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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI Armando de Queiroz Monteiro Neto
Presidente

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI Conselho nacional Fernando Cirino Gurgel
Presidente

SENAI – Departamento Nacional José Manuel de Aguiar Martins
Diretor-Geral

Regina Maria de Fátima Torres
Diretora de Operações

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: (0xx61) 317-9544 Fax: (0xx61) 317-9550 http://www. DN. Choque elétrico I.1 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional Sede Setor Bancário Norte Quadra 1 – Bloco C Edifício Roberto Simonsen 70040-903 – Brasília – DF Tel. Brasília.senai. Departamento Nacional Curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade : riscos elétricos / SENAI. SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP FICHA CATALOGRÁFICA S491c Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. 2005. Eletricidade 2. Título CDU: 331. 122 p. SENAI – Departamento Nacional Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida.p65 4 8/8/2005. : il. desde que citada a fonte.© 2005. 10:41 . ISBN: 85-7519-152-7 1.483.br riscos_eletricos.

........................................................................................................................................................................................................................................................ 84 Proteção por separação elétrica ........................................................................ 30 Acidentes de origem elétrica ............................................ 9 Arco elétrico ........ 41 RISCOS ELÉTRICOS Técnicas de análise de riscos 49 Conceitos básicos ......................................................................................................p65 5 8/8/2005...........................................................Sumário Apresentação Riscos em instalações e serviços com eletricidade 7 9 Choque elétrico ................................................................................................................ 57 Aterramento ................................................................................................................................................................. 74 Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR ....... 28 Riscos adicionais .................................................. 51 Análise preliminar de riscos ....... 82 Proteção parcial por colocação fora de alcance .......... 77 Proteção por extrabaixa tensão ............................ 89 riscos_eletricos............... 53 Medidas de controle do risco elétrico 57 Desenergização ............................................................................................... 10:41 .................................................................................................................................................................................................................... 82 Proteção por isolamento das partes vivas ................................................................................... 71 Seccionamento automático da alimentação ................................................................................................ 25 Campos eletromagnéticos ...................................... 81 Proteção por obstáculos e anteparos ................................................................................................................................................................................................................................................ 49 Principais técnicas para identificação dos riscos/perigos ......................... 62 Eqüipotencialização ... 80 Proteção por barreiras e invólucros ..................................................

.......................... 95 Legislação específica ............... 103 Rotinas de trabalho 105 Procedimentos de trabalho ...................................................................................................Equipamentos de Proteção Coletiva Equipamentos de Proteção Individual 91 95 Exemplos de EPIs ....... 10:41 ... 108 Responsabilidades .......................................................................................................... 101 Regulamentações do MTE .................................................................................................................................... 99 Normas Técnicas Brasileiras 101 Normas ABNT ........................................................................................................................ 114 Documentação de instalações elétricas Referências 117 119 riscos_eletricos..............................................................................................p65 6 8/8/2005........................................................................ 105 Liberação para serviços .........................................................................................

ainda não temos muitas estatísticas específicas sobre acidentes cuja causa está relacionada com a eletricidade. e em qualquer outro lugar. todos nós estamos. Como resultado. tenha cuidado. em casa. Esta é uma forma bastante brusca. é bom conhecer alguns números a esse respeito. o contato com a eletricidade é a causa de 5% dos acidentes fatais que ocorrem no trabalho. painéis. quadros de distribuição. porém verdadeira. RISCOS ELÉTRICOS Estatísticas Nos EUA. mesmo os que não trabalham diretamente com os circuitos também se expõem aos efeitos nocivos da eletricidade ao utilizar ferramentas elétricas manuais. E isso ocorre no trabalho. motores. subestações transformadoras e. você estará exposto aos riscos da eletricidade. Isso sem falar nos incêndios originados por falhas ou desgaste das instalações elétricas. ou ao executar tarefas simples como desligar ou ligar circuitos e equipamentos. por exemplo. e muitas vezes são fatais. O contato com partes energizadas da instalação pode fazer com que a corrente elétrica passe pelo seu corpo. provocam lesões físicas e traumas psicológicos. ferramentas manuais ou com instalações elétricas. aliás. de iniciarmos o estudo sobre segurança em eletricidade. No Brasil. É claro que no trabalho os riscos são bem maiores. Você está cercado por redes elétricas em todos os lugares.p65 7 8/8/2005. É no trabalho que existe uma grande concentração de máquinas. em alguns casos. Entretanto. redes aéreas e subterrâneas expostas ao tempo. Para completar. Embora todos nós estejamos sujeitos aos riscos da eletricidade. e o resultado são o choque elétrico e as queimaduras externas e internas. se você trabalha diretamente com equipamentos e instalações elétricas ou próximo delas.Apresentação Eletricidade mata. As conseqüências dos acidentes com eletricidade são muito graves. 10:41 . riscos_eletricos. Em números absolutos. isso significa que 290 pessoas morrem por ano devido a acidentes com eletricidade no trabalho. Sempre que trabalhar com equipamentos elétricos. Talvez pelo fato de a eletricidade estar tão presente em sua vida. os acidentes com eletricidade ainda são muito comuns mesmo entre profissionais qualificados. Esses dados reunidos entre 1997 e 2002 correspondem a informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho dos EUA. nem sempre você dá a ela o tratamento necessário. se os dispositivos de acionamento e proteção não estiverem adequadamente projetados e mantidos.

A esse número.p65 8 8/8/2005. Como exemplo desses contatos fatais. há os casos que ocorreram em obras de construção civil. temos alguns números que chamam a nossa atenção. Pense nisso! 8 riscos_eletricos. 10:41 .736 acidentes do trabalho analisados pelo Sistema Federal de Inspeção do Trabalho.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE No Brasil. ocorreram 86 acidentes fatais nesse setor. ligações clandestinas. Da sua preparação. tiveram contato com as instalações pertencentes ao Setor Elétrico. estudo e disciplina vão depender a segurança e a vida de muitas outras pessoas. Para completar. previstos na legislação e nas normas técnicas. a exposição à corrente elétrica encontra-se entre os primeiros fatores de morbidade/mortalidade. somam-se 330 mortes que ocorreram nesse mesmo ano com membros da população que. correspondendo a 7. incluídos aqueles com empregados das empreiteiras. entre tantas outras causas. entretanto. incluindo você. entre 1. assim chamado aquele que reúne as empresas que atuam em geração. se considerarmos apenas o Setor Elétrico. para evitar acidentes. Este módulo vai abranger vários tópicos relacionados à segurança com eletricidade.84% dos acidentes analisados. Em 2002. contatos com cabos energizados. de diferentes formas. Um relatório completo é divulgado anualmente pela Fundação COGE. Os principais riscos serão apresentados e você irá aprender a reconhecê-los e a adotar procedimentos e medidas de controle. transmissão e distribuição de energia elétrica. no ano de 2003. instalações de antenas de TV.

sendo o efeito mais grave a considerar as paradas cardíacas e respiratórias. portanto. Como a população atual da Terra é enorme. provenientes de acidentes com baixa tensão. Atualmente os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros. o ser humano usufrui de todos os seus benefícios. 10:41 . a exposição aos campos eletromagnéticos e o incêndio. de um modo geral. Em termos de riscos fatais. riscos_eletricos.p65 9 8/8/2005. sendo o efeito térmico o mais grave. mas apareceram também vários problemas de ordem operacional. RISCOS ELÉTRICOS Choque elétrico Hoje. Os principais são o choque elétrico. o choque elétrico. o arco elétrico. sempre haverá alguém perto do defeito. aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação) aparecerá em algum lugar. e o acidente será inevitável. sendo o mais grave o choque elétrico. queimaduras externas e internas no corpo humano. pode ser analisado sob dois aspectos: • • Correntes de choques de baixa intensidade. Correntes de choques de alta intensidade. a compreensão do mecanismo do efeito da corrente elétrica no corpo humano é fundamental para a efetiva prevenção e combate aos riscos provenientes do choque elétrico. provenientes de acidentes com alta-tensão. Portanto. tivemos vários benefícios. Construídas as primeiras redes de energia elétrica. isto é. produzindo um potencial de risco ao choque elétrico. com o domínio da ciência da eletricidade.Riscos em instalações e serviços com eletricidade Há diferentes tipos de riscos devido aos efeitos da eletricidade no ser humano e no meio ambiente. Neste módulo você vai descobrir como a eletricidade pode causar tantos males.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Concluindo O choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. Os efeitos do choque elétrico variam e dependem de: • • • • • • • • • percurso da corrente elétrica pelo corpo humano. Tipos de choques elétricos O corpo humano. 10 riscos_eletricos. tempo de duração. o choque elétrico pode ser dividido em duas categorias: Choque estático É o obtido pela descarga de um capacitor ou devido à descarga eletrostática. associada a um componente com comportamento levemente capacitivo. mais precisamente sua resistência orgânica à passagem da corrente. condições da pele do indivíduo.p65 10 8/8/2005. intensidade da corrente elétrica. área de contato. estado de saúde do indivíduo. tensão elétrica. constituição física do indivíduo. Assim. freqüência da corrente elétrica. 10:41 . é uma impedância elétrica composta por uma resistência elétrica.

Este tipo de choque é o mais perigoso. Este choque se dá devido ao: • • toque acidental na parte viva do condutor. Um exemplo típico é o que acontece em veículos que se movem em climas secos. poderá haver o perigo de faiscamentos ou de choque elétrico no instante em que uma pessoa desce ou toca no veículo. Dependendo do acúmulo das cargas. O corpo humano é um organismo resistente. ou seja. fissura ou rachadura na isolação. a corrente de choque persiste continuadamente. que suporta bem o choque elétrico nos primeiros instantes.RISCOS ELÉTRICOS N Descarga estática – É o efeito capacitivo presente nos mais diferentes materiais e equipamentos com os quais o homem convive. 10:41 . porque a rede de energia elétrica mantém a pessoa energizada. Portanto. toque em partes condutoras próximas aos equipamentos e instalações. Com o movimento. mas com a manutenção da corrente passando pelo 11 riscos_eletricos. entre o veículo e o solo passa a existir uma diferença de potencial.p65 11 8/8/2005. o atrito com o ar gera cargas elétricas que se acumulam ao longo da estrutura externa do veículo. Choque dinâmico É o que ocorre quando se faz contato com um elemento energizado. que ficaram energizadas acidentalmente por defeito.

Os choques dinâmicos podem ser causados pela tensão de toque ou pela tensão de passo. tetanização (rigidez) dos músculos. cérebro. comprometimento do coração. Tensão de toque Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores do indivíduo. órgãos genitais e reprodutores. retornando pelo cabo da linha de transmissão até o local do curto. A corrente de curto-circuito passará pela torre. Exemplo de um defeito de ruptura na cadeia de isoladores de uma torre de transmissão (tensão de toque): O cabo condutor ao tocar na parte metálica da torre produz um curto-circuito do tipo monofásico à terra. apresentando seqüelas. quanto ao ritmo de batimento cardíaco e à possibilidade de fibrilação ventricular. comprometimento da respiração. Isto se dá pelo fato de o choque elétrico produzir diversos efeitos no corpo humano. mudando a qualidade do sangue. devido a um choque dinâmico. os órgãos internos vão sofrendo conseqüências. entrará na terra e percorrerá o solo até atingir a malha da subestação. efeito de eletrólise. deslocamento dos músculos e órgãos internos da sua devida posição. 12 riscos_eletricos. comprometimento de outros órgãos. tais como: • • • • • • • • elevação da temperatura dos órgãos devido ao aquecimento produzido pela corrente de choque.p65 12 8/8/2005. como rins. superposição da corrente do choque com as correntes neurotransmissoras que comandam o organismo humano. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE corpo. prolapso. vasos. Muitos órgãos aparentemente sadios só vão apresentar sintomas devido aos efeitos da corrente de choque muitos dias ou meses depois. que muitas vezes não são relacionadas ao choque em virtude do espaço de tempo decorrido desde o acidente. isto é. criando uma pane geral.

aumentando o risco de fibrilação ventricular. A tensão de toque é perigosa. A resistência do corpo humano para corrente alternada de 50 ou 60 Hz.p65 13 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS No solo. Cada pé em contato com o solo terá uma resistência de contato representada por R contato. Assim. a resistência R1 representa a resistência da terra do "pé" da torre até a distância de 1 metro. Este potencial é apresentado pela curva da figura acima. Por norma. considera-se a pessoa afastada a 1 metro do equipamento em que está tocando com a mão. 13 riscos_eletricos. e nos projetos de sistema de aterramento. a tensão de toque é expressa pela fórmula: V toque = (R corpo humano + R contato ÷ 2) I choque O aterramento no "pé" da torre só estará adequado se. 10:41 . no instante do curto-circuito monofásico à terra. O restante do trecho da terra é representado pela resistência R2. a tensão de toque ficar abaixo do limite de tensão para não causar fibrilação ventricular. Entre a palma da mão e o pé haverá uma diferença de potencial chamada de tensão de toque. pele suada. a corrente de curto-circuito gerará potenciais distintos desde o "pé" da torre até uma distância remota. Uma pessoa tocando na torre no momento do curto-circuito ficará submetida a um choque proveniente da tensão de toque. Neste caso. para tensão de toque maior que 250 V fica saturada em 1 000 ohms. porque o coração está no trajeto da corrente de choque.

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Tensão de passo A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou defeito tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento.

No caso da torre de transmissão, a pessoa receberá entre os dois pés a tensão de passo Nos projetos de aterramento considera-se a distância entre os dois pés de 1 metro. Pela figura apresentada, obtém-se a expressão:

V passo = (R corpo humano + 2R contato) I choque
O aterramento só será bom se a tensão de passo for menor do que o limite de tensão de passo para não causar fibrilação ventricular no ser humano. A tensão de passo é menos perigosa do que a tensão de toque. Isso se deve ao fato de o coração não estar no percurso da corrente de choque. Esta corrente vai de pé em pé, mas mesmo assim é também perigosa. As veias e artérias vão da planta do pé até o coração. Sendo o sangue condutor, a corrente de choque, devido à tensão de passo, vai do pé até o coração e deste ao outro pé. Por esse motivo, a tensão de passo é também perigosa e pode provocar fibrilação ventricular.

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Observe que as tensões geradas no solo pelo curto-circuito criam superfícies eqüipotenciais. Se a pessoa estiver com os dois pés na mesma superfície de potencial, a tensão de passo será nula, não havendo choque elétrico. A tensão de passo poderá assumir uma gama de valores que vai de zero até a máxima diferença entre duas superfícies eqüipotenciais separadas de 1 metro. Um agravante é que a corrente de choque devido à tensão de passo contrai os músculos da perna e coxa, fazendo a pessoa cair e, ao tocar no solo com as mãos, a tensão se transforma em tensão de toque no solo. Nesse caso, o perigo é maior, porque o coração está contido no percurso da corrente de choque. No gado, a tensão de passo se transforma em tensão entre patas. Essa tensão é maior que a tensão de passo do homem, com o agravamento de que no gado a corrente de choque passa pelo coração.

Proteção contra choques elétricos
O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques elétricos, conforme a NBR 5410/2004, pode ser resumido por: 1. 2. partes vivas de instalações elétricas não devem ser acessíveis; massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as torne acidentalmente vivas.

No caso 1, o choque elétrico acontece quando se toca inadvertidamente a parte viva do circuito de instalação de energia elétrica. Acontece somente quando duas ou mais partes do corpo tocam simultaneamente duas fases ou uma fase e a massa aterrada do equipamento elétrico. Nesse caso, a corrente elétrica do choque é atenuada pela: • • • • resistência elétrica do corpo humano; resistência do calçado; resistência do contato do calçado com o solo; resistência da terra no local dos pés no solo;

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resistência do aterramento da instalação elétrica no ponto de alimentação de energia.

Neste caso devem-se prover medidas de proteção básicas que visem impedir o contato com partes vivas perigosas em condições normais, como por exemplo: • • • Isolação básica ou separação básica; Uso de barreira ou invólucro; Limitação de tensão.

No caso 2, o choque ocorre quando regiões neutras ficam com diferença de potencial devido a um curto-circuito na instalação ou nos equipamentos. Deve-se notar que nesse tipo de choque a pessoa está tocando ou pisando regiões ou elementos não energizados da instalação. Porém, no momento do curto-circuito, ou mais precisamente durante este, estas áreas neutras ficam com diferença de potencial, advindo daí o choque elétrico. Neste caso devem-se prover medidas de proteção supletivas que visem suprir a proteção contra choques em caso de falha da proteção básica, como por exemplo: • • • Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação; Isolação suplementar; Separação elétrica.

Fatores determinantes da gravidade do choque
Os principais fatores que determinam a gravidade do choque elétrico são: • • • Percurso da corrente elétrica; Características da corrente elétrica; Resistência elétrica do corpo humano.

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Isso é um dado importante. o trajeto da corrente elétrica e a porcentagem de corrente que passa pelo coração. 10:41 . se considerarmos que é mais fácil prestar socorro a uma pessoa que apresente asfixia do que a uma pessoa com fibrilação ventricular. já que neste caso é exigido um processo de reanimação por massagem cardíaca que nem toda pessoa que está prestando socorro sabe realizar. A B C D E LOCAL DE ENTRADA figura A figura B figura C figura D TRAJETO Da cabeça para o pé direito PORCENTAGEM DA CORRENTE 9.8% 1.9% 1. A tabela a seguir apresenta os prováveis locais por onde poderá se dar o contato elétrico.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos dos choques elétricos em função do trajeto Outro fator que influencia nas conseqüências do acidente por choque elétrico é o trajeto que a corrente faz pelo corpo do acidentado.7% 7.p65 17 8/8/2005.8% Da mão direita para o pé esquerdo Da mão direita para a mão esquerda Da cabeça para a mão esquerda Características da corrente elétrica Outros fatores a determinar a gravidade do choque elétrico são as características da corrente: 17 riscos_eletricos.

Ocorrem também diferenças nos valores de intensidade de corrente para uma determinada sensação de choque elétrico.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Corrente contínua (CC) A fibrilação ventricular só ocorrerá se a corrente contínua for aplicada durante um instante curto específico e vulnerável do ciclo cardíaco. acima de 2 000 Hz. Especificamente as de 60 Hz.5 a 10 mA 10 a 30 mA 30 a 500 mA REAÇÕES FISIOLÓGICAS HABITUAIS Leve percepção superficial. 200 ms. devido a corrente tender a circular pela parte externa do corpo. ao invés da interna. nesse caso o efeito é letal.p65 18 8/8/2005. Corrente alternada (CA) Entre 20 e 100 Hz. EFEITOS DOS CHOQUES ELÉTRICOS DEPENDENTES DA INTENSIDADE DE CORRENTE FAIXA DE CORRENTE 0. são as que oferecem maior risco. habitualmente nenhum efeito perigoso. uma vez que se situam próximo à freqüência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação ventricular é maior. normalmente usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica. Acima de 500 mA 18 riscos_eletricos. Traumas cardíacos persistentes. se a vítima for do sexo feminino ou masculino. habitualmente nenhum efeito.5 mA 0. salvo intervenção imediata de pessoal especializado com equipamento adequado. Ligeira paralisia nos músculos do braço. contudo. possibilidade de fibrilação ventricular se a descarga elétrica se manifestar na fase crítica do ciclo cardíaco e por tempo superior a 200 ms. 10:41 . no máximo. com sensação de falta de ar e tontura. com início de tetanização.1 a 0. ocorrerão queimaduras. Nenhum efeito perigoso se houver interrupção em. Para correntes alternadas de freqüências elevadas. Paralisia estendida aos músculos do tórax. são as mais perigosas. as possibilidades de ocorrência de choque elétrico são pequenas.

Esta baixa é originada pelo fato de que a corrente pode 19 riscos_eletricos. A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele. admitindo a circulação entre as extremidades do corpo em pessoas com 50 kg de peso. da ABNT. no entanto. Zona 2 – habitualmente nenhum efeito patofisiológico perigoso. atingindo 500 ohms. Zona 5 – risco de fibrilação (probabilidade superior a 50%). da resistência elétrica que esta oferece à passagem da corrente. e também de qualquer outra resistência adicional entre a vítima e a terra. a qual é constituída de células mortas. Zona 1 – habitualmente nenhuma reação. quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes e a variação apresentada é em função da espessura. Quando esta. a resistência elétrica do corpo pode ser muito baixa. define cinco zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100 Hz. a norma NBR 6533.p65 19 8/8/2005. Zona 3 – habitualmente nenhum risco de fibrilação. em muito.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos de choques elétricos em função do tempo de contato e intensidade de corrente A relação entre tempo de contato e intensidade de corrente é um agravante nos acidentes por choque elétrico. Zona 4 – fibrilação possível (probabilidade de até 50%). encontra-se úmida. 10:41 . Como podemos observar no gráfico. Esta resistência está situada entre 100 000 ohms e 600 000 ohms. Resistência elétrica do corpo humano A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá. condição mais facilmente encontrada na prática.

constituída pelo sangue. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. ao estar seca ou molhada. 20 riscos_eletricos. em média. uma resistência de apenas 15 000 ohms. que apresenta menor resistência elétrica. e apresentando um valor máximo de 500 ohms. quando a pele estiver seca. podem ser grandes. teremos: Quando seca: I = 120 V ÷ 400 000 Ω = 0. músculos e demais tecidos. uma resistência de 400 000 ohms.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE então passar pela camada interna da pele. Ao estar com cortes. Exemplificando Num toque acidental de um dedo com um ponto energizado de um circuito elétrico teremos. como vimos.3 mA Quando molhada: I = 120 V ÷ 15 000 Ω = 8 mA N Corrente de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoa pode suportar quando estiver segurando um objeto energizado e ainda ser capaz de largá-lo pela ação de músculos diretamente estimulados por esta corrente. As diferenças da resistência elétrica apresentada pela pele à passagem da corrente. a pele também pode oferecer uma baixa resistência. medindo normalmente 300 ohms. quando úmida. podem influir muito na possibilidade de uma pessoa vir a sofrer um choque elétrico. comparativamente à da pele é bem baixa.p65 20 8/8/2005. 10:41 . Com isso. Usando a lei de Ohm e considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que representa uma diferença de potencial de 120 volts.

Qualquer pessoa ao encostar num local energizado. o efeito da corrente do choque se dá de maneira diferenciada no corpo humano. Já na área de baixa densidade de corrente o calor produzido é pequeno.p65 21 8/8/2005. Microchoque é o choque elétrico que ocorre no interior do corpo humano. O espraiamento pode ser na forma de macrochoque ou microchoque.RISCOS ELÉTRICOS Espraiamento de corrente do choque elétrico Devido à diferença da resistência elétrica e de seções transversais das várias regiões do corpo humano. Para uma mesma tensão. sentido pelas pessoas. ou num equipamento elétrico com defeito na sua isolação. podendo produzir queimaduras de alto risco. o corpo humano está em toda a sua resistência no trajeto da resistência elétrica da pele humana. Portanto. A corrente entra pela pele. a corrente vai depender do estado da pele. invade o corpo e sai novamente pela pele. a corrente que provoca o choque elétrico sofre. Ou seja. Isso é positivo do ponto de vista da segurança humana. poderá produzir microchoque. ficará à mercê do macrochoque. dentro de um indivíduo. O valor da corrente elétrica não depende somente do nível da diferença de potencial do choque. Qualquer equipamento invasivo. É o tipo de choque que ocorre por defeito em equipamento médico-hospitalar. diagnosticar ou monitorar qualquer órgão humano. diminuindo os efeitos térmicos de contração e fibrilação no coração. Desse modo os efeitos térmicos são mais intensos nas regiões de alta intensidade de corrente. um espraiamento como mostra a figura. O macrochoque é definido quando a corrente do choque entra no corpo humano pelo lado externo. uma distribuição diferenciada. a densidade de corrente é pequena. 21 riscos_eletricos. usado para analisar. O macrochoque é o choque comum. Em virtude da área da região do tórax ser maior. 10:41 .

O Se o choque elétrico for devido ao contato direto com a tensão da rede. Alteração no sangue – provocada por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente elétrica.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Este choque poderá ocorrer entre um condutor interno e a pele. Seqüelas em vários órgãos do corpo humano. 22 riscos_eletricos. Para os choques elétricos devido à tensão de toque e à de passo impostas pelo sistema de aterramento durante o defeito na rede elétrica. todas as manifestações podem ocorrer. que ainda iremos abordar mais a seguir.p65 22 8/8/2005. 10:41 . Necrose – resultado de queimaduras profundas produzidas no tecido. a manifestação mais importante a ser considerada é a fibrilação ventricular do coração. ou entre dois condutores internos no corpo. Sintomas do choque no indivíduo Manifestam-se por: • • • • • • Parada respiratória – inibição dos centros nervosos. Parada cardíaca – alteração no ritmo cardíaco. aumentando muito o perigo do choque. podendo produzir fibrilação e uma conseqüente parada. inclusive dos que comandam a respiração. A resistência elétrica nestas condições é muito baixa. O microchoque ocorre principalmente por defeitos em equipamentos médicohospitalares. Perturbação do sistema nervoso.

aquecimento. 10:41 . a pressão cai a zero e a pessoa perde os sentidos. Na fibrilação ventricular as fibras musculares do coração ficam tremulando desordenadamente. E térmica = R corpo humano . podendo produzir vários efeitos e sintomas. com a sua conseqüente dilatação.RISCOS ELÉTRICOS N Parada cardíaca é a falta total de funcionamento do coração. I choque t choque E térmica ⇒ ⇒ ⇒ O calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano. t choque Onde: R corpo humano ⇒ Resistência elétrica (S) do corpo humano. só a resistência de parte do corpo. queima das camadas adiposas ao longo da derme. uma total ineficiência no bombeamento do sangue. aquecimento do sangue. tornando-se gelatinosas. Energia em joules (J) liberada no corpo humano.p65 23 8/8/2005. havendo. Quando ele está efetivamente parado. podendo provocar o derretimento dos ossos e cartilagens. queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida. I2 choque . interrompendo o batimento cardíaco. que podem ser: » » » » » queimaduras de 1º. mas com conseqüências idênticas. Corrente elétrica do choque (A). em conseqüência. Ou se for o caso. 2º ou 3º graus nos músculos do corpo. Este fenômeno é denominado Efeito Joule. o sangue não é mais bombeado. Tempo do choque (s). Nesse estado as fibras musculares estão inativas. Fibrilação ventricular no coração humano é um fenômeno diferente da parada cardíaca. do músculo ou órgão afetado. Sintomas da queimadura devido ao choque elétrico Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma energia térmica. 23 riscos_eletricos.

perda da coordenação motora. perda parcial de ossos. 10:41 . diminuição e atrofia muscular. combustão ou deterioração de materiais. advindo. bem como os materiais fixos próximos devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais do calor ou irradiação térmica produzidos pelos equipamentos elétricos. em conseqüência. isto é. a queimaduras. os componentes fixos de uma instalação elétrica. que. O problema maior é o tempo de duração. O choque de alta-tensão queima. pode levar à morte. cicatrizes. geralmente com: » » » » » perda de massa muscular. A queimadura também é provocada de modo indireto.p65 24 8/8/2005. Choques elétricos em baixa tensão têm pouco poder térmico. geralmente por fibrilação ventricular do coração. etc. E as que sobrevivem ficam com seqüelas. outras causas e efeitos nos demais órgãos. principalmente. mas sim associadas. particularmente quanto a: » » » riscos de queimaduras. danifica. Proteção contra queimaduras As partes acessíveis de equipamentos elétricos situados na zona de alcance normal não devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas e devem 24 riscos_eletricos. fazendo buracos na pele nos pontos de entrada e saída da corrente pelo corpo humano. devido ao mau contato ou a falhas internas no aparelho elétrico. se persistir. a corrente provoca aquecimentos internos. elevando a temperatura a níveis perigosos. As vítimas do choque de alta-tensão morrem devido. Neste caso.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As condições citadas não acontecem isoladamente. Proteção contra efeitos térmicos As pessoas. prejuízos no funcionamento seguro de componentes da instalação.

Próximo ao "laser". mas não destinadas a serem tocadas em serviço normal: • metálicas • não-metálicas 55 65 70 80 80 90 Arco elétrico Toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica pelo ar ou outro meio isolante (óleo. O arco elétrico (ou arco voltaico) é uma ocorrência de curtíssima duração (menor que ½ segundo). volantes ou punhos de dispositivos de controle manuais: • metálicas • não-metálicas Superfícies previstas para serem tocadas em serviço normal. Pessoas que estejam no raio de alguns metros de um arco podem sofrer severas queimaduras. Sua temperatura pode alcançar 20 000°C. determinados pela NBR 14039 e devem ser protegidas contra qualquer contato acidental. mas não destinadas a serem mantidas à mão de forma contínua: • metálicas • não-metálicas Superfícies acessíveis. NBR 14039 – TEMPERATURAS MÁXIMAS DAS SUPERFÍCIES EXTERNAS DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DISPOSTOS NO INTERIOR DA ZONA DE ALCANCE NORMAL TIPO DE SUPERFÍCIE TEMPERATURAS MÁXIMAS (0O°C) Superfícies de alavancas. ainda que por curtos períodos. por exemplo) está ocorrendo um arco elétrico. Forte explosão e energia acústica acompanham a 25 riscos_eletricos. e muitos são tão rápidos que o olho humano não chega a perceber.RISCOS ELÉTRICOS atender aos limites de temperaturas. eles são a mais intensa fonte de calor na Terra. 10:41 . Os arcos elétricos são eventos de múltipla energia. Os arcos elétricos são extremamente quentes.p65 25 8/8/2005.

e incluem falhas em partes condutoras que integram ou não os circuitos elétricos. ao ambiente ou a pessoas. Uma falha pode ocorrer em equipamentos elétricos quando há um fluxo de corrente não intencional entre fase e terra. Outras causas podem estar relacionadas a equipamentos. ou entre múltiplas fases. As vestimentas de proteção adequadas devem cobrir 26 riscos_eletricos. da distância que separa as pessoas do local e do tipo de roupa utilizada pelas pessoas expostas ao arco.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE intensa energia térmica. Todo cuidado é pouco para evitar a abertura de arco através do operador. As mais sérias queimaduras por arco voltaico envolvem a ignição da roupa da vítima pelo calor do arco elétrico. por exemplo) de queima contínua de uma roupa comum aumentam tanto o grau da queimadura quanto a área total atingida no corpo. Em determinadas situações. Tempos relativamente longos (30 a 60 segundos. Isso afeta diretamente a gravidade da lesão e a própria sobrevivência da vítima. sendo capaz de atingir quem estiver próximo ao local da ocorrência. A severidade da lesão para as pessoas na área onde ocorre a falha depende da energia liberada durante a falha. a temperatura deste é tão alta que destrói os tecidos do corpo. uma onda de pressão também pode se formar. Causas relacionadas ao ambiente incluem a contaminação por sujeira ou água ou pela presença de insetos ou outros animais (gatos ou ratos que provocam curtos-circuitos em barramentos de painéis ou subestações). Altas correntes de curto-circuito e tempos longos de atuação dos dispositivos de proteção aumentam o risco do arco elétrico. Também podem desprender-se partículas incandescentes que queimam ao atingir os olhos. A quantidade de energia liberada durante um arco depende da corrente de curto-circuito e do tempo de atuação dos dispositivos de proteção contra sobrecorrentes. O arco pode ser causado por fatores relacionados a equipamentos. 10:41 .p65 26 8/8/2005. Conseqüências de arcos elétricos (queimaduras e quedas) Se houver centelha ou arco. Isso pode ser causado por trabalhadores que façam movimentos bruscos ou por descuido no manejo de ferramentas ou outros materiais condutivos quando estão trabalhando em partes energizadas da instalação ou próximo a elas. A proteção contra o arco elétrico depende do cálculo da energia que pode ser liberada no caso de um curto-circuito.

O que agora nos parece óbvio. o que pode ser muito comum em diversos tipos de instalações. cabelos. pescoço. se em determinadas situações uma análise de risco nos indica a necessidade de uma vestimenta de proteção contra o arco elétrico. Na ocorrência de um arco elétrico. Além dos riscos de exposição aos efeitos térmicos do arco elétrico. decorrentes das ondas de pressão que podem se formar pela expansão do ar. fechaduras com chave não intercambiáveis. muitas vezes. chave de aterramento resistente ao curto-circuito presumido. Coberturas sólidas ou barreiras ao invés de coberturas ou telas. enfim. sistemas de intertravamento. além da cobertura completa do corpo. nem sempre foi observado. Emprego de dispositivos limitadores de corrente. Equipamentos ensaiados para resistir aos arcos internos. altos e largos quanto possível. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS todas as áreas que possam estar expostas à ação das energias oriundas do arco elétrico. também está presente o risco de ferimentos e quedas. elas devem incluir capuzes. Portanto. Corredores operacionais tão curtos. as partes da cabeça que também possam sofrer danos se expostas a uma energia térmica muito intensa. isto é. uma onda de pressão pode empurrar e derrubar o trabalhador que está próximo da origem do acidente. Essa queda pode resultar em lesões mais graves se o trabalho estiver sendo realizado em uma altura superior a dois metros. 27 riscos_eletricos. essa vestimenta deve incluir proteção para o rosto. Temos relacionadas algumas medidas para garantir a proteção contra os perigos resultantes de faltas por arco: • Utilização de um ou mais dos seguintes meios: » » » » • • • • dispositivos de abertura sob carga.p65 27 8/8/2005. Proteção contra perigos resultantes de faltas por arco Os dispositivos e equipamentos que podem gerar arcos durante a sua operação devem ser selecionados e instalados de forma a garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações.

pode ser atraída ou repelida pelo mesmo sob a ação de uma força F. Experiências demonstram que uma partícula carregada com carga q. denomina-se campo elétrico. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Seleção de tempos de interrupção muito curtos. • Campos eletromagnéticos Um campo elétrico é uma grandeza vetorial (função da posição e do tempo) que é descrita por sua intensidade. a qual denominamos força elétrica. Denomina-se campo magnético toda região do espaço na qual uma agulha imantada fica sob ação de uma força magnética. o que pode ser obtido através de relés instantâneos ou através de dispositivos sensíveis a pressão. Operação da instalação. em que isso acontece. 28 riscos_eletricos. A região do espaço ao redor da carga Q. abandonada nas proximidades de um corpo carregado com carga Q.p65 28 8/8/2005. atuando em dispositivos de interrupção rápidos. Normalmente campos elétricos são medidos em volts por metro (V/m). luz ou calor.

A passagem da corrente elétrica em condutores gera um campo eletromagnético que. é certo afirmar que essa exposição promove efeitos térmicos e endócrinos no organismo humano. Embora não haja comprovação científica.RISCOS ELÉTRICOS O fato de um pedaço de ferro ser atraído por um ímã é conhecido por todos nós. A agulha da bússola é um ímã. 29 riscos_eletricos. Uma outra preocupação é com a indução elétrica. Da mesma forma. por sua vez. nos quais se empregam elevados níveis de tensão. Por isso é fundamental que você. dosadores de insulina. 10:41 . podendo provocar lesões. pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos. induz uma corrente elétrica em condutores próximos.) devem se precaver dessa exposição. Colocando-se uma bússola nas proximidades de um corpo imantado ou nas proximidades da Terra. Entretanto. confira. etc. Esse fenômeno pode ser particularmente importante quando há diferentes circuitos próximos uns dos outros. A exposição aos campos eletromagnéticos pode causar danos. Especial atenção deve ser dada aos trabalhadores expostos a essas condições que possuam próteses metálicas (pinos. há suspeitas de que a radiação eletromagnética possa provocar o desenvolvimento de tumores.p65 29 8/8/2005. amplificador auditivo. especialmente quando da execução de serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica. Assim. além de desligar o circuito no qual vai trabalhar. pode ocorrer a passagem de corrente elétrica em um circuito desenergizado se ele estiver próximo a outro circuito energizado. a agulha da bússola sofre desvio. podendo criar disfunções nos aparelhos. encaixes. os trabalhadores que portam aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo. pois a radiação interfere nos circuitos elétricos. se o circuito está efetivamente sem tensão. com equipamentos apropriados (voltímetros ou detectores de tensão). hastes).

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Riscos adicionais
São considerados como riscos adicionais aqueles que, além dos elétricos, são específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde dos que trabalham com eletricidade.

Classificação dos riscos adicionais
Altura
Em trabalhos com energia elétrica feitos em alturas, devemos seguir as instruções relativas a segurança descritas abaixo: • • É obrigatório o uso do cinto de segurança e do capacete com jugular. Os equipamentos acima devem ser inspecionados pelo trabalhador antes do seu uso, no que concerne a defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e travas, bem como quanto à integridade da carneira e da jugular. Ferramentas, peças e equipamentos devem ser levados para o alto apenas em bolsas especiais, evitando o seu arremesso.

Quando for imprescindível o uso de andaimes tubulares em locais próximos à rede elétrica, eles deverão: • • • • • • • Respeitar as distâncias de segurança, principalmente durante as operações de montagem e desmontagem; Estar aterrados; Ter as tábuas da(s) plataforma(s) com, no mínimo, uma polegada de espessura, travadas e que nunca ultrapassem o andaime; Ter base com sapatas; Ter guarda-corpo de noventa centímetros de altura em todo o perímetro com vãos máximos de trinta centímetros; Ter cinturão de segurança tipo pára-quedista para alturas iguais ou superiores a 2 metros; Ter estais a partir de 3 metros e a cada 5 metros de altura.

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RISCOS ELÉTRICOS

Manuseio de escada simples e de extensão: • Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam rachaduras, degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados, etc. Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para reparo ou troca. Devem ser manuseadas sempre com luvas. Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la. No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos-suportes, devidamente amarradas. Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os montantes. Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de segurança e com os pés apoiados sobre os seus degraus. Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça. Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida paralelamente ao meio-fio. Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja de aproximadamente ¼ do seu comprimento. Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la. Somente o dispense depois de amarrar a escada. Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do degrau, verificando o travamento da extensão. Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no pé dela, segurando-a.

• • • • • • • • • • • •

Ambientes confinados
Nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de proteção, a saber:

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a)

treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos a que estão submetidos, a forma de preveni-los e o procedimento a ser adotado em situação de risco;

b) nos serviços em que se utilizem produtos químicos, os trabalhadores não poderão realizar suas atividades sem um programa de proteção respiratória; c) a realização de trabalho em recintos confinados deve ser precedida de inspeção prévia e elaboração de ordem de serviço com os procedimentos a serem adotados;

d) monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão e intoxicação no interior de locais confinados realizado por trabalhador qualificado sob supervisão de responsável técnico; e) f) proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado; ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos contaminantes e ventilação geral que execute a insuflação de ar para o interior do ambiente, garantindo de forma permanente a renovação contínua do ar;

g) sinalização com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos no interior de espaços confinados; h) uso de cordas ou cabos de segurança e pontos fixos para amarração que possibilitem meios seguros de resgates; i) j) k) l) acondicionamento adequado de substâncias tóxicas ou inflamáveis utilizadas na aplicação de laminados, pisos, papéis de parede ou similares; a cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores, pelo menos 2 (dois) devem ser treinados para resgate; manter ao alcance dos trabalhadores ar mandado e/ou equipamento autônomo para resgate; no caso de manutenção de tanque, providenciar desgaseificação prévia antes da execução do trabalho.

Áreas classificadas
São considerados ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido

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potencialmente explosiva. assumindo como temperatura ambiente de referência 40ºC. A EN 50. Assim temos: TEMPERATURA SUPERFICIAL MÁXIMA T1 450°C T2 300°C T3 200°C T4 135°C T5 100°C T6 85°C Para exemplificar: um equipamento classificado como T3 pode ser utilizado em ambientes cujos gases possuem temperatura de combustão superior a 200ºC. será por curtos períodos. 10:41 .014 especifica a temperatura superficial máxima em 6 níveis. está presente continuamente ou por grandes períodos de tempo. Um deles é eliminarmos um 33 riscos_eletricos. Caso esteja. Zona 1 Zona 2 É evidente que um equipamento instalado dentro de uma área classificada também deve ser classificado. Tais áreas. Para diminuirmos o risco de uma explosão. e de acordo com a classificação exigem a instalação de equipamentos e/ou interfaces que atendam às exigências prescritas nas mesmas. como. potencialmente explosiva.RISCOS ELÉTRICOS a razões diversas. são classificadas conforme normas internacionais. área na qual uma mistura de gás/ar. por exemplo. pode estar presente durante o funcionamento normal do processo. não está normalmente presente. potencialmente explosiva. desgaste ou deterioração de equipamentos.p65 33 8/8/2005. e esta é baseada na temperatura superficial máxima que o mesmo possa alcançar em funcionamento normal ou em caso de falha. As áreas classificadas normalmente cobrem uma zona cujo limite é onde o gás ou gases inflamáveis estarão tão diluídos ou dispersos que não poderão apresentar perigo de explosão ou combustão. também chamadas de ambientes explosivos. Segundo as recomendações da IEC 79-10. as áreas são classificadas em: Zona 0 área na qual uma mistura de gás/ar. área na qual a mistura gás/ar. podemos adotar diversos métodos.

de produzir faíscas elétricas ou de gerar arcos voltaicos que possam causar a explosão. As indústrias que processam produtos que em alguma de suas fases se apresentem na forma de pó. são indústrias de alto potencial de risco quanto a incêndios e explosões. E um outro é através de uma das três alternativas a seguir: a) Contenção da explosão: na verdade. pois na fase de projeto as soluções são mais simples e econômicas. Porém. indústrias farmacêuticas. O que se faz é limitar a energia armazenada em circuitos elétricos de modo a torná-los totalmente incapazes. as indústrias já implantadas poderão equacionar razoavelmente bem os problemas. antes de sua implantação. indústrias de beneficiamento de madeira. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE dos elementos do triângulo do fogo: temperatura. citamos alguns tipos de indústrias reconhecidamente perigosas quanto aos riscos de incêndios e explosões: » » » » » » » » indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas. a níveis não perigosos. seja térmica ou elétrica. este é o único método que permite que haja a explosão.p65 34 8/8/2005. porque esta fica confinada em um ambiente bem definido e não pode propagar-se para a atmosfera do entorno. indústrias fabricantes de rações animais. efetuar uma análise acurada dos riscos e tomar as precauções cabíveis. c) Prevenção: através deste método limita-se a energia. minorando os riscos inerentes com o auxílio de um profissional competente. indústrias metalúrgicas. e devem. indústrias plásticas. b) Segregação: é o método que permite separar ou isolar fisicamente as partes elétricas ou as superfícies quentes da mistura explosiva. indústrias do carvão. 34 riscos_eletricos. indústrias alimentícias. tanto em condições normais de operação quanto em situações de falha. A técnica de segurança intrínseca é a mais empregada deste método de proteção e também a mais efetiva. oxigênio e combustível. A seguir.

e c) tomadas precauções necessárias para a segurança dos trabalhadores. a montante do fluxo de ventilação. instalação e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos. 10:41 . bloqueado e aterrado. etiquetado.RISCOS ELÉTRICOS Instalações elétricas em ambientes explosivos As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados. mantidos. Os serviços de manutenção ou reparo de sistemas elétricos só podem ser executados com o equipamento desligado. observando-se suas aplicações. seus painéis e respectivos dispositivos de operação devem atender aos seguintes requisitos: a) ser ventilados e iluminados ou projetados e construídos com tecnologia adequada para operação em ambientes confinados. Os cabos. adequados à classe de risco.p65 35 8/8/2005. e e) possuir extintores portáteis de incêndio. as seguintes indicações: 35 riscos_eletricos. correta proteção contra fugas de corrente. curtos-circuitos. credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia. b) utilizados ferramentas e equipamentos adequados à classe de tensão. b) ser construídos e ancorados de forma segura. operados. de acordo com as especificações técnicas. em subsolo. no mínimo. O bloqueio durante as operações de manutenção e reparo de instalações elétricas deve ser realizado utilizando-se cadeado e etiquetas sinalizadoras fixadas em local visível contendo. d) não ser usados para outras finalidades diferentes daquelas do projeto elétrico. reformados e ampliados de forma que permitam a adequada distribuição de energia e isolamento. localizados na entrada ou nas proximidades e. executados. de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas. água e influência de agentes químicos. Os cabos e condutores de alimentação elétrica utilizados devem ser certificados por um organismo de certificação. indicando zona de perigo. Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO. Os locais de instalação de transformadores e capacitores. entre outros riscos. exceto se forem: a) utilizadas técnicas adequadas para circuitos energizados. choques elétricos. c) ser devidamente protegidos e sinalizados.

máquinas e circuitos elétricos devem estar equipados com dispositivos de proteção automáticos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE a) horário e data do bloqueio. bem como na prestação de primeiros socorros a acidentados. A implantação. Trabalhos em condições de risco acentuado deverão ser executados por duas pessoas qualificadas. monitorando-se a concentração dos gases. a fim de evitar contatos acidentais. transformadores. os ajustes e as características dos dispositivos de segurança não devem ser alterados. salvo critério do responsável técnico. com a rede de energia desligada e a chave de acionamento bloqueada. Em locais com ocorrência de gases inflamáveis e explosivos. motores. para os casos de curto-circuito.p65 36 8/8/2005. 36 riscos_eletricos. Redes elétricas. Os sistemas de recolhimento automático de cabos alimentadores de equipamentos elétricos móveis devem ser eletricamente solidários à carcaça do equipamento principal. Os fios condutores de energia elétrica instalados no teto de galerias para alimentação de equipamentos devem ser protegidos contra contatos acidentais. operação e manutenção de instalações elétricas devem ser executadas somente por pessoa qualificada. carcaça. As malhas. Durante a manutenção de máquinas ou instalações elétricas. Os equipamentos e máquinas de emergência são destinados a manter a continuidade do fornecimento de energia elétrica e as condições de funcionamento. as tarefas de manutenção elétrica devem ser realizadas sob o controle de um supervisor. Os terminais energizados dos transformadores devem ser isolados fisicamente por barreiras ou outros meios físicos. b) motivo da manutenção. prejudicando sua eficácia. blindagem ou peça condutora que possam armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulhas ou centelhas devem ser aterrados. que deve receber treinamento continuado em manuseio e operação de equipamentos de combate a incêndios e explosões. Toda instalação. Os equipamentos elétricos móveis devem ter aterramento adequadamente dimensionado. e c) nome do responsável pela operação. sobrecarga. queda de fase e fugas de corrente. os pontos de aterramento e os pára-raios devem ser revisados periodicamente e os resultados registrados. invólucro. 10:41 .

Condições atmosféricas Umidade Deve-se considerar que todo trabalho em equipamentos energizados só deve ser iniciado com boas condições meteorológicas. pois o óleo isolante pode absorver a umidade do ar. As instalações elétricas com possibilidade de contato com água devem ser projetadas. aterramento e proteção contra falhas elétricas. não sendo assim permitidos trabalhos sob chuva. assim.RISCOS ELÉTRICOS Trabalhos em redes elétricas entre dois ou mais pontos sem possibilidade de contato visual entre os operadores somente podem ser realizados com comunicação por meio de rádio ou outro sistema de comunicação que impeça a energização acidental. que os equipamentos isolados a óleo não devem ser abertos em condições de umidade elevada. executadas e mantidas com especial cuidado quanto à blindagem. sabemos que a existência de umidade no ar propicia a diminuição da capacidade disruptiva do ar. Como visto em estudos anteriormente. Os trechos e pontos de tomada de força de rede elétrica em desuso devem ser desenergizados. ou retirados quando não forem mais utilizados.p65 37 8/8/2005. comprometendo. 10:41 . marcados e isolados. aumentando assim o risco de acidentes elétricos. também. há condições seguras para execução dos serviços. estanqueidade. Devemos levar em consideração. neblina densa ou ventos. Podemos determinar a condição de umidade favorável ou não com a utilização do termo-higrômetro ou umedecendo levemente com um pano úmido a superfície de um bastão de manobra e aguardar durante aproximadamente 5 minutos. suas características isolantes. isolamento. as instalações elétricas serão à prova de explosão. Em locais sujeitos a emanações de gases explosivos e inflamáveis. Desaparecendo a película de umidade. 37 riscos_eletricos.

As tempestades com trovoadas se verificam quando certas condições particulares (temperatura. Nada em termos práticos pode ser feito para impedir a "queda" de uma descarga em uma determinada região. que fazem o ar quente subir. até 30 000° C. etc. buscando locais de menor potencial. A partir deste estágio. as chuvas que começam a cair são normalmente acompanhadas de tempestades. o primeiro choque do raio deixou um canal ionizado entre a nuvem e o solo. Esta primeira onda caracteriza o choque líder que define sua posição de queda entre 20 a 100 metros do solo. O raio é um fenômeno de natureza elétrica. devemos fazer os seguintes esclarecimentos: • O raio é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível tanto em relação às suas características elétricas como em relação aos efeitos destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações. provocando assim a expansão do ar (trovão). as pessoas ou animais. Assim sendo.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Descargas atmosféricas (raios) Mecanismo Devido a longos períodos de estiagem. Após esse segundo choque violento das cargas elétricas passando pelo ar. pressão.p65 38 8/8/2005. Com o intuito de evitar falsas expectativas ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas. que partirá da base da nuvem em direção ao solo. sendo produzido por nuvens do tipo cumulus nimbus. O mecanismo de autoprodução de cargas elétricas vai aumentando de tal modo que dá origem a uma onda elétrica (raio). sendo estas originadas a partir do aquecimento do solo pelos raios solares. as soluções aplicadas buscam tão-somente minimizar os efeitos destruidores a partir de instalações adequadas de captação e de condução segura da descarga para a terra. carregando com este as partículas de vapor. 10:41 .) fazem com que determinado tipo de nuvem se torne eletricamente carregada internamente. umidade do ar. ou ainda entre nuvens. definindo assim uma trajetória ramificada e aleatória. ou do encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. As descargas atmosféricas podem ser ascendentes (da terra para a nuvem) ou descendentes (da nuvem para a terra). fazendo com que a energia seja devolvida sob a forma de relâmpago. velocidade do vento. há o aquecimento deste meio. que dessa forma permitirá a passagem de uma avalanche de cargas com corrente de pico em torno de 20 000 ampères. • 38 riscos_eletricos. Neste processo os elétrons retirados das moléculas de ar retornam. que tem formato parecido com uma bigorna e chega a ter 12 quilômetros de altura e vários quilômetros de diâmetro.

criam-se por indução no terreno cargas positivas. o raio tem um efeito devastador. devido ao alto valor de sua corrente elétrica. Nesse caso. servindo como um isolante de baixo poder dielétrico. Descarga Indireta: o raio cai a uma distância de até 1 quilômetro de uma rede elétrica. A sobretensão gerada é de menor intensidade do que a provocada pela descarga direta. gerando elevados valores de sobretensões sobre os diversos circuitos.p65 39 8/8/2005. Os seus efeitos. de TV a cabo ou de qualquer unidade consumidora. além de poderem causar danos a pessoas e animais. podem: • • • Provocar a queima total ou parcial de equipamentos elétricos ou danos à própria instalação elétrica interna e telefônica. 10:41 . em que temos a nuvem funcionando como placa negativa e o solo com placa positiva e o ar. Provocar enormes perdas. Essa sobretensão induzida acontece quando uma parte da energia do raio é transferida através de um acoplamento eletromagnético com uma rede elétrica. em redes de telecomunicações. as sobretensões transitórias podem chegar até as instalações elétricas internas ou de telefonia. calor. o raio pode provocar sobretensões em redes de energia elétrica. Além dos danos causados diretamente pela corrente elétrica e pelo intenso calor. etc. Por sua vez. mas pode causar sérios danos. que gera intensos campos eletromagnéticos. etc. propiciando assim a existência de raios. Reduzir a vida útil dos equipamentos. entre outras. com a parada de equipamentos. Sobretensões transitórias Um raio ao cair na terra pode provocar grande destruição. na existência de nuvens carregadas sobre o mesmo. naturalmente úmido e às vezes ionizado. etc. antenas parabólicas. de TV a cabo. Essa sobretensão é denominada Sobretensão Transitória. • 39 riscos_eletricos. As sobrecorrentes transitórias originadas de descargas atmosféricas podem ocorrer de dois modos: • Descarga Direta: o raio atinge diretamente uma rede elétrica ou telefônica.RISCOS ELÉTRICOS • A incidência de raios é maior em solos maus condutores do que em solos condutores de eletricidade. pois nos solos maus condutores. redes de transmissão de dados.

• 40 riscos_eletricos. Temos como principais componentes de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas: • Terminais Aéreos – Conhecidos como pára-raios. Não entrar em rios. Condutores de Descida – Cabos que conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento. topos de prédios. a não ser que seja sem fio.p65 40 8/8/2005. linhas aéreas. Medidas Preventivas • • • • • • • • • Evitar a execução de serviços em equipamentos e instalações elétricas internas e externas. Evitar o uso de telefones.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A grande maioria das sobretensões transitórias de origem atmosférica que causam danos a equipamentos é ocasionada pelas descargas indiretas. Evitar tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à rede elétrica. Procurar abrigo em instalações seguras. 10:41 . proximidade de cercas de arame. guardando uma distância segura destes. piscinas. e se possível ficar agachado. Evitar ficar próximo de tomadas e canos. Evitar locais extremamente perigosos. Caso não encontre abrigo. jamais ficando ao relento. torres. evitando assim o efeito das pontas. linhas telefônicas. como topos de morros. Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas As medidas utilizadas para minimizar as conseqüências das descargas atmosféricas têm como princípio a criação de caminhos de baixa resistência a terra escoando à mesma as correntes elétricas dos raios. Nunca procurar abrigo sob árvores ou construções isoladas sem sistemas de proteção atmosférica adequados. procurar não se movimentar. janelas e portas metálicas. sendo geralmente interligados através de condutores horizontais. eles são hastes montadas em bases instaladas acima do ponto mais alto das edificações com o objetivo de propiciar um caminho mais fácil para os relâmpagos que venham a incidir na edificação. lagos.

deve-se levar em conta que. todas as partes metálicas da edificação. aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária às normas de segurança. etc. devem ser interligados a um mesmo referencial de terra. os acidentes são provocados pela presença de condições inseguras e atos inseguros ao mesmo tempo. 10:41 . etc. geralmente. às vezes. Essas causas são apontadas como responsáveis pela maioria dos acidentes. com o intuito de proteger as instalações e equipamentos contra sobrecorrentes transitórias (sobretensões) provocadas por descargas direta. cabos telefônicos e de dados. indireta e manobras de equipamentos do sistema de alimentação elétrica. No entanto. Sendo os mesmos constituídos usualmente de cabos e hastes enterradas no solo. os aterramentos de equipamentos. Condutores de Ligação Eqüipotencial – Visam à interligação do sistema de aterramento com os outros sistemas de aterramento da edificação. Centelhados – São instalados em pontos de entrada de energia. Varistores. 41 riscos_eletricos. sendo um item obrigatório em todos os tipos de trabalho. Como visto no capítulo sobre eqüipotencialização. Atos inseguros Os atos inseguros são. o sistema de proteção atmosférica.RISCOS ELÉTRICOS • Terminais de Aterramento – Condutores que servem para conectar os cabos de descida ao solo. sendo a mesma dependente das características do solo. Supressores de Surto. as estruturas. propiciando uma baixa resistência a terra.p65 41 8/8/2005. Pára-Raios de Linha.. • • Acidentes de origem elétrica A segurança no trabalho é essencial para garantir a saúde e evitar acidentes nos locais de trabalho. impedindo assim a existência de diferenças de potenciais entre os elementos interligados. definidos como causas de acidentes do trabalho que residem exclusivamente no fator humano. instrumentação industrial. É a maneira como os trabalhadores se expõem (consciente ou inconscientemente) aos riscos de acidentes. Podemos classificar os acidentes de trabalho relacionando-os com fatores humano (atos inseguros) e com o ambiente (condições inseguras). isto é.

abalos emocionais. Ex. Ex. Ex.p65 42 8/8/2005. põem em risco a integridade física e/ou mental do trabalhador. Fatores circunstanciais: fatores que influenciam o desempenho do indivíduo no momento. Tais condições manifestam-se como deficiências técnicas. falta de proteção em partes móveis.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É falsa a idéia de que não se pode predizer nem controlar o comportamento humano. Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los. excesso de ruído e trepidações. Na maquinaria: localização imprópria das máquinas.: o desleixado. falta de sinalização. presentes no ambiente de trabalho. pontos de agarramento e elementos energizados. alcoolismo. Seguem-se alguns fatores que podem levar os trabalhadores a praticarem atos inseguros: • Inadaptação entre homem e função por fatores constitucionais. clima de insegurança. grau de atenção. • 42 riscos_eletricos. podendo apresentar-se: • Na construção e instalações em que se localiza a empresa: áreas insuficientes. o brincalhão. agressividade. problemas com os colegas. é possível analisar os fatores relacionados com a ocorrência dos atos inseguros e controlá-los. falhas de treinamento. doença. nível de inteligência.: sexo. o exibicionista. Estes fatores são na maioria das vezes causados por: seleção ineficaz. discussão com colegas. Na verdade. o desatento. 10:41 . devido à possibilidade deste acidentar-se. falta de ordem e limpeza.: problemas familiares.: problema com a chefia. Personalidade: fatores que fazem parte das características da personalidade do trabalhador e que se manifestam por comportamentos impróprios. tempo de reação aos estímulos. estado de fadiga. pisos fracos e irregulares. impulsividade. política promocional imprópria. políticas salariais impróprias. instalações elétricas impróprias ou com defeitos. o machão. falta de treinamento. máquinas apresentando defeitos. Desajustamento: este fator é relacionado com certas condições específicas do trabalho. Ex. idade. • • • • Condições inseguras São aquelas que. etc. coordenação motora.

10:41 . tensões induzidas eletromagnéticas e tensões estáticas. Descargas atmosféricas As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica. sem contar os riscos de vida a que as pessoas e animais ficam submetidos. O acidente mais comum a que estão submetidas as pessoas. acarretando conseqüentemente uma intensa migração de 43 riscos_eletricos. roupa e calçados impróprios. Contatos indiretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente não energizadas (massas).RISCOS ELÉTRICOS • Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou totalmente ausente. ficando o corpo ligado eletricamente sob tensão entre fase e terra. é o toque acidental em partes metálicas energizadas. Causas diretas de acidentes com eletricidade Podemos classificar como causas diretas de acidentes elétricos as propiciadas pelo contato direto por falha de isolamento. Causas indiretas de acidentes elétricos Podemos classificar como causas indiretas de acidentes elétricos as originadas por descargas atmosféricas. ferramental defeituoso ou inadequado. As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas de quilovolts. mas que podem ficar energizadas devido a uma falha de isolamento. além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por elas. Verifica-se experimentalmente que as cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem. equipamentos de proteção com defeito (EPIs. principalmente aquelas que trabalham em processos industriais ou desempenham tarefas de manutenção e operação de sistemas industriais. provocada pelos ventos ascendentes de forte intensidade. dá origem a uma grande quantidade de cargas elétricas. enquanto as cargas elétricas negativas se posicionam na parte inferior. EPCs).p65 43 8/8/2005. podendo estas ainda serem classificadas quanto ao tipo de contato físico: • • Contatos diretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente sob tensão (partes vivas). A fricção entre as partículas de água que formam as nuvens.

que se denomina gradiente de tensão. O aumento dessa diferença de potencial. normalmente elevada. num trajeto tortuoso e normalmente cheio de ramificações. portanto. formando assim um dipolo elétrico. É de aproximadamente 1kV/mm o valor do gradiente de tensão para o qual a rigidez dielétrica do ar é rompida. No entanto.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE cargas positivas na superfície da terra para a área correspondente à localização da nuvem. que depende de certas condições ambientais. A concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa determinada região faz surgir uma diferença de potencial entre a terra e a nuvem. 10:41 . há um deslocamento muito pequeno dos seus elétrons e prótons. praticamente não possuem elétrons livres. conhecidos também por dielétricos. os centros de gravidade das massas dos elétrons e prótons de um átomo coincidem-se e localizam-se no seu centro. Quando um corpo carregado se aproxima desses átomos. Tensão estática Os condutores possuem elétrons livres e. poderá atingir um valor que supere a rigidez dielétrica do ar interposto entre a nuvem e a terra. o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica. dando dessa forma uma característica bipolar às nuvens. Os isoladores. 44 riscos_eletricos.p65 44 8/8/2005. podem ser eletrizados por indução. Um dielétrico que possui átomos assim deformados (achatados) está eletricamente polarizado. isto é. cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto. Será que eles podem ser eletrizados por indução. sem contudo tocá-los? Normalmente. fazendo com que as cargas elétricas migrem na direção da terra. de modo que os centros de gravidade destes não mais se coincidem. aproximando um corpo eletrizado.

as linhas sofrem uma contínua indução que se soma às demais tensões presentes. No caso de uma linha aterrada em apenas uma das extremidades. Essa tensão é induzida por linha ou linhas energizadas que cruzam ou são paralelas à linha ou equipamento desenergizado no qual se trabalha. existirão tensões de acoplamento capacitivo e eletromagnético induzidas pelos condutores energizados próximos à linha. As tensões estáticas crescem continuamente. e após um longo período de tempo podem ser relativamente elevadas. surgirá entre ambos o efeito capacitivo.p65 45 8/8/2005. devido às tensões induzidas capacitivas e às tensões estáticas ao referencial de terra. Todavia. uma corrente fluirá por seu intermédio. portanto com indução elevada. a tensão induzida eletromagneticamente terá seu maior vulto na extremidade não aterrada. 10:41 . Além disso. Se dois condutores. do comprimento do trecho onde há paralelismo ou cruzamento e da existência ou não de transposição nas linhas. 45 riscos_eletricos. as correntes. Podemos ter tensões induzidas na linha por causa do acoplamento capacitivo e eletromagnético. ou um condutor e o potencial de terra. e em condições secas. Ao aterrarmos uma linha. existirá uma corrente fluindo num circuito fechado com a terra. o que possibilita neste ponto uma maior segurança para o homem de manutenção. Ao se instalar o aterramento provisório. é recomendável a adoção de critérios que levem em conta o nível de tensão dos circuitos e a distância entre eles. nos casos de circuito de alta-extra ou ultra-alta tensão.RISCOS ELÉTRICOS Tensões induzidas em linhas de transmissões de alta-tensão Devido ao atrito com o vento e com a poeira. e se ambas as extremidades estiverem aterradas. são drenadas imediatamente. estiverem separados por um dielétrico e em potenciais diferentes. da corrente de carga das linhas energizadas. o que poderá determinar se as outras medidas de segurança ainda deverão ser adotadas ou até mesmo se o trabalho deverá ser feito como em linha energizada. diminuindo a diferença de potencial existente e ao mesmo tempo jampeando a área de trabalho. Essa tensão é função da distância entre linhas.

Com base na Lei dos Juizados Especiais. na zona oeste de São Paulo. e na hora de hastear a do Estado.p65 46 8/8/2005. Segundo o Instituto de Criminalística. a juíza Nidea Rita Coltro Sorci condenou os engenheiros elétricos ao pagamento das cestas básicas. Engenheiros condenados por acidente Folha de São Paulo – 28/4/1999 São Paulo – Dois engenheiros responsáveis pela instalação de enfeites de natal no Clube Paulistano. A fiação da iluminação natalina. eletrificou o garoto. A descarga de energia arremessou o corpo do vigilante para a varanda.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Acidentes com eletricidade (exemplos) Vigilante morre eletrocutado ao hastear bandeira no Recife JC On Line – 7/9/2004 Pernambuco – No Dia da Independência do Brasil. 43 anos. por volta das 7 horas.6 metro de distância do fio. entrou em coma e permaneceu internado por quase dois meses. Guilherme teve parada cardiorrespiratória. A decisão. Laércio. Os dois colocaram os enfeites em uma palmeira perto de uma das piscinas do clube. da 3ª Vara Criminal de São Paulo. O acidente ocorreu quando o vigilante Laércio Honorato da Silva. "Essa punição é ridícula". um homem morreu eletrocutado ao hastear uma bandeira no centro de Recife. que brincava com uma bola de tênis. eletrocutando o vigilante. nesta terça-feira pela manhã. 46 riscos_eletricos. funcionário da Nordeste Vigilância de Valores. de 14 anos. a 1. O garoto recebeu um choque elétrico quando brincava próximo à piscina do clube. Encostado na palmeira havia um andaime de ferro. no bairro de Santo Antônio. O acidente provocou danos cerebrais gravíssimos no estudante. Newton Günther. O hasteamento é um procedimento de rotina no banco e cabe diariamente ao vigilante de plantão. o mastro tocou no fio de energia do poste. em contato com o andaime. 10:41 . foi hastear a bandeira de Pernambuco na agência Bradesco da Rua do Imperador. reagiu o pai de Guilherme. que hoje nem sequer consegue tomar banho sem ajuda. o acidente foi uma fatalidade. chegou a subir a bandeira do Brasil. porque ambos têm bons antecedentes. absolve a diretoria do Clube Paulistano. foram condenados a pagar 20 cestas básicas ao estudante Guilherme Orlando Günther. que estava na varanda do primeiro andar. em 1997.

Seu amigo Everaldo de Jesus tentou tirá-lo mas também levou um choque. Paulo Sérgio. Segundo os técnicos. Júlio recebeu descarga por 3 minutos Júlio César Dias Carneiro. de 18 anos. Ele passou por um buraco na grade entre a quadra e o Horto Botânico do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista para pegar uma bola. Eles não souberam dizer a intensidade do choque. estudante de um curso técnico no SENAI de eletricidade. segurou-se em um poste de ferro que estava eletrificado. Rapaz morre eletrocutado em poste na Quinta O Globo – 1998 Após pegar uma bola no Horto. 10:41 . Segundo ele. os meninos são alertados para não pular a grade. O chefe da segurança. o poste é de responsabilidade do Horto. Quando tentou voltar. morreu eletrocutado ontem à tarde. na zona sul da cidade. 47 riscos_eletricos.Eletrocutados em SP Globo On – 9/6/2004 Homens são eletrocutados ao limpar fachada de posto de gasolina São Paulo – Dois homens foram eletrocutados nesta terça-feira quando trabalhavam na limpeza da fachada de um posto de gasolina na avenida Bandeirantes. mas Júlio já estava morto. Júlio ficou por cerca de três minutos recebendo a descarga elétrica. Funcionários da Light e da Rio Luz estiveram no local e comprovaram que o poste se eletrificava quando um disjuntor do prédio do Horto era ligado. Eles foram levados para hospitais da região pelos bombeiros e policiais do helicóptero Águia. mas eles não sabiam que ele estava eletrificado.RISCOS ELÉTRICOS Acidente de trabalho . Com o choque. Ele mesmo voltou e conseguiu puxá-lo com uma camisa. disse que o poste pertence ao órgão.p65 47 8/8/2005. eles despencaram de uma altura de quase 10 metros. Um deles está internado em estado grave.

Desde a privatização do setor. pelo menos 49 trabalhadores de firmas terceirizadas morreram em decorrência de acidentes de trabalho. riscos_eletricos. em 1998.p65 48 8/8/2005. todo o serviço de manutenção de redes externas é terceirizado. Os dados são da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel). 10:41 . O auge dos acidentes fatais ocorreu nos últimos três anos. a morte O Globo – 27/7/2003 De 1998 a 2003. Atualmente. Brasília e Porto Alegre – Subir num poste para consertar ou instalar uma linha telefônica e morrer eletrocutado: esse foi o destino de funcionários de empresas terceirizadas de telefonia fixa nos últimos anos vítimas de acidentes. acidentes vitimaram 49 trabalhadores terceirizados em redes de telefonia fixa no país Rio. muitos porque a rede elétrica fica ligada durante a execução do serviço.Entre cabos telefônicos. quando as operadoras Brasil Telecom. Telemar e Telefônica tiveram de cumprir o plano de antecipação de metas de expansão e qualidade. para poder operar em outros segmentos.

Conceitos básicos Perigo Uma ou mais condições físicas ou químicas com possibilidade de causar danos às pessoas. ao ambiente ou uma combinação de todos. procedimentos. máquinas e equipamentos. Para reduzir a freqüência de acidentes. para o meio ambiente e para a empresa. é preciso avaliar e controlar os riscos. A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e as medidas para controle das conseqüências de acidentes para os trabalhadores e para as pessoas que vivem ou trabalham próximo à instalação ou para o meio ambiente. riscos_eletricos. Alguns exemplos dessas técnicas são apresentados a seguir com uma pequena descrição do método.p65 49 8/8/2005. » » » Que pode acontecer errado? Quais são as causas básicas dos eventos não desejados? Quais são as conseqüências? RISCOS ELÉTRICOS A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população exposta. de uma forma geral. suas freqüências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis conseqüências. projetos e instalações. 10:41 . As metodologias representam os tipos de processos ou de técnicas de execução dessas análises de riscos da instalação ou da tarefa. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes. à propriedade.Técnicas de análise de riscos Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades.

controlar ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial. A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes são causados por eventos pouco freqüentes. O risco também pode ser definido através das seguintes expressões: » » » combinação de incerteza e de dano. 10:41 . Análise de riscos É a atividade dirigida à elaboração de uma estimativa (qualitativa ou quantitativa) do riscos. Avaliação de riscos É o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os compara com os critérios de tolerabilidade previamente estabelecidos. baseada na engenharia de avaliação e técnicas estruturadas para promover a combinação das freqüências e conseqüências de cenários acidentais. razão entre o perigo e as medidas de segurança. combinação entre o evento. resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (conseqüências). Níveis de risco » Catastrófico » Crítico » Moderado » Não Crítico » Desprezível 50 riscos_eletricos. Gerenciamento de riscos É a formulação e a execução de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm o objetivo de prever. objetivando mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança considerados toleráveis. a probabilidade e suas conseqüências.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Risco Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana.p65 50 8/8/2005. mas que causam danos importantes.

RISCOS ELÉTRICOS Classificação dos riscos Quanto à severidade das conseqüências: Categoria I Desprezível – Quando as conseqüências / danos estão restritas à área industrial da ocorrência do evento com controle imediato. Categoria II Marginal – Quando as conseqüências / danos atingem outras subunidades e/ou áreas não industriais com controle e sem contaminação do solo. 10:41 . ar ou recursos hídricos. comunidade circunvizinha e/ou meio ambiente. com o objetivo de identificar os acidentes potenciais de maior prevalência na tarefa e as características intrínsecas destes. tarefa ou planta industrial.p65 51 8/8/2005. 51 riscos_eletricos. Análise de falha humana Método que identifica as causas e os efeitos dos erros humanos observados em potencial. com possibilidade de ações de recuperação imediatas. Principais técnicas para a identificação dos riscos/perigos Análise preliminar de riscos Método de estudo preliminar e sumário de riscos. É um método de estudo de riscos realizado durante a fase de planejamento e desenvolvimento de um determinado processo. O método também identifica as condições dos equipamentos e dos processos que possam contribuir para provocar esses erros. Categoria IV Catastrófica – Quando as conseqüências / danos atingem áreas externas. com a finalidade de prever e prevenir riscos de acidentes que possam acontecer durante a fase operacional e de execução da tarefa. ar ou recursos hídricos. normalmente conduzido em conjunto com o grupo de trabalhadores expostos. Categoria III Crítica – Quando as conseqüências / danos provocam contaminação temporária do solo.

É um método de análise de riscos tecnológicos que consiste: » » » na tabulação de todos os sistemas e equipamentos existentes numa instituição ou planta industrial. 52 riscos_eletricos. Análise de segurança de sistemas É a técnica que tem por finalidade avaliar e aumentar o grau de confiabilidade e o nível de segurança intrínseca de um sistema determinado. de forma seqüenciada. concebido para ser utilizado em equipamentos mecânicos. a partir de um evento inicial.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Método de análise de falhas e de efeitos Método específico de análise de riscos. com o objetivo de identificar as falhas potenciais que possam provocar acontecimentos ou eventos adversos e também efeitos desfavoráveis desses eventos. Os resultados da análise da árvore de eventos caracterizam seqüências de eventos intermediários. as conseqüências lógicas de um possível acidente. Árvore de eventos Técnica dedutiva de análise de riscos utilizada para avaliar as possíveis conseqüências de um acidente potencial.p65 52 8/8/2005. o qual pode ser um fenômeno natural ou ocorrência externa ao sistema. para os riscos previsíveis. a partir do evento inicial. 10:41 . resultante de um evento inicial tomado como referência. na identificação das modalidades de falhas possíveis em cada um deles. É um método que tem por objetivo antecipar e descrever. todos os projetos de redução de riscos e de preparação para desastres concorrem para incrementar o nível de segurança. na especificação dos efeitos desfavoráveis destas falhas sobre o sistema e sobre o conjunto das instalações. ou melhor. um erro humano ou uma falha do equipamento. culminam no acidente ou evento-topo ou principal. Como a segurança intrínseca é o inverso da insegurança ou nível de vulnerabilidade. um conjunto cronológico de falhas e de erros que.

vamos tratar apenas da metodologia denominada Análise Preliminar de Riscos (APR). A APR/APP permite uma ordenação qualitativa dos cenários de acidentes encontrados. além da avaliação da necessidade de aplicação de técnicas complementares de análise. erros humanos ou de fenômenos ou ocorrências externas ao sistema que possam provocar o acontecimento. se constrói um diagrama lógico que especifica as várias combinações de falhas de equipamentos. para cada evento perigoso identificado em conjunto com as respectivas conseqüências. a partir da focalização de um determinado acontecimento definido como evento-topo ou principal. quando julgadas necessárias. de acordo com categorias preestabelecidas de freqüência de ocorrência do cenário de acidente e de severidade das conseqüências. 10:41 . Análise preliminar de riscos É uma técnica qualitativa cujo objetivo consiste na identificação dos riscos/perigos potenciais decorrentes de novas instalações ou da operação das já existentes. pois consideramos ser a de mais simples aplicação por parte dos profissionais que atuam nas instalações elétricas. também chamada de Análise Preliminar de Perigos (APP). Neste trabalho. Em uma dada instalação. 53 riscos_eletricos. A metodologia adotada nas Análises Preliminares de Riscos ou Perigos compreende a execução das seguintes tarefas: a) definição dos objetivos e do escopo da análise. facilitando a proposição e a priorização de medidas para redução dos riscos da instalação.p65 53 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Árvore de falhas Técnica dedutiva de análise de riscos na qual. um conjunto de causas é levantado. b) definição das fronteiras das instalações analisadas. possibilitando a classificação qualitativa do risco associado.

painéis. ao público ou ao meio ambiente. as instalações. locais de serviço elétrico. aos trabalhadores. os riscos/perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações. suscintamente. tais como subestações. e sobre as substâncias: características e propriedades físicas e químicas. De uma forma geral. 10:41 . etc. contém 8 colunas. g) análise dos resultados. as diversas etapas da atividade/operação. e) f) realização da APR/APP propriamente dita (preenchimento da planilha). A realização da análise propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha de APR/APP para cada módulo de análise da instalação A planilha utilizada nesta APP. 2ª coluna: Risco/perigo Esta coluna deve conter os riscos/perigos identificados para o módulo de análise em estudo. » » Para simplificar a realização da análise. complexidade e proximidade física. mostrada a seguir. elaboração de recomendações e preparação do relatório. As principais informações requeridas para a realização de uma APR/APP são as seguintes: » sobre as instalações: especificações técnicas de projeto. sobre os processos: descrição dos processos envolvidos. d) subdivisão da instalação em módulos de análise. A divisão das instalações é feita com base em critérios de funcionalidade. os quais podem ser: unidades completas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) coleta de informações sobre a região. especificações de equipamentos. as instalações estudadas são divididas em "módulos de análise". elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de freqüência e de severidade. 1ª coluna: Etapa Esta coluna deve descrever. lay-out das instalações e descrição dos principais sistemas de proteção e segurança.p65 54 8/8/2005. as substâncias perigosas envolvidas e os processos. as quais devem ser preenchidas conforme a descrição apresentada a seguir. 54 riscos_eletricos. partes de locais de serviço elétrico ou partes específicas das instalações.

odor. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS 3ª coluna: Modos de detecção Os modos disponíveis na instalação para a detecção do risco/perigo identificado na segunda coluna devem ser relacionados nesta coluna.) como através da percepção humana (visual. A detecção da ocorrência do risco/perigo tanto pode ser realizada através da instrumentação (alarmes de pressão.p65 55 8/8/2005.). etc. de temperatura. etc. 4ª coluna: Efeitos Os possíveis efeitos danosos de cada risco/perigo identificado devem ser listados nesta coluna. 55 riscos_eletricos. 5ª coluna: Recomendações/observações Esta coluna deve conter as recomendações de medidas mitigadoras de risco propostas pela equipe de realização da APR/APP ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em estudo. Exemplo: Análise de riscos para a troca de transformador sem auxílio de guindaste (página seguinte).

Retirar os cartuchos das chaves e/ou colocar placas de sinalização nas chaves abertas. 6 .Queda do transformador Visual 1 .Eletricista experiente. 3ª) Solicitar o desligamento do alimentador. 5ª) Fechar as chaves do circuito.Uso de EPIs e EPCs adequados. 8ª) Verificar a tensão do secundário do trafo.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Retirada do transformador 1 . Obs.Abertura das chaves do circuito. 4 .Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador.Operação cuidadosa do equipamento durante a descida do transformador. Desconexão dos circuitos primário e secundário do transformador 2 . 3 . 2 .Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas. 7 . 2ª) Recolocar os conjuntos das chaves e/ou retirar as placas de sinalização. 1 . o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 . por dois funcionários.Quedas de materiais e ferramentas 3 . 2 .Efetuar o aterramento provisório adequado do circuito primário e secundário. 1 .Posicionamento correto do eletricista. 3 . 2 . Ligação do transformador 1 . 10:41 . EPCs e ferramentas adequados. Visual Visual 1 . com auxílio de escada 1 .: Após a conclusão das operações para a troca do transformador.: Durante a descida do transformador.Uso de EPIs.Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. 1 .Aguardar a confirmação do desligamento. 8 . 6 . 2 . 9 .Isolamento e sinalização da área de trabalho. para o caminhão. Visual Visual 1 .Queda do eletricista e queda da escada Visual 1 . 7ª) Solicitar o religamento do alimentador.Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador.Isolamento e sinalização da área. 5 . 2 . Subida do novo trafo 1 .Uso de EPIs e EPCs adequados. 3 .: Durante a descida do transformador.Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas.ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS OU PERIGOS (APR/APP) Atividade / operação – troca de transformador sem auxílio de guindaste Referência: ETAPA Subida do eletricista no poste RISCO / PERIGO 1 . 2 . 2 . EPCs e ferramentas adequados adequados. 4ª) Aguardar a confirmação do desligamento. 9ª) Comunicar a conclusão do trabalho e “liberar o circuito”. devem ser tomadas as seguintes providências: 1ª) Retirar os conjuntos de aterramento rovisório das redes primária e secundária.Solicitar o desligamento do alimentador. 2 .Proceder a novo teste de tensão (ausência) próximo ao local de trabalho. 7 .Posicionamento correto da escada e do eletricista. 5 .Uso de EPIs.Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento.Queda do transformador Visual 1 .p65 56 8/8/2005.Confrontar os dados da OS com a situação local.Operação cuidadosa do equipamento de içamento do transformador. Obs.Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo.A escada deve ser manuseada e transportada. Obs.Uso de EPIs e EPCs adequados. riscos_eletricos. 7 . 2 .Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo. o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador.Perfeita fixação do transformador na estrutura suporte.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1. 2 .Isolamento e sinalização da área de trabalho.Eletricista experiente. 6ª) Fechar a chave curto-circuito do trafo.Soltar as amarações da escada. 4 . 2 .Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .Posicionamento correto do eletricista.Choque elétrico Data: MODO DE DETECÇÃO Visual EFEITO Fratura Revisão: RECOMENDAÇÕES / CONTROLE 1 .Autorizar o religamento do alimentador.Quedas de materiais e ferramentas 3 .Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento.Proceder ao teste de ausência de tensão no circuito. 2 .Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Descida do eletricista do poste. 2 .Isolamento e sinalização da área.Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. 5 . 4 .

deve-se promover o corte visível dos circuitos. 10:41 . É realizada por no mínimo duas pessoas. impedindo assim a existência de tensão elétrica no equipamento ou circuito. riscos_eletricos. A interrupção é executada com a manobra local ou remota do respectivo dispositivo de manobra. geralmente o disjuntor alimentador do equipamento ou circuito a ser isolado (ver figura a seguir). mediante os procedimentos descritos a seguir: Seccionamento RISCOS ELÉTRICOS É a ação da interrupção da alimentação elétrica em um equipamento ou circuito. provendo afastamentos adequados que garantam condições de segurança específica.p65 57 8/8/2005.Medidas de controle do risco elétrico Desenergização É o conjunto de procedimentos visando à segurança pessoal dos envolvidos ou não em sistemas elétricos. Sempre que for tecnicamente possível. Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberados para trabalho.

utilizando cadeados que impeçam a manobra de religamento pelo travamento da haste de manobra. Este impedimento pode ser feito por meio de bloqueio mecânico. etc. retirada de fusíveis.p65 58 8/8/2005. assim. • • • 58 riscos_eletricos. A abertura da seccionadora deverá ser efetuada após o desligamento do circuito ou equipamento a ser seccionado.). 10:41 . Travamento da manopla dos disjuntores por cadeado ou lacre.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O seccionamento tem maior eficácia quando há a constatação visual da separação dos contatos (abertura de seccionadora. evitando-se. Impedimento de reenergização É o processo pelo qual se impede o religamento acidental do circuito desenergizado. Extração do disjuntor quando possível. a formação de arco elétrico. como por exemplo: • Em seccionadora de alta tensão. Retirada dos fusíveis de alimentação do local.

p65 59 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Constatação de ausência da tensão Usualmente. detectores de tensão de proximidade ou contato. 10:41 . por meio de sinalização luminosa ou de voltímetro instalado no próprio painel. voltímetro. Na inexistência ou na inoperabilidade de voltímetros no painel. deve-se verificar a existência de tensão em todas as fases do circuito. como. por exemplo. Aterramento temporário 59 riscos_eletricos. devemos constatar a ausência da tensão com equipamento apropriado ao nível de tensão à segurança do usuário.

entre dois aterramentos. Na rede de distribuição deve-se trabalhar.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A instalação de aterramento temporário tem como finalidade a eqüipotencialização dos circuitos desenergizados (condutores ou equipamento). Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa. no caso ao potencial de terra. Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com firmeza à malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores ou equipamentos que serão ligados à terra. Aterramentos provisórios 4. Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário antes de sua utilização. sinalizando-a. ligar eletricamente ao mesmo potencial. Para a execução do aterramento. devemos seguir às seguintes etapas: • • • • • • Solicitar e obter autorização formal. Detector de tensão 60 riscos_eletricos.p65 60 8/8/2005. 10:41 . Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e verificar a desenergização. Bloqueio e etiquetagem 2. utilizando equipamentos de isolação e proteção apropriados à execução da tarefa. Equipamento em manutenção 3. ou seja. Confirmar a desenergização do circuito a ser aterrado temporariamente. interligando-se os condutores ou equipamentos à malha de aterramento através de dispositivos apropriados ao nível de tensão nominal do circuito. • • Observação 1. no mínimo. Delimitar a área de trabalho.

a extremidade ligada à malha de terra. afixando-se no dispositivo de comando do equipamento principal um aviso de que ele está impedido de ser energizado. podendo assim ser liberado pelo profissional responsável para intervenção. Os procedimentos acima deverão ser executados em todos os pontos possíveis de alimentação do equipamento/circuito a ser desenergizado.RISCOS ELÉTRICOS Se num equipamento que já estiver aterrado for necessária a remoção do aterramento por um breve período para execução de testes de isolação. o mesmo pode ser modificado com a alteração da ordem das etapas ou mesmo com o acréscimo ou supressão de etapas. Porém. luvas e óculos de segurança). seguindo-se para isso os procedimentos de aterramento estabelecidos. o equipamento ou circuito estará no estado desenergizado. este deve ser reconectado imediatamente após o término do teste. e. Com os equipamentos apropriados (bastão. Somente depois de efetuadas todas as etapas descriminadas anteriormente. 61 riscos_eletricos. 10:41 . e a aprovação por profissional responsável. em seguida. desconecta-se em primeiro lugar a extremidade ligada ao condutor ou equipamento. Instalação da sinalização de impedimento de energização Este tipo de sinalização é utilizado para diferenciar os equipamentos energizados dos não energizados. dependentemente das particularidades do circuito ou equipamento a ser executada a desenergização. estes devem ser descarregados eletricamente em relação à terra.p65 61 8/8/2005. Nos serviços que exijam equipamentos não aterrados.

p65 62 8/8/2005. no contexto da seção. Observação Do ponto de vista da instalação. da instalação ou do equipamento) destinado a outros fins que não a proteção contra choques elétricos. Para casos específicos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. o termo "funcional" está associado ao uso do aterramento e da eqüipotencialização para fins de transmissão de sinais e de compatibilidade eletromagnética. O valor da resistência de aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica. o aterramento deve ser único em cada local da instalação. 62 riscos_eletricos. o aterramento do neutro na origem proporciona uma melhoria na equalização de potenciais essencial à segurança. Aterramento do condutor neutro Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária. de acordo com as prescrições da instalação. o condutor neutro deve ser aterrado na origem da instalação. desde que sejam tomadas as devidas precauções. Aterramento funcional É o aterramento de um ponto (do sistema. Ligações à terra Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional). o aterramento pode ser usado separadamente. Em particular. 10:41 .

e garantir que. promovendo o desligamento do circuito. e não exceção). ou então sua caixa de terminais inclui um terminal PE para aterramento.RISCOS ELÉTRICOS Aterramento de proteção (PE) Com o aterramento a corrente praticante não circula pelo corpo Sem o aterramento o único caminho é o corpo A proteção contra contatos indiretos proporcionada em parte pelo equipamento e em parte pela instalação é aquela tipicamente associada aos equipamentos classe I. evidentemente (e isso deve ser regra. em caso de falha na isolação desse equipamento. 10:41 . na tomada ou caixa de derivação – o que pressupõe uma instalação dotada de condutor PE. conectando-se o PE do equipamento ao PE da instalação. Essa é a parte que toca ao próprio equipamento. A secção mínima do condutor de proteçao (PE) deve obedecer aos valores estabelecidos na tabela abaixo. o equipamento vem com condutor de proteção (condutor PE. A parte que toca à instalação é ligar esse equipamento adequadamente. Um equipamento classe I tem algo além da isolação básica: sua massa é provida de meios de aterramento. isto é. ou "fio terra") incorporado ou não ao cordão de ligação. um dispositivo de proteção atue automaticamente. SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO SEÇÃO DOS CONDUTORES FASE DA INSTALAÇÃO (mm²) S ≤ 16 16 ≤ S ≤ 35 S > 35 SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO CORRESPONDENTE PE (mm²) S 16 S/2 63 riscos_eletricos.p65 63 8/8/2005.

p65 64 8/8/2005. Esquema TN-C-S As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação. 10:41 . Esquemas de ligação de aterramento em baixa tensão: Esquema TN-S O condutor neutro e o condutor de proteção são separados ao longo de toda a instalação. 64 riscos_eletricos. as prescrições relativas às medidas de proteção devem prevalecer.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais Quando for exigido um aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais.

RISCOS ELÉTRICOS Esquema TN-C As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação.p65 65 8/8/2005. 65 riscos_eletricos. 10:41 . estando as massas da instalação ligadas a eletrodutos de aterramento eletricamente distintos do eletroduto de aterramento da alimentação. Esquema TT Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado.

Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Condutor neutro (N) Condutor de proteção (PE) • Condutor PEN Esquemas de Ligação de Aterramento em Média Tensão Segundo a norma NBR 14039/2003. 66 riscos_eletricos. descritos a seguir. 10:41 . estando aterradas as massas da instalação. I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância. sendo estes classificados conforme a seguinte simbologia: • primeira letra – situação da alimentação em relação à terra: » » T = um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquema IT Não possui qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado. são considerados os esquemas de aterramento para sistemas trifásicos comumente utilizados.p65 66 8/8/2005.

RISCOS ELÉTRICOS • segunda letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra: » » T = massas diretamente aterradas. • terceira letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de alimentação: » » R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação. sendo as massas da instalação e do ponto de alimentação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. o ponto aterrado é normalmente o neutro). » Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado. 67 riscos_eletricos. 10:41 . N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação. toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de curto-circuito. Nesse esquema. independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação.p65 67 8/8/2005. mas não estão ligadas às massas da instalação. S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação. N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada.

sendo. Nesse esquema. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas do ponto de alimentação. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento do ponto de alimentação. TTN e TTS. 10:41 . Esquemas ITN. a saber: a) esquema TTN. suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. b) esquema TTS. as correntes de falta direta fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto-circuito. São considerados dois tipos de esquemas. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento. ITS e ITR Esquema ITN 68 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquemas TTN e TTS Esquema TTN Esquema TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado.p65 68 8/8/2005. porém.

Medida da resistência de aterramento Na escolha dos eletrodos de aterramento e sua posterior distribuição é importante considerar as condições locais. São considerados três tipos de esquemas. Nesse esquema. b) Esquema ITS. ITS e ITR.p65 69 8/8/2005. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto. a corrente resultante de uma única falta fase-massa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. a saber: a) Esquema ITN. 69 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Esquema ITS Esquema ITR Os esquemas ITx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância. de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e do ponto de alimentação. c) Esquema ITR. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento. no qual o condutor neutro. a natureza do terreno e a resistência de contato do aterramento. ITN. no qual o condutor neutro. estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento. 10:41 . O trabalho de aterramento depende desses fatores e das condições ambientais.

úmida Terra de cerrado ou arenosa. Influem a resistência de contato (ou de difusão) do aterramento e a resistência do condutor de terra. o que provoca uma queda nula de tensão. Para isso basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto distante a 20 metros. há uma seção bem maior para a passagem da corrente. É fácil verificar que nas proximidades dos aterramentos a tensão em relação ao ponto M cresce. devemos medir a corrente e a queda de tensão provocada por ela. de tal forma que no mesmo potencial seja nulo.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É comum encontrar baixa resistência ôhmica no aterramento. afastando-se destes. pode-se medir uma tensão "U" em relação à terra. Ao mesmo tempo. encontrando-se a curva indicada em "B". Se entre os pontos A e B existir uma distância suficiente e por ambos circular uma corrente.p65 70 8/8/2005. sendo nula a tensão no ponto de referência. seca Solo rochoso R (OHM-M) 30 100 200 500 1 000 3 000 70 riscos_eletricos. convenientes para um bom aterramento. Podemos lembrar alguns dados referenciais da tabela a seguir. A resistência de contato tem a resistência do solo como fator muitíssimo importante. Sejam A e B tubos condutores. RESISTÊNCIA DO TIPO DE SOLO TIPO DE SOLO Pantanoso Terra de cultura ou argilosa Terra arenosa Terra de cerrado. Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável. Esse crescimento da tensão nas proximidades dos aterramentos pode ser explicado se lembrarmos que as linhas de corrente se concentram nas proximidades dos pontos de aterramento. 10:41 . tendo-se M como ponto de referência.

sejam eles o do quadro de distribuição principal de energia. No caso de aterramento superficial. enterrados a uma profundidade média de 0. ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre depositada eletroliticamente (copperweld). etc. o distribuidor geral da rede telefônica. etc. em geral de 3/4". prevenindo acidentes com pessoas e baixando a níveis aceitáveis os danos tanto nessas instalações quanto nos equipamentos a elas conectados. RESISTÊNCIAS DE CONTATO PARA RESISTÊNCIA ESPECÍFICA DO SOLO DE 100 OHMS X M Eletrodo de Aterramento Cabos Haste ouTubo Chapa com canto superior a 1 m do solo Dimensões 3m 30 5m 20 0. 71 riscos_eletricos. de comprimento grande. O quadro geral de baixa tensão (QGBT).p65 71 8/8/2005. rede de dados.).5 x 1m 35 1 x 1m 25 Comprimento 10m 25m Resistência de Contato 20 10 50m 100m 5 3 Comprimento 1m 70 2m 40 Eqüipotencialização Podemos definir eqüipotencialização como o conjunto de medidas que visa minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações. o da rede de comunicação de dados.50 metro. usam-se cabos condutores ou chapas. formando um só aterramento. 10:41 . deverão ser convenientemente interligados. geralmente.. usam-se tubos de ferro galvanizado.RISCOS ELÉTRICOS Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. preferindo-se uma disposição radial e com centro comum. Condições de eqüipotencialização: • • Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação. No primeiro caso. cravados no solo.

corrimãos. bases de antenas. Taz ou Tranzooby. Nestes casos podem ser utilizados vários recursos que otimizem o custo da instalação. pois interligar aterramentos não é simplesmente interligar um eletrodo ao outro. o aproveitamento de bandejamento dos cabos. • • • • • • • O uso freqüente da palavra "conveniente" nos itens anteriores enfatiza que a interligação entre aterramentos deve obedecer a certos critérios. 10:41 . 72 riscos_eletricos. ou no quadro do secundário do transformador.p65 72 8/8/2005. Todos os terminais "terra" existentes nos equipamentos deverão estar interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que. quando esta for eletricamente contínua (e na maioria das vezes é). obviamente. guarda-corpos. deverão estar distribuídos por toda a instalação da edificação. como.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Todas as massas metálicas de uma edificação. eletrodutos e outros. Todas as tubulações metálicas da edificação. ou preferencialmente pelas ferragens estruturais das fundações da edificação. No QDP. como rede de hidrantes. devem ser interligadas ao aterramento de forma conveniente. Todos os terminais "terra" dos DPSs devem ser ligados ao BEP (barramento de eqüipotencialização principal) através da ligação da massa dos ETIs pelo condutor de proteção PE. grades. bem como carcaças metálicas dos equipamentos elétricos. por exemplo. portões. diodos especiais. deve ser instalado um DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de características nominais mais elevadas que possibilite uma coordenação eficaz nos quadros de alimentação dos circuitos terminais que alimentam os ETIs. hidrantes. Os aterramentos devem ser realizados em anel fechado. malha. como ferragens estruturais. caso seja garantida sua continuidade elétrica em parâmetros aceitáveis. devem ser convenientemente interligadas ao aterramento. ou uma associação deles. constituídos por varistores centelhadores. dependendo da configuração da instalação elétrica de baixa tensão. Todos os ETIs (equipamentos de tecnologia de informações) devem ser protegidos por DPSs (dispositivos de proteção contra surtos).

preservando suas características de resistência mecânica e de baixa impedância elétrica. para instalações de energia da edificação. fazer uma interligação convenientemente consiste em se conectar todos os aterramentos neste BEP. pelo caminho mais curto possível e dela se retirar tantos condutores de proteção PE quantos forem necessários para "servir" a instalação. Cabe esclarecer que se por qualquer motivo alguma tubulação metálica não puder ser diretamente interligada ao BEP. uma barra de cobre distanciada da parede em alguns centímetros e isolada desta por isoladores de porcelana. Portanto. resina. um bom parâmetro para suas dimensões são: largura = 50 mm. ou outro material isolante. esta interligação deverá ser realizada de forma indireta via centelhador.p65 73 8/8/2005. espessura = 6 mm e comprimento não inferior a 500 mm. inclusive as ferragens da edificação.RISCOS ELÉTRICOS Para que a interligação ocorra de maneira correta e eficaz. 73 riscos_eletricos. Tanto a NBR 5410/2004 quanto a NBR 5419/2001 denominam este barramento de BEP (barramento de eqüipotencialização principal). deve-se instalar próximo ao QDP (quadro de distribuição principal de baixa tensão). por exemplo a corrosão galvânica. 10:41 . Conseqüentemente. Esta barra deve ter dimensões compatíveis que assegurem um bom contato elétrico.

prejudicando seu funcionamento individual ou. Isto causa danos aos equipamentos. uma corrente de falta flui pelo corpo da pessoa ou animal que venha a executar este tipo de ação. em casos extremos. Riscos de rompimento de isolação em equipamentos de tecnologia da informação e similares que necessitem de interligações para intercâmbio de dados e em equipamentos eletrônicos suscetíveis a interferência. compondo uma "rede de aterramento". gerando assim uma diferença de potencial entre a carcaça do equipamento em relação ao aterramento ou à carcaça de outro equipamento.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Principais problemas causados pela falta de eqüipotencialização (diferença de potenciais) em aterramentos de uma mesma instalação: • Riscos de choques que podem provocar danos fisiológicos às pessoas e animais. Dessa forma. paralisando grandes linhas de produção. pode ocorrer um circuito fechado no toque simultâneo entre o equipamento com isolação danificado e outro equipamento ou aterramento. as massas devem ser ligadas a condutores de proteção. e "um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito por ele protegido sempre que uma falta entre parte viva e massa der origem a uma tensão de contato perigosa". No caso de a isolação de um dos equipamentos vir a ser rompida.p65 74 8/8/2005. • Seccionamento automático da alimentação No sistema de proteção contra choques elétricos (contatos indiretos) por seccionamento automático da alimentação. 10:41 . 74 riscos_eletricos.

5 0. 2. sendo sua utilização condicionada aos esquemas de aterramento. conforme discriminado nas tabelas a seguir. Para valores intermediários de tensão deve ser adotado o valor (da tebela) imediatamente superior.RISCOS ELÉTRICOS O tempo máximo admissível de seccionamento é dado em função da tensão fase-terraUo em esquemas de ligação de aterramento TN. São utilizados na proteção por seccionamento automático dispositivos de sobrecorrente (disjuntores. valor eficaz em corrente alternada.2 1. 220. fusíveis) ou dispositivos de corrente diferencial.4 0.8 0.2 Situação 2 0. e em função da tensão fase-fase em esquemas de aterramento IT.05 1. 120.20 0. valor eficaz em corrente alternada. 277 400 Tempo de seccionamento ( s ) Neutro não distribuído Situação 1 0. UO é a tensão nominal entre fase e neutro. 127 220. 2. 3. 230 254.35 0.4 0. 10:41 . 400.2 0.4 0.06 Neutro distribuído Situação 1 5 0.2 Situação 2 (áreas externas) 0. 440.4 Situação 2 1 0.4 0.4 0.8 0.p65 75 8/8/2005.4 0.8 0. 230 380.5 0. conforme mostrado a seguir: 75 riscos_eletricos. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA TN UO(V) 115. As situações 1 e 2 estão definidas no anexo C da NBR 5410/2004. 127 220 277 254 400 Tempo de seccionamento ( s ) Situação 1 (áreas internas) 0. sendo também classificado em função da seletividade (Situação 1 e Situação 2). TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA IT (SEGUNDA FALTA) Tensão nominal do circuito U(V) 208. 120.2 0.20 0.8 0. UO é a tensão nominal entre fase e neutro. valor eficaz em corrente alternada.20 1. U é a tensão nominal entre fases. 480 690 UO(V) 115.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE ESQUEMA DE ATERRAMENTO TN-C TN-S TT IT (massas aterradas individualmente ou em grupos) IT (todas as massas interligadas) DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO Sobrecorrente Sobrecorrente DR DR DR DR Sobrecorrente Observamos a incompatibilidade entre os dispositivos tipo DR e os sistemas PEN e PE.: Situação 1 – áreas internas.p65 76 8/8/2005. A seguir serão apresentadas informações importantes para as ligações eqüipotenciais. então. pois na utilização deste dispositivo nestas instalações não há diferença de corrente residual no sensor do DR na ocorrência de falhas. Situação 2 – áreas externas. para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em CC sem ondulação com 60 V nominais. Devemos.1 000 Hz Contínua sem ondulação Situação 1 50 120 Situação 2 25 60 Obs. Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação inferior a 10% em valor eficaz. VALORES MÁXIMOS DE TENSÃO DE CONTATO LIMITE U1 (V) Natureza da corrente Alternada. havendo assim o equilíbrio entre as correntes. o valor da crista máxima não deve ultrapassar 140 V. Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos sempre que uma falta entre a parte viva e a massa no circuito ou equipamento considerado der origem a uma tensão de contato superior ao valor apropriado de [UL (V)]. porque toda diferenciação entre as fases acarretará uma corrente de mesma intensidade no condutor PEN ou PE. 15 Hz . executar a separação entre condutor PE e N para utilização de DR. 76 riscos_eletricos. 10:41 . visto que o condutor de proteção PEN ou PE está passando no sensor.

interromperá uma corrente de falta à terra. copas-cozinhas. Devido a este "vazamento" de corrente para a terra. lavanderias. com corrente diferencial-residual nominal igual ou inferior a 30 mA). Enquanto o circuito se mantiver eletricamente igual.p65 77 8/8/2005. circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior. circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. Bipolar Tetrapolar Dispositivos a corrente diferencial residual – DR Princípio de funcionamento O DR mede permanentemente a soma vetorial das correntes que percorrem os condutores. TT ou IT. de todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens. 77 riscos_eletricos. a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não é mais nula e o dispositivo detecta justamente essa diferença de corrente. 10:41 . no geral. mais particularmente de alta sensibilidade (isto é. o uso de proteção DR. áreas de serviço. e circuitos de tomadas de corrente de cozinhas. a soma vetorial das correntes nos seus condutores é praticamente nula.RISCOS ELÉTRICOS Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR Independentemente do esquema de aterramento TN. garagens e. ou seja. Ocorrendo a falha de isolamento em um equipamento alimentado por esse circuito. tornou-se expressamente obrigatório nos seguintes casos: » » » » circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheiro ou chuveiro. haverá uma corrente residual para a terra.

é detectada pelo dispositivo diferencial.p65 78 8/8/2005. tal como se fosse uma corrente de falta à terra. apenas acionar um alarme visual ou sonoro. e um elemento de "processamento" do sinal e que comanda o disparo do DR. toroidal. sobre o qual são enrolados. O dispositivo DR é composto. basicamente. 10:41 . então. Mas neste caso se trata de proteção. quanto ao atendimento da regra do seccionamento automático. como observado no início. a não ser que a proteção diferencial-residual usada seja de baixíssima sensibilidade. eventualmente. quando se usam dispositivos DR. responsável pela medição das diferenças entre correntes dos condutores. 78 riscos_eletricos. Poderia. é ativado um relé. Quando essa diferença atinge um determinado valor. de forma idêntica. cada um dos condutores do circuito e que acomoda também o enrolamento de detecção. e proteção no caso mais geral significa desligamento do circuito. » Uso do dispositivo DR Pode-se dizer que não há razões para preocupação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A situação é análoga se alguma pessoa vier a tocar uma parte viva do circuito protegido: a porção de corrente que irá circular pelo corpo da pessoa provocará igualmente um desequilíbrio na soma vetorial das correntes – a diferença. Este relé irá provocar a abertura dos contatos principais do próprio dispositivo ou do dispositivo associado (contator ou disjuntor). dos seguintes elementos: » um TC de detecção. geralmente designado relé diferencial ou relé reversível.

lavanderias. desde que sejam ligadas a um eletrodo de aterramento com resistência compatível com a corrente de atuação do dispositivo DR. áreas de serviço. tomadas de cozinhas. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS Os dispositivos DR (diferencial-residual) podem ser do tipo com ou sem fonte auxiliar. tomadas externas. Dispositivo DR com fonte auxiliar – caso não atuem automaticamente por falha de fonte auxiliar é admitido somente se uma das duas condições for satisfeita: 1. que pode ser a própria rede de alimentação. A aplicação do DR pode ser dividida em: • Uso obrigatório de DR de alta sensibilidade (< 30 mA): Na proteção complementar < contra choques elétricos em circuitos de banheiros. 2. a menos que a parte da instalação compreendida entre a origem e o dispositivo não possua qualquer massa e satisfaça a medida de proteção pelo emprego de equipamentos classe II (50 a 1 500 V) ou pela aplicação de isolação suplementar. A sensibilidade determina se um DR pode ser aplicado à proteção contra contatos indiretos e à proteção contra contatos diretos. Uso previsto de DR de baixa sensibilidade (< 500 mA): Um dos meios prescritos para limitar as correntes de falta/fuga à terra em locais que processem ou armazenem materiais inflamáveis. o mesmo ocorrendo em circuitos terminais.p65 79 8/8/2005. Esquema IT quando a proteção for assegurada por um dispositivo DR e o seccionamento à primeira falta não for cogitado. este deve ser colocado na origem da instalação. Esquema TN pode ser protegido por um dispositivo DR. Uso de DR de alta sensibilidade (< 30 mA) como alternativa: Na proteção de < equipamentos situados próximos à piscinas. garagens e assemelhados. a proteção contra contatos indiretos for assegurada por outros meios no caso de falha da fonte auxiliar e os dispositivos forem instalados em instalações operadas. a corrente diferencial-residual de não atuação do dispositivo deve ser no mínimo igual à corrente que circula quando uma primeira falta franca à terra afete um condutor-fase. • • 79 riscos_eletricos. testadas e mantidas por pessoas advertidas ou qualificadas. Esquema TT se uma instalação for protegida por um único dispositivo DR. Nesse caso as massas não precisam ser ligadas ao condutor de proteção do esquema TN.

Proteção por extrabaixa tensão É comum o emprego da tensão de 24V para condições de trabalho desfavoráveis. e peças avulsas (relé DR e transformador de corrente toroidal) que são associadas apenas a um elemento de sinalização e/ou alarme. como solda em tanques.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tipos de DR Na prática a proteção diferencial-residual pode ser realizada através de: • • • • • interruptores diferenciais-residuais. como trabalho em ambientes úmidos. blocos diferenciais acopláveis e disjuntores em caixa moldada ou a disjuntores modulares (minidisjuntores). se eventualmente for apenas este. que é o objetivo da detecção diferencial-residual. e não um desligamento.p65 80 8/8/2005. requerem que as tensões empregadas sejam baixas. 80 riscos_eletricos. disjuntores com proteção diferencial-residual incorporada. pois a resistência do corpo humano é diminuída e a isolação elétrica dos equipamentos fica comprometida. tomadas com interruptor DR incorporado. 10:41 . Tais condições são favoráveis a choque elétrico nestes tipos de ambiente. Equipamentos de solda empregados em espaços confinados.

ou seja. Certos critérios devem ser observados quanto ao uso deste tipo de proteção. no caso de transformadores. e a redução da tensão. pois aqui o fator de segurança é multiplicado por três. como por exemplo: » » » não aterrar o circuito de extrabaixa tensão. do ponto de vista prático. Do ponto de vista da segurança este método é excelente. ou melhor. as partes vivas devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras.RISCOS ELÉTRICOS A proteção por extrabaixa tensão consiste em empregar uma fonte da baixa tensão ou uma isolação elétrica confiável. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Tensão nominal do circuito Extrabaixa tensão Tensão de ensaio em corrente contínua (V) Maior ou igual a 250 Resistência de isolamento mínimo em megohms 0. não dispor os condutores de um circuito de extrabaixa tensão em locais que contenham condutores de tensões mais elevadas. Contudo. como: necessidade de uma instalação elétrica de baixa tensão. 10:41 . grandes secções transversais para os condutores de fornecimento da baixa tensão e. freqüentemente. As barreiras e invólucros devem ser fixados de forma segura e também possuir robustez e 81 riscos_eletricos. a isolação do sistema. não fazer ligações condutoras com circuitos de maior tensão. multiplica-se pelos três fatores: a isolação funcional.25 Proteção por barreiras e invólucros São destinados a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica.p65 81 8/8/2005. construção de equipamentos de dimensões relativamente grandes quando comparados com equipamentos que se utilizam de tensões mais altas para o seu funcionamento. este método de proteção tem suas desvantagens. A tensão extrabaixa é obtida tanto através de transformadores isoladores como de baterias e geradores. A tensão extrabaixa é aquela situada abaixo de 50 V. se a tensão extrabaixa for obtida de circuitos de alta-tensão.

contatos não intencionais com partes vivas por ocasião de operação de equipamentos sob tensão (por exemplo. sendo proibido o ingresso de pessoas que não sejam advertidas ou qualificadas. As barreiras e invólucros podem: » » impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes vivas. As partes vivas devem ser completamente recoberta por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição. e garantir que as pessoas sejam advertidas de que as partes acessíveis através da abertura são vivas e não devem ser tocadas intencionalmente. por meio de telas ou painéis sobre os seccionadores). 10:41 . o acesso a esses locais é restrito apenas aos técnicos responsáveis. por meio de corrimãos ou de telas de arame). Estes locais técnicos abrigam equipamentos elétricos. Proteção por isolamento das partes vivas Isolamento elétrico É a ação destinada a impedir todo o contato com as partes vivas da instalação elétrica. 82 riscos_eletricos. Locais de serviço elétrico Nestes locais a NBR 5410/2004 admite o uso de medidas de proteção apenas parciais ou mesmo a sua dispensa. Proteção por obstáculos e anteparos São destinados a impedir contatos acidentais com partes vivas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE durabilidade suficiente para manter os graus de proteção e ainda apresentar apropriada separação das partes vivas. mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno do obstáculo.p65 82 8/8/2005. Os obstáculos e anteparos devem impedir: » » uma aproximação física não intencional das partes vivas (por exemplo. Em suma.

RISCOS ELÉTRICOS Isolação dupla ou reforçada A utilização de isolação dupla ou reforçada tem como finalidade propiciar uma dupla linha de defesa contra contatos indiretos. Neste caso. Isolação suplementar – Isolação independente e adicional à isolação básica. um dentro do outro. destinada a assegurar proteção contra choques elétricos em caso de falha da isolação básica (ou seja. Dupla isolação – simbologia normalizada internacionalmente.). destinada a assegurar proteção básica contra choques. 83 riscos_eletricos. Caixa de entrada de energia em baixa tensão. A isolação dupla é constituída de: • • Isolação básica – Isolação aplicada às partes vivas. são utilizados sistemas de isolação dupla em alguns eletrodomésticos e ferramentas elétricas portáteis (furadeiras. Comumente. em sua plaqueta de identificação haverá um símbolo indicativo gravado. 10:41 . pois neste tipo de instalação os condutores não tendo dupla isolação devem ser instalados em eletroduto flexível isolante. dois quadrados de lados diferentes.p65 83 8/8/2005. Podemos observar este tipo de isolação na instalação de um padrão de medição em baixa tensão. assegurar proteção supletiva). etc. lixadeiras. ou seja. conforme mostrado a seguir. paralelos.

compacta ou setorial. Ela pode comportar diversas camadas impossíveis de serem ensaiadas isoladamente. 100°C em sobrecarga e 160°C em curto-circuito. 1. Cabos multipolares (2. 10:41 . têmpera mole. 3. Ele pode ser instalado em locais inacessíveis sem a utilização de invólucros/barreiras (eletrodutos. 2. Temperaturas máximas do condutor: 70°C em serviço confinado. 3 e 4 condutores): veias numerizadas e cobertura preta.). Proteção parcial por colocação fora de alcance A colocação fora de alcance destina-se somente a impedir os contatos involuntários com as partes vivas. calhas fechadas. este deve ser suficiente para que se evite que pessoas circulando nas proximidades das partes vivas possam entrar em contato com essas partes. etc. Condutor • • • material: fio de cobre nu. 4.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A isolação reforçada é um tipo de isolação única aplicada às partes vivas que assegura um grau de proteção contra choques elétricos equivalente ao da dupla isolação. Quando há o espaçamento. A expressão “isolação única” não implica que a isolação deva constituir uma peça homogênea. Na prática podemos considerar como condutor com isolação reforçada o cabo mostrado na figura a seguir. Enchimento Composto termoplástico em PVC sem chumbo. Isolação Composto termoplástico de PVC em chumbo antichama. sendo constituído de isolação (2) e cobertura (4) em composto termoplástico de PVC.p65 84 8/8/2005. encordoamento: classe 2. forma: redonda normal. 84 riscos_eletricos. como isolação básica ou como isolação suplementar. Identificação Cabo unipolar: cobertura preta. Cobertura Composto termoplástico de PVC sem chumbo antichama. seja diretamente ou por intermédio de objetos que elas manipulem ou transportem. não sendo considerada pelo fabricante a função de isolação da camada de cobertura (4). considerando-se esta somente como proteção contra influências externas.

Altura mínima de uma parte viva com circulação. Abertura da malha.p65 85 8/8/2005. Altura mínima de um anteparo horizontal. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo e o piso. Altura dos punhos de acionamento manual.2 kV – 1 200 2 700 2 000 1 700 E + 300 300 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela.2 kV 400 para 36. Distância entre a parte viva e um anteparo vertical. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES INTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm D A R B K F J E M Malha 300 até 24. Locais de manobra. Altura mínima de uma parte viva sem circulação. Dimensões máximas – mm 85 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Distâncias mínimas em locais sem proteção As distâncias mínimas aplicáveis a locais desprovidos de qualquer meio de proteção contra contatos diretos estão indicados nas figuras. 10:41 . Altura mínima de um anteparo vertical.

Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso. Dimensões máximas – mm 86 riscos_eletricos. Em ruas. Em rodovias. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES EXTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm A G B R D F H – 1 500 4 000 1 500 500 2 000 6 000 5000 9 000 7 000 J K L C E M Malha 800 2 200 2 000 2 000 600 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. 10:41 . Distância mínima entre a parte viva e a proteção externa. Altura mínima da proteção externa. avenidas e entradas de prédios e demais locais com trânsito de veículos. Abertura das malhas dos anteparos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Circulação por mais de um lado. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação. Locais de manobra. Altura mínima de um anteparo vertical. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação proibida. Altura dos punhos de acionamento manual. Distância mínima entre a parte viva e um anteparo vertical. Altura mínima de um anteparo horizontal. Em ferrovias.p65 86 8/8/2005. Circulação. Em local com trânsito de pedestres somente.

restrita a trabalhadores autorizados. com interposição de superfície de separação física adequada – NR10 87 riscos_eletricos. controlada e livre. ZL ZC ZR = = = Zona livre. PE SI = = Fig. 2 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. Zona de risco.p65 87 8/8/2005. 10:41 . instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos os dispositivos de segurança. Ponto da instalação energizado. 1 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. controlada e livre – NR10. restrita a trabalhadores autorizados e com adoção de técnicas. Zona controlada.RISCOS ELÉTRICOS Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Fig.

56 1.40 1.38 0.p65 88 8/8/2005.20 3. 88 riscos_eletricos.00 1.60 1.38 1.10 3.20 5.58 0.20 1.63 1.80 2. CONTROLADA E LIVRE Faixa de tensão nominal da instalação elétrica em kV RR – Raio de delimitação entre zona de risco e controlada em metros RC – Raio de delimitação entre zona controlada e livre em metros 0.40 0.22 1.22 0.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Distanciamento de segurança TABELA DE RAIOS DE DELIMITAÇÃO DE ZONAS DE RISCO.83 0.80 4.56 0.50 5.50 3.25 0.20 7.20 0.63 0.70 1.20 <1 ≥1 ≥3 ≥6 ≥ 10 ≥ 15 ≥ 20 ≥ 30 ≥ 36 ≥ 45 ≥ 60 ≥ 70 ≥ 110 ≥ 132 ≥ 150 ≥ 220 ≥ 275 ≥ 380 ≥ 480 e e e e e e e e e e e e e e e e e e <3 <6 < 10 < 15 < 20 < 30 < 36 < 45 < 60 < 70 < 110 < 132 < 150 < 220 < 275 < 380 < 480 < 700 0.90 1.35 0.58 1.60 3.35 1.83 1. 10:41 .00 3.90 2.20 Anexo 1 – NR10.25 1.10 1.

RISCOS ELÉTRICOS Proteção por separação elétrica Proteção por separação elétrica – Tratada na NBR-5410/2004. A situação ideal é aquela em que temos um único equipamento conectado ao circuito. consiste em abaixar a tensão para níveis seguros (extrabaixa tensão: menor que 50 V para ambientes secos e menor que 25 V para ambientes úmidos e molhados) através do uso de transformador de separação. Circuitos eletricamente separados podem alimentar um único ou vários equipamentos. estes devem ser ligados entre si por condutores de eqüipotencialidade. Sua massa deve ser aterrada. 10:41 .p65 89 8/8/2005. A proteção por separação elétrica pode ser realizada pelos seguintes meios: » » Transformador de separação. Grupo motor-gerador com enrolamentos que forneçam uma separação equivalente à de um transformador. 89 riscos_eletricos. Com vários equipamentos alimentados pelo mesmo circuito. não aterrados.

10:41 .riscos_eletricos.p65 90 8/8/2005.

Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal que será executada e que gerou o risco. e na sua impossibilidade.Equipamentos de Proteção Coletiva Como estudado anteriormente. conforme estabelece a NR-10. como também à proteção de outros funcionários que possam executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes. As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização elétrica. em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. visando à eqüipotencialização e proteção pessoal contra energização indevida do circuito em intervenção.p65 91 8/8/2005. A seguir serão descritos alguns equipamentos e sistemas de proteção coletiva usados nas instalações elétricas: RISCOS ELÉTRICOS Conjunto de aterramento Equipamento destinado à execução de aterramento temporário. 10:41 . cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente. Conjunto para aterramento temporário. riscos_eletricos. o emprego de tensão de segurança.

Podemos concluir que o tapete é um complemento da proteção por aterramento da carcaça. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tapetes de borracha isolantes Tapete de borracha Acessório utilizado principalmente em subestações. quanto maior for o valor da resistência de isolação do tapete. 92 riscos_eletricos. sendo aplicado na execução da isolação contra contatos indiretos. menor a resistência do aterramento de proteção.p65 92 8/8/2005. minimizando assim as conseqüências por uma falha de isolação nos equipamentos. obs A minimização da corrente de falta fluindo pelo corpo (IC).

bancos. branco. é fornecida em rolo de 200 metros de comprimento e 70 mm de largura. Excelente para uso externo. é altamente durável e resistente a intempéries e maus-tratos. shopping centers. nas mais diversas aplicações. Cores: laranja/preto Cone em PVC para sinalização características: utilizado para sinalizar. como em docas. isolamento e sinalização de áreas. decoração. dobrável e de fácil instalação. podendo ser afixada em cones e tripés. Correntes para sinalização em ABS Correntes de sinalização e isolamento em plástico ABS de alta durabilidade. contrutoras. Materiais destinados a fazer a isolação de uma área onde estejam sendo executadas intervenções. resistente. supermercados. órgãos públicos ou empresas que realizam trabalhos externos. etc. isolar. 93 riscos_eletricos. transportes. Garantia contra defeitos de fabricação de 15 anos.p65 93 8/8/2005. Indicadas para uso na construção. interdição. pedágios. com listras laranja e preta intercaladas. rodovias. nas cores laranja. ou as duas cores mescladas. resistência mecânica e contra altas temperaturas. ancoradouros. não perdendo a cor ou descascando com a ação de intempeéries. Utilizada interna e externamente na sinalização. parques. balisamento ou demarcação em geral por indústrias. Cores: laranja/branco. Fabricadas nos tamanhos pequeno e grande. Fornecido em polietileno/PVC ou borracha. Leve.RISCOS ELÉTRICOS Cones e bandeiras de sinalização Fita de sinalização características: fita plástica colorida em poliestileno. estacionamentos. 10:41 . balizar ou interditar áreas de tráfego ou serviços com extrema radidez e eficiência.

94 riscos_eletricos. Protetores isolantes de borracha ou PVC para redes elétricas Anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redes aéreas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Placas de sinalização Bandeira com bastão Placas de sinalização São utilizadas para sinalizar perigo (perigo de vida. não manobre este equipamento sobre carga. 10:41 . etc.p65 94 8/8/2005.).) e situação dos equipamentos (equipamentos energizados. são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em redes energizadas. visando assim à proteção de pessoas que estiverem trabalhando no circuito e de pessoas que venham a manobrar os sistemas elétricos. etc.

10:41 . riscos_eletricos. principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução de energia.Equipamentos de Proteção Individual Nos trabalhos em instalações elétricas. for necessário complementar a proteção coletiva. como.p65 95 8/8/2005. a condutibilidade. em atendimento ao disposto na NR-6. RISCOS ELÉTRICOS Exemplos de EPIs Óculos de segurança Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a prejudicar a visão. Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. por exemplo. também. a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos. considerando-se. É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades. As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades. a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos. O EPI deve ser usado quando: » » não for possível eliminar o risco por outros meios. descargas elétricas. devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas.

O capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B (submetido a testes de rigidez dielétrica a 20 kV). 10:41 . 96 riscos_eletricos. Luvas isolantes Luvas de cobertura Luvas isolantes para AT e BT Bolsa em lona para guardar luvas isolantes Inflador de luvas obs As luvas de cobertura devem ser utilizadas por cima das luvas isolantes.p65 96 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Capacetes de segurança Capacete Carneira Capacete de aba total Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e contatos acidentais com as partes energizadas da instalação.

sem biqueira de aço) Equipamento utilizado para minimizar as conseqüências de contatos com partes energizadas. 10:41 . para a não perder suas características de isolação. conforme tabela a seguir: TABELA – CLASSES DE LUVAS ISOLANTES (NBR 10622/89) CLASSE COR TENSÃO DE USO (V) TENSÃO DE ENSAIO (V) TENSÃO DE PERFURAÇÃO (V) 00 0 1 2 3 4 bege vermelha branca amarela verde laranja 500 1 000 7 500 17 000 26 500 36 000 2 500 5 000 10 000 20 000 30 000 40 000 5 000 6 000 20 000 30 000 40 000 50 000 Calçados (botinas. por exemplo. As luvas isolantes apresentam identificação no punho.p65 97 8/8/2005. Elas são classificadas pelo nível de tensão de trabalho e de teste. que contém informações importantes.RISCOS ELÉTRICOS Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos. como a tensão de uso. próximo da borda. as botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou não). Devem ser acondicionadas em local apropriado. nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes. marcada de forma indelével. e por injeção de tensão de testes. 97 riscos_eletricos.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Cinturão de segurança Cinto de segurança abdominal Trava-quedas Cinto de segurança tipo pára-quedista Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas. Pode ser basicamente de dois tipos: abdominal e de três pontos (pára-quedista). Para o tipo pára-quedista. podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas.p65 98 8/8/2005. sendo obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2 metros de altura. Protetores auriculares Protetor auricular tipo concha Protetor auricular descartável 98 riscos_eletricos. 10:41 .

gratuitamente. sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. 166 – A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. quando danificado ou extraviado. c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. 99 riscos_eletricos. guarda e conservação. ao tratar dos equipamentos de proteção individual. b) exigir seu uso.RISCOS ELÉTRICOS Equipamento destinado a minimizar as conseqüências de ruídos prejudiciais à audição. Máscaras/respiradores Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras. g) comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada. devem ser utilizados protetores apropriados. Equipamento de Proteção Individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. 167 – O EPI só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado.” A Norma Regulamentadora nº 6. Para trabalhos com eletricidade.p65 99 8/8/2005. Legislação específica A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apresenta artigos específicos sobre os EPIs: “Art. sem elementos metálicos. “Art. e) f) substituir imediatamente. responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. 10:41 . estabelece as obrigações do empregador: a) adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade.

Observação O artigo 158 da CLT dispõe: “Constitui ato faltoso do empregado a recusa do uso do EPI.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Quanto ao EPI. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso. todo EPI antes de sua utilização deve ser inspecionado visualmente. 100 riscos_eletricos.p65 100 8/8/2005.” Além dessas obrigações legais. Caso haja dúvidas sobre sua integridade. o empregado deverá: a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina. 10:41 . b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação. devem ser consultados suas especificações técnicas ou o responsável pela área de segurança da empresa.

0 kV a 36. Ela não inclui as redes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica.p65 101 8/8/2005. A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de normalização. b) NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão.Normas Técnicas Brasileiras Normas ABNT No Brasil. Nela estão as diferentes formas de instalação e as influências externas a serem consideradas em um projeto. a) NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com eletricidade. abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos. de sobretensões e sobrecorrentes. A sigla NBR que antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada. incluindo suas subestações. as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO). composto de entidades nacionais. Para atividades com eletricidade. a norma estabelece critérios específicos de segurança para as subestações consumidoras. de 1. há diversas normas. parâmetros físicos e de infra-estrutura. comissões e comitês. Os procedimentos para aceitação da instalação nova e para sua manutenção também são apresentados na norma. Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de profissionais e instituições. 10:41 . a proteção por dispositivos de corrente de fuga. também especifica as características de aceitação e manutenção dessas instalações. incluindo acesso. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. incluindo etapas de inspeção visual e de ensaios específicos. dentro da faixa de tensão especificada. Os aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção. incluindo o aterramento. a exemplo da NBR 5410. Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes dessas instalações. organizados em grupos de estudos. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da referida norma que. regionais e internacionais.2 kV A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores.

a fim de garantir a segurança de pessoas (em particular de pacientes) e. do ponto de vista da engenharia quanto aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. As normas a seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são auto-explicativos a respeito do seu escopo. o INMETRO ou outro órgão regulamentador pode tornar obrigatória a 102 riscos_eletricos. NBR 6533 – Estabelecimento de Segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano Fixa condições exigíveis para o estabelecimento de prescrições de segurança. de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem.p65 102 8/8/2005. de animais. bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. NBR 13570 – Instalações Elétricas em locais de afluência de público – requisitos específicos Fixa requisitos específicos exigíveis às instalações elétricas em locais de afluência de público. onde for o caso. instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas. Quando a utilização de um produto pode comprometer a segurança ou a saúde do consumidor. NBR 5418 – Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos. Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas. NBR 6151 – Classificação dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos Classifica equipamentos elétricos e eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos em caso de falha da isolação. projeto e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou vapores inflamáveis. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas. NBR 5419 – Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas Fixa as condições exigíveis ao projeto. NBR 13534 – Instalações Elétricas em Ambientes Assistenciais de Saúde – requisitos para a segurança Especifica condições exigíveis às instalações elétricas de estabelecimentos assistenciais de saúde. a segurança de pessoas e de animais domésticos e a conservação dos bens. a fim de garantir o seu funcionamento adequado.

estão os plugues. as normas técnicas internacionais. A fundamentação legal. capacitação e autorização dos profissionais Entre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender os profissionais que atuem em instalações elétricas. Sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade. em suas diversas etapas. conhecidas pelas suas iniciais: NR. distribuição e consumo de energia elétrica. está nos artigos 179 a 181 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.p65 103 8/8/2005. em quaisquer das fases de geração. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essas regulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio da Portaria nº 3. ao relacionar os direitos dos trabalhadores. por exemplo. qualificação. A NR-10 exige também que sejam observadas as normas técnicas oficiais vigentes e. incluiu entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio de normas específicas. alguns deles apenas aguardando o prazo limite para proibição de comercialização. manutenção.RISCOS ELÉTRICOS Avaliação de Conformidade desse produto.214/78. Habilitação. estabilizadores de tensão. equipamentos para atmosferas explosivas. uma série de outras portarias foram editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificar ou acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador. que estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. disjuntores. na falta destas. Isso aumenta a confiança de que o produto está de acordo com as Normas e com os Regulamentos Técnicos aplicáveis. Entre os produtos de certificação compulsória. tomadas. a referência é a NR-10. 103 riscos_eletricos. reforma e ampliação. Regulamentações do MTE Os instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que. interruptores. entre outros. que considera: Profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino profissional legalmente habilitado aquele previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. operação. transmissão. incluindo elaboração de projetos. execução. A partir de então. Já existem vários produtos cuja certificação é obrigatória. 10:41 . que dá o embasamento jurídico à existência desta NR.

O trabalho em áreas classificadas deve ser precedido de treinamento específico de acordo com o risco envolvido. por período superior a 3 meses. b) Retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas. Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização. c) Modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos e/ou processos de trabalhos. Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa.p65 104 8/8/2005. 104 riscos_eletricos. São considerados autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa. avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: a) Troca de função ou mudança de empresa. b) trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado. Os trabalhadores com atividades em proximidades de instalações elétricas devem ser informados e possuir conhecimentos que permitam identificá-las. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições simultaneamente: a) seja treinado por profissional habilitado e autorizado. 10:41 .

travamento por chaves. seguindo os procedimentos: a) Seccionamento – Confirmar se o circuito desligado é o alimentador do circuito a ser executada a intervenção.Rotinas de trabalho Procedimentos de trabalho Todos os serviços em instalações elétricas devem ser planejados. base técnica. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. quando houver. competência e responsabilidades. deve-se confirmar a desenergização do circuito/equipamento a ser executada a intervenção (manutenção). utilização de cadeados. disposições gerais. de acordo com a Norma Regulamentadora nº 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. mediante a verificação dos diagramas elétricos e folha de procedimentos e a identificação do mesmo em campo. relés de bloqueio. objetivo. devendo ser coordenada pela área de segurança do trabalho. As instruções de segurança do trabalho necessárias à realização dos serviços em eletricidade devem conter. campo de aplicação. do local e dos procedimentos a serem adotados. retirada de fusíveis. Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço com especificação mínima do tipo de serviço. 10:41 . Os procedimentos de trabalho devem conter instruções de segurança do trabalho. Na liberação de serviços em instalação desenergizada para equipamentos. circuitos e intervenção. medidas de controle e orientações finais. de forma a atender a esta NR. A autorização para serviços em instalações elétricas deve ser emitida por profissional habilitado. afastamento de disjuntores de barras. com anuência formal da administração. no mínimo. como: abertura de seccionadoras. que sejam compatíveis ao circuito em intervenção. programados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos e adequados. b) Impedimento de reenergização – Verificar as medidas de impedimento de reenergização aplicadas.p65 105 8/8/2005.

Na falta de sinalização de todos os equipamentos. A proteção poderá ser feita por meio de obstáculos ou barreiras. obedecendo à tabela de zona de risco e zona controlada.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) Constatação da ausência de tensão – É feita no próprio ambiente de trabalho através de: instrumentos de medições dos painéis (fixo) ou instrumentos detectores de tensão (observar sempre a classe de tensão desses instrumentos). com a ligação dos mesmos a esse referencial com equipamentos apropriados.p65 106 8/8/2005. materiais e EPIs necessários para a execução dos trabalhos. e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada – Verificar a existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou equipamento a sofrer intervenção. verificar se os EPIs e EPCs necessários para o serviço estão dentro das normas vigentes e se as pessoas envolvidas estão devidamente protegidas. de acordo com a análise de risco. checando assim os procedimentos. f) Instalação da sinalização de impedimento de energização – Confirmar se foi feita a instalação da sinalização em todos os equipamentos que podem vir a energizar o circuito ou equipamento em intervenção. esta deve ser providenciada. 10:41 . d) Instalação de aterramento temporário – Verificar a instalação do aterramento temporário quanto à perfeita eqüipotencialização dos condutores do circuito ao referencial de terra. Exemplo de quadro com procedimentos a serem seguidos para a execução do trabalho: 106 riscos_eletricos.

observando toda documentação técnica e as particularidades de cada sistema elétrico. Analisar a documentação técnica. interligações.p65 107 8/8/2005. Observações Para garantir a eficiência dos mesmos. Identificar os procedimentos técnicos para cada tipo de serviço. Para manter todos informados sobre o serviço. 10:41 . Para melhor conhecimento do sistema elétrico. Para que os serviços sejam executados de forma padronizada. etc.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 01 Atividades preliminares Como fazer? Elaborar roteiro de manobras de liberação. A supervisão irá definir os trabalhadores habilitados para execução da tarefa. Para minimizar e manter sob controle o potencial de risco do serviço. tais como: diagramas unifilar e funcional. Por que fazer? Para liberar de forma segura os serviços. Realizar uma análise de risco da tarefa. Verificar os EPIs e EPCs necessários. Inspecionar ferramental e instrumental necessários. Debater com a equipe as peculiaridades e todos os aspectos de segurança relativos ao serviço. 107 riscos_eletricos.

Somente estarão liberados para a execução dos serviços os profissionais autorizados.p65 108 8/8/2005. 10:41 . O quadro a seguir exemplifica os procedimentos preliminares a serem seguidos para a liberação do trabalho.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Liberação para serviços Tendo como base os procedimentos já vistos anteriormente. 108 riscos_eletricos. devidamente orientados e com equipamentos de proteção e ferramental apropriado. sendo a liberação executada pelo técnico responsável pela execução dos trabalhos. o circuito ou equipamento estará liberado para intervenção.

Certificar-se da abrangência da PT. 109 riscos_eletricos. Seguir procedimentos e observar riscos. Travar com cadeado os equipamentos de manobras pertencentes ao sistema em serviço. Acompanhar ou executar as manobras de desenergização e liberação dos serviços em conformidade com o roteiro previamente elaborado. 10:41 . Identificar com o operador os equipamentos e sistema a ser trabalhado. Usar luvas e testar o detector em circuito sabidamente energizado. Para evitar manobras indevidas.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 02 Obter permissão de trabalho (PT) Como fazer? Analisar em conjunto com o operador os riscos do serviço. Verificar a análise de risco da tarefa. Para proteger os executantes contra manobras indevidas e/ou induções. Sinalizar com fita de cor amarela a área onde estão equipamentos energizados vizinhos à área do serviço. Verificar com detector de tensão a ausência ou não de potencial nos equipamentos e sistema liberados. Para ter conhecimento da real condição do sistema elétrico. Para evitar enganos. Atenção para as alimentações de retorno.p65 109 8/8/2005. Para garantir a integridade dos profissionais. Observações Responsável pela PT deve ser autorizado. Por que fazer? Para eliminar ou minimizar a possibilidade de acidente e/ou incidente. Aterrar o sistema/ equipamento liberado.

• Exemplo de Instalação de aterramento temporário e eqüipotencialização (curto-circuito das três fases ligadas ao aterramento).p65 110 8/8/2005. cadeados ou outros equipamentos garantem a impossibilidade de reenergização dos circuitos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O travamento é o próximo serviço. o que fica facultado apenas ao responsável pelo bloqueio. Veja os procedimentos para sua realização: • • seccionamento – onde chaves seccionadoras ou outros dispositivos de isolamento são acionados para a desenergização dos circuitos. 10:41 . constatação da ausência de tensão – onde os dispositivos de detecção de tensão garantem a desenergização dos circuitos. impedimento de reenergização – onde os bloqueios mecânicos. Após o travamento deve-se sinalizar a área conforme os procedimentos apresentados no quadro: 110 riscos_eletricos.

Como fazer? Avaliar os riscos e a sinalização. Verificar as condições de segurança sempre que se ausentar do local do trabalho e quando for reiniciar o serviço. 10:41 . nunca improvisar. Usar ferramental adequado. Quando da execução de testes com potencial elevado.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 03 Durante a execução dos serviços. 111 riscos_eletricos. Para garantir qualidade e padronização. Para garantir sua própria integridade. revisar a PT. Alterações na seqüência ou nas condições de segurança do serviço devem ser comunicadas ao supervisor e. se necessário. Observações Usar luvas de alta tensão e descarregar os equipamentos após os testes. Portar e usar os EPIs recomendados. Para se autopreservar. O serviço somente deve ser iniciado após a liberação da PT. Conservar a distância de segurança das partes energizadas. Executar os serviços observando os procedimentos técnicos operacionais. Usar o detector de tensão. Para não executar serviços com dúvida.p65 111 8/8/2005. Para garantir a barreira isolante do ar. Por que fazer? Para evitar descargas elétricas em outros executantes. Manter em local visível e de fácil acesso os diagramas unifilar e funcional. observar os procedimentos operacionais para cada teste.

Para concluir os serviços devem ser inspecionados as áreas. 10:41 . conforme o quadro: 112 riscos_eletricos.p65 112 8/8/2005. o ferramental e os equipamentos. “Perigo de morte”. “Alta-tensão”.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Obs A sinalização de impedimento de energização deve ser feita com etiquetas ou placas contendo avisos de proibição de religamento. “Não ligue esta chave”. tais como: “Homens trabalhando no equipamento”. etc.

buchas e isoladores limpos e sem avarias. sistemas de proteção ativos. Retirar todos os aterramentos provisórios (na seqüência inversa do aterramento). Dar baixa na PT. sistemas de refrigeração desobstruídos. Retirar equipamentos e materiais da área.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? Como fazer? Por que fazer? Para garantir a condição operacional dos mesmos. 10:41 . ausência de materiais/ferramentas no interior dos equipamentos. curtos-circuitos para testes retirados. caixas de conexões vedadas. Retirar sinalização e fitas de isolamento da área. Para manter a área limpa e em ordem.p65 113 8/8/2005. conforme roteiro previamente elaborado. Acompanhar ou executar as manobras de normalização do sistema elétrico. 113 riscos_eletricos. Para evitar curtos-circuitos. Observações 04 Conclusão Inspecionar os dos serviços. equipamentos e sistemas observando: condições de energização. cabos bem conectados.

Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Destravar. Remover o aterramento temporário da eqüipotencialização e as proteções adicionais.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Após a conclusão dos serviços e com a autorização para reenergização do sistema. 114 riscos_eletricos.p65 114 8/8/2005. Responsabilidades Gerência imediata • Instruir e esclarecer seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e sobre as precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em estações. utensílios e equipamentos. Designar somente pessoal devidamente habilitado para a execução de cada tarefa. transmitindo-as a seus funcionários. 10:41 . deve-se: • • • • • Retirar todas as ferramentas. Remover a sinalização de impedimento de energização. Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os empregados. Retirar todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização da zona controlada. sem exceção. Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do início de execução dos serviços. se houver. Manter-se a par das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho. • • • • • Supervisores e encarregados • • Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do trabalho. e realizar os dispositivos de seccionamento.

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• •

Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem executados e quanto às precauções a serem abservadas no seu desenvolvimento. Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de serviço. Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando deixarem de cumprir as normas de segurança do trabalho. Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim como pela sua correta utilização. Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem ferramentas e equipamentos inadequados ou defeituosos. Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço. Manter-se a par das inovações introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as aos integrantes de sua equipe. Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários acidentados e comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Conservar o local de trabalho organizado e limpo. Cooperar com as CIPAs na sugestão de medidas de segurança do trabalho. Atribuir serviços somente a funcionários que estejam física e emocionalmente capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de cada um. Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu reinício devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi feita antes do início do trabalho.

• • • • • • • • • •

Empregados
• • Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso correto dos equipamentos de segurança. Utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva.

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• •

Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços de maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes. Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo, com colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis. Avisar seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado. Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar riscos de segurança. Não ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas antes do início, nos intervalos ou durante a jornada de trabalho. Evitar brincadeiras em serviço. Não portar arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham. Não utilizar objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes, relógios, bota com biqueira de aço, isqueiros a gás, a fim de se evitar o agravamento das lesões em caso de acidente elétrico. Não usar aparelhos sonoros.

• • • • • •

Visitantes
O empregado encarregado de conduzir visitantes pelas instalações da empresa, deverá: • • • • Dar-lhes conhecimento das normas de segurança. Fazer com que se mantenham juntos. Alertar-lhes para que mantenham a distância adequada dos equipamentos, não os tocando. Fornecer-lhes EPIs aplicáveis (capacetes, protetores auriculares, etc.).

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Documentação de instalações elétricas

Todas as empresas estão obrigadas a manter diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Devem ser mantidos atualizados os diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Os estabelecimentos com potência instalada igual ou superior a 75 kW devem constituir Prontuário de Instalações Elétricas, de forma a organizar o memorial contendo, no mínimo: a) os diagramas unifilares, os sistemas de aterramento e as especificações dos dispositivos de proteção das instalações elétricas;

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b) o relatório de auditoria de conformidade à NR-10, com recomendações e cronogramas de adequação, visando ao controle de riscos elétricos; c) o conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR-10 e descrição das medidas de controle existentes;

d) a documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas; e) f) os equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental aplicáveis, conforme determina a NR-10; a documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados;

g) as certificações de materiais e equipamentos utilizados em área classificada.

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em local acessível. b) certificados dos equipamentos de proteção coletiva e individual. Toda a documentação deve ser em língua portuguesa. 118 riscos_eletricos. 10:41 . O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que ocorrerem alterações nos sistemas elétricos. um esquema geral da instalação. No interior das subestações deverá estar disponível. Os documentos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissionais legalmente habilitados.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As empresas que operam em instalações ou com equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência ou nas suas proximidades devem acrescentar ao prontuário os documentos relacionados anteriormente e os a seguir listados: a) descrição dos procedimentos de ordem geral para contingências não previstas.p65 118 8/8/2005. sendo permitido o uso de língua estrangeira adicional. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido pelo empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa e permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço em eletricidade.

1999. Segurança em eletricidade.A. Guia da NBR 5410: Instalações elétricas em baixa tensão. REIS. Manuais de segurança. Impress Gráfica. IEC. J. ABNT. Vitor Lúcio. Quintiliano Avelar. Os perigos da eletricidade. NBR 6533: Estabelecimento de segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. FERREIRA.0 kV a 13. Curso elementar eletrotécnica. José Rubens Alves de. 2002. Hélio. Jorge Santos. riscos_eletricos. São Paulo: Fundacentro. KINDERMANN. 2004. Recife. LUNA. Porto Alegre: Ed. FILHO. Rio de Janeiro: LTC Editora S. Eletricidade industrial. 209 p. 1999. São Paulo.p65 119 8/8/2005. Brasília. Salvador.. Silvério Visacro – Aterramentos elétricos. 1985. 1980. Sagra Luzato. BLUMENSCHEIN. São Paulo: Eletricidade moderna. EN 50014: Electrial apparatus for potentially explosive atmospheres. 2000. INO 056/85. Roberto. 1987. CHESF/DC. ELETROPAULO. 2004. Norma 60479: Efeitos de corrente elétrica no corpo humano. NBR 6146: Graus de proteção. 10:41 . 65 p. 1989. NBR 14039: Instalações elétricas de média tensão de 1. Choque elétrico. CREDER. 2001. Klave H. Aelfo Marques. General requeriments. HUBSCHER.Referências bibliográficas ABNT.2 kV. ABNT. 1999. FREITAS. ABNT. RISCOS ELÉTRICOS CENELEC. Instalações elétricas. SENAI/BA. Perigos da eletricidade. SOUZA. NBR 5410: Instalações elétricas de baixa tensão. Segurança e eletricidade. 2003. Geraldo. SENAI/DN.

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10:41 .riscos_eletricos.p65 121 8/8/2005.

10:41 .p65 122 8/8/2005. Paraguassu SENAI/SP Fernando Schirmbeck SENAI/RS Revisão técnica Rosemary Lomelino de Souza Xavier Revisão pedagógica SENAI/RJ Superintendência de Serviços Compartilhados – SSC Área Compartilhada de Informação e Documentação – ACIND Fernando Ouriques Normalização Roberto Azul Revisão gramatical Geferson Gomes Coutinho Projeto Gráfico riscos_eletricos.SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP Alberto Borges de Araújo Coordenador Paulo Rech Gerente de Certificação Profissional Equipe técnica Paulo Roberto Alves Arruda Conteúdista Comitê Técnico NR 10 – Departamento Nacional: Fernando da Silva Pinto SENAI/RJ Ricardo Mattos SENAI/RJ Rosemary Lomelino de Souza Xavier SENAI/RJ Paulo de Tarso do Nascimento SENAI/BA Jader de Oliveira SENAI/ES Anderson R. Paschoal SENAI/MG José Luiz Chagas Quirino SENAI/SP Ricardo A.

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