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Montador e Reparador de Comandos Elétricos - Montador e Reparador de Comandos eltricos RAT Dispositivos de protecao e seguranca Os dispositivos de seguranca e protecdo so componentes que, inseridos nos circuitos elétricos, servem para interrompé-los quando alguma anomalia acontece. Neste capitulo, veremos os dispositivos empregados para protecéo dos motores. Para aprender esse conteudo com mais facilidade, é necessario ter conhecimentos anteriores sobre corrente elétrica, picos de correntes dos motores e sistemas de partida. Segurancas fusiveis ‘As segurangas fusiveis sao elementos inseridos nos circuitos para interrompé-los em situagdes anormais de corrente, como curto-circuito ou sobrecargas de longa duragao. De modo geral, as segurangas fusiveis so classificadas segundo a tensdo de alimentagao em alta ou baixa tensao; e, também, segundo as caracteristicas de desligamento em efeito rapido ou retardado. Fusiveis de efeito rapido Os fusiveis de efeito rapido so empregados em circuitos em que nao ha variagao consideravel de corrente entre a fase de partida e a de regime normal de funcionamento. Esses fusiveis sao ideais para a protegao de circuitos com semicondutores (diodos e tiristores). Fusiveis de efeito retardado Os fusiveis de efeito retardado sao apropriados para uso em circuitos cuja corrente de partida atinge valores muitas vezes superiores ao valor da corrente nominal e em circuits que estejam sujeitos a sobrecargas de curta duragao Como exemplo desses circuitos podemos citar motores elétricos, as cargas indutivas e as cargas capacitivas em geral. Os segurangas fusiveis de efeito retardado mais comumente usados so os NH e DIAZED Montador @ Reriarador de Comandoseitricos Fusiveis NH Os fusiveis NH suportam elevacoes de tensao durante um certo tempo sem que ocorra fusao. Eles sao empregados em circuitos sujeitos a picos de corrente e onde existam cargas indutivas e capacitivas. Sua construgao permite valores padronizados de corrente que variam de 6 a 1000 A. Sua capacidade de ruptura ¢ sempre superior a 70 kA com uma tensao maxima de 500 V. ‘Montador e Reparador de Comandos elétricos Construgéo : Os fusiveis NH sao constituidos por duas partes: base e fusivel. A base ¢ fabricada de material isolante como a esteatita, 0 plastico ou 0 termofixo. Nela so fixados os contatos em forma de garras as quais esto acopladas molas que aumentam a pressao de contato. A MATERIAL ISOLANTE (ESTEATITA) — S 5 CONTATOEM FORMADE GARRA c_@ Z c-Moua . | BASE DE MONTAGEMDE FUSIVEISOOSISTEMANH © fusivel possui corpo de porcelana de secdo retangular. Dentro desse corpo, esto 0 elo fusivel e 0 elo indicador de queima imersos em areia especial. Nas duas extremidades do corpo de porcelana existem duas facas de metal que se encaixam perfeitamente nas garras da base. O elo fusivel ¢ feito de cobre em forma de laminas vazadas em determinados pontos para reduzir a segao condutora. O elo fusivel pode ainda ser fabricado em prata. Fusiveis DIAZED (Os fusiveis DIAZED podem ser de acao rapida ou retardada. Os de ago rapida s4o usados em circuitos resistivos, ou seja, sem picos de corrente. Os de agao retardada sao usados em circuitos com motores e capacitores, sujeitos a picos de corrente. Esses fusiveis sao construidos para valores de, no maximo, 200 A. A capacidade de ruptura 6 de 70 kA com uma tensao de 500 V. Construgao O fusivel DIAZED (ou D) 6 composto por: base (aberta ou protegida), tampa, fusivel, parafuso de ajuste e anel. : a Montador @ Reparador de Comandos elétricos A base é feita de porcelana dentro da qual esta um elemento metalico roscado internamente e ligado externamente a um dos bornes. O outro borne esta isotado do primeiro e ligado ao parafuso de ajuste, como mostra afigura a seguir. A-BORNELIGADOAD ‘CORPO ROSCADO. 8-BORNELIGADO AO. PARAFUSO DE ANSTE. ‘A tampa, geralmente de porcelana, fixa o fusivel & base e nao ¢ inutilizada com a queima do fusivel. Ela permite inspe¢ao visual do indicador do fusivel e sua substituigéo mesmo sob tensao. S O parafuso de ajuste tem a fungao de impedir 0 uso de fusiveis de capacidade superior & desejada para o circuito. A montagem do parafuso é feita por meio de uma chave especial. | O anel é um elemento de porcelana com rosca interna, cuja fungao € proteger a rosca metalica da base aberta, pois evita a possibilidade de contatos acidentais na troca do fusivel. = O tusivel é um dispositivo de porcelana em cujas extremidades ¢ fixado um fio de cobre puro ou recoberto por uma camada de zinco. Ele fica imerso em areia especial cuja funcdo é extinguir 0 arco voltaico e evitar 0 perigo de explosao quando da queima do fusivel. Montador e Reparador de Comandos eletricos ee susionosel 5 espousta eeruss MON CONTATOSUPERIOR | ronan cama INFERIOR O fusivel possui um indicador, visivel através da tampa, cuja corrente nominal é identificada por meio de cores e que se desprende em caso de queima. Veja na tabela a seguir, algumas cores e suas correntes nominais correspondentes. Cor Intensidade de corrente (A) | Cor _|_Intensidade de corrente (A) Rosa 2 Azul 20 Marrom, 4 Amarelo 25 Verde 6 Preto 35 Vermetho 10 Branco 50 Cinza 16 Laranja 63 O elo indicador de queima é constituido de um fio muito fino ligado em paralelo com o elo fusivel. Em caso de queima do elo fusivel, o indicador de queima também se funde e provoca 0 desprendimento da espoleta. Caracteristicas dos fusiveis NH e DIAZED As principais caracteristicas dos fusiveis DIAZED e NH sao: * Corrente nominal - corrente maxima que o fusivel suporta continuamente sem interromper funcionamento do circuito. Esse valor é marcado no corpo de porcelana do fusivel; © Corrente de curto-circuito - corrente maxima que deve circular no circuito e que deve ser interrompida instantaneamente; © Capacidade de ruptura (kA) - valor de corrente que o fusivel 6 capaz de interromper com seguranga. Nao depende da tensdio nominal da instalaga * Tensao nominal - tensao para a qual o fusivel foi construido. Os fusiveis normais para baixa tensdo sao indicados para tensées de servigo de até 500 V em CA e 600 V em CC; « Resisténcia elétrica (ou resisténcia hmica) - grandeza elétrica que depende do material e da pressdo exercida. A resisténcia de contato entre a base e o fusivel é a responsavel por eventuais aquecimentos que podem provocar a queima do fusivel; * Curva de relagao tempo de fusao x corrente - curvas que indicam o tempo que o fusivel leva para desligar o circuito. Elas so varidveis de acordo com o tempo, a corrente, 0 tipo de fusivel Montador ¢ Reparador de Comandos eletricos sao fornecidas pelo fabricante. Dentro dessas curvas, quanto maior for a corrente circulante, menor serd o tempo em que 0 fusivel ter que desligar. Veja curva tipica a seguir (eee Instalacao Qs fusiveis DIAZED e NH devem ser colocados no ponto inicial do circuito a ser protegido. Os locais devem ser arejados para que a temperatura se conserve igual & do ambiente. Esses locais devem ser de facil acesso para facilitar a inspegao e a manutengao. A instalacao deve ser feita de tal modo que permita seu manejo sem perigo de choque para o operador. Dimensionamento do fusivel A escolha do fusivel é feita considerando-se a corrente nominal da rede, a malha ou cirouito que se pretende proteger. Os circuitos elétricos devem ser dimensionados para uma determinada carga nominal dada pela carga que se pretende ligar. A escolha do fusivel deve ser feita de modo que qualquer anormalidade elétrica no circuito fique restrita ao setor onde ela ocorrer, sem afetar os outros. Para dimensionar um fusivel, 6 necessario levar em consideragdo as seguintes grandezas elétricas: * Corrente nominal do circuito ou ramal; * Corrente de curto-circuito; * Tensao nominal. o Montador e Reparador de Comandos elétricos Tipos de relés Os relés que so usados como dispositivos de seguranca podem ser: * Eletromagnéticos; * Térmicos. Relés eletromagnéticos Os relés eletromagnéticos funcionam com base na aco do eletromagnetismo por meio do qual um nticleo de ferro préximo de uma bobina é atrafde quando esta € percorrida por uma corrente elétrica. Os relés eletromagnéticos mais comuns so de dois tipos: + Relé de minima tensdo: © Relé de maxima corrente. O relé de minima tensao recebe uma regulagem aproximadamente 20% menor do que a tensao nominal. Se a tensao abaixar a um valor prejudicial, o relé interrompe o circuito de comando da chave principal e, consequentemente, abre os contatos dessa chave. juntores. Os relés de minima tensdo sao aplicados principalmente em contatores e di Veja na ilustragao a seguir 0 esquema simplificado de um relé de minima tensao. O relé de maxima corrente é regulado para proteger um circuito contra o excesso de corrente. Esse tipo de relé abre, indiretamente, o circuito principal assim que a corrente atingir o limite da regulagem. A corrente elevada, ao circular pela bobina, faz com que o nucleo do relé atraia o fecho. Isto provoca a abertura do contato abridor e interrompe o circuito de comando Montador e Reparador de Comandos elétricos FECHOMAGNETICO Aregulagem desse tipo de relé é feita aproximando-se ou afastando-se 0 fecho do nucleo. Quando 0 fecho é afastado, uma corrente mais elevada é necessaria para acionar o relé. Veja na figura a seguir 0 esquema simplificado de um relé de maxima corrente. Relés térmicos Esse tipo de relé, como dispositivo de protegao, controle ou comando do circuito elétrico, atua por efeito térmico provocado pela corrente elétrica. O elemento basico dos relés térmicos € 0 bimetal. O bimetal é um conjunto formado por duas léminas de metais diferentes (normalmente ferro niquel), sobrepostas e soldadas. Esses dois metais, de coeficientes de dilatagao diferentes, formam um para metélico. Por causa da diferenga de coeficiente de dilatacdo, se o par metélico for submetido a uma temperatura elevada, um dos metais do par vai se dilatar mais que 0 outro. Por estarem fortemente unidos, 0 metal de menor coeficiente de dilatagéo provoca o encurvamento do conjunto para o seu lado, afastando 0 conjunto de um ponto determinado. ‘Montador e Reparador de Comandos elétricos Veja representagao esquematica desse fendmeno a seguir. " Hh Esse movimento é usado para disparar um gatiho ou abrir um circuito, por exemplo. Portanto, essa caracteristica do bimetal permite que o relé exerca o controle de sobrecarga para protegao dos motores. Os relés térmicos para protegao de sobrecarga sao: * Diretos; * Indiretos; * Com retengao. Os relés térmicos diretos sao aquecidos pela passagem da corrente de carga pelo bimetal Havendo sobrecarga, 0 relé desarma o disjuntor. Embora a aco do bimetal seja lenta, o desligamento dos contatos é brusco devido A agao do gatilho. Essa abertura rapida impede a danificacdo ou soldagem dos contatos. 10 Montador e Repatador de Comandos elétricos A figura a seguir mostra a representagao esquematica de um relé térmico direto nas posigdes armado e desligado por sobrecarga. 1 | rW | — AEn ma TO peawco Nos circuitos trifasicos, o relé térmico possui trés laminas bimetalicas (A, B, C), que atuam conjuntamente quando houver sobrecarga equilibrada. Os relés térmicos indiretos s4o aquecidos por um elemento aquecedor indireto que transmite calor ao bimetal e faz 0 relé funcionar. Veja representagao esquematica a seguir. Os relés térmicos com retengo possuem dispositivos que travam os contatos na posig¢ao desligado apés a atuacao do relé. Para que os contatos voltem a operar, é necessério soltar manualmente a trava por meio de um bot&o especifico. O relé, entdo, estaré pronto para funcionar -Dovament a1 Montador e Reparador de Comandos elétricos Observacao E necessdrio sempre verificar 0 motivo por que 0 relé desarmou, antes de desarma-lo. Os relés térmicos podem ser ainda compensados ou diferenciais. O relé térmico compensado possui um elemento interno que compensa as variacdes da temperatura ambiente. O relé térmico diferencial (ou de falta de fase) dispara mais rapidamente que o normal quando ha falta de uma fase ou sobrecarga em uma delas. Assim, um relé diferencial, regulado para disparar em cinco minutos com carga de 10 A, disparara antes, se faltar uma fase. Curva caracteristica de disparo do relé térmico A relagao tempo/corrente de desarme 6 representada por uma curva caracteristica semelhante a mostrada a seguir. min t= Teveo De Dear 2g = MOLTPLOS DA CORRENTE | ! Osos 152 3 456 810 XIg— No eixo horizontal (abcissas), encontram-se os valores multiplos da corrente de regulagem (Xle) e no eixo vertical (ordenadas), o tempo de desarme (t). A curva 3 representa o comportamento dos relés quando submetidos a sobrecarga tripolar e a curva 2 para sobrecarga bipolar. Montador @ Reparador de Comandos eléticos Os valores de desligamento sdo validos para sobrecarga a partir da temperatura ambiente, ou seja, sem aquecimento prévio (estado trio). Para relés que operam em temperatura normal de trabalho e sob corrente nominal (relés pré- aquecidos), deve-se considerar os tempos de atuagao em torno de 25 a 30% dos valores das curvas. Isso acontece porque os bimetalicos jé terdo sofrido um deslocamento de aproximadamente 70% do deslocamento necessério para o desarme, quando pré-aquecidos pela passagem da corrente nominal Montador e Reparador de Comandos elétricos Seletividade E a operacao conjunta de dispositivos de protecao, que atuam sobre os de manobra ligados em série, para a interrupgao escalonada de correntes anormais (por exemplo de curto-circuito). Um dispositivo de manobra deve interromper a parte do circuito conectada imediatamente apos ele proprio, e os demais dispositivos de manobra devem permanecer ligados. Funcionamento Nos circuitos de baixa-tensao os fusiveis e relés de disjuntores podem ser encontrados nas seguintes combinagées: * Fusiveis em série com usiveis; . * Relés eletromagnéticos de disjuntores em série entre si; * Relés eletromagnéticos de disjuntores em série com fusiveis: * Fusiveis em série com relés térmicos de disjuntores; * Relés térmicos de disjuntor em série com fusiveis. ‘Seletividade entre fusiveis em série O alimentador geral e os condutores de cada alimentago conduzem correntes diferentes e tém, por isto mesmo, segées transversais diferentes. Consequentemente, os valores nominais dos fusiveis sero diferentes também havendo, portanto, um escalonamento seletivo natural. J2000, ik = 19008 As curvas de desligamento tempo-corrente nao se tocam. Por exemplo, uma corrente de 1300A interromperd e1 em 0,03 segundos, e, para interromper e2, serdo necessarios 1,4 segundos, o que garantira, nesse caso, a seletividade do circuito. 14 Montador € Reparador de Comandos elétricos 'empo de fusao , faixa de desligamento Seletividade de relés eletromagnéticos em série, com disjuntores O disjuntor 6 apenas um dispositivo de comando. O efeito de protegao € dado pelos relés (ou fusiveis, eventualmente). Em caso de curto-circuito, a atuagao cabe ao relé eletromagnético, que atua sem retardo, num intervalo de tempo que oscila, geralmente, entre 0,003 0,010s. Este tempo deve ser suficientemente curto para nao afetar (térmica e eletrodinamicamente) os demais componentes do circuito. Seletividade através do escalonamento das correntes de atuagao Este método apenas é possivel quando as correntes de curto-circuito no local de instalagéio de cada um dos disjuntores, sao suficientemente diferentes entre si. O disjuntor é a Unica chave que pode abrir um circuito pelo qual passa a corrente de curto-circuito. Consequentemente, o relé eletromagnético somente ¢ ligado a disjuntores. A corrente de desligamento do primeiro disjuntor (visto do gerador para o consumidor) deve ser estabelecida de tal maneira que seu valor seja superior ao maximo valor de curto-circuito admissivel no local do disjuntor subsequente, © qual deve atuar em caso de defeito. a= 500A 10K SAST n= 50008 s50mcu 100) 3¥253mm? (soowcn sat | azson |B ‘SM n=1000a 4] ‘ 5 " 20meu x21 tm wows) an ‘or 10 80 100 500 1000 600010008 comtente — oo} a Seletividade entre relés eletromagnéticos de curto-circuito Se a diferenga entre as correntes de curto-circuito entre o local do defeito e a alimentacdo geral 6 apenas pequena, entdo a seletividade apenas é obtida através de um retardo nos tempos de aluag&o do relés eletromagnético de agao rapida do disjuntor principal. O tempo de desligamento deste relé ¢ retardado ao ponto de se ter garantia de que o disjuntor mais préximo do consumidor tenha atuado. Um tempo constante de escalonamento entre Montador e Reparador de Comandos elétricos dispositivos de protegao de 0,150s entre as chaves, é suficiente para levar em consideragao qualquer dispersao. sv’ _—— 1, 1 + Dispersao ao] tapetey e su f— Le ‘8 afastamento de seguranga ° — fa = tempo de disparo do relé te = tempo de abertura do disjuntor + Disparador com retardo Disparador sem retardo tempo de arco (voltaico) tg = tempo total de desligamento te Condigdo: 0 tempo de disparo ou abertura (t,) do disjuntor SV deve ser maior do que o tempo total de desligariento (t,) do disjuntor SM subsequente. Além disto, a corrente de atuagao do relé de aco rapida deve ser ajustada a pelo menos 1,25 vezes 0 valor de desligamento do disjuntor subsequente. Geralmente, uma faixa de ajuste de tempo de 0,500s admite um escalonamento de até 4 disjuntores com relés em série, dependendo dos tempos proprios de cada disjuntor. A figura abaixo representa o escalonamento seletivo entre os relés de 4 disjuntores ligados em série, dotados de disparadores eletromagneéticos de sobrecorrente com pequeno retardo, de valor ajustavel. v disjuntor| ma A! 450 A 2 | tempo de retard | Para reduzir os efeitos de um curto-circuito total de valor muito elevado sobre os disjuntores pré- ligados ao defeito, estes podem ser dotados tanto com relés de aco rapida quanto de agao ultra- 16 Montador'e Reparador de Comandos elétricos apenas atuem perante curto-circuito total sem interferir no escalonamento normal. Estes relés de ago instantanea evitariam danos a aparelhagem em casos de curtos-circuitos muito elevados. As figuras abaixo representam o escalonamento seletivo entre os relés de 3 disjuntores ligados em série. Cada disjuntor possui um relé eletromagnético de pequeno retardo (z) € um relé térmico (a). 3 segundos: 73 load 2 4 680 2 4 680 2 4 BOI 2 “MAGE conente ——» a * relbtermico ce sobrecarga 2 = 186 eetromagnéteo de cute-creuto com pequeno retareo 1 rele eletromagnttico de cutoctcuto de a¢do rapida w= tempo de retarco Dessa forma, um curto-circuito entre a1 e a2 afetara a2 e a3. Se a corrente presumivel e curto-circuito for da ordem de 10°.4, por exemplo, nao fara atuar o relé eletromagnético ultra-rapido (n3), e sim o relé eletromagnético (z*).. Porém, se as proporgdes de um curto-circuito franco no mesmo ponto entre a1 e a2 atingirem presumivelmente valores até 10‘.2, os disjuntores afetados serao também a2 e a3, porém, ao contrario do caso anterior, o relé eletromagnético de a2 nao atuara, e sim o do disjuntor a3 que se Montador e Reparador de Comandos elétricos: abrira pelo relé eletromagnético ultra-rapido (n3). Dessa forma, a2 sera resguardado porque a corrente de curto-circuito ultrapassou a sua capacidade de ruptura. Seletividade entre tusivel e relés de um disjuntor subsequente Na faixa de sobrecarga, a curva “a” representa as condigdes dadas no item 1, isto é, as curvas nao se devem cruzar para haver seletividade. O mesmo ocorre na curva “n”, todavia, a partir do ponto P nota-se, que a protecao sera efetuada pelo fusivel A figura a seguir representa a seletividade entre fusivel e relés de disjuntor subsequente. As curvas tempo-corrente (com suas faixas) nao interferem entre si. Tempo log Relés do disjuntor Fusivel Afastamento de seguranca Long corrente Tempo fog Fusivel Relés do disjuntor lan Mk N. N, S., 250ms Tog corrente Seletividade entre fusivel e relés de disjuntor subsequent Em caso de curto-circuito, deve-se atentar para o fato de que o fusivel continua sendo aquecido pela corrente até o instante em que o arco existente entre as pecas de contato do disjuntor se extinga. Para a pratica, é suficiente que a caracteristica do fusivel se mantenha 0,050s acima da curva de desligamento do relé eletromagnético de curto-circuito . Faixa de tempo entre rele e o fusivel 10,0508 18 Seletividade entre relé térmico de disjuntor e fusivel Montador e Reparador de Comandos elétricos Na faixa de sobrecaiga, a seletividade é garantida quando a caracteristica de desligamento do relé térmico nao corta a do fusivel curva “a”. Tempo log 630A, | Reles do disjuntor Fusivel Ty Tan Tog convents Seletividade entre relés de disjuntor e fusivel subsequente. ‘As curvas tempo corrente (com suas faixas) nao interferem entre si Perante correntes de curto-circuito, que aleangam ou mesmo ultrapassam os valores de atuagao do relé térmico, a seletividade apenas é mantida se o fusivel limita a corrente a tal valor que a corrente passante nao atinge os valores de atuacao do relé. Esta situacdo apenas ocorre nos casos em que a corrente nominal do fusivel é bastante baixa em relacdo a corrente nominal do disjuntor. A seletividade perante curto-circuito é garantida, se o tempo de retardo do relé eletromagnético de sobrecorrente com pequeno retardo tem um valor de disparo ou de atuagao de ao menos 0,100s acima da curva caracteristica de desligamento do fusivel t ero ne FA eg tengo 19 Montador e Fleparador de Comandos elétricos Contatores Neste capitulo, estudaremos um dispositivo de manobra mecanica usado no comando de motores e na protegao contra sobrecorrente, quando acoplado a relés de sobrecarga. Esse dispositivo chama-se contator. Suas caracteristicas, utilizagao e funcionamento sao aqui apresentados para que vocé possa utiliza-lo corretamente. Contatores Contatores sao dispositivos de manobra mecanica, acionados eletromagneticamente, construidos para uma elevada freqdéncia de operacao. De acordo com a poténcia (carga), o contator é um dispositivo de comando do motor e pode ser usado individualmente, acoplado a relés de sobrecarga, na protecdo de sobrecorrente. Ha certos. tipos de contatores com capacidade de estabelecer ¢ interromper correntes de curto-circuito. Tipos de contatores Basicamente, existem dois tipos de contatores: * Contatores para motores; * Contatores auxiliares. Esses dois tipos de contatores sio semelhantes. O que os diferencia sao algumas caracteristicas mecanicas e elétricas. Montador e Reparador de Comandos elétricos Assim, os contatores para motores caracterizam-se por apresentar: * Dois tipos de contatos com capacidade de carga diferentes chamados principais e auxiliares; * Maior robustez de construgao; * Possibilidade de receberem relés de protecao; * Camara de extingao de arco voltaico; * Variagao de poténcia da bobina do eletroima de acordo com 0 tipo do contator; * Tamanho fisico de acordo com a poténcia a ser comandada; * Possibilidade de ter a bobina do eletroima com secundario. Veja um contator para motor na ilustragao a seguir. Os contatores auxiliares sao usados para: + Aumentar o numero de contatos auxiliares dos contatores de motores, * Comandar contatores de elevado consumo na bobina, ¢ Evitar repique, + Para sinalizagdo. Esses contatores caracterizam-se por apresentar: * Tamanho fisico variavel conforme o numero de contatos; * Poténcia do eletroima praticamente constante; ¢ Corrente nominal de carga maxima de 10 A para todos os contatos; * Auséncia de necessidade de relé de protegdo e de camara de extingao. Um contator auxiliar 6 mostrado na ilustragdo a seguir. Montador e Reparador de Comandos elétricos Construgao Os principais elementos construtivos de um contator sao: * Contatos; Sistema da acionamento; Carcaca; Contatos dos contatores e pastilhas Camara de extingaio de arco-voltaico. Os contatos sao partes especiais e fundamentais dos contatores, destinados a estabelecer a ligago entre as partes energizadas e ni ligagao de um circuito. o-energizadas de um circuito ou, entdo, interromper a S&o constituidos de pastilhas e suportes. Podem ser fixos ou moveis, simples ou em ponte. CONTATOFKO contaTO, WOVEL Pa ‘CONTATO SIMPLES, eA aw, LF __contatorxo es ¥ Ca == CONTATOEMPONTE Os contatos méveis so sempre aciona dos por um eletroima pressionado por molas. Estas devem atuar uniformemente no conjunto de contatos e com pressao determinada conforme a capacidade para a qual eles foram construidos. ontadr @ Reparadr de Comandoselétrads = APRs Para os contatos simples a pressao da mola é regulavel e sua uti contatos adicionais. ilizagao permite a montagem de BERRA SUPORTE FIXA PARAMONTAGENS. [BARRA SUPORTE MOVE. PARA MONTAGENS ADIOS Montador e Reparador de Comandos elétricos Os contatos simples tém apenas uma abertura. Eles sao encontrados em contatores de maior poténcia. . CONTATOR COM CONTATO SIMPLES PARA GRANDE POTENCIA Os contatos sdo construidos em formatos e tamanhos determinados pelas caracteristicas técnicas do contator. Sao clasificados em principal e auxiliar. Os contatos principais tém a fungao de estabelecer e interromper correntes de motores e chavear cargas resistivas ou capacitivas. O contato é realizado por meio de placas de prata cuja vida util termina quando elas esto reduzidas a 1/3 de seu volume inicial. Os contatos auxiliares so dimensionados para a comutagao de circuitos auxiliares para comando, para sinalizagao e para intertravamento elétrico. Sdo dimensionados apenas para a corrente de comando e podem ser de abertura retardada para evitar perturbagdes no comando. Eles podem ser do tipo NA (normalmente aberto) ou NF (normalmente fechado) de acordo com sua funcao. ‘Sistema de acionamento O acionamento dos contatores pode ser feito com corrente alternada ou com corrente continua. Para. acionamento com CA, existem anéis de curto-circuito que se situam sobre 0 nucleo fixo do contator e evitam o ruido por meio da passagem da CA por zero. Um entreferro reduz a remanéncia apés a interrupcao da tensdo de comando e evita o colamento do nucleo. Apés a desenergizagao da bobina de acionamento, o retorno dos contatos principais (bem como dos auxiliares) para a posico original de repouso é garantido pelas molas de compressao. Oacionamento com CC nao possui anéis de curto-circuito. Além disso, possui uma bobina de enrolamento com derivagao na qual uma das derivacdes serve para o atracamento e a outra para manutengao. Um contato NF é inserido no circuito da bobina e tem a fungao de curto-circuitar parte do enrolamento durante a etapa do atracamento. Veja representacao esquematica a seguir. Montador e Reparador de Comandos elétricos ACIONAMENTO Co. a | RI Ro O enrolamento com derivagao tem a fungao de reduzir a poténcia absorvida pela bobina apds 0 fechamento do contator, evitando 0 superaquecimento ou a queima da bobina. O nticleo é macigo pois, sendo a corrente constante, o fluxo magnético também o sera. Com isso, nao havera forca eletromotriz no nucleo e nem circulacao de correntes parasitas. O sistema de acionamento com CC é recomendado para aplicagao em circuitos onde os demais equipamentos de comando sao sensiveis aos efeitos das tensdes induzidas pelo campo magnético de corrente alternada. Enquadram-se nesse caso os componentes CMOS e os microprocessadores, presentes em circuitos que compdem acionamentos de motores que utilizam conversores e/ou CPs (controladores programaveis). Carcaca E constituida de duas partes simétricas (tipo macho e fémea) unidas por meio de grampos. Retirando-se os grampos de fechamento a tampa frontal do contator, é possivel abri-lo inspecionar seu interior, bem como substituir os contatos principais e os da bobina A substituigao da bobina é feita pela parte superior do contator, através da retirada de quatro parafusos de fixagdo para o suporte do nucleo. Camara de extingao de arco voltaico E um compartimento que envolve os contatos principais. Sua fungao é extinguir a faisca ou arco voltaico que surge quando um circuito elétrico ¢ interrompido. © ancovencn = Sa > Bmighe F¥--01@ 4 cowaromoves i ©) |_| comrorre | @LINHADE FORCAMAGNETICA ENTRANDO ‘UNHADE FORGAMAGNETICA SAINDO Montador e Reparador de Comandos elétricos Com a camara de extingao de ceramica, a extingao do arco é provocada por refrigeracao intensa e pelo repuxo do ar. PUCADE, CONDUCAD, RK SAIDA DE ARCUENTE (ONTATORKO Funcionamento do contator Como ja sabemos, uma bobina eletromagnética quando alimentada por uma corrente elétrica, forma um campo magnético. No contator, ele se concentra no nucleo fixo e atrai o niicleo mével. Como os contatos méveis estaéo acoplados mecanicamente com 0 niicleo mével, o deslocamento deste no sentido do nucleo fixo movimenta os contatos méveis. Quando o niicleo mével se aproxima do fixo, os contatos méveis também devem se aproximar dos fixos de tal forma que, no fim do curso do nucleo mével, as pegas fixas e méveis do sistema de comando elétrico estejam em contato e sob pressao suficiente. O comando da bobina é efetuado por meio de uma botoeira ou chave-bdia com duas posi¢ées, Cujos elementos de comando esto ligados em série com as bobina. A velocidade de fechamento dos contatores é resultado da forga proveniente da bobina e da forca mecéinica das molas de separacao que atuam em sentido contrario. As molas sao também as unicas responsaveis pela velocidade de abertura do contator, o que corre quando a bobina magnética nao estiver sendo alimentada ou quando o valor da forga magnética for inferior a forca das molas. Vantagens do emprego de contatores Os contatores apresentam as seguintes vantagens: * Comando a distancia; * Elevado numero de manobras; * Grande vida util mecanica; * Pequeno espago para montagem; * Garantia de contato imediato; Montador e Reparador de Comandos elétricos Montagem dos contatores Os contatores devem ser montados de preferéncia verticalmente em local que nao esteja sujeito a trepidagao. Em geral, é permitida uma inclinagao maxima do plano de montagem de 22,5° em relagao a vertical, o que permite a instalacdo em navios Na instalagdo de contatores abertos, o espago livre em frente a camara deve ser de, no minimo, 45 mm. Intertravamento de contatores O intertravamento é um sistema de seguranea elétrico ou mecanico destinado a evitar que dois ou mais contatores se fechem acidentalmente ao mesmo tempo provocando curto-circuito ou mudanga na seqdéncia de funcionamento de um determinado circuito. O intertravamento elétrico ¢ feito por meio de contatos auxiliares do contator e por botdes conjugados. Na utilizagaio dos contatos auxiliares (K; e Ke), estes impedem a energizacdo de uma das bobinas quando a outra esta energizada Nesse caso, 0 contato auxiliar abridor de outro contator é inserido no circuito de comando que alimenta a bobina do contator. Isso é feito de modo que o funcionamento de um contator dependa do funcionamento do outro, ou seja, contato K; (abridor) no circuito do contator Kz e 0 contato K> (abridor) no circuito do contator K;. Veja diagrama a seguir. Os botdes conjugados sao inseridos no circuito de comando de modo que, ao ser acionado um botao para comandar um contator, haja a interrupgao do funcionamento do outro contator. Quando se utilizam bot6es conjugados, pulsa-se simultaneamente S, e S2. Nessa condigao, os contatos abridor e fechador sao acionados. Todavia, como o contato abridor atua antes do fechador, isso provoca o intertravamento elétrico. Montador e Reparador de Comandos elétrioos Assim, temos: * Botdo S;: fechador de K; conjugado com S;, abridor de Ke * Botéo S;: fechador de K2 conjugado com S», abridor de K; Observagao Quando possivel, no intertravamento elétrico, devemos usar essas duas modalidades. O intertravamento mecanico € obtido por meio da colocacao de um balancim (dispositivo mecAnico constituido por um apoio e uma régua) nos contatores. Quando um dos contatores é acionado, este atua sobre uma das extremidades da régua, enquanto que a outra impede o acionamento do outro contator. 28 Montador e Reparador de Comandos elétricos Esta modalidade de intertravamento 6 empregada quando a corrente ¢ elevada e ha possibilidade de soldagem dos contatos. Escolha dos contatores A escolha do contator para uma dada corrente ou poténcia deve satistazer a duas condicdes: ‘* Numero total de manobras sem a necessidade de trocar os contatos; * Nao ultrapassar o aquecimento admissivel O aquecimento admissivel depende da corrente circulante e e interrompida, da freqiiéncia de manobras e do fator de marcha. O numero total de manobras é expresso em manobras por hora (man/h), mas corresponde & cadéncia maxima medida num periodo qualquer que nao exceda 10 minutos. O fator de marcha (fdm) 6 a relagdo percentual entre o tempo de passagem da corrente ea duragdo total de um ciclo de manobra. 29 Montador @ Reparador de Comandos elétricos A tabela a seguir indica o emprego dos contatores conforme a categoria. Categoria de aasora.ce | Exemplos de uso cr | CaRas facarmeie induvas ou nl ndutvas Fomos de resistencia, ace Paria de motores de anel som renagem por contracorente “Partida de motores de indugio tipo gaiola Ac3 Desigamento do moter em funcionamento normal Paria de motores de anel com frenagem por coniracorente Ne Partda de motores de indugao tipo gaiola Manabras de igagao itormitono, fenagem por contracorrent @ reverséo. (Gargas tracamenteindutvas ou nfo-indutvas ber Fornos de resisténcia. Motores em deriva. oe jotores om dervaca Partdae desigamento durante 2 rotagao. er Parte, manobras intemitentes,renagem par contracorente reversio bce Motores série Paria e desligamento durante a rotagdo. oes Partda, manobras intemitentes,frenagem por contracorente,reversao Observacao ~ Na tabela anterior: * AC =corrente alternada * DC =corrente continua. ‘Ao escolher um contator é preciso consultar as tabelas de dados encontradas nos catalogos dos fabricantes. Os catélogos fornecem informagdes adicionais fundamentals para o projelista. Veja 0 exemplo de uma folha de dados retirado de um catalogo da Siemens. ‘Montador e Reparador de Comandos eletricos. SIRIUS Bdados tecnicos: aie Tron, 39, Te: Ser. Farad operacao a bebins ensgite 06 atx Smear Sesatts emetorD08 91.11%) Sn te eaaoa ato ‘ensure da bobina n> suadehes 10s 0, Enecusio normal Deonatasta an Sa ‘anzarm na ipagan “wae eae 3s / 0% Shennan operagte ve BEST oem amis: Aoonemansn ce Censure ns igaeao 2 om apes w 38 ere pn rien 2) aeaeoagaaanas ‘stimcnen me ants) SRE ng S) Giipieioa ent Acknammerta em GS ma 4a ky 38 = gular am 55 Hee eb He oxy ky S Capacidage térmica corenie 10) A 56. % Poténcia dissipada por polo mamas Wa tae (es possuem ode supraseor jodos 246 suprossoree de sob Eos to vexes, sombinag varistor #2ms 8-45 ms) Skemens HSK 200102 indusinais 2 resct8noss de aquecie ‘slic (atentar para slovaca corente Partida direta de um motor comandada por contator 1) Conforms VDE 0860 Pare 102. Vasores rominale pata condigses de partida Ciereraes vst capita 3/88 O circuito de partida direta de motor comandada por contator é mostrado a seguir. zee 220 u 7 le % s 3 sity 6 4 ra z 2 be Na condigao inicial, os bornes R, S e T estado sob tensao. Quando o botao b; é acionado, a bobina do contador c; é energizada. Esta acao faz fechar 0 contato de selo c1 que mantera a bobina energizada. Os contatos principais se fecharao e o motor funcionara. Para interromper o funcionamento do contator e, consequentemente, do motor, aciona-se o botao bo. Isso interrompe a alimentagao da bobina, provoca a abertura do contato de selo C, e dos contatos principais e faz o motor parar. ‘Montador e Reparador de Comandos elétricos. Observacao O contator também pode ser comandado por uma chave de um pélo. Neste caso, eliminam-se os botdes So e S; € 0 contato de selo K;. Em seu lugar, coloca-se a chave S; como mostra afigura a seguir. 2e-GOH2 2200 Poa Montador e Reparador de Comandos elétncas Defeitos dos contatores Ja sabemos que os contatores sao dispositivos de manobra mecanica acionados eletromagneticamente, utilizados como dispositivos de comando de motores ou como dispositivos de protegao contra sobrecarga, se acoplados a relés. Nesta unidade, estudaremos os defeitos mais comuns que acontecem nos contatores e os problemas causados Defeitos nos contatores os circuitos elétricos por eles comandados Atabela a seguir mostra uma lista dos defeitos elétricos mais comuns apresentados pelos contatores e suas provaveis causas. Defeito Causas Contator nao tiga intator nao desliga Contator zumbe Relé térmico atua eo motor nao atinge a otagao normal (contator ‘com relé) Bobina magnética se aquece Bobina se queima “Contatos sobreaquecem Fusivel de comando queimado Relé térmico desarmado. Comando interrompido Bobina queimada. Linhas de comando longas (efeito de “cola mento” capacitive) Contatos soldados. Corpo estranho no entreferro Anel de curto-circuito quebrado. Bobina com tensao ou treqiéncia errada. Superficie dos nicieos (mével ¢ fixo) sujas ou oxidadas, especialmente pos longas paradas. Fornecimento oscilante de contato no circuito de comando. Quedas de tensao durante a partida de motores. Relé inadequado ou mal regulado. ‘Tempo de partida muito longo. Frequiéncia muito alta de ligagdes. Sobrecarga no eixo. Localizagao inadequada da bobina. Nicleo mével preso as guias. Curto-circuito entre as espiras por desiocamento ou remocao de capa isolante (em CA), Curto-circuito entre bobina e nucleo por deslocamento da camada isolante. Saturagdo do niicleo cujo calor se transmite a bobina Sobretenséo, Ligagéo em tensao errada, ‘Subtensdo (principalmente em CC) Corpo estranho no entreferro. [Carga excessiva | Pressao inadequada entre contatos. | Dimensdes inadequadas dos contatos. Montadar e Reparador de Comandos elétricos Sujeira na superficie dos contatos. Superficie insuficiente para a troca de calor com o ineio-ambiente. Oxidagao (contatos de cobre). Acabamento e formato inadequados das superficies de contato. Contatos se fundem | Correntes de ligagao elevadas (como na comutagao de transformadores a vazio) | Comando oscitante. | Ligagao em curto-circuito. | Comutacao estrela-tridngulo defeituosa. Contatos se desgastam | Arco vottaico. excessivamente Sistema de desligamento por deslizamento (remove certa quantidade de material a cada manobra) Isolagao 6 deficiente | Excessiva umidade do ar. Dielétrico recoberto ou perfurado por insetos, posira e outros corpos. Presenca de dxidos externos provenientes de material de solda. Defeitos mecanicos Os defeitos mecnicos sao provenientes da propria construcdo do dispositivo, das condigdes de servigo e do envelhecimento do material Salientam-se nesse particular: * — Lubrificago deficiente; * Formacao de ferrugem; * Temperaturas muito elevadas; * Molas inadequadas; © Trepidagées no local da montagem. Ricochete entre contatos Ricochete é a abertura ou afastamento entre contatos apés o choque no momento da ligagao. Isso € conseqiiéncia da energia cinética presente em um dos contatos. O ricochete reduz sensivelmente a durabilidade das pecas de contato, especialmente no caso de cargas com altas correntes de partida. Isso acontece porque o arco que se estabelece a cada separagao sucessiva dos contatos vaporiza o material das pastilhas. Com vistas a redugao de custos, o tempo de ricochete deve ser reduzido para 0,5ms. Baixa velocidade de manobra, reduzida massa de contato mévele forte pressao nas molas so algumas condigdes que diminuem o tempo do ricochete. Os contatores modernos sao praticamente livres de ricochete. Na ligagdo, eles acusam um desgaste de material de contato equivalente a 1/10 do desgaste para desligamento sob corrente nominal. Assim, a corrente de partida de motores nao tem influéncia na durabilidade dos contatos. ‘Montador e Reparador de Comandos elétricos Chaves auxiliares tipo botoeira Neste capitulo, estudaremos um tipo de chave que comanda circuitos por meio de pulsos. Ela é usada em equipamentos industriais em processos de automagao. Chaves auxiliares tipo botoeira. As chaves auxiliares, ou bot6es de comando, sao chaves de comando manual que interrompem ou estabelecem um circuito de comando por meio de pulsos. Podem ser montadas em painéis ou em caixas para sobreposi¢ao. Veja ilustracdo a seguir. we a As botoeiras podem ter diversos botées agrupados em painéis ou caixas e cada painel pode acionar diversos contatos abridores ou fechadores. Construgao As chaves auxiliares tipo botoeira sao constituidas por botao, contatos méveis e contatos fixos que podem ser adquiridos separadamente. 3-4 Os contatos so recobertos de prata e suportam elevado numero de manobras. As chaves auxiliares s40 construidas com protegao contra ligacao acidental; sem protec&o ou com chave tipo fechadura. As chaves com protecao possuem longo curso para ligagao, além de uma guarnicao que impede a ligagao acidenial. ‘Montador @ Reparador de Comandos elétricds As botoeiras com chave tipo fechadura sao do tipo comutador. Tém a finalidade de impedir que qualquer pessoa ligue 0 circuito. As botoeiras podem ainda conjugar a funcao de sinaleiro, ou seja, possuem em seu interior uma lampada que indica que 0 botao foi acionado. Elas nao devem ser usadas para desligar circuitos e nem como botao de emergéncia. Botoeiras do tipo pendente As botoeiras do tipo pendente destinam-se ao comando de pontes rolantes e maquinas operatrizes nas quais o operador tem que acionar a botoeira enquanto em movimento ou em pontos diferentes. | = ic pions Os dados técnicos das botoeiras sao encontrados nas tabelas de dados dos catalogos dos fabricantes, como mostra o exemplo a seguir retirado de um catalogo da Siemens: Montador e Reparador de Comandos elétricos sco sri cries AE IVR 8 re i «is Teonso named ds deaio aS PCLT ‘Grade potion. aie Soe MET ‘Gone ernicnconvensana, : omens nominee ‘ern tren nonin Dados contane GO Testo nein! 1 Bemeo do ooo 1s Setaaoe Coments soraneets Cpacdae “Contabsbnie de soate “erate Frotecas cont ats Greate \Gomasa de soto corto DN YEE caso Pate 200, ‘ Fpewe DAZED. clase dg’s Hewdataer cana e contoens ON SE att Wael mecaraca 1 Frontal de toto lemonade cerato Corser com pune etna Frente eto snide Vesa ual ser Fog 80-15 Sera Eartscres 3617015 298710 26 + Sentogene D012 ou DOT Freincia de manabros Gonckesesclnatcas Taeratirakaente ‘ia ge patecin omiorne ECO DS, Bee our Eamon saoie Ter defn pr parts Seco dos termini de Fons Tema de fone per pata: aba al com tre he 2etoea © axtets Torque ce aperta dos partinen ‘mon 18 do somanta de age Torque ee apero dos prunes ostermnae \entiieapao dos comaton teentiicado do componente Macias de protec rotogdo coat acon reistinci de chose ent IEC 80058 Pate 2.27 Duro Ferma deonds Semen NS: 200807 Montador e Reparador de Comandos elétricos Botdes e Sinalizagdes SIGNUM 3SB3 ittontagem Fixacie na porta do paine! ° 1 Frontal do botio de comand ‘ Porta do panel Elmer oe feacdo ‘i 1 Elements oe car E Ehmente soauete F Elements separ fj . | \ i Wiceniiicacao dos contatos Vangie vemato Praiacenanoade Fann certoa de Seo oes -Seeneees per ers Soe Tete SRE Mian cnccmae pees ] =r =r £ Nia serene | & = oa a Sofeomee FRONT + 7 catenins : 4 suena parvo cnet oe aie Sorat Sec 39 Montador e Reparador de Comandos elétricos NE LL PE I TY I ES Sinalizadores luminosos Para que um operador saiba o que esta acontecendo com 0 equipamento que ele esta operando, necessario que ele possa visualizar rapida e facilmente mensagens que indiquem que a operacao esta se realizando dentro dos padres esperados. Isso é feito por meio da sinalizagdo, que é 0 assunto deste capitulo. Sinalizagéo Sinalizagao € a forma visual ou sonora de se chamar a atengdo do operador para uma situacdo determinada em um circuito, maquina ou conjunto de maquinas. Ela é realizada por meio de buzinas e campainhas ou por sinalizadores luminosos com cores determinadas por normas. Sinalizacdo luminosa Asinalizagao luminosa é a mais usada por ser de mais rapida identificacao. ‘Montador e Reparador de Comandas elétricos A tabela a seguir mostra o significado das cores de sinalizaco de acordo com a norma VDE. Cor Condico de operacao Exemplos de aplicacao Indicagao de que a maquina esta paralisada por a ‘atuacao de um dispositive de protecdo. vee Kee sdb ‘Aviso para a paralisagao da maquina devido a sobrecarga, por exemplo. val ter ‘Amareio Atengao ou cuidado aren area corner tamperatira) Partida normal: todos os dispositivos auxiliares funcionam e estao prontos para operar. A pressao hidraulica ou a tensao estao nos valores especificados. O ciclo de operacdo esté concluido e a maquina esta pronta para operar novamente. Circuitos sob tensao Chave principal na posigao uGa. Gircuitos sob tenséo em Escolha da velocidade ou do sentido de rotacdo. Branco (incoler) | operagao normal Acionamentos individuais e dispositivos auxiiares estdo operando, Maquina em movimento. Verde ‘Maquina pronta para operar Azul ‘Todas as fungdes para as quais nao se aplicam a cores acima, A sinalizacao intermitente é usada para indicar situages que exigem atencao mais urgente. A lente do sinalizador deve propiciar bom brilho e, quando a lampada esta apagada, deve apresentar-se completamente opaca em relagao a luz ambiente. Sinalizagdo sonora A sinalizaco sonora pode ser feita por meio de buzinas ou campainhas. As buzinas sao usadas para indicar o inicio de funcionamento de uma maquina ou para ficar & disposigao do operador, quando seu uso for necessario. Elas so usadas, por exemplo, na sinalizagao de pontes rolantes. O som deve estar entre 1000 e 3000Hz. Deve conter harménicos que o tornarao distinto do ruido local. AL Montador e Reparador de Comandos elétricos As campainhas sao usadas para indicar anomalias em maquinas. Assim, se um motor com sobrecarga nao puder parar de imediato, o alarme chamara a atengdo do operador para as providéncias necessarias. Instalagoes de sinalizadores Na instalagao de sinalizadores para indicar a abertura ou o fechamento de contator, é importante verificar se a tensao produzida por auto-indugao nao provocara a queima da lAmpada. Nesse caso, a l4mpada devera ser instalada por meio de um contato auxiliar, evitando-se a elevada tensao produzida na bobina do contator. Veja na figura abaixo 0 circuito de sinalizagao. arador de Comandos elétricos Relés temporizadores Neste capitulo estudaremos os relés de tempo ou relés temporizadores que atuam em circuitos de comando para a comutacao de dispositivos de acionamento de motores, chaves estrela-triangulo, partidas em seqiiéncia e outros circuitos que necessitem de temporizacao para seu funcionamento, Conhecer esse componente € muito importante para a manuten¢ao de equipamentos industriais. Relés temporizadores Nos relés temporizadores, a comutagao dos contatos nao ocorre instantaneamente. O periodo de tempo (ou retardo) entre a excitagao ou a desexcitacao da bobina e a comutagao pode ser ajustado. Essa possibilidade de ajuste cria dois tipos de relés temporizadores: * Relé de acao retardada por atragao (ou relé de excitagao); ‘* “Relé de acao retardada por repulsdo (ou relé de desexcitagao). Os retardos, por sua vez, podem ser obtidos por meio de: * Relé pneumatico de tempo; © Relé eletrénico de tempo. * Relé eletromecanico de tempo; Relé pneumidttico de tempo relé pneumatico de tempo é um dispositivo temporizador que funciona pela agao do proprio contator que aciona uma valvula pneumatica. O retardo é determinado pela passagem de uma certa quantidade de ar através de um orificio reguldvel. Quando o contator é acionado 0 ar é retitado do diafragma a temporizagao 6 o tempo que o diafragma leva para enche-se. Veja ilustragao a seguir. Esse tipo de relé é usado em chaves de partida estrela-triangulo ou compensadoras, na comutagao de contatores ou na temporizacao em circuitos seqiienciais. O retardo fornecido varia de dez a cento e oitenta segundos, porém nao é muito preciso. Montador e Reparador de Comandos elétricos Relé eletronico de tempo O relé eletrénico de tempo € acionado por meio de circuitos eletrénicos. Esses circuitos podem ser constituidos por transistores, por circuitos integrados como o Cl 555 ou por um UJT e mais recentemente por Cls com tecnologia CMOS. Fungées de temporizacao dos reles eletrénicos RETARDO NA ENERGIZAGAO: Proporciona um intervalo Ge] alimentasio | tempo —_regulével entre) = energizacao e a atuagdo dos} —elé | contatos de saida. arene PROLONGADOR DE IMPULSO: Fechando os terminais de comando, o relé de saida é acionado. Ao abrir 0 comando,| comands inicia-se a temporizacéo e no final o relé é desacionado. Relé 1 ulso. Tr Alimentagi PULSO NA ENERGIZACAO Com a alimentacao, o relé de saida ¢ _ instantaneamente acionado durante 0 tempo) Alimentagéo selecionado na escala. pas Relé PARTIDA ESTRELA TRIANGULO Com a alimentagao, o relé estrela é instantaneamente| glimentagso. [SS] acionada durante o tempo) ————~—~ selecionado na escala, em! pele (vy i | seguida apds um breve) +) T ‘alimenticio ccnscnetdiise intervalo(50 ms) o relé tridngulo| ele (a) ——— ] €acionadopermanentemente. | ====SC*CS~SSSS Fonte: Manual de insirugb0s COEL Montador e Reparador de Comandos elétricos Relé eletronico de tempo (ciclico) Com a alimentagao, 0 relé de saida é ciclicamente acionado durante o tempo selecionado na escala, Este relé possui dois potenciémetros de ajuste uma para T1 outro para T2. I ] Relé eletromecanico de tempo O relé eletromecanico de tempo € constituido por um micro motor sincrono e uma caixa de redugao, a saida de contatos é a relé. Relé Funcionamento: Energizando 0 instrumento dé-se inicio & temporizagao, através do acionamento de um micro motor sincrono com caixa de engrenagens e fricgao incorporadas, girando 0 botdo de regulagem|: apés decorrido o tempo ajustado na escala frontal, o micro interruptor de sida é acionado.Terminada esta opera¢ao, 0 motor é desligado automaticamente, mesmo que o instrumento continue energizado, evitando 0 desgaste mecanico das pegas. Para iniciar nova temporizagao deve-se regular novamente o tempo desejado, girando o botao de regulagem no sentido anti horario( estado ou nao o instrumento energizado) e repetir 0 procedimento anteriormente descrito. Aplicagdes: * Lavadoras secadoras de roupas industriais; Carregadores de baterias; Maquinas para fabricar sorvete; Secadoras industriais; Peneiras vibratéria: Equipamentos para laboratério; Fornos e estufas; Aplicagées onde seja necessaria a visualizacao 0 tempo decorrido. Fonte: hitp:/wwwaw.coel.com.br 45 Montador e Reparador de Comandos elétricos Transformadores para comando Quando é necessério reduzir a corrente de linha e a tenso a valores que possibilitem a utilizagao de relés de pequena capacidade em circuitos de comando de motores, usam-se transformadores. Transformadores também sao usados junto a chaves compensadoras para evitar o arranque direto. Este é 0 assunto deste capitulo. Para aprendé-lo com mais facilidade, é necessario que vocé tenha conhecimentos anteriores sobre tensdo, corrente e transformadores. Transformadores para comando Transformadores para comando sao dispositivos empregados em comandos de maquinas elétricas para modificar valores de tensao e corrente em uma determinada relacao de transformagao. Sua instalacdo transformadores exige que se considere algumas caracteristicas elétricas. Elas 80! * Tipo de transformador; « Indice de saturacao para relés temporizados; * Relacao de transformagao; + Tensées de servigo; + Tensdes de prova; * Classe de preciso; + Freqiiéncia. 46 Montador e Reparador de Comandos elétricos Os transformadores de comando podem ser de varios tipos, a saber: * Transformadores de tensao; * Transformadores para chaves compensadoras; * Transformadores de corrente. Transformadores de tensio Os transformadores de tensao sao usados para: * Reduzir a tensao a niveis compativeis com a tensao dos componentes do comando (relés, bobinas); * Fornecer protegéio nas manobras e nas corregdes de defeitos; * Separar o circuito principal do circuito de comand, restringindo e limitando possiveis curto- circuitos a valores que nao afetem o circuito de comando; * Amortecer as variagdes de tensées, evitando possiveis ricochetes e prolongando, portanto, a vida util do equipamento. Um transformador de tensao é mostrado a seguir: Transformadores para chaves compensadoras Esse tipo de transformador é usado para evitar 0 arranque direto do motor. Suas derivagées permitem partidas com 65 a 80% da tensdo nominal, conforme o torque necessario para a partida. Montador e Reparador de Comandos elétricos Sao construidos com duas colunas com ligagdes em triangulo; ou com trés colunas com ligagaio em estrela. Um tinico transformador pode ser usado para a partida em sequéncia de varios motores. Nesse caso, a partida sera automatica, realizada por meio de relés temporizadores e contatores. Transformador de corrente O transformador de corrente atua com relés térmicos de protecao contra sobrecarga. Ele é associado a relés térmicos cuja corrente nominal é inferior a da rede. Sua relacdo de transformagao ¢ indicada na placa. Por exemplo, uma indicagao 20/5 indica que, quando houver uma corrente de 200 A na rede principal, a corrente do relé sera de 5 A. Na protegao contra sobrecarga, esse transformador permite longos picos de corrente de partida dos motores de grande porte. Nesse caso, ele estabiliza a corrente secundaria pela saturagao do nticleo o que permite um controle mais efetivo. Além disso, 0 tamanho reduzido do relé torna possivel uma regulagem mais eficiente com a redugao dos esforcos dinamicos produzidos pela corrente elétrica. 48 Montador e Reparador de Comandos elétriéos Diagramas de comandos elétricos Seja qual for o tipo de projeto da area eletroeletrénica que se queira realizar, seja instalacao, montagem ou reparo, a maneira adequada de representar a disposi¢ao dos componentes e 0 modo como eles se relacionam entre si é por meio do diagrama esquematico. Neste capitulo, estudaremos os diagramas de comando cuja finalidade é representar os circuitos elétricos. Esse conhecimento é importante quando se necessita analisar o esquema de uma maquina desconhecida para realizar sua manutencao. Essa andlise permite solucionar problemas “dificeis" e essa experiéncia ¢ indispensavel para 0 profissional de manutengao eletroeletranica. Diagrama elétrico O diagrama elétrico é um desenho que mostra a maneira como as varias partes de um dispositivo, rede, instalacao, grupo de aparelhos ou itens de um aparelho sao interrelacionados e/ou interconectados. E a representacao de uma instalagao elétrica ou parte dela por meio de simbolos graficos, definidos nas normas NBR 5259, NBR 5280, NBR 5444, NBR 12519, NBR 12520 e NBR 12523. Diagrama de comando O diagrama de comando faz a representacao esquematica dos citcuitos elétricos. Ele mostra os seguintes aspectos: * Funcionamento sequiencial dos circuitos; * Representacdio dos elementos, suas fungées e as interligacdes, conforme as normas estabelecidas; * Visao analitica das partes ou do conjunto; * Possibilidade de répida localizacao fisica dos componentes. Para que o profissional da area eletroeletronica possa “ler” o esquema, ele tem que saber reconhecer os simbolos e os modos de dispé-los dentro do esquema. Essas informagées estao padronizadas por normas técnicas que estabelecem a maneira pela qual devem ser elaborados os desenhos técnicos para a eletroeletronica. Tipos de diagramas Os diagramas podem ser: * Muttifilar completo (ou tradicional), + Funcional, e * De execugao. * Odiagrama muttifilar completo (ou tradicional) representa o circuito elétrico da forma como é montado e no qual todos os elementos componentes e todas as ligagdes dos circuitos sao representados por simbolos graficos. Esse tipo de diagrama é dificil de ser interpretado e elaborado, principalmente quando os circuitos a serem representados sao complexos. Veja exemplo a seguir. 49 Montador e Reparador de Comandos elétricos Em razao das dificuldades de interpretacao desse tipo de diagrama, os trés elementos basicos dos diagramas, ou seja, 0s caminhos da corrente, os elementos e suas fungdes e a seqiéncia funcional s4o separados em duas partes representadas por diagramas diferentes. O diagrama simplificado no qual os aspectos basicos sao representados de forma pratica e de facil compreensao ¢ chamado de diagrama funcional. Veja exemplo na ilustragao a seguir. A representacao, a identificagao e a localizagao fisica dos elementos tornam-se facilmente a2 CAS cl ay Reversio de motor tritasico ‘Gomando e Poténcia {sttatco)s Montador e Reparador de Comandos elétricos | Ki ke Simbolos literais De acordo com a norma NBR 5280 de abril de 1983, simbolos literais para elementos de circuitos so representagdes em forma de uma letra maitiscula inicial, podendo ser seguida por numeros, outras letras ou combinagées alfanuméricas para particularizar cada elemento do circuito. Exemplos + PVI- voltimetro para tensdes de 0 mV - 10 mV * PAS - amperimetro para correntes de 0 mA - 100 mV * R15 - resistor de 1 MQ Os simbolos literais tém a fungao de facilitar a identificacao dos elementos do circuito, ou seja, componentes, equipamentos, conjuntos, subconjuntos, quando relacionados em uma lista de materiais. Sua utilizagao ajuda na interpretagao de esquemas e diagramas de circuitos. Eles sao utilizados somente em projetos novos. A seguir so apresentados alguns exemplos de representagao e identificacdo de componentes. Identificagao por letras e nimeros: éée ¥ Q Ww ® BS Os retangulos ou circulos representam os componentes e as letras ou simbolos indicam um determinado contator e sua funcao no circuito. 51 Montador e Reparador de Comandos elétricos le 4) pO | ccxnaronne uoAoKo en ESTELA bo Quando o contator é identificado por meio de letras, sua fungao so é conhecida quando o diagrama de poténcia é analisado. A seguir, esta a tabela referente 4 norma da ABNT NBR 5280 que apresenta as letras maitisculas iniciais para designar elementos do circuito. Letra Tipos de elementos Exemplos A Conjuntos, subconjuntos “Ampificadores com valvulas ou transistores, | ampiticadores magnéticos laser, maser. B_| Transdutores de grandezas ndo-elétricas, _ | Sensores termoelétricos, células, para-elétricas e vice-versa, | fotoelétricas, dinamémetros, transdutores a cristal, microfones, alto-alantes Capacitores D Elementos binarios, dispositivos de atraso, dispositives de memoria | Elementos combinatérios, linhas de atraso, elementos biestaveis, monoestaveis. nucleo | de memaria, fitas magnéticas de gravacao. E_ [Miscelnea. Dispositivos luminosos, de aquecimento ou outros nao especiticados nesta tabela, F Dispositivos de protecdo. Fusiveis, para-raios, dispositivos de descarga de sobre-tensao. G Geradores, fontes de alimentacaio_ |Geradores rotalivos, conversores de | reqiiéncia rotativos, baterias, fontes de | alimentagao, osciladores H___ | Dispositivos de sinalizagao | Indicadores dticos e acusticos. K [Reles, contatores. TT Indutores i |Motores P | Equipamento de medig&o e ensaio dispositivos de medicao, integra-dores, indicadores. geradores de sinal, relégios, Q | Dispesitives mecanicos de conexéo para _| Abridor, isolador. circuitos de poténcia, R Resistores Resistores ajustaveis, potencid-metros reostatos, derivadores (shunts), termistores. s Seletores, chaves Chaves de controle, "push buttons” chaves limitadoras, chaves seletoras, seletores. T Transtormadores Transtormadores de tenséo, de corrente. U Moduladores Discriminadores, demoduladores, coditicadores, inversores. conversores. v Valvulas, semicondutores. \Valvulas, tubos de descarga de gas, diodos, Montador e Reparador de Comandos elétricos | transistores, tirstores w Elemento de transmissao, guias de onda, | “Jumpers”, cabos, guias de onda, antenas, | acopiadores direcionais, dipolos, antenas | paraboiicas x Terminais, plugues, soquetes. | Tomadas macho e fémea, pontos de prova, | quadro de terminais, barra de terminais. y Dispositivos mecdnicos operados | Valvulas pneumaticas, freios, em-breagens. eletricamente Zz Transformadores hibridos, equa-lizadores, | Filtros a cristal, circuitos de balan- limitadores, cargas de terminagio | ceamento, compressores expanso- sores ompandors” Identiticacao de bornes de bobinas e contatos As bobinas tém os bornes indicados pelas letras a e b, como mostram os exemplos a seguir. Nos contatores e relés, os contatos sao identificados por nimeros que indicam: * Funcdo - contatos abridores e fechadores do circuito de forga ou de comando; contatos de relés temporizados ou relés térmicos; * Posig&o - entrada ou saida e a posicao fisica dos contatores. Nos diagramas funcionais, essa indicagao é acompanhada da indicagao do contator ou elemento correspondente. squema a seguir sao mostradas as identificagdes de fungao e posicao dos contatos. ENTRADAS DOS CONTATOS FECHADORES DE FOPCA DEZENAS DCAM POSIGKO DOS CONTATOS [NGMERO 1(UNIDADE) INDICA ENTRADA DECONTATO ABRDOR NIMERO 2 UNDADE) NOGA SADA DECONTATO ABRIDOR Simbologia dos componentes de um circuito Montador e Reparador de Comandos elétricos Por facilitar a elaboracao de esquemas ou diagramas elétricos, criou-se uma simbologia para representar graficamente cada componente num circuito elétrico, A tabela a seguir mostra alguns simbolos utilizados e os respectivos componentes. Designacao Figura ‘Simbolo Condutor <—! Cruzamento sem conexdo Cruzamento com conexao Fonte, gerador ou bateria Lainpada 6/4]-+|+ Interruptor ‘imbolos graficos de componentes passivos Outro grupo de simbolos importantes para a desenho, leitura e interpretagaio de esquemas elétricos, é 0 grupo referente aos componentes passivos (resistores, capacitores, indutores, etc.) contido na NBR 12521/91. Montador ¢ Reparador de Comandos elétricos: As tabelas a seguir apresentam os simbolos para resistores, capacitores e indutores. Resistores Simbolo__ Descrieao Forma preferida C Resistor, simbolo geral Outra forma W- Z Resistor variével Resistor dependente da tensdo _ | Varistor Lo | (Resistor com variabilidade intrinseca, nao linear, dependente > | de tensao) | Nota: U pode ser substituido por V Resistor a contato movel Resistor a contato mével com posigao de desligamento Potenciémetro a contato mével Potenciémetro com ajuste predeterminado Resistor com derivagées fixas, duas derivagdes mostradas Resistor utiizado como derivador (shunt) Resistor com terminais de corrente e tensdo separados Resistor variavel a disco de carbono Elemento de aquecimento Montador e Reparador de Comandos elétricos Capacitores Simbolo Forma preferida 4 Outra forma _ TT Capacitor, simbolo geral Nota Se necessario, para identificar os eletrodos do capacitor, o elemento curvo deve representar: Eletrodo externo, em capacitores de dielétrico ceramico e de dielétrico de papel fixo ‘A armadura mével, em capacitores varidveis a ajustaveis Elemento de baixo potencial, em capacitores de passagem Capacitor de passagem Capacitor polarizado, por exempio, eletrolitico Capacitor variével Capacitor com ajuste predeterminado Capacitor diferencial variavel Capacitor variével a dupla armadura mével Capacitor polarizado varidvel nao linear, dependente da temperatura, quando usa deliberadamente essa caracteristica, por exemplo decapitor ceramico ‘Capacitor polarizado varidvel ndo linear, dependente da tensao, ‘quando usa deliberadamente essa caracteristica, por exemplo: capacitor semicondutor Nota U pode ser substituido por V Indutores: Montador e Reparador de Comandos elétricos Simbolo Descricao Indutor Forma preferida Bobina YY Enrolamento Outra forma Notas SS a) Para enrolamentos de transformadores ver a SB-110. b) Se desejado indicar que o indutor tem um nucleo magnético, a uma linha deve ser tragada sobre o simbolo. A linha pode conter uma indicagao complementar se 0 nlicleo for néo-magnético e pode ser interrompido para indicar um entreferro. roan anan Indutor com entreferro em seu niicleo magnético 7 v |Indutor variével continuamente, mostrado com niicleo magnético Indutor com duas derivagbes Indutor com contato mével, variacdo em escalées | | - Variémetro (variometer) Cabo coaxial com niicleo magnético | Pérola de ferrite, representada num condutor Montador e Reparador de Comandbs elétricos As tabelas a seguir apresentam alguns simbolos graficos de semicondutores segundo a NBR 12526/1992. Diodos semicondutores ‘Simbolo Descricao Diodo semicondutor, simbolo geral Diodo dependente da temperatura Nota: 0 pode ser substituido por t° an Diodo emissor de luz, simbolo geral 8 > | Diodo usado como dispositivo capacitivo (varactor ou varicap) Nm Diodo tine! Diodo de avalanche, ou Zener, unidirecional (diodo regulador de tensdo) Diodo de avalanche, ou Zener, bidirecional fh Bt St Diodo ut 4 inel Diodo bidirecional (varistor) Diac Montador e Reparador de Comandds elétricos Tiristores Simbolo Descrigao Tiristor diodo de bioqueio inverso Titistor diodo de condugao inversa Tiristor diodo bidirecional Tiristor triodo, tipo nao especificado Nota Este simbolo ¢ usado para representar um tiristor triodo de bloqueio inverso, se nao for necessario especificar 0 tipo da porta. Tiristor triodo de bloqueio inverso, porta N (anode controlado) Tiristor triodo de bloqueio inverso, porta P (catodo controlado) Tiristor triodo bloqueavel, porta nao especiticada Tiristor triodo bloqueavel pela porta N (anodo controlado) Tiristor triodo bloquedvel pela porta P (catodo controlado) Tiristor tetrodo de bloqueio inverso Tiristor triodo bidirecional (Triac) Tiristor triodo de conducao inversa, porta nao especificada Tiristor triodo de conduedo inversa, porta N (anodo controtado) Montador @ Reparador de Comandos elétricos Exemplos de transistores ‘Simbolo Descrigao Transistor PNP ‘Transistor NPN com coletor conectado a envoltéria Transistor NPN de avalanche Transistor de unijungao, com base tipo P Transistor de unijungao, com base tipo N Transistor NPN, com base polarizada transversalmente ‘Transistor PNIP, com conexao & regiao intrinseca \ Transistor PNIN, com conexao & regio intrinseca Transistor de efeito de campo de jungao, com canal tipo N 6 Nota As conexées da porta e da fonte devem estar alinhadas. sl |b Porta Fonte __' Dreno Transistor de efeito de campo de jungao, com canal tipo P Transistor de efeito de campo a porta isolada (IGFET), tipo a enriquecimento, uma porta, com canal tipo P, sem conexao ao substrato Nota: Para um exemplo com miiltiplas portas, ver simbolo 2.5.17. Montador e Reparador de Comandos eletricos Transistor de efeito de campo a porta isolada (IGFET), tipo a enriquecimento, uma porta, com canal tipo N, sem conexao ao substrato Transistor de efeito de campo, porta isolada, tipo a enriquecimento, uma porta, com canal tipo P, com substrato conectado separadamente (IGFET) Transistor de efeito de campo, porta isolada, tipo a enriquecimento. uma porta, com canal tipo N. com substrato conectado internamente & fonte (IGFET) Transistor de efeito de campo, porta isolada, tipo a deplexéo, uma Porta, com canal tipo N, sem conexéo ao substrato (IGFET) Transistor de efeito de campo, porta isolada, tipo a deplexéo, uma Porta, com canal tipo P, sem conexéo ao substrato (IGFET) Transistor de efeito de campo, duas portas isoladas, tipo A deplexao, com canal tipo N, com substrato conectado separadamente Nota No caso de miltiplas portas, a conexao da porta priméria e da fonte deve estar alinhada. ‘Montador e Reparador de Comandos elétricos Dispositivos fotossensiveis e magnetossensiveis Simbolo Descrigao Resistor dependente da luz Célula fotocondutora com condutividade simétrica Fotodiodo } Célula fotocondutora com condutividade assimétrica, | Célula fotovoltaica NS aL S o Fototransistor PNP 7 See K Gerador Hall, com quatro conexées ox Z Magnetorresisior. tipo linear + — | Dispositve de acoplamento magnético Isolador magnético Dispositivo de acoplamento otico Isolador ético com diodo emissor de luz e fototransistor 62 Montador e Reparador de Comandos elétricos Reversao de rotacao de motores trifasicos Quando ha necessidade de controlar o movimento de avango ou retrocesso de um dispositivo motorizado de uma maquina, empregam-se contatores comandados por botdes e por chaves fim de curso. A reversao é feita pela inversdo das fases de alimentagao. Esse trabalho é realizado por dois contatores comandados por dois botées cujo acionamento fornece rotagdes nos sentidos horario e anti-horario. Para aprender esse conteudo com mais facilidade, vocé deve ter conhecimentos anteriores relativos a contatores. Chaves auxiliares tipo fim de curso Para estudar a reversao de rotagao de motores trifasicos, estudaremos inicialmente as chaves tipo fim de curso. Essas chaves so dispositivos auxiliares de comando usadas para comandar contatores, valvulas solendides e circuitos de sinalizaco. Sao constituidas por uma alavanca ou haste, com ou sem roldanas na extremidade, cuja fungao 6 transmitir movimento aos contatos a fim de abri-los ou fecha-los. Essas chaves podem ser: mec&nic: le preciso e eletromagnetica. 63 Montador e Reparador de Comandos elétricos A chave fim de curso mecanica depende de uma agao mecanica para acionar seus contatos. Seu movimento pode ser retilineo ou angular. Movimento angular ‘Movimento relilineo Elas so usadas para: * Controle aceleragao de movimentos; determinacao de pontos de parada de elevadores; produgao de seqiiéncia e controle de operacao; sinalizagao; * Comando inversao de curso ou sentido de rotacao; parada; © Seguranca paradas de emergéncia, alarme e sinalizagao. A chave fim de curso de precisao atua com um minimo de movimento: mais ou menos 0,5mm de curso de haste ou 6° de deslocamento angular de alavanca. MOVIMENTO: elt? 6/ 2~ ANGULAR f f f. \U #1} |] samoecunso Observagéo Existe uma chave fim de curso de manobra rapida, cuja haste ou alavanca tem movimento lento, mas cujo disparo do contato € rapido, j4 que acionado por mola de disparo. 64 Montador ¢ Reparador de Comandos elétricos i) A chave fim de curso eletromagnética funciona por indugao eletromagnética. ou seja, uma bobina atravessando 0 campo magnético recebe a indu¢do de uma corrente elétrica que aciona os contatos através de um relé. Observacao Para mais informagées sobre essa chave, consulte o manual do fabricante. - Montador e Reparador de Comandos elétricos Ge Reversao de rotacao de motor trifasico O circuito que realiza essa operacao é mostrado a seguir. uF se 2200 a rn a Reversao de rotagao de motor Iritésico (cidético ) Na condigao inicial, K; e Ke esto desligados e RST esto sob tensdo. Ao pulsar 0 boto conjugado S;, a bobina do contator K; 6 alimentada. Isso provoca o fechamento do contato de selo (que mantém a bobina energizada) e dos contatos principais. O acionamento do motor em um sentido movimenta uma parte da maquina até que esta atinja o limite da chave de fim de curso, acionando o contato S, e desligando a bobina K, Quando a bobina é desenergizada, os contatos principais se abrem, cortando a alimentagao do motor, Para reverter 0 sentido do movimento do motor temos, na condigao inicial, K; ligado e Ke desligado. Ao pulsar 0 botéo conjugado Sz, 0 seu contato fechado se abre e interrompe a alimentaco de K, Isso permite a energizacao de K;. O contato fechado de s2, por sua vez, alimenta a bobina de Kz fechando 0 contato de selo S, que mantém a bobina energizada. Com a bobina energizada, ocorrera o fechamento dos contatos principais. Como conseqiiéncia, 0 motor € 0 dispositivo de maquina sao acionados até que seja atingido o limite do fim de curso. Quando a chave fim de curso é atingida, S, se abre e desliga a bobina Ke. Com isso, os contatos principais se abrem e cortam a alimentagao do motor. 66 Montads @ Reparador de Comandos eticos Observacao Gy Quando 0 motor esté em movimento, ao pulsar 0 botdo S,, interrompe-se seu movimento em qualquer ponto do percurso. A retomada do movimento 6 possivel em qualquer sentido pois isso depende apenas do botdo que for acionado (S, ou S.).. ‘Montador e Reparador de Comandos elétricos Sensores de proximidade a Os sofisticados comandos de processos de automatizacdo e robotizacdo de maquinas industriais exigem confiabilidade nas informagdes do posicionamento mecanico da maquina que sao enviadas ao painel de comands, seja ele eletrénico tradicional ou microprocessado. Para fornecer esse tipo de informagao, utilizam-se ou chaves fim de curso ou sensores de proximidade que atuam por aproximacao e proporcionam qualidade, preciso e confiabilidade pois no possuem contatos mecdnicos e atuadores desgastaveis. Neste capitulo, estudaremos os sensores de proximidade mais utilizados nos processos de automatizacao. Sensores de proximidade O sensor de proximidade é uma chave eletrénica semelhante a uma chave fim de curso mecanica com a vantagem de nao possuir nem contatos nem atuadores mecanicos. Além de terem comutacao estatica, esses sensores apresentam precisdo milimétrica de acionamento e podem ser usados em maquinas operatrizes onde se exige precisdo na repeti¢ao do ponto de acionamento e deslizamento. Os sensores de proximidade podem ser: indutivos, capacitivos e dticos. ‘Sensores indutivos Sensores indutivos so sensores que efetuam uma comutagao eletrénica quando um objeto metalico entra dentro de um campo eletromagnético de alta freqléncia produzido por um oscilador eletrénico direcionado para fora do campo do sensor. A bobina do oscilador situa-se na regio denominada face sensivel onde esto montados os elementos sensiveis do sensor. Veja representacao esquematica a seguir. Montador e Reparador de Comandos elétricos EZ 69 Oscilador Amplificador ZH E| Quando 0 corpo metalico esta diante da face sensivel, dentro da faixa denominada distancia de comutagao, este amortece a oscilacdo, provocando, através de diversos estagios eletrénicos, a comutagao, ou seja, a mudanga do estagio ldgico do sensor. Observacéo Distancia de comutagao (S) é a distancia registrada quando ocorre uma comutacao ao se aproximar o atuador padrao (elemento que determina a distancia de comutagao de um sensor) da face sensivel do sensor. Sensores capacitivos Sensores capacitivos sdo sensores que efetuam a comutagao eletrénica quando qualquer tipo de material corta a face sensivel do sensor. Dentre os materiais que alteram as condigées fisicas da face sensivel de um sensor capacitivo podem ser citados o vidro, a madeira, graos, pds e liquidos. Um objeto qualquer, ao ser aproximado da face sensivel, altera a capacitancia de um capacitor de placas que € colocado na face sensivel do sensor. A alteragao da capacitancia é sentida por um Circuito eletrénico que efetuara a comutacao eletronica, ou seja, mudara o estado ldgico do sensor. O diagrama a seguir é a representagao esquematica da construcao basica deste tipo de sensor. Placa | = | SD nl Oscilador Demodulador Detetor Ampiificador de nivel de saida Observacao Nos sensores capacitivos (e nos indutivos) 0 atuador padrao € constituido por uma placa de ago de 1mm de espessura de formato quadrado com um lado igual a trés vezes a distancia de comutagao. Montador e Reparador de Gomandos elétricas Distancia de comutacao efetiva Pelo fato de os sensores capacitivos funcionarem pela alteragao da capacitancia de um capacitor, a distancia efetiva de comutacao depende do tipo de material bem como da massa a ser detectada. 7 Assim, € necessario considerar fatores de redugo para diversos tipos de matetiais como por exemplo: PVC . AS = 0,4 x SN; madeira . AS = 0,5 x SN; cobre . AS = 1,0 x SN. Devido a tais caracteristicas, os sensores capacitivos podem ser utilizados para detectar certos materiais através de outros como por exemplo, Agua dentro de um tubo de PVC. Configuragao elétrica de alimentagao e saidas dos sensores Os sensores podem ser alimentados em CA ou GC. Podem ser interligados em série ou em paralelo. Os sensores com alimentacao CC sao clasificados quanto ao tipo de saida, ou seja: Chave PNP - nesse tipo de saida existe um transistor PNP e a carga é ligada ao pélo negativo. ‘Sofde tipo N Chave NPN e PNP - nesse tipo de saida existem dois transistores, um NPN e um PNP. Assim, uma saida é positiva e a outra é negativa. 70 Montador @ Reparador de Comandos elétricos Os sensores de proximidade com alimentacao CA com saida a dois fios devem ser ligados ems =) série com a carga, como uma chave fim de curso mecanica e sua alimentacao se da através da carga. Podem ser de dois tipos: + Chave NF - nesse tipo de chave, a saida permanece em alta impedancia e a carga fica ligada. ‘Ao ser atuada, passa para alta impedancia e a carga se desliga, * Chave NA - nesse tipo de chave, a saida permanece em baixa impedancia, a carga fica desligada. Quando é atuada, passa para baixa impedancia e liga a carga. Para a utilizagao dessas chaves, aconselha-se o emprego de fusivel de acao rapida. Observacao Uma pequena corrente flui através da carga para alimentar o sensor com alimentacao CA quando este est na condigao aberto (tiristor bloqueado). Esta corrente, porém, nao é suficiente para energizar a carga. Na condigao fechado (tiristor em condugo), ocorre uma pequena queda de tensao no sensor. A diferenga entre a alimentagao e esta queda de tensao fica sobre a carga. 74 FZ Montador @ Reparador de Comandos elétricos Os sensores com alimentagao CA com saida a trés ou quatro fios apresenta funcionamento € aplicagdes semelhantes ao modelo de dois fios. Porém, nesses tipos de sensores a alimentacao 6 feita independentemente da carga. Assim, quando a chave esta aberta, a corrente pela carga é nula e quando a chave est fechada, a tensao sobre a carga ¢ praticamente a tensdo de alimentagao. A figura a seguir mostra os trés tipos de configuragao dos sensores CA de trés e quatro fios a) Sensor CA com contato NA 43 Montador @'Reparador de Comandos elétri¢os Método de ligagao dos sensores A ligagao dos sensores pode ser de dois tipos: série e paralela. Ligagao série dos sensores CC Quando o sensor é acionado, ocorre uma pequena queda de tensao. Assim, a tensdo na carga sera reduzida de um valor dependente do numero de sensores ligados em série. A figura a seguir mostra a ligacéo em série de sensores NPN e PNP. saide NEN : Soida Pwe _ 1, vee | 1, Vee] a ——, | oF | Observacéo O primeiro sensor deve ter capacidade de corrente para alimentar os demais sensores bem como acarga. Ligacao paralela dos sensores CC Os sensores CC recebem alimentacao independente, por isso nao oferecem restrigbes & ligagao em paralelo. O Unico cuidado a ser tomado é a colocacao de um diodo em cada saida para evitar que os sensores sejam realimentados pela saida. 74 Nentaor¢Reperede de Comandosetions ‘A figura a seguir mostra a ligacéio em paralelo de sensores NPN e PNP. Sala NEN Ligagdo série dos sensores CA Assim como nos sensores CC, também ocorre uma queda de tensao nos sensores CA. ‘Assim, s6 podero ser ligados em série dois ou trés desse tipo de sensores. A figura a seguir mostra a representacao esquematica desse tipo de ligagao para sensores CA de dois, trés ou quatro fios. Observagao Nao é aconselhdvel a ligagdio de sensores CA de dois fios em paralelo. Quando isso se tornar necessario, deve-se utilizar os sensores de trés ou quatro fios. 74 Fh. Montador e Reparador de Comandos elévicos Ligacao em paralelo de sensores AC de trés ou quatro fios, Os sensores AC de trés ou quatro fios recebem alimentacao independente, por isso nao oferecem restrigdes para ligacdo em paralelo. Veja representaco esquematica a seguir Sensores oticos Os sensores éticos sao fabricados tendo como principio de funcionamento a emissao e recepgao de irradiacao infravermelha modulada. Podem ser classificados em trés tipos: * Sensor ético por barreira; + Sensor ético por difusao; * Sensor ético por reflexdo. Sensor ético por barreira No sensor dtico por barreira, 0 elemento transmissor de irradiagdes infravermelhas deve ser alinhado frontalmente a um elemento receptor a uma distancia pré-determinada e especificada para cada tipo sensor (distancia de comutagao). Quando ocorrer a interrupcao da irradiacao por qualquer objeto, esta deixara de atingir 0 elemento receptor e ocorre o chaveamento. Veja a seguir a representacao esquematica do principio de funcionamento do sensor ético por barreira. vss 4 lah ara an | . [2(4---c]= | S$ eS see ° ss Os sensores éticos por barreira conseguem atuar em grandes distdncias, alguns chegando até 30m. Sensor dtico por difusdo No sensor dtico por difusao, os elementos de emissao e reflexao infravermelha estéo montados juntos em um mesmo conjunto. Os raios infravermelhos emitidos pelo transmissor refletem sobre a superficie do objeto e retornam ao receptor provocando o chaveamento eletronico. 75 Montador e Repiarador de Comandos elétricos A superticie do objeto nao pode ser totalmente fosca para que possa haver a reflexio. A distancia de comutacao deste tipo de sensor é pequena e é alterada conforme a cor, a tonalidade e tipo de superficie do objeto a ser detectado. Veja na ilustracao a seguir, a representacao desse tipo de sensor. Objet Sensor otico por reflexao O sensor dtico por reflexao possui caracteristicas idénticas ao do sensor 6tico por difusdo, diferindo apenas no sistema ético. No sistema por reflexaio, os raios infravermelhos emitidos refletem somente em um espelho prismatico especial colocado frontalmente a face sensivel do sensor e retornam em direc3o ao receptor. O chaveamento eletrénico é conseguido quando se retira o espelho ou quando um objeto de qualquer natureza interrompe a barreira de raios infravermelhos entre o sensor e o espelho. A distancia entre a sensor e o espelho determinada como distancia de comutagao depende da caracteristica do sensor, da intensidade de reflexao e dimensdo do espelho. Veja a seguir a representagao esquematica do sensor ético de reflexao. Sensor Al @s ie Observagao Papéis refletivos tipo "scotch" modelo "grau técnico” ou alta intensidade (honey comb) também podem ser utilizados no lugar do espelho. Independentemente do sensor ético usado, ele é totalmente imune a iluminagao ambiente natural ou artificial pelo fato do receptor ser sintonizado na mesma frequéncia de modulagao do emissor. mn fil Montador e Reparador de Comandos elétricos 11 As fibras dticas apresentam a vantagem de detectar objetos com dimensdes reduzidas, tals como: terminais de componentes eletrdnicos, furos de centralizagéio em placas, marcas em materiais de embalagens, etc. Podem ser também aplicadas em locais onde fisicamente seria impossivel alojar um sensor fotoelétrico comum, ou ainda, em locais onde a temperatura de operacao nao permite a instalagao dos fotoelétricos A fibra ética consiste de um guia de luz formado por um ou mais fios de fibra de vidro de alta intensidade otica encapados com material de baixa intensidade, transformando 0 conjunto em “condutor" de luz infravermelha. Fibra de vidro Capa Feixe de luz / '\ Reflexde total A fibra ética pode ser aplicada em dois sistemas: a. Por barreira, ou seja, a fibra ética 6 composta de dois "cabos" dos quais um é o transmissor € © outro 0 receptor de luz. © objeto é detectado quando interrompe o feixe de luz. Cate a Spice b. Por difusao, ou seja, 0 "cabo" é composto por dois "condutores” dos quais um é procedente do transmissor e 0 outro do receptor de luz. A detec¢ao acontece quando o objeto aproximado da ponta sensora Sensores magnéticos Sensores magnéticos so sensores que efetuam um chaveamento eletrénico mediante a presenga de um campo magnético externo proveniente, na maioria das vezes, de um ima permanente. O sensor efetua o chaveamento quando o ima se aproxima da face sensivel. Esses sensores podem ser sensiveis aos dois pdlos (norte e sul) ou a apenas um deles. Sao muito utilzados em cilindros pneumaticos dotados de émbolos magnéticos. A figura a seguir mostra um pistéo dotado de dois sensores magnéticos. - Montador e Reparador de Comandos elétricos 712 Polo sensor Fios de & Wj Z Interligagao A Y Resina / \ima —\ Bobina Observacéo Os sensores magnéticos sao sensiveis a campos magnéticos externos e isso pode causar alteragdes na medida final que esta sendo realizada. Assim, aconselha-se a utilizagéo de cabos biindados para a ligagao do sensor ao instrumento. Comparagao entre sensores magnéticos e indutivos Para efeito de aplicagdes como "captador" de pulsos em conjunto com acionadores do tipo roda dentada, sao apresentados a seguir dados comparativos entre sensores magnéticos e indutivos. Caracteri ___“Garacteristicas | indutive Magna Resposta de frequéncia minima (pulsosimin) 0 +100 Resposta de freqiéncia maxima (pulsos/min) 80x10 +400 x10 Faixa de temperatura de operagao 20°C a ¥70°C -20°C a 10°C “Metal do elemento acionador Qualquer | Fero Forma do sinal de saida ‘Onda quadrada ‘Senoidal Amplitude do sinal de saida Fungao da tensao de _—_| Fungo da velocidade e da alimentagao do acionador | distancia Distancia entre dentes do acionador Fungo do diametro do | Fungao do diametro do sensor "pélo sensor" Sensores "Pick up” Sensores "pick up" sao sensores geradores de tensio que funcionam baseados no principio da auto-indug&o. Eles so constituidos por uma bobina com nucleo de ima permanente. A geraco de tensdo se d4 quando um material ferroso em movimento passa diante da face sensivel, 0 campo magnético do ima ¢ variado induzindo entao uma tensao nos terminais da bobina. Veja a representacao esquematica desse sensor a seguir. Montador e Reparador de Comandos elétricos 19 Se 0 sensor for submetido a atuacdes consecutivas, teremos na bobina uma tenso alternada de freqiéncia dependente da velocidade com a qual o sensor esta sendo atuado. Da mesma forma, a amplitude dependerd da distancia na qual o sensor esta sendo atuado. Isso significa que o sensor "pick up" 6 um elemento passivo. Os sensores do tipo "pick up" sao utilizados para enviar sinais para contadores, tacémetros, velocimetros, controladores de velocidade, motores estacionarios e outras aplicagdes sob condigdes adversas de temperatura. Aplicagdes dos sensores As ilustragdes a seguir mostram a utilizagao de diversos tipos de sensores. Aplicagao de sensores indutivos, registrando posicao: 1) Sensores indutivos detectando 0 encaixe de pega feito por braco mecanico. 2) Sensor ético por reflexao através de espelhos prismaticos para detec¢ao do produto sobre a esteira. 79 Montador e Reparador de Comandos elétricos 20 3) Sensores éticos por difusdo, utilizando fibras éticas para deteccéo de pequenas pecas. Montador e Reparador de Comandos elétricos, MBOLOGIA DE SENSORES Simbolo Deserigao Sensor Magnético de Proximidade (reed) Sensor Indutivo de Proximidade Sensor Capacitivo Sensor Ultra-Sénico (Emissor) Sensor Optico de Barreira Direta (receptor) Sensor Optico de Barreira Direta (difuso) ‘Sensor Optico-Reflexivo de Duas Saidas D lan Sensor Retro-Reflexivo de uma Saida (com retro-refletor) Contiguragao interna dos sensores: safda PNP e NPN. | '“entificagdo dos [ios conforme ete ce Fungo a Poste wee |Marom [BN re eo Sada do Sencar [Prete _[ox es 81 Montador e Reparador de Gomandos eétricos g2 Sistemas de partida de motores trifasicos Os motores trifésicos podem fazer uso de diversos sistemas de partida. A escolha de cada um depende das condicdes exigidas pela rede, das caracteristicas da carga e da poténcia do motor. Para iniciar 0 estudo dos comandos das maquinas elétricas, veremos neste capitulo os tipos e os sistemas de partida para motores trifasicos. Para isso, é necessério que vocé domine os conceitos sobre corrente alternada, transformadores ¢ ligagdes estrela e triangulo, Conjugado ou momento Conjugado, ou momento, é 0 conjunto de forcas (bindiio) produzido pelo eixo do rotor que provoca © movimento de rotagao. © conjugado nao é constante do momento da partida até que a velocidade nominal seja alcangada. Essa variagao chama-se curva de conjugado, cujos valores sao expressos em Porcentagem em relacao ao conjugado nominal, ou seja, com relacao ao conjugado na velocidade aplena carga. Cada motor tem sua propria curva de conjugado. Essa curva varia com a poténcia e a velocidade do motor. Assim, em motores de velocidade e poténcia iguais, mas de fabricantes diferentes, geralmente a curva do conjugado é diferente. Montador e Reparador de Comandos elétricos conjugado pode ser calculado pela formula: 93 Pow) 7 M=955 (em newton’ metro) Nessa igualdade, M 6 o momento ou conjugado; P é a poténcia; n é a rotacao. A curva tipica do conjugado motor (CCM) é mostrado a seguir. nas ‘UAVA DE cONSIGADO DO MOTOR foc) sA00% us Para a carga, temos a curva do conjugado resistente (CCR), que varia segundo o tipo de carga. Veja a seguir as curvas do conjugado resistente para alguns tipos de carga: + Conjugado resistente diminui com o aumento da velocidade —— Montador e Reparador de Comandos eletricos * Conjugado resistente se mantém constante com o aumento da velocidade BA A curva do conjugado motor (CCM) deve situar-se sempre acima da curva do conjugado resistente (CCR), para garantir a partida do motor e sua aceleracao até a velocidade nominal. De modo geral, quanto mais alta a curva do conjugado do motor em relacéio ao conjugado resistente, melhor sera o desempenho do motor, CURVA DE coMsUGADO 80 MOTOR | you) CcuRVA DE ConsusADo RESTENTE ICON Tipos de partida Os motores podem ser submetidos a partida direta ou a diversas modalidades de partida indireta que fornecerao curvas de conjugados diferentes. Assim, podemos escolher um tipo de partida mais adequado a curva do conjugado da maquina, diminuindo a corrente de partida do motor. Montador e Reparador de Comandos elétricos Partida direta 8 5 A partida direta é realizada por meio de chaves de partida direta ou de contatores e se presta a motores trifasicos de rotor tipo gaiola. Nesse tipo de partida a plena tensao, o motor pode partir a plena carga e com corrente se elevando de cinco a seis vezes o valor da corrente nominal, conforme o tipo ou ntimero de pélos do motor. O grafico a seguir mostra a relagao entre a rotacdo e o conjugado e a corrente. A curva a mostra que a corrente de partida € seis vezes o valor da corrente nominal. A curva b mostra que 0 conjugado na partida atinge aproximadamente 1,5 vezes 0 valor do conjugado nominal. Para cargas diferentes, as curvas caracteristicas do motor permanecem constantes, pois a carga nao exerce influéncia no comportamento do motor. A influéncia da carga se limita ao tempo de aceleragao do motor. Assim, se a carga colocada no eixo do motor for grande, ele levard mais tempo para aleangar a velocidade nominal. O motor nao atinge a rotagao em duas situagdes: * Conjugado de partida do motor é menor que 0 conjugado de partida de carga; * Conjugado minimo do motor é menor que o conjugado da carga na velocidade nominal; Se uma situagdo dessas ocorrer, o motor ter 0 rotor travado e podera ser danificado se as altas correntes que circulam em seu enrolamento nao forem eliminadas. Desvantagens da partida direta A utilizagao da partida direta apresenta as seguintes desvantagens: * Aquecimento nos condutores da rede devido aos picos de corrente; * Elevada queda de tensao no sistema de alimentacao da rede, o que provoca interferéncia em equipamentos instalados no sistema; + Custo elevado devido a necessidade de superdimensionamento do sistema de protegao (cabos e condutores) Partida indire Quando nao 6 possivel o emprego da partida direta, deve-se usar a partida indireta, cuja finalidade é reduzir 0 pico de corrente na partida do motor. A redugo do pico de corrente somente é possivel se a tenso de alimentagaio do motor for -reduzida,-ou-se-for-alterada-a-caracteristica do-motor-mudando-as ligagdes-dos seus terminais— Montador e Reparador de Comandos elatricos a6 A queda da corrente de partida é diretamente proporcional 4 queda de tensdo. E a queda do conjugado é diretamente proporcional ao quadrado da relagao entre a tensao aplicada e a tens4io nominal. Partida por ligacao estrela-triangulo . A partida por ligacao estrela-triéngulo € um tipo de partida indireta. E usada quando a curva do conjugado do motor é suficientemente elevada para poder garantir a aceleracéio da maquina com a corrente reduzida. Isso acontece nos motores para serras circulares, torno ou compressores que devem partir com valvulas abertas. Além disso, 6 necessério que o motor tenha a possibilidade de ligacdo em dupla tensao (220/380 V, 380/660 V, ou 440/760 V) e que tenha, no minimo, seis bornes de ligacao. O motor parte em dois estagios. No primeiro estagio, ele esta ligado em estrela e pronto para receber uma tens&o /3 vezes maior que a tensao da rede. Com isso, a corrente que circulara nos enrolamentos sera trés vezes menor, ou seja, sera 1/3 da corrente para a ligagao triangulo (2° estagio). Veja figura abaixo Assim, 0 conjugado e a corrente de partida serao, também, reduzidos a 1/3 do valor. Observacao Como a curva do conjugado reduz-se a 1/3 do valor, sempre que se usar esse tipo de partida, deve-se empregar um motor com curva de conjugado elevada. No segundo estagio, o motor é ligado em tridngulo. Isso acontece quando a rotagao atinge cerca de 80% da rotacdo nominal Essa comutagao leva a um segundo pico de corrente, mas de pouca intensidade, j4 que o motor esta girando Montador e Reparador de Comandos elétricos Dessa forma, o motor parte em dois pequenos picos de corrente, ao invés de um pico de grande intensidade como na partida direta. et Vantagens da partida estrela-triangulo - As vantagens da partida estrela-triéngulo sao: + Custo reduzid + llimitado namero de manobras; ‘* Componentes de tamanho compacto; * Reducao da corrente de partida para aproximadamente 1/3 da corrente de partida da ligagdo triangulo. Desvantagens ‘As desvantagens da partida estrela-triangulo sao: + Necessidade da existéncia de seis bornes ou terminais acessiveis para a ligagao da chave; * Necessidade de coincidéncia da tensdo da rede com a tensdo em triangulo do motor; * Redugao do momento de partida para 1/3 como conseqtiéncia da reducao da corrente de partida para 1/3; * Pico de corrente na comutagao quase correspondente a uma partida direta caso 0 motor nao atinja pelo menos 85% de sua velocidade nominal. Como conseqiiéncia, aparecem problemas nos contatos dos contatores bem como na rede elétrica. Em geral, esse tipo de partida so pode ser empregado em partidas de maquinas em vazio, ou seja, sem carga. Somente depois de o motor atingir 95% da rotagao, a carga podera ser ligada. Partida por autotransformador Esse sistema de partida é usado para dar partida em motores sob carga, como por exemplo, motores para calandras, bombas, britadores. Ele reduz a corrente de partida e, por isso, evita a sobrecarga na rede de alimentacdo, embora deixe 0 motor com um conjugado suficiente para a partida e a aceleracao A partida efetua-se em dois estagios. No primeiro, a alimentagdio do motor é feita sob tensdio teduzida por meio do autotransformador a7 Montador e Reparador de Comandos elétricos a Na partida, 0 pico de corrente e 0 conjugado sao reduzidos proporcionalmente ao quadrado da relagao de transformacao. Conforme o "tap" do transformador, esta relacao de transformagao pode ser 65 ou 85%. Desse modo, 0 conjugado do motor atinge, ainda no primeiro estagio, maior velocidade do que a atingida no sistema de ligaco estrela-triangulo, No segundo estagio, decorrido o tempo inicial da partida, o ponto neutro do autotranstormador 6 aberto, o motor é ligado sob plena tensao, retomando suas caracteristicas nominais. A tensao no motor 6 reduzida através dos "taps" de 65% ou de 80% do autotransformador. No “tap” de 65%, a corrente de linha é aproximadamente igual a do sistema de partida estrela- triangulo. Entretanto, na passagem da tensdo reduzida para a plena tensao, o motor nao é desligado. O segundo pico de corrente é bastante reduzido porque o autotransformador, por um curto periodo de tempo, se torna uma reatancia ligada em série com o motor. Ao utilizar um autotransformador para um motor ligado a uma rede 220 V e que absorva 100 A, observamos que: * Se 0 autotransformador for ligado no "tap" de 65%, a tenso aplicada nos bornes do motor sera de: 0,65 - 220 = 143 V; * Com atensao reduzida em 65%, a corrente nos bornes do motor também sera reduzida de 65%, © sera de: 0,85 - 100 A = 65 A; * Como o produto da tensdo pela corrente na entrada do autotransformador é igual ao produto da tenso pela corrente na saida, a corrente na rede sera de 42,25 A, conforme & demonstrado a seguir: 220 V-IE= 143 V-65A te = 143 V 654 _ po 5.4 220V * Conjugado no “tap" de 65% sera entdo de 42%, ou seja: M=V2 M = 0,65 - 0,65 = 0,42 Calculando da mesma maneira, encontraremos que o conjugado no "tap" de 80% sera de aproximadamente 64% do conjugado nominal, ou seja: M = 0,80 - 0,80 = 0,64 Vantagens da partida com autotransformador - As vantagens desse tipo de partida sao: * Corrente de linha semelhante & da partida estrela-triangulo no "tap" de 65%: * Possibilidade de variagao do "tap" de 65% para 80% ou até 90% da tensao da rede. 88 Montador e Reparador de Comandos elétricos * Desvantagens . 89 As desvantagens desse sistema de partida sao as seguintes: + Limitagao da freqiiéncia de manobra; + Custo mais elevado quando comparado ao da partida estrela-triangulo: + Necessidade de quadros maiores devido ao tamanho do autotransformador. Partida por resisténcia rotorica ‘A partida por resisténcia rot6rica (ou partida do motor corn rotor bobinado e reostato) pode ser feita, conforma o caso, em dois, trés, quatro ou mais estagios. Em cada um desses casos, a partida é feita por diminuigao sucessiva de resisténcias previamente inseridas no circuito do rotor, enquanto o estator permanece sob tensao plena. Isso é feito por meio de um reostato externo conectado ao circuito rotorico por meio de um conjunto de escovas ¢ anéis deslizantes. 8 pico de corrente e 0 conjugado de partida séo reguldveis em fungao do nimero de estagios, ou & medida que a resisténcia do reostato diminui. Esse sistema de partida é o que apresenta melhor resultado, pois permite adaptar 0 conjugado durante a partida e os picos de corrente correspondentes as necessidades da instalagao. Durante a partida, a resisténcia rotérica adicional 6 mantida no circuito para diminuir a corrente de partida e aumentar os conjugados. A resisténcia externa pode ser regulada de forma que o conjugado de partida seja igual ou préximo do valor do conjugado maximo A medida que a velocidade do motor aumenta, a resisténcia externa 6 reduzida gradualmente. Quando © motor atinge a velocidade nominal, a resisténcia externa é totalmente retirada do circuito, o enrolamento rotorico é curto-circuitado e o motor passa a funcionar como um motor de gaiola. O grafico a seguir mostra os picos de corrente para uma partida de motor com rotor bobinado em quatro estagios. 89 Montador e Reparador de Comandos elétricos 9 Partida de motores sincronos trifasicos Os rotores dos motores sincronos podem ser construidos apenas com o enrolamento em que sera aplicada a corrente continua. Neste caso, 0 motor nao é dotado de partida. Para funcionar, necessita ser impulsionado até a velocidade préxima a do sincronismo, ou seja, até o momento em que o estator seja ligado a rede e que seja aplicada corrente continua ao rotor. Montadof e Reparador de Comandos elétricos 43 Partida de motor trifasico estrela-triangulo Nesta unidade, estudaremos o sistema de partida para motor trifasico com comutagao automatica estrela-triangulo com contatores e com relé de protecao conjugado a um transtormador de corrente. Partida de motor trifasico Este sistema permite a comutagao da ligacao estrela para triangulo. Possibilita também a inversao do sentido de rotagao do motor. A partida é feita por meio de trés contatores comandados por botdes. O sistema é usado para reduzir a tensao de fase do motor durante a partida. Observacao A tensao de fase do motor é: z 58 U, Seqiléncia operacional Observe a seguir os diagramas referentes ao circuito principal e ao circuito de comando. Montador e Reparador de Comandos elétricos At 8 1 a i (conepip) e}ougiod-oinBuew ] Bjayjse epred CoIsest ODISEIU) JOJO, q @ WH104 re ayy pt * Yr a nn ae on Fate A0ZZ 2HO9 ~E € eT ape Bo 8 i Montador e Reparador de Comandos elétricos z 1 vito | | | j \uis I gh | So | z Leos 6 “3 é ra oe - Sa - - woe Hope =) é r 1 A RL 93 Montador e Regarador de Comandos elétricos Na condigdo inicial de partida do motor (em estrela), K,, Kp € Ky esto desligados e a rede RST esta sob tensao. Pulsando-se 0 botdo b;, a bobina do contator Kz € 0 relé temporizado Ks serao alimentados, fechando os contatos de selo e o fechador de Kz, que mantém energizadas as bobinas dos contatores K, e Ke 0 relé Ke. Uma vez energizadas as bobinas de K, e Ki, fecham-se os contatos principais e o motor ¢ acionado na ligagao estrela. Decortido 0 tempo para 0 qual o relé temporizado foi ajustado, este atua fazendo com que o contato abridor de Ks se desligue, desenergizando a bobina de Ke e abrindo seus contatos principais, Com a bobina K, desenergizada, 0 contato abridor K. é acionado, energizando a bobina Ke, que acionara 0 motor na ligagao triéngulo. Parada do motor Para parar 0 motor que esté funcionando em tridngulo, aciona-se 0 botao S,, interrompendo a energizacao da bobina K;. Este abrira os contatos K, (13 - 14) eK; (23 - 24), interrompendo a corrente da bobina Ks. Com isso, 0 motor esta desenergizado. Seguranga do sistema Na ligaco tridngulo, quando o motor esta em movimento, 0 contato Ks (31 - 32) fica aberto e impede a energizacdo acidental da bobina Ko. Partida com relé de protegao e transformador de corrente Esse sistema permite a partida do motor com tensao de fase e corrente de partida reduzidas. © uso de transformadores de corrente possibilita 0 emprego de relés de pequena capacidade de corrente para motores de grande poténcia, porque ele reduz a corrente de linha. Os esquemas a sequir mostram 0 circuito principal e o circuito de comando desse sistema. Montador e Reparador de Comandos elétricos TvHI04 ( conepip) er OUa}IOg 8 OpueWOD | | roinBuel-e/941S3, JOJO OP EPIUed OL a eek evra —a a Rozz zoo ~e "7 q Montador e Reparador de Comandbos elétricos ne: es Oe sda | - hg | @yenog “ 1 | oy fo wow | ——— oan = | eed ew kx filo Ce 3 i [ox oO . a 4 ‘as | os cs ra - ec aa ==)0 ‘AOZz ZHOS ~2 tt 3 pee CTE a Montador e Reparador de Comandos eléticos Para a partida, pulsa-se botao b, que energiza K.. Este alimenta Ks e permite a energizagao de K, O motor parte com rotacéo reduzida (ligagao em estrela), e K; e K, ligados. Decorrido 0 tempo de ajuste do relé temporizado, Ke dispara, desligando K. e energizando Ky, (O motor esta ligado a plena tenso e velocidade normal (ligago em triangulo), com K; e Ke ligados. Montador e Reparador de Comandos elétricos Partida de motor trifasico tipo Dahlander Neste capitulo veremos que ha duas maneiras de se fazer a reversao de motor trifasico tipo Dahlander: por comutacao automatica e por botées. Para aprender esse contetido com facilidade, vocé devera ter conhecimentos anteriores sobre ligagao de motores tipo Dahlander. Reversao de motor trifasico tipo Dahlander Existem dois sistemas de reversdo de motor trifasico tipo Dahlander: + Comutagao polar automatica; * Comutagao polar por botées. A ccomutacao polar automatica é um sistema de comando elétrico aplicado a um motor com enrolamento Unico tipo Dahlander. Suas pontas de saida permitem ligacdo em triangulo com n pélos, ou ligacdo em dupla estrela com n/2 pélos. Isso possibilita a obten¢do de duas velocidades diferentes (V; e Vz). Nesse caso a comutacao polar processa-se automaticamente. Permite também duplo sentido de rotagao tanto para V; quanto para V2. Para a inversao de rotagdo, é necessdrio pulsar o botdo correspondent ao sentido de rotacao desejado. Montador e Reparador de Comandos elétrios Funcionamento O circuito principal e o circuito de comando sao mostrados a seguir. L Z L 3 eo | Coonepip ) ejougiog-sopuelyeq ear) ody 09/Se411) 10}0W ap OBSIEAeY 6843 — 1 nozz ZHO9~E. oe z T ‘oq Montador e Reparador de Comandos elétricos odn oo1se}141 100 ap OBs1OAOH @vHIOs nove 2409-2 Montador ¢ Reparador de Comandos elétricos Para a marcha em sentido horario em baixa velocidade, aciona-se 0 botao S,, energiza-se 0 contator K; @ 0 relé temporizador d; que fica ativado. Nessa condicaio, o motor marcha em baixa rotagao, acionado por K;. Decortido 0 tempo ajustado para dy, esse relé dispara e aciona o contator auxiliar d2, que destiga K; e alimenta Ke. Este energiza Ks e 0 motor marcha em alta rotagao no sentido anti-horario, acionado por Ks e Ks, O circuito ¢ interrompido acionando-se So. Para a marcha no sentido anti-horario, em baixa velocidade, aciona-se 0 botao S, que energiza o contator K2 e 0 relé temporizador d; que fica ativado. O motor marcha em baixa rotagao acionado por Ka, Decorrido 0 tempo ajustado para ch, este dispara e aciona o contator auxiliar d, que desliga Ke a alimenta K. que, por sua vez, energiza Ks. O motor marcha no sentido anti-horario em alta rotacdo, acionado por Ks € Ks. Observagoes * Contator Ks (31-32) bloqueia os contatores Ki, ds, Ke € ds. * Os contatores C;-Co-Cy se intertravam por K; (31-32), K, (41-42), Ko (31-32), Ke (41-42), Ks (31-32) e K, (31-32) * Os sinalizadores indicam: ~ V;-marcha a direita, em baixa rotagao; — Vz disparo do relé d1; — V3-marcha a esquerda, em baixa rotagao; — Va disparo do relé ds; — Vs- marcha em alta rotagao, em ambos os sentidos. Comutacao polar para duas velocidades e reversao comandadas por botdes Nesse sistema, é necessario pulsar 0 botéo de comando especifico para cada uma das operacdes. Funcionamento Observe a seguir os diagrama do circuito de comando com esse sistema de reversao. 101 Montador e Reparador de Comandos elétricos * " + a ' ws poe ose noze 2409 ~2 Montadot e Repavador de\Comandos elétricos Acionando-se 0 botao b,, energiza-se K;. O motor parte e gira em baixa rotagao. Na reversdo, pulsa-se S, e desliga-se K,. Este, em repouso, permite a entrada de K2. O motor 6 freado por contracorrente e inverte 0 sentido da rotagao, Para a partida em alta rotagao (sentido hordrio, por exemplo), pulsa-se Ss, energiza-se Ks @ Ks. O motor parte e gira em alta rotagao. Na reversdio em alta rotaeao, pulsa-se $4 que desliga S3. Este, em repouso, permite a entrada de K,. Ks permanece no circuito. O motor é freado por contracorrente, inverte o sentido e passa a girar em alta rotagao. Com 0 motor em baixa rotacdo e girando no sentido horério, é possivel fazer a inversao ea comutaco para alta rotaco. Para isso, aciona-se K4 com 0 motor em baixa rotagao. Isso interrompe 0 circuito de baixa rotacao e energiza K4 e KS. O motor é freado por contracorrente, inverte o sentido e gira em alta rotagao. Observacao K;, Ka, Ka, Ke € Ki, Ke, Ka @ Ky Se intertravam, Montador e Reparador de Comandds elétricos Reversao de motor trifasico tipo Dahlander Nesta unidade veremos que ha duas maneiras de se fazer a reversdo de motor trifasico tipo Dahlander. por comutacao automatica e por botoes. Para aprender esse contetido com facilidade, vocé devera ter conhecimentos anteriores sobre ligacao de motores tipo Dahlander. Reversao de motor trifésico tipo Dahlander Existem dois sistemas de reversdio de motor trifasico tipo Dahlander: * Comutacao polar automatica; * Comutacdo polar por botées. Comuta¢ao polar automatica ‘A comutacao polar automatica é um sistema de comando elétrico aplicado a um motor com enrolamento Unico tipo Dahlander. Suas pontas de saida permitem ligacao em triangulo com n pélos, ou ligacdo em dupla estrela com n/2 pélos. Isso possibilita a obtencao de duas velocidades diferentes (V; e V2). Nesse caso a comutagao polar processa-se automaticamente. Permite também duplo sentido de rotagao tanto para V, quanto para V2, Para a inversao de rotacao, é necessario pulsar o botdo correspondente ao sentido de rotacao desejado. Funcionamento O circuito principal e 0 circuito de comando sao mostrados a seguir. 104 Montador e Reparador de Comandos elétricos (oonepip epueiyeq Ody oo|sej1 4O}OW ap ORSBAeY dt saa | 105 ‘Montador e eparador de Comandos elétricos (oopepip epuelyed | _ od oa1sey14] 10J0W ap OBSIEAaY coy note 29092 + “ae eT 106 Montador# Renarador de Comandos elticos Para a marcha em sentido horario em baixa velocidade, aciona-se o botao S,, energiza-se 0 contator K; @ 0 relé temporizador Ke que fica ativado. Nessa condicao, o motor marcha em baixa rotagao, acionado por Ky Decorrido tempo ajustado para d;, esse relé dispara e aciona 0 contator auxiliar de, que desliga K; e alimenta Ks. Este energiza Ks € 0 motor marcha em alta rotacao no sentido anti-hordirio, acionado por Ks € Ke, O circuito ¢ interrompido acionando-se Sp. Para a marcha no sentido anti-horario, em baixa velocidade, aciona-se o botao S que energiza o contator Kz 0 relé temporizador K; que fica ativado. © motor marcha em baixa rotagao acionado por Ke. Decortido o tempo ajustado para d;, este dispara e aciona o contator auxiliar d: que desliga K: alimenta K que, por sua vez, energiza Ks. © motor marcha no sentido anti-horario em alta rotagao, acionado por Ke Ks. Observacées + Ocontator Ks (31-32) bloqueia os contatores K:, Ke, Kz @ Kr. + Oscontatores K,-Ke-K, se intertavam por K; (31-32), K; (41-42), Ke (31-32), Ke (41-42), Kes (31- 32) e K, (31-32). * Os sinalizadores indicam: \V, - marcha a direita, em baixa rotagao’ Vz - disparo do relé dy; Vs - marcha & esquerda, em baixa rotagao; Ve disparo do relé ds; Vs - marcha em alta rotagao, em ambos os sentidos. Comutagéo polar p Nesse sistema, operaces. Funcionamento Observe a seguir os diagramas dos circuitos principal e de comando com esse sistema de reversao. duas velocidades e reversio comandadas por botoes & necessario pulsar 0 botéo de comando especifico para cada uma das Montador e Reparador de Comandos eletricos 8 So (oonepip )sapuejyeq odn o91sey14) 10j0W ap ORS1eAeY ‘A0zZ ZHOO~E. é a n 2 Montador e Reparador de Comandos elétricos i { Vy ey a ( conePip Jopuewog-sapueiyeq ody oo1sej14) 10J0W ap OBSIBAOY - re ee ee 2 | os | a we ES wes | 3 n v oy wee es ‘AOZ ZHOS ~Z web! er 109 Montador e Reparador de Comandos elétricos Acionando-se 0 botao Sy, energiza-se K;. O motor parte e gira em baixa rotacao Na reversdo, pulsa-se Ss e desiiga-se K;. Este, em repouso, permite a entrada de Ko. O motor & frenado por contracorrente ¢ inverte o sentido da rotacao. Para a partida em alta rotagao (sentido horario, por exemplo), pulsa-se Se, energiza-se Kz @ Ks. O motor parte ¢ gira em alta rotagao. Na reversao em alta rotacdo, pulsa-se S, que desliga K;. Este, em repouso, permite a entrada de Ks. Ks permanece no circuito. O motor é frenado por contracorrente, inverte o sentido e passa a girar em alta rotacao. Com 0 motor em baixa rotagao e girando no sentido horario, 6 possivel fazer a inversao ea comutacao para alta rotacdo. Para isso, aciona-se S. com o motor em baixa rotacao. Isso interrompe 0 circuito de baixa rotagdo e energiza K, € Ks. O motor é frenado por contracorrente, inverte o sentido e gira em alta rotagao. Observacao K;, Ke, Ka, Ky € S;, Sz, Ss € Sy se intertravam. Montador & Reparador de Comandos elétricos Partida de motor trifasico de rotor bobinado Dentre os sistemas de partida para motor trifasico esta o sistema de partida de motor trifasico de rotor bobinado. Esse tipo de motor, como ja vimos, mantém 0 torque constante mesmo com rotagdo reduzida e é utilizado em elevadores e pontes rolantes. Neste capitulo estudaremos os circuitos de comando eletromagnético que executam a partida para esse motor de forma semi-automatica e automatica. Partida de motor trifésico de rotor bobinado O motor trifasico de rotor bobinado pode ter dois tipos de partida: * Com comutagao semi-automatica de resistores; * Com comutagao automatica de resistores. O sistema de partida de motor tritasico de rotor bobinado com comutagao semi-automatica é um sistema de partida cuja instalagao de comando proporciona a eliminacao gradativa (seqiencial) dos resistores inicialmente inseridos no circuito do rotor bobinado. A eliminagao é feita por estagios sucessivos dos resistores até que 0 motor fique totalmente em curto-circuito. Seqiiéncia operacional Os diagramas a seguir mostram o circuito principal e o circuito de comando do sistema de partida com comutacao semi-automatica. Montador ¢ Reparador de Comandos elstricos é 3 +] wis ge i | igs i (os os we ae tT 1 £o sel |F on BE ' 3 g gs | 3 | | —E=}2 ye oh i, a) ate _ 4 ' 3 — sa | | L co = i 8 - a oT Montador e Reparador de Comandas elétricos - “Coone ip ) Opuewiog-opeujqoq 7 a ; zwnos | faa | — wt 3 | | Apu * yea es eee sce) nozz 7HO9~ —_ 113. Montador e Reparador de Comandos elétricos Esse sistema de partida se da em quatro estagios e na seqiiéncia descrita a seguir. « Primeiro estagio - Na condigao inicial, com os contatores K;, K:1, K:2 @ Ki3 € OS contatores auxiliares Ke desenergizados, a partida é dada por meio de S; e a seqiiéncia de entrada dos contatores K;1, K12, Kis € dada a cada pulso de S;. * Comos bornes L;, Lz € Ls energizados, aperta-se S; e energiza-se a bobina do relé auxiliar Ke que fecha 0 contato Kg (13-14) e energiza a bobina do contator K, * Ao mesmo tempo, o contato Ke (51-52) se abre, impossibilitando a entrada de Ker. A bobina de contato K; e seus contatos principais, ja fechados, energizam o motor com todos os resistores (Ri, Re @ Rs) intercalados no circuito do induzido. O motor inicia seu movimento com resistencia total no rotor. Com 0 contator K; € 0 relé auxiliar Ke energizados, ao se liberar 0 botdo S;, a bobina do relé Ke fica desenergizada, fechando 0 contato Ks (51-52). Como K, j4 esta fechado, a bobina do relé auxiliar Ke; se energiza e se mantém nessa condigao por meio do contato de selo Ke (13-14). * Segundo estagio - Quando S; é acionado novamente, a bobina do relé Ke energiza-se e fecha © contato Ks (23-24). Esse contato alimenta a bobina do contator K,,, que fecha o contato de selo Ki; (23-24). A bobina do contator K,; permanece energizada e seus contatos principais se fecham, retirando o estagio R; da resisténcia total. O motor aumenta sua velocidade, ficando 08 resistores Re € Rs intercalados no rotor. Ao se liberar novamente 0 bot&o Si, cessa a alimentacao da bobina do relé Ke € seu contato Ke (61-62) se fecha. Como Ki; (23-24) j4 esta fechado, Kee fica energizado através de Kg (61-62) € de K;; (23-24) e permanece nessa condig&o através de Keo (13-14) + Terceiro estagio - Apertando-se novamente o botao S,, a bobina do contator Ks se energiza e seu contato Kg (33-34) energiza a bobina do contator K12, que se conserva energizada através de Kz (13-14), fechando Kiz para energizar Kes. A bobina do contato Kye permanece energizada e seus contatos principais do novo impulso ao motor, fazendo sua velocidade crescer com a retirada do estagio R. da resisténcia total. O rotor permanece somente com Ra Liberando-se 0 botdo S,, a bobina Ke se desenergiza e Ke (71-72) energiza a bobina Kes (13- 14), deixando-a energizada. Quarto estagio - Quando S, é pulsado, energiza-se novamente a bobina Ke € 0 contato Ke (43-44) energiza a bobina Kis, Esta fecha o contato de selo K:s (13-14), fechando entéo seus contatos principais. © motor atinge a rotacdo nominal com a eliminagao dos resistores e, através das ligagdes dos bornes do contator K13, o rotor fica curto-circuitado. No sistema de partida de motor tritasico de rotor bobinado com comutagao automatica de resistores, 0 circuito de comando faz, automaticamente, a eliminacdo seqlencial dos estagios de resistores. O tempo necessério entre a partida e as sucessivas retiradas dos resistores do circuito do rotor bobinado até que este seja curto-circuitado, ¢ determinado por relés temporizados. Veja diagrama a seguir. Montador e Reparador de Comandos elétricos ( oonepip opuewog-opeulqog 40}04 WOd 09/SB}I4} JOJO Z vHI04 a eee aN | ew 7 NON pyar ea in “Yon \Hs |" ‘hen In Aoze tHOI~<. oa Montador e Reparador de Comandos eiétricos ‘Seqiiéncia operacional Apartida pelo sistema com comutacao automatica acontece na seqiiéncia descrita a seguir. + Primeiro estégio - Na condigdo inicial, os contatores Ky, Ki, Kiz @ Kis, 0s relés temporizadores Ke; @ Kez € 0 relé auxiliar Kes esto desenergizados. Pulsando-se o botdo S;, as bobinas K; € Ke: Sao energizadas simultaneamente e permanecem ligadas pelo contato de selo comum Ky (13-14). Com a bobina K; energizada, seus contatos principais se fecham e o motor comega a funcionar com todos os resistores intercalados no circuito do induzido (R;, Re e Rs). * Keo (15-18) energiza K:2. Este permanece nessa condigao por meio de seu contato de selo Kiz (13-14). Nesse instante, K,, 6 desenergizado e tem seus contatos de volta a posi¢ao de repouso. O contato K12 (23-24) se fecha e alimenta Kes que fechard Kes (23-24) e energizara novamente Ke;. Uma vez energizada a bobina Ky2, seus contatos principais de fecham e retiram do circuito o resistor Re Quarto estagio - Decorrido 0 tempo ajustado para Kes, ocorre o disparo e seu contato Ke; (15-18) se fecha, alimentando Ky que permanece energizado por seu contato de selo e abre 0 contato Kis (41-42). Este anula os demais. K;>, uma vez energizado, tem seus contatos principais fechados 0 que elimina o resistor Rs e curto-circuita 0 rotor. 116 Montadof e Reparador de Comandos elétricos iia Partida de motor trifasico com chave compensadora automatica Nesta unidade, estudaremos mais um sistema de partida para motores trifasicos. E 0 que utiliza uma chave compensadora automatica. Esse tipo de partida permite que o motor parta com tensdo reduzida e, apds um tempo determinado, passe automaticamente para a plena tensao. Seqiiéncia operacional Observe a seguir os diagramas do circuito principal e de comando do sistema de partida de motor trifésico com chave compensadora automatica. 2 60m 200 / nat a? al? «2 | of at aft ef a” eg ge i Peck aan R Te Tne ca T | Foun | Partida Automatica de Motor- Comando e Poténcia ( didatico ) Na condicao inicial, os contatores K;, Ko, Ks @ relé de tempo est&o desligados. Quando 0 botao S; é acionado, a bobina do contator K; fica energizada e relé de tempo é acionado. Os contatos K; (13-14) @ Ke (23-24) se fecham e mantém as bobinas de K; e D; energizadas e energizam a bobina de Cs. Com o fechamento da bobina de Cs, os contatos de C3 (13-14) e C3 (23-24) se fecham, tornando a bobina de C; independente do contato C; (14-14). Montador e Reparador de Comandos elétricos \Como as bobinas de C; e C3 estao energizadas, os contatos principais de C; e C3 se fecharao eo motor sera alimentado com tensao reduzida iniciando a partida. Decorrido 0 tempo pré-ajustado, o relé temporizado d; comuta, desenergizando a bobina de C; energizando a bobina de C2. Com a bobina de C2 energizada, os contatos C2 (13-14) se fecham e os Cz (41-42) se abrem, provocando a desenergizac¢ao da bobina de C3, Os contatos principais de Cz se abrem e os de se fecham. Dessa forma, 0 motor é alimentado com tensao plena (tensao nominal). Vantagens do sistema Esse sistema tem as sequintes vantagens em relacdo a partida manual: * Nao exige esforgo fisico do operador; * Permite comando a distancia; * Acomutagao da tensdio reduzida para plena tensao realiza-se no tempo previsto, independentemente da aco do operador. Montador ¢ Reparador do Comandos etcos Partida consecutiva de motores trifasicos Nesta unidade estudaremos um sistema de comando automatico de motor que permite a parti de dois ou mais motores obedecendo a uma seqiiéncia pré-estabelecida. Veremos que ha necessidade de uma temporizacao entre as partidas dos motores para proteger 0 Circuito contra os altos picos de corrente se todos partissem ao mesmo tempo. Para aprender este contetido com mais facilidade, vocé deve conhecer motores trifa sicos e relés. Partida consecutiva de motores A partida consecutiva de motores trifésicos é a série de operacdes desencadeadas por um sistema de comandos elétricos. Esse sistema introduz no circuito dois ou mais motores com suas partidas em seqiiéncia. Esse tipo de partida pode ser realizado por meio de comandos elétricos ¢ com o auxilio de relés temporizadores. ‘Montador @ Reparador de Comandos elétricos ‘Seqiiéncia operacional Os diagramas a seguir mostram 0 circuito principal € o circuito de comando de um sistema de partida consecutiva de motores trifasicos. = if Ee . 4F = eS sp pt) . F ey ne ES = a rn rr = re e = 4 Montador ¢ Reparador de Comandos eltricos Quando 0 botao s; (3-4) é acionado, energiza-se d5 (A1-A2), que fecha instantanea e simultaneamente todos os contatos fechadores d; e conserva ds(A1-A2) energizada, K,, energizada por d; (23-24), fecha K, (23-24), energizando Kz (a-b) € assim sucessivamente até energizar K, (A1-A2). Os motores partem seqiencialmente. Observacao Essas energizacdes s4o muito répidas 0 que torna dificil a percepeao dos intervalos entre uma outa. Partida consecutiva de motores com relés temporizados A partida consecutiva de motores com relés temporizadores permite a partida de dois ou mais motores, obedecendo a uma seqiiéncia pré-estabelecida. Os intervalos de tempo entre as sucessivas partidas so determinados pela regulagem de relés temporizadores, Montador e Reparador de Comandos elétricos Acircuito de comando para 0 circuito acima € mostrado a seguir. ale [eal el 6 * wis * Les ols = ols ole { x as f I eS wer oom ot “ ms og 7 ee He ms 5 Fa Montador e Repatador de Comandos elétricos Quando 0 bot&o b; é acionado, o contador C; € 0 relé d, so energizados. O motor M; parte. Decorrido 0 tempo ajustado para d,, este energiza C2 € d:. O motor Mz parte Decorrido 0 tempo ajustado para dz, este energiza C; € ds. O motor M; parte Apos 0 tempo ajustado para ds, este energiza C., dando partida a M,, 0 ultimo motor da seqiiéncia. Aplicacao O sistema de partida consecutiva é aplicado no acionamento de correias transportadoras. sextonceuento eB ora Os quatro motores devem acionar as esteiras e seu sentido de condugao é Mc, Ms, Ma, My. Assim, as ligagdes dos motores deve obedecer a seguinte ordem: M,, Mz, M3@ Mz, ou seja, no sentido inverso. Se um dos motores 6 desligado em razao de sobrecarga, por exemplo, todos os motores a frente dele no sentido da condugao serao desligados. O fornecimento de carga as esteiras € interrompido e os motores montados anteriormente continuam a funcionar até o descarregamento das respectivas esteiras Veja 0 resumo seqiiencial na tabela a seguir. Deteito no circuit Conseqisén comandado por Desiiga __Desliga Continua ligado G Me Mi, Mee Mie Me M 123 ‘Montador e Reparador de Comandos eletricos: Frenagem de motor trifasico Quando se necessita parar o motor de uma maquina, usa-se a frenagem, Os motores trifasicos podem ser freados por contracorrente e por frenagem eletromagnética. Para a frenagem por contracorrente, € necessério 0 auxilio de dispositivo denorninado relé Alnico. O funcionamento desses sistemas e seu dispositivo auxiliar é 0 assunto deste capitulo Frenagem de motor trifésico por contracorrente Frenagem de motor trifasico por contracorrente é um sistema eletromagnético de frenagem que consiste na inversdo do campo do motor. E comandado por contatores e por um dispositive de frenagem (relé Alnico), acoplado ao eixo do motor. Esse sistema usado quando hd necessidade de frear o motor de uma maquina. Seu uso é mais ‘ou menos limitado pela poténcia do motor, pois no ato da frenagem ha uma grande demanda de corrente da rede. 124 Montador e Reparador de Comandos elétricos ‘Seqiiéncia operacional Observe a seguir o circuito principal e o circuito de comando com o dispositivo de frenagem. oa n\n | se? - a — | mae i) Frenagem de motor trifasico ‘Comando e Poténcia(didatico) A partida 6 dada pulsando-se S,. Isso energiza K; (a-b), que é mantida por K; (13-14). O motor é acionado e ativa 0 dispositivo de controle de frenagem fs. Para iniciar 0 processo de frenagem, pulsa-se 0 botdo Sp, K; é desenergizado (a-b) fechando o contato abridor K; (31-32). Isso possibilita a Ke (a-b) ser alimentado por So (3-4). O motor comega aser freado. Quando a rotagao do motor diminui, 0 dispositive de controle de frenagem (relé Alnico) pré- ajustado abre 0 contato 15 (3-4), desligando K2. O processo de frenagem é interrompido. Dispositivo de frenagem . O relé Alnico é um dispositive usado no sistema de frenagem por contracorrente. E acoplado ao motor e proporciona a parada em menor espaco de tempo. As chaves do relé cortam a corrente de freio antes que a maquina pare. A ilustragao a seguir mostra um relé Alnico. O relé Alnico é constituido essencialmente por um rotor externo e um rotor interno. Montador e Repiarador de Comandos elétricos “ ‘CONTROLADOR DE ‘TAMPA DO VELOCIOADE O rotor externo & composto de um enrolamento curto-circuitado (gaiola de esquilo) alojado em um corpo cilindrico constituido por chapas de aco silicio. Sobre um mancal esta um eixo por meio do qual é feito o acoplamento com o motor. O rotor interno 6 constituido por um ima permanente, montado em um eixo sobre mancal. Nesse disco ha um disco excéntrico com roldana que aciona uma das chaves, conforme o sentido de rotagao, através de um sistema de alavancas. O acionamento da chave € controlado por meio de mola e parafuso de ajuste que atua sobre a alavanca. Funcionamento do relé O enrolamento curto-circuitado (rotor externo) ao girar sobre o ima (rotor interno), € percorrido por uma corrente elétrica que produz um campo magnético. Ainteragao entre os campos magnéticos produz uma forca cujo valor e direg&o dependem da velocidade e do sentido de rotacaio do motor. Essa forga é aplicada ao disco excéntrico. Uma forga oposta, ajustavel, que é aplicada ao eixo da alavanca é produzida pela interacéo da chave comutadora e da mola. Se a foca produzida pela velocidade de rotacao no disco excéntrico for maior que a forca oposta determinada pelo ajuste da mola sobre a alavanca, esta serao movimentada acionando a chave comutadora ¢ ligando ou interrompendo determinado circuito. O ajuste da velocidade do relé ¢ feito pelo parafuso de ajuste. Frenagem eletromagnética Um outro processo para frenagem de motor trifésico é a frenagem eletromagnética. Esse sistema de frenagem consiste em retirar a alimentagao alternada do estator e, em seu lugar, injetar uma 126 Montador @ Reparador de Comandos elétricos alimentaco de corrente continua. Com isso, 0 campo magnético do estator estaciona e provoca a frenagem do motor. O nivel de tenso CC usado para a frenagem ¢ de aproximadamente 20% da tensao de alimentacao do motor. A figura a seguir mostra um esquema de circuito de comando para um motor trifésico com reversao e frenagem eletromagnéticas. Montador e Reparador de Comandos elétricos (oonepip)erouaiog @ opuewog OO|SBsL 40}0W ap we6Geuesy sate | Her 128 Montadof e Reparador de Comandos elétricos & _ “T [oe ~ (oonepipjeauatoa e opuewog | ODISEYI4] 1O}OW ap Wabeuss4 \ Ted sore nere a NOZz 2HO9 ~Z - a 2 Montador e Reparador de Comandos elétricas Fechamento de motores tr r IfasiCos 8 i a 10}0W ap OJWBWEYIe4 | SIeUILUIa} 9 8p JOJO ou OLD OWUALUEY>2s O | woo eparoud ‘ogSewuoysues e sody :°Sq0, | a ~~ wau/soied ep soieuinu ep ejoqey z ooge=ozt'09 “Wee viens3, 4 ozty Wey I SWIDNgQO3a4 3 SO10d 4d OWAWNN OTd OySVLO¥ Va O1NIWO (ees) gana SIEUIUUE} Z} Ap SALO]OWY BP CJUaUEYOS (o1eree<) SIBUIA} 9 ap SalOJOW ap O}UBWIEYOe 4 Montador e Reparador de Comandos elétricos: Verificar o funcionamento de dispositivos de seguran¢a Fusiveis e relés sao dispositivos de seguranca colocados em circuitos elétricos para protegé-los dos efeitos de sobrecargas. Através deste ensaio, vocé poder comprovar como se comportam fusiveis e relés em situagdes em que a corrente 6 maior que a corrente nominal para a qual o circuito foi montado. Procedimentos 1. Monte o conjunto de seguranga utilizando um parafuso de ajuste para 25A e um fusivel também de 25A. 2. Verifique 0 conjunto de seguranga com o multimetro se ele apresenta continuidade. 3. Substitua, no conjunto, o parafuso de ajuste de 25A por um de 4A e verifique se 0 ajuste da tampa é perfeito. 4. Monte 0 circuito abaixo. +S; inicialmente aberta; * Orelé de sobrecarga esta ajustado para 0,64; * R. 0 reostato ajustado para 100M. 5. Acorrente do circuito é aproximadamente duas vezes a corrente ajustada. Consulte as curvas de disparo do relé e indique 0 tempo previsto para o disparo do relé do circuito. 131 Montador e Heparador de Comandos elétricos 6. Feche S; e registre 0 tempo de disparo do relé. 7. Abra S;. Espere cerca de 10 minutos, ou seja, até que o relé retorne a temperatura normal. 8. Ajuste R, para 60. Rearme o relé. 9. Agora a corrente do circuito é cerca de trés vezes maior que a corrente anteriormente ajustada. Consulte as curvas de disparo do relé e indique o tempo previsto para o disparo. 10. Feche S,. Registre o tempo de disparo do relé. 11. Abra S, € espere cerca de 10 minutos até que o relé retorne a temperatura normal. 12, Regule o relé de sobrecarga para 1A. 13, Repita os passos 5a 10 e anote o tempo previsto para o disparo e tempo real de disparo. 14, Abra S;. Compare os tempos de disparo medidos com os indicados na curva tempo/corrente. Como 0 relé atuou? 132 Montador € Reparador de Comandos.elétricos Verificar o funcionamento do comando de moior trifasico por contator Num circuito de acionamento eletromagnético, é o contator que comanda a corrente que coloca em funcionamento as maquinas. Neste ensaio, vocé vai verificar o funcionamento do circuito de um motor trifasico comandado por contator. Procedimentos 1. Monte o circuito de comando conforme o diagrama 2. Acione 0 botao S; e comprove o funcionamento do circuito de comando. 3. Acione So, desligando o circuito. 4. Desligue 0 contato K; (13, 14). Acione S;, e observe 0 que acontece com o circuito. 5. Religue o contato K; (13, 14). Monte o circuito principal conforme o diagrama a seguir. 6. Acione 0 botao S; e comprove o funcionamento do circuito principal. 7. Acione So , desligando 0 circuito. 8. Descreva o funcionamento do circuito. 133 Montador e Reparador de Comandos elétricos 3 | AOVEIUOD WOD COISEHA) ODISEH4} JOLOW | WHIO4 Oz ZHOO~E a (oonepip) eoualog & ooenues | oo | td . ‘Azz ZHO9~Z Ted nn se T ET 2 Montador e Repatador de Comandos elétricds Verificar o comando para comutacao de rede de motores trifasicos Neste ensaio vocé vai montar e verificar o funcionamento de um circuito de comando que comutara a rede de um motor trifasico. Procedimentos 1. Com auxilio de catalogos de fabricantes, faca a especificacao de todos os componentes necessarios € montagem do circuito, simulando a capacidade do motor indicada por seu instrutor. 2. Monte 0 circuito de comando conforme diagrama. 3. Acione S;. Verifique o que acontece. 4. Acione So. Verifique o que acontece 5. Acione Sz. Verifique o que acontece. 6. Desligue o circuito. 7. Teste 0 intertravamento por botdes: pulse S,, depois S2 torne a pulsar S;. 8. Monte 0 circuito principal conforme o diagrama a seguir. 9. Teste 0 funcionamento do circuito principal, repetindo os passos 2 a 7 Ddedit ‘Montador e Reparador de Comandos elétricos = ) eFDUIOd | @pay ap oedeynuOD Wd se10}0/y rey An e\)y Tl 1 9k @ opuewog | fe nozz zH09 ~€ “nV oT too 56] 1s ia 4 “a ted pe Angee zHo9 ~z im ee ee ‘Montadar e Reparador de Comandos elétricos Exercicios ee ee I [a as a 22169) e159 Wo> opuewioD Ln a10ger3 20169) aquinas Wwo> 4euoIDUNy Wonap anb saiojoU 5943 Inssod opezeWioyNe BUNDISIS WN ° ye ees wv Llp Ww | i EN eX S gy \% ENS eA gh ar ZW) 9m ZO 9 LZ ZV). VEE eo A a A ay q spep a) wi te Ww Ne H orl be f 6 Lass s errs ost Ares Fy : a 96 a of tes . a note aba ~e naee 209-2 ie ToS - __s 1 y - T @ I. 1 1387 Montador e Reparador de Comandos elétricos Verificar o comando para inversao de rotacao do motor trifasico Neste ensaio vocé vai montar e verificar o funcionamento de um circuito de comando que inverteré 0 sentido da rotagéo de um motor trifasico utilizando chaves auxiliares fim de curso. ‘As chaves auxiliares fim de curso comandam os contatores. Estes, por sua vez, comandam as correntes de acionamento dos motores. Procedimentos 10. Com auxilio de catdlogos de fabricantes, faca a especificagao de todos os componentes necessarios 4 montagem do circuito, simulando a capacidade do motor indicada por seu instrutor. 11. Monte o circuito de comando conforme diagrama. 12. Acione S;. Verifique o que acontece. 13. Acione So. Verifique o que acontece 14. Acione S2. Verifique o que acontece. 15. Desligue 0 circuito. 16. Teste 0 intertravamento por botdes: pulse S;, depois S2 e torne a pulsar S; 17. Teste 0 funcionamento das chaves fim de curso: seguindo a ordem, pulse Si, Ss, S2e Ss. 18. Monte o circuito principal conforme o diagrama a seguir. 19. Teste 0 funcionamento do circuito principal, repetindo os passos 2 a 7. 20. Pulse S; mantendo S, pressionado. Observe o que aconteceu. 21. Pulse S, mantendo S. pressionado. Verifique o que aconteceu. 22. Se 0 contato 13.14 de K, nao ligar quando S, for acionado, o que acontece com 0 funcionamento do circuito? Simule essa situagao e explique o que acontece. 138 Montador e Reparador de Comandos elétricos normal. 23. Mega e anote a corrente de partida, a corrente na reversao e a corrente em funcionamento Bo a (oonepip ) ooseyy | | 40j0u! ap ogdejo4 ap ogsienoy —_ —fopa ea 4 ev av i jo [0 > TW | Ww | | a a DW Ten TE] TE zZ Zz, oS fers T T I | a a a “| €| “ ey | — _ Zz 1S fs f f | z ; | 0s | __ a “hes a a & va en ——"——Toze zHog ~e ET node tos zt TT 6 Montador e Reparador de Comandos elétricos . [ee ee 1 (oyuawenesyiaqui ap 221591) | *eo169] e3S@ WO2 opueWo? Wn e10ge|3 ‘S021N913 SOPUELUOD AP SOID}>48X3 “ZW 40}0U! 0 sopunbas sunbje sode 9 61) TW 40}0W O- 1069) aquinBas e WoD seuojDUny wanap anb saiojow sjop inssod opezewoyne ewa3sis Win TH ew [jem Ww tba a ANA ye ANA My "on Noas al sea) ww sea) wi er) | ‘ ij | eta 96) a v ¥ es a ee a gre Ted aaah En ‘noze 209 ~e TT poze 20a ~e tt 8 5 “1 T 96) 6) st is t a TS Exercic 140 Montador e Reparador de Comandos elétricos ae ee ea Instalar motor trifasico com comando para partida estrela- triangulo Neste ensaio, em que vocé vai instalar um motor trifésico com comando para partida estrela- tridngulo, sera possivel comprovar as variacdes das correntes desse sistema de partida. Procedimentos 1. 10, 12. Ligue © motor trifasico fechado em estrela e coloque o amperimetro em série com uma das fases de modo a medir a corrente de linha. Nao energize o circuito. Faca a representacao esquematica do circuito montado. Energize o circuito Anote os valores de correntes de partida e motor sem carga. Indique quais sao os valores de corrente de linha e corrente de fase que o motor proporciona. Desenergize o motor e desfaga as ligacées. Ligue © motor trifasico em triangulo e coloque o amperimetro em série com uma das fases de modo a medir a corrente de linha. Nao energize o circuito, Faca a representagao esquematica do circuito montado. Energize 0 circuito. . Anote os valores da correntes de partida e do motor sem carga. 1. Indique quais sao os valores de corrente de linha e de corrente de fase que o motor proporciona. Desenergize o motor e desfaga as ligacoes. Montador e Reparador de Comandos elétricos Teste os elementos e monte o circuito de comando conforme o diagrama a seguir. ») opuewog-ojnBuey, ejansy) eprued oo1se4111 o21Se4u1 1010, a | Evinog oF D 6) Tes “Rae noze tHO9 2 2 tot essa Montador e Reparador de Comandos elétrico: 13.Monte o circuito principal conforme o diagrama a seguir. Z vod +1 a Gee aioe AOZZ 2HO9 ~E €S43 142 ‘Montador e Reparador de Comandos elétricos AA a AAA a ee Reversao de rotacao de motor trifasico Neste ensaio, vocé vai comandar a reversao de rotagao do motor trifasico por meio de botdes & relés temporizadores. A partida desse motor é em estrela-triangulo com contatores. Procedimentos 1. Com 0 auxilio de catalogos de fabricantes dimensione os componentes do circuito de acordo com a poténcia de motor fornecida pelo instrutor, 2. Teste todos os dispositivos que serao utilizados e disponha-os no painel. 3. Monte e teste o circuito de comando conforme o diagrama 4, Monte e teste o circuito principal segundo o diagrama. 144 Montador e Reparador de Comandos elétricos 8 | 4 (conepip)oinBuels1 ejansy, 400 ap oede}01 ap opsianay i ea 145 Montador @ Reparador de Comandos eletricos Verificar o funcionamento de motor com protecao por transformador de corrente Neste ensaio vocé vai verificar 0 comportamento de um transformador de corrente como prote¢ao de um circuito com motor trifésico com contatores para partida automatica estrela-triangulo. Procedimentos 1. Com 0 auxilio de catélogos de fabricante, especifique o material necessario para a realizacao desse ensaio e simule os valores para um motor de grande poténcia. Observagio Para dimensionar o relé térmico, nao esqueca da relagao de transformacao do transformador de corrente. 2. Monte e teste 0 circuito de comando conforme diagrama . Observacao Certifique-se de que 0 secundario do transtormador esta curto-circuitado, pois se o circuito for ligado com ele aberto, isso causaré a queima do transformador. 3. Monte 0 circuito principal conforme o diagrama a seguir e verifique seu funcionamento. Montador e Reparador de Comandos elétricos wb (oonepip) opuewog-ojnBuewy easy PpIed OOISE}I4} ODISE}1A} 4030} Z vHOd 96, Ls $6) Tea pn ngez 2H09 ~e To Ts Ts TT E le Tt Montador e Reparador de Comandos elétricos TwHI0d ssa 44g Montador e Reparador de Comandos elétricos Verificar o funcionamento de motor com partida automatica © emprego do autotransformador na partida de motor tritasico é muito difundido, pois possibilita diminuigao do pico de corrente e razoavel conjugado na partida. A montagem do circuito de comando de acionamento de motor que vocé vai fazer, ter um autotransformador que permite a partida de motor trifasico com tensao reduzida. Procedimentos 1. Conecte o circuito de comando, conforme o diagrama 2. Ajuste o relé temporizador Ka para 10 segundos. 3. Acione o botdo S;. Comprove a seqiiéncia de funcionamento: + Energizagao de Ks e Ke; + Energizagao de Kz através de Ko: + Desenergizacdo de K; através de Ki e energizagao de C;. 4. Acione So desligando o circuito. 5. Conecte 0 circuito principal conforme diagrama a seguir. 6. Acione o botdo S; e observe atentamente o amperimetro. 7. Elabore 0 grafico da variagéio da corrente observada durante a partida. 8. Desligue o circuito. 149 Montador e Reparador de Gomandas eléticos HOON @P EOHEWOINY epIed ss4a TvHIOd ~(oonepip ) eiougioa @ opuewog | - Fs rs ns neat nae aba owe an09 ~e 150 Montador e Reparador de Comandos elétricos Verificar o funcionamento de motor com partida por autotransformador Neste ensaio, vocé vai montar ¢ testar um circuito de comando de motor trifasico com contatores para partida por autotransformador. Vocé vera que esse circuito também permite a reversdo comandada por botées e relés temporizados. Procedimentos 1. Dimensione os componentes do ensaio com auxilio de manuais e catalogos de fabricantes. 2. Monte e teste o circuito de comando mostrado. 3. Monte e teste 0 circuito principal de acordo com o diagrama. Montador e Reparador de Comandos elétricos -40]0/W @p BONEWOINY epIed VHIOd F |. | | I ew fe 91) st m 3 a 1 2 sia tg za re Seema to" n0zz 2H09 ~Z Montadér e Reparador de Comandos elétricos 3~ 60Hz 220V Partida Automatica de Motor- Poténcia ( didatico ) Montador e Reparador de Comandos elétricos Instalagao de motores trifasicos com contatores para partida consecutiva Neste ensaio, vocé vai montar e testar um circuito de comando de motores trifésicos com contatores para partida consecutiva. Procedimentos 4. Dimensione os componentes do ensaio com auxilio de manuais e catalogos de fabricantes. 5. Monte e teste 0 circuito de comando mostrado. 6. Monte e teste 0 circuito principal de acordo com o diagrama. 154 Montador @ Reparador de Comandos elétricas YN a oa zs |sp \HIs z = wes ee en) AOZZ ZHO9 ~Z = — Te — 155 Montador e Reparador de Comandos elétricos ae Fs ( conepip ) efoug}oq-Soolseyy saiojow ep BANNoasUOD eped 3 aT pa poze evga we ‘Montador @ Reparador de Comandos elétricos Verificar o funcionamento de motor Dahlander Neste ensaio, vocé vai montar um circuito com contatores para motor Dahlander para comutacao polar comandada por botdes. Procedimentos 1. Com 0 auxilio de catdlogo e manuais de fabricantes, faga a especificacao dos componentes necessarios a montagem do circuito, de acordo com uma poténcia simulada fornecida pelo docente. 2. Monte e teste o circuito de comando de acordo com o diagrama. 3. Monte e teste o cirouito principal. 4. Teste 0 circuito e mega as velocidades. ‘Montador @ Reparador de Comandos elétricos (ean DY opuewog-sepuejyeg 10j}0W “@VHIO4 ESa zz a en gj os « 4 Las ml be 0s od hanes dl 36 fre zs ame SS Oz 2HO9 ~Z 158 Montador e Reparador de Comandos elétricos = 1. to bP e1ougiod-Jepuelyeq 10}, 1 WHIO4 |! eet re eee ee) v te a n 3.15 a rs Montador e Reparador de Comandos elétricos Verificar o funcionamento de motor Dahlander com reversao de rotacgao Neste ensaio, vocé vai montar um circuito para motor tipo Dahlander com contadores. Esse circuito permite a comutacao polar e a reversdio comandada por botdes. Procedimentos 1. Monte e teste o circuito de comando de acordo com o diagrama. » Monte e teste o circuito principal de acordo com o diagrama ... 3. Ligue o motor em velocidade baixa e mega a corrente de pico e a corrente nominal 4, Desligue o motor e aguarde sua desaceleraca: . Ligue-o novamente em alta velocidade e mega a corrente de pico e a corrente nominal. 5. Ligue o motor em velocidade baixa e depois passe para a velocidade alta, no mesmo sentido. Mega a corrente de pico. 6. Compare o valor da corrente de pico do passo 4 e do passo 6. Por que o valor do passo 4 é maior? 7. Ligue 0 motor em alta velocidade em um sentido e inverta a rotagao, medindo 0 pico de corrente. 8. Por que 0 pico de corrente na reversao 6 maior? 9. Que modificacdes devem ser feitas no circuito de comando que impegam que a reversao seja feita sem que 0 circuito seja desligado antes? 10. Implemente sua modificagao no circuito e veja se funciona. 160 ‘Montador e Reparador de Comandos elétricos I z a) ( conepip Jopuewog-sepuelyeq odiy o2}sey1,3 Jo}OW ap OBsJeney @vHio4 rr rs a ns i 7 wes "Nozze ZH09 ~2 pen ©6533 Montador ¢ Reparador de Comandos elétricos ( oonepip ) elo ne Ug}Oq-Japue| Montador e Reparador de Comandos elétricos Verificar o funcionamento de motor Dahlander com relés temporizados Neste ensaio, vocé vai montar um circuito de comando de motor trifésico Dahlander, com contatores para comutacdo polar e reversao comandada por botdes e relé temporizadores. Procedimentos 1 Analise 0 circuito de comando a seguir, verifique a fungao dos sinalizadores e determine suas cores. Monte e teste 0 circuito de comando da figura anterior. Monte 0 circuito principal de acordo com o diagrama Ajuste os temporizadores para 5 segundos. Ligue o circuito e mega a corrente de partida. Compare a corrente de partida medida com a corrente de partida de alta velocidade do ensaio anterior. Por que a corrente de partida deste circuito € menor? Determine a cor ¢ instale uma lmpada sinalizadora de sobrecarga. Faga um novo diagrama de comando utilizando a programacao de contatos. Montador e Reparador de Comandos elétricos nove 209-8 164 Montador 6 Reparador de Comandos elétricos & fo ( oonepip ) efousiog-sepuelyeq odiy o9}sey143 40,0 ap OBSIeneY, T vHIOs - BO i N0ze ZHO9~E 8 ee we TT a 16S Montador e Reparador de Comandos elétricos Verificar o funcionamento de motor trifasico com rotor bobinado Neste ensaio, vocé vai instalar um motor trifasico de rotor bobinado com comutacao semi- automatica de resistores comandada por botoes. Procedimentos 1. Consultando catélogos e manuais dos fabricantes, especifique os componentes necessarios montagem do circuito. 2. Teste os componentes e monte o circuito de comando conforme o diagrama do passo 1. 3. Teste o circuito de comando e faga corregées, se necessério. 4. Descreva a seqiiéncia operacional de funcionamento do circuit 5. Monte 0 circuito principal conforme diagrama. 6. Pulse 0 botdo S, uma vez. Mega e anote a velocidade do motor e a corrente de partida. 7. Pulse 0 botdo S; novamente. Meca e anote a velocidade do motor. 8. Pulse 0 botao S, mais uma vez. Mega e anote a velocidade do motor. 9. Pulse 0 botdo S,. Mega e anote a velocidade do motor e a corrente nominal. 10. Verifique quantas vezes a corrente de partida do passo 6 é maior que a corrente nominal (passo 9) Montador e Reparador de Comandds elétricos ( 091 NepIP ) opuewo5-opeuiqoq 40104 WOd 09/SEj11} 10}0/N | z vitlod | é a aT bee nazz zH09~z ‘Montador e Fleparador de Comandos elétricos: Motor trifasico com rotor bobinado-Poténcia ( didatico ) Montador @ Reparador de Comandos elicos Verificar o funcionamento de motor trifasico com rotor com comutacao automatica Neste ensaio, vocé vai instalar um motor trifasico de rotor bobinado com comutagao automatica de resistores, Procedimentos 1. Teste os componentes e monte o circuito de comando conforme diagrama. 2. Teste 0 circuito de comando. Se necessario, faca corregées e descreva a seaiiéncia operacional de funcionamento do circuito. 3. Monte o circuito principal conforme diagrama. Teste 0 funcionamento do circuito. 5. Regule os relés temporizados para aproximadamente 10 segundos e mega a velocidade do motor em cada estagio da partida. . Qual a vantagem deste tipo de partida em relagao a partida do ensaio anterior? ‘Montador e Reparador de Comandbs elétricos 5 Le os I (conepp) opuewiod-opeuiqog 10104 W09 09158}12) 10101 Zz vH1o4 a fe nozz 7H09~2 ee ee Man wa ves Ee so FOLHA 1 Motor trifasico com rotor ‘Montador Reparador de Comandos elétricos bobinado-Poténcia ( didatico ) T 3~60Hz 220V pat aE Montadar e Reparador de Comandos elétricos Verificar o funcionamento de frenagem de motor trifasico por contracorrente Neste ensaio, vocé vai montar e verificar 0 funcionamento de um circuito de frenagem por contracorrente utilizando o relé Alnico e de outro circuito de frenagem eletromagnética. Procedimentos 1. 2. 3. Teste todos os dispositivos que serao utilizados na montagem e disponha-os no painel. Execute as conexées do circuito de comando conforme o esquema. Teste 0 funcionamento do circuito de comando. Para o teste, simule o relé Fs com um curto- circuito. Monte o circuito principal segundo o diagrama abaixo. Verifique 0 funcionamento do circuito acionando S;. Apés 0 motor estabilizar a rotagdo, pulse So € observe a frenagem. Mega e anote a corrente de frenagem do motor. Montador e Reparador de Comandos elétricos EE ws \HIs g ves on ‘nozz 2H09 ~Z 173 Montador @ Repatador de Comandos eetricoe 7. Para veriticar o funcionamento do circuito com frenagem eletromagnética, execute as conexées do circuito de comando conforme o préximo diagrama. 8. Teste 0 funcionamento do circuito de comando. 9. Monte 0 circuito principal segundo o diagrama a seguir. 10. Verifique o funcionamento do circuito principal. Observacio Antes de inverter o sentido de rotago do motor, mantenha S, pressionado até a frenagem total do motor. 11. Mega o tempo de frenagem total do motor e instale um temporizador que mantenha o motor sob frenagem durante esse tempo. 12. Compare os dois tipos de frenagem e relacione suas vantagens e desvantagens. Montador e Reparador de Comandos elétricos i Z i 5 | (conppip)elougiog @ opuewog oojsej|4} 10}0W ap Wabeualy | ber ea g zg x S g mE g \as ‘\ ows yon (\ 0s i LF ved an Sn L ‘A0ZZ ZHOO ~Z Tt Te T T a = ‘Montador e Reparador de Comandos elétricos of 8 (conepip)elougjog 9 opuewog 09158410 Jo}OW ep weGeueL, 4 | noze zHi09 ~€ 1 | | 176 see to