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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI Armando de Queiroz Monteiro Neto
Presidente

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI Conselho nacional Fernando Cirino Gurgel
Presidente

SENAI – Departamento Nacional José Manuel de Aguiar Martins
Diretor-Geral

Regina Maria de Fátima Torres
Diretora de Operações

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Brasília.© 2005. SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP FICHA CATALOGRÁFICA S491c Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.senai. Título CDU: 331. 2005. ISBN: 85-7519-152-7 1. Departamento Nacional Curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade : riscos elétricos / SENAI.483. Choque elétrico I.1 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional Sede Setor Bancário Norte Quadra 1 – Bloco C Edifício Roberto Simonsen 70040-903 – Brasília – DF Tel. : il. DN.p65 4 8/8/2005.: (0xx61) 317-9544 Fax: (0xx61) 317-9550 http://www. 10:41 . desde que citada a fonte. SENAI – Departamento Nacional Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida. Eletricidade 2. 122 p.br riscos_eletricos.

................................... 71 Seccionamento automático da alimentação ................................................................................................................................................................. 62 Eqüipotencialização ... 77 Proteção por extrabaixa tensão ...................... 25 Campos eletromagnéticos . 80 Proteção por barreiras e invólucros .......................................... 9 Arco elétrico ......................................................................... 82 Proteção parcial por colocação fora de alcance ....................................................................................................................................................................................................... 74 Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR ................................................................................................................................................................................................................................................... 41 RISCOS ELÉTRICOS Técnicas de análise de riscos 49 Conceitos básicos .............. 81 Proteção por obstáculos e anteparos .............................................................................................................. 57 Aterramento ................................................... 84 Proteção por separação elétrica ................................................................................................... 82 Proteção por isolamento das partes vivas ........................................ 49 Principais técnicas para identificação dos riscos/perigos ............................................................................. 10:41 .......................................... 28 Riscos adicionais ................................................................................................................. 53 Medidas de controle do risco elétrico 57 Desenergização ...........................p65 5 8/8/2005..............................................................................................................................................................................................................................................................Sumário Apresentação Riscos em instalações e serviços com eletricidade 7 9 Choque elétrico ............................................................ 89 riscos_eletricos.. 30 Acidentes de origem elétrica ............... 51 Análise preliminar de riscos ..................................................................................

.p65 6 8/8/2005......................................Equipamentos de Proteção Coletiva Equipamentos de Proteção Individual 91 95 Exemplos de EPIs ............. 103 Rotinas de trabalho 105 Procedimentos de trabalho ....................................... 114 Documentação de instalações elétricas Referências 117 119 riscos_eletricos............................. 10:41 ..................................................................................... 108 Responsabilidades ........................................................................................... 101 Regulamentações do MTE ..................................................................................................................................................................................................................................................... 99 Normas Técnicas Brasileiras 101 Normas ABNT ........................................................................................... 95 Legislação específica .................................................................................................... 105 Liberação para serviços ...............................

É claro que no trabalho os riscos são bem maiores. riscos_eletricos. Isso sem falar nos incêndios originados por falhas ou desgaste das instalações elétricas. O contato com partes energizadas da instalação pode fazer com que a corrente elétrica passe pelo seu corpo. porém verdadeira. 10:41 . é bom conhecer alguns números a esse respeito. Sempre que trabalhar com equipamentos elétricos. provocam lesões físicas e traumas psicológicos. Talvez pelo fato de a eletricidade estar tão presente em sua vida. e muitas vezes são fatais. Como resultado. isso significa que 290 pessoas morrem por ano devido a acidentes com eletricidade no trabalho. quadros de distribuição. Em números absolutos. redes aéreas e subterrâneas expostas ao tempo. mesmo os que não trabalham diretamente com os circuitos também se expõem aos efeitos nocivos da eletricidade ao utilizar ferramentas elétricas manuais.Apresentação Eletricidade mata. por exemplo.p65 7 8/8/2005. ou ao executar tarefas simples como desligar ou ligar circuitos e equipamentos. Embora todos nós estejamos sujeitos aos riscos da eletricidade. As conseqüências dos acidentes com eletricidade são muito graves. e em qualquer outro lugar. se você trabalha diretamente com equipamentos e instalações elétricas ou próximo delas. ferramentas manuais ou com instalações elétricas. de iniciarmos o estudo sobre segurança em eletricidade. Entretanto. No Brasil. RISCOS ELÉTRICOS Estatísticas Nos EUA. subestações transformadoras e. o contato com a eletricidade é a causa de 5% dos acidentes fatais que ocorrem no trabalho. se os dispositivos de acionamento e proteção não estiverem adequadamente projetados e mantidos. você estará exposto aos riscos da eletricidade. todos nós estamos. Esta é uma forma bastante brusca. Esses dados reunidos entre 1997 e 2002 correspondem a informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho dos EUA. motores. os acidentes com eletricidade ainda são muito comuns mesmo entre profissionais qualificados. em casa. ainda não temos muitas estatísticas específicas sobre acidentes cuja causa está relacionada com a eletricidade. nem sempre você dá a ela o tratamento necessário. e o resultado são o choque elétrico e as queimaduras externas e internas. tenha cuidado. painéis. Você está cercado por redes elétricas em todos os lugares. aliás. em alguns casos. É no trabalho que existe uma grande concentração de máquinas. E isso ocorre no trabalho. Para completar.

Da sua preparação. A esse número. Para completar. Os principais riscos serão apresentados e você irá aprender a reconhecê-los e a adotar procedimentos e medidas de controle. 10:41 . Este módulo vai abranger vários tópicos relacionados à segurança com eletricidade. Pense nisso! 8 riscos_eletricos. transmissão e distribuição de energia elétrica. entre tantas outras causas.736 acidentes do trabalho analisados pelo Sistema Federal de Inspeção do Trabalho. se considerarmos apenas o Setor Elétrico. assim chamado aquele que reúne as empresas que atuam em geração. contatos com cabos energizados. entre 1.p65 8 8/8/2005. Em 2002.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE No Brasil. ocorreram 86 acidentes fatais nesse setor. no ano de 2003. incluídos aqueles com empregados das empreiteiras. tiveram contato com as instalações pertencentes ao Setor Elétrico. correspondendo a 7. entretanto. Um relatório completo é divulgado anualmente pela Fundação COGE. previstos na legislação e nas normas técnicas. estudo e disciplina vão depender a segurança e a vida de muitas outras pessoas. de diferentes formas. há os casos que ocorreram em obras de construção civil. temos alguns números que chamam a nossa atenção.84% dos acidentes analisados. somam-se 330 mortes que ocorreram nesse mesmo ano com membros da população que. Como exemplo desses contatos fatais. instalações de antenas de TV. ligações clandestinas. incluindo você. a exposição à corrente elétrica encontra-se entre os primeiros fatores de morbidade/mortalidade. para evitar acidentes.

provenientes de acidentes com baixa tensão. sempre haverá alguém perto do defeito. pode ser analisado sob dois aspectos: • • Correntes de choques de baixa intensidade. sendo o efeito térmico o mais grave. produzindo um potencial de risco ao choque elétrico. de um modo geral. o ser humano usufrui de todos os seus benefícios. e o acidente será inevitável. riscos_eletricos. 10:41 . sendo o mais grave o choque elétrico. a compreensão do mecanismo do efeito da corrente elétrica no corpo humano é fundamental para a efetiva prevenção e combate aos riscos provenientes do choque elétrico.p65 9 8/8/2005. Correntes de choques de alta intensidade. a exposição aos campos eletromagnéticos e o incêndio. tivemos vários benefícios.Riscos em instalações e serviços com eletricidade Há diferentes tipos de riscos devido aos efeitos da eletricidade no ser humano e no meio ambiente. Como a população atual da Terra é enorme. queimaduras externas e internas no corpo humano. aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação) aparecerá em algum lugar. portanto. sendo o efeito mais grave a considerar as paradas cardíacas e respiratórias. Neste módulo você vai descobrir como a eletricidade pode causar tantos males. isto é. Portanto. provenientes de acidentes com alta-tensão. com o domínio da ciência da eletricidade. RISCOS ELÉTRICOS Choque elétrico Hoje. Os principais são o choque elétrico. Em termos de riscos fatais. Atualmente os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros. o choque elétrico. mas apareceram também vários problemas de ordem operacional. o arco elétrico. Construídas as primeiras redes de energia elétrica.

condições da pele do indivíduo. freqüência da corrente elétrica. Assim.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Concluindo O choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. tensão elétrica. Os efeitos do choque elétrico variam e dependem de: • • • • • • • • • percurso da corrente elétrica pelo corpo humano. estado de saúde do indivíduo. Tipos de choques elétricos O corpo humano. mais precisamente sua resistência orgânica à passagem da corrente. constituição física do indivíduo. área de contato. associada a um componente com comportamento levemente capacitivo. 10:41 . é uma impedância elétrica composta por uma resistência elétrica. intensidade da corrente elétrica. 10 riscos_eletricos. tempo de duração.p65 10 8/8/2005. o choque elétrico pode ser dividido em duas categorias: Choque estático É o obtido pela descarga de um capacitor ou devido à descarga eletrostática.

Com o movimento. Portanto. mas com a manutenção da corrente passando pelo 11 riscos_eletricos. entre o veículo e o solo passa a existir uma diferença de potencial. Um exemplo típico é o que acontece em veículos que se movem em climas secos. que ficaram energizadas acidentalmente por defeito. Dependendo do acúmulo das cargas. fissura ou rachadura na isolação. Choque dinâmico É o que ocorre quando se faz contato com um elemento energizado. 10:41 . ou seja. o atrito com o ar gera cargas elétricas que se acumulam ao longo da estrutura externa do veículo.p65 11 8/8/2005. porque a rede de energia elétrica mantém a pessoa energizada. O corpo humano é um organismo resistente. toque em partes condutoras próximas aos equipamentos e instalações. Este choque se dá devido ao: • • toque acidental na parte viva do condutor.RISCOS ELÉTRICOS N Descarga estática – É o efeito capacitivo presente nos mais diferentes materiais e equipamentos com os quais o homem convive. Este tipo de choque é o mais perigoso. que suporta bem o choque elétrico nos primeiros instantes. a corrente de choque persiste continuadamente. poderá haver o perigo de faiscamentos ou de choque elétrico no instante em que uma pessoa desce ou toca no veículo.

deslocamento dos músculos e órgãos internos da sua devida posição. Exemplo de um defeito de ruptura na cadeia de isoladores de uma torre de transmissão (tensão de toque): O cabo condutor ao tocar na parte metálica da torre produz um curto-circuito do tipo monofásico à terra. tais como: • • • • • • • • elevação da temperatura dos órgãos devido ao aquecimento produzido pela corrente de choque. Isto se dá pelo fato de o choque elétrico produzir diversos efeitos no corpo humano. mudando a qualidade do sangue. retornando pelo cabo da linha de transmissão até o local do curto. cérebro.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE corpo. os órgãos internos vão sofrendo conseqüências. Tensão de toque Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores do indivíduo. isto é. quanto ao ritmo de batimento cardíaco e à possibilidade de fibrilação ventricular. devido a um choque dinâmico. órgãos genitais e reprodutores. tetanização (rigidez) dos músculos. superposição da corrente do choque com as correntes neurotransmissoras que comandam o organismo humano. A corrente de curto-circuito passará pela torre. efeito de eletrólise. vasos. comprometimento de outros órgãos. comprometimento do coração. comprometimento da respiração. entrará na terra e percorrerá o solo até atingir a malha da subestação. 10:41 . Muitos órgãos aparentemente sadios só vão apresentar sintomas devido aos efeitos da corrente de choque muitos dias ou meses depois.p65 12 8/8/2005. criando uma pane geral. prolapso. Os choques dinâmicos podem ser causados pela tensão de toque ou pela tensão de passo. 12 riscos_eletricos. apresentando seqüelas. como rins. que muitas vezes não são relacionadas ao choque em virtude do espaço de tempo decorrido desde o acidente.

a tensão de toque é expressa pela fórmula: V toque = (R corpo humano + R contato ÷ 2) I choque O aterramento no "pé" da torre só estará adequado se. Entre a palma da mão e o pé haverá uma diferença de potencial chamada de tensão de toque. O restante do trecho da terra é representado pela resistência R2. Este potencial é apresentado pela curva da figura acima. pele suada. porque o coração está no trajeto da corrente de choque. e nos projetos de sistema de aterramento. Neste caso. para tensão de toque maior que 250 V fica saturada em 1 000 ohms. aumentando o risco de fibrilação ventricular. Por norma. considera-se a pessoa afastada a 1 metro do equipamento em que está tocando com a mão. a tensão de toque ficar abaixo do limite de tensão para não causar fibrilação ventricular. a resistência R1 representa a resistência da terra do "pé" da torre até a distância de 1 metro. Uma pessoa tocando na torre no momento do curto-circuito ficará submetida a um choque proveniente da tensão de toque. Cada pé em contato com o solo terá uma resistência de contato representada por R contato. 10:41 . A tensão de toque é perigosa. Assim. no instante do curto-circuito monofásico à terra.RISCOS ELÉTRICOS No solo. A resistência do corpo humano para corrente alternada de 50 ou 60 Hz. a corrente de curto-circuito gerará potenciais distintos desde o "pé" da torre até uma distância remota.p65 13 8/8/2005. 13 riscos_eletricos.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE

Tensão de passo A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou defeito tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento.

No caso da torre de transmissão, a pessoa receberá entre os dois pés a tensão de passo Nos projetos de aterramento considera-se a distância entre os dois pés de 1 metro. Pela figura apresentada, obtém-se a expressão:

V passo = (R corpo humano + 2R contato) I choque
O aterramento só será bom se a tensão de passo for menor do que o limite de tensão de passo para não causar fibrilação ventricular no ser humano. A tensão de passo é menos perigosa do que a tensão de toque. Isso se deve ao fato de o coração não estar no percurso da corrente de choque. Esta corrente vai de pé em pé, mas mesmo assim é também perigosa. As veias e artérias vão da planta do pé até o coração. Sendo o sangue condutor, a corrente de choque, devido à tensão de passo, vai do pé até o coração e deste ao outro pé. Por esse motivo, a tensão de passo é também perigosa e pode provocar fibrilação ventricular.

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Observe que as tensões geradas no solo pelo curto-circuito criam superfícies eqüipotenciais. Se a pessoa estiver com os dois pés na mesma superfície de potencial, a tensão de passo será nula, não havendo choque elétrico. A tensão de passo poderá assumir uma gama de valores que vai de zero até a máxima diferença entre duas superfícies eqüipotenciais separadas de 1 metro. Um agravante é que a corrente de choque devido à tensão de passo contrai os músculos da perna e coxa, fazendo a pessoa cair e, ao tocar no solo com as mãos, a tensão se transforma em tensão de toque no solo. Nesse caso, o perigo é maior, porque o coração está contido no percurso da corrente de choque. No gado, a tensão de passo se transforma em tensão entre patas. Essa tensão é maior que a tensão de passo do homem, com o agravamento de que no gado a corrente de choque passa pelo coração.

Proteção contra choques elétricos
O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques elétricos, conforme a NBR 5410/2004, pode ser resumido por: 1. 2. partes vivas de instalações elétricas não devem ser acessíveis; massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as torne acidentalmente vivas.

No caso 1, o choque elétrico acontece quando se toca inadvertidamente a parte viva do circuito de instalação de energia elétrica. Acontece somente quando duas ou mais partes do corpo tocam simultaneamente duas fases ou uma fase e a massa aterrada do equipamento elétrico. Nesse caso, a corrente elétrica do choque é atenuada pela: • • • • resistência elétrica do corpo humano; resistência do calçado; resistência do contato do calçado com o solo; resistência da terra no local dos pés no solo;

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resistência do aterramento da instalação elétrica no ponto de alimentação de energia.

Neste caso devem-se prover medidas de proteção básicas que visem impedir o contato com partes vivas perigosas em condições normais, como por exemplo: • • • Isolação básica ou separação básica; Uso de barreira ou invólucro; Limitação de tensão.

No caso 2, o choque ocorre quando regiões neutras ficam com diferença de potencial devido a um curto-circuito na instalação ou nos equipamentos. Deve-se notar que nesse tipo de choque a pessoa está tocando ou pisando regiões ou elementos não energizados da instalação. Porém, no momento do curto-circuito, ou mais precisamente durante este, estas áreas neutras ficam com diferença de potencial, advindo daí o choque elétrico. Neste caso devem-se prover medidas de proteção supletivas que visem suprir a proteção contra choques em caso de falha da proteção básica, como por exemplo: • • • Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação; Isolação suplementar; Separação elétrica.

Fatores determinantes da gravidade do choque
Os principais fatores que determinam a gravidade do choque elétrico são: • • • Percurso da corrente elétrica; Características da corrente elétrica; Resistência elétrica do corpo humano.

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7% 7. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS Efeitos dos choques elétricos em função do trajeto Outro fator que influencia nas conseqüências do acidente por choque elétrico é o trajeto que a corrente faz pelo corpo do acidentado.9% 1. A B C D E LOCAL DE ENTRADA figura A figura B figura C figura D TRAJETO Da cabeça para o pé direito PORCENTAGEM DA CORRENTE 9.8% 1.8% Da mão direita para o pé esquerdo Da mão direita para a mão esquerda Da cabeça para a mão esquerda Características da corrente elétrica Outros fatores a determinar a gravidade do choque elétrico são as características da corrente: 17 riscos_eletricos. já que neste caso é exigido um processo de reanimação por massagem cardíaca que nem toda pessoa que está prestando socorro sabe realizar.p65 17 8/8/2005. Isso é um dado importante. o trajeto da corrente elétrica e a porcentagem de corrente que passa pelo coração. se considerarmos que é mais fácil prestar socorro a uma pessoa que apresente asfixia do que a uma pessoa com fibrilação ventricular. A tabela a seguir apresenta os prováveis locais por onde poderá se dar o contato elétrico.

Especificamente as de 60 Hz.5 mA 0. Ocorrem também diferenças nos valores de intensidade de corrente para uma determinada sensação de choque elétrico. devido a corrente tender a circular pela parte externa do corpo. são as mais perigosas. ocorrerão queimaduras. habitualmente nenhum efeito perigoso. habitualmente nenhum efeito. salvo intervenção imediata de pessoal especializado com equipamento adequado. no máximo. nesse caso o efeito é letal.5 a 10 mA 10 a 30 mA 30 a 500 mA REAÇÕES FISIOLÓGICAS HABITUAIS Leve percepção superficial. Traumas cardíacos persistentes.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Corrente contínua (CC) A fibrilação ventricular só ocorrerá se a corrente contínua for aplicada durante um instante curto específico e vulnerável do ciclo cardíaco. Corrente alternada (CA) Entre 20 e 100 Hz. são as que oferecem maior risco. 10:41 . Ligeira paralisia nos músculos do braço. 200 ms.1 a 0. as possibilidades de ocorrência de choque elétrico são pequenas. Nenhum efeito perigoso se houver interrupção em. se a vítima for do sexo feminino ou masculino. Acima de 500 mA 18 riscos_eletricos. Para correntes alternadas de freqüências elevadas. Paralisia estendida aos músculos do tórax. uma vez que se situam próximo à freqüência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação ventricular é maior. EFEITOS DOS CHOQUES ELÉTRICOS DEPENDENTES DA INTENSIDADE DE CORRENTE FAIXA DE CORRENTE 0. ao invés da interna. com início de tetanização. possibilidade de fibrilação ventricular se a descarga elétrica se manifestar na fase crítica do ciclo cardíaco e por tempo superior a 200 ms. com sensação de falta de ar e tontura. acima de 2 000 Hz. normalmente usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica.p65 18 8/8/2005. contudo.

RISCOS ELÉTRICOS Efeitos de choques elétricos em função do tempo de contato e intensidade de corrente A relação entre tempo de contato e intensidade de corrente é um agravante nos acidentes por choque elétrico. a norma NBR 6533. a qual é constituída de células mortas. encontra-se úmida. admitindo a circulação entre as extremidades do corpo em pessoas com 50 kg de peso. Zona 3 – habitualmente nenhum risco de fibrilação. Zona 2 – habitualmente nenhum efeito patofisiológico perigoso. em muito. Esta resistência está situada entre 100 000 ohms e 600 000 ohms. Esta baixa é originada pelo fato de que a corrente pode 19 riscos_eletricos. Como podemos observar no gráfico. da resistência elétrica que esta oferece à passagem da corrente. no entanto. e também de qualquer outra resistência adicional entre a vítima e a terra. Quando esta. 10:41 . Zona 1 – habitualmente nenhuma reação. da ABNT. Zona 5 – risco de fibrilação (probabilidade superior a 50%). a resistência elétrica do corpo pode ser muito baixa. condição mais facilmente encontrada na prática. define cinco zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100 Hz. atingindo 500 ohms. Resistência elétrica do corpo humano A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá. Zona 4 – fibrilação possível (probabilidade de até 50%). A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele. quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes e a variação apresentada é em função da espessura.p65 19 8/8/2005.

e apresentando um valor máximo de 500 ohms. medindo normalmente 300 ohms. Com isso. 20 riscos_eletricos. músculos e demais tecidos. como vimos. em média. Usando a lei de Ohm e considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que representa uma diferença de potencial de 120 volts. podem influir muito na possibilidade de uma pessoa vir a sofrer um choque elétrico. quando úmida. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. Ao estar com cortes. que apresenta menor resistência elétrica. podem ser grandes. a pele também pode oferecer uma baixa resistência.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE então passar pela camada interna da pele.3 mA Quando molhada: I = 120 V ÷ 15 000 Ω = 8 mA N Corrente de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoa pode suportar quando estiver segurando um objeto energizado e ainda ser capaz de largá-lo pela ação de músculos diretamente estimulados por esta corrente. constituída pelo sangue. teremos: Quando seca: I = 120 V ÷ 400 000 Ω = 0. uma resistência de apenas 15 000 ohms.p65 20 8/8/2005. comparativamente à da pele é bem baixa. As diferenças da resistência elétrica apresentada pela pele à passagem da corrente. quando a pele estiver seca. 10:41 . uma resistência de 400 000 ohms. ao estar seca ou molhada. Exemplificando Num toque acidental de um dedo com um ponto energizado de um circuito elétrico teremos.

o efeito da corrente do choque se dá de maneira diferenciada no corpo humano. Desse modo os efeitos térmicos são mais intensos nas regiões de alta intensidade de corrente. Isso é positivo do ponto de vista da segurança humana. invade o corpo e sai novamente pela pele. O macrochoque é o choque comum. ficará à mercê do macrochoque. É o tipo de choque que ocorre por defeito em equipamento médico-hospitalar. a corrente vai depender do estado da pele. o corpo humano está em toda a sua resistência no trajeto da resistência elétrica da pele humana. a corrente que provoca o choque elétrico sofre. O espraiamento pode ser na forma de macrochoque ou microchoque. A corrente entra pela pele. sentido pelas pessoas. ou num equipamento elétrico com defeito na sua isolação. Qualquer equipamento invasivo. O macrochoque é definido quando a corrente do choque entra no corpo humano pelo lado externo. Já na área de baixa densidade de corrente o calor produzido é pequeno. poderá produzir microchoque. dentro de um indivíduo. Microchoque é o choque elétrico que ocorre no interior do corpo humano.RISCOS ELÉTRICOS Espraiamento de corrente do choque elétrico Devido à diferença da resistência elétrica e de seções transversais das várias regiões do corpo humano. Em virtude da área da região do tórax ser maior. Portanto. O valor da corrente elétrica não depende somente do nível da diferença de potencial do choque. uma distribuição diferenciada.p65 21 8/8/2005. usado para analisar. 21 riscos_eletricos. podendo produzir queimaduras de alto risco. 10:41 . Ou seja. Qualquer pessoa ao encostar num local energizado. um espraiamento como mostra a figura. Para uma mesma tensão. diminuindo os efeitos térmicos de contração e fibrilação no coração. diagnosticar ou monitorar qualquer órgão humano. a densidade de corrente é pequena.

A resistência elétrica nestas condições é muito baixa. inclusive dos que comandam a respiração. Para os choques elétricos devido à tensão de toque e à de passo impostas pelo sistema de aterramento durante o defeito na rede elétrica. que ainda iremos abordar mais a seguir. 10:41 . Necrose – resultado de queimaduras profundas produzidas no tecido. podendo produzir fibrilação e uma conseqüente parada. Sintomas do choque no indivíduo Manifestam-se por: • • • • • • Parada respiratória – inibição dos centros nervosos. Seqüelas em vários órgãos do corpo humano. O microchoque ocorre principalmente por defeitos em equipamentos médicohospitalares.p65 22 8/8/2005. ou entre dois condutores internos no corpo.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Este choque poderá ocorrer entre um condutor interno e a pele. aumentando muito o perigo do choque. a manifestação mais importante a ser considerada é a fibrilação ventricular do coração. Perturbação do sistema nervoso. 22 riscos_eletricos. O Se o choque elétrico for devido ao contato direto com a tensão da rede. Alteração no sangue – provocada por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente elétrica. Parada cardíaca – alteração no ritmo cardíaco. todas as manifestações podem ocorrer.

o sangue não é mais bombeado. que podem ser: » » » » » queimaduras de 1º. Na fibrilação ventricular as fibras musculares do coração ficam tremulando desordenadamente. com a sua conseqüente dilatação. podendo produzir vários efeitos e sintomas. Tempo do choque (s). 10:41 . Energia em joules (J) liberada no corpo humano. aquecimento. I2 choque . mas com conseqüências idênticas. Nesse estado as fibras musculares estão inativas. do músculo ou órgão afetado. Ou se for o caso. podendo provocar o derretimento dos ossos e cartilagens.RISCOS ELÉTRICOS N Parada cardíaca é a falta total de funcionamento do coração. Fibrilação ventricular no coração humano é um fenômeno diferente da parada cardíaca. interrompendo o batimento cardíaco. em conseqüência. tornando-se gelatinosas. havendo. Sintomas da queimadura devido ao choque elétrico Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma energia térmica. I choque t choque E térmica ⇒ ⇒ ⇒ O calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano. só a resistência de parte do corpo. aquecimento do sangue. a pressão cai a zero e a pessoa perde os sentidos. 23 riscos_eletricos. E térmica = R corpo humano .p65 23 8/8/2005. Quando ele está efetivamente parado. 2º ou 3º graus nos músculos do corpo. uma total ineficiência no bombeamento do sangue. queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida. queima das camadas adiposas ao longo da derme. t choque Onde: R corpo humano ⇒ Resistência elétrica (S) do corpo humano. Corrente elétrica do choque (A). Este fenômeno é denominado Efeito Joule.

a corrente provoca aquecimentos internos. elevando a temperatura a níveis perigosos. isto é.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As condições citadas não acontecem isoladamente. Proteção contra queimaduras As partes acessíveis de equipamentos elétricos situados na zona de alcance normal não devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas e devem 24 riscos_eletricos. bem como os materiais fixos próximos devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais do calor ou irradiação térmica produzidos pelos equipamentos elétricos. pode levar à morte. Neste caso. danifica. os componentes fixos de uma instalação elétrica. a queimaduras. Choques elétricos em baixa tensão têm pouco poder térmico. A queimadura também é provocada de modo indireto. diminuição e atrofia muscular. devido ao mau contato ou a falhas internas no aparelho elétrico. combustão ou deterioração de materiais. perda da coordenação motora. O choque de alta-tensão queima. mas sim associadas. que. Proteção contra efeitos térmicos As pessoas. etc. se persistir. geralmente com: » » » » » perda de massa muscular. As vítimas do choque de alta-tensão morrem devido. outras causas e efeitos nos demais órgãos. E as que sobrevivem ficam com seqüelas. principalmente. geralmente por fibrilação ventricular do coração. O problema maior é o tempo de duração. particularmente quanto a: » » » riscos de queimaduras. prejuízos no funcionamento seguro de componentes da instalação. em conseqüência. 10:41 . cicatrizes. perda parcial de ossos. fazendo buracos na pele nos pontos de entrada e saída da corrente pelo corpo humano. advindo.p65 24 8/8/2005.

NBR 14039 – TEMPERATURAS MÁXIMAS DAS SUPERFÍCIES EXTERNAS DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DISPOSTOS NO INTERIOR DA ZONA DE ALCANCE NORMAL TIPO DE SUPERFÍCIE TEMPERATURAS MÁXIMAS (0O°C) Superfícies de alavancas. por exemplo) está ocorrendo um arco elétrico. Os arcos elétricos são extremamente quentes. determinados pela NBR 14039 e devem ser protegidas contra qualquer contato acidental. Sua temperatura pode alcançar 20 000°C. Forte explosão e energia acústica acompanham a 25 riscos_eletricos.p65 25 8/8/2005. Os arcos elétricos são eventos de múltipla energia.RISCOS ELÉTRICOS atender aos limites de temperaturas. Pessoas que estejam no raio de alguns metros de um arco podem sofrer severas queimaduras. mas não destinadas a serem tocadas em serviço normal: • metálicas • não-metálicas 55 65 70 80 80 90 Arco elétrico Toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica pelo ar ou outro meio isolante (óleo. mas não destinadas a serem mantidas à mão de forma contínua: • metálicas • não-metálicas Superfícies acessíveis. O arco elétrico (ou arco voltaico) é uma ocorrência de curtíssima duração (menor que ½ segundo). Próximo ao "laser". eles são a mais intensa fonte de calor na Terra. volantes ou punhos de dispositivos de controle manuais: • metálicas • não-metálicas Superfícies previstas para serem tocadas em serviço normal. ainda que por curtos períodos. e muitos são tão rápidos que o olho humano não chega a perceber. 10:41 .

As vestimentas de proteção adequadas devem cobrir 26 riscos_eletricos. Todo cuidado é pouco para evitar a abertura de arco através do operador. ou entre múltiplas fases. A quantidade de energia liberada durante um arco depende da corrente de curto-circuito e do tempo de atuação dos dispositivos de proteção contra sobrecorrentes. e incluem falhas em partes condutoras que integram ou não os circuitos elétricos.p65 26 8/8/2005. Isso pode ser causado por trabalhadores que façam movimentos bruscos ou por descuido no manejo de ferramentas ou outros materiais condutivos quando estão trabalhando em partes energizadas da instalação ou próximo a elas. a temperatura deste é tão alta que destrói os tecidos do corpo. ao ambiente ou a pessoas. Também podem desprender-se partículas incandescentes que queimam ao atingir os olhos. Tempos relativamente longos (30 a 60 segundos. Isso afeta diretamente a gravidade da lesão e a própria sobrevivência da vítima. da distância que separa as pessoas do local e do tipo de roupa utilizada pelas pessoas expostas ao arco. Causas relacionadas ao ambiente incluem a contaminação por sujeira ou água ou pela presença de insetos ou outros animais (gatos ou ratos que provocam curtos-circuitos em barramentos de painéis ou subestações). Outras causas podem estar relacionadas a equipamentos. Conseqüências de arcos elétricos (queimaduras e quedas) Se houver centelha ou arco. uma onda de pressão também pode se formar. Altas correntes de curto-circuito e tempos longos de atuação dos dispositivos de proteção aumentam o risco do arco elétrico. As mais sérias queimaduras por arco voltaico envolvem a ignição da roupa da vítima pelo calor do arco elétrico. A severidade da lesão para as pessoas na área onde ocorre a falha depende da energia liberada durante a falha. por exemplo) de queima contínua de uma roupa comum aumentam tanto o grau da queimadura quanto a área total atingida no corpo. Em determinadas situações. sendo capaz de atingir quem estiver próximo ao local da ocorrência. O arco pode ser causado por fatores relacionados a equipamentos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE intensa energia térmica. Uma falha pode ocorrer em equipamentos elétricos quando há um fluxo de corrente não intencional entre fase e terra. A proteção contra o arco elétrico depende do cálculo da energia que pode ser liberada no caso de um curto-circuito. 10:41 .

chave de aterramento resistente ao curto-circuito presumido. altos e largos quanto possível. 10:41 . Equipamentos ensaiados para resistir aos arcos internos. 27 riscos_eletricos. Portanto. Além dos riscos de exposição aos efeitos térmicos do arco elétrico. essa vestimenta deve incluir proteção para o rosto. sistemas de intertravamento. Na ocorrência de um arco elétrico. uma onda de pressão pode empurrar e derrubar o trabalhador que está próximo da origem do acidente. decorrentes das ondas de pressão que podem se formar pela expansão do ar. Corredores operacionais tão curtos. além da cobertura completa do corpo. Coberturas sólidas ou barreiras ao invés de coberturas ou telas. o que pode ser muito comum em diversos tipos de instalações. muitas vezes. se em determinadas situações uma análise de risco nos indica a necessidade de uma vestimenta de proteção contra o arco elétrico. pescoço.RISCOS ELÉTRICOS todas as áreas que possam estar expostas à ação das energias oriundas do arco elétrico.p65 27 8/8/2005. Emprego de dispositivos limitadores de corrente. Essa queda pode resultar em lesões mais graves se o trabalho estiver sendo realizado em uma altura superior a dois metros. isto é. cabelos. nem sempre foi observado. Temos relacionadas algumas medidas para garantir a proteção contra os perigos resultantes de faltas por arco: • Utilização de um ou mais dos seguintes meios: » » » » • • • • dispositivos de abertura sob carga. elas devem incluir capuzes. enfim. Proteção contra perigos resultantes de faltas por arco Os dispositivos e equipamentos que podem gerar arcos durante a sua operação devem ser selecionados e instalados de forma a garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações. as partes da cabeça que também possam sofrer danos se expostas a uma energia térmica muito intensa. O que agora nos parece óbvio. também está presente o risco de ferimentos e quedas. fechaduras com chave não intercambiáveis.

pode ser atraída ou repelida pelo mesmo sob a ação de uma força F. abandonada nas proximidades de um corpo carregado com carga Q. 28 riscos_eletricos. denomina-se campo elétrico. A região do espaço ao redor da carga Q. Normalmente campos elétricos são medidos em volts por metro (V/m). Experiências demonstram que uma partícula carregada com carga q.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Seleção de tempos de interrupção muito curtos. Denomina-se campo magnético toda região do espaço na qual uma agulha imantada fica sob ação de uma força magnética. luz ou calor. atuando em dispositivos de interrupção rápidos. o que pode ser obtido através de relés instantâneos ou através de dispositivos sensíveis a pressão. a qual denominamos força elétrica. 10:41 . em que isso acontece. • Campos eletromagnéticos Um campo elétrico é uma grandeza vetorial (função da posição e do tempo) que é descrita por sua intensidade. Operação da instalação.p65 28 8/8/2005.

a agulha da bússola sofre desvio. dosadores de insulina. Por isso é fundamental que você. amplificador auditivo.) devem se precaver dessa exposição. 29 riscos_eletricos. A agulha da bússola é um ímã. é certo afirmar que essa exposição promove efeitos térmicos e endócrinos no organismo humano. Colocando-se uma bússola nas proximidades de um corpo imantado ou nas proximidades da Terra. hastes). se o circuito está efetivamente sem tensão.p65 29 8/8/2005. com equipamentos apropriados (voltímetros ou detectores de tensão). pode ocorrer a passagem de corrente elétrica em um circuito desenergizado se ele estiver próximo a outro circuito energizado. Entretanto. etc. Esse fenômeno pode ser particularmente importante quando há diferentes circuitos próximos uns dos outros. por sua vez. A exposição aos campos eletromagnéticos pode causar danos. 10:41 . pois a radiação interfere nos circuitos elétricos. Embora não haja comprovação científica. Especial atenção deve ser dada aos trabalhadores expostos a essas condições que possuam próteses metálicas (pinos. podendo provocar lesões. há suspeitas de que a radiação eletromagnética possa provocar o desenvolvimento de tumores. induz uma corrente elétrica em condutores próximos. além de desligar o circuito no qual vai trabalhar. confira. pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos. A passagem da corrente elétrica em condutores gera um campo eletromagnético que. encaixes.RISCOS ELÉTRICOS O fato de um pedaço de ferro ser atraído por um ímã é conhecido por todos nós. Da mesma forma. especialmente quando da execução de serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica. podendo criar disfunções nos aparelhos. Assim. nos quais se empregam elevados níveis de tensão. os trabalhadores que portam aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo. Uma outra preocupação é com a indução elétrica.

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Riscos adicionais
São considerados como riscos adicionais aqueles que, além dos elétricos, são específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde dos que trabalham com eletricidade.

Classificação dos riscos adicionais
Altura
Em trabalhos com energia elétrica feitos em alturas, devemos seguir as instruções relativas a segurança descritas abaixo: • • É obrigatório o uso do cinto de segurança e do capacete com jugular. Os equipamentos acima devem ser inspecionados pelo trabalhador antes do seu uso, no que concerne a defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e travas, bem como quanto à integridade da carneira e da jugular. Ferramentas, peças e equipamentos devem ser levados para o alto apenas em bolsas especiais, evitando o seu arremesso.

Quando for imprescindível o uso de andaimes tubulares em locais próximos à rede elétrica, eles deverão: • • • • • • • Respeitar as distâncias de segurança, principalmente durante as operações de montagem e desmontagem; Estar aterrados; Ter as tábuas da(s) plataforma(s) com, no mínimo, uma polegada de espessura, travadas e que nunca ultrapassem o andaime; Ter base com sapatas; Ter guarda-corpo de noventa centímetros de altura em todo o perímetro com vãos máximos de trinta centímetros; Ter cinturão de segurança tipo pára-quedista para alturas iguais ou superiores a 2 metros; Ter estais a partir de 3 metros e a cada 5 metros de altura.

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RISCOS ELÉTRICOS

Manuseio de escada simples e de extensão: • Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam rachaduras, degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados, etc. Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para reparo ou troca. Devem ser manuseadas sempre com luvas. Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la. No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos-suportes, devidamente amarradas. Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os montantes. Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de segurança e com os pés apoiados sobre os seus degraus. Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça. Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida paralelamente ao meio-fio. Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja de aproximadamente ¼ do seu comprimento. Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la. Somente o dispense depois de amarrar a escada. Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do degrau, verificando o travamento da extensão. Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no pé dela, segurando-a.

• • • • • • • • • • • •

Ambientes confinados
Nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de proteção, a saber:

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a)

treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos a que estão submetidos, a forma de preveni-los e o procedimento a ser adotado em situação de risco;

b) nos serviços em que se utilizem produtos químicos, os trabalhadores não poderão realizar suas atividades sem um programa de proteção respiratória; c) a realização de trabalho em recintos confinados deve ser precedida de inspeção prévia e elaboração de ordem de serviço com os procedimentos a serem adotados;

d) monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão e intoxicação no interior de locais confinados realizado por trabalhador qualificado sob supervisão de responsável técnico; e) f) proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado; ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos contaminantes e ventilação geral que execute a insuflação de ar para o interior do ambiente, garantindo de forma permanente a renovação contínua do ar;

g) sinalização com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos no interior de espaços confinados; h) uso de cordas ou cabos de segurança e pontos fixos para amarração que possibilitem meios seguros de resgates; i) j) k) l) acondicionamento adequado de substâncias tóxicas ou inflamáveis utilizadas na aplicação de laminados, pisos, papéis de parede ou similares; a cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores, pelo menos 2 (dois) devem ser treinados para resgate; manter ao alcance dos trabalhadores ar mandado e/ou equipamento autônomo para resgate; no caso de manutenção de tanque, providenciar desgaseificação prévia antes da execução do trabalho.

Áreas classificadas
São considerados ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido

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As áreas classificadas normalmente cobrem uma zona cujo limite é onde o gás ou gases inflamáveis estarão tão diluídos ou dispersos que não poderão apresentar perigo de explosão ou combustão. podemos adotar diversos métodos. Assim temos: TEMPERATURA SUPERFICIAL MÁXIMA T1 450°C T2 300°C T3 200°C T4 135°C T5 100°C T6 85°C Para exemplificar: um equipamento classificado como T3 pode ser utilizado em ambientes cujos gases possuem temperatura de combustão superior a 200ºC. como. 10:41 . desgaste ou deterioração de equipamentos.RISCOS ELÉTRICOS a razões diversas. Para diminuirmos o risco de uma explosão. Um deles é eliminarmos um 33 riscos_eletricos. assumindo como temperatura ambiente de referência 40ºC. e de acordo com a classificação exigem a instalação de equipamentos e/ou interfaces que atendam às exigências prescritas nas mesmas. também chamadas de ambientes explosivos. será por curtos períodos. e esta é baseada na temperatura superficial máxima que o mesmo possa alcançar em funcionamento normal ou em caso de falha. A EN 50. Tais áreas. área na qual uma mistura de gás/ar. área na qual a mistura gás/ar. potencialmente explosiva.p65 33 8/8/2005.014 especifica a temperatura superficial máxima em 6 níveis. potencialmente explosiva. pode estar presente durante o funcionamento normal do processo. não está normalmente presente. por exemplo. potencialmente explosiva. são classificadas conforme normas internacionais. Caso esteja. está presente continuamente ou por grandes períodos de tempo. as áreas são classificadas em: Zona 0 área na qual uma mistura de gás/ar. Segundo as recomendações da IEC 79-10. Zona 1 Zona 2 É evidente que um equipamento instalado dentro de uma área classificada também deve ser classificado.

são indústrias de alto potencial de risco quanto a incêndios e explosões. indústrias do carvão. a níveis não perigosos.p65 34 8/8/2005. A seguir. as indústrias já implantadas poderão equacionar razoavelmente bem os problemas. O que se faz é limitar a energia armazenada em circuitos elétricos de modo a torná-los totalmente incapazes. porque esta fica confinada em um ambiente bem definido e não pode propagar-se para a atmosfera do entorno. minorando os riscos inerentes com o auxílio de um profissional competente. oxigênio e combustível. citamos alguns tipos de indústrias reconhecidamente perigosas quanto aos riscos de incêndios e explosões: » » » » » » » » indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas. indústrias fabricantes de rações animais. este é o único método que permite que haja a explosão. As indústrias que processam produtos que em alguma de suas fases se apresentem na forma de pó. antes de sua implantação. indústrias farmacêuticas. seja térmica ou elétrica. 10:41 . c) Prevenção: através deste método limita-se a energia. b) Segregação: é o método que permite separar ou isolar fisicamente as partes elétricas ou as superfícies quentes da mistura explosiva. tanto em condições normais de operação quanto em situações de falha. indústrias plásticas. A técnica de segurança intrínseca é a mais empregada deste método de proteção e também a mais efetiva. efetuar uma análise acurada dos riscos e tomar as precauções cabíveis. de produzir faíscas elétricas ou de gerar arcos voltaicos que possam causar a explosão. indústrias de beneficiamento de madeira.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE dos elementos do triângulo do fogo: temperatura. 34 riscos_eletricos. e devem. E um outro é através de uma das três alternativas a seguir: a) Contenção da explosão: na verdade. indústrias metalúrgicas. indústrias alimentícias. Porém. pois na fase de projeto as soluções são mais simples e econômicas.

observando-se suas aplicações. as seguintes indicações: 35 riscos_eletricos. a montante do fluxo de ventilação. de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas. entre outros riscos. 10:41 . exceto se forem: a) utilizadas técnicas adequadas para circuitos energizados. indicando zona de perigo. Os cabos e condutores de alimentação elétrica utilizados devem ser certificados por um organismo de certificação. de acordo com as especificações técnicas. O bloqueio durante as operações de manutenção e reparo de instalações elétricas deve ser realizado utilizando-se cadeado e etiquetas sinalizadoras fixadas em local visível contendo.p65 35 8/8/2005. e e) possuir extintores portáteis de incêndio. c) ser devidamente protegidos e sinalizados. seus painéis e respectivos dispositivos de operação devem atender aos seguintes requisitos: a) ser ventilados e iluminados ou projetados e construídos com tecnologia adequada para operação em ambientes confinados. Os serviços de manutenção ou reparo de sistemas elétricos só podem ser executados com o equipamento desligado. b) utilizados ferramentas e equipamentos adequados à classe de tensão. Os cabos. água e influência de agentes químicos. em subsolo. Os locais de instalação de transformadores e capacitores. adequados à classe de risco. curtos-circuitos. correta proteção contra fugas de corrente. b) ser construídos e ancorados de forma segura. no mínimo. etiquetado. credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia. executados. Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO. reformados e ampliados de forma que permitam a adequada distribuição de energia e isolamento. localizados na entrada ou nas proximidades e. instalação e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos. e c) tomadas precauções necessárias para a segurança dos trabalhadores. bloqueado e aterrado. d) não ser usados para outras finalidades diferentes daquelas do projeto elétrico.RISCOS ELÉTRICOS Instalações elétricas em ambientes explosivos As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados. choques elétricos. operados. mantidos.

prejudicando sua eficácia. os ajustes e as características dos dispositivos de segurança não devem ser alterados. os pontos de aterramento e os pára-raios devem ser revisados periodicamente e os resultados registrados. para os casos de curto-circuito.p65 36 8/8/2005. transformadores. que deve receber treinamento continuado em manuseio e operação de equipamentos de combate a incêndios e explosões. b) motivo da manutenção. Trabalhos em condições de risco acentuado deverão ser executados por duas pessoas qualificadas. Em locais com ocorrência de gases inflamáveis e explosivos. 36 riscos_eletricos. As malhas. carcaça. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE a) horário e data do bloqueio. Os terminais energizados dos transformadores devem ser isolados fisicamente por barreiras ou outros meios físicos. salvo critério do responsável técnico. bem como na prestação de primeiros socorros a acidentados. A implantação. com a rede de energia desligada e a chave de acionamento bloqueada. Os equipamentos elétricos móveis devem ter aterramento adequadamente dimensionado. invólucro. as tarefas de manutenção elétrica devem ser realizadas sob o controle de um supervisor. Os equipamentos e máquinas de emergência são destinados a manter a continuidade do fornecimento de energia elétrica e as condições de funcionamento. Toda instalação. Redes elétricas. sobrecarga. motores. queda de fase e fugas de corrente. máquinas e circuitos elétricos devem estar equipados com dispositivos de proteção automáticos. Durante a manutenção de máquinas ou instalações elétricas. e c) nome do responsável pela operação. monitorando-se a concentração dos gases. blindagem ou peça condutora que possam armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulhas ou centelhas devem ser aterrados. Os sistemas de recolhimento automático de cabos alimentadores de equipamentos elétricos móveis devem ser eletricamente solidários à carcaça do equipamento principal. a fim de evitar contatos acidentais. operação e manutenção de instalações elétricas devem ser executadas somente por pessoa qualificada. Os fios condutores de energia elétrica instalados no teto de galerias para alimentação de equipamentos devem ser protegidos contra contatos acidentais.

suas características isolantes. Podemos determinar a condição de umidade favorável ou não com a utilização do termo-higrômetro ou umedecendo levemente com um pano úmido a superfície de um bastão de manobra e aguardar durante aproximadamente 5 minutos. Devemos levar em consideração. aterramento e proteção contra falhas elétricas.p65 37 8/8/2005. comprometendo. Desaparecendo a película de umidade. Condições atmosféricas Umidade Deve-se considerar que todo trabalho em equipamentos energizados só deve ser iniciado com boas condições meteorológicas. 37 riscos_eletricos. que os equipamentos isolados a óleo não devem ser abertos em condições de umidade elevada. Os trechos e pontos de tomada de força de rede elétrica em desuso devem ser desenergizados. Em locais sujeitos a emanações de gases explosivos e inflamáveis. também. não sendo assim permitidos trabalhos sob chuva. Como visto em estudos anteriormente. marcados e isolados. estanqueidade. pois o óleo isolante pode absorver a umidade do ar. isolamento. As instalações elétricas com possibilidade de contato com água devem ser projetadas. neblina densa ou ventos. assim.RISCOS ELÉTRICOS Trabalhos em redes elétricas entre dois ou mais pontos sem possibilidade de contato visual entre os operadores somente podem ser realizados com comunicação por meio de rádio ou outro sistema de comunicação que impeça a energização acidental. aumentando assim o risco de acidentes elétricos. executadas e mantidas com especial cuidado quanto à blindagem. ou retirados quando não forem mais utilizados. há condições seguras para execução dos serviços. as instalações elétricas serão à prova de explosão. sabemos que a existência de umidade no ar propicia a diminuição da capacidade disruptiva do ar. 10:41 .

até 30 000° C. as chuvas que começam a cair são normalmente acompanhadas de tempestades. que tem formato parecido com uma bigorna e chega a ter 12 quilômetros de altura e vários quilômetros de diâmetro. as pessoas ou animais. 10:41 . As tempestades com trovoadas se verificam quando certas condições particulares (temperatura. buscando locais de menor potencial. O mecanismo de autoprodução de cargas elétricas vai aumentando de tal modo que dá origem a uma onda elétrica (raio).) fazem com que determinado tipo de nuvem se torne eletricamente carregada internamente. definindo assim uma trajetória ramificada e aleatória. que fazem o ar quente subir. Após esse segundo choque violento das cargas elétricas passando pelo ar. pressão. o primeiro choque do raio deixou um canal ionizado entre a nuvem e o solo. Esta primeira onda caracteriza o choque líder que define sua posição de queda entre 20 a 100 metros do solo. As descargas atmosféricas podem ser ascendentes (da terra para a nuvem) ou descendentes (da nuvem para a terra). A partir deste estágio. há o aquecimento deste meio. velocidade do vento. devemos fazer os seguintes esclarecimentos: • O raio é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível tanto em relação às suas características elétricas como em relação aos efeitos destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações. sendo estas originadas a partir do aquecimento do solo pelos raios solares. ou ainda entre nuvens. Assim sendo.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Descargas atmosféricas (raios) Mecanismo Devido a longos períodos de estiagem. Com o intuito de evitar falsas expectativas ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas. fazendo com que a energia seja devolvida sob a forma de relâmpago. ou do encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. provocando assim a expansão do ar (trovão). sendo produzido por nuvens do tipo cumulus nimbus. Neste processo os elétrons retirados das moléculas de ar retornam. etc. carregando com este as partículas de vapor. O raio é um fenômeno de natureza elétrica.p65 38 8/8/2005. Nada em termos práticos pode ser feito para impedir a "queda" de uma descarga em uma determinada região. as soluções aplicadas buscam tão-somente minimizar os efeitos destruidores a partir de instalações adequadas de captação e de condução segura da descarga para a terra. • 38 riscos_eletricos. umidade do ar. que partirá da base da nuvem em direção ao solo. que dessa forma permitirá a passagem de uma avalanche de cargas com corrente de pico em torno de 20 000 ampères.

Sobretensões transitórias Um raio ao cair na terra pode provocar grande destruição. • 39 riscos_eletricos. Provocar enormes perdas. etc. Essa sobretensão induzida acontece quando uma parte da energia do raio é transferida através de um acoplamento eletromagnético com uma rede elétrica. na existência de nuvens carregadas sobre o mesmo. com a parada de equipamentos. propiciando assim a existência de raios.RISCOS ELÉTRICOS • A incidência de raios é maior em solos maus condutores do que em solos condutores de eletricidade. entre outras. Descarga Indireta: o raio cai a uma distância de até 1 quilômetro de uma rede elétrica. as sobretensões transitórias podem chegar até as instalações elétricas internas ou de telefonia. 10:41 . calor. etc. de TV a cabo. em que temos a nuvem funcionando como placa negativa e o solo com placa positiva e o ar. podem: • • • Provocar a queima total ou parcial de equipamentos elétricos ou danos à própria instalação elétrica interna e telefônica. Por sua vez.p65 39 8/8/2005. pois nos solos maus condutores. Essa sobretensão é denominada Sobretensão Transitória. em redes de telecomunicações. Além dos danos causados diretamente pela corrente elétrica e pelo intenso calor. As sobrecorrentes transitórias originadas de descargas atmosféricas podem ocorrer de dois modos: • Descarga Direta: o raio atinge diretamente uma rede elétrica ou telefônica. A sobretensão gerada é de menor intensidade do que a provocada pela descarga direta. Nesse caso. de TV a cabo ou de qualquer unidade consumidora. Os seus efeitos. gerando elevados valores de sobretensões sobre os diversos circuitos. redes de transmissão de dados. o raio tem um efeito devastador. criam-se por indução no terreno cargas positivas. naturalmente úmido e às vezes ionizado. o raio pode provocar sobretensões em redes de energia elétrica. etc. devido ao alto valor de sua corrente elétrica. que gera intensos campos eletromagnéticos. mas pode causar sérios danos. além de poderem causar danos a pessoas e animais. Reduzir a vida útil dos equipamentos. servindo como um isolante de baixo poder dielétrico. antenas parabólicas.

p65 40 8/8/2005. sendo geralmente interligados através de condutores horizontais. procurar não se movimentar. 10:41 . linhas telefônicas. Evitar locais extremamente perigosos. Evitar ficar próximo de tomadas e canos. Caso não encontre abrigo. piscinas. Medidas Preventivas • • • • • • • • • Evitar a execução de serviços em equipamentos e instalações elétricas internas e externas. como topos de morros. Não entrar em rios. Evitar tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à rede elétrica. Procurar abrigo em instalações seguras. janelas e portas metálicas. evitando assim o efeito das pontas. torres.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A grande maioria das sobretensões transitórias de origem atmosférica que causam danos a equipamentos é ocasionada pelas descargas indiretas. linhas aéreas. lagos. Nunca procurar abrigo sob árvores ou construções isoladas sem sistemas de proteção atmosférica adequados. topos de prédios. Evitar o uso de telefones. a não ser que seja sem fio. proximidade de cercas de arame. Condutores de Descida – Cabos que conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento. • 40 riscos_eletricos. e se possível ficar agachado. Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas As medidas utilizadas para minimizar as conseqüências das descargas atmosféricas têm como princípio a criação de caminhos de baixa resistência a terra escoando à mesma as correntes elétricas dos raios. Temos como principais componentes de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas: • Terminais Aéreos – Conhecidos como pára-raios. jamais ficando ao relento. guardando uma distância segura destes. eles são hastes montadas em bases instaladas acima do ponto mais alto das edificações com o objetivo de propiciar um caminho mais fácil para os relâmpagos que venham a incidir na edificação.

geralmente. instrumentação industrial. propiciando uma baixa resistência a terra. impedindo assim a existência de diferenças de potenciais entre os elementos interligados. aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária às normas de segurança. o sistema de proteção atmosférica. sendo a mesma dependente das características do solo.. • • Acidentes de origem elétrica A segurança no trabalho é essencial para garantir a saúde e evitar acidentes nos locais de trabalho. Varistores. No entanto. devem ser interligados a um mesmo referencial de terra. Condutores de Ligação Eqüipotencial – Visam à interligação do sistema de aterramento com os outros sistemas de aterramento da edificação.RISCOS ELÉTRICOS • Terminais de Aterramento – Condutores que servem para conectar os cabos de descida ao solo. definidos como causas de acidentes do trabalho que residem exclusivamente no fator humano. Como visto no capítulo sobre eqüipotencialização. Sendo os mesmos constituídos usualmente de cabos e hastes enterradas no solo. deve-se levar em conta que. 10:41 . com o intuito de proteger as instalações e equipamentos contra sobrecorrentes transitórias (sobretensões) provocadas por descargas direta. etc. 41 riscos_eletricos. etc.p65 41 8/8/2005. Podemos classificar os acidentes de trabalho relacionando-os com fatores humano (atos inseguros) e com o ambiente (condições inseguras). Pára-Raios de Linha. os acidentes são provocados pela presença de condições inseguras e atos inseguros ao mesmo tempo. sendo um item obrigatório em todos os tipos de trabalho. os aterramentos de equipamentos. as estruturas. às vezes. Atos inseguros Os atos inseguros são. cabos telefônicos e de dados. Centelhados – São instalados em pontos de entrada de energia. Essas causas são apontadas como responsáveis pela maioria dos acidentes. Supressores de Surto. indireta e manobras de equipamentos do sistema de alimentação elétrica. isto é. É a maneira como os trabalhadores se expõem (consciente ou inconscientemente) aos riscos de acidentes. todas as partes metálicas da edificação.

é possível analisar os fatores relacionados com a ocorrência dos atos inseguros e controlá-los. o brincalhão. grau de atenção.: problemas familiares. o exibicionista. Desajustamento: este fator é relacionado com certas condições específicas do trabalho. estado de fadiga. Personalidade: fatores que fazem parte das características da personalidade do trabalhador e que se manifestam por comportamentos impróprios. tempo de reação aos estímulos. políticas salariais impróprias. podendo apresentar-se: • Na construção e instalações em que se localiza a empresa: áreas insuficientes. pontos de agarramento e elementos energizados.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É falsa a idéia de que não se pode predizer nem controlar o comportamento humano. abalos emocionais. política promocional imprópria. presentes no ambiente de trabalho. 10:41 . alcoolismo. o machão. agressividade. Fatores circunstanciais: fatores que influenciam o desempenho do indivíduo no momento.p65 42 8/8/2005. etc. excesso de ruído e trepidações. problemas com os colegas. falta de proteção em partes móveis. instalações elétricas impróprias ou com defeitos. doença. Ex.: sexo. idade. Estes fatores são na maioria das vezes causados por: seleção ineficaz. • 42 riscos_eletricos. Ex. Seguem-se alguns fatores que podem levar os trabalhadores a praticarem atos inseguros: • Inadaptação entre homem e função por fatores constitucionais. Na verdade. pisos fracos e irregulares. coordenação motora. falta de treinamento. máquinas apresentando defeitos. Tais condições manifestam-se como deficiências técnicas. impulsividade. Ex. clima de insegurança. põem em risco a integridade física e/ou mental do trabalhador. Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los.: problema com a chefia. devido à possibilidade deste acidentar-se. discussão com colegas. Na maquinaria: localização imprópria das máquinas. falta de sinalização. falta de ordem e limpeza.: o desleixado. • • • • Condições inseguras São aquelas que. falhas de treinamento. Ex. nível de inteligência. o desatento.

acarretando conseqüentemente uma intensa migração de 43 riscos_eletricos. ferramental defeituoso ou inadequado. equipamentos de proteção com defeito (EPIs. podendo estas ainda serem classificadas quanto ao tipo de contato físico: • • Contatos diretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente sob tensão (partes vivas). ficando o corpo ligado eletricamente sob tensão entre fase e terra. Contatos indiretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente não energizadas (massas). sem contar os riscos de vida a que as pessoas e animais ficam submetidos. além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por elas. Causas diretas de acidentes com eletricidade Podemos classificar como causas diretas de acidentes elétricos as propiciadas pelo contato direto por falha de isolamento. mas que podem ficar energizadas devido a uma falha de isolamento. provocada pelos ventos ascendentes de forte intensidade. 10:41 . Descargas atmosféricas As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica. Causas indiretas de acidentes elétricos Podemos classificar como causas indiretas de acidentes elétricos as originadas por descargas atmosféricas. tensões induzidas eletromagnéticas e tensões estáticas. EPCs).p65 43 8/8/2005. Verifica-se experimentalmente que as cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem.RISCOS ELÉTRICOS • Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou totalmente ausente. principalmente aquelas que trabalham em processos industriais ou desempenham tarefas de manutenção e operação de sistemas industriais. As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas de quilovolts. enquanto as cargas elétricas negativas se posicionam na parte inferior. O acidente mais comum a que estão submetidas as pessoas. A fricção entre as partículas de água que formam as nuvens. é o toque acidental em partes metálicas energizadas. dá origem a uma grande quantidade de cargas elétricas. roupa e calçados impróprios.

44 riscos_eletricos.p65 44 8/8/2005. sem contudo tocá-los? Normalmente. os centros de gravidade das massas dos elétrons e prótons de um átomo coincidem-se e localizam-se no seu centro. Será que eles podem ser eletrizados por indução. há um deslocamento muito pequeno dos seus elétrons e prótons. conhecidos também por dielétricos. de modo que os centros de gravidade destes não mais se coincidem. num trajeto tortuoso e normalmente cheio de ramificações. normalmente elevada. o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica. É de aproximadamente 1kV/mm o valor do gradiente de tensão para o qual a rigidez dielétrica do ar é rompida. dando dessa forma uma característica bipolar às nuvens. poderá atingir um valor que supere a rigidez dielétrica do ar interposto entre a nuvem e a terra. portanto. O aumento dessa diferença de potencial. 10:41 . praticamente não possuem elétrons livres. cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto. Quando um corpo carregado se aproxima desses átomos. que se denomina gradiente de tensão. fazendo com que as cargas elétricas migrem na direção da terra. podem ser eletrizados por indução. No entanto. formando assim um dipolo elétrico. isto é. aproximando um corpo eletrizado. Os isoladores. Um dielétrico que possui átomos assim deformados (achatados) está eletricamente polarizado. A concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa determinada região faz surgir uma diferença de potencial entre a terra e a nuvem.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE cargas positivas na superfície da terra para a área correspondente à localização da nuvem. Tensão estática Os condutores possuem elétrons livres e. que depende de certas condições ambientais.

e em condições secas. portanto com indução elevada. existirão tensões de acoplamento capacitivo e eletromagnético induzidas pelos condutores energizados próximos à linha. No caso de uma linha aterrada em apenas uma das extremidades. Todavia. 45 riscos_eletricos. nos casos de circuito de alta-extra ou ultra-alta tensão. e se ambas as extremidades estiverem aterradas. Podemos ter tensões induzidas na linha por causa do acoplamento capacitivo e eletromagnético. Se dois condutores. é recomendável a adoção de critérios que levem em conta o nível de tensão dos circuitos e a distância entre eles. Ao aterrarmos uma linha. a tensão induzida eletromagneticamente terá seu maior vulto na extremidade não aterrada. do comprimento do trecho onde há paralelismo ou cruzamento e da existência ou não de transposição nas linhas. devido às tensões induzidas capacitivas e às tensões estáticas ao referencial de terra. o que possibilita neste ponto uma maior segurança para o homem de manutenção. Além disso. e após um longo período de tempo podem ser relativamente elevadas.RISCOS ELÉTRICOS Tensões induzidas em linhas de transmissões de alta-tensão Devido ao atrito com o vento e com a poeira. surgirá entre ambos o efeito capacitivo. existirá uma corrente fluindo num circuito fechado com a terra. as correntes. 10:41 . ou um condutor e o potencial de terra. Essa tensão é induzida por linha ou linhas energizadas que cruzam ou são paralelas à linha ou equipamento desenergizado no qual se trabalha. As tensões estáticas crescem continuamente. as linhas sofrem uma contínua indução que se soma às demais tensões presentes. Essa tensão é função da distância entre linhas. uma corrente fluirá por seu intermédio. são drenadas imediatamente. Ao se instalar o aterramento provisório. da corrente de carga das linhas energizadas. diminuindo a diferença de potencial existente e ao mesmo tempo jampeando a área de trabalho.p65 45 8/8/2005. estiverem separados por um dielétrico e em potenciais diferentes. o que poderá determinar se as outras medidas de segurança ainda deverão ser adotadas ou até mesmo se o trabalho deverá ser feito como em linha energizada.

Com base na Lei dos Juizados Especiais. 10:41 . nesta terça-feira pela manhã. que brincava com uma bola de tênis. Laércio. e na hora de hastear a do Estado. funcionário da Nordeste Vigilância de Valores. entrou em coma e permaneceu internado por quase dois meses. Os dois colocaram os enfeites em uma palmeira perto de uma das piscinas do clube. que estava na varanda do primeiro andar.p65 46 8/8/2005. eletrificou o garoto. reagiu o pai de Guilherme. 46 riscos_eletricos. A descarga de energia arremessou o corpo do vigilante para a varanda. a juíza Nidea Rita Coltro Sorci condenou os engenheiros elétricos ao pagamento das cestas básicas. chegou a subir a bandeira do Brasil.6 metro de distância do fio. O acidente ocorreu quando o vigilante Laércio Honorato da Silva. na zona oeste de São Paulo. a 1. O acidente provocou danos cerebrais gravíssimos no estudante. "Essa punição é ridícula". no bairro de Santo Antônio. foi hastear a bandeira de Pernambuco na agência Bradesco da Rua do Imperador. A fiação da iluminação natalina. o acidente foi uma fatalidade. porque ambos têm bons antecedentes. que hoje nem sequer consegue tomar banho sem ajuda. eletrocutando o vigilante. A decisão. Encostado na palmeira havia um andaime de ferro. em contato com o andaime. O garoto recebeu um choque elétrico quando brincava próximo à piscina do clube. por volta das 7 horas. Newton Günther.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Acidentes com eletricidade (exemplos) Vigilante morre eletrocutado ao hastear bandeira no Recife JC On Line – 7/9/2004 Pernambuco – No Dia da Independência do Brasil. Guilherme teve parada cardiorrespiratória. foram condenados a pagar 20 cestas básicas ao estudante Guilherme Orlando Günther. de 14 anos. da 3ª Vara Criminal de São Paulo. o mastro tocou no fio de energia do poste. Engenheiros condenados por acidente Folha de São Paulo – 28/4/1999 São Paulo – Dois engenheiros responsáveis pela instalação de enfeites de natal no Clube Paulistano. em 1997. absolve a diretoria do Clube Paulistano. um homem morreu eletrocutado ao hastear uma bandeira no centro de Recife. Segundo o Instituto de Criminalística. 43 anos. O hasteamento é um procedimento de rotina no banco e cabe diariamente ao vigilante de plantão.

Ele passou por um buraco na grade entre a quadra e o Horto Botânico do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista para pegar uma bola. Seu amigo Everaldo de Jesus tentou tirá-lo mas também levou um choque. Júlio ficou por cerca de três minutos recebendo a descarga elétrica. Ele mesmo voltou e conseguiu puxá-lo com uma camisa. Com o choque. os meninos são alertados para não pular a grade. Quando tentou voltar. segurou-se em um poste de ferro que estava eletrificado. estudante de um curso técnico no SENAI de eletricidade. Eles foram levados para hospitais da região pelos bombeiros e policiais do helicóptero Águia. Paulo Sérgio. Júlio recebeu descarga por 3 minutos Júlio César Dias Carneiro. O chefe da segurança. 10:41 . disse que o poste pertence ao órgão. mas eles não sabiam que ele estava eletrificado.RISCOS ELÉTRICOS Acidente de trabalho . Eles não souberam dizer a intensidade do choque. Um deles está internado em estado grave. Segundo os técnicos. mas Júlio já estava morto. Segundo ele. morreu eletrocutado ontem à tarde. 47 riscos_eletricos. Funcionários da Light e da Rio Luz estiveram no local e comprovaram que o poste se eletrificava quando um disjuntor do prédio do Horto era ligado. o poste é de responsabilidade do Horto. na zona sul da cidade.p65 47 8/8/2005. eles despencaram de uma altura de quase 10 metros. Rapaz morre eletrocutado em poste na Quinta O Globo – 1998 Após pegar uma bola no Horto.Eletrocutados em SP Globo On – 9/6/2004 Homens são eletrocutados ao limpar fachada de posto de gasolina São Paulo – Dois homens foram eletrocutados nesta terça-feira quando trabalhavam na limpeza da fachada de um posto de gasolina na avenida Bandeirantes. de 18 anos.

Atualmente. quando as operadoras Brasil Telecom. acidentes vitimaram 49 trabalhadores terceirizados em redes de telefonia fixa no país Rio. Desde a privatização do setor. Brasília e Porto Alegre – Subir num poste para consertar ou instalar uma linha telefônica e morrer eletrocutado: esse foi o destino de funcionários de empresas terceirizadas de telefonia fixa nos últimos anos vítimas de acidentes. Os dados são da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel). para poder operar em outros segmentos. todo o serviço de manutenção de redes externas é terceirizado. pelo menos 49 trabalhadores de firmas terceirizadas morreram em decorrência de acidentes de trabalho. muitos porque a rede elétrica fica ligada durante a execução do serviço. em 1998. Telemar e Telefônica tiveram de cumprir o plano de antecipação de metas de expansão e qualidade.p65 48 8/8/2005. 10:41 . riscos_eletricos. a morte O Globo – 27/7/2003 De 1998 a 2003. O auge dos acidentes fatais ocorreu nos últimos três anos.Entre cabos telefônicos.

A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e as medidas para controle das conseqüências de acidentes para os trabalhadores e para as pessoas que vivem ou trabalham próximo à instalação ou para o meio ambiente. riscos_eletricos. projetos e instalações. » » » Que pode acontecer errado? Quais são as causas básicas dos eventos não desejados? Quais são as conseqüências? RISCOS ELÉTRICOS A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população exposta.p65 49 8/8/2005.Técnicas de análise de riscos Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades. Conceitos básicos Perigo Uma ou mais condições físicas ou químicas com possibilidade de causar danos às pessoas. à propriedade. é preciso avaliar e controlar os riscos. máquinas e equipamentos. As metodologias representam os tipos de processos ou de técnicas de execução dessas análises de riscos da instalação ou da tarefa. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes. para o meio ambiente e para a empresa. Para reduzir a freqüência de acidentes. de uma forma geral. ao ambiente ou uma combinação de todos. procedimentos. Alguns exemplos dessas técnicas são apresentados a seguir com uma pequena descrição do método. 10:41 . suas freqüências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis conseqüências.

baseada na engenharia de avaliação e técnicas estruturadas para promover a combinação das freqüências e conseqüências de cenários acidentais. Avaliação de riscos É o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os compara com os critérios de tolerabilidade previamente estabelecidos. a probabilidade e suas conseqüências. objetivando mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança considerados toleráveis. Níveis de risco » Catastrófico » Crítico » Moderado » Não Crítico » Desprezível 50 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Risco Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana.p65 50 8/8/2005. A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes são causados por eventos pouco freqüentes. controlar ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial. mas que causam danos importantes. resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (conseqüências). razão entre o perigo e as medidas de segurança. 10:41 . O risco também pode ser definido através das seguintes expressões: » » » combinação de incerteza e de dano. Gerenciamento de riscos É a formulação e a execução de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm o objetivo de prever. Análise de riscos É a atividade dirigida à elaboração de uma estimativa (qualitativa ou quantitativa) do riscos. combinação entre o evento.

p65 51 8/8/2005. com o objetivo de identificar os acidentes potenciais de maior prevalência na tarefa e as características intrínsecas destes. Categoria II Marginal – Quando as conseqüências / danos atingem outras subunidades e/ou áreas não industriais com controle e sem contaminação do solo. O método também identifica as condições dos equipamentos e dos processos que possam contribuir para provocar esses erros. É um método de estudo de riscos realizado durante a fase de planejamento e desenvolvimento de um determinado processo. Categoria III Crítica – Quando as conseqüências / danos provocam contaminação temporária do solo. Principais técnicas para a identificação dos riscos/perigos Análise preliminar de riscos Método de estudo preliminar e sumário de riscos. ar ou recursos hídricos. 10:41 . ar ou recursos hídricos. tarefa ou planta industrial.RISCOS ELÉTRICOS Classificação dos riscos Quanto à severidade das conseqüências: Categoria I Desprezível – Quando as conseqüências / danos estão restritas à área industrial da ocorrência do evento com controle imediato. Categoria IV Catastrófica – Quando as conseqüências / danos atingem áreas externas. com possibilidade de ações de recuperação imediatas. 51 riscos_eletricos. com a finalidade de prever e prevenir riscos de acidentes que possam acontecer durante a fase operacional e de execução da tarefa. normalmente conduzido em conjunto com o grupo de trabalhadores expostos. Análise de falha humana Método que identifica as causas e os efeitos dos erros humanos observados em potencial. comunidade circunvizinha e/ou meio ambiente.

o qual pode ser um fenômeno natural ou ocorrência externa ao sistema. com o objetivo de identificar as falhas potenciais que possam provocar acontecimentos ou eventos adversos e também efeitos desfavoráveis desses eventos. Análise de segurança de sistemas É a técnica que tem por finalidade avaliar e aumentar o grau de confiabilidade e o nível de segurança intrínseca de um sistema determinado. um erro humano ou uma falha do equipamento. um conjunto cronológico de falhas e de erros que. a partir de um evento inicial. a partir do evento inicial. Como a segurança intrínseca é o inverso da insegurança ou nível de vulnerabilidade. todos os projetos de redução de riscos e de preparação para desastres concorrem para incrementar o nível de segurança. concebido para ser utilizado em equipamentos mecânicos. 52 riscos_eletricos. culminam no acidente ou evento-topo ou principal. as conseqüências lógicas de um possível acidente. ou melhor. na especificação dos efeitos desfavoráveis destas falhas sobre o sistema e sobre o conjunto das instalações. Os resultados da análise da árvore de eventos caracterizam seqüências de eventos intermediários. na identificação das modalidades de falhas possíveis em cada um deles. É um método que tem por objetivo antecipar e descrever. resultante de um evento inicial tomado como referência. de forma seqüenciada. É um método de análise de riscos tecnológicos que consiste: » » » na tabulação de todos os sistemas e equipamentos existentes numa instituição ou planta industrial. para os riscos previsíveis. 10:41 . Árvore de eventos Técnica dedutiva de análise de riscos utilizada para avaliar as possíveis conseqüências de um acidente potencial.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Método de análise de falhas e de efeitos Método específico de análise de riscos.p65 52 8/8/2005.

facilitando a proposição e a priorização de medidas para redução dos riscos da instalação. erros humanos ou de fenômenos ou ocorrências externas ao sistema que possam provocar o acontecimento. b) definição das fronteiras das instalações analisadas. de acordo com categorias preestabelecidas de freqüência de ocorrência do cenário de acidente e de severidade das conseqüências. Em uma dada instalação. um conjunto de causas é levantado. 10:41 . Neste trabalho. A APR/APP permite uma ordenação qualitativa dos cenários de acidentes encontrados.p65 53 8/8/2005. pois consideramos ser a de mais simples aplicação por parte dos profissionais que atuam nas instalações elétricas. se constrói um diagrama lógico que especifica as várias combinações de falhas de equipamentos. vamos tratar apenas da metodologia denominada Análise Preliminar de Riscos (APR). além da avaliação da necessidade de aplicação de técnicas complementares de análise. possibilitando a classificação qualitativa do risco associado. a partir da focalização de um determinado acontecimento definido como evento-topo ou principal. também chamada de Análise Preliminar de Perigos (APP). quando julgadas necessárias. 53 riscos_eletricos. para cada evento perigoso identificado em conjunto com as respectivas conseqüências.RISCOS ELÉTRICOS Árvore de falhas Técnica dedutiva de análise de riscos na qual. Análise preliminar de riscos É uma técnica qualitativa cujo objetivo consiste na identificação dos riscos/perigos potenciais decorrentes de novas instalações ou da operação das já existentes. A metodologia adotada nas Análises Preliminares de Riscos ou Perigos compreende a execução das seguintes tarefas: a) definição dos objetivos e do escopo da análise.

e) f) realização da APR/APP propriamente dita (preenchimento da planilha). as quais devem ser preenchidas conforme a descrição apresentada a seguir.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) coleta de informações sobre a região. painéis. especificações de equipamentos. aos trabalhadores. De uma forma geral. tais como subestações. os riscos/perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações. as diversas etapas da atividade/operação. elaboração de recomendações e preparação do relatório. suscintamente. mostrada a seguir. elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de freqüência e de severidade. A realização da análise propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha de APR/APP para cada módulo de análise da instalação A planilha utilizada nesta APP. d) subdivisão da instalação em módulos de análise. g) análise dos resultados. locais de serviço elétrico. as substâncias perigosas envolvidas e os processos. contém 8 colunas. 1ª coluna: Etapa Esta coluna deve descrever. As principais informações requeridas para a realização de uma APR/APP são as seguintes: » sobre as instalações: especificações técnicas de projeto. » » Para simplificar a realização da análise. lay-out das instalações e descrição dos principais sistemas de proteção e segurança. sobre os processos: descrição dos processos envolvidos. partes de locais de serviço elétrico ou partes específicas das instalações. 2ª coluna: Risco/perigo Esta coluna deve conter os riscos/perigos identificados para o módulo de análise em estudo.p65 54 8/8/2005. 10:41 . A divisão das instalações é feita com base em critérios de funcionalidade. e sobre as substâncias: características e propriedades físicas e químicas. os quais podem ser: unidades completas. ao público ou ao meio ambiente. as instalações estudadas são divididas em "módulos de análise". 54 riscos_eletricos. as instalações. etc. complexidade e proximidade física.

4ª coluna: Efeitos Os possíveis efeitos danosos de cada risco/perigo identificado devem ser listados nesta coluna. 55 riscos_eletricos.p65 55 8/8/2005. 10:41 . etc.). Exemplo: Análise de riscos para a troca de transformador sem auxílio de guindaste (página seguinte). 5ª coluna: Recomendações/observações Esta coluna deve conter as recomendações de medidas mitigadoras de risco propostas pela equipe de realização da APR/APP ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em estudo.RISCOS ELÉTRICOS 3ª coluna: Modos de detecção Os modos disponíveis na instalação para a detecção do risco/perigo identificado na segunda coluna devem ser relacionados nesta coluna. A detecção da ocorrência do risco/perigo tanto pode ser realizada através da instrumentação (alarmes de pressão.) como através da percepção humana (visual. odor. etc. de temperatura.

Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado.Uso de EPIs e EPCs adequados. 8 .Choque elétrico Data: MODO DE DETECÇÃO Visual EFEITO Fratura Revisão: RECOMENDAÇÕES / CONTROLE 1 . Visual Visual 1 . Visual Visual 1 .Eletricista experiente.Confrontar os dados da OS com a situação local.Posicionamento correto do eletricista. 2 .Queda do eletricista e queda da escada Visual 1 . 3ª) Solicitar o desligamento do alimentador.Abertura das chaves do circuito.Queda do transformador Visual 1 . 5 .Uso de EPIs. 8ª) Verificar a tensão do secundário do trafo. 10:41 .p65 56 8/8/2005. 7ª) Solicitar o religamento do alimentador. o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador. 1 .Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento. 2 .Proceder a novo teste de tensão (ausência) próximo ao local de trabalho.Proceder ao teste de ausência de tensão no circuito. 4 . riscos_eletricos.: Durante a descida do transformador. 6 .Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 . 3 . 6 . 2 .Perfeita fixação do transformador na estrutura suporte. Subida do novo trafo 1 . 1 .Isolamento e sinalização da área de trabalho.Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas. 3 .Isolamento e sinalização da área.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Retirada do transformador 1 .Aguardar a confirmação do desligamento.Eletricista experiente.Operação cuidadosa do equipamento durante a descida do transformador. 4ª) Aguardar a confirmação do desligamento.Uso de EPIs e EPCs adequados. 2 . 7 .Quedas de materiais e ferramentas 3 . 2 . 5 .Queda do transformador Visual 1 . 2 . 4 . 2 . 5ª) Fechar as chaves do circuito. EPCs e ferramentas adequados. 7 . EPCs e ferramentas adequados adequados. 7 .A escada deve ser manuseada e transportada.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Descida do eletricista do poste.Uso de EPIs.Posicionamento correto do eletricista.: Durante a descida do transformador. Desconexão dos circuitos primário e secundário do transformador 2 . 6ª) Fechar a chave curto-circuito do trafo.ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS OU PERIGOS (APR/APP) Atividade / operação – troca de transformador sem auxílio de guindaste Referência: ETAPA Subida do eletricista no poste RISCO / PERIGO 1 .Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador. Obs. 4 . 9 . 2 .Uso de EPIs e EPCs adequados.Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo. 2 .Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador.Retirar os cartuchos das chaves e/ou colocar placas de sinalização nas chaves abertas.Operação cuidadosa do equipamento de içamento do transformador. Obs.Posicionamento correto da escada e do eletricista. Obs. para o caminhão.Efetuar o aterramento provisório adequado do circuito primário e secundário.Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento.Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo. devem ser tomadas as seguintes providências: 1ª) Retirar os conjuntos de aterramento rovisório das redes primária e secundária. com auxílio de escada 1 . 2 .Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado.Autorizar o religamento do alimentador.Solicitar o desligamento do alimentador.Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas. 5 .: Após a conclusão das operações para a troca do transformador. 2 . Ligação do transformador 1 . 3 .Isolamento e sinalização da área de trabalho.Isolamento e sinalização da área. 2 .Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1. 1 . 9ª) Comunicar a conclusão do trabalho e “liberar o circuito”.Soltar as amarações da escada. 2ª) Recolocar os conjuntos das chaves e/ou retirar as placas de sinalização.Quedas de materiais e ferramentas 3 . por dois funcionários. 2 . o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador.

10:41 . provendo afastamentos adequados que garantam condições de segurança específica. deve-se promover o corte visível dos circuitos.p65 57 8/8/2005. riscos_eletricos. Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberados para trabalho. impedindo assim a existência de tensão elétrica no equipamento ou circuito. geralmente o disjuntor alimentador do equipamento ou circuito a ser isolado (ver figura a seguir). Sempre que for tecnicamente possível. A interrupção é executada com a manobra local ou remota do respectivo dispositivo de manobra. mediante os procedimentos descritos a seguir: Seccionamento RISCOS ELÉTRICOS É a ação da interrupção da alimentação elétrica em um equipamento ou circuito. É realizada por no mínimo duas pessoas.Medidas de controle do risco elétrico Desenergização É o conjunto de procedimentos visando à segurança pessoal dos envolvidos ou não em sistemas elétricos.

retirada de fusíveis. 10:41 . evitando-se.p65 58 8/8/2005. Impedimento de reenergização É o processo pelo qual se impede o religamento acidental do circuito desenergizado. Retirada dos fusíveis de alimentação do local. a formação de arco elétrico.). • • • 58 riscos_eletricos. A abertura da seccionadora deverá ser efetuada após o desligamento do circuito ou equipamento a ser seccionado. Extração do disjuntor quando possível. Este impedimento pode ser feito por meio de bloqueio mecânico. como por exemplo: • Em seccionadora de alta tensão.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O seccionamento tem maior eficácia quando há a constatação visual da separação dos contatos (abertura de seccionadora. Travamento da manopla dos disjuntores por cadeado ou lacre. assim. utilizando cadeados que impeçam a manobra de religamento pelo travamento da haste de manobra. etc.

devemos constatar a ausência da tensão com equipamento apropriado ao nível de tensão à segurança do usuário. deve-se verificar a existência de tensão em todas as fases do circuito. por meio de sinalização luminosa ou de voltímetro instalado no próprio painel. como. por exemplo.p65 59 8/8/2005. 10:41 . Na inexistência ou na inoperabilidade de voltímetros no painel. detectores de tensão de proximidade ou contato.RISCOS ELÉTRICOS Constatação de ausência da tensão Usualmente. voltímetro. Aterramento temporário 59 riscos_eletricos.

ou seja. entre dois aterramentos. Confirmar a desenergização do circuito a ser aterrado temporariamente. 10:41 . Para a execução do aterramento. Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário antes de sua utilização. sinalizando-a.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A instalação de aterramento temporário tem como finalidade a eqüipotencialização dos circuitos desenergizados (condutores ou equipamento). Detector de tensão 60 riscos_eletricos. devemos seguir às seguintes etapas: • • • • • • Solicitar e obter autorização formal. no caso ao potencial de terra.p65 60 8/8/2005. Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa. interligando-se os condutores ou equipamentos à malha de aterramento através de dispositivos apropriados ao nível de tensão nominal do circuito. Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e verificar a desenergização. ligar eletricamente ao mesmo potencial. Aterramentos provisórios 4. Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com firmeza à malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores ou equipamentos que serão ligados à terra. Bloqueio e etiquetagem 2. utilizando equipamentos de isolação e proteção apropriados à execução da tarefa. Equipamento em manutenção 3. • • Observação 1. Na rede de distribuição deve-se trabalhar. no mínimo. Delimitar a área de trabalho.

e a aprovação por profissional responsável. e. 61 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Se num equipamento que já estiver aterrado for necessária a remoção do aterramento por um breve período para execução de testes de isolação. Somente depois de efetuadas todas as etapas descriminadas anteriormente. este deve ser reconectado imediatamente após o término do teste. Porém. Instalação da sinalização de impedimento de energização Este tipo de sinalização é utilizado para diferenciar os equipamentos energizados dos não energizados. estes devem ser descarregados eletricamente em relação à terra.p65 61 8/8/2005. Os procedimentos acima deverão ser executados em todos os pontos possíveis de alimentação do equipamento/circuito a ser desenergizado. a extremidade ligada à malha de terra. Nos serviços que exijam equipamentos não aterrados. seguindo-se para isso os procedimentos de aterramento estabelecidos. dependentemente das particularidades do circuito ou equipamento a ser executada a desenergização. o equipamento ou circuito estará no estado desenergizado. desconecta-se em primeiro lugar a extremidade ligada ao condutor ou equipamento. Com os equipamentos apropriados (bastão. luvas e óculos de segurança). em seguida. 10:41 . podendo assim ser liberado pelo profissional responsável para intervenção. afixando-se no dispositivo de comando do equipamento principal um aviso de que ele está impedido de ser energizado. o mesmo pode ser modificado com a alteração da ordem das etapas ou mesmo com o acréscimo ou supressão de etapas.

da instalação ou do equipamento) destinado a outros fins que não a proteção contra choques elétricos. 62 riscos_eletricos. o aterramento deve ser único em cada local da instalação. o condutor neutro deve ser aterrado na origem da instalação. o aterramento do neutro na origem proporciona uma melhoria na equalização de potenciais essencial à segurança. Para casos específicos. O valor da resistência de aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica. 10:41 . no contexto da seção.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. Observação Do ponto de vista da instalação. Aterramento do condutor neutro Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária. de acordo com as prescrições da instalação. o aterramento pode ser usado separadamente.p65 62 8/8/2005. Em particular. Ligações à terra Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional). desde que sejam tomadas as devidas precauções. o termo "funcional" está associado ao uso do aterramento e da eqüipotencialização para fins de transmissão de sinais e de compatibilidade eletromagnética. Aterramento funcional É o aterramento de um ponto (do sistema.

evidentemente (e isso deve ser regra. conectando-se o PE do equipamento ao PE da instalação. em caso de falha na isolação desse equipamento. SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO SEÇÃO DOS CONDUTORES FASE DA INSTALAÇÃO (mm²) S ≤ 16 16 ≤ S ≤ 35 S > 35 SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO CORRESPONDENTE PE (mm²) S 16 S/2 63 riscos_eletricos. ou então sua caixa de terminais inclui um terminal PE para aterramento. A secção mínima do condutor de proteçao (PE) deve obedecer aos valores estabelecidos na tabela abaixo. ou "fio terra") incorporado ou não ao cordão de ligação. promovendo o desligamento do circuito. e não exceção). isto é. A parte que toca à instalação é ligar esse equipamento adequadamente. 10:41 . o equipamento vem com condutor de proteção (condutor PE.RISCOS ELÉTRICOS Aterramento de proteção (PE) Com o aterramento a corrente praticante não circula pelo corpo Sem o aterramento o único caminho é o corpo A proteção contra contatos indiretos proporcionada em parte pelo equipamento e em parte pela instalação é aquela tipicamente associada aos equipamentos classe I. na tomada ou caixa de derivação – o que pressupõe uma instalação dotada de condutor PE. Essa é a parte que toca ao próprio equipamento. e garantir que.p65 63 8/8/2005. um dispositivo de proteção atue automaticamente. Um equipamento classe I tem algo além da isolação básica: sua massa é provida de meios de aterramento.

Esquema TN-C-S As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação. Esquemas de ligação de aterramento em baixa tensão: Esquema TN-S O condutor neutro e o condutor de proteção são separados ao longo de toda a instalação. 64 riscos_eletricos. 10:41 . as prescrições relativas às medidas de proteção devem prevalecer.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais Quando for exigido um aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais.p65 64 8/8/2005.

Esquema TT Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado. 65 riscos_eletricos. estando as massas da instalação ligadas a eletrodutos de aterramento eletricamente distintos do eletroduto de aterramento da alimentação.RISCOS ELÉTRICOS Esquema TN-C As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação. 10:41 .p65 65 8/8/2005.

são considerados os esquemas de aterramento para sistemas trifásicos comumente utilizados. 66 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquema IT Não possui qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado. sendo estes classificados conforme a seguinte simbologia: • primeira letra – situação da alimentação em relação à terra: » » T = um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado.p65 66 8/8/2005. 10:41 . estando aterradas as massas da instalação. I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância. descritos a seguir. Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Condutor neutro (N) Condutor de proteção (PE) • Condutor PEN Esquemas de Ligação de Aterramento em Média Tensão Segundo a norma NBR 14039/2003.

p65 67 8/8/2005. N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada. » Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado. mas não estão ligadas às massas da instalação. sendo as massas da instalação e do ponto de alimentação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação. o ponto aterrado é normalmente o neutro). 10:41 . S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação. independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação. 67 riscos_eletricos. toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de curto-circuito.RISCOS ELÉTRICOS • segunda letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra: » » T = massas diretamente aterradas. • terceira letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de alimentação: » » R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação. Nesse esquema.

10:41 . São considerados dois tipos de esquemas. TTN e TTS. ITS e ITR Esquema ITN 68 riscos_eletricos. suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas.p65 68 8/8/2005. Nesse esquema. sendo. b) esquema TTS. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas do ponto de alimentação. Esquemas ITN. as correntes de falta direta fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto-circuito. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquemas TTN e TTS Esquema TTN Esquema TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado. estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento do ponto de alimentação. a saber: a) esquema TTN. porém.

os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos.RISCOS ELÉTRICOS Esquema ITS Esquema ITR Os esquemas ITx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância. 69 riscos_eletricos. b) Esquema ITS. no qual o condutor neutro. ITS e ITR. no qual o condutor neutro. São considerados três tipos de esquemas. estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento. ITN. a saber: a) Esquema ITN. a corrente resultante de uma única falta fase-massa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. c) Esquema ITR. 10:41 . de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e do ponto de alimentação. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento. O trabalho de aterramento depende desses fatores e das condições ambientais.p65 69 8/8/2005. a natureza do terreno e a resistência de contato do aterramento. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto. Nesse esquema. Medida da resistência de aterramento Na escolha dos eletrodos de aterramento e sua posterior distribuição é importante considerar as condições locais.

Ao mesmo tempo. o que provoca uma queda nula de tensão. úmida Terra de cerrado ou arenosa. tendo-se M como ponto de referência. É fácil verificar que nas proximidades dos aterramentos a tensão em relação ao ponto M cresce. RESISTÊNCIA DO TIPO DE SOLO TIPO DE SOLO Pantanoso Terra de cultura ou argilosa Terra arenosa Terra de cerrado. afastando-se destes. há uma seção bem maior para a passagem da corrente. devemos medir a corrente e a queda de tensão provocada por ela.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É comum encontrar baixa resistência ôhmica no aterramento. Sejam A e B tubos condutores. pode-se medir uma tensão "U" em relação à terra. Podemos lembrar alguns dados referenciais da tabela a seguir. Influem a resistência de contato (ou de difusão) do aterramento e a resistência do condutor de terra. de tal forma que no mesmo potencial seja nulo. sendo nula a tensão no ponto de referência. Se entre os pontos A e B existir uma distância suficiente e por ambos circular uma corrente. 10:41 . encontrando-se a curva indicada em "B". Esse crescimento da tensão nas proximidades dos aterramentos pode ser explicado se lembrarmos que as linhas de corrente se concentram nas proximidades dos pontos de aterramento. convenientes para um bom aterramento. A resistência de contato tem a resistência do solo como fator muitíssimo importante. seca Solo rochoso R (OHM-M) 30 100 200 500 1 000 3 000 70 riscos_eletricos. Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável.p65 70 8/8/2005. Para isso basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto distante a 20 metros.

10:41 .RISCOS ELÉTRICOS Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. No caso de aterramento superficial. prevenindo acidentes com pessoas e baixando a níveis aceitáveis os danos tanto nessas instalações quanto nos equipamentos a elas conectados. sejam eles o do quadro de distribuição principal de energia.50 metro. enterrados a uma profundidade média de 0.. ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre depositada eletroliticamente (copperweld). preferindo-se uma disposição radial e com centro comum. Condições de eqüipotencialização: • • Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação. de comprimento grande. etc. 71 riscos_eletricos. usam-se cabos condutores ou chapas.5 x 1m 35 1 x 1m 25 Comprimento 10m 25m Resistência de Contato 20 10 50m 100m 5 3 Comprimento 1m 70 2m 40 Eqüipotencialização Podemos definir eqüipotencialização como o conjunto de medidas que visa minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações. O quadro geral de baixa tensão (QGBT). RESISTÊNCIAS DE CONTATO PARA RESISTÊNCIA ESPECÍFICA DO SOLO DE 100 OHMS X M Eletrodo de Aterramento Cabos Haste ouTubo Chapa com canto superior a 1 m do solo Dimensões 3m 30 5m 20 0. rede de dados. o distribuidor geral da rede telefônica. em geral de 3/4". geralmente.). cravados no solo. No primeiro caso. formando um só aterramento. usam-se tubos de ferro galvanizado. deverão ser convenientemente interligados.p65 71 8/8/2005. etc. o da rede de comunicação de dados.

quando esta for eletricamente contínua (e na maioria das vezes é). o aproveitamento de bandejamento dos cabos.p65 72 8/8/2005. Nestes casos podem ser utilizados vários recursos que otimizem o custo da instalação. diodos especiais. como. obviamente. malha. eletrodutos e outros. devem ser convenientemente interligadas ao aterramento.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Todas as massas metálicas de uma edificação. 72 riscos_eletricos. como ferragens estruturais. Todas as tubulações metálicas da edificação. Todos os terminais "terra" dos DPSs devem ser ligados ao BEP (barramento de eqüipotencialização principal) através da ligação da massa dos ETIs pelo condutor de proteção PE. ou uma associação deles. devem ser interligadas ao aterramento de forma conveniente. pois interligar aterramentos não é simplesmente interligar um eletrodo ao outro. deverão estar distribuídos por toda a instalação da edificação. deve ser instalado um DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de características nominais mais elevadas que possibilite uma coordenação eficaz nos quadros de alimentação dos circuitos terminais que alimentam os ETIs. bases de antenas. Todos os terminais "terra" existentes nos equipamentos deverão estar interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que. portões. guarda-corpos. constituídos por varistores centelhadores. hidrantes. caso seja garantida sua continuidade elétrica em parâmetros aceitáveis. Os aterramentos devem ser realizados em anel fechado. grades. Taz ou Tranzooby. • • • • • • • O uso freqüente da palavra "conveniente" nos itens anteriores enfatiza que a interligação entre aterramentos deve obedecer a certos critérios. 10:41 . corrimãos. por exemplo. ou preferencialmente pelas ferragens estruturais das fundações da edificação. dependendo da configuração da instalação elétrica de baixa tensão. como rede de hidrantes. Todos os ETIs (equipamentos de tecnologia de informações) devem ser protegidos por DPSs (dispositivos de proteção contra surtos). ou no quadro do secundário do transformador. bem como carcaças metálicas dos equipamentos elétricos. No QDP.

preservando suas características de resistência mecânica e de baixa impedância elétrica. para instalações de energia da edificação. 10:41 . pelo caminho mais curto possível e dela se retirar tantos condutores de proteção PE quantos forem necessários para "servir" a instalação. Conseqüentemente.p65 73 8/8/2005. espessura = 6 mm e comprimento não inferior a 500 mm. um bom parâmetro para suas dimensões são: largura = 50 mm. inclusive as ferragens da edificação. Cabe esclarecer que se por qualquer motivo alguma tubulação metálica não puder ser diretamente interligada ao BEP. ou outro material isolante. deve-se instalar próximo ao QDP (quadro de distribuição principal de baixa tensão). Portanto. resina.RISCOS ELÉTRICOS Para que a interligação ocorra de maneira correta e eficaz. 73 riscos_eletricos. uma barra de cobre distanciada da parede em alguns centímetros e isolada desta por isoladores de porcelana. esta interligação deverá ser realizada de forma indireta via centelhador. fazer uma interligação convenientemente consiste em se conectar todos os aterramentos neste BEP. por exemplo a corrosão galvânica. Tanto a NBR 5410/2004 quanto a NBR 5419/2001 denominam este barramento de BEP (barramento de eqüipotencialização principal). Esta barra deve ter dimensões compatíveis que assegurem um bom contato elétrico.

Isto causa danos aos equipamentos. Riscos de rompimento de isolação em equipamentos de tecnologia da informação e similares que necessitem de interligações para intercâmbio de dados e em equipamentos eletrônicos suscetíveis a interferência. paralisando grandes linhas de produção. No caso de a isolação de um dos equipamentos vir a ser rompida. Dessa forma. e "um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito por ele protegido sempre que uma falta entre parte viva e massa der origem a uma tensão de contato perigosa". as massas devem ser ligadas a condutores de proteção. gerando assim uma diferença de potencial entre a carcaça do equipamento em relação ao aterramento ou à carcaça de outro equipamento.p65 74 8/8/2005. em casos extremos. • Seccionamento automático da alimentação No sistema de proteção contra choques elétricos (contatos indiretos) por seccionamento automático da alimentação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Principais problemas causados pela falta de eqüipotencialização (diferença de potenciais) em aterramentos de uma mesma instalação: • Riscos de choques que podem provocar danos fisiológicos às pessoas e animais. prejudicando seu funcionamento individual ou. 10:41 . compondo uma "rede de aterramento". 74 riscos_eletricos. uma corrente de falta flui pelo corpo da pessoa ou animal que venha a executar este tipo de ação. pode ocorrer um circuito fechado no toque simultâneo entre o equipamento com isolação danificado e outro equipamento ou aterramento.

UO é a tensão nominal entre fase e neutro.8 0. As situações 1 e 2 estão definidas no anexo C da NBR 5410/2004.8 0.RISCOS ELÉTRICOS O tempo máximo admissível de seccionamento é dado em função da tensão fase-terraUo em esquemas de ligação de aterramento TN. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA TN UO(V) 115.20 1. U é a tensão nominal entre fases. 2. 230 254. 127 220 277 254 400 Tempo de seccionamento ( s ) Situação 1 (áreas internas) 0.8 0. fusíveis) ou dispositivos de corrente diferencial.4 0.06 Neutro distribuído Situação 1 5 0. valor eficaz em corrente alternada.4 0. 480 690 UO(V) 115. 400. 277 400 Tempo de seccionamento ( s ) Neutro não distribuído Situação 1 0.05 1.20 0. valor eficaz em corrente alternada.35 0. 220. UO é a tensão nominal entre fase e neutro. Para valores intermediários de tensão deve ser adotado o valor (da tebela) imediatamente superior.20 0. 120.2 Situação 2 (áreas externas) 0.4 0. e em função da tensão fase-fase em esquemas de aterramento IT.2 Situação 2 0.p65 75 8/8/2005. 440. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA IT (SEGUNDA FALTA) Tensão nominal do circuito U(V) 208. 230 380.5 0.8 0.4 0.2 0. São utilizados na proteção por seccionamento automático dispositivos de sobrecorrente (disjuntores.5 0. 2. sendo também classificado em função da seletividade (Situação 1 e Situação 2).4 Situação 2 1 0.2 1. conforme mostrado a seguir: 75 riscos_eletricos. 10:41 . valor eficaz em corrente alternada. sendo sua utilização condicionada aos esquemas de aterramento.4 0. conforme discriminado nas tabelas a seguir. 3. 120. 127 220.2 0.4 0.

pois na utilização deste dispositivo nestas instalações não há diferença de corrente residual no sensor do DR na ocorrência de falhas. para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em CC sem ondulação com 60 V nominais.1 000 Hz Contínua sem ondulação Situação 1 50 120 Situação 2 25 60 Obs. o valor da crista máxima não deve ultrapassar 140 V. então. Situação 2 – áreas externas. visto que o condutor de proteção PEN ou PE está passando no sensor. 76 riscos_eletricos. Devemos. Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação inferior a 10% em valor eficaz. havendo assim o equilíbrio entre as correntes.p65 76 8/8/2005. 15 Hz . VALORES MÁXIMOS DE TENSÃO DE CONTATO LIMITE U1 (V) Natureza da corrente Alternada.: Situação 1 – áreas internas. Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos sempre que uma falta entre a parte viva e a massa no circuito ou equipamento considerado der origem a uma tensão de contato superior ao valor apropriado de [UL (V)]. porque toda diferenciação entre as fases acarretará uma corrente de mesma intensidade no condutor PEN ou PE.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE ESQUEMA DE ATERRAMENTO TN-C TN-S TT IT (massas aterradas individualmente ou em grupos) IT (todas as massas interligadas) DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO Sobrecorrente Sobrecorrente DR DR DR DR Sobrecorrente Observamos a incompatibilidade entre os dispositivos tipo DR e os sistemas PEN e PE. 10:41 . executar a separação entre condutor PE e N para utilização de DR. A seguir serão apresentadas informações importantes para as ligações eqüipotenciais.

ou seja. a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não é mais nula e o dispositivo detecta justamente essa diferença de corrente. lavanderias. Ocorrendo a falha de isolamento em um equipamento alimentado por esse circuito. 77 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR Independentemente do esquema de aterramento TN. garagens e. 10:41 . Bipolar Tetrapolar Dispositivos a corrente diferencial residual – DR Princípio de funcionamento O DR mede permanentemente a soma vetorial das correntes que percorrem os condutores.p65 77 8/8/2005. com corrente diferencial-residual nominal igual ou inferior a 30 mA). mais particularmente de alta sensibilidade (isto é. Devido a este "vazamento" de corrente para a terra. Enquanto o circuito se mantiver eletricamente igual. circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. áreas de serviço. tornou-se expressamente obrigatório nos seguintes casos: » » » » circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheiro ou chuveiro. de todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens. haverá uma corrente residual para a terra. copas-cozinhas. a soma vetorial das correntes nos seus condutores é praticamente nula. TT ou IT. o uso de proteção DR. interromperá uma corrente de falta à terra. circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior. e circuitos de tomadas de corrente de cozinhas. no geral.

O dispositivo DR é composto. apenas acionar um alarme visual ou sonoro. 10:41 . de forma idêntica. toroidal. é detectada pelo dispositivo diferencial. responsável pela medição das diferenças entre correntes dos condutores. sobre o qual são enrolados. a não ser que a proteção diferencial-residual usada seja de baixíssima sensibilidade. e um elemento de "processamento" do sinal e que comanda o disparo do DR.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A situação é análoga se alguma pessoa vier a tocar uma parte viva do circuito protegido: a porção de corrente que irá circular pelo corpo da pessoa provocará igualmente um desequilíbrio na soma vetorial das correntes – a diferença. basicamente. 78 riscos_eletricos. cada um dos condutores do circuito e que acomoda também o enrolamento de detecção. Este relé irá provocar a abertura dos contatos principais do próprio dispositivo ou do dispositivo associado (contator ou disjuntor). então. quanto ao atendimento da regra do seccionamento automático. Mas neste caso se trata de proteção. e proteção no caso mais geral significa desligamento do circuito. Quando essa diferença atinge um determinado valor. tal como se fosse uma corrente de falta à terra. quando se usam dispositivos DR. geralmente designado relé diferencial ou relé reversível. dos seguintes elementos: » um TC de detecção. » Uso do dispositivo DR Pode-se dizer que não há razões para preocupação.p65 78 8/8/2005. eventualmente. Poderia. como observado no início. é ativado um relé.

este deve ser colocado na origem da instalação. A aplicação do DR pode ser dividida em: • Uso obrigatório de DR de alta sensibilidade (< 30 mA): Na proteção complementar < contra choques elétricos em circuitos de banheiros. 10:41 . 2. que pode ser a própria rede de alimentação. A sensibilidade determina se um DR pode ser aplicado à proteção contra contatos indiretos e à proteção contra contatos diretos. testadas e mantidas por pessoas advertidas ou qualificadas. Uso previsto de DR de baixa sensibilidade (< 500 mA): Um dos meios prescritos para limitar as correntes de falta/fuga à terra em locais que processem ou armazenem materiais inflamáveis. Dispositivo DR com fonte auxiliar – caso não atuem automaticamente por falha de fonte auxiliar é admitido somente se uma das duas condições for satisfeita: 1. Esquema IT quando a proteção for assegurada por um dispositivo DR e o seccionamento à primeira falta não for cogitado. Nesse caso as massas não precisam ser ligadas ao condutor de proteção do esquema TN. o mesmo ocorrendo em circuitos terminais. tomadas de cozinhas. a menos que a parte da instalação compreendida entre a origem e o dispositivo não possua qualquer massa e satisfaça a medida de proteção pelo emprego de equipamentos classe II (50 a 1 500 V) ou pela aplicação de isolação suplementar. Esquema TT se uma instalação for protegida por um único dispositivo DR. garagens e assemelhados.RISCOS ELÉTRICOS Os dispositivos DR (diferencial-residual) podem ser do tipo com ou sem fonte auxiliar.p65 79 8/8/2005. lavanderias. Esquema TN pode ser protegido por um dispositivo DR. a proteção contra contatos indiretos for assegurada por outros meios no caso de falha da fonte auxiliar e os dispositivos forem instalados em instalações operadas. Uso de DR de alta sensibilidade (< 30 mA) como alternativa: Na proteção de < equipamentos situados próximos à piscinas. tomadas externas. desde que sejam ligadas a um eletrodo de aterramento com resistência compatível com a corrente de atuação do dispositivo DR. • • 79 riscos_eletricos. a corrente diferencial-residual de não atuação do dispositivo deve ser no mínimo igual à corrente que circula quando uma primeira falta franca à terra afete um condutor-fase. áreas de serviço.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tipos de DR Na prática a proteção diferencial-residual pode ser realizada através de: • • • • • interruptores diferenciais-residuais. Equipamentos de solda empregados em espaços confinados. disjuntores com proteção diferencial-residual incorporada. como solda em tanques.p65 80 8/8/2005. e peças avulsas (relé DR e transformador de corrente toroidal) que são associadas apenas a um elemento de sinalização e/ou alarme. como trabalho em ambientes úmidos. 80 riscos_eletricos. tomadas com interruptor DR incorporado. requerem que as tensões empregadas sejam baixas. pois a resistência do corpo humano é diminuída e a isolação elétrica dos equipamentos fica comprometida. blocos diferenciais acopláveis e disjuntores em caixa moldada ou a disjuntores modulares (minidisjuntores). se eventualmente for apenas este. 10:41 . Proteção por extrabaixa tensão É comum o emprego da tensão de 24V para condições de trabalho desfavoráveis. que é o objetivo da detecção diferencial-residual. e não um desligamento. Tais condições são favoráveis a choque elétrico nestes tipos de ambiente.

este método de proteção tem suas desvantagens. As barreiras e invólucros devem ser fixados de forma segura e também possuir robustez e 81 riscos_eletricos. como por exemplo: » » » não aterrar o circuito de extrabaixa tensão. grandes secções transversais para os condutores de fornecimento da baixa tensão e. Do ponto de vista da segurança este método é excelente. ou melhor. pois aqui o fator de segurança é multiplicado por três.RISCOS ELÉTRICOS A proteção por extrabaixa tensão consiste em empregar uma fonte da baixa tensão ou uma isolação elétrica confiável. 10:41 . se a tensão extrabaixa for obtida de circuitos de alta-tensão.p65 81 8/8/2005. Certos critérios devem ser observados quanto ao uso deste tipo de proteção. multiplica-se pelos três fatores: a isolação funcional. não dispor os condutores de um circuito de extrabaixa tensão em locais que contenham condutores de tensões mais elevadas. A tensão extrabaixa é obtida tanto através de transformadores isoladores como de baterias e geradores. freqüentemente. as partes vivas devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras. Contudo. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Tensão nominal do circuito Extrabaixa tensão Tensão de ensaio em corrente contínua (V) Maior ou igual a 250 Resistência de isolamento mínimo em megohms 0. ou seja. do ponto de vista prático. A tensão extrabaixa é aquela situada abaixo de 50 V. não fazer ligações condutoras com circuitos de maior tensão. a isolação do sistema. e a redução da tensão.25 Proteção por barreiras e invólucros São destinados a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica. construção de equipamentos de dimensões relativamente grandes quando comparados com equipamentos que se utilizam de tensões mais altas para o seu funcionamento. como: necessidade de uma instalação elétrica de baixa tensão. no caso de transformadores.

contatos não intencionais com partes vivas por ocasião de operação de equipamentos sob tensão (por exemplo. por meio de telas ou painéis sobre os seccionadores). As barreiras e invólucros podem: » » impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes vivas. 10:41 . mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno do obstáculo. 82 riscos_eletricos. e garantir que as pessoas sejam advertidas de que as partes acessíveis através da abertura são vivas e não devem ser tocadas intencionalmente. Locais de serviço elétrico Nestes locais a NBR 5410/2004 admite o uso de medidas de proteção apenas parciais ou mesmo a sua dispensa.p65 82 8/8/2005. Estes locais técnicos abrigam equipamentos elétricos. por meio de corrimãos ou de telas de arame). As partes vivas devem ser completamente recoberta por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE durabilidade suficiente para manter os graus de proteção e ainda apresentar apropriada separação das partes vivas. Proteção por obstáculos e anteparos São destinados a impedir contatos acidentais com partes vivas. sendo proibido o ingresso de pessoas que não sejam advertidas ou qualificadas. Os obstáculos e anteparos devem impedir: » » uma aproximação física não intencional das partes vivas (por exemplo. Em suma. Proteção por isolamento das partes vivas Isolamento elétrico É a ação destinada a impedir todo o contato com as partes vivas da instalação elétrica. o acesso a esses locais é restrito apenas aos técnicos responsáveis.

destinada a assegurar proteção contra choques elétricos em caso de falha da isolação básica (ou seja. paralelos. Isolação suplementar – Isolação independente e adicional à isolação básica. ou seja. 83 riscos_eletricos. são utilizados sistemas de isolação dupla em alguns eletrodomésticos e ferramentas elétricas portáteis (furadeiras. em sua plaqueta de identificação haverá um símbolo indicativo gravado.RISCOS ELÉTRICOS Isolação dupla ou reforçada A utilização de isolação dupla ou reforçada tem como finalidade propiciar uma dupla linha de defesa contra contatos indiretos. assegurar proteção supletiva).). pois neste tipo de instalação os condutores não tendo dupla isolação devem ser instalados em eletroduto flexível isolante. Dupla isolação – simbologia normalizada internacionalmente. dois quadrados de lados diferentes. Podemos observar este tipo de isolação na instalação de um padrão de medição em baixa tensão.p65 83 8/8/2005. Caixa de entrada de energia em baixa tensão. um dentro do outro. Comumente. conforme mostrado a seguir. 10:41 . lixadeiras. destinada a assegurar proteção básica contra choques. Neste caso. etc. A isolação dupla é constituída de: • • Isolação básica – Isolação aplicada às partes vivas.

). Ele pode ser instalado em locais inacessíveis sem a utilização de invólucros/barreiras (eletrodutos. Cobertura Composto termoplástico de PVC sem chumbo antichama. A expressão “isolação única” não implica que a isolação deva constituir uma peça homogênea. Ela pode comportar diversas camadas impossíveis de serem ensaiadas isoladamente. Condutor • • • material: fio de cobre nu. sendo constituído de isolação (2) e cobertura (4) em composto termoplástico de PVC. seja diretamente ou por intermédio de objetos que elas manipulem ou transportem. forma: redonda normal. este deve ser suficiente para que se evite que pessoas circulando nas proximidades das partes vivas possam entrar em contato com essas partes. Cabos multipolares (2. Identificação Cabo unipolar: cobertura preta. Proteção parcial por colocação fora de alcance A colocação fora de alcance destina-se somente a impedir os contatos involuntários com as partes vivas. calhas fechadas. Isolação Composto termoplástico de PVC em chumbo antichama. 3. 4. Enchimento Composto termoplástico em PVC sem chumbo. têmpera mole. 10:41 . não sendo considerada pelo fabricante a função de isolação da camada de cobertura (4).p65 84 8/8/2005. 100°C em sobrecarga e 160°C em curto-circuito. como isolação básica ou como isolação suplementar. 84 riscos_eletricos. 3 e 4 condutores): veias numerizadas e cobertura preta. Na prática podemos considerar como condutor com isolação reforçada o cabo mostrado na figura a seguir. compacta ou setorial. etc. 1. considerando-se esta somente como proteção contra influências externas. 2.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A isolação reforçada é um tipo de isolação única aplicada às partes vivas que assegura um grau de proteção contra choques elétricos equivalente ao da dupla isolação. Quando há o espaçamento. Temperaturas máximas do condutor: 70°C em serviço confinado. encordoamento: classe 2.

Altura mínima de um anteparo horizontal. Locais de manobra. 10:41 . ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES INTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm D A R B K F J E M Malha 300 até 24.2 kV – 1 200 2 700 2 000 1 700 E + 300 300 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. Dimensões máximas – mm 85 riscos_eletricos. Altura mínima de uma parte viva com circulação.2 kV 400 para 36. Altura dos punhos de acionamento manual.RISCOS ELÉTRICOS Distâncias mínimas em locais sem proteção As distâncias mínimas aplicáveis a locais desprovidos de qualquer meio de proteção contra contatos diretos estão indicados nas figuras. Altura mínima de uma parte viva sem circulação. Altura mínima de um anteparo vertical. Abertura da malha. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo e o piso. Distância entre a parte viva e um anteparo vertical.p65 85 8/8/2005.

Altura mínima da proteção externa. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação proibida. Em ruas. Altura mínima de um anteparo horizontal. Altura mínima de um anteparo vertical. Abertura das malhas dos anteparos. Em rodovias. avenidas e entradas de prédios e demais locais com trânsito de veículos. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES EXTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm A G B R D F H – 1 500 4 000 1 500 500 2 000 6 000 5000 9 000 7 000 J K L C E M Malha 800 2 200 2 000 2 000 600 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. Em ferrovias. Distância mínima entre a parte viva e um anteparo vertical. Distância mínima entre a parte viva e a proteção externa. Altura dos punhos de acionamento manual. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação. Dimensões máximas – mm 86 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Circulação por mais de um lado.p65 86 8/8/2005. Locais de manobra. 10:41 . Circulação. Em local com trânsito de pedestres somente.

controlada e livre – NR10. Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos os dispositivos de segurança. Zona controlada.RISCOS ELÉTRICOS Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Fig. 10:41 . 1 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. ZL ZC ZR = = = Zona livre. PE SI = = Fig. Ponto da instalação energizado. restrita a trabalhadores autorizados e com adoção de técnicas. instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. controlada e livre. 2 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. restrita a trabalhadores autorizados. com interposição de superfície de separação física adequada – NR10 87 riscos_eletricos. Zona de risco.p65 87 8/8/2005.

40 1.63 0.50 5.35 0.00 1.10 1.70 1.38 1.60 3.58 0.p65 88 8/8/2005.22 1.00 3.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Distanciamento de segurança TABELA DE RAIOS DE DELIMITAÇÃO DE ZONAS DE RISCO.10 3. CONTROLADA E LIVRE Faixa de tensão nominal da instalação elétrica em kV RR – Raio de delimitação entre zona de risco e controlada em metros RC – Raio de delimitação entre zona controlada e livre em metros 0.20 <1 ≥1 ≥3 ≥6 ≥ 10 ≥ 15 ≥ 20 ≥ 30 ≥ 36 ≥ 45 ≥ 60 ≥ 70 ≥ 110 ≥ 132 ≥ 150 ≥ 220 ≥ 275 ≥ 380 ≥ 480 e e e e e e e e e e e e e e e e e e <3 <6 < 10 < 15 < 20 < 30 < 36 < 45 < 60 < 70 < 110 < 132 < 150 < 220 < 275 < 380 < 480 < 700 0.90 1.83 1.83 0.20 Anexo 1 – NR10.60 1.63 1.35 1.25 1.22 0.20 0. 10:41 .56 0.20 5.58 1.20 1.25 0.80 4.56 1.40 0.38 0.20 7.90 2.50 3.20 3. 88 riscos_eletricos.80 2.

Com vários equipamentos alimentados pelo mesmo circuito. Grupo motor-gerador com enrolamentos que forneçam uma separação equivalente à de um transformador. 10:41 . Sua massa deve ser aterrada. Circuitos eletricamente separados podem alimentar um único ou vários equipamentos. não aterrados.p65 89 8/8/2005. consiste em abaixar a tensão para níveis seguros (extrabaixa tensão: menor que 50 V para ambientes secos e menor que 25 V para ambientes úmidos e molhados) através do uso de transformador de separação. A situação ideal é aquela em que temos um único equipamento conectado ao circuito. A proteção por separação elétrica pode ser realizada pelos seguintes meios: » » Transformador de separação. estes devem ser ligados entre si por condutores de eqüipotencialidade. 89 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Proteção por separação elétrica Proteção por separação elétrica – Tratada na NBR-5410/2004.

riscos_eletricos.p65 90 8/8/2005. 10:41 .

As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização elétrica. como também à proteção de outros funcionários que possam executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes. Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal que será executada e que gerou o risco.p65 91 8/8/2005. em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. riscos_eletricos. conforme estabelece a NR-10. visando à eqüipotencialização e proteção pessoal contra energização indevida do circuito em intervenção. e na sua impossibilidade.Equipamentos de Proteção Coletiva Como estudado anteriormente. cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente. A seguir serão descritos alguns equipamentos e sistemas de proteção coletiva usados nas instalações elétricas: RISCOS ELÉTRICOS Conjunto de aterramento Equipamento destinado à execução de aterramento temporário. o emprego de tensão de segurança. 10:41 . Conjunto para aterramento temporário.

10:41 . quanto maior for o valor da resistência de isolação do tapete. obs A minimização da corrente de falta fluindo pelo corpo (IC). minimizando assim as conseqüências por uma falha de isolação nos equipamentos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tapetes de borracha isolantes Tapete de borracha Acessório utilizado principalmente em subestações. menor a resistência do aterramento de proteção. Podemos concluir que o tapete é um complemento da proteção por aterramento da carcaça.p65 92 8/8/2005. sendo aplicado na execução da isolação contra contatos indiretos. 92 riscos_eletricos.

ancoradouros. balizar ou interditar áreas de tráfego ou serviços com extrema radidez e eficiência. Correntes para sinalização em ABS Correntes de sinalização e isolamento em plástico ABS de alta durabilidade. estacionamentos. nas cores laranja. com listras laranja e preta intercaladas. Cores: laranja/branco. parques. ou as duas cores mescladas. Cores: laranja/preto Cone em PVC para sinalização características: utilizado para sinalizar. Materiais destinados a fazer a isolação de uma área onde estejam sendo executadas intervenções. pedágios. 10:41 . supermercados.RISCOS ELÉTRICOS Cones e bandeiras de sinalização Fita de sinalização características: fita plástica colorida em poliestileno. transportes. dobrável e de fácil instalação. Garantia contra defeitos de fabricação de 15 anos. decoração. resistente. é fornecida em rolo de 200 metros de comprimento e 70 mm de largura. isolar. Fabricadas nos tamanhos pequeno e grande. interdição. órgãos públicos ou empresas que realizam trabalhos externos. como em docas. bancos. podendo ser afixada em cones e tripés. resistência mecânica e contra altas temperaturas. contrutoras. branco. 93 riscos_eletricos. não perdendo a cor ou descascando com a ação de intempeéries. Fornecido em polietileno/PVC ou borracha. rodovias. isolamento e sinalização de áreas. nas mais diversas aplicações. Leve. Indicadas para uso na construção. Utilizada interna e externamente na sinalização.p65 93 8/8/2005. Excelente para uso externo. shopping centers. é altamente durável e resistente a intempéries e maus-tratos. etc. balisamento ou demarcação em geral por indústrias.

) e situação dos equipamentos (equipamentos energizados. 94 riscos_eletricos. são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em redes energizadas.). Protetores isolantes de borracha ou PVC para redes elétricas Anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redes aéreas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Placas de sinalização Bandeira com bastão Placas de sinalização São utilizadas para sinalizar perigo (perigo de vida. não manobre este equipamento sobre carga. 10:41 . etc.p65 94 8/8/2005. visando assim à proteção de pessoas que estiverem trabalhando no circuito e de pessoas que venham a manobrar os sistemas elétricos. etc.

também. a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. como. principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução de energia. quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos. em atendimento ao disposto na NR-6. O EPI deve ser usado quando: » » não for possível eliminar o risco por outros meios. devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas. riscos_eletricos. descargas elétricas. por exemplo. É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades.Equipamentos de Proteção Individual Nos trabalhos em instalações elétricas. RISCOS ELÉTRICOS Exemplos de EPIs Óculos de segurança Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a prejudicar a visão. Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. considerando-se. for necessário complementar a proteção coletiva. 10:41 . a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos.p65 95 8/8/2005. a condutibilidade. As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades.

10:41 .p65 96 8/8/2005. O capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B (submetido a testes de rigidez dielétrica a 20 kV). 96 riscos_eletricos. Luvas isolantes Luvas de cobertura Luvas isolantes para AT e BT Bolsa em lona para guardar luvas isolantes Inflador de luvas obs As luvas de cobertura devem ser utilizadas por cima das luvas isolantes.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Capacetes de segurança Capacete Carneira Capacete de aba total Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e contatos acidentais com as partes energizadas da instalação.

RISCOS ELÉTRICOS Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos. Devem ser acondicionadas em local apropriado. As luvas isolantes apresentam identificação no punho. sem biqueira de aço) Equipamento utilizado para minimizar as conseqüências de contatos com partes energizadas. que contém informações importantes. e por injeção de tensão de testes. por exemplo. para a não perder suas características de isolação. marcada de forma indelével. Elas são classificadas pelo nível de tensão de trabalho e de teste. como a tensão de uso. próximo da borda. 10:41 . as botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou não). 97 riscos_eletricos. nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes. conforme tabela a seguir: TABELA – CLASSES DE LUVAS ISOLANTES (NBR 10622/89) CLASSE COR TENSÃO DE USO (V) TENSÃO DE ENSAIO (V) TENSÃO DE PERFURAÇÃO (V) 00 0 1 2 3 4 bege vermelha branca amarela verde laranja 500 1 000 7 500 17 000 26 500 36 000 2 500 5 000 10 000 20 000 30 000 40 000 5 000 6 000 20 000 30 000 40 000 50 000 Calçados (botinas.p65 97 8/8/2005.

sendo obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2 metros de altura.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Cinturão de segurança Cinto de segurança abdominal Trava-quedas Cinto de segurança tipo pára-quedista Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas.p65 98 8/8/2005. Protetores auriculares Protetor auricular tipo concha Protetor auricular descartável 98 riscos_eletricos. Pode ser basicamente de dois tipos: abdominal e de três pontos (pára-quedista). podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas. Para o tipo pára-quedista. 10:41 .

Legislação específica A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apresenta artigos específicos sobre os EPIs: “Art. Para trabalhos com eletricidade. e) f) substituir imediatamente. ao tratar dos equipamentos de proteção individual. Máscaras/respiradores Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras. responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. 167 – O EPI só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho. c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho.” A Norma Regulamentadora nº 6. 166 – A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. 10:41 . devem ser utilizados protetores apropriados. g) comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada. estabelece as obrigações do empregador: a) adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. b) exigir seu uso. 99 riscos_eletricos. sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados.p65 99 8/8/2005. sem elementos metálicos. Equipamento de Proteção Individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento.RISCOS ELÉTRICOS Equipamento destinado a minimizar as conseqüências de ruídos prejudiciais à audição. “Art. gratuitamente. quando danificado ou extraviado. guarda e conservação.

devem ser consultados suas especificações técnicas ou o responsável pela área de segurança da empresa. 100 riscos_eletricos. Caso haja dúvidas sobre sua integridade. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso. b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação. 10:41 .” Além dessas obrigações legais. todo EPI antes de sua utilização deve ser inspecionado visualmente. o empregado deverá: a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina.p65 100 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Quanto ao EPI. Observação O artigo 158 da CLT dispõe: “Constitui ato faltoso do empregado a recusa do uso do EPI.

Para atividades com eletricidade. dentro da faixa de tensão especificada. incluindo suas subestações. incluindo o aterramento. parâmetros físicos e de infra-estrutura. também especifica as características de aceitação e manutenção dessas instalações. Os procedimentos para aceitação da instalação nova e para sua manutenção também são apresentados na norma. Nela estão as diferentes formas de instalação e as influências externas a serem consideradas em um projeto.Normas Técnicas Brasileiras Normas ABNT No Brasil. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO). b) NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão. comissões e comitês. de 1.p65 101 8/8/2005. 10:41 . incluindo acesso. A sigla NBR que antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada. incluindo etapas de inspeção visual e de ensaios específicos. a exemplo da NBR 5410.2 kV A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores. A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de normalização. a norma estabelece critérios específicos de segurança para as subestações consumidoras. Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes dessas instalações. a proteção por dispositivos de corrente de fuga. composto de entidades nacionais. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da referida norma que.0 kV a 36. Ela não inclui as redes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. organizados em grupos de estudos. abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos. há diversas normas. de sobretensões e sobrecorrentes. Os aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada. a) NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com eletricidade. Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de profissionais e instituições. regionais e internacionais.

p65 102 8/8/2005. NBR 5418 – Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos. de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. onde for o caso. NBR 6151 – Classificação dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos Classifica equipamentos elétricos e eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos em caso de falha da isolação. projeto e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou vapores inflamáveis. a fim de garantir o seu funcionamento adequado. NBR 13570 – Instalações Elétricas em locais de afluência de público – requisitos específicos Fixa requisitos específicos exigíveis às instalações elétricas em locais de afluência de público. Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas. a fim de garantir a segurança de pessoas (em particular de pacientes) e. instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas. de animais. As normas a seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são auto-explicativos a respeito do seu escopo. cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem. o INMETRO ou outro órgão regulamentador pode tornar obrigatória a 102 riscos_eletricos. NBR 6533 – Estabelecimento de Segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano Fixa condições exigíveis para o estabelecimento de prescrições de segurança. 10:41 . a segurança de pessoas e de animais domésticos e a conservação dos bens. bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. do ponto de vista da engenharia quanto aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. NBR 13534 – Instalações Elétricas em Ambientes Assistenciais de Saúde – requisitos para a segurança Especifica condições exigíveis às instalações elétricas de estabelecimentos assistenciais de saúde. Quando a utilização de um produto pode comprometer a segurança ou a saúde do consumidor.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas. NBR 5419 – Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas Fixa as condições exigíveis ao projeto.

p65 103 8/8/2005. em quaisquer das fases de geração. que estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. qualificação. incluiu entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio de normas específicas. capacitação e autorização dos profissionais Entre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender os profissionais que atuem em instalações elétricas. operação. interruptores. a referência é a NR-10. distribuição e consumo de energia elétrica. estão os plugues. manutenção. Entre os produtos de certificação compulsória. tomadas. disjuntores. 103 riscos_eletricos. A partir de então. estabilizadores de tensão. está nos artigos 179 a 181 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. na falta destas. em suas diversas etapas. conhecidas pelas suas iniciais: NR. transmissão.214/78. reforma e ampliação. incluindo elaboração de projetos. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essas regulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio da Portaria nº 3. entre outros. que dá o embasamento jurídico à existência desta NR. Habilitação. alguns deles apenas aguardando o prazo limite para proibição de comercialização. Regulamentações do MTE Os instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que. Já existem vários produtos cuja certificação é obrigatória. uma série de outras portarias foram editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificar ou acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador. Isso aumenta a confiança de que o produto está de acordo com as Normas e com os Regulamentos Técnicos aplicáveis. equipamentos para atmosferas explosivas. execução. ao relacionar os direitos dos trabalhadores. por exemplo.RISCOS ELÉTRICOS Avaliação de Conformidade desse produto. que considera: Profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino profissional legalmente habilitado aquele previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. A fundamentação legal. A NR-10 exige também que sejam observadas as normas técnicas oficiais vigentes e. Sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade. 10:41 . as normas técnicas internacionais.

Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas. O trabalho em áreas classificadas deve ser precedido de treinamento específico de acordo com o risco envolvido. Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: a) Troca de função ou mudança de empresa. por período superior a 3 meses.p65 104 8/8/2005. 10:41 . Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização. Os trabalhadores com atividades em proximidades de instalações elétricas devem ser informados e possuir conhecimentos que permitam identificá-las.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições simultaneamente: a) seja treinado por profissional habilitado e autorizado. b) Retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade. b) trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas. avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. c) Modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos e/ou processos de trabalhos. 104 riscos_eletricos. São considerados autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa.

10:41 . retirada de fusíveis. Os procedimentos de trabalho devem conter instruções de segurança do trabalho. objetivo. b) Impedimento de reenergização – Verificar as medidas de impedimento de reenergização aplicadas. do local e dos procedimentos a serem adotados.Rotinas de trabalho Procedimentos de trabalho Todos os serviços em instalações elétricas devem ser planejados. relés de bloqueio. disposições gerais. utilização de cadeados. de forma a atender a esta NR. mediante a verificação dos diagramas elétricos e folha de procedimentos e a identificação do mesmo em campo. que sejam compatíveis ao circuito em intervenção. seguindo os procedimentos: a) Seccionamento – Confirmar se o circuito desligado é o alimentador do circuito a ser executada a intervenção. circuitos e intervenção. devendo ser coordenada pela área de segurança do trabalho. As instruções de segurança do trabalho necessárias à realização dos serviços em eletricidade devem conter. Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço com especificação mínima do tipo de serviço. campo de aplicação. afastamento de disjuntores de barras.p65 105 8/8/2005. como: abertura de seccionadoras. de acordo com a Norma Regulamentadora nº 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. competência e responsabilidades. deve-se confirmar a desenergização do circuito/equipamento a ser executada a intervenção (manutenção). A autorização para serviços em instalações elétricas deve ser emitida por profissional habilitado. quando houver. com anuência formal da administração. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. Na liberação de serviços em instalação desenergizada para equipamentos. no mínimo. programados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos e adequados. medidas de controle e orientações finais. base técnica. travamento por chaves.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) Constatação da ausência de tensão – É feita no próprio ambiente de trabalho através de: instrumentos de medições dos painéis (fixo) ou instrumentos detectores de tensão (observar sempre a classe de tensão desses instrumentos). Exemplo de quadro com procedimentos a serem seguidos para a execução do trabalho: 106 riscos_eletricos. d) Instalação de aterramento temporário – Verificar a instalação do aterramento temporário quanto à perfeita eqüipotencialização dos condutores do circuito ao referencial de terra. e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada – Verificar a existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou equipamento a sofrer intervenção. de acordo com a análise de risco. 10:41 . verificar se os EPIs e EPCs necessários para o serviço estão dentro das normas vigentes e se as pessoas envolvidas estão devidamente protegidas. checando assim os procedimentos. com a ligação dos mesmos a esse referencial com equipamentos apropriados. esta deve ser providenciada. f) Instalação da sinalização de impedimento de energização – Confirmar se foi feita a instalação da sinalização em todos os equipamentos que podem vir a energizar o circuito ou equipamento em intervenção. A proteção poderá ser feita por meio de obstáculos ou barreiras. Na falta de sinalização de todos os equipamentos. materiais e EPIs necessários para a execução dos trabalhos.p65 106 8/8/2005. obedecendo à tabela de zona de risco e zona controlada.

tais como: diagramas unifilar e funcional. 10:41 . Analisar a documentação técnica. Para melhor conhecimento do sistema elétrico. etc. Inspecionar ferramental e instrumental necessários. Para minimizar e manter sob controle o potencial de risco do serviço. 107 riscos_eletricos. Identificar os procedimentos técnicos para cada tipo de serviço. Debater com a equipe as peculiaridades e todos os aspectos de segurança relativos ao serviço. Por que fazer? Para liberar de forma segura os serviços. A supervisão irá definir os trabalhadores habilitados para execução da tarefa. Para manter todos informados sobre o serviço. observando toda documentação técnica e as particularidades de cada sistema elétrico.p65 107 8/8/2005. Observações Para garantir a eficiência dos mesmos. Verificar os EPIs e EPCs necessários. interligações. Para que os serviços sejam executados de forma padronizada.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 01 Atividades preliminares Como fazer? Elaborar roteiro de manobras de liberação. Realizar uma análise de risco da tarefa.

o circuito ou equipamento estará liberado para intervenção. 10:41 . devidamente orientados e com equipamentos de proteção e ferramental apropriado. 108 riscos_eletricos. sendo a liberação executada pelo técnico responsável pela execução dos trabalhos. O quadro a seguir exemplifica os procedimentos preliminares a serem seguidos para a liberação do trabalho. Somente estarão liberados para a execução dos serviços os profissionais autorizados.p65 108 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Liberação para serviços Tendo como base os procedimentos já vistos anteriormente.

Para proteger os executantes contra manobras indevidas e/ou induções. 10:41 . Para evitar manobras indevidas. 109 riscos_eletricos.p65 109 8/8/2005. Observações Responsável pela PT deve ser autorizado. Para garantir a integridade dos profissionais. Atenção para as alimentações de retorno. Travar com cadeado os equipamentos de manobras pertencentes ao sistema em serviço.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 02 Obter permissão de trabalho (PT) Como fazer? Analisar em conjunto com o operador os riscos do serviço. Verificar com detector de tensão a ausência ou não de potencial nos equipamentos e sistema liberados. Usar luvas e testar o detector em circuito sabidamente energizado. Verificar a análise de risco da tarefa. Sinalizar com fita de cor amarela a área onde estão equipamentos energizados vizinhos à área do serviço. Acompanhar ou executar as manobras de desenergização e liberação dos serviços em conformidade com o roteiro previamente elaborado. Por que fazer? Para eliminar ou minimizar a possibilidade de acidente e/ou incidente. Seguir procedimentos e observar riscos. Identificar com o operador os equipamentos e sistema a ser trabalhado. Para ter conhecimento da real condição do sistema elétrico. Para evitar enganos. Aterrar o sistema/ equipamento liberado. Certificar-se da abrangência da PT.

Após o travamento deve-se sinalizar a área conforme os procedimentos apresentados no quadro: 110 riscos_eletricos. • Exemplo de Instalação de aterramento temporário e eqüipotencialização (curto-circuito das três fases ligadas ao aterramento). o que fica facultado apenas ao responsável pelo bloqueio. impedimento de reenergização – onde os bloqueios mecânicos. Veja os procedimentos para sua realização: • • seccionamento – onde chaves seccionadoras ou outros dispositivos de isolamento são acionados para a desenergização dos circuitos. cadeados ou outros equipamentos garantem a impossibilidade de reenergização dos circuitos. 10:41 .p65 110 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O travamento é o próximo serviço. constatação da ausência de tensão – onde os dispositivos de detecção de tensão garantem a desenergização dos circuitos.

Para se autopreservar. O serviço somente deve ser iniciado após a liberação da PT. 111 riscos_eletricos. Por que fazer? Para evitar descargas elétricas em outros executantes. 10:41 . nunca improvisar. Para não executar serviços com dúvida.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 03 Durante a execução dos serviços. Usar o detector de tensão. Para garantir qualidade e padronização. Para garantir sua própria integridade. observar os procedimentos operacionais para cada teste. se necessário. revisar a PT. Alterações na seqüência ou nas condições de segurança do serviço devem ser comunicadas ao supervisor e. Como fazer? Avaliar os riscos e a sinalização. Executar os serviços observando os procedimentos técnicos operacionais. Observações Usar luvas de alta tensão e descarregar os equipamentos após os testes. Verificar as condições de segurança sempre que se ausentar do local do trabalho e quando for reiniciar o serviço. Portar e usar os EPIs recomendados. Quando da execução de testes com potencial elevado.p65 111 8/8/2005. Manter em local visível e de fácil acesso os diagramas unifilar e funcional. Usar ferramental adequado. Conservar a distância de segurança das partes energizadas. Para garantir a barreira isolante do ar.

10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Obs A sinalização de impedimento de energização deve ser feita com etiquetas ou placas contendo avisos de proibição de religamento. conforme o quadro: 112 riscos_eletricos. “Alta-tensão”. o ferramental e os equipamentos. “Não ligue esta chave”. Para concluir os serviços devem ser inspecionados as áreas. etc.p65 112 8/8/2005. tais como: “Homens trabalhando no equipamento”. “Perigo de morte”.

conforme roteiro previamente elaborado. Para evitar curtos-circuitos. sistemas de proteção ativos. sistemas de refrigeração desobstruídos. Retirar todos os aterramentos provisórios (na seqüência inversa do aterramento). Acompanhar ou executar as manobras de normalização do sistema elétrico. ausência de materiais/ferramentas no interior dos equipamentos. curtos-circuitos para testes retirados. caixas de conexões vedadas. cabos bem conectados. Retirar equipamentos e materiais da área.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? Como fazer? Por que fazer? Para garantir a condição operacional dos mesmos. Retirar sinalização e fitas de isolamento da área. Dar baixa na PT. 10:41 . buchas e isoladores limpos e sem avarias. equipamentos e sistemas observando: condições de energização. Observações 04 Conclusão Inspecionar os dos serviços. 113 riscos_eletricos. Para manter a área limpa e em ordem.p65 113 8/8/2005.

• • • • • Supervisores e encarregados • • Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do trabalho. Remover o aterramento temporário da eqüipotencialização e as proteções adicionais. Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do início de execução dos serviços. transmitindo-as a seus funcionários. se houver. deve-se: • • • • • Retirar todas as ferramentas. Designar somente pessoal devidamente habilitado para a execução de cada tarefa. Destravar. Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os empregados. sem exceção. e realizar os dispositivos de seccionamento. Retirar todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização da zona controlada.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Após a conclusão dos serviços e com a autorização para reenergização do sistema. Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco. Manter-se a par das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho. Responsabilidades Gerência imediata • Instruir e esclarecer seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e sobre as precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em estações.p65 114 8/8/2005. 114 riscos_eletricos. utensílios e equipamentos. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. 10:41 . Remover a sinalização de impedimento de energização.

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• •

Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem executados e quanto às precauções a serem abservadas no seu desenvolvimento. Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de serviço. Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando deixarem de cumprir as normas de segurança do trabalho. Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim como pela sua correta utilização. Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem ferramentas e equipamentos inadequados ou defeituosos. Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço. Manter-se a par das inovações introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as aos integrantes de sua equipe. Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários acidentados e comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Conservar o local de trabalho organizado e limpo. Cooperar com as CIPAs na sugestão de medidas de segurança do trabalho. Atribuir serviços somente a funcionários que estejam física e emocionalmente capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de cada um. Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu reinício devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi feita antes do início do trabalho.

• • • • • • • • • •

Empregados
• • Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso correto dos equipamentos de segurança. Utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva.

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• •

Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços de maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes. Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo, com colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis. Avisar seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado. Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar riscos de segurança. Não ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas antes do início, nos intervalos ou durante a jornada de trabalho. Evitar brincadeiras em serviço. Não portar arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham. Não utilizar objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes, relógios, bota com biqueira de aço, isqueiros a gás, a fim de se evitar o agravamento das lesões em caso de acidente elétrico. Não usar aparelhos sonoros.

• • • • • •

Visitantes
O empregado encarregado de conduzir visitantes pelas instalações da empresa, deverá: • • • • Dar-lhes conhecimento das normas de segurança. Fazer com que se mantenham juntos. Alertar-lhes para que mantenham a distância adequada dos equipamentos, não os tocando. Fornecer-lhes EPIs aplicáveis (capacetes, protetores auriculares, etc.).

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Documentação de instalações elétricas

Todas as empresas estão obrigadas a manter diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Devem ser mantidos atualizados os diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Os estabelecimentos com potência instalada igual ou superior a 75 kW devem constituir Prontuário de Instalações Elétricas, de forma a organizar o memorial contendo, no mínimo: a) os diagramas unifilares, os sistemas de aterramento e as especificações dos dispositivos de proteção das instalações elétricas;

RISCOS ELÉTRICOS

b) o relatório de auditoria de conformidade à NR-10, com recomendações e cronogramas de adequação, visando ao controle de riscos elétricos; c) o conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR-10 e descrição das medidas de controle existentes;

d) a documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas; e) f) os equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental aplicáveis, conforme determina a NR-10; a documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados;

g) as certificações de materiais e equipamentos utilizados em área classificada.

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O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido pelo empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa e permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço em eletricidade. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que ocorrerem alterações nos sistemas elétricos.p65 118 8/8/2005. 118 riscos_eletricos. um esquema geral da instalação. em local acessível. Os documentos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissionais legalmente habilitados. sendo permitido o uso de língua estrangeira adicional. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As empresas que operam em instalações ou com equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência ou nas suas proximidades devem acrescentar ao prontuário os documentos relacionados anteriormente e os a seguir listados: a) descrição dos procedimentos de ordem geral para contingências não previstas. b) certificados dos equipamentos de proteção coletiva e individual. No interior das subestações deverá estar disponível. Toda a documentação deve ser em língua portuguesa.

São Paulo: Eletricidade moderna. Manuais de segurança. RISCOS ELÉTRICOS CENELEC. 1999. Aelfo Marques. Eletricidade industrial. José Rubens Alves de.A. Klave H. 2000. HUBSCHER. IEC. SOUZA. CREDER. 1985. INO 056/85. Perigos da eletricidade. SENAI/DN. NBR 6146: Graus de proteção. General requeriments. Vitor Lúcio. NBR 6533: Estabelecimento de segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. Segurança e eletricidade. 209 p. FERREIRA. 1987. Os perigos da eletricidade. 2001. 1999.Referências bibliográficas ABNT. EN 50014: Electrial apparatus for potentially explosive atmospheres. BLUMENSCHEIN. Brasília. ABNT.2 kV. KINDERMANN. Impress Gráfica. REIS. FILHO. NBR 14039: Instalações elétricas de média tensão de 1. Segurança em eletricidade. Instalações elétricas. São Paulo: Fundacentro. Silvério Visacro – Aterramentos elétricos. 2004. FREITAS. 2004. Recife. ABNT. 2002. riscos_eletricos. Sagra Luzato. Roberto.. 1980. São Paulo. J. SENAI/BA. Guia da NBR 5410: Instalações elétricas em baixa tensão. Porto Alegre: Ed. Curso elementar eletrotécnica. 65 p. 10:41 . Hélio. ELETROPAULO. LUNA. 2003. Choque elétrico. Jorge Santos. 1999. Quintiliano Avelar. ABNT. Rio de Janeiro: LTC Editora S. Salvador. CHESF/DC. Norma 60479: Efeitos de corrente elétrica no corpo humano. NBR 5410: Instalações elétricas de baixa tensão.p65 119 8/8/2005. 1989.0 kV a 13. Geraldo.

br www.3m.br www.br www.br www.ritzbrasil.br www.com. cemig.gov.com.com.br www.p65 120 8/8/2005.mte.br www.com.ufmg.br www.ge.com.coltec. carbografite. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Endereços eletrônicos www.com.br 120 riscos_eletricos.com.br www.miomega.com.br www.jakobi.unesp. fesp.

riscos_eletricos. 10:41 .p65 121 8/8/2005.

Paschoal SENAI/MG José Luiz Chagas Quirino SENAI/SP Ricardo A.p65 122 8/8/2005.SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP Alberto Borges de Araújo Coordenador Paulo Rech Gerente de Certificação Profissional Equipe técnica Paulo Roberto Alves Arruda Conteúdista Comitê Técnico NR 10 – Departamento Nacional: Fernando da Silva Pinto SENAI/RJ Ricardo Mattos SENAI/RJ Rosemary Lomelino de Souza Xavier SENAI/RJ Paulo de Tarso do Nascimento SENAI/BA Jader de Oliveira SENAI/ES Anderson R. 10:41 . Paraguassu SENAI/SP Fernando Schirmbeck SENAI/RS Revisão técnica Rosemary Lomelino de Souza Xavier Revisão pedagógica SENAI/RJ Superintendência de Serviços Compartilhados – SSC Área Compartilhada de Informação e Documentação – ACIND Fernando Ouriques Normalização Roberto Azul Revisão gramatical Geferson Gomes Coutinho Projeto Gráfico riscos_eletricos.