foi atribuído (exequente e credores reclamantes pagos). do CPC) Nos termos do n. JVS. os bens móveis não sujeitos a registo que forem encontrados em poder do executado presumem-se que lhe pertençam. incluindo o exequente e ao executado que hajam procedido com culpa. 825. por força do estatuído no artigo 826. o adquirente não terá direito a indemnização.º. sem prejuízo da dedução de embargos de terceiro. Trata-se de um procedimento simples a deduzir nos próprios autos de execução mediante requerimento. terá legitimidade. a dúvida de saber se o exequente ou o executado. salvo se tiver tido conhecimento do protesto efectuado.

quanto à disponibilidade de facto do bem penhorado. a medida terá de ser decretada pelo juiz de execução. ficando assim sob a administração ordinária do depositário. nos termos dos artigos 843. n. nos termos do artigo 862. vender. depois de ouvidos o exequente. quando se trate de penhora de estabelecimento comercial.º do CPC. do CPC.º 1 do artigo 839.º 3. Também.No plano da disponibilidade fáctica . se houver de providenciar pela exploração do bem penhorado ou porventura pela sua venda antecipada. o executado poderá continuar a gerir o funcionamento normal do mesmo.º-C do CPC. hipotecar.g. nos termos do artigo 843. e 842. o executado continua a poder dispor da coisa ou a onerá-la ( v.º 2.º 2. Por fim.º-A. n.º do CPC.quanto à sua disponibilidade jurídica.º do CPC). No entanto.º 2. os credores reclamantes com garantia sobre esses bens e o próprio executado.º. B – No plano da disponibilidade jurídica. nos termos do proémio e alínea a) do n. 839. A . em consequência da penhora. do CPC). n. exerce os respectivos poderes nessa qualidade. . Mesmo quando seja designado como depositário judicial.º. sem prejuízo do seu direito ao uso. doar. e 886.IV EFEITOS DA PENHORA A penhora importa efeitos em dois planos distintos: .º. 86 . salvo nos casos de mera imobilização de móveis sujeitos a registo (art. o executado deixa de ter o uso e fruição da coisa. importa sublinhar que os frutos produzidos pela coisa são abrangidos pela própria penhora (art. n. Por seu lado. os bens penhorados são entregues ao depositário. quando se trate de casa de habitação. 851.

sem prejuízo das regras do registo.Lei nº 53/2004. nº 3. tal direito sucumbirá em caso de insolvência do executado nos termos do artigo 140º.º do CC. mas os actos de disposição ou de oneração posteriores à penhora. aprovado pelo Dec. com as alterações do Dec. do CC. são inoponíveis ao exequente e aos credores reclamantes.Lei nº 200/2004.empenhar. dar de arrendamento).º do CC. por efeito da penhora. rege o disposto nos artigos 820. Quanto à disponibilidade jurídica limitada de créditos. V NATUREZA DA PENHORA De acordo com o disposto no artigo 822º. do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas (CIRE). nos termos do artigo 819. Nessa medida. nº 1.º e 821. Porém. o exequente adquire o direito de ser pago com preferência a qualquer outro credor que não tenha garantia real anterior. de 18 de Março. de 18 de Agosto. 87 . a doutrina tem maioritariamente qualificado essa situação jurídica decorrente da penhora como um direito real de garantia.

Índice Pág. I – Função da penhora ……………………………………………….... 1 II – Objecto da penhora ..……………………………………………… 3 1. Preliminar ...………………………………………………………… 3 2. Da suficiência dos bens a penhorar .…………………………........... 4 3. Penhorabilidade/Impenhorabilidade ...………………………............. 5 3.1. Da penhorabilidade subjectiva .............…………………………. 5 3.1.1. Regra .……………………………………….………………. 5 3.1.1.1. Dívidas do devedor principal …........................................... 5 3.1.1.2. Devedores subsidiários ……………………….…………... 5 3.1.2. Excepção – penhora de bens de terceiro (art. 821º, n.º2, do CPC) ...................................................................................... 6 3.2. Da Penhorabilidade/Impenhorabilidade objectiva .….………… 7 3.2.1. Impenhorabilidade de matriz substantiva ………………….. 7 3.2.1.1. Absoluta ou total – Art. 822º, alíneas a) e b) do CPC …………………………………………………… 7 3.2.1.2. Impenhorabilidade relativa ....……………………………. 9 3.2.2. Impenhorabilidade de matriz processual …………………... 9 3.2.2.1. Impenhorabilidade absoluta ou total – alíneas c) a g) do
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art. 822º do CPC ………………………….................…… 9 3.2.2.2. Impenhorabilidade relativa (art. 823º, n.º 2, do CPC) ...... 10 3.2.3. Penhorabilidade Parcial …………………………............... 10 3.2.3.1. Dos vencimentos, salários ou prestações de natureza semelhante auferidas pelo executado ……...….. 10

3.2.3.2. Das prestações periódicas pagas a título de aposentação ou de outra regalia social, seguro, indemnização por acidente ou renda vitalícia ou de quaisquer outras pensões de natureza semelhante …......………………… 14 3.2.3.3. Penhora de quantias pecuniárias e de depósitos bancários ............................................................................ 15 A – Da penhora de dinheiro ou de saldo de conta bancária à ordem (art. 824º, n.º 3, do CPC) ………………............... 15 B – Da penhora de quantias pecuniárias ou depósitos bancários (art. 824º-A do CPC) ......……………………… 15 3.2.4. Penhorabilidades específicas ......…………….…………..… 15 3.2.4.1. Penhora de bens comuns do casal ...................................... 15 3.2.4.1.1. Bens que respondem pelas dívidas dos cônjuges …….... 15 3.2.4.1.2. Execução movida apenas contra um dos cônjuges em caso de penhora de bens comuns ou de responsabilidade solidária ……......……………………. 16 3.2.4.2. Penhora em caso de comunhão ou compropriedade (art. 826º do CPC) ……………....……………………….. 18 3.2.4.3. Penhora de bens da herança em execução movida contra o herdeiro (artigo 827º do CPC) .…..………………………. 19 3.2.5. Penhorabilidade subsidiária ….…………………………...... 21
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3.2.5.1. Preliminar ............……………………………………....... 21 3.2.5.2. Da subsidariedade subjectiva (Art. 828º, n.º 1 a 6, do CPC) ................................................................................... 22 A – Execução instaurada contra o devedor principal e o devedor subsidiário (art. 828º, n.º 1 e 3, al. a), do CPC) ......... 22

B – Execução movida apenas contra o devedor subsidiário (art. 828º, n.º 2 e 3, al. b) do CPC) .………………………… 23 C – Execução movida contra o devedor principal ……………… 24 3.2.5.3. Da subsidariedade real (art. 828º, n.º 7, do CPC) ……….. 25 III – Fase da penhora ……………………………………………….... 26 1 - Noção Preliminar ………………………………………………..... 26 2 – Procedimentos relativos à fase da penhora ……………………..... 27 2.1. Diligências prévias à penhora …………………………..……... 27 2.1.1. Indicação dos bens a penhorar .…………………………..... 27 2.1.2. Início das diligências (art. 832, n.º 1, do CPC) ..……..……. 28 2.1.3. Consulta prévia (art. 832º, n.º 2, do CPC) ………………… 28 2.1.4. Diligências subsequentes para a identificação e localização de bens penhoráveis (art. 833º do CPC) ……………………..... 30 2.2. Da realização da penhora ……………………………………... 32 2.2.1. Linhas gerais …………………....…………………………. 32 2.2.1.1. Observância dos requisitos de penhorabilidade e de proporcionalidade pelo agente de execução …....…….. 32 2.2.1.2. Ordem de realização da penhora ........................................ 32 2.2.1.3. Formalidades gerais .......………………………………… 33

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.. 45 2.2.. Penhora de móveis ………………………………………… 45 2..3. 48 2.2. 34 2.2.2..... 838º a 847º do CPC) ….1........... Da extensão da penhora ………………………………...... 38 2.... 45 2.....3..2. 408 B – Poderes e deveres do depositário …………....1...6...4......2.4..3.…… 48 2.6.......4..4..........……………….. 846º CPC) . Reforço e substituição da penhora ………………………. 34 2.1... Caducidade da penhora ..4... Actos de realização da penhora ………….2..2... Do registo da penhora …………….... Do depositário judicial ………………………………… 50 91 .3..…………… 41 C – Remoção e escusa do depositário …..........2.. Extensão da penhora …………………....... 39 2.4.. 39 2..2.. 48 2..2...1. Conversão do arresto em penhora ……………..2.... 35 2... Dever de informação do agente de execução …………........1..2.………………...... Sub-rogação real da penhora …………………………….2.. De móveis sujeitos a registo …………………………….. 35 A – Enquadramento normativo ………………..2... Actos de realização da penhora ………………………... 43 2...3...2......1..... Actos de realização da penhora …………………….2.. Do depositário judicial ………………………..……………..3..2.2... Modos específicos de efectivar a penhora ……….…………………………........ 48 2. 35 B – Penhoras sujeitos a registo . 45 2.. Conversão do arresto em penhora (art.3... 35 2..2.2..2......3.4..... 38 2....2........ Do depositário judicial ………………………………….5...……….2.... 40 A – Quem pode exercer as funções de depositário ….............4.....2...2.1.1.. Penhora de bens imóveis (arts....4..……………… 47 2...1... De móveis não sujeitos a registo …...5..2. Quadro preliminar ………………………………………...4.………...3. 36 2.....2.4.4..2.1...1.2. 43 2..1....

Penhora de créditos em geral (arts..... 51 2... 61 2.5...2... 848º....5.º4.. 58 D – Alcance da penhora dos depósitos bancários ………….7.………………….. 56 2. 861º-A.. abonos. Penhora de rendas..2. Penhora de direito a bem indiviso (art....2... Penhora de depósitos bancários (art.5.. salários ou outros rendimentos periódicos (861º CPC) ... 56 B– Objecto da penhora ...5... n. Penhora de quinhão em património autónomo (art...... 53 2.1..2.....…... Penhora de direitos a bens indivisos (art..3. Penhora de valores mobiliários titulados ou escriturais nos termos do art. e 863º do CPC) ………………………. n.. 63 2.….º 1 e 5.2.. Penhora de títulos de crédito e de valores mobiliários titulados não integrados em sistema centralizado (arts..……………………………………………. 860º-A CPC) ………………………..… 60 B – Realização da penhora……………………………………..7. CPC ………………….1. 862º.....2. 856º e 858º a 860º do CPC) …..7.º 1 a 4. Penhora de direitos (artigos 856º a 862º-A do CPC) ……… 51 2..2.2. Penhora de direitos reais cujo bem não deva ser 92 .5. n.º12......5... vencimentos..5.. 56 A – Natureza do direito penhorado …... 861º-A.5........ 62 2............4........... n. 60 2. 57 C – Trâmites …. Penhora de direitos ou expectativas de aquisição (art.3.º 1 a 11) .…………………………………….Modo de realizar a penhora……………………………… 62 2. 62 A – Âmbito…………………………………………………….7. 54 2.....……………………………………….2.. CPC) …………………………………………..... 60 A – Objecto da penhora ……………………………………..2....6..2..62 B ...2... 862º.5..…..5.…………..2... n...... 862º CPC) . e 857º CPC) ………...5..5..2..

...... 71 2.... 201º e segs....º5.1. Penhora de direito real de habitação periódica (art...5...……………….º 1. 66 2..………. Reclamação da nulidade do acto da penhora (arts. Quadro geral ………………………………………………..... 72 B – Legitimidade …………………………………………….7.7......... 68 2...2.. n.3...8..…..3...5... 69 A – Objecto da penhora .. 72 A – Fundamento ...…….º 6... 72 93 ..………….. 64 A – Âmbito ………………………………………..... 69 C – Extensão da penhora .7....……………………………………… 69 B – Modo de realização ……………………………………...... Meios de impugnação da penhora ………………….... do CPC) ... 862º. Penhora de quota em sociedade (art...........………….………………………………………………. 64 B – Modo de realizar a penhora ………………………...7. Penhora de direitos patrimoniais do autor ……………......5. 862º.2. n.. do CPC) .. do CPC) …………………. 64 2.7...……………………….6... 66 B – Modo de realização…………………………….8.…….3.5.. e 809º.. Penhora de estabelecimento comercial (art.....………………………………………………………… 72 D – Tramitação ……………………………………………....... n.. Penhora de quota de liquidação em sociedades civis e comerciais ………………………………………………… 66 A – Âmbito ………………...……..5...apreendido (art...2..4......... 862º-A do CPC) .5..2.. 65 A – Objecto da penhora……………………………………… 65 B – Modo de realização …………………………………….5.7... n.. CPC) ..... 65 2. 71 2...2. Penhora de direitos relativos à propriedade industrial … 67 2.……………………………………………………....2... 862º...º 5.2...…………………………………. alínea c). 67 2...…… 72 C – Prazo ..... 70 2.....………………………………...

5. Fase introdutória (arts.5.º 1...4.....…….. n.... 76 2.4......2..5.. 1310º a 1313º do CC) .…..…... Tramitação ………………………………………………. Prazo (art... e 352º CPC) ……….. n. 351º. 353º. Efeitos de caso julgado material ………………………….4..1.……….. Processamento (art.... 353º. CPC) ………………………….º 2. 73 B – Legitimidade ………………………………………....3... n. Fase contenciosa (arts.. Embargos de terceiro (arts..6... 76 2. 354º CPC) ……………………...2..... Âmbito (art... do CPC) ……………….. 82 2........ 354º a 356º CPC) ….....1...……....……….. 354º a 356º do CPC) ………….. 353º. 351º do CPC) ……………... do CPC) …………………………………….. 82 B – Despacho liminar (art. 82 D – Despacho de rejeição ou de recebimento dos embargos (arts. CPC) …………….4........ 73 A – Fundamento . 84 2....3..…..º 2..2..... 82 A – Petição de embargos (art. 351º a 359º do CPC) .3... n. 83 2.…...... 81 2....... 81 B – Passiva (art.... Legitimidade processual …………………………………...4....º1..3.3... 863º-B..........3.…………...3..… 81 2.. 75 2.........º 2.......... 74 D – Processamento ……………………………………... CPC) ..…….. n..º 1..... 75 E – Tramitação do incidente de oposição à penhora (art. 848º...3. 863º-A e 863º-B do CPC) ……………………………………………….…………... n...4..... 357º e 358º.... 82 C – Prova informatória ………….....4..3..5..6..... 357º... n.........4.………. do CPC) …………………………..... 74 C – Prazo …………………………………………………..... Incidente de oposição à penhora (arts. Procedimento para ilidir a titularidade do executado relativa ao bem penhorado (art.3.º 2.4...4. 82 2...3.…….…………………………………….. do CPC) ……………… 85 94 .3..3.. 83 2. 83 2.......……..... Acção de reivindicação (arts.3.... 81 A – Activa (art...

..........................………………………....…………………………... 87 Índice .........IV – Efeitos da penhora ………………….............................. 88 95 ............... 86 V – Natureza da penhora ……………………....................

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