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Pilotis, liberando o edifício do solo e tornando público o uso deste espaço antes
ocupado, permitindo inclusive a circulação de automóveis;
2. Terraço jardim, transformando as coberturas em terraços habitáveis, em contraposição
aos telhados inclinados das construções tradicionais;
3. Planta livre, resultado direto da independência entre estruturas e vedações,
possibilitando maior diversidade dos espaços internos, bem como mais flexibilidade na sua
articulação;
4. Fachada livre, também permitida pela separação entre estrutura e vedação,
possibilitando a máxima abertura das paredes externas em vidro, em contraposição às
maciças alvenarias que outrora recebiam todos os esforços estruturais dos edifícios; e
5. A janela em fita, ou fenêtre en longueur, também conseqüência da independência entre
estrutura e vedações, se trata de aberturas longilíneas que cortam toda a extensão do
edifício, permitindo iluminação mais uniforme e vistas panorâmicas do exterior.
A utilização destes Cinco Pontos para uma Nova Arquitetura aparece já nas primeiras casas
projetadas pelo arquiteto, embora restrições diversas como dimensões reduzidas de terrenos
ou excessiva complexidade programática tenham impedido sua realização integral (4). Apenas
na Villa Savoye tais pontos são integralmente realizados, e o próprio Le Corbusier reconhece a
casa como uma síntese do seu trabalho anterior, reunindo soluções criadas para vários de
seus projetos de residências anteriores.

Já em um contexto mais amplo, pode-se nivelar Mies Van der Rohe no mesmo padrão em que
estão Le Corbusier e Frank Lloyd Wright. Os três são grandes nomes da arquitetura moderna
partem de alguns princípios parecidos, como o minimalismo, a questão da funcionalidade e da
planta livre; porém cada um com a sua distinção

No cuidado com a proporção Mies se parece com Le Corbusier, pois buscam de maneira
independente reaver as proporções, as medidas não apenas como medidas, mas sim, com
todas as suas propriedades quantitativas e qualitativas. A obra de Le Corbusier é baseada no
funcionalismo, planta livre da estrutura, fachada livre e acreditava que todas as fachadas
deveriam levar sol, por questão até mesmo de salubridade. Mies também parte de um princípio
funcionalista e planta livre da estrutura, é uma grande característica dos dois. 

Foto: Na oredem, Van der Rohe, Le Corbusier e Frank lloyd, todos com características
de utilização de um espaço funcional e da planta livre, porém cada um com estilo próprio.

Porém, existe uma diferença, enquanto Le corbusier é de opinião que a nova arquitetura tem
que inspirar-se na produção industrial própria do século XX, define a vivenda como uma
máquina de habitar para construir em série. Acredita na construção como uma combinação de
escultura e engenharia, eram edifícios moldados, com textura. Enquanto o Mies tinha sua
arquitetura leve e elegante. 

O sentido minimalista e de espaços fluidos que Mies dá a sua arquitetura também pode ser
encontrado na obra de Frank Lloyd Wright, quando se diz respeito ao interior das edificações,
possui uma estrutura livre de paredes, permitindo fluidez nos espaços. Uma característica
marcantes dos dois é o minimalismo, fachadas limpas e uso de materiais precisos. Frank.
Estas casas eram de estruturas horizontalizadas baixas, com telhados inclinados, silhueta
simples e limpa, com chaminés disfarçadas, saliências e terraços, utilizando-se materiais
rústicos. Aparentemente estas casas são as primeiras a apresentarem o sistema de planta
aberta, ou seja, a estrutura é livre das paredes permitindo múltiplas opções de divisões
internas. Já Mies costumava utilizar materiais novos, como aço e vidro, característicos da era
industrial. A escolha do material era muito importante.

Pavilhão e Casa Farnsworth

Mies projetou o pavilhão de representação como a casa da Alemanha, onde receberiam


visitantes do mundo inteiro. É possível até, fazer um paralelo entre o pavilhão e a Casa
Farnsworth, apesar de ter sido realizada posteriormente, é notório as semelhanças entre
ambos. São utilizados os mesmos ideais, a coberta é apenas uma laje suportada por pilares
em aço cruciformes, com estrutura rica em detalhes. Esses pilares são separados das paredes,
que quase não são utilizadas, e servem apenas para dividir alguns ambientes. 

Fazem uso de grandes esquadrias de vidro que permite a ligação com o exterior e o interior
da casa, e possui uma grande fluidez entre os espaços (justamente por conta da pouca
utilização de paredes, os elementos normalmente são divididos por um móvel ou até mesmo
por um tapete.). Possuem um desnível significativo, o edifício fica elevado, o que os torna
mais elegante.

Fansworth House - Localizada na cidade de Plano, Illinois, nos EUA. O desenho da residência


é composto por linhas mínimas, uma linguagem de planos superpostos e a ilusão de que ela
está flutuando sobre o solo. A casa é constituída por duas lajes de concreto armado,
sustentadas por oito pilares de aço: o piso é suspenso, suportado por estes pilares e a
cobertura é uma laje como a do piso. As paredes externas da residência são de vidro e as
internas de madeira. As principais características do projeto são a transparência e a fluidez dos
espaços.

Pavilhão Barcelona- O pavilhão alemão para a Feira Mundial de 1929 em Barcelona é


considerado um marco importante na história da arquitetura moderna, sendo conhecido pela
sua geometria apurada e pelo uso inovador e extravagante de materiais tradicionais, como
o mármore, ou de novos materiais industrializados, como o aço e o vidro. O pavilhão foi
demolido ao final da Feira, mas devido à importância que teve para a história da arquitetura, a
Fundação Mies van der Rohe encomendou sua reconstrução, no mesmo local, durante a
década de 1980.

A residência Farnsworth (como é conhecida, devido ao seu primeiro proprietário, mas também
chamada por alguns como a casa de vidro de Mies van der Rohe) está localizada na cidade
de Plano, Illinois, nos EUA.
A residência foi projetada pelo arquiteto moderno Ludwig Mies van der Rohe e é considerada
por alguns de seus críticos sua obra máxima: nela ele pôde aplicar uma série de conceitos nos
quais estava trabalhando em toda a sua carreira.

As principais características do projeto são a transparência (resultado do intenso uso da


vedação em vidro), a fluidez dos espaços e a aparentemente inexistente conexão público-
privado. Seu desenho é composto por linhas mínimas, uma linguagem de planos superpostos e
a ilusão de que ela está flutuando sobre o solo. A estrutura metálica foi usada como sistema
estrutural, tendo no desenho dos pilares uma característica singular da casa.
A casa é constituída por duas lajes de concreto armado, sustentadas por oito pilares de aço. O
piso é suspenso, suportado por estes pilares, como se a casa flutuasse sobre o terreno. A
cobertura é uma laje como a do piso. As paredes externas da residência são de vidro e as
internas de madeira. Há uma pequena varanda na entrada com uma elegante escadaria para
vencer o desnível entre a varanda e o terraço que, seguindo o alinhamento, agrega mais
alguns degraus até o solo.
A residência é bastante criticada devido aos seus problemas de conforto ambiental. Atualmente
ela pertence ao National Trust for Historic Preservation.

O custo total da obra foi orçado em 72.000 USD em 1951, o que equivale a aproximadamente
500.000 dólares de 2005. As despesas adicionais não previstas e conflitos pessoais entre a Dr.
Edith Farnsworth e Mies levaram a um processo judicial: Farnsworth alegou que a residência
era inabitável. Mies não só concordou com a afirmação como respondeu justificando o projeto
como o de uma residência de férias, sendo essencialmente uma experimentação artística.
Além disto, Mies conseguiu provar que Farnsworth havia aprovado seus estudos, o que fez
com que van der Rohe vencesse no tribunal.
Parte do protesto promovido por Farnsworth contra Mies incluía um apelo nacional para chamar
os críticos de arquitetura em seu favor e a denúncia de Mies van der Rohe em publicações de
circulação nacional. Frank Lloyd Wrightaproveitou-se da situação para denunciar a casa, o
arquiteto, e o International style como um todo, alegando que os "modernistas estavam
próximos doscomunistas em sua visão mecânica das necessidades humanas" e eram
defensores de um "minimalismo conformista" em todas as coisas.

"Vidro, aço e quatro tipos diferentes de mármore (traventino romano, mármore verde Alpina, da
Grécia antiga mármore verde e dourada ônix do Atlas), foram utilizados em sua reconstrução.
Todos da mesma característica e procedência que eles utilizaram originalmente empregadas
por Mies em 1929.

A originalidade de Mies van der Rohe no uso dos materiais não radicaliza na novidade do
mesmo destino em seu ideal de modernidade que expressava através do rigor em sua
geometria, da precisão de sua parte e da claridade de sua montagem."