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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI Armando de Queiroz Monteiro Neto
Presidente

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI Conselho nacional Fernando Cirino Gurgel
Presidente

SENAI – Departamento Nacional José Manuel de Aguiar Martins
Diretor-Geral

Regina Maria de Fátima Torres
Diretora de Operações

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10:41 . Eletricidade 2. 122 p. SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP FICHA CATALOGRÁFICA S491c Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. DN.p65 4 8/8/2005.© 2005. Departamento Nacional Curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade : riscos elétricos / SENAI. 2005. : il. Título CDU: 331. SENAI – Departamento Nacional Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida.483. Brasília.: (0xx61) 317-9544 Fax: (0xx61) 317-9550 http://www.br riscos_eletricos. desde que citada a fonte. Choque elétrico I. ISBN: 85-7519-152-7 1.1 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional Sede Setor Bancário Norte Quadra 1 – Bloco C Edifício Roberto Simonsen 70040-903 – Brasília – DF Tel.senai.

.........................................p65 5 8/8/2005......................... 81 Proteção por obstáculos e anteparos ............................................ 84 Proteção por separação elétrica .................................................... 49 Principais técnicas para identificação dos riscos/perigos ..................................................... 77 Proteção por extrabaixa tensão ................................................................ 82 Proteção parcial por colocação fora de alcance .................................................................Sumário Apresentação Riscos em instalações e serviços com eletricidade 7 9 Choque elétrico ..................................................................... 57 Aterramento ............... 71 Seccionamento automático da alimentação .................................................................................................................................................... 28 Riscos adicionais .......................................................................................................................................................................................................................... 74 Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR ................................................................................................................................ 80 Proteção por barreiras e invólucros .............................. 41 RISCOS ELÉTRICOS Técnicas de análise de riscos 49 Conceitos básicos ...................... 30 Acidentes de origem elétrica ............................. 51 Análise preliminar de riscos .................................................... 53 Medidas de controle do risco elétrico 57 Desenergização .......................... 82 Proteção por isolamento das partes vivas ...................................................................................................................... 89 riscos_eletricos......................................................... 9 Arco elétrico ............................................................................................................................................................................................................................................................. 62 Eqüipotencialização ........................................................ 25 Campos eletromagnéticos ................ 10:41 ........................................................................................................................................................................................

........................................................... 95 Legislação específica .........................................................................................................................................Equipamentos de Proteção Coletiva Equipamentos de Proteção Individual 91 95 Exemplos de EPIs ............................................................... 10:41 .................................................................................................. 108 Responsabilidades ........................................................................................................................... 101 Regulamentações do MTE ............................................ 105 Liberação para serviços ...............p65 6 8/8/2005...................................... 103 Rotinas de trabalho 105 Procedimentos de trabalho ........ 114 Documentação de instalações elétricas Referências 117 119 riscos_eletricos...................................................................... 99 Normas Técnicas Brasileiras 101 Normas ABNT ............................................................................................................

Embora todos nós estejamos sujeitos aos riscos da eletricidade. O contato com partes energizadas da instalação pode fazer com que a corrente elétrica passe pelo seu corpo. de iniciarmos o estudo sobre segurança em eletricidade. isso significa que 290 pessoas morrem por ano devido a acidentes com eletricidade no trabalho. por exemplo. No Brasil. RISCOS ELÉTRICOS Estatísticas Nos EUA. o contato com a eletricidade é a causa de 5% dos acidentes fatais que ocorrem no trabalho. aliás. mesmo os que não trabalham diretamente com os circuitos também se expõem aos efeitos nocivos da eletricidade ao utilizar ferramentas elétricas manuais. em casa. Isso sem falar nos incêndios originados por falhas ou desgaste das instalações elétricas. As conseqüências dos acidentes com eletricidade são muito graves.p65 7 8/8/2005. em alguns casos.Apresentação Eletricidade mata. Para completar. Em números absolutos. se você trabalha diretamente com equipamentos e instalações elétricas ou próximo delas. painéis. riscos_eletricos. se os dispositivos de acionamento e proteção não estiverem adequadamente projetados e mantidos. quadros de distribuição. você estará exposto aos riscos da eletricidade. E isso ocorre no trabalho. é bom conhecer alguns números a esse respeito. Esses dados reunidos entre 1997 e 2002 correspondem a informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho dos EUA. Esta é uma forma bastante brusca. subestações transformadoras e. e em qualquer outro lugar. Entretanto. É no trabalho que existe uma grande concentração de máquinas. todos nós estamos. Como resultado. e muitas vezes são fatais. ou ao executar tarefas simples como desligar ou ligar circuitos e equipamentos. nem sempre você dá a ela o tratamento necessário. É claro que no trabalho os riscos são bem maiores. ainda não temos muitas estatísticas específicas sobre acidentes cuja causa está relacionada com a eletricidade. tenha cuidado. porém verdadeira. 10:41 . redes aéreas e subterrâneas expostas ao tempo. e o resultado são o choque elétrico e as queimaduras externas e internas. Talvez pelo fato de a eletricidade estar tão presente em sua vida. Sempre que trabalhar com equipamentos elétricos. os acidentes com eletricidade ainda são muito comuns mesmo entre profissionais qualificados. ferramentas manuais ou com instalações elétricas. motores. Você está cercado por redes elétricas em todos os lugares. provocam lesões físicas e traumas psicológicos.

estudo e disciplina vão depender a segurança e a vida de muitas outras pessoas. de diferentes formas. entre 1. entre tantas outras causas. Para completar. para evitar acidentes. Os principais riscos serão apresentados e você irá aprender a reconhecê-los e a adotar procedimentos e medidas de controle. assim chamado aquele que reúne as empresas que atuam em geração. se considerarmos apenas o Setor Elétrico. Pense nisso! 8 riscos_eletricos. temos alguns números que chamam a nossa atenção. Este módulo vai abranger vários tópicos relacionados à segurança com eletricidade. correspondendo a 7. tiveram contato com as instalações pertencentes ao Setor Elétrico. entretanto. A esse número. há os casos que ocorreram em obras de construção civil. contatos com cabos energizados. no ano de 2003.84% dos acidentes analisados. 10:41 . Em 2002. ligações clandestinas. Como exemplo desses contatos fatais. instalações de antenas de TV. previstos na legislação e nas normas técnicas. ocorreram 86 acidentes fatais nesse setor. incluindo você.p65 8 8/8/2005.736 acidentes do trabalho analisados pelo Sistema Federal de Inspeção do Trabalho. Um relatório completo é divulgado anualmente pela Fundação COGE. Da sua preparação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE No Brasil. somam-se 330 mortes que ocorreram nesse mesmo ano com membros da população que. a exposição à corrente elétrica encontra-se entre os primeiros fatores de morbidade/mortalidade. transmissão e distribuição de energia elétrica. incluídos aqueles com empregados das empreiteiras.

Como a população atual da Terra é enorme. Correntes de choques de alta intensidade. o arco elétrico. de um modo geral. a exposição aos campos eletromagnéticos e o incêndio. Atualmente os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros. o ser humano usufrui de todos os seus benefícios. produzindo um potencial de risco ao choque elétrico. provenientes de acidentes com baixa tensão. sempre haverá alguém perto do defeito. Portanto. a compreensão do mecanismo do efeito da corrente elétrica no corpo humano é fundamental para a efetiva prevenção e combate aos riscos provenientes do choque elétrico. o choque elétrico. riscos_eletricos. Neste módulo você vai descobrir como a eletricidade pode causar tantos males. RISCOS ELÉTRICOS Choque elétrico Hoje. provenientes de acidentes com alta-tensão. Construídas as primeiras redes de energia elétrica. pode ser analisado sob dois aspectos: • • Correntes de choques de baixa intensidade. tivemos vários benefícios. sendo o mais grave o choque elétrico. portanto. sendo o efeito mais grave a considerar as paradas cardíacas e respiratórias. e o acidente será inevitável.Riscos em instalações e serviços com eletricidade Há diferentes tipos de riscos devido aos efeitos da eletricidade no ser humano e no meio ambiente. 10:41 .p65 9 8/8/2005. aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação) aparecerá em algum lugar. sendo o efeito térmico o mais grave. isto é. Em termos de riscos fatais. mas apareceram também vários problemas de ordem operacional. com o domínio da ciência da eletricidade. Os principais são o choque elétrico. queimaduras externas e internas no corpo humano.

p65 10 8/8/2005. freqüência da corrente elétrica. é uma impedância elétrica composta por uma resistência elétrica. associada a um componente com comportamento levemente capacitivo. área de contato. Assim.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Concluindo O choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. tensão elétrica. Tipos de choques elétricos O corpo humano. constituição física do indivíduo. 10:41 . 10 riscos_eletricos. tempo de duração. intensidade da corrente elétrica. o choque elétrico pode ser dividido em duas categorias: Choque estático É o obtido pela descarga de um capacitor ou devido à descarga eletrostática. Os efeitos do choque elétrico variam e dependem de: • • • • • • • • • percurso da corrente elétrica pelo corpo humano. estado de saúde do indivíduo. condições da pele do indivíduo. mais precisamente sua resistência orgânica à passagem da corrente.

ou seja. poderá haver o perigo de faiscamentos ou de choque elétrico no instante em que uma pessoa desce ou toca no veículo. Dependendo do acúmulo das cargas. porque a rede de energia elétrica mantém a pessoa energizada. entre o veículo e o solo passa a existir uma diferença de potencial.p65 11 8/8/2005. Portanto. Um exemplo típico é o que acontece em veículos que se movem em climas secos. mas com a manutenção da corrente passando pelo 11 riscos_eletricos. que ficaram energizadas acidentalmente por defeito. o atrito com o ar gera cargas elétricas que se acumulam ao longo da estrutura externa do veículo. a corrente de choque persiste continuadamente. Choque dinâmico É o que ocorre quando se faz contato com um elemento energizado. Com o movimento.RISCOS ELÉTRICOS N Descarga estática – É o efeito capacitivo presente nos mais diferentes materiais e equipamentos com os quais o homem convive. fissura ou rachadura na isolação. Este choque se dá devido ao: • • toque acidental na parte viva do condutor. Este tipo de choque é o mais perigoso. toque em partes condutoras próximas aos equipamentos e instalações. O corpo humano é um organismo resistente. que suporta bem o choque elétrico nos primeiros instantes. 10:41 .

12 riscos_eletricos. prolapso. efeito de eletrólise. comprometimento de outros órgãos. que muitas vezes não são relacionadas ao choque em virtude do espaço de tempo decorrido desde o acidente. órgãos genitais e reprodutores. quanto ao ritmo de batimento cardíaco e à possibilidade de fibrilação ventricular. Exemplo de um defeito de ruptura na cadeia de isoladores de uma torre de transmissão (tensão de toque): O cabo condutor ao tocar na parte metálica da torre produz um curto-circuito do tipo monofásico à terra. comprometimento do coração. Muitos órgãos aparentemente sadios só vão apresentar sintomas devido aos efeitos da corrente de choque muitos dias ou meses depois. apresentando seqüelas. comprometimento da respiração. criando uma pane geral. como rins. Os choques dinâmicos podem ser causados pela tensão de toque ou pela tensão de passo. Isto se dá pelo fato de o choque elétrico produzir diversos efeitos no corpo humano. A corrente de curto-circuito passará pela torre. mudando a qualidade do sangue. vasos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE corpo. entrará na terra e percorrerá o solo até atingir a malha da subestação. devido a um choque dinâmico.p65 12 8/8/2005. tetanização (rigidez) dos músculos. deslocamento dos músculos e órgãos internos da sua devida posição. 10:41 . cérebro. superposição da corrente do choque com as correntes neurotransmissoras que comandam o organismo humano. os órgãos internos vão sofrendo conseqüências. isto é. tais como: • • • • • • • • elevação da temperatura dos órgãos devido ao aquecimento produzido pela corrente de choque. Tensão de toque Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores do indivíduo. retornando pelo cabo da linha de transmissão até o local do curto.

Cada pé em contato com o solo terá uma resistência de contato representada por R contato. a resistência R1 representa a resistência da terra do "pé" da torre até a distância de 1 metro. Assim. A resistência do corpo humano para corrente alternada de 50 ou 60 Hz. Uma pessoa tocando na torre no momento do curto-circuito ficará submetida a um choque proveniente da tensão de toque. Entre a palma da mão e o pé haverá uma diferença de potencial chamada de tensão de toque. 10:41 . O restante do trecho da terra é representado pela resistência R2. porque o coração está no trajeto da corrente de choque. Este potencial é apresentado pela curva da figura acima. aumentando o risco de fibrilação ventricular. a tensão de toque é expressa pela fórmula: V toque = (R corpo humano + R contato ÷ 2) I choque O aterramento no "pé" da torre só estará adequado se. a tensão de toque ficar abaixo do limite de tensão para não causar fibrilação ventricular. Neste caso. para tensão de toque maior que 250 V fica saturada em 1 000 ohms. e nos projetos de sistema de aterramento. a corrente de curto-circuito gerará potenciais distintos desde o "pé" da torre até uma distância remota. 13 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS No solo. A tensão de toque é perigosa. pele suada. Por norma. considera-se a pessoa afastada a 1 metro do equipamento em que está tocando com a mão. no instante do curto-circuito monofásico à terra.p65 13 8/8/2005.

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Tensão de passo A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou defeito tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento.

No caso da torre de transmissão, a pessoa receberá entre os dois pés a tensão de passo Nos projetos de aterramento considera-se a distância entre os dois pés de 1 metro. Pela figura apresentada, obtém-se a expressão:

V passo = (R corpo humano + 2R contato) I choque
O aterramento só será bom se a tensão de passo for menor do que o limite de tensão de passo para não causar fibrilação ventricular no ser humano. A tensão de passo é menos perigosa do que a tensão de toque. Isso se deve ao fato de o coração não estar no percurso da corrente de choque. Esta corrente vai de pé em pé, mas mesmo assim é também perigosa. As veias e artérias vão da planta do pé até o coração. Sendo o sangue condutor, a corrente de choque, devido à tensão de passo, vai do pé até o coração e deste ao outro pé. Por esse motivo, a tensão de passo é também perigosa e pode provocar fibrilação ventricular.

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Observe que as tensões geradas no solo pelo curto-circuito criam superfícies eqüipotenciais. Se a pessoa estiver com os dois pés na mesma superfície de potencial, a tensão de passo será nula, não havendo choque elétrico. A tensão de passo poderá assumir uma gama de valores que vai de zero até a máxima diferença entre duas superfícies eqüipotenciais separadas de 1 metro. Um agravante é que a corrente de choque devido à tensão de passo contrai os músculos da perna e coxa, fazendo a pessoa cair e, ao tocar no solo com as mãos, a tensão se transforma em tensão de toque no solo. Nesse caso, o perigo é maior, porque o coração está contido no percurso da corrente de choque. No gado, a tensão de passo se transforma em tensão entre patas. Essa tensão é maior que a tensão de passo do homem, com o agravamento de que no gado a corrente de choque passa pelo coração.

Proteção contra choques elétricos
O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques elétricos, conforme a NBR 5410/2004, pode ser resumido por: 1. 2. partes vivas de instalações elétricas não devem ser acessíveis; massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as torne acidentalmente vivas.

No caso 1, o choque elétrico acontece quando se toca inadvertidamente a parte viva do circuito de instalação de energia elétrica. Acontece somente quando duas ou mais partes do corpo tocam simultaneamente duas fases ou uma fase e a massa aterrada do equipamento elétrico. Nesse caso, a corrente elétrica do choque é atenuada pela: • • • • resistência elétrica do corpo humano; resistência do calçado; resistência do contato do calçado com o solo; resistência da terra no local dos pés no solo;

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resistência do aterramento da instalação elétrica no ponto de alimentação de energia.

Neste caso devem-se prover medidas de proteção básicas que visem impedir o contato com partes vivas perigosas em condições normais, como por exemplo: • • • Isolação básica ou separação básica; Uso de barreira ou invólucro; Limitação de tensão.

No caso 2, o choque ocorre quando regiões neutras ficam com diferença de potencial devido a um curto-circuito na instalação ou nos equipamentos. Deve-se notar que nesse tipo de choque a pessoa está tocando ou pisando regiões ou elementos não energizados da instalação. Porém, no momento do curto-circuito, ou mais precisamente durante este, estas áreas neutras ficam com diferença de potencial, advindo daí o choque elétrico. Neste caso devem-se prover medidas de proteção supletivas que visem suprir a proteção contra choques em caso de falha da proteção básica, como por exemplo: • • • Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação; Isolação suplementar; Separação elétrica.

Fatores determinantes da gravidade do choque
Os principais fatores que determinam a gravidade do choque elétrico são: • • • Percurso da corrente elétrica; Características da corrente elétrica; Resistência elétrica do corpo humano.

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RISCOS ELÉTRICOS Efeitos dos choques elétricos em função do trajeto Outro fator que influencia nas conseqüências do acidente por choque elétrico é o trajeto que a corrente faz pelo corpo do acidentado. o trajeto da corrente elétrica e a porcentagem de corrente que passa pelo coração. 10:41 . já que neste caso é exigido um processo de reanimação por massagem cardíaca que nem toda pessoa que está prestando socorro sabe realizar.9% 1.8% 1.8% Da mão direita para o pé esquerdo Da mão direita para a mão esquerda Da cabeça para a mão esquerda Características da corrente elétrica Outros fatores a determinar a gravidade do choque elétrico são as características da corrente: 17 riscos_eletricos.p65 17 8/8/2005. A B C D E LOCAL DE ENTRADA figura A figura B figura C figura D TRAJETO Da cabeça para o pé direito PORCENTAGEM DA CORRENTE 9.7% 7. se considerarmos que é mais fácil prestar socorro a uma pessoa que apresente asfixia do que a uma pessoa com fibrilação ventricular. A tabela a seguir apresenta os prováveis locais por onde poderá se dar o contato elétrico. Isso é um dado importante.

Acima de 500 mA 18 riscos_eletricos. nesse caso o efeito é letal. com início de tetanização. 10:41 . normalmente usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica.5 mA 0. Ocorrem também diferenças nos valores de intensidade de corrente para uma determinada sensação de choque elétrico.1 a 0. no máximo. contudo. são as que oferecem maior risco. se a vítima for do sexo feminino ou masculino.p65 18 8/8/2005. Para correntes alternadas de freqüências elevadas. 200 ms. Paralisia estendida aos músculos do tórax. devido a corrente tender a circular pela parte externa do corpo. Nenhum efeito perigoso se houver interrupção em. habitualmente nenhum efeito.5 a 10 mA 10 a 30 mA 30 a 500 mA REAÇÕES FISIOLÓGICAS HABITUAIS Leve percepção superficial. são as mais perigosas. as possibilidades de ocorrência de choque elétrico são pequenas. uma vez que se situam próximo à freqüência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação ventricular é maior. possibilidade de fibrilação ventricular se a descarga elétrica se manifestar na fase crítica do ciclo cardíaco e por tempo superior a 200 ms. ocorrerão queimaduras. EFEITOS DOS CHOQUES ELÉTRICOS DEPENDENTES DA INTENSIDADE DE CORRENTE FAIXA DE CORRENTE 0. salvo intervenção imediata de pessoal especializado com equipamento adequado. Especificamente as de 60 Hz. acima de 2 000 Hz. habitualmente nenhum efeito perigoso. Corrente alternada (CA) Entre 20 e 100 Hz. Traumas cardíacos persistentes. com sensação de falta de ar e tontura. ao invés da interna.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Corrente contínua (CC) A fibrilação ventricular só ocorrerá se a corrente contínua for aplicada durante um instante curto específico e vulnerável do ciclo cardíaco. Ligeira paralisia nos músculos do braço.

Zona 3 – habitualmente nenhum risco de fibrilação. A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele. no entanto. Zona 4 – fibrilação possível (probabilidade de até 50%). a resistência elétrica do corpo pode ser muito baixa. Esta resistência está situada entre 100 000 ohms e 600 000 ohms. Zona 2 – habitualmente nenhum efeito patofisiológico perigoso. 10:41 . Zona 5 – risco de fibrilação (probabilidade superior a 50%). encontra-se úmida. da ABNT. Esta baixa é originada pelo fato de que a corrente pode 19 riscos_eletricos. condição mais facilmente encontrada na prática.p65 19 8/8/2005. da resistência elétrica que esta oferece à passagem da corrente. quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes e a variação apresentada é em função da espessura. Zona 1 – habitualmente nenhuma reação. Quando esta. Resistência elétrica do corpo humano A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos de choques elétricos em função do tempo de contato e intensidade de corrente A relação entre tempo de contato e intensidade de corrente é um agravante nos acidentes por choque elétrico. em muito. a qual é constituída de células mortas. e também de qualquer outra resistência adicional entre a vítima e a terra. a norma NBR 6533. admitindo a circulação entre as extremidades do corpo em pessoas com 50 kg de peso. define cinco zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100 Hz. atingindo 500 ohms. Como podemos observar no gráfico.

a pele também pode oferecer uma baixa resistência. Ao estar com cortes. em média. 10:41 . quando úmida. Exemplificando Num toque acidental de um dedo com um ponto energizado de um circuito elétrico teremos. e apresentando um valor máximo de 500 ohms. músculos e demais tecidos. teremos: Quando seca: I = 120 V ÷ 400 000 Ω = 0. que apresenta menor resistência elétrica.3 mA Quando molhada: I = 120 V ÷ 15 000 Ω = 8 mA N Corrente de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoa pode suportar quando estiver segurando um objeto energizado e ainda ser capaz de largá-lo pela ação de músculos diretamente estimulados por esta corrente. constituída pelo sangue.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE então passar pela camada interna da pele. como vimos.p65 20 8/8/2005. podem influir muito na possibilidade de uma pessoa vir a sofrer um choque elétrico. Com isso. ao estar seca ou molhada. As diferenças da resistência elétrica apresentada pela pele à passagem da corrente. medindo normalmente 300 ohms. 20 riscos_eletricos. uma resistência de apenas 15 000 ohms. comparativamente à da pele é bem baixa. uma resistência de 400 000 ohms. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. Usando a lei de Ohm e considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que representa uma diferença de potencial de 120 volts. quando a pele estiver seca. podem ser grandes.

p65 21 8/8/2005. O macrochoque é definido quando a corrente do choque entra no corpo humano pelo lado externo. Qualquer equipamento invasivo. a corrente vai depender do estado da pele.RISCOS ELÉTRICOS Espraiamento de corrente do choque elétrico Devido à diferença da resistência elétrica e de seções transversais das várias regiões do corpo humano. É o tipo de choque que ocorre por defeito em equipamento médico-hospitalar. O macrochoque é o choque comum. Qualquer pessoa ao encostar num local energizado. invade o corpo e sai novamente pela pele. usado para analisar. O espraiamento pode ser na forma de macrochoque ou microchoque. Já na área de baixa densidade de corrente o calor produzido é pequeno. 10:41 . Desse modo os efeitos térmicos são mais intensos nas regiões de alta intensidade de corrente. uma distribuição diferenciada. ficará à mercê do macrochoque. ou num equipamento elétrico com defeito na sua isolação. Microchoque é o choque elétrico que ocorre no interior do corpo humano. a corrente que provoca o choque elétrico sofre. Em virtude da área da região do tórax ser maior. podendo produzir queimaduras de alto risco. a densidade de corrente é pequena. A corrente entra pela pele. Isso é positivo do ponto de vista da segurança humana. 21 riscos_eletricos. o corpo humano está em toda a sua resistência no trajeto da resistência elétrica da pele humana. o efeito da corrente do choque se dá de maneira diferenciada no corpo humano. Ou seja. diagnosticar ou monitorar qualquer órgão humano. um espraiamento como mostra a figura. sentido pelas pessoas. diminuindo os efeitos térmicos de contração e fibrilação no coração. dentro de um indivíduo. poderá produzir microchoque. Portanto. Para uma mesma tensão. O valor da corrente elétrica não depende somente do nível da diferença de potencial do choque.

p65 22 8/8/2005. Necrose – resultado de queimaduras profundas produzidas no tecido. ou entre dois condutores internos no corpo. podendo produzir fibrilação e uma conseqüente parada. Parada cardíaca – alteração no ritmo cardíaco. A resistência elétrica nestas condições é muito baixa. 10:41 . todas as manifestações podem ocorrer. inclusive dos que comandam a respiração. Sintomas do choque no indivíduo Manifestam-se por: • • • • • • Parada respiratória – inibição dos centros nervosos. Alteração no sangue – provocada por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente elétrica. Seqüelas em vários órgãos do corpo humano. a manifestação mais importante a ser considerada é a fibrilação ventricular do coração. 22 riscos_eletricos. Para os choques elétricos devido à tensão de toque e à de passo impostas pelo sistema de aterramento durante o defeito na rede elétrica. Perturbação do sistema nervoso. que ainda iremos abordar mais a seguir. O Se o choque elétrico for devido ao contato direto com a tensão da rede. aumentando muito o perigo do choque.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Este choque poderá ocorrer entre um condutor interno e a pele. O microchoque ocorre principalmente por defeitos em equipamentos médicohospitalares.

podendo provocar o derretimento dos ossos e cartilagens. 10:41 . com a sua conseqüente dilatação. Tempo do choque (s). o sangue não é mais bombeado. queima das camadas adiposas ao longo da derme.p65 23 8/8/2005. Sintomas da queimadura devido ao choque elétrico Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma energia térmica. I2 choque . que podem ser: » » » » » queimaduras de 1º. interrompendo o batimento cardíaco. Na fibrilação ventricular as fibras musculares do coração ficam tremulando desordenadamente. t choque Onde: R corpo humano ⇒ Resistência elétrica (S) do corpo humano. I choque t choque E térmica ⇒ ⇒ ⇒ O calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano. 23 riscos_eletricos. em conseqüência. Este fenômeno é denominado Efeito Joule. Fibrilação ventricular no coração humano é um fenômeno diferente da parada cardíaca. só a resistência de parte do corpo. tornando-se gelatinosas. Ou se for o caso. Quando ele está efetivamente parado. a pressão cai a zero e a pessoa perde os sentidos. Nesse estado as fibras musculares estão inativas. aquecimento do sangue. havendo. do músculo ou órgão afetado. aquecimento. podendo produzir vários efeitos e sintomas. uma total ineficiência no bombeamento do sangue. E térmica = R corpo humano . Energia em joules (J) liberada no corpo humano. Corrente elétrica do choque (A). mas com conseqüências idênticas. 2º ou 3º graus nos músculos do corpo.RISCOS ELÉTRICOS N Parada cardíaca é a falta total de funcionamento do coração. queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida.

fazendo buracos na pele nos pontos de entrada e saída da corrente pelo corpo humano. a queimaduras. advindo. devido ao mau contato ou a falhas internas no aparelho elétrico. a corrente provoca aquecimentos internos. se persistir. pode levar à morte. geralmente com: » » » » » perda de massa muscular. geralmente por fibrilação ventricular do coração. principalmente. 10:41 . Proteção contra efeitos térmicos As pessoas. bem como os materiais fixos próximos devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais do calor ou irradiação térmica produzidos pelos equipamentos elétricos. diminuição e atrofia muscular. outras causas e efeitos nos demais órgãos. E as que sobrevivem ficam com seqüelas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As condições citadas não acontecem isoladamente. mas sim associadas. Neste caso. Proteção contra queimaduras As partes acessíveis de equipamentos elétricos situados na zona de alcance normal não devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas e devem 24 riscos_eletricos. os componentes fixos de uma instalação elétrica. etc. cicatrizes. em conseqüência. O problema maior é o tempo de duração. Choques elétricos em baixa tensão têm pouco poder térmico. O choque de alta-tensão queima. perda parcial de ossos. particularmente quanto a: » » » riscos de queimaduras. As vítimas do choque de alta-tensão morrem devido. que. prejuízos no funcionamento seguro de componentes da instalação. elevando a temperatura a níveis perigosos. perda da coordenação motora. combustão ou deterioração de materiais. A queimadura também é provocada de modo indireto.p65 24 8/8/2005. danifica. isto é.

10:41 .p65 25 8/8/2005. Pessoas que estejam no raio de alguns metros de um arco podem sofrer severas queimaduras. volantes ou punhos de dispositivos de controle manuais: • metálicas • não-metálicas Superfícies previstas para serem tocadas em serviço normal. NBR 14039 – TEMPERATURAS MÁXIMAS DAS SUPERFÍCIES EXTERNAS DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DISPOSTOS NO INTERIOR DA ZONA DE ALCANCE NORMAL TIPO DE SUPERFÍCIE TEMPERATURAS MÁXIMAS (0O°C) Superfícies de alavancas. por exemplo) está ocorrendo um arco elétrico. Forte explosão e energia acústica acompanham a 25 riscos_eletricos. mas não destinadas a serem tocadas em serviço normal: • metálicas • não-metálicas 55 65 70 80 80 90 Arco elétrico Toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica pelo ar ou outro meio isolante (óleo. Sua temperatura pode alcançar 20 000°C. determinados pela NBR 14039 e devem ser protegidas contra qualquer contato acidental. Os arcos elétricos são eventos de múltipla energia. Próximo ao "laser". O arco elétrico (ou arco voltaico) é uma ocorrência de curtíssima duração (menor que ½ segundo). ainda que por curtos períodos. eles são a mais intensa fonte de calor na Terra. Os arcos elétricos são extremamente quentes.RISCOS ELÉTRICOS atender aos limites de temperaturas. mas não destinadas a serem mantidas à mão de forma contínua: • metálicas • não-metálicas Superfícies acessíveis. e muitos são tão rápidos que o olho humano não chega a perceber.

p65 26 8/8/2005. Em determinadas situações. Altas correntes de curto-circuito e tempos longos de atuação dos dispositivos de proteção aumentam o risco do arco elétrico. Isso afeta diretamente a gravidade da lesão e a própria sobrevivência da vítima. A quantidade de energia liberada durante um arco depende da corrente de curto-circuito e do tempo de atuação dos dispositivos de proteção contra sobrecorrentes. e incluem falhas em partes condutoras que integram ou não os circuitos elétricos. Tempos relativamente longos (30 a 60 segundos. As mais sérias queimaduras por arco voltaico envolvem a ignição da roupa da vítima pelo calor do arco elétrico. Uma falha pode ocorrer em equipamentos elétricos quando há um fluxo de corrente não intencional entre fase e terra. O arco pode ser causado por fatores relacionados a equipamentos. a temperatura deste é tão alta que destrói os tecidos do corpo. da distância que separa as pessoas do local e do tipo de roupa utilizada pelas pessoas expostas ao arco. Causas relacionadas ao ambiente incluem a contaminação por sujeira ou água ou pela presença de insetos ou outros animais (gatos ou ratos que provocam curtos-circuitos em barramentos de painéis ou subestações). A proteção contra o arco elétrico depende do cálculo da energia que pode ser liberada no caso de um curto-circuito. As vestimentas de proteção adequadas devem cobrir 26 riscos_eletricos. Todo cuidado é pouco para evitar a abertura de arco através do operador. ou entre múltiplas fases. Outras causas podem estar relacionadas a equipamentos. A severidade da lesão para as pessoas na área onde ocorre a falha depende da energia liberada durante a falha. Também podem desprender-se partículas incandescentes que queimam ao atingir os olhos. ao ambiente ou a pessoas. uma onda de pressão também pode se formar. sendo capaz de atingir quem estiver próximo ao local da ocorrência. Isso pode ser causado por trabalhadores que façam movimentos bruscos ou por descuido no manejo de ferramentas ou outros materiais condutivos quando estão trabalhando em partes energizadas da instalação ou próximo a elas. 10:41 . por exemplo) de queima contínua de uma roupa comum aumentam tanto o grau da queimadura quanto a área total atingida no corpo. Conseqüências de arcos elétricos (queimaduras e quedas) Se houver centelha ou arco.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE intensa energia térmica.

Emprego de dispositivos limitadores de corrente. isto é. cabelos. essa vestimenta deve incluir proteção para o rosto. elas devem incluir capuzes. Coberturas sólidas ou barreiras ao invés de coberturas ou telas. 27 riscos_eletricos. pescoço. se em determinadas situações uma análise de risco nos indica a necessidade de uma vestimenta de proteção contra o arco elétrico. O que agora nos parece óbvio. Essa queda pode resultar em lesões mais graves se o trabalho estiver sendo realizado em uma altura superior a dois metros. sistemas de intertravamento. muitas vezes. também está presente o risco de ferimentos e quedas. Equipamentos ensaiados para resistir aos arcos internos. chave de aterramento resistente ao curto-circuito presumido. Proteção contra perigos resultantes de faltas por arco Os dispositivos e equipamentos que podem gerar arcos durante a sua operação devem ser selecionados e instalados de forma a garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações. além da cobertura completa do corpo. as partes da cabeça que também possam sofrer danos se expostas a uma energia térmica muito intensa. decorrentes das ondas de pressão que podem se formar pela expansão do ar. fechaduras com chave não intercambiáveis. Temos relacionadas algumas medidas para garantir a proteção contra os perigos resultantes de faltas por arco: • Utilização de um ou mais dos seguintes meios: » » » » • • • • dispositivos de abertura sob carga. altos e largos quanto possível. o que pode ser muito comum em diversos tipos de instalações. Portanto. Na ocorrência de um arco elétrico. enfim. 10:41 . uma onda de pressão pode empurrar e derrubar o trabalhador que está próximo da origem do acidente. Corredores operacionais tão curtos.RISCOS ELÉTRICOS todas as áreas que possam estar expostas à ação das energias oriundas do arco elétrico. nem sempre foi observado. Além dos riscos de exposição aos efeitos térmicos do arco elétrico.p65 27 8/8/2005.

10:41 . • Campos eletromagnéticos Um campo elétrico é uma grandeza vetorial (função da posição e do tempo) que é descrita por sua intensidade.p65 28 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Seleção de tempos de interrupção muito curtos. abandonada nas proximidades de um corpo carregado com carga Q. a qual denominamos força elétrica. Normalmente campos elétricos são medidos em volts por metro (V/m). A região do espaço ao redor da carga Q. o que pode ser obtido através de relés instantâneos ou através de dispositivos sensíveis a pressão. luz ou calor. Experiências demonstram que uma partícula carregada com carga q. em que isso acontece. Operação da instalação. atuando em dispositivos de interrupção rápidos. denomina-se campo elétrico. pode ser atraída ou repelida pelo mesmo sob a ação de uma força F. Denomina-se campo magnético toda região do espaço na qual uma agulha imantada fica sob ação de uma força magnética. 28 riscos_eletricos.

pode ocorrer a passagem de corrente elétrica em um circuito desenergizado se ele estiver próximo a outro circuito energizado. Assim. A agulha da bússola é um ímã. etc. nos quais se empregam elevados níveis de tensão. por sua vez. Da mesma forma. é certo afirmar que essa exposição promove efeitos térmicos e endócrinos no organismo humano. Embora não haja comprovação científica. A exposição aos campos eletromagnéticos pode causar danos.) devem se precaver dessa exposição. amplificador auditivo. a agulha da bússola sofre desvio.RISCOS ELÉTRICOS O fato de um pedaço de ferro ser atraído por um ímã é conhecido por todos nós.p65 29 8/8/2005. Especial atenção deve ser dada aos trabalhadores expostos a essas condições que possuam próteses metálicas (pinos. encaixes. pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos. há suspeitas de que a radiação eletromagnética possa provocar o desenvolvimento de tumores. 10:41 . podendo criar disfunções nos aparelhos. especialmente quando da execução de serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica. se o circuito está efetivamente sem tensão. com equipamentos apropriados (voltímetros ou detectores de tensão). podendo provocar lesões. Esse fenômeno pode ser particularmente importante quando há diferentes circuitos próximos uns dos outros. dosadores de insulina. hastes). 29 riscos_eletricos. induz uma corrente elétrica em condutores próximos. Uma outra preocupação é com a indução elétrica. Entretanto. A passagem da corrente elétrica em condutores gera um campo eletromagnético que. além de desligar o circuito no qual vai trabalhar. Colocando-se uma bússola nas proximidades de um corpo imantado ou nas proximidades da Terra. pois a radiação interfere nos circuitos elétricos. confira. Por isso é fundamental que você. os trabalhadores que portam aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo.

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Riscos adicionais
São considerados como riscos adicionais aqueles que, além dos elétricos, são específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde dos que trabalham com eletricidade.

Classificação dos riscos adicionais
Altura
Em trabalhos com energia elétrica feitos em alturas, devemos seguir as instruções relativas a segurança descritas abaixo: • • É obrigatório o uso do cinto de segurança e do capacete com jugular. Os equipamentos acima devem ser inspecionados pelo trabalhador antes do seu uso, no que concerne a defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e travas, bem como quanto à integridade da carneira e da jugular. Ferramentas, peças e equipamentos devem ser levados para o alto apenas em bolsas especiais, evitando o seu arremesso.

Quando for imprescindível o uso de andaimes tubulares em locais próximos à rede elétrica, eles deverão: • • • • • • • Respeitar as distâncias de segurança, principalmente durante as operações de montagem e desmontagem; Estar aterrados; Ter as tábuas da(s) plataforma(s) com, no mínimo, uma polegada de espessura, travadas e que nunca ultrapassem o andaime; Ter base com sapatas; Ter guarda-corpo de noventa centímetros de altura em todo o perímetro com vãos máximos de trinta centímetros; Ter cinturão de segurança tipo pára-quedista para alturas iguais ou superiores a 2 metros; Ter estais a partir de 3 metros e a cada 5 metros de altura.

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RISCOS ELÉTRICOS

Manuseio de escada simples e de extensão: • Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam rachaduras, degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados, etc. Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para reparo ou troca. Devem ser manuseadas sempre com luvas. Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la. No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos-suportes, devidamente amarradas. Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os montantes. Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de segurança e com os pés apoiados sobre os seus degraus. Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça. Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida paralelamente ao meio-fio. Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja de aproximadamente ¼ do seu comprimento. Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la. Somente o dispense depois de amarrar a escada. Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do degrau, verificando o travamento da extensão. Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no pé dela, segurando-a.

• • • • • • • • • • • •

Ambientes confinados
Nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de proteção, a saber:

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a)

treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos a que estão submetidos, a forma de preveni-los e o procedimento a ser adotado em situação de risco;

b) nos serviços em que se utilizem produtos químicos, os trabalhadores não poderão realizar suas atividades sem um programa de proteção respiratória; c) a realização de trabalho em recintos confinados deve ser precedida de inspeção prévia e elaboração de ordem de serviço com os procedimentos a serem adotados;

d) monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão e intoxicação no interior de locais confinados realizado por trabalhador qualificado sob supervisão de responsável técnico; e) f) proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado; ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos contaminantes e ventilação geral que execute a insuflação de ar para o interior do ambiente, garantindo de forma permanente a renovação contínua do ar;

g) sinalização com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos no interior de espaços confinados; h) uso de cordas ou cabos de segurança e pontos fixos para amarração que possibilitem meios seguros de resgates; i) j) k) l) acondicionamento adequado de substâncias tóxicas ou inflamáveis utilizadas na aplicação de laminados, pisos, papéis de parede ou similares; a cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores, pelo menos 2 (dois) devem ser treinados para resgate; manter ao alcance dos trabalhadores ar mandado e/ou equipamento autônomo para resgate; no caso de manutenção de tanque, providenciar desgaseificação prévia antes da execução do trabalho.

Áreas classificadas
São considerados ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido

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está presente continuamente ou por grandes períodos de tempo. desgaste ou deterioração de equipamentos. pode estar presente durante o funcionamento normal do processo. potencialmente explosiva. 10:41 . também chamadas de ambientes explosivos. assumindo como temperatura ambiente de referência 40ºC. e esta é baseada na temperatura superficial máxima que o mesmo possa alcançar em funcionamento normal ou em caso de falha. não está normalmente presente. As áreas classificadas normalmente cobrem uma zona cujo limite é onde o gás ou gases inflamáveis estarão tão diluídos ou dispersos que não poderão apresentar perigo de explosão ou combustão. por exemplo. área na qual uma mistura de gás/ar.RISCOS ELÉTRICOS a razões diversas. A EN 50. Um deles é eliminarmos um 33 riscos_eletricos. potencialmente explosiva.p65 33 8/8/2005. Segundo as recomendações da IEC 79-10. as áreas são classificadas em: Zona 0 área na qual uma mistura de gás/ar. Assim temos: TEMPERATURA SUPERFICIAL MÁXIMA T1 450°C T2 300°C T3 200°C T4 135°C T5 100°C T6 85°C Para exemplificar: um equipamento classificado como T3 pode ser utilizado em ambientes cujos gases possuem temperatura de combustão superior a 200ºC. podemos adotar diversos métodos. são classificadas conforme normas internacionais. Zona 1 Zona 2 É evidente que um equipamento instalado dentro de uma área classificada também deve ser classificado. Para diminuirmos o risco de uma explosão. Caso esteja. e de acordo com a classificação exigem a instalação de equipamentos e/ou interfaces que atendam às exigências prescritas nas mesmas.014 especifica a temperatura superficial máxima em 6 níveis. Tais áreas. potencialmente explosiva. área na qual a mistura gás/ar. como. será por curtos períodos.

este é o único método que permite que haja a explosão. e devem. a níveis não perigosos. O que se faz é limitar a energia armazenada em circuitos elétricos de modo a torná-los totalmente incapazes. Porém. 34 riscos_eletricos. tanto em condições normais de operação quanto em situações de falha. pois na fase de projeto as soluções são mais simples e econômicas. de produzir faíscas elétricas ou de gerar arcos voltaicos que possam causar a explosão. minorando os riscos inerentes com o auxílio de um profissional competente. b) Segregação: é o método que permite separar ou isolar fisicamente as partes elétricas ou as superfícies quentes da mistura explosiva. indústrias farmacêuticas. 10:41 . são indústrias de alto potencial de risco quanto a incêndios e explosões. A seguir. A técnica de segurança intrínseca é a mais empregada deste método de proteção e também a mais efetiva. c) Prevenção: através deste método limita-se a energia.p65 34 8/8/2005. indústrias do carvão. indústrias metalúrgicas. E um outro é através de uma das três alternativas a seguir: a) Contenção da explosão: na verdade. citamos alguns tipos de indústrias reconhecidamente perigosas quanto aos riscos de incêndios e explosões: » » » » » » » » indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas. indústrias plásticas. oxigênio e combustível. indústrias alimentícias. indústrias fabricantes de rações animais. antes de sua implantação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE dos elementos do triângulo do fogo: temperatura. as indústrias já implantadas poderão equacionar razoavelmente bem os problemas. seja térmica ou elétrica. As indústrias que processam produtos que em alguma de suas fases se apresentem na forma de pó. porque esta fica confinada em um ambiente bem definido e não pode propagar-se para a atmosfera do entorno. indústrias de beneficiamento de madeira. efetuar uma análise acurada dos riscos e tomar as precauções cabíveis.

operados. Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO. executados.RISCOS ELÉTRICOS Instalações elétricas em ambientes explosivos As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados. etiquetado. Os locais de instalação de transformadores e capacitores.p65 35 8/8/2005. de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas. de acordo com as especificações técnicas. adequados à classe de risco. entre outros riscos. 10:41 . Os serviços de manutenção ou reparo de sistemas elétricos só podem ser executados com o equipamento desligado. as seguintes indicações: 35 riscos_eletricos. choques elétricos. e c) tomadas precauções necessárias para a segurança dos trabalhadores. em subsolo. exceto se forem: a) utilizadas técnicas adequadas para circuitos energizados. no mínimo. instalação e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos. localizados na entrada ou nas proximidades e. reformados e ampliados de forma que permitam a adequada distribuição de energia e isolamento. b) ser construídos e ancorados de forma segura. Os cabos. O bloqueio durante as operações de manutenção e reparo de instalações elétricas deve ser realizado utilizando-se cadeado e etiquetas sinalizadoras fixadas em local visível contendo. seus painéis e respectivos dispositivos de operação devem atender aos seguintes requisitos: a) ser ventilados e iluminados ou projetados e construídos com tecnologia adequada para operação em ambientes confinados. e e) possuir extintores portáteis de incêndio. mantidos. b) utilizados ferramentas e equipamentos adequados à classe de tensão. c) ser devidamente protegidos e sinalizados. credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia. água e influência de agentes químicos. bloqueado e aterrado. indicando zona de perigo. Os cabos e condutores de alimentação elétrica utilizados devem ser certificados por um organismo de certificação. d) não ser usados para outras finalidades diferentes daquelas do projeto elétrico. correta proteção contra fugas de corrente. curtos-circuitos. observando-se suas aplicações. a montante do fluxo de ventilação.

blindagem ou peça condutora que possam armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulhas ou centelhas devem ser aterrados. prejudicando sua eficácia. carcaça. 36 riscos_eletricos. as tarefas de manutenção elétrica devem ser realizadas sob o controle de um supervisor. motores. operação e manutenção de instalações elétricas devem ser executadas somente por pessoa qualificada. Os equipamentos e máquinas de emergência são destinados a manter a continuidade do fornecimento de energia elétrica e as condições de funcionamento. para os casos de curto-circuito. sobrecarga. monitorando-se a concentração dos gases. Os fios condutores de energia elétrica instalados no teto de galerias para alimentação de equipamentos devem ser protegidos contra contatos acidentais. As malhas. 10:41 . salvo critério do responsável técnico. Durante a manutenção de máquinas ou instalações elétricas. Os sistemas de recolhimento automático de cabos alimentadores de equipamentos elétricos móveis devem ser eletricamente solidários à carcaça do equipamento principal. invólucro. com a rede de energia desligada e a chave de acionamento bloqueada. b) motivo da manutenção. a fim de evitar contatos acidentais. Toda instalação. transformadores. Redes elétricas. A implantação. os pontos de aterramento e os pára-raios devem ser revisados periodicamente e os resultados registrados. que deve receber treinamento continuado em manuseio e operação de equipamentos de combate a incêndios e explosões. queda de fase e fugas de corrente. bem como na prestação de primeiros socorros a acidentados. os ajustes e as características dos dispositivos de segurança não devem ser alterados. máquinas e circuitos elétricos devem estar equipados com dispositivos de proteção automáticos. e c) nome do responsável pela operação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE a) horário e data do bloqueio. Em locais com ocorrência de gases inflamáveis e explosivos.p65 36 8/8/2005. Os equipamentos elétricos móveis devem ter aterramento adequadamente dimensionado. Os terminais energizados dos transformadores devem ser isolados fisicamente por barreiras ou outros meios físicos. Trabalhos em condições de risco acentuado deverão ser executados por duas pessoas qualificadas.

pois o óleo isolante pode absorver a umidade do ar. marcados e isolados. Condições atmosféricas Umidade Deve-se considerar que todo trabalho em equipamentos energizados só deve ser iniciado com boas condições meteorológicas. ou retirados quando não forem mais utilizados. há condições seguras para execução dos serviços. aterramento e proteção contra falhas elétricas. suas características isolantes. 37 riscos_eletricos. 10:41 . Devemos levar em consideração. estanqueidade. comprometendo. sabemos que a existência de umidade no ar propicia a diminuição da capacidade disruptiva do ar. Os trechos e pontos de tomada de força de rede elétrica em desuso devem ser desenergizados. aumentando assim o risco de acidentes elétricos.RISCOS ELÉTRICOS Trabalhos em redes elétricas entre dois ou mais pontos sem possibilidade de contato visual entre os operadores somente podem ser realizados com comunicação por meio de rádio ou outro sistema de comunicação que impeça a energização acidental. assim. Como visto em estudos anteriormente. as instalações elétricas serão à prova de explosão. não sendo assim permitidos trabalhos sob chuva. também. neblina densa ou ventos. que os equipamentos isolados a óleo não devem ser abertos em condições de umidade elevada. isolamento.p65 37 8/8/2005. As instalações elétricas com possibilidade de contato com água devem ser projetadas. Desaparecendo a película de umidade. Em locais sujeitos a emanações de gases explosivos e inflamáveis. executadas e mantidas com especial cuidado quanto à blindagem. Podemos determinar a condição de umidade favorável ou não com a utilização do termo-higrômetro ou umedecendo levemente com um pano úmido a superfície de um bastão de manobra e aguardar durante aproximadamente 5 minutos.

velocidade do vento. as pessoas ou animais. que partirá da base da nuvem em direção ao solo. sendo produzido por nuvens do tipo cumulus nimbus. 10:41 . há o aquecimento deste meio. as soluções aplicadas buscam tão-somente minimizar os efeitos destruidores a partir de instalações adequadas de captação e de condução segura da descarga para a terra. etc. definindo assim uma trajetória ramificada e aleatória. ou ainda entre nuvens. Neste processo os elétrons retirados das moléculas de ar retornam.) fazem com que determinado tipo de nuvem se torne eletricamente carregada internamente. pressão. o primeiro choque do raio deixou um canal ionizado entre a nuvem e o solo. sendo estas originadas a partir do aquecimento do solo pelos raios solares. que dessa forma permitirá a passagem de uma avalanche de cargas com corrente de pico em torno de 20 000 ampères. que tem formato parecido com uma bigorna e chega a ter 12 quilômetros de altura e vários quilômetros de diâmetro. carregando com este as partículas de vapor. as chuvas que começam a cair são normalmente acompanhadas de tempestades. ou do encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. buscando locais de menor potencial. As tempestades com trovoadas se verificam quando certas condições particulares (temperatura. Com o intuito de evitar falsas expectativas ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas. O raio é um fenômeno de natureza elétrica. Após esse segundo choque violento das cargas elétricas passando pelo ar. A partir deste estágio.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Descargas atmosféricas (raios) Mecanismo Devido a longos períodos de estiagem. Assim sendo. umidade do ar. Esta primeira onda caracteriza o choque líder que define sua posição de queda entre 20 a 100 metros do solo. fazendo com que a energia seja devolvida sob a forma de relâmpago. Nada em termos práticos pode ser feito para impedir a "queda" de uma descarga em uma determinada região. até 30 000° C. • 38 riscos_eletricos. devemos fazer os seguintes esclarecimentos: • O raio é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível tanto em relação às suas características elétricas como em relação aos efeitos destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações. que fazem o ar quente subir. provocando assim a expansão do ar (trovão). As descargas atmosféricas podem ser ascendentes (da terra para a nuvem) ou descendentes (da nuvem para a terra). O mecanismo de autoprodução de cargas elétricas vai aumentando de tal modo que dá origem a uma onda elétrica (raio).p65 38 8/8/2005.

criam-se por indução no terreno cargas positivas. na existência de nuvens carregadas sobre o mesmo. Descarga Indireta: o raio cai a uma distância de até 1 quilômetro de uma rede elétrica. Além dos danos causados diretamente pela corrente elétrica e pelo intenso calor. gerando elevados valores de sobretensões sobre os diversos circuitos. em redes de telecomunicações. de TV a cabo. devido ao alto valor de sua corrente elétrica. • 39 riscos_eletricos. etc. Reduzir a vida útil dos equipamentos. o raio pode provocar sobretensões em redes de energia elétrica. Sobretensões transitórias Um raio ao cair na terra pode provocar grande destruição. que gera intensos campos eletromagnéticos. 10:41 . etc. antenas parabólicas. redes de transmissão de dados. Provocar enormes perdas.RISCOS ELÉTRICOS • A incidência de raios é maior em solos maus condutores do que em solos condutores de eletricidade. Essa sobretensão é denominada Sobretensão Transitória. A sobretensão gerada é de menor intensidade do que a provocada pela descarga direta. Nesse caso. As sobrecorrentes transitórias originadas de descargas atmosféricas podem ocorrer de dois modos: • Descarga Direta: o raio atinge diretamente uma rede elétrica ou telefônica. naturalmente úmido e às vezes ionizado. as sobretensões transitórias podem chegar até as instalações elétricas internas ou de telefonia. em que temos a nuvem funcionando como placa negativa e o solo com placa positiva e o ar. o raio tem um efeito devastador. propiciando assim a existência de raios. entre outras. Essa sobretensão induzida acontece quando uma parte da energia do raio é transferida através de um acoplamento eletromagnético com uma rede elétrica. de TV a cabo ou de qualquer unidade consumidora. etc. podem: • • • Provocar a queima total ou parcial de equipamentos elétricos ou danos à própria instalação elétrica interna e telefônica. Os seus efeitos. além de poderem causar danos a pessoas e animais. pois nos solos maus condutores. servindo como um isolante de baixo poder dielétrico. com a parada de equipamentos.p65 39 8/8/2005. Por sua vez. mas pode causar sérios danos. calor.

Evitar locais extremamente perigosos. torres.p65 40 8/8/2005. como topos de morros. Condutores de Descida – Cabos que conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento. Temos como principais componentes de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas: • Terminais Aéreos – Conhecidos como pára-raios. topos de prédios. evitando assim o efeito das pontas. Medidas Preventivas • • • • • • • • • Evitar a execução de serviços em equipamentos e instalações elétricas internas e externas. eles são hastes montadas em bases instaladas acima do ponto mais alto das edificações com o objetivo de propiciar um caminho mais fácil para os relâmpagos que venham a incidir na edificação. Não entrar em rios. a não ser que seja sem fio. guardando uma distância segura destes. procurar não se movimentar. Procurar abrigo em instalações seguras. jamais ficando ao relento. linhas telefônicas. Caso não encontre abrigo. 10:41 . Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas As medidas utilizadas para minimizar as conseqüências das descargas atmosféricas têm como princípio a criação de caminhos de baixa resistência a terra escoando à mesma as correntes elétricas dos raios. Evitar ficar próximo de tomadas e canos. piscinas. Evitar o uso de telefones. linhas aéreas. janelas e portas metálicas. Evitar tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à rede elétrica.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A grande maioria das sobretensões transitórias de origem atmosférica que causam danos a equipamentos é ocasionada pelas descargas indiretas. • 40 riscos_eletricos. sendo geralmente interligados através de condutores horizontais. lagos. proximidade de cercas de arame. e se possível ficar agachado. Nunca procurar abrigo sob árvores ou construções isoladas sem sistemas de proteção atmosférica adequados.

todas as partes metálicas da edificação. etc. • • Acidentes de origem elétrica A segurança no trabalho é essencial para garantir a saúde e evitar acidentes nos locais de trabalho. propiciando uma baixa resistência a terra. aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária às normas de segurança. os acidentes são provocados pela presença de condições inseguras e atos inseguros ao mesmo tempo. Podemos classificar os acidentes de trabalho relacionando-os com fatores humano (atos inseguros) e com o ambiente (condições inseguras).RISCOS ELÉTRICOS • Terminais de Aterramento – Condutores que servem para conectar os cabos de descida ao solo. instrumentação industrial. o sistema de proteção atmosférica. as estruturas. Supressores de Surto. É a maneira como os trabalhadores se expõem (consciente ou inconscientemente) aos riscos de acidentes. sendo um item obrigatório em todos os tipos de trabalho. geralmente. etc. Pára-Raios de Linha. Centelhados – São instalados em pontos de entrada de energia. os aterramentos de equipamentos. deve-se levar em conta que. devem ser interligados a um mesmo referencial de terra. definidos como causas de acidentes do trabalho que residem exclusivamente no fator humano.. 41 riscos_eletricos. 10:41 . impedindo assim a existência de diferenças de potenciais entre os elementos interligados. No entanto. isto é. Varistores.p65 41 8/8/2005. Como visto no capítulo sobre eqüipotencialização. Atos inseguros Os atos inseguros são. sendo a mesma dependente das características do solo. às vezes. indireta e manobras de equipamentos do sistema de alimentação elétrica. Sendo os mesmos constituídos usualmente de cabos e hastes enterradas no solo. Essas causas são apontadas como responsáveis pela maioria dos acidentes. com o intuito de proteger as instalações e equipamentos contra sobrecorrentes transitórias (sobretensões) provocadas por descargas direta. cabos telefônicos e de dados. Condutores de Ligação Eqüipotencial – Visam à interligação do sistema de aterramento com os outros sistemas de aterramento da edificação.

: sexo. pisos fracos e irregulares. • 42 riscos_eletricos.p65 42 8/8/2005. Tais condições manifestam-se como deficiências técnicas. falta de ordem e limpeza. problemas com os colegas. nível de inteligência.: problemas familiares. Ex. grau de atenção. máquinas apresentando defeitos. abalos emocionais. Ex. o brincalhão. falta de sinalização. coordenação motora. falta de proteção em partes móveis. Desajustamento: este fator é relacionado com certas condições específicas do trabalho. falhas de treinamento.: problema com a chefia. 10:41 . idade. Fatores circunstanciais: fatores que influenciam o desempenho do indivíduo no momento. Ex. Personalidade: fatores que fazem parte das características da personalidade do trabalhador e que se manifestam por comportamentos impróprios. • • • • Condições inseguras São aquelas que. alcoolismo. etc. Estes fatores são na maioria das vezes causados por: seleção ineficaz. estado de fadiga. falta de treinamento. políticas salariais impróprias. o desatento. tempo de reação aos estímulos. doença. o exibicionista. podendo apresentar-se: • Na construção e instalações em que se localiza a empresa: áreas insuficientes. é possível analisar os fatores relacionados com a ocorrência dos atos inseguros e controlá-los. põem em risco a integridade física e/ou mental do trabalhador. o machão. Na maquinaria: localização imprópria das máquinas. agressividade. excesso de ruído e trepidações.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É falsa a idéia de que não se pode predizer nem controlar o comportamento humano. Na verdade. política promocional imprópria. Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los. instalações elétricas impróprias ou com defeitos. presentes no ambiente de trabalho. pontos de agarramento e elementos energizados.: o desleixado. impulsividade. Ex. Seguem-se alguns fatores que podem levar os trabalhadores a praticarem atos inseguros: • Inadaptação entre homem e função por fatores constitucionais. discussão com colegas. devido à possibilidade deste acidentar-se. clima de insegurança.

O acidente mais comum a que estão submetidas as pessoas.RISCOS ELÉTRICOS • Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou totalmente ausente. equipamentos de proteção com defeito (EPIs. dá origem a uma grande quantidade de cargas elétricas. Causas diretas de acidentes com eletricidade Podemos classificar como causas diretas de acidentes elétricos as propiciadas pelo contato direto por falha de isolamento.p65 43 8/8/2005. A fricção entre as partículas de água que formam as nuvens. podendo estas ainda serem classificadas quanto ao tipo de contato físico: • • Contatos diretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente sob tensão (partes vivas). As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas de quilovolts. ficando o corpo ligado eletricamente sob tensão entre fase e terra. tensões induzidas eletromagnéticas e tensões estáticas. 10:41 . Contatos indiretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente não energizadas (massas). ferramental defeituoso ou inadequado. além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por elas. EPCs). Causas indiretas de acidentes elétricos Podemos classificar como causas indiretas de acidentes elétricos as originadas por descargas atmosféricas. mas que podem ficar energizadas devido a uma falha de isolamento. provocada pelos ventos ascendentes de forte intensidade. Descargas atmosféricas As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica. é o toque acidental em partes metálicas energizadas. Verifica-se experimentalmente que as cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem. principalmente aquelas que trabalham em processos industriais ou desempenham tarefas de manutenção e operação de sistemas industriais. acarretando conseqüentemente uma intensa migração de 43 riscos_eletricos. enquanto as cargas elétricas negativas se posicionam na parte inferior. sem contar os riscos de vida a que as pessoas e animais ficam submetidos. roupa e calçados impróprios.

portanto. O aumento dessa diferença de potencial. Quando um corpo carregado se aproxima desses átomos. sem contudo tocá-los? Normalmente. há um deslocamento muito pequeno dos seus elétrons e prótons. que se denomina gradiente de tensão. conhecidos também por dielétricos. dando dessa forma uma característica bipolar às nuvens. que depende de certas condições ambientais. No entanto. A concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa determinada região faz surgir uma diferença de potencial entre a terra e a nuvem. num trajeto tortuoso e normalmente cheio de ramificações. Um dielétrico que possui átomos assim deformados (achatados) está eletricamente polarizado. Tensão estática Os condutores possuem elétrons livres e. aproximando um corpo eletrizado. 10:41 . o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE cargas positivas na superfície da terra para a área correspondente à localização da nuvem. os centros de gravidade das massas dos elétrons e prótons de um átomo coincidem-se e localizam-se no seu centro.p65 44 8/8/2005. praticamente não possuem elétrons livres. 44 riscos_eletricos. Os isoladores. isto é. cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto. podem ser eletrizados por indução. formando assim um dipolo elétrico. normalmente elevada. de modo que os centros de gravidade destes não mais se coincidem. fazendo com que as cargas elétricas migrem na direção da terra. Será que eles podem ser eletrizados por indução. poderá atingir um valor que supere a rigidez dielétrica do ar interposto entre a nuvem e a terra. É de aproximadamente 1kV/mm o valor do gradiente de tensão para o qual a rigidez dielétrica do ar é rompida.

nos casos de circuito de alta-extra ou ultra-alta tensão. são drenadas imediatamente. Ao se instalar o aterramento provisório. as correntes. Essa tensão é induzida por linha ou linhas energizadas que cruzam ou são paralelas à linha ou equipamento desenergizado no qual se trabalha. Se dois condutores. e após um longo período de tempo podem ser relativamente elevadas. Todavia. é recomendável a adoção de critérios que levem em conta o nível de tensão dos circuitos e a distância entre eles. o que possibilita neste ponto uma maior segurança para o homem de manutenção. portanto com indução elevada. No caso de uma linha aterrada em apenas uma das extremidades. devido às tensões induzidas capacitivas e às tensões estáticas ao referencial de terra. e se ambas as extremidades estiverem aterradas. existirá uma corrente fluindo num circuito fechado com a terra. estiverem separados por um dielétrico e em potenciais diferentes. Além disso. Essa tensão é função da distância entre linhas. o que poderá determinar se as outras medidas de segurança ainda deverão ser adotadas ou até mesmo se o trabalho deverá ser feito como em linha energizada. e em condições secas. do comprimento do trecho onde há paralelismo ou cruzamento e da existência ou não de transposição nas linhas. da corrente de carga das linhas energizadas. surgirá entre ambos o efeito capacitivo. as linhas sofrem uma contínua indução que se soma às demais tensões presentes. As tensões estáticas crescem continuamente. 10:41 . diminuindo a diferença de potencial existente e ao mesmo tempo jampeando a área de trabalho. existirão tensões de acoplamento capacitivo e eletromagnético induzidas pelos condutores energizados próximos à linha.RISCOS ELÉTRICOS Tensões induzidas em linhas de transmissões de alta-tensão Devido ao atrito com o vento e com a poeira. 45 riscos_eletricos.p65 45 8/8/2005. Ao aterrarmos uma linha. ou um condutor e o potencial de terra. uma corrente fluirá por seu intermédio. a tensão induzida eletromagneticamente terá seu maior vulto na extremidade não aterrada. Podemos ter tensões induzidas na linha por causa do acoplamento capacitivo e eletromagnético.

foram condenados a pagar 20 cestas básicas ao estudante Guilherme Orlando Günther. O garoto recebeu um choque elétrico quando brincava próximo à piscina do clube. que brincava com uma bola de tênis. A descarga de energia arremessou o corpo do vigilante para a varanda.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Acidentes com eletricidade (exemplos) Vigilante morre eletrocutado ao hastear bandeira no Recife JC On Line – 7/9/2004 Pernambuco – No Dia da Independência do Brasil. eletrificou o garoto. Os dois colocaram os enfeites em uma palmeira perto de uma das piscinas do clube. e na hora de hastear a do Estado. 46 riscos_eletricos.6 metro de distância do fio. eletrocutando o vigilante. da 3ª Vara Criminal de São Paulo. nesta terça-feira pela manhã. que estava na varanda do primeiro andar. em 1997. Encostado na palmeira havia um andaime de ferro. por volta das 7 horas. Com base na Lei dos Juizados Especiais. a juíza Nidea Rita Coltro Sorci condenou os engenheiros elétricos ao pagamento das cestas básicas. foi hastear a bandeira de Pernambuco na agência Bradesco da Rua do Imperador. Segundo o Instituto de Criminalística. o mastro tocou no fio de energia do poste. 43 anos. de 14 anos. Engenheiros condenados por acidente Folha de São Paulo – 28/4/1999 São Paulo – Dois engenheiros responsáveis pela instalação de enfeites de natal no Clube Paulistano. O hasteamento é um procedimento de rotina no banco e cabe diariamente ao vigilante de plantão. absolve a diretoria do Clube Paulistano. a 1. funcionário da Nordeste Vigilância de Valores. entrou em coma e permaneceu internado por quase dois meses. A fiação da iluminação natalina. O acidente ocorreu quando o vigilante Laércio Honorato da Silva. Guilherme teve parada cardiorrespiratória. Newton Günther. reagiu o pai de Guilherme. A decisão. chegou a subir a bandeira do Brasil. 10:41 . porque ambos têm bons antecedentes.p65 46 8/8/2005. no bairro de Santo Antônio. Laércio. "Essa punição é ridícula". na zona oeste de São Paulo. que hoje nem sequer consegue tomar banho sem ajuda. o acidente foi uma fatalidade. O acidente provocou danos cerebrais gravíssimos no estudante. um homem morreu eletrocutado ao hastear uma bandeira no centro de Recife. em contato com o andaime.

o poste é de responsabilidade do Horto. segurou-se em um poste de ferro que estava eletrificado.RISCOS ELÉTRICOS Acidente de trabalho . O chefe da segurança.Eletrocutados em SP Globo On – 9/6/2004 Homens são eletrocutados ao limpar fachada de posto de gasolina São Paulo – Dois homens foram eletrocutados nesta terça-feira quando trabalhavam na limpeza da fachada de um posto de gasolina na avenida Bandeirantes. disse que o poste pertence ao órgão. estudante de um curso técnico no SENAI de eletricidade. Júlio ficou por cerca de três minutos recebendo a descarga elétrica. Seu amigo Everaldo de Jesus tentou tirá-lo mas também levou um choque. Quando tentou voltar. Ele mesmo voltou e conseguiu puxá-lo com uma camisa. Segundo ele. 47 riscos_eletricos. os meninos são alertados para não pular a grade. Eles foram levados para hospitais da região pelos bombeiros e policiais do helicóptero Águia. Rapaz morre eletrocutado em poste na Quinta O Globo – 1998 Após pegar uma bola no Horto. Funcionários da Light e da Rio Luz estiveram no local e comprovaram que o poste se eletrificava quando um disjuntor do prédio do Horto era ligado.p65 47 8/8/2005. Segundo os técnicos. mas Júlio já estava morto. mas eles não sabiam que ele estava eletrificado. Júlio recebeu descarga por 3 minutos Júlio César Dias Carneiro. eles despencaram de uma altura de quase 10 metros. Eles não souberam dizer a intensidade do choque. Um deles está internado em estado grave. Paulo Sérgio. Com o choque. na zona sul da cidade. de 18 anos. 10:41 . morreu eletrocutado ontem à tarde. Ele passou por um buraco na grade entre a quadra e o Horto Botânico do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista para pegar uma bola.

quando as operadoras Brasil Telecom. pelo menos 49 trabalhadores de firmas terceirizadas morreram em decorrência de acidentes de trabalho. Telemar e Telefônica tiveram de cumprir o plano de antecipação de metas de expansão e qualidade. acidentes vitimaram 49 trabalhadores terceirizados em redes de telefonia fixa no país Rio. para poder operar em outros segmentos. riscos_eletricos. Os dados são da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel). muitos porque a rede elétrica fica ligada durante a execução do serviço. O auge dos acidentes fatais ocorreu nos últimos três anos.Entre cabos telefônicos. todo o serviço de manutenção de redes externas é terceirizado. em 1998. a morte O Globo – 27/7/2003 De 1998 a 2003. Desde a privatização do setor. 10:41 . Brasília e Porto Alegre – Subir num poste para consertar ou instalar uma linha telefônica e morrer eletrocutado: esse foi o destino de funcionários de empresas terceirizadas de telefonia fixa nos últimos anos vítimas de acidentes. Atualmente.p65 48 8/8/2005.

As metodologias representam os tipos de processos ou de técnicas de execução dessas análises de riscos da instalação ou da tarefa. máquinas e equipamentos. » » » Que pode acontecer errado? Quais são as causas básicas dos eventos não desejados? Quais são as conseqüências? RISCOS ELÉTRICOS A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população exposta. Conceitos básicos Perigo Uma ou mais condições físicas ou químicas com possibilidade de causar danos às pessoas. procedimentos. de uma forma geral. Alguns exemplos dessas técnicas são apresentados a seguir com uma pequena descrição do método. 10:41 .Técnicas de análise de riscos Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades. é preciso avaliar e controlar os riscos.p65 49 8/8/2005. para o meio ambiente e para a empresa. suas freqüências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis conseqüências. Para reduzir a freqüência de acidentes. riscos_eletricos. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes. ao ambiente ou uma combinação de todos. à propriedade. A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e as medidas para controle das conseqüências de acidentes para os trabalhadores e para as pessoas que vivem ou trabalham próximo à instalação ou para o meio ambiente. projetos e instalações.

a probabilidade e suas conseqüências. A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes são causados por eventos pouco freqüentes.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Risco Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana. resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (conseqüências). combinação entre o evento. mas que causam danos importantes. Níveis de risco » Catastrófico » Crítico » Moderado » Não Crítico » Desprezível 50 riscos_eletricos. baseada na engenharia de avaliação e técnicas estruturadas para promover a combinação das freqüências e conseqüências de cenários acidentais. 10:41 . razão entre o perigo e as medidas de segurança. Avaliação de riscos É o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os compara com os critérios de tolerabilidade previamente estabelecidos. controlar ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial. Gerenciamento de riscos É a formulação e a execução de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm o objetivo de prever. objetivando mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança considerados toleráveis. Análise de riscos É a atividade dirigida à elaboração de uma estimativa (qualitativa ou quantitativa) do riscos. O risco também pode ser definido através das seguintes expressões: » » » combinação de incerteza e de dano.p65 50 8/8/2005.

Análise de falha humana Método que identifica as causas e os efeitos dos erros humanos observados em potencial. O método também identifica as condições dos equipamentos e dos processos que possam contribuir para provocar esses erros. Categoria IV Catastrófica – Quando as conseqüências / danos atingem áreas externas. Principais técnicas para a identificação dos riscos/perigos Análise preliminar de riscos Método de estudo preliminar e sumário de riscos. ar ou recursos hídricos. normalmente conduzido em conjunto com o grupo de trabalhadores expostos. Categoria II Marginal – Quando as conseqüências / danos atingem outras subunidades e/ou áreas não industriais com controle e sem contaminação do solo.RISCOS ELÉTRICOS Classificação dos riscos Quanto à severidade das conseqüências: Categoria I Desprezível – Quando as conseqüências / danos estão restritas à área industrial da ocorrência do evento com controle imediato.p65 51 8/8/2005. 10:41 . com a finalidade de prever e prevenir riscos de acidentes que possam acontecer durante a fase operacional e de execução da tarefa. comunidade circunvizinha e/ou meio ambiente. É um método de estudo de riscos realizado durante a fase de planejamento e desenvolvimento de um determinado processo. ar ou recursos hídricos. tarefa ou planta industrial. Categoria III Crítica – Quando as conseqüências / danos provocam contaminação temporária do solo. com o objetivo de identificar os acidentes potenciais de maior prevalência na tarefa e as características intrínsecas destes. com possibilidade de ações de recuperação imediatas. 51 riscos_eletricos.

10:41 . Análise de segurança de sistemas É a técnica que tem por finalidade avaliar e aumentar o grau de confiabilidade e o nível de segurança intrínseca de um sistema determinado. culminam no acidente ou evento-topo ou principal. com o objetivo de identificar as falhas potenciais que possam provocar acontecimentos ou eventos adversos e também efeitos desfavoráveis desses eventos. Como a segurança intrínseca é o inverso da insegurança ou nível de vulnerabilidade. para os riscos previsíveis. todos os projetos de redução de riscos e de preparação para desastres concorrem para incrementar o nível de segurança. a partir de um evento inicial. 52 riscos_eletricos. de forma seqüenciada. na identificação das modalidades de falhas possíveis em cada um deles. o qual pode ser um fenômeno natural ou ocorrência externa ao sistema. Árvore de eventos Técnica dedutiva de análise de riscos utilizada para avaliar as possíveis conseqüências de um acidente potencial.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Método de análise de falhas e de efeitos Método específico de análise de riscos. É um método de análise de riscos tecnológicos que consiste: » » » na tabulação de todos os sistemas e equipamentos existentes numa instituição ou planta industrial. na especificação dos efeitos desfavoráveis destas falhas sobre o sistema e sobre o conjunto das instalações. Os resultados da análise da árvore de eventos caracterizam seqüências de eventos intermediários. ou melhor. resultante de um evento inicial tomado como referência.p65 52 8/8/2005. um conjunto cronológico de falhas e de erros que. concebido para ser utilizado em equipamentos mecânicos. as conseqüências lógicas de um possível acidente. É um método que tem por objetivo antecipar e descrever. a partir do evento inicial. um erro humano ou uma falha do equipamento.

também chamada de Análise Preliminar de Perigos (APP). b) definição das fronteiras das instalações analisadas. possibilitando a classificação qualitativa do risco associado. 10:41 . a partir da focalização de um determinado acontecimento definido como evento-topo ou principal. Neste trabalho. A metodologia adotada nas Análises Preliminares de Riscos ou Perigos compreende a execução das seguintes tarefas: a) definição dos objetivos e do escopo da análise. erros humanos ou de fenômenos ou ocorrências externas ao sistema que possam provocar o acontecimento. se constrói um diagrama lógico que especifica as várias combinações de falhas de equipamentos.p65 53 8/8/2005. de acordo com categorias preestabelecidas de freqüência de ocorrência do cenário de acidente e de severidade das conseqüências. 53 riscos_eletricos. para cada evento perigoso identificado em conjunto com as respectivas conseqüências. A APR/APP permite uma ordenação qualitativa dos cenários de acidentes encontrados. vamos tratar apenas da metodologia denominada Análise Preliminar de Riscos (APR).RISCOS ELÉTRICOS Árvore de falhas Técnica dedutiva de análise de riscos na qual. um conjunto de causas é levantado. Em uma dada instalação. pois consideramos ser a de mais simples aplicação por parte dos profissionais que atuam nas instalações elétricas. facilitando a proposição e a priorização de medidas para redução dos riscos da instalação. Análise preliminar de riscos É uma técnica qualitativa cujo objetivo consiste na identificação dos riscos/perigos potenciais decorrentes de novas instalações ou da operação das já existentes. além da avaliação da necessidade de aplicação de técnicas complementares de análise. quando julgadas necessárias.

De uma forma geral. elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de freqüência e de severidade. mostrada a seguir. ao público ou ao meio ambiente. os quais podem ser: unidades completas. e sobre as substâncias: características e propriedades físicas e químicas. d) subdivisão da instalação em módulos de análise. A realização da análise propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha de APR/APP para cada módulo de análise da instalação A planilha utilizada nesta APP. e) f) realização da APR/APP propriamente dita (preenchimento da planilha). suscintamente. as quais devem ser preenchidas conforme a descrição apresentada a seguir. contém 8 colunas. partes de locais de serviço elétrico ou partes específicas das instalações.p65 54 8/8/2005. complexidade e proximidade física. elaboração de recomendações e preparação do relatório. as instalações. 54 riscos_eletricos. » » Para simplificar a realização da análise. tais como subestações. painéis. A divisão das instalações é feita com base em critérios de funcionalidade. os riscos/perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações. 10:41 . As principais informações requeridas para a realização de uma APR/APP são as seguintes: » sobre as instalações: especificações técnicas de projeto. aos trabalhadores. sobre os processos: descrição dos processos envolvidos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) coleta de informações sobre a região. especificações de equipamentos. etc. as substâncias perigosas envolvidas e os processos. lay-out das instalações e descrição dos principais sistemas de proteção e segurança. as diversas etapas da atividade/operação. 2ª coluna: Risco/perigo Esta coluna deve conter os riscos/perigos identificados para o módulo de análise em estudo. 1ª coluna: Etapa Esta coluna deve descrever. locais de serviço elétrico. g) análise dos resultados. as instalações estudadas são divididas em "módulos de análise".

odor.RISCOS ELÉTRICOS 3ª coluna: Modos de detecção Os modos disponíveis na instalação para a detecção do risco/perigo identificado na segunda coluna devem ser relacionados nesta coluna.) como através da percepção humana (visual. etc. Exemplo: Análise de riscos para a troca de transformador sem auxílio de guindaste (página seguinte). etc. A detecção da ocorrência do risco/perigo tanto pode ser realizada através da instrumentação (alarmes de pressão.p65 55 8/8/2005. 5ª coluna: Recomendações/observações Esta coluna deve conter as recomendações de medidas mitigadoras de risco propostas pela equipe de realização da APR/APP ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em estudo. 10:41 . de temperatura.). 4ª coluna: Efeitos Os possíveis efeitos danosos de cada risco/perigo identificado devem ser listados nesta coluna. 55 riscos_eletricos.

Autorizar o religamento do alimentador. 3 . 5 .ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS OU PERIGOS (APR/APP) Atividade / operação – troca de transformador sem auxílio de guindaste Referência: ETAPA Subida do eletricista no poste RISCO / PERIGO 1 .Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas. Visual Visual 1 .Retirar os cartuchos das chaves e/ou colocar placas de sinalização nas chaves abertas.Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. 2 .Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas. Desconexão dos circuitos primário e secundário do transformador 2 .Isolamento e sinalização da área de trabalho.Posicionamento correto do eletricista. 1 . 2 .Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo. devem ser tomadas as seguintes providências: 1ª) Retirar os conjuntos de aterramento rovisório das redes primária e secundária. para o caminhão.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 . 6 .Uso de EPIs e EPCs adequados.Efetuar o aterramento provisório adequado do circuito primário e secundário. 8 .Abertura das chaves do circuito. 1 . 4ª) Aguardar a confirmação do desligamento.Queda do eletricista e queda da escada Visual 1 . 3 .Uso de EPIs e EPCs adequados.Solicitar o desligamento do alimentador.Quedas de materiais e ferramentas 3 . Obs. Obs.Uso de EPIs.A escada deve ser manuseada e transportada. 2 .Uso de EPIs.Eletricista experiente.Proceder a novo teste de tensão (ausência) próximo ao local de trabalho.Aguardar a confirmação do desligamento.Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento. Obs. 2 . 5ª) Fechar as chaves do circuito.Choque elétrico Data: MODO DE DETECÇÃO Visual EFEITO Fratura Revisão: RECOMENDAÇÕES / CONTROLE 1 . com auxílio de escada 1 . 4 .Queda do transformador Visual 1 . 2 . 2 .Isolamento e sinalização da área de trabalho.: Durante a descida do transformador.Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. 2 . 7 .Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1. o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador.Perfeita fixação do transformador na estrutura suporte.: Após a conclusão das operações para a troca do transformador.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .Uso de EPIs e EPCs adequados. 7 . 5 .Confrontar os dados da OS com a situação local.Posicionamento correto do eletricista.Isolamento e sinalização da área. 4 . 7ª) Solicitar o religamento do alimentador. 6 . 8ª) Verificar a tensão do secundário do trafo.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Retirada do transformador 1 .Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Descida do eletricista do poste.Operação cuidadosa do equipamento durante a descida do transformador.Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador.Proceder ao teste de ausência de tensão no circuito. 10:41 . o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador. 1 .Quedas de materiais e ferramentas 3 .Operação cuidadosa do equipamento de içamento do transformador. riscos_eletricos.Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador. Ligação do transformador 1 . 5 .: Durante a descida do transformador. 2ª) Recolocar os conjuntos das chaves e/ou retirar as placas de sinalização. Visual Visual 1 .Posicionamento correto da escada e do eletricista. 4 .Queda do transformador Visual 1 . 9 . por dois funcionários. 2 . Subida do novo trafo 1 . 6ª) Fechar a chave curto-circuito do trafo. 2 . 2 . 2 . 3 .Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo. 3ª) Solicitar o desligamento do alimentador. EPCs e ferramentas adequados adequados. 9ª) Comunicar a conclusão do trabalho e “liberar o circuito”. EPCs e ferramentas adequados.Soltar as amarações da escada.Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento.p65 56 8/8/2005.Isolamento e sinalização da área. 2 .Eletricista experiente. 7 . 2 .

10:41 . deve-se promover o corte visível dos circuitos.p65 57 8/8/2005. geralmente o disjuntor alimentador do equipamento ou circuito a ser isolado (ver figura a seguir). mediante os procedimentos descritos a seguir: Seccionamento RISCOS ELÉTRICOS É a ação da interrupção da alimentação elétrica em um equipamento ou circuito. É realizada por no mínimo duas pessoas. riscos_eletricos. Sempre que for tecnicamente possível. provendo afastamentos adequados que garantam condições de segurança específica. Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberados para trabalho. A interrupção é executada com a manobra local ou remota do respectivo dispositivo de manobra. impedindo assim a existência de tensão elétrica no equipamento ou circuito.Medidas de controle do risco elétrico Desenergização É o conjunto de procedimentos visando à segurança pessoal dos envolvidos ou não em sistemas elétricos.

Extração do disjuntor quando possível. retirada de fusíveis. assim. a formação de arco elétrico.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O seccionamento tem maior eficácia quando há a constatação visual da separação dos contatos (abertura de seccionadora. • • • 58 riscos_eletricos. etc.). 10:41 . Este impedimento pode ser feito por meio de bloqueio mecânico. Travamento da manopla dos disjuntores por cadeado ou lacre. Retirada dos fusíveis de alimentação do local.p65 58 8/8/2005. como por exemplo: • Em seccionadora de alta tensão. Impedimento de reenergização É o processo pelo qual se impede o religamento acidental do circuito desenergizado. A abertura da seccionadora deverá ser efetuada após o desligamento do circuito ou equipamento a ser seccionado. utilizando cadeados que impeçam a manobra de religamento pelo travamento da haste de manobra. evitando-se.

10:41 . devemos constatar a ausência da tensão com equipamento apropriado ao nível de tensão à segurança do usuário. deve-se verificar a existência de tensão em todas as fases do circuito. como.p65 59 8/8/2005. por exemplo. voltímetro.RISCOS ELÉTRICOS Constatação de ausência da tensão Usualmente. detectores de tensão de proximidade ou contato. Aterramento temporário 59 riscos_eletricos. por meio de sinalização luminosa ou de voltímetro instalado no próprio painel. Na inexistência ou na inoperabilidade de voltímetros no painel.

Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com firmeza à malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores ou equipamentos que serão ligados à terra. utilizando equipamentos de isolação e proteção apropriados à execução da tarefa. sinalizando-a. 10:41 . Bloqueio e etiquetagem 2. Detector de tensão 60 riscos_eletricos. Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e verificar a desenergização.p65 60 8/8/2005. ou seja. ligar eletricamente ao mesmo potencial.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A instalação de aterramento temporário tem como finalidade a eqüipotencialização dos circuitos desenergizados (condutores ou equipamento). no caso ao potencial de terra. interligando-se os condutores ou equipamentos à malha de aterramento através de dispositivos apropriados ao nível de tensão nominal do circuito. Delimitar a área de trabalho. Na rede de distribuição deve-se trabalhar. Aterramentos provisórios 4. • • Observação 1. entre dois aterramentos. no mínimo. Confirmar a desenergização do circuito a ser aterrado temporariamente. Para a execução do aterramento. Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário antes de sua utilização. Equipamento em manutenção 3. Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa. devemos seguir às seguintes etapas: • • • • • • Solicitar e obter autorização formal.

este deve ser reconectado imediatamente após o término do teste. Os procedimentos acima deverão ser executados em todos os pontos possíveis de alimentação do equipamento/circuito a ser desenergizado. o equipamento ou circuito estará no estado desenergizado. e. afixando-se no dispositivo de comando do equipamento principal um aviso de que ele está impedido de ser energizado. dependentemente das particularidades do circuito ou equipamento a ser executada a desenergização. Nos serviços que exijam equipamentos não aterrados. Somente depois de efetuadas todas as etapas descriminadas anteriormente.p65 61 8/8/2005. o mesmo pode ser modificado com a alteração da ordem das etapas ou mesmo com o acréscimo ou supressão de etapas. podendo assim ser liberado pelo profissional responsável para intervenção. a extremidade ligada à malha de terra.RISCOS ELÉTRICOS Se num equipamento que já estiver aterrado for necessária a remoção do aterramento por um breve período para execução de testes de isolação. luvas e óculos de segurança). e a aprovação por profissional responsável. desconecta-se em primeiro lugar a extremidade ligada ao condutor ou equipamento. seguindo-se para isso os procedimentos de aterramento estabelecidos. 61 riscos_eletricos. Instalação da sinalização de impedimento de energização Este tipo de sinalização é utilizado para diferenciar os equipamentos energizados dos não energizados. Com os equipamentos apropriados (bastão. 10:41 . em seguida. estes devem ser descarregados eletricamente em relação à terra. Porém.

no contexto da seção. o aterramento pode ser usado separadamente. O valor da resistência de aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica. o aterramento deve ser único em cada local da instalação. de acordo com as prescrições da instalação. Ligações à terra Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional).CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. da instalação ou do equipamento) destinado a outros fins que não a proteção contra choques elétricos. Observação Do ponto de vista da instalação. Aterramento do condutor neutro Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária. o termo "funcional" está associado ao uso do aterramento e da eqüipotencialização para fins de transmissão de sinais e de compatibilidade eletromagnética. 10:41 . Aterramento funcional É o aterramento de um ponto (do sistema. desde que sejam tomadas as devidas precauções.p65 62 8/8/2005. Em particular. o aterramento do neutro na origem proporciona uma melhoria na equalização de potenciais essencial à segurança. o condutor neutro deve ser aterrado na origem da instalação. 62 riscos_eletricos. Para casos específicos.

conectando-se o PE do equipamento ao PE da instalação. Um equipamento classe I tem algo além da isolação básica: sua massa é provida de meios de aterramento. isto é. na tomada ou caixa de derivação – o que pressupõe uma instalação dotada de condutor PE. e não exceção). ou então sua caixa de terminais inclui um terminal PE para aterramento.p65 63 8/8/2005. SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO SEÇÃO DOS CONDUTORES FASE DA INSTALAÇÃO (mm²) S ≤ 16 16 ≤ S ≤ 35 S > 35 SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO CORRESPONDENTE PE (mm²) S 16 S/2 63 riscos_eletricos. Essa é a parte que toca ao próprio equipamento. ou "fio terra") incorporado ou não ao cordão de ligação. 10:41 . evidentemente (e isso deve ser regra. em caso de falha na isolação desse equipamento. um dispositivo de proteção atue automaticamente. e garantir que. o equipamento vem com condutor de proteção (condutor PE. promovendo o desligamento do circuito. A parte que toca à instalação é ligar esse equipamento adequadamente.RISCOS ELÉTRICOS Aterramento de proteção (PE) Com o aterramento a corrente praticante não circula pelo corpo Sem o aterramento o único caminho é o corpo A proteção contra contatos indiretos proporcionada em parte pelo equipamento e em parte pela instalação é aquela tipicamente associada aos equipamentos classe I. A secção mínima do condutor de proteçao (PE) deve obedecer aos valores estabelecidos na tabela abaixo.

10:41 .p65 64 8/8/2005. Esquema TN-C-S As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação. 64 riscos_eletricos. Esquemas de ligação de aterramento em baixa tensão: Esquema TN-S O condutor neutro e o condutor de proteção são separados ao longo de toda a instalação. as prescrições relativas às medidas de proteção devem prevalecer.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais Quando for exigido um aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais.

Esquema TT Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado. 10:41 . 65 riscos_eletricos. estando as massas da instalação ligadas a eletrodutos de aterramento eletricamente distintos do eletroduto de aterramento da alimentação.p65 65 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Esquema TN-C As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação.

10:41 . sendo estes classificados conforme a seguinte simbologia: • primeira letra – situação da alimentação em relação à terra: » » T = um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado. I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância. estando aterradas as massas da instalação. Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Condutor neutro (N) Condutor de proteção (PE) • Condutor PEN Esquemas de Ligação de Aterramento em Média Tensão Segundo a norma NBR 14039/2003.p65 66 8/8/2005. descritos a seguir. 66 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquema IT Não possui qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado. são considerados os esquemas de aterramento para sistemas trifásicos comumente utilizados.

p65 67 8/8/2005. 67 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS • segunda letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra: » » T = massas diretamente aterradas. independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação. sendo as massas da instalação e do ponto de alimentação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. » Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado. 10:41 . • terceira letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de alimentação: » » R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação. toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de curto-circuito. Nesse esquema. N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação. N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada. mas não estão ligadas às massas da instalação. S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação. o ponto aterrado é normalmente o neutro).

Nesse esquema. a saber: a) esquema TTN. suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquemas TTN e TTS Esquema TTN Esquema TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado. TTN e TTS. porém. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas do ponto de alimentação.p65 68 8/8/2005. São considerados dois tipos de esquemas. Esquemas ITN. sendo. 10:41 . b) esquema TTS. estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento do ponto de alimentação. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento. as correntes de falta direta fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto-circuito. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. ITS e ITR Esquema ITN 68 riscos_eletricos.

a saber: a) Esquema ITN. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto. Nesse esquema. a corrente resultante de uma única falta fase-massa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. O trabalho de aterramento depende desses fatores e das condições ambientais. c) Esquema ITR. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. b) Esquema ITS. no qual o condutor neutro.p65 69 8/8/2005. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento. São considerados três tipos de esquemas. estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento. ITS e ITR. no qual o condutor neutro. ITN.RISCOS ELÉTRICOS Esquema ITS Esquema ITR Os esquemas ITx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância. 69 riscos_eletricos. Medida da resistência de aterramento Na escolha dos eletrodos de aterramento e sua posterior distribuição é importante considerar as condições locais. a natureza do terreno e a resistência de contato do aterramento. 10:41 . de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e do ponto de alimentação.

Ao mesmo tempo. tendo-se M como ponto de referência. seca Solo rochoso R (OHM-M) 30 100 200 500 1 000 3 000 70 riscos_eletricos. sendo nula a tensão no ponto de referência. Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável. de tal forma que no mesmo potencial seja nulo. Se entre os pontos A e B existir uma distância suficiente e por ambos circular uma corrente. Esse crescimento da tensão nas proximidades dos aterramentos pode ser explicado se lembrarmos que as linhas de corrente se concentram nas proximidades dos pontos de aterramento. afastando-se destes. A resistência de contato tem a resistência do solo como fator muitíssimo importante. Podemos lembrar alguns dados referenciais da tabela a seguir.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É comum encontrar baixa resistência ôhmica no aterramento. devemos medir a corrente e a queda de tensão provocada por ela. convenientes para um bom aterramento. Influem a resistência de contato (ou de difusão) do aterramento e a resistência do condutor de terra. úmida Terra de cerrado ou arenosa. RESISTÊNCIA DO TIPO DE SOLO TIPO DE SOLO Pantanoso Terra de cultura ou argilosa Terra arenosa Terra de cerrado. Sejam A e B tubos condutores. encontrando-se a curva indicada em "B". pode-se medir uma tensão "U" em relação à terra. o que provoca uma queda nula de tensão.p65 70 8/8/2005. É fácil verificar que nas proximidades dos aterramentos a tensão em relação ao ponto M cresce. 10:41 . há uma seção bem maior para a passagem da corrente. Para isso basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto distante a 20 metros.

p65 71 8/8/2005. enterrados a uma profundidade média de 0. No caso de aterramento superficial. RESISTÊNCIAS DE CONTATO PARA RESISTÊNCIA ESPECÍFICA DO SOLO DE 100 OHMS X M Eletrodo de Aterramento Cabos Haste ouTubo Chapa com canto superior a 1 m do solo Dimensões 3m 30 5m 20 0. de comprimento grande. o da rede de comunicação de dados.. preferindo-se uma disposição radial e com centro comum. usam-se tubos de ferro galvanizado. etc.5 x 1m 35 1 x 1m 25 Comprimento 10m 25m Resistência de Contato 20 10 50m 100m 5 3 Comprimento 1m 70 2m 40 Eqüipotencialização Podemos definir eqüipotencialização como o conjunto de medidas que visa minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações. 10:41 . o distribuidor geral da rede telefônica.). em geral de 3/4". deverão ser convenientemente interligados. geralmente. cravados no solo. usam-se cabos condutores ou chapas.RISCOS ELÉTRICOS Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. sejam eles o do quadro de distribuição principal de energia. prevenindo acidentes com pessoas e baixando a níveis aceitáveis os danos tanto nessas instalações quanto nos equipamentos a elas conectados. Condições de eqüipotencialização: • • Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação. ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre depositada eletroliticamente (copperweld). O quadro geral de baixa tensão (QGBT). No primeiro caso. 71 riscos_eletricos. formando um só aterramento.50 metro. etc. rede de dados.

como. dependendo da configuração da instalação elétrica de baixa tensão. deverão estar distribuídos por toda a instalação da edificação. devem ser interligadas ao aterramento de forma conveniente. Todos os ETIs (equipamentos de tecnologia de informações) devem ser protegidos por DPSs (dispositivos de proteção contra surtos). bem como carcaças metálicas dos equipamentos elétricos. Os aterramentos devem ser realizados em anel fechado. corrimãos. Taz ou Tranzooby. Nestes casos podem ser utilizados vários recursos que otimizem o custo da instalação. eletrodutos e outros. caso seja garantida sua continuidade elétrica em parâmetros aceitáveis. guarda-corpos. como rede de hidrantes. hidrantes. No QDP. Todas as tubulações metálicas da edificação. Todos os terminais "terra" existentes nos equipamentos deverão estar interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que. 10:41 . obviamente. o aproveitamento de bandejamento dos cabos. bases de antenas. como ferragens estruturais. quando esta for eletricamente contínua (e na maioria das vezes é). • • • • • • • O uso freqüente da palavra "conveniente" nos itens anteriores enfatiza que a interligação entre aterramentos deve obedecer a certos critérios.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Todas as massas metálicas de uma edificação. Todos os terminais "terra" dos DPSs devem ser ligados ao BEP (barramento de eqüipotencialização principal) através da ligação da massa dos ETIs pelo condutor de proteção PE. portões. devem ser convenientemente interligadas ao aterramento. pois interligar aterramentos não é simplesmente interligar um eletrodo ao outro. deve ser instalado um DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de características nominais mais elevadas que possibilite uma coordenação eficaz nos quadros de alimentação dos circuitos terminais que alimentam os ETIs. 72 riscos_eletricos. malha.p65 72 8/8/2005. ou uma associação deles. diodos especiais. constituídos por varistores centelhadores. grades. ou preferencialmente pelas ferragens estruturais das fundações da edificação. ou no quadro do secundário do transformador. por exemplo.

10:41 . Cabe esclarecer que se por qualquer motivo alguma tubulação metálica não puder ser diretamente interligada ao BEP. esta interligação deverá ser realizada de forma indireta via centelhador. fazer uma interligação convenientemente consiste em se conectar todos os aterramentos neste BEP. ou outro material isolante.RISCOS ELÉTRICOS Para que a interligação ocorra de maneira correta e eficaz. 73 riscos_eletricos. pelo caminho mais curto possível e dela se retirar tantos condutores de proteção PE quantos forem necessários para "servir" a instalação. inclusive as ferragens da edificação. um bom parâmetro para suas dimensões são: largura = 50 mm. preservando suas características de resistência mecânica e de baixa impedância elétrica. para instalações de energia da edificação. espessura = 6 mm e comprimento não inferior a 500 mm.p65 73 8/8/2005. Esta barra deve ter dimensões compatíveis que assegurem um bom contato elétrico. Tanto a NBR 5410/2004 quanto a NBR 5419/2001 denominam este barramento de BEP (barramento de eqüipotencialização principal). resina. Conseqüentemente. Portanto. por exemplo a corrosão galvânica. deve-se instalar próximo ao QDP (quadro de distribuição principal de baixa tensão). uma barra de cobre distanciada da parede em alguns centímetros e isolada desta por isoladores de porcelana.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Principais problemas causados pela falta de eqüipotencialização (diferença de potenciais) em aterramentos de uma mesma instalação: • Riscos de choques que podem provocar danos fisiológicos às pessoas e animais. • Seccionamento automático da alimentação No sistema de proteção contra choques elétricos (contatos indiretos) por seccionamento automático da alimentação. 74 riscos_eletricos. compondo uma "rede de aterramento". Riscos de rompimento de isolação em equipamentos de tecnologia da informação e similares que necessitem de interligações para intercâmbio de dados e em equipamentos eletrônicos suscetíveis a interferência.p65 74 8/8/2005. 10:41 . e "um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito por ele protegido sempre que uma falta entre parte viva e massa der origem a uma tensão de contato perigosa". pode ocorrer um circuito fechado no toque simultâneo entre o equipamento com isolação danificado e outro equipamento ou aterramento. Isto causa danos aos equipamentos. prejudicando seu funcionamento individual ou. uma corrente de falta flui pelo corpo da pessoa ou animal que venha a executar este tipo de ação. Dessa forma. No caso de a isolação de um dos equipamentos vir a ser rompida. em casos extremos. gerando assim uma diferença de potencial entre a carcaça do equipamento em relação ao aterramento ou à carcaça de outro equipamento. as massas devem ser ligadas a condutores de proteção. paralisando grandes linhas de produção.

Para valores intermediários de tensão deve ser adotado o valor (da tebela) imediatamente superior. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA IT (SEGUNDA FALTA) Tensão nominal do circuito U(V) 208.8 0. conforme mostrado a seguir: 75 riscos_eletricos.05 1. UO é a tensão nominal entre fase e neutro. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA TN UO(V) 115.20 0.5 0.20 1.5 0.2 Situação 2 (áreas externas) 0.8 0.4 0. fusíveis) ou dispositivos de corrente diferencial. 120.8 0.2 Situação 2 0. conforme discriminado nas tabelas a seguir. 400.8 0. UO é a tensão nominal entre fase e neutro.20 0.2 0. 3.4 Situação 2 1 0. e em função da tensão fase-fase em esquemas de aterramento IT. 220. 10:41 .2 1.2 0.4 0. 277 400 Tempo de seccionamento ( s ) Neutro não distribuído Situação 1 0. São utilizados na proteção por seccionamento automático dispositivos de sobrecorrente (disjuntores.RISCOS ELÉTRICOS O tempo máximo admissível de seccionamento é dado em função da tensão fase-terraUo em esquemas de ligação de aterramento TN. 2. 127 220. 120. 440. sendo sua utilização condicionada aos esquemas de aterramento. U é a tensão nominal entre fases. valor eficaz em corrente alternada.4 0.4 0. As situações 1 e 2 estão definidas no anexo C da NBR 5410/2004. sendo também classificado em função da seletividade (Situação 1 e Situação 2). valor eficaz em corrente alternada. valor eficaz em corrente alternada. 230 254. 480 690 UO(V) 115.06 Neutro distribuído Situação 1 5 0. 230 380. 2.p65 75 8/8/2005.35 0.4 0. 127 220 277 254 400 Tempo de seccionamento ( s ) Situação 1 (áreas internas) 0.4 0.

Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação inferior a 10% em valor eficaz.p65 76 8/8/2005. Situação 2 – áreas externas. para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em CC sem ondulação com 60 V nominais. porque toda diferenciação entre as fases acarretará uma corrente de mesma intensidade no condutor PEN ou PE. o valor da crista máxima não deve ultrapassar 140 V. Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos sempre que uma falta entre a parte viva e a massa no circuito ou equipamento considerado der origem a uma tensão de contato superior ao valor apropriado de [UL (V)]. Devemos. 76 riscos_eletricos. visto que o condutor de proteção PEN ou PE está passando no sensor. 10:41 . A seguir serão apresentadas informações importantes para as ligações eqüipotenciais. então. pois na utilização deste dispositivo nestas instalações não há diferença de corrente residual no sensor do DR na ocorrência de falhas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE ESQUEMA DE ATERRAMENTO TN-C TN-S TT IT (massas aterradas individualmente ou em grupos) IT (todas as massas interligadas) DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO Sobrecorrente Sobrecorrente DR DR DR DR Sobrecorrente Observamos a incompatibilidade entre os dispositivos tipo DR e os sistemas PEN e PE.: Situação 1 – áreas internas. 15 Hz . VALORES MÁXIMOS DE TENSÃO DE CONTATO LIMITE U1 (V) Natureza da corrente Alternada.1 000 Hz Contínua sem ondulação Situação 1 50 120 Situação 2 25 60 Obs. executar a separação entre condutor PE e N para utilização de DR. havendo assim o equilíbrio entre as correntes.

copas-cozinhas. haverá uma corrente residual para a terra. circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior. de todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens.RISCOS ELÉTRICOS Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR Independentemente do esquema de aterramento TN. áreas de serviço. ou seja. TT ou IT.p65 77 8/8/2005. no geral. circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. 10:41 . a soma vetorial das correntes nos seus condutores é praticamente nula. lavanderias. interromperá uma corrente de falta à terra. a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não é mais nula e o dispositivo detecta justamente essa diferença de corrente. Bipolar Tetrapolar Dispositivos a corrente diferencial residual – DR Princípio de funcionamento O DR mede permanentemente a soma vetorial das correntes que percorrem os condutores. 77 riscos_eletricos. tornou-se expressamente obrigatório nos seguintes casos: » » » » circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheiro ou chuveiro. Ocorrendo a falha de isolamento em um equipamento alimentado por esse circuito. o uso de proteção DR. e circuitos de tomadas de corrente de cozinhas. Devido a este "vazamento" de corrente para a terra. garagens e. com corrente diferencial-residual nominal igual ou inferior a 30 mA). Enquanto o circuito se mantiver eletricamente igual. mais particularmente de alta sensibilidade (isto é.

10:41 . Poderia. responsável pela medição das diferenças entre correntes dos condutores. eventualmente. Este relé irá provocar a abertura dos contatos principais do próprio dispositivo ou do dispositivo associado (contator ou disjuntor). geralmente designado relé diferencial ou relé reversível. quanto ao atendimento da regra do seccionamento automático. apenas acionar um alarme visual ou sonoro. e um elemento de "processamento" do sinal e que comanda o disparo do DR.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A situação é análoga se alguma pessoa vier a tocar uma parte viva do circuito protegido: a porção de corrente que irá circular pelo corpo da pessoa provocará igualmente um desequilíbrio na soma vetorial das correntes – a diferença. e proteção no caso mais geral significa desligamento do circuito. Mas neste caso se trata de proteção. quando se usam dispositivos DR. basicamente. como observado no início. sobre o qual são enrolados. é ativado um relé. » Uso do dispositivo DR Pode-se dizer que não há razões para preocupação. tal como se fosse uma corrente de falta à terra. Quando essa diferença atinge um determinado valor. é detectada pelo dispositivo diferencial. cada um dos condutores do circuito e que acomoda também o enrolamento de detecção. de forma idêntica. dos seguintes elementos: » um TC de detecção. 78 riscos_eletricos. então.p65 78 8/8/2005. O dispositivo DR é composto. a não ser que a proteção diferencial-residual usada seja de baixíssima sensibilidade. toroidal.

garagens e assemelhados. Esquema IT quando a proteção for assegurada por um dispositivo DR e o seccionamento à primeira falta não for cogitado. lavanderias. 2. Uso de DR de alta sensibilidade (< 30 mA) como alternativa: Na proteção de < equipamentos situados próximos à piscinas. a corrente diferencial-residual de não atuação do dispositivo deve ser no mínimo igual à corrente que circula quando uma primeira falta franca à terra afete um condutor-fase.RISCOS ELÉTRICOS Os dispositivos DR (diferencial-residual) podem ser do tipo com ou sem fonte auxiliar. tomadas de cozinhas. Nesse caso as massas não precisam ser ligadas ao condutor de proteção do esquema TN. • • 79 riscos_eletricos. que pode ser a própria rede de alimentação. a proteção contra contatos indiretos for assegurada por outros meios no caso de falha da fonte auxiliar e os dispositivos forem instalados em instalações operadas. desde que sejam ligadas a um eletrodo de aterramento com resistência compatível com a corrente de atuação do dispositivo DR. Dispositivo DR com fonte auxiliar – caso não atuem automaticamente por falha de fonte auxiliar é admitido somente se uma das duas condições for satisfeita: 1. áreas de serviço. Uso previsto de DR de baixa sensibilidade (< 500 mA): Um dos meios prescritos para limitar as correntes de falta/fuga à terra em locais que processem ou armazenem materiais inflamáveis. a menos que a parte da instalação compreendida entre a origem e o dispositivo não possua qualquer massa e satisfaça a medida de proteção pelo emprego de equipamentos classe II (50 a 1 500 V) ou pela aplicação de isolação suplementar. testadas e mantidas por pessoas advertidas ou qualificadas.p65 79 8/8/2005. tomadas externas. Esquema TN pode ser protegido por um dispositivo DR. este deve ser colocado na origem da instalação. Esquema TT se uma instalação for protegida por um único dispositivo DR. A aplicação do DR pode ser dividida em: • Uso obrigatório de DR de alta sensibilidade (< 30 mA): Na proteção complementar < contra choques elétricos em circuitos de banheiros. 10:41 . o mesmo ocorrendo em circuitos terminais. A sensibilidade determina se um DR pode ser aplicado à proteção contra contatos indiretos e à proteção contra contatos diretos.

Tais condições são favoráveis a choque elétrico nestes tipos de ambiente. Proteção por extrabaixa tensão É comum o emprego da tensão de 24V para condições de trabalho desfavoráveis.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tipos de DR Na prática a proteção diferencial-residual pode ser realizada através de: • • • • • interruptores diferenciais-residuais. Equipamentos de solda empregados em espaços confinados. 80 riscos_eletricos. e não um desligamento. blocos diferenciais acopláveis e disjuntores em caixa moldada ou a disjuntores modulares (minidisjuntores). como solda em tanques. requerem que as tensões empregadas sejam baixas. se eventualmente for apenas este. como trabalho em ambientes úmidos. disjuntores com proteção diferencial-residual incorporada. pois a resistência do corpo humano é diminuída e a isolação elétrica dos equipamentos fica comprometida. e peças avulsas (relé DR e transformador de corrente toroidal) que são associadas apenas a um elemento de sinalização e/ou alarme. 10:41 . tomadas com interruptor DR incorporado.p65 80 8/8/2005. que é o objetivo da detecção diferencial-residual.

A tensão extrabaixa é aquela situada abaixo de 50 V. como por exemplo: » » » não aterrar o circuito de extrabaixa tensão. Contudo. não dispor os condutores de um circuito de extrabaixa tensão em locais que contenham condutores de tensões mais elevadas. freqüentemente. As barreiras e invólucros devem ser fixados de forma segura e também possuir robustez e 81 riscos_eletricos. Do ponto de vista da segurança este método é excelente. construção de equipamentos de dimensões relativamente grandes quando comparados com equipamentos que se utilizam de tensões mais altas para o seu funcionamento. e a redução da tensão. ou seja. este método de proteção tem suas desvantagens. não fazer ligações condutoras com circuitos de maior tensão.p65 81 8/8/2005. 10:41 . pois aqui o fator de segurança é multiplicado por três.25 Proteção por barreiras e invólucros São destinados a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica. a isolação do sistema. do ponto de vista prático. como: necessidade de uma instalação elétrica de baixa tensão. ou melhor. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Tensão nominal do circuito Extrabaixa tensão Tensão de ensaio em corrente contínua (V) Maior ou igual a 250 Resistência de isolamento mínimo em megohms 0.RISCOS ELÉTRICOS A proteção por extrabaixa tensão consiste em empregar uma fonte da baixa tensão ou uma isolação elétrica confiável. no caso de transformadores. A tensão extrabaixa é obtida tanto através de transformadores isoladores como de baterias e geradores. grandes secções transversais para os condutores de fornecimento da baixa tensão e. Certos critérios devem ser observados quanto ao uso deste tipo de proteção. se a tensão extrabaixa for obtida de circuitos de alta-tensão. multiplica-se pelos três fatores: a isolação funcional. as partes vivas devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras.

por meio de telas ou painéis sobre os seccionadores). Em suma. e garantir que as pessoas sejam advertidas de que as partes acessíveis através da abertura são vivas e não devem ser tocadas intencionalmente. As partes vivas devem ser completamente recoberta por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE durabilidade suficiente para manter os graus de proteção e ainda apresentar apropriada separação das partes vivas. As barreiras e invólucros podem: » » impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes vivas. Os obstáculos e anteparos devem impedir: » » uma aproximação física não intencional das partes vivas (por exemplo. 10:41 . Proteção por obstáculos e anteparos São destinados a impedir contatos acidentais com partes vivas. 82 riscos_eletricos. Proteção por isolamento das partes vivas Isolamento elétrico É a ação destinada a impedir todo o contato com as partes vivas da instalação elétrica. Locais de serviço elétrico Nestes locais a NBR 5410/2004 admite o uso de medidas de proteção apenas parciais ou mesmo a sua dispensa. por meio de corrimãos ou de telas de arame). contatos não intencionais com partes vivas por ocasião de operação de equipamentos sob tensão (por exemplo. sendo proibido o ingresso de pessoas que não sejam advertidas ou qualificadas. mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno do obstáculo.p65 82 8/8/2005. Estes locais técnicos abrigam equipamentos elétricos. o acesso a esses locais é restrito apenas aos técnicos responsáveis.

83 riscos_eletricos. conforme mostrado a seguir. Isolação suplementar – Isolação independente e adicional à isolação básica. destinada a assegurar proteção contra choques elétricos em caso de falha da isolação básica (ou seja. em sua plaqueta de identificação haverá um símbolo indicativo gravado. 10:41 . Neste caso. Podemos observar este tipo de isolação na instalação de um padrão de medição em baixa tensão. A isolação dupla é constituída de: • • Isolação básica – Isolação aplicada às partes vivas. são utilizados sistemas de isolação dupla em alguns eletrodomésticos e ferramentas elétricas portáteis (furadeiras. lixadeiras.). dois quadrados de lados diferentes. assegurar proteção supletiva). destinada a assegurar proteção básica contra choques. Caixa de entrada de energia em baixa tensão.RISCOS ELÉTRICOS Isolação dupla ou reforçada A utilização de isolação dupla ou reforçada tem como finalidade propiciar uma dupla linha de defesa contra contatos indiretos. paralelos. etc. ou seja. um dentro do outro.p65 83 8/8/2005. Comumente. pois neste tipo de instalação os condutores não tendo dupla isolação devem ser instalados em eletroduto flexível isolante. Dupla isolação – simbologia normalizada internacionalmente.

considerando-se esta somente como proteção contra influências externas. 100°C em sobrecarga e 160°C em curto-circuito. 4.p65 84 8/8/2005. têmpera mole. Isolação Composto termoplástico de PVC em chumbo antichama. 2. este deve ser suficiente para que se evite que pessoas circulando nas proximidades das partes vivas possam entrar em contato com essas partes. encordoamento: classe 2. não sendo considerada pelo fabricante a função de isolação da camada de cobertura (4). Ele pode ser instalado em locais inacessíveis sem a utilização de invólucros/barreiras (eletrodutos. Quando há o espaçamento. 10:41 . 1. Identificação Cabo unipolar: cobertura preta. Proteção parcial por colocação fora de alcance A colocação fora de alcance destina-se somente a impedir os contatos involuntários com as partes vivas. como isolação básica ou como isolação suplementar. Temperaturas máximas do condutor: 70°C em serviço confinado. Na prática podemos considerar como condutor com isolação reforçada o cabo mostrado na figura a seguir.). 3. 3 e 4 condutores): veias numerizadas e cobertura preta. 84 riscos_eletricos. A expressão “isolação única” não implica que a isolação deva constituir uma peça homogênea. Cobertura Composto termoplástico de PVC sem chumbo antichama.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A isolação reforçada é um tipo de isolação única aplicada às partes vivas que assegura um grau de proteção contra choques elétricos equivalente ao da dupla isolação. Enchimento Composto termoplástico em PVC sem chumbo. Ela pode comportar diversas camadas impossíveis de serem ensaiadas isoladamente. sendo constituído de isolação (2) e cobertura (4) em composto termoplástico de PVC. seja diretamente ou por intermédio de objetos que elas manipulem ou transportem. Condutor • • • material: fio de cobre nu. etc. Cabos multipolares (2. compacta ou setorial. forma: redonda normal. calhas fechadas.

Altura mínima de uma parte viva com circulação. 10:41 .2 kV – 1 200 2 700 2 000 1 700 E + 300 300 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela.p65 85 8/8/2005. Abertura da malha. Altura mínima de um anteparo horizontal. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo e o piso.RISCOS ELÉTRICOS Distâncias mínimas em locais sem proteção As distâncias mínimas aplicáveis a locais desprovidos de qualquer meio de proteção contra contatos diretos estão indicados nas figuras. Distância entre a parte viva e um anteparo vertical.2 kV 400 para 36. Altura mínima de uma parte viva sem circulação. Dimensões máximas – mm 85 riscos_eletricos. Altura dos punhos de acionamento manual. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES INTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm D A R B K F J E M Malha 300 até 24. Altura mínima de um anteparo vertical. Locais de manobra.

Dimensões máximas – mm 86 riscos_eletricos. 10:41 . Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso. Altura dos punhos de acionamento manual. Locais de manobra.p65 86 8/8/2005. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação proibida. Em ferrovias. Distância mínima entre a parte viva e a proteção externa. ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES EXTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm A G B R D F H – 1 500 4 000 1 500 500 2 000 6 000 5000 9 000 7 000 J K L C E M Malha 800 2 200 2 000 2 000 600 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. Altura mínima de um anteparo horizontal. Altura mínima de um anteparo vertical. Em rodovias. Abertura das malhas dos anteparos. Em ruas. Distância mínima entre a parte viva e um anteparo vertical. Em local com trânsito de pedestres somente. Altura mínima da proteção externa. avenidas e entradas de prédios e demais locais com trânsito de veículos. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação. Circulação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Circulação por mais de um lado.

Ponto da instalação energizado. Zona de risco. 1 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco.RISCOS ELÉTRICOS Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Fig. restrita a trabalhadores autorizados. 2 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. 10:41 .p65 87 8/8/2005. Zona controlada. Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos os dispositivos de segurança. PE SI = = Fig. controlada e livre – NR10. instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. restrita a trabalhadores autorizados e com adoção de técnicas. com interposição de superfície de separação física adequada – NR10 87 riscos_eletricos. controlada e livre. ZL ZC ZR = = = Zona livre.

00 3. CONTROLADA E LIVRE Faixa de tensão nominal da instalação elétrica em kV RR – Raio de delimitação entre zona de risco e controlada em metros RC – Raio de delimitação entre zona controlada e livre em metros 0.20 3.20 7.58 0.10 3.60 1.90 1.90 2.20 1.25 1.83 0.22 1.10 1.22 0.50 5.80 4.60 3.58 1.38 1.20 Anexo 1 – NR10.38 0.20 0.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Distanciamento de segurança TABELA DE RAIOS DE DELIMITAÇÃO DE ZONAS DE RISCO.20 5.80 2.25 0.63 0.35 1.40 1.56 0.20 <1 ≥1 ≥3 ≥6 ≥ 10 ≥ 15 ≥ 20 ≥ 30 ≥ 36 ≥ 45 ≥ 60 ≥ 70 ≥ 110 ≥ 132 ≥ 150 ≥ 220 ≥ 275 ≥ 380 ≥ 480 e e e e e e e e e e e e e e e e e e <3 <6 < 10 < 15 < 20 < 30 < 36 < 45 < 60 < 70 < 110 < 132 < 150 < 220 < 275 < 380 < 480 < 700 0.56 1. 88 riscos_eletricos.40 0. 10:41 .83 1.p65 88 8/8/2005.35 0.00 1.63 1.70 1.50 3.

Sua massa deve ser aterrada. Grupo motor-gerador com enrolamentos que forneçam uma separação equivalente à de um transformador. estes devem ser ligados entre si por condutores de eqüipotencialidade. consiste em abaixar a tensão para níveis seguros (extrabaixa tensão: menor que 50 V para ambientes secos e menor que 25 V para ambientes úmidos e molhados) através do uso de transformador de separação. A situação ideal é aquela em que temos um único equipamento conectado ao circuito. 89 riscos_eletricos. Circuitos eletricamente separados podem alimentar um único ou vários equipamentos. Com vários equipamentos alimentados pelo mesmo circuito.RISCOS ELÉTRICOS Proteção por separação elétrica Proteção por separação elétrica – Tratada na NBR-5410/2004.p65 89 8/8/2005. 10:41 . não aterrados. A proteção por separação elétrica pode ser realizada pelos seguintes meios: » » Transformador de separação.

riscos_eletricos. 10:41 .p65 90 8/8/2005.

p65 91 8/8/2005. Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal que será executada e que gerou o risco. A seguir serão descritos alguns equipamentos e sistemas de proteção coletiva usados nas instalações elétricas: RISCOS ELÉTRICOS Conjunto de aterramento Equipamento destinado à execução de aterramento temporário.Equipamentos de Proteção Coletiva Como estudado anteriormente. visando à eqüipotencialização e proteção pessoal contra energização indevida do circuito em intervenção. e na sua impossibilidade. As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização elétrica. em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. Conjunto para aterramento temporário. conforme estabelece a NR-10. como também à proteção de outros funcionários que possam executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes. 10:41 . riscos_eletricos. o emprego de tensão de segurança. cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente.

obs A minimização da corrente de falta fluindo pelo corpo (IC). minimizando assim as conseqüências por uma falha de isolação nos equipamentos. sendo aplicado na execução da isolação contra contatos indiretos. Podemos concluir que o tapete é um complemento da proteção por aterramento da carcaça. 92 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tapetes de borracha isolantes Tapete de borracha Acessório utilizado principalmente em subestações. 10:41 . menor a resistência do aterramento de proteção. quanto maior for o valor da resistência de isolação do tapete.p65 92 8/8/2005.

p65 93 8/8/2005. podendo ser afixada em cones e tripés. é altamente durável e resistente a intempéries e maus-tratos. ancoradouros. transportes. Fabricadas nos tamanhos pequeno e grande. Correntes para sinalização em ABS Correntes de sinalização e isolamento em plástico ABS de alta durabilidade. nas cores laranja. 10:41 . Fornecido em polietileno/PVC ou borracha. shopping centers. supermercados. contrutoras. pedágios. resistente. Cores: laranja/branco.RISCOS ELÉTRICOS Cones e bandeiras de sinalização Fita de sinalização características: fita plástica colorida em poliestileno. etc. balizar ou interditar áreas de tráfego ou serviços com extrema radidez e eficiência. decoração. dobrável e de fácil instalação. estacionamentos. Garantia contra defeitos de fabricação de 15 anos. rodovias. Excelente para uso externo. como em docas. ou as duas cores mescladas. órgãos públicos ou empresas que realizam trabalhos externos. Leve. é fornecida em rolo de 200 metros de comprimento e 70 mm de largura. isolar. Cores: laranja/preto Cone em PVC para sinalização características: utilizado para sinalizar. parques. com listras laranja e preta intercaladas. bancos. não perdendo a cor ou descascando com a ação de intempeéries. Materiais destinados a fazer a isolação de uma área onde estejam sendo executadas intervenções. Utilizada interna e externamente na sinalização. Indicadas para uso na construção. isolamento e sinalização de áreas. balisamento ou demarcação em geral por indústrias. resistência mecânica e contra altas temperaturas. 93 riscos_eletricos. interdição. branco. nas mais diversas aplicações.

). são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em redes energizadas. etc. visando assim à proteção de pessoas que estiverem trabalhando no circuito e de pessoas que venham a manobrar os sistemas elétricos. etc.p65 94 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Placas de sinalização Bandeira com bastão Placas de sinalização São utilizadas para sinalizar perigo (perigo de vida. não manobre este equipamento sobre carga. 94 riscos_eletricos.) e situação dos equipamentos (equipamentos energizados. 10:41 . Protetores isolantes de borracha ou PVC para redes elétricas Anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redes aéreas.

em atendimento ao disposto na NR-6. a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos. 10:41 . como.p65 95 8/8/2005. O EPI deve ser usado quando: » » não for possível eliminar o risco por outros meios. a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. a condutibilidade. É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades. principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução de energia. quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos. também. riscos_eletricos. devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas. As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades.Equipamentos de Proteção Individual Nos trabalhos em instalações elétricas. por exemplo. RISCOS ELÉTRICOS Exemplos de EPIs Óculos de segurança Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a prejudicar a visão. considerando-se. for necessário complementar a proteção coletiva. descargas elétricas.

Luvas isolantes Luvas de cobertura Luvas isolantes para AT e BT Bolsa em lona para guardar luvas isolantes Inflador de luvas obs As luvas de cobertura devem ser utilizadas por cima das luvas isolantes. O capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B (submetido a testes de rigidez dielétrica a 20 kV). 96 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Capacetes de segurança Capacete Carneira Capacete de aba total Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e contatos acidentais com as partes energizadas da instalação.p65 96 8/8/2005. 10:41 .

que contém informações importantes. como a tensão de uso. marcada de forma indelével. próximo da borda. Elas são classificadas pelo nível de tensão de trabalho e de teste.RISCOS ELÉTRICOS Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos. sem biqueira de aço) Equipamento utilizado para minimizar as conseqüências de contatos com partes energizadas. para a não perder suas características de isolação.p65 97 8/8/2005. 97 riscos_eletricos. conforme tabela a seguir: TABELA – CLASSES DE LUVAS ISOLANTES (NBR 10622/89) CLASSE COR TENSÃO DE USO (V) TENSÃO DE ENSAIO (V) TENSÃO DE PERFURAÇÃO (V) 00 0 1 2 3 4 bege vermelha branca amarela verde laranja 500 1 000 7 500 17 000 26 500 36 000 2 500 5 000 10 000 20 000 30 000 40 000 5 000 6 000 20 000 30 000 40 000 50 000 Calçados (botinas. as botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou não). e por injeção de tensão de testes. As luvas isolantes apresentam identificação no punho. 10:41 . Devem ser acondicionadas em local apropriado. nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes. por exemplo.

podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Cinturão de segurança Cinto de segurança abdominal Trava-quedas Cinto de segurança tipo pára-quedista Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas. sendo obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2 metros de altura. Pode ser basicamente de dois tipos: abdominal e de três pontos (pára-quedista). Protetores auriculares Protetor auricular tipo concha Protetor auricular descartável 98 riscos_eletricos. Para o tipo pára-quedista.p65 98 8/8/2005. 10:41 .

guarda e conservação. quando danificado ou extraviado. 10:41 .RISCOS ELÉTRICOS Equipamento destinado a minimizar as conseqüências de ruídos prejudiciais à audição. sem elementos metálicos. Equipamento de Proteção Individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. 166 – A empresa é obrigada a fornecer aos empregados.p65 99 8/8/2005. responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. b) exigir seu uso. e) f) substituir imediatamente. “Art. gratuitamente. 167 – O EPI só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho. ao tratar dos equipamentos de proteção individual. 99 riscos_eletricos. Legislação específica A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apresenta artigos específicos sobre os EPIs: “Art. Máscaras/respiradores Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras. Para trabalhos com eletricidade. devem ser utilizados protetores apropriados. g) comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada.” A Norma Regulamentadora nº 6. sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. estabelece as obrigações do empregador: a) adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade.

Observação O artigo 158 da CLT dispõe: “Constitui ato faltoso do empregado a recusa do uso do EPI. 100 riscos_eletricos. devem ser consultados suas especificações técnicas ou o responsável pela área de segurança da empresa. Caso haja dúvidas sobre sua integridade. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso.p65 100 8/8/2005. b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação.” Além dessas obrigações legais. 10:41 . todo EPI antes de sua utilização deve ser inspecionado visualmente. o empregado deverá: a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Quanto ao EPI.

Os aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada. b) NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão. comissões e comitês.p65 101 8/8/2005. a norma estabelece critérios específicos de segurança para as subestações consumidoras. incluindo suas subestações. Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes dessas instalações. incluindo acesso. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. a proteção por dispositivos de corrente de fuga. incluindo etapas de inspeção visual e de ensaios específicos. também especifica as características de aceitação e manutenção dessas instalações. incluindo o aterramento. 10:41 . Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da referida norma que. organizados em grupos de estudos. A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de normalização. A sigla NBR que antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada. a exemplo da NBR 5410. Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de profissionais e instituições. as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO). regionais e internacionais. Os procedimentos para aceitação da instalação nova e para sua manutenção também são apresentados na norma.0 kV a 36. Ela não inclui as redes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. Nela estão as diferentes formas de instalação e as influências externas a serem consideradas em um projeto.Normas Técnicas Brasileiras Normas ABNT No Brasil. composto de entidades nacionais. Para atividades com eletricidade. a) NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com eletricidade. abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos. de 1. de sobretensões e sobrecorrentes. há diversas normas. dentro da faixa de tensão especificada. parâmetros físicos e de infra-estrutura. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção.2 kV A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores.

instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas. a fim de garantir a segurança de pessoas (em particular de pacientes) e. 10:41 . NBR 5418 – Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos. onde for o caso. a fim de garantir o seu funcionamento adequado. NBR 5419 – Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas Fixa as condições exigíveis ao projeto. NBR 6533 – Estabelecimento de Segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano Fixa condições exigíveis para o estabelecimento de prescrições de segurança. de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. As normas a seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são auto-explicativos a respeito do seu escopo. NBR 13534 – Instalações Elétricas em Ambientes Assistenciais de Saúde – requisitos para a segurança Especifica condições exigíveis às instalações elétricas de estabelecimentos assistenciais de saúde. do ponto de vista da engenharia quanto aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. NBR 6151 – Classificação dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos Classifica equipamentos elétricos e eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos em caso de falha da isolação. Quando a utilização de um produto pode comprometer a segurança ou a saúde do consumidor. NBR 13570 – Instalações Elétricas em locais de afluência de público – requisitos específicos Fixa requisitos específicos exigíveis às instalações elétricas em locais de afluência de público. cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem. o INMETRO ou outro órgão regulamentador pode tornar obrigatória a 102 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas. Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas. projeto e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou vapores inflamáveis. de animais.p65 102 8/8/2005. a segurança de pessoas e de animais domésticos e a conservação dos bens. bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido.

uma série de outras portarias foram editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificar ou acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador. A partir de então. execução. incluindo elaboração de projetos. 10:41 . que dá o embasamento jurídico à existência desta NR. capacitação e autorização dos profissionais Entre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender os profissionais que atuem em instalações elétricas. disjuntores. reforma e ampliação. Sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade. alguns deles apenas aguardando o prazo limite para proibição de comercialização. na falta destas. em quaisquer das fases de geração. qualificação. ao relacionar os direitos dos trabalhadores. distribuição e consumo de energia elétrica. equipamentos para atmosferas explosivas. que estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. operação. Regulamentações do MTE Os instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que. a referência é a NR-10. incluiu entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio de normas específicas. estão os plugues. A fundamentação legal. tomadas.214/78.p65 103 8/8/2005. transmissão. Entre os produtos de certificação compulsória. as normas técnicas internacionais. entre outros. por exemplo. estabilizadores de tensão. 103 riscos_eletricos. Já existem vários produtos cuja certificação é obrigatória.RISCOS ELÉTRICOS Avaliação de Conformidade desse produto. Habilitação. conhecidas pelas suas iniciais: NR. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essas regulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio da Portaria nº 3. manutenção. Isso aumenta a confiança de que o produto está de acordo com as Normas e com os Regulamentos Técnicos aplicáveis. interruptores. em suas diversas etapas. está nos artigos 179 a 181 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. A NR-10 exige também que sejam observadas as normas técnicas oficiais vigentes e. que considera: Profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino profissional legalmente habilitado aquele previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.

O trabalho em áreas classificadas deve ser precedido de treinamento específico de acordo com o risco envolvido. São considerados autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa. b) trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições simultaneamente: a) seja treinado por profissional habilitado e autorizado. Os trabalhadores com atividades em proximidades de instalações elétricas devem ser informados e possuir conhecimentos que permitam identificá-las. Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: a) Troca de função ou mudança de empresa. Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas. 10:41 . por período superior a 3 meses. avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. 104 riscos_eletricos. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas.p65 104 8/8/2005. c) Modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos e/ou processos de trabalhos. b) Retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade. Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização.

RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. de forma a atender a esta NR. como: abertura de seccionadoras. no mínimo. afastamento de disjuntores de barras. que sejam compatíveis ao circuito em intervenção. campo de aplicação. seguindo os procedimentos: a) Seccionamento – Confirmar se o circuito desligado é o alimentador do circuito a ser executada a intervenção. 10:41 . devendo ser coordenada pela área de segurança do trabalho. deve-se confirmar a desenergização do circuito/equipamento a ser executada a intervenção (manutenção). mediante a verificação dos diagramas elétricos e folha de procedimentos e a identificação do mesmo em campo. retirada de fusíveis. de acordo com a Norma Regulamentadora nº 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho.Rotinas de trabalho Procedimentos de trabalho Todos os serviços em instalações elétricas devem ser planejados. objetivo. programados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos e adequados. travamento por chaves. relés de bloqueio. Os procedimentos de trabalho devem conter instruções de segurança do trabalho. utilização de cadeados. circuitos e intervenção. b) Impedimento de reenergização – Verificar as medidas de impedimento de reenergização aplicadas. competência e responsabilidades. Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço com especificação mínima do tipo de serviço. base técnica. Na liberação de serviços em instalação desenergizada para equipamentos.p65 105 8/8/2005. do local e dos procedimentos a serem adotados. A autorização para serviços em instalações elétricas deve ser emitida por profissional habilitado. medidas de controle e orientações finais. com anuência formal da administração. As instruções de segurança do trabalho necessárias à realização dos serviços em eletricidade devem conter. quando houver. disposições gerais.

de acordo com a análise de risco. d) Instalação de aterramento temporário – Verificar a instalação do aterramento temporário quanto à perfeita eqüipotencialização dos condutores do circuito ao referencial de terra. e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada – Verificar a existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou equipamento a sofrer intervenção.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) Constatação da ausência de tensão – É feita no próprio ambiente de trabalho através de: instrumentos de medições dos painéis (fixo) ou instrumentos detectores de tensão (observar sempre a classe de tensão desses instrumentos). Exemplo de quadro com procedimentos a serem seguidos para a execução do trabalho: 106 riscos_eletricos. Na falta de sinalização de todos os equipamentos. esta deve ser providenciada. checando assim os procedimentos. obedecendo à tabela de zona de risco e zona controlada. A proteção poderá ser feita por meio de obstáculos ou barreiras. com a ligação dos mesmos a esse referencial com equipamentos apropriados. f) Instalação da sinalização de impedimento de energização – Confirmar se foi feita a instalação da sinalização em todos os equipamentos que podem vir a energizar o circuito ou equipamento em intervenção.p65 106 8/8/2005. 10:41 . verificar se os EPIs e EPCs necessários para o serviço estão dentro das normas vigentes e se as pessoas envolvidas estão devidamente protegidas. materiais e EPIs necessários para a execução dos trabalhos.

etc. A supervisão irá definir os trabalhadores habilitados para execução da tarefa. 107 riscos_eletricos. Observações Para garantir a eficiência dos mesmos. interligações. Inspecionar ferramental e instrumental necessários. Para que os serviços sejam executados de forma padronizada. tais como: diagramas unifilar e funcional. observando toda documentação técnica e as particularidades de cada sistema elétrico. Debater com a equipe as peculiaridades e todos os aspectos de segurança relativos ao serviço. Identificar os procedimentos técnicos para cada tipo de serviço. Verificar os EPIs e EPCs necessários. Para melhor conhecimento do sistema elétrico. Realizar uma análise de risco da tarefa. Para minimizar e manter sob controle o potencial de risco do serviço. 10:41 .p65 107 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 01 Atividades preliminares Como fazer? Elaborar roteiro de manobras de liberação. Por que fazer? Para liberar de forma segura os serviços. Analisar a documentação técnica. Para manter todos informados sobre o serviço.

Somente estarão liberados para a execução dos serviços os profissionais autorizados. sendo a liberação executada pelo técnico responsável pela execução dos trabalhos. 10:41 . devidamente orientados e com equipamentos de proteção e ferramental apropriado.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Liberação para serviços Tendo como base os procedimentos já vistos anteriormente. 108 riscos_eletricos.p65 108 8/8/2005. o circuito ou equipamento estará liberado para intervenção. O quadro a seguir exemplifica os procedimentos preliminares a serem seguidos para a liberação do trabalho.

RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 02 Obter permissão de trabalho (PT) Como fazer? Analisar em conjunto com o operador os riscos do serviço. Certificar-se da abrangência da PT. Verificar com detector de tensão a ausência ou não de potencial nos equipamentos e sistema liberados. 109 riscos_eletricos. Para evitar manobras indevidas. Para garantir a integridade dos profissionais. Para proteger os executantes contra manobras indevidas e/ou induções. Travar com cadeado os equipamentos de manobras pertencentes ao sistema em serviço. 10:41 . Para ter conhecimento da real condição do sistema elétrico. Identificar com o operador os equipamentos e sistema a ser trabalhado. Verificar a análise de risco da tarefa. Usar luvas e testar o detector em circuito sabidamente energizado.p65 109 8/8/2005. Atenção para as alimentações de retorno. Para evitar enganos. Por que fazer? Para eliminar ou minimizar a possibilidade de acidente e/ou incidente. Aterrar o sistema/ equipamento liberado. Acompanhar ou executar as manobras de desenergização e liberação dos serviços em conformidade com o roteiro previamente elaborado. Observações Responsável pela PT deve ser autorizado. Sinalizar com fita de cor amarela a área onde estão equipamentos energizados vizinhos à área do serviço. Seguir procedimentos e observar riscos.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O travamento é o próximo serviço. Veja os procedimentos para sua realização: • • seccionamento – onde chaves seccionadoras ou outros dispositivos de isolamento são acionados para a desenergização dos circuitos. impedimento de reenergização – onde os bloqueios mecânicos. constatação da ausência de tensão – onde os dispositivos de detecção de tensão garantem a desenergização dos circuitos. Após o travamento deve-se sinalizar a área conforme os procedimentos apresentados no quadro: 110 riscos_eletricos.p65 110 8/8/2005. cadeados ou outros equipamentos garantem a impossibilidade de reenergização dos circuitos. 10:41 . • Exemplo de Instalação de aterramento temporário e eqüipotencialização (curto-circuito das três fases ligadas ao aterramento). o que fica facultado apenas ao responsável pelo bloqueio.

Executar os serviços observando os procedimentos técnicos operacionais. se necessário. revisar a PT. Para garantir a barreira isolante do ar. Por que fazer? Para evitar descargas elétricas em outros executantes. Alterações na seqüência ou nas condições de segurança do serviço devem ser comunicadas ao supervisor e. 111 riscos_eletricos. Para garantir sua própria integridade. Como fazer? Avaliar os riscos e a sinalização. Para não executar serviços com dúvida. Quando da execução de testes com potencial elevado. observar os procedimentos operacionais para cada teste.p65 111 8/8/2005. Usar o detector de tensão. Para se autopreservar. Conservar a distância de segurança das partes energizadas. Portar e usar os EPIs recomendados.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 03 Durante a execução dos serviços. Observações Usar luvas de alta tensão e descarregar os equipamentos após os testes. Verificar as condições de segurança sempre que se ausentar do local do trabalho e quando for reiniciar o serviço. Para garantir qualidade e padronização. Manter em local visível e de fácil acesso os diagramas unifilar e funcional. nunca improvisar. O serviço somente deve ser iniciado após a liberação da PT. 10:41 . Usar ferramental adequado.

Para concluir os serviços devem ser inspecionados as áreas. o ferramental e os equipamentos. 10:41 . “Não ligue esta chave”.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Obs A sinalização de impedimento de energização deve ser feita com etiquetas ou placas contendo avisos de proibição de religamento. “Perigo de morte”. tais como: “Homens trabalhando no equipamento”. etc.p65 112 8/8/2005. “Alta-tensão”. conforme o quadro: 112 riscos_eletricos.

ausência de materiais/ferramentas no interior dos equipamentos. sistemas de refrigeração desobstruídos. Para evitar curtos-circuitos. Dar baixa na PT.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? Como fazer? Por que fazer? Para garantir a condição operacional dos mesmos. 10:41 . Observações 04 Conclusão Inspecionar os dos serviços. conforme roteiro previamente elaborado. 113 riscos_eletricos. buchas e isoladores limpos e sem avarias. Retirar sinalização e fitas de isolamento da área. curtos-circuitos para testes retirados. Retirar equipamentos e materiais da área. Para manter a área limpa e em ordem.p65 113 8/8/2005. Acompanhar ou executar as manobras de normalização do sistema elétrico. cabos bem conectados. equipamentos e sistemas observando: condições de energização. Retirar todos os aterramentos provisórios (na seqüência inversa do aterramento). sistemas de proteção ativos. caixas de conexões vedadas.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Após a conclusão dos serviços e com a autorização para reenergização do sistema. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. 10:41 . Manter-se a par das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho. Destravar. 114 riscos_eletricos. • • • • • Supervisores e encarregados • • Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do trabalho. sem exceção. transmitindo-as a seus funcionários.p65 114 8/8/2005. utensílios e equipamentos. Responsabilidades Gerência imediata • Instruir e esclarecer seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e sobre as precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em estações. e realizar os dispositivos de seccionamento. se houver. Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os empregados. Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do início de execução dos serviços. Retirar todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização da zona controlada. Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco. Designar somente pessoal devidamente habilitado para a execução de cada tarefa. Remover o aterramento temporário da eqüipotencialização e as proteções adicionais. deve-se: • • • • • Retirar todas as ferramentas. Remover a sinalização de impedimento de energização.

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• •

Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem executados e quanto às precauções a serem abservadas no seu desenvolvimento. Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de serviço. Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando deixarem de cumprir as normas de segurança do trabalho. Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim como pela sua correta utilização. Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem ferramentas e equipamentos inadequados ou defeituosos. Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço. Manter-se a par das inovações introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as aos integrantes de sua equipe. Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários acidentados e comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Conservar o local de trabalho organizado e limpo. Cooperar com as CIPAs na sugestão de medidas de segurança do trabalho. Atribuir serviços somente a funcionários que estejam física e emocionalmente capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de cada um. Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu reinício devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi feita antes do início do trabalho.

• • • • • • • • • •

Empregados
• • Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso correto dos equipamentos de segurança. Utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva.

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• •

Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços de maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes. Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo, com colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis. Avisar seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado. Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar riscos de segurança. Não ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas antes do início, nos intervalos ou durante a jornada de trabalho. Evitar brincadeiras em serviço. Não portar arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham. Não utilizar objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes, relógios, bota com biqueira de aço, isqueiros a gás, a fim de se evitar o agravamento das lesões em caso de acidente elétrico. Não usar aparelhos sonoros.

• • • • • •

Visitantes
O empregado encarregado de conduzir visitantes pelas instalações da empresa, deverá: • • • • Dar-lhes conhecimento das normas de segurança. Fazer com que se mantenham juntos. Alertar-lhes para que mantenham a distância adequada dos equipamentos, não os tocando. Fornecer-lhes EPIs aplicáveis (capacetes, protetores auriculares, etc.).

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Documentação de instalações elétricas

Todas as empresas estão obrigadas a manter diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Devem ser mantidos atualizados os diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Os estabelecimentos com potência instalada igual ou superior a 75 kW devem constituir Prontuário de Instalações Elétricas, de forma a organizar o memorial contendo, no mínimo: a) os diagramas unifilares, os sistemas de aterramento e as especificações dos dispositivos de proteção das instalações elétricas;

RISCOS ELÉTRICOS

b) o relatório de auditoria de conformidade à NR-10, com recomendações e cronogramas de adequação, visando ao controle de riscos elétricos; c) o conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR-10 e descrição das medidas de controle existentes;

d) a documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas; e) f) os equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental aplicáveis, conforme determina a NR-10; a documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados;

g) as certificações de materiais e equipamentos utilizados em área classificada.

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um esquema geral da instalação. Os documentos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissionais legalmente habilitados.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As empresas que operam em instalações ou com equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência ou nas suas proximidades devem acrescentar ao prontuário os documentos relacionados anteriormente e os a seguir listados: a) descrição dos procedimentos de ordem geral para contingências não previstas. em local acessível. 10:41 . O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido pelo empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa e permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço em eletricidade. sendo permitido o uso de língua estrangeira adicional.p65 118 8/8/2005. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que ocorrerem alterações nos sistemas elétricos. 118 riscos_eletricos. No interior das subestações deverá estar disponível. b) certificados dos equipamentos de proteção coletiva e individual. Toda a documentação deve ser em língua portuguesa.

2004. São Paulo: Eletricidade moderna. SENAI/BA. Brasília. Instalações elétricas.Referências bibliográficas ABNT. 1980. 10:41 . Recife. Eletricidade industrial. ABNT. Porto Alegre: Ed. LUNA. NBR 6146: Graus de proteção. Os perigos da eletricidade. Salvador.2 kV. Perigos da eletricidade. 1989. Manuais de segurança. BLUMENSCHEIN.. IEC. São Paulo.0 kV a 13. Guia da NBR 5410: Instalações elétricas em baixa tensão. ABNT. J. Aelfo Marques. EN 50014: Electrial apparatus for potentially explosive atmospheres. Klave H. SOUZA. 1999. Jorge Santos.p65 119 8/8/2005. RISCOS ELÉTRICOS CENELEC. Silvério Visacro – Aterramentos elétricos. Quintiliano Avelar. riscos_eletricos. 2002. Curso elementar eletrotécnica. HUBSCHER. Roberto. 1999. INO 056/85. FERREIRA. 1987. FREITAS. NBR 5410: Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro: LTC Editora S. REIS. KINDERMANN.A. NBR 6533: Estabelecimento de segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. General requeriments. 2000. Segurança e eletricidade. 1985. Norma 60479: Efeitos de corrente elétrica no corpo humano. 209 p. Impress Gráfica. Choque elétrico. 2004. Hélio. ELETROPAULO. 1999. CREDER. Geraldo. FILHO. José Rubens Alves de. SENAI/DN. Segurança em eletricidade. CHESF/DC. Vitor Lúcio. 65 p. ABNT. 2001. 2003. São Paulo: Fundacentro. Sagra Luzato. NBR 14039: Instalações elétricas de média tensão de 1.

jakobi.com.br www.br www.br 120 riscos_eletricos.ufmg.miomega.ge.com.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Endereços eletrônicos www.coltec. cemig.br www. carbografite.br www.com.com.gov.br www.br www.mte.com. 10:41 .br www.com.com.p65 120 8/8/2005.br www.3m.br www.unesp.com.ritzbrasil.br www. fesp.

10:41 .riscos_eletricos.p65 121 8/8/2005.

10:41 . Paraguassu SENAI/SP Fernando Schirmbeck SENAI/RS Revisão técnica Rosemary Lomelino de Souza Xavier Revisão pedagógica SENAI/RJ Superintendência de Serviços Compartilhados – SSC Área Compartilhada de Informação e Documentação – ACIND Fernando Ouriques Normalização Roberto Azul Revisão gramatical Geferson Gomes Coutinho Projeto Gráfico riscos_eletricos.p65 122 8/8/2005.SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP Alberto Borges de Araújo Coordenador Paulo Rech Gerente de Certificação Profissional Equipe técnica Paulo Roberto Alves Arruda Conteúdista Comitê Técnico NR 10 – Departamento Nacional: Fernando da Silva Pinto SENAI/RJ Ricardo Mattos SENAI/RJ Rosemary Lomelino de Souza Xavier SENAI/RJ Paulo de Tarso do Nascimento SENAI/BA Jader de Oliveira SENAI/ES Anderson R. Paschoal SENAI/MG José Luiz Chagas Quirino SENAI/SP Ricardo A.

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