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riscos_eletricos

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  • Apresentação
  • Riscos em instalações e serviços com eletricidade
  • Choque elétrico
  • Arco elétrico
  • Campos eletromagnéticos
  • Riscos adicionais
  • Acidentes de origem elétrica
  • Técnicas de análise de riscos
  • Conceitos básicos
  • Principais técnicas para a identificação dos riscos/perigos
  • Análise preliminar de riscos
  • Medidas de controle do risco elétrico
  • Desenergização
  • Aterramento
  • Eqüipotencialização
  • Seccionamento automático da alimentação
  • Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR
  • Proteção por extrabaixa tensão
  • Proteção por barreiras e invólucros
  • Proteção por obstáculos e anteparos
  • Proteção por isolamento das partes vivas
  • Proteção parcial por colocação fora de alcance
  • Proteção por separação elétrica
  • Equipamentos de Proteção Coletiva
  • Equipamentos de Proteção Individual
  • Exemplos de EPIs
  • Legislação específica
  • Normas Técnicas Brasileiras
  • Normas ABNT
  • Regulamentações do MTE
  • Procedimentos de trabalho
  • Liberação para serviços
  • Responsabilidades
  • Documentação de instalações elétricas

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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI Armando de Queiroz Monteiro Neto
Presidente

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI Conselho nacional Fernando Cirino Gurgel
Presidente

SENAI – Departamento Nacional José Manuel de Aguiar Martins
Diretor-Geral

Regina Maria de Fátima Torres
Diretora de Operações

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Eletricidade 2.483. : il. desde que citada a fonte. 10:41 .1 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional Sede Setor Bancário Norte Quadra 1 – Bloco C Edifício Roberto Simonsen 70040-903 – Brasília – DF Tel. Título CDU: 331. SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP FICHA CATALOGRÁFICA S491c Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Brasília.: (0xx61) 317-9544 Fax: (0xx61) 317-9550 http://www.senai. ISBN: 85-7519-152-7 1. Choque elétrico I.p65 4 8/8/2005. DN. Departamento Nacional Curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade : riscos elétricos / SENAI.br riscos_eletricos. 122 p. SENAI – Departamento Nacional Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida.© 2005. 2005.

.. 25 Campos eletromagnéticos ....................................................... 62 Eqüipotencialização ............................................................................................................Sumário Apresentação Riscos em instalações e serviços com eletricidade 7 9 Choque elétrico ............................................................................................................................p65 5 8/8/2005................................................................................ 51 Análise preliminar de riscos ..................................................................................................................................................... 53 Medidas de controle do risco elétrico 57 Desenergização .................................... 80 Proteção por barreiras e invólucros .................................................... 84 Proteção por separação elétrica ........................... 41 RISCOS ELÉTRICOS Técnicas de análise de riscos 49 Conceitos básicos .................................................................................... 77 Proteção por extrabaixa tensão ................. 81 Proteção por obstáculos e anteparos ................................... 9 Arco elétrico ............................................................................................................................................................................................................... 74 Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR ........................................................... 57 Aterramento ............................................................................................................... 49 Principais técnicas para identificação dos riscos/perigos ............................................................. 89 riscos_eletricos.............................. 10:41 . 71 Seccionamento automático da alimentação .............................................................................................................................. 28 Riscos adicionais .......................................................................................... 82 Proteção parcial por colocação fora de alcance ........................................... 82 Proteção por isolamento das partes vivas ................................................................................................................................................................................................................................................................... 30 Acidentes de origem elétrica .........

....................p65 6 8/8/2005..................................................................... 105 Liberação para serviços ........................................................................................................................ 95 Legislação específica ...................................... 103 Rotinas de trabalho 105 Procedimentos de trabalho .......................... 101 Regulamentações do MTE ................................................................. 10:41 ...............................Equipamentos de Proteção Coletiva Equipamentos de Proteção Individual 91 95 Exemplos de EPIs ........................................................................................................................... 108 Responsabilidades ......................................................................................................................................................................................... 114 Documentação de instalações elétricas Referências 117 119 riscos_eletricos..................................................... 99 Normas Técnicas Brasileiras 101 Normas ABNT .................................

Embora todos nós estejamos sujeitos aos riscos da eletricidade. todos nós estamos. É no trabalho que existe uma grande concentração de máquinas. você estará exposto aos riscos da eletricidade. Talvez pelo fato de a eletricidade estar tão presente em sua vida. se você trabalha diretamente com equipamentos e instalações elétricas ou próximo delas. O contato com partes energizadas da instalação pode fazer com que a corrente elétrica passe pelo seu corpo. Você está cercado por redes elétricas em todos os lugares. ou ao executar tarefas simples como desligar ou ligar circuitos e equipamentos. Para completar. riscos_eletricos. Entretanto. As conseqüências dos acidentes com eletricidade são muito graves. e em qualquer outro lugar. é bom conhecer alguns números a esse respeito. painéis. Isso sem falar nos incêndios originados por falhas ou desgaste das instalações elétricas. É claro que no trabalho os riscos são bem maiores. isso significa que 290 pessoas morrem por ano devido a acidentes com eletricidade no trabalho. motores. Sempre que trabalhar com equipamentos elétricos. e muitas vezes são fatais. aliás. E isso ocorre no trabalho. subestações transformadoras e. mesmo os que não trabalham diretamente com os circuitos também se expõem aos efeitos nocivos da eletricidade ao utilizar ferramentas elétricas manuais. o contato com a eletricidade é a causa de 5% dos acidentes fatais que ocorrem no trabalho. em alguns casos.Apresentação Eletricidade mata. se os dispositivos de acionamento e proteção não estiverem adequadamente projetados e mantidos. Em números absolutos. quadros de distribuição. os acidentes com eletricidade ainda são muito comuns mesmo entre profissionais qualificados. redes aéreas e subterrâneas expostas ao tempo. Esta é uma forma bastante brusca. 10:41 .p65 7 8/8/2005. e o resultado são o choque elétrico e as queimaduras externas e internas. RISCOS ELÉTRICOS Estatísticas Nos EUA. Esses dados reunidos entre 1997 e 2002 correspondem a informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho dos EUA. provocam lesões físicas e traumas psicológicos. nem sempre você dá a ela o tratamento necessário. Como resultado. por exemplo. ferramentas manuais ou com instalações elétricas. No Brasil. de iniciarmos o estudo sobre segurança em eletricidade. tenha cuidado. ainda não temos muitas estatísticas específicas sobre acidentes cuja causa está relacionada com a eletricidade. em casa. porém verdadeira.

entre tantas outras causas. tiveram contato com as instalações pertencentes ao Setor Elétrico. somam-se 330 mortes que ocorreram nesse mesmo ano com membros da população que.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE No Brasil. Como exemplo desses contatos fatais. entretanto. se considerarmos apenas o Setor Elétrico. A esse número. Da sua preparação. assim chamado aquele que reúne as empresas que atuam em geração. previstos na legislação e nas normas técnicas. instalações de antenas de TV. correspondendo a 7. Pense nisso! 8 riscos_eletricos. Os principais riscos serão apresentados e você irá aprender a reconhecê-los e a adotar procedimentos e medidas de controle. temos alguns números que chamam a nossa atenção.736 acidentes do trabalho analisados pelo Sistema Federal de Inspeção do Trabalho. há os casos que ocorreram em obras de construção civil. ligações clandestinas. 10:41 . estudo e disciplina vão depender a segurança e a vida de muitas outras pessoas. Este módulo vai abranger vários tópicos relacionados à segurança com eletricidade. Para completar. para evitar acidentes. Em 2002. incluindo você. no ano de 2003.84% dos acidentes analisados. Um relatório completo é divulgado anualmente pela Fundação COGE. ocorreram 86 acidentes fatais nesse setor. transmissão e distribuição de energia elétrica. incluídos aqueles com empregados das empreiteiras. de diferentes formas. contatos com cabos energizados. entre 1.p65 8 8/8/2005. a exposição à corrente elétrica encontra-se entre os primeiros fatores de morbidade/mortalidade.

Portanto. provenientes de acidentes com alta-tensão. Os principais são o choque elétrico. o choque elétrico. e o acidente será inevitável. Neste módulo você vai descobrir como a eletricidade pode causar tantos males. sendo o efeito mais grave a considerar as paradas cardíacas e respiratórias. aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação) aparecerá em algum lugar. queimaduras externas e internas no corpo humano. RISCOS ELÉTRICOS Choque elétrico Hoje. Correntes de choques de alta intensidade. 10:41 . sendo o mais grave o choque elétrico. tivemos vários benefícios. a exposição aos campos eletromagnéticos e o incêndio.p65 9 8/8/2005. Em termos de riscos fatais. Construídas as primeiras redes de energia elétrica. isto é. Como a população atual da Terra é enorme. com o domínio da ciência da eletricidade.Riscos em instalações e serviços com eletricidade Há diferentes tipos de riscos devido aos efeitos da eletricidade no ser humano e no meio ambiente. Atualmente os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros. o ser humano usufrui de todos os seus benefícios. mas apareceram também vários problemas de ordem operacional. produzindo um potencial de risco ao choque elétrico. provenientes de acidentes com baixa tensão. a compreensão do mecanismo do efeito da corrente elétrica no corpo humano é fundamental para a efetiva prevenção e combate aos riscos provenientes do choque elétrico. portanto. riscos_eletricos. de um modo geral. sendo o efeito térmico o mais grave. o arco elétrico. pode ser analisado sob dois aspectos: • • Correntes de choques de baixa intensidade. sempre haverá alguém perto do defeito.

estado de saúde do indivíduo. Tipos de choques elétricos O corpo humano. freqüência da corrente elétrica. Os efeitos do choque elétrico variam e dependem de: • • • • • • • • • percurso da corrente elétrica pelo corpo humano. constituição física do indivíduo. é uma impedância elétrica composta por uma resistência elétrica. 10 riscos_eletricos. Assim. intensidade da corrente elétrica. tensão elétrica. condições da pele do indivíduo. o choque elétrico pode ser dividido em duas categorias: Choque estático É o obtido pela descarga de um capacitor ou devido à descarga eletrostática. 10:41 . associada a um componente com comportamento levemente capacitivo.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Concluindo O choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. mais precisamente sua resistência orgânica à passagem da corrente.p65 10 8/8/2005. tempo de duração. área de contato.

Dependendo do acúmulo das cargas. ou seja. toque em partes condutoras próximas aos equipamentos e instalações.RISCOS ELÉTRICOS N Descarga estática – É o efeito capacitivo presente nos mais diferentes materiais e equipamentos com os quais o homem convive. Este tipo de choque é o mais perigoso. a corrente de choque persiste continuadamente. que ficaram energizadas acidentalmente por defeito. mas com a manutenção da corrente passando pelo 11 riscos_eletricos. Este choque se dá devido ao: • • toque acidental na parte viva do condutor. Um exemplo típico é o que acontece em veículos que se movem em climas secos. Com o movimento. poderá haver o perigo de faiscamentos ou de choque elétrico no instante em que uma pessoa desce ou toca no veículo. 10:41 . Choque dinâmico É o que ocorre quando se faz contato com um elemento energizado. fissura ou rachadura na isolação.p65 11 8/8/2005. O corpo humano é um organismo resistente. entre o veículo e o solo passa a existir uma diferença de potencial. o atrito com o ar gera cargas elétricas que se acumulam ao longo da estrutura externa do veículo. Portanto. que suporta bem o choque elétrico nos primeiros instantes. porque a rede de energia elétrica mantém a pessoa energizada.

10:41 . deslocamento dos músculos e órgãos internos da sua devida posição. retornando pelo cabo da linha de transmissão até o local do curto. devido a um choque dinâmico. criando uma pane geral. A corrente de curto-circuito passará pela torre. cérebro. superposição da corrente do choque com as correntes neurotransmissoras que comandam o organismo humano.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE corpo. Exemplo de um defeito de ruptura na cadeia de isoladores de uma torre de transmissão (tensão de toque): O cabo condutor ao tocar na parte metálica da torre produz um curto-circuito do tipo monofásico à terra. comprometimento da respiração. 12 riscos_eletricos. Isto se dá pelo fato de o choque elétrico produzir diversos efeitos no corpo humano. mudando a qualidade do sangue. comprometimento do coração. órgãos genitais e reprodutores. que muitas vezes não são relacionadas ao choque em virtude do espaço de tempo decorrido desde o acidente. efeito de eletrólise. tetanização (rigidez) dos músculos. Muitos órgãos aparentemente sadios só vão apresentar sintomas devido aos efeitos da corrente de choque muitos dias ou meses depois. quanto ao ritmo de batimento cardíaco e à possibilidade de fibrilação ventricular. comprometimento de outros órgãos. Os choques dinâmicos podem ser causados pela tensão de toque ou pela tensão de passo. prolapso.p65 12 8/8/2005. Tensão de toque Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores do indivíduo. apresentando seqüelas. os órgãos internos vão sofrendo conseqüências. isto é. entrará na terra e percorrerá o solo até atingir a malha da subestação. como rins. vasos. tais como: • • • • • • • • elevação da temperatura dos órgãos devido ao aquecimento produzido pela corrente de choque.

a resistência R1 representa a resistência da terra do "pé" da torre até a distância de 1 metro. A tensão de toque é perigosa.p65 13 8/8/2005. Uma pessoa tocando na torre no momento do curto-circuito ficará submetida a um choque proveniente da tensão de toque. Entre a palma da mão e o pé haverá uma diferença de potencial chamada de tensão de toque. Este potencial é apresentado pela curva da figura acima. e nos projetos de sistema de aterramento. para tensão de toque maior que 250 V fica saturada em 1 000 ohms. pele suada. a corrente de curto-circuito gerará potenciais distintos desde o "pé" da torre até uma distância remota. Neste caso. O restante do trecho da terra é representado pela resistência R2. Cada pé em contato com o solo terá uma resistência de contato representada por R contato.RISCOS ELÉTRICOS No solo. considera-se a pessoa afastada a 1 metro do equipamento em que está tocando com a mão. a tensão de toque ficar abaixo do limite de tensão para não causar fibrilação ventricular. 10:41 . 13 riscos_eletricos. Por norma. aumentando o risco de fibrilação ventricular. a tensão de toque é expressa pela fórmula: V toque = (R corpo humano + R contato ÷ 2) I choque O aterramento no "pé" da torre só estará adequado se. porque o coração está no trajeto da corrente de choque. no instante do curto-circuito monofásico à terra. A resistência do corpo humano para corrente alternada de 50 ou 60 Hz. Assim.

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Tensão de passo A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou defeito tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento.

No caso da torre de transmissão, a pessoa receberá entre os dois pés a tensão de passo Nos projetos de aterramento considera-se a distância entre os dois pés de 1 metro. Pela figura apresentada, obtém-se a expressão:

V passo = (R corpo humano + 2R contato) I choque
O aterramento só será bom se a tensão de passo for menor do que o limite de tensão de passo para não causar fibrilação ventricular no ser humano. A tensão de passo é menos perigosa do que a tensão de toque. Isso se deve ao fato de o coração não estar no percurso da corrente de choque. Esta corrente vai de pé em pé, mas mesmo assim é também perigosa. As veias e artérias vão da planta do pé até o coração. Sendo o sangue condutor, a corrente de choque, devido à tensão de passo, vai do pé até o coração e deste ao outro pé. Por esse motivo, a tensão de passo é também perigosa e pode provocar fibrilação ventricular.

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Observe que as tensões geradas no solo pelo curto-circuito criam superfícies eqüipotenciais. Se a pessoa estiver com os dois pés na mesma superfície de potencial, a tensão de passo será nula, não havendo choque elétrico. A tensão de passo poderá assumir uma gama de valores que vai de zero até a máxima diferença entre duas superfícies eqüipotenciais separadas de 1 metro. Um agravante é que a corrente de choque devido à tensão de passo contrai os músculos da perna e coxa, fazendo a pessoa cair e, ao tocar no solo com as mãos, a tensão se transforma em tensão de toque no solo. Nesse caso, o perigo é maior, porque o coração está contido no percurso da corrente de choque. No gado, a tensão de passo se transforma em tensão entre patas. Essa tensão é maior que a tensão de passo do homem, com o agravamento de que no gado a corrente de choque passa pelo coração.

Proteção contra choques elétricos
O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques elétricos, conforme a NBR 5410/2004, pode ser resumido por: 1. 2. partes vivas de instalações elétricas não devem ser acessíveis; massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as torne acidentalmente vivas.

No caso 1, o choque elétrico acontece quando se toca inadvertidamente a parte viva do circuito de instalação de energia elétrica. Acontece somente quando duas ou mais partes do corpo tocam simultaneamente duas fases ou uma fase e a massa aterrada do equipamento elétrico. Nesse caso, a corrente elétrica do choque é atenuada pela: • • • • resistência elétrica do corpo humano; resistência do calçado; resistência do contato do calçado com o solo; resistência da terra no local dos pés no solo;

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resistência do aterramento da instalação elétrica no ponto de alimentação de energia.

Neste caso devem-se prover medidas de proteção básicas que visem impedir o contato com partes vivas perigosas em condições normais, como por exemplo: • • • Isolação básica ou separação básica; Uso de barreira ou invólucro; Limitação de tensão.

No caso 2, o choque ocorre quando regiões neutras ficam com diferença de potencial devido a um curto-circuito na instalação ou nos equipamentos. Deve-se notar que nesse tipo de choque a pessoa está tocando ou pisando regiões ou elementos não energizados da instalação. Porém, no momento do curto-circuito, ou mais precisamente durante este, estas áreas neutras ficam com diferença de potencial, advindo daí o choque elétrico. Neste caso devem-se prover medidas de proteção supletivas que visem suprir a proteção contra choques em caso de falha da proteção básica, como por exemplo: • • • Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação; Isolação suplementar; Separação elétrica.

Fatores determinantes da gravidade do choque
Os principais fatores que determinam a gravidade do choque elétrico são: • • • Percurso da corrente elétrica; Características da corrente elétrica; Resistência elétrica do corpo humano.

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o trajeto da corrente elétrica e a porcentagem de corrente que passa pelo coração. 10:41 . A B C D E LOCAL DE ENTRADA figura A figura B figura C figura D TRAJETO Da cabeça para o pé direito PORCENTAGEM DA CORRENTE 9. se considerarmos que é mais fácil prestar socorro a uma pessoa que apresente asfixia do que a uma pessoa com fibrilação ventricular.7% 7.9% 1.p65 17 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos dos choques elétricos em função do trajeto Outro fator que influencia nas conseqüências do acidente por choque elétrico é o trajeto que a corrente faz pelo corpo do acidentado. Isso é um dado importante.8% Da mão direita para o pé esquerdo Da mão direita para a mão esquerda Da cabeça para a mão esquerda Características da corrente elétrica Outros fatores a determinar a gravidade do choque elétrico são as características da corrente: 17 riscos_eletricos. já que neste caso é exigido um processo de reanimação por massagem cardíaca que nem toda pessoa que está prestando socorro sabe realizar. A tabela a seguir apresenta os prováveis locais por onde poderá se dar o contato elétrico.8% 1.

Traumas cardíacos persistentes. no máximo. Ligeira paralisia nos músculos do braço. Ocorrem também diferenças nos valores de intensidade de corrente para uma determinada sensação de choque elétrico. EFEITOS DOS CHOQUES ELÉTRICOS DEPENDENTES DA INTENSIDADE DE CORRENTE FAIXA DE CORRENTE 0. se a vítima for do sexo feminino ou masculino. nesse caso o efeito é letal. com início de tetanização. habitualmente nenhum efeito. são as que oferecem maior risco. habitualmente nenhum efeito perigoso. Especificamente as de 60 Hz.5 a 10 mA 10 a 30 mA 30 a 500 mA REAÇÕES FISIOLÓGICAS HABITUAIS Leve percepção superficial. 10:41 . Para correntes alternadas de freqüências elevadas. 200 ms. normalmente usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica. ao invés da interna. Corrente alternada (CA) Entre 20 e 100 Hz. devido a corrente tender a circular pela parte externa do corpo. possibilidade de fibrilação ventricular se a descarga elétrica se manifestar na fase crítica do ciclo cardíaco e por tempo superior a 200 ms. as possibilidades de ocorrência de choque elétrico são pequenas. acima de 2 000 Hz. ocorrerão queimaduras.1 a 0.5 mA 0. Nenhum efeito perigoso se houver interrupção em. salvo intervenção imediata de pessoal especializado com equipamento adequado. são as mais perigosas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Corrente contínua (CC) A fibrilação ventricular só ocorrerá se a corrente contínua for aplicada durante um instante curto específico e vulnerável do ciclo cardíaco. contudo. Paralisia estendida aos músculos do tórax. Acima de 500 mA 18 riscos_eletricos. com sensação de falta de ar e tontura. uma vez que se situam próximo à freqüência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação ventricular é maior.p65 18 8/8/2005.

Zona 3 – habitualmente nenhum risco de fibrilação. encontra-se úmida. a norma NBR 6533.p65 19 8/8/2005. Esta baixa é originada pelo fato de que a corrente pode 19 riscos_eletricos. a qual é constituída de células mortas. Esta resistência está situada entre 100 000 ohms e 600 000 ohms.RISCOS ELÉTRICOS Efeitos de choques elétricos em função do tempo de contato e intensidade de corrente A relação entre tempo de contato e intensidade de corrente é um agravante nos acidentes por choque elétrico. 10:41 . no entanto. Quando esta. Resistência elétrica do corpo humano A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá. atingindo 500 ohms. Zona 4 – fibrilação possível (probabilidade de até 50%). quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes e a variação apresentada é em função da espessura. da resistência elétrica que esta oferece à passagem da corrente. e também de qualquer outra resistência adicional entre a vítima e a terra. em muito. da ABNT. a resistência elétrica do corpo pode ser muito baixa. Zona 2 – habitualmente nenhum efeito patofisiológico perigoso. A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele. condição mais facilmente encontrada na prática. Como podemos observar no gráfico. define cinco zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100 Hz. admitindo a circulação entre as extremidades do corpo em pessoas com 50 kg de peso. Zona 5 – risco de fibrilação (probabilidade superior a 50%). Zona 1 – habitualmente nenhuma reação.

teremos: Quando seca: I = 120 V ÷ 400 000 Ω = 0. quando a pele estiver seca. ao estar seca ou molhada. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. podem influir muito na possibilidade de uma pessoa vir a sofrer um choque elétrico. medindo normalmente 300 ohms. uma resistência de 400 000 ohms.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE então passar pela camada interna da pele. a pele também pode oferecer uma baixa resistência. Usando a lei de Ohm e considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que representa uma diferença de potencial de 120 volts. e apresentando um valor máximo de 500 ohms. 10:41 . uma resistência de apenas 15 000 ohms. constituída pelo sangue. como vimos. em média. Com isso. quando úmida. Ao estar com cortes. que apresenta menor resistência elétrica. 20 riscos_eletricos. podem ser grandes. comparativamente à da pele é bem baixa. músculos e demais tecidos. As diferenças da resistência elétrica apresentada pela pele à passagem da corrente.p65 20 8/8/2005.3 mA Quando molhada: I = 120 V ÷ 15 000 Ω = 8 mA N Corrente de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoa pode suportar quando estiver segurando um objeto energizado e ainda ser capaz de largá-lo pela ação de músculos diretamente estimulados por esta corrente. Exemplificando Num toque acidental de um dedo com um ponto energizado de um circuito elétrico teremos.

a corrente que provoca o choque elétrico sofre. Isso é positivo do ponto de vista da segurança humana. a densidade de corrente é pequena. ficará à mercê do macrochoque. O valor da corrente elétrica não depende somente do nível da diferença de potencial do choque. 10:41 . podendo produzir queimaduras de alto risco. o corpo humano está em toda a sua resistência no trajeto da resistência elétrica da pele humana. O espraiamento pode ser na forma de macrochoque ou microchoque. poderá produzir microchoque. ou num equipamento elétrico com defeito na sua isolação. Portanto. 21 riscos_eletricos. O macrochoque é definido quando a corrente do choque entra no corpo humano pelo lado externo. Para uma mesma tensão. dentro de um indivíduo. A corrente entra pela pele.p65 21 8/8/2005. a corrente vai depender do estado da pele. Desse modo os efeitos térmicos são mais intensos nas regiões de alta intensidade de corrente. Já na área de baixa densidade de corrente o calor produzido é pequeno. diminuindo os efeitos térmicos de contração e fibrilação no coração. Microchoque é o choque elétrico que ocorre no interior do corpo humano. usado para analisar. O macrochoque é o choque comum. diagnosticar ou monitorar qualquer órgão humano. sentido pelas pessoas. invade o corpo e sai novamente pela pele. Em virtude da área da região do tórax ser maior. É o tipo de choque que ocorre por defeito em equipamento médico-hospitalar. um espraiamento como mostra a figura. o efeito da corrente do choque se dá de maneira diferenciada no corpo humano. Ou seja. Qualquer pessoa ao encostar num local energizado. Qualquer equipamento invasivo. uma distribuição diferenciada.RISCOS ELÉTRICOS Espraiamento de corrente do choque elétrico Devido à diferença da resistência elétrica e de seções transversais das várias regiões do corpo humano.

p65 22 8/8/2005. inclusive dos que comandam a respiração. ou entre dois condutores internos no corpo. O microchoque ocorre principalmente por defeitos em equipamentos médicohospitalares. O Se o choque elétrico for devido ao contato direto com a tensão da rede. Para os choques elétricos devido à tensão de toque e à de passo impostas pelo sistema de aterramento durante o defeito na rede elétrica. Perturbação do sistema nervoso. Alteração no sangue – provocada por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente elétrica. a manifestação mais importante a ser considerada é a fibrilação ventricular do coração. aumentando muito o perigo do choque. que ainda iremos abordar mais a seguir. Seqüelas em vários órgãos do corpo humano. Parada cardíaca – alteração no ritmo cardíaco. 22 riscos_eletricos. Sintomas do choque no indivíduo Manifestam-se por: • • • • • • Parada respiratória – inibição dos centros nervosos. podendo produzir fibrilação e uma conseqüente parada. Necrose – resultado de queimaduras profundas produzidas no tecido. A resistência elétrica nestas condições é muito baixa. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Este choque poderá ocorrer entre um condutor interno e a pele. todas as manifestações podem ocorrer.

com a sua conseqüente dilatação. Tempo do choque (s). podendo provocar o derretimento dos ossos e cartilagens. I choque t choque E térmica ⇒ ⇒ ⇒ O calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano. só a resistência de parte do corpo. interrompendo o batimento cardíaco. Quando ele está efetivamente parado. Nesse estado as fibras musculares estão inativas. Fibrilação ventricular no coração humano é um fenômeno diferente da parada cardíaca. 2º ou 3º graus nos músculos do corpo. 10:41 . queima das camadas adiposas ao longo da derme. t choque Onde: R corpo humano ⇒ Resistência elétrica (S) do corpo humano. Na fibrilação ventricular as fibras musculares do coração ficam tremulando desordenadamente. 23 riscos_eletricos. I2 choque . podendo produzir vários efeitos e sintomas. Energia em joules (J) liberada no corpo humano. uma total ineficiência no bombeamento do sangue. Sintomas da queimadura devido ao choque elétrico Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma energia térmica. que podem ser: » » » » » queimaduras de 1º. Este fenômeno é denominado Efeito Joule. havendo. a pressão cai a zero e a pessoa perde os sentidos. tornando-se gelatinosas. E térmica = R corpo humano . do músculo ou órgão afetado. Corrente elétrica do choque (A).RISCOS ELÉTRICOS N Parada cardíaca é a falta total de funcionamento do coração. aquecimento. queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida. aquecimento do sangue. Ou se for o caso.p65 23 8/8/2005. o sangue não é mais bombeado. mas com conseqüências idênticas. em conseqüência.

se persistir. E as que sobrevivem ficam com seqüelas. etc. advindo. devido ao mau contato ou a falhas internas no aparelho elétrico. isto é. outras causas e efeitos nos demais órgãos. Neste caso. O choque de alta-tensão queima. prejuízos no funcionamento seguro de componentes da instalação. Choques elétricos em baixa tensão têm pouco poder térmico. geralmente com: » » » » » perda de massa muscular. a corrente provoca aquecimentos internos. 10:41 . principalmente. perda da coordenação motora. que. Proteção contra queimaduras As partes acessíveis de equipamentos elétricos situados na zona de alcance normal não devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas e devem 24 riscos_eletricos. diminuição e atrofia muscular. bem como os materiais fixos próximos devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais do calor ou irradiação térmica produzidos pelos equipamentos elétricos. A queimadura também é provocada de modo indireto.p65 24 8/8/2005. O problema maior é o tempo de duração. elevando a temperatura a níveis perigosos. geralmente por fibrilação ventricular do coração. os componentes fixos de uma instalação elétrica. Proteção contra efeitos térmicos As pessoas. perda parcial de ossos. em conseqüência. mas sim associadas. danifica. a queimaduras. pode levar à morte. As vítimas do choque de alta-tensão morrem devido. combustão ou deterioração de materiais.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As condições citadas não acontecem isoladamente. fazendo buracos na pele nos pontos de entrada e saída da corrente pelo corpo humano. cicatrizes. particularmente quanto a: » » » riscos de queimaduras.

Sua temperatura pode alcançar 20 000°C. Próximo ao "laser". O arco elétrico (ou arco voltaico) é uma ocorrência de curtíssima duração (menor que ½ segundo). e muitos são tão rápidos que o olho humano não chega a perceber. eles são a mais intensa fonte de calor na Terra. mas não destinadas a serem tocadas em serviço normal: • metálicas • não-metálicas 55 65 70 80 80 90 Arco elétrico Toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica pelo ar ou outro meio isolante (óleo. 10:41 . Pessoas que estejam no raio de alguns metros de um arco podem sofrer severas queimaduras.RISCOS ELÉTRICOS atender aos limites de temperaturas.p65 25 8/8/2005. NBR 14039 – TEMPERATURAS MÁXIMAS DAS SUPERFÍCIES EXTERNAS DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DISPOSTOS NO INTERIOR DA ZONA DE ALCANCE NORMAL TIPO DE SUPERFÍCIE TEMPERATURAS MÁXIMAS (0O°C) Superfícies de alavancas. determinados pela NBR 14039 e devem ser protegidas contra qualquer contato acidental. volantes ou punhos de dispositivos de controle manuais: • metálicas • não-metálicas Superfícies previstas para serem tocadas em serviço normal. por exemplo) está ocorrendo um arco elétrico. mas não destinadas a serem mantidas à mão de forma contínua: • metálicas • não-metálicas Superfícies acessíveis. Os arcos elétricos são eventos de múltipla energia. Os arcos elétricos são extremamente quentes. ainda que por curtos períodos. Forte explosão e energia acústica acompanham a 25 riscos_eletricos.

ou entre múltiplas fases. por exemplo) de queima contínua de uma roupa comum aumentam tanto o grau da queimadura quanto a área total atingida no corpo. As mais sérias queimaduras por arco voltaico envolvem a ignição da roupa da vítima pelo calor do arco elétrico. 10:41 . A proteção contra o arco elétrico depende do cálculo da energia que pode ser liberada no caso de um curto-circuito. a temperatura deste é tão alta que destrói os tecidos do corpo. da distância que separa as pessoas do local e do tipo de roupa utilizada pelas pessoas expostas ao arco. Conseqüências de arcos elétricos (queimaduras e quedas) Se houver centelha ou arco. Outras causas podem estar relacionadas a equipamentos. A quantidade de energia liberada durante um arco depende da corrente de curto-circuito e do tempo de atuação dos dispositivos de proteção contra sobrecorrentes. Em determinadas situações.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE intensa energia térmica. Também podem desprender-se partículas incandescentes que queimam ao atingir os olhos. e incluem falhas em partes condutoras que integram ou não os circuitos elétricos. Todo cuidado é pouco para evitar a abertura de arco através do operador. Isso pode ser causado por trabalhadores que façam movimentos bruscos ou por descuido no manejo de ferramentas ou outros materiais condutivos quando estão trabalhando em partes energizadas da instalação ou próximo a elas. uma onda de pressão também pode se formar. ao ambiente ou a pessoas. A severidade da lesão para as pessoas na área onde ocorre a falha depende da energia liberada durante a falha. O arco pode ser causado por fatores relacionados a equipamentos. As vestimentas de proteção adequadas devem cobrir 26 riscos_eletricos. Altas correntes de curto-circuito e tempos longos de atuação dos dispositivos de proteção aumentam o risco do arco elétrico. Tempos relativamente longos (30 a 60 segundos.p65 26 8/8/2005. Uma falha pode ocorrer em equipamentos elétricos quando há um fluxo de corrente não intencional entre fase e terra. Causas relacionadas ao ambiente incluem a contaminação por sujeira ou água ou pela presença de insetos ou outros animais (gatos ou ratos que provocam curtos-circuitos em barramentos de painéis ou subestações). sendo capaz de atingir quem estiver próximo ao local da ocorrência. Isso afeta diretamente a gravidade da lesão e a própria sobrevivência da vítima.

decorrentes das ondas de pressão que podem se formar pela expansão do ar. Essa queda pode resultar em lesões mais graves se o trabalho estiver sendo realizado em uma altura superior a dois metros. o que pode ser muito comum em diversos tipos de instalações. Na ocorrência de um arco elétrico. O que agora nos parece óbvio. isto é. uma onda de pressão pode empurrar e derrubar o trabalhador que está próximo da origem do acidente. Temos relacionadas algumas medidas para garantir a proteção contra os perigos resultantes de faltas por arco: • Utilização de um ou mais dos seguintes meios: » » » » • • • • dispositivos de abertura sob carga. cabelos. nem sempre foi observado. altos e largos quanto possível. elas devem incluir capuzes. 10:41 . Emprego de dispositivos limitadores de corrente. as partes da cabeça que também possam sofrer danos se expostas a uma energia térmica muito intensa.p65 27 8/8/2005. também está presente o risco de ferimentos e quedas. Equipamentos ensaiados para resistir aos arcos internos. essa vestimenta deve incluir proteção para o rosto. se em determinadas situações uma análise de risco nos indica a necessidade de uma vestimenta de proteção contra o arco elétrico. Além dos riscos de exposição aos efeitos térmicos do arco elétrico. fechaduras com chave não intercambiáveis. além da cobertura completa do corpo. 27 riscos_eletricos. Corredores operacionais tão curtos. chave de aterramento resistente ao curto-circuito presumido. Coberturas sólidas ou barreiras ao invés de coberturas ou telas. muitas vezes. Proteção contra perigos resultantes de faltas por arco Os dispositivos e equipamentos que podem gerar arcos durante a sua operação devem ser selecionados e instalados de forma a garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações. enfim. pescoço.RISCOS ELÉTRICOS todas as áreas que possam estar expostas à ação das energias oriundas do arco elétrico. sistemas de intertravamento. Portanto.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Seleção de tempos de interrupção muito curtos. A região do espaço ao redor da carga Q. 10:41 . pode ser atraída ou repelida pelo mesmo sob a ação de uma força F. a qual denominamos força elétrica. Experiências demonstram que uma partícula carregada com carga q. • Campos eletromagnéticos Um campo elétrico é uma grandeza vetorial (função da posição e do tempo) que é descrita por sua intensidade. Normalmente campos elétricos são medidos em volts por metro (V/m). 28 riscos_eletricos. Operação da instalação. em que isso acontece. denomina-se campo elétrico. abandonada nas proximidades de um corpo carregado com carga Q. o que pode ser obtido através de relés instantâneos ou através de dispositivos sensíveis a pressão. luz ou calor. atuando em dispositivos de interrupção rápidos.p65 28 8/8/2005. Denomina-se campo magnético toda região do espaço na qual uma agulha imantada fica sob ação de uma força magnética.

A agulha da bússola é um ímã. pois a radiação interfere nos circuitos elétricos. Por isso é fundamental que você. A passagem da corrente elétrica em condutores gera um campo eletromagnético que. além de desligar o circuito no qual vai trabalhar. por sua vez. encaixes.p65 29 8/8/2005. é certo afirmar que essa exposição promove efeitos térmicos e endócrinos no organismo humano. nos quais se empregam elevados níveis de tensão. Esse fenômeno pode ser particularmente importante quando há diferentes circuitos próximos uns dos outros. induz uma corrente elétrica em condutores próximos. podendo criar disfunções nos aparelhos. pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos.) devem se precaver dessa exposição. hastes). Colocando-se uma bússola nas proximidades de um corpo imantado ou nas proximidades da Terra. dosadores de insulina. há suspeitas de que a radiação eletromagnética possa provocar o desenvolvimento de tumores. amplificador auditivo. se o circuito está efetivamente sem tensão. podendo provocar lesões. a agulha da bússola sofre desvio. etc.RISCOS ELÉTRICOS O fato de um pedaço de ferro ser atraído por um ímã é conhecido por todos nós. Entretanto. Assim. Da mesma forma. 10:41 . 29 riscos_eletricos. Especial atenção deve ser dada aos trabalhadores expostos a essas condições que possuam próteses metálicas (pinos. os trabalhadores que portam aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo. A exposição aos campos eletromagnéticos pode causar danos. especialmente quando da execução de serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica. pode ocorrer a passagem de corrente elétrica em um circuito desenergizado se ele estiver próximo a outro circuito energizado. Uma outra preocupação é com a indução elétrica. com equipamentos apropriados (voltímetros ou detectores de tensão). Embora não haja comprovação científica. confira.

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Riscos adicionais
São considerados como riscos adicionais aqueles que, além dos elétricos, são específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde dos que trabalham com eletricidade.

Classificação dos riscos adicionais
Altura
Em trabalhos com energia elétrica feitos em alturas, devemos seguir as instruções relativas a segurança descritas abaixo: • • É obrigatório o uso do cinto de segurança e do capacete com jugular. Os equipamentos acima devem ser inspecionados pelo trabalhador antes do seu uso, no que concerne a defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e travas, bem como quanto à integridade da carneira e da jugular. Ferramentas, peças e equipamentos devem ser levados para o alto apenas em bolsas especiais, evitando o seu arremesso.

Quando for imprescindível o uso de andaimes tubulares em locais próximos à rede elétrica, eles deverão: • • • • • • • Respeitar as distâncias de segurança, principalmente durante as operações de montagem e desmontagem; Estar aterrados; Ter as tábuas da(s) plataforma(s) com, no mínimo, uma polegada de espessura, travadas e que nunca ultrapassem o andaime; Ter base com sapatas; Ter guarda-corpo de noventa centímetros de altura em todo o perímetro com vãos máximos de trinta centímetros; Ter cinturão de segurança tipo pára-quedista para alturas iguais ou superiores a 2 metros; Ter estais a partir de 3 metros e a cada 5 metros de altura.

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RISCOS ELÉTRICOS

Manuseio de escada simples e de extensão: • Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam rachaduras, degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados, etc. Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para reparo ou troca. Devem ser manuseadas sempre com luvas. Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la. No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos-suportes, devidamente amarradas. Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os montantes. Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de segurança e com os pés apoiados sobre os seus degraus. Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça. Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida paralelamente ao meio-fio. Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja de aproximadamente ¼ do seu comprimento. Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la. Somente o dispense depois de amarrar a escada. Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do degrau, verificando o travamento da extensão. Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no pé dela, segurando-a.

• • • • • • • • • • • •

Ambientes confinados
Nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de proteção, a saber:

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a)

treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos a que estão submetidos, a forma de preveni-los e o procedimento a ser adotado em situação de risco;

b) nos serviços em que se utilizem produtos químicos, os trabalhadores não poderão realizar suas atividades sem um programa de proteção respiratória; c) a realização de trabalho em recintos confinados deve ser precedida de inspeção prévia e elaboração de ordem de serviço com os procedimentos a serem adotados;

d) monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão e intoxicação no interior de locais confinados realizado por trabalhador qualificado sob supervisão de responsável técnico; e) f) proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado; ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos contaminantes e ventilação geral que execute a insuflação de ar para o interior do ambiente, garantindo de forma permanente a renovação contínua do ar;

g) sinalização com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos no interior de espaços confinados; h) uso de cordas ou cabos de segurança e pontos fixos para amarração que possibilitem meios seguros de resgates; i) j) k) l) acondicionamento adequado de substâncias tóxicas ou inflamáveis utilizadas na aplicação de laminados, pisos, papéis de parede ou similares; a cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores, pelo menos 2 (dois) devem ser treinados para resgate; manter ao alcance dos trabalhadores ar mandado e/ou equipamento autônomo para resgate; no caso de manutenção de tanque, providenciar desgaseificação prévia antes da execução do trabalho.

Áreas classificadas
São considerados ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido

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A EN 50. será por curtos períodos. e de acordo com a classificação exigem a instalação de equipamentos e/ou interfaces que atendam às exigências prescritas nas mesmas.014 especifica a temperatura superficial máxima em 6 níveis. As áreas classificadas normalmente cobrem uma zona cujo limite é onde o gás ou gases inflamáveis estarão tão diluídos ou dispersos que não poderão apresentar perigo de explosão ou combustão. área na qual uma mistura de gás/ar. Zona 1 Zona 2 É evidente que um equipamento instalado dentro de uma área classificada também deve ser classificado.p65 33 8/8/2005. por exemplo. são classificadas conforme normas internacionais. assumindo como temperatura ambiente de referência 40ºC. 10:41 . potencialmente explosiva. Para diminuirmos o risco de uma explosão. Caso esteja. Assim temos: TEMPERATURA SUPERFICIAL MÁXIMA T1 450°C T2 300°C T3 200°C T4 135°C T5 100°C T6 85°C Para exemplificar: um equipamento classificado como T3 pode ser utilizado em ambientes cujos gases possuem temperatura de combustão superior a 200ºC. Segundo as recomendações da IEC 79-10. podemos adotar diversos métodos. está presente continuamente ou por grandes períodos de tempo.RISCOS ELÉTRICOS a razões diversas. não está normalmente presente. pode estar presente durante o funcionamento normal do processo. também chamadas de ambientes explosivos. as áreas são classificadas em: Zona 0 área na qual uma mistura de gás/ar. e esta é baseada na temperatura superficial máxima que o mesmo possa alcançar em funcionamento normal ou em caso de falha. Tais áreas. Um deles é eliminarmos um 33 riscos_eletricos. potencialmente explosiva. potencialmente explosiva. área na qual a mistura gás/ar. como. desgaste ou deterioração de equipamentos.

citamos alguns tipos de indústrias reconhecidamente perigosas quanto aos riscos de incêndios e explosões: » » » » » » » » indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas. A seguir. As indústrias que processam produtos que em alguma de suas fases se apresentem na forma de pó. este é o único método que permite que haja a explosão. 10:41 . seja térmica ou elétrica. 34 riscos_eletricos. efetuar uma análise acurada dos riscos e tomar as precauções cabíveis. a níveis não perigosos. tanto em condições normais de operação quanto em situações de falha. indústrias de beneficiamento de madeira. A técnica de segurança intrínseca é a mais empregada deste método de proteção e também a mais efetiva. indústrias plásticas. oxigênio e combustível. O que se faz é limitar a energia armazenada em circuitos elétricos de modo a torná-los totalmente incapazes. Porém. de produzir faíscas elétricas ou de gerar arcos voltaicos que possam causar a explosão. e devem. são indústrias de alto potencial de risco quanto a incêndios e explosões. c) Prevenção: através deste método limita-se a energia. indústrias metalúrgicas. antes de sua implantação. indústrias do carvão. indústrias fabricantes de rações animais. E um outro é através de uma das três alternativas a seguir: a) Contenção da explosão: na verdade. minorando os riscos inerentes com o auxílio de um profissional competente. porque esta fica confinada em um ambiente bem definido e não pode propagar-se para a atmosfera do entorno. pois na fase de projeto as soluções são mais simples e econômicas. indústrias alimentícias. b) Segregação: é o método que permite separar ou isolar fisicamente as partes elétricas ou as superfícies quentes da mistura explosiva.p65 34 8/8/2005. indústrias farmacêuticas. as indústrias já implantadas poderão equacionar razoavelmente bem os problemas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE dos elementos do triângulo do fogo: temperatura.

as seguintes indicações: 35 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Instalações elétricas em ambientes explosivos As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados. 10:41 . a montante do fluxo de ventilação. adequados à classe de risco. seus painéis e respectivos dispositivos de operação devem atender aos seguintes requisitos: a) ser ventilados e iluminados ou projetados e construídos com tecnologia adequada para operação em ambientes confinados. operados. água e influência de agentes químicos. curtos-circuitos. exceto se forem: a) utilizadas técnicas adequadas para circuitos energizados. no mínimo. Os cabos e condutores de alimentação elétrica utilizados devem ser certificados por um organismo de certificação. O bloqueio durante as operações de manutenção e reparo de instalações elétricas deve ser realizado utilizando-se cadeado e etiquetas sinalizadoras fixadas em local visível contendo. bloqueado e aterrado. instalação e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos.p65 35 8/8/2005. mantidos. b) utilizados ferramentas e equipamentos adequados à classe de tensão. observando-se suas aplicações. Os locais de instalação de transformadores e capacitores. d) não ser usados para outras finalidades diferentes daquelas do projeto elétrico. b) ser construídos e ancorados de forma segura. c) ser devidamente protegidos e sinalizados. de acordo com as especificações técnicas. Os serviços de manutenção ou reparo de sistemas elétricos só podem ser executados com o equipamento desligado. choques elétricos. Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO. Os cabos. em subsolo. executados. credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia. e c) tomadas precauções necessárias para a segurança dos trabalhadores. localizados na entrada ou nas proximidades e. e e) possuir extintores portáteis de incêndio. reformados e ampliados de forma que permitam a adequada distribuição de energia e isolamento. de forma a alertar que o acesso é proibido a pessoas não autorizadas. etiquetado. entre outros riscos. correta proteção contra fugas de corrente. indicando zona de perigo.

10:41 . para os casos de curto-circuito. a fim de evitar contatos acidentais. Os equipamentos elétricos móveis devem ter aterramento adequadamente dimensionado. 36 riscos_eletricos. invólucro.p65 36 8/8/2005. Os sistemas de recolhimento automático de cabos alimentadores de equipamentos elétricos móveis devem ser eletricamente solidários à carcaça do equipamento principal. Durante a manutenção de máquinas ou instalações elétricas. Em locais com ocorrência de gases inflamáveis e explosivos. que deve receber treinamento continuado em manuseio e operação de equipamentos de combate a incêndios e explosões. monitorando-se a concentração dos gases. Redes elétricas. as tarefas de manutenção elétrica devem ser realizadas sob o controle de um supervisor. b) motivo da manutenção.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE a) horário e data do bloqueio. A implantação. máquinas e circuitos elétricos devem estar equipados com dispositivos de proteção automáticos. salvo critério do responsável técnico. Os fios condutores de energia elétrica instalados no teto de galerias para alimentação de equipamentos devem ser protegidos contra contatos acidentais. blindagem ou peça condutora que possam armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulhas ou centelhas devem ser aterrados. operação e manutenção de instalações elétricas devem ser executadas somente por pessoa qualificada. Trabalhos em condições de risco acentuado deverão ser executados por duas pessoas qualificadas. As malhas. transformadores. queda de fase e fugas de corrente. os ajustes e as características dos dispositivos de segurança não devem ser alterados. com a rede de energia desligada e a chave de acionamento bloqueada. e c) nome do responsável pela operação. carcaça. Toda instalação. prejudicando sua eficácia. Os equipamentos e máquinas de emergência são destinados a manter a continuidade do fornecimento de energia elétrica e as condições de funcionamento. Os terminais energizados dos transformadores devem ser isolados fisicamente por barreiras ou outros meios físicos. bem como na prestação de primeiros socorros a acidentados. os pontos de aterramento e os pára-raios devem ser revisados periodicamente e os resultados registrados. sobrecarga. motores.

Em locais sujeitos a emanações de gases explosivos e inflamáveis. marcados e isolados. Podemos determinar a condição de umidade favorável ou não com a utilização do termo-higrômetro ou umedecendo levemente com um pano úmido a superfície de um bastão de manobra e aguardar durante aproximadamente 5 minutos. comprometendo. Devemos levar em consideração. 10:41 . aumentando assim o risco de acidentes elétricos. Os trechos e pontos de tomada de força de rede elétrica em desuso devem ser desenergizados. pois o óleo isolante pode absorver a umidade do ar.RISCOS ELÉTRICOS Trabalhos em redes elétricas entre dois ou mais pontos sem possibilidade de contato visual entre os operadores somente podem ser realizados com comunicação por meio de rádio ou outro sistema de comunicação que impeça a energização acidental. Desaparecendo a película de umidade. neblina densa ou ventos. sabemos que a existência de umidade no ar propicia a diminuição da capacidade disruptiva do ar. não sendo assim permitidos trabalhos sob chuva. aterramento e proteção contra falhas elétricas. que os equipamentos isolados a óleo não devem ser abertos em condições de umidade elevada. 37 riscos_eletricos. ou retirados quando não forem mais utilizados. suas características isolantes. As instalações elétricas com possibilidade de contato com água devem ser projetadas. as instalações elétricas serão à prova de explosão. executadas e mantidas com especial cuidado quanto à blindagem. há condições seguras para execução dos serviços. Como visto em estudos anteriormente. Condições atmosféricas Umidade Deve-se considerar que todo trabalho em equipamentos energizados só deve ser iniciado com boas condições meteorológicas. isolamento. também.p65 37 8/8/2005. assim. estanqueidade.

10:41 . há o aquecimento deste meio. O raio é um fenômeno de natureza elétrica. velocidade do vento.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Descargas atmosféricas (raios) Mecanismo Devido a longos períodos de estiagem. Com o intuito de evitar falsas expectativas ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas. Nada em termos práticos pode ser feito para impedir a "queda" de uma descarga em uma determinada região. Neste processo os elétrons retirados das moléculas de ar retornam. fazendo com que a energia seja devolvida sob a forma de relâmpago. umidade do ar. ou do encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. até 30 000° C.) fazem com que determinado tipo de nuvem se torne eletricamente carregada internamente. As tempestades com trovoadas se verificam quando certas condições particulares (temperatura. Esta primeira onda caracteriza o choque líder que define sua posição de queda entre 20 a 100 metros do solo. provocando assim a expansão do ar (trovão). sendo estas originadas a partir do aquecimento do solo pelos raios solares. ou ainda entre nuvens. As descargas atmosféricas podem ser ascendentes (da terra para a nuvem) ou descendentes (da nuvem para a terra). o primeiro choque do raio deixou um canal ionizado entre a nuvem e o solo. pressão. que partirá da base da nuvem em direção ao solo. sendo produzido por nuvens do tipo cumulus nimbus. A partir deste estágio. buscando locais de menor potencial. O mecanismo de autoprodução de cargas elétricas vai aumentando de tal modo que dá origem a uma onda elétrica (raio). que fazem o ar quente subir. as pessoas ou animais. Assim sendo. devemos fazer os seguintes esclarecimentos: • O raio é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível tanto em relação às suas características elétricas como em relação aos efeitos destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações. que dessa forma permitirá a passagem de uma avalanche de cargas com corrente de pico em torno de 20 000 ampères. • 38 riscos_eletricos.p65 38 8/8/2005. que tem formato parecido com uma bigorna e chega a ter 12 quilômetros de altura e vários quilômetros de diâmetro. definindo assim uma trajetória ramificada e aleatória. Após esse segundo choque violento das cargas elétricas passando pelo ar. as soluções aplicadas buscam tão-somente minimizar os efeitos destruidores a partir de instalações adequadas de captação e de condução segura da descarga para a terra. carregando com este as partículas de vapor. as chuvas que começam a cair são normalmente acompanhadas de tempestades. etc.

na existência de nuvens carregadas sobre o mesmo. de TV a cabo. as sobretensões transitórias podem chegar até as instalações elétricas internas ou de telefonia. servindo como um isolante de baixo poder dielétrico. em que temos a nuvem funcionando como placa negativa e o solo com placa positiva e o ar. podem: • • • Provocar a queima total ou parcial de equipamentos elétricos ou danos à própria instalação elétrica interna e telefônica. o raio tem um efeito devastador. Além dos danos causados diretamente pela corrente elétrica e pelo intenso calor. propiciando assim a existência de raios. Nesse caso. Os seus efeitos. Essa sobretensão é denominada Sobretensão Transitória. em redes de telecomunicações. mas pode causar sérios danos.p65 39 8/8/2005. Essa sobretensão induzida acontece quando uma parte da energia do raio é transferida através de um acoplamento eletromagnético com uma rede elétrica. calor. etc. Provocar enormes perdas. Por sua vez. devido ao alto valor de sua corrente elétrica. etc. Descarga Indireta: o raio cai a uma distância de até 1 quilômetro de uma rede elétrica. além de poderem causar danos a pessoas e animais. • 39 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS • A incidência de raios é maior em solos maus condutores do que em solos condutores de eletricidade. gerando elevados valores de sobretensões sobre os diversos circuitos. Reduzir a vida útil dos equipamentos. etc. Sobretensões transitórias Um raio ao cair na terra pode provocar grande destruição. pois nos solos maus condutores. redes de transmissão de dados. o raio pode provocar sobretensões em redes de energia elétrica. com a parada de equipamentos. antenas parabólicas. 10:41 . criam-se por indução no terreno cargas positivas. entre outras. naturalmente úmido e às vezes ionizado. As sobrecorrentes transitórias originadas de descargas atmosféricas podem ocorrer de dois modos: • Descarga Direta: o raio atinge diretamente uma rede elétrica ou telefônica. A sobretensão gerada é de menor intensidade do que a provocada pela descarga direta. de TV a cabo ou de qualquer unidade consumidora. que gera intensos campos eletromagnéticos.

proximidade de cercas de arame. Caso não encontre abrigo. sendo geralmente interligados através de condutores horizontais. evitando assim o efeito das pontas. Procurar abrigo em instalações seguras. Medidas Preventivas • • • • • • • • • Evitar a execução de serviços em equipamentos e instalações elétricas internas e externas. 10:41 . torres. Nunca procurar abrigo sob árvores ou construções isoladas sem sistemas de proteção atmosférica adequados. eles são hastes montadas em bases instaladas acima do ponto mais alto das edificações com o objetivo de propiciar um caminho mais fácil para os relâmpagos que venham a incidir na edificação. Evitar tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à rede elétrica. linhas aéreas. Condutores de Descida – Cabos que conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento. Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas As medidas utilizadas para minimizar as conseqüências das descargas atmosféricas têm como princípio a criação de caminhos de baixa resistência a terra escoando à mesma as correntes elétricas dos raios. janelas e portas metálicas. e se possível ficar agachado. guardando uma distância segura destes. procurar não se movimentar. piscinas. lagos. como topos de morros. • 40 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A grande maioria das sobretensões transitórias de origem atmosférica que causam danos a equipamentos é ocasionada pelas descargas indiretas. Não entrar em rios. Evitar locais extremamente perigosos. Evitar o uso de telefones. a não ser que seja sem fio. Temos como principais componentes de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas: • Terminais Aéreos – Conhecidos como pára-raios. topos de prédios. jamais ficando ao relento. Evitar ficar próximo de tomadas e canos.p65 40 8/8/2005. linhas telefônicas.

os acidentes são provocados pela presença de condições inseguras e atos inseguros ao mesmo tempo. as estruturas. Essas causas são apontadas como responsáveis pela maioria dos acidentes. às vezes. É a maneira como os trabalhadores se expõem (consciente ou inconscientemente) aos riscos de acidentes. No entanto. isto é. aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária às normas de segurança.p65 41 8/8/2005.. Centelhados – São instalados em pontos de entrada de energia. Varistores. deve-se levar em conta que. etc. instrumentação industrial. todas as partes metálicas da edificação. Atos inseguros Os atos inseguros são. • • Acidentes de origem elétrica A segurança no trabalho é essencial para garantir a saúde e evitar acidentes nos locais de trabalho. os aterramentos de equipamentos. impedindo assim a existência de diferenças de potenciais entre os elementos interligados. com o intuito de proteger as instalações e equipamentos contra sobrecorrentes transitórias (sobretensões) provocadas por descargas direta. Como visto no capítulo sobre eqüipotencialização. devem ser interligados a um mesmo referencial de terra.RISCOS ELÉTRICOS • Terminais de Aterramento – Condutores que servem para conectar os cabos de descida ao solo. o sistema de proteção atmosférica. sendo a mesma dependente das características do solo. sendo um item obrigatório em todos os tipos de trabalho. etc. indireta e manobras de equipamentos do sistema de alimentação elétrica. propiciando uma baixa resistência a terra. Condutores de Ligação Eqüipotencial – Visam à interligação do sistema de aterramento com os outros sistemas de aterramento da edificação. 10:41 . Supressores de Surto. cabos telefônicos e de dados. definidos como causas de acidentes do trabalho que residem exclusivamente no fator humano. 41 riscos_eletricos. geralmente. Podemos classificar os acidentes de trabalho relacionando-os com fatores humano (atos inseguros) e com o ambiente (condições inseguras). Pára-Raios de Linha. Sendo os mesmos constituídos usualmente de cabos e hastes enterradas no solo.

máquinas apresentando defeitos. Na verdade. o desatento. Tais condições manifestam-se como deficiências técnicas. Ex. pontos de agarramento e elementos energizados. 10:41 . presentes no ambiente de trabalho. falta de ordem e limpeza. o exibicionista. política promocional imprópria. põem em risco a integridade física e/ou mental do trabalhador.p65 42 8/8/2005. estado de fadiga. abalos emocionais. instalações elétricas impróprias ou com defeitos. políticas salariais impróprias. discussão com colegas. • • • • Condições inseguras São aquelas que. Na maquinaria: localização imprópria das máquinas. coordenação motora. falta de treinamento. Seguem-se alguns fatores que podem levar os trabalhadores a praticarem atos inseguros: • Inadaptação entre homem e função por fatores constitucionais. Fatores circunstanciais: fatores que influenciam o desempenho do indivíduo no momento. nível de inteligência. falhas de treinamento. falta de proteção em partes móveis. doença. Personalidade: fatores que fazem parte das características da personalidade do trabalhador e que se manifestam por comportamentos impróprios. Ex. devido à possibilidade deste acidentar-se. Ex. agressividade. o machão. falta de sinalização.: o desleixado. problemas com os colegas. Ex. Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los. idade.: problemas familiares. etc. grau de atenção. pisos fracos e irregulares.: sexo.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É falsa a idéia de que não se pode predizer nem controlar o comportamento humano. Estes fatores são na maioria das vezes causados por: seleção ineficaz. clima de insegurança. Desajustamento: este fator é relacionado com certas condições específicas do trabalho. • 42 riscos_eletricos. alcoolismo. o brincalhão. podendo apresentar-se: • Na construção e instalações em que se localiza a empresa: áreas insuficientes. excesso de ruído e trepidações. é possível analisar os fatores relacionados com a ocorrência dos atos inseguros e controlá-los. impulsividade. tempo de reação aos estímulos.: problema com a chefia.

Causas indiretas de acidentes elétricos Podemos classificar como causas indiretas de acidentes elétricos as originadas por descargas atmosféricas. Verifica-se experimentalmente que as cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem. EPCs).RISCOS ELÉTRICOS • Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou totalmente ausente. roupa e calçados impróprios. Causas diretas de acidentes com eletricidade Podemos classificar como causas diretas de acidentes elétricos as propiciadas pelo contato direto por falha de isolamento. 10:41 .p65 43 8/8/2005. ficando o corpo ligado eletricamente sob tensão entre fase e terra. Descargas atmosféricas As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica. tensões induzidas eletromagnéticas e tensões estáticas. dá origem a uma grande quantidade de cargas elétricas. mas que podem ficar energizadas devido a uma falha de isolamento. é o toque acidental em partes metálicas energizadas. Contatos indiretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente não energizadas (massas). enquanto as cargas elétricas negativas se posicionam na parte inferior. equipamentos de proteção com defeito (EPIs. acarretando conseqüentemente uma intensa migração de 43 riscos_eletricos. ferramental defeituoso ou inadequado. As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas de quilovolts. podendo estas ainda serem classificadas quanto ao tipo de contato físico: • • Contatos diretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente sob tensão (partes vivas). A fricção entre as partículas de água que formam as nuvens. O acidente mais comum a que estão submetidas as pessoas. sem contar os riscos de vida a que as pessoas e animais ficam submetidos. além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por elas. provocada pelos ventos ascendentes de forte intensidade. principalmente aquelas que trabalham em processos industriais ou desempenham tarefas de manutenção e operação de sistemas industriais.

fazendo com que as cargas elétricas migrem na direção da terra. É de aproximadamente 1kV/mm o valor do gradiente de tensão para o qual a rigidez dielétrica do ar é rompida. que depende de certas condições ambientais. sem contudo tocá-los? Normalmente. A concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa determinada região faz surgir uma diferença de potencial entre a terra e a nuvem.p65 44 8/8/2005. que se denomina gradiente de tensão. há um deslocamento muito pequeno dos seus elétrons e prótons. Tensão estática Os condutores possuem elétrons livres e. 44 riscos_eletricos. conhecidos também por dielétricos. de modo que os centros de gravidade destes não mais se coincidem. normalmente elevada. Quando um corpo carregado se aproxima desses átomos. os centros de gravidade das massas dos elétrons e prótons de um átomo coincidem-se e localizam-se no seu centro. cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE cargas positivas na superfície da terra para a área correspondente à localização da nuvem. isto é. o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica. Um dielétrico que possui átomos assim deformados (achatados) está eletricamente polarizado. podem ser eletrizados por indução. praticamente não possuem elétrons livres. Será que eles podem ser eletrizados por indução. Os isoladores. 10:41 . No entanto. portanto. num trajeto tortuoso e normalmente cheio de ramificações. O aumento dessa diferença de potencial. dando dessa forma uma característica bipolar às nuvens. aproximando um corpo eletrizado. poderá atingir um valor que supere a rigidez dielétrica do ar interposto entre a nuvem e a terra. formando assim um dipolo elétrico.

As tensões estáticas crescem continuamente. Se dois condutores. o que poderá determinar se as outras medidas de segurança ainda deverão ser adotadas ou até mesmo se o trabalho deverá ser feito como em linha energizada. ou um condutor e o potencial de terra. Ao se instalar o aterramento provisório. e em condições secas. uma corrente fluirá por seu intermédio. nos casos de circuito de alta-extra ou ultra-alta tensão. existirão tensões de acoplamento capacitivo e eletromagnético induzidas pelos condutores energizados próximos à linha. estiverem separados por um dielétrico e em potenciais diferentes. 45 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Tensões induzidas em linhas de transmissões de alta-tensão Devido ao atrito com o vento e com a poeira. Podemos ter tensões induzidas na linha por causa do acoplamento capacitivo e eletromagnético. 10:41 .p65 45 8/8/2005. Além disso. são drenadas imediatamente. surgirá entre ambos o efeito capacitivo. as correntes. existirá uma corrente fluindo num circuito fechado com a terra. Todavia. diminuindo a diferença de potencial existente e ao mesmo tempo jampeando a área de trabalho. No caso de uma linha aterrada em apenas uma das extremidades. da corrente de carga das linhas energizadas. Essa tensão é função da distância entre linhas. o que possibilita neste ponto uma maior segurança para o homem de manutenção. Essa tensão é induzida por linha ou linhas energizadas que cruzam ou são paralelas à linha ou equipamento desenergizado no qual se trabalha. as linhas sofrem uma contínua indução que se soma às demais tensões presentes. devido às tensões induzidas capacitivas e às tensões estáticas ao referencial de terra. Ao aterrarmos uma linha. e se ambas as extremidades estiverem aterradas. portanto com indução elevada. do comprimento do trecho onde há paralelismo ou cruzamento e da existência ou não de transposição nas linhas. é recomendável a adoção de critérios que levem em conta o nível de tensão dos circuitos e a distância entre eles. e após um longo período de tempo podem ser relativamente elevadas. a tensão induzida eletromagneticamente terá seu maior vulto na extremidade não aterrada.

Os dois colocaram os enfeites em uma palmeira perto de uma das piscinas do clube. O acidente ocorreu quando o vigilante Laércio Honorato da Silva. em contato com o andaime. Engenheiros condenados por acidente Folha de São Paulo – 28/4/1999 São Paulo – Dois engenheiros responsáveis pela instalação de enfeites de natal no Clube Paulistano. foram condenados a pagar 20 cestas básicas ao estudante Guilherme Orlando Günther. a juíza Nidea Rita Coltro Sorci condenou os engenheiros elétricos ao pagamento das cestas básicas. absolve a diretoria do Clube Paulistano. que estava na varanda do primeiro andar. que brincava com uma bola de tênis. O acidente provocou danos cerebrais gravíssimos no estudante. em 1997. 43 anos. foi hastear a bandeira de Pernambuco na agência Bradesco da Rua do Imperador. A decisão. que hoje nem sequer consegue tomar banho sem ajuda. um homem morreu eletrocutado ao hastear uma bandeira no centro de Recife. Segundo o Instituto de Criminalística. a 1. nesta terça-feira pela manhã. A fiação da iluminação natalina. no bairro de Santo Antônio.6 metro de distância do fio. chegou a subir a bandeira do Brasil. eletrocutando o vigilante. O garoto recebeu um choque elétrico quando brincava próximo à piscina do clube. Encostado na palmeira havia um andaime de ferro.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Acidentes com eletricidade (exemplos) Vigilante morre eletrocutado ao hastear bandeira no Recife JC On Line – 7/9/2004 Pernambuco – No Dia da Independência do Brasil. A descarga de energia arremessou o corpo do vigilante para a varanda. Laércio. por volta das 7 horas. funcionário da Nordeste Vigilância de Valores. o acidente foi uma fatalidade. Guilherme teve parada cardiorrespiratória. e na hora de hastear a do Estado. de 14 anos. porque ambos têm bons antecedentes. Com base na Lei dos Juizados Especiais. o mastro tocou no fio de energia do poste.p65 46 8/8/2005. na zona oeste de São Paulo. 10:41 . eletrificou o garoto. "Essa punição é ridícula". Newton Günther. da 3ª Vara Criminal de São Paulo. entrou em coma e permaneceu internado por quase dois meses. 46 riscos_eletricos. O hasteamento é um procedimento de rotina no banco e cabe diariamente ao vigilante de plantão. reagiu o pai de Guilherme.

RISCOS ELÉTRICOS Acidente de trabalho . 47 riscos_eletricos. Ele mesmo voltou e conseguiu puxá-lo com uma camisa. Eles foram levados para hospitais da região pelos bombeiros e policiais do helicóptero Águia. morreu eletrocutado ontem à tarde. mas eles não sabiam que ele estava eletrificado. estudante de um curso técnico no SENAI de eletricidade. Funcionários da Light e da Rio Luz estiveram no local e comprovaram que o poste se eletrificava quando um disjuntor do prédio do Horto era ligado. Segundo os técnicos. segurou-se em um poste de ferro que estava eletrificado. Eles não souberam dizer a intensidade do choque. Seu amigo Everaldo de Jesus tentou tirá-lo mas também levou um choque. Quando tentou voltar. o poste é de responsabilidade do Horto. Ele passou por um buraco na grade entre a quadra e o Horto Botânico do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista para pegar uma bola. Rapaz morre eletrocutado em poste na Quinta O Globo – 1998 Após pegar uma bola no Horto. Segundo ele.Eletrocutados em SP Globo On – 9/6/2004 Homens são eletrocutados ao limpar fachada de posto de gasolina São Paulo – Dois homens foram eletrocutados nesta terça-feira quando trabalhavam na limpeza da fachada de um posto de gasolina na avenida Bandeirantes. Júlio recebeu descarga por 3 minutos Júlio César Dias Carneiro. Um deles está internado em estado grave. 10:41 .p65 47 8/8/2005. O chefe da segurança. disse que o poste pertence ao órgão. na zona sul da cidade. os meninos são alertados para não pular a grade. Paulo Sérgio. Com o choque. Júlio ficou por cerca de três minutos recebendo a descarga elétrica. de 18 anos. mas Júlio já estava morto. eles despencaram de uma altura de quase 10 metros.

para poder operar em outros segmentos. muitos porque a rede elétrica fica ligada durante a execução do serviço. O auge dos acidentes fatais ocorreu nos últimos três anos. acidentes vitimaram 49 trabalhadores terceirizados em redes de telefonia fixa no país Rio. riscos_eletricos. em 1998. Desde a privatização do setor. a morte O Globo – 27/7/2003 De 1998 a 2003. Os dados são da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel). todo o serviço de manutenção de redes externas é terceirizado. Telemar e Telefônica tiveram de cumprir o plano de antecipação de metas de expansão e qualidade. Atualmente.Entre cabos telefônicos. Brasília e Porto Alegre – Subir num poste para consertar ou instalar uma linha telefônica e morrer eletrocutado: esse foi o destino de funcionários de empresas terceirizadas de telefonia fixa nos últimos anos vítimas de acidentes.p65 48 8/8/2005. 10:41 . quando as operadoras Brasil Telecom. pelo menos 49 trabalhadores de firmas terceirizadas morreram em decorrência de acidentes de trabalho.

Técnicas de análise de riscos Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades. » » » Que pode acontecer errado? Quais são as causas básicas dos eventos não desejados? Quais são as conseqüências? RISCOS ELÉTRICOS A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população exposta. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes. ao ambiente ou uma combinação de todos. suas freqüências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis conseqüências. de uma forma geral. à propriedade. 10:41 . Para reduzir a freqüência de acidentes. Alguns exemplos dessas técnicas são apresentados a seguir com uma pequena descrição do método. máquinas e equipamentos. A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e as medidas para controle das conseqüências de acidentes para os trabalhadores e para as pessoas que vivem ou trabalham próximo à instalação ou para o meio ambiente. projetos e instalações. Conceitos básicos Perigo Uma ou mais condições físicas ou químicas com possibilidade de causar danos às pessoas. As metodologias representam os tipos de processos ou de técnicas de execução dessas análises de riscos da instalação ou da tarefa. procedimentos. para o meio ambiente e para a empresa.p65 49 8/8/2005. riscos_eletricos. é preciso avaliar e controlar os riscos.

combinação entre o evento. A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes são causados por eventos pouco freqüentes. objetivando mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança considerados toleráveis. Gerenciamento de riscos É a formulação e a execução de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm o objetivo de prever. a probabilidade e suas conseqüências.p65 50 8/8/2005. razão entre o perigo e as medidas de segurança. baseada na engenharia de avaliação e técnicas estruturadas para promover a combinação das freqüências e conseqüências de cenários acidentais. O risco também pode ser definido através das seguintes expressões: » » » combinação de incerteza e de dano. resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (conseqüências). controlar ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial. Avaliação de riscos É o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os compara com os critérios de tolerabilidade previamente estabelecidos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Risco Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana. mas que causam danos importantes. 10:41 . Níveis de risco » Catastrófico » Crítico » Moderado » Não Crítico » Desprezível 50 riscos_eletricos. Análise de riscos É a atividade dirigida à elaboração de uma estimativa (qualitativa ou quantitativa) do riscos.

ar ou recursos hídricos. 10:41 . com a finalidade de prever e prevenir riscos de acidentes que possam acontecer durante a fase operacional e de execução da tarefa. 51 riscos_eletricos. tarefa ou planta industrial. Categoria IV Catastrófica – Quando as conseqüências / danos atingem áreas externas.RISCOS ELÉTRICOS Classificação dos riscos Quanto à severidade das conseqüências: Categoria I Desprezível – Quando as conseqüências / danos estão restritas à área industrial da ocorrência do evento com controle imediato.p65 51 8/8/2005. normalmente conduzido em conjunto com o grupo de trabalhadores expostos. Análise de falha humana Método que identifica as causas e os efeitos dos erros humanos observados em potencial. com possibilidade de ações de recuperação imediatas. com o objetivo de identificar os acidentes potenciais de maior prevalência na tarefa e as características intrínsecas destes. Categoria III Crítica – Quando as conseqüências / danos provocam contaminação temporária do solo. É um método de estudo de riscos realizado durante a fase de planejamento e desenvolvimento de um determinado processo. O método também identifica as condições dos equipamentos e dos processos que possam contribuir para provocar esses erros. ar ou recursos hídricos. Categoria II Marginal – Quando as conseqüências / danos atingem outras subunidades e/ou áreas não industriais com controle e sem contaminação do solo. comunidade circunvizinha e/ou meio ambiente. Principais técnicas para a identificação dos riscos/perigos Análise preliminar de riscos Método de estudo preliminar e sumário de riscos.

na especificação dos efeitos desfavoráveis destas falhas sobre o sistema e sobre o conjunto das instalações. resultante de um evento inicial tomado como referência. concebido para ser utilizado em equipamentos mecânicos. um conjunto cronológico de falhas e de erros que. a partir do evento inicial. um erro humano ou uma falha do equipamento. Como a segurança intrínseca é o inverso da insegurança ou nível de vulnerabilidade. na identificação das modalidades de falhas possíveis em cada um deles. É um método de análise de riscos tecnológicos que consiste: » » » na tabulação de todos os sistemas e equipamentos existentes numa instituição ou planta industrial. as conseqüências lógicas de um possível acidente. de forma seqüenciada.p65 52 8/8/2005. 52 riscos_eletricos. o qual pode ser um fenômeno natural ou ocorrência externa ao sistema. ou melhor. culminam no acidente ou evento-topo ou principal. Análise de segurança de sistemas É a técnica que tem por finalidade avaliar e aumentar o grau de confiabilidade e o nível de segurança intrínseca de um sistema determinado. Os resultados da análise da árvore de eventos caracterizam seqüências de eventos intermediários. Árvore de eventos Técnica dedutiva de análise de riscos utilizada para avaliar as possíveis conseqüências de um acidente potencial. para os riscos previsíveis. com o objetivo de identificar as falhas potenciais que possam provocar acontecimentos ou eventos adversos e também efeitos desfavoráveis desses eventos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Método de análise de falhas e de efeitos Método específico de análise de riscos. todos os projetos de redução de riscos e de preparação para desastres concorrem para incrementar o nível de segurança. a partir de um evento inicial. É um método que tem por objetivo antecipar e descrever. 10:41 .

quando julgadas necessárias. vamos tratar apenas da metodologia denominada Análise Preliminar de Riscos (APR). A metodologia adotada nas Análises Preliminares de Riscos ou Perigos compreende a execução das seguintes tarefas: a) definição dos objetivos e do escopo da análise. além da avaliação da necessidade de aplicação de técnicas complementares de análise. facilitando a proposição e a priorização de medidas para redução dos riscos da instalação. se constrói um diagrama lógico que especifica as várias combinações de falhas de equipamentos.p65 53 8/8/2005. para cada evento perigoso identificado em conjunto com as respectivas conseqüências. A APR/APP permite uma ordenação qualitativa dos cenários de acidentes encontrados. também chamada de Análise Preliminar de Perigos (APP). erros humanos ou de fenômenos ou ocorrências externas ao sistema que possam provocar o acontecimento. 10:41 . de acordo com categorias preestabelecidas de freqüência de ocorrência do cenário de acidente e de severidade das conseqüências. Análise preliminar de riscos É uma técnica qualitativa cujo objetivo consiste na identificação dos riscos/perigos potenciais decorrentes de novas instalações ou da operação das já existentes. pois consideramos ser a de mais simples aplicação por parte dos profissionais que atuam nas instalações elétricas. b) definição das fronteiras das instalações analisadas. Em uma dada instalação. a partir da focalização de um determinado acontecimento definido como evento-topo ou principal. Neste trabalho.RISCOS ELÉTRICOS Árvore de falhas Técnica dedutiva de análise de riscos na qual. 53 riscos_eletricos. possibilitando a classificação qualitativa do risco associado. um conjunto de causas é levantado.

as instalações. A divisão das instalações é feita com base em critérios de funcionalidade. painéis. as quais devem ser preenchidas conforme a descrição apresentada a seguir. 54 riscos_eletricos. tais como subestações. complexidade e proximidade física. contém 8 colunas. A realização da análise propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha de APR/APP para cada módulo de análise da instalação A planilha utilizada nesta APP. as diversas etapas da atividade/operação. De uma forma geral. os riscos/perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações. mostrada a seguir. ao público ou ao meio ambiente. » » Para simplificar a realização da análise. locais de serviço elétrico. e sobre as substâncias: características e propriedades físicas e químicas. os quais podem ser: unidades completas. 1ª coluna: Etapa Esta coluna deve descrever. e) f) realização da APR/APP propriamente dita (preenchimento da planilha). sobre os processos: descrição dos processos envolvidos. 10:41 . as substâncias perigosas envolvidas e os processos. elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de freqüência e de severidade.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) coleta de informações sobre a região. g) análise dos resultados.p65 54 8/8/2005. As principais informações requeridas para a realização de uma APR/APP são as seguintes: » sobre as instalações: especificações técnicas de projeto. as instalações estudadas são divididas em "módulos de análise". suscintamente. aos trabalhadores. especificações de equipamentos. partes de locais de serviço elétrico ou partes específicas das instalações. etc. elaboração de recomendações e preparação do relatório. d) subdivisão da instalação em módulos de análise. lay-out das instalações e descrição dos principais sistemas de proteção e segurança. 2ª coluna: Risco/perigo Esta coluna deve conter os riscos/perigos identificados para o módulo de análise em estudo.

). Exemplo: Análise de riscos para a troca de transformador sem auxílio de guindaste (página seguinte). 10:41 . A detecção da ocorrência do risco/perigo tanto pode ser realizada através da instrumentação (alarmes de pressão. 55 riscos_eletricos.) como através da percepção humana (visual. etc. 4ª coluna: Efeitos Os possíveis efeitos danosos de cada risco/perigo identificado devem ser listados nesta coluna. 5ª coluna: Recomendações/observações Esta coluna deve conter as recomendações de medidas mitigadoras de risco propostas pela equipe de realização da APR/APP ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em estudo.RISCOS ELÉTRICOS 3ª coluna: Modos de detecção Os modos disponíveis na instalação para a detecção do risco/perigo identificado na segunda coluna devem ser relacionados nesta coluna. odor. etc.p65 55 8/8/2005. de temperatura.

10:41 .Queda do eletricista e queda da escada Visual 1 . 4 .Confrontar os dados da OS com a situação local. Visual Visual 1 . 7 .Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. 2 .Abertura das chaves do circuito. 2 .Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .Utilização de corda guia amarrada ao transformador a ser retirado. 7 .Uso de EPIs e EPCs adequados.Uso de EPIs. 2 . 2 .ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS OU PERIGOS (APR/APP) Atividade / operação – troca de transformador sem auxílio de guindaste Referência: ETAPA Subida do eletricista no poste RISCO / PERIGO 1 .Quedas de materiais e ferramentas 3 . 6 .Quedas de materiais e ferramentas 3 .Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador.A escada deve ser manuseada e transportada.Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas.Queda do transformador Visual 1 .Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1. 2 .Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Retirada do transformador 1 .Solicitar o desligamento do alimentador.Posicionamento correto da escada e do eletricista.Autorizar o religamento do alimentador. 2 . Subida do novo trafo 1 . 7 .Operação cuidadosa do equipamento de içamento do transformador. com auxílio de escada 1 .Isolamento e sinalização da área.Retirada dos estropos e recolhimento do equipamento utilizado para descer o trafo.Proceder a novo teste de tensão (ausência) próximo ao local de trabalho. 9ª) Comunicar a conclusão do trabalho e “liberar o circuito”. 9 .: Após a conclusão das operações para a troca do transformador.Posicionamento correto do eletricista.Queda do transformador Visual 1 . 2 . EPCs e ferramentas adequados. 5 . Desconexão dos circuitos primário e secundário do transformador 2 .: Durante a descida do transformador.Aguardar a confirmação do desligamento.: Durante a descida do transformador.Uso de EPIs. 6 .Soltar as amarações da escada. para o caminhão. 3 .Perfeita fixação do transformador na estrutura suporte.Choque elétrico Data: MODO DE DETECÇÃO Visual EFEITO Fratura Revisão: RECOMENDAÇÕES / CONTROLE 1 . 2ª) Recolocar os conjuntos das chaves e/ou retirar as placas de sinalização. 4 . 2 . Ligação do transformador 1 .Inspeção minuciosa nos estropos e sua perfeita fixação no transformador.Proceder ao teste de ausência de tensão no circuito.Queda do eletricista do poste Visual Fratura 1 .Eletricista experiente.Efetuar o aterramento provisório adequado do circuito primário e secundário. 2 . riscos_eletricos.Ferimentos provocados por fios e cavos de interligação do transformador Descida do eletricista do poste. 3 . Visual Visual 1 . por dois funcionários.Operação cuidadosa do equipamento durante a descida do transformador.Uso de EPIs e EPCs adequados.Isolamento e sinalização da área de trabalho. 2 . 8 . 3ª) Solicitar o desligamento do alimentador. o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador. 1 .Posicionamento correto do eletricista. devem ser tomadas as seguintes providências: 1ª) Retirar os conjuntos de aterramento rovisório das redes primária e secundária.Uso de EPIs e EPCs adequados.Utilização e fixação correta dos equipamentos de içamento. 1 . 5 .Içamento dos materiais e ferramentas através de sacolas com cordas.Eletricista experiente. 5 . 4 . 8ª) Verificar a tensão do secundário do trafo.Isolamento e sinalização da área de trabalho. 5ª) Fechar as chaves do circuito. EPCs e ferramentas adequados adequados. Obs. 2 .Isolamento e sinalização da área. 4ª) Aguardar a confirmação do desligamento.p65 56 8/8/2005. Obs. 6ª) Fechar a chave curto-circuito do trafo. 1 . o operador do equipamento de içamento deve posicionar-se fora da área de eventual queda do transformador. 7ª) Solicitar o religamento do alimentador. Obs.Retirar os cartuchos das chaves e/ou colocar placas de sinalização nas chaves abertas. 3 . 2 . 2 .

deve-se promover o corte visível dos circuitos. Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberados para trabalho.p65 57 8/8/2005. Sempre que for tecnicamente possível. 10:41 . A interrupção é executada com a manobra local ou remota do respectivo dispositivo de manobra. riscos_eletricos. impedindo assim a existência de tensão elétrica no equipamento ou circuito. provendo afastamentos adequados que garantam condições de segurança específica. mediante os procedimentos descritos a seguir: Seccionamento RISCOS ELÉTRICOS É a ação da interrupção da alimentação elétrica em um equipamento ou circuito.Medidas de controle do risco elétrico Desenergização É o conjunto de procedimentos visando à segurança pessoal dos envolvidos ou não em sistemas elétricos. geralmente o disjuntor alimentador do equipamento ou circuito a ser isolado (ver figura a seguir). É realizada por no mínimo duas pessoas.

A abertura da seccionadora deverá ser efetuada após o desligamento do circuito ou equipamento a ser seccionado. retirada de fusíveis. 10:41 . Impedimento de reenergização É o processo pelo qual se impede o religamento acidental do circuito desenergizado. utilizando cadeados que impeçam a manobra de religamento pelo travamento da haste de manobra.). evitando-se.p65 58 8/8/2005. Extração do disjuntor quando possível. assim. como por exemplo: • Em seccionadora de alta tensão.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O seccionamento tem maior eficácia quando há a constatação visual da separação dos contatos (abertura de seccionadora. etc. Este impedimento pode ser feito por meio de bloqueio mecânico. Retirada dos fusíveis de alimentação do local. • • • 58 riscos_eletricos. a formação de arco elétrico. Travamento da manopla dos disjuntores por cadeado ou lacre.

detectores de tensão de proximidade ou contato.RISCOS ELÉTRICOS Constatação de ausência da tensão Usualmente. como. Na inexistência ou na inoperabilidade de voltímetros no painel. 10:41 . devemos constatar a ausência da tensão com equipamento apropriado ao nível de tensão à segurança do usuário. por meio de sinalização luminosa ou de voltímetro instalado no próprio painel. voltímetro. por exemplo. Aterramento temporário 59 riscos_eletricos. deve-se verificar a existência de tensão em todas as fases do circuito.p65 59 8/8/2005.

Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A instalação de aterramento temporário tem como finalidade a eqüipotencialização dos circuitos desenergizados (condutores ou equipamento). Equipamento em manutenção 3. Na rede de distribuição deve-se trabalhar. Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário antes de sua utilização. Aterramentos provisórios 4. interligando-se os condutores ou equipamentos à malha de aterramento através de dispositivos apropriados ao nível de tensão nominal do circuito. Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com firmeza à malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores ou equipamentos que serão ligados à terra. no mínimo. • • Observação 1. no caso ao potencial de terra. entre dois aterramentos. Bloqueio e etiquetagem 2. 10:41 . Confirmar a desenergização do circuito a ser aterrado temporariamente. utilizando equipamentos de isolação e proteção apropriados à execução da tarefa. Para a execução do aterramento. ou seja. Detector de tensão 60 riscos_eletricos. Delimitar a área de trabalho. sinalizando-a. devemos seguir às seguintes etapas: • • • • • • Solicitar e obter autorização formal.p65 60 8/8/2005. Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e verificar a desenergização. ligar eletricamente ao mesmo potencial.

61 riscos_eletricos. e. estes devem ser descarregados eletricamente em relação à terra. podendo assim ser liberado pelo profissional responsável para intervenção. Os procedimentos acima deverão ser executados em todos os pontos possíveis de alimentação do equipamento/circuito a ser desenergizado. seguindo-se para isso os procedimentos de aterramento estabelecidos. em seguida. o equipamento ou circuito estará no estado desenergizado. afixando-se no dispositivo de comando do equipamento principal um aviso de que ele está impedido de ser energizado.RISCOS ELÉTRICOS Se num equipamento que já estiver aterrado for necessária a remoção do aterramento por um breve período para execução de testes de isolação. o mesmo pode ser modificado com a alteração da ordem das etapas ou mesmo com o acréscimo ou supressão de etapas. Nos serviços que exijam equipamentos não aterrados. e a aprovação por profissional responsável. a extremidade ligada à malha de terra. 10:41 . luvas e óculos de segurança). este deve ser reconectado imediatamente após o término do teste. Com os equipamentos apropriados (bastão. Instalação da sinalização de impedimento de energização Este tipo de sinalização é utilizado para diferenciar os equipamentos energizados dos não energizados. dependentemente das particularidades do circuito ou equipamento a ser executada a desenergização. desconecta-se em primeiro lugar a extremidade ligada ao condutor ou equipamento. Somente depois de efetuadas todas as etapas descriminadas anteriormente. Porém.p65 61 8/8/2005.

o condutor neutro deve ser aterrado na origem da instalação. o aterramento deve ser único em cada local da instalação.p65 62 8/8/2005. Para casos específicos. o aterramento do neutro na origem proporciona uma melhoria na equalização de potenciais essencial à segurança. de acordo com as prescrições da instalação. Ligações à terra Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional). da instalação ou do equipamento) destinado a outros fins que não a proteção contra choques elétricos. desde que sejam tomadas as devidas precauções. o termo "funcional" está associado ao uso do aterramento e da eqüipotencialização para fins de transmissão de sinais e de compatibilidade eletromagnética. no contexto da seção. Aterramento do condutor neutro Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária. 62 riscos_eletricos. Observação Do ponto de vista da instalação. 10:41 . Aterramento funcional É o aterramento de um ponto (do sistema. O valor da resistência de aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. o aterramento pode ser usado separadamente. Em particular.

e não exceção). A secção mínima do condutor de proteçao (PE) deve obedecer aos valores estabelecidos na tabela abaixo. o equipamento vem com condutor de proteção (condutor PE. evidentemente (e isso deve ser regra. conectando-se o PE do equipamento ao PE da instalação. Essa é a parte que toca ao próprio equipamento. um dispositivo de proteção atue automaticamente. na tomada ou caixa de derivação – o que pressupõe uma instalação dotada de condutor PE. A parte que toca à instalação é ligar esse equipamento adequadamente. 10:41 . em caso de falha na isolação desse equipamento. SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO SEÇÃO DOS CONDUTORES FASE DA INSTALAÇÃO (mm²) S ≤ 16 16 ≤ S ≤ 35 S > 35 SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO CORRESPONDENTE PE (mm²) S 16 S/2 63 riscos_eletricos. promovendo o desligamento do circuito. Um equipamento classe I tem algo além da isolação básica: sua massa é provida de meios de aterramento. ou "fio terra") incorporado ou não ao cordão de ligação. ou então sua caixa de terminais inclui um terminal PE para aterramento.RISCOS ELÉTRICOS Aterramento de proteção (PE) Com o aterramento a corrente praticante não circula pelo corpo Sem o aterramento o único caminho é o corpo A proteção contra contatos indiretos proporcionada em parte pelo equipamento e em parte pela instalação é aquela tipicamente associada aos equipamentos classe I.p65 63 8/8/2005. isto é. e garantir que.

10:41 . as prescrições relativas às medidas de proteção devem prevalecer. Esquema TN-C-S As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação. 64 riscos_eletricos. Esquemas de ligação de aterramento em baixa tensão: Esquema TN-S O condutor neutro e o condutor de proteção são separados ao longo de toda a instalação.p65 64 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais Quando for exigido um aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais.

65 riscos_eletricos. Esquema TT Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado.p65 65 8/8/2005. estando as massas da instalação ligadas a eletrodutos de aterramento eletricamente distintos do eletroduto de aterramento da alimentação.RISCOS ELÉTRICOS Esquema TN-C As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação. 10:41 .

10:41 . 66 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquema IT Não possui qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado. estando aterradas as massas da instalação. Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Nas figuras acima são utilizados os seguintes símbolos: Condutor neutro (N) Condutor de proteção (PE) • Condutor PEN Esquemas de Ligação de Aterramento em Média Tensão Segundo a norma NBR 14039/2003. sendo estes classificados conforme a seguinte simbologia: • primeira letra – situação da alimentação em relação à terra: » » T = um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado. I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância.p65 66 8/8/2005. são considerados os esquemas de aterramento para sistemas trifásicos comumente utilizados. descritos a seguir.

p65 67 8/8/2005. N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação. mas não estão ligadas às massas da instalação. » Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado. 10:41 . o ponto aterrado é normalmente o neutro). • terceira letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de alimentação: » » R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação. N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada. toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de curto-circuito. S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação. 67 riscos_eletricos. sendo as massas da instalação e do ponto de alimentação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação.RISCOS ELÉTRICOS • segunda letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra: » » T = massas diretamente aterradas. Nesse esquema.

b) esquema TTS. Nesse esquema.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Esquemas TTN e TTS Esquema TTN Esquema TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado. Esquemas ITN. as correntes de falta direta fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto-circuito. suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas.p65 68 8/8/2005. sendo. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas do ponto de alimentação. 10:41 . porém. São considerados dois tipos de esquemas. ITS e ITR Esquema ITN 68 riscos_eletricos. TTN e TTS. estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento do ponto de alimentação. a saber: a) esquema TTN. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a eletrodos de aterramento distintos.

no qual o condutor neutro.RISCOS ELÉTRICOS Esquema ITS Esquema ITR Os esquemas ITx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância.p65 69 8/8/2005. b) Esquema ITS. O trabalho de aterramento depende desses fatores e das condições ambientais. a corrente resultante de uma única falta fase-massa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento. Nesse esquema. no qual o condutor neutro. São considerados três tipos de esquemas. a saber: a) Esquema ITN. estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto. os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos. 10:41 . Medida da resistência de aterramento Na escolha dos eletrodos de aterramento e sua posterior distribuição é importante considerar as condições locais. ITN. c) Esquema ITR. ITS e ITR. de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e do ponto de alimentação. a natureza do terreno e a resistência de contato do aterramento. 69 riscos_eletricos.

É fácil verificar que nas proximidades dos aterramentos a tensão em relação ao ponto M cresce. pode-se medir uma tensão "U" em relação à terra. tendo-se M como ponto de referência. seca Solo rochoso R (OHM-M) 30 100 200 500 1 000 3 000 70 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É comum encontrar baixa resistência ôhmica no aterramento. Sejam A e B tubos condutores. úmida Terra de cerrado ou arenosa. Se entre os pontos A e B existir uma distância suficiente e por ambos circular uma corrente. Esse crescimento da tensão nas proximidades dos aterramentos pode ser explicado se lembrarmos que as linhas de corrente se concentram nas proximidades dos pontos de aterramento. Podemos lembrar alguns dados referenciais da tabela a seguir. encontrando-se a curva indicada em "B". afastando-se destes. RESISTÊNCIA DO TIPO DE SOLO TIPO DE SOLO Pantanoso Terra de cultura ou argilosa Terra arenosa Terra de cerrado.p65 70 8/8/2005. Influem a resistência de contato (ou de difusão) do aterramento e a resistência do condutor de terra. há uma seção bem maior para a passagem da corrente. Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável. 10:41 . sendo nula a tensão no ponto de referência. de tal forma que no mesmo potencial seja nulo. A resistência de contato tem a resistência do solo como fator muitíssimo importante. devemos medir a corrente e a queda de tensão provocada por ela. Ao mesmo tempo. o que provoca uma queda nula de tensão. Para isso basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto distante a 20 metros. convenientes para um bom aterramento.

Condições de eqüipotencialização: • • Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação. No caso de aterramento superficial. cravados no solo. geralmente. O quadro geral de baixa tensão (QGBT). sejam eles o do quadro de distribuição principal de energia.50 metro. RESISTÊNCIAS DE CONTATO PARA RESISTÊNCIA ESPECÍFICA DO SOLO DE 100 OHMS X M Eletrodo de Aterramento Cabos Haste ouTubo Chapa com canto superior a 1 m do solo Dimensões 3m 30 5m 20 0. etc. o distribuidor geral da rede telefônica.. em geral de 3/4". No primeiro caso. o da rede de comunicação de dados.RISCOS ELÉTRICOS Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. prevenindo acidentes com pessoas e baixando a níveis aceitáveis os danos tanto nessas instalações quanto nos equipamentos a elas conectados.5 x 1m 35 1 x 1m 25 Comprimento 10m 25m Resistência de Contato 20 10 50m 100m 5 3 Comprimento 1m 70 2m 40 Eqüipotencialização Podemos definir eqüipotencialização como o conjunto de medidas que visa minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações. deverão ser convenientemente interligados. usam-se cabos condutores ou chapas. formando um só aterramento. ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre depositada eletroliticamente (copperweld). preferindo-se uma disposição radial e com centro comum. de comprimento grande. 10:41 .).p65 71 8/8/2005. etc. usam-se tubos de ferro galvanizado. enterrados a uma profundidade média de 0. rede de dados. 71 riscos_eletricos.

Taz ou Tranzooby. devem ser convenientemente interligadas ao aterramento. Todos os terminais "terra" existentes nos equipamentos deverão estar interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que. o aproveitamento de bandejamento dos cabos. malha. ou no quadro do secundário do transformador.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE • Todas as massas metálicas de uma edificação.p65 72 8/8/2005. obviamente. corrimãos. caso seja garantida sua continuidade elétrica em parâmetros aceitáveis. por exemplo. como rede de hidrantes. diodos especiais. 72 riscos_eletricos. pois interligar aterramentos não é simplesmente interligar um eletrodo ao outro. dependendo da configuração da instalação elétrica de baixa tensão. bases de antenas. • • • • • • • O uso freqüente da palavra "conveniente" nos itens anteriores enfatiza que a interligação entre aterramentos deve obedecer a certos critérios. eletrodutos e outros. deve ser instalado um DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de características nominais mais elevadas que possibilite uma coordenação eficaz nos quadros de alimentação dos circuitos terminais que alimentam os ETIs. Todos os terminais "terra" dos DPSs devem ser ligados ao BEP (barramento de eqüipotencialização principal) através da ligação da massa dos ETIs pelo condutor de proteção PE. bem como carcaças metálicas dos equipamentos elétricos. grades. constituídos por varistores centelhadores. ou uma associação deles. como ferragens estruturais. Os aterramentos devem ser realizados em anel fechado. Todas as tubulações metálicas da edificação. 10:41 . quando esta for eletricamente contínua (e na maioria das vezes é). deverão estar distribuídos por toda a instalação da edificação. hidrantes. guarda-corpos. ou preferencialmente pelas ferragens estruturais das fundações da edificação. No QDP. devem ser interligadas ao aterramento de forma conveniente. Nestes casos podem ser utilizados vários recursos que otimizem o custo da instalação. Todos os ETIs (equipamentos de tecnologia de informações) devem ser protegidos por DPSs (dispositivos de proteção contra surtos). como. portões.

10:41 .p65 73 8/8/2005. Portanto. para instalações de energia da edificação. pelo caminho mais curto possível e dela se retirar tantos condutores de proteção PE quantos forem necessários para "servir" a instalação. esta interligação deverá ser realizada de forma indireta via centelhador. Esta barra deve ter dimensões compatíveis que assegurem um bom contato elétrico. preservando suas características de resistência mecânica e de baixa impedância elétrica. ou outro material isolante. resina. deve-se instalar próximo ao QDP (quadro de distribuição principal de baixa tensão). Cabe esclarecer que se por qualquer motivo alguma tubulação metálica não puder ser diretamente interligada ao BEP. Conseqüentemente. Tanto a NBR 5410/2004 quanto a NBR 5419/2001 denominam este barramento de BEP (barramento de eqüipotencialização principal). um bom parâmetro para suas dimensões são: largura = 50 mm. uma barra de cobre distanciada da parede em alguns centímetros e isolada desta por isoladores de porcelana. fazer uma interligação convenientemente consiste em se conectar todos os aterramentos neste BEP. por exemplo a corrosão galvânica. espessura = 6 mm e comprimento não inferior a 500 mm. 73 riscos_eletricos. inclusive as ferragens da edificação.RISCOS ELÉTRICOS Para que a interligação ocorra de maneira correta e eficaz.

p65 74 8/8/2005. paralisando grandes linhas de produção. as massas devem ser ligadas a condutores de proteção. pode ocorrer um circuito fechado no toque simultâneo entre o equipamento com isolação danificado e outro equipamento ou aterramento. 10:41 . uma corrente de falta flui pelo corpo da pessoa ou animal que venha a executar este tipo de ação. em casos extremos. Riscos de rompimento de isolação em equipamentos de tecnologia da informação e similares que necessitem de interligações para intercâmbio de dados e em equipamentos eletrônicos suscetíveis a interferência. compondo uma "rede de aterramento". prejudicando seu funcionamento individual ou.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Principais problemas causados pela falta de eqüipotencialização (diferença de potenciais) em aterramentos de uma mesma instalação: • Riscos de choques que podem provocar danos fisiológicos às pessoas e animais. gerando assim uma diferença de potencial entre a carcaça do equipamento em relação ao aterramento ou à carcaça de outro equipamento. 74 riscos_eletricos. e "um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito por ele protegido sempre que uma falta entre parte viva e massa der origem a uma tensão de contato perigosa". Isto causa danos aos equipamentos. No caso de a isolação de um dos equipamentos vir a ser rompida. Dessa forma. • Seccionamento automático da alimentação No sistema de proteção contra choques elétricos (contatos indiretos) por seccionamento automático da alimentação.

230 254. conforme mostrado a seguir: 75 riscos_eletricos.5 0.2 Situação 2 (áreas externas) 0. 10:41 .4 0. UO é a tensão nominal entre fase e neutro. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA IT (SEGUNDA FALTA) Tensão nominal do circuito U(V) 208. valor eficaz em corrente alternada.8 0. UO é a tensão nominal entre fase e neutro. conforme discriminado nas tabelas a seguir. 2.20 1. valor eficaz em corrente alternada. As situações 1 e 2 estão definidas no anexo C da NBR 5410/2004.35 0.20 0.2 1.8 0. sendo sua utilização condicionada aos esquemas de aterramento. fusíveis) ou dispositivos de corrente diferencial. 480 690 UO(V) 115. valor eficaz em corrente alternada.20 0.4 0. 127 220 277 254 400 Tempo de seccionamento ( s ) Situação 1 (áreas internas) 0. U é a tensão nominal entre fases. Para valores intermediários de tensão deve ser adotado o valor (da tebela) imediatamente superior.2 0. 400. 2. 120. 220. 440.06 Neutro distribuído Situação 1 5 0. 277 400 Tempo de seccionamento ( s ) Neutro não distribuído Situação 1 0.4 0. 120.4 Situação 2 1 0. TEMPOS DE SECCIONAMENTO MÁXIMOS NO ESQUEMA TN UO(V) 115. 3.2 0.2 Situação 2 0. 230 380.5 0.4 0.4 0.p65 75 8/8/2005.4 0. sendo também classificado em função da seletividade (Situação 1 e Situação 2).05 1. e em função da tensão fase-fase em esquemas de aterramento IT. São utilizados na proteção por seccionamento automático dispositivos de sobrecorrente (disjuntores.RISCOS ELÉTRICOS O tempo máximo admissível de seccionamento é dado em função da tensão fase-terraUo em esquemas de ligação de aterramento TN. 127 220.8 0.8 0.

A seguir serão apresentadas informações importantes para as ligações eqüipotenciais. porque toda diferenciação entre as fases acarretará uma corrente de mesma intensidade no condutor PEN ou PE. executar a separação entre condutor PE e N para utilização de DR. pois na utilização deste dispositivo nestas instalações não há diferença de corrente residual no sensor do DR na ocorrência de falhas. Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação inferior a 10% em valor eficaz. o valor da crista máxima não deve ultrapassar 140 V. Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos sempre que uma falta entre a parte viva e a massa no circuito ou equipamento considerado der origem a uma tensão de contato superior ao valor apropriado de [UL (V)]. 15 Hz . visto que o condutor de proteção PEN ou PE está passando no sensor.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE ESQUEMA DE ATERRAMENTO TN-C TN-S TT IT (massas aterradas individualmente ou em grupos) IT (todas as massas interligadas) DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO Sobrecorrente Sobrecorrente DR DR DR DR Sobrecorrente Observamos a incompatibilidade entre os dispositivos tipo DR e os sistemas PEN e PE.p65 76 8/8/2005. para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em CC sem ondulação com 60 V nominais. VALORES MÁXIMOS DE TENSÃO DE CONTATO LIMITE U1 (V) Natureza da corrente Alternada.1 000 Hz Contínua sem ondulação Situação 1 50 120 Situação 2 25 60 Obs.: Situação 1 – áreas internas. Situação 2 – áreas externas. então. 10:41 . Devemos. havendo assim o equilíbrio entre as correntes. 76 riscos_eletricos.

o uso de proteção DR. haverá uma corrente residual para a terra. Ocorrendo a falha de isolamento em um equipamento alimentado por esse circuito. mais particularmente de alta sensibilidade (isto é. 10:41 . interromperá uma corrente de falta à terra. ou seja. Bipolar Tetrapolar Dispositivos a corrente diferencial residual – DR Princípio de funcionamento O DR mede permanentemente a soma vetorial das correntes que percorrem os condutores. Enquanto o circuito se mantiver eletricamente igual. 77 riscos_eletricos.RISCOS ELÉTRICOS Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR Independentemente do esquema de aterramento TN. copas-cozinhas. tornou-se expressamente obrigatório nos seguintes casos: » » » » circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheiro ou chuveiro. a soma vetorial das correntes nos seus condutores é praticamente nula. e circuitos de tomadas de corrente de cozinhas.p65 77 8/8/2005. no geral. circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior. lavanderias. a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não é mais nula e o dispositivo detecta justamente essa diferença de corrente. de todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens. garagens e. áreas de serviço. com corrente diferencial-residual nominal igual ou inferior a 30 mA). TT ou IT. circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. Devido a este "vazamento" de corrente para a terra.

10:41 . eventualmente. então. toroidal. dos seguintes elementos: » um TC de detecção. » Uso do dispositivo DR Pode-se dizer que não há razões para preocupação.p65 78 8/8/2005. responsável pela medição das diferenças entre correntes dos condutores. basicamente. é detectada pelo dispositivo diferencial. a não ser que a proteção diferencial-residual usada seja de baixíssima sensibilidade. como observado no início. Este relé irá provocar a abertura dos contatos principais do próprio dispositivo ou do dispositivo associado (contator ou disjuntor). Poderia. é ativado um relé. Mas neste caso se trata de proteção. geralmente designado relé diferencial ou relé reversível.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A situação é análoga se alguma pessoa vier a tocar uma parte viva do circuito protegido: a porção de corrente que irá circular pelo corpo da pessoa provocará igualmente um desequilíbrio na soma vetorial das correntes – a diferença. apenas acionar um alarme visual ou sonoro. tal como se fosse uma corrente de falta à terra. de forma idêntica. Quando essa diferença atinge um determinado valor. e proteção no caso mais geral significa desligamento do circuito. 78 riscos_eletricos. e um elemento de "processamento" do sinal e que comanda o disparo do DR. quando se usam dispositivos DR. O dispositivo DR é composto. sobre o qual são enrolados. quanto ao atendimento da regra do seccionamento automático. cada um dos condutores do circuito e que acomoda também o enrolamento de detecção.

a proteção contra contatos indiretos for assegurada por outros meios no caso de falha da fonte auxiliar e os dispositivos forem instalados em instalações operadas.RISCOS ELÉTRICOS Os dispositivos DR (diferencial-residual) podem ser do tipo com ou sem fonte auxiliar. tomadas externas. Esquema TT se uma instalação for protegida por um único dispositivo DR. o mesmo ocorrendo em circuitos terminais. Uso previsto de DR de baixa sensibilidade (< 500 mA): Um dos meios prescritos para limitar as correntes de falta/fuga à terra em locais que processem ou armazenem materiais inflamáveis. lavanderias.p65 79 8/8/2005. a corrente diferencial-residual de não atuação do dispositivo deve ser no mínimo igual à corrente que circula quando uma primeira falta franca à terra afete um condutor-fase. áreas de serviço. Dispositivo DR com fonte auxiliar – caso não atuem automaticamente por falha de fonte auxiliar é admitido somente se uma das duas condições for satisfeita: 1. a menos que a parte da instalação compreendida entre a origem e o dispositivo não possua qualquer massa e satisfaça a medida de proteção pelo emprego de equipamentos classe II (50 a 1 500 V) ou pela aplicação de isolação suplementar. que pode ser a própria rede de alimentação. este deve ser colocado na origem da instalação. Esquema TN pode ser protegido por um dispositivo DR. A sensibilidade determina se um DR pode ser aplicado à proteção contra contatos indiretos e à proteção contra contatos diretos. • • 79 riscos_eletricos. Uso de DR de alta sensibilidade (< 30 mA) como alternativa: Na proteção de < equipamentos situados próximos à piscinas. 2. garagens e assemelhados. testadas e mantidas por pessoas advertidas ou qualificadas. desde que sejam ligadas a um eletrodo de aterramento com resistência compatível com a corrente de atuação do dispositivo DR. A aplicação do DR pode ser dividida em: • Uso obrigatório de DR de alta sensibilidade (< 30 mA): Na proteção complementar < contra choques elétricos em circuitos de banheiros. tomadas de cozinhas. Esquema IT quando a proteção for assegurada por um dispositivo DR e o seccionamento à primeira falta não for cogitado. Nesse caso as massas não precisam ser ligadas ao condutor de proteção do esquema TN. 10:41 .

se eventualmente for apenas este. como solda em tanques. e peças avulsas (relé DR e transformador de corrente toroidal) que são associadas apenas a um elemento de sinalização e/ou alarme. e não um desligamento. tomadas com interruptor DR incorporado. como trabalho em ambientes úmidos. disjuntores com proteção diferencial-residual incorporada. blocos diferenciais acopláveis e disjuntores em caixa moldada ou a disjuntores modulares (minidisjuntores).p65 80 8/8/2005. Tais condições são favoráveis a choque elétrico nestes tipos de ambiente. 10:41 . pois a resistência do corpo humano é diminuída e a isolação elétrica dos equipamentos fica comprometida. que é o objetivo da detecção diferencial-residual. Equipamentos de solda empregados em espaços confinados.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tipos de DR Na prática a proteção diferencial-residual pode ser realizada através de: • • • • • interruptores diferenciais-residuais. 80 riscos_eletricos. requerem que as tensões empregadas sejam baixas. Proteção por extrabaixa tensão É comum o emprego da tensão de 24V para condições de trabalho desfavoráveis.

pois aqui o fator de segurança é multiplicado por três. como por exemplo: » » » não aterrar o circuito de extrabaixa tensão. Contudo. ou seja. e a redução da tensão.RISCOS ELÉTRICOS A proteção por extrabaixa tensão consiste em empregar uma fonte da baixa tensão ou uma isolação elétrica confiável. multiplica-se pelos três fatores: a isolação funcional. 10:41 .p65 81 8/8/2005. Certos critérios devem ser observados quanto ao uso deste tipo de proteção. Do ponto de vista da segurança este método é excelente. freqüentemente. do ponto de vista prático. grandes secções transversais para os condutores de fornecimento da baixa tensão e. no caso de transformadores. as partes vivas devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras. As barreiras e invólucros devem ser fixados de forma segura e também possuir robustez e 81 riscos_eletricos. ou melhor. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Tensão nominal do circuito Extrabaixa tensão Tensão de ensaio em corrente contínua (V) Maior ou igual a 250 Resistência de isolamento mínimo em megohms 0.25 Proteção por barreiras e invólucros São destinados a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica. a isolação do sistema. A tensão extrabaixa é aquela situada abaixo de 50 V. se a tensão extrabaixa for obtida de circuitos de alta-tensão. A tensão extrabaixa é obtida tanto através de transformadores isoladores como de baterias e geradores. não dispor os condutores de um circuito de extrabaixa tensão em locais que contenham condutores de tensões mais elevadas. como: necessidade de uma instalação elétrica de baixa tensão. não fazer ligações condutoras com circuitos de maior tensão. este método de proteção tem suas desvantagens. construção de equipamentos de dimensões relativamente grandes quando comparados com equipamentos que se utilizam de tensões mais altas para o seu funcionamento.

e garantir que as pessoas sejam advertidas de que as partes acessíveis através da abertura são vivas e não devem ser tocadas intencionalmente. sendo proibido o ingresso de pessoas que não sejam advertidas ou qualificadas. Proteção por obstáculos e anteparos São destinados a impedir contatos acidentais com partes vivas. Em suma. 82 riscos_eletricos. mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno do obstáculo. As barreiras e invólucros podem: » » impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes vivas.p65 82 8/8/2005. por meio de telas ou painéis sobre os seccionadores). Estes locais técnicos abrigam equipamentos elétricos. Os obstáculos e anteparos devem impedir: » » uma aproximação física não intencional das partes vivas (por exemplo. Locais de serviço elétrico Nestes locais a NBR 5410/2004 admite o uso de medidas de proteção apenas parciais ou mesmo a sua dispensa. contatos não intencionais com partes vivas por ocasião de operação de equipamentos sob tensão (por exemplo. Proteção por isolamento das partes vivas Isolamento elétrico É a ação destinada a impedir todo o contato com as partes vivas da instalação elétrica. o acesso a esses locais é restrito apenas aos técnicos responsáveis. por meio de corrimãos ou de telas de arame).CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE durabilidade suficiente para manter os graus de proteção e ainda apresentar apropriada separação das partes vivas. As partes vivas devem ser completamente recoberta por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição. 10:41 .

destinada a assegurar proteção contra choques elétricos em caso de falha da isolação básica (ou seja. assegurar proteção supletiva). um dentro do outro. Isolação suplementar – Isolação independente e adicional à isolação básica. paralelos. em sua plaqueta de identificação haverá um símbolo indicativo gravado. Podemos observar este tipo de isolação na instalação de um padrão de medição em baixa tensão. conforme mostrado a seguir. 83 riscos_eletricos. ou seja. Caixa de entrada de energia em baixa tensão. pois neste tipo de instalação os condutores não tendo dupla isolação devem ser instalados em eletroduto flexível isolante.p65 83 8/8/2005. etc. A isolação dupla é constituída de: • • Isolação básica – Isolação aplicada às partes vivas. dois quadrados de lados diferentes. 10:41 .). Neste caso. Comumente. lixadeiras. destinada a assegurar proteção básica contra choques.RISCOS ELÉTRICOS Isolação dupla ou reforçada A utilização de isolação dupla ou reforçada tem como finalidade propiciar uma dupla linha de defesa contra contatos indiretos. Dupla isolação – simbologia normalizada internacionalmente. são utilizados sistemas de isolação dupla em alguns eletrodomésticos e ferramentas elétricas portáteis (furadeiras.

não sendo considerada pelo fabricante a função de isolação da camada de cobertura (4). 3. como isolação básica ou como isolação suplementar. calhas fechadas. este deve ser suficiente para que se evite que pessoas circulando nas proximidades das partes vivas possam entrar em contato com essas partes. Cobertura Composto termoplástico de PVC sem chumbo antichama.). 2. Enchimento Composto termoplástico em PVC sem chumbo. forma: redonda normal. etc.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE A isolação reforçada é um tipo de isolação única aplicada às partes vivas que assegura um grau de proteção contra choques elétricos equivalente ao da dupla isolação. Condutor • • • material: fio de cobre nu. têmpera mole. Proteção parcial por colocação fora de alcance A colocação fora de alcance destina-se somente a impedir os contatos involuntários com as partes vivas. Ele pode ser instalado em locais inacessíveis sem a utilização de invólucros/barreiras (eletrodutos. 1. Cabos multipolares (2. considerando-se esta somente como proteção contra influências externas. compacta ou setorial. sendo constituído de isolação (2) e cobertura (4) em composto termoplástico de PVC. seja diretamente ou por intermédio de objetos que elas manipulem ou transportem. Na prática podemos considerar como condutor com isolação reforçada o cabo mostrado na figura a seguir. Temperaturas máximas do condutor: 70°C em serviço confinado. Ela pode comportar diversas camadas impossíveis de serem ensaiadas isoladamente. Isolação Composto termoplástico de PVC em chumbo antichama. Identificação Cabo unipolar: cobertura preta. 10:41 . encordoamento: classe 2. 3 e 4 condutores): veias numerizadas e cobertura preta.p65 84 8/8/2005. A expressão “isolação única” não implica que a isolação deva constituir uma peça homogênea. 84 riscos_eletricos. 4. Quando há o espaçamento. 100°C em sobrecarga e 160°C em curto-circuito.

Altura mínima de uma parte viva com circulação. Altura mínima de um anteparo vertical. Altura mínima de uma parte viva sem circulação. Abertura da malha.2 kV 400 para 36. Distância entre a parte viva e um anteparo vertical.p65 85 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Distâncias mínimas em locais sem proteção As distâncias mínimas aplicáveis a locais desprovidos de qualquer meio de proteção contra contatos diretos estão indicados nas figuras. 10:41 . ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES INTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm D A R B K F J E M Malha 300 até 24. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo e o piso. Altura mínima de um anteparo horizontal. Locais de manobra. Altura dos punhos de acionamento manual. Dimensões máximas – mm 85 riscos_eletricos.2 kV – 1 200 2 700 2 000 1 700 E + 300 300 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela.

Distância mínima entre a parte viva e a proteção externa. Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Circulação por mais de um lado. Em ruas. Locais de manobra. Circulação. Altura mínima de um anteparo vertical. Dimensões máximas – mm 86 riscos_eletricos. avenidas e entradas de prédios e demais locais com trânsito de veículos. Em rodovias. Distância mínima entre a parte viva e um anteparo vertical. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação. Altura mínima da proteção externa. Em ferrovias. Altura mínima de um anteparo horizontal. Abertura das malhas dos anteparos. 10:41 . ESPAÇAMENTO PARA INSTALAÇÕES EXTERNAS (NBR 14039) Dimensões mínimas – mm A G B R D F H – 1 500 4 000 1 500 500 2 000 6 000 5000 9 000 7 000 J K L C E M Malha 800 2 200 2 000 2 000 600 1 200 20 Valores de distâncias mínimas da tabela. Altura mínima de uma parte viva na área de circulação proibida. Altura dos punhos de acionamento manual.p65 86 8/8/2005. Em local com trânsito de pedestres somente.

Zona de risco. restrita a trabalhadores autorizados e com adoção de técnicas. PE SI = = Fig. 2 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. Ponto da instalação energizado. controlada e livre.p65 87 8/8/2005. com interposição de superfície de separação física adequada – NR10 87 riscos_eletricos. ZL ZC ZR = = = Zona livre. restrita a trabalhadores autorizados. instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos os dispositivos de segurança. Zona controlada. 1 – Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco.RISCOS ELÉTRICOS Partes vivas W – área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos Tela ou grade metálica X – área de circulação proibida • – dispositivos de manobra Fig. controlada e livre – NR10. 10:41 .

60 1.20 Anexo 1 – NR10. 88 riscos_eletricos.70 1.56 0.10 3.25 1.90 2.56 1.10 1.50 5.38 1.40 1.50 3.80 4.20 3.63 1.20 7.38 0.35 0. 10:41 .58 0.40 0.35 1.60 3.83 0.22 1.20 <1 ≥1 ≥3 ≥6 ≥ 10 ≥ 15 ≥ 20 ≥ 30 ≥ 36 ≥ 45 ≥ 60 ≥ 70 ≥ 110 ≥ 132 ≥ 150 ≥ 220 ≥ 275 ≥ 380 ≥ 480 e e e e e e e e e e e e e e e e e e <3 <6 < 10 < 15 < 20 < 30 < 36 < 45 < 60 < 70 < 110 < 132 < 150 < 220 < 275 < 380 < 480 < 700 0.00 3.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Distanciamento de segurança TABELA DE RAIOS DE DELIMITAÇÃO DE ZONAS DE RISCO.22 0. CONTROLADA E LIVRE Faixa de tensão nominal da instalação elétrica em kV RR – Raio de delimitação entre zona de risco e controlada em metros RC – Raio de delimitação entre zona controlada e livre em metros 0.20 0.83 1.25 0.20 5.20 1.58 1.80 2.p65 88 8/8/2005.90 1.00 1.63 0.

Grupo motor-gerador com enrolamentos que forneçam uma separação equivalente à de um transformador. A situação ideal é aquela em que temos um único equipamento conectado ao circuito. estes devem ser ligados entre si por condutores de eqüipotencialidade. 89 riscos_eletricos. consiste em abaixar a tensão para níveis seguros (extrabaixa tensão: menor que 50 V para ambientes secos e menor que 25 V para ambientes úmidos e molhados) através do uso de transformador de separação.RISCOS ELÉTRICOS Proteção por separação elétrica Proteção por separação elétrica – Tratada na NBR-5410/2004. 10:41 . Sua massa deve ser aterrada. A proteção por separação elétrica pode ser realizada pelos seguintes meios: » » Transformador de separação. Com vários equipamentos alimentados pelo mesmo circuito.p65 89 8/8/2005. Circuitos eletricamente separados podem alimentar um único ou vários equipamentos. não aterrados.

riscos_eletricos. 10:41 .p65 90 8/8/2005.

p65 91 8/8/2005. A seguir serão descritos alguns equipamentos e sistemas de proteção coletiva usados nas instalações elétricas: RISCOS ELÉTRICOS Conjunto de aterramento Equipamento destinado à execução de aterramento temporário. As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização elétrica. como também à proteção de outros funcionários que possam executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes. o emprego de tensão de segurança. Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal que será executada e que gerou o risco. cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente. em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. 10:41 . visando à eqüipotencialização e proteção pessoal contra energização indevida do circuito em intervenção. e na sua impossibilidade. riscos_eletricos.Equipamentos de Proteção Coletiva Como estudado anteriormente. conforme estabelece a NR-10. Conjunto para aterramento temporário.

sendo aplicado na execução da isolação contra contatos indiretos. obs A minimização da corrente de falta fluindo pelo corpo (IC). quanto maior for o valor da resistência de isolação do tapete. menor a resistência do aterramento de proteção. 10:41 .CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Tapetes de borracha isolantes Tapete de borracha Acessório utilizado principalmente em subestações. Podemos concluir que o tapete é um complemento da proteção por aterramento da carcaça.p65 92 8/8/2005. 92 riscos_eletricos. minimizando assim as conseqüências por uma falha de isolação nos equipamentos.

Materiais destinados a fazer a isolação de uma área onde estejam sendo executadas intervenções. nas mais diversas aplicações. órgãos públicos ou empresas que realizam trabalhos externos. resistência mecânica e contra altas temperaturas.RISCOS ELÉTRICOS Cones e bandeiras de sinalização Fita de sinalização características: fita plástica colorida em poliestileno. Indicadas para uso na construção. é altamente durável e resistente a intempéries e maus-tratos. parques. rodovias. balizar ou interditar áreas de tráfego ou serviços com extrema radidez e eficiência. etc. ancoradouros. 93 riscos_eletricos. contrutoras. isolar. balisamento ou demarcação em geral por indústrias. podendo ser afixada em cones e tripés. Fabricadas nos tamanhos pequeno e grande. branco.p65 93 8/8/2005. pedágios. interdição. ou as duas cores mescladas. decoração. isolamento e sinalização de áreas. dobrável e de fácil instalação. Excelente para uso externo. Cores: laranja/preto Cone em PVC para sinalização características: utilizado para sinalizar. Leve. com listras laranja e preta intercaladas. 10:41 . transportes. Utilizada interna e externamente na sinalização. shopping centers. Fornecido em polietileno/PVC ou borracha. não perdendo a cor ou descascando com a ação de intempeéries. estacionamentos. resistente. nas cores laranja. como em docas. Cores: laranja/branco. bancos. supermercados. Garantia contra defeitos de fabricação de 15 anos. Correntes para sinalização em ABS Correntes de sinalização e isolamento em plástico ABS de alta durabilidade. é fornecida em rolo de 200 metros de comprimento e 70 mm de largura.

94 riscos_eletricos. 10:41 .). etc.) e situação dos equipamentos (equipamentos energizados. etc. são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em redes energizadas. não manobre este equipamento sobre carga.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Placas de sinalização Bandeira com bastão Placas de sinalização São utilizadas para sinalizar perigo (perigo de vida.p65 94 8/8/2005. Protetores isolantes de borracha ou PVC para redes elétricas Anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redes aéreas. visando assim à proteção de pessoas que estiverem trabalhando no circuito e de pessoas que venham a manobrar os sistemas elétricos.

10:41 . RISCOS ELÉTRICOS Exemplos de EPIs Óculos de segurança Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a prejudicar a visão. for necessário complementar a proteção coletiva. a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. a condutibilidade. O EPI deve ser usado quando: » » não for possível eliminar o risco por outros meios. em atendimento ao disposto na NR-6. quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos. como. As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades. Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas. riscos_eletricos.p65 95 8/8/2005. É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades. também. a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos.Equipamentos de Proteção Individual Nos trabalhos em instalações elétricas. considerando-se. descargas elétricas. por exemplo. principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução de energia.

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Capacetes de segurança Capacete Carneira Capacete de aba total Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e contatos acidentais com as partes energizadas da instalação. Luvas isolantes Luvas de cobertura Luvas isolantes para AT e BT Bolsa em lona para guardar luvas isolantes Inflador de luvas obs As luvas de cobertura devem ser utilizadas por cima das luvas isolantes. 96 riscos_eletricos.p65 96 8/8/2005. O capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B (submetido a testes de rigidez dielétrica a 20 kV). 10:41 .

e por injeção de tensão de testes. conforme tabela a seguir: TABELA – CLASSES DE LUVAS ISOLANTES (NBR 10622/89) CLASSE COR TENSÃO DE USO (V) TENSÃO DE ENSAIO (V) TENSÃO DE PERFURAÇÃO (V) 00 0 1 2 3 4 bege vermelha branca amarela verde laranja 500 1 000 7 500 17 000 26 500 36 000 2 500 5 000 10 000 20 000 30 000 40 000 5 000 6 000 20 000 30 000 40 000 50 000 Calçados (botinas. Devem ser acondicionadas em local apropriado. para a não perder suas características de isolação.p65 97 8/8/2005. próximo da borda. as botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou não). nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes. sem biqueira de aço) Equipamento utilizado para minimizar as conseqüências de contatos com partes energizadas. que contém informações importantes. 97 riscos_eletricos. como a tensão de uso. 10:41 . Elas são classificadas pelo nível de tensão de trabalho e de teste. marcada de forma indelével. As luvas isolantes apresentam identificação no punho.RISCOS ELÉTRICOS Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos. por exemplo.

Protetores auriculares Protetor auricular tipo concha Protetor auricular descartável 98 riscos_eletricos. Pode ser basicamente de dois tipos: abdominal e de três pontos (pára-quedista). 10:41 . Para o tipo pára-quedista. sendo obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2 metros de altura. podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Cinturão de segurança Cinto de segurança abdominal Trava-quedas Cinto de segurança tipo pára-quedista Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas.p65 98 8/8/2005.

sem elementos metálicos. gratuitamente. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. Equipamento de Proteção Individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. devem ser utilizados protetores apropriados. Para trabalhos com eletricidade. estabelece as obrigações do empregador: a) adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. e) f) substituir imediatamente.p65 99 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS Equipamento destinado a minimizar as conseqüências de ruídos prejudiciais à audição. sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. 166 – A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. ao tratar dos equipamentos de proteção individual. 99 riscos_eletricos. guarda e conservação. g) comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada. 167 – O EPI só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho. quando danificado ou extraviado. “Art. Máscaras/respiradores Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras. b) exigir seu uso. Legislação específica A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apresenta artigos específicos sobre os EPIs: “Art.” A Norma Regulamentadora nº 6. 10:41 .

CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Quanto ao EPI.p65 100 8/8/2005. b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação. o empregado deverá: a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso. 10:41 . todo EPI antes de sua utilização deve ser inspecionado visualmente. Caso haja dúvidas sobre sua integridade.” Além dessas obrigações legais. 100 riscos_eletricos. devem ser consultados suas especificações técnicas ou o responsável pela área de segurança da empresa. Observação O artigo 158 da CLT dispõe: “Constitui ato faltoso do empregado a recusa do uso do EPI.

a exemplo da NBR 5410. parâmetros físicos e de infra-estrutura. Para atividades com eletricidade. a) NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com eletricidade. A sigla NBR que antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada. Os aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada. Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de profissionais e instituições. comissões e comitês. organizados em grupos de estudos.2 kV A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores. composto de entidades nacionais. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção. Nela estão as diferentes formas de instalação e as influências externas a serem consideradas em um projeto. A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de normalização. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. a norma estabelece critérios específicos de segurança para as subestações consumidoras. 10:41 . incluindo etapas de inspeção visual e de ensaios específicos. incluindo acesso. a proteção por dispositivos de corrente de fuga. também especifica as características de aceitação e manutenção dessas instalações. Ela não inclui as redes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. incluindo o aterramento. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da referida norma que.p65 101 8/8/2005. dentro da faixa de tensão especificada. abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos. incluindo suas subestações. de 1. b) NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão. há diversas normas. as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO).0 kV a 36. Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes dessas instalações. regionais e internacionais. de sobretensões e sobrecorrentes. Os procedimentos para aceitação da instalação nova e para sua manutenção também são apresentados na norma.Normas Técnicas Brasileiras Normas ABNT No Brasil.

cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem. o INMETRO ou outro órgão regulamentador pode tornar obrigatória a 102 riscos_eletricos. NBR 13570 – Instalações Elétricas em locais de afluência de público – requisitos específicos Fixa requisitos específicos exigíveis às instalações elétricas em locais de afluência de público. Quando a utilização de um produto pode comprometer a segurança ou a saúde do consumidor. de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. a segurança de pessoas e de animais domésticos e a conservação dos bens.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas. NBR 6151 – Classificação dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos Classifica equipamentos elétricos e eletrônicos quanto à proteção contra os choques elétricos em caso de falha da isolação. instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas. onde for o caso. a fim de garantir o seu funcionamento adequado. do ponto de vista da engenharia quanto aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano. NBR 6533 – Estabelecimento de Segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano Fixa condições exigíveis para o estabelecimento de prescrições de segurança. As normas a seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são auto-explicativos a respeito do seu escopo. NBR 5418 – Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos. 10:41 . a fim de garantir a segurança de pessoas (em particular de pacientes) e. bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas. NBR 5419 – Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas Fixa as condições exigíveis ao projeto. NBR 13534 – Instalações Elétricas em Ambientes Assistenciais de Saúde – requisitos para a segurança Especifica condições exigíveis às instalações elétricas de estabelecimentos assistenciais de saúde.p65 102 8/8/2005. projeto e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou vapores inflamáveis. de animais.

p65 103 8/8/2005. que considera: Profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino profissional legalmente habilitado aquele previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. que dá o embasamento jurídico à existência desta NR. execução. qualificação. Sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade. em quaisquer das fases de geração. transmissão. incluiu entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio de normas específicas. manutenção. distribuição e consumo de energia elétrica. uma série de outras portarias foram editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificar ou acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador.214/78. estabilizadores de tensão. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essas regulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio da Portaria nº 3. as normas técnicas internacionais. em suas diversas etapas. interruptores. tomadas. Habilitação. conhecidas pelas suas iniciais: NR. Isso aumenta a confiança de que o produto está de acordo com as Normas e com os Regulamentos Técnicos aplicáveis. entre outros. está nos artigos 179 a 181 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Regulamentações do MTE Os instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que.RISCOS ELÉTRICOS Avaliação de Conformidade desse produto. incluindo elaboração de projetos. Já existem vários produtos cuja certificação é obrigatória. operação. equipamentos para atmosferas explosivas. ao relacionar os direitos dos trabalhadores. disjuntores. na falta destas. que estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. por exemplo. 103 riscos_eletricos. estão os plugues. alguns deles apenas aguardando o prazo limite para proibição de comercialização. Entre os produtos de certificação compulsória. 10:41 . a referência é a NR-10. capacitação e autorização dos profissionais Entre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender os profissionais que atuem em instalações elétricas. A partir de então. A fundamentação legal. A NR-10 exige também que sejam observadas as normas técnicas oficiais vigentes e. reforma e ampliação.

Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização. b) Retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade. 10:41 . Os trabalhadores com atividades em proximidades de instalações elétricas devem ser informados e possuir conhecimentos que permitam identificá-las. Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: a) Troca de função ou mudança de empresa. por período superior a 3 meses.p65 104 8/8/2005. São considerados autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa. avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. b) trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado. 104 riscos_eletricos.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições simultaneamente: a) seja treinado por profissional habilitado e autorizado. Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas. c) Modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos e/ou processos de trabalhos. O trabalho em áreas classificadas deve ser precedido de treinamento específico de acordo com o risco envolvido. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas.

afastamento de disjuntores de barras. como: abertura de seccionadoras. base técnica. que sejam compatíveis ao circuito em intervenção. b) Impedimento de reenergização – Verificar as medidas de impedimento de reenergização aplicadas. Os procedimentos de trabalho devem conter instruções de segurança do trabalho. deve-se confirmar a desenergização do circuito/equipamento a ser executada a intervenção (manutenção). com anuência formal da administração. programados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos e adequados. no mínimo. quando houver.p65 105 8/8/2005. de acordo com a Norma Regulamentadora nº 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. relés de bloqueio. circuitos e intervenção. retirada de fusíveis. do local e dos procedimentos a serem adotados. medidas de controle e orientações finais. Na liberação de serviços em instalação desenergizada para equipamentos. A autorização para serviços em instalações elétricas deve ser emitida por profissional habilitado. travamento por chaves. disposições gerais. devendo ser coordenada pela área de segurança do trabalho. campo de aplicação. de forma a atender a esta NR. Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço com especificação mínima do tipo de serviço.Rotinas de trabalho Procedimentos de trabalho Todos os serviços em instalações elétricas devem ser planejados. utilização de cadeados. mediante a verificação dos diagramas elétricos e folha de procedimentos e a identificação do mesmo em campo. RISCOS ELÉTRICOS riscos_eletricos. seguindo os procedimentos: a) Seccionamento – Confirmar se o circuito desligado é o alimentador do circuito a ser executada a intervenção. objetivo. As instruções de segurança do trabalho necessárias à realização dos serviços em eletricidade devem conter. 10:41 . competência e responsabilidades.

materiais e EPIs necessários para a execução dos trabalhos. f) Instalação da sinalização de impedimento de energização – Confirmar se foi feita a instalação da sinalização em todos os equipamentos que podem vir a energizar o circuito ou equipamento em intervenção. com a ligação dos mesmos a esse referencial com equipamentos apropriados. Exemplo de quadro com procedimentos a serem seguidos para a execução do trabalho: 106 riscos_eletricos. de acordo com a análise de risco. A proteção poderá ser feita por meio de obstáculos ou barreiras.p65 106 8/8/2005.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE c) Constatação da ausência de tensão – É feita no próprio ambiente de trabalho através de: instrumentos de medições dos painéis (fixo) ou instrumentos detectores de tensão (observar sempre a classe de tensão desses instrumentos). checando assim os procedimentos. d) Instalação de aterramento temporário – Verificar a instalação do aterramento temporário quanto à perfeita eqüipotencialização dos condutores do circuito ao referencial de terra. e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada – Verificar a existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou equipamento a sofrer intervenção. Na falta de sinalização de todos os equipamentos. obedecendo à tabela de zona de risco e zona controlada. verificar se os EPIs e EPCs necessários para o serviço estão dentro das normas vigentes e se as pessoas envolvidas estão devidamente protegidas. 10:41 . esta deve ser providenciada.

Para manter todos informados sobre o serviço. Para que os serviços sejam executados de forma padronizada. Para melhor conhecimento do sistema elétrico. Realizar uma análise de risco da tarefa. Verificar os EPIs e EPCs necessários. 107 riscos_eletricos. Analisar a documentação técnica.p65 107 8/8/2005.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 01 Atividades preliminares Como fazer? Elaborar roteiro de manobras de liberação. Inspecionar ferramental e instrumental necessários. tais como: diagramas unifilar e funcional. etc. interligações. Observações Para garantir a eficiência dos mesmos. Para minimizar e manter sob controle o potencial de risco do serviço. Por que fazer? Para liberar de forma segura os serviços. 10:41 . A supervisão irá definir os trabalhadores habilitados para execução da tarefa. observando toda documentação técnica e as particularidades de cada sistema elétrico. Debater com a equipe as peculiaridades e todos os aspectos de segurança relativos ao serviço. Identificar os procedimentos técnicos para cada tipo de serviço.

10:41 . devidamente orientados e com equipamentos de proteção e ferramental apropriado.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Liberação para serviços Tendo como base os procedimentos já vistos anteriormente.p65 108 8/8/2005. o circuito ou equipamento estará liberado para intervenção. sendo a liberação executada pelo técnico responsável pela execução dos trabalhos. Somente estarão liberados para a execução dos serviços os profissionais autorizados. O quadro a seguir exemplifica os procedimentos preliminares a serem seguidos para a liberação do trabalho. 108 riscos_eletricos.

Para evitar manobras indevidas. Seguir procedimentos e observar riscos.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 02 Obter permissão de trabalho (PT) Como fazer? Analisar em conjunto com o operador os riscos do serviço. Para evitar enganos.p65 109 8/8/2005. Verificar com detector de tensão a ausência ou não de potencial nos equipamentos e sistema liberados. 109 riscos_eletricos. Sinalizar com fita de cor amarela a área onde estão equipamentos energizados vizinhos à área do serviço. Para ter conhecimento da real condição do sistema elétrico. 10:41 . Atenção para as alimentações de retorno. Verificar a análise de risco da tarefa. Certificar-se da abrangência da PT. Acompanhar ou executar as manobras de desenergização e liberação dos serviços em conformidade com o roteiro previamente elaborado. Por que fazer? Para eliminar ou minimizar a possibilidade de acidente e/ou incidente. Usar luvas e testar o detector em circuito sabidamente energizado. Aterrar o sistema/ equipamento liberado. Para garantir a integridade dos profissionais. Observações Responsável pela PT deve ser autorizado. Para proteger os executantes contra manobras indevidas e/ou induções. Travar com cadeado os equipamentos de manobras pertencentes ao sistema em serviço. Identificar com o operador os equipamentos e sistema a ser trabalhado.

o que fica facultado apenas ao responsável pelo bloqueio. Veja os procedimentos para sua realização: • • seccionamento – onde chaves seccionadoras ou outros dispositivos de isolamento são acionados para a desenergização dos circuitos. 10:41 .p65 110 8/8/2005. • Exemplo de Instalação de aterramento temporário e eqüipotencialização (curto-circuito das três fases ligadas ao aterramento).CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE O travamento é o próximo serviço. constatação da ausência de tensão – onde os dispositivos de detecção de tensão garantem a desenergização dos circuitos. cadeados ou outros equipamentos garantem a impossibilidade de reenergização dos circuitos. Após o travamento deve-se sinalizar a área conforme os procedimentos apresentados no quadro: 110 riscos_eletricos. impedimento de reenergização – onde os bloqueios mecânicos.

111 riscos_eletricos. Executar os serviços observando os procedimentos técnicos operacionais. Quando da execução de testes com potencial elevado. Usar ferramental adequado. Como fazer? Avaliar os riscos e a sinalização. O serviço somente deve ser iniciado após a liberação da PT. Para se autopreservar. Usar o detector de tensão. Para garantir sua própria integridade. revisar a PT. Observações Usar luvas de alta tensão e descarregar os equipamentos após os testes. nunca improvisar. Verificar as condições de segurança sempre que se ausentar do local do trabalho e quando for reiniciar o serviço. 10:41 . Manter em local visível e de fácil acesso os diagramas unifilar e funcional. Para não executar serviços com dúvida. Conservar a distância de segurança das partes energizadas.RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? 03 Durante a execução dos serviços. observar os procedimentos operacionais para cada teste. Para garantir qualidade e padronização. Por que fazer? Para evitar descargas elétricas em outros executantes.p65 111 8/8/2005. Alterações na seqüência ou nas condições de segurança do serviço devem ser comunicadas ao supervisor e. Portar e usar os EPIs recomendados. Para garantir a barreira isolante do ar. se necessário.

tais como: “Homens trabalhando no equipamento”. “Perigo de morte”. etc. o ferramental e os equipamentos. 10:41 . Para concluir os serviços devem ser inspecionados as áreas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Obs A sinalização de impedimento de energização deve ser feita com etiquetas ou placas contendo avisos de proibição de religamento. conforme o quadro: 112 riscos_eletricos.p65 112 8/8/2005. “Alta-tensão”. “Não ligue esta chave”.

113 riscos_eletricos. buchas e isoladores limpos e sem avarias. Retirar equipamentos e materiais da área. ausência de materiais/ferramentas no interior dos equipamentos. Para evitar curtos-circuitos. cabos bem conectados. sistemas de refrigeração desobstruídos. Retirar sinalização e fitas de isolamento da área. Para manter a área limpa e em ordem. caixas de conexões vedadas. 10:41 . sistemas de proteção ativos.p65 113 8/8/2005. equipamentos e sistemas observando: condições de energização. Observações 04 Conclusão Inspecionar os dos serviços. Dar baixa na PT. Acompanhar ou executar as manobras de normalização do sistema elétrico. conforme roteiro previamente elaborado. curtos-circuitos para testes retirados. Retirar todos os aterramentos provisórios (na seqüência inversa do aterramento).RISCOS ELÉTRICOS O que fazer? Como fazer? Por que fazer? Para garantir a condição operacional dos mesmos.

Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os empregados. Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do início de execução dos serviços. sem exceção. Manter-se a par das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho. Destravar. Responsabilidades Gerência imediata • Instruir e esclarecer seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e sobre as precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em estações. Remover o aterramento temporário da eqüipotencialização e as proteções adicionais. 10:41 . se houver. 114 riscos_eletricos.p65 114 8/8/2005. transmitindo-as a seus funcionários. Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco. Designar somente pessoal devidamente habilitado para a execução de cada tarefa. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Retirar todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização da zona controlada. Remover a sinalização de impedimento de energização. deve-se: • • • • • Retirar todas as ferramentas.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Após a conclusão dos serviços e com a autorização para reenergização do sistema. • • • • • Supervisores e encarregados • • Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do trabalho. e realizar os dispositivos de seccionamento. utensílios e equipamentos.

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Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem executados e quanto às precauções a serem abservadas no seu desenvolvimento. Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de serviço. Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando deixarem de cumprir as normas de segurança do trabalho. Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim como pela sua correta utilização. Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem ferramentas e equipamentos inadequados ou defeituosos. Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço. Manter-se a par das inovações introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as aos integrantes de sua equipe. Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários acidentados e comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência. Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. Conservar o local de trabalho organizado e limpo. Cooperar com as CIPAs na sugestão de medidas de segurança do trabalho. Atribuir serviços somente a funcionários que estejam física e emocionalmente capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de cada um. Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu reinício devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi feita antes do início do trabalho.

• • • • • • • • • •

Empregados
• • Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso correto dos equipamentos de segurança. Utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva.

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Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços de maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes. Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo, com colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis. Avisar seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado. Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar riscos de segurança. Não ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas antes do início, nos intervalos ou durante a jornada de trabalho. Evitar brincadeiras em serviço. Não portar arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham. Não utilizar objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes, relógios, bota com biqueira de aço, isqueiros a gás, a fim de se evitar o agravamento das lesões em caso de acidente elétrico. Não usar aparelhos sonoros.

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Visitantes
O empregado encarregado de conduzir visitantes pelas instalações da empresa, deverá: • • • • Dar-lhes conhecimento das normas de segurança. Fazer com que se mantenham juntos. Alertar-lhes para que mantenham a distância adequada dos equipamentos, não os tocando. Fornecer-lhes EPIs aplicáveis (capacetes, protetores auriculares, etc.).

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Documentação de instalações elétricas

Todas as empresas estão obrigadas a manter diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Devem ser mantidos atualizados os diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Os estabelecimentos com potência instalada igual ou superior a 75 kW devem constituir Prontuário de Instalações Elétricas, de forma a organizar o memorial contendo, no mínimo: a) os diagramas unifilares, os sistemas de aterramento e as especificações dos dispositivos de proteção das instalações elétricas;

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b) o relatório de auditoria de conformidade à NR-10, com recomendações e cronogramas de adequação, visando ao controle de riscos elétricos; c) o conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR-10 e descrição das medidas de controle existentes;

d) a documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas; e) f) os equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental aplicáveis, conforme determina a NR-10; a documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados;

g) as certificações de materiais e equipamentos utilizados em área classificada.

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10:41 .p65 118 8/8/2005. Os documentos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissionais legalmente habilitados. 118 riscos_eletricos. um esquema geral da instalação.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE As empresas que operam em instalações ou com equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência ou nas suas proximidades devem acrescentar ao prontuário os documentos relacionados anteriormente e os a seguir listados: a) descrição dos procedimentos de ordem geral para contingências não previstas. No interior das subestações deverá estar disponível. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que ocorrerem alterações nos sistemas elétricos. sendo permitido o uso de língua estrangeira adicional. b) certificados dos equipamentos de proteção coletiva e individual. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido pelo empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa e permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço em eletricidade. Toda a documentação deve ser em língua portuguesa. em local acessível.

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com.miomega.br www.gov. 10:41 .br www.com.ufmg.3m.br www.jakobi.coltec.ge.br www.CURSO BÁSICO DE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Endereços eletrônicos www.br www.br 120 riscos_eletricos.br www.br www.br www.com.br www.br www. cemig.com.com. fesp.com.com.ritzbrasil.p65 120 8/8/2005. carbografite.unesp.com.mte.

10:41 .riscos_eletricos.p65 121 8/8/2005.

SENAI/DN Unidade de Educação Profissional – UNIEP Alberto Borges de Araújo Coordenador Paulo Rech Gerente de Certificação Profissional Equipe técnica Paulo Roberto Alves Arruda Conteúdista Comitê Técnico NR 10 – Departamento Nacional: Fernando da Silva Pinto SENAI/RJ Ricardo Mattos SENAI/RJ Rosemary Lomelino de Souza Xavier SENAI/RJ Paulo de Tarso do Nascimento SENAI/BA Jader de Oliveira SENAI/ES Anderson R. Paraguassu SENAI/SP Fernando Schirmbeck SENAI/RS Revisão técnica Rosemary Lomelino de Souza Xavier Revisão pedagógica SENAI/RJ Superintendência de Serviços Compartilhados – SSC Área Compartilhada de Informação e Documentação – ACIND Fernando Ouriques Normalização Roberto Azul Revisão gramatical Geferson Gomes Coutinho Projeto Gráfico riscos_eletricos. Paschoal SENAI/MG José Luiz Chagas Quirino SENAI/SP Ricardo A.p65 122 8/8/2005. 10:41 .

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