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INTRODUÇÃO A COMPUTAÇÃO II

UNEMAT – Universidade do Estado do Mato Grosso Campus de Barra do Bugres

Depto. de Ciência da Computação

DISPOSITIVOS DE REDES Prof. Diógenes Antonio Marques José dioxfile@hotmail.com Versão 2.0 Barra do Bugres, junho de 2009.

EQUIPAMENTOS DE REDES

INTRODUÇÃO:

Para conectar os vários componentes de uma rede e direcionar o tráfego da mesma, assim como interligar redes distinta com rapidez e segurança faz-se necessário a utilização de equipamentos ativos como Repetidores, Hubs, Bridges ou Pontes, Switches, Roteadores e Gateways.

Figura 16.1 Ativos de redes: dispositivos de redes locais
Figura 16.1
Ativos de redes: dispositivos de redes locais
Figura 16.1 Ativos de redes: dispositivos de redes locais

EQUIPAMENTOS DE REDES

Repetidores:

Os Repetidores funcionam na camada 1 do modelo ISO/OSI tendo a capacidade de prolongar a distância de uma rede por meio da amplificação do sinal de transmissão atenuado. Além de amplificar o sinal o Repetidor amplifica colisões, ruídos entre outras coisas sendo hoje substituído pelos Hubs;

EQUIPAMENTOS DE REDES

Hubs:

Mais conhecidos como concentradores os Hubs atuam assim como os Repetidores na camada 1 do modelo ISO/OSI. Sua função é concentrar diversos hosts (nós) possibilitando a intercomunicação dos mesmos. Existem dois tipos de Hubs os passivos e os ativos, os Hubs ativos têm a função de Repetidor, pois eles regeneram e retransmitem o sinal já os passivos servem somente para juntar dois segmentos de rede estes não são fabricados mais.

EQUIPAMENTOS DE REDES

Pontes:

As pontes operam na camada 2 do modelo ISO/OSI permitindo a interconexão entre segmentos de redes diferentes com meios de transmissão diferentes sendo considerada uma versão inteligente dos repetidores, pois selecionam e separam o tráfego da rede, de modo a repassar pacotes de um segmento ao outro se o mesmo estiver destinado a ele examinando o pacote pela verificação do MAC;

EQUIPAMENTOS DE REDES

Switches:

Os Switches funcionam na camada 2 do modelo ISO/OSI embora existam equipamentos mais sofisticados que operam em camadas mais elevadas do modelo ISO/OSI. Ao contrário dos Hubs os Switches alem de armazenar o endereço de cada máquina na rede altera rapidamente entre conexões de uma porta para outra. Cada porta de um Switch é um domínio de colisão. Os Switches foram baseados nas Bridges sendo assim, os pacotes recebidos são armazenados temporariamente sendo enviados para o seu destino por meio do referenciamento do MAC;

EQUIPAMENTOS DE REDES

Roteadores:

Os Roteadores funcionam na camada 3 do modelo ISO/OSI sendo mais inteligente que as Bridges de modo a interconectar redes completamente diferentes. Os Roteadores possuem seu próprio endereço IP sendo visto por outros equipamentos como um nó de rede, possuem software de gerenciamento podendo ser programados, também possuem processadores que permitem um gerenciamento confiável do tráfego assim como melhor performance na procura de rotas. Além de utilizar protocolos como IP, IPX e Aplletalk os roteadores utilizam protocolos específicos para roteamento como RIP e OSPF;

EQUIPAMENTOS DE REDES

Gateways:

Os Gateways são interfaces especificas de aplicativos e vincula todas as setes camadas do modelo ISO/OSI quando elas são diferentes ou em qualquer um dos níveis. Assim os Gateways podem interligar redes que utilizam arquitetura ISO/OSI com outra rede que utiliza arquitetura SNA (System Network Architecture) da IBM, também pode ser usado para converter Ethernet em Token Ring. A principal Utilização dos Gateways hoje é a de gerenciar E-mails, a maioria dos sistemas de E-mails que se conecta a dois sistemas distintos utiliza um computador configurado como Gateway.

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O RIP (Routing Information Protocol) foi o primeiro protocolo de encaminhamento padrão desenvolvido para ambientes TCP/IP. O RIP é um protocolo de encaminhamento dinâmico que implementa o algoritmo vector de distância e caracteriza-se pela simplicidade e facilidade de solução de problemas. Normalmente, os routers usam RIP em modo activo e as estações (hosts) em modo passivo. O RIP transmite a sua tabela de encaminhamento a cada 30 segundos. O RIP permite 15 rotas por pacote, assim, em redes grandes, são exigidos vários pacotes para enviar a tabela de encaminhamento inteira. A distância ao destino é medido pelos routers que se passa até chegar ao destino. Permitindo 15 rotas, permite passar até 15 routers, tendo depois de ser reencaminhado de novo.

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Características RIP:

O protocolo RIP é baseado em uma troca de mensagens entre os roteadores que utilizam o protocolo RIP. Cada mensagem do RIP contém uma série de informações sobre as rotas que o roteador conhece (com base na sua tabela de roteamento atual) e a distância do roteador para cada uma das rotas. O roteador que recebe as mensagens, com base na sua distância para o roteador que enviou a mensagem, calcula a distância para as demais redes e grava estas informações em sua tabela de roteamento. É importante salientar que distância significa hope, ou melhor, o número de roteadores existentes em um determinado caminho, em uma determinada rota.

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Características RIP II:

As informações entre roteadores são trocadas quando o roteador é inicializado, quando o roteador recebe atualizações em sua tabela de roteamento e também em intervalos regulares. Aqui a primeira desvantagem do RIP. Mesmo que não exista nenhuma alteração nas rotas da rede, os roteadores baseados em RIP, continuarão a trocar mensagens de atualização em intervalos regulares, por padrão a cada 30 segundos.

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Características RIP III:

O RIP é projetado para intercambiar informações de roteamento em uma rede de tamanho pequeno para médio. Além disso, cada mensagem do protocolo RIP comporta, no máximo, informações sobre 25 rotas diferentes, o que para grandes redes, faria com que fosse necessária a troca de várias mensagens, entre dois roteadores, para atualizar suas respectivas tabelas, com um grande número de rotas. Ao receber atualizações, o roteador atualiza a sua tabela de roteamento e envia estas atualizações para todos os roteadores diretamente conectados, ou seja, a um hope de distância.

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OSPF:

O OSPF - Open Shortest Path First - é um protocolo de roteamento para redes que operem com protocolo IP; desenvolvido pelo grupo de trabalho de IGPs (Gateway Protocol) da IETF (Internet Engineering Task Force) e descrito inicialmente em 1989 pela RFC 1131. Baseado no algoritmo Shortest Path First (rota primeiro), o OSPF foi criado para substituir o protocolo RIP.

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OSPF II:

Atualmente o OSPF é um dos protocolos de roteamento mais empregados, sendo suportado pela maioria dos roteadores, assim como por servidores que implementem os sistemas operacionais Linux e Unix. Versátil, o OSPF pode ser empregado tanto a redes de pequeno quanto em redes de grande porte.

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OSPF III:

Princípio de funcionamento

O princípio de roteamento do OSPF é relativamente simples. Ao invés de manter uma tabela com todas as rotas possíveis (como faz o protocolo RIP), cada nó (roteador) OSPF contêm dados sobre todos os links da rede. Cada entrada da tabela de roteamento OSPF contém um identificador de interface, um número do link e uma distância ou custo (esse último pode ser atribuído pelo administrador da rede). Com todas essas informações, cada nó possui uma visão da topologia da rede e pode, dessa forma, descobrir sozinho qual é a melhor rota para um dado destino. Caso ocorra uma alteração em um dos links da rede, os nós adjacentes avisam seus vizinhos

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OSPF IV:

Principais características:

Há duas características principais no OSPF. A primeira, é que se trata de um protocolo aberto, o que significa que suas especificações são de domínio público; suas especificações podem ser encontradas na RFC (Request For Comments) número 1247. A segunda, é que ele se baseia no algoritmo SPF, também chamado de algoritmo de Dijkstra, nome de seu criador.

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OSPF VI:

Principais características II:

Ao mesmo tempo em que o roteador OSPF acumula informações sobre o estado do link, ele usa o algoritmo SPF para calcular a menor rota para cada nó.

Por ser um protocolo do tipo link-state, o OSPF difere-se do RIP e do IGRP, que são protocolos de roteamento baseados em vetores de distância. Os roteadores que trabalham com algoritmos de vetor de distância, a cada atualização, enviam toda ou parte de suas tabelas de roteamento para seus vizinhos.