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POR UMA SOCIOLOGIA PÚBLICA

Resumo do primeiro capítulo


Por Marcia Dias

O primeiro capítulo “Por uma sociologia pública”, escrito por Michael Burawoy,
apresenta de maneira clara os argumentos que resumem sua ideia do que seja uma
“sociologia pública”, que constituirão a base das reflexões desenvolvidas no restante do
livro. Ao traçar um breve histórico da reflexão sociológica, o autor ressalta a força do
seu impulso moral originário voltado para a intervenção pública, não obstante as
pressões ocorridas no decorrer dos anos para que ela abandonasse esta postura.
Burawoy desenvolve onze teses enfatizando a sociologia não apenas enquanto ciência,
“mas também como moral e como força política” (p. 20). Estas teses têm em comum a
ideia de uma “sociologia pública orgânica”, caracterizada por um processo educativo
mútuo entre o cientista e seu público. O autor aponta, nesse sentido, a existência de uma
“divisão do trabalho sociológico” entre a “sociologia pública”, a “sociologia das
políticas públicas”, a “sociologia profissional” e a “sociologia crítica”, enfatizando a
necessidade do diálogo entre elas, com o objetivo de se construir uma disciplina que,
em tempos de “tirania do mercado e de despotismo do Estado”, assuma a defesa dos
“interesses da humanidade”, do ponto de vista da sociedade civil.