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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI Armando de Queiroz Monteiro Neto
Presidente

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI Conselho nacional Fernando Cirino Gurgel
Presidente

SENAI – Departamento Nacional José Manuel de Aguiar Martins
Diretor-Geral

Regina Maria de Fátima Torres
Diretora de Operações

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: (0xx61) 317-9544 Fax: (0xx61) 317-9550 http://www. 10:41 . ISBN: 85-7519-152-7 1. DN.br riscos_eletricos. 122 p. Departamento Nacional Curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade : riscos elétricos / SENAI. desde que citada a fonte. SENAI – Departamento Nacional Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida. Eletricidade 2. Título CDU: 331. SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP FICHA CATALOGRÁFICA S491c Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.© 2005. Choque elétrico I.1 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional Sede Setor Bancário Norte Quadra 1 – Bloco C Edifício Roberto Simonsen 70040-903 – Brasília – DF Tel.senai. : il. Brasília. 2005.p65 4 8/8/2005.483.

. 53 Medidas de controle do risco elétrico 57 Desenergização ...................... 25 Campos eletromagnéticos ....................................................................................................................................................... 10:41 .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 57 Aterramento .......... 49 Principais técnicas para identificação dos riscos/perigos ........................................................................................... 84 Proteção por separação elétrica ...................................................................................................................... 28 Riscos adicionais ............................................................ 74 Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR .......................................................................................................... 51 Análise preliminar de riscos ............................................................................................. 89 riscos_eletricos........ 71 Seccionamento automático da alimentação ......................... 9 Arco elétrico ....................................... 80 Proteção por barreiras e invólucros ..........p65 5 8/8/2005.................. 82 Proteção por isolamento das partes vivas .............................................................................. 81 Proteção por obstáculos e anteparos ............................ 62 Eqüipotencialização ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................Sumário Apresentação Riscos em instalações e serviços com eletricidade 7 9 Choque elétrico ........................................................................ 30 Acidentes de origem elétrica ............................................................. 41 RISCOS ELÉTRICOS Técnicas de análise de riscos 49 Conceitos básicos ....................... 82 Proteção parcial por colocação fora de alcance .............................. 77 Proteção por extrabaixa tensão ...............................................

..............................................................................................................................................................Equipamentos de Proteção Coletiva Equipamentos de Proteção Individual 91 95 Exemplos de EPIs ............................................p65 6 8/8/2005...................................... 99 Normas Técnicas Brasileiras 101 Normas ABNT .................................... 108 Responsabilidades .............................................................................................................................. 114 Documentação de instalações elétricas Referências 117 119 riscos_eletricos............................................................................................................................................................... 105 Liberação para serviços ....... 103 Rotinas de trabalho 105 Procedimentos de trabalho ........................................................................................................................................ 95 Legislação específica .......................... 101 Regulamentações do MTE .......................... 10:41 .......

quadros de distribuição.Apresentação Eletricidade mata. O contato com partes energizadas da instalação pode fazer com que a corrente elétrica passe pelo seu corpo. Esta é uma forma bastante brusca. E isso ocorre no trabalho. É no trabalho que existe uma grande concentração de máquinas. os acidentes com eletricidade ainda são muito comuns mesmo entre profissionais qualificados. Sempre que trabalhar com equipamentos elétricos. Talvez pelo fato de a eletricidade estar tão presente em sua vida. você estará exposto aos riscos da eletricidade. de iniciarmos o estudo sobre segurança em eletricidade. É claro que no trabalho os riscos são bem maiores. e o resultado são o choque elétrico e as queimaduras externas e internas. Entretanto. e em qualquer outro lugar. todos nós estamos. mesmo os que não trabalham diretamente com os circuitos também se expõem aos efeitos nocivos da eletricidade ao utilizar ferramentas elétricas manuais. o contato com a eletricidade é a causa de 5% dos acidentes fatais que ocorrem no trabalho. No Brasil. Embora todos nós estejamos sujeitos aos riscos da eletricidade. se os dispositivos de acionamento e proteção não estiverem adequadamente projetados e mantidos. nem sempre você dá a ela o tratamento necessário. isso significa que 290 pessoas morrem por ano devido a acidentes com eletricidade no trabalho. Em números absolutos. Esses dados reunidos entre 1997 e 2002 correspondem a informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho dos EUA.p65 7 8/8/2005. ou ao executar tarefas simples como desligar ou ligar circuitos e equipamentos. 10:41 . em alguns casos. Como resultado. motores. e muitas vezes são fatais. As conseqüências dos acidentes com eletricidade são muito graves. redes aéreas e subterrâneas expostas ao tempo. Isso sem falar nos incêndios originados por falhas ou desgaste das instalações elétricas. tenha cuidado. por exemplo. riscos_eletricos. Você está cercado por redes elétricas em todos os lugares. provocam lesões físicas e traumas psicológicos. subestações transformadoras e. é bom conhecer alguns números a esse respeito. ainda não temos muitas estatísticas específicas sobre acidentes cuja causa está relacionada com a eletricidade. ferramentas manuais ou com instalações elétricas. Para completar. em casa. painéis. aliás. RISCOS ELÉTRICOS Estatísticas Nos EUA. porém verdadeira. se você trabalha diretamente com equipamentos e instalações elétricas ou próximo delas.

Pense nisso! 8 riscos_eletricos. temos alguns números que chamam a nossa atenção. A esse número. instalações de antenas de TV.736 acidentes do trabalho analisados pelo Sistema Federal de Inspeção do Trabalho. para evitar acidentes. no ano de 2003. incluídos aqueles com empregados das empreiteiras.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE No Brasil. incluindo você.p65 8 8/8/2005. correspondendo a 7. transmissão e distribuição de energia elétrica. de diferentes formas. previstos na legislação e nas normas técnicas. contatos com cabos energizados. estudo e disciplina vão depender a segurança e a vida de muitas outras pessoas. 10:41 . Este módulo vai abranger vários tópicos relacionados à segurança com eletricidade. se considerarmos apenas o Setor Elétrico. ocorreram 86 acidentes fatais nesse setor. ligações clandestinas. há os casos que ocorreram em obras de construção civil. entre tantas outras causas. somam-se 330 mortes que ocorreram nesse mesmo ano com membros da população que. Em 2002. Como exemplo desses contatos fatais. a exposição à corrente elétrica encontra-se entre os primeiros fatores de morbidade/mortalidade. Da sua preparação. tiveram contato com as instalações pertencentes ao Setor Elétrico.84% dos acidentes analisados. entre 1. Os principais riscos serão apresentados e você irá aprender a reconhecê-los e a adotar procedimentos e medidas de controle. Um relatório completo é divulgado anualmente pela Fundação COGE. Para completar. assim chamado aquele que reúne as empresas que atuam em geração. entretanto.

pode ser analisado sob dois aspectos: • • Correntes de choques de baixa intensidade. o choque elétrico. RISCOS ELÉTRICOS Choque elétrico Hoje.p65 9 8/8/2005. a compreensão do mecanismo do efeito da corrente elétrica no corpo humano é fundamental para a efetiva prevenção e combate aos riscos provenientes do choque elétrico. de um modo geral. Atualmente os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros. e o acidente será inevitável. Portanto. sempre haverá alguém perto do defeito. Em termos de riscos fatais. produzindo um potencial de risco ao choque elétrico. Os principais são o choque elétrico. Neste módulo você vai descobrir como a eletricidade pode causar tantos males. o arco elétrico. tivemos vários benefícios. Construídas as primeiras redes de energia elétrica. isto é. riscos_eletricos. sendo o efeito térmico o mais grave. Como a população atual da Terra é enorme. a exposição aos campos eletromagnéticos e o incêndio. sendo o mais grave o choque elétrico. com o domínio da ciência da eletricidade. Correntes de choques de alta intensidade. o ser humano usufrui de todos os seus benefícios. provenientes de acidentes com alta-tensão. portanto. queimaduras externas e internas no corpo humano. 10:41 . provenientes de acidentes com baixa tensão. aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação) aparecerá em algum lugar. mas apareceram também vários problemas de ordem operacional.Riscos em instalações e serviços com eletricidade Há diferentes tipos de riscos devido aos efeitos da eletricidade no ser humano e no meio ambiente. sendo o efeito mais grave a considerar as paradas cardíacas e respiratórias.

condições da pele do indivíduo. área de contato. estado de saúde do indivíduo. o choque elétrico pode ser dividido em duas categorias: Choque estático É o obtido pela descarga de um capacitor ou devido à descarga eletrostática. intensidade da corrente elétrica. tempo de duração. constituição física do indivíduo. Os efeitos do choque elétrico variam e dependem de: • • • • • • • • • percurso da corrente elétrica pelo corpo humano. é uma impedância elétrica composta por uma resistência elétrica.p65 10 8/8/2005. 10 riscos_eletricos. tensão elétrica. 10:41 . mais precisamente sua resistência orgânica à passagem da corrente.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Concluindo O choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. Assim. associada a um componente com comportamento levemente capacitivo. freqüência da corrente elétrica. Tipos de choques elétricos O corpo humano.

a corrente de choque persiste continuadamente. Este choque se dá devido ao: • • toque acidental na parte viva do condutor. Um exemplo típico é o que acontece em veículos que se movem em climas secos. Com o movimento. entre o veículo e o solo passa a existir uma diferença de potencial. que ficaram energizadas acidentalmente por defeito. poderá haver o perigo de faiscamentos ou de choque elétrico no instante em que uma pessoa desce ou toca no veículo.RISCOS ELÉTRICOS N Descarga estática – É o efeito capacitivo presente nos mais diferentes materiais e equipamentos com os quais o homem convive. O corpo humano é um organismo resistente.p65 11 8/8/2005. toque em partes condutoras próximas aos equipamentos e instalações. porque a rede de energia elétrica mantém a pessoa energizada. ou seja. Este tipo de choque é o mais perigoso. que suporta bem o choque elétrico nos primeiros instantes. Choque dinâmico É o que ocorre quando se faz contato com um elemento energizado. o atrito com o ar gera cargas elétricas que se acumulam ao longo da estrutura externa do veículo. Dependendo do acúmulo das cargas. Portanto. 10:41 . mas com a manutenção da corrente passando pelo 11 riscos_eletricos. fissura ou rachadura na isolação.

vasos. cérebro. Tensão de toque Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores do indivíduo. deslocamento dos músculos e órgãos internos da sua devida posição.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE corpo. que muitas vezes não são relacionadas ao choque em virtude do espaço de tempo decorrido desde o acidente. tetanização (rigidez) dos músculos. como rins. prolapso. os órgãos internos vão sofrendo conseqüências.p65 12 8/8/2005. entrará na terra e percorrerá o solo até atingir a malha da subestação. retornando pelo cabo da linha de transmissão até o local do curto. mudando a qualidade do sangue. isto é. superposição da corrente do choque com as correntes neurotransmissoras que comandam o organismo humano. A corrente de curto-circuito passará pela torre. devido a um choque dinâmico. Isto se dá pelo fato de o choque elétrico produzir diversos efeitos no corpo humano. Os choques dinâmicos podem ser causados pela tensão de toque ou pela tensão de passo. comprometimento de outros órgãos. efeito de eletrólise. tais como: • • • • • • • • elevação da temperatura dos órgãos devido ao aquecimento produzido pela corrente de choque. 10:41 . apresentando seqüelas. criando uma pane geral. 12 riscos_eletricos. quanto ao ritmo de batimento cardíaco e à possibilidade de fibrilação ventricular. órgãos genitais e reprodutores. Exemplo de um defeito de ruptura na cadeia de isoladores de uma torre de transmissão (tensão de toque): O cabo condutor ao tocar na parte metálica da torre produz um curto-circuito do tipo monofásico à terra. comprometimento do coração. Muitos órgãos aparentemente sadios só vão apresentar sintomas devido aos efeitos da corrente de choque muitos dias ou meses depois. comprometimento da respiração.

Neste caso. Assim.RISCOS ELÉTRICOS No solo. a tensão de toque ficar abaixo do limite de tensão para não causar fibrilação ventricular. a corrente de curto-circuito gerará potenciais distintos desde o "pé" da torre até uma distância remota. Por norma. 10:41 . A tensão de toque é perigosa. e nos projetos de sistema de aterramento.p65 13 8/8/2005. para tensão de toque maior que 250 V fica saturada em 1 000 ohms. Este potencial é apresentado pela curva da figura acima. A resistência do corpo humano para corrente alternada de 50 ou 60 Hz. considera-se a pessoa afastada a 1 metro do equipamento em que está tocando com a mão. Uma pessoa tocando na torre no momento do curto-circuito ficará submetida a um choque proveniente da tensão de toque. Entre a palma da mão e o pé haverá uma diferença de potencial chamada de tensão de toque. a resistência R1 representa a resistência da terra do "pé" da torre até a distância de 1 metro. aumentando o risco de fibrilação ventricular. no instante do curto-circuito monofásico à terra. O restante do trecho da terra é representado pela resistência R2. Cada pé em contato com o solo terá uma resistência de contato representada por R contato. pele suada. 13 riscos_eletricos. porque o coração está no trajeto da corrente de choque. a tensão de toque é expressa pela fórmula: V toque = (R corpo humano + R contato ÷ 2) I choque O aterramento no "pé" da torre só estará adequado se.

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Tensão de passo A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou defeito tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento.

No caso da torre de transmissão, a pessoa receberá entre os dois pés a tensão de passo Nos projetos de aterramento considera-se a distância entre os dois pés de 1 metro. Pela figura apresentada, obtém-se a expressão:

V passo = (R corpo humano + 2R contato) I choque
O aterramento só será bom se a tensão de passo for menor do que o limite de tensão de passo para não causar fibrilação ventricular no ser humano. A tensão de passo é menos perigosa do que a tensão de toque. Isso se deve ao fato de o coração não estar no percurso da corrente de choque. Esta corrente vai de pé em pé, mas mesmo assim é também perigosa. As veias e artérias vão da planta do pé até o coração. Sendo o sangue condutor, a corrente de choque, devido à tensão de passo, vai do pé até o coração e deste ao outro pé. Por esse motivo, a tensão de passo é também perigosa e pode provocar fibrilação ventricular.

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Observe que as tensões geradas no solo pelo curto-circuito criam superfícies eqüipotenciais. Se a pessoa estiver com os dois pés na mesma superfície de potencial, a tensão de passo será nula, não havendo choque elétrico. A tensão de passo poderá assumir uma gama de valores que vai de zero até a máxima diferença entre duas superfícies eqüipotenciais separadas de 1 metro. Um agravante é que a corrente de choque devido à tensão de passo contrai os músculos da perna e coxa, fazendo a pessoa cair e, ao tocar no solo com as mãos, a tensão se transforma em tensão de toque no solo. Nesse caso, o perigo é maior, porque o coração está contido no percurso da corrente de choque. No gado, a tensão de passo se transforma em tensão entre patas. Essa tensão é maior que a tensão de passo do homem, com o agravamento de que no gado a corrente de choque passa pelo coração.

Proteção contra choques elétricos
O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques elétricos, conforme a NBR 5410/2004, pode ser resumido por: 1. 2. partes vivas de instalações elétricas não devem ser acessíveis; massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as torne acidentalmente vivas.

No caso 1, o choque elétrico acontece quando se toca inadvertidamente a parte viva do circuito de instalação de energia elétrica. Acontece somente quando duas ou mais partes do corpo tocam simultaneamente duas fases ou uma fase e a massa aterrada do equipamento elétrico. Nesse caso, a corrente elétrica do choque é atenuada pela: • • • • resistência elétrica do corpo humano; resistência do calçado; resistência do contato do calçado com o solo; resistência da terra no local dos pés no solo;

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resistência do aterramento da instalação elétrica no ponto de alimentação de energia.

Neste caso devem-se prover medidas de proteção básicas que visem impedir o contato com partes vivas perigosas em condições normais, como por exemplo: • • • Isolação básica ou separação básica; Uso de barreira ou invólucro; Limitação de tensão.

No caso 2, o choque ocorre quando regiões neutras ficam com diferença de potencial devido a um curto-circuito na instalação ou nos equipamentos. Deve-se notar que nesse tipo de choque a pessoa está tocando ou pisando regiões ou elementos não energizados da instalação. Porém, no momento do curto-circuito, ou mais precisamente durante este, estas áreas neutras ficam com diferença de potencial, advindo daí o choque elétrico. Neste caso devem-se prover medidas de proteção supletivas que visem suprir a proteção contra choques em caso de falha da proteção básica, como por exemplo: • • • Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação; Isolação suplementar; Separação elétrica.

Fatores determinantes da gravidade do choque
Os principais fatores que determinam a gravidade do choque elétrico são: • • • Percurso da corrente elétrica; Características da corrente elétrica; Resistência elétrica do corpo humano.

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Isso é um dado importante.8% 1. já que neste caso é exigido um processo de reanimação por massagem cardíaca que nem toda pessoa que está prestando socorro sabe realizar. A tabela a seguir apresenta os prováveis locais por onde poderá se dar o contato elétrico. 10:41 . se considerarmos que é mais fácil prestar socorro a uma pessoa que apresente asfixia do que a uma pessoa com fibrilação ventricular.p65 17 8/8/2005.8% Da mão direita para o pé esquerdo Da mão direita para a mão esquerda Da cabeça para a mão esquerda Características da corrente elétrica Outros fatores a determinar a gravidade do choque elétrico são as características da corrente: 17 riscos_eletricos. o trajeto da corrente elétrica e a porcentagem de corrente que passa pelo coração.9% 1.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos dos choques elétricos em função do trajeto Outro fator que influencia nas conseqüências do acidente por choque elétrico é o trajeto que a corrente faz pelo corpo do acidentado.7% 7. A B C D E LOCAL DE ENTRADA figura A figura B figura C figura D TRAJETO Da cabeça para o pé direito PORCENTAGEM DA CORRENTE 9.

com início de tetanização. 200 ms.1 a 0. ao invés da interna. Acima de 500 mA 18 riscos_eletricos. nesse caso o efeito é letal. no máximo. EFEITOS DOS CHOQUES ELÉTRICOS DEPENDENTES DA INTENSIDADE DE CORRENTE FAIXA DE CORRENTE 0. Ocorrem também diferenças nos valores de intensidade de corrente para uma determinada sensação de choque elétrico.p65 18 8/8/2005. contudo. ocorrerão queimaduras. normalmente usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica. se a vítima for do sexo feminino ou masculino. salvo intervenção imediata de pessoal especializado com equipamento adequado. habitualmente nenhum efeito. as possibilidades de ocorrência de choque elétrico são pequenas. com sensação de falta de ar e tontura. Especificamente as de 60 Hz. uma vez que se situam próximo à freqüência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação ventricular é maior.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Corrente contínua (CC) A fibrilação ventricular só ocorrerá se a corrente contínua for aplicada durante um instante curto específico e vulnerável do ciclo cardíaco. Para correntes alternadas de freqüências elevadas. acima de 2 000 Hz. são as mais perigosas.5 a 10 mA 10 a 30 mA 30 a 500 mA REAÇÕES FISIOLÓGICAS HABITUAIS Leve percepção superficial. possibilidade de fibrilação ventricular se a descarga elétrica se manifestar na fase crítica do ciclo cardíaco e por tempo superior a 200 ms. Traumas cardíacos persistentes. habitualmente nenhum efeito perigoso. Corrente alternada (CA) Entre 20 e 100 Hz. Paralisia estendida aos músculos do tórax. devido a corrente tender a circular pela parte externa do corpo.5 mA 0. Ligeira paralisia nos músculos do braço. 10:41 . são as que oferecem maior risco. Nenhum efeito perigoso se houver interrupção em.

a resistência elétrica do corpo pode ser muito baixa. Esta resistência está situada entre 100 000 ohms e 600 000 ohms. define cinco zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100 Hz. da ABNT. Zona 4 – fibrilação possível (probabilidade de até 50%). Zona 3 – habitualmente nenhum risco de fibrilação. admitindo a circulação entre as extremidades do corpo em pessoas com 50 kg de peso. Zona 5 – risco de fibrilação (probabilidade superior a 50%). Zona 1 – habitualmente nenhuma reação. a norma NBR 6533. Como podemos observar no gráfico. encontra-se úmida. quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes e a variação apresentada é em função da espessura. A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele. em muito. no entanto. Resistência elétrica do corpo humano A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá. da resistência elétrica que esta oferece à passagem da corrente. Zona 2 – habitualmente nenhum efeito patofisiológico perigoso. atingindo 500 ohms. Quando esta. e também de qualquer outra resistência adicional entre a vítima e a terra.p65 19 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos de choques elétricos em função do tempo de contato e intensidade de corrente A relação entre tempo de contato e intensidade de corrente é um agravante nos acidentes por choque elétrico. 10:41 . Esta baixa é originada pelo fato de que a corrente pode 19 riscos_eletricos. condição mais facilmente encontrada na prática. a qual é constituída de células mortas.

uma resistência de apenas 15 000 ohms. podem influir muito na possibilidade de uma pessoa vir a sofrer um choque elétrico. a pele também pode oferecer uma baixa resistência. Exemplificando Num toque acidental de um dedo com um ponto energizado de um circuito elétrico teremos. comparativamente à da pele é bem baixa. podem ser grandes. Com isso. uma resistência de 400 000 ohms.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE então passar pela camada interna da pele. quando a pele estiver seca. As diferenças da resistência elétrica apresentada pela pele à passagem da corrente. 10:41 . Ao estar com cortes. músculos e demais tecidos. medindo normalmente 300 ohms. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. e apresentando um valor máximo de 500 ohms. quando úmida. 20 riscos_eletricos. como vimos. ao estar seca ou molhada. em média.3 mA Quando molhada: I = 120 V ÷ 15 000 Ω = 8 mA N Corrente de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoa pode suportar quando estiver segurando um objeto energizado e ainda ser capaz de largá-lo pela ação de músculos diretamente estimulados por esta corrente. Usando a lei de Ohm e considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que representa uma diferença de potencial de 120 volts. constituída pelo sangue. que apresenta menor resistência elétrica. teremos: Quando seca: I = 120 V ÷ 400 000 Ω = 0.p65 20 8/8/2005.

Já na área de baixa densidade de corrente o calor produzido é pequeno. Para uma mesma tensão. diagnosticar ou monitorar qualquer órgão humano. um espraiamento como mostra a figura. a densidade de corrente é pequena. diminuindo os efeitos térmicos de contração e fibrilação no coração. O macrochoque é o choque comum. ou num equipamento elétrico com defeito na sua isolação. poderá produzir microchoque. O macrochoque é definido quando a corrente do choque entra no corpo humano pelo lado externo.p65 21 8/8/2005. A corrente entra pela pele. É o tipo de choque que ocorre por defeito em equipamento médico-hospitalar. Portanto. ficará à mercê do macrochoque. a corrente que provoca o choque elétrico sofre. Qualquer pessoa ao encostar num local energizado. Microchoque é o choque elétrico que ocorre no interior do corpo humano. podendo produzir queimaduras de alto risco. a corrente vai depender do estado da pele. 10:41 . o efeito da corrente do choque se dá de maneira diferenciada no corpo humano. Isso é positivo do ponto de vista da segurança humana. dentro de um indivíduo. Ou seja. sentido pelas pessoas.RISCOS ELÉTRICOS Espraiamento de corrente do choque elétrico Devido à diferença da resistência elétrica e de seções transversais das várias regiões do corpo humano. Desse modo os efeitos térmicos são mais intensos nas regiões de alta intensidade de corrente. 21 riscos_eletricos. usado para analisar. Qualquer equipamento invasivo. invade o corpo e sai novamente pela pele. o corpo humano está em toda a sua resistência no trajeto da resistência elétrica da pele humana. uma distribuição diferenciada. Em virtude da área da região do tórax ser maior. O valor da corrente elétrica não depende somente do nível da diferença de potencial do choque. O espraiamento pode ser na forma de macrochoque ou microchoque.

ou entre dois condutores internos no corpo.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Este choque poderá ocorrer entre um condutor interno e a pele. Perturbação do sistema nervoso. Para os choques elétricos devido à tensão de toque e à de passo impostas pelo sistema de aterramento durante o defeito na rede elétrica. podendo produzir fibrilação e uma conseqüente parada. Alteração no sangue – provocada por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente elétrica. Necrose – resultado de queimaduras profundas produzidas no tecido. que ainda iremos abordar mais a seguir. aumentando muito o perigo do choque.p65 22 8/8/2005. Parada cardíaca – alteração no ritmo cardíaco. inclusive dos que comandam a respiração. 22 riscos_eletricos. A resistência elétrica nestas condições é muito baixa. a manifestação mais importante a ser considerada é a fibrilação ventricular do coração. 10:41 . todas as manifestações podem ocorrer. O microchoque ocorre principalmente por defeitos em equipamentos médicohospitalares. O Se o choque elétrico for devido ao contato direto com a tensão da rede. Seqüelas em vários órgãos do corpo humano. Sintomas do choque no indivíduo Manifestam-se por: • • • • • • Parada respiratória – inibição dos centros nervosos.

em conseqüência. 23 riscos_eletricos. Este fenômeno é denominado Efeito Joule. com a sua conseqüente dilatação. mas com conseqüências idênticas. Energia em joules (J) liberada no corpo humano. 10:41 . E térmica = R corpo humano . aquecimento do sangue. Sintomas da queimadura devido ao choque elétrico Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma energia térmica. Na fibrilação ventricular as fibras musculares do coração ficam tremulando desordenadamente. Nesse estado as fibras musculares estão inativas. Corrente elétrica do choque (A). só a resistência de parte do corpo. interrompendo o batimento cardíaco. Tempo do choque (s). o sangue não é mais bombeado. podendo provocar o derretimento dos ossos e cartilagens. tornando-se gelatinosas. que podem ser: » » » » » queimaduras de 1º.RISCOS ELÉTRICOS N Parada cardíaca é a falta total de funcionamento do coração. t choque Onde: R corpo humano ⇒ Resistência elétrica (S) do corpo humano. Quando ele está efetivamente parado. uma total ineficiência no bombeamento do sangue. aquecimento. queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida. do músculo ou órgão afetado. a pressão cai a zero e a pessoa perde os sentidos. podendo produzir vários efeitos e sintomas. havendo. I choque t choque E térmica ⇒ ⇒ ⇒ O calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano. I2 choque . Fibrilação ventricular no coração humano é um fenômeno diferente da parada cardíaca. Ou se for o caso.p65 23 8/8/2005. queima das camadas adiposas ao longo da derme. 2º ou 3º graus nos músculos do corpo.

pode levar à morte. diminuição e atrofia muscular. bem como os materiais fixos próximos devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais do calor ou irradiação térmica produzidos pelos equipamentos elétricos. A queimadura também é provocada de modo indireto. cicatrizes. 10:41 . que. isto é. danifica. em conseqüência. perda da coordenação motora. Choques elétricos em baixa tensão têm pouco poder térmico. Proteção contra queimaduras As partes acessíveis de equipamentos elétricos situados na zona de alcance normal não devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas e devem 24 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As condições citadas não acontecem isoladamente. elevando a temperatura a níveis perigosos. Proteção contra efeitos térmicos As pessoas. perda parcial de ossos. os componentes fixos de uma instalação elétrica. mas sim associadas.p65 24 8/8/2005. O problema maior é o tempo de duração. a corrente provoca aquecimentos internos. geralmente por fibrilação ventricular do coração. etc. Neste caso. outras causas e efeitos nos demais órgãos. a queimaduras. se persistir. E as que sobrevivem ficam com seqüelas. advindo. prejuízos no funcionamento seguro de componentes da instalação. geralmente com: » » » » » perda de massa muscular. As vítimas do choque de alta-tensão morrem devido. O choque de alta-tensão queima. particularmente quanto a: » » » riscos de queimaduras. principalmente. devido ao mau contato ou a falhas internas no aparelho elétrico. combustão ou deterioração de materiais. fazendo buracos na pele nos pontos de entrada e saída da corrente pelo corpo humano.

e muitos são tão rápidos que o olho humano não chega a perceber. NBR 14039 – TEMPERATURAS MÁXIMAS DAS SUPERFÍCIES EXTERNAS DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DISPOSTOS NO INTERIOR DA ZONA DE ALCANCE NORMAL TIPO DE SUPERFÍCIE TEMPERATURAS MÁXIMAS (0O°C) Superfícies de alavancas. mas não destinadas a serem mantidas à mão de forma contínua: • metálicas • não-metálicas Superfícies acessíveis. mas não destinadas a serem tocadas em serviço normal: • metálicas • não-metálicas 55 65 70 80 80 90 Arco elétrico Toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica pelo ar ou outro meio isolante (óleo. Sua temperatura pode alcançar 20 000°C.RISCOS ELÉTRICOS atender aos limites de temperaturas. ainda que por curtos períodos. Os arcos elétricos são eventos de múltipla energia. eles são a mais intensa fonte de calor na Terra. por exemplo) está ocorrendo um arco elétrico. O arco elétrico (ou arco voltaico) é uma ocorrência de curtíssima duração (menor que ½ segundo). determinados pela NBR 14039 e devem ser protegidas contra qualquer contato acidental. Forte explosão e energia acústica acompanham a 25 riscos_eletricos. Os arcos elétricos são extremamente quentes.p65 25 8/8/2005. Próximo ao "laser". volantes ou punhos de dispositivos de controle manuais: • metálicas • não-metálicas Superfícies previstas para serem tocadas em serviço normal. Pessoas que estejam no raio de alguns metros de um arco podem sofrer severas queimaduras. 10:41 .

Isso afeta diretamente a gravidade da lesão e a própria sobrevivência da vítima. As vestimentas de proteção adequadas devem cobrir 26 riscos_eletricos. Em determinadas situações. Tempos relativamente longos (30 a 60 segundos. uma onda de pressão também pode se formar. ou entre múltiplas fases. Isso pode ser causado por trabalhadores que façam movimentos bruscos ou por descuido no manejo de ferramentas ou outros materiais condutivos quando estão trabalhando em partes energizadas da instalação ou próximo a elas. A quantidade de energia liberada durante um arco depende da corrente de curto-circuito e do tempo de atuação dos dispositivos de proteção contra sobrecorrentes. sendo capaz de atingir quem estiver próximo ao local da ocorrência. A severidade da lesão para as pessoas na área onde ocorre a falha depende da energia liberada durante a falha. Outras causas podem estar relacionadas a equipamentos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE intensa energia térmica. 10:41 . da distância que separa as pessoas do local e do tipo de roupa utilizada pelas pessoas expostas ao arco. Também podem desprender-se partículas incandescentes que queimam ao atingir os olhos. a temperatura deste é tão alta que destrói os tecidos do corpo. por exemplo) de queima contínua de uma roupa comum aumentam tanto o grau da queimadura quanto a área total atingida no corpo.p65 26 8/8/2005. Uma falha pode ocorrer em equipamentos elétricos quando há um fluxo de corrente não intencional entre fase e terra. Conseqüências de arcos elétricos (queimaduras e quedas) Se houver centelha ou arco. Todo cuidado é pouco para evitar a abertura de arco através do operador. e incluem falhas em partes condutoras que integram ou não os circuitos elétricos. ao ambiente ou a pessoas. A proteção contra o arco elétrico depende do cálculo da energia que pode ser liberada no caso de um curto-circuito. Causas relacionadas ao ambiente incluem a contaminação por sujeira ou água ou pela presença de insetos ou outros animais (gatos ou ratos que provocam curtos-circuitos em barramentos de painéis ou subestações). O arco pode ser causado por fatores relacionados a equipamentos. Altas correntes de curto-circuito e tempos longos de atuação dos dispositivos de proteção aumentam o risco do arco elétrico. As mais sérias queimaduras por arco voltaico envolvem a ignição da roupa da vítima pelo calor do arco elétrico.

Coberturas sólidas ou barreiras ao invés de coberturas ou telas. Temos relacionadas algumas medidas para garantir a proteção contra os perigos resultantes de faltas por arco: • Utilização de um ou mais dos seguintes meios: » » » » • • • • dispositivos de abertura sob carga. Proteção contra perigos resultantes de faltas por arco Os dispositivos e equipamentos que podem gerar arcos durante a sua operação devem ser selecionados e instalados de forma a garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações. cabelos. enfim. se em determinadas situações uma análise de risco nos indica a necessidade de uma vestimenta de proteção contra o arco elétrico. Emprego de dispositivos limitadores de corrente. Essa queda pode resultar em lesões mais graves se o trabalho estiver sendo realizado em uma altura superior a dois metros.p65 27 8/8/2005. 10:41 . Além dos riscos de exposição aos efeitos térmicos do arco elétrico.RISCOS ELÉTRICOS todas as áreas que possam estar expostas à ação das energias oriundas do arco elétrico. chave de aterramento resistente ao curto-circuito presumido. altos e largos quanto possível. as partes da cabeça que também possam sofrer danos se expostas a uma energia térmica muito intensa. isto é. Equipamentos ensaiados para resistir aos arcos internos. também está presente o risco de ferimentos e quedas. 27 riscos_eletricos. elas devem incluir capuzes. além da cobertura completa do corpo. uma onda de pressão pode empurrar e derrubar o trabalhador que está próximo da origem do acidente. sistemas de intertravamento. O que agora nos parece óbvio. pescoço. fechaduras com chave não intercambiáveis. Portanto. Na ocorrência de um arco elétrico. decorrentes das ondas de pressão que podem se formar pela expansão do ar. Corredores operacionais tão curtos. essa vestimenta deve incluir proteção para o rosto. muitas vezes. nem sempre foi observado. o que pode ser muito comum em diversos tipos de instalações.

a qual denominamos força elétrica. o que pode ser obtido através de relés instantâneos ou através de dispositivos sensíveis a pressão. Denomina-se campo magnético toda região do espaço na qual uma agulha imantada fica sob ação de uma força magnética.p65 28 8/8/2005. denomina-se campo elétrico. abandonada nas proximidades de um corpo carregado com carga Q. em que isso acontece.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Seleção de tempos de interrupção muito curtos. 10:41 . Operação da instalação. Experiências demonstram que uma partícula carregada com carga q. A região do espaço ao redor da carga Q. pode ser atraída ou repelida pelo mesmo sob a ação de uma força F. Normalmente campos elétricos são medidos em volts por metro (V/m). atuando em dispositivos de interrupção rápidos. • Campos eletromagnéticos Um campo elétrico é uma grandeza vetorial (função da posição e do tempo) que é descrita por sua intensidade. 28 riscos_eletricos. luz ou calor.

etc. nos quais se empregam elevados níveis de tensão. pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos.p65 29 8/8/2005. é certo afirmar que essa exposição promove efeitos térmicos e endócrinos no organismo humano. Assim. Da mesma forma.RISCOS ELÉTRICOS O fato de um pedaço de ferro ser atraído por um ímã é conhecido por todos nós. A passagem da corrente elétrica em condutores gera um campo eletromagnético que. por sua vez. além de desligar o circuito no qual vai trabalhar. 10:41 . Uma outra preocupação é com a indução elétrica. hastes). 29 riscos_eletricos. Esse fenômeno pode ser particularmente importante quando há diferentes circuitos próximos uns dos outros.) devem se precaver dessa exposição. há suspeitas de que a radiação eletromagnética possa provocar o desenvolvimento de tumores. os trabalhadores que portam aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo. induz uma corrente elétrica em condutores próximos. Colocando-se uma bússola nas proximidades de um corpo imantado ou nas proximidades da Terra. se o circuito está efetivamente sem tensão. A exposição aos campos eletromagnéticos pode causar danos. a agulha da bússola sofre desvio. especialmente quando da execução de serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica. com equipamentos apropriados (voltímetros ou detectores de tensão). Por isso é fundamental que você. dosadores de insulina. podendo provocar lesões. pode ocorrer a passagem de corrente elétrica em um circuito desenergizado se ele estiver próximo a outro circuito energizado. A agulha da bússola é um ímã. confira. encaixes. Entretanto. pois a radiação interfere nos circuitos elétricos. Embora não haja comprovação científica. Especial atenção deve ser dada aos trabalhadores expostos a essas condições que possuam próteses metálicas (pinos. amplificador auditivo. podendo criar disfunções nos aparelhos.

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Riscos adicionais
São considerados como riscos adicionais aqueles que, além dos elétricos, são específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde dos que trabalham com eletricidade.

Classificação dos riscos adicionais
Altura
Em trabalhos com energia elétrica feitos em alturas, devemos seguir as instruções relativas a segurança descritas abaixo: • • É obrigatório o uso do cinto de segurança e do capacete com jugular. Os equipamentos acima devem ser inspecionados pelo trabalhador antes do seu uso, no que concerne a defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e travas, bem como quanto à integridade da carneira e da jugular. Ferramentas, peças e equipamentos devem ser levados para o alto apenas em bolsas especiais, evitando o seu arremesso.

Quando for imprescindível o uso de andaimes tubulares em locais próximos à rede elétrica, eles deverão: • • • • • • • Respeitar as distâncias de segurança, principalmente durante as operações de montagem e desmontagem; Estar aterrados; Ter as tábuas da(s) plataforma(s) com, no mínimo, uma polegada de espessura, travadas e que nunca ultrapassem o andaime; Ter base com sapatas; Ter guarda-corpo de noventa centímetros de altura em todo o perímetro com vãos máximos de trinta centímetros; Ter cinturão de segurança tipo pára-quedista para alturas iguais ou superiores a 2 metros; Ter estais a partir de 3 metros e a cada 5 metros de altura.

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RISCOS ELÉTRICOS

Manuseio de escada simples e de extensão: • Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam rachaduras, degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados, etc. Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para reparo ou troca. Devem ser manuseadas sempre com luvas. Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la. No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos-suportes, devidamente amarradas. Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os montantes. Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de segurança e com os pés apoiados sobre os seus degraus. Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça. Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida paralelamente ao meio-fio. Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja de aproximadamente ¼ do seu comprimento. Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la. Somente o dispense depois de amarrar a escada. Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do degrau, verificando o travamento da extensão. Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no pé dela, segurando-a.

• • • • • • • • • • • •

Ambientes confinados
Nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de proteção, a saber:

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a)

treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos a que estão submetidos, a forma de preveni-los e o procedimento a ser adotado em situação de risco;

b) nos serviços em que se utilizem produtos químicos, os trabalhadores não poderão realizar suas atividades sem um programa de proteção respiratória; c) a realização de trabalho em recintos confinados deve ser precedida de inspeção prévia e elaboração de ordem de serviço com os procedimentos a serem adotados;

d) monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão e intoxicação no interior de locais confinados realizado por trabalhador qualificado sob supervisão de responsável técnico; e) f) proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado; ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos contaminantes e ventilação geral que execute a insuflação de ar para o interior do ambiente, garantindo de forma permanente a renovação contínua do ar;

g) sinalização com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos no interior de espaços confinados; h) uso de cordas ou cabos de segurança e pontos fixos para amarração que possibilitem meios seguros de resgates; i) j) k) l) acondicionamento adequado de substâncias tóxicas ou inflamáveis utilizadas na aplicação de laminados, pisos, papéis de parede ou similares; a cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores, pelo menos 2 (dois) devem ser treinados para resgate; manter ao alcance dos trabalhadores ar mandado e/ou equipamento autônomo para resgate; no caso de manutenção de tanque, providenciar desgaseificação prévia antes da execução do trabalho.

Áreas classificadas
São considerados ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido

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potencialmente explosiva. assumindo como temperatura ambiente de referência 40ºC. As áreas classificadas normalmente cobrem uma zona cujo limite é onde o gás ou gases inflamáveis estarão tão diluídos ou dispersos que não poderão apresentar perigo de explosão ou combustão. 10:41 . pode estar presente durante o funcionamento normal do processo. área na qual a mistura gás/ar.014 especifica a temperatura superficial máxima em 6 níveis. Zona 1 Zona 2 É evidente que um equipamento instalado dentro de uma área classificada também deve ser classificado. Para diminuirmos o risco de uma explosão. potencialmente explosiva. Tais áreas. são classificadas conforme normas internacionais. Assim temos: TEMPERATURA SUPERFICIAL MÁXIMA T1 450°C T2 300°C T3 200°C T4 135°C T5 100°C T6 85°C Para exemplificar: um equipamento classificado como T3 pode ser utilizado em ambientes cujos gases possuem temperatura de combustão superior a 200ºC. não está normalmente presente. Segundo as recomendações da IEC 79-10. potencialmente explosiva. podemos adotar diversos métodos. e esta é baseada na temperatura superficial máxima que o mesmo possa alcançar em funcionamento normal ou em caso de falha.RISCOS ELÉTRICOS a razões diversas. Um deles é eliminarmos um 33 riscos_eletricos. como.p65 33 8/8/2005. será por curtos períodos. desgaste ou deterioração de equipamentos. e de acordo com a classificação exigem a instalação de equipamentos e/ou interfaces que atendam às exigências prescritas nas mesmas. Caso esteja. por exemplo. também chamadas de ambientes explosivos. as áreas são classificadas em: Zona 0 área na qual uma mistura de gás/ar. está presente continuamente ou por grandes períodos de tempo. área na qual uma mistura de gás/ar. A EN 50.

Porém. indústrias metalúrgicas. este é o único método que permite que haja a explosão. A seguir. b) Segregação: é o método que permite separar ou isolar fisicamente as partes elétricas ou as superfícies quentes da mistura explosiva.p65 34 8/8/2005. as indústrias já implantadas poderão equacionar razoavelmente bem os problemas. seja térmica ou elétrica. são indústrias de alto potencial de risco quanto a incêndios e explosões. citamos alguns tipos de indústrias reconhecidamente perigosas quanto aos riscos de incêndios e explosões: » » » » » » » » indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas. O que se faz é limitar a energia armazenada em circuitos elétricos de modo a torná-los totalmente incapazes. pois na fase de projeto as soluções são mais simples e econômicas. e devem. oxigênio e combustível. A técnica de segurança intrínseca é a mais empregada deste método de proteção e também a mais efetiva. indústrias fabricantes de rações animais. indústrias do carvão. indústrias farmacêuticas. E um outro é através de uma das três alternativas a seguir: a) Contenção da explosão: na verdade. porque esta fica confinada em um ambiente bem definido e não pode propagar-se para a atmosfera do entorno. minorando os riscos inerentes com o auxílio de um profissional competente. antes de sua implantação. indústrias plásticas. c) Prevenção: através deste método limita-se a energia. 34 riscos_eletricos. 10:41 . indústrias de beneficiamento de madeira.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE dos elementos do triângulo do fogo: temperatura. As indústrias que processam produtos que em alguma de suas fases se apresentem na forma de pó. indústrias alimentícias. tanto em condições normais de operação quanto em situações de falha. a níveis não perigosos. de produzir faíscas elétricas ou de gerar arcos voltaicos que possam causar a explosão. efetuar uma análise acurada dos riscos e tomar as precauções cabíveis.

de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas. Os locais de instalação de transformadores e capacitores.RISCOS ELÉTRICOS Instalações elétricas em ambientes explosivos As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados. reformados e ampliados de forma que permitam a adequada distribuição de energia e isolamento. as seguintes indicações: 35 riscos_eletricos. em subsolo. curtos-circuitos. exceto se forem: a) utilizadas técnicas adequadas para circuitos energizados. instalação e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos. observando-se suas aplicações. localizados na entrada ou nas proximidades e. mantidos. adequados à classe de risco. choques elétricos. operados. Os cabos e condutores de alimentação elétrica utilizados devem ser certificados por um organismo de certificação. Os serviços de manutenção ou reparo de sistemas elétricos só podem ser executados com o equipamento desligado. d) não ser usados para outras finalidades diferentes daquelas do projeto elétrico. no mínimo. executados. b) ser construídos e ancorados de forma segura. credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia. 10:41 . O bloqueio durante as operações de manutenção e reparo de instalações elétricas deve ser realizado utilizando-se cadeado e etiquetas sinalizadoras fixadas em local visível contendo.p65 35 8/8/2005. de acordo com as especificações técnicas. a montante do fluxo de ventilação. Os cabos. indicando zona de perigo. etiquetado. seus painéis e respectivos dispositivos de operação devem atender aos seguintes requisitos: a) ser ventilados e iluminados ou projetados e construídos com tecnologia adequada para operação em ambientes confinados. correta proteção contra fugas de corrente. Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO. bloqueado e aterrado. c) ser devidamente protegidos e sinalizados. b) utilizados ferramentas e equipamentos adequados à classe de tensão. e e) possuir extintores portáteis de incêndio. e c) tomadas precauções necessárias para a segurança dos trabalhadores. água e influência de agentes químicos. entre outros riscos.

operação e manutenção de instalações elétricas devem ser executadas somente por pessoa qualificada. A implantação. Toda instalação. transformadores. bem como na prestação de primeiros socorros a acidentados.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE a) horário e data do bloqueio. 10:41 . Trabalhos em condições de risco acentuado deverão ser executados por duas pessoas qualificadas. Os terminais energizados dos transformadores devem ser isolados fisicamente por barreiras ou outros meios físicos. Os fios condutores de energia elétrica instalados no teto de galerias para alimentação de equipamentos devem ser protegidos contra contatos acidentais.p65 36 8/8/2005. As malhas. para os casos de curto-circuito. os ajustes e as características dos dispositivos de segurança não devem ser alterados. Os equipamentos elétricos móveis devem ter aterramento adequadamente dimensionado. sobrecarga. as tarefas de manutenção elétrica devem ser realizadas sob o controle de um supervisor. a fim de evitar contatos acidentais. os pontos de aterramento e os pára-raios devem ser revisados periodicamente e os resultados registrados. Os equipamentos e máquinas de emergência são destinados a manter a continuidade do fornecimento de energia elétrica e as condições de funcionamento. que deve receber treinamento continuado em manuseio e operação de equipamentos de combate a incêndios e explosões. máquinas e circuitos elétricos devem estar equipados com dispositivos de proteção automáticos. e c) nome do responsável pela operação. Os sistemas de recolhimento automático de cabos alimentadores de equipamentos elétricos móveis devem ser eletricamente solidários à carcaça do equipamento principal. com a rede de energia desligada e a chave de acionamento bloqueada. b) motivo da manutenção. prejudicando sua eficácia. salvo critério do responsável técnico. invólucro. monitorando-se a concentração dos gases. Durante a manutenção de máquinas ou instalações elétricas. queda de fase e fugas de corrente. carcaça. Em locais com ocorrência de gases inflamáveis e explosivos. motores. Redes elétricas. 36 riscos_eletricos. blindagem ou peça condutora que possam armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulhas ou centelhas devem ser aterrados.

Como visto em estudos anteriormente.RISCOS ELÉTRICOS Trabalhos em redes elétricas entre dois ou mais pontos sem possibilidade de contato visual entre os operadores somente podem ser realizados com comunicação por meio de rádio ou outro sistema de comunicação que impeça a energização acidental. 10:41 . Devemos levar em consideração. comprometendo. há condições seguras para execução dos serviços. que os equipamentos isolados a óleo não devem ser abertos em condições de umidade elevada. Podemos determinar a condição de umidade favorável ou não com a utilização do termo-higrômetro ou umedecendo levemente com um pano úmido a superfície de um bastão de manobra e aguardar durante aproximadamente 5 minutos. marcados e isolados. As instalações elétricas com possibilidade de contato com água devem ser projetadas. Em locais sujeitos a emanações de gases explosivos e inflamáveis. também. sabemos que a existência de umidade no ar propicia a diminuição da capacidade disruptiva do ar. Desaparecendo a película de umidade. 37 riscos_eletricos. ou retirados quando não forem mais utilizados. estanqueidade. não sendo assim permitidos trabalhos sob chuva. aterramento e proteção contra falhas elétricas. Condições atmosféricas Umidade Deve-se considerar que todo trabalho em equipamentos energizados só deve ser iniciado com boas condições meteorológicas. executadas e mantidas com especial cuidado quanto à blindagem. Os trechos e pontos de tomada de força de rede elétrica em desuso devem ser desenergizados. neblina densa ou ventos. as instalações elétricas serão à prova de explosão. assim. pois o óleo isolante pode absorver a umidade do ar. suas características isolantes. aumentando assim o risco de acidentes elétricos.p65 37 8/8/2005. isolamento.

carregando com este as partículas de vapor. há o aquecimento deste meio.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Descargas atmosféricas (raios) Mecanismo Devido a longos períodos de estiagem. pressão. Nada em termos práticos pode ser feito para impedir a "queda" de uma descarga em uma determinada região. devemos fazer os seguintes esclarecimentos: • O raio é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível tanto em relação às suas características elétricas como em relação aos efeitos destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações. A partir deste estágio. etc. 10:41 . sendo estas originadas a partir do aquecimento do solo pelos raios solares. definindo assim uma trajetória ramificada e aleatória. Neste processo os elétrons retirados das moléculas de ar retornam. As descargas atmosféricas podem ser ascendentes (da terra para a nuvem) ou descendentes (da nuvem para a terra). O mecanismo de autoprodução de cargas elétricas vai aumentando de tal modo que dá origem a uma onda elétrica (raio). o primeiro choque do raio deixou um canal ionizado entre a nuvem e o solo. que fazem o ar quente subir. As tempestades com trovoadas se verificam quando certas condições particulares (temperatura. ou do encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. Após esse segundo choque violento das cargas elétricas passando pelo ar. que dessa forma permitirá a passagem de uma avalanche de cargas com corrente de pico em torno de 20 000 ampères.p65 38 8/8/2005. umidade do ar. sendo produzido por nuvens do tipo cumulus nimbus. • 38 riscos_eletricos.) fazem com que determinado tipo de nuvem se torne eletricamente carregada internamente. até 30 000° C. provocando assim a expansão do ar (trovão). que tem formato parecido com uma bigorna e chega a ter 12 quilômetros de altura e vários quilômetros de diâmetro. as chuvas que começam a cair são normalmente acompanhadas de tempestades. Assim sendo. as soluções aplicadas buscam tão-somente minimizar os efeitos destruidores a partir de instalações adequadas de captação e de condução segura da descarga para a terra. Esta primeira onda caracteriza o choque líder que define sua posição de queda entre 20 a 100 metros do solo. buscando locais de menor potencial. velocidade do vento. fazendo com que a energia seja devolvida sob a forma de relâmpago. Com o intuito de evitar falsas expectativas ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas. ou ainda entre nuvens. O raio é um fenômeno de natureza elétrica. que partirá da base da nuvem em direção ao solo. as pessoas ou animais.

etc. Provocar enormes perdas. Os seus efeitos. em que temos a nuvem funcionando como placa negativa e o solo com placa positiva e o ar. criam-se por indução no terreno cargas positivas. as sobretensões transitórias podem chegar até as instalações elétricas internas ou de telefonia. Nesse caso. pois nos solos maus condutores. servindo como um isolante de baixo poder dielétrico. mas pode causar sérios danos. devido ao alto valor de sua corrente elétrica. Por sua vez. que gera intensos campos eletromagnéticos. Descarga Indireta: o raio cai a uma distância de até 1 quilômetro de uma rede elétrica. em redes de telecomunicações. Reduzir a vida útil dos equipamentos. redes de transmissão de dados. com a parada de equipamentos. na existência de nuvens carregadas sobre o mesmo. Essa sobretensão induzida acontece quando uma parte da energia do raio é transferida através de um acoplamento eletromagnético com uma rede elétrica. naturalmente úmido e às vezes ionizado.p65 39 8/8/2005. etc. Essa sobretensão é denominada Sobretensão Transitória. o raio pode provocar sobretensões em redes de energia elétrica. de TV a cabo ou de qualquer unidade consumidora. o raio tem um efeito devastador. além de poderem causar danos a pessoas e animais. propiciando assim a existência de raios. • 39 riscos_eletricos. calor. As sobrecorrentes transitórias originadas de descargas atmosféricas podem ocorrer de dois modos: • Descarga Direta: o raio atinge diretamente uma rede elétrica ou telefônica. podem: • • • Provocar a queima total ou parcial de equipamentos elétricos ou danos à própria instalação elétrica interna e telefônica. entre outras. antenas parabólicas. gerando elevados valores de sobretensões sobre os diversos circuitos. etc. 10:41 . A sobretensão gerada é de menor intensidade do que a provocada pela descarga direta.RISCOS ELÉTRICOS • A incidência de raios é maior em solos maus condutores do que em solos condutores de eletricidade. de TV a cabo. Além dos danos causados diretamente pela corrente elétrica e pelo intenso calor. Sobretensões transitórias Um raio ao cair na terra pode provocar grande destruição.

e se possível ficar agachado. 10:41 . eles são hastes montadas em bases instaladas acima do ponto mais alto das edificações com o objetivo de propiciar um caminho mais fácil para os relâmpagos que venham a incidir na edificação. • 40 riscos_eletricos. Caso não encontre abrigo. Evitar o uso de telefones. linhas aéreas.p65 40 8/8/2005. topos de prédios. Nunca procurar abrigo sob árvores ou construções isoladas sem sistemas de proteção atmosférica adequados. proximidade de cercas de arame. sendo geralmente interligados através de condutores horizontais. jamais ficando ao relento. piscinas. Evitar locais extremamente perigosos. Condutores de Descida – Cabos que conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento. Medidas Preventivas • • • • • • • • • Evitar a execução de serviços em equipamentos e instalações elétricas internas e externas. como topos de morros. procurar não se movimentar. Não entrar em rios. torres.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A grande maioria das sobretensões transitórias de origem atmosférica que causam danos a equipamentos é ocasionada pelas descargas indiretas. Temos como principais componentes de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas: • Terminais Aéreos – Conhecidos como pára-raios. Evitar ficar próximo de tomadas e canos. evitando assim o efeito das pontas. lagos. a não ser que seja sem fio. Evitar tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à rede elétrica. janelas e portas metálicas. Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas As medidas utilizadas para minimizar as conseqüências das descargas atmosféricas têm como princípio a criação de caminhos de baixa resistência a terra escoando à mesma as correntes elétricas dos raios. guardando uma distância segura destes. linhas telefônicas. Procurar abrigo em instalações seguras.

É a maneira como os trabalhadores se expõem (consciente ou inconscientemente) aos riscos de acidentes. os aterramentos de equipamentos. os acidentes são provocados pela presença de condições inseguras e atos inseguros ao mesmo tempo. às vezes. Supressores de Surto. definidos como causas de acidentes do trabalho que residem exclusivamente no fator humano.RISCOS ELÉTRICOS • Terminais de Aterramento – Condutores que servem para conectar os cabos de descida ao solo. devem ser interligados a um mesmo referencial de terra. impedindo assim a existência de diferenças de potenciais entre os elementos interligados. Atos inseguros Os atos inseguros são. Podemos classificar os acidentes de trabalho relacionando-os com fatores humano (atos inseguros) e com o ambiente (condições inseguras). 41 riscos_eletricos.p65 41 8/8/2005. 10:41 . propiciando uma baixa resistência a terra. etc. Como visto no capítulo sobre eqüipotencialização. deve-se levar em conta que. Condutores de Ligação Eqüipotencial – Visam à interligação do sistema de aterramento com os outros sistemas de aterramento da edificação.. Pára-Raios de Linha. instrumentação industrial. com o intuito de proteger as instalações e equipamentos contra sobrecorrentes transitórias (sobretensões) provocadas por descargas direta. sendo um item obrigatório em todos os tipos de trabalho. sendo a mesma dependente das características do solo. No entanto. Centelhados – São instalados em pontos de entrada de energia. o sistema de proteção atmosférica. cabos telefônicos e de dados. aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária às normas de segurança. • • Acidentes de origem elétrica A segurança no trabalho é essencial para garantir a saúde e evitar acidentes nos locais de trabalho. Essas causas são apontadas como responsáveis pela maioria dos acidentes. as estruturas. Sendo os mesmos constituídos usualmente de cabos e hastes enterradas no solo. geralmente. Varistores. indireta e manobras de equipamentos do sistema de alimentação elétrica. etc. todas as partes metálicas da edificação. isto é.

presentes no ambiente de trabalho. pisos fracos e irregulares. impulsividade. instalações elétricas impróprias ou com defeitos. o exibicionista. • • • • Condições inseguras São aquelas que. nível de inteligência. tempo de reação aos estímulos. falta de treinamento. Tais condições manifestam-se como deficiências técnicas. Ex. o desatento. coordenação motora. Estes fatores são na maioria das vezes causados por: seleção ineficaz.: problema com a chefia. Fatores circunstanciais: fatores que influenciam o desempenho do indivíduo no momento. alcoolismo. devido à possibilidade deste acidentar-se. Ex.: o desleixado. põem em risco a integridade física e/ou mental do trabalhador. etc. falta de ordem e limpeza. • 42 riscos_eletricos. discussão com colegas. políticas salariais impróprias. máquinas apresentando defeitos. idade. o brincalhão. pontos de agarramento e elementos energizados. Seguem-se alguns fatores que podem levar os trabalhadores a praticarem atos inseguros: • Inadaptação entre homem e função por fatores constitucionais. Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los. Na maquinaria: localização imprópria das máquinas. excesso de ruído e trepidações. é possível analisar os fatores relacionados com a ocorrência dos atos inseguros e controlá-los. Ex. falhas de treinamento. falta de proteção em partes móveis.: problemas familiares. o machão. doença. Na verdade. Ex. estado de fadiga. clima de insegurança. Personalidade: fatores que fazem parte das características da personalidade do trabalhador e que se manifestam por comportamentos impróprios. Desajustamento: este fator é relacionado com certas condições específicas do trabalho.p65 42 8/8/2005. problemas com os colegas. 10:41 . podendo apresentar-se: • Na construção e instalações em que se localiza a empresa: áreas insuficientes.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É falsa a idéia de que não se pode predizer nem controlar o comportamento humano.: sexo. falta de sinalização. abalos emocionais. agressividade. grau de atenção. política promocional imprópria.

principalmente aquelas que trabalham em processos industriais ou desempenham tarefas de manutenção e operação de sistemas industriais. Descargas atmosféricas As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica. mas que podem ficar energizadas devido a uma falha de isolamento. O acidente mais comum a que estão submetidas as pessoas.RISCOS ELÉTRICOS • Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou totalmente ausente. provocada pelos ventos ascendentes de forte intensidade. é o toque acidental em partes metálicas energizadas. roupa e calçados impróprios. dá origem a uma grande quantidade de cargas elétricas. 10:41 . Contatos indiretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente não energizadas (massas). A fricção entre as partículas de água que formam as nuvens. As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas de quilovolts. enquanto as cargas elétricas negativas se posicionam na parte inferior. além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por elas. acarretando conseqüentemente uma intensa migração de 43 riscos_eletricos. tensões induzidas eletromagnéticas e tensões estáticas. ficando o corpo ligado eletricamente sob tensão entre fase e terra. Causas indiretas de acidentes elétricos Podemos classificar como causas indiretas de acidentes elétricos as originadas por descargas atmosféricas. Verifica-se experimentalmente que as cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem. sem contar os riscos de vida a que as pessoas e animais ficam submetidos. Causas diretas de acidentes com eletricidade Podemos classificar como causas diretas de acidentes elétricos as propiciadas pelo contato direto por falha de isolamento. podendo estas ainda serem classificadas quanto ao tipo de contato físico: • • Contatos diretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente sob tensão (partes vivas). ferramental defeituoso ou inadequado. equipamentos de proteção com defeito (EPIs.p65 43 8/8/2005. EPCs).

É de aproximadamente 1kV/mm o valor do gradiente de tensão para o qual a rigidez dielétrica do ar é rompida. portanto. fazendo com que as cargas elétricas migrem na direção da terra. dando dessa forma uma característica bipolar às nuvens. o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica. num trajeto tortuoso e normalmente cheio de ramificações. podem ser eletrizados por indução. cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto. poderá atingir um valor que supere a rigidez dielétrica do ar interposto entre a nuvem e a terra. há um deslocamento muito pequeno dos seus elétrons e prótons. No entanto. Será que eles podem ser eletrizados por indução. 44 riscos_eletricos. os centros de gravidade das massas dos elétrons e prótons de um átomo coincidem-se e localizam-se no seu centro. que depende de certas condições ambientais. Tensão estática Os condutores possuem elétrons livres e. Um dielétrico que possui átomos assim deformados (achatados) está eletricamente polarizado. O aumento dessa diferença de potencial. formando assim um dipolo elétrico. praticamente não possuem elétrons livres. A concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa determinada região faz surgir uma diferença de potencial entre a terra e a nuvem. normalmente elevada.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE cargas positivas na superfície da terra para a área correspondente à localização da nuvem. conhecidos também por dielétricos. aproximando um corpo eletrizado. 10:41 . Os isoladores. isto é. de modo que os centros de gravidade destes não mais se coincidem. Quando um corpo carregado se aproxima desses átomos. que se denomina gradiente de tensão. sem contudo tocá-los? Normalmente.p65 44 8/8/2005.

ou um condutor e o potencial de terra. do comprimento do trecho onde há paralelismo ou cruzamento e da existência ou não de transposição nas linhas. uma corrente fluirá por seu intermédio. Essa tensão é induzida por linha ou linhas energizadas que cruzam ou são paralelas à linha ou equipamento desenergizado no qual se trabalha. Essa tensão é função da distância entre linhas. da corrente de carga das linhas energizadas. as correntes. No caso de uma linha aterrada em apenas uma das extremidades. e se ambas as extremidades estiverem aterradas. o que possibilita neste ponto uma maior segurança para o homem de manutenção. Ao se instalar o aterramento provisório. nos casos de circuito de alta-extra ou ultra-alta tensão. portanto com indução elevada. existirá uma corrente fluindo num circuito fechado com a terra. As tensões estáticas crescem continuamente.RISCOS ELÉTRICOS Tensões induzidas em linhas de transmissões de alta-tensão Devido ao atrito com o vento e com a poeira. Se dois condutores. Podemos ter tensões induzidas na linha por causa do acoplamento capacitivo e eletromagnético. Todavia. o que poderá determinar se as outras medidas de segurança ainda deverão ser adotadas ou até mesmo se o trabalho deverá ser feito como em linha energizada. a tensão induzida eletromagneticamente terá seu maior vulto na extremidade não aterrada. é recomendável a adoção de critérios que levem em conta o nível de tensão dos circuitos e a distância entre eles. Além disso.p65 45 8/8/2005. Ao aterrarmos uma linha. as linhas sofrem uma contínua indução que se soma às demais tensões presentes. surgirá entre ambos o efeito capacitivo. e após um longo período de tempo podem ser relativamente elevadas. existirão tensões de acoplamento capacitivo e eletromagnético induzidas pelos condutores energizados próximos à linha. diminuindo a diferença de potencial existente e ao mesmo tempo jampeando a área de trabalho. estiverem separados por um dielétrico e em potenciais diferentes. são drenadas imediatamente. 10:41 . e em condições secas. devido às tensões induzidas capacitivas e às tensões estáticas ao referencial de terra. 45 riscos_eletricos.

O hasteamento é um procedimento de rotina no banco e cabe diariamente ao vigilante de plantão. O acidente ocorreu quando o vigilante Laércio Honorato da Silva. de 14 anos. O acidente provocou danos cerebrais gravíssimos no estudante. o acidente foi uma fatalidade. que hoje nem sequer consegue tomar banho sem ajuda. Engenheiros condenados por acidente Folha de São Paulo – 28/4/1999 São Paulo – Dois engenheiros responsáveis pela instalação de enfeites de natal no Clube Paulistano. O garoto recebeu um choque elétrico quando brincava próximo à piscina do clube. 46 riscos_eletricos. em contato com o andaime. Segundo o Instituto de Criminalística.p65 46 8/8/2005. foi hastear a bandeira de Pernambuco na agência Bradesco da Rua do Imperador. 10:41 . eletrocutando o vigilante. no bairro de Santo Antônio. Guilherme teve parada cardiorrespiratória. por volta das 7 horas. que brincava com uma bola de tênis. a juíza Nidea Rita Coltro Sorci condenou os engenheiros elétricos ao pagamento das cestas básicas. "Essa punição é ridícula". nesta terça-feira pela manhã. a 1.6 metro de distância do fio. reagiu o pai de Guilherme. e na hora de hastear a do Estado. chegou a subir a bandeira do Brasil. foram condenados a pagar 20 cestas básicas ao estudante Guilherme Orlando Günther. porque ambos têm bons antecedentes. em 1997. o mastro tocou no fio de energia do poste. Os dois colocaram os enfeites em uma palmeira perto de uma das piscinas do clube. A fiação da iluminação natalina.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Acidentes com eletricidade (exemplos) Vigilante morre eletrocutado ao hastear bandeira no Recife JC On Line – 7/9/2004 Pernambuco – No Dia da Independência do Brasil. eletrificou o garoto. Newton Günther. Com base na Lei dos Juizados Especiais. na zona oeste de São Paulo. um homem morreu eletrocutado ao hastear uma bandeira no centro de Recife. Laércio. entrou em coma e permaneceu internado por quase dois meses. A decisão. absolve a diretoria do Clube Paulistano. 43 anos. da 3ª Vara Criminal de São Paulo. funcionário da Nordeste Vigilância de Valores. que estava na varanda do primeiro andar. A descarga de energia arremessou o corpo do vigilante para a varanda. Encostado na palmeira havia um andaime de ferro.

10:41 . mas eles não sabiam que ele estava eletrificado. Segundo ele.Eletrocutados em SP Globo On – 9/6/2004 Homens são eletrocutados ao limpar fachada de posto de gasolina São Paulo – Dois homens foram eletrocutados nesta terça-feira quando trabalhavam na limpeza da fachada de um posto de gasolina na avenida Bandeirantes. segurou-se em um poste de ferro que estava eletrificado. Segundo os técnicos. eles despencaram de uma altura de quase 10 metros. Funcionários da Light e da Rio Luz estiveram no local e comprovaram que o poste se eletrificava quando um disjuntor do prédio do Horto era ligado. Ele mesmo voltou e conseguiu puxá-lo com uma camisa. disse que o poste pertence ao órgão. Com o choque.p65 47 8/8/2005. Um deles está internado em estado grave. estudante de um curso técnico no SENAI de eletricidade. Paulo Sérgio. os meninos são alertados para não pular a grade. morreu eletrocutado ontem à tarde.RISCOS ELÉTRICOS Acidente de trabalho . o poste é de responsabilidade do Horto. mas Júlio já estava morto. Quando tentou voltar. Júlio recebeu descarga por 3 minutos Júlio César Dias Carneiro. 47 riscos_eletricos. Rapaz morre eletrocutado em poste na Quinta O Globo – 1998 Após pegar uma bola no Horto. Júlio ficou por cerca de três minutos recebendo a descarga elétrica. de 18 anos. Ele passou por um buraco na grade entre a quadra e o Horto Botânico do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista para pegar uma bola. Eles não souberam dizer a intensidade do choque. na zona sul da cidade. Seu amigo Everaldo de Jesus tentou tirá-lo mas também levou um choque. O chefe da segurança. Eles foram levados para hospitais da região pelos bombeiros e policiais do helicóptero Águia.

Entre cabos telefônicos. O auge dos acidentes fatais ocorreu nos últimos três anos. Telemar e Telefônica tiveram de cumprir o plano de antecipação de metas de expansão e qualidade. Os dados são da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel). para poder operar em outros segmentos. todo o serviço de manutenção de redes externas é terceirizado. riscos_eletricos. muitos porque a rede elétrica fica ligada durante a execução do serviço. em 1998. 10:41 . Brasília e Porto Alegre – Subir num poste para consertar ou instalar uma linha telefônica e morrer eletrocutado: esse foi o destino de funcionários de empresas terceirizadas de telefonia fixa nos últimos anos vítimas de acidentes. quando as operadoras Brasil Telecom. acidentes vitimaram 49 trabalhadores terceirizados em redes de telefonia fixa no país Rio. Desde a privatização do setor. pelo menos 49 trabalhadores de firmas terceirizadas morreram em decorrência de acidentes de trabalho.p65 48 8/8/2005. a morte O Globo – 27/7/2003 De 1998 a 2003. Atualmente.

máquinas e equipamentos. de uma forma geral. riscos_eletricos. Alguns exemplos dessas técnicas são apresentados a seguir com uma pequena descrição do método. 10:41 . Para reduzir a freqüência de acidentes. suas freqüências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis conseqüências. Conceitos básicos Perigo Uma ou mais condições físicas ou químicas com possibilidade de causar danos às pessoas.p65 49 8/8/2005. » » » Que pode acontecer errado? Quais são as causas básicas dos eventos não desejados? Quais são as conseqüências? RISCOS ELÉTRICOS A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população exposta.Técnicas de análise de riscos Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades. é preciso avaliar e controlar os riscos. para o meio ambiente e para a empresa. à propriedade. procedimentos. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes. A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e as medidas para controle das conseqüências de acidentes para os trabalhadores e para as pessoas que vivem ou trabalham próximo à instalação ou para o meio ambiente. As metodologias representam os tipos de processos ou de técnicas de execução dessas análises de riscos da instalação ou da tarefa. ao ambiente ou uma combinação de todos. projetos e instalações.

10:41 . baseada na engenharia de avaliação e técnicas estruturadas para promover a combinação das freqüências e conseqüências de cenários acidentais. Níveis de risco » Catastrófico » Crítico » Moderado » Não Crítico » Desprezível 50 riscos_eletricos. mas que causam danos importantes. razão entre o perigo e as medidas de segurança.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Risco Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana. a probabilidade e suas conseqüências. Gerenciamento de riscos É a formulação e a execução de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm o objetivo de prever. O risco também pode ser definido através das seguintes expressões: » » » combinação de incerteza e de dano.p65 50 8/8/2005. objetivando mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança considerados toleráveis. Avaliação de riscos É o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os compara com os critérios de tolerabilidade previamente estabelecidos. A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes são causados por eventos pouco freqüentes. resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (conseqüências). combinação entre o evento. controlar ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial. Análise de riscos É a atividade dirigida à elaboração de uma estimativa (qualitativa ou quantitativa) do riscos.

É um método de estudo de riscos realizado durante a fase de planejamento e desenvolvimento de um determinado processo. com o objetivo de identificar os acidentes potenciais de maior prevalência na tarefa e as características intrínsecas destes. 10:41 . com a finalidade de prever e prevenir riscos de acidentes que possam acontecer durante a fase operacional e de execução da tarefa. tarefa ou planta industrial. ar ou recursos hídricos. Categoria III Crítica – Quando as conseqüências / danos provocam contaminação temporária do solo. ar ou recursos hídricos. 51 riscos_eletricos. Análise de falha humana Método que identifica as causas e os efeitos dos erros humanos observados em potencial. com possibilidade de ações de recuperação imediatas. O método também identifica as condições dos equipamentos e dos processos que possam contribuir para provocar esses erros. comunidade circunvizinha e/ou meio ambiente. Categoria IV Catastrófica – Quando as conseqüências / danos atingem áreas externas. normalmente conduzido em conjunto com o grupo de trabalhadores expostos.RISCOS ELÉTRICOS Classificação dos riscos Quanto à severidade das conseqüências: Categoria I Desprezível – Quando as conseqüências / danos estão restritas à área industrial da ocorrência do evento com controle imediato. Categoria II Marginal – Quando as conseqüências / danos atingem outras subunidades e/ou áreas não industriais com controle e sem contaminação do solo.p65 51 8/8/2005. Principais técnicas para a identificação dos riscos/perigos Análise preliminar de riscos Método de estudo preliminar e sumário de riscos.

resultante de um evento inicial tomado como referência. na identificação das modalidades de falhas possíveis em cada um deles. de forma seqüenciada. a partir de um evento inicial.p65 52 8/8/2005. Os resultados da análise da árvore de eventos caracterizam seqüências de eventos intermediários. Árvore de eventos Técnica dedutiva de análise de riscos utilizada para avaliar as possíveis conseqüências de um acidente potencial. É um método que tem por objetivo antecipar e descrever. concebido para ser utilizado em equipamentos mecânicos. Análise de segurança de sistemas É a técnica que tem por finalidade avaliar e aumentar o grau de confiabilidade e o nível de segurança intrínseca de um sistema determinado. com o objetivo de identificar as falhas potenciais que possam provocar acontecimentos ou eventos adversos e também efeitos desfavoráveis desses eventos. para os riscos previsíveis.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Método de análise de falhas e de efeitos Método específico de análise de riscos. 10:41 . ou melhor. um conjunto cronológico de falhas e de erros que. Como a segurança intrínseca é o inverso da insegurança ou nível de vulnerabilidade. todos os projetos de redução de riscos e de preparação para desastres concorrem para incrementar o nível de segurança. culminam no acidente ou evento-topo ou principal. o qual pode ser um fenômeno natural ou ocorrência externa ao sistema. 52 riscos_eletricos. um erro humano ou uma falha do equipamento. a partir do evento inicial. as conseqüências lógicas de um possível acidente. É um método de análise de riscos tecnológicos que consiste: » » » na tabulação de todos os sistemas e equipamentos existentes numa instituição ou planta industrial. na especificação dos efeitos desfavoráveis destas falhas sobre o sistema e sobre o conjunto das instalações.

Neste trabalho. erros humanos ou de fenômenos ou ocorrências externas ao sistema que possam provocar o acontecimento. b) definição das fronteiras das instalações analisadas. um conjunto de causas é levantado. A APR/APP permite uma ordenação qualitativa dos cenários de acidentes encontrados. para cada evento perigoso identificado em conjunto com as respectivas conseqüências. também chamada de Análise Preliminar de Perigos (APP). de acordo com categorias preestabelecidas de freqüência de ocorrência do cenário de acidente e de severidade das conseqüências. além da avaliação da necessidade de aplicação de técnicas complementares de análise. pois consideramos ser a de mais simples aplicação por parte dos profissionais que atuam nas instalações elétricas. 53 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Árvore de falhas Técnica dedutiva de análise de riscos na qual. facilitando a proposição e a priorização de medidas para redução dos riscos da instalação. Análise preliminar de riscos É uma técnica qualitativa cujo objetivo consiste na identificação dos riscos/perigos potenciais decorrentes de novas instalações ou da operação das já existentes. quando julgadas necessárias. 10:41 . Em uma dada instalação. A metodologia adotada nas Análises Preliminares de Riscos ou Perigos compreende a execução das seguintes tarefas: a) definição dos objetivos e do escopo da análise. a partir da focalização de um determinado acontecimento definido como evento-topo ou principal. vamos tratar apenas da metodologia denominada Análise Preliminar de Riscos (APR). possibilitando a classificação qualitativa do risco associado. se constrói um diagrama lógico que especifica as várias combinações de falhas de equipamentos.p65 53 8/8/2005.

p65 54 8/8/2005. as diversas etapas da atividade/operação. as quais devem ser preenchidas conforme a descrição apresentada a seguir. » » Para simplificar a realização da análise. aos trabalhadores. especificações de equipamentos. d) subdivisão da instalação em módulos de análise. g) análise dos resultados. A realização da análise propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha de APR/APP para cada módulo de análise da instalação A planilha utilizada nesta APP. as substâncias perigosas envolvidas e os processos. 1ª coluna: Etapa Esta coluna deve descrever. contém 8 colunas. os quais podem ser: unidades completas. partes de locais de serviço elétrico ou partes específicas das instalações. ao público ou ao meio ambiente. A divisão das instalações é feita com base em critérios de funcionalidade. complexidade e proximidade física. lay-out das instalações e descrição dos principais sistemas de proteção e segurança. as instalações estudadas são divididas em "módulos de análise". e sobre as substâncias: características e propriedades físicas e químicas. 2ª coluna: Risco/perigo Esta coluna deve conter os riscos/perigos identificados para o módulo de análise em estudo. locais de serviço elétrico. mostrada a seguir. suscintamente. tais como subestações. painéis. De uma forma geral. 54 riscos_eletricos. os riscos/perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) coleta de informações sobre a região. 10:41 . etc. as instalações. sobre os processos: descrição dos processos envolvidos. elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de freqüência e de severidade. e) f) realização da APR/APP propriamente dita (preenchimento da planilha). As principais informações requeridas para a realização de uma APR/APP são as seguintes: » sobre as instalações: especificações técnicas de projeto. elaboração de recomendações e preparação do relatório.

55 riscos_eletricos. odor. etc.) como através da percepção humana (visual.p65 55 8/8/2005. 5ª coluna: Recomendações/observações Esta coluna deve conter as recomendações de medidas mitigadoras de risco propostas pela equipe de realização da APR/APP ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em estudo. de temperatura. 4ª coluna: Efeitos Os possíveis efeitos danosos de cada risco/perigo identificado devem ser listados nesta coluna. etc.RISCOS ELÉTRICOS 3ª coluna: Modos de detecção Os modos disponíveis na instalação para a detecção do risco/perigo identificado na segunda coluna devem ser relacionados nesta coluna. Exemplo: Análise de riscos para a troca de transformador sem auxílio de guindaste (página seguinte). 10:41 . A detecção da ocorrência do risco/perigo tanto pode ser realizada através da instrumentação (alarmes de pressão.).

por dois funcionários. EPCs e ferramentas adequados.Soltar as amarações da escada. Visual Visual 1 . Subida do novo trafo 1 .Isolamento e sinalização da área de trabalho. Obs. 4ª) Aguardar a confirmação do desligamento.Isolamento e sinalização da área de trabalho. para o caminhão.: Durante a descida do transformador.Solicitar o desligamento do alimentador.p65 56 8/8/2005.Quedas de materiais e ferramentas 3 .Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 . 10:41 . Obs. 2 . 2 . 2 . 4 . 9 . 1 . 3ª) Solicitar o desligamento do alimentador. 2ª) Recolocar os conjuntos das chaves e/ou retirar as placas de sinalização. o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador. 7 . 1 . 6 .ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS OU PERIGOS (APR/APP) Atividade / operação – troca de transformador sem auxílio de guindaste Referência: ETAPA Subida do eletricista no poste RISCO / PERIGO 1 . 5 .Queda do eletricista e queda da escada Visual 1 . Desconexão dos circuitos primário e secundário do transformador 2 .Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo.Proceder ao teste de ausência de tensão no circuito. 2 .Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento.Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Descida do eletricista do poste.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1. 6ª) Fechar a chave curto-circuito do trafo.Queda do transformador Visual 1 .Confrontar os dados da OS com a situação local.A escada deve ser manuseada e transportada. Visual Visual 1 . 2 . 5 .Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador.Abertura das chaves do circuito. 2 .Uso de EPIs e EPCs adequados.Posicionamento correto do eletricista.Eletricista experiente. 3 .Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador. 6 . 2 . EPCs e ferramentas adequados adequados. 5ª) Fechar as chaves do circuito. 9ª) Comunicar a conclusão do trabalho e “liberar o circuito”.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Retirada do transformador 1 . devem ser tomadas as seguintes providências: 1ª) Retirar os conjuntos de aterramento rovisório das redes primária e secundária.: Durante a descida do transformador. com auxílio de escada 1 . 2 . 2 .Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado.Autorizar o religamento do alimentador. 7 .Efetuar o aterramento provisório adequado do circuito primário e secundário.Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento. 3 . 8ª) Verificar a tensão do secundário do trafo.Queda do transformador Visual 1 .Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo.Retirar os cartuchos das chaves e/ou colocar placas de sinalização nas chaves abertas. 2 . Obs. 7 . 3 .Operação cuidadosa do equipamento durante a descida do transformador.Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas.Eletricista experiente. 4 .Posicionamento correto do eletricista.Uso de EPIs e EPCs adequados. Ligação do transformador 1 .Isolamento e sinalização da área.Aguardar a confirmação do desligamento.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .Uso de EPIs. 2 .Operação cuidadosa do equipamento de içamento do transformador.Uso de EPIs e EPCs adequados.Proceder a novo teste de tensão (ausência) próximo ao local de trabalho.Quedas de materiais e ferramentas 3 . 1 .Choque elétrico Data: MODO DE DETECÇÃO Visual EFEITO Fratura Revisão: RECOMENDAÇÕES / CONTROLE 1 . o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador.: Após a conclusão das operações para a troca do transformador. 5 .Perfeita fixação do transformador na estrutura suporte. riscos_eletricos. 4 . 7ª) Solicitar o religamento do alimentador. 2 .Isolamento e sinalização da área. 8 .Posicionamento correto da escada e do eletricista.Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. 2 .Uso de EPIs.

p65 57 8/8/2005. É realizada por no mínimo duas pessoas. impedindo assim a existência de tensão elétrica no equipamento ou circuito. geralmente o disjuntor alimentador do equipamento ou circuito a ser isolado (ver figura a seguir). A interrupção é executada com a manobra local ou remota do respectivo dispositivo de manobra.Medidas de controle do risco elétrico Desenergização É o conjunto de procedimentos visando à segurança pessoal dos envolvidos ou não em sistemas elétricos. 10:41 . Sempre que for tecnicamente possível. provendo afastamentos adequados que garantam condições de segurança específica. deve-se promover o corte visível dos circuitos. mediante os procedimentos descritos a seguir: Seccionamento RISCOS ELÉTRICOS É a ação da interrupção da alimentação elétrica em um equipamento ou circuito. riscos_eletricos. Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberados para trabalho.

utilizando cadeados que impeçam a manobra de religamento pelo travamento da haste de manobra. a formação de arco elétrico. • • • 58 riscos_eletricos. evitando-se. Este impedimento pode ser feito por meio de bloqueio mecânico. como por exemplo: • Em seccionadora de alta tensão. Extração do disjuntor quando possível. Travamento da manopla dos disjuntores por cadeado ou lacre. A abertura da seccionadora deverá ser efetuada após o desligamento do circuito ou equipamento a ser seccionado. 10:41 .). etc.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O seccionamento tem maior eficácia quando há a constatação visual da separação dos contatos (abertura de seccionadora. Impedimento de reenergização É o processo pelo qual se impede o religamento acidental do circuito desenergizado. Retirada dos fusíveis de alimentação do local. assim. retirada de fusíveis.p65 58 8/8/2005.

p65 59 8/8/2005. por exemplo. Na inexistência ou na inoperabilidade de voltímetros no painel. devemos constatar a ausência da tensão com equipamento apropriado ao nível de tensão à segurança do usuário. Aterramento temporário 59 riscos_eletricos. por meio de sinalização luminosa ou de voltímetro instalado no próprio painel. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS Constatação de ausência da tensão Usualmente. como. voltímetro. detectores de tensão de proximidade ou contato. deve-se verificar a existência de tensão em todas as fases do circuito.

Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa. Aterramentos provisórios 4. ligar eletricamente ao mesmo potencial. Detector de tensão 60 riscos_eletricos. sinalizando-a. Delimitar a área de trabalho. entre dois aterramentos. Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e verificar a desenergização. Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário antes de sua utilização.p65 60 8/8/2005. utilizando equipamentos de isolação e proteção apropriados à execução da tarefa. 10:41 . Na rede de distribuição deve-se trabalhar. interligando-se os condutores ou equipamentos à malha de aterramento através de dispositivos apropriados ao nível de tensão nominal do circuito. no caso ao potencial de terra. Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com firmeza à malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores ou equipamentos que serão ligados à terra. no mínimo. Confirmar a desenergização do circuito a ser aterrado temporariamente. Para a execução do aterramento.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A instalação de aterramento temporário tem como finalidade a eqüipotencialização dos circuitos desenergizados (condutores ou equipamento). Equipamento em manutenção 3. Bloqueio e etiquetagem 2. ou seja. • • Observação 1. devemos seguir às seguintes etapas: • • • • • • Solicitar e obter autorização formal.

em seguida. Nos serviços que exijam equipamentos não aterrados. afixando-se no dispositivo de comando do equipamento principal um aviso de que ele está impedido de ser energizado. e. luvas e óculos de segurança). o mesmo pode ser modificado com a alteração da ordem das etapas ou mesmo com o acréscimo ou supressão de etapas. desconecta-se em primeiro lugar a extremidade ligada ao condutor ou equipamento. Porém. Instalação da sinalização de impedimento de energização Este tipo de sinalização é utilizado para diferenciar os equipamentos energizados dos não energizados. Somente depois de efetuadas todas as etapas descriminadas anteriormente. Os procedimentos acima deverão ser executados em todos os pontos possíveis de alimentação do equipamento/circuito a ser desenergizado. podendo assim ser liberado pelo profissional responsável para intervenção. este deve ser reconectado imediatamente após o término do teste. a extremidade ligada à malha de terra. 10:41 . seguindo-se para isso os procedimentos de aterramento estabelecidos.p65 61 8/8/2005. 61 riscos_eletricos. Com os equipamentos apropriados (bastão. dependentemente das particularidades do circuito ou equipamento a ser executada a desenergização. o equipamento ou circuito estará no estado desenergizado.RISCOS ELÉTRICOS Se num equipamento que já estiver aterrado for necessária a remoção do aterramento por um breve período para execução de testes de isolação. e a aprovação por profissional responsável. estes devem ser descarregados eletricamente em relação à terra.

o condutor neutro deve ser aterrado na origem da instalação. o aterramento pode ser usado separadamente. Em particular. no contexto da seção. o aterramento do neutro na origem proporciona uma melhoria na equalização de potenciais essencial à segurança. 62 riscos_eletricos. Aterramento do condutor neutro Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. da instalação ou do equipamento) destinado a outros fins que não a proteção contra choques elétricos. Observação Do ponto de vista da instalação. o termo "funcional" está associado ao uso do aterramento e da eqüipotencialização para fins de transmissão de sinais e de compatibilidade eletromagnética. Para casos específicos. O valor da resistência de aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica. o aterramento deve ser único em cada local da instalação. Ligações à terra Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional). 10:41 .p65 62 8/8/2005. de acordo com as prescrições da instalação. Aterramento funcional É o aterramento de um ponto (do sistema. desde que sejam tomadas as devidas precauções.

isto é. conectando-se o PE do equipamento ao PE da instalação. Um equipamento classe I tem algo além da isolação básica: sua massa é provida de meios de aterramento. ou então sua caixa de terminais inclui um terminal PE para aterramento.p65 63 8/8/2005. Essa é a parte que toca ao próprio equipamento. A parte que toca à instalação é ligar esse equipamento adequadamente. um dispositivo de proteção atue automaticamente.RISCOS ELÉTRICOS Aterramento de proteção (PE) Com o aterramento a corrente praticante não circula pelo corpo Sem o aterramento o único caminho é o corpo A proteção contra contatos indiretos proporcionada em parte pelo equipamento e em parte pela instalação é aquela tipicamente associada aos equipamentos classe I. evidentemente (e isso deve ser regra. 10:41 . SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO SEÇÃO DOS CONDUTORES FASE DA INSTALAÇÃO (mm²) S ≤ 16 16 ≤ S ≤ 35 S > 35 SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO CORRESPONDENTE PE (mm²) S 16 S/2 63 riscos_eletricos. em caso de falha na isolação desse equipamento. e garantir que. na tomada ou caixa de derivação – o que pressupõe uma instalação dotada de condutor PE. promovendo o desligamento do circuito. e não exceção). ou "fio terra") incorporado ou não ao cordão de ligação. o equipamento vem com condutor de proteção (condutor PE. A secção mínima do condutor de proteçao (PE) deve obedecer aos valores estabelecidos na tabela abaixo.

10:41 . 64 riscos_eletricos. Esquema TN-C-S As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais Quando for exigido um aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais.p65 64 8/8/2005. as prescrições relativas às medidas de proteção devem prevalecer. Esquemas de ligação de aterramento em baixa tensão: Esquema TN-S O condutor neutro e o condutor de proteção são separados ao longo de toda a instalação.

p65 65 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Esquema TN-C As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação. 65 riscos_eletricos. estando as massas da instalação ligadas a eletrodutos de aterramento eletricamente distintos do eletroduto de aterramento da alimentação. 10:41 . Esquema TT Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado.

sendo estes classificados conforme a seguinte simbologia: • primeira letra – situação da alimentação em relação à terra: » » T = um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado.p65 66 8/8/2005. descritos a seguir. estando aterradas as massas da instalação. I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância. Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Condutor neutro (N) Condutor de proteção (PE) • Condutor PEN Esquemas de Ligação de Aterramento em Média Tensão Segundo a norma NBR 14039/2003. 66 riscos_eletricos. são considerados os esquemas de aterramento para sistemas trifásicos comumente utilizados. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquema IT Não possui qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado.

N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada.RISCOS ELÉTRICOS • segunda letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra: » » T = massas diretamente aterradas. Nesse esquema. S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação. independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação. 67 riscos_eletricos. 10:41 . o ponto aterrado é normalmente o neutro). toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de curto-circuito. » Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado. sendo as massas da instalação e do ponto de alimentação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. mas não estão ligadas às massas da instalação. N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação. • terceira letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de alimentação: » » R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação.p65 67 8/8/2005.

Esquemas ITN. estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento do ponto de alimentação. as correntes de falta direta fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto-circuito. TTN e TTS. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas do ponto de alimentação. suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. ITS e ITR Esquema ITN 68 riscos_eletricos. São considerados dois tipos de esquemas. Nesse esquema. sendo. b) esquema TTS. porém. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento. 10:41 . a saber: a) esquema TTN.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquemas TTN e TTS Esquema TTN Esquema TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado.p65 68 8/8/2005. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a eletrodos de aterramento distintos.

c) Esquema ITR. no qual o condutor neutro. b) Esquema ITS. São considerados três tipos de esquemas. Nesse esquema.RISCOS ELÉTRICOS Esquema ITS Esquema ITR Os esquemas ITx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância. 10:41 . a corrente resultante de uma única falta fase-massa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e do ponto de alimentação. a saber: a) Esquema ITN. ITN. a natureza do terreno e a resistência de contato do aterramento. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. O trabalho de aterramento depende desses fatores e das condições ambientais. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento. Medida da resistência de aterramento Na escolha dos eletrodos de aterramento e sua posterior distribuição é importante considerar as condições locais. estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento. no qual o condutor neutro. 69 riscos_eletricos. ITS e ITR.p65 69 8/8/2005.

úmida Terra de cerrado ou arenosa. há uma seção bem maior para a passagem da corrente. É fácil verificar que nas proximidades dos aterramentos a tensão em relação ao ponto M cresce. pode-se medir uma tensão "U" em relação à terra. encontrando-se a curva indicada em "B". sendo nula a tensão no ponto de referência. Influem a resistência de contato (ou de difusão) do aterramento e a resistência do condutor de terra. Ao mesmo tempo. Para isso basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto distante a 20 metros.p65 70 8/8/2005. Esse crescimento da tensão nas proximidades dos aterramentos pode ser explicado se lembrarmos que as linhas de corrente se concentram nas proximidades dos pontos de aterramento. A resistência de contato tem a resistência do solo como fator muitíssimo importante. Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável. de tal forma que no mesmo potencial seja nulo. Podemos lembrar alguns dados referenciais da tabela a seguir. tendo-se M como ponto de referência. Se entre os pontos A e B existir uma distância suficiente e por ambos circular uma corrente. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É comum encontrar baixa resistência ôhmica no aterramento. convenientes para um bom aterramento. seca Solo rochoso R (OHM-M) 30 100 200 500 1 000 3 000 70 riscos_eletricos. afastando-se destes. devemos medir a corrente e a queda de tensão provocada por ela. o que provoca uma queda nula de tensão. RESISTÊNCIA DO TIPO DE SOLO TIPO DE SOLO Pantanoso Terra de cultura ou argilosa Terra arenosa Terra de cerrado. Sejam A e B tubos condutores.

Condições de eqüipotencialização: • • Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação. No primeiro caso. geralmente. sejam eles o do quadro de distribuição principal de energia.5 x 1m 35 1 x 1m 25 Comprimento 10m 25m Resistência de Contato 20 10 50m 100m 5 3 Comprimento 1m 70 2m 40 Eqüipotencialização Podemos definir eqüipotencialização como o conjunto de medidas que visa minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações. 10:41 . usam-se cabos condutores ou chapas. O quadro geral de baixa tensão (QGBT).p65 71 8/8/2005. prevenindo acidentes com pessoas e baixando a níveis aceitáveis os danos tanto nessas instalações quanto nos equipamentos a elas conectados. RESISTÊNCIAS DE CONTATO PARA RESISTÊNCIA ESPECÍFICA DO SOLO DE 100 OHMS X M Eletrodo de Aterramento Cabos Haste ouTubo Chapa com canto superior a 1 m do solo Dimensões 3m 30 5m 20 0. 71 riscos_eletricos. cravados no solo. deverão ser convenientemente interligados. o distribuidor geral da rede telefônica. enterrados a uma profundidade média de 0. o da rede de comunicação de dados. No caso de aterramento superficial. formando um só aterramento. de comprimento grande. etc. em geral de 3/4"..50 metro. preferindo-se uma disposição radial e com centro comum. rede de dados.).RISCOS ELÉTRICOS Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. usam-se tubos de ferro galvanizado. ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre depositada eletroliticamente (copperweld). etc.

72 riscos_eletricos. corrimãos. devem ser convenientemente interligadas ao aterramento. No QDP. devem ser interligadas ao aterramento de forma conveniente. ou uma associação deles. portões. malha.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Todas as massas metálicas de uma edificação. constituídos por varistores centelhadores. deve ser instalado um DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de características nominais mais elevadas que possibilite uma coordenação eficaz nos quadros de alimentação dos circuitos terminais que alimentam os ETIs. por exemplo. ou no quadro do secundário do transformador. pois interligar aterramentos não é simplesmente interligar um eletrodo ao outro. Todos os ETIs (equipamentos de tecnologia de informações) devem ser protegidos por DPSs (dispositivos de proteção contra surtos). Todos os terminais "terra" existentes nos equipamentos deverão estar interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que. diodos especiais. como ferragens estruturais. quando esta for eletricamente contínua (e na maioria das vezes é). 10:41 . deverão estar distribuídos por toda a instalação da edificação. eletrodutos e outros. como. grades. Taz ou Tranzooby.p65 72 8/8/2005. Todas as tubulações metálicas da edificação. bases de antenas. dependendo da configuração da instalação elétrica de baixa tensão. guarda-corpos. ou preferencialmente pelas ferragens estruturais das fundações da edificação. caso seja garantida sua continuidade elétrica em parâmetros aceitáveis. o aproveitamento de bandejamento dos cabos. Os aterramentos devem ser realizados em anel fechado. Todos os terminais "terra" dos DPSs devem ser ligados ao BEP (barramento de eqüipotencialização principal) através da ligação da massa dos ETIs pelo condutor de proteção PE. obviamente. bem como carcaças metálicas dos equipamentos elétricos. • • • • • • • O uso freqüente da palavra "conveniente" nos itens anteriores enfatiza que a interligação entre aterramentos deve obedecer a certos critérios. hidrantes. Nestes casos podem ser utilizados vários recursos que otimizem o custo da instalação. como rede de hidrantes.

p65 73 8/8/2005. Tanto a NBR 5410/2004 quanto a NBR 5419/2001 denominam este barramento de BEP (barramento de eqüipotencialização principal). uma barra de cobre distanciada da parede em alguns centímetros e isolada desta por isoladores de porcelana. ou outro material isolante. deve-se instalar próximo ao QDP (quadro de distribuição principal de baixa tensão). resina. um bom parâmetro para suas dimensões são: largura = 50 mm. Portanto. espessura = 6 mm e comprimento não inferior a 500 mm.RISCOS ELÉTRICOS Para que a interligação ocorra de maneira correta e eficaz. Esta barra deve ter dimensões compatíveis que assegurem um bom contato elétrico. 73 riscos_eletricos. Cabe esclarecer que se por qualquer motivo alguma tubulação metálica não puder ser diretamente interligada ao BEP. por exemplo a corrosão galvânica. esta interligação deverá ser realizada de forma indireta via centelhador. para instalações de energia da edificação. 10:41 . preservando suas características de resistência mecânica e de baixa impedância elétrica. pelo caminho mais curto possível e dela se retirar tantos condutores de proteção PE quantos forem necessários para "servir" a instalação. inclusive as ferragens da edificação. Conseqüentemente. fazer uma interligação convenientemente consiste em se conectar todos os aterramentos neste BEP.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Principais problemas causados pela falta de eqüipotencialização (diferença de potenciais) em aterramentos de uma mesma instalação: • Riscos de choques que podem provocar danos fisiológicos às pessoas e animais. pode ocorrer um circuito fechado no toque simultâneo entre o equipamento com isolação danificado e outro equipamento ou aterramento. 74 riscos_eletricos. prejudicando seu funcionamento individual ou. Riscos de rompimento de isolação em equipamentos de tecnologia da informação e similares que necessitem de interligações para intercâmbio de dados e em equipamentos eletrônicos suscetíveis a interferência. as massas devem ser ligadas a condutores de proteção. gerando assim uma diferença de potencial entre a carcaça do equipamento em relação ao aterramento ou à carcaça de outro equipamento. • Seccionamento automático da alimentação No sistema de proteção contra choques elétricos (contatos indiretos) por seccionamento automático da alimentação. compondo uma "rede de aterramento". No caso de a isolação de um dos equipamentos vir a ser rompida. Dessa forma. em casos extremos. e "um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito por ele protegido sempre que uma falta entre parte viva e massa der origem a uma tensão de contato perigosa". Isto causa danos aos equipamentos. 10:41 .p65 74 8/8/2005. paralisando grandes linhas de produção. uma corrente de falta flui pelo corpo da pessoa ou animal que venha a executar este tipo de ação.

8 0.RISCOS ELÉTRICOS O tempo máximo admissível de seccionamento é dado em função da tensão fase-terraUo em esquemas de ligação de aterramento TN. 230 380.4 Situação 2 1 0.5 0. 127 220. valor eficaz em corrente alternada.2 0. Para valores intermediários de tensão deve ser adotado o valor (da tebela) imediatamente superior.2 1. 2.p65 75 8/8/2005.4 0.20 1.4 0. As situações 1 e 2 estão definidas no anexo C da NBR 5410/2004.20 0.8 0. conforme discriminado nas tabelas a seguir.2 0. 2.4 0.05 1. valor eficaz em corrente alternada. sendo sua utilização condicionada aos esquemas de aterramento. São utilizados na proteção por seccionamento automático dispositivos de sobrecorrente (disjuntores. 480 690 UO(V) 115. valor eficaz em corrente alternada.2 Situação 2 0. 400.4 0. 127 220 277 254 400 Tempo de seccionamento ( s ) Situação 1 (áreas internas) 0.4 0. U é a tensão nominal entre fases. 3.8 0. 277 400 Tempo de seccionamento ( s ) Neutro não distribuído Situação 1 0. sendo também classificado em função da seletividade (Situação 1 e Situação 2). UO é a tensão nominal entre fase e neutro. 120. conforme mostrado a seguir: 75 riscos_eletricos.20 0. fusíveis) ou dispositivos de corrente diferencial. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA TN UO(V) 115.8 0. 440. e em função da tensão fase-fase em esquemas de aterramento IT. 120. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA IT (SEGUNDA FALTA) Tensão nominal do circuito U(V) 208.4 0. 230 254. 10:41 .5 0. UO é a tensão nominal entre fase e neutro.35 0. 220.06 Neutro distribuído Situação 1 5 0.2 Situação 2 (áreas externas) 0.

porque toda diferenciação entre as fases acarretará uma corrente de mesma intensidade no condutor PEN ou PE. pois na utilização deste dispositivo nestas instalações não há diferença de corrente residual no sensor do DR na ocorrência de falhas. Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação inferior a 10% em valor eficaz.p65 76 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE ESQUEMA DE ATERRAMENTO TN-C TN-S TT IT (massas aterradas individualmente ou em grupos) IT (todas as massas interligadas) DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO Sobrecorrente Sobrecorrente DR DR DR DR Sobrecorrente Observamos a incompatibilidade entre os dispositivos tipo DR e os sistemas PEN e PE. então. visto que o condutor de proteção PEN ou PE está passando no sensor. Devemos. VALORES MÁXIMOS DE TENSÃO DE CONTATO LIMITE U1 (V) Natureza da corrente Alternada. para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em CC sem ondulação com 60 V nominais. Situação 2 – áreas externas. Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos sempre que uma falta entre a parte viva e a massa no circuito ou equipamento considerado der origem a uma tensão de contato superior ao valor apropriado de [UL (V)].: Situação 1 – áreas internas. o valor da crista máxima não deve ultrapassar 140 V. 76 riscos_eletricos. executar a separação entre condutor PE e N para utilização de DR. havendo assim o equilíbrio entre as correntes.1 000 Hz Contínua sem ondulação Situação 1 50 120 Situação 2 25 60 Obs. 10:41 . 15 Hz . A seguir serão apresentadas informações importantes para as ligações eqüipotenciais.

Bipolar Tetrapolar Dispositivos a corrente diferencial residual – DR Princípio de funcionamento O DR mede permanentemente a soma vetorial das correntes que percorrem os condutores. Enquanto o circuito se mantiver eletricamente igual. Ocorrendo a falha de isolamento em um equipamento alimentado por esse circuito.RISCOS ELÉTRICOS Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR Independentemente do esquema de aterramento TN. a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não é mais nula e o dispositivo detecta justamente essa diferença de corrente. circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. áreas de serviço. a soma vetorial das correntes nos seus condutores é praticamente nula. interromperá uma corrente de falta à terra. e circuitos de tomadas de corrente de cozinhas. tornou-se expressamente obrigatório nos seguintes casos: » » » » circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheiro ou chuveiro. lavanderias. haverá uma corrente residual para a terra. 10:41 . mais particularmente de alta sensibilidade (isto é. copas-cozinhas.p65 77 8/8/2005. no geral. TT ou IT. com corrente diferencial-residual nominal igual ou inferior a 30 mA). Devido a este "vazamento" de corrente para a terra. o uso de proteção DR. ou seja. circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior. de todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens. garagens e. 77 riscos_eletricos.

a não ser que a proteção diferencial-residual usada seja de baixíssima sensibilidade. Quando essa diferença atinge um determinado valor. Poderia. toroidal. 78 riscos_eletricos. então. e um elemento de "processamento" do sinal e que comanda o disparo do DR.p65 78 8/8/2005. Mas neste caso se trata de proteção. cada um dos condutores do circuito e que acomoda também o enrolamento de detecção. quanto ao atendimento da regra do seccionamento automático. quando se usam dispositivos DR.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A situação é análoga se alguma pessoa vier a tocar uma parte viva do circuito protegido: a porção de corrente que irá circular pelo corpo da pessoa provocará igualmente um desequilíbrio na soma vetorial das correntes – a diferença. eventualmente. como observado no início. e proteção no caso mais geral significa desligamento do circuito. dos seguintes elementos: » um TC de detecção. tal como se fosse uma corrente de falta à terra. geralmente designado relé diferencial ou relé reversível. é ativado um relé. de forma idêntica. » Uso do dispositivo DR Pode-se dizer que não há razões para preocupação. basicamente. 10:41 . Este relé irá provocar a abertura dos contatos principais do próprio dispositivo ou do dispositivo associado (contator ou disjuntor). O dispositivo DR é composto. sobre o qual são enrolados. é detectada pelo dispositivo diferencial. apenas acionar um alarme visual ou sonoro. responsável pela medição das diferenças entre correntes dos condutores.

Esquema IT quando a proteção for assegurada por um dispositivo DR e o seccionamento à primeira falta não for cogitado. que pode ser a própria rede de alimentação. o mesmo ocorrendo em circuitos terminais.p65 79 8/8/2005. A aplicação do DR pode ser dividida em: • Uso obrigatório de DR de alta sensibilidade (< 30 mA): Na proteção complementar < contra choques elétricos em circuitos de banheiros. a corrente diferencial-residual de não atuação do dispositivo deve ser no mínimo igual à corrente que circula quando uma primeira falta franca à terra afete um condutor-fase.RISCOS ELÉTRICOS Os dispositivos DR (diferencial-residual) podem ser do tipo com ou sem fonte auxiliar. a proteção contra contatos indiretos for assegurada por outros meios no caso de falha da fonte auxiliar e os dispositivos forem instalados em instalações operadas. Uso de DR de alta sensibilidade (< 30 mA) como alternativa: Na proteção de < equipamentos situados próximos à piscinas. este deve ser colocado na origem da instalação. Esquema TN pode ser protegido por um dispositivo DR. Uso previsto de DR de baixa sensibilidade (< 500 mA): Um dos meios prescritos para limitar as correntes de falta/fuga à terra em locais que processem ou armazenem materiais inflamáveis. a menos que a parte da instalação compreendida entre a origem e o dispositivo não possua qualquer massa e satisfaça a medida de proteção pelo emprego de equipamentos classe II (50 a 1 500 V) ou pela aplicação de isolação suplementar. 10:41 . lavanderias. testadas e mantidas por pessoas advertidas ou qualificadas. desde que sejam ligadas a um eletrodo de aterramento com resistência compatível com a corrente de atuação do dispositivo DR. • • 79 riscos_eletricos. A sensibilidade determina se um DR pode ser aplicado à proteção contra contatos indiretos e à proteção contra contatos diretos. tomadas de cozinhas. áreas de serviço. Nesse caso as massas não precisam ser ligadas ao condutor de proteção do esquema TN. garagens e assemelhados. Esquema TT se uma instalação for protegida por um único dispositivo DR. 2. tomadas externas. Dispositivo DR com fonte auxiliar – caso não atuem automaticamente por falha de fonte auxiliar é admitido somente se uma das duas condições for satisfeita: 1.

se eventualmente for apenas este. tomadas com interruptor DR incorporado. como solda em tanques.p65 80 8/8/2005. requerem que as tensões empregadas sejam baixas. e não um desligamento. 10:41 . disjuntores com proteção diferencial-residual incorporada.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tipos de DR Na prática a proteção diferencial-residual pode ser realizada através de: • • • • • interruptores diferenciais-residuais. que é o objetivo da detecção diferencial-residual. Proteção por extrabaixa tensão É comum o emprego da tensão de 24V para condições de trabalho desfavoráveis. blocos diferenciais acopláveis e disjuntores em caixa moldada ou a disjuntores modulares (minidisjuntores). pois a resistência do corpo humano é diminuída e a isolação elétrica dos equipamentos fica comprometida. 80 riscos_eletricos. Tais condições são favoráveis a choque elétrico nestes tipos de ambiente. como trabalho em ambientes úmidos. Equipamentos de solda empregados em espaços confinados. e peças avulsas (relé DR e transformador de corrente toroidal) que são associadas apenas a um elemento de sinalização e/ou alarme.

RISCOS ELÉTRICOS A proteção por extrabaixa tensão consiste em empregar uma fonte da baixa tensão ou uma isolação elétrica confiável. grandes secções transversais para os condutores de fornecimento da baixa tensão e. pois aqui o fator de segurança é multiplicado por três. no caso de transformadores. Do ponto de vista da segurança este método é excelente. As barreiras e invólucros devem ser fixados de forma segura e também possuir robustez e 81 riscos_eletricos. ou melhor.p65 81 8/8/2005. e a redução da tensão. ou seja. não dispor os condutores de um circuito de extrabaixa tensão em locais que contenham condutores de tensões mais elevadas. Certos critérios devem ser observados quanto ao uso deste tipo de proteção. não fazer ligações condutoras com circuitos de maior tensão. como: necessidade de uma instalação elétrica de baixa tensão. a isolação do sistema. do ponto de vista prático. Contudo. construção de equipamentos de dimensões relativamente grandes quando comparados com equipamentos que se utilizam de tensões mais altas para o seu funcionamento. este método de proteção tem suas desvantagens. multiplica-se pelos três fatores: a isolação funcional.25 Proteção por barreiras e invólucros São destinados a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica. 10:41 . freqüentemente. A tensão extrabaixa é aquela situada abaixo de 50 V. como por exemplo: » » » não aterrar o circuito de extrabaixa tensão. as partes vivas devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras. se a tensão extrabaixa for obtida de circuitos de alta-tensão. A tensão extrabaixa é obtida tanto através de transformadores isoladores como de baterias e geradores. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Tensão nominal do circuito Extrabaixa tensão Tensão de ensaio em corrente contínua (V) Maior ou igual a 250 Resistência de isolamento mínimo em megohms 0.

Locais de serviço elétrico Nestes locais a NBR 5410/2004 admite o uso de medidas de proteção apenas parciais ou mesmo a sua dispensa. Proteção por obstáculos e anteparos São destinados a impedir contatos acidentais com partes vivas. o acesso a esses locais é restrito apenas aos técnicos responsáveis. sendo proibido o ingresso de pessoas que não sejam advertidas ou qualificadas. 82 riscos_eletricos. Proteção por isolamento das partes vivas Isolamento elétrico É a ação destinada a impedir todo o contato com as partes vivas da instalação elétrica. Estes locais técnicos abrigam equipamentos elétricos. Os obstáculos e anteparos devem impedir: » » uma aproximação física não intencional das partes vivas (por exemplo. 10:41 . contatos não intencionais com partes vivas por ocasião de operação de equipamentos sob tensão (por exemplo. mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno do obstáculo. por meio de corrimãos ou de telas de arame). por meio de telas ou painéis sobre os seccionadores).CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE durabilidade suficiente para manter os graus de proteção e ainda apresentar apropriada separação das partes vivas. Em suma. As partes vivas devem ser completamente recoberta por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição. e garantir que as pessoas sejam advertidas de que as partes acessíveis através da abertura são vivas e não devem ser tocadas intencionalmente.p65 82 8/8/2005. As barreiras e invólucros podem: » » impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes vivas.

Caixa de entrada de energia em baixa tensão. assegurar proteção supletiva). Comumente. 83 riscos_eletricos. etc. destinada a assegurar proteção contra choques elétricos em caso de falha da isolação básica (ou seja. destinada a assegurar proteção básica contra choques. são utilizados sistemas de isolação dupla em alguns eletrodomésticos e ferramentas elétricas portáteis (furadeiras.RISCOS ELÉTRICOS Isolação dupla ou reforçada A utilização de isolação dupla ou reforçada tem como finalidade propiciar uma dupla linha de defesa contra contatos indiretos. conforme mostrado a seguir. ou seja. Isolação suplementar – Isolação independente e adicional à isolação básica.p65 83 8/8/2005. Dupla isolação – simbologia normalizada internacionalmente. um dentro do outro. 10:41 . Podemos observar este tipo de isolação na instalação de um padrão de medição em baixa tensão. lixadeiras. Neste caso. paralelos.). pois neste tipo de instalação os condutores não tendo dupla isolação devem ser instalados em eletroduto flexível isolante. A isolação dupla é constituída de: • • Isolação básica – Isolação aplicada às partes vivas. dois quadrados de lados diferentes. em sua plaqueta de identificação haverá um símbolo indicativo gravado.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A isolação reforçada é um tipo de isolação única aplicada às partes vivas que assegura um grau de proteção contra choques elétricos equivalente ao da dupla isolação. Ela pode comportar diversas camadas impossíveis de serem ensaiadas isoladamente. 3. 2. 3 e 4 condutores): veias numerizadas e cobertura preta. 10:41 .p65 84 8/8/2005. A expressão “isolação única” não implica que a isolação deva constituir uma peça homogênea. Enchimento Composto termoplástico em PVC sem chumbo. têmpera mole. 4. este deve ser suficiente para que se evite que pessoas circulando nas proximidades das partes vivas possam entrar em contato com essas partes. encordoamento: classe 2. Isolação Composto termoplástico de PVC em chumbo antichama. Proteção parcial por colocação fora de alcance A colocação fora de alcance destina-se somente a impedir os contatos involuntários com as partes vivas. seja diretamente ou por intermédio de objetos que elas manipulem ou transportem. 100°C em sobrecarga e 160°C em curto-circuito. considerando-se esta somente como proteção contra influências externas. Cobertura Composto termoplástico de PVC sem chumbo antichama. Identificação Cabo unipolar: cobertura preta. Condutor • • • material: fio de cobre nu. 84 riscos_eletricos. forma: redonda normal. Na prática podemos considerar como condutor com isolação reforçada o cabo mostrado na figura a seguir. Quando há o espaçamento. calhas fechadas. 1. não sendo considerada pelo fabricante a função de isolação da camada de cobertura (4).). sendo constituído de isolação (2) e cobertura (4) em composto termoplástico de PVC. etc. Temperaturas máximas do condutor: 70°C em serviço confinado. Cabos multipolares (2. Ele pode ser instalado em locais inacessíveis sem a utilização de invólucros/barreiras (eletrodutos. como isolação básica ou como isolação suplementar. compacta ou setorial.

Altura mínima de uma parte viva sem circulação. Altura dos punhos de acionamento manual. Dimensões máximas – mm 85 riscos_eletricos. Abertura da malha. Altura mínima de uma parte viva com circulação.2 kV – 1 200 2 700 2 000 1 700 E + 300 300 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela.p65 85 8/8/2005. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo e o piso.2 kV 400 para 36.RISCOS ELÉTRICOS Distâncias mínimas em locais sem proteção As distâncias mínimas aplicáveis a locais desprovidos de qualquer meio de proteção contra contatos diretos estão indicados nas figuras. 10:41 . Altura mínima de um anteparo vertical. Altura mínima de um anteparo horizontal. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES INTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm D A R B K F J E M Malha 300 até 24. Distância entre a parte viva e um anteparo vertical. Locais de manobra.

Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso. Distância mínima entre a parte viva e um anteparo vertical. 10:41 . Altura mínima da proteção externa. Em ferrovias.p65 86 8/8/2005. Em rodovias. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação proibida. Dimensões máximas – mm 86 riscos_eletricos. Locais de manobra. avenidas e entradas de prédios e demais locais com trânsito de veículos. Distância mínima entre a parte viva e a proteção externa. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES EXTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm A G B R D F H – 1 500 4 000 1 500 500 2 000 6 000 5000 9 000 7 000 J K L C E M Malha 800 2 200 2 000 2 000 600 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Circulação por mais de um lado. Circulação. Altura mínima de um anteparo vertical. Abertura das malhas dos anteparos. Em local com trânsito de pedestres somente. Altura mínima de um anteparo horizontal. Altura dos punhos de acionamento manual. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação. Em ruas.

com interposição de superfície de separação física adequada – NR10 87 riscos_eletricos. Ponto da instalação energizado. controlada e livre. PE SI = = Fig. controlada e livre – NR10. 10:41 . ZL ZC ZR = = = Zona livre.RISCOS ELÉTRICOS Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Fig. restrita a trabalhadores autorizados. Zona de risco. instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. 2 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. 1 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos os dispositivos de segurança.p65 87 8/8/2005. Zona controlada. restrita a trabalhadores autorizados e com adoção de técnicas.

10 3.58 0.22 1.20 7.83 0. 88 riscos_eletricos.22 0.25 1.10 1.50 5.80 4. 10:41 .40 0.83 1.60 1.20 0.80 2.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Distanciamento de segurança TABELA DE RAIOS DE DELIMITAÇÃO DE ZONAS DE RISCO. CONTROLADA E LIVRE Faixa de tensão nominal da instalação elétrica em kV RR – Raio de delimitação entre zona de risco e controlada em metros RC – Raio de delimitação entre zona controlada e livre em metros 0.63 1.20 3.35 1.p65 88 8/8/2005.20 5.38 0.58 1.90 2.60 3.38 1.20 <1 ≥1 ≥3 ≥6 ≥ 10 ≥ 15 ≥ 20 ≥ 30 ≥ 36 ≥ 45 ≥ 60 ≥ 70 ≥ 110 ≥ 132 ≥ 150 ≥ 220 ≥ 275 ≥ 380 ≥ 480 e e e e e e e e e e e e e e e e e e <3 <6 < 10 < 15 < 20 < 30 < 36 < 45 < 60 < 70 < 110 < 132 < 150 < 220 < 275 < 380 < 480 < 700 0.56 1.25 0.40 1.56 0.63 0.70 1.20 Anexo 1 – NR10.20 1.35 0.00 1.50 3.90 1.00 3.

A situação ideal é aquela em que temos um único equipamento conectado ao circuito.p65 89 8/8/2005. Sua massa deve ser aterrada. 10:41 . Grupo motor-gerador com enrolamentos que forneçam uma separação equivalente à de um transformador. 89 riscos_eletricos. A proteção por separação elétrica pode ser realizada pelos seguintes meios: » » Transformador de separação. estes devem ser ligados entre si por condutores de eqüipotencialidade. consiste em abaixar a tensão para níveis seguros (extrabaixa tensão: menor que 50 V para ambientes secos e menor que 25 V para ambientes úmidos e molhados) através do uso de transformador de separação. Com vários equipamentos alimentados pelo mesmo circuito. não aterrados. Circuitos eletricamente separados podem alimentar um único ou vários equipamentos.RISCOS ELÉTRICOS Proteção por separação elétrica Proteção por separação elétrica – Tratada na NBR-5410/2004.

p65 90 8/8/2005. 10:41 .riscos_eletricos.

10:41 . em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. Conjunto para aterramento temporário.p65 91 8/8/2005. como também à proteção de outros funcionários que possam executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes.Equipamentos de Proteção Coletiva Como estudado anteriormente. visando à eqüipotencialização e proteção pessoal contra energização indevida do circuito em intervenção. cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente. As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização elétrica. o emprego de tensão de segurança. Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal que será executada e que gerou o risco. A seguir serão descritos alguns equipamentos e sistemas de proteção coletiva usados nas instalações elétricas: RISCOS ELÉTRICOS Conjunto de aterramento Equipamento destinado à execução de aterramento temporário. e na sua impossibilidade. conforme estabelece a NR-10. riscos_eletricos.

92 riscos_eletricos. obs A minimização da corrente de falta fluindo pelo corpo (IC).p65 92 8/8/2005. minimizando assim as conseqüências por uma falha de isolação nos equipamentos. Podemos concluir que o tapete é um complemento da proteção por aterramento da carcaça. sendo aplicado na execução da isolação contra contatos indiretos. 10:41 . quanto maior for o valor da resistência de isolação do tapete.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tapetes de borracha isolantes Tapete de borracha Acessório utilizado principalmente em subestações. menor a resistência do aterramento de proteção.

contrutoras. Leve. balizar ou interditar áreas de tráfego ou serviços com extrema radidez e eficiência. com listras laranja e preta intercaladas. bancos. isolamento e sinalização de áreas. ancoradouros. pedágios. isolar. Fornecido em polietileno/PVC ou borracha. órgãos públicos ou empresas que realizam trabalhos externos. decoração. rodovias. Indicadas para uso na construção. não perdendo a cor ou descascando com a ação de intempeéries. 10:41 . etc. branco.p65 93 8/8/2005. interdição. nas cores laranja. Fabricadas nos tamanhos pequeno e grande. 93 riscos_eletricos. nas mais diversas aplicações. podendo ser afixada em cones e tripés. ou as duas cores mescladas. Cores: laranja/preto Cone em PVC para sinalização características: utilizado para sinalizar. balisamento ou demarcação em geral por indústrias. transportes. é altamente durável e resistente a intempéries e maus-tratos.RISCOS ELÉTRICOS Cones e bandeiras de sinalização Fita de sinalização características: fita plástica colorida em poliestileno. dobrável e de fácil instalação. parques. resistente. como em docas. Garantia contra defeitos de fabricação de 15 anos. Materiais destinados a fazer a isolação de uma área onde estejam sendo executadas intervenções. Cores: laranja/branco. Excelente para uso externo. shopping centers. Utilizada interna e externamente na sinalização. estacionamentos. resistência mecânica e contra altas temperaturas. é fornecida em rolo de 200 metros de comprimento e 70 mm de largura. supermercados. Correntes para sinalização em ABS Correntes de sinalização e isolamento em plástico ABS de alta durabilidade.

Protetores isolantes de borracha ou PVC para redes elétricas Anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redes aéreas.p65 94 8/8/2005. visando assim à proteção de pessoas que estiverem trabalhando no circuito e de pessoas que venham a manobrar os sistemas elétricos. são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em redes energizadas. etc. 10:41 . 94 riscos_eletricos.) e situação dos equipamentos (equipamentos energizados.). não manobre este equipamento sobre carga.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Placas de sinalização Bandeira com bastão Placas de sinalização São utilizadas para sinalizar perigo (perigo de vida. etc.

Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. por exemplo. como. 10:41 . descargas elétricas. quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos. É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades. a condutibilidade. O EPI deve ser usado quando: » » não for possível eliminar o risco por outros meios.Equipamentos de Proteção Individual Nos trabalhos em instalações elétricas. principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução de energia. RISCOS ELÉTRICOS Exemplos de EPIs Óculos de segurança Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a prejudicar a visão. em atendimento ao disposto na NR-6. As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades. riscos_eletricos. devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas. considerando-se. a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. for necessário complementar a proteção coletiva. a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos. também.p65 95 8/8/2005.

Luvas isolantes Luvas de cobertura Luvas isolantes para AT e BT Bolsa em lona para guardar luvas isolantes Inflador de luvas obs As luvas de cobertura devem ser utilizadas por cima das luvas isolantes.p65 96 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Capacetes de segurança Capacete Carneira Capacete de aba total Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e contatos acidentais com as partes energizadas da instalação. O capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B (submetido a testes de rigidez dielétrica a 20 kV). 96 riscos_eletricos. 10:41 .

marcada de forma indelével. Devem ser acondicionadas em local apropriado. nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes. que contém informações importantes.RISCOS ELÉTRICOS Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos. 10:41 . e por injeção de tensão de testes. as botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou não). próximo da borda. conforme tabela a seguir: TABELA – CLASSES DE LUVAS ISOLANTES (NBR 10622/89) CLASSE COR TENSÃO DE USO (V) TENSÃO DE ENSAIO (V) TENSÃO DE PERFURAÇÃO (V) 00 0 1 2 3 4 bege vermelha branca amarela verde laranja 500 1 000 7 500 17 000 26 500 36 000 2 500 5 000 10 000 20 000 30 000 40 000 5 000 6 000 20 000 30 000 40 000 50 000 Calçados (botinas. como a tensão de uso. para a não perder suas características de isolação. sem biqueira de aço) Equipamento utilizado para minimizar as conseqüências de contatos com partes energizadas.p65 97 8/8/2005. por exemplo. Elas são classificadas pelo nível de tensão de trabalho e de teste. 97 riscos_eletricos. As luvas isolantes apresentam identificação no punho.

10:41 . podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas. Pode ser basicamente de dois tipos: abdominal e de três pontos (pára-quedista). Para o tipo pára-quedista.p65 98 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Cinturão de segurança Cinto de segurança abdominal Trava-quedas Cinto de segurança tipo pára-quedista Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas. sendo obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2 metros de altura. Protetores auriculares Protetor auricular tipo concha Protetor auricular descartável 98 riscos_eletricos.

c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. gratuitamente. ao tratar dos equipamentos de proteção individual. responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. “Art. Legislação específica A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apresenta artigos específicos sobre os EPIs: “Art. 10:41 . e) f) substituir imediatamente. 167 – O EPI só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho. Máscaras/respiradores Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras.p65 99 8/8/2005. guarda e conservação. Para trabalhos com eletricidade. sem elementos metálicos. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. estabelece as obrigações do empregador: a) adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. Equipamento de Proteção Individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. b) exigir seu uso. sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. quando danificado ou extraviado. 166 – A empresa é obrigada a fornecer aos empregados.” A Norma Regulamentadora nº 6. g) comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada. 99 riscos_eletricos. devem ser utilizados protetores apropriados.RISCOS ELÉTRICOS Equipamento destinado a minimizar as conseqüências de ruídos prejudiciais à audição.

c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso.p65 100 8/8/2005. Caso haja dúvidas sobre sua integridade. todo EPI antes de sua utilização deve ser inspecionado visualmente. 100 riscos_eletricos. b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação.” Além dessas obrigações legais. o empregado deverá: a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Quanto ao EPI. devem ser consultados suas especificações técnicas ou o responsável pela área de segurança da empresa. 10:41 . Observação O artigo 158 da CLT dispõe: “Constitui ato faltoso do empregado a recusa do uso do EPI.

composto de entidades nacionais. Nela estão as diferentes formas de instalação e as influências externas a serem consideradas em um projeto.p65 101 8/8/2005. Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes dessas instalações. a) NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com eletricidade. Os aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção. abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos. parâmetros físicos e de infra-estrutura. também especifica as características de aceitação e manutenção dessas instalações. incluindo acesso.2 kV A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores.0 kV a 36.Normas Técnicas Brasileiras Normas ABNT No Brasil. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da referida norma que. a norma estabelece critérios específicos de segurança para as subestações consumidoras. de 1. Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de profissionais e instituições. regionais e internacionais. de sobretensões e sobrecorrentes. Os procedimentos para aceitação da instalação nova e para sua manutenção também são apresentados na norma. comissões e comitês. dentro da faixa de tensão especificada. incluindo etapas de inspeção visual e de ensaios específicos. incluindo o aterramento. há diversas normas. as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO). Ela não inclui as redes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. A sigla NBR que antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada. 10:41 . Para atividades com eletricidade. A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de normalização. b) NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. organizados em grupos de estudos. a exemplo da NBR 5410. incluindo suas subestações. a proteção por dispositivos de corrente de fuga.

Quando a utilização de um produto pode comprometer a segurança ou a saúde do consumidor. projeto e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou vapores inflamáveis. bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. NBR 5418 – Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos.p65 102 8/8/2005. o INMETRO ou outro órgão regulamentador pode tornar obrigatória a 102 riscos_eletricos. a fim de garantir a segurança de pessoas (em particular de pacientes) e. de animais. NBR 13570 – Instalações Elétricas em locais de afluência de público – requisitos específicos Fixa requisitos específicos exigíveis às instalações elétricas em locais de afluência de público. NBR 5419 – Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas Fixa as condições exigíveis ao projeto. onde for o caso. NBR 13534 – Instalações Elétricas em Ambientes Assistenciais de Saúde – requisitos para a segurança Especifica condições exigíveis às instalações elétricas de estabelecimentos assistenciais de saúde. de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas. a segurança de pessoas e de animais domésticos e a conservação dos bens. NBR 6151 – Classificação dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos Classifica equipamentos elétricos e eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos em caso de falha da isolação. cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem. 10:41 . instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas. a fim de garantir o seu funcionamento adequado. NBR 6533 – Estabelecimento de Segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano Fixa condições exigíveis para o estabelecimento de prescrições de segurança. do ponto de vista da engenharia quanto aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas. As normas a seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são auto-explicativos a respeito do seu escopo.

capacitação e autorização dos profissionais Entre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender os profissionais que atuem em instalações elétricas. na falta destas. alguns deles apenas aguardando o prazo limite para proibição de comercialização.214/78. execução. A NR-10 exige também que sejam observadas as normas técnicas oficiais vigentes e. A fundamentação legal. A partir de então. por exemplo. interruptores. que considera: Profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino profissional legalmente habilitado aquele previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. as normas técnicas internacionais. incluindo elaboração de projetos.RISCOS ELÉTRICOS Avaliação de Conformidade desse produto. transmissão.p65 103 8/8/2005. Sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade. 103 riscos_eletricos. 10:41 . em suas diversas etapas. está nos artigos 179 a 181 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. manutenção. Isso aumenta a confiança de que o produto está de acordo com as Normas e com os Regulamentos Técnicos aplicáveis. Já existem vários produtos cuja certificação é obrigatória. reforma e ampliação. tomadas. conhecidas pelas suas iniciais: NR. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essas regulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio da Portaria nº 3. que dá o embasamento jurídico à existência desta NR. Entre os produtos de certificação compulsória. em quaisquer das fases de geração. disjuntores. estão os plugues. Habilitação. que estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. Regulamentações do MTE Os instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que. ao relacionar os direitos dos trabalhadores. a referência é a NR-10. qualificação. uma série de outras portarias foram editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificar ou acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador. equipamentos para atmosferas explosivas. incluiu entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio de normas específicas. estabilizadores de tensão. entre outros. distribuição e consumo de energia elétrica. operação.

p65 104 8/8/2005. São considerados autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa. avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: a) Troca de função ou mudança de empresa. Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização. 10:41 . 104 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições simultaneamente: a) seja treinado por profissional habilitado e autorizado. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas. Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. por período superior a 3 meses. b) trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas. c) Modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos e/ou processos de trabalhos. Os trabalhadores com atividades em proximidades de instalações elétricas devem ser informados e possuir conhecimentos que permitam identificá-las. b) Retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade. O trabalho em áreas classificadas deve ser precedido de treinamento específico de acordo com o risco envolvido.

como: abertura de seccionadoras. base técnica. de acordo com a Norma Regulamentadora nº 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. afastamento de disjuntores de barras. b) Impedimento de reenergização – Verificar as medidas de impedimento de reenergização aplicadas. deve-se confirmar a desenergização do circuito/equipamento a ser executada a intervenção (manutenção). disposições gerais. devendo ser coordenada pela área de segurança do trabalho. no mínimo. competência e responsabilidades. As instruções de segurança do trabalho necessárias à realização dos serviços em eletricidade devem conter. Na liberação de serviços em instalação desenergizada para equipamentos.Rotinas de trabalho Procedimentos de trabalho Todos os serviços em instalações elétricas devem ser planejados. do local e dos procedimentos a serem adotados. objetivo. 10:41 . relés de bloqueio. utilização de cadeados. que sejam compatíveis ao circuito em intervenção. seguindo os procedimentos: a) Seccionamento – Confirmar se o circuito desligado é o alimentador do circuito a ser executada a intervenção. travamento por chaves. Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço com especificação mínima do tipo de serviço. circuitos e intervenção.p65 105 8/8/2005. programados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos e adequados. A autorização para serviços em instalações elétricas deve ser emitida por profissional habilitado. campo de aplicação. medidas de controle e orientações finais. retirada de fusíveis. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. Os procedimentos de trabalho devem conter instruções de segurança do trabalho. de forma a atender a esta NR. quando houver. com anuência formal da administração. mediante a verificação dos diagramas elétricos e folha de procedimentos e a identificação do mesmo em campo.

Exemplo de quadro com procedimentos a serem seguidos para a execução do trabalho: 106 riscos_eletricos. A proteção poderá ser feita por meio de obstáculos ou barreiras. de acordo com a análise de risco. 10:41 . materiais e EPIs necessários para a execução dos trabalhos. obedecendo à tabela de zona de risco e zona controlada. esta deve ser providenciada. e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada – Verificar a existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou equipamento a sofrer intervenção. checando assim os procedimentos. com a ligação dos mesmos a esse referencial com equipamentos apropriados.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) Constatação da ausência de tensão – É feita no próprio ambiente de trabalho através de: instrumentos de medições dos painéis (fixo) ou instrumentos detectores de tensão (observar sempre a classe de tensão desses instrumentos). verificar se os EPIs e EPCs necessários para o serviço estão dentro das normas vigentes e se as pessoas envolvidas estão devidamente protegidas.p65 106 8/8/2005. d) Instalação de aterramento temporário – Verificar a instalação do aterramento temporário quanto à perfeita eqüipotencialização dos condutores do circuito ao referencial de terra. f) Instalação da sinalização de impedimento de energização – Confirmar se foi feita a instalação da sinalização em todos os equipamentos que podem vir a energizar o circuito ou equipamento em intervenção. Na falta de sinalização de todos os equipamentos.

107 riscos_eletricos. etc. Identificar os procedimentos técnicos para cada tipo de serviço. Para que os serviços sejam executados de forma padronizada. A supervisão irá definir os trabalhadores habilitados para execução da tarefa. Para manter todos informados sobre o serviço. Inspecionar ferramental e instrumental necessários.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 01 Atividades preliminares Como fazer? Elaborar roteiro de manobras de liberação. tais como: diagramas unifilar e funcional. 10:41 . Analisar a documentação técnica. Verificar os EPIs e EPCs necessários. Para melhor conhecimento do sistema elétrico. Por que fazer? Para liberar de forma segura os serviços. observando toda documentação técnica e as particularidades de cada sistema elétrico. interligações. Para minimizar e manter sob controle o potencial de risco do serviço. Debater com a equipe as peculiaridades e todos os aspectos de segurança relativos ao serviço. Realizar uma análise de risco da tarefa.p65 107 8/8/2005. Observações Para garantir a eficiência dos mesmos.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Liberação para serviços Tendo como base os procedimentos já vistos anteriormente. o circuito ou equipamento estará liberado para intervenção. sendo a liberação executada pelo técnico responsável pela execução dos trabalhos. O quadro a seguir exemplifica os procedimentos preliminares a serem seguidos para a liberação do trabalho. devidamente orientados e com equipamentos de proteção e ferramental apropriado. 10:41 . 108 riscos_eletricos. Somente estarão liberados para a execução dos serviços os profissionais autorizados.p65 108 8/8/2005.

Para garantir a integridade dos profissionais. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 02 Obter permissão de trabalho (PT) Como fazer? Analisar em conjunto com o operador os riscos do serviço. Por que fazer? Para eliminar ou minimizar a possibilidade de acidente e/ou incidente. Usar luvas e testar o detector em circuito sabidamente energizado.p65 109 8/8/2005. Certificar-se da abrangência da PT. Para evitar enganos. 109 riscos_eletricos. Verificar com detector de tensão a ausência ou não de potencial nos equipamentos e sistema liberados. Para proteger os executantes contra manobras indevidas e/ou induções. Seguir procedimentos e observar riscos. Para evitar manobras indevidas. Aterrar o sistema/ equipamento liberado. Identificar com o operador os equipamentos e sistema a ser trabalhado. Atenção para as alimentações de retorno. Para ter conhecimento da real condição do sistema elétrico. Acompanhar ou executar as manobras de desenergização e liberação dos serviços em conformidade com o roteiro previamente elaborado. Observações Responsável pela PT deve ser autorizado. Verificar a análise de risco da tarefa. Sinalizar com fita de cor amarela a área onde estão equipamentos energizados vizinhos à área do serviço. Travar com cadeado os equipamentos de manobras pertencentes ao sistema em serviço.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O travamento é o próximo serviço. constatação da ausência de tensão – onde os dispositivos de detecção de tensão garantem a desenergização dos circuitos. cadeados ou outros equipamentos garantem a impossibilidade de reenergização dos circuitos. • Exemplo de Instalação de aterramento temporário e eqüipotencialização (curto-circuito das três fases ligadas ao aterramento). 10:41 . Após o travamento deve-se sinalizar a área conforme os procedimentos apresentados no quadro: 110 riscos_eletricos. o que fica facultado apenas ao responsável pelo bloqueio. impedimento de reenergização – onde os bloqueios mecânicos. Veja os procedimentos para sua realização: • • seccionamento – onde chaves seccionadoras ou outros dispositivos de isolamento são acionados para a desenergização dos circuitos.p65 110 8/8/2005.

nunca improvisar. Alterações na seqüência ou nas condições de segurança do serviço devem ser comunicadas ao supervisor e. Usar o detector de tensão. Quando da execução de testes com potencial elevado. observar os procedimentos operacionais para cada teste. Como fazer? Avaliar os riscos e a sinalização. revisar a PT. Usar ferramental adequado. Para garantir a barreira isolante do ar. Manter em local visível e de fácil acesso os diagramas unifilar e funcional. Observações Usar luvas de alta tensão e descarregar os equipamentos após os testes. Para se autopreservar. Executar os serviços observando os procedimentos técnicos operacionais. Portar e usar os EPIs recomendados. se necessário. 10:41 . Para não executar serviços com dúvida. Por que fazer? Para evitar descargas elétricas em outros executantes.p65 111 8/8/2005. Verificar as condições de segurança sempre que se ausentar do local do trabalho e quando for reiniciar o serviço. Para garantir qualidade e padronização. 111 riscos_eletricos. Para garantir sua própria integridade.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 03 Durante a execução dos serviços. Conservar a distância de segurança das partes energizadas. O serviço somente deve ser iniciado após a liberação da PT.

Para concluir os serviços devem ser inspecionados as áreas. o ferramental e os equipamentos. “Perigo de morte”. conforme o quadro: 112 riscos_eletricos. “Alta-tensão”. tais como: “Homens trabalhando no equipamento”. 10:41 . etc.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Obs A sinalização de impedimento de energização deve ser feita com etiquetas ou placas contendo avisos de proibição de religamento. “Não ligue esta chave”.p65 112 8/8/2005.

Retirar equipamentos e materiais da área. Retirar sinalização e fitas de isolamento da área. sistemas de refrigeração desobstruídos. curtos-circuitos para testes retirados. caixas de conexões vedadas. sistemas de proteção ativos. buchas e isoladores limpos e sem avarias. cabos bem conectados.p65 113 8/8/2005. 113 riscos_eletricos. conforme roteiro previamente elaborado. Retirar todos os aterramentos provisórios (na seqüência inversa do aterramento).RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? Como fazer? Por que fazer? Para garantir a condição operacional dos mesmos. equipamentos e sistemas observando: condições de energização. Para evitar curtos-circuitos. Observações 04 Conclusão Inspecionar os dos serviços. 10:41 . Para manter a área limpa e em ordem. Acompanhar ou executar as manobras de normalização do sistema elétrico. Dar baixa na PT. ausência de materiais/ferramentas no interior dos equipamentos.

Remover o aterramento temporário da eqüipotencialização e as proteções adicionais. Remover a sinalização de impedimento de energização. Responsabilidades Gerência imediata • Instruir e esclarecer seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e sobre as precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em estações.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Após a conclusão dos serviços e com a autorização para reenergização do sistema. Manter-se a par das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho. Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do início de execução dos serviços.p65 114 8/8/2005. transmitindo-as a seus funcionários. Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco. 10:41 . Destravar. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Retirar todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização da zona controlada. Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os empregados. • • • • • Supervisores e encarregados • • Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do trabalho. e realizar os dispositivos de seccionamento. sem exceção. deve-se: • • • • • Retirar todas as ferramentas. Designar somente pessoal devidamente habilitado para a execução de cada tarefa. utensílios e equipamentos. se houver. 114 riscos_eletricos.

RISCOS ELÉTRICOS

• •

Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem executados e quanto às precauções a serem abservadas no seu desenvolvimento. Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de serviço. Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando deixarem de cumprir as normas de segurança do trabalho. Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim como pela sua correta utilização. Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem ferramentas e equipamentos inadequados ou defeituosos. Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço. Manter-se a par das inovações introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as aos integrantes de sua equipe. Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários acidentados e comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Conservar o local de trabalho organizado e limpo. Cooperar com as CIPAs na sugestão de medidas de segurança do trabalho. Atribuir serviços somente a funcionários que estejam física e emocionalmente capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de cada um. Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu reinício devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi feita antes do início do trabalho.

• • • • • • • • • •

Empregados
• • Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso correto dos equipamentos de segurança. Utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva.

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• •

Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços de maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes. Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo, com colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis. Avisar seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado. Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar riscos de segurança. Não ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas antes do início, nos intervalos ou durante a jornada de trabalho. Evitar brincadeiras em serviço. Não portar arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham. Não utilizar objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes, relógios, bota com biqueira de aço, isqueiros a gás, a fim de se evitar o agravamento das lesões em caso de acidente elétrico. Não usar aparelhos sonoros.

• • • • • •

Visitantes
O empregado encarregado de conduzir visitantes pelas instalações da empresa, deverá: • • • • Dar-lhes conhecimento das normas de segurança. Fazer com que se mantenham juntos. Alertar-lhes para que mantenham a distância adequada dos equipamentos, não os tocando. Fornecer-lhes EPIs aplicáveis (capacetes, protetores auriculares, etc.).

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Documentação de instalações elétricas

Todas as empresas estão obrigadas a manter diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Devem ser mantidos atualizados os diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Os estabelecimentos com potência instalada igual ou superior a 75 kW devem constituir Prontuário de Instalações Elétricas, de forma a organizar o memorial contendo, no mínimo: a) os diagramas unifilares, os sistemas de aterramento e as especificações dos dispositivos de proteção das instalações elétricas;

RISCOS ELÉTRICOS

b) o relatório de auditoria de conformidade à NR-10, com recomendações e cronogramas de adequação, visando ao controle de riscos elétricos; c) o conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR-10 e descrição das medidas de controle existentes;

d) a documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas; e) f) os equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental aplicáveis, conforme determina a NR-10; a documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados;

g) as certificações de materiais e equipamentos utilizados em área classificada.

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em local acessível. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As empresas que operam em instalações ou com equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência ou nas suas proximidades devem acrescentar ao prontuário os documentos relacionados anteriormente e os a seguir listados: a) descrição dos procedimentos de ordem geral para contingências não previstas. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que ocorrerem alterações nos sistemas elétricos. Toda a documentação deve ser em língua portuguesa. sendo permitido o uso de língua estrangeira adicional. um esquema geral da instalação. b) certificados dos equipamentos de proteção coletiva e individual.p65 118 8/8/2005. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido pelo empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa e permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço em eletricidade. No interior das subestações deverá estar disponível. Os documentos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissionais legalmente habilitados. 118 riscos_eletricos.

KINDERMANN. Impress Gráfica. 1999. FILHO. 2004.0 kV a 13. 209 p. 2001. 2000. ABNT. Quintiliano Avelar. Jorge Santos. Curso elementar eletrotécnica. 65 p. São Paulo. Norma 60479: Efeitos de corrente elétrica no corpo humano. ABNT. IEC. REIS. General requeriments. Sagra Luzato. HUBSCHER. CHESF/DC. São Paulo: Fundacentro. ELETROPAULO. SENAI/BA. Silvério Visacro – Aterramentos elétricos. J. NBR 6533: Estabelecimento de segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. SOUZA. NBR 5410: Instalações elétricas de baixa tensão.p65 119 8/8/2005. 1989. Rio de Janeiro: LTC Editora S. Eletricidade industrial. Segurança e eletricidade. EN 50014: Electrial apparatus for potentially explosive atmospheres. Manuais de segurança. 1999. CREDER. Klave H. Segurança em eletricidade. Instalações elétricas.2 kV. 10:41 . José Rubens Alves de. NBR 14039: Instalações elétricas de média tensão de 1. Guia da NBR 5410: Instalações elétricas em baixa tensão. Brasília. 1985. SENAI/DN. São Paulo: Eletricidade moderna. INO 056/85.A. 1980. 1999. Hélio. Vitor Lúcio. FREITAS. FERREIRA. NBR 6146: Graus de proteção. 2004. Roberto. BLUMENSCHEIN. LUNA. Choque elétrico.Referências bibliográficas ABNT. Geraldo. Perigos da eletricidade. Recife. ABNT. 1987. Os perigos da eletricidade. RISCOS ELÉTRICOS CENELEC. 2002.. 2003. Porto Alegre: Ed. riscos_eletricos. Aelfo Marques. Salvador.

unesp. carbografite.ritzbrasil.coltec.jakobi.br 120 riscos_eletricos.br www. 10:41 .br www.ge.3m.com.com.br www.com.com.miomega.ufmg.br www. cemig.br www.mte.br www.gov.com.com.p65 120 8/8/2005. fesp.br www.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Endereços eletrônicos www.br www.com.com.br www.br www.

10:41 .p65 121 8/8/2005.riscos_eletricos.

10:41 . Paraguassu SENAI/SP Fernando Schirmbeck SENAI/RS Revisão técnica Rosemary Lomelino de Souza Xavier Revisão pedagógica SENAI/RJ Superintendência de Serviços Compartilhados – SSC Área Compartilhada de Informação e Documentação – ACIND Fernando Ouriques Normalização Roberto Azul Revisão gramatical Geferson Gomes Coutinho Projeto Gráfico riscos_eletricos.SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP Alberto Borges de Araújo Coordenador Paulo Rech Gerente de Certificação Profissional Equipe técnica Paulo Roberto Alves Arruda Conteúdista Comitê Técnico NR 10 – Departamento Nacional: Fernando da Silva Pinto SENAI/RJ Ricardo Mattos SENAI/RJ Rosemary Lomelino de Souza Xavier SENAI/RJ Paulo de Tarso do Nascimento SENAI/BA Jader de Oliveira SENAI/ES Anderson R. Paschoal SENAI/MG José Luiz Chagas Quirino SENAI/SP Ricardo A.p65 122 8/8/2005.

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