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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO ESCOLA PAULISTA DE POLÍTICA, ECONOMIA E NEGÓCIOS

KEYLA MARTINS N. DE LIMA - 93826 MARIANA SLONIK ABRAHÃO - 93856 NAIARA LETÍCIA TAVARES SILVA - 93831 VANESSA NOGUEIRA SANTOS - 95207 CIÊNCIAS CONTÁBEIS 4º TERMO INTEGRAL

MÉTODOS QUANTITATIVOS PIB ANUAL BRASILEIRO

OSASCO

2015

INTRODUÇÃO

Com o intuito de realizar o trabalho de conclusão do semestre da disciplina de Métodos Quantitativos Aplicados à Contabilidade escolhemos os dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro entre os anos de 1972 e 2003 retirados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O PIB é um dos principais indicadores de uma economia, revelando a soma de todos os serviços e bens produzidos em determinada região em certo período.

Contamos com a ferramenta R, um ambiente de linguagem de programação destinado à realização de cálculos estatísticos e gráficos, para que fosse possível a análise dos dados e a projeção dos próximos dez anos do PIB brasileiro.

Como conclusão do nosso trabalho, comparamos os dados projetados com os dados reais retirados do IPEA. Apresentando divergências entre as duas informações, analisamos as informações e explicamos o que pode ter acontecido para que isso acontecesse.

REFERENCIAL TEÓRICO

Como afirma Vera Fava e Regina Cati num artigo sobre Mudanças no comportamento do PIB brasileiro, o Produto Interno Bruto é um dado econômico de grande relevância tendo visto que sua utilidade não se limita em apenas quantificar financeiramente o crescimento de determinada nação. Além disso, o histórico de um PIB é usualmente utilizado para a projeção do mesmo, e isto torna se mais uma informação auxiliadora aos agentes macroeconômicos em suas tomadas de decisões.

Pressuposto a importância da análise de tal índice, assume a facilidade em encontrar estudos explorando tal tema, assim como a grande amplitude que se desenvolve dentro desse assunto.

METODOLOGIA

Para realização do trabalho, utilizou-se o programa R de linguagem de programação para a aplicação de códigos, no qual gerou uma projeção futura da série escolhida e uma possível comparação com o que realmente ocorreu.

A série histórica escolhida foi do Produto Interno Bruto brasileiro com moeda já a valor constante de 2013 em milhões de R$, retirada do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O recorte de período a ser explorado foi de 1972 a 2003, com a rejeição de dados dos últimos 10 anos, para que assim seja possível posteriormente realizar uma comparação, entre o projetado e o real.

Conforme os dados da série e do período selecionado, foram elaborados os seguintes elementos com a devida programação, e posteriormente uma análise dos principais gráficos:

e posteriormente uma análise dos principais gráficos: O gráfico da série original ilustra o que ocorreu

O gráfico da série original ilustra o que ocorreu no período analisado, mostrando que ao passar dos anos o PIB anual brasileiro obteve um crescimento relevante. O gráfico da diferença da série original revela que os dados em questão possuem certa estacionariedade, ou seja, estão mais ou menos ao redor de uma média constante, portanto um modelo auto regressivo ou de médias móveis de curta memória serão suficientes como mostram os gráficos de FAC e FACP a seguir.

Para obter o melhor candidato, fizemos diferentes combinações entre a dependência da parte AR (p)

Para obter o melhor candidato, fizemos diferentes combinações entre a dependência da parte AR (p) e a dependência da parte MA (d), deixando as diferenças para tornar a série estacionária em média (q) fixa.

MODELO

ARIMAS

AIC

MODELO

ARIMAS

AIC

 

1 1,1,0

796,71

 

9 2,1,0

795,55

 

2 1,1,1

793,86

 

10 2,1,1

797,12

 

3 1,1,2

796,87

 

11 2,1,2

798,87

 

4 1,1,3

794,62

 

12 2,1,3

800,87

 

5 0,1,0

805,49

 

13 3,1,0

797,12

 

6 0,1,1

801,73

 

14 3,1,1

799,08

 

7 0,1,2

797,06

 

15 3,1,2

794,06

 

8 0,1,3

797,12

 

16 3,1,3

796,82

Com o intuito de escolher o melhor candidato, foram analisados os menores AIC, além de observar se o modelo apresentava as características esperadas.

Apesar do modelo 2 apresentar o menor AIC, pode-se verificar nos gráficos abaixo que nos valores de p, o mesmo não capta todas as memórias, portanto possui uma dependência da parte auto regressiva (p) necessitando de mais passados.

Através da afirmação acima, o modelo 15, foi o que mais se adequou as características

Através da afirmação acima, o modelo 15, foi o que mais se adequou as características necessárias, capturando todas as memórias, e com o menor AIC diante dos demais.

todas as memórias, e com o menor AIC diante dos demais. A partir do modelo 15,

A partir do modelo 15, realizou a projeção e comparação com os dos dez anos seguintes.

ANÁLISE DO RESULTADO

Neste primeiro gráfico pode-se observar conforme a projeção, que o PIB entre os anos de 2004 a 2013 cresceria até certo ponto, e posteriormente permaneceria mais ou menos constante.

e posteriormente permaneceria mais ou menos constante. No segundo gráfico, no qual apresenta o que realmente

No segundo gráfico, no qual apresenta o que realmente aconteceu nos dez anos seguintes com o PIB anual, revela que a projeção não obteve sucesso, pois o PIB continuou crescendo e em nenhum momento se manteve constante.

PIB Anual Real

6

5 4 3 2 1 0 PIB Anual Em Milhões de R$
5
4
3
2
1
0
PIB Anual
Em Milhões de R$

Como justificativa para que a realidade tenha ocorrido de forma distinta da projeção, pode- se destacar que na primeira década do século XXI, o cenário interno foi marcada pelo incremento de programas sociais com a complementação de renda dirigida à população mais pobre, pela facilidade de crédito, de empregos formais, a redução gradativa da taxa de juros e o aumento real

do salário mínimo, que resultaram na ascensão de milhares de brasileiros a um novo padrão de renda e ampliação do mercado de consumo, aumentando a demanda interna de bens como automóveis e eletrodomésticos.

Além do consumo, o investimento foi outro fator importante para o crescimento do PIB entre 2004 a 2013. O período de maior expansão do investimento foi entre 2005 e 2008, com a construção de novas unidades fabris e plantas industriais, além da expansão de investimento no setor de agropecuária, indústria, infraestrutura, e construção residencial.

Em 2009, pode-se observar no gráfico que o PIB obteve uma queda, e, este resultado pode ser explicado pela crise mundial ocorrente neste período. Tal acontecimento comprometeu no crescimento da economia e também nos investimentos que estavam em constante expansão, porém, o consumo das famílias ainda crescia juntamente com o número de pessoas endividadas.

Através da ação anticíclica do BNDES e de programas realizados pelo governo em novos investimentos como infraestrutura e construção residencial, o PIB em 2010 retornou a crescer sendo também, um dos grandes contribuintes, a existência de projetos com retornos em longo prazo no qual dependiam de decisões menos dependentes e vulneráveis á crise.

Por fim, até 2013 observa-se que o PIB obteve crescimento favorável juntamente com a elevação da taxa de investimento, no qual, se comparada com a de 2005, obteve percentual significativamente maior.

Portanto, percebemos que na projeção, os dados variam constantemente, e na realidade, todos os fatores, externos e internos influenciam diretamente no aumento ou redução do PIB.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CRUZ, Adriana Inhudes Gonçalves Da. AMBROZIO, Antonio Marcos Hoelz. PUGA, Fernando

Pimentel. SOUSA, Filipe Lage De. NASCIMENTO, Marcelo Machado. BNDES 60 anos -

Perspectivas Setoriais: A economia brasileira: conquistas dos últimos dez anos e perspectivas

para o futuro. Volume 1. BNDES, 2012.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. IPEADATA. PIB (preços 2013) -

referência 2000 Disponível em: <http://www.ipeadata.gov.br/> Acesso em: 28/10/2015 às 10h17.

QUADROS, Itanel. Brasil 2003-2012: a evolução do PIB e dos investimentos publicitários em

mídia nos 10 anos de governo do PT. Universidade Federal do Paraná. Paraná, 2013.

FAVA, Vera Lúcia. Mudanças no comportamento do PIB brasileiro: uma abordagem econométrica. Universidade de São Paulo. São Paulo, 1995.