Apostila de Capacitação – Material Teórico

INDICE

1. Computador 1.1 Hardware 1.2 Software 1.3 Processador 1.4 Memória RAM 1.5 Disco Rígido 1.6 Placa-mãe 1.7 Placas de expansão 1.8 Fonte de alimentação 1.9 Drive de DVD/CD-ROM 2. Sistema operacional e introdução a Linux 3. Introdução a software livre 4. Software livre e software em domínio público 5. Software livre e Copyleft 6. Venda de Software livre 7. Ideologia: as diferenças entre software livre e código aberto 8. Motivos para mudar do Windows para Linux 8.1 Esqueça os vírus 8.2 Seu sistema é instável? 8.3 O Linux protege seu computador 8.4 Não pague $300 pelo seu sistema operacional (E não os copie ilegalmente) 8.5 Liberdade! 8.6 Quando o sistema é instalado, por que você ainda precisa instalar coisas? 8.7 Esqueça os drives

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8.8 Atualize todos seus programas com um simples clique. 8.9 Por que copiar programas ilegalmente se você pode consegui-los de graça? 8.10 Sua vida digital parece fragmentada? 8.11 Por que seu Windows fica mais lento dia após dia? 8.12 Faça algo pelo meio ambiente 9. Motivos para permanecer com Windows 9.1 Software proprietário 9.2 Jogos 10. Motivação 10.1 O que é “motivação” 10.2 Otimismo 10.3 Motivação no trabalho 10.4 Trabalho em equipe 10.5 Motivação aos professores 10.6 Motivação aos alunos 11. Dinâmicas 12. Professor x Tecnologia 12.1 Ensino tradicional 12.2 Ensino construtivista 12.3 Mudanças de paradigmas e o novo perfil do professor 12.4 Tecnologia! O que é? 12.5 Uso das tecnologias digitais nas escolas 12.6 Software educacional 13. A importância de planejar 13.1. A importância do planejamento escolar 13.2 Características do bom plano de ensino

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13.3 Funções do planejamento 14. Processo de Confecção das aulas 14.1 Características que devem conter nas aulas 14.2 Roteiro que deverá ser produzido pelo professor 15. Estudo de caso 15.1 Sugestão de estudo de caso

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1. COMPUTADOR 1.1 HARDWARE Todo o equipamento, suas peças, isto é, tudo o que "pode ser tocado", denominase hardware. Alguns equipamentos como monitor, teclado e mouse são também chamados de periféricos. Outros exemplos de hardware: memórias, processadores, gabinetes, disco rígido, etc. 1.2 SOFTWARE Consiste na parte que "não se pode tocar", ou seja, toda a parte virtual, onde estão incluídos as aplicações, os programas e o sistema operacional. 1.3 PROCESSADOR Este é o grande pivô da história. O processador, basicamente, é o "cérebro" do computador. Praticamente tudo passa por ele, já que é o processador o responsável por executar todas as instruções existentes. Quanto mais rápido for o processador, mais rápido as instruções serão executadas. Todo processador deve ter um cooler (ou algum outro sistema de controle de temperatura). Essa peça (que lembra um ventilador) é a responsável por manter a temperatura do processador em níveis aceitáveis. Quanto menor for a temperatura, maior será a vida útil do processador. A temperatura sugerida para cada processador varia de acordo com o fabricante, com o mecanismo e com o desempenho. O mercado de processadores é dominado por duas empresas: Intel e AMD. Eis alguns exemplos de seus processadores: Intel Pentium 4, AMD Duron, AMD Athlon 64, AMD Athlon XP (visto na imagem abaixo), Intel Celeron, AMD Athlon 64 X2 e Intel Core 2 Duo. 1.4 MEMÓRIA RAM RAM significa Random Access Memory (memória de acesso randômico). Nela, os dados se perdem quando o computador é desligado. Os módulos de memória,
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também conhecidos como "pentes de memória", são os responsáveis pelo armazenamento dos dados e instruções que o processador precisa para executar suas tarefas. Esses dados são fornecidos pelo usuário e/ou tirados do HD (Hard Disk- Disco Rígido). 1.5 DISCO RÍGIDO O Disco Rígido, cujo nome em inglês é Hard Disk (HD), serve para armazenar dados permanentemente ou até estes serem removidos. Os HDs podem armazenar até centenas de gigabytes. O disco rígido é uma memória não-volátil, ou seja, as informações não são perdidas quando o computador é desligado, sendo considerado o principal meio de armazenamento de dados em massa. Por ser uma memória não-volátil, é um sistema necessário para se ter um meio de executar novamente programas e carregar arquivos contendo os dados inseridos anteriormente quando ligamos o computador. 1.6 PLACA-MÃE Essa peça também pode ser interpretada como a "espinha dorsal" do computador, afinal, é ela que interliga todos os dispositivos do equipamento. Para isso, a placa-mãe (ou, em inglês, motherboard) possui vários tipos de conectores. O processador o HD a placa de vídeo e outras placas (placa de som, placa de rede, etc.) são acopladas à placa mãe. 1.7 PLACAS DE EXPANSÃO São dispositivos que se utilizam para estender as funcionalidades e o desempenho do computador. Existe uma grande diversidade de placas de expansão, como, por exemplo, placas de rede, de vídeo, de som e de modem. 1.8 FONTE DE ALIMENTAÇÃO A fonte de alimentação recebe corrente alternada da rede elétrica (que pode ser de 110 ou 220 volts) e transforma-a em corrente contínua para a alimentação dos circuitos internos do computador. Existem fontes com potências de 150 a 300 watts. A fonte de 220 W é a mais utilizada na maioria dos computadores pessoais. Com uma
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fonte de 220 W podemos alimentar uma placa de CPU, placas de expansão, drives, disco rígido e drive de CD-ROM. Normalmente, este é o tipo de fonte que acompanha os computadores mini tower. As fontes com potência superior a 220 Watts são necessárias em alguns computadores especiais, como servidores de ficheiros de redes locais de computadores. Neste tipo de aplicação, o computador, normalmente, possui vários discos rígidos, unidades de fita magnética e outros dispositivos de armazenamento. 1.9 DRIVE DE CD-ROM/DVD É, basicamente, o dispositivo que lê CDs e/ou DVDs. Hoje é comum ter aparelhos leitores de CDs/DVDs que também fazem gravação de dados. Até pouco tempo atrás, o mercado contava apenas com leitores e gravadores de CD. Atualmente, esses drives trabalham com CDs e DVDs. 2. SISTEMA OPERACIONAL E INTRODUÇÃO A LINUX Linux é o termo geralmente usado para designar qualquer sistema operacional que utilize o núcleo Linux. Foi desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds, inspirado no sistema Minix. O seu código fonte está disponível sob licença GPL para qualquer pessoa que utilizar, estudar, modificar e distribuir de acordo com os termos da licença. Inicialmente desenvolvido e utilizado por grupos de entusiastas em computadores pessoais, o sistema Linux passou a ter a colaboração de grandes empresas, como a IBM, a Sun Microsystems, a Hewlett-Packard (HP), Red Hat, Novell, Google e a Canonical. O núcleo Linux foi, originalmente, escrito por Linus Torvalds do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsinki, Finlândia, com a ajuda de vários programadores voluntários através da Usenet (uma espécie de sistema de listas de discussão existente desde os primórdios da Internet). Um sistema operacional é um programa ou um conjunto de programas cuja função é gerenciar os recursos do sistema (definir qual programa recebe atenção do processador, gerenciar memória, criar um sistema de arquivos, etc.), além de fornecer uma interface entre o computador e o usuário. É o primeiro programa que a máquina
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executa no momento em que é ligada e, a partir de então, não deixa de funcionar até que o computador seja desligado. O sistema operacional reveza sua execução com a de outros programas, como se estivesse vigiando, controlando e orquestrando todo o processo computacional. Um sistema operativo pode ser visto como um programa de grande complexidade que é responsável por todo o funcionamento de uma máquina desde o software a todo hardware instalado na máquina. Todos os processos de um computador estão por de trás de uma programação complexa que comanda todas as funções que um utilizador impõe à máquina. Existem vários sistemas operativos; entre eles, os mais utilizados no dia a dia, normalmente utilizados em computadores domésticos, são o Windows, Linux e Mac OS X. Um computador com o sistema operativo instalado poderá não dar acesso a todo o seu conteúdo dependendo do utilizador. Com um sistema operativo, podemos estabelecer permissões a vários utilizadores que trabalham com este. Existem dois tipos de contas que podem ser criadas num sistema operativo, as contas de Administrador e as contas limitadas. A conta Administrador é uma conta que oferece todo o acesso à máquina, desde a gestão de pastas, ficheiros e software de trabalho ou entretenimento ao controlo de todo o seu Hardware instalado. A conta Limitada é uma conta que não tem permissões para aceder a algumas pastas ou instalar software que seja instalado na raiz do sistema ou então que tenha ligação com algum Hardware que altere o seu funcionamento normal ou personalizado pelo Administrador. Para que este tipo de conta possa ter acesso a outros conteúdos do disco ou de software, o administrador poderá personalizar a conta oferecendo permissões a algumas funções do sistema como também poderá retirar acessos a certas áreas do sistema. O sistema operacional é uma coleção de programas que:

inicializa o hardware do computador; fornece rotinas básicas para controle de dispositivos; fornece gerência, escalonamento e interação de tarefas; mantém a integridade de sistema.

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Há muitos tipos de Sistemas Operacionais, cuja complexidade varia e depende de que tipo de funções é provido, e para que computador esteja sendo usado. Alguns sistemas são responsáveis pela gerência de muitos usuários, outros controlam dispositivos de hardware como bombas de petróleo. 3. INTRODUÇÃO A SOFTWARE LIVRE Software livre, segundo a definição criada pela Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado e redistribuído com algumas restrições. A liberdade de tais diretrizes é central ao conceito, o qual se opõe ao conceito de software proprietário, mas não ao software que é vendido almejando lucro (software comercial). A maneira usual de distribuição de software livre é anexar a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do programa disponível. Um software é considerado como livre quando atende aos quatro tipos de liberdade para os usuários do software definidas pela Free Software Foundation:

A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito (liberdade

nº 0).

A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as

suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

A liberdade de redistribuir, inclusive vender, cópias de modo que você

possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2).

A liberdade de modificar o programa, e liberar estas modificações, de

modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao códigofonte é um pré-requisito para esta liberdade. A liberdade de executar o programa significa a liberdade para qualquer tipo de pessoa física ou jurídica utilizar o software em quantas máquinas quiser, em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem nenhuma restrição imposta pelo fornecedor. Caso o software venha a ser modificado e o autor da modificação queira distribuí-lo, gratuitamente ou não, será também obrigatória a distribuição do código
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fonte das modificações, desde que elas venham a integrar o programa. Não é necessária a autorização do autor ou do distribuidor do software para que ele possa ser redistribuído, já que as licenças de software livre assim o permitem. Para que essas liberdades sejam reais, elas devem ser irrevogáveis. Caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, o software não é livre. A maioria dos softwares livres é licenciada através de uma licença de software livre, como a GNU GPL, a mais conhecida. 4. SOFTWARE LIVRE E SOFTWARE EM DOMÍNIO PÚBLICO Software livre é diferente de software em domínio público. O primeiro, quando utilizado em combinação com licenças típicas (como as licenças GPL e BSD), garante a autoria do desenvolvedor ou organização. O segundo caso acontece quando se passam os anos previsto nas leis de cada país de proteção dos direitos do autor e este se torna bem comum. Ainda assim, um software em domínio público pode ser considerado como um software livre. 5. SOFTWARE LIVRE E COPYLEFT Licenças como a GPL contêm um conceito adicional, conhecido como Copyleft, que se baseia na propagação dos direitos. Um software livre sem copyleft pode ser tornado não-livre por um usuário, caso assim o deseje. Já um software livre protegido por uma licença que ofereça copyleft, se distribuído, deverá ser sob a mesma licença, ou seja, repassando os direitos. Associando os conceitos de copyleft e software livre, programas e serviços derivados de um código livre devem obrigatoriamente permanecer com uma licença livre (os detalhes de quais programas, quais serviços e quais licenças são definidos pela licença original do programa). O usuário, porém, permanece com a possibilidade de não distribuir o programa e manter as modificações ou serviços utilizados para si próprio. 6. VENDA DE SOFTWARE LIVRE As licenças de software livre permitem que eles sejam vendidos, mas estes em sua grande maioria estão disponíveis gratuitamente.
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Muitas empresas optam por distribuir o mesmo produto sobre duas ou mais licenças, geralmente uma sobre uma licença copyleft e gratuita como a GPL e outra sobre uma licença proprietária e paga. Outra diferença muito comum é que as versões pagas geralmente acompanham algum tipo de serviço adicional, como direito a suporte técnico, por exemplo. 7. IDEOLOGIA: AS DIFERENÇAS ENTRE SOFTWARE LIVRE E CÓDIGO ABERTO Para o Movimento do software livre, que é um movimento social, não é ético aprisionar conhecimento científico, que deve estar sempre disponível, para assim permitir a evolução da humanidade. Já o movimento pelo Código Aberto, que é um movimento mais voltado ao mercado, prega que o software desse tipo traz diversas vantagens técnicas e econômicas. O segundo surgiu para levar as empresas a adotarem o modelo de desenvolvimento de software livre. 8. MOTIVOS PARA MUDAR DO WINDOWS PARA O LINUX 8.1 ESQUEÇA OS VÍRUS. Se seu computador desliga sozinho, se janelas estranhas, com textos que você não entende e todo tipo de propaganda, aparecem sem você pedir, se emails são enviados para todos os seus contatos sem você saber, provavelmente seu computador está com vírus. A razão principal para isso é que ele está rodando o Windows. O Linux dificilmente tem um vírus. Claro, um vírus para Linux não é impossível de se conseguir. Entretanto, o Linux torna isso muito difícil de acontecer, por algumas razões:

A maioria das pessoas usa o Microsoft Windows, e os piratas querem

fazer o máximo de dano (ou controle) possível: consequentemente, o alvo deles é o Windows. Mas essa não é a única razão.

O Linux usa um gerenciamento de autorização inteligente. No Windows,

você (e qualquer programa que você instala) geralmente tem o direito de fazer quase tudo em seu sistema, pode ir dentro da pasta do sistema e deletar o que quiser: o Windows não vai se queixar. Claro, a próxima vez que reiniciar, os
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problemas começam. Mas imagine, se você pode deletar essas coisas do sistema, outros programas também podem, ou simplesmente modificá-los. O Linux não permite isso. Toda vez que você pede para fazer alguma coisa relacionada com o sistema, uma senha de administrador é pedida (e se você não é um administrador nesse sistema, você simplesmente não pode fazer o que queria). Os vírus não podem sair por aí e deletar ou modificar o que quiserem no sistema; eles não têm a autorização para isso.

Quanto mais olhos, menos falhas de segurança. O Linux é um software

open source (programa de código aberto), o que significa que qualquer programador no mundo pode dar uma olhada no código, e ajudar, ou apenas dizer a outro colaborador "Hei, isso não é uma falha de segurança?". 8.2 SEU SISTEMA É INSTÁVEL? Você alguma vez perdeu seu precioso trabalho porque o Windows travou? Você sempre desliga seu computador da forma apropriada, ou você às vezes desliga simplesmente porque o Windows enlouqueceu e não deixa você fazer mais nada? Você já se deparou alguma vez com a "tela azul" ou mensagens de erro dizendo que seu computador precisa ser desligado por razões desconhecidas? As últimas versões do Windows, especialmente a versão "Professional", estão se tornando mais estáveis que antes. Entretanto esse tipo de problema ainda é muito frequente. Claro que nenhum sistema operacional é perfeito, e as pessoas que te dizem que o dela nunca vai travar, estão mentindo. Entretanto, alguns sistemas operacionais podem ser tão estáveis que a maioria dos usuários nunca vêem seus sistemas travarem, mesmo depois de alguns anos. Isso é o que acontece com o Linux. Aqui está uma boa maneira de entender isso. Quando um sistema trava, ele precisa ser desligado ou reiniciado. Entretanto, se seu computador consegue ficar ligado e funcionando por muito tempo, não importa o quanto você o usa, você pode dizer que o sistema é estável. Bem, o Linux pode rodar por anos sem precisar ser reiniciado (a maioria dos servidores de internet roda Linux, e eles quase nunca reiniciam). Claro que com grandes atualizações ele ainda precisa ser reiniciado (da forma apropriada). Mas se você instala o Linux, e usa seu

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sistema o tanto que quiser, deixando seu computador ligado o tempo todo, pode continuar por anos sem ter nenhum problema. Na maioria das vezes não deixará seu computador ligado por tanto tempo, mas isso mostra o quanto o Linux é estável. 8.3 O LINUX PROTEGE SEU COMPUTADOR Vírus, trojans, hardwares, spywares... O Windows deixa tudo isso entrar em seu computador muito facilmente. O tempo médio antes de um PC Windows (conectado a internet e com uma instalação padrão de "Service Pack 2) ser infectado é de 40 minutos (e isso às vezes leva apenas 30 segundos). Então você tem ainda de: 1) instalar um firewall, 2) instalar um antivírus, 3) instalar um anti-adware, 4) se livrar do Internet Explorer e do Outlook (substituindo pelo Firefox e pelo Thunderbird), e 5) rezar para que os piratas não sejam espertos o suficiente para ultrapassar essas proteções e que, se uma falha de segurança for descoberta, a Microsoft levar menos de um mês para lançar uma atualização (e isso não acontece frequentemente). Ou você pode instalar o Linux e dormir sossegado daí pra frente. Como nós havíamos dito, software Open Source (ex.: Linux) significa mais olhos para checar o código. Cada programador no Planeta Terra pode baixar o código, dar uma olhada, e ver se poderia ter alguma falha de segurança. Por outro lado, as únicas pessoas com permissão para olhar o código fonte do Windows são as pessoas que trabalham na Microsoft. São centenas de milhares de pessoas (talvez milhões) contra alguns milhares. Isso faz muita diferença. Mas atualmente, o problema não é exatamente quantas falhas de segurança um sistema tem, comparado com os outros. É mais um problema de com que velocidade uma falha de segurança é resolvida, uma vez que foi descoberta. Se uma falha de segurança é descoberta num programa open source, qualquer um na comunidade open source pode dar uma olhada e ajudar a resolvê-la. A solução (e a atualização) geralmente aparece dentro de poucos dias, algumas vezes até em poucas horas. A Microsoft não tem tal mão-de-obra, e geralmente lança patches de segurança cerca de

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um mês depois da falha ter sido descoberta (e algumas vezes publicada): é mais que o suficiente pros Hackers fazerem o que quiser com o seu computador. 8.4 NÃO PAGUE $300 PELO SEU SISTEMA OPERACIONAL (E NÃO OS COPIE ILEGALMENTE) Você provavelmente está dizendo a si mesmo: "Ah, eu não paguei pelo Windows". Tem absoluta certeza disso? Se seu computador veio com uma cópia do Windows, então você pagou por ele, mesmo se a loja não te falou sobre isso. O preço de uma licença do Windows equivale a, em média, um quarto do preço de um computador novo. Então, a menos que tenha adquirido o Windows ilegalmente, você provavelmente pagou por ele. De onde acha que a Microsoft ganha dinheiro? Por outro lado, você pode adquirir o Linux completamente de graça. Certo, todos aqueles caras espalhados no mundo trabalharam muito para fazer um sistema organizado, seguro, eficiente, bonito, e estão dando o trabalho deles para todo mundo usar livremente. Claro, mais algumas empresas estão fazendo bons negócios vendendo suporte, documentação, serviços, etc., para sua própria versão do Linux, e obviamente isso é uma coisa boa. Mas na maioria das vezes, você não precisará pagar nenhum centavo. 8.5 LIBERDADE! O Linux e os programas "Open Source" são "livres". Isso significa que sua licença é uma "licença livre", e a mais comum é a GPL (Licença Pública Geral). Essa licença afirma que qualquer um tem a permissão de copiar o programa, ver seu código fonte, modificá-lo, e redistribuí-lo enquanto continuar licenciado com a GPL. Então, de que me importa essa liberdade? Imagine que a Microsoft desapareça amanhã. Ou imagine que ela de repente triplique o preço de uma licença do Windows ou do Office. Se você é amarrado ao Windows, não há nada que possa fazer. Você (ou sua empresa) confia nessa única companhia, em seus programas, e provavelmente não pode fazer as coisas funcionarem sem ela (o que um computador tem de bom sem um sistema operacional?). Isso é um sério problema não é? Você está dependendo de uma única empresa e acreditando nela de todo coração, para fazer seus computadores funcionarem do jeito que deveriam algo muito importante hoje em dia. Se a Microsoft
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decide cobrar $1000 pela próxima versão do Windows, não há nada que possa fazer quanto a isso (a não ser que mude para o Linux, claro). Se o Windows tem um erro que te aborrece muito e a Microsoft não o corrija, não há nada que possa fazer (e informar a Microsoft sobre erros). Com os programas Open Source (código aberto), se um projeto em particular ou uma empresa de suporte "morre", todo o código permanece aberto à comunidade, e as pessoas podem continuar o melhorando. Se esse projeto é especialmente útil a você, você mesmo pode fazer. Se um erro em particular te aborrece, você pode enviá-lo, falar com os desenvolvedores, mas melhor ainda, você mesmo pode consertar (ou contratar alguém para isso), e enviar as modificações aos desenvolvedores, para o benefício de todos. Você está livre para fazer (quase) tudo que quiser com o programa. 8.6 QUANDO O SISTEMA É INSTALADO, POR QUE VOCÊ AINDA PRECISA INSTALAR COISAS? Instalar o Windows é apenas o começo. Imagine que você acabou de instalar sua novíssima cópia do Windows 7 e se prepara para usar suas habilidades em computador. Um amigo te manda um email anexado com um arquivo PDF: nossa, você não tem um programa para lê-lo. Você precisa entrar na internet, procurar um site para baixar o Adobe Reader (ou outro visualizador de PDF), baixá-lo, instalá-lo, e talvez ainda precise reiniciar. Bom, tudo certo, agora você está pronto. Anexado ao email de seu amigo tem um documento de texto, arquivo.doc. Seu Windows também não pode ler isso, agora: Ótimo! Ou você compra sua cópia do Microsoft Office, ou você baixa o Open Office, mas ainda precisa encontrá-lo, baixá-lo (esperamos que tenha uma conexão de banda larga), instalá-lo, etc. Seu amigo também te manda uma imagem, mas ela tem um contraste ruim, luminosidade ruim, e precisa de uma redução. Então agora pode ir comprar o Photoshop (quantos dólares ele já deve custar?), ou baixar o GIMP (esse é o nome de um programa livre que pode fazer quase tanto quanto o Photoshop): procure, baixe, instale etc. É o suficiente: você chega a uma conclusão, o Windows está longe de ser completo, e instalá-lo é apenas o começo dos problemas. Quando você adquire o Linux (como o Ubuntu, Kurumin, Mandriva, Fedora, etc., esses são alguns "sabores" do Linux), você ainda adquire, sem instalar mais nada:

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Tudo que você precisa para escrever textos, editar planilhas, fazer

apresentações organizadas, desenhar, editar equações.

Um navegador web (ex. Firefox) e um programa de email (ex.

Thunderbird, ou o Evolution).
      

Um editor de imagens (GIMP) quase tão poderoso quanto o Photoshop. Um programa de mensagens instantâneas. Um player de vídeo. Um player e organizador de música. Um visualizador de PDF. Tudo que você precisa para descompactar arquivos (ZIP, etc). etc.

Você pode começar a trabalhar desde já. 8.7 ESQUEÇA OS DRIVERS Novas peças de hardware, mesmo as mais simples, geralmente vem com um CD. No CD, uma peça muito pequena de software chamada “drive”. Se você ler o manual de instruções, você saberá que seu hardware não funcionará num computador com Windows se você não instalar o “driver”. Se você é como a maioria das pessoas que não leem manuais, então você provavelmente fará isso por si mesmo até ver que a sua nova super-peça high-tech não funciona fora da caixa. Insira o CD, clique para instalar, espere, retire o CD, reinicie o computador. Se você comprou o hardware há um tempo e irá reusá-lo em outro computador, você provavelmente irá esquecer o CD e ir buscar a versão mais recente do driver no site da fabricante dele. Pode demorar um tempinho, dando em conta que, hã, vamos dizer que os sites dos fabricantes tem um jeito meio estranho de se organizar. Ok, agora isso é só apenas uma peça de hardware. Agora imagine que você quer instalar no Windows um conjunto novinho, intocado, no computador. Para cada pequena peça de hardware você terá de achar o mais novo driver (ou usar o CD), instalá-lo, e reiniciar o computador de hora em hora. Placa de vídeo, placa de som, teclado, mouse, placa-mãe, etc. (melhor instalar o driver da placa de vídeo primeiro pra

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não ficar preso com uma resolução muito baixa). E que vem depois de uma longa instalação no Windows. Linux não precisa de drives separados. Todos os drives já estão incluídos no kernel do Linux, o núcleo do sistema, e já vem instalado no Linux. Isso quer dizer:

Um processo muito rápido e autônomo de instalação. Quando estiver

tudo pronto, você terá tudo o que precisa para começar a usar.
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Periféricos prontos fora da caixa. Menos poluição para o nosso planeta porque todos esses CDs não

precisam mais vir com o hardware (bem, isso se o Windows não precisar mais deles...). 8.8 ATUALIZE TODOS SEUS PROGRAMAS COM UM SIMPLES CLIQUE. O Windows tem uma ferramenta muito conveniente chamada "Windows Update", que te permite atualizar seu sistema com as últimas atualizações disponíveis. Mas e quanto a todos os seus programas não-microsoft ? Aplicações da Adobe ? Compactador ZIP ? Programa de gravação ? Navegadores e clientes de email nãomicrosoft, etc ? Você precisa atualizar todos eles, um por um. E isso gasta tempo, como cada um deles tem seu próprio sistema de (auto-)atualização.O Linux tem uma central chamada "Gerenciamento de Pacotes", que toma conta de tudo instalado em seu sistema, e também de cada peça de programa que seu computador tem. Então se você quer manter tudo atualizado, a única coisa que precisa fazer é apertar o botão "Instalar Atualizações". 8.9 POR QUE COPIAR PROGRAMAS ILEGALMENTE SE VOCÊ PODE CONSEGUI-LOS DE GRAÇA? Então, como você tem ficha limpa, e adquiriu uma licença para todos os programas que você já usou e ninguém pode te incomodar por causa disso? (Bem, se esse é o caso, parabéns:) Entretanto, para a maioria das pessoas, vamos ser honestos, programa copiado ilegalmente é muito comum. Copiar o Adobe Photoshop em vez de comprá-lo
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provavelmente não te dá pesadelos. Mas você tem total confiança de que nunca terá problemas com isso? Não tem tanta certeza, os criadores de programa estão progredindo e encontrando mais e mais maneiras de pegar os proprietários ilegais, e como mais e mais pessoas tendem a ter conexões (permanentes) de banda larga, eles podem adicionar funções online no programa, que controle e verifique sua cópia cada vez que o execute. Se você usa Linux e instala programas livres, não precisa se preocupar com isso de novo! A maioria dos programas livres são grátis. Você pode encontrar um substituto livre para a maioria dos programas comerciais por aí. Eles podem carecer de algumas funções avançadas, mas eles serão mais que o suficiente para a maioria das pessoas. 8.10 SUA VIDA DIGITAL PARECE FRAGMENTADA? Se você já sabe o que é fragmentação, e tem o costume de desfragmentar o seu disco regularmente, aqui está a versão curta: o Linux não precisa de desfragmentação. Agora imagine que o seu disco rígido é um armário enorme, com milhões de gavetas. Cada gaveta pode guardar uma quantidade fixa de dados. Assim, os arquivos que são maiores do que essas gavetas podem suportar, precisam ser divididos. Alguns arquivos são tão grandes que eles precisam de milhares de gavetas. E claro, acessar esses arquivos é muito mais fácil quando as gavetas que ocupam estão próximas uma das outras no armário. Agora imagine que você seja o dono desse armário, mas você não tem tempo de cuidar dele, e você quer contratar alguém para tomar conta dele para você. Duas pessoas vêm para o emprego, uma mulher e um homem.

O homem tem a seguinte estratégia: apenas esvazia as gavetas quando

um arquivo é removido, divide qualquer novo arquivo em partes menores, do tamanho de uma gaveta, e aleatoriamente guarda cada parte na primeira gaveta vazia disponível. Quando você menciona que isso torna difícil encontrar todas as partes de um determinado arquivo, a resposta é que uma dúzia de garotos devem ser contratados todo fim de semana para reorganizar as coisas.

A mulher tem uma técnica diferente: tem anotado, num pedaço de papel,

as gavetas vazias contíguas. Quando um novo arquivo chega, ela procura em sua lista por uma sequência suficientemente longa de gavetas vazias, e é onde o
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arquivo é colocado. Deste modo, contanto que haja atividade suficiente, o armário estará sempre arrumado. Sem dúvida nenhuma, você deve contratar a mulher (vocês sabem disso, as mulheres são muito mais organizadas). Bem, o Windows usa o primeiro método; o Linux usa o segundo. Quanto mais você usa o Windows, mais lento fica o acesso a arquivos; quanto mais você usa o Linux, mais rápido ele fica. A escolha é toda sua! 8.11 POR QUE SEU WINDOWS FICA MAIS LENTO DIA APÓS DIA? O Windows tem um bom número de falhas de design, fazendo com que fique cada vez mais lento e que não dure muito tempo. Você provavelmente já escutou mais de uma vez alguém dizendo: "Meu computador está ficando lento, eu vou reinstalar". Reinstalar o Windows resolve o problema... até a próxima vez. Você deve pensar que é assim que os computadores funcionam, são uma tecnologia moderna, e continuam não sendo estáveis. Bem, experimente o Linux e se surpreenderá. Daqui a cinco anos, seu sistema será tão rápido e eficiente quanto no dia que o instalou, sem falar que você não terá vírus, adwares, trojans, worms, etc., que irá forçá-lo a reinstalar da mesma forma. Eu pude convencer muitas pessoas a mudar para o Linux, mantendo o Windows em seu disco rígido, porque elas precisavam usar algum tipo de programa que o Linux não tem (ex. Autocad), então eles usam os dois sistemas. Desde o dia que eles mudaram, a maioria deles reinstalavam o Windows uma ou duas vezes ao ano; mas o Linux não os decepcionava, e continua funcionando perfeitamente até hoje. O Linux te deixa gastar mais tempo trabalhando, e menos tempo reinstalando de novo e de novo. 8.12 FAÇA ALGO PELO MEIO AMBIENTE Como o Linux pode ser diferente do Windows quando se trata de meioambiente, você poderia perguntar? Afinal, ambos são peças de software que tem um pequeno impacto na poluição ou na mudança de clima. Pois bem, escolhendo o Linux você pode fazer uma influência no meio ambiente:
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Windows e Mac OS são vendidos em caixas. Isso quer dizer que uma

grande quantidade de plástico e papel são manufaturados antes das caixas chegarem à loja mais próxima (e são desfeitas depois de você comprá-los). Linux é gratuitamente baixado da internet; não tem plástico nem papel envolvido.

Aplicações proprietárias para Windows e Mac OS são também, na

maioria das vezes, vendidas em lojas locais, em caixas, mas a maioria dos softwares para Linux podem ser baixados via Internet, gratuitamente (de novo, um montão de plástico e papel foram salvos!)

Como os requerimentos de hardware do Windows e Mac OS vão

crescendo mais e mais, um monte de computadores viram obsoletos, e você precisa se desfazer deles... mas o Linux roda muito bem em máquinas muito antigas, elas podem ser recicladas para diversos fins (armazenamento, acesso à internet, caixa de multimídia, etc.) em vez de ser jogado fora!

Milhões de CDs são gravados para manter o Windows ou Mac OS nas

caixas e vendidos para clientes. Linux também precisa ser gravado num CD antes da instalação (na maioria dos casos, pelo menos -- a instalação pela rede ou no HD também está se tornando comum). No entanto, muitas pessoas escolhem para gravá-lo num CD regravável ("CD-RW"), que pode ser reusado para diversos fins depois da instalação acabar (ao contrário dos sistemas operacionais proprietários, você não precisa manter o Linux no CD depois que você já tiver instalado ele, você pode baixá-lo de novo). 9. MOTIVOS PARA PERMANECER COM WINDOWS 9.1 SOFTWARE PROPRIETÁRIO Até recentemente, muitas distribuidoras de software consideravam o mercado de programas para Linux como sendo pequeno para lançarem programas para ele. Isso está começando a mudar, apesar da maioria dos softwares proprietários não rodarem no Linux. Existem muitos programas de código aberto que podem substituir esses proprietários "essenciais". Experimente um pouco esses programas; muitos deles

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lançam versão para Windows, que você pode usar agora mesmo. Dê uma olhada em suas screenshots e lista de recursos, e veja se eles satisfazem suas necessidades. Se existe um programa que você absolutamente não pode ficar sem, manter o Windows provavelmente é uma boa opção. Porém, você pode ter os dois sistemas operacionais instalados (geralmente chamado de "dual-booting"), que pode ser usado para suprir suas necessidades. Existe também um projeto chamado "Wine" que, em alguns casos, é capaz de rodar uma aplicação feita para Windows dentro do Linux. Você pode visitar o site deles, que inclui a lista dos programas compatíveis, em www.wineHQ.org. Outra opção disponível é emular o Windows propriamente dito no Linux, apesar de não ser recomendável para rodar programas de alta performance. 9.2 JOGOS A maioria dos jogos são compatíveis com o Windows, e com mais nada. Alguns deles têm versão para Mac, e alguns têm versão para Linux (Quake 4, Neverwinter Nights, etc.), mas a maioria deles só rodam no Windows. Então se você gasta muito tempo jogando jogos recentes, você deveria permanecer com o Windows. Mas você ainda pode instalar o Linux, manter o Windows (veja a seção de instalação), e usar os dois, dependendo das suas necessidades. 10. MOTIVAÇÃO

10.1 O QUE É “MOTIVAÇÃO”?

A palavra motivação vem do Latim “motivus”, relativo a movimento, coisa móvel. Quem motiva uma pessoa, isto é, quem lhe causa motivação, provoca nela um novo ânimo, e ela começa a agir em busca de novos horizontes, de novas conquistas.

Fiorelli (2004, p.129) mostra que a teoria da expectativa sustenta que o indivíduo motiva-se mais facilmente quando acredita na recompensa decorrente do esforço. A probabilidade de êxito também se associa ao valor percebido da recompensa
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(o indivíduo aposta mais quando percebe um ganho maior). Existe, portanto, uma combinação entre percepção das pessoas e conteúdos relacionados com suas experiências interiores.

A origem da motivação é sempre o desejo de se satisfazer necessidades. O que motiva as pessoas é o fato de ser reconhecido, ser tratado como pessoa, ser tratado de modo justo, ser ouvido, desafios, novas oportunidades, orgulho do próprio trabalho, condições de trabalho adequadas, sensação de ser útil, ser aceito.

A tarefa do administrador, no que diz respeito à motivação, tem sido descrita como sendo a de criar condições para que as pessoas trabalhem motivadas. Não é fácil essa tarefa pois o comportamento humano é extremamente complexo, devido às diferenças individuais e devido ao fato de as pessoas mudarem continuamente.

10.2 OTIMISMO

- Texto para reflexão:

Repensem os valores e dê a chance de crescer e ser mais feliz. Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito. Torne suas obrigações atraentes, tenha garra e determinação. Mude, opine, ame o que faz. Não trabalhe só por dinheiro e sim pela satisfação da missão cumprida. Lembre-se de que nem todos têm a mesma oportunidade. Pense no melhor, trabalhe pelo melhor e espere o melhor. Transforme seus movimentos em oportunidades. Veja o lado positivo das coisas e assim tornará seu otimismo uma realidade. Não inveje. Admire!!! Sinta entusiasmo com o sucesso alheio, como seria com o seu próprio. Idealize um modelo de competência e faça sua auto-avaliação para saber o que lhe está faltando para chegar lá. Ocupe seu tempo crescendo, desenvolvendo suas habilidades e seu talento, assim não terá tempo de criticar os outros. Não acumule fracassos e sim experiências.
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Tire proveito dos seus problemas não se deixe abater por eles. Tenha fé e energia, acredite!!! Você pode tudo que quiser...

10.3 MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

De acordo com Hckman e Oldham (apud FIORELLI, 2004), o indivíduo motiva-se para o trabalho quando cinco fatores concorrem promovendo o enriquecimento das tarefas e conduzindo a estados psicológicos desejáveis e favoráveis a que isso aconteça:

• o desempenho no cargo exige aplicação de diferentes habilidades pessoais;

• o resultado final da atividade permite reconhecê-lo como um produto pessoal há uma identificação entre criação e criador;

• o produto final exerce impacto nas outras pessoas;

• existe um grau de liberdade para decidir sobre programações e procedimentos do trabalho;

• o profissional recebe avaliação sobre sua eficácia na realização da atividade.

Nenhuma organização pode funcionar sem certo grau de comprometimento por parte de seus membros. O comprometimento está de certa forma relacionado à fatores motivacionais no ambiente organizacional. Stoner e Freeman (1999, p. 6) afirmam que “motivação são os fatores que provocam, canalizam e sustentam o comportamento de um indivíduo”.

A motivação no trabalho manifesta-se pela orientação do empregado para realizar com presteza e precisão as tarefas e persistir na sua execução até atingir o resultado previsto ou esperado. No quadro abaixo se pode observar a estrutura motivacional do indivíduo:

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MOTIVAÇÃO

METAS MOTIVACIONAIS

Autodeterminação Ter autonomia, decidir por si mesmo e/ou participar nas decisões, controlar a organização e execução do seu trabalho. Estimulação Ter desafios na vida e no trabalho, explorar, inovar, ter emoções fortes na vida e no trabalho, adquirir conhecimentos novos. Hedonismo Procurar prazer e evitar a dor e o sofrimento, ter satisfação e bemestar no trabalho. Realização Ter sucesso pessoal, mostrar a sua competência, ser influente, se realizar como pessoa e como profissional. Poder Ter prestígio, procurar status social, ter controle e domínio sobre pessoas e informações. Segurança Integridade pessoal e das pessoas íntimas, segurança no trabalho, harmonia e estabilidade da sociedade e organização em que trabalha. Controlar impulsos, tendências e comportamentos nocivos para os Conformidade outros e que transgridem normas e expectativas da sociedade e da organização. Tradição Respeitar e aceitar ideias e costumes tradicionais da sociedade e da empresa.

Benevolência Universalismo

Procurar o bem-estar da família e das pessoas do grupo de referência. Compreensão, tolerância, procura do bem-estar de todos na sociedade e na organização onde trabalha, proteção da natureza.

10.4 TRABALHO EM EQUIPE

Um dos treinamentos mais solicitados às empresas especializadas é o de trabalho em equipe que visa colocar todos os funcionários na mesma harmonia e sinergismo, enxergando a organização como um todo e não mais com uma visão fragmentada. O treinamento em trabalho de equipe concentra a atenção dos participantes no objetivo comum da empresa com igual responsabilidade e comprometimento de todos. O objetivo é tornar o funcionário participativo com
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comunicação adequada e eficiente, mostrar sua criatividade e proporcionar a troca de ideias nas equipes sem esquecer o objetivo da empresa.

O ser humano é um animal social por natureza e, como tal, tem uma necessidade absoluta de se relacionar com os outros de seu ambiente. Essa tendência de se integrar a um grupo de pessoa é o principal fator interno ativador da motivação para muitos de seus atos.

O treinamento para o verdadeiro trabalho em equipe sensibiliza o participante a perceber o que é uma equipe, que um departamento é tão importante quanto todos os outros e que estes devem trabalhar interligados, participativa e cooperativamente. Nesse conceito cada pequena equipe, departamento ou setor de trabalho funciona como uma célula que tem seu objetivo principal e este deve ser integrado ao objetivo maior da empresa.

O trabalho em equipe é muito importante, pois através dele é possível observar o comportamento das pessoas fazendo-as perceber que todas têm a mesma importância na organização. Treinamentos proporcionam formas de conhecer e trazer todas as pessoas para o mesmo lado; estando todos “no mesmo barco”, dentro de uma organização, então é preciso que aprendamos a “remar” de forma sincronizada.

O sucesso dependerá da qualidade do processo de gerenciamento do trabalho do grupo envolvido no projeto. Nesse sentido, a equipe precisa ser organizada para o máximo aproveitamento das capacidades de cada componente, sendo que estas devem ser maximizadas, através de um constante processo de reciclagem e auto-estudo.

Dentro da área de informática, os especialistas acreditam que o grau de interação vem aumentando em todas as funções, inclusive naquelas que tradicionalmente trabalhavam de maneira isolada.

O trabalho realizado em qualquer área deve ser como o de um músico, que está sempre pensando em melhor qualidade, maior precisão, afinação,
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interpretação e melhores instrumentos. Eles estão sempre em treinamento e aperfeiçoamento.

Herzberg afirmava que cinco fatores-chave podem motivar a equipe:

   

Trabalhos interessantes ou que apresentem desafio. Responsabilidade pelas tarefas e deveres realizados. Sensação de se ter alcançado algo que valeu a pena. Reconhecimento pelo trabalho realizado, pelo empenho e pelo

desempenho.  Possibilidade de desenvolvimento pessoal, transferência de cargo e

promoção.

Herzberg acreditava que o trabalho, em si, é o principal motivador no ambiente de trabalho, e que todas as outras influências possíveis são de importância secundária.

Um trabalho de equipe tem um papel de importância vital na motivação das pessoas. Como o líder de uma equipe que como você acredita que irá dar certo, você deve saber identificar as características que levarão essa equipe ao sucesso, de modo que todos vocês tenham um grande objetivo a perseguir. É desejável também, que você saiba reconhecer os membros de sua equipe como indivíduos com desejos e necessidades diferentes — e tratá-los como tais! Sabendo disso, você precisará empregar diversas táticas para moldar a equipe a fim de manter, como resultado, um grupo eficiente e coeso.

Os componentes de uma equipe de sucesso invariavelmente demonstram cooperação total uns com os outros na realização de um trabalho e/ou no cumprimento de uma meta, compartilhando tarefas de acordo com as aptidões, orientando e direcionando quando se faz necessário, coordenando deveres e atacando problemas conjuntamente. Todos se apóiam mutuamente. Isso se observa quando um colega de serviço toma para si certos encargos, quando alguém se encontra sobrecarregado de serviços ou está atravessando algum tipo de dificuldade. É inevitável que um ajude o outro. Por exemplo: acertando-se os horários de modo a não prejudicar

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a quem se atrasar ou quem sair antes do final de expediente. Há um enorme senso de união e de participação, bastante visível nessas ocasiões.

Há algumas medidas que podem e devem ser tomadas no plano sócio-político, para criar um contexto de prática do professor, o trabalho em equipe poderá contribuir de forma decisiva. Não somente para o bem-estar, mas também como auxiliar no entendimento dos novos paradigmas tecnológicos.

10.5 MOTIVAÇÃO AOS PROFESSORES

- Uma das formas de motivar o professor é: • Ouvi-lo com atenção. • Mostrar que as suas palavras são importantes. • Evidenciar interesse genuíno pelos seus atos e atitudes. • Dar-lhe feedback imediato e contínuo.

- O que é ser um bom ouvinte?

• Não é só ouvir. • É sobretudo compreender o que o outro diz. • Fazer perguntas e reformular as perguntas. • Ter tempo para ouvir o outro.

- O clima da escola faz a diferença:

O clima é a atmosfera da escola, a sua personalidade e a natureza e qualidade das interações sociais e profissionais que envolvem os indivíduos.

Oito indicadores de clima:

• Respeito. • Cuidado. • Moral elevada.
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• Oportunidade para dar ideias. • Oportunidade para crescer como pessoa e profissional. • Apreço pela inovação. • Coesão. • Confiança.

Cinco tipos de apoio que podem afetar o clima da escola:

• Reconhecimento do sucesso. • Ajuda aos professores. • Encorajamento. • Justiça e equidade nas relações. • Preocupação pelos outros.

- Gerir os elogios e as críticas:

• Procure um equilíbrio entre a crítica e o elogio. • Se elogia sempre por tudo e por nada, o elogio sabe a falso e deixa de ter efeito. • Não inicie a conversa com comentários negativos. • Evite a confrontação verbal. • Em vez de críticas negativas, faça perguntas sobre o que correu mal. • Evite a emissão de juízos de valor. • Seja descritivo, respeite os atos e faça perguntas pertinentes.

- Formas de desenvolver a moral dos professores:

• Seja positivo e elogie os outros com moderação e verdade. • Reconheça o trabalho dos outros. • Não comece pelas notícias más. • Quando as notícias são mesmo más, não mostre pessimismo nem desânimo. • Controle o stress e a ansiedade através do bom humor. • Lembre-se que o otimismo é contagiante, mas o pessimismo também é. • Crie oportunidades para a comunicação face a face. • Não interrompa.
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• Não fale com duas ou mais pessoas ao mesmo tempo. • Mostre-se disponível e com tempo. • Partilhe os êxitos.

- Dicas (para uso dos supervisores) para entusiasmar os professores:

• Mostre-se disponível. • Seja solícito. • Não tenha pressa quando está a falar com um professor. • Coloque-se na posição do outro. • Não julgue apressadamente. • Encare os problemas como oportunidades de mudança. • Seja otimista. • Seja justo.

10.6 MOTIVAÇÃO AOS ALUNOS

As novas tecnologias permitem centralizar a aprendizagem no indivíduo ao invés de centralizá-la no transmissor. A educação centrada no aluno o motiva a aprender e se converte em momentos prazerosos para ele.

O professor, frente ao uso do computador, é responsável pela elaboração de propostas e estratégias que tornam o conteúdo, mais interessante. A motivação é suscitada por meio de atividades estimuladoras e desafiantes que devem ser compatíveis com as necessidades e expectativas dos alunos.

Para que os professores orientadores possam estimular o aluno a posicionar-se frente às questões e situações propostas, devem possibilitar situações que predisponham os alunos à discussões, sugestões, opiniões, trocas de experiências, socializações de informações e de conhecimentos, pesquisas entre outras situações/experiências de aprendizagem.

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No fundo, professor e aluno passam a cooperar na troca de informações, onde o mais importante é a capacidade de organizar e interagir com o material disponível.

O professor passou de detentor do saber a orientador e incentivador do processo de aprendizagem do aluno, dirigindo e filtrando as suas pesquisas e ajudando a discernir o essencial do acessório.

- Alunos satisfeitos motivam os professores:

• As duas principais variáveis com impacto na moral dos alunos são o clima da escola e a liderança eficaz. • Os estudos confirmam a relação entre a satisfação dos alunos e a motivação dos professores. • Outros estudos confirmam a relação entre a liderança educativa eficaz e a satisfação dos professores e alunos.

- Dimensões da qualidade de vida nas escolas:

• Satisfação dos alunos: definida como reação dos alunos face à escola. • Empenhamento dos alunos no trabalho escolar: definido como o nível de interesse dos alunos nas oportunidades educacionais que a escola oferece. • A reação dos alunos aos professores: definida como a maneira como os alunos percepcionam a qualidade das relações entre professores e alunos.

- Alunos motivados, professores motivados: técnicas para motivar os alunos:

• Envolver os alunos: inclui alguma liberdade de escolha curricular, flexibilidade curricular e colaboração na definição de objetivos. • Criar e manter interesse: inclui proporcionar a cada aluno um desafio razoável, dar aulas com entusiasmo, variar o estilo de ensinar, dar orientações claras, fixar expectativas claras e explicar a relevância da atividade. • Variáveis afetivas: incluem a criação de um ambiente positivo, feedback imediato e reconhecimento público.
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- Estratégias para um ensino motivante e motivador:

• Relacionar a tarefa de aprendizagem com as necessidades, interesses e experiências do aluno. • Tornar explícito o valor da aprendizagem. • Ensinar com entusiasmo. • Encorajar os alunos a perseguirem os seus interesses específicos e a encontrarem áreas onde sejam realmente bons. • Estimular a curiosidade, oferecendo informação surpreendente e estimulante. • Criar certa discrepância que promova certo desequilíbrio e suscite a curiosidade intelectual. • Fazer perguntas estimulantes. • Tornar os conteúdos mais concretos, dando exemplos e relatando experiências.

- Estratégias para promover o entusiasmo na aprendizagem:

• Relacionar os conteúdos com as experiências dos alunos. • Avaliar os interesses e necessidades dos alunos. • Apresentar informação, uma vez por outra, que seja contraditória com as posições dos alunos. • Apoiar o ensino com experiências pessoais e humor. • Usar atividades de brainstorming (é uma atividade desenvolvida para explorar a
potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo).

• Variar as atividades de aprendizagem. • Apoiar a espontaneidade dos alunos. • Utilizar uma linguagem corporal que entusiasme os alunos e os mantenha atentos. • Redefinir constantemente os objetivos.

- Veja os vídeos abaixo:

VIDA DE INSETO: http://www.youtube.com/watch?v=pzoSYJysrpc

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DANIEL GODRI - MOTIVAÇÃO (BOLA CHEIA BOLA MUCHA): http://www.youtube.com/watch?v=FirmGMrCB1Q

11. DINÂMICAS

- Dinâmicas para conhecer os professores e colegas de trabalho

Dinâmica – Apresentação

Objetivo - Conhecer a equipe de professores e fazer com que eles interajam com os colegas de trabalho.

Material - Papel, caneta e fita adesiva.

Procedimento - Uma caneta e uma folha de papel; inicie a atividade comentando sobre como, em certas ocasiões, as pessoas que não conhecemos podem nos surpreender e se tornarem nossas grandes amigas. Para isso acontecer, basta termos a oportunidade de conhecê-las; de espaço para os participantes se apresentarem e dizer o que gosta de fazer, comer, escutar, etc. Numere cada participante e em seguida coloque os números em uma caixa e sorteie para cada participante. Depois instrua-os que escrevam um “Anúncio Classificado”, um texto simples, curto e atraente, igual a um anúncio comum desses que lemos em jornais e revistas. Este texto deve “anunciar” a pessoa que contém o número sorteado pelo participante, como se a própria pessoa fosse um produto ou serviço que todos gostariam de comprar ou conhecer. Incentive a criatividade dos participantes, apresentando um “anúncio classificado modelo”, escrito por você mesmo. Ninguém deve escrever o próprio nome. Determine um tempo máximo de 10 minutos e, quando todos tiverem seus “anúncios” prontos, recolha-os, afixe-os em um quadro ou parede e convide a todos que “passeiem” pelo “mural de anúncios” e escolham um, que gostariam de “adquirir”. Novamente sentados, com os “anúncios” que escolheram em mãos, os integrantes devem dizer por que fizeram a sua escolha e a quem acham que o “anúncio” se refere. Deixe que todos os integrantes falem sobre suas escolhas e, somente depois que todos falarem, instrua que cada participante revele o “anúncio” se referia a fulano e foi escrito por cicrano. Reforce a mensagem que “abriu” esta atividade.
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- Dinâmicas que incentivam o trabalho em equipe

Dinâmica - "Da confiança"

Objetivo - Confiança que temos que ter no amigo do trabalho, espírito de equipe e valorização de pessoas.

Material - Espaço físico.

Procedimento - Pedir para o grupo de posicionarem um de costas para o outro, mas devem encostar mesmo, ombro a ombro. Em seguida pedir para que cada dupla se abaixe até o chão sem colocar as mãos no chão. Alguns vão cair, outros vão conseguir, esta dinâmica é muito engraçada e é recomendada a aplicação para um dia em que se espera um cansativo dia de trabalho, pois ela descontrai os alunos. Fechar falando da confiança que temos que ter no amigo do trabalho, espírito de equipe e valorização de pessoas.

Dinâmica - "Auxílio mútuo"

Objetivo - Para reflexão da importância do próximo em nossa vida e do trabalho em equipe.

Material - Pirulito para cada participante.

Procedimento - Antes de começar a dinâmica conte a história de uma tribo, em que os habitantes não possuíam articulações. Eles tinham bastante dificuldade pra comer, pois os braços longos e inflexíveis os atrapalhavam a colocarem a comida na boca. Então, certo tempo depois, uma parte da tribo começou a engordar, pois estavam conseguindo ter mais sucesso na alimentação do que outros. Em seguida inicia-se a dinâmica para descobrir o que este grupo fez para ter mais êxito na alimentação. Todos em círculo, de pé. É dado um pirulito para cada participante, e os seguintes comandos: todos devem segurar o pirulito com a mão direita, com o braço estendido. Não pode ser dobrado,
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apenas trocado de mão para a direita ou esquerda, mas sem dobrá-lo. A mão esquerda deve ficar para trás, sem poder utilizá-la (ou à direita se o participante tiver trocado). Primeiro solicita-se que desembrulhem o pirulito, já na posição correta (braço estendido, segurando o pirulito e de pé, em círculo). Em seguinte o mediador orienta: sem sair do lugar em que estão, todos devem desembrulhar e chupar o pirulito! Aguardar até que alguém tenha a iniciativa de imaginar como executar esta tarefa, que só há uma: oferecer o pirulito para a pessoa ao lado! Assim, automaticamente, os demais irão oferecer e todos poderão chupar o pirulito. Encerra-se a dinâmica. Ao finalizar podemos também abrir uma discussão sobre o quanto precisamos do outro para chegar a algum objetivo e é ajudando uns aos outros que seremos ajudados.

- Dinâmica para a boa convivência e o respeito entre os colegas

Dinâmica - "Feitiço contra o feiticeiro"

Objetivo: Moral - Não deseje para os outros o que você não gostaria que fizessem com você. Material - Folhas chamex cortadas ao meio, caneta ou lápis.

Procedimento - Faz-se um círculo e entrega-se meia folha e uma caneta para cada um e pede-se a eles que escrevam algo que gostariam que o colega fizesse (mico, ou contar uma história), lembrando que eles devem escrever para eles, nenhum colega poderá ver. Após isto, recolhe-se os papeis e revela-se o que eles escreveram. O que eles escreveram será o que eles próprios irão fazer no centro da roda.

Dinâmica - "Falando dos outros pelas costas"

Objetivo - Mostrar as pessoas que é muito mais fácil (e errado) falar as coisas pelas costas, do que admitir sua concepção.

Material - Pedaços de papel, caneta e fita adesiva.

Procedimento - O orientador cola um pedaço de papel nas costas de cada participante, então, pede para que eles saiam andando pela sala e escrevam nas costas de seus
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colegas, para assim, definir cada um, colocando qualidades e defeitos. Ao termino, o orientador diz 'viu como vocês ficam falando dos outros pelas costas?', somente para a maior descontração. Então pede-se para que cada um retire o papel de suas costas, leia suas qualidades ou defeitos escritos (ver como as pessoas lhe enxergam) e guarde consigo para lembrar de continuar com as características boa e tente melhorar as ruins.

- Dinâmica para avaliar as expectativas da capacitação

Dinâmica - "Expectativas em alta"

Objetivo - Essa dinâmica serve para descontrair e alinhar as expectativas do grupo.

Material - Balão (bexiga) vazia, pedaço de papel e caneta.

Procedimento - Ao início do treinamento distribuir para cada participante uma bexiga vazia e um pedaço de papel. Pedir que eles escrevam uma palavra que resuma o que eles esperam ao final do treinamento. Pedir que coloquem o papel dobrado na bexiga, encham e dêem um nó na ponta. Agora com uma música animada ao fundo, troquem as bexigas várias vezes entre eles. Rapidamente todos ficam muito descontraídos e as bexigas misturadas. Ao final do dia de treinamento pedir para que cada um estoure suas bexigas e leiam as expectativas, respondendo se elas foram atendidas ou não.

- Dinâmica para descontrair e “quebrar o gelo”

Dinâmica - “De Descontração"

Objetivo - Descontração e raciocínio.

Participantes - Ilimitados.

Procedimento - O orientador explica que trata-se de uma 'brincadeira' Piquenique. E para ir ao piquenique, cada um terá de levar alguma coisa. Explica também que esta brincadeira tem um critério, e que de acordo com este critério ele dirá se pode ou não pode levar.
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Critério: inicial do seu nome. O critério não é revelado. Então, por exemplo: a Maria poderá levar mamão, mortadela, mas não poderá levar Refrigerante, mas o Rafael pode. A brincadeira acaba quando se descobre o critério.

Dinâmica - “Sorriso Milionário”

Material - Bolinhas de papel amassado.

Procedimento - Essa dinâmica é usada para descontrair e integrar o grupo de uma forma divertida. Cada bolinha vale R$1.000,00. O professor distribuirá para cada pessoa do grupo 3 bolinhas de papel, essas deverão estar dispersas no local onde será realizada a brincadeira. Dado o sinal os alunos deverão sair e procurar um companheiro, em seguida ele devem parar cara a cara, olhar fixamente nos olhos desse companheiro que por sua vez não pode sorrir. Quem sorrir primeiro paga uma bolinha para a pessoa a quem sorriu. Vence quem terminar a brincadeira com mais "dinheiro", que será o milionário.

Dinâmica - “Descobrir o código”

Categorias - Jogo de cooperação.

Objetivos - Trabalha com a percepção e a comunicação não verbal, estimular o contato.

Material - Aparelho de som, papel e caneta.

Regras do jogo - A única forma de comunicação é através do aperto de mãos. Desenrolar: Dentro de uma caixa coloque o número de participantes em “duplas de números” (por exemplo, tem 40 participantes, coloque 20 números, sendo 2 número um, 2 número dois, 2 número três e assim sucessivamente). Em seguida distribua os números entre os participantes e cada participante deverá achar o seu número correspondente apenas por meio de apertos de mão. Quem tiver o número 4 deverá dar 4 aperto de mãos, até conseguir se identificar com o seu respectivo número. Em seguida as duplas deveram apresentar seus parceiros.

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12. PROFESSOR X TECNOLOGIA

Na história da humanidade, observamos as várias mudanças pelas quais passamos, e mais importante ainda, observamos o período e a velocidade com que ocorreram em cada época.

Somente no século XX foram gerados mais conhecimentos científicos e tecnológicos que em todo o período anterior da história da humanidade. De Santos Dumont em 1906 a Lou Armstrong em 1969 e às telecomunicações de 1999, isto é 93 anos, tivemos as maiores transformações de todos os tempos. O avanço científico tem aumentado as indagações sobre o Universo, e a cada inovação tecnológica significativa, muda a visão que o homem tem de si mesmo. E com a educação, como se observa, não foi diferente. Ela sofre inúmeras mudanças decorrentes da reorganização econômica e social do mundo. Desta forma, paradigmas educacionais estão se transformando e sendo reconstruídos numa nova visão, num novo ambiente cognitivo que está se estruturando. Neste contexto, é relevante destacar duas linhas educacionais distintas: a tradicional e a construtivista.

12.1 ENSINO TRADICIONAL

A linha tradicional de ensino teve sua origem no século XVIII, a partir do Iluminismo. O objetivo principal era universalizar o acesso do indivíduo ao conhecimento. Possui um modelo mais consolidado e uma certa resistência em aceitar inovações, e por isso foi considerada não-crítica e ultrapassada nas décadas de 60 e 70.

As escolas que são adeptas a essa linha pedagógica privilegiam a transmissão do conteúdo e são rígidas em disciplina. Trata-se de um modelo que centra as suas preocupações na vontade dos alunos, na memória destes para reter ordens, normas e recomendações, e principalmente na disciplina, obediência e no espírito de trabalho.

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Não há lugar para cada aluno atuar, agir ou reagir de forma individual. Não existem atividades práticas que permitem aos alunos inquirir, criar e construir. A própria ordenação das mesas e das cadeiras favorece este fato, e não permite a livre circulação dos alunos na sala.

O professor é o guia do processo educativo e exerce uma espécie de “poder”. Tem como função transmitir conhecimento e informações, mantendo certa distância dos alunos, que são “elementos passivos”, em sala de aula.

São escolas que preparam seus alunos para o vestibular desde o início do currículo escolar e enfatizam que não há como formar um aluno crítico e questionador sem uma base sólida, rígida e normativa de informação.

12.2 ENSINO CONSTRUTIVISTA

A linha pedagógica construtivista foi desenvolvida pelo filósofo Jean Piaget (1896-1980) e diz que o conhecimento resulta da interação de uma inteligência sócio-motora com o ambiente. Chegou ao Brasil na década de 70, quando foram criadas algumas escolas experimentais.

A proposta construtivista valoriza as relações com a realidade e enfatiza os conhecimentos que a criança traz consigo. O conteúdo é importante, mas a forma como o aluno chega a ele é a prioridade. Deixa de ser importante aprender conceitos e conteúdos culturais, como unidades fechadas. O meio em que o aluno vive é de grande importância para o acúmulo de conhecimento.

Pesquisas demonstram que as crianças aprendem espontaneamente, construindo seu próprio conhecimento a partir de dados exteriores, não sendo necessariamente moldadas por um “mestre”. Nas escolas construtivistas, o professor coordena as atividades e incentiva os alunos a estabelecer relações e comparações com as mais diversas situações. Os alunos ficam mais críticos, opinativos e investigadores. O construtivismo é considerado uma teoria psicológica que busca explicar como se modificam as estratégias de conhecimento do indivíduo no decorrer de sua vida.

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12.3 MUDANÇAS DE PARADIGMAS E O NOVO PERFIL DO PROFESSOR

A necessidade de mudança na educação brasileira é um desafio e, ao mesmo tempo, um momento ímpar para os educadores de forma geral. Experiências de algo novo na prática pedagógica tem sido um caminho árduo para alguns e incentivo para outros. Fazer a ruptura com a velha concepção de “ensinar” é o caminho para o novo perfil do educador que, para tal, precisa voltar a estudar.

A inquietação com essa perspectiva social da educação, a frustração com as próprias aulas e a aprendizagem do aluno, fazem com que o professor comece a refletir sobre sua prática pedagógica, a concepção de conhecimento e conteúdos e a buscar novos paradigmas.

O papel do professor continua essencial, mas sua função é educativa, não instrucionista. E dentro desse novo perfil o professor deve ser um profissional pesquisador que tenha compromisso com a educação e que dê outro sentido aos conteúdos, visando aliar teoria e prática numa aprendizagem significativa, a partir da elaboração dos próprios conhecimentos pelos educandos.

O que realmente muda é a postura do educador frente ao planejamento. Este tem um significado de mudança e parte da realidade do educando, superando a dicotomia entre teoria e prática. Paulo Freire é, sem dúvida, um dos antecipadores desse novo paradigma.

Por que não discutir com os alunos a realidade concreta a que se deva associar a disciplina cujo conteúdo se ensina (...) Por que não estabelecer uma necessária “intimidade” entre os saberes curriculares fundamentais aos alunos e a experiência social que eles têm como indivíduos? (FREIRE, 1996, p.33).

Articular teoria e prática é o que torna a aprendizagem significativa. Aqui um outro fator é fundamental: buscar novas metodologias, inclusive as tecnológicas, que permitam a participação do aluno e a construção do próprio conhecimento. A utilização da pesquisa como princípio educativo e o trabalho com a dúvida como ponto de partida
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para a aprendizagem, assim como o trabalho coletivo e a interação professor-aluno menos vertical são elementos relevantes para o processo da ruptura. Nessa perspectiva, Celso Vasconcelos redefine assim o papel do professor:

Nesta nova postura, compreende que não é ele que “deposita” o conhecimento na cabeça do educando. Por outro lado, sabe também que não é deixando o educando sozinho que o conhecimento “brotará” de forma espontânea. Quem constrói é o sujeito, mas a partir da relação social, mediada pela realidade. (VASCONCELOS, 2000, p.83).

Importante também é ressaltar que a postura do aluno também muda nesse novo paradigma. Ele passa a ser sujeito agente do próprio conhecimento.

Nunca é demais destacar que o aluno constrói seu próprio conhecimento, jamais o recebe pronto do professor, salvo em ações mecânicas onde esses conhecimentos jamais ajudarão construir outros; seu professor na verdade o ajuda nessa tarefa de construção (ANTUNES, 2002, p.22).

12.4 TECNOLOGIA! O QUE É?

Tecnologia pode receber definições distintas de acordo com o contexto:

 

As ferramentas e as máquinas que ajudam a resolver problemas. As técnicas, conhecimentos, métodos, materiais ferramentas, e processos

usados pra resolver problemas ou ao menos facilitar a solução dos mesmos.    Um método ou processo de construção e trabalho. A aplicação de recursos para a resolução de problemas. O termo tecnologia também pode ser usado para descrever o nível de

conhecimento científico, matemático e técnico de uma determinada cultura.  Tecnologia é um conjunto organizado e sistematizado de diferentes

conhecimentos, científicos, empíricos e intuitivos que possibilita a reconstrução

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constante do espaço das relações humanas (VERASZTO et. Al, 2008, p.111).

12.5 USO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NAS ESCOLAS

Do livro, ao quadro de giz, ao retroprojetor, a TV e vídeo, ao laboratório de informática as instituições de ensino vem tentando dar saltos qualitativos, sofrendo transformações que levam junto um professorado, mais ou menos perplexo, que se sente muitas vezes despreparado e inseguro frente ao enorme desafio que representa a incorporação das tecnologias ao cotidiano da sala de aula. Isto não ocorre apenas nas pequenas cidades do interior do Brasil, mas também nas capitais onde os professores são muito mais pressionados a utilizar as tecnologias.

A cada dia tomamos conhecimento de decisões e projetos, governamentais ou não, argumentando sobre a “importância” das tecnologias na educação. Estes projetos consideram que a inclusão digital dos professores pode ser feita apenas por meio de cursos de capacitação, que se desenvolvem na própria instituição de ensino, em universidades e centros de informática. São cursos importantes, mas não são suficientes para propiciar mudanças na ação do professor no ambiente escolar, pois não ocorre uma inclusão digital real deste profissional.

A comunidade escolar depara-se com três caminhos, quais sejam: repelir as tecnologias e tentar ficar fora do processo; apropriar-se da técnica e transformar a vida em uma corrida atrás do novo; ou apropriar-se dos processos, desenvolvendo habilidades que permitam o acesso e o controle das tecnologias e seus efeitos.

A terceira opção é a que apresenta melhores argumentos para uma formação intelectual, emocional e corporal do cidadão que cria, planeja e interfere na sociedade. Para que o professor possa se tornar um agente promotor da inclusão digital no ambiente educacional ele deverá realizar um trabalho pedagógico em que reflita sobre sua ação escolar e efetivamente elabore e operacionalize projetos educacionais com a inserção das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação – NTIC - no processo educacional. Buscando, integrá-las à ação pedagógica na comunidade intra e extra escolar e, sendo claramente explicitado na proposta pedagógica da instituição.

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12.6 SOFTWARE EDUCACIONAL

Juntando as traduções de soft + ware, pode-se inferir que software une o conceito de “leve”, “macio” com o conceito de “artigo”, “produto”. “Leve” porque não é palpável como o hardware (hard = duro). A tradução literal seria: artigo leve. Por isso, a palavra software, assim com a palavra hardware não possui tradução para o português. Softwares são programas de computador, que por sua vez, designam um conjunto de instruções ordenadas que são entendidas e executadas pelo computador. Existem dois tipos principais de softwares: os sistemas operacionais (softwares básicos que controlam o funcionamento físico e lógico do computador) e os softwares aplicativos (executam os comandos solicitados pelo usuário, como os processadores de texto e planilhas eletrônicas. Dois outros tipos de softwares que contém elementos dos softwares básicos e dos softwares aplicativos, mas que são tipos distintos, são: os softwares de rede, que permitem a comunicação dos computadores entre si, e as linguagens de programação, que fornecem aos desenvolvedores de softwares as ferramentas necessárias para escrever programas.

Dentre as diversas ferramentas que auxiliam os educandos no processo de aprendizagem tem-se o computador como um grande aliado. O computador, representando as diversas ferramentas da informática e os softwares educativos usados na educação, torna-se cada vez mais amplificado as potencialidades na capacitação e aperfeiçoamento de alunos, professores e das próprias instituições de ensino.

Os softwares podem ser considerados programas educacionais a partir do momento em sejam projetados por meio de uma metodologia que os contextualizem no processo ensino-aprendizagem. Desse modo, mesmo um software detalhadamente pensado para mediar a aprendizagem pode deixar a desejar se a metodologia do professor não for adequada ou adaptada a situações específicas de aprendizagem.

Quanto ao enfoque dado à aprendizagem, um software educacional pode direcionar para uma aprendizagem algorítmica ou heurística. Em um software de
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aprendizagem algorítmica a ênfase está na transmissão de conhecimentos, na direção que vai do sujeito que domina o saber para aquele que quer aprender. No modelo algorítmico o desenvolvedor de software tem o papel de programar uma seqüência de instruções planejadas para levar o educando ao conhecimento. Já em um software orientado pelo modelo de aprendizagem heurística predominam as atividades experimentais em que o programa produz um ambiente com situações variadas para que o aluno as explore e construa conhecimentos por si mesmo.

Quando se desenvolve um software educacional para apoio ao processo de aprendizagem, de uma determinada área de conhecimentos e de um determinado conteúdo, uma das etapas primordiais de sua produção é definir a concepção pedagógica daqueles que estão envolvidos no seu desenvolvimento e implementação. E para isso, ter um ou vários pedagogos na equipe de projeto é indispensável, o acaba ocorrendo é que grande parte das equipes de desenvolvimento de software educativo não possuem pedagogos ou então os pedagogos tem um papel meramente teórico.

13. A IMPORTÂNCIA DE PLANEJAR

O planejar é uma realidade que sempre acompanhou a trajetória histórica da humanidade. O homem sempre pensou suas ações, embora não soubesse que deste modo estaria planejando. Ele pensa sobre o que fez o que deixou de fazer, sobre o que está fazendo e o que pretende fazer no futuro; ele usa sua razão, sempre imagina o que pretende fazer, ou seja, suas ações. O ato de imaginar, pensar, não deixa de ser uma forma de planejamento.

O planejamento está presente em nosso dia-a-dia, mesmo que implícito, como o caso da pessoa que, ao levantar-se pela manhã, pensa no seu dia, no que vai acontecer ao longo dele. Como não se tem certeza do que realmente irá acontecer no passar dessas vinte e quatro horas, a pessoa obriga-se a pesar, prever, imaginar e tomar decisões, contudo, ela sempre espera tomar as decisões mais acertadas, para que sua ação alcance os objetivos esperados; mesmo não tendo consciência de que está realizando um planejamento, esta pessoa está fazendo o uso do ato de planejar.

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13.1 A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESCOLAR

A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos; quanto a sua previsão e adequação no decorrer do processo de ensino.

Segundo Libâneo (1994, p. 222) o planejamento tem grande importância por tratar-se de: “Um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social”.

Sob essa linha de raciocínio que Libâneo adota ao definir a importância do planejamento, fica evidente uma preocupação em integrar a coordenação da ação docente à problemática do contexto social em que o seu público alvo está inserido, visando, sobretudo com essa integração, um maior rendimento escolar, pois facilitará e muito aos alunos, verem conteúdos que falem sobre a realidade que eles vivenciam em seu dia - a - dia. Adentrando no conceito de planejamento e da importância dessa metodologia Libâneo (1994, p. 222) ainda salienta que:

"A ação de planejar, portanto, não se reduz ao simples preenchimento de formulários para controle administrativo, é, antes, a atividade consciente da previsão das ações político – pedagógicas, e tendo como referência permanente às situações didáticas concretas (isto é, a problemática social, econômica, política e cultural) que envolve a escola, os professores, os alunos, os pais, a comunidade, que integram o processo de ensino."

Toda a comunidade escolar necessita integrar-se visando resultados positivos no ensino aprendizagem do aluno, sendo que um aliado importante nessa integração é o planejamento, pois é através dele que prevemos ações docentes voltadas para a problemática social, econômica, política e cultural que envolve toda a escola e, por

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consequência dessa integração, conseguimos alcançar resultados positivos quanto à educação do corpo discente.

O método do planejamento é útil e, sobretudo, muito importante, mas o mais importante é o maior ou menor conhecimento que se tenha do aspecto da realidade em que se está agindo, de sua inserção no conjunto.

Tendo em mente a importância de uma metodologia que direciona o processo educativo, precisamos ainda mais saber que planejar é tomar decisões, mas essas decisões não são infalíveis, o planejamento sempre está sujeitos à mudança.

Sendo assim, podemos dizer que cabe à Escola a elaboração de seus planos curriculares, partindo da orientação dada pelas leis ou pelos sistemas, com a finalidade de atender às características locais e às necessidades da comunidade e, sobretudo às necessidades do aluno.

13.2 CARACTERÍSTICAS DO BOM PLANO DE ENSINO

No momento em que o professor elabora o seu planejamento, algumas características precisam ser lembradas, para que ele possa desenvolver um bom plano de ensino. Segundo Ricardo Nervi (1967, p. 56) estas são as características essenciais do bom plano de ensino. Coerência: as atividades planejadas devem manter perfeita coesão entre si de modo que não se dispersem em distintas direções, de sua unidade e correlação dependerá o alcance dos objetivos propostos. Sequência: deve existir uma linha ininterrupta que integre gradualmente as distintas atividades desde a primeira até a última de modo que nada fique jogado ao acaso. Flexibilidade: é outro pré-requisito importante que permite a inserção sobre a marcha de temas ocasionais, subtemas não previstos e questões que enriqueçam os conteúdos por desenvolver, bem como permitir alteração, de acordo com as necessidades ou interesses dos alunos.

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Precisão e objetividade: os enunciados devem ser claros, precisos, objetivos e sintaticamente impecáveis. As indicações não podem ser objetos de dupla interpretação, as sugestões devem ser inequívocas.

13.3 FUNÇÕES DO PLANEJAMENTO

- Garantir a organização e a coordenação do trabalho docente, permitindo ao professor e a escola um ensino de qualidade, evitando a improvisação e a rotina. - Explicitar princípios, diretrizes e procedimentos do trabalho docente que assegurem a articulação entre as tarefas da escola e as exigências do contexto social e do processo de participação democrática. - Assegurar a unidade e a coerência do trabalho docente, inter-relacionando: os objetivos (para que ensinar), os conteúdos (o que ensinar), os alunos (a quem ensinar), os métodos e técnicas (como ensina) e a avaliação. - Selecionar material didático em tempo hábil. - Saber o que o professor e os alunos devem executar. - Replanejar o trabalho frente a novas situações que aparecem no decorrer das aulas.

VIDEOS RELACIONADOS AO PLANEJAMENTO

Planejamento é tudo http://www.youtube.com/watch?v=nfIx2zk--fk&feature=related PLANEJAMENTO http://www.youtube.com/watch?v=W3fC-4aDSGI&feature=related "PLANEJAMENTO É TUDO"!! http://www.youtube.com/watch?v=_xustQAKn6I&feature=related

14. PROCESSO DE CONFECÇÕES DAS AULAS

14.1 CARACTERÍSTICAS QUE DEVEM CONTER NAS AULAS

- Escreva todo o texto que deverá conter na tela. - Ao escrever as atividades, numerá-las e, logo abaixo, colocar o gabarito. - Evitar falas extensas e muitos personagens nas telas.
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- Produzir aulas de no máximo 15 telas. - Definir os personagens a serem utilizados no início do texto. - Iniciar sempre a aula com uma saudação e o assunto que será abordado. - Finalizar a aula com agradecimentos e despedidas.

14.2 ROTEIRO QUE DEVERÁ SER PRODUZIDO PELO PROFESSOR

Título: A literatura de cordel Área de conhecimento: Língua Portuguesa Nível de ensino: Fundamental II Professor responsável: Rafaella Eleutério da Silva Personagens envolvidos na aula: Aula ministrada pelo professor Kisuco e os alunos presentes são: Alex, Cristina e Nelsinho.

A LITERATURA DE CORDEL

TELA 1

SUGESTÃO DE TELA: Os alunos na sala escutando os dizeres do professor Kisuco.

Prof. Kisuco: Olá, pessoal! Hoje iremos estudar um assunto bem interessante, imaginem que vocês estão em uma feira nordestina. Vou mostrar na TV algumas comidas típicas, artesanatos, culturas e outros.

Cristina, Nelsinho e Alex: Oba!!!!!

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Sites de busca de imagens livres FLICKR

BLUE VERTIGO

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Modelo das orientações didático - pedagógicas (planejamento) Título: (caso sinta necessidade, modifique o título) Áreas do conhecimento: (indicar quais as áreas que podem explorar o software) Nível de ensino: (indicar se é educação infantil, ensino fundamental – séries iniciais ou finais ou ensino médio) Professor responsável: Resumo: (colocar os temas abordados e quais as atividades trazidas de forma breve) Conteúdos que podem ser explorados: Conceituais: (quais os conceitos que podem ser abordados pelos professores usuários?) Atitudinais: (quais são as atitudes que os alunos podem desempenhar para a utilização do software?) Procedimentais: (quais são os procedimentos que os alunos podem ter com a utilização do software?) Sugestões de utilização – Metodologia (faça sugestões de estratégias para que o professor possa utilizar para explorar este software no laboratório de informática da escola) Para saber mais: (aqui podem ser indicados sites, outros materiais...) Sugestão de bibliografia para professores (caso queira sugerir bibliografia para o professor estudar as temática, pode utilizar este espaço) Sugestão de bibliografia para alunos (caso queira indicar bibliografia para os alunos estudarem mais sobre os temas do software...) Referências (para você inserir as referências que foram consultadas por você na elaboração deste planejamento) Gabarito (ofereça as resposta para o professor) ESCLARECIMENTOS PARA AS ORIENTAÇÕES DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS
Conteúdos Conceituais O QUE É? Estão relacionados com conceitos propriamente ditos e dele ramifica-se os conteúdos fatuais, ou seja, os conhecimentos relacionados aos fatos, acontecimentos, dados, nomes e códigos EQUIVALE À Ao compromisso científico da escola: transmitir o conhecimento socialmente produzido São os objetivos, resultados e meios para alcançá-los, articulados por ações, passos ou procedimentos a serem implementados e aprendidos. Atividades de aprendizagem Experiências.

Procedimentais Envolvem ações ordenadas com um fim, ou seja, direcionadas para realização de um objetivo, aquilo que se aprende a fazer, fazendo, como: saltar, escrever com letra cursiva, desenhar, cozinhar, dirigir... Podem ser chamados de regras, técnicas métodos, destrezas ou habilidades.

Aplicações e exercícios.

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Atitudinais

Podem ser agrupados em: valores, atitudes ou normas. Dentre esses conteúdos podemos destacar a título de exemplo: cooperação, solidariedade, trabalho em grupo, gosto pela leitura, respeito, ética. Vale ainda salientar que esses conteúdos estão impregnados nas relações afetivas e de conivência que de forma alguma podem ser desconsiderados pela escola como conteúdos importantes de serem trabalhados.

Ao compromisso filosófico da escola: promover aspectos que nos completam como seres humanos, que dão uma dimensão maior, que dão razão e sentido para o conhecimento científico.

Experiências com componentes afetivos.

*** Adaptado de Coll, César. 2006. O construtivismo na sala de aula. Editora Ática.

15. ESTUDO DE CASO

Material necessário: papel de rascunho, papel pardo, canetas, lápis de cor e outros materiais para confecção de cartazes e “historinhas” (apresentadas abaixo) Espaço necessário: suficiente para organização dos grupos e confecção dos cartazes, ensaio dos teatros ou qualquer outra forma de expressão dos resultados. Formação: 3 grupos Desenvolvimento: cada grupo receberá uma historinha com um problema diferente. Após ler a história deverão discutir uma possível solução e representá-la em forma de carta, teatro ou qualquer outra forma de expressão para posteriormente apresentar para os outros professores.

15. 1 SUGESTÕES DE ESTUDOS DE CASO:

1) Falta de interesse:

Em um lugar não muito distante daqui, existia uma escola onde os alunos apresentavam baixo rendimento. Isso ocorria, provavelmente, devido a metodologia aplicada pelos professores, que utilizavam apenas quadro e giz. O que você, como representante do grupo “Escola animada” responsável por ministrar cursos para os professores com novas metodologias e ferramentas educacionais, faria para tentar solucionar o baixo rendimento dos alunos? Quais métodos e ferramentas seriam sugeridos aos professores? Como você poderia abordar os professores para atender as necessidades dos alunos?
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2) Falta de motivação:

Em uma comunidade de baixa renda, os professores enfrentam uma dificuldade muito particular: os alunos não almejam um futuro próspero, não têm pretensões profissionais e apenas vão à escola para ter vida social e merenda. A escola apresenta uma ótima estrutura física com quadra poliesportiva, ambiente informatizado, biblioteca e, ainda, participa das atividades da comunidade. Você é um professor dessa escola e preocupado com os problemas que se agravam com o passar do tempo, sugeriu uma reunião com os professores. Quais valores você pretende despertar em seus alunos? Como você poderia contribuir para instigar os interesses escolares e profissionais do aluno?

3) Interação:

Em uma escola foi montado um ambiente informatizado, contemplado com lousa digital, internet e 10 máquinas. Os professores foram capacitados ao uso de todos os recursos. Você, como docente, agora tem novas opções para abordar os conteúdos relativos à sua disciplina. Embasado em interdisciplinaridade, sócio-interacionismo e construtivismo, quais seriam as suas sugestões para que os professores possam desenvolver aulas utilizando o ambiente informatizado? Quais temas podem ser desenvolvidos? Como os alunos podem participar ativamente do processo de construção do conhecimento?

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