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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI Armando de Queiroz Monteiro Neto
Presidente

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI Conselho nacional Fernando Cirino Gurgel
Presidente

SENAI – Departamento Nacional José Manuel de Aguiar Martins
Diretor-Geral

Regina Maria de Fátima Torres
Diretora de Operações

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DN. 2005. Título CDU: 331.483.p65 4 8/8/2005.senai.© 2005. SENAI – Departamento Nacional Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida. Brasília.1 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional Sede Setor Bancário Norte Quadra 1 – Bloco C Edifício Roberto Simonsen 70040-903 – Brasília – DF Tel. : il.: (0xx61) 317-9544 Fax: (0xx61) 317-9550 http://www. 10:41 . desde que citada a fonte. ISBN: 85-7519-152-7 1. 122 p. Departamento Nacional Curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade : riscos elétricos / SENAI.br riscos_eletricos. SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP FICHA CATALOGRÁFICA S491c Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Eletricidade 2. Choque elétrico I.

...................................................................................................................................................... 9 Arco elétrico ........................................................................................................................................................................................ 49 Principais técnicas para identificação dos riscos/perigos ............................................................................................................................................................................................................................................................................................. 80 Proteção por barreiras e invólucros ............................................................................ 51 Análise preliminar de riscos ...... 53 Medidas de controle do risco elétrico 57 Desenergização ................................................................................................................................................................................. 71 Seccionamento automático da alimentação ........................................................................................................................... 57 Aterramento ........................ 84 Proteção por separação elétrica ............................................................................................................ 81 Proteção por obstáculos e anteparos .................... 82 Proteção por isolamento das partes vivas .................... 25 Campos eletromagnéticos .................. 10:41 ........p65 5 8/8/2005...... 28 Riscos adicionais .................. 62 Eqüipotencialização .................................................................................................... 74 Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR ............................... 82 Proteção parcial por colocação fora de alcance ........................................... 30 Acidentes de origem elétrica .............................Sumário Apresentação Riscos em instalações e serviços com eletricidade 7 9 Choque elétrico ............................................................................................................................................................................................................................................. 41 RISCOS ELÉTRICOS Técnicas de análise de riscos 49 Conceitos básicos ............................................................................................. 77 Proteção por extrabaixa tensão ..... 89 riscos_eletricos....

................................................................................................................................................. 105 Liberação para serviços ........................... 99 Normas Técnicas Brasileiras 101 Normas ABNT ............................................................................................ 108 Responsabilidades ........... 101 Regulamentações do MTE ...............p65 6 8/8/2005.................................................................................................................................... 10:41 ................................................................................................................................... 114 Documentação de instalações elétricas Referências 117 119 riscos_eletricos....................................................................... 95 Legislação específica .............................................................................................Equipamentos de Proteção Coletiva Equipamentos de Proteção Individual 91 95 Exemplos de EPIs ........................................... 103 Rotinas de trabalho 105 Procedimentos de trabalho ...

Isso sem falar nos incêndios originados por falhas ou desgaste das instalações elétricas. os acidentes com eletricidade ainda são muito comuns mesmo entre profissionais qualificados. porém verdadeira. É no trabalho que existe uma grande concentração de máquinas. Em números absolutos. todos nós estamos. por exemplo. ferramentas manuais ou com instalações elétricas. e o resultado são o choque elétrico e as queimaduras externas e internas. redes aéreas e subterrâneas expostas ao tempo. se os dispositivos de acionamento e proteção não estiverem adequadamente projetados e mantidos.p65 7 8/8/2005. Sempre que trabalhar com equipamentos elétricos. E isso ocorre no trabalho. ainda não temos muitas estatísticas específicas sobre acidentes cuja causa está relacionada com a eletricidade. É claro que no trabalho os riscos são bem maiores. tenha cuidado. O contato com partes energizadas da instalação pode fazer com que a corrente elétrica passe pelo seu corpo. RISCOS ELÉTRICOS Estatísticas Nos EUA. quadros de distribuição. riscos_eletricos. No Brasil. aliás. painéis. 10:41 .Apresentação Eletricidade mata. Embora todos nós estejamos sujeitos aos riscos da eletricidade. Entretanto. de iniciarmos o estudo sobre segurança em eletricidade. ou ao executar tarefas simples como desligar ou ligar circuitos e equipamentos. você estará exposto aos riscos da eletricidade. motores. o contato com a eletricidade é a causa de 5% dos acidentes fatais que ocorrem no trabalho. subestações transformadoras e. provocam lesões físicas e traumas psicológicos. em casa. se você trabalha diretamente com equipamentos e instalações elétricas ou próximo delas. Esses dados reunidos entre 1997 e 2002 correspondem a informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho dos EUA. e em qualquer outro lugar. nem sempre você dá a ela o tratamento necessário. Você está cercado por redes elétricas em todos os lugares. em alguns casos. é bom conhecer alguns números a esse respeito. As conseqüências dos acidentes com eletricidade são muito graves. Talvez pelo fato de a eletricidade estar tão presente em sua vida. Como resultado. Para completar. e muitas vezes são fatais. isso significa que 290 pessoas morrem por ano devido a acidentes com eletricidade no trabalho. Esta é uma forma bastante brusca. mesmo os que não trabalham diretamente com os circuitos também se expõem aos efeitos nocivos da eletricidade ao utilizar ferramentas elétricas manuais.

a exposição à corrente elétrica encontra-se entre os primeiros fatores de morbidade/mortalidade. estudo e disciplina vão depender a segurança e a vida de muitas outras pessoas. tiveram contato com as instalações pertencentes ao Setor Elétrico. Este módulo vai abranger vários tópicos relacionados à segurança com eletricidade. ligações clandestinas. Em 2002. Um relatório completo é divulgado anualmente pela Fundação COGE. de diferentes formas. Pense nisso! 8 riscos_eletricos. se considerarmos apenas o Setor Elétrico. Da sua preparação. entre 1.p65 8 8/8/2005. para evitar acidentes. correspondendo a 7. assim chamado aquele que reúne as empresas que atuam em geração. entre tantas outras causas. entretanto. transmissão e distribuição de energia elétrica.736 acidentes do trabalho analisados pelo Sistema Federal de Inspeção do Trabalho.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE No Brasil. Para completar. A esse número. instalações de antenas de TV. Como exemplo desses contatos fatais. incluindo você. há os casos que ocorreram em obras de construção civil. somam-se 330 mortes que ocorreram nesse mesmo ano com membros da população que. contatos com cabos energizados. ocorreram 86 acidentes fatais nesse setor. previstos na legislação e nas normas técnicas. Os principais riscos serão apresentados e você irá aprender a reconhecê-los e a adotar procedimentos e medidas de controle. no ano de 2003. incluídos aqueles com empregados das empreiteiras.84% dos acidentes analisados. temos alguns números que chamam a nossa atenção. 10:41 .

provenientes de acidentes com baixa tensão. o choque elétrico. sendo o efeito térmico o mais grave. aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação) aparecerá em algum lugar. Correntes de choques de alta intensidade. com o domínio da ciência da eletricidade. pode ser analisado sob dois aspectos: • • Correntes de choques de baixa intensidade. o ser humano usufrui de todos os seus benefícios. Como a população atual da Terra é enorme. a compreensão do mecanismo do efeito da corrente elétrica no corpo humano é fundamental para a efetiva prevenção e combate aos riscos provenientes do choque elétrico. sendo o efeito mais grave a considerar as paradas cardíacas e respiratórias. Portanto. RISCOS ELÉTRICOS Choque elétrico Hoje.p65 9 8/8/2005. sendo o mais grave o choque elétrico. provenientes de acidentes com alta-tensão. e o acidente será inevitável. riscos_eletricos. Neste módulo você vai descobrir como a eletricidade pode causar tantos males. Em termos de riscos fatais. Construídas as primeiras redes de energia elétrica. tivemos vários benefícios. portanto. isto é. Atualmente os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros. queimaduras externas e internas no corpo humano. a exposição aos campos eletromagnéticos e o incêndio.Riscos em instalações e serviços com eletricidade Há diferentes tipos de riscos devido aos efeitos da eletricidade no ser humano e no meio ambiente. sempre haverá alguém perto do defeito. produzindo um potencial de risco ao choque elétrico. o arco elétrico. mas apareceram também vários problemas de ordem operacional. de um modo geral. 10:41 . Os principais são o choque elétrico.

Assim. é uma impedância elétrica composta por uma resistência elétrica. estado de saúde do indivíduo. intensidade da corrente elétrica. 10 riscos_eletricos. constituição física do indivíduo. Tipos de choques elétricos O corpo humano. tensão elétrica. o choque elétrico pode ser dividido em duas categorias: Choque estático É o obtido pela descarga de um capacitor ou devido à descarga eletrostática. associada a um componente com comportamento levemente capacitivo.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Concluindo O choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. condições da pele do indivíduo. área de contato. tempo de duração. 10:41 . mais precisamente sua resistência orgânica à passagem da corrente. freqüência da corrente elétrica. Os efeitos do choque elétrico variam e dependem de: • • • • • • • • • percurso da corrente elétrica pelo corpo humano.p65 10 8/8/2005.

Dependendo do acúmulo das cargas. que ficaram energizadas acidentalmente por defeito. a corrente de choque persiste continuadamente. porque a rede de energia elétrica mantém a pessoa energizada. O corpo humano é um organismo resistente. Com o movimento. Portanto. Choque dinâmico É o que ocorre quando se faz contato com um elemento energizado. Este choque se dá devido ao: • • toque acidental na parte viva do condutor. que suporta bem o choque elétrico nos primeiros instantes.RISCOS ELÉTRICOS N Descarga estática – É o efeito capacitivo presente nos mais diferentes materiais e equipamentos com os quais o homem convive. 10:41 . mas com a manutenção da corrente passando pelo 11 riscos_eletricos. Um exemplo típico é o que acontece em veículos que se movem em climas secos. ou seja. poderá haver o perigo de faiscamentos ou de choque elétrico no instante em que uma pessoa desce ou toca no veículo.p65 11 8/8/2005. fissura ou rachadura na isolação. o atrito com o ar gera cargas elétricas que se acumulam ao longo da estrutura externa do veículo. entre o veículo e o solo passa a existir uma diferença de potencial. Este tipo de choque é o mais perigoso. toque em partes condutoras próximas aos equipamentos e instalações.

tais como: • • • • • • • • elevação da temperatura dos órgãos devido ao aquecimento produzido pela corrente de choque. comprometimento de outros órgãos. quanto ao ritmo de batimento cardíaco e à possibilidade de fibrilação ventricular. como rins. Os choques dinâmicos podem ser causados pela tensão de toque ou pela tensão de passo. entrará na terra e percorrerá o solo até atingir a malha da subestação. vasos. 10:41 .p65 12 8/8/2005. órgãos genitais e reprodutores. deslocamento dos músculos e órgãos internos da sua devida posição. comprometimento da respiração. efeito de eletrólise. Tensão de toque Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores do indivíduo. cérebro. Exemplo de um defeito de ruptura na cadeia de isoladores de uma torre de transmissão (tensão de toque): O cabo condutor ao tocar na parte metálica da torre produz um curto-circuito do tipo monofásico à terra. superposição da corrente do choque com as correntes neurotransmissoras que comandam o organismo humano. criando uma pane geral. comprometimento do coração. que muitas vezes não são relacionadas ao choque em virtude do espaço de tempo decorrido desde o acidente. prolapso.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE corpo. Isto se dá pelo fato de o choque elétrico produzir diversos efeitos no corpo humano. tetanização (rigidez) dos músculos. retornando pelo cabo da linha de transmissão até o local do curto. mudando a qualidade do sangue. isto é. apresentando seqüelas. 12 riscos_eletricos. os órgãos internos vão sofrendo conseqüências. Muitos órgãos aparentemente sadios só vão apresentar sintomas devido aos efeitos da corrente de choque muitos dias ou meses depois. devido a um choque dinâmico. A corrente de curto-circuito passará pela torre.

13 riscos_eletricos. pele suada. e nos projetos de sistema de aterramento. no instante do curto-circuito monofásico à terra. A tensão de toque é perigosa. Este potencial é apresentado pela curva da figura acima. a tensão de toque ficar abaixo do limite de tensão para não causar fibrilação ventricular.p65 13 8/8/2005. para tensão de toque maior que 250 V fica saturada em 1 000 ohms. Por norma. Cada pé em contato com o solo terá uma resistência de contato representada por R contato. a corrente de curto-circuito gerará potenciais distintos desde o "pé" da torre até uma distância remota. a tensão de toque é expressa pela fórmula: V toque = (R corpo humano + R contato ÷ 2) I choque O aterramento no "pé" da torre só estará adequado se. aumentando o risco de fibrilação ventricular. Assim. considera-se a pessoa afastada a 1 metro do equipamento em que está tocando com a mão. O restante do trecho da terra é representado pela resistência R2. porque o coração está no trajeto da corrente de choque. Neste caso. Entre a palma da mão e o pé haverá uma diferença de potencial chamada de tensão de toque. 10:41 . a resistência R1 representa a resistência da terra do "pé" da torre até a distância de 1 metro. Uma pessoa tocando na torre no momento do curto-circuito ficará submetida a um choque proveniente da tensão de toque.RISCOS ELÉTRICOS No solo. A resistência do corpo humano para corrente alternada de 50 ou 60 Hz.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE

Tensão de passo A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou defeito tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento.

No caso da torre de transmissão, a pessoa receberá entre os dois pés a tensão de passo Nos projetos de aterramento considera-se a distância entre os dois pés de 1 metro. Pela figura apresentada, obtém-se a expressão:

V passo = (R corpo humano + 2R contato) I choque
O aterramento só será bom se a tensão de passo for menor do que o limite de tensão de passo para não causar fibrilação ventricular no ser humano. A tensão de passo é menos perigosa do que a tensão de toque. Isso se deve ao fato de o coração não estar no percurso da corrente de choque. Esta corrente vai de pé em pé, mas mesmo assim é também perigosa. As veias e artérias vão da planta do pé até o coração. Sendo o sangue condutor, a corrente de choque, devido à tensão de passo, vai do pé até o coração e deste ao outro pé. Por esse motivo, a tensão de passo é também perigosa e pode provocar fibrilação ventricular.

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Observe que as tensões geradas no solo pelo curto-circuito criam superfícies eqüipotenciais. Se a pessoa estiver com os dois pés na mesma superfície de potencial, a tensão de passo será nula, não havendo choque elétrico. A tensão de passo poderá assumir uma gama de valores que vai de zero até a máxima diferença entre duas superfícies eqüipotenciais separadas de 1 metro. Um agravante é que a corrente de choque devido à tensão de passo contrai os músculos da perna e coxa, fazendo a pessoa cair e, ao tocar no solo com as mãos, a tensão se transforma em tensão de toque no solo. Nesse caso, o perigo é maior, porque o coração está contido no percurso da corrente de choque. No gado, a tensão de passo se transforma em tensão entre patas. Essa tensão é maior que a tensão de passo do homem, com o agravamento de que no gado a corrente de choque passa pelo coração.

Proteção contra choques elétricos
O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques elétricos, conforme a NBR 5410/2004, pode ser resumido por: 1. 2. partes vivas de instalações elétricas não devem ser acessíveis; massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as torne acidentalmente vivas.

No caso 1, o choque elétrico acontece quando se toca inadvertidamente a parte viva do circuito de instalação de energia elétrica. Acontece somente quando duas ou mais partes do corpo tocam simultaneamente duas fases ou uma fase e a massa aterrada do equipamento elétrico. Nesse caso, a corrente elétrica do choque é atenuada pela: • • • • resistência elétrica do corpo humano; resistência do calçado; resistência do contato do calçado com o solo; resistência da terra no local dos pés no solo;

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resistência do aterramento da instalação elétrica no ponto de alimentação de energia.

Neste caso devem-se prover medidas de proteção básicas que visem impedir o contato com partes vivas perigosas em condições normais, como por exemplo: • • • Isolação básica ou separação básica; Uso de barreira ou invólucro; Limitação de tensão.

No caso 2, o choque ocorre quando regiões neutras ficam com diferença de potencial devido a um curto-circuito na instalação ou nos equipamentos. Deve-se notar que nesse tipo de choque a pessoa está tocando ou pisando regiões ou elementos não energizados da instalação. Porém, no momento do curto-circuito, ou mais precisamente durante este, estas áreas neutras ficam com diferença de potencial, advindo daí o choque elétrico. Neste caso devem-se prover medidas de proteção supletivas que visem suprir a proteção contra choques em caso de falha da proteção básica, como por exemplo: • • • Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação; Isolação suplementar; Separação elétrica.

Fatores determinantes da gravidade do choque
Os principais fatores que determinam a gravidade do choque elétrico são: • • • Percurso da corrente elétrica; Características da corrente elétrica; Resistência elétrica do corpo humano.

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o trajeto da corrente elétrica e a porcentagem de corrente que passa pelo coração. A B C D E LOCAL DE ENTRADA figura A figura B figura C figura D TRAJETO Da cabeça para o pé direito PORCENTAGEM DA CORRENTE 9. 10:41 . já que neste caso é exigido um processo de reanimação por massagem cardíaca que nem toda pessoa que está prestando socorro sabe realizar. Isso é um dado importante. A tabela a seguir apresenta os prováveis locais por onde poderá se dar o contato elétrico.8% Da mão direita para o pé esquerdo Da mão direita para a mão esquerda Da cabeça para a mão esquerda Características da corrente elétrica Outros fatores a determinar a gravidade do choque elétrico são as características da corrente: 17 riscos_eletricos.9% 1.8% 1.p65 17 8/8/2005.7% 7.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos dos choques elétricos em função do trajeto Outro fator que influencia nas conseqüências do acidente por choque elétrico é o trajeto que a corrente faz pelo corpo do acidentado. se considerarmos que é mais fácil prestar socorro a uma pessoa que apresente asfixia do que a uma pessoa com fibrilação ventricular.

as possibilidades de ocorrência de choque elétrico são pequenas. ocorrerão queimaduras.1 a 0. no máximo. são as que oferecem maior risco. EFEITOS DOS CHOQUES ELÉTRICOS DEPENDENTES DA INTENSIDADE DE CORRENTE FAIXA DE CORRENTE 0. são as mais perigosas. Acima de 500 mA 18 riscos_eletricos. acima de 2 000 Hz. Traumas cardíacos persistentes.p65 18 8/8/2005.5 a 10 mA 10 a 30 mA 30 a 500 mA REAÇÕES FISIOLÓGICAS HABITUAIS Leve percepção superficial. nesse caso o efeito é letal. uma vez que se situam próximo à freqüência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação ventricular é maior. ao invés da interna. 200 ms. Nenhum efeito perigoso se houver interrupção em. habitualmente nenhum efeito perigoso. 10:41 .5 mA 0. Ligeira paralisia nos músculos do braço. Ocorrem também diferenças nos valores de intensidade de corrente para uma determinada sensação de choque elétrico. possibilidade de fibrilação ventricular se a descarga elétrica se manifestar na fase crítica do ciclo cardíaco e por tempo superior a 200 ms. contudo. Paralisia estendida aos músculos do tórax. Corrente alternada (CA) Entre 20 e 100 Hz. salvo intervenção imediata de pessoal especializado com equipamento adequado. com sensação de falta de ar e tontura.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Corrente contínua (CC) A fibrilação ventricular só ocorrerá se a corrente contínua for aplicada durante um instante curto específico e vulnerável do ciclo cardíaco. se a vítima for do sexo feminino ou masculino. Especificamente as de 60 Hz. Para correntes alternadas de freqüências elevadas. devido a corrente tender a circular pela parte externa do corpo. com início de tetanização. normalmente usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica. habitualmente nenhum efeito.

Zona 4 – fibrilação possível (probabilidade de até 50%). atingindo 500 ohms. Como podemos observar no gráfico. quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes e a variação apresentada é em função da espessura. Zona 3 – habitualmente nenhum risco de fibrilação. a qual é constituída de células mortas.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos de choques elétricos em função do tempo de contato e intensidade de corrente A relação entre tempo de contato e intensidade de corrente é um agravante nos acidentes por choque elétrico. Esta baixa é originada pelo fato de que a corrente pode 19 riscos_eletricos. e também de qualquer outra resistência adicional entre a vítima e a terra. admitindo a circulação entre as extremidades do corpo em pessoas com 50 kg de peso. em muito. no entanto. Quando esta. a resistência elétrica do corpo pode ser muito baixa. condição mais facilmente encontrada na prática. Resistência elétrica do corpo humano A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá. define cinco zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100 Hz. encontra-se úmida. Esta resistência está situada entre 100 000 ohms e 600 000 ohms. Zona 5 – risco de fibrilação (probabilidade superior a 50%). A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele. a norma NBR 6533. da ABNT. Zona 1 – habitualmente nenhuma reação.p65 19 8/8/2005. da resistência elétrica que esta oferece à passagem da corrente. Zona 2 – habitualmente nenhum efeito patofisiológico perigoso. 10:41 .

medindo normalmente 300 ohms. e apresentando um valor máximo de 500 ohms. em média. Usando a lei de Ohm e considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que representa uma diferença de potencial de 120 volts.3 mA Quando molhada: I = 120 V ÷ 15 000 Ω = 8 mA N Corrente de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoa pode suportar quando estiver segurando um objeto energizado e ainda ser capaz de largá-lo pela ação de músculos diretamente estimulados por esta corrente. a pele também pode oferecer uma baixa resistência. que apresenta menor resistência elétrica. músculos e demais tecidos. podem ser grandes. uma resistência de 400 000 ohms. constituída pelo sangue. teremos: Quando seca: I = 120 V ÷ 400 000 Ω = 0. ao estar seca ou molhada. 20 riscos_eletricos. como vimos. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. quando a pele estiver seca. comparativamente à da pele é bem baixa.p65 20 8/8/2005. As diferenças da resistência elétrica apresentada pela pele à passagem da corrente. uma resistência de apenas 15 000 ohms. 10:41 . Exemplificando Num toque acidental de um dedo com um ponto energizado de um circuito elétrico teremos. quando úmida. Com isso.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE então passar pela camada interna da pele. Ao estar com cortes. podem influir muito na possibilidade de uma pessoa vir a sofrer um choque elétrico.

podendo produzir queimaduras de alto risco. uma distribuição diferenciada. um espraiamento como mostra a figura. a corrente que provoca o choque elétrico sofre. diminuindo os efeitos térmicos de contração e fibrilação no coração. O macrochoque é definido quando a corrente do choque entra no corpo humano pelo lado externo. Portanto. o efeito da corrente do choque se dá de maneira diferenciada no corpo humano. o corpo humano está em toda a sua resistência no trajeto da resistência elétrica da pele humana. Qualquer equipamento invasivo. Qualquer pessoa ao encostar num local energizado. ou num equipamento elétrico com defeito na sua isolação. 21 riscos_eletricos. sentido pelas pessoas. Para uma mesma tensão. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS Espraiamento de corrente do choque elétrico Devido à diferença da resistência elétrica e de seções transversais das várias regiões do corpo humano. diagnosticar ou monitorar qualquer órgão humano. Isso é positivo do ponto de vista da segurança humana. Já na área de baixa densidade de corrente o calor produzido é pequeno. poderá produzir microchoque. O valor da corrente elétrica não depende somente do nível da diferença de potencial do choque. Em virtude da área da região do tórax ser maior. Microchoque é o choque elétrico que ocorre no interior do corpo humano. É o tipo de choque que ocorre por defeito em equipamento médico-hospitalar. Desse modo os efeitos térmicos são mais intensos nas regiões de alta intensidade de corrente. a densidade de corrente é pequena. Ou seja. O espraiamento pode ser na forma de macrochoque ou microchoque. A corrente entra pela pele. usado para analisar. invade o corpo e sai novamente pela pele. dentro de um indivíduo.p65 21 8/8/2005. ficará à mercê do macrochoque. a corrente vai depender do estado da pele. O macrochoque é o choque comum.

ou entre dois condutores internos no corpo. Necrose – resultado de queimaduras profundas produzidas no tecido. inclusive dos que comandam a respiração. Sintomas do choque no indivíduo Manifestam-se por: • • • • • • Parada respiratória – inibição dos centros nervosos.p65 22 8/8/2005. O Se o choque elétrico for devido ao contato direto com a tensão da rede. podendo produzir fibrilação e uma conseqüente parada. todas as manifestações podem ocorrer. aumentando muito o perigo do choque. Perturbação do sistema nervoso. Seqüelas em vários órgãos do corpo humano. 10:41 . Alteração no sangue – provocada por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente elétrica. que ainda iremos abordar mais a seguir. O microchoque ocorre principalmente por defeitos em equipamentos médicohospitalares. A resistência elétrica nestas condições é muito baixa. Para os choques elétricos devido à tensão de toque e à de passo impostas pelo sistema de aterramento durante o defeito na rede elétrica. Parada cardíaca – alteração no ritmo cardíaco. 22 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Este choque poderá ocorrer entre um condutor interno e a pele. a manifestação mais importante a ser considerada é a fibrilação ventricular do coração.

só a resistência de parte do corpo. Na fibrilação ventricular as fibras musculares do coração ficam tremulando desordenadamente. a pressão cai a zero e a pessoa perde os sentidos. 23 riscos_eletricos. Nesse estado as fibras musculares estão inativas. interrompendo o batimento cardíaco. em conseqüência. I choque t choque E térmica ⇒ ⇒ ⇒ O calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano. Este fenômeno é denominado Efeito Joule. que podem ser: » » » » » queimaduras de 1º. 10:41 . Fibrilação ventricular no coração humano é um fenômeno diferente da parada cardíaca. queima das camadas adiposas ao longo da derme. Quando ele está efetivamente parado. E térmica = R corpo humano . 2º ou 3º graus nos músculos do corpo. Sintomas da queimadura devido ao choque elétrico Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma energia térmica. Tempo do choque (s). com a sua conseqüente dilatação. queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida. aquecimento. havendo. t choque Onde: R corpo humano ⇒ Resistência elétrica (S) do corpo humano.p65 23 8/8/2005. I2 choque . tornando-se gelatinosas.RISCOS ELÉTRICOS N Parada cardíaca é a falta total de funcionamento do coração. podendo produzir vários efeitos e sintomas. Corrente elétrica do choque (A). o sangue não é mais bombeado. do músculo ou órgão afetado. aquecimento do sangue. Energia em joules (J) liberada no corpo humano. uma total ineficiência no bombeamento do sangue. Ou se for o caso. podendo provocar o derretimento dos ossos e cartilagens. mas com conseqüências idênticas.

fazendo buracos na pele nos pontos de entrada e saída da corrente pelo corpo humano. Proteção contra queimaduras As partes acessíveis de equipamentos elétricos situados na zona de alcance normal não devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas e devem 24 riscos_eletricos.p65 24 8/8/2005. outras causas e efeitos nos demais órgãos. que. combustão ou deterioração de materiais. advindo. As vítimas do choque de alta-tensão morrem devido. a corrente provoca aquecimentos internos. bem como os materiais fixos próximos devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais do calor ou irradiação térmica produzidos pelos equipamentos elétricos. Neste caso. diminuição e atrofia muscular. mas sim associadas. prejuízos no funcionamento seguro de componentes da instalação. danifica. O choque de alta-tensão queima. geralmente com: » » » » » perda de massa muscular. Choques elétricos em baixa tensão têm pouco poder térmico. em conseqüência. cicatrizes. perda parcial de ossos. particularmente quanto a: » » » riscos de queimaduras. geralmente por fibrilação ventricular do coração. isto é. 10:41 . elevando a temperatura a níveis perigosos. etc. E as que sobrevivem ficam com seqüelas. perda da coordenação motora. devido ao mau contato ou a falhas internas no aparelho elétrico. O problema maior é o tempo de duração. A queimadura também é provocada de modo indireto. pode levar à morte. os componentes fixos de uma instalação elétrica. Proteção contra efeitos térmicos As pessoas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As condições citadas não acontecem isoladamente. principalmente. se persistir. a queimaduras.

Sua temperatura pode alcançar 20 000°C. Pessoas que estejam no raio de alguns metros de um arco podem sofrer severas queimaduras. Os arcos elétricos são extremamente quentes. eles são a mais intensa fonte de calor na Terra. 10:41 . volantes ou punhos de dispositivos de controle manuais: • metálicas • não-metálicas Superfícies previstas para serem tocadas em serviço normal. determinados pela NBR 14039 e devem ser protegidas contra qualquer contato acidental. mas não destinadas a serem mantidas à mão de forma contínua: • metálicas • não-metálicas Superfícies acessíveis. Os arcos elétricos são eventos de múltipla energia. Próximo ao "laser".RISCOS ELÉTRICOS atender aos limites de temperaturas. ainda que por curtos períodos. O arco elétrico (ou arco voltaico) é uma ocorrência de curtíssima duração (menor que ½ segundo). mas não destinadas a serem tocadas em serviço normal: • metálicas • não-metálicas 55 65 70 80 80 90 Arco elétrico Toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica pelo ar ou outro meio isolante (óleo. NBR 14039 – TEMPERATURAS MÁXIMAS DAS SUPERFÍCIES EXTERNAS DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DISPOSTOS NO INTERIOR DA ZONA DE ALCANCE NORMAL TIPO DE SUPERFÍCIE TEMPERATURAS MÁXIMAS (0O°C) Superfícies de alavancas. Forte explosão e energia acústica acompanham a 25 riscos_eletricos.p65 25 8/8/2005. e muitos são tão rápidos que o olho humano não chega a perceber. por exemplo) está ocorrendo um arco elétrico.

A proteção contra o arco elétrico depende do cálculo da energia que pode ser liberada no caso de um curto-circuito. da distância que separa as pessoas do local e do tipo de roupa utilizada pelas pessoas expostas ao arco. O arco pode ser causado por fatores relacionados a equipamentos. Uma falha pode ocorrer em equipamentos elétricos quando há um fluxo de corrente não intencional entre fase e terra. Em determinadas situações. Altas correntes de curto-circuito e tempos longos de atuação dos dispositivos de proteção aumentam o risco do arco elétrico. Isso pode ser causado por trabalhadores que façam movimentos bruscos ou por descuido no manejo de ferramentas ou outros materiais condutivos quando estão trabalhando em partes energizadas da instalação ou próximo a elas. Causas relacionadas ao ambiente incluem a contaminação por sujeira ou água ou pela presença de insetos ou outros animais (gatos ou ratos que provocam curtos-circuitos em barramentos de painéis ou subestações). sendo capaz de atingir quem estiver próximo ao local da ocorrência. Outras causas podem estar relacionadas a equipamentos. A severidade da lesão para as pessoas na área onde ocorre a falha depende da energia liberada durante a falha. Também podem desprender-se partículas incandescentes que queimam ao atingir os olhos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE intensa energia térmica. Isso afeta diretamente a gravidade da lesão e a própria sobrevivência da vítima. uma onda de pressão também pode se formar. As vestimentas de proteção adequadas devem cobrir 26 riscos_eletricos. e incluem falhas em partes condutoras que integram ou não os circuitos elétricos. A quantidade de energia liberada durante um arco depende da corrente de curto-circuito e do tempo de atuação dos dispositivos de proteção contra sobrecorrentes. As mais sérias queimaduras por arco voltaico envolvem a ignição da roupa da vítima pelo calor do arco elétrico.p65 26 8/8/2005. Tempos relativamente longos (30 a 60 segundos. ou entre múltiplas fases. 10:41 . por exemplo) de queima contínua de uma roupa comum aumentam tanto o grau da queimadura quanto a área total atingida no corpo. a temperatura deste é tão alta que destrói os tecidos do corpo. Conseqüências de arcos elétricos (queimaduras e quedas) Se houver centelha ou arco. Todo cuidado é pouco para evitar a abertura de arco através do operador. ao ambiente ou a pessoas.

10:41 . uma onda de pressão pode empurrar e derrubar o trabalhador que está próximo da origem do acidente. essa vestimenta deve incluir proteção para o rosto. fechaduras com chave não intercambiáveis. Essa queda pode resultar em lesões mais graves se o trabalho estiver sendo realizado em uma altura superior a dois metros. cabelos. decorrentes das ondas de pressão que podem se formar pela expansão do ar. nem sempre foi observado.p65 27 8/8/2005. Portanto. isto é. elas devem incluir capuzes. Na ocorrência de um arco elétrico. chave de aterramento resistente ao curto-circuito presumido. 27 riscos_eletricos. Equipamentos ensaiados para resistir aos arcos internos. Temos relacionadas algumas medidas para garantir a proteção contra os perigos resultantes de faltas por arco: • Utilização de um ou mais dos seguintes meios: » » » » • • • • dispositivos de abertura sob carga. se em determinadas situações uma análise de risco nos indica a necessidade de uma vestimenta de proteção contra o arco elétrico. Corredores operacionais tão curtos. enfim. muitas vezes. altos e largos quanto possível. o que pode ser muito comum em diversos tipos de instalações. sistemas de intertravamento.RISCOS ELÉTRICOS todas as áreas que possam estar expostas à ação das energias oriundas do arco elétrico. também está presente o risco de ferimentos e quedas. Proteção contra perigos resultantes de faltas por arco Os dispositivos e equipamentos que podem gerar arcos durante a sua operação devem ser selecionados e instalados de forma a garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações. Emprego de dispositivos limitadores de corrente. Coberturas sólidas ou barreiras ao invés de coberturas ou telas. Além dos riscos de exposição aos efeitos térmicos do arco elétrico. O que agora nos parece óbvio. as partes da cabeça que também possam sofrer danos se expostas a uma energia térmica muito intensa. além da cobertura completa do corpo. pescoço.

a qual denominamos força elétrica. em que isso acontece. A região do espaço ao redor da carga Q. 10:41 . Operação da instalação. 28 riscos_eletricos. Normalmente campos elétricos são medidos em volts por metro (V/m). luz ou calor. Denomina-se campo magnético toda região do espaço na qual uma agulha imantada fica sob ação de uma força magnética. denomina-se campo elétrico. pode ser atraída ou repelida pelo mesmo sob a ação de uma força F.p65 28 8/8/2005. • Campos eletromagnéticos Um campo elétrico é uma grandeza vetorial (função da posição e do tempo) que é descrita por sua intensidade. Experiências demonstram que uma partícula carregada com carga q.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Seleção de tempos de interrupção muito curtos. abandonada nas proximidades de um corpo carregado com carga Q. atuando em dispositivos de interrupção rápidos. o que pode ser obtido através de relés instantâneos ou através de dispositivos sensíveis a pressão.

induz uma corrente elétrica em condutores próximos. os trabalhadores que portam aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo. nos quais se empregam elevados níveis de tensão. há suspeitas de que a radiação eletromagnética possa provocar o desenvolvimento de tumores. a agulha da bússola sofre desvio. A passagem da corrente elétrica em condutores gera um campo eletromagnético que. podendo criar disfunções nos aparelhos. amplificador auditivo. podendo provocar lesões. dosadores de insulina.p65 29 8/8/2005. A exposição aos campos eletromagnéticos pode causar danos. Assim. se o circuito está efetivamente sem tensão. etc. Colocando-se uma bússola nas proximidades de um corpo imantado ou nas proximidades da Terra. 29 riscos_eletricos. por sua vez. encaixes. com equipamentos apropriados (voltímetros ou detectores de tensão). é certo afirmar que essa exposição promove efeitos térmicos e endócrinos no organismo humano. Por isso é fundamental que você. Uma outra preocupação é com a indução elétrica. pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos. pois a radiação interfere nos circuitos elétricos. Especial atenção deve ser dada aos trabalhadores expostos a essas condições que possuam próteses metálicas (pinos. Esse fenômeno pode ser particularmente importante quando há diferentes circuitos próximos uns dos outros. confira. A agulha da bússola é um ímã. hastes). Entretanto. além de desligar o circuito no qual vai trabalhar. pode ocorrer a passagem de corrente elétrica em um circuito desenergizado se ele estiver próximo a outro circuito energizado.) devem se precaver dessa exposição. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS O fato de um pedaço de ferro ser atraído por um ímã é conhecido por todos nós. Embora não haja comprovação científica. especialmente quando da execução de serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica. Da mesma forma.

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Riscos adicionais
São considerados como riscos adicionais aqueles que, além dos elétricos, são específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde dos que trabalham com eletricidade.

Classificação dos riscos adicionais
Altura
Em trabalhos com energia elétrica feitos em alturas, devemos seguir as instruções relativas a segurança descritas abaixo: • • É obrigatório o uso do cinto de segurança e do capacete com jugular. Os equipamentos acima devem ser inspecionados pelo trabalhador antes do seu uso, no que concerne a defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e travas, bem como quanto à integridade da carneira e da jugular. Ferramentas, peças e equipamentos devem ser levados para o alto apenas em bolsas especiais, evitando o seu arremesso.

Quando for imprescindível o uso de andaimes tubulares em locais próximos à rede elétrica, eles deverão: • • • • • • • Respeitar as distâncias de segurança, principalmente durante as operações de montagem e desmontagem; Estar aterrados; Ter as tábuas da(s) plataforma(s) com, no mínimo, uma polegada de espessura, travadas e que nunca ultrapassem o andaime; Ter base com sapatas; Ter guarda-corpo de noventa centímetros de altura em todo o perímetro com vãos máximos de trinta centímetros; Ter cinturão de segurança tipo pára-quedista para alturas iguais ou superiores a 2 metros; Ter estais a partir de 3 metros e a cada 5 metros de altura.

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RISCOS ELÉTRICOS

Manuseio de escada simples e de extensão: • Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam rachaduras, degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados, etc. Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para reparo ou troca. Devem ser manuseadas sempre com luvas. Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la. No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos-suportes, devidamente amarradas. Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os montantes. Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de segurança e com os pés apoiados sobre os seus degraus. Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça. Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida paralelamente ao meio-fio. Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja de aproximadamente ¼ do seu comprimento. Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la. Somente o dispense depois de amarrar a escada. Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do degrau, verificando o travamento da extensão. Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no pé dela, segurando-a.

• • • • • • • • • • • •

Ambientes confinados
Nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de proteção, a saber:

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a)

treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos a que estão submetidos, a forma de preveni-los e o procedimento a ser adotado em situação de risco;

b) nos serviços em que se utilizem produtos químicos, os trabalhadores não poderão realizar suas atividades sem um programa de proteção respiratória; c) a realização de trabalho em recintos confinados deve ser precedida de inspeção prévia e elaboração de ordem de serviço com os procedimentos a serem adotados;

d) monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão e intoxicação no interior de locais confinados realizado por trabalhador qualificado sob supervisão de responsável técnico; e) f) proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado; ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos contaminantes e ventilação geral que execute a insuflação de ar para o interior do ambiente, garantindo de forma permanente a renovação contínua do ar;

g) sinalização com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos no interior de espaços confinados; h) uso de cordas ou cabos de segurança e pontos fixos para amarração que possibilitem meios seguros de resgates; i) j) k) l) acondicionamento adequado de substâncias tóxicas ou inflamáveis utilizadas na aplicação de laminados, pisos, papéis de parede ou similares; a cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores, pelo menos 2 (dois) devem ser treinados para resgate; manter ao alcance dos trabalhadores ar mandado e/ou equipamento autônomo para resgate; no caso de manutenção de tanque, providenciar desgaseificação prévia antes da execução do trabalho.

Áreas classificadas
São considerados ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido

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como. podemos adotar diversos métodos. também chamadas de ambientes explosivos. Zona 1 Zona 2 É evidente que um equipamento instalado dentro de uma área classificada também deve ser classificado.014 especifica a temperatura superficial máxima em 6 níveis. assumindo como temperatura ambiente de referência 40ºC. as áreas são classificadas em: Zona 0 área na qual uma mistura de gás/ar. área na qual uma mistura de gás/ar. Caso esteja.p65 33 8/8/2005. pode estar presente durante o funcionamento normal do processo. potencialmente explosiva. Um deles é eliminarmos um 33 riscos_eletricos. A EN 50. está presente continuamente ou por grandes períodos de tempo.RISCOS ELÉTRICOS a razões diversas. As áreas classificadas normalmente cobrem uma zona cujo limite é onde o gás ou gases inflamáveis estarão tão diluídos ou dispersos que não poderão apresentar perigo de explosão ou combustão. não está normalmente presente. 10:41 . potencialmente explosiva. por exemplo. Assim temos: TEMPERATURA SUPERFICIAL MÁXIMA T1 450°C T2 300°C T3 200°C T4 135°C T5 100°C T6 85°C Para exemplificar: um equipamento classificado como T3 pode ser utilizado em ambientes cujos gases possuem temperatura de combustão superior a 200ºC. e de acordo com a classificação exigem a instalação de equipamentos e/ou interfaces que atendam às exigências prescritas nas mesmas. Para diminuirmos o risco de uma explosão. Tais áreas. área na qual a mistura gás/ar. será por curtos períodos. e esta é baseada na temperatura superficial máxima que o mesmo possa alcançar em funcionamento normal ou em caso de falha. desgaste ou deterioração de equipamentos. são classificadas conforme normas internacionais. Segundo as recomendações da IEC 79-10. potencialmente explosiva.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE dos elementos do triângulo do fogo: temperatura. A seguir. indústrias alimentícias. e devem. 34 riscos_eletricos. indústrias farmacêuticas. antes de sua implantação. As indústrias que processam produtos que em alguma de suas fases se apresentem na forma de pó. oxigênio e combustível. tanto em condições normais de operação quanto em situações de falha.p65 34 8/8/2005. são indústrias de alto potencial de risco quanto a incêndios e explosões. indústrias metalúrgicas. Porém. porque esta fica confinada em um ambiente bem definido e não pode propagar-se para a atmosfera do entorno. A técnica de segurança intrínseca é a mais empregada deste método de proteção e também a mais efetiva. efetuar uma análise acurada dos riscos e tomar as precauções cabíveis. b) Segregação: é o método que permite separar ou isolar fisicamente as partes elétricas ou as superfícies quentes da mistura explosiva. indústrias do carvão. indústrias de beneficiamento de madeira. as indústrias já implantadas poderão equacionar razoavelmente bem os problemas. minorando os riscos inerentes com o auxílio de um profissional competente. O que se faz é limitar a energia armazenada em circuitos elétricos de modo a torná-los totalmente incapazes. indústrias plásticas. citamos alguns tipos de indústrias reconhecidamente perigosas quanto aos riscos de incêndios e explosões: » » » » » » » » indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas. de produzir faíscas elétricas ou de gerar arcos voltaicos que possam causar a explosão. E um outro é através de uma das três alternativas a seguir: a) Contenção da explosão: na verdade. 10:41 . este é o único método que permite que haja a explosão. indústrias fabricantes de rações animais. pois na fase de projeto as soluções são mais simples e econômicas. c) Prevenção: através deste método limita-se a energia. a níveis não perigosos. seja térmica ou elétrica.

Os cabos e condutores de alimentação elétrica utilizados devem ser certificados por um organismo de certificação. bloqueado e aterrado. choques elétricos. O bloqueio durante as operações de manutenção e reparo de instalações elétricas deve ser realizado utilizando-se cadeado e etiquetas sinalizadoras fixadas em local visível contendo. a montante do fluxo de ventilação. observando-se suas aplicações. b) utilizados ferramentas e equipamentos adequados à classe de tensão. em subsolo. Os locais de instalação de transformadores e capacitores. de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas. e c) tomadas precauções necessárias para a segurança dos trabalhadores. mantidos. Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO. d) não ser usados para outras finalidades diferentes daquelas do projeto elétrico. credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia.RISCOS ELÉTRICOS Instalações elétricas em ambientes explosivos As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados. curtos-circuitos. indicando zona de perigo. c) ser devidamente protegidos e sinalizados. Os serviços de manutenção ou reparo de sistemas elétricos só podem ser executados com o equipamento desligado. e e) possuir extintores portáteis de incêndio. água e influência de agentes químicos. instalação e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos. Os cabos. reformados e ampliados de forma que permitam a adequada distribuição de energia e isolamento. adequados à classe de risco. de acordo com as especificações técnicas. operados. seus painéis e respectivos dispositivos de operação devem atender aos seguintes requisitos: a) ser ventilados e iluminados ou projetados e construídos com tecnologia adequada para operação em ambientes confinados. etiquetado.p65 35 8/8/2005. 10:41 . entre outros riscos. exceto se forem: a) utilizadas técnicas adequadas para circuitos energizados. correta proteção contra fugas de corrente. as seguintes indicações: 35 riscos_eletricos. localizados na entrada ou nas proximidades e. no mínimo. executados. b) ser construídos e ancorados de forma segura.

salvo critério do responsável técnico. os pontos de aterramento e os pára-raios devem ser revisados periodicamente e os resultados registrados. Trabalhos em condições de risco acentuado deverão ser executados por duas pessoas qualificadas. Os sistemas de recolhimento automático de cabos alimentadores de equipamentos elétricos móveis devem ser eletricamente solidários à carcaça do equipamento principal.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE a) horário e data do bloqueio. queda de fase e fugas de corrente. que deve receber treinamento continuado em manuseio e operação de equipamentos de combate a incêndios e explosões. Durante a manutenção de máquinas ou instalações elétricas. Em locais com ocorrência de gases inflamáveis e explosivos.p65 36 8/8/2005. Redes elétricas. prejudicando sua eficácia. Os equipamentos e máquinas de emergência são destinados a manter a continuidade do fornecimento de energia elétrica e as condições de funcionamento. Os equipamentos elétricos móveis devem ter aterramento adequadamente dimensionado. transformadores. e c) nome do responsável pela operação. blindagem ou peça condutora que possam armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulhas ou centelhas devem ser aterrados. os ajustes e as características dos dispositivos de segurança não devem ser alterados. Os terminais energizados dos transformadores devem ser isolados fisicamente por barreiras ou outros meios físicos. as tarefas de manutenção elétrica devem ser realizadas sob o controle de um supervisor. carcaça. para os casos de curto-circuito. invólucro. Toda instalação. com a rede de energia desligada e a chave de acionamento bloqueada. motores. 36 riscos_eletricos. bem como na prestação de primeiros socorros a acidentados. operação e manutenção de instalações elétricas devem ser executadas somente por pessoa qualificada. sobrecarga. A implantação. Os fios condutores de energia elétrica instalados no teto de galerias para alimentação de equipamentos devem ser protegidos contra contatos acidentais. As malhas. monitorando-se a concentração dos gases. a fim de evitar contatos acidentais. b) motivo da manutenção. 10:41 . máquinas e circuitos elétricos devem estar equipados com dispositivos de proteção automáticos.

comprometendo. Como visto em estudos anteriormente. executadas e mantidas com especial cuidado quanto à blindagem. Desaparecendo a película de umidade.RISCOS ELÉTRICOS Trabalhos em redes elétricas entre dois ou mais pontos sem possibilidade de contato visual entre os operadores somente podem ser realizados com comunicação por meio de rádio ou outro sistema de comunicação que impeça a energização acidental. suas características isolantes. aumentando assim o risco de acidentes elétricos. há condições seguras para execução dos serviços. As instalações elétricas com possibilidade de contato com água devem ser projetadas. sabemos que a existência de umidade no ar propicia a diminuição da capacidade disruptiva do ar. Podemos determinar a condição de umidade favorável ou não com a utilização do termo-higrômetro ou umedecendo levemente com um pano úmido a superfície de um bastão de manobra e aguardar durante aproximadamente 5 minutos. Devemos levar em consideração.p65 37 8/8/2005. 10:41 . neblina densa ou ventos. ou retirados quando não forem mais utilizados. isolamento. que os equipamentos isolados a óleo não devem ser abertos em condições de umidade elevada. as instalações elétricas serão à prova de explosão. também. marcados e isolados. Os trechos e pontos de tomada de força de rede elétrica em desuso devem ser desenergizados. Condições atmosféricas Umidade Deve-se considerar que todo trabalho em equipamentos energizados só deve ser iniciado com boas condições meteorológicas. 37 riscos_eletricos. estanqueidade. pois o óleo isolante pode absorver a umidade do ar. não sendo assim permitidos trabalhos sob chuva. assim. Em locais sujeitos a emanações de gases explosivos e inflamáveis. aterramento e proteção contra falhas elétricas.

O raio é um fenômeno de natureza elétrica. sendo estas originadas a partir do aquecimento do solo pelos raios solares.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Descargas atmosféricas (raios) Mecanismo Devido a longos períodos de estiagem. ou ainda entre nuvens. definindo assim uma trajetória ramificada e aleatória. A partir deste estágio. Neste processo os elétrons retirados das moléculas de ar retornam. velocidade do vento. Assim sendo. que dessa forma permitirá a passagem de uma avalanche de cargas com corrente de pico em torno de 20 000 ampères. buscando locais de menor potencial. que fazem o ar quente subir. as pessoas ou animais. há o aquecimento deste meio. devemos fazer os seguintes esclarecimentos: • O raio é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível tanto em relação às suas características elétricas como em relação aos efeitos destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações. sendo produzido por nuvens do tipo cumulus nimbus. pressão. o primeiro choque do raio deixou um canal ionizado entre a nuvem e o solo. Com o intuito de evitar falsas expectativas ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas. umidade do ar. provocando assim a expansão do ar (trovão).) fazem com que determinado tipo de nuvem se torne eletricamente carregada internamente. As descargas atmosféricas podem ser ascendentes (da terra para a nuvem) ou descendentes (da nuvem para a terra). As tempestades com trovoadas se verificam quando certas condições particulares (temperatura. etc. carregando com este as partículas de vapor. • 38 riscos_eletricos. 10:41 . O mecanismo de autoprodução de cargas elétricas vai aumentando de tal modo que dá origem a uma onda elétrica (raio). até 30 000° C. que partirá da base da nuvem em direção ao solo. as chuvas que começam a cair são normalmente acompanhadas de tempestades. Nada em termos práticos pode ser feito para impedir a "queda" de uma descarga em uma determinada região. Esta primeira onda caracteriza o choque líder que define sua posição de queda entre 20 a 100 metros do solo. Após esse segundo choque violento das cargas elétricas passando pelo ar. ou do encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. que tem formato parecido com uma bigorna e chega a ter 12 quilômetros de altura e vários quilômetros de diâmetro. as soluções aplicadas buscam tão-somente minimizar os efeitos destruidores a partir de instalações adequadas de captação e de condução segura da descarga para a terra.p65 38 8/8/2005. fazendo com que a energia seja devolvida sob a forma de relâmpago.

etc. Os seus efeitos. Essa sobretensão é denominada Sobretensão Transitória. além de poderem causar danos a pessoas e animais. em redes de telecomunicações. de TV a cabo ou de qualquer unidade consumidora. devido ao alto valor de sua corrente elétrica. As sobrecorrentes transitórias originadas de descargas atmosféricas podem ocorrer de dois modos: • Descarga Direta: o raio atinge diretamente uma rede elétrica ou telefônica. mas pode causar sérios danos. Descarga Indireta: o raio cai a uma distância de até 1 quilômetro de uma rede elétrica. as sobretensões transitórias podem chegar até as instalações elétricas internas ou de telefonia. podem: • • • Provocar a queima total ou parcial de equipamentos elétricos ou danos à própria instalação elétrica interna e telefônica. • 39 riscos_eletricos. entre outras. redes de transmissão de dados. pois nos solos maus condutores. gerando elevados valores de sobretensões sobre os diversos circuitos. com a parada de equipamentos. de TV a cabo. servindo como um isolante de baixo poder dielétrico. em que temos a nuvem funcionando como placa negativa e o solo com placa positiva e o ar. Reduzir a vida útil dos equipamentos. 10:41 . A sobretensão gerada é de menor intensidade do que a provocada pela descarga direta. Por sua vez.p65 39 8/8/2005. etc. na existência de nuvens carregadas sobre o mesmo. Nesse caso. Além dos danos causados diretamente pela corrente elétrica e pelo intenso calor. o raio pode provocar sobretensões em redes de energia elétrica. Essa sobretensão induzida acontece quando uma parte da energia do raio é transferida através de um acoplamento eletromagnético com uma rede elétrica. que gera intensos campos eletromagnéticos. o raio tem um efeito devastador. propiciando assim a existência de raios. criam-se por indução no terreno cargas positivas. Provocar enormes perdas. Sobretensões transitórias Um raio ao cair na terra pode provocar grande destruição. calor.RISCOS ELÉTRICOS • A incidência de raios é maior em solos maus condutores do que em solos condutores de eletricidade. naturalmente úmido e às vezes ionizado. antenas parabólicas. etc.

linhas telefônicas. topos de prédios. e se possível ficar agachado. linhas aéreas. Caso não encontre abrigo. como topos de morros. eles são hastes montadas em bases instaladas acima do ponto mais alto das edificações com o objetivo de propiciar um caminho mais fácil para os relâmpagos que venham a incidir na edificação. torres. Temos como principais componentes de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas: • Terminais Aéreos – Conhecidos como pára-raios. • 40 riscos_eletricos. Condutores de Descida – Cabos que conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento. procurar não se movimentar.p65 40 8/8/2005. 10:41 . Evitar o uso de telefones. Procurar abrigo em instalações seguras. Medidas Preventivas • • • • • • • • • Evitar a execução de serviços em equipamentos e instalações elétricas internas e externas. lagos. piscinas. Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas As medidas utilizadas para minimizar as conseqüências das descargas atmosféricas têm como princípio a criação de caminhos de baixa resistência a terra escoando à mesma as correntes elétricas dos raios. Evitar locais extremamente perigosos. Evitar ficar próximo de tomadas e canos. sendo geralmente interligados através de condutores horizontais.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A grande maioria das sobretensões transitórias de origem atmosférica que causam danos a equipamentos é ocasionada pelas descargas indiretas. janelas e portas metálicas. Evitar tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à rede elétrica. proximidade de cercas de arame. a não ser que seja sem fio. evitando assim o efeito das pontas. jamais ficando ao relento. guardando uma distância segura destes. Não entrar em rios. Nunca procurar abrigo sob árvores ou construções isoladas sem sistemas de proteção atmosférica adequados.

Centelhados – São instalados em pontos de entrada de energia. sendo a mesma dependente das características do solo. indireta e manobras de equipamentos do sistema de alimentação elétrica.p65 41 8/8/2005. deve-se levar em conta que. Pára-Raios de Linha. os aterramentos de equipamentos. cabos telefônicos e de dados. • • Acidentes de origem elétrica A segurança no trabalho é essencial para garantir a saúde e evitar acidentes nos locais de trabalho. às vezes. aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária às normas de segurança. 10:41 . os acidentes são provocados pela presença de condições inseguras e atos inseguros ao mesmo tempo. No entanto. impedindo assim a existência de diferenças de potenciais entre os elementos interligados. É a maneira como os trabalhadores se expõem (consciente ou inconscientemente) aos riscos de acidentes. geralmente. todas as partes metálicas da edificação. etc. com o intuito de proteger as instalações e equipamentos contra sobrecorrentes transitórias (sobretensões) provocadas por descargas direta. propiciando uma baixa resistência a terra.. etc.RISCOS ELÉTRICOS • Terminais de Aterramento – Condutores que servem para conectar os cabos de descida ao solo. Podemos classificar os acidentes de trabalho relacionando-os com fatores humano (atos inseguros) e com o ambiente (condições inseguras). instrumentação industrial. devem ser interligados a um mesmo referencial de terra. isto é. Condutores de Ligação Eqüipotencial – Visam à interligação do sistema de aterramento com os outros sistemas de aterramento da edificação. Essas causas são apontadas como responsáveis pela maioria dos acidentes. 41 riscos_eletricos. Varistores. Como visto no capítulo sobre eqüipotencialização. o sistema de proteção atmosférica. Sendo os mesmos constituídos usualmente de cabos e hastes enterradas no solo. sendo um item obrigatório em todos os tipos de trabalho. Atos inseguros Os atos inseguros são. as estruturas. Supressores de Surto. definidos como causas de acidentes do trabalho que residem exclusivamente no fator humano.

Ex. máquinas apresentando defeitos. Na maquinaria: localização imprópria das máquinas. • • • • Condições inseguras São aquelas que. Seguem-se alguns fatores que podem levar os trabalhadores a praticarem atos inseguros: • Inadaptação entre homem e função por fatores constitucionais. Ex. política promocional imprópria. • 42 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É falsa a idéia de que não se pode predizer nem controlar o comportamento humano.: problemas familiares. excesso de ruído e trepidações. agressividade. falta de treinamento. Tais condições manifestam-se como deficiências técnicas. falta de proteção em partes móveis. o exibicionista. clima de insegurança. devido à possibilidade deste acidentar-se.p65 42 8/8/2005. políticas salariais impróprias.: sexo.: problema com a chefia. o desatento. podendo apresentar-se: • Na construção e instalações em que se localiza a empresa: áreas insuficientes. doença. abalos emocionais. o machão. falta de sinalização. discussão com colegas. impulsividade. 10:41 . coordenação motora. Ex. Na verdade. Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los. Desajustamento: este fator é relacionado com certas condições específicas do trabalho. alcoolismo. problemas com os colegas. é possível analisar os fatores relacionados com a ocorrência dos atos inseguros e controlá-los.: o desleixado. grau de atenção. Fatores circunstanciais: fatores que influenciam o desempenho do indivíduo no momento. tempo de reação aos estímulos. estado de fadiga. o brincalhão. Estes fatores são na maioria das vezes causados por: seleção ineficaz. nível de inteligência. Ex. idade. Personalidade: fatores que fazem parte das características da personalidade do trabalhador e que se manifestam por comportamentos impróprios. etc. pontos de agarramento e elementos energizados. pisos fracos e irregulares. falhas de treinamento. instalações elétricas impróprias ou com defeitos. falta de ordem e limpeza. presentes no ambiente de trabalho. põem em risco a integridade física e/ou mental do trabalhador.

Causas indiretas de acidentes elétricos Podemos classificar como causas indiretas de acidentes elétricos as originadas por descargas atmosféricas. provocada pelos ventos ascendentes de forte intensidade.RISCOS ELÉTRICOS • Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou totalmente ausente. mas que podem ficar energizadas devido a uma falha de isolamento. 10:41 . Causas diretas de acidentes com eletricidade Podemos classificar como causas diretas de acidentes elétricos as propiciadas pelo contato direto por falha de isolamento. Verifica-se experimentalmente que as cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem. EPCs). tensões induzidas eletromagnéticas e tensões estáticas.p65 43 8/8/2005. enquanto as cargas elétricas negativas se posicionam na parte inferior. dá origem a uma grande quantidade de cargas elétricas. além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por elas. ferramental defeituoso ou inadequado. As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas de quilovolts. Contatos indiretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente não energizadas (massas). equipamentos de proteção com defeito (EPIs. O acidente mais comum a que estão submetidas as pessoas. sem contar os riscos de vida a que as pessoas e animais ficam submetidos. é o toque acidental em partes metálicas energizadas. principalmente aquelas que trabalham em processos industriais ou desempenham tarefas de manutenção e operação de sistemas industriais. acarretando conseqüentemente uma intensa migração de 43 riscos_eletricos. ficando o corpo ligado eletricamente sob tensão entre fase e terra. roupa e calçados impróprios. podendo estas ainda serem classificadas quanto ao tipo de contato físico: • • Contatos diretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente sob tensão (partes vivas). A fricção entre as partículas de água que formam as nuvens. Descargas atmosféricas As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica.

conhecidos também por dielétricos. A concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa determinada região faz surgir uma diferença de potencial entre a terra e a nuvem. Será que eles podem ser eletrizados por indução. Os isoladores. portanto. praticamente não possuem elétrons livres. normalmente elevada. o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica. que se denomina gradiente de tensão. há um deslocamento muito pequeno dos seus elétrons e prótons. cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto. num trajeto tortuoso e normalmente cheio de ramificações. fazendo com que as cargas elétricas migrem na direção da terra. No entanto. poderá atingir um valor que supere a rigidez dielétrica do ar interposto entre a nuvem e a terra. podem ser eletrizados por indução. Um dielétrico que possui átomos assim deformados (achatados) está eletricamente polarizado.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE cargas positivas na superfície da terra para a área correspondente à localização da nuvem. dando dessa forma uma característica bipolar às nuvens. Tensão estática Os condutores possuem elétrons livres e. É de aproximadamente 1kV/mm o valor do gradiente de tensão para o qual a rigidez dielétrica do ar é rompida. 44 riscos_eletricos. formando assim um dipolo elétrico. sem contudo tocá-los? Normalmente. 10:41 . Quando um corpo carregado se aproxima desses átomos. de modo que os centros de gravidade destes não mais se coincidem.p65 44 8/8/2005. que depende de certas condições ambientais. aproximando um corpo eletrizado. os centros de gravidade das massas dos elétrons e prótons de um átomo coincidem-se e localizam-se no seu centro. isto é. O aumento dessa diferença de potencial.

Se dois condutores. existirão tensões de acoplamento capacitivo e eletromagnético induzidas pelos condutores energizados próximos à linha. existirá uma corrente fluindo num circuito fechado com a terra. as correntes. o que poderá determinar se as outras medidas de segurança ainda deverão ser adotadas ou até mesmo se o trabalho deverá ser feito como em linha energizada. Ao aterrarmos uma linha. uma corrente fluirá por seu intermédio. diminuindo a diferença de potencial existente e ao mesmo tempo jampeando a área de trabalho. Essa tensão é induzida por linha ou linhas energizadas que cruzam ou são paralelas à linha ou equipamento desenergizado no qual se trabalha. nos casos de circuito de alta-extra ou ultra-alta tensão. Ao se instalar o aterramento provisório. do comprimento do trecho onde há paralelismo ou cruzamento e da existência ou não de transposição nas linhas. Além disso. e após um longo período de tempo podem ser relativamente elevadas. Podemos ter tensões induzidas na linha por causa do acoplamento capacitivo e eletromagnético. portanto com indução elevada. as linhas sofrem uma contínua indução que se soma às demais tensões presentes. As tensões estáticas crescem continuamente. devido às tensões induzidas capacitivas e às tensões estáticas ao referencial de terra. ou um condutor e o potencial de terra. 45 riscos_eletricos. No caso de uma linha aterrada em apenas uma das extremidades. 10:41 . estiverem separados por um dielétrico e em potenciais diferentes. o que possibilita neste ponto uma maior segurança para o homem de manutenção. e em condições secas. Todavia. Essa tensão é função da distância entre linhas. a tensão induzida eletromagneticamente terá seu maior vulto na extremidade não aterrada.p65 45 8/8/2005. surgirá entre ambos o efeito capacitivo. são drenadas imediatamente.RISCOS ELÉTRICOS Tensões induzidas em linhas de transmissões de alta-tensão Devido ao atrito com o vento e com a poeira. da corrente de carga das linhas energizadas. é recomendável a adoção de critérios que levem em conta o nível de tensão dos circuitos e a distância entre eles. e se ambas as extremidades estiverem aterradas.

porque ambos têm bons antecedentes. nesta terça-feira pela manhã. da 3ª Vara Criminal de São Paulo. na zona oeste de São Paulo. Engenheiros condenados por acidente Folha de São Paulo – 28/4/1999 São Paulo – Dois engenheiros responsáveis pela instalação de enfeites de natal no Clube Paulistano. eletrocutando o vigilante. que hoje nem sequer consegue tomar banho sem ajuda. o mastro tocou no fio de energia do poste. eletrificou o garoto. O garoto recebeu um choque elétrico quando brincava próximo à piscina do clube. no bairro de Santo Antônio. funcionário da Nordeste Vigilância de Valores. 46 riscos_eletricos. chegou a subir a bandeira do Brasil. que brincava com uma bola de tênis. A descarga de energia arremessou o corpo do vigilante para a varanda. em 1997. Guilherme teve parada cardiorrespiratória.6 metro de distância do fio. 43 anos. O hasteamento é um procedimento de rotina no banco e cabe diariamente ao vigilante de plantão. foram condenados a pagar 20 cestas básicas ao estudante Guilherme Orlando Günther. um homem morreu eletrocutado ao hastear uma bandeira no centro de Recife. A decisão. O acidente provocou danos cerebrais gravíssimos no estudante. a 1. e na hora de hastear a do Estado.p65 46 8/8/2005. por volta das 7 horas. Com base na Lei dos Juizados Especiais. O acidente ocorreu quando o vigilante Laércio Honorato da Silva. Os dois colocaram os enfeites em uma palmeira perto de uma das piscinas do clube. que estava na varanda do primeiro andar. "Essa punição é ridícula". absolve a diretoria do Clube Paulistano. reagiu o pai de Guilherme. em contato com o andaime. o acidente foi uma fatalidade. Laércio. Segundo o Instituto de Criminalística. A fiação da iluminação natalina.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Acidentes com eletricidade (exemplos) Vigilante morre eletrocutado ao hastear bandeira no Recife JC On Line – 7/9/2004 Pernambuco – No Dia da Independência do Brasil. Encostado na palmeira havia um andaime de ferro. foi hastear a bandeira de Pernambuco na agência Bradesco da Rua do Imperador. Newton Günther. de 14 anos. 10:41 . a juíza Nidea Rita Coltro Sorci condenou os engenheiros elétricos ao pagamento das cestas básicas. entrou em coma e permaneceu internado por quase dois meses.

Ele mesmo voltou e conseguiu puxá-lo com uma camisa. disse que o poste pertence ao órgão. Eles foram levados para hospitais da região pelos bombeiros e policiais do helicóptero Águia. eles despencaram de uma altura de quase 10 metros. Eles não souberam dizer a intensidade do choque. mas eles não sabiam que ele estava eletrificado. Rapaz morre eletrocutado em poste na Quinta O Globo – 1998 Após pegar uma bola no Horto. Júlio ficou por cerca de três minutos recebendo a descarga elétrica.p65 47 8/8/2005. Júlio recebeu descarga por 3 minutos Júlio César Dias Carneiro.RISCOS ELÉTRICOS Acidente de trabalho . estudante de um curso técnico no SENAI de eletricidade. Quando tentou voltar. segurou-se em um poste de ferro que estava eletrificado. morreu eletrocutado ontem à tarde. Com o choque. de 18 anos. mas Júlio já estava morto. Funcionários da Light e da Rio Luz estiveram no local e comprovaram que o poste se eletrificava quando um disjuntor do prédio do Horto era ligado. 10:41 . na zona sul da cidade.Eletrocutados em SP Globo On – 9/6/2004 Homens são eletrocutados ao limpar fachada de posto de gasolina São Paulo – Dois homens foram eletrocutados nesta terça-feira quando trabalhavam na limpeza da fachada de um posto de gasolina na avenida Bandeirantes. os meninos são alertados para não pular a grade. O chefe da segurança. o poste é de responsabilidade do Horto. Segundo os técnicos. Seu amigo Everaldo de Jesus tentou tirá-lo mas também levou um choque. Paulo Sérgio. 47 riscos_eletricos. Um deles está internado em estado grave. Segundo ele. Ele passou por um buraco na grade entre a quadra e o Horto Botânico do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista para pegar uma bola.

muitos porque a rede elétrica fica ligada durante a execução do serviço. a morte O Globo – 27/7/2003 De 1998 a 2003. 10:41 . quando as operadoras Brasil Telecom. em 1998. para poder operar em outros segmentos. Telemar e Telefônica tiveram de cumprir o plano de antecipação de metas de expansão e qualidade.p65 48 8/8/2005. Brasília e Porto Alegre – Subir num poste para consertar ou instalar uma linha telefônica e morrer eletrocutado: esse foi o destino de funcionários de empresas terceirizadas de telefonia fixa nos últimos anos vítimas de acidentes. Atualmente. pelo menos 49 trabalhadores de firmas terceirizadas morreram em decorrência de acidentes de trabalho. O auge dos acidentes fatais ocorreu nos últimos três anos. Desde a privatização do setor. todo o serviço de manutenção de redes externas é terceirizado.Entre cabos telefônicos. Os dados são da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel). acidentes vitimaram 49 trabalhadores terceirizados em redes de telefonia fixa no país Rio. riscos_eletricos.

máquinas e equipamentos. à propriedade. Para reduzir a freqüência de acidentes. suas freqüências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis conseqüências. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes. para o meio ambiente e para a empresa.Técnicas de análise de riscos Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades. A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e as medidas para controle das conseqüências de acidentes para os trabalhadores e para as pessoas que vivem ou trabalham próximo à instalação ou para o meio ambiente.p65 49 8/8/2005. ao ambiente ou uma combinação de todos. Conceitos básicos Perigo Uma ou mais condições físicas ou químicas com possibilidade de causar danos às pessoas. 10:41 . de uma forma geral. projetos e instalações. As metodologias representam os tipos de processos ou de técnicas de execução dessas análises de riscos da instalação ou da tarefa. procedimentos. riscos_eletricos. Alguns exemplos dessas técnicas são apresentados a seguir com uma pequena descrição do método. é preciso avaliar e controlar os riscos. » » » Que pode acontecer errado? Quais são as causas básicas dos eventos não desejados? Quais são as conseqüências? RISCOS ELÉTRICOS A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população exposta.

combinação entre o evento. A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes são causados por eventos pouco freqüentes. objetivando mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança considerados toleráveis. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Risco Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana. mas que causam danos importantes. resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (conseqüências). Avaliação de riscos É o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os compara com os critérios de tolerabilidade previamente estabelecidos.p65 50 8/8/2005. baseada na engenharia de avaliação e técnicas estruturadas para promover a combinação das freqüências e conseqüências de cenários acidentais. razão entre o perigo e as medidas de segurança. controlar ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial. O risco também pode ser definido através das seguintes expressões: » » » combinação de incerteza e de dano. a probabilidade e suas conseqüências. Gerenciamento de riscos É a formulação e a execução de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm o objetivo de prever. Análise de riscos É a atividade dirigida à elaboração de uma estimativa (qualitativa ou quantitativa) do riscos. Níveis de risco » Catastrófico » Crítico » Moderado » Não Crítico » Desprezível 50 riscos_eletricos.

normalmente conduzido em conjunto com o grupo de trabalhadores expostos. Categoria II Marginal – Quando as conseqüências / danos atingem outras subunidades e/ou áreas não industriais com controle e sem contaminação do solo. tarefa ou planta industrial. Principais técnicas para a identificação dos riscos/perigos Análise preliminar de riscos Método de estudo preliminar e sumário de riscos. ar ou recursos hídricos. Categoria III Crítica – Quando as conseqüências / danos provocam contaminação temporária do solo.RISCOS ELÉTRICOS Classificação dos riscos Quanto à severidade das conseqüências: Categoria I Desprezível – Quando as conseqüências / danos estão restritas à área industrial da ocorrência do evento com controle imediato. Análise de falha humana Método que identifica as causas e os efeitos dos erros humanos observados em potencial.p65 51 8/8/2005. É um método de estudo de riscos realizado durante a fase de planejamento e desenvolvimento de um determinado processo. Categoria IV Catastrófica – Quando as conseqüências / danos atingem áreas externas. 10:41 . ar ou recursos hídricos. com possibilidade de ações de recuperação imediatas. com o objetivo de identificar os acidentes potenciais de maior prevalência na tarefa e as características intrínsecas destes. comunidade circunvizinha e/ou meio ambiente. O método também identifica as condições dos equipamentos e dos processos que possam contribuir para provocar esses erros. 51 riscos_eletricos. com a finalidade de prever e prevenir riscos de acidentes que possam acontecer durante a fase operacional e de execução da tarefa.

o qual pode ser um fenômeno natural ou ocorrência externa ao sistema. 52 riscos_eletricos. Árvore de eventos Técnica dedutiva de análise de riscos utilizada para avaliar as possíveis conseqüências de um acidente potencial. a partir de um evento inicial. na especificação dos efeitos desfavoráveis destas falhas sobre o sistema e sobre o conjunto das instalações. um erro humano ou uma falha do equipamento. É um método que tem por objetivo antecipar e descrever.p65 52 8/8/2005. ou melhor. um conjunto cronológico de falhas e de erros que. Análise de segurança de sistemas É a técnica que tem por finalidade avaliar e aumentar o grau de confiabilidade e o nível de segurança intrínseca de um sistema determinado. as conseqüências lógicas de um possível acidente.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Método de análise de falhas e de efeitos Método específico de análise de riscos. É um método de análise de riscos tecnológicos que consiste: » » » na tabulação de todos os sistemas e equipamentos existentes numa instituição ou planta industrial. culminam no acidente ou evento-topo ou principal. resultante de um evento inicial tomado como referência. Como a segurança intrínseca é o inverso da insegurança ou nível de vulnerabilidade. concebido para ser utilizado em equipamentos mecânicos. a partir do evento inicial. na identificação das modalidades de falhas possíveis em cada um deles. Os resultados da análise da árvore de eventos caracterizam seqüências de eventos intermediários. para os riscos previsíveis. com o objetivo de identificar as falhas potenciais que possam provocar acontecimentos ou eventos adversos e também efeitos desfavoráveis desses eventos. todos os projetos de redução de riscos e de preparação para desastres concorrem para incrementar o nível de segurança. 10:41 . de forma seqüenciada.

se constrói um diagrama lógico que especifica as várias combinações de falhas de equipamentos. um conjunto de causas é levantado. possibilitando a classificação qualitativa do risco associado. para cada evento perigoso identificado em conjunto com as respectivas conseqüências. A APR/APP permite uma ordenação qualitativa dos cenários de acidentes encontrados. Neste trabalho. além da avaliação da necessidade de aplicação de técnicas complementares de análise. A metodologia adotada nas Análises Preliminares de Riscos ou Perigos compreende a execução das seguintes tarefas: a) definição dos objetivos e do escopo da análise.RISCOS ELÉTRICOS Árvore de falhas Técnica dedutiva de análise de riscos na qual. a partir da focalização de um determinado acontecimento definido como evento-topo ou principal. quando julgadas necessárias. 10:41 . erros humanos ou de fenômenos ou ocorrências externas ao sistema que possam provocar o acontecimento. facilitando a proposição e a priorização de medidas para redução dos riscos da instalação. pois consideramos ser a de mais simples aplicação por parte dos profissionais que atuam nas instalações elétricas. vamos tratar apenas da metodologia denominada Análise Preliminar de Riscos (APR). Em uma dada instalação. Análise preliminar de riscos É uma técnica qualitativa cujo objetivo consiste na identificação dos riscos/perigos potenciais decorrentes de novas instalações ou da operação das já existentes.p65 53 8/8/2005. também chamada de Análise Preliminar de Perigos (APP). de acordo com categorias preestabelecidas de freqüência de ocorrência do cenário de acidente e de severidade das conseqüências. 53 riscos_eletricos. b) definição das fronteiras das instalações analisadas.

as diversas etapas da atividade/operação.p65 54 8/8/2005. As principais informações requeridas para a realização de uma APR/APP são as seguintes: » sobre as instalações: especificações técnicas de projeto. A realização da análise propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha de APR/APP para cada módulo de análise da instalação A planilha utilizada nesta APP. elaboração de recomendações e preparação do relatório. 1ª coluna: Etapa Esta coluna deve descrever. De uma forma geral. as quais devem ser preenchidas conforme a descrição apresentada a seguir. ao público ou ao meio ambiente. complexidade e proximidade física. 10:41 . elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de freqüência e de severidade. g) análise dos resultados. especificações de equipamentos. d) subdivisão da instalação em módulos de análise. sobre os processos: descrição dos processos envolvidos. as instalações. as substâncias perigosas envolvidas e os processos. partes de locais de serviço elétrico ou partes específicas das instalações. e sobre as substâncias: características e propriedades físicas e químicas. 54 riscos_eletricos. locais de serviço elétrico. aos trabalhadores. suscintamente. etc. mostrada a seguir. 2ª coluna: Risco/perigo Esta coluna deve conter os riscos/perigos identificados para o módulo de análise em estudo. os riscos/perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações. e) f) realização da APR/APP propriamente dita (preenchimento da planilha). » » Para simplificar a realização da análise. os quais podem ser: unidades completas. tais como subestações.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) coleta de informações sobre a região. contém 8 colunas. painéis. lay-out das instalações e descrição dos principais sistemas de proteção e segurança. as instalações estudadas são divididas em "módulos de análise". A divisão das instalações é feita com base em critérios de funcionalidade.

10:41 .RISCOS ELÉTRICOS 3ª coluna: Modos de detecção Os modos disponíveis na instalação para a detecção do risco/perigo identificado na segunda coluna devem ser relacionados nesta coluna. etc.p65 55 8/8/2005. etc. A detecção da ocorrência do risco/perigo tanto pode ser realizada através da instrumentação (alarmes de pressão.). odor. Exemplo: Análise de riscos para a troca de transformador sem auxílio de guindaste (página seguinte). 5ª coluna: Recomendações/observações Esta coluna deve conter as recomendações de medidas mitigadoras de risco propostas pela equipe de realização da APR/APP ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em estudo. de temperatura.) como através da percepção humana (visual. 55 riscos_eletricos. 4ª coluna: Efeitos Os possíveis efeitos danosos de cada risco/perigo identificado devem ser listados nesta coluna.

Isolamento e sinalização da área.Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo. 3 .: Durante a descida do transformador. 3 .Eletricista experiente.: Após a conclusão das operações para a troca do transformador.: Durante a descida do transformador.Uso de EPIs e EPCs adequados. 4 . 1 . 9ª) Comunicar a conclusão do trabalho e “liberar o circuito”. Desconexão dos circuitos primário e secundário do transformador 2 . devem ser tomadas as seguintes providências: 1ª) Retirar os conjuntos de aterramento rovisório das redes primária e secundária. 2 . com auxílio de escada 1 . 8 . 3 .Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. 2 .Queda do eletricista e queda da escada Visual 1 . Obs. 2 .Autorizar o religamento do alimentador.Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento.Operação cuidadosa do equipamento durante a descida do transformador. 2 . EPCs e ferramentas adequados. Obs.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Retirada do transformador 1 . 4ª) Aguardar a confirmação do desligamento. 4 .A escada deve ser manuseada e transportada.Abertura das chaves do circuito.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador.Proceder a novo teste de tensão (ausência) próximo ao local de trabalho.Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas. 4 . 7ª) Solicitar o religamento do alimentador.Isolamento e sinalização da área. 6 . o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador. 6 .Eletricista experiente. o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador.Solicitar o desligamento do alimentador. 2 .Posicionamento correto do eletricista. 2 .Posicionamento correto da escada e do eletricista. por dois funcionários.Soltar as amarações da escada.Proceder ao teste de ausência de tensão no circuito.Uso de EPIs e EPCs adequados.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Descida do eletricista do poste.Retirar os cartuchos das chaves e/ou colocar placas de sinalização nas chaves abertas.Isolamento e sinalização da área de trabalho.ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS OU PERIGOS (APR/APP) Atividade / operação – troca de transformador sem auxílio de guindaste Referência: ETAPA Subida do eletricista no poste RISCO / PERIGO 1 . 10:41 .Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .p65 56 8/8/2005.Quedas de materiais e ferramentas 3 .Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1.Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo.Quedas de materiais e ferramentas 3 .Operação cuidadosa do equipamento de içamento do transformador. Ligação do transformador 1 . 2ª) Recolocar os conjuntos das chaves e/ou retirar as placas de sinalização. 7 . Obs.Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento. 5 . para o caminhão. 5ª) Fechar as chaves do circuito.Aguardar a confirmação do desligamento.Perfeita fixação do transformador na estrutura suporte.Uso de EPIs e EPCs adequados. 2 .Uso de EPIs. 1 . 2 . 6ª) Fechar a chave curto-circuito do trafo.Efetuar o aterramento provisório adequado do circuito primário e secundário.Queda do transformador Visual 1 .Uso de EPIs.Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas.Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. 7 .Queda do transformador Visual 1 .Isolamento e sinalização da área de trabalho. 5 . EPCs e ferramentas adequados adequados. 2 . Subida do novo trafo 1 .Choque elétrico Data: MODO DE DETECÇÃO Visual EFEITO Fratura Revisão: RECOMENDAÇÕES / CONTROLE 1 . 1 . riscos_eletricos. 8ª) Verificar a tensão do secundário do trafo. 2 . 7 . 3ª) Solicitar o desligamento do alimentador. Visual Visual 1 . 2 .Posicionamento correto do eletricista. Visual Visual 1 . 2 .Confrontar os dados da OS com a situação local. 2 . 9 . 5 .Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador.

deve-se promover o corte visível dos circuitos. 10:41 . Sempre que for tecnicamente possível. mediante os procedimentos descritos a seguir: Seccionamento RISCOS ELÉTRICOS É a ação da interrupção da alimentação elétrica em um equipamento ou circuito. provendo afastamentos adequados que garantam condições de segurança específica. A interrupção é executada com a manobra local ou remota do respectivo dispositivo de manobra. geralmente o disjuntor alimentador do equipamento ou circuito a ser isolado (ver figura a seguir).p65 57 8/8/2005. riscos_eletricos. impedindo assim a existência de tensão elétrica no equipamento ou circuito.Medidas de controle do risco elétrico Desenergização É o conjunto de procedimentos visando à segurança pessoal dos envolvidos ou não em sistemas elétricos. Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberados para trabalho. É realizada por no mínimo duas pessoas.

Este impedimento pode ser feito por meio de bloqueio mecânico. como por exemplo: • Em seccionadora de alta tensão. A abertura da seccionadora deverá ser efetuada após o desligamento do circuito ou equipamento a ser seccionado. a formação de arco elétrico. Impedimento de reenergização É o processo pelo qual se impede o religamento acidental do circuito desenergizado. evitando-se. utilizando cadeados que impeçam a manobra de religamento pelo travamento da haste de manobra.p65 58 8/8/2005. assim. Travamento da manopla dos disjuntores por cadeado ou lacre. Extração do disjuntor quando possível. retirada de fusíveis. Retirada dos fusíveis de alimentação do local.).CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O seccionamento tem maior eficácia quando há a constatação visual da separação dos contatos (abertura de seccionadora. 10:41 . • • • 58 riscos_eletricos. etc.

voltímetro.p65 59 8/8/2005. 10:41 . devemos constatar a ausência da tensão com equipamento apropriado ao nível de tensão à segurança do usuário. deve-se verificar a existência de tensão em todas as fases do circuito. detectores de tensão de proximidade ou contato. como. Na inexistência ou na inoperabilidade de voltímetros no painel. Aterramento temporário 59 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Constatação de ausência da tensão Usualmente. por meio de sinalização luminosa ou de voltímetro instalado no próprio painel. por exemplo.

Equipamento em manutenção 3. interligando-se os condutores ou equipamentos à malha de aterramento através de dispositivos apropriados ao nível de tensão nominal do circuito. • • Observação 1. Detector de tensão 60 riscos_eletricos. ou seja. Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e verificar a desenergização. no caso ao potencial de terra. ligar eletricamente ao mesmo potencial. devemos seguir às seguintes etapas: • • • • • • Solicitar e obter autorização formal. Para a execução do aterramento. Delimitar a área de trabalho. Na rede de distribuição deve-se trabalhar. no mínimo. Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário antes de sua utilização. Aterramentos provisórios 4. Bloqueio e etiquetagem 2. sinalizando-a. Confirmar a desenergização do circuito a ser aterrado temporariamente.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A instalação de aterramento temporário tem como finalidade a eqüipotencialização dos circuitos desenergizados (condutores ou equipamento).p65 60 8/8/2005. utilizando equipamentos de isolação e proteção apropriados à execução da tarefa. Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa. 10:41 . Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com firmeza à malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores ou equipamentos que serão ligados à terra. entre dois aterramentos.

afixando-se no dispositivo de comando do equipamento principal um aviso de que ele está impedido de ser energizado. e a aprovação por profissional responsável. 10:41 . Porém. estes devem ser descarregados eletricamente em relação à terra. Nos serviços que exijam equipamentos não aterrados. 61 riscos_eletricos. seguindo-se para isso os procedimentos de aterramento estabelecidos. o equipamento ou circuito estará no estado desenergizado. em seguida. Os procedimentos acima deverão ser executados em todos os pontos possíveis de alimentação do equipamento/circuito a ser desenergizado. luvas e óculos de segurança). este deve ser reconectado imediatamente após o término do teste.RISCOS ELÉTRICOS Se num equipamento que já estiver aterrado for necessária a remoção do aterramento por um breve período para execução de testes de isolação. e. podendo assim ser liberado pelo profissional responsável para intervenção. a extremidade ligada à malha de terra.p65 61 8/8/2005. desconecta-se em primeiro lugar a extremidade ligada ao condutor ou equipamento. Instalação da sinalização de impedimento de energização Este tipo de sinalização é utilizado para diferenciar os equipamentos energizados dos não energizados. Somente depois de efetuadas todas as etapas descriminadas anteriormente. Com os equipamentos apropriados (bastão. o mesmo pode ser modificado com a alteração da ordem das etapas ou mesmo com o acréscimo ou supressão de etapas. dependentemente das particularidades do circuito ou equipamento a ser executada a desenergização.

o aterramento pode ser usado separadamente. o termo "funcional" está associado ao uso do aterramento e da eqüipotencialização para fins de transmissão de sinais e de compatibilidade eletromagnética. no contexto da seção. o aterramento do neutro na origem proporciona uma melhoria na equalização de potenciais essencial à segurança. desde que sejam tomadas as devidas precauções. 62 riscos_eletricos. o condutor neutro deve ser aterrado na origem da instalação. O valor da resistência de aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica. Aterramento do condutor neutro Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. de acordo com as prescrições da instalação. 10:41 . o aterramento deve ser único em cada local da instalação. da instalação ou do equipamento) destinado a outros fins que não a proteção contra choques elétricos.p65 62 8/8/2005. Para casos específicos. Em particular. Observação Do ponto de vista da instalação. Ligações à terra Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional). Aterramento funcional É o aterramento de um ponto (do sistema.

A secção mínima do condutor de proteçao (PE) deve obedecer aos valores estabelecidos na tabela abaixo. promovendo o desligamento do circuito. Essa é a parte que toca ao próprio equipamento. ou então sua caixa de terminais inclui um terminal PE para aterramento. conectando-se o PE do equipamento ao PE da instalação. isto é.p65 63 8/8/2005. um dispositivo de proteção atue automaticamente. A parte que toca à instalação é ligar esse equipamento adequadamente. o equipamento vem com condutor de proteção (condutor PE. na tomada ou caixa de derivação – o que pressupõe uma instalação dotada de condutor PE. e garantir que. ou "fio terra") incorporado ou não ao cordão de ligação. Um equipamento classe I tem algo além da isolação básica: sua massa é provida de meios de aterramento. 10:41 . em caso de falha na isolação desse equipamento. evidentemente (e isso deve ser regra. e não exceção).RISCOS ELÉTRICOS Aterramento de proteção (PE) Com o aterramento a corrente praticante não circula pelo corpo Sem o aterramento o único caminho é o corpo A proteção contra contatos indiretos proporcionada em parte pelo equipamento e em parte pela instalação é aquela tipicamente associada aos equipamentos classe I. SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO SEÇÃO DOS CONDUTORES FASE DA INSTALAÇÃO (mm²) S ≤ 16 16 ≤ S ≤ 35 S > 35 SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO CORRESPONDENTE PE (mm²) S 16 S/2 63 riscos_eletricos.

as prescrições relativas às medidas de proteção devem prevalecer. Esquemas de ligação de aterramento em baixa tensão: Esquema TN-S O condutor neutro e o condutor de proteção são separados ao longo de toda a instalação. 10:41 .p65 64 8/8/2005. 64 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais Quando for exigido um aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais. Esquema TN-C-S As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação.

RISCOS ELÉTRICOS Esquema TN-C As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação. Esquema TT Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado. 65 riscos_eletricos.p65 65 8/8/2005. estando as massas da instalação ligadas a eletrodutos de aterramento eletricamente distintos do eletroduto de aterramento da alimentação. 10:41 .

I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância.p65 66 8/8/2005. 66 riscos_eletricos. estando aterradas as massas da instalação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquema IT Não possui qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado. 10:41 . Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Condutor neutro (N) Condutor de proteção (PE) • Condutor PEN Esquemas de Ligação de Aterramento em Média Tensão Segundo a norma NBR 14039/2003. são considerados os esquemas de aterramento para sistemas trifásicos comumente utilizados. descritos a seguir. sendo estes classificados conforme a seguinte simbologia: • primeira letra – situação da alimentação em relação à terra: » » T = um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado.

• terceira letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de alimentação: » » R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação. Nesse esquema. N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação. 67 riscos_eletricos. N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada.p65 67 8/8/2005. sendo as massas da instalação e do ponto de alimentação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação. mas não estão ligadas às massas da instalação. toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de curto-circuito.RISCOS ELÉTRICOS • segunda letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra: » » T = massas diretamente aterradas. » Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado. S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação. 10:41 . o ponto aterrado é normalmente o neutro).

10:41 . estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento do ponto de alimentação. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas do ponto de alimentação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquemas TTN e TTS Esquema TTN Esquema TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado. São considerados dois tipos de esquemas. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. as correntes de falta direta fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto-circuito. Nesse esquema. sendo.p65 68 8/8/2005. TTN e TTS. ITS e ITR Esquema ITN 68 riscos_eletricos. Esquemas ITN. b) esquema TTS. porém. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento. suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. a saber: a) esquema TTN.

os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. São considerados três tipos de esquemas. no qual o condutor neutro. estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto. a natureza do terreno e a resistência de contato do aterramento. a saber: a) Esquema ITN. no qual o condutor neutro. ITN. Medida da resistência de aterramento Na escolha dos eletrodos de aterramento e sua posterior distribuição é importante considerar as condições locais. c) Esquema ITR. b) Esquema ITS. O trabalho de aterramento depende desses fatores e das condições ambientais.p65 69 8/8/2005. 10:41 . ITS e ITR. Nesse esquema. 69 riscos_eletricos. de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e do ponto de alimentação.RISCOS ELÉTRICOS Esquema ITS Esquema ITR Os esquemas ITx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância. a corrente resultante de uma única falta fase-massa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas.

Podemos lembrar alguns dados referenciais da tabela a seguir. Ao mesmo tempo. 10:41 . Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável.p65 70 8/8/2005. pode-se medir uma tensão "U" em relação à terra. Se entre os pontos A e B existir uma distância suficiente e por ambos circular uma corrente. tendo-se M como ponto de referência. afastando-se destes. devemos medir a corrente e a queda de tensão provocada por ela. RESISTÊNCIA DO TIPO DE SOLO TIPO DE SOLO Pantanoso Terra de cultura ou argilosa Terra arenosa Terra de cerrado. de tal forma que no mesmo potencial seja nulo. úmida Terra de cerrado ou arenosa. seca Solo rochoso R (OHM-M) 30 100 200 500 1 000 3 000 70 riscos_eletricos. Para isso basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto distante a 20 metros. sendo nula a tensão no ponto de referência. encontrando-se a curva indicada em "B". convenientes para um bom aterramento. o que provoca uma queda nula de tensão.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É comum encontrar baixa resistência ôhmica no aterramento. há uma seção bem maior para a passagem da corrente. A resistência de contato tem a resistência do solo como fator muitíssimo importante. Sejam A e B tubos condutores. Influem a resistência de contato (ou de difusão) do aterramento e a resistência do condutor de terra. Esse crescimento da tensão nas proximidades dos aterramentos pode ser explicado se lembrarmos que as linhas de corrente se concentram nas proximidades dos pontos de aterramento. É fácil verificar que nas proximidades dos aterramentos a tensão em relação ao ponto M cresce.

o da rede de comunicação de dados. rede de dados.. prevenindo acidentes com pessoas e baixando a níveis aceitáveis os danos tanto nessas instalações quanto nos equipamentos a elas conectados. sejam eles o do quadro de distribuição principal de energia. usam-se tubos de ferro galvanizado. ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre depositada eletroliticamente (copperweld). cravados no solo. No caso de aterramento superficial. 71 riscos_eletricos. geralmente. etc. RESISTÊNCIAS DE CONTATO PARA RESISTÊNCIA ESPECÍFICA DO SOLO DE 100 OHMS X M Eletrodo de Aterramento Cabos Haste ouTubo Chapa com canto superior a 1 m do solo Dimensões 3m 30 5m 20 0.). formando um só aterramento.RISCOS ELÉTRICOS Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. de comprimento grande. em geral de 3/4". Condições de eqüipotencialização: • • Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação. O quadro geral de baixa tensão (QGBT). preferindo-se uma disposição radial e com centro comum. enterrados a uma profundidade média de 0.5 x 1m 35 1 x 1m 25 Comprimento 10m 25m Resistência de Contato 20 10 50m 100m 5 3 Comprimento 1m 70 2m 40 Eqüipotencialização Podemos definir eqüipotencialização como o conjunto de medidas que visa minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações. o distribuidor geral da rede telefônica. etc. usam-se cabos condutores ou chapas.p65 71 8/8/2005. No primeiro caso. deverão ser convenientemente interligados. 10:41 .50 metro.

Nestes casos podem ser utilizados vários recursos que otimizem o custo da instalação. No QDP. como. devem ser convenientemente interligadas ao aterramento.p65 72 8/8/2005. deve ser instalado um DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de características nominais mais elevadas que possibilite uma coordenação eficaz nos quadros de alimentação dos circuitos terminais que alimentam os ETIs. como ferragens estruturais. 72 riscos_eletricos. ou preferencialmente pelas ferragens estruturais das fundações da edificação. obviamente. ou no quadro do secundário do transformador. Todos os terminais "terra" dos DPSs devem ser ligados ao BEP (barramento de eqüipotencialização principal) através da ligação da massa dos ETIs pelo condutor de proteção PE. Todos os ETIs (equipamentos de tecnologia de informações) devem ser protegidos por DPSs (dispositivos de proteção contra surtos). • • • • • • • O uso freqüente da palavra "conveniente" nos itens anteriores enfatiza que a interligação entre aterramentos deve obedecer a certos critérios.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Todas as massas metálicas de uma edificação. bem como carcaças metálicas dos equipamentos elétricos. Todos os terminais "terra" existentes nos equipamentos deverão estar interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que. Os aterramentos devem ser realizados em anel fechado. como rede de hidrantes. corrimãos. quando esta for eletricamente contínua (e na maioria das vezes é). hidrantes. dependendo da configuração da instalação elétrica de baixa tensão. portões. o aproveitamento de bandejamento dos cabos. pois interligar aterramentos não é simplesmente interligar um eletrodo ao outro. deverão estar distribuídos por toda a instalação da edificação. caso seja garantida sua continuidade elétrica em parâmetros aceitáveis. constituídos por varistores centelhadores. 10:41 . diodos especiais. devem ser interligadas ao aterramento de forma conveniente. Taz ou Tranzooby. Todas as tubulações metálicas da edificação. ou uma associação deles. grades. guarda-corpos. por exemplo. bases de antenas. malha. eletrodutos e outros.

espessura = 6 mm e comprimento não inferior a 500 mm. Esta barra deve ter dimensões compatíveis que assegurem um bom contato elétrico. 10:41 . Conseqüentemente. 73 riscos_eletricos. para instalações de energia da edificação. por exemplo a corrosão galvânica. esta interligação deverá ser realizada de forma indireta via centelhador. ou outro material isolante.RISCOS ELÉTRICOS Para que a interligação ocorra de maneira correta e eficaz. um bom parâmetro para suas dimensões são: largura = 50 mm. inclusive as ferragens da edificação. pelo caminho mais curto possível e dela se retirar tantos condutores de proteção PE quantos forem necessários para "servir" a instalação. Tanto a NBR 5410/2004 quanto a NBR 5419/2001 denominam este barramento de BEP (barramento de eqüipotencialização principal). fazer uma interligação convenientemente consiste em se conectar todos os aterramentos neste BEP. Portanto. resina. deve-se instalar próximo ao QDP (quadro de distribuição principal de baixa tensão).p65 73 8/8/2005. preservando suas características de resistência mecânica e de baixa impedância elétrica. Cabe esclarecer que se por qualquer motivo alguma tubulação metálica não puder ser diretamente interligada ao BEP. uma barra de cobre distanciada da parede em alguns centímetros e isolada desta por isoladores de porcelana.

paralisando grandes linhas de produção. No caso de a isolação de um dos equipamentos vir a ser rompida. prejudicando seu funcionamento individual ou. compondo uma "rede de aterramento". em casos extremos. gerando assim uma diferença de potencial entre a carcaça do equipamento em relação ao aterramento ou à carcaça de outro equipamento. as massas devem ser ligadas a condutores de proteção. Isto causa danos aos equipamentos. Riscos de rompimento de isolação em equipamentos de tecnologia da informação e similares que necessitem de interligações para intercâmbio de dados e em equipamentos eletrônicos suscetíveis a interferência. pode ocorrer um circuito fechado no toque simultâneo entre o equipamento com isolação danificado e outro equipamento ou aterramento. 10:41 .p65 74 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Principais problemas causados pela falta de eqüipotencialização (diferença de potenciais) em aterramentos de uma mesma instalação: • Riscos de choques que podem provocar danos fisiológicos às pessoas e animais. e "um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito por ele protegido sempre que uma falta entre parte viva e massa der origem a uma tensão de contato perigosa". Dessa forma. uma corrente de falta flui pelo corpo da pessoa ou animal que venha a executar este tipo de ação. • Seccionamento automático da alimentação No sistema de proteção contra choques elétricos (contatos indiretos) por seccionamento automático da alimentação. 74 riscos_eletricos.

8 0.20 1.8 0. 2.20 0. 230 254. sendo sua utilização condicionada aos esquemas de aterramento.8 0. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA IT (SEGUNDA FALTA) Tensão nominal do circuito U(V) 208.4 0. 10:41 . 127 220. 127 220 277 254 400 Tempo de seccionamento ( s ) Situação 1 (áreas internas) 0. fusíveis) ou dispositivos de corrente diferencial. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA TN UO(V) 115.RISCOS ELÉTRICOS O tempo máximo admissível de seccionamento é dado em função da tensão fase-terraUo em esquemas de ligação de aterramento TN. conforme discriminado nas tabelas a seguir.2 1.05 1. UO é a tensão nominal entre fase e neutro.4 Situação 2 1 0. valor eficaz em corrente alternada. U é a tensão nominal entre fases. 400. valor eficaz em corrente alternada. 120. 2. 220.06 Neutro distribuído Situação 1 5 0. São utilizados na proteção por seccionamento automático dispositivos de sobrecorrente (disjuntores.4 0. 440.5 0.4 0.2 0. 230 380. 480 690 UO(V) 115. e em função da tensão fase-fase em esquemas de aterramento IT.4 0. 3. valor eficaz em corrente alternada. 120.4 0.20 0.8 0. As situações 1 e 2 estão definidas no anexo C da NBR 5410/2004.4 0. conforme mostrado a seguir: 75 riscos_eletricos.5 0.2 Situação 2 (áreas externas) 0. 277 400 Tempo de seccionamento ( s ) Neutro não distribuído Situação 1 0.2 0.2 Situação 2 0.p65 75 8/8/2005. sendo também classificado em função da seletividade (Situação 1 e Situação 2).35 0. Para valores intermediários de tensão deve ser adotado o valor (da tebela) imediatamente superior. UO é a tensão nominal entre fase e neutro.

10:41 . A seguir serão apresentadas informações importantes para as ligações eqüipotenciais. Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação inferior a 10% em valor eficaz. 15 Hz . visto que o condutor de proteção PEN ou PE está passando no sensor. o valor da crista máxima não deve ultrapassar 140 V. Devemos. porque toda diferenciação entre as fases acarretará uma corrente de mesma intensidade no condutor PEN ou PE. Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos sempre que uma falta entre a parte viva e a massa no circuito ou equipamento considerado der origem a uma tensão de contato superior ao valor apropriado de [UL (V)].1 000 Hz Contínua sem ondulação Situação 1 50 120 Situação 2 25 60 Obs. para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em CC sem ondulação com 60 V nominais. 76 riscos_eletricos. Situação 2 – áreas externas. pois na utilização deste dispositivo nestas instalações não há diferença de corrente residual no sensor do DR na ocorrência de falhas.p65 76 8/8/2005. havendo assim o equilíbrio entre as correntes. executar a separação entre condutor PE e N para utilização de DR. VALORES MÁXIMOS DE TENSÃO DE CONTATO LIMITE U1 (V) Natureza da corrente Alternada.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE ESQUEMA DE ATERRAMENTO TN-C TN-S TT IT (massas aterradas individualmente ou em grupos) IT (todas as massas interligadas) DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO Sobrecorrente Sobrecorrente DR DR DR DR Sobrecorrente Observamos a incompatibilidade entre os dispositivos tipo DR e os sistemas PEN e PE.: Situação 1 – áreas internas. então.

garagens e. 77 riscos_eletricos. interromperá uma corrente de falta à terra. Bipolar Tetrapolar Dispositivos a corrente diferencial residual – DR Princípio de funcionamento O DR mede permanentemente a soma vetorial das correntes que percorrem os condutores. TT ou IT. circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior. e circuitos de tomadas de corrente de cozinhas. haverá uma corrente residual para a terra.RISCOS ELÉTRICOS Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR Independentemente do esquema de aterramento TN. Enquanto o circuito se mantiver eletricamente igual. Ocorrendo a falha de isolamento em um equipamento alimentado por esse circuito. com corrente diferencial-residual nominal igual ou inferior a 30 mA). copas-cozinhas. a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não é mais nula e o dispositivo detecta justamente essa diferença de corrente. no geral. circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. a soma vetorial das correntes nos seus condutores é praticamente nula. 10:41 . o uso de proteção DR. áreas de serviço. tornou-se expressamente obrigatório nos seguintes casos: » » » » circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheiro ou chuveiro. de todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens.p65 77 8/8/2005. ou seja. Devido a este "vazamento" de corrente para a terra. lavanderias. mais particularmente de alta sensibilidade (isto é.

Poderia. cada um dos condutores do circuito e que acomoda também o enrolamento de detecção. é detectada pelo dispositivo diferencial. toroidal. quanto ao atendimento da regra do seccionamento automático. O dispositivo DR é composto. apenas acionar um alarme visual ou sonoro. basicamente. dos seguintes elementos: » um TC de detecção.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A situação é análoga se alguma pessoa vier a tocar uma parte viva do circuito protegido: a porção de corrente que irá circular pelo corpo da pessoa provocará igualmente um desequilíbrio na soma vetorial das correntes – a diferença. 78 riscos_eletricos. então. como observado no início. quando se usam dispositivos DR. 10:41 .p65 78 8/8/2005. geralmente designado relé diferencial ou relé reversível. Mas neste caso se trata de proteção. sobre o qual são enrolados. e proteção no caso mais geral significa desligamento do circuito. e um elemento de "processamento" do sinal e que comanda o disparo do DR. » Uso do dispositivo DR Pode-se dizer que não há razões para preocupação. é ativado um relé. tal como se fosse uma corrente de falta à terra. eventualmente. Este relé irá provocar a abertura dos contatos principais do próprio dispositivo ou do dispositivo associado (contator ou disjuntor). responsável pela medição das diferenças entre correntes dos condutores. de forma idêntica. Quando essa diferença atinge um determinado valor. a não ser que a proteção diferencial-residual usada seja de baixíssima sensibilidade.

tomadas externas. o mesmo ocorrendo em circuitos terminais. Esquema IT quando a proteção for assegurada por um dispositivo DR e o seccionamento à primeira falta não for cogitado. 10:41 . garagens e assemelhados. Dispositivo DR com fonte auxiliar – caso não atuem automaticamente por falha de fonte auxiliar é admitido somente se uma das duas condições for satisfeita: 1. desde que sejam ligadas a um eletrodo de aterramento com resistência compatível com a corrente de atuação do dispositivo DR. • • 79 riscos_eletricos. este deve ser colocado na origem da instalação. Nesse caso as massas não precisam ser ligadas ao condutor de proteção do esquema TN. lavanderias. Esquema TN pode ser protegido por um dispositivo DR. testadas e mantidas por pessoas advertidas ou qualificadas. tomadas de cozinhas. 2.RISCOS ELÉTRICOS Os dispositivos DR (diferencial-residual) podem ser do tipo com ou sem fonte auxiliar. Esquema TT se uma instalação for protegida por um único dispositivo DR. áreas de serviço.p65 79 8/8/2005. a menos que a parte da instalação compreendida entre a origem e o dispositivo não possua qualquer massa e satisfaça a medida de proteção pelo emprego de equipamentos classe II (50 a 1 500 V) ou pela aplicação de isolação suplementar. Uso previsto de DR de baixa sensibilidade (< 500 mA): Um dos meios prescritos para limitar as correntes de falta/fuga à terra em locais que processem ou armazenem materiais inflamáveis. A sensibilidade determina se um DR pode ser aplicado à proteção contra contatos indiretos e à proteção contra contatos diretos. a proteção contra contatos indiretos for assegurada por outros meios no caso de falha da fonte auxiliar e os dispositivos forem instalados em instalações operadas. Uso de DR de alta sensibilidade (< 30 mA) como alternativa: Na proteção de < equipamentos situados próximos à piscinas. a corrente diferencial-residual de não atuação do dispositivo deve ser no mínimo igual à corrente que circula quando uma primeira falta franca à terra afete um condutor-fase. que pode ser a própria rede de alimentação. A aplicação do DR pode ser dividida em: • Uso obrigatório de DR de alta sensibilidade (< 30 mA): Na proteção complementar < contra choques elétricos em circuitos de banheiros.

como solda em tanques. 10:41 . como trabalho em ambientes úmidos.p65 80 8/8/2005. Proteção por extrabaixa tensão É comum o emprego da tensão de 24V para condições de trabalho desfavoráveis. blocos diferenciais acopláveis e disjuntores em caixa moldada ou a disjuntores modulares (minidisjuntores). tomadas com interruptor DR incorporado. Equipamentos de solda empregados em espaços confinados. que é o objetivo da detecção diferencial-residual. pois a resistência do corpo humano é diminuída e a isolação elétrica dos equipamentos fica comprometida. e não um desligamento. e peças avulsas (relé DR e transformador de corrente toroidal) que são associadas apenas a um elemento de sinalização e/ou alarme. Tais condições são favoráveis a choque elétrico nestes tipos de ambiente. requerem que as tensões empregadas sejam baixas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tipos de DR Na prática a proteção diferencial-residual pode ser realizada através de: • • • • • interruptores diferenciais-residuais. 80 riscos_eletricos. se eventualmente for apenas este. disjuntores com proteção diferencial-residual incorporada.

RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Tensão nominal do circuito Extrabaixa tensão Tensão de ensaio em corrente contínua (V) Maior ou igual a 250 Resistência de isolamento mínimo em megohms 0. do ponto de vista prático. 10:41 . freqüentemente.p65 81 8/8/2005. A tensão extrabaixa é obtida tanto através de transformadores isoladores como de baterias e geradores. Do ponto de vista da segurança este método é excelente. como por exemplo: » » » não aterrar o circuito de extrabaixa tensão.RISCOS ELÉTRICOS A proteção por extrabaixa tensão consiste em empregar uma fonte da baixa tensão ou uma isolação elétrica confiável. este método de proteção tem suas desvantagens. Certos critérios devem ser observados quanto ao uso deste tipo de proteção. pois aqui o fator de segurança é multiplicado por três. como: necessidade de uma instalação elétrica de baixa tensão. A tensão extrabaixa é aquela situada abaixo de 50 V. multiplica-se pelos três fatores: a isolação funcional.25 Proteção por barreiras e invólucros São destinados a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica. ou seja. não dispor os condutores de um circuito de extrabaixa tensão em locais que contenham condutores de tensões mais elevadas. a isolação do sistema. se a tensão extrabaixa for obtida de circuitos de alta-tensão. grandes secções transversais para os condutores de fornecimento da baixa tensão e. As barreiras e invólucros devem ser fixados de forma segura e também possuir robustez e 81 riscos_eletricos. construção de equipamentos de dimensões relativamente grandes quando comparados com equipamentos que se utilizam de tensões mais altas para o seu funcionamento. não fazer ligações condutoras com circuitos de maior tensão. no caso de transformadores. ou melhor. as partes vivas devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras. Contudo. e a redução da tensão.

Em suma. As partes vivas devem ser completamente recoberta por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição. Os obstáculos e anteparos devem impedir: » » uma aproximação física não intencional das partes vivas (por exemplo. Proteção por obstáculos e anteparos São destinados a impedir contatos acidentais com partes vivas. por meio de corrimãos ou de telas de arame). Estes locais técnicos abrigam equipamentos elétricos. mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno do obstáculo. sendo proibido o ingresso de pessoas que não sejam advertidas ou qualificadas. Locais de serviço elétrico Nestes locais a NBR 5410/2004 admite o uso de medidas de proteção apenas parciais ou mesmo a sua dispensa. As barreiras e invólucros podem: » » impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes vivas.p65 82 8/8/2005. 10:41 . contatos não intencionais com partes vivas por ocasião de operação de equipamentos sob tensão (por exemplo. 82 riscos_eletricos. o acesso a esses locais é restrito apenas aos técnicos responsáveis.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE durabilidade suficiente para manter os graus de proteção e ainda apresentar apropriada separação das partes vivas. por meio de telas ou painéis sobre os seccionadores). Proteção por isolamento das partes vivas Isolamento elétrico É a ação destinada a impedir todo o contato com as partes vivas da instalação elétrica. e garantir que as pessoas sejam advertidas de que as partes acessíveis através da abertura são vivas e não devem ser tocadas intencionalmente.

pois neste tipo de instalação os condutores não tendo dupla isolação devem ser instalados em eletroduto flexível isolante. lixadeiras. 83 riscos_eletricos. Isolação suplementar – Isolação independente e adicional à isolação básica. destinada a assegurar proteção básica contra choques. A isolação dupla é constituída de: • • Isolação básica – Isolação aplicada às partes vivas. ou seja. Comumente. paralelos. destinada a assegurar proteção contra choques elétricos em caso de falha da isolação básica (ou seja. são utilizados sistemas de isolação dupla em alguns eletrodomésticos e ferramentas elétricas portáteis (furadeiras.RISCOS ELÉTRICOS Isolação dupla ou reforçada A utilização de isolação dupla ou reforçada tem como finalidade propiciar uma dupla linha de defesa contra contatos indiretos. etc. dois quadrados de lados diferentes. assegurar proteção supletiva).).p65 83 8/8/2005. Dupla isolação – simbologia normalizada internacionalmente. em sua plaqueta de identificação haverá um símbolo indicativo gravado. 10:41 . Neste caso. Podemos observar este tipo de isolação na instalação de um padrão de medição em baixa tensão. conforme mostrado a seguir. Caixa de entrada de energia em baixa tensão. um dentro do outro.

4. encordoamento: classe 2. Temperaturas máximas do condutor: 70°C em serviço confinado. Enchimento Composto termoplástico em PVC sem chumbo. 2. Isolação Composto termoplástico de PVC em chumbo antichama. Quando há o espaçamento.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A isolação reforçada é um tipo de isolação única aplicada às partes vivas que assegura um grau de proteção contra choques elétricos equivalente ao da dupla isolação.). Ele pode ser instalado em locais inacessíveis sem a utilização de invólucros/barreiras (eletrodutos. não sendo considerada pelo fabricante a função de isolação da camada de cobertura (4). sendo constituído de isolação (2) e cobertura (4) em composto termoplástico de PVC. têmpera mole. Condutor • • • material: fio de cobre nu. 100°C em sobrecarga e 160°C em curto-circuito. Na prática podemos considerar como condutor com isolação reforçada o cabo mostrado na figura a seguir. 84 riscos_eletricos. A expressão “isolação única” não implica que a isolação deva constituir uma peça homogênea. etc. compacta ou setorial. seja diretamente ou por intermédio de objetos que elas manipulem ou transportem. considerando-se esta somente como proteção contra influências externas. como isolação básica ou como isolação suplementar. Identificação Cabo unipolar: cobertura preta. Cobertura Composto termoplástico de PVC sem chumbo antichama. este deve ser suficiente para que se evite que pessoas circulando nas proximidades das partes vivas possam entrar em contato com essas partes. calhas fechadas. Ela pode comportar diversas camadas impossíveis de serem ensaiadas isoladamente. 3. 10:41 .p65 84 8/8/2005. Cabos multipolares (2. 3 e 4 condutores): veias numerizadas e cobertura preta. 1. Proteção parcial por colocação fora de alcance A colocação fora de alcance destina-se somente a impedir os contatos involuntários com as partes vivas. forma: redonda normal.

Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo e o piso. Altura mínima de uma parte viva com circulação.2 kV 400 para 36. Altura mínima de um anteparo horizontal. Locais de manobra. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES INTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm D A R B K F J E M Malha 300 até 24. Altura mínima de um anteparo vertical. 10:41 .2 kV – 1 200 2 700 2 000 1 700 E + 300 300 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. Altura dos punhos de acionamento manual. Abertura da malha. Altura mínima de uma parte viva sem circulação.p65 85 8/8/2005. Dimensões máximas – mm 85 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Distâncias mínimas em locais sem proteção As distâncias mínimas aplicáveis a locais desprovidos de qualquer meio de proteção contra contatos diretos estão indicados nas figuras. Distância entre a parte viva e um anteparo vertical.

Altura mínima da proteção externa. Em ruas. Distância mínima entre a parte viva e um anteparo vertical.p65 86 8/8/2005. Em ferrovias. Dimensões máximas – mm 86 riscos_eletricos. avenidas e entradas de prédios e demais locais com trânsito de veículos. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES EXTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm A G B R D F H – 1 500 4 000 1 500 500 2 000 6 000 5000 9 000 7 000 J K L C E M Malha 800 2 200 2 000 2 000 600 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. Altura dos punhos de acionamento manual. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Circulação por mais de um lado. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação proibida. Em rodovias. Altura mínima de um anteparo horizontal. Altura mínima de um anteparo vertical. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso. Circulação. Em local com trânsito de pedestres somente. Abertura das malhas dos anteparos. 10:41 . Locais de manobra. Distância mínima entre a parte viva e a proteção externa.

p65 87 8/8/2005. PE SI = = Fig. Zona controlada. 10:41 . Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos os dispositivos de segurança. 1 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. Zona de risco. com interposição de superfície de separação física adequada – NR10 87 riscos_eletricos. controlada e livre. controlada e livre – NR10. instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. restrita a trabalhadores autorizados e com adoção de técnicas. ZL ZC ZR = = = Zona livre. Ponto da instalação energizado. restrita a trabalhadores autorizados. 2 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco.RISCOS ELÉTRICOS Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Fig.

56 1.58 1.83 0.38 0.20 Anexo 1 – NR10.90 1.60 3.63 0.00 1.70 1.00 3.20 1.38 1.35 1.58 0.83 1.20 5.22 0.25 0.40 0.80 2.63 1.10 3. 10:41 .10 1.p65 88 8/8/2005.50 3.35 0.20 <1 ≥1 ≥3 ≥6 ≥ 10 ≥ 15 ≥ 20 ≥ 30 ≥ 36 ≥ 45 ≥ 60 ≥ 70 ≥ 110 ≥ 132 ≥ 150 ≥ 220 ≥ 275 ≥ 380 ≥ 480 e e e e e e e e e e e e e e e e e e <3 <6 < 10 < 15 < 20 < 30 < 36 < 45 < 60 < 70 < 110 < 132 < 150 < 220 < 275 < 380 < 480 < 700 0.20 3.40 1.20 7.25 1.90 2. 88 riscos_eletricos. CONTROLADA E LIVRE Faixa de tensão nominal da instalação elétrica em kV RR – Raio de delimitação entre zona de risco e controlada em metros RC – Raio de delimitação entre zona controlada e livre em metros 0.80 4.60 1.22 1.20 0.56 0.50 5.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Distanciamento de segurança TABELA DE RAIOS DE DELIMITAÇÃO DE ZONAS DE RISCO.

89 riscos_eletricos. Circuitos eletricamente separados podem alimentar um único ou vários equipamentos. Sua massa deve ser aterrada. não aterrados.p65 89 8/8/2005. Com vários equipamentos alimentados pelo mesmo circuito. estes devem ser ligados entre si por condutores de eqüipotencialidade.RISCOS ELÉTRICOS Proteção por separação elétrica Proteção por separação elétrica – Tratada na NBR-5410/2004. Grupo motor-gerador com enrolamentos que forneçam uma separação equivalente à de um transformador. 10:41 . A proteção por separação elétrica pode ser realizada pelos seguintes meios: » » Transformador de separação. A situação ideal é aquela em que temos um único equipamento conectado ao circuito. consiste em abaixar a tensão para níveis seguros (extrabaixa tensão: menor que 50 V para ambientes secos e menor que 25 V para ambientes úmidos e molhados) através do uso de transformador de separação.

riscos_eletricos.p65 90 8/8/2005. 10:41 .

Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal que será executada e que gerou o risco. 10:41 . o emprego de tensão de segurança. cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente. Conjunto para aterramento temporário. visando à eqüipotencialização e proteção pessoal contra energização indevida do circuito em intervenção. em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. riscos_eletricos. A seguir serão descritos alguns equipamentos e sistemas de proteção coletiva usados nas instalações elétricas: RISCOS ELÉTRICOS Conjunto de aterramento Equipamento destinado à execução de aterramento temporário.Equipamentos de Proteção Coletiva Como estudado anteriormente. e na sua impossibilidade. As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização elétrica.p65 91 8/8/2005. conforme estabelece a NR-10. como também à proteção de outros funcionários que possam executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes.

quanto maior for o valor da resistência de isolação do tapete.p65 92 8/8/2005. Podemos concluir que o tapete é um complemento da proteção por aterramento da carcaça. 10:41 . 92 riscos_eletricos. sendo aplicado na execução da isolação contra contatos indiretos. menor a resistência do aterramento de proteção. obs A minimização da corrente de falta fluindo pelo corpo (IC). minimizando assim as conseqüências por uma falha de isolação nos equipamentos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tapetes de borracha isolantes Tapete de borracha Acessório utilizado principalmente em subestações.

resistência mecânica e contra altas temperaturas. contrutoras. não perdendo a cor ou descascando com a ação de intempeéries. resistente. interdição. como em docas. 93 riscos_eletricos. shopping centers. etc. supermercados. Excelente para uso externo. decoração. 10:41 . branco. ancoradouros. transportes. Garantia contra defeitos de fabricação de 15 anos. dobrável e de fácil instalação. rodovias. nas cores laranja. bancos. Fabricadas nos tamanhos pequeno e grande. Leve. balisamento ou demarcação em geral por indústrias. órgãos públicos ou empresas que realizam trabalhos externos.p65 93 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Cones e bandeiras de sinalização Fita de sinalização características: fita plástica colorida em poliestileno. ou as duas cores mescladas. Fornecido em polietileno/PVC ou borracha. Cores: laranja/preto Cone em PVC para sinalização características: utilizado para sinalizar. parques. é fornecida em rolo de 200 metros de comprimento e 70 mm de largura. Materiais destinados a fazer a isolação de uma área onde estejam sendo executadas intervenções. Cores: laranja/branco. Correntes para sinalização em ABS Correntes de sinalização e isolamento em plástico ABS de alta durabilidade. isolar. Utilizada interna e externamente na sinalização. é altamente durável e resistente a intempéries e maus-tratos. pedágios. balizar ou interditar áreas de tráfego ou serviços com extrema radidez e eficiência. estacionamentos. nas mais diversas aplicações. isolamento e sinalização de áreas. podendo ser afixada em cones e tripés. Indicadas para uso na construção. com listras laranja e preta intercaladas.

p65 94 8/8/2005. Protetores isolantes de borracha ou PVC para redes elétricas Anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redes aéreas. são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em redes energizadas. visando assim à proteção de pessoas que estiverem trabalhando no circuito e de pessoas que venham a manobrar os sistemas elétricos. 94 riscos_eletricos. 10:41 .).) e situação dos equipamentos (equipamentos energizados.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Placas de sinalização Bandeira com bastão Placas de sinalização São utilizadas para sinalizar perigo (perigo de vida. etc. não manobre este equipamento sobre carga. etc.

devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas. O EPI deve ser usado quando: » » não for possível eliminar o risco por outros meios. descargas elétricas. como. considerando-se. for necessário complementar a proteção coletiva.p65 95 8/8/2005. por exemplo. principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução de energia. 10:41 . a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. riscos_eletricos. a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos. RISCOS ELÉTRICOS Exemplos de EPIs Óculos de segurança Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a prejudicar a visão. É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades. Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades. a condutibilidade.Equipamentos de Proteção Individual Nos trabalhos em instalações elétricas. em atendimento ao disposto na NR-6. quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos. também.

10:41 . Luvas isolantes Luvas de cobertura Luvas isolantes para AT e BT Bolsa em lona para guardar luvas isolantes Inflador de luvas obs As luvas de cobertura devem ser utilizadas por cima das luvas isolantes.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Capacetes de segurança Capacete Carneira Capacete de aba total Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e contatos acidentais com as partes energizadas da instalação.p65 96 8/8/2005. O capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B (submetido a testes de rigidez dielétrica a 20 kV). 96 riscos_eletricos.

as botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou não). Devem ser acondicionadas em local apropriado. para a não perder suas características de isolação. nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes. Elas são classificadas pelo nível de tensão de trabalho e de teste. marcada de forma indelével. próximo da borda. 97 riscos_eletricos. por exemplo.RISCOS ELÉTRICOS Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos. sem biqueira de aço) Equipamento utilizado para minimizar as conseqüências de contatos com partes energizadas. conforme tabela a seguir: TABELA – CLASSES DE LUVAS ISOLANTES (NBR 10622/89) CLASSE COR TENSÃO DE USO (V) TENSÃO DE ENSAIO (V) TENSÃO DE PERFURAÇÃO (V) 00 0 1 2 3 4 bege vermelha branca amarela verde laranja 500 1 000 7 500 17 000 26 500 36 000 2 500 5 000 10 000 20 000 30 000 40 000 5 000 6 000 20 000 30 000 40 000 50 000 Calçados (botinas. e por injeção de tensão de testes. 10:41 . que contém informações importantes. As luvas isolantes apresentam identificação no punho. como a tensão de uso.p65 97 8/8/2005.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Cinturão de segurança Cinto de segurança abdominal Trava-quedas Cinto de segurança tipo pára-quedista Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas. Para o tipo pára-quedista. 10:41 . Protetores auriculares Protetor auricular tipo concha Protetor auricular descartável 98 riscos_eletricos.p65 98 8/8/2005. sendo obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2 metros de altura. podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas. Pode ser basicamente de dois tipos: abdominal e de três pontos (pára-quedista).

responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica.p65 99 8/8/2005. quando danificado ou extraviado. 99 riscos_eletricos. estabelece as obrigações do empregador: a) adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. b) exigir seu uso. Equipamento de Proteção Individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado.RISCOS ELÉTRICOS Equipamento destinado a minimizar as conseqüências de ruídos prejudiciais à audição. sem elementos metálicos. “Art. 166 – A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. e) f) substituir imediatamente. sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. devem ser utilizados protetores apropriados. 167 – O EPI só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho. Máscaras/respiradores Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras. ao tratar dos equipamentos de proteção individual. Para trabalhos com eletricidade. c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. gratuitamente.” A Norma Regulamentadora nº 6. 10:41 . guarda e conservação. Legislação específica A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apresenta artigos específicos sobre os EPIs: “Art. g) comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada.

todo EPI antes de sua utilização deve ser inspecionado visualmente. b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Quanto ao EPI. Observação O artigo 158 da CLT dispõe: “Constitui ato faltoso do empregado a recusa do uso do EPI. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso.” Além dessas obrigações legais. o empregado deverá: a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina. devem ser consultados suas especificações técnicas ou o responsável pela área de segurança da empresa.p65 100 8/8/2005. Caso haja dúvidas sobre sua integridade. 100 riscos_eletricos. 10:41 .

as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO). Nela estão as diferentes formas de instalação e as influências externas a serem consideradas em um projeto. incluindo etapas de inspeção visual e de ensaios específicos. composto de entidades nacionais. abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos. a exemplo da NBR 5410. A sigla NBR que antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada. b) NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão. A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de normalização. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. incluindo suas subestações. Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de profissionais e instituições. a proteção por dispositivos de corrente de fuga. parâmetros físicos e de infra-estrutura. há diversas normas. dentro da faixa de tensão especificada. 10:41 . Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes dessas instalações. Os procedimentos para aceitação da instalação nova e para sua manutenção também são apresentados na norma. Os aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada. incluindo acesso. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção. organizados em grupos de estudos. incluindo o aterramento. a norma estabelece critérios específicos de segurança para as subestações consumidoras. de 1. regionais e internacionais.2 kV A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores. de sobretensões e sobrecorrentes.p65 101 8/8/2005. Ela não inclui as redes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. comissões e comitês. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da referida norma que.0 kV a 36.Normas Técnicas Brasileiras Normas ABNT No Brasil. também especifica as características de aceitação e manutenção dessas instalações. Para atividades com eletricidade. a) NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com eletricidade.

NBR 5418 – Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos. NBR 13570 – Instalações Elétricas em locais de afluência de público – requisitos específicos Fixa requisitos específicos exigíveis às instalações elétricas em locais de afluência de público. projeto e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou vapores inflamáveis. instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas. NBR 5419 – Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas Fixa as condições exigíveis ao projeto. 10:41 . de animais. a fim de garantir a segurança de pessoas (em particular de pacientes) e.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas. bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. do ponto de vista da engenharia quanto aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. NBR 13534 – Instalações Elétricas em Ambientes Assistenciais de Saúde – requisitos para a segurança Especifica condições exigíveis às instalações elétricas de estabelecimentos assistenciais de saúde. a segurança de pessoas e de animais domésticos e a conservação dos bens.p65 102 8/8/2005. Quando a utilização de um produto pode comprometer a segurança ou a saúde do consumidor. de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. a fim de garantir o seu funcionamento adequado. Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas. cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem. NBR 6151 – Classificação dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos Classifica equipamentos elétricos e eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos em caso de falha da isolação. As normas a seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são auto-explicativos a respeito do seu escopo. onde for o caso. o INMETRO ou outro órgão regulamentador pode tornar obrigatória a 102 riscos_eletricos. NBR 6533 – Estabelecimento de Segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano Fixa condições exigíveis para o estabelecimento de prescrições de segurança.

qualificação. incluiu entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio de normas específicas. tomadas. disjuntores. operação. estabilizadores de tensão. as normas técnicas internacionais. execução. Já existem vários produtos cuja certificação é obrigatória. A fundamentação legal. incluindo elaboração de projetos. reforma e ampliação. por exemplo. na falta destas.RISCOS ELÉTRICOS Avaliação de Conformidade desse produto. A partir de então. manutenção. que dá o embasamento jurídico à existência desta NR. estão os plugues. Regulamentações do MTE Os instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que. que estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. em quaisquer das fases de geração. 103 riscos_eletricos. Isso aumenta a confiança de que o produto está de acordo com as Normas e com os Regulamentos Técnicos aplicáveis.p65 103 8/8/2005. Entre os produtos de certificação compulsória. conhecidas pelas suas iniciais: NR. ao relacionar os direitos dos trabalhadores. capacitação e autorização dos profissionais Entre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender os profissionais que atuem em instalações elétricas. em suas diversas etapas. uma série de outras portarias foram editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificar ou acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador. entre outros. Habilitação. equipamentos para atmosferas explosivas.214/78. 10:41 . está nos artigos 179 a 181 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. distribuição e consumo de energia elétrica. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essas regulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio da Portaria nº 3. que considera: Profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino profissional legalmente habilitado aquele previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. A NR-10 exige também que sejam observadas as normas técnicas oficiais vigentes e. interruptores. transmissão. alguns deles apenas aguardando o prazo limite para proibição de comercialização. a referência é a NR-10. Sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade.

Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas. c) Modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos e/ou processos de trabalhos.p65 104 8/8/2005. avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização. b) trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado. Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: a) Troca de função ou mudança de empresa. 104 riscos_eletricos. Os trabalhadores com atividades em proximidades de instalações elétricas devem ser informados e possuir conhecimentos que permitam identificá-las. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições simultaneamente: a) seja treinado por profissional habilitado e autorizado. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas. por período superior a 3 meses. São considerados autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa. b) Retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade. O trabalho em áreas classificadas deve ser precedido de treinamento específico de acordo com o risco envolvido.

medidas de controle e orientações finais. utilização de cadeados. com anuência formal da administração. b) Impedimento de reenergização – Verificar as medidas de impedimento de reenergização aplicadas. programados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos e adequados.Rotinas de trabalho Procedimentos de trabalho Todos os serviços em instalações elétricas devem ser planejados. circuitos e intervenção. Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço com especificação mínima do tipo de serviço. Os procedimentos de trabalho devem conter instruções de segurança do trabalho. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos.p65 105 8/8/2005. quando houver. base técnica. afastamento de disjuntores de barras. As instruções de segurança do trabalho necessárias à realização dos serviços em eletricidade devem conter. relés de bloqueio. retirada de fusíveis. 10:41 . objetivo. como: abertura de seccionadoras. seguindo os procedimentos: a) Seccionamento – Confirmar se o circuito desligado é o alimentador do circuito a ser executada a intervenção. deve-se confirmar a desenergização do circuito/equipamento a ser executada a intervenção (manutenção). devendo ser coordenada pela área de segurança do trabalho. campo de aplicação. A autorização para serviços em instalações elétricas deve ser emitida por profissional habilitado. competência e responsabilidades. Na liberação de serviços em instalação desenergizada para equipamentos. de forma a atender a esta NR. disposições gerais. que sejam compatíveis ao circuito em intervenção. do local e dos procedimentos a serem adotados. mediante a verificação dos diagramas elétricos e folha de procedimentos e a identificação do mesmo em campo. travamento por chaves. no mínimo. de acordo com a Norma Regulamentadora nº 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho.

Exemplo de quadro com procedimentos a serem seguidos para a execução do trabalho: 106 riscos_eletricos. e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada – Verificar a existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou equipamento a sofrer intervenção. f) Instalação da sinalização de impedimento de energização – Confirmar se foi feita a instalação da sinalização em todos os equipamentos que podem vir a energizar o circuito ou equipamento em intervenção. 10:41 . obedecendo à tabela de zona de risco e zona controlada. esta deve ser providenciada. materiais e EPIs necessários para a execução dos trabalhos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) Constatação da ausência de tensão – É feita no próprio ambiente de trabalho através de: instrumentos de medições dos painéis (fixo) ou instrumentos detectores de tensão (observar sempre a classe de tensão desses instrumentos). d) Instalação de aterramento temporário – Verificar a instalação do aterramento temporário quanto à perfeita eqüipotencialização dos condutores do circuito ao referencial de terra.p65 106 8/8/2005. Na falta de sinalização de todos os equipamentos. A proteção poderá ser feita por meio de obstáculos ou barreiras. verificar se os EPIs e EPCs necessários para o serviço estão dentro das normas vigentes e se as pessoas envolvidas estão devidamente protegidas. com a ligação dos mesmos a esse referencial com equipamentos apropriados. checando assim os procedimentos. de acordo com a análise de risco.

interligações. 107 riscos_eletricos. Inspecionar ferramental e instrumental necessários. Para que os serviços sejam executados de forma padronizada. Para minimizar e manter sob controle o potencial de risco do serviço. Para manter todos informados sobre o serviço. Para melhor conhecimento do sistema elétrico. Analisar a documentação técnica.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 01 Atividades preliminares Como fazer? Elaborar roteiro de manobras de liberação. tais como: diagramas unifilar e funcional. observando toda documentação técnica e as particularidades de cada sistema elétrico. Verificar os EPIs e EPCs necessários. Por que fazer? Para liberar de forma segura os serviços. Identificar os procedimentos técnicos para cada tipo de serviço. 10:41 . A supervisão irá definir os trabalhadores habilitados para execução da tarefa. etc.p65 107 8/8/2005. Observações Para garantir a eficiência dos mesmos. Realizar uma análise de risco da tarefa. Debater com a equipe as peculiaridades e todos os aspectos de segurança relativos ao serviço.

devidamente orientados e com equipamentos de proteção e ferramental apropriado.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Liberação para serviços Tendo como base os procedimentos já vistos anteriormente. 108 riscos_eletricos.p65 108 8/8/2005. o circuito ou equipamento estará liberado para intervenção. sendo a liberação executada pelo técnico responsável pela execução dos trabalhos. Somente estarão liberados para a execução dos serviços os profissionais autorizados. 10:41 . O quadro a seguir exemplifica os procedimentos preliminares a serem seguidos para a liberação do trabalho.

Seguir procedimentos e observar riscos. Verificar a análise de risco da tarefa. Para evitar enganos. Verificar com detector de tensão a ausência ou não de potencial nos equipamentos e sistema liberados. Para evitar manobras indevidas. Travar com cadeado os equipamentos de manobras pertencentes ao sistema em serviço. Observações Responsável pela PT deve ser autorizado. Sinalizar com fita de cor amarela a área onde estão equipamentos energizados vizinhos à área do serviço. Por que fazer? Para eliminar ou minimizar a possibilidade de acidente e/ou incidente. Acompanhar ou executar as manobras de desenergização e liberação dos serviços em conformidade com o roteiro previamente elaborado. Para garantir a integridade dos profissionais. Certificar-se da abrangência da PT. Usar luvas e testar o detector em circuito sabidamente energizado. Identificar com o operador os equipamentos e sistema a ser trabalhado. Para proteger os executantes contra manobras indevidas e/ou induções. 10:41 . Para ter conhecimento da real condição do sistema elétrico. Atenção para as alimentações de retorno.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 02 Obter permissão de trabalho (PT) Como fazer? Analisar em conjunto com o operador os riscos do serviço. Aterrar o sistema/ equipamento liberado. 109 riscos_eletricos.p65 109 8/8/2005.

• Exemplo de Instalação de aterramento temporário e eqüipotencialização (curto-circuito das três fases ligadas ao aterramento). Após o travamento deve-se sinalizar a área conforme os procedimentos apresentados no quadro: 110 riscos_eletricos. constatação da ausência de tensão – onde os dispositivos de detecção de tensão garantem a desenergização dos circuitos. cadeados ou outros equipamentos garantem a impossibilidade de reenergização dos circuitos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O travamento é o próximo serviço. Veja os procedimentos para sua realização: • • seccionamento – onde chaves seccionadoras ou outros dispositivos de isolamento são acionados para a desenergização dos circuitos. impedimento de reenergização – onde os bloqueios mecânicos. 10:41 . o que fica facultado apenas ao responsável pelo bloqueio.p65 110 8/8/2005.

O serviço somente deve ser iniciado após a liberação da PT. Quando da execução de testes com potencial elevado.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 03 Durante a execução dos serviços. se necessário. Como fazer? Avaliar os riscos e a sinalização. Para se autopreservar. 10:41 . Para garantir sua própria integridade. nunca improvisar. Verificar as condições de segurança sempre que se ausentar do local do trabalho e quando for reiniciar o serviço. Por que fazer? Para evitar descargas elétricas em outros executantes. Usar o detector de tensão. Executar os serviços observando os procedimentos técnicos operacionais. observar os procedimentos operacionais para cada teste. Para garantir a barreira isolante do ar. Observações Usar luvas de alta tensão e descarregar os equipamentos após os testes. revisar a PT. Usar ferramental adequado. Conservar a distância de segurança das partes energizadas. Para não executar serviços com dúvida. Portar e usar os EPIs recomendados.p65 111 8/8/2005. Alterações na seqüência ou nas condições de segurança do serviço devem ser comunicadas ao supervisor e. 111 riscos_eletricos. Manter em local visível e de fácil acesso os diagramas unifilar e funcional. Para garantir qualidade e padronização.

“Perigo de morte”.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Obs A sinalização de impedimento de energização deve ser feita com etiquetas ou placas contendo avisos de proibição de religamento. o ferramental e os equipamentos. Para concluir os serviços devem ser inspecionados as áreas. etc. “Não ligue esta chave”. conforme o quadro: 112 riscos_eletricos.p65 112 8/8/2005. tais como: “Homens trabalhando no equipamento”. 10:41 . “Alta-tensão”.

113 riscos_eletricos. buchas e isoladores limpos e sem avarias. conforme roteiro previamente elaborado. cabos bem conectados.p65 113 8/8/2005. caixas de conexões vedadas. Para manter a área limpa e em ordem. Para evitar curtos-circuitos. ausência de materiais/ferramentas no interior dos equipamentos. Observações 04 Conclusão Inspecionar os dos serviços. Dar baixa na PT. Acompanhar ou executar as manobras de normalização do sistema elétrico. 10:41 . Retirar sinalização e fitas de isolamento da área. equipamentos e sistemas observando: condições de energização.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? Como fazer? Por que fazer? Para garantir a condição operacional dos mesmos. curtos-circuitos para testes retirados. Retirar equipamentos e materiais da área. Retirar todos os aterramentos provisórios (na seqüência inversa do aterramento). sistemas de proteção ativos. sistemas de refrigeração desobstruídos.

transmitindo-as a seus funcionários. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. deve-se: • • • • • Retirar todas as ferramentas. Retirar todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização da zona controlada. Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco. e realizar os dispositivos de seccionamento. Manter-se a par das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho. Designar somente pessoal devidamente habilitado para a execução de cada tarefa.p65 114 8/8/2005. Destravar. sem exceção. Remover a sinalização de impedimento de energização. Responsabilidades Gerência imediata • Instruir e esclarecer seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e sobre as precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em estações. Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os empregados. 10:41 . utensílios e equipamentos. Remover o aterramento temporário da eqüipotencialização e as proteções adicionais. • • • • • Supervisores e encarregados • • Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do trabalho. Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do início de execução dos serviços.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Após a conclusão dos serviços e com a autorização para reenergização do sistema. 114 riscos_eletricos. se houver.

RISCOS ELÉTRICOS

• •

Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem executados e quanto às precauções a serem abservadas no seu desenvolvimento. Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de serviço. Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando deixarem de cumprir as normas de segurança do trabalho. Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim como pela sua correta utilização. Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem ferramentas e equipamentos inadequados ou defeituosos. Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço. Manter-se a par das inovações introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as aos integrantes de sua equipe. Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários acidentados e comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Conservar o local de trabalho organizado e limpo. Cooperar com as CIPAs na sugestão de medidas de segurança do trabalho. Atribuir serviços somente a funcionários que estejam física e emocionalmente capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de cada um. Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu reinício devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi feita antes do início do trabalho.

• • • • • • • • • •

Empregados
• • Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso correto dos equipamentos de segurança. Utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva.

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• •

Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços de maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes. Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo, com colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis. Avisar seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado. Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar riscos de segurança. Não ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas antes do início, nos intervalos ou durante a jornada de trabalho. Evitar brincadeiras em serviço. Não portar arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham. Não utilizar objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes, relógios, bota com biqueira de aço, isqueiros a gás, a fim de se evitar o agravamento das lesões em caso de acidente elétrico. Não usar aparelhos sonoros.

• • • • • •

Visitantes
O empregado encarregado de conduzir visitantes pelas instalações da empresa, deverá: • • • • Dar-lhes conhecimento das normas de segurança. Fazer com que se mantenham juntos. Alertar-lhes para que mantenham a distância adequada dos equipamentos, não os tocando. Fornecer-lhes EPIs aplicáveis (capacetes, protetores auriculares, etc.).

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Documentação de instalações elétricas

Todas as empresas estão obrigadas a manter diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Devem ser mantidos atualizados os diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Os estabelecimentos com potência instalada igual ou superior a 75 kW devem constituir Prontuário de Instalações Elétricas, de forma a organizar o memorial contendo, no mínimo: a) os diagramas unifilares, os sistemas de aterramento e as especificações dos dispositivos de proteção das instalações elétricas;

RISCOS ELÉTRICOS

b) o relatório de auditoria de conformidade à NR-10, com recomendações e cronogramas de adequação, visando ao controle de riscos elétricos; c) o conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR-10 e descrição das medidas de controle existentes;

d) a documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas; e) f) os equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental aplicáveis, conforme determina a NR-10; a documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados;

g) as certificações de materiais e equipamentos utilizados em área classificada.

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Os documentos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissionais legalmente habilitados. b) certificados dos equipamentos de proteção coletiva e individual. um esquema geral da instalação. 118 riscos_eletricos. No interior das subestações deverá estar disponível. sendo permitido o uso de língua estrangeira adicional. 10:41 .p65 118 8/8/2005. Toda a documentação deve ser em língua portuguesa.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As empresas que operam em instalações ou com equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência ou nas suas proximidades devem acrescentar ao prontuário os documentos relacionados anteriormente e os a seguir listados: a) descrição dos procedimentos de ordem geral para contingências não previstas. em local acessível. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido pelo empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa e permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço em eletricidade. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que ocorrerem alterações nos sistemas elétricos.

. J.Referências bibliográficas ABNT. José Rubens Alves de. Geraldo. 10:41 . Perigos da eletricidade. CREDER. SENAI/BA. 1987. 1985. SENAI/DN. São Paulo: Fundacentro. Jorge Santos. Instalações elétricas. EN 50014: Electrial apparatus for potentially explosive atmospheres. Impress Gráfica. General requeriments. Aelfo Marques.p65 119 8/8/2005. NBR 6146: Graus de proteção. 2004. HUBSCHER. LUNA. Guia da NBR 5410: Instalações elétricas em baixa tensão.0 kV a 13. ABNT. NBR 14039: Instalações elétricas de média tensão de 1. ABNT. NBR 6533: Estabelecimento de segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. Silvério Visacro – Aterramentos elétricos. IEC. CHESF/DC. Roberto. FERREIRA. ABNT. 1999. Choque elétrico. Norma 60479: Efeitos de corrente elétrica no corpo humano. 2002. KINDERMANN. Segurança e eletricidade. Vitor Lúcio. Os perigos da eletricidade. Quintiliano Avelar. Rio de Janeiro: LTC Editora S. 1999. Salvador. INO 056/85. São Paulo. NBR 5410: Instalações elétricas de baixa tensão. BLUMENSCHEIN. 2003. Eletricidade industrial. Klave H. 1999. FILHO. 209 p. 2004. Curso elementar eletrotécnica. 1980. Hélio. RISCOS ELÉTRICOS CENELEC. riscos_eletricos. 65 p. Sagra Luzato. Segurança em eletricidade. Manuais de segurança. FREITAS. ELETROPAULO. São Paulo: Eletricidade moderna. 2000.A. 1989. SOUZA. REIS. Porto Alegre: Ed. 2001.2 kV. Recife. Brasília.

br www.com.br www. fesp.com.mte.br www.br www.ge.br www.com.3m.com. carbografite.ufmg.gov.miomega.coltec.br www.br www.jakobi. 10:41 .ritzbrasil.br www.com.com.br www.com.com.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Endereços eletrônicos www.br www.unesp. cemig.p65 120 8/8/2005.br 120 riscos_eletricos.

riscos_eletricos.p65 121 8/8/2005. 10:41 .

p65 122 8/8/2005.SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP Alberto Borges de Araújo Coordenador Paulo Rech Gerente de Certificação Profissional Equipe técnica Paulo Roberto Alves Arruda Conteúdista Comitê Técnico NR 10 – Departamento Nacional: Fernando da Silva Pinto SENAI/RJ Ricardo Mattos SENAI/RJ Rosemary Lomelino de Souza Xavier SENAI/RJ Paulo de Tarso do Nascimento SENAI/BA Jader de Oliveira SENAI/ES Anderson R. Paraguassu SENAI/SP Fernando Schirmbeck SENAI/RS Revisão técnica Rosemary Lomelino de Souza Xavier Revisão pedagógica SENAI/RJ Superintendência de Serviços Compartilhados – SSC Área Compartilhada de Informação e Documentação – ACIND Fernando Ouriques Normalização Roberto Azul Revisão gramatical Geferson Gomes Coutinho Projeto Gráfico riscos_eletricos. Paschoal SENAI/MG José Luiz Chagas Quirino SENAI/SP Ricardo A. 10:41 .

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