COMUNICAÇÃO POR IMPULSOS

ESTUDO DA MODULAÇÃO DE SUCESSÕES DE IMPULSOS
E
COMPORTAMENTO DOS SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO POR
IMPULSOS RELATIVAMENTE AO RUÍDO- {EM APtNDICE)
POR
MANUEL JOSÉ DE ABREU FARO
Professor de
do Instituto Superior Técnico
Lia boa -1956
c. b. tr .. 62L396.2üi
COMUNI.CAÇÃO POR IMPULSOS
ESTUDO DA MODULAÇÃO DE SUCESSÕES DE IMPULSOS
PELO ENG.o ELECJR, I, S. T. MANUEL JOSÉ DE ABREU FARO
Prof. do I. S. T.
Bolseiro do I. A. c.
O trabalho que se publica é, sem alteração sensível, o mesmo que apresentámos
como dissertação para concurso ao lugar de professor catedrático de Telecomunicações do
Instituto Superior Técnico.
Julgámos. de interesse, nesta publicação, detalhar certas passagens analíticas e
demonstrar fórmulas e resultados obtidos por diversos autores isto não obstante o indicar-
mos a bibliografia em que se podem encontrar. A fim de não sobrecarregar a exposição,
os referidos detalhes e demonstrações de fórmulas utilizadas vão· anexos em apêndice.
Na parte final deste trabalho juntamos ainda algumas considerações e resultados
.
obtidos ulteriormente à apresentação da nossa dissertação- julho de 1955; Julgámos de
interesse fazê-lo por darem continuidade ao trabalho realizado e deixarem em aberto tema
para futuros estudos.
A parte experimental deste trabalho foi realizada durante o 1. o semestre de 1955
no Laboratório de Medidas Eléctricas do Instituto Superior Técnico tendo-se utilizado
material do referido Laboratório bem como dô Centro de 'Estudos de Élêctrónica dos
Centros de Estudos da Energia Nuclear,
Antes de iniciar esta publicação desejamos testemunhar ao Ex. mo Sr. Professor
Doutor-Engenheiro Carlos Ferrer Mancada o nosso profundo agradecimento pela maneirà
elevada como nos facultou e permitiu realizar no Laboratório de Medidas Eléctricas o pre-
sente trabalho.
INTRODUÇÃO
Utilizando a largura de banda exigida por um sistema como grandeza 'característica, a comu-
nicaçãÇ> por impulsos,, classifica-se, dentro. deste critério, entre os sistemas de·. banda larga.
é conheaido estes traduzem melhoria da relaÇão à custa dum
• . ' '- '·.. ' • . ,• I , .. .•... ·.· ·r'.J , L.
artmento da largura de banda facto que está hoje teoricamente estabelecido po'r · «Shannon» - The
Mathematical Theory of Communication. · · '" ·
7
'' '· ' '
A largura de banda elevada que dum modo geral estes sistemas exigem limita o séil üsó áó
domínio das ondas ultra-curtas, decimétricas e centimétricas, sendo aí, portanto, que se deve consi-
derar a comunicação por impulsos.
Neste domínio os sistemas considerados apresentam determinadas vantagens em relação
à modulação de frequência constituindo uma forma de comunicação que, dia a dia, vem ganhando
interesse principalmente no que respeita à realização de sistemas múltiplos onde, em oposição ao
método clássico de divisão de frequência, utilizam um processo de divisão no tempo que consiste
em intercalar entre impulsos consecutivos duma sucessão os impulsos de outras sucessões.
A comunicação por impulsos é, assim, apropriada à realização duma rede geral de -comunicações
utilizando-se a moderna técnica do «cabo hertziano» e estabelecendo-se um sistema poligonal em
que a transmissão se faz entre estações de repetição segundo a lei visual.
* * *
No presente trabalho estuda-se a «Modulação de Sucessões de Impulsos».
Dividimos o nosso trabalho em duas partes
1·- Princípios Teóricos da Comunicação por Impulsos
2- Modulação de Sucessões no Tempo
das quais daremos seguidamente um resumo :
1.a Parte- Princlpios Teóricos da Comunicação por Impulsos
Nesta primeira parte consideram-se, em detalhe, os fundamentos teóricos dos «sistemas
racionais» de comunicação por impulsos. Denominámos assim os sistemas que na transmissão duma
mensagem de duração « T » utilizam um número mínimo de impulsos.
Tomando comq base uma fórmula de Interpolação deduz-se um sistema completo de comuni-
cações por impulsos- modulação em amplitude.
A interpretação que se deu não é inédita, tão evidente se apresenta, levámos no entanto mais
longe o uso desta fórmula utilizando-a para explicar detalhadamente o princípio de funcionamento .
dum sistema racional de por impulsos, calculando-se diréctamente a partir dela a distorsão
na modulação em amplitude e mais adiante nos sistemas em código. ·
Da análise feita conclui-se que o sistema de modulação em amplitude é teoricamente perfeito
sendo no entanto pouco apropriado como forma directa de transmissão dada a vulnerabilidade que
apresenta ao ruído.
Estudou-se, em pormenor, a distorsão introduzida por estes sistemas tendo-se estabelecido uma
teoria simples que nos conduz a resultados concretos de interesse prático.
Os dois sistemas traduzem duas situações extremas:
A modulação em amplitude apresenta-se ideal no que respeita à distorsão mas vulnerável ao ruído.
Os sistemas em código, em contrapartida, 'são teoricamente livres das formas habituais de ruído
mas introduzem uma distorsão·sistemática que é conhecida na prática por ruído da «quantificação».
A distorsão resulta da operação de quantificação que reduz as amplitudes transmitidas a um
número finito. Isto torna possível codificar as amplitudes fazendo corresponder a cada amplitude
quantificada uma sequência de impulsos característica do código.
Os sistemas em eódigo acarretam um aumento da largura de banda em relação à modulação
em amplitude o que traduz mais uma vez a lei de Shannol}.
z.a Parte- Modulação de Sucessões no Tempo
Na segunda parte estuda-se analiticamente a modulação de sucessões de impulsos no tempo.
Em relação ao estabelecimento da forma analítica de sucessões de impulsos moduladas no
tempo conhecemos dois métodos fundamentais.
O de fitch...,.. 'nle Spectrum of :Modulated Pulses que consiste em analisar um impulso comó
uma entidade formada por duas funções escalão de polaridade contrária e desfasadas no tempo de
T, sendo T a duração do impulso. Constituem-se assim duas sucessões de funções escalão que são
moduladas separadamente.
Esta ideia deve-se, segundo indica o autor, ao Dr. Bloch -1943.
O de Bennet- que utiliza séries duplas de Fourier. Este processo vem indicado por Black-
Moàulation Theory.
Apresentamos um método novo de estabelecer a expressão analítica das sucessões de impulsos
moduladas no tempo o qual conduz a uma forma geral simples e intuitiva para a referida expressão.
No estudo da modulação no tempo definimos aquilo a que chamámos funções características
da modulação.
Embora estivéssem implícitas nos trabalhos dos referidos autores, achamos de interesse esta
definição que permite realçar cada tipo de modulação conduzindo a uma construção geométrica
simples que esclarece o processo da modulação no tempo.
Os sistemas de modulação no tempo apresentam todos uma distorsão intrínseca sendo no
entanto mais vantajosos no que respeita ao problema do ruído. A distorsão introduzida pelas
diversas formas de modulação no tempo é estudada qualitativamente para um sinal qualquer f (t)
e quantitativamente para um sinal sinusoidal.
Finalmente comparam-se os diferentes tipos de considerados.
* * *
Parte experimental :
Realizaram-se experiências relativas à modulação em amplitude e modulação no tempo, apre-
sentando-se alguns oscilogramas que fixam aspectos fundamentais e ilustram a matéria exposta.
As montagens utilizadas e valores obtidos vão devidamente indicados.
* * *
Em todo o trabalho consideram-se, apenas, as formas mais correntes de modulação no tempo
dando-se especial relevo às que se prestam à realização de sistemas múltiplos.
Existem outras formas de modulação no tempo e destas queremos salientar um tipo que
modernamente tem merecido interesse e que é conhecido por «modulação do intervalo
de tempo» o qual consiste em fazer variar a distância entre impulsos segundo uma determinada lei
de modulação.
O tratamento analítico deste tipo de modulação é difícil. Podemos encontrar uma tentativa de
estabelecimento duma teoria em Ross -Pulse Frequency Modulation - notando-se que o autor usa
uma designação que também é corrente mas não corresponde no presente caso à modulação de
frequência que se define, mas sim a uma modulação do «intervalo de tempo».
Na parte final do nosso trabalho apresentamos algumas considerações e oscilogramas relativos
a uma modulação deste tipo mas distinta da que Ross estudou.
* * *
Finalmente fazemos algumas considerações relativas à importância que a comunicação por
apresenta no estado actual da Técnica das Comunicações.
. .
1-PRINCÍPIOS TEÓRICOS DA COMUNICAÇÃO POR IMPULSOS,
A- Sistemas racionais de comunicação por impulsos
Dum modo geral, sistema de comunicação por hnpulsos é todo aquele em que as mensagens
são transmitidas por meio de sucessões de impulsos, considerando-se, aqui, unicamente o caso das
mensagens serem funções do tempo. .
a
simpÍes se pode
das em não se em
dos impulsos para que um detector convencional
o sinal
Bastará, para tanto, que os intervalos
a não se omitir qualquer pormenor do
veniente.
o que
qualquer regularidade na lei
reproduza sem
se uma con-
Neste caso a
"""""'""' de impulsos utilizado
uma função por pontos.
cada época definir sem
'"''t;"'"'·'"w""' o sinal
1/
, . _ ~ . . . ;
['_r-.
_,-
t
Fig. 1 Fig. 2
Em a este processo definir aquilo a que convencionámos chamar «Sistema
racional de comunicação por impulsos».
<<Sistema racional» será aquele que em relação a um dado tipo de mensagem de duração T
a transmite utilizando, nesse· tempo, o menor número possível de impulsos.
Num sistema racional já não é dum modo geral, reconstituir intuitivamente o sinal
modulante da sucessão modulada; só um determinado desmodulador o conseguirá fazer.
Para que assim suceda é necessário que toda a história do sinal se possa reconstituir a
do conhecimento dum conjunto discreto de dados o que significa que a mensagem deve estar sujeita
a qualquer tipo de restricção que do conhecimento do sistema.
A forma mais natural de o fazer será introduzir uma restricção que se relacione com a rapi-
dez com que a mensagem varia no tempo, o que se pode conseguir com uma limitação no domínio
da frequência.
é um facto bem conhecido que a rapidez com que uma varia no
se na largura banda que o seu ocupa no domínio da frequência.
Consideremos um exemplo que esclarece de certo modo a dependência entre o número mínimo
de da banda sinal.
um sistema racional e uma mensagem f N o número mínimo
de impulsos por unidade de tempo que, em média, o sistema necessita para a transmitir.
agora, outra mensagem h tal que
f1 (t) = f (Kt) K>l
Para transmitir esta mensagem, a qual varia mais ràpidamente que f (t) o mesmo sistema
necessitará KN impulsos.
por g os f teremos
]=g
Quer dizer, o espectro de f1 (t) varia mais lentamente do que o espectro de f (t).
«A uma contracção da função no domínio do tempo corresponde uma dilatação do seu
espectro no domínio da frequência».
·Se admitirmos que, pràticamente, o espectro de f (t) se confina a um intervalo de frequências
de medida L::. f, o espectro de f1 (t) ocupará uma banda K L::. f.
Conclui-se, assim, que a banda ocupada pelo espectro da mensagem aumentou proporcional-
mente ao número de impulsos necessário para a transmitir.
Embora não se possa deduzir deste resultado uma relação bem definida entre o número de
impulsos e a banqa ocupada pelo espectro pode, no entanto, concluir-se que uma limitação no domí-
nio da frequência é adequada ao fim que se pretende.
Isto significa, que temos de conhecer previamente a banda ocupada pelo espectro da mensa-
gem em função da qual se determinará seguidamente o menor número de impulsos que é necessário
utilizar para a transmitir convenientemente.
B --Condicionamento dás mensagens transmitidas às caracferísficas de recepção
A questão que se considerou diz respeito à possibilidade de os sistemas de comunicação por
impulsos transmitirem com um mínimo de dados uma mensagem desde que esta esteja sujeita a uma
restrição que seja do conhecimento do sistema.
Fixou.:se como restrição, o sistema conhecer previamente a largura de banda ocupada pelo
espectro do sinal a transmitir.
Mensagem implica um destinatádo; comunicação é o resultado da acção da mensagem sobre
o qestinatário.
Se todo o conteúdo da mensagem tiver acção sobre o destinatário teremos que a transmitir
!ntegralmente; se assim não suceder é lógico que apenas se transmita aquilo que o interessa.
A fim de analisar a questão concretamente será necessário definir dum modo objectivo «comu-
nicação» e a acção que a mensagem tem nesse processo.
Por «comunicação» entenderemos, aqui, todo o tipo de acção em que intervêm, pela ordem
e modo que se indicam, os três seguintes elementos :
a) Uma fonte de informação que dum conjuntu de possíveis mensagens escolhe, numa
,,
dada época, uma.
Supomos que as mensagens são funções contínuas do tempo- 51 (t).
h) Um sistema de comunicação que transmite a mensagem ao seu destino.
c) Um terminal de recepção onde o destinatário recebe um sinal- 52 (t) que resulta
da transmissão de 51 (t).
F"onfe
de
5,{t)
S i6te ma de
sz (t)
Terminal dll
4njormaFÓO
c.omullicao;ci o f'ectpfao
Fig. 3
Admitindo que se trata dum sistema de «comunicação ideal» 5z (t) relaciona.;se com S1 (t) por:
52 (t) = K 51 (t- to)
(1)
Objectivamente, podemos definir «recepção da mensagem» pela resposta que no terminal de
recepção um determinado sistema «r» dá à função S2 (t).
5
Para a finalidade que se pretende é suficiente admitir que «r» é um sistema linear caracteri-
zado por um operador complexo R (w)
A<w)
Fig. 4
(2)
-+
Designado por E [52 (t)] o espectro de 52 (t)
o qual se relaciona com o de 51 (t) por:
(3)
podemos exprimir analiticamente a «recepção da
mensagem» por :
,. 00_ - jl>lt
r (t) = J _
00
E [5.a (t)] R (w) e dw (4)
É característico dos sistemas de recepção «r» apresentarem uma resposta confinada a um domí-
nio limitado de frequências, isto é, fora desse domínio A (w) reduz-se pràticamente a zero.
Isto significa que o sistema de recepção só reage às frequências do espectro de 51 (t) que se
contêm nesse domínio (Fig. 4).
Fisicamente as partes a tracejado do espectro de S1. (t) representam detalhes da mensagem
St (t) aos quais o sistema de recepção não é sensível (a) ou contribuem para a resposta de modo
pouco significativo (b).
Deste modo, obteremos uma recepção conveniente se inserirmos à saída da fonte de informa:
ção um filtro cuja banda de transmissão coincida com a banda que interessa, para um dado· fim, o
sistema de recepção (Fig. 5).
Fonte d6 S i . ~ teMo Terwri1111l ti e
~
Fíllro
f-- r--
i.njorm"FGO
de 'OiftiiiiÍCCifÓO rec.e,.,ão
Fig. 5
Constitui-se, assim, uma fonte de informação que está condicionada ao sistema de recepção.
As mensagens transmitidas sofrem deste modo uma restrição no domínio da frequência e que
é, portanto, da mesma natureza daquela que se impôs para a determinação do número mínimo
de impulsos.
Teremos que conhecer não a largura de banda do espectro da mensagem mas simplesmente a
largura de banda que o sistema de recepção exige para um determinado fim.
Isto significa que um sistema racional de comunicação por impulsos se adapta, no número de
dados que transmite, às características de recepção.
De tudo que se disse, conclui-se que as mensagens que se transmitem num sistema racional
gozam da propriedade comum de terem o seu espectro limitado a uma determinada banda de fre-
quências.
Designaremos estas funções por «funções de espectro limitado a um intervalo .1 f», medin-
do-se este pela banda ocupada pelo espectro no domínio das frequências positivas. Abreviadamente
simbolizaremos estas funções por S.1f (t).
6
Para a intelegibilidade
300 a 3400 Hz .
voz basta e o uso banda de
A transmissão duma banda mais não acrescenta informação interesse no que
à intelegibiHdade que é o objectivo fundamental a atingir num sistema telefonia.
A frequências inferiores a 300 Hz traduz-se numa deminuição
voz.
A
pouco interesse para o caso presente.
que tem
Uma orquestra é uma fonte de informação cujas mensagens em média 30 Hz
a 15 KHz; no entanto, um médio considera uma reprodução conveniente se apenas se trans-
mitir a banda 50 Hz- 10 KHz.
Em resump, o grau de definição que se exige para a mensagem varia com a finalidade a atin-
gir. Quanto mais perfeita for a maior será a largura de banda que será uti-
lizar e maior o número de impulsos que é preciso transmitir.
Cada impulso significa e vale como um dado discreto informação.
C - Equivalência duma mensagem a um conjunfo de eiemenfos
Constitui base fundamental da teoria da comunicação por impulsos. o facto das funções de
espectro limitado a um intervalo de frequências !l f ficarem completamente definidas pelo conheci-
mento dum conjunto discreto de dados e poderem ser reconstituídas por um correspondente soma-
tório de funções elementares.
Por exemplo, as funções cujo espectro está limitado ao intervalo zero a F, SF (t), ficam comple-
tamente definidas a partir do conhecimento dos valores de SF (t) nos instantes tn definidos por:
n
tn = --- 'l
2F
n =:inteiro
em que 'l representa um tempo arbitrário de referência.
A expressão analítica de (t) em função desses é:
00
sf (t) =
n= oo
(tn) sen 2 n: F (t- t,) (1.)
2 -r. F (t-
_ senx
SF (tn) constitui o conjunto discreto de dados e as funções elementares sao da forma --
x
No domínio da Análise (6) é uma fórmula de interpolação; fisicamente dá-nos a informação
importante de que para a definição de SF basta conhecer os que esta toma em instantes
intervalados no tempo de 1/2 F.
Este resultado generaliza-se às funções de espectro limitado a um intervalo !l f que não se
inicie na frequência zero.
Neste caso, porém, os dados e a expressão analítica não revestem a forma simples
por agora
anterior. No trabalho
a dar o seguinte
segundo e o
(
1
) Vide demonstração no
está limitado ao
conjunto de
por unidade de
em segundos.
I.
o
!l f completamente
independentes é em média :
em que !l f está expresso em por
7
D ~
[ 2 ~ f]
dimensões».
ser com um valor numérico as estas
Deste enunciado tiram-se conclusões importantes.
A
mação.
a equivalência duma função
o que tem sido na
a um conjunto
Teoria da Infor-
A segunda é a teórica dum sistema de comunicação por impul-
sos, em que cada dado seja transmitido por um correspondente impulso,
agora, concretamente a relação entre a largura de banda e o número de impulsos
necessários. Véremos que este número é realmente o número mínimo que se pode
usar para que a transmissão se faça sem distorsão.
dum
É um facto notável que à fórmula
I
l/1, (t)
l
fig. 6
de
00
n=--00
n
t n = - - ~ z
2F
por
que, segundo supomos, teve a sua origem em Análise para
o estudo da Teoria da Interpolação, corresponda exacta-
mente um sistema de comunicação por impulsos que,
embora ideal pelos conceitos que envolve, pode ser realizado
pràt:icamente com grande aproximação.
Assim, consideramos a fórmula
por impulsos.
(6) a base teórica dos «sistemas racionais» de comunicação
Efectivamente, pode deduzir-se de (6)
a analisar.
um sistema completo de comunicação que passamos
* * *
Reduzimos o sistema a três elementos essenciais :
1-
1 -Um modulador onde se constitui uma sucessão de impulsos em que cada impulso
é portador dum dado.
2- Um canal de transmissão, através qual se transmite pelos métodos clássicos
a sucessão de impulsos ao desmodulador.
3- Um desmodulador, que reconstitui a mensagem da sucessão recebida.
É um sistema que periodicamente, com a frequência 2 F, fornece um impulso de o T,
é proporcional ao de (t) no instante em que o impulso ocorre.
Na Fig. 6 indica-se um simples de realizar um modulador tipo.
À entrada ondulador aplica-se uma tensão proporcional a SF designada
por SF (t). Periodicamente, com a frequência 2 F, o interruptor «I» fecha-se durante um tempo a T.
Obtém-se, deste modo, à saída uma função MF (t) que durante o de fecho coincide
com SF (t) e no restante é
por «tn» o instante correspondente ao centro cada impulso, o tem a
n =inteiro
2 - Canal de transmissão
Recebe a sucessão MF (t) e transmite-a ao desmodulador onde é recebida com um atrazo no
tempo de tr.
O desmodulador recebe deste modo uma sucessão :
MF (t- tr)
3 - Desmodulador
Constitui o desmodulador um filtro passa-baixas ideal, cuja banda de transmissão é F.
A resposta do filtro à sucessão MF (t- tr) é, como vamos demonstrar, proporcional à mensa-
gem. 5F (t) à parte um atrazo no tempo.
Consideremos (Fig. 8) um impulso de amplitude média 5F (tn), duração «O T» centrado .no
instante (tn + tr) que representa portanto um elemento genérico da sucessão MF (t- tr) .
O espectro deste impulso obtém-se a partir do integral de Fourier :
o que conduz a :
11, {t)
d'T
1
Jtn+tr+-
--
2
5F (tn) e-jwt dt
2r. d'T
Fig. 7
tn+tr- --
2
5 (t )
1 O T - j w (tn + tJ
F n -- sen w- e
r.w 2
--·
t
(7)
(8)
Fig. 8
A resposta a este impulso dum filtro ideal passa-baixas de banda de transmissão F e constante
de fase (- j w h) será :
5 ( )
1
2
1\' F 5F {tn) W à T j "'. (t- tn- t1- t2) d
n t = sen --- E · w
r;w 2
-27\'F •
(9)
Admitindo que a T é infinitesimal será :
1 a T a T
-- sen w -- --+- --
í.t:Jl 2 2r.
""
obtendo-se para a resposta· 5n (t) a seguinte expressão :
Sn (t) = SF (tn) i.!_ sen 2 r. F (t-tn-h-h)
· r. (t-tn-tt-b)
' (10)
A resposta S2 (t) à sucessão MF (t- t1) será, por se tratar dum sistema linear
00
S2 (t) = 1: Sn (t) (11)
n=-co
9
ou seja
=-00
sen 2 1e F (t-1:11 -ti-h)
(t-tn-h-
Comparando esta expressão com teremos:
obtemos finalmente :
S2 (t) = 2 F o T (t-h-
h+ h= to
zFoT=K
SF (t) = (t)
=K (t-
que é a expressão (1) que utilizamos na definição dum sistema de comunicação ideaL
(12)
(14)
Estabelecido este resultado, analisemos agora a possibilidade de realização prática dum sistema
deste tipo.
Há dois pontos que é necessário considerar. Primeiro, discutir a possibilidade de realização
dum filtro ideal o qual se utiliza no processo limitação das mensagens no domínio da frequência
e no desmodulador; segundo, analisar o resultado da substituição de impulsos de duração infinité-
sima! por impulsos de duração que é o caso de interesse prático.
llistorsão resultante do emprego dum não ideal,
Como se sabe o filtro ideal é teoricamente impossível, a menos que se admita uma constante
de fase infinita, esta impossibilidade conclui-se das propriedades do integral Fourier. (Vide
Apêndice II).
No que respeita à característica de amplitude podemos aproximar-nos da caractetística ideal
na medida em que o desejarmos mas esta aproximação implica um correspondente aumento da
constante de fase que no limite tende para infinito, o que, fisicamente, se traduziria num tempo de
atraso infinito na recepção das rmensagens, uma vez que a inclinação da característica de fase se
torna infinita.
Tem interesse notar que esta impossibilidade é de natureza teórica e, portanto, independente
dos meios que dispomos ou possamos vir a dispor para a realização de filtros.
Em consequência deste facto o processo limitação das mensagens deve ser tomado num
sentido aproximado, em segundo lugar a desmodulação tem que ser
Como se tinha visto, a resposta d0 desmodulador a cada impulso era forma (10)
2
F
0
T sen 2 1e F (t- tn- t1- h)
2 'r. f (t- tn - h -h)
sendo o tempo de ocorrência impulso o instante +
Compreende-se, então, que h tenha que ser infinito, caso como a função
se
uma
sen 2 r,; F t
2 1e F t
menos a mais infinito, aconteceria que
o que a 9).
se h
(10)
A resposta dum
inida imediatamente
uma
:infinitesimal é sempre uma função
impulso e que
sen 2,.. F (t-tn-tl-h)
2 " f (t- tn -h-h)
esta função se anula ràpi.damente à e à valor máximo pode-
mos, usando uma correcção fase conveniente, aproximá-la.
A resposta dum filtro real passa a ter a forma que se na 10.
O tempo que entre a ocorrênda e o instante em que a toma o seu
máximo mede o tempo de atraso h .
Analisemos, agora, concretamente qual a distorsão que resulta do emprego dum· filtro real
características são definidas operador complexo F
F =A
ô
- j ~ (w)
(15)
De (8) resulta que o espectro dum impulso infinitesimal amplitude sf (tn) ocorrendo no
instante (tn + t 1) é
Fig. 9
Fig. 10
O espectro da resposta 5 ~ (t) dum filtro ideal a este impulso é
E [Sn (t)] = ( ~ n ~ à T g- i"' (tn + t1 + tz) na banda transmissão
=O da banda de transmissão (17)
O espectro da resposta 5 ~
·Designando por
impulsos, teremos :
e
filtro real será :
as respectivas saídas
Ê [s2 = :Ê [s,
Ê [ st ] = : Ê [ s:
- j Y (w)
E
(18)
desmodulador para uma sucessão de
J
(18)
A
Necessitamos agora de
se reduz a zero
assii:n,
introduzir uma aproximação, pràt:icamente legítima.
banda transmissão (- F a F).
(19) e (20) resulta :
E (t) J =i [ s2
Da interpretação
que
«A resultante é a mesma que o filtro :introduziria em (t) se este sinal
lhe fosse aplicado directamente».
Este resultado é aproximado; no entanto o erro que se. introduz é insignificante, pois é sempre
possível reduzir A pràt:icamente a zero fora banda transmissão.
Ariál no tempo d11m », Equivalência mensagem a um
finito de
No quadro n.
0
1 representamos pormenorizadamente as fases essenciais da transmissão duma
mensagem no sistema considerado.
(t) é uma função de espectro limitado ao intervalo O a F e consequentemente ilimitada no
tempo; a sua reconstituição no desmodulador implica o conhecimento dum número infinito de dados
tomados no tempo com um intervalo de 1/2 F.
s; (t) representa a resposta em regime quase estacionário à sucessão de impulsos MF (t- h),
que supomos ilimitada, e é portanto a melhor reconstituição que podemos ter1 usando um filtro reat
da mensagem SF (t).
Tem interesse analisar o que se passa se apenas transmitirmos um número finito de impulsos.
Suponhamos, então
1
que se transmite ao desmodulador um grupo de 12 MF (1)
MF (t) é transmitida e o desmodulador recebe-se com atraso tt ou seja - Mr (t - tJ). (2)
Em (3) representa-se a resposta separada a cada impulso, admitindo-se que tem uma duração
significativa de 8 Tr e que h = 3 Tr, em que Tr = 112 F é o período de repetição.
Por T1 designa-se o .instante em que pràticamente terminaria a influência do impulso Bt, ime-
diatamente anterior a Ai 1 se tivesse sido transmitido. Isto significa, que a partir de Tt atingiu-se
aproximadamente o regime estacionário que se obteria se toda a sucessão passada (B1 , B2, ... 1
tivesse sido transmitida. Si (t) começa, assim1 a ser reproduzida a partir
Se for o último impulso que se transmite, T2 representa o instante em que seria necessário
considerar a sucessão C1, ... , para reconstituir s; (t) .
Chegamos assim à conclusão que a resposta coincide com o durante um
tempo.
ou seja, desde Ao a
Chamaremos T1 ao tempo perdido no estabelecimento e que é igual a :
Ti = Duração significativa resposta à direita
Neste caso
5 =4
Por outro lado, os últimos impulsos são insuficientes para
igual a Tf
Tf= de atraso h menos
ou aqui,
máximo menos Tr
durante um
o
- r;
(3)
No total teremos um tempo perdido de
Ti+ Tf
No caso presente
T1 + Tf=6 Tr
Q-1
(1)
(2)
7L ...
- -\
I o,
Ti+ Tf. representa: a duração significativa do impulso menos duas vezes o período de repetição
Como este tempo é independente da duração da mensagem que se transmite, segue-se que para
durações importantes o erro que se comete na reprodução de s; (t) é pequeno e limita-se aos extremos.
A fim de simplificar a figura, tomámos Ti+ Tf = 6 Tr .
Contudo, pràticamente a duração significativa da resposta dum filtro cuja banda de trans-
missão é F, é da ordem de grandeza de :
1
10 • -=20 Tr
F
«Deste modo, se transmitirmos uma mensagem SF (t) durante um tempo T 'que seja muito
grande em relação a Tr = 1/2F, essa porção de mensagem fica pràticamente definida por um
finito» de dados, cujo valor é aproximadamente 2 FT.»
13
Análise do efeito resultante de se Usar impulsos de duração finita.
Examinemos agora o resultado de se substituir um impulso de duração infinitesimal por
um impulso de duração T. ,
Até aqui utilizámos impulsos de duração infinitesimal o Ti só nessa hipótese faz sentido falar-
-se no vàlor de SF (t) no instante de ocorrência do impulso, SF (tnL e foi ainda para impulsos infini-
tesimais que se. considerou a resposta do desmodulador a cada impulso.
Desprezando a distorsão introduzida. pelo. filtro a resposta no desmodulador era:
S2 (t) = 2 F o T SF (t - to) (13)
ou, o que é o mesmo :
oT
Sa (t) = - SF (t - to)
· Tr
(22)
Nesta expressão não intervém nenhuma referência aos instantes exactos em que ocorrem os
impulsos, o mesmo sucedendo na fórmula de interpolação (6).
Conclui-se daqui, que definindo os instantes de ocorrência dos impulsos por :
s ~ (t) é independente de z .
n
tn=--- Z
2F
Sendo assim, se em vez dum impulso tivermos um grupo de n impulsos repetindo-se periodi-
camente (Fig. 11), o conjunto é equivalente a n sucessões em que cada uma origina uma resposta
e o conjunto, dada a linearidade do filtro
G r'Ufo de ., .. i111pul6os
-
/
0
/ r--
Fig. 11
o T
- SF (t- to)
Tr
oT
n- SF (t- to)
Tr
t
.,... r:--·
t
Fig. 12
Quer isto dizer que, se o interruptor do modulador se mantiver fechado durante um tempo 1
(Fig. 12), a sucessão MF (t) terá o aspecto que se indica e a resposta do filtro será:
T
-· SF (t-to)
Tr
(23)
A T!Tr chamaremos «Coeficiente de utilização do tempo» e designaremos por Ylt.
Ylt dá-nos, em relação à duração da mensagem, a fracção de tempo que o sistema precisa de
utilizar para a transmitir.
14
Ao inverso de "flt chamaremos <<Íactor de multiplicidade»
Tr
"'lm=T
<<"'lm dá-nos o número máximo de mensagens que se _poderão transmitir usando o mesmo canal
de transmissão intercalando no tempo disponível outras sucessões de hnpulsos da mesma duração.
Conclusão final :
Chega-se, assim, à conclusão final que o afastamento do sistema teórico reside apenas nos
filtros que utiliza, quer na limitação das mensagens, quer no desmodulador.
Porque na realidade as sucessões de impulso provertien:tes do modulador estão moduladas em
amplitude, é costume designar-se abreviadamente este sistema por «modulação em amplitude».
Posto isto, analisaremos o espectro das sucessões de impulsos moduladas em amplitude, do
qúe, resultarão ainda algumas conclusões importantes, sendo este o método clássico de estudo de
qualquer tipo de modulação.
E- Espectro de súcessões de impulsos moduladas em amplitude
' Consideremos (Fig. 13), o modulador anteriormente descrito.
SF (t) será designada por et (t), à qual se dá a forma corrente
et (t) =E [1 + m f (t)] (24)
f (t) constitui a mensagem e [1 + m f (t)] é uma grandeza sempre positiva sem dimensões
físicas.
A saída do modulador e2 (t) poderá obter-se de et (t) mediante a relação
ez. (t) = m (t) . e1 (t) (25)
1
•t•rn T
-jTf-
•,ltl 11
tez{t)
D
o
R
, , n
l
I
t•O
t-t;-i
t
e.r(l)
Fig. 13
---·---..
..
--.
;
--..
-- _,..•'
em que:
m (t) =1 para I fechado t•O t
m (t) =O para I aberto Fig. 14
No caso considerado m (t) é uma função periódica do tempo que se representa na Fig. 14.
T -duração do impulso
T
,· d d . -
1
r - peno o e repehçao = --
2F
Na mesma figura representa-se ez (t).
Desenvolvendo m (t) em série de· Fourier obtemos para o caso do eixo dum dos impulsos
passar pela origem dos tempos :
T oo
m (t) =- + 2: 2
Tr n=1
1 T
- sen n 1>- cos nwrt
' ~ > n Tr
(26)
15
preterindo-se a forma equivalenfe
será
Da relação {25)
T
00
1 T jnwrt
m (t) = - + l: - sen n r. - E
T, n=-oo r.n Tr
n:/:o
e2 (t) = m (t) et (t)
00
T T
e,(t)=-E + -Emf(t) +
Tr Tr
l:
1 T jnwrt
E - sen n r. -- <
n=-oo
"n r. Tr
n :t: O
+
00
1 T j nwrt
l: E m f (t) - sen n r. - · E
n=-oo r. n Tr
n:po
(27)
(28)
(28) representa a expressão analíUca duma sucessão de impulsos modulada em amplitude,
determinemos agora o seu espectro.
---7
Designando por g o espectro de m f (t)
--+ [ J ---7 - j 'í' (w)
E _mf (t) = g ((ü) E
(29)
e convencionando-se que :
'fCcJ)
1
= g jot
(30)
em que à ( w) representa a função de Dirac; teremos a
seguinte expressão para o espectro de e2 (t).
Fig. 15
uma vez que:
-..[ J T T --..
E e!(t) = Tr E o (r.1) + Tr E g (w)
oo 1 T
+ l: E -- sen n r. -T. o ( w - n
n=-= r. n r
n -:/=O
00
+
n=-00
n:f::o-oo
1 T _,. ·
E -- sen n r. -T. g ( - n
r. n r
....... - [ . t J _,.
E mf(t)e
1
"'o

(31)
(32)
Na Fig. 16 representamos o espectro de e2 (t) que à ( w- n Wr), por ser infinita, se
representa·. pelo coeficiente
1 T
E-- sen n r.-
r. n Tr
Da Fig. 16 conclui-se : .
Se o espectro de mf (t) estiver limitado aó intervalo O a fr /2 o espectro de TI Tr E[1 + mf (t)]
é separável 'do espectro de e1 (t) mediante um filtro passa-baixas cuja banda de transmissão seja
F=fr/2.
Chegamos assim aos mesmos resultados que tínhamos anteriormente obtido. ·
16
Oa tig. 16 concluímos ainda a .possibilidade de obter um sinal sem distorsaó .tisando um fi1trõ ·
passa-banda [n fr- fr i 2, n fr + fr'/ 2] a que se seguirá a desmodulação duma oscilação sinusoidal
modulada em amplitude.
JCw>
-------
JCw·c.),)
--- ___ .. c:Hw·Zc.Jr)
---
---
.. _
---
Fig. 16
Conclusões finais:
Se o espectro de f (t) ocupa uma banda que vai além de F = fr / 2 haverá como é evidente,
- .
(Fig. 17), distorsão que resulta das bandas de g (ttl} e bandas interiores da frequência" de repetição se
sobreporem.
Tudo se passa como se o espectro se reflectisse no eixo que passa pelas frequências + fr I 2 .
* * *
Se a característica de amplitude A (rJJ) do filtro passa-baixas se reduzir a zero fora do intervalo
( + fr I 2) a distorsão que o desmodulador introduz é a mesma que o filtro introduziria se lhe apli-
cássemos directamente f (t) o que já tínhamos concluído. Como, porém, A (rJJ) não se reduz a zero
pois teoricamente nenhum filtro pode ter atenuação infinita, há sempre outro tipo de distorsão que
resulta da inclusão de todas as frequências nfr e suas bandas, admitimos que pràticamente é des-
prezável.
ele w• c.>,> áccJ)
I

I
I
...
I
I
3'"''
,.
Fig. 17
* * *
Se, agora, para uma função f (t) de espectro limitado ao intervalo O a F diminuíssemos a fre-
quência de repetição para um valor menor que 2 F também resultaria uma sobreposição de bandas.
[2 F] impulsos por unidade de tempo é, assim, o número mínimo que se pode utilizar sendo,
portanto, o sistema considerado um sistema racional.
''i '
F:_:_ de limitado a um de frequências que não se inicia em zero
É possível demonsh'àr-se matemàticamente que ainda nestas condições a função fica completa-
definida por um di'Séreto de dados cujo número é em média [2 f] por unidade
de tempo.
Coldman ri.ó seu livro «feoria da informação» faz essa demonstração.
A função vem expressa nos valores de 511f (t) tomados em instantes intervalados de 1/tl e
nos valores da transformada de Hilbert de 5..\f (t) tomados nos mesmos instantes, o que conduz aos
[2 tl f] dados por unidade de tempo.
* * *
Há, contudo, casos em que é possível utilizar só os valores de 511f (t) e transmiti-la usando
uma técnica semelhante à que anteriormente se considerou.
Isto sucede sempre que o intervalo tl f = h - f1 for tal que:
h= (K + 1) L\ f
ft= K ilf (33)
K =inteiro
condições é possível transmitir-se 5..\f (t) usando o mesmo modulador e uma frequên-
cia fr = 2 tl f; simplesmente, o desmodulador é agora um filtro passa-banda cuja banda de trans-
missão é tl f e que exclua e ft .

2J.jz,Jj,jz (a)
Pa•a -bane/a /,./2 ,zj,jz
( ó)
Fig. 18
Efectivamente, nestas condições o espectro de f (t) não é sobreposto pelas bandas laterais
das frequências nfr (Fig. 18- a e h).
Em (a)
bf=3.&-2.&
2 2
Em (b)
Por [O] e a tracejado representa-se o espectro de 5
6
f (t) e por [ + n] as bandas laterais
de +nfr.
No caso do espectro incluir uma frequência multipla de fr /2 (Fig. 19), a solução mais prática.
será aumentar a frequência de repetição para f'r > fr até que,,o:.-.espectro se inicie numa frequência
múltipla de f'r / 2.
ti
que numa mensagem T muito em relação a T,.
a' mais que seria necessário para matemàticamente a que, o
de independentes é aproximadamente
2 f T
Esta regra prática deve-se a Benett (B. S. T. }. - -1949).
()
1
I
Fig. 19
G- Parte experimental
A fim ilustrar a teoria exposta realizámos no laboratório algumas experiências sobre suces-
sões de impulsos moduladas em amplitude.
No quadro n.o 2 figura o esquema da montagem utilizada que consta essencialmente do modu-
lador e desmodulador sendo o canal de transmissão substituído por uma ligação directa entre os
dois elementos.
Modulador: Usamos para este fim um amplificador com saída pelo cátodo com as seguintes
características :
Tubó: 6 AC 7 ligado como triódio
Resistência catódica . . Rk = 130 il
Tensão anódica . . . .
Polarização de grelha . . . . .
Va = 180 V
=-15 v
Em série no circuito de grelha, estão um gerador de impulsos positivos e um oscilador
audio-frequência.
tem um valor baixo para que a impedância de sa:ída do pequena em rela-
à impedância de entrada filtro.
Para obtermos um sinal de amplitude conveniente foi necessário trabalhar com tensões
grelha positivas; como as impedâncias de saída gerador de impulsos e oscilador são baixas, a
corrente de grelha não introduz distorsão apreciável.
Desprezando a corrente grelha e considerando o amplificador como um sistema linear, a
impedância de saída tem a expressão conhecida :
1 + gm
em que:
Gm =::. 13.000 fJ mhos
e:
=48 Q
+1
fL
19
o
q s
,.
v
o
ESQUE11A EXPERII1ENTAL: Q-2
.... ----------------------...,
NODUiADOR
180
V
OSCILADOR DE
AUDIO·FRCQ."
DE
NPULSOS
I
I
I
I
---------------- ______ .J
;-- ----------,
: DESNODULADOR :
I I
I I
I I
I I
--------...... "''III
Q-3
.-
n
AlfJ
I"
,
z J 4 s /(
H.
CORRECTOR DE FASE·rc
0,016
c
'L
4
..J.
./
J
!L
11'
/
v
/ I
/
,....
L
()
2 J 4 St<H.
A de entrada do filtro na banda de transmissão é da ordem de 700 Q •
O ganho do amplificadór tem a expressão :
A=
o que, para os valores considerados, conduz a:
A .::: 0,6:3
Na Fot. 11 mostra-se uma característica dinâmica traçada experimentalmente, a qual repre
senta a lei de variação da tensão em Rk , VRk , em função da tensão de grelha, v
8

20
e
Como se
A::::.
O princípio de
Para
é pràticamente a sua inclinação acordo com o
180 v
Vg=-15 V
0
não conduz; os impulsos positivos tornam-no audio-
-frequência obtemos à saída uma sucessão de impulsos modulada em
A acção do impulsos é
M à do interruptor I que ante-

riormente consideramos.
,..,
--
r--
t
É um filtro passa-baixas constituído
pela associação em cadeia dois « T» com
duas «secções derivadas- m» (Fig. 21).
Fig. 20
;--
=O=v ~ =775 i!
Valores
.L=60 mH C=O,l flF
Frequência limite :
1 1
h=- ---;------=-=- = 4.120 Hz
n: V L C
Impedância característica
para f= O
filtro
A fim de se obter uniformidade na lei de variação da impedância caracter:ística com a fre-
quência, o melhor valor de m é, como se sabe, 0,6.
Para nos adaptarmos às bobinas existentes no usamos m = 0,66.
No quadro n.o 3 representa-se o esquema filtro e os valores dos seus elementos.
No mesmo quadro figuram as características de amplitude e fase em função da frequência
para uma resistência carga de 780 Q .
Apresentamos, também, a característica
fase de impedância característica 780 Q
fase do mesmo filtro terminado por um corrector
esquema no quadro n. o 3.
Interpretação logramas
1 :
Mostra a forma impulsos à saída do
de 2 p. s,
repetição é
se poder observar bem a forma impulsos.
Fig. 21
A fotografia
fotografia 2:
tirada com o desmodulador ligado, não se notando
" ' " ' , " " " ' " ' ' " ' . ~ " uma sucessão não
:!:OU, fr = 8.400 Hz Tr = 119 f1' s, é
Ut = 4.120 Hz
A frequência
sensivelmente ao
dos impulsos.
21
Representam típicos sucessões de impulsos moduladas em amplitude.
Na Fot. 3 temos impulsos
que T é infinitesimal.
2 p. s, o que pràticamente nos sistema ideal em
Na Fot. 4 temos 30 p. s, o que representa uma duração sem interesse nr,>tu"·n
Serve, no entanto, para mostrar a forma que os impulsos apresentam nas sucessões moduladas
em amplitude, a qual, como se não introduz distorsão.
Representam uma sucessão modulada por uma sinusóide frequência f = 1.050 Hz = fr e
o resultado da desmodulação.
À entrada do a sinusóide modulante tem uma amplitude igual a :
À saída tem uma amplitude :
Teoricamente, a amplitude
Para
sinusóide desmodulada deveria ser :
__:!__X Amplitude de entrada
Tr
T= 2 p. s
= 119 p. 5
obtemos:
0,031 v
Este valor concorda com o prático, 0,0305 V, devendo notar-se que uma tão grande
aproximação se explica por imprecisão na medição da duração do impulso que pode ser ligeira-
mente superior a 2 p. s, o que, aliado ao facto do filtro ter poucas perdas
A (w) =0,98 para f = 1.050 Hz
explica o ter-se obtido um resultado prático igual a 0,99 do valor teórico.
Podiam-se tirar conclusões semelhantes às 5-6, servindo também para evidenciar o facto,
já apontado, de que não é possível, com rigor, reconstituir o sinal modulante simples inspecção
sucessão modulada.
9 - 1 0 ~
Evidencia-se, a ""'"'"l''""-"'
bandas laterais da
inclusão no sinal desmodulado.
22
Em (9) temos:
Filtro passa-baixas fL = 4.120 Hz
Frequência de repetição ft = 6.000 Hz
Frequência modulante f = 2.640
Frequência
repetição e a sua
-2.640 = 3.360
Fot. 1 Fot. 5
Fot. 9
Fot. 2 Fot. 6 Fot. 10
Fot 3 Fot. 7 fot. 11
Fot. 4 Fot. 8 fot. 12
Fot. 13 Fot. 17 Fot. 21
Fot, 14 Fot. 18
Fot. 22
Fot. 15 Fot. 19 Fot. 23
Fot. r6 Fot. 20 Fot. 24
Na desmodulação, o filtro inclui as duas oséilações, sendo o seu conjunto aproximadamente
e,qtiivalente ao produto de duas sinusoides de frequências respectivamente iguais à semi-soma e semi-
das frequências 2.640 Hz 3.360 Hz , o que está patente na fotografia.
Como a duração T é muito menor que Tr admite-se que a amplitude da banda lateral é igual
àamplitude do sinal, O que permite COI).cluir a refericla equivalência.
Em (10):
A frequência do sinal modulante é 4.000 Hz
A banda lateral mais próxima tem uma frequência 2.000 Hz
Como para 4.000 Hz o filtro já introduz tima atenuação importante, o resultado é uma função
periódica com uma segunda harmónica de pequena amplitude.
Fotografias 13-14:
Na fotografia 13 mostra-se a resposta do filtro utilizado a um impulso de 2 p. s.
O espectro dum impulso rectangular é:
E
sen
wT
2
Como em toda a banda de transmissão w
2
T mantém um valor muito pequeno:
wT
f = 4.000 Hz -
2
- = 0,025
a expressão do espectro pode simplificar-se para :
ET
211'
Sendo assim, a reaposta é pràticamente a que se ,obteria se o impulso fosse infinitesimal.
_ sen x
Verifica-se que difere de modo sensível da funçao -_- ; o facto deve-se_ à constante de
X
fase não variar linearmente na banda de transmissão (quadro n.o 3).
Na foto 14 mostra-se a resposta quando se usa um corrector de fase aproximando-nos, então,
mais da função elementar ideal.
Como a duração significativa de qualquer das respostas é da ordem dos 3 ms, segué-se que
uma forma muito próxima da ideal exigirá um tempo de atraso h da ordem de 1,5 ms.
Tanto num cas'o como noutro os tempos' de atraso são muito menores, como se pode ohservar
:nos oscilogramas.
, Teoricamente são médidos, aproximadamente, pela' derivadâ da constante de (r•l) tomada
_ [. d (w) J -
h=
d!ll !ll=O
Dos gráficos do quadro n.o 3 tiramos:
Filtro sem correcção de fase
Filtro com correcção de fase
h ---:- O ,22 ms
h=0,40 ms
que coincidem aproximadamente com os que se indicam nos osçilogtamas.
23
* * *
Quanto à duração significativa da resposta encontramos, experimentalmente, 3 ms o que rela-
tivamente ao período de repetição Tr= 119 p. s dá:
Duração significativa
= 25
Tr
Isto significa que o tempo transitório numa mensagem constituída por um número finito de
impulsos é:
Duração significativa- 2 Tr = 23 Tr
ou. seja, neste caso : 2,7 ms.
Fotografias 15·16.:
A fotografia 15 representa a desmodulação duma sucessão de frequência de repetição 8.400 Hz
modulada por uma onda quadrada de período 10 ms no caso de se não usar corrector de fase
no filtro.
Como se trata duma onda quadrada, ao tempo T'i necessário para se atingir o regime estacio-
nário no patamar superior corresponde um tempo T"i para se atingir o regime estacionário rio pata-
mar inferior.
O mesmo se dizendo dos tempos T'f e T''f durante os quais os últimos impulsos são incapazes
de definir os respectivos patamares.
A um período T'f segue-se um tempo T"i e a um tempo T''f segue-se um tempo T'i.
O tempo durante o qual se perde a reprodução exacta, àparte a indeterminação resultante dum
patamar não conter sempre um número inteiro de períodos Tr é medido aproximadamente pelo inter-
valo correspondente a dois tempos contíguos ( T; T;'), ou ( o qual deve ser da ordem de
grandeza do tempo que se calculou : 2,7 ms.
Efectivamente mede-se no oscilograma 2,5 ms. Como as oscilações se amortecem ràpidamente
é difícil levar mais longe a verificação ..
A fotografia 16 representa o mesmo no caso de usar corrector de fase, notando-se como seria
de esperar que os tempos Tf tendem a ficar iguais aos tempos Ti .
* * *
As fotografias consideradas são aquelas que apresentam maior interesse prático e directamente
se relacionam com a teoria exposta.
Focaremos, nas restantes, alguns aspectos que consideramos teoricamente, de interesse.
* * *
Fotografias 17-18-19·20:
A fotografia 17 representa uma sucessão modulada por uma função periódica cuja derivada é
discontínua.
.. Em 18. temos o resultado da desmodulação (filtro sem corrector de Áparte umas ligeiras
oscilações nas regiões vizinhas dos pontos angulosos, não temos distorsão apreciável.
O 'facto deve-se a que no desenvolvimento em série de Fourier os coeficientes das harmónicas
são da ordem de 1/n
2
(n =ordem da harmónica).
Sendo assim, pode-se considerar uma aproximação suficiente tomar os termos até à 10.a harmó-
nica. Como o período é 4,3 ms a frequência da fundamental é Z32 Hz e da 10.a harmónica 2.320 Hz.
Até este valor, a constante de fase varia quase linearmente, justificando-se assim a boa repro-
dução . duma função que teoricatn.ente tem um espectro ilimitado no domínio da frequência. As foto-
grafias 19-20, são semelhantes, verificando-se que a reprodução não melhora de modo apreciável,
pelo facto de se ter aumentado o número de impulsos.
24

evidenciam um fenómeno curioso ; duas sucessões moduladas por sinusóides
équêncÍas diferentes 1.200 Hz e 7.200 Hz apresentam exactamente o mesmo aspecto.
explica-se do modo seguinte : .
ní·!'?'"' ·Modulando uma sucessão de frequência de repetição fr = 8.400 Hz por uma. sinusóide de fre-
7.200 Hz a banda lateral de fr que apresenta frequência mais baixa é exactamente:
Hz = 8.4oo - 7.200 Hz.
O filtro do desmodulador inclui a banda lateral e exclui a frequência modulante.
' Se os impulsos forem muito curtos, a amplitude da banda lateral é igual à do sinal, pois que
vem afectada por : ·
1 T T
sen T: n -- ...=:c. --
7: n . Tr Tr
Sendo assim, o resultado é exactamente o mesmo, àparte a fase, quando modulamos com f
p1í com fr - f; este facto ·deve vir assinalado já na sucessão modulada, pelo que as duas sucessões
têm exactamente o mesmo aspecto.
Se os impulsos tiverem uma duração apreciável, já o aspecto é diferente; compare-se a foto-
giãfiia 12 com 4.
«Daqui se conclui que a distorsão, no que respeita à inclusão das bandas laterais 9.a frequência
repetição, traduz-se directamente na sucessão modulada».
* * *
.. As fotografias 23 e 24 mostram o resultado da desmodulação para uma frequência de 10.100
d.iias sucessões moduladas respectivamente por sinusoides de frequências 3.oso· Hz e 7.050 I-L=
ifô.ioo __:.: 3.050; como seria de o da desmodulação é o.
* * *
Pode-se estabelecer um resultado semelhante para todas as frequências da forma n · f; + f
o que se conclui fàcilmente do espectro da sucessão modulada.
Desde que os impulsos sejam suficientemente curtos :gara que se possa tomar
1 T - T
sen n r. --- --
n r. T. Tr
o espectro correspondente a n fr ± f é igual ao espectro duma sucessão modulada por uma fre-
quência f.
H -Importância da "modulação em amplitude n na comunicação por impulsos. Outras formas
de modulação. Códigos.
Pelas suas características e simplicidade o sistema considerado constitui um atraente processo
de.,..comunica..;ão por impulsos.
Convém, aqui, salientar especialmente os dois seguintes factos :
a) A distorsão que o sistema introduz reduz-se a um valor insignificante desde que se use um
modulador com uma característica linear e se tenha na desmodulação um filtro suficiente-
mente próximo do ideal.
Isto significa que intrinsecamente o sistema não introduz distorsão, resultando esta, apenas,
,inevitável aproximação que se tem de usar na realização dos seus elementos.
25
b) Os impulsos ocorrem periôdicamente com uma duração constante ·T deste
modo, de intervalos regularmente distribuídos no tempo, que podem ser utilizados para
transmitir simultâneamente outras mensagens pelo mesmo canal de transmissão.
Sendo T a duração de cada impulso, será necessário dispor, pràticamente, para cada
e por período Tr dum tempo T 1. > T.
. O número de mensagens que se pode transmitir será :
N= Tr- Ts
Tt
(34)
em que T. representa um intervalo de tempo p<!fa transmitir um impulso destinado à sincronização
do distribuidor e separador dos impulsos correspondentes às diversas mensagens (Fig. 22).
O número de mensagens N está limitado superiormente pelo factor de multiplicidade.
Tr
7lm=--
T
Quando se utiliza uma modulação no tempo os impulsos ou variam em duração, ou se deslo-
cam em relação ao tempo tn definido por : .
n
tn = --- 'ZK
2 F
em que 'ZK é um tempo característico de cada mensagem.
Em qualquer das hipóteses isto significa que a ocorrência dos lados do impulso depende em
cada 'instante do sinal modulante, devendo reservar-se um intervalo Tt que inclua qualquer situação
possível. Evita-se, deste modo, que se sobreponham impulsos de mensagens vizinhas.
Je
.Silfcl"•lti.ZGf.d
I
Fig. 22
Tmruloo d•

t
Fig. 23
Na Fig. 23 exemplifica-se este facto com sucessões de impulsos moduladas em duração.
Concluímos, assim, que o sistema de modulação em amplitude conduz a um melhor aprovei-
tamento .do tempo.
A estas vantagens opõe-se o facto ·do sistema considerado ser mais vulnerável ao ruído do
que aqueles que utilizam sucessões modulaàas no tempo.
Isto é, o tempo de ocorrência e a duração dum impulso são características menos sensíveis ao
ruído do que a amplitude.
Teôricamente se os impulsos tivessem uma forma rectangular, os efeitos do ruído poderiam ser
completamente eliminados por um selector de amplitudes, que apenas deixasse passar (Fig. 24) ·
a porção de impulso compreendida entre os níveis N e M. Pràticamente, exi!?te sempre uma alte-
ração na ocorrência dos lados do impulso por estes apresentarem uma determinada inclinação.
26
eliminar
a a no tempo em todos os casos em que as
ticas canal de transmissão acarretam a dum nível importante de ruído.
Somos assim conduzidos a outras formas de modulação que serão estudadas em
princípios são os mesmos comunicação por meio de sucessões de
em amplitude; cada dado é transmitido
fig. 24 Fig. 25
porém, estudaremos um outro sistema de comunicação por impulsos, bastante
o qual utiliza como base a modulação em amplitude e é teoricamente das formas habi-
tuais de ruído.
O princípio deste sistema é o seguinte :
1) Inicialmente utiliza uma sucessão de impulsos modulada em amplitude.
Cada impulso é quantificado.
Entende-se por «quantificação» a operação pela qual cada impulso do amplitude Er.,r
D. D.
N !:::.---+ E<Er.,r<N 6 +--+E
2 2
é substituído por um impulso de amplitude N !:::. + E.
3) A amplitude N 6 + E é transmitida por um código que faz corresponder a N um grupo
de impulsos característico do código.
4) Estes impulsos são transmitidos, reconstituindo-se grupo recebido a amplitude N .l + E.
5) Constitui-se assim uma sucessão de impulsos que é desmodulada como se fosse uma
sucessão modulada em amplitude utilizando, portanto, um filtro passa-baixas de banda de
transmissão F.
Por princípio este sistema assenta numa aproximação que fisicamente se traduz na medida
amplitude com um erro 6. 2. Desde que 6. seja pequeno, em relação à amplitude
sinal, a distorsão reduz-se a valores insignificantes.
Relativamente do ruído, este só afectará a transmissão se destruir um ou mais
'""""..,"''"'' devendo notar-se que uma perturbação deste tipo tem aqui menos
um erro numa transmissão de símbolos, pois representa apenas a
mensagem SF que é apreciada somatório número de
T a duração da mensagem.
habituais que apenas se
grupo sendo sempre regenerar em
exactamente igual ao original.
a da
não
pressores
dos da sucessão sofrem
uma que no teremos uma diferente de Sz
seria a se as amplitudes não tivessem quantificadas, haverá pois
Note-se que as expressões analíticas de Si (t) e Sz serão simplesmente no
caso figuram as amplitudes quantificadas emquanto que no segundo aparecem as
correspondentes aos valores instantâneos de (12) 37).
Deste modo
Ll
compreendida entre E + N ~ ~ - e E
2
~
N ~ + - é substi-
2
tuída por um amplitude E + N o que significa que a operação de não tem inverso
portanto impossível corrigir este novo de
Trata-se duma distorsão que é intrínseca e característica do sistema considerado.
carácter acidental que se reveste é t:onhecida na prática por de quantificação».
Esboçada a natureza distorsão pelos sistemas em código passamos ao estudo
analítico da mesma.
À semelhança do que se fez anteriormente, analisaremos a distorsão comparando a função •
com a função
00
S2 (t) -= K 2; SF (tn)
sen 2 1:- F ( t - tn ~ to )
2 1\ F ( t - tn - to )
n=-oo
00
Si (t)----' K 2:
n= ~ oo
(tn) sen 2 r: F ( t- tn- to)
2 1t F ( t - tn - to )
em que Si (tn) representa uma amplitude quantificada.
(37)
S ~ (t) é exactamente a resposta que se obteria no desmodulador se usássemos um filtro ideal,
hipótese que facilita a presente análise.
valor instantâneo distorsão será· d
d (t) = s ~ (t) - (t) (38)
a escrita podemo-nos abstrair da constante proporcionalidade K e do
atrazo no tempo <<to ».
A distorsão será então·:
d
ou ainda
sendo
00
n=-oo
d
n . = ~ O O
sen 2 n: F(t-t,.,)
2 n: F (t-
sen 2 n: F (t- tn)
2 r: F (t-
(39)
n
tn=--
2 F
'Z=O
Determinemos, agora, o valor médio d% (t) de dl! (t).
-- .. 1JTt2
d2 (t) = hm T d2 (t) dt
T _.. oo - T/2
il'Sn sen! 21> F + · 1:' LlSm LlSn sen 21> F (t-tm) c;en 2 r. F (t-tn)
[21t F (t- tn)J' m=-00 n=-00 21> F (t- tm) i 1t F (t- tn)
00
n=-oo
m==/=n •
No. cálculo de (41) aparecem integrais da forma:
sen
2
2 r. F (t- tn)
[2 1> F (t-tn)]
2
sen 2 1> F (t - tn)
2 1> F (t- tn)
se calculam a partir da fórmula :
1
dt=--
2 F .
sen 2 1> F (t- tm)
·z 1> F (t - tm)
J
"
00
sen (x + n 1>) . sen (x + m r:) dx = r.
_
00
x + n 1> x + m r; ,,
m,n = inteiros O
=O
Fazendo uma mudança do variável
x=2r.Ft
e (44) resultam imediatamente os valores que se
Em face destes resultados (41) converte-se em:
d
2
(t) = lim
1
'f â2 Sn .
1
T-+00 Tn=-oo 2F
d
2
(t) = lim
T-+ oo
1
00
1: Ll
2
Sn
n=-oo 2FT
dt =o
m=Fn
m=n
m==/=n
(41)
(42)
(43)
(44)
(45)
(46)
2 FT representa, quaqdo T-+ 00 I o número de impulsos N, esta expressão poderá ainda
d
2
(t} = lim
N=2n+1
(47)
;n __.. 00
Ji'''&) ê, pori:ani:o, o valor mêdio do quadrado dos desvios L\ Sn os quais, pela def'iniçâo que se deu
de quantificação, poderão tomar qualquer valor x tal que:
L\ L\
-2< X <z (48)
Deste modo podemos calcular d
2
(t) a partir de :
d
2
(t) = x
2
p (x) dx
-- j'!J./2
(49)
-tJ./2
em que p (x) representa a probabilidade do desvio L\ Sn tomar um valor compreendido entre x
e (x + dx).
Como todos os desvios são igualmente prováveis :
resultando para d
2
(t)
dx
p (x) = Ll
d
2
(t) = - x
2
dx = --
-- 1 Jl::,./2 L\!l
L\ -6/2 12
Chegamos, assim, ao valor médio do quadrado da distor'são que é portanto
L\2
12
Função quantificada OtJ. [ SF (t)]
Estabelecido este resultado é oportuno, agora, introduzir a noção de função quantificada
(50)
(51)
(52)
Q!J. [ SF (t) ] (53)
que representará, relativamente a SF (t), a função modulante da sucessão de impulsos cujas ampli-
tudes foram quantificadas. De acordo com (35) QtJ. [ SF (t)] terá a seguinte definição:
QtJ. [ SF (t) ] = N L\+ E
quando
L\ L\
N Ã -
2
+ E< SF (t) < N L\+ 2 + E
(54)
------------------- ~ - - - - - - - --- -"":"---
l
·3.d!.z -------------- ____ .;_ ___ ----.-.-----
Fig. 26
Na Fig. 26 representa-se SF (t) e QtJ. [ SF (t) ] para E= O.
Geometricamente é fácil relacionar SF (t) e Ql [ SF (t)]; na Fig. 27 mostra-se que a função
quantificada Rode-se obter de SF (t), mediante uma função em escada v= q (U.) referida ao nível E.
Se quizermos exprimir analiticamente Q.1 [ SF (t)] bastará 'substituir «U» por SF (t) em q (u)
QtJ. [ SF(t)] = q ( SF(t) ), E = o (55)
restando determinar a expressão analítica de q (u).
30
se
em dente de serra
deste a
Fig. 27
q
c;g A cos n '- 2 >. n
-"' u ---- sen --- u
n=l nr; L\
anaHtica
00
.! â
n=[
cos n 1. 2 >. n
---- sen --- Sr
n-n; L\
=Sr
u
Fig. 28
A semelhança do que fizemos anteriormente podemos
distorsão instantânea:
para a quantificada uma
dQ (t) = [Sr (t)] - SF (t)
Em todas as figuras, por simplificação, tomou-se sempre E= O.
A de
de
em que
(t)
o vamos fazer urna
ser sinusoidal :
Sr (t) = A sen úl t
em (57) Sr por A sen w t
sen r,) t] =A sen úl t +
00
00
"'
""
n=l
00
sucessivamente:
cos n -r: 2 r. n
â sen --- A sen w t
nr. L\
= A sen r,l t + .! 11
cos n r.
2: sen K (,l t
n · ~ l k=l
k=impar
Bessel K . Invertendo os
cos n r;
00
2: 2 L} sen K r,1 t A sen c,, t +
n=l nr.
k= impar
(58)
para o caso
:n
e finalmente :

Qti [A sen ''l t] = A sen oo t + 2:
k=l
k=impar
em que BK tem a expressão
BK sen K Ú• t
00
BK = 2: 2 ~
n=l
cos n r.
nr.
JK (2 r. n A)
\ ~
A distorsão dQ (t) terá portartto a expressão
00
dQ (t) = 2: BK sen K w t
k=l
k=impar
donde se conclui que é uma função periódica só com harmónicas ímpares de «h>.
(60)
(61)
Vejamos agora qual a relação que existe entre a distorsão dQ (t) e a distorsão d (t) que real-
mente se observa na desmodulação, as quais são, evidentemente, diferentes.
Seja w, = 2 1t' fr em que f, é a frequência de repetição e F = fr I 2 a banda de transmissão
do filtro desmodulador.
Todas as frequências de dQ {t) que satisfaçam a
incluem-se directamente em d (t).
A qualquer frequência h de dQ (t) tal que
corresponderá em d (t) uma frequência
+ [f.-ft]
que resulta duma bánda lateral de frequência de repetição.
Se Í!. estiver compreendida entre 3 fr I 2 e 5 fr I 2, teremos em d (t) uma freqttência + [ ft- 2 fr]
que provém duma banda lateral de 2 fr e assim sucessivamente.
Conclusão:
1) -Todas as frequências de dQ (t) influem na distorsão instantânea d (t). A acção das fre-
quências superiores a F faz-se sentir dum modo indirecto através das bandas laterais dos múltiplos
n fr da frequência de repetição. Neste caso as amplitudes sofrem uma redução de
1 Tr T
-- sen n -r;--
n-r; T T.
que para impulsos muito curtos é pràticamente a unidade, podendo admitir-se que as amplitudes se
mantêm (Experiências correspondentes às fotografias 21 a 24).
2) - Se as frequências das bandas laterais não coincidirem entre si ou com as que directa-
mente se contêm no intervalo (O a F), os valores médios de dQ e ~ d
2
(t) são os mesmos, desde que
os impulsos sejam infinitesimais.
Neste caso, poderíamos então concluir a igualdade dos valores médios de d
2
(t) e dQ (t).
1 JT;2 .
1
·· ~ T / 2 '
lim - d2(t) dt = lim -j dQ(t) dt
T-+ 00 T -T/2 T-+ 00 T -T/2
(62)
32
a
f de já haveria
ter um espectro
esta sempre, o que significa que
não é válida a conclusão (62).
Há pois necessidade de estudar analiticamente e interpretar convenientemente o caso de
apresentar um contínuo; essa análise vai feita no Apêndice III.
Por via diversa vamos, no entanto, demonstrar que, estatisticamente, na d ter um
valor pequeno e SF oscilar entre amplitudes que incluam um número de níveis .ó. «O
de (t) é aproximadamente igual ao valor médio de anteriormente estabelecido».
Jf
Jt"

o

Jt
( 8,)
Fig. 26
Consideremos, para isso, a Fig. 29-a onde se representa Sr (t) a função quantificada e o
módulo de dQ (t).
Como se vê, I dQ (t) I tem uma variação triangular com valores máximos de d/2, exceptuan-
do-se a região correspondente ao máximo.
Se .ó. for pequeno, Sr (t) coincidirá, aproximadamente, entre dois níveis com a tangente tirada
no ponto intermédio, sendo portanto a variação pràticamente triangular (Fig. 29-b).
Se Sr (t) tiver uma variação tal que inclua um grande número de níveis, a maior parte
contribuições para I (t) I serão da forma triangular, desprezando-se as referidas excepções.
Consiste a aproximação do presente cálculo admitir-se que por cada intervalo .ó. o módulo
I varia segundo o modo que se indica na Fig. 29-b.
Calculemos nessa hipótese :
para ot'
para d t"
Utilizaremos agora este

Hm-
T
T__,..oo
(t) d t

z ae

2 c t"
.ó.2
=-- ot
12
para calcular o médio
(64)
vindo:
em que os citK representam os intervalos de tempo correspondentes a cada contribuição triangular.
Obtem-se, assim, um resultado que é exactamente igual ao valor médio do quadrado de d2 (t)
anteriormente determinado.
Podemos, assim, concluir que embora d (t) seja distinta de dQ (tL os valores médios dos seus
quadrados são, dentro das aproximações admitidas, iguais, pelo que a função dQ (t) é apropriada
para o estudo da distorsão do sistema.
Consideremos agora o valor relativo da distorsão, o qual será definido por d,
ou seja, a raiz quadrada do quociente dos valores médios dos quadrados de dQ (t) e SF (t).
Como o numerador tem um valor constante
d, dependerá do valor médio de 5
2
F (t).

12
(67)
Se SF (t) oscilar entre limites de pequena amplitude d, assumirá elevados, o que resulta
de nessas condições a função quantificada ser já uma aproximação muito grosseira de SF (t). Isto
poderia evitar-se se reduzíssemos a um valor muito pequeno tendo-se, assim, um elevado número
de níveis, o que conduziria a sistemas tecnicamente difíceis e pouco económicos.
A solução mais simples e racional será abandonar uma quantificação uniforme e usar uma
variação .1 que dependa da amplitude quantificada e que será logicamente uma função crescente
desta. A função v= q (u) passa a ter d aspecto que se representa na Figura 30.
Esta solução é mais viável relativamente ao número de níveis que utiliza, mas ainda é tecni-
camente difícil de realizar.
Na prática tem-se usado um processo que simula
uma quantificação não uniforme, e que consiste em uti-
lizar um «compressor» que antes da quantificação dá
maior relevo às pequenas amplitudes, sendo, em seguida,
a saída do compressor quantificada uniformemente.
Na recepção, a sucessão de impulsos constituída,
antes de desmodulada, atravessa um «expansor» que,
por uma acção inversa, confere à função modulante as
características duma função quantificada não uniforme-
mente.
No quadro n.
0
4 mostra-se a característica dum
compressor, SF (t) e a saída do compressor.
A saída do compressor é _agora quantificada, sendo
fácil reconstituir qual é a quantificação não uniforme equivalente.
v
Fig. 30
No mesmo quadro representa-se ainda a forma da função v= q (u) correspondente.
Notemos que para uma quantificação não uniforme SF (t) já não intersecta Q [ SF (t] no ponto
médio da diferença de nível, pelo que a distribuição triangular de I dei (t) I tem o aspecto que se
indica na Fig . .31 ; para valores de pequenos podemos no entanto continuar a admitir que é a
mesma e que, portanto, para uma diferença de nível LlK teremos ainda:
No Apêndice IV discute-se detalhadamente a validade da aproximação feita.
34
!J
C0/'1PRE$SOR
/ ...
Q-4-
Q.UANTIFICAÇAO EQ.UIVAJ.ENTE
F
J- !;stabelecimento da lorma do compressor
t
Vamos agora estabelecer qual a forma mais conveniente do compressor; recorremos para isso
à expressão da distorsão relativa" dr" (67)
l!T/2
- d'Q (t) dt
T -T/2
(68)
T-+oo
l!T/2
-. S'F (t) dt
T -T/2
Seja 5
2
FK o valor médio de 5
11
F (t) no intervalo otK; de acordo com os resultados anteriores
teremos:
(69)
35
Substituamos em (69) SFK por MK, amplitude correspondente ao ponto médio do intervalo
6K
1
a qual difere pouco de SFK sempre que MK » 6K. Virá então:
Fig. 31
D.?
2: _K_ OtK
K 12
2: Mk ÕtK
K
(70)
No Apêndice III discute-se tam-
bém a validade desta aproximação. Se
impusermos a condição de
61{

MK
(71)
obtemos um resultado interessante
d
2
= (72)
r 12
Isto é, quando o compressor satisfizer a (71)
6K
-- = 6r = constante
MK
a distorsão relativa dr é, pràticamente, independente de SF (t) tendo o seu quadrado o valor:
(72)
A relação (71) vai-nos permitir estabelecer a forma do compressor mais conveniente, que será
aquele em que a distorsão relativa é independente de SF (t).

.4
"+1----.fr
Fig. 32
(72) poderá ainda escrever-se:
36
Na fig. 32 representamos por f (x) a função que pre-
tendemos determinar.
A con,dição (71)
é equivalente a:

f' (x)
1

X
que resulta de se ter posto x = Mk
x=Mk
e da relação

..::: f' (x)
(71)
(72)
(73)
(74)
(75)
que
uma que a
y = 1 + y log ( )
em que Y = f
Podemos agora uma condição : para Xmáx • x=y=A tomará então, a
=1+
A
Designando por «n» o «número de níveis que se rnnt;;,.,... na
converte-se em :
+A» n = 2
_L=l + __?:_
A n!lr
que representa a característica pretendida.
Vejamos agora se
= 1 + -
2
-log (__2<_)
A n !J.r A
(78)
é compatível com a forma geral que se exige à característica dum compressor.
Do quadro n.
0
4, conclui-se que f (x) deverá ser uma função ímpar, condição a
(78), entendendo-se assim que, para x,y <O, a característica é definida por
que não satis-
y 2 ( X)
-A
(78-a)
Fig. 33
e que, na vizinhança da origem, é substituída pela tan-
gente comum a (78) e (78-a), fig. 33.
Para valores convenientes de (n ) o ponto xo em
que «y» se anula é suficientemente próximo da origem
para que, pràticamente, se possa admitir que é cons-
tante e igual a
Determinemos, agora, o valor x, e as coorde-
do ponto tangência ( XT, YT ).
XT representa a menor amplitude x que ainda satis-
faz à
f
1
(x) X
significa que quando
do sinaL
(t) se contiver no
(- XT, XT) a
De tiramos as
X o 1
--=----
A
n llr
2
A
11 llr
2
se
que se tornar tão pequeno
suficientemente
2
=---
A n
para o que
37
Impondo a xo/ A o valor 1/M teremos :
X
0
1
-
--=--
A M A M
e ainda:
=log M
determinando-se para a distorsão relativa
dr= __ Â_r __
vu
Obtemos, assim, os seguintes resultados:
YT
A
1
log M
(79-a)
{80)
(81)
1) - Para uma dada característica, M = constante; a distorsão relativa é inversamente pro-
porcional ao número «n» de níveis que se utiliza.
2) - A. distorsão «dr» só é constante, em rigor, se em toda a sua duração I SF (t) J > XT.
3) - É sempre possível tornar XT suficientemente pequeno para que em média «dr» se possa
considerar, pràticamente, constante.
4) - Se impusermos que XT seja igual a •.;M, a distorsão Telativa assumirá o valor
dr= log M
v3n
proporcional, para um dado «n», ao logaritmo de «M».
Isto significa, em última análise, que o facto de tornarmos «dr» constante para amplitudes
muito pequenas, implica que a maior parte dos níveis se concentre na vizinhança da origem, tor-
nando-se os intervalos ÂK muito grandes para as amplitudes próximas do máximo, o que se traduz
por um aumento de Âr e consequente agravamento de dr.
i< i< i<
Posto isto, vamos aplicar a teoria exposta à determinação duma característica para o caso
concreto de ser n = 127 que representa um número que tem sido utilizado na prática.
Vamos impor a M o valor de 100, a que corresponde:
(
X
0
) 1
A = M = 0 , 0 ~
vindo para
- =-=0027
(
XT) e
A M I
Âr =
2
log M = 0,072 = 0,07
n
e finalmente para a distorsão relativa :
( YAT) = -::--1-
\ log M = 0,22
dr= Âr_ = log M = 0,0209 = 0,02 =- 34 db
V 12 V 3 n
No quadro n.o 5 representamos, curva A, a característica correspondente a estes valores;
mostram-se ainda, para as amplitudes próximas do máximo, a correspondêncià entre os intervalos
ÂK (x) e os intervalos constantes da quantificação unif'arme (y).
31
CAl! AC TEI!ISTICA DO CONPI!ESSOI!
!:JII'
'
'
'
A .La
'
'
'
QUANTIFICAÇÃO NÃO UNIFOI!NE
n. IZ7

8
Q-5
CARACTERiSriCA
EXPEI!INENTAL- Hcac.lu,
rw:f·
Como se pode observar, só para os valores vizinhos de se nota um afastamento sensível
entre a tangente e a curva logarítmica, que se representa nesta região a tracejado.
jf$,:1'1
Analisemos agora qual seria a distorsão relativa duma sinusóide de amplitude A no caso de
usar uma quantificação uniforme e o número de níveis ser·como anteriormente 127.
por o valor constante de cada intervalo entre níveis, teremos :
ó que conduz a :
Valor médio de dci (t)
Valor médio de (t)
dr= & I (t)
v (t)
2
= --= --- = 0,0064 .-:-:.--
A v6 n2A v6 3
n2A 127
Se reduzirmos a amplitude a 1/10 teremos :
Estes números mostram que o facto de termos uma distorsão relativa constante acarreta para
dr Úm valor três vezes maior ·do que se observaria na quantificação uniforme quando SF (t) é uma
de amplitude igual ao valor máximo A.
. Em compensação, quando a amplitude se reduz a 1/10 já a distorsão na quantificação uniforme
se torna três vezes maior que o valor constante 0,02.
Mais significativo do que isto é talvez notar-se que para uma amplitude de A/10 o sinal con-
tém entre os valores máximo e mínimo :
13 níveis na quantificação uniforme, enquanto que para o compressor cuja
característica se estabeleceu, contém 63.
39
Daqui se pode avaliar as possibilidades dum e doutro processos em relação a sinais de
pequena amplitude.
* * *
Vamos agora estabelecer um critério objectivo para a determinação de M, impondo-se que M
seja tal que o menor sinal que interessa distinguir, seja quantificado por 11 níveis, entre
máximo e mínimo fixando-se a sua amplitude Xm = 5 .:l .
Como para essas amplitudes a curva é substituída pela tangente, teremos uma quantificação
uniforme, o que acarreta para um SF (t) sinusóidal uma distorsão relativa de:
dr =-.:l- =--
1
-=8°/o
Xm VÓ 5
Determinemos agora M .
Seja, então, (xm/A) a mínima amplitude que interessa distinguir e n o número de níveis em 2 A.
No eixo dos y corresponderá a (xm/A) uma amplitude (ym/A) estando relacionadas por:
em que XT e YT são as coordenadas do ponto de tangência. Utilizando as expressões (79-a) de
XT e YT em função de M virá :
elogM
(y:) = (
M
( ) , por outro lado, corresponde a 5 .:l e, portanto, pode ser expressa por :
5 10
Ym
--=
A
n
o que, substituído na expressão anterior, conduz a :
10 _ ( Xm)
--- --
n A
M
elogM
Uma vez que se conheça ( , M fica determinado; resta agora estabelecer o valor conve-
niente da amplitude mínima.
Numa conversação normal encontramos diferenças de nível da ordem dos 40 db; se admitir- ·
mos que se fala muito baixo e muito alto poder-se-á admitir uma variação de 60 db.
Tratando-se dum sistema de telefonia ( :m) deverá ter, consoante o grau de discriminação
que se exija valores compreendidos entre 0,01 e 0,001.
0,01 - 40 db
(
Xm) = 0,001
A I
-- 60 db
Para estes limites obtemos os seguintes valores :
(X:)
-- 40 db
M
M= 98 dr = 0,020 - 34 db
elogM
= 7,87
60 db
M
= 78,7 M = 1540 dr = O ,033 - 30 db
elogM
40
XT
= 0,027
A
e ~ = 0,0016
A
valores estes que, como se previu, contêm X m/ A o que sucederá sempre que
10 1
-<--= Yr
n log M
i< i< i<
A característica estabelecida para M = 100 corresponde, portanto; aproximadamente ao primeiro
caso admitido ( x: ) = 0,01.
Se quizéssemos manter dr constante e ao mesmo tempo ex1g1ssemos uma discriminação de
amplitudes mínimas da ordem de 60 db, já M teria que ser muito maior não resultando daí um
grande agravamento para a distorsão, visto que é proporcional ao logaritmo.
Parece-nos razoável que, na prática, se possa adoptar uma solução que consistirá em seguir,
até. amplitudes pequenas, a curva teórica para M::. 100 e para as amplitudes menores introduzir um
afastamento que se traduza por uma inclinação na origem, maior do que a correspondente a este
valor de M.
Como, em média, as pequenas amplitudes têm pouca influência para a distorsão, consegue-se
assim ter um número de níveis razoável para as pequenas amplitudes e ao mesmo tempo manter,
em média, um valor baixo de dr.
No quadro n.o 5 apresentamos a tracejado uma característica (B) que foi utilizada na prática
por Meachan e Peterson num sistema experimental de comunicação por impulsos em código e no
qual se usou n = 127.
Este sistema vem descrito num artigo da revista « The Bell System Technical Journal » -Janeiro
-1948, sob o título «An Experimental Multichannel Pulse-Code Modulation System of Toll Quality.
Os autores não dão a expressão analítica da caractertstica do compressor nem o critério que
utilizaram no seu estabelecimento, limitando-se a apresentá-la. Indicam, no entanto, o processo
utilizado na realização prática do compressor, a que corresponde o esquema que figura na parte
inferior do quadro.
A curva prática coincide aproximadamente com a curva teórica que estabelecemos para M = 100,
apresentando na vizinhança da origem uma inclinação superior.
Os autores não indicam valores da distorsão.
O método que utilizamos supomos que é originat não sendo do nosso conhecimento nenhum
processo directo de estabelecimento da curva do compressor.
"' Não queremos, no entanto, terminar este capítulo, sem fazer referência a um resultado obtido
por: «Panter» Quantization Distortion in Pulse-Count Modulation With Nonuniform Spacing of
Leveis «Proceedings of the Institute of Radio Engineers», Janeiro 1951.
No referido artigo, o autor não deduz a característica partindo duma função logarítmica
VJ = ___ V ___ log (1 + fL Vvt)
log (1 + p.)
em que:
V= A X= Vi e
Y . v:a
41
e utilizando um método diferente de análise, demonstra que a distorsão, no caso do sinal abranger
um número elevado de níveis, é:
em que D = d,, N = n e c é a relação do valor máximo para a raiz quadrada do valor médio do
quadrado do sinal.
Desde que p. » c , a distorsão vem :
independente do sinal.
os resultados D = log (
1
+ P)
v3N
Quando p. » 1, a curva estabelecida pelo autor coincide pràticamente com a nossa, o mesmo
sucedendo à distorsão.
* * *
Os dois trabalhos a que nos referimos são aqueles que, sendo do nosso conhecimento, mais
directamente se relacionam com os resultados a que chegámos.
K- Realização de códigos. Ouantificação e Codificação
Consideremos, agora, as operações fundamentais do sistema que vimos estudando: a quanti-
ficação e codificação, estabelecendo-se alguns conceitos fundamentais e salientando-se aspectos
essenciais para a realização prática destas operações.
Ordenadamente, teremos então :
a) Quantificação de amplitudes era, como se viu, a operação pela qual se fazia corresponder
a cada amplitude EN satisfazendo a :
N -:- - P ... -1, o, 1 . . P (35) (84)
uma amplitude
Poder-se-ia usar outra definição; escolhemos esta.
b) As amplitudes quantificadas formam, deste modo, um conjunto discreto com n elementos
em que «n» representa o número de níveis que se utiliza.
c) A maneira mais simples de identificar estas amplitudes é numerá-las por ordem crescente,
usando a seguinte correspondência: .
(P -1) Ll +E
2
E
P+1
(85)
d) «E» representa um nível de referência.' Tomando-se como basE;! de estudo as sucessões de
impulsos moduladas em amplitude, «E» será a amplitude dos impulsos na ausência do sinal
modulante.
e) A função quantificada Q [SF (t)] modulando uma sucessão de impulsos traduzia, como se
viu, a operação .de quantificação, convindo notar que existem situações em que o não faz correcta ....
mente, o que sucede sempre que o impulso coincidir com uma discontinuidade de Q [SF{t)] Fig. 34.
42
E+fAI+fJt1
E f"lllu Ajz
T
Jr
t
Fig. 34
Admitindo que os impulsos
indeterminação.
têm duração infinitesimal estabelece-se, no referido caso, uma
Efectivamente a amplitude
do impulso assumiria, analiticamente, o valor
se definíssemos Q [SF(t)], no instante cor-
respondente, pela média aritmética dos limi-
tes à esquerda e à direita.
Sob o ponto de vista físico, a modula-
ção é essencialmente uma operação de carác-
ter geométrico e assim Q [SF (t)] modulando
uma sucessão de impulsos infinitesimais cria
situações indeterminadas ou mistas no caso
dos impulsos terem duração finita.
I -Domlnio Je
Ponlo i.oslável
Fig. 35
Na prática o problema resolve,-se com o uso dum sistema que denominaremos «quantificador».
f) Quantificador será todo o dispositivo que estabeleceí de modo conveniente, a quantificação.
Satisfazendo a esta condição todo o sistema que transforma um conjunto de intervalos contíguos
-domÍnio de existência duma variável- nYJU COnjunto de intervalos disjuntos •
Uma grandeza que variasse proporcionalmente à amplitude dos impulsos, antes de quantifi-
cada, poderia assumir qualquer valor duma escala contínua. O quantificador transforma o domínio
de existência num conjunto de intervalos disjuntos havendo uma correspondência biunívoca entre
os pontos dos intervalos LlN e LlQN.
As amplitudes E + N Â + Ã/2 representam estados instáveis dando-se sempre preferência
final pelo ponto mais elevado de LlQN ou o mais baixo de (Figura 35).
"' g) Codificação será a operação pela qual se faz corres:ponder, a cada intervalo ÂQN, um
grupo de símbolos que pela alínea c) (85) será a tradução do número inteiro I = P + N + 1.
L-- Códigos usuais. Códigos binários. Descodificação
Um processo simples e usaal de codificar amplitudes E + N b consiste em fazer corresponder
ao número I
I=P+N+I
43
uma impulsos que
b:
sua natureza e os K
I escrito na
+
b+ + ... + AK-1 b
entendendo-se que I
Podemos deste modo, incluindo I = O, transmitir
diferentes.
Na prática os impulsos distinguem-se atribuindo a
b unidades.
Consideraremos apenas o primeiro caso.
usando K de
impulso do uma amplitude
· Supondo, por exemplo, que usávamos b = 5 e K = 3, poderíamos transmitir = 125 ampli-
tudes. Se I fosse a teríamos :
14s = 024 = 4 + 2 X 5 + O X
e a amplitude correspondente seria transmitida do modo seguinte:
Um impulso de 4 unidades a que se seguiriam respectivamente dois impulsos de «2» e «O» unidades.
Este último representaria uma ausência de sinal no intervalo, que lhe era destinado Fig. 36.
Deste modo o código mais simples é o binário b = 2 que utiliza apenas impulsos
zero unidades.
uma ou
Se usarmos b = 2 e K = 7 poderemos transmitir 128 amplitudes, sendo I = 23 representado
sequência (1110100) Fig. 37, uma vez que 232 se escreve:
232 = 0010111 = 1 + 1 X 2 + 1 X 2
2
O X + 1 X 2
4
o x 2
5
convencionando-se, assim, que os impulsos são transmitidos pela ordem
Ao ... AK-t
fJ
Fig. 36 Fig. 37
No sistema de quantificação que temos considerado o número de amplitudes é 2 P + 1 e,
ímpar. No caso de ser K = 7, apenas se transmitirão 127 amplitudes, outros
quantificação em que se transmitem 128, os I = O.
Para o nosso caso, K o número de impulsos
-1 = 2P 1 ------+ P = zK-l - 1
44
A este tipo de codificação binária corresponde um processo simples de descodificação concebido
por Shannon, o qual foi utilizado no sistema experimental realizado por Meachan e Peterson e que
consiste no seguinte :
Por cada impulso Ai = 1 da sequência
Ai= o ou 1
um condensador recebe uma variação constante «q» da sua carga, descarregando-se em seguida com
uma lei exponencial : ·
tal que:
• -pt
-pT
1
1
• =-
/ 2
(84)
em que T1 é o intervalo entre eixos de impulsos consecutivos. É fácil estabelecer o seguinte resultado :
«Tt segundos após a ocorrência do eixo do último impulso, mesmo que seja nulo, a tensão no
condensador é proporcional a I».
Exemplifiquemos com um sistema em que K = 4
e suponhamos que quando Aj = 1 o condensador recebe uma carga que varia a sua tensão de
16 unidades.
Como o sistema é linear podemos sobrepor a acção dos diferentes impulsos. Sendo assim a
tensão no condensador, observada Tt segundos após a ocorrência do ú l ~ i m o impulso, será
Ec = 16 Ao E-
4
pT1 + 16 A1 E-
3
pTi + 16 A2 E-
2
pT1 + 16 Aa é:- pT1
(88)
c orno se admitiu que
• I
v1ra:
que é exactamente a expressão do número I em função dos algarismos correspondentes à base 2.
Referida a um certo nível a amplitude do condensador é equivalente a :
I ~ + E' = (N + P + 1) ~ + E' ~ N ~ + E (89)
* * *
Vejamos agora a maneira prática de realizar a quantificação das amplitudes e a respectiva
codificação. Dos vários processos que têm sido experimentados descreveremos apenas um que, pela
sua simplicidade e eficiência representa um avanço técnico importante para a generalização futura
deste sistema.
A quantificação e codificação são feitas simultâneamente num tubo especial de raios catódicos
cuja concepção se deve a Lewellin, reduzindo-se a descrição aos seus ãspectvs essenciais (Quadro _n.o 6).
Fundamentalmente o tubo é constituído pelas habituais placas de deflectoras, x e y, e por uma
placa colectora dos electrões do feixe, a qual está protegida por uma chapa código.
O feixe electrónico s6 poderá atingir a placa se passar através dos espaços, praticados na
chapa, cujo número e distribuição representam a escrita, por ordem inversa, dum número I na
base 2. Um espaço é o algarismo «1»; uma obstrução o algarismo «0».
45
CÓDIGO BINÁRIO 11-4.
~
•!IA
I:Y Q-6
IV.
13
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o o
--
-
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J
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~
-
1
o
-
- l•iiA
O princípio básico de funcionamento é o seguinte :
Cada impulso duma sucessão modulada em amplitude carrega um condensador que, quando
o impulso terminar, terá uma tensão Vc correspondente ao valor da amplitude nesse instante
(fig. 38). .
A tensão V c é agora mantida por algum tempo durante o qual actuará nas pJacas deflector as
«Y» deslocando-se o feixe, verticalmente, para um nível correspondente a Vc .
Durante este tempo uma tensão em dente de serra obriga o feixe a deslocar-se horizontal-
mente, encontrando este no seu percurso um· determinado número de espaços.
A cada espaço corresponderá um impulso na corrente de placa obtendo-se assim numa resis-
tência uma tensão que será uma sequência de impulsos.
A tensão que actua nas placas «y» terá a forma duma sucessão modulada em que os impulsos
mantêm a amplitude correspondente a um valor instantâneo do sinal modulante supondo-se, claro
está, que as polarizações são tais que horizontalmente o feixe está no início à esquerda e que verti-
calmente, à amplitude média E corresponde o nível N =O a meio da chapa (fig. 39).
t
Fig. 38 Fig. 39
No canto superior esquerdo do quadro n.
0
6 representa-se a correspondênCia entre as ampli-
tudes y e os espaços que o feixe encontra quando varre horizontalmente a chapa código. Esta
representa um código binário de K = 4 em que
p = 2K-J -1 = 8 - 1 ="7
correspondendo a N = ú o número de c6digo
I=N+P+1=0+7+1=8
Representam-se ainda as sequências de impulsos correspondentes a cada nível.
* * *
Falta agora evidenciar a acção do quantificador pois que, se a amplitude for por exemplo
E + ll / 2, o feixe encontrará a chapa na linha de separação dos níveis 8 e 9 dando lugar a duas
sequências de impulsos. Efectivamente o feixe nestas condições passará parcialmente pelos espaços
· · dos dois níveis.
o N+f
Grelfua
:;- -------------- o
DN+t

o
Fig. 40'
O tubo realiza assim simultâneamente as
«chapa código».
O sistema quantificador é, neste caso,
uma grelha constituída por fios paralelos ho-
rizontalmente dispostos que o feixe é obrigado
a atravessar antes de atingir o plano da chapa
(fig. 40).
O feixe electrónico é tal que encontra
sempre dois fios consecutivos donde resulta
uma corrente de grelha captada por estes,
que é função do deslocamento vertical do
feixe.
Esta corrente é utilizada num sistema
de reacção que conjuntamente com a tensão
V c, anteriormente considerada, actua nas pla-
cas deflectoras y.
O resultado final desta acção é o feixe
ser compelido a tomar uma posição dum do-
mínio de estabilidade DN tal que só encon-
trará os espaços correspondentes a um único
nível.
funções de quantificador «grelha» e codificador
,..
Outra função da grelha é conservar o feixe no nível inicialmente escolhido durante o desloca-
mento horizontal sendo a duração da sequência função da tensão em dente de serra que se usa.
Uma descrição pormenorizada deste tubo na revista The Bell System T. ]. -Janeiro
-1948- R. W. Sears- «Electron Beam Deflection Tube for Pulse Code Modulation».
No referido artigo descreve-se um tubo do tipo considerado que utiliza sequências de 7
impulsos e que foi utilizado no sistema experimental que já mencionámos; note-se que, aqui,
0 tubo está preparado para !ler actuado por sucessões moduladas simetricamente. e utiliza uma defi-
nição de codificação diferente, em relação à qual se podem, no entanto, tirar as mesmas conclusões.
M -· Conclusão final
Do estudo feito nesta;p,r,imeira parte concluímos fundamentalmente o seguinte :
1) A realização dum sistema racional de comunicação por impulsos impÜca um condiciona-
mento da fonte de informação no domínio da frequência;
3) Existe uma fórmula da
(X)
Sr (t) = 2:
n=- oo
por
n
sen 2 rr F (t-tn)
21t f (t-tn)
Ín = --- 'Z
2F
que traduz um sistema comunicação por
O sistema é, aquele que teoricamente se considerar em primeiro
5) O sistema pode ser realizado pràticamente. A distorsão intrínseca que introduz depende
apenas dos filtros que utiliza e reduzir-se a valores insignificantes.
6) Pela forma como o tempo é é o mais apropriado para a realização de sistemas
múltiplos.
* * *
7) Qualitativamente evidenciou-se que a modulação em amplitude é a forma mais vulnerável
ao ruído, preferindo-se na prática a modulação no tempo.
8) Um outro processo evitar este inconveniente é a modulação em código.
9) Um código com um número finito de elementos implica apenas ser possível transmitir um
número finito de amplitudes forma
10) As amplitudes têm de ser quantificadas.
11) Um sistema em código é pràticamente livre das formas habituais de ruído e afigura-se
importância capital para longas transmissões podendo-se por regenerações sucessivas tornar a qualidade
transmissão independente da distância.
À parte a alteração duma sequência de impulsos evitável por uma regeneração rn'""'n
o sistema teoricamente não é vulnerável ao ruído.
12) Em contrapartida a quantificação introduz uma distorsão a qual, pelo ocasional
que pode tomar, é conhecida na prática por da quantificação».
13) O sistema apresenta uma distorsão intrínseca.
14) Utilizando um compressor amplitudes podemos tornar a distorsão relativa « d,. ,
pràticamente :independente sendo o seu valor dado por :
15) Foi um critério para
Na prática os códigos de maior facilidade de são os
É viável, neste caso, o emprego n = 127 ou 128.
Para este número, M é escolhido de com as características normais
e estabeleceu-se para a distorsão relativa um valor
18)- A codificação, resolvendo o
um intervalo correspondente à
níveis No sistema binário temos n =
por cada
41
uma distorsão e ocupa no
aumenta com o número
cada sequência.
a n.
19) Sendo [2F] o número de impulsos transmitidos na unidade de tempo por um sistema de
modulação em amplitude, um sistema em código binário com sequências de K impulsos transmitirá
na unidade de tempo [2 F K] impulsos.
Isto significa que teoricamente a largura de sonda dum sistema em código é K vezes maior da
que se exige para um sistema de modulação em amplitude.
20) A comunicação em código binário faz-se à custa duma utilização do tempo podendo-se
considerar deste modo como uma forma especial de modulação no tempo.
* * *
Destas considerações resulta que a modulação em amplitude é uma forma básica de modulação
e traduz a possibilidade prática da realização dum sistema racional de comunicação por impulsos.
Os sistemas em códigos são o complemento natural da modulação em amplitude e resolvem o
problema do ruído tornando-o independente da distância.
Os princípios que regem o comportamento deste conjunto constituem assim os princípios teó-
ricos da comunicação por impulsos.
Estudaremos em seguida a modulação no tempo que é, de certo modo, uma forma intermé-
dia entre a modulação de amplitude simples e os sistemas em código utilizando sequências de K
impulsos.
2 - MODULAÇÃO DE SUCESSÕES NO TEMPO
A - Método geral de estudo. Expressão analítica da modulação no tempo
Como vamos demonstrar, existe uma forma simples de exprimir analiticamente a modulação
no tempo.
A referida expressão devidamente particularizada conduz aos tipos usuais de modulação esta-
belecendo-se assim um método geral de estudo.
Consideremos (Fig. 41) uma sucessão periódica de impulsos rectângulares de duração T,
amplitude E e período de repetição T, = 1/f,.
Y:ltJ=t
u;. ------------------------- -
Relativamente à ocorrência dos impulsos a su-
cessão considerada poderia ser definida impondo aos
tempos tna e tnb correspondentes ao início e fim de
cada impulso a condição de :
r,
_fl
I I
n T, = tna
n T, = tnb- T (91)
o que fàcilmente se deduz da construção geométrica
que se apresenta (Figura 41).
As equações (91) correspondem as funções
\jia (t) = t
h (t) = t- T (92)
~ - - n ~ ! - - - - - - ~ ~ T L - - - - •
_ .,.... _j L ~ que definem, relativamente a uma dada frequência
t, .. t,,. t., .. tzb « f, »
1
a lei de ocorrência dos impulsos e a sua du-
Fig. 41 ração.
49
::.e a
que
da su-
número médio de
tempo.
'fa serão as funções que carac-
terizam o modulação e serão deno-
minadas «funções características» admitin-
do-se que são tais que :
Como fàdlmente se conclui figura,
esta definição contem qualquer formas
usuais de modulação no tempo. Consideremos
agora a correspondente expressão analítica·
Posto isto, diremos :
A expressão analítica sucessão con-
siderada é:
(t)
(t)
So (u) du
em que So (u) tem a seguinte expressão :
(95)
for imposta por
=n
(Fig.
fig. 42
E [ 1 + 2 n Ii COS n úJr U J
e
50
o de que caracteriza a frequência de
Passamos a demonstrar este resultado.
1)- (u) pode escrever-se a
So
K ~ o o
forma:
+
ú
1
r U
sen
E
2
(o\r U
Tr
sen
2
sen (2K + 1) ~ (u-n
2
. E
=hm-- -----------------------
K_,..oo
2) A expressão estabelecida (95) será então:
!
h (t) E
lim
u-n Tr
úlr
sen (2K + 1)- (u-n Tr)
2 .
Tr úlr
K ->-oo ~ h (t) sen Z ( u- n Tr)
u-n Tr
tendo-se multiplicado e dividido (98) por ( u- n Tr ).
3) Utilizaremos agora o seguinte lema:
«Se F (x) for uma função contínua no intervalo (a, b)
/
b .
lim F (x) sen N (x- xo) dx = r. F (xo)
N--oo a X-Xo
em que a<xo<b.
4) Seja t; qualquer instante interior ao intervalo de duração dum impulso
tna < t; < tnb
como é evidente da Fig. 42.
du (99)
(100)
(101)
(102)
5) Nestas condições pode-se aplicar a (99) o lema (100) e isto sucede qualquer que seja n,
tendo-se exemplificado na figura para n = 1.
Pelo lema (100), (99) valerá:
u-n T.
=E
sen :· ( u - n Tr)
U=TI Tr
i'
«Fica assim demonstrado que a expressão estabelecida vale «E» para qualquer instante « t; »
interior ao intervalo de duração dum impulso».
6) Seja agora um instante «te » exterior
t(n- ) b < te < tna
(95) escreve-se agora utilizando (97)
"'ta (t)
lim j _!___
K---+00 ~ b (t)- Tr sen _r.l_r u_
2
úlr U
sen (2K + 1) -
2
-
du
(103)
7) - Utilizaremos um lema semelhante :
lim Jb F (x) sen N x dx = O
N_,.oo a a<x<b
(104)
em que F (x) é uma função contínua no intervalo (a, b).
51
8) - Da fig. 43 vê-se que o intervalo
não contém nenhum valor da forma
n Tr
C.lr U -l-
sendo, portanto, em todo o intervalo sen ---r O. (103) está assim nas condições do lema e o seu
2
valor será zero.
* * *
Conclusão : a expressão estabelecida satisfaz a
f
h(t)
So (u) du =E
4b (t) =o
tna < t < tnb
tnb < t < t(n+l) a
representando, deste modo, a expressão analítica da sucessão de impulsos modulada no tempo pelas
funções características ~ a (t) e h (t).
* * *
Designando por M (u) uma primitiva de 50 (u) teremos ainda:
f
h (t)
So (u) du = M [ ~ a (t)]- M [h (t)]
tb (t) .
(105)
M (u) obtém-se fàcilmente integrando termo a termo o desenvolvimento em série de Fourier
de So (u) (96)
Resulta assim :
E oo 1
M (u) =- u + E 1: - sen n WrU
Tr n=t-r.n
(106)
ou
E
00
1 j nwru
=-u+ E 1: ---•
Tr n=-oo
n=f=o
* * *
Particularizando ~ a (t) e h (t) determinamos fàcilmente as expressões analíticas corresponden-
tes aos diversos tipos de modulação bem como os respectivos espectros.
* * *
A interpretação do resultado que estabelecemos é a seguinte :
1) Definindo a modulação no tempo pelas funções ~ a (t) e h (t) conclui-se, como notamos,.
que durante a ocorrência dum impulso o intervalo
[ ~ b (t) 1 ~ a (t) J •
contém sempre um e um só múltiplo do Tr e a cada n Tr corresponde sempre um impulso.
2) Daqui resulta que a expressão analítica da sucesssão poderia ser expressa por
" h (t)
E J . o ( u - n Tr) du
4b (t) .
em que o (u) é a função de Dirac.
à ( u - n Tr) torna-se infininita em n Tr e anula-se para u =/= n T,, tendo-se
"h (t)
J
ci ( u - n Tr) du = 1
4b (t)
sempre que «t» corresponde a um instante do intervalo de duração dum impulso.
Se [h (t), ~ a (t)] não contiver nenhum valor n Tr o integral é nulo.
Como vamos ver 50 (u) equivale exactamente a uma sucessão periódica de funções
ci(u-nT,)
multiplicadas por E.
Efectivamente o desenvolvimento em série de Fourier duma sucessão de impulsos rectangulares
de duração T, amplitude A e período de repetição Tr, e em que os eixos dos impulsos ocorrem
nos instantes n Tr é :
T = A T
A -T + l: . 2 --- seri. n 7t -T- cos n ~ l r t
r n = 1 ... n .lr
fazendo tender T ~ O e ·A --+ oo de modo que
lim A T ~ 1
obtemos:
(
1
00
2 )
-;r + l: -T cos n ~ l r t
lr n = 1 r
que representa assim uma sucessão periódica de impulsos de amplitude infinita e duração infini- ·
tésimal.
Multiplicando por E e pondo t = u obtem-se:
~ r [ 1 + 2 n!
1
COS n ~ l r U J =50 (u)
A demonstração que se deu representa a justificação rigorosa deste raciocínio.
O método que acabamos de expor é, segundo supomos, original.
B- Formas usuais de modulação no tempo. Funções características
Das diversas formas que existem de modulação no tempo, estudaremos três que são de uso
corrente:
Modulação em duração- MD
Modulação em posição ou de fase - MP
Moçlulação de frequência - MF
i< i< i<
I -Modulação em duração
Neste tipo de modulação a duração dos impulsos é uma função linear do sinal modulante
existindo três maneiras possíveis de a realizar (Fig. 43):
1)- Mantêm-se os instantes «tna» correspondentes ao início de cada impulso.
2) -Mantêm-se os tempos «tnb» em que os impulsos terminam.
3) -Variam ambos.
53
"
Ao primeiro caso correspondem as seguintes funções características :
'fa (t) = t
(107)
<fb (t) = t- [T + rn f (t)] 1 + rnf (t) >O
em que f (t) representa o sinal modulante e rn é um factor de normalização cujas dimensões físicas
são o inverso das de f (t), T é a duração dos impulsos na sucessão não modulada f (t)- O.
T
T
I
I
I
I
I
tiiQ. IIT, t ....
I
t,,
I
I
"T,
(1) (2)
(3)
Fig. 43
As equações de modulação são :
tna = n Tr
tnb- T [1 + rn f (tnb)] = n lr
e delas se conclui que :
a) Os impulsos se iniciam periódicarnente nos instantes n 11
b) A duração de cada impulso
tnb-tna=tnb-nTr =T [1+rnf(tnb)]
é urna função linear do valor de f (t) tornado no instante tnb, em que o impulso termina.
Anàlogarnente, ao segundo caso. corresponderia:
e ao terceiro :
<fa (t) = t + T [1 + rn f (t)]
h (t) = t
<fa (t) = t + Tt [1 + rnf (t)]
h (t) = t- T2 [1 + rn f (t)]
(108)
(109)
(li o)
que no caso de haver simetria será Tt = T2 = ~ o que é equivalente à sorna de duas sucessões dos
dois primeiros tipos em que T fosse substituído por T;2.
No quadro n.
0
7 representa-se gràficarnente cada um dos tipos considerados, bem corno as
funções características correspondentes.
Moduladores :
São simples de conceber, ilustrando-se no quadro n.o 7 um possível processo de modulação,
o qual constà dum sistema que controlado por urna tensão V c apresenta o seguinte tipo de resposta:
e assim sucessivamente.
54
Vc < Vo
Vc > Vo
Vc <( V<Y
saída= O
saída= E
saída = O
como tensão controle uma
V<'-A'UUU< a f (t),
Consoante o que se considere1 assim varia a tensão
este o que mais directamente se
as
2-
Na em o tempo tna
1
varia em relação a n
os desvios uma função li.near de f
Os tempos tnb têm exactamente a mesma lei
constante e igual a T.
As características tomam
1
neste caso, a
uma vez que a
(t) = t - Ta m f (t) I m f (t) I < 1
= (t - T) - m f (t - T) = ~ a (t - T)
O desvio que o impulso sofre
é proporcional ao valor de f (t) tomado no instante tna.
Ta representa o desvio máximo possíveL
* * *
Podia-se dar outra definição em que :
(t) = t Tam f
(t) = t- T + Ta m f (t- T)
* * *
se mantem
(112)
No quadro n.
0
7 mostra-se, gràficamente1 a formação duma sucessão modulada em posição a
partir de (t).
Moduladores :
pode obter-se indirectamente sucessão
apresentadas/ respectivamente/ aos dois primeiros
No quadro n.
0
7 mostra-se para um casos a em v u , , ~ . a v
doutra em bem como uma possível
a) Temos a sucessão em
b) Mostra-se o resultado se ter diferenciado um dos impulsos de
c) Eliminaram-se os impulsos positivos de
d) Os impulsos actuam num que origina impulsos rectangulares T
nnc;tJt11'1n<1n •• <;P assim uma sucessão modulada em
3-
Há uma diferença fundamental entre este tipo de
fase a cada
ponde um dado de
que este ;;,nrP<OPTlr;;>
"• NOOULAÇÀO EN DURAÇÃO
(1.11-----mr.
ZJ;;
tT.
,.

m-· ILJLJL JlJUUL--+---4;--r. ......_:........ Illl__)E JU1Iul flJl__l
_______ f:t)
NOOULAÇÂO OE FASE

:=fltJ
t
CONYER5ÃO DE:
_fl___jLJLJl_ d ___jl_Jl__jh,,. (rlD)-(1'11')
.c::==---:--.. fltJ
.... t;
NOOULAÇÀO OE
FREQUENCIA -
..,. ...
Considerado como entidade isolada, um impulso rectangular é definido pelas seguintes carac-
terísticas : Amplitude . . . . . En
Duração . · . . . . Tn
Tempo de ocorrência tna
Qualquer dos tipos de modulação, até agora considerados, faz corresponder a um valor de
f (t) tomado num instante vizinho de n Tr um impulso em que uma das grandezas características é
uma função linear desse valor.
São assim regularmente transmitidos « fr » dados de informação por unidade de tempo, pres-
tando-se qualquer dos processos à realização de sistemas múltiplos, facto a· que já nos referimos-
Na modulação de frequência cada impulso de per si não tem qualquer significado mas sim o
número de impulsos que ocorre na unidade de tempo. A informação é transmitida por variação da
densidade do número de impulsos no tempo.
Para uma mensagem de longa duração a frequência média é fr , sendo assim transmitidos um
número de impulsos igual a :
Duração da mensagem x fr.
A semelhança da modulação de frequência de oscilações sinusoidais, teremos uma frequência
instantânea
ft = f, + Fo m f (t) (113)
Vamos agora obter a função h (t) correspondente ao início de cada impulso f (t) será,
como na modulação de fase
(t) = IJia (t- T)
em que T é a duração do impulso.
56
Na Íig. 44 mostra-se, um sistemaCs (y,,x), a função ~ a (t), uma sucessão de impulsos
duração infinitésima! e a correspondente sucessão modulada.
Um ponto P da curva ~ a (t) desloca-se segundo os eixos com as velocidades:
dy
dt
e
dx
dt
O número de impulsos que na unidade de tempo Py encontrava se, num dado instante, a
velocidade se mantivesse, era:
Px' ter-se-ia anàlogamente
dx ft
dt
em que ft é a frequência instantânea.
Igualando e notando que
y=h(t) e x=t
d ~ a ft
dt fr
Da relação (113) virá:
(115)
(116)
~ a (t) = t + ~ f m f (t) dt (117)
fr
dy f
dt r
1,.
~ ------------------------
lt
Fig. 44
lP
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
(114)
Y- (t)
Cl
0: J : ~ ~ : I
-- dt
t
É interessante notar que nas modulações em duração é''fase as funções características podem-se
determinar directamente a partir de f (t) enquanto que aqui se impôs a lei de variação da frequên-
cia, determinando-se em seguida a função característica.
Este facto marca bem a diferença entre a modulação de frequência e as anteriores.
* * *
As funções características serão finalmente
h (t) = t + 3 ~ m P (t)
fr
h (t) = t - T + __& m P (t - T)
fr
em que P (t) representa uma primitiva de f (t).
* * *
Moduladores :
(118)
A modulação da frequência pode-se obter a partir duma oscilação sinusoidal modulada em
frequência utilizando-se as alternâncias positivas ou negativas para desencadear externamente um
gerador de impulsos.
57
* * *
No quadro n.o 7 mostra-se a formação duma sucessão com a frequência modulada.
Note-se que os impulsos comprimem-se e afastam-se com deslocamentos, em relação a n Tr,
superiores ao período de repetição Tr.
Esta circunstância não permite utilizar a modulação de frequência na realização de sistemas
múltiplos.
Claro está que se Fo for suficientemente pequeno tal não sucederá mas, como se verá, não
convém que Fo tome valores muito baixos.
Na modulação de fase ou duração, os deslocamentos dos lados dos impulsos, são na prática,
uma pe.quena fracção do período de repetição Tr dispondo-se assim de tempo para intercalar outra's
sucessões.
C- Determinação das expressões analític'as de sucessões de impulsos moduladas no tempo.
Desmodulação.
Como vamos ver, qualquer dos tipos de modulação considerados introduz distorsão; esta
reduz-se no entanto a valores toleráveis podendo utilizar-se como desmodulador um filtro passa-baixas.
1 -Modulação em duração
Designaremos por SMn (t) a expressão analítica da sucessão mudulada em duração.
Consideremos o caso de se manterem fixos os instantes tna. Dos resultados anteriores teremos :
a)
~ a (t) = t
h (t) = t- T [1 + m f (t)]
Da expressão geral (105) resulta :
b)
SMn (t) = M [t] - M [t- T (1 + m f (t))]
em que:
c)
E oo 1
M (u) = - u + E l: -- sen n &·r u
Tr n=t 1t n
simplificando a expressão (119) obtemos para SMn (t)
T T ·
SMn (t) =E-+ E-m f (t) +
Tr T,c
oo 1 T [ T J
+ E l: -- 2 s-en n Wr- (1+ m f (t)) cos n &'r t - - (1 + m f (t))
n=l r. n 2 2
que representa assim a expressão analítica modulada em duração, assimetricamente.
Suponhamos, agora, que T é suficientemente pequeno paia que até -
1
- se tornar
-rrn
1
--«1
'ltn
(107)
(119)
(120)
se poder tomar ho primeiro factor do somatório o arco pelo seno e no segundo desprezarmos
T, 2 [1 + m f (t)].
5&
A expressão (120) converte-se éfi'\:
T T oo T
SMn (t) -=-E- +E-m f (t) +E 2: 2-[1 + m f (t)] cos n w r t (121)
Tr Tr n=l Tr
que representa uma sucessão de impulsos de duração infinitesimal
modulada em amplitude por
[1+mf(t)]
Podemos, assim, concluir que:
1) Quando os impulsos forem muito curtos, em relação ào período de repetição, o
espectro de
E _I_ [1 + m f(t)]
Tr
é separável do espectro de SMn {t) mediante um filtro passa-baixas de frequência
F= fr/2, sempre que f(t) seja uma função do tipo SF(t).
2) A expressão (120) diz-nos contudo, que as frequências n fr têm bandas laterais que
não são limitadas no domínio da frequência, pelo que haverá sempre distorsão, dimi-
nuindo esta com T.
* * *
Consideremos agora o caso de variarem os dois lados do impulso, ou seja:
obtemos, nestas condições :
T
h (t) = t + - [1 + m f (t)]
2
T
h (t) = t- - [1 + m f (t)]
2
T T oo 1 T
SMn {t) =E- + E .- m f {t) + E 2: -- 2 sen fi<>lr -- [1 f- m f (t)] cos n'•)r t (122)
Tr Tr n=I n r. 2
Verifica-se que na modulação simétrica (122) aparecem termos simples em cos n'dr t o que não
sucedia em (121).
É, pois, de esperar que se observe aqui um distorsão menor que na modulação assimétrica.
2 ""7" Modulação em posição
Neste caso temos :
a) (t) = t - Ta m f (t)
(t) = t - T - Ta m f (t - 1)
b) Vindo para a expressão analítica de SMP (t)
SMP (t)=E I__ E Ta [mf(t)-m f(t-T)] +
Tr Tr .
+E 'i' _!_2 [·t- T- Ta
n=l r. n 2 2 2 ·
59
que T muito pequenô
m f (t) - m f (t- :o:. T m f'
então:
=E_!_-E_!_T,me
T,
oo T
E 1: 2- [1- mf
n=1 Tr
(124)
Da interpretação de (124) conclui-se, na hipótese impulsos que a recuperação
sinal fazer-se do
- Desmodulaçãó por um filtro passa-baixas
2) -Obtenção de f'
Quanto à di.storsão poderíamos considerações semelhantes às da em duração;
desde que o desvio máximo Ta seja pequeno, a distorsão será insignificante.
* * *
Comparemos, entretanto, nos casos, qual a redução que o sinal sofre ao ser desmodulado.
Seja
f (t) = sen rilt (,) = 2 1t f
F
f = 2.000 Hz = -
Modulação em duração
Período de repetição
m=l
Na desmodulação pelo filtro obtemos:
T= Sp.S
=125('t5
T E
E ~ - sen w t = ~ - sen t.l t
Tr 25
Modulação de fase
Per:íodo de repetição
Duração do impulso
m=l
De acordo com (124) teremos à do filtro:
5 f'· s
Tr = 125 p. S
T = O,Sf'\5
T 1
E ~ - Ta úl COSúlt = E - ~ - - COS r,Jt
Tr 4.000
2
que representa um valor muito menor que o anterior. O facto poderia ser compensado utilizando
amplitudes maiores uma vez que os impulsos têm menor ( T= 0,5 p. 5 ). O processo de
desmodulação que usualmente se consiste em converter a sucessão noutra modulada em
duração. Isto consegue-se adicionando duas uma modulada e outra não; o
equivalente a uma sucessão duplos impulsos cujo relativo segue a lei de
duma sucessão modulada em duração.
que
inicial noutra
60
uma série
a sucessão
3-
Neste caso teremos :
a)
em que P
b)
+
fo
=t
f,
(t) mP(t-
fr
é uma f
" () E T + E Fo
:JMF t = - --m
T, F,
00
1 n w,[ Fo
+E 2: ---2 sen-
n=l 7>n 2 f,
)]
[
T Fo m
cosnú)r +P(t-
2 2 f,
Desde que T seja muito pequeno :
P - P (t - T) T P' (t) = T f (t)
e (125) converte-se em :
+E 2: 1
oo T [
n=l Tr
_§_ m f (t)J cos n C.
1
r [t t m P (t)J
fr fr
(125)
(126)
(126- a)
1 ) Utilizando um filtro passa-baixas obtemos dentro da aproximação de (126) o sinal f
2 ) A distorsão assume aqui aspectos mais graves; efectivamente, a menos que o desvio
de frequência - Fo - tome valores muito baixos, o que acarretaria na desmodulação
uma resposta de baixo nível, teremos sempre uma distorsão que resulta principal-
mente banda lateral esquerda « f, ».
i' (t)
Parti cu expressão geral j So (u) du para impulsos curta
(t)
duração.
A expressão geral (95) que estabelecemos
(t)
So (u)
(t)
e nos dá a expressão correcta, para qualquer forma de modulação no tempo é suscep-
tível duma simplificação para a da duração ser muito pequena em ao
de repetição « T,» .
Tem especial interesse o caso em que o de é tal a dos impulsos
;e mantem constante e a T. Nestas circunstâncias é possível estabelecer-se
muito simples e que é suficientemente exacta sempre que se "'"'"'n'"
T<< T,
61
As modulações em postçao e de frequência incluem-se no tipo de modulação considerado
e é-lhes, portanto, aplicável a expressão que vamos estabelecer.
Admitindo que a duração dos impulsos se mantém constante e igual a T as funções caracte-
rísticas (t) e h (t) estão relacionadas por :
h (t) = (t - T) (127)
Se a duração T for muito curta
T<< Tr
h (t) será aproximadamente igual a:
h (t) = h (t - T) (t) - T

a (t) (128)
o que substituindo em (95) conduz a
.-. 4a (t)
j 5o (u) du
4a (t)- T 4'a (t)
(129)

Desprezando a variação de So (u) no intervalo T (t) teremos para (129) a expressão apro-
ximada.
So (t) ] T (t) (130)
(130) representa assim uma «expressão geral» aproximada para qualquer forma de modulação
no tempo em que a duração dos impulsos se mantenha e estes sejam de curta duração.
A expressão que estabelecemos uma interpretação física interessante :
So [h (t)] T representa uma sucessão de impulsos de curta duração modulada no tempo e
função característica. (t). Nesta sucessão a duração dos impulsos não se mantém constante uma
vez que se substitui na sucessão periódica, não modulada
So (t) T
t por (t).
(t) reprE!senta um factor de correcção à referida vanaçao de duração de tal modo que o
produto é equivalente a uma sucessão de impulsos modulada no tempo mas em que a duração é
constante e igual a T.
* * *
Da inspecção das expressões (124) e (126 -a) conclui-se imediatamente que se poderiam obter
directamente da expressão gerá! simplificada (130) em vez de, como fizemos, simplificar a expressão
particular estabelecida para cada tipo de modulação.
Efectivamente teremos, por exemplo, para o caso da modulação em posicão
'fa (t) = t- Ta m f (t)
escrever (124) sob a forma
SMP (t) = So [ t- Ta m f (t) J T [ 1-Ta m f' (t) J
ou seja como era de esperar
So [h (t)] T fa (t)
62 i
D- Espectro de sucessões de impul!os moduladas no tempo por sinais sinusoidais. Deter-
minação da disforsão
A análise que fizemos é geral, dando-nos informações independentes da forma do sinal
e indicando-nos claramente de que parâmetros depende a distorsão.
A determinação exacta da distorsão implica o estabelecimentos dos espectros ·das sucessões
moduladas, o que para sinais complexos é bastante trabalhoso.
A fim de podermos comparar quantitativamente os diversos tipos de modulação, no que se
refere à distorsão que intrinsecamente introduzem, vamos determinar as expressões analíticas exactas
e os correspondentes espectros para um sinal modulante alternado sinusoidal.
Como, porém, o cálculo é extenso limitamo-nos a dar aqui os resultados,
No apêndice V pormenoriza-se o modo como se obtiveram estes resultados.
I - Modulação em duração
a) -1.0 Tipo:
i< i< i<
(t) = t
(t) = t- T [1 + m f (t)]
Sin,al = f (t) =A sen (r,l t + 9)
A expressão analítica da sucessão SMot (t) é
T T
SMot (t) = E - + E - m A sen (w t + 9) +
Tr Tr
00 1 00 1
+ E 2: -- sen n fllr t-E 2: - Jo
sen n Ctlr (t - T) -
n=l 'ltn
- E i' 'i ___!__ }K (2 1t n _L
n=l K * -00 1t n ' Tr
K:j:O
em que h representa a função de Bessel de 1.a espécie de ordem K.
A interpretação de (131) é a seguinte :
1) - Na primeira linha aparece o sinal sem distorsão.
(131)
2) - Na segunda, figura uma função periódicá de perío.do Tr contribuindo pata o espectrQ
apenas com frequências múltiplas de fr,.
3) - Na última (K =I= O) figuram as bandas laterais dos múltiplos da frequência de repetição.
Cada frequência n fr tem um epedro ilimitado de frequências
'
(n fr + K f)
K=laoo
havendo portanto distorsão que resulta da . contribuição para a resposta do desmodulador das fre-
quências das bandas laterais esquerdas que a : '
ln fr -.K fi< F =_É!:_
' 2
{132)
••
Em valor absoluto o c6eficiente correspondente à frequência (n f, + K f) vale
(133)'
Tomando mA= 1 resulta
(134)
Para as determinações que vamos fazer 2 1t n _!._ é suficientemente pequeno para se poder tomar
Tr
xk
h(x)=-
2kK!
Nestas condições, o valor relativo de Bok será
Bnk
pok = --
5
em que S é o coeficiente da componente de audio-frequência
S =E __!__
Tr
em que se tomou mA = 1.
Atendendo a (134), (135) e (136) resulta:
1 ( T )k-t
Pnk =- 'ltn-
K! Tr
Verifica-se assim que Pnk é independente da frequência do sinal modulante.
* * *
(135)
(136)
'(137)
A distorsão provém essencialmente da banda lateral esquerda da frequência de repetição con-
vindo portanto determinar p
1
k •
Consideremos como exemplo
T, = 125 p. S
T = 5 p.S
f, = 8.000 Hz
em que 5 f.1. S representa um limite. superior das durações que são normalmente utilizadas na prática.
Como se conclui de (137) e anteriormente se .tinha notado, a distorsão diminui com T, represen- ·
tando, portanto, o valor adoptado o caso mais desfavorável.
Substituindo T e Tr em (137) obtemos para os três primeiros vaJores de K
+2
0,0628
A segunda frequência da banda lateral inferior de fr
(fr- 2 f)
é o elemento que principalmente contribuirá para a distorsão.
+3
0,0026
Efectivamente temos:
f-+ 0,1 fr
fr - 2 f -+ 0,8 fr
0,2 fr
0,6 fr
0,3 fr
0,4 fr
o que significa que para todas as frequências
f );> 0,25 fr
0,4 fr
0,2 fr
0,5 fr
o
( fr - 2 f) será inferior a 0,5 fr sendo incluída portanto na desmodulação pelo filtro passa-baixas
de banda de transmissão
F = 0,5 fr
tendo-se para o exemplo considerado
pl2 = 0,0628 =- 24 db
De (137) resulta que p
12
é proporcional à duração T dos impulsos da sucessão não modulada,
vindo
* * *
Analisemos agora a modulação simétrica (3.o tipo).
Para o mesmo sinal
f (t) =A sen ( w t +e)
obtemos a seguinte expressão para SMo3 (t) :
T T
SMoJ (t) = E - + E - m A sen ( w t + e ) +
Tr Tr
+ E 2: - Jo n " - m A 2 sen n cos n Wr t +
oo 1 ( T ) T ,.
n=1 "n T. - 2

cos[(nw.+kw)t+Ke]+
K=2p-=/= o
(75)
+ E n ]_
1
K =
00
n
1
-;r. h ( n 1t ;r m A) 2 cos n Wr sen ( (n Wr + k t + K e] (
138
)
K=2p+1
Por considerações semelhantes às anteriores teremos :
K=par
( n r. _T_r-1
·1 T
Pnk = -2-
-- sen n w.-
Tr .
K! 2
_T_y-1
T
"(139)
K = impar
(nr.
1
Pnk= 2
-- cos n w.-
Tr K!
2
vindo
K

+I +2 +3
P1k-+
0,992.
0,00392"'' 0,00065·
se
p12 =
que na modulação assimétrica
= 0,0628
A modulação simétrica em duração apresenta
1
no que
em relação à modulação assimétrica.
à nítidas vanl:&gens
Nota- Não vale a pena determinar as laterais das frequências n fr > pois que,
para os valores K a que correspondem frequências que interessam a desmodulação,
Pnk a um mu:ito pequeno.
Exemplo:
Seja a frequência n fr e f ligeiramente inferior a
considerar satisfaz a
O menor valor de K que interessa
ou
para n = 2 ter:íamos :
reduzindo-se p 2 ~ a :
n fr - (K -1) fr - fr
2 2
K=Z n
K=4
PH = 0,00065
Para n > 2 tirar-se-iam conclusões semelhantes.
2- Modulação em posição
Para um sinal f
posição é:
=A sen t + 9) a expressão analítica duma sucessão modulada em
(
T T,
SMP t) =E - - E - m
Tr
wT ( r.1T )
2 sen -
2
- cos (>) t - 2 + e +
* * *
Para impulsos de curta duração, digamos T = 0,5 11- s, a eomponente
ou ainda tomando m A = 1
O coeficiente
66
S =E _Ta_ ~ l T
Tr
em absoluto:
2
=E-- sen
'll:n
T ( Ta
-zh 2r.n-m
(140)
audio-frequência
(141)
o que aproximadamente se pode· tomar :
Bnk =E -
2
- (n ú•r+ K w) ~ }k (2 r; n. Ta mA).
r. n 2 Tr
(142)
- . .
u.S·aremos como limite superior Ta -= 5 v- s , podendo-se , assim utilizar a mesma expressão
simplificada para a função de Bossel usada em (135).
Nesta hipótese resulta para
Pnk=
5
a seguinte expressão :
n fr + K f (n ~ . Ta )k-
1
Pnk= "
f Tr
1
K!
Podemos, daqui, concluir que àparte a aproximação que resulta de se ter tomado
por
ú) T
2
wT
sen
2
a componente de audio-frequência representa exactamente a derivada do sinal modulante.
(143)
A distorsão provém, como na modulação em duração, da inclusão das frequências da banda
lateral esquerda da frequência de repetição.
O valor relativo dos coeficientés das frequênCias das bandas laterais é igual ao da modulação
em duração assimétrica multiplicado por
n f ~ + K f
----
f
dependendo, assim, da frequência do sinal modulante.
Apresentamos o cálculo de Ptk para o caso de Ta ;, 5 p. s Tr = 125 p. s, tendo considerado
as seguintes frequências :
f = o,i fr -- 800 Hz
f = 0,2 fr --+ 1.600 Hz
f = 0,4 fr -- 3.200 Hz
Relativamente a estes valores, obtemos o seguinte quadro:
Quadro de valores de I P1k I
K
--
-1
+i
-2
+2
0,1 fr --+ 9 11 0,50 0,74
0,2 fr
--
4 6 0,19 0,44
0,4 fr --+ 1,5 3,5 0,03 0,28
Nota:- Pik é tomado sempre em valor absoluto.
* * *
-3
0,018
o,oo5
0,001
+3
0,033
0,020
0,014
.Como se viu «Pnko»
da mddulação de fase por
para a modulação em duração relaciona-se com o correspondente
n fr + K f
PnkP = ·----- PnkD
f
6'1
desde que no primeiro caso a duração T seja igual ao desvio máximo Ta na modulação de fase.
Analisemos agora a distorsão que realmente se observa quando se utiliza na desmodulação um
filtro passa-baixas a que se segue a integração da componente de audio.
A componente de audio é :
Em A _a w T cos w t - -
T (. T)
Tr 2
A banda lateral
A integração conduz respectivamente a :
Ta ( T) C . E - T sen w t-- =
Tr 2
=C. E 7>
1
n TJk(27>n mA)sen(nwr+kw) (t- :)
C é uma constante com as dimensões do inverso dum tempo.
Daqui resulta :
( ) (
Ta )k-1 1
Pnk Desmodulação = n 1> Tr Kl
obtem-se assim a mesma distorsão que na modulação em duração assimétrica, em que Ta= T.
* * *
Como forma directa de transmissão, a modulação de fase tem o inconveniente duma desmodu-
lação mais complexa, além de que como se notou anteriormente, a resposta do filtro passa-baixas é
de baixo nível, uma vez que
e r.l T « 1 para impulsos de curta duração. No que respeita à distorsão, é aproximadamente equiva-
lente à modulação em duração.
3 - Modulação de frequência
A expressão analítica duma sucessão modulada em frequência por um sinal f (t) = A cos (rü t + e)
I
e:
()
T · Fo
SMF t =E-+E-
Tr W
(mA) 2 sen w
2
T cos (r.l (t- +
+ E sen n wr _!_ Jo (n mA) cos n C.:lr (t - _!_) +
n=l 7> n 2 f 2
+E 1- _3_ sen (nr.lr + kw) _!_ }k (n cos [(nwr + kw) (t - _!_) + k e]
n=l k = - 00 7> n 2 . f 2
k*O
68
* * *
Para impulsos de curta duração teremos :
Fo w T
5=E----;;;- (mA) sen-
2
-=E Fo T (m A=1)
em que Fo representa o desvio máximo de frequência e ainda
Bnk= E 7>
2
n sen (n'''r + Kr,,) ~ h (n ~ o mA).:::
z_ E ! (n fr + K f) T }k ( n Ff)
Obtemos, assim, para a modulação de frequência
_ Bnk . _ 2 n fr + K f J ( ~ )
Pnk - -
5
- - -;- Fo . k n f
o que significa que também aqui Pnk depende da frequência do sinal modulante.
Calculemos agora p!k para os seguintes valores :
1) fo = 0,4 fr
T = 5 p.5 fr =8kHz
f = 0,1 0,2 0,4 fr
2) fo = 0,2 fr
T = 5 p. 5 f, =8kHz
f = 0,1 0,2 0,4 f,
Quadros de valores de I PikF I
1) fo = 0,4 fr
K
0,1 fr K <O
K>o
0,2 fr K <O
K>o
OA fr K <O
K>o
K
0,1 fr K <O
K>o
0,2 fr K <O
K>o
0,4 fr K <O
K>o
1
0,30
0,36
2,30
3,46.
1,32
3,07
1
5,19
6,35
3,52
5,29
1,50
3,50
2 3
1,46 1,51
2,18 2,80
1,09 0,26
2,46 1,03
0,11 0,02
1,03 0,21
2 3
2,82 0,90
4,22 1,67
0,69 0,076
1,59 0,304
0,062 0,0052
0,558 0,0572
4
0,84
1,97
0,03
0,31
0,0072
0,031
4
0,20
0,48
0,0048
0,0432
0,0009
0,0039
(145)
(146)
(147)
5
0,33
0,98
o
0,07
0,0012
0,0036
5
0,03
0,10
o
0,0048
0,00008
0,00024
.69
Para melhor comparação confrontemos os valores de p
1
k para K = constante e diferentes
desvios Fo
0,1 fr 0,2 fr 0,4 fr
K=-1 Fo = 0,4 fr 0,30 2,30 1,32
Fo = 0,2 fr 5,19 3,52 1,50
K=-2 Fo = 0,4 fr 1A6 1,09 0,11
Fo = 0,2 fr 2,82 0,69 0,062
K=-3 Fo = 0,4 fr 2,51 0,26 0,02
Fo = 0,2 fr 0,90 0,076 0,0052
K=-4 Fo = 0,4 fr 0,84 0,03 0,0072
Fo = 0,2 fr 0,20 0,0048 0,0009
K=-5 Fo = 0,4 fr 0,33 o 0,0012
Fo = 0,2 fr 0,03 o 0,00008
Os valores que interessa considerar são aqueles em que
e estão contidos nas separações que figuram no quadro, concluindo-se que neste domínio Pik dimi-
nui com o desvio máximo de frequência Fo.
Nota-se, no entanto, que mesmo para Fo= 0,2 fr contribuem para a distorsão, de modo impor-
tante, as· frequências
(fr- 2 fL (fr- 3 f), (fr- 4 f) e (fr- s f)
Para os valores mais elevados do f (= 0,5 fr) a contribuição resume-se pràticamente a (fr- 2 f).
Para as frequências mais baixas (= 0,1 fr) esta resulta essencialmente de (fr- 5 f).
A modulação de frequência apresenta distorsões mais elevadas que os outros tipos de modu-
lação a menos que reduza o valor do desvio máximo Fo .
O inconveniente da redução de Fo é o mesmo da redução de Ta na modulação de fase- dimi-
nuição do sinal desmodulado- uma vez que 5 =E Fo T.
No quadro n.
0
8 representam-se, os espectros dos três tipos de modulação na hipótese consi-
derada dos sinais serem sinusoidais.
Em escala logarítmica vão marcados os valores I Pik I calculados assinalando-se por «5»
o valor unidade correspondente ao sinal.
Marcaram,-se ainda as c'omponentes contínuas e os coeficientes correspondentes à frequência
de repetição fr cujos valores são os seguintes:
70
I - Modulação em duração assimàtrica
T
5=E--
Tr
Componente contínua E { valor relativo a 5 = 1
Componente fr (w T « 1) 2 E ~ -valor relativo a 5 = 2
Q-8
fiODUIAÇAO DE FASE
I I
fiODUIAÇ 11 DE FREQUENCIA
_,
111
-2
lO
.J
lO
..
111
...
"
·'
lO
I
..
"
• 2
"
Jl
o
fr·BKflz T=Sps
s I I
2 2
Jl
(
F
t,
s I I
t.o,z f;
2 2
Jl
,.
t,
s I I
F
t,
2 -Modulação de fase
T
5 =E--ú) Ta
Tr
·•
III
-2
lO
-3
lO
-4
III
.&
111
-3
III
I
-'
"
..
"
3

s
s
o
11
Componente contínua
TsO,Sps r,.sps
2
I
4e8J<Ji "EQ5J
I
2
f•O,I t,. ..
III
J
..
"
-3
.
III
,
I fr
o
,
I
I
s
z _,
111

10
J
I
..
III
F
f,
o F
s
I
I s
ti'
-2
111
r
F
·F
E - relativo a 5 = w
T . 2
Componente fr (rn T « 1) 2 E -;r- - valor relativo a 5 = -T
Ar W a
F.·Cl2 fr
f• 1,1 f;.
r
'
'r I
tr
Estes valores são muito grandes, pelo que não foram marcados. Efectivamente temos:
f = 0,1 fr fr = 8.000 Hz
Este facto resulta evidentemente do baixo valor de «5».
3 - Modulação de frequência
5 = ETFo
Componente contínua E __I_- valor relativo a 5 = -
1
-. -
Tr Fo Tr·
1
Para Fo = 0,2 fr -- = 5
Fo T.
• Componente fr (rn T « 1) 2 E - Jo - -valor relativo a
T ( Fo) ·
Tr f
1
--=40
wTa
2
5= -- Jo
Fo Tr
Para Fo = 0,2 fr temos 10 Jo ( 0,2 o que calculado dá:
\ f
f = 0,1 fr 2,2
f = 0,1 fr 7,6
f = 0,4 fr 9,4
i< i< i<
Os valores correspondentes a
vão assinalados pelo número K e foram marcados ao longo da escala das frequências, mesmo que
esta seja negativa, o que simplifica o desenho. Dentro desta convenção, contribuem para a distorsão
todas as frequências contidas no intervalo + F = + fr I 2.
E - A modulação no tempo como forma intermédia de transmissão. Modulação de
amplitude constante
Do estudo feito no último capítulo, conclui-se ·que todas as formas de modulação no tempo
introduzem distorsão; as vantagens que apresentam, relativamente ao problema do ruido, encon-
tram deste modo uma limitação. ·
É possíxel contudo utilizá-las como forma intermédia de transmissão, usando-se como sistemas
terminais de modulação e desmodulação um tipo especial de modulação em amplitude- que deno-
minaremos «modulação de amplitude constante» - e que consiste numa sucessão de impulsos tal,
que estes mantêm constante a amplitude correspondente a um dado instante (Fig. 45) .
7'2
./ amplitude consrante

m(t •f) JT
A expressão analítica desta sucessão pode obter-se do modo seguinte :
a) Seja 50 (t) à T a expressão analítica duma sucessão de impulsos infil).itésimais de duração à T,
amplitude unidade e período de repetição Tr .
Esta expressão já foi anteriormente considerada e obtem-se fazendo tender T- à T e
tomando o arco pelo seno na expressão correspondente à duração T.
50 (t) T= + ] 2 COS n Cdr t à T (
1
00
1 . )
Tr n=l Tr
(144)
b) Modulando em amplitude esta sucessão por
E [ 1 + m f (t)]
obtem-se:
m (t) à T = [ 1 + m f (t) ] - + ] 2 - cos n Wr t à T (
E = E )
Tr n=l Tr
(145)
c) A sucessão
m (t- ÕT
d) A sucessão pretendida será o ;:,v>.ua•v•
de O a T e a sua expressão
j
>T
o m (t-
em que se fez
as sucessões
Este método é normalmente utilizado por dizersos autores.
Para um sinal forma:
f =A cos t 8)
(147) conduz a :
SAM (t)
T
-E-.- (m
Tr
úlT
sen-
cos [w (t-
2
+ "i 2 sen n r. __'!_ cos [n (,!" (t - T
2
) + e]
n=l "n Tr _
T oo
+ (m A E) - sen ---
T, n=l
T oo
+ (mA E)-
Tr n=l
T
cos [(n úlr-
2
(148)
- As duas últimas linhas representam as bandas laterais dos múltiplos de n f, as quais se
reduzem às frequências
n fr ± f
Desde que f <._ f,/2 não haverá inclusão bandas laterais na desmodulação.
2) - A segunda linha representa uma função periódica de período
3) - A primeira contém a componente de
'
que e uma
complexo
(
(ij T)
sen -
2

= ------ g
wT
2
. T
-jlil-
2
a se
73
No que .respeita à constante de fase, não há distorsão- temos apenas uma translação no tempo.
Quanto à característica de amplitude, esta pode ser corrigida utilizando um igualizador cuja carac-
terística seja :
(Jl T
2
wT
-sen -- ·
2
(150)
Conclusão: A modulação de amplitude constante, que designamos por MA, é uma forma de
modulação que com um desmodulador constituído pelo conjunto «Filtro-lgualizador» apresenta
quanto à distorsão as mesmas vantagens da modulação de amplitude MA.
É fácil transformar-se este tipo de modulação numa modulação em duração, a qual é utilizada
com vantagem na transmissão e operando-se na recepção a transformação inversa - MD ~ MA.
Constitui-se assim um sistema de certo modo semelhante à codificação i simplesmente aqúi
a restrição que se impõe à amplitude é a sua connstância e não a aproximação dum inteiro o que,
sendo menos severo, é possível compensar pelo igualizador.
No quadro n.
0
9 mostra-se um processo de conseguir este fim. Na descrição da parte experi-
mental será considerado.
F- Parte experimental
Apresentamos seguidamente alguns aspectos experimentais relativos à modulação no tempo
procurando-se deste modo não só ilustrar a teoria exposta, como ainda dar relevo a processos que
são típicos da técnica da comunicação por impulsos.
Modulador de amplitude constante MA
No quadro n.o 9 apresenta-se um esquema que permite realizar a modulação de amplitude
constante MA i é um esquema convencional utilizável para diversos fins.
O princípio de funcionamento é o seguinte:
Em (A) aplica-se uma tensão que consiste numa: sucessão de impulsos de curta duração modulada
·em amplitude, de forma normal (MA).
Por cada impulso o condensador ligado ao cátodo do primeiro tubo (6 AC 7) carrega-se, man-
tendo no tempo que se segue uma tensão que, se a carga fosse instantânea, seria igual ao valor
máximo que a amplitude do impulso tomava na sua duração. Como os impulsos são curtos, a tensão
que o condensador adquire poderá considerar-se diferindo pouco da que corresponde a valores
instantâneos tomados periodicamente com a frequência de repetição f,.
O condensador mantém a S\la carga, uma vez que o tubo 6J6 com uma baixa tensão anódica
pràticamente não conduz e o segundo tubo 6 AC7 tem, em relação a.o cátodo, uma tensão de grelha
negativa mediante uma polarização catódica de 15 V, a qual excede a tensão do condensador.
Em (B) aplica-se com um atrazo de «T» um impulso positivo que torna 6J6 condutor, descar-
regando-se o condensador. Obtém-se deste modo na saída «C» uma sucessão de impulsos do tipo
MA e em que cada impul-so tem a duração T.
No caso presente ajustou-se o impulso de descarga de modo a T ser igual a Tr, isto é, os
impulsos têm uma duração que coincide com o periodo de . repetição e a sucessão converte-se deste
modo numa função variando por degraus a qual é conveniénte para a modulação em duração, fase
intermédia dum sistema misto.
74
Na Íoto 2.5 mostra-!'le a posição .relativa dos impulsos. Como o oscil6grafo inverte uma das
entradas, o impulso de descarga B = 0,3 f1. s aparece invertido e o impulso «A» tomou-se duma saída
simétrica não modulada do gerador de impulsos que controla o modulador da sucessão aplicada em A.
B = 0,3 f1. s representa o impulso de ·descarga dum período e A= 2 p. s o impulso da sucessão
MA do período seguinte.
No quadro n.
0
9 mostra-se o esquema completo da montagem realizada.
Por (1) designa-se uni. gerador de impU;lsos de sincronização que desencadeia externamente os
geradores de impulsos (2) e (3).
O gerador (2) dá lugar ao impulso de descarga «B» e o gerador (3) conjuntamente com um
interruptor electrónico· (Quadro.n.o 2) constitui o modulador de amplitude MA.
CONVERSÃo DE:
NODULADOR DE ANPLITUDE CONSTANTE
Q-9
JOQV .
1
A
lfODULADOR Df
lfi'LITUDE COIISTAIITE
O gerador (3) permite regular dentro duma certa margem a ocorrência dó impulso de saída
tendo-se ajustado este de modo a seguir-se imediatamente a B.
Nas fotografias 26-27-28 mostram-se diversos aspectos da tensão obtida na saída «C».
No lado esquerdo do quadro n.
0
9 representam-se as fases sucessivas dum · s ~ s t e m a de trans-
missão misto, o qual utiliza a modulação de amplitude MA.
Em (a) temos uma sucessão modulada MA.
Em (b) mostra-se a função MATr correspondente, a qual modulará ~ m . duração (c) uma
sucessão de impulsos (d).
Na recepção a sucessão modulada em duração adicio.nada de uma tensão pe-riódica em dente
de serra ·dá origem a· uma tensão (e) a qual por meio de um selector de amplitudes de nível (Vt)
conduz a uma tensão trapezoidal cuja amplitude máxima é uma função linear da duração do impulso.
tipo
a tensão correspondente ao valor a«uuJcuu
modulará em amplitude uma sucessão de impulsos
obtendo-se assim uma sucessão MAT que desmodulada por meio filtro em
com um i.guali.zador, a que já nos referimos.
Pràticamente as durações fl s para B e 2 tJ. s A mostraram ser convenientes.
O 2.000 pF foi obtido por sucessivas tentativas de
função por degraus.
Modulação no tampo
Para os ensaios sobre modulação no tempo utilizamos um gerador impulsos que foi cons-
truído sob a nossa orientação, no Centro de Estudos de Electrónica E. E. o qual funciona
no Laboratório de Medidas Eléctricas do I. S. T. Este gerador foi construído de modo definitivo,
ficando ao serviço do Centro. (Quadro N.
0
10)
Nas fotografias - M) mostram-se alguns aspectos fundamentais que elucidam o
de funcionamento do gerador, o qual consta essencialmente de:
a) Oscilador bloqueio (Blocking Oscillator) que constitui o elemento de controle da
quência.
Existem três gamas de frequência, as quais são escolhidas pelo selector S1 . Dentro de
cada, a frequência regula-se de modo contínuo por meio do potenciómetro P1 .
Na resistência catódica (430 obtém-se uma sucessão periódica de impulsos (G.)
b) Estes são diferenciados por um sistema «Diferenciador- C R» tomando os impulsos o
aspecto (H).
c) Por meio dum selector de amplitudes positivas elimina-se a amplitude negativa (I).
d) Obtém-se assim um :impulso de curta duração 0,5 p. s que desencadeia um univibrador.
A duração do impulso gerado pelo uni.vibrador é controlada por meio do selector 52 e
para cada ponto escolhido pode variar continuamente, por meio do potenciómetro P2 •
O impulso na segunda placa do univibrador tem o aspecto que se mostra em (J).
e) Segue-se um andar separador à saída do qual o impulso tem a forma que se indica em (K).
l) Finalmente, um selector amplitude escolhe a porção de impulso compreendida nos níveis
4,5-22,5 V modo a obter-se uma forma próxima rectangular (L).
Em (M) mostra-se o à saída, amplificado para uma amplitude corrente de trabalho.
Como se apresenta uma forma satisfatória.
No quadro n.o 10 traçaram-se as características de frequência em função tensão de polari-
as quais são prài:icamente rectilíneas.
Representa-se também a lei de variação duração dos impulsos em função polarização da
primeira grelha do univibrador. Esta característica respeito ao primeiro ponto selector
C= 70 pF e refere-se a um nível inicial de 19 V.
em duração
constitui um sistema que uma assimétrica em
de boa qualidade, o que está patente na característica modulação (quadro n. o a
qual tem uma linear num
76
i300V
i
I
I
I OSCIUiôC/'1 DE
!
'

l,l

l,b

v
fifo
/

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,,.
Se;
/
A
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y
I
I
i
1(JÇ IJ<
GERADOR DE INPULSOS
UNIVIBI>ADM
DE FI< <OUENC/,

L
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v

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Q-10
H,

R·95Kll.
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16
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2 4 5 6 v
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CARN:Tfii/ST/Cd DE
z
NODUlAÇÁO EN DURAÇÃO
a.
o
o ,so
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fi(}'!!' b
'
lO 20
'"v
Fot. 25 Fot. 29
fot. 33
Fot. 26 fot. 30 Fot. 34
Fot. 27 fot. 31 Fot. 35
Fot. 28 Fot. 32 fot. 36
Os tempos tna em que o impulso se inicia são controlados pelo oscilador de bloqueio e ocorrem
portanto periodicamente.
tna=n Tr
· tempos tnb dependem da tensão aplicada na do univibrador,. a qual por meio do
çomutador C2 passa a ser controlada externamente por uma tensão de pól9.t:ização Ep em série com
a tensão de modulação ek . . ·
12 J(Jt
Na fig. 46 mostra-se a montagem utilizada na modulação em duração.
G
.-------r-1 1---r-----------·
4 KJl
2,4-KO
Nestas
(2. k!l)! ·d& é · adicionada de
1tri<i1a fim de se diminuir a acção do diódio
sem o que teríamos uma distorsão que resul-
tava da não linearidade do sistema.
Os restantes valores foram escolhidos
de modo a que a tensão em G dependa pouco
E: da frequência. :. ·. . . .
Num sistema de transmissão que utili-
zasse este de modulação seria ne-
cessário utilizar Pli\ and.af fieparador para nos
livrarmos da acção do diódio e um corrector éxterno para compensar o efeito da frf;!quêneia.
No geragor de impulsos usa-se uma resistência de 2 k Q em furtciónamento normal o que
têm a varitagém de diminuir à duraçãÓ dos impulsos diferenciados notando ... se ·no entànto qtíe pára
os 12 k. !l e. uma correspondente diminuição do condensador do diferenciador se continua· a fér úm
impulso positivo de curta duração que é· apropriado para controlar o univibrador.
Nas experiências feitas a polarização Ep foi fixada em 22,5 V a que corresponde uma duração
média T de 11,6 p. s.
A tensão ek regulou-se de mbdo a ter uma modulação de _50 Ofo, isto é:
m f (t)
oscila çom uma ·amplitude de + 112, o. que significa que o tempo tnb tein um desvio em Úlal;ão ao
tempo tna + T de+ 5,8 p. s. . . . .,, . · · ....
. Nas fotografias 52 a 54 pode-se observar o comportamento do sistémà pára sinais rião sinu.:.
soidais notando-se uma boa linearidade.
dos
Modulação em duração
Fotogs. 29
Nesta fotografia mostra-se um impulso .de sucessão modulada por um sinal sinusoidal ""'1 K Hz.
No oscilóg:J;"afo toda. a . imagem fica parada cóm excepção do la:do direito do impulso, que
sujeito à modulação, 'oscila de + 5,8 (.l s em relação ao médio. . . . . . . . . .
"' Na fotografia original aparece uma mancha rectanguÍar correspondente a UIIl varrimento de.
11,6 P. S. . . r
Na: fotografia impressà isto pouco se nota; no entanto. evidencia-se/pelo facto da: duração dp
patamar superior exceder em 11,6 p. s a duração de interrupção do traço de nível zero. ··
Fotogs: 30-31
Mostram uma sucessão modulada e a correspondente desmodulação
Frequência de repetição • • • • fr = 10 K Hz
Frequência de sinal . • • fr = 1.200 Hz
que se usou na
a modulação de amplitude.
No osdlograrna
velmente igual a
I
e o mesmo que nas
400 fi 5 o
' '
e sens1-
é sempre decrescente o que signi-
que medeia entre um e mínimo
ser teoricamente
E l (m f (t)
Tr
No caso presente, T f tem uma variação total de 11,6 fi s, o que significa que o sinal
desmodulado variar
E
X- Volt
Para E = 4,5 V e Tr = 100 p. s obtem-se:
0,52 v
Na prática o valor obtido foi
0,45 v
As medições foram todas feitas por meio dum oscilógrafo aferido, o que não constitui um
método de grande precisão. O principal erro provém, no entanto, da medição de duração do impulso
e grau de modulação com que efectivamente se trabalha.
Estes factos, acrescidos das perdas no filtro, embora pequenas (0,98) justificam o afastamento
observado.
Os impulsos aqui são de 30 p. s.
Na parte inferior marcaram-se, numa escala, os instantes em que os impulsos se iniciam notan-
do-se fàdlmente que são equidistantes de Tr.
Mostram úm facto semelhante no que se considerou na modulação de amplitude e que também
era de prever aqui.
Sucessões da mesma frequência f, moduladas por sinais sinusóidais de frequências com-
plementares :
2.000 + 8.000 = 10.000 = f,
apresentam " " ' ' ' " " ' ~ . , . . , semelhante, o mesmo sucedendo às respectivas desmodulações.
- Modulação em posição
Nas fotografias 37-44 mostram-se alguns aspectos relativos à modelação fase e à sua
obtenção a em duração, segundo o processo que esquemàticamente se indicou
no quadro n.o 7.
Mostram o resultado do impulso do gerador modulado em duração e a el:imi-
do impulso
71
fot. 37 .Fot. 41 Fot. 45
Fot. 38 Fot. 42 Fot. 46
Fot. 39 Fot. 43 Fot. 47
Fot. 40 Fot. 44 Fot. 48
Fot. 49 Fot. 52
Fot. 50
Fot. 53
Fot. 51 Fot. 54
Fotogs. 39-40
Aparecem aqui a sucessão modulada em duração e o impulso negativo seguindo os lados da
primeira, sujeitos à modulação.
Os impulsos negativos desencadeiam agora um gerador de impulsos obtendo-se assim uma
sucessão modulada em posição.
Fotogs. 41-42-43
Em r ( 41) marcou-se uma escala com o período Tr, como unidade evidenciando-se assim
a variação do tempo de ocorrência do impulso em relação a n Tr a qual será máximo de + 5
p. s, uma vez que na sucessão modulada em duração os impulsos são de 10 p. s e se usou uma
modulação de 50 Ofo, donde vem efectivamente :
Ta (m A) = 5 p. s
A fotografia 42 mostra como a modulação de fase se evidencia pouco em relação a uma
sucessão não modulada.
As fotografias 43-44 põem em paralelo uma modulação de fase e a correspondente modulação
em duração.
- Modulação especial no tempo
Fotogs. 45-46-47-48
Nestas fotografias mostram-se sucessões de impulsos moduladas no tempo de forma análoga
à modulação de frequência.
Este tipo de modulação resulta de se ter controlado a frequência do oscilador do bloqueio por
meio duma tensão ek em série com uma polarização de 16,5 V, a qual na ausência de sinal modu-
lante confere ao oscilador a frequência de lO K Hz.
Para sinais de variação lenta 'O proceso aproxima-se duma verdadeira modulação, de frequência.
É simples estabelecer-se uma, relação de recorrência entre GS tempos de ocorrência. cl.e dois
impulsos consecutivos e os valores que o sinal modulante toma nos mesmos instantes, supondo
que se trata duma grandeza sinusoidal. , •'
É ainda simples a partir dessa relação de recorrência estabelecer-se gràficamente a lei de ocor-
rência dos impulsos construíndo-se em seguida a função característica a (t). (Apêndice VI)
Não é fácil, no entanto, obter-se uma éxpressão analítica para a função característica, o que,
até agora, não conseguimos.
Em relação a sinais sinusoidais, de amplitude EK, observa-se gràficamente que o sistema não
introduz distorsão apreciável.
Experimentalmente observa-se o mesmo, concluindo-se que existe uma relação entre as ampli-
tudes EK e Eo de :
Eo = 0,012 EK
em que Eo é a amplitude do sinal desmodulado, e sendo a duração do impulso 10 fi- s a
,.dos impulsos = 6 Volt.·
Has Fotografias 45-46:
Mostra-se o resultado da modulação e desmodulação para
EKef = 8 V= (11,3)máx V f =650Hz Eo = 0,1305 v
tolas fotografias 47-48:
EKef = 6 V= ( 8,5 )máx V f = 1.750 Hz Eo = 0,104 v
79
obtendo-se para o dobro das amplitudes 0,271 e 0,208 i os valores indicados nos oscilogramas d e t e r ~
minaram-se por aferição do oscilógrafo, enquanto que a relação acima indicada foi por meio de
voltímetro.
Estes factos levaram-nos a analisar experimentalmente para formas de sinal mais complexas
o comportamento do sistema, para o que comparamos com um oscilógrafo de feixe duplo o sinal
modulante (sobreposição de duas oscilações sinusoidais) com a resposta do desmodulador (filtro·
passa-baixas) Fots. (49-51), verificando-se uma boa linearidade na resposta.
* * *
As fotografias (52-54) mostram o comportamento do gerador de impulsos para o caso da
modulação em duração verificando-se também uma boa linearidade.
O modulador que usámos é de pior qualidade do que o que descrevemos quando tratámos da
da modulação e!U duração. Constitui, no entanto, como se disse, um modulador convencional
bastante prático.
Em cada fotografia a curva superior representa a resposta do desmodulador e a curva inferior
o sinal modulante.
As frequências correspondentes a cada fotografia são :
G- Conclusão final :
Fot. 49
Fot. 50
Fot. 51
52
53
54
500 Hz + 1.000 Hz
500 Hz + 3.000 Hz
1.200 Hz + 1.400 Hz
Do estudo feito nesta segunda parte obtivemos fundamentalmente os seguintes resultados :
1) A modulação no tempo é descrita e estudada convenientemente à custa das funções ta (t)
e h (t) que definimos e denominámos funções características.
2) Estabeleceu-se uma fórmula geral para a expressão analítica da modulação no tempo:
f
h (t) So (u) du
~ b (t)
3) Estabeleceu-se uma fórmula geral para a modulação no tempo "para impulsos de curta
duração (caso particular da primeira)
So Ha (t)l T t' a (t)
4) Todos os sistemas de modulação no tempo estudados introduzem, em contraposição com
a modulação em amplitude, uma distorsão intrínseca.
5) Estabeleceram..:se as expressões analíticas para sucessões de impulsos moduladas no tempo
por sinais sinusoidais.
6) Estabeleceram-se nesta hipótese expressões «Pnk» que permitem calcular a distorsão para
os seguintes sistemas :
Modulação em duração assimétrica- MD
Modulação em duração simétrica - MDsim
Modulação em posição- MP
Modulação de frequência - MF
M D Pok = _1-(r. n _!)I< -t
K! Tr
Pnk = ( n 1t' .I_)K -1 _!_ sen n Wr _!_
2 Tr K! cos 2
MDsiM
MP Pnk= nfr +kf _ _!_(nr. Ta)K-1
f K! Tr
M F
2 n fr + K f ·J (. n Fo )
Pnk=- k --
n F, f
K-+ pat
K-+ impar
7) Impondo às amplitudes a condição de manterem um valor constante correspondente
a um dado instante obtem-se um tipo de modulação MA , cuja distorsão é corrigível.
É possível transformar a modulação MA numa modulação em duração o· que é vantajoso
para o problema do ruído. Na recepção operando de modo inverso restabelece-se a modulação
de amplitude.
Teremos assim os seguintes sistemas :
MA-+MD-+
MA....,. MO-+ MP-+
_,. MD _,.MA
_,.MP_,. MD- MA
8) Experimentalmente averiguou-se ser possível utilizar com pequena distorsão uma forma
de modulação no tempo (modulação do intervalo de tempo) que resulta de modular na grelha um
oscilador de bloqueio.
Sistemas de comunicação por impulsos
Caracferísficas fundamentais
Resumidamente vamos apresentar as características fundamentais dos sistemas de comunicação
por impulsos estudados.
Tomaremos como base os resultados anteriores e aiJ,lda' as expressões obtidas no Apêndice VII
para os factores de melhoria FN da relação sinal-ruído que os diversos sistemas apresentam relativa-
mente a um sistema de modulação de amplitude de oscilações sinusoidais.
Os factores FN foram obtidos tomando apenas em consideração a acção do ruído sobre as
sucessões de impulsos pre!:entes ao desmodulador final, não traduzem assim completamente o pro-
cesso· completo da recepção. Dão-nos no entanto um índice qualitativo e quantitativo suficiente
para comparar os diversos sistemas.
Tanto para o sistema de comparação como para os sistemas comparados admitiu-se uma modu-
lação de 100%, isto é, a função m f (t) que intervem nas diversas expressões supõe-se variando
entre ( + 1, -1) com excepção dos sistemas de modulação em duração onde se limita a duração
do impulso a um valor mínimo.
Admitiu-se ainda que m
2
f2 (t) = ~
Os factores de melhoria foram estabelecidos tomando como base a potência média Pm posta
em' jogo na transmissão dos impulsos por uma portadora modulada pela sucessão de impulsos,
admitindo-se que a modulação é tal que só há transmissão durante o tempo de ocorrência dos
impulsos o que significa que a potência. de ponta Pp da portadora não modulada !le relaciona com a
potência p m por
. p T
Pm=·p-
Tr
em que T é a duração dos impulsos transmitidos e Tr o período de repetição dos mesmos.
IJ
Trata-se pois de tactores de melhoria em igualdade de potência média.
As fórmulas obtidas para a modulação nQ tempo "Pressupõem a existência dum selector de
amplitudes cuja finalidade é a eliminação do ruído captado pelo topo do impulso.
No Apêndice VII indicam-se en:t pormenor os métodos utilizados, as hipóteses admitidas e a
validade das referidas fórmulas. ..
* * *
Em todo o estudo anterior admitiu-se sempre que a frequência «F» limite superior das frequências
do sinal a transmitir era igual a fr I 2 em que fr era a frequência de repetição dos impulsos.
Pràticamente a frequência de repetição é sempre superior ao dobro de F promove-se deste.
modo uma maior separação entre os espectros do têrmo de audio e a banda lateral inferior da fre-
quência de repetição diminuindo-se deste modo a distorsão, além de que mesmo que esta não se desse
(modulação em amplitude) não existem filtros que estabeleçam uma separação exacta e bem definida
entre as frequências à esquerda e direita de fr I 2.
Por exemplo a Siemens nos seus equipamentos PPM 61300, PPM 24/300, PPM 24/500 de
transmissão por impulsos modulados em posição utiliza :
Telefonia- Frequência máxima 3.400 Hz = fa
. Frequência de repetição 8.000 Hz = fr
Relação __&_ = 2,35.
fa
Em Radiodifusão- Frequência máxima 10.000 Hz = fa
Frequência de repetição 24.000 Hz = fr
Relação __&_ = 2,4.
fa
No estudo feito admitiu-se portanto uma frequência máxima fa < F = frJ2.
* * *
Relação de símbolos utilizados ;
B = largura de banda do andar de frequência intermédia
fa = valor máximo das frequências do sinal. Frequência limite do filtro desmodulador
fr = frequência de repetição dos impulsos
Tr =período de repetição dos impulsos
T =duração dos impulsos
Ta= deslocamento máximo no tempo (modulação em posição)
Fo =variação máxima de frequência (modulação de frequência)
FN'= factor de melhoria relativo do sistema N
fN= (+)N
(!)o
(! )N- Relação sinal-ruído (potências) sistema N
(
~ ) -relação sinal-ruído (potências) sistema de modulação de amplitude de oscilações sinu-
R o soidais (banda duplà).
** *
Sistemas de comunicação por impulsos:
Modulação em amplitude: MA.
A - Distorsão intrínseca nula. A distorsão realmente introduzida apenas ·depende da qualidade
dos filtros limitador e desmodulador.
82
B ~
Um canal com uma
C - Realização de sistemas
tempo.
D - Relação sinal-ruído :
Factor de melhoria
Não apresenta vantagens em relação a um sistema
sinusoidais.
Modulação no tempo :
É característica comum a todos os sistemas de modulação no
Distorsão intrínseca
Largura de banda elevada
Melhoria de relação sinal-ruído FN > 1
Dá-se uma melhoria relação sinal-ruído à custa
' " ' ~
Modulação em duração :
pois que o facto
o que
amplitude
A - Como a transmissão de informação é pelo deslocamento de um dos
(M D assimétrica L e o outro fixo pode ser dado por de
trola simultâneamente os canais segue-se que se
impulsos radifrequência que se mantêm durante
pouco económico e sobre ele tem nítidas vantagens a
B- Na realização de sistemas múltiplos
tempo que a modulação em amplitude.
C- Relação sinal-ruído.
O de melhoria FMo é dado por
como
resulta
~ B T (- 1 .)2 ~ ~ - 1 - ~ -
2 BT
B=4m
T=5f-tS
em d b::::. d b
Modulação' em posição :
A- M'ilis económica no que respeita a energia dissipada pelas razões ditas anteriormente.
B- As mesmas limitações no que respeita à realização de sistemas múltiplos.
C- Grande vantagem em não exigir linearidade no sistema de transmissão, a informação
é transmitida apenas pelo tempo de ocorrência dos impulsos tomado relativamente a um referencial
(sucessão 'não modulada) sincronizado por um impulso de sincronização.
Presta-se assim fàcilmente à utilização de repetidores que controlados por impulsos deforma-
dos de baixo nível podem regenerar um impulso de amplitude constante e independente do impulso
de controle, apenas se exige que a deformação não seja tal que altere o tempo de ocorrência correcto.
D- Relação sinal-ruído.
O factor de melhoria é dado por :
Ta
2
B
FMr=---
T
1
Esta relação simplifica-se admitindo que se usa um impulso de duração mínima Tm = -
B
vindo então
Supondo:
Resulta:
1
T=Tm=-
B =4 MHz
T = Tm = o ,25 p. S
Ta= 5 fl S
B
FMr = 4oo em d b """ 26 d b
Obtem-se assim um valor bastante superior à modulação em duràção
Modulação de frequência:
A- Distorsão intrínseca superior aos dois sistemas anteriores.
B - Não se· presta à realização de sistemas múltiplos no sentido em que se tomaram aqui
(divisão no tempo).
ou
84
· C- Relação sinal-ruído.
Apresenta um factor de melhoria elevado
FMr=-- 3 _o
1 [ F ]2
4 1t
2
fa
FMr....:... -- 3
1 [Ffa
0
]
2
4 r;2
Tornando como exemplo
Resulta:
fa =3000Hz
Fo =3000Hz
Tr = 125 fl S 4- fr ...:_ 8000 Hz
B = 4 MHz
1
T =Tm=-· =0,25 ll-5
B .
fMr = 18700 em d b -"" 43 d b
emprego circuito
em
1 - Distorsão intrínseca :inversamente ao
O.UJUUo<lU\V;:) na
para o sistema modulação em um sistema em
K exige r;,rnPJrnP para transmissão uma
K. fa
em que fa é a frequência máxima sinal a transmitir.
3 -Características ruidos independentes do número de estações dum sistema poligonal de
comunicações devido à operação de regeneração dos impulsos. É pois um sistema de interesse para
transmissões ao longo de grandes percursos em «cabo hertziano».
4 - É o sistema que mais se aproxima do sistema ideal Shannon e portanto aquele em que
de modo mais eficiente se utíl:iza a largura de banda a favor duma melhoria da relação sinal-ruído.
Dominio de da
Um sistema de comunicação representa sempre uma utilização especial dos conceitos de tempo
e frequência.
sistemas de comunicação dependem assim da utilização que numa dada época se e
pode dar a estes dois conceitos.
Ao primeiro facto está associado o poder de concepção; ao segundo a possibilidade de no
tempo em que o sistema ocorreu
1
realizá-lo tecnicamente com vantagens de qualidade e economia.
São estes dois atributos que1 então
1
o tornam
1
no domínio da Engenharia
1
digno de interesse.
sistemas de comunicação por são um exemplo concreto afirmações.
Inspiraram-se em técnicas já antigas como a do telégrafo e tem recebido o interesse teórico
de muitos investigadores. Ganharam actualidade quando as técnicas impulsos e micro ondas
desenvolvimento conveniente.
Mercê da Teoria Informação os sistemas de comunicação podem ser comparados numa
base rigorosa e resulta um interesse crescente para os sistemas comunica-
por impulsos. Trata-se assunto que é quer no quer no domí-
>1· * *
Como se sistemas de feita
são por uma melhoria
gura de banda ~ " · ' " ' · ~ · ~
Este facto é analisado/ o que se
mente a Shannon « The Communi.cation».
A modulação de é um sistema em que se dá a mesma
Num sistema em o ruído introduzido é o da quanti.fi.cação1 o qual u u u u ' u ~
aumenta o de níveis ou, o que é K.
Um aumento K a um aumento uu.uu.auv
em
lar-
se
85
Do mesmo modo, uma transmissão na modulação no tempo dum impulso rigorosamente
rectangular, invulnerável ao ruído, implicava também uma banda de transmissão infinita.
Tanto a modulação de frequência de banda larga como os sistemas por impulsos são adequados
à acomodação dum número elevado de canais e têm um papel importante na realização de sistemas
múltiplos.
A largura" de banda elevada que exigem; proibitiva na banda das ondas curtas, representa,
actualmente, uma fracção mínima da frequência da portadora quando esta for do domínio das on.das
decimétricas ou centimétricas.
Estas bandas representam, déste modo, o ambiente próprio da comunicação por impulsos;
São de particular interesse os sistemas de comunicação poligonais (ponto a ponto) em que, a ,
transmissão se faz segundo a lei visual. ·
Do que se disse conclui-se que estão em competição os sistemas de modulação de frequência'.(;!
os de impulsos ocupando nestes últimos especial relevo a modulação ém posição que apresenta em
relação à modulação em duração uma economia na duração de transmissão dos impulsos e úma
melhoria da relação sinal-ruído.
Comparativamente os sistemas de comunicação por impulsos são de certo modo mais simples
de realízar sobretudo a partir do momento em que já electrónicos especiais
(Tubos de raios catódicos- ciclophon) que permitem uma fácil de canais.
Outro facto importante é a ausência de distorsão que se introduz na modulação no tempo,
uma vez que é insensível à, não linearidade do cà.nal de transmissão, apenas interessa que o impulso
,chegue a uma «estação com nível suficiente para desencadear um impulso que rege-
nerado será devidamente retransmitido.
Para longas transmissões o sistema que apresenta maior interesse é o sistema em código, que
desde que se opere uma regeneração conveniente transmite ponto a ponto e para todo o percurso
uma mensagem sem introdução de ruído, o qual se reduz a<;> da quantificação.
O tubo para modulação em código que se descreveu representa uma poderosa contribuição
para a generalização destes sistemas, que afê então exigiam vma complicada aparelhagem nos
terminais.
É pois de esperar que um aperfeiçoamento, e simplificação da aparelhagem electrónica associado
a um semelhante progresso na técnica das ondas centimétricas, principalmente no que diz respeito
aos elementos osciladores e amplificadores, factores de próxima generalização da
comunic,ação por impulsos.
Nota final : Como se disse apresentamos nesta publicação alguns resultados que foram esta-
belecidos posteriormente à data de entrega da nossa dissertação -Julho de 1955.
. A preparação da , defesa da referida dissertação levou-no:; a detalhar certas passagens e con-
clúir em definitivo assuntos que a falta de tempo nos obrigou· a concentrar e tratar com menos
pormenor.
Por estes resultados . e detalhes darem continuidade ao trabalho realizado decidimos.
incluí-los numa única • publicação. Por corresponderem a uma elaboração em época diferente
foram anexos em apêndices, excepção feita à fórmula particularizada de modulação no
tempo para impulsos de curta duração que incluímos na exposição original e ao Apêndice V que já
figurava na referida dissertação.
86
APÊNDICE I : Demonsfração da Eórmula de interpolação (6) relativa às funções Sdt)
de espectro limitado ao intervalo O a F.
Vamos demonstrar que sendo SF (t) uma função de espectro limitado ao intervalo de fre-
quências O a F
eri:f que
SF (t)= SF ( tn ) sen 2 1> F ( t- tn )
2 r. F ( t - tn )
n
t =--z
n 2F
n =inteiro
e 'Z representa um tempo arij,Urário·.de referência .
(1-1)
. Uma demonstração para Z=O foi apresentada por Shannon em P.I.R.E. de 1948.
Seguindo um caminho idêntico vamos fazer a demonstração para o caso geral de 'Z qualquer.

Seja SF (t) uma função. de espectro E [ SF (t) l limitado ao intervalo O a F, teremos as
relações conhecidàs
-->- 1 Joo - jwt .
E [SF (t)] = g (c.>) = - SF (t) E dt
zr.
-oo
(2-1)
'f)/;
(3-l)
........
O intervalo de integração de (3-1) reduz-se a [- W, + W] uma vez que o espectro g (w) de
SF (t) está limitado a [- W, + W]
(4-1)
Vamos desenvolver, agora,
-->- -jwZ
g (w) e:
(5-I)
em série de Fourier relativamente ao intervalo [- W, W]
2rr . 2rr
__,. ( ) - jwZ _,.C j n 2 W w oo ....... - J n 2 W w
g W E = n E - 2: C_n E
(6-1)
n=-oo n=-oo
87
"-). 4
em que Cn é o complexo conjugado de C-n e
-->- 1 _,. - 'w'Z j n 2 W 6l
J
w
2
1t
C-n =
2
W g (w) e J E dw
(7-I)
-w
como é bem conhecido da análise de Fourier de funções definidas num intervalo limitado [-W,+WJ.
- .
Da comparação de (3-I) e (7-1) resulta que
___.. 1 ( n ')
C-n =
2
W SF
2
F - Z
->-
De (6-1) resulta para g (w) a seguinte expressiio
o que atendendo a (8-l) dá
__. 00 1 ( ) -i c ~ - z ) w
g (w) = 4 --SF ~ - z 1:. 2 F .
n=-oo 2 W 2F
_,.
Vamos agora substituir g (w) em (3-1) vindo
1 + -J --z"'
. Jw ·( n )
SF (t) = -- r SF ( ~ - z) E
2
F d,o
2W n=-oo 2F
-W
Feita a integração obtém-se finalmente, como se pretendia,
00
SF (t) l SF (tn)
sen 2 7': F ( t - tn )
2 'l':F ( t-tn)
n=-oo
n
tn=--Z
2F
APtNDICE li : Sobre a realizabilidade de filfros
(8-1)
(Q-1)
(10-1)
(11-1)
Vamos esclarecer e justificar a afirmação feita na primeira parte-- Capítulo D - em que se
salientou que o filtro ideal era teoricamente impossível.
O assunto será tratado apenas no seu aspecto essencial.
* * *
~
Consideremos u,:m filtro cujas características são definidas pelo operador complexo F (rn)
(l-II)
Vamos considerar a resposta f (t) do filtro a um impulso de duração infinitesimal e amplitude
infinita centrado no instante t = O.
Admitamos .que esse impulso é traduzido pela função de Dirac o (t)
O seu espectro será
-.. · I "
00
• t I
E[à(t)]=-j ·Õ(t)•-JW dt=-·
27" _
00
27",.
(2-II)
por definição de à (t) .
f (t) será então dada por
(3-11)
· donde se conclui que
"é a transformada de Fourier de f (t)
_I F (w) =_I foo f (t) •--,. j w t dt
27" 27" _
00
(4-11)
...... !
00
• t
F (w) = -oo f (t) .-JW dt (5-11)
Para que o filtro tenha realizabilidade física é necessário que a resposta f (t) ao impulso o (t)
centrado no instante t = O satisfaça a
f (t) -o para (6-11)
Segundo Wiener demonstrou esta condição implica que o integral
__,.
r
+oo I log IF (w) I I dw
"-oo t+w2
(7-11)
seja finito ou ainda, que seja também finito o integraL
f
= --'-I I_,og<.__A_(r.l) I
- 2 dr.>,
-oo 1 + w
(8-11)
De (8-11} conclui-se imediatamente que é impossível a existência dum filtro que elimine com-
pletamente todas as frequências correspondentes a uma banda finita !:J. w •
De facto teríamos na referida banda
A (w) =O llog A ( w) I = oo
resultando que o integral seria divergente e da ordem de
I log A (w) I !:J. (w)
19
Conclusão: O filtro ideal é irrealizável no que respeita às suas características de atenuação,
é teoricamente impossível ter-se uma banda de atenuação infinita. Convém salientar que a impossi-
bilidade é teórica e não de quaisquer restrições nos meios que dispomos actualmente para a realiza-
ção de filtros.
III: Análise da rel'ação entre a disforsão instantânea d (t) e a disforsão
da (t) relativa à função quantificada.
No' estudo da distorsão resultante da operação de quantificação definiram-se duas grande-
zas d (t) e dQ (t).
d (t) é a distorsão instantânea
d (t) = st (t) - sF (t) (1-Ill)
em que S{ (t) representa a resposta que se obtém rio desmodulador quando as amplitudes SF {tn)
são substituídas pelas amplitudes quantificadas (tn). dQ (t) é a distorsão instantânea da função
Q\ [SF(t)J relativamente a Sp(t)
(2-III)
* * *
Convém salientar mais uma vez que são dois conceitos distintos e que a distorsão que real-
mente interessa considerar como índice de qualidade dos sistemas em código é d (t). O interesse
em dQ(t) advém do uso que dela se faz para o cálculo indirecto de d
2
(t)
* * *
Anteriormente já se discutiu o modo como dQ {t) contribuía, através das bandas laterais dos
múltiplos «nf,» da frequência de repetição para a distorsão instantânea d (t).
Salientou-se também que para o caso de impulsos de duração infinitésima! e sempre que as
bandas laterais não coincidam entre si ou com as que directamente se contêm no intervalo o a F
os valores médios de {t) e d
2
{t) são iguais.
1 J"T/2 1 JT'2
2
lim T d2 (t) dt = lim T d Q (t) dt
T-+ oo _ T/z T-+ oo - Tj
2
(3- III)
No caso de dQ (t) apresentar um espectro contínuo a referida coincidência dá-se sempre pelo
que não se pode concluir dum modo geral a igualdade expressa em (3- III).
Demonstrámos no entanto por via diversa, por considerações de ordem geométrica, que esta-
tísticamente quando a quantificação utilizar um elevado número de níveis se tinhà
d2 (t) = d2Q (t) (4
Esta conclusão levou-nos a investigar analiticamente em que condições, ou melhor em que
sentido, se pode considerar o relação (3- III).
É este, o objectivo do Apêndice III.
* * *
Seja então dQ (t) a distorsão relativa a Q& [SF (t)]
dQ (t) = Qà [SF (t)]- SF (t)
90
-4
répresentar por g e
-4
h os espectros e que
__,.
admitimos que são g [- 2 ,.. F, 2 ,.. F]
-?
__,
E [SF (t)] = g
-+
E [dQ =h
Teremos então de
--+ __,_ -+
E [Q& [SF (t)J] =E [SF (t)] +E [dQ
ou
_,.
(t)Jl = g
Consideremos agora o capítulo E da I Parte em que se estuda o "'"'uwrrn sucessões de
modulados em amplitude e substituamos na fórmula (24)
et (t) =E [1 + m f (t)]
m f (t) por [SF (t)] que é agora a função modulante, utilizando a expressão estabelecida em (31)
poderemos escrever o espectro da sucessão modulada pela função quantificada que será
oo 1 T
+ 2: E -- sen n - a ( w - n r.1r)
n=- oo 7t' n Tr
n :f:: o
+
1 T-+ _,.
.::.. E -- sen n 7t' - [g ( n + h ( w- n wr)]
n=-oo ,.n Tr '
n :i= o
Admitindo que se trata de impulsos infinitésirnais (7-IH) simplifica-se para:
-+ T T __, --...
E [e2l (t)] =E- a (w) +E- [g (w) +h (rn)]
Tr
+
oo T ____,.
1: E- [g (rftl-n
n= =. co
n=F o
--+
(7-HI)
(8-III)
Uma vez que se admita que g (rü) Hmitado ao intervalo [- 2 7t' F, 2 7t' F] e que o desmo-
dulador seja um filtro passa-baixas com a banda de transmissão limitada ao intervalo F, F) em que
• ·a a · t·fi .. a 't · ' t ' f f E T · ·a ...
e nao cons1 eran o, por s1mp 1 caçao e escn a, como Ja a ras se ez o actor -apenas po erao
Tr
contribuir para a resposta do desmodulador os seguintes termos
-+ -+ 00
g (w) +h (eol) + 2: h (w-n Co.'r) (9-III)
n=-oo
n=/= o
Uma vez que g (w) é o espectro de SF (t) e (9-111) representa o espectro da resposta dada
pelo desmodulador conclui-se imediatamente que o espectro de d (t) será dado por : .
-+ _,. oo -+ 6l = IJlr /2
E [d (t)] = [h (w) + 2: h (w-noor)]
n=-oo 61=-ror/2
.(10-III)
n =I= O
Pelos parentes is rectos e com os limites [- w, /2 , w, 12] exprime-se simbolicamente a acção do filtro.
Isto significa que só contribuem para o espectro de d (t) as frequências correspondentes
ao intervalo :
- Wr /2 < (o) < Wr /2
A interpretação de (10) mostra-nos imediatamente, como já se tinha concluído que todas as
frequências do espectro de d Q (t) contribuem para o espectro da distorsão instantânea d (t).
Na realidade temos quando w varia de - eo'r/2 a Wr/2 que:
_,.
-+
··•
h (eol) varia continuamente de h (-
Wr/2) a h <+ Co.lr /2)
.....
-+ -+
h {W-Co'r)
» » »
h (- 3 Colr/z) a h (- Colr/2)
..... -+
_,.
h (ril + Wr)
» » »
h
(+ Wr/2) a h ( +3 Wr/z)
-+
- ~ -+
h (eol- 2C.lr)
» » »
h (-Swrfz) a h (-3C.lr/2)
_,.
-+
_,.
h (oo+ 2Wr)
» » »
h (+3 w.t,) a h ( +s w./z)
etc.
_..
representando h (w- n Wr) a banda lateral do espectro de dQ (t) relativa ao multiplo « nfr » da
frequência de repetição.
* * *
Como é conhecido do teorema da energia relativo ao integral de Fourier existe a seguinte
-+
relação entre uma função f (t) e o seu espectro F (w)
f
oo foo , ....... ~ ~ ·
-oof':l. (t) dt= 2r; -oo F(ril) dw
ou ainda
..... _,.
em que F* (w) é o complexo conjugado de F (w).
A partir de (12-III) podemos calcular o valor médio de f! (t).
Teremos então as seguintes relações para f
2
(t)
f
3
(t) = lim - f (t) d t = P (w) d c.l
- lJT/2 J oo
. T-+00 T - Ti2 - 00
em que
2- [..... ..... J
P (ru) = lim -" F {ril). F* (w)
T...,.oo T
( l l ~ I I I )
(12-III)
(13-III)
(14-III)
' e a escrever-se esta
__ 1 JT,'Z
f
2
(t) = Hm f
2
(t)
y_,. o::> T/Z
w
em que será então :
W (f) = Hm
8
r,;
2
[F r,; t). F* (2 r,; f)]
T_,.oo T
Os limites (14 e quando existem
espectrais da potência nos domínios de w e da
f for uma função que varia ao acaso as definições P e W exigem certas
considerações suplementares que adquiram sentido. Para o fim que se pretende podemos agora
dispensá-Ias e admitir que P (rn) existe. Para mais esclarecimento o assunto pode-se consultar
Goldman - Information Theory - pág. 241.
Posto isto podemos retomar o assunto e vamos aplicar estas relações para o valor
médio d2 (t) a partir conhecimento do seu espectro obtido em (10- III), o se
escrever mais simplesmente sob a seguinte forma :
[
oo _,. -]ffi = Wr /2
= 2: h
n=-oo -· w""=-wr /z
--+
E [d -III)
Bastará agora calcular
21'1" 00 ...,. 00 -+
P ( w) = lim 2: h - n w,) 2: h* ( c..1 - n wr)
T----? oo T n=-co 1'1.=-oo
-wrf2<w<wr/2
-III)
P poderá ainda escrever-se :
p
211.' [ 00 --+
=l:im - 2: h
y__,oo T _n= oo
-qr>lr)] (19-HI)
--? 00 co ->-
- n C.lr) h* ( w - n + 2: h ( !Jl- p w,.) h*
p=-00 q=-00
p =I= q
Na parcela qualquer termo do somatório
_,.
(c.l-nWr)] +
h* (w-qw,)J
(w-nw,) h* (c..l-nMr)
é uma quantidade sempre positiva e crescente com T
e diferente de zero qualquer que seja a natureza
Na segunda parcela termo da
termo da forma
_,. ->-
conduzindo a uma contribuição para
dQ
h* (w-pw,) h (w-q&l,)
a soma
consoante a
par
que
-;..
h (lfll-p
que, no entanto,
de fase de
Dum modo geral, portanto, a segunda parcela poderá contribuir para d
2
(t) com um valor
negativo, nulo ou positivo.
11)
'-3
..:!
. .,.
}
<::!;'
1/Jjz
5A/2
JA/2
d/2

·A/ N{vel E_./
·JA/2
·SA/2
·7A/2
Fig. l-III
Se atendermos, porém, à natureza da função dQ (t) fig. l-III verifica-se imediatamente que
quando se utiliza um elevado número de níveis de quantificação dQ (t) toma para SF (t) qualquer a
forma irregular e ocasional dum ruido.
Sendo assim, é lógico admitir-se que o espectro de fase de h ( w) se distribui ao acaso pelo que
desprezaremos nas referidas circunstâncias a contribuição para d
2
(t) da segunda parcela
21t [ 00 00 -+ -+ J
T p=J._oo q==O<? h ((v-pwr) h* (w-qwr)
. P=f=q
(21-III)
Faz-se notar, no entanto, que o assunto para ser liquidado completamente implicava o estabe-
_,.
lecimento do espectro de h (<•l) e a partir do conhecimento duma provável distribuição dos espectros
de amplitude e fase calcular a referida parcela.
Desprezando a contribuição da segunda parcela tudo se passa como se P (r.1) se reduzisse a
'
21t [
00
-+ -> J
P (-:.1) =lim - .! h (w-nt.lr) h*
T-..oo T n=-oo
(22-111)
que será a expressão que utilizaremos para o cálculo de d
2
(t).
Para determinar, agora, d
2
(t) basta.rá aplicar a relação (13-III) e recordar que sendo o desmo-
·dulador um filtro passa-baixas com a banda de transmissão (- F, F) a integração se limita ao intér-
valo (- wr/2, Wr/2) vindo portanto
Notando-se que
é igual a
94
-- flilr/'2
d2(t)= P(w)dw
, -lilr/'2
-+ -+
h (w-nr.lr) h (w-nwr) dw
f
lilr/'2
-lilr/'2
f
lilr/2-nlilr ·
-lilr/2-nlilr
__,. -+
h (w) h* (w) d w
(23-III)
resulta que
d
2
(t)= P(r.1)dw= 1m- 1:
-- !Wr/2 .
1
. 21t'J'"Wr/2 oo
-Wr/2 T--.>oo T -Wr/2 n=-oo
h (w-nll'r) h* (w- nwr) dw
é igual a
2 r; "'OO -+ -+
d
2
(t) = lim -j h ('•') h* ('•') d w
' T--..oo T" -oo
Como
lim -. -· h (w) h* (w)
2 r. [-+ ..... J
T--..oo T
é a distribuição espectral de potência relativa a (t) conclui-se finalmente que
.d
2
(t) = (t)
* * *
Conclusão : A relação
d
2
(t) = d Q (t)
só é válida na medida em que se puder desprezar a contribuição de
2T: 00 00 --+ --+
lim --' l 1 1 h (w-p'•'r) h* (w-qw.)]
T--..oo T p=-oo q=-oo
p=Fq
para o cálculo de dÕ (t) em que h é o espectro de dQ (t).
Esta conclusão está de acordo com as considerações e resultàdos obtidos anteriormente.
APÊNDICE IV: Justificação da relação ( db (t) d t = cHK
j 1JIK 12
Propomo-nos agora analisar a legititnidade da aproximação feita ao tomar-se
r
Â2 .
' O tK (t) d t =••

O tK
(24-III)
(1-IV)
Na fig. (1-IV) representa-se a característica do compressor e uma diferença de nível ÂK da corres-
pondente quantificação não-uniforme.

'%
-------------------
---------------
o
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I



Fig. I-IV Fig. 2-IV
O ponto .. em que SF (t) intersecta .Q [SF(t) 1 corresponde ao ponto médio da quantificação
uniforme (eixo dos y) (fig. 1-IV).
O intervalo fica assim dividido nos intervalos x
1
e x
2
que correspondem aos intervalos
de tempo ot
1
e õt
2
em que Q [SF (t)] é respectivamente inferior e superior a SF (t) (fig. 2-IV).
A lei de variação de I dQ (t) I é a que se representa na mesma figura e conforme a concavidade
de SF (t) será
Vamos analisar a aproximação feita para o caso médio de
ott = Õh= otK (fig. 3-IV)
2
(2-IV)
(3-IV)
A variação triangular discontínua, de alturas x
1
e

é substituída na aproximação feita por
uma variação triangular contínua de altura.

=-
2
* * *
Consideremos a equação da curva do compressor
.L = 1 + -
2
-· log
A A
(5-IV)
e determinemos a· derivada de y em ordem a x
donde resulta
e portanto
dy 2A 1 1
-=--- -=--
dx
1

X

A
(6-IV)
Da fig. l-III tira-se fàcilmente
A Xo
l.lXt=--
2
que provém de (7) pela substituição de x = Xo e y = t!.tt.
Calculemos agora x2
A ( A ) ( Xo )
1.1 X2 = - X0 Ll Xi = - X0 + --
2 2 \ 2
ou seja
A ( )
Ll XI= z X0 1 + z
Estamos, assim, habilitados a calcular Js tk d2Q (t) d t vindo
fs tk d!Q {t) dt = fstl d!Q (t) dt + fs tz d•Q (t) dt
(4-IV)
Fig. 3-IV
(7-IV)
(8-IV)
(9-IV)
(10-IV)
os
tk
Determinemos agora o valor --oh
12
Finalmente determinemos a partir de (12-IV) e (13-IV) a relação :
-- otk
12
-------
Jil tk (t) dt
1
2

112 x
1
+ 11
2
x
2
Substituindo  x
1
e  X2 pelos valores obtidos em (8) e (9) obtemos
O que se poderá escrever ainda com o desprezo çle potências de ordem superior
dt = \( 1 +
112
r ) - a tk
16 12
(13-IV)
(14-IV)
(15-IV)
(16-IV)
Obtivemos assim a pretendida relação cometendo-se na aproximação feita um erro relativo
da ordem
16
Para os valores anteriormente considerados de
resulta
e o erro reduz-se a
16
n = 127
M=lOO
l!.r=
-III)
97
Justilicaçio da substituição de por
Vamos averiguar agora qual o erro que se comete ao substituir no cálculo da distorsão
por é o valor médio de (t) no intervalo tK e MK a amplitude correspondente
ao ponto médio de
Desde que seja suficientemente pequeno, o que supomos, 5F (t) é representada com
grande aproximação no intervalo tK por um segmento de recta cuja equação é (fig. 4- IV)

X = Xo + -,- t -""- 5p (t)
O tK
Calculemos então o valor médio de 5F (t) no intervalo o tK
= -f:-j'd' tK (xo + )
2
d t
O tK
0
o tK
(20 -III)
Efectuado o cálculo obtemos
2 2
5FK = Xo + Xo + -
3
-
0 valor médio MK vale
(21- III)
52
Determinemos, agora, à semelhança do caso anterior a relação :


Xo ÂK + -
3
K 1 + Âr + -
3
r

-- = "' --·--.--


em que se fez --
Xo
Desprezando potências de de ordem superior à terceira obtém-se
5
2
= (1 +
6
: ) M
2
FK 12 K
Comete-se pois um erro da ordem de

r
12
o que para 0,07 conduz a

_r = O 0004 _:_ O 04 °/o
12 I I
* * *
Conclusão: No cálculo da distorsão relativa comete-se em relação a
1 JT/2
- (t) d t
d2==lim _T __ ____ _
r ' 1 JT/2
r_,.oo ---; s: (t) d t
T -T/2
ta
(19- III)
Fig. 4-IV
(22-III)
(23-III)
(24-111)
virá:
1 1
16 12 48
conduz a
48
O erro é portanto desprezável o que torna lícitas as aproximações
das
1) Determl11ação pa1·a f (t) = A sen
a) Funções características:
h (t) = t
(t) = t - T [1 + mA sen
b) Utilizamos M (u) sob a forma:
M (u) = _!__ U +E 'i' -
1
- ój n"'r u
Tr n=-oo 2 rrnj
n=/= o
c) A expressão analítica da sucessão modulada será :
T
SMo (t) = M [ ~ a (t)]- M [h (t)] =E-
Tr
T
E - m A sen (ril t + S) +
Tr
+ E ~ _1_
0
jnwrt_E 1 _l_EjnOJr'(l:-T)õ-jnwrTmAsen(wt+e)
n=-oo 2 7t n j n=-oo 2 TI" n j
n:to n::;=o
Usando a relação
jx senx
ê
00
k=-00
T T
SMo (t) = E -- + E -- m A sen
Tr
-E ~ -
1
-Jo
n=-oo21t"nj
n o:j=o
00 00 1
-E 2: 2: --h
rn=-oo k=-oo 2 'TI" n j
rn=f=.o k=f=o
+
00
1
jkot
t:
j n o>r t
e
t + 9) +E 2:
n=-oo2'1'1"nj
n=f=.o
j n Wr (t- T)
(-n C.\ T m
j [n "'r (t-T) + k ( w t + O)]
E
no
99
ou ainda:
T T
00
1
SMo (t) = E -- + E -- m A sen (w t + 9) + E 2: - sen n Wr t -
Tr Tr n=l r.n
00 1
- E 2: - Jo (n Wr Tr m A) sen n Wr (t- T) -
n=lr.n ·
_E ~ ~ _1_ J ( T A) j [nror (t-T)+k(rot+a)]
,.. ..:. k -n Cdr m e -
k=-oo n=l 2 'TI' n j
k =I= o
- E ~
00
1 i[-nror(t-T)+k(rot+a)]
,.. 2: - --Jk (n Wr T m A) E ·
k=-oon=l 2r.nj
k =I= o
Substituindo no último termo k por - k e fazendo uso da relação
J-k (x) =Jk (-x)
obtemos finalmente :
T T ·
5Mo (t) =E-+ E-m A sen (rilt + 9) +
· Tr Tr
00 1
+ E 2: - sen n Wr t -
n=l r.n
00 1
- E 2: - Jo (n C.llr T m A) sen n Wr (t - T) -
n=l r. n
00 00 1 . .
-E 2: l: -.-h(nc.llrTmA) (-1)k sen [(nwr+kw) t-nwrT+k9.]
n=l k=-r>o r.n
k =/=o
* * *
Para a modulação do segundo tipo teríamos :
~ a (t) =t+T [1 +mA sen (wt + 9)]
~ b (t) = t
obtendo-se anàlogamente :
T T
SMo (t) =E-+ E- mA sen (c.lt + 9)-
Tr Tr
Oo 1
- E l: - sen n Wr t +
n=l r.n
00 1
+ E ~ - Jo (n C.lr T mA) sen n Wr ( t + T) +
n=l nr.
00 00 1
+E l: l: - Jk (nwr Tm A) sen [(nc.lr + kw) t + nr•lr T + k 9]
n=lK=-oo nr.
K=f=o
* * *
No caso da modulação ser simétrica basta adicionar duas sucessões do 1.
0
e 2.
0
tipos em que
se substitui T por Tj2, sendo-se conduzido ao seguinte resultado:
100
T · T
= E- + E - m A sen t + 6) t
Tr
oo. 1
+E 2: - Jo
00 00
+E 2: 2:
n=l k=-oo
n=l n 11'
1
-h
nil:'
k = 2p-:- o
00 00
T
2 sen n w, - cos n w, t +
2
T
2 sen n w, - cos [
2
t + k 8] +
1
+
E 2: 2:
T
M,-m
2
T
2 cos n - sen [ t'.ol, + k t + k G]
n=l k=-00 n r,
2
k=2p +I
* * *
2 -Determinação SMP (t) para f = A sen t + 8)
a) Funções características:
h(t)=t-Tamf =t-TamAsen(wt+B)
h (t) = (t- -Ta m f (t- T) = (t - T) - T. m A sen [ w (t- + 8]
b) Usando o método anterior obtemos:
SMP (t) =E__!_- E Ta m A [sen (w t + 6)- sen (r.l (t- T) + 8] +
T, Tr
+ E 2: . !: j n "'r { t-- X
oo 1 t T)
n=-oo 2 1t n] \ 2
n =/= o
x[dnwr s-jnoorTamAsen(wt+6) _
0
-jnwr
ou ainda:
SMP (t) = E __!_ -E Ta (m 2 sen··ú) T cos (w t - úl _I_ e) +
T,. T, 2 2
+E 'í: l . ei nwr (t- [•jnwr i n "'' J0 (-n m +
n=-oo 21t'UJ -
n =/= O
E '] _1_ e i lCn "'r+ •') (t- + K e]
ri=-oo k=-oo 2 r; n j +
n=f=o k=f=o
j(n"'r+k"') _:!... -j(nwr+kw)__!_
+ [e
2
- <
2
] Jk (- &lr m
Expressão que simplificada conduz, finalmente, a :
T L wT
=E --E- mA2 sen- cos
Tr 2
oo 2 T
+E 2: - sen n r,1,- Jo (nw, m
n=l 7t n 2
+
2
E ""' ""' -· - sen
n=l l<=-00 7t n
k =I= o
T
- ]t. Ta m
2
_.I)+ke]
2 I
un
3 - Determinação do SMF (t) para f (t) =A cos (w t + &)
a) Teremos:
h (t) = t + _Fo m P (t) = t + Fo (mA) sen (w t + 9)
fr fr W
h (t) = t- T + ~ m P (t- T) = t- T + Fo (mA) sen [w (t- T) + &]
t tw .
Destas expressões resulta que SMF (t) pode obter-se de SMP (t) substituindo Ta por - (Fo/fr w),
o que conduz directamente a :
SMF (t) =E -- + E - m A 2 sen -- cos ~ t - - + o +
T Fo . w T [ (· T) {]]
Tr IJl 2 2
+ E J: 2 sen n Wr _!_ J 0 { n ! ~ m A) cos n Wr (t - T
2
) +
n=l 'TC'n 2 \ f .
oo oo 2 T ( F· )
+ E n:
1
k = ~
00
'TC' n sen (n Wr + k w) Z Jk n -t m A cos
k=/=o
APÊNDICE VI
Alongaria a presente publicação e saía dos assuntos com que fundamentalmente nos preocupámos
apresentar um estudo do circuito de controle de frequência do oscilador de bloqueio, tanto mais que
este não conduziu ainda a conclusões definitivas.
No entanto descreveremos brevemente o método que se seguiu e que consistiu fundamental-
mente no seguinte :
(1) Desprezou-se o tempo de autoexcitação do oscilador.
(2) Considerou-se só o período de relaxação e o respectivo Circuito de controle que consta
duma capacidade em serie com uma resistência uma vez que dado o valor elevado desta se pode
desprezar no período de relaxação a queda de tensão aos terminais do enrolamento do transfor-
mador em relação à queda de tensão na resistência.
(3) Consideraram-se aplicadas ao circuito e em série uma tensão contínua de polarização
e uma tensão variável.
( 4) Mediram-se experimentalmente as tensões limites de grelha que correspondem ao início
e extinção do período de relaxação.
(5) Arbitrando um valor inicial para a tensão variável é fácil estabelecer, para uma tensão
alternada sinusoidal, os tempos de ocorrência dos impulsos e gràficamente tomando como referência
uma sucessão não modulada construir a função característica.
APÊNDICE VIl- Comportamento dos sistemas de comunicação por impul!os relativa-
mente ao ruído.
Vamos estudar o comportamento relativamente ao ruíc;lo dos seguintes sistemas de comunica-
ção por impulsos :
10i
Modulação em amplitude- MA.
Modulação em duração- MD.
Modulação exrt posição- MP.
Modulação de frequência.:_ MF.
r<'<:Pn1'"' estudo, a a
calculando-se o valor quadrado da tensão ruído à saída do o
tará em passa-baixas com uma banda de transmissão <<fa » ta! que
f, é a frequência repetição impulsos.
a existência andar de intermédia largura de banda B que admite
e transmite uniformemente todas as frequências contidas na referida
O que lhe é presente ra uma distribuição espectral W constante e igual
a Wo pelo que o médio do quadrado da tensão de ruído transmitido
(1- VII)
Rs= W
df fswo
=WoB. (2-
Admite-se que o ruído é de baixo nível e que portanto após a detecção se sobrepõe à suces-
são impulsos não modulada, a qual funciona como sinal modulante da frequência intermédia, um
ruído com uma distribuição espectral constante
C. 2 Wo
confinada à banda o a B! ~ .
C é uma constante de proporcionalidade que traduz a acção cumulativa do andar
da intermédia e do detector.
(3- VII)
frequên-
Por simplificação vamo-nos abstrair dessa constante e admitir que a tensão de ruído r (t) que
se sobrepõe à sucessão de :impulsos tem uma distribuição espectral constante
W (f) =2 Wo (4- VII)
limitada à banda O- BIJ
w (f) -o (5- VII)
Feitas estas hipóteses estamos aptos a estudar a acção do ruído nos referidos sistemas de
. comunicação por impulsos.
* * *
A distribuição W (f) é designada frequentemente por espectro da potência uma vez que R re-
presenta o médio da potência dissipada numa resistência de valor unitário.
em amplifude
Consideremos 1-VH uma sucessão de impulsos de duração T e amplitude Eo, admite-se,
que se faz uma limitação inferior de modo a eliminar o ruído que ocorre durante os intervalos entre
impulsos, técnica a que já anteriormente nos referimos (fig. 25).
Deste o modulador recebe uma sucessão de impulsos de amplitude Eo a que sobrepõe
uma tensão de ruído limitada ao tempo de ocorrência impulsos.
Admitindo que se toma para origem dos tempos o eixo dos impulsos a tensão de ruído
ro presente ao desmodulador será
n=-oo
1 T jnwrt]
-- s e n n ' ~ > - <
' ~ > n Tr
=r
103
Fig. 1-VII
A expressão entre parentesis é o desenvolvimento em série de Fourier duma função m (t) (27)
que é igual à unidade durante o tempo de ocorrência dos impulsos e a zero durante os intervalos
entre impulsos.
* * *
(6-VII) tem uma expressão idêntica a uma sucessão de impulsos modulada em amplitude e
portanto o espectro de ro (t) será dado por
.::.. T _,. oo 1 T _,.
E [r0 (t)] =- g (w) + 2: - sen nr.- g (w-nwr)
Tr n=-oo r.n Tr
(7-VII)
n=f=o
_,.
em que g (w) é o espectro de r (t) o qual se distribui uniformemente na banda (o- B/2} fig. 2-vll.
J/fwJI
Fig. 2-VII
Admitindo que o desmodulador é um filtro passa-baixas de banda de transmissão « f a»
fa <: fr/2
conclui-se da fig. 2-VII por considerações semelhantes às que se fizeram no Apêndice III que as fre-
....... '
quências «f» de g (w) satisfazendo as ·
O< f < fa
são admitidas uma redução de _!_ e que as frequências «f» tais que
.. . L
n fr- fa < f < n fr + ta
são admitidas também, mas indirectamente, através das bandas laterais do múltiplo «n fr » da fre-
quência de repetição sofrendo ,uma redução de
1 T
- sen nr.-
r.n Tr
T
Se os impulsos fossem ihfinitésimais este coeficiente reduzia-se também a -
Tr
(8-VII)
* * *
um espectro potência W constante e a 2 segue-se
que ó da tensão de ruído será
R=
I{
1 T
fa + 2
.2: 2
fa
sen n n; 2
11=1 n
(2 fa) - rep;:·esenta a duma vem coefi-
dente 2 uma vez que existem duas para
n f,.
n=/=0
Na expressão supõe-se que existe um inteiro K tal que
I
fr
B 2 = K f,. + -VII)
2
o que pràticamente se pode admitir sempre.
A expressão (9-VII) pode escrever-se ainda
R = ( I_)
2
2 Wo f,, [1 + sen n ""' I_)
2
J
T,. n=- I{ 'lt n T
(11-VII)
n ::f; O
Uma vez que T < <-. T, a expressão entre parentesis pode ser substituída aproximadamente por
K ( Tr T )
2
T,.

1 + 2: -- sen n r: - - -- d x
n =- K ?. n T Tr ?. T x
2
n=f=o _,._!_ T

Podemos agora utilizar a identidade :

dx-2 sen
2
A
x2 x A
-A o
ou ainda com a notação habitualmente usada
A
J
sen
2
x d _
5
---- x-2;
-A
(2 A)- 2
Tendo em atenção estas relações obtém-se finalmente
sen
2
A
A
R:- 2 Wo fa
1
""BT-
2
2 51 ( BT) - 2 ----
11:BT
que é exactamente a fórmula a que Jelonek se refere no seu trabalho.
A expressão entre aproxima-se de r. para BT crescente.
Para
BT= I
BT=S
vale
T
(12-VII)
VII)
(14- VI I)
VII)
105
Para simplificação dos resultados será tomada, no presente estudo, igual a r. assumindo então
(15-VI I) o valor aproximado de
.· .. T
2 Wofa --
Tr
(16-VII)
Obtivemos assim a expressão do valor médio do quadrado da tensão de ruído à saída do
desmodulador.
Consideremos agora o termo de audio da referida sucessão de impulsos quando mqdulada em
amplitude por um sinal f (t) . Obtém-se de (28) e vale ·
O valor médio de (t) será
T .
SMA (t) =-Eo mf (t)
Tr
- (
SMA = (t) = Tr .
Vamos tomar
Vindo então
-- 1
mf(t).=-
2
(17-VII)
(18-VII)
(19-VII)
é uma imagem· do valor. médio da potênc;ia de ponta da não modulada, pelo
que designaremos por
P
_ Eo
2
p-
2
Supondo que a emissão se faz apenas durante o tempo de ocorrência dos impulsos a potência
média da portadora não modulada relaciona-se com a potência de ponta por
pelo que a grandeza Pm
P
A • 'd" p A • d p T
otenc1a me 1a = otenCia e onta X · Tr:
T
Pm=Pp --
Tr
é uma imagem da potência média da portadora.
* * *
(20- VII)
(21- VII)
Posto isto podemos determinar a relação sinal-ruído o qual segundo a definição convencional
será dada por
T
(22- VIÍ)
Tr
Considerando a potência média Pm a expressão determinada ê a mesma que se obtém para
um sistema de modulação de amplitude de oscilações sinusoidais. Tomando este sistema como
referência podemos escrever para o sistema de modulação de impulsos em amplitude . um valor
relativo de : . . . · .
VII)
o que significa que o sistema considerado não a'presenta qualquer benefício em relação ao sis-
tema de modulação de amplitude de osciliição sinusoidais, isto é, tem um factor de melhoria igual a 1.
10.6
Modu.lação no -tempo
. -
O na modulação no tempo resulta, como já nos- referimos, dos impulsos não serem rigo-
rosamente _rectangulares o que a implicava uma largura de banda infinita.
A existência duma largura de banda finita acarreta que os. lados dos impulsos apresentem
uma determinada inclinação à qual se sobrepõe o ruído (fig. 24).
Deste modo mesmo que se ufitlié um sefector -:Q_e amplitudes haverá sempre ruído que corres
p.onde áquele que ocorre nos intervalos de tempo -.(fig. 3- VII).
Fig. 3-VII
Até aqui considerámos sempre impulsos rectangulares. Para que as expressões estabelecidas
continuem a ter. validade é. preciso fazer um reparo. Assim começaremos pqr fazer notar que, para
impulsos de cUrta duração, isto é, em que o inverso da duração seja muito menor que a banda de
transmissão << fa » do filtro desmodulador o espectro dum impulso trapezoidal de amplitude E
(fig. 4-VII) pode-se considerar constante e igual a
'
E ( Tt \ ET
-- T2 + -- J = --
2-r. . 2 ; 2-;;
(23- VII)
Isto é pode-se igualar ao espectro dum impulso rectangular de curta duração e cuja duração T
seja a que corresponde ao nível médio de É fácil demonstrar este resultado.
7'
Fig. 4-VII
Podemos assim, para impulsos de curta duração, continuar a raciocinar como se se tratasse de
impulsos rectangulares. -
* * *
Modulação em duração e posição
Na fig. 5-VII representa-se um dos lados do ao qual se sobrepõe uma tensão de
ruído r (t).
107
se equivale a uma
tensão r
um deslocamento
fr o ruído é observado, o que corresponde a
quantidade r em que h é o instante de
fig. 5-VII
A cada variação vertical r (ti) corresponde um deslocamento horizontal tl
fig. s -vn
z
tl (h) = - r (b)
E
dado por
(24- VH)
ll (t) traduz uma modulação no tempo do lado do impulso de amplitude
os níveis do selector de amplitudes.
seleccionado entre
* * *
Nas considerações que se seguem tomamos como base fundamental o admitir-se que Eo é sufi-
cientementé pequeno para que se tenha um Z" tal que se possa considerar de curta duração em
relação à lei variação de r (t).
As fórmulas são rigorosas, pois; na hipótese considerada.
* * *
Já notámos anteriormente e focámos o facto nos oscilogramas 21-22 de uma sucessão de
impulsos de duração infinitesimal e frequência de repetição « fr » modulada em amplitude por um
sinal sinusoidal de frequência
i:omar o mesmo aspecto que uma sucessão impulsos modulada pela frequência <<f" »
Isto significa que todas as frequências do sinal modulante se reflectem na banda (O -
que, portanto, quaisquer que sejam as frequências do sinal modulante o aspecto da sucessão
lada é sempre o duma sucessão modulada por um sinal com frequências contidas na banda (O-
e que são afinal as laterais frequências <<n fr ».
«Se os impulsos forem infinitesimais as bandas recebem a mesma redução e se o sinal tiver
as características dum ruído (Apêndice IH) o valor médio do quadrado sinal modulante transfor-
mado e reduzido à banda (O- fr'
2
) é igual ao valor médio do quadrado do sinal modulante».
Uma modulação em amplitude ê um processo de observação de amplítudes e deste modo
podemos concluir que à acção do ruído existe uma modulação no tempo por um ll (t)
confinado à banda (O- cujo espectro se distribui uniformemente na referida banda.
108
u:L''"'"'""'·v à expressão do termo audio na modulação em duração (expressão 120)
T
-m.f
Tr
(25-
segtíe;..se que l\cJ presettte caso devido ao ruído r (t) haverá uma resposta
Eo 11 (t)
Tr
(26- VII)
Admitindo que à banda de transmissão era· fr'
2
conclui-se das considerações feitas que o ·valor
médio do quadrado da tensão de ruído será
, Admitindo que o filtro tem uma hé\nda çle transmissãb «fa » e como o espectro se distribui
uniformemente, teremos finalmente
Em que o índice
1
/2 significa que se trata do ruído relativo a um lado apenas.
Deste modo teremos para a modulação em duração e posição respectivamente
(30- VII)
(31- VII)
(32- VII)
Na modulação em posição admite-se que esta é transformada localmente numa modulação em
duração pelo que só interessa considerar o ruído correspondente a um dos lados.
Por uma definição conveniente da largura de banda B podemos estabelecer a seguinte relação
entre B e o tempo Z de crescimento do impulso
B
.• z pol;'
1
/B as fórmulas simplificam-se para:
1 1
RMP= 2 Wo fa ---
Tr B
Modulação de frequência- MF
(33- VII)
(34- VII)
(35- VII)
Vamos admitir que os impulsos, na rec;epção, controlam um gerador de impulsos regenerando
um impulso rectangular indeformado.
O ruído resultará neste caso apenas_ da variação ocasional do ladp dp que controla
o gerador de impulsos rectangulares. . -
Teremos deste modo uma variação da densidade de impulsos no tempo o que significa que
o ruído i.ntroduz uma va:r:iação da frequência de repetição dos impulsos.
Sendo a variação instantânea do lado do impulso e atendendo à expressão da componente
de. audio duma sucessão impulsos modulada em frequência (U5) segue'-se que teremos à saída
do uma •t-ensão instantânea de ruído dado por
Eo _!_ (t)
' Tr -
(36- VII)
em que T é a duração do impulso regenerado.
Se quisermos calcular o valor médio do quªdrado da tensão de ruído teremos que determinar
Sendo
o espectro de será
E
l! T AI• ()
L.l ". t.
Tr_ ,
_,. _,.

--? ' ----7
E (t)] =ht (w)'=jw h (w)
Daqui resulta que se o espectro de potência de
o espectro de (t) será :
-
(t) for - W (f)
E2
Como anteriormente se demonstrou
z
(t) =-r (t)
E
e
(37- VII)
(38''- VII)
(39- VII)
. (40- VI I)
(41-\tll)
No caso presente o espectro de (t) está confinado e uniformemente distribuído na banda
(o a fr/
2
) pelo que a partir de 40-VII teremos também
Egualando as duas expressões de .ó.2 (t} obtemos :
B
W (f) = 2 W
0
-
fr
B
Wt (f) = 2 W
0
-.
fr
(42-VII)
O espectro de potência do ruído RMF será então atendendo a (36-VII) (41-VII) e (42'-:VII)
dado por:
WMF (f) =

(; y (

Wt (f) (43-VII)
O ruído RMF obtém-se então a partir de : ·
em que «fa» é a frequência limite do filtro desmodulador.
Efectuadas todas as operações obtém-se finalmente
(44-VII)
ou seja ainda
T
2
Z
2
B e
RMF = 2 E
2
-- -- -- Wo (2 r.)
2
_a_
··
0
T; E2 fr · 3
Atendendo à 'relação
B z = 1
a expressão simplifica-se para;
2 E
2
T
2
f
3
Wo
RMF = -· (2 1t')
2
_o a ·
3 P B" Tr
(45-VII)
Retação sinal-ruído para a modulação no tempo
Posto isto vamos determinar a relação sinal-ruído para os três tipos de modulação considerados.
Para isso vamos considerar a expressão. do termo de audio nos diversos casos.
Na modulação em duração :
. . T .
s (t)Mn = Eo T; m f (t)
(46-VII)
T é a duração do l.mpulso não modulado
Paq: .q , çaso· da, modulação em posição teremos para o tipo de de desmodulação considerado
" ..
s (t)MP = Eo Ta. m f (t)
Tr
em. que Ta é o máxim:J no tetnpo que os impulsos podem ter.
o caso da modulação de teremos :
Fo é o desvio máximo de frequência.
Determinemos agora os valores médios S admitindo-se que
' , ' ! \ , •• ' • '- " • - ' - ' '
· (47-VII)
(48-VII)
obtém-se:
Atendendo às expressões anteriores .vem as seguintes relações :
(
5) _ Pp T BT- Pm
R MD- 4 W
0
fa Tr - 2 Wo fa
.BT
2

Pp
2
Pm T
2
B

.a
2Wofa Tr 2 Wofa T

Pp
_3 _ [ Fo J T, B _ Pm
2Wofa
(2 r-)
2
fa r - 2 Wo fa
'j [ Fo J T
2
-
-- -- rB
(2r.)
2
fa T
(50-VII)
Considerando como referência o sistema de modulação de amplitude e tomando como critério
de comparação o valor médio da potência resultam finalmente os seguintes factores de melhoria
,BT
FMo=--
2
FMF=-- 3 -
1 [ Fo ]
2
4 r-
2
fa
* * *
B T.
2
T
(51)
No estudo feito tomou-se sempre em todos os casos T comó a dos impuls'bs, assu-
mindo-se assim que a duração do impulso transmitido é igual à duração do impulso à entrada do
desmodulador. Na modulação de frequência admite-se também que o impulso regenerado tem a
duração do impulso transmitido.
Na realidade o impulso sofre uma deformação devido à limitação introduzida por uma lar-
gura de banda B/2 finita, pode no entanto tomar-se com aproximação que a duração do impulso no
nível médio em que actua d selector de amplitudes é igual à duração do impulso transmitido.
No caso da modulação em duração deverá ter-se em atenção que a modulação não poderá ser
de 100 Ojo pois tem que se contar com uma duração mínima associada à largura de banda B.
Pode-se tomar com suficiente aproximação que a duração mínima associada à largura de
banda B/2 é
1
/B pelo que a duração mínima será
J12
1
Tm=-
B
Faz-se notar que esta duração é compatível com o tempo de crescimento z definido por
1
Z=-
B
uma vez que se
triangular em que a
na
é z.
uma forma
Nestas circunstâncias na
mas o
máximo no tempo.
Se quisermos
da potência de
o facto
Pp
e substituir T por
Em que T é agora a duração do
assim uma nova
T
2 Wo fa Tr
e um factor de melhoria
BT
2
à que nos dá a em
T BT
2 Wofa T 2
máximo no tempo
e
1
I B a mínima.
1 )2
- BT = 2 Wo fa
2
(1--1 )2
, BT
(1 - _!:__)2
2 BT
* *
Por último queremos salientar, mais uma vez, que as fórmulas obtidas para a modulação no
tempo, supõem um intervalo Eo no selector de amplitude, tal que Zo , o o
actua no impulso, se possa de curta à lei de variação de r (t).
Notamos ainda que todos os resultados obtidos com os resultados publicados por
}elonek em <<Noise Problems in Pulse Communication- The Journal of The Institution of Electrical
Engineers- VoL 94, Part -1947.
Para a modulação em amplitude Jelonek a indicar os resultados. Na dedução do
referido resultado usamos um método directo aliás já de forma semelhante noutras
publicações: Gouriet- The Journal of the Institution of Electrical Engí.neers- VoL 94, P;ut UI-A-
1947, pág. 551, e Amaro Vieira- Relação nos sistemas Radioeléctricos- Memórias
dos Engenheiros- N.o 106- 1955.
Na no tempo Jelonek usa um método que
zamos. Tomando como base a distribuição dos deslocamentos .1 t pela
calcula a de potência do ruído R e finalmente o valor médio R.
deste que seguimos é originaL
H3
H. Black
Goldman
Bell
Shannon
Wiener
Wiener
Chance
Wallman
Moskowitz
Thomson
Seely
Beranek
Churchill
Sunde
Fitch
Jelonek
Shannon
Shannon
Meachan
Sears
Goodall
Beneft
Landon
Chance
Ross
Gabo r
Panter
Deloraine
Deloraine
BIBLIOGRAFIA
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- lnformation Theory- Prentice-Hall- 1953.
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Amaro Vieira - Relação Sinal-Ruído nos Sistemas Radio Electricos- Memórias da Ordem dos Engenheiros- Out.1955.
Gouriet - Random Noise Characteristics- JIEE - Vol. 94 - Part .. III-A - 1947.
114
DI E
i P R TE
1- por
A - Sistem.as racionais
B - das mensagens transmitidas às
C - mensagem a um
D - Estabelecimento teórico dum sistema
emprego
Análise no sistema racional .
E de sucessões em
F - Funções limitado a um intervalo
J
K
inicia em zero
L - Códigos usuais.
M- final
estudo.
1 - ~ Modulação em duração .
2 - Modulação em posição ou fase
3 - Modulação de
c
1 - em duração
2 - Modulação em posição .
3 - Modulação de frequência .
da
SOS curta
na
quantificação.
11 PARTE
analíticas sucessões
h(t)
~ b (t)
elementos
por
que não se
por
no
para sucessões
1
3
3
5
7
8
10
12
15
17
19
25
28
30
35
42
43
47
49
49
5
53
55
55
58
58
59
61
61
O - Espectro de sucessões de impulsos moduladas no tempo por sinais sinusoidais.
Determinação da distorsão • • • • • .
1 - Modulação em duração
2 - Modulação em posição .
3 - Modulação de frequência •
E - A modulação no tempo como forma intermédia de transmi:;são. Modulação de
amplitude constante
F - Parte experimental • • • . • • ,. • •
Sistemas de comunicação por impulsos · ·
Características fundamentais
Modulação em amplitude : MA
Modulação no tempo
Modulação em duração
Modulação em posição .
Modulação de frequência .
Modulação em código binário •
Domínio de Aplicação da Comunicação por Impulsos ·
Apêndice
Apêndice
Apêndice
Apêndice

I - Demonstração da fórmula de interpolação (6) relativa às funçõés
SF (t) de espectro limitado ao intervalo O a F • . • • • • • • •
I I - Sobre a realizabilidade de filtros . . . . . . . . . .
I I I - Análise da relação entre a distorsão instantânea d (t) e a distorsão
dQ (t) relativa à função quantificada • . • . . .
IV- Justificação da relação (t) d t = o tK f
.::\2.
StK 12
Justificação da substituição de s:K por Mi
Apêndice V - Cálculo das expressões analíticas de sucessões moduladas no temp6
por sinais sinusoidais . . . • . . . . . . . • . • . . • • • ·
Apêndice VI - . . . . . . . . ............•...
Apêndice VI I - Comportamento dos sistemas de comunicação por impulsos rela-
ao ruído • . . • • . . • .
Modulação em amplitude
Modulação no tempo
Modulação em duração e posição
Modulação de frequência
Relação sinal-ruído para a no tempo
Bibliografia · · · · · · · · · · · · · · · · · · · ·
63
63
66
68
72
74
81
82
83
83
84
84
85
85
87
88
90
95
98
99
102
102
103
107
107
109
111
114

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