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domingo, 23 de junho de 2013

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Ciência dos materiais:

O cientista dos materiais (!= engenheiro de materiais) usa teorias da física para explicar a relação entre as propriedades e a intima natureza(microestrutura) dos materiais (metais, polímeros, cerâmicos e compósitos), através de ensaios de materiais (experimento controlado).

Metais - resistentes (aguentam tensões elevadas antes de romper), dúcteis (se deformam antes de romper), bons condutores de corrente e létrica e de calor, e podem ser polidas de forma a ter uma superfície "metálica"

Cerâmicas - alto ponto de fusão e estabilidade térmica (refratários), isolantes térmicos, frágeis rompem sem deformar) porem resistentes (alta dureza), propriedades elétricas interessantes e são catalisadores - podem ser usados no alto forno e vidros são misturas de materiais cerâmicos transparentes

Polímeros - altamente moldáveis, baixa densidade, menos resistentes que metais e cerâmicas

Compósitos - combinação de materiais anteriores. Ex: concreto, fibra de vidro (cerâmica + polímero), e metal + cerâmica, criando proprieda des únicas

Semicondutores - condutividade finamente controlada pela presença de impurezas - dopantes, podem ser combinados para gerar propriedades eletrônicas e óticas sob medida. Aplicações: automóveis e aviões e turbinas, com vantagens ambientais

Aspectos da estrutura que definem as propriedades:

Ligação química - dependendo do tipo de ligação, temos diferentes propriedades. Ex: ligação metálica e forte e gera uma boa condutividades

Arranjo atômico - material cristalino (simetria, ordem de longo alcance - metais e ligas) e material amorfo (ordem de curto alcance - vidro)

Estrutura cristalina - diferentes estruturas cristalinas deformam mais ou menos.

Arranjo micro estrutural - maneira como os cristais estão orientados no espaço, distribuição e tamanho, diretamente ligado ao processo de fabricação

Presença de fases - composição, monofásico (um tipo de grão, cristal) ou polifásico (dois ou mais tipo de grãos, cristais - são tecnologicamente mais interessantes) . Fases tem identidades químicas e físicas uniformes. Estado solido fase = conjunto de grãos idênticos )mesmo estado físico quimicamente distintas)

Propriedades - características mensuráveis de um metal:

Térmica - condutividade térmica

Mecânico - modula de elasticidade

Química - resistência a corrosão

Ele/mag

Obs.: Microestrutura - tipo, % e composição das fases (tipos de materiais) e arranjo micro estrutural onde cada fase tem propriedades físicas e químicas diferentes. Aço:

carbetos (Fe3C - resistência) e ligas ferrosas(Fe, C, etc - ductilidade). Basicamente pensamos na forma, tamanho e distribuição dos cristais que compõe as fases.

Engenharia de materiais:

Material -----> Processameto -----> Material final (melhores propriedades)

Desenvolvimento de processos que visam a melhoria nas propriedades para aumentar o desempenho no que for aplicado

Ajuste da composição- controle dos elementos, carbono e elementos de liga (II)

Síntese e composição: Obtenção de metais por meios químicos e formação de liga com a composição desejada, material de composição controlada. (I)

Processamento - processos de ajuste da sua microestrutura, que tem relação com as propriedades (comportamento do material em condições contro ladas)

Processamento mecânico - dar uma forma ao material (conformar) com a aplicação de forcas, gerando um impacto na microestrutura

Processamento químico - associado a um aumento superficial da dureza e introduzir camadas protetoras contra a corrosão. Ex: Carbonetacao - coloca-se uma fonte da carbono com uma peca de aço controlando a temperatura e isso gera um material com a superfície maior dureza. Na prod ução do aço galvanizado (superfície mais resistente a corrosão), mergulha -se a peca de aço em um banho de zinco

Processamento/Tratamento térmico - promover o aquecimento e resfriamento com taxas controladas (tg) para mudar a microestrutura do material. Durante o TT variamos microestrutura varia o tipo, % e fases (termodinâmica - previsto no diagrama de fases*) e também o arranjo cristalino (cinética - mecanismo) que depende da taxa de resfriamento e velocidades(mecanismos) das transformações de fases no interior do material, e depende das caracterizações micro estruturais. (colocar imagem de tratamento térmico e material). Variáveis importantes: temperatura, tempo e taxa de resfriame nto

1. Diagrama de fases

Mapas que permitem prever o estado de equilíbrio de um material quando a temperatura e pressão de cada componente são fixados possibilitando encontrar as fases e a sua composição

Para substâncias puras, temperatura e pressão definem o equilíbrio

Nos sistemas com mais de um componente, definidos pela temperatura, pressão e composição - fração molar ou mássica. A + B --- Wa = ma/ma + mb e Wb = mb/ma + mb com Wa + Wb = 1. Nesse caso ha um limite de solubilidade, ou seja, uma concentração a partir da qual aquela soluçã o se torna instável, que depende da temperatura, quase sempre diretamente proporcional

Soluções solidas:

Estrutura cristalina bem definida (solvente)

O soluto pode entrar, dependendo do tamanho do soluto (pode ser misto também)

Posições da rede (substitucional). Ex: Cr nu Fe

Vazios presentes da rede (intersticial). Ex: C no Fe

 Vazios presentes da rede (intersticial). Ex: C no Fe • Limite de solubilidade - abaixo
 Vazios presentes da rede (intersticial). Ex: C no Fe • Limite de solubilidade - abaixo

Limite de solubilidade - abaixo do limite, átomos das impurezas se diluem na rede cristalina da matriz (material monofásico). Quando o limite de solub ilidade for ultrapassado, forma-se uma nova fase

Ligas isomorfas:

Ex: Cu-Ni

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Solubilidade plena (similaridade físico-química) - uma única fase no estado solido (alfa), ou seja, grãos de mesmo tipo mesmo que as propriedades mudem de acordo com composição. Inserir diagrama.

Pode-se descobrir as fases e quando tem duas, descobrir as composições de cada fase, traçando a a interseção da linha isotérmica c om as curvas L e S. Também temos a fração de cada fase - regra da alavanca

om as curvas L e S. Também temos a fração de cada fase - regra da

Composição de cada fase

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om as curvas L e S. Também temos a fração de cada fase - regra da
om as curvas L e S. Também temos a fração de cada fase - regra da
om as curvas L e S. Também temos a fração de cada fase - regra da
• Determinação das frações de cada fase - regra da alavanca(conservação de massa) W(L) =
• Determinação das frações de cada fase - regra da alavanca(conservação de massa) W(L) =
• Determinação das frações de cada fase - regra da alavanca(conservação de massa) W(L) =

Determinação das frações de cada fase - regra da alavanca(conservação de massa)

W(L) = C(a) - C(o) / C(a) - C(L)

W(a) = C(o) - C(L) / C(a) - C(L)

= C(a) - C(o) / C(a) - C(L) W(a) = C(o) - C(L) / C(a) -

OBS: Para alterar a granulometria:

Taxa de Resfriamento (nucleação e crescimento) - a taxa aumenta e grãos diminuem pois mais núcleos (mais resistentes) se formam, o diagrama de fases não informa esse tamanho de cristais.

Recozimento - tratamento térmico para aumentar o tamanho dos grãos. A taxa de crescimento dos graus depende da temperatura (inferior a temp eratura de fusão da liga, que depende da composição). Nesse caso, a taxa de resfriamento não influencia. Deve conhecer o diagrama de fases, para saber a temperatura de fusão e não ha transformação de fase.

Deve conhecer o diagrama de fases, para saber a temperatura de fusão e não ha transformação

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Termodinâmica dos materiais: • Diz como vai estar o material ao chegar no estado de

Termodinâmica dos materiais:

Diz como vai estar o material ao chegar no estado de equilíbrio, apos mudar a temperatura com pressão e composição constantes Ex: Precipitação de uma nova fase. Dependendo da velocidade

Aspectos cinéticos

Resfriamento quase-estático (infinitamente lento) - há sempre tempo para chegar ao equilíbrio (configuração máxima de estabilidade)

Velocidade das transformações (difusão) e velocidade de resfriamento - se resfriar muito rápido, o material vai estar fora do equilíbrio

Desvios do equilíbrio previsto pelo diagrama - variações nas linhas (composições e percentuais de liquido e alfa). Difusão = movimento atômico.

Efeito da taxa de resfriamento - limita-se a difusão - desvios em relação as informações do diagrama (percentual de fases e teores, especialmente para a linha de sólidos), pode-se bloquear uma transformação no estado solido (resfriando rapidamente) pois a difusão no solido é mais lento. Além disso, a natureza da precipitação no estado sólido pode mudar - Inter granular (mais rápida) e intragranular (mais lenta)

Difusão no solido e mais lenta, ou seja e mais sensível a taxa de resfriamento

mais lenta, ou seja e mais sensível a taxa de resfriamento Ligas não isomorfas • Quando

Ligas não isomorfas

Quando o limite de solubilidade for ultrapassado forma-se uma nova fase (inserir diagrama de fases)

Terá dois tipos de grãos por isso são mais interessantes tecnologicamente falando (aparece mais de uma fase no solido)

falando (aparece mais de uma fase no solido) Ligas euteticas • Pb/Sn • Solubilidade parcial -
falando (aparece mais de uma fase no solido) Ligas euteticas • Pb/Sn • Solubilidade parcial -

Ligas euteticas

Pb/Sn

Solubilidade parcial - região de coexistência com dois tipos de grão (soluções sólidas alfa e beta)

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• Composição eutetica - liga poli cristalina, quando diminui a temperatura, abaixo da isoterma eutetica
• Composição eutetica - liga poli cristalina, quando diminui a temperatura, abaixo da isoterma eutetica

Composição eutetica - liga poli cristalina, quando diminui a temperatura, abaixo da isoterma eutetica terá camadas finas alternadas de fases alfa e beta, a superposição das lamelas oferece um caminho para a difusão com maior velocidade.

oferece um caminho para a difusão com maior velocidade. • Transformação eutetica: L = alfa +

Transformação eutetica: L = alfa + beta (ainda há nucleação e crescimento)

Composição hipereutetica

eutetica: L = alfa + beta (ainda há nucleação e crescimento) • Composição hipereutetica Página 5

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• Composição abaixo da eutética • Exemplo Obs : taxa de resfriamento(nucleação e crescimento) -

Composição abaixo da eutética

• Composição abaixo da eutética • Exemplo Obs : taxa de resfriamento(nucleação e crescimento) - similar

Exemplo

• Composição abaixo da eutética • Exemplo Obs : taxa de resfriamento(nucleação e crescimento) - similar
• Composição abaixo da eutética • Exemplo Obs : taxa de resfriamento(nucleação e crescimento) - similar
• Composição abaixo da eutética • Exemplo Obs : taxa de resfriamento(nucleação e crescimento) - similar
• Composição abaixo da eutética • Exemplo Obs : taxa de resfriamento(nucleação e crescimento) - similar
• Composição abaixo da eutética • Exemplo Obs : taxa de resfriamento(nucleação e crescimento) - similar

Obs: taxa de resfriamento(nucleação e crescimento) - similar as ligas isomorfas. Recozimento - para as ligas que não passam pela isoterma eutética (composição muito alta ou muito baixa), usada para sumir com os precipitados formados depois, aumentando a maleabilidade do material (dissolução dos precipitados com o aumento da temperatura e manter os grãos nessa temp pra o crescimento dos grãos (maior a temp, mais rápido esse crescimento) e resfriamento (com efeito da taxa de resfriamento, lento favorece o crescimento intragranular no meio e não nas bordas, poucos precipitados, mas maiores; rápido, precipitados nos contornos, em maior numero e menores - importa pois ha transformação de fase acontecendo.

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Resumo eutéticas e isomorfas

Solubilidade: eutética é parcial e isomorfa é plena

Microestrutura - isomorfa - único tipo de grão e tamanho de grão via controle da taxa de crescimento. eutecica - dois tipos de grão, maior diversidade de microestruturas, taxa de resfriamento (tamanho de grão e controle da precipitação no estado solido, ligas fora do eutetico)

Aço

Características:

Liga metálica a base de ferro (ferrosa)

Pode conter outros elementos de liga

Propriedades dependem da composição química e da microestrutura - mais carbono, mais resistência e menos dúctil e presença de Cr, mais dúctil (a mecânica fica sendo a mais importante).

Diagrama Ferro-Carbono

fica sendo a mais importante). • Diagrama Ferro-Carbono • Região de interesse (transformações no estado

Região de interesse (transformações no estado sólido) - menor composição

(transformações no estado sólido) - menor composição L -> austenita + Fe3C carbeto cementita (alta dureza)

L -> austenita + Fe3C carbeto cementita (alta dureza)

Ferrita = alfa e Austenita = gama

Estruturas cristalinas dependem da temperatura - alotropia

Equilíbrio estável e metaestável

Formação de Fe3C - cementita em ligas Fe-C (metaestável) e não Fe + C(grafite) (equilíbrio, fase estável, pois a transformação e muito lenta e demora séculos)

velocidade das transformações(mecanismo) - aprisionamento em um estado(configuração) metaestável motivado por um resfriamento rápido (difusão limitada)

Reação eutetóide (727 graus): ver slide 21 aula 24/05

Superposição de lamelas de alfa e cementita (caminho difusional interessante.

Estado inicial: austenita

Aco eutetoide - 0,77%C

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Aco hipoeutetoide • Estado inicial: austenita • Precipitação de alfa pro eutetoide ao longo do

Aco hipoeutetoide

Estado inicial: austenita

Precipitação de alfa pro eutetoide ao longo do contorno de gama

de alfa pro eutetoide ao longo do contorno de gama Aço hipereutetoide • Estado inicial: austenita

Aço hipereutetoide

Estado inicial: austenita

Precipitação de cementita nos contorno de gama

Após a isoterma eutetoide - formação de lamelas de alfa(ferrita) e cementita

contorno de gama • Após a isoterma eutetoide - formação de lamelas de alfa(ferrita) e cementita

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Elementos de liga: • Modificam as posições das linhas do diagrama de fases - podem

Elementos de liga:

Modificam as posições das linhas do diagrama de fases - podem alterar totalmente a sequencia das transformações durante o resfriamento, ou seja, o comportamento esperado da liga esta sendo alterado.

Formação de carbetos além do Fe3C (fases resistentes)

Formação de carbetos além do Fe3C (fases resistentes) Propriedades mecânicas • Metais podem ser materiais

Propriedades mecânicas

Metais podem ser materiais estruturais - a quantificação de suas propriedades mecânicas e fundamental para a sua aplicação

Um grande numero de propriedades pode ser derivado de um único teste, por exemplo o ensaio de tração.

Nesse tipo de teste, fica avaliado a deformação do material ate a sua fratura. A sua deformação pode ser reversível.

Ensaio de tração:

Região elástica (deformação reversível) e região plástica (deformação quase toda irreversível).

Tenacidade - área do gráfico, densidade de energia mecânica introduzida até a fratura. O

material mais frágil tem maior limite de escoamento e maior limite de resistência. No entanto, tem menor tenacidade devido à falta de ductilidade (a área sob a curva correspondente é muito menor).

Limite de escoamento - importante no processo de conformação(sai do regime elástico (lei de hook - σ = E.ε), para o plástico, quando passa fica uma deformação residual (fica deformado, alongado)

Limite de resistência - ponto de máximo(depois forma a barriguinha)

Ductilidade - onde há a estricção, quando mais inclinado, mais dúctil, ou seja, aguenta muita deformação antes de fraturar.

Alongamento percentual %EL=100 x(Lf- L0)/L0 e Redução de área percentual %AR=100x(A0 - Af)/A0

Modulo de elasticidade - quanto maior, mais forca para deformar. Tg da parte elástica

- Af)/A0 • Modulo de elasticidade - quanto maior, mais forca para deformar. Tg da parte

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• Existe também ensaios de dureza e impacto; e os não destrutivos, para avaliação do
• Existe também ensaios de dureza e impacto; e os não destrutivos, para avaliação do

Existe também ensaios de dureza e impacto; e os não destrutivos, para avaliação do risco de ter fraturas, feitas por diferent es métodos (microscopia óptica, emissão acústica, ultrassom e líquido penetrante)

% carbono, elementos de liga a ductilidades (ajuste da composição)

Aumentando-se o teor de carbono, eleva-se a dureza: espera-se mais cementita(Fe3C - carbeto de elevada dureza) - regra da alavanca na região alfa+cementita

Os elementos de liga também influenciam na dureza - carbetos adicionais e % das fases aumentam também.

dureza - carbetos adicionais e % das fases aumentam também. OBS: Para controlar as propriedades mecânicas

OBS: Para controlar as propriedades mecânicas das ligas pode controlar a tempertura e a composição.

Tratamentos térmicos em aço:

Austenização - aquecer ate eu ter só em austenita com o tamanho de grão controlado

Recozimento pleno - resfriamento no forno de tratamento (lento)

Normalização - resfriamento do ar (rápido). Perlita fina

Têmpera - resfriamento com água (muito rápido)

Controle da dureza/ductilidade - especialmente interessante quando há transformação no estado solido, tipo de microestrutura presente na eca (tamanho de grão - fina ou grosseira - e microestrutura bainitica - maior dureza que a perlita), os elementos de liga afetam a microestrutura final para um mesmo tratamento térmico

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• Fases metaestáveis ○ As fases mostradas nos diagramas só são formadas se o resfriamento
• Fases metaestáveis ○ As fases mostradas nos diagramas só são formadas se o resfriamento
• Fases metaestáveis ○ As fases mostradas nos diagramas só são formadas se o resfriamento

Fases metaestáveis

As fases mostradas nos diagramas só são formadas se o resfriamento for lento, o rápido vai limitar a difusão

Caso o resfriamento seja rápido, fases metaestáveis se formam - Martensita (fase formada pelo resfriamento abrupto da austenita (aço extremamente resistente) mas a dureza pode ser reduzida pelo revenido) e Austenita retida (não transformada)

Estabilidade influenciada por elementos de liga

revenido) e Austenita retida (não transformada) ○ Estabilidade influenciada por elementos de liga Página 11 de

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• Ensaios de tração ○ O modulo de elasticidade permanece inalterados, as outras propriedades mudam.
• Ensaios de tração ○ O modulo de elasticidade permanece inalterados, as outras propriedades mudam.

Ensaios de tração

O modulo de elasticidade permanece inalterados, as outras propriedades mudam.

permanece inalterados, as outras propriedades mudam. • Aplicações dos aços: Em virtude do que foi

Aplicações dos aços:

Em virtude do que foi apresentado, entende-se que os aços constituem materiais versáteis no que diz respeito à dureza final alcançada, peças estruturais e ferramentas de corte.

Aços especiais par a indústria automobilística

ferramentas de corte. Aços especiais par a indústria automobilística Vantagens dos aços avançados Página 12 de

Vantagens dos aços avançados

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resistência mecânica otimizada (redução do peso)

ductilidade preservada - trabalho mecânico (conformação) facilitada sem custos adicionais de manufatura

Aços TRIP

Presençaça de austenita retida, bainita, perlita e martensita - Transformação da austenita retida em martensita mediante forças externas (induced plasticity) Úteis para a proteção de impacto lateral (trabalho mecânico leva ao endurecimento prevenindo o colapso total das seções laterais) - absorção da energia mecânica

das seções laterais) - absorção da energia mecânica Processos de fabricação: • Visam dar forma a

Processos de fabricação:

Visam dar forma a peças (carrocerias) e/ou dispositivos, influenciando na microestrutura final do material, ou seja, normalme nte não é a mesma inicial, mas similar

Conformação(laminação, forjamento e extrusão) - aplicações de forças, tensões externas

Fundição - fusão e solidificação em moldes

Metalurgia do pó - sinterização em moldes sob pressão

Soldagem - união de peças por fusão localizada

Processo de conformação:

Dar forma via forças externas

Laminação(placas e perfis estruturais) controle, pode ser feito de forma continua e controlada, com uma preciso e acabando mu ito bons, grande importância

Forjamento - pecas de grande porte com formato mais complexo, processo mais antigo

Extrusão - trefilação (fios)

Podem ser realizados a frio (apenas para materiais relativamente dúcteis) - gera encruamento (aumento de dureza pela deformação dos grãos existentes) e,

dependendo do diagrama de fases, a dureza pode ser revertida por um tratamento térmico de recozimento da peça (precipitado da outra fase some, surgem novos núcleos não deformados e crescimento - recristalização, precipitado da outra fase volta a aparecer), chegando numa parte sólida de a plenas uma fase (linha da porcentagem). Caso isso exija passar pela isoterma eutética, não é possível ter a recristalização. Aços laminados a frio pode m prejudicar o equipamento ou fraturar.

Tratamento a quente (materiais muito duros) - temperatura controlada para que uma microestrutura mais dúctil esteja presente (ex. aços - campo austenítico(gama)), há a recristalização da austenita durante o processo. Também pode ser feito um tratamento térmico depois da laminação na peça .

um tratamento térmico depois da laminação na peça . Obs: algumas ligas não podem ser recristlizadas,
um tratamento térmico depois da laminação na peça . Obs: algumas ligas não podem ser recristlizadas,

Obs: algumas ligas não podem ser recristlizadas, então é preciso buscar outro processo.

Processo de fundição:

Peças com dimensøes variadas e formato complexo podem ser produzidos

Deve-se liquefazer a liga e esperar a mistura resfriar em um molde refratário com o formato da peça

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Ligas com baixa temperatura de fusão (liga Pb-Sn), no entanto os aços são uma excessão com o aproveitamento da energia do processo.

A taxa de resfriamento é dificilmente controlada - incluencia diretamente na microestrutura.Se houver formação de precipitados no contorno de grão, caso de um resfriamento muito rápido, o material fica quebradiço, então é necessário o tratamente térmico quando possível (depende do diagrama de fases).

térmico quando possível (depende do diagrama de fases). Processo de metalurgia do pó: • Ligas com
térmico quando possível (depende do diagrama de fases). Processo de metalurgia do pó: • Ligas com
térmico quando possível (depende do diagrama de fases). Processo de metalurgia do pó: • Ligas com

Processo de metalurgia do pó:

Ligas com alta temperatura de fusão ou seja, grandes investimentos energéticos - aços, Ag-Cu, Ta, Nb

Sinterização de pós metálicos (granulometria controlada, quanto menor, melhor) sob pressão e temperaturas da ordem de 800 gra us - pós de ligas ou metais puros(depende da liga)

Variáveis operacionais importantes (ajustadas para cada tipo de liga) - temperatura de sinterização e tempo de sinterização (Junção dos grãos e formação da microestrutura de interesse (processo difusionais)( e taxas de aquecimento (crescimento de grão) e resfriamento (microestrutu ra final). Todas essas variáveis podem ser controladas de forma muito precisa, aumentando a qualidade dessas peças.

Temperatura favorece a difusão, pressão aumenta o contato entre as superfícies junto com o tamanho/granulometria do pó

Estudos de caso:

1. Ta-Nb

obter o pó de metal com granulometria fina - juntar os grãos grosseiros dos metais separadamente com nitrogênio (nitretação), produzindo nitretos de METAL, que é um matéria cerâmico, que vai pra moagem e chegar numa granulometria fina. Depois esses grãos finos serão aquecidos para separ ar o nitrogênio

temperatura de sinterização 2000 graus - os grãos de Nb e Ta no coisa com parede refratária e começa a ocorrer a sinterização, tirando os poros, depois acontece a

difusão com o final no equilíbrio com a estrutura da liga que interessa, com uma fase alfa e não importa a taxa de resfriamen to.

2. Cu-Ag

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80% de prata - nesse caso a temperatura de sinterização deve estar obrigatoriamente abaixo da isoterma eutétuca. Moagem = 80% de pó de prata + 20% de pó de cobre e colocar ambos no leito de sinterização em uma temp de 650 graus. Também há o desaparecimentos dos poros mas no equilí brio temos duas fases onde alfa tem 0.5% de prata e 99.5% de cobre e a fase beta tem 90% de prata e 10% de cobre. Vale fazer o resfriamento rápido para não m udar os percentuais.

Aumentando o percentual de prata para uma temperatura de sinterização mais alta, temos só a presença da fase beta, com interf erência na maneira como a fase alfa vai se precipitar pois há uma transformação de fase no meio do caminho(rápido, contorno de grão, devagar, dentro da fase beta )

3. Aços

Vantagem - maior controle da microestrutura, pois as variáveis (taxa de aquecimento, resfriamento, temperatura e tempo) são controladas, trabalha-se com peças menores. Então há homogeneidade no aquecimento, maior controle sobre a porosidade, microestrutura final otimizada pelo contro le da taxa de resfriamento. Viabilizam nanoestruturas com taxas elevadas de aquecimento e reduzido tempo de sinterização.

Temos o Fe-C que é fundido e posto num recipiente com poros e um gás inerte (resfriamento), formando nuvens de gotículas de aço, que vão resfriar e virar aço em pó com uma granulometria muito fina.

A sinterização deve ser feita numa temperatura onde só tem austenita, tira os poros e durante o resfriamento precipita a ceme ntita no contorno de grão e a ferrita,

saindo com a microestrutura que interessa

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