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1 ANO - A linguagem dos números - 2008

1 ANO - A linguagem dos números - 2008

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A linguagem dos números

Prof. Jorge

Os conjuntos numéricos
 Como surgiram os números? Eles foram sendo criados pouco a pouco. A cada nova dificuldade ou necessidade, o homem e a ciência foram juntando novos tipos de números aos já existentes.
 Com o tempo, por questões práticas, foi preciso agrupá-los, formando estruturas com características e propriedades comuns.

Prof. Jorge

Conjuntos – Conceitos iniciais
 Ficaram definidos, assim, os conjuntos numéricos

 ℕ, dos números naturais;
 ℤ, dos números inteiros;
 ℚ, dos números racionais;

 ℝ, dos números reais;  ℂ, dos números complexos.

Prof. Jorge

Conjunto dos números naturais (ℕ)
 A necessidade de contar surgiu com o início da civilização dos povos. Povos primitivos contavam apenas um, dois e muitos. Esses três conceitos, sozinhos, já resolviam seus problemas. Depois outras quantidades (três, quatro, etc.) foram sendo incorporadas. A idéia do zero só surgiu mais tarde.
 Números utilizados para contar formam o conjunto ℕ dos números naturais, definido assim:

ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, ...}

Prof. Jorge

Conjunto dos números inteiros (ℤ)
 A soma e o produto de dois naturais são sempre naturais. Mas a diferença de dois naturais nem sempre é natural. Por exemplo,
(5 – 2)  ℕ, mas (2 – 5)  ℕ  Subtrações como essa última só são definidas com a introdução dos números inteiros negativos (–1, –2, –3, –4, ...).

 A união dos naturais com os inteiros negativos forma o conjunto ℤ dos números inteiros.

ℤ = {..., –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, ...}
Prof. Jorge

 Dizemos que k e –k são simétricos ou opostos. 2. Jorge .. Prof. 3. –3. –2. se k é um número inteiro. 4. o número –k também é inteiro. –4.. .  De maneira geral..Conjunto dos números inteiros (ℤ)  Podemos separar os inteiros em três categorias:  Os positivos: 1. ..  O zero: 0  Os negativos: –1.

-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 Prof.Conjunto dos números inteiros (ℤ)  Simetria em relação ao zero. Jorge .

a diferença.Exemplo  De dois inteiros simétricos k e –k. qual é o positivo? Qual o negativo?  Dois inteiros simétricos podem ser iguais?  A soma. Jorge . não-nulos. o produto e o quociente de dois inteiros são sempre inteiros? Prof.

em ℤ.Conjunto dos números inteiros (ℤ)  Definem-se. Jorge .  Se p e q são dois inteiros. → 3–5=2 –5 < –1 < 0 < 3 7 > 2 > 0 > –4 →  p < q (p é menor que q). eles satisfazem uma. →  p > q (p é maior que q). e somente uma. Prof. as relações de igualdade e de ordem (desigualdade). das seguintes relações:  p = q (p é igual a q).

3}. 0. devemos estar atentos ao universo indicado. Prof.  B = {x  ℤ / –3 ≤ x < 2} → B = {–3. 1.. Jorge . No caso. 2.  C = {x  ℤ / x ≥ –2} → C = {–2.. –1.}. 1}. –1. –2.Observação  Certos subconjuntos de ℕ e ℤ são definidos por meio de desigualdades.  Exemplos  A = {x  ℕ / x < 4} → A = {0. 1. . 0.

Jorge .Observação  Os conjuntos numéricos podem vir acompanhados de certos símbolos. Veja:  O símbolo asterisco (*) exclui o zero. Prof. dele. determinados números.  O símbolo mais (+) exclui os negativos. que têm a função de excluir.  O símbolo menos (–) exclui os positivos.

as que são verdadeiras. ).(q + 1) é par (  No conjunto dos naturais.  Se p é inteiro. entre as sentenças a seguir. é par e q ímpar.q é impar ( ).  Se p. então (p + 1). Identifique.  Se p é par e q é ímpar. Jorge . então (p + q). seu sucessor é (p + 1) e seu antecessor (p – 1) ( ). 0 não tem antecessor ( ).Observação  Quando colocamos os inteiros em ordem crescente.  O antecessor de –6 é –5 ( ). O antecessor de 8 é o 7 e o sucessor de 8 é o 9. Prof. valem os conceitos de antecessor e sucessor.

Conjunto dos números racionais (ℚ)  A necessidade de operar com grandezas que nem sempre podem ser representadas por números inteiros e. Jorge . Prof.  Divisões como essas são definidas com a introdução do conceito de número racional. 8 7 5 . 1 10 . etc. consequentemente exigem subdivisões levou à criação dos números fracionários: 3 .

p. ℚ = {x/x = p/q. Jorge .Conjunto dos números racionais (ℚ)  Todo quociente p/q da divisão de um inteiro p por um inteiro q (q ≠ 0) é chamado de número racional.  Veja a definição do conjunto ℚ dos números racionais. q  ℤ. q ≠ 0} Prof.

 (decimal exato)  (dízima periódica) Prof..555..375 = 0. Jorge .Exemplo  São racionais os seguintes números 8 2 3 7 =4  (inteiro)  (fracionário de termos inteiros) –3 8 5 9 = –0.

Prof.  Os decimais exatos.  As dízimas periódicas.Conjunto dos números racionais (ℚ)  Em resumo.  Os números fracionários. são números racionais  Os números inteiros. Jorge .

35 = = 2 20 10 100 –1.8 = –9 –18 –18 = = 5 101 10 Prof.  Exemplos 7 35 35 = 0. Jorge .Transformando decimais exatos em frações  Um número decimal exato é sempre igual a uma fração. cujo denominador é uma potência de base 10 e expoente natural.

. o período é 72. Prof. Jorge . 4727272.. o grupo de algarismos que se repete é chamado período da dízima.  A fração que dá origem a uma dízima é a sua geratriz. Por exemplo na dízima 23..Transformando decimais periódicos em frações  Numa dízima periódica.

Suponhamos geratriz da dízima periódica x = 0. ⇒ 100x = 42..424242.424242.... (1) ⇒ 100 ...424242.Exemplos  Achar a fração 0.4242. Jorge .4242. ⇒ 14 42 = x= 33 99 99x = 42 Prof.. membro a membro 100x = 42...424242. (2) subtraindo (2) – (1).... x = 100 . 0. – x= 0.

.73333.33333.6 ⇒ 90x = 426 Prof. Jorge . ⇒ 10x = 47. Suponhamos x = 4... 4. – x= 4. membro a membro 10x = 47.... ⇒ x= 426 90 = 71 15 9x = 42....73333.Exemplos  Encontrar a fração geratriz da dízima periódica 4. (2) subtraindo (2) – (1).73333...3333.73333. x = 10 . (1) ⇒ 10 ..

333.5 -3 -2 -1 0 0.6 1 2 3 Prof.. Jorge . –5/3 –6/5 0.Conjunto dos números racionais (ℚ)  Podemos representar os números racionais por pontos pertencentes a uma reta orientada. bastando para isso fazer subdivisões convenientes no eixo dos inteiros.. 1.

 Existirão números decimais que não sejam exatos nem dízimas? Ou seja. números decimais nãoracionais? Prof. que os únicos números decimais racionais são os exatos e as dízimas periódicas. Jorge .Conjunto dos números reais (ℝ)  Vimos anteriormente.

Veja o cálculo de sua hipotenusa. Ela mostra um triângulo retângulo cujos catetos medem 1 unidade. Prof.41421356237. Jorge .. que não é racional. x2 = 12 + 12 x2 = 2 x = √2 1  Extraindo a raiz quadrada de 2 nos levará ao número 1 x 1.Conjunto dos números reais (ℝ)  Veja a figura a seguir..

Sua representação decimal não é exata e nem periódica. Veja alguns exemplos:  √3 = 1..Conjunto dos números reais (ℝ)  Números com √2 são chamados de números irracionais. número irracional é todo número que. Prof.  3√5 = 1. escrito na forma decimal.202202220.70099759.141592653.   = 3... é infinito e nãoperiódico. Jorge ....  De modo geral..  0..73205080.

Você sabia?  que  é aproximadamente 3.14159265358979323846264338327950288419716 939937510582097494459230781640628620899862 803482534211706798214808651328230664709384 460955058223172535940812848111745028410270 193852110555964462294895493038196442881097 566593344612847564823378678316527120190914 564856692346034861045432664821339360726024 91412737245870066…? Prof. Jorge .

Jorge . o nosso universo numérico.Conjunto dos números reais (ℝ)  A reunião dos racionais com os irracionais resulta no conjunto dos números reais. Ele é a partir de agora. ℝ = {x/x é racional ou irracional} Prof.

cada um deles amplia o anterior. Jorge . ℚ e ℝ foram sendo construídos. ℕ + Inteiros negativos ℤ + racionais fracionários ℚ + irracionais ℝ Prof.Visão geral dos conjuntos numéricos  No nosso estudo você deve ter notado como os conjuntos numéricos ℕ. Na verdade. ℤ. com acréscimo de novos tipos de números.

ℕ ℤ ℚ ℝ Inteiros negativos racionais fracionários irracionais Prof.Visão geral dos conjuntos numéricos  Veja sua representação por diagrama. Jorge .

 Um ponto O. damos o nome de reta real ou eixo real.  uma unidade de medida arbitrária. Jorge . indicado pela seta. associado ao zero. Para isso definimos  Um sentido positivo. Prof.Números reais como pontos da reta  O conjunto ℝ dos números reais pode ser colocado em correspondência com o conjunto dos pontos de uma reta. chamado origem. O 1u  A esta reta.

B –3. Jorge .5 D –2 O 0 A 1 C 4  Na representação: A(1).  Em geral: Escrevemos P(x) para indicar que o ponto P está associado ao número x.5). 1 é a abscissa ou a coordenada do ponto A. C(4) e D(–2). B(–3. A(1). Prof.Números reais como pontos da reta  Na reta da figura marcamos os pontos O(0).

Jorge . a está à esquerda de b. na reta real. a está à direita de b.  a > b (a é maior que b) significa que. temos:  a < b (a é menor que b) significa que. Prof. na reta real.Números reais como pontos da reta  A reta estabelece uma ordenação para os números reais. Sendo a e b dois reais distintos. expressas por relações de desigualdade.

por exemplo: p<0 q>0 (p é negativo) (q é positivo) p<0<q (0 está entre p e q) Prof. estão representados os números reais 0.Números reais como pontos da reta  Na reta real da figura a seguir. p e q. O p 0 q Podemos escrever. Jorge .

Jorge .Observação  A relação a ≤ b significa que (a < b ou a = b) e a relação a ≥ b indica que (a > b ou a = b).  a ≤ b (a é menor que ou igual a b)  a ≥ b (a é maior que ou igual a b)  Exemplos 5≥3  –2 ≤ 1 (5 é maior ou igual a 3) (–2 é menor ou igual a 1) Prof.

....... São dados os pontos A(a) e B(b) e sabe-se que OA = OC.. > 0 b . < 0 a ... > 0 a2 .. > 0 –a ....... A a O C B b a) Quais são as abscissas de dos pontos O e C.. Jorge .. < 0 ab .. < 0 –b .. com os sinais de > 0 a + b . < a –b ... Prof..Exemplos  A figura mostra a reta real. em que O é a origem. 0 e –a b) Complete os pontilhados desigualdade > ou <.

Jorge .Intervalos reais Prof.

Intervalos reais  Considere os conjuntos A = {x  ℤ /–3 ≤ x < 2} e B = {x  ℝ /–3 ≤ x < 2}. –1. –2.  O conjunto A pode ter seus elementos representados na reta real. dentre os quais estão os elementos de A. É verdade que A = B?  O conjunto A tem apenas os elementos –3. Jorge . delimitando-se uma parte dessa reta. 0 e 1. enquanto o conjunto B tem infinitos elementos. veja –3 2 Prof.

Jorge .  Suponhamos dois números reais a e b tais que a < b. Os subconjuntos de ℝ definidos a seguir são chamados de intervalos reais de extremos a e b. Prof. denominados intervalos reais.Intervalos reais  Muitas vezes trabalhamos com determinados subconjuntos de ℝ (partes da reta). Em geral eles são definidos por desigualdades.

Intervalos reais – limitados  Intervalo fechado a. b. b] = {x  ℝ /a ≤ x ≤ b} Na reta real: a b  Intervalo aberto a.  Representações: [a. b[ = {x  ℝ /a < x < b} Na reta real: a b Prof.  Representações: ]a. Jorge . b.

b] = {x  ℝ /a < x ≤ b} Na reta real: a b Prof.  Representações: [a. b[ = {x  ℝ /a ≤ x < b} Na reta real: a b  Intervalo aberto em a e fechado em b.Intervalos reais – limitados  Intervalo fechado em a e aberto em b. Jorge .  Representações: ]a.

 exclusão do extremo  aberto  bolinha vazia (o)  colchetes invertidos ] [. Prof. para os extremos a e b. temos:  inclusão do extremo  fechado  bolinha cheia (•)  colchetes normais [ ].Observação  Observe que cada intervalo inclui todos os reais entre a e b. Jorge .

+[ = {x  ℝ /x > a} Na reta real: a Prof. +[ = {x  ℝ / x ≥ a} Na reta real: a  Intervalo de a aberto até +.  Representações: ]a.  Representações: [a. Jorge .Intervalos reais – ilimitados  Intervalo de a fechado até +.

a[ = {x  ℝ /x < a} Na reta real: a Prof. Jorge . a] = {x  ℝ / x ≤ a} Na reta real: a  Intervalo de – até a aberto.  Representações: ]–.Intervalos reais – ilimitados  Intervalo de – até a fechado.  Representações: ]–.

5[.Exemplos  Vamos analisar. 5  A Prof.  Temos um intervalo fechado em –3 e aberto em 5. 4. o intervalo real A = [–3.99  A.  Representa todos os reais entre –3 e 5. em detalhes.  Inclui o extremo –3 e exclui o extremo 5. A = {x  ℝ / –3 ≤ x < 5} –3 5 Note que: –3  A. Jorge .

1035  B Prof. 2. Jorge . agora. representado na reta real. 2  temos um intervalo aberto de 2 a +.  o extremo 2 está excluído. B = {x  ℝ / x > 2} Note que: 0  B. 2  B. o intervalo B.Exemplos  Vamos analisar.  estão indicados todos os reais maiores que 2.001  B.

Jorge .Operações com intervalos reais Prof.

as operações usuais com conjuntos.  A – B  A menos B: conjunto dos elementos que pertencem a A e não pertencem a B.  Na prática.  A  B  A interseção B: conjunto dos elementos comuns a A e B.Operando com intervalos reais  Podemos efetuar. com intervalos.  A  B  A união B: conjunto dos elementos que pertencem a pelo menos um dos conjuntos A ou B. Prof. operações que envolvem intervalos são efetuadas a partir da representação na reta real. Jorge .

5] B = ]3.  Cálculo de A  B. 5] Prof.+[ 5 A ⋂ B = ]3. +[. obter A  B. 5] e B = ]3. –2 3 3 5 A = ]–2. A  B e A – B. Jorge .Exemplo  Dado os intervalos A = ]–2.

5] e B = ]3. obter A  B. Jorge . +[.Exemplo  Dado os intervalos A = ]–2.  Cálculo de A  B.+[ A  B = ]–2. –2 3 –2 5 A = ]–2. 5] B = ]3. +[ Prof. A  B e A – B.

+[ A ⋂ B = ]–2.Exemplo  Dado os intervalos A = ]–2. A  B e A – B. +[. 5] B = ]3. 5] e B = ]3. 3] Prof. Jorge .  Cálculo de A – B. –2 3 –2 3 5 A = ]–2. obter A  B.

4[ [3. –7 ≤ x < 4} {x  ℝ. x ≥ 3} . x > –1} –5 –1 ½ 2 {x  ℝ. ½] –2 –7 3 Representação na reta 5 Subconjunto de ℝ {x  ℝ. 2] ]–1. –2 ≤ x ≤ ½} 4 [–7.Exemplos  Complete o quadro abaixo.+[ Prof. –5 < x ≤ 2} {x  ℝ. intervalo ]–. Jorge {x  ℝ. x ≤ 5} {x  ℝ. 5] ]–5. +[ [–2.

com a < b. a) Qual é a amplitude dos intervalos [2. Jorge . 5] e [–3. 3] Prof. ou ainda. –1] e [–1. b]? b–a c) Escreva todos os intervalos fechados de amplitude 4. sendo –1 um de seus extremos. qual é a amplitude do intervalo [a. 4]? 3e7 b) Sendo a e b reais. a distância entre seus extremos. [–5.Exemplos  Chama-se amplitude de um intervalo real limitado e fechado a medida de seu comprimento na reta real.

4[ C = [2.5 e ao qual pertençam dois números primos. A = ]3. Jorge . um intervalo limitado C. aos quais pertença o real  e não pertençam os reais 3 e 4. limitados. também. de amplitude 1.5] Prof. 3. ] e B = [.Exemplos  Escreva dois intervalos A e B. Escreva.

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