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23/3/2008 Miguel Pelicano

Conceito
de
comando

  Aparelho
de
comando
como
o
que
é
destinado
a
modificar
o

regime
de
funcionamento
de
uma
instalação
ou
de
um

aparelho
de
utilização.


  Comando
manual
–
o
operador
altera
directamente
a
ligação

do
receptor,
através
de
interruptores
ou
de
outros

dispositivos.


  Comando
automático
–
a
alteração
é
feita
por
intermédio
de

um
contactor,
etc.

Partes
principais
de
um
elemento
de

comando


‐
Dispositivo
de
comando;


‐
Contactos;


‐
Invólucro.

Dispositivo
de
comando

  A
sua
escolha
faz‐se
considerando
as
condições
de
utilização

e
a
natureza
de
intervenção:
comando
manual
(intervenção

Humana),
por
botão
de
pressão,
comutador
rotativo,
pedal,

etc.,
comando
automático,
por
comando
mecânico,

termóstatos,
interruptor
de
bóia,
interruptores
de
fim‐de‐
curso,
etc..


  Neste
último
tipo
de
comando,
a
escolha
dos
dispositivos

auxiliares
é
ainda
em
função
da
natureza
do
material
a

comandar
(sólidos,
líquidos
ou
gasosos),
da
velocidade
e
da

massa
(caso
de
dispositivos
móveis),
da
frequência
de

manobra,
etc..

Contactos


  Temos
os
contactos
auxiliares
que
são
equipados

com
um
certo
número
de
contactos:


  
NA
(normalmente
abertos)
ou


  
NF
(normalmente
fechados).

Invólucro

  Consoante
o
local
de
utilização,
assim
o
invólucro

obedece
a
determinadas
exigências
quanto
à
protecção:


‐
Protecção
contra
a
contactos
acidentais
ou
involuntários,

com
peças
sob
tensão;

‐
Protecção
contra
a
penetração
de
poeiras
e
líquidos;

‐
Protecção
contra
o
choque;

‐
Etc.

Dispositivo
de
comando
por

intervenção
Humana


  São
dispositivos
que
tem
obrigatoriamente
ter
a
intervenção

Humana,
para
desempenhar
uma
determinada
função
para
a

qual
está
dirigida.



  Pode
permitir,
se
necessário,
o
arranque
e
paragem
a
partir
de

vários
locais
de
comando,
bem
como
impedir
o
arranque

intempestivo
após
um
corte
de
corrente,
etc..

Botoneiras

  São
equipadas
de
contactos
que,
em
função
do
tipo
e

do
dispositivo
de
comando
podem
abrir
ou
fechar
os

contactos
com
a
intervenção
Humana.

  Geralmente
as
botoneiras
possuem
botões
de

marcha
I
(b1)
e
de
paragem
0
(b0)
com
duplo

contacto
que
podem
ser
utilizados
quando
se

pretende
fazer
encravamentos
eléctricos.

Pedais

  De
impulso
ou
de
engate,
estes
aparelhos
destinam‐se
ao

comando
de
contactores,
máquinas‐ferramentas,
etc.,
são

frequentemente
utilizados
quando
o
operador
tem
as
mãos

ocupadas
com
outras
tarefas.

Dispositivos
de
Comando
Automático


  O
comando
automático
pode
verificar‐se
por

deslocamento
de
um
objecto
(detectores

fotoeléctricos,
interruptores
de
fim‐de‐curso,
etc.),

por
variação
de
temperatura
(termóstatos),
por

variação
de
pressão
(pressóstatos),
etc..

Fim‐de‐curso

 São
aparelhos
destinados
a
controlar
a
posição
de
um

órgão
de
uma
máquina.



 O
móvel
acciona,
quando
em
movimento,
contactos

colocados
em
certas
posições
do
seu
percurso,

permitindo
o
arranque
ou
paragem
da
máquina.

Detector
fotoeléctrico
(células
fotoeléctricas)

‐
Baseiam‐se
em
foto‐díodos
que
permitem
a
passagem
de

corrente
eléctrica
quando
sob
um
feixe
de
fotões
(raio
de

luz);


‐
Destinam‐se
a
detectar
a
passagem
de
partes
em

movimento;

‐
São
constituídas
por
um
elemento
emissor
e
um
receptor;

‐
Existem
três
tipos
de
montagem:




o
Sistema
barragem;




o
Sistema
reflex;





o
Sistema
de
proximidade.

Sistema
barragem

‐
O
emissor
e
o
receptor
estão
separados;


‐
Utilizados
para
distâncias
longas,
detecção
de

objectos
opacos
e
reflectores.

Sistema
reflex

‐
O
emissor
e
o
receptor
estão
dentro
do
mesmo

invólucro
e
existe
um
espelho
que
reflecte
os
raios

luminosos;

‐
Utilizados
para
objectos
não
reflectores.

Sistema
de
proximidade

‐
O
emissor
e
o
receptor
estão
dentro
do
mesmo
invólucro,
mas

não
existe
espelho,
sendo
a
reflexão
produzida
pela
passagem

do
objecto;

‐
Está
indicado
para
objectos
transparentes
ou
translúcidos,

para
a
detecção
etiquetas
e
marcas.

Contactor
Translação
e
Acessórios


  Aparelho
de
corte
e
comando,
accionado
em
geral
por
meio

de
um
electroíman,
concebido
para
executar
elevado
número

de
manobras.

  Permite
a
interrupção
ou
estabelecimento
de
correntes
e

potências
elevadas,
mediante
correntes
e
potências
fracas.

  Permite
também
ser
comandados
à
distância
por
meio
de

contactos
diminutos
e
sensíveis,
tais
como
botões
de
pressão,

manipuladores
e
ainda
automaticamente,
por
meio

detectores:
termóstatos,
interruptores
de
fim
curso,
bóias,

etc.

1- Câmara de grelhas;
2- Contacto móvel;
3- Contacto fixo;
4- Espira de Frager;
5- Bobina;
Io – Corrente cortada.
Vantagens
contactor:

‐  Permite
fazer
o
comando
de
receptores
com
um

consumo
reduzido
nas
bobinas;


‐  Permite
efectuar
o
comando
local
e
à
distância
de

determinados
circuitos
comando
simultâneo
a
partir
de

certos
locais;


‐  Permite
efectuar
o
comando
automático
e
semi‐
automático
de
circuitos
utilizando
os
sensores

adequados;


‐
Permite
o
comando
manual
(utilizando
botoneiras)
e
o

comando
automático
(utilizando
sensores).

Contactos
auxiliares

  Contactos
que
servem
para
o
comando
e
sinalização
do

contactor.

  Asseguram
a
alimentação
ou
o
corte
da
corrente
em

diferentes
elementos
do
chamado
circuito
de
comando
tais

como:

‐
Lâmpadas
de
sinalização;

‐
Bobinas
dos
contactores;

‐
Buzinas.

  Quando
o
contactor
se
encontra
em
repouso,
os
contactos

auxiliares
podem
estar
abertos
ou
fechados;
e,
como

geralmente
servem
para
dar
passagem
a
correntes
pouco

intensas,
costumam
ser
de
dimensões
reduzidas.


  O
número
de
contactos
auxiliares
existentes
num
contactor

depende
dos
tipos
de
manobra
a
realizar:


•
Contactos
auxiliares
instantâneos;


•
Contactos
auxiliares
temporizados.

Contactos
auxiliares
instantâneos


  Abrem
e
fecham
imediatamente
após
a
bobine
do
contactor

respectivo
ser
alimentado
ou
após
perder
a
alimentação.


Contactos
auxiliares
temporizados

  Só
abrem
ou
fecham
passado
algum
tempo
(regulável
pelo

temporizados)
da
bobine
ser
alimentada
ou
de
perder
a

alimentação.

‐
Contacto
temporizado
ao
trabalho;

‐
Contacto
temporizado
ao
repouso.

Contactos
temporizados
ao
trabalho


  Quando
a
bobina
é
alimentada
o
contacto
só
abre
ou
fecha

passado
algum
tempo,
quando
a
bobina
perde
a
alimentação

o
contacto
fecha
ou
abre
instantaneamente.

Contactos
temporizados
ao
repouso

  Quando
a
bobina
é
alimentada
o
contacto
abre
ou
fecha

instantaneamente,
quando
a
bobina
perde
a
alimentação
o

contacto
só
fecha
ou
abre
passado
algum
tempo
este
tempo

será
o
tempo
regulado
pelo
temporizador.

Contactos
principais

 Contactos
que
servem
para
realizar
o
fecho
ou
abertura

do
circuito
principal
(circuito
potência),
pelo
qual
é

fornecida
a
corrente
ao
circuito
de
utilização.


 Os
contactos
principais
de
um
contactor
podem
ser

unipolares,
bipolares,
tripolares,
etc.;
e
são
uns
fixos
e

outros
móveis.

 Asseguram
a
alimentação
ou
o
corte
da
corrente
aos

receptores
que
fazem
parte
do
circuito
de
potência.

Circuito
electromagnético

  Pode
ser
para
corrente
alternada
ou
continua.

  O
circuito
magnético
é
constituído
essencialmente
por:

‐
Núcleo;

‐
Armadura;

‐
Bobina.

NUMERAÇÃO
DOS
BORNES
DOS

APARELHOS


  Contactos
principais
–
de
potência:
são
referenciados
por
um
só

algarismo.

  






































  O
lado
dos
números
pares
(cima)
constitui
a
entrada
das
3
fases
(R
S
T
)

e
o
lado
de
baixo
a
saída
dessas
mesmas
3
fases.

  


  Contactos
auxiliares:
são
referenciados
por
nºs
com
2
algarismos:

  ‐
os
da
direita
(unidades)
indicam
a
função
do
contacto
auxiliar:

  
 
 ‐
1
e
2
:
contacto
normalmente
fechado
(NF)

  
 
 ‐
3
e
4
:
contacto
normalmente
aberto
(NA)

  ‐
os
da
esquerda
(dezenas)
indica
o
nº
de
ordem
de
cada
contacto
do

aparelho

ESQUEMAS
ELÉCTRICOS


  Para
comandar
os
circuitos
usam‐se
normalmente
os

Interruptores
de
Impulso,
vulgarmente
conhecidos

como
botões
de
pressão
que
têm,
obviamente,
2

posições.



  Assim,
podem
ser
NF
ou
NA


  Os
NA
têm
normalmente
em
paralelo
um
contacto
auxiliar

NA
(contacto
de
Auto‐Alimentação)
do
contactor
com
o
qual

está
em
série,
de
modo
a
que
o
contactor
se
mantenha
ligado

após
termos
libertado
o
botão
de
pressão
que
o
ligou.

Comando
Local
e
à
Distância


  A
parte
a
cheio
constitui
o
comando
local
e
a
parte
a

tracejado
forma
o
comando
à
distância
(botão
S4)


  As
REGRAS
para
o
circuito
de
comando
de
dois
ou

mais
locais
diferentes
são:


  ‐
Todos
os
botões
de
paragem
(S1
e
S2)
devem
estar
em

série
com
o
respectivo
contactor
(K)


  ‐
Todos
os
botões
de
marcha
(S3
e
S4)
devem
estar
em

paralelo
entre
si
e
com
o
contacto
de
auto‐alimentação

quando
existe.

ENCRAVAMENTO


  É
uma
técnica
que
permite
evitar
a
ligação
simultânea

de
2
ou
mais
receptores/motores.



  Aplica‐se
quase
sempre
no
arranque
e
na
inversão
de

marcha
dos
motores.

  O
Encravamento
Eléctrico
Simples
é
obtido
por
inserção
de

um
contacto
NF,
do
comando
de
um
dos
motores,
no
circuito

de
comando
do
outro
motor


  O
Encravamento
Eléctrico
Duplo
obtém‐se
por
inserção
de

contactos
NF,
quer
dos
contactores,
quer
dos
botões
de

pressão
de
“marcha”.


Ao premir simultaneamente, por descuido, os 2 botões S2 e S4,


nenhum dos contactores é ligado
Encravamento
mecânico


• Encravamento mecânico é usado quando se exige máxima


segurança.

• Usado nas inversões de marcha de motores de potência elevada


ou na comutação estrela-triângulo.
CIRCUITOS
SEQUENCIAIS

  Em
certos
casos
é
obrigatório
(ou
pelo
menos

conveniente)
que
um
motor
só
ligue
após
outro
ter

sido
ligado.



  Tal
situação
é
frequente
no
caso
em
que

termoventiladores
têm
de
ser
ligados
antes
das

resistências
de
aquecimento,
ou
em
cadeias
de

passadeiras
rolantes
em
que
a
sua
ligação
obedece
a

uma
certa
ordem.

  O
contactor
K2
só
é
alimentado
depois
de
o
contactor
K1
o

ser,
assim
como
K3
só
o
é
depois
de
k2
e
assim

sucessivamente


Sinalização


  Sinalização
de
serviço
–
a
lâmpada
H
só
acende

quando
o
contactor
K1
“atraca”

  Sinalização
de
defeito:
as
lâmpadas
só
acendem

quando
há
uma
sobrecarga
ou
curto‐circuito
no

circuito
de
potência.

ESQUEMAS
DE

AUTOMATISMOS
PARA

COMANDO
DE
MOTORES

U1
 W2
 U2
 V2


Carcaça
Ventoinha
Estátor
W2
 U2


V2

U1
 V1
 W1


Rolamento
W1
 V1


L1
 L2 L3
Veio

W2
 U2
 V2


Caixa
de

W2
 U1

terminais

Rótor

W1
 U2

Patas
V2
 U1
 V1

V1
 W1


L1
 L2 L3
  Circuito
para
arranque
de
um

motor
assíncrono
trifásico,

através
de
um
contactor
e

botoneira
com
2
botões
de

pressão
«marcha‐
paragem»
(S2‐S1).


  A
protecção
do
circuito
é
feita

por
um
relé
térmico
F2

(contra
sobrecargas)
e
por

um
seccionador
fusível

tripolar
Q1
(contra
curto‐
circuitos).


  Inversor
do
sentido
de

rotação
do
motor



  A
inversão
é
feita
através
de

2
contactores,
um
para
o

arranque
num
sentido

(KM5)
e
o
outro
para
a

inversão
de
sentido

(KM6).
Essa
inversão

consegue‐se
por
troca
de

duas
fases
na
alimentação

do
motor.

Os
contactores
têm
um

encravamento
mecânico,

que
impede
o
fecho

simultâneo
de
ambos.