Você está na página 1de 135
© tivro € uma sevifo extensa da primelra edigdo, publicada em 1948 Grande parte do material fot reeecito com vistas & exatidzo Wiglea & clareza © capitulo 11, sobre formule integeis do Poisson, é inteiramente novo. Ao que saiba, autor, consitel a primeiza colegio de tais f6rmulas, O niimero de ‘xercicios foi aumentado- consideravelmente, dando-se 28 respostas para « maioria dele. Algumas extens6es da teoria eparecem nos exercicios. Durante a preparagio do livo nesta edicio, o autor se valeu de sugestes de vicios estulantes ¢ colegss. Dentso seus colegas locais, Prof. C. 1. Dojph, B. Dushnik, T. H. Hildebrandt, W. Kaplan e E. D. Rainville merecem agradeck rmentos especials. Por comentarios proveitosos de colegse, entro of quais J. R, Briton, W. B. Curry, R. J. Duffin, W. L. Duren, T. J. Higgins, 1 Mars, ME. ‘Shanks ¢ Fs H, Steen, o autor expressa sua apreciagso. A selegfo do material ow dot métodos de demonsteggo fol influenciada por alguns dos livros cujostitulos se encontram no Apéndice i Roel V. Churchill CAPITULO 1 Nuimeros .Complexos 1, Definigdo, Unr gimero complexo z pode ser definido como um par orde- nado (x,y) de ndmeros ras x € y, @ a= yu), sujeito as repras e leis de operagao a serem especifieadas abaixo, par (x,0) & identificado com o.nlimero real x: @ (0) = = Esta regra permite configuris os imeros reais como um subconjunto do conjunto dos nimeros complexos. Convém dar um nome ¢ um simbolo a0 par (0,1) Este par serd chamado uni- acle imaginaria e indicado ports (On) =e Os mimes reais x ey so, respectivament, spurte rele a parte imagine de. (6.3), sondo indicados por OG) = 2, s@) = ¥ ‘Um par do tipo (0,») & um nimero imagindrio puro. ‘Uma outra regea @ ser imposta a tais pares € que dois ntmeros complexos sf iguais se, e somente se, as partes real e imaginéria de um sHo iguais, respectivamente, as do outro. @) (uv) = Gays) sevesomentese zy ee Em particular, visto que O = (0,0), temse (zy) = 0s, ¢ somente sex =0ey =O. 2 ~ VARIAVEIS COMPLEXAS F SUAS APLICAGOES Dois ntimeros complexos quaisquer 2, = (¥i,94) € 22 = (32,2) tém asoma e © produto, denotados por 2, +22 € 2)Z, definidos como os riimeros complexos da- os pelss formulas: \ @ aut an = (aun) + (ens) = (et on, rn + 1H), ©) ute = (easys) aa) = (Hite — dav, Zaye + ath) Em particular, tem-se (x,0)+(0,y) = (3,7) ¢ (0,9) = (¥,0)(0,1). Assim, cada nie ‘mero complexo, que nfo é real, pode ser escrito como soma de um mimero real ¢ um nimero imaginario puro: © a= (ey) meta. © produto zz se esereve 2; 2” significa 22”. etc. De acordo com a definigio (8), temse (0,1)? = (1,0), isto 6, Pent Em vista da equagio (6), a formula (5) pode ser esrita (eu wii) a + at) = ats — yas + (cave + zhi A expansio formal do produto no:primeiro membro, efetusda como se os biné- ios fossem reais, € a substituigao de? por ~1, do 0 mesmo resultado. A definigao (5) justifica esse procedimento formal Os pares ordenados (1) de nimeros reais que satisfazem as condigbes (2) a (8) sto definidos como mimeros complexos. 2, Propriedades Adicionais. Podem-se- definir vérias outras operagBes sobre mimeros. A operagio de subtragdo 6 a inversa da sdigdo, isto 6, s0 a diferenga 21-4, 82 denota por Z3, entio x € © miimero complexo que deve ser somado a 2; para produzi eaters ou (aye) + (anys) = (umn). Em vista da definigo (4), Sec. 1, da adipdo, temse (eat xy vst ya) = Gan) © igualando-se as partes correspondentes, vé-so que ntnay wtien NOMEROS COMPLEXOS ~ 3 Resolvendo-se em relago 2.x) © Js, obtémee a lei da subtragfo: OQ ara mann) = at in we A divisao é 2 inversa da multiplicagfo, isto 6, Bea se 225 = 21 (#0), ou (eats — vets, Zaye + aay) = (eny) ‘A seguir, igualando as partes correspondentes e resolvendo as duas equagdes resul- tantes em relapfo 2x3 ¢ ys, obtemos @ lei da divisto: a itt pe y tan ms at ryt 7 at Fut ® wn o. til obsorar que esta mesma fSrmula aparece numa manera puramente manipy- lativa quando o numeridor o denominador no primeiro membro slo ambos mul tipleados por % ~ yx A divisio por zero ndo ¢ definida., ‘A pot das ormults para 0 quocientee o produto é fel mostrar que © seaQ) -@G) waene (a1 300 $29 4.3; = S540 Ay 5 m3 +i ‘As leis comutativas para a adigio e 2 multiplicagio, @ Abas atay, ‘22a ™ 2th, decorrem da definkfo de niimeros complexos e do fato de que os niimeros reais satisfazem a tais leis. Por exemplo, atesutad@tyin a tat (tH Saban A prova da segunds das lis comutatias (4) 6 deixada como exereicio. De acordo ‘com esta lei, temosyi~ iy, ¢ doravante podemos eserever ou zerhy om 2=etiy. is associativas para a adigfo ¢ a multiplicagéo, 4. = VARIAVEIS COMPLEXAS SUAS APLICACOES 6) at Geta) = (te) tan ©) ay(2tx) = (2i22)e3, ea lei distibutiva de multiplicagdo em relapfo & adigd0, o ales + 23) = 2ute + nts, io também satisfeitas pelos niimeros complexos. As demonstragdes destas leis, que decorrem da definigao ¢ das leis correspondentes para os niimeros reais, bem como fs dedugées de algumas consequéncias das leis (4) a (7), s80 deixadas como exe’ ios, Dentre as conseqGncias vemos que © eaucetal (es #0, 24 # 0). Estas formulas podem ser deduzidas com o auxitio das frmues (3). Obsorve-se que 2 lei dstibutiva (7) também é uma lei para fatorago. evemos destacar aqui outra propsiedade que decorre da nossa definigto. Se © produto de dois mimeres complexos 6 nulo, entZo pelo menos um dos fatores deve ser nuo, isto 6, ©) implica = = 0 ow Da definigfo do produto decorre que, se 2122 = 0, ento (a0) ey =O @ yom toy = 0. ‘Se, pelo menos, um dos.x; ¢ 71 nfo 6 nulo, ento o determinante dos seus coef cientes no sistema homogéneo (10) deve ser igual 22er0, isto é, ae byt = 0. © portanto x; = yx = 0. Logo, 2 2122 = 0, ent¥0 out z, = 0 ou 23 = 0 ou, ainda, =720, 3, Representagio Geometries. natural associar ao par (8,9), que ropre- senta 0 nimero complexo 2, as coordenadas cartesianas retangulares de um ponto no plano-ay. Cada nimero Complexo corresponde a um tinico ponto, © reciproce: mente. © nimero ~2+, por exemplo, & yay) representado pelo ponto (-2,1) (Fig. D- {531 aly 'A origem representa 0 ponto 7 = 0. Quan- do usado para exibir os niimeros comple x01 z geometricamente, o plano-xy s© diz plano complexo ou plano-2. Fie. NOMEROS COMPLEXOS Por outro lado, 0 nimero z pode ser concebido como o segmento orientado (yetor) da origem a0 ponte (%,)), ou como qualquer vetor obtido pela transleglo, to plano, desse velor. Assim, 0 vetor emanando do ponto (2,1) 20 ponto (3,3), que fem 2 primeira componente igual a 1 ea segunda igual a2, representa 0 ndmero 2K. A representasdo vetoral © a representagfo por pontos, de némeros comple: 05, sfo, ambas, muito Stes. Doravante, © mimero complexo 2 seré considerado freqentemente como onto z ou como vetor 2, Deve-se notar, porém, que o produto Za de dos iane- qos complexes & um nimoro complexo, vetor no plano, dos vetores 2, ¢ 72. Este produto, portanto, nfo é 0 produto escalar nem o produto vetora, usados no cil falo vetoral. Conseqientemente, o& riimeros complexos ndo podem ser identifica dot com os vetores do eéleulo vetorial de dimensio dois. Os vetores no cileslo ve torial, asim como matrize,sfo rsimeros complexos de outro tipo; sus digebras Ho iferentes da digebra para bs dmeros 2. De acordo com a definigio da soma de dois nimeros complexos, 2; + 22 cor responde ao ponto (x; +%,3 + 9s). Este ponto, por sua vez, corrsponde ao vetor tajas componentes sZo as coordenadas do ponto, Assim, 0 mimero 21 +22 érepre tentado pels soma vetorial dos vetores:, e;, como mostra a figura 2. ‘A diferenga z, ~ Z2 € representada pelo vetor,partindo do ponto 2, a6 ponto sy (Fig. 3). EXERCICIOS 1 Ves (3-1) =i EVI = = 2-H 0 PTOI. -WG 2) = 2.05 (EE Be wana 3)(2)1) = (1.8); 5 © Tyee 9 2. presente o¢ mero 5, £9.21 42 © £1 ~ #2 gafcamente, quando (an Bn=F—G Oa= (VID = (VEO; © n= (328); @O a= at ys = HI 6 ~ VARIAVEIS COMPLEXAS E SUAS APLICAGOES 3. Moste que Wolnt: @ pan © iy = a0, sendo 2 #0 em (@)€ I. Mostre que cada um dos dois ndmeros = 1:8 / satifz &equagio 2? 2s +2 0. 5. Retabelega as formulas (3), See Prove a le comutativa 2423 ~ 228 Prove as leis assocativas (5) 2 (6), Sec. 2. Prove a lel distebutiva (7), Sec. 2 2 Sendo F um nimero real ez = (%,9), most que Az conde designs (1) 5. Betabelepa a primeira dus férmelas (8), See. 2. Prove que 2(&y ++ 25+ 24) = 221 + 225-4 ate 2. Mostre que 0 prediuto de tes, nimeros 21,42 « #2 no depen ds ordem de multiplcag, de modo que 0 produto pote Ser esata 2x2, 13, Prove que, se 21225 © 0, pelo menos win dos Us fatoies & ze. 14, Prove que. (@sz+(evee) = (ais) Ea.) 1S, Bstabelega a sogunds das férmelas (8), Sec. 2, @ mostreque (kx, Ay), © portanto, = =r - yh, ( 560,210), 16, Most uo pono reread yor (+) porto mda do segment eto pom 1. Prove que (1 2)? = 1 4 28 42 18, Pore, por ini, 2 f6rmla nora Carat Beda f. ale + EAD hehe, fonds m & A sZ0 intetos posites, 4. Conjugados Complexos. 0 conjugado complexo, ou simplesmente conju sno, de um nimero complexoz = (x,3) =x + yo nimero B= Gn 22-4 ponto # 6 reflexao do pontoz no eixo x, ito 6, a posigio do ponto ® & simétri- 0 do ponto = em relagio ao eixo x (Fig. 4). Se zr = G71) © 22 = (a,¥2), enti BRR a ate (at di = (er = we) + (er — wd; ‘em cutras palavras, 0 conjugado da soma a soma dos conjugados: @ RFR A+ NOMEROS COMPLEXOS — 7 0 leitor poderé provar, de mancira andloga, que a operaglo de tomar conju sados também € distributiva em relago a subtragéo, & multiplicagdo ea divisdo, isto 6, @ @) @ © conjugado de zy - 29 ¢ ilustrado, como vetor, na Fig. 4. Obsewvese que 0 conjugndo de Z €2 0 conjugado de Sip nimero real & cle pr6prio. Devese notir também que 8 soma de um nimero complexe ¢ seu conjugado é.um nimero real; de fato (B+ E = Bem BRE), Fio.4 Por outro lado, a diferenga de um nimero complex e seu conjugado é um nimero imagindtio puro, a saber ©) s Qyi = 2s(z)i. S.Valores Absohutos. $x 6 y sf0 sais o nme rel nfo neato Vi +9 6 chamado valor absolito, ou médulo, do nimero complexo 2 = x + (y,is- wb por deingt, w leh = eb yl = Var Geometricamonte, o valor absoluto de z € © comiprimento do vetor z;éa distancia centre © pontoz ea crigem, Conseqilentemente, 121 ~z| é. distncia entre os pon ‘tos; €7. Esta afirmagéo segue imediatamente da definigdo (1), j& que @ al = | — 2) + in — val oe = Vera ru A condigfo Iz ~/1 = 3, por exemplo, implica que o pontoz est sobre 0 circulo de raio 3 com centro em (0,1). © eminciado Iz, >1z| significa que o ponto2; esté a maior distancia da o- rigem do que o ponto z,. A nopio elementar de ordem, “maior do que” ox “menor do que”, te aplica a valores absolutos, uma vez que ees io mimexos ress, Entrotan- to, tal nopdo ndo se aplica, em geral, a niimoros complexes, ato é, uma aftrmaigo do tipo 25 >, ow x <7 ndo tem significado « menos que 2,'¢ 2, sejam ambos reals. 8 — VARIAVEIS COMPLEXAS B SUAS APLICAGOES Associados a cada mtimero complexo z ha trés niimeros seals jé definidos, 121, 8) © 6(2), que se relacionam pela equagéo let = (0G) + (60) peas condigses ® Hz IR Z ae, lel B bel B80. Visto que 2= (%,-9) quando z = (2), € imediato que o aotty 6) lal = lel. A partir das definigdes de produto, quociente e valor absotuto, pode-se mos- trar que 0s simbolos de valor absoluto sfo distributivos em produtos e quocientes, isto 6, © feel = fel lash ® lg|-& #0). 1B mais simples, porém, estabeleer esas formulas com o auxstio da formula (8) © propriedades de conjugndos. Para provar a formula (6), por exemplo, pode-te user uma extensio da ei associative (Exercicio 14, Sec. 3) par se excrever faveal* = (uta) @i#a) = (ese) (@ita) = (2121) (2080); isto 7 feseal? — lasPeal? = 0. (leszal ~ [zal lea!) leven] + laf [eel = Assim, terse Se nenhum dos 21 622 & ero, 0 segundo fator em paréntesis tem um valor positivo, © portanto, 0 primeiro fator deve ser nao, donde segue a formula (6). Quando 4, = 0.0023 "0, a formula (6) 6 obviamente verdadeira. As duss desigualdades tiangulares @) feu + al S eal + Leal, @) Jax — asl & | feal — lead | 1nos dizem que nenkum lado de um tringulo 6,maior, em comprimento, do que a soma dos dois outros lados (Fig. 2), nem & menor do que a diferenga dos compti- ‘mentos dos demais lados (Fig. 3). Em visia da desigualdade (9), lex — el & Jest — lel, NOMEROS COMPLEXOS ~ 9 mas esta desigualdade € trivial a menos que |2, [> Iza. Note-se também que, subs tituindo 2, por ~22 em (8) e (9), podemos escrever Vou — eal S fest + baal ben + aah 2 | eel — bad |. ‘As desigualdades triangulares podem ser demonstradas algebricamente, A desi- sgualdede (8), por exemplo, 6 estabelecida assim: Hscreve-se primeiro en eal? = (ext 2a) +H) aids + eats + (eid + fae). Agore, 2122 6 0 conjugado de 7,7,. Portanto, "Yes + dies = 20(2:8,), e lex + asl? = (asl + laal)* = —2fl lool ~ aes). De acordo com (3) e (5), terse Ot(2x#:) lexts| = [eal Jal. Logo lax + es[* — (lel + les))* 2 desigualdade (8) segue quando o primeiro membro é fatorado. ‘Em vista da desigualdade (8), tem-se, por exemplo, lea + an + esl.si len + od + Jeol S lel + lel + le sta propriedade ¢ faciimente estendida, por indugo, 8 forma lel = (10) als 6, A Foma Polar. Sojam r ¢ 9 as coordenadas polares do ponto represen- tando z (Fig. 5), onde r 0. Entfo a z= reost, yar send, © 0 nimero complexo z pode ser esciito na forma polar @ 2 4 (cos 6+ sen 6) zo Oralo vetor r € VET +), isto 6, @ reel (0 fngulo 0 & chamado argumento de z denotado por arg.z. Quando #0, 08 vs lores de 0 sto determinados a partir das equagGes (1) ou da relagé0 ¥ @) tg = 10 — VARIAVEIS COMFLEXAS E SUAS APLICAGOES € do quadrante em que 0 ponto'z se encontra, Entretanto, arg 2 € multivalent, pos, nas equae Wes (1), sen 0 cos 0 sto fungi periédicas de com persodo 2x radianos. Sez #0, existe um linico valor de. 0, em sadianos, no intervalo 4S 0 <6 + 2x, onde bg um nbmero quik quer. Quando 2= 0, entior= 0, « 06 abitrato, Fra. Como um exomplo, podemos ver que, se z = 2-24, entio r = 2VZ ¢ urge = =1/4 & 2nn(u = 0, 1,2, ...); como outro exemplo, on Quando z tem a forma (2), a forma polar do seu conjugado & (6) Assim, um dos valores de arg. (2) & ~arg.z E conveniente usar, as vezes, a representaeZo polar em tomno de um certo pon to 29 a0 invés da origom. A representagio rleos (—8) + i sen (—8)]. © 2 > ty = p(oos ¢ + 4 sen 6) de z~29, na forma polar, pode ser interpretada graficamente como indicada na fic gura 6, isto , p 6 a distancia ontre z € 2, 9 = |z~z0l,.€ @ 6 0 Angulo de inclinagsa do ve- tor. Como iustragio, a equagio abies (-f) = 400s 6+ i sen 9), ‘onde @ assume todos 0s valores no intervalo 0 $ < 2u, representa os pontos do cireulo de ‘aio de 4 e com centro em (0, -1). 7. Produtos, Poténcias e Quocientes. produto dos dois ndimeros 21 = ri(cos A + ise 61), #2 = ra(cos @s +t sen 0s) 2181 = rirsfeos 0; cos O — sen 0 son Oy ++ iCsen 6, 608 Os + cos B, sen 6), NOMEROS COMPLEXOS — 11. © esta formula se reduz & forma polar do produto, o 2 = rrdeos (81 + 83) +4 sen (0 + 84)} ‘Logo, um dos argamentos do produto & 2 soma, & + @, dos argumentos dos fa- tores, aang (e123) = arg es + arg 2. Geometricamente, © comprimento do yetor 2:22 & igual ao produto dos com primentos de 2, e z,. 0 angulo de inclinagio do, votor 2122 € a soma dos angulos 6, © & (Fig 7). Em particular, quando um atimero complexo z € multiplicado por i, 0, vetor resultante iz é aguele que se obtéin pirdbdo 0 vetor z, no stn tido antihoritio, de angulo reto e sem alterar 0 ‘comprimento do vetor, visto que fe = (conf +és0§) ros 2+ Hen) = [oe=3)rom(9) Da féemula (1) decorie imediatamente Faloos (8: + 02+ * + + + Os) re tisen (i+ + ++ +O) Consequentemente, se z= r(c0s 6 + {sen 0) ese m & um mimero inteiro postive, Fra. fas dere @ zt = (008 n0 + i sen n0), Quando r=1, esta formule se seduz a0 teorema de De Moivre para expocntes inte 10s positives, @) (cos # + f'sen 4)" = cos.n# + i sen no © quociente de dois nimeros complexes ¢ dado, na sua forma polar, pela formula aon @ [cos (01 — 62) +isen (0 — 0) (ra #0). Como a divisio 6 a inversa da multiplicagio, esta formula pode ser facilmente obti- de a partir da formula (1). Tem-se, como csso particular, L 3 = Eos (0) +i sen (0) & (cos 6 — i sen a), zg 3 i B 2 2 2 g a 8 2 12 ~ VARIAVEIS COMPLEXAS E SUAS APLICAGOES 6, em vista de (2), se 2°" designa 1/c", 1 © me 2 feos (—ne) + #'sen (—n0)] = : ‘Assim sendo, a formula (2) ¢ o teorema de De Moivre (3) so validos também para expoontes inteiros negativos, EXERCICIOS Morse ge @FFR = 2-3; R= - (© FEY 21; @ (+59 WE-o)- Vile 2. Determine um valor de arg.2 qusndo r= (0; Oe @=1% 2005 = Ore @e= (e=(Vvi-9 Resp. @) wg ro aets Onan; OM wR 3. Usando a forma pola, mastze que , (0 EVIE = 4 VI P= 142% © (-14+ 9 = 8049) +i v8). @ +i vay 4. Sefam zp um aimero complexo Nixo e R ama corstante pesitiv,explique por que um par- to £ 50 situs solze um citculo de 1ai0 R com centro em ~Z9 quando 7 satisfiz a qual- ‘quee uma das sepuints equagSes (0) [e+ ad = B @) e+ t= Rlcos $+ F509), onde $é ral; Ont te bat ba Be rove que A gegen sero 3; (0) 2 6 seat ou imagine puro se 2 = «2 6, Esabelega {@) fermula 3), See.4; ——() Krmula (4), See. 4. 7. Prove que’ (a) Biante = Bees; (0) BY = (A ‘8 Demonstre a propriedede (7), See. 5, relaiva a0 valor absoluto de um quocionte 9. Sendo 2225 40, moste que a fa © [2] ea ( NOMEROS COMPLEXOS — 10. Dé uma demonstingdo algebrice da desigualdade tlangular (9, Seo. 5. U1, Sendo 12gl lash moss que lea Tel Far 2. Prove que le] 72 & Loe)| + Ite). 1A. Soja 2122 # 0. Usando a forms polar com argurméntos medidas em dian, moste que © (es) = [2 lead ‘0 somente se, arg #2 = argei t 2nr (n= 0,1,2, 6.) 4, Slo s124°0. Uande stall cm Ex. 13, mete qoe Nfs tad = lel + bed se, somente so, arg. 22 arg 21+ 20x, Verfque esta sfiagéo geometscamente, 15, Sea sity #0. Usnndo 0 rextedo em Ex, 13, moste que lex ~ asl = | aol ~ fal | 2st. Veritique est afimagio geomeiricamente 8 somento so, ang. 2 = AEF 16, Estab a fGrmala leider tee Gey, pata soma de uns fl geome Mita, dat dedana as seguintes fbemulas sen [a + Bd) (©) 1 teas 0+ con 20+ +f eosna = 5+ SKN, : wl ggyd — coeln + Ba, 0 wend hen 20 a = Bt Ty onde 0<0 < 2m. 8, Extragio de Rafass. problema de extrar as ratzesn-ésimas 24” do um rimero complexo 2 & 0 de resolver a oquagiio © # yara zy, quando 2 ¢ 0 nimerointeto positivo n sio dados Beja 2 = r(cos 6 +i sen, « forme polar de 2,2 #0, ¢escrevemos 6 = re008 B4 + 4 80080), nde ro € 99 so ainds incbgaites. A equasso (1) fica rar(cos nd + 4 sents) = r(cos 6 + i sen). Conseqiientemante, se os Angulos s80 medlidos em radians, ret er, nde 04 Dh, 14 ~ VARIAVEIS COMPLEXAS E SUAS APLICAGOES ‘onde k é zero ou inteiro positivo qualquer. Como r e rp sf0 niimeros positivs, fo ‘deve ser a raiz n-ésima real positiva de r. Agora, ang mas estes valores de 89 dio 0 mesmo valor de zg pata dois inteires k quaisquer que difiram enire si de um miltiplo de n, Portanto, existem exatamente n solugdes dis- tintas da equagao (1) quando z #0, a saber a w= Veo! EI + cm 428), onde k = 0, 1,2,...,"- 1 ‘Sdo estes os 17 valores de z/". Geometricamente, 0 comprimento de cada um dos m vetores 2!’ & onimero postin Tr O argumento de um desies vetores 6 0 Angulo cid dviindose 0 por, ee os demas agumontos fo obidos por aigSo demos de 2x)n an ‘quando #0, equa (1) tom uma e wna #6 so zp = 05 portant pen Como 1 cos 0+! sen 0, as raizes ”ésimas da unidade podem sex escritas 0) ewe pcan” a 842). =D ‘Em particular, quando k=, a rafz cortespondente se denota por 0: ® = cos 2 + ésen 2 ‘Em vista do teorema de De Moivre (Sec. 7), as raizes (3) so 6) 1, 0, 0, aera! No plano complexo, as raizes résimas da unidade sf0 os virtices do pols ‘sono regular de » lads, intcrto no eireulo l2| = 1, com win véstice no ponto z Veja a figura 8 para n = 3 ea figura 9 paran=6. 7 ‘ Fro. 8 Fie. 9 | NOMEROS COMPLEXOS — 15 ‘Se 2, 6 ums ralz n-ésima qualquer de 2, entéo © 24 B04 20 6 WA sy 2” ‘fo as n raizes n-ésimas de z, pois, multiplcar z, por co corresponde a aumentar de 2knjn 0 argumento de 2, ‘Sejam me: inteiros pottivos'sem fator comum. De acordo com a formula (2) ea expressio (6), yaa). (0s dois conjuntos de 1 niimeros acima sfo iénticos, se os conjuntos wh e cok coineidem quando he percorem, independentemente, os valores, 1,2... +-5 nai. ‘Mostremes primeiro que «:*™ tem n valores distintos. Se dois dos seus valo- res, corrspondentes a dois valores distntos A’ ek” de k,fossem igusis, entZo os dos pontos cif e a” coineidiam e, em vista da formula (4, existra um in {eiro_postivo p tal que : KOR = ap. Como min & iedutivel, KK seria dvisivel por n, isto &, exbtiia vm inteiro positivo/ tl que A” =" = + 1. Mas ist €impossivl ji que Ik'- " 0 6 ilimitada, Unna regito limitada que contém todos os seus pontos de cumulasio seré chamada regido fechade. O fecho R de uma rego limitada R é 0 onjumto formado por todos os pontos de R e por todos os seus pontos de fronts tn. A regido fechada 121 3 1, por exemplo, é 0 Fecho de cada uma das reites (2) ‘Una regio & conexa se dois pontos quaisquer da mesma, podem ser igados por uma cadeia continua de um nimero finito de segmentos eujos pontos perten- ‘Assim, a regifo aberta que consste de todos os pontos interiores ao fe de todos 0s pontos exteriores ao eireulo fel = 2, ndo 6 conexa ‘Una rego aberta e conexa é denominada dominio. © dominio @) O0, por exemplo, contém todos os pontes do plano, exceto a origem eos pontos do semieixo positivo dos x. EXERCICIOS (@ ste toto edt estes ales. Vosiquossptaments ri + work, ocak oor woh ly acer Rep tO LENT OR — AVE IHG VE! 2) Ache todos os valores de ci ocr went ‘Resp, () #2NT. i 23 Ae mt rates da equaio 2 +4 06, wandoas,fitore "+ 4em fatrer qu fics Com eowticentes rea pReap. B40 22642. rece tomas para soma de ums sti gométie nits (16, Sc. 7, mote gue, ind ona att nna imap guage dale, tio Lew ets burt 0, 5, Moste que sf6cmul quadeitica usual resole 2 equagéo quariticaaz™ + bz +€ = Donde os coeficientes a, be sfoedimeros complexes. 6, Sendo m ¢ m ineltos positives, moste (2) que fee) = 2 (6) que of dois conjuntes de nimeros 23)" © #5'5y1" so fgualse portano, (2) que A. __ 08 dole comnts (122)"™ © 2y""22"™" ceincidem. 7) Descreva aoometicamente a rgido detenminada por cada uma das seguntescondigdes. Clas "7 Siique, tombs, a rpifo conforme termos definidos ra See. 9 18 — VARIAVEIS COMPLEXAS E SUAS APLICAGOES @) [RL <2; e- 4 > 8) OE be A+B Sh @ [s@> 1; © AE) > 0; (OS age Ss H/o HO. ‘Resp. (@), 8), © dominio timtedo; (€) regfofeckads fcko de um dominio limitado, {@) regi sbertaiimitada, nfo conexs, 8, Desereva grometricamente Gada uma das seguints wegides: (@) -rt @i 4; @ 42) > 0; @ a) <5 Wien 4al> th. CAPITULO 2 Funcdes Analiticas 10, Fungaes de uma Varével Complexa. Quando 2 deigna qualquer um dos inimeros de um conjunto $ de ndmeros complexos, chamamos z de variével com pxa. So, para cada valor dez em, 0 valor de uma segunda varidvel complexa w & determinado, entdo w & ume flingdo’ da varidvel complexa z no conjunto S: © conjunto 5 6 urualmente um dominio, Ness caso ele se diz dominio de Aefnigao da Fangio w. Os valores 2), comrespondentes a todos oz em S, const fem um outro conjunto R de ndmoros complexos, conhecido como conta. dominio a fangs w. ‘Ua fungi € univalente num conjunto S 30 ela tem um snico valor oor- ruapondento a cada valor de z ent S. Convencionemos que termo fund signifies {fungo univalente, « monos que 0 contéro tja expiitamente indicado, De um ‘modo geral, 0 estudo sobre fungGes multivalentes, tais como 24, pode ser feito Iianéo com fanpSes univalentes, cada uma das quas toma, para cada valor de 2, tum dos valores multilos num dominio especificad (0 dominio de definigao de cada uma das sequintes fungdes 0) = bb file) = # + ie = 60 plano complexo inteiro, com excega0 de fs, que iio estd definida nos pontos 2 = 44. Observe que fz é uma fungio real da variével complexa 2; de fato, 0 seu ‘ontradominio & 0 semi-eixo ndo negativo do eixo rea ‘As fungien x = (2) ¢ y = 4(2) s¥o também reais. Se w ev sf0 duas fungdes reais quaisquer das vacidveis reais x ¢ y, entio u + iv éuma funglo de 2. Reeiproca- nente, toda Fungo f(z) tem partes Teal e imagindria bom definidas, as quais sio fangdes reais de x e y. Se u ev designam tals partes, entio > IG) = ulxy) + (0). or exemplo, se fla) Paw toy, 3 20 ~ VARIAVEIS COMPLEXAS E SUAS APLICAGOES cent. extey? evs dey. Como outros exemplos, a fungio fale). = 3 +.i02x +9) 4 definida sobre todo plano-z, ao passo que o dominio de definigdo da fungio fae) ayfoenari Dar Ga faa sominfinita x> 0, ~1 ale sempre que Iz ~Zol 0.0<0< 2), uwango 0 Teorema 2, mostre que f"G) existe om todot os ponto,exceto nos pontos do semjeixo teal nfo negativo, que f"(e)= U/L2F'e)) 5. Se fle) = x3 iy ~ 1), entfo Gu/Bx-+i2y/dx = 3x2, Por que 3x? representa fe) some te no ponto 27? . 16. A hipotese, na See. 17, de que f"eq)" 2+, pode ser enunciada como sendo a condigfo: ‘para cada nimero poritvo € existe um nimero 5 tal que a a Use esta condigdo para dedutir as Férmuls (3) © (4), S60. 17, 7. Sob at tanaformagdes de coordenadts (5) © as condizées de continuidade enunciadas 20 "Teorema 1 obtenha as deriadas parciis Jeu ¢» em teagEo ae 0 em termos das dervodas em relagdo a x6 ¥; rove, entfo, que, no ponto zolto 7-0), 25 condighes (6) so satisfetas taando a3 condigdes (5), See. 17, 90 verifizam, e reiprocarents x 8, Para simplificar as (malas aqui, ecerevemos £(@)= cos0+/sen 0; nto" a forma polar doz 2 = rE), Sendo z= iy + Ar)E(Gp + AB)~ro#(0), onde re0, deduza as fSrmu- tae ib] 0 no exerefeo & prove que ABIAz| € imitate para todos Ar © AB quando 140] é suicentemente pequeno; também, exceva 1421? em teamos de Ar © Ad prove ave [As/Az] € liniledo quando Vr! <0. 10, Demonstre 6 Teorema 2 deduzindo primeizo, com o auxflio das formas (6) © dos roo. tados obtdos nos exerclcios 8 e 9, as frmulas: 38 ~ VARIAVEIS COMPLEXAS F SUAS APLICAGOES. ee Ue 22-0600) (2 48B) as bode t 008, onde Du/Ar » dv/Ar so calcuiadus em zo © en quando Ar-v0 (n= 1,2.3). 19. Fungdes Analtias. Uma fungi fda varidvel complete z s diz analitca rum ponto zo, % sua derivada f'(@) existe nfo s6 em 29 como também en: todo. ponto z de uma vizinhanga de zo, fé anaitiea num dominio do plano-2 we ela é* itiea em todo ponto desse dominio. Os termos “regular” ¢ “holomorfa” sf; 4s vezes, inttoduridos para indicar analitcidede tm dominios de certas clases. ‘A funcdo 2/?, por exemplo, nio é analitica em nenhum ponto, visto que sua derivada existe somente no ponto 2= 0, e no numa vizinhanga, ‘Uma fungi inteira€ aquela que 6 analitia om todo ponto do plano~z,isto-é, no plano inteito, Mosttamos (Baxercicio 1, Sec. 16) que a derivada de qualquer polinémio em z existe em todo ponto: portanto, tolo polindmio PO) = ag tae tatoo bas 4a fngto inet ‘Se uim ToneSo €anaitcé em algum ponto de cad Wzinhanga de um ponto zo, exesto no propio ponto 24, entfo zy €chamado onto sngulr, ou singular dade da fungio. Por exemplo,vimos que © week eno f@=-2 AO. Assim, 6 aaltca em todo ponto xctto no pontoz =0,onde ela nfo continu, de mode que J") no pode exist. O ponto z= 0 pont singular. Por outa Indo. a nose defnigo nao nsnals, em absolute, pontos singular para Fungo {aD jf que esta fangdo nko € anlitia em nenhum ponto [Un conti necesita ama siete, parm que Wns Fangto ja analitica num domfnio D, é que a fungio seja continua em D. As condigbes de Canc: Riemann também so necessits, ras néo suficientes, Dos conjuntos de condigoes suftcantes para anaiteidade em Dfieam sendo dados pelos Teotemas le 2) See 18, desde que a hipSteses nesses teoremas sjansatisflts em todo ponto de D. Outros eonjuntespraticos de condigbessuiientes decortem, entzetanto, das tondigbes de validade das formulas de derivado (Seo, 16), da soguinte manera. ia deadas da soma € do produto de dus fangs existem onde 3 fungbes potsvom deride. Asim, se dues fngdessfo analfens num domino D, entso ua soma e seu produto sio ambos aalitcos em D. Avalogemente, seu quociente Eanatrce om D deste que a Tangio no dsnominador azo se anvle rt nenbum i { FUNGOES ANALITICAS ~ 39 onto de D. Em particular, 0 quociente P/Q de dois polindmios ¢ analitico em qualquer dominio no qual O(c) # 0. 'Seja # ume fungSo analitica de z nom dominio D;,e se R 0 eontradominio de g(z) para os z em Dy, Entfo, se f € anaitica num dominio D, contendo R, feguese, das condigSes de validade da formula de detivagdo (6), See. 16, que a fangdo composta f[g(2)} 6 analitica em Dy. Bin resumo, fungdo analitin de fure 0 analitica é analitca Come ilustragi0, a fungfo g(z)~ 1 +2” €inteita, De acordo com 0 exercicio 4, See. 18, a fungi fj == vi (conf +505) (> 0,0<0<2r) s analtca no seu domnidde defini, Er particular, a6 snaitin no vemiplano tuperior #(z)> 0, exemplo do dominio Dz acima. Como $ [g(¢)] = 2xy, © con srvamanio de g&tetto esse semipland se xy> 0. Ass, afungSo composta fig) = (+ 2) (e>0,4¥>0) 6 anabitica no dominio D, consistindo do quadrante x > 0, y> 0 do plano-z. Observemos também que funedo inteira de fungao inteira inseira 20. Fungées Harménicas. Seja a funcio f= u + iv analitica num dominio do plano:z. Entio, em todo ponto do dominio au fron du ae @ pet oy ity «, portanto, ou oe tw ae ® oF 7 indy OP Bye ede que estas sogundas derivadasexistam, Mostraremos no Cap. 5 (Sec. 52), 06, ‘qounda / snalia, as dervadas paresis do 1 v do todas as ordensexistem #580 anges continuas de * e 7. Admitindo isto por or, segues que as duns derivedas iistas nas equapes (2) sf0 guaise, portant, que ou, oe @ eta «em todos os pontos do dominio. 'A cquscdo (3) 6 a equagto diferencial parcial de Laplace em duas vativeis independentes x ¢ y. Qualquer funglo, com derivadas parcials de segunda ordem continuas, que satisfaz & equagio de Laplace & chamada fumgao harmdnica