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Manual de Execucao de Fundacoes e Geotecnia Praticas Recomendadas par ee ‘Associagao Brasileira de Empresas de Engenharia de Fundagées e Geotecnia Dados Internacionais de Catalogacao na Publicacao (CIP) (Camara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Manual de execugao de fundagdes e geotecnia praticas recomendadas / ABEF-Associacao Brasileira de Empresas de Engenharia de Fundacdes e Geotecnia — Sao Paulo : Pini, 2012. Bibliogratia ISBN 978-85-7266-260-4 1. Estacas 2. Fundacbes - Execucdo 3. Geotecnia - Execugdo - Manual I, ABEF- Associacao Brasileira de Empresas de Engenharia de Fundagées e Geotecnia 12-06680 CDD-624.15 Indices para catélogo sistematico: 1. Fundacées por estacas - Engenharia de fundacées 624.15 Manual de Execuc&o de Fundacées e Geotecnia - Praticas Recomendadas © Copyright Editora Pini Ltda. Todos 0s direitos de reprodugao reservados pela Editora Pini Ltda. Coordenagao e Edicao do Contetido Técnico: Hexagrama Inovagdo e Desenvolvimento - Joao de Valentin \www.hexagrama.com.br - valentin@hexagrama.com.br Coordenacdo Manuais Técnicos: Josiani de Souza Projeto grafico: MLP Capa e diagramacao: Granun Design Revisio: Rogério jénck Imagem da capa (inferior direita) cedida por: ESTE Editora Pini Lida. Rua Anhaia, 964 - CEP 01130-900 - Sdo Paulo - SP - Brasil Fone: (11) 2173-2300 - Fax (11) 2173-2327 www piniweb.com.br = manuais@pini.com.br 1edicio, 14 tiragem: junho/12 EDITORA AFILIADA, sumario a * Apresentacdo 4 Grupo A - Investigacbes Geotécnicas * A02 ~ Sondagem a Percussao. 7 Grupo C - Fundacdes Profundas * COI —~Tubuldes a Céu aberto... © C02 —Tubuldes a Ar Comprimido .. © C03 ~ Estacas Metdlicas * C04 ~Fstacas Pré-Moldadas em Concreto © C05 —Estacas Escavadas Mecanicamente... * C06 ~ Estacas Tipo Strauss... a © CQ7— Estacas Tipo Franki Standard ...... © C08 ~Estacas Tipo Raiz on * C10 -Estacas Escavadas e Barretes, com Lama Bentonitica ou Lama Polimérica...193 © C11 ~Estacas Tipo Hélice Continua, Monitoradas.... © C12—Estacas Mega ... - * C13 ~Estacas tipo Hétice Segmentads, Monitoradas * C14~ Estacas Hélice de Deslocamento, Monitoradas Grupo D - Contengdes © DO1~ Paredes-Diafragma com Lama Bentonitica ou Polimérica . 1305 * 02 ~Concreto Projetado 1335 © 104 -Tirantes.. 1347 © DOS ~ Chumbadores.cccoecens . 367 * D06-Contengées — Cortinas de Estacas Secantes ........ 383 Grupo E- Servigos geotécnicos especiais '* £02 ~Ensaio de Carregamento Estético — Prova de Carga... £03 — DHP ~ Drenos Horizontais Profundos ....... £04 — Jet Grouting Vertical/Inclinado £05 — Jet Grouting Horizontal (CCPH). ‘Anexos Comuns aos Produtos * Procedimentos para Integragdo dos Funcionérios. © EPI'S © SCUS USOS 0... eeceecseeeeeeeneeee apresentacao DYE Associagao Brasileira de Empresas de Engenharia de Fundagdes e Geotecnia 22 de marco A ABEF ~ Associagao Brasileira de Empresas de Engenharia de FundagSes e Geoteenia — coloca com prazer, & disposigdo do mercado da construcao civil, 0 conterido desta obra, formalizando e divulgando a experiéncia real e acumulada dos servigos de Engenharia de Fundacdes e Geotecnia no Brasil Para atingir esse objetivo contamos com 05 trinta ¢ dois anos de experiéncia, desde sua fundagao, por meio da compilagdo dos conhecimentos técnicos e das praticas das suas empresas associadas. Contrariamente ao que se imagina, os Servicos de Engenharia de Fundagées e Geotecnia, apesar de pertencerem a um ramo da engenharia no segmento da construgao Civil, é uma ciéncia de cunho empirico no sentido de que a experiéncia acumulada no uso de Equipamentos, Execugio de Procedimentos ¢ Controles Operacionais interagem sinergicamente acatretando inovagoes. Salientamos ainda que este Manual de Execu¢ao de Fundagées e Geotecnia — Praticas Recomen- dadas vem desempenhando importante papel para engenheiros iniciando suas carreiras na pratica das funcées, aos compradores e clientes da imensa gama de servicos de Fundacdo e Geotecnia orientando, estabelecendo padres mfnimos, fornecendo dados e informacGes para o acompanha- mento e controle da execucao dos servigos para atingir os requisitos da qualidade. £ com satisfacdo e com 0 compromisso de manter o dinamismo deste Manual, procurande sempre aperfeicod-lo e atualizd-lo, que a ABEF est publicando esta Edicao, revista e ampliada, resultado da experiéncia real e do empenho das empresas associadas e das suas equipes de engenheiros e técnicos especializados. Presidente Diretor Administrativo ‘Cl6vis Salioni Jr. Fabio Jorge de Oliveira Vice-Presidente Diretor de Eventos Roberto Fod Walter Roberto Iorio Presidente do Consetho Diretor de Relagdes com 0 Mercado José Luiz Saes Heitor Manrubia Associacae Brasileira das Empresas © Consultoria Lngewhans Gs Shot abe pat ce e738 TLE we abeg com br DECLARACAO, O "Manual de Praticas Recomendadas para Execugado de Fundacdes" elaborado pela ABEF - Associagdo Brasileira de Engenharia de Fundages e Geotecnia - corresponde a 4* edigao, revista e ampliada, do Manual de Especificagdes de Produtos ¢ Procedimentos. Este Manual, que estabelece parametros adequados para os servigos e produtos nele apresentados, tem se constituido nos Ultimos anos importante material de referéncia para as empresas do setor e seus contratantes. Sua aplicagdo tem trazido um significative avanco na qualidade das obras de Geotecnia e de Engenharia de Fundagées, o que demonstra sua importancia e valor como publicagdo técnica e referencial para a engenharia. Sao Paulo, 23 de Fevereiro 2012) gr gee AbLy José Luiz de Paula Eduardo Presidente da ABEG Sondagem a Percussao 4 10. u. 12. Objetivo. Campos de Aplicagao .. Referéncias.. = Normas. + Documentos complementaes Definigdes ¢ Abreviaturas © Abroviaturas © Definigoes Equipamentos, acessérios e ferramentas... © Relagao + Descrcao e procedimento *# Inspecao e periodicidade + Revis6es e manutencao preventiva Cuidados na operacao Equipes de campo e de laboratério.... a © Formacao. Descrigio dos conhecimentos ¢ Weinamento previso.. Acompanhamento técnico e laboratorial Seguranga no trabalho e limpeza Alteragbes e mudancas... Indicadores de produtividade ..n. © Generalidades. + Metas didrias de producao. * Capacidade maxima de produgao daria. + Perdas diversas. Procedimentos executivos Etapas executivas e responsaveis. ‘© Montagem do tripé e inicio da sondagem Posicionamento das hastes - Cravagao do amostrador. Retirada das amostras so Embalagem e armazenamento.. Ensaio de torque. Boletim de controle dos servos de sondagens Procedimentos para verificacao e avaliacio das etapas dos servigos + Montagem do tripé e inicio da sondagem.. + Cravagio das hases,rtrada das amostas e acondiconament.. so 20 Anexos ‘A Estados de compacidade e classificacao... 24 B~ Ensaio de torque SPT 2 C~ Desenhos para verficagbes expeditas e fabricacao .. 23 Modelo do boletim de exCUGEO...snsninnenentnnininnnnnnrnnnnnnnnnn 28 = Listagem sintética - 29 Manual de Execugao de Fundagdes e Geotecnia - Praticas Recomendadas 1.Objetivo Este documento: a) _Estabelece as diretrizes e as condicionantes para execucao, verificagao ¢ avaliagéo de sondagens a percussio do tipo SPT e do tipo SPT-T; b) Descreve e fixa os equipamentos, as ferramentas e os acessérios minimos necessérios; ©). Especifica a equipe minima, definindo as tarefas e responsabilidades; 4) Proporciona ao cliente/projetista elementos suficientes e confiéveis para projeto de fun- dacao; geotecnia, ou estudos de implantagao de obras de engenharia; ) Detalha certos aspectos operacionais da NBR 6484; € } _Estabelece condigdes saudaveis de concorréncia entre as empresas, facilitando 0 processo decisério para os coniratantes. Sondagem a Percussao AOQ2 jiigeasieempemea 2,Campe de aplicacao Este documento ¢ aplicado para a implantagao de novas obras ou ampliacdes, complementagdes de estudos, pesquisa etc., em locais de acesso normal, sobre terra ou dreas com pequena |imina d’agua. 3.Referéncias 3.1 Normas NBR 6484-2001 — Execugdo de sondagens de simples reconhecimento dos solos — Método de ensaio NBR 6502:1995 ~ Rochas e solos - Terminologia NBR 8036:1983 ~ Programacao de sondagem de simples reconhecimento dos solos para Fundagées. de Edificios ~ Procedimento NBR 13441:1995 ~ Rochas e solos ~ Simbologia 3.2 Documentos complementares ‘Os documentos mencionados abaixo devem estar disponiveis na obra: ) Planta de locagao das sondagens, com indicagio da escala utilizada, ou na falta desta de um desenho esquemiatico indicando as distancias, amarradas a um RN determinado; b)Levantamento plani-altimétrico e implantacao da obra, para aquelas de maior vulto; € ©) ABNT NBR 6484 ~ Execugio de sondagens de simples reconhecimento dos solos — Método de ensaio. 4. Definigdes e abreviaturas Para os fins deste documento aplicam-se as definigdes constantes das NBR 6502 e NBR 13441, as abreviaturas de 4.1.1 a 4.1.6, e as seguintes definicoes: 4.1 Abreviaturas 4.1.1 SPT: Standard Penetration Test, abreviatura do nome do ensaio, o qual determina o indice de resisténcia a penetracao (N) conforme NBR 6484. 4.1.2 SPT-E: Ensaio de torque (opcional) (ver anexo B), realizado em seguida ao SPT, o qual determina 0 esforco (torque) aplicado ao amostrador para desprendé-to do salo. 8 Manual de Execugio de Fundagdes e Geotecnia - Préticas Recomendadas 4.1.3 SP: Sondagem a percussio. 4.1.4 TC: Trado cavadeira. 4.1.5 TE: Trado espiral (ou trado helicoidal). 4.1.6 LV: Lavagem (ou circulagao de agua. 4.4.7 UT: Lavagem por tempo. 4.2 Definigdes 4.2.1 camefongo (“came along’): Ferramenta utilizada para segurar, abaixar ou suspender as hastes manualmente, quando o peso da coluna de perfuragao nao for muito elevado. 4.2.2 boletim de execugio de sondagem & percusso: Documento (ou relatério de campo conforme NBR 6484) que deve ser preenchido para todos os furos de sondagens, registrando-se no minimo os seguintes dados de execugao: a) b) ° d) e § 8 hy i) n 3) Nome do cliente; Local da obra; Numero do trabalho; Data (deve ser anotada diariamente); N° do furo; Data de inicio e término da sondagem; Cota da boca do furo em relagao a uma referéncia de nivel (RN) fixa e bem definida; Profundidade e espessura das camadas com descricao tactile visual’ Nivel d’gua, com leitura estabilizada ao atingir 0 primeiro NA, ¢ posteriormente leituras dirias, sempre no inicio das atividades; Profundidade do revestimento; ‘Método de perfuracao: trado cavadeira (TC), espiral (TE) ou lavagem (LV); Indicar perda d’égua quando houver; Indicar quando atingiu o impenetravel, se foi com o amostrador padrao ou se foi por lavagem; Anotar contaminacao do subsolo quando existir; indicar quantos centimetros desceu nos trés estagios de 10'(minutos), ao ser efetuada lavagem por tempo; Indicar se 0 furo foi deslocado, e por qué; Quando a sondagem for paralisada, por algum motivo diferente do determinado, indicar a causa ou quem solicitou a paralisagio; Nome e assinatura do sondador; e Nome e visto do encarregado. 1 A desericotetitual com respata 8 origem, pode em alguns casos, ser complementada no abort Manual de Execucio de Fundacbes e Geotecnia- Préticas Recomendadas | 9 o A02 Raia Sondagem a Percuss 4.2.3 relatério de sondagem: Documento final entregue ao cliente identificando a obra eo local, as especificacdes e as normas seguidas, durante a execucao dos servicos, apresentando os perfis ou secgao(6es) do subsolo (quando as distancias entre sondagens forem até 30 m) e planta de locacdo das sondagens com RN adotado. O relatério de sondagens deve conter uma cépia heliografica ou sulfite dos resultados, seguido de desenho copiativo, em papel ou cépia eletronica. O relatrio deve conter as seguintes informagées basicas: a) Aobrae o local; b) As especificagdes ¢ as normas seguidas durante a execugao do servico; ©) Os perfis de sondagem; d) Planta de loca¢io das sondagens com RN adotado; e ©) Os perfis ou seccao(es) do subsolo. 4.2.4 perfil da sondage: Documento que apresenta o resultado da sondagem executada identificando: a) Numero de sondagens; Sondagem Percussao AO2 Sesame esemens b) Nome do cliente; ©) Local do servigo; d) Data de inicio e témino de cada sondagem; e) Numero do relatério, do qual faz parte a seccao ou perfil; ¥) Numero do desenho; 8) Praticas adotadas e normas seguidas; h) Valores do resultado de N - SPT a cada metro; ) Medidas do torque T, maximo e residual, a cada metro (quando tiver sido realizado este ensaio), e sua unidade de medida; j)Profundidade do NA (nivel d’égua), suas variacGes significativas, datas de leitura, e pos- sivel ocorréncia de mais de um nivel d’4gua (NA empoleirado); ky Profundidade atingida pelo tubo de revestimento; }) Sistema de avango da perfuracao; m) Indicagdo da amostra coletada a cada metro; 1) Legenda grifica do tipo de solo encontrado, segundo nomenclatura A.1 ou A.2 do anexo A; ©) Descrigdo das camadas do subsole e sua caracterizacdo genética, incluindo sua respectiva convencao grafica (simbologia); P) Ensaio de lavagem por tempo, e impenetrabilidade da perfuracao (se for 0 caso); q) Cota e coordenada da boca do tubo de sondagem; e P) Quaisquer outras informacdes relevantes para o servico. 5.Equipamentos, acess6rios e ferramentas 5.1 Relagio Os equipamentos sdo os seguintes: a) Tripé ou torre {cavalete) de sondagem com escada, dotado de roldana e moitio duplo; b)Hastes retilineas emendadas por huvas, em segmentos de 1,0 e / ou 2,0 m, em tubo de aco, com diémetro nominal de 1", SCH 80 (D_, = 33, 4mm + 2,5 mme D,,, = 24,3 mm + 2,5 mm), e com massa tedrica de 3,23 kg/m; 10 Manual de Execucao de Fundacdes ¢ Geotecnia - Priticas Recomendadas °) d) e @ h) z) Tubos de revestimento emendados por luvas, em comprimentos de 1,0 m efou 2,0, em tubo de aco DIN 2440, com didmetro nominal de 2 1/2” (D,,= 76,1 mm +5 mmeD,, = 68,8 mm £5 mm); Amostrador padrio com didmetro externo de 50,8 mm £2 mm; (ver anexo figura C.1) Pega de lavagem ou trépano* de lavagem (ver anexo figura C.2) com ponta em bisel, largura de 62 mm + 5 mm; Trado cavadeira ou concha; Trado espiral ou helicoidal com diametro minimo de 56 mm; Peso de bater de 650 N + 1,5% (ver anexo C figuras C.3a e C.3b) ou martelo? conforme NBR 6484 para cravagao do amostrador; Corda de sisal com 25 mm (1") para o peso de bater; Sondagem a Percussio ‘AO 2 anna Corda de sisal com 19 mm (3/4”) para 0 moitao; Medidor de nivel d’égua (ou pio}; Baldinho para esgotamento de Agua; Caixa de lavagem; Moto-bomba e conjunto para circulacao de gua; Camelongo; Chaves pesadas, para tubo de 457 mm (18") ¢ 610 mm (24"); Metro; Giz para marcagio; Copinhos com tampas herméticas ou sacos plésticos para acondicionar amostras; Etiquetas; Folhas de sondagem e nivelamento; Demais ferramentas e materiais necessérios; Materiais de reposicao, tais como graxa para rosca, bentonita ou fluido estabilizante; 2 bicos de reserva, Sapata de revestimento; Saca-tubo; aa) Cabeca de bater da haste de penetracaio e do tubo de revestimento constituida de um tarugo de aco com massa compreendida entre 3,5 kg e 4,5 kg; bb) Torquimetrot de relégio com capacidade minima de 500 Nm e conjunto adaptador; co) Chifre de bode (algador de hastes ou gancho algador); dd) Bolacha ~ disco de aco para uso com o saca-tubo; € ee) Cachimbo de lavagem ou cruzeta de lavagem com alca e manoplas 2 sta pega deve ter chime tal que permia sua operagio por dentro do tbo de revestimento mesmo com algun desgaste, ainda deve pm aber ‘ura de far com dimen mim de 86 mm, para que o amos ador pad desc hve dent da perro 4 ara a fabvicaglo, vr figura 3b do anexo C,e pra vericagao ds dimenstes no campo ver figura do 3a do anno C spensando a africa das Imedies, caso o peso este comprovado, “4 Somente quando for eccutada sondage com medida de torque SPF. Manual de Execucio de Fundagdes e Geotecnia -Prticas Recomendadas | 11 Sondagem a Percussao AO2 SiaaiRanaennnans a) b) ©) d) e) i 8) 5.2. Descricao e procedimento 5.2.1 Descrigao: A descri¢ao dos equipamentos deve estar conforme a NBR 6484: * O equipamento deve assegurar que o peso padrio de 650 N desca em queda livre da altura de 75cm; * Aenergia padrao de cravacao transmitida ao amostrador seja assegurada; e * Aempresa executora deve disponibilizar 40 m ou 50 m de hastes, e moto-bomba adequada quando se espera trabalhar com profundidades de sondagens maiores. 5.2.2 Procedimentos: Devem ser seguidos os itens 6.1 a 6.6 da NBR 6484.5 5.3 Inspecio e periodicidade Os equipamentos descritos a seguir posstlem aspectos relevantes que devem ser inspecionados pe- riodicamente, a saber: Bico de amostrador; observar a cada ensaio 0 bico, devendo ser substituido sempre que amassado ou desgastado; Hastes; observar sua linearidade, dlevendo ser trocadas sempre que necessario; Amostrador; verificar a cada ensaio o empenamento ou entupimento da valvula; Peso de bater; observar diariamente o desgaste do coxim de madeira, e verificar a exis- téncia de trincas ou empenamento da haste guia; Cruzeta de lavagem, mangueiras e unides; observar se ha vazamentos; Moto-bomba; observar a nao existéncia de vazamentos de agua , perda de rendimento € desgaste das gaxetas; Cordas; observar seu desgaste e sua boa condicdo de empunhadura, devendo estar sempre secas ¢ limpas; Tripé; verificar o estado das emendas das pernas, os eixos da polia e escadas; Chaves de tubos; observar 0 estado dos mordentes; Trado cavadeira; observar o estado das conchas, trincas, borda cortante ¢ amassamentos; Trado espiral; verificar diametro minimo; € Peca de lavagem; verificar condigdes da extremidade cortante e dimensdes minimas. 5.4 Revisdes e manutencao preventiva 5.4.1 Conjunto moto-bomba Devem ser observados a ocorréncia de vazamentos € 0 rendimento na obra. Caso 0 sistema nao con- siga circular a 4gua com vazio suficiente para limpar os detritos da perfuracao - o que evidentemente depende do tipo de solo e da profundidade do furo - © conjunto deve ser trocado. 5.4.2 Cordas Devem ser trocadas quando apresentarem desgaste ou ruptura de um dos fios. 5.4.3 Peso de bater Deve possuir seu peso aferido anualmente e identificado, o mesmo acontecendo com as hastes. 5 Nesta congo doves prever mais am hemem na equip 12 Manual de Execucao de Fundacées e Geotecnia - Praticas Recomendadas 5.4.4 Bico e amostrador, ¢ ferramentas de perfuraco Possuem seu desgaste e sua durabilidade diretamente relacionados com 0 tipo de solo perfurado. ‘Assim sendo, devem ser constantemente verificados, cabendo & equipe dispor sempre de material de reposigao disponivel. 5.5 Cuidados na operacao Al2 GRASS! So os seguintes: a) b) ° d e ) h) i w m) n) °) P) q cussao Cuidar da partida da moto-bomba, quanto & sua aceleracao; Verificar 0 nivel de éleo diariamente; Limpar as roscas; Usar graxa nas roscas das hastes e revestimentos; Sondagem a Per Limpar o amostrador entre os ensaios; Manter a corda do peso limpa ¢ seca (sem barro), para evitar que escorregue; Cuidar do manuseio do peso de bater e da sua haste guia; Cuidar da montagem e do deslocamento do tripé, para evitar que tombe; Cuidar da subida e descida das hastes, para evitar contragolpe nas ferramentas e maos do operador; Nao subir mais do que trés hastes por vez (6,0 m), para ndo desequilibrar 0 conjunto; Calcar os pés do tripé para que ndo afundem ou escorreguem no terreno ou piso de apoio; Calcar 0 tubo, quando fora de uso, sobre cavaletes; Tomar cuidado com a colocacao dos segmentos de hastes de perfuracdo , de 6,0 m de comprimento, quando da execuco de sondagens profundas (acima de 30,0 m) mantendo-as em pé e apoiadas no eixo da roldana, evitando que os mesmos possam tombar devido ao peso das hastes; Tomar cuidado quanto ao posicionamento do torquimetro que deve ser operado hori- zontalmente e de modo constante; Nao utilizar circulagdo de Agua acima do lencol fredtic. Manter 0 local da sondagem limpo de interferéncias que dificultem © manuseio dos equipamentos, garantindo maior agilidade da equipe, sem causar acidentes; e Isolar 0 local de trabalho com cerquite fama espécie de tela de plistico exigida pela NR 18). ‘Manual de Execugio de Fundagdes e Geotecnia - Préticas Recomendadas | 13 6.Equipes® de campo e de laboratério 6.1 Formacio 6.1.1 Os equipamentos para a execucao de sondagens a percussie devem ser operados por equipe minima de campo constituida de: * Sondador;, * Auxiliar de sondagem; e © Ajudante. 6.1.2 A equipe de acompanhaments técnico ¢ de laboratério deve ser composta de: © Engenheiro civil geotécnico ou gedlogo e / ou laboratorista ou técnico em geologia 6.2 Descrigio des conhecimentos e treinamento previsto 6.2.1 Sondador Sondagem a Percussao AZ Siepemenioaste * Deve ser treinado e aprovade no servico pelo encarregado de sondagem, e pelo engenheito geotécnico ou gedlogo responsdvel pelo servico. * Deve saber ler e escrever, além de conhecer todo 0 equipamento, a operagdo e manutencio. * Deve saber fazer a descricdo téctil-visual das amostras de solo encontradas durante a son- dagem - nos seus aspectos basicos - quanto a granulometria, cor e origem, 6.2.2 Auxiliar de sondagem * Deve conhecer todos os equipamentos e todas as operacées do servico. 6.2.3 Ajudante * Funcionario, ainda em fase de treinamento, ndio pertencendo necessariamente 3 equipe minima. * Auxilia nas vérias etapas do servigo, seguindo orientacao do sondador ou do auxiliar. 6.3 Acompanhamento técnico e laboratorial 6.3.1 Os servicos de sondagens a percusso devem ter como responsdvel técnico da empresa, um gedlogo ou engenheiro civil geotécnico, os quais além de exercerem fungao atuante na supervisao € orientagao dos servigos de campo e descricao das amostras de solo feitas em laboratorio, devem ser responsaveis também pelo programa de treinamento ¢ reciclagem dos profissionais envolvidos. 6.3.2 O reconhecimento € 0 levantamento dos locais de trabalho bem como o acompanhamento dos servigos devem ser feitos por engenheiro, gedlogo ou técnico com formacao em geologia, ca- bendo também a estes profissionais estabelecerem os padres de classificacao dos solos efetuados em campo pelos sondadores. A classificacao téctil-visual das amostras de solos deve ser de respon- sabilidade de um gedlogo ou engenheiro geotécnico ou na auséncia destes por técnico devidamente treinado, por eles supervisionado. 6.4 Seguranca no trabalho e limpeza 6.4.1 EPI’s Os seguintes EPI devem ser utilizados pela equipe de campo: * Capacete; © Oculos de seguranga; 16 tarefaseresponsabiiices de cada um, crane a execu dos servos, esto descrtas nas eapas execu. 14 Manual de Execugdo de Fundagdes © Geotecnia - Praticas Recomendadas * Luva de raspa’; * Bota de borracha ou botina de couro; * Uniforme; € © Perneiras, em caso de os servicos serem executados em local com vegetagao. 6.4.2 Equipamento © Observar se as partes méveis esto protegidas, e verificar a auséncia de vazamentos de combustivel e lubrificantes © Inspecionar a integridade das varias partes ou pegas do equipamento. 6.4.3 Cuidados especiais Durante a execugao das sondagens, certas atividades requerem maior atencao da equipe, a saber: + Na execucao do ensaio (bater 0 peso); Sondagem a Percussio AO 23eeneainiag * Na subida e descida do peso; Na “quebra das hastes” com a chave grifo; # Na subida das hastes; * Na montagem do tripé; * No carregamento e descarregamento do caminhao. Quando trabalhando em locais urbanos, dentro de indkstrias ou outras areas j4 ocupadas anteriormen- te, devem ser tomadas precaugdes adicionais devido & possibilidade de ocorréncia de interferéncias acultas, tais como; redes de agua ou gas, cabos elétricos energizados, telefones etc, devendo ser solicitado ao contratante o levantamento cadastral do local. Mesmo assim, recomenda-se iniciar a perfuragdo com cuidado, a trado cavadeira nos primeiros 2,0 3,0 metros, evitando-se executar 0 ensaio SPT. Quando isso ocorrer, 0 relatério deverd conter uma nota explicativa quanto ao perfil individual do subsolo, Cuidar da limpeza na corda do peso, no cabo das ferramentas € no local de trabalho, principalmente das areas proxireas 4s sondagens. Cuidar da limpeza dos banheiros, dormitsrios e refeitérios. 6.5 Alteracdes e mudancas 6.5.1 Solicitagdes de mudancas de procedimentos normais, procedidas pelo préprio cliente na ‘obra, como por exemplo, critério de paralisacao de furo de sondagem, as quais, vias de regra, acabam redundando em prejuizo para 0 desenvolvimento dos trabalhos, devem ser evitadas, cabendo ao sondador ou outro representante da sondadora, presente ao local, encaminhar o assunto documen- tado & empresa executora para decisao. Na necessidade de alteracao, em alguma fase do processo executivo da sondagem, o procedimento deve ser anotado no boletim de campo e posteriormente mencionado no relatério final. 6.5.2 Alteracdes de locacdo de furos de sondagem ou furos adicionais devem ser devidamente registradas, revisando-se a planta de locagées originalmente fornecida pelo cliente. 7 Dipensivel naquelesservicos onde seu as fe incompative ‘Manual de Execugao de Fundagdes e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 15 7.Indicadores de produtividade 7.1 Generalidades ‘A empresa deve apropriar indices de producdo, em campo, que permitam avaliar a produtividade de cada equipe e, indiretamente, a qualidade, bem como a dificuldade do servico.* 7.2 Metas didrias de producao Devem ser fixadas a priori, de modo a assegurar a produtividade e a qualidade do servico. 7.3 Capacidade maxima de producao didria Conforme as caracteristicas do solo local e as condigdes da obra, deve-se estimar a capacidade mé- xima de produgao didria e comparé-la com a efetiva, de modo a refletir a qualidade dos servicos, as dificuldades do local e a competéncia da equipe. Sondagem 4 Percussio AQ2 Siiiinemmenaneses 7.4 Perdas diversas Por falhas de atendimento ou manutengao, perdas por quebras, paralisagdes devido as alteragdes de projeto ou indefinigdes, bem como paralisacdes sob responsabilidade do cliente, s40 ocorréncias que devem ser anotadas, pois prejudicam o atendimento das metas didrias. 8.Procedimentos executivos Os seguintes estgios devem necessariamente ser cumpridos, quando da execugao de uma sondagem 8 percussao: a) Registre de atendimento ao cliente; b)Recebimento de dados da obra; ©). Visita ao local quando necessario; d) Emissio da proposta; ¢) Complementacio de informacées (obra e cliente); 4) Contratagao formal dos servigos; 8) Confirmagao das informacées, h) Locagao das sondagens em campo e nivelamento; i) Chegada a obra ¢ instalacao do canteiro; i) Execugdo das sondagens; k) Confirmagao da locacao e nivelamento; }) Confrontagao dos dados fornecidos pelo cliente com as informagées vindas da obra e os resultados de campo das sondagens; m)_ Descrigao das amostras de solo e elaboragao do perfil de sondagem de laboratério, que servird de base para o perfil definitivo; e n) _Elaboragio e aprovagio final do relatério de sondagem segundo a ABNT NBR 6484. 2 A cio de exer, uma eine ce sondager deve preduzi entre 10m 15 m de sondage pore, em fnada normal 16 Manual de Execucdo de Funciacdes e Geotecnia - Préticas Recomendadas 9.Execucao das sondagens propriamente dita 9.1. Devem ser adotados 05 procedimentos da ABNT NBR 6484 com as observagées e complemen- tacdes de 9.2 a 9.16 deste manual. 9.2 A execucao deve ser feita obrigatoriamente empregando-se corda e igamento manual do martelo. C item 9.3 esclarece esta opcao que ndo se encontra mencionada na NBR 6484, pois esta admite o emprego de guincho motorizado ou sarilho manual, sem maiores explicagdes das consequéncias. 9.3. A opcao do emprego de um destes dois meios deve obrigar o uso de mecanismo que solte auto- maticamente o mattelo em queda livre, bem como de instrumentacao que mega a energia transmitida pelo martelo em queda livre ao conjunto de hastes e amostrador. 9.4. No processo de perfuragio deve-se complementar o item 6.2.1 da NBR 6484 no que diz respeito ao metro inicial, ocasiao em que deve-se tomar redobrado cuidado com as interferéncias, quando se estiver trabalhando em locais urbanos, dentro de indiéstrias ou areas j4 construfdas, nao sendo pois necessario, j4 a partir do primeiro metro, cravar 0 tubo de revestimento. No procedimento normal deve-se iniciar {3 ensaios de SPT, j4 no primeiro metro, ¢ a colocacao do revestimento assim que se julgar necessério, Sondagem & Percussso AQ 2 igen 9.5 Com o furo revestido, o prosseguimento do avango da perfuracdo, entre ensaios, deve ser exe- cutado com o emprego do trado helicoidal, até onde for possivel recuperar o material com o mesmo, ou até que seja atingido o nivel d’égua. Quando 0 avango a trado for impossivel, e nao tiver sido atingido ainda o nivel do lengol frestico, o emprego de avanco por lavagem somente deve ser feito com autorizacao do engenheiro responsdvel da sondadora, e constar sua justificacao no relatério final. Essas mudancas devem ser anotadas nos boletins de campo pelo sondador. 9.6. Deve ser terminantemente proibido o emprego de avango por lavagem acima do nivel d’4gua, ano ser pelo motivo acima e devidamente justificado.? 9.7 Somente pode ser empregado o avanco por lavagem depois que o furo estiver sido revestido.Tendo sido feito avanco da perfuracao, até entao. com o trado cavadeira, deve ser cravado 0 tubo de revesti- mento em solo firme. Esta cravagao nao deve ultrapassar a cota em que sera eletuado 0 ensaio de SPT. 9.8 Para o item 6.3.1.8 da ABNT NBR 6484, referente 4 amostragem, a amostra do solo deve ser colhida do bico do amostrador, acondicionando-a em recipiente ou sacos plisticos, com tampa hermética. Havendo necessidade de se guardar maior quantidade de amostra, esta deve ser retira- da do corpo do amostrador e guardada em saco pléstico fechado, com fita adesiva e com etiquetas idénticas aquelas da amostra recolhida do bico do amostrador, e com tampa hermética. 9.9 Quando nio for possivel recuperar a amostra com o amostrador padrao, a coleta deve sor feita na bica de lavagem. A amostra assim coletada deve ser identificada tanto na folha de sondagem (de campo) quanto na etiqueta como “amostra lavada” 9.10 Conservar amostras por perfodo de tempo nao inferior a 90 dias ou conforme solicitacio especial do cliente. 9.11 Dependendo do tipo da obra, das cargas a serem transmitidas as fundacOes e da natureza do subsolo, desde que haja justificativa por parte do engenheiro consultor, pode-se prever a necessidade de sondagens mais profundas do que as normalmente exigidas. 9.12 Para o primeiro NA encontrado, as leituras devem ser efetuadas a cada 10 minutos, durante 30 minutos (leitura inicial e mais trés)."" 9.13 Na folha de campo devem ser anotadas, ocorréncias como perda d’agua no fura, periodos de chuva, escoamento superficial de aguas, evidéncias de vazamentos de redes d’égua, etc. 2a prtca aera o estado do ensuo de pentacto, endo usvalmenteenpregads ote a mara dss empress, ol facta em moto servic, ‘estand em aumento da prosassoe consequentemente do rendmento do sondaiore ds empres. TONBR 6484 expec letras aad 5 mi, durante *5 minutes, no mimo. ‘Manual de Execucio de Fundagies e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 17 9.14 Acrescentar ao relatéria de campo conforme item 7.1 da NBR 6484 as alineas: a) Horatio de inicio do furo de sondagem; b)Profundidade da sondagem a cada final de dia; c} Abreviaturas conforme 4.1; € Nome da sondagem. 9.15 As folhas de campo devem ser conservadas por um periodo de um ano. 9.16 No caso de serem apresentadas as sondagens sob a forma de seco do subsolo, deve constar do relat6rio que as camadas ou sequéncias dos solos enconttadas sao interpoiacoes feitas, entre os furos de sondagem, e como tais, devem ser analisadas com restrigo. 10. Etapas executivas e responsaveis Sondagem a Percussio AO? jaime 10.1 Montagem do tripé e inicio da sondagem Responsével |_a) Locar e montar |b) Iniciar a sondagem com 0 trado cavadeira, coletando amostra a cada mudanga de material ial ea cada metro, ou Sondador 10.2 Posicionamento das hastes — Cravacao do amostrador a) Avancar a perfuracao entre as colas de ensaio, a trado ou por lavagem, montar 0 amostrador padrdo € as hastes, posicionando-os na cota do ensaio 'b) Anotar na haste, que sobra para fora do furo, os 45 em do amostrador, o qual deve ser ccravado em ts estagios de 15 cm, sem girar o amostrador entre as passagens de 15 cm, sendo que as marcas devem ser feitas com giz branco e as medidas lidas em um *metro” j ou trena ©) Colocar a cabeca de bater, ¢ em seguida posicionar o peso, sem bates, sobre 0 conjunto (amostrador mais hastes)"! 4) Executar ensaio, cravando 0 amostrador Sondador ©) Preencher 0 relatério de campo que deve ser feito pari passu d execucio da sondagemn f) Posicionar 0 amostrador para a coleta da amostra, caso ocorra a formagao de bucha por instabilidade das paredes da perfuraco ou por deficiéncia de lavagem, 0 amostrador deve ser retirado da cota de ensaio para a devida remocao da bucha, cravando-se mais revestimento, e procedendo-se a uma lavagem adequada 8) Executar a amostragem somente apds a corregao estabelecida em {), ndo se permitindo a introducdo forcada do amostrador na bucha 11 Se. compsigao decor somente com o pos, anotar na boetin de campo 0 “cstinctros”crevedos com uma determines smbologia. Por exen gh: P7251 endo mc apne nar seo gu deacou sont hat mas rota O03 ae ma amet ema oso de 18 Manual de Execucao de Fundacies e Geotecnia - Préticas Recamendadas 10.3 Retirada das amostras | Coletar sempre uma quantidade suficiente para uma anélise tact laborat6rio da sondadora Sondador ou auxiliar de | Acondicionar a amostral* do bico do amostrador em um copinho plastico com sondage |_tampa, identificado 10.4 Embalagem e armazenamento Se Responsavel a) Acondicionar as amostras em copinhos plasticos ou saquinhos plasticos solares ¢ transportadas para o laboratério ‘¢) Guardar em caixote, por um periodo de pelo menos 90 dias, apds a entrega dos | Empresa executora relats [ Sondador e auxiliar |__toforgadios ¢ fechados com fta ou etiqueta adesiva de sondagem b)Terminada a sondagem, todas as amostras dos copinhos mais saquinhos, devem | ser acondicionados em sacos plasticos maiores, reforcados com etiquetas de abe | identificagao, guardadas em local protegido, fora da incidéncia direta dos raios i tras | a) Retirar a cabeca de bater, colocar 0 adaptador e o torquimetro, j4 zerado, assim que tiver sido terminada a cravacao do amostrador para a execucao do ensaio 11. Boletim de controle de execucao dos servicos de sondagens Deve ser preenchido pari passu a execuciio da sondagem, devendo constar as informagdes conforme item 4.2.2. 12 Fn caso dese desejar ardor mals amestras, eas deve ser ead do corpo do amostrador, desde que slam iguas 3s do bic, devendo ser acorn Alonadas em scosplisteosreforadas, echados com ita adesva e gualmenteetqetados, pos poxdrao se tzadhs para ensalos de labo [No cas de acontecer qu amosta do corpo do amostador sj frente daquea qu se encanta no beo, e ferente também da amostagem ante, 2 etqueta deve canter uma indica de que houve mudanca de camada dentia do amostrader. ‘Manual de Execugao de Fundacoes e Geotecnia - Préticas Recomendadas | 19 | | Sondagem 3 Percussio “AO? iia 12, Procedimentos para verificacao e avaliacao dos servicos 12.1 Montagem do tripé e inicio da sondagem Ghent Gulere. one Locagao Conferir posigao 1 | 10.1 a) Sistema de igamento do peso Nao deve ser guincho l cordas ¢ igamento motorizado ou sarilho _ co i Cota de ensaio ou cota do fundo Conferir a profundidade do furo. Anotar | cravacao do amostrador altura de queda e ndmero de golpes | | 10.1 b) NA ‘Anotar leitura | | Preenchimento relat6rio Estar completo \ _Etiquetas dos copinhos ‘Atvalizadas Sondagem 3 Percussso 02 imme 42.2 Cravacdo das hastes, retirada das amostras e acondicionamento eas Iie fas NER LER IGcE tae ue das inteieréncias, para no cravarotubo | L de revestimento | 19.6097 Avango por lavagem_ S6 com justificativa | (ong Leituras ‘A cada 10 min durante % hora | 029, Posicionamento do amostrador _| Nao formagao de buchas ‘Correcio Conforme o caso nao permitira | eee Beane da anoniagen mas fare oe Spon athe | 103.15) Cota, marcagao, relatério Preenchimento pari passu 10.4 a) Quantidade de amostras Suficiente para andlise tactil-visual | 70.4 b) <) ‘Acondicionamento Identificacao € copinhos | 10.40) Rastreabilidade ~ | Garantia de pelo menos 90 dias | 20 Manual de Execugdo de Fundagdes © Geotecnia - Praticas Recomendadas, Anexo A (Normativo) Estados de compacidade e classificagao A.A Estados e classificagao Os estados de compacidade ¢ de consisténcia so estimados em fungao do indice de resisténcia & penetracao (N), conforme tabela A.1 (ver ABNT NBR 6484). Os siltes arenosos so classificados pela compacidade ¢ os siltes argilosos pela consisténcia Tabela A.1 - Estados de compacidade e de consisténci Sondagem a Percussio AO2 ERAS Ned | 5a8 Pouco compacta(o) | |) Areiase siltes arenosos 9a18 ‘Medianamente compacta(o) | t9aa0 Compactato) 1 > 40 ‘Muito compacta(o) I Ns2 ‘Muito mole } 3as Mole | Aagilas e siltes argilosos 6a10 Média(o) | tag Rijalo) | N>19 A.2 Definigoes A.2.1 compacidade: Avaliacao qualitativa da densidad dos depésitos de solos grossos; podendo ser: a) Fofo; b) Pouco compacto; ©) Medianamente compacto; d) Compacto; e ) Muito compacto. A.2.2 consisténcia: Facilidade relativa com a qual um solo pode ser deformado; os estados de consisténcia sao: a) Muito mole; b) Mole: ©) Médio: d) Rijo;e ) Duro. A consisténcia pode ser medida pelo ensaio de compressao simples ou avaliada pelo SPT em son- dagem de simples reconhecimento. 13s express empregasparaa chica da compacitade das arias fof, compacta, et) releem se & deiomabiliad eressténcia desses Solos aha pont de vita de unde, endo deen ser confunddas com as mesma denominagGes empregades part a esgnacao de compactnde rela dis seas oy para ast prvate Incce devazoseicos, defndos na Mecanica dos Sols Manual de Execugio de Fundaghes ¢ Geotocnia -Prticas Recomendadas | 21 | Anexo B (Normativo) Ensaio de torque SPT-T B.1_ Introducao Este ensaio deve ser realizado logo apés 0 ensaio de penetracdo SPT. S6 serd executado quando cliente solicitar, devendo para tanto constar explicitamente da proposta de servico. Nota: $6 & permitido girar 0 amostrador, depois de cravados os 45 centimetros. B.2 Procedimento B.2.1 Na boca do tubo de revestimento deve ser colocado um disco perfurado cuja fungao é manter a composicao de hastes centralizada ao revestimento durante a execucao do ensaio. B.2.2 A composicao das hastes deve ser roscada, com apetto, para nao haver folgas durante ensaio de torque. Sondagem 4 Percussio AO? jiaaiamnien B.2.3 No topo das hastes deve ser roscado 0 adaptador, para conexdo ao torquimetro. 8.2.4 O torquimetro deve estar devidamente calibrado, ser do tipo “relégio”, recomendando-se estar provido de ponteiro de arraste, que registre 0 maximo torque obtido no ensaio. Nota: Para uma adequada preciso nas leituras, recomenda-se a utilizagao de trés toquimetros, com capacidades maximas de 265 Nm, 471 Nm e 785 Nm, sendo a sua escolha tomada em fun¢ao do valor de Nm. B.2.5 Nao deve ser usado nenhum prolongamento (cabo de forca), sendo que o operador deve manuseé-lo de maneira correta, através da sua empunhadura, mantendo-o sempre na horizontal. 8.2.6 Com 0 torquimetro empunhado, 0 sondador deve girar lentamente a composicao, iazenda “quebra da amostra” de maneira firme, mantendo-o sempre na horizontal, com velocidade de giro constante. Deve ser observada a leitura maxima atingida pelo ponteiro do relégio do torquimetro, € apés a segunda volta, manter o giro até que se tenha leitura constante. Tanto a primeira leitura - referente ao torque maximo - quanto para a segunda - referente ao torque constante - elas devem ser anotadas, em Nm (0,1 kgfm) na folha de campo, e na profundidade cor- respondente, B.3 Relatério Ao lado da coluna dos resultados do r° de golpes N (SPT), devem ser criadas outras duas colunas, para apresentagao dos resultados do ensaio de torque (SPT-1),em Nm, para os valores maximo ¢ residual 22 Manual de Execucao de Fundagties e Geotecnia - Praticas Recomendadas Anexo C (Informativo) Desenhos para verificagdes expeditas e fabricagao Ca Amostrador C.1.1. Para verificacdes expeditas no campo, as dimensdes relevantes e respectivas tolerdncias, a serem obedecidas, estdo indicadas na Figura C.1a. €.1.2 Caso se constatem nao-conformidades das medidas relevantes, deve-se proceder as me- dices, conforme item C.1.3. C.1,3. Para fabricagdo do amostrador padrao e verificagdes em segunda instancia, devem ser obedecidas as dimensdes ¢ tolerancias indicadas na Figura C.1b. Nota: os dlesenhos complementam aqueles da ABNT NBR 6484. oC senna EO) even ACME apo Co Tir res Sah © Manual de Execucao de Fundagies e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 23 Figura C.1a - Dimensdes relevantes Sondagem 3 Percussio “AQ? IRieibimminas 8 pee 28 z na 23.5 “se ve ee toe E aig ap owssey Eg ora 51 Oe oF EDS SUGINEEE ZY oem. eustepu0s Figura C.1 - Amostrador tipo Raymond de 50,8 mm Figura C.1b - Dimensdes para fabricar 24 Manual de Execucio de Fundagdes e Geotecnia - Préticas Recomendodas. 254mm | me 62°5mm aa ents 26.4nn E Nw), . CORTE AA | cena > > le c= NEDSS rocoSS Figura C.2 - Trépano de lavage ‘Manual de Execucdo de Fundagdes & Geotecnia - Praticas Recomendadas | 25 Sondagem a Percussio ‘A02 iain ' 230 e g 3 Ferro fundid: 5 8 8 g s 5 Coximde ze madeira dura 2 8 8 sg Fh Wy 20 Furo 120 Detaine dos coxins loo dle madeira |_| Figura C.3a - Dimensées relevantes 26 Manual de Execucio de FundagBes e Geotecnia - Praticas Recomendladss | | 220 Hog 200 = 3 219 i 8 iB a g 8 gs 3 - Ferro fundido- 5 & RS : & al]: 3 % Bf: Coxim de 2 1 ‘madeira dura 5 3B I ‘| 22.2 8 & Guia de ago | temperado~ i—Hh i Hee 90 re 8 : 4 120 Detalhe dos coxins de madeira 100 Figura C.3b - Dimensdes para fabricar Figura C3 - Martelo Manuel de Execudo de Fundagdes e Geotecnia - Préticas Recomendadas | 27 Anexe D (Normativo) Modelo do boletim de execug4o z [Fotha: No.7 iente: [Sondagem No.: i: [Amostrador: 8 Data de Inicio: [rérmino: |Cota: 3 av. | Prof. Classificagio ‘Amostras Spr TORQUE | é Euro | cam“) Prot._[No.| —Penetragdes | Max | Res = P § L L & P s L L & C i P P Pe P Pe E P r P ‘Legenda Observagies Horirio ‘Avango do fur |Importante: Indicar na LT o I. Furo soca P=Peso Avango a cada 10 minutos. 2. Quando foi encontrado ‘TC Trade Cavadeira (No. Amosiras Prof: a) Na boca TE="Trado Espiral |Term. Sondagem: (im) bya___mewos Lv=Lavagem — [Aworizado Data: B= Baldinho ordre JLT= Lavagem por Temoo| ondador [Encarrezado [Eng Supervisor lass Ass. lass on As informagdes neste boletim s3o de responsabilidade da empresa executora 28 Manual de Execucio de Fundacdes e Geotecnia - Priticas Recomendadas Anexo E (Informativo) Listagem sintética Documentos * Planta de locacao das sondagens; € » Para obras de maior vulto, levantamento plani-altimétrico e implantagao da obra. Equipamentos * Alcador de haste (chifre de bode); » Amostrador padrao; * Baldinho para esgotamento de 4gua; * Cabega de bater; * Caixa de lavagem; * Camelongo; # Chaves; © Copinhos; # Corda de sisal; * Etiquetas; + Ferramentas e materiais necessérios; * Folhas de sondagem e nivelamento; * Giz para marcaco; © Hastes retilineas; * Materiais de reposicdo; * Medidor de nivel d’4gua (piezometro); * Metro de balcao; * Moto-bomba e conjunto para circulagaio de gua; * Peca de lavagem; * Peca de lavagem ou trépano de lavagem; * Peso de bater ou martelo; * Saca-tubo; * Sapata de revestimento; * Trado cavadeira ou concha; ° Trado espiral; # Trado espiral ou helicoidal; e * Tripé de sondagem, Equipes Campo. #1 sondador; +1 auxiliar de sondagem; e 1 ajudante. Laboratério © Engenheiro civil geotécnico ou gedlogo ou e/ou laboratorista ou técnico em geolo; Manual de Execugio de Fundagbes e Geotecnia-Priticas Recomendads | 29 Sondagem a Percussio AC? giatimmman | “es ter AE NR AH ft i } Tubul6des a Céu Aberto 1. 2. 3. 32 © NOFMAS. ose oe 2 + Documentos complementares. 2 Definigées .. eeeenes eet 133 Equipamentos, acessérios e ferramentas etree 34) © Escavagao manual... Sr * Escavagio mecanica.. sent 34 * EPIsou savipamenios de proecio individual . © Betoneifa on - Equipe. cere ‘= Escavacio manual + scavacio meciinica © Coneretagem Qualificacdes da equipe Procedimento executivo e responsavel *Escavagio manual do fuste Execucio mecfinica do fuse Alargamento da base em condigdes de NA abaixo da cota de assentamento. ‘Alargamento da base em condigGes de cota de assentamento abaixo do NA ‘Armago e concretagern Preparo da cabeca do tubulao Boletim de controle de execugao dos serigos. Procedimentos para verificagao ¢ avaliagao dos servicos wa... + Fscavagio do fuste so vo Alargamento da base Cuidados da equipe durante as operagdes de petao. Conhecimentos da equipe : Armacio e concretagem Especificacao dos Materiais.. Anexos A= Requisitos para a armagio B ~ Caracteristicas do ConeretO esses aoe 45 C ~Modelo do boletim de execugao. 46 1D = Listagem sint6tica ..csnnnnnnnnnnnneennnnn ease AT ‘Manual de Execugao de Fundagées © Geotecnia - Priticas Recomendadas sumévio CO ammpmammmam 31 1.Objetivo Este documento: a) Estabelece as diretrizes e condicionantes para execugio’, verificagao ¢ avaliagdo de tubuldes a céu aberto?; executados por perfuracsio manual ou mecanica do fuste até a cota especificada em projeto, dotados de uma base tronco-cénica ou tronco-elipsdidica, alargada manualmente, ‘com posterior langamento do concreto; b)_ Descreve e fixa 0s equipamentos, as ferramentas e os acessérios minimos necessérios; ©) Especifica a equipe minima, definindo as tarefas e responsabilidades; ¢ d)_Especifica os materiais Tubuldes a Céu Aberto CO Saas 2.Referéncias 2.1 Normas NBR 5738:2008 ~ Moldagem e cura de corpos de prova cilindricos ou prismaticos de concreto NBR 5739:2007 — Cancreto ~ Ensaios de compressao de corpos de prova cilindricos NBR 6118:2007 ~ Projeto de estsuturas de concreto ~ Procedimento NBR 6122:2010 — Projeto e execugio de fundagées — Procedimento NBR 7211:2009 ~ Agregado para concreto NBR 7480:2007 ~ Barras ¢ fios de aco destinados as armaduras para concreto armado NBR 8953:2011 — Concreto para fins estruturais ~ Classificacao por grupos de resisténcia NBR 11578: NBR 12655:2006 — Concreto ~ Preparo, controle e recebimento 997 — Cimento Portland composto — Especificagao NBR ISO 6892:2002 ~ Materiais metalicos — Ensaio de tracdo 4 temperatura ambiente NM 67:1998 ~ Concreto ~ Determinagao da consisténcia pelo abatimento do tronco de cone CS 2.2 Documentos complementares Os documentos mencionados abaixo devem estar disponiveis na obra: a) Projeto de fundagao especificando: © Dimensionamento dos tubuldes, diametros do fuste e da base, ¢ altura da base; * Projeto da armagao do tubuléo; Se © Profundidade estimada do tubulao (do fuste mais altura da base); * Taxa admissivel do solo na cota de assentamento da hase; * Programagao e sequéncia executiva das diversas etapas, por exemplo, tubuldes de divisa, tubuldes do corpo do prédio, e tubuldes vizinhos com profundidades diferentes; 1 So picados para magntade de cares geralmente sepevions 2 500 kN. 2 5 podem ser ttizads em sols com coesso, cima do afvel do engl festco (NA), natural rabatal, em caso especial em que abso do seu nie sea posse ombearse agua som que haa 180 de desmoranament,e yuan as conicoes do sbsola permittee 32 | Manual de Execugio de Fundagdes e Geotecnia - Priticas Recomendadas neat b) Planta de forma das fundac&es contendo: * Cotas de arrasamento dos tubulées; * Cotas de amarracao dos tubuldes; » Locacao; c) Relatério de sondagem do subsolo; 4) Boletim de controle da execugio, contendo: « Acompanhamento, supervisdo técnica e liberacao dos tubul6es por parte do engenheiro consultor de solo e fundacoes’. 3. Definicdes Para os fins deste documento aplicam-se as de! Tubulées a Céu Aberto (CO iam ‘Ges constantes da NBR 6122 e as seguintes: 3.1 boletim de controle da execucdo: Documento que deve ser preenchido para todos os tubuldes, registrando no minimo os seguintes dados de execucao: a) b) o d) e O) hy i) ) k) Obra e local; Data; Ne do tubulao; Didmetro do fuste; Dimenses da base alargada; Comprimento real do fuste; Desvio de locagao (se houver); Consumo de materiais por tubulio, e comparagao do consumo real em relacao ao teérico; Consumo de cimento por m? de concreto; Controle do posicionamento da armacao; Hordrio de inicio e fim da escavacio; Hordrio de inicio e fim de cada etapa da concretagem; Observacées pertinentes; Caracteristicas dos equipamentos adotados; € Nome e assinatura do executor; e dependendo de acordo contratual 0 ciente do projetista da fundacio. 3.2 vanga: Ferramenta feita de tubo de aco de 25 mm (1”), prolongada por uma chapa retangular com 5,0 cm de largura e comprimento aproximado de 30,0 cm com extremidade cortante. “TN nal oa dorante + recugio deve sor Foes, 0 lente os boleins de conte da exceucio, Manual de Execucao de Fundagdes e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 33 4.Equipamentos, acessérios e ferramentas 4.1 Escavagao manual! Sao os seguintes: a) Sarilho de ferro com catraca, corda @ 14 mm e mosquetdo (gancho com protetor para que a corda nao se desenganche do balde); : bj) Baldes com capacidade adequada; ©} Vangas, com cabo comprido, com aproximadamente 1,50 m; d) _Vangas, com cabo curto, com aproximadamente 0,70 m, para abertura de base; ©) Picaretas com pontas batidas; f) Caixa de ferramentas contendo: * Torqués; Tubuldes a Céu Aberto CO7 [iste * Alicate; * Martelo; * Ponteira e marreta de 3,0 kg; * Pregos; © Linha de pesca ou cordoné; © Prumo de centro; © Fio de prumo; © Metro de madeira; * Fio elétrico com 20,0 m de extensio e lmpada protegida por gaiola metilica. 8) Carrinho de mao; h) Cordas de igamento; i) Bombas submersas; e j) Pas e enxadas. 4.2 Escavacao mecanica’ Sao os seguintes: @) Maquina perfuratriz com capacidade compativel para execugao do servico, montada sobre chas- sis de caminhéo ou plataforma; b) Tremonha (opcional em fungao da altura de lancamento); ©) Trados com diametros variados, normalmente com 0,50 m, 0,60 m, 0,70 m, 0,80 m, 0,90 m, 1,00 m, 1,10 me 1,20 m; a Pas; e) 2enxadas; e f) Caixa de ferramentas conforme item 4.1 6) 5 Ga sep pica wn a prod més donde 01d excava,pa tubs 10.01m ce prota 5 Com a equine especicads em 5,» produgo méa dia & da orem de 80 mde escavaco pata tubules a 15,0 m de profiad. 34 | Manual de Execucao de Fundagaes e Geotecnia - Priticas Recomendadas 4.3 EPI’s ou equipamentos de protecio individual Obrigatoriamente sao os seguintes: a) Capacete; b) — Botas de seguranga; ©) Mascara contra gases; 4d) Cinto de seguranga tipo para-quedista; ©) _Luvas de raspa; e f) Botas de borracha. 4.4 Betoneira® Capacidade de acordo com as necessidades da obra. Tubuldes a Céu Aberto CO1 SSE 3.Equipe 5.1 Escavac&o manual ‘Aequipe é composta de 2 poceiros ou 2 poceiros e um auxiliar quando for Gnica. 5.2 Escavacio mecanica ‘J equipe é composta de 1 operador de maquina ¢ 1 auxiliar 5.3 Concretagem A equipe € composta de 2 poceiros e um auxiliar 5.4 Qualificagées da Equipe A Tabela 1 indica os requisitos para a qualificacao conforme a fungao. Tabela 1 - Requisitos para a qualificagao da Equipe | Encarregado Fundamental 1 (1a 4* | Ter trabalhado em Lidewanes | série) Alfabetizado Fundagoes. | Ser aprovado pelo Dirigi equipamentos | Operador Alfabetizado ‘engenheiro da obra apés autopropulsores e rapidez de | trinamento interno rmanobras | Auxiliar na. na, Prontidao para agir 1 pocsiio Fundamental 1 (i* Ter recebido instrugées Rapidez em tomar decisées L 4 série) conforme item 7.3, sob risco | Engenhero supervisor | aguadeem sence PM | spiro de tideranga a) Habilidade demonstrada para aplicar conhecimentos e destrezas (pericia, prética) ou atitudes demonstradas em pér em prtica 0s conhecimentos e o saber fazer ‘Tatoo Torecirento de conceta por meio de ental dosadora intern ou eterna A obra. A dosage do concreto pode ser kita por volume. ‘Manual de Execucao de Fundagdes e Geotecnia - Praticas Recomendadas | 35 6. Procedimento executive e responsdvel 6.1 Escavacao manual do fuste a) | engenheiro supervisor ‘Topégrafo/ mestre de obras/ | Locar 0 centro dos tubuldes com piquetes de madeira individualizedos 1) [ Marcar o diametro de cada tubuldo, para tanto sao utilizados 2 hastes de ferro ou 2 pregos, ligados por um fio (linha de pesca ou cordoné), | colocando-se uma das hastes no centro do tubulao, de modo que a outra possa girar em torno da primeira, mantendo-se esta distancia igual a0 raio do mesmo, Iniciar a escavacio com picareta, para ém seguida ulilizar vanga e pd ‘Até 2,0 m de profundidade, o pocelro que esta fazendo a escavacao retira 0 solo com a pi jogando-o em volta do tubullo, formando uma “coroa" @) | Apds a profundidade de 2,0 m, instalar o sarilho na boca do tubulao, € prosseguir a escavacao retirando-se a terra com auxlio do balde que é alcado para cima - pelo poceiro que esta na superficie ~ com auxilio de sarilho ) | Alcancada a profundidade estimada para o assentamento da base do Engenheiro supervisor ou ‘ubulao, sguardar a liberacdo da cota de assentamento consultor” '® | Apésa liberacdo da cota, iniciar a abertura e alargamento da base, de acordo com as dimensGes de projeto Poceiro, Tubuldes a Céu Aberto (COT (iRise Poceiro 6.2 Execucae mecanica de fuste Fa) | Locaro centro dos tubuldes com piquetes de madeira Topdgrafo / individualizados mestre de obras / (B)_[ Centrara ponta do trado no centro do piquete engenheiro supervisor [0 | Aprofundar gradativamente a perfuragao com movimentos de subida e descida do trado. Limpar o trado ‘Auniliar Operador e auxiliar Retirar com uma enxada 0 solo que se deposita em volta da boca do | tubuldo, a fim de evitar que a terra volte a0 tubulao novamente | Alargar abase wer?) Auxiliares do cliente Poceiro 1 usndoo wo no comesponder a0 alco na sondage, cabe a0 consular prceder ix atevagbes neces de projeto, 36 | Manual de Execucdo de FundagSes e Geotecnia- Priticas Recomendadas ee 6.3 Alargamento da base em condigées de NA abaixo da cota de assentamento 2) Determinar 0 centro do tubule marcando-a com um piquete de madeira, | alargar paulatinamente a circunferéncia da base da borda do fuste para a Poceiro extremidad - obedecendo ao didmetro e & altura especificados no projeto ‘Nota: Para base alongada (falsa elipse) os elxos deve ser marcados por Topdgrafo/ mestre da obra/ | meios topograticos engenheiro supervisor | | bi Verificar as dimens6es, antes de liberar a base para coneretagem FREI Sine Eered consultor | 6.4 Alargamento da base em condigées de cota de assentamento abaixe do NA Tubuldées a Céu Aberto CO1 SRE fm situac6es nas quais a cota de assentamento da base dos tubuldes situar-se abaixo do nivel d’égua NA, € quando as condicdes do subsolo assim o permitirem, a critério e julgamento do consultor, deve- -se adotar um dos trés procedimentost especiais descritos a seguir, para completa seguranca na execu- a0 do tubulao. 6.4.1 Procedimento n° 1 a) Executar um ou mais pogos de rebaixamento, em pontos predeterminados | da obra, devidamente escorados para que nao haja desmoronamento Feeelra |b) Colocar uma bomba’® de recalque submersivel em cada poco, | adequadamente dimensionada para dar vazdo & quantidade de gua retirada Poceiro € eetricsta jodesubsole 6.4.2 Procedimento n° 2 4} Executar pocos profundos'! com pequenos didmetros de 150 mm (6”) a 200 mm (8”), e com auxilio de bomba10 submersivel de pequeno diametro, freatico Empresa contratada para esta finalidade 6.4.3 Procedimento n° 3 Quando as condigaes geotécnicas do subsolo, a critério do consultor, forem adequadas eo volume de gua nao for excessivo, e ainda quando o didmetro do fuste do tubulao 0 permitir, pode-se utilizar uma bomba submersivel no préprio tubulao que est sendo escavado. Dependendo ainda das condiges de estabilidade da parede do fuste do tubuléo, deve-se utilizar cam- botas de madeira ou angis de concreto, para se evitar desmoronamentos. ‘Bplicves tabs nos casos que NA Terie na escavacdo do hse 9 Dependead ds condlcdes de establidade da pared do usted tubulb, deve ulzarcamboras ce madeira oy ands de conerto 100 poceio poder trabslhar com terra seco nos tubules, que dever er abertos aps ico do rebiamento 11 ependendo das condicdes de estabiidade da parede do fate do tubulo, deve utizarcamboras dle mada oy ants de concreto, afi de evita desma ‘Manual de Execucao de Fundaces e Geotecnia - Priticas Recomendadas. | 37 Tubuldes a Céu Aberto CO (aiSieensanenaars 38 | 6.5 Armacdo e concretagem Se le arrasamento no fuste, e colocar a armaao Poceiro |b) Centralizar a ferragem e posiciond-la em relacao a cota de arrasamento ‘Amador do contratante | ©) Iniciar a concretagem - através de um funil de madeira ou aco - orientando | ofluxo de concreto para que este, a0 ser lancado, no entre em contato como | Encarregado do contratante solo anies de preencher 0 vazio da escavacio até a cota de arrasamento ‘@) O concreto deve estar suficientemente fluido (Slump = 6), para que preencha todo 0 vazio da escavacio da base ) Dependendo das dimensdes e da taxa de armacao, deve-se descer e espalhar manualmente o concreto, a fim de se evitar 0 nfo preenchimento completo da Poceiro enc "Resp a) Remover do topo do fuste, ‘9 concreto nao satisfatério Auniliares do contratante |b} Completar a altura, aé a cota de arrasamento, se necessario Empresa construtora mediante t recomendacoes do consultor 6.7 Boletim de controle de execucao dos servigos Deve ser preenchido diatiamente pelo encarregado, devendo constar as informacées do item 3.1 (Vide também anexo ©) 7. Procedimentos para verificacao ¢ avaliacao dos servicos 7.1 Escavagio do fuste 7.1.1 Manual do fuste e ini do alargamento da base cee © desvio de prumo deve ser <1,0 % do dimer do. | | 6.1b) Prumo e diametro fuste. © poceiro deve conferir o diametro a cada 2m | | de escavagao | (618) | Tipo de solo e dimensies da base | Conforme projeto =| 7.1.2 Mecanica do fuste e inicio do alargamento da base ‘ cre op - veaies Teicr com prin! ouniveldebolha t @ do trado Medir ] Manual de Execugio de Fundagdes © Geoteenia - Préticas Recomendadas | | | 7.2. Alargamento da base 7.2.4 Em condigées secas Tomar as medidas, ¢ deixar um cilindro com 20 em de altura na borda da base ou rodapé (vide desenho) Fixos da elipse ‘Comparar com desenho Centro, Be altura | Tubuldes a Céu Aberto CO1 SaaS fas Escoramentos “Seguranga entimero de poos c | ES Bomba de recalque | Dimensionamento jez Execugao de pogos Rebaixamento do lengol 1 164.3 ‘Bomba submersivel Condicées do solo, itens de seguranca e protecao } | Nota 2 1 Estabilidade do fuste Decidir colocago de cambotas, ago ou anéis de concreto ' lesteot2 7.3 Cuidados da equipe durante as operacées de perfuracio 7.3.1 Acidentes graves no trabalho dos poceiros O planejamento didrio para os trabalhos dos poceiros deve prever acdes"? efetivas que evitem os seguin- tes riscos inerentes: a) Queda de pessoas ao entrar ou sait; b) Soterramento; ©) Queda de ferramentas ¢ equipamentos; d) Choque elétrico; €) Infeccoes; ) Asfixia ou intoxicagao por gases; € g) Afogamento (inundacao). Tier om TA201 de NR TB Manual de Execucdo de Fundagdes e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 39 Tubuldes a Céu Aberto CO Sinaia 7.3.2 Medidas de seguranca As seguintes medidas de seguranga devem necessariamente ser observadas: a) Manter cobertas, com estrados, as escavagGes para tubuldes a céu aberto, sempre que houver inter rup¢ao dos servicos; b) Executar tubules a céu aberto com todo 0 cuidado a fim de evitar desaprumos, cuja corregao, em geral, é dificil; ©) Cuidar e prover procedimentos que evitem distracdes que possam afetar a comunicacao entre 0 poceiro ¢ o ajudante; d) Instalar 0 equipamento de igamento (sarilho) tomando-se as seguintes precaugées: © local de trabalho deve estar limpo antes do inicio das atividades, retirando-se equipamen- tos, ferramentas, rochas ou qualquer outro tipo de material que possa cair para o interior do tubulio; = Providenciar escoramento, sempre que necessario, para que nao cause danos as estruturas vizinhas; = Verificar o local onde deve ser apoiado o sarilho; ~ Verificar se a madeira possui resisténcia suficiente; = Prover o sarilho de trava de seguranca; = Verificar constantemente a corda de igamento quanto a sua resisténcia e integridade; = Fixar a estrutura metdlica ao madeiramento de apoio, verificando sua estabilidade; — A catraca deve estar lubrificada, sendo responsabilidade do usuario a manutencSo de todo o equipamento; = Verificar a colocagao da corda’® independente, para igamento do poceiro em caso de emer- gencia/resgate, acoplada ao cinto de seguranca tipo para-quedista; — Prever, obrigatoriamente, sempre dois poceiros livres na superficie, encarregados do i¢a- mento em caso de queda, ou alternativamente um poceiro e um auxiliar treinado, quando a equipe for nica; = Usar obrigatoriamente o gancho de seguranga para a colocacio do balde na corda de ica- mento de materiais escavados; — Osbaldes devem ser constantemente verificados, devendo possuir alca devidamente fixada @ com fundo reforcado; = Os baldes devem ser fabricados com material resistente (por exemplo chapa de aco). e) Colocar rodapé de madeira, preso ao sarilho, com 20 cm de altura, ao redor da borda do tubulao para impedir a queda de solo ou entulhos sobre 0 poceiro; 8) Acxigéncia de escoramento (cambotas de madeira) fica a critério do engenheito supervisor ou con- sultor, considerados os requisitos de seguranca para as edificagdes vizinhas e para 0s poceiros; ) Consultar sempre o engenheiro supervisor para delimitar as areas de escavagoes, as quais devem ser demarcadas com fitas zebradas ou cavaletes e avisos, a fim de evitar o trafego de caminhoes causando vibragées no solo; h) Quando houver possibilidade de infiltragao ou vazamento de gés, o local deve ser devidamente ventilado e monitorado; 7 Bia doves de on dopo ri dca que, com cnet ino de 91m (3/4) devendo er camprinento sete eta hm pres ao sae, 40 | Manual de Execucao de Fundagées © Geotecnia - Priticas Recomendadas i) Adotar'* ventilagao de exaustéo local de tal sorte a: — Extrait 0s contaminantes; — Promover a ventilagdo geral; ~~ Insuflar ar para o interior do ambiente; e — Assegurar de forma permanente a renovagao continua do ar. j) Omonitoramento!> permanente de substincias, que plossam causar asfixia, explosic ou intoxicagio no interior de locais confinados, deve ser realizado por trabalhador qualificado sob supervisao de responsavel técnico; kj Manter sempre ao alcance"* ar mandado e/ou equipamento auténomo de resgate (mascara contra gases); 1) Em trabalhos noturnos deve haver iluminag#o adequada, atendendo sempre a lei do siléncio; m) As lampadas devem possuir protecao contra explosao, quando dentro do tubulao; Tubuldes a Céu Aberto COT SaaaaaRRama a) AS extensGes devem ser executadas por meio de plugue, sendo proibido o uso de chave-faca; 0) No caso de execugio de tubuldes a céu aberto, abaixo do nivel do lencol freatico, uma das alter- nativas € 0 uso da bomba para recalque da Agua, todavia deve-se ter 0 cuidado de verificar se © equipamento ests cevidamente aterrado e instalado, pois hd 0 riseo de choque elétrico mortal; p) Durante a concretagem, 0 poceiro deve utilizar botas de borracha a0 entrar em contato com 0 concreto; 4) Ao colocar a ferragem, deve estar atento ao risco de perfuragao das partes expostas; 1) Sinalizar sempre. focal da escavagao nos casos de passagem de trabalhadores, veiculos e equipamentos; 8) As Aguas de chuva devem ser desviadas por meio de valetas para evitar o retorno provocando des- barrancamentos e inundagdes; 1) Sempre informar da presenga de redes de esgoto, aterros sanitérios ou outras tubulagoes a fim de evitar 0 contato com bactérias e substncias quimicas nocivas; u) Nao permitir que pessoas ndo autorizadas fiquem proximas aos locais da escavacao; v) Para cada grupo” de 20 trabalhadores, dais deles devem estar treinados para resgate; ¢ Ww) Nao fumar no interior dos tubuldes. 7.4 Conhecimentos da equipe 7:4.1 Aspectos técnicos Sao 08 seguintes: a) Saber ler e interpretar a planta de locacao dos tubuloes; 6) Saber caracterizar'® fisicamente cada tubulao no local da obra; ©) Conhecer a programagio de execugao de obra; Taide tem T0201 da NR TB 15 Vide tem 18.20,1 Fda NR 1. 16Vide tery 10.207 NR 18 17 Vide tam 18.21) da NR 18. 18 Quando na aba exsineaubuldes com avers démetros,deve-s lta piquetes de vras cores ‘Manual de Execucao de Fundagées e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 41 Tubuldes a Céu Aberto CO] ReaaaaaananaS d) Conhecer as profundidades, dimensdes, didmetros e armagées dos tubuldes; ) Conhecer 0 preposto do cliente no local da obra; ¢ 4) Conhecer as condigdes de seguranga da obra, locais a que a equipe pode ou néo ter acesso, obstaculos visiveis no subsolo, redes elétricas, etc. 7.4.2 Aspectos de operacao Sao 0s seguintes: a) Conhecer as caracteristicas e a capacidade de seu equipamento; b) Verificar o perfeito estado de conservacao das hastes de perfuracao ~ quando forem mecanicas - principalmente as unhas que devem estar convenientemente direcionadas e afiadas; ) Saber verificar a verticalidade do fuste; d) Evitar a queda de terra em tubulio jé aberto; €) Conhecer os equipamentos de protecao individual obrigatérios e utilizé-los; #) Conhecer e ter ciéncia dos riscos inerentes a fungo, a saber: = Queda de ferramentas ou de material; — Rompimento de cabo de ago; — Torgées de pulso; — Cortes, perfuracées e arranhoes; = Choque elétrico (em perfuratriz elétrica); = Quedas; — Soterramento; — Asfixia; = Afogamento; = Inundagao; e — Asfixia ou intoxicagao. To Vie tem A206 a da NRT ‘Manual de Execugio de Fundacdes e Geotecnia - Priticas Recomendadas 7.5 Armagio e concretagem Sie Centralizagio, bitola dos ferros e altura, cobrimentos € comprimentos da armacao, comparados com o projeto Velocidade, nao entrada de terra®, obediéncia ao plano 65c Langamento Lae 65d Concreto ‘mediindo slump e retirando corpos-de-prova para ensaios de avaliacdo do f,2" a cada 10,0 m? | Fluidez, slump e resisténcia conforme projeto, ver anexo B, 65e Concreto Tubuldes a Céu Aberto (COT immanent 8.Especificacao des materiais Devem ser exigidos do fornecedor materiais com Certificado de Conformidade, E de responsabilidade do contratante fornecé-los.. Caso estes certificados nao sejam entregues ou inexistam, devem ser efetuados ensaios e amostra~ gens pelo contratante, atendendo as especificagdes de cada material conforme Tabela 2 Tabela 2 - Especificacao dos materi Cimento, ‘CP II Portland composto classe 32 (EE,Z) 11578 ‘A530 € CA 25 conforme diametros constantes ae do projeto ou de acordo com 0 anexo A ede aise i ‘rei Granulometria média, lavada an | Pedra Nez j 8953 6118 | Minimo classe 20, ou conforme projeto em 5738 e5739 | Concreto fungao da classe de agressividade ambiental. | ‘Abatimento 9 +1 NM 67 | i __|_ 265s : i [20 A concretagem dove cbngsoniamente 7 nicada logo aps trmina do alargamenta da base © nunca sr dead para o ds segue 21 Gato 0 concrto aja forneito por conereteas, deve eg Certfea0 de Conformidade ow ens segundo NBR 12655, 22 Aumsazenagemn em local apropriado e determina, ‘Manual de Execucio de Fundagées e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 43 Anexe A (Informativo) Requisitos para a armagao A.1 Normalmente os tubuldes trabalham 4 compressio, assim sendo a armadura recomendada deve ser apenas a armagiio de ligacdo entre 0 bloco e 0 tubuldo, conforme indicado na’ figura A.1 A.2 Para aqueles casos, onde os tubulées trabalham a trag’o, deve-se arma-los conforme desenho entre- gue pelo consultor de fundacdes, sendo verificados pelo executor dos tubules. Tubulées a Céu Aberto CO Sige @ 12mm 0,50. t+— 50 nf —]50 mm Estribos @ 6 mm cada 20 om 1,00 m of oN 20 12mm Figura At 44) Manual de Execugio de Fundagdes e Geotecnia - Préticas Recomendadas Anexo B (Normativo) Caracteristicas do concreto B.1 Objetivo Este anexo especifica as caracteristicas do concreto a ser empregado na execucao dos tubules a céu aberto. B.2 Materiais (Os materiais devem obedecer as seguintes normas: NBR 5738, NBR 5739, NBR 7211, NBR 8953, NBR 11578, NBR 12655 e NBR 6118. B.3 Concreto da base e do fuste B.3.1 Deve obedecer ao projeto, devendo estar em conformidade com a NBR 6118 em fungo da classe de agressividade ambiental. Tubuldes a Céu Aberto CO Samana Para concretagem, pode ser utilizado concreto Classe 20, no minimo. B.3.2 A dosagem do concreto” deve ser tal que se obtenha resistencia caracteristica 4 compressio (f,), obtida pela moldagem de corpos-de-prova segundo NBR 5738, ¢ ensaiados conforme NBR 5739, retirando-se os corpos-de-prova segundo a NBR 12655. O abatimento & ensaiado segundo NM 67. 8.3.3 O consumo de cimento* por m* de concreto naa deve ser inferior a 300 quilos. 25.A cosagem do concret pode se fl por vole o-cancrele pode aur msturado manulimente-casoem que deveser presto local paras prepare de ‘modo apeiron ontario cota 24 A armazenagem do ciment deve sr feta em local caberto, endo este empilhadoe sm Contato com oslo. Manual de Execugao de Fundagées e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 45 Anexo C (Normativo) Modelo do boletim de execugao Boletim de Tubulio a Céu Aberto Responsivel Profundidade @), Tnicio Tubulées a Céu Aberto (COT gammmmamiaanay Coneretagem Consumo de cimento/ m ‘Término Didmetro Comprimento real “Assentamento Dimensdes Caracteristicas do equipamento ‘Consumo de materiais ‘Name do Executor “Assinatura do Executor AAs informagées contidas neste boletim sao de responsabilidade da empresa executora. 46 | Manual de Execucio de Fundacdes e Geatecnia - Priticas Recomendadas Anexo D (informativo) Listagem sintética Documentos @ Projeto das fundacdes; Planta de forma das fundagdes; * Relatério de sondagem do solo; ¢ © Boletim de controle da execucao. Equipamentos © Baldes; © Betoneira; © Bombas submersas; * Caixa de ferramentas; © Carrinhos de mao; * Cordas de icamento; + EPYs especificos; © Funil de madeira ou aco ou tromba; © Maquina perfuratriz mecanica; + Pa; © Plataforma; + Saritho; e + Trados. Equipe * 2 poceiros ou 2 poceiros e 1 auxiliar quando for Gnica. Materiais = Cimento; * AGO; © Areia e pedra; e * —Concreto usinado. Manual de Execugio de Fundagdes e Geotecria - Préticas Recomendadas Tubuldes a Céu Aberto CO1 aaa 47 Tubuldes a Ar Comprimido 1. OBjetiVO mene ReFerENCiaS serene + Norma : © Documentos complementares.su 3. Definicées.. 4. Equipamentos, acessérios ¢ ferramentas.. ‘= Dimensionamento quantitativo, Relagio de equipamentos Inspecao e periodicidade Operacionalidade. Equipamentos de protecdo individual (ET). Cuidados na operacso Equipes de campo. ‘© Estrutura organizacional.. . 6. Procedimentos executives e responsabilidades * Macroetapas + Sequéncia executiva dos tabalhos . * Esquema do tubuldo com a campanula acoplada ... Procedimentos para verificagées, controles e inspecdes. ‘® Boletim de controle de execucio dos servicos. ages ¢ avaliacdes dos servicos para tubuldes com camisa de aco... ‘ages complementares iitérios de aceitagao dos servicos. 8. AgGes corretivas 9. Especificacao dos materiais Anexos A~ Tabela de compressio e descompressio para trabalhos sob ar comprimido B Modelo do checklist para inspec dos equipamentos ¢ operacionalidade ... C - Desctigio © qualificacao para o desempenho das fungoes D ~ Caracteristicas do concreto E — Detalhes para a armagio enn F — Modelo do boletim de execucio G - Listagem sintética Verificagdes e avaliagdes dos servigos para tubulbes com camisa de concreto. erseesssees 50. 50 =) 51 aesscesnes 52 82 52 53 53 53 53 54 54 54 54 55 57 esscenseenees 5B 58 58, 58, 59) 59 61 2 64 07 69 70 sumério CO2 SRS Manual de Execucio de Fundag6es Geotecnia -Priticas Recomendadas | 49 Tubuldes a Ar Comprimido C02 1.Objetivo Este documento: a) Estabelece as diretrizes e condicionantes para execucao, verificacao e avaliacao de tubuldes a ar comprimido, com camisa de concreto ou de aco, com ou sem abertura de base; b) Descreve e fixa as ferramentas, os equipamentos e acessérios minimos necessirios; ©) Especifica e qualifica a equipe minima, definindo as fungées, tarefas e responsabilidades; d) Especifica materiais. 2. Referéncias 2.1 Normas NBR 5738:2008 ~ Moldagem e cura de corpos de prova NBR 5739:2007 ~ Concreto ~ Ensaios de compressao de corpos de prova cilindricos. indricos ou prismaticos de concreto. NBR 6118:2007 — Projeto de estruturas de concreto ~ Procedimento NBR 6122:2010 — Projeto e execugao de fundacées ~ Procedimento NBR 6484:2001 ~ Execucdo de sondagens de simples reconhecimento dos solos ~ Métodos de ensaio NBR 7211:2009 ~ Agregados para concreto NBR 7480:2007 — Barras e fios de aco destinados as armaduras para concreto armado NBR 8953:2011 - Concreto para fins estruturais ~ Classificacao por grupos de resisténcia NBR 11578:1997 ~ Cimento Portland composto — Especificacdo NBR 12655:2006 ~ Concreto ~ Preparo, controle e recebimento NBR ISO 6892:2002 — Materiais metalicos ~ Ensaio de tracao a temperatura ambiente NM 67:1998 ~ Concreto — Determinacao da consisténcia pelo abatimento do tronco de cone 2.2 Documentos complementares (Os documentos mencionados abaixo devem estar dispontveis na obra: a) Relat6rio de sondagens; b) Planta de locacao dos tubuldes; c) Projeto de forma e armagao dos tubulées; ) Cotas de assentamento e arrasamento dos tubulées; s de controle da execuca io de obras para anotagdes das mudancas de cotas com relagdo ao projeto em fungao das ca- racteristicas do terreno visitado; & g) Caderneta ou RDO emitido pelo projetista das fundacdes ou consultor, e entregue ao Cliente segundo acordo entre as partes, “Tonal da exec do tubo, oa daranie,devem se fornecides, a0 chet, os boletins de contol da execu. 50 Manual de Execugio de Fundagies e Geotecnia - Priticas Recomendadas 3. Definigées Para 0s fins deste documento, aplicam-se as seguintes definigdes: 3.1 tubuldo a ar comprimido: Elemento de fundacao profundo, em formato cilindrico, possuindo ou nao base alargada, escavado manual ou mecanicamente, em que pelo menos na sua etapa final de esca- vvacdo hi a descida de operdrios, sendo executado em solos onde, havendo Agua, nao for possivel seu esgotamento, em face do perigo de desmoronamento das paredes do fuste, o qual pode possuir revesti- mento de aco ou conereto. 3.2 fuste?: Pega de concreto vazada, também chamada de camisa, por onde descem os operdrios até encontrarem 0 terreno a ser escavado. 3.3 base alargada: Escavaco do terreno, em formato tronco-cénico, para possibilitar a transferéncia de carga estrutural entre o fuste e a base. 3.4 cota de arrasamento: Cota superior da camisa de concreto. 3.5 cota de assentamento: Cota de apoio da base do tubulio. 3.6 pogo pri 3.7 pressio de trabalho: Pressao necesséria para a expulsao do lengol freatico, para possibilitar 0 traba- Iho sob o ar comprimido, Tubulées a Ar Comprimido (C02 aimmamaamann drio: Escavacio preliminar para auxilio de concretagem da primeira camisa, 3.8 campanula: Peca metilica cilindrica, acoplada ao fuste, permitindo a retengo do ar comprimido, para que seja expulsa a agua interna do tubulao, possibilitando o trabalho dos operétios. 3.9 taxa do terreno: tenso admitida para 0 solo de apoio do tubuldo, usada para dimensionamento da base alargada. 3.10 boletim de execucio do tubulio: Documento que deve ser preenchido para cada tubulo, regis- trando os seguintes dados de execugao: a) Data de cada etapa de concretagem e escavagio; b) Identificagao do tubulao; ©) Nivel d’gua; 6) Cotas reais de assentamento e arrasamento; €) Classificagaio dos materiais ao longo das escavacées; segundo NBR 6484; & ) Dimensées reais de escavagao da base 3.11 campanula hospital: Equipamento utilizado para recomprimir 0 funcionério que teve algum proble- ma de descompressao. 3.12 gabarito®: Peca em formato de anel, feita de ferro, com didmetro interno igual ao didmetro do inte- rior do fuste do tubulao, com 16 furos, onde devem ser colocados os chumbadores. 3.13 chumbadores: Pecas de metal, constituidas por barras de ago com 60 cm de comprimento e diéme- tro de 16 mm (5/8"), possuindo rosca de 10 cm no trecho superior, estando seu trecho inferior ancorado na camisa de concreto. Através destes sao feitas as fixagdes da chaminé da campanula a camisa de concreto, com utilizagao de arruelas e porcas no trecho roscado. ‘Te Semonto que Warsi as cargas dh earara para a5 bases 4 O gabarito 6 colocado sobre a camisa de concreto rcéconcretada ‘Manual de Execucao de Fundacdes e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 51 4. Equipamentos, acessérios e ferramentas 4.1 Dimensionamento quantitative Para o dimensionamento dos equipamentos, para uma obra de tubuldes a ar comprimido, com camisa de concreto, utilizam-se como indice pratico e hist6rico 50 m? de escavacao por més, por campanulat. Caso a obra seja com camisa de aco, a produgao para a escavacao do fuste aumenta, a da base nao se altera, resultando quantidades de equipamentos e de pessoal, diferentes, Verifica-se a necessidade do cronograma fisico, resultando o ntimero de campanulas e, consequente- mente, 0 de compressores, equipes, ferramentas e acessérios complementares. 4.2 Relacao de equipamentos Tomando-se como base 0 exemplo acima, a relacdo é a indicada na Tabela 1. Tabela 1 - Relacao de equipamentos Tubuldes a Ar Comprimido C02 aaa ee ‘Camara de trabalho com altura de 2,00 m+ 1,0. cm 9 ‘Campanula hospital [Campanulas ‘Compressores de ar diesel ou elétrico Filtros de carvao ativado ‘Tiltros de a de camneiro [TFuradeira manual elétrica™ Grupo gerador diesel ou eneigia eléirica [Guinchos elétricos © Guindaste & ‘Togs de forma extema © ‘Togo de fuste ‘[Mangotes vibradores @ 45 mm Mangotes vibradores @ 60 mm (Titdquina de cortar ferro ™ ‘Maquina de solda e conjunto oxi-corte | Marteletes rompedores pneumaticos © [Miarteletes rotativos pneumaticos | Martelo de impacto ou vibratério ou entubadora ® ‘Mesa de serra circular ® [Moto esmerit ‘(_Moto-vibradores elétricos | Piteira ou hamer grab (Rede de ar comprimido com acessbrios [FReservat6rio de ar comprimido |[TReservatério de éleo diesel lolol eee ols|sloholefalste (ej ulate altel |[Restriadores Deetcuto teve FGopcional, em fungio da obra e condigdes | (2) utilizados apenas em tubuldes com camisa de ago B)utl “For examplos Varios maginar uma cra de 600m ara ser executads em 3 meses. imensianamnento do nimera de campus: 600 m! J 3 meses = 200 minds. 200 mins / 50 mimae = 4 campinuls °52 Manual de Execugao de Fundacdes e Geotecnia - Praticas Recomendadas 4.3 Inspegio e periodicidade Os equipamentos descritos possuem aspectos relevantes que devem ser inspecionados obrigatoria e periodicamente, conforme indicado na Tabela 2. Tabela 2 - Inspecdes obrigatérias ‘Campanula Submeter a uma pressao de 4,0 kgicm? ‘Acada 2 anos ‘Compressores ‘Verificar © motor é revisar “Antes de iniciar cada obra Filtros de carvao Trocar A cada 30 dias de uso sotar os filtros Cada 2 dias | Firs de 1 pee . Trocar a la Cada 30 dias de uso | ‘Guinchos Verificar engrenagens e cabos de aco Antes de iniciar cada obra_ ‘Moto vibradores Verificar ‘A cada concretagem Ver i r | Mesa de sera circular | Sievicg lees ees des consis 3 mote Antes de iniciar cada obra) TRevestimento das formas | Trocar_ ‘Quando desgastado_ ~ Envianorpens Sse [everiicaess SS 4.4 Operacionalidade A operacionalidade e a disponibilidade dos equipamentos, antes do inicio dos servigos, devem ser ins- pecionadas conforme Anexo B. 4.5 Equipamentos de proteco individual (EP's) a) Capacetes de seguranca; b) Luvas; ©) Oculos de seguranga; d) Botas de seguranga; € ©) Protetores auriculares. 4.6 Cuidados na operagao: Sao os seguintes: a) Vibrar 0 concreto para que se evitem bicheiras; b) Evitar vazamentos na rede de ar; ©) Verificar posicées dos filtros de liquidos e sélidos com relacdo a posicao dos compressores, das campanulas e dos reservat6rios, conforme esquema detalhado no item 6.2.1. Apés a montagem da campanula, esta deve ser pressurizada por meio de ar comprimido conforme esquema indicado na Figura 2, mantendo-se a pressao de trabalho condizente com a necessidade; d) Obedecer a tabela de compressio e descompressao, indicada no Anexo A, na hora de sair da campanula; e) Verificar manémetros® e informar a pressdo inicial de equilibrio ou de trabalho; e f) Manter sempre a campanula hospital instalada e em condicdes de uso imediato, para qualquer "Fisica casero lib oir epuno reso da poca esta! (tubulo) ses deve se calibrads peridicament ‘Manual de Execucio de Fundagdes e Geotecnia - Préticas Recomendadas Tubulées a Ar Comprimido CO? again 53 5.Equipes de campo 5.1 Estrutura organizacional Dada sua natureza, os servicos relativos a execucao de tubulao atencao para formagao qualitativa e quantitativa da equipe. A quantidade de pessoal é a seguinte: a ar comprimido, requerem especial No Anexo C, encontram-se indicadas as qualificacdes ¢ as descricdes das funcées. Engenheiro da obra” ‘Administrative da obra. Mestre da obra Tubuldes a Ar Comprimido “C02 aman ‘Apropriador = Encarregados 1 Caipinteiros® 1 ‘Armadores 2 Operadores do compressor Capatazes da obra? Trabalhadores de ar comprimido ou Tac? Serventes da fundacao afr fatr | Senventes gerais 6.Procedimentos executivos e responsabilidades 6.1 Macroetapas Atividad role | Mestre, encarregado, carpinteiro, armador | a) Forma, fetragem e concretagem das camisas de concreto ‘_b)Travamento e prumo das camisas de concreto ‘1. Cravagio das camisas até o nivel d’Sgua ‘d) Montagem das campanulas e cravagao das camisas sob ar comprimido. ‘el liberacdo dos terrenos de assentamento ‘i Armagao da base e concretagem ie Controle da pressao h Lb peraia des compress {Gabe a contatanieFrnecer I cnica de Feguranc © 1 elie kcal do taba, 7 No necessarament ao, entrtanto deve supervsionr os rabaos ds equi. {8 Somente para tubules com camsa de conerto 9 sts hung des podem ser acumuladse. 54 pena de Execugao de Fundagies e Geotecnia - Priticas Recomendadas Mestre, encarregado, carpinteiro Encartegado, capataz Encarregado, capataz, Sinaleiro Encarregado ‘Mestre, encarregado, capataz Encartegado, trabalhador de fora Encarregado, operador de compressor 6.2 Sequéncia executiva dos trabalhos 6.2.1 Tubul6es sob ar comprimido com camisa de concreto ae ') Remover abstéculos presentes na superficie, tals Como restos de construcao, entulhos ou blocos de rocha b) Executar a terraplenagem do local do apoio bb) Locar 0s tubuldes Cliente | Iniciar a escavacdo preliminar que consiste de um pogo com profandidade ma xima de 2,0 m, cuja funcao é servir de escoramento lateral para as concretagens subsequentes!* Capataz 'd) Locar definitivamente 6 tubulao +) Colocar, com base na locacao topografica, uma forma circular, de madeira, menor ‘que o didmetto do fuste, em volta da qual deve ser iniciada a armacao da ferra- ‘gem do tubullo; este trecho do fuste denomina-se cimara de trabalho, devendo ter dimetro conforme indicado na Tabela 3, ou em fungao do especificado em projeto; sua altura deve ser de 2,00 m + 1,0.cm ture deve ser de 2,00 110 cr Topégrato Carpinteiro ) Concluira armacao VE #) Liberar para concretagem Tabela 3 Se cue eno telncnn e 1,20 m i 1,00 m 0.80 m a] 140m 110m 0,80 m | 1,60 m 1,20 m 0,80 m, | 1,80 mi 1,40 m. 0,80 m | E200 het 0,80 mn ‘Armador empresa executora 8) Colocar wma forma extema™, com diameiro igual ao do fuste especificado, em projeto, e com comprimento de 4,00 m h) Fechar as varias partes, com parafusos, porcas e atruelas com diametro de 12 mm 1/2") Carpinteiro, i) Passar, tanto na forma externa quanto na interna, desmoldante para faciltar a desforma Servente j) Aprumar a férma externa, por meio de pranchas de madeira escorada Contra o terreno ou contra a estrutura executada para tal fim ky Escorar a férma interna contra a forma externa, visando manter a |_uniformidade das paredes TO Asatte de fa) at 7) dever sr acompanhades pelo mest e encaregado de obs Carpinteiro ‘Contratante e engenheiro de | | { i | | 1 1 Nos locas onde ower presena dig na superce do terreno ou prim dest, impedindo ext excavao, deve se ecutado um paqueno aero para elminagSo da gua, e em seguida, deve Se evecutaa una esa, que pexmita score dbuo lateralment, ania pata conereagem quanta para desea nd ‘eral durante proceso de eavag0, 12 Tlerincia de + 1.0%. 13 De ago 04 de madera, com cantoneias de aco, revestidas com chapas de zine pesas po patos Tubuldes a Ar Comprimido CO2 Sains Manual de Execugio de FundagSes e Geotecnia-raticas Recomendadas | 55 1 Concretar a camisa, ou seja, o espaco resultante entre a forma interna e externa ‘m) Lancar 0 concreto e adensar, por meio de vibradores de imersio, acionados por motor elétrico 7n) Aguardar o tempo de cura do concreto, para posterior desforma intema | | externa’ ‘Trabalhador de ar compri Tac Fiscalizacao do cliente 1) Molhando-o durante todo esse tempo, visando evitar perda da gua da mis- tura do concreto 0) Fixar na extremidade superior da camisa de concreto, chumbadores de 16. mm (6/8") x 600 mm, cuja finalidade & a de acoplar a campanula 20 tubulo no momento de comprimir'* Servente Capataz de ar comprimido p) Desformare iniciar a escavacao, que pode ser a céu aberto ou aar comprimido, dependendo da presenca ou nao de Agua no interior do tubuléo'* q) Executar a escavagao com p4, picareta, ferramentas pneuméticas ou com explosives, dependendo do material existente no interior do tubulgo ) Continuar a escavacao até atingir o lencol d’gua, e prosseguir somente apos, ‘a montagem da campanula sobre a camisa de concreto 5) Montar a Campanula sobre 0 tubulao, empregando um guindaste ou “pau de| carga”, de madeira rolica disponivel na regizo Tubuldes a Ar Comprimido CO2 aaa 1) Apés a montagem da campanula, esta deve ser pressurizada por meio de ar ‘comprimido conforme esquema'*indicado na figura 2, mantendo-se a pressio de trabalho condizente com a necessidade 'u) Proceder aos trabalhos™ de escavagao, em trechos de 1,00 m de cada vez, ‘visando assegurar a sua verticalidade, escorando-se a camisa contra 0 terreno. ‘ou quado, e acompanhando-se a descida através de prumos de face, sendo que eventuais desvios devem ser corrigidos usando-se cunhas de madeiras ‘ou macacos mecinicos Capataz de ar comprimido e Tac Capataz ¢ tac Encarregado / tac ou sinaleiro ‘Capataz e tac Carpinteiro ¥) Retirar a campanula para concretagem do novo segmento do tubulao, depois de cravados 05 4,00 m inicialmente concretados, colocando-se nova armac3o « formas internas e externas, conforme descrito anteriormente Encarregado armadores catpinteiros ‘W) Continuar a sequéncia até atingir a cota de assentamento do tubuldo, previsto ‘em projeto, solicitando inspecao do terreno +x) Caso o terreno atenda a exigéncia especificada, deve ser autorizada a abertura da base, de acordo com detalhes projetados ou modificados 'y} Se o terreno nao atender as necessidades, novo segmento deve ser concretado e ‘ravado visando atingir camadas mais resistentes do subsolo. Tendo-se atingido ccondigBes satisat6rias para o alargamento da base, o servico deve ser iniciado +2) Alargada a base, da mesma forma que se faz para tubulBes a céu aberto, (ver ‘capitulo especifico C01), nova vistoria deve ser feita para conferir as dimensoes |L_e verificar a armaco, dando inicio ao langamento do concreto [ha Introduzir 0 concreto na Campanula através de dispositivo existente “THA campinala consi de vos pogas fe deal Tubulo com campnula acoplads, te 63), presas umas is owas através de prafses, porcas earls ‘com dlametro de Te mn (58°), e weds com condo de atex com drew de 25 rm (1), 15 Caso a escavao se ince 3 efu art, eta deve sor executaausando-se um guincho com capacad para 300 kg, @cacambs para vemos do materi escavado. 5 susan dese canuntapunco !cacamba sed fa por um pau de carga’ montado 20 lado do tubule a cris deve sr escrada conta 16.0 mdimero de compressres pod ser aumentado, em fn ca permeabilidade do terreno escovado. 17 A sequtneiacancretagem /escavaio /concretagem deve sr rept at er atingido © comprimentaprevito em projet ou determina pela inspec 0 o> 18.0 ubutzo deve permanacercompemilo durante & horas apés a concretagem da base, vsando proservar a quatdade do concrete langado, que pose sr dani Consultor de fundagio, ‘ad por pressdes do lanl fasica ou presence de inference gevadas pao ar comyprimido de sree rouina. 56 Manual de Execugdo de Fundagées e Geotecnia - Praticas Recomendadas 6.2.2 Tubulées sob ar comprimido com camisa de ago Meste | by Iniciar a cravaciol? das camisas metalicas com martelo de impacto ou vibratorio ou ainda | Encarregado e ( com entubadora operador ‘¢) Cravar as demais camisas do apoio, sendo que 0 conjunto é deslocado para outra frente | a Encarregado | @ Iniciar 0 servigo de limpeza interna da camisa, através de piteira ou hammer grab ‘Operador do guindaste @) Acoplar a campanula num gabarito previamente soldado no topo da camisa; para a ve | dagio do gabarito com a campanula deve ser utilizada uma junta de latex, devidamente | Encarregado | ajustada através de parafusos, porcas e arruelas | [if Iniciar os servicos sob ar comprimido. Capataz, {i Repetir as operacbes constantes no item 6.2.1,aparirdet) 6.3 Esquema do tubulo com a campanula acoplada (ver Figura 1) cain de tera ona ce entada Cr] camsa! cachimbo deters — escwas el Pogo primario —}— camisa de ceneto Figura 1: Esquema do tubulao T3/A cravagao da coms € dad por terninada quando Se atige a nega prevista ras especticages. Tubulées a Ar Comprimido (CO? nam ‘Manual de Execucao de FundagGes e Geotecnia - Praticas Recomendadas. | 57 7.1 Boletim de controle de execucao dos servicos Deve ser preenchido diariamente pelo apontador ou pelo engenheiro de obra, caso este seja residente na obra, atendendo disposto em 3.10, adotando-se como modelo o indicado no anexo F. 7.2 Verificagées e avaliagées dos servicos para tubulées com camisa de concreto Obsticulos e terraplenagem 7. Procedimentos para verificagées, controles e inspegdes Limpeza e término dos servicos Profundidade do poce e possibilidade de escavacio ‘Maximo de 2,00 m, © execugao de aterro, com cestrutura para escoramento Tubuldes a Ar Comprimido (CO? ines Locagao Remarcacao Diametro da férma circular Conforme Tabela 3 i ‘Armacao Conferir com projeto e certificar-se da tiltima edigao | Didmetro ‘Comprimento da forma Igual ao do fuste especificado no projeto 4,00 m Forma Uniformidade do desmoldante Prumo vertical Zerado Escoramento Uniformidade de expessura | © 6.2.1KN) | Concreto_ Verificar caracteristicas (ver anexo D) | | 621m) Sidlencamnenia Uso de vibrarlores de imersao diametro 40 mm ou | 60 mm auséncia de perda de dgua i Conereto | 6.2.1n) Tempo de cura | Desforma | (6.2.10) Acoplamento da campanula Vedagao | | Escavacao ‘Até atingir nivel d’agua i | 62.1p@n : | Prosseguimento ‘Apés montagem da campanula | Pressao inicial de equilibrio e de ms j 6.2.10 inuaike Garantir o equilfbrio Solu Prumo_ Mximo de 1,5 % do comprimento da camisa até ae Continuidade atingir comprimento de projeto i e21~y) Cota de assentamento Resisténcia especificada 1 (62.12) ‘Alargamento da base 7.3 Verificagées e avaliagées dos servicos para tubulées com camisa de ago |_ Conferir dimensbes Deslocamento e prumo Superficie interna das camisas Limpeza Campanula ‘juste da vedagao 58 Manual de Execugao de Fundagées ¢ Geotecnia - Préticas Recomendadas 1 | 7.4 Verificagdes complementares Conlerir com 0 projeto a quantidade de ferros, bitola e espagamento Concretagem da camisa | Conferir diimetro interno da forma e tirar conpos de prova do concreto Verificar prumo da camisa e controlar a vibragio do concreto Txcavagio do terreno e | Contvolar prumos de face e de centro, a cada arriada da camisa | cravacao do fuste Controlar variagGes do terreno quanto a classificagao, ¢ medir o nivel d’agua Garantir, por escrito, no diario de obras, a liberacao do terreno por parte do Abertura de base engenheiro consultor e conferir medidas reais da base Verificar cotas de assentamento e arrasamerito Conferir nlimero de furos, espacamento e bitola da armagao e estimar, em fungao do volume da base, quantos cachimbos de concreto v3o ser gastos para enché-la, | Armacao e concretagem | sabendo-se que cada um tem 180 | Tubuldes a Ar Comprimido CO 2 aagemaenamansn | dab: 5 pos \Verificar vibracdes do concreto, sempre em funcao do tamanho da base j | Garantir que 0 concreto entre pelo menos 1,0 m na camara de trabalho i Rede de at comprimido _ | Inspecionar a instalagao conforme Figura 2 a — oes t~ ond 08! Sm ie . = iT] : J a coracrt, . |e ascaneo) Manguoas de ar comma (91 paraigagso ‘doarsteas campératas) Figura 2: Esquema de uma central de ar comprimido 7.5 Critérios de aceitagao dos servicos Cabe ao engenheiro consultor conferir, ao término dos servigos de cada tubuldo, as tolerdncias do pru- mo e deslocamentos, verificando se estio dentro dos limites aceitaveis seguintes: a) Prumo do tubuldo: a tolerancia é de 1,5% do seu comprimento; e b) Deslocamento horizontal: a tolerancia é de 10% do diametro do fuste. Manual de Execugao de Fundacées e Geotecnia - Praticas Recomendadas | 59 5 — 5 8 z = 2 8 a 2 8.Acées corretivas Dentro de cada uma das atividades jé listadas, os respectivos responsdvei cedimentos para corrigir desvios. possuem as instrucées € pro- Caso esses desvios extrapolem sua drea de decisio, cada responsdvel deve procurar o superior imediato para receber instrugdes especificas. 9.Especificagao dos materiais Devem ser exigidos do fornecedor materiais com Certificado de Conformidade. E de responsabilidade do contratante fornecé-los. Caso estes certificados ndo sejam entregues ou inexistam, devem ser efetuados ensaios e amostragens, pelo contratante, atendendo as especificagdes de cada material conforme Tabela 4. Tabela 4 - Especificagao dos materiais NOE earner muy CP II Portland composto classe 32 (FE,Z) NBR 11578 CA50 e CA 25 conforme projeto 7480 e 6152 i (Granulometria média, lavada | 721 | ned j | ‘Minimo classe 20, ou conforme projeto, € (8053/6118 | «em funcao da classe de agressividade do { mbienté 5738 € 5739 | Abatimento 6 1 NM 67 /12655 | “DW amazenar em laaT apropad & deemina, 21 4s formas ce adele pad sr revestdas de rnc «chads extemamente com cantoncos dea para grant qu ‘mento eadersamento do conerets ae ja deormagies quand do lanca 60 Manual de Execugo de Fundagdes e Geotecnia - Praticas Recomendadas Anexo A (Normativo) Tabela de compressao e descompressao para trabalhos sob ar comprimido Tubulées a Ar Comprimido CO2 aaa er: cea ee ee 0021.00 | 2 7h 4 Z| 1.00.2 1.20 4 6h00. 3 20 20 i (ete | s choo = ba 10 iawarso [6 choo 3 20 [40 eS] 1ioare0 | 6 shoo 1 | 30 | 45 a5 7.80.a2.00 7 shoo 5 [20 [as [as 15 200220 7 has oe wo | 2204240 [8 Shi? wo | 20 | 30 | ao | ss 5 | Faaoaao | s ahs ss [as | 20 | ws | 60 130 [Zevazs0 [10 ahas 3 [10 | 20 | 5 [30 | a5 | 70 25 [ava30o [aes [Te Tis [20 [30 [oso [eo [as Manual de Execucio de Fundagdes e Geotecnia -Praticas Recomendadas | 61 Tubt jes a Ar Comprimido C02 Samana Anexo B (Normativo) Modelo do checklist para inspegao dos equipamentos e operacionalidade B.i Finalidade da listagem Este checklist tem por finalidade verificas a existéncia dos equipamentos e suas condicdes de operacio- nalidade, antes do inicio dos servicos. B.2 Equipamentos B.2.1 Compressores a) Radiador | by Motor i ‘a Motor de partida ) Alternador ‘e)Tanque de combustivel 7) Bateria ) Parte eleica hh) Comreias do ventilador {i Files de combustivel e lubrificante j) Purificador de ar 1) Instrumentes do painel 1 Pressio de descarga 2.2 Campanula de ar comprimido a) Estado geval bi Guincho © Engrenagens d)Chave de partida e) Instalacao eléwica 1) Cabo de aco do guincho )untas de vedagao hy Dutos de ar i) Registros de compressa © descompressd0, i Tampao interno kj Manometros 1) Mangueiras 'm] Complementos da campanula np Juntas de Hatex B.2.3 Guincho a) Engrenagens 1b) Cabo de aco (©) Fintura, ‘@) Chave de acionamento, 2) Instalacio elétrica [D.Motor Cacamba (R) Manilha da cagamba, 8.2.4 Martelos pneumaticos, Data, [Ok [Observacoes, a) Pressio de trabalho by Lubrificacao das valvulas e pistoes c} Funcionamento 62 Manual de Execucao de Fundacdes e Geotecnia- Praticas Recomendadas 18.2.5 Mesa de serra circular Data Observacées (a Ghave de panda b) Correias |g Disco (a) Coifa de protegio ‘[e) Funcionamento [8.2.6 Filtros de ar Data Ok ‘Observagées a) La de cameiro [b)Carvao ativado [QEsade geral 7 Reservatério de ar comprimido Data ‘Ok Observacies: (a) Vilvula de seguranga ‘Tb) Aspecto geral [0 Capacidade B.3 Responsavel CO encarregado da manutencao ou inspectio desses equipamentos deve assinalar e rubricar cada item inspecionado. Cabe ao engenheiro executante, clos servicos de tubulio a ar comprimido, contra-assinat. Manual de Execugio de Fundacdes e Geotecnia - Praticas Recomendadas Tubuldes a Ar Comprimido CO2 RSRERe 63 Anexo C (Normativo) Descrigao e qualificagao para o desempenho das fungdes C.1 Este anexo descreve as funcdes e as qualificagGes necessarias para cada funcao. .1.1 Engenheiro de obra a) Descrigao © Orienta os mestres e encarregados; Responde pelo atendimento do cronograma fisico x financeiro da obra; Estabelece o elo de ligacao obra e empresa; Mantém relacionamento com o cliente; Tubulées a Ar Comprimido CO? iegaamamaaaaa Emite pedido de compra; ¢ Administra a obra. b) Qualificagéo * Formado em engenharia civil ou em geologia, com conhecimentos de solos, nocdes de mecanica, de medicina hiperbarica, dotado ainda de espirito de lideranga, aliado as nocbes basicas de administracao. C.1.2 Administrativo de obra a) Descri¢ao * Responde pelo apontamento das horas trabalhadas; Efetua as compras; Paga os salétios; Administra 0 caixa de obra; Emite a relagao de pessoal; © Emite relatérios para escritério central. b) Qualificagao + Segundo grau, com nogbes de primeiros socorros, espiito de lideranca, facilidade para lidar com numerario de terceiros, €.1.3 Apropriador a) Descrigao © Apropria os servicos; ® Preenche os boletins; ¢ * Preenche o checklist dos equipamentos e materiais, 64 Manual de Execugio de Fundacdes e Geotecnia - Priticas Recomendadas b) Qualificagio + Segundo grau, e com facilidade para lidar com ndmeros. C.1.4 Mestre de obra a) Descrigo * Responde por todos os servigos e equipamentos dentro da obra; © Ofienta seus encarregados e trabalhadores; * Acompanna as descompressdes; * Mantém o elo de ligacdo dos serventes com 0 engenheiro da obra; * Responde pela produtividade da equipe; e © Mantém sua equipe motivada, Tubulées a Ar Comprimido CO? amma b) Qualificagao * Saber ler plantas de forma e ferragem; ‘© Possuir vasia experiéncia comprovada em ar comprimido; € '* Conhecer todas as normas de seguranca. C.1.5 Encarregado de obra a) Descrigio * Eo elo de ligacao direto com os trabalhadores das campanulas, das equipes de armacao, das formas e da concretagem; * Vistoria todas as operagées, dentro e fora da campanula; * Controla o prumo dos tubulbes; € * Responde pela pressao de trabalho dos tubuldes. b) Qualificacgao. * Saber operar praticamente todos 0s equipamentos da obra; * Saber executar todos os servigos da obra. C.1.6 Capataz a) Descricao * Orienta e responde pelas ages dentro da campanula; © Trabalha em igualdade de condigées com os demais integrantes da campanula; & * Responde pela descida da camisa, dimensGes da base etc. b) Quallficagao * J4 deve ter passado pelas funcdes de servente, depois de ter sido trahalhador de ar comprimido, Manual de Execugao de Fundagées e Geotecnia -Prdticas Recomendadas | 65 C.1,7 Trabalhador de ar comprimido a) Descrigdo da fungao © Trabalha dentro e fora da campanula; * Quando trabalha dentro, executa a funcio de operador do guincho interno & campanula ou trabalha no fundo do tubuldo, escavando; e * Quando trabalha fora, controla o manémetro para regular a pressio e opera os cachimbos de terra e de concreto que fazem a ligacdo externa e interna da campanula. b) Qualificagao ® Ter passado pelas fungées de servente de ar comprimido; € <2 ArComprimido (CO? eam © Saber operar todos 0s equipamentos relativos a campanula C.1.8 Serventes de fundagio a) Descricao © Trabalham como parte da equipe da campanula; € * Executam tarefas rotineiras das operagdes que envolvem os trabalhos de ar comprimido, tais como sinais de comunicacao, operagao do guincho, inicio de alargamento da base etc. b) Qualificagao © Sio aprendizes. C.1.9 Armadores a) Descrigio © Executam a ferragem do fuste e da base. C.1.10 Carpinteiros a) Descrigio * Fazem a forma das camisas; * Executam o tubuldo e controlam o seu prumo. C.1.11 Sinaleiro a) Descri¢ao * Responde pela campanula, do lado de fora; * Cuida da pressio e retira o material escavado que sai de dentro da campanula pelo cachim- bo de terra; e * Auxilia na concretagem da base. b) Qualificagao * Trabalhador de ar comprimido, 66 Manual de Execugao de FundacGes © Geotecnia - Préticas Recomendadas Anexe D (Normativo) Caracteristicas do concreto Dat Objetivo Fste anexo especifica as caracteristicas do concreto a ser empregado na execucao dos tubuldes a ar comprimido, D.2 Materiais (Os materiais devem obedecer as seguintes normas: NBR 11578, NBR 5738, NBR 5739, NBR 7211, NBR 8953, NBR 12655 e NBR 6118. D.3 Concreto 1D.3.1 Deve obedecer ao projeto, devendo estar em conformidade com a NBR 6118 em fungao da classe de agressividade ambiental. D.3.2 Para concretagem do fuste e da base deve ser utilizado no minimo concreto da classe 20, segundo. NBR 8953, bem fluido, abatimento do tronco de cone da ordem de 6 + 1. O abatimento deve ser ensaiado segundo NM 67. D.3.3 A dosagem do concreto adotada para atingir a resisténcia caracteristica 4 compressao, indicada nos projetos, deve ser aprovada pela engenheiro consultor, devendo ainda ser tal que se obtenha re- sisténcia caracteristica a compressao (f,,) em funcao da classe de agressividade ambiental, obtida pela moldagem de corpos de prova segundo NBR 5738, e ensaiados conforme NBR 5739, retirando-se corpo de prova segundo a NBR 12655. D.3.4 O lancamento deve ser planejado para evitar juntas frias, que devem ser evitadas e de forma algu- ma toleradas. {As juntas devem ser apicoadas e limpas com auxilio de marteletes O adensamento deve ser feito através de vibradores de imersao, por meio de mangotes de 45 mm e 60 mm. D.3.5 © consumo de cimento”? por m? de concreto nao deve ser inferior a 300 quilos. ZA amnazenagem do Gmonio dove ser eka em local caberto, snd este emplhade e sem contto com 0 solo Manual de Execucdo de Fundacies e Geotecnia - Praticas Recomendadas Tubulées a Ar Comprimido (CO? mamma 67 a —& E § 2 § 3 eS 2 68 Manual de Execucao de Fundagdes e Geatecnia - Préticas Recomendadas Anexo E (Informativo) Detalhes para a armacao E.1 Objetivo Os tubulées podem apresentar dois tipos de camisas; as de concreto e as metilicas. Dependendo do tipo, as posigdes e detalhes das armaduras, devem seguir as indicagdes das Figuras El e £2, a fim de assegurar a transmissao das cargas. E.2 Dimensionamento Deve obedecer ao projeto. Ferro de aS SS. Adotar calgo quando 9 //~ apoio nao for em rocha EI - Camisa de Concreto E2- Camisa de Aco SERRE 9 opdwos sy e sagingny Anexo F (Normativo) Modelo do boletim de execugao ug sus op ees 2 2at0N, av 300 em neste caso 0 comprimenta dtl miximo sr de 6,0 m, pondrads Ypo de oo. atravesay a eveciio de dipositves expects paras faagio da extca a sonbilidade» Senos d extaca, bem Como do congo ‘onstiuinte do bivce de andes 18 O-esquema de execucio das emendss deve seguro estabelcido em nojeto, obiervando-s a enstincla de dua suagées: a) Bsfrgos nas ends equivalents 20 mixin admisel na seo das estacas(Emenda Tipo 1), rew seoess Anexo A (Normativo) Modelo de rela! estacas 4o do equipamento bate- de situag tOrio TaLIOD Wp ONS) FIST ORD equiog - sooig~ Covwatuequype / opeasa) svia09 ~ joes ap jourea - ‘oungy9 euros ~ rpanssnquioo anbue | ~ sopeipry - Sony / aiuRDyAGIT OIG WOE. - sow | ‘ano op wo = ‘sox - soquie ‘be ap s0qe- - suoBeuasduo sep ede - Seiaui0o sep ede - soresedeg ~ ssuofipuasiug - ‘s0u0]- Soyauy sop wU13 = sieoueyy ~ oysun | € sobeig ay03aq29 - auoz |Z sresoiy soqqnaniey ~ sow op oxinxy ap sosnyeseg - ‘eqoumn op ovSexy 2p somyeseg ~ 80} ep oBSeUD}SNS 2p steouep - 0104 / S0[01 Sop steounyy ~ asa | spgSeaas9o. ono, rm SHOT ep wed sepewoy sejouppycong syaapsuodso1 op aWoN Ra TER omeans rea eagH9g w s09Hy FU woR]Sg ave 87 ‘Manual de Execucdo de Fundagdes e Geotecnia - Praticas Recomendadas (wotesadue oanvwsoyu) prwosg (outed - ‘sepjogiog y sosnyezed - (ep01) ogtouo207 ap sag5ipueD - omaures] 2p 15H (e019) eusone opSE28H05 - opbmuaysng ap ewouy emnnsa ~ BuyabyHy ep exIED, sPogUDA © SUeHL reuoysta ejad jpapsuodso1 op auion Modelo de relatorio de situagao do equipamento maquina de solda Anexo B (Normativo) NN 0D sere sereiss so"t Epjos ap eunbyw 88) Manual de Execuydo de Fundagéies ¢ Geatecnia - Prices Recomendadas Anexo C (Normativo)** Modelos de emendas em perfis metalicos As Figuras C.1 a C.6 indicam os modelos de emenda conforme o perfil Perfil W 250x32,7 laminade 32,7 kq/m {us (enteihe Figura C.1 - Emenda tipo 1 Perfil W 250 x 32,7 A- Solda das Talas Al Mesas a) 2 chapas © recortadas do perfil ~ 9,1 x 146,0 x 380 mm deslocadas 10mm em relacao ao eixo do perfil, a 7 ‘entelhey iso ta Tentalhe) Medidas em nm Bmenda tipo 1 perfil W 250x32,7 Resisténcia da emenda equivalente & resistencia do perfil 5) Filete de solda continuo em toda a periferia, 8 mm, comprimento do filete = 2 x 1032mm. A2 Alma ©) 2 chapas @ recortadas do perfil 6,1 x 150 x 185 mm. d) Filete de solda 6 mm continuo em toda a periferia, comprimento do filete = 2 x 670 mm. B - Solda de Topo no Perfil B.1 Mesas. ) Nas faces internas, solda de entalhe continua, penetragao minima de 6 mm, comprimento da solda de entalhe = 4 x 70 mm. ‘Tas dimensbes eo mera deal deve” seguir o estabeleclo em projet. Nas sugestes canstantes neste Manual admits alteracGes nas cimenese quar- tidades deals, desde que mantdo port de cordso de sola nas las externas. Estacas Metslicas COS Reanim ‘Manual de Execucao de Fundagdes e Geotecnia -Praticas Recomendadas | 89 B.2 Alma f) Solda de entalhe continua, penetragéo minima de 3,0 mm, em cada uma das quatro faces, compri- mento da solda de entalhe = 4x45 mm, Notas: g 1 Astalas © e @ sio previamente soldadas no elemento superior. a ‘@ a s 167, S 2 O elemento superior & colocado em posicao sobre 0 topo do perfil j4 cravado, sendo ajustado com 0 auxilio do martelo, verificada a linearidade dos dois segmentos a soldar. o 4 sf0_ Z ya ae vey bm “ealhay Ie nat ys 13 (entaihe) Perf W 310 x 52 | Teminado 52 kgim vs fo Medidas em mm Emenda tipo 4 perfil W 310 x 52 Resisténcia da emenda equivalente & resisténcia do perf Figura C.2 - Emenda tipo 1 W 310 x 52 A. Solda das Talas Al Mesas a) 2 chapas recortadas do perfil 13,2 x 167 x 450 mm deslocadas 12 mm em relagao ao eixo do perfil. b) Filete de solda continuo em toda a periferia, 10mm, comprimento do filete = 2 x 1210 mm. A2 Alma ©) 2 chapas ® recortadas do perfil 7,6 x 175 x 220 mm, d) Filete de solda continuo em toda a periferia, 8mm, comprimento do filete = 2 x 790 mm. B - Solda de Topo no Perfil B.1 Mesas e) Nas faces internas, solda de entalhe continua, penetracao minima de 10 mm, comprimento da solda de entalhe = 4 x 80 mm. 90 | Manual de Execucao de Fundagdes © Geotecnia - Priticas Recomendadas da solda de entalhe = 4 x 58 mm. Notas: 1 Astalas © e ® sao previamente soldadas no elemento superior. 2 O elemento superior é colocado em posicao sobre topo do perfil j4 cravado, sendo ajustado com 0 B.2 Alma f) Solda continua de entalhe, penetragao minima de 3 mm, em cada uma das quatro faces, comprimento. S eo 10 do martelo, verificada a linearidade dos dois segmentos a soldar. g g 2 g Perfil HP 250x62 62,0 kgim Medidas em mm, Emenda tipo 1 perfil HP 250x62 Resisténcia da emenda equivalente 2 resisténcia do perfil Figura C.2'- Emenda tipo 1 Perfil HP 250 x 62 A- Solda das Talas Al Mesas a) 4 chapas ® recortadas do perfil 10,7 x 125 x 420 mm b) Filete continuo de solda em toda a periferia, 10mm, comprimento do filete = 4 x 1066 mm. A2 Alma ©) 2 chapas @ recortadas do perfil 10,5 x 150 x 300 min. d) Solda de filete continuo 8 mm, em toda a periferia, comprimento do filete = 2 x 900 mm. B - Sola de Topo no Perfil B.1 Mesas ) Nas faces internas, solda de entalhe continua, penetracdo minima de 10 mm, comprimento da solda de entalhe = 4x 122 mm. Manual de Execucao de Fundagdes e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 91 92 B.2 Alma f) Solda de entalhe continua, penetracao minima de 4 mm, em cada uma das quatro faces, comprimento solda de entalhe = 4 x 37 mm, Notas 1. As talas © e © sao previamente soldadas no elemento superior. 2. O elemento superior é colocado em posicao sobre o topo do perfil j4 cravado, sendo ajustado com 0 auxilio do martelo, verificada a linearidade dos dois segmentos a soldar. Perfil HP 310x79 79 kgim Medidas em mm Emenda tipo 1 perfil HP 310x79 Resisténcia da emenda equivalente a resisténcia do perfil Figura C.4 - Emenda tipo 1 Perfil HP 310 x 79 A. Solda das Talas ‘A.1 Mesas a) 4 Chapas © recortadas do perfil 11 x 150 x 600 mm. b) Filete de solda continuo em toda a periferia, 10 mm, comprimento do filete = 4 x 1476 mm. A2Alma ©) 2chapas ® 11x 150 x 350mm d) Filete de solda continuo em toda a periferia, 10 mm, comprimento do filete = 2 x 1000 mm. Manual de Execugio de Fundagées © Geotecnia - Praticas Recomendadas | t i ee en ae ee eet de entalhe = 4 x 147,5 mm. B.2 Alma £) Solda de entalhe continua, penetragao minima de 6 mm, em cada uma das quatro faces, comprimento B -Solda de Topo no Perfil B.1 Mesas €) Nas faces intemnas, solda de entalhe continua, penetragdo mfnima de 10 mm, comprimento solda oF — ° da solda de entalhe = 4 x 63,5 mm, & Notas: 1. As talas ® e ® sao previamente soldadas no elemento superior. 2. O elemento superior é colocado em posicio sobre o topo do perfil jé cravado, sendo ajustado com 0 auxilio do martela, verificada a linearidade dos dois segmentos a soldar. +258. 107 246 1057 Perfil HP 250x62 62,0 kg/m Medidas em mm Emenda tipo 2 perfil HP 250x62 Valida exclusivamente para estacas trabalhando: a cargas normais centradas (compressa) Figura C.5 - Emenda tipo 2 Perfil HP 250 x 62 Manual de Fxecucao de Fundagoes e Geotecnia - Priticas Recomendadas | 93 A- Solda das Talas A Mesas a) 4 Chapas © recortadas do perfil 10,7 x 125 x 300 mm b) Filete de solda continuo em toda a periferia, 10 mm, comprimento do filete = 4 x 826 mm. A2 Alma ©) 2 chapas ® recortadas do perfil 10,5 x 106 x 300 mm d) Filete de solda continuo em toda a periferia, 8 mm, comprimento do filete = 2 x 812 mm. B - Solda de Topo ne Perfil B.1 Mesas €) Nas faces internas, solda de entalhe continua, penetracao minima de 10 mm, comprimento da solda de entalhe = 4 x 122 mm. B.2 Alma f) solda de entalhe continua, penetragao minima de 4 mm, em cada uma das quatro faces, comprimento da solda entalhe = 4 x 59 mm. Notas: 1. As talas ® e © sdo previamente soldadas no elemento superior. 2. O elemento superior é colocado em posicao sobre o topo do perfil jé cravado, sendo ajustado com 0 auxilio do martelo, verificada a linearidade dos dois segmentos a soldar. fen Perfil HP 30x79 79 kgim Medidas em mm Emenda tipo 2 perfil HP 310x79 (entalhe) Valida exclusivamente para estacas trabalhando & compress4o (cargas normais centradas), Figura C.6 - Emenda tipo 2 Perfil HP 310 x 79 94 |Manual de Execucio de Fundagdes ¢ Geotecnia -Prticas Recomendadas | | | | | | ip i a ia eh tls Saba a aR a a A- Solda das Talas A. Mesas a) 4 Chapas ® recortadas do perfil 11 x 150 x 300 mm. b) Filete de solda continuo em toda a periferia, 10 mm, comprimento do filete = 4 x 876 mm. A2 Alma ©) 2 chapas ® 11 x 128 x 300 mm recortadas do perfil d) Filete de solda continuo em toda a periferia, 8 mm, comprimento do filete = 2 x 856 mm. B - Solda de Topo no Perfil B.1 Mesas ©) Nas faces internas, solda de entalhe continua, penetracao minima de 10 mm, comprimento da solda de entalhe = 4 x 147,5 mm. B.2 Alma 4) Solda de entalhe continua, penetracao minima de 6 mm, em cada uma das quatro faces, comprimento da solda entalhe = 4 x 74,5 mm. Estacas Metélicas CO3 Aaa Notas 1.As talas © e ® sdo previamente soldadas no elemento superior. 2. O elemento superior é colocado em posicao sobre o topo do perfil j4 cravado, sendo ajustado com o auxilio do martelo, verificada a linearidade dos dois segmentos a soldar. ‘Manual de Execugao de Fundagdes ¢ Geotecnia - Priticas Recomendadas | 95 Anexo D (Informativo) Detalhes de ligacado da estaca ao bloco D.1 e D.2 - Procedimentos para ligacdo da estaca metélica com bloco D.3 - Procedimento alternativo de ligagao de estaca tubular com o bloco Evertualprotiena Espiral = 1/4 Panta cada 5 am g 5 Cates ites a) Shug & recomend da b) Solugao ate mativa Figuras D.1 e D.2 A A Comprimento de aderércia enireconeretoe canisametdlic a e Lem seteene eg ume 1» 5B" 180 Pinta ye” 230 — = v2" 230 Figura D.3 96 | Manual de Execuc3o de Fundagdes ¢ Geotecnia - Priticas Recomendadas Anexo E (Normativo) ‘sroynoaxe eseiduua ep apepiyqesuodse) ap ops wnajoq aISOU SepNUDD saQSeUUIOILI sy [paornrmorsemaes TESTS OP ETT TOHENTG PONT Ts Sa eponb cowounseny | ousus “335 evens | amo | uapio aprimiy |} soijes oi xeon | spe epee sopsopaoma | pod | wan | open | sea BY) ona op oF na) (a) au0t wp ey ‘unenw9 oywamedinby op seaps}49}96.16-) e001 80 pao) OHPOI CEI Op MINAIOR Modelo para 0 boletim periddico de execucao ‘Manual de Execugao de Fundagoes e Geotecnia - Praticas Recomendadas Anexo F (Informativo) Listagem sintética Documentos * Relatério de sondagens; * Planta de locagaio das estacas; © Levantamento plani-altimétrico do terreno da obra € dos vizinhos, na regiao das divisas; «# Projeto executivo de fundagoes; © Projeto executivo de arquitetura, nos niveis préximos ao solo; e «© Projeto estrutural com cargas nas fundagdes e nas cortinas de contencao. Equipamentos © Bate-estacas; © Conjunto oxi-corte; & © Maquina de solda. Equipes © 1 engenheiro supervisor; © 1 operador de bate-estacas; #1 soldador; © 2 ajudantes; e 1 supervisor de Materiais « Perfis de aco; * Eletrodos; € © Armaduras. 98 | Manual de Execugio de Funclagdes ¢ Geotecnia- Priticas Recomendadas Estacas Pré-Moldadas em Concreto Objet 100 Referéncias.. 100 © Normas. . ere 100 ® Documentos complementares. — 100 Definicdes Equipamentos, acessérios e ferramentas. © Generalidades..onmmnnnnnn + Descrigéo e requistos. * Equipamentos de protegio individual EPs Equipe. © Formacao quantitativa + Formacao qualitativa sn Requisitos do elemento estrutural da estaca smn ‘* Material constitutivo, dimensionamento e processo de producao ... + Programa de qualidade, $F Mar€3G80. so + Dados para o projeto ecdlculo do elemento estutural Procedimentos executivos ¢ responsabilidades nm. ‘+ Montage do bate-estacas. Descarga e manuseio dos elementos de estacas na obra. Igamento Instalagao on so Suplemento das estaca Emendas dos elementos des estacas. ‘Avaliagao do desempenho da fundagao... Preparo da cabeca das estaCa8..wunno “ Procedimentos para verificagao e avaliagao dos servigos .. Mantagem do bale-estacas...m Descarga e manuseio dos elementos das estacas na obra igamento Insialagio Emendas dos elementos das estacas.. Preparo da cabeca das estac@S.....0m Avaliagio do desempento das fundacBes em estacas pré-moldadas. ‘Anexos ‘A~ Esquema do bate-estacas.... sevunnsenrsnee WV B— Medico da nega e repique — 113 C-Procedimento para iit do desempenho das fundages profundas fem estacas pré-moldadas de concret0.... = cova A 1D ~ Listagem sintética.... 116 sumério COS Manual de Execucao de Fundagdes e Geotecnia -Priticas Recomendadas | 99 1. Objetivo Este documento: a) Estabelece as diretrizes e condigdes bisicas de execugio, verificacao e avaliagio de fundacées pro- fundas projetadas com estacas pré-moldadas de concreto para atender e garantir as capacidades de carga especificadas em projeto; b) Descreve e fixa os equipamentos, as ferramentas e 0s acess6rios minimos necessdrios; ©) Define as equipes, tarefas e responsabilidades; d) Especifica o elemento estrutural da estaca; €) Estabelece metodologia para avaliacaa do desempenho da fundacao. 2.Referéncias 2.1 Normas NBR 6118:2007 ~ Projeto de estruturas de concreto ~ Procedimento NBR 6122:2026 - Projeto e Execucao de fundagées NBR 6484:2001 ~ Solo - Sondagens de simples reconhecimento com SPT ~ Método de Ensaio Estacas Pré-Moldadas em Concreto CO4 §iaanSanSinetis NBR 8681:2004 — Aces e seguranga nas estruturas ~ Procedimento NBR 9062:2006 - Projeto e execugao de estruturas de concreto pré-moldado NBR 12131:2006 - Estacas - Prova de carga estatica - Método de ensaio NBR 13208:2007 - Estacas - Ensaios de carregamento dindmico 2.2 Documentos complementares Na aplicagao deste manual & necessdrio consultar os seguintes documentos: 2.2.1 Documentos referentes aos dados e especificacées do projeto Os documentos listados a seguir devem estar disponiveis na obra: a) Relatorio de sondagens; b) Desenhos e tabelas contendo: — Locagao das estacas; — Caracteristicas das estacas; = Capacidade de carga das estacas como elemento de fundagao; ¢ ~ Previsdo de comprimento das estacas. 2.2.2 Documentos referentes ao controle da execugio dos servicos Os documentos listados a seguir sio previstos para atender 3s especificacdes do projeto e devem estar disponiveis na obra: a) Boletim de previsio de negas e repiques; € b) Boletim de controle da cravagao de cada estaca; ©) Caderneta ou RDO emitido pelo projetista das fundagdes ou consultor, e entregue ao Cliente segundo acordo entre as partes. 100 Manual de Execugae le Fundag&es e Geotecnia - Prticas Recomendadas 2.2.3 Relatérios para avaliagdo do desempenho das fundacées profundas em estacas pré-moldadas de concreto! Distinguem-se dois tipos, em funcao dos métodos para avaliagaio da capacidade de carga da fundagao, a saber: a) Para obras com avaliagao da capacidade de carga por meio dos registros das negas e dos repiques de cada estaca; estima-se a carga mobilizada e a deslocamento maximo correspondentes & energia maxima do impacto do martelo. b) Para obras com avaliagio da capacicade de carga por meio dos registros de negas, repiques ¢ ensaios de carregamento dindmico; mede-se a carga mobilizada e o deslocamento maximo correspondentes 3 energia maxima do impacto do martelo. 3.Definigdes 3.1 fundagao profunda em estacas pré-moldadas de concreto: Sistema formado pelo conjunto do ele- mento estrutural de estaca pré-moldada de concreto armado ou protendido, vibrado ou centrifugado e o macico de solo envalvente, ao longo do fuste e sob a base, com ampla faixa de capacidade de carga, desde 100 kN até 5000 kN, com dimensées da secao transversal variando entre 15 cm a 80 cm. Estacas Pré-Moldadas em Concreto CO4 ES 3.2 nega: Penetracdo permanente de uma estaca, causada pela aplicacdo de um golpe do martelo. Em geral é medida por uma série de dez golpes; ao ser fixada ou fornecida, deve ser sempre acompanhada do peso do martelo e da altura de queda ou da energia de cravacdo no caso de martelos automiticos. 3.3 repique: Parcela eléstica do deslocamento maximo de uma seco da estaca, decorrente da aplicacao de um golpe do martelo, £ obrigat6ria a medicao do repique em todas as estacas da obra. 3.4 cepo: Elemento de madeira dura, com fibras dispostas paralelamente ao eixo da estaca, colocado sobre © capacete metélico, sobre o qual se deixa cairo martelo, conforme indicado no Anexo B. 3.5 capacete: Elemento metélico, instalado no tope da estaca (cabeca) conforme indicado no Anexo B, cuja fungao é distribuir uniformemente as tensdes dindmicas que surgem em decorréncia do impacto do marielo sobre a cabeca das estacas 3.6 coxim: Chapa de madeira de espessura varidvel, colocada entre a cabega da estaca € 0 capacete, conforme indicado no Anexo 8, com dimens6es em planta e forma, compativeis com as das estacas a serem cravadas. 3.7 martelo: Componente do equipamento de cravacao, o qual fornece a energia necesséria & instalagao da estaca. Constitui-se de uma massa que cai, sobre a estaca, em queda livre ou de modo automatico 3.8 suplemento ou prolonga: Elemento metilico ou de concreto, desligado da estaca propriamente dita, utilizado para cravacao da estaca no caso em que a cota de arrasamento estiver abaixo do plano de cra- vacdo, sendo retirado apés a cravacao. 3.9 carga caracteristica: Carga, num determinadho lote de estacas com mesmas caracteristicas e compor- tamento semelhante, cuja probabilidade de ocorréncia de valor menor seja igual a5 % . 3.10 capacidade de carga: Carga admissivel das estacas constando nos documentos referentes aos dados € s especificacdes do projeto, os quais devem estar disponiveis na obra. Poderd ser, alternativamente, entendida como a carga caracteristica requerida pelo projeto se dele constarem, necessariamente, os co- eficientes de ponderacao das resistncias (cargas) e de majoracao das solicitacées. 3.11 capacidade de carga na ruptura: Capacidade de carga tltima, verificada por meio de ensaio de cartegamento dinamico ou por prova de carga estatica. ‘TAs Proves de Carga Bic para vetcago co desempenho das funagbes em estacaspri-moldadas ke concrto 530 considerads complementaes 3 avalacdo. Manual de Execucao de Fundacées e Geotecnia - Praticas Recomendadas | 101 Estacas Pré-Moldadas em Concreto C04 Sm 3.12 diagrama de cravagao: Documento de registro do ntimero de golpes necessarios para a penetracao, em geral de 0,50 m ou 1,00 m de estaca, para uma determinada altura de queda do martelo. 3.13 prova de carga estatica: Ensaio de carga realizado apés a cravacao da estaca de acordo com a NBR 12131 3.14 ensaio de carregamento dinamico: Ensaio realizado durante ou apés a cravacio da estaca, com carregamento dinamico, com energia obtida a partir da queda do martelo, utilizando uma instrumentacao fundamentada na aplicacao da teoria da “Equacao da Onda" conforme a NBR 13208. 3.15 boletim de previsao de negas e repiques: Documento que utiliza métodos baseados nas férmulas di- namicas ¢ na teoria da “Equacao da Onda" elaborados a partir das sondagens, do estudo de cravabilidade e da capacidade de carga especificada no projeto. 3.16 boletim de controle da cravacao de cada estaca: Documento que deve ser preenchido durante a cravacao de todas as estacas, registrando: a) Data da cravacéo; b) Identificacao da estaca; ©) Caracteristicas da estaca; d) Namero de referéncia de fabricagio da estaca; €) Cota de cravagio; ) Composicao dos elementos da estaca; g) Comprimento cravado; hh) Peso do martelo; i) Altura de queda; j) Peso do capacete; k) Altura do cepo; 1) Altura do coxim; m) Diagrama de cravagao? ; 1) Nega? ; ©) Repique’; p) Observagées pertinentes; q) Nome e assinatura do engenheito supervisor da empresa de estaqueamento; e dependendo de acordo contratual 0 ciente do projetista da fundacao; e 1) Nome e assinatura do Contratante. 3.17 Caderneta ou RDO: Documento emitido pelo projetista das fundacées ou consultor, e entregue a0 Cliente segundo acordo entre as partes. 3 As negas eas rpiques deve ser egistrados no final daeravacéo,e compaados com os valores estabelecios no bolt ce prvisio. 102 Manual de Execucto de Fundacdes e Geotecnia - Préticas Recomendadas 4. Equipamentos, acessérios e ferramentas 4.1 Generalidades O sistema de cravagiio deve ser dimensionade de modo a levar a estaca até a profundidade prevista para asua capacidade de carga, sem danificé-la Com esta finalidade*, 0 uso de martelos mais pesados, com menor altura de queda, é mais eficiente do que martelos mais leves, com grande altura de queda, mantidos os mesmos conjuntos de amortecedores. Osistema de cravagao deve estar sempre bem ajustado e com todos 0s elementos canstituintes, tanto estru- turais quanto acess6rios, em perfeito estado, a fim de evitar quaisquer danos as estacas durante a cravacao. No caso de estacas com capacidade de carga inferior a 0,7 MN®, quando empregado martelo de queda livre, a relagdo entre 0 peso do martelo e 0 peso da estaca deve ser a maior possivel, nao se devendo adotar martelos cujo peso seja inferior a 20 kN, nem relacdo entre o peso do martelo eo peso da estaca inferior a 0,75. Para estacas com capacidade de carga maior ou igual a 0,7 MN 0 peso minimo do martelo deverd ser de 40 KN. 4.2 Descricao e requisitos Estacas Pré-Moldadas em Concreto CO4SSSneaaty Sao os seguintes: a) Bate-estacas para estacas pré-moldadas de concreto, 0 qual movimenta sobre rolos, pranchas ou esteiras, (ver Anexo A) constituido de chassi reforcado e torre rigida, ou guindastes com torres adap- tadas para uso de martelo do tipo “queda livre”, automatico ou vibratério; b) Torre guia (ver Anexo A) com altura minima compativel com os maiores elementos de estacas a serem cravados; €) Guinchos* movimentados por motores diesel ou elétricos, providos de, no minimo, dois tambores ‘com capacidades determinadas em fungo co peso do martelo e dos elementos de estacas a serem cravados; dj Martelos; que podem ser de queda livre, autométicos (diesel ou hidréulicos) ou vibratérios; ©) Maquina de solda; f) Capacete’ para estaca; g) Coxins; h) Cepos; e i) Suplementos (quande mecessarios). ‘T Rowse demartlos avtornficor ou vibrates, deve se seguir as recomendagdes dos fabricantes, 5 No caso de extacas com capacidace de carga superior a 1.3 MI a escoha do stems de cravacio deve ser analisada em cada e250 mediante estos de ava ‘aida, eno caso de vias os resultados dover ser contalads por meio de ensaios de caregamento dindmico 6 Fichas de contol de lubricaco ou de inspeo cove et dispar naob, 7 Os apacetes, coun supementos deve possu geometa adequad sop da estaca eno apres flgas maores que aqvels necessiias ao ence as festacas aim de no dante, Manual de Exacta ce Fundagbes © Geotecnin Pres Recomendadas | 103