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Cimento

O cimento que comumente é utilizado em casas, prédios, rodovias e outros estruturas


também é conhecido como cimento Portland. O cimento se caracteriza por um um pó fino
com propriedades aglomerantes, que com a hidratação, endurece e depois de seco não
voltará ao estado anterior mesmo com a adição de agua em abundância.
As características e propriedades desses concretos e argamassas vão depender da
qualidade e proporções dos materiais com que são compostos. Dentre eles, entretanto, o
cimento é o mais ativo, do ponto de vista químico. Pode-se dizer que o cimento é o
principal responsável pela transformação da mistura dos materiais componentes dos
concretos e das argamassas no produto final desejado (uma laje, uma viga, um revestimento
etc.).
Portanto, é de fundamental importância utilizá-lo corretamente. Para isto, é
preciso conhecer bem suas características e propriedades, para poder aproveitá-las da
melhor forma possível na aplicação que se tem em vista.
O cimento portland é composto de clínquer (calcário e argila) e de adições. O
clínquer é o principal componente e está presente em todos os tipos de cimento portland.
As adições podem variar de um tipo de cimento para outro e são principalmente
elas que definem os diferentes tipos de cimento.

Tipos de Cimento
Cimento Portland Comum (CP I) ◦ Um tipo de cimento portland sem quaisquer adições
além do gesso (utilizado como retardador da pega). ◦ CPI S - Pode ter de 1 a 5% de escória ◦
Aplicações: É usado em serviços de construção em geral, quando não são exigidas
propriedades especiais do cimento. 

Cimento Portland Composto (CP II) - é modificado com adições (CP II-Z, CP II-E e CP
II-F ). ◦ Aplicações: Recomendado para obras correntes de engenharia civil : argamassa,
concretos (simples, armado e protendido), elementos prémoldados e artefatos de cimento. 

Cimento Portland de Alto Forno – CP III: - Obtido a partir da moagem do clínquer e


escória granulada de alto forno. ◦ Em obras de concreto-massa: como barragens, peças de
grandes dimensões, fundações de máquinas, pilares. Em obras em ambientes agressivos,
tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos, esgotos e efluentes industriais.
Concretos com agregados reativos, pilares de pontes ou obras submersas, pavimentação de
estradas e pistas de aeroportos. 

Cimento Portland Pozolânico – CP IV: ◦ Emprega de 15% a 50% de material pozolânico


◦ Possui maiores resistências em idades superiores a 90 dias ◦ Aplicações: É especialmente
indicado em obras expostas à ação de água corrente e ambientes agressivos menor
permeabilidade 

Cimento Portland de Alta Resistência Inicial (CP V-ARI) ◦ Com valores aproximados
de resistência à compressão de 26 MPa a 1 dia de idade e de 53 MPa aos 28 dias. ◦ Elevado
calor de hidratação ◦ Aplicações: Em blocos para alvenaria, blocos para pavimentação, tubos,
lajes, meio-fio... 
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Cimento Portland Branco: ◦ Coloração obtida com a diminuição dos compostos do ferro.
(C4AF ≈ 1%) ◦ Aplicações: Fins estrutural: Em concretos brancos para fins arquitetônicos.
Não estrutural: Em rejuntamento de azulejos e em aplicações não estruturais. 

Cimento Resistente a Sulfatos – RS: ◦ Cimento com baixo teor de C3A (< 8%), ◦
Aplicações: Em ambientes submetidos ao ataque de meios agressivos sulfatados, como
estações de tratamento de água e esgotos, obras em regiões litorâneas, subterrâneas e
marítimas

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TIPOS DE CIMENTO
SIGLA/CLAS OBSERVAÇÃO UTILIZAÇÃO NORMA
SE Indicado para o uso em construções que não
25 requeiram condições especiais e não
CP I 32 Tipo mais básico dos cimentos. apresentem ambientes desfavoráveis como NBR 5732
40 exposição à águas subterrâneas, esgotos,
água do mar ou qualquer outro meio com
presença de sulfatos.
Adição de escória granulada de alto- forno,
o que lhe confere a propriedade de baixo
25 calor de hidratação. É composto de 94% à É recomendado para estruturas que exijam
CP II-E 32 56% de clínquer+gesso e 6% à 34% de um desprendimento de calor NBR 11578
40 escória, podendo ou não ter adição de moderadamente lento. Ideal para estruturas
que possam ser atacadas por sulfatos.
material carbonático no limite máximo de
10% em massa.
Adição de material pozolânico que varia de Ideal para obras subterrâneas,
25 6% à 14% em massa, o que confere ao principalmente com presença de água,
CP II-Z 32 cimento menor permeabilidade. Também inclusive marítimas. NBR 11578
40 pode conter adição de material carbonático
(fíler) no limite máximo de 10% em massa.

25 Composto de 90% à 94% de Recomendado desde estruturas em


CP II-F 32 clínquer+gesso com adição de 6% a concreto armado até argamassas de NBR 11579
40 10% de material carbonático (fíler) em assentamento e revestimento porém não é
massa. indicado para aplicação em meios muito
agressivos.

Recomendado tanto para obras de grande


porte e agressividade (barragens, fundações
Contém adição de escória no teor de 35% de máquinas, obras em ambientes
26 a 70% em massa, que lhe confere agressivos, obras submersas, pavimentação
CP III 32 NBR 5735
propriedades como; baixo calor de de estradas, pistas de aeroportos, etc) como
40 também para, estruturas de concreto simples,
hidratação, maior impermeabilidade e
durabilidade. armado ou protendido, etc.
Contém adição de pozolana no teor que
varia de 15% a 50% em massa. Este alto É especialmente indicado em obras expostas
teor de pozolana confere ao cimento uma à ação de água corrente e ambientes
alta impermeabilidade e consequentemente agressivos.
CP IV 25 NBR 5736
32 maior durabilidade. E s t e concreto
apresenta resistência mecânica à
compressão superior ao concreto de
cimento Portland comum.
Assim como o CP-I não contém
adições (porém pode conter até 5% em
É recomendado o seu uso, em obras onde
massa de material carbonático). O que o
seja necessário a desforma rápida de peças
diferencia deste último é processo de NBR 5733
CP V - de concreto armado.
dosagem e produção do clínquer. O CP V-
ARI
- ARI é produzido com um clínquer de
dosagem diferenciada de calcário e argila
se comparado aos demais tipos de cimento
e com moagem mais fina..

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Concreto

O concreto é um material de construção resultante da mistura, em quantidades


racionais, de aglomerante (cimento), agregados (pedra e areia) e água. Logo após a mistura
o concreto deve possuir plasticidade suficiente para as operações de manuseio, transporte e
lançamento em formas, adquirindo coesão e resistência com o passar do tempo, devido às
reações que se processam entre aglomerante e água. Em alguns casos são adicionados
aditivos que modificam suas características físicas e químicas.
Para se obter um concreto resistente, durável, econômico e de bom aspecto, deve-se
estudar:

• As propriedades de cada um dos materiais componentes;


• As propriedades do concreto e os fatores que podem alterá-las;
• O proporcionamento correto e execução cuidadosa da mistura;
• O modo de executar o controle do concreto durante a fabricação e após o endurecimento.
Denomina-se de pasta a mistura do cimento com é água, e de argamassa a mistura da
pasta com agregado miúdo. Considera-se concreto a argamassa à qual foi adicionado
agregado graúdo.

Fatores que influem na qualidade do concreto

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Para obterem-se as características essenciais do concreto, como a facilidade de manuseio
quando fresco, boa resistência mecânica, durabilidade, impermeabilidade quando
endurecido, é preciso conhecer os fatores que influem na sua qualidade.
• Qualidade dos materiais
Materiais de boa qualidade produzem concreto de boa qualidade;
• Proporcionamento adequado
Deve-se considerar a relação entre as quantidades: de cimento e de agregados, de agregados
graúdo e miúdo, água e o cimento.
• Manipulação adequada
Após a mistura, o concreto deve ser transportado, lançado nas formas e adensado
corretamente.

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• Cura cuidadosa
A hidratação do cimento continua por um tempo bastante longo e é preciso que as condições
ambientes favoreçam as reações que se processam. Desse modo, deve-se evitar a evaporação
prematura da agia necessária à hidratação do cimento. É o que se denomina cura do concreto.

Classificação dos concretos

• Conforme o modo de fabricação: Fabricação no local;


Pré-misturado
• Campo de aplicação:
Concreto massa – utilizado em barragens.
Concreto estrutural – utilizado em edifícios e pontes.
• Peso específico:
Concreto pesado Concreto normal Concreto leve γc = 2,8 a 5,0 tf/m³

Concreto leve para isolamento térmico γc = 2,0 a 2,8 tf/m³

Água de amassamento
Quase todas as águas naturais são apropriadas para amassamento. É necessário
precaução quanto às águas de pântano e as de rejeito industrial. A água do mar é inadequada
para estruturas de concreto armado e protendido devido à corrosão provocada pelo teor de
sal.
O teor de água do concreto fresco é dado pelo fator água-cimento, isto é, pela relação
em peso água-cimento. Esta relação varia geralmente entre 0,3 e 0,6. Quanto menor for o
teor de água, maior é a resistência do concreto e menor é a trabalhabilidade.

Aditivos para concreto


Podem-se considerar como aditivos a incorporação de menos de 5% do peso de
cimento, denominando-se adições àqueles produtos acrescentados ao concreto em
quantidades maiores que 5%.
Os principais tipos de aditivos são: plastificantes, incorporadores de ar, retardadores
der pega, aceleradores de pega, aceleradores de endurecimento, colorantes,
impermeabilizante.

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Consistência e trabalhabilidade
A consistência traduz as propriedades intrínsecas da mistura fresca relacionada com
a mobilidade da massa e a coesão entre os elementos componentes, tendo em vista a
uniformidade e a compacidade do concreto.
As operações de transporte, lançamento e adensamento do concreto devem permitir
a obtenção de uma massa homogênea e sem vazios. A trabalhabilidade não é apenas uma
característica inerente ao próprio concreto, mas envolve também as considerações relativas
à natureza da obra e aos métodos de execução adotados.
Outro aspecto que deve ser considerado no estudo da trabalhabilidade do concreto é
a segregação. A ausência de segregação é essencial para que se consiga a conveniente
compacidade da mistura.A segregação compreende a separação dos constituintes da mistura,
impedindo a obtenção de um concreto com características de uniformidade satisfatórias.
A segregação pode ocorrer também como resultado de uma vibração exagerada. Um
concreto em que isso venha a ocorrer será um concreto mais fraco e sem uniforme.

Exudação
Exudação é a tendência da água de amassamento de vir à superfície do concreto recém
lançado. Em conseqüência, a parte superior do concreto torna- se excessivamente unida,
produzindo um concreto poroso e menos resistente.
A água, ao subir à superfície, pode carregar partículas finas de cimento, formando
uma pasta, que impede a ligação de novas camadas de material e deve ser removida
cuidadosamente.
A exudação pode ser controlada pelo proporcionamento adequado de um concreto
trabalhável, evitando-se o emprego de água além do necessário. Ás vezes corrige-se a
exudação adicionando-se grãos relativamente finos, que compensam as deficiências dos
agregados.

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