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Conceitos, características e importância da motivação no acompanhamento ao

aluno distante.
Patricia Jantsch Fiuza, Alejandro Rodrigues Martins
Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC/PPGEP/LED
Laboratório de Ensino a Distância - Campus Universitário – Florianópolis/ SC – 88040-970
patricia@led.br, martins@led.br

Resumo:
O desenvolvimento de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) fez no final da
década de 90 ressurgir a Educação a Distância (EaD) no Brasil. Neste avanço da EaD muitos
questionamentos, métodos, práticas precisam ser repensados e para isso as Universidades têm buscado
juntamente com seus pesquisadores alternativas viáveis para não repetir os erros do passado, quando a
descontinuidade dos projetos, principalmente governamentais, pouca vinculação às necessidades da
clientela e do país, falta de critérios e divulgação das avaliações e resultados e falta de credibilidade de
alguns projetos levaram algumas iniciativas ao fracasso (Nunes, 1996).
Com a percepção da necessidade de acompanhamento mais efetivo surge a importância das
equipes de suporte ao aluno. No Laboratório de Ensino a Distância (LED) da Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC) a equipe de monitoria trabalha neste sentido, fazendo os elos de pertencimento e
entrosamento afetivo dos alunos, oferecendo as informações necessárias, bem como, mantendo-os
engajados no curso. No desenvolvimento deste trabalho percebeu-se a importância do papel motivacional
do monitor e a necessidade de realização de um diagnóstico para o definição de um modelo de conduta.
Quando nos referimos ao processo ensino-aprendizagem, os estudos enfatizam a importância para
o docente dos motivos, necessidades e interesses que levam os alunos adultos a aprenderem (Campos,
1972; Knowles, 1998) porém, existem poucos estudos sobre a importância dos aspectos motivacionais do
aluno em relação ao serviço de acompanhamento. O contato estabelecido pela equipe de apoio por meio da
utilização de ferramentas, tais como: Internet, telefone, correio postal, correio eletrônico, encontros
presenciais, entre outros, precisa estar embasado para a atividade desenvolvida ser realmente significante
ao aluno.
Este artigo apresenta os resultados da pesquisa feita com alunos do Mestrado Presencial-Virtual
desenvolvido pelo LED/UFSC por meio da Videoconferência sobre a importância dos aspectos
motivacionais envolvidos no acompanhamento oferecido aos mesmos.

Palavras Chaves: Motivação, Educação a Distância, Sistema de Acompanhamento

1. Introdução

O cenário sócio-econômico deste início de século, fortemente influenciado pela


globalização econômica exige dos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, como
é o caso do Brasil, uma postura ativa no sentido de se adaptar e sobreviver a esta
realidade. A possibilidade de comunicação imediata (on line) faz com que a informação
chegue ao mesmo tempo no mundo todo permitindo maior rapidez nos processos de
mudança sejam eles políticos, econômicos, educacionais ou sociais.

A velocidade da informação propicia e, ao mesmo tempo, é influenciada pelo


desenvolvimento das NTIC e exige de todos uma nova forma de ver, sentir e organizar a
sociedade. Nesse sentido, a educação a distância possibilita uma alternativa viável de
oferecer educação para esta demanda constante por conhecimento.

Considerando o contexto brevemente exposto, O Laboratório de Ensino a Distância (LED)


da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) oferece EaD para diversos públicos-
alvos, podendo ser destacados os cursos de Capacitação que atende grande contingente
de alunos, Graduação (na qualidade de complementação de licenciatura), Especialização,
atendendo grupos de no máximo 60 alunos e cursos de Mestrado e Doutorado com
turmas de 30 alunos, todos estes cursos são desenvolvidos em parceria com outras
instituições.

Este artigo relata alguns dados coletados pela autora por meio de questionário junto a
uma amostra de alunos dos cursos de Mestrado Presencial Virtual do LED. Esta pesquisa
servirá para a elaboração da dissertação da autora a ser apresentada no Programa de
Pós-Graduação de Engenharia de Produção da UFSC para obtenção do título de Mestre.

2. Educação a Distância (EaD)

A Educação a Distância pode ser definida sob diversos aspectos, geralmente de caráter
descritivo e baseados no ensino convencional, onde a distância ganha destaque na
diferenciação das modalidades. Porém Litwin (2001) destaca que a educação a distância
não mais se caracteriza pela distância, uma vez que a virtualidade permite encontros cada
vez mais efetivos que possibilitam de fato a educação. Para a autora, o traço que distingue
esta modalidade é a mediatização das relações entre docentes e alunos.

Moore (1996) também destaca o papel da mediação como fundamental para que o
processo ensino-aprendizagem ocorra e caracterize a educação a distância.

"A educação a distância é um aprendizado planejado, que normalmente ocorre em


local diferente do ensino, por isso requer técnicas especiais na elaboração do
curso, técnicas instrucionais especiais, métodos especiais de comunicação
eletrônica e outras tecnologias, assim como uma organização especial e estratégias
administrativas" (Moore, 1996, p. 2)
Considerando a definição de Preti (1996, p. 27) temos que "a educação a distância
coloca-se então, como um conjunto de métodos, técnicas e recursos, posto à disposição
de populações estudantis dotadas de um mínimo de maturidade e de motivação suficiente,
para que, em regime de auto-aprendizagem, possam adquirir conhecimentos ou
qualificações a qualquer nível".

Esta última conceituação infere a necessidade de características especiais nos alunos


para que a EaD seja realizada. Isso remete a importância do perfil do aluno para o ensino
a distância que requer do aprendiz autonomia para determinar os tempos e espaço de
estudo. Entretanto, Litwin (2001) destaca que a autonomia não deve ser confundida com
autoditatismo, pois nesta modalidade de ensino o aluno conta com uma proposta
pedagógica e didática além de uma infra-estrutura de apoio.

Para Fiuza, Matuzawa e Martins (2001) a autonomia leva a uma característica essencial
da educação a distância: o estudo independente. Este conceito foi inicialmente
desenvolvido por Charles A. Wedemeyer, da Universidade de Wisconsin e freqüentemente
é usado para descrever a educação a distância no nível universitário (Keegan, 1996: 58).
De acordo com os conceitos de autonomia e estudo independente, o aluno adulto é o que
mais se adapta ao modelo do ensino a distância. Dentre as justificativas, acredita-se que o
adulto tem capacidades reais de efetuar tarefas mais complexas, elaborar sínteses e
hipóteses.

Considerando o aluno adulto, encontra-se na andragogia os princípios básicos da


educação de adultos que permitem elaborar processos mais efetivos para a aprendizagem
neste público específico. De acordo com Knowles (1997) os seis princípios são: 1) a
necessidade de saber do estudante; 2) o auto-conceito do estudante; 3) experiência
anterior do estudante; 4) prontidão para aprender, 5) orientação para aprender e 6)
motivação para aprender. Além dos princípios da andragogia, é necessário entender o
modelo de curso adotado para que todas estas características possam ser consideradas
de acordo com as necessidades dos envolvidos.
O Laboratório de Ensino a Distância da UFSC utiliza um modelo denominado Presencial
Virtual para os cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu. Este modelo utiliza a tecnologia
da videoconferência interativa, através da qual efetiva-se o diálogo imediato entre
professores e alunos, através da transmissão de áudio e vídeo em tempo real. Esta
característica confere e resulta na sensação de professores e alunos estarem
efetivamente presentes em um mesmo espaço, pertencendo a um único grupo interativo.
Cabe salientar porém que além das aulas por videoconferência, integram este modelo de
pós-graduação aulas presenciais, workshops, seminários presenciais e um ambiente de
aprendizagem on-line com espaço para aprendizagem colaborativa além da figura do
monitor.

Para Fiuza, Matuzawa e Fonseca (2001) o modelo de curso adotado pelo LED prima pela
qualidade do atendimento individualizado que presta aos envolvidos no curso, incluídos aí
professores e alunos. A equipe de monitoria é, nesta estrutura, a responsável pelo contato
direto com os alunos e professores e visa manter a comunicação entre os envolvidos e o
engajamento dos alunos no curso. Cada monitor é responsável por turmas específicas, as
quais ele deve acompanhar do início até o final do curso com a defesa da dissertação dos
alunos.

O monitor é o agente responsável pela integração deste modelo, realizando ações de


socialização por meio do estabelecimento de contato entre alunos e professores e
estimulando a motivação para a aprendizagem. É atribuída ao monitor também a função
de auxiliar em questões de acesso tecnológico, incentivando o uso do ambiente online de
aprendizagem e esclarecendo dúvidas referentes ao mesmo pois, a crescente utilização
das NTIC criam a necessidade de profissionais capacitados para o preparo de alunos e
professores para o uso das tecnologias escolhidas.

É importante salientar que o monitor trabalha nos cursos de Mestrado Presencial Virtual
sem envolver-se com as questões de conteúdo e avaliação de aprendizagem, pois estas
questões dizem respeito ao professor responsável da disciplina. É ele também quem deve
aplicar e analisar os questionários de perfil da turma, das avaliações das disciplinas
cursadas e do modelo do curso.
3. Motivação

A maioria das teorias de motivação foram desenvolvidas por psicólogos para a área de
Recursos Humanos na Psicologia Organizacional, porém, por ser a motivação uma
característica estritamente humana, a Psicologia Educacional também se apropriou e
desenvolveu pesquisas sobre a importância deste aspecto da psicologia dos indivíduos no
processo ensino-aprendizagem.

Para Campos (1993) a motivação constitui o centro de interesse de todo processo


educativo, onde a aprendizagem é um processo de atividade pessoal, reflexiva e
sistemática que depende do acionamento das potencialidades do educando sob a
orientação do educador a fim de conseguir um ajustamento pessoal e sócio-cultural
adequados.

Destaca-se neste sentido, o papel do professor enquanto condutor e estimulador da


motivação do aluno. Contudo, é necessário considerar as características específicas do
aluno adulto. Lowe (apud Aretio, 1994) afirma que “La persona adulta estará motivada
para participar en una actividad organizada de aprendizaje si se da cuenta de que eso le
ayudará a resolver un problema personal, social o profesional, o le hará más feliz” (Lowe,
1978: 67).

A importância da motivação vem sendo destacada não só na educação convencional, mas


também em suas diversas modalidades, principalmente na EaD, pois

“Se em todo processo de aprendizagem ela é determinante, no caso de


um ensino a distância torna-se mesmo o factor imprescindível para seu
êxito. O interesse que o adulto tem e mantém na actividade desenvolvida
é o motor que conduz o processo (...) O aluno adulto não é obrigado
institucionalmente a estudar apenas o faz se e enquanto estiver motivado.
Assim, torna-se essencial conhecer as suas motivações específicas para
que a elas se atenda quando da elaboração de unidades didácticas e/ou
cursos a distância” (Ferreira, 1985: 29).

O aspecto motivacional sempre estará agindo sobre o indivíduo salientando a importância


desta característica no processo ensino-aprendizagem. A seguir, relata-se os dados
referentes a pesquisa de perfil dos alunos dos cursos de Mestrado Presencial Virtual do
LED.

4 – Alguns dados relacionados a motivação dos alunos do LED

Fiuza, Matuzawa e Martins (2001) utilizando informações obtidas por meio da aplicação do
Questionário de Perfil criado pela equipe de monitoria destacam os fatores motivacionais
dos alunos. Considera-se para tanto, os dados de 1999 e 2000 com todas as turmas de
mestrado a distância do PPGEP. O questionário de perfil foi aplicado via Internet nas 34
turmas que tiveram o início de curso no período compreendido entre fevereiro de 1999 e
junho de 2000. Destas turmas contabilizou-se um total de 1027 alunos, sendo que 890
responderam ao questionário, o que corresponde a uma média de 86,66% de respostas. A
idade média ficou estimada entre os 30 e 49 anos, com um total de 340 respostas que
perfazem 38,9% das respostas.

Os resultados obtidos a partir da coleta dos fatores motivacionais dos alunos adultos dos
cursos somam os seguintes percentuais em um total de 1902 ocorrências:
Fatores Motivacionais Ocorrências
Atualização profissional 440
Aprimoramento/ realização pessoal 272
Base teórica para aplicar na profissão 267
Interesse pela área de concentração 220
Desafio pessoal 195
Necessidade de titulação 186
Possibilidade de troca de experiências 173
Interesse em ingressar em uma instituição de ensino 129
Outros 20
Fonte: Adaptado do Relatório de Perfil Geral dos alunos a Distância do LED, 2000
Fatores Motivacionais
1%
9%
23%
10%

14% 14%

12% 10%
7%
Atualização Base teórica
Necessidade de titulação Interesse/instituição
Interesse pela área Aprimoramento/realização
Desafio pessoal Troca de experiências
Outros

Fonte: Relatório de Perfil Geral dos alunos a Distância do LED, 2000.

Fazendo uma rápida análise destes dados pode-se perceber que o grande motivo que
move estes alunos é a necessidade de estarem atualizados no mercado de trabalho,
altamente competitivo no Brasil, pois a formação superior não é apenas o privilégio de
poucos mas sim a necessidade de muitos. Para uma análise aprofundada da influência
deste aspecto nos alunos do LED aplicou-se um questionário específico sobre motivação
cujos dados podem ser apreciados no próximo tópico.

4.1 - Resultados da pesquisa sobre motivação

Para entender melhor o que realmente age no interior destes alunos com relação ao
aspecto motivacional, realizou-se uma pesquisa com turmas de seis parcerias diferentes
do Laboratório. Essa amostra corresponde a seis turmas de áreas de concentração
diferentes totalizando 163 alunos – cada turma acompanhada por um monitor diferente.
Desta amostra, 48 alunos responderam o questionário on line que foi enviado por e-mail,
fazendo um percentual de 29,45% de respostas

A primeira parte do questionário foi destinada as perguntas relacionadas a identificação


dos alunos respondentes. A segunda parte ficou reservada para as perguntas que diziam
respeito aos motivos para a escolha deste modelo de mestrado, a importância do uso de
tecnologias, a preocupação do curso com a motivação tanto no período de créditos como
de orientação para elaboração da dissertação e o papel da Equipe de Monitoria com
relação ao aspecto motivacional.

Com relação ao perfil dos alunos que responderam ao questionário temos que 31 alunos,
ou seja, 64,5% dos alunos são do sexo masculino e apenas 17 alunas mulheres, que
perfazem 35,5% do total de respostas.

SEXO

35 31
30
25
20 17
15
10
5
0
Masculino Feminino

Masculino Feminino

Fonte: Dados do questionário específico sobre motivação aplicado nos alunos do LED, 2002.

Os dados referentes aos estados do Brasil alcançados pela pesquisa e as instituições


parceiras do Laboratório podem ser vistos na tabela e nos gráficos abaixo que apresentam
as porcentagens de respostas. Estes dados demonstram a abrangência dos cursos
oferecidos pelo LED.

Parceria Localização
Instituto Metodista Izabela Hendrix Minas Gerais
Instituto Granbery da Igreja Metodista Minas Gerais
Instituto Anísio Teixeira – Sec de Educação da Bahia Bahia
Universidade Católica de Goiás - UCG Goiás
Universidade Brasília - UNEB Distrito Federal
Tecpar - Paraná Paraná
Fonte: Dados do questionário específico sobre motivação aplicado nos alunos do LED, 2002.

LOCALIZAÇÃO INSTITUIÇÃO PARCEIRA


6%
15% 18%
15% 15%
2% 10%
15%
15%

17% 17% 19%


16% Instituto Metodista Izabela Hendrix
20% Instituto Granbery da Igreja Metodista
Instituto Anísio Teixeira - Secretaria de Educação da Bahia
Bahia Distrito Federal Goiás Universidade Católica de Goiás - UCG
Universidade Brasília - UNEB
Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro
Tecpar - Paraná
Não respondeu Não Respondeu

Fonte: Dados do questionário específico sobre motivação aplicado nos alunos do LED, 2002.

Para as questões ligadas a percepção dos alunos em relação aos aspectos motivacionais
utilizou-se uma escala de preferência a ser atribuída para cada alternativa. A escala de
preferência varia dentro de um valor em ordem crescente de 1 a 5, onde o número 1
corresponde ao nível de menor importância e o número 5 ao maior nível de importância
conforme figura 1.
Figura 1. Escala de Preferência

Ao pesquisando foi solicitado assinalar no questionário qual categoria de sua preferência


em relação a questão proposta. O algarismo assinalado pelo pesquisando representa o
peso na preferência atribuída a cada resposta. A análise dos resultados foram obtidos
baseados na escala (1-5) a respeito da importância atribuída pelos alunos às questões
com relação a motivação. A seguir apresenta-se uma tabela com a distribuição dos
valores atribuídos pelos alunos nas questões 2, 3, 4 e 5 do questionário.
Importância atribuída pelos alunos para 1 2 3 4 5
MOTIVAÇÃO PARA O USO DAS TECNOLOGIAS 1 0 1 11 35
MOTIVAÇÃO NA FASE DE CRÉDITOS 1 0 13 19 15
MOTIVAÇÃO NA FASE DE ORIENTAÇÃO 3 6 15 10 14
ATUAÇÃO DA MONITORIA NA MOTIVAÇÃO 1 3 10 11 23
Fonte: Dados do questionário específico sobre motivação aplicado nos alunos do LED, 2002.

Sobre a percepção da importância do uso das tecnologias na educação, a maioria dos


alunos atribuiu o peso 5, indicando a variável altamente importante. Com relação aos
aspectos motivacionais os alunos consideraram o peso 4 para a manutenção da
motivação durante a fase de créditos e o peso 3 durante a fase de orientação. Estes
dados confirmam umas das hipóteses da autora, que também é uma constatação da
equipe de monitoria que é observada pela diminuição de contato estabelecido pelos
alunos a partir do término das aulas pela VC, quando o contato síncrono passa a ser
substituído pelo contato assíncrono via e-mail e ambiente on line de aprendizagem.

Os dados sobre a atuação da monitoria na motivação demostram que a maior parte dos
alunos num percentual de 47,91% considera o peso 5, ou seja, o nível mais alto de
importância para esta questão. Esta constatação reforça a importância da monitoria como
agente fundamental para a manutenção da motivação nos alunos. O gráfico abaixo
apresenta as respostas coletadas com os alunos.
DISTRIBUIÇÃO DOS DADOS DAS
RESPOSTAS DOS ALUNOS SOBRE
MOTIVAÇÃO

40
OCORRÊNCIAS

30
20
10
0
1 2 3 4 5
ESCALA DE PREFERÊNCIA
USO DAS TECNOLOGIAS
MOTIVAÇÃO NA FASE DE CRÉDITOS
MOTIVAÇÃO NA FASE DE ORIENTAÇÃO
ATUAÇÃO DA MONITORIA NA MOTIVAÇÃO

Fonte: Dados do questionário específico sobre motivação aplicado nos alunos do LED, 2002.

5. Considerações Finais

Para atender a demanda por novos conhecimentos que o atual cenário mundial apresenta
é necessário que a educação se flexibilize. Esta característica é intrínseca ao conceito de
Educação a Distância. A EaD é capaz de atender um grande número de pessoas que não
teriam acesso a educação convencional. Entretanto, o desenvolvimento de cursos nesta
modalidade exige uma estrutura capaz de manter os alunos envolvidos motivados, e isto é
um grande desafio.

Os dados apresentados neste artigo, são parte de uma pesquisa que visa diagnosticar a
situação da motivação dos alunos desta modalidade de ensino. A análise parcial destes
dados indicam a importância do trabalho de acompanhamento como elemento estimulador
do aluno no ensino a distância. O acompanhamento busca atender as necessidades do
aluno seja em relação aos assuntos acadêmicos, operacionias ou motivacionais, pois com
o atendimento das necessidades dos alunos é possível criar condições para que
habilidades relacionadas a EaD se desenvolvam.
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