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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI Armando de Queiroz Monteiro Neto
Presidente

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI Conselho nacional Fernando Cirino Gurgel
Presidente

SENAI – Departamento Nacional José Manuel de Aguiar Martins
Diretor-Geral

Regina Maria de Fátima Torres
Diretora de Operações

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senai.483. desde que citada a fonte. Eletricidade 2. SENAI – Departamento Nacional Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida.p65 4 8/8/2005. Título CDU: 331. SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP FICHA CATALOGRÁFICA S491c Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional Curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade : riscos elétricos / SENAI.1 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional Sede Setor Bancário Norte Quadra 1 – Bloco C Edifício Roberto Simonsen 70040-903 – Brasília – DF Tel.: (0xx61) 317-9544 Fax: (0xx61) 317-9550 http://www. 2005. DN. 10:41 .br riscos_eletricos. Choque elétrico I. : il. ISBN: 85-7519-152-7 1. Brasília.© 2005. 122 p.

......................................... 74 Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR ................................................................................... 57 Aterramento .............................................. 62 Eqüipotencialização ........................... 49 Principais técnicas para identificação dos riscos/perigos ............................................................................................................................................................................................... 89 riscos_eletricos................................................................................................................ 9 Arco elétrico ................................................................... 80 Proteção por barreiras e invólucros ........................................ 77 Proteção por extrabaixa tensão ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................p65 5 8/8/2005.. 25 Campos eletromagnéticos ... 71 Seccionamento automático da alimentação .................................................................................... 41 RISCOS ELÉTRICOS Técnicas de análise de riscos 49 Conceitos básicos ...................................................................................................................... 84 Proteção por separação elétrica ......................................................... 82 Proteção por isolamento das partes vivas .........................................Sumário Apresentação Riscos em instalações e serviços com eletricidade 7 9 Choque elétrico .... 81 Proteção por obstáculos e anteparos .......... 82 Proteção parcial por colocação fora de alcance ............. 51 Análise preliminar de riscos ............ 30 Acidentes de origem elétrica ................................................ 53 Medidas de controle do risco elétrico 57 Desenergização .......................... 28 Riscos adicionais ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 10:41 .............................................

...........................................Equipamentos de Proteção Coletiva Equipamentos de Proteção Individual 91 95 Exemplos de EPIs .......................................................................................................................................... 114 Documentação de instalações elétricas Referências 117 119 riscos_eletricos... 95 Legislação específica .................................................................................................................................................................................... 105 Liberação para serviços ........................ 99 Normas Técnicas Brasileiras 101 Normas ABNT ............................................................................................................................... 108 Responsabilidades ............................. 10:41 ...................... 101 Regulamentações do MTE ..... 103 Rotinas de trabalho 105 Procedimentos de trabalho ........................................................................................................................p65 6 8/8/2005........................................................................

ainda não temos muitas estatísticas específicas sobre acidentes cuja causa está relacionada com a eletricidade. Para completar. nem sempre você dá a ela o tratamento necessário. e muitas vezes são fatais. ferramentas manuais ou com instalações elétricas. Em números absolutos. O contato com partes energizadas da instalação pode fazer com que a corrente elétrica passe pelo seu corpo. mesmo os que não trabalham diretamente com os circuitos também se expõem aos efeitos nocivos da eletricidade ao utilizar ferramentas elétricas manuais. No Brasil. RISCOS ELÉTRICOS Estatísticas Nos EUA. motores. aliás. E isso ocorre no trabalho. Embora todos nós estejamos sujeitos aos riscos da eletricidade. se você trabalha diretamente com equipamentos e instalações elétricas ou próximo delas. o contato com a eletricidade é a causa de 5% dos acidentes fatais que ocorrem no trabalho. em alguns casos. ou ao executar tarefas simples como desligar ou ligar circuitos e equipamentos. em casa. Você está cercado por redes elétricas em todos os lugares. Como resultado. Entretanto. todos nós estamos. subestações transformadoras e. tenha cuidado. e o resultado são o choque elétrico e as queimaduras externas e internas. quadros de distribuição. É claro que no trabalho os riscos são bem maiores. por exemplo. você estará exposto aos riscos da eletricidade. de iniciarmos o estudo sobre segurança em eletricidade. Talvez pelo fato de a eletricidade estar tão presente em sua vida. As conseqüências dos acidentes com eletricidade são muito graves. redes aéreas e subterrâneas expostas ao tempo. Sempre que trabalhar com equipamentos elétricos.Apresentação Eletricidade mata. painéis. isso significa que 290 pessoas morrem por ano devido a acidentes com eletricidade no trabalho. Esta é uma forma bastante brusca. porém verdadeira. é bom conhecer alguns números a esse respeito. 10:41 . É no trabalho que existe uma grande concentração de máquinas. e em qualquer outro lugar. Isso sem falar nos incêndios originados por falhas ou desgaste das instalações elétricas. os acidentes com eletricidade ainda são muito comuns mesmo entre profissionais qualificados. Esses dados reunidos entre 1997 e 2002 correspondem a informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho dos EUA. se os dispositivos de acionamento e proteção não estiverem adequadamente projetados e mantidos. riscos_eletricos. provocam lesões físicas e traumas psicológicos.p65 7 8/8/2005.

de diferentes formas. Pense nisso! 8 riscos_eletricos. Da sua preparação.p65 8 8/8/2005. Este módulo vai abranger vários tópicos relacionados à segurança com eletricidade. Em 2002. assim chamado aquele que reúne as empresas que atuam em geração.736 acidentes do trabalho analisados pelo Sistema Federal de Inspeção do Trabalho. para evitar acidentes. no ano de 2003. somam-se 330 mortes que ocorreram nesse mesmo ano com membros da população que. ligações clandestinas. transmissão e distribuição de energia elétrica. há os casos que ocorreram em obras de construção civil. temos alguns números que chamam a nossa atenção. se considerarmos apenas o Setor Elétrico.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE No Brasil. entre tantas outras causas. a exposição à corrente elétrica encontra-se entre os primeiros fatores de morbidade/mortalidade. instalações de antenas de TV.84% dos acidentes analisados. A esse número. ocorreram 86 acidentes fatais nesse setor. Os principais riscos serão apresentados e você irá aprender a reconhecê-los e a adotar procedimentos e medidas de controle. entre 1. previstos na legislação e nas normas técnicas. incluídos aqueles com empregados das empreiteiras. entretanto. Para completar. contatos com cabos energizados. Como exemplo desses contatos fatais. correspondendo a 7. Um relatório completo é divulgado anualmente pela Fundação COGE. 10:41 . incluindo você. tiveram contato com as instalações pertencentes ao Setor Elétrico. estudo e disciplina vão depender a segurança e a vida de muitas outras pessoas.

o arco elétrico. queimaduras externas e internas no corpo humano. sendo o efeito térmico o mais grave. RISCOS ELÉTRICOS Choque elétrico Hoje. 10:41 . com o domínio da ciência da eletricidade.p65 9 8/8/2005. Neste módulo você vai descobrir como a eletricidade pode causar tantos males. tivemos vários benefícios.Riscos em instalações e serviços com eletricidade Há diferentes tipos de riscos devido aos efeitos da eletricidade no ser humano e no meio ambiente. riscos_eletricos. a compreensão do mecanismo do efeito da corrente elétrica no corpo humano é fundamental para a efetiva prevenção e combate aos riscos provenientes do choque elétrico. Atualmente os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros. sempre haverá alguém perto do defeito. o ser humano usufrui de todos os seus benefícios. provenientes de acidentes com baixa tensão. e o acidente será inevitável. aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação) aparecerá em algum lugar. mas apareceram também vários problemas de ordem operacional. Correntes de choques de alta intensidade. Portanto. provenientes de acidentes com alta-tensão. Em termos de riscos fatais. de um modo geral. a exposição aos campos eletromagnéticos e o incêndio. isto é. sendo o efeito mais grave a considerar as paradas cardíacas e respiratórias. Construídas as primeiras redes de energia elétrica. portanto. Os principais são o choque elétrico. sendo o mais grave o choque elétrico. Como a população atual da Terra é enorme. pode ser analisado sob dois aspectos: • • Correntes de choques de baixa intensidade. produzindo um potencial de risco ao choque elétrico. o choque elétrico.

freqüência da corrente elétrica.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Concluindo O choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. é uma impedância elétrica composta por uma resistência elétrica. tensão elétrica. constituição física do indivíduo. mais precisamente sua resistência orgânica à passagem da corrente. Assim. 10:41 . intensidade da corrente elétrica. condições da pele do indivíduo.p65 10 8/8/2005. tempo de duração. associada a um componente com comportamento levemente capacitivo. Tipos de choques elétricos O corpo humano. estado de saúde do indivíduo. área de contato. o choque elétrico pode ser dividido em duas categorias: Choque estático É o obtido pela descarga de um capacitor ou devido à descarga eletrostática. 10 riscos_eletricos. Os efeitos do choque elétrico variam e dependem de: • • • • • • • • • percurso da corrente elétrica pelo corpo humano.

ou seja. Dependendo do acúmulo das cargas.p65 11 8/8/2005. o atrito com o ar gera cargas elétricas que se acumulam ao longo da estrutura externa do veículo. Choque dinâmico É o que ocorre quando se faz contato com um elemento energizado. a corrente de choque persiste continuadamente. Portanto.RISCOS ELÉTRICOS N Descarga estática – É o efeito capacitivo presente nos mais diferentes materiais e equipamentos com os quais o homem convive. Este tipo de choque é o mais perigoso. O corpo humano é um organismo resistente. que ficaram energizadas acidentalmente por defeito. fissura ou rachadura na isolação. Com o movimento. que suporta bem o choque elétrico nos primeiros instantes. toque em partes condutoras próximas aos equipamentos e instalações. entre o veículo e o solo passa a existir uma diferença de potencial. 10:41 . porque a rede de energia elétrica mantém a pessoa energizada. poderá haver o perigo de faiscamentos ou de choque elétrico no instante em que uma pessoa desce ou toca no veículo. Este choque se dá devido ao: • • toque acidental na parte viva do condutor. Um exemplo típico é o que acontece em veículos que se movem em climas secos. mas com a manutenção da corrente passando pelo 11 riscos_eletricos.

Muitos órgãos aparentemente sadios só vão apresentar sintomas devido aos efeitos da corrente de choque muitos dias ou meses depois. Os choques dinâmicos podem ser causados pela tensão de toque ou pela tensão de passo. entrará na terra e percorrerá o solo até atingir a malha da subestação. tais como: • • • • • • • • elevação da temperatura dos órgãos devido ao aquecimento produzido pela corrente de choque. Exemplo de um defeito de ruptura na cadeia de isoladores de uma torre de transmissão (tensão de toque): O cabo condutor ao tocar na parte metálica da torre produz um curto-circuito do tipo monofásico à terra. A corrente de curto-circuito passará pela torre. os órgãos internos vão sofrendo conseqüências. tetanização (rigidez) dos músculos. comprometimento do coração. apresentando seqüelas. criando uma pane geral. mudando a qualidade do sangue. cérebro. Isto se dá pelo fato de o choque elétrico produzir diversos efeitos no corpo humano. deslocamento dos músculos e órgãos internos da sua devida posição. como rins. efeito de eletrólise. 12 riscos_eletricos. 10:41 . vasos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE corpo. devido a um choque dinâmico. isto é. retornando pelo cabo da linha de transmissão até o local do curto. comprometimento da respiração. Tensão de toque Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores do indivíduo. quanto ao ritmo de batimento cardíaco e à possibilidade de fibrilação ventricular. superposição da corrente do choque com as correntes neurotransmissoras que comandam o organismo humano. órgãos genitais e reprodutores. que muitas vezes não são relacionadas ao choque em virtude do espaço de tempo decorrido desde o acidente. prolapso.p65 12 8/8/2005. comprometimento de outros órgãos.

e nos projetos de sistema de aterramento. Neste caso. O restante do trecho da terra é representado pela resistência R2. a tensão de toque é expressa pela fórmula: V toque = (R corpo humano + R contato ÷ 2) I choque O aterramento no "pé" da torre só estará adequado se.p65 13 8/8/2005. no instante do curto-circuito monofásico à terra. 10:41 . Por norma. Este potencial é apresentado pela curva da figura acima. para tensão de toque maior que 250 V fica saturada em 1 000 ohms. A tensão de toque é perigosa. Entre a palma da mão e o pé haverá uma diferença de potencial chamada de tensão de toque. a corrente de curto-circuito gerará potenciais distintos desde o "pé" da torre até uma distância remota. considera-se a pessoa afastada a 1 metro do equipamento em que está tocando com a mão. porque o coração está no trajeto da corrente de choque. A resistência do corpo humano para corrente alternada de 50 ou 60 Hz. a resistência R1 representa a resistência da terra do "pé" da torre até a distância de 1 metro. pele suada. 13 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS No solo. Cada pé em contato com o solo terá uma resistência de contato representada por R contato. aumentando o risco de fibrilação ventricular. a tensão de toque ficar abaixo do limite de tensão para não causar fibrilação ventricular. Uma pessoa tocando na torre no momento do curto-circuito ficará submetida a um choque proveniente da tensão de toque. Assim.

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Tensão de passo A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou defeito tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento.

No caso da torre de transmissão, a pessoa receberá entre os dois pés a tensão de passo Nos projetos de aterramento considera-se a distância entre os dois pés de 1 metro. Pela figura apresentada, obtém-se a expressão:

V passo = (R corpo humano + 2R contato) I choque
O aterramento só será bom se a tensão de passo for menor do que o limite de tensão de passo para não causar fibrilação ventricular no ser humano. A tensão de passo é menos perigosa do que a tensão de toque. Isso se deve ao fato de o coração não estar no percurso da corrente de choque. Esta corrente vai de pé em pé, mas mesmo assim é também perigosa. As veias e artérias vão da planta do pé até o coração. Sendo o sangue condutor, a corrente de choque, devido à tensão de passo, vai do pé até o coração e deste ao outro pé. Por esse motivo, a tensão de passo é também perigosa e pode provocar fibrilação ventricular.

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Observe que as tensões geradas no solo pelo curto-circuito criam superfícies eqüipotenciais. Se a pessoa estiver com os dois pés na mesma superfície de potencial, a tensão de passo será nula, não havendo choque elétrico. A tensão de passo poderá assumir uma gama de valores que vai de zero até a máxima diferença entre duas superfícies eqüipotenciais separadas de 1 metro. Um agravante é que a corrente de choque devido à tensão de passo contrai os músculos da perna e coxa, fazendo a pessoa cair e, ao tocar no solo com as mãos, a tensão se transforma em tensão de toque no solo. Nesse caso, o perigo é maior, porque o coração está contido no percurso da corrente de choque. No gado, a tensão de passo se transforma em tensão entre patas. Essa tensão é maior que a tensão de passo do homem, com o agravamento de que no gado a corrente de choque passa pelo coração.

Proteção contra choques elétricos
O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques elétricos, conforme a NBR 5410/2004, pode ser resumido por: 1. 2. partes vivas de instalações elétricas não devem ser acessíveis; massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as torne acidentalmente vivas.

No caso 1, o choque elétrico acontece quando se toca inadvertidamente a parte viva do circuito de instalação de energia elétrica. Acontece somente quando duas ou mais partes do corpo tocam simultaneamente duas fases ou uma fase e a massa aterrada do equipamento elétrico. Nesse caso, a corrente elétrica do choque é atenuada pela: • • • • resistência elétrica do corpo humano; resistência do calçado; resistência do contato do calçado com o solo; resistência da terra no local dos pés no solo;

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resistência do aterramento da instalação elétrica no ponto de alimentação de energia.

Neste caso devem-se prover medidas de proteção básicas que visem impedir o contato com partes vivas perigosas em condições normais, como por exemplo: • • • Isolação básica ou separação básica; Uso de barreira ou invólucro; Limitação de tensão.

No caso 2, o choque ocorre quando regiões neutras ficam com diferença de potencial devido a um curto-circuito na instalação ou nos equipamentos. Deve-se notar que nesse tipo de choque a pessoa está tocando ou pisando regiões ou elementos não energizados da instalação. Porém, no momento do curto-circuito, ou mais precisamente durante este, estas áreas neutras ficam com diferença de potencial, advindo daí o choque elétrico. Neste caso devem-se prover medidas de proteção supletivas que visem suprir a proteção contra choques em caso de falha da proteção básica, como por exemplo: • • • Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação; Isolação suplementar; Separação elétrica.

Fatores determinantes da gravidade do choque
Os principais fatores que determinam a gravidade do choque elétrico são: • • • Percurso da corrente elétrica; Características da corrente elétrica; Resistência elétrica do corpo humano.

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p65 17 8/8/2005.8% 1. A tabela a seguir apresenta os prováveis locais por onde poderá se dar o contato elétrico.9% 1. o trajeto da corrente elétrica e a porcentagem de corrente que passa pelo coração.8% Da mão direita para o pé esquerdo Da mão direita para a mão esquerda Da cabeça para a mão esquerda Características da corrente elétrica Outros fatores a determinar a gravidade do choque elétrico são as características da corrente: 17 riscos_eletricos. A B C D E LOCAL DE ENTRADA figura A figura B figura C figura D TRAJETO Da cabeça para o pé direito PORCENTAGEM DA CORRENTE 9.7% 7. 10:41 . se considerarmos que é mais fácil prestar socorro a uma pessoa que apresente asfixia do que a uma pessoa com fibrilação ventricular. Isso é um dado importante. já que neste caso é exigido um processo de reanimação por massagem cardíaca que nem toda pessoa que está prestando socorro sabe realizar.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos dos choques elétricos em função do trajeto Outro fator que influencia nas conseqüências do acidente por choque elétrico é o trajeto que a corrente faz pelo corpo do acidentado.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Corrente contínua (CC) A fibrilação ventricular só ocorrerá se a corrente contínua for aplicada durante um instante curto específico e vulnerável do ciclo cardíaco.5 a 10 mA 10 a 30 mA 30 a 500 mA REAÇÕES FISIOLÓGICAS HABITUAIS Leve percepção superficial. Para correntes alternadas de freqüências elevadas. com início de tetanização. ocorrerão queimaduras. 10:41 . contudo. as possibilidades de ocorrência de choque elétrico são pequenas. 200 ms. devido a corrente tender a circular pela parte externa do corpo. Acima de 500 mA 18 riscos_eletricos. normalmente usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica. no máximo. Ligeira paralisia nos músculos do braço.1 a 0. salvo intervenção imediata de pessoal especializado com equipamento adequado.5 mA 0. nesse caso o efeito é letal. possibilidade de fibrilação ventricular se a descarga elétrica se manifestar na fase crítica do ciclo cardíaco e por tempo superior a 200 ms. Corrente alternada (CA) Entre 20 e 100 Hz. uma vez que se situam próximo à freqüência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação ventricular é maior. com sensação de falta de ar e tontura. Ocorrem também diferenças nos valores de intensidade de corrente para uma determinada sensação de choque elétrico. Nenhum efeito perigoso se houver interrupção em. acima de 2 000 Hz. habitualmente nenhum efeito. ao invés da interna.p65 18 8/8/2005. Especificamente as de 60 Hz. são as que oferecem maior risco. são as mais perigosas. Paralisia estendida aos músculos do tórax. EFEITOS DOS CHOQUES ELÉTRICOS DEPENDENTES DA INTENSIDADE DE CORRENTE FAIXA DE CORRENTE 0. Traumas cardíacos persistentes. habitualmente nenhum efeito perigoso. se a vítima for do sexo feminino ou masculino.

da ABNT.p65 19 8/8/2005. Zona 3 – habitualmente nenhum risco de fibrilação. Esta baixa é originada pelo fato de que a corrente pode 19 riscos_eletricos. 10:41 . e também de qualquer outra resistência adicional entre a vítima e a terra. a norma NBR 6533. Resistência elétrica do corpo humano A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá. da resistência elétrica que esta oferece à passagem da corrente. Quando esta. Esta resistência está situada entre 100 000 ohms e 600 000 ohms. Como podemos observar no gráfico. em muito. Zona 5 – risco de fibrilação (probabilidade superior a 50%). a qual é constituída de células mortas. admitindo a circulação entre as extremidades do corpo em pessoas com 50 kg de peso. define cinco zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100 Hz. Zona 2 – habitualmente nenhum efeito patofisiológico perigoso.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos de choques elétricos em função do tempo de contato e intensidade de corrente A relação entre tempo de contato e intensidade de corrente é um agravante nos acidentes por choque elétrico. Zona 4 – fibrilação possível (probabilidade de até 50%). atingindo 500 ohms. quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes e a variação apresentada é em função da espessura. no entanto. condição mais facilmente encontrada na prática. encontra-se úmida. A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele. a resistência elétrica do corpo pode ser muito baixa. Zona 1 – habitualmente nenhuma reação.

uma resistência de apenas 15 000 ohms. comparativamente à da pele é bem baixa. medindo normalmente 300 ohms. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. 20 riscos_eletricos. constituída pelo sangue. em média. como vimos. e apresentando um valor máximo de 500 ohms. músculos e demais tecidos. As diferenças da resistência elétrica apresentada pela pele à passagem da corrente. Com isso. uma resistência de 400 000 ohms. podem ser grandes. a pele também pode oferecer uma baixa resistência. Exemplificando Num toque acidental de um dedo com um ponto energizado de um circuito elétrico teremos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE então passar pela camada interna da pele. 10:41 . ao estar seca ou molhada. quando a pele estiver seca. que apresenta menor resistência elétrica. quando úmida. podem influir muito na possibilidade de uma pessoa vir a sofrer um choque elétrico. Usando a lei de Ohm e considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que representa uma diferença de potencial de 120 volts. Ao estar com cortes.p65 20 8/8/2005. teremos: Quando seca: I = 120 V ÷ 400 000 Ω = 0.3 mA Quando molhada: I = 120 V ÷ 15 000 Ω = 8 mA N Corrente de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoa pode suportar quando estiver segurando um objeto energizado e ainda ser capaz de largá-lo pela ação de músculos diretamente estimulados por esta corrente.

O macrochoque é o choque comum. É o tipo de choque que ocorre por defeito em equipamento médico-hospitalar. diagnosticar ou monitorar qualquer órgão humano. Já na área de baixa densidade de corrente o calor produzido é pequeno. O valor da corrente elétrica não depende somente do nível da diferença de potencial do choque. invade o corpo e sai novamente pela pele. Qualquer pessoa ao encostar num local energizado. poderá produzir microchoque. ficará à mercê do macrochoque.p65 21 8/8/2005. o corpo humano está em toda a sua resistência no trajeto da resistência elétrica da pele humana. usado para analisar. a corrente vai depender do estado da pele. a corrente que provoca o choque elétrico sofre. Portanto. Qualquer equipamento invasivo. Ou seja. diminuindo os efeitos térmicos de contração e fibrilação no coração. Em virtude da área da região do tórax ser maior. um espraiamento como mostra a figura. Para uma mesma tensão. Microchoque é o choque elétrico que ocorre no interior do corpo humano. a densidade de corrente é pequena. 21 riscos_eletricos. 10:41 . o efeito da corrente do choque se dá de maneira diferenciada no corpo humano. dentro de um indivíduo. A corrente entra pela pele. O macrochoque é definido quando a corrente do choque entra no corpo humano pelo lado externo.RISCOS ELÉTRICOS Espraiamento de corrente do choque elétrico Devido à diferença da resistência elétrica e de seções transversais das várias regiões do corpo humano. uma distribuição diferenciada. podendo produzir queimaduras de alto risco. Desse modo os efeitos térmicos são mais intensos nas regiões de alta intensidade de corrente. Isso é positivo do ponto de vista da segurança humana. O espraiamento pode ser na forma de macrochoque ou microchoque. ou num equipamento elétrico com defeito na sua isolação. sentido pelas pessoas.

Necrose – resultado de queimaduras profundas produzidas no tecido. Seqüelas em vários órgãos do corpo humano. A resistência elétrica nestas condições é muito baixa. Sintomas do choque no indivíduo Manifestam-se por: • • • • • • Parada respiratória – inibição dos centros nervosos. O Se o choque elétrico for devido ao contato direto com a tensão da rede. a manifestação mais importante a ser considerada é a fibrilação ventricular do coração. que ainda iremos abordar mais a seguir. todas as manifestações podem ocorrer. O microchoque ocorre principalmente por defeitos em equipamentos médicohospitalares. podendo produzir fibrilação e uma conseqüente parada. Alteração no sangue – provocada por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente elétrica. Parada cardíaca – alteração no ritmo cardíaco. Para os choques elétricos devido à tensão de toque e à de passo impostas pelo sistema de aterramento durante o defeito na rede elétrica. ou entre dois condutores internos no corpo. 22 riscos_eletricos. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Este choque poderá ocorrer entre um condutor interno e a pele.p65 22 8/8/2005. Perturbação do sistema nervoso. aumentando muito o perigo do choque. inclusive dos que comandam a respiração.

em conseqüência. Sintomas da queimadura devido ao choque elétrico Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma energia térmica. interrompendo o batimento cardíaco. Este fenômeno é denominado Efeito Joule. I choque t choque E térmica ⇒ ⇒ ⇒ O calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano. mas com conseqüências idênticas. 2º ou 3º graus nos músculos do corpo. com a sua conseqüente dilatação. que podem ser: » » » » » queimaduras de 1º. Nesse estado as fibras musculares estão inativas. queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida. 10:41 . Na fibrilação ventricular as fibras musculares do coração ficam tremulando desordenadamente. podendo produzir vários efeitos e sintomas. podendo provocar o derretimento dos ossos e cartilagens. do músculo ou órgão afetado. aquecimento. Corrente elétrica do choque (A). t choque Onde: R corpo humano ⇒ Resistência elétrica (S) do corpo humano. só a resistência de parte do corpo. Quando ele está efetivamente parado. a pressão cai a zero e a pessoa perde os sentidos. Ou se for o caso. queima das camadas adiposas ao longo da derme. 23 riscos_eletricos.p65 23 8/8/2005. E térmica = R corpo humano . Fibrilação ventricular no coração humano é um fenômeno diferente da parada cardíaca. uma total ineficiência no bombeamento do sangue. Tempo do choque (s). Energia em joules (J) liberada no corpo humano.RISCOS ELÉTRICOS N Parada cardíaca é a falta total de funcionamento do coração. havendo. o sangue não é mais bombeado. aquecimento do sangue. I2 choque . tornando-se gelatinosas.

a queimaduras. diminuição e atrofia muscular. O choque de alta-tensão queima. danifica. bem como os materiais fixos próximos devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais do calor ou irradiação térmica produzidos pelos equipamentos elétricos. geralmente com: » » » » » perda de massa muscular. 10:41 . combustão ou deterioração de materiais. outras causas e efeitos nos demais órgãos. O problema maior é o tempo de duração. advindo. E as que sobrevivem ficam com seqüelas. isto é. pode levar à morte. prejuízos no funcionamento seguro de componentes da instalação. a corrente provoca aquecimentos internos. cicatrizes. principalmente. particularmente quanto a: » » » riscos de queimaduras. Proteção contra queimaduras As partes acessíveis de equipamentos elétricos situados na zona de alcance normal não devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas e devem 24 riscos_eletricos. A queimadura também é provocada de modo indireto. etc. que. perda da coordenação motora. geralmente por fibrilação ventricular do coração. os componentes fixos de uma instalação elétrica. em conseqüência.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As condições citadas não acontecem isoladamente. perda parcial de ossos. Choques elétricos em baixa tensão têm pouco poder térmico. Neste caso. elevando a temperatura a níveis perigosos. mas sim associadas. devido ao mau contato ou a falhas internas no aparelho elétrico. se persistir. Proteção contra efeitos térmicos As pessoas. fazendo buracos na pele nos pontos de entrada e saída da corrente pelo corpo humano. As vítimas do choque de alta-tensão morrem devido.p65 24 8/8/2005.

por exemplo) está ocorrendo um arco elétrico. 10:41 . NBR 14039 – TEMPERATURAS MÁXIMAS DAS SUPERFÍCIES EXTERNAS DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DISPOSTOS NO INTERIOR DA ZONA DE ALCANCE NORMAL TIPO DE SUPERFÍCIE TEMPERATURAS MÁXIMAS (0O°C) Superfícies de alavancas.RISCOS ELÉTRICOS atender aos limites de temperaturas. Forte explosão e energia acústica acompanham a 25 riscos_eletricos. mas não destinadas a serem mantidas à mão de forma contínua: • metálicas • não-metálicas Superfícies acessíveis. Próximo ao "laser".p65 25 8/8/2005. eles são a mais intensa fonte de calor na Terra. O arco elétrico (ou arco voltaico) é uma ocorrência de curtíssima duração (menor que ½ segundo). Os arcos elétricos são eventos de múltipla energia. volantes ou punhos de dispositivos de controle manuais: • metálicas • não-metálicas Superfícies previstas para serem tocadas em serviço normal. ainda que por curtos períodos. e muitos são tão rápidos que o olho humano não chega a perceber. Os arcos elétricos são extremamente quentes. Sua temperatura pode alcançar 20 000°C. mas não destinadas a serem tocadas em serviço normal: • metálicas • não-metálicas 55 65 70 80 80 90 Arco elétrico Toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica pelo ar ou outro meio isolante (óleo. determinados pela NBR 14039 e devem ser protegidas contra qualquer contato acidental. Pessoas que estejam no raio de alguns metros de um arco podem sofrer severas queimaduras.

Tempos relativamente longos (30 a 60 segundos. A quantidade de energia liberada durante um arco depende da corrente de curto-circuito e do tempo de atuação dos dispositivos de proteção contra sobrecorrentes. Outras causas podem estar relacionadas a equipamentos. Também podem desprender-se partículas incandescentes que queimam ao atingir os olhos.p65 26 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE intensa energia térmica. Isso pode ser causado por trabalhadores que façam movimentos bruscos ou por descuido no manejo de ferramentas ou outros materiais condutivos quando estão trabalhando em partes energizadas da instalação ou próximo a elas. da distância que separa as pessoas do local e do tipo de roupa utilizada pelas pessoas expostas ao arco. A severidade da lesão para as pessoas na área onde ocorre a falha depende da energia liberada durante a falha. Uma falha pode ocorrer em equipamentos elétricos quando há um fluxo de corrente não intencional entre fase e terra. uma onda de pressão também pode se formar. Altas correntes de curto-circuito e tempos longos de atuação dos dispositivos de proteção aumentam o risco do arco elétrico. Conseqüências de arcos elétricos (queimaduras e quedas) Se houver centelha ou arco. e incluem falhas em partes condutoras que integram ou não os circuitos elétricos. ao ambiente ou a pessoas. Em determinadas situações. 10:41 . Todo cuidado é pouco para evitar a abertura de arco através do operador. a temperatura deste é tão alta que destrói os tecidos do corpo. Causas relacionadas ao ambiente incluem a contaminação por sujeira ou água ou pela presença de insetos ou outros animais (gatos ou ratos que provocam curtos-circuitos em barramentos de painéis ou subestações). Isso afeta diretamente a gravidade da lesão e a própria sobrevivência da vítima. por exemplo) de queima contínua de uma roupa comum aumentam tanto o grau da queimadura quanto a área total atingida no corpo. A proteção contra o arco elétrico depende do cálculo da energia que pode ser liberada no caso de um curto-circuito. ou entre múltiplas fases. As mais sérias queimaduras por arco voltaico envolvem a ignição da roupa da vítima pelo calor do arco elétrico. O arco pode ser causado por fatores relacionados a equipamentos. As vestimentas de proteção adequadas devem cobrir 26 riscos_eletricos. sendo capaz de atingir quem estiver próximo ao local da ocorrência.

essa vestimenta deve incluir proteção para o rosto.p65 27 8/8/2005. altos e largos quanto possível. isto é. elas devem incluir capuzes. muitas vezes. chave de aterramento resistente ao curto-circuito presumido. Equipamentos ensaiados para resistir aos arcos internos. 27 riscos_eletricos. uma onda de pressão pode empurrar e derrubar o trabalhador que está próximo da origem do acidente. 10:41 . Além dos riscos de exposição aos efeitos térmicos do arco elétrico. as partes da cabeça que também possam sofrer danos se expostas a uma energia térmica muito intensa. Emprego de dispositivos limitadores de corrente. fechaduras com chave não intercambiáveis. Portanto. o que pode ser muito comum em diversos tipos de instalações. sistemas de intertravamento. pescoço. Corredores operacionais tão curtos. Coberturas sólidas ou barreiras ao invés de coberturas ou telas. além da cobertura completa do corpo.RISCOS ELÉTRICOS todas as áreas que possam estar expostas à ação das energias oriundas do arco elétrico. se em determinadas situações uma análise de risco nos indica a necessidade de uma vestimenta de proteção contra o arco elétrico. cabelos. Na ocorrência de um arco elétrico. nem sempre foi observado. decorrentes das ondas de pressão que podem se formar pela expansão do ar. Temos relacionadas algumas medidas para garantir a proteção contra os perigos resultantes de faltas por arco: • Utilização de um ou mais dos seguintes meios: » » » » • • • • dispositivos de abertura sob carga. Essa queda pode resultar em lesões mais graves se o trabalho estiver sendo realizado em uma altura superior a dois metros. enfim. também está presente o risco de ferimentos e quedas. Proteção contra perigos resultantes de faltas por arco Os dispositivos e equipamentos que podem gerar arcos durante a sua operação devem ser selecionados e instalados de forma a garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações. O que agora nos parece óbvio.

A região do espaço ao redor da carga Q. a qual denominamos força elétrica. abandonada nas proximidades de um corpo carregado com carga Q. Operação da instalação.p65 28 8/8/2005. 28 riscos_eletricos. luz ou calor.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Seleção de tempos de interrupção muito curtos. pode ser atraída ou repelida pelo mesmo sob a ação de uma força F. denomina-se campo elétrico. 10:41 . atuando em dispositivos de interrupção rápidos. Experiências demonstram que uma partícula carregada com carga q. o que pode ser obtido através de relés instantâneos ou através de dispositivos sensíveis a pressão. Normalmente campos elétricos são medidos em volts por metro (V/m). em que isso acontece. • Campos eletromagnéticos Um campo elétrico é uma grandeza vetorial (função da posição e do tempo) que é descrita por sua intensidade. Denomina-se campo magnético toda região do espaço na qual uma agulha imantada fica sob ação de uma força magnética.

há suspeitas de que a radiação eletromagnética possa provocar o desenvolvimento de tumores. se o circuito está efetivamente sem tensão. 29 riscos_eletricos. etc.p65 29 8/8/2005. pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos. nos quais se empregam elevados níveis de tensão. os trabalhadores que portam aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo. Por isso é fundamental que você. Colocando-se uma bússola nas proximidades de um corpo imantado ou nas proximidades da Terra. Uma outra preocupação é com a indução elétrica. pois a radiação interfere nos circuitos elétricos. A exposição aos campos eletromagnéticos pode causar danos. 10:41 . pode ocorrer a passagem de corrente elétrica em um circuito desenergizado se ele estiver próximo a outro circuito energizado. podendo provocar lesões. é certo afirmar que essa exposição promove efeitos térmicos e endócrinos no organismo humano. com equipamentos apropriados (voltímetros ou detectores de tensão). a agulha da bússola sofre desvio. confira. por sua vez. amplificador auditivo. encaixes. além de desligar o circuito no qual vai trabalhar. dosadores de insulina. Da mesma forma. podendo criar disfunções nos aparelhos.RISCOS ELÉTRICOS O fato de um pedaço de ferro ser atraído por um ímã é conhecido por todos nós. Assim. hastes). A agulha da bússola é um ímã. especialmente quando da execução de serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica. Esse fenômeno pode ser particularmente importante quando há diferentes circuitos próximos uns dos outros. Entretanto. Especial atenção deve ser dada aos trabalhadores expostos a essas condições que possuam próteses metálicas (pinos. Embora não haja comprovação científica. induz uma corrente elétrica em condutores próximos. A passagem da corrente elétrica em condutores gera um campo eletromagnético que.) devem se precaver dessa exposição.

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Riscos adicionais
São considerados como riscos adicionais aqueles que, além dos elétricos, são específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde dos que trabalham com eletricidade.

Classificação dos riscos adicionais
Altura
Em trabalhos com energia elétrica feitos em alturas, devemos seguir as instruções relativas a segurança descritas abaixo: • • É obrigatório o uso do cinto de segurança e do capacete com jugular. Os equipamentos acima devem ser inspecionados pelo trabalhador antes do seu uso, no que concerne a defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e travas, bem como quanto à integridade da carneira e da jugular. Ferramentas, peças e equipamentos devem ser levados para o alto apenas em bolsas especiais, evitando o seu arremesso.

Quando for imprescindível o uso de andaimes tubulares em locais próximos à rede elétrica, eles deverão: • • • • • • • Respeitar as distâncias de segurança, principalmente durante as operações de montagem e desmontagem; Estar aterrados; Ter as tábuas da(s) plataforma(s) com, no mínimo, uma polegada de espessura, travadas e que nunca ultrapassem o andaime; Ter base com sapatas; Ter guarda-corpo de noventa centímetros de altura em todo o perímetro com vãos máximos de trinta centímetros; Ter cinturão de segurança tipo pára-quedista para alturas iguais ou superiores a 2 metros; Ter estais a partir de 3 metros e a cada 5 metros de altura.

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RISCOS ELÉTRICOS

Manuseio de escada simples e de extensão: • Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam rachaduras, degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados, etc. Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para reparo ou troca. Devem ser manuseadas sempre com luvas. Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la. No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos-suportes, devidamente amarradas. Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os montantes. Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de segurança e com os pés apoiados sobre os seus degraus. Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça. Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida paralelamente ao meio-fio. Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja de aproximadamente ¼ do seu comprimento. Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la. Somente o dispense depois de amarrar a escada. Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do degrau, verificando o travamento da extensão. Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no pé dela, segurando-a.

• • • • • • • • • • • •

Ambientes confinados
Nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de proteção, a saber:

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a)

treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos a que estão submetidos, a forma de preveni-los e o procedimento a ser adotado em situação de risco;

b) nos serviços em que se utilizem produtos químicos, os trabalhadores não poderão realizar suas atividades sem um programa de proteção respiratória; c) a realização de trabalho em recintos confinados deve ser precedida de inspeção prévia e elaboração de ordem de serviço com os procedimentos a serem adotados;

d) monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão e intoxicação no interior de locais confinados realizado por trabalhador qualificado sob supervisão de responsável técnico; e) f) proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado; ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos contaminantes e ventilação geral que execute a insuflação de ar para o interior do ambiente, garantindo de forma permanente a renovação contínua do ar;

g) sinalização com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos no interior de espaços confinados; h) uso de cordas ou cabos de segurança e pontos fixos para amarração que possibilitem meios seguros de resgates; i) j) k) l) acondicionamento adequado de substâncias tóxicas ou inflamáveis utilizadas na aplicação de laminados, pisos, papéis de parede ou similares; a cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores, pelo menos 2 (dois) devem ser treinados para resgate; manter ao alcance dos trabalhadores ar mandado e/ou equipamento autônomo para resgate; no caso de manutenção de tanque, providenciar desgaseificação prévia antes da execução do trabalho.

Áreas classificadas
São considerados ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido

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será por curtos períodos. as áreas são classificadas em: Zona 0 área na qual uma mistura de gás/ar.014 especifica a temperatura superficial máxima em 6 níveis. potencialmente explosiva.p65 33 8/8/2005. Caso esteja. potencialmente explosiva. Um deles é eliminarmos um 33 riscos_eletricos. potencialmente explosiva. também chamadas de ambientes explosivos. Para diminuirmos o risco de uma explosão. As áreas classificadas normalmente cobrem uma zona cujo limite é onde o gás ou gases inflamáveis estarão tão diluídos ou dispersos que não poderão apresentar perigo de explosão ou combustão. assumindo como temperatura ambiente de referência 40ºC. área na qual a mistura gás/ar. como. 10:41 . pode estar presente durante o funcionamento normal do processo.RISCOS ELÉTRICOS a razões diversas. são classificadas conforme normas internacionais. Tais áreas. Assim temos: TEMPERATURA SUPERFICIAL MÁXIMA T1 450°C T2 300°C T3 200°C T4 135°C T5 100°C T6 85°C Para exemplificar: um equipamento classificado como T3 pode ser utilizado em ambientes cujos gases possuem temperatura de combustão superior a 200ºC. Zona 1 Zona 2 É evidente que um equipamento instalado dentro de uma área classificada também deve ser classificado. área na qual uma mistura de gás/ar. e esta é baseada na temperatura superficial máxima que o mesmo possa alcançar em funcionamento normal ou em caso de falha. está presente continuamente ou por grandes períodos de tempo. não está normalmente presente. A EN 50. Segundo as recomendações da IEC 79-10. podemos adotar diversos métodos. e de acordo com a classificação exigem a instalação de equipamentos e/ou interfaces que atendam às exigências prescritas nas mesmas. desgaste ou deterioração de equipamentos. por exemplo.

A seguir. indústrias farmacêuticas. porque esta fica confinada em um ambiente bem definido e não pode propagar-se para a atmosfera do entorno. efetuar uma análise acurada dos riscos e tomar as precauções cabíveis. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE dos elementos do triângulo do fogo: temperatura. as indústrias já implantadas poderão equacionar razoavelmente bem os problemas. minorando os riscos inerentes com o auxílio de um profissional competente. indústrias plásticas. este é o único método que permite que haja a explosão. indústrias do carvão. As indústrias que processam produtos que em alguma de suas fases se apresentem na forma de pó. pois na fase de projeto as soluções são mais simples e econômicas. O que se faz é limitar a energia armazenada em circuitos elétricos de modo a torná-los totalmente incapazes. indústrias alimentícias. são indústrias de alto potencial de risco quanto a incêndios e explosões. indústrias fabricantes de rações animais. oxigênio e combustível. c) Prevenção: através deste método limita-se a energia. tanto em condições normais de operação quanto em situações de falha.p65 34 8/8/2005. b) Segregação: é o método que permite separar ou isolar fisicamente as partes elétricas ou as superfícies quentes da mistura explosiva. seja térmica ou elétrica. indústrias de beneficiamento de madeira. antes de sua implantação. a níveis não perigosos. indústrias metalúrgicas. Porém. citamos alguns tipos de indústrias reconhecidamente perigosas quanto aos riscos de incêndios e explosões: » » » » » » » » indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas. A técnica de segurança intrínseca é a mais empregada deste método de proteção e também a mais efetiva. 34 riscos_eletricos. de produzir faíscas elétricas ou de gerar arcos voltaicos que possam causar a explosão. E um outro é através de uma das três alternativas a seguir: a) Contenção da explosão: na verdade. e devem.

de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas. e c) tomadas precauções necessárias para a segurança dos trabalhadores. em subsolo. credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia. mantidos. operados. a montante do fluxo de ventilação. Os cabos. O bloqueio durante as operações de manutenção e reparo de instalações elétricas deve ser realizado utilizando-se cadeado e etiquetas sinalizadoras fixadas em local visível contendo. choques elétricos. b) ser construídos e ancorados de forma segura. Os cabos e condutores de alimentação elétrica utilizados devem ser certificados por um organismo de certificação. 10:41 . c) ser devidamente protegidos e sinalizados. adequados à classe de risco. Os locais de instalação de transformadores e capacitores. no mínimo. etiquetado. localizados na entrada ou nas proximidades e. seus painéis e respectivos dispositivos de operação devem atender aos seguintes requisitos: a) ser ventilados e iluminados ou projetados e construídos com tecnologia adequada para operação em ambientes confinados. as seguintes indicações: 35 riscos_eletricos. correta proteção contra fugas de corrente. água e influência de agentes químicos. exceto se forem: a) utilizadas técnicas adequadas para circuitos energizados. bloqueado e aterrado. instalação e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos. b) utilizados ferramentas e equipamentos adequados à classe de tensão. de acordo com as especificações técnicas. Os serviços de manutenção ou reparo de sistemas elétricos só podem ser executados com o equipamento desligado. curtos-circuitos. e e) possuir extintores portáteis de incêndio. executados. Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO. observando-se suas aplicações. indicando zona de perigo.RISCOS ELÉTRICOS Instalações elétricas em ambientes explosivos As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados. entre outros riscos. d) não ser usados para outras finalidades diferentes daquelas do projeto elétrico. reformados e ampliados de forma que permitam a adequada distribuição de energia e isolamento.p65 35 8/8/2005.

transformadores. 36 riscos_eletricos. os pontos de aterramento e os pára-raios devem ser revisados periodicamente e os resultados registrados. para os casos de curto-circuito. prejudicando sua eficácia. sobrecarga. e c) nome do responsável pela operação. As malhas. 10:41 . b) motivo da manutenção. os ajustes e as características dos dispositivos de segurança não devem ser alterados. as tarefas de manutenção elétrica devem ser realizadas sob o controle de um supervisor.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE a) horário e data do bloqueio. a fim de evitar contatos acidentais. com a rede de energia desligada e a chave de acionamento bloqueada. Em locais com ocorrência de gases inflamáveis e explosivos. salvo critério do responsável técnico.p65 36 8/8/2005. Os equipamentos e máquinas de emergência são destinados a manter a continuidade do fornecimento de energia elétrica e as condições de funcionamento. invólucro. operação e manutenção de instalações elétricas devem ser executadas somente por pessoa qualificada. motores. Toda instalação. que deve receber treinamento continuado em manuseio e operação de equipamentos de combate a incêndios e explosões. Os equipamentos elétricos móveis devem ter aterramento adequadamente dimensionado. queda de fase e fugas de corrente. bem como na prestação de primeiros socorros a acidentados. carcaça. Trabalhos em condições de risco acentuado deverão ser executados por duas pessoas qualificadas. Redes elétricas. Os fios condutores de energia elétrica instalados no teto de galerias para alimentação de equipamentos devem ser protegidos contra contatos acidentais. A implantação. Os sistemas de recolhimento automático de cabos alimentadores de equipamentos elétricos móveis devem ser eletricamente solidários à carcaça do equipamento principal. monitorando-se a concentração dos gases. Durante a manutenção de máquinas ou instalações elétricas. Os terminais energizados dos transformadores devem ser isolados fisicamente por barreiras ou outros meios físicos. máquinas e circuitos elétricos devem estar equipados com dispositivos de proteção automáticos. blindagem ou peça condutora que possam armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulhas ou centelhas devem ser aterrados.

Condições atmosféricas Umidade Deve-se considerar que todo trabalho em equipamentos energizados só deve ser iniciado com boas condições meteorológicas. ou retirados quando não forem mais utilizados. Como visto em estudos anteriormente.RISCOS ELÉTRICOS Trabalhos em redes elétricas entre dois ou mais pontos sem possibilidade de contato visual entre os operadores somente podem ser realizados com comunicação por meio de rádio ou outro sistema de comunicação que impeça a energização acidental. Em locais sujeitos a emanações de gases explosivos e inflamáveis. marcados e isolados. não sendo assim permitidos trabalhos sob chuva. neblina densa ou ventos. estanqueidade. que os equipamentos isolados a óleo não devem ser abertos em condições de umidade elevada. aumentando assim o risco de acidentes elétricos. também. executadas e mantidas com especial cuidado quanto à blindagem. isolamento. há condições seguras para execução dos serviços. pois o óleo isolante pode absorver a umidade do ar. aterramento e proteção contra falhas elétricas. Desaparecendo a película de umidade. Devemos levar em consideração. Podemos determinar a condição de umidade favorável ou não com a utilização do termo-higrômetro ou umedecendo levemente com um pano úmido a superfície de um bastão de manobra e aguardar durante aproximadamente 5 minutos. assim. comprometendo. Os trechos e pontos de tomada de força de rede elétrica em desuso devem ser desenergizados. sabemos que a existência de umidade no ar propicia a diminuição da capacidade disruptiva do ar. As instalações elétricas com possibilidade de contato com água devem ser projetadas. 37 riscos_eletricos. suas características isolantes.p65 37 8/8/2005. as instalações elétricas serão à prova de explosão. 10:41 .

As descargas atmosféricas podem ser ascendentes (da terra para a nuvem) ou descendentes (da nuvem para a terra). O mecanismo de autoprodução de cargas elétricas vai aumentando de tal modo que dá origem a uma onda elétrica (raio). carregando com este as partículas de vapor. há o aquecimento deste meio. que partirá da base da nuvem em direção ao solo. devemos fazer os seguintes esclarecimentos: • O raio é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível tanto em relação às suas características elétricas como em relação aos efeitos destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações. que dessa forma permitirá a passagem de uma avalanche de cargas com corrente de pico em torno de 20 000 ampères. ou do encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. definindo assim uma trajetória ramificada e aleatória. umidade do ar. 10:41 .p65 38 8/8/2005. Neste processo os elétrons retirados das moléculas de ar retornam. fazendo com que a energia seja devolvida sob a forma de relâmpago.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Descargas atmosféricas (raios) Mecanismo Devido a longos períodos de estiagem. as pessoas ou animais. provocando assim a expansão do ar (trovão). • 38 riscos_eletricos. pressão. as soluções aplicadas buscam tão-somente minimizar os efeitos destruidores a partir de instalações adequadas de captação e de condução segura da descarga para a terra. sendo produzido por nuvens do tipo cumulus nimbus. Após esse segundo choque violento das cargas elétricas passando pelo ar. etc. Com o intuito de evitar falsas expectativas ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas. o primeiro choque do raio deixou um canal ionizado entre a nuvem e o solo. A partir deste estágio. buscando locais de menor potencial. sendo estas originadas a partir do aquecimento do solo pelos raios solares. As tempestades com trovoadas se verificam quando certas condições particulares (temperatura. que fazem o ar quente subir. velocidade do vento. Esta primeira onda caracteriza o choque líder que define sua posição de queda entre 20 a 100 metros do solo.) fazem com que determinado tipo de nuvem se torne eletricamente carregada internamente. as chuvas que começam a cair são normalmente acompanhadas de tempestades. que tem formato parecido com uma bigorna e chega a ter 12 quilômetros de altura e vários quilômetros de diâmetro. Nada em termos práticos pode ser feito para impedir a "queda" de uma descarga em uma determinada região. ou ainda entre nuvens. até 30 000° C. O raio é um fenômeno de natureza elétrica. Assim sendo.

pois nos solos maus condutores. criam-se por indução no terreno cargas positivas.p65 39 8/8/2005. naturalmente úmido e às vezes ionizado. o raio pode provocar sobretensões em redes de energia elétrica. na existência de nuvens carregadas sobre o mesmo. Por sua vez. podem: • • • Provocar a queima total ou parcial de equipamentos elétricos ou danos à própria instalação elétrica interna e telefônica. Descarga Indireta: o raio cai a uma distância de até 1 quilômetro de uma rede elétrica. as sobretensões transitórias podem chegar até as instalações elétricas internas ou de telefonia. antenas parabólicas. etc. mas pode causar sérios danos. As sobrecorrentes transitórias originadas de descargas atmosféricas podem ocorrer de dois modos: • Descarga Direta: o raio atinge diretamente uma rede elétrica ou telefônica. de TV a cabo ou de qualquer unidade consumidora. etc. entre outras. gerando elevados valores de sobretensões sobre os diversos circuitos. propiciando assim a existência de raios. Essa sobretensão induzida acontece quando uma parte da energia do raio é transferida através de um acoplamento eletromagnético com uma rede elétrica. servindo como um isolante de baixo poder dielétrico. de TV a cabo. Reduzir a vida útil dos equipamentos. A sobretensão gerada é de menor intensidade do que a provocada pela descarga direta. em que temos a nuvem funcionando como placa negativa e o solo com placa positiva e o ar. em redes de telecomunicações.RISCOS ELÉTRICOS • A incidência de raios é maior em solos maus condutores do que em solos condutores de eletricidade. que gera intensos campos eletromagnéticos. calor. Os seus efeitos. Nesse caso. Além dos danos causados diretamente pela corrente elétrica e pelo intenso calor. • 39 riscos_eletricos. devido ao alto valor de sua corrente elétrica. Sobretensões transitórias Um raio ao cair na terra pode provocar grande destruição. com a parada de equipamentos. Essa sobretensão é denominada Sobretensão Transitória. além de poderem causar danos a pessoas e animais. 10:41 . etc. o raio tem um efeito devastador. redes de transmissão de dados. Provocar enormes perdas.

evitando assim o efeito das pontas. janelas e portas metálicas.p65 40 8/8/2005. eles são hastes montadas em bases instaladas acima do ponto mais alto das edificações com o objetivo de propiciar um caminho mais fácil para os relâmpagos que venham a incidir na edificação. e se possível ficar agachado. 10:41 . Evitar locais extremamente perigosos. Evitar ficar próximo de tomadas e canos. guardando uma distância segura destes. sendo geralmente interligados através de condutores horizontais. • 40 riscos_eletricos. jamais ficando ao relento. torres.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A grande maioria das sobretensões transitórias de origem atmosférica que causam danos a equipamentos é ocasionada pelas descargas indiretas. Temos como principais componentes de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas: • Terminais Aéreos – Conhecidos como pára-raios. lagos. Nunca procurar abrigo sob árvores ou construções isoladas sem sistemas de proteção atmosférica adequados. procurar não se movimentar. como topos de morros. piscinas. topos de prédios. a não ser que seja sem fio. Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas As medidas utilizadas para minimizar as conseqüências das descargas atmosféricas têm como princípio a criação de caminhos de baixa resistência a terra escoando à mesma as correntes elétricas dos raios. linhas aéreas. Evitar tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à rede elétrica. Medidas Preventivas • • • • • • • • • Evitar a execução de serviços em equipamentos e instalações elétricas internas e externas. Evitar o uso de telefones. linhas telefônicas. Caso não encontre abrigo. Condutores de Descida – Cabos que conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento. proximidade de cercas de arame. Procurar abrigo em instalações seguras. Não entrar em rios.

. Condutores de Ligação Eqüipotencial – Visam à interligação do sistema de aterramento com os outros sistemas de aterramento da edificação.p65 41 8/8/2005. Atos inseguros Os atos inseguros são. sendo a mesma dependente das características do solo. É a maneira como os trabalhadores se expõem (consciente ou inconscientemente) aos riscos de acidentes. as estruturas. indireta e manobras de equipamentos do sistema de alimentação elétrica. definidos como causas de acidentes do trabalho que residem exclusivamente no fator humano. etc. Podemos classificar os acidentes de trabalho relacionando-os com fatores humano (atos inseguros) e com o ambiente (condições inseguras). Supressores de Surto. Varistores. todas as partes metálicas da edificação. aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária às normas de segurança. propiciando uma baixa resistência a terra. 41 riscos_eletricos. • • Acidentes de origem elétrica A segurança no trabalho é essencial para garantir a saúde e evitar acidentes nos locais de trabalho. Sendo os mesmos constituídos usualmente de cabos e hastes enterradas no solo. o sistema de proteção atmosférica. isto é. Essas causas são apontadas como responsáveis pela maioria dos acidentes. os acidentes são provocados pela presença de condições inseguras e atos inseguros ao mesmo tempo. às vezes. instrumentação industrial.RISCOS ELÉTRICOS • Terminais de Aterramento – Condutores que servem para conectar os cabos de descida ao solo. os aterramentos de equipamentos. Centelhados – São instalados em pontos de entrada de energia. 10:41 . com o intuito de proteger as instalações e equipamentos contra sobrecorrentes transitórias (sobretensões) provocadas por descargas direta. impedindo assim a existência de diferenças de potenciais entre os elementos interligados. sendo um item obrigatório em todos os tipos de trabalho. deve-se levar em conta que. geralmente. Como visto no capítulo sobre eqüipotencialização. etc. No entanto. Pára-Raios de Linha. devem ser interligados a um mesmo referencial de terra. cabos telefônicos e de dados.

Na verdade. Tais condições manifestam-se como deficiências técnicas. presentes no ambiente de trabalho. Desajustamento: este fator é relacionado com certas condições específicas do trabalho. instalações elétricas impróprias ou com defeitos. impulsividade. o machão.: o desleixado. clima de insegurança. falhas de treinamento. podendo apresentar-se: • Na construção e instalações em que se localiza a empresa: áreas insuficientes. 10:41 . doença. Ex. abalos emocionais. etc. Ex. põem em risco a integridade física e/ou mental do trabalhador. • • • • Condições inseguras São aquelas que. máquinas apresentando defeitos. falta de ordem e limpeza. pontos de agarramento e elementos energizados. o exibicionista.: problemas familiares. falta de treinamento. alcoolismo. coordenação motora. agressividade. tempo de reação aos estímulos. falta de proteção em partes móveis. Fatores circunstanciais: fatores que influenciam o desempenho do indivíduo no momento.: sexo. falta de sinalização. Estes fatores são na maioria das vezes causados por: seleção ineficaz.p65 42 8/8/2005. estado de fadiga. o brincalhão. o desatento. é possível analisar os fatores relacionados com a ocorrência dos atos inseguros e controlá-los. nível de inteligência. Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los. problemas com os colegas. pisos fracos e irregulares. política promocional imprópria. excesso de ruído e trepidações. grau de atenção. • 42 riscos_eletricos. Ex. Personalidade: fatores que fazem parte das características da personalidade do trabalhador e que se manifestam por comportamentos impróprios.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É falsa a idéia de que não se pode predizer nem controlar o comportamento humano. idade. políticas salariais impróprias. Ex. devido à possibilidade deste acidentar-se. discussão com colegas.: problema com a chefia. Seguem-se alguns fatores que podem levar os trabalhadores a praticarem atos inseguros: • Inadaptação entre homem e função por fatores constitucionais. Na maquinaria: localização imprópria das máquinas.

O acidente mais comum a que estão submetidas as pessoas. Verifica-se experimentalmente que as cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem. roupa e calçados impróprios. EPCs). provocada pelos ventos ascendentes de forte intensidade. Contatos indiretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente não energizadas (massas). mas que podem ficar energizadas devido a uma falha de isolamento. 10:41 . equipamentos de proteção com defeito (EPIs. sem contar os riscos de vida a que as pessoas e animais ficam submetidos. principalmente aquelas que trabalham em processos industriais ou desempenham tarefas de manutenção e operação de sistemas industriais. ferramental defeituoso ou inadequado. acarretando conseqüentemente uma intensa migração de 43 riscos_eletricos. Causas indiretas de acidentes elétricos Podemos classificar como causas indiretas de acidentes elétricos as originadas por descargas atmosféricas. além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por elas. As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas de quilovolts. enquanto as cargas elétricas negativas se posicionam na parte inferior. dá origem a uma grande quantidade de cargas elétricas. é o toque acidental em partes metálicas energizadas. A fricção entre as partículas de água que formam as nuvens. tensões induzidas eletromagnéticas e tensões estáticas. Causas diretas de acidentes com eletricidade Podemos classificar como causas diretas de acidentes elétricos as propiciadas pelo contato direto por falha de isolamento.p65 43 8/8/2005. Descargas atmosféricas As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica. ficando o corpo ligado eletricamente sob tensão entre fase e terra. podendo estas ainda serem classificadas quanto ao tipo de contato físico: • • Contatos diretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente sob tensão (partes vivas).RISCOS ELÉTRICOS • Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou totalmente ausente.

poderá atingir um valor que supere a rigidez dielétrica do ar interposto entre a nuvem e a terra.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE cargas positivas na superfície da terra para a área correspondente à localização da nuvem. normalmente elevada. que se denomina gradiente de tensão. há um deslocamento muito pequeno dos seus elétrons e prótons. os centros de gravidade das massas dos elétrons e prótons de um átomo coincidem-se e localizam-se no seu centro. Os isoladores. podem ser eletrizados por indução. Tensão estática Os condutores possuem elétrons livres e. Um dielétrico que possui átomos assim deformados (achatados) está eletricamente polarizado. 44 riscos_eletricos.p65 44 8/8/2005. o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica. A concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa determinada região faz surgir uma diferença de potencial entre a terra e a nuvem. formando assim um dipolo elétrico. fazendo com que as cargas elétricas migrem na direção da terra. Quando um corpo carregado se aproxima desses átomos. num trajeto tortuoso e normalmente cheio de ramificações. portanto. aproximando um corpo eletrizado. dando dessa forma uma característica bipolar às nuvens. O aumento dessa diferença de potencial. conhecidos também por dielétricos. que depende de certas condições ambientais. cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto. isto é. É de aproximadamente 1kV/mm o valor do gradiente de tensão para o qual a rigidez dielétrica do ar é rompida. praticamente não possuem elétrons livres. Será que eles podem ser eletrizados por indução. No entanto. 10:41 . de modo que os centros de gravidade destes não mais se coincidem. sem contudo tocá-los? Normalmente.

No caso de uma linha aterrada em apenas uma das extremidades. Essa tensão é induzida por linha ou linhas energizadas que cruzam ou são paralelas à linha ou equipamento desenergizado no qual se trabalha. Essa tensão é função da distância entre linhas. a tensão induzida eletromagneticamente terá seu maior vulto na extremidade não aterrada. portanto com indução elevada. são drenadas imediatamente. Ao aterrarmos uma linha. 45 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Tensões induzidas em linhas de transmissões de alta-tensão Devido ao atrito com o vento e com a poeira. existirão tensões de acoplamento capacitivo e eletromagnético induzidas pelos condutores energizados próximos à linha. devido às tensões induzidas capacitivas e às tensões estáticas ao referencial de terra. Podemos ter tensões induzidas na linha por causa do acoplamento capacitivo e eletromagnético. as linhas sofrem uma contínua indução que se soma às demais tensões presentes. Todavia. o que poderá determinar se as outras medidas de segurança ainda deverão ser adotadas ou até mesmo se o trabalho deverá ser feito como em linha energizada. surgirá entre ambos o efeito capacitivo. da corrente de carga das linhas energizadas. diminuindo a diferença de potencial existente e ao mesmo tempo jampeando a área de trabalho. ou um condutor e o potencial de terra. 10:41 . Além disso. As tensões estáticas crescem continuamente.p65 45 8/8/2005. as correntes. e se ambas as extremidades estiverem aterradas. o que possibilita neste ponto uma maior segurança para o homem de manutenção. é recomendável a adoção de critérios que levem em conta o nível de tensão dos circuitos e a distância entre eles. do comprimento do trecho onde há paralelismo ou cruzamento e da existência ou não de transposição nas linhas. Se dois condutores. nos casos de circuito de alta-extra ou ultra-alta tensão. Ao se instalar o aterramento provisório. existirá uma corrente fluindo num circuito fechado com a terra. e em condições secas. uma corrente fluirá por seu intermédio. estiverem separados por um dielétrico e em potenciais diferentes. e após um longo período de tempo podem ser relativamente elevadas.

eletrificou o garoto. O acidente provocou danos cerebrais gravíssimos no estudante. Guilherme teve parada cardiorrespiratória. e na hora de hastear a do Estado. foi hastear a bandeira de Pernambuco na agência Bradesco da Rua do Imperador. Laércio. reagiu o pai de Guilherme. Encostado na palmeira havia um andaime de ferro. Os dois colocaram os enfeites em uma palmeira perto de uma das piscinas do clube. A decisão. Segundo o Instituto de Criminalística. Newton Günther. absolve a diretoria do Clube Paulistano. foram condenados a pagar 20 cestas básicas ao estudante Guilherme Orlando Günther. "Essa punição é ridícula". A fiação da iluminação natalina. a juíza Nidea Rita Coltro Sorci condenou os engenheiros elétricos ao pagamento das cestas básicas. a 1. O acidente ocorreu quando o vigilante Laércio Honorato da Silva. da 3ª Vara Criminal de São Paulo. 43 anos. que hoje nem sequer consegue tomar banho sem ajuda. O hasteamento é um procedimento de rotina no banco e cabe diariamente ao vigilante de plantão. 46 riscos_eletricos. o acidente foi uma fatalidade. que brincava com uma bola de tênis. que estava na varanda do primeiro andar. o mastro tocou no fio de energia do poste. Com base na Lei dos Juizados Especiais. chegou a subir a bandeira do Brasil. em contato com o andaime. A descarga de energia arremessou o corpo do vigilante para a varanda. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Acidentes com eletricidade (exemplos) Vigilante morre eletrocutado ao hastear bandeira no Recife JC On Line – 7/9/2004 Pernambuco – No Dia da Independência do Brasil. entrou em coma e permaneceu internado por quase dois meses. por volta das 7 horas. O garoto recebeu um choque elétrico quando brincava próximo à piscina do clube. um homem morreu eletrocutado ao hastear uma bandeira no centro de Recife. nesta terça-feira pela manhã. funcionário da Nordeste Vigilância de Valores. porque ambos têm bons antecedentes.p65 46 8/8/2005. em 1997.6 metro de distância do fio. de 14 anos. Engenheiros condenados por acidente Folha de São Paulo – 28/4/1999 São Paulo – Dois engenheiros responsáveis pela instalação de enfeites de natal no Clube Paulistano. eletrocutando o vigilante. no bairro de Santo Antônio. na zona oeste de São Paulo.

Júlio ficou por cerca de três minutos recebendo a descarga elétrica. Rapaz morre eletrocutado em poste na Quinta O Globo – 1998 Após pegar uma bola no Horto.RISCOS ELÉTRICOS Acidente de trabalho . Ele passou por um buraco na grade entre a quadra e o Horto Botânico do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista para pegar uma bola. Ele mesmo voltou e conseguiu puxá-lo com uma camisa. mas Júlio já estava morto. Segundo os técnicos. Um deles está internado em estado grave. Seu amigo Everaldo de Jesus tentou tirá-lo mas também levou um choque. mas eles não sabiam que ele estava eletrificado. segurou-se em um poste de ferro que estava eletrificado. estudante de um curso técnico no SENAI de eletricidade. O chefe da segurança. eles despencaram de uma altura de quase 10 metros. Quando tentou voltar.Eletrocutados em SP Globo On – 9/6/2004 Homens são eletrocutados ao limpar fachada de posto de gasolina São Paulo – Dois homens foram eletrocutados nesta terça-feira quando trabalhavam na limpeza da fachada de um posto de gasolina na avenida Bandeirantes. 10:41 . Funcionários da Light e da Rio Luz estiveram no local e comprovaram que o poste se eletrificava quando um disjuntor do prédio do Horto era ligado. Eles não souberam dizer a intensidade do choque. na zona sul da cidade. o poste é de responsabilidade do Horto.p65 47 8/8/2005. Paulo Sérgio. de 18 anos. Eles foram levados para hospitais da região pelos bombeiros e policiais do helicóptero Águia. Júlio recebeu descarga por 3 minutos Júlio César Dias Carneiro. Com o choque. 47 riscos_eletricos. disse que o poste pertence ao órgão. Segundo ele. os meninos são alertados para não pular a grade. morreu eletrocutado ontem à tarde.

p65 48 8/8/2005. pelo menos 49 trabalhadores de firmas terceirizadas morreram em decorrência de acidentes de trabalho.Entre cabos telefônicos. a morte O Globo – 27/7/2003 De 1998 a 2003. O auge dos acidentes fatais ocorreu nos últimos três anos. em 1998. acidentes vitimaram 49 trabalhadores terceirizados em redes de telefonia fixa no país Rio. 10:41 . todo o serviço de manutenção de redes externas é terceirizado. quando as operadoras Brasil Telecom. Brasília e Porto Alegre – Subir num poste para consertar ou instalar uma linha telefônica e morrer eletrocutado: esse foi o destino de funcionários de empresas terceirizadas de telefonia fixa nos últimos anos vítimas de acidentes. Desde a privatização do setor. Os dados são da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel). Atualmente. Telemar e Telefônica tiveram de cumprir o plano de antecipação de metas de expansão e qualidade. para poder operar em outros segmentos. riscos_eletricos. muitos porque a rede elétrica fica ligada durante a execução do serviço.

à propriedade. projetos e instalações. riscos_eletricos. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes. 10:41 . é preciso avaliar e controlar os riscos. suas freqüências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis conseqüências. para o meio ambiente e para a empresa. As metodologias representam os tipos de processos ou de técnicas de execução dessas análises de riscos da instalação ou da tarefa. A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e as medidas para controle das conseqüências de acidentes para os trabalhadores e para as pessoas que vivem ou trabalham próximo à instalação ou para o meio ambiente. Conceitos básicos Perigo Uma ou mais condições físicas ou químicas com possibilidade de causar danos às pessoas. Alguns exemplos dessas técnicas são apresentados a seguir com uma pequena descrição do método. procedimentos. » » » Que pode acontecer errado? Quais são as causas básicas dos eventos não desejados? Quais são as conseqüências? RISCOS ELÉTRICOS A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população exposta. Para reduzir a freqüência de acidentes.Técnicas de análise de riscos Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades.p65 49 8/8/2005. ao ambiente ou uma combinação de todos. máquinas e equipamentos. de uma forma geral.

p65 50 8/8/2005. Gerenciamento de riscos É a formulação e a execução de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm o objetivo de prever. mas que causam danos importantes. A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes são causados por eventos pouco freqüentes. objetivando mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança considerados toleráveis. a probabilidade e suas conseqüências. 10:41 . combinação entre o evento. controlar ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial. O risco também pode ser definido através das seguintes expressões: » » » combinação de incerteza e de dano. Análise de riscos É a atividade dirigida à elaboração de uma estimativa (qualitativa ou quantitativa) do riscos. Níveis de risco » Catastrófico » Crítico » Moderado » Não Crítico » Desprezível 50 riscos_eletricos. baseada na engenharia de avaliação e técnicas estruturadas para promover a combinação das freqüências e conseqüências de cenários acidentais. razão entre o perigo e as medidas de segurança. resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (conseqüências). Avaliação de riscos É o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os compara com os critérios de tolerabilidade previamente estabelecidos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Risco Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana.

10:41 . 51 riscos_eletricos. normalmente conduzido em conjunto com o grupo de trabalhadores expostos. tarefa ou planta industrial. Categoria II Marginal – Quando as conseqüências / danos atingem outras subunidades e/ou áreas não industriais com controle e sem contaminação do solo.RISCOS ELÉTRICOS Classificação dos riscos Quanto à severidade das conseqüências: Categoria I Desprezível – Quando as conseqüências / danos estão restritas à área industrial da ocorrência do evento com controle imediato. Análise de falha humana Método que identifica as causas e os efeitos dos erros humanos observados em potencial. ar ou recursos hídricos. Principais técnicas para a identificação dos riscos/perigos Análise preliminar de riscos Método de estudo preliminar e sumário de riscos.p65 51 8/8/2005. ar ou recursos hídricos. com possibilidade de ações de recuperação imediatas. Categoria III Crítica – Quando as conseqüências / danos provocam contaminação temporária do solo. O método também identifica as condições dos equipamentos e dos processos que possam contribuir para provocar esses erros. com a finalidade de prever e prevenir riscos de acidentes que possam acontecer durante a fase operacional e de execução da tarefa. Categoria IV Catastrófica – Quando as conseqüências / danos atingem áreas externas. comunidade circunvizinha e/ou meio ambiente. com o objetivo de identificar os acidentes potenciais de maior prevalência na tarefa e as características intrínsecas destes. É um método de estudo de riscos realizado durante a fase de planejamento e desenvolvimento de um determinado processo.

na identificação das modalidades de falhas possíveis em cada um deles. um erro humano ou uma falha do equipamento. as conseqüências lógicas de um possível acidente. Como a segurança intrínseca é o inverso da insegurança ou nível de vulnerabilidade. o qual pode ser um fenômeno natural ou ocorrência externa ao sistema. É um método de análise de riscos tecnológicos que consiste: » » » na tabulação de todos os sistemas e equipamentos existentes numa instituição ou planta industrial. a partir do evento inicial. culminam no acidente ou evento-topo ou principal. na especificação dos efeitos desfavoráveis destas falhas sobre o sistema e sobre o conjunto das instalações. resultante de um evento inicial tomado como referência. a partir de um evento inicial. concebido para ser utilizado em equipamentos mecânicos. É um método que tem por objetivo antecipar e descrever. Árvore de eventos Técnica dedutiva de análise de riscos utilizada para avaliar as possíveis conseqüências de um acidente potencial. para os riscos previsíveis. de forma seqüenciada. Os resultados da análise da árvore de eventos caracterizam seqüências de eventos intermediários. Análise de segurança de sistemas É a técnica que tem por finalidade avaliar e aumentar o grau de confiabilidade e o nível de segurança intrínseca de um sistema determinado. 10:41 . ou melhor.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Método de análise de falhas e de efeitos Método específico de análise de riscos. um conjunto cronológico de falhas e de erros que. todos os projetos de redução de riscos e de preparação para desastres concorrem para incrementar o nível de segurança.p65 52 8/8/2005. 52 riscos_eletricos. com o objetivo de identificar as falhas potenciais que possam provocar acontecimentos ou eventos adversos e também efeitos desfavoráveis desses eventos.

um conjunto de causas é levantado. quando julgadas necessárias. se constrói um diagrama lógico que especifica as várias combinações de falhas de equipamentos. b) definição das fronteiras das instalações analisadas. pois consideramos ser a de mais simples aplicação por parte dos profissionais que atuam nas instalações elétricas. 10:41 . Em uma dada instalação. vamos tratar apenas da metodologia denominada Análise Preliminar de Riscos (APR). de acordo com categorias preestabelecidas de freqüência de ocorrência do cenário de acidente e de severidade das conseqüências. A APR/APP permite uma ordenação qualitativa dos cenários de acidentes encontrados.RISCOS ELÉTRICOS Árvore de falhas Técnica dedutiva de análise de riscos na qual.p65 53 8/8/2005. Neste trabalho. além da avaliação da necessidade de aplicação de técnicas complementares de análise. para cada evento perigoso identificado em conjunto com as respectivas conseqüências. facilitando a proposição e a priorização de medidas para redução dos riscos da instalação. a partir da focalização de um determinado acontecimento definido como evento-topo ou principal. Análise preliminar de riscos É uma técnica qualitativa cujo objetivo consiste na identificação dos riscos/perigos potenciais decorrentes de novas instalações ou da operação das já existentes. também chamada de Análise Preliminar de Perigos (APP). 53 riscos_eletricos. A metodologia adotada nas Análises Preliminares de Riscos ou Perigos compreende a execução das seguintes tarefas: a) definição dos objetivos e do escopo da análise. erros humanos ou de fenômenos ou ocorrências externas ao sistema que possam provocar o acontecimento. possibilitando a classificação qualitativa do risco associado.

As principais informações requeridas para a realização de uma APR/APP são as seguintes: » sobre as instalações: especificações técnicas de projeto. 1ª coluna: Etapa Esta coluna deve descrever. as substâncias perigosas envolvidas e os processos. os riscos/perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações. as quais devem ser preenchidas conforme a descrição apresentada a seguir. lay-out das instalações e descrição dos principais sistemas de proteção e segurança. partes de locais de serviço elétrico ou partes específicas das instalações. » » Para simplificar a realização da análise. contém 8 colunas. especificações de equipamentos. painéis. locais de serviço elétrico. mostrada a seguir. d) subdivisão da instalação em módulos de análise. ao público ou ao meio ambiente. suscintamente. 2ª coluna: Risco/perigo Esta coluna deve conter os riscos/perigos identificados para o módulo de análise em estudo.p65 54 8/8/2005. 10:41 . elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de freqüência e de severidade. tais como subestações. sobre os processos: descrição dos processos envolvidos. e sobre as substâncias: características e propriedades físicas e químicas. as diversas etapas da atividade/operação. elaboração de recomendações e preparação do relatório. as instalações. e) f) realização da APR/APP propriamente dita (preenchimento da planilha). g) análise dos resultados. os quais podem ser: unidades completas. De uma forma geral. complexidade e proximidade física. 54 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) coleta de informações sobre a região. aos trabalhadores. A divisão das instalações é feita com base em critérios de funcionalidade. etc. as instalações estudadas são divididas em "módulos de análise". A realização da análise propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha de APR/APP para cada módulo de análise da instalação A planilha utilizada nesta APP.

4ª coluna: Efeitos Os possíveis efeitos danosos de cada risco/perigo identificado devem ser listados nesta coluna. etc. de temperatura. A detecção da ocorrência do risco/perigo tanto pode ser realizada através da instrumentação (alarmes de pressão.).p65 55 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS 3ª coluna: Modos de detecção Os modos disponíveis na instalação para a detecção do risco/perigo identificado na segunda coluna devem ser relacionados nesta coluna. Exemplo: Análise de riscos para a troca de transformador sem auxílio de guindaste (página seguinte). 5ª coluna: Recomendações/observações Esta coluna deve conter as recomendações de medidas mitigadoras de risco propostas pela equipe de realização da APR/APP ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em estudo. 10:41 .) como através da percepção humana (visual. odor. etc. 55 riscos_eletricos.

: Durante a descida do transformador.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Retirada do transformador 1 . 7 .Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas. 3 . Ligação do transformador 1 . 2 . 10:41 . por dois funcionários. 2 . 6ª) Fechar a chave curto-circuito do trafo.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .: Após a conclusão das operações para a troca do transformador.Choque elétrico Data: MODO DE DETECÇÃO Visual EFEITO Fratura Revisão: RECOMENDAÇÕES / CONTROLE 1 . 2 . 4 . 4ª) Aguardar a confirmação do desligamento.Operação cuidadosa do equipamento de içamento do transformador.Perfeita fixação do transformador na estrutura suporte.Abertura das chaves do circuito.Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo.Posicionamento correto da escada e do eletricista.Confrontar os dados da OS com a situação local.Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador. EPCs e ferramentas adequados. devem ser tomadas as seguintes providências: 1ª) Retirar os conjuntos de aterramento rovisório das redes primária e secundária.Isolamento e sinalização da área. 7 . Desconexão dos circuitos primário e secundário do transformador 2 .Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas. Obs. 2 . 1 . Visual Visual 1 . o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador. 8 .Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado.Posicionamento correto do eletricista. 6 .Proceder ao teste de ausência de tensão no circuito. 9ª) Comunicar a conclusão do trabalho e “liberar o circuito”. 7ª) Solicitar o religamento do alimentador.Operação cuidadosa do equipamento durante a descida do transformador. 7 .p65 56 8/8/2005. 2 .Eletricista experiente.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1.Efetuar o aterramento provisório adequado do circuito primário e secundário.Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento.Quedas de materiais e ferramentas 3 .ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS OU PERIGOS (APR/APP) Atividade / operação – troca de transformador sem auxílio de guindaste Referência: ETAPA Subida do eletricista no poste RISCO / PERIGO 1 . 1 . 2 . 2 .Eletricista experiente.Queda do transformador Visual 1 . 5 . 2 .Proceder a novo teste de tensão (ausência) próximo ao local de trabalho. Visual Visual 1 .Aguardar a confirmação do desligamento.: Durante a descida do transformador.Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador.Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento.A escada deve ser manuseada e transportada.Quedas de materiais e ferramentas 3 . 2 . 3 .Retirar os cartuchos das chaves e/ou colocar placas de sinalização nas chaves abertas.Isolamento e sinalização da área de trabalho. 5 . 4 . 3ª) Solicitar o desligamento do alimentador. riscos_eletricos.Uso de EPIs.Uso de EPIs e EPCs adequados. 3 .Uso de EPIs e EPCs adequados.Solicitar o desligamento do alimentador. o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador. para o caminhão.Isolamento e sinalização da área de trabalho. 2ª) Recolocar os conjuntos das chaves e/ou retirar as placas de sinalização.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .Uso de EPIs e EPCs adequados.Uso de EPIs. 5ª) Fechar as chaves do circuito. EPCs e ferramentas adequados adequados. 9 . Obs.Queda do eletricista e queda da escada Visual 1 . Subida do novo trafo 1 . 1 .Isolamento e sinalização da área. 6 . Obs. 2 . 5 .Posicionamento correto do eletricista.Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado.Autorizar o religamento do alimentador.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Descida do eletricista do poste. 2 .Soltar as amarações da escada. 4 . 2 .Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo. 8ª) Verificar a tensão do secundário do trafo.Queda do transformador Visual 1 . com auxílio de escada 1 . 2 .

Medidas de controle do risco elétrico Desenergização É o conjunto de procedimentos visando à segurança pessoal dos envolvidos ou não em sistemas elétricos. 10:41 .p65 57 8/8/2005. provendo afastamentos adequados que garantam condições de segurança específica. geralmente o disjuntor alimentador do equipamento ou circuito a ser isolado (ver figura a seguir). riscos_eletricos. É realizada por no mínimo duas pessoas. Sempre que for tecnicamente possível. Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberados para trabalho. impedindo assim a existência de tensão elétrica no equipamento ou circuito. deve-se promover o corte visível dos circuitos. mediante os procedimentos descritos a seguir: Seccionamento RISCOS ELÉTRICOS É a ação da interrupção da alimentação elétrica em um equipamento ou circuito. A interrupção é executada com a manobra local ou remota do respectivo dispositivo de manobra.

Impedimento de reenergização É o processo pelo qual se impede o religamento acidental do circuito desenergizado. utilizando cadeados que impeçam a manobra de religamento pelo travamento da haste de manobra.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O seccionamento tem maior eficácia quando há a constatação visual da separação dos contatos (abertura de seccionadora. Retirada dos fusíveis de alimentação do local. como por exemplo: • Em seccionadora de alta tensão. A abertura da seccionadora deverá ser efetuada após o desligamento do circuito ou equipamento a ser seccionado.). a formação de arco elétrico. 10:41 .p65 58 8/8/2005. Este impedimento pode ser feito por meio de bloqueio mecânico. evitando-se. • • • 58 riscos_eletricos. Travamento da manopla dos disjuntores por cadeado ou lacre. retirada de fusíveis. etc. Extração do disjuntor quando possível. assim.

p65 59 8/8/2005. 10:41 . detectores de tensão de proximidade ou contato. devemos constatar a ausência da tensão com equipamento apropriado ao nível de tensão à segurança do usuário. por exemplo. por meio de sinalização luminosa ou de voltímetro instalado no próprio painel. Na inexistência ou na inoperabilidade de voltímetros no painel. deve-se verificar a existência de tensão em todas as fases do circuito. como.RISCOS ELÉTRICOS Constatação de ausência da tensão Usualmente. Aterramento temporário 59 riscos_eletricos. voltímetro.

ou seja. devemos seguir às seguintes etapas: • • • • • • Solicitar e obter autorização formal. no caso ao potencial de terra. Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário antes de sua utilização. Confirmar a desenergização do circuito a ser aterrado temporariamente. interligando-se os condutores ou equipamentos à malha de aterramento através de dispositivos apropriados ao nível de tensão nominal do circuito. sinalizando-a. Detector de tensão 60 riscos_eletricos. Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com firmeza à malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores ou equipamentos que serão ligados à terra. Aterramentos provisórios 4. no mínimo. ligar eletricamente ao mesmo potencial. Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa.p65 60 8/8/2005. Delimitar a área de trabalho. 10:41 . utilizando equipamentos de isolação e proteção apropriados à execução da tarefa.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A instalação de aterramento temporário tem como finalidade a eqüipotencialização dos circuitos desenergizados (condutores ou equipamento). Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e verificar a desenergização. Para a execução do aterramento. entre dois aterramentos. Equipamento em manutenção 3. • • Observação 1. Bloqueio e etiquetagem 2. Na rede de distribuição deve-se trabalhar.

em seguida. podendo assim ser liberado pelo profissional responsável para intervenção. afixando-se no dispositivo de comando do equipamento principal um aviso de que ele está impedido de ser energizado. luvas e óculos de segurança). este deve ser reconectado imediatamente após o término do teste. e a aprovação por profissional responsável. a extremidade ligada à malha de terra. dependentemente das particularidades do circuito ou equipamento a ser executada a desenergização. o equipamento ou circuito estará no estado desenergizado. Somente depois de efetuadas todas as etapas descriminadas anteriormente. Com os equipamentos apropriados (bastão. seguindo-se para isso os procedimentos de aterramento estabelecidos.RISCOS ELÉTRICOS Se num equipamento que já estiver aterrado for necessária a remoção do aterramento por um breve período para execução de testes de isolação. Os procedimentos acima deverão ser executados em todos os pontos possíveis de alimentação do equipamento/circuito a ser desenergizado. Nos serviços que exijam equipamentos não aterrados. Porém. o mesmo pode ser modificado com a alteração da ordem das etapas ou mesmo com o acréscimo ou supressão de etapas. estes devem ser descarregados eletricamente em relação à terra. desconecta-se em primeiro lugar a extremidade ligada ao condutor ou equipamento. 10:41 .p65 61 8/8/2005. Instalação da sinalização de impedimento de energização Este tipo de sinalização é utilizado para diferenciar os equipamentos energizados dos não energizados. e. 61 riscos_eletricos.

p65 62 8/8/2005. o aterramento do neutro na origem proporciona uma melhoria na equalização de potenciais essencial à segurança. o aterramento deve ser único em cada local da instalação. o aterramento pode ser usado separadamente. da instalação ou do equipamento) destinado a outros fins que não a proteção contra choques elétricos. o termo "funcional" está associado ao uso do aterramento e da eqüipotencialização para fins de transmissão de sinais e de compatibilidade eletromagnética. no contexto da seção. 10:41 . Aterramento funcional É o aterramento de um ponto (do sistema. Aterramento do condutor neutro Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária. 62 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. de acordo com as prescrições da instalação. o condutor neutro deve ser aterrado na origem da instalação. Ligações à terra Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional). desde que sejam tomadas as devidas precauções. O valor da resistência de aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica. Observação Do ponto de vista da instalação. Em particular. Para casos específicos.

em caso de falha na isolação desse equipamento. conectando-se o PE do equipamento ao PE da instalação. e não exceção). e garantir que. isto é. promovendo o desligamento do circuito. SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO SEÇÃO DOS CONDUTORES FASE DA INSTALAÇÃO (mm²) S ≤ 16 16 ≤ S ≤ 35 S > 35 SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO CORRESPONDENTE PE (mm²) S 16 S/2 63 riscos_eletricos. evidentemente (e isso deve ser regra. A parte que toca à instalação é ligar esse equipamento adequadamente. na tomada ou caixa de derivação – o que pressupõe uma instalação dotada de condutor PE.p65 63 8/8/2005. ou "fio terra") incorporado ou não ao cordão de ligação. Um equipamento classe I tem algo além da isolação básica: sua massa é provida de meios de aterramento. o equipamento vem com condutor de proteção (condutor PE. um dispositivo de proteção atue automaticamente. ou então sua caixa de terminais inclui um terminal PE para aterramento. 10:41 . A secção mínima do condutor de proteçao (PE) deve obedecer aos valores estabelecidos na tabela abaixo. Essa é a parte que toca ao próprio equipamento.RISCOS ELÉTRICOS Aterramento de proteção (PE) Com o aterramento a corrente praticante não circula pelo corpo Sem o aterramento o único caminho é o corpo A proteção contra contatos indiretos proporcionada em parte pelo equipamento e em parte pela instalação é aquela tipicamente associada aos equipamentos classe I.

p65 64 8/8/2005. as prescrições relativas às medidas de proteção devem prevalecer.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais Quando for exigido um aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais. 10:41 . Esquema TN-C-S As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação. Esquemas de ligação de aterramento em baixa tensão: Esquema TN-S O condutor neutro e o condutor de proteção são separados ao longo de toda a instalação. 64 riscos_eletricos.

estando as massas da instalação ligadas a eletrodutos de aterramento eletricamente distintos do eletroduto de aterramento da alimentação. 10:41 . Esquema TT Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado.RISCOS ELÉTRICOS Esquema TN-C As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação. 65 riscos_eletricos.p65 65 8/8/2005.

I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquema IT Não possui qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado. sendo estes classificados conforme a seguinte simbologia: • primeira letra – situação da alimentação em relação à terra: » » T = um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado.p65 66 8/8/2005. 10:41 . são considerados os esquemas de aterramento para sistemas trifásicos comumente utilizados. estando aterradas as massas da instalação. 66 riscos_eletricos. Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Condutor neutro (N) Condutor de proteção (PE) • Condutor PEN Esquemas de Ligação de Aterramento em Média Tensão Segundo a norma NBR 14039/2003. descritos a seguir.

S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação. sendo as massas da instalação e do ponto de alimentação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS • segunda letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra: » » T = massas diretamente aterradas. • terceira letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de alimentação: » » R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação. » Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado.p65 67 8/8/2005. o ponto aterrado é normalmente o neutro). 67 riscos_eletricos. N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação. Nesse esquema. mas não estão ligadas às massas da instalação. independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação. toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de curto-circuito. N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada.

no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento. suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquemas TTN e TTS Esquema TTN Esquema TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. as correntes de falta direta fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto-circuito. b) esquema TTS. TTN e TTS. Nesse esquema. a saber: a) esquema TTN. sendo. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas do ponto de alimentação. Esquemas ITN. ITS e ITR Esquema ITN 68 riscos_eletricos. 10:41 . estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento do ponto de alimentação. porém. São considerados dois tipos de esquemas.p65 68 8/8/2005.

p65 69 8/8/2005. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e do ponto de alimentação. Medida da resistência de aterramento Na escolha dos eletrodos de aterramento e sua posterior distribuição é importante considerar as condições locais. a saber: a) Esquema ITN. ITS e ITR.RISCOS ELÉTRICOS Esquema ITS Esquema ITR Os esquemas ITx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância. 10:41 . os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto. São considerados três tipos de esquemas. ITN. estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento. Nesse esquema. a natureza do terreno e a resistência de contato do aterramento. a corrente resultante de uma única falta fase-massa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. no qual o condutor neutro. O trabalho de aterramento depende desses fatores e das condições ambientais. b) Esquema ITS. no qual o condutor neutro. c) Esquema ITR. 69 riscos_eletricos.

úmida Terra de cerrado ou arenosa. RESISTÊNCIA DO TIPO DE SOLO TIPO DE SOLO Pantanoso Terra de cultura ou argilosa Terra arenosa Terra de cerrado.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É comum encontrar baixa resistência ôhmica no aterramento. A resistência de contato tem a resistência do solo como fator muitíssimo importante. sendo nula a tensão no ponto de referência. Podemos lembrar alguns dados referenciais da tabela a seguir. Sejam A e B tubos condutores. Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável. seca Solo rochoso R (OHM-M) 30 100 200 500 1 000 3 000 70 riscos_eletricos. Se entre os pontos A e B existir uma distância suficiente e por ambos circular uma corrente. encontrando-se a curva indicada em "B". afastando-se destes. 10:41 . Influem a resistência de contato (ou de difusão) do aterramento e a resistência do condutor de terra. tendo-se M como ponto de referência. Para isso basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto distante a 20 metros. Esse crescimento da tensão nas proximidades dos aterramentos pode ser explicado se lembrarmos que as linhas de corrente se concentram nas proximidades dos pontos de aterramento. há uma seção bem maior para a passagem da corrente. de tal forma que no mesmo potencial seja nulo.p65 70 8/8/2005. devemos medir a corrente e a queda de tensão provocada por ela. convenientes para um bom aterramento. pode-se medir uma tensão "U" em relação à terra. o que provoca uma queda nula de tensão. É fácil verificar que nas proximidades dos aterramentos a tensão em relação ao ponto M cresce. Ao mesmo tempo.

5 x 1m 35 1 x 1m 25 Comprimento 10m 25m Resistência de Contato 20 10 50m 100m 5 3 Comprimento 1m 70 2m 40 Eqüipotencialização Podemos definir eqüipotencialização como o conjunto de medidas que visa minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações. preferindo-se uma disposição radial e com centro comum. O quadro geral de baixa tensão (QGBT). Condições de eqüipotencialização: • • Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação. rede de dados. etc. geralmente. usam-se cabos condutores ou chapas.p65 71 8/8/2005.). cravados no solo. sejam eles o do quadro de distribuição principal de energia. formando um só aterramento. No caso de aterramento superficial. ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre depositada eletroliticamente (copperweld). de comprimento grande. prevenindo acidentes com pessoas e baixando a níveis aceitáveis os danos tanto nessas instalações quanto nos equipamentos a elas conectados. etc. No primeiro caso. 71 riscos_eletricos. o distribuidor geral da rede telefônica.50 metro..RISCOS ELÉTRICOS Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. o da rede de comunicação de dados. em geral de 3/4". 10:41 . deverão ser convenientemente interligados. enterrados a uma profundidade média de 0. RESISTÊNCIAS DE CONTATO PARA RESISTÊNCIA ESPECÍFICA DO SOLO DE 100 OHMS X M Eletrodo de Aterramento Cabos Haste ouTubo Chapa com canto superior a 1 m do solo Dimensões 3m 30 5m 20 0. usam-se tubos de ferro galvanizado.

grades. Todos os terminais "terra" existentes nos equipamentos deverão estar interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que. caso seja garantida sua continuidade elétrica em parâmetros aceitáveis. corrimãos. guarda-corpos. deverão estar distribuídos por toda a instalação da edificação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Todas as massas metálicas de uma edificação. o aproveitamento de bandejamento dos cabos. pois interligar aterramentos não é simplesmente interligar um eletrodo ao outro. devem ser interligadas ao aterramento de forma conveniente. como. Todos os ETIs (equipamentos de tecnologia de informações) devem ser protegidos por DPSs (dispositivos de proteção contra surtos). devem ser convenientemente interligadas ao aterramento. dependendo da configuração da instalação elétrica de baixa tensão. como ferragens estruturais. portões. deve ser instalado um DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de características nominais mais elevadas que possibilite uma coordenação eficaz nos quadros de alimentação dos circuitos terminais que alimentam os ETIs. 72 riscos_eletricos. constituídos por varistores centelhadores. 10:41 . Taz ou Tranzooby. bem como carcaças metálicas dos equipamentos elétricos. Os aterramentos devem ser realizados em anel fechado. malha. • • • • • • • O uso freqüente da palavra "conveniente" nos itens anteriores enfatiza que a interligação entre aterramentos deve obedecer a certos critérios. Todas as tubulações metálicas da edificação. Nestes casos podem ser utilizados vários recursos que otimizem o custo da instalação. por exemplo. bases de antenas. eletrodutos e outros.p65 72 8/8/2005. quando esta for eletricamente contínua (e na maioria das vezes é). ou no quadro do secundário do transformador. diodos especiais. como rede de hidrantes. hidrantes. No QDP. ou preferencialmente pelas ferragens estruturais das fundações da edificação. Todos os terminais "terra" dos DPSs devem ser ligados ao BEP (barramento de eqüipotencialização principal) através da ligação da massa dos ETIs pelo condutor de proteção PE. ou uma associação deles. obviamente.

preservando suas características de resistência mecânica e de baixa impedância elétrica. Conseqüentemente. ou outro material isolante.RISCOS ELÉTRICOS Para que a interligação ocorra de maneira correta e eficaz. 73 riscos_eletricos. Tanto a NBR 5410/2004 quanto a NBR 5419/2001 denominam este barramento de BEP (barramento de eqüipotencialização principal).p65 73 8/8/2005. Portanto. pelo caminho mais curto possível e dela se retirar tantos condutores de proteção PE quantos forem necessários para "servir" a instalação. esta interligação deverá ser realizada de forma indireta via centelhador. fazer uma interligação convenientemente consiste em se conectar todos os aterramentos neste BEP. por exemplo a corrosão galvânica. inclusive as ferragens da edificação. espessura = 6 mm e comprimento não inferior a 500 mm. para instalações de energia da edificação. resina. um bom parâmetro para suas dimensões são: largura = 50 mm. Cabe esclarecer que se por qualquer motivo alguma tubulação metálica não puder ser diretamente interligada ao BEP. Esta barra deve ter dimensões compatíveis que assegurem um bom contato elétrico. deve-se instalar próximo ao QDP (quadro de distribuição principal de baixa tensão). 10:41 . uma barra de cobre distanciada da parede em alguns centímetros e isolada desta por isoladores de porcelana.

paralisando grandes linhas de produção. Dessa forma. 74 riscos_eletricos. uma corrente de falta flui pelo corpo da pessoa ou animal que venha a executar este tipo de ação. • Seccionamento automático da alimentação No sistema de proteção contra choques elétricos (contatos indiretos) por seccionamento automático da alimentação. Isto causa danos aos equipamentos. Riscos de rompimento de isolação em equipamentos de tecnologia da informação e similares que necessitem de interligações para intercâmbio de dados e em equipamentos eletrônicos suscetíveis a interferência.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Principais problemas causados pela falta de eqüipotencialização (diferença de potenciais) em aterramentos de uma mesma instalação: • Riscos de choques que podem provocar danos fisiológicos às pessoas e animais. as massas devem ser ligadas a condutores de proteção. em casos extremos. No caso de a isolação de um dos equipamentos vir a ser rompida. prejudicando seu funcionamento individual ou. compondo uma "rede de aterramento". pode ocorrer um circuito fechado no toque simultâneo entre o equipamento com isolação danificado e outro equipamento ou aterramento. e "um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito por ele protegido sempre que uma falta entre parte viva e massa der origem a uma tensão de contato perigosa". 10:41 . gerando assim uma diferença de potencial entre a carcaça do equipamento em relação ao aterramento ou à carcaça de outro equipamento.p65 74 8/8/2005.

São utilizados na proteção por seccionamento automático dispositivos de sobrecorrente (disjuntores.4 0. 230 254.4 0. U é a tensão nominal entre fases. 2.8 0. sendo sua utilização condicionada aos esquemas de aterramento. conforme mostrado a seguir: 75 riscos_eletricos. 480 690 UO(V) 115. 440.20 0. 120. UO é a tensão nominal entre fase e neutro.20 0.p65 75 8/8/2005.4 0.2 0.RISCOS ELÉTRICOS O tempo máximo admissível de seccionamento é dado em função da tensão fase-terraUo em esquemas de ligação de aterramento TN. 2. valor eficaz em corrente alternada. e em função da tensão fase-fase em esquemas de aterramento IT. Para valores intermediários de tensão deve ser adotado o valor (da tebela) imediatamente superior.35 0.4 0. sendo também classificado em função da seletividade (Situação 1 e Situação 2). 3.4 Situação 2 1 0. 220.06 Neutro distribuído Situação 1 5 0.8 0. valor eficaz em corrente alternada. fusíveis) ou dispositivos de corrente diferencial.4 0. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA TN UO(V) 115. 120. 230 380. As situações 1 e 2 estão definidas no anexo C da NBR 5410/2004. UO é a tensão nominal entre fase e neutro.05 1.5 0. valor eficaz em corrente alternada.8 0.5 0.2 Situação 2 0.2 1.2 0.4 0. 400.2 Situação 2 (áreas externas) 0. 127 220. 277 400 Tempo de seccionamento ( s ) Neutro não distribuído Situação 1 0.8 0.20 1. 10:41 . TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA IT (SEGUNDA FALTA) Tensão nominal do circuito U(V) 208. 127 220 277 254 400 Tempo de seccionamento ( s ) Situação 1 (áreas internas) 0. conforme discriminado nas tabelas a seguir.

Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação inferior a 10% em valor eficaz. 76 riscos_eletricos. então.p65 76 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE ESQUEMA DE ATERRAMENTO TN-C TN-S TT IT (massas aterradas individualmente ou em grupos) IT (todas as massas interligadas) DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO Sobrecorrente Sobrecorrente DR DR DR DR Sobrecorrente Observamos a incompatibilidade entre os dispositivos tipo DR e os sistemas PEN e PE. Devemos. A seguir serão apresentadas informações importantes para as ligações eqüipotenciais. executar a separação entre condutor PE e N para utilização de DR. 15 Hz . porque toda diferenciação entre as fases acarretará uma corrente de mesma intensidade no condutor PEN ou PE. para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em CC sem ondulação com 60 V nominais. Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos sempre que uma falta entre a parte viva e a massa no circuito ou equipamento considerado der origem a uma tensão de contato superior ao valor apropriado de [UL (V)]. Situação 2 – áreas externas. o valor da crista máxima não deve ultrapassar 140 V. VALORES MÁXIMOS DE TENSÃO DE CONTATO LIMITE U1 (V) Natureza da corrente Alternada. visto que o condutor de proteção PEN ou PE está passando no sensor. pois na utilização deste dispositivo nestas instalações não há diferença de corrente residual no sensor do DR na ocorrência de falhas.: Situação 1 – áreas internas.1 000 Hz Contínua sem ondulação Situação 1 50 120 Situação 2 25 60 Obs. 10:41 . havendo assim o equilíbrio entre as correntes.

copas-cozinhas. circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. lavanderias. a soma vetorial das correntes nos seus condutores é praticamente nula. TT ou IT. a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não é mais nula e o dispositivo detecta justamente essa diferença de corrente. de todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens. no geral. Ocorrendo a falha de isolamento em um equipamento alimentado por esse circuito. 77 riscos_eletricos. mais particularmente de alta sensibilidade (isto é. interromperá uma corrente de falta à terra. com corrente diferencial-residual nominal igual ou inferior a 30 mA). Devido a este "vazamento" de corrente para a terra. tornou-se expressamente obrigatório nos seguintes casos: » » » » circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheiro ou chuveiro. garagens e.RISCOS ELÉTRICOS Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR Independentemente do esquema de aterramento TN. e circuitos de tomadas de corrente de cozinhas. Bipolar Tetrapolar Dispositivos a corrente diferencial residual – DR Princípio de funcionamento O DR mede permanentemente a soma vetorial das correntes que percorrem os condutores.p65 77 8/8/2005. áreas de serviço. ou seja. o uso de proteção DR. circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior. haverá uma corrente residual para a terra. Enquanto o circuito se mantiver eletricamente igual. 10:41 .

é ativado um relé. Poderia. 78 riscos_eletricos. Mas neste caso se trata de proteção. cada um dos condutores do circuito e que acomoda também o enrolamento de detecção. toroidal. dos seguintes elementos: » um TC de detecção. O dispositivo DR é composto. quanto ao atendimento da regra do seccionamento automático. quando se usam dispositivos DR. como observado no início. » Uso do dispositivo DR Pode-se dizer que não há razões para preocupação. a não ser que a proteção diferencial-residual usada seja de baixíssima sensibilidade. de forma idêntica. Este relé irá provocar a abertura dos contatos principais do próprio dispositivo ou do dispositivo associado (contator ou disjuntor). apenas acionar um alarme visual ou sonoro. eventualmente. 10:41 . e proteção no caso mais geral significa desligamento do circuito. geralmente designado relé diferencial ou relé reversível. é detectada pelo dispositivo diferencial. tal como se fosse uma corrente de falta à terra. sobre o qual são enrolados. e um elemento de "processamento" do sinal e que comanda o disparo do DR. então. responsável pela medição das diferenças entre correntes dos condutores. basicamente.p65 78 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A situação é análoga se alguma pessoa vier a tocar uma parte viva do circuito protegido: a porção de corrente que irá circular pelo corpo da pessoa provocará igualmente um desequilíbrio na soma vetorial das correntes – a diferença. Quando essa diferença atinge um determinado valor.

10:41 . A sensibilidade determina se um DR pode ser aplicado à proteção contra contatos indiretos e à proteção contra contatos diretos. tomadas externas. a corrente diferencial-residual de não atuação do dispositivo deve ser no mínimo igual à corrente que circula quando uma primeira falta franca à terra afete um condutor-fase. tomadas de cozinhas. o mesmo ocorrendo em circuitos terminais. este deve ser colocado na origem da instalação. a proteção contra contatos indiretos for assegurada por outros meios no caso de falha da fonte auxiliar e os dispositivos forem instalados em instalações operadas. Dispositivo DR com fonte auxiliar – caso não atuem automaticamente por falha de fonte auxiliar é admitido somente se uma das duas condições for satisfeita: 1.p65 79 8/8/2005. 2. A aplicação do DR pode ser dividida em: • Uso obrigatório de DR de alta sensibilidade (< 30 mA): Na proteção complementar < contra choques elétricos em circuitos de banheiros. garagens e assemelhados. que pode ser a própria rede de alimentação. Esquema TN pode ser protegido por um dispositivo DR. Nesse caso as massas não precisam ser ligadas ao condutor de proteção do esquema TN. desde que sejam ligadas a um eletrodo de aterramento com resistência compatível com a corrente de atuação do dispositivo DR. Uso de DR de alta sensibilidade (< 30 mA) como alternativa: Na proteção de < equipamentos situados próximos à piscinas. áreas de serviço. Uso previsto de DR de baixa sensibilidade (< 500 mA): Um dos meios prescritos para limitar as correntes de falta/fuga à terra em locais que processem ou armazenem materiais inflamáveis. a menos que a parte da instalação compreendida entre a origem e o dispositivo não possua qualquer massa e satisfaça a medida de proteção pelo emprego de equipamentos classe II (50 a 1 500 V) ou pela aplicação de isolação suplementar. • • 79 riscos_eletricos. lavanderias. Esquema IT quando a proteção for assegurada por um dispositivo DR e o seccionamento à primeira falta não for cogitado. testadas e mantidas por pessoas advertidas ou qualificadas.RISCOS ELÉTRICOS Os dispositivos DR (diferencial-residual) podem ser do tipo com ou sem fonte auxiliar. Esquema TT se uma instalação for protegida por um único dispositivo DR.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tipos de DR Na prática a proteção diferencial-residual pode ser realizada através de: • • • • • interruptores diferenciais-residuais. tomadas com interruptor DR incorporado. requerem que as tensões empregadas sejam baixas. Equipamentos de solda empregados em espaços confinados. que é o objetivo da detecção diferencial-residual. e não um desligamento. blocos diferenciais acopláveis e disjuntores em caixa moldada ou a disjuntores modulares (minidisjuntores). 10:41 . se eventualmente for apenas este. 80 riscos_eletricos. como trabalho em ambientes úmidos.p65 80 8/8/2005. e peças avulsas (relé DR e transformador de corrente toroidal) que são associadas apenas a um elemento de sinalização e/ou alarme. disjuntores com proteção diferencial-residual incorporada. Tais condições são favoráveis a choque elétrico nestes tipos de ambiente. Proteção por extrabaixa tensão É comum o emprego da tensão de 24V para condições de trabalho desfavoráveis. pois a resistência do corpo humano é diminuída e a isolação elétrica dos equipamentos fica comprometida. como solda em tanques.

p65 81 8/8/2005. Contudo.RISCOS ELÉTRICOS A proteção por extrabaixa tensão consiste em empregar uma fonte da baixa tensão ou uma isolação elétrica confiável. pois aqui o fator de segurança é multiplicado por três. A tensão extrabaixa é obtida tanto através de transformadores isoladores como de baterias e geradores. não fazer ligações condutoras com circuitos de maior tensão. do ponto de vista prático. a isolação do sistema. ou seja. Certos critérios devem ser observados quanto ao uso deste tipo de proteção. grandes secções transversais para os condutores de fornecimento da baixa tensão e. 10:41 . se a tensão extrabaixa for obtida de circuitos de alta-tensão. e a redução da tensão. construção de equipamentos de dimensões relativamente grandes quando comparados com equipamentos que se utilizam de tensões mais altas para o seu funcionamento. como: necessidade de uma instalação elétrica de baixa tensão.25 Proteção por barreiras e invólucros São destinados a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica. este método de proteção tem suas desvantagens. freqüentemente. ou melhor. multiplica-se pelos três fatores: a isolação funcional. A tensão extrabaixa é aquela situada abaixo de 50 V. no caso de transformadores. as partes vivas devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras. As barreiras e invólucros devem ser fixados de forma segura e também possuir robustez e 81 riscos_eletricos. não dispor os condutores de um circuito de extrabaixa tensão em locais que contenham condutores de tensões mais elevadas. como por exemplo: » » » não aterrar o circuito de extrabaixa tensão. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Tensão nominal do circuito Extrabaixa tensão Tensão de ensaio em corrente contínua (V) Maior ou igual a 250 Resistência de isolamento mínimo em megohms 0. Do ponto de vista da segurança este método é excelente.

Proteção por isolamento das partes vivas Isolamento elétrico É a ação destinada a impedir todo o contato com as partes vivas da instalação elétrica.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE durabilidade suficiente para manter os graus de proteção e ainda apresentar apropriada separação das partes vivas. o acesso a esses locais é restrito apenas aos técnicos responsáveis. mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno do obstáculo. As partes vivas devem ser completamente recoberta por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição.p65 82 8/8/2005. Proteção por obstáculos e anteparos São destinados a impedir contatos acidentais com partes vivas. sendo proibido o ingresso de pessoas que não sejam advertidas ou qualificadas. por meio de telas ou painéis sobre os seccionadores). Estes locais técnicos abrigam equipamentos elétricos. Locais de serviço elétrico Nestes locais a NBR 5410/2004 admite o uso de medidas de proteção apenas parciais ou mesmo a sua dispensa. 82 riscos_eletricos. por meio de corrimãos ou de telas de arame). Em suma. contatos não intencionais com partes vivas por ocasião de operação de equipamentos sob tensão (por exemplo. Os obstáculos e anteparos devem impedir: » » uma aproximação física não intencional das partes vivas (por exemplo. 10:41 . e garantir que as pessoas sejam advertidas de que as partes acessíveis através da abertura são vivas e não devem ser tocadas intencionalmente. As barreiras e invólucros podem: » » impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes vivas.

p65 83 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Isolação dupla ou reforçada A utilização de isolação dupla ou reforçada tem como finalidade propiciar uma dupla linha de defesa contra contatos indiretos. destinada a assegurar proteção contra choques elétricos em caso de falha da isolação básica (ou seja. pois neste tipo de instalação os condutores não tendo dupla isolação devem ser instalados em eletroduto flexível isolante. Podemos observar este tipo de isolação na instalação de um padrão de medição em baixa tensão. ou seja. lixadeiras. Caixa de entrada de energia em baixa tensão. em sua plaqueta de identificação haverá um símbolo indicativo gravado. assegurar proteção supletiva). Neste caso. etc. Isolação suplementar – Isolação independente e adicional à isolação básica. Dupla isolação – simbologia normalizada internacionalmente. paralelos. A isolação dupla é constituída de: • • Isolação básica – Isolação aplicada às partes vivas. conforme mostrado a seguir. 83 riscos_eletricos. dois quadrados de lados diferentes. destinada a assegurar proteção básica contra choques. Comumente.). 10:41 . são utilizados sistemas de isolação dupla em alguns eletrodomésticos e ferramentas elétricas portáteis (furadeiras. um dentro do outro.

Temperaturas máximas do condutor: 70°C em serviço confinado. têmpera mole. Na prática podemos considerar como condutor com isolação reforçada o cabo mostrado na figura a seguir. forma: redonda normal. 3 e 4 condutores): veias numerizadas e cobertura preta.p65 84 8/8/2005.). Proteção parcial por colocação fora de alcance A colocação fora de alcance destina-se somente a impedir os contatos involuntários com as partes vivas. Cabos multipolares (2. como isolação básica ou como isolação suplementar. calhas fechadas. 84 riscos_eletricos. 10:41 . Identificação Cabo unipolar: cobertura preta. sendo constituído de isolação (2) e cobertura (4) em composto termoplástico de PVC. Quando há o espaçamento. 4. Ele pode ser instalado em locais inacessíveis sem a utilização de invólucros/barreiras (eletrodutos. A expressão “isolação única” não implica que a isolação deva constituir uma peça homogênea. considerando-se esta somente como proteção contra influências externas. 1. 2. Cobertura Composto termoplástico de PVC sem chumbo antichama. Ela pode comportar diversas camadas impossíveis de serem ensaiadas isoladamente. 100°C em sobrecarga e 160°C em curto-circuito.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A isolação reforçada é um tipo de isolação única aplicada às partes vivas que assegura um grau de proteção contra choques elétricos equivalente ao da dupla isolação. Enchimento Composto termoplástico em PVC sem chumbo. encordoamento: classe 2. este deve ser suficiente para que se evite que pessoas circulando nas proximidades das partes vivas possam entrar em contato com essas partes. Isolação Composto termoplástico de PVC em chumbo antichama. etc. seja diretamente ou por intermédio de objetos que elas manipulem ou transportem. Condutor • • • material: fio de cobre nu. compacta ou setorial. 3. não sendo considerada pelo fabricante a função de isolação da camada de cobertura (4).

Altura mínima de um anteparo vertical. Dimensões máximas – mm 85 riscos_eletricos.p65 85 8/8/2005. Locais de manobra.2 kV – 1 200 2 700 2 000 1 700 E + 300 300 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. Altura mínima de uma parte viva com circulação. Altura mínima de uma parte viva sem circulação. Altura mínima de um anteparo horizontal. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo e o piso. Distância entre a parte viva e um anteparo vertical. 10:41 . Altura dos punhos de acionamento manual.2 kV 400 para 36. Abertura da malha. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES INTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm D A R B K F J E M Malha 300 até 24.RISCOS ELÉTRICOS Distâncias mínimas em locais sem proteção As distâncias mínimas aplicáveis a locais desprovidos de qualquer meio de proteção contra contatos diretos estão indicados nas figuras.

Circulação. Distância mínima entre a parte viva e a proteção externa. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES EXTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm A G B R D F H – 1 500 4 000 1 500 500 2 000 6 000 5000 9 000 7 000 J K L C E M Malha 800 2 200 2 000 2 000 600 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. Em local com trânsito de pedestres somente. Altura dos punhos de acionamento manual. Altura mínima de um anteparo horizontal. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação proibida. 10:41 . Altura mínima da proteção externa. Em ferrovias. Locais de manobra. Dimensões máximas – mm 86 riscos_eletricos. Abertura das malhas dos anteparos. avenidas e entradas de prédios e demais locais com trânsito de veículos. Distância mínima entre a parte viva e um anteparo vertical.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Circulação por mais de um lado. Em ruas. Em rodovias.p65 86 8/8/2005. Altura mínima de um anteparo vertical.

Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos os dispositivos de segurança. com interposição de superfície de separação física adequada – NR10 87 riscos_eletricos. Ponto da instalação energizado.RISCOS ELÉTRICOS Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Fig. Zona de risco.p65 87 8/8/2005. ZL ZC ZR = = = Zona livre. restrita a trabalhadores autorizados e com adoção de técnicas. controlada e livre. 1 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. PE SI = = Fig. controlada e livre – NR10. instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. 2 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. 10:41 . Zona controlada. restrita a trabalhadores autorizados.

56 1.25 0.40 0.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Distanciamento de segurança TABELA DE RAIOS DE DELIMITAÇÃO DE ZONAS DE RISCO.20 0.40 1.70 1. CONTROLADA E LIVRE Faixa de tensão nominal da instalação elétrica em kV RR – Raio de delimitação entre zona de risco e controlada em metros RC – Raio de delimitação entre zona controlada e livre em metros 0.83 0. 88 riscos_eletricos.38 1.63 1.80 2.63 0. 10:41 .35 0.58 1.80 4.56 0.20 Anexo 1 – NR10.50 3.58 0.22 1.25 1.90 2.10 3.38 0.20 5.83 1.60 3.p65 88 8/8/2005.00 1.00 3.10 1.22 0.90 1.20 1.20 3.60 1.50 5.35 1.20 <1 ≥1 ≥3 ≥6 ≥ 10 ≥ 15 ≥ 20 ≥ 30 ≥ 36 ≥ 45 ≥ 60 ≥ 70 ≥ 110 ≥ 132 ≥ 150 ≥ 220 ≥ 275 ≥ 380 ≥ 480 e e e e e e e e e e e e e e e e e e <3 <6 < 10 < 15 < 20 < 30 < 36 < 45 < 60 < 70 < 110 < 132 < 150 < 220 < 275 < 380 < 480 < 700 0.20 7.

Com vários equipamentos alimentados pelo mesmo circuito.p65 89 8/8/2005. estes devem ser ligados entre si por condutores de eqüipotencialidade. A proteção por separação elétrica pode ser realizada pelos seguintes meios: » » Transformador de separação. Grupo motor-gerador com enrolamentos que forneçam uma separação equivalente à de um transformador. Circuitos eletricamente separados podem alimentar um único ou vários equipamentos.RISCOS ELÉTRICOS Proteção por separação elétrica Proteção por separação elétrica – Tratada na NBR-5410/2004. Sua massa deve ser aterrada. consiste em abaixar a tensão para níveis seguros (extrabaixa tensão: menor que 50 V para ambientes secos e menor que 25 V para ambientes úmidos e molhados) através do uso de transformador de separação. 89 riscos_eletricos. 10:41 . A situação ideal é aquela em que temos um único equipamento conectado ao circuito. não aterrados.

10:41 .p65 90 8/8/2005.riscos_eletricos.

como também à proteção de outros funcionários que possam executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes. A seguir serão descritos alguns equipamentos e sistemas de proteção coletiva usados nas instalações elétricas: RISCOS ELÉTRICOS Conjunto de aterramento Equipamento destinado à execução de aterramento temporário. o emprego de tensão de segurança. As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização elétrica.p65 91 8/8/2005. em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. riscos_eletricos. Conjunto para aterramento temporário. Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal que será executada e que gerou o risco. visando à eqüipotencialização e proteção pessoal contra energização indevida do circuito em intervenção. 10:41 .Equipamentos de Proteção Coletiva Como estudado anteriormente. conforme estabelece a NR-10. cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente. e na sua impossibilidade.

quanto maior for o valor da resistência de isolação do tapete.p65 92 8/8/2005. minimizando assim as conseqüências por uma falha de isolação nos equipamentos. 92 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tapetes de borracha isolantes Tapete de borracha Acessório utilizado principalmente em subestações. obs A minimização da corrente de falta fluindo pelo corpo (IC). menor a resistência do aterramento de proteção. 10:41 . sendo aplicado na execução da isolação contra contatos indiretos. Podemos concluir que o tapete é um complemento da proteção por aterramento da carcaça.

é altamente durável e resistente a intempéries e maus-tratos. isolamento e sinalização de áreas. não perdendo a cor ou descascando com a ação de intempeéries. 10:41 . como em docas. branco. Utilizada interna e externamente na sinalização. podendo ser afixada em cones e tripés. resistente. Cores: laranja/preto Cone em PVC para sinalização características: utilizado para sinalizar. bancos. supermercados. Leve. balisamento ou demarcação em geral por indústrias. transportes. etc. dobrável e de fácil instalação. Fornecido em polietileno/PVC ou borracha. Garantia contra defeitos de fabricação de 15 anos. é fornecida em rolo de 200 metros de comprimento e 70 mm de largura. interdição. pedágios. isolar.p65 93 8/8/2005. ancoradouros. nas mais diversas aplicações. resistência mecânica e contra altas temperaturas. contrutoras. balizar ou interditar áreas de tráfego ou serviços com extrema radidez e eficiência. Cores: laranja/branco. estacionamentos. Fabricadas nos tamanhos pequeno e grande. Materiais destinados a fazer a isolação de uma área onde estejam sendo executadas intervenções.RISCOS ELÉTRICOS Cones e bandeiras de sinalização Fita de sinalização características: fita plástica colorida em poliestileno. órgãos públicos ou empresas que realizam trabalhos externos. shopping centers. ou as duas cores mescladas. com listras laranja e preta intercaladas. Correntes para sinalização em ABS Correntes de sinalização e isolamento em plástico ABS de alta durabilidade. decoração. rodovias. Excelente para uso externo. nas cores laranja. parques. 93 riscos_eletricos. Indicadas para uso na construção.

Protetores isolantes de borracha ou PVC para redes elétricas Anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redes aéreas.) e situação dos equipamentos (equipamentos energizados. são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em redes energizadas. 94 riscos_eletricos. visando assim à proteção de pessoas que estiverem trabalhando no circuito e de pessoas que venham a manobrar os sistemas elétricos. etc. etc. não manobre este equipamento sobre carga.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Placas de sinalização Bandeira com bastão Placas de sinalização São utilizadas para sinalizar perigo (perigo de vida.). 10:41 .p65 94 8/8/2005.

em atendimento ao disposto na NR-6. RISCOS ELÉTRICOS Exemplos de EPIs Óculos de segurança Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a prejudicar a visão. for necessário complementar a proteção coletiva. Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades. considerando-se. descargas elétricas. É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades. a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. a condutibilidade. a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos. também. quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos. O EPI deve ser usado quando: » » não for possível eliminar o risco por outros meios. como.p65 95 8/8/2005. principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução de energia. 10:41 . devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas. riscos_eletricos.Equipamentos de Proteção Individual Nos trabalhos em instalações elétricas. por exemplo.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Capacetes de segurança Capacete Carneira Capacete de aba total Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e contatos acidentais com as partes energizadas da instalação. Luvas isolantes Luvas de cobertura Luvas isolantes para AT e BT Bolsa em lona para guardar luvas isolantes Inflador de luvas obs As luvas de cobertura devem ser utilizadas por cima das luvas isolantes. O capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B (submetido a testes de rigidez dielétrica a 20 kV). 10:41 . 96 riscos_eletricos.p65 96 8/8/2005.

sem biqueira de aço) Equipamento utilizado para minimizar as conseqüências de contatos com partes energizadas. as botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou não). 97 riscos_eletricos. 10:41 . que contém informações importantes. As luvas isolantes apresentam identificação no punho. por exemplo. como a tensão de uso.p65 97 8/8/2005. Devem ser acondicionadas em local apropriado. Elas são classificadas pelo nível de tensão de trabalho e de teste. nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes. para a não perder suas características de isolação. próximo da borda. marcada de forma indelével.RISCOS ELÉTRICOS Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos. e por injeção de tensão de testes. conforme tabela a seguir: TABELA – CLASSES DE LUVAS ISOLANTES (NBR 10622/89) CLASSE COR TENSÃO DE USO (V) TENSÃO DE ENSAIO (V) TENSÃO DE PERFURAÇÃO (V) 00 0 1 2 3 4 bege vermelha branca amarela verde laranja 500 1 000 7 500 17 000 26 500 36 000 2 500 5 000 10 000 20 000 30 000 40 000 5 000 6 000 20 000 30 000 40 000 50 000 Calçados (botinas.

Protetores auriculares Protetor auricular tipo concha Protetor auricular descartável 98 riscos_eletricos. sendo obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2 metros de altura.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Cinturão de segurança Cinto de segurança abdominal Trava-quedas Cinto de segurança tipo pára-quedista Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas.p65 98 8/8/2005. Para o tipo pára-quedista. podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas. 10:41 . Pode ser basicamente de dois tipos: abdominal e de três pontos (pára-quedista).

10:41 . Para trabalhos com eletricidade. e) f) substituir imediatamente. Equipamento de Proteção Individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. devem ser utilizados protetores apropriados. 167 – O EPI só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado.” A Norma Regulamentadora nº 6. responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. 99 riscos_eletricos. 166 – A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. Máscaras/respiradores Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras. g) comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada. estabelece as obrigações do empregador: a) adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. Legislação específica A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apresenta artigos específicos sobre os EPIs: “Art. “Art. c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho.RISCOS ELÉTRICOS Equipamento destinado a minimizar as conseqüências de ruídos prejudiciais à audição.p65 99 8/8/2005. guarda e conservação. ao tratar dos equipamentos de proteção individual. b) exigir seu uso. gratuitamente. sem elementos metálicos. quando danificado ou extraviado.

p65 100 8/8/2005. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso. o empregado deverá: a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina. devem ser consultados suas especificações técnicas ou o responsável pela área de segurança da empresa.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Quanto ao EPI. todo EPI antes de sua utilização deve ser inspecionado visualmente. 10:41 . Caso haja dúvidas sobre sua integridade. 100 riscos_eletricos. b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação.” Além dessas obrigações legais. Observação O artigo 158 da CLT dispõe: “Constitui ato faltoso do empregado a recusa do uso do EPI.

0 kV a 36. incluindo suas subestações.Normas Técnicas Brasileiras Normas ABNT No Brasil. de 1. comissões e comitês. Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes dessas instalações. b) NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão. regionais e internacionais. A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de normalização. parâmetros físicos e de infra-estrutura.p65 101 8/8/2005. a norma estabelece critérios específicos de segurança para as subestações consumidoras. composto de entidades nacionais. também especifica as características de aceitação e manutenção dessas instalações. Os aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO). Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da referida norma que. de sobretensões e sobrecorrentes. incluindo acesso. Os procedimentos para aceitação da instalação nova e para sua manutenção também são apresentados na norma. Ela não inclui as redes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. a) NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com eletricidade. incluindo o aterramento. 10:41 .2 kV A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores. organizados em grupos de estudos. A sigla NBR que antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada. Para atividades com eletricidade. a exemplo da NBR 5410. Nela estão as diferentes formas de instalação e as influências externas a serem consideradas em um projeto. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção. abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos. há diversas normas. Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de profissionais e instituições. a proteção por dispositivos de corrente de fuga. dentro da faixa de tensão especificada. incluindo etapas de inspeção visual e de ensaios específicos.

NBR 5419 – Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas Fixa as condições exigíveis ao projeto. a segurança de pessoas e de animais domésticos e a conservação dos bens. Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas. de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas. As normas a seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são auto-explicativos a respeito do seu escopo. onde for o caso. bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. NBR 6533 – Estabelecimento de Segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano Fixa condições exigíveis para o estabelecimento de prescrições de segurança. NBR 13570 – Instalações Elétricas em locais de afluência de público – requisitos específicos Fixa requisitos específicos exigíveis às instalações elétricas em locais de afluência de público. 10:41 . NBR 5418 – Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos. projeto e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou vapores inflamáveis. de animais. do ponto de vista da engenharia quanto aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. NBR 6151 – Classificação dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos Classifica equipamentos elétricos e eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos em caso de falha da isolação. o INMETRO ou outro órgão regulamentador pode tornar obrigatória a 102 riscos_eletricos. a fim de garantir a segurança de pessoas (em particular de pacientes) e. cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem. Quando a utilização de um produto pode comprometer a segurança ou a saúde do consumidor. a fim de garantir o seu funcionamento adequado. instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas.p65 102 8/8/2005. NBR 13534 – Instalações Elétricas em Ambientes Assistenciais de Saúde – requisitos para a segurança Especifica condições exigíveis às instalações elétricas de estabelecimentos assistenciais de saúde.

disjuntores. em suas diversas etapas. Regulamentações do MTE Os instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que. estão os plugues. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essas regulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio da Portaria nº 3. Sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade. Entre os produtos de certificação compulsória. Habilitação. qualificação. na falta destas. está nos artigos 179 a 181 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. alguns deles apenas aguardando o prazo limite para proibição de comercialização. operação. transmissão. reforma e ampliação. interruptores. as normas técnicas internacionais. A NR-10 exige também que sejam observadas as normas técnicas oficiais vigentes e.214/78. distribuição e consumo de energia elétrica. uma série de outras portarias foram editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificar ou acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador. Isso aumenta a confiança de que o produto está de acordo com as Normas e com os Regulamentos Técnicos aplicáveis. execução. equipamentos para atmosferas explosivas. a referência é a NR-10. A partir de então. que considera: Profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino profissional legalmente habilitado aquele previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. 10:41 . estabilizadores de tensão. conhecidas pelas suas iniciais: NR. por exemplo. 103 riscos_eletricos. Já existem vários produtos cuja certificação é obrigatória.RISCOS ELÉTRICOS Avaliação de Conformidade desse produto. em quaisquer das fases de geração. incluindo elaboração de projetos. que estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. entre outros. que dá o embasamento jurídico à existência desta NR. A fundamentação legal. capacitação e autorização dos profissionais Entre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender os profissionais que atuem em instalações elétricas. manutenção.p65 103 8/8/2005. ao relacionar os direitos dos trabalhadores. tomadas. incluiu entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio de normas específicas.

Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. por período superior a 3 meses. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas. São considerados autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa. Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização. Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: a) Troca de função ou mudança de empresa. O trabalho em áreas classificadas deve ser precedido de treinamento específico de acordo com o risco envolvido. avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis.p65 104 8/8/2005. Os trabalhadores com atividades em proximidades de instalações elétricas devem ser informados e possuir conhecimentos que permitam identificá-las. c) Modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos e/ou processos de trabalhos. b) trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições simultaneamente: a) seja treinado por profissional habilitado e autorizado. 104 riscos_eletricos. 10:41 . b) Retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade.

10:41 . medidas de controle e orientações finais. de forma a atender a esta NR.p65 105 8/8/2005. base técnica. no mínimo. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. travamento por chaves. retirada de fusíveis. circuitos e intervenção. Os procedimentos de trabalho devem conter instruções de segurança do trabalho. Na liberação de serviços em instalação desenergizada para equipamentos. com anuência formal da administração. mediante a verificação dos diagramas elétricos e folha de procedimentos e a identificação do mesmo em campo. de acordo com a Norma Regulamentadora nº 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. que sejam compatíveis ao circuito em intervenção. competência e responsabilidades. seguindo os procedimentos: a) Seccionamento – Confirmar se o circuito desligado é o alimentador do circuito a ser executada a intervenção. afastamento de disjuntores de barras. Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço com especificação mínima do tipo de serviço. programados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos e adequados. utilização de cadeados. As instruções de segurança do trabalho necessárias à realização dos serviços em eletricidade devem conter. b) Impedimento de reenergização – Verificar as medidas de impedimento de reenergização aplicadas. quando houver. deve-se confirmar a desenergização do circuito/equipamento a ser executada a intervenção (manutenção). do local e dos procedimentos a serem adotados.Rotinas de trabalho Procedimentos de trabalho Todos os serviços em instalações elétricas devem ser planejados. devendo ser coordenada pela área de segurança do trabalho. como: abertura de seccionadoras. relés de bloqueio. disposições gerais. A autorização para serviços em instalações elétricas deve ser emitida por profissional habilitado. campo de aplicação. objetivo.

de acordo com a análise de risco. checando assim os procedimentos. f) Instalação da sinalização de impedimento de energização – Confirmar se foi feita a instalação da sinalização em todos os equipamentos que podem vir a energizar o circuito ou equipamento em intervenção. materiais e EPIs necessários para a execução dos trabalhos. e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada – Verificar a existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou equipamento a sofrer intervenção. verificar se os EPIs e EPCs necessários para o serviço estão dentro das normas vigentes e se as pessoas envolvidas estão devidamente protegidas. Na falta de sinalização de todos os equipamentos. Exemplo de quadro com procedimentos a serem seguidos para a execução do trabalho: 106 riscos_eletricos. esta deve ser providenciada. A proteção poderá ser feita por meio de obstáculos ou barreiras.p65 106 8/8/2005. d) Instalação de aterramento temporário – Verificar a instalação do aterramento temporário quanto à perfeita eqüipotencialização dos condutores do circuito ao referencial de terra. com a ligação dos mesmos a esse referencial com equipamentos apropriados.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) Constatação da ausência de tensão – É feita no próprio ambiente de trabalho através de: instrumentos de medições dos painéis (fixo) ou instrumentos detectores de tensão (observar sempre a classe de tensão desses instrumentos). 10:41 . obedecendo à tabela de zona de risco e zona controlada.

10:41 . etc. tais como: diagramas unifilar e funcional.p65 107 8/8/2005. 107 riscos_eletricos. Identificar os procedimentos técnicos para cada tipo de serviço. Para melhor conhecimento do sistema elétrico. Analisar a documentação técnica. Observações Para garantir a eficiência dos mesmos. observando toda documentação técnica e as particularidades de cada sistema elétrico. Por que fazer? Para liberar de forma segura os serviços. Realizar uma análise de risco da tarefa. Para manter todos informados sobre o serviço.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 01 Atividades preliminares Como fazer? Elaborar roteiro de manobras de liberação. Verificar os EPIs e EPCs necessários. Para minimizar e manter sob controle o potencial de risco do serviço. Debater com a equipe as peculiaridades e todos os aspectos de segurança relativos ao serviço. Para que os serviços sejam executados de forma padronizada. A supervisão irá definir os trabalhadores habilitados para execução da tarefa. interligações. Inspecionar ferramental e instrumental necessários.

o circuito ou equipamento estará liberado para intervenção. O quadro a seguir exemplifica os procedimentos preliminares a serem seguidos para a liberação do trabalho.p65 108 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Liberação para serviços Tendo como base os procedimentos já vistos anteriormente. devidamente orientados e com equipamentos de proteção e ferramental apropriado. sendo a liberação executada pelo técnico responsável pela execução dos trabalhos. 108 riscos_eletricos. Somente estarão liberados para a execução dos serviços os profissionais autorizados. 10:41 .

Travar com cadeado os equipamentos de manobras pertencentes ao sistema em serviço.p65 109 8/8/2005. Para ter conhecimento da real condição do sistema elétrico. Para evitar manobras indevidas. Sinalizar com fita de cor amarela a área onde estão equipamentos energizados vizinhos à área do serviço. Observações Responsável pela PT deve ser autorizado. Verificar a análise de risco da tarefa. Para proteger os executantes contra manobras indevidas e/ou induções. Certificar-se da abrangência da PT. Aterrar o sistema/ equipamento liberado. Atenção para as alimentações de retorno. Usar luvas e testar o detector em circuito sabidamente energizado. Verificar com detector de tensão a ausência ou não de potencial nos equipamentos e sistema liberados. Por que fazer? Para eliminar ou minimizar a possibilidade de acidente e/ou incidente. Para garantir a integridade dos profissionais. Identificar com o operador os equipamentos e sistema a ser trabalhado. 109 riscos_eletricos. Acompanhar ou executar as manobras de desenergização e liberação dos serviços em conformidade com o roteiro previamente elaborado.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 02 Obter permissão de trabalho (PT) Como fazer? Analisar em conjunto com o operador os riscos do serviço. Seguir procedimentos e observar riscos. Para evitar enganos. 10:41 .

impedimento de reenergização – onde os bloqueios mecânicos. Após o travamento deve-se sinalizar a área conforme os procedimentos apresentados no quadro: 110 riscos_eletricos. 10:41 . o que fica facultado apenas ao responsável pelo bloqueio.p65 110 8/8/2005. constatação da ausência de tensão – onde os dispositivos de detecção de tensão garantem a desenergização dos circuitos. cadeados ou outros equipamentos garantem a impossibilidade de reenergização dos circuitos. • Exemplo de Instalação de aterramento temporário e eqüipotencialização (curto-circuito das três fases ligadas ao aterramento).CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O travamento é o próximo serviço. Veja os procedimentos para sua realização: • • seccionamento – onde chaves seccionadoras ou outros dispositivos de isolamento são acionados para a desenergização dos circuitos.

Manter em local visível e de fácil acesso os diagramas unifilar e funcional. 10:41 . se necessário. Portar e usar os EPIs recomendados. Para garantir a barreira isolante do ar. Como fazer? Avaliar os riscos e a sinalização. Quando da execução de testes com potencial elevado.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 03 Durante a execução dos serviços. Verificar as condições de segurança sempre que se ausentar do local do trabalho e quando for reiniciar o serviço. Para garantir sua própria integridade. O serviço somente deve ser iniciado após a liberação da PT. Observações Usar luvas de alta tensão e descarregar os equipamentos após os testes. Para se autopreservar. Usar ferramental adequado. 111 riscos_eletricos. Para garantir qualidade e padronização. nunca improvisar. Conservar a distância de segurança das partes energizadas. Usar o detector de tensão. observar os procedimentos operacionais para cada teste. Por que fazer? Para evitar descargas elétricas em outros executantes. Executar os serviços observando os procedimentos técnicos operacionais. revisar a PT. Para não executar serviços com dúvida. Alterações na seqüência ou nas condições de segurança do serviço devem ser comunicadas ao supervisor e.p65 111 8/8/2005.

tais como: “Homens trabalhando no equipamento”. “Perigo de morte”. o ferramental e os equipamentos. 10:41 . “Alta-tensão”. etc. “Não ligue esta chave”.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Obs A sinalização de impedimento de energização deve ser feita com etiquetas ou placas contendo avisos de proibição de religamento.p65 112 8/8/2005. conforme o quadro: 112 riscos_eletricos. Para concluir os serviços devem ser inspecionados as áreas.

Para manter a área limpa e em ordem. equipamentos e sistemas observando: condições de energização. ausência de materiais/ferramentas no interior dos equipamentos. buchas e isoladores limpos e sem avarias. cabos bem conectados. Retirar equipamentos e materiais da área. curtos-circuitos para testes retirados. Observações 04 Conclusão Inspecionar os dos serviços. conforme roteiro previamente elaborado.p65 113 8/8/2005. Retirar todos os aterramentos provisórios (na seqüência inversa do aterramento). Dar baixa na PT.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? Como fazer? Por que fazer? Para garantir a condição operacional dos mesmos. Acompanhar ou executar as manobras de normalização do sistema elétrico. sistemas de proteção ativos. caixas de conexões vedadas. sistemas de refrigeração desobstruídos. 10:41 . 113 riscos_eletricos. Retirar sinalização e fitas de isolamento da área. Para evitar curtos-circuitos.

• • • • • Supervisores e encarregados • • Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do trabalho. se houver. Remover a sinalização de impedimento de energização. Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco. Destravar. Responsabilidades Gerência imediata • Instruir e esclarecer seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e sobre as precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em estações. utensílios e equipamentos. deve-se: • • • • • Retirar todas as ferramentas. 114 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Após a conclusão dos serviços e com a autorização para reenergização do sistema. transmitindo-as a seus funcionários. Manter-se a par das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho. Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do início de execução dos serviços. Designar somente pessoal devidamente habilitado para a execução de cada tarefa. Remover o aterramento temporário da eqüipotencialização e as proteções adicionais. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. sem exceção. Retirar todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização da zona controlada. e realizar os dispositivos de seccionamento. Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os empregados.p65 114 8/8/2005. 10:41 .

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• •

Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem executados e quanto às precauções a serem abservadas no seu desenvolvimento. Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de serviço. Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando deixarem de cumprir as normas de segurança do trabalho. Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim como pela sua correta utilização. Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem ferramentas e equipamentos inadequados ou defeituosos. Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço. Manter-se a par das inovações introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as aos integrantes de sua equipe. Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários acidentados e comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Conservar o local de trabalho organizado e limpo. Cooperar com as CIPAs na sugestão de medidas de segurança do trabalho. Atribuir serviços somente a funcionários que estejam física e emocionalmente capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de cada um. Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu reinício devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi feita antes do início do trabalho.

• • • • • • • • • •

Empregados
• • Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso correto dos equipamentos de segurança. Utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva.

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• •

Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços de maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes. Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo, com colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis. Avisar seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado. Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar riscos de segurança. Não ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas antes do início, nos intervalos ou durante a jornada de trabalho. Evitar brincadeiras em serviço. Não portar arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham. Não utilizar objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes, relógios, bota com biqueira de aço, isqueiros a gás, a fim de se evitar o agravamento das lesões em caso de acidente elétrico. Não usar aparelhos sonoros.

• • • • • •

Visitantes
O empregado encarregado de conduzir visitantes pelas instalações da empresa, deverá: • • • • Dar-lhes conhecimento das normas de segurança. Fazer com que se mantenham juntos. Alertar-lhes para que mantenham a distância adequada dos equipamentos, não os tocando. Fornecer-lhes EPIs aplicáveis (capacetes, protetores auriculares, etc.).

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Documentação de instalações elétricas

Todas as empresas estão obrigadas a manter diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Devem ser mantidos atualizados os diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Os estabelecimentos com potência instalada igual ou superior a 75 kW devem constituir Prontuário de Instalações Elétricas, de forma a organizar o memorial contendo, no mínimo: a) os diagramas unifilares, os sistemas de aterramento e as especificações dos dispositivos de proteção das instalações elétricas;

RISCOS ELÉTRICOS

b) o relatório de auditoria de conformidade à NR-10, com recomendações e cronogramas de adequação, visando ao controle de riscos elétricos; c) o conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR-10 e descrição das medidas de controle existentes;

d) a documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas; e) f) os equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental aplicáveis, conforme determina a NR-10; a documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados;

g) as certificações de materiais e equipamentos utilizados em área classificada.

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sendo permitido o uso de língua estrangeira adicional. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido pelo empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa e permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço em eletricidade. No interior das subestações deverá estar disponível. Toda a documentação deve ser em língua portuguesa. Os documentos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissionais legalmente habilitados. em local acessível. 10:41 . b) certificados dos equipamentos de proteção coletiva e individual. um esquema geral da instalação.p65 118 8/8/2005. 118 riscos_eletricos. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que ocorrerem alterações nos sistemas elétricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As empresas que operam em instalações ou com equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência ou nas suas proximidades devem acrescentar ao prontuário os documentos relacionados anteriormente e os a seguir listados: a) descrição dos procedimentos de ordem geral para contingências não previstas.

Sagra Luzato. Choque elétrico. José Rubens Alves de. Roberto. ABNT. ELETROPAULO. 2001. 1989. NBR 6533: Estabelecimento de segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. São Paulo: Fundacentro. 10:41 . Os perigos da eletricidade.. Manuais de segurança. FREITAS. 1985. Segurança em eletricidade. 1980. 2003. 1999. J. SENAI/DN. 2000. NBR 6146: Graus de proteção. SENAI/BA. Segurança e eletricidade. Quintiliano Avelar. 65 p. Instalações elétricas. Perigos da eletricidade. Curso elementar eletrotécnica. 1999. ABNT. Salvador. SOUZA. Porto Alegre: Ed. Silvério Visacro – Aterramentos elétricos. Aelfo Marques. NBR 14039: Instalações elétricas de média tensão de 1. IEC. Rio de Janeiro: LTC Editora S.0 kV a 13.Referências bibliográficas ABNT. 209 p. Eletricidade industrial. General requeriments. FILHO. Guia da NBR 5410: Instalações elétricas em baixa tensão.2 kV. CREDER. Norma 60479: Efeitos de corrente elétrica no corpo humano. INO 056/85. 2004. Impress Gráfica. riscos_eletricos. Jorge Santos. RISCOS ELÉTRICOS CENELEC. 2002. 2004. 1999. CHESF/DC. Brasília. HUBSCHER. Vitor Lúcio. LUNA. São Paulo: Eletricidade moderna. KINDERMANN.A. Recife. Hélio. 1987. Klave H. ABNT. FERREIRA. Geraldo. São Paulo. NBR 5410: Instalações elétricas de baixa tensão.p65 119 8/8/2005. EN 50014: Electrial apparatus for potentially explosive atmospheres. BLUMENSCHEIN. REIS.

br www.ge.com.ufmg.com.coltec.com. cemig.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Endereços eletrônicos www.unesp. carbografite.com.br 120 riscos_eletricos. fesp.miomega.br www.jakobi.br www.mte.ritzbrasil.br www.br www.br www.3m.gov.br www.br www.br www.br www. 10:41 .com.com.com.com.p65 120 8/8/2005.

p65 121 8/8/2005. 10:41 .riscos_eletricos.

Paraguassu SENAI/SP Fernando Schirmbeck SENAI/RS Revisão técnica Rosemary Lomelino de Souza Xavier Revisão pedagógica SENAI/RJ Superintendência de Serviços Compartilhados – SSC Área Compartilhada de Informação e Documentação – ACIND Fernando Ouriques Normalização Roberto Azul Revisão gramatical Geferson Gomes Coutinho Projeto Gráfico riscos_eletricos.SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP Alberto Borges de Araújo Coordenador Paulo Rech Gerente de Certificação Profissional Equipe técnica Paulo Roberto Alves Arruda Conteúdista Comitê Técnico NR 10 – Departamento Nacional: Fernando da Silva Pinto SENAI/RJ Ricardo Mattos SENAI/RJ Rosemary Lomelino de Souza Xavier SENAI/RJ Paulo de Tarso do Nascimento SENAI/BA Jader de Oliveira SENAI/ES Anderson R. 10:41 .p65 122 8/8/2005. Paschoal SENAI/MG José Luiz Chagas Quirino SENAI/SP Ricardo A.