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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA

JBMT
Nº 70060822640 (Nº CNJ: 0274827-03.2014.8.21.7000)
2014/CRIME

. Ausência de ofe controlava, de dentro do


presídio, FABIANO, disse fazê-lo não para varejo,
mas para uso compartilhado. Conduta esta que
não está
que associados, ao longo de meses,
mantivessem tão escasso contato sobre os
negócios. Se associação voltada à compra,
distribuição e venda de drogas. ALINE e FABIANO
atuavam, nessa lógica, como longa funções
descritas, os acusados também praticaram o
delito de tráfico de drogas denunciado nestes
autos, na forma nsa ao artigo 2° da Lei 9.296/96.
Não há dúvida, ainda, de que as defesas poderiam
ter tido acesso a esses
provimentos.Desnecessidade de degravação integral
do conteúdo das interceptações telefônicas que é
prova suficiente, i manus de FAECO,
executando seus comandos extra-muros e
viabilizando as operações do grupo. Pela dinâmica
estabelecida, possível concluir com firmeza que os
três dividiam os lucros do empreendimento,
mantendo relação estável e permanente.
Desempenhando as mpõe-se a condenação pelos
delitos de tráfico de drogas e de associação pelo
tráfico, de forma autônoma. Afinal, o intuito da
segunda é sempre a promoção do primeiro, de
modo que submeter um ao outro redundaria a
negativa de vigência ao artigo descrita nem
implicitamente na denúncia, estando tipificada no
artigo 33, § 3°, da Lei 11.343/06.
Por fim, não há como reverter a absolvição de
JORGE, MARILENE e ANELISE. A prova trazida
pela acusação para provar a associação entre
FAECO e JORGE, seu irmão, resume-se a um
diálogo. Seria sobremaneira incomum 35 da Lei
11.343/06. Resta, nesse contexto, apenas fazer a
diferença entre a associação e o mero concurso de
agentes, já que este, por óbvio, não constitui crime
autônomo. A diferença consiste na pdo princípio
da consunção.
2.2 – Tráfico e associação para o tráfico
Está suficientemente demonstrado nos autos,
em especial a partir das conversas interceptadas,
que RAFAEL de coautoria do artigo 29 do Código
Penal.
Sobre o tráfico de drogas, consistiu na
apreensão de 2 kg de crack e 0,5 kg de cocaína na
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA

JBMT
Nº 70060822640 (Nº CNJ: 0274827-03.2014.8.21.7000)
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posse de ETIELE, que os transportara de Porto


Alegre até Santa Maria, sendo flagrada na estação
rodoviária. A ré atuou como “mula”, contratada e
orientada por FABIANO, atendendo às ordens de
FAECO. ALINE corroborou com a logística do
transporte, contatando varejistas e repassando os
dados apontados por RAFAEL. De qualquer forma,
ETIELE não estava associada aos demais. Fora,
meramente, contratada para prestar serviço aos
demais, por valor certo. Sem participar dos lucros
ou criar vínculo profundo com os corréus. Não há,
por outro lado, como reconhecer participação de
menor importância dela no delito do artigo 33 da
Lei 11.343/06, já que praticou o verbo nuclear. Foi,
é semelhante. Fora denunciado como
revendedor que mantinha contato com FABIANO.
Absolvido, em primeiro grau, da associação, sem
recurso ministerial, não pode ser tido como
coautor do tráfico. E mesmo que tenha admitido
adquirir drogas com
é que traficavam drogas, os três réus citados
integrariam grupo diverso, não suficientemente
investigado no contexto deste processo.
Em suma: RAFAEL, ALINE e FABIANO vão
condenados pelos delitos do artigo 33 e 35 da Lei
11.343/06; ETIELE apenas pelo tráfico de drogas e
LUCI, AMANTINO, JADERSON, JORGE, MARILENE
e ANELISE vão isentados de todas as imputações.
3. PENAS
As penas-base fixadas pelo colega de primeiro
grau para o delito de tráfico de drogas, em patamar
próximo ao meio termo das penas abstratamente
cominadas, a despeito da maior parte das vetoriais
são favoráveis, mostram-se exageradas. Redução.