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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI Armando de Queiroz Monteiro Neto
Presidente

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI Conselho nacional Fernando Cirino Gurgel
Presidente

SENAI – Departamento Nacional José Manuel de Aguiar Martins
Diretor-Geral

Regina Maria de Fátima Torres
Diretora de Operações

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Título CDU: 331.: (0xx61) 317-9544 Fax: (0xx61) 317-9550 http://www. 10:41 . Eletricidade 2. Brasília.1 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional Sede Setor Bancário Norte Quadra 1 – Bloco C Edifício Roberto Simonsen 70040-903 – Brasília – DF Tel. SENAI – Departamento Nacional Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida.p65 4 8/8/2005. desde que citada a fonte. 2005. Departamento Nacional Curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade : riscos elétricos / SENAI.br riscos_eletricos. 122 p. Choque elétrico I. ISBN: 85-7519-152-7 1. DN.© 2005.483. : il. SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP FICHA CATALOGRÁFICA S491c Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.senai.

................ 84 Proteção por separação elétrica .................................................................... 28 Riscos adicionais .............................................. 25 Campos eletromagnéticos ........................p65 5 8/8/2005............. 71 Seccionamento automático da alimentação ........................................................................................................................................................................................................................................................................................ 53 Medidas de controle do risco elétrico 57 Desenergização ............................ 81 Proteção por obstáculos e anteparos ........................................................................................................................Sumário Apresentação Riscos em instalações e serviços com eletricidade 7 9 Choque elétrico .................................................................................................................................. 51 Análise preliminar de riscos ...................... 41 RISCOS ELÉTRICOS Técnicas de análise de riscos 49 Conceitos básicos .................... 49 Principais técnicas para identificação dos riscos/perigos .. 74 Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR ............................................................................. 62 Eqüipotencialização ....................................................................... 9 Arco elétrico ..................................................................................................... 10:41 ....................................................................................................................................................................................... 77 Proteção por extrabaixa tensão ....................................................................................... 82 Proteção por isolamento das partes vivas ......................................................................................... 57 Aterramento ........... 80 Proteção por barreiras e invólucros ..................................................................................................................................... 30 Acidentes de origem elétrica ......................................................................................................................................................................................................... 89 riscos_eletricos................................... 82 Proteção parcial por colocação fora de alcance ........

........................................................................................................................................... 103 Rotinas de trabalho 105 Procedimentos de trabalho ................... 101 Regulamentações do MTE .... 10:41 ................ 114 Documentação de instalações elétricas Referências 117 119 riscos_eletricos.............................................................................................................................. 108 Responsabilidades ............................................Equipamentos de Proteção Coletiva Equipamentos de Proteção Individual 91 95 Exemplos de EPIs ....................................................................................................................................................................................................................................................................................... 105 Liberação para serviços ....p65 6 8/8/2005........ 95 Legislação específica ........................................................................................................................... 99 Normas Técnicas Brasileiras 101 Normas ABNT .

em alguns casos. subestações transformadoras e. redes aéreas e subterrâneas expostas ao tempo. O contato com partes energizadas da instalação pode fazer com que a corrente elétrica passe pelo seu corpo. de iniciarmos o estudo sobre segurança em eletricidade. Como resultado. Isso sem falar nos incêndios originados por falhas ou desgaste das instalações elétricas. nem sempre você dá a ela o tratamento necessário. e em qualquer outro lugar. em casa. você estará exposto aos riscos da eletricidade. e muitas vezes são fatais. E isso ocorre no trabalho. painéis. provocam lesões físicas e traumas psicológicos. É claro que no trabalho os riscos são bem maiores. isso significa que 290 pessoas morrem por ano devido a acidentes com eletricidade no trabalho. Talvez pelo fato de a eletricidade estar tão presente em sua vida. se você trabalha diretamente com equipamentos e instalações elétricas ou próximo delas. Em números absolutos. riscos_eletricos. por exemplo. é bom conhecer alguns números a esse respeito. motores. 10:41 .p65 7 8/8/2005. Esta é uma forma bastante brusca. Sempre que trabalhar com equipamentos elétricos. No Brasil. É no trabalho que existe uma grande concentração de máquinas. ferramentas manuais ou com instalações elétricas. mesmo os que não trabalham diretamente com os circuitos também se expõem aos efeitos nocivos da eletricidade ao utilizar ferramentas elétricas manuais. ainda não temos muitas estatísticas específicas sobre acidentes cuja causa está relacionada com a eletricidade. Para completar. Embora todos nós estejamos sujeitos aos riscos da eletricidade. aliás. Você está cercado por redes elétricas em todos os lugares. Entretanto. o contato com a eletricidade é a causa de 5% dos acidentes fatais que ocorrem no trabalho. todos nós estamos. tenha cuidado. e o resultado são o choque elétrico e as queimaduras externas e internas.Apresentação Eletricidade mata. quadros de distribuição. RISCOS ELÉTRICOS Estatísticas Nos EUA. se os dispositivos de acionamento e proteção não estiverem adequadamente projetados e mantidos. Esses dados reunidos entre 1997 e 2002 correspondem a informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho dos EUA. os acidentes com eletricidade ainda são muito comuns mesmo entre profissionais qualificados. porém verdadeira. As conseqüências dos acidentes com eletricidade são muito graves. ou ao executar tarefas simples como desligar ou ligar circuitos e equipamentos.

há os casos que ocorreram em obras de construção civil.p65 8 8/8/2005. previstos na legislação e nas normas técnicas. correspondendo a 7. entre 1. entretanto. instalações de antenas de TV. para evitar acidentes. ligações clandestinas. contatos com cabos energizados. somam-se 330 mortes que ocorreram nesse mesmo ano com membros da população que.84% dos acidentes analisados. Um relatório completo é divulgado anualmente pela Fundação COGE. entre tantas outras causas. Os principais riscos serão apresentados e você irá aprender a reconhecê-los e a adotar procedimentos e medidas de controle. 10:41 . de diferentes formas. ocorreram 86 acidentes fatais nesse setor. a exposição à corrente elétrica encontra-se entre os primeiros fatores de morbidade/mortalidade. Em 2002.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE No Brasil. no ano de 2003. Pense nisso! 8 riscos_eletricos. assim chamado aquele que reúne as empresas que atuam em geração. Para completar. se considerarmos apenas o Setor Elétrico. estudo e disciplina vão depender a segurança e a vida de muitas outras pessoas. Como exemplo desses contatos fatais. temos alguns números que chamam a nossa atenção.736 acidentes do trabalho analisados pelo Sistema Federal de Inspeção do Trabalho. Da sua preparação. Este módulo vai abranger vários tópicos relacionados à segurança com eletricidade. incluindo você. transmissão e distribuição de energia elétrica. A esse número. tiveram contato com as instalações pertencentes ao Setor Elétrico. incluídos aqueles com empregados das empreiteiras.

tivemos vários benefícios. isto é. queimaduras externas e internas no corpo humano. o ser humano usufrui de todos os seus benefícios. sendo o efeito térmico o mais grave. 10:41 . e o acidente será inevitável. a compreensão do mecanismo do efeito da corrente elétrica no corpo humano é fundamental para a efetiva prevenção e combate aos riscos provenientes do choque elétrico. Neste módulo você vai descobrir como a eletricidade pode causar tantos males. sendo o mais grave o choque elétrico. com o domínio da ciência da eletricidade. o choque elétrico. provenientes de acidentes com baixa tensão. aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação) aparecerá em algum lugar. portanto. Atualmente os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros. Como a população atual da Terra é enorme. sendo o efeito mais grave a considerar as paradas cardíacas e respiratórias. Portanto. sempre haverá alguém perto do defeito.Riscos em instalações e serviços com eletricidade Há diferentes tipos de riscos devido aos efeitos da eletricidade no ser humano e no meio ambiente. RISCOS ELÉTRICOS Choque elétrico Hoje. Correntes de choques de alta intensidade. Construídas as primeiras redes de energia elétrica. de um modo geral. a exposição aos campos eletromagnéticos e o incêndio. riscos_eletricos. Os principais são o choque elétrico. provenientes de acidentes com alta-tensão. produzindo um potencial de risco ao choque elétrico. pode ser analisado sob dois aspectos: • • Correntes de choques de baixa intensidade. o arco elétrico. Em termos de riscos fatais.p65 9 8/8/2005. mas apareceram também vários problemas de ordem operacional.

estado de saúde do indivíduo. associada a um componente com comportamento levemente capacitivo. condições da pele do indivíduo.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Concluindo O choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. Tipos de choques elétricos O corpo humano. intensidade da corrente elétrica. Os efeitos do choque elétrico variam e dependem de: • • • • • • • • • percurso da corrente elétrica pelo corpo humano. é uma impedância elétrica composta por uma resistência elétrica. tempo de duração. freqüência da corrente elétrica. o choque elétrico pode ser dividido em duas categorias: Choque estático É o obtido pela descarga de um capacitor ou devido à descarga eletrostática. área de contato.p65 10 8/8/2005. 10 riscos_eletricos. constituição física do indivíduo. tensão elétrica. 10:41 . Assim. mais precisamente sua resistência orgânica à passagem da corrente.

o atrito com o ar gera cargas elétricas que se acumulam ao longo da estrutura externa do veículo.p65 11 8/8/2005. poderá haver o perigo de faiscamentos ou de choque elétrico no instante em que uma pessoa desce ou toca no veículo. entre o veículo e o solo passa a existir uma diferença de potencial. ou seja.RISCOS ELÉTRICOS N Descarga estática – É o efeito capacitivo presente nos mais diferentes materiais e equipamentos com os quais o homem convive. Portanto. Este tipo de choque é o mais perigoso. Choque dinâmico É o que ocorre quando se faz contato com um elemento energizado. toque em partes condutoras próximas aos equipamentos e instalações. Um exemplo típico é o que acontece em veículos que se movem em climas secos. fissura ou rachadura na isolação. a corrente de choque persiste continuadamente. Este choque se dá devido ao: • • toque acidental na parte viva do condutor. mas com a manutenção da corrente passando pelo 11 riscos_eletricos. Com o movimento. O corpo humano é um organismo resistente. 10:41 . Dependendo do acúmulo das cargas. que ficaram energizadas acidentalmente por defeito. porque a rede de energia elétrica mantém a pessoa energizada. que suporta bem o choque elétrico nos primeiros instantes.

Tensão de toque Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores do indivíduo. 10:41 . efeito de eletrólise. criando uma pane geral. tetanização (rigidez) dos músculos. quanto ao ritmo de batimento cardíaco e à possibilidade de fibrilação ventricular. apresentando seqüelas. retornando pelo cabo da linha de transmissão até o local do curto. isto é. comprometimento de outros órgãos. devido a um choque dinâmico. mudando a qualidade do sangue. os órgãos internos vão sofrendo conseqüências.p65 12 8/8/2005. tais como: • • • • • • • • elevação da temperatura dos órgãos devido ao aquecimento produzido pela corrente de choque. 12 riscos_eletricos. vasos. Isto se dá pelo fato de o choque elétrico produzir diversos efeitos no corpo humano. comprometimento do coração. entrará na terra e percorrerá o solo até atingir a malha da subestação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE corpo. superposição da corrente do choque com as correntes neurotransmissoras que comandam o organismo humano. comprometimento da respiração. Os choques dinâmicos podem ser causados pela tensão de toque ou pela tensão de passo. prolapso. como rins. Exemplo de um defeito de ruptura na cadeia de isoladores de uma torre de transmissão (tensão de toque): O cabo condutor ao tocar na parte metálica da torre produz um curto-circuito do tipo monofásico à terra. que muitas vezes não são relacionadas ao choque em virtude do espaço de tempo decorrido desde o acidente. cérebro. Muitos órgãos aparentemente sadios só vão apresentar sintomas devido aos efeitos da corrente de choque muitos dias ou meses depois. deslocamento dos músculos e órgãos internos da sua devida posição. A corrente de curto-circuito passará pela torre. órgãos genitais e reprodutores.

Por norma. no instante do curto-circuito monofásico à terra. 10:41 . a corrente de curto-circuito gerará potenciais distintos desde o "pé" da torre até uma distância remota. a resistência R1 representa a resistência da terra do "pé" da torre até a distância de 1 metro. a tensão de toque ficar abaixo do limite de tensão para não causar fibrilação ventricular. Assim. a tensão de toque é expressa pela fórmula: V toque = (R corpo humano + R contato ÷ 2) I choque O aterramento no "pé" da torre só estará adequado se. Uma pessoa tocando na torre no momento do curto-circuito ficará submetida a um choque proveniente da tensão de toque. para tensão de toque maior que 250 V fica saturada em 1 000 ohms. A tensão de toque é perigosa. Neste caso. pele suada. Entre a palma da mão e o pé haverá uma diferença de potencial chamada de tensão de toque. considera-se a pessoa afastada a 1 metro do equipamento em que está tocando com a mão. 13 riscos_eletricos. porque o coração está no trajeto da corrente de choque. e nos projetos de sistema de aterramento.RISCOS ELÉTRICOS No solo. O restante do trecho da terra é representado pela resistência R2. A resistência do corpo humano para corrente alternada de 50 ou 60 Hz. aumentando o risco de fibrilação ventricular. Cada pé em contato com o solo terá uma resistência de contato representada por R contato. Este potencial é apresentado pela curva da figura acima.p65 13 8/8/2005.

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Tensão de passo A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou defeito tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento.

No caso da torre de transmissão, a pessoa receberá entre os dois pés a tensão de passo Nos projetos de aterramento considera-se a distância entre os dois pés de 1 metro. Pela figura apresentada, obtém-se a expressão:

V passo = (R corpo humano + 2R contato) I choque
O aterramento só será bom se a tensão de passo for menor do que o limite de tensão de passo para não causar fibrilação ventricular no ser humano. A tensão de passo é menos perigosa do que a tensão de toque. Isso se deve ao fato de o coração não estar no percurso da corrente de choque. Esta corrente vai de pé em pé, mas mesmo assim é também perigosa. As veias e artérias vão da planta do pé até o coração. Sendo o sangue condutor, a corrente de choque, devido à tensão de passo, vai do pé até o coração e deste ao outro pé. Por esse motivo, a tensão de passo é também perigosa e pode provocar fibrilação ventricular.

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Observe que as tensões geradas no solo pelo curto-circuito criam superfícies eqüipotenciais. Se a pessoa estiver com os dois pés na mesma superfície de potencial, a tensão de passo será nula, não havendo choque elétrico. A tensão de passo poderá assumir uma gama de valores que vai de zero até a máxima diferença entre duas superfícies eqüipotenciais separadas de 1 metro. Um agravante é que a corrente de choque devido à tensão de passo contrai os músculos da perna e coxa, fazendo a pessoa cair e, ao tocar no solo com as mãos, a tensão se transforma em tensão de toque no solo. Nesse caso, o perigo é maior, porque o coração está contido no percurso da corrente de choque. No gado, a tensão de passo se transforma em tensão entre patas. Essa tensão é maior que a tensão de passo do homem, com o agravamento de que no gado a corrente de choque passa pelo coração.

Proteção contra choques elétricos
O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques elétricos, conforme a NBR 5410/2004, pode ser resumido por: 1. 2. partes vivas de instalações elétricas não devem ser acessíveis; massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as torne acidentalmente vivas.

No caso 1, o choque elétrico acontece quando se toca inadvertidamente a parte viva do circuito de instalação de energia elétrica. Acontece somente quando duas ou mais partes do corpo tocam simultaneamente duas fases ou uma fase e a massa aterrada do equipamento elétrico. Nesse caso, a corrente elétrica do choque é atenuada pela: • • • • resistência elétrica do corpo humano; resistência do calçado; resistência do contato do calçado com o solo; resistência da terra no local dos pés no solo;

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resistência do aterramento da instalação elétrica no ponto de alimentação de energia.

Neste caso devem-se prover medidas de proteção básicas que visem impedir o contato com partes vivas perigosas em condições normais, como por exemplo: • • • Isolação básica ou separação básica; Uso de barreira ou invólucro; Limitação de tensão.

No caso 2, o choque ocorre quando regiões neutras ficam com diferença de potencial devido a um curto-circuito na instalação ou nos equipamentos. Deve-se notar que nesse tipo de choque a pessoa está tocando ou pisando regiões ou elementos não energizados da instalação. Porém, no momento do curto-circuito, ou mais precisamente durante este, estas áreas neutras ficam com diferença de potencial, advindo daí o choque elétrico. Neste caso devem-se prover medidas de proteção supletivas que visem suprir a proteção contra choques em caso de falha da proteção básica, como por exemplo: • • • Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação; Isolação suplementar; Separação elétrica.

Fatores determinantes da gravidade do choque
Os principais fatores que determinam a gravidade do choque elétrico são: • • • Percurso da corrente elétrica; Características da corrente elétrica; Resistência elétrica do corpo humano.

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Isso é um dado importante. o trajeto da corrente elétrica e a porcentagem de corrente que passa pelo coração. 10:41 . A B C D E LOCAL DE ENTRADA figura A figura B figura C figura D TRAJETO Da cabeça para o pé direito PORCENTAGEM DA CORRENTE 9. já que neste caso é exigido um processo de reanimação por massagem cardíaca que nem toda pessoa que está prestando socorro sabe realizar.8% 1.9% 1.p65 17 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos dos choques elétricos em função do trajeto Outro fator que influencia nas conseqüências do acidente por choque elétrico é o trajeto que a corrente faz pelo corpo do acidentado. A tabela a seguir apresenta os prováveis locais por onde poderá se dar o contato elétrico.8% Da mão direita para o pé esquerdo Da mão direita para a mão esquerda Da cabeça para a mão esquerda Características da corrente elétrica Outros fatores a determinar a gravidade do choque elétrico são as características da corrente: 17 riscos_eletricos.7% 7. se considerarmos que é mais fácil prestar socorro a uma pessoa que apresente asfixia do que a uma pessoa com fibrilação ventricular.

são as que oferecem maior risco. são as mais perigosas. com início de tetanização.5 a 10 mA 10 a 30 mA 30 a 500 mA REAÇÕES FISIOLÓGICAS HABITUAIS Leve percepção superficial. com sensação de falta de ar e tontura. acima de 2 000 Hz. Ligeira paralisia nos músculos do braço. se a vítima for do sexo feminino ou masculino.1 a 0. uma vez que se situam próximo à freqüência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação ventricular é maior. 10:41 . habitualmente nenhum efeito. ocorrerão queimaduras. Traumas cardíacos persistentes. Acima de 500 mA 18 riscos_eletricos. nesse caso o efeito é letal. Especificamente as de 60 Hz. devido a corrente tender a circular pela parte externa do corpo. habitualmente nenhum efeito perigoso.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Corrente contínua (CC) A fibrilação ventricular só ocorrerá se a corrente contínua for aplicada durante um instante curto específico e vulnerável do ciclo cardíaco. ao invés da interna. Paralisia estendida aos músculos do tórax. EFEITOS DOS CHOQUES ELÉTRICOS DEPENDENTES DA INTENSIDADE DE CORRENTE FAIXA DE CORRENTE 0. Corrente alternada (CA) Entre 20 e 100 Hz. Para correntes alternadas de freqüências elevadas. normalmente usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica. contudo. Nenhum efeito perigoso se houver interrupção em. possibilidade de fibrilação ventricular se a descarga elétrica se manifestar na fase crítica do ciclo cardíaco e por tempo superior a 200 ms. as possibilidades de ocorrência de choque elétrico são pequenas.5 mA 0. Ocorrem também diferenças nos valores de intensidade de corrente para uma determinada sensação de choque elétrico. 200 ms. salvo intervenção imediata de pessoal especializado com equipamento adequado.p65 18 8/8/2005. no máximo.

A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele. Zona 2 – habitualmente nenhum efeito patofisiológico perigoso. Zona 1 – habitualmente nenhuma reação. 10:41 . Quando esta. da resistência elétrica que esta oferece à passagem da corrente. Como podemos observar no gráfico. atingindo 500 ohms. admitindo a circulação entre as extremidades do corpo em pessoas com 50 kg de peso. a qual é constituída de células mortas. define cinco zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100 Hz. em muito. quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes e a variação apresentada é em função da espessura. a resistência elétrica do corpo pode ser muito baixa. Esta baixa é originada pelo fato de que a corrente pode 19 riscos_eletricos. condição mais facilmente encontrada na prática. Esta resistência está situada entre 100 000 ohms e 600 000 ohms. Resistência elétrica do corpo humano A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá. no entanto. encontra-se úmida. Zona 3 – habitualmente nenhum risco de fibrilação. Zona 4 – fibrilação possível (probabilidade de até 50%).RISCOS ELÉTRICOS Efeitos de choques elétricos em função do tempo de contato e intensidade de corrente A relação entre tempo de contato e intensidade de corrente é um agravante nos acidentes por choque elétrico. e também de qualquer outra resistência adicional entre a vítima e a terra. Zona 5 – risco de fibrilação (probabilidade superior a 50%). da ABNT. a norma NBR 6533.p65 19 8/8/2005.

10:41 . medindo normalmente 300 ohms. ao estar seca ou molhada. músculos e demais tecidos.p65 20 8/8/2005. 20 riscos_eletricos. teremos: Quando seca: I = 120 V ÷ 400 000 Ω = 0. As diferenças da resistência elétrica apresentada pela pele à passagem da corrente. que apresenta menor resistência elétrica. constituída pelo sangue. uma resistência de apenas 15 000 ohms.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE então passar pela camada interna da pele. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. em média. Exemplificando Num toque acidental de um dedo com um ponto energizado de um circuito elétrico teremos. podem influir muito na possibilidade de uma pessoa vir a sofrer um choque elétrico. como vimos. podem ser grandes. quando a pele estiver seca.3 mA Quando molhada: I = 120 V ÷ 15 000 Ω = 8 mA N Corrente de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoa pode suportar quando estiver segurando um objeto energizado e ainda ser capaz de largá-lo pela ação de músculos diretamente estimulados por esta corrente. Com isso. uma resistência de 400 000 ohms. comparativamente à da pele é bem baixa. quando úmida. e apresentando um valor máximo de 500 ohms. Usando a lei de Ohm e considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que representa uma diferença de potencial de 120 volts. a pele também pode oferecer uma baixa resistência. Ao estar com cortes.

RISCOS ELÉTRICOS Espraiamento de corrente do choque elétrico Devido à diferença da resistência elétrica e de seções transversais das várias regiões do corpo humano. O espraiamento pode ser na forma de macrochoque ou microchoque. o corpo humano está em toda a sua resistência no trajeto da resistência elétrica da pele humana. Portanto. uma distribuição diferenciada. ficará à mercê do macrochoque. A corrente entra pela pele. o efeito da corrente do choque se dá de maneira diferenciada no corpo humano. 10:41 . podendo produzir queimaduras de alto risco. diminuindo os efeitos térmicos de contração e fibrilação no coração. O valor da corrente elétrica não depende somente do nível da diferença de potencial do choque. ou num equipamento elétrico com defeito na sua isolação. O macrochoque é o choque comum. diagnosticar ou monitorar qualquer órgão humano. Qualquer equipamento invasivo. a corrente vai depender do estado da pele. O macrochoque é definido quando a corrente do choque entra no corpo humano pelo lado externo. Desse modo os efeitos térmicos são mais intensos nas regiões de alta intensidade de corrente. Ou seja. Já na área de baixa densidade de corrente o calor produzido é pequeno. sentido pelas pessoas. a densidade de corrente é pequena. Microchoque é o choque elétrico que ocorre no interior do corpo humano. a corrente que provoca o choque elétrico sofre. dentro de um indivíduo. invade o corpo e sai novamente pela pele. Isso é positivo do ponto de vista da segurança humana. 21 riscos_eletricos. É o tipo de choque que ocorre por defeito em equipamento médico-hospitalar. um espraiamento como mostra a figura.p65 21 8/8/2005. Para uma mesma tensão. Em virtude da área da região do tórax ser maior. usado para analisar. Qualquer pessoa ao encostar num local energizado. poderá produzir microchoque.

10:41 .p65 22 8/8/2005. Sintomas do choque no indivíduo Manifestam-se por: • • • • • • Parada respiratória – inibição dos centros nervosos. A resistência elétrica nestas condições é muito baixa.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Este choque poderá ocorrer entre um condutor interno e a pele. inclusive dos que comandam a respiração. todas as manifestações podem ocorrer. O Se o choque elétrico for devido ao contato direto com a tensão da rede. Alteração no sangue – provocada por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente elétrica. Perturbação do sistema nervoso. que ainda iremos abordar mais a seguir. Necrose – resultado de queimaduras profundas produzidas no tecido. Seqüelas em vários órgãos do corpo humano. podendo produzir fibrilação e uma conseqüente parada. ou entre dois condutores internos no corpo. O microchoque ocorre principalmente por defeitos em equipamentos médicohospitalares. a manifestação mais importante a ser considerada é a fibrilação ventricular do coração. 22 riscos_eletricos. Para os choques elétricos devido à tensão de toque e à de passo impostas pelo sistema de aterramento durante o defeito na rede elétrica. aumentando muito o perigo do choque. Parada cardíaca – alteração no ritmo cardíaco.

queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida. havendo. uma total ineficiência no bombeamento do sangue. queima das camadas adiposas ao longo da derme.RISCOS ELÉTRICOS N Parada cardíaca é a falta total de funcionamento do coração. aquecimento do sangue. I2 choque . só a resistência de parte do corpo. I choque t choque E térmica ⇒ ⇒ ⇒ O calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano. podendo provocar o derretimento dos ossos e cartilagens. Na fibrilação ventricular as fibras musculares do coração ficam tremulando desordenadamente. 2º ou 3º graus nos músculos do corpo. tornando-se gelatinosas. podendo produzir vários efeitos e sintomas. com a sua conseqüente dilatação. Corrente elétrica do choque (A). Este fenômeno é denominado Efeito Joule. Fibrilação ventricular no coração humano é um fenômeno diferente da parada cardíaca. aquecimento. em conseqüência. Energia em joules (J) liberada no corpo humano. Tempo do choque (s). Sintomas da queimadura devido ao choque elétrico Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma energia térmica. 10:41 . do músculo ou órgão afetado. a pressão cai a zero e a pessoa perde os sentidos. Quando ele está efetivamente parado. interrompendo o batimento cardíaco. que podem ser: » » » » » queimaduras de 1º. 23 riscos_eletricos. Ou se for o caso. t choque Onde: R corpo humano ⇒ Resistência elétrica (S) do corpo humano. mas com conseqüências idênticas.p65 23 8/8/2005. o sangue não é mais bombeado. E térmica = R corpo humano . Nesse estado as fibras musculares estão inativas.

devido ao mau contato ou a falhas internas no aparelho elétrico.p65 24 8/8/2005. fazendo buracos na pele nos pontos de entrada e saída da corrente pelo corpo humano. particularmente quanto a: » » » riscos de queimaduras. O problema maior é o tempo de duração. outras causas e efeitos nos demais órgãos. diminuição e atrofia muscular. O choque de alta-tensão queima. que. E as que sobrevivem ficam com seqüelas. perda da coordenação motora. etc. prejuízos no funcionamento seguro de componentes da instalação. As vítimas do choque de alta-tensão morrem devido. geralmente com: » » » » » perda de massa muscular. danifica. 10:41 . em conseqüência. Proteção contra efeitos térmicos As pessoas. isto é. os componentes fixos de uma instalação elétrica. geralmente por fibrilação ventricular do coração.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As condições citadas não acontecem isoladamente. elevando a temperatura a níveis perigosos. cicatrizes. se persistir. Choques elétricos em baixa tensão têm pouco poder térmico. advindo. bem como os materiais fixos próximos devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais do calor ou irradiação térmica produzidos pelos equipamentos elétricos. mas sim associadas. Proteção contra queimaduras As partes acessíveis de equipamentos elétricos situados na zona de alcance normal não devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas e devem 24 riscos_eletricos. a corrente provoca aquecimentos internos. principalmente. pode levar à morte. Neste caso. a queimaduras. perda parcial de ossos. A queimadura também é provocada de modo indireto. combustão ou deterioração de materiais.

eles são a mais intensa fonte de calor na Terra. Os arcos elétricos são eventos de múltipla energia. ainda que por curtos períodos. por exemplo) está ocorrendo um arco elétrico. Próximo ao "laser". determinados pela NBR 14039 e devem ser protegidas contra qualquer contato acidental.p65 25 8/8/2005. Pessoas que estejam no raio de alguns metros de um arco podem sofrer severas queimaduras. volantes ou punhos de dispositivos de controle manuais: • metálicas • não-metálicas Superfícies previstas para serem tocadas em serviço normal. Os arcos elétricos são extremamente quentes.RISCOS ELÉTRICOS atender aos limites de temperaturas. e muitos são tão rápidos que o olho humano não chega a perceber. mas não destinadas a serem tocadas em serviço normal: • metálicas • não-metálicas 55 65 70 80 80 90 Arco elétrico Toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica pelo ar ou outro meio isolante (óleo. NBR 14039 – TEMPERATURAS MÁXIMAS DAS SUPERFÍCIES EXTERNAS DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DISPOSTOS NO INTERIOR DA ZONA DE ALCANCE NORMAL TIPO DE SUPERFÍCIE TEMPERATURAS MÁXIMAS (0O°C) Superfícies de alavancas. O arco elétrico (ou arco voltaico) é uma ocorrência de curtíssima duração (menor que ½ segundo). Forte explosão e energia acústica acompanham a 25 riscos_eletricos. Sua temperatura pode alcançar 20 000°C. 10:41 . mas não destinadas a serem mantidas à mão de forma contínua: • metálicas • não-metálicas Superfícies acessíveis.

Também podem desprender-se partículas incandescentes que queimam ao atingir os olhos. Em determinadas situações. por exemplo) de queima contínua de uma roupa comum aumentam tanto o grau da queimadura quanto a área total atingida no corpo. Altas correntes de curto-circuito e tempos longos de atuação dos dispositivos de proteção aumentam o risco do arco elétrico. ao ambiente ou a pessoas. da distância que separa as pessoas do local e do tipo de roupa utilizada pelas pessoas expostas ao arco. Todo cuidado é pouco para evitar a abertura de arco através do operador. As vestimentas de proteção adequadas devem cobrir 26 riscos_eletricos. Outras causas podem estar relacionadas a equipamentos. A severidade da lesão para as pessoas na área onde ocorre a falha depende da energia liberada durante a falha.p65 26 8/8/2005. A quantidade de energia liberada durante um arco depende da corrente de curto-circuito e do tempo de atuação dos dispositivos de proteção contra sobrecorrentes.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE intensa energia térmica. ou entre múltiplas fases. Uma falha pode ocorrer em equipamentos elétricos quando há um fluxo de corrente não intencional entre fase e terra. a temperatura deste é tão alta que destrói os tecidos do corpo. sendo capaz de atingir quem estiver próximo ao local da ocorrência. Isso afeta diretamente a gravidade da lesão e a própria sobrevivência da vítima. e incluem falhas em partes condutoras que integram ou não os circuitos elétricos. 10:41 . Causas relacionadas ao ambiente incluem a contaminação por sujeira ou água ou pela presença de insetos ou outros animais (gatos ou ratos que provocam curtos-circuitos em barramentos de painéis ou subestações). A proteção contra o arco elétrico depende do cálculo da energia que pode ser liberada no caso de um curto-circuito. Tempos relativamente longos (30 a 60 segundos. As mais sérias queimaduras por arco voltaico envolvem a ignição da roupa da vítima pelo calor do arco elétrico. O arco pode ser causado por fatores relacionados a equipamentos. uma onda de pressão também pode se formar. Conseqüências de arcos elétricos (queimaduras e quedas) Se houver centelha ou arco. Isso pode ser causado por trabalhadores que façam movimentos bruscos ou por descuido no manejo de ferramentas ou outros materiais condutivos quando estão trabalhando em partes energizadas da instalação ou próximo a elas.

Temos relacionadas algumas medidas para garantir a proteção contra os perigos resultantes de faltas por arco: • Utilização de um ou mais dos seguintes meios: » » » » • • • • dispositivos de abertura sob carga. Equipamentos ensaiados para resistir aos arcos internos. Coberturas sólidas ou barreiras ao invés de coberturas ou telas. altos e largos quanto possível. Na ocorrência de um arco elétrico. cabelos. Emprego de dispositivos limitadores de corrente. isto é. também está presente o risco de ferimentos e quedas. Corredores operacionais tão curtos. enfim. chave de aterramento resistente ao curto-circuito presumido. nem sempre foi observado. O que agora nos parece óbvio. essa vestimenta deve incluir proteção para o rosto. muitas vezes. Portanto.p65 27 8/8/2005. Proteção contra perigos resultantes de faltas por arco Os dispositivos e equipamentos que podem gerar arcos durante a sua operação devem ser selecionados e instalados de forma a garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações. as partes da cabeça que também possam sofrer danos se expostas a uma energia térmica muito intensa.RISCOS ELÉTRICOS todas as áreas que possam estar expostas à ação das energias oriundas do arco elétrico. fechaduras com chave não intercambiáveis. uma onda de pressão pode empurrar e derrubar o trabalhador que está próximo da origem do acidente. pescoço. se em determinadas situações uma análise de risco nos indica a necessidade de uma vestimenta de proteção contra o arco elétrico. sistemas de intertravamento. elas devem incluir capuzes. Essa queda pode resultar em lesões mais graves se o trabalho estiver sendo realizado em uma altura superior a dois metros. o que pode ser muito comum em diversos tipos de instalações. decorrentes das ondas de pressão que podem se formar pela expansão do ar. 10:41 . 27 riscos_eletricos. Além dos riscos de exposição aos efeitos térmicos do arco elétrico. além da cobertura completa do corpo.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Seleção de tempos de interrupção muito curtos. em que isso acontece. 10:41 . a qual denominamos força elétrica. o que pode ser obtido através de relés instantâneos ou através de dispositivos sensíveis a pressão.p65 28 8/8/2005. luz ou calor. • Campos eletromagnéticos Um campo elétrico é uma grandeza vetorial (função da posição e do tempo) que é descrita por sua intensidade. denomina-se campo elétrico. 28 riscos_eletricos. pode ser atraída ou repelida pelo mesmo sob a ação de uma força F. Normalmente campos elétricos são medidos em volts por metro (V/m). Operação da instalação. Experiências demonstram que uma partícula carregada com carga q. abandonada nas proximidades de um corpo carregado com carga Q. atuando em dispositivos de interrupção rápidos. A região do espaço ao redor da carga Q. Denomina-se campo magnético toda região do espaço na qual uma agulha imantada fica sob ação de uma força magnética.

especialmente quando da execução de serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica. Da mesma forma. A exposição aos campos eletromagnéticos pode causar danos. induz uma corrente elétrica em condutores próximos. se o circuito está efetivamente sem tensão. dosadores de insulina.p65 29 8/8/2005. confira. etc. além de desligar o circuito no qual vai trabalhar.) devem se precaver dessa exposição. hastes). podendo criar disfunções nos aparelhos. Colocando-se uma bússola nas proximidades de um corpo imantado ou nas proximidades da Terra. Entretanto. encaixes. a agulha da bússola sofre desvio. por sua vez. Embora não haja comprovação científica. Por isso é fundamental que você. Esse fenômeno pode ser particularmente importante quando há diferentes circuitos próximos uns dos outros. os trabalhadores que portam aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo. nos quais se empregam elevados níveis de tensão. é certo afirmar que essa exposição promove efeitos térmicos e endócrinos no organismo humano.RISCOS ELÉTRICOS O fato de um pedaço de ferro ser atraído por um ímã é conhecido por todos nós. pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos. Especial atenção deve ser dada aos trabalhadores expostos a essas condições que possuam próteses metálicas (pinos. amplificador auditivo. pois a radiação interfere nos circuitos elétricos. A passagem da corrente elétrica em condutores gera um campo eletromagnético que. há suspeitas de que a radiação eletromagnética possa provocar o desenvolvimento de tumores. podendo provocar lesões. Assim. 29 riscos_eletricos. com equipamentos apropriados (voltímetros ou detectores de tensão). Uma outra preocupação é com a indução elétrica. pode ocorrer a passagem de corrente elétrica em um circuito desenergizado se ele estiver próximo a outro circuito energizado. A agulha da bússola é um ímã. 10:41 .

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Riscos adicionais
São considerados como riscos adicionais aqueles que, além dos elétricos, são específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde dos que trabalham com eletricidade.

Classificação dos riscos adicionais
Altura
Em trabalhos com energia elétrica feitos em alturas, devemos seguir as instruções relativas a segurança descritas abaixo: • • É obrigatório o uso do cinto de segurança e do capacete com jugular. Os equipamentos acima devem ser inspecionados pelo trabalhador antes do seu uso, no que concerne a defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e travas, bem como quanto à integridade da carneira e da jugular. Ferramentas, peças e equipamentos devem ser levados para o alto apenas em bolsas especiais, evitando o seu arremesso.

Quando for imprescindível o uso de andaimes tubulares em locais próximos à rede elétrica, eles deverão: • • • • • • • Respeitar as distâncias de segurança, principalmente durante as operações de montagem e desmontagem; Estar aterrados; Ter as tábuas da(s) plataforma(s) com, no mínimo, uma polegada de espessura, travadas e que nunca ultrapassem o andaime; Ter base com sapatas; Ter guarda-corpo de noventa centímetros de altura em todo o perímetro com vãos máximos de trinta centímetros; Ter cinturão de segurança tipo pára-quedista para alturas iguais ou superiores a 2 metros; Ter estais a partir de 3 metros e a cada 5 metros de altura.

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RISCOS ELÉTRICOS

Manuseio de escada simples e de extensão: • Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam rachaduras, degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados, etc. Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para reparo ou troca. Devem ser manuseadas sempre com luvas. Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la. No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos-suportes, devidamente amarradas. Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os montantes. Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de segurança e com os pés apoiados sobre os seus degraus. Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça. Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida paralelamente ao meio-fio. Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja de aproximadamente ¼ do seu comprimento. Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la. Somente o dispense depois de amarrar a escada. Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do degrau, verificando o travamento da extensão. Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no pé dela, segurando-a.

• • • • • • • • • • • •

Ambientes confinados
Nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de proteção, a saber:

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a)

treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos a que estão submetidos, a forma de preveni-los e o procedimento a ser adotado em situação de risco;

b) nos serviços em que se utilizem produtos químicos, os trabalhadores não poderão realizar suas atividades sem um programa de proteção respiratória; c) a realização de trabalho em recintos confinados deve ser precedida de inspeção prévia e elaboração de ordem de serviço com os procedimentos a serem adotados;

d) monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão e intoxicação no interior de locais confinados realizado por trabalhador qualificado sob supervisão de responsável técnico; e) f) proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado; ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos contaminantes e ventilação geral que execute a insuflação de ar para o interior do ambiente, garantindo de forma permanente a renovação contínua do ar;

g) sinalização com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos no interior de espaços confinados; h) uso de cordas ou cabos de segurança e pontos fixos para amarração que possibilitem meios seguros de resgates; i) j) k) l) acondicionamento adequado de substâncias tóxicas ou inflamáveis utilizadas na aplicação de laminados, pisos, papéis de parede ou similares; a cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores, pelo menos 2 (dois) devem ser treinados para resgate; manter ao alcance dos trabalhadores ar mandado e/ou equipamento autônomo para resgate; no caso de manutenção de tanque, providenciar desgaseificação prévia antes da execução do trabalho.

Áreas classificadas
São considerados ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido

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as áreas são classificadas em: Zona 0 área na qual uma mistura de gás/ar. As áreas classificadas normalmente cobrem uma zona cujo limite é onde o gás ou gases inflamáveis estarão tão diluídos ou dispersos que não poderão apresentar perigo de explosão ou combustão. são classificadas conforme normas internacionais. não está normalmente presente. e de acordo com a classificação exigem a instalação de equipamentos e/ou interfaces que atendam às exigências prescritas nas mesmas. área na qual a mistura gás/ar. podemos adotar diversos métodos. será por curtos períodos. Segundo as recomendações da IEC 79-10. Um deles é eliminarmos um 33 riscos_eletricos. como. área na qual uma mistura de gás/ar. potencialmente explosiva.p65 33 8/8/2005. potencialmente explosiva. Para diminuirmos o risco de uma explosão. Zona 1 Zona 2 É evidente que um equipamento instalado dentro de uma área classificada também deve ser classificado. também chamadas de ambientes explosivos. Assim temos: TEMPERATURA SUPERFICIAL MÁXIMA T1 450°C T2 300°C T3 200°C T4 135°C T5 100°C T6 85°C Para exemplificar: um equipamento classificado como T3 pode ser utilizado em ambientes cujos gases possuem temperatura de combustão superior a 200ºC. Tais áreas. pode estar presente durante o funcionamento normal do processo. e esta é baseada na temperatura superficial máxima que o mesmo possa alcançar em funcionamento normal ou em caso de falha. assumindo como temperatura ambiente de referência 40ºC.RISCOS ELÉTRICOS a razões diversas. A EN 50. está presente continuamente ou por grandes períodos de tempo. potencialmente explosiva. Caso esteja. 10:41 . desgaste ou deterioração de equipamentos.014 especifica a temperatura superficial máxima em 6 níveis. por exemplo.

indústrias alimentícias. este é o único método que permite que haja a explosão. indústrias farmacêuticas. indústrias fabricantes de rações animais.p65 34 8/8/2005. indústrias metalúrgicas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE dos elementos do triângulo do fogo: temperatura. Porém. indústrias do carvão. minorando os riscos inerentes com o auxílio de um profissional competente. O que se faz é limitar a energia armazenada em circuitos elétricos de modo a torná-los totalmente incapazes. citamos alguns tipos de indústrias reconhecidamente perigosas quanto aos riscos de incêndios e explosões: » » » » » » » » indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas. as indústrias já implantadas poderão equacionar razoavelmente bem os problemas. efetuar uma análise acurada dos riscos e tomar as precauções cabíveis. e devem. indústrias plásticas. oxigênio e combustível. b) Segregação: é o método que permite separar ou isolar fisicamente as partes elétricas ou as superfícies quentes da mistura explosiva. 34 riscos_eletricos. 10:41 . são indústrias de alto potencial de risco quanto a incêndios e explosões. seja térmica ou elétrica. As indústrias que processam produtos que em alguma de suas fases se apresentem na forma de pó. E um outro é através de uma das três alternativas a seguir: a) Contenção da explosão: na verdade. antes de sua implantação. c) Prevenção: através deste método limita-se a energia. porque esta fica confinada em um ambiente bem definido e não pode propagar-se para a atmosfera do entorno. de produzir faíscas elétricas ou de gerar arcos voltaicos que possam causar a explosão. tanto em condições normais de operação quanto em situações de falha. pois na fase de projeto as soluções são mais simples e econômicas. a níveis não perigosos. A técnica de segurança intrínseca é a mais empregada deste método de proteção e também a mais efetiva. A seguir. indústrias de beneficiamento de madeira.

entre outros riscos. choques elétricos. e c) tomadas precauções necessárias para a segurança dos trabalhadores. a montante do fluxo de ventilação. indicando zona de perigo. correta proteção contra fugas de corrente. de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas. executados. 10:41 . b) utilizados ferramentas e equipamentos adequados à classe de tensão. Os locais de instalação de transformadores e capacitores. Os cabos e condutores de alimentação elétrica utilizados devem ser certificados por um organismo de certificação. d) não ser usados para outras finalidades diferentes daquelas do projeto elétrico. e e) possuir extintores portáteis de incêndio. O bloqueio durante as operações de manutenção e reparo de instalações elétricas deve ser realizado utilizando-se cadeado e etiquetas sinalizadoras fixadas em local visível contendo. Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO. instalação e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos. b) ser construídos e ancorados de forma segura. bloqueado e aterrado. credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia.RISCOS ELÉTRICOS Instalações elétricas em ambientes explosivos As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados. mantidos. Os cabos. as seguintes indicações: 35 riscos_eletricos. c) ser devidamente protegidos e sinalizados. exceto se forem: a) utilizadas técnicas adequadas para circuitos energizados. no mínimo. curtos-circuitos. reformados e ampliados de forma que permitam a adequada distribuição de energia e isolamento. água e influência de agentes químicos. Os serviços de manutenção ou reparo de sistemas elétricos só podem ser executados com o equipamento desligado. operados. observando-se suas aplicações. etiquetado. seus painéis e respectivos dispositivos de operação devem atender aos seguintes requisitos: a) ser ventilados e iluminados ou projetados e construídos com tecnologia adequada para operação em ambientes confinados.p65 35 8/8/2005. de acordo com as especificações técnicas. adequados à classe de risco. em subsolo. localizados na entrada ou nas proximidades e.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE a) horário e data do bloqueio. Os fios condutores de energia elétrica instalados no teto de galerias para alimentação de equipamentos devem ser protegidos contra contatos acidentais. prejudicando sua eficácia. que deve receber treinamento continuado em manuseio e operação de equipamentos de combate a incêndios e explosões. sobrecarga. operação e manutenção de instalações elétricas devem ser executadas somente por pessoa qualificada. A implantação. motores. carcaça. salvo critério do responsável técnico. invólucro.p65 36 8/8/2005. Toda instalação. máquinas e circuitos elétricos devem estar equipados com dispositivos de proteção automáticos. Trabalhos em condições de risco acentuado deverão ser executados por duas pessoas qualificadas. transformadores. e c) nome do responsável pela operação. Os sistemas de recolhimento automático de cabos alimentadores de equipamentos elétricos móveis devem ser eletricamente solidários à carcaça do equipamento principal. 10:41 . Durante a manutenção de máquinas ou instalações elétricas. Em locais com ocorrência de gases inflamáveis e explosivos. Os terminais energizados dos transformadores devem ser isolados fisicamente por barreiras ou outros meios físicos. blindagem ou peça condutora que possam armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulhas ou centelhas devem ser aterrados. monitorando-se a concentração dos gases. a fim de evitar contatos acidentais. As malhas. 36 riscos_eletricos. Os equipamentos elétricos móveis devem ter aterramento adequadamente dimensionado. Os equipamentos e máquinas de emergência são destinados a manter a continuidade do fornecimento de energia elétrica e as condições de funcionamento. os ajustes e as características dos dispositivos de segurança não devem ser alterados. para os casos de curto-circuito. bem como na prestação de primeiros socorros a acidentados. as tarefas de manutenção elétrica devem ser realizadas sob o controle de um supervisor. com a rede de energia desligada e a chave de acionamento bloqueada. queda de fase e fugas de corrente. b) motivo da manutenção. os pontos de aterramento e os pára-raios devem ser revisados periodicamente e os resultados registrados. Redes elétricas.

pois o óleo isolante pode absorver a umidade do ar. Os trechos e pontos de tomada de força de rede elétrica em desuso devem ser desenergizados. não sendo assim permitidos trabalhos sob chuva. As instalações elétricas com possibilidade de contato com água devem ser projetadas. Podemos determinar a condição de umidade favorável ou não com a utilização do termo-higrômetro ou umedecendo levemente com um pano úmido a superfície de um bastão de manobra e aguardar durante aproximadamente 5 minutos. comprometendo. aumentando assim o risco de acidentes elétricos. ou retirados quando não forem mais utilizados. que os equipamentos isolados a óleo não devem ser abertos em condições de umidade elevada. Devemos levar em consideração. 37 riscos_eletricos. as instalações elétricas serão à prova de explosão. Condições atmosféricas Umidade Deve-se considerar que todo trabalho em equipamentos energizados só deve ser iniciado com boas condições meteorológicas. neblina densa ou ventos. estanqueidade. isolamento. marcados e isolados. suas características isolantes. há condições seguras para execução dos serviços. Desaparecendo a película de umidade. sabemos que a existência de umidade no ar propicia a diminuição da capacidade disruptiva do ar. assim. Como visto em estudos anteriormente.RISCOS ELÉTRICOS Trabalhos em redes elétricas entre dois ou mais pontos sem possibilidade de contato visual entre os operadores somente podem ser realizados com comunicação por meio de rádio ou outro sistema de comunicação que impeça a energização acidental. Em locais sujeitos a emanações de gases explosivos e inflamáveis. executadas e mantidas com especial cuidado quanto à blindagem.p65 37 8/8/2005. também. 10:41 . aterramento e proteção contra falhas elétricas.

Com o intuito de evitar falsas expectativas ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas. As tempestades com trovoadas se verificam quando certas condições particulares (temperatura. o primeiro choque do raio deixou um canal ionizado entre a nuvem e o solo. Esta primeira onda caracteriza o choque líder que define sua posição de queda entre 20 a 100 metros do solo. fazendo com que a energia seja devolvida sob a forma de relâmpago. etc. A partir deste estágio. as chuvas que começam a cair são normalmente acompanhadas de tempestades. carregando com este as partículas de vapor. provocando assim a expansão do ar (trovão). • 38 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Descargas atmosféricas (raios) Mecanismo Devido a longos períodos de estiagem. devemos fazer os seguintes esclarecimentos: • O raio é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível tanto em relação às suas características elétricas como em relação aos efeitos destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações. definindo assim uma trajetória ramificada e aleatória. 10:41 .p65 38 8/8/2005. Neste processo os elétrons retirados das moléculas de ar retornam. Após esse segundo choque violento das cargas elétricas passando pelo ar. ou do encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. até 30 000° C. umidade do ar. as pessoas ou animais. O mecanismo de autoprodução de cargas elétricas vai aumentando de tal modo que dá origem a uma onda elétrica (raio). Nada em termos práticos pode ser feito para impedir a "queda" de uma descarga em uma determinada região.) fazem com que determinado tipo de nuvem se torne eletricamente carregada internamente. O raio é um fenômeno de natureza elétrica. há o aquecimento deste meio. As descargas atmosféricas podem ser ascendentes (da terra para a nuvem) ou descendentes (da nuvem para a terra). que dessa forma permitirá a passagem de uma avalanche de cargas com corrente de pico em torno de 20 000 ampères. sendo estas originadas a partir do aquecimento do solo pelos raios solares. buscando locais de menor potencial. sendo produzido por nuvens do tipo cumulus nimbus. ou ainda entre nuvens. pressão. que partirá da base da nuvem em direção ao solo. Assim sendo. velocidade do vento. que fazem o ar quente subir. que tem formato parecido com uma bigorna e chega a ter 12 quilômetros de altura e vários quilômetros de diâmetro. as soluções aplicadas buscam tão-somente minimizar os efeitos destruidores a partir de instalações adequadas de captação e de condução segura da descarga para a terra.

Reduzir a vida útil dos equipamentos. as sobretensões transitórias podem chegar até as instalações elétricas internas ou de telefonia. podem: • • • Provocar a queima total ou parcial de equipamentos elétricos ou danos à própria instalação elétrica interna e telefônica. redes de transmissão de dados. naturalmente úmido e às vezes ionizado. Sobretensões transitórias Um raio ao cair na terra pode provocar grande destruição. entre outras. As sobrecorrentes transitórias originadas de descargas atmosféricas podem ocorrer de dois modos: • Descarga Direta: o raio atinge diretamente uma rede elétrica ou telefônica. antenas parabólicas. Os seus efeitos. com a parada de equipamentos. A sobretensão gerada é de menor intensidade do que a provocada pela descarga direta. em redes de telecomunicações. que gera intensos campos eletromagnéticos. Essa sobretensão induzida acontece quando uma parte da energia do raio é transferida através de um acoplamento eletromagnético com uma rede elétrica. etc. Provocar enormes perdas. etc. além de poderem causar danos a pessoas e animais. etc.RISCOS ELÉTRICOS • A incidência de raios é maior em solos maus condutores do que em solos condutores de eletricidade. 10:41 . devido ao alto valor de sua corrente elétrica. Por sua vez. pois nos solos maus condutores. Nesse caso. • 39 riscos_eletricos. Além dos danos causados diretamente pela corrente elétrica e pelo intenso calor. de TV a cabo. servindo como um isolante de baixo poder dielétrico. em que temos a nuvem funcionando como placa negativa e o solo com placa positiva e o ar. propiciando assim a existência de raios. gerando elevados valores de sobretensões sobre os diversos circuitos. Essa sobretensão é denominada Sobretensão Transitória. mas pode causar sérios danos.p65 39 8/8/2005. calor. o raio pode provocar sobretensões em redes de energia elétrica. criam-se por indução no terreno cargas positivas. na existência de nuvens carregadas sobre o mesmo. de TV a cabo ou de qualquer unidade consumidora. o raio tem um efeito devastador. Descarga Indireta: o raio cai a uma distância de até 1 quilômetro de uma rede elétrica.

jamais ficando ao relento. procurar não se movimentar. eles são hastes montadas em bases instaladas acima do ponto mais alto das edificações com o objetivo de propiciar um caminho mais fácil para os relâmpagos que venham a incidir na edificação. evitando assim o efeito das pontas. proximidade de cercas de arame. Evitar locais extremamente perigosos. linhas telefônicas. lagos. guardando uma distância segura destes. sendo geralmente interligados através de condutores horizontais. Não entrar em rios. a não ser que seja sem fio. Medidas Preventivas • • • • • • • • • Evitar a execução de serviços em equipamentos e instalações elétricas internas e externas. Procurar abrigo em instalações seguras. • 40 riscos_eletricos. e se possível ficar agachado.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A grande maioria das sobretensões transitórias de origem atmosférica que causam danos a equipamentos é ocasionada pelas descargas indiretas. Caso não encontre abrigo. Evitar tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à rede elétrica. piscinas. linhas aéreas. torres. 10:41 . Evitar ficar próximo de tomadas e canos.p65 40 8/8/2005. topos de prédios. Temos como principais componentes de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas: • Terminais Aéreos – Conhecidos como pára-raios. janelas e portas metálicas. Evitar o uso de telefones. como topos de morros. Nunca procurar abrigo sob árvores ou construções isoladas sem sistemas de proteção atmosférica adequados. Condutores de Descida – Cabos que conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento. Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas As medidas utilizadas para minimizar as conseqüências das descargas atmosféricas têm como princípio a criação de caminhos de baixa resistência a terra escoando à mesma as correntes elétricas dos raios.

Podemos classificar os acidentes de trabalho relacionando-os com fatores humano (atos inseguros) e com o ambiente (condições inseguras). sendo a mesma dependente das características do solo. • • Acidentes de origem elétrica A segurança no trabalho é essencial para garantir a saúde e evitar acidentes nos locais de trabalho. devem ser interligados a um mesmo referencial de terra. Centelhados – São instalados em pontos de entrada de energia. No entanto. as estruturas. impedindo assim a existência de diferenças de potenciais entre os elementos interligados.RISCOS ELÉTRICOS • Terminais de Aterramento – Condutores que servem para conectar os cabos de descida ao solo. Supressores de Surto. geralmente. etc. o sistema de proteção atmosférica. Pára-Raios de Linha. com o intuito de proteger as instalações e equipamentos contra sobrecorrentes transitórias (sobretensões) provocadas por descargas direta. definidos como causas de acidentes do trabalho que residem exclusivamente no fator humano.. aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária às normas de segurança. sendo um item obrigatório em todos os tipos de trabalho. todas as partes metálicas da edificação. Varistores. os acidentes são provocados pela presença de condições inseguras e atos inseguros ao mesmo tempo. os aterramentos de equipamentos.p65 41 8/8/2005. Condutores de Ligação Eqüipotencial – Visam à interligação do sistema de aterramento com os outros sistemas de aterramento da edificação. cabos telefônicos e de dados. etc. instrumentação industrial. deve-se levar em conta que. Atos inseguros Os atos inseguros são. Essas causas são apontadas como responsáveis pela maioria dos acidentes. propiciando uma baixa resistência a terra. indireta e manobras de equipamentos do sistema de alimentação elétrica. Como visto no capítulo sobre eqüipotencialização. É a maneira como os trabalhadores se expõem (consciente ou inconscientemente) aos riscos de acidentes. isto é. Sendo os mesmos constituídos usualmente de cabos e hastes enterradas no solo. 41 riscos_eletricos. às vezes. 10:41 .

• 42 riscos_eletricos. é possível analisar os fatores relacionados com a ocorrência dos atos inseguros e controlá-los. o machão. falta de treinamento. alcoolismo.: o desleixado. Ex. excesso de ruído e trepidações. idade. etc. políticas salariais impróprias. presentes no ambiente de trabalho.: problemas familiares. falta de proteção em partes móveis. nível de inteligência. falhas de treinamento. política promocional imprópria. Na verdade. põem em risco a integridade física e/ou mental do trabalhador. impulsividade. falta de sinalização. coordenação motora.: sexo. Ex. tempo de reação aos estímulos. Na maquinaria: localização imprópria das máquinas. Fatores circunstanciais: fatores que influenciam o desempenho do indivíduo no momento. o desatento.p65 42 8/8/2005. Desajustamento: este fator é relacionado com certas condições específicas do trabalho. Ex. Estes fatores são na maioria das vezes causados por: seleção ineficaz. abalos emocionais. Tais condições manifestam-se como deficiências técnicas. estado de fadiga. pontos de agarramento e elementos energizados. instalações elétricas impróprias ou com defeitos. Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los.: problema com a chefia. clima de insegurança. discussão com colegas. doença. o exibicionista. Personalidade: fatores que fazem parte das características da personalidade do trabalhador e que se manifestam por comportamentos impróprios. máquinas apresentando defeitos. podendo apresentar-se: • Na construção e instalações em que se localiza a empresa: áreas insuficientes. Ex. problemas com os colegas. grau de atenção. Seguem-se alguns fatores que podem levar os trabalhadores a praticarem atos inseguros: • Inadaptação entre homem e função por fatores constitucionais. pisos fracos e irregulares. • • • • Condições inseguras São aquelas que. o brincalhão.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É falsa a idéia de que não se pode predizer nem controlar o comportamento humano. agressividade. devido à possibilidade deste acidentar-se. 10:41 . falta de ordem e limpeza.

Causas diretas de acidentes com eletricidade Podemos classificar como causas diretas de acidentes elétricos as propiciadas pelo contato direto por falha de isolamento. além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por elas. mas que podem ficar energizadas devido a uma falha de isolamento. acarretando conseqüentemente uma intensa migração de 43 riscos_eletricos. roupa e calçados impróprios. Descargas atmosféricas As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica. principalmente aquelas que trabalham em processos industriais ou desempenham tarefas de manutenção e operação de sistemas industriais. provocada pelos ventos ascendentes de forte intensidade. equipamentos de proteção com defeito (EPIs. enquanto as cargas elétricas negativas se posicionam na parte inferior. Causas indiretas de acidentes elétricos Podemos classificar como causas indiretas de acidentes elétricos as originadas por descargas atmosféricas. ferramental defeituoso ou inadequado. tensões induzidas eletromagnéticas e tensões estáticas. A fricção entre as partículas de água que formam as nuvens. ficando o corpo ligado eletricamente sob tensão entre fase e terra. O acidente mais comum a que estão submetidas as pessoas. sem contar os riscos de vida a que as pessoas e animais ficam submetidos. 10:41 . dá origem a uma grande quantidade de cargas elétricas.RISCOS ELÉTRICOS • Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou totalmente ausente. As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas de quilovolts. podendo estas ainda serem classificadas quanto ao tipo de contato físico: • • Contatos diretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente sob tensão (partes vivas). é o toque acidental em partes metálicas energizadas. Contatos indiretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente não energizadas (massas). EPCs). Verifica-se experimentalmente que as cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem.p65 43 8/8/2005.

de modo que os centros de gravidade destes não mais se coincidem. O aumento dessa diferença de potencial. portanto.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE cargas positivas na superfície da terra para a área correspondente à localização da nuvem. Tensão estática Os condutores possuem elétrons livres e. sem contudo tocá-los? Normalmente. normalmente elevada. 44 riscos_eletricos. podem ser eletrizados por indução. No entanto. Os isoladores. cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto. dando dessa forma uma característica bipolar às nuvens. Um dielétrico que possui átomos assim deformados (achatados) está eletricamente polarizado. poderá atingir um valor que supere a rigidez dielétrica do ar interposto entre a nuvem e a terra. Será que eles podem ser eletrizados por indução. os centros de gravidade das massas dos elétrons e prótons de um átomo coincidem-se e localizam-se no seu centro.p65 44 8/8/2005. aproximando um corpo eletrizado. isto é. formando assim um dipolo elétrico. há um deslocamento muito pequeno dos seus elétrons e prótons. que depende de certas condições ambientais. Quando um corpo carregado se aproxima desses átomos. A concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa determinada região faz surgir uma diferença de potencial entre a terra e a nuvem. praticamente não possuem elétrons livres. É de aproximadamente 1kV/mm o valor do gradiente de tensão para o qual a rigidez dielétrica do ar é rompida. o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica. que se denomina gradiente de tensão. conhecidos também por dielétricos. 10:41 . num trajeto tortuoso e normalmente cheio de ramificações. fazendo com que as cargas elétricas migrem na direção da terra.

surgirá entre ambos o efeito capacitivo. as correntes. portanto com indução elevada. existirão tensões de acoplamento capacitivo e eletromagnético induzidas pelos condutores energizados próximos à linha. Se dois condutores. As tensões estáticas crescem continuamente. Além disso. devido às tensões induzidas capacitivas e às tensões estáticas ao referencial de terra. as linhas sofrem uma contínua indução que se soma às demais tensões presentes. No caso de uma linha aterrada em apenas uma das extremidades. 10:41 . 45 riscos_eletricos. uma corrente fluirá por seu intermédio. a tensão induzida eletromagneticamente terá seu maior vulto na extremidade não aterrada. Essa tensão é função da distância entre linhas. e após um longo período de tempo podem ser relativamente elevadas. nos casos de circuito de alta-extra ou ultra-alta tensão. o que poderá determinar se as outras medidas de segurança ainda deverão ser adotadas ou até mesmo se o trabalho deverá ser feito como em linha energizada. Essa tensão é induzida por linha ou linhas energizadas que cruzam ou são paralelas à linha ou equipamento desenergizado no qual se trabalha.p65 45 8/8/2005. são drenadas imediatamente. ou um condutor e o potencial de terra. estiverem separados por um dielétrico e em potenciais diferentes. o que possibilita neste ponto uma maior segurança para o homem de manutenção. da corrente de carga das linhas energizadas. do comprimento do trecho onde há paralelismo ou cruzamento e da existência ou não de transposição nas linhas.RISCOS ELÉTRICOS Tensões induzidas em linhas de transmissões de alta-tensão Devido ao atrito com o vento e com a poeira. Ao aterrarmos uma linha. Ao se instalar o aterramento provisório. Podemos ter tensões induzidas na linha por causa do acoplamento capacitivo e eletromagnético. e em condições secas. existirá uma corrente fluindo num circuito fechado com a terra. diminuindo a diferença de potencial existente e ao mesmo tempo jampeando a área de trabalho. é recomendável a adoção de critérios que levem em conta o nível de tensão dos circuitos e a distância entre eles. e se ambas as extremidades estiverem aterradas. Todavia.

reagiu o pai de Guilherme. Newton Günther.6 metro de distância do fio. foi hastear a bandeira de Pernambuco na agência Bradesco da Rua do Imperador. Com base na Lei dos Juizados Especiais. Engenheiros condenados por acidente Folha de São Paulo – 28/4/1999 São Paulo – Dois engenheiros responsáveis pela instalação de enfeites de natal no Clube Paulistano.p65 46 8/8/2005. de 14 anos. na zona oeste de São Paulo. Segundo o Instituto de Criminalística. O acidente ocorreu quando o vigilante Laércio Honorato da Silva. um homem morreu eletrocutado ao hastear uma bandeira no centro de Recife. 10:41 . O garoto recebeu um choque elétrico quando brincava próximo à piscina do clube. que hoje nem sequer consegue tomar banho sem ajuda. absolve a diretoria do Clube Paulistano. A decisão. eletrificou o garoto. "Essa punição é ridícula". A descarga de energia arremessou o corpo do vigilante para a varanda. funcionário da Nordeste Vigilância de Valores. A fiação da iluminação natalina. Laércio. O acidente provocou danos cerebrais gravíssimos no estudante. no bairro de Santo Antônio. entrou em coma e permaneceu internado por quase dois meses. o acidente foi uma fatalidade. Os dois colocaram os enfeites em uma palmeira perto de uma das piscinas do clube. 46 riscos_eletricos. em 1997. a juíza Nidea Rita Coltro Sorci condenou os engenheiros elétricos ao pagamento das cestas básicas. foram condenados a pagar 20 cestas básicas ao estudante Guilherme Orlando Günther. Encostado na palmeira havia um andaime de ferro. chegou a subir a bandeira do Brasil. o mastro tocou no fio de energia do poste. da 3ª Vara Criminal de São Paulo. eletrocutando o vigilante. a 1. em contato com o andaime. porque ambos têm bons antecedentes. e na hora de hastear a do Estado. nesta terça-feira pela manhã. O hasteamento é um procedimento de rotina no banco e cabe diariamente ao vigilante de plantão.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Acidentes com eletricidade (exemplos) Vigilante morre eletrocutado ao hastear bandeira no Recife JC On Line – 7/9/2004 Pernambuco – No Dia da Independência do Brasil. por volta das 7 horas. 43 anos. que estava na varanda do primeiro andar. Guilherme teve parada cardiorrespiratória. que brincava com uma bola de tênis.

Paulo Sérgio. na zona sul da cidade. segurou-se em um poste de ferro que estava eletrificado. Com o choque. O chefe da segurança. Seu amigo Everaldo de Jesus tentou tirá-lo mas também levou um choque. Rapaz morre eletrocutado em poste na Quinta O Globo – 1998 Após pegar uma bola no Horto. Eles não souberam dizer a intensidade do choque. Júlio recebeu descarga por 3 minutos Júlio César Dias Carneiro. disse que o poste pertence ao órgão. Funcionários da Light e da Rio Luz estiveram no local e comprovaram que o poste se eletrificava quando um disjuntor do prédio do Horto era ligado. estudante de um curso técnico no SENAI de eletricidade. Júlio ficou por cerca de três minutos recebendo a descarga elétrica.RISCOS ELÉTRICOS Acidente de trabalho . Quando tentou voltar. Segundo os técnicos. Um deles está internado em estado grave. os meninos são alertados para não pular a grade.p65 47 8/8/2005. mas Júlio já estava morto. Segundo ele. mas eles não sabiam que ele estava eletrificado. o poste é de responsabilidade do Horto. 10:41 . 47 riscos_eletricos. Eles foram levados para hospitais da região pelos bombeiros e policiais do helicóptero Águia. morreu eletrocutado ontem à tarde. de 18 anos. Ele mesmo voltou e conseguiu puxá-lo com uma camisa.Eletrocutados em SP Globo On – 9/6/2004 Homens são eletrocutados ao limpar fachada de posto de gasolina São Paulo – Dois homens foram eletrocutados nesta terça-feira quando trabalhavam na limpeza da fachada de um posto de gasolina na avenida Bandeirantes. eles despencaram de uma altura de quase 10 metros. Ele passou por um buraco na grade entre a quadra e o Horto Botânico do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista para pegar uma bola.

para poder operar em outros segmentos. muitos porque a rede elétrica fica ligada durante a execução do serviço. Desde a privatização do setor. a morte O Globo – 27/7/2003 De 1998 a 2003. Os dados são da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel). pelo menos 49 trabalhadores de firmas terceirizadas morreram em decorrência de acidentes de trabalho. riscos_eletricos.p65 48 8/8/2005. Atualmente. 10:41 . O auge dos acidentes fatais ocorreu nos últimos três anos. em 1998. quando as operadoras Brasil Telecom. Brasília e Porto Alegre – Subir num poste para consertar ou instalar uma linha telefônica e morrer eletrocutado: esse foi o destino de funcionários de empresas terceirizadas de telefonia fixa nos últimos anos vítimas de acidentes.Entre cabos telefônicos. Telemar e Telefônica tiveram de cumprir o plano de antecipação de metas de expansão e qualidade. todo o serviço de manutenção de redes externas é terceirizado. acidentes vitimaram 49 trabalhadores terceirizados em redes de telefonia fixa no país Rio.

As metodologias representam os tipos de processos ou de técnicas de execução dessas análises de riscos da instalação ou da tarefa. Para reduzir a freqüência de acidentes.p65 49 8/8/2005. projetos e instalações. A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e as medidas para controle das conseqüências de acidentes para os trabalhadores e para as pessoas que vivem ou trabalham próximo à instalação ou para o meio ambiente.Técnicas de análise de riscos Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades. » » » Que pode acontecer errado? Quais são as causas básicas dos eventos não desejados? Quais são as conseqüências? RISCOS ELÉTRICOS A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população exposta. Conceitos básicos Perigo Uma ou mais condições físicas ou químicas com possibilidade de causar danos às pessoas. procedimentos. riscos_eletricos. máquinas e equipamentos. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes. à propriedade. para o meio ambiente e para a empresa. suas freqüências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis conseqüências. ao ambiente ou uma combinação de todos. 10:41 . é preciso avaliar e controlar os riscos. Alguns exemplos dessas técnicas são apresentados a seguir com uma pequena descrição do método. de uma forma geral.

objetivando mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança considerados toleráveis. controlar ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial. a probabilidade e suas conseqüências. A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes são causados por eventos pouco freqüentes. razão entre o perigo e as medidas de segurança. combinação entre o evento. resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (conseqüências). Níveis de risco » Catastrófico » Crítico » Moderado » Não Crítico » Desprezível 50 riscos_eletricos. baseada na engenharia de avaliação e técnicas estruturadas para promover a combinação das freqüências e conseqüências de cenários acidentais.p65 50 8/8/2005. 10:41 . Gerenciamento de riscos É a formulação e a execução de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm o objetivo de prever. mas que causam danos importantes. Avaliação de riscos É o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os compara com os critérios de tolerabilidade previamente estabelecidos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Risco Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana. Análise de riscos É a atividade dirigida à elaboração de uma estimativa (qualitativa ou quantitativa) do riscos. O risco também pode ser definido através das seguintes expressões: » » » combinação de incerteza e de dano.

51 riscos_eletricos. com o objetivo de identificar os acidentes potenciais de maior prevalência na tarefa e as características intrínsecas destes. ar ou recursos hídricos. Principais técnicas para a identificação dos riscos/perigos Análise preliminar de riscos Método de estudo preliminar e sumário de riscos. Análise de falha humana Método que identifica as causas e os efeitos dos erros humanos observados em potencial. Categoria III Crítica – Quando as conseqüências / danos provocam contaminação temporária do solo. 10:41 . ar ou recursos hídricos. O método também identifica as condições dos equipamentos e dos processos que possam contribuir para provocar esses erros. Categoria IV Catastrófica – Quando as conseqüências / danos atingem áreas externas. com possibilidade de ações de recuperação imediatas.p65 51 8/8/2005. É um método de estudo de riscos realizado durante a fase de planejamento e desenvolvimento de um determinado processo. comunidade circunvizinha e/ou meio ambiente. normalmente conduzido em conjunto com o grupo de trabalhadores expostos. tarefa ou planta industrial. com a finalidade de prever e prevenir riscos de acidentes que possam acontecer durante a fase operacional e de execução da tarefa.RISCOS ELÉTRICOS Classificação dos riscos Quanto à severidade das conseqüências: Categoria I Desprezível – Quando as conseqüências / danos estão restritas à área industrial da ocorrência do evento com controle imediato. Categoria II Marginal – Quando as conseqüências / danos atingem outras subunidades e/ou áreas não industriais com controle e sem contaminação do solo.

concebido para ser utilizado em equipamentos mecânicos. ou melhor. a partir do evento inicial. Análise de segurança de sistemas É a técnica que tem por finalidade avaliar e aumentar o grau de confiabilidade e o nível de segurança intrínseca de um sistema determinado.p65 52 8/8/2005. um conjunto cronológico de falhas e de erros que. É um método que tem por objetivo antecipar e descrever. as conseqüências lógicas de um possível acidente. resultante de um evento inicial tomado como referência. 52 riscos_eletricos. de forma seqüenciada. É um método de análise de riscos tecnológicos que consiste: » » » na tabulação de todos os sistemas e equipamentos existentes numa instituição ou planta industrial. Os resultados da análise da árvore de eventos caracterizam seqüências de eventos intermediários. a partir de um evento inicial. o qual pode ser um fenômeno natural ou ocorrência externa ao sistema. 10:41 . para os riscos previsíveis. Como a segurança intrínseca é o inverso da insegurança ou nível de vulnerabilidade. Árvore de eventos Técnica dedutiva de análise de riscos utilizada para avaliar as possíveis conseqüências de um acidente potencial.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Método de análise de falhas e de efeitos Método específico de análise de riscos. na especificação dos efeitos desfavoráveis destas falhas sobre o sistema e sobre o conjunto das instalações. culminam no acidente ou evento-topo ou principal. todos os projetos de redução de riscos e de preparação para desastres concorrem para incrementar o nível de segurança. na identificação das modalidades de falhas possíveis em cada um deles. um erro humano ou uma falha do equipamento. com o objetivo de identificar as falhas potenciais que possam provocar acontecimentos ou eventos adversos e também efeitos desfavoráveis desses eventos.

pois consideramos ser a de mais simples aplicação por parte dos profissionais que atuam nas instalações elétricas. se constrói um diagrama lógico que especifica as várias combinações de falhas de equipamentos. A APR/APP permite uma ordenação qualitativa dos cenários de acidentes encontrados. vamos tratar apenas da metodologia denominada Análise Preliminar de Riscos (APR). facilitando a proposição e a priorização de medidas para redução dos riscos da instalação. Neste trabalho. 53 riscos_eletricos. para cada evento perigoso identificado em conjunto com as respectivas conseqüências.p65 53 8/8/2005. de acordo com categorias preestabelecidas de freqüência de ocorrência do cenário de acidente e de severidade das conseqüências. b) definição das fronteiras das instalações analisadas. possibilitando a classificação qualitativa do risco associado. 10:41 . também chamada de Análise Preliminar de Perigos (APP).RISCOS ELÉTRICOS Árvore de falhas Técnica dedutiva de análise de riscos na qual. Análise preliminar de riscos É uma técnica qualitativa cujo objetivo consiste na identificação dos riscos/perigos potenciais decorrentes de novas instalações ou da operação das já existentes. erros humanos ou de fenômenos ou ocorrências externas ao sistema que possam provocar o acontecimento. quando julgadas necessárias. um conjunto de causas é levantado. Em uma dada instalação. além da avaliação da necessidade de aplicação de técnicas complementares de análise. a partir da focalização de um determinado acontecimento definido como evento-topo ou principal. A metodologia adotada nas Análises Preliminares de Riscos ou Perigos compreende a execução das seguintes tarefas: a) definição dos objetivos e do escopo da análise.

1ª coluna: Etapa Esta coluna deve descrever. contém 8 colunas. os riscos/perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações. os quais podem ser: unidades completas. as instalações estudadas são divididas em "módulos de análise". » » Para simplificar a realização da análise. De uma forma geral. A divisão das instalações é feita com base em critérios de funcionalidade.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) coleta de informações sobre a região. as quais devem ser preenchidas conforme a descrição apresentada a seguir. as instalações. as substâncias perigosas envolvidas e os processos. complexidade e proximidade física. e sobre as substâncias: características e propriedades físicas e químicas. suscintamente. 2ª coluna: Risco/perigo Esta coluna deve conter os riscos/perigos identificados para o módulo de análise em estudo. etc. tais como subestações. lay-out das instalações e descrição dos principais sistemas de proteção e segurança. 10:41 . aos trabalhadores. locais de serviço elétrico. As principais informações requeridas para a realização de uma APR/APP são as seguintes: » sobre as instalações: especificações técnicas de projeto. ao público ou ao meio ambiente.p65 54 8/8/2005. 54 riscos_eletricos. partes de locais de serviço elétrico ou partes específicas das instalações. as diversas etapas da atividade/operação. e) f) realização da APR/APP propriamente dita (preenchimento da planilha). elaboração de recomendações e preparação do relatório. A realização da análise propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha de APR/APP para cada módulo de análise da instalação A planilha utilizada nesta APP. painéis. g) análise dos resultados. especificações de equipamentos. sobre os processos: descrição dos processos envolvidos. d) subdivisão da instalação em módulos de análise. elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de freqüência e de severidade. mostrada a seguir.

55 riscos_eletricos. 10:41 . 4ª coluna: Efeitos Os possíveis efeitos danosos de cada risco/perigo identificado devem ser listados nesta coluna. odor. Exemplo: Análise de riscos para a troca de transformador sem auxílio de guindaste (página seguinte). 5ª coluna: Recomendações/observações Esta coluna deve conter as recomendações de medidas mitigadoras de risco propostas pela equipe de realização da APR/APP ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em estudo. de temperatura.p65 55 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS 3ª coluna: Modos de detecção Os modos disponíveis na instalação para a detecção do risco/perigo identificado na segunda coluna devem ser relacionados nesta coluna.). A detecção da ocorrência do risco/perigo tanto pode ser realizada através da instrumentação (alarmes de pressão. etc. etc.) como através da percepção humana (visual.

Queda do transformador Visual 1 .Aguardar a confirmação do desligamento.Operação cuidadosa do equipamento durante a descida do transformador.: Após a conclusão das operações para a troca do transformador.Solicitar o desligamento do alimentador.Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas. Obs. 9ª) Comunicar a conclusão do trabalho e “liberar o circuito”.Eletricista experiente. 4 . o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1.Posicionamento correto da escada e do eletricista.Posicionamento correto do eletricista.Proceder a novo teste de tensão (ausência) próximo ao local de trabalho.Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo.Proceder ao teste de ausência de tensão no circuito.Retirar os cartuchos das chaves e/ou colocar placas de sinalização nas chaves abertas. 7ª) Solicitar o religamento do alimentador.Choque elétrico Data: MODO DE DETECÇÃO Visual EFEITO Fratura Revisão: RECOMENDAÇÕES / CONTROLE 1 .: Durante a descida do transformador. 8 .Confrontar os dados da OS com a situação local.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Descida do eletricista do poste. 6 . devem ser tomadas as seguintes providências: 1ª) Retirar os conjuntos de aterramento rovisório das redes primária e secundária. 2 .Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Retirada do transformador 1 . 3 . 5 . com auxílio de escada 1 .Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento. 4ª) Aguardar a confirmação do desligamento. 7 .Abertura das chaves do circuito.Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador. 6 . Desconexão dos circuitos primário e secundário do transformador 2 . 8ª) Verificar a tensão do secundário do trafo. 3 .Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento. Obs.Soltar as amarações da escada.Uso de EPIs e EPCs adequados.Uso de EPIs. 5ª) Fechar as chaves do circuito. 2 . 7 .Posicionamento correto do eletricista.Uso de EPIs.: Durante a descida do transformador.Isolamento e sinalização da área de trabalho.Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador. 4 .Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. Visual Visual 1 . Obs.Quedas de materiais e ferramentas 3 .Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .Isolamento e sinalização da área. 2ª) Recolocar os conjuntos das chaves e/ou retirar as placas de sinalização. para o caminhão. 2 . 7 .Eletricista experiente.Isolamento e sinalização da área de trabalho. 2 .Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas. 1 . 2 . 2 .Operação cuidadosa do equipamento de içamento do transformador.Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo. 3 .Uso de EPIs e EPCs adequados. 4 . 9 . 2 .Isolamento e sinalização da área. EPCs e ferramentas adequados. 2 .Efetuar o aterramento provisório adequado do circuito primário e secundário.ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS OU PERIGOS (APR/APP) Atividade / operação – troca de transformador sem auxílio de guindaste Referência: ETAPA Subida do eletricista no poste RISCO / PERIGO 1 . Ligação do transformador 1 . 5 . 5 . 1 . 2 .Queda do transformador Visual 1 . 2 . riscos_eletricos. 2 .Autorizar o religamento do alimentador. 2 .A escada deve ser manuseada e transportada. 6ª) Fechar a chave curto-circuito do trafo. Visual Visual 1 . o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador.Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. por dois funcionários. EPCs e ferramentas adequados adequados.Queda do eletricista e queda da escada Visual 1 . 3ª) Solicitar o desligamento do alimentador. 1 .p65 56 8/8/2005. 2 .Perfeita fixação do transformador na estrutura suporte. 10:41 .Quedas de materiais e ferramentas 3 . Subida do novo trafo 1 .Uso de EPIs e EPCs adequados.

geralmente o disjuntor alimentador do equipamento ou circuito a ser isolado (ver figura a seguir).Medidas de controle do risco elétrico Desenergização É o conjunto de procedimentos visando à segurança pessoal dos envolvidos ou não em sistemas elétricos. É realizada por no mínimo duas pessoas. provendo afastamentos adequados que garantam condições de segurança específica.p65 57 8/8/2005. 10:41 . mediante os procedimentos descritos a seguir: Seccionamento RISCOS ELÉTRICOS É a ação da interrupção da alimentação elétrica em um equipamento ou circuito. A interrupção é executada com a manobra local ou remota do respectivo dispositivo de manobra. Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberados para trabalho. Sempre que for tecnicamente possível. deve-se promover o corte visível dos circuitos. impedindo assim a existência de tensão elétrica no equipamento ou circuito. riscos_eletricos.

A abertura da seccionadora deverá ser efetuada após o desligamento do circuito ou equipamento a ser seccionado. Retirada dos fusíveis de alimentação do local. como por exemplo: • Em seccionadora de alta tensão. Travamento da manopla dos disjuntores por cadeado ou lacre.p65 58 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O seccionamento tem maior eficácia quando há a constatação visual da separação dos contatos (abertura de seccionadora. utilizando cadeados que impeçam a manobra de religamento pelo travamento da haste de manobra. etc. Extração do disjuntor quando possível. Impedimento de reenergização É o processo pelo qual se impede o religamento acidental do circuito desenergizado.). retirada de fusíveis. a formação de arco elétrico. • • • 58 riscos_eletricos. assim. evitando-se. 10:41 . Este impedimento pode ser feito por meio de bloqueio mecânico.

como. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS Constatação de ausência da tensão Usualmente. por exemplo.p65 59 8/8/2005. detectores de tensão de proximidade ou contato. devemos constatar a ausência da tensão com equipamento apropriado ao nível de tensão à segurança do usuário. Na inexistência ou na inoperabilidade de voltímetros no painel. Aterramento temporário 59 riscos_eletricos. voltímetro. por meio de sinalização luminosa ou de voltímetro instalado no próprio painel. deve-se verificar a existência de tensão em todas as fases do circuito.

Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa. Equipamento em manutenção 3. ligar eletricamente ao mesmo potencial. Bloqueio e etiquetagem 2. Confirmar a desenergização do circuito a ser aterrado temporariamente.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A instalação de aterramento temporário tem como finalidade a eqüipotencialização dos circuitos desenergizados (condutores ou equipamento). no caso ao potencial de terra. utilizando equipamentos de isolação e proteção apropriados à execução da tarefa. entre dois aterramentos. devemos seguir às seguintes etapas: • • • • • • Solicitar e obter autorização formal. no mínimo. Aterramentos provisórios 4. • • Observação 1. ou seja. 10:41 . Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário antes de sua utilização. sinalizando-a. Na rede de distribuição deve-se trabalhar. Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e verificar a desenergização. Para a execução do aterramento. interligando-se os condutores ou equipamentos à malha de aterramento através de dispositivos apropriados ao nível de tensão nominal do circuito. Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com firmeza à malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores ou equipamentos que serão ligados à terra. Detector de tensão 60 riscos_eletricos.p65 60 8/8/2005. Delimitar a área de trabalho.

em seguida. o equipamento ou circuito estará no estado desenergizado. este deve ser reconectado imediatamente após o término do teste. 61 riscos_eletricos. e. Com os equipamentos apropriados (bastão. a extremidade ligada à malha de terra. seguindo-se para isso os procedimentos de aterramento estabelecidos. podendo assim ser liberado pelo profissional responsável para intervenção. dependentemente das particularidades do circuito ou equipamento a ser executada a desenergização. luvas e óculos de segurança). o mesmo pode ser modificado com a alteração da ordem das etapas ou mesmo com o acréscimo ou supressão de etapas. Instalação da sinalização de impedimento de energização Este tipo de sinalização é utilizado para diferenciar os equipamentos energizados dos não energizados.p65 61 8/8/2005. Nos serviços que exijam equipamentos não aterrados.RISCOS ELÉTRICOS Se num equipamento que já estiver aterrado for necessária a remoção do aterramento por um breve período para execução de testes de isolação. Os procedimentos acima deverão ser executados em todos os pontos possíveis de alimentação do equipamento/circuito a ser desenergizado. afixando-se no dispositivo de comando do equipamento principal um aviso de que ele está impedido de ser energizado. e a aprovação por profissional responsável. 10:41 . desconecta-se em primeiro lugar a extremidade ligada ao condutor ou equipamento. Somente depois de efetuadas todas as etapas descriminadas anteriormente. Porém. estes devem ser descarregados eletricamente em relação à terra.

Aterramento do condutor neutro Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária. da instalação ou do equipamento) destinado a outros fins que não a proteção contra choques elétricos. Observação Do ponto de vista da instalação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. 10:41 . de acordo com as prescrições da instalação. o condutor neutro deve ser aterrado na origem da instalação.p65 62 8/8/2005. o aterramento do neutro na origem proporciona uma melhoria na equalização de potenciais essencial à segurança. desde que sejam tomadas as devidas precauções. Para casos específicos. Ligações à terra Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional). o aterramento pode ser usado separadamente. O valor da resistência de aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica. Aterramento funcional É o aterramento de um ponto (do sistema. o aterramento deve ser único em cada local da instalação. no contexto da seção. 62 riscos_eletricos. Em particular. o termo "funcional" está associado ao uso do aterramento e da eqüipotencialização para fins de transmissão de sinais e de compatibilidade eletromagnética.

na tomada ou caixa de derivação – o que pressupõe uma instalação dotada de condutor PE.p65 63 8/8/2005. Um equipamento classe I tem algo além da isolação básica: sua massa é provida de meios de aterramento. em caso de falha na isolação desse equipamento. Essa é a parte que toca ao próprio equipamento. 10:41 . SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO SEÇÃO DOS CONDUTORES FASE DA INSTALAÇÃO (mm²) S ≤ 16 16 ≤ S ≤ 35 S > 35 SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO CORRESPONDENTE PE (mm²) S 16 S/2 63 riscos_eletricos. A secção mínima do condutor de proteçao (PE) deve obedecer aos valores estabelecidos na tabela abaixo. o equipamento vem com condutor de proteção (condutor PE.RISCOS ELÉTRICOS Aterramento de proteção (PE) Com o aterramento a corrente praticante não circula pelo corpo Sem o aterramento o único caminho é o corpo A proteção contra contatos indiretos proporcionada em parte pelo equipamento e em parte pela instalação é aquela tipicamente associada aos equipamentos classe I. evidentemente (e isso deve ser regra. conectando-se o PE do equipamento ao PE da instalação. A parte que toca à instalação é ligar esse equipamento adequadamente. e garantir que. um dispositivo de proteção atue automaticamente. isto é. ou "fio terra") incorporado ou não ao cordão de ligação. promovendo o desligamento do circuito. ou então sua caixa de terminais inclui um terminal PE para aterramento. e não exceção).

64 riscos_eletricos. as prescrições relativas às medidas de proteção devem prevalecer. Esquemas de ligação de aterramento em baixa tensão: Esquema TN-S O condutor neutro e o condutor de proteção são separados ao longo de toda a instalação.p65 64 8/8/2005. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais Quando for exigido um aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais. Esquema TN-C-S As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação.

p65 65 8/8/2005. 10:41 . 65 riscos_eletricos. Esquema TT Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado. estando as massas da instalação ligadas a eletrodutos de aterramento eletricamente distintos do eletroduto de aterramento da alimentação.RISCOS ELÉTRICOS Esquema TN-C As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação.

Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Condutor neutro (N) Condutor de proteção (PE) • Condutor PEN Esquemas de Ligação de Aterramento em Média Tensão Segundo a norma NBR 14039/2003. 10:41 . sendo estes classificados conforme a seguinte simbologia: • primeira letra – situação da alimentação em relação à terra: » » T = um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado.p65 66 8/8/2005. são considerados os esquemas de aterramento para sistemas trifásicos comumente utilizados. descritos a seguir. I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância. estando aterradas as massas da instalação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquema IT Não possui qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado. 66 riscos_eletricos.

S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação. Nesse esquema. sendo as massas da instalação e do ponto de alimentação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. » Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado. o ponto aterrado é normalmente o neutro). 10:41 . toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de curto-circuito. 67 riscos_eletricos. • terceira letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de alimentação: » » R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação. mas não estão ligadas às massas da instalação. independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação.RISCOS ELÉTRICOS • segunda letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra: » » T = massas diretamente aterradas. N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada.p65 67 8/8/2005. N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação.

porém. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento.p65 68 8/8/2005. a saber: a) esquema TTN. as correntes de falta direta fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto-circuito. TTN e TTS. São considerados dois tipos de esquemas. Nesse esquema. suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. b) esquema TTS. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas do ponto de alimentação. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquemas TTN e TTS Esquema TTN Esquema TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado. Esquemas ITN. ITS e ITR Esquema ITN 68 riscos_eletricos. sendo. estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento do ponto de alimentação.

c) Esquema ITR. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos.p65 69 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Esquema ITS Esquema ITR Os esquemas ITx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento. a corrente resultante de uma única falta fase-massa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. ITN. 10:41 . b) Esquema ITS. ITS e ITR. 69 riscos_eletricos. de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e do ponto de alimentação. Nesse esquema. a natureza do terreno e a resistência de contato do aterramento. estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento. no qual o condutor neutro. São considerados três tipos de esquemas. a saber: a) Esquema ITN. no qual o condutor neutro. O trabalho de aterramento depende desses fatores e das condições ambientais. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto. Medida da resistência de aterramento Na escolha dos eletrodos de aterramento e sua posterior distribuição é importante considerar as condições locais.

É fácil verificar que nas proximidades dos aterramentos a tensão em relação ao ponto M cresce. pode-se medir uma tensão "U" em relação à terra. RESISTÊNCIA DO TIPO DE SOLO TIPO DE SOLO Pantanoso Terra de cultura ou argilosa Terra arenosa Terra de cerrado. encontrando-se a curva indicada em "B". Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável. úmida Terra de cerrado ou arenosa. A resistência de contato tem a resistência do solo como fator muitíssimo importante. 10:41 . tendo-se M como ponto de referência. seca Solo rochoso R (OHM-M) 30 100 200 500 1 000 3 000 70 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É comum encontrar baixa resistência ôhmica no aterramento. de tal forma que no mesmo potencial seja nulo.p65 70 8/8/2005. convenientes para um bom aterramento. sendo nula a tensão no ponto de referência. Influem a resistência de contato (ou de difusão) do aterramento e a resistência do condutor de terra. Ao mesmo tempo. há uma seção bem maior para a passagem da corrente. devemos medir a corrente e a queda de tensão provocada por ela. Para isso basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto distante a 20 metros. Sejam A e B tubos condutores. Se entre os pontos A e B existir uma distância suficiente e por ambos circular uma corrente. Podemos lembrar alguns dados referenciais da tabela a seguir. o que provoca uma queda nula de tensão. Esse crescimento da tensão nas proximidades dos aterramentos pode ser explicado se lembrarmos que as linhas de corrente se concentram nas proximidades dos pontos de aterramento. afastando-se destes.

cravados no solo. 10:41 . O quadro geral de baixa tensão (QGBT). formando um só aterramento. usam-se cabos condutores ou chapas. etc.). o distribuidor geral da rede telefônica.. de comprimento grande.50 metro. ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre depositada eletroliticamente (copperweld).RISCOS ELÉTRICOS Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. rede de dados. RESISTÊNCIAS DE CONTATO PARA RESISTÊNCIA ESPECÍFICA DO SOLO DE 100 OHMS X M Eletrodo de Aterramento Cabos Haste ouTubo Chapa com canto superior a 1 m do solo Dimensões 3m 30 5m 20 0. deverão ser convenientemente interligados. geralmente. em geral de 3/4".5 x 1m 35 1 x 1m 25 Comprimento 10m 25m Resistência de Contato 20 10 50m 100m 5 3 Comprimento 1m 70 2m 40 Eqüipotencialização Podemos definir eqüipotencialização como o conjunto de medidas que visa minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações. preferindo-se uma disposição radial e com centro comum. etc. No caso de aterramento superficial. 71 riscos_eletricos. Condições de eqüipotencialização: • • Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação.p65 71 8/8/2005. prevenindo acidentes com pessoas e baixando a níveis aceitáveis os danos tanto nessas instalações quanto nos equipamentos a elas conectados. No primeiro caso. usam-se tubos de ferro galvanizado. o da rede de comunicação de dados. enterrados a uma profundidade média de 0. sejam eles o do quadro de distribuição principal de energia.

grades. quando esta for eletricamente contínua (e na maioria das vezes é). devem ser convenientemente interligadas ao aterramento. por exemplo. Os aterramentos devem ser realizados em anel fechado. deverão estar distribuídos por toda a instalação da edificação. constituídos por varistores centelhadores. 72 riscos_eletricos. devem ser interligadas ao aterramento de forma conveniente. como ferragens estruturais. Taz ou Tranzooby. Todos os terminais "terra" dos DPSs devem ser ligados ao BEP (barramento de eqüipotencialização principal) através da ligação da massa dos ETIs pelo condutor de proteção PE. portões. ou no quadro do secundário do transformador. como rede de hidrantes. Todos os ETIs (equipamentos de tecnologia de informações) devem ser protegidos por DPSs (dispositivos de proteção contra surtos). deve ser instalado um DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de características nominais mais elevadas que possibilite uma coordenação eficaz nos quadros de alimentação dos circuitos terminais que alimentam os ETIs.p65 72 8/8/2005. pois interligar aterramentos não é simplesmente interligar um eletrodo ao outro. eletrodutos e outros. como. Nestes casos podem ser utilizados vários recursos que otimizem o custo da instalação. diodos especiais. malha. guarda-corpos. bases de antenas. 10:41 . ou uma associação deles.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Todas as massas metálicas de uma edificação. corrimãos. bem como carcaças metálicas dos equipamentos elétricos. o aproveitamento de bandejamento dos cabos. Todas as tubulações metálicas da edificação. dependendo da configuração da instalação elétrica de baixa tensão. No QDP. caso seja garantida sua continuidade elétrica em parâmetros aceitáveis. Todos os terminais "terra" existentes nos equipamentos deverão estar interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que. ou preferencialmente pelas ferragens estruturais das fundações da edificação. hidrantes. • • • • • • • O uso freqüente da palavra "conveniente" nos itens anteriores enfatiza que a interligação entre aterramentos deve obedecer a certos critérios. obviamente.

resina. Cabe esclarecer que se por qualquer motivo alguma tubulação metálica não puder ser diretamente interligada ao BEP. 10:41 . 73 riscos_eletricos. ou outro material isolante. Conseqüentemente. Portanto. Esta barra deve ter dimensões compatíveis que assegurem um bom contato elétrico. Tanto a NBR 5410/2004 quanto a NBR 5419/2001 denominam este barramento de BEP (barramento de eqüipotencialização principal). esta interligação deverá ser realizada de forma indireta via centelhador. espessura = 6 mm e comprimento não inferior a 500 mm. um bom parâmetro para suas dimensões são: largura = 50 mm. preservando suas características de resistência mecânica e de baixa impedância elétrica. fazer uma interligação convenientemente consiste em se conectar todos os aterramentos neste BEP.RISCOS ELÉTRICOS Para que a interligação ocorra de maneira correta e eficaz.p65 73 8/8/2005. pelo caminho mais curto possível e dela se retirar tantos condutores de proteção PE quantos forem necessários para "servir" a instalação. deve-se instalar próximo ao QDP (quadro de distribuição principal de baixa tensão). inclusive as ferragens da edificação. por exemplo a corrosão galvânica. para instalações de energia da edificação. uma barra de cobre distanciada da parede em alguns centímetros e isolada desta por isoladores de porcelana.

compondo uma "rede de aterramento". Dessa forma. Riscos de rompimento de isolação em equipamentos de tecnologia da informação e similares que necessitem de interligações para intercâmbio de dados e em equipamentos eletrônicos suscetíveis a interferência. pode ocorrer um circuito fechado no toque simultâneo entre o equipamento com isolação danificado e outro equipamento ou aterramento. e "um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito por ele protegido sempre que uma falta entre parte viva e massa der origem a uma tensão de contato perigosa". 10:41 . as massas devem ser ligadas a condutores de proteção. Isto causa danos aos equipamentos. 74 riscos_eletricos. prejudicando seu funcionamento individual ou. em casos extremos. No caso de a isolação de um dos equipamentos vir a ser rompida. gerando assim uma diferença de potencial entre a carcaça do equipamento em relação ao aterramento ou à carcaça de outro equipamento.p65 74 8/8/2005. • Seccionamento automático da alimentação No sistema de proteção contra choques elétricos (contatos indiretos) por seccionamento automático da alimentação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Principais problemas causados pela falta de eqüipotencialização (diferença de potenciais) em aterramentos de uma mesma instalação: • Riscos de choques que podem provocar danos fisiológicos às pessoas e animais. uma corrente de falta flui pelo corpo da pessoa ou animal que venha a executar este tipo de ação. paralisando grandes linhas de produção.

06 Neutro distribuído Situação 1 5 0.20 0.4 0. conforme mostrado a seguir: 75 riscos_eletricos. valor eficaz em corrente alternada. 10:41 .35 0.20 0. UO é a tensão nominal entre fase e neutro. 220. 2.05 1.5 0.20 1.8 0. 2. 440.5 0. 120. 127 220. 230 254.8 0. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA IT (SEGUNDA FALTA) Tensão nominal do circuito U(V) 208. sendo também classificado em função da seletividade (Situação 1 e Situação 2). conforme discriminado nas tabelas a seguir. As situações 1 e 2 estão definidas no anexo C da NBR 5410/2004.RISCOS ELÉTRICOS O tempo máximo admissível de seccionamento é dado em função da tensão fase-terraUo em esquemas de ligação de aterramento TN.4 0.2 Situação 2 0.4 0. 230 380. São utilizados na proteção por seccionamento automático dispositivos de sobrecorrente (disjuntores.p65 75 8/8/2005. 3. 400. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA TN UO(V) 115.4 0. e em função da tensão fase-fase em esquemas de aterramento IT.2 0. valor eficaz em corrente alternada. U é a tensão nominal entre fases.2 0.8 0. 277 400 Tempo de seccionamento ( s ) Neutro não distribuído Situação 1 0.4 0.8 0. 480 690 UO(V) 115. 127 220 277 254 400 Tempo de seccionamento ( s ) Situação 1 (áreas internas) 0. 120. UO é a tensão nominal entre fase e neutro.2 Situação 2 (áreas externas) 0. sendo sua utilização condicionada aos esquemas de aterramento.4 0. fusíveis) ou dispositivos de corrente diferencial.2 1. Para valores intermediários de tensão deve ser adotado o valor (da tebela) imediatamente superior. valor eficaz em corrente alternada.4 Situação 2 1 0.

10:41 .: Situação 1 – áreas internas. Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação inferior a 10% em valor eficaz. pois na utilização deste dispositivo nestas instalações não há diferença de corrente residual no sensor do DR na ocorrência de falhas. porque toda diferenciação entre as fases acarretará uma corrente de mesma intensidade no condutor PEN ou PE. executar a separação entre condutor PE e N para utilização de DR.p65 76 8/8/2005. o valor da crista máxima não deve ultrapassar 140 V. havendo assim o equilíbrio entre as correntes. visto que o condutor de proteção PEN ou PE está passando no sensor. então.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE ESQUEMA DE ATERRAMENTO TN-C TN-S TT IT (massas aterradas individualmente ou em grupos) IT (todas as massas interligadas) DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO Sobrecorrente Sobrecorrente DR DR DR DR Sobrecorrente Observamos a incompatibilidade entre os dispositivos tipo DR e os sistemas PEN e PE. Situação 2 – áreas externas.1 000 Hz Contínua sem ondulação Situação 1 50 120 Situação 2 25 60 Obs. Devemos. A seguir serão apresentadas informações importantes para as ligações eqüipotenciais. 76 riscos_eletricos. para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em CC sem ondulação com 60 V nominais. 15 Hz . Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos sempre que uma falta entre a parte viva e a massa no circuito ou equipamento considerado der origem a uma tensão de contato superior ao valor apropriado de [UL (V)]. VALORES MÁXIMOS DE TENSÃO DE CONTATO LIMITE U1 (V) Natureza da corrente Alternada.

Enquanto o circuito se mantiver eletricamente igual. de todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens. com corrente diferencial-residual nominal igual ou inferior a 30 mA). Ocorrendo a falha de isolamento em um equipamento alimentado por esse circuito. circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. lavanderias. ou seja. o uso de proteção DR.RISCOS ELÉTRICOS Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR Independentemente do esquema de aterramento TN. copas-cozinhas. e circuitos de tomadas de corrente de cozinhas. circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior. áreas de serviço. haverá uma corrente residual para a terra. 10:41 . Devido a este "vazamento" de corrente para a terra. a soma vetorial das correntes nos seus condutores é praticamente nula. tornou-se expressamente obrigatório nos seguintes casos: » » » » circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheiro ou chuveiro.p65 77 8/8/2005. garagens e. 77 riscos_eletricos. Bipolar Tetrapolar Dispositivos a corrente diferencial residual – DR Princípio de funcionamento O DR mede permanentemente a soma vetorial das correntes que percorrem os condutores. a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não é mais nula e o dispositivo detecta justamente essa diferença de corrente. mais particularmente de alta sensibilidade (isto é. no geral. TT ou IT. interromperá uma corrente de falta à terra.

a não ser que a proteção diferencial-residual usada seja de baixíssima sensibilidade. Mas neste caso se trata de proteção. como observado no início. 10:41 . de forma idêntica. Quando essa diferença atinge um determinado valor. dos seguintes elementos: » um TC de detecção. cada um dos condutores do circuito e que acomoda também o enrolamento de detecção. » Uso do dispositivo DR Pode-se dizer que não há razões para preocupação. basicamente. Este relé irá provocar a abertura dos contatos principais do próprio dispositivo ou do dispositivo associado (contator ou disjuntor). então. e proteção no caso mais geral significa desligamento do circuito. e um elemento de "processamento" do sinal e que comanda o disparo do DR. O dispositivo DR é composto. tal como se fosse uma corrente de falta à terra. 78 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A situação é análoga se alguma pessoa vier a tocar uma parte viva do circuito protegido: a porção de corrente que irá circular pelo corpo da pessoa provocará igualmente um desequilíbrio na soma vetorial das correntes – a diferença. toroidal. Poderia. apenas acionar um alarme visual ou sonoro. responsável pela medição das diferenças entre correntes dos condutores. eventualmente. quando se usam dispositivos DR. sobre o qual são enrolados. é detectada pelo dispositivo diferencial. quanto ao atendimento da regra do seccionamento automático. geralmente designado relé diferencial ou relé reversível.p65 78 8/8/2005. é ativado um relé.

áreas de serviço. a proteção contra contatos indiretos for assegurada por outros meios no caso de falha da fonte auxiliar e os dispositivos forem instalados em instalações operadas. 10:41 . tomadas de cozinhas. a menos que a parte da instalação compreendida entre a origem e o dispositivo não possua qualquer massa e satisfaça a medida de proteção pelo emprego de equipamentos classe II (50 a 1 500 V) ou pela aplicação de isolação suplementar. Esquema TN pode ser protegido por um dispositivo DR. desde que sejam ligadas a um eletrodo de aterramento com resistência compatível com a corrente de atuação do dispositivo DR. tomadas externas. A aplicação do DR pode ser dividida em: • Uso obrigatório de DR de alta sensibilidade (< 30 mA): Na proteção complementar < contra choques elétricos em circuitos de banheiros. Nesse caso as massas não precisam ser ligadas ao condutor de proteção do esquema TN. 2. este deve ser colocado na origem da instalação. Esquema IT quando a proteção for assegurada por um dispositivo DR e o seccionamento à primeira falta não for cogitado. A sensibilidade determina se um DR pode ser aplicado à proteção contra contatos indiretos e à proteção contra contatos diretos. Uso de DR de alta sensibilidade (< 30 mA) como alternativa: Na proteção de < equipamentos situados próximos à piscinas. Uso previsto de DR de baixa sensibilidade (< 500 mA): Um dos meios prescritos para limitar as correntes de falta/fuga à terra em locais que processem ou armazenem materiais inflamáveis. garagens e assemelhados. testadas e mantidas por pessoas advertidas ou qualificadas. a corrente diferencial-residual de não atuação do dispositivo deve ser no mínimo igual à corrente que circula quando uma primeira falta franca à terra afete um condutor-fase.RISCOS ELÉTRICOS Os dispositivos DR (diferencial-residual) podem ser do tipo com ou sem fonte auxiliar. lavanderias. o mesmo ocorrendo em circuitos terminais. Dispositivo DR com fonte auxiliar – caso não atuem automaticamente por falha de fonte auxiliar é admitido somente se uma das duas condições for satisfeita: 1. que pode ser a própria rede de alimentação. Esquema TT se uma instalação for protegida por um único dispositivo DR.p65 79 8/8/2005. • • 79 riscos_eletricos.

Proteção por extrabaixa tensão É comum o emprego da tensão de 24V para condições de trabalho desfavoráveis.p65 80 8/8/2005. como trabalho em ambientes úmidos. Equipamentos de solda empregados em espaços confinados.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tipos de DR Na prática a proteção diferencial-residual pode ser realizada através de: • • • • • interruptores diferenciais-residuais. se eventualmente for apenas este. requerem que as tensões empregadas sejam baixas. Tais condições são favoráveis a choque elétrico nestes tipos de ambiente. pois a resistência do corpo humano é diminuída e a isolação elétrica dos equipamentos fica comprometida. 10:41 . e peças avulsas (relé DR e transformador de corrente toroidal) que são associadas apenas a um elemento de sinalização e/ou alarme. blocos diferenciais acopláveis e disjuntores em caixa moldada ou a disjuntores modulares (minidisjuntores). tomadas com interruptor DR incorporado. 80 riscos_eletricos. disjuntores com proteção diferencial-residual incorporada. que é o objetivo da detecção diferencial-residual. como solda em tanques. e não um desligamento.

freqüentemente. As barreiras e invólucros devem ser fixados de forma segura e também possuir robustez e 81 riscos_eletricos.p65 81 8/8/2005. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Tensão nominal do circuito Extrabaixa tensão Tensão de ensaio em corrente contínua (V) Maior ou igual a 250 Resistência de isolamento mínimo em megohms 0. este método de proteção tem suas desvantagens. não fazer ligações condutoras com circuitos de maior tensão. Do ponto de vista da segurança este método é excelente. e a redução da tensão. ou seja. se a tensão extrabaixa for obtida de circuitos de alta-tensão. construção de equipamentos de dimensões relativamente grandes quando comparados com equipamentos que se utilizam de tensões mais altas para o seu funcionamento. como: necessidade de uma instalação elétrica de baixa tensão. pois aqui o fator de segurança é multiplicado por três. no caso de transformadores. como por exemplo: » » » não aterrar o circuito de extrabaixa tensão. não dispor os condutores de um circuito de extrabaixa tensão em locais que contenham condutores de tensões mais elevadas. A tensão extrabaixa é obtida tanto através de transformadores isoladores como de baterias e geradores. grandes secções transversais para os condutores de fornecimento da baixa tensão e.25 Proteção por barreiras e invólucros São destinados a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica. A tensão extrabaixa é aquela situada abaixo de 50 V. ou melhor.RISCOS ELÉTRICOS A proteção por extrabaixa tensão consiste em empregar uma fonte da baixa tensão ou uma isolação elétrica confiável. a isolação do sistema. as partes vivas devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras. Certos critérios devem ser observados quanto ao uso deste tipo de proteção. 10:41 . multiplica-se pelos três fatores: a isolação funcional. Contudo. do ponto de vista prático.

Proteção por obstáculos e anteparos São destinados a impedir contatos acidentais com partes vivas. 10:41 . mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno do obstáculo. Proteção por isolamento das partes vivas Isolamento elétrico É a ação destinada a impedir todo o contato com as partes vivas da instalação elétrica. contatos não intencionais com partes vivas por ocasião de operação de equipamentos sob tensão (por exemplo. Em suma. e garantir que as pessoas sejam advertidas de que as partes acessíveis através da abertura são vivas e não devem ser tocadas intencionalmente. 82 riscos_eletricos. o acesso a esses locais é restrito apenas aos técnicos responsáveis. Locais de serviço elétrico Nestes locais a NBR 5410/2004 admite o uso de medidas de proteção apenas parciais ou mesmo a sua dispensa. por meio de corrimãos ou de telas de arame). sendo proibido o ingresso de pessoas que não sejam advertidas ou qualificadas. Os obstáculos e anteparos devem impedir: » » uma aproximação física não intencional das partes vivas (por exemplo. As barreiras e invólucros podem: » » impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes vivas.p65 82 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE durabilidade suficiente para manter os graus de proteção e ainda apresentar apropriada separação das partes vivas. As partes vivas devem ser completamente recoberta por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição. Estes locais técnicos abrigam equipamentos elétricos. por meio de telas ou painéis sobre os seccionadores).

lixadeiras. destinada a assegurar proteção básica contra choques. dois quadrados de lados diferentes.p65 83 8/8/2005. Comumente. 10:41 . Podemos observar este tipo de isolação na instalação de um padrão de medição em baixa tensão. A isolação dupla é constituída de: • • Isolação básica – Isolação aplicada às partes vivas. etc. assegurar proteção supletiva). conforme mostrado a seguir. 83 riscos_eletricos. Neste caso. ou seja. Caixa de entrada de energia em baixa tensão.RISCOS ELÉTRICOS Isolação dupla ou reforçada A utilização de isolação dupla ou reforçada tem como finalidade propiciar uma dupla linha de defesa contra contatos indiretos. Isolação suplementar – Isolação independente e adicional à isolação básica. Dupla isolação – simbologia normalizada internacionalmente. pois neste tipo de instalação os condutores não tendo dupla isolação devem ser instalados em eletroduto flexível isolante. um dentro do outro. são utilizados sistemas de isolação dupla em alguns eletrodomésticos e ferramentas elétricas portáteis (furadeiras. em sua plaqueta de identificação haverá um símbolo indicativo gravado. paralelos.). destinada a assegurar proteção contra choques elétricos em caso de falha da isolação básica (ou seja.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A isolação reforçada é um tipo de isolação única aplicada às partes vivas que assegura um grau de proteção contra choques elétricos equivalente ao da dupla isolação. Condutor • • • material: fio de cobre nu. Na prática podemos considerar como condutor com isolação reforçada o cabo mostrado na figura a seguir.p65 84 8/8/2005. Ele pode ser instalado em locais inacessíveis sem a utilização de invólucros/barreiras (eletrodutos. 100°C em sobrecarga e 160°C em curto-circuito.). Temperaturas máximas do condutor: 70°C em serviço confinado. Enchimento Composto termoplástico em PVC sem chumbo. Cabos multipolares (2. Identificação Cabo unipolar: cobertura preta. não sendo considerada pelo fabricante a função de isolação da camada de cobertura (4). seja diretamente ou por intermédio de objetos que elas manipulem ou transportem. 10:41 . Isolação Composto termoplástico de PVC em chumbo antichama. sendo constituído de isolação (2) e cobertura (4) em composto termoplástico de PVC. etc. como isolação básica ou como isolação suplementar. Proteção parcial por colocação fora de alcance A colocação fora de alcance destina-se somente a impedir os contatos involuntários com as partes vivas. têmpera mole. 1. 3 e 4 condutores): veias numerizadas e cobertura preta. considerando-se esta somente como proteção contra influências externas. encordoamento: classe 2. Quando há o espaçamento. A expressão “isolação única” não implica que a isolação deva constituir uma peça homogênea. compacta ou setorial. forma: redonda normal. 4. 3. Cobertura Composto termoplástico de PVC sem chumbo antichama. calhas fechadas. Ela pode comportar diversas camadas impossíveis de serem ensaiadas isoladamente. 84 riscos_eletricos. 2. este deve ser suficiente para que se evite que pessoas circulando nas proximidades das partes vivas possam entrar em contato com essas partes.

p65 85 8/8/2005. Dimensões máximas – mm 85 riscos_eletricos.2 kV – 1 200 2 700 2 000 1 700 E + 300 300 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. Locais de manobra.RISCOS ELÉTRICOS Distâncias mínimas em locais sem proteção As distâncias mínimas aplicáveis a locais desprovidos de qualquer meio de proteção contra contatos diretos estão indicados nas figuras. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo e o piso. Altura mínima de um anteparo vertical. Altura dos punhos de acionamento manual. Altura mínima de uma parte viva com circulação.2 kV 400 para 36. 10:41 . ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES INTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm D A R B K F J E M Malha 300 até 24. Abertura da malha. Altura mínima de um anteparo horizontal. Distância entre a parte viva e um anteparo vertical. Altura mínima de uma parte viva sem circulação.

Em rodovias. Locais de manobra. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação. 10:41 . Altura mínima de uma parte viva na área de circulação proibida. Em ferrovias. Altura mínima de um anteparo vertical. Altura mínima da proteção externa. Distância mínima entre a parte viva e a proteção externa. Abertura das malhas dos anteparos. Altura dos punhos de acionamento manual.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Circulação por mais de um lado. Circulação.p65 86 8/8/2005. avenidas e entradas de prédios e demais locais com trânsito de veículos. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES EXTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm A G B R D F H – 1 500 4 000 1 500 500 2 000 6 000 5000 9 000 7 000 J K L C E M Malha 800 2 200 2 000 2 000 600 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. Em ruas. Dimensões máximas – mm 86 riscos_eletricos. Distância mínima entre a parte viva e um anteparo vertical. Em local com trânsito de pedestres somente. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso. Altura mínima de um anteparo horizontal.

restrita a trabalhadores autorizados. 2 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. com interposição de superfície de separação física adequada – NR10 87 riscos_eletricos. Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos os dispositivos de segurança. instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. controlada e livre – NR10.p65 87 8/8/2005. Ponto da instalação energizado. Zona de risco.RISCOS ELÉTRICOS Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Fig. 10:41 . ZL ZC ZR = = = Zona livre. PE SI = = Fig. 1 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. Zona controlada. restrita a trabalhadores autorizados e com adoção de técnicas. controlada e livre.

40 0.25 1.38 0.00 1.90 1.58 0.35 1.25 0.83 1.50 5.63 0.20 1.80 4.10 1.20 0.22 0.22 1.10 3.58 1.20 <1 ≥1 ≥3 ≥6 ≥ 10 ≥ 15 ≥ 20 ≥ 30 ≥ 36 ≥ 45 ≥ 60 ≥ 70 ≥ 110 ≥ 132 ≥ 150 ≥ 220 ≥ 275 ≥ 380 ≥ 480 e e e e e e e e e e e e e e e e e e <3 <6 < 10 < 15 < 20 < 30 < 36 < 45 < 60 < 70 < 110 < 132 < 150 < 220 < 275 < 380 < 480 < 700 0.38 1.70 1.63 1.90 2.35 0.83 0.56 0.40 1. 88 riscos_eletricos.00 3.20 3.56 1.20 7.50 3.20 Anexo 1 – NR10. 10:41 . CONTROLADA E LIVRE Faixa de tensão nominal da instalação elétrica em kV RR – Raio de delimitação entre zona de risco e controlada em metros RC – Raio de delimitação entre zona controlada e livre em metros 0.80 2.60 1.p65 88 8/8/2005.20 5.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Distanciamento de segurança TABELA DE RAIOS DE DELIMITAÇÃO DE ZONAS DE RISCO.60 3.

não aterrados. 89 riscos_eletricos. Grupo motor-gerador com enrolamentos que forneçam uma separação equivalente à de um transformador. Circuitos eletricamente separados podem alimentar um único ou vários equipamentos. Com vários equipamentos alimentados pelo mesmo circuito.p65 89 8/8/2005. consiste em abaixar a tensão para níveis seguros (extrabaixa tensão: menor que 50 V para ambientes secos e menor que 25 V para ambientes úmidos e molhados) através do uso de transformador de separação. A proteção por separação elétrica pode ser realizada pelos seguintes meios: » » Transformador de separação. Sua massa deve ser aterrada. 10:41 . A situação ideal é aquela em que temos um único equipamento conectado ao circuito. estes devem ser ligados entre si por condutores de eqüipotencialidade.RISCOS ELÉTRICOS Proteção por separação elétrica Proteção por separação elétrica – Tratada na NBR-5410/2004.

p65 90 8/8/2005.riscos_eletricos. 10:41 .

e na sua impossibilidade. Conjunto para aterramento temporário. como também à proteção de outros funcionários que possam executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes. em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente. riscos_eletricos.Equipamentos de Proteção Coletiva Como estudado anteriormente. conforme estabelece a NR-10. As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização elétrica.p65 91 8/8/2005. visando à eqüipotencialização e proteção pessoal contra energização indevida do circuito em intervenção. A seguir serão descritos alguns equipamentos e sistemas de proteção coletiva usados nas instalações elétricas: RISCOS ELÉTRICOS Conjunto de aterramento Equipamento destinado à execução de aterramento temporário. Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal que será executada e que gerou o risco. 10:41 . o emprego de tensão de segurança.

Podemos concluir que o tapete é um complemento da proteção por aterramento da carcaça. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tapetes de borracha isolantes Tapete de borracha Acessório utilizado principalmente em subestações. 92 riscos_eletricos.p65 92 8/8/2005. quanto maior for o valor da resistência de isolação do tapete. minimizando assim as conseqüências por uma falha de isolação nos equipamentos. sendo aplicado na execução da isolação contra contatos indiretos. menor a resistência do aterramento de proteção. obs A minimização da corrente de falta fluindo pelo corpo (IC).

como em docas. balizar ou interditar áreas de tráfego ou serviços com extrema radidez e eficiência. decoração. Utilizada interna e externamente na sinalização. balisamento ou demarcação em geral por indústrias. Garantia contra defeitos de fabricação de 15 anos. ou as duas cores mescladas. branco. Correntes para sinalização em ABS Correntes de sinalização e isolamento em plástico ABS de alta durabilidade. Cores: laranja/branco. shopping centers. Leve. rodovias. Materiais destinados a fazer a isolação de uma área onde estejam sendo executadas intervenções. supermercados.RISCOS ELÉTRICOS Cones e bandeiras de sinalização Fita de sinalização características: fita plástica colorida em poliestileno. ancoradouros. isolamento e sinalização de áreas. estacionamentos. é altamente durável e resistente a intempéries e maus-tratos. interdição. parques. é fornecida em rolo de 200 metros de comprimento e 70 mm de largura. Excelente para uso externo. nas mais diversas aplicações. transportes. Cores: laranja/preto Cone em PVC para sinalização características: utilizado para sinalizar. Indicadas para uso na construção. 93 riscos_eletricos. podendo ser afixada em cones e tripés. dobrável e de fácil instalação. resistência mecânica e contra altas temperaturas. contrutoras. isolar. Fornecido em polietileno/PVC ou borracha. Fabricadas nos tamanhos pequeno e grande. bancos. nas cores laranja. não perdendo a cor ou descascando com a ação de intempeéries. órgãos públicos ou empresas que realizam trabalhos externos. pedágios. com listras laranja e preta intercaladas. etc.p65 93 8/8/2005. 10:41 . resistente.

94 riscos_eletricos. etc. etc.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Placas de sinalização Bandeira com bastão Placas de sinalização São utilizadas para sinalizar perigo (perigo de vida. 10:41 .p65 94 8/8/2005. são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em redes energizadas.) e situação dos equipamentos (equipamentos energizados.). Protetores isolantes de borracha ou PVC para redes elétricas Anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redes aéreas. visando assim à proteção de pessoas que estiverem trabalhando no circuito e de pessoas que venham a manobrar os sistemas elétricos. não manobre este equipamento sobre carga.

Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades.Equipamentos de Proteção Individual Nos trabalhos em instalações elétricas. a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos. descargas elétricas. riscos_eletricos. devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas. for necessário complementar a proteção coletiva. por exemplo. principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução de energia. quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos. 10:41 . O EPI deve ser usado quando: » » não for possível eliminar o risco por outros meios. como. RISCOS ELÉTRICOS Exemplos de EPIs Óculos de segurança Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a prejudicar a visão. a condutibilidade.p65 95 8/8/2005. também. considerando-se. As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades. em atendimento ao disposto na NR-6.

Luvas isolantes Luvas de cobertura Luvas isolantes para AT e BT Bolsa em lona para guardar luvas isolantes Inflador de luvas obs As luvas de cobertura devem ser utilizadas por cima das luvas isolantes. O capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B (submetido a testes de rigidez dielétrica a 20 kV). 96 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Capacetes de segurança Capacete Carneira Capacete de aba total Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e contatos acidentais com as partes energizadas da instalação. 10:41 .p65 96 8/8/2005.

97 riscos_eletricos. marcada de forma indelével. que contém informações importantes.p65 97 8/8/2005. As luvas isolantes apresentam identificação no punho.RISCOS ELÉTRICOS Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos. e por injeção de tensão de testes. nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes. sem biqueira de aço) Equipamento utilizado para minimizar as conseqüências de contatos com partes energizadas. Devem ser acondicionadas em local apropriado. como a tensão de uso. 10:41 . Elas são classificadas pelo nível de tensão de trabalho e de teste. próximo da borda. conforme tabela a seguir: TABELA – CLASSES DE LUVAS ISOLANTES (NBR 10622/89) CLASSE COR TENSÃO DE USO (V) TENSÃO DE ENSAIO (V) TENSÃO DE PERFURAÇÃO (V) 00 0 1 2 3 4 bege vermelha branca amarela verde laranja 500 1 000 7 500 17 000 26 500 36 000 2 500 5 000 10 000 20 000 30 000 40 000 5 000 6 000 20 000 30 000 40 000 50 000 Calçados (botinas. por exemplo. para a não perder suas características de isolação. as botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou não).

p65 98 8/8/2005. podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Cinturão de segurança Cinto de segurança abdominal Trava-quedas Cinto de segurança tipo pára-quedista Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas. Protetores auriculares Protetor auricular tipo concha Protetor auricular descartável 98 riscos_eletricos. Para o tipo pára-quedista. sendo obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2 metros de altura. 10:41 . Pode ser basicamente de dois tipos: abdominal e de três pontos (pára-quedista).

g) comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada. 167 – O EPI só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho. 10:41 . guarda e conservação. gratuitamente. “Art.p65 99 8/8/2005. Legislação específica A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apresenta artigos específicos sobre os EPIs: “Art. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. sem elementos metálicos. b) exigir seu uso. 166 – A empresa é obrigada a fornecer aos empregados.RISCOS ELÉTRICOS Equipamento destinado a minimizar as conseqüências de ruídos prejudiciais à audição. sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. e) f) substituir imediatamente. c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. devem ser utilizados protetores apropriados.” A Norma Regulamentadora nº 6. quando danificado ou extraviado. Para trabalhos com eletricidade. estabelece as obrigações do empregador: a) adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. 99 riscos_eletricos. Máscaras/respiradores Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras. Equipamento de Proteção Individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. ao tratar dos equipamentos de proteção individual. responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Quanto ao EPI. devem ser consultados suas especificações técnicas ou o responsável pela área de segurança da empresa.p65 100 8/8/2005. Caso haja dúvidas sobre sua integridade. todo EPI antes de sua utilização deve ser inspecionado visualmente. Observação O artigo 158 da CLT dispõe: “Constitui ato faltoso do empregado a recusa do uso do EPI. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso. b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação. o empregado deverá: a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina. 100 riscos_eletricos. 10:41 .” Além dessas obrigações legais.

Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes dessas instalações. de 1. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da referida norma que. Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de profissionais e instituições. comissões e comitês. Para atividades com eletricidade. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. a exemplo da NBR 5410. incluindo etapas de inspeção visual e de ensaios específicos. Nela estão as diferentes formas de instalação e as influências externas a serem consideradas em um projeto. incluindo suas subestações. A sigla NBR que antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada.p65 101 8/8/2005. A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de normalização. Os procedimentos para aceitação da instalação nova e para sua manutenção também são apresentados na norma. incluindo acesso. incluindo o aterramento.0 kV a 36. regionais e internacionais. composto de entidades nacionais. Os aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada.2 kV A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores. parâmetros físicos e de infra-estrutura. há diversas normas.Normas Técnicas Brasileiras Normas ABNT No Brasil. também especifica as características de aceitação e manutenção dessas instalações. a norma estabelece critérios específicos de segurança para as subestações consumidoras. Ela não inclui as redes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO). dentro da faixa de tensão especificada. a) NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com eletricidade. organizados em grupos de estudos. a proteção por dispositivos de corrente de fuga. b) NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão. de sobretensões e sobrecorrentes. 10:41 . abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção.

a segurança de pessoas e de animais domésticos e a conservação dos bens. NBR 13570 – Instalações Elétricas em locais de afluência de público – requisitos específicos Fixa requisitos específicos exigíveis às instalações elétricas em locais de afluência de público. Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas. cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem. a fim de garantir o seu funcionamento adequado.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas. de animais. bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. projeto e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou vapores inflamáveis. Quando a utilização de um produto pode comprometer a segurança ou a saúde do consumidor. 10:41 . o INMETRO ou outro órgão regulamentador pode tornar obrigatória a 102 riscos_eletricos. NBR 13534 – Instalações Elétricas em Ambientes Assistenciais de Saúde – requisitos para a segurança Especifica condições exigíveis às instalações elétricas de estabelecimentos assistenciais de saúde. onde for o caso. NBR 5419 – Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas Fixa as condições exigíveis ao projeto. do ponto de vista da engenharia quanto aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. NBR 5418 – Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos. As normas a seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são auto-explicativos a respeito do seu escopo. de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas. NBR 6533 – Estabelecimento de Segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano Fixa condições exigíveis para o estabelecimento de prescrições de segurança. NBR 6151 – Classificação dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos Classifica equipamentos elétricos e eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos em caso de falha da isolação.p65 102 8/8/2005. a fim de garantir a segurança de pessoas (em particular de pacientes) e.

em quaisquer das fases de geração. A NR-10 exige também que sejam observadas as normas técnicas oficiais vigentes e. tomadas. incluiu entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio de normas específicas. 103 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Avaliação de Conformidade desse produto. A partir de então. Já existem vários produtos cuja certificação é obrigatória. operação. reforma e ampliação. a referência é a NR-10. qualificação. está nos artigos 179 a 181 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essas regulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio da Portaria nº 3. incluindo elaboração de projetos. entre outros. interruptores. que estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. equipamentos para atmosferas explosivas. execução. em suas diversas etapas. estabilizadores de tensão. 10:41 . Habilitação. Entre os produtos de certificação compulsória. alguns deles apenas aguardando o prazo limite para proibição de comercialização. distribuição e consumo de energia elétrica. Regulamentações do MTE Os instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que. Sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade. transmissão.p65 103 8/8/2005. por exemplo. ao relacionar os direitos dos trabalhadores. capacitação e autorização dos profissionais Entre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender os profissionais que atuem em instalações elétricas. A fundamentação legal.214/78. na falta destas. Isso aumenta a confiança de que o produto está de acordo com as Normas e com os Regulamentos Técnicos aplicáveis. estão os plugues. que dá o embasamento jurídico à existência desta NR. manutenção. uma série de outras portarias foram editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificar ou acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador. disjuntores. que considera: Profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino profissional legalmente habilitado aquele previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. as normas técnicas internacionais. conhecidas pelas suas iniciais: NR.

c) Modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos e/ou processos de trabalhos. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas. São considerados autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa. 10:41 . Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. b) trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado.p65 104 8/8/2005. Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização. avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. O trabalho em áreas classificadas deve ser precedido de treinamento específico de acordo com o risco envolvido. Os trabalhadores com atividades em proximidades de instalações elétricas devem ser informados e possuir conhecimentos que permitam identificá-las.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições simultaneamente: a) seja treinado por profissional habilitado e autorizado. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas. Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: a) Troca de função ou mudança de empresa. b) Retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade. por período superior a 3 meses. 104 riscos_eletricos.

travamento por chaves. como: abertura de seccionadoras. que sejam compatíveis ao circuito em intervenção. retirada de fusíveis. 10:41 . no mínimo. devendo ser coordenada pela área de segurança do trabalho. Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço com especificação mínima do tipo de serviço. com anuência formal da administração. programados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos e adequados. de acordo com a Norma Regulamentadora nº 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. disposições gerais. competência e responsabilidades. afastamento de disjuntores de barras. medidas de controle e orientações finais. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. circuitos e intervenção. quando houver. do local e dos procedimentos a serem adotados. de forma a atender a esta NR. Na liberação de serviços em instalação desenergizada para equipamentos. A autorização para serviços em instalações elétricas deve ser emitida por profissional habilitado. relés de bloqueio. mediante a verificação dos diagramas elétricos e folha de procedimentos e a identificação do mesmo em campo. objetivo. seguindo os procedimentos: a) Seccionamento – Confirmar se o circuito desligado é o alimentador do circuito a ser executada a intervenção. campo de aplicação. deve-se confirmar a desenergização do circuito/equipamento a ser executada a intervenção (manutenção).p65 105 8/8/2005. utilização de cadeados. base técnica. Os procedimentos de trabalho devem conter instruções de segurança do trabalho.Rotinas de trabalho Procedimentos de trabalho Todos os serviços em instalações elétricas devem ser planejados. As instruções de segurança do trabalho necessárias à realização dos serviços em eletricidade devem conter. b) Impedimento de reenergização – Verificar as medidas de impedimento de reenergização aplicadas.

10:41 . d) Instalação de aterramento temporário – Verificar a instalação do aterramento temporário quanto à perfeita eqüipotencialização dos condutores do circuito ao referencial de terra. esta deve ser providenciada. Exemplo de quadro com procedimentos a serem seguidos para a execução do trabalho: 106 riscos_eletricos. e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada – Verificar a existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou equipamento a sofrer intervenção. verificar se os EPIs e EPCs necessários para o serviço estão dentro das normas vigentes e se as pessoas envolvidas estão devidamente protegidas.p65 106 8/8/2005. com a ligação dos mesmos a esse referencial com equipamentos apropriados. materiais e EPIs necessários para a execução dos trabalhos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) Constatação da ausência de tensão – É feita no próprio ambiente de trabalho através de: instrumentos de medições dos painéis (fixo) ou instrumentos detectores de tensão (observar sempre a classe de tensão desses instrumentos). Na falta de sinalização de todos os equipamentos. A proteção poderá ser feita por meio de obstáculos ou barreiras. obedecendo à tabela de zona de risco e zona controlada. de acordo com a análise de risco. checando assim os procedimentos. f) Instalação da sinalização de impedimento de energização – Confirmar se foi feita a instalação da sinalização em todos os equipamentos que podem vir a energizar o circuito ou equipamento em intervenção.

107 riscos_eletricos. Para minimizar e manter sob controle o potencial de risco do serviço. observando toda documentação técnica e as particularidades de cada sistema elétrico. Analisar a documentação técnica. Para manter todos informados sobre o serviço. etc. Verificar os EPIs e EPCs necessários. A supervisão irá definir os trabalhadores habilitados para execução da tarefa. Debater com a equipe as peculiaridades e todos os aspectos de segurança relativos ao serviço. Inspecionar ferramental e instrumental necessários. tais como: diagramas unifilar e funcional. Observações Para garantir a eficiência dos mesmos. interligações.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 01 Atividades preliminares Como fazer? Elaborar roteiro de manobras de liberação. Para melhor conhecimento do sistema elétrico. Por que fazer? Para liberar de forma segura os serviços. 10:41 . Realizar uma análise de risco da tarefa. Identificar os procedimentos técnicos para cada tipo de serviço.p65 107 8/8/2005. Para que os serviços sejam executados de forma padronizada.

108 riscos_eletricos. devidamente orientados e com equipamentos de proteção e ferramental apropriado. Somente estarão liberados para a execução dos serviços os profissionais autorizados.p65 108 8/8/2005. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Liberação para serviços Tendo como base os procedimentos já vistos anteriormente. sendo a liberação executada pelo técnico responsável pela execução dos trabalhos. o circuito ou equipamento estará liberado para intervenção. O quadro a seguir exemplifica os procedimentos preliminares a serem seguidos para a liberação do trabalho.

Usar luvas e testar o detector em circuito sabidamente energizado. Para ter conhecimento da real condição do sistema elétrico. Para evitar enganos. Observações Responsável pela PT deve ser autorizado. 109 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 02 Obter permissão de trabalho (PT) Como fazer? Analisar em conjunto com o operador os riscos do serviço. Seguir procedimentos e observar riscos. Identificar com o operador os equipamentos e sistema a ser trabalhado. 10:41 . Aterrar o sistema/ equipamento liberado. Por que fazer? Para eliminar ou minimizar a possibilidade de acidente e/ou incidente.p65 109 8/8/2005. Verificar a análise de risco da tarefa. Atenção para as alimentações de retorno. Acompanhar ou executar as manobras de desenergização e liberação dos serviços em conformidade com o roteiro previamente elaborado. Verificar com detector de tensão a ausência ou não de potencial nos equipamentos e sistema liberados. Sinalizar com fita de cor amarela a área onde estão equipamentos energizados vizinhos à área do serviço. Certificar-se da abrangência da PT. Para evitar manobras indevidas. Para proteger os executantes contra manobras indevidas e/ou induções. Para garantir a integridade dos profissionais. Travar com cadeado os equipamentos de manobras pertencentes ao sistema em serviço.

Veja os procedimentos para sua realização: • • seccionamento – onde chaves seccionadoras ou outros dispositivos de isolamento são acionados para a desenergização dos circuitos. o que fica facultado apenas ao responsável pelo bloqueio. • Exemplo de Instalação de aterramento temporário e eqüipotencialização (curto-circuito das três fases ligadas ao aterramento). constatação da ausência de tensão – onde os dispositivos de detecção de tensão garantem a desenergização dos circuitos. 10:41 . impedimento de reenergização – onde os bloqueios mecânicos.p65 110 8/8/2005. Após o travamento deve-se sinalizar a área conforme os procedimentos apresentados no quadro: 110 riscos_eletricos. cadeados ou outros equipamentos garantem a impossibilidade de reenergização dos circuitos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O travamento é o próximo serviço.

Alterações na seqüência ou nas condições de segurança do serviço devem ser comunicadas ao supervisor e. Usar ferramental adequado.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 03 Durante a execução dos serviços. Verificar as condições de segurança sempre que se ausentar do local do trabalho e quando for reiniciar o serviço. nunca improvisar. Para se autopreservar. Para garantir sua própria integridade. Para não executar serviços com dúvida. Manter em local visível e de fácil acesso os diagramas unifilar e funcional. Usar o detector de tensão.p65 111 8/8/2005. Como fazer? Avaliar os riscos e a sinalização. Conservar a distância de segurança das partes energizadas. Para garantir a barreira isolante do ar. Portar e usar os EPIs recomendados. se necessário. Para garantir qualidade e padronização. O serviço somente deve ser iniciado após a liberação da PT. Observações Usar luvas de alta tensão e descarregar os equipamentos após os testes. 111 riscos_eletricos. Por que fazer? Para evitar descargas elétricas em outros executantes. Quando da execução de testes com potencial elevado. revisar a PT. Executar os serviços observando os procedimentos técnicos operacionais. 10:41 . observar os procedimentos operacionais para cada teste.

tais como: “Homens trabalhando no equipamento”. “Perigo de morte”. o ferramental e os equipamentos. conforme o quadro: 112 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Obs A sinalização de impedimento de energização deve ser feita com etiquetas ou placas contendo avisos de proibição de religamento. “Não ligue esta chave”. 10:41 . Para concluir os serviços devem ser inspecionados as áreas.p65 112 8/8/2005. etc. “Alta-tensão”.

sistemas de refrigeração desobstruídos. curtos-circuitos para testes retirados.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? Como fazer? Por que fazer? Para garantir a condição operacional dos mesmos. buchas e isoladores limpos e sem avarias. 113 riscos_eletricos.p65 113 8/8/2005. cabos bem conectados. Observações 04 Conclusão Inspecionar os dos serviços. Para manter a área limpa e em ordem. Acompanhar ou executar as manobras de normalização do sistema elétrico. caixas de conexões vedadas. sistemas de proteção ativos. Retirar sinalização e fitas de isolamento da área. Dar baixa na PT. Retirar equipamentos e materiais da área. Para evitar curtos-circuitos. equipamentos e sistemas observando: condições de energização. ausência de materiais/ferramentas no interior dos equipamentos. Retirar todos os aterramentos provisórios (na seqüência inversa do aterramento). conforme roteiro previamente elaborado. 10:41 .

• • • • • Supervisores e encarregados • • Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do trabalho. utensílios e equipamentos. Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco. se houver. Remover o aterramento temporário da eqüipotencialização e as proteções adicionais. 10:41 . Responsabilidades Gerência imediata • Instruir e esclarecer seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e sobre as precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em estações. Retirar todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização da zona controlada. 114 riscos_eletricos. deve-se: • • • • • Retirar todas as ferramentas. transmitindo-as a seus funcionários. Designar somente pessoal devidamente habilitado para a execução de cada tarefa. Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do início de execução dos serviços.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Após a conclusão dos serviços e com a autorização para reenergização do sistema. e realizar os dispositivos de seccionamento. Destravar. Remover a sinalização de impedimento de energização. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os empregados. sem exceção. Manter-se a par das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho.p65 114 8/8/2005.

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• •

Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem executados e quanto às precauções a serem abservadas no seu desenvolvimento. Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de serviço. Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando deixarem de cumprir as normas de segurança do trabalho. Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim como pela sua correta utilização. Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem ferramentas e equipamentos inadequados ou defeituosos. Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço. Manter-se a par das inovações introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as aos integrantes de sua equipe. Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários acidentados e comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Conservar o local de trabalho organizado e limpo. Cooperar com as CIPAs na sugestão de medidas de segurança do trabalho. Atribuir serviços somente a funcionários que estejam física e emocionalmente capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de cada um. Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu reinício devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi feita antes do início do trabalho.

• • • • • • • • • •

Empregados
• • Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso correto dos equipamentos de segurança. Utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva.

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• •

Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços de maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes. Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo, com colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis. Avisar seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado. Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar riscos de segurança. Não ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas antes do início, nos intervalos ou durante a jornada de trabalho. Evitar brincadeiras em serviço. Não portar arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham. Não utilizar objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes, relógios, bota com biqueira de aço, isqueiros a gás, a fim de se evitar o agravamento das lesões em caso de acidente elétrico. Não usar aparelhos sonoros.

• • • • • •

Visitantes
O empregado encarregado de conduzir visitantes pelas instalações da empresa, deverá: • • • • Dar-lhes conhecimento das normas de segurança. Fazer com que se mantenham juntos. Alertar-lhes para que mantenham a distância adequada dos equipamentos, não os tocando. Fornecer-lhes EPIs aplicáveis (capacetes, protetores auriculares, etc.).

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Documentação de instalações elétricas

Todas as empresas estão obrigadas a manter diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Devem ser mantidos atualizados os diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Os estabelecimentos com potência instalada igual ou superior a 75 kW devem constituir Prontuário de Instalações Elétricas, de forma a organizar o memorial contendo, no mínimo: a) os diagramas unifilares, os sistemas de aterramento e as especificações dos dispositivos de proteção das instalações elétricas;

RISCOS ELÉTRICOS

b) o relatório de auditoria de conformidade à NR-10, com recomendações e cronogramas de adequação, visando ao controle de riscos elétricos; c) o conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR-10 e descrição das medidas de controle existentes;

d) a documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas; e) f) os equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental aplicáveis, conforme determina a NR-10; a documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados;

g) as certificações de materiais e equipamentos utilizados em área classificada.

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p65 118 8/8/2005. um esquema geral da instalação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As empresas que operam em instalações ou com equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência ou nas suas proximidades devem acrescentar ao prontuário os documentos relacionados anteriormente e os a seguir listados: a) descrição dos procedimentos de ordem geral para contingências não previstas. Toda a documentação deve ser em língua portuguesa. 10:41 . em local acessível. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido pelo empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa e permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço em eletricidade. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que ocorrerem alterações nos sistemas elétricos. Os documentos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissionais legalmente habilitados. No interior das subestações deverá estar disponível. 118 riscos_eletricos. b) certificados dos equipamentos de proteção coletiva e individual. sendo permitido o uso de língua estrangeira adicional.

Porto Alegre: Ed. EN 50014: Electrial apparatus for potentially explosive atmospheres. São Paulo. 1980. Segurança em eletricidade. riscos_eletricos. Silvério Visacro – Aterramentos elétricos. Rio de Janeiro: LTC Editora S. Impress Gráfica. São Paulo: Fundacentro. J. Perigos da eletricidade. Eletricidade industrial. HUBSCHER. 1987. RISCOS ELÉTRICOS CENELEC. 1989. NBR 14039: Instalações elétricas de média tensão de 1. General requeriments. BLUMENSCHEIN. IEC. 2004. Roberto. Hélio. INO 056/85. 2004.2 kV. Quintiliano Avelar. CREDER.p65 119 8/8/2005. São Paulo: Eletricidade moderna.. ABNT. 2003. Salvador. REIS. Guia da NBR 5410: Instalações elétricas em baixa tensão. 2001. 1999. Brasília.Referências bibliográficas ABNT. SOUZA. SENAI/DN. ELETROPAULO. CHESF/DC. 10:41 . Recife. Choque elétrico. ABNT. 2002. FILHO. NBR 6146: Graus de proteção. NBR 5410: Instalações elétricas de baixa tensão. Instalações elétricas. Manuais de segurança. Vitor Lúcio.A. ABNT. 1999. 1999. 209 p. Jorge Santos. NBR 6533: Estabelecimento de segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. SENAI/BA. Geraldo. KINDERMANN. 65 p. FERREIRA. Os perigos da eletricidade. Segurança e eletricidade. Sagra Luzato. Norma 60479: Efeitos de corrente elétrica no corpo humano. LUNA.0 kV a 13. Curso elementar eletrotécnica. Aelfo Marques. Klave H. 2000. FREITAS. José Rubens Alves de. 1985.

br www.br www.mte.ritzbrasil.com.br www.miomega.com.com.com.br www. carbografite. 10:41 .br www.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Endereços eletrônicos www.ge.br 120 riscos_eletricos. cemig.br www.p65 120 8/8/2005.br www.com.ufmg. fesp.com.br www.br www.coltec.com.br www.jakobi.com.gov.unesp.3m.

riscos_eletricos. 10:41 .p65 121 8/8/2005.

10:41 . Paraguassu SENAI/SP Fernando Schirmbeck SENAI/RS Revisão técnica Rosemary Lomelino de Souza Xavier Revisão pedagógica SENAI/RJ Superintendência de Serviços Compartilhados – SSC Área Compartilhada de Informação e Documentação – ACIND Fernando Ouriques Normalização Roberto Azul Revisão gramatical Geferson Gomes Coutinho Projeto Gráfico riscos_eletricos.SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP Alberto Borges de Araújo Coordenador Paulo Rech Gerente de Certificação Profissional Equipe técnica Paulo Roberto Alves Arruda Conteúdista Comitê Técnico NR 10 – Departamento Nacional: Fernando da Silva Pinto SENAI/RJ Ricardo Mattos SENAI/RJ Rosemary Lomelino de Souza Xavier SENAI/RJ Paulo de Tarso do Nascimento SENAI/BA Jader de Oliveira SENAI/ES Anderson R. Paschoal SENAI/MG José Luiz Chagas Quirino SENAI/SP Ricardo A.p65 122 8/8/2005.

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