Você está na página 1de 24

TÍTULO LOREM IPSUM

SIT DOLOR AMET


INVOCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

V. Vinde, Espírito Santo,


enchei os corações dos vossos fiéis
e acendei neles o fogo do Vosso amor.
Enviai, Senhor, o Vosso Espírito, e tudo será criado,
R. E renovareis a face da terra.
V. Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis
com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos rectamente
todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo,
nosso Senhor. Amen.
ESTRUTURA DO ENCONTRO

1. Que é a Quaresma?
2. Evangelho das tentações
3. «Dicas» para viver a Quaresma
1. O que a Igreja propõe sempre
2. Viver a Quaresma em “confinamento”: dimensão pessoal, familiar e em Igreja
1. QUE É A QUARESMA?
Elementos históricos e estrutura
1. QUE É A QUARESMA? | PERCURSO HISTÓRICO

• Período de tempo que precede a Páscoa e a prepara


• Consolidação no século IV
• Surge da sedimentação de três itinerários:
• Preparação imediata dos catecúmenos para os Sacramentos de Iniciação
• Penitência pública
• Participação de toda a comunidade cristã nos dois percursos anteriores
1. QUE É A QUARESMA? | PERCURSO HISTÓRICO

• Séculos II e III: Jejum de dois ou três dias


• Século IV em Roma: Jejum de três semanas
• Século VII e seguintes: configuração amadurecida no Missal e no Ofício Divino do tempo da Quaresma
como tempo exclusivamente penitencial e ascético (Quarta-feira de Cinzas)
• Século XI: tempo de sobriedade e recolhimento (cobrir das imagens)
• Idade Média: desenvolvimento das devoções à Paixão de Cristo e à Senhora das Dores.
• II Concílio do Vaticano (1962-1965): forte renovação da Quaresma, orientando-a ao Mistério Pascal.
1. QUE É A QUARESMA? | ESTRUTURA

• Definição: Período de tempo que antecede o Tempo Pascal e o prepara


• Duração de 40 dias penitencias + Domingos
• Quarta-feira de Cinzas até Sábado Santo (46 dias)
• Celebrar a Quaresma significa «penetrar profundamente no mistério de Cristo por meio das celebrações
anuais do sacramento quaresmal» (Marsili)
1. QUE É A QUARESMA? | ESTRUTURA

Receber a graça
e a salvação que
Tempo da Cristo nos traz
Quaresma Conversão, fé,
Batismo e
penitência
2. EVANGELHO DAS
TENTAÇÕES
Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-Se das margens do Jordão.
Durante quarenta dias, esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo
Diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo disse-
lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus
respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem’».
O Diabo levou-O a um lugar alto e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e
disse-Lhe: «Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram
confiados e os dou a quem eu quiser. Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu».
Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás
culto’».
Então o Diabo levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe:
«Se és Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: ‘Ele dará ordens aos
seus Anjos a teu respeito, para que Te guardem’; e ainda: ‘Na palma das mãos te
levarão, para que não tropeces em alguma pedra’». Jesus respondeu-lhe: «Está
mandado: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’». Então o Diabo, tendo terminado toda a
espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo (Lc 4, 1-13)
3. «DICAS» PARA VIVER A
QUARESMA
1. O que a Igreja propõe sempre
2. Viver a Quaresma em “confinamento”:
dimensão pessoal, familiar e em Igreja
3. «DICAS» PARA VIVER A QUARESMA | PROPOSTA

109. Ponham-se em maior realce, tanto na Liturgia como na catequese litúrgica, os dois aspetos
característicos do tempo quaresmal, que pretende, sobretudo através da recordação ou preparação do
Batismo e pela Penitência, preparar os fiéis, que devem ouvir com mais frequência a Palavra de Deus e dar-
se à oração com mais insistência, para a celebração do mistério pascal. Por isso:
a) utilizem-se com mais abundância os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal e
retomem-se, se parecer oportuno, elementos da antiga tradição;
b) o mesmo se diga dos elementos penitenciais. Quanto à catequese, inculque-se nos espíritos, de par
com as consequências sociais do pecado, a natureza própria da penitência, que é detestação do pecado
por ser ofensa de Deus; nem se deve esquecer a parte da Igreja na prática penitenciai, nem deixar de
recomendar a oração pelos pecadores.
(II CONCÍLIO DO VATICANO, Constituição Sacrasanctum Concilium)
3. «DICAS» PARA VIVER A QUARESMA | PROPOSTA

110. A penitência quaresmal deve ser também externa e social, que não só interna e individual. Estimule-
se a prática da penitência, adaptada ao nosso tempo, às possibilidades das diversas regiões e à condição
de cada um dos fiéis. […]
Mantenha-se religiosamente o jejum pascal, que se deve observar em toda a parte na Sexta-feira da Paixão
e Morte do Senhor e, se oportuno, estender-se também ao Sábado santo, para que os fiéis possam chegar
à alegria da Ressurreição do Senhor com elevação e largueza de espírito.
(II CONCÍLIO DO VATICANO, Constituição Sacrasanctum Concilium)
3. «DICAS» PARA VIVER A QUARESMA | PROPOSTA

2. Na pedagogia da Igreja, há tempos em que os cristãos são especialmente convidados à prática da


penitência: a Quaresma, e todas as sextas-feiras do ano. A penitência é uma expressão muito significativa
da união dos cristãos ao mistério da Cruz de Cristo. Por isso, a Quaresma, enquanto primeiro tempo da
celebração anual da Páscoa, e a sexta-feira, enquanto dia da morte do Senhor, sugerem naturalmente a
prática da penitência.
(CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, Normas de observância penitencial, 28/01/1985)
3. «DICAS» PARA VIVER A QUARESMA | PROPOSTA

3. O jejum é a forma de penitência que consiste na privação de alimentos. Na disciplina tradicional da


Igreja, a concretização do jejum fazia-se limitando a alimentação diária a uma única refeição, embora não
se excluísse que pudessem tomar-se alimentos ligeiros às horas das outras refeições. Ainda que convenha
manter-se esta forma tradicional de jejuar, contudo os fiéis poderão cumprir o preceito do jejum,
privando-se de uma quantidade ou qualidade de alimentos ou bebidas que constituem verdadeira
privação ou penitência.
(CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, Normas de observância penitencial, 28/01/1985)
3. «DICAS» PARA VIVER A QUARESMA | PROPOSTA

4. A abstinência, por sua vez, consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre. A sua concretização
na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne. Será muito aconselhável manter esta forma de
abstinência, particularmente nas sextas-feiras da Quaresma. Mas poderá ser substituída pela privação de
outros alimentos e bebidas, sobretudo mais requintados e dispendiosos ou da especial preferência de cada
um.
Contudo, devido à evolução das condições sociais e do género de alimentação, aquela concretização pode
não bastar para praticar a abstinência como ato penitencial. Lembrem-se os fiéis de que o essencial do
espírito da abstinência é o que dizemos acima, ou seja, a escolha de uma alimentação simples e pobre e a
renúncia ao luxo e ao esbanjamento. Só assim a abstinência será privação e se revestirá de carácter
penitencial.
(CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, Normas de observância penitencial, 28/01/1985)
3. «DICAS» PARA VIVER A QUARESMA | PROPOSTA

5. O jejum e a abstinência são obrigatórios em Quarta-Feira de Cinzas e em Sexta-Feira Santa.


6. A abstinência é obrigatória, no decurso do ano, em todas as sextas-feiras que não coincidam com dias
enumerados entre as solenidades (cf. CIC cân. 1251). Esta forma de penitência reveste-se, no entanto, de
significado especial nas sextas- -feiras da Quaresma.
7. O preceito da abstinência obriga os fiéis a partir dos 14 anos completos. O preceito do jejum obriga os
fiéis que tenham feito 18 anos até terem completado os 59. Aos que tiverem menos de 14 anos, deverão
os pastores de almas e os pais procurar atentamente formá-los no verdadeiro sentido de penitência,
sugerindo-lhes outros modos de a exprimirem.
8. As presentes determinações sobre o jejum e a abstinência, apenas se aplicam em condições normais de
saúde, estando os doentes, por conseguinte, dispensados da sua observância.
(CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, Normas de observância penitencial, 28/01/1985)
3. «DICAS» PARA VIVER A QUARESMA | PROPOSTA

9. Nas sextas-feiras poderão os fiéis cumprir o preceito penitencial, quer fazendo abstinência, como acima ficou
indicado, quer escolhendo formas penitenciais reconhecidas pela tradição, tais como a oração e a esmola, ou
mesmo optar por outras formas, de escolha pessoal, como, por exemplo, privar-se de fumar, de algum
espectáculo, etc.
10. No que respeita à oração, poderão cumprir o preceito penitencial através de exercícios de oração mais
prolongados e generosos, tais como: o exercício da via sacra; a recitação do rosário; a recitação de Laudes e de
Vésperas do ofício das horas; a participação na Santa Eucaristia; uma leitura prolongada da Sagrada Escritura.
11. No que respeita à esmola, poderão cumprir o preceito penitencial através da partilha de bens materiais. Essa
partilha deve ser proporcional às posses de cada um e deve significar uma verdadeira renúncia a algo do que se
tem ou a gastos disponíveis ou supérfluos.
14. É aconselhável que, no cumprimento do preceito penitencial, os cristãos não se limitem a uma só forma de
penitência, mas antes as pratiquem todas, pois o jejum, a oração e a esmola completam-se mutuamente, em
ordem à caridade.
(CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, Normas de observância penitencial, 28/01/1985)
3. «DICAS» PARA VIVER A QUARESMA | CONFINADOS

INDIVIDUAL
1. Preparar um lugar de oração. Podemos rezar sempre e em qualquer lugar, mas porque somos corpo e
alma precisamos de realidades concretas que nos ajudem a rezar. Isto pode ser especialmente
importante quando há crianças em casa.
2. Viver a penitência de forma alegre e com amor: procurar pequenas mortificações (da paciência, no
comer, na curiosidade).
3. Promover a leitura bíblica: por exemplo, escolher um livro bíblico em concreto para ler durante a
Quaresma, ou livros mais curtos para ler durante cada semana.
4. Meditação da liturgia diária: o tempo da Quaresma é proposto pela Igreja como um grande retiro, em
que cada dia tem um tema particular para a meditação. Procurar ter isso mais presente.
3. «DICAS» PARA VIVER A QUARESMA | CONFINADOS

FAMÍLIA
1. Promover momentos de oração em família (Via Sacra, Terço, Liturgia das Horas, Celebração da Palavra)
2. Escolher penitências vividas em dinâmica familiar, de forma especial gestos de caridade.
3. Tornar o lugar de oração um espaço da oração em família (levar a família à presença de Deus)
4. A oração antes das refeições pode ser um momento de recordar a liturgia do dia, através de um excerto
de uma das leituras, de uma das orações do dia.
5. Promover a partilha nos momentos familiares: falar sobre a caminhada de Quaresma, os temas dos
Evangelhos, etc.
3. «DICAS» PARA VIVER A QUARESMA | CONFINADOS

EM IGREJA
1. Retiro em Igreja: a liturgia de cada dia como uma proposta de Retiro
2. Acompanhar as celebrações e outros momentos que a Igreja (Universal, Diocese, Paróquia,
Comunidade, Movimento, etc.) propõe: procurar ter o coração disponível para estar com os outros
CONCLUSÃO
Mensagem do Papa Francisco para a
Quaresma 2021
Jesus, ao anunciar aos discípulos a sua paixão, morte e ressurreição como cumprimento da
vontade do Pai, desvenda-lhes o sentido profundo da sua missão e convida-os a associarem-se à
mesma pela salvação do mundo.
Ao percorrer o caminho quaresmal que nos conduz às celebrações pascais, recordamos Aquele
que «Se rebaixou a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz» (Flp 2, 8).
Neste tempo de conversão, renovamos a nossa fé, obtemos a «água viva» da esperança e
recebemos com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em
Cristo. Na noite de Páscoa, renovaremos as promessas do nosso Batismo, para renascer como
mulheres e homens novos por obra e graça do Espírito Santo. Entretanto o itinerário da
Quaresma, como aliás todo o caminho cristão, já está inteiramente sob a luz da Ressurreição
que anima os sentimentos, atitudes e opções de quem deseja seguir a Cristo.
O jejum, a oração e a esmola – tal como são apresentados por Jesus na sua pregação (cf. Mt 6,
1-18) – são as condições para a nossa conversão e sua expressão. O caminho da pobreza e da
privação (o jejum), a atenção e os gestos de amor pelo homem ferido (a esmola) e o diálogo filial
com o Pai (a oração) permitem-nos encarnar uma fé sincera, uma esperança viva e uma
caridade operosa.

Você também pode gostar