Você está na página 1de 67

EDO

Equações Diferenciais Ordinárias















São José dos Campos
Maio 2009
1
Caro aluno
Este material não tem a finalidade de suprir todo o conteúdo de Equações Diferenciais Ordinárias,
mas sim auxiliá-lo em seus estudos e pesquisa.
Saliento também a necessidade de sua persistência nos estudos diários, não perca tempo, use-o para
seu bem.
Para aprender a andar de bicicleta só existe um modo: andando de bicicleta. Com a Área de Exatas é a
mesma coisa. É preciso FAZER, e se FAZ fazendo os exercícios. Muitos deles podem ser sutis (e, por
isto mesmo, estimulante). Em apenas uma noite em meio aos livros, um dia antes da prova (como alguns
faziam no Ensino Médio), NÃO será o suficiente para decifrá-los e assimilá-los, mesmo para os mais
talentosos. Embora o trabalho individual seja vital (ninguém pode aprender por você!), recomendo
fortemente o estudo em grupos: não é incomum que alguém tenha entendido melhor algum exercício e
esteja disposto a mostrar e discutir a solução dele com outros. Pense nos exercícios como um desafio.
Faça muitos exercícios, não só aqueles sugeridos por mim. Há dezenas de livros na biblioteca da ETEP
– Faculdades entre eles THOMAS, G. B.. Cálculo. 10ª edição. V2. São Paulo: Addison Wesley, 2003.,
BOYCE, W. E., DIPRIMA, R. C. Equações Diferenciais Elementares e Problemas de Valores de
Contorno. 8ª edição. São Paulo: LTC, 2006., ANTON, H. Cálculo, um novo horizonte. 6ª edição. V2.
Porto Alegre: Bookman, 2000. com exercícios interessantes. Tente (realmente) fazer os exercícios mais
abstratos, envolvendo demonstrações e conceitos: eles são o verdadeiro coração do curso, e ignorá-los
pode tornar este curso (para você) apenas uma longa e entediante memorização de algoritmos para
resolução dos exercícios que envolvem apenas “calculeira”. Participe dos atendimentos e das aulas:
faça perguntas !!! Discuta sua solução com seus colegas!!
Tente garantir a sua nota já na primeira prova. Nada de tentar adiar o estudo. Mas se o mal já foi feito,
não se desespere!!! Uma condição necessária para se recuperar é a persistência, não desista, lute até o
fim!! Você foi aos atendimentos? Tirou suas dúvidas com o professor? Fez os exercícios e conferiu com
os colegas se sua solução estava correta? Se você respondeu não a alguma destas perguntas, seria uma
boa idéia reavaliar seus métodos de estudo. Existem DEZENAS de casos de alunos que foram muito mal
na primeira prova, mas que conseguiram se recuperar muito bem e ficar com uma ótima nota no final do
curso via MUITO TRABALHO.
As listas elaboradas e/ou sugeridas são mini, mais se espera que você faça mais exercícios de livros e
outras fontes. A grande maioria dos tipos de exercícios das provas estará representada nas listas, porém
SEMPRE haverá questões mais originais, que exigirão uma melhor preparação.
A interatividade com o professor durante a aula é a parte mais essencial e interessante de todo o
processo, sem isto o que resta é professor falando tediosamente durante 4 aulas. Ele não é um ator que
necessariamente recita um monólogo.
Se por uma distração eu cometer um erro no quadro faça deste erro um bom motivo para que vocês
fiquem atentos e participem da aula, corrijam quando necessário (e vai ser muito necessário!!!! ).
Estou disposto a ajudá-lo em sua jornada acadêmica, venha motivado para a aula.

Seja bem vindo!!
Professor Áureo Melo
2
SEÇÃO 1
A) EQUAÇÃO DIFERENCIAL
Uma Equação Diferencial é uma relação que envolve como incógnita, uma função e suas derivadas ou
diferenciais.
“EQUAÇÃO DIFERENCIAL É UMA EQUAÇÃO QUE CONTÊM DERIVADAS”
1) Quanto ao tipo
a) Equação Diferencial Ordinária - EDO
Contém somente uma variável independente.
Exemplo:
5 x ' y + = ou
dy
dx
x = + 5 (variável x)
b) Equação Diferencial Parcial – EDP
Contêm mais de uma variável independente.
Exemplo: y x ' y " y
2
+ = + ou y x
y
u
x
u
+ = +
2
2
2




( variáveis x e y)
2) Quanto à ordem
É a ordem da derivada mais alta que ela contém.
Exemplo:
2
x
y
u
x
u
= +




- primeira ordem.
d y
dx
dy
dx
y
2
2
2 0 + + = - segunda ordem.
3) Quanto ao grau
É obtido considerando o grau da derivada de mais alta ordem como sendo o grau da equação, como se faz no
caso dos polinômios.
Exemplo:
0
2
2
2
= − − + y x
y
u
x
u




- primeiro grau.
0 2
3
2
2
2
= + |
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|
y
dx
dy
dx
y d
- segundo grau.
3
4) Quanto ao tipo de solução:
a) Solução Geral
É a primitiva desta equação.
Exemplo:
y Ax Bx C = + +
2
é a solução geral da equação diferencial
d y
dx
3
3
0 = , pois, integrando
d y
dx
3
3
0 = três vezes,
tem-se:
A
dx
y d
d
dx
y d
d
dx
y d
dx
d
dx
y d
=
|
|
¹
|

\
|
⇒ =
|
|
¹
|

\
|
⇒ =
|
|
¹
|

\
|
⇒ =
∫ 2
2
2
2
2
2
3
3
0 0 0
B Adx
dx
dy
d Adx
dx
dy
d A
dx
dy
dx
d
A
dx
y d
+ =
|
¹
|

\
|
⇒ =
|
¹
|

\
|
⇒ =
|
¹
|

\
|
⇒ =
∫ ∫ 2
2

( ) ( ) C dx B Ax dy dx B Ax dy B Ax
dx
dy
+ + = ⇒ + = ⇒ + =
∫ ∫

e a solução geral será:
C Bx Ax y + + =
2
.

b) Solução Particular
É a primitiva da Equação Diferencial, mas com valores definidos para as constantes arbitrárias por ela
contida.
Exemplo:
y Ax Bx C = + +
2
é a solução geral ou a primitiva da equação diferencial
d y
dx
3
3
0 = , mas
( ) y A B C = ⇒ = = = 0 0
( ) y x A B C = + + ⇒ = = = 2 5 0 2 5 , ,
( ) 3 , 2 , 5 3 2 5
2
= = = ⇒ + + = C B A x x y
São soluções particulares desta mesma equação.
Caso as condições iniciais forem, por exemplo:
( ) 2 0 = y , isto é, 2 = y para 0 = x ,
0
0
=
= x
dx
dy
, isto é, 0 =
dx
dy
no ponto 0 = x ,
1
0
2
2
=
= x
dx
y d
, isto é, 1
2
2
=
dx
y d
no ponto 0 = x ,
4
donde
A
dx
y d
=
2
2
no ponto ⇒ = 0 x A
dx
y d
x
= =
=
1
0
2
2
, isto é, 1 = A ,
B Ax
dx
dy
+ = no ponto ⇒ = 0 x ( ) B A
dx
dy
x
+ = =
=
0 0
0
, isto é, 0 = B ,
C Bx Ax y + + =
2
no ponto ⇒ = 0 x ( ) ( ) 2 0 0
2
0
= + + =
=
C B A y
x
, isto é, 2 = C e
( ) ( ) ( ) 2 2 0 1
2 2 2
+ = + + = ⇒ + + = x x x y C Bx Ax y
e a solução particular será 2
2
+ = x y .

c) Solução Singular
É uma solução da equação diferencial que não pode ser obtida por combinação das constantes arbitrárias, isto
é, a partir da primitiva desta.
Exemplo:
0 y
dx
dy
x
dx
dy
2
2
= − + |
¹
|

\
|
onde
2
C Ax y + = é a solução geral ou a primitiva da equação diferencial, mas
x
dx
dy
x y
4
1
,
8
1
2
− = − = e
4
1
2
2
− =
dx
y d
satisfaz a equação, pois =
|
¹
|

\
|
− −
|
¹
|

\
|
− +
|
¹
|

\
|

2
2
8
1
4
1
4
1
2 x x x x
0
4
1
4
1
8
1
4
1
8
1
2 2 2 2 2
≡ − = + − = x x x x x , donde 0 y 8 x
2
= + é uma solução da equação diferencial, e tal solução
é denominada solução singular.

d) Solução explícita
É a solução na forma ( ) x f y = , isto é, a variável dependente (função) y pode ser isolada e igualada a uma
expressão, a qual é função apenas da variável independente x (não ambígua).
Exemplo:
⇒ = + 0
1
y
dx
dy
x
na solução explícita
2
2
x
Ce y

= .

5
e) Solução implícita
Assim, a solução de uma equação diferencial de ordem n é a determinação de uma relação entre as variáveis,
envolvendo n constantes arbitrárias independentes, que, juntamente com as derivadas dela obtidas, satisfaz à
equação diferencial, isto é, o problema das equações diferenciais é essencialmente descobrir a primitiva que
deu origem à equação.
Exemplo:
Foi a primitiva y Ax Bx C = + +
2
que deu origem à equação diferencial
d y
dx
3
3
0 = , e portanto,
y Ax Bx C = + +
2
é a solução desta equação diferencial.
A solução é da forma ( ) 0 , = y x f , isto é, a variável dependente (função) y não pode ser isolada e igualada a
uma expressão que dependa apenas da variável independente x , ou quando isto for possível (será ambígua).
Exemplos:
a) ⇒ = + 0
dx
dy
y x na solução implícita
2 2 2 2 2
x C y C x y − ± ⇒ = + onde a solução na forma explicita
não é considerado função pois possui duas soluções para cada C x <
b) ⇒ = + + − 0
dx
dy
) 1 y ( x y ) 1 x (
2 2
C x ) x ( n 2 x ) y ( n y
1
+ + + − = +

l l , solução implícita.

Como identificar se uma solução proposta é solução da equação diferencial?
Para identificar se uma solução proposta é solução de uma equação diferencial, basta substitui a
solução encontrada no lugar onde a variável dependente (função) aparece na equação, e se após os cálculos
feitos, a equação se transformar em uma identidade, então a função encontrada é solução da equação
diferencial.
Exemplos:
1) Verificar se
2
3
x
e y

= ou
2
2
3
x
e y

= é solução da equação diferencial 0 = + xy
dx
dy
.

6
Solução:
a) Substituir y por
2
3
x
e

na equação 0 = + xy
dx
dy
, isto é,
0
2
1
3 3
2
1
3 3 3 3
3
2 2 2 2 2 2
2

|
¹
|

\
|
− = + − = +
|
|
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|
− − − − − −

x e xe e xe e
dx
d
e x
dx
e d
x x x x x x
x
,
Como não surgiu uma identidade, então
2
3
x
e y

= não é solução.
b) Substituir y por
2
2
3
x
e

na equação 0 = + xy
dx
dy
, isto é,
0 3 3 3
2
2
3 3 3 3
3
2 2 2
2
2 2 2
2 2
2 2 2
2
≡ + − = +
|
|
|
¹
|

\
|
− = +
|
|
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|
− − −

− − −

x x x
x
x x x
x
xe xe xe
xe
xe e
dx
d
e x
dx
e d
,
como surgiu uma identidade, então
2
2
3
x
e y

= é solução.

2) Verificar se ) sec(x y = é solução da equação diferencial ) (x ytg
dx
dy
=
Substituir y por ) x sec( na equação ) (x ytg
dx
dy
= , isto é,
( )
( ) ( )( ) ( )
|
|
¹
|

\
|
− − = − − = ⇒ =
− − −
) x ( cos
) x sen(
) x ( cos ) x sen( ) x ( cos ) x ( cos
dx
d
) x tan( ) x sec(
dx
) x sec( d
1 2 1
,
( ) ( ) ( )( ) ) ( ) sec( ) ( ) sec(
) ( cos
) (
) ( cos ) ( cos
1 1
x tg x x tg x
x
x sen
x x
dx
d
≡ =
|
|
¹
|

\
|
=
− −
,
Como surgiu uma identidade, então ) sec(x y = é solução.

3) Verificar se ( )
4 4 4
Cx x ln x 4 y + = é solução da equação diferencial ( ) 0
3 4 4
= − + dy xy dx y x .
( ) ( )
3
4 4
4 4 3 3 4 4
xy
y x
dx
dy
dx y x dy xy 0 dy xy dx y x
+
= ⇒ + = ⇒ = − +
Então a equação será:
3
4 4
xy
y x
dx
dy +
= , e a derivada da solução proposta:
7
( ) ( ) ( ) ( ) ( )
4 4 4 4 4 4
Cx x ln x 4
dx
d
y
dx
d
Cx x ln x 4 y
dx
d
+ = ⇒ + = ,
( )
( ) ( ) ( )
3
3
3
3 3 3
3 4 3 3
y 4
C 1 x ln 4 x 4
dx
dy
y 4
Cx 4 x 4 x ln x 16
dx
dy
Cx 4
x
1
x 4 x ln x 16
dx
dy
y 4
+ +
= ⇒
+ +
= ⇒ + + =

( ) ( )
( ) ( ) C 1 x ln 4
y
x
dx
dy
y
C 1 x ln 4 x
dx
dy
3
3
3
3
+ + = ⇒
+ +
=

então, substituindo a derivada da solução proposta e a própria solução proposta na equação tem-se:
( ) ( )
( )
( ) ( ) C 1 x ln 4
y
x
xy
Cx x ln x 4 x
xy
y x
e C 1 x ln 4
y
x
dx
dy
3
3
3
4 4 4
3
4 4
3
3
+ + =
+ +

+
+ + =
donde
( ) ( ) ( ) ( ) C 1 x ln 4
y
x
C 1 x ln 4
y
x
3
3
3
3
+ + ≡ + +
Como surgiu uma identidade, então ( )
4 4 4
Cx x ln x 4 y + = é solução implícita.

8
ESTUDO DIRIGIDO
1ª ATIVIDADE
Verificar se as soluções apresentadas são efetivamente soluções das equações diferencias (a verificação deve
ser apresentada, não é suficiente afirmar que sim ou não) e classificá-las de acordo com tipo, ordem e grau:
a)
2 2 2
C x y 0
dx
dy
y x = + ⇒ = +
b) C x ) x ( n 2 x ) y ( n y 0
dx
dy
) 1 y ( x y ) 1 x (
1 2 2
+ + + − = + ⇒ = + + −

l l
c) ( )
x K 5
2
x K 5
1
2
2
2
2
e C e C x F 0
t
u
5
x
u

+ = ⇒ =


+



9
10
11
12
B) MÉTODOS DE RESOLUÇÃO PARA EQUAÇÕES DIFERENCIAIS
Método da separação das variáveis
Uma Equação Diferencial de 1
a
Ordem permite ser resolvida por separação de variáveis, quando
( ) ( ) M x y dx N x y dy , , + = 0, onde ( ) x y y = puder ser escrita na forma: ( ) ( ) f x g y dx f x g y dy
1 2 2 1
0 ( ) ( ) + = ,
para reduzirmos a uma forma mais simples multipliquemos a equação por
( )
1
2 2
f x g y ( )
, reduzindo-se à
forma:
( )
( )
f x
f x
dx
g y
g y
dy
1
2
1
2
0 + =
( )
( )
, onde por integração em ambos os membros encontramos a primitiva,
( )
( )
dx ) x ( F dy ) y ( G dx
x f
x f
dy
) y ( g
) y ( g
2
1
2
1
= ⇒ − =
∫ ∫
.
Exemplos:
1) Obtenha a solução geral das equações diferenciais pelo método da separação das variáveis.
a) ( ) ( ) x ydx x y dy − + + = 1 1 0
2 2

( )
2
1
) 1 ( − = x x f ) 1 ( ) (
1
+ = y y g
( )
2
2
x x f = y y g = ) (
2

dx
x
x x
dy
y
dx
x
x
dy
y
y
|
|
¹
|

\
|
+ −
− = + ⇒

− =
+
2
2
2
2
1 2
)
1
1 (
) 1 ( 1

C x x n x y n y C dx
x x
dy
y
+ + + − = + ⇒ + |
¹
|

\
|
− + − =
|
|
¹
|

\
|
+

∫ ∫
1
2
) ( 2 ) (
1 2
1
1
1 l l

b)
y
x
dx
dy
− =
0 = + ⇒ − = ⇒ − = xdx ydy xdx ydy
y
x
dx
dy
,
( ) x x f =
1
y y g = ) (
1

( ) 1
2
= x f 1 ) (
2
= y g
⇒ = + 0 xdx ydy
C
2
x
2
y
C ydy ydy
2 2
+ − = ⇒ = +
∫ ∫

2 2 2
2 2 2
c x y
2
c
2
x
2
y
+ − = ⇒ + − =
donde
2 2 2
c x y = + que é a solução geral (implícita) da equação e representa a equação de um círculo de raio
13
c r = , (ou seja representa uma família de círculos).

2) Obtenha a solução particular das equações diferenciais pelo método da separação das variáveis.
a) 0 = + xy
dx
dy
para 3 ) 0 ( = y .
xdx dy
y
xydx dy xy
dx
dy
xy
dx
dy
− = ⇒ − = ⇒ − = ⇒ = +
1
0
( ) ( ) ( )
o
c
x
y c
x
y c xdx
y
dy
xdx
y
dy
ln
2
ln
2
ln
2
1
2
1
+ − = ⇒ + − = ⇒ + − = ⇒ − =
∫ ∫

( ) ( )
2 2
2 2
2 2
2
ln
2
ln ln
x
o
x
o o
o
e c y e
c
y x
c
y x
c y
− −
= ∴ = ⇒ − =
|
|
¹
|

\
|
⇒ − = −
( )
2
0
2
3 3 3 3 0
x
o o
e y c e c y

= ∴ = ⇒ = ⇒ =

b) 0 = + y
dx
dy
x para 1 ) 1 ( = y .
0
0 c
x
dx
y
dy
x
dx
y
dy
x
y
dx
dy
x
y
dx
dy
+ − = ⇒ − = ⇒ − = ⇒ = +
∫ ∫

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
1
0
x n
c
y
n x n c n y n c n x n y n c
x
dx
y
dy

= |
¹
|

\
|
⇒ − = − ⇒ + − = ⇒ + − =
∫ ∫
l l l l l l l l
( ) ( ) [ ]
x c
y
x n
c
y
n x n
c
y
n
1
exp exp
1 1
= ⇒ =

|
¹
|

\
|
⇒ = |
¹
|

\
|
− −
l l l l

x
y c
c
y
1
1
1
1 1 ) 1 ( = ∴ = ⇒ = ⇒ = ∴

c) 0 x
dx
dy
y = − para 1 ) 0 ( y = .
xdx dy y 0 x
dx
dy
y = ⇒ = −
0
2 2
0
2 2
C
x y
C xdx ydy = − ⇒ + =
∫ ∫

para 1 ) 0 ( y = , tem-se
1 1 2
2
1
2
0
2
1
0 0 0
= ⇒ = = ⇒ = ⇒ = − C C C C C
14
1
2 2
2 2
= −
x y
.

d) ) ( sen 2
2
x
dx
dy
y ω = (ω é uma constante) para 1 ) 0 ( = y .
0
2 2 2
) ( sen 2 ) ( sen 2 ) ( sen 2 c dx x ydy dx x ydy x
dx
dy
y + = ⇒ = ⇒ =
∫ ∫
ω ω ω
( )
a
ax x
dx ax
4
2 sen
2
) ( sen
2
− =


( )
0
2
0
2
4
2 sen
2 2
2
) ( sen 2 c
x x y
c dx x ydy + − = ⇒ + =
∫ ∫
ω
ω
ω
( ) ( )
1
4
2 sen
2
1 0 0 1
4
2 sen
2
2
0 0 0
2
+ − = ⇒ = ⇒ + − = ⇒ + − =
ω
ω
ω
ω x x
y c c c
x x
y
15
EXERCÍCIOS
1) Determinar a solução geral das Equações Diferenciais, dadas a seguir, pelo método da separação de
variáveis:
a) y
dy
dx
x
2 2
0 + = Resposta: c x y = +
3 3

b) x
dy
dx
y = − 2 1 Resposta: c x ln 1 y 2
2
= − − ou c x ln 1 y = − −
c) 0
2
= +
s
x
dx
ds
Resposta: c x
s
= +
2
2
2

d)
2
1 y y
te
dt
dy
t
+
= Resposta: ( ) [ ] 1 3
3
2
2
+ + − − c e te y
t t


16
ESTUDO DIRIGIDO
2ª ATIVIDADE
1) Obtenha a solução geral das equações diferenciais pelo método da separação das variáveis.
a) ( ) 0 a y
x d
y d
x
2
= − −
b) 0 y 1
t d
y d
t 1
2 2
= − − −
c) ( ) 0 tx x
t d
x d
xt t
2 2 2 2
= + + −
17
SEÇÃO 2
A) EXISTÊNCIA E UNICIDADE DA SOLUÇÃO
As condições suficientes para a existência de uma solução única de uma equação diferencial de primeira
ordem são definidas pelo teorema de Picard:
Teorema de Picard
Considere o problema de valor inicial ) , ( y x f
dx
dy
= para
0 0
) ( y x y = .
Se a função f e a derivada parcial de f em função de y são contínuas numa vizinhança do ponto ) ; (
0 0
y x ,
existe uma solução única g(x) y = em certa vizinhança do ponto ) ; (
0 0
y x que verifica a condição inicial
0 0
) ( y x g = .
O intervalo onde existe a solução única pode ser maior ou menor que o intervalo onde a função f e a sua
derivada parcial
y
f


são contínuas (o teorema não permite determinar o tamanho do intervalo).
As condições do teorema de Picard são condições suficientes, mas não necessárias para a existência de
solução única. Quando f ou a sua derivada parcial
y
f


não sejam contínuas, o teorema não nos permite
concluir nada: provavelmente existe solução única a pesar das duas condições não se verificarem.
Exemplo:
Demonstre que a relação 0
2 2 2
= − + c y x onde c é uma constante positiva, é solução implícita da equação
y
x
dx
dy
− = .
Resolução:

18
B) EQUAÇÃO DIFERENCIAL EXATA
Uma Equação Diferencial Homogênea de 1
a
Ordem do tipo ( ) ( ) 0 , , = + dy y x N dx y x M é dita exata se
somente se, a diferencial da função ( ) y x u , for nula, isto é,
0 =
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|
= dy
y
u
dx
x
u
du




(I).
Assim,
( ) ( ) 0 , , = + dy y x N dx y x M (II)
é dita equação diferencial exata se for proveniente de uma função do tipo ( ) C y x u = , .
Comparando as equações (I) e (II), temos:
( )
x
u
y x M


= , e ( )
y
u
y x N


= , , se
y x
u
x y
u
x
N
y
M
∂ ∂

∂ ∂





2 2
= ⇒ = ,
Sendo as derivadas mistas de 2
a
ordem iguais, isto significa que as derivadas provém da mesma função
( ) C y x u = , . Assim, a solução da equação diferencial será
( ) ( )

+ = ) ( , , y k dx y x M y x u (III)
onde ) ( y k é uma constante em relação a x, e para encontrar ) ( y k temos que derivar (III) em relação a y.
( )

+ = ) ( , y k
dy
d
dx y x M
dy
d
x
u


⇒ ( )

+ = ) ( , y k
dy
d
dx y x M
dy
d
N
Exemplo:
1) Verifique se as equações diferenciais abaixo são exatas.
a) ( ) ( ) ( ) x f y para dy y dx x = = + + − 0 1 1
Resolução:



Portanto, a equação diferencial é exata.
b) ( ) ( ) x f y para dx x dy = = + − 0 1
Resolução:



Portanto, a equação diferencial é exata.
19
c) ( ) x f y para 0 dy ) x 1 ( dx = = + − , então:
Resolução:



Portanto, a equação diferencial não é exata.
d) ( ) ( ) ( ) x f y para dy x x dx x y = = − + − 0 2 1 2
2
, então:
Resolução:



Portanto, a equação diferencial é exata.
d) 1
dx
dy
x y
x
− =
+

Resolução:



Portanto, a equação diferencial é exata.
e)
x y
x y
dx
dy


=
2
9
2

Resolução:






Portanto, a equação diferencial é exata.

20
f) ( ) 0 5 3 5 = + + xdy dx y
Resolução:



Portanto, a equação diferencial é exata.
g) ( ) ( ) 0 2
2
= − + + dy y x dx y x
Resolução:



Portanto, a equação diferencial é exata.

2) Verifique se o seguinte problema de valor de contorno ( ) ( ) 0 4 3 2
2
= + + − dy y x dx xy para ( ) 2 1 = y é
representado por uma equação diferencial exata.
Resolução:






Portanto, a equação diferencial é exata.

21
3) Determine o valor de A para que a equação se torne exata para que o seguinte problema de valor inicial
( ) ( ) 0 dy y 4 Ax dx xy 3 x
2 2
= + + + para ( ) 1 0 = y se torne um problema dado por uma equação diferencial exata.
Resolução:



















Portanto,
2
3
= A para que a equação seja exata.
22
C) SOLUÇÃO DE UMA EQUAÇÃO DIFERENCIAL EXATA.
Como já foi visto uma equação diferencial homogênea de 1
a
Ordem ( ) ( ) 0 , , = + dy y x N dx y x M é exata se a
diferencial 0 =
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|
= dy
y
u
dx
x
u
du




, então sua solução será:
( ) ( ) ( ) ) ( , ) ( ) ( , , y k y x y k dx
x
u
y k dx y x M y x u + = + = + =
∫ ∫
ξ


,
ou seja,
( ) ( ) ) ( , , y k y x y x u + = ξ
onde ) ( y k representa uma função arbitrária que depende de y .
Assim, para obter ) ( y k deriva-se ( ) ( ) ) ( , , y k y x y x u + = ξ , isto é,
( ) [ ] ) ( , y k
dy
d
y x
dy
d
x
u
+ = ξ



como
( ) y x N
y
u
, =


, tem-se que ( ) [ ] ) ( , y k
dy
d
y x
dy
d
N + = ξ , ou seja,
( ) ( ) [ ] ) ( , , ) ( y y x
dy
d
y x N y k
dy
d
φ ξ = − = ,
portanto
C y y k C dy y y k d dy y y k d + = ⇒ + = ⇒ =
∫ ∫
) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ψ φ φ ,
Assim,
( ) ( ) ( ) ( ) C y y x y x u y k y x y x u + + = ⇒ + = ) ( , , ) ( , , ψ ξ ξ
ou seja,
( ) ( ) C y y x y x u + + = ) ( , , ψ ξ - que é a solução da Equação Diferencial
23
Exemplos:
1) Verifique se as equações diferenciais abaixo são exatas e resolva as equações.
a) ( ) ( ) ( ) x f y para dy y dx x = = + + − 0 1 1
Resolução:





















portanto, . c y
2
y
x
2
x
2 2
= + + −

24
EXERCÍCIOS
1) Verifique se as equações diferenciais abaixo são exatas e resolva-as.
a) ( ) 0 dx x 1 dy = + − Resposta:
2
x
x c y
2
− − = .
b) 0 dy ) x 1 ( dx = + − Resposta: Não é exata
c) ( ) ( ) 0 dy x 2 x dx 1 x y 2
2
= − + − Resposta:
x 2 x
c
y
2

= .
d) 1
dx
dy
x y
x
− =
+
Resposta:
2
x
x
c
y − = .
e)
x y
x y
dx
dy


=
2
9
2
Resposta: c x 3 xy y
3 2
= + − .
f) ( ) 0 xdy 5 dx 3 y 5 = + + para ( )
5
3
2 − = y Resposta:
x 5
x 15 24
y

= .
g) ( ) ( ) 0 2
2
= − + + dy y x dx y x para ( ) 2 1 = y Resposta:
3
5
3
2
3
− = − + y yx
x
.
h) ( ) ( ) 0 4 3 2
2
= + + − dy y x dx xy para ( ) 2 1 = y Resposta: 7 2 3
2 2
= + − y x y x .
i) ( ) ( ) 0 4 3
2 2
= + + + dy y Ax dx xy x para ( ) 1 0 = y Resposta: 2 2
2
3
3
2
2 3
= + + y
y x x
.
25
2) Verifique se as Equações Diferenciais são exatas e determine a solução de cada uma delas de acordo com
suas condições.
a) 0 4 = + ydy xdx para ( ) x y y = Resposta: c y 2
2
x
2
2
= +
b) ( ) [ ] 0 ds s ln t dt
x
y
s t 3
3 2
= + + |
¹
|

\
|
+ para ( ) t s s = Resposta: ( ) c s s ln s
x
yt
s t
3
= − + +
c) ( ) ( ) 0 dy xy cos x dx xy cos y = + para ( ) x y y = Resposta: c ) xy ( sen =
d) 0 2
2
= + xdy dx y para ( ) x y y = . Resposta: não é exata
e)
( )
( ) ( ) 0 ds s 2 sen t ln 2 dt
t
s 2 cos
= − para ( ) t s s = . Resposta:
) s 2 cos(
c
e t =
f) ( ) ( ) [ ] ( )ds t dt t s t cos sen cos = + para ( ) 0 = π s . Resposta: 0 ) t cos( s ) t ( sen = −
g) ( ) [ ] 0 cos 2
2
= + + dy y x xydx π π , para ( ) 1 1 = y . Resposta: 1 ) y ( sen y x
2
= π +
h) ( ) ( ) 0 3 1 9 = − + − dx x dy y para ( ) 0 3 = y . Resposta: 0 9 y 18 y 9 x 6 x
2 2
= + − + −
i) ( ) 0 1
2 2 2 2
= + +
+ +
ds e s dt te
s t s t
para ( ) 0 0 = s . Resposta: 1 s e
2
2
s
2
t
= +
+

26
ESTUDO DIRIGIDO
3ª ATIVIDADE
Verifique se as equações diferenciais ordinárias são exatas e encontre a solução particular da equação pelo
método das exatas.
a)
y 3 x 2
y x 3 1
dx
dy
3
+
− −
= para 2 ) 0 ( y =
b) ( ) ( ) 0 dy y 3 xye 2 dx x 4 e y
2
2
xy 3
2
xy 2
= − + + para ( ) 1 0 = y .
27
28
29
SEÇÃO 3
A) MÉTODO DOS FATORES DE INTEGRAÇÃO
Fatores de Integração
Se uma Equação Diferencial do tipo: P x y dx Q x y dy ( , ) ( , ) + = 0, não é exata, ela pode, dependendo da
equação, ser transformada em exata. Basta multiplicarmos a equação por uma função adequada F x y ( , ) ≠ 0 ,
chamada de fator integrante da equação.

Determinação dos fatores integrantes para alguns casos.
1° Caso:
Se ( ) x f
x
N
y
M
N
=
|
|
¹
|

\
|




∂ 1
, uma função apenas de x, o fator integrante será
( )

=
dx x f
e x F ) ( .
Exemplo:
Resolver ( ) 0 xydy dx x y x
2 2
= + + + para ( ) x f y = .
Resolução:
















Resposta: C
x y x x
= + +
3 2 4
3 2 2 4

30
2° Caso:
Se ( ) y g
x
N
y
M
M
− =
|
|
¹
|

\
|




∂ 1
uma função apenas de y , o fator integrante será
( )

=
dy y g
e y F ) ( .

Exemplo:
Resolver dy e y xdy ydx
y 2
= − para ( ) x f y = .
Resolução:























Resposta:
C
x
y − =
31
SEÇÃO 4
3° Caso:
Se a equação é homogênea e 0 ≠ + Ny Mx , então ( )
Ny Mx
y x F
+
=
1
, é fator integrante da equação.
Observação:
A equação ( ) ( ) 0 dy y , x N dx y , x M = + é dita homogênea se, somente se,
( )
( )
|
¹
|

\
|
= − =
x
y
f
y , x N
y , x M
dx
dy
.
Exemplo:
Resolver ( ) 0
3 4 4
= − + dy xy dx y x .
Resolução:



















Resposta: ( ) ( ) ( )
4 4 4
4
4
1
4
4
ln 4
4
1
ln
4
1
ln Cx x x y C
x
y
x C
x
y
x u + = ⇒ = − ⇒ + − =
32
4° Caso:
Se a equação P x y dx Q x y dy ( , ) ( , ) + = 0 pode ser colocado na forma
( ) ( ) ( ) ( ) y x g y x f onde dy y x xg dx y x yf , , , 0 , , ≠ = + ,
então
( )
( ) ( ) { } Ny Mx y x g y x f xy
y x F

=

=
1
, ,
1
,
é fator integrante da equação P x y dx Q x y dy ( , ) ( , ) + = 0.

Exemplo:
Resolver ( ) ( ) 0 2 2 2
2 2 2 2
= − + + dy y x x dx y x y .
Resolução:



















Resposta: ( ) ( ) ( )
|
|
¹
|

\
|

= ⇒ = + + − =
2 2
1
2
1
2 2
ln
3
1
ln
3
2
3
1
ln
3
1
y x
Cxe y C y
y x
x u
33
EXERCÍCIOS
1) Resolver as equações diferenciais abaixo usando o fator de integração para ( ) x f y = :
a) ( ) ( ) 0 2
2 2
= − + + dy x y x dx y x . Resposta: C
x
y y
x = − +
2
2
2

b) ( ) ( ) 0 2 2 2 4 2
2 3 4 2 2 2 3
= + + + + + + + dy x y x y dx y xy xy y x y x Resposta: C e y xye e y x
x x x
= + +
2 2 2
4 2 2
2
1
2
c) ( ) ( ) 0 3 2 2
2 2 4 2 3 4
= − − + + + dy x y x e y x dx y xy e xy
y y
Resposta: C
y
x
y
x
e x
y
= + +
3
2
2

3) Verificar se a equação 0 = − xdy ydx , para ( ) x f , é exata, caso não seja encontre seu fator integrante e
resolva-a.
Resposta: Não é exata, fator de integração
2
x
1
) x ( F = e sua solução Cx y =
34
ESTUDO DIRIGIDO
4ª ATIVIDADE
1) Verifique se a equação diferencial ordinária abaixo são exatas, se não transforme-as em exatas e encontre a
solução geral de cada equação pelo método das exatas, para ( ) x f y = .
a) ( ) 0 xydy 2 dx y x
2 2
= + +
b) ( ) 0 xdy dx x y 2
3
= + −
c) ( ) 0 dy x dx y x y
2
= + +
35
36
37
38
SEÇÃO 5
Exercícios de revisão
1) Determinar a solução particular das Equações Diferenciais, dadas a seguir, pelo método da separação de
variáveis:
a) 1 y
dx
dy
2
+ = para ( ) 0 1 y = Resposta: ( ) 1 tan − = x y
b) t
dt
dx
xe
t
=

para ( ) 1 0 x = Resposta: ( ) 3 1 2
2
+ − + =
t
e t x
c)
u 2
t sec t 2
dt
du
2
+
= para ( ) 5 0 u − = Resposta: 25 tan
2
+ + − = t t u
d)
s
te
dt
ds
= para ( ) 0 1 s = Resposta:
|
¹
|

\
|

=

1
2
1
t
n s l
2) Verificar se as Equações Diferenciais, dadas a seguir, são exatas e determinar sua solução:
a) 0
3 2
4
2 2
3
=

+ dy
y
x y
dx
y
x
para ( ) 2 1 = y Resposta: É exata,
8
3 1
3
2
− = −
y y
x

b) 0 ) 4 ( 3
2
= − − −
dx
dy
x y x y para ( ) 2 1 = y Resposta: É exata, 7 2
3 2
= + − x yx y
c) 0 ) 2 ( ) (
2
= − + +
dx
dy
y x y x para ( ) 2 1 = y Resposta: É exata,
3
5
3
2
3

= − + y yx
x

d) 0 ) 4 ( 3
2
= − − −
dx
dy
y y x x para ( ) 2 1 = y Resposta: É exata,
3
19
2
3
3
2 3
= +
y x


3) Resolver ( ) 0 3 2 = + − xdy dx x y para ( ) x f y = . Resposta: C x yx = −
3 2


4) Determinar os fatores integrantes F e resolver as equações, pelo método das exatas:
a) 0 2 3
2
= + y
dx
dy
xy Resposta:
2
3
x
C
y xy F = ⇒ =
b) ( ) ( ) 0 cos sen = − y
dx
dy
x Resposta: ( ) C y e e F
x x
= ⇒ − = cos
c) 0 2 = + y
dx
dy
x Resposta:
2
x
C
y x F = ⇒ =
d) ( ) 0 2 3
2 2
= − + xydy dx y x para ( ) x f y = . Resposta: C
x
y
x = −
2
3
39
SEÇÃO 6
A) EQUAÇÕES LINEARES DE 1
a
ORDEM
Equação Diferencial de 1
a
Ordem
Toda Equação Diferencial de 1
a
Ordem ( ) ( ) M x y dx N x y dy , , + = 0 é dita linear se ela puder ser
transformada na forma ( ) ( ) x r y x f
dx
dy
= + .

Tipos de Equações Diferenciais Lineares

1) Equação diferencial linear homogênea
Uma equação diferencial linear de 1
a
Ordem é homogênea se 0 ) x ( r = , isto é, ( ) 0 y x f
dx
dy
= + , assim pelo
método da separação de variáveis, tem-se:
( ) ( ) ( )y x f
dx
dy
0 y x f
dx
dy
0 y x f
dx
dy
− = ⇒ = + ⇒ = +
( ) ( ) ( ) ( )
( )


= ⇒ + − = ⇒ − =

dx x f
Ce y C n dx x f y n dx x f
y
dy
l l , isto é,
h
Ce y

= , onde

= dx ) x ( f h
Exemplo:
0 y
dx
dy
x
1
= +
Resolução:









Resposta:
2
2
x
Ce y

=
40
2) Equação diferencial linear não homogênea
Supondo a equação diferencial linear não homogênea de 1
a
Ordem. ( ) ) x ( r y x f
dx
dy
= + , então,
( ) ( ) ( ) [ ] ) x ( r y x f
dx
dy
0 ) x ( r y x f
dx
dy
) x ( r y x f
dx
dy
− − = ⇒ = − + ⇒ = +
( ) [ ] ( ) [ ] ( ) ( ) 0 dy y , x N dx y , x M 0 dx ) x ( r y x f dy dx ) x ( r y x f dy = + ⇒ = − + ⇒ − − =
onde ( ) ( ) ( ) 1 y , x N e ) x ( r y x f y , x M = − = , portanto, ( ) 0
x
N
e x f
y
M
=


=


, ou seja, é uma equação não
exata, porém, como ( ) x f
x
N
y
M
N
1
=
|
|
¹
|

\
|





, então ( )
( )dx x f
e x F

= é fator integrante da equação, e esta pode ser
transformada em exata.
( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) [ ]dx ) x ( r y x f e dy e e ) x ( r y x f
dx
dy
) x ( r y x f
dx
dy dx x f dx x f dx x f


+



|
¹
|

\
|
= + ⇒ = +
( )
( )
( ) [ ]
( )
( )
( )
( )
( )dx x f dx x f dx x f dx x f
e y , x N e ) x ( r e y x f e ) x ( r y x f e y , x M

=



= −

= ,
portanto
( )
( )
( )
( )dx x f dx x f
e x f
x
N
e e x f
y
M
∫ ∫
=


=


, ou seja, é uma equação exata, e sua solução será
( )
( )
( ) [ ]
( )
( )
( )
∫ ∫ ∫
+

+

= + ∂ −

= ) y ( k dx ) x ( r e dx x f e y ) y ( k x ) x ( r y x f e y , x u
dx x f dx x f dx x f
.
Assim, a solução da Equação Diferencial será a função ( ) y , x u
( )
( ) ( )

+

+

= ) y ( k dx ) x ( r e ye y , x u
dx x f dx x f

onde para obter-se ) y ( k deriva-se ( ) y , x u .
( ) ( )
) y ( k
dy
d
dx ) x ( r e
dy
d
ye
dy
d
y
u dx x f dx x f
+


+


=




( )
N ) y ( k
dy
d
e
y
u dx x f
= +

=



( ) ( )dx x f dx x f
e ) y ( k
dy
d
e

= +


( ) ( )
1
dx x f dx x f
C ) y ( k 0 e e ) y ( k
dy
d
= ⇒ =



=
donde
( )
( ) ( )

+ + = =
∫ ∫
1
dx x f dx x f
0
C dx ) x ( r e ye C y , x u
41
( ) ( )

+ =
∫ ∫
C dx ) x ( r e ye
dx x f dx x f

( )
( ) ( ) ( )

+
∫ ∫
=

+


=
∫ ∫

C dx ) x ( r e e C dx ) x ( r e
e
1
y
dx x f dx x f dx x f
dx x f

isto é, { }

+ =

C dx ) x ( r e e y
h h
, onde ( )dx x f h

=
Exemplo:
Determine a solução geral da equação diferencial:
2
x
e y
dx
dy
x
1
= + .
Resolução:





















Resposta:
2
2
2
x
x
e Ce y + =
42
EXERCÍCIOS
1) Determinar a solução geral das Equações Diferenciais Lineares Homogêneas de 1
a
Ordem, dadas a seguir,
pelo método proposto para resolver este tipo de equações.
a) 0 3 = + y
dx
dy
Resposta:
x 3
ce y

= .
b) y
dy
dx
x

+ =
1 2
0 Resposta.:
3
3
x
ce y

=
c) y
dx
dy
x 2 = Resposta.:
2
cx y =
d) 0 4 = − y
dx
dy
Resposta:
x
ce y
4
= .
e) 0 2 = − xy
dx
dy
Resposta:
2
x
ce y = .
f) 0 = +
x
y
dx
dy
Resposta:
x
c
y = .
g) 0
2
= +
x
y
dx
dy
para ( ) 0 1 = y . Resposta:
2
x
c
y = (SG) 0 = y (SP)

2) Obtenha a solução geral ou a solução particular das equações diferenciais abaixo pelo método equações
diferenciais lineares, de acordo com as condições dadas.
a)
x
e y
dx
dy
3
3 = − Resposta:
x x
xe ce y
3 3
+ = .
b)
( ) x y
dx
dy
x sen = +
Resposta: [ ] ) x cos( C
x
1
y − =
c) 1 ) ( 2 + − = x y x
dx
dy
Resposta: x ce y
x
+ =
2
.
d) x x y
dx
dy
x + = +
3
Resposta:
2 4
3
x x
x
c
y + + = .
e)
2
4 2 x y
dx
dy
x = + Resposta:
2 2
x cx y + =

.
f)
( ) ( ) x y x
dx
dy
2 sen tan = +
para ( ) 1 0 = y . Resposta: ( ) ( ) x cos 2 x cos C y
2
m = (SG)
( ) ( ) x cos 2 x cos
2
3
y
2
m = (SP), (onde o sinal é positivo ou negativo dependendo do quadrante no qual o
argumento "t" se encontra).
g)
0 1 2
2
= + − + x xy
dx
dy
x
para ( ) 0 1 = y . Resposta:
2
1
2
1
x
C
x
y + − = (SG),
2
2
1 1
2
1
x x
y − − =
(SP)
43
ESTUDO DIRIGIDO
5ª ATIVIDADE
1) Obtenha a solução geral da equação diferencial abaixo pelo método das equações diferenciais lineares.
a)
3
x 5 x y
x
4
dx
dy
− = −
b) 6 3
2
+ = +
x
e y
dx
dy
onde ( ) 3 0 y = .
c) ( ) ( ) 1 sen cos = + t s
dt
ds
t onde ( ) 1 0 y = .
44
SEÇÃO 7
B) EQUAÇÃO DIFERENCIAL DE 2
a
ORDEM
Uma equação diferencial é dita de 2
a
ordem quando ela puder ser escrita na forma:

( ) ( )
d y
dx
f x
dy
dx
f x y r x
2
2
1 2
+ + = ( ) .

Métodos de resolução:
1) Quando a equação diferencial ordinária é linear e homogênea a coeficientes constante:
Uma Equação Diferencial Ordinária de 2
a
Ordem linear e homogênea, a coeficientes constante, pode ser
escrito na forma:
d y
dx
a
dy
dx
b y
2
2
0 + + = , onde ( ) f x a
1
= , ( ) f x b
2
= e ( ) r x = 0
Então, a escolha para uma eventual solução é baseada na solução da Equação Diferencial linear e homogênea
de 1
a
Ordem. Assim, supõe-se uma solução do tipo:
( ) y x e
x
=
λ
, então derivando esta suposta solução duas vezes:
dy
dx
e
x
= λ
λ
,
d y
dx
e
x
2
2
2
= λ
λ
e substituindo as na equação, obtém-se:
λ λ
λ λ λ 2
0 e a e be
x x x
+ + = ⇒( ) λ λ
λ 2
0 + + = a b e
x

∴ ( ) λ λ
2
0 + + = a b , denominada Equação Característica, e que tem como solução
( )
( )
¦
¹
¦
´
¦
− − − = λ
− + − = λ
b 4 a a
2
1
b 4 a a
2
1
2
2
2
1
,
Donde podemos analisar três Casos:
Caso I: duas raízes reais distintas, isto é, λ λ
1 2
≠ ∈R
Caso II: duas raízes reais iguais, isto é, λ λ
1 2
= ∈R
Caso III: duas raízes Complexas distintas, isto é, λ λ
1 2
≠ ∈Z

45
Caso I:
Quando a Equação Característica possui duas raízes reais distintas, isto é, λ λ
1 2
≠ ∈R a solução da Equação
Diferencial de 2
a
Ordem é linear e homogênea, a coeficientes constante, será do tipo:
( ) y x c e c e
x x
= +
1 2
1 2
λ λ
.
Exemplo:
( ) 3
dx
dy
e 3 0 y para 0 y 2
dx
dy
dx
y d
0 x
2
2
= = = − +
=

Resolução:























Resposta: ( ) y x e e
x x
= +

2
2

46
Caso II:
Quando a Equação Característica possui duas raízes reais iguais, isto é, R ∈ = = λ λ λ
2 1
a solução da Equação
Diferencial de 2
a
Ordem é linear e homogênea, a coeficientes constante, será do tipo:
( )
x
e x c c x y
λ
) (
2 1
+ = .

Exemplo:
( ) 4
dx
dy
e 1 0 y para 0 y 16
dx
dy
8
dx
y d
0 x
2
2
= = = + +
=

Resolução:






















Resposta: ( )
x
e x x y
4
) 8 1 (

+ =
47
Caso III:
Quando a Equação Característica possui duas raízes Complexas distintas, isto é, λ λ
1 2
≠ ∈Z a solução da
Equação Diferencial de 2
a
Ordem é linear e homogênea, a coeficientes constante, será do tipo:
( ) ( ) ( ) ( ) qx Bsen qx cos A e x y
px
+ =
para
q i p
1
+ = λ e q i p
2
− = λ

Exemplo:
( ) 1
dx
dy
e 4 0 y para 0 y 10
dx
dy
2
dx
y d
0 x
2
2
= = = + −
=

Resolução:




















Resposta: ( ) ( ) ( ) [ ] x 3 sen B x 3 cos 4 e x y
x
+ =
48
EXERCÍCIOS:
a) ( ) 1
dx
dy
e 2 0 y para 0 y 12
dx
dy
dx
y d
0 x
2
2
= = = − −
=
Resposta: ( )
x 3 x 4
e 6 e 8 x y

− =
b) ( ) 0
dx
dy
e 1 0 y para 0 y 5
dx
dy
4
dx
y d
0 x
2
2
= = = − +
=
Resposta: ( )
x x 5
e
4
5
e
4
9
x y − =


c) ( ) 3
dx
dy
e 0 0 y para 0 y
dx
dy
2
dx
y d
0 x
2
2
= = = + −
=
Resposta: ( )
x
e x 3 x y =
d) ( ) 8
dx
dy
e 4 0 y para 0 4
dx
dy
4
dx
y d
0 x
2
2
= = = + −
=
Resposta: ( )
x 4
e 4 x y

=
e) ( ) 3
dx
dy
e 1 0 y para 0 y 5
dx
dy
4
dx
y d
0 x
2
2
− = = = + +
=
Resposta: ( ) ( ) ( ) [ ] x sen 4 x cos e x y
x 2
− =


f) ( ) 1
dx
dy
e 3 0 y para 0 y 5
dx
dy
2
dx
y d
0 x
2
2
= − = = + −
=
Resposta: ( ) ( ) ( ) [ ] x 2 cos 3 x 2 sen 2 e x y
x
− =

49
SEÇÃO 8
2) Quando a equação diferencial ordinária linear, de 2
a
ordem a coeficientes constante, é não
homogênea:
Uma equação diferencial ordinária linear, de 2
a
Ordem a coeficientes constantes, não homogênea, pode ser
escrita na forma:
( ) x r y b
dx
dy
a
dx
y d
= + +
2
2
, onde ( ) f x a
1
= e ( ) f x b
2
=
Então, o método dos coeficientes a determinar é o método normalmente empregado para obter a solução é
baseada na solução. A vantagem deste método é que ele é mais simples que o método geral e a desvantagem é
que ele não é aplicável para certas equações lineares a coeficientes não constantes. O método é
freqüentemente aplicado à engenharia.
Este método é adequado para equações lineares a coeficientes constantes, isto é, para equações do tipo:
( ) ( )
d y
dx
f x
dy
dx
f x y r x
2
2
1 2
+ + = ( ) , onde ( ) f x a
1
= , ( ) f x b
2
= e ( ) 0 ≠ x r
onde ( ) x r é tal que a forma de uma solução particular ( ) x y
p
da equação anterior pode ser prognosticada, por
exemplo, ( ) x r pode ser uma potência única de x , um polinômio, uma exponencial, um seno, um cosseno, ou
uma soma de tais funções. O método consiste em imaginar para ( ) x y
p
uma expressão semelhante à de ( ) x r ,
contendo coeficientes incógnitos que são determinados substituindo ( ) x y
p
e suas derivadas na equação
original.
Exemplos
a) 12 4
2
2
= + y
dx
y d

Resolução:








50







Resposta: ( ) ( ) ( ) ( ) 3 2 sen 2 cos + + = + = x B x A x y x y y
p h
.

b)
2
2
2
8 4 x y
dx
y d
= +
Resolução:



















Resposta: ( ) ( ) ( ) ( ) 1 4 2 sen 2 cos
2
− + + = + = x x B x A x y x y y
p h
.
51
EXERCÍCIOS:
1) Determinar a solução geral das Equações Diferenciais Lineares Homogêneas de 2
a
Ordem a coeficientes
constantes (equação Característica), dadas a seguir, pelo método proposto para resolver este tipo de equações.
a)
d y
dx
y
2
2
36 0 + = Resposta: ( ) ( ) x B x A y 6 sen 6 cos + =
b)
d y
dx
dy
dx
2
2
0 − = Resposta: y C C e
x
= +
1 2

c)
d y
dx
dy
dx
y
2
2
2 0 + − = Resposta: y C e C e
x x
= +

1 2
2

d) 0 12 7
2
2
= + − y
dx
dy
dx
y d
Resposta:
x x
e C e C y
4
2
3
1
+ =
e) 0 4 4
2
2
= + − y
dx
dy
dx
y d
Resposta: ( )
x
e x C C y
2
2 1
+ =
f) 0 10 2
2
2
= + + y
dx
dy
dx
y d
Resposta: ( ) ( ) [ ] x 3 Bsen x 3 cos A e y
x
+ =



3) Determinar a solução geral das Equações Diferenciais Lineares Não - Homogêneas de 2
a
Ordem a
coeficientes constantes, dadas a seguir, pelo método proposto para resolver este tipo de equações.
a) 2 5
2
2
+ = − x y
dx
y d
Resposta: 2 5
2 1
− − + =

x e C e C y
x x

b) 1 4
2
2
+ = − x y
dx
y d
Resposta:
4
1 x
e C e C y
x 2
2
x 2
1
+
− + =


c) ( ) x y
dx
dy
dx
y d
2 sen 8 2
2
2
= − + Resposta: ( ) ( ) [ ] x x e C e C y
x x
2 cos 2 2 sen 6
5
1
2
2 1
+ − + =


d) x y
dx
dy
dx
y d
= + − 12 7
2
2
Resposta:
144
7 12
4
2
3
1
+
+ + =
x
e C e C y
x x

e) ( ) 1 2
2
2
2
≠ = + − a e y a
dx
dy
a
dx
y d
x
Resposta: ( )
( )
2
2 1
1 −
+ + =
a
e
e x C C y
x
ax

f)
x
e y
dx
dy
dx
y d
2
2
2
5 6 = + + Resposta:
x 2 x 5
2
x
1
e
21
1
e C e C y + + =
− −


52
ESTUDO DIRIGIDO
6ª ATIVIDADE
Obtenha a solução geral das equações diferenciais abaixo:
a) x y 16
dx
y d
2
2
= +
b) 0 5 4
2
2
= − + y
x d
y d
dx
y d

53
54
55
SEÇÃO 9
APLICAÇÕES DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS
As Equações Diferenciais são aplicadas em:
a) Problemas Geométricos
Exemplo
1) Determine uma curva que seja definida pela condição de ter um todos os pontos ) y ; x ( a inclinação
dx
dy

igual ao dobro da soma das coordenadas do ponto.
Se ) x ( y y = é a equação da curva, então, para resolver este problema devemos resolver a equação
diferencial:
) y x ( 2
dx
dy
+ =
2) Um funil com água possui um ângulo
o
60 = θ , sua abertura possui
2
5 , 0 cm . No instante 0 = t , a saída é
aberta e a água escoa, segundo a lei de Torricelli: a velocidade com que a água escorre por um orifício
gh v 2 6 , 0 = , para
2
/ 980 s cm g = , onde g é o valor da aceleração média da gravidade na superfície da Terra e
h a altura do líquido a cada instante. Determine o tempo em que o funil ficará vazio, supondo que o nível
inicial da água é ( ) cm h 10 0 = .






Resolução:

h ∆
r
2
θ

( ) t h
( ) t h
θ
56































Resposta: s t 10 ≈ .
57
b) Problemas Físicos
Movimento vertical de um corpo de massa m sob a ação da gravidade em um meio que oferece
resistência proporcional à velocidade do corpo. Deseja-se conhecer a posição do corpo num instante t .
Seja ) t ( y y = a posição do corpo no instante t . Consideremos o sentido positivo o do movimento, isto é,
para baixo. As forças que atuam sobre o corpo de massa m são: mg devido a gravidade (no sentido do
movimento) e
dt
dy
k devido à resistência do meio (no sentido contrário ao movimento)

c) Crescimento demográfico
A taxa de aumento de uma população é a soma das taxas de natalidade (n) e migração (g), menos a taxa de
mortalidade (m) m g n a − + =
O aumento da população num instante dado é igual ao produto da população nesse instante vezes a taxa de
aumento da população; se a população no instante t for representada pela função P(t), o aumento da
população será também igual à derivada de P
aP
dt
dP
=
Para poder resolver esta equação é preciso conhecer a dependência de a com o tempo. Veremos dois casos
simples.

Modelo de Malthus
Se a taxa de aumento da população (a) for constante a equação diferencial anterior será uma equação
de variáveis separáveis
∫ ∫
+ = C dt a
P
dP

at
0
e P P =
Onde P
0
é a população em t = 0. Este modelo pode ser uma boa aproximação em certo intervalo, mas tem o
inconveniente que a população cresce sim limite.

Modelo logístico
Considera-se uma taxa de mortalidade que aumenta diretamente proporcional à população, com taxas
de natalidade e migração constantes. A taxa de aumento da população é assim kP b − com b e k constantes.
A equação diferencial obtida é uma equação de Bernoulli
2
kP bP
dt
dP
− = .
Neste modelo a população não cresce indiscriminadamente, pois a medida que P aumenta, a taxa de
aumento diminui chegando eventualmente a ser nula e nesse momento P permanece constante. Por meio da
58
substituição u = 1/P obtém-se uma equação linear k bu
dt
du
+ − =
Que pode ser resolvida multiplicando os dois lados pelo fator integrante
bt
e ( )

+ = C dt e k ue
dx
d
bt bt

C e
b
k
P
bt
+ =

1

A população aproxima-se assintoticamente do valor limite
k
b
.

d) Decaimento radioativo
Numa substância radioativa, cada átomo tem uma certa probabilidade, por unidade de tempo de se
transformar num átomo mais leve emitindo radiação nuclear no processo. Se p representa essa probabilidade,
o número médio de átomos que se transmutam, por unidade de tempo, é pN, em que N é o número de átomos
existentes em cada instante. O número de átomos transmutados por unidade de tempo é também igual a
menos a derivada temporal da função N pN
dt
dN
− = .
A massa dos correspondentes átomos, x, é diretamente
proporcional a N e assim obtemos a seguinte equação diferencial
px
dt
dx
− = onde p é uma constante, designada de constante de
decaimento. A solução geral desta equação é uma função que diminui
exponencialmente até zero
pt
Ce x

= e a solução única para a
condição inicial
0
x x = no instante inicial é
pt
e x x

=
0

A meia-vida da substância define-se como o tempo necessário para a massa diminuir até 50% do valor
inicial; a partir da solução obtida temos
pt
e

= 5 , 0 ⇒
p
t
2 ln
= .
Quanto maior for a constante de decaimento p, mais rápido diminuirá a massa da substância (ver
figura ao lado).
Uma substância radioativa presente em todos os organismos vivos é o carbono 14 que decai
transformando-se em azoto, com uma meia-vida de aproximadamente 5580 anos. O conteúdo de
14
C em
relação ao
12
C de qualquer organismo vivo é o mesmo. A razão é a seguinte: no fim da cadeia alimentar dos
seres vivos estão os organismos que absorvem o carbono diretamente da atmosfera e portanto a relação
12
14
C
C


Decaimento exponencial de uma substância
radioativa com constante de decaimento p.
59
nos seres vivos é a mesma que na atmosfera. Na atmosfera esta relação é estável há muitos anos; os
organismos mortos, em processo de decomposição perdem
14
C como resultado do decaimento radioativo e
não o regeneram através da dieta. O azoto que a atmosfera ganha dos organismos em decomposição é
transformado novamente em
14
C pelos raios cósmicos, nas camadas superiores. Uma comparação do
conteúdo de carbono 14 de um organismo morto, por exemplo, madeira obtida de uma árvore, com o
conteúdo existente num organismo vivo da mesma espécie, permite determinar a data da morte do organismo,
com uma boa precisão quando o tempo envolvido for da ordem de grandeza da meia-vida do carbono 14.

e) Trajetórias ortogonais
Uma equação da forma c y x f = ) , ( onde c é uma constante, define uma família de curvas. As
trajetórias ortogonais são outra família de curvas que intersectam a primeira família em forma ortogonal: em
cada ponto de uma das curvas da primeira família passa uma curva da segunda família, formando um ângulo
de 90°.
Para encontrar a família de trajetórias ortogonais às curvas f(x,y) = c, começamos por encontrar uma
equação diferencial cuja solução geral seja f(x,y) = c; essa equação encontra-se derivando implicitamente a
equação anterior
y
f
x
f
dx
dy
dx
dy
y
f
x
f




− = ⇒ =


+


0
A derivada
dx
dy
representa em cada ponto o declive da curva que passa por esse ponto. O declive da
curva ortogonal será o inverso, com sinal trocado
x
f
y
f
dx
dy




= a solução geral desta equação é a família de
trajetórias ortogonais.
Exemplo:
Encontre as trajetórias ortogonais da família de círculos com centro na
origem. A equação dos círculos com centro na origem é
2 2 2
c y x = + onde o
parâmetro c pode ter qualquer valor positivo a equação diferencial cuja
solução geral é essa família de círculos obtém-se por derivação implícita
dy
dx
dx
dy
yy x − = ⇒ = + 0 ' 2 2 e a equação diferencial das trajetórias ortogonais é

60
x
y
dx
dy
= .
A solução desta equação de variáveis separáveis é ax y = que corresponde a uma família de retas que
passam pela origem; a constante de integração é declive das retas. A figura ao lado mostra a família de curvas
e as trajetórias ortogonais.
Família de círculos com centro na origem e trajetórias ortogonais.

f) Problemas de aquecimento e arrefecimento
Outra aplicação das equações diferenciais de primeira ordem são os problemas de aquecimento e
arrefecimento. Entre dois corpos em contacto existe transferência de calor por condução, do corpo mais
quente para o mais frio. Se a temperatura do objeto em qualquer instante é T(t) e a temperatura do meio
ambiente é M(t), o aumento da temperatura do objeto em qualquer instante será diretamente proporcional à
diferença de temperatura com o meio ambiente ) ( T M k
dt
dT
− = onde k é uma constante de condução térmica.
Esta equação é uma equação linear que pode ser facilmente resolvida uma vez conhecida a temperatura do
meio M(t). O caso mais simples é quando a temperatura do meio ambiente é constante; nesse caso a equação
é de variáveis separáveis
∫ ∫

− + = ⇒ + =

kt
e M T M T C kdt
T M
dT
) (
0
onde
0
T é a temperatura inicial. A
temperatura do objeto aproxima-se assintoticamente à temperatura do meio.

61
g) Cinética química
Consideremos uma reação química de primeira ordem na qual um composto A reage dando origem a
outros dois compostos B e C
C B A + → .
Cada molécula do composto A tem uma determinada probabilidade de reagir por unidade de tempo.
Assim, o número de moléculas que reagem por unidade de tempo é diretamente proporcional ao número de
moléculas existentes, e a velocidade da reação é diretamente proporcional à concentração [A] do composto A
(admitindo um volume constante). A medida que o composto reage, a sua concentração diminui e a
velocidade de reação também; em qualquer instante a taxa de diminuição de [A] é diretamente proporcional a
[A]
[ ]
[ ] A k
dt
A d
− = .
Este tipo de reação designa-se de reação de primeira ordem. A equação anterior é a mesma equação
obtida para o decaimento radioativo, já que o mecanismo das reações de primeira ordem e do decaimento
radioativo são análogos, a nível atômico e nuclear.
Consideremos agora uma reação na qual dois reagentes A e B combinam-se formando um composto
C
C B A → + .
Cada molécula de A tem uma determinada probabilidade c de reagir com uma molécula de B (por
unidade de tempo); na presença N
B
moléculas do composto B, a probabilidade de reagir que tem cada
molécula de A é cN
B
.

Assim o número médio de reações por unidade de tempo é c N
A
N
B
, sendo N
A
e N
B
o
número de moléculas de A e B existentes nesse instante; este será também o aumento do numero de
moléculas do composto C, N
C
, por unidade de tempo:
B A
C
N cN
dt
dN
=
Em função das concentrações dos compostos A, B e C, a equação diferencial obtida é ) )( ( x b x a k
dt
dx
− − =
onde x é a concentração do composto C e a e b as concentrações iniciais de A e de B. Este tipo de reações são
de segunda ordem.

Exemplo
Problema de evaporação
Uma esfera de naftaleno tem um raio inicial de 1 cm e depois de três meses observa-se que o raio diminuiu
62
até 0,5 cm. Calcule quanto tempo tardará a esfera em evaporar-se completamente.
O volume da esfera sólida que se evapora em cada instante é diretamente proporcional à área da superfície
kA
dt
dV
− = onde
3
4
3
r
v
π
= é o volume da esfera, e
2
4 r A π = a área da sua superfície. Substituindo na equação
diferencial, obtemos uma equação simples para o raio da esfera k
dt
dr
− = a sua solução mostra que o raio
diminui linearmente e função do tempo: kt r r − =
0
conseqüentemente, se o raio diminuiu a metade em três
meses, tardará outros três meses a em chegar a ser zero.

h) Problemas Químicos
1) 100 gramas de açúcar de cana, em água, estão sendo transformados em dextrose numa razão que é
proporcional à quantidade não transformada. Deseja-se saber quanto açúcar foi transformado após t minutos.
Se q é o número de gramas convertido em t minutos e k é a constante de proporcionalidade, então, a
equação deste problema é dada por:
) q 100 ( k
dt
dq
− = , sabendo-se que 0 ) 0 ( q =

2) Um tanque contém kg 20 de sal dissolvido em l 5000 de água. Água salgada que contém kg 03 , 0 de sal
por litro entra no tanque a uma taxa de min 25 l . A solução é misturada e sai do tanque à mesma taxa. Qual a
quantidade de sal que permanece no tanque depois de meia hora?
Resolução:












63































Resposta: ( ) kg 11 , 38 30 y ≈ .
64
Formulário
Derivadas
DERIVADAS
) ( x f ) ( ' x f
k 0
x 1
z v u − −− − + ++ + ' ' ' z v u − −− − + ++ +
v u.
v u v u '. ' . + ++ +
m
x a.
1
. .
− −− − m
x m a
v
u

2
' . ' .
v
v u u v − −− −

( (( ( ) )) ) { {{ { } }} } x u v
) ( ' '. u v u
m
u
1
. '.
− −− − m
u m u
u
a a ln . '.
u
a u
u
a
log
e
u
u
a
log
'

u sen
u cos '. u
u cos
u '.sen u − −− −
u tg
u sec '.
2
u
u cot g
u cos '.
2
ec u
u sec u . sec '. tg u u
u cosec u cot . cos '. g u ec u − −− −
u sen arc
2
1
'
u
u
− −− −

u s arc co
2
1
'
u
u
− −− −
− −− −

u tg arc
2
1
'
u
u
+ ++ +

u arc cotg
2
1
'
u
u
+ ++ +
− −− −

u arc sec
1 .
'
2
− −− − u u
u

u arc sec co
1 .
'
2
− −− −
− −− −
u u
u


65
Integrais
1) 1 n c
1 n
u
du u
1 n
n
− ≠ +
+
=
+


2)
( )
( ) c u n
dx du
1
u
du
+ =

l

3)
( )
c e
dx du
1
du e
u u
+ =


4)
( ) ( )
1 a e 0 a c
a n
a
dx du
1
du a
u
u
≠ > + =

l

5) ( ) ( ) c x dx x + − =

ω
ω
ω cos
1
sen
6) ( ) ( ) c x dx x + =

ω
ω
ω sen
1
cos
7) ( ) ( ) c x ax ln x dx ax ln + − =


8) ( ) ( ) ( ) c x cos n c x sec n dx x tan + − = + =

l l
9) ( ) ( ) c x sen n dx x cot + =

l
10) ( ) ( ) ( ) c x x n dx x + + =

tan sec sec l
11) ( ) ( ) ( ) c x cot x csc n dx x csc + − =

l (“ cot ” é a cotangente e “ csc ” é a cossecante)
12) ( )
( )
( ) ( ) [ ] c x x x c
x x
dx x + − = +

=

cos sen
2
1
4
2 sen 2
sen
2

13) ( )
( )
( ) ( ) [ ] c x cos x sen x
2
1
c
4
x 2 sen x 2
dx x cos
2
+ + = +
+
=


14) ( ) ( ) c x x dx x + − =

tan tan
2

15) ( ) ( ) c x x dx x + − − =

cot cot
2

16) ( ) ( ) c x dx x + =

tan sec
2

17) ( ) ( ) c x dx x + − =

cot csc
2

18) ( ) ( ) ( ) c x dx x x + =

sec tan sec
19) ( ) ( ) ( ) c x dx x x + − =

csc cot csc
20) ( ) ( ) c x a
a
dx x a + =

cosh
1
senh
66
21) ( ) ( ) c x a
a
dx x a + =

senh
1
cosh
22) ( ) ( ) c x n dx x + =

cosh tanh l
23) ( ) ( ) c x n dx x + =

senh coth l
24) ( ) ( ) [ ] ( ) c e c x dx x h
x
+ = + =

arctan 2 tanh arcsen sec
25) ( ) ( ) c e arc c
x
n dx x h
x
+ = +
|
¹
|

\
|
=

cot
2
tanh sec l
26) c
a
x
a a x
dx
+ |
¹
|

\
|
=
+

arctan
1
2 2

27)
2 2
2 2
coth
1
2
1
a x c
a
x
arc
a
c
a x
a x
n
a a x
dx
> + |
¹
|

\
|
− = +
+

=


l
28)
2 2
2 2
arctan
1
2
1
a x
a
x
h
a a x
a x
n
a x a
dx
< |
¹
|

\
|
=

+
=


l
29) c
a
x
x a
dx
+ |
¹
|

\
|
=


arcsen
2 2

30) c
a
x
h c a x x n
a x
dx
+ |
¹
|

\
|
= + + + =
+

arcsen
2 2
2 2
l
31) c a x x n
a x
dx
+ − + =


2 2
2 2
l
32) c
a
x
arc
a
a x x
dx
+ =


sec
1
2 2

33) c
x
a x a
n
a
a x x
dx
+
+ +
− =
+

2 2
2 2
1
l
34) c
x
x a a
n
a
x a x
dx
+
− +
− =


2 2
2 2
1
l
35) c x a
a
x
x dx
a
x
+ − + |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|

2 2
arcsen arcsen
36) c x a
a
x
x dx
a
x
+ − − |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|

2 2
arccos arccos

Caro aluno Este material não tem a finalidade de suprir todo o conteúdo de Equações Diferenciais Ordinárias, mas sim auxiliá-lo em seus estudos e pesquisa. Saliento também a necessidade de sua persistência nos estudos diários, não perca tempo, use-o para seu bem. Para aprender a andar de bicicleta só existe um modo: andando de bicicleta. Com a Área de Exatas é a mesma coisa. É preciso FAZER, e se FAZ fazendo os exercícios. Muitos deles podem ser sutis (e, por isto mesmo, estimulante). Em apenas uma noite em meio aos livros, um dia antes da prova (como alguns faziam no Ensino Médio), NÃO será o suficiente para decifrá-los e assimilá-los, mesmo para os mais talentosos. Embora o trabalho individual seja vital (ninguém pode aprender por você!), recomendo fortemente o estudo em grupos: não é incomum que alguém tenha entendido melhor algum exercício e esteja disposto a mostrar e discutir a solução dele com outros. Pense nos exercícios como um desafio. Faça muitos exercícios, não só aqueles sugeridos por mim. Há dezenas de livros na biblioteca da ETEP – Faculdades entre eles THOMAS, G. B.. Cálculo. 10ª edição. V2. São Paulo: Addison Wesley, 2003., BOYCE, W. E., DIPRIMA, R. C. Equações Diferenciais Elementares e Problemas de Valores de Contorno. 8ª edição. São Paulo: LTC, 2006., ANTON, H. Cálculo, um novo horizonte. 6ª edição. V2. Porto Alegre: Bookman, 2000. com exercícios interessantes. Tente (realmente) fazer os exercícios mais abstratos, envolvendo demonstrações e conceitos: eles são o verdadeiro coração do curso, e ignorá-los pode tornar este curso (para você) apenas uma longa e entediante memorização de algoritmos para resolução dos exercícios que envolvem apenas “calculeira”. Participe dos atendimentos e das aulas: faça perguntas !!! Discuta sua solução com seus colegas!! Tente garantir a sua nota já na primeira prova. Nada de tentar adiar o estudo. Mas se o mal já foi feito, não se desespere!!! Uma condição necessária para se recuperar é a persistência, não desista, lute até o fim!! Você foi aos atendimentos? Tirou suas dúvidas com o professor? Fez os exercícios e conferiu com os colegas se sua solução estava correta? Se você respondeu não a alguma destas perguntas, seria uma boa idéia reavaliar seus métodos de estudo. Existem DEZENAS de casos de alunos que foram muito mal na primeira prova, mas que conseguiram se recuperar muito bem e ficar com uma ótima nota no final do curso via MUITO TRABALHO. As listas elaboradas e/ou sugeridas são mini, mais se espera que você faça mais exercícios de livros e outras fontes. A grande maioria dos tipos de exercícios das provas estará representada nas listas, porém SEMPRE haverá questões mais originais, que exigirão uma melhor preparação. A interatividade com o professor durante a aula é a parte mais essencial e interessante de todo o processo, sem isto o que resta é professor falando tediosamente durante 4 aulas. Ele não é um ator que necessariamente recita um monólogo. Se por uma distração eu cometer um erro no quadro faça deste erro um bom motivo para que vocês fiquem atentos e participem da aula, corrijam quando necessário (e vai ser muito necessário!!!! ). Estou disposto a ajudá-lo em sua jornada acadêmica, venha motivado para a aula.

Seja bem vindo!! Professor Áureo Melo
1

SEÇÃO 1
A) EQUAÇÃO DIFERENCIAL Uma Equação Diferencial é uma relação que envolve como incógnita, uma função e suas derivadas ou diferenciais. “EQUAÇÃO DIFERENCIAL É UMA EQUAÇÃO QUE CONTÊM DERIVADAS” 1) Quanto ao tipo a) Equação Diferencial Ordinária - EDO Contém somente uma variável independente. Exemplo:
y' = x + 5 ou

dy = x + 5 (variável x) dx

b) Equação Diferencial Parcial – EDP Contêm mais de uma variável independente.

∂ 2 u ∂u Exemplo: y" + y' = x + y ou + = x 2 + y ( variáveis x e y) 2 ∂ y ∂x
2

2) Quanto à ordem
É a ordem da derivada mais alta que ela contém.

Exemplo:

∂u ∂u + = x 2 - primeira ordem. ∂x ∂ y
d2y dx
2

+

dy + 2 y = 0 - segunda ordem. dx

3) Quanto ao grau
É obtido considerando o grau da derivada de mais alta ordem como sendo o grau da equação, como se faz no caso dos polinômios.

Exemplo:

∂ 2u ∂ u + − x 2 − y = 0 - primeiro grau. ∂ x2 ∂ y
 d 2 y   dy   2  +   + 2 y = 0 - segundo grau.  dx     dx 
2 3

2

tem-se: d3y =0 ⇒ dx 3 d2y d d2y  2  = 0 ⇒ d 2  = 0 ⇒  dx  dx  dx      d2y d 2  = A ∫  dx    d2y =A ⇒ dx 2 d  dy   dy    = A ⇒ d   = Adx ⇒ dx  dx   dx  ∫ d  dx  = ∫ Adx + B    dy  dy = Ax + B ⇒ dy = ( Ax + B )dx ⇒ dx ∫ dy = ∫ ( Ax + B )dx + C e a solução geral será: y = Ax 2 + Bx + C . b) Solução Particular É a primitiva da Equação Diferencial. x =0 dy = 0 no ponto x = 0 . dy dx = 0 .4) Quanto ao tipo de solução: a) Solução Geral É a primitiva desta equação. isto é. integrando d3y dx 3 = 0 três vezes. mas com valores definidos para as constantes arbitrárias por ela contida. C = 3) São soluções particulares desta mesma equação. pois. Caso as condições iniciais forem. dx d2y = 1 no ponto x = 0 . C = 5) y = 5 x 2 + 2 x + 3⇒( A = 5. mas y = 0 ⇒ ( A = B = C = 0) y = +2 x + 5 ⇒ ( A = 0. y = 2 para x = 0 . isto é. Exemplo: y = Ax + Bx + C é a solução geral ou a primitiva da equação diferencial 2 d3y dx 3 = 0 . Exemplo: y = Ax + Bx + C é a solução geral da equação diferencial 2 d3y dx 3 = 0 . B = 2. B = 2. dx 2 3 d2y dx 2 = 1 . por exemplo: y (0) = 2 . isto é. x =0 .

a qual é função apenas da variável independente x (não ambígua). x =0 y = Ax 2 + Bx + C no ponto x = 0 ⇒ y = Ax 2 + Bx + C ⇒ y x =0 = A(0 ) + B (0 ) + C = 2 . =− x e = − satisfaz a equação. Exemplo: 2 1 dy −x + y = 0 ⇒ na solução explícita y = Ce 2 . mas dx  dx  2 1 dy 1 d2y 1 y = − x2 . e tal solução 8 4 8 4 4 é denominada solução singular. A = 1 . C = 2 e 2 y = (1)x 2 + (0 )x + (2 ) = x 2 + 2 e a solução particular será y = x 2 + 2 . Exemplo: dy  dy  2  + x − y = 0 onde y = Ax + C 2 é a solução geral ou a primitiva da equação diferencial. isto é. isto é.donde d2y = A no ponto x = 0 ⇒ dx 2 d2y dx 2 = 1 = A . isto é. x=0 dy = Ax + B no ponto x = 0 ⇒ dx dy dx = 0 = A(0 ) + B . d) Solução explícita É a solução na forma y = f ( x ) . isto é. pois 2 8 dx 4 4 dx  1   1   1  2 − x  + x − x  −  − x 2  =  4   4   8  2 = 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 x − x + x = x − x ≡ 0 . c) Solução Singular É uma solução da equação diferencial que não pode ser obtida por combinação das constantes arbitrárias. x dx 4 . isto é. a partir da primitiva desta. a variável dependente (função) y pode ser isolada e igualada a uma expressão. B = 0 . donde x 2 + 8 y = 0 é uma solução da equação diferencial.

isto é. dx Como identificar se uma solução proposta é solução da equação diferencial? Para identificar se uma solução proposta é solução de uma equação diferencial. a equação se transformar em uma identidade. A solução é da forma f ( x. y = Ax 2 + Bx + C é a solução desta equação diferencial. isto é. ou quando isto for possível (será ambígua). o problema das equações diferenciais é essencialmente descobrir a primitiva que deu origem à equação. então a função encontrada é solução da equação diferencial. solução implícita. Exemplo: Foi a primitiva y = Ax + Bx + C que deu origem à equação diferencial 2 d3y dx 3 = 0 . a solução de uma equação diferencial de ordem n é a determinação de uma relação entre as variáveis. que. Exemplos: 1) Verificar se y = 3e − x 2 ou y = 3e − x2 2 é solução da equação diferencial dy + xy = 0 . juntamente com as derivadas dela obtidas. y ) = 0 . e se após os cálculos feitos. a variável dependente (função) y não pode ser isolada e igualada a uma expressão que dependa apenas da variável independente x . satisfaz à equação diferencial. dx 5 . basta substitui a solução encontrada no lugar onde a variável dependente (função) aparece na equação.e) Solução implícita Assim. e portanto. envolvendo n constantes arbitrárias independentes. Exemplos: a) x + y dy = 0 ⇒ na solução implícita y 2 + x 2 = C 2 ⇒ y ± C 2 − x 2 onde a solução na forma explicita dx não é considerado função pois possui duas soluções para cada x < C b) ( x − 1) 2 y + x 2 ( y + 1) dy = 0 ⇒ y + ln ( y) = − x + 2ln ( x ) + x −1 + C .

Solução:
a) Substituir y por 3e na equação
− x 2

dy + xy = 0 , isto é, dx
x x x

 −x   d  3e 2  x x x    + x 3e − 2  = 3 d  e − 2  + 3 xe − 2         dx dx    

− −  1 − 1 = −3 e 2 + 3 xe 2 = 3e 2  x −  ≠ 0 , 2 2 

Como não surgiu uma identidade, então y = 3e b) Substituir y por 3e
 −x d  3e 2   dx
2

x 2

não é solução.

x2 2

na equação

dy + xy = 0 , isto é, dx
x  −  2 xe 2 = 3 − 2  
2

  x2   + x 3e − 2   

   = 3 d e   dx  

x2 − 2

  + 3 xe  

x2 − 2

 x x x  − − − + 3 xe 2 = −3 xe 2 + 3 xe 2 ≡ 0 ,   

como surgiu uma identidade, então y = 3e

x2 2

é solução.

2) Verificar se y = sec(x ) é solução da equação diferencial Substituir y por sec(x ) na equação
d (sec( x ) ) = sec( x ) tan( x ) ⇒ dx

dy = ytg (x ) dx

dy = ytg (x ) , isto é, dx

 sen( x )  d cos − 1 ( x ) = − cos − 2 ( x ) (− sen( x ) ) = − cos − 1 ( x )  −  cos ( x )  ,  dx  

(

) (

)

(

)

 sen ( x )  d cos − 1 ( x ) = cos − 1 ( x )   cos ( x )  = (sec( x ) )(tg ( x ) ) ≡ sec( x )tg ( x ) ,  dx  

(

) (

)

Como surgiu uma identidade, então y = sec(x ) é solução.

3) Verificar se y 4 = 4x 4 ln(x ) + Cx 4 é solução da equação diferencial x 4 + y 4 dx − xy 3dy = 0 .

(

)

(x

4

+ y 4 dx − xy 3 dy = 0 ⇒ xy 3 dy = x 4 + y 4 dx ⇒

)

(

)

dy x 4 + y 4 = dx xy 3

Então a equação será:
dy x 4 + y 4 , e a derivada da solução proposta: = dx xy 3

6

d 4 y = 4x 4 ln(x ) + Cx 4 dx

(

)

d 4 d 4x 4 ln(x ) + Cx 4 , y = dx dx

( )

(

)

dy dy 16x3 ln(x) + 4x3 + 4Cx3 dy 4x3 (4 ln(x) +1+ C) 3 4 1 3 4y = 16x ln(x) + 4x + 4Cx ⇒ = ⇒ = dx x dx dx 4y3 4y3
3

dy x3 (4 ln(x) +1+ C) dy x3 = ⇒ = (4 ln(x) +1+ C) dx dx y3 y3
então, substituindo a derivada da solução proposta e a própria solução proposta na equação tem-se:
dy x 3 (4 ln(x ) + 1 + C) e = dx y 3 x4 + y4 xy 3 ≡ x 4 + 4 x 4 ln(x ) + Cx 4 x 3 = 3 (4 ln(x ) + 1 + C ) xy 3 y

donde
3 x3 (4 ln(x ) + 1 + C ) ≡ x 3 (4 ln(x ) + 1 + C) y3 y

Como surgiu uma identidade, então y 4 = 4x 4 ln(x ) + Cx 4 é solução implícita.

7

ESTUDO DIRIGIDO 1ª ATIVIDADE
Verificar se as soluções apresentadas são efetivamente soluções das equações diferencias (a verificação deve ser apresentada, não é suficiente afirmar que sim ou não) e classificá-las de acordo com tipo, ordem e grau:

a) x + y

dy =0 ⇒ dx

y2 + x 2 = C2 dy =0 ⇒ dx y + ln ( y) = − x + 2ln ( x ) + x −1 + C
5Kx

b) ( x − 1) 2 y + x 2 ( y + 1) c)
∂ 2u ∂x
2

+5

∂ 2u ∂t
2

=0 ⇒

F(x ) = C 1 e

+ C2e−

5K x

8

9 .

10 .

11 .

y )dx + N ( x. a) ( x − 1) 2 ydx + x 2 ( y + 1)dy = 0 f 1 ( x ) = ( x − 1) 2 f 2 (x ) = x 2 y +1 ( x − 1) 2 dy = − dx y x2 ⇒ g1 ( y ) = ( y + 1) g 2 ( y) = y (1 +  x 2 − 2x + 1  1  dx )dy = −   y x2      ∫ 1 + y dy = ∫  − 1 + x − x    1  2 1   dx + C 2  ⇒ y + ln( y ) = − x + 2ln( x) + x −1 + C b) dy x =− dx y ⇒ ydy = − xdx ⇒ g1 ( y ) = y dy x =− dx y ydy + xdx = 0 . y )dy = 0 . f 2 ( x) g2 ( y ) ∫g Exemplos: g 1 ( y) f (x ) dy = − ∫ 1 dx ⇒ G ( y)dy = F( x )dx . onde por integração em ambos os membros encontramos a primitiva.B) MÉTODOS DE RESOLUÇÃO PARA EQUAÇÕES DIFERENCIAIS Método da separação das variáveis Uma Equação Diferencial de 1a Ordem permite ser resolvida por separação de variáveis. onde y = y (x ) puder ser escrita na forma: f 1 ( x ) g 2 ( y )dx + f 2 ( x ) g1 ( y )dy = 0 . para reduzirmos a uma forma mais simples multipliquemos a equação por forma: 1 . reduzindo-se à f 2 ( x) g2 ( y ) f1 ( x ) g ( y) dx + 1 dy = 0 . quando M ( x . f1 ( x ) = x f2 (x ) = 1 ydy + xdx = 0 ⇒ g 2 ( y) = 1 ∫ ydy + ∫ ydy = C ⇒ y2 x2 c2 =− + 2 2 2 ⇒ y2 x2 =− +C 2 2 y 2 = −x 2 + c2 donde y 2 + x 2 = c 2 que é a solução geral (implícita) da equação e representa a equação de um círculo de raio 12 . f 2 (x ) 2 ( y) 1) Obtenha a solução geral das equações diferenciais pelo método da separação das variáveis.

r = c . tem-se 1 0 − = C0 2 2 ⇒ y2 x2 − = C0 2 2 ⇒ C0 = 1 ⇒ 2C 0 = 1 = C ⇒ C = 1 2 13 . a) dy + xy = 0 para y (0) = 3 . 2) Obtenha a solução particular das equações diferenciais pelo método da separação das variáveis. dx dy − x = 0 ⇒ ydy = xdx dx ∫ ydy = ∫ xdx + C 0 para y (0) = 1 . (ou seja representa uma família de círculos). dx dy + xy = 0 ⇒ dx dy = − xy ⇒ dy = − xydx ⇒ dx 1 dy = − xdx y dy = − xdx ⇒ y dy ∫ y = −∫ xdx + c1  y ⇒ ln c  o 0 ⇒ ln ( y ) = − ⇒ x2 + c1 2 x2 ⇒ ln ( y ) = − − x2 + ln (co ) 2 x2 ln ( y ) − ln (c o ) = − 2  x2 =−  2  − y =e 2 co ∴ y = co e x2 2 y (0 ) = 3 ⇒ 3 = co e ⇒ co = 3 ∴ y = 3e − x2 2 b) x dy + y = 0 para y (1) = 1 . dx dy y =− dx x ⇒ dy dx =− y x ⇒ dy y + =0 ⇒ dx x ∫ dy dx = −∫ + c0 y x ∫ dy dx = − ∫ + c0 y x  y ⇒ ln( y ) = −ln( x ) + ln(c ) ⇒ ln( y ) − ln(c ) = −ln( x ) ⇒ ln  = ln x − 1 c ( )  y ln  = ln x − 1 c ( )   y  ⇒ exp ln  = exp ln x − 1   c  [ ( )] ⇒ y 1 = c x ∴ y (1) = 1 ⇒ 1 = 1 c ⇒ c =1 ∴ y = 1 x c) y y dy − x = 0 para y (0) = 1 .

y2 x2 − = 1. dx d) 2 y 2y dy = sen 2 (ω x ) ⇒ 2 ydy = sen 2 (ω x )dx ⇒ 2 ∫ ydy = ∫ sen 2 (ω x )dx + c 0 dx 2 ∫ sen (ax )dx = x sen (2ax ) − 2 4a 2 ∫ ydy = ∫ sen 2 (ω x)dx + c 0 ⇒ 2 y 2 x sen (2ω x ) = − + c0 2 2 4ω x sen(2ω x) x sen(2ω x) y2 = − + c 0 ⇒ 1 = 0 − 0 + c0 ⇒ c0 = 1 ⇒ y 2 = − +1 2 4ω 2 4ω 14 . 2 2 dy = sen 2 (ω x ) ( ω é uma constante) para y (0) = 1 .

pelo método da separação de variáveis: a) y 2 b) x c) d) dy + x2 = 0 dx Resposta: y 3 + x 3 = c Resposta: 2 y − 1 − ln x 2 = c ou Resposta: s2 + x2 = c 2 dy = 2 y −1 dx y − 1 − ln x = c ds 2 x + =0 dx s dy te t = dt y 1 + y2 Resposta: y 2 − 3(te t − e t + c ) 3 + 1 [ ] 2 15 .EXERCÍCIOS 1) Determinar a solução geral das Equações Diferenciais. dadas a seguir.

a) x 2 dy − (y − a ) = 0 dx dy − 1− y 2 = 0 dt b) 1 − t 2 c) t 2 − xt 2 ( )d x + x dt 2 + tx 2 = 0 16 .ESTUDO DIRIGIDO 2ª ATIVIDADE 1) Obtenha a solução geral das equações diferenciais pelo método da separação das variáveis.

o teorema não nos permite ∂y concluir nada: provavelmente existe solução única a pesar das duas condições não se verificarem. O intervalo onde existe a solução única pode ser maior ou menor que o intervalo onde a função f e a sua derivada parcial ∂f são contínuas (o teorema não permite determinar o tamanho do intervalo).SEÇÃO 2 A) EXISTÊNCIA E UNICIDADE DA SOLUÇÃO As condições suficientes para a existência de uma solução única de uma equação diferencial de primeira ordem são definidas pelo teorema de Picard: Teorema de Picard Considere o problema de valor inicial dy = f ( x. dx y Resolução: 17 . é solução implícita da equação dy x =− . existe uma solução única y = g(x) em certa vizinhança do ponto ( x 0 . y 0 ) que verifica a condição inicial g ( x0 ) = y 0 . mas não necessárias para a existência de solução única. y 0 ) . Exemplo: Demonstre que a relação x 2 + y 2 − c 2 = 0 onde c é uma constante positiva. Quando f ou a sua derivada parcial ∂f não sejam contínuas. ∂y As condições do teorema de Picard são condições suficientes. dx Se a função f e a derivada parcial de f em função de y são contínuas numa vizinhança do ponto ( x 0 . y ) para y ( x 0 ) = y 0 .

y ) = e N ( x. Assim. a) (x − 1)dx + ( y + 1)dy = 0 Resolução: para y = f (x ) Portanto. y )dx + dy k ( y) ⇒ N = dy ∫ M (x. Comparando as equações (I) e (II). y ) = . y )dx + k ( y ) (III) ∂ 2u ∂ 2u ⇒ = . a equação diferencial é exata. y )dy = 0 é dita exata se somente se. ∂ u  ∂ u  du =   ∂ x dx +  ∂ y dy = 0 (I). y )dy = 0 (II) é dita equação diferencial exata se for proveniente de uma função do tipo u ( x. y ) = C . isto significa que as derivadas provém da mesma função onde k ( y ) é uma constante em relação a x. ∂ y∂ x ∂ x∂ y Sendo as derivadas mistas de 2a ordem iguais. y )dx + dy k ( y) ∂ x dy Exemplo: 1) Verifique se as equações diferenciais abaixo são exatas. y ) for nula. temos: ∂u ∂u ∂M ∂N M (x. y ) = ∫ M ( x. ∂u d d d d = ∫ M (x. M ( x. y ) = C . a diferencial da função u (x. a solução da equação diferencial será u ( x. se = ∂x ∂ y ∂y ∂x u ( x. e para encontrar k ( y ) temos que derivar (III) em relação a y. y )dx + N ( x.B) EQUAÇÃO DIFERENCIAL EXATA Uma Equação Diferencial Homogênea de 1a Ordem do tipo M ( x. a equação diferencial é exata. b) dy − (1 + x )dx = 0 Resolução: para y = f (x ) Portanto. 18 . y )dx + N ( x. isto é.        Assim.

e) dy y − 9 x 2 = dx 2 y − x Resolução: Portanto. então: Resolução: Portanto. d) x dy = −1 y + x dx Resolução: Portanto. d) 2 y ( x − 1)dx + (x 2 − 2 x )dy = 0 para y = f ( x ) . 19 . a equação diferencial é exata.c) dx − (1 + x )dy = 0 para y = f (x ) . a equação diferencial é exata. então: Resolução: Portanto. a equação diferencial é exata. a equação diferencial não é exata.

a equação diferencial é exata.f) 5( y + 3)dx + 5 xdy = 0 Resolução: Portanto. g) x 2 + y dx + ( x − 2 y )dy = 0 Resolução: ( ) Portanto. 20 . Resolução: ( ) Portanto. 2) Verifique se o seguinte problema de valor de contorno (2 xy − 3)dx + x 2 + 4 y dy = 0 para y (1) = 2 é representado por uma equação diferencial exata. a equação diferencial é exata. a equação diferencial é exata.

A = 3 para que a equação seja exata. ) ( ) Resolução: Portanto. 2 21 .3) Determine o valor de A para que a equação se torne exata para que o seguinte problema de valor inicial (x 2 + 3xy dx + Ax 2 + 4 y dy = 0 para y (0 ) = 1 se torne um problema dado por uma equação diferencial exata.

dy dy portanto d k ( y ) = φ ( y ) dy ⇒ Assim. y ) = ξ ( x. y )dx + N ( x. y ) − [ξ ( x. y ) + k ( y ) . y ) = ξ ( x. ∂ y dy dy d d k ( y ) = N ( x. u ( x . para obter k ( y ) deriva-se u ( x. ∂x u ( x . y ) + ψ ( y ) + C u ( x. Assim. ∫ d k ( y) = ∫ φ ( y ) dy + C ⇒ k ( y) = ψ ( y) + C .que é a solução da Equação Diferencial 22 . y )] = φ ( y ) . y ) . y ) + k ( y ) . y ) = ξ ( x. y ) + k ( y ) ⇒ ou seja. Como já foi visto uma equação diferencial homogênea de 1a Ordem M ( x. y ) = ξ ( x. ∂u d = [ξ (x.C) SOLUÇÃO DE UMA EQUAÇÃO DIFERENCIAL EXATA. y )] + d k ( y) dy ∂ x dy como ∂u d = N (x. então sua solução será:        u ( x. y ) = ∫ M ( x. y ) = ξ ( x. y )] + d k ( y ) . y ) dx + k ( y ) = ∫ ou seja. isto é. y ) + k ( y ) onde k ( y ) representa uma função arbitrária que depende de y . ∂u dx + k ( y ) = ξ ( x. u ( x . ou seja. tem-se que N = [ξ (x. y )dy = 0 é exata se a ∂ u  ∂ u diferencial du =   ∂ x dx +  ∂ y dy = 0 . y ) + ψ ( y ) + C .

Exemplos: 1) Verifique se as equações diferenciais abaixo são exatas e resolva as equações. x2 y2 −x+ + y = c. a) (x − 1)dx + ( y + 1)dy = 0 Resolução: para y = f (x ) portanto. 2 2 23 .

x 2 dy y − 9 x 2 = dx 2 y − x Resposta: y 2 − xy + 3x 3 = c . a) dy − (1 + x )dx = 0 b) dx − (1 + x )dy = 0 c) 2 y(x − 1)dx + x 2 − 2 x dy = 0 d) e) x dy = −1 y + x dx Resposta: y = c − x − x2 . 2 Resposta: Não é exata ( ) Resposta: y = Resposta: y = c . x − 2x 2 c x − . 3 2 i) (x 2 + 3 xy )dx + (Ax 2 + 4 y )dy = 0 para y (0 ) = 1 24 . 3 5 f) 5(y + 3)dx + 5xdy = 0 para y (2 ) = − Resposta: y = Resposta: 24 − 15x . Resposta: x 3 3x 2 y + + 2y2 = 2 . 5x g) (x 2 + y )dx + ( x − 2 y )dy = 0 para y (1) = 2 h) (2 xy − 3)dx + (x 2 + 4 y )dy = 0 para y (1) = 2 x3 5 + yx − y 2 = − . 3 3 Resposta: x 2 y − 3 x + 2 y 2 = 7 .EXERCÍCIOS 1) Verifique se as equações diferenciais abaixo são exatas e resolva-as.

a) xdx + 4 ydy = 0 para y = y ( x ) y  b)  3t 2 s + dt + t 3 + ln (s ) ds = 0 para s = s (t ) x  Resposta: x2 + 2y 2 = c 2 yt + s ln (s ) − s = c x [ ] Resposta: t 3 s + c) y cos(xy )dx + x cos(xy )dy = 0 para y = y ( x ) d) 2 y 2 dx + xdy = 0 para y = y ( x ) .2) Verifique se as Equações Diferenciais são exatas e determine a solução de cada uma delas de acordo com suas condições. g) 2 xydx + x 2 + π cos(πy ) dy = 0 . ) + s2 = 1 25 . t f) [cos (t ) + s sen (t )]dt = cos (t )ds para s (π ) = 0 . cos (2s ) e) dt − 2 ln (t )sen (2s )ds = 0 para s = s (t ) . para y (1) = 1 . i) te t 2 Resposta: sen ( xy) = c Resposta: não é exata Resposta: t = e c cos( 2 s ) Resposta: sen ( t ) − s cos( t ) = 0 Resposta: x 2 y + sen (πy) = 1 Resposta: x 2 − 6 x + 9 y 2 − 18 y + 9 = 0 Resposta: e t 2 +s 2 [ ] +s2 dt + s e t ( 2 +s2 + 1 ds = 0 para s (0 ) = 0 . h) 9( y − 1)dy + ( x − 3)dx = 0 para y (3) = 0 .

ESTUDO DIRIGIDO 3ª ATIVIDADE Verifique se as equações diferenciais ordinárias são exatas e encontre a solução particular da equação pelo método das exatas. ( 2 ) ( 2 ) 26 . a) dy 1 − 3x − y = para y (0) = 2 dx 2x 3 + 3y b) y 2 e xy + 4 x 3 dx + 2 xye xy − 3y 2 dy = 0 para y (0 ) = 1 .

27 .

28 .

o fator integrante será    F ( x)= e ∫ f ( x )dx . não é exata. Exemplo: Resolver x 2 + y 2 + x dx + xydy = 0 para y = f (x ) . 1° Caso: Se 1 N  ∂M ∂N    ∂y − ∂x  = f ( x ) . ela pode. dependendo da equação.SEÇÃO 3 A) MÉTODO DOS FATORES DE INTEGRAÇÃO Fatores de Integração Se uma Equação Diferencial do tipo: P( x. chamada de fator integrante da equação. y )dx + Q ( x . uma função apenas de x. ( ) Resolução: Resposta: x4 x2 y 2 x3 + + =C 4 2 3 29 . ser transformada em exata. y )dy = 0 . Basta multiplicarmos a equação por uma função adequada F ( x . y ) ≠ 0 . Determinação dos fatores integrantes para alguns casos.

2° Caso: Se 1 M  ∂M ∂N  ∫ g ( y )dy . Resolução: Resposta: y = − x C 30 .   ∂y − ∂x  = − g ( y ) uma função apenas de y . o fator integrante será F ( y ) = e    Exemplo: Resolver ydx − xdy = y 2 e y dy para y = f (x ) .

y )  y =− = f  . Resolução: Resposta: u = ln ( x ) − 1 y4 1 y4 + C1 ⇒ ln ( x ) − =C ⇒ 4 x4 4 x4 y 4 = 4 x 4 ln ( x ) + Cx 4 31 . dy M (x . y ) x Exemplo: Resolver (x 4 + y 4 )dx − xy 3 dy = 0 . y ) = 1 é fator integrante da equação. y )dy = 0 é dita homogênea se. somente se.SEÇÃO 4 3° Caso: Se a equação é homogênea e Mx + Ny ≠ 0 . y )dx + N (x . Mx + Ny Observação: A equação M (x . então F (x. dx N (x .

y ) − g ( x. y ) ≠ g ( x. onde então f ( x.4° Caso: Se a equação P( x. y )dy = 0 pode ser colocado na forma yf ( x. Exemplo: Resolver y x 2 y 2 + 2 dx + x 2 − 2 x 2 y 2 dy = 0 . y )dx + Q ( x . y ) . ( ) ( ) Resolução: 1 1 2 1 Resposta: u = − ln ( x ) + 2 2 + ln ( y ) = ln (C1 ) ⇒ 3 3x y 3 3 y = Cxe 2  1 − 2 2 x y      32 . y )dy = 0. y ) = 1 xy{ f ( x. y )dx + xg ( x. F ( x. y )dx + Q ( x . y )dy = 0 . y )} = 1 Mx − Ny é fator integrante da equação P( x.

Resposta: Não é exata. b) 2 x 3 y 2 + 4 x 2 y + 2 xy 2 + xy 4 + 2 y dx + 2 y 3 + x 2 y + x dy = 0 c) 2 xy 4 e y + 2 xy 3 + y dx + x 2 y 4 e y − x 2 y 2 − 3 x dy = 0 Resposta: 2 x + y2 y − =C 2 x 2 2 ( ) ( ) Resposta: x 2 y 2e x + 2 xye x + Resposta: x 2 e y + x2 x + 3 =C y y 1 4 x2 y e =C 2 ( ) ( ) 3) Verificar se a equação ydx − xdy = 0 . fator de integração F( x ) = 1 e sua solução y = Cx x2 33 . é exata.EXERCÍCIOS 1) Resolver as equações diferenciais abaixo usando o fator de integração para y = f (x ) : a) (2 x 2 + y )dx + (x 2 y − x )dy = 0 . para f ( x ) . caso não seja encontre seu fator integrante e resolva-a.

se não transforme-as em exatas e encontre a solução geral de cada equação pelo método das exatas. a) x 2 + y 2 dx + 2 xydy = 0 3 ( ) b) (2 y − x )dx + xdy = 0 c) y (x + y )dx + x 2 dy = 0 34 .ESTUDO DIRIGIDO 4ª ATIVIDADE 1) Verifique se a equação diferencial ordinária abaixo são exatas. para y = f (x ) .

35 .

36 .

37 .

x3 −5 + yx − y 2 = 3 3 x 3 3 y 2 19 + = 3 2 3 c) ( x 2 + y ) + ( x − 2 y ) d) x − 3 x 2 − (4 y − y ) dy = 0 para y (1) = 2 dx 3) Resolver (2 y − 3x )dx + xdy = 0 para y = f (x ) . 2 y 2 − yx + x 3 = 7 Resposta: É exata. dadas a seguir. 38 . são exatas e determinar sua solução: 2x y 2 − 3x 2 a) 3 dx + dy = 0 para y (1) = 2 y y4 b) y − 3 x 2 − (4 y − x) dy = 0 para y (1) = 2 dx dy = 0 para y (1) = 2 dx x2 1 3 Resposta: É exata. pelo método da separação de variáveis: a) dy = y 2 + 1 para y(1) = 0 dx dx = t para x (0 ) = 1 dt Resposta: y = tan ( x − 1) Resposta: x 2 = + 2(t − 1)et + 3 Resposta: u = − t 2 + tan t + 25  2  Resposta: s = ln − 1    t −1 b) xe − t c) d) du 2 t + sec 2 t = para u (0 ) = −5 dt 2u ds = te s para s(1) = 0 dt 2) Verificar se as Equações Diferenciais. dadas a seguir. Resposta: É exata. pelo método das exatas: a) 3 xy dy + 2 y2 = 0 dx dy − cos( y ) = 0 dx Resposta: F = xy ⇒ Resposta: F = − e x Resposta: F = x ⇒ Resposta: 3x − y2 =C x y3 = C x2 b) sen ( x ) c) x ⇒ e x cos( y ) = C y= C x2 dy + 2y = 0 dx d) (3 x 2 + y 2 )dx − 2 xydy = 0 para y = f (x ) .SEÇÃO 5 Exercícios de revisão 1) Determinar a solução particular das Equações Diferenciais. 3 − = − y 8 y Resposta: É exata. Resposta: yx 2 − x 3 = C 4) Determinar os fatores integrantes F e resolver as equações.

dx Tipos de Equações Diferenciais Lineares 1) Equação diferencial linear homogênea Uma equação diferencial linear de 1a Ordem é homogênea se r ( x ) = 0 . assim pelo dx dy = −f (x )dx ⇒ ln (y ) = − f (x )dx + ln (C ) ⇒ y ∫ y = Ce − h . onde h = f ( x )dx ∫ Exemplo: 1 dy +y=0 x dx Resolução: Resposta: y = Ce − x2 2 39 . método da separação de variáveis. dy + f (x )y = 0 . isto é.SEÇÃO 6 A) EQUAÇÕES LINEARES DE 1a ORDEM Equação Diferencial de 1a Ordem Toda Equação Diferencial de 1a Ordem M ( x . y )dy = 0 é dita linear se ela puder ser transformada na forma dy + f (x )y = r (x ) . isto é. tem-se: dy + f (x )y = 0 ⇒ dx dy + f (x )y = 0 ⇒ dx dy = −f (x )y dx y = Ce − ∫ f ( x )dx . y )dx + N ( x.

∂ u d  ∫ f ( x )dx  d  ∫ f (x )dx d = r ( x )dx  +  ye  + dy  ∫ e  dy k ( y) ∂ y dy     ∂u f ( x )dx d = e∫ + k ( y) = N ∂y dy e∫ f ( x )dx + f ( x )dx d k ( y) = e ∫ dy f ( x )dx f ( x )dx d k ( y) = e ∫ − e∫ =0 ⇒ dy k ( y) = C 1 donde u (x . y ) = e ∫ portanto f ( x )dx [f (x )y − r( x)] = e ∫ f (x )dx f (x )y − e ∫ f (x )dx r( x) e e N (x . y ) = e ∫ f ( x )dx f ( x )dx ∂M = f (x )e ∫ ∂y f ( x )dx ∂N . dy + f (x )y = r ( x ) ⇒ dx dy + f (x )y − r ( x ) = 0 ⇒ dx dy + f (x )y = r ( x ) . é uma equação exata. dx dy = − [f (x )y − r ( x )] dx dy = − [f (x )y − r ( x )]dx ⇒ dy + [f (x )y − r ( x )]dx = 0 ⇒ M(x. y )dy = 0 ∂M = f (x ) e ∂y ∂N = 0 . y ) u (x . ou seja. f ( x )dx Assim. ou seja.2) Equação diferencial linear não homogênea Supondo a equação diferencial linear não homogênea de 1a Ordem. exata. porém. portanto. M (x . é uma equação não ∂x onde M (x . y ) = 1 . e esta pode ser   ∂y − ∂x  = f (x ) . e sua solução será = f (x )e ∫ ∂x u (x . y )dx + N(x . então. y ) = C 0 = ye ∫ f ( x )dx + e∫ ∫ f ( x )dx r ( x )dx + C1 40 . então F(x ) = e  N  transformada em exata. y ) = ye ∫ + ∫ e∫ f ( x )dx r ( x )dx + k ( y) onde para obter-se k ( y) deriva-se u (x . a solução da Equação Diferencial será a função u (x . y ) = ∫ e ∫ f ( x )dx [f (x )y − r( x )]∂x + k ( y) = y ∫ e ∫ f (x )dx f (x )dx + ∫ e ∫ f (x )dx r (x )dx + k ( y) . como 1  ∂M ∂N  ∫ f ( x )dx é fator integrante da equação. y ) . y ) = f (x )y − r ( x ) e N (x . dy  dy  f (x )dx + f (x )y = r ( x ) ⇒  + f (x )y = r ( x ) e ∫ dx  dx  ⇒ e∫ f ( x )dx dy + e ∫ f ( x )dx [f (x )y − r( x )]dx .

ye ∫ f ( x )dx = e∫ ∫ f ( x )dx r ( x )dx + C y= 1 e∫ f ( x )dx  e ∫ f ( x )dx r ( x )dx + C = e − ∫ f (x )dx  e ∫ f ( x )dx r ( x )dx + C ∫  ∫      isto é. onde h = ∫ f (x )dx h Exemplo: Determine a solução geral da equação diferencial: 2 1 dy + y = ex . y = e − h {∫ e r(x)dx + C}. x dx Resolução: Resposta: y = Ce x2 2 + ex 2 41 .

Resposta: y = C cos (x ) m 2 cos 2 (x ) (SG) 3 cos (x ) m 2 cos 2 (x ) (SP). a) dy − 3 y = e3x dx dx Resposta: y = ce3 x + xe3 x . Resposta. de acordo com as condições dadas. 1 1 C g) x 2 dy + 2 xy − x + 1 = 0 para y (1) = 0 . (onde o sinal é positivo ou negativo dependendo do quadrante no qual o 2 argumento "t" se encontra). dx x Resposta. c .EXERCÍCIOS 1) Determinar a solução geral das Equações Diferenciais Lineares Homogêneas de 1a Ordem. Resposta: y = 1 [C − cos(x)] x 2 b) x dy + y = sen ( x ) c) dy = 2 x( y − x) + 1 dx dy d) x + y = x 3 + x dx dy e) x + 2 y = 4 x 2 dx f) dy + tan ( x ) y = sen (2 x ) para y (0 ) = 1 . pelo método proposto para resolver este tipo de equações.: y = ce − x3 3 b) y c) x d) e) f) g) dy + x2 = 0 dx dy = 2y dx dy − 4y = 0 dx dy − 2 xy = 0 dx dy y + =0 dx x dy 2 y + = 0 para y (1) = 0 .: y = cx 2 Resposta: y = ce 4 x . dx Resposta: y = ce x + x . Resposta: y = − + 2 (SG). Resposta: y = c x3 x + + . x c Resposta: y = 2 (SG) y = 0 (SP) x 2 Resposta: y = 2) Obtenha a solução geral ou a solução particular das equações diferenciais abaixo pelo método equações diferenciais lineares. x 4 2 Resposta: y = cx −2 + x 2 . a) dy + 3y = 0 dx −1 Resposta: y = ce −3x . dadas a seguir. Resposta: y = ce x . y = 1 − 1 − 1 2 (SP) 2 x x dx 2 x 2x y= 42 .

dt c) cos(t ) 43 .ESTUDO DIRIGIDO 5ª ATIVIDADE 1) Obtenha a solução geral da equação diferencial abaixo pelo método das equações diferenciais lineares. a) b) dy 4 − y = x − 5x 3 dx x dy + 3 y = e 2 x + 6 onde y(0 ) = 3 . dx ds + s sen (t ) = 1 onde y(0 ) = 1 .

isto é. λ1 = λ2 ∈R Caso III: duas raízes Complexas distintas. λ1 ≠ λ2 ∈Z 44 . então derivando esta suposta solução duas vezes: 2 dy λx d y = λe .  1 λ 2 = − a − a 2 − 4b 2  Donde podemos analisar três Casos: ( ( ) ) Caso I: duas raízes reais distintas. supõe-se uma solução do tipo: y( x ) = e λx . obtém-se: 2 dx dx λ2 e λx + aλe λx + be λx = 0 ⇒ (λ2 + aλ + b)e λx = 0 ∴ ( λ2 + aλ + b) = 0 . Assim. isto é.SEÇÃO 7 B) EQUAÇÃO DIFERENCIAL DE 2a ORDEM Uma equação diferencial é dita de 2a ordem quando ela puder ser escrita na forma: d2y dx 2 + f1( x) dy + f 2 ( x) y = r( x ) . f 2 ( x ) = b e r( x ) = 0 dx Então. onde f 1 ( x ) = a . = λ2 e λx e substituindo as na equação. isto é. λ1 ≠ λ2 ∈R Caso II: duas raízes reais iguais. a escolha para uma eventual solução é baseada na solução da Equação Diferencial linear e homogênea de 1a Ordem. e que tem como solução 1  2  λ 1 = 2 − a + a − 4b . pode ser escrito na forma: d2y dx 2 +a dy + b y = 0 . a coeficientes constante. denominada Equação Característica. dx Métodos de resolução: 1) Quando a equação diferencial ordinária é linear e homogênea a coeficientes constante: Uma Equação Diferencial Ordinária de 2a Ordem linear e homogênea.

λ1 ≠ λ2 ∈R a solução da Equação Diferencial de 2a Ordem é linear e homogênea. Exemplo: d 2 y dy + − 2y = 0 dx 2 dx para y(0 ) = 3 e dy dx =3 x =0 Resolução: x −2 x Resposta: y( x ) = 2e + e 45 . será do tipo: y( x) = c1e λ1x + c2 e λ2 x .Caso I: Quando a Equação Característica possui duas raízes reais distintas. a coeficientes constante. isto é.

será do tipo: y( x ) = (c1 + c2 x)e λx . isto é.Caso II: Quando a Equação Característica possui duas raízes reais iguais. Exemplo: d2y dy +8 + 16 y = 0 2 dx dx para y(0 ) = 1 e dy dx =4 x =0 Resolução: Resposta: y( x ) = (1 + 8 x) e −4 x 46 . λ1 = λ2 = λ ∈R a solução da Equação Diferencial de 2a Ordem é linear e homogênea. a coeficientes constante.

a coeficientes constante. será do tipo: y(x ) = e px (A cos(qx ) + Bsen(qx )) para λ1 = p + iq e λ 2 = p − iq Exemplo: d2y dy −2 + 10 y = 0 2 dx dx para y(0 ) = 4 e dy dx =1 x =0 Resolução: Resposta: y(x ) = e x [4 cos(3x ) + B sen(3x )] 47 . λ1 ≠ λ2 ∈Z a solução da Equação Diferencial de 2a Ordem é linear e homogênea. isto é.Caso III: Quando a Equação Característica possui duas raízes Complexas distintas.

EXERCÍCIOS: a) b) c) d) e) f) d 2 y dy − − 12 y = 0 dx 2 dx d2y dy +4 − 5y = 0 2 dx dx d2y dy −2 + y=0 2 dx dx d2y dy −4 +4=0 2 dx dx d2y dy +4 + 5y = 0 2 dx dx d2y dy −2 + 5y = 0 2 dx dx para y(0 ) = 2 y(0 ) = 1 y(0 ) = 0 y(0) = 4 e dy dx dy dx dy dx dy dx dy dx e =1 x =0 Resposta: y(x ) = 8e 4x − 6e −3x Resposta: y(x ) = 9 −5x 5 x e − e 4 4 para e =0 x =0 para e =3 x =0 Resposta: y(x ) = 3x e x Resposta: y(x ) = 4 e −4 x Resposta: y(x ) = e −2 x [cos (x ) − 4 sen(x )] Resposta: y(x ) = e x [2 sen(2x ) − 3 cos (2x )] para e =8 x =0 para y(0 ) = 1 e y(0 ) = −3 = −3 x =0 para dy dx =1 x =0 48 .

O método é freqüentemente aplicado à engenharia. um cosseno. Exemplos a) d2y + 4 y = 12 dx 2 Resolução: 49 . f 2 ( x ) = b e r ( x ) ≠ 0 dx onde r ( x ) é tal que a forma de uma solução particular y p ( x ) da equação anterior pode ser prognosticada. para equações do tipo: d2y dx 2 + f1( x) dy + f 2 ( x ) y = r ( x ) . onde f 1 ( x ) = a e f 2 ( x ) = b 2 dx dx Então. contendo coeficientes incógnitos que são determinados substituindo y p ( x ) e suas derivadas na equação original. isto é. O método consiste em imaginar para y p ( x ) uma expressão semelhante à de r ( x ) . por exemplo. pode ser escrita na forma: d2y dy + a + b y = r ( x ) . A vantagem deste método é que ele é mais simples que o método geral e a desvantagem é que ele não é aplicável para certas equações lineares a coeficientes não constantes. r ( x ) pode ser uma potência única de x . um polinômio. não homogênea. de 2a ordem a coeficientes constante. uma exponencial. Este método é adequado para equações lineares a coeficientes constantes. um seno. é não homogênea: Uma equação diferencial ordinária linear. ou uma soma de tais funções. o método dos coeficientes a determinar é o método normalmente empregado para obter a solução é baseada na solução.SEÇÃO 8 2) Quando a equação diferencial ordinária linear. de 2a Ordem a coeficientes constantes. onde f 1 ( x ) = a .

50 .Resposta: y = yh ( x ) + y p ( x ) = A cos(2 x ) + B sen(2 x ) + 3 . b) d2y + 4 y = 8x2 2 dx Resolução: 2 Resposta: y = y h ( x ) + y p ( x ) = A cos(2 x ) + B sen(2 x ) + 4 x − 1 .

a) b) c) d) e) f) d2y dx 2 d2y dx dx 2 + 36 y = 0 − + Resposta: y = A cos(6 x ) + B sen (6 x ) Resposta: y = C1 + C2 e x Resposta: y = C1e x + C2 e −2 x Resposta: y = C1e 3 x + C 2 e 4 x Resposta: y = (C1 + C 2 x )e 2 x Resposta: y = e − x [A cos(3x ) + Bsen (3x )] dy =0 dx dy − 2y = 0 dx d2y 2 d2y dy − 7 + 12 y = 0 2 dx dx d2y dy − 4 + 4y = 0 2 dx dx d2y dy + 2 + 10 y = 0 2 dx dx 3) Determinar a solução geral das Equações Diferenciais Lineares Não .Homogêneas de 2a Ordem a coeficientes constantes.EXERCÍCIOS: 1) Determinar a solução geral das Equações Diferenciais Lineares Homogêneas de 2a Ordem a coeficientes constantes (equação Característica). dadas a seguir. a) b) c) d) e) d2y − y = 5x + 2 dx 2 d2y − 4y = x +1 dx 2 d 2 y dy + − 2 y = 8 sen (2 x ) dx 2 dx d2y dy − 7 + 12 y = x 2 dx dx d2y dy − 2a + a2 y = ex 2 dx dx d2y dy + 6 + 5 y = e2x 2 dx dx Resposta: y = C1e x + C 2 e − x − 5 x − 2 Resposta: y = C1e 2 x + C 2 e − 2 x − Resposta: y = C1e x + C 2 e − 2 x − Resposta: y = C1e 3 x + C 2 e 4 x + x +1 4 1 [6 sen (2 x ) + 2 cos(2 x )] 5 12 x + 7 144 (a ≠ 1) Resposta: y = (C1 + C 2 x )e ax + ex (a − 1)2 1 2x e 21 f) Resposta: y = C1e − x + C 2 e −5 x + 51 . pelo método proposto para resolver este tipo de equações. dadas a seguir. pelo método proposto para resolver este tipo de equações.

ESTUDO DIRIGIDO 6ª ATIVIDADE Obtenha a solução geral das equações diferenciais abaixo: a) b) d2y + 16 y = x dx 2 d2y dy +4 − 5y = 0 2 dx dx 52 .

53 .

54 .

5 cm 2 . No instante t = 0 . Determine o tempo em que o funil ficará vazio. sua abertura possui 0. onde g é o valor da aceleração média da gravidade na superfície da Terra e h a altura do líquido a cada instante. supondo que o nível inicial da água é h(0 ) = 10 cm . então. para g = 980 cm / s 2 .6 2 gh . Se y = y( x ) é a equação da curva. para resolver este problema devemos resolver a equação diferencial: dy dx dy = 2( x + y ) dx 2) Um funil com água possui um ângulo θ = 60 o .SEÇÃO 9 APLICAÇÕES DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS As Equações Diferenciais são aplicadas em: a) Problemas Geométricos Exemplo 1) Determine uma curva que seja definida pela condição de ter um todos os pontos ( x. y ) a inclinação igual ao dobro da soma das coordenadas do ponto. r θ 2 ∆h ⇒ θ h(t ) h(t ) Resolução: 55 . segundo a lei de Torricelli: a velocidade com que a água escorre por um orifício v = 0. a saída é aberta e a água escoa.

Resposta: t ≈ 10 s . 56 .

mas tem o inconveniente que a população cresce sim limite. A taxa de aumento da população é assim b − kP com b e k constantes. para baixo.b) Problemas Físicos Movimento vertical de um corpo de massa m sob a ação da gravidade em um meio que oferece resistência proporcional à velocidade do corpo. menos a taxa de mortalidade (m) a = n + g − m O aumento da população num instante dado é igual ao produto da população nesse instante vezes a taxa de aumento da população. A equação diferencial obtida é uma equação de Bernoulli dP = bP − kP 2 . As forças que atuam sobre o corpo de massa m são: mg devido a gravidade (no sentido do movimento) e k dy devido à resistência do meio (no sentido contrário ao movimento) dt c) Crescimento demográfico A taxa de aumento de uma população é a soma das taxas de natalidade (n) e migração (g). Modelo logístico Considera-se uma taxa de mortalidade que aumenta diretamente proporcional à população. Por meio da 57 . Modelo de Malthus Se a taxa de aumento da população (a) for constante a equação diferencial anterior será uma equação de variáveis separáveis ∫ dP = a dt + C P = P0 e at P ∫ Onde P0 é a população em t = 0. Este modelo pode ser uma boa aproximação em certo intervalo. o aumento da população será também igual à derivada de P dP = aP dt Para poder resolver esta equação é preciso conhecer a dependência de a com o tempo. Seja y = y( t ) a posição do corpo no instante t . se a população no instante t for representada pela função P(t). isto é. dt Neste modelo a população não cresce indiscriminadamente. a taxa de aumento diminui chegando eventualmente a ser nula e nesse momento P permanece constante. com taxas de natalidade e migração constantes. Deseja-se conhecer a posição do corpo num instante t . Veremos dois casos simples. pois a medida que P aumenta. Consideremos o sentido positivo o do movimento.

por unidade de tempo. é pN.substituição u = 1/P obtém-se uma equação linear du = −bu + k dt d ue bt = k ∫ e bt dt + C dx Que pode ser resolvida multiplicando os dois lados pelo fator integrante e bt 1 k −bt = e +C P b A população aproxima-se assintoticamente do valor limite ( ) b . Uma substância radioativa presente em todos os organismos vivos é o carbono 14 que decai transformando-se em azoto. Se p representa essa probabilidade. dt A massa dos correspondentes átomos. A meia-vida da substância define-se como o tempo necessário para a massa diminuir até 50% do valor inicial. mais rápido diminuirá a massa da substância (ver figura ao lado). cada átomo tem uma certa probabilidade. O conteúdo de C14 em relação ao C12 de qualquer organismo vivo é o mesmo. é diretamente proporcional a N e assim obtemos a seguinte equação diferencial dx = − px onde p é uma constante. designada de constante de dt decaimento. A razão é a seguinte: no fim da cadeia alimentar dos seres vivos estão os organismos que absorvem o carbono diretamente da atmosfera e portanto a relação C14 C12 58 . O número de átomos transmutados por unidade de tempo é também igual a menos a derivada temporal da função N dN = − pN . k d) Decaimento radioativo Numa substância radioativa. a partir da solução obtida temos 0. x. em que N é o número de átomos existentes em cada instante. p Quanto maior for a constante de decaimento p. o número médio de átomos que se transmutam. A solução geral desta equação é uma função que diminui exponencialmente até zero x = Ce − pt e a solução única para a condição inicial x = x0 no instante inicial é x = x0 e − pt Decaimento exponencial de uma substância radioativa com constante de decaimento p.5 = e − pt ⇒ t = ln 2 . com uma meia-vida de aproximadamente 5580 anos. por unidade de tempo de se transformar num átomo mais leve emitindo radiação nuclear no processo.

nos seres vivos é a mesma que na atmosfera. O declive da dx ∂f dy ∂y curva ortogonal será o inverso. permite determinar a data da morte do organismo. com uma boa precisão quando o tempo envolvido for da ordem de grandeza da meia-vida do carbono 14. com o conteúdo existente num organismo vivo da mesma espécie. y ) = c onde c é uma constante. Uma comparação do conteúdo de carbono 14 de um organismo morto. com sinal trocado = a solução geral desta equação é a família de dx ∂f ∂x trajetórias ortogonais. os organismos mortos. A equação dos círculos com centro na origem é x 2 + y 2 = c 2 onde o parâmetro c pode ter qualquer valor positivo a equação diferencial cuja solução geral é essa família de círculos obtém-se por derivação implícita 2 x + 2 yy ' = 0 ⇒ dy dx =− e a equação diferencial das trajetórias ortogonais é dx dy 59 . essa equação encontra-se derivando implicitamente a equação anterior ∂f ∂f ∂f dy dy + =0⇒ = − ∂x ∂f dx ∂x ∂y dx ∂y A derivada dy representa em cada ponto o declive da curva que passa por esse ponto. por exemplo. Para encontrar a família de trajetórias ortogonais às curvas f(x. O azoto que a atmosfera ganha dos organismos em decomposição é transformado novamente em C14 pelos raios cósmicos. Na atmosfera esta relação é estável há muitos anos.y) = c.y) = c. As trajetórias ortogonais são outra família de curvas que intersectam a primeira família em forma ortogonal: em cada ponto de uma das curvas da primeira família passa uma curva da segunda família. e) Trajetórias ortogonais Uma equação da forma f ( x. Exemplo: Encontre as trajetórias ortogonais da família de círculos com centro na origem. começamos por encontrar uma equação diferencial cuja solução geral seja f(x. define uma família de curvas. em processo de decomposição perdem C14 como resultado do decaimento radioativo e não o regeneram através da dieta. nas camadas superiores. madeira obtida de uma árvore. formando um ângulo de 90°.

Entre dois corpos em contacto existe transferência de calor por condução.dy y = . A temperatura do objeto aproxima-se assintoticamente à temperatura do meio. Família de círculos com centro na origem e trajetórias ortogonais. do corpo mais quente para o mais frio. a constante de integração é declive das retas. dx x A solução desta equação de variáveis separáveis é y = ax que corresponde a uma família de retas que passam pela origem. 60 . dt Esta equação é uma equação linear que pode ser facilmente resolvida uma vez conhecida a temperatura do meio M(t). A figura ao lado mostra a família de curvas e as trajetórias ortogonais. o aumento da temperatura do objeto em qualquer instante será diretamente proporcional à diferença de temperatura com o meio ambiente dT = k ( M − T ) onde k é uma constante de condução térmica. Se a temperatura do objeto em qualquer instante é T(t) e a temperatura do meio ambiente é M(t). O caso mais simples é quando a temperatura do meio ambiente é constante. f) Problemas de aquecimento e arrefecimento Outra aplicação das equações diferenciais de primeira ordem são os problemas de aquecimento e arrefecimento. nesse caso a equação é de variáveis separáveis dT ∫ M − T = ∫ kdt + C ⇒ T = M + (T 0 − M )e − kt onde T0 é a temperatura inicial.

a probabilidade de reagir que tem cada molécula de A é cNB. este será também o aumento do numero de moléculas do composto C. já que o mecanismo das reações de primeira ordem e do decaimento radioativo são análogos. Este tipo de reações são de segunda ordem. o número de moléculas que reagem por unidade de tempo é diretamente proporcional ao número de moléculas existentes. a sua concentração diminui e a velocidade de reação também. dt Este tipo de reação designa-se de reação de primeira ordem. Exemplo Problema de evaporação Uma esfera de naftaleno tem um raio inicial de 1 cm e depois de três meses observa-se que o raio diminuiu 61 . A medida que o composto reage. Assim. sendo NA e NB o número de moléculas de A e B existentes nesse instante. Consideremos agora uma reação na qual dois reagentes A e B combinam-se formando um composto C A+ B → C. e a velocidade da reação é diretamente proporcional à concentração [A] do composto A (admitindo um volume constante). Assim o número médio de reações por unidade de tempo é c NANB. Cada molécula do composto A tem uma determinada probabilidade de reagir por unidade de tempo. B e C.g) Cinética química Consideremos uma reação química de primeira ordem na qual um composto A reage dando origem a outros dois compostos B e C A→ B+C. A equação anterior é a mesma equação obtida para o decaimento radioativo. Cada molécula de A tem uma determinada probabilidade c de reagir com uma molécula de B (por unidade de tempo). na presença NB moléculas do composto B. a equação diferencial obtida é dx = k (a − x)(b − x) dt onde x é a concentração do composto C e a e b as concentrações iniciais de A e de B. em qualquer instante a taxa de diminuição de [A] é diretamente proporcional a [A] d [ A] = − k [ A] . por unidade de tempo: dN C = cN A N B dt Em função das concentrações dos compostos A. NC. a nível atômico e nuclear.

tardará outros três meses a em chegar a ser zero. se o raio diminuiu a metade em três meses. então. e A = 4πr 2 a área da sua superfície.5 cm. estão sendo transformados em dextrose numa razão que é proporcional à quantidade não transformada. em água. Água salgada que contém 0. Qual a quantidade de sal que permanece no tanque depois de meia hora? Resolução: 62 . obtemos uma equação simples para o raio da esfera dr = −k a sua solução mostra que o raio dt diminui linearmente e função do tempo: r = r0 − kt conseqüentemente. Deseja-se saber quanto açúcar foi transformado após t minutos. Substituindo na equação dt 3 diferencial. a equação deste problema é dada por: dq = k ( 100 − q ) .até 0. Calcule quanto tempo tardará a esfera em evaporar-se completamente.03 kg de sal por litro entra no tanque a uma taxa de 25 l min . sabendo-se que q( 0 ) = 0 dt 2) Um tanque contém 20 kg de sal dissolvido em 5000 l de água. Se q é o número de gramas convertido em t minutos e k é a constante de proporcionalidade. O volume da esfera sólida que se evapora em cada instante é diretamente proporcional à área da superfície dV 4πr 3 = − kA onde v = é o volume da esfera. A solução é misturada e sai do tanque à mesma taxa. h) Problemas Químicos 1) 100 gramas de açúcar de cana.

Resposta: y (30 ) ≈ 38 .11 kg . 63 .

x m u v { u( x ) } v um au log a u k u' + v' − z' u.sen u u'. x m − 1 v .m .u m −1 u'.ln a u' log a e u u'.tg u − u'. sec u.v' ( u) u'.u'− u.v' v2 u'. u 2 − 1 − u' u. cos ec 2 u u'.v a .v'+ u'.m .Formulário Derivadas DERIVADAS f ( x) f '( x) 0 1 x u + v − z u. cos ec u. u 2 − 1 arc sec u arc co sec u 64 .a u .v a. cot g u u' sen u cos u tg u cot g u sec u cosec u arc sen u arc cos u arc tg u arc cotg u 1 − u2 − u' 1 − u2 u' 1 + u2 − u' 1 + u2 u' u. cos u − u'. sec 2 u u'.

Integrais 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) 11) 12) 13) 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) u n +1 ∫ u du = n + 1 + c n n ≠ −1 ∫ du 1 = l n (u ) + c u (du dx ) u ∫e du = (du 1 eu + c dx ) u ∫ a du = 1 au +c (du dx ) ln (a ) a>0 e a ≠1 ∫ sen (ω x ) dx = − ω ∫ cos (ω x )dx = ω ∫ tan (x )dx = l n ∫ cot (x )dx = l n ∫ csc (x )dx = ln 2 1 cos (ω x ) + c 1 sen (ω x ) + c ∫ ln (ax ) dx = x ln (ax ) − x + c sec ( x ) + c = − l n cos ( x ) + c sen ( x ) + c +c ∫ sec ( x )dx = l n sec ( x ) + tan ( x ) csc (x ) − cot (x ) + c (“ cot ” é a cotangente e “ csc ” é a cossecante) 2 x − sen (2 x ) 1 + c = [x − sen ( x )cos ( x )] + c ∫ sen ( x )dx = 4 2 2 x + sen (2 x ) 1 + c = [x + sen ( x )cos ( x )] + c ∫ cos (x )dx = 4 2 2 ∫ tan ( x )dx = tan ( x ) − x + c 2 ∫ cot ( x )dx = − cot (x ) − x + c 2 ∫ sec ( x )dx = tan ( x ) + c 2 ∫ csc ( x )dx = − cot ( x ) + c 2 ∫ sec ( x ) tan ( x )dx = sec ( x ) + c ∫ csc ( x )cot ( x )dx = − csc ( x ) + c ∫ senh (a x ) dx = a cosh (a x ) + c 65 1 .

21) 22) 23) 24) 25) 26) 27) 28) 29) 30) 31) 32) ∫ cosh (a x ) dx = a senh (a x ) + c ∫ tanh ( x )dx = l n cosh ( x ) ∫ coth ( x )dx = l n senh ( x ) +c +c x 1 ∫ sec h ( x )dx = arcsen [tanh ( x )] + c = 2 arctan (e ) + c ∫ sec h ( x )dx = l n ∫x ∫x ∫a ∫ ∫ 2 x tanh   + c = arc cot e x + c 2 ( ) dx 1  x = arctan   + c 2 a +a a dx 1 x−a 1 x = ln + c = − arc coth   + c 2 2a x+a a −a a dx 1 x+a 1  x = ln = arctan h  x 2 < a 2 2 2a x−a a −x a dx x2 > a2 2 2  x = arcsen  + c a a2 − x2  x = ln x + x 2 + a 2 + c = arcsen h  + c a x2 + a2 dx ∫ ∫x dx x −a dx x2 − a2 dx 2 2 = ln x + x 2 − a 2 + c 1 x arc sec +c a a = 33) 1 a + x2 + a2 = − ln +c ∫ x x2 + a2 a x 1 a + a2 − x2 = − ln +c ∫ x a2 − x2 a x 34) dx 35) 36) ∫ arcsen a dx = x arcsen a  +     ∫ arccos a dx = x arccos a  −      x  x  x x a2 − x2 + c a2 − x2 + c 66 .