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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

“JÚLIO DE MESQUITA FILHO”


FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA

RELATÓRIO FINAL – PROJETO DE EXTENSÃO


LABORATÓRIO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA DIGITAL

JEFFERSON BORGES DE BRITO


Bolsista

Profa. Dra. ERICA REGINA MARANI DARUICHI MACHADO


Orientadora

Ilha Solteira, 29 de fevereiro de 2016.

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Apresentação

Este relatório tem por objetivo apresentar as atividades desenvolvidas do Projeto de


Extensão Universitária: Laboratório de Tecnologia Assistiva Digital realizado no ano de 2015.

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................4
2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ...............................................................................................................4
2.1. Desenvolvimento de material didático digital ..............................................................................4
Pranchas Desenvolvidas com o software Boardmaker .........................................................4
Atividade desenvolvida com ferramentas básicas de informática ..................................... 10
2.2. Cursos de Capacitação................................................................................................................ 11
2.1. Atendimentos de alunos com necessidades educativas especiais no LTAD .............................. 13
2.2. Projetos de Iniciação Científica e de Trabalho de Conclusão de Curso...................................... 13
2.3. Participação em eventos científicos e de extensão com apresentação de trabalhos: .............. 15
3. TRABALHOS FUTUROS ........................................................................................................................ 17
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................................................... 18
5. AGRADECIMENTOS ............................................................................................................................. 18

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1. INTRODUÇÃO

O projeto envolve diversas atividades que foram executadas pela coordenadora, pelo
bolsista, por alunos de iniciação científica, por outros bolsistas de apoio acadêmico, por
voluntários e por professores da educação especial e profissionais da saúde.
As atividades foram realizadas no Laboratório de Tecnologia Assistiva Digital.
O objetivo do projeto é contribuir com o processo ensino/aprendizagem de alunos com
necessidades educativas especiais.
Todas as atividades foram desenvolvidas sob o princípio da autonomia do aluno. Para isso,
foram desenvolvidos projetos e hardwares que funcione com o sistema de varredura automática.
Com este sistema, alunos com mobilidade reduzida leve a moderada podem executar as atividades
didáticas sem a necessidade de interferência de terceiros.

2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

2.1. Desenvolvimento de material didático digital


Todos os materiais didáticos foram elaborados e confeccionados para atender à demanda
dos alunos da educação especial, cujas professoras participaram do projeto.
Estes materiais foram desenvolvidos no LTAD e estão disponíveis para todos os integrantes
do grupo.

Pranchas Desenvolvidas com o software Boardmaker


As pranchas com atividades didáticas foram desenvolvidas para serem utilizadas pelas
professoras da educação infantil e para servirem de modelos para a confecção de novas pranchas.
Todas a pranchas foram desenvolvidas com a possibilidade de serem executadas por varredura
automática. As Figuras 1-10 apresentam os modelos de pranchas desenvolvidos. A partir destes
modelos, as professoras que realizaram o curso de capacitação são capazes de desenvolver
atividades semelhantes.

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Atividade -1: Reconhecimentos das letras do alfabeto e escrita. A função varredura faz com que
as letras sejam disponibilizadas uma de cada vez e o aluno deve escolher a letra
desejada com um acionador. Funciona como um teclado virtual com acessibilidade.
Figura 1: Alfabeto

Atividade-2: Atividade Matemática: identificação de quantidade de objetos – elefantes


Reconhecimento dos números 1, 2 e 3. A função varredura faz com que os números
sejam disponibilizados uma de cada vez e o aluno deve escolher o número desejado
com um acionador.
Figura 2: Números 1-3

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Atividade-3: Atividade Matemática: identificação de quantidade de objetos – bolas.
Reconhecimento até o número 1, 2, 3 e 4. A função varredura faz com que os
números sejam disponibilizados uma de cada vez e o aluno deve escolher o número
desejado com um acionador.
Figura 3: Números: 1-4

Atividade - 4: Atividade Matemática: identificação de quantidade de objetos – borboletas.


Reconhecimento até o número 2, 3 e 5. A função varredura faz com que os
números sejam disponibilizados uma de cada vez e o aluno deve escolher o
número desejado com um acionador.
Figura 4: Números: 1-5

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Atividade -5: Esquema Corporal: identificação dos órgãos do rosto e a as suas localizações. A
função varredura permite que seja escolhido o órgão que se deseja trabalhar. Em
seguida o aluno deverá selecionar o local correto do órgão selecionado. Esta
atividade é um protótipo de um software que está sendo desenvolvido como um
trabalho de iniciação científica.
Figura 5: Esquema Corporal - Face

Atividade -6: Esquema temporal: identificação da ordem cronológica do evento crescimento da


planta. A função varredura faz com que as figuras sejam disponibilizadas uma de
cada vez. O aluno deve selecionar as figuras em ordem cronológica crescente do
desenvolvimento de uma planta. Esta atividade é um protótipo de um software que
está sendo desenvolvido como um trabalho de iniciação científica.
Figura 6: Esquema Temporal – Crescimento de uma planta

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Atividade -7: Esquema temporal: identificação da ordem cronológica do evento crescimento do
ser humano. A função varredura faz com que as figuras sejam disponibilizadas uma
de cada vez. O aluno deve selecionar as figuras em ordem cronológica de
crescimento de um ser humano. Esta atividade é um protótipo de um software que
está sendo desenvolvido como um trabalho de iniciação científica.
Figura 7: Esquema Temporal – Crescimento do ser humano

Atividade - 8: Esquema especial e lateralidade: mover objetos para um local especificado. Pode
ser utilizado com o mouse ou com varredura. A varredura desloca o objeto sobre o
alvo e o aluno de selecionar o momento em que o objeto deve finalizar a trajetória
através do acionamento. Esta atividade é um protótipo de um software que está
sendo desenvolvido como um trabalho de iniciação científica.
Figura 8: Esquema Espacial e Lateralidade

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Atividade -9: Atividade matemática: Contar e associação de números a quantidade de objetos. A
varredura permite que o aluno selecione primeiro a figura com os objetos e, em
seguida, selecione a quantidade.
Figura 9: Matemática- Associações

Atividade -10: Atividade de Ciência: Localização dos planetas do sistema solar. A varredura
permite que o aluno selecione primeiro o planeta e, em seguida, selecione a
localização dele a ordem do sistema. Após a alocação de um planeta é emitida uma
mensagem escrita e de áudio sobre o mesmo.
Figura 10: Ciências – ordem dos planetas

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Atividade desenvolvida com ferramentas básicas de informática
As Figura 11 e 12 a seguir apresentam dois modelos de atividades desenvolvidas com
planilha eletrônica: uma para realizar operações matemáticas e a outra para reconhecer o nome.
As funções propostas são capazes de avaliar se o aluno acertou ou erro a questão proposta e emitir
uma mensagem. Foram desenvolvidas para alunos serem utilizadas nas escolas que não dispõe do
software Boardmaker por alunos com mobilidade reduzida leve nos membros superiores.

Figura 11: Atividade de operações matemáticas com planilha eletrônica

Figura 12: Atividade reconhecimento do nome com planilha eletrônica

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2.2. Cursos de Capacitação
Os cursos de capacitação foram oferecidos para as professoras da educação especial das
escolas da cidade de Ilha Solteira e das escolas vinculadas à Diretoria de Ensino de Jales.
Nos cursos foram abordados alguns tópicos de ferramentas básicas de informática e das
principais funções do software Boardmaker.
Para aprimorar os conhecimentos nos cursos de capacitação também foram ministradas
palestras sobre várias patologias.
O objetivo destes cursos e palestras é a produção de material didático digital com recursos
de acessibilidade e que atendessem ás necessidades dos alunos. Eles foram realizados em Jales e
em Ilha Solteira.
As Figuras 13- 16 mostram as professoras da educação especial desenvolvendo atividades
durante o curso e a participação do bolsista.

Figura 13: Atividades do curso de capacitação do LTAD.

Figura 14: Curso de Capacitação-monitor explicando como implementar a atividade de escrita.

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Figura 14: Curso de Capacitação-professoras realizando oficinas em Ilha Solteira

Figura 15: Curso de Capacitação-professoras assistindo apresentação de uma psicóloga sobre paralisia cerebral.

Figura 16: Curso de Capacitação-exposição e esclarecimentos da psicóloga sobre paralisia cerebral.

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2.1. Atendimentos de alunos com necessidades educativas
especiais no LTAD
Alunos com necessidades educativas especiais, principalmente com mobilidade reduzida
nos membros inferiores, foram atendidos no LTAD.
Todos os recursos foram disponibilizados e as atividades foram elaboradoras de forma
personalizada para atender as especificidades de aprendizagem dos alunos, sob a orientação de
professoras que participaram do projeto.
Todas as atividades foram realizadas na presença dos pais ou responsáveis.
A Figura 17 mostra um aluno realizando atividades no LTAD, utilizando a lousa touch
screen e o teclado especial.

Figura 16: Aluno com necessidade educativa especial desenvolvendo atividade no LTAD.

2.2. Projetos de Iniciação Científica e de Trabalho de


Conclusão de Curso
Ao longo de 2015 foram desenvolvidos quatro trabalhos de iniciação científica. Três
projetos relacionados à elaboração de projetos de softwares, sendo dois alunos bolsistas do PET
(Programa Especial de Treinamento) do curso de Engenharia Elétrica e um relacionado ao projeto
e confecção de um periférico de acessibilidade, constituído por mouse e teclado que funciona com
do sistema de varredura automática.

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Os projetos são descritos a seguir:

ANZULIM, G.H.C., Projeto de um dispositivo de acessibilidade utilizando USB. Relatório de


Iniciação Científica, Processo FAPESP no. 2014/17894-7.

MELGES, P. R. “Projeto de Software Especial: Esquema Corporal”, Projeto de Iniciação


Científica, ISB ID-32451, do curso de Engenharia Elétrica- FEIS/UNESP 2015.

OLIVEIRA, P. B. “Projeto de Software Especial: Lateralidade, Estrutura Espacial e Temporal”.


Projeto de Iniciação Científica, ISB ID-32452, do curso de Engenharia Elétrica-
FEIS/UNESP 2015.

TOKITA, A. K. “Projeto de Software Especial: Estudo das Cores e Pintura”, Projeto de Iniciação
Científica, ISB ID-32428, do curso de Engenharia Elétrica- FEIS/UNESP 2015.

Um trabalho de conclusão de curso também foi proposto para o desenvovlimento de


software:
1. TREVISAN, V. S., Projeto de Software Especial: Ciências. Trabalho de Conclusão de
Curso, do curso de Engenharia Elétrica- FEIS/UNESP, 2015 (em desenvolvimento).

A Figura 17 apresenta o protótipo do Hardware desenvolvido.

Figura 17: Protótipo de hardware com sistema de varredura com funcionalidades de mouse e teclado.

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2.3. Participação em eventos científicos e de extensão com
apresentação de trabalhos:
Os trabalhos foram apresentados em Congresso de Iniciação Científica e de Extensão:
MACHADO, E. R. M. D., BRITO, J. B. Laboratório de Tecnologia Assistiva Digital - LTAD In: 8o.
Congresso de Extensão Universitária da UNESP, 2015, Ilha Solteira. 8o. Congresso de Extensão
Universitária da UNESP. FEIS/UNESP, p.1 – 4. 2015a.

MACHADO, E. R. M. D., BRITO, J. B. Tecnologias Assistivas Digitais para Educação Especial. 2º


Congresso de Extensão da Associação de Universidades do Grupo de Montevidéu. “A
Idissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão”. Campinas, 2015b.

MELGES, P. R., BRITO, J. B., MACHADO, ERICA R. M. D. Tecnologia Assistiva: Projeto de Software
de Esquema Corporal In: XVVII, Congresso de Iniciação Científica, Ilha Solteira, 2015.

OLIVEIRA, P. B., BRITO, J. B., MACHADO, ERICA R. M. D. Software Especial: Lateralidade, Estrutura
Espacial e Temporal. In: XXVII, Congresso de Iniciação Científica, Ilha Solteira, 2015.

TOKITA, A. K, BRITO, J. B., MACHADO, ERICA R. M. D. Software Especial: Reconhecimento de


Cores e Pintura. In: XVVII, Congresso de Iniciação Científica, Ilha Solteira, 2015.

A Figura 18 mostra o bolsista apresentado o trabalho no 2º Congresso de Extensão da


Associação de Universidades do Grupo de Montevidéu, em Campinas e as Figuras 19-21 mostram
os bolsistas de extensão de iniciação científica apresentado o projeto no congresso de extensão de
Ilha Solteira.

Figura 18: Bolsista apresentado o projeto em Campinas.

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Figura 19: Bolsista de Iniciação Científica apresentado o protótipo para alunos do ensino médio.

Figura 20: Bolsista apresentando o projeto para participantes do congresso.

Figura 19: Bolsistas apresentando o protótipo acionado as atividades de esquema corporal para professoras visitantes.

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3. TRABALHOS FUTUROS

PROJETOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA


Em função da produtividade dos trabalhos de iniciação científica na produção de projetos
de softwares e protótipos, foram propostos dois novos projetos para a implementação
computacional destes softwares:
1. Implementação Computacional do projeto de software: Esquema Corporal
2. Implementação Computacional do projeto de software: Reconhecimento de Cores e
pintura.
Estes projetos foram submetidos a FAPESP em dezembro de 2015 e estão em fase de
análise.

PROJETO FINEP
Com o intuito de obter financiamento para equipar o LTAD para ampliar os cursos de
capacitação e atender todos os professores da região a coordenadora, juntamente com a equipe do
Laboratório de Instrumentação e Engenharia Biomédica da FEIS/UNESP, submeteu um projeto
para a FINEP na Chamada Pública MCTI/SECIS/FINEP/FNDCT - VIVER SEM LIMITES -
01/2015, com resultado previsto para início de abril de 2016. Neste projeto também foram
solicitados recursos para aprimorar o protótipo de hardware para que possa funcionar com até
cinco tipos de acionadores diferentes com sistema de varredura.

PROJETO DO NÚCLEO DE ENSINO


Um projeto foi submetido para Programa de Núcleos de Ensino Edital/2016 com título:
“Objetos Educacionais Digitais e Tecnológicos para Educação”. O projeto já foi aprovado.
O objetivo deste projeto é a confecção de objetos educacionais construídos com
dispositivos robóticos controláveis e programáveis de baixo custo e que possam ser controlados
por uma Interface programável.
Estes recursos podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem de alunos com
deficiências físicas severas, proporcionar independência na realização de atividades, isto é, com a
interface, os alunos pode controlar o dispositivo e interagir com o meio sem auxílio de terceiros e
ainda contribuir com o aumento da autoestima ao permitir que eles se sintam capazes e produtivos.
Estes objetos também poderão contribuir com uma linha de investigação sobre a forma de
pensamento e raciocínio dos alunos com deficiência intelectual na resolução de atividades
pedagógicas.

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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O projeto foi executado em sua plenitude, apesar dos pouco recursos disponibilizados.
Durante o período foram realizadas diversas atividades, incluindo trabalhos de iniciação
científica, e gerados produtos que podem ser utilizados no processo de ensino/aprendizagem de
alunos com necessidades educativas especiais e para a formação de professores da educação
especial da cidade de Ilha Solteira e das cidades vinculadas à Diretoria de Ensino de Jales.
Todos os produtos gerados foram disponibilizados para todos os integrantes do grupo.
Outros projetos foram propostos em função dos resultados obtidos, dentre eles dois novos
trabalhos de iniciação científica, e iniciou-se o delineamento de uma nova linha de pesquisa para
a produção de objetos educacionais com dispositivos de robótica educacional.

5. AGRADECIMENTOS

A coordenadora, bolsistas e voluntários agradecem a todos que de forma direta ou indireta


contribuíram para a realização deste trabalho e ao apoio financeiro dispendido pela FAPESP e
CAPES, em forma de bolsas, e a direção da FEIS/UNESP.

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