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‘cos odes dane sana & Casta som a prt 2 ntaeo ou reed dv ame, opt Osmo, Agradecimentos to uae ra som atari epee EN. Registramos nossos agradecimentos Perle Brasileiro /A Petro: bras, que tornou possivel esta publicasso autorzando o material aul con [stem] aa tido, dando suporte ao seu desenvolvimento e apoio publican. Agradecemos aos colegas, abino listados, plas sugestOes, crtcas, revisGese ceso de material nas diversas etapas de claberacio deste tra batho: ‘Albano de Souza Goncalves ‘Alexandre Casalechi Conta Cron Venda Rodrigues craea concent, Sid rea Tere aa = Edson Kleiber de Castilho Edad MJ duno Sas ae. i Rio de Janeiro Elias Menezes Oliveira nse rs aries / an Kres te a -.o ip Nene Oe Ciapaol Fsthini Di Donato Gioro Anno Adama Hegel oe Bernards’ Hiei Nemec Heyer de M. Carat Fo [eso Bosco Dante Gongles Jon Antnio Merl Jone Eduardo De Cane Jone Edvard Goria Lobato Campos ai Abbrev Lis CarosFerca Dorgo Marcio Gusra Morera Seo oir de Alneie Ups Fonts A Jodo Batista Melado ea André Faria Nasi Xavier, pla exccugo de lustagdese dsenfos,e Abraman pala dvugagio e apoio, Prefacio [Nos vinte anos de experiénci em manutongéo,aiados a0 constante convivio com profisionais e entidades do pals, pude constatar & inexisténca de publcagdes de autores brasieiros nesta dre, Ovo Ma- nuencao ~ Fungdo Estratéica ver preenchor essa lacuna, apresentando ‘conceifosinovadores com uma visso moderns da aividade sempre vn {eulada ao sucesso do negScio © no como um fim em si misma. Taz © quilrio adequado entzeo ratamento de temas de gesto eos de car ter téonio e conjugaro de vies concotuas importantes com 8 expe riéncia vivenciada pelos dois autores, ao longo de suas carteras profs: Sionais. Alm dso, adota um estilo de redagio trate, apesst des tatar de assunto especiaizado, prendendo a tengo do leer. Entusiastas dos princpis da Gest pa Qualidade Total, os engene ros Alan Kardee Pinto eho de Aquino Nase Xaver sio dagucles que consoguiram vencer distinc ene ox conceit tedricore sua adequada ‘apicagso no dia a da da vida empresa. Durante ss caretas como sgerenes de manutengio,poscionaram-se como ideres de moans, pri ‘egiando, sempre, a visio de conjunt em detrimonto das partes E, agora, com a publica deste tivo, defuam ui registra importan- ‘a comunidade de manutengo industrial do pas eps Albano de Souza Gongales Apresentacao da 3* Edicéo com muita stisfagi, devido & acolhida que tiveram as edges an ‘eriores do iro Manuiencdo ~ Fungo Esratégice, que estamos lang evista atualzada, com enfoqueemprestril ste enfoque tem sido, na nossa visto, um ator erica de sucesso para 4 fungio manutengéo, para a competitnidade das onganizagies etm ‘bém, para a empregabiidade das pessoas que stuam neta atvidade, E preciso tera visio do todo e ndo s6 da atvdade de manuteng, dos resultados da arganizacio, af inluidos os diversosindicadores em. resriais, ais como marke-share,faturamento, lero, cso, seguranga ‘operacioal e das pessoas preservagio ambiental, entre outs. Embors fexos concordem com esta remiss temas abservado nos dversoscon- tatos com a comuntdade de manutengo, através de conferéncias, pales tras e curso, que a grande parte dos proissions ni conheceos dads da sua prépria empresa e muito menos dos seus concorrentes! ‘Alga dessa visio do todo, é fundamental entender praia o tab ‘ho em equipe como sendo um dos mais importantes caminhos extra 0s, colocarfoco no cleneintemo eno conte externa, etabelecer mets, indicadorese plans de ago para os princpais revutados da manuten- lo, sendo os mas significaivos aquces ligados & dsponiblidade, & Confabilidade, 8 seyuranga, a9 meio ambiente, 4 motivagéo da equipe & E csta realidade que precisa ser implementa com rapier, do con- Iria est-se navegando sem qualquer diegio, com a visto voada para ‘ino e,certaments, sendo um componente de segundo nivel na espe «da sua Organizagdo, que est buscando a sue maior competitvidade , por consequéncia, a sua sobrevvénca, Fam as perguntas para Voe,keitor: + Voe® conhece estes ndicadors da sua organizag, os dos seuscon- correntes eos benchmarks? « arc fc ic + Vor conhece os mpactos da atividade de manutengio nos results dos empresariais dt organizagio? + Se yoo! conhece estes resultados, tm sido um eficaz agente deco: ‘municagio para a sua equipe? Se voc respondeu lgums desasperguntas de manera nega, sugerimosprecrehe aidamentc est runs ta aude val fave ma rndeditenga nor stn rena Mais do que nunca, acomunkade de manutengo preci er uma vi sio'e uma postraenpresaras Nio vale pensar qe em xa postr “Sno mimo, conkecor os inndoes empresas eltados et Spun epimao paso yas fr uma gost esate empresa sa visto vale para todo tip de orarizagbo prea todos os se tore como omic, promi seringeo eee, telcomsni oes papel, ceulse, manufatures, os dverscstipos de transport SSnsiragho cl hosp, ene our. Mais do que ter coscimento de tudo st, € press implementa os camino eateicon com ade. Sea voc um agente desta pe trong, um agente de mudanga antes que algun fome osu Tug € Implode ets eaminhoe Go necessron © urgent. E para esta reflexio que estamos chamando a sua atengSo. ‘© sucesso da fungo manutengio ed sa organlzagio ex sua empre- gablidade passam por esta ro ALAN KARDEC Pinto ¢ [lio de Aquino NASCIF Xavier Sumario Capitulo 1 MANUTENAo ~ EvoLUcAO € INTERFACES 1.1. INTRODUGAO 1.2, EVOLUGAO Dx ManuTENGiO 1.2.1.4 Primeia Geragio 122. Seyunda Gera. 123. Terecin Geragi 1214, A Quarta Geragio 1.3. AINTERAGIO ENTRE AS FASES 1.5.1, Uniade de Alta Performance coptoto 2 [Gestho Esmattics on Mawrencho 21. INrmoDUgiO 2.2, MaNutENcho Estarécca 221. Benchmarking e Boshi 222: Mathores Prtcas ou Bet Pactccs 22°: Doongas Graves dss Ongnizagons, 2.2.4, Paradigma Modemo. Mose ee 233; Compettivdede 25, PRODUTO Ba MANUTENGAO.. 24, Concemo ATUAL be MaNtENGiO 2:41 Redugdo da Demande Serigos 2542. Tpos de Manutongio Madang de Paradis 243. abo em Equipe 2.5. PAPEL Dk MANUTENGAO No SIsEAtA Dx QuatrOADE DaOnawzacio, = 25.10 Gio tnaiegia to POCA 26, THRCEIIZAGAO Dx MANUTENGO 2.7, FaTORES ADICIONAIS 28. Pouinica x Dinernizes Ds Manteno 239. CONSIDERAGOES FINA 31 52 33 33 34 36 oi eon soe Pf 7 Peer a f pecans i a : fi a2 Dnt Say 3.2. MawTENsio Conner da 5.13.1. Melhor da Manson ug a ae a, a 5.1.4. A Relagdo Entre 0 Aspecto Técnico o Financeito .....123 SS ame ee ig DE nhscan eeuieenaraen = poe —" Se ee eat 3.6. EN ef 5.2.1.1. Anise do Modo e Eto de alba = FMEA... 127 3 Bem coor seer ees at Se aeaer teens 221 eg Gow 2 3.9. CONSIDERAQOES FINAIS 59 5.2.14. Manuiengdo Contrada na Confiahldade (RCM)... 140 a Bi. St est aetice os inner ees ral 4.2. CUSTOS .. zZ 2 (6.2. O PAPEL BA MANUTENGAO No SISTEMA DE QUALIDADE 163 4.5, ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA MANUTENCAO. ts) 6.5, FATORES CULTURAIS E GERENCIAIS. see 167 pe as cove gece neee x cram 2 152 Fema de ag sc Ch sane nan ce 4.3.5. Estrutures de Mango = 6.4.2. Geréncia Participativa, ss GepepGorme ntii i 64.5. Desenvolvimento Human sais i. SEE cramer panne coos. '08 | 62 nese eh a eee ec a cee S12. Pango Requeris i 16.9. A150 9000 KA ManUTENGAO 185 * simms:tgetmaicn smi a giao? te. peers unas a FE cs nner © ser mciis aaapl phates ne = 72 Gena ta 52 Res Cea a carmen: i" $63 Rou le me BE i 8. 3 sa. nau on uconee Es 13-that Mente cia To Aaa Sai ona cena 1 Sgemetts Tints 2 Wore mate 3 a2 Sak econ al 7.3.3. As Grandes Perdas 198 ‘8.8.1, Situagéio Anterior 232 i Soe dea 3 1 Se ed 2: 2am 3 2 2... const ‘te esos ma Maree ay) sihamene ont a rion, PP Scketrenste core ea 22, Gone Bas wy PSS tenner mera eal 8.2.1. Conccito da Terceirizagio 208 915.1. Vibragio 244 12) Suh ies : es “ as Songs mss bai 2 Se 3 ‘83.1. Por que Terecirizar’ 95.1.4, Insirumentagao para Medio, Anilise e Regine Se Digie re ca" ase = eee HH 432. tmpeit 2 83.4, Desvantagens da Terceirizagéo, 213 9.5.2.1 Princpais Métodos de Medigdo de Temperatura 268 8.3.5. Condigbes Bésicas para Terceirizar 215, 9.5.3. Inspegio Visual 275 a4 Tooucnctetacro is 335 boc mn a 25; oe core i 336 Nei degen 2 SH 3 334 bows li casa Wadia 20 3 ecu ra ens 8 334 ne mute Chto Sat aay a 2 SIRS ct 338 Naess aan 3, So et tomas igs arom 33a ieee as ei 15 Mare ne Conn tai 3 1853.5; Mudangas de Paradigms wi wre ‘nacho -Pronoes TAM Aunts Peto nen 2180 3. Gidco Gena oe Sevepape De Vino Prime 1 ~ encoun oe Maren: Seis Mechocos tht Bowens Camarucss ob ROGSSO.n ns stn Ti stung a 2. Coumutacho con 6 bo Pada BO BNC 5: Smungio Destnon ino be acho 5. Concuasoes 6, Rasuitanes Tawa are 2 ~ Panowzacho of Seis MECHCOS Ne REcar Siorse OnETNO Histone. Meropo.octa Resuunocs Concits0es nese 3 Proceomeos. pee TPrOCEDIENTO OPERAciONA, Medio de Viogio Cont Cant SKF 2, ocepneTo Ormtaiona: Vea de Labiicagio Otc de Eulpamentoe Mectalbot nero 4 ‘Specios Monvaconas Tinmopugio. 2 comnts S.Valowzagi. 4 Rescrowro Inorce Remssvo. 305 505, 307 309 309) 3u 317 319 321 324 325; 327 327 aa sat sa 349 549 349 351 353 Copitulo 1 IMANUTENCAO - EVOLUCAO E INTERFACES 41.1. InRooUGAD Nos fimo 30 anos a atividade de manutenso tem pasado por mais ‘mudangas do que qualquet.outra aida. Estas alteragées so consequéncine de: 4) Aumento bastante pido, do mimeroe da dversidade do tens f sios (nade, equpaments«etiagSe) qe em que mantidos, b) Projets muito mais complex ©) Notes tics de manateno. <2) Nos enogues sobre a rganiago da manatee sts respon sabilidades, a oe «) Import a mantengo come fn estate rare melhor dotreitids do ei c sent competi as og nieagoes. Nas empresas vencedoras, ¢homem de manutenglo tem reagidoré- pido a estas mudangas esta nova postura inclu uma erescenteconscien- Sagi de quanto vine fa de uupument afta sepurang © mo ambiente, maior conscientizag da relagio entre manutengao © ul {hae do produto, maior presso pata se conseguir alte disponbiidade © ‘onfabldade da instalago, ao mesmo tempo que se busca a redo de fuss. Estas alteragbes estio exigindo novasattudese habiidades das pessoas da manutengdo, desde gerenes, passando pelos engeniios © uperisores, até cepa Gos excutantes, 1.2. EvOLUGAO DA MANUTENCAO A partir de 1950, a evolusio da Manutengio pode ser dividida em quatro geragées (Ver Tabola 1:1) 2 uur —foo meted 1.2.1. A Primelra Geragio {A Primeira Geragdo sbrange o periodo antes da Segunda Guerra “Muna, quando aindistia ea pouco mecanizads, os equipamentos eam simple ena sua grande mora, superdimensionados. ‘Alindo a tudo isto, devido& conjunturaeconémica da época, a ques to da produtvidade no era priritiria. Consequentemente,nio era ne= cestrin uma manvtengio sistematizadas apenas servigos de limpezs, Tubrifeasio e reparo apés a qucba, ou soja, 2 manutengo era funda ‘mentalment, coretiva nfo planjada. A visio em relago as falhas dos auipamenios er gue “ton ox equipamenios se desgntnam com o passa dos anos, vindo a soe ahs ou quebras™. A competéncia que se busava ora basicamente a habilidade do exccutanc em realizar oreparo necessio. 1.2.2. A Segunda Geracso Essa geragio ocore entre 0s anos 50 e 70 do século passado, por- tanto apés a Segunda Grande Guerra As presées do periodo da guerra aumentaram a demanda por todo tipo de produtos, 2 mesmo tempo em ‘que o contingent de mo de obra industrial diminu sensivemente, Como onsequtncla, nagucle perfodohouve forte aumento da mecanizagso, bem como da compexidade das instlugeos industria Comega eevidencia.se a necessidade de maior disponibiidade, bem como maior eonfiabldade, tudo isto na busca da mor produtvdade; 3 Jndsra estava bastante depeadonte do bom funcionamento das méqui- rs Isto levou dia de que falhas dos equipamentos poderiam e deve~ ‘am ser evitadas, que resutow no conceto de manutengéo prventva Na dfcada de 60 mantengio preventiva consist em intervenstes ‘os equipamentos fits intervals fixos. (O custo da manutengo também comegou a se elevar muito em com- parago com outs eustos operacionais Ese fat fez aumentar os site mas de planejamenio e controle de manutengdo que, hoje, so pate fnegrante da manutengéo modern, e Finalmente, a quantidade de capital investdo em itens fisics, junta ‘mente com o nitido aumento do custa deste capital, levaram as pessoas 8 ‘comegarem a buscar meios para umentar a vida iti dos ens fscos, tweet = ce has iz 1.2.3. A Terceira Geragao A parti da dada de 70 aclerou-se o processo de mudanga nas in sts. A parasagdo da produgio, que sempre diminuia a capaciade tke produgio, aumentou os eusoseafetow a qualidade dos produto, era ma preccupagéo generalizada, Na manufatura, of efeitos dos perfodos de paralisagao foram se agravando pele tendéncia mundial de utizar femas just-in-time, onde estoquosredtides para a produgéa ein and mento sigificavam que pequenas pausas na prodacio/enrega naqusle momento poderiam paraiso a fabrics, (0 crescimento da automago e da mecanizagio passou a indcar que “onfahildadee isponibiidade se tornaram pontos-chave em setores tio Aistntos quanto sade, processamento de das, lelecomunicagoes ge Tenciamento de edificagbes Maiorautomaso também significa que fahas cada vez mais frequents sfetam nossa capacidade de manter padres de qualidade estabeecdos. Issa aplica tanto aos padres do servo quanto qualidade do produ: fo, Por exemplo, falas em equipamnentos podem afetaro controle clim- tio em edifiis ea pontuidade das rodes de transporte Cada vez mais, as faba’ provocam sérias consequéncas na segutan- §1¢-n0 meio ambiente, em um momento em que os partes de cxigen tias nessas dreas comecaram # aumentar rapidamente, Ae exigencias ligadas as condigdes de seguranca de meio ambiente foram de al forma ‘ consolidando que seas plantas io atendessem aos padres estab ides, eram impodidas de funciona. [Na Terecira Geragio + Reforgaram-se o conesito ca uilzagio da manutengio prediiva + O avango da informatica permit tiizagéo de computadoespes- soni velozes eo desenvolvimento de softies potenes par. pla jamento, contralee companhamento da servigos de nanutengao. + 0 conceito de confabldade comega a ser cada ver mais apicado pela Engenharia e na Manutengio, + 0 processo de Manutencio Centrada na Confisbldade (MCC ou [RCM em inglés), apoiado nos estudos de confiablidade da ind tri arondutica, tem sua implantagioiniiada na década de 90 no Bras. 4 auricle match + Os novos projetos buscam uma maior confibildade,contudo afta Ge interagio etre a eas de engenharia, manutenglo e opera, impedia que os resultados fosem mahorese, em coasequencia, a5 tanas de falhas prmaturas (mortaldade fafa) eram elevadas. 1.2.4. A Quarta Geragao ‘Alga expecativas em relagio & Manuteng exstentes na Tecra Gerago continuam a exstr na Quarta Geracio. A dspontilidade € um as medides de performance mais importantes da manuteng, senso mais importante, A confibiidade dos equipamentos & um fat de constante ‘bus pela Manutengéo, A consoldagio das atvdades de Engenharia da “Manutengio, dentro da exrutura oranizacional da Manutengio, tem na fara da Dispniiidade, ds Confabidade eda Manutenbihdade a ts Iaioesjustfeativas de sua exstncia. |A Manteno tem como desfio a minimizago das alas prema: ras ou fathas de moraldade infantil que ocorrem em pelo menos dois [pads de falas defnidosno estudo da United Asinese divulgedos por Mouibray no seu lvro de RCM. 'A prética de andlise de flhas 6 una metodologia consagrada como ‘uma priticaeapaz de melhorar a performance dos equipamentos e da empress, por consequenci, Com o objetivo de interir cada vez menos na planta, as pric de ranutengéo preditna e montoramenta de condigo de equipamentos © {do procesto slo cada ver mas wtilzadas, Em consequénci, hé uma ten ‘cla de redugdo na splicagio da manutengio preventva ou programa da, desde que ela promove a paraisagio des equipaments ¢ sistemas, impactando negatvamente a produgdo, O mesmo acontece em rego 3 rmantenglocoretiva nfo plancjada, que se tora um indicador da inti ‘Sa da Manutencio, Novos projetos devem prlgia os aspectos de confide, ds ponibildade ¢ Custo do Ciclo de Vida da instalagio, A ssterstica dots (da plas empresas classe mundial priviegia a interago entre as dreas de ‘igenhara, manutengloe operacio come fator de garantiadessasme- tas. O resultado de um bom proto esti associado a produtos com a qu lidade desejada bala 1.1 volugo da Manutens30 ima ergo | Seunde Cero | Trara Goria ona aps oeaterenesl Guar Geraci | fennel] omc ‘inde lem Soe ee ‘aioe [pesca | tesco Reece | focthare | panna ie eee. | iio" | gence ey Scwirbonen | Wecmes | Rew n Hi at 6 nucle foc te Finalmente, ums das grandes mudangas nas préticas da Manuten- 8 6 aprimoramento da contratayo ou da tercetizagio buscando con: teats de longo prazo, em uma rlazio de parcri, com indcadores que medem os resultados que interessam ao nogéeia ~ dsponibidade con Fabilidade, 1.3, A INTERAGAO ENTRE AS FASES a coretarealzago de cada fase ~ proeto,fabricago, instal, ‘operacio e manutengéo ~ dependem a conicbiidade ea disponibikdade do sista, Na fase de projet, olevantamento de necessidades, inclusive oenval- vimento dos wsustios (Operagio ¢ Manutengo), alm des dados exp ficos para sua elaboracio, nivel de detalhamento, dente autos, slo de fundamental importncia, pois rio impactar diretamente na demas f= es, com consequtncias no desempento ena economis, ‘Como desempenho podemos citar as quests igadas a confabilidade, produtvidade, qualidade do predut fina, seguranga e preservagio am: Dental e a econdmicas se relerem ao nivel de custo-efcineia abide. A escoa dos equipamentos deveré considerara sua alequacio 20 projeto (correto dimensionamento) a capocidade intent esperida (atra- ‘és de dados t6nicos, TMEF ~ Tempo Médio Ente Flhas), qualidade, inde, al do custo-fiiéncin £ importante considerar, também, a padronizagio com outros equpa- ‘mentos do mesmo projeto e com equipamentosjexstntes ra instalgio, sbjetvando redugio de estoque de sobresalente ¢feidades de manu: tengio e opeacio, A abrieagio deve ser devidamente acompanada e incorporat 0s 1 4quisitos de moderidade ¢ aumento da confabilidade dos equipamentos, slém das sugestesoriandas da pitica de manutengo ‘Todos esses dados, sliados aoistrica de desempenho de equipamen- tos semsthantes,dados estes subsidiados plo grupe de Manteno, com ‘em o valor hstrico do equipament, elemento importante para uma Aecisio em compras e future politica de peges de posi, Liver = wre bac a A fase de instalago dove prevereuidados com a qualidade da implan- tagio do projeto a Wenicasutlizadas para esta Finaidade. Quando & ‘qualidade nto €oparada, muitas vers so inseridos pons potencias de Tatas que se mantém ocultos por vriosperfodos evi a se manifestar nits veres quando o sistema éfortementesoiitado, ou soja, quando 0 process produtivo assim o exge e quando normalmente se necesita de Imai confabdade As fses de manutengio e operas teri por objetivo grant a fun- dos equipamentos, sistemas einstalages no decorrer de sua vida tile {nso degeneragio do desempenho. Nesta fase da exsténcia, normalmen leo detetadan as defini goradas no projet, slog de oquipamentos instal Da no-interagoente as fases anteriores, percebe-se que a Manuten- 0 encontrar diuldades de desempenhe das suasatividade, meso que Seapliquem nels as mais modemas Iécricas. A confalidae estar num fpstamar inferior ao niente previa. Figura 1.1 A Intra ene as Fases. Unidade de Alta Performance ‘Atualmente, uma nove fas et surgindo est liga busca de Uni- dadeseSistems de As Performance. Ist ruto de uma economia mae flobalzada, que induz a busea de maior comptitvdede,além das exc nici cada vex malores da sociedade com relago ds questies de SMS Saide, Meio Ambiente e Seguranga ‘A Unidade de Ata Performance pode ser mais bem explistada, quali tatvamente, plas seguintes vargves: + Alto nivel de confabiade + Baixo custo de manutongéo, + Automatizadas com contole avangado, + Bcologcamente equacionadas + Invinsecamene seguas. + Baixa necessidade de intervenges + Atendimento 8 qualidade fuurs dos produtos. + leibdade operacional para atendimento das demandas do mer «ado, com maxima utlizagio das instalagées. + Baixo consumo enero. + Uso imizado de égua, com a utlizagio de eircuitofechado, + Alto nivel de desempenho, com resultades etimizados. Para sua bem-sucedida implementa, so fundamen a Seguin tes agies: + Uso de refornciis de exceénca,traduridos por benchmarks do segmento do negéeio. + Terum plano de ago, padres eprocedimentos que permitam atin ir o referencias estabelecidos, nas diversas ass. +A aplicago do conccto, de forma integradae abrangent, desde a fése do projeto concetual até a plena operagio da Unidad, inci sive com a necessria retoalimentagSo para os novos projets, Capitulo 2 GesTAo ESTRATEGICA DA MANUTENCAO. 21, InRoDUCAD Este capitulo descreve a importncia de “pensar e air estategcamen: 1e*, para que a atividade de manutengio se integre de mancireeficuz 20 proceso produtive,contbuindo, eletivamente, para que a empresa i Imimhe rumo 3 Excalncia Empresarial Esta nova postura éfruto dos now desafios que se spresentam para as empresas neste novo conto de uma economia globalizads eaamen- te compettva, onde as mudangas se sucedem em alta volocidade e & ‘manutengo, como ume das atividades fundaments do proceso produ tv, precisa ser um agente proativo. [Neste cenirio no mais exstom espagos para improvise e arranjs: competinca,critvdsde,Nexbiidad, velocidad, cultura de midanga & {ral em equipesGo as caracteristics sas dis empresese das nga nizagGes que tém a Competitvdade como razio de ser de sua sobreviven- ta ara as pessoas, estas eractorstcas so essenciis para gaan #58 emproyabiidade ‘Acondusio moderna dos negécis requer uma mudanga profunda de mentalidade ede posturas A gerencin mesderna dee estar sustenta por lua visio de futuro e rida por processos de gestio onde a satisfac plea de seus cenesseja resultant da qualidade inrnceca dos seus pro Autos eservigose a qualidade total dos seus processos produtvos st © Dalzador fundamental [Na vio atual, a Manutengio existe para que néo haja manutengo; ‘estamos flando da manutencao corretva ndo plaejada, Isto parece pa ‘adaxal 3 primeira vista mas, numa visio meis aprofundad, vemos gue ‘trabalho da manutengao ers endo encbrecdo onde, cada ver mai: © ‘pessoal da dea precisa estar qualficado e equipado para evita fthas & no para cori bs. 10 - inne racer ‘ado a ss, ada ver mas ém amadurecido as relagSes de pacer ‘entre as empresas e sts contatads na rea de manatengo, Neste con testo, uma nova estratéga est sendo praticada com os chamados eon- twatos de parceria baseados em disponibildade e confiabilidade das instalagGer, onde a contrstade aumenta asus leratvdade & medida que relhora a disponibldade ea confiabdede das instalagdes da empresa onde est atuando, [Neste ipo de contrato NAO MAIS SE FAGAM “SERVICOS*, MAS. *SOLUGOES” Esta mudanga estratgica da manutengo tem reflxo dreto nos r= sultados empresrais, ais com: + Aumento da disponibiidade. + Aumento do faturamenta ed lero. + Aumento da soguranga pessoal e das instlagSo. + Redugio da demanda de servis + Redugio de estos + Redugho de lero cesantes. + Preservagio ambiental Ais de falar cm “mudanga de cultura" que Gum process enta ‘fo condizente com as necessidades atuais,€ preciso que a gestio Implemente uma “cultura de mudangas”, onde o Inconformismo com a petpetuagio de paradigms e de prétcas seja uma constant Esté presente uma grande necessiade de mudanga, sendo que o p pel mals dmportanteeestratégico do Gerente€o de lierar este process, Uma grande variedae de instrumentos gerencias tem sido coloceda A disposgio do homem de manutengéo: CCQ, TPM, Reengenharia, Ge- ‘cia da Rotns, Geréniapelas Diretrzes, Seis Sigma (60), Gesto de ‘Ais, dente outros. E importante fer em mente que 880, simplosmen ferramentas e, como tl, sua simples utlizago nfo é sindnimo de bons resultados. Muitos gerentestém transformado estas feramentas em cb jetvos da manutengio,e 0s resultados so desastosos. Por outro lado, © "so coreto desis ferramentas tem levado a exclontes resuados. A Figura 2.1 mostra o “cemitrio" de boas ferramentas de gestbo que por terem sido mal usidas, no levaram aos resalados dsejads, 2 ceo emacs oa Munro u qualquer dvd de qu as causs do sueso comesam pel detnigio corea da Msso da Manutengo, cus Conctos Dison, cs novos Pradigmose,evidentenets da aplicagio de tudo so em alta ‘lola. Dentro deve enfoge, a wliizgio destasferamentas Ivars, Certamente, a novos patamures de competi Fgura 2.1 ~ Comite das Ferment de Genta, .2. MANUTENCAO ESTRATEGICA A manutenso, para ser esratgia, precisa estar volada para os re Jos empresariais da organizagio.E preciso, sobretudo, dear de ser ficient pura se tomar eficaz; ou ej, no baste, apenas, reparar fequlpamento ou instalagSo tio efpido quanto possvel, mas € preciso, peipamente, manter afungio do equipamento dispontel para a ope: J, reduzindo probabidade de uma parada de produgio no plane- _ ESTA E A GRANDE MUDANGA DE PARADIGNA! ‘AFigura 22 rerata esta questéo. ata definir as metas, que explctam a Visio de Futur, o ideal é 2 1 do proceso de benchmarking. Na falta Ou mesmo na impossibi- de de adogio deste processo poe-te definir as melas conforme © jo concorrencal que se consegue viskumbrat.