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A cerimônia do Pilão de Osògíyán no Brasil-

Durante o Século XIX sob a liderança da Iyá Nasò Oká,originária de Oyó,inicia-se


então o processo de reorganização de cultos,a partir de informações de vários sacerdotes
e sacerdotisas africanas durante a diaspora no processo de escravidão negra ocorrido a
partir do seculo XVI. Ela então,retorna a Africa e de lá traz consigo ,Bangbosé Obìtiko
das longíquas terras de Ketu,onde então exerceu o papel de Babalawó,para que fosse
estabelcido então, em terras brasileiras toda a reorganização e contexto das litúrgias
africanas de origem.É fundado então no seculo XIX na Barroquinha, o Terreiro Iyá Omí
Ayrá Intilé, Àse Iyá Naso Oká,que estabelece então todo o modelo de recriação do que
se passou a ser conhecido,como "Candomblé" no Brasil.
Os ciclos festivos passado então a ser denominados de "Ajòdún" (Ciclo de festas
anuais) de tradiçã Nagò/Yorubá,ganham liturgias e cerimônias próprias recriadas
inicialmente no hoje connhecido Terreiro do Engenho Velho de Salvador,e que mais
tarde,foram adotados pelos demais terreiros de cultos Nagò.
A cerimônia do "Pilão de Osògiyán" dá sequência então,ao ciclo das águas de Osáalá-
Celebrando o ciclo de colheita dos inhames novos, aqui abaixo segue uma breve
descrição da cerimônia dentro do seu contexto e aspecto externo: O pilão de Osòguian
vem como sequencia das águas de Osáaala, é quando Osògíyán comemora a volta do
pai a sua cidade, pois ele havia ficado preso longos anos no palácio de Xangô.

São trazidos para o barracão os apetrechos de Osògíyán, destacam-se um banquinho


branco e o pilão envoltos em um tecidos branco. No meio do barracão é colocado o
banquinho e em cima dele o pilão, formando uma especie de altar coberto pelo Alá que
já está estendido. Inicia-se a festa com um xirê para Osògíyán o qual se faz presente
através dos filhos para ele iniciados dança à frente do pilão e comemora a volta de seu
pai Orìsà Olùfón, as suas terras, e redime-se perante ele do erro cometido pelos súditos
de Sangô. Alguns atoris são distribuídos a determinados membros,estes, por sua vez.
Saem tocando os ombros dos presentes, relembrando a guerra ocorrida em Ejigbò;
momento em que vários Orìsà se manifestam para participarem da alegria de Osáalá ,
chegando ao final da festa todos os Orìsá menos Sangò que leva o pilão de volta ao
quarto de Osaálá.