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Livro Ed Fís Idosos Prática Fundamentada

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Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada

Marisete Peralta Safons e Márcio de Moura Pereira
(Organizadores)

2ª Edição Revisada e Atualizada: Inclui os anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a 3ª Idade

Faculdade de Educação Física – UnB

Marisete Peralta Safons e Márcio de Moura Pereira

Princípios Metodológicos da Atividade Física para Idosos
(Organizadores)

2ª Edição (Revisada e Atualizada) Inclui os anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a 3ª Idade

Faculdade de Educação Física – UnB

BRASÍLIA 2007

Conselho Regional de Educação Física da 7ª Região – CREF7 Endereço: SGAN 604 conjunto C – Clube de Vizinhança Norte CEP: 70840-040 - Brasília-DF Tel: (61)3321-1417 (61)3322-6351 Site: www.cref7.org.br

CONSELHEIROS: Alex Charles Rocha Alexander Martinovic Alexandre Fachetti Vaillant Moulin André Almeida Cunha Arantes Cristina Queiroz Mazzini Calegaro Elke Oliveira da Silva Geraldo Gama Andrade Guilherme Eckhard Molina João Alves do Nascimento Filho José Ricardo Carneiro Dias Gabriel Lúcio Rogério Gomes dos Santos Luiz Guilherme Grossi Porto Marcellus Rodrigues N. Fernandes Peixoto Marcelo Boarato Meneguim Márcia Ferreira Cardoso Carneiro Paulo Roberto da Silveira Lima Ramón Fabián Alonso López Ricardo Camargo Cordeiro Telma de Oliveira Pradera Waldir Delgado Assad Wylson Phillip Lima Souza Rêgo

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Alexandre Fachetti Vaillant Moulin 1º Vice-presidente Paulo Roberto da Silveira Lima 2º Vice-presidente Marcellus R. N. Fernandes Peixoto 1º Secretário Marcelo Boarato Meneguim 2ª Secretária Elke Oliveira da Silva 1º Tesoureiro José Ricardo Carneiro Dias Gabriel 2º Tesoureiro Alex Charles Rocha

COMISSÃO EDITORIAL: Alexandre Fachetti Vaillant Moulin Elke Oliveira da Silva Luiz Guilherme Grossi Porto Márcia Ferreira Cardoso Carneiro Márcio de Moura Pereira Telma de Oliveira Pradera

Universidade de Brasília – UnB Faculdade de Educação Física – FEF Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Atividade Física para Idosos – GEPAFI Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro – Gleba B – Asa Norte CEP: 70910-970 Tel.: 3307 – 2252 Site FEF: www.unb.br/fef Blog GEPAFI: http://www.gepafi.com

Diretor: Prof. Dr. Jônatas de França Barros Vice-diretor: Prof. Dr. Jake do Carmo Chefe do Centro Olímpico: Profa. Dra. Marisete Peralta Safons Coordenador de Graduação: Prof. Dr. Alexandre Rezende Coordenador de Pesquisa e Pós-Graduação: Profa. Dra. Ana Cristina de David Coordenador de Extensão e Atividades Comunitárias: Prof. Dr. André T. Reis. Coordenador de Prática Desportiva: Prof. William Passos

Editores CREF/DF e FEF/UnB/GEPAFI Autores Marisete Peralta Safons Doutora em Ciências da Saúde pela UnB Márcio de Moura Pereira Mestre em Educação Física pela UCB Editoração Eletrônica Aderson Peixoto Ulisses de Carvalho Publicação CREF7

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Safons, Marisete Peralta. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada / Marisete Peralta Safons; Márcio de Moura Pereira - Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007.

218 p.:il. ISBN 978-85-60259-04-5

1. Educação física para idosos. 2. Metodologia do ensino. 3. Esporte e educação. I. Pereira, Márcio de Moura. II. Título.

CDU 796.4-053.9

AGRADECIMENTO:

Agradecemos à Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal – FAP/DF, pelo apoio financeiro concedido no âmbito do edital FAP/DF 01/2004, ao CESP/UnB, à Universidade de Brasília e ao CREF7 pelo efetivo apoio à realização deste trabalho.

APRESENTAÇÃO

Esta publicação apresenta posições de renomados pesquisadores do Brasil e do Exterior, atuantes no campo de intervenções e pesquisas sobre atividades físicas para idosos. Ela é fruto do ―VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT‖ apresentada aos estudiosos e pesquisadores da área agora em sua segunda edição, no formato digital. O VII SIAFT promoveu a integração dos profissionais e estudiosos para divulgar e discutir as tendências nacionais e internacionais das pesquisas no campo das atividades físicas para idosos; disseminar informações sobre a produção científica e publicações especializadas sobre atividade física para a terceira idade. Além disso, o VII Seminário proporcionou espaço para apresentação das produções e experiências de intervenção na área da atividade física para idosos. Este livro apresenta o resgate histórico sobre a disseminação do conhecimento sobre atividade física e envelhecimento no Brasil, realizado pelo Prof. Alfredo Faria Júnior. Este livro apresenta o resgate histórico sobre a disseminação do conhecimento sobre atividade física e envelhecimento no Brasil, realizado pelo Prof. Alfredo Faria Junior. Traz também as questões do envelhecimento nas suas idiossincrasias, fragilidades e possibilidades humanas, como espaço de revisão e construção como bem apresenta o texto da Prof.ª Altair Lahud. Ao mesmo tempo em que com a Prof.ª Maria Lais as questões políticas e sociais são levantadas e discutidas. À luz de três teorias psicossociais sobre o envelhecimento bem sucedido, a Prof.ª Jessie Jones destaca que o sucesso do envelhecer centra-se na capacidade de adaptação do indivíduo às mudanças provenientes da existência humana. A questão é tratada, ainda, sob a ótica da influência de fatores ambientais pelo Prof. Eino Heikkinen.

Enquanto a Prof.ª Sandra Matsudo revê a produção que relaciona envelhecimento, atividade física e saúde; a Prof. Ana Patrícia apresenta a atividade física como recurso terapêutico inserido no rol de opções disponíveis para a manutenção da saúde óssea. Os professores Linda Ueno, Paulo Farinatti e Sandor Balsamo levantam importantes questões relativas à fisiologia circulatória, fisiologia da marcha e à fisiologia muscular, respectivamente. A Prof.ª Roberta Rikli apresenta e discute a questão da avaliação física e funcional do idoso. As bases teóricas e metodológicas da Educação Física para idosos são discutidas pelos professores José Francisco, Silene Okuma, Maria Luíza e Márcio Moura que apresentam experiências e sugestões de intervenção. Nas produções científicas - temas livres e pôsteres - o foco central das discussões é a atividade física e suas relações com o ser idoso. A temática é abordada nas dimensões: Educação, Esporte e Lazer, Psicossocial e Saúde. Procuramos, desta forma, integrar percepções e posicionamentos acerca de alguns fatores relacionados à atividade física que influenciam as diferentes formas de viver e envelhecer.

Os organizadores

SUMÁRIO
DISSEMINAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE ATIVIDADE FÍSICA E ENVELHECIMENTO NO BRASIL: ORIGEM E DESENVOLVIMENTO Alfredo Faria Junior ............................................................................................................. 16 ESCOLA, IMAGINÁRIO E VELHICE: DESFAZENDO POSSÍVEIS PRECONCEITOS Altair Macedo Lahud Loureiro ............................................................................................. 25 SAÚDE ÓSSEA E O ENVELHECIMENTO Ana Patrícia de Paula ........................................................................................................... 28 PHYSICAL ACTIVITY FOR ELDERLY PEOPLE: HEALTH PERSPECTIVE Eino Heikkinen .................................................................................................................... 35 PROGNOSIS FOR A SUCCESSFUL OLD AGE C. Jessie Jones ..................................................................................................................... 46 ALGUNS BONS PRINCÍPIOS A SEREM LEVADOS EM CONTA NA ATIVIDADE FÍSICA COM O IDOSO José Francisco Silva Dias ..................................................................................................... 51 MODULAÇÃO AUTONÔMICA CARDÍACA E SENSITIVIDADE BARORREFLEXA EM INDIVÍDUOS IDOSOS FISICAMENTE ATIVOS Linda Massako Ueno ........................................................................................................... 53 PRINCÍPIOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS DA DANÇA DE SALÃO PARA IDOSOS Márcio de Moura Pereira e Marisete Peralta Safons ............................................................. 56 O PRAZER DE SER IDOSO Maria Lais Mousinho Guidi ................................................................................................. 59 A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PARA IDOSOS NO PROJETO SÊNIOR PARA A VIDA ATIVA DA USJT: UMA EXPERIÊNCIA RUMO À AUTONOMIA Maria Luiza de Jesus Miranda, Alessandra Galve Gerez e Marília Velardi ........................... 62 ASPECTOS FISIOLÓGICOS DA MARCHA EM PESSOAS IDOSAS: FATORES DETERMINANTES E PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO Paulo de Tarso Veras Farinatti ............................................................................................. 70 EVALUATING FUNCTIONAL ABILITY OF OLDER ADULTS Roberta E. Rikli ................................................................................................................... 76 TREINAMENTO DE FORÇA E ENVELHECIMENTO Sandor Balsamo ................................................................................................................... 88 ENVELHECIMENTO, ATIVIDADE FÍSICA & SAÚDE Sandra Mahecha Matsudo .................................................................................................... 92 UM MODELO PEDAGÓGICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA IDOSOS Silene Sumire Okuma ........................................................................................................ 105

ANAIS DO VII SEMINÁRIO SOBRE ATIVIDADES FÍSICAS PARA A TERCEIRA IDADE – VII SIAFT ............................................................................. 113
Presidente do seminário ..................................................................................................... 114 Comissão Organizadora ..................................................................................................... 114 Comissão Científica ........................................................................................................... 114 Convidados Nacionais ........................................................................................................ 114 Convidados Internacionais ................................................................................................. 114 Programação ...................................................................................................................... 115

TEMA LIVRE: EDUCAÇÃO ....................................................................... 130
AFINAL, ―QUEM SOU EU?‖ PERGUNTA A EDUCAÇÃO FÍSICA NO TRABALHO COM A TERCEIRA IDADE Marco Aurelio Acosta ........................................................................................................ 131 EDUCAÇÃO FÍSICA GERONTOLÓGICA: REVOLUÇÃO A CURTO PRAZO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ATUAL Rita Puga Barbosa, Alan de Souza Rodrigues..................................................................... 132 EFEITO DA INSTRUÇÃO NA AQUISIÇÃO DE UMA HABILIDADE MOTORA EM IDOSOS Paula GEHRING, Maria Fernanda de OLIVEIRA, Maria Cecília Oliveira da FONSECA, Jorge Alberto de OLIVEIRA, Suely SANTOS ................................................................... 133 PERFIL DO ESTILO DE VIDA DE IDOSO ATIVOS NO CED DE RIO VERDE Janine A. Viniski; Everton S. Borges; Daiane P. Rodrigues ................................................ 134 PROCESSO DE ENSINO DA ATITUDE CRÍTICA SOBRE ATIVIDADE FÍSICA PARA IDOSOS Tiemi Okimura, Silene Sumire Okuma ............................................................................. 135 PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE ATIVIDADE FÍSICA E ENVELHECIMENTO NO BRASIL: ALGUMAS REFLEXÕES Rafael Botelho ................................................................................................................... 136

TEMA LIVRE: ESPORTE E LAZER ...................................................................... 137
CINCO MOTIVOS BÁSICOS PARA PERMANÊNCIA DE GERONTES PRATICANDO GERONTOVOLEIBOL DURANTE 10 ANOS Josué Lima Néri, Rita Puga, Alan de Souza Rodrigues ....................................................... 138

TEMA LIVRE: PSICOSSOCIAL ............................................................................. 139
A INFLUÊNCIA DO APRENDIZADO NA IMAGEM CORPORAL DE IDOSOS ATRAVÉS DA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA Federici, Ericka; Nascimento Letícia; Okuma, Silene Sumire; Lefèvre, Fernando ............... 140 APOSENTADORIA DO JOGADOR PROFISSIONAL DE FUTEBOL Regina Celi Lema Santos ................................................................................................... 141 DINAMISMO SOCIAL NO ENVELHECIMENTO Rita Puga Barbosa - UFAM-FEF, Nazaré Marques Mota - SEDUC-SEMED, Dione Carvalho Gomes DETRAN-AM, Alan de Souza Rodrigues - UFAM-FEF ........................................ 142 EFEITOS DE UM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA SOBRE ESTADOS AFETIVOS E CRENÇAS DE AUTO-EFICÁCIA FÍSICA DE IDOSOS

NASCIMENTO, Letícia, FEDERICI *, Ericka, OKUMA, Silene ........................................ 143 IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E ATIVIDADES FÍSICAS: O FENÔMENO DA ADESÃO-EVASÃO-REINSERÇÃO Luís Carlos Lira ................................................................................................................. 144 MOTIVOS DE ADESÃO AO PROJETO SÊNIOR PARA A VIDA ATIVA Marilia Velardi, Maria Luiza Miranda ................................................................................ 145 PERFIL DOS IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS QUANTO AO ESTADO DEPRESSIVO Santos, Jessiane Alves; Leite, Glênio Fernandes; Martins, Maria Angelica; Carrijo, Poliana de Lourdes; Costa, Geni de Araujo ......................................................................................... 146 RELAÇÃO ENTRE O ESTRESSE E A ATIVIDADE DE HIDROGINÁSTICA PARA TERCEIRA IDADE Patrícia Vieira do Nascimento, Lucélia Justino Borges, Eliane Rosa dos Santos, Geni Araújo Costa.................................................................................................................................. 147

TEMA LIVRE: SAÚDE .............................................................................................. 148
ANÁLISE DO SENTIDO DE AUTO-EFICÁCIA FÍSICA, DO NÍVEL DE SATISFAÇÃO DE VIDA E DO PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO DE IDOSOS BORGES, Lucélia Justino; COSTA, Geni de Araújo; NASCIMENTO, Patrícia Vieira do; SANTOS, Eliane Rosa dos................................................................................................. 149 ANÁLISE DA FORÇA MUSCULAR DOS MEMBROS SUPERIORES, EM IDOSAS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA DO PROJETO AFRID BORGES, Lucélia Justino; COSTA, Geni de Araújo; SOUZA, Luiz Humberto Rodrigues de; NASCIMENTO, Patrícia Vieira do; SANTOS, Eliane Rosa dos ........................................ 150 AUTONOMIA FUNCIONAL, ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA EM IDOSAS Priscilla Marques (bolsista do PIBIC/CNPq-Brasil); Cassiano Ricardo Rech (bolsista CAPES); Sheilla Tribess; Edio Luiz Petroski ..................................................................... 151 AVALIAÇÃO DE FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA REGULAR Mihessen MC; Calegaro CQ; Arantes JT; Werkhauser LG ................................................. 152 CLASSIFICAÇÃO DO NÍVEL FUNCIONAL EM IDOSAS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA Maria Alcione Freitas e Silva, Luiz Humberto Rodrigues Souza, Fernando Roberto Nunes Tiburcio, Joyce Buiate Lopes Maria, Geni Araújo Costa .................................................... 153 COMPARAÇÃO DAS VARIÁVEIS DE ATIVIDADE DE VIDA DIÁRIA EM INDIVÍDUOS INSTITUCIONALIZADOS Ana Tereza Coelho 1, Regina Soares 1 e Rosangela Villa Marin 1,2 ..................................... 154 COMPARAÇÃO DAS VARIÁVEIS NEUROMOTORAS DA APTIDÃO FÍSICA E CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSAS FISICAMENTE ATIVAS Méris Sayuri Tanaka, Rosângela Villa Marin, Sandra Matsudo e Victor Matsudo .............. 155 COMPOSIÇÃO CORPORAL DE IDOSAS PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO E HIDROGINÁSTICA NOVAIS, Francini Vilela;COSTA, Geni Araújo;AZEVEDO, Paula Guimarães de ............ 156 DECLÍNIO DA MEMÓRIA EM IDOSOS PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS Azevedo, Paula Guimarães; Novais, Francini Vilela; Costa, Geni Araújo ........................... 157 HIDROGINÁSTICA: IMPACTOS NO ENVELHECIMENTO ATIVO Andréa Krüger Gonçalves, Doralice Orrigo da Cunha Pol, Veridiana Mota Moreira, Giovanni Sanchotene Pacheco, Angélica de Souza Moreira, Dilamara Jesus Longoni, Vera Maria Boni Signori ............................................................................................................................... 158

O IDOSO NA MÍDIA IMPRESSA Raquel Guimarães Lins, Juliana Benigna de Oliveira ......................................................... 159 PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM HOMENS COM IDADE ACIMA DE 50 ANOS PRATICANTES DE DIFERENTES TIPOS DE ATIVIDADES FÍSICAS Rosangela Villa Marin, Sandra Matsudo e Victor Matsudo ................................................ 160

PÔSTER: EDUCAÇÃO .............................................................................................. 161
A ADAPTAÇÃO DO IDOSO À PRÁTICA DA MUSCULAÇÃO Rosemary Rauchbach1 ; Laiza Danielle de Souza2 .............................................................. 162 ANÁLISE DO CURRÍCULO DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA QUANTO À FORMAÇÃO PARA O TRABALHO COM IDOSOS Thiago Nunes, Camila Gonçalves, Cláudia Esteves, Roberta Salvini, Marisete P. Safons ... 163 DANÇA FOLCLÓRICA COMO MEIO DE INCLUSÃO SOCIAL DO IDOSO Marize Amorim Lopes ....................................................................................................... 164 DIÁLOGO INTERGERACIONAL E EDUCAÇÃO: UMA PRÁTICA COMPARTILHADA GIOVELLI, Marivana; ACOSTA, Marco Aurélio;............................................................. 165 METODOLOGIA DA DANÇA DE SALÃO PARA IDOSOS Márcio de Moura Pereira, Marisete Peralta Safons ............................................................. 166 MOTIVO DE ADESÃO À PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA ORIENTADA E A RELEVÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA REALIZADA EM GRUPO PARA OS IDOSOS Patrícia Queiroz, Alexandre Almeida, Rodrigo Luna, Marisete Peralta Safons ................... 167

PÔSTER: ESPORTE E LAZER ................................................................................ 168
PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE IDOSAS DO NÚCLEO DA TERCEIRA IDADE DO CED/ FESURV Leidimar A. F. Oliveira; Daiane P. Rodrigues; Janine A. Viniski ...................................... 169

PÔSTER: PSICOSSOCIAL ........................................................................................ 170
A DANÇA COMO FATOR MINIMIZANTE DA DEPRESSÃO NA 3ª IDADE Daiane P. Rodrigues; Janine A. Viniski; Leidimar A. F. Oliveira ...................................... 171 CONCEPÇÃO DE ENVELHECIMENTO DE UNIVERSITÁRIOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Andréa Krüger Gonçalves, Rosa Maria Freitas Groenwald, Ana Lígia Finamor Bavier, Giovanni Sanchotene Pacheco, Angélica de Souza Moreira, Dilamara Jesus Longoni ........ 172 CORPOREIDADE, QUALIDADE DE VIDA E SUBJETIVIDADE NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO Janine A. Viniski; Daiane P. Rodrigues .............................................................................. 173 CRIANÇAS E VELHOS: A IMAGEM DO OUTRO NUM RELATO DE EXPERIÊNCIA AZEVEDO, Paula Guimarães, MELO ,Flávia Gomes, COSTA, Geni Araújo ................... 174 EU NO MEU CORPO AO LONGO DO TEMPO: O USO DAS DUAS PEÇAS NO BANHO DE PRAIA Nazaré Marques Mota1; Rita Puga Barbosa2; Maria Consolação Silva3 ; Alan de Souza Rodrigues3 ......................................................................................................................... 175 QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR SUBJETIVO ANALISADO POR IDOSOS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA POR MAIS DE SETE ANOS

Eliane Rosa dos Santos, Lucélia Justino Borges, Patrícia Vieira do Nascimento, Geni Araújo Costa.................................................................................................................................. 176 RELAÇÃO ENTRE PERCEPÇÃO DE AUTO-EFICÁCIA FÍSICA E APTIDÃO FÍSICA EM IDOSOS Fabiano Marques Camara , Alessandra Galve Gerez, Maria Luiza Miranda, Maria Regina Brandão, Marilia Velardi.................................................................................................... 177

PÔSTER: SAÚDE ........................................................................................................ 178
A ATIVIDADE FÍSICA COMO UM INSTRUMENTO DE MINIMIZAÇÃO DA DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS Dayanne Christine Borges Mendonça, Camilla Carvalho, Maria Alcione Freitas e Silva, Geni Araújo Costa ...................................................................................................................... 179 A CORRELAÇÃO DA IMAGEM E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE IDOSAS ATIVAS Keila Lopes1,2, Cecília S.P. Martins1, Carlos Kemper2, Ricardo Jacó de Oliveira1 ............ 180 A ENDURANCE MUSCULAR NÃO PREDIZ O DESEMPENHO NO TESTE DE CAMINHADA DE 6 MINUTOS José GS Junior§, Marco AV Caffarena§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† .............. 181 A FORÇA MUSCULAR NÃO PREDIZ O DESEMPENHO NO TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA Marco AV Caffarena§, José GS Junior§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† .............. 182 A PRATICA DA ATIVIDADE FISICA NA TERCEIRA IDADE NA ACM -BRASILIA E INFLUÊNCIAS DESTA NA VIDA DIÁRIA Tatiana Schneider Rocha, Kátia da Silva Silveira, Igor Taciano Rodrigues ......................... 183 ANÁLISE COMPARATIVA DOS METS DO LIMIAR ANAERÓBIO DE IDOSOS NAS ATIVIDADES OCUPACIONAIS E DE LAZER Sandor Balsamo, Renata Carneiro, Ricardo Franco, Guilherme Pontes, Valdinar Júnior ..... 184 ATENDIMENTO NO SETOR DE ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE DO CENTRO DE MEDICINA DO IDOSO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA Suiara PereiraTeixeira ........................................................................................................ 185 ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA Renata Marcela Ornellas Targa, Paula Ferraz da Silva, Vinícius Silva de Oliveira, Marcelo Cardozo, Walter Jacinto Nunes .......................................................................................... 186 AVALIAÇÃO DO GANHO DE FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS PRATICANTES DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Antônio Carlos de Souza Vasconcelos, Ana Carolina S. Vasconcelos,Eduardo Teixeira Câimbra,Rogério Herbert M. Rezende,Victor Hugo Silva,Marisete Peralta Safons ............. 187 BENEFÍCIOS ANTROPOMÉTRICOS DE UM PROGRAMA DE HIDROGINÁSTICA EM IDOSAS NOVAIS, Francini Vilela; COSTA, Geni Araújo; AZEVEDO, Paula Guimarães ............... 188 CADEIAS MUSCULARES: A POSTURA CORPORAL DE ADULTOS ACIMA DE 55 ANOS STERN, Claudia Rossi e GOMES, Sônia Beatriz da Silva. ................................................ 189 CAMINHADA, HIDROGINÁSTICA E ALONGAMENTO SÃO AS ATIVIDADES MAIS INDICADAS PARA PESSOAS IDOSAS Vagner Raso†§‡, Ivete BalenŦ, Mônica SchwarzŦ, Cristiane Ribeiro CoppiŦ. ....................... 190 COMPORTAMENTO DO VO2, EJabs, EJrel, FCE, %FCM E PSE NO TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA Ricardo SG Costa§, Leandro V Silva§, Paula I Toyansk§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† ............................................................................................................................... 191

CONSCIENTIZAÇÃO DA MELHOR IDADE NO CULTIVO DA ATIVIDADE FÍSICA Gisele Pugliese e Rosemari Frackin. .................................................................................. 192 CORRELAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL COM A MASSA CORPORAL, ESTATURA E A COMPOSIÇÃO CORPORAL EM HOMENS E MULHERES IDOSAS Luciane Moreira Chaves .................................................................................................... 193 ESTUDO TRANSVERSAL DA APTIDÃO FÍSICA NA VIDA ADULTA Andréa Krüger Gonçalves, Rosa Maria Freitas Groenwald, Ana Lígia Finamor Bavier, Giovanni Sanchotene Pacheco, Carolina Blaschke Monteiro dos Santos, Ramon Diego Guillermo Cardoso ............................................................................................................. 194 EVOLUÇÃO DA SATISFAÇÃO COM A IMAGEM CORPORAL PERCEBIDA POR MULHERES FISICAMENTE ATIVAS NOVAIS, Francini Vilela; COSTA, Geni Araújo; AZEVEDO, Paula Guimarães de; ARANTES, Luciana Mendonça ......................................................................................... 195 FCM NO TESTE DE MARCHA ESTACIONARIA COMO INDICADOR PARA A PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIO Paula I Toyansk§, Leandro V Silva§, Ricardo SG Costa §, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† ............................................................................................................................... 196 FLEXIBILIDADE EM IDOSOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães; Amanda Soares; Joseani Paulini Neves Simas; Giovana Zarpellon Mazo .................................................................................................... 197 IDADE CRONOLÓGICA, PESO CORPORAL, ESTATURA, IMC, ADIPOSIDADE CORPORAL E ALTURA DE ELEVAÇÃO DO JOELHO NÃO INFLUENCIAM O DESEMPENHO NA MARCHA ESTACIONÁRIA Adriana G Nardi§, Rodrigo G Quito §, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡†.................. 198 MARCHA ESTACIONÁRIA ATÉ A FADIGA VOLUNTÁRIA MENSURA CERCA DE 98% DO CONSUMO DE OXIGÊNIO DE PICO – ESTUDO PILOTO Rodrigo G Quito§, Adriana G Nardi§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡†.................. 199 MOBILIDADE GERAL EM IDOSAS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA Luiz Humberto Rodrigues Souza, Maria Alcione Freitas e Silva, Geni Araújo Costa. ......... 200 MOTIVOS QUE LEVAM AS PESSOAS DA TERCEIRA IDADE A PRATICAREM EXERCÍCIOS FÍSICOS Emerson de Melo ............................................................................................................... 201 NIVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA DE IDOSAS Giovana Zarpellon Mazo 1; Jorge Mota2; Lucia Hisako Takase Gonçalves3 ......................... 202 NÍVEL DE DEPRESSÃO EM IDOSOS PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS Maria Alcione Freitas e Silva, Luiz Humberto Rodrigues Souza, Camilla Carvalho, Dayanne Christine Borges Mendonça, Eliane Rosa Santos, Geni Araújo Costa ................................. 203 NÍVEL DE QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS INSTITUICIONALIZADOS Tibúrcio, Fernando Roberto Nunes Tibúrcio, Joyce Buiate Lopes Maria, Maria Alcione Freitas e Silva, Luiz Humberto Rodrigues Souza, Geni Araújo Costa ................................. 204 NÚMERO DE ELEVAÇÕES DO JOELHO PREDIZ CERCA DE 37% DO CONSUMO DE OXIGÊNIO NO TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA Marcel B Rocha§, André R Quina§, Vivian A Martins§, Sabine A Oliveira§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† ............................................................................................... 205 O LAn OBTIDO NA MARCHA ESTACIONÁRIA NÃO É DIFERENTE DO ALCANÇADO NO TESTE CARDIOPULMONAR DE EXERCÍCIO MÁXIMO Leandro V Silva§, Ricardo SG Costa§, Paula I Toyansk§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† ............................................................................................................................... 206

OS DESCOMPASSOS NA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA PARA A POPULAÇÃO IDOSA Raquel Guimarães Lins ...................................................................................................... 207 PARÂMETROS MOTORES E QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PRATICANTES DE DANÇA DE SALÃO Luiz Alberto Simas; Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães; Joseani Paulini Neves Simas; Giovana Zarpellon Mazo .................................................................................................... 208 PERFIL DA CAPACIDADE DE MEMÓRIA DOS IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS Carrijo, Poliana de Lourdes; Leite, Glênio Fernandes; Santos, Jessiane Alves; Martins, Maria Angélica; Costa, Geni Araújo. ............................................................................................ 209 PRONTIDÃO PARA ATIVIDADE FÍSICA E RISCO CARDÍACO EM IDOSOS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA Eliane Rosa dos Santos, Lucélia Justino Borges, Maria Alcione Freitas e Silva, Patrícia Vieira do Nascimento, Geni Araújo Costa .................................................................................... 210 RELAÇÃO ENTRE O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E DENSIDADE MINERAL ÓSSEA EM MULHERES PÓS-MENOPAUSA Priscilla Marques (bolsista do PIBIC/CNPq-Brasil); Cassiano Ricardo Rech (bolsista CAPES); Sheilla Tribess; Edio Luiz Petroski ..................................................................... 211 RELAÇÃO ENTRE O TESTE DE CAMINHADA DE 6 MINUTOS E ATIVIDADE AQUÁTICA PARA IDOSAS Patrícia Vieira do Nascimento, Eliane Rosa dos Santos, Lucélia Justino Borges, Geni Araújo Costa, Silvio Soares Santos ................................................................................................ 212 RESPOSTA DO DUPLO PRODUTO EM IDOSOS DURANTE UM EXERCÍCIO DE FORÇA PARA MEMBRO SUPERIOR, UTILIZANDO COMO IMPLEMENTO UM ELÁSTICO Rafaella Parca, Tatiana Rodrigues, Marisete Peralta Safons ............................................... 213 RESULTADOS DE DIFERENTES FREQUÊNCIAS SEMANAIS NA APTIDÃO FÍSICA DE IDOSOS ATIVOS Andréa Krüger Gonçalves, Doralice Orrigo da Cunha Pol, Veridiana Mota Moreira, Cibele dos Santos Xavier, Carolina Blaschke Monteiro dos Santos, Ramon Diego Guillermo Cardoso, Ivanete Bredow Faber ......................................................................................... 214 SAÚDE DO IDOSO: A POTÊNCIA MUSCULAR COMO PREVENÇÃO DE QUEDAS E LESÕES Fernanda Guidarini Monte1, Adilson A. M. Monte2, Adriana C. A. Guimarães3, Renildo Nunes4. .............................................................................................................................. 215 SERÁ QUE EXISTE MELHORA DA FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO HÁ NO MÍNIMO DE 1 ANO? Sandor Balsamo, Renata Carneiro, Valdinar Júnior ............................................................ 216 TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA MENSURA CERCA DE 73% DO VO 2PICO ALCANÇADO NO TESTE CARDIOPULMONAR DE EXERCÍCIO MÁXIMO André R Quina§, Marcel B Rocha§, Sabine A Oliveira§, Vivian A Martins§, Francisco L Pontes Jr§‡, Vagner Raso§‡† ................................................................................................ 217 VIVÊNCIAS CORPORAIS PARA PESSOAS COM PARKINSON E MACHADOJOSEPH218 Marize Amorim Lopes ....................................................................................................... 218

SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

DISSEMINAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE ATIVIDADE FÍSICA E ENVELHECIMENTO NO BRASIL: ORIGEM E DESENVOLVIMENTO Alfredo Faria Junior Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Esta comunicação tem como objetivo apresentar uma análise da origem e do desenvolvimento da disseminação do conhecimento sobre atividade física e envelhecimento no Brasil. Essa análise calcou-se nos resultados de uma pesquisa feita para integrar o Atlas do Esporte no Brasil (COSTA, 2004). Assim, todas as citações feitas neste texto têm suas referências nesse Atlas, criado exatamente para ser um banco de dados com acesso direto através da Internet. O argumento central desta comunicação é que a disseminação do conhecimento naquela área apresentou mudanças paradigmáticas influenciadas por tendências

internacionais, mas foram demarcadas temporalmente por elementos do contexto nacional. Cristina Oliveira, Rafael Botelho e Alfredo Faria Junior definiram ‗disseminação do conhecimento‘ como o procedimento que permite propagar informações, fatos, conclusões, idéias e trabalhos provenientes da capacidade e inteligência humanas, nos mais diversos suportes de informação. Na perspectiva daquela pesquisa, foram incluídos livros, separatas, opúsculos, folhetos, desdobráveis [folders], anais, periódicos, CD-ROM e vídeos (FARIA JUNIOR, BOTELHO, In: COSTA, 2004). No período que chamo de ‗propedêutico‘, que teve início na década de 30 e se estendeu até 1969, persistia um tradicional e sedimentado entendimento que a educação física deveria voltar-se, prioritariamente, para crianças e jovens. Assim, atividades físicas para adultos e para idosos eram encaradas como menos importantes e menos relevantes (FARIA JUNIOR, RIBEIRO, 1995). Entretanto, evidenciou-se a emergência de um novo paradigma com o lançamento da primeira campanha TRIM, em 1967, na Noruega, elaborada dentro dos princípios do que ficou mundialmente conhecido como Esporte para Todos, idealizada pelo professor de educação física, Per Hauge-Moe. No Brasil, a disseminação do conhecimento sobre atividade física e envelhecimento parece ter tido início nas décadas de 30 e 40, do Século XX, feita através de artigos publicados nas Revista Educação Physica e Revista Brasileira de Educação Física (RBEF). Os temas buscavam estabelecer relações entre exercícios físicos, desporto e longevidade e levantavam preocupações com a maturidade de crianças, jovens e adultos, envelhecimento 16

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p.

SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

precoce, aposentadoria e alimentação. Na RBEF encontram-se ainda fotos que fazem proselitismo da prática de atividades físicas em idades avançadas, como a do Rei Gustavo, da Suécia, aos 88 anos, ―jogando sua partida diária de tênis‖ (TISSÉ, 1946) e de ―membros do Parlamento sueco, de várias idades, em pleno trabalho ginástico‖ (RBEF, 1947). No final do período propedêutico, destaca-se o texto de Fernando Telles Ribeiro sobre ―Exercícios físicos e longevidade‖, inspirado em autor romeno (1968). Em 1970 iniciou-se um segundo período, o do ‗entusiasmo inconseqüente‘, que se estendeu até 1994, ano em que foi sancionada a Política Nacional do Idoso. Em 1990, o país tinha 4717 milhões de pessoas com mais de 60 anos, e em 1980, 7215 milhões, sendo possível perceber que o Brasil entrava no que os demógrafos chamavam de ‗transição demográfica‘. Da percepção clara da nossa transição demográfica resultou a expansão massiva e descontrolada da oferta de programas de atividades físicas para idosos, mas que geralmente incluíam pessoas mais jovens como forma de completar turmas e inchar estatísticas. Assim, proliferaram por todo o país, em praias, hortos, ruas e praças públicas, estacionamentos de supermercados, clubes sociais e desportivos, condomínios residenciais e até em universidades, esses programas, ―geralmente oferecidos por voluntários, e concebidos sem qualquer base teórica. Esses programas, ministrados geralmente por leigos, pessoas sem qualquer tipo de qualificação ou treinamento para o exercício profissional no campo das atividades físicas para idosos, eram movidos apenas pelo que chamo de ―entusiasmo inconseqüente‖ (FARIA JUNIOR, In: MOTA, CARVALHO, p. 37). A primeira mudança paradigmática no campo do conhecimento das atividades físicas e do envelhecimento no Brasil deve-se a quatro principais influências teóricas. A primeira, já mencionada, refere-se às idéias de Per Hauge-Moe que deram origem ao movimento denominado de Esporte para Todos. Em 1970, a questão das atividades físicas e envelhecimento já estava posta e incluída no livro Esporte para Todos – as atividades físicas e a prevenção de doenças‘ - Sport pour Tous – les activités physiques et la prevention des maladies (RÉVILLE, 1970), publicado pelo Conselho da Europa. A segunda influência teórica, diz respeito às idéias de Kenneth H. Cooper, que estimulavam a inclusão de adultos e idosos nos programas de atividades físicas. Nessas idéias difundidas por Cláudio Coutinho, Cooper recomendava ―aos brasileiros de todas as idades ... a observância das prescrições ... como um meio de continuar vivendo ... saudáveis de corpo e de espírito‖ (1970). O livro de Cooper apresentava ―tabelas adicionais‖ para pessoas com ―50 anos ou mais - andar, basquete, ciclismo, corrida, corrida no mesmo lugar, handball e natação‖ (ibid). 17

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A terceira influência diz respeito às idéias de Helmut Schultz que se referem à Matroginástica (1975), uma atividade física entre mães e seus filhos, de diferentes idades, cooperando mutuamente na execução dos exercícios. Schultz recomendava ainda a participação de todo o grupo familiar nas atividades físicas. Posteriormente, as idéias de Kurt Meinnel (1984) influenciaram na constituição da base teórica e na denominação dada ao Projeto desenvolvido na Universidade do Amazonas por Rita Maria dos Santos Puga Barbosa. Para Meinnel (ibid), a Terceira Idade Adulta é ―caracterizada como a fase da crescente diminuição do rendimento motor‖ (p. 378). No início do ‗período do entusiasmo inconseqüente‘ os periódicos continuaram a ser os meios preferenciais para a disseminação do conhecimento. Uma tendência inicial observada foi traduzir e publicar artigos de autores estrangeiros. Possivelmente o primeiro foi ―A chegada da Velhice‖, de Rona e Laurence Chery (1974), seguindo-se os de Fernand Landry, Mark Sarner, W. Hollmann Herbert de Vries, Jean-Michel Lehmans, John Piscopo, Janis A. Work, Patrick Fitzgerald e Roy Shephard. Quanto aos autores nacionais, não existindo revistas especializadas em atividades físicas para idosos no Brasil, publicavam seus artigos nas revistas de educação física. Inicialmente observou-se uma dispersão desses artigos por amplo e variado leque de temáticas: atividade física e lazer na terceira idade, longevidade desportiva, terceira idade no EPT; treinamento físico na terceira idade; atividade física, envelhecimento e questões de gênero; exercícios aeróbicos; a higidez das pessoas idosas através da natação, segurança, descontração e saúde na terceira idade e o idoso e o desporto. No período constatou-se o surgimento de uma segunda tendência no sentido de os livros começarem a aumentar sua importância na disseminação do conhecimento especializado. Assim, foi publicado pelo Serviço Social do Comércio (SESC) de São José dos Campos, possivelmente, o primeiro opúsculo brasileiro sobre a temática – ―Características da terceira idade e atividades físicas‖, de Sérgio S. Araújo (1977). No contexto internacional, em 1982, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que os países membros declarassem-no como o Ano Internacional do Idoso. Além disto organizou, em Viena, a Assembléia Mundial do Envelhecimento, que reuniu representantes de todos os países membros e teve repercussão mundial. Isto parece ter despertado a atenção da área da educação física para as questões do envelhecimento, tendo o SESC de São Paulo (Bertioga) publicado um opúsculo intitulado Esporte e cultura para a terceira idade (1982). Dois anos depois, a Universidade de São Paulo (USP) publicou cinco cadernos sobre envelhecimento sob o título - Problemas do idoso. Um 18

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desafio social. O quarto Caderno foi escrito por Antônio Boaventura da Silva e teve como subtítulo ―Aspectos físicos e psicológicos do envelhecimento‖ (1984). Começamos também a ter acesso a obras estrangeiras ou a traduções de obras de autores estrangeiros. Isto se deu tanto em partes de obras gerais sobre o envelhecimento como na ―A Boa Idade‖, de Alex Confort (1997) quanto em obras completas como o livro ―Ginástica, jogos e esportes para idosos‖ [Gymnastik, Spiel und Sport fur Seniorem] (BAUR, EGELER, 1983). Este livro foi recomendado à editora Ao Livro Técnico por Jürgen Dieckert, professor alemão, visitante na Universidade de Santa Maria (UFSM) e coordenador da série ‗Educação Física – Prática‘. No prefácio Dieckert, criticava o preconceito de encarar o jogo e o esporte como ―atividades somente para gente jovem, especialmente homens‖ (p. III). A mesma coisa ocorreu com o livro ―Motricidade – O desenvolvimento motor do ser humano‖ [Bewegungslehre]‖ de Kurt Meinnel (1984), que mais tarde viria a influenciar na construção teórica do Projeto ―Universidade na Terceira Idade Adulta‖ (1993) desenvolvido na Universidade Federal do Amazonas, por Rita Puga Barbosa. Em 1990, os brasileiros tomaram conhecimento do livro publicado em Portugal intitulado ―Educação Física Geriátrica‖ (FRADINHO, 1990), da tradução do livro de C. Raul Lorda Paz, intitulado ―Educação física e recreação para a terceira idade‖ (1990) e mais tarde do livro ―Actividade física e saúde na terceira idade‖ (MARQUES, BENTO, CONSTANTINO, 1993). A hegemonia dos livros estrangeiros, traduzidos do alemão e do espanhol ou editados em Portugal, só começou a se desfazer com a publicação da obra ―A Atividade Física para a Terceira Idade‖, de Rosemary Rauchbach (1990), seguido de outros dois títulos: ―O idoso e a atividade física‖, organizado por Alfredo Faria Junior (1991), e ―Yoga para a Terceira Idade‖, escrito por Beatriz Esteves (1991). Quanto aos artigos de autores nacionais publicados em periódicos, os temas continuaram dispersos: envelhecimento, atividade física, lazer e esporte (natação, ioga, exercícios aeróbicos, desporto máster, segurança, prescrição e benefícios, questões de gênero); atividade física – um imperativo para todas as idades; treinamento (físico, aeróbico, com pesos) na terceira idade; atitudes, auto-estima, auto-conceito, expectativas dos idosos frente às atividades físicas; longevidade desportiva; gênero e saúde na terceira Idade; diagnóstico da situação do idoso em Santa Maria (RS). A partir da segunda metade dos anos 80, os temas dos artigos começaram a se voltar mais para uma vertente acadêmico/científica, com enfoque médico ou não – osteoporose, envelhecimento e atividade física; respostas cardiorrespiratórias em função da intensidade do 19

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exercício; alterações do sistema cardiovascular; consumo de oxigênio e características antropométricas do idoso. No final dessa década, em 1989, foi criado um Projeto de intervenção e pesquisa denominado: Idosos em Movimento – Mantendo a Autonomia (Projeto IMMA), hoje Instituto de Educação Gerontológica IMMA, em Niterói, uma Organização Não Governamental (ONG), possivelmente um dos únicos fora da esfera pública a fazer pesquisas e disseminar conhecimentos. No contexto internacional, em 1991, foi fundado o European Group for Research into Elderly and Physical Activity [EGREPA], que viria a ter grande influência na disseminação do conhecimento no campo das atividades física para idosos. A filiação ao EGREPA era franqueada tanto para membros individuais, como para instituições. O EGREPA era dirigido por um Comitê Executivo composto pelo presidente em exercício, pelo presidente eleito, pelo presidente anterior, pelo vice-presidente, pelo secretário e pelo tesoureiro. A entidade tinha um Comitê Gestor (The Board of Directors) integrado por 13 membros, e apenas um brasileiro integrou esse Comitê, Alfredo Faria Junior. Em termos institucionais, o Centro de Estudos do Projeto Idosos em Movimento – Mantendo a Autonomia (Projeto IMMA) era o representante do EGREPA no Brasil. Para cumprir suas disposições estatutárias, o EGREPA realizava, periodicamente, Congressos Internacionais, todos gerando Actas [proceedings]. Em Congressos do EGREPA dois únicos brasileiros foram convidados como conferencistas [keynote speakers]: Victor Matsudo, em 1993 (Oeiras) e Alfredo Faria Junior, em 2000 (Bruxelas). A partir de outubro de 1997 o EGREPA passou a editar um Boletim [Bulletin] distribuído a todos os membros e em agosto de 2004 lançou o periódico European Review of Aging and Physical Activity (EURAPA). Com a Política Nacional do Idoso (BRASIL. Lei nº 8.8842/94) iniciou-se um novo período que denominei de Em busca de fundamentação teórica e científica, que se estende de 1994 até hoje. Essa Política determinava o ―apoio a estudos e pesquisas sobre as questões relativas ao envelhecimento; adequar currículos, metodologia e material didático aos idosos; ... inserir nos currículos mínimos ... conteúdos voltados para o processo de envelhecimento; incluir Gerontologia e a Geriatria como disciplinas curriculares nos cursos superiores‖. Em 1996, deu-se um importante fato que muito contribuiu para incentivar a disseminação do conhecimento: a realização, no Rio de Janeiro, por iniciativa de Alfredo Faria Junior e com o apoio do Projeto IMMA, do ―I Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade‖. Hoje, em sua sétima versão, esse Seminário é considerado o mais reputado evento científico da área graças às exigências sempre crescentes para aceitação 20

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de comunicações e por sua regularidade. Nestes sete anos, os organizadores locais dos Seminários sempre colocaram à disposição os Anais dos encontros (FARIA JUNIOR, 19996; FARIA JUNIOR, MARQUES, KRIGEL, 1998; FARIA JUNIOR, DECARO, SANCHES, 2000; GUEDES, 2001a; 2001b; OKUMA, 2002) com exceção do realizado em Belém, no Pará. No período, continuou-se a não ter periódicos especializados, sendo o que mais se aproximaria disto o ‗Caderno Adulto‘, do Núcleo Integrado de Apoio à Terceira Idade, da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM (1997). Entretanto, alguns periódicos lançaram números temáticos - ‗Terceira Idade‘ (Ano I, n. 10, jul. 1995), ‗Motus Corporis‘ (v. 4, n. 2, nov. 1997), ‗Revista do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte‘ (v. 23, n. 3, maio 2002) e ‗Fitness & Performance‘ (maio/jun. 2002). Quanto aos artigos em periódicos, em alguns casos, os temas passaram a refletir os rumos que as pesquisas estavam tomando, com temas mais voltados para a vertente biomédica - capacidade funcional de idosos, avaliação isocinética e isotônica, composição corporal, risco cardiovascular, desenvolvimento motor, e menos para as ciências humanas e sociais – atividade física e bem estar psicológico, motivação para a prática regular do exercício físico e/ou atividade desportiva, atitudes dos idosos quanto à prática de atividade física. A publicação de livros aumentou no período, destacando-se as obras de autores nacionais: Terceira Idade: uma experiência de amor: terapia corporal para idosos (VILASBOAS, 1994), Idosos em Movimento – Mantendo a Autonomia: evolução e referencial teórico (FARIA JUNIOR, RIBEIRO, 1995), Idosos em Movimento: Mantendo a Autonomia. Ensaios e Pesquisas (FARIA JUNIOR, NOZAKI, RIBEIRO, 1996), Exercício,

envelhecimento e promoção da saúde (LEITE, 1996), Atividades Físicas para a Terceira Idade (FARIA JUNIOR et al. 1997), Atividade Física na 3ª Idade (MEIRELES, 1997), ―Saúde na Terceira Idade‖, com temas sobre ginástica, Yoga para idosos (HERMÓGENES, 1997). O Idoso e a Atividade Física (OKUMA, 1998), Por que não Educação Física Gerontológica? (BARBOSA, 1998a), Manual de Regras e Súmulas de Esportes Gerontológicos (BARBOSA, 1998,b) e Universidade e Terceira Idade: percorrendo novos caminhos (MAZO, 1998), Ginástica, Dança e Desporto para a terceira idade (FARIA JUNIOR, 1999), Hidroginástica na Maturidade (BONACHELA, 199 -), Avaliação do Idoso – física & funcional (MATSUDO, 2000), Idoso, Esporte e Atividade Física (GUEDES, 2001b), Atividade física na maturidade (MOREIRA, 2001), Terceira Idade & Atividade Física (CORAZZA, 2001); Idoso, Esporte e Atividades Físicas (GUEDES, 2001); A Atividade Física para a Terceira Idade (RAUCHBACH, 2001) e Envelhecimento e Atividade Física (MATSUDO, 2001), 21

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Contribuições para o Trabalho com a Terceira Idade (ACOSTA, 2002), Longevidade e Esporte (LENK, 2003), Atividade Física na 3ª Idade (MEIRELES, 2003), A Atividade Física para a Terceira Idade (RAUCHBACH, 2003), Atividade física na 3ªidade: o segredo da longevidade (FERREIRA, 2003), Atividades físicas no processo de envelhecimento: uma proposta de trabalho (MARQUES FILHO, 2003), Exercício, Maturidade e Qualidade de Vida (DANTAS, OLIVEIRA, 2003) e Educação Física Gerontológica. Construção

sistematicamente vivenciada e desenvolvida (BARBOSA, 2003). Foi possível encontrar no período alguns livros sobre envelhecimento que incluíam capítulos sobre idosos e atividade física, como: O corpo em movimento, no livro ―Rejuvenescer a velhice‖ (NICOLINI, In: GUIDI, MOREIRA, 1994); Ciência e Consciência: tatuagens no corpo do idoso, em ―Corpo Presente‖ (SIMÕES, In: MOREIRA, 1995), A mulher idosa e as atividades físicas sob um enfoque multicultural, em ―Mulheres em Movimento‖ (FARIA JUNIOR, In: ROMERO, 1997), Efeitos do exercício físico na senilidade, em ―Exercícios em Situações Especiais I‖ (SILVA, 1997), Atividade física e bemestar na velhice, no livro ―E por falar em boa velhice‖ (VITTA, In: NERI, FREIRE, 2000), Atividade física, movimentação e transferência, em ―Como cuidar dos idosos‖ (DIOGO, RODRIGUES, In: RODRIGUES, DIOGO, 2000), e Atividade física e envelhecimento, na obra ―Envelhecendo com qualidade de vida‖ (CUNHA, TERRA, 2001) e Corporeidade, atividade física e envelhecimento: desvelamentos, possibilidades e aprendizagens significativas, em ―Longevidade, um novo desafio para a educação‖ (COSTA, In: KACHAR, 2001). Algumas editoras, como a Manole e a Phorte, prosseguiram na estratégia de oferecer tradução de obras de autores estrangeiros, como por exemplo: ―Hidroginástica na terceira idade‖ (SOVA, 1998), ―Treinamento de força para a Terceira Idade‖ (WESTCOTT, BAECHIE, 2001) e ―Envelhecimento, atividade física e saúde‖ (SHEPARD, 2003). Em outubro de 2003 foi instituído o Estatuto do Idoso (BRASIL. CONGRESSO NACIONAL, Lei nº 10 741 de 1º de outubro de 2003) que no Capítulo V trata das questões relacionadas com Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Este Estatuto, entretanto, não mais deixa consignada a preocupação com a pesquisa, como o fazia a Política Nacional do Idoso (op. cit.). Quanto à preocupação com a disseminação do conhecimento menciona apenas que o Poder Público ... ―incentivará a publicação de livros e periódicos, de conteúdo e padrão editorial adequados ao idoso, que facilitem a leitura, considerada a natural redução da capacidade visual‖.

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Em conclusão, a disseminação do conhecimento sobre atividade física e envelhecimento passou por três momentos influenciados por mudanças paradigmáticas. Essas mudanças foram causadas, em grande parte, por tendências internacionais. Entretanto, as demarcações temporais dos três períodos ocorreram por influência de elementos do contexto nacional. Assim, o segundo período pode ser contado a partir do momento em que o

Município de Itapira-SP ampliou, em 1970, a oferta de atividades físicas fora das escolas e clubes, atendendo toda a população em parques e áreas livres. Pessoas de várias idades se reuniam então, ao ar livre, para a prática de atividades físicas conforme preconizava o movimento do Esporte para Todos. Quanto ao terceiro, o ano da sanção da Política Nacional do Idoso (1994) marca seu início e se caracteriza pela busca de melhor fundamentação científica, sobretudo com a inclusão da temática em programas de pós-graduação stricto sensu. Hoje em dia, apesar da predominância dos artigos em periódicos, se observou um crescimento digno de registro do número de livros e de autores brasileiros que passaram a se dedicar à temática. Observou-se, também, o crescimento do número de capítulos sobre atividades físicas para idosos em livros sobre o envelhecimento em geral e em periódicos não especializados em educação física. Com o incentivo dado pelo Estatuto do Idoso espera-se uma popularização dos conhecimentos através de livros de auto-ajuda e de periódicos não acadêmico/científicos, vendidos em bancas de jornal. O pesquisador brasileiro que deseja publicar seus achados em periódicos dispõe de revistas interdisciplinares: ―Revista Kairós Gerontologia‖ (PUC/SP), ―A Terceira Idade‖ (SESC), ―Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento‖ (UFRGS), ―Gerontologia‖ (SBGG/SP) que, sob a ‗ditadura do Qualis‘ (2004), são C Nacional. Cabe lembrar ainda que, em 2004, o Caderno Adulto (UFSM) entrou em ―fase de mudança de sua estrutura, sendo a partir de então suprimidas da revista as sessões de Vivências e Opiniões‖. Os periódicos brasileiros geralmente não têm periodicidade, têm péssimo sistema de assinatura e distribuição, e têm impacto quase nulo na massa de estudantes de graduação em educação física, e pequeno na de estudantes de pós-graduação. No contexto brasileiro, no campo da disseminação das atividades físicas para idosos, o maior impacto é produzido por livros. O termo impacto aqui é entendido como a importância que tem uma publicação tanto sobre a formação do leitor, estudante ou professor de educação física, quanto sobre o contexto para provocar mudanças paradigmáticas. Para isto influem a atuação das Comissões Editoriais, as tiragens em torno de 3000 exemplares, a existências de redes nacionais de distribuição montadas pelas editoras e o sistema de permuta, doações e 23

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compra implantado pelas Instituições de Ensino Superior (IES). Assim é nesses livros que os mais de 116 mil estudantes de educação física do país encontram os conhecimentos básicos sobre o tema, dentro de uma ótica de professor generalista. Este fato é desconsiderado pelos consultores da CAPES, que desvalorizem os livros nas avaliações dos programas de pósgraduação stricto sensu, só permitindo que a ―a produção de livros e capítulos‖ seja ―considerada até o máximo de 25% da produção qualificada em A ou B‖ (CAPES, Grande Área da Saúde).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FARIA JUNIOR, A.; BOTELHO, R. G. Esporte e inclusão social – Atividades físicas para idosos In: COSTA, L. P. da (org.). Atlas do esporte no Brasil. Rio de Janeiro: Shape, 2004.

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ESCOLA, IMAGINÁRIO E VELHICE: DESFAZENDO POSSÍVEIS PRECONCEITOS Altair Macedo Lahud Loureiro Professora pesquisadora da PGE/UNIC/MT e da PGGerontologia/UCB Conselheira de Educação do DF – CEDF; Assessora de pesquisa do NEPTI/CEAM/UnB

Escola, lugar de consideração das diferenças, de formação e mudança de atitude. Velhice, espaço de revisão e construção. Imaginário, potência organizativa Apresenta-se aqui, de forma preliminar, o processo e alguns dados obtidos, carentes ainda da análise mais aprofundada, em pesquisa em andamento; dá-se notícias da investigação, com dados já levantados no campo, em fase de organização, que relacionam, temas, fenômenos, processos e realidades considerados: a escola, no processo de formação e de mudança de atitudes, na dinâmica curricular e no ensino aprendizagem, como lugar de consideração das diferenças; a velhice nas suas idiossincrasias, fragilidades e possibilidades humanas e cidadãs, como espaço de revisão e construção; e o imaginário na sua complexidade e força organizativa. A pesquisa relaciona, com postura interdisciplinar, Educação, Gerontologia, Imaginário e Complexidade, privilegiando neste momento apenas as falas, os depoimentos, mas que privilegiará, em ação culturanalítica, o AT-9, de Yves Durand (1988), para desvendar o imaginário de um grupo formado por alunos e dirigentes de uma escola fundamental e identificar as representações imagéticas de um grupo de alunos idosos e de idosos asilados e depois entrecruzar estes olhares. Além da simples escuta, a pretensão é maffesolianamente ―escutar a relva crescer‖, transcender o que é dado e posto de forma patente, quer dizer, ir ao latente submerso, ouvir o inaudível, enxergar o invisível e perceber o imperceptível. A pesquisa situa-se no rol das investigações que, não-satisfeitas com os preconceitos, com os etnocentrismos desgastados, os estereótipos, enfim, com as seguranças apenas do discurso ―competente‖, propõem a ação instituinte na escola. Vê a escola na sua potência transformadora, no seu poder de mudar visões de mundo, de atualizar e, principalmente, de criar a construção crítica não-excludente e, assim, diminuir ou eliminar os bachelardianos ―complexos de cultura‖, notadamente com relação à velhice. Vê o homem, em qualquer idade, como um neóteno, quer dizer, que tem a condição de mudar sempre: de aprender e reaprender. A criança e o adolescente têm presente, no elenco de imagens pessoais, uma imageria que pode estar desequilibrada nas suas polaridades de natureza/pulsões internas e de

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cultura/pressões externas. Pode ser que o convívio familiar, religioso, social, escolar, cultural e as condições por vezes precárias de sobrevivência tenham pressionado o eu interior pulsante de humanidade e de solidariedade para com o diferente, no caso para com o velho, pesando, de forma não-harmônica, no ―trajeto antropológico‖, o caminho circular simbiótico de interior e exterior. Mas Seefeldt e col. (apud Néri, 1991: 51) registra – em investigação sobre as percepções de crianças sobre velhos –, ―que atitudes e estereótipos se desenvolvem precocemente e tendem a permanecer como influências relativamente estáveis‖. Pressupõe-se, então, que a visão de mundo gerada e permeada com as influências da escola, na tenra idade, desperte, aprimore ou incentive no aluno – o homem em formação – a compreensão do fenômeno da velhice e da(s) realidade(s) do velho, entendendo o ser humano velho na sua singularidade, tão digno e com direitos e deveres, como qualquer outro em qualquer idade – como na infância e na adolescência, ―fase‖ em que os alunos se encontram. Isto fará a diferença no encarar, entender e se relacionar com os seus idosos de casa, da comunidade e da sociedade em geral. Erikson (1984: 156 in Andrade, 2002) diz que ―a velhice precisa encontrar um lugar significativo na ordem social e econômica – significativa para os velhos e para os que fazem parte de todos os outros grupos de idade, começando pela infância‖. Acompanhar o olhar, descobrir o imaginário destas crianças/destes adolescentes e dos dirigentes da escola, nas suas ações e na organização, sobre a velhice, o processo do envelhecimento e a(s) realidade(s) do velho, do idoso, possibilitará, por um lado, a influência formadora da escola na elaboração ou na revisão dos seus projetos pedagógicos e na formulação ou reformulação curricular, notadamente na sua possibilidade transversal e, por outro, o possível sair do idoso da inatividade segregada e quiçá solitária, desenvolvendo ou imiscuindo-se em atividade, por ele desejada, no convívio intergeracional saudável, na interação com escolares crianças e/ou adolescentes. As vantagens serão recíprocas quando os avós se desenrugam no sorriso que resulta da estima recuperada ou ampliada na possibilidade de se sentir útil e prestigiado, ouvido e considerado, da interação com criaturinhas, que sempre lembram seus netos, em uma escola, enquanto as crianças terão ao vivo a evidência das possibilidades dos idosos, contando histórias vividas, reais ou fictícias, cantando canções folclóricas ou não, aprendidas em um passado há tempos vivido e agora revivido mas ainda desconhecido das crianças. É preciso deixar falar nestes momentos tanto os velhos como as crianças, sem a imposição da hierarquia rígida vazia do apenas respeito sem fundamento. O velho deve ser respeitado como todo ser humano, mas precisa também respeitar. Ao demonstrarem sua atenção para com as crianças, os avós, os idosos, estarão recuperando ou condicionando o resgate do respeito aparente ou realmente perdido nesta época de violência e 26

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de desprezo pelo que não é novo, pelo velho ou envelhecido; pelo que não mais entra no mosaico preconcebido de uma sociedade desamorosa do apenas lucro e produção. O que se considera é que, no caleidoscópio da vida, o velho feliz pode ainda ser produtor de felicidade e neste movimento ser considerado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE, Fátima de Jesus. Uma experiência de solidariedade entre gerações. Contributos para a formação pessoal e social dos alunos de uma escola secundária. Lisboa: Instituto de inovação educacional, Ministério de Educação, 2002. DURAND, G. As estruturas antropológicas do imaginário: introdução à arquetipologia geral. trad. Lisboa: Editorial Presença, 1989. DURAND, G. As estruturas antropológicas do imaginário: introdução à arquetipologia geral. trad. Lisboa: Editorial Presença, 1989. DURAND, Yves. L’exploration de l’imaginaire: introduction à la modélisation des univers mythiques. Paris: L‘Espace Bleu, 1988. LAHUD, Altair Macedo. Imagens da vida e da morte: vetores culturanalíticos de um grupo de idosos e pistas para a criação de um espaço cultural. Tese de Doutorado. São Paulo: FEUSP, 1993. ____. A velhice, o tempo e a morte. Brasília: EdUnB, 1998. ____. ―Os velhos, as mudanças de um novo tempo e o medo da morte: lutar, conciliar ou se acomodar?‖. Cadernos de educação. v.7, n. 1. Cuiabá/MT: UNICMT, 2003. _____. (org) O velho e o aprendiz. O imaginário em experiências com o AT-9. São Paulo: Zouk, 2004 ____.(org.) Terceira Idade: ideologia, cultura, amor e finitude. Brasília: UdUnB, 2004. MORIN, E. Le paradigme perdu la nature humaine. Paris: Seuil, 1973. NERI, Anita Liberalesso. Envelhecer num país de jovens: significados do velho e velhice segundo brasileiros não idosos. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1991. ROY, Jean Pierre. Bachelard ou le concept contre l’image. Montréal: Presses de l‘Université de Montréal, 1977.

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SAÚDE ÓSSEA E O ENVELHECIMENTO

Ana Patrícia de Paula Reumatologista doHospital Universitário de Brasília

A osteoporose é um problema de saúde pública com importantes conseqüências físicas, psicossociais e financeiras. O reconhecimento daqueles indivíduos com risco e a identificação dos pacientes com osteoporose e encaminhamento para prevenção e tratamento deve ser uma preocupação de todos, principalmente daqueles que trabalham visando à promoção da saúde. Aproximadamente 13 a 18% das mulheres norte-americanas acima dos 50 anos têm osteoporose e cerca de 50% têm osteopenia, segundo critério densitométrico da Organização Mundial de Saúde, 1990 (normal = T score ≥ −1.0; osteopenia = T score < −1.0 e > −2.5; osteoporose = T score ≤ −2.5, onde T score é o desvio padrão em relação a média da densidade mineral óssea de adultos jovens). A Sociedade Brasileira de Osteoporose, a Sociedade de Osteoporose de Brasília e a Sociedade Brasileira de Reumatologia têm como meta verificar os dados nacionais relacionados à osteoporose em nosso país. Osteoporose é definida atualmente como uma desordem esquelética caracterizada por força óssea comprometida predispondo a um aumento do risco de fratura. Força óssea primariamente reflete integração entre densidade óssea e qualidade óssea. Sendo esta uma doença silenciosa, precisamos estar atentos para identificar as pessoas com fatores de risco tais como: história familiar de fratura por osteoporose, raça branca, baixa estatura e peso, sexo feminino, menarca tardia, menopausa precoce, nuliparidade, baixa ingestão de cálcio, alta ingestão de sódio, alta ingestão de proteína animal, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo crônico, uso de medicamentos (corticóides, heparina, methotrexate, fenobarbital, fenitoína, ciclosporina, agonistas de GnRH). A história clínica e o exame físico são importantes na identificação de fatores de risco para osteoporose, e o nosso objetivo deve ser diagnosticar os pacientes antes do acontecimento da primeira fratura. Seguindo critérios da Organização mundial de Saúde o diagnóstico de osteoporose é feito de maneira quantitativa através do exame de densitometria óssea. A densidade mineral óssea representa um dos melhores determinantes da resistência óssea. A densitometria de dupla emissão com fontes de raios X (DXA) é considerada padrão-ouro para a medida de

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massa óssea, sendo um método não-invasivo que, além de fornecer o diagnóstico, permite o seguimento dos pacientes. Através da densitometria óssea mensura-se o conteúdo mineral ósseo ou a densidade mineral areal, que corresponde à quantidade mineral divida pela área óssea estudada. O exame deve ser realizado rotineiramente em coluna lombar e fêmur proximal. É importante lembrar que o nosso esqueleto constitui-se de ossos cortical (80%) e trabecular (20%), ressaltando-se que o colo femoral tem 75% de osso cortical e a coluna lombar tem 66% de osso trabecular. O Osso trabecular tem um metabolismo mais ativo que o cortical, portanto sendo este o que primeiro apresenta redução frente a um desequilíbrio no processo de remodelação óssea. A remodelação óssea é um processo contínuo de formação e reabsorção ósseas, resultante do acoplamento das funções dos osteoblastos e osteoclastos, relacionado a homeostasia de cálcio e fósforo. O remodelamento ósseo ocorre em unidades circunscritas, disseminadas por todo o esqueleto. O remodelamento de cada unidade requer um período estimado em cerca de três a quatro meses. A seqüência dos fenômenos celulares é sempre a mesma: ativação dos precursores dos osteoclastos e depois reabsorção óssea osteoclástica, seguida de formação osteoblástica do osso. A puberdade é o período crucial para a aquisição da massa óssea, após a menarca, a taxa de aumento de massa óssea é desacelerada e entre os 17 - 20 anos os ganhos são mínimos. É de fundamental importância reconhecer que maximizando o pico de massa óssea estaremos contribuindo para uma redução do risco de fraturas anos depois. Sabe-se que um aumento de 10% no pico de massa óssea pode representar uma redução de até 50% no rico de fratura após os 50 anos de idade. Existe um declínio da densidade mineral óssea com a idade e a mulher inicia uma perda rápida, logo nos primeiros anos após a menopausa (observe o gráfico abaixo). Os homens têm uma curva desviada para a direita já que a pubarca acontece um pouco mais tarde e a perda rápida ocorre mais tarde do que nas mulheres.
Pico de massa óssea
Massa Óssea

Menopausa

Sem reposição hormonal
0 10 20 30 40 50 60 70 80

Idade (anos)

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É relevante lembrar alguns dos determinantes do pico de massa: Fatores genéticos (responsáveis por 60 a 80% da variabilidade da massa óssea), nutrição adequada (cálcio, u vitamina D, proteínas e calorias adequadas), nível dos hormônios sexuais na puberdade, nível do hormônio do crescimento e exercício físico.

FRATURA

O risco de fraturas de qualquer sítio entre os homens é similar ao risco de desenvolver câncer de próstata (13%), e o risco entre as mulheres (39,7%) é maior que o risco de desenvolver câncer de mama, ovário ou endométrio. Risco de fratura em idosos associa-se a vários fatores:  Menor ingestão e absorção de cálcio (aumento de PTH);  Redução dos hormônios estimuladores da formação óssea;  Hipogonadismo;  Maior risco de queda. Menor atividade física;  Fatores genéticos – responsáveis por 60 a 80% da variabilidade da massa óssea  Geometria femoral (comprimento do eixo do quadril, largura do colo femoral)  Microarquitetura óssea alterada Fraturas Vertebrais A maioria das fraturas vertebrais é assintomática. Menos de 1/3 dos pacientes com deformidades vertebrais procuram assistência médica. Após a primeira fratura vertebral aumenta-se em 2 a 5 vezes o risco de nova fratura. Nenhum tratamento medicamentoso ou é tão eficiente quanto antes da primeira fratura. Fratura de quadril A mortalidade nos primeiros seis meses após fratura de quadril é de 18-34%, sendo maior entre os homens do que entre as mulheres. Após um ano a mortalidade é de 20%. Seis meses após o evento fratura mais de 50% dos pacientes ainda queixam-se de dor e requerem assistência para deambular e cerca de 1/3 dos pacientes perdem a independência e necessitam de cuidados familiares ou de outro cuidador permanente.

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Incidência de Fraturas Vertebrais, de Quadril e de Antebraço nas Mulheres com mais de 50 anos

Incidência anual por 1000 mulheres

Vertebral 40 30

20

Quadril Antebraço

10

50

60

70 idade(anos)

80

Tratamento  Exercício físico com ação da gravidade  Prevenção - reconhecimento das pessoas de maior risco  Prevenção de quedas  Medicamentos que:Aumentam a formação óssea Reduzem a reabsorção óssea

Nutrição e saúde óssea no idoso

Não há dúvidas de que para prevenção ou tratamento efetivo da osteoporose necessitase no mínimo de cálcio e vitamina D adequados para manter ou restaurar a saúde do esqueleto ósseo. Proteínas, fósforo, sódio também são nutrientes críticos no processo de manutenção da saúde óssea. Não podemos esquecer que deficiências nutricionais contribuem para um maior

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risco de queda por alterar a homeostasia do sistema músculo-esquelético. Lembrar que excesso de proteínas e excesso de sódio favorece a eliminação urinária de cálcio.

Cálcio  11-24 anos  1200 a 1500 mg/dia  25 - 50 anos  1000 mg/dia (51-64 com TRH)  51 (mulher sem TRH) ou > 65 anos  1500 mg/dia  A absorção de carbonato de cálcio é de 40% do total ingerido (1250 500)  Melhor ingerir 500 mg ou menos várias vezes ao dia

Vitamina D  País tropical - 15 minuto de sol/dia  Idoso - em asilo é necessário suplementar  Doses de calcifero l - 400 a 800 u/dia  Alfacalcidio l - 1 mcg/dia  Calcitrio l - 0,50 microgramas/dia

TRH  Diminui a reabsorção óssea  Previne perda de osso trabecular e cortical  Aumenta densidade óssea da coluna (5 - 6%) e quadril (2-3%)  Há comprovação sobre o efeito em redução de fraturas de quadril

Raloxifeno (modulador seletivo do receptor de estrogênio)  Redução em 49% do risco da primeira fratura vertebral após 4 anos  Redução em 34% do risco de uma fratura vertebral subseqüente em mulheres co m fratura vertebral prévia após 4 anos  Redução de uma nova fratura clínica em 68% durante o primeiro ano de tratamento

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Alendronato  Prevenção - 5 mg  Tratamento: 10 mg/ dia  70 mg/ semana  Reduz reabsorção óssea  86% dos indivíduos tratados apresentam aumento de massa óssea  Reduz taxa de fratura vertebrais, não-vertebrais e de quadril.

Risedronato  Prevenção e tratamento - 5mg/dia ou 35 semanal.  Reduz incidência de fraturas e aumenta massa óssea no primeiro ano de tratamento.  Estudos feitos com pacientes sem excluir aqueles com úlceras pépticas.  Reduz taxa de fratura vertebrais, não-vertebrais e de quadril.

Teriparatida  Teriparat ida é uma nova forma de tratamento da osteoporose severa de mulheres e ho mens  Teriparat ida aumenta a DMO em mulheres e ho mens.  Teriparat ida reduz o risco de fraturas vertebrais e não vertebrais em mulheres e ho mens com osteoporose

Considerando o acima exposto consideramos essencial prevenir: o baixo pico de massa óssea, a redução da massa óssea, o aparecimento da primeira fratura e o aparecimento de novas fraturas. Portanto sempre poderemos agir em benefício daqueles com diagnóstico de osteoporose.

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PHYSICAL ACTIVITY FOR ELDERLY PEOPLE: HEALTH PERSPECTIVE

Eino Heikkinen The Finnish Centre for Interdisciplinary Gerontology University of Jyväskylä, Finland.

Background The individual and social burden of diseases increases in parallel with the increase in human life expectancy and the proportion of elderly people in both the developing and industrialized countries. The ongoing demographic change has sometimes been called as an ―apocalyptic demography‖ referring to the mass nature of the issue which would require mass solutions (e.g. Ebrahim 2002). The increase in the proportion of people over 80 years of age presents a particular challenge. It has been estimated that in many developed countries their proportion will increase by about 40% during the first two decades of the 21 st century, and that the most rapid relative increase in life expectancy will occur in this age group. On the other hand the uncomfortable and uncompromised consequences of ageing are the increasing number of diseases, functional limitations and disabilities (E.g. Heikkinen 2003). Only about 10% of people aged 80 years are free of a clinically diagnosed disease, and various disabilities decrease the quality of life. In the industrialized European societies approximately 20% of people aged 70 years or older and 50% of people aged 85 and over report difficulties in basic activities of daily living (e.g. BURDIS report, 2004). It has been estimated that the use of social and health services increases in parallel with the increase in various disabilities. Disability increases, e.g., the risk of need for home help, hospitalization, nursing home admission and premature death. Disability prevention has become an important public health concern. Osteoporotic fractures and falls are common, interrelated conditions in elderly people. Approximately one third of community-dwelling older people fall at least once each year, multiple falls are common and the cumulative incidence of falls has led to an epidemic of osteoporotic fractures, particularly among postmenopausal women. Fractures are associated with increased mortality and healthcare costs. Significant increase in life expectancy has occurred in both developed and developing countries during the 20th century. In many developed countries the average life

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expectancy at birth is over 80 for women and over 75 years for men. In addition, among women the average life expectancy at 65 is over 20 years and in men over 15 years. It has been estimated that genetic factors determine about 25 % of the difference in the age of death; the environmental factors in different phases of life seem to be more important in modifying the differences in life expectancy. Physical activity level decreases with advancing age. There does not seem to be, however, any consensus about the definition of physical inactivity or sedentary behavior in elderly populations. People whose physical activity is limited to mainly sitting in one place or practicing only light physical activity can be regarded as sedentary people. According to our observations their proportion among people aged 75-80 years vary between 20 and 40 percent among, for example, urban populations in the Nordic countries Denmark, Finland and Sweden (NORA studies 2002). The proportions of those regarded as moderately active (moderate physical activity for about 3 hours per week) vary between 30 and 50% whereas the proportion of physically active (moderate physical activity over 4 hours per week or intense physical activity up to 4 hours per week or active sports at least 3hours per week) vary between 15 and 40%. It is obvious that at least one third of elderly populations should start practising some form of physical exercise and that an additional one third should consider increase of their physical activity. This paper aims at describing, on the basis of the current scientific literature, including our own research work, the roles of physical activity in the prevention of disability, falls and fall related fractures in old age and as a determinant of longevity.

Disability and physical activity

Research on disability in old age has identified several factors that contribute to shaping the dimensions of disabilities in old age. These factors include both non-modifiable risk factors such as age, gender and genetics and modifiable risk factors such as unhealthy behaviors, and characteristics of the environment and the degree to which it is free from, or encumbered with physical, social and cultural barriers. A part of the modifiable risk factors stem from earlier phases of life. Currently some, if limited knowledge exists on the role of genetic factors predisposing older people to functional limitation and disability (Tiainen et al. 2004). There is a marked gender difference in longevity. In European countries women often live about five years longer than men but women have a longer duration of life lived with disability. 36

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Much research has been dedicated to identifying risk factors for the onset of disability by applying the disablement model developed by Nagi (1976). The main pathway of the model consists of four components: pathology, functional impairments, functional limitations, and disability. In elderly people, pathology causes impairments (e.g. decreased muscle strength, low oxygen consumption, poor balance). Impairments predispose people fo functional limitations (e.g. poor walking speed) which may lead to disabilities (e.g. difficulties in carrying out daily activities and in mobility). In a systematic literature review Stuck et al. (1999) listed various behavioral and health factors that at on individual level contribute to the development of disability in old age. The highest strength of evidence for an increased risk in functional status decline, defined as disability or physical function limitation was found for (in alphabetical order): cognitive impairment - low level of physical activity depression - no alcohol use compared to disease burden - moderate use

increased and decreased body mass index - poor self-perceived health lower extremity functional limitation - smoking low frequency of social contacts - vision impairment

Other risk factors include elevated blood lipids and glucose, low bone density and alcohol and drug misuse. Research has also shown that certain psychological and psychosocial characteristics, such as poor self-efficacy, coping strategies and social integration predict the development of disability. Recent evidence suggests that the accumulation of deficits across multiple domains (co-impairment) may better explain the development of functional limitation than decline in a single domain. Disability can be defined as a gap between a person´s abilities and environmental requirements. Identical physical and mental conditions may results in different patterns of disability depending, for example, on the occupation, housing conditions or family structure of a person. On the other hand, a similar type of disability may arise from different types of health conditions. Women have a longer duration of life lived with disability and it has been suggested that they may suffer from ‖multiple jeopardy‖, i.e. have combinations of social and health disadvantages. Also cultural factors may produce disability. Prejudice and discrimination in different arenas of life may disable and restrict people´s activities even more than impairments and functional limitations.

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Current research suggests, however, that among other factors physical activity is associated and may counteract several individual level risk factors of old age disability.

Chronic illnesses

Current studies suggest that the health benefits of physical activity that have been observed in middle-aged persons also are likely to occur in elderly men and women. Sedentary lifestyle and aging increase a person´s risk of many chronic diseases including coronary heart disease, hypertension, stroke, cancer, certain metabolic disorders (e.g. noninsulin dependent diabetes) and osteoporosis (e.g. Spirduso 1994, Carlson et al. 1999, Christmas et al. 2000). It has been estimated that about one third of deaths from coronary heart disease, colon cancer and diabetes could be prevented if all American adults were vigorously active (Powell & Blair 1994). It has also been estimated that individuals of all ages with established osteoarthritis can benefit from exercise programs. Both aerobic and resistive exercises have resulted in diminished pain and disability scores and enhanced measures of physical function without worsening of the disease radiographically. Diseases are often associated with sarcopenia which may result from disease related nutritional deficiencies and inflammatory reactions. Sarcopenia on the other hand may lead to functional limitations and disability. The current physical activity guidelines for adults of 30 minutes of moderate intensity activity preferably all days a week is of importance for reducing health risks for a number of chronic diseases (ACSM 1998). The dose-response relationship shows that ―a moderate physical activity program is likely to give important health benefits and indicates that some activity is better thant none, and that more is better than less‖ (e.g. Bokovoy & Blair 1994).

Depression Depression is one of the most common mental health disorders in older people. The prevalence of clinically important depressive symptoms among community-dwelling older adults ranges from approximately 8 % to 16% (Blazer 2003). Depression is associated with physical illness and disability, and it is often accompanied by decreased physical activity, resulting in functional limitations and disability. On the other hand exercise may reduce depressive symptoms among older persons (0´Connor et al. 1993, Penninx et al. 1998).

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An observational study among a representative population sample aged 65-84 year at baseline showed that over the follow-up of 8 years the amount of depressive symptoms increased among sedentary people compared to their physically more active counterparts (Lampinen et al. 2000). It appears that physical activity participation rather than physical fitness per se may be related to psychological well-being in elderly people (McAuley & Rudolph 1995). There is, however, no compelling experimental evidence that exercise per se is effective in preventing or treating depression in elderly people.

Self-rated health Despite the high prevalence of clinical diagnoses in elderly people many of them evaluate their health as good. The factors underlying these evaluations include functional performance (muscle strength in particular), physical activity, severity of diseases, sensory performance (vision in particular), and cognitive performance. Decreased physical activity has emerged as the most powerful variable predicting a negative change in self-rated health (e.g. Leinonen et al. 2001). Older people´s cognitive interpretation of being physically active may impart a sense of vigor, which is considered an important aspect of health. It may be that older people are likely to emphasize attitudinal and behavioral factors in assessing their own health.

Leannes and obesity A change in body composition is one of the most apparent findings with human aging. There is a loss of muscle mass and strength (sarcopenia), and a relative increase in body fat. In the 70- to 79-year-old age group about one third has been reported to be Obese (BMI >- 27.8 for men and 27.3 for women; Kuszmarski et al. 1994). The decline in daily physical activity is clearly a major factor contributing to the current obesity epidemic affecting both developed and developing countries. The required amount of physical activity to maintain a recommended BMI values may be higher compared to the guidelines concerning chronic diseases. Although definite data are lacking, it seems likely that moderate intensity activity of approximately 45 to 60 minutes per day is required to prevent the transition to overweight or obesity (Erlichman et al. 2002b, Saris et al. 2003). The low BIM also seems to be a risk factor of disability. Both chronic diseases and lack of physical activity reduce muscle

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mass and may increase the proportion of fat tissue leading to a lower BMI which is associated with poor functional performance and increased mortality.

Functional limitation According to the model of Verbrugge and Jette (1994) functional limitation is a precursor of disability. It has been demonstrated that among non-disabled older persons living in the community, objective measures of lower-extremity function are highly predictive of subsequent disability (Guralnik et al. 1995). It has also been shown that grip strength in middle-age independently predict levels of functional independence at the follow-up 25 years later (Rantanen et al. 1999). Strength loss in elderly people is well established and has repeatedly been linked to poor performance and falls. In particular, lower extremity strength loss has been associated with increased time to rise from a chair, climb stairs, and walk, and with a decrease in the amount of walking performed per week (e.g. Chandler & Hadley 1996). Decline in muscle strength is partially reversible with exercise. The consistency of strength gain with training across elderly age groups and levels of frailty is very promising but the clinically meaningful strength change is not yet clear.

Social factors The low levels of social activity and social contacts seem to be associated with poor functional outcomes, even if correcting for potential confounding factors such as cognitive functioning (Moritz et al. 1995). It has also been observed that a greater frequency of emotional support from social networks has a favorable impact on functional outcomes (Seeman et al. 1995). Physical activity facilitates the involvement of elderly people in social activities through preventing functional limitations, which may become obstacles to social participation. In addition, physical exercise often involves group activities being thus able to maintain and create social contacts.

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Injurious falls and physical activity

Several risk factors have been identified for non-vertebral fracture, which is ultimately determined by bone strength, the risk of falling and the force of impact in the event of fall. Established risk factors for falls in older adults include lower-extremity muscle weakness, impaired balance and vision, decreased reaction time, impaired cognition, decreased body mass, and impaired mobility in general. In addition, medications, alcohol intake, inappropriate footwear, physical factors in the environment and acute situational factors have also been identified as important risk factors for falls. A review of the epidemiologic evidence on the relationships between physical activity, falls and fractures among older adults (Gregg et al. 2000) suggests that higher levels of leisure time physical activity prevent hip fractures, and that certain exercise programs may reduce risk of falls. In addition to preventing functional limitation physical activity helps maintain mobility and bone mineral density and in doing so, may prevent falls and osteoprotic fractures. It is, however, unclear whether physical activity is associated with the risk of osteoporotic fractures at sites other than the hip. Future research is also needed to identify which populations will benefit most from physical activity and to evaluate the types and amount of exercise needed for protection of falls in old people.

Longevity and physical activity

Several prospective observational studies have shown that low physical activity levels predict an increased risk of mortality among older people (E. g. Bokovoy & Blair 1994, Erlichman et al. 2002a). The highest mortality rates, both overall and from cardiovascular disease has been found in sedentary men, and on the other hand physically active elderly people have a longer life-expectancy compared to their more sedentary counterparts (Äijö et al. 2002). The differences between the sedentary and physically active elderly people remain after controlling for their status of health. It has been suggested that the effect of physical activity on survival is most important among those elderly individuals who already have disabilities such as mobility difficulties (e.g. Hirvensalo et al. 2000). It is, however, difficult to control for all the factors (health behaviors, socio-economic position, education, genetic factors, severity of diseases) which may modify or confound the relationships between physical activity and survival among elderly people. Additional research is, therefore, needed to determine the amount and 41

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quality of physical activity to be recommended as well as the characteristics of individuals who will benefit from physical activity from the point of view of an increased survival.

Concluding remarks

There now exists a wealth of data demonstrating that physical activity and exercise may ameliorate diseases, reduce depressive symptoms and delay the occurrence of functional limitations and disabilities in elderly populations. contribute to increased longevity compared to sedentary lifestyle. There are, however, both conflicting finding and gaps in our knowledge concerning the importance of physical activity amongst the various risk factors and the effectiveness of physical activity interventions aimed at maintaining health and preventing diseases and disabilities in elderly people and increasing longevity. The situation is complex and has recently rendered even more complex by observations showing that individuals of the same age, gender and ethnic group vary markedly in their physiological responses to the same dose of physical activity and that this variability is characterized by a familial aggregation of these responses, which has both genetic and environmental components (Bouchard & Rankinen 2001). There is, however, enough evidence regarding the beneficial health effects of physical activity in older people to start strengthen research activities with the aim of developing effective interventions for the prevention of physical inactivity and facilitation of physically active lifestyles. An important goal for exercise scientists and sport medicine clinicians is to discover new ways to encourage physical activity in the unfit and most sedentary elderly people. A step forward would be to consider the disablement concept in the context of the newer concept of enablement. Disabling processes are described as those that increase the needs of help of the individual and also often lead to isolation and dependency. Enabling processes, including physical activities, restore and improve function and expand access to social and physical environment. Physical activity may also

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PROGNOSIS FOR A SUCCESSFUL OLD AGE

C. Jessie Jones FACSM - Division of Kinesiology and Health Science California State University, Fullerton

“We cannot go back and make a new start, but we can start now to make a new ending”.
Introduction Chances are you‘re going to live a long life because of the advances in sanitation, public health, medical and pharmaceutical technology, and food science. However, what is your prognosis for a successful old age? First it is important to understand want is meant by the phrase ―successful old age‖. It is difficult to define because the term ―success‖ itself is quite ambiguous. The concept of successful aging dates back several decades (Baltes & Baltes, 1980; Havighurst, 1961; Palmore, 1979; Rowe & Kahn, 1987). Havighurst (1961) coined the term ―successful aging‖ referring to it as ―adding life to the years‖ and ―getting satisfaction from life‖. Palmore (1979) defined successful aging as including longevity, lack of disability, and life satisfaction. Rowe and Kahn (1987) further defined successful agers as people with better than average physiological and psychosocial characteristics in late life, and positive genes. Other experts in the field have added the following indicators of successful aging: autonomy (independence), financial and social status, sense of meaningful purpose in life, and self-actualization. Successful aging is not something that begins in later life; rather it is an accumulation of where and how we have lived our lives, experiences we have encountered, people in our lives, how we feel about ourselves, our attitudes, and choices we make regarding how we care for ourselves and manage our lives (see figure 1). In fact, people who seem to age successfully tend to be those who stay ―actively‖ involved with the many pleasures of everyday living, and have a passion for living life to the fullest.

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Genetics Culture & Gender Health & Social Services

Physical & Social Environment

Successful Aging

Lifestyle Choices & Behaviors

Socio-economic Status Life Events

Psychological Attributes

Figure 1. Predictors of Successful Aging. Adapted from the determinants of Active Ageing, Figure 8, pg19, Growing Older – Staying Well, World Health Organization (2002). While heredity contributes to the age-associated changes in the physical body, the rate of change is determined for the most part by our lifestyle behaviors (e.g., physical activity patterns, eating habits, tobacco and alcohol use, regular physical examinations, work ethic, and engagement in leisure and social activities). Research that focuses on the prevention of physical declines and health problems associated with aging is important, however far too little research has focused on better understanding the predictors of successful aging. The purpose of this paper is to discuss three prominent psychosocial theories for predicting a successful old age, Maslow‘s (1943) hierarchy of needs, Erikson‘s (1986) psychosocial stages of development, and the theory of selective optimization with compensation developed by Baltes (1990). Maslow’s Hierarchy of Needs One of the most popular theories related to successful aging is Maslow‘s hierarchy of needs (1943). He described a hierarchy of human needs in which lower level needs must be satisfied before moving to the next higher level (Maslow & Lowery, 1998). According to Maslow, the more one becomes self-actualized and transcendent, the wiser an individual becomes. Self-actualization is defined as finding self-fulfillment and realizing one‘s potential. Transcendence is defined as helping others find self-fulfillment and realize their potential. Although there is little agreement about the order of basic human needs, or wording used to describe basic needs, it is at least generally accepted that people age in a more successful way when their basic needs are fulfilled (Deci & Ryan, 2002; Ryan, 1991).

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Erikson’s Psychosocial Stages of Development One of the early theories of personality development is Erikson‘s psychosocial stages of development (Erikson, Erikson, & Kivnick, 1986). According to Dr. Eric Erikson, personality development proceeds through eight stages of development, each one characterized by some type of psychosocial ―crisis‖ which must be resolved for successful aging to occur. The last three stages (between young and late adulthood) describe positive personality development leading to successful aging as the ability to (1) form close relationships with friends and lovers, (2) be productive by raising a family or through some form of work, and (3) look back on one‘s life with pride and satisfaction.

Selective Optimization with Compensation

Baltes and Baltes (1990) provide yet another perspective on the prognosis of a successful old age in their theory of selective optimization with compensation. According to this theory, successful aging has much to do with the ability of an older adult to adapt to physical, mental, and social losses in later life. This theory focuses on three behavioral life management strategies for maintaining functional independence in later life: (1) focusing on high priority areas of life, areas that result in feelings of satisfaction and personal control, (2) optimizing personal skills and talents that a person still has that will enrich and enhance life, and (3) compensating for losses of physical and mental function by using various personal strategies and technological resources, either one‘s own or others‘, to achieve objectives. For example, one strategy might be to use a cane or walker so he or she can continue to participate in various occupational, social, and recreational activities.

Conclusion

In conclusion, successful aging is best defined through the eye of the beholder. What we do know is successful aging is dependent on the interplay of such factors as genetics, personal and social environment, lifestyle behaviors, attitudes, adaptability, social supports, and certain personality characteristics. The key then to successful aging is to integrate positive physical, social, mental, emotional, and spiritual activities into our daily lives. Everything I have learned from my research, literature reviews, and working with older adults has led me 48

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to believe that the prognosis for a successful old age lies within our ability to adapt to change in our lives, to stay connected with other people, to be positive about life, to devote ourselves to improving the welfare of others, to have faith and spirituality in our lives, and to have found a purpose to life. It also involves intelligence (e.g., ability to learn and adapt to new environments, ability to think nonverbally, knowledge of important facts in one‘s culture), cognitive capacity (e.g., central processing speed, ability to solve problems, and memory), self-efficacy (i.e., a belief in one‘s capabilities to handle situations and tasks in life), selfesteem (i.e., feelings about self), personal-control, (i.e., belief in one‘s ability to exert control over life), coping styles (e.g., how well a person adapts to transitions and handles daily hassles and crises, and resilience (i.e., ability to overcome adversity), and mental and physical stimulation. In closing, after interacting with thousands of older adults in various environments, I agree with Pelletier (1994), that perhaps the most important determinant of successful aging is in the wisdom to cultivate moral virtue, self-discipline, compassion, and a deep commitment to a spiritual purpose beyond ourselves.

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ALGUNS BONS PRINCÍPIOS A SEREM LEVADOS EM CONTA NA ATIVIDADE FÍSICA COM O IDOSO

José Francisco Silva Dias NIEATI/ CEFD/ UFSM/ RS.

Quando pretendemos iniciar um trabalho de atividades físicas com idosos, com o objetivo de realmente melhorarmos a sua performance para as questões da vida cotidiana, fazse necessário levarmos em conta alguns princípios básicos, daqueles que lá pelos idos de 1989 já colocávamos em nosso livro ―Atividades Físicas na Terceira Idade‖ editado pela editora da UFSM: A - O princípio da manutenção da atividade física – o professor quando fizer uso desse principio, deverá fazer uso de uma série de estímulos, a fim de que o praticante mantenha um ritmo de trabalho sem perder o interesse pela atividade física proposta, de forma regular. A ciência do comportamento nos diz que o mesmo é estimulado pelo reforço positivo. Portanto, quanto mais estimulado positivamente, mais motivado poderá ficar para a atividade para a qual está sendo motivado. Nesse mesmo enfoque TARGA (1983), nos diz que a motivação é um dos problemas mais delicados para o profissional, uma vez que exige ao mesmo tempo uma grande experiência, aliada a conhecimentos psicológicos, de modo a atingir os mais variados temperamentos no conjunto dos alunos. A motivação está relacionada diretamente com a personalidade do professor. É necessário despertar o entusiasmo nas pessoas estimulando-as, orientando-as e não apenas sendo um cobrador de tarefas. B - O principio da individualização na atividade física – A própria condição pessoal de cada indivíduo deve determinar o programa individual de atividades físicas. A partir de testes de avaliação física, o programa deverá ser organizado levando em conta: I – um bom alongamento; II- o controle da freqüência cardíaca; III- o exame médico é indispensável, antes de iniciar o programa; IV- não se deve realizar exercícios quando houver qualquer desconfiança de que alguma coisa não está bem. Deverá ser notado durante o programa que aqueles que estão em pior forma, na realidade, são os que irão demonstrar uma melhora mais acentuada na condição física. C - O princípio da continuidade da atividade física – A atividade física carrega um aspecto cumulativo. Diz a lei biológica que ―a função faz o órgão‖, sendo assim, a atividade 51

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física adequada irá preparando, gradativamente, o organismo para suportar estímulos cada vez mais exigentes.O essencial aqui é que seja desenvolvido o hábito da atividade física, introduzindo-se, gradualmente, pequenas modificações que resultem em um melhor condicionamento físico. D - Princípio da sobrecarga da atividade física – Aumentando-se gradativamente, a freqüência, a duração e a intensidade, pode-se dosar a atividade física. Uma maneira boa de melhorar a condição física na terceira idade é aumentar, de forma lenta e gradual, o tempo de duração dos exercícios, mantendo-se a mesma intensidade. E - Princípio da totalidade da atividade física - Segundo TARGA (1983), não basta que exercitemos a maior parte dos grupos musculares, é necessário que consigamos também exercitar o espírito do individuo de modo a que todo seu corpo vibre. Totalidade quer dizer participação geral de todos os componentes do ser, isto é, a perfeita integração nas manifestações físicas, psíquicas e espirituais. A atividade física cada vez mais se apresenta como verdadeiro seguro de vida para todas as idades, em especial para o idoso. Estar em constante movimento faz parte de nossa composição de ser que precisa sempre estar interagindo com o meio, num ir e vir, numa troca constante de energia. Isto nos mantém vivos! O exercício físico produz uma necessidade que conduz a uma finalidade ou meta, que dá margem a uma filosofia de vida, de profissão, e até mesmo de mundo. É através do movimento que se concentra tudo o que existe, o que inclui, segundo SOBRAL (1985): - satisfação; - consideração com os demais; - os grandes e pequenos valores; - a realização dos desejos mais queridos; - o efeito (bom ou mal) sobre a vida dos outros. Através dessas premissas é que podemos dimensionar a função socializadora, vitalizadora, recreadora e também reabilitadora que a prática da atividade física, caracterizada pelo fomento e implementação de exercícios físicos, pode proporcionar ao homem e, principalmente, ao homem idoso.

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MODULAÇÃO AUTONÔMICA CARDÍACA E SENSITIVIDADE BARORREFLEXA EM INDIVÍDUOS IDOSOS FISICAMENTE ATIVOS

Linda Massako Ueno Instituto do Coração (InCor), Universidade de São Paulo, Escola de Medicina, São Paulo

INTRODUÇÃO O Envelhecimento está relacionado com o declínio da modulação vagal sobre o coração e atenuação da sensibilidade barorreflexo da freqüência cardíaca. Estes fatores

acarretam a hipotensão postural, a qual tem sido associada ao aumento da taxa de mortalidade em indivíduos idosos. Estudos também têm reportado que a atenuação da sensibilidade barorreflexa está associada a um maior risco de fibrilação ventricular e a incidência de eventos cardíacos. O declínio da modulação autonômica cardíaca e sensibilidade barorreflexa são conseqüências inevitáveis do envelhecimento, que predispõe a desregulação da pressão arterial, episódios de síncopes e eventos cardíacos em indivíduos idosos. Por outro lado, poucos estudos têm investigado os efeitos da prática do exercício físico regular no envelhecimento do sistema cardiovascular e seus mecanismos compensatórios durante um estresse hemodinâmico. Neste sentido é importante investigar os efeitos de um estilo de vida fisicamente ativo, incluindo o exercício físico regular sobre o controle autonômico cardíaco em repouso assim como durante mudança ortostática nos indivíduos idosos.

OBJETIVO DO ESTUDO A proposta deste estudo foi avaliar os efeitos de um estilo de vida ativo na modulação autonômica cardíaca em repouso e na sensibilidade barorreflexa avaliada durante um estresse hipovolêmico em indivíduos idosos saudáveis.

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MÉTODO Vinte e quatro homens saudáveis da comunidade foram voluntários para participar deste estudo. A idade dos participantes era de 60-70 anos. Todos os indivíduos eram normotensos, sem histórico de síncope, doença neurológica ou doença cardiopulmonar. Este estudo foi aprovado pela Comissão Científica e de Ética da Escola de Graduação dos Estudos Humanos e Meio Ambiente. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi assinado por todos os participantes deste experimento. O grupo fisicamente ativo (FA, N = 14) constituiuse de idosos que participavam de programas de exercício físico com uma freqüência de três ou mais vezes por semana com duração de 11.2  3.9 anos de prática consecutiva. O grupo sedentário (SED, N = 10) constituiu-se de idosos que não participavam de programas de exercício físico ou aqueles que participavam de programas de exercício com uma freqüência de uma vez por semana. As modalidades de treinamento físico entre os participantes do grupo FA constituíram-se de atividades físicas predominantemente aeróbias tais como: caminhada, dança social, natação. A modulação autonômica cardíaca basal foi avaliada pela variabilidade da freqüência cardíaca no domínio do tempo [desvio padrão do intervalo R-R do ECG (DPIRR) e pelo coeficiente da variação da freqüência cardíaca (CV)]. A sensibilidade barorreflexa foi avaliada durante o Tilt Test (60°) utilizando-se a medida simultânea de freqüência cardíaca e pressão arterial sistólica batimento-a-batimento.

RESULTADOS Não houve diferença significativa na idade média (66.9  0.8 versus 65.4  1.0 anos, p > 0.05) assim como nas características físicas com relação à altura (164  1.7 versus 162.1  1.4 cm, p > 0.05), peso (61.8  1.6 versus 61.0  1.8 Kg, p > 0.05) e índice de massa corpórea (22.9  0.4 versus 23.2  0.5 Kg·m2, p > 0.05) entre os respectivos grupos FA e SED. Houve uma diferença significativa nos hábitos de atividade física no grupo FA comparado ao grupo SED com relação à freqüência semanal em programas de exercício físico (4.3  0.4 versus 0.3  0.2 dias/semana, p < 0.05), tempo por sessão em programas de exercício físico (88.3  13.6 versus 36  18.3 min/sessão, p < 0.05) e anos consecutivos de participação em programas de exercício físico (11.2  3.9 versus 0.2  0.1 anos, p < 0.05), respectivamente. Os valores de DPIRR e CV foram significativamente maiores no grupo FA comparado ao grupo SED durante a condição basal (59.5  10.4 versus 27.7  7.8 ms, p < 0.05; 5.5  0.8 versus 2.81 

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0.7 %, p < 0.05), respectivamente. A sensibilidade barorreflexa foi significativamente maior no grupo FA comparado ao grupo SED (6.4 ± 0.8 vs. 3.8 ± 0.6 msmmHg-1, p < 0.05).

CONCLUSÕES Os resultados deste estudo sugerem que a sensibilidade barorreflexa e a modulação autonômica cardíaca são bem mantidas em indivíduos idosos saudáveis, fisicamente ativos quando comparados aos seus pares sedentários. Esta melhor modulação autonômica no grupo de indivíduos idosos fisicamente ativos pode ser considerada um fator cardioprotetor, por reduzir a suscetibilidade de fibrilação ventricular, assim como uma melhor regulação da pressão arterial durante um estresse hemodinâmico.

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PRINCÍPIOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS DA DANÇA DE SALÃO PARA IDOSOS

Márcio de Moura Pereira e Marisete Peralta Safons GEPAFI – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Atividade Física para Idosos Universidade de Brasília

INTRODUÇÃO Embora as danças de salão sejam uma modalidade relativamente nova, tendo suas primeiras manifestações nos bailes das cortes do final da idade média e início do renascimento, o hábito de dançar e o prazer a ele associado acompanham a humanidade desde seus primórdios e se faz presente ao longo da história de todas as culturas. A dança é uma atividade capaz de proporcionar condicionamento físico, integração social e lazer a indivíduos idosos, além de inúmeros benefícios psicológicos (HANNA,1979; PETERS, 1994).

METODOLOGIA DE TRABALHO Objetivos

Educar adultos idosos utilizando a atividade física como meio para

promover

incrementos na saúde física e mental, no condicionamento físico e na qualidade de vida, numa perspectiva inclusiva e centrada na conquista de autonomia, paz e integração com a natureza.

Recursos  

espaço físico: piso nivelado, ventilado, protegido do sol e de mudanças bruscas na temperatura; recursos materiais: equipamento de som e seleção de ritmos capazes de proporcionar não apenas experiências e desafios fisiológicos, mas que também permitam trabalhar conteúdos cognitivos, afetivos e psicossociais;

Planejamento Com a finalidade de tornar mais objetiva a seleção dos ritmos e permitir uma margem de segurança maior na prescrição para grupos, os diversos ritmos foram classificados de

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acordo com a expectativa de intensidade e distribuídos dentro das diversas fases da aula (Tabela 1).

Tabela 1- Ritmos da dança de salão e fases da aula Fase da aula Aquecimento Zona alvo1: iniciantes Zona alvo2: Ritmo Valsa, Tango Marchas, Chamamé, Xote, Baião, Vanera, Mazurca, Pagode, Rumba, Mambo, Quadrilha, Boi-Bumbá, Carimbó, Foxtrote Salsa, Cúmbia, Samba, Xaxado, Merengue. Com algum cuidado

condicionados pode-se introduzir também: frevo, samba de gafieira e samba no pé. Volta à calma Bolero, Slow fox

Avaliação Avaliação da intensidade tanto para fins de prescrição do exercício, quanto para o acompanhamento durante a aula é feita utilizando-se a PSE - Percepção Subjetiva do Esforço (Escala CR10 de BORG, 2000).

CONCLUSÃO

Os resultados deste trabalho abrangem o complexo biopsíquico e social que constitui o indivíduo, promovendo saúde, autonomia, inclusão social e integração ao meio. Do ponto de vista físico verifica-se que os exercícios melhoram o condicionamento físico tanto do ponto de vista cardiovascular quanto muscular, incrementam a consciência corporal, aumentam a eficiência mecânica e a coordenação motora, corrigem a postura e diminuem os riscos de lesões por acidentes ou quedas (BLANKSBY & REIDY, 1988). Quanto aos efeitos psicológicos, os exercícios com música e ritmo promovem intensa descontração psíquica, combatendo o estresse ao mesmo tempo em que estimulam a criatividade e a disciplina; proporcionando ao indivíduo um contato mais íntimo com seus estados emocionais e a administração mais eficiente de suas capacidades físicas e intelectuais (PICART, 1988). Com relação ao aspecto social, normalmente as práticas são feitas em grupo, de maneira descontraída e bastante lúdica, permitindo ao indivíduo aprimorar sua noção de participação em equipes, times e trabalhos coletivos. Os exercícios procuram

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desenvolver o respeito pelos próprios ritmos e limitações, bem como pelos ritmos e limitações das pessoas ao redor (PICART, 1988). Durante a aula de dança de salão nota-se que o trabalho integrado dos diversos componentes do ser (biopsíquico e social) ajuda a despertar a consciência de que também no cosmos os diversos componentes do universo estão interligados e harmonizados numa grande rede de interações. Essa rede por vezes é associada à ecologia outras vezes à espiritualidade, mas a sensação de pertencer a essa rede é sempre descrita como uma experiência de transcendência. E isto estimula no indivíduo o sentimento de ser uma parte importante do equilíbrio social, ecológico e universal (MASLOW, 1943; HOLME, 2003; MOOKERJEE & KHANNA, 1977). Com isso se reduzem os níveis de ansiedade decorrentes da vida moderna, permitindo ao praticante tornar-se mais participante, cooperativo, integrado tanto no trabalho quanto na família e na comunidade.

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O PRAZER DE SER IDOSO

Maria Lais Mousinho Guidi Doutora em Geografia; livre-docente em Antopologia; pesquisadora do CNPq e do Nepti/Ceam/UnB

Mudanças velozes de ordem científica, tecnológica, social e ideológica exigem uma política para educação continuada durante todo o ciclo de vida. Seria enfadonho citar aqui as transformações estruturais intensas, tanto quanto a explosão demográfica ocorrida no mundo nos dois últimos séculos. O sociólogo Otávio Ianni, em entrevista ao Jornal da UNICAMP (2003) diz que... ―no fim do século XX e no começo do século XXI nós estamos metidos numa grande ruptura histórica‖. No Brasil, no início do século XX a população era de 17,4 milhões de pessoas, passando a 169,9 milhões no ano 2000. Na passagem da ―Era Industrial‖ para a ―Era da Informática‖, adveio um vertiginoso desenvolvimento da ciência, da tecnologia e também da ordem social, como uma ―revolução‖. A nosso entender, a maior revolução de todos os tempos foi a revolução social da mulher, com a invenção dos anticoncepcionais, a popular ―pílula‖, que reduziu a taxa de fecundação. Além disso, os avanços na medicina fizeram com que, entre 1940 e 2000, a esperança de vida, no Brasil, passasse de 42,7 anos para 64,7 no caso dos homens e de 47,1 anos para 72,5 no caso das mulheres. Temos, hoje no Brasil, cerca de 20 idosos para cada 100 crianças. Estes 20 homens e mulheres não constituem um povo, mas são cidadãos capazes de grandes conquistas por um mundo melhor, porque são pessoas mais experientes e mais confiantes no Brasil. Hoje, já possuímos o ESTATUTO do IDOSO – (Lei 10741/2003) e, anterior a este, a Lei 8842 de 4 de janeiro de 1994 e a regulamentação desta última, segundo o Decreto nº 1948, de 3 de julho de 1996. Estas duas Leis e o Decreto foram atos oficiais para despertar a sociedade brasileira para ações, como as ONGs que procuram melhorar a qualidade de vida de seus concidadãos, em seus novos ciclos de vida, a partir dos 60/65 anos. Neste novo período do Ciclo de Vida, denominado terceira idade, velhice, melhor idade, ou outro nome carinhoso, em vez do conceito de educação, seria mais próprio chamarmos de socialização, porque se associa educação à cultura, no sentido antropológico de educação continuada. Lahud Loureiro, A. M. – 2000, nos abriu a cabeça para a ―Antropologia 59

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do Imaginário‖ para compreendermos melhor as novas formas de organização, estruturadas na vida social e na visão do mundo. A nossa preocupação consiste em lembrar que podemos existir por mais de 100, até 200 anos (De Méis, 1998), em ―CIÊNCIA E EDUCAÇÃO – conflito humano e tecnológico" acrescenta à qualidade de vida, a felicidade de sentir, nesta luta, maior solidariedade humana. Vivemos o grande momento em que o grupo social humano aumenta, diminuindo o número de membros do núcleo familiar, ampliando os laços dos grupos de trabalho, além de eleger a comunidade, defender nosso bairro e outras formas visíveis nas múltiplas doutrinações religiosas. Pensando na situação daqueles que chamamos nossos ―irmãos‖ que aposentados da labuta profissional ou doméstica, deixam um tempo livre. Acreditamos que chegamos ao momento de educar, melhor dizer socializar, construindo a ―ESCOLA DA VIDA‖, assim denominada por funcionária do setor de saúde do MEC, ou a conhecida UNIVERSIDADE DA TERCEIRA IDADE. Seria uma educação ou socialização do denominado ―adulto maior‖, assim chamado o velho de língua espanhola. Temos o exemplo de proposta multidisciplinar de Marisete Peralta Safons, a qual parabenizo. Esta proposta abrange, além das ―atividades físicas, artísticas, culturais, formativas, etc. de caráter diversificado... e a manutenção da saúde bio-psicossocial‖. Nossos estudos e pesquisas sempre se apoiaram, na teoria e na prática, de conceitos de cultura e educação, formulados por Darcy Ribeiro (1955 e 1996) – aqui reproduzidos:

Conceito Operativo de Cultura
Conjunto e integração dos modos de fazer, pensar e sentir desenvolvidos e adotados por uma sociedade, como solução para as necessidades de vida humana associativa.
Museu do Índio – RJ 1955.

Conceito de Educação
A Educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. (Lei
nº 9.384 de 20.12.96 – Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional).

Estes dois conceitos, no sentido lato, abrangem e valorizam a criatividade para os numerosos velhos de hoje e do porvir, envolvendo-os no ritmo de vida compatível com os emergentes trabalhos e tecnologias, sejam eles científicos, artesanais ou artísticos de suas

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opções. O tempo livre da aposentadoria será mais ativo e satisfatório se o seu preenchimento corresponder a interessantes novidades para o idoso. Governos estaduais e municipais (prefeituras) assim como as universidades, pessoas esclarecidas, organizadoras das ONGs e de cursos esporádicos destinados a melhorar a qualidade de vida dos idosos, desenvolvem ações que buscam a valorização do idoso e aumentam a sua auto-estima, tornando prazerosa a terceira idade. O relacionamento no trabalho ou no estudo leva o idoso a usufruir momentos importantes, agradáveis e significativos, que evitarão a solidão considerada pelos idosos a maior queixa, como insatisfação, psicose, estresse, ansiedade, nostalgia, e outras doenças de ordem neurológica. Estes milhões de velhos brasileiros ainda não foram reconhecidos pelo Ministério de Educação - MEC, que tem estado sempre ausente na elaboração das leis, decretos e, principalmente nos estudos e reuniões para chegarmos ao ESTATUTO DO IDOSO (Lei n° 10.741, de 1º de outubro de 2003). O MEC ainda não assumiu o seu papel na gestão do ensino para a terceira idade, na didática, nos programas e nos currículos. Os cursinhos avulsos para os idosos vão se multiplicando, principalmente, com interesses financeiros ou religiosos, com professores despreparados, sem formação geriátrica e ou gerontológica. Terminamos com a máxima de MARTIN LUTHER KING (1929/1968) PRÊMIO NOBEL, pela paz e não violência, em 1964: ―Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos‖.

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A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PARA IDOSOS NO PROJETO SÊNIOR PARA A VIDA ATIVA DA USJT: UMA EXPERIÊNCIA RUMO À AUTONOMIA.

Maria Luiza de Jesus Miranda, Alessandra Galve Gerez e Marília Velardi Grupo de Estudo e Pesquisa Sênior – Universidade São Judas Tadeu – São Paulo

Um fato notório e amplamente reconhecido, tanto pela comunidade científica como pela sociedade em geral são os efeitos benéficos da prática de atividades físicas sobre a manutenção da saúde e do bem-estar, principalmente sobre a população idosa (Okuma, 2002; Miranda, 2001; Velardi, 2003). Nesse sentido, as discussões atuais em Saúde Pública sugerem que a implementação de programas educacionais, que possam esclarecer a esta população sobre os benefícios decorrentes desta prática, bem como sobre as recomendações mais apropriadas para que estes incorporem atividades físicas em suas vidas cotidianas, são de suma importância na mudança de atitudes, no sentido de construir hábitos de vida mais saudáveis (Reski apud Velardi, 2003). Por isso, as práticas educacionais adquirem um importante papel para a disseminação de informações e na construção de ações que preconizam estilos de vida saudáveis entre a população, contribuindo assim, para um envelhecimento bem-sucedido. Diante disso, foi implantado na Universidade São Judas Tadeu o Projeto Sênior para a Vida Ativa, que integra as áreas de Educação Física, Nutrição e Farmácia. É uma proposta com caráter educacional que visa, no âmbito geral, contribuir para que os idosos vivam uma velhice bem-sucedida. O núcleo do projeto é formado pelo programa de Educação Física, que tem como objetivos difundir conhecimentos conceituais e procedimentais sobre a atividade física relacionada ao processo de envelhecimento, com intuito de possibilitar a essas pessoas praticarem atividades físicas de forma autônoma como parte integrante do constante autocuidado e, ainda, obterem conhecimentos para posicionarem-se criticamente frente a outros programas oferecidos. Assumir que o Projeto Sênior é de caráter educacional faz surgir, então, questões de caráter eminentemente filosófico: qual o fim a que se destina a educação, ou seja, queremos educar para que? Qual concepção de homem e seu papel na sociedade norteiam nosso modo de ver o aluno idoso? Em que tipo de envelhecimento acreditamos? Sendo a Educação Física uma das estratégias de Educação em Saúde, o que entendemos por Saúde?

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Refletir sobre essas questões tornou-se especialmente importante, principalmente, quando Pereira (2003) nos lembra que muitas práticas de saúde requerem práticas educativas, que por sua vez, trazem em seu bojo as representações de homem e de sociedade que se quer efetivar. Isso significa, que não há processo educativo que seja neutro ou livre de ideologias, pois a partir da educação são adquiridos os valores culturais e reproduzidos ou transformados os códigos sociais de cada sociedade. Assim, essas questões tornaram-se cruciais para a escolha de uma prática educativa coerente com o desenvolvimento humano no qual acreditamos, qual seja, o compromisso com a construção da autonomia dos sujeitos. O conceito de autonomia é entendido aqui como a capacidade que o indivíduo tem para o exercício do autogoverno, construída a partir do conhecimento que o sujeito tem de si mesmo e do mundo que o rodeia. Numa ação autônoma, o indivíduo leva em conta os valores e as necessidades individuais, assim como, os valores sociais e a responsabilidade com a coletividade, numa concepção de escolha que seja consciente (Czeresnia, 2003; Farinatti, 2000; Freire, 2002a; Neri, 2001). Seguramente, poderíamos defini-la também, como a possibilidade de ―transcendência‖ do ser humano, que a partir do autoconhecimento e da tomada de consciência sobre o mundo e pela sua capacidade de transformá-lo, poderá superar o que o determina, escolhendo com responsabilidade e projetando sua própria vida, sendo esta, do ponto de vista filosófico a ―condição primeira de humanidade‖. Sendo assim, não se pode negar, então, que a possibilidade de construí-la, bem como de mantê-la, torna-se imprescindível para o alcance de uma vida satisfatória e do aumento da saúde entre os sujeitos, pois ser autônomo significa ser responsável, tanto do ponto de vista individual quanto coletivo. No contexto do envelhecimento, refletir sobre as estratégias educacionais que colaborem no desenvolvimento e manutenção da autonomia torna-se especialmente importante se pensarmos que o aumento dos anos de vida, dependendo de como forem vividos, poderá provocar a perda da autonomia que, de acordo com Teixeira (2002), se dá principalmente devido à imagem negativa do envelhecimento, associada a perdas fisiológicas, psicológicas e sociais, com impacto na saúde do idoso. É nesse contexto que, na atualidade, se estabelece a construção de uma nova forma de se compreender o fenômeno da saúde que se aproxima muito mais das noções de qualidade de vida e humanidade plena, sendo esta última determinada pelas condições gerais de existência do indivíduo. Neste sentido, discussões atuais tentam reorientar as novas práticas em Saúde Pública, girando em torno do ideário da Promoção da Saúde, que concebe a saúde a partir de um enfoque muito mais amplo se comparado ao paradigma biomédico, considerando uma 63

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gama de aspectos que, em nível macro, envolve fatores como os determinantes sociais, políticos e econômicos e, em nível micro, coloca o desenvolvimento da autonomia dos sujeitos no centro de suas discussões, reconhecendo que a perda desta constitui um fator de risco para o adoecimento (Buss, 2003; Teixeira, 2002). Assim, esta vertente congrega a combinação de apoios educacionais, que visam capacitar (empowerment) os indivíduos e comunidades com os meios adequados para cuidarem de si próprios com autonomia, com apoios ambientais, que visam a atingir ações e condições de vida que transformem a realidade e garantam saúde (Buss, 2003; Czeresnia, 2003; Pereira, 2003). Diferentemente do paradigma biomédico, que concebe a saúde como ausência de doenças e reduz suas intervenções unicamente ao domínio biológico, a Promoção da Saúde concebe a saúde pelo prisma biopsicossial e, desta forma, sugere que suas intervenções, principalmente aquelas em educação para saúde, devam estar se desenvolvendo também sobre os outros determinantes, atribuindo à população maior controle e aumento nas possibilidades de escolhas sobre os comportamentos de saúde. Entendendo que a Educação Física se insere no campo da Saúde Publica como uma das estratégias de Educação em Saúde, consideramos essas reflexões bastante pertinentes para pensar sobre a nossa prática docente, pois somente ―fazer‖ atividade física não seria o suficiente para a construção de um posicionamento autônomo e crítico diante dela. Ou seja, os idosos precisariam aprender de maneira crítica sobre o que realizam, para que pudessem adotar ou não as atividades, julgando a partir daquilo que consideram ser importante para si (Velardi, 2003). Por influência do paradigma biomédico, observamos ainda com bastante freqüência nesta área, uma tendência em reduzir as práticas educativas ao mero treinamento das capacidades físicas, desconsiderando todas as outras dimensões da existência humana, concebendo autonomia como sinônimo de independência física (Farinatti, 2002). Entendemos que este posicionamento, além de trazer uma visão dicotômica de homem, poderá reforçar os estereótipos, preconceitos e a falta de respeito às diversidades de quem não se enquadra num padrão físico determinado como bom ou normal pela ciência. Obviamente, não podemos negar que a independência física é um fator importante para o exercício da autonomia. No entanto, o que não podemos é reduzi-la somente a isso, pois assim não estaríamos considerando a possibilidade de um deficiente físico ou um idoso, por exemplo, continuar a manter o controle sobre sua vida mesmo na presença de alguma limitação física. Dessa forma, buscamos olhar o sujeito idoso na perspectiva do que ele tem 64

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para ser desenvolvido, das suas diversas potencialidades, pautados numa visão mais humanizadora, não negando suas limitações, mas reforçando o que o sujeito possui como qualidades e como potencial, levando-se em conta os desejos e as necessidades individuais. Neste caso, a autonomia passa a ser concebida não só a partir da independência física, mas como algo que envolve a reflexão, tomada de decisão e escolhas conscientes. Diante deste olhar entendemos que a Educação Física como uma das estratégias em educação para a saúde, deve proporcionar ações educativas a partir da realidade e das necessidades de quem aprende, para que os indivíduos se apropriem de maneira significativa dos conhecimentos difundidos por essa área, conhecendo e respeitando suas potencialidades e limitações, podendo praticá-la de maneira autônoma, a partir de uma escolha consciente. Reconhecendo, neste ponto, o enorme potencial que a educação apresenta para impulsionar o desenvolvimento da autonomia, as questões que se colocaram para refletir o processo educativo no Projeto Sênior foram: será qualquer educação capaz de contribuir para a construção da autonomia frente à prática de atividades físicas? Admitir que a sua construção é facilitada pelos processos de aprendizagem, nos conduziu a uma outra reflexão, como o homem aprende? Aqui, estamos diante de uma grande questão epistemológica: qual a origem do conhecimento? A teoria histórico-cultural ou sócio-interacionismo, formulada por Vigotsky para caracterizar aspectos tipicamente humanos do comportamento psicológico, como a plasticidade do cérebro, fornece subsídios para refletir sobre os processos de aprendizagem, a partir de uma perspectiva de construção do conhecimento. Explica, ainda, como os processos intelectuais podem se desenvolver durante toda vida do indivíduo, considerando que o pensamento adulto é culturalmente mediado, sendo a linguagem o principal meio de mediação. A cultura torna-se, então, parte integrante da natureza humana, uma vez que os processos psicológicos superiores se desenvolvem a partir da relação dialética que o indivíduo estabelece em seu universo social e cultural (Rego, 2001; Vigotsky e Cole, 2000). Both (2002) ressalta a importância de refletir sobre as considerações de Vigotsky no contexto da educação de idosos, pois destaca que as operações mentais são resultado de formas culturais de lidar com a realidade. Embora Vigotsky não tenha desenvolvido nenhuma teoria pedagógica, pois o seu objetivo era estudar os processos psicológicos superiores tipicamente humanos, muitas foram as contribuições deixadas por ele na área da educação, principalmente pela grande ênfase que deu aos estudos sobre a relação entre pensamento e linguagem, indicando a importância do diálogo nos processos de formação da mente humana e da internalização de novas formas 65

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culturais de comportamento. Além disso, apresentou as noções de ―zona de desenvolvimento real e proximal‖, sendo que a primeira refere-se às conquistas já efetivadas, ou seja, aquilo que o indivíduo consegue ―fazer‖ sozinho a partir de suas experiências e observações e, a segunda, às capacidades que podem ser construídas com a ajuda de outros mais experientes. Dessa forma, fica bastante clara a idéia de que a prática educativa deve ter como ponto de partida o diálogo e o universo sócio-cultural do sujeito, pois é a partir disso que ele irá atribuir significado aos novos conhecimentos, sendo o educador o mediador deste aprendizado, partindo sempre dos conhecimentos prévios em direção à construção de novos conhecimentos que conduza o educando a conquista de sua autonomia. Desta maneira, a perspectiva educacional que pode ser coerente com a busca da autonomia que procuramos estimular no Sênior é aquela que atribui ao educador a função de instaurar métodos em função de despertar no educando a curiosidade; aquela que estimula a busca constante do conhecimento, portanto não submissa e, então, por extensão, formadora do senso crítico. Aprender criticamente é, em suma, formar a autonomia. Não é um estado de apropriar-se do conhecimento do professor, mas um ato de formação e de interação da própria capacidade cognitiva do indivíduo com o meio. Assim, o professor provém o aluno dos instrumentos apenas, do ferramental para a formação crítica do aluno. Essas proposições têm como alicerce os estudos de Paulo Freire que, como educador que influenciou toda uma geração de outros tantos educadores em todo o mundo, apontou caminhos para a educação como prática da liberdade – premissa básica da construção da autonomia (Velardi, 2003). Para Freire (2002b), autonomia não se constrói sozinha, embora, por vocação ontológica o homem seja capaz de apreender as coisas do mundo. Basta ser homem para apreender e por isso não há ignorância ou sabedoria absoluta. Em todas as nossas relações, sejam elas com intenções educacionais ou não, estamos constantemente aprendendo, mas sozinho torna-se difícil captar a realidade pela sua raiz, pela sua causalidade autêntica. Para tanto, deve haver por parte de quem educa uma intenção em seu ato educacional que o leve a tais relações. Um processo de ensino-aprendizagem que a partir do diálogo crítico colabore na organização reflexiva de situações existenciais, considerando que é a partir disso que o conhecimento passa a ter significado, capaz de mexer profundamente com a maneira de ―ser‖. Neste sentido, Velardi (2003) considera que seguramente qualquer informação pode gerar aprendizagem, mas sem a intencionalidade daquele que se propõe ensinar poderá ser transformada em outro tipo de aprendizagem, diferente daquela almejada. Desta forma, tornase necessário organizar e planejar o processo educacional a partir da definição e do tipo de

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desenvolvimento que se deseja, de quais objetivos são importantes serem atingidos para que seja possível garantir o processo de desenvolvimento. Assim, em consonância com a perspectiva filosófica que embasa as ações no programa, optou-se então, por uma direção construtivista de ensino, tornando fundamental a reflexão sobre como organizar os conteúdos de Educação Física no Projeto Sênior com vistas a atingir os objetivos aos quais se propõe. Com base nisto, adotou-se a proposta de Coll e colaboradores (1998) para a organização das intenções educacionais, pois este parece apontar na direção de um ensino que considere a aprendizagem como um processo que conduza à autonomia. Embora estes autores tenham desenvolvido suas propostas curriculares refletindo a Reforma Educacional no ensino formal, podemos considerar suas reflexões bastante pertinentes na organização e ensino dos conteúdos de Educação Física do Projeto Sênior, primeiro porque suas proposições têm como base de sustentação os estudos sobre o funcionamento psicológico humano e o caráter construtivista de qualquer aprendizagem; segundo porque atualmente, cada vez mais se ampliam os espaços de ensino e aprendizagem no que se denomina de ensino não-formal, como é o caso do Projeto Sênior, trazendo também a necessidade de reflexões sobre ―o que, para que e como ensinar‖. Desta maneira, os conhecimentos são transmitidos por meio de ações pedagógicas que promovem o desenvolvimento dos conteúdos factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais, julgados necessários para favorecer as mudanças no comportamento dos indivíduos. Através de aulas teórico-práticas os idosos são estimulados à reflexão sobre sua realidade e à compreensão da atuação do processo de envelhecimento sobre os diversos sistemas do corpo bem como em que medida a atividade física pode colaborar para o estímulo desses sistemas, promovendo adaptações. Tendo como temas geradores os sistemas cardiovascular-respiratório, nervoso, articular e músculo-esquelético, são propostas atividades que estimulem cada um desses sistemas. A partir da prática das atividades os idosos são levados a refletirem sobre o que sentem ao realizar os exercícios, ao mesmo tempo em que são propostas associações entre aquilo que é feito no Projeto e a vida cotidiana. Além disso, é a partir daquilo que é experimentado que os alunos aprendem os fatos e conceitos associados a cada sistema e a realizarem os exercícios específicos. Espera-se que cada vivência encerre em si o ensino e aprendizagem de fatos, conceitos, procedimentos, valores e atitudes pertinentes à atividade física.

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Nesse contexto os alunos são também levados a refletir sobre como seriam capazes de, com base nos conhecimentos adquiridos, superarem as barreiras mais comuns para a manutenção da prática de atividades físicas. Para isso são propostas tarefas do tipo solução de problemas, em que os alunos são colocados em situações concretas para que possam criar alternativas a partir daquilo que os impediria de manterem-se ativos. Com base em suas respostas, são estabelecidas discussões em grupo que podem se transformar, futuramente, em soluções individuais ou coletivas. Ainda em consonância com a proposta de favorecer a autonomia para a atividade física, o idoso deve deixar o programa após os 12 meses para que possa se inserir em programas já disponíveis, ou procurar atuar junto à comunidade ou às autoridades no sentido de buscar soluções para a criação de novos programas ou espaços para a prática de atividades físicas das pessoas idosas. A criação de um momento final para o Projeto segue os princípios de autonomia adotados para a solidificação das intenções educacionais do Sênior, segundo os quais faz-se também necessário o enfrentamento das "situações-limite", ou seja, os obstáculos e barreiras que precisam ser vencidos ao longo de nossas vidas pessoal e social. Segundo Paulo Freire (Freire, 1993) as pessoas têm várias atitudes frente a essas situações-limite: "ou as percebem como um obstáculo que não podem transpor; ou como algo que não querem transpor; ou ainda como algo que sabem que existe e precisa ser rompido e então se empenham na sua superação" (p. 205). Para que seja possível sentirem-se apoiados nas mudanças, para que tenham auxílio na resolução de problemas concernentes a essas modificações ou mesmo para que continuem aprendendo, estabeleceu-se uma fase de transição, caracterizada por uma supervisão à distância no intuito de levantar as atitudes dos idosos frente ao desligamento do programa e, também, para complementar conhecimentos que favoreçam tomadas de decisão no que diz respeito a incluir a prática sistemática de atividades físicas em suas vidas.

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ASPECTOS FISIOLÓGICOS DA MARCHA EM PESSOAS IDOSAS: FATORES DETERMINANTES E PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO

Paulo de Tarso Veras Farinatti Professor Adjunto e Coordenador do Laboratório de Atividade Física e Promoção da Saúde da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LABSAU-UERJ).

Introdução

A presente comunicação tem por objetivo apresentar dados relativos à marcha em pessoas idosas, em duas perspectivas diferentes: na primeira, o padrão da marcha é analisado em relação a alguns de seus fatores determinantes, mais especificamente a força muscular e flexibilidade. Na segunda, a marcha é discutida no contexto da prescrição do exercício, em comparação com a corrida, partindo-se da noção de velocidade de transição caminhadacorrida. A pergunta que se fez, nesse caso, referiu-se à conveniência de prescrever-se uma ou outra atividade em idosos e jovens, analisando-se o impacto fisiológico nas duas situações. Para tanto, foram apreciadas variáveis cardiorrespiratórias associadas à intensidade relativa e fadiga imposta pelas atividades. As próximas seções descrevem ambos os estudos, resumindo seus pressupostos teóricos, aspectos metodológicos e conclusões a que se pôde chegar.

1) Amplitude e cadência do passo e componentes da aptidão muscular em idosos

Parece existir uma relação entre a manutenção da capacidade de marcha e o nível de independência funcional das pessoas idosas. Há evidências, nesse sentido, de que a marcha seja um bom – senão o melhor – indicador do risco de perda de autonomia com o envelhecimento. Mesmo a auto-apreciação do estado funcional ou a intensidade do receio de sofrer quedas parecem estar associadas à manutenção de um modelo e velocidade eficaz de marcha. Por outro lado, o processo de envelhecimento associa-se a modificações importantes no padrão da marcha: a amplitude do passo tende a diminuir e a cadência a aumentar. Além de contribuírem para limitações na autonomia funcional, as alterações da marcha em pessoas idosas tendem a aumentar o risco de quedas, cujas conseqüências podem ser graves.

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As razões para as modificações no padrão de marcha em idosos são multifatoriais – talvez por isso não estejam totalmente esclarecidas. Alguns estudos, porém, buscaram lançar luz sobre esta questão, e muitos deles colocam a aptidão muscular no centro da discussão. A fraqueza muscular e a limitação do movimento articular estariam associadas a uma fase mais ampla de apoio e passadas reduzidas durante a marcha, bem como à dificuldade de equilíbrio. Independentemente dos seus motivos, portanto, o declínio pronunciado da força nos membros inferiores associa-se a problemas funcionais sérios, dentre eles alterações desvantajosas do modelo de marcha. Da mesma forma, níveis reduzidos de flexibilidade, em várias articulações, têm sido associados a dificuldades de desempenho em muitas atividades cotidianas importantes, como a utilização de transportes públicos, subir degraus, lavar-se, vestir-se ou calçar-se, assim como a uma menor eficiência no padrão de marcha e maior incidência de quedas. No que toca aos movimentos de quadril, além de contribuírem com medidas de flexibilidade de tronco, principalmente na flexão anterior, associam-se à manutenção de padrões de marcha mais eficientes, uma vez que deles em muito depende a amplitude da passada. Uma diminuição da força dos músculos flexores do tornozelo e um aumento da resistência muscular implicariam, igualmente, em uma menor flexão dos tornozelos, contribuindo para a alteração do padrão de marcha em indivíduos idosos. O exame da literatura, contudo, revela que as relações entre os componentes da aptidão muscular, a amplitude e cadência do passo não vêm sendo investigadas de forma integrada. A marcha é uma situação funcional para a qual concorrem força e flexibilidade simultaneamente – sua descrição isolada, portanto, fornece informações importantes, mas incompletas para uma melhor compreensão da sua contribuição real para a eficiência da deambulação. Em que pese esse fato, não foram localizados estudos que analisaram os componentes da marcha e a importância relativa de força e flexibilidade, consideradas simultaneamente. Esse foi o objetivo do presente estudo, ao correlacionarem-se componentes da aptidão muscular, isolada e combinadamente, com variáveis do passo, a saber, sua cadência e amplitude. Foram observadas 25 mulheres com idades entre 60 e 86 anos (média=797 anos), fisicamente independentes e cujas condições clínicas não contra-indicassem a realização dos testes propostos. As seguintes variáveis foram estudadas: a) amplitude e cadência do passo (AMP e CAP); b) peso, estatura e altura sentada em um banco com medida padronizada (44cm); b) marcha estacionária de dois minutos (número de repetições) (RESISR); c) força máxima relativa de extensão de joelhos (carga/peso corporal) (FORCAR); e) flexibilidade de
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tornozelo e quadril (graus) (FLEXT e FLEXQ). A AMP e CAP foram comparadas com as variáveis dos componentes de aptidão muscular, por meio de técnicas de correlação simples e multivariada. Os resultados indicaram que: a) AMP e CAP associaram-se significativamente com o conjunto das variáveis de força e flexibilidade, conforme sugerido pela boa correlação canônica (rcan=0,79; p<0,05); b) A AMP teve correlação mais forte com a força máxima e endurance de força que com a flexibilidade de membros inferiores; c) a associação conjunta das variáveis dos componentes de aptidão muscular (FLEXT, FLEXQ, FORCAR e RESISR) com as do passo (AMP e CAP) foi mais forte do que as correlações identificadas para cada variável tomada isoladamente. Com base nos resultados, foi possível propor uma equação para prever a eficiência da marcha a partir dos CAM, exibida no Quadro 1. Quadro 1 – Equações para previsão da eficiência da marcha a partir de componentes da aptidão muscular EMB=7,53-0,26(FLEXQ)+0,29(FLEXT)-1,87(FORCAR)-0,05(RESISR) EMF=7(EMB)+76 onde EMB = Escore de Marcha Bruto, EMF = Escore de Marcha Final (r2=0,90; SEE=0,35; p<0,0001).

2) Estudo comparativo da transição caminhada-corrida em jovens e idosos

O valor do exercício físico na prevenção de doenças, em qualquer idade, vem sendo objeto de estudo. No que diz especificamente respeito a indivíduos idosos, além do aspecto epidemiológico, a atividade física surge como fator importante da manutenção da independência funcional. A análise de alternativas para programas de prescrição de exercícios para essa população, portanto, é importante. Para tanto, é preciso aprofundar o conhecimento sobre as respostas fisiológicas em situação de exercício, à medida que se envelhece. Estudos comparativos entre indivíduos jovens e idosos são comuns na literatura. Todavia, tendem a concentrar-se, principalmente, na capacidade para o trabalho de um e outro grupo, seja em termos de potência aeróbia máxima ou relação entre trabalho produzido e consumo de oxigênio em cargas submáximas. As evidências permitem pensar que, apesar de uma tendência à diminuição progressiva da potencia aeróbia máxima com a idade, a capacidade de realização de trabalho em cargas submáximas parece manter-se, ao menos em intensidades abaixo do limiar anaeróbio. Esta peculiaridade permite uma razoável 72

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flexibilidade no tipo e intensidade de atividades de que se pode lançar mão na elaboração de programas de exercício. Quando se tratam de opções para a prescrição do exercício, especialmente de atividades de cunho aeróbio, os dados são mais raros. Contudo há um certo consenso em que a caminhada pode mostrar-se como uma forma alternativa de treinamento, já que muitas vezes a realização de atividades com características mais vigorosas não é viável. O ato de caminhar, porém, está associado a diferentes intensidades de esforço – em determinadas situações, pode representar um estresse fisiológico até mesmo maior que o de atividades aparentemente mais intensas, como a corrida. Isso leva ao conceito de velocidade de transição entre a caminhada e a corrida (VT). A VT representa a velocidade em que o individuo, espontaneamente, passa se um deslocamento sob forma de caminhada para outro, em que corre. Estudos foram conduzidos com a finalidade de compreender melhor os mecanismos que determinam a VT. Os argumentos que justificam a mudança de padrão de deslocamento vão desde aqueles com base em relações antropométricas, até análises que sugerem diferenças de eficiência mecânica e, portanto, de dispêndio energético, em uma e outra forma de deslocamento. Contudo, não foi possível encontrar na literatura trabalhos que analisaram suas diferenças entre indivíduos jovens e idosos, tanto em relação ao momento da VT, quanto no tocante às respostas fisiológicas a ela associadas. No entanto, isso seria interessante, já que talvez haja diferenças no padrão das respostas cardiovasculares, ventilatórias e de demanda energética durante o deslocamento entre grupos jovens e idosos. Essa possibilidade é tão mais factível quando se sabe que o processo de envelhecimento é marcado por modificações desfavoráveis na capacidade funcional, com repercussões sobre o padrão e velocidade da marcha e corrida. Informações comparativas sobre a transição caminhada-corrida em jovens e idosos contribuiriam, além disso, para esclarecer dúvidas no delineamento de programas de exercícios, principalmente quando voltados para pessoas sedentárias de idade avançada. Por exemplo, caminhar seria mais aconselhado do que correr em todos os casos? O ato de caminhar implica em demanda fisiológica semelhante em idosos e jovens? Correr é uma atividade obrigatoriamente mais intensa do que caminhar, considerando-se a evolução das condições cardiorrespiratórias associadas ao envelhecimento? Muitas dessas questões permanecem sem respostas na literatura. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi observar o comportamento de variáveis cardiorrespiratórias na velocidade de transição sob diferentes formas de deslocamento (caminhada e corrida), em indivíduos jovens e idosos.

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Com esse fim, os participantes do estudo foram divididos em dois grupos, sendo o primeiro grupo composto por indivíduos com faixa etária de 23±3 anos (G1, n=10) e um segundo grupo por voluntários com faixa etária de 55±6 anos (G2, n=10). Todos os voluntários foram submetidos a uma rotina de três testes, com intervalos de no mínimo 48 horas entre eles. O primeiro teste foi realizado para a identificação da VT, além da obtenção de medidas antropométricas, o segundo teste para a determinação das respostas fisiológicas em teste retangular na VT utilizando-se a caminhada como forma de deslocamento, e no terceiro teste repetia-se o teste retangular utilizando-se a VT como intensidade de esforço, porém com os indivíduos testados se deslocando em forma de corrida. Para coleta dos dados antropométricos tanto, foi utilizada uma balança munida de um estadiômetro de metal (Filizola® Br.) e um antropômetro de metal. Os teste físicos foram feitos com auxílio de uma esteira rolante (Imbramed
®

KT-ATL, Br), além de um

cardiotacômetro para a mensuração da freqüência cardíaca (Polar ® Acurex Plus, Finlândia). Um analisador de gases (MedGraphics® VO2000, USA) foi usado para as medidas metabólicas. A eficiência mecânica (EM) foi obtida pela razão entre o equivalente calórico da carga e o produto final da diferença entre o equivalente calórico do consumo na carga e o equivalente calórico do consumo em repouso. Utilizou-se estatística descritiva em forma de média e desvio padrão, além do teste-t de student e uma ANOVA de duas entradas com teste post-hoc de Tukey (p0,05). Não houve diferenças nas intensidades referentes a VT entre os grupos, (G1 = 7,04km/h; G2 = 6,84km/h). Pode-se notar uma tendência de aumento no consumo de oxigênio em G2 quando comparados valores de caminhada e corrida (VO 2 caminhando = 21,362,03 ml/kg/min. E VO2 correndo = 25,012,65 ml/kg/min.). No deslocamento em forma de corrida, ainda em G2, observou-se um aumento significativo tanto na produção de gás carbônico (VCO2 andando = 18,732.51ml/kg/min. e VCO2 correndo = 23,183,49 ml/kg/min) como na ventilação pulmonar (VE caminhando = 43,889,08 L/min e VE correndo = 54,619,68L/min), sendo que o mesmo não foi observado no comportamento dessas variáveis para G1. Observou-se também uma tendência de queda da EM em G2 durante o teste retangular com deslocamento em forma de corrida (EM caminhando =12,931,35% e EM correndo =10,79 1,6%). Em conclusão, os dados obtidos no presente estudo sugerem uma maior intensidade de esforço para os idosos durante o deslocamento em forma de corrida em relação à caminhada em intensidade de esforço referente a VT. O mesmo não se deu para os sujeitos mais jovens.

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Esses resultados indicam a necessidade de cuidados especiais para prescrição de treinamento para uma população de idade avançada, para a qual a caminhada acelerada parece ser uma atividade menos extenuante que a corrida, mesmo quando feita de forma lenta.

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EVALUATING FUNCTIONAL ABILITY OF OLDER ADULTS

Roberta E. Rikli College of Human Development and Community Service California State University, Fullerton

Introduction The dramatic growth projections in older adult populations throughout most of the world has important implications for researchers and practitioners everywhere, particularly for those interested in addressing the high cost of disease, disability, and reduced quality of life often associated with aging. Statistics show that even in well-developed countries, one-third of the people over the age of 70 have difficulty performing one or more common everyday activities, such as walking 400 meters, climbing stairs, carrying their groceries, or doing their own house work (Older Americans 2000). Maintaining good physical ability well into the later years contributes to the quality of life for individuals and has important social and economic implications. Not only can high-functioning older adults continue to be productive in the work force and within their communities, but they also are less burden to society in terms of health care costs and social services required. An important concern in studying factors related to maintaining physical ability during aging is the availability of valid assessment tools that can measure the underlying physical parameters associated with mobility, especially measures that are easy to use in the "field" non-laboratory setting. The purpose of this paper is to address the following topics: 1) importance of fitness and fitness evaluation in older adults, 2) procedures for assessing functional fitness in older adults, and 3) interpretation and use of test results.

Importance of Fitness and Fitness Evaluation in Older Adults As people are living longer it is becoming increasing more important to ―pay attention‖ to one‘s physical condition and to take steps to prevent or delay the onset of physical frailty. Maintaining adequate strength, endurance, and agility is critical whether later life interests include engaging in active work, playing sports, climbing mountains, or simply being able to perform everyday tasks such as getting out of a chair or bathtub without

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assistance. Studies show that much of the physical frailty commonly associated with aging could be prevented if weaknesses were detected and treated before they lead to an overt loss of functional ability (Lawrence & Jette, 1996; Rikli & Jones, 1997; American College of Sports Medicine, 1998; Morey, Pieper et al., 1998). Administering fitness tests to older adults can be of benefit in several ways including: (1) evaluating the performance of individuals, (2) in program evaluation, and (3) in conducting research. Individual evaluation. Assessing the fitness level of older individuals can help them see how they compare to others in their age group and can help identify weaknesses and plan appropriate activity or therapeutic interventions. By assessing physical performance on multiple occasions, it is possible to determine how a person‘s condition is changing over time. Also, because most people are inherently curious about their own ability level and how it compares to their peers, fitness evaluation can be a very motivating experience. Upon

receiving their test results, people often are motivated to begin working towards improving their personal performance. Program evaluation. Whether in a worksite, clinical, research, or recreational setting, health/wellness program leaders increasingly are being asked to provide ―outcome measures‖ to document the effectiveness of their programs. Evidence showing changes in the physical performance of older adults can provide important evidence of a program‘s success. Research. A fitness test developed and validated for older adults can provide

important data for research studies on physical performance variables in later years. Fitness tests for seniors can provide baseline scores for longitudinal studies, posttest measures for evaluating intervention effects, and accurate measures for correlational analysis in crosssectional studies. However, a limitation in the use of fitness testing in the older adult population has been the lack of appropriate tests. To date, most physical performance tests have been developed for younger people and are not appropriate for older individuals without adaptations in testing protocols. In response to the need for a more appropriate battery of fitness tests for older adults, we initiated (at the LifeSpan Wellness Clinic at California State University, Fullerton) a series of studies to develop, validate, and norm a new fitness test battery especially for men and women over the age of 60.

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Procedures for Assessing Functional Fitness in Older Adults

To evaluate the fitness of older adults it is important to use a simple battery of tests that can be administered in the field (non laboratory) setting. At our university we saw a need for such a test and spent several years developing a suitable test battery with test items that represent relevant functional fitness components--that is, test items that could assess the key physiological parameters needed for performing common everyday activities in later years. The functional fitness framework presented in Figure 1 illustrates the relationship between activity goals, functional behaviors, and physical performance parameters. The common activities in the far right column (shopping/errands, occupational activities, housework, etc.) require the ability to perform the functions in column two (walking, stair climbing, lifting/reaching, etc.). The functional behaviors in column two require adequate reserve in the physical parameters listed in column one -- strength, endurance, flexibility, and agility/balance, as well as a manageable body weight. Functional fitness, then (the type of fitness that becomes increasingly important in later years), is defined as the capacity to perform normal everyday activities safely and independently without undue fatigue (Rikli & Jones, 1999a). Figure 1: relationship between activity goals, functional behaviors, and physical performance parameters
PHYSICAL PARAMETERS FUNCTIONS ACTIVITY GOALS

Muscle strength/ endurance Aerobic endurance Flexibility Motor ability speed/agility balance Body composition

Walking Stair climbing Standing up from chair Lifting/reaching Bending/kneeling

Personal care Shopping/ errands Housework Occupational work Gardening

Jogging/Running Sports/traveling

Physical impairment

Functional limitation

Reduced ability/ Disability

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In addition to the selection of functionally-relevant test items, other criteria utilized in the development of the fitness test battery, now published as the Senior Fitness Test (Rikli & Jones, 2001) were as follows: • Tests must be reliable and valid. Each test item should have supporting data

documenting its reliability and validity based on studies involving older adults. Few tests that have been developed and validated for young people are appropriate for older people without some adaptation in testing protocols. • Tests must be able to assess wide ranges of ability levels. Because physical

performance of older adults tends to be more variable than that of younger people, it is important that test protocols be capable of assessing people with a wide range of ability levels--from the borderline frail to the highly fit. • The test protocols should provide continuous-scale scoring so that significant changes can be detected in physical ability level. Although dichotomous or ordinal measures (such as those with "yes/no" or "high, medium, or low" scoring systems) can be effective for use in screening to identify broad categories of functional ability, they typically are not sufficiently sensitive to detect the gradual changes that occur as a result of research interventions or changes occurring during normal aging. • Tests should be safe to perform, for most older adults, without medical release. Regardless of the purpose of the assessment (for research, for screening, or for program planning and evaluation), participation will be greatly reduced if people are required to obtain physician approval prior to testing. Tests that require moderate, sub maximal physical

exertion generally are more functionally relevant for older adults, and are safer than are tests that require maximal effort. • Tests should be easy to administer in the "field" non-laboratory setting. Because most physical assessment of older adults, whether for research purposes, individual evaluation, or program evaluation takes place in clinical, worksite, community, or home settings, it is important to have tests that require minimal equipment, time, space, and cost. Rarely is it feasible to bring large groups of older adults into a laboratory setting for assessment. • Tests should have accompanying performance standards. Normative and/or

criterion-referenced standards improves the usefulness and interpretability of test scores. Normative standards make it possible to compare scores of individuals with others of their same age and gender. Criterion-referenced standards can provide important threshold values

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or 'reference points' for evaluating a person's performance relative to some performance goal such as maintaining the ability to perform common everyday activities in later years. Figure 2 provides an overview of each of the Senior Fitness Test items, along with its purpose and a brief description of the test protocol. A full report of the test development and validation procedures has been published elsewhere (Rikli & Jones, 1999a; 1999b; Rikli & Jones, 2001), along with accompanying performance tables and charts. The test items were designed to assess lower body strength, upper body strength, aerobic endurance, lower body flexibility, upper body flexibility, and agility and dynamic balance. The Senior Fitness Test Items—Brief Overview

30-Second Chair Stand Purpose: To assess lower body strength, needed for numerous tasks such as climbing stairs, walking and getting out of a chair, tub, or car. Also reduces the chance of falling.

Description: Number of full stands that Can be completed in 30 seconds with arms folded across chest.

Arm Curl Purpose: To assess upper body strength, needed for performing household and other activities involving lifting and carrying things such as groceries, suitcases, and grandchildren. Number of bicep curls that can be competed in 30 seconds holding a hand weight of 5 lbs (2.27 kg) for women; 8 lbs (3.63 kg) for men.

Description:

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6-Minute Walk Purpose: To assess aerobic endurance—important for walking distances, stair climbing, shopping, sightseeing while on vacation, etc. Description: Number of yards/meters that Can be walked in 6 minutes around a 50-yard (45.7 meter) course (5 yds = 4.57 meters.) 2-Minute Step Test Purpose: Alternate aerobic endurance test, for use when space limitations or weather prohibits giving the 6minute walk test. Number of full steps completed in 2 minutes, raising each knee to a point midway between the patella (kneecap) and iliac crest (top hip bone). Score is number of times right knee reaches the required height.

Description:

Chair Sit-and-Reach Purpose: To assess lower body flexibility, which is important for good posture, for normal gait patterns, and for various mobility tasks such as getting in and out of a bathtub or car. From a sitting position at front of chair, with leg extended and hands reaching toward toes, the number of inches (cm) (+ or -) between extended fingers and tip of toe.

Description:

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Back Scratch Purpose: To assess upper body (shoulder) flexibility, which is important in tasks such as combing one‘s hair, putting on overhead garments, and reaching for a seat belt With one hand reaching over the shoulder and one up the middle of the back, the number of inches (cm) between extended middle fingers (+ or -).

Description:

8-Foot Up-and-Go Purpose: To assess agility/dynamic balance, important in tasks that require quick maneuvering such as getting off a bus in time, or getting up to attend to something in the kitchen, to go to the bathroom, or to answer the phone.

Description: Number of seconds required to get up from a seated position, walk 8 feet (2.44 m), turn, and return to seated position. Figure 2. A brief overview of the Senior Fitness Test items. Adapted by permission from R. E. Rikli and C. J. Jones, 2001, Senior Fitness Test Manual, Champaign, IL: Human Kinetics. 1-800-747-4457. (Web site: www.humankinetics.com)

Interpretation and Use of Test Results As a aid in interpreting test results, percentile norms were developed for the Senior Fitness Test based on a study of over 7,000 men and women, ages 60-94. The normative data were collected at 267 different test sites in 21 different states within the United States. All participants were independent-living volunteers who were 89% white and 11% non-white. 82

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Prior to testing, all participants engaged in 8-10 minutes of warm-up exercises and were given the following standardized instructions: "Do the best you can on each test item but never push yourself to a point of overexertion or beyond what your think is safe for you." Only the participants who had one of the following conditions were required to obtain medical release prior to testing: (1) had previously been told by their physician not to exercise because of a medical condition, (2) had experienced congestive heart failure, (3) reported experiencing chest pain, dizziness, or exertional angina during exercise, or (4) had uncontrolled high blood pressure (greater than 160/100). The results of the normative study produced four types of information: (1) percentile norms for men and women in 5-year age groups on each of the test items, (2) graphs showing the pattern and rate of physical decline over the 30-year period for men and women separately on each test item, (3) graphs indicating the pattern and rate of physical decline over the 30year period for physically active older people compared to those who reported less active lifestyles, and (4) charts showing the threshold or "reference" scores associated with having low functional ability. Although a complete discussion of the normative scores and other findings is beyond the scope of this article (see Rikli & Jones, 2001 for additional details), Table 1 does contain a summary of the normal range of scores of the participants ages 60-94. The 'normal range' is defined as the middle 50 percent of the population tested for each age group, with the lower limits being equivalent to the 25th percentile rank and the upper limits equivalent with the 75th percentile rank within each 5-year age group. Table 1.0 – Normal range of scores on the SFT with ―normal‖ defined as the middle 50% of the population. Those scoring above this range would be considered 'above normal' for their age and those below the range as 'below normal'. Adapted by permission from R. E. Rikli and C. J. Jones, 2001, Senior Fitness Test Manual. Champaign, IL: Human Kinetics. 1-800-7474457. www.humankinetics.com Normal Range of Scores Age 60-64 Group Chair stand (no. of
stands)

65-69

70-74

75-79

80-84

85-89

90-94

Women Men Women

12 - 17 14 - 19 13 - 19

11 - 16 12 - 18 12 - 18

10 - 15 12 - 17 12 - 17

10 - 15 11 - 17 11 - 17

9 - 14 10 - 15 10 - 16

8 - 13 8 - 14 10 - 15

4 - 11 7 - 12 8 - 13

Arm curl (no. of reps)

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Men

16 - 22

15 - 21

14 - 21 439 562 498 622 -

13 - 19 393 535 430 585 -

13 - 19 352 494 407 553 -

11 -17 311 466 348 521 -

10 - 14 251 402 279 457 -

6-min step (no. of meters walked) 457 Women 498 - 604 581 512 Men 578 - 672 640 2-min step (no. of steps) Women 75 - 107 73 - 107 Men Women Men Women 87 - 115 -1 - +13 -6 - +10 -8 - +4 86 - 116 -1 - +11 -8 - +8 -9 - +4 -19 - -3 Chair sit/reach (cm)

68 - 101 80 - 110 -3 - +10 -9 - +6 -10 - +3 -20 - -3

68 - 100 73 - 109 -4 - +9 -10 - +5 -13 - +1 -23 - -5

60 - 91 71 - 103 -5 - +8 -14 - +4 -14 - 0 -24 - -5

55 - 85 59 - 91 -6 - +6 -14 - +1 -18 - -3 -25 - -8

44 - 72 52 - 86 -11 - +3 -17 - +1 -20 - -3 -27- -10

Back scratch (cm) Men -17 - 0 8-ft up-and-go (seconds) Women Men 6.0 - 4.4 5.6 - 3.8

6.4 - 4.8 5.7 - 4.3

7.1 - 4.9 6.0 - 4.2

7.4 - 5.2 7.2 - 4.6

8.7 - 5.7 7.6 - 5.2

9.6 - 6.2 8.9 - 5.3

11.5 7.3 10.0 6.2

-

Other findings from the study indicated that the typical amount of decline in most physical performance parameters was about 1 to 1 1/2% per year, or 10-15% per decade for both men and women. Interestingly, the patterns of declines observed in the SFT "field test" data is similar to that of previously published data based on laboratory studies, thus, adding further support for these test items as reasonably valid measures of physical ability in later years. In the SFT data, for example, lower body strength (as measured by the chair stand test) declined by just over 40% over the three decades--from the early 60s to the early 90s (Rikli & Jones 1999b), changes which are similar to the 15% per decade declines that have been reported elsewhere (Vandervoort, 1992; White, 1995; Shephard, 1997; American College of Sports Medicine, 1998). Also, the 30-40% declines in aerobic endurance as measured by the SFT 6-minute walk and the 2-minute step tests is similar to the average 1% per year or 5-15% per decade declines reported in laboratory-measured maximal oxygen uptake (Frontera & Evans, 1986; Spirduso, 1995; Shephard, 1997; American College of Sports Medicine 1998). Data from the SFT study also showed that people who maintained physically active lifestyles (something equivalent to 30 minutes of brisk walking at least 3 times per week)

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scored significantly higher on all test items within all age groups than did people who were less active. In fact, the data suggest that at least 50 percent of the usual declines in physical performance that are observed during aging could be prevented by regular participation in moderate physical activity (Rikli & Jones, 2001). Again, these statistics are in line with those from other studies suggesting that physical exercise can help reduce physical declines during aging by half and can delay age-related functional losses by as much as 10 to 20 years (Lacroix, Guralnik et al., 1993; Stewart, Hays et al., 1994; Seeman, Berkman et al., 1995; Chandler & Hadley, 1996; Morey, Pieper et al., 1998). Finally, the data from the Senior Fitness Study also provided information on fitness scores of people who were highly functional versus those who, through self-report, indicated that they were having difficulty performing many normal everyday activities such as walking 1/2 mile (800 meters), lifting and carrying 10 pounds (4.5 kg), or doing their own house work. These data provided a type of "threshold score" or "reference point" for identifying fitness scores that may indicate being "at risk" for losing functional mobility. Although further research is needed to validate these reference scores, we believe that they provide an important initial attempt at identifying criterion-referenced performance standards for functional ability in older adults. Additional details, along with performance charts showing the threshold cut-points can be found in Rikli and Jones (2001).

Summary Although physical fitness traditionally has been mainly a concern of younger people, it is becoming increasing clear that it is equally important for older adults. Adequate physical ability (e.g., strength, endurance, and agility) is needed to perform the common everyday activities required to remain active in the workplace and within the community. A past limitation in studying variables related to physical ability and aging was the lack of appropriate assessment tools for older adults, particularly tests that could be used in the "field" (non-laboratory) setting. Based on this need, a new functional fitness test (The Senior Fitness Test) has been developed and validated for use with adults over 60. The

accompanying performance standards (based on data collected on 7,000 Americans) make it possible to evaluate physical performance of older adults compared to other people of their same age and gender.

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Recommendation For the Senior Fitness Test to be of maximum benefit in evaluating older adults in countries outside of the United States, it is recommended that normative data be collected on populations of older adults where the test is going to be used. Such data would provide a more relevant frame of reference for interpreting scores of people from other countries and would make it possible to evaluate and compare aging patterns across different international cultures.

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TREINAMENTO DE FORÇA E ENVELHECIMENTO

Sandor Balsamo Companhia Atlética

Após a segunda guerra mundial aparece uma das primeiras metodologias de progressão do treinamento de força (TF) com finalidade de reabilitação em militares. DeLorme e Waltkins em 1948 estabeleceram a ―famosa‖ série de três séries de dez repetições. A proposta surgiu na tentativa de aumentar a intensidade do treinamento sendo que a primeira série era de 50% de 10RM, na segunda série treinar a 75% de 10RM e a terceira e última série com 100% de 10RM (ACSM, 2002). O TF teve aumento da popularidade nos anos setenta, porém sempre foi prescrito, especificamente, para atletas do sexo masculino. Associava-se este tipo de exercício com a imagem de atletas de fisiculturismo. Entretanto, pesquisas científicas têm demonstrado que a musculação tem sido também indicada para melhorar as respostas à sobrecarga de glicose e a sensibilidade dos receptores de insulina (Pollock & Evans, 1998), para aumentar a taxa metabólica basal (Wilmore & Costill, 1999; Mazzeo e colaboradores, 1998), para reduzir a incidência de doenças cardiovasculares (Pollock & Evans, 1998) e a pressão arterial (Wescott & Baechle, 2001), para aumentar a força muscular (Fleck & Kraemer, 1999; Mazzeo e colaboradores, 1998) e para atenuar a sarcopenia (Matsudo, 2001; Fiatarore-Singh, 1998). Além disso, é prescrita em fases da reabilitação cardíaca (Pollock & Wilmore, 1993). O estudo clássico de Fronteira e colaboradores (1988) demonstrou quantativamente a dimensão da melhora da força muscular em idosos. A musculatura extensora do joelho após 12 semanas melhorou 117% e a musculatura flexora do joelho melhorou 227%. Havendo também uma hipertrofia de 33% nas fibras tipo I e 27% nas fibras tipo II. Este estudo demonstra a importância de minimizar fisiologicamente a perda de força músculo esquelético causada pelo envelhecimento que poder ser de 10% ao ano após os 35 anos de idade e a atrofia predominante das fibras do tipo II de contração rápida (Aniansson e colaboradores, 1980). Estudos de Spirduso (1980) demonstram que as variáveis da força muscular que são mais estáveis são: a) força dos músculos envolvidos nas atividades diárias; b) a força isométrica; c) as contrações excêntricas; d) as contrações de velocidade lenta; e) as contrações

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repetidas de baixa intensidade; f) a força de articulação de pequenos ângulos; g) a força muscular no sexo masculino. No outro lado, sofrem maior declínio com a idade: a) a força muscular dos músculos de atividades especializadas; b) a força dinâmica; c) as contrações concêntricas; d) as contrações de velocidade rápida; e) a produção de potência; f) a força de articulação de grandes ângulos; g) a força muscular no sexo feminino. A redução da massa muscular e da força muscular que ocorre com o envelhecimento representa o resultado combinado de processos neuromotores progressivos e de uma redução no nível diário de sobrecarga muscular (Lexel, 1988). Devido à redução do nível de atividade física diária total a perda de massa óssea decorrente do envelhecimento pode ser influenciado pela redução da massa muscular – sarcopenia (Lexel, 1997). Esta redução pode ser em torno de 40 a 50 % na massa muscular entre os 25 aos 80 anos de idade, sendo que esta perda afeta principalmente os membros inferiores e especialmente as fibras tipo II (Lexel, 1997). Rossi e Sader (2002) afirmam que a musculatura esquelética do velho produz menos força e desenvolve suas funções mecânicas com ―lentidão‖, uma vez que diminui a excitabilidade do músculo e da junção mioneural. Porém, as alterações das fibras do tipo I e II não se traduzem em enfermidade muscular incapacitante. Existem evidências recentes de que a atividade física pode reduzir os riscos de fratura de quadril. As pesquisas mostram que a sua prática regular pode reduzir a incidência de quedas entre 20 e 40%, sugerindo ser esta mais uma razão para que as pessoas idosas mantenham-se ativas fisicamente (Gregg, 2000) A diminuição da força muscular, particularmente dos membros inferiores relacionamse com o declínio do equilíbrio, com a qualidade da marcha e com um maior risco de quedas, e, conseqüentemente maior risco de fraturas facilitadas pela desmineralização óssea típica do idoso (Hart, 1985). Outro benefício em relação ao TF observa-se em relação à densidade mineral óssea. Dinàc e colaboradores (1996), verificaram que os levantadores de peso apresentam uma densidade óssea cerca de 40% maior que a de um grupo controle de sedentários. Além disso, os autores colocam que os exercícios com pesos constituem o mais eficiente estímulo conhecido para o aumento da massa óssea. O posicionamento oficial do ACSM de 1998 e o mais recente de 2002 reforça a importância do TF e ressalta que sua prática regular desenvolve e mantém a estrutura muscular e óssea. Além disso, a recomendação do ACSM (2002; 1998) em relação à sua prática é que sejam feitos de 8 a 10 tipos de exercícios a uma intensidade de 60 a 80 % de uma

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repetição máxima (1RM), de 8 a 12 repetições por exercício e uma regularidade de duas a três vezes por semana. A prática de atividade física regular e sistemática aumenta ou mantém a aptidão física da população idosa e tem o potencial de melhorar o bem-estar funcional e, conseqüentemente, diminuir a taxa de morbidade e de mortalidade entre essa população (Okuma, 1998), sendo que o treinamento de força (TF) é o meio mais eficaz de aumentar a força e melhorar a condição funcional nos idoso (Fleck & Kramer, 1998). Verifica-se, portanto, que considerando o processo natural do envelhecimento no organismo humano, as atividades físicas, principalmente o TF, contribuem sobremaneira para a manutenção de uma vida saudável e com qualidade de vida considerável.

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ENVELHECIMENTO, ATIVIDADE FÍSICA & SAÚDE

Sandra Mahecha Matsudo

INTRODUÇÃO

Devido a que grande parte das evidências epidemiológicas sustenta um efeito positivo de um estilo de vida ativo e/ou do envolvimento dos indivíduos em programas de atividade física e exercício na prevenção e minimização dos efeitos deletérios do envelhecimento (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, 1998), os cientistas enfatizam cada vez mais a necessidade de que a atividade física seja parte fundamental dos programas mundiais de promoção da saúde. Não se pode pensar hoje em dia em ―prevenir‖ ou minimizar os efeitos do envelhecimento sem que além das medidas gerais de saúde se inclua a atividade física. Esta preocupação tem sido discutida não somente nos chamados países desenvolvidos ou do primeiro mundo como também nos países em desenvolvimento como é o caso do Brasil. O Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul tem dedicado atenção especial nos 26 anos de atividades ao estudo da relação entre envelhecimento, atividade física e aptidão física, 81% das pesquisas nesta área têm sido feitas na última década. Dando continuidade a esses estudos científicos dos últimos 15 anos do nosso Centro e pela pouca disponibilidade de dados longitudinais surgiu em 1997 a idéia de iniciar um projeto longitudinal para analisar o efeito do processo de envelhecimento na aptidão física, nível de atividade física e capacidade funcional. Surgiu assim o Projeto Longitudinal de Aptidão Física e Envelhecimento de São Caetano do Sul que inclui a avaliação de variáveis antropométricas e neuromotoras da aptidão física, avaliação da capacidade funcional, mensuração do nível de atividade física, avaliação de variáveis psicológicas (auto-imagem, perfil de estado de humor, depressão) e avaliação da ingestão alimentar (MATSUDO 2000a; 2000b, 2000c; 2001a, 2001b; 2002).

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Efeitos do Envelhecimento - Nível Antropométrico Uma das mais evidentes alterações que acontecem com o aumento da idade cronológica é a mudança nas dimensões corporais. Com o processo de envelhecimento existem mudanças principalmente na estatura, no peso e na composição corporal. Apesar do alto componente genético no peso e na estatura dos indivíduos, outros fatores como a dieta, a atividade física, fatores psico-sociais e doenças, dentre outros, estão envolvidos nas alterações destes dois componentes durante o envelhecimento. Existe uma diminuição da estatura com o passar dos anos por causa da compressão vertebral, o estreitamento dos discos e a cifose (FIATARONE-SINGH, 1998a). Este processo parece ser mais rápido nas mulheres do que nos homens devido especialmente à maior prevalência de osteoporose após a menopausa. Embora a maioria dos dados provenha de estudos transversais e não longitudinais, outra alteração da estrutura corporal é o incremento do peso corporal que geralmente começa em torno dos 45 a 50 anos, se estabilizando aos 70 anos, quando começa a declinar até os 80. A perda de peso é um fenômeno multifatorial que envolve mudanças nos neurotransmissores e fatores hormonais que controlam a fome e a saciedade, a dependência funcional nas atividades da vida diária relacionadas com a nutrição, o uso excessivo de medicamentos, a depressão e o isolamento, o estresse financeiro, as alterações na dentição, o alcoolismo, o sedentarismo extremo, a atrofia muscular e o catabolismo associado a doenças agudas e a certas doenças crônicas. Com estas mudanças no peso e na estatura o índice de massa corporal (IMC) também se modifica com o transcorrer dos anos. De acordo com dados da população americana os homens atingem seu máximo valor de IMC entre os 45 e 49 anos apresentando em seguida um ligeiro declínio. Por outro lado, as mulheres somente atingem o pico entre os 60 e 70 anos o que significa que elas continuam aumentando seu peso em relação à estatura por 20 anos mais, depois dos homens terem estabilizado o seu valor (SPIRDUSO, 1995). A importância do IMC no processo de envelhecimento se deve a que valores acima da normalidade (26-27) estão relacionados com incremento da mortalidade por doenças cardiovasculares e diabetes, enquanto que índices abaixo desses valores, com aumento da mortalidade por câncer, doenças respiratórias e infecciosas. Além deste aumento da mortalidade, FIATARONE-SINGH (1998) cita também a maior prevalência em idosos obesos de osteoartrite do joelho, apnéia do sono, hipertensão, intolerância à glicose, diabetes, acidente vascular cerebral, baixa auto-estima, intolerância ao exercício, alteração da mobilidade e níveis elevados de dependência funcional. Da mesma forma a autora coloca que o peso abaixo do ideal está associado com depressão,

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úlceras, fratura do quadril, disfunção imune, aumento da susceptibilidade de doenças infecciosas, prolongado período de recuperação de doenças e hospitalizações, exacerbação de doenças crônicas e alteração na capacidade funcional. Mas talvez um dos fenômenos da dimensão corporal mais estudados associados com o aumento da idade cronológica são as alterações na composição corporal, especialmente a diminuição na massa livre de gordura, o incremento da gordura corporal e a diminuição da densidade óssea. O ganho no peso corporal e o acúmulo da gordura corporal parecem resultar de um padrão programado geneticamente, de mudanças na dieta e no nível de atividade física relacionados com a idade ou a uma interação entre estes fatores. Embora a taxa metabólica de repouso diminua aproximadamente 10% por década, essas alterações metabólicas per se não explicam o aumento da gordura com a idade. Dentre as alterações antropométricas, o aumento da gordura nas primeiras décadas do envelhecimento e a perda de gordura nas décadas mais tardias da vida parece ser o padrão mais provável de comportamento da adiposidade corporal com o processo de envelhecimento. Tal fato aconteceria por causa das diferenças nas técnicas de mensuração da gordura, o desenho experimental das pesquisas (transversais e longitudinais) e os métodos de amostragem como analisado nas amplas revisões realizadas por GOING et al., (1995) e FIATARONE-SINGH (1998). Segundo os autores o padrão de aumento da gordura seguido por um decréscimo provém dos estudos com medidas antropométricas e apesar das limitações metodológicas este comportamento pode estar sugerindo uma substituição da gordura subcutânea para a gordura visceral e uma maior sobrevivência dos mais magros nos idosos mais velhos. A distribuição da gordura também foi analisada pelos autores citados anteriormente. A partir dos dados analisados pelos autores parece existir uma redistribuição da gordura corporal dos membros para o tronco com o avanço da idade, ou seja, parece tornar-se mais centralizada. Mas além deste fenômeno os autores descrevem também que existe um aumento da gordura da região superior do corpo em relação à inferior quando determinado pelas circunferências da cintura e do quadril, embora estas sejam medidas limitadas e indiretas da distribuição da gordura na parte superior do corpo. As análises das tomografias computadorizadas descritas por FIATARONE-SINGH (1998) revelam depósito de gordura intramuscular nos membros inferiores de idosos asilados e um aumento da gordura visceral na região abdominal com o envelhecimento. Dados similares têm sido também encontrados por BEMBEN et al. (1995) em um estudo transversal com homens de 20 a 79 anos, em que a gordura corporal subcutânea nos membros foi similar em todas as faixas etárias, mas a

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gordura do tronco, especialmente a abdominal, aumentou significativamente com o avanço da idade.

Efeitos da Atividade Física na Composição Corporal

Uma das revisões mais completas nos aspectos antropométricos do envelhecimento e sua relação com a atividade física foi a realizada por FIATARONE-SINGH (1998a), que assinalou que a maioria dos estudos transversais sugere que a atividade física tem um papel de modificação das alterações do peso e composição corporal relacionadas à idade. De acordo com a análise da autora, os sujeitos que se classificam como mais ativos têm menor peso corporal, índice de massa corporal, porcentagem de gordura corporal e relação cintura/quadril do que os indivíduos da mesma idade sedentários. É interessante o posicionamento da autora em relação ao acúmulo e distribuição da gordura corporal, em que considera que a modificação dessas variáveis que acontece com incrementos generalizados da atividade física (como caminhada) pode ser explicada por alterações no balanço energético durante muitos anos, ao contrário do que acontece com a massa muscular que requer adaptações mais específicas obtidas com atividades de alta resistência. De acordo com os dados apresentados por FIATARONE-SINGH (1998a), a maioria das revisões e meta-análises apresenta poucas evidências de que o exercício isoladamente contribua para modificar significativamente o peso e a composição corporal em idosos normais. Da mesma forma, nos idosos obesos faltam estudos metodologicamente adequados que permitam concluir que o exercício aeróbico sem restrição dietética pode reduzir significativamente o peso corporal, a porcentagem de gordura corporal, a adiposidade central ou o perfil de lipídeos. No entanto, algumas das evidências apresentadas por HURLEY e HAGBERG (1998) mostram que tanto o treinamento aeróbico como o treinamento de resistência provocam redução dos estoques de gordura em homens e mulheres idosos, mesmo sem restrição calórica. De acordo com os autores, os dois tipos de treinamento são efetivos em diminuir os estoques de gordura intra-abdominal de pessoas idosas e, surpreendentemente, o treinamento aeróbico não resultou em um impacto muito maior que o treinamento de força, o que poderia ser explicado em parte pelo aumento da taxa metabólica de repouso com este último tipo de treinamento, mecanismo ainda controverso. Fazendo também uma análise crítica dos resultados disponíveis na literatura, GOING et al. (1995) enfatizaram que a maioria dos estudos comparativos conclui que os sujeitos idosos fisicamente ativos ou que treinam apresentam porcentagens menores de gordura 95

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corporal, valores menores de dobras cutâneas do tronco e menor circunferência da cintura, embora muitos desses dados podem ter vindo de estudos com limitações metodológicas importantes na seleção da amostra. Da mesma forma, mais recentemente FIATARONESINGH (1998) relatou resultados conflitantes em relação ao efeito do exercício físico na porcentagem de gordura corporal de indivíduos idosos: diminuição, sem alteração e até aumentos de gordura em 10 anos contínuos de treinamento de endurance em idosos. Baseados nestas experiências a literatura nesta área é limitada pela falta relativa, ao nosso conhecimento, de dados especialmente em mulheres na faixa etária acima de 60 anos, com estudos randomizados, controlados e com mensurações adequadas da gordura corporal, que limitam a nossa conclusão sobre o papel que o exercício desempenha na redução da gordura corporal. No entanto, independente destas limitações consideramos que o incremento da atividade física é fundamental no controle do peso e da gordura corporal durante o processo de envelhecimento, podendo também contribuir na prevenção e controle de algumas condições clínicas associadas a estes fatores, como as doenças cardiovasculares, o diabetes, hipertensão, acidente vascular cerebral, artrite, apnéia do sono, prejuízo da mobilidade e aumento da mortalidade como citadas por FIATARONE-SINGH (1998b).

Efeitos do Envelhecimento - Nível Neuromuscular

Entre os 25 e 65 anos de idade há uma diminuição substancial da massa magra ou massa livre de gordura de 10 a 16% por conta das perdas na massa óssea, no músculo esquelético e na água corporal total que acontecem com o envelhecimento. A perda gradativa da massa do músculo esquelético e da força que ocorre com o avanço da idade, também conhecida como sarcopenia (BAUMGARTNER et al., 1998), tem sido definida por alguns autores como a perda de massa muscular correspondente a mais de dois desvios padrão abaixo da média da massa esperada para o sexo na idade jovem ou para outros com o mesmo critério, em termos de desvio padrão, mas utilizando a massa esquelética apendicular (massa em quilogramas dividida pelo quadrado da estatura). A perda da massa muscular e conseqüentemente da força muscular é ao nosso modo de ver a principal responsável pela deterioração na mobilidade e na capacidade funcional do indivíduo que está envelhecendo. Por essa razão tem despertado o interesse de pesquisadores a procura das causas e mecanismos envolvidos na perda da força muscular com o avanço da idade e desta forma criar estratégias para minimizar este efeito deletério e manter ou melhorar a qualidade de vida nessa etapa da vida. A sarcopenia é um termo genérico que indica a perda 96

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da massa, força e qualidade do músculo esquelético e que tem um impacto significante na saúde pública pelas suas bem reconhecidas conseqüências funcionais no andar e no equilíbrio, aumentando o risco de queda e perda da independência física funcional, mas também contribui para aumentar o risco de doenças crônicas como Diabetes e osteoporose. De acordo com a maioria dos estudos analisados por CARTEE (1994) e PORTER et al. (1995) as conclusões são bem consistentes: o tamanho da fibra do tipo II é reduzido com o incremento da idade enquanto que o tamanho da fibra do tipo I (fibra de contração lenta) permanece muito menos afetada. A atrofia preferencial das fibras do tipo II é a possível explicação de acordo com VANDERVOORT (1992) para o maior risco de fratura traumática do quadril, já que as pessoas que habitualmente caem têm significativamente menor velocidade de andar. Na nossa opinião tal fato se explica por as fibras do tipo II serem também muito importantes na resposta a urgências do dia-a-dia, pois contribuem com o tempo de reação e principalmente de resposta, que assim inviabilizariam uma apropriada resposta corporal para situações de emergência como a perda súbita de equilíbrio. Da mesma forma, a área das fibras do tipo II tem sido encontrada significativamente menor nos membros inferiores do que nos superiores, particularmente nas mulheres, o que indicaria diferenças no processo de envelhecimento e/ou diferenças no padrão de atividade dos membros. A perda da massa muscular é associada evidentemente a um decréscimo na força voluntária, com um declínio de 10-15% por década, que geralmente se torna aparente somente a partir dos 50 a 60 anos de idade. Dos 70 aos 80 anos de idade tem sido relatada uma perda maior que chega aos 30%. Indivíduos sadios de 70-80 anos têm desempenho de 20-40% menor (chegando a 50% nos mais idosos) em testes de força muscular em relação aos jovens. Essa perda do desempenho pode também ser explicada pelas mudanças nas propriedades intrínsecas das fibras musculares. Considerando as informações expostas por ROGERS e EVANS (1993) e BOOTH et al. (1994) podemos concluir que a perda de fibras musculares, motoneurônios, unidades motoras, massa muscular e força muscular começa entre os 50-60 anos; sendo que por volta dos 80 anos idade essa perda alcançaria 50% desses componentes. Parece que os dois maiores responsáveis por este efeito do envelhecimento são o progressivo processo neurogênico e a diminuição na carga muscular, o que poderia levar a hipotetizar que essa atrofia muscular não seria necessariamente uma conseqüência inevitável do incremento da idade. É claro que as pessoas que se mantêm fisicamente ativas têm somente perdas moderadas da massa muscular, mas quanto dessa perda de massa muscular é uma

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conseqüência do envelhecimento e/ou de uma diminuição do nível de atividade física é desconhecido.

Efeitos do Exercício nas Variáveis Neuromotoras

Será que um apropriado programa de treinamento da força muscular consegue reduzir ou prevenir as alterações na massa e força muscular associadas ao envelhecimento? Em estudo tradicional realizado por FIATARONE et al. (1990), foram avaliados indivíduos de 86-96 anos que participavam de um programa de treinamento de 8 semanas (3 vezes/semana) para fortalecer a musculatura dos membros inferiores, que mostraram melhora, em média, de 174% na força e 48% na velocidade do passo. No entanto, 4 semanas de suspensão do treinamento foram acompanhadas de diminuição de 32% na força, ressaltando a importância da continuidade do treinamento. A mesma autora publicou em 1994 (FIATARONE et al.,1994) outro estudo dos efeitos do treinamento de resistência e suplementação nutricional em idosos frágeis institucionalizados de 72 a 98 anos. Foi demonstrado incremento na velocidade de andar (11%), potência de subir escadas (28%) e, talvez o fato mais interessante da pesquisa, incremento da atividade física espontânea (34%), evidenciando assim como os ganhos em força muscular podem representar melhora no desempenho das atividades da vida diária. Por outro lado, em estudo posterior, os autores concluíram que a preservação da massa livre de gordura prediz a função muscular e a mobilidade no idoso (FIATATRONE-SINGH 1998). No nosso Centro de Pesquisas temos desenvolvido nos últimos anos diversos protocolos de treinamento de força muscular em mulheres acima de 50 anos de idade (RASO et al., 1997a,b; 2000; SILVA et al., 1999a,c). RASO et al. (1997a,b) procuraram determinar o efeito de um programa de exercícios com pesos sobre o peso, a adiposidade e o índice de massa corporal em mulheres com idade média de 65,80  8,15 anos. O programa foi constituído de 3 séries de 10 repetições a 50% de uma repetição máxima (1-RM) em seis exercícios (supino reto e inclinado, flexão e extensão de cotovelo, agachamento e ―leg press‖ em 45º), 3 vezes por semana. Os autores concluíram que 4, 8 ou 12 semanas não foram suficientes para produzir efeito estatisticamente significativo em nenhuma das variáveis analisadas. O teste 1-RM foi realizado a cada 4 semanas para possibilitar estímulo constante de acordo com a adaptação funcional à evolução do treinamento. Foi verificado incremento estatisticamente significativo após o período de treinamento para todos os exercícios (p<0,05). Com exceção do exercício de flexão de cotovelo, todos os demais demonstraram
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aumento significativo a partir da 8ª semana. Os exercícios direcionados aos membros superiores incrementaram sua capacidade de produzir força muscular em valores que variaram de 25,6% a 66,8%, enquanto que o aumento observado para os membros inferiores variou de 69,7% a 135,2%. Estes dados confirmam os resultados de trabalhos anteriores em que o incremento da força muscular é maior para os membros inferiores quando comparado aos superiores. No protocolo de ginástica localizada, realizado por SILVA et al. (1999) no CELAFISCS, evidenciou-se que 4 meses de atividades realizadas duas vezes por semanas em sessões de 90 minutos não foram suficientes para promover alterações da aptidão física de um grupo de mulheres de 59 a 68 anos de idade. Em estudo similar de SILVA et al. (1999), com mulheres previamente sedentárias submetidas a um programa de exercícios dos membros superiores e inferiores com pesos de 1 kg confeccionados com tecido, velcro e areia pela própria autora, foi encontrado que 6 semanas de exercícios realizados duas vezes por semana promoveram um aumento significante do equilíbrio (38,8%) e da velocidade de andar (18,1%) no grupo experimental em relação ao grupo controle. Esses dados sugerem, portanto, que talvez as intensidades baixas e moderadas de treinamento da força muscular não sejam suficientes para promover melhoras na mobilidade em indivíduos idosos.

Efeitos do Envelhecimento - Nível Cardiovascular e Respiratório

Em ordem de prioridade consideramos que após o impacto das alterações do sistema neuromuscular na mobilidade e capacidade funcional do idoso, as alterações do sistema cardiovascular e respiratório exercem um impacto negativo nestas variáveis da saúde e qualidade de vida do idoso. Um dos primeiros e mais clássicos estudos que verificaram o impacto da idade na potência aeróbica foi o desenvolvido por ROBINSON em 1930, conforme citado por SPIRDUSO (1995). Naquele estudo o autor analisou dados transversais da potência aeróbica de homens ativos de 25 a 75 anos de idade, encontrando um declínio desta variável de 10% por década (1% por ano) que são valores similares aos encontrados mais recentemente (e descritos pela mesma autora) de 0,8% a 1,1% por ano. Trabalhos similares aos realizados com o sexo feminino foram feitos posteriormente por INBAR et al. (1994) e JACKSON et al. (1995) com homens de 20 a 70 anos de idade. De acordo com os dados encontrados por INBAR et al. com 1424 homens sadios, houve um declínio médio na ventilação pulmonar por minuto de 29% e de 21% na frequência respiratória. A potência aeróbica diminuiu em uma taxa média anual de 0,33 ml/kg -1.min-1 99

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(35% no período ou seja em torno de 25,5 ml.min -1.ano) e a freqüência cardíaca máxima a uma taxa de 0,685 batimentos.min-1.ano-1 (em torno de 13%). No estudo de JACKSON et al.com uma amostra similar ao de INBAR et al.de 1499 homens sadios, analisados transversalmente e longitudinalmente (em média 4 anos), o declínio do pico de VO 2 máx. relacionado à idade foi de 0,46 ml/kg -1.min-1/ano. Esses dados foram bem similares aos cálculos realizados por SHEPHARD (1991) de 0,4-0,5 ml/kg-1.min-1 por ano e de WIEBE et al. (1999) de 0,51 ml/kg -1.min-1/ano. No entanto, segundo SHEPHARD (1991), sempre deveriam ser consideradas a atividade física e a porcentagem de gordura corporal quando se avalia a diminuição do VO2máx. com a idade, o que corrobora o posterior posicionamento de JACKSON et al. (1995) de explicar 50% dessa diminuição pelo aumento da porcentagem de gordura corporal, a diminuição no peso de massa magra (0,12 – 0,15 kg/ano) e o auto-relato do nível de atividade física.

Efeitos do Exercício nos Aspectos Metabólicos:

O ganho normal no VO2 máx. com um programa de atividade física é aproximadamente de 10-15%, embora tenham sido observados incrementos de 40% (CUNNINGHAM e PATERSON, 1990). Essas diferenças dependem basicamente de dois fatores: o VO2máx. inicial (menor valor ao começar é associado a maiores incrementos) e a intensidade do programa. Para observarmos melhor este efeito do exercício no VO 2, analisamos um estudo realizado no nosso laboratório, em que foi comparado o VO 2 em diferentes faixas etárias a partir dos 18 anos até os 81 anos. Os autores mostraram claramente que mulheres nas faixas etárias de 60-69 e de 70-81 anos, praticantes regulares de atividade física, possuem maiores valores de VO2 quando comparadas às mulheres da mesma faixa etária não praticantes de atividade física. Talvez o fato mais importante foi que as mulheres daquelas faixas etárias apresentaram valores de VO2 máx., similar ao obtido por mulheres sedentárias quase uma ou duas décadas mais novas (MACEDO et al., 1987). Os mecanismos que explicam as respostas cardiovasculares ao treinamento no idoso têm sido analisados por diversos autores (POULIN et al., 1992; SPINA et al., 1993; TATE et al., 1994; SEALS et al., 1994; STACHENFELD et al., 1998; SPINA, 1998). A maioria desses estudos relata um aumento em torno de 10-25% no consumo máximo de oxigênio após alguns meses de treinamento aeróbico. POULIN et al. (1992) quantificaram a resposta de idosos a um programa de treinamento de uma hora a 70% do VO 2máx., realizado quatro vezes

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por semana durante 9 semanas e encontraram aumentos significantes no VO 2 máx., ventilação máxima, limiar ventilatório e tempo de desempenho no exercício submáximo.

Promoção do Estilo de vida ativo:

Os programas de promoção da atividade física na comunidade para indivíduos acima de 50 anos de idade têm crescido em popularidade nos últimos anos. Considerando as novas propostas internacionais de atividade física como forma de promover saúde na população, surgiu o Programa Agita São Paulo que tem como objetivo aumentar o nível de conhecimento da população sobre os benefícios da atividade física e aumentar o nível de atividade física da população do Estado de São Paulo (MATSUDO, 2000). Um dos focos principais do programa é a população da terceira idade e a proposta de prescrição de atividade para essa população é realizar atividades físicas de intensidade moderada, por pelo menos 30 minutos por dia, na maior parte dos dias da semana, se possível todos, de forma contínua ou acumulada. O mais importante deste novo conceito é que qualquer atividade da vida cotidiana é válida e que as atividades podem ser realizadas de forma contínua ou intervaladas, ou seja, o importante é acumular durante o dia 30 minutos de atividade (MATSUDO et al., 2002).

CONCLUSÕES As evidências epidemiológicas apresentadas nos permitem concluir que a atividade física regular e a adoção de um estilo de vida ativo são necessários para a promoção da saúde e qualidade de vida durante o processo de envelhecimento. A atividade física deve ser estimulada não somente no idoso, mas também no adulto como forma de prevenir e controlar as doenças crônicas não transmissíveis que aparecem mais freqüentemente durante a terceira idade e como forma de manter a independência funcional. As atividades que devem ser mais estimuladas são as atividades aeróbicas de baixo impacto mas preferencialmente o exercício com pesos, para estimular a manutenção da força muscular dos membros superiores e inferiores, deve ser a prioridade no idoso. Da mesma forma o equilíbrio e os movimentos corporais totais devem fazer parte dos programas de atividade física na terceira idade. As evidências sugerem que a atividade física regular e o estilo de vida ativo têm um papel fundamental na prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis, especialmente aquelas que se constituem na principal causa de mortalidade: as doenças cardiovasculares e o câncer. Mas além disto a atividade física está associada também com uma melhor mobilidade,

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capacidade funcional e qualidade de vida durante o envelhecimento. É importante enfatizar, no entanto, que, tão importante quanto estimular a prática regular da atividade física aeróbica ou de fortalecimento muscular, as mudanças para a adoção de um estilo de vida ativo no dia a dia do indivíduo são parte fundamental de um envelhecer com saúde e qualidade.

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UM MODELO PEDAGÓGICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA IDOSOS

Silene Sumire Okuma LAPEM – Escola de Educação Física e Esporte da USP

Esta é uma síntese do texto original: ―Cuidados com o corpo: um modelo pedagógico de educação física para idosos‖. In: Freitas, EV et al (orgs). Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002, cap.135, p. 1092-1110. Está bem estabelecido que do mesmo modo que a qualidade do envelhecer depende de competências comportamentais e de condições pessoais subjetivas, ou seja, do bem-estar subjetivo, ela também depende das condições objetivas promovidas pelo contexto social. Considerando que uma das condições para se envelhecer bem é ter acesso a serviços de saúde, lazer e educação, é que se distingue o papel da educação física e da atividade física. Esta última destaca-se como uma atividade que contribui marcadamente para a melhoria e manutenção da saúde e da funcionalidade física do idoso e para o seu lazer, visto que tem efeitos positivos sobre as funções fisiológicas, cognitivas, emocionais e, conseqüentemente, sobre a qualidade de seu envelhecer. A educação física destaca-se como uma das possibilidades de educação permanente, que contribui para atualização e inserção social do idoso, as quais são condições necessárias para que acompanhe as transformações da sociedade e adapte-se a elas, de modo a conviver bem com o próprio envelhecimento. Várias são os efeitos positivos produzidos pela atividade física, fartamente demonstrados por inúmeras pesquisas, particularmente os relacionados com o controle de doenças. Isso, por si só, poderia parecer motivo mais do que suficiente para as pessoas a praticarem sistematicamente. Entretanto, apenas saber dos efeitos benéficos que ela causa não tem se mostrado eficaz para promover nas pessoas tal hábito. Há muito mais em jogo do que apenas conhecer sobre tais efeitos, pois, antes de tudo, deve-se considerar a complexidade do comportamento humano, que torna cada um peculiar, particularmente na sua relação com a atividade física. Entendendo que são inúmeros os fatores que influem no comportamento humano, em especial no comportamento para a prática da atividade física e entendendo que seria importante para os idosos praticá-la, de modo a ampliar suas possibilidades de envelhecer

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bem, é que propusemos um programa de educação física, com vista a ensiná-los sobre esta prática e a motivá-los a serem fisicamente ativos.

PORQUE UM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA?

Achamos conveniente esclarecer o conceito de educação física para se compreender o significado de um programa de educação física para idosos e não somente um programa de atividade física. O conceito de educação física refere-se ao processo educativo que ensina às pessoas os conhecimentos sobre movimento humano e os procedimentos/habilidades para melhorá-lo e/ou mantê-lo, de forma a otimizar suas potencialidades e possibilidades motoras de qualquer ordem e natureza, adaptando-se e interagindo com o meio ambiente, para ter qualidade de vida. Por este caminho estabelecemos uma relação entre educação física e educação, visto que esta última é um direito e uma necessidade que todos têm ao longo de toda a vida para que continuem a se desenvolver. Ademais, é dever da sociedade oferecer diferentes oportunidades para tal desenvolvimento, de modo que seus integrantes acompanhem e adaptem-se constantemente às suas transformações. Uma das oportunidades a ser oferecida é a aprendizagem contínua sobre os produtos que ela ininterruptamente cria, dentre os quais destacamos a atividade física. Aprender sobre ela vai além de praticá-la, pois significa dominar um conhecimento que gera cuidados pessoais e possibilidade de autonomia. Uma das possibilidades que as pessoas têm de viver experiências positivas após adentrarem na velhice, mas acompanhando e adaptando-se às transformações, é preservar suas capacidades psíquicas e intelectuais e participar da vida coletiva. Isso, no entendimento de Palma (2000), é possível através da educação permanente, como forma de ocupação proveitosa e qualitativa do tempo livre, conquistado com o aumento da expectativa de vida. De acordo com a autora, a educação permanente, ou educação ao longo da vida, permite práticas de realização pessoal, autonomia e construção de um projeto individual e coletivo, assegurando qualidade de vida às pessoas em qualquer faixa etária. Como afirma a autora, o potencial do ser humano será aumentado se nas horas livres o idoso ocupar-se com novas aprendizagens, o que também significa atualização permanente, sintonia com os tempos atuais e a possibilidade de acompanhar a velocidade das mudanças tecnológicas e sociais. Uma possibilidade de enriquecimento de conhecimento, de aumento do potencial do idoso é ele saber sobre atividade física. Isto significa que as pessoas podem viver a atividade física através de um processo educativo que as levem a aprender sobre suas limitações e potencialidades motoras, além de aprender sobre a prática em si, instrumentalizando-se para
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realizá-la permanentemente. É viver um processo de aquisição de novos saberes, o que significa atualização e responsabilidade para cuidar de si mesmas. Ao se fazer uma análise crítica dos modelos de atividade física, propostos por vários estudiosos desta área observamos a utilização de estratégias de intervenção cujo estímulo é, freqüentemente, externo ao indivíduo. Tenta-se conduzi-lo a alcançar aquilo que é considerado bom pela ciência e pelos profissionais e não, necessariamente, por ele. Em outras palavras, estes modelos estabelecem, a priori, padrões de comportamentos a serem seguidos, tais como ter melhor saúde, não ser obeso, e/ou ter excelente aptidão física, controlar pessoalmente os próprios resultados, atingir determinado grau de auto-eficácia, dentre outros. Parece que tais objetivos não têm sido suficientes para sensibilizar as pessoas para se tornarem ou se manterem fisicamente ativas. De acordo com Dishman (1993) e Okuma (1998), fórmulas únicas para todos têm-se mostrado inadequadas para manter a continuidade das pessoas em qualquer tipo de proposta. Esta análise crítica aponta que as necessidades reais e pessoais do indivíduo não vêm sendo suficientemente consideradas, o que nos parece um ponto fundamental para o desenvolvimento de comportamentos e atitudes positivas frente à atividade física. Entendemos que, para cada indivíduo, há algo especial que pode estimulá-lo, ou não, a praticá-la. Parece provável que este algo se relacione com o contexto pessoal de vida, que inclui desde experiências passadas até o modo atual dele ser. Como toda experiência atual está associada às experiências de vida, julgamos que há necessidade do programa de atividade física adaptar-se à realidade pessoal e não à realidade de quem o institui. Deste ponto de vista, acreditamos que a experiência da atividade física possa ter um significado positivo e, sobretudo, pessoal. Acreditamos em modelos educacionais que olhem para as pessoas como seres singulares, adaptando-se à sua realidade, de modo que ampliem e reforcem o valor daquilo que é ensinado. No caso da educação física o ensino da atividade física como uma estratégia para envelhecer bem, não só por aprender a praticá-la corretamente, mas por constituir-se em uma possibilidade de educação ao longo do ciclo vital.

FUNDAMENTOS TEÓRICOS DO PROGRAMA

Esta proposta fundamenta-se no modelo da velhice bem-sucedida, proposto por Baltes e Baltes (1991), que considera que sob condições e ambientes favoráveis muitos idosos continuam a ter potencial para funcionar em altos níveis e adquirir novos domínios de habilidades, de conhecimentos, de procedimentos e de fatos, em níveis avançados da
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personalidade e funcionamento social. Olha-se, portanto, a velhice como fase com potencial para o desenvolvimento, à semelhança das demais fases do curso de vida, em que as fronteiras do envelhecimento se modificam, contrariamente ao conceito que ainda se tem dele. Considerando que o desenvolvimento está presente na velhice e levando em conta que a maior parte das pessoas idosas é capaz e competente, devendo ter sua autonomia preservada, entendemos que, com estas condições, elas podem ser responsáveis por si próprias. Desta maneira, uma proposta educacional com tais preocupações deve fornecer conhecimentos sobre atividade física, para que as pessoas se cuidem e não para que sejam cuidadas (dependentes de profissionais de educação física para orientá-las e motivá-las nesta prática), reconhecendo que é delas a responsabilidade por tal direcionamento.

PRINCÍPIOS QUE REGEM A PROPOSTA Esta é uma proposta educacional para o autocuidado, que visa a mudar comportamentos e estilo de vida do idoso, ou seja, levá-lo a ter atitude positiva frente a atividade física, ter autonomia para praticá-la independentemente de supervisão e adquirir o hábito de praticá-la regular e permanentemente. Os princípios que a orientam baseiam-se nos aspectos de desenvolvimento presentes na velhice, o que possibilita o entendimento de que o idoso é capaz de conhecer seus potenciais e limites físicos e motores objetivamente, descobrindo novas possibilidades em si, não só nestas dimensões, como em outras (emocional, social e cognitiva). A proposta é a de provê-lo com conhecimentos sobre atividade física e despertá-lo para suas possibilidades de movimento, através de um processo educacional, para que, usando tais conhecimentos, mantenha a autonomia e independência. É uma proposta que se distingue de outras que se caracterizam por serem assistenciais, que mantém o idoso dependente da determinação de terceiros. É digno de destaque que os princípios que norteiam esta proposta pedagógica direcionam-se para o desenvolvimento do ser idoso e não para a melhora da sua aptidão física, da sua funcionalidade física ou da sua saúde, dentre outros. Estas são estratégias utilizadas no processo pedagógico e não suas metas. São sete os princípios que fundamentam nossa proposta pedagógica.

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Educação para o autoconhecimento

Aprender sobre o próprio corpo, ter consciência dele, perceber e reconhecer suas limitações e potencialidades, através da atividade física, possibilita ao idoso ampliar um pouco mais o conhecimento de si mesmo, pois o corpo é a dimensão concreta de sua existência (Merleau-Ponty 1994). As experiências corporais permitem que ele descubra, gradativamente, suas possibilidades de realização, propiciando novos modos de se perceber e se autodescobrir, levando às transformações pessoais.

Educação para a autonomia

Este princípio refere-se à aquisição da autonomia para o idoso ser um praticante independente e capaz de adaptar-se às diferentes situações que podem se apresentar, sabendo praticá-la adequada e corretamente, em situações individuais ou coletivas. Aprender sobre atividade física, porquê fazê-la (seus efeitos sobre o envelhecimento, saúde e bem-estar), quais fazer (atividades mais adequadas para ativar sistemas e órgãos), quanto fazê-la (duração, intensidade, número de repetições, etc.) e como fazê-la (correta de execução dos movimentos e posturas do corpo) é o modo do idoso romper com sua dependência de supervisão para praticá-la corretamente.

Educação para o aprender contínuo e atualização

Um outro princípio importante que sustenta esta proposta é a possibilidade do idoso vislumbrar novas possibilidades de atuar no mundo, que lhe traz projetos de vida e busca de realizações. Ao constatar que ainda pode aprender, muitos se dispõem a ir em busca de novas aprendizagens, agora sem medo ou vergonha, pois reconhecem que são capazes, independentemente disto se fazer de modo mais lento e com necessidade de maior dedicação. Viver novas experiências na velhice significa, também, a possibilidade de se manter atualizado, estar cognitivamente sintonizado com o ambiente, adequando-se às mudanças que acontecem em si mesmo e ao seu redor, podendo com isso inserir-se e atuar em seu meio (Okuma 1998).

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Educação para a descoberta de competências

Nossa proposta pedagógica considera que a atividade física é elemento importante para o desenvolvimento das competências, pois quando o idoso vive experiências motoras com sucesso, percebe-se fisicamente mais capaz, o que gera um sentimento de ser competente e o leva a acreditar na própria capacidade de realizar tarefas. Além disso, aumentam sua autovalorização, compreendendo que pode continuar a ser uma pessoa atualizada, dinâmica, socialmente ativa, que mantém a cidadania e a competência social, fundamental para uma velhice bem-sucedida. Ademais, a consciência do próprio valor significa, também, um outro aspecto, talvez o mais importante, que é o rompimento do idoso com um estereótipo negativo de incompetência e incapacidade. Conscientizar-se da própria competência leva-o a reconhecer em si o que lhe é próprio, e não a assumir o que lhe dizem que deveria ser. Isto muda a visão não só do idoso sobre si mesmo, mas daqueles que convivem com ele, o que pode ser o início da transformação nos conceitos que a sociedade tem de velho e de velhice.

Educação para ser responsável Um outro princípio que se estabelece é o da responsabilidade de cuidar de si próprio, que deve emergir naturalmente do processo educativo, na medida em que o idoso vai experienciando melhoras no seu bem-estar, na sua saúde e na realização das atividades diárias, reconhecendo o papel da atividade física nestes resultados. Ao relacionar a melhor qualidade do viver com a atividade física, reconhece sua importância, não só para si, mas para os idosos em geral. Isto o faz preocupar-se mais consigo, pois reconhece que merece cuidados e atenções que talvez nunca pode se dar. Tal condição pode revelar-se num compromisso consigo, não no sentido da obrigação, mas num modo prazeroso de cuidar da própria existência. Sentir-se comprometido consigo é ser responsável por seus próprios cuidados e isto surge quando as pessoas percebem-se com poder de intervir na tomada de decisões, no planejamento de suas ações e na sua consecução, reconhecendo que têm influência real neste processo.

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Educação para usufruir do meio ambiente

Este princípio diz respeito à resolução de problemas que se apresentam quando o idoso encontra-se em ambientes não comumente utilizados por ele para praticar sua atividade física (Por exemplo, quando viaja; ou num período longo de chuva, que o prende em casa por muitos dias). É necessário despertar na pessoa a capacidade de analisar objetivamente o ambiente em que ela está, usando os recursos que o próprio ambiente fornece, que podem ser adaptados em benefício da sua prática de atividade física. O uso do conhecimento sobre ela e sobre si próprio e a busca de solução para adaptar os meios fornecidos pelo ambiente para praticá-la, deve estar sempre integrado ao processo educativo que quer dar autonomia para o idoso.

Educação para a fruição e prazer

Um outro aspecto a ser considerado é a experiência de fruição e do prazer possibilitada pela atividade física. Estes surgem do envolvimento do idoso com o movimento em sintonia com seu corpo, sem busca de recompensas externas para suas atividades. Isto lhe dá tranqüilidade, pois não há preocupação com o efeito que sua ação causa nos outros, possibilitando-lhe focalizar a si próprio, sentindo-se atraído para o que faz, numa percepção de totalidade, vivendo uma sensação de ―desligamento‖. A experiência motora, o aprender sobre o movimento, neste momento, não tem outro sentido senão o da realização pela realização, sem fins utilitários. É o fazer pelo fazer, é viver o prazer pela realização do movimento em si, sem pensar para onde os resultados deste momento o levarão. Para o desenvolvimento destes princípios, certamente, se faz necessária uma ação pedagógica que seja coerente com eles, o que nos remete aos fundamentos de uma proposta pedagógica regida pelo processo de aprendizagem significativa (Coll et al., 1998), de modo que o idoso tenha autonomia ao seu final.Vale destacar que o desenvolvimento das atividades práticas, por si só, como é feito na maior parte dos programas de atividade física, leva a ganhos fisiológicos e motores e, por decorrência, ao bem-estar promovido pelos efeitos da atividade física. Entretanto, tais ganhos não possibilitam ao idoso a independência da condução das próprias necessidades, ou seja, não o levam à autonomia. Uma proposta que tem como preocupação mantê-lo com controle de sua vida, determinando ele mesmo o que fazer e como fazer, pois tem conhecimentos para isso, só conseguirá tal resultado se o idoso aprender

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que é capaz de aprender, que tem competência para isso e que seu aprender depende de sua participação ativa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BALTES, P. & BALTES, M. Psychological perspectives on successful aging: The model of selcetive optimization with compensation. In: Baltes, P. e Baltes, M (Eds.). Successful aging. Perspectives from the behavioral sciences. Cambridge: Cambridge University Press, 1991. COLL, C. et al. Os conteúdos na reforma. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. DISHMAN, R. Exercise adherence. In: SINGER, R.; MURPHEY, M. & TENNANT, L. (Ed.). Handbook of research on sport psychology. New York: MacMillan Publishing Company, 1993. MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da Percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1994. OKUMA, SS. O idoso e a atividade física. Fundamentos e pesquisa. Campinas: Papirus, 1998. PALMA, LTS. Educação permanente e qualidade de vida. Indicativos para uma velhice bem-sucedida. Passo Fundo: UPF Editora, 2000.

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Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

ANAIS DO VII SEMINÁRIO SOBRE ATIVIDADES FÍSICAS PARA A TERCEIRA IDADE – VII SIAFT
LOCAL: Universidade de Brasília CIDADE: Brasília – DF DATA: de 13 a 15 de novembro de 2004

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VII SIAFT - EDUCAÇÃO FÍSICA PARA IDOSOS: POR UMA PRÁTICA FUNDAMENTADA

Presidente do seminário • Profª. Drª. Marisete Peralta Safons

Comissão Organizadora • • • • Profª. Drª. Marisete Peralta Safons Maria Denise Inácio dos Santos Eduardo Meneses Chaperman Secretaria: Juliana Vieira

Comissão Científica • • • • • • • • • • Prof. Dra. Marisete Peralta Safons Prof. Dra. Silene Okuma Prof. Dra. Sandra Matsudo Prof. Dra. Maria Luiza de Jesus Miranda Prof. Dra. Linda Ueno Prof. Dr. Alfredo de Faria Jr. Prof. Dr. Paulo Farinatti Prof. Dr. Martim Bottaro Prof. Ms. Sandor Balsamo Prof. Ms. Márcio de Moura Pereira

Convidados Nacionais • • • • • • • • • • • • • • • • Profa. Dra. Silene Okuma - São Paulo Profa. Dra. Sandra Matsudo (CELAFISCS) - São Paulo Profa. Dra. Maria Luiza de Jesus Miranda (USJT) – São Paulo Profa. Dra. Linda Ueno - São Paulo Profa. Dra. Altair Macedo Lahud Loureiro (UCB) - Brasília Profa. Dra. Lais Mousinho (UnB) - Brasília Prof. Dr. Alfredo de Faria Jr. (UERJ) - Rio de Janeiro Prof. Dr. Paulo Farinatti (UERJ) - Rio de Janeiro Prof. Dr. José Francisco Silva Dias (UFSM) – Santa Maria Prof. Dr. Martim Bottaro (UnB) - Brasília Dra. Ana Patricia de Paula - HUB Dr. Einstein F. Camargo - HUB Dra. Noemia da Conceição Neta Ramos Barra - HUB Dra. Sandra Regina Petriz de Assis - HUB Prof. Ms. Sandor Balsamo - Brasília Prof. Ms. Márcio de Moura Pereira – Brasília

Convidados Internacionais • • Profa. Dra. Roberta Rikli - State University, Fullerton - USA Profa. Dra. Jessie Jones - State University, Fullerton - USA

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Prof. Dr. Eino Heikkinen - Universidade de Jyvaskyla - Finland Programação

Boas-vindas A Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília sente-se honrada por sediar o VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade. O Seminário pretende integrar profissionais, atuantes em atividades de intervenção e pesquisa, no campo das atividades físicas com idosos; divulgar e discutir as tendências internacionais das pesquisas no campo das atividades físicas para idosos; disseminar informações sobre a produção científica nacional e publicações especializadas sobre atividade física para a terceira idade e proporcionar espaço para apresentação das produções e experiências com modelos de intervenção na área da atividade física para idosos. Sejam bem-vindos!

Informações importantes

Sobre os Cursos: No período da manhã, os cursos serão desenvolvidos nas dependências da Faculdade de Educação Física. O horário dos cursos é de 08h30 até 11h30. Com um intervalo de 20 minutos por volta de 10h00. Este intervalo fica a critério do Professor do curso. Na Faculdade de Educação Física estamos disponibilizando xerox (R$ 0,10 a cópia) caso você deseje levar consigo algum material relativo ao curso. Teremos uma Secretaria do Seminário funcionando na Faculdade de Educação Física pela manhã e à tarde no auditório Dois Candangos.

Sobre Alimentação: Como não existem restaurantes abertos no Campus Universitário aos sábados, muito menos aos domingos. Organizamos uma “praça da alimentação” ao lado do auditório Dois Candangos (local do Seminário à tarde). Esta “praça” serve como opção de alimentação para quem quiser ficar no campus no intervalo do almoço. Aos sábados existe a opção de almoçar nos restaurantes self-service que ficam na SCLN 407 Norte, perto do auditório Dois Candangos. Da para ir e voltar a pé sem problemas.

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Sobre transporte: O ônibus 110 da Empresa São José faz a linha Rodoviária-UnB e Vice versa. Aos sábados, domingos e feriados os horários de saída da rodoviária são: 06:10hs 12:50hs 20:10hs 06:50hs 14:10hs 20:50hs 08:10hs 15:30hs 21:30hs 09:30hs 16:50hs 23:00hs 10:10hs 17:30hs 10:50hs 18:10hs 11:30hs 18:50hs 12:10hs 19:30hs

Esta linha de ônibus pára na frente da Faculdade de Educação Física, e perto do Auditório Dois Candangos e o trajeto Rodoviária/FEF fica em torno de 40 minutos.

Sobre os Horários do Seminário: O Seminário está com uma programação bastante intensa. Vamos ser rigorosos com o cumprimento dos horários de nossas atividades. Solicitamos ajuda de todos no que se refere ao cumprimento de horários.

PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA

13/11/2004 – Sábado

07h30 - Recepção dos participantes e entrega do material 08h30 - 11h:30 – Mini Cursos (Local: Faculdade de Educação Física) 1 – Avaliação física e funcional do Idoso: fundamentos e aplicação Profª. Drª. Roberta Rikli e Profª Drª Jessie Jones (Auditório) 2 - Fatores de risco para a incapacitação na velhice e suas implicações no desenvolvimento de programas de atividade física. Prof. Dr. Eino Heikkinen (Sala 34) 3 - Princípios Didático-Pedagógicos da Dança de Salão para Idosos Prof. Ms. Márcio de Moura Pereira (sala de dança Centro Olímpico) 4 - Princípios Básicos do Treinamento de Força para Idosos Prof. Ms. Sandor Bálsamo (Sala 44 e sala de musculação FEF) 11h30 às 14h00 – Almoço

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14h00 às 14h30 - Abertura Oficial do Seminário (Local: Auditório Dois Candangos) 14h30 às 15h30 - Conferência de Abertura: Mantendo a autonomia na velhice Conferencista: Coordenadora: Profª. Drª. Roberta Rikli Profª. Drª. Sandra Matsudo

15h30 às 15h45 - Intervalo

15h45 às 17h15 - Mesa Redonda 1 - Envelhecimento e atividade física: as intervenções sob o ponto de vista biológico Moderador: Profª. Drª. Silene Sumire Okuma Prof. Dr. Paulo Farinatti Profª. Drª. Linda Ueno Profª. Drª. Sandra Matsudo

Convidados

17h15 às 17h30 - Intervalo

17h30 às 19h00 - Sessão de Pôsteres Temáticos e Temas Livres

Tema Livre Área Temática: Saúde Sala 01 1 - Análise do sentido de auto-eficácia física, do nível de satisfação de vida e do perfil sóciodemográfico de idosos. Primeiro autor: Lucélia Justino Borges Co-autores: Geni de Araújo Costa, Patrícia Vieira do Nascimento, Eliane Rosa dos Santos Hora: 17h30 Sala 01 2 - Análise da força muscular dos membros superiores, em idosas praticantes de hidroginástica do Projeto Afrid. Primeiro autor: Lucélia Justino Borges Co-autores: Geni de Araújo Costa, Luiz Humberto Rodrigues de Souza, Patrícia Vieira do Nascimento, Eliane Rosa dos Santos Hora: 17h45 Sala 01 3 - Autonomia funcional, atividade física e qualidade de vida em idosas. Primeiro autor: Priscilla Marques
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Co-autores: Cassiano Ricardo Rech, Sheilla Tribess, Edio Luiz Petroski Hora: 18h00 Sala 01 4 - Avaliação de força muscular em idosos praticantes de atividade física regular. Primeiro autor: Marcela Mihessen Co-autor: Arantes JT, Werkhauser LG, Calegaro CQ Hora: 18h15 Sala 01 5 - Classificação do nível funcional em idosas praticantes de hidroginástica. Primeiro autor: Maria Alcione Freitas e Silva Co-autores: Luiz Humberto Rodrigues Souza, Fernando Roberto Nunes Tiburcio, Joyce Buiate Lopes Maria, Geni Araújo Costa Hora: 18h30 Sala 01 6 - Comparação das variáveis de atividade de vida diária em indivíduos Primeiro autor: Ana Tereza Coelho Co-autores: Regina Soares e Rosangela Villa Marin Hora: 18h45 Sala 01 institucionalizados.

7 - Comparação das variáveis neuromotoras da aptidão física e capacidade funcional de idosas fisicamente ativas. Primeiro autor: Méris Sayuri Tanaka Co-autores: Rosângela Villa Marin, Sandra Matsudo e Victor Matsudo Hora: 19h00 Sala 01 Tema Livre Área Temática: Saúde Sala 02: 8 - Composição corporal de idosas praticantes de musculação e hidroginástica. Primeiro autor: Francini Vilela Novais Co-autores: Geni Araújo Costa, Paula Guimarães de Azevedo Hora: 17h30 Sala 02 9 - Declínio da memória em idosos praticantes de atividades físicas. Primeiro autor: Paula Guimarães Azevedo Co-autores: Francini Vilela Novais, Geni Araújo Costa Hora: 17h45 Sala 02 10 - Hidroginástica: Impactos no envelhecimento ativo. Primeiro autor: Andréa Krüger Gonçalves

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Co-autores: Doralice Orrigo da Cunha Pol, Veridiana Mota Moreira, Giovanni Sanchotene Pacheco, Angélica de Souza Moreira, Dilamara Jesus Longoni, Vera Maria Boni Signori Hora: 18h00 Sala 02 11 - O idoso na mídia impressa. Primeiro autor: Raquel Guimarães Lins Co-autor: Juliana Benigna de Oliveira Hora: 18h15 Sala 02 12 - Percepção da qualidade de vida em homens com idade acima de 50 anos praticantes de diferentes tipos de atividades físicas. Primeiro autor: Rosangela Villa Marin Co-autores: Sandra Matsudo e Victor Matsudo Hora: 18h30 Sala 02 13 - A influência do aprendizado na imagem corporal de idosos através da prática de atividade física. (Área temática Psicossocial) Primeiro autor: Ericka Federici Co-autores: Letícia Nascimento, Silene Sumire Okuma, Fernando Lefèvre Hora: 18h45 Sala 02 14 - Aposentadoria do jogador profissional de futebol. (Área temática Psicossocial) Autor: Regina Celi Lema Santos Hora: 19h00 Sala 02 Tema Livre Área Temática: Psicossocial Sala 03: 15 - Dinamismo social no envelhecimento. Primeiro autor: Rita Puga Barbosa Co-autores: Nazaré Marques Mota, Dione Carvalho Gomes, Alan de Souza Rodrigues Hora: 17h30 Sala 03 16 - Efeitos de um programa de educação física sobre estados afetivos e crenças de autoeficácia física de idosos. Primeiro autor: Letícia Nascimento Co-autores: Ericka Federici, Silene Sumire Okuma Hora: 17h45 Sala 03 17 - Idosos institucionalizados e atividade física: O fenômeno da adesão-evasão-reinserção. Autor: Luis Carlos Lira
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Hora: 18h00 Sala 03 18 - Motivos de adesão ao projeto sênior para a vida ativa. Primeiro autor: Marilia Velardi Co-autor: Maria Luiza Miranda Hora: 18h15 Sala 03 19 - Perfil dos idosos institucionalizados quanto ao estado depressivo Primeiro autor: Jessiane Alves Santos Co-autores: Glênio Fernandes Leite, Maria Angélica Martins, Poliana de Lourdes Carrijo, Geni de Araujo Costa Hora: 18h30 Sala 03 20 - Relação entre o estresse e a atividade de hidroginástica para a terceira idade. Primeiro autor: Patrícia Vieira do Nascimento Co-autores: Lucélia Justino Borges, Eliane Rosa dos Santos, Geni Araújo Costa Hora: 18h45 Sala 03 21 - Afinal, ―Quem sou eu?‖ Pergunta a educação física no trabalho com terceira idade. Autor: Marco Aurélio Acosta (Área Temática educação) Hora: 19h00 Sala 03 Tema Livre Área Temática: Educação Sala 04 22 - Efeito da Instrução na aquisição de uma habilidade motora em idosos. Primeiro autor: Paula Gehring Co-autores: Maria Fernanda de Oliveira, Maria Cecília Oliveira da Fonseca, Jorge Alberto de Oliveira, Suely Santos Hora: 17h30 Sala 04 23 - Produção do conhecimento sobre atividade física e envelhecimento no Brasil: Algumas reflexões. Autor: Rafael Botelho Hora: 17h45 Sala 04 24 - Educação física gerontólogica: Revolução a curto prazo na educação física atual. Primeiro autor: Rita Puga Barbosa Co-autor: Alan de Souza Rodrigues Hora: 18h00 Sala 04
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Hora: 18h15 Sala 04 25 - Processo de ensino da atitude crítica sobre atividade física para idosos. Primeiro autor: Tiemi Okimura Co-autor: Silene Sumire Okuma 26 - Perfil do estilo de vida de idosos ativos no CED do Rio Verde. Primeiro autor: Janine A. Viniski Co-autores: Everton S. Borges, Daiane P. Rodrigues Hora: 18h30 Sala 04 27 - Cinco motivos básicos para permanência de gerontes praticando gerontovoleibol durante 10 anos. (Área Temática Esporte e Lazer) Primeiro autor: Josué Lima Néri Co-autores: Rita Puga Barbosa, Alan de Souza Rodrigues Hora: 18h45 Sala 04

Pôsteres Área Temática: Saúde

A Atividade Física como um instrumento de minimização da depressão em idosos institucionalizados. Primeiro autor: Dayanne Christine Borges Mendonça Co-autores: Camilla Carvalho, Maria Alcione Freitas e Silva, Geni Araújo Costa Painel 01 A Correlação da imagem e composição corporal de idosas ativas. Primeiro autor: Keila Lopes Co-autores: Cecília S.P. Martins, Carlos Kemper, Ricardo Jacó de Oliveira Painel 02 A endurance muscular não prediz o desempenho no teste de caminhada de 6 minutos. Primeiro autor: José GS Junior Co-autores: Marco AV Caffarena, Francisco L Pontes Jr., Vagner Raso Painel 03 A força Muscular não prediz o desempenho no teste de marcha estacionária. Primeiro autor: Marco AV Caffarena Co-autores: José GS Junior, Francisco L Pontes Jr., Vagner Raso Painel 04 A Prática da Atividade Física na Terceira Idade na ACM-Brasília e influênciasdesta na vida diária. Primeiro autor: Tatiana Schneider Rocha Co-autores: Kátia da Silva Silveira, Igor Taciano Rodrigues Painel 05

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Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

Atendimento no setor de atividade física e saúde do Centro de Medicina do Idoso do Hospital Universitário de Brasília. Autor: Suiara Pereira Teixeira Painel 06 Atividade física e qualidade de vida. Primeiro autor: Renata Marcela Ornellas Targa Co-autores: Paula Ferraz da Silva, Vinícius Silva de Oliveira, Marcelo Cardozo, Walter Jacinto Nunes Painel 07 Avaliação do ganho de força muscular em idosos praticantes de exercícios resistidos. Primeiro autor: Antônio Carlos de Souza Vasconcelos Co-autores: Ana Carolina S. Vasconcelos, Eduardo Teixeira Câimbra, Rogério Herbert M. Rezende, Victor Hugo Silva, Marisete Peralta Safons. Painel 08 Benefícios antropométricos de um programa de hidroginástica em idosas. Primeiro autor: Francini Vilela Novais Co-autores: Geni Araújo Costa, Paula Guimarães Azevedo Painel 09 Cadeias musculares: A postura corporal de adultos acima de 55 anos. Primeiro autor: Claudia Rossi Stern Co-autor: Sônia Beatriz da Silva Gomes Painel 10 Caminhada, hidroginástica e alongamento são atividades mais indicadas para pessoas idosas. Primeiro autor: Vagner Raso Co-autores: Ivete Balen, Mônica Schwarz, Cristiane Ribeiro Coppi. Painel 11 Comportamento do VO2, Ejabs, Ejrel,FCE,%FCM E PSE no teste de marcha estacionária. Primeiro autor: Ricardo SG Costa Co-autores: Leandro V Silva, Paula I Toyansk, Francisco L Pontes Jr., Vagner Raso Painel 12 Conscientização da melhor idade no cultivo da atividade física. Primeiro autor: Gisele Pugliese Co-autor: Rosemari Frackin Painel 13 Correlação do índice de massa corporal com a massa corporal, estatura e a composição corporal em homens e mulheres idosas. Autor: Luciane Moreira Chaves Painel 14 Estudo transversal da aptidão física na vida adulta. Primeiro autor: Andréa Krüger Gonçalves

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Co-autores: Rosa Maria Freitas Groenwald, Ana Lígia Finamor Bavier, Giovanni Sanchotene Pacheco, Carolina Blaschke Monteiro dos Santos, Ramon Diego Guillermo Cardoso Painel 15 Evolução da satisfação com a imagem corporal percebida por mulheres fisicamente ativas. Primeiro autor: Francini Vilela Novais Co-autores: Geni Araújo Costa, Paula Guimarães de Azevedo, Luciana Mendonça Arantes Painel 16 FCM no teste de marcha estacionária como indicador para a prescrição de exercício. Primeiro autor: Paula I. Tonyansk Co-autores: Leandro V Silva, Ricardo SG Costa, Francisco L Pontes Jr. Vagner Raso Painel 17 Flexibilidade em idosos praticantes e não praticantes de atividade física. Primeiro autor: Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães Co-autores: Amanda Soares, Joseani Paulini Neves Simas, Giovana Zarpellon Mazo Painel 18 Parâmetros motores e qualidade de vida de idosos praticantes de dança de salão. Primeiro autor: Luiz Alberto Simas Co-autores: Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães, Joseani Paulini Neves Simas, Giovana Zarpellon Mazo Painel 19 Idade cronológica, peso corporal, estatura, IMC, adiposidade corporal e altura de elevação do joelho não influenciam o desempenho na marcha estacionária. Autor: Adriana G Nardi Co-autores: Rodrigo G Quito, Francisco L Pontes Jr., Vagner Raso Painel 20 Marcha estacionária até a fadiga voluntária mensura cerca de 98% do consumo de oxigênio de pico-estudo piloto. Primeiro autor: Rodrigo G. Quito Co-autores: Adriana G Nardi, Francisco L Pontes Jr., Vagner Raso Painel 21 Mobilidade geral em idosas praticantes de hidroginástica. Primeiro autor: Luiz Humberto Rodrigues Souza Co-autores: Maria Alcione Freitas e Silva, Geni Araújo Costa. Painel 22 Motivos que levam as pessoas da terceira idade a praticarem exercícios físicos. Autor: Emerson de Melo Painel 23 Nível de atividade física e qualidade de vida de idosas Primeiro autor: Giovana Zarpellon Mazo Co-autores: Jorge Mota, Lucia Hisako Takase Gonçalves

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Painel 24 Nível de depressão em idosos praticantes de atividades físicas Primeiro autor: Maria Alcione Freitas e Silva Co-autores: Luiz Humberto Rodrigues Souza, Camilla Carvalho, Dayanne Christine Borges Mendonça, Eliane Rosa Santos, Geni Araújo Costa Painel 25 Nível de qualidade de vida de idosos institucionalizados. Primeiro autor: Fernando Roberto Nunes Tibúrcio Co-autores: Joyce Buiate Lopes Maria, Maria Alcione Freitas e Silva, Luiz Humberto Rodrigues Souza, Geni Araújo Costa Painel 26 Número de elevações do joelho prediz cerca de 37% do consumo de oxigênio no teste de marcha estacionária. Primeiro autor: Marcel B. Rocha Co-autores: André R Quina, Vivian A Martins, Sabine A Oliveira, Francisco L Pontes Jr., Vagner Raso Painel 27 O gasto calórico e o uso de substrato energético no teste de Marcha estacionária são similares aos do teste cardiopulmonar de exercício máximo. Primeiro autor: Francisco L. Pontes Jr. Co-autor: Vagner Raso Painel 28 O Lan obtido na marcha estacionária não é diferente do alcançado no teste cardiopulmonar de exercício máximo. Primeiro autor: Leandro V. Silva Co-autores: Ricardo SG Costa, Paula I Toyansk, Francisco L Pontes Jr., Vagner Raso Painel 29 Os descompassos na prática de atividade física para a população idosa. Primeiro autor: Raquel Guimarães Lins Painel 30 Perfil da capacidade de memória dos idosos institucionalizados. Primeiro autor: Poliana de Lourdes Carrijo Co-autores: Glênio Fernandes Leite, Jessiane Alves Santos, Maria Angélica Martins, Geni Araújo Costa Painel 31 Prontidão para atividades física e risco cardíaco em idosos praticantes de hidroginásticas. Primeiro autor: Eliane Rosa dos Santos Co-autores: Lucélia Justino Borges, Maria Alcione Freitas e Silva, Patrícia Vieira do Nascimento, Geni Araújo Costa Painel 32

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Relação entre o índice de massa corporal e densidade mineral óssea em mulheres pósmenopausa. Primeiro autor: Priscilla Marques Co-autores: Cassiano Ricardo Rech, Sheilla Tribess, Edio Luiz Petroski Painel 33 Relação entre o teste de caminhada de 6 minutos e atividade aquática para idosas. Primeiro autor: Patrícia Vieira do Nascimento Co-autores: Eliane Rosa dos Santos, Lucélia Justino Borges, Geni Araújo Costa, Silvio Soares Santos Painel 34 Resultados de diferentes freqüências semanais na aptidão física de idosos ativos. Primeiro autor: Andréa Krüger Gonçalves Co-autores: Doralice Orrigo da Cunha Pol, Veridiana Mota Moreira, Cibele dos Santos Xavier, Carolina Blaschke Monteiro dos Santos, Ramon Diego Guillermo Cardoso, Ivanete Bredow Faber Painel 35 Saúde do Idoso: A potência muscular como prevenção de quedas e lesões. Primeiro autor: Fernanda Guidarini Monte Co-autores: Adilson A. M. Monte, Adriana C. A. Guimarães, Renildo Nunes Painel 36 Teste de Marcha estacionária mensura cerca de 73% do VO2 pico alcançado no teste cardiopulmonar de exercício máximo. Primeiro autor: André R. Quina Co-autores: Marcel B Rocha, Sabine A Oliveira, Vivian A Martins, Francisco L Pontes Jr, Vagner Raso Painel 37 Vivências corporais para pessoas com Parkinson e Machado-Joseph. Autor: Marize Amorim Lopes Painel 38 Resposta ao duplo produto em idosos durante um exercício de força para membros superiores, utilizando como implemento um elástico. Primeiro autor: Rafaella Parca Co-autores: Tatiana Rodrigues, Marisete Peralta Safons Painel 39 Será que existe melhora da força muscular em idosos praticantes de musculação há no mínimo de 1 ano? Primeiro autor: Sandor Balsamo Co-autores: Renata Carneiro, Valdinar Júnior Painel 40 Análise comparativa do equivalente metabólico (METs) do limiar anaeróbio de idosos nas atividades ocupacionais e de lazer. Primeiro autor: Sandor Balsamo

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Co-autores: Renata Carneiro, Ricardo Franco, Guilherme Pontes, Valdinar Júnior Painel 41

Pôsteres Área Temática: Psico – social A dança como fator minimizante da depressão na terceira idade. Primeiro autor: Daiane P. Rodrigues Co-autores: Janine A. Viniski; Leidimar A. F. Oliveira Painel 42 Concepção de envelhecimento de universitários de educação física. Primeiro autor: Andréa Krüger Gonçalves Co-autores: Rosa Maria Freitas Groenwald, Ana Lígia Finamor Bavier, Giovanni Sanchotene Pacheco, Angélica de Souza Moreira, Dilamara Jesus Longoni Painel 43 Corporeidade, qualidade de vida e subjetividade no processo de envelhecimento. Autor: Janine A. Viniski Painel 44 Crianças e velhos: A imagem do outro num relato de experiência. Primeiro autor: Paula Guimarães Azevedo Co-autores: Flávia Gomes Melo, Geni Araújo Costa Painel 45 Eu no meu corpo ao longo do tempo: O uso das duas peças no banho de praia. Primeiro autor: Nazaré Marques Mota Co-autores: Rita Puga Barbosa, Maria Consolação Silva, Alan de Souza Rodrigues Painel 46 Qualidade de vida e bem-estar subjetivo analisado por idosos praticantes de hidroginástica por mais de sete anos. Primeiro autor: Eliane Rosa dos Santos Co-autores: Lucélia Justino Borges, Patrícia Vieira do Nascimento, Geni Araújo Costa Painel 47 Relação entre percepção de auto-eficácia física e aptidão física em idosos. Primeiro autor: Fabiano Marques Câmara Co-autores: Alessandra Galve Gerez, Maria Luiza Miranda, Maria Regina Brandão, Marilia Velardi Painel 48

Pôsteres Área Temática: Educação Motivo de adesão à prática de atividade física orientada e a relevância da atividade física realizada em grupo para os idosos.

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Primeiro autor: Patrícia Queiroz Co-autores: Alexandre Almeida, Rodrigo Luna, Marisete Peralta Safons Painel 49 Diálogo intergeracional e educação: Uma prática compartilhada. Primeiro autor: Marivana Giovelli Co-autor: Marco Aurélio Acosta Painel 50 Dança folclórica como meio de inclusão social do Idoso. Autor: Marize Amorim Lopes Painel 51 A Adaptação do idoso à prática da musculação. Primeiro autor: Rosemary Rauchbach Co-autor: Laiza Danielle de Souza Painel 52 Metodologia da dança de salão para idosos Primeiro autor: Marcio de Moura Pereira Co-autor: Marisete Peralta Safons Painel 53

Pôsteres Área Temática: Esporte e Lazer Perfil antropométrico de idosas do núcleo da terceira idade do CED / FESURV Primeiro autor: Leidimar A. F. Oliveira Co-autores: Daiane P. Rodrigues; Janine A. Viniski Painel 54

19h00 às 19h15 - Intervalo

19h15 às 20h15 - Conferência 2: Atividade Física para Idosos numa perspectiva da saúde Conferencista: Coordenador: Prof. Dr. Eino Heikkinen Prof. Dr. Paulo Farinatti

20h15 às 22h30 – Exposição fotográfica ―O Idoso em Movimento‖ Local – Hall Dois Candangos

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14/11/2004 - Domingo 08h30 - 11h:30 – Mini Cursos 1, 2, 3 e 4 - (Local: Faculdade de Educação Física) 11h30 às 14h00 – Almoço 14h00 às 15h30 – Mesa Redonda 2 - Princípios Didático-Pedagógicos Norteadores da atividade física para Idosos Moderador: Prof. Dr. Alfredo Gomes de Faria Junior Profª. Drª. Silene Okuma Convidados Profª. Drª. Maria Luiza de Jesus Miranda Prof. Dr. José Francisco Silva Dias

15h30 às 15h45 - Intervalo 15h45 às 17h15 - Mesa Redonda 3 - Programas e Pesquisas na área do Envelhecimento e Atividade Física: experiências internacionais. Moderador: Prof. Dr. Martim Bottaro Profª. Drª. Roberta Rikli Convidados Profª Drª Jessie Jones Prof. Dr. Eino Heikkinen

17h15 às 17h30 - Intervalo

17h30 às 18h30 - Conferência 3 - Prognósticos para uma velhice bem-sucedida Conferencista: Coordenador: Profª. Drª. Jessie Jones Profª. Drª. Linda Ueno

18h30 às 18h45 – Intervalo

18h45 às 20h00 - Mesa Redonda 4 - Envelhecimento e Saúde Óssea (Sociedade de Osteoporose de Brasília) Moderador: Brasília)
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Drª. Ana Patrícia de Paula (Presidente da Sociedade de Osteoporose de

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A Visão da Geriatria – Dr. Einstein F. Camargo Convidados A Visão da Endocrinologia – Dr. Noemia da Conceição N. R. Barra A Visão do Nutricionista – Dr. Sandra Regina Petriz de Assis

15/11/2004 – Segunda-feira

08h00 às 09h00 - Apresentação das candidaturas para sediar o VIII Seminário Internacional sobre atividades físicas para a Terceira Idade. 09h00 às 10h30 – Mesa Redonda 5 - Aspectos Sócio-Antropológicos do Envelhecimento Novos Olhares sobre o Envelhecimento. Moderador: Convidados Prof. Dr. José Francisco Silva Dias Profª. Drª. Altair Macedo Lahud Loureiro Profª. Drª. Maria Lais Mousinho Guidi

10h30 às 10h45 - Intervalo

10h45 às 12h00 - Conferência de Encerramento - Disseminação do conhecimento sobre atividade física e envelhecimento no Brasil: Origem e desenvolvimento. Conferencista: Coordenadora: Prof. Dr. Alfredo Gomes de Faria Junior Profª. Drª. Marisete Peralta Safons

12h00 às 12h45 - Cerimônia de Encerramento Coordenadora: Profª. Drª. Marisete Peralta Safons

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TEMA LIVRE: EDUCAÇÃO

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 130

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

AFINAL, “QUEM SOU EU?” PERGUNTA A EDUCAÇÃO FÍSICA NO TRABALHO COM A TERCEIRA IDADE Marco Aurelio Acosta UFSM – marco.acosta@bol.com.br Introdução.As reflexões que seguem, são fruto de 15 anos de trabalho e posteriores reflexões sobre este mesmo trabalho junto à Terceira Idade, quando o movimento humano foi pensado por diferentes matizes. Objetivo. Apresentar algumas contribuições para que pensemos melhor nossas intervenções junto à população da terceira idade, visto que a educação física historicamente se constituiu em uma área com característica de atividade ―prática‖. Metodologia. Estas reflexões surgem do trabalho desenvolvido junto ao NIEATI da UFSM, que já conta com 20 anos de intervenção junto aos idosos da região central do RS. Ocorre que não construímos um consenso acadêmico mínimo quanto à justificativa científica de nossa atuação, embora existam convencimentos de ordem emocional e até mesmo da ordem do desejo (que de fato dê certo nosso trabalho). Devemos tentar definir qual seja nosso objeto na atuação junto aos idosos, e isso implica um embate entre os pares, relegando para segundo plano em nossos encontros, as tradicionais preferências por fatos pitorescos como: ―meu grupo tem x velhos‖, ou então ―eu tenho uma aluna com TAL idade‖, ou ainda ―meu projeto atende tantos mil velhos‖, o que representa a prevalência da dimensão quantitativa sobre questões cruciais e a pouca maturidade dos profissionais da área nesta temática. Conclusões. Acredito que vive a Educação Física um momento muito rico, onde algumas proposições epistemológicas tem conseguido nos fazer superar a fase do ―ativismo do movimento‖, enunciando possibilidades mais adequadas às diferentes populações. Portanto, se é verdade que o ―fazer‖ sem discussões nos levou a este quadro confuso, também é verdade que nos permitiu ficarmos mais velhos, e aí talvez, resida o caminho para qualificar nossas intervenções.

Palavras-chave: educação física, gerontologia, envelhecimento

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 131

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

EDUCAÇÃO FÍSICA GERONTOLÓGICA: REVOLUÇÃO A CURTO PRAZO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ATUAL Rita Puga Barbosa, Alan de Souza Rodrigues UFAM-FEF - ritapuga@bol.com.br

Introdução: trabalhar em educação muitas vezes é, além de transformar seres humanos a partir de processos educacionais, transformar-se a si mesmo dinamicamente. A Educação Física nos aponta diversas vias a seguir, é claro que todas têm as suas limitações. Propor adaptação Gerontológica à Educação Física foi a vertente que optamos. Objetivos do programa: educar para o envelhecimento; oportunizar o contato com a universidade na condição de universitário e; com a prática motora facilitar a nova identidade. Metodologia: disciplinas de extensão universitária escolhidas em matrícula individual, de 60 horas anuais cada, registrados em diários de freqüências e notas, mínimas exigidos 75% de freqüência e 5 pontos para aprovação em: Gerontocoreografia, Gerontotenis, Gerontovoleibol, Natação, Hidromotricidade, Técnicas de Autopercepção, Musculação, Caminhada, Gerontoatletismo, Dança de Salão, Karatê Dô Adaptado. Há também propostas como: Festival Folclórico e Feira de Motricidade a Arte Popular, Esportes Gerontológicos e turísticas em excursões (Puga Barbosa, 2003). Resultados: constamos o engajamento e a aderência de 2 a 10 anos na meia idade 44,9% e idosos 74,6%, de participantes antes sedentários. Conclusão: isto nos faz acreditar na Educação Física Gerontológica como uma revolução da adesão de sedentários em fase de envelhecimento, o que é mais curioso é que convencemos com uma metodologia adaptada para senhores e senhoras a aderir a Educação Física como parte sistemática de sua vida, na qualidade de universitários e favorecendo sua nova identidade etária. Este fenômeno se espalha cada vez mais pelo Brasil e precisa ser registrado e divulgado por nós que estimulamos profissionalmente esta situação. Palavras-chave: educação física, educação física gerontológica, gerontologia

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 132

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

EFEITO DA INSTRUÇÃO NA AQUISIÇÃO DE UMA HABILIDADE MOTORA EM IDOSOS Paula GEHRING, Maria Fernanda de OLIVEIRA, Maria Cecília Oliveira da FONSECA, Jorge Alberto de OLIVEIRA, Suely SANTOS Laboratório de Comportamento Motor/ EEFE-USP paulagehring@uol.com.br

Introdução: A literatura tem evidenciado que com o envelhecimento as pessoas preferem a precisão à velocidade na realização de tarefas motoras. Objetivo: Examinar os efeitos da instrução na aquisição de uma habilidade de coordenação motora bimanual em idosos. Materiais e Métodos: Sessenta participantes foram divididos em três grupos experimentais, velocidade (G1); precisão (G2) e precisão mais velocidade (G3). O equipamento utilizado foi o Bimanual Coordination Test Apparatus of Takey & Company, e a tarefa consistia em percorrer um trajeto numa área delimitada em forma de ―V‖ invertido na fase de aquisição e ―V‖ na fase de transferência. Ao grupo de velocidade foi dada a instrução para que executasse a tarefa o mais rápido possível; ao grupo de precisão, executar o trajeto o mais preciso possível e; ao grupo precisão mais velocidade, foi a combinação das instruções anteriores. Os dados foram agrupados em quatro blocos de cinco tentativas na fase de aquisição (de B1 a B4) e mais um bloco na fase de transferência (BT). Resultados: A Anova não detectou diferenças significantes entre os grupos na medida de erro, isto é, as instruções não afetaram a performance. Com respeito ao tempo total para completar a tarefa, a análise não paramétrica detectou que o G2 que demandava precisão, foi o que mais demorou em realiza-la, quando comparado aos demais. Conclusão: Nesse sentido, concluímos que a performance dos idosos foi afetada pela instrução, desde que essa esteja de acordo com um comportamento cauteloso, pois demonstram monitorar seus movimentos evitando erros como o melhor que conseguem realizar. Palavras-chave: instrução verbal, aprendizagem motora, envelhecimento.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 133

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PERFIL DO ESTILO DE VIDA DE IDOSO ATIVOS NO CED DE RIO VERDE Janine A. Viniski; Everton S. Borges; Daiane P. Rodrigues UNIVERSIDADE DE RIO VERDE janine@fesurv.br Introdução: Estilo de vida nos idosos deve ser considerado de forma subjetiva, porém associada à qualidade de vida. Objetivo: Analisar o perfil do estilo de vida deste grupo, devido ser necessário conhecer as mudanças ocorridas nesta fase da vida, para melhor compreensão e elaboração dos trabalhos desenvolvidos. Metodologia: O estudo é baseado em uma entrevista de campo, através de dois questionários, um (1 o) elaborado pelo pesquisador abrangendo as atividades pregressas, e o outro (2o) sobre estilo de vida de indivíduo ou grupo, validado por NAHAS (2000), conhecido como ―O Pentáculo de Bem Estar‖. Os entrevistados foram 70 idosos de 60 a 80 anos, que participam do programa de atividades físicas do Núcleo da Terceira Idade do CED – Centro de Excelência Desportiva da Universidade de Rio Verde – Goiás. Resultados: O primeiro questionário relata que a maioria é composta de mulheres, casadas, moravam com seus companheiros, tinham até seis filhos, grau de instrução até a 4ª série do ensino primário. A principal profissão verificada era dona de casa, os demais trabalhavam cerca de 8 à 9hs por dia e a maior parte não tinha lazer pois não sobrava tempo, apesar que, nos horários de folga, distribuíssem o tempo descansando, dormindo, vendo televisão, ouvindo música ou mesmo ficando sem realizar qualquer atividade. Tinham bom relacionamento com família, parentes e amigos; Já o segundo levantamento de dados aponta que a grande parte se alimenta, consideravelmente bem, tendo de 4 a 5 porções ao dia incluindo frutas, verduras e evitando alimentos gordurosos. Metade dos entrevistados divide as despesas em casa e tem no trabalho a principal fonte de renda; realizam pelo menos 30 minutos de atividades físicas por dia, duas vezes na semana Conclusão: Verificou-se que a maioria preocupa-se em prevenir-se ante a pressão arterial e colesterol evitando cigarros e controlando o consumo de bebidas alcoólicas, além de praticar atividades físicas, curtir horas de lazer e respeitar sinais de trânsitos ou seja, cuidam da saúde física, mental e emocional.

Palavras-chave: estilo de vida, idosos

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 134

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PROCESSO DE ENSINO DA ATITUDE CRÍTICA SOBRE ATIVIDADE FÍSICA PARA IDOSOS Tiemi Okimura, Silene Sumire Okuma Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo tiemi@usp.br Introdução e objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar o processo de ensino e aprendizagem para a formação da atitude crítica em relação à atividade física dos idosos do Programa Autonomia para Atividade Física. Material e métodos: Participaram do estudo 18 sujeitos, com idade média de 65 anos. As aulas analisadas foram ministradas por professores convidados para que os alunos experimentassem atividades diversificadas (atividade rítmica, ioga, dança circular, tai chi chuan, dança de salão, aerobox e uma aula para idosos orientada através de vídeo), de modo a desenvolverem atitude crítica em relação às práticas físicas que o mercado oferece. Ao final de cada aula, os alunos respondiam a uma tarefa para que refletissem sobre a atividade realizada. Resultados: A análise das respostas das tarefas apontou que eles refletiram sobre suas necessidades considerando as preferências pessoais ou percepções subjetivas e reconheciam movimentos impróprios ou outras inadequações presentes na aula. Observou-se, também, alunos que demonstraram dificuldades no procedimento da escrita. Conclusão: Os resultados da pesquisa indicam a presença de atitude crítica em alguns alunos, porém verifica-se a necessidade da criação de estratégias que favoreçam o processo de ensino e avaliação da aprendizagem para a população idosa que é tão heterogênea em termos de escolarização e experiências de vida.

Palavras-chave: autonomia para atividade física; idosos; educação permanente.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 135

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PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE ATIVIDADE FÍSICA E ENVELHECIMENTO NO BRASIL: ALGUMAS REFLEXÕES Rafael Botelho Universidade do Estado do Rio de Janeiro rafaelgbotelho@ig.com.br ―Bolsista do CNPq – Brasil‖ Introdução: pesquisa que retrata a produção do conhecimento sobre atividade física e envelhcimento, no Brasil. Objetivo: proporcionar algumas reflexões sobre a produção do conhecimento sobre atividade física e envelhecimento no Brasil. Materiais e métodos: ela se baseia nos resultados de uma pesquisa intitulada Atividade física e envelhecimento II produção, disseminação do conhecimento e formação de recursos humanos‖ que integra o Atlas do Esporte, Educação Física, Atividade Física e Lazer no Brasil (FARIA JUNIOR, BOTELHO, In: COSTA, 2004). Utilizaram-se como fontes relatórios de pesquisas apresentados sob forma de teses, dissertações, monografias, memórias e trabalhos de conclusão de cursos – TCC – licenciatura, bacharelato e graduação (idem), sendo ainda empregada a técnica de mapping. Resultados: No campo da produção do conhecimento, os primeiros trabalhos de pesquisa foram desenvolvidos na pós-graduação em educação, como é o caso da pesquisa voltada para as questões do auto-conceito dos praticantes de atividades físicas (STERGLICH, 1978). Entretanto, na década de oitenta a produção ainda era incipiente só alcançando maior expressão na década de noventa, com o crescimento do número de memórias de licenciatura, especialização, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Conclusões: a produção do conhecimento sobre envelhecimento e atividade física quando comparada com outras subáreas dentro da educação física ainda não pode ser considerada expressiva. Um outro ponto a ser destacado é a inclusão de adultos como sujeitos de pesquisa em dissertações que versam sobre idosos tornando duvidosas as conclusões alcançadas. Palavras-chave: produção do conhecimento; atividade física; envelhecimento.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 136

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TEMA LIVRE: ESPORTE E LAZER

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 137

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

CINCO MOTIVOS BÁSICOS PARA PERMANÊNCIA DE GERONTES PRATICANDO GERONTOVOLEIBOL DURANTE 10 ANOS Josué Lima Néri, Rita Puga, Alan de Souza Rodrigues FEF/UFAM - josueneri@yahoo.com.br Introdução: a disciplina adaptada Gerontovoleibol tornou-se uma modalidade esportiva, desde os I Jogos Olímpicos de Idosos (JOIA) em 1996. Observou-se que a permanência dos sujeitos na atividade é de 3 a 10 anos. Objetivo: destacar os motivos básicos que influenciam no fenômeno. Material e Métodos: esta pesquisa foi desenvolvida no Programa Idoso Feliz Participa Sempre – Universidade na 3ª Idade Adulta (PIFPS – U3IA), em duas sessões semanais de 50 minutos, média 5 e frequência 75%, é neste contexto que o ministrante faz seus levantamentos catalogados no diário de classe e instrumentos de avaliação individual e grupal. Resultados: o primeiro motivo é a identidade com o gerontovoleibol, mesmo para aqueles que não tiveram experiência anterior com o voleibol, mas acalentavam o desejo de praticá-lo, nestes é visível um sucesso satisfatório no aprendizado. O segundo motivo é o perfil de pessoas com facilidade de relacionar-se favorecendo o desenvolvimento de amizades que influenciam na permanência, confirmando que o senso coletivo promove a socialização de gerontes. O terceiro motivo é a figura do professor, no aprendizado, na relação de respeito mútuo, criando um vinculo positivo. Sendo o motivador, favorece a assimilação e acomodação da aprendizagem e as relações sociais. A obtenção da melhoria da condição física é o quarto motivo, que os tornam mais ativos. O quinto motivo é o sucesso ao perceberem que ainda neste período da vida são capazes de ganhar uma medalha isso desperta uma motivação sem precedentes, a ponto de afirmarem não possuir o desejo de parar. Conclusão: Verificou-se que os motivos básicos para a permanência de idosos no Gerontovoleibol são: a identidade com o mesmo, amizades/socialização, figura do professor, melhoria da condição física e sucesso/ganhar uma medalha. Provando que não há limites quando há motivos para viver valorizando sua condição e aceitando-se como um ser capaz de realizar tudo aquilo que lhe é proposto.

Palavras-chave: educação física gerontológica, gerontologia e gerontovoleibol.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 138

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

TEMA LIVRE: PSICOSSOCIAL

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 139

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

A INFLUÊNCIA DO APRENDIZADO NA IMAGEM CORPORAL DE IDOSOS ATRAVÉS DA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA Federici, Ericka; Nascimento Letícia; Okuma, Silene Sumire; Lefèvre, Fernando Universidade de São Paulo – erickaf@terra.com.br Introdução: A velhice é representada socialmente de forma estereotipada, estigmatizada e preconceituosa, interferindo naquilo que o idoso acredita ser ou não capaz de realizar, o que se reflete na sua auto-imagem. A imagem corporal é a representação mental do nosso corpo, que decorre das percepções que temos de nós mesmos e do mundo à nossa volta. Os valores que o indivíduo atribui a si mesmo (auto-estima) e o que ele acredita que pode realizar (autoeficácia), estão intimamente relacionados à percepção que ele tem de seu corpo e interferem na imagem corporal. A atividade física modifica os aspectos funcionais, físicos e psicológicos. Objetivo: apreender a representação social da imagem corporal de idosos participantes do Programa de Autonomia para Atividade Física (PAAF) sob a perspectiva do aprendizado. Instrumento: uma entrevista aberta semi-estruturada e desenhos do próprio corpo feitos pelos sujeitos antes do início, no quarto mês e final do PAAF. Amostra: 17 sujeitos, com idade média de 65,1 anos, ambos os sexos. Método: para análise da entrevista aplicamos a Metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Resultados: indicam que através dos exercícios e aulas teóricas os idosos ampliaram o conhecimento de si mesmos. Conclusão: a participação no PAAF interferiu positivamente na imagem corporal dos idosos, modificando a percepção sobre seu envelhecimento.

Palavras-chave: idosos, atividade física, imagem corporal

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 140

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

APOSENTADORIA DO JOGADOR PROFISSIONAL DE FUTEBOL Regina Celi Lema Santos Universidade Salgado de Oliveira - Universo lemasantos@hotmail.com Introdução: A imprensa tem freqüentemente noticiado o fim triste que muitos dos grandes craques tiveram, mas pouco tem abordado sobre os outros jogadores que nunca tiveram grande expressão e que envelheceram.Objetivo: apresentar um quadro da aposentadoria do jogador profissional de futebol no Brasil, seus problemas, lutas e reivindicações. Metodologia: Arthur Antunes Coimbra (Zico), ex-jogador e ex-Ministro dos Esportes respondeu a um questionário e presidentes de associações, federações e sindicatos de jogadores de futebol foram entrevistados. Resultados: Foram interpretados à luz do referencial teórico da educação gerontológica e da teoria da sub-cultura. Os resultados mostraram que: (a) o ex-jogador de futebol geralmente apresenta dificuldades de ajustamento e adaptação após a aposentadoria; (b) que não existe, tanto nos setores governamentais quanto em setores da sociedade civil, preocupação com aposentadoria do jogador de futebol; (c) os jogadores e os ex-jogadores profissionais de futebol não vêm participando do processo de luta pela aposentadoria da categoria e (d) não demonstram consciência da importância de sua participação nessa luta. A legislação previdenciária brasileira não faz nenhuma menção à aposentadoria do jogador profissional de futebol que fica desamparado após o encerramento da carreira, o que em geral ocorre em torno dos 35 anos de idade. Conclusão: A sub-cultura do futebol não prepara o jogador para uma segunda carreira fora do futebol e, sem apoio do sistema previdenciário muitos craques do passado passam dificuldades e morrem pobres e no ostracismo.

Palavras-chave: educação gerontológica, sub-cultura, adaptação

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 141

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

DINAMISMO SOCIAL NO ENVELHECIMENTO Rita Puga Barbosa - UFAM-FEF, Nazaré Marques Mota - SEDUC-SEMED, Dione Carvalho Gomes DETRAN-AM, Alan de Souza Rodrigues - UFAM-FEF ritapuga@bol.com.br Introdução: a Psicologia Social, busca romper com comportamentos que contribui apenas para a manipulação e massificação da sociedade tanto individual quanto social. Objetivo: efetuar o estudo sobre o dinamismo social no envelhecimento, a partir da Psicologia Social. Material e Métodos: este estudo reuniu 6 grupos de gerontes na meia idade e idosos, 20 representantes entre professores e idosos, total de 120 pessoas, onde apresentaram 4 mesas com os seguintes temas: Conflitos familiares no envelhecimento na visão do idoso; causas e efeitos das posições religiosas no envelhecimento e; causas e efeitos da educação que tivemos. A última mesa constou de uma síntese do que retratava os grupos, com a perspectiva onde estamos e para onde vamos. Resultados: os resultados demonstram que a percepção dos participantes está aumentada, assim como o grau de consciência das questões que deveriam enfrentar, embora desorganizada pelo conflito de gerações. A comunicação é boa, mas resumida por causa da educação formal opressiva. As atitudes são boas e começam a escolher o melhor para eles. Sabem trabalhar em grupo, se unem para melhorar o comportamento. Recíproca mudança de atitude de forma lúdica, mostra crescimento proporcionado pelo grupo. O processo de socialização com maturidade, ajuda o de sensibilização. Há tolerância com a crença de cada um. Os grupos apontam lideranças já definidas por áreas de identificação. Os papeis sociais têm perspectivas comuns de comportamento. Conclusão: em suma querem que o idoso seja respeitado, em qualquer acepção; Fortificam-se no grupo, sozinhos se percebem frágeis, buscam usar ao máximo a oportunidade de participar. Este é um quadro do dinamismo social no envelhecimento em grupos de Educação Física Gerontológica pintado em Manaus. Palavras-chave: educação física gerontológica, gerontologia social, psicologia social.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 142

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

EFEITOS DE UM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA SOBRE ESTADOS AFETIVOS E CRENÇAS DE AUTO-EFICÁCIA FÍSICA DE IDOSOS
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NASCIMENTO, Letícia, FEDERICI *, Ericka, OKUMA, Silene Bolsista FAPESP – LAPEM – Escola de Educação Física e Esporte da USP leticisn@usp.br

Introdução: A velhice é comumente olhada como uma época da vida em que há a prevalência das perdas e limitações, em detrimento da otimização dos ganhos e potencialidades. Além disso, atribui-se ao idoso características sócio-afetivas e cognitivas essencialmente negativas. Desta forma, com o intuito de desmistificar este olhar é que se propõe este estudo. Objetivo: Investigar os efeitos de um programa de educação física sobre o afeto positivo, afeto negativo, fadiga e nas crenças de auto-eficácia física de idosos. Método: Participaram deste estudo 26 sujeitos (x=64,28±4,08 anos), submetidos ao ―Programa Autonomia para a Atividade Física‖ (PAAF 2002). Procedeu-se à coleta de dados no início, após 6 e 12 meses da intervenção (avaliação 1, 2 e 3, respectivamente) através de escalas tipo Likert (1) Escala para Experiências Subjetivas ao Exercício – SEES (McAuley e Courneya, 1994) que avaliou os estados subjetivos e, (2) Escala de Auto-Eficácia Física EAEF (Rickman et al., 1982) que avaliou a capacidade física percebida (CFP), a confiança na auto-apresentação física (CAAF) e a auto-eficácia física (AEF). Os dados foram analisados através da estatística descritiva e inferencial, testes de Friedman e Wilcoxon para os dados de SEES e, os testes de Anova e post hoc de Tukey para os dados de EAEF. Resultados: Constataram-se diferenças significativas para: a) fadiga (x2 [N=26, 2]= 13,76; p= 0,001) entre as avaliações 1-2 e 2-3; b) CFP (F [2,46]= 10,65; p= 0,0001) entre as avaliações 1-2 e 1-3; c) AEF (F [2,50]= 7,18; p= 0,001) entre a avaliação 1-2. Conclusão: Pode-se inferir que o PAAF 2002 afetou significativamente o estado subjetivo de fadiga e as cognições de CFP e AEF, ao longo do tempo, porém, para esta última o efeito ficou restrito aos seis meses do programa.

Palavras-chave: estados subjetivos, crenças de auto-eficácia física, idosos

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 143

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E ATIVIDADES FÍSICAS: O FENÔMENO DA ADESÃO-EVASÃO-REINSERÇÃO Luís Carlos Lira Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, luiscarloslira@ig.com.br

Introdução: A literatura indica que este tema vem sendo discutido no quadro teórico da motivação que estuda o processo de adesão-evasão-reinserção em programas de atividades físicas (A.F.). Os estudos relacionados à motivação de idosos em relação às A.F. são geralmente estudados nos projetos freqüentados por idosos não institucionalizados. Objetivo: analisar a evasão de idosos do projeto de A.F. no asilo situado em Montes Claros – MG. Metodologia: observação sistemática de 112 idosos, idade entre 55 a 87 anos. Resultados: A maior parte dos idosos não recebe visita de familiares. As doenças mais comuns são: hipertensão, diabetes, Parkinson, esquizofrenia. As A.F. foram oferecidas para os idosos fisicamente autônomos no Campus de uma faculdade. Iniciou-se com 23 idosos (18 mulheres e 05 homens). Percebeu-se, que nos dois primeiros meses do segundo semestre de 2003, a evasão de 07 idosos (05 mulheres e 02 homens) e os que continuavam a freqüentar não mantinham uma regularidade. Neste período ocorreu a troca de coordenação do projeto e término da parceria com a empresa de ônibus, com isso, as atividades passaram a ser realizadas no asilo. Após a resolução destes fatos houve um retorno dos idosos evadidos e a regularidade na freqüência. Conclusão: Tais fatos nos levam a concluir, preliminarmente que um dos motivos para adesão de idosos em situação asilar em programas de A.F. (quando oferecidas fora do ambiente), é a oportunidade de estarem em contato com outros locais e pessoas diferentes de seu cotidiano.

Palavras-chave: atividade física, motivação, idoso institucionalizado

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 144

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

MOTIVOS DE ADESÃO AO PROJETO SÊNIOR PARA A VIDA ATIVA Marilia Velardi, Maria Luiza Miranda Universidade São Judas Tadeu prof.mvelardi@usjt.br Introdução: Embora a necessidade de prática de atividades físicas seja consenso entre profissionais da área da saúde, a prevalência da inatividade física nos momentos de lazer é, ainda, muito grande na população idosa. Objetivos: O objetivo desse estudo foi avaliar os motivos de adesão de idosos inscritos no programa de educação física do Projeto Sênior para a Vida Ativa. Metodologia: Foram analisadas 29 mulheres, com idades entre 60 e 84 anos (x= 67,5; sd=5,9). Para a obtenção das informações foi utilizado um roteiro de entrevista estruturada baseado no Self Talk Model de Weinstein (citado por O‘Brien Cousins, 1998). Os sujeitos foram entrevistados individualmente, antes do início do Projeto e as respostas obtidas foram analisadas segundo os procedimentos da análise do Discurso do Sujeito Coletivo (Lefrévre, 2000). Resultados: Pela análise das respostas foram encontradas quatro categorias relativas aos determinantes de adesão: categoria (1) influências sociais que deram suporte à adesão; categoria (2) aspectos relacionados à saúde; categoria (3) gosto pela prática; e categoria (4) aspectos psicológicos. Em todas essas categorias pode-se observar que o conhecimento sobre os benefícios da prática de atividades físicas, a indicação de pessoas que já haviam participado e a experiência pessoal pregressa favorável com a prática de atividades físicas, determinaram a adesão ao Programa. Conclusões: Pode-se, assim, concluir que para estimular a adesão de idosos, é de fundamental importância a criação de espaços educacionais que, mais do que informar sobre os benefícios da prática de exercícios, permitam aprendizagens conceituais e a descoberta do prazer pela prática, bem como a comunicação dessas vivências a outras pessoas.

Palavras-chave: idosos; adesão; programa de educação física.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 145

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PERFIL DOS IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS QUANTO AO ESTADO DEPRESSIVO Santos, Jessiane Alves; Leite, Glênio Fernandes; Martins, Maria Angelica; Carrijo, Poliana de Lourdes; Costa, Geni de Araujo Universidade Federal de Uberlândia jessianesantos@yahoo.com.br Introdução: O processo de envelhecimento vem provocando um aumento no número de idosos que procuram atendimento médico por problemas de saúde. Uma doença, de alta incidência e de grande impacto psicossocial é a depressão. Essa realidade é freqüente nos idosos institucionalizados. Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar o nível de depressão dos residentes destas Instituições. Metodologia: Para tanto foi utilizado o inventário de Beck BDI (Beck et al.,1979), para pacientes não diagnosticados por meio de avaliação clinica. É importante ressaltar que o inventário não é um diagnóstico por si só, mas consegue medir o nível de estados depressivos. Foram analisados dois abrigos de Uberlândia. O inventário foi aplicado em 10 idosos com lucidez e capacidade de comunicação. Resultados: Foram constatados que 40% dos idosos entrevistados não apresentaram depressão, 10% apresentaram disforia, ou seja, perturbação provocada pela ansiedade e 50% passam por um estado depressivo ou possuem depressão de leve a moderada. Conclusão: Concluiu-se que cerca de 60% dos idosos possuem perturbações emocionais causadas pela depressão e tem como justificativa o isolamento social e o abandono familiar, de acordo com depoimentos. Naqueles que não apresentaram índice de depressão, observamos que poderia ser pela crença e/ou sentimento de dever cumprido. Sabendo que a depressão é uma patologia grave torna-se preciso tentar remediar essa situação, através de atividades que proporcionem ao idoso um estado de bem-estar social e emocional, como atividades físicas e recreativas.

Palavras-chave: depressão, idosos

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 146

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

RELAÇÃO ENTRE O ESTRESSE E A ATIVIDADE DE HIDROGINÁSTICA PARA TERCEIRA IDADE Patrícia Vieira do Nascimento, Lucélia Justino Borges, Eliane Rosa dos Santos, Geni Araújo Costa Universidade Federal de Uberlândia patteduca2@yahoo.com.br Introdução: O envelhecimento é um processo biológico normal, gradual, universal e irreversível. Vários são os fatores que contribuem para a quantidade e a qualidade de anos que se vive (Nahas,2001). O estresse se apresenta como uma resposta ao desequilíbrio do organismo, o qual procura adaptar-se continuamente. Os agentes estressantes podem ser físicos ou psicossociais e apresentam efeitos diretos nos sistemas psicológico e físico. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi verificar os possíveis benefícios da atividade física regular na prevenção e controle dos efeitos do estresse na terceira idade. Metodologia: Para alcançar tal objetivo aplicou-se o Questionário de Estresse (Saúde em Movimento). A amostra foi constituída por 42 idosas com média de idade de 65,40 anos, divididas em dois grupos: GI-iniciantes e GII - praticantes da atividade de hidroginástica por um período de um a dois anos. A média de idade do GI =68,5 anos e do GII =66 anos. Os resultados foram analisados de acordo com os seguintes escores: menos de 4 pontos, sem estresse; de 4 a 20 pontos, estresse moderado; de 20 a 40 pontos, estresse intenso; acima de 40 pontos, estresse muito intenso. Resultados: O GI apresentou uma média de 10,2 pontos e o GII 9,09 pontos. Diante da análise das diferenças entre as médias (teste t de student), não foi constatada diferença significativa entre os grupos. Conclusão: Conclui-se com este estudo que não há diferença significativa entre as idosas iniciantes em atividade física e as já praticantes.

Palavras-chave: idosos, estresse, hidroginástica

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 147

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

TEMA LIVRE: SAÚDE

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 148

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

ANÁLISE DO SENTIDO DE AUTO-EFICÁCIA FÍSICA, DO NÍVEL DE SATISFAÇÃO DE VIDA E DO PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO DE IDOSOS BORGES, Lucélia Justino; COSTA, Geni de Araújo; NASCIMENTO, Patrícia Vieira do; SANTOS, Eliane Rosa dos Universidade Federal de Uberlândia – luceliajb@yahoo.com.br Introdução: Envelhecimento refere-se ao processo biológico natural, gradual, universal e irreversível, que provoca uma perda funcional progressiva no organismo. Objetivos: O objetivo foi identificar o perfil sócio-demográfico, o nível de satisfação de vida, bem como o sentido de auto-eficácia, baseando-se nas capacidades e auto-apresentação, de idosos praticantes de atividade física no Projeto AFRID. Metodologia: A pesquisa foi realizada com 97 pessoas (84 mulheres e 13 homens), com idade entre 60 e 89 anos. Os instrumentos utilizados foram três questionários: sócio-demográfico, nível de satisfação de vida (Neri, 1998) e escala de auto-eficácia (Ryckman,1982). Resultados: Os resultados obtidos revelam o perfil como: casados; possuem apenas o ensino básico; não trabalham; não são aposentados, nem pensionistas; moram com cônjuge e filhos; não possuem doença crônica; hidroginástica é a atividade mais praticada; praticam mais de 30 minutos por dia e mais de 3 vezes por semana, há mais de 5 anos. Quanto ao sentido de auto-eficácia, verificou-se que os idosos, se auto-apresentam bem fisicamente e têm confiança nas suas habilidades físicas. Quanto à satisfação de vida, estão muito satisfeitos em relação a aspectos como saúde, capacidade mental e física, envolvimento social. Conclusões: Diante disso, a prática de atividades físicas melhora o envolvimento social, aumenta a auto-estima, a auto-apresentação, a satisfação e a auto-eficácia física.

Palavras-chave: auto-eficácia, satisfação de vida, atividade física

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 149

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

ANÁLISE DA FORÇA MUSCULAR DOS MEMBROS SUPERIORES, EM IDOSAS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA DO PROJETO AFRID BORGES, Lucélia Justino; COSTA, Geni de Araújo; SOUZA, Luiz Humberto Rodrigues de; NASCIMENTO, Patrícia Vieira do; SANTOS, Eliane Rosa dos Universidade Federal de Uberlândia – luceliajb@yahoo.com.br Introdução: Força muscular é a capacidade derivada da contração muscular, que nos permite mover o corpo, levantar objetos, puxar e empurrar, resistir a pressões ou sustentar cargas. Objetivos: O presente estudo tem por objetivo analisar a influência da prática de hidroginástica, na aquisição de força de membros superiores, utilizando-se como referência um pré-teste, com média e desvio padrão, realizado há 8 meses. Metodologia: O instrumento utilizado foi o teste de flexão de cotovelo protocolado por Rikli & Jones (1999). A pesquisa foi realizada com 85 idosas, com idade entre 60 a 79 anos. A amostragem do pré-teste foi dividida em 4 grupos, de acordo com a idade cronológica: 60- 64 anos (19,12; 3,98); 65-69 anos (20,68; 2,84); 70-74 anos (18,06; 3,74) e 75-79 anos (17,45; 4,27). Verificou-se na análise dos dados do pós-teste: 60- 64 anos (22,54; 3,93); 65-69 anos (23,14; 3,82); 70-74 anos (21,55; 3,26) e 75-79 anos (20,45; 3,49). Resultados: Diante dos dados obtidos o teste t Student para variáveis dependentes, mostrou que os 3 primeiros grupos apresentaram significância para p<0,05 e somente o grupo de 75-79 anos, não apresentou significância estatística. Porém pôde ser observado aumento da média e diminuição do desvio padrão neste grupo. Conclusão: Conclui-se que as atividades de hidroginástica têm influência na aquisição de força dos membros superiores, tendo em vista a comparação dos dados do pré-teste.

Palavras-chave: força de membros superiores, hidroginástica.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 150

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

AUTONOMIA FUNCIONAL, ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA EM IDOSAS Priscilla Marques (bolsista do PIBIC/CNPq-Brasil); Cassiano Ricardo Rech (bolsista CAPES); Sheilla Tribess; Edio Luiz Petroski Nucidh/CDS/UFSC nucidh@ufsc.br Introdução: O sedentarismo é uma epidemia mundial que resulta na perda da autonomia funcional, afetando a qualidade de vida destes indivíduos. Objetivos: Assim, o propósito deste estudo foi examinar a relação entre atividade física e qualidade de vida em idosas com idade superior a 60 anos, residentes em instituições asilares ou que viviam de modo independente participantes de um programa de atividade física orientada. Metodologia: Participaram do estudo 44 idosas, sendo 21 residentes em asilos (80,37,1 anos) e 23 que viviam de modo independente (684,8 anos). Aplicou-se uma entrevista referente à autonomia funcional (Índice de Katz), nível de atividade física (Escala de Atividade Física) e de qualidade de vida (Whoqol-Bref). Resultados: Entre as idosas institucionalizadas 76,5% apresentaram algum tipo de limitação e 29,6% não apresentam limitação. Entre as idosas independentes ocorreu o inverso, 70,4% não apresentaram nenhum tipo de limitação funcional e 23,5% com algum tipo de limitação. Os resultados indicaram que idosas que viviam de modo independente tiveram maiores níveis de atividade física (p0,01) quando comparadas com as institucionalizadas. Os escores referentes à qualidade de vida geral e nos domínios físico e psicológico apresentaram-se mais elevados e diferentes significativamente (p0,01) entre os grupos analisados. A análise correlacional entre o dispêndio energético e o tempo de atividade física total foi significativa com os domínios: físico (r=0,48; r=0,54) e psicológico (r=0,55; r=0,53). Conclusões: Conclui-se que há uma relação entre os níveis de atividade física e os indicadores de qualidade de vida, demonstrando que idosas institucionalizadas apresentam menor autonomia funcional e atividade física quando comparadas com idosas que vivem de modo independente. Palavras-chave: atividade física, qualidade de vida e idosas.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 151

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

AVALIAÇÃO DE FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA REGULAR Mihessen MC; Calegaro CQ; Arantes JT; Werkhauser LG Recor – Reabilitação e Condicionamento Físico marcelamihessen@yahoo.com.br

Introdução: A perda de massa muscular parece ser a principal razão da diminuição de força nos idosos. Em média há uma perda de 30% de força muscular entre 20 e 70 anos de idade (NIEMAN, 1999). Objetivo: Verificar se há aumento significante na força e resistência muscular de idosos que já praticam atividade física regular. Material e métodos: Foram avaliados 48 idosos praticantes de atividade física regular (3x/semana durante 1 hora), sendo 15 do sexo feminino (71,6 ±7,4 anos) e 33 do sexo masculino (66,5±5,5 anos). Foram realizados os testes de sentar e levantar da cadeira e teste de flexão de cotovelo (RIKLI & JONES, 1999) com intervalo de seis meses entre eles (T1 e T2). Neste intervalo os idosos continuaram a praticar regularmente suas atividades sendo 40% de exercícios aeróbios e 60% de exercícios resistidos. Resultados: Os resultados mostraram aumento estatisticamente significativo do número de repetições realizados nos testes, quando comparados o T1 com o T2 de ambos os grupos (usou-se Teste t de Student.). O resultados, para o sexo feminino foram: T1: 14,2±2,1, e T2: 15,5±3,1 repetições para membros inferiores (p<0,003); T1: 18,8 ± 3,8 e T2: 20,7 ±5,1 repetições para membros superiores (p<0,03). E para o sexo masculino: T1: 15,6±2,1, e T2:16,8±2,6 repetições para membros inferiores (p<0,001); e, T1: 20,0±5,4, T2 23,0±4,8 repetições para membros superiores (p<0,0004). Conclusão: o estudo verificou que a atividade física regular promoveu aumento na força muscular nos idosos analisados. Palavras-chave: força muscular, idoso, atividade física.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 152

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

CLASSIFICAÇÃO DO NÍVEL FUNCIONAL EM IDOSAS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA Maria Alcione Freitas e Silva, Luiz Humberto Rodrigues Souza, Fernando Roberto Nunes Tiburcio, Joyce Buiate Lopes Maria, Geni Araújo Costa Universidade Federal de Uberlândia mafsilva05@yahoo.com.br Introdução: Na terceira idade os exercícios podem contribuir para compensar determinada deficiência, satisfazer as necessidades fisiológicas básicas, aumentar a capacidade funcional ou simplesmente para proporcionar prazer. Objetivos: A finalidade deste estudo é verificar a capacidade funcional dos idosos, incluindo as AVDs e AIVDs, em idosos praticantes de hidroginástica. Metodologia: Para a realização desta pesquisa foram avaliadas 38 idosas, com idade entre 50 e 79 anos, praticantes de hidroginástica. Foram utilizadas duas escalas de Autoavaliação da capacidade funcional, uma proposta por SPIRDUSO (1995) com 18 tipos diferentes de AVDs e AIVDs, e outra proposta por RIKLI e JONES (1999) com 12 tipos de atividades. Para a realização da avaliação foram utilizados os materiais e procedimentos protocolados por Matsudo, 2004. Resultados: Foi comprovado que, de acordo com questionário descrito por SPIRDUSO (1995) a média geral da capacidade funcional dos idosos de 50-59 anos foi de 90,27%, de 60-69anos foi 84,78% e de 70-79 anos foi 91,26%. A escala proposta por RIKLI e JONES (1999) mostrou que dos indivíduos de 50-59, 60-69 e 7079 anos, respectivamente, 25%, 17,39%, 14,28% alcançaram a classificação avançada, enquanto 50%, 65,21%, 57,14% e 25%, 65,21%, 28,57%, enquadraram-se nas duas próximas classificações. Conclusão: A partir desta pesquisa, pode-se dizer que os exercícios realizados vêm contribuindo para a benfeitoria das atividades diárias dos idosos praticantes de hidroginástica.

Palavras-chave: capacidade funcional, AVDs, idosos.

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Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

COMPARAÇÃO DAS VARIÁVEIS DE ATIVIDADE DE VIDA DIÁRIA EM INDIVÍDUOS INSTITUCIONALIZADOS. Ana Tereza Coelho 1, Regina Soares 1 e Rosangela Villa Marin 1,2 1 Universidade do Grande ABC - UNIABC 2 Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul- CELAFISCS – rose@celafiscs.com.br Introdução: sabe-se que o trabalho multidisciplinar pode ser considerado uma maneira facilitadora para a melhoria da qualidade de vida e saúde dos indivíduos. Objetivo: comparar as variáveis de força muscular e atividade de vida diária de indivíduos institucionalizados cadeirantes e não-cadeirantes. Métodos: foram analisadas 17 fichas de pacientes de uma instituição de longa permanência ―Abrigo Irmã Tereza à velhice desamparada‖, São Caetano do Sul. A amostra foi composta por 17 indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 57 e 98 anos (x = 77,0  11,0 anos), sendo 10 pacientes não cadeirantes e 7 cadeirantes. Estes indivíduos apresentavam um tempo de internação que variou de 11 meses a 13, 6 anos. Estes são acompanhados por fisioterapeutas e educadores físicos. Para analisar as variáveis, foi utilizado o questionário de atividade de vida diária – AVD (MATSUDO, 2004), com questões relacionadas a atividades de higiene pessoal e alimentação independente (Q2 – lavar cabelos; Q5 – cortar pedaço de carne; Q6 – levar uma xícara à boca; Q13 – levantar um objeto de 2,5 kg;Q16 – abrir um pote que já fora aberto;Q17 – abrir e fechar torneiras). Para análise dos dados foi utilizado o teste Qui Quadrado com a finalidade de comparar os valores de indivíduos cadeirantes e não-cadeirantes. O nível de significância adotado foi p<0,05. Resultados: Apresentados na tabela em freqüência:
QUESTÕES Q2 Q5 Q6 Q13 Q16 Q17 * * * * * * CADEIRANTES 0 1 2 2 1 3 2 2 1 6 0 0 3 0 1 2 0 2 3 0 1 3 2 3 2 4 4 4 NÃO-CADEIRANTES 0 1 2 8 1 0 7 2 0 9 0 0 5 4 0 7 1 1 9 0 0 3 0 0 0 0 0 0

* p<0,05. 0=s/qualquer dificuldade; 1=c/alguma dificuldade; 2= c/muita dificuldade; 3= incapaz

Conclusão: Foi observada diferença significativa para as variáveis analisadas, nas quais os indivíduos institucionalizados não cadeirantes obtiveram melhores valores de desempenho nas atividades de vida diária relacionadas. Os indivíduos cadeirantes mostraram maior dependência para estas variáveis citadas. Palavras-chave: atividade de vida diária

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Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

COMPARAÇÃO DAS VARIÁVEIS NEUROMOTORAS DA APTIDÃO FÍSICA E CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSAS FISICAMENTE ATIVAS Méris Sayuri Tanaka, Rosângela Villa Marin, Sandra Matsudo e Victor Matsudo CELAFISCS. meris_sayuri@ig.com.br; Apoio CNPq processo: 309481/2003-1 Introdução: há uma crescente preocupação por parte da comunidade científica em investigar os benefícios da atividade física nos idosos já que 75 % desses têm uma ou mais doenças físicas crônicas o que faz com que modifiquem o modo de ver seu estado físico.Objetivo: o objetivo do estudo foi comparar as variáveis neuromotoras da aptidão física e a capacidade funcional de mulheres idosas fisicamente ativas de acordo com a idade cronológica. Metodologia: foram avaliadas 210 mulheres com idade entre 60 e 87 anos (72,6 ± 5,2 anos) praticantes de atividade física há pelo menos um ano, duas vezes por semana, com duração de 50 minutos por sessão, no Centro da Terceira Idade ―Dr Moacyr Rodrigues‖, em São Caetano do Sul. A amostra foi dividida por faixa etária: A:60-69 (n=99), B:70-79 (n=96) e C:80-87 (n=15) anos. Para análise da capacidade funcional foram utilizados os testes de mobilidade geral (padronização CELAFISCS): velocidade de levantar da cadeira (VLC), velocidade de andar (VA) e velocidade máxima de andar (VMA). Na avaliação das variáveis neuromotoras da aptidão física foram verificados equilíbrio (EQL), força de membros superiores (FMMSS) – flexão de cotovelo e membros inferiores (FMMII) – teste de levantar da cadeira em 30 segundos, flexibilidade - teste de sentar e alcançar no chão (FLEX) e agilidade (shuttle run). Na análise estatística foi utilizada a ANOVA one-way. O nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: na tabela são apresentados os valores de acordo com a idade.
VARIÁVEIS FLEXIBILIDADE (cm) AGILIDADE (seg) EQUILÍBRIO (seg) FORÇA MMSS (rep.) FORÇA MMII (rep.) VEL LEVANTAR CADEIRA (seg) VEL ANDAR (seg) VEL MÁX ANDAR (seg) *p<0,05 Grupo A 27,6  6,7 18,8  3,2 23,4  7,9 23,0  4,8 18,6  4,0 0,7  0,3 3,0  0,5 2,4  0,2 2 Grupo B 27,4  8,8 20,9  3,31 17,8  9,91 22,7  4,6 18,4  4,7 0,7  0,3 3,2  0,6 2,4  0,2 Grupo C 23,6  8,7 24,3  5,02,3 11,9  9,92,3 21,8  4,0 18,5  5,3 0,7  0,3 3,7  0,82,3 2,6  0,42,3

- B X A; - C X A; 3- C X B Conclusão: dentro das limitações de uma análise transversal, os achados sugerem que o processo de envelhecimento teria um impacto negativo na agilidade, equilíbrio, velocidade de andar e velocidade máxima de andar de mulheres fisicamente ativas, que por outro lado não demonstraram a mesma repercussão nas variáveis flexibilidade, força de membros superiores e inferiores e velocidade de levantar da cadeira; reforçando a expectativa do papel positivo da atividade física nessa fase da vida. Palavras-chave: variáveis neuromotoras, aptidão física, capacidade funcional

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Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

COMPOSIÇÃO CORPORAL DE IDOSAS PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO E HIDROGINÁSTICA NOVAIS, Francini Vilela;COSTA, Geni Araújo;AZEVEDO, Paula Guimarães de Universidade Federal de Uberlândia-UFU frannovais@yahoo.com.br Introdução: A população brasileira, até pouco tempo considerada jovem, está envelhecendo. No envelhecimento é normal a observação de lentas e progressivas mudanças, dentre elas estão as alterações na composição corporal. Vários estudos sugerem que a atividade física tem um papel fundamental nestas modificações antropométricas relacionadas à idade. Objetivo: Verificar a composição corporal de idosas praticantes de musculação e hidroginástica. Metodologia: As mensurações foram feitas em 160 idosas, pertencentes ao Projeto AFRID da Universidade Federal de Uberlândia. A amostra foi dividida em, GImusculação (n=29) e GII-hidroginástica (n=131). Para análise dos dados, utilizou-se a

estatística descritiva e teste t de Student para amostras independentes, em nível de p<0,05. Resultados:Tabela 1-Características descritivas e teste t independente de Student das duas diferentes modalidades.

Idade GI GII P GI GII P
65,3 ± 8,9 63,5±6,21 0,218

MC
60,1± 9,1 66,5±13,9 0,021

EST
1,54±0,06 1,52±0,05 0,082

CC
84,6±9,07 87,9±11,6 0,172

CQ
98,9±7,79

DT
19,07±5,2

102,8±11,9 26,5±10,5 0,106 0,0003

DSE
18,5±6,79 28,5±11,8 3,35421E-05

DSI
23,6±8,37 29,6±11,6 0,01

DA
31,9±9,9 42,4±14,3 0,0003

%G
20,0±4,07 25,2±6,3 6,11696E-05

RCQ
0,854±0,05 0,855±0,06 0,93

IMC
25,3±3,8 28,6±5,3 0,001

Conclusão: Pode-se concluir que há diferenças antropométricas estatisticamente relevantes entre as duas modalidades em questão. Estas diferenças podem ser especialmente notadas no que tange aos aspectos referentes à massa corporal, às dobras cutâneas, ao percentual de gordura e ao índice de massa corporal.

Palavras-chave: antropometria, atividade física e idosos.

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Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

DECLÍNIO DA MEMÓRIA EM IDOSOS PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS Azevedo, Paula Guimarães; Novais, Francini Vilela; Costa, Geni Araújo Universidade Federal de Uberlândia-UFU paullaazevedo@yahoo.com.br Introdução: A memória é a capacidade psíquica de fixar, conservar e reproduzir, evocar ou representar sob a forma de imagens representativas ou mnênicas, aquelas impressões sensoriais, recebidas, transmitidas e conscientizadas, sob a forma de sensação. No envelhecimento, alguns sistemas da memória sofrem declínio. As atividades físicas ajudam a compensar essa perda. Objetivos: O presente estudo tem como objetivo verificar o declínio da memória de idosos praticantes de musculação, no intuito de conhecer suas deficiências para melhorar a qualidade dos treinos. Metodologia: A pesquisa foi realizada com 22 idosos, com idade entre 53 a 86 anos, 19 mulheres e 03 homens, praticantes de musculação.Os dados foram coletados na FAEFI-UFU. Neles foram aplicados o Mini-Mental(Folstein, Folstein & Mchugh,1975) e o teste das figuras(Morris et al, 1989; Bertolucci et al,1998). Resultados: O mini mental ressaltou que 36.36%dos idosos possuem orientação espaço-temporal; 90,90%possuem memória imediata e 9.1% tiveram déficit da mesma; 31,81%possuem atenção e capacidade de calcular, 36.36% tem evocação e todos têm uma linguagem comprometida. O teste das figuras determinou que 100% possuem percepção visual e nomeação, 30% possuem memória imediata após 2 min. de visualização. Conclusões: Os testes puderam comprovar que os idosos têm um possível comprometimento cognitivo.Desta maneira há a necessidade de vinculação de exercícios físicos e mentais para melhores benefícios na prática das atividades e na realização das AVD‘s.

Palavras- chave: memória e idoso

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 157

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

HIDROGINÁSTICA: IMPACTOS NO ENVELHECIMENTO ATIVO Andréa Krüger Gonçalves, Doralice Orrigo da Cunha Pol, Veridiana Mota Moreira, Giovanni Sanchotene Pacheco, Angélica de Souza Moreira, Dilamara Jesus Longoni, Vera Maria Boni Signori Universidade Luterana do Brasil/Canoas (CEAFE/LAFIMED) Departamento de Vigilância da Saúde/Prefeitura Municipal de Canoas ceafeulbra@yahoo.com.br Introdução: A aptidão física de idosos está diretamente relacionada à capacidade funcional devido a sua relação direta com a força, resistência, flexibilidade e equilíbrio. O padrão ativo de vida precisa ser desenvolvido independente da faixa etária, porém a parcela da população sedentária é ainda mais prevalecente sobre a ativa. A OMS tem enfatizado a atividade física como variável diretamente relacionada à manutenção e/ou recuperação do estado saudável. Contudo, existe uma carência de estudos que comprovem quanto eficaz é o exercício para pessoas comuns. Objetivo: O objetivo do estudo experimental realizado foi analisar a capacidade motora de idosos após um programa físico de hidroginástica. Metodologia: Participaram da amostra 57 idosos praticantes de duas aulas semanais de hidroginástica, os quais não realizavam nenhum outro tipo de atividade física. Os idosos eram praticantes de hidroginástica no CEAFE (Centro de Estudos de Atividade Física e Envelhecimento) da Educação Física ULBRA/Canoas. Os instrumentos utilizados foram testes de: força membros inferiores e superiores, flexibilidade membros inferiores e superiores, resistência, equilíbrio e agilidade, a partir do protocolo de Rikli e Jones (2001). Os idosos foram avaliados no início e no final do primeiro semestre de 2004 (pré e pós-teste). A análise estatística empregada foi o teste ´t´ para amostra dependentes com nível de significância de 5% (p<0,05) no programa SPSS 10.0. Resultados: Os resultados indicaram diferença estatística significativa em todas variáveis avaliadas, com exceção da flexibilidade de membros inferiores. Conclusões: Esta pesquisa evidenciou que a hidroginástica propiciou resultados efetivos em variáveis físicas essenciais na promoção de bem-estar e manutenção da capacidade funcional em idosos.

Palavras-chave: hidroginástica, envelhecimento, aptidão física

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 158

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

O IDOSO NA MÍDIA IMPRESSA Raquel Guimarães Lins, Juliana Benigna de Oliveira Universidade Católica de Brasília raquelglins@ig.com.br Introdução: A preocupação com o crescimento da população idosa brasileira permeia vários setores da sociedade. O presente estudo está baseado na associação deste segmento da população, que corresponde aproximadamente a 9% da população de Belo Horizonte, e o veículo de comunicação de massa - Jornal Impresso – Jornal Estado de Minas. O jornal é um veículo de comunicação direcionado para as questões sociais, políticas e que procura informar e formar opiniões em sua totalidade. Objetivo: Com base nestas evidências objetivou-se analisar como este meio de comunicação de massa enfoca a questão do idoso em um caderno com caráter de bem estar e saúde. Metodologia: A metodologia consta de uma análise de conteúdo do caderno Bem Estar, cuja periodicidade é semanal, no período compreendido entre janeiro de 2004 a junho deste mesmo ano (25 no total). Resultados: os resultados encontrados correspondem a 3 reportagens de capa, que se refere a apenas 12% de suas edições, quando foi dado ao idoso um ―status‖ um pouco maior no que nas demais, ainda que de maneira bem discreta e simplista. Pôde-se verificar ainda a ênfase na associação de saúde para este grupo com os comprometimentos fisiológicos do envelhecimento. Conclusão: O que se pode concluir é que, apesar do crescimento da população idosa ser um fato evidente na sociedade brasileira, no se refere ao veículo de comunicação de massa – o Jornal Estado de Minas, o mesmo cumpre, paulatinamente, seu papel social, político e cultural na questão da informação sobre o idoso e suas atribuições, ainda que com uma preocupação maior aos aspectos fisiológicos na associação entre saúde e envelhecimento.

Palavras-chave: jornal impresso, saúde, idoso.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 159

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM HOMENS COM IDADE ACIMA DE 50 ANOS PRATICANTES DE DIFERENTES TIPOS DE ATIVIDADES FÍSICAS. Rosangela Villa Marin, Sandra Matsudo e Victor Matsudo CELAFISCS - Apoio CNPQ processo: 309481/2003-1 E-mail: rose@celafiscs.com.br

Introdução: Muitos estudos têm sido realizados objetivando a melhoria da qualidade de vida, saúde e a importância de aspectos sociais na vida de indivíduos idosos. Objetivo: Comparar a percepção da qualidade de vida entre homens acima de 50 anos de idade, praticantes de ginástica localizada e hidroginástica. Qual a diferença na qualidade de vida de homens idosos praticantes de dois diferentes estilos de atividades físicas. Metodologia: A amostra foi composta por 20 homens, sendo 13 praticantes de hidroginástica e 7 praticantes de ginástica pertencentes aos Centros da Terceira Idade ―Parque aquático Dirce Pereira Montanari‖ e ―Dr. Moacyr Rodrigues‖, com média de idade de 67,7  7,37 e 64,3  6,0 anos respectivamente. O tempo de prática variou entre 1 ano e 14 anos (7,2  4,0 anos). Mediante a utilização do Questionário de Qualidade de Vida elaborado pela Organização Mundial de Saúde (WHOQOL- Bref, 2000). O questionário está dividido em 4 domínios: Físico (máximo de 35 pontos), Psicológico (máximo de 30 pontos), Relações Sociais (máximo de 15 pontos), e Meio Ambiente (máximo de 40 pontos). A análise estatística utilizada foi o teste ―t‖ de Student para amostras independentes e o delta percentual (Δ%) para quantificar as diferenças percentuais entre os praticantes de hidroginástica e de ginástica e as diferenças entre os valores da percepção dos indivíduos e os considerados ideais. O nível de significância adotado foi de p<0,01. Resultados: Na tabela estão resumidos
HIDRO IDEAL % GINÁSTICA IDEAL% ∆% x s x s 25,0 1,8 - 28,6 27,6 * 0,9 - 21,2 - 9,3 Físico 19,6 1,8 - 34,7 20,7 1,3 - 31,0 - 5,3 Psicológico 10,9 1,3 - 27,3 13,1 * 0,8 - 12,4 - 17,0 Relações Sociais 29,5 3,5 - 26,4 30,8 2,0 - 23,0 - 4,4 Meio Ambiente * p<0,01. IDEAL % - valor extraído do cálculo de porcentagem do valor encontrado e o valor máximo. ∆% - valores percentuais entre HIDRO e GINÁSTICA DOMÍNIO

Conclusão: Foi observada diferença significativa na percepção da qualidade de vida nos domínios físico e relações sociais quando comparados os grupos. Quanto aos domínios psicológico e meio ambiente os grupos apresentaram percepções similares.

Palavras-chave: percepção de qualidade de vida, homens ativos.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 160

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PÔSTER: EDUCAÇÃO

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 161

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

A ADAPTAÇÃO DO IDOSO À PRÁTICA DA MUSCULAÇÃO Rosemary Rauchbach1 ; Laiza Danielle de Souza2 1 - Secretaria Municipal do Esporte e Lazer/ Programa Idoso em Movimento, Curitiba; Curso de Educação Física – UNIANDRADE rauchbach@brturbo.com 2 - Grupos Independentes/ Programa Idoso em Movimento/ SMEL, Curitiba dslaiza@hotmail.com Introdução: A musculação, pelas suas qualidades passou a ocupar lugar de destaque nas academias, atendendo homens e mulheres de todas as idades, adaptando-se facilmente à condição física individual. No entanto, para um trabalho eficaz e seguro com a terceira idade são necessárias algumas adaptações. Objetivo: O objetivo principal foi analisar a forma com que o idoso se adapta ao programa, como também salientar erros mais comuns na utilização do equipamento e orientação da prática da atividade. Metodologia: Essa pesquisa é um relato de experiência que teve sua origem nas observações feitas no cotidiano das academias, na intervenção diária e orientação de idosos à prática da musculação. Resultados: Observou-se que, no trabalho com a terceira idade são necessárias as seguintes adaptações: nos equipamentos oferecer apoios, certificar-se quanto à carga, observar se as travas de segurança realmente estão ao alcance, verificar se aquele corpo idoso se encaixa no equipamento, cuidar para que o aluno não se empolgue com o ritmo do ambiente e exceda seu limite, estar sempre presente. O grande desafio está em saber trabalhar com o idoso dentro das suas capacidades e limitações físicas, consciência e aceitação corporal, timidez, vergonha dos próprios movimentos, e ainda na arquitetura do ambiente das academias, nas projeções dos equipamentos, no layout da sala de musculação, na iluminação, na dificuldade da leitura da ficha de exercícios, no som, no público, geralmente jovem que contrasta com o idoso. Conclusão: É necessário, tornar o ambiente da musculação adaptado e agradável, onde o idoso possa criar vínculos com o local, com as pessoas da sua e de outras faixas etárias e com seu professor de forma direta e aberta, tirando suas dúvidas e expondo suas necessidades.

Palavras-chave: idoso, musculação, academia.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 162

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ANÁLISE DO CURRÍCULO DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA QUANTO À FORMAÇÃO PARA O TRABALHO COM IDOSOS Thiago Nunes, Camila Gonçalves, Cláudia Esteves, Roberta Salvini, Marisete Peralta Safons Faculdade de Educação Física – UnB - th-df@uol.com.br Introdução: O curso de Licenciatura em Educação Física da UnB tem como objetivo formar licenciados aptos para atuarem como professores na Pré-escola, Ensinos Fundamental, Médio e Superior, na modalidade regular ou especial. A aptidão se dará também na Educação Física não escolar, tais como recreação e esportes em academias, clubes, hotéis, centros comunitários, condomínios, associações recreativas, empresas e outros, onde o profissional demonstrará habilidade ao lidar com clientela diversificada, sejam crianças, jovens, adultos, idosos, gestantes, sedentários, portadores de deficiência, etc. A formação do aluno abrange conhecimentos humanísticos (filosóficos, do ser humano e da sociedade) e técnicos. Objetivo: Traçar o perfil do currículo que contemple as particularidades e necessidades para o trabalho com indivíduos na Terceira Idade. Metodologia: Foi aplicado um questionário composto por três questões subjetivas aos alunos matriculados nas disciplinas Prática de Ensino em Educação Física 1 e 2, participantes dos programas de Atividade Física para Idosos da Universidade de Brasília. As respostas foram quantificadas e comparadas ao perfil do curso de Educação Física. Resultados: Os alunos destacaram como essenciais as seguintes disciplinas obrigatórias: Anatomia Humana, Fisiologia do Exercício 1 e 2, Cinesiologia, Psicologia da Educação e Didática da Educação Física. Dentre as disciplinas optativas (de escolha livre), as mais citadas foram as que versavam sobre os conteúdos: Atividades Físicas para 3ª idade, Exercícios Físicos Terapêuticos, Musculação e conhecimento mais aprofundado de Fisiologia Humana, Citologia e Histologia. Conclusão: Conforme sugerido pelos alunos, idealiza-se um currículo com formação técnica e humanística, o que segue o proposto pelo perfil do curso de Educação Física da Universidade de Brasília. Urge o problema da indisponibilidade das disciplinas que atendam as expectativas dos alunos ainda na graduação, contudo, tal complemento pode ser adquirido em cursos extra-curriculares ou especializações lato/stricto sensu.

Palavras-chave: currículo, educação física, terceira idade

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 163

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

DANÇA FOLCLÓRICA COMO MEIO DE INCLUSÃO SOCIAL DO IDOSO Marize Amorim Lopes Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) marize@cds.ufsc.br Introdução: Enraizada no modo de viver do ilhéu está a dança, como expressão legítima de sua cultura, cultivada em diferentes rincões da Ilha de Santa Catarina. Objetivando preservar, recriar e divulgar as danças folclóricas do litoral catarinense, criou-se um grupo folclórico. A idéia de envolver idosos foi em virtude do seu próprio interesse e da baixa rotatividade dos membros, ao contrário do que ocorria com os universitários. Objetivo: relatar experiência bem sucedida de inclusão social através de um programa de dança folclórica. Metodologia: este relato de experiência de um projeto de extensão e pesquisa desenvolvido a partir de 1989 com as danças do litoral catarinense. Foram avaliados: contexto sócio-cultural, movimentos, gestos, músicas e indumentárias. As atividades são desenvolvidas 2 vezes por semana com 2 horas de duração, envolvendo montagens coreográficas enriquecidas com pesquisa histórica, ensaios e apresentações. Resultados: destacam 9 danças com enfoque na etnia portuguesa de base açoriana, que foram recriadas com a participação dos idosos. A divulgação destas danças envolve 30 pessoas de 50 a 84 anos e 9 músicos, e se fazem presente em festas comunitárias e beneficentes, de âmbito municipal, estadual, nacional e internacional. São realizadas entre 35 e 40 apresentações num ano. O grupo transmite seus conhecimentos folclóricos aos alunos e professores da rede escolar através da dança e entrevistas. Em 2002 foi lançado um CD com seis músicas folclóricas, que se constitui num acervo musical da cultura regional de base portuguesa açoriana, disponível às escolas e comunidades. Conclusão: a dança começou a fazer parte da vida destes idosos, favorecendo a comunicação de seus ideais e descobertas. Este projeto de extensão proporciona aos idosos uma oportunidade de pesquisar e de sentir-se útil na preservação da história cultural catarinense, além de favorecer as trocas de informações entre gerações e da universidade com a comunidade. Palavras-chave: dança folclórica, idosos

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 164

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

DIÁLOGO INTERGERACIONAL E EDUCAÇÃO: UMA PRÁTICA COMPARTILHADA GIOVELLI, Marivana; ACOSTA, Marco Aurélio; Universidade Federal de Santa Maria UFSM-marivanag@bol.com.br Introdução: Os caminhos por onde estudamos o envelhecimento humano são muitos, e como não poderia deixar de ser, instiga-nos a dúvida de como a educação pensa atuar nessa população, quais os aspectos que a educação deve abordar para atingir plenamente o velho em sua condição humana. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), juntamente com o Centro de Educação Física e o NIEATI*, possui um projeto chamado Aluno Especial II, onde pessoas acima de 55 anos podem matricular-se no saldo das vagas das disciplinas oferecidas pelos diversos cursos. Este projeto leva às salas da universidade, três diferentes gerações: o acadêmico regular, o professor e o idoso. Essa investigação teve como objetivo compreender como se desenvolve o processo educacional, levando em consideração as relações intergeracionais que ocorrem no projeto. Metodologia: Nessa investigação caracterizada como Estudo de Caso, foram feitas entrevistas com amostras de professores, alunos regulares e alunos especiais II matriculados no segundo semestre de 2003, e observações das aulas. Como Principais Resultados destacamos, a influência do professor e sua formação pedagógica nas oportunidades de relacionamento e crescimento mútuo com os idosos, o aspecto humanizador que o idoso leva a sala de aula e a sua contribuição com experiência de vida para a cultura e informação dos alunos mais novos, nos levando a concluir que o processo de educação que se constrói dessa relação de três gerações pode-se chamar de uma prática compartilhada de educação.

Palavras-chave: educação compartilhada, diálogo intergeracional, envelhecimento

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 165

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

METODOLOGIA DA DANÇA DE SALÃO PARA IDOSOS Márcio de Moura Pereira, Marisete Peralta Safons GEPAFI/UnB mmourap@hotmail.com Introdução: Há consenso entre os estudiosos que a dança é uma atividade capaz de proporcionar condicionamento físico, integração social e lazer a indivíduos idosos, além de inúmeros benefícios psicológicos. Entretanto, há carência de relatos a respeito de como se estruturam as Aulas de Dança de Salão, com relação a conteúdos e intensidade, nos diversos programas de atividades físicas voltados para idosos. Objetivo: apresentar à comunidade acadêmica uma sugestão de Metodologia de Ensino de Dança de Salão para Idosos. Metodologia: Estudo transversal em que a intensidade do esforço para cada ritmo utilizado nas aulas de dança de salão foi avaliada a partir da PSE - Percepção Subjetiva do Esforço (Escala CR10 de BORG, 1998). A amostra foi composta de 10 turmas de idosos (mín. 25 e máx. 70 sujeitos de ambos os sexos), matriculados no curso de Dança de Salão do Programa Qualidade de Vida, em Brasília, de 2000 a 2004. Resultados: Os diversos ritmos foram organizados dentro da aula padrão de condicionamento físico de acordo com a intensidade do esforço percebido (Tabela 1). Tabela 1- Ritmos da dança de salão e esforço percebido Fase da aula Aquecimento Valsa, Tango Zona alvo1 Iniciantes Marchas, Chamamé, Xote, Baião, Vanera, Mazurca, Pagode, Rumba, Mambo, Quadrilha, BoiBumbá, Carimbó, Foxtrote Ritmo PSE de 2 a 3 de 3 a 4 Intensidade de fraco a moderado de moderado a algo forte

Salsa, Cúmbia, Samba, Xaxado, Condicionados Merengue Volta à calma Bolero, Slow fox

Zona alvo2

de 5 a 6 2

forte fraco

O frevo, a lambada e o samba de gafieira receberam classificações acima de muito forte (7 ou mais na CR10). Conclusão: A classificação da intensidade dos ritmos de acordo com as diversas fases da aula, além de trazer mais segurança, torna mais objetivo o planejamento do professor que a partir daí pode traçar estratégias para utilização da dança de salão com os mais diversos objetivos, sem prejuízo do condicionamento físico.

Palavras-chave: dança, exercício, metodologia

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 166

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

MOTIVO DE ADESÃO À PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA ORIENTADA E A RELEVÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA REALIZADA EM GRUPO PARA OS IDOSOS Patrícia Queiroz, Alexandre Almeida, Rodrigo Luna, Marisete Peralta Safons Faculdade de Educação Física – UnB jtppatriciaqueiroz@bol.com.br Introdução: Há consenso entre os estudiosos que a prática de atividade física orientada em grupos de idosos traz grandes benefícios para a saúde dos mesmos. Porém não há consenso quanto ao principal motivo que os leva a buscar a atividade física, e se preferem fazer atividade em grupo ou individual Objetivo: Avaliar o motivo pelo qual os idosos aderem à prática de atividade física orientada e o nível de importância que eles atribuem às aulas de condicionamento físico orientado feitas em grupo, para que estas se tornem mais prazerosas. Metodologia: A amostra foi composta de 51 aulas de condicionamento físico, ministradas para um grupo de 40 alunos divididos em duas turmas, que fazem parte do Programa de Qualidade de Vida, oferecido no clube da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF). O motivo de adesão à prática de atividade física orientada e o grau de importância atribuído à atividade física em grupo para que a mesma se torne mais prazerosa foram avaliados respectivamente por meio de um questionário e uma entrevista, sendo seus resultados interpretados através de estatística descritiva. Resultados: A aquisição e a manutenção do condicionamento físico foram apontadas como o principal motivo de adesão a prática de atividade física orientada por 76,19% do grupo. 23,80% apontam a indicação médica como fator determinante para terem aderido à prática de atividade física orientada. Quanto à relevância da atividade em grupo, 100% dos entrevistados relatam que a atividade física em grupo é mais agradável e prazerosa do que a atividade individualizada. Conclusão: Apesar da maioria dos alunos atribuírem sua adesão à atividade física ao desejo de melhorar seu condicionamento físico, o grupo é unânime quanto à importância da atividade física coletiva para que esta se torne mais agradável e prazerosa. Mais estudos são necessários para esclarecer se esta é uma característica local ou uma tendência dentro da atividade física com idosos.

Palavras-chave: atividade física orientada, condicionamento físico, grupo

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 167

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PÔSTER: ESPORTE E LAZER

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 168

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE IDOSAS DO NÚCLEO DA TERCEIRA IDADE DO CED/ FESURV Leidimar A. F. Oliveira; Daiane P. Rodrigues; Janine A. Viniski UNIVERSIDADE DE RIO VERDE e-mail: janine@fesurv.br Introdução: O envelhecimento é um processo irreversível que não se resume à velhice e tem a avaliação física como auxilio no diagnóstico das potencialidades e dificuldades individuais, referentes à prática do exercício. Objetivo: Traçar o perfil antropométrico de um grupo de idosas praticantes de atividades físicas no CED (Centro de Excelência Desportivo) Fesurv – Rio Verde. Material e Métodos: Fizeram parte do grupo 57 idosas, divididas em três subgrupos, o primeiro de 50 a 59 anos, o segundo de 60 a 69 anos e o terceiro de 70 a 79 anos. A metodologia aplicada foi descritiva, onde foi aplicado uma ficha de anamnese elaborada pelo Núcleo da Terceira Idade/CED, além de uma bateria de testes com as variáveis antropométricas: peso, estatura, tronco-cefálico, índice de massa corporal, adiposidade e circunferências de cintura/quadril.; Variáveis Metabólicas com o teste de 6' de caminhada; Variáveis Neuromotoras: força dos membros superiores e inferiores; da avaliação da agilidade e do equilíbrio. Resultados: a análise estatística foi de forma não paramétrica, salientando a média e desvio padrão, onde observamos que a estatura dos grupos é de média a baixa; no IMC encontram-se moderadamente obesas; no teste de circunferência as avaliadas estão com alto risco em relação a cintura/quadril. Nos testes de força verificamos que os membros inferiores são mais fracos em relação aos membros superiores. Conclusão: Traçado assim o perfil antropométrico do grupo avaliado, recomenda-se a adequação do programa de atividades físicas no qual o mesmo está inserido, com suporte científico para obtenção de melhores resultados priorizando suprir as necessidades encontradas, além de abrir caminho para novos questionamentos, ficando claro a importância deste perfil como fonte de inúmeras outras pesquisas a serem realizadas futuramente com base nestes dados.

Palavras-chave: perfil, idosos, ativos

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 169

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PÔSTER: PSICOSSOCIAL

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 170

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

A DANÇA COMO FATOR MINIMIZANTE DA DEPRESSÃO NA 3ª IDADE Daiane P. Rodrigues; Janine A. Viniski; Leidimar A. F. Oliveira UNIVERSIDADE DE RIO VERDE e-mail: daiane.pires@bol.com.br Introdução: A depressão pode ser confundida com as alterações psicológicas ocorridas no período de envelhecimento, sendo difícil ser constatada no idoso. Objetivo: Verificar a importância da prática regular de atividade física, através da dança de salão, para idosos de 60 a 80 anos como agente minimizador dos quadros de depressão. Metodologia: Este estudo foi realizado através de revisão bibliográfica de 21 publicações (artigos, monografias e revistas), no período de 1996 a 2003. Resultados: Considerando a dança como uma arte e um meio que interage o físico, o emocional e o social das pessoas, principalmente a dança de salão que promove a sociabilização, constatamos que os idosos, com a prática desta modalidade,

sentem-se alegres, bem dispostos, adquirem uma melhora na auto-estima, da capacidade cardiorespiratória ou seja, melhoram o condicionamento físico, a convivência em grupo e a auto imagem. Conclusão: Enfim, de acordo com os dados obtidos observamos que com a prática da dança de salão os idosos alteram positivamente a qualidade de vida reduzindo e, em alguns casos, eliminando os quadros de depressão.

Palavras-chave: dança, idosos, depressão

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 171

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

CONCEPÇÃO DE ENVELHECIMENTO DE UNIVERSITÁRIOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Andréa Krüger Gonçalves, Rosa Maria Freitas Groenwald, Ana Lígia Finamor Bavier, Giovanni Sanchotene Pacheco, Angélica de Souza Moreira, Dilamara Jesus Longoni Universidade Luterana do Brasil/Canoas (CEAFE/LAFIMED) Departamento de Vigilância da Saúde/Prefeitura Municipal de Canoas ceafeulbra@yahoo.com.br Introdução: A adoção de comportamento é influenciada pela avaliação de diferentes grupos sociais, sendo necessário identificar a percepção destes mesmos sobre as variáveis que podem influenciar a ação. Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar a percepção do envelhecimento em estudantes universitários de Educação Física e sua relação com a adoção (ou não) do comportamento ativo de indivíduos idosos. Metodologia: A amostra foi composta por 30 universitários de Educação Física da ULBRA/Canoas. O instrumento utilizado foi uma entrevista composta por questões abertas e analisado a partir de análise categorial temática. Resultados: Os universitários indicaram que as imagens da sociedade referentes ao envelhecimento foram predominantemente negativas, associando ao desgaste físico e deterioração mental. Este grupo também indicou que existia preconceito relacionado à idade ´velhismo´, o qual interferia nas relações intergeracionais. Ficou evidente nas categorias analisadas que o convívio com pessoas idosas não foi uma constante, ou seja, pouco convívio direto com familiares idosos. Os universitários acreditavam que a atividade física era uma necessidade na fase da terceira idade, porém pouco estimulada. Conclusões: Uma das principais constatações deste estudo foi que embora estudantes de um curso com ações voltadas ao envelhecimento, a estereotipia de papéis foi identificada, refletindo a ausência ou deturpação de informações quanto ao processo de envelhecimento. Esta pesquisa indicou a necessidade de mais estudos sobre a identificação de fatores relacionados à percepção de envelhecimento em diferentes grupos sociais, visto que a adesão de idosos à atividade física pode ser influenciada por essas diferentes avaliações.

Palavras-chave: envelhecimento, concepção, universitários

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 172

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

CORPOREIDADE, QUALIDADE DE VIDA E SUBJETIVIDADE NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO Janine A. Viniski; Daiane P. Rodrigues UNIVERSIDADE DE RIO VERDE e-mail: janine@fesurv.br Introdução: O ser humano é indivisível, com um corpo em constante mutação. Objetivo: Correlacionar corporeidade, subjetividade e qualidade de vida dentro do processo de envelhecimento. Metodologia: Revisão bibliográfica de 39 publicações (livros, artigos, reportagens, monografias e resumos) realizadas entre 1990 a 2004. Resultados: Caracterizar o envelhecimento, requer a descrição de uma diversidade de aspectos, pois ao envelhecer, menos semelhantes e mais diferenciadas ficam as dimensões de vida de uma pessoa. A qualidade de vida possui parâmetros objetivos e subjetivos, tem um componente de avaliação pessoal, onde o indivíduo compara a sua competência comportamental com as condições ambientais que ele dispõe, com os apoios e recursos, além da satisfação que tem em relação a isso. Falar sobre o corpo é uma tarefa desafiadora, onde ao passar dos anos são implantados novos valores e significados, apesar de sempre ser visto de forma fragmentada. O corpo é presença, revela, esconde, recebe e expressa a maneira de ser-no-mundo, é essa ambigüidade que permite a produção da intersubjetividade. Existe um constante conflito entre aparência e essência, desejo e instinto, tensão interior e a exterior, prazer e dor. O corpo sempre foi objeto de atenções especiais e, muitas vezes, é apresentado como máquina ou simplesmente igualado a certos corpos de animais, mas este é sujeito, objeto, regulado, manipulado, disciplinado, com normatização do prazer, obediente, produtivo, é dualista entre alma e corpo. Sempre a sociedade e os meios de comunicação usaram modelos, evidenciando-os carregados de conceitos de beleza, sensualidade e saúde. Conclusão: Portanto, é necessário que a sociedade e todo integrante do processo ininterrupto de envelhecimento, lancem um novo olhar para o caso, que incluam corpos inteiros e únicos; corpos gente, razão e emoção; corpos inseridos na história, que fazem história e que clamam por qualidade de vida.

Palavras-chave: corporeidade, envelhecimento, qualidade de vida

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 173

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

CRIANÇAS E VELHOS: A IMAGEM DO OUTRO NUM RELATO DE EXPERIÊNCIA AZEVEDO, Paula Guimarães, MELO ,Flávia Gomes, COSTA, Geni Araújo Universidade Federal de Uberlândia- UFU paullaazevedo@yahoo.com.br Introdução: O perfil etário mundial está se alterando, sendo possível perceber o crescente envelhecimento da população atual em relação a toda história social. Na vida em sociedade, costuma-se aceitar tipos de imagens que facilitam a compreensão do processo civilizatório em que nos situamos. A velhice apresentada através da imagem da vovó gorda, sempre calma, sentada numa cadeira de balanço, internaliza em nós a imagem do velho benevolente e alienado. Já as crianças são mostradas nestes meios como seres saudáveis, alegres, o que nos remete à infância como a melhor fase de nossas vidas. Objetivos: O presente estudo tem como objetivo analisar o pensamento de crianças, a respeito de sua percepção sobre os idosos. Metodologia: A pesquisa foi realizada de forma descritiva com 40 crianças do Ensino Fundamental, com idade variando entre 7 a 11 anos. Os dados foram coletados na Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia. Utilizou-se a Escala Néri (1999) por Todaro (1999), de acordo com o conceito ―os velhos são‖, contendo trinta itens com adjetivos bipolares, só podendo escolher um grau de intensidade entre as duas palavras opostas. Resultados: Os adjetivos bipolares selecionados foram os que obtiveram maior e menor aceitação do grupo pesquisado.
Muito Muito Muito Sábios – 50% Valorizados-52,5% Cordiais-37,5% Ignorantes – 0% Entusiasmados-35% Deprimidos-7,5% Desagradáveis- 2,5% Independentes- 37,5%

Desvalorizados- 2,5% Agradáveis- 55% Hostis- 0% Dependentes- 32,5%

Conclusão: A partir dos resultados podemos concluir que as crianças têm uma imagem positiva dos idosos, pois se assemelham a seus avós.

Palavras-chave: idoso, criança e crença.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 174

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

EU NO MEU CORPO AO LONGO DO TEMPO: O USO DAS DUAS PEÇAS NO BANHO DE PRAIA Nazaré Marques Mota1; Rita Puga Barbosa2; Maria Consolação Silva3 ; Alan de Souza Rodrigues3 1 - SEDUC-SEMED – nmmota@bol.com.br 2 – UFAM-FEF – ritapuga@bol.com.br 3 - UFAM-FEF - consola@ufam.edu.br

Introdução: a história familiar é um dos marcos na trajetória da composição das visões psicológica e social do indivíduo, mas não é só isto, o marco educacional também é fantástico. Objetivo: analisar uma situação específica do eu no meu corpo ao longo de minha vida, através do uso espontâneo de biquíni. Metodologia: em 2003, durante excursão para ilha de Margarita-Venezuela, acadêmicas da 3a. Idade adulta da UFAM observaram muitas idosas usando duas peças de banho, sem qualquer constrangimento, nas praias visitadas. Isto redundou em comentários junto a professora coordenadora da excursão, a qual desafiou-as a em 2004 retornarem a Margarita estreando suas duas peças de banho. Nosso registro se deu então com 5 acadêmicas que aceitaram tirar fotos e responder uma entrevista filmada, a sexta acadêmica sempre usou o biquíni. Resultados: descobrimos que as educações recebidas em seus seios familiares foram determinantes para o não uso das duas peças, embora após o casamento tenha havido estímulo dos maridos ao uso do maiô. Foi unânime o depoimento de estar se sentindo bem no seu corpo, com o traje e que também usariam em qualquer outra ocasião e/ou lugar sem ligar para os comentários prováveis de surgirem no contexto social dentro e fora da 3a. Idade Adulta da UFAM. Uma única que sempre usou biquíni diz que jamais irá deixar de usa-lo, pois se sente perfeita em seu próprio corpo. Conclusão: concluímos sobre a favorabilidade da motivação gerada pelo desafio colocado pela professora e na capacidade da Educação Física Gerontológica em transpor barreiras psicossociais do eu em meu corpo de longas datas entre eu e o meu corpo, o que nos parece um avanço.

Palavras-chave: educação física gerontológica, gerontologia, psicologia

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 175

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR SUBJETIVO ANALISADO POR IDOSOS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA POR MAIS DE SETE ANOS Eliane Rosa dos Santos, Lucélia Justino Borges, Patrícia Vieira do Nascimento, Geni Araújo Costa Universidade Federal de Uberlândia lilikapink@yahoo.com.br Introdução: A relação atividade física e saúde vem sendo gradualmente substituída pelo enfoque da qualidade de vida. Objetivos: este estudo objetiva avaliar o efeito da atividade de hidroginástica na qualidade de vida e no bem-estar subjetivo percebido por idosos a partir de diferentes grupos de categorias etárias e de tempo de prática desta atividade. Metodologia: A amostra contou com 54 idosos divididos em: GI com média de idade 60,2 anos e G II média de 71,9 anos. Em relação ao tempo de prática de hidroginástica a amostra foi dividida em GI com média de tempo de 8,7 anos e G II média de 13,4 anos. Foi realizada uma pesquisa de campo com aplicação do questionário SF-36 (Medical Outcomes Study Short form 36-item questionnaire) e um questionário do bem-estar subjetivo. Resultados: A análise da qualidade de vida dos idosos demonstra que os benefícios gerados com a hidroginástica realizada há 8 anos são similares aos benefícios adquiridos pelos praticantes há 13 anos de atividade, sem nenhuma diferença significativa entre os domínios analisados. Os praticantes de hidroginástica com média de idade de 71,9 anos apresentam, na grande maioria dos domínios analisados, maiores benefícios da atividade em relação à qualidade de vida do que o grupo de idosos de 60 anos. Conclusão: A partir dos testes de avaliação subjetiva, os idosos julgam , de forma geral, favoravelmente a qualidade de suas vidas, englobando aspectos físicos e emocionais, como pôde ser comprovado em relatos e anotações sistematizadas nos questionários.

Palavras-chave: qualidade de vida, hidroginástica.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 176

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

RELAÇÃO ENTRE PERCEPÇÃO DE AUTO-EFICÁCIA FÍSICA E APTIDÃO FÍSICA EM IDOSOS Fabiano Marques Camara , Alessandra Galve Gerez, Maria Luiza Miranda, Maria Regina Brandão, Marilia Velardi Universidade São Judas Tadeu fabianocamara@terra.com.br Introdução: a literatura aponta que atividade física tem importante impacto sobre os estados subjetivos de idosos, dentre eles, o senso de auto-eficácia física (AEF). Objetivo: nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi determinar o grau de relação entre o nível de AEF e as variáveis de aptidão física (VAF), obtidas em testes motores, no momento do ingresso dos idosos participantes do Projeto Sênior para a Vida Ativa da Universidade São Judas Tadeu, entre os anos de 2002 e 2004. Método: para avaliar a AEF foi utilizada a Escala de AEF (Ryckman et al, 1982) e para mensurar a aptidão física foram utilizados os testes de potência aeróbia, força de membros superiores e inferiores, flexibilidade, agilidade e equilíbrio estático (Matsudo, 2000), em 83 idosos (68,6±5,5 anos). Os dados foram analisados utilizando-se a estatística descritiva e a correlação de Pearson (p<0,05). Resultados: os resultados demonstraram apenas uma fraca e significativa correlação entre a AEF e força de membros inferiores (r=0,28), não apresentando significância para as demais VAF, todavia a AEF e a aptidão física mostraram-se elevados. Conclusão: isso pode indicar que a percepção de AEF não corresponde ao nível de aptidão física deste grupo. Portanto, apenas um nível elevado de aptidão física não garante uma percepção de AEF correspondente, mas talvez, a participação sistemática em programas de educação física pode levar o idoso a melhorar essa percepção.

Palavras-chave: auto-eficácia, idosos, aptidão física

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 177

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PÔSTER: SAÚDE

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 178

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

A ATIVIDADE FÍSICA COMO UM INSTRUMENTO DE MINIMIZAÇÃO DA DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS Dayanne Christine Borges Mendonça, Camilla Carvalho, Maria Alcione Freitas e Silva, Geni Araújo Costa Universidade Federal de Uberlândia bmdayaninha@yahoo.com.br Introdução: No processo do envelhecimento, é importante observar as alterações psicológicas, assim como o sentimento de abandono provocado pela família. A depressão atinge cerca de 15% dos idosos, com até 2% de casos graves. Objetivos: O objetivo da pesquisa foi analisar os benefícios da atividade física para os asilados no que tange a estados depressivos. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa de campo no Lar Alziro Zarur, no município de Uberlândia, com sete idosos lúcidos. Foram utilizadas duas avaliações, IdadeTraço e Idade-Estado, a 1ª aplicada antes e a 2ª após a atividade física. Resultados: Na 1ª avaliação, os resultados obtidos foram: 14,29% dos idosos se sentem mal; 42,9% sentem-se um pouco bem; 28,58% sentem-se bastante bem e 14,29% sentem muitíssimo bem; 14,29% não se sentem tensos; 14,29% se sentem pouco tensos; 28,58% sentem-se bastante tensos e 42,9% sentem-se muitíssimo tenso. Na 2ª avaliação os resultados revelaram que 85,8% não sentem tensos; 14,29% sentem se pouco tensos; 14,29% não se sentem descansados; 42,9% descansados e 42,9% estão muitíssimos descansados; 14,29% sentem-se bem; 42,9% sentemse bastante bem; 42,9% sentem-se muitíssimo bem; 85,8% não se sentem preocupados; 14,29% são bastante preocupados. Conclusões: Baseados nos resultados, observamos que a atividade física tem um efeito minimizador de aspectos negativos e estressores na vida dos idosos asilados e que, certamente, podem contribuir para um melhor bem-estar subjetivo.

Palavras-chave: idoso, asilo, depressão.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 179

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

A CORRELAÇÃO DA IMAGEM E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE IDOSAS ATIVAS Keila Lopes1,2, Cecília S.P. Martins1, Carlos Kemper2, Ricardo Jacó de Oliveira1 1-Universidade Católica de Brasília 2 - Universidade Paulista - Campus Brasília lkeilal@yahoo.com.br Introdução: A Imagem Corporal é uma figuração do próprio corpo formada e estruturada na mente do indivíduo, dentro de uma estrutura complexa, subjetiva e mutável. A literatura não aporta muitos estudos comparando a imagem corporal e composição corporal em idosos. Objetivo: Verificar a correlação da imagem corporal com o Índice de Massa _ Corporal (IMC), relação cintura-quadril (RCQ) e percentual de gordura (%G) em idosas _ ativas. Metodologia: A amostra de 29 voluntárias, idosas (x = 64,79 ± 6,21anos), residentes no Distrito Federal, ativas, participantes do Projeto Geração de Ouro da Universidade Católica de Brasília-UCB. Amostra foi submetida à avaliação da composição corporal: massa corporal, estatura, RCQ e %G (DXA) e da Imagem Corporal (escala de SORENSEN E STUNKARD, 1993) no LEEFS-UCB. Utilizou-se a correlação de Pearson na análise estatística (SPSS 11.0) com o nível de significância de p ≤ 0,05. Resultados: A correlação da imagem corporal atual foi significativa com o IMC (R=0,89), bem como a RCQ (R=0,48) e %G (R=0,49). Também houve significância na correlação entre a avaliação feita pelo avaliador e a imagem corporal atual (R=0,84). Conclusão: Houve correlação entre a imagem corporal e os parâmetros mensurados da composição corporal (IMC, RCQ e %G) em mulheres idosas ativas.

Palavras-chave: imagem corporal, idosas, composição corporal

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 180

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

A ENDURANCE MUSCULAR NÃO PREDIZ O DESEMPENHO NO TESTE DE CAMINHADA DE 6 MINUTOS José GS Junior§, Marco AV Caffarena§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† § Faculdade de Educação Física – FEF – Centro Universitário UniFMU ‡ Laboratório de Fisiologia do Exercício – LABFEx – Centro Universitário UniFMU † Departamento de Fisiopatologia Experimental – Faculdade de Medicina – USP E-mail: vraso@usp.br Introdução: A endurance muscular (EM) representa um dos principais parâmetros em esforços de longa duração. Objetivo: Determinar o nível de associação entre EM e desempenho no teste de caminhada de 6 minutos (TC6M). Material e Métodos: A amostra foi constituída por 67 voluntárias na faixa etária de 60 a 84 anos (x= 65,37 ± 4,48 anos). A EM foi determinada por meio do teste de repetições máximas (RM) até a fadiga voluntária concêntrica no exercício cadeira extensora. A sobrecarga empregada para executar o teste RM foi baseada em 15% do peso corporal. O TC6M estabelece que o voluntário deve caminhar a maior distância possível neste período de tempo (Rikli and Jones 1999). Resultados: São apresentados na tabela abaixo: Percentil < 33 33 – 66 > 66 Amostra Total TC6M (m) 684,8  86,01 692,2  60,2 696,4  94 693,02 80,63 EM (reps) 5,9  1,5 13,1  2,3 31,3  16,1 18,44  14,83 Pearson -0,17 (p=0,510) -0,35 (p=0,117) 0,09 (p=0,681) 0,06 (p=0,622)

Não houve associação estatisticamente significativa entre a EM e o desempenho no TC6M independente do ponto de corte empregado (mediana, quartil [dados não apresentados], tercil) sugerindo que a endurance muscular não representa fator importante para predizer o desempenho no TC6M mesmo entre as voluntárias que possuem baixa ou alta capacidade muscular. Conclusão: A EM não exerce influência no desempenho do TC6M.

Palavras-chave: endurance muscular, idoso, teste de caminhada de 6 minutos.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 181

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

A FORÇA MUSCULAR NÃO PREDIZ O DESEMPENHO NO TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA Marco AV Caffarena§, José GS Junior§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† § Faculdade de Educação Física – FEF – Centro Universitário UniFMU ‡ Laboratório de Fisiologia do Exercício – LABFEx – Centro Universitário UniFMU † Departamento de Fisiopatologia Experimental – Faculdade de Medicina – USP E-mail: vraso@usp.br Introdução: A força muscular tem sido referida como importante marcador de desempenho. Objetivo: Determinar o nível de associação entre a força muscular e o número absoluto e relativo de elevações do joelho no teste de marcha estacionária (TME). Matérial e Métodos: A amostra foi constituída por 18 voluntárias na faixa etária de 54 a 70 anos (x=63,33 ± 5,90 anos). A força muscular foi determinada por meio do teste de uma repetição máxima (1-RM) no exercício leg press 45º. O TME foi realizado de acordo com modelo proposto por Raso et al. (2001). A contagem da elevação do joelho direito (EJabs) assim como a quantidade relativa de elevações executadas (EJrel) foram feitas em intervalos de 30 segundos (Raso et al. 2001). Resultados: São apresentados na tabela: 0 – 30 EJabs EJrel
*p<0,01

30 – 60 0,02 -0,02

60 – 90 0,10 0,20

90 – 120 0,08 0,05

Total 0,08

0,07

Os valores de força muscular variaram de 90 a 150 kg (116,67 ± 19,40 kg). Os valores absolutos de elevação do joelho incrementaram progressivamente em função do tempo enquanto que os valores relativos permaneceram constante (p<0,01). Não houve associação estatisticamente significativa seja para o número absoluto ou relativo de elevações do joelho independente do intervalo de tempo analisado. Conclusão: A força muscular não prediz o desempenho no teste de marcha estacionária.

Palavras-chave: teste marcha estacionária, força muscular, idoso

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 182

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

A PRATICA DA ATIVIDADE FISICA NA TERCEIRA IDADE NA ACM -BRASILIA E INFLUÊNCIAS DESTA NA VIDA DIÁRIA Tatiana Schneider Rocha, Kátia da Silva Silveira, Igor Taciano Rodrigues ACM - BSB tatiana@acmbrasilia.com.br

Introdução: O envelhecimento é um processo contínuo no qual ocorre declínio progressivo dos processos fisiológicos. Mantendo-se um estilo de vida ativo, pode-se retardar as alterações morfofuncionais decorrentes da idade. Objetivo: mostrar resultados de modificações bio–psico-sociais alcançados por indivíduos da terceira idade, nas modalidades oferecidas pela ACM–Bsb. Metodologia: através de estatística descritiva apresentaremos respostas a um questionário subjetivo de 60 indivíduos (entre 60 e 70 anos) praticantes de atividade física regular, foi feita uma análise bio–psico–social de qualidade de sono, auto– estima, socialização, doenças, medicamentos, depressão, fumo, atividades da vida diária. Resultados: dos indivíduos questionados 93,33% observaram modificação corporal, 41% apresentam algum tipo de doença, dentre, 16,66% tem hipertensão; 71,66% fazem uso de medicamentos, e 28,33% diminuíram a quantidade de ingesta após a prática regular de atividade física; dos que possuíam dor ou lesão aproximadamente 91% obtiveram melhora.Entre 80 e 90% passaram a dormir melhor, ficaram mais calmos, melhoraram convívio social e auto–estima e, tem mais disposição para as atividades da vida diária. Conclusão: os resultados sugerem que a prática regular de atividade física por indivíduos da terceira idade na ACM–Bsb ocasionaria diferentes modificações bio-psico-sociais na vida destes indivíduos.

Palavras-chave: atividade física, influências na vida diária

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 183

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

ANÁLISE COMPARATIVA DOS METS DO LIMIAR ANAERÓBIO DE IDOSOS NAS ATIVIDADES OCUPACIONAIS E DE LAZER Sandor Balsamo, Renata Carneiro, Ricardo Franco, Guilherme Pontes, Valdinar Júnior Companhia Athletica sbalsamo@ig.com.br Introdução: O limiar anaeróbio (LA) é definido como intensidade de trabalho ou consumo de O2 em que o metabolismo anaeróbio estabelece uma produção sanguínea crescente e rápida de lactato. O LA é também marcado pelo aumento do sistema glicolítico concomitante com maior recrutamento das fibras de contração rápida. A queda da aptidão física em idosos e a inatividade ocasiona fadiga antecipada. Objetivo: Avaliar os METS do LA de idosos nas atividades ocupacionais (AO) e de atividades de lazer (ALZ), bem como analisar o nível de atividade física a que esses sujeitos podem ser submetidos. Material e métodos: A pesquisa foi composta por 107 indivíduos com média de idade de 66,7 anos, sendo 56 do sexo masculino e 51 do sexo feminino. O LA foi realizada no cicloergômetro technogym, modelo bikerace HC 2000. Para mensurar o LA foi utilizado o modelo teen 100 da marca micromed. Foi feita uma sub-divisão de intensidades das OA e ALZ em: ligeira, moderada, intensa e muito intensa para o sexo masculino e feminino. Resultados e Discussão: A classificação da das atividades podem ser vistas na tabela 1:
Homens Ligeiro Moderado Intenso Muito intenso Extre. intenso METs nº de alunos 1,6 - 3,9 26 4,0 - 5,9 19 6,0 - 7,9 10 8,9 - 9,9 1 10 + 0 % 46% 34% 18% 2% 0% Mulheres Ligeiro Moderado Intenso Muito intenso Extre. intenso METs 1,2 - 2,7 2,8 - 4,3 4,4 - 5,9 6,0 - 7,5 7,6 + nº de alunos 13 29 9 0 0 % 23% 52% 16% 0% 0%

Conclusão: Os resultados demonstram que com envelhecimento ocorre um maior predisposição a fadiga em OA e ALZ. Grande parte dos sujeitos avaliados atingiria ou ultrapassariam o LA em atividades moderadas (homens 34% e mulheres 52%) e por conseqüência teriam dificuldades em realizar OA e ALZ. Visto que as tarefas de AO e ALZ representam uma percentagem crescente da capacidade máxima do indivíduo, torna-se óbvio por que muitos adultos velhos cada vez mais querem evitá-las e, desse modo, exacerbam mais seu declínio na capacidade aeróbia (Posner e et. al., 1995).

Palavras-chave: idosos, limiar anaeróbio, mets, atividades ocupacionais e de lazer.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 184

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

ATENDIMENTO NO SETOR DE ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE DO CENTRO DE MEDICINA DO IDOSO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA Suiara PereiraTeixeira Centro de Medicina do Idoso – Hospital Universitário de Brasília - UnB suiara@unb.br Introdução: Seguindo uma tendência mundial no atendimento a saúde do idoso, o Centro de Medicina do Idoso do Hospital Universitário da Universidade de Brasília implantou um setor de atividade física e saúde. Objetivos: O setor desenvolve um programa de exercícios de musculação e alongamento para pessoas da terceira idade, com o objetivo da melhoria das condições funcionais, principalmente no que se refere a força muscular e ao equilíbrio. Também são metas importantes, educar para a importância da prática da atividade física sistematizada como fator imprescindível para a melhoria da qualidade de vida e auto estima. Método: O alvo deste trabalho é apresentar o relato da experiência de um ano de atendimento no setor de atividade física e saúde. O setor possui uma pequena sala de musculação, onde os alunos são recebidos através de encaminhamento médico, especificando os seus problemas de saúde. Após este encaminhamento, é feita uma anamnese, realizada por professores de educação física, que avaliam as condições físicas e prescrevem quais exercícios poderão ser desenvolvidos. O atendimento é individualizado, a freqüência é de duas vezes por semana, com a duração de uma hora e atualmente estão sendo atendidas 46 pessoas, com idades que variam de 50 a 96 anos. É recomendada a caminhada como atividade complementar ao trabalho desenvolvido, visto que não há, no local, equipamentos específicos para a realização de atividades aeróbias. Resultados: O treinamento de sobrecarga com pesos tem um papel determinante no aumento da massa muscular e do tecido ósseo, contribuindo para uma postura mais dinâmica, ativa e consciente. O exercício também tem como benefício a melhora da auto estima e dos aspectos funcionais dos indivíduos. Conclusões A prática da atividade física orientada, desenvolvida de forma segura, tem se apresentado como fator importante no processo de prevenção, manutenção e recuperação da saúde dos idosos atendidos.

Palavras-chave: saúde, terceira idade.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 185

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA Renata Marcela Ornellas Targa, Paula Ferraz da Silva, Vinícius Silva de Oliveira, Marcelo Cardozo, Walter Jacinto Nunes UFRuralRJ, renatarga@yahoo.com.br Introdução: O aumento da perspectiva de vida tem levado à necessidade de se reavaliar o que é uma vida saudável, não aceitando que as doenças e a diminuição da qualidade de vida sejam conseqüências naturais e inevitáveis de uma idade avançada. Existe um consenso de que logo após os trinta anos a capacidade funcional sofre uma deterioração refletindo uma queda das medidas fisiológicas que são acentuadas com a inatividade. Os exercícios físicos exercem efeitos contrários aos processos degenerativos do envelhecimento, desacelerando e suavizando os desgastes deixados no organismo pelo tempo.Objetivo: Investigar como os participantes do projeto percebem os benefícios da prática da atividade física.Metodologia: Este estudo de caso caracteriza-se pela observação dos relatos e entrevistas para detectar, após um período de 6 meses, as melhoras percebidas pelos participantes do Projeto Melhor

Qualidade de Vida em Paracambi que fornece atividade física de ginástica localizada, alongamento, relaxamento e atividades recreativas, incentivando a descontração e a melhora da auto-estima, assim como a integração interpessoal. Fizeram parte da amostra 63 pessoas, sendo 60 mulheres e 3 homens, com idade variando de 40 a 78 anos (média de 55 anos). Resultados: As principais melhoras percebidas pelos participantes foram: ganho de resistência (49%), diminuição de dores articulares e musculares (47,61%), aumento do ânimo (46,03%), melhora da flexibilidade (23,81%), diminuição das dores de coluna vertebral (20,63%), queda do estresse emocional (11,11%) e redução dos sintomas da depressão.Conclusão: A partir dos resultados obtidos, conclui-se que a prática de atividade física contribuiu para a melhoria da qualidade de vida dos participantes do projeto, propiciando benefícios físicos e psicológicos.

Palavras-chave: exercício físico, envelhecimento e auto-estima

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 186

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

AVALIAÇÃO DO GANHO DE FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS PRATICANTES DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Antônio Carlos de Souza Vasconcelos, Ana Carolina S. Vasconcelos,Eduardo Teixeira Câimbra,Rogério Herbert M. Rezende,Victor Hugo Silva,Marisete Peralta Safons Faculdade de Educação Física – UnB mari7@unb.br Introdução: Estudos revelam que dentre as conseqüências do processo de envelhecimento humano estão a perda de força, de massa muscular e da densidade mineral óssea (DMO). Pesquisas comprovam que o trabalho resistido com pesos (musculação), progressivo e contínuo, aumenta a força e a resistência muscular, provoca um incremento da DMO nos idosos, além de torná-los mais independentes nas suas atividades da vida diária. Objetivo: avaliar, indiretamente, o percentual de ganho de força muscular nos membros superiores e inferiores, em idosos praticantes de musculação. Metodologia: A amostra foi composta por 7 indivíduos do sexo feminino, na faixa etária de 65 a 78 anos, com diagnóstico de osteoporose/osteopenia, submetidos a um treinamento de 2 sessões por semana , com 1 hora de duração, durante 14 meses. Como forma de avaliação, foram utilizados os teste de preensão manual e teste de sentar e levantar da cadeira em 30 segundos. Utilizando-se dos resultados obtidos nos primeiros testes e comparando-os com o re-teste, foi possível calcular os percentuais de aumento de força em cada indivíduo e assim alcançar as médias para o grupo. Resultados: Foi encontrado um incremento de força de 10,7% em média, para membros inferiores, 15,14 % em média para membro superior direito e 16,59% para membro superior esquerdo, no grupo estudado. Conclusão: verificou-se nos idosos, um ganho de força superior a 10%, durante a participação no programa de musculação.

Palavras-chave: força, idosos, osteoporose.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 187

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

BENEFÍCIOS ANTROPOMÉTRICOS DE UM PROGRAMA DE HIDROGINÁSTICA EM IDOSAS NOVAIS, Francini Vilela; COSTA, Geni Araújo; AZEVEDO, Paula Guimarães Universidade Federal de Uberlândia-UFU frannovais@yahool.com.br Introdução: O número de pessoas que ultrapassam a linha dos 60 anos vem crescendo paulatinamente e com o envelhecimento ocorrem mudanças significativas na composição corporal associadas à inabilidade, dependência e morbidade. Estudos vêm demonstrando o papel desempenhado pela atividade física regular no controle a estes declínios inerentes ao processo de envelhecimento. Objetivo: verificar o quanto um programa de hidroginástica pode influenciar na melhoria ou na manutenção de uma composição corporal saudável em idosas. Metodologia: As mensurações foram feitas antes e após um período 12 semanas, em uma amostra de 107 idosas, com idade média de 63 anos, selecionadas aleatoriamente do grupo de praticantes de hidroginástica, três horas semanais, no Projeto AFRID da Universidade Federal de Uberlândia. Enfocou-se o %G, o IMC, e a RCQ. Para a análise dos dados, utilizou-se a estatística descritiva e teste t de Student para amostras dependentes, em nível de significância de p< 0,05. Resultados: Tabela 1: Estatística Descritiva e teste t para os valores antropométricos do pré e pós-teste Signif. (p<0,05) %Gord RCQ IMC 0,357 0,037 0,695 Pré-teste 25,04 0,85 28,58 Pós-teste 24,54 0,84 28,43

Conclusão: Apesar de não ter significância estatística para os dados de %G e IMC, pode-se notar também um decréscimo entre o pré e o pós-teste, e levando em consideração a população em questão, podemos afirmar que a hidroginástica feita de forma regular presta-se a minimizar os efeitos deletérios na antropometria causados pelo envelhecimento.

Palavras-chave: envelhecimento, antropometria e hidroginástica.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 188

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

CADEIAS MUSCULARES: A POSTURA CORPORAL DE ADULTOS ACIMA DE 55 ANOS. STERN, Claudia Rossi e GOMES, Sônia Beatriz da Silva. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. c.stern@terra.com.br Introdução: O número cada vez mais expressivo de pessoas com posturas corporais inadequadas e conseqüentes desconfortos, nos leva a questionar como o educador físico pode contribuir para melhora na qualidade de vida destas pessoas. O presente estudo está caracterizado por uma abordagem qualitativa de cunho exploratório descritivo. Objetivo: Relacionar a autopercepção da postura corporal de adultos acima de 55 anos, participantes de um programa de Ginástica Postural, com as estruturas psicocorporais definidas no método de Godelieve Denys-Struyf - G.D.S., que se apóia na concepção das cadeias musculares. Material e métodos: A amostra foi composta de 16 participantes (26% do total da população) de ambos os sexos. Foram realizadas entrevistas e avaliações posturais. As entrevistas tiveram duração média de vinte minutos, gravadas em fitas magnéticas. As avaliações posturais foram feitas a partir de quatro fotos digitalizadas de cada indivíduo nas vistas anterior, posterior e laterais direita e esquerda em um posturógrafo com base giratória. As informações coletadas nas entrevistas foram analisadas com base nos procedimentos da análise de conteúdo. Os dados das avaliações posturais foram obtidos através da observação das fotos e classificação dos principais desalinhamentos das vistas laterais e posteriormente relacionados com as estruturas psicocorporais definidas no método G.D.S. Resultados: A triangulação das informações apontou os seguintes resultados: 62,5 % da amostra relacionou coerentemente a sua autopercepção de postura corporal com as estruturas psicocoporais definidas no método G.D.S. No terceiro ponto da triangulação identificou-se a coerência entre a escolha dos participantes e os desalinhamentos posturais observados nas fotos da avaliação postural. Conclusões: Os adultos acima de 55 anos conseguem perceber a sua estrutura psicocorporal e relacioná-la com aspectos da sua vida e a participação no programa de Ginástica Postural.

Palavras-chave: postura corporal; cadeias musculares; adulto velho.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 189

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

CAMINHADA, HIDROGINÁSTICA E ALONGAMENTO SÃO AS ATIVIDADES MAIS INDICADAS PARA PESSOAS IDOSAS Vagner Raso†§‡, Ivete BalenŦ, Mônica SchwarzŦ, Cristiane Ribeiro CoppiŦ. Departamento de Fisiopatologia Experimental – Faculdade de Medicina – USP § Faculdade de Educação Física – FEF – Centro Universitário UniFMU ‡ Laboratório de Fisiologia do Exercício – LABFEx – Centro Universitário UniFMU Ŧ Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET – Paraná E-mail: vraso@usp.br

Introdução: O conhecimento das características das atividades físicas (AF) indicadas para pessoas idosas representa conhecimento adicional importante. Objetivo: Determinar tipo, freqüência, duração e intensidade das AF que os profissionais da área de saúde acreditam ser mais indicadas para pessoas idosas clinicamente saudáveis. Material e Métodos: A amostra foi constituída por 1572 voluntários de ambos os gêneros na faixa etária de 17 a 65 anos. Os voluntários eram estudantes e/ou profissionais (Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Psicologia) de quatro estados (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo). As variáveis foram determinadas por meio de questionário semi-aberto onde os voluntários estabeleciam em ordem de importância, as três atividades que acreditavam ser mais indicadas para pessoas idosas clinicamente saudáveis assim como freqüência (diassem-1), duração (mindia-1) e intensidade (leve, moderada, vigorosa). Resultados: A caminhada, a hidroginástica e o alongamento representam em ordem de importância as atividades mais indicadas. A freqüência semanal varia de 3 (39,1% [atividade 3]; 41,4% [atividade 2]) a 5 diassem-1 (46,8% [atividade 1]). A duração variou de 43,18  17,82 mindia-1 (atividade 1) a 45,15  23,95 mindia-1 (atividade 3). Existe consenso de que a intensidade deve ser de leve (43,9% [atividade 2]; 54,2% [atividade 3]) a moderada (54,5% [atividade 1]). Conclusão: Caminhada, hidroginástica e alongamento são as atividades mais indicadas para pessoas idosas clinicamente saudáveis.

Palavras-chave: atividade física, idoso, profissionais da área de saúde.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 190

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

COMPORTAMENTO DO VO2, EJabs, EJrel, FCE, %FCM E PSE NO TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA Ricardo SG Costa§, Leandro V Silva§, Paula I Toyansk§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† § Faculdade de Educação Física – FEF – Centro Universitário UniFMU ‡ Laboratório de Fisiologia do Exercício – LABFEx – Centro Universitário UniFMU † Departamento de Fisiopatologia Experimental – Faculdade de Medicina – USP E-mail: vraso@usp.br Introdução: A informação do comportamento de variáveis psicofisiológicas permite maior conhecimento das características cinéticas intervariáveis. Objetivo: Analisar o número absoluto (EJabs) e relativo (EJrel) de elevações do joelho, freqüência cardíaca (FCE [bpm]) e percepção subjetiva de esforço (PSE), porcentagem da freqüência cardíaca máxima predita para a idade (%FCMidade) assim como consumo de oxigênio (VO2 [ml·kg-1·min-1]) a cada 30 segundos no teste de marcha estacionária com análise direta de gases (TME). Material e Métodos: A mostra foi constituída por 27 voluntárias na faixa etária de 60 a 82 anos (x= 69,67  5,88 anos). O TME foi realizado de acordo com modelo proposto por Raso et al. (2001). Resultados: São apresentados na tabela:
30s (a) EJabs EJrel FCE 26,44  4,94 26,44  4,94 105,14  14,29 7,42  2,60 9,50  2,36 60s (b) 54,50  8,17a 28,05  5,25 115,74  16,52 77,09  11,37 11,05  2,95a 11,51  1,98a 90s (c) 85,12  12,24ab 30,62  5,00a 127,00  16,57ab 84,54  11,07a 14,04  3,53ab 13,22  2,06ab 120s (d) 113,44  18,18abc 30,05  4,72a 135,44  14,94ab 90,08  9,36ab 15,31 3,99ab 14,29  2,46ab

%FCM 70,07  10,21 VO2 PSE

Houve incremento estatisticamente significativo (abcdp<0,01) no comportamento de todas as variáveis a partir dos 60 s (exceção para EJrel, FCE, %FCM). A EJrel foi estatisticamente diferente somente nos 90 s e 120 s quando comparados aos 30 s. Conclusão: Houve aumento progressivo nas variáveis psicofisiológicas analisadas.

Palavras-chave: teste de marcha estacionária, consumo de oxigênio de pico.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 191

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

CONSCIENTIZAÇÃO DA MELHOR IDADE NO CULTIVO DA ATIVIDADE FÍSICA Gisele Pugliese e Rosemari Frackin. Faculdade Dom Bosco. capeitu@yahoo.com.br Introdução: O envelhecimento é um dos fenômenos que mais se evidencia na sociedade contemporânea. Novos estudos e pesquisas demonstram que o decréscimo progressivo das taxas de natalidade, o aumento significativo dos níveis de qualidade de vida e, por conseqüência, o crescimento na expectativa de vida do brasileiro, aumenta a população de idosos. Um dos componentes para o envelhecimento bem sucedido está nas modificações no estilo de vida de cada um, tais como: controle da alimentação, controle dos níveis de estresse e a inclusão de um programa de atividade física regular. O desenvolvimento de avaliações e prescrições de exercícios é de domínio e responsabilidade de profissionais de Educação Física, levando em consideração as diferenças inter individuais. Objetivos: Relatar experiência de um projeto de pesquisa relativo à adesão de idosos a um programa de atividade física, respondendo a pergunta: Quais os fatores que impedem o aumento da adesão de indivíduos que se encontram na faixa etária de 65 anos a 70 anos em Programas de Atividades Físicas regulares? Metodologia: Relato de Experiência de um projeto de pesquisa com idosos desenvolvido em na cidade de Curitiba, em grupos de convivência da Fundação de Ação Social sendo realizado com uma população de 50 idosos entre 65 a 70 anos, com um questionário cuja análise servirá de base para o exercício profissional futuro com os mesmos. Conclusão: Deve-se conscientizar a terceira idade sobre a importância da atividade física, proporcionar meios de orientação para o ingresso em um Programa, despertar o interesse de profissionais de Educação Física para este segmento de mercado. Resultados: As dificuldades encontradas são de locomoção, falta de companhia, medo do novo, exclusão social, falto de incentivo.

Palavras-chave: envelhecimento, adesão e atividade física.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 192

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

CORRELAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL COM A MASSA CORPORAL, ESTATURA E A COMPOSIÇÃO CORPORAL EM HOMENS E MULHERES IDOSAS Luciane Moreira Chaves Faculdade Alvorada lumoreirachaves@yahoo.com.br Introdução: Devido as diferenças entre indivíduos no padrão de deposição da gordura corporal e composição corporal, é necessário mais informações a cerca das mudanças advindas do processo de envelhecimento. Objetivo: O presente estudo procurou relacionar o IMC com os parâmetros antropométricos e da composição corporal. Material e métodos: Foram estudados 40 indivíduos, com faixa etária média de 70  5,63 para homens (n=20) e 67,9  3,57 para mulheres (n=20). O estudo foi realizado no laboratório de imagem da UCB. Para a medida da MC, foi utilizada balança (Fillizola). A medida da estatura foi realizada através de estadiômetro (Cardiomed). As medidas da MM e a MG, foram realizadas através do densitômetro DXA (LUNAR), modelo DPX-IQ. As análises descritivas foram realizadas através da média e desvio padrão. As relações entre as variáveis foram realizadas, através da análise de regressão linear. Resultados: Através da análise de regressão linear foi possível observar que a estatura explica 36% do IMC em homens, sendo estatisticamente significante (r=0,600, p=0,01), o mesmo não foi observado com relação as mulheres. A MC apresentou forte correlação (r=0,849, p=0,01) com IMC em homens, explicando 72%. Para as mulheres a correlação com IMC e MC também foi estatisticamente significativa (r=0,932, p=0,01), explicando 87%. A relação do IMC com a MG foi estatisticamente significativa (r=0,390, p=0,05) somente para o grupo dos homens, explicando apenas 23%. O grupo das mulheres obteve uma variação de 33% na relação do IMC com a MM apresentando significância na correlação (r=0,572, p=0,01). Conclusão: As diferenças entre os gêneros evidenciaram que um IMC menor é mais influenciado pela estatura, MC e MM em homens, indicando que em mulheres existe a necessidade de aumentar a MM e diminuir a MC. Palavras-chave: índice de massa corporal (IMC), massa magra (MM), massa gorda (MG).

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 193

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

ESTUDO TRANSVERSAL DA APTIDÃO FÍSICA NA VIDA ADULTA Andréa Krüger Gonçalves, Rosa Maria Freitas Groenwald, Ana Lígia Finamor Bavier, Giovanni Sanchotene Pacheco, Carolina Blaschke Monteiro dos Santos, Ramon Diego Guillermo Cardoso Universidade Luterana do Brasil/Canoas (CEAFE/LAFIMED) Departamento de Vigilância da Saúde/Prefeitura Municipal de Canoas ceafeulbra@yahoo.com.br Introdução: O desgaste físico é comumente associado ao processo de envelhecimento, porém discute-se que o sedentarismo é um os principais fatores da deterioração e não simplesmente o acúmulo dos anos de vida. Contudo, existe carência de estudos com dados longitudinais e, mesmo, transversais, comparando as diferentes gerações ao longo da vida. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a aptidão física de adultos em diferentes fases da vida (anos adultos, meia-idade, terceira idade), baseando-se na força, na flexibilidade e na resistência. Metodologia: Participaram do estudo 30 adultos participantes do CEAFE (Centro de Estudos de Atividade Física e Envelhecimento) da Educação Física da ULBRA/Canoas no início do projeto de hidroginástica. Os 30 sujeitos foram avaliados a partir da dinamometria manual, teste de sentar e alcançar e teste de 1,5 milha. Para análise dos resultados, foram organizados três grupos de acordo com a idade, contendo 10 sujeitos em cada: 1 (20 aos 45 anos), 2 (46-60 anos), 3 (60 anos em diante). Os resultados foram analisados a partir da ANOVA no programa estatístico SPSS 10.0. Resultados: O teste de milha não foi avaliado por não apresentar homogeneidade de variância. A força e a flexibilidade indicaram que não houve diferença estatística entre os três grupos de estudo. Conclusões: Esta pesquisa indicou que a aptidão física na população adulta e idosa não parece ser muito diferenciada, refletindo que o padrão de vida é mais indicativo do nível de aptidão física do que simplesmente a idade cronológica. Os resultados permitem auxiliar na desmistificação de que o acúmulo de anos de vida seja responsável pelas diferenças no organismo em diferentes idades, ou seja, não se pode associar o idoso sempre como a pessoa mais fraca, menos flexível e menos resistente.

Palavras-chave: vida adulta, aptidão física

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 194

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

EVOLUÇÃO DA SATISFAÇÃO COM A IMAGEM CORPORAL PERCEBIDA POR MULHERES FISICAMENTE ATIVAS NOVAIS, Francini Vilela; COSTA, Geni Araújo; AZEVEDO, Paula Guimarães de; ARANTES, Luciana Mendonça Universidade Federal de Uberlândia-UFU frannovais@yahoo.com.br Introdução: A imagem corporal é a percepção que temos de nós mesmos, é influenciada pelos padrões estipulados pela sociedade e a cultura que nos rodeia. O modelo de beleza imposto pela sociedade hoje, corresponde a um corpo magro sem, contudo, considerar aspectos inerentes ao processo natural de envelhecimento.Objetivo: Verificar a evolução da satisfação com imagem corporal percebida por mulheres ativas desde à adolescência à velhice. Metodologia: Foram avaliadas através do ―Questionário de percepção de silhueta corporal‖ de STUNKARD e SORENSEN (1993) 100 mulheres escolhidas aleatoriamente entre as praticantes de atividades físicas em academias de ginástica e no Projeto AFRID na cidade de Uberlândia-MG por pelo menos 3 horas semanais. A amostra foi dividida etariamente, GI(10 a 20 anos) n=15, GII(21 a 30 anos) n= 20, GIII(31 a 40 anos) n= 10, GIV(41 a 50 anos) n=10, GV(51 a 60 anos) n=15, GVI(61 a 70 anos) n= 15, GVII (71 a 80 anos) n= 20 e GVIII(+ de 80 anos) n= 5. Para análise dos dados utilizou-se a estatística descritiva. Resultados: GI Idade Média Desvio Padrão Satisfeitos 25% 37,03% 42,85% 20% 62,97% 57,15% 80% 44,44% 40% 55,56% 60% 41,66% 44,3% 58,34% 55,7% 16,33 2,28 GII 23,57 2,61 GIII 33,8 2,07 GIV 44,6 2,59 GV 55,4 2,84 GVI 64,86 1,55 GVII 73,8 3 GVIII 81,8 0,83

Insatisfeitos... 75%

Conclusão: A análise dos dados demonstrou uma extrema insatisfação com a imagem corporal percebida em todas as faixas etárias. Pôde-se notar também que com o acrescer da idade há um maior conformismo com a atual imagem.

Palavras-chave: evolução, imagem corporal, idosos.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 195

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

FCM NO TESTE DE MARCHA ESTACIONARIA COMO INDICADOR PARA A PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIO Paula I Toyansk§, Leandro V Silva§, Ricardo SG Costa §, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† § Faculdade de Educação Física – FEF – Centro Universitário UniFMU ‡ Laboratório de Fisiologia do Exercício – LABFEx – Centro Universitário UniFMU † Departamento de Fisiopatologia Experimental – Faculdade de Medicina – USP E-mail: vraso@usp.br Introdução: A freqüência cardíaca máxima (FCM) representa um dos parâmetros mais empregados à prescrição de exercício aeróbico. Objetivo: Determinar o nível de associação da FCM obtida no teste cardiopulmonar de exercício máximo (TCEM) com a alcançada no teste de marcha estacionária com análise direta de gases (TME). Material e Métodos: A amostra foi constituída por 9 voluntárias na faixa etária de 65 a 78 anos (x= 69,00  3,64 anos). A FCE registrada em intervalos de 30s a partir dos 120s segundos assim como a FCM obtida no TME até a fadiga voluntária foram associadas à FCM obtida no TCEM. O TCEM foi realizado em esteira rolante com inclinação de 1% e aumento progressivo da velocidade (1,2 km.h-1 ) a cada 2 minutos. O TME foi realizado até a fadiga voluntária de acordo com modelo proposto por Raso et al. (2001). Resultados: Houve correlação significativa que variou de moderada (0,68: 150 segundos [p=0,04]) a muito alta (1,00: 450 segundos [p=0,01]). Os únicos intervalos que alcançaram associação estatisticamente significativa foram 150 s (0,68 [n: 9]), 180 s (0,82 [n: 9]), 270 s (0,88 [n: 8]) e 450 s (1,00 [n: 2]). Nos demais intervalos, a correlação também variou de moderada (0,54 [210 s]) a alta (0,79 [420 s]), mas não foi estatisticamente significativa. Conclusão: A FCM alcançada no TME até a fadiga voluntária pode representar um bom indicador para a prescrição de exercício. No entanto, são necessários estudos futuros com maior número de voluntários.

Palavras-chave: freqüência cardíaca máxima, teste de marcha estacionária, teste cardiopulmonar de exercício máximo

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 196

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

FLEXIBILIDADE EM IDOSOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães; Amanda Soares; Joseani Paulini Neves Simas; Giovana Zarpellon Mazo CEFID/UDESC – Florianópolis – SC; nanaguim@terra.com.br Introdução: Estudos mostram que com o passar dos anos o ser humano perde flexibilidade, o que pode acarretar prejuízos para a qualidade de vida. Objetivo: o presente estudo avaliou a flexibilidade da articulação do ombro e do quadril em idosos praticantes e não praticantes de atividade física. Metodologia: a amostra foi composta de 100 idosos, de ambos os sexos, sendo que 50 praticavam atividade física 2 vezes por semana, e 50 não praticavam. Os praticantes foram selecionados no GETI, no núcleo de cardiologia do CEFID e nos Grupos de Convivência da comunidade de Coqueiros. Os não praticantes foram selecionados de forma aleatória. Os instrumentos utilizados: a) formulário de dados pessoais; b) teste de flexibilidade ―coçar as costas‖, validado por Corbin e Lindsey (1985), e c) o teste de ―sentar e alcançar‖, adaptado e validado por Nieman (1990), ambos citados por Nahas (2001). Para a análise dos dados fez-se uso da estatística descritiva. Resultados: os dados obtidos sobre o perfil dos idosos identificaram que a média de idade destes foi de 68,5 anos (SD= 6,9), 53% dos idosos encontram-se na faixa etária dos 60 a 69 anos, sendo que 74% deles eram casados e 45% não haviam completado o ensino fundamental. Como era esperado a maioria dos idosos são aposentados (79%) e dos 50 não praticantes 30% alegaram falta de tempo o motivo principal para não praticar atividade física. No índice de flexibilidade da articulação do ombro não houve grande diferença entre os praticantes e não praticantes os quais apresentaram-se na categoria de baixa condição e na articulação do quadril, 62% dos idosos apresentaram-se nas categorias consideradas boas para a saúde e os não praticantes foram os que apresentaram melhores resultados. Conclusão: desta forma a de se considerar que praticar atividade física duas vezes por semana pode não ser suficiente para melhorar a flexibilidade, principalmente desta população.

Palavras-chave: idoso, flexibilidade, atividade física

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 197

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

IDADE CRONOLÓGICA, PESO CORPORAL, ESTATURA, IMC, ADIPOSIDADE CORPORAL E ALTURA DE ELEVAÇÃO DO JOELHO NÃO INFLUENCIAM O DESEMPENHO NA MARCHA ESTACIONÁRIA Adriana G Nardi§, Rodrigo G Quito §, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† § Faculdade de Educação Física – FEF – Centro Universitário UniFMU ‡ Laboratório de Fisiologia do Exercício – LABFEx – Centro Universitário UniFMU † Departamento de Fisiopatologia Experimental – Faculdade de Medicina – USP E-mail: vraso@usp.br Introdução: A idade cronológica assim como a composição corporal têm sido implicadas com decréscimo de desempenho. Objetivo: Determinar a influência da idade cronológica (IC), peso corporal (PC), estatura (E), índice de massa corporal (IMC), adiposidade corporal (Adp) e da altura de elevação do joelho (hEJ) no desempenho do teste de marcha estacionária (TME). Material e Métodos: A amostra foi constituída por 134 voluntários na faixa etária de 50 a 85 anos (x: 65,69  6,57 anos). A Adp foi determinada por meio da somatória de três dobras cutâneas (tríceps, subescapular, suprailíaca). O TME foi realizado de acordo com modelo proposto por Raso et al. (2001), mas somente o número máximo de elevações do joelho foi considerado. Resultados: Não houve associação estatisticamente significativa (p<0,01) para nenhuma das variáveis independentes (IC, PC, E, IMC, Adp, hEJ) analisadas quando associadas ao desempenho no TME. Os valores de correlação foram muito baixos e variaram de –0,15 (hEJ [p>0,01]) a 0,04 (PC [p>0,01]). Conclusão: O desempenho no TME não é influenciado seja pela IC, PC, E, IMC, Adp ou pela hEJ. A ausência de deslocamento assim como de transporte do peso corporal podem talvez serem os principais fatores que explicam a baixa correlação. No entanto, trabalhos futuros são necessários para melhor compreender esse fenômeno, visto a associação freqüentemente encontrada quando estas variáveis independentes são correlacionadas com parâmetros similares que exigem deslocamento.

Palavras-chave: composição corporal, idoso, teste de marcha estacionária.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 198

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

MARCHA ESTACIONÁRIA ATÉ A FADIGA VOLUNTÁRIA MENSURA CERCA DE 98% DO CONSUMO DE OXIGÊNIO DE PICO – ESTUDO PILOTO Rodrigo G Quito§, Adriana G Nardi§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† § Faculdade de Educação Física – FEF – Centro Universitário UniFMU ‡ Laboratório de Fisiologia do Exercício – LABFEx – Centro Universitário UniFMU † Departamento de Fisiopatologia Experimental – Faculdade de Medicina – USP E-mail: vraso@usp.br Introdução: Nosso serviço tem demonstrado que o teste de marcha estacionária (TME) de 2 minutos prediz 73% do consumo de oxigênio de pico (VO2pico [mlkg-1min-1]). Objetivo: Determinar o nível de associação entre o VO2pico alcançado no teste cardiopulmonar de exercício máximo (TCEM) com o obtido no teste de marcha estacionária com análise direta de gases (TME) até a fadiga voluntária em intervalos de 30 segundos após 120 segundos. Material e Métodos: A amostra foi constituída por 9 voluntárias na faixa etária de 65 a 78 anos (x= 69,00  3,64 anos). O TCEM foi realizado em esteira rolante com inclinação de 1% e aumento progressivo da velocidade (1,2 km·h-1) a cada 2 minutos. O TME foi realizado até a fadiga voluntária de acordo com modelo proposto por Raso et al. (2001). Resultados: São apresentados na tabela: TCEM Duração (s) VO2pico Pearson 457,50  92,87 20,20  3,39  TME à Fadiga Voluntária 390 (n: 4) 17,03  2,51 0,89 (r2: 0,79)* 420 (n: 4) 16,78  3,05 (420 s) 0,99 (r2: 0,98)*

Somente quatro voluntárias conseguiram alcançar o intervalo de tempo de 420 segundos; após este período, o número de voluntárias diminuiu proporcionalmente para 3 (450 s), 2 (480 s) e 1 (510 s). Houve correlação muito alta e estatisticamente significativa para ambos os intervalos de tempo (390 s e 420 s), sendo que a melhor correlação ocorreu aos 420 s (0,99 [r2: 0,98]). Conclusão: O TME até a fadiga voluntária possui alta sensibilidade na mensuração do VO2pico. Estes dados são superiores aos demonstrados em estudo anterior quando o TME foi realizado até 120 s.

Palavras-chave: teste de marcha estacionária, consumo de oxigênio de pico .

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 199

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

MOBILIDADE GERAL EM IDOSAS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA Luiz Humberto Rodrigues Souza, Maria Alcione Freitas e Silva, Geni Araújo Costa. Universidade Federal de Uberlândia. luizhrsouza21@yahoo.com.br Introdução: Segundo alguns autores, American College of Sports Medicine (2003); Shephard (2003); Matsudo (2004), a velocidade pode ser considerada como a capacidade de realizar ações motoras em curtos intervalos de tempo a partir das aptidões disponíveis do condicionamento. Objetivos: Este estudo tem a finalidade de comparar os valores padrões de referência de mobilidade geral, de acordo com a idade cronológica de mulheres fisicamente independentes de São Caetano do Sul (SCS), com os resultados obtidos pelas idosas pertencentes ao projeto AFRID. Metodologia: A amostra foi composta por 184 mulheres, com idade cronológica entre 50 e 79 anos, praticantes de hidroginástica no projeto AFRID. Utilizou-se os testes de mobilidade geral, protocolado por Matsudo, 2004, (velocidade normal de andar – VNA -, velocidade máxima de andar – VMA - e velocidade de levantar da cadeira – VLC), para obter os dados da amostra. Para a realização dos testes foram utilizados os materiais e procedimentos descritos por Matsudo, 2004. Resultados e Conclusão: Valores padrões de referência (tabela superior) e valores obtidos (tabela inferior), em média e desvio padrão, da VNA, VMA, VLC (segundos), respectivamente, para os grupos analisados: SCS x s 2,84 0,3 50-59 2,34 0,4 0,62 0,2 3,0 0,4 60-69 2,49 0,4 0,69 0,2 3,28 0,5 70-79 2,65 0,3 0,76 0,2

AFRID x s 2,74 0,61

50-59 2,2 0,43 0,47 0,2 2,97 0,57

60-69 2,35 0,4 0,50 0,13 3,27 0,63

70-79 2,64 0,47 0,54 0,15

Após a análise dos dados, pode-se notar que a variação em média nos testes das idosas do AFRID foi de 0,53, 0,44 e 0,07, enquanto nas idosas de SCS foi 0,44, 0,31 e 0,14, respectivamente.

Palavras-chave: mobilidade geral, atividades físicas

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 200

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

MOTIVOS QUE LEVAM AS PESSOAS DA TERCEIRA IDADE A PRATICAREM EXERCÍCIOS FÍSICOS Emerson de Melo Universidade Federal de Pernambuco massoterapeutaemerson@bol.com.br Introdução: As limitações de desempenho, decorrentes da idade, alteram o bem-estar físico e psico-social dos idosos e a prática de exercícios físicos traz uma redução da depressão nestes, quando comparados aos não praticantes, e a depressão é o principal problema de saúde mental dessa população, trazendo uma acentuada mudança na vida social dos mesmos. Objetivo: Verificar quais os motivos que levam as pessoas da terceira idade a iniciar e permanecer na prática de exercícios físicos. Método: pesquisa descritiva com 30 sujeitos, de ambos os sexos, faixa etária entre 50 e 80 anos, praticantes regulares de exercícios físicos há cerca de 4 anos, sob orientação de uma professora de Educação Física. Resultados: 43,3% de sujeitos

participam do grupo há quatro anos, o que mostra um alto índice de permanência no programa de exercícios físicos. Os problemas de saúde mais relatados foram os visuais, a hipertensão e a osteoporose. Os motivos que os levaram a iniciarem a prática de exercícios físicos foram a busca da melhoria da saúde (63,3%), a busca de um lazer (43,3%). A saúde é o principal motivo para considerarem importante a prática. Dentre os motivos para continuarem praticando exercícios físicos o gosto pela prática (23,3%) e os efeitos na melhoria da

saúde(20%) foram os mais citados. Conclusões: verificou-se que a maioria dos sujeitos do estudo preocupa-se primeiramente com a saúde, sendo este o principal motivo para iniciarem e permanecerem na prática de exercícios físicos, vindo em seguida o lazer e o gosto pela prática.

Palavras-chave: terceira idade, exercícios físicos, motivação

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 201

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

NIVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA DE IDOSAS Giovana Zarpellon Mazo 1; Jorge Mota2; Lucia Hisako Takase Gonçalves3 1 - Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desportos – CEFID. d2gzm@udesc.br 2 - Universidade do Porto – UP, Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física – FCDEF, Porto, Portugal. jmota@fcdef.up.pt 3 - Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Faculdade de Enfermagem. lucia@ufsc.br

Introdução: O Brasil, como outros países, dispõe-se de poucos dados sobre a prevalência da inatividade física e a sua relação com a qualidade de vida de idosos. Objetivo geral: Analisar o nível de atividade física e a relação com a qualidade de vida (QV) de mulheres idosas participantes de Grupos de Convivência de Idosos. Material e Método: A amostra foi do tipo probabilística, com a técnica de seleção aleatória estratificada, composta por 198 mulheres idosas ( =73.6 anos, DP=5.9), participantes em Grupos de Convivência de Idosos, em Florianópolis, SC. Instrumentos: Formulário com os dados de identificação; Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), versão 8, forma longa e semana normal, para verificar o nível de atividade física das idosas; Questionário de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL abreviado). Coleta de dados: Os instrumentos foram aplicados em forma de entrevista individual. Tratamento dos dados: Através do IPAQ, a amostra foi dividida em dois níveis de atividade física: menos ativo (<150 min/sem) e mais ativo (≥150 min/sem). Os dados foram analisados através da estatística descritiva, de testes não-paramétricos e da análise de regressão logística binária. Adotou-se um nível de significância de 5%. Resultados: Grande parte das idosas pertence ao nível de AF mais ativo. O nível de atividade física menos e mais ativo fisicamente está relacionado com os domínios de QV e as suas facetas. Os resultados indicam associações significativas entre o domínio físico e os níveis de atividade física. As idosas que revelam um pior resultado no domínio físico da QV apresentam um risco acrescido de terem um nível de atividade física menos ativo. Conclusão: A AF tem um papel importante na melhoria da QV das idosas. Assim, torna-se necessário intervir nesta realidade, para que as idosas menos ativas se tornem ativas e as mais ativas se mantenham ou aumentem o seu nível de AF e, com isto, mantenham ou melhorem a sua QV.

Palavras-chave: nível de atividade física, qualidade de vida, idosas

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 202

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

NÍVEL DE DEPRESSÃO EM IDOSOS PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS Maria Alcione Freitas e Silva, Luiz Humberto Rodrigues Souza, Camilla Carvalho, Dayanne Christine Borges Mendonça, Eliane Rosa Santos, Geni Araújo Costa Universidade Federal de Uberlândia mafsilva05@yahoo.com.br Introdução: A prática de atividade física pode aumentar a longevidade à medida que modificamos os processos de algumas doenças. A depressão é a principal doença mental da terceira idade, por isso é um problema importante a ser encarado pelos profissionais que trabalham com esta clientela. Objetivos: O objetivo deste trabalho é verificar a probabilidade de quadros depressivos em idosos praticantes de hidroginástica, pertencentes ao projeto AFRID. Metodologia: Foi realizado um teste com 35 indivíduos (10 homens e 25 mulheres) praticantes de hidroginástica. O instrumento utilizado, protocolado por Matsudo (2004), foi um questionário descrito por FIATARONE (1996), com 30 questões relacionadas à satisfação com a vida e estados de ânimo do indivíduo, além de relatos dos entrevistados. Resultados e Conclusão: A análise dos dados obtidos pelo questionário mostrou que 14,28% dos idosos apresentaram tendência à depressão, sendo que um destes é homem e quatro são mulheres. Acredita-se que as atividades desenvolvidas pelo projeto AFRID tiveram grande influência no resultado desta pesquisa, pois relatos dos informantes confirmaram os dados, relacionando-os a uma melhora do sentimento de bem-estar e satisfação com a vida.

Palavras-chave: depressão, atividades físicas, idosos.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 203

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

NÍVEL DE QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS INSTITUICIONALIZADOS Tibúrcio, Fernando Roberto Nunes Tibúrcio, Joyce Buiate Lopes Maria, Maria Alcione Freitas e Silva, Luiz Humberto Rodrigues Souza, Geni Araújo Costa Universidade Federal de Uberlândia frntiburcio@yahoo.com.br Introdução: É notável o aumento da população de idosos no mundo. Considerando os problemas familiares, dificuldades financeiras e principalmente a falta de compreensão e afetividade para cuidar de um idoso, este é levado para viver em uma instituição asilar. Objetivos: O objetivo desta pesquisa foi conhecer o perfil dos idosos residentes em asilos em relação à qualidade de vida. Metodologia: Para a realização desta foi utilizado um inventário adaptado sobre qualidade de vida (Lipp e Rocha, 1996) aplicado em 25 idosos, de ambos os sexos, residentes em asilos, situado no município de Uberlândia/MG, nos quais o projeto AFRID (Atividades Físicas e Recreativas para a Terceira Idade) realiza atividades. O inventário é composto por 35 perguntas, de respostas curtas. O instrumento foi aplicado aos residentes dos asilos que apresentavam condições psicológicas e fonativas que lhes permitiam o entendimento e a resposta correspondente. De acordo com o inventário, os resultados considerados ideais nos aspectos social, afetivo e salutar devem estar acima de 60%, 80% e 73,3% respectivamente. Resultados: Os resultados obtidos nos aspectos social, afetivo e salutar foram 57,8%, 66,8% e 49,2% respectivamente, os quais foram considerados abaixo dos indicativos de sucesso. Conclusões: Assim pode-se concluir que há um indício de qualidade de vida, dos asilados, abaixo do considerado ideal nas instituições pesquisadas. Serão realizadas futuras pesquisas para corroborar com os dados obtidos.

Palavras-chave: asilo, qualidade de vida

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 204

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NÚMERO DE ELEVAÇÕES DO JOELHO PREDIZ CERCA DE 37% DO CONSUMO DE OXIGÊNIO NO TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA Marcel B Rocha§, André R Quina§, Vivian A Martins§, Sabine A Oliveira§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† § Faculdade de Educação Física – FEF – Centro Universitário UniFMU ‡ Laboratório de Fisiologia do Exercício – LABFEx – Centro Universitário UniFMU † Departamento de Fisiopatologia Experimental – Faculdade de Medicina – USP E-mail: vraso@usp.br Introdução: O número de elevações do joelho (EJabs) pode ser um importante parâmetro de intensidade de esforço. Objetivo: Verificar o nível de associação entre EJabs e consumo de oxigênio (VO2). Material e Métodos: A amostra foi constituída por 28 voluntárias com idade entre 60 a 82 anos (x= 66,67 ± 5,88 anos). O TME foi realizado de acordo com modelo proposto por Raso et al. (2001). O VO2 (mlkg-1min-1) foi obtido simultaneamente ao TME com análise direta de gases em intervalos de 30s. O coeficiente de correlação linear de Pearson assim como o coeficiente de determinação foram empregados para a análise dos dados. Resultados: São apresentados na tabela: EJABS VO2 r(r2) *p<0,001 Houve correlação baixa e não significativa entre número de elevações do joelho e consumo de oxigênio nos 60 segundos iniciais do TME (0,21 [30s]; 0,41 [60s]), enquanto que moderada e significativa para os 90s (0,61 [37%]) e 120s (0,52 [27%]). Conclusão: O número de elevações do joelho pode representar um preditor razoável do consumo de oxigênio no teste de marcha estacionária. 30s 26,54 ± 4,88 7,39 ± 2,53 0,21(4%) 60s 54,59 ± 8,04 11,18 ± 2,97 0,41(17%) 90s 84,91 ± 12,07 14,03 ± 3,51 0,61(37%)* 120s 112,96 ± 18,03 15,16 ± 4,04 0,52(27%)*

Palavras-chave: teste de marcha estacionária, elevação de joelho, consumo de oxigênio.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 205

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

O LAn OBTIDO NA MARCHA ESTACIONÁRIA NÃO É DIFERENTE DO ALCANÇADO NO TESTE CARDIOPULMONAR DE EXERCÍCIO MÁXIMO Leandro V Silva§, Ricardo SG Costa§, Paula I Toyansk§, Francisco L Pontes Jr.§‡, Vagner Raso§‡† § Faculdade de Educação Física – FEF – Centro Universitário UniFMU ‡ Laboratório de Fisiologia do exercício – LABEx – Centro Universitário UniFMU † Departamento de Fisiopatologia Experimental – Faculdade de Medicina – USP E –mail: vraso@usp.br Introdução: O limiar anaeróbico (LAn) representa importante parâmetro à prescrição de exercício. Objetivo: Comparar o ponto de estabelecimento do LAn nos testes cardiopulmonar de exercício máximo (TCEM) e na marcha estacionária com análise direta de gases (TME) de acordo à freqüência cardíaca esforço (FCE [bpm]) e ao consumo de oxigênio (VO 2 [ml∙kg1

∙min-1]). Material e Métodos: A amostra foi constituída por 5 voluntárias na faixa etária de

65 a 78 anos (x=69,2  5,07 anos). O TCEM foi realizado em esteira rolante com inclinação de 1% e aumento progressivo da velocidade (1,2 km·h -1) a cada 2 minutos. O TME foi realizado até a fadiga voluntária de acordo com modelo proposto por Raso et al. (2001). O LAn foi estabelecido de acordo com o incremento da curva de VE/VO 2 e de PETO2. Resultados: São apresentados na tabela: TME FCE VO2 124,80 ± 6,65 13,00 ± 2,55 TCEM 123,20 ± 4,55 13,20 ± 1,92 r 0,98(p=0,004) 0,87(p=0,057)

Não foi detectada diferença estatisticamente significativa entre o LAn alcançado no TME com o obtido no TCEM. Houve correlação muito alta e significativa quando a FCE foi considerada de acordo com o ponto do LAn (0,98: p=0,004 [r 2: 96%]). No entanto, o mesmo fenômeno não se repetiu para o VO2, embora a correlação tenha sido alta (0,87). Conclusão: O LAn ocorre em momentos similares tanto no TME como no TCEM independente do parâmetro analisado (FCE ou VO2).

Palavras-chave: teste de marcha estacionária, teste cardiopulmonar de exercício máximo, limiar anaeróbico.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 206

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

OS DESCOMPASSOS NA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA PARA A POPULAÇÃO IDOSA Raquel Guimarães Lins Universidade Católica de Brasília raquelglins@ig.com.br

Introdução: A Política Nacional do Idoso (PNI, 1994) visa o incentivo de programas de atividades físicas que promovam a qualidade de vida para a população idosa. A Secretaria Municipal de Esportes de Belo Horizonte oferece atividades físicas em 27 núcleos do Programa Vida Ativa. Objetivo: A pesquisa tem como objetivo verificar se os indivíduos idosos residentes próximo ao Parque Municipal Lagoa do Nado, na região norte, conhecem o programa bem como participam do mesmo. Metodologia: A metodologia compreende

entrevista estruturada, com análise dos resultados quantitativamente. A amostra de conveniência, com um total de 30 idosos, sendo 12 do sexo masculino (40%) e 18 do sexo feminino (60%). A média de idade dos entrevistados é de 67 anos. Resultados: Os resultados obtidos são: 57,14% desconhecem e 42,86 o conhecem, principalmente, por meio de amigos e por freqüentarem o parque; 47,15 % praticam algum tipo de atividade física regular, nas quais destacam-se a caminhada e a hidroginástica, 52,85% são sedentários. Sobre a freqüência, 62% o fazem regularmente, 20% periodicamente e 18% não. Conclusões: Embora a PNI associe os benefícios da atividade física à qualidade de vida, é possível perceber que a prática de atividades físicas atinge uma pequena parcela desta população. Um dos motivos pode ser a falta de espaço público, mas é possível verificar ainda que, nesta região o desconhecimento de um programa da prefeitura compromete a proposta da PNI, sendo necessário criar estratégias para atender, de forma mais abrangente, aos idosos residentes na região. Será a partir de uma adesão maior de idosos, fato que depende do próprio conhecimento das possibilidades de prática, que a atividade física poderá ser, de fato, contribuinte para a melhoria da qualidade de vida dos idosos.

Palavras-chave: política nacional do idoso, programa vida ativa, qualidade de vida.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 207

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PARÂMETROS MOTORES E QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PRATICANTES DE DANÇA DE SALÃO Luiz Alberto Simas; Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães; Joseani Paulini Neves Simas; Giovana Zarpellon Mazo CEFID/UDESC – Florianópolis – SC; nanaguim@terra.com.br Introdução e objetivos: a autonomia do idoso está inteiramente relacionada com a prática de atividade física e a dança, como uma atividade física, pode tornar a vida diária mais saudável, atingindo os domínios do comportamento do ser humano: psicomotor, sócio-afetivo e perceptivo-cognitivo. Neste sentido, o estudo diagnóstico descritivo teve o intuito de analisar a qualidade de vida e os padrões motores de idosos praticantes de dança de salão, bem como especificamente a Qualidade de Vida na percepção dos idosos, os parâmetros motores, a aptidão motora geral e específica e o perfil dos idosos. Metodologia: a amostra foi composta por 15 (quinze) idosos de ambos os sexos: 11 idosos do sexo feminino e 4 idosos do sexo masculino, todos praticantes de Dança de Salão, selecionados intencionalmente pela (a) idade, (b) tipo de prática e (c) interesse e possibilidade de participar. Os instrumentos de medida utilizados foram: (1) entrevista semi-estruturada - atributos pessoais e percepção da Qualidade de Vida (versão brasileira do SF-36 – Health Survey of the International Quality of Life Assesment) e (2) Escala motora para a Terceira Idade (EMTI). Os dados foram analisados mediante estatística descritiva (distribuições de freqüências e médias) utilizando o programa SPSS e EPI-INFO versão 6.0 para análise dos parâmetros motores. Resultados e Conclusões: após análise dos dados conclui-se que os idosos praticantes de dança de salão são na maioria do sexo feminino, com faixa etária entre 65 e 75 anos, viúvos e aposentados; apresentam uma qualidade de vida que de acordo com a percepção deles foi considerada muito boa e boa; todos realizam atividades físicas e possuem relacionamentos e convívios sociais considerados sadios; quanto à aptidão motora, esta é considerada muito boa de acordo com a escala motora para a terceira idade.

Palavras-chave: dança de salão, qualidade de vida, idoso

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 208

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PERFIL DA CAPACIDADE DE MEMÓRIA DOS IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS Carrijo, Poliana de Lourdes; Leite, Glênio Fernandes; Santos, Jessiane Alves; Martins, Maria Angélica; Costa, Geni Araújo. Universidade Federal de Uberlândia polianacarrijo@yahoo.com.br Introdução: Sabe-se que com o envelhecimento há perda de memória. Esta função cerebral serve para armazenar informações e conhecimentos. Fatores como genética, nível educacional, estilo de vida e relações sociais podem afetar o desempenho da memória de forma geral. Objetivos: O objetivo desta pesquisa foi analisar o nível da memória visual, tátil, imediata e temporal de idosos institucionalizados. Metodologia: A amostra foi composta por 8 idosos (4 homens e 4 mulheres), todos com lucidez e poder de comunicação, com idade média de 68,6 anos, residentes no asilo São Vicente e Santo Antônio no município de Uberlândia/MG. Os testes utilizados foram: relógio (Clock Drawing Tast), mini-mental (Folstein et.al.1975), figuras (Bertolucci et. al.1998 ) e objetos (Germano Neto, 1997). Resultados: Os resultados estão demonstrados na tabela abaixo:
Avaliação Percepção visual Percepção tátil Memória incidental Memória imediata Orientação Recordação Atenção e cálculo Linguagem Círculo fechado Seqüência horária Figuras 91,2% 45% 60,6% 63,7% 66,2% Objetos 100% 91,2% Mini-mental Relógio

100% 63,7% 54,2% 62,6% 73,7% 100% 12,5%

Conclusões: Analisando os dados pudemos perceber que mesmo estando segregados em abrigos, e apesar dos idosos possuírem um comprometimento cognitivo, apenas 12% não tem noção bem definida do tempo presente e consciência da sua realidade atual. Esta realidade sobre as capacidades de memória dos idosos pode enriquecer a realização de atividades que remetem o envelhecimento bem sucedido.

Palavras-chave: memória, envelhecimento

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 209

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

PRONTIDÃO PARA ATIVIDADE FÍSICA E RISCO CARDÍACO EM IDOSOS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA Eliane Rosa dos Santos, Lucélia Justino Borges, Maria Alcione Freitas e Silva, Patrícia Vieira do Nascimento, Geni Araújo Costa Universidade Federal de Uberlândia lilikapink@yahoo.com.br Introdução: O envelhecimento é um processo que afeta todos os indivíduos de forma lenta e gradativa, provocado por fatores biológicos e sócio-ambientais. Neste processo há uma tendência ao acúmulo de fatores patológicos e aos desgastes durante a vida, provocando desequilíbrio biológico e o aparecimento de restrições para a execução de AVDs. Objetivos: Este estudo procurou avaliar a prontidão para a atividade física e o risco de doenças coronarianas de idosos praticantes de hidroginástica no Projeto VIDA ATIVA AFRID. Metodologia: A amostra foi constituída por 25 idosos, que iniciavam a prática da atividade física.Os alunos foram divididos em 2 grupos, GI - 51 a 60 anos e GII - acima de 61 anos. Foi realizada uma pesquisa de campo com a aplicação do Questionário de Prontidão para a Atividade Física (PAR-Q Validation Report. British Columbia Ministry of health, 1978) e um questionário de Avaliação do Risco Cardíaco, através do auto-relato dos alunos. Resultados e Conclusões: Com relação ao questionário PAR-Q o grupo I apresentou uma porcentagem maior em relação ao grupo II quando respondiam sim em apenas uma das questões. Isso demonstra a necessidade de uma avaliação médica antes do início da atividade. Já de acordo com o questionário de avaliação do risco cardíaco, o GI apresentou uma maior porcentagem que o GII em relação ao risco médio de doenças coronarianas, embora o GII tenha se mostrado mais propenso a doenças do coração que o GI, pois apresentou um alto índice quanto ao risco moderado que possui um escore maior.

Palavras-chave: idoso, prontidão e coração.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 210

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

RELAÇÃO ENTRE O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E DENSIDADE MINERAL ÓSSEA EM MULHERES PÓS-MENOPAUSA Priscilla Marques (bolsista do PIBIC/CNPq-Brasil); Cassiano Ricardo Rech (bolsista CAPES); Sheilla Tribess; Edio Luiz Petroski Nucidh/CDS/UFSC nucidh@ufsc.br Introdução: O Índice de Massa Corporal (IMC) é um indicador de sobrepeso e obesidade em diversos grupos etários, assim como apresenta uma relação direta com a incidência de doenças crônico-degenerativas. No processo de envelhecimento uma das grandes preocupações tem sido a perda da Densidade Mineral Óssea (DMO), que é um dos fatores que leva a osteoporose. Objetivos: Assim, este estudo teve como objetivo analisar a relação entre IMC e os componentes de DMO e Conteúdo Mineral Ósseo (CMO) em mulheres pósmenopausa. Metodologia: Foram mensuradas 45 mulheres entre 50 e 75 anos de idade, com massa corporal (MC) 70,491,90kg, estatura (EST) 1,560,52m, IMC 28,824,30 kg/m2 (21,30-38,63 Kg/m2), DMO 1,03250,1010g/m2 e CMO 1933,65311,09g/m2 para o corpo total, tendo valores médios de 334,5654,96 para os membros inferiores (MMII) e 153,02826,37g/m2 para os membros superiores (MMSS). Para o cálculo do IMC utilizou-se a equação IMC=MC(Kg)/EST2(m), a DMO e o CMO foram determinados através da medida de Densitometria Óssea (DXA) utilizando um aparelho HOLOGIC QDR 4500. Utilizou-se a estatística descritiva e o coeficiente de correlação Linear de Pearson (p<0,05). Resultados: Os resultados demonstraram uma correlação baixa mas significativa entre o IMC e a DMO Total (r=0,38), DMOMMII (0,39), DOMMMSS (0,37) e DMOTronco (r=0,46). Também apresentou correlação significativa entre o IMC e CMO (r=0,42). Conclusões: Conclui-se que, no grupo estudado o IMC apresentou uma relação linear e positiva com a DMO, demonstrando que a DMOTotal foi influenciada pelo IMC. Assim, indivíduos com baixo IMC apresentaram uma menor DMO.

Palavras-chave: índice de massa corporal, densidade mineral óssea e mulheres.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 211

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

RELAÇÃO ENTRE O TESTE DE CAMINHADA DE 6 MINUTOS E ATIVIDADE AQUÁTICA PARA IDOSAS Patrícia Vieira do Nascimento, Eliane Rosa dos Santos, Lucélia Justino Borges, Geni Araújo Costa, Silvio Soares Santos Universidade Federal de Uberlândia patteduca2@yahoo.com.br Introdução: Com o envelhecimento ocorrem alterações nas funções metabólicas e neuromotoras como também nos aspectos antropométricos e na aptidão física, porém estes efeitos podem ser minimizados a partir da prática regular de atividade física. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi determinar o efeito da atividade de hidroginástica sobre a condição aeróbia de idosos através do teste de caminhada de 6 minutos. Metodologia: A amostra foi constituída por 128 idosas com média de idade de 64,8 anos, divididas em três grupos: GI - 27 mulheres com idade entre 50 e 59 anos; GII - 71 mulheres com idade entre 60 e 69 anos e GIII - 30 mulheres com idade acima de 70 anos. Realizaram-se testes protocolados por Sandra Matsudo (2000) -caminhada de 6 minutos- antes e após um período de sete meses de prática de hidroginástica. Esta atividade é realizada três vezes por semana com uma duração de 60 minutos, divididos em atividades fora d‘água (15 min) e atividades dentro d‘água (45 min). Resultados: Como resultado, as médias apresentadas nos testes realizados depois do período de atividades se mostraram superiores para duas entre três idades analisadas: GI 534,7 para 541,1; GII 528,7 para 525,8; GIII 478 para 483,7. Porém a análise das diferenças entre as médias (teste t de student) não demonstrou diferenças significativas entre os grupos analisados. Conclusão: Conclui-se com este estudo que a atividade de hidroginástica aparentemente não se mostrou eficiente para melhorar a condição cardiorespiratória das idosas analisadas.

Palavras-chave: idosas, hidroginástica, cardiorespiratória

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 212

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

RESPOSTA DO DUPLO PRODUTO EM IDOSOS DURANTE UM EXERCÍCIO DE FORÇA PARA MEMBRO SUPERIOR, UTILIZANDO COMO IMPLEMENTO UM ELÁSTICO Rafaella Parca, Tatiana Rodrigues, Marisete Peralta Safons Faculdade de Educação Física – UnB rafaudf@hotmail.com Introdução: A análise das respostas fisiológicas durante a atividade física usa normalmente como parâmetro qualitativo e de segurança cardiovascular, a freqüência cardíaca e a pressão arterial, de forma isolada ou conjunta, por meio do duplo produto (DP). O DP é definido como produto entre freqüência cardíaca e pressão arterial sistólica (FC X PAS). Esse índice tem forte correlação com o consumo de oxigênio do miocárdio apresentando-se como o melhor preditor indireto do esforço cardiovascular. Exercícios de força realizados com elásticos têm sido utilizados com a população idosa, mas há poucos estudos dos efeitos cardiovasculares que esses exercícios desencadeiam durante sua execução. Objetivo: Verificar a resposta do DP ao final de três séries (com 10 repetições) de flexão do cotovelo, utilizando um elástico como implemento. Metodologia: A amostra foi composta de 10 idosos, 3 do sexo masculino e 7 do sexo feminino, do Programa Melhor Idade (Brasília-DF) praticantes regulares das aulas de condicionamento físico há pelo menos 1 ano, com freqüência mínima de 3 sessões semanais de treinamento. Os dados foram avaliados de forma transversal e utilizou-se estatística descritiva para tratamento dos dados. Resultados: O exercício de flexão de cotovelo, com elástico, impôs uma sobrecarga cardíaca média de 58% quando comparado ao repouso. Conclusão: Como em toda forma de atividade física, a PA se elevou, mas dentro de limites seguros, e a FC elevou-se em níveis discretos. O resultado é um DP de baixo risco cardíaco. A variação do DP não alcançou o limiar de isquemia do miocárdio, que a partir de 30000 é considerado como ponto de corte para a angina pectoris.

Palavras-chave: segurança cardiovascular, duplo produto, elástico.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 213

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

RESULTADOS DE DIFERENTES FREQUÊNCIAS SEMANAIS NA APTIDÃO FÍSICA DE IDOSOS ATIVOS Andréa Krüger Gonçalves, Doralice Orrigo da Cunha Pol, Veridiana Mota Moreira, Cibele dos Santos Xavier, Carolina Blaschke Monteiro dos Santos, Ramon Diego Guillermo Cardoso, Ivanete Bredow Faber Universidade Luterana do Brasil/Canoas (CEAFE/LAFIMED) Departamento de Vigilância da Saúde/Prefeitura Municipal de Canoas ceafeulbra@yahoo.com.br Introdução: O aumento da expectativa de vida tem suscitado a necessidade de implementação de ações que possibilitem um envelhecimento com qualidade. O exercício físico regular tem sido reconhecido como um dos principais fatores intervenientes no estado saudável. Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar a aptidão física de indivíduos com idade superior aos 55 anos praticantes de exercícios físicos em diferentes freqüências. Metodologia: Participaram da amostra 100 idosos praticantes de hidroginástica no CEAFE (Centro de Estudos de Atividade Física e Envelhecimento) da Educação FísicaULBRA/Canoas. Resultados: Os sujeitos participavam de duas aulas semanais de hidroginástica há no mínimo seis meses, combinadas ou não com outros tipos de atividade. A amostra foi dividida para análise em três grupos: 1 (duas horas), 2 (três horas), 3 (mais de três horas). Os instrumentos utilizados foram testes de força MI e MS, flexibilidade MI e MS, resistência, equilíbrio e agilidade (Rikli e Jones,2001). A análise estatística foi a ANOVA no programa SPSS 10.0. Os resultados indicaram que no pré-teste a força MS foi a única variável que indicou diferença estatística entre os três grupos, enquanto no pós-teste foi a resistência. Quanto às outras variáveis, nas avaliações inicial e final, não ocorreu diferença significativa entre os três grupos. O equilíbrio e agilidade não indicaram homogeneidade de variância no pré e pós-teste, do mesmo modo que a flexibilidade no pré-teste. Conclusões: Os resultados indicaram que a atividade física propicia resultados na aptidão física de idosos em diferentes freqüências, condizentes com a perspectiva de bem-estar.

Palavras-chave: aptidão física, frequência semanal, idoso

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 214

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SAÚDE DO IDOSO: A POTÊNCIA MUSCULAR COMO PREVENÇÃO DE QUEDAS E LESÕES Fernanda Guidarini Monte1, Adilson A. M. Monte2, Adriana C. A. Guimarães3, Renildo Nunes4. UDESC1,3,4 e UFSC2 . fernandamonte@hotmail.com Introdução: As quedas em idosos tornaram-se um grande problema de saúde pública, sendo uma das maiores causas de lesões nesta faixa etária que muitas vezes levam à morte. Objetivo: Investigar a relação entre potência muscular e prevenção de acidentes. Metodologia: Pesquisa de revisão bibliográfica para a qual foram selecionados 103 artigos publicados entre 1984 e 2004. Resultados: existem muitos fatores correlacionados com quedas em idosos, dentre elas a baixa aptidão física principalmente no que se refere à potência muscular diminuída. Dados estatísticos dos EUA esclareceram que as fraturas de quadril adquiridas após a queda do idoso apresentam-se fatais, com margem de óbito de 15 a 20% ao ano. Outros 15% de idosos necessitam de ajuda para realizarem a maioria das atividades da vida diária. Estudos demonstraram que 40% das pessoas acima de 65 anos caem pelo menos uma vez ao ano por fraqueza muscular, apresentando lesões e fraturas. Autores verificaram que as principais causas de queda em 146 idosos enfermos foram 47,1% ultrapassando obstáculos, 12,2% descendo obstáculos, 8,2% perda de equilíbrio. E constataram que as causas mais graves de quedas, onde os idosos tornam-se dependentes, são problemas relacionados principalmente a exercer força em velocidade (potência). Conclusões: Os estudos sugerem que existe relação entre potência muscular e prevenção de acidentes em idosos e que a potência muscular torna-se necessária no sentido de considerar possíveis imprevistos e atividades motoras que exijam mais do que a força necessária para as atividades de rotina, possibilitando uma maior margem de segurança em relação à saúde.

Palavras-chave: saúde; idoso e potência muscular.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 215

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

SERÁ QUE EXISTE MELHORA DA FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO HÁ NO MÍNIMO DE 1 ANO? Sandor Balsamo, Renata Carneiro, Valdinar Júnior Companhia Athletica sbalsamo@ig.com.br Introdução: Muitas pesquisas vêm comprovando a importância do treinamento de força (TF) para os idosos. O trabalho clássico de Fronteira at al. (1988) demonstrou ganhos de 107% na musculatura extensora do joelho e de 227% na musculatura flexora do joelho após 12 semanas de TF em idosos. Os elevados ganhos de força muscular nas primeiras 12 semanas de treinamento são influenciados, principalmente pelos fatores neurais. Poucas são as pesquisas avaliaram os ganhos da força muscular após a fase neural. Objetivo: Verificar os ganhos de força muscular em 12 semanas em idosos praticantes há no mínimo 1 ano anteriores a pesquisa. Material e métodos: A pesquisa foi composta por 13 idosos praticantes de musculação há no mínimo 1 ano antes da pesquisa. Com a média de idade de 65 anos, sendo 7 do sexo masculino e 6 do sexo feminino. Os testes neuromusculares foram: 1RM na cadeira extensora marca Cybex; teste sentar e levantar do banco (SLB) durante 30 segundos; flexão do cotovelo (FC) também em 30 segundos. Foi realizado o teste t de student para amostras pareadas (p<0,05). Resultados: No teste de 1-RM houve um aumento médio de 6%, porém esse aumento não foi estatisticamente significativo. O aumento médio do número de repetições no teste de SLB foi de 26%, mas sem diferença significativa. No teste de FC também ocorreu uma melhora no desempenho dos sujeitos em 20%, contudo, sem diferença significativa.Conclusão: Os sujeitos avaliados apresentaram melhora em todas as variáveis analisadas, sendo que no de 1RM teve menor aumento. Entretanto, sem diferença estatisticamente significaticativa. Esses resultados pouco expressivos podem ser atribuídos ao fato de se tratarem de indivíduos treinados. Kraemer et. al. (2002) sugerem que os ganhos de força estejam por volta de 16% em indivíduos treinados. Os mesmos autores indicam ganhos de apenas 2% de força em atletas, o que indica que a melhoria no desempenho são menos evidentes para sujeitos com maior tempo de treino. Uma segunda hipótese seria a falta de progressão das cargas de treinamento ou a insegurança dos idosos em aumentar os pesos. Palavras-chave: idosos, força muscular

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 216

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA MENSURA CERCA DE 73% DO VO2PICO ALCANÇADO NO TESTE CARDIOPULMONAR DE EXERCÍCIO MÁXIMO André R Quina§, Marcel B Rocha§, Sabine A Oliveira§, Vivian A Martins§, Francisco L Pontes Jr§‡, Vagner Raso§‡† § Faculdade de Educação Física – FEF - Centro Universitário UniFMU ‡ Laboratório de Fisiologia do Exercício – LABFEx – Centro Universitário UniFMU † Departamento de Fisiopatologia Experimental – Faculdade de Medicina – USP E-mail: vraso@usp.br Introdução: O teste de marcha estacionária (TME) pode representar procedimento alternativo à medida da capacidade cardiorespiratória. Objetivo: Verificar o nível de associação entre consumo de oxigênio de pico (VO2pico [ml∙kg-1∙min-1]) obtido por meio do teste cardiopulmonar de exercício máximo (TCEM) e do TME. A amostra foi constituída por 24 voluntárias com idade entre 60 e 81 anos (x= 69,4 ± 6,3 anos). O TCEM foi realizado em esteira rolante com inclinação de 1% e aumento progressivo da velocidade (1,2 km∙h -1) a cada 2 minutos, com análise direta de gases simultânea. O TME foi realizado de acordo com modelo proposto por Raso et al. (2001). Resultados: São apresentados na tabela: TCEM VO2pico Pearson (r2) 19,8 + 4,2* TME 16,9 + 3,6 ∆% 15,0

0,86 (73,4%)*

Houve correlação forte e significativa (*p<0,0001) entre VO 2pico obtido no TME com o alcançado no TCEM, sugerindo que o TME mensura cerca de 73% do VO2pico alcançado no TCEM. Por outro lado, foi detectada diferença estatisticamente significativa quando os valores médios foram comparados (19,8 + 4,2 x 16,9 ± 3,6 [p<0,0001]). Conclusão: O TME representa um bom procedimento para mensurar o VO2pico, podendo então servir como método adicional para populações idosas clinicamente saudáveis.

Palavras-chave: consumo de oxigênio de pico, teste cardiopulmonar de exercício máximo, teste de marcha estacionária.

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 217

Anais do VII Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade – VII SIAFT. UnB. Brasília-DF de 13 a 15/11/2004. In SAFONS, MP; PEREIRA, MM. Educação Física para Idosos: Por uma Prática Fundamentada. 2ª Ed.

VIVÊNCIAS CORPORAIS PARA PESSOAS COM PARKINSON E MACHADOJOSEPH Marize Amorim Lopes Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) marize@cds.ufsc.br Introdução: Com o envelhecimento, doenças crônicas degenerativas tendem a se manifestar nos humanos, dentre as quais podemos destacar o Mal de Parkinson e a Doença MachadoJoseph (DMJ). O Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, idiopática e de progressão lenta, caracteriza-se por bradicinesia, tremor de repouso, rigidez muscular e perda dos reflexos do ajuste postural. A DMJ é uma rara ataxia cerebelar hereditária, causada por uma repetição de três letras no código genético (DNA) em um gene do cromossomo 14q. Esta anomalia provoca movimentos desequilibrados e desordenados, implicando em alterações na fala, gestos, equilíbrio e marcha. Levando em conta todos os efeitos que essas doenças provocam na pessoa, incluindo dificuldades em executar atividades diárias e o preconceito social, a pratica de atividade física é de suma importância para o tratamento e enfrentamento das mesmas. Objetivo: relatar experiência bem sucedida de um programa de atividade física par pessoas com Parkinson e DMJ. Metodologia: estudo de caso de um projeto de extensão iniciado em maio de 2004, no Centro de Desportos da UFSC, em parceria com Associação Parkinson/SC, objetivando oportunizar vivências corporais para pessoas com distúrbios de movimento, buscando um melhor enfrentamento, mudança no estilo de vida e inclusão social destes indivíduos. O projeto envolve dança, exercícios de soltura muscular, alongamento, flexibilidade, equilíbrio, força, resistência e relaxamento. Resultados: foi verificada a manutenção da flexibilidade, fortalecimento muscular, melhora nas condições físicas, ampliação do convívio social, melhor disposição e autonomia. Conclusão: este programa de vivências corporais contribuiu para uma melhor locomoção e domínio das atividades diárias dos participantes, bem como propiciar trocas de experiências sobre a doença, o que, por sua vez, favorece um melhor enfrentamento da doença.

Palavras-chave: distúrbio, movimento, vivências

Brasília: CREF/DF- FEF/UnB/GEPAFI, 2007. p. 218

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