Você está na página 1de 22

Revista de Ciências Exatas e Tecnologias

Vol. , Nº. 0, Ano 2010

ACESSIBILIDADE NA WEB

Paula Rayane Lamounier

Faculdade Anhanguera Educacional de Anápolis/GO

prlamounier@hotmail.com

RESUMO

Atualmente a grande maioria das pessoas não consegue imaginar suas vidas sem os benefícios que a Web proporciona, estes são inúmeros e fazem com que o mundo pareça estar a apenas um clique, bastando somente um gesto para que possam ser realizadas várias tarefas, como:

uma compra, um curso, assistir a um vídeo, ler uma notícia, entre outras. Porém essas tarefas aparentemente simples podem ser praticamente impossíveis àqueles que não possuem capacidade de ouvir o que é falado no vídeo, ler uma notícia, dar um clique no mouse ou acessar o conteúdo por meio de um dispositivo que não seja propriamente um computador. O objetivo deste projeto é discutir sobre acessibilidade na web, informar sobre os padrões empregados no desenvolvimento de sites e os recursos tecnológicos usados pelos portadores de necessidades especiais a fim de promover a todos a capacidade de navegação individual, esclarecer sobre um tema polêmico, visto de forma equivocada, e apresentar seus benefícios além de introduzir os padrões para desenvolver um site acessível.

Palavras-Chave: Acessibilidade, Padrões, Diretrizes.

ABSTRACT

Currently the vast majority of people can’t imagine their lives without the benefits the Web offers, they are numerous and make the world appears to be just one click, just only a gesture that may be made for various tasks, such as a purchase a course, watch a video, read a news story, among others. But these seemingly simple tasks can be virtually impossible for those who are unable to hear what is spoken in the video, read a news story, just click the mouse or access content through a device that is not exactly a computer. The objective of this project is to discuss web accessibility, information about the standards used in Web site development and technological resources used by people with special needs to promote all the individual shipping capacity, shedding light on a controversial topic because of error, and present their benefits and introduce the standards for developing an accessible site.

Keywords: Accessibility, Patterns, Guidelines.

Anhanguera Educacional S.A.

Correspondência/Contato Alameda Maria Tereza, 2000 Valinhos, São Paulo CEP 13.278-181 rc.ipade@unianhanguera.edu.br

Coordenação Instituto de Pesquisas Aplicadas e Desenvolvimento Educacional - IPADE

Artigo Original / Informe Técnico / Resenha Recebido em: 30/12/1899 Avaliado em: 30/12/1899

Publicação: 22 de setembro de 2009

1

2

Acessibilidade na web

1.

INTRODUÇÃO

Nos dias atuais a preocupação com acessibilidade se mostra presente na Arquitetura/Engenharia durante a elaboração de projetos urbanos, e essa preocupação se estende em todos os setores da vida cotidiana. Num mundo em que a Web 1 tornou-se tão movimentada quanto as ruas e calçadas é importante que também haja essa preocupação no desenvolvimento de páginas para que aqueles que possuem capacidades limitadas possam obter independência nas suas atividades.

É muito comum ouvirmos falar em acessibilidade, porém nem todos sabem o real significado dessa palavra e muito menos o que ela representa na vida das pessoas.

Acessibilidade, Segundo o dicionário Aurélio (Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, 1° edição, Nova Fronteira), tem origem do Latim accessibilitate, qualidade de ser acessível; facilidade na aproximação, no trato ou na obtenção. Acessível (adjetivo) a que se pode chegar facilmente; que fica ao alcance. Sendo assim acessibilidade refere-se à facilidade que temos em realizar aquilo que desejamos, logo, acessibilidade não é assunto para ser tratado pensando apenas nos portadores de necessidades especiais já que qualquer pessoa pode enfrentar dificuldades em realizar alguma tarefa.

A Web possui uma capacidade incrível de promover a liberdade de comunicação a todos. Um exemplo simples seria o de uma pessoa com deficiência visual que não consegue de forma alguma ler jornais comuns porque eles não são impressos em Braille, mas que consegue ouvir, pelo computador, as mesmas notícias contidas nos jornais utilizando um Leitor de Tela. Mesmo com todo esse potencial de inclusão, a Web ainda possui vários sites que apresentam problemas como: navegação apenas com mouse, vídeos sem legendas para surdos, sites com gráficos e imagens ao invés de texto, sites não suportados por alguns browsers, etc. Então como desenvolver sites acessíveis? Os custos são altos? Vale a pena?

Segundo o Censo do IBGE de 2000 (disponível em: www.ibge.com.br), aproximadamente, 24,6 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentaram algum tipo de incapacidade ou deficiência. São pessoas com ao menos alguma dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se ou que possuem alguma deficiência física ou mental.

  • 1 Web é um sistema de publicação, indexação e de recuperação de informações codificadas em forma de páginas que utilizam a linguagem HTML. Estas páginas são identificadas por um endereço único denominado Uniform Resource Identifier (URI). A Web pode ser vista como um enorme conjunto de páginas ligadas por meio de apontadores, constituídos por URIs, para outras páginas. Muitas vezes as pessoas confundem Internet com a Web que é um serviço para a tranferência de página codificadas operando sobre a Internet.

Paula Rayane Lamounier

3

Um número expressivo como esse não pode ser ignorado, afinal essa parte da população também vive, produz e consome. Ao se desenvolver sites acessíveis são obtidos benefícios ao usuário como: aumento de velocidade, portabilidade, visibilidade, agilidade; e também benefícios aos desenvolvedores, pois, por incrível que pareça, há uma simplificação no desenvolvimento, aumento de público, e redução de custos já que um site acessível busca a simplicidade de código fonte o que os reduz custos com manutenção.

Acessibilidade na Web não beneficia somente aos portadores de necessidades especiais, pelo contrário a função da acessibilidade na web é construir páginas de Internet disponíveis a todos. Independente de quem é o usuário ou de como o mesmo acessará o conteúdo do site, a acessibilidade promove a democratização do conteúdo da web em todas as suas formas e para todas as pessoas.

  • 2. ACESSIBILIDADE: MITOS E REALIDADE De acordo com o Decreto Nº 5.296 de 2 de Dezembro de 2004, Ficam sujeitos ao cumprimento das disposições do mesmo a aprovação de projeto de natureza arquitetônica e urbanística, de comunicação e informação, de transporte coletivo, bem como a execução de qualquer tipo de obra, quando tenham destinação pública ou coletiva. Segundo o Art. 47 do Decreto, é obrigatória a acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos da administração pública na rede mundial de computadores (internet), para o uso das pessoas portadoras de deficiência visual, garantindo-lhes o pleno acesso às informações disponíveis.

Portanto

o

desenvolvimento

de

um

site

acessível

é

acima

de

tudo

um

cumprimento de lei, mas isso não deve ser a única motivação para que os

desenvolvedores se preocupem com acessibilidade. A motivação deve estar baseada nos benefícios que essa atitude trará. Dentre os benefícios, pode-se citar:

  • 1. Respeito à Legislação;

  • 2. Aumento de visibilidade do negócio;

  • 3. Aumento de desempenho;

  • 4. Economia de custos com banda;

  • 5. Simplicidade e facilidade no uso do site;

  • 6. Crescimento da audiência;

  • 7. Informação disponível independente do dispositivo;

  • 8. Redução de custos com manutenção;

  • 9. Facilidade na manutenção;

4

Acessibilidade na web

  • 10. Melhoria da imagem da empresa, diferencial competitivo.

Estes benefícios certamente seriam capazes de motivar qualquer desenvolvedor, mas existem alguns mitos que fazem com que muitos desenvolvedores ignorem este assunto. Os principais mitos são os seguintes:

Acessibilidade Web é só para deficientes visuais; Na prática, o número de usuários beneficiados com a acessibilidade é relativamente muito pequeno; Fazer um site acessível demora e custa caro; É melhor fazer uma página especial para os deficientes visuais; Um site acessível a deficientes visuais não é bonito; Vamos por partes: primeiro fazemos o site, depois fazemos acessibilidade; A gente sabe o que é bom para o usuário; Meu site é direcionado a um público específico; ele não interessa a todos os grupos de usuários. (SPELTA, LÊDA,2010)

Em resposta a esses mitos sabe-se que acessibilidade não é só para deficientes visuais, essa afirmação surgiu pelo fato de ser a web extremamente visual; como já foi dito, a número de pessoas com outras formas de deficiência é expressivo; algumas alterações no site podem ser trabalhosas, mas os resultados são compensadores; seguindo os padrões desenvolvidos pelo W3C 2 é possível desenvolver sites acessíveis e bonitos, que agradem portadores de necessidades especiais ou não; um site destinado a um público específico pode ser acessado por indivíduos que não pertencem a tal grupo e esses indivíduos também merecem atenção.

Acessibilidade web é para ... Quem tem dificuldade para ver a tela, usar o mouse, usar o teclado, ler um

...

texto, Ouvir um som, navegar na internet; ... Quem usa um navegador diferente; Quem usa um equipamento muito antigo; Quem usa um equipamento muito moderno; Quem tem uma linha de transmissão muito lenta;

...

...

...

Quem está num ambiente ou situação que limita alguns dos seus sentidos ou movimentos, ou que requer a sua atenção.

...

(SPELTA, LÊDA,2010)

Para desenvolver um site acessível o desenvolvedor dever possuir a consciência de sua função para com os usuários do site e de como as suas ações e opções durante o desenvolvimento podem interferir na forma como as pessoas utilizarão os recursos disponíveis em seu site. Muitos desenvolvedores não criam sites acessíveis simplesmente por falta de conhecimento ou consciência, não por indiferença.

Em grandes projetos o desenvolvedor deve possuir liderança para poder expressar suas idéias e conscientizar os outros membros da equipe sobre acessibilidade. As políticas internas devem conter os métodos e padrões de desenvolvimento que serão

2 O World Wide Web Consortium (W3C) é um consórcio internacional com cerca de 500 membros, que agrega empresas, órgãos governamentais e organizações independentes, e que visa desenvolver padrões para a criação e a interpretação de conteúdos para a Web.

Paula Rayane Lamounier

5

empregados a fim de atingir o objetivo da Acessibilidade. Assim os conceitos e conscientização a respeito do tema não se perderão com as rotinas do dia-dia.

  • 3. DESENVOLVIMENTO E TECNOLOGIAS ASSISTIVAS Estando o desenvolvedor ciente da importância da acessibilidade é hora de buscar informações sobre as tecnologias usadas pelos portadores de necessidades especiais e como desenvolver de forma que os equipamentos usados por eles possam funcionar de maneira satisfatória. É preciso estudar sobre como utilizar acessibilidade no XHTML 3 , CSS 4 e scripts 5 para gerar um melhor funcionamento das tecnologias assistivas; o que são e como funcionam essas tecnologias; o que é acessibilidade para dispositivos móveis e para os diversos navegadores existentes; como são as normas internacionais de acessibilidade web e como trabalhar com as mesmas.

O termo Assistive Technology, traduzido no Brasil como Tecnologia Assistiva, foi criado em 1988 como importante elemento jurídico dentro da legislação norte-americana conhecida comoPublic Law 100-407, que compõe, com outras leis, o ADA - American with Disabilities Act. Este conjunto de leis regula os direitos dos cidadãos com deficiência nos EUA, além de prover a base legal dos fundos públicos para compra dos recursos que estes necessitam. Nele, a Tecnologia Assistiva se compõe de Recursos e Serviços. Os Recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob-medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Os Serviços são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos. (BERSCH et al, 2006)

Podemos citar como recursos de acessibilidade ao computador os teclados modificados, síntese de voz, Braille, softwares especiais para uso do computador, entre outros. Seguem abaixo alguns exemplos de tecnologias assistivas.

Dispositivo incorpora teclado e mouse de computador para ser inserido na boca e utilizado pelos dentes e a língua. Um revolucionário sistema que pode permitir que

pessoas que não têm controle dos membros superiores naveguem na internet.

[...]

A

idéia é teclar através da língua para poder viajar na internet, jogar PC games, conversar

em chats ou até trabalhar. Um dispositivo que pode modificar a vida das pessoas que

não têm controle dos membros superiores e incapacidades motoras quase totais.

[...]

Um

teclado com 19 teclas e um joystick que é colocado no palato superior e é capaz de

comandar um PC.

[...]

Para desenvolver um teclado que possa ser aplicado

universalmente, os especialistas utilizaram um plástico especial com 'forma de memória' que é colocado no palato e através da pressão dos dentes molda-se individualmente. Os especialistas indicam que o mecanismo está equipado com uma voltagem mínima (0 no teclado e no mouse, é esta que vai exercer pressão sobre as teclas. À semelhança com um teclado vulgar, podem ser feitas combinações de teclas para determinada,2Vt) e por isso

  • 3 O XHTML, ou eXtensible Hypertext Markup Language, é uma reformulação da linguagem de marcação HTML (Hypertext Markup Language), baseada em XML (eXtensible Markup Language). Combina as tags de marcação HTML com regras da XML. Este processo de padronização tem em vista a exibição de páginas Web em diversos dispositivos (televisão, palm, celular, etc). Sua intenção é melhorar a acessibilidade, pois consegue ser interpretado por qualquer dispositivo, independentemente da plataforma utilizada.

  • 4 CSS é uma linguagem para estilos que define o layout de documentos HTML. É suportado por todos os navegadores atuais, por isso possui

relação com acessibilidade.

  • 5 É um conjunto de instruções que são executadas por um computador; são freqüentemente usados para tarefas repetitivas, fazendo repetições automaticamente, e para simplificar os trabalhos complexos.

6

Acessibilidade na web

não oferece perigo para os utilizadores. A língua atua como os dedos s funções do Windows. Existem duas teclas específicas que serão pressionadas pelos dentes e que correspondem às teclas direita e esquerda do mouse. (ALVES, LÚCIA, 2006)

O Eyetech TM2 é um dispositivo de substituição do mouse que permite ao usuário colocar o ponteiro do mouse em qualquer lugar na tela, bastando olhar para o local desejado. É conhecido também como "mouse ocular". O TM2 Eyetech é o mouse ocular mais versátil disponível, ele pode: Ser instalado no Windows XP ou Vista; Ser utilizado em um ou em ambos os olhos; Ser usado com qualquer software de comunicação baseado no Windows; Ser usado para navegar na web, enviar e-mail e fazer de tudo que um mouse de mão pode fazer; O TM2 é executado sob o sistema operacional Windows (XP ou Vista) e pode ser usado em conjunto com softwares Windows. Quando combinado com um teclado na tela (teclado virtual), o usuário tem acesso completo aos recursos do Windows. Uma câmera montada no monitor do computador fica focada para determinar onde o usuário está olhando e o cursor é então colocado nesse ponto do olhar. O Clique do mouse é acionado com o piscar do olho com a precisão de 1 grau (aproximadamente). (QUEIROZ, MARCO ANTÔNIO, 2008)

O desenvolvedor deve conhecer seu público alvo, os possíveis usuários de seu Web Site, para distinguir as suas necessidades e desenvolver de forma que as mesmas sejam respeitadas. Conhecer o público, para o qual se desenvolve uma página, facilita o trabalho do desenvolvedor que passa a compreender por onde deve começar a aplicar a acessibilidade, mas é preciso ressaltar que uma página deve ser disponível a todos, independente de suas limitações para que outros públicos também possam utilizar o site aumentando assim a audiência do mesmo.

Segundo o W3C existem princípios básicos que devem ser observados e que auxiliam o desenvolvedor sobre o que fazer para manter os seus projetos de acordo com padrões de acessibilidade; os mesmos são listados abaixo:

  • 1. Disponibilizar textos alternativos: esse princípio auxilia principalmente os deficientes visuais, pois ajuda a identificar elementos não textuais, como as imagens. Os leitores de tela geralmente usados pelos deficientes visuais lêem o texto alternativo que identifica o elemento não textual.

  • 2. Cabeçalhos para tabelas de dados: para facilitar a navegação e entendimento dos usuários que utilizam leitores de tela, as tabelas de dados precisam conter cabeçalhos apropriados (elemento <th>) que devem ser associados às células de dados.

  • 3. Edição e envio de formulários: alguns usuários podem ter dificuldades durante o preenchimento dos mesmos ou durante o envio. Para contornar essa situação os elementos do formulário devem ser associados corretamente a uma etiqueta (<label>) e os possíveis erros de envio devem ser seguramente contornados, as informações recuperadas e as mensagens de erro devem ser fáceis de identificar e entender.

  • 4. Links: para usuários com deficiência visual os links identificados com frases como “clique aqui” ou “leia mais” podem não ser fáceis de identificar. Por isso os links devem ter sentido com o contexto e serem nomeados de forma que quando for lido pelo leitor de tela faça sentido ao usuário, para que este possa decidir se clica ou não.

  • 5. Vídeos: fornecer Closed Caption ou legendas.

  • 6. Conteúdos: permitir que o conteúdo seja também disponível em documentos em formato PDF, Word entre outros formatos não-HTML.

Paula Rayane Lamounier

7

Estes documentos devem possuir etiquetas que possam ser lidas pelo leitor de tela.

  • 7. Elementos repetitivos: permitir que estes elementos possam ser pulados pelos usuários. Uma maneira de se conseguir isso é disponibilizar links de navegação que sejam fáceis de identificar.

  • 8. Cuidado com as cores: as cores auxiliam na transmissão da informação, mas não bastam. Pessoas com problemas de visão não se importam com as cores do site e as informações de cores não podem ser identificadas por leitores de tela.

  • 9. Clareza de conteúdo: o conteúdo do site deve compreender e bem disposto no corpo da página.

ser

claro,

fácil

de

  • 10. Java Script Acessível: certificar que os manipuladores de Java Script sejam artifícios independentes e que a página não o exija para funcionar.

  • 11. Design Padronizado: desenvolver sites mais robustos e compatíveis com a

maioria das tecnologias. Estes são os princípios básicos para a criação de um Web Site acessível, porém não são suficientes, existem diversos métodos e procedimentos de desenvolvimento acessível que devem ser seguidos pelos desenvolvedores a fim de atingir seus objetivos de acessibilidade.

  • 3.1. WAI (Web Accessibility Iniciative) O W3C, por meio do WAI 6 (Web Accessibility Iniciative) dispõe de recursos com procedimentos, métodos que auxiliam nas fases de desenvolvimento e evolução de Web Sites acessíveis.

A demonstração da importância crucial dos padrões web do W3C para a acessibilidade de tecnologias assistivas, para tecnologias não assistivas, para pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência, passa pela experiência do uso desses padrões. Não podemos pensar, no entanto, que desenvolvendo um site totalmente dentro dos padrões web (web standards) estaremos produzindo páginas totalmente acessíveis. Os padrões web, com todos os seus itens, são o básico para uma página web acessível, mas não o todo. Para uma acessibilidade web integral temos de acrescentar aos padrões web as técnicas de acessibilidade associadas ao WCAG e suas recomendações. Não temos também como criar páginas acessíveis apenas com algumas recomendações dos WCAG em um código com semântica incorreta, sem separação de camadas e cheio de erros de sintax. O casamento entre padrões web e diretrizes de acessibilidade tem de ser completo. [...] Dessa forma, podemos afirmar que não existe uma acessibilidade completa sem os padrões web conjugados aos padrões de acessibilidade web. Um sem o outro ficam incompletos no que tange a acessibilidade de cunho universal. (QUEIROZ, MARCO ANTÔNIO, 2009).

Durante todo o ciclo de vida do Web Site, são utilizados componentes (conteúdo, navegadores, mídias, tecnologias assistivas, ferramentas de autoria etc.) que se relacionam entre si e que podem ser melhoradas e avaliadas. Cada melhoria em um dos componentes reflete na melhoria do Web Site, se a acessibilidade não é implementada em um dos

6 Promovido pelo World Wide Web Consortium (W3C), visa o desenvolvimento de diretrizes e recursos que contribuem para tornar a Web acessível.

8

Acessibilidade na web

componentes torna-se difícil implementá-la nos demais. Os desenvolvedores tornam-se mais propensos a desenvolver com essa preocupação e os seus usuários encontram facilidades na execução de suas tarefas quando os componentes usados suportam os recursos de acessibilidade.

8 Acessibilidade na web componentes torna-se difícil implementá-la nos demais. Os desenvolvedores tornam- se mais propensos

Figura 1 Componentes de desenvolvimento - FONTE: ADAPTADO DE WWW.W3C.ORG

O W3C, através do, WAI desenvolve diretrizes de acessibilidade por meio dos seguintes documentos para os diferentes componentes envolvidos: Authoring Tool Accessibility Guidelines (ATAG), Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) e User Agent Accessibility Guidelines (UAAG).

Web Content Accessibility Guidelines(WCAG versões 1.0 e 2.0 7 ) : o principal objetivo das diretrizes que compõem este documento é promover a acessibilidade com referência aos princípios de acessibilidade e design. Segundo o WC3, através do Guia de Acessibilidade Web (WCAG 2.0) é possível tornar o conteúdo web acessível para um amplo grupo de pessoas com deficiência, incluindo cegueira e baixa visão, surdez e baixa audição, dificuldades de aprendizagem, limitações cognitivas, limitações de movimentos, incapacidade de fala, foto sensibilidade e suas combinações. Seguindo essas recomendações também fará com que o conteúdo Web fique mais acessível pelos usuários em geral.

7 Web Content Accessibility Guidelines 1.0 foi publicada em Maio de 1999. WCAG 2.0 foi publicada em 11 de dezembro de 2008. As WCAG 2.0 foram desenvolvidas através do processo W3C em colaboração com pessoas e organizações em todo o mundo, com o objetivo de elaborar um padrão compartilhado referente à acessibilidade para o conteúdo da Web, que satisfaça as necessidades das pessoas, das organizações e dos governos, a nível internacional

Paula Rayane Lamounier

9

Paula Rayane Lamounier 9 Figura 2 - Conteúdo Web - FONTE: WWW.W3C.ORG As recomendações WCAG

Figura 2 - Conteúdo Web - FONTE: WWW.W3C.ORG

As recomendações WCAG 2.0 seguem os seguintes princípios:

  • 1. Perceptível: preocupa-se com a maneira que o usuário perceberá o conteúdo. O cérebro recebe as informações através dos sentidos, visão, audição, tato, olfato, paladar e as processa retornando uma percepção das coisas. Através da internet somos capazes de processar o conteúdo através de nossos sentidos, os mais relevantes são o tato, visão e audição já que gostos e cheiros são difíceis de transmitir por meio eletrônico. Tornar o site perceptível consiste em prover:

Alternativas em Texto: fornecer alternativa de texto em conteúdos não textuais como as imagens; Mídias com base de tempo: fornecer alternativas como legendas (pré- gravadas ou ao vivo), audiodescrição ou mídia alternativa (pré-gravada), linguagem de sinais (pré-gravadas), apenas áudio (a vivo ou pré- gravado), apenas vídeo (ao vivo ou pré-gravado); Adaptável: permitir que o conteúdo do site possa ser apresentado de formas diferentes sem perda de informação ou formatação; Discernível: fazer com que o usuário consiga perceber de maneira fácil o conteúdo visual e auditivo do site, realizar separação de primeiro plano e plano de fundo, estar atento ao contraste e imagens; Nem todas as pessoas têm a capacidade de utilizar os sentidos da mesma forma, portanto, um dos segredos para a acessibilidade é garantir a “transformabilidade” da informação, ou seja, permitir que o mesmo conteúdo seja transformado de uma forma para outra. O áudio pode ser transformado em texto, o texto pode ser transformado em áudio e Braille, mas essa transformação deve ser feita antes da informação chegar ao usuário porque as tecnologias de conversão automática são caras e muita das vezes indisponíveis à maioria dos usuários. É importante lembrar que a informação deve ser perceptível de alguma maneira.

  • 2. Operável: manter a navegação e os componentes de interface navegáveis. Nem todas as pessoas fazem uso de um mouse ou teclado padrão para acessar o conteúdo de um site, algumas pessoas possuem incapacidades que tornam inviáveis o uso destes equipamentos. Existem aqueles que fazem uso de tecnologias assistivas que permitem a sua navegação, por exemplo, se o conteúdo é dependente de um mouse ele é inacessível aos que possuem dificuldade motora ou que não possuem mãos. Deve-se manter o conteúdo:

10

Acessibilidade na web

Acessível por teclado: todas as funcionalidades do site devem ser disponíveis por teclado a fim de ajudar àqueles que possuem dificuldade motora.

Tempo suficiente: levar em consideração o tempo gasto pelos usuários com deficiência ou pelas tecnologias assistivas para a realização das tarefas. Sites bancários, por questões de segurança, geralmente estabelecem um tempo para execução das tarefas e posteriormente solicitam um novo login; em sites de instituições educacionais, durante a realização de testes, por exemplo, pode ser que haja um tempo limite para as respostas. Uma alternativa para solucionar esse problema seria solicitar ao usuário um limite de tempo ao qual ele consiga realizar a tarefa.

Ataques Epilépticos: devido à fotossensibilidade alguns usuários podem sofrer crises epilépticas. É essencial que não seja utilizado no site nenhum conteúdo de forma conhecida que possa causar tais crises. Navegável: o conteúdo do site deve ser fácil de identificar e encontrar. 3. Compreensível: manter a informação e operações, contidas no site, fáceis de compreender.

Legível: os textos devem ser simples e as palavras fáceis de entender, isso dependerá do público alvo do site, mas é recomendável que se opte pela simplicidade.

Previsível: um conteúdo previsível auxilia aqueles usuários que utilizam leitores de tela porque estes dispositivos fazem uma leitura seqüencial, se o conteúdo não estiver muito bem distribuído poderá causar confusão no entendimento do usuário. Além disso, temos os usuários com limitações cognitivas têm dificuldades em compreender um conteúdo mal distribuído e/ou de navegação complexa.

Assistência de Entrada: desenvolver de forma que o número de erros de entrada sejam reduzidos e criar uma maneira adequada de auxiliar o usuário a corrigir o erro caso ocorra. Todas as pessoas, com deficiência ou não gostam de ter uma segunda chance caso executem alguma ação de maneira incorreta, também são muito úteis informações que auxiliem o usuário na realização de tarefas mais complicadas ou que possam se tornar confusas.

4. Robusto: desenvolver um site que suporte as atuais e novas tecnologias a fim de permitir que o mesmo possa ser utilizado independente da tecnologia. As pessoas utilizam tecnologias diferentes que atendam as suas diferentes necessidades, os desenvolvedores têm de respeitar a liberdade de escolha de seus usuários e

Paula Rayane Lamounier

11

disponibilizar um conteúdo que possa ver visto em qualquer que seja a tecnologia (navegador, dispositivo, sistema operacional) escolhida pelos usuários.

Compatível: desenvolver um site com conteúdo que possa ser visto e compreendido independente da tecnologia assistiva utilizada e/ou agentes 8 de usuário.

Authoring Tool Accessibility Guidelines (ATAG): documentação focada principalmente para desenvolvedores de ferramentas de autoria9, explica como tornar acessíveis as ferramentas de criação. De acordo com informações disponíveis em www.w3c.org, a versão 1.0 do ATAG teve sua aprovação em Fevereiro de 2000 e a versão 2.0 ainda está sendo desenvolvida a fim de tornar-se compatível com a WCAG 2.0.

Paula Rayane Lamounier 11 disponibilizar um conteúdo que possa ver visto em qualquer que seja

Figura 3 - Ferramentas de Autoria - FONTE: ADAPTADO DE WWW.W3C.ORG

O ATAG é organizado em sete diretrizes; três níveis de prioridade CheckPoint que referem-se ao impacto do ponto de verificação de acordo com as metas:

Prioridade 1 refere-se à verificação considerada essencial para alcançar metas, pontos que os criadores de conteúdo Web devem satisfazer inteiramente;

Prioridade 2 à verificação importante para atingir objetivos, se não o fizerem, um ou mais grupos de usuários terão dificuldades em acessar as informações ;

Prioridade 3 diz respeito à verificação considerada benéfica para o cumprimento dos objetivos;

E três níveis de conformidade:

Nível de conformidade "A": todos checkpoints de prioridade 1 (incluindo postos de prioridade relativa) são satisfeitas;

  • 8 Refere-se aos softwares usados pelas pessoas com deficiência na interação com o computador.

  • 9 Refere-se aos softwares usados na criação de conteúdo Web.

12

Acessibilidade na web

Nível de conformidade "Duplo A": todas as prioridades 1 e 2 postos de controle (checkpoints, incluindo prioridade relativa) são satisfeitas; Nível de conformidade "Triplo A": toda a prioridade 1, 2 e 3 pontos de controle (checkpoints, incluindo prioridade relativa) são satisfeitas. (www.w3.org/TR/WAI- AUTOOLS/)

As sete diretrizes ATAG são listadas a seguir:

  • 1. Suporte acessível práticas de criação: muitos autores não são familiarizados com acessibilidade e têm de realizar um esforço extra para identificar os problemas e corrigi- los quando utilizam uma ferramenta que não se encontra de acordo com os padrões W3C. Os pontos de verificação dessa diretriz propõem que seja certificada a capacidade do autor de produzir conteúdos acessíveis na linguagem de marcação; se a ferramenta preserva as informações de acessibilidade na criação, transformação e conversão; se a ferramenta gera a marcação automaticamente e se os modelos fornecidos pela ferramenta estão de acordo com as diretrizes WCAG.

  • 2. Gerar marcação padrão: permitir a criação, dentro das normas, de agentes especializados (Browsers, tecnologias assistivas, plug-ins etc.). Os pontos de verificação propõem que sejam geradas automaticamente pela ferramenta marcações válidas, que o autor seja informado caso a marcação está de acordo com o especificado pelo W3C e que sejam sempre usadas as últimas versões W3C.

  • 3. Apoiar a criação de conteúdo acessível: facilitar o trabalho do Web Design durante a criação de sites com uso de imagens e mídias como áudio e vídeo por meio de ferramentas de autoria.

  • 4. Fornecer meios de verificação e correção de conteúdo inacessível: informar ao autor sobre problemas de acessibilidade e verificá-los; fornecer assistência ao autor na correção de problemas de acessibilidade; fornecer um documento de acessibilidade ao autor para orientá-lo.

  • 5. Integrar soluções de acessibilidade no processo global de "look and feel": todas as práticas de autoria acessíveis devem relacionar-se corretamente com a aparência das ferramentas de autoria utilizadas e devem ser asseguradas as práticas de autoria de acordo com o WCAG.

  • 6. Promover o acesso de ajuda e documentação: a documentação e ajuda das ferramentas de autoria devem conter orientações sobre problemas com acessibilidade e demonstrar as soluções.

  • 7. Certificar-se de que a ferramenta de autoria é acessível a autores com deficiência: as ferramentas de autoria devem ser concebidas de forma que possam ser utilizadas por pessoas com deficiência, existem considerações específicas para interface de ferramentas de autoria que permitem ao autor com deficiência editar de forma que facilite seu trabalho e publicar o conteúdo de maneira diferente, o autor pode navegar facilmente na ferramenta durante a edição sem se preocupar com suas limitações.

User Agent Accessibility Guidelines (UAAG) Visão: trata dos métodos utilizados para desenvolvimento de agentes acessíveis; foi criada principalmente para orientar os desenvolvedores de navegadores Web, players de mídia, tecnologias assistivas, e outros agentes do usuário. Além da orientação aos desenvolvedores, o UAAG dispõe de recursos destinados a satisfazer as necessidades dos públicos-alvo diferentes como, por exemplo, políticos, gestores entre outros diante da necessidade de escolherem os agentes acessíveis para as atividades do cotidiano.

Paula Rayane Lamounier

13

O UAAG está disponível na versão 1.0, que foi aprovada em Dezembro de 2002, e a versão 2.0 ainda encontra-se em desenvolvimento para alinhar-se com a WCAG 2.0 e a ATAG 2.0.

Paula Rayane Lamounier 13 O UAAG está disponível na versão 1.0, que foi aprovada em

Figura 4 - Agentes de usuário - FONTE: ADAPTADO DE WWW.W3C.ORG

O UAAG 1.0 contém pontos de verificação que analisam o acesso ao conteúdo, sejam eles desencadeados por teclado ou mouse; a forma como o conteúdo é processado; o controle e documentação de recursos de acessibilidade sobre a interface do usuário e a interação com as tecnologias assistivas.

  • 4. AVALIAÇÃO DE ACESSIBILIDADE As avaliações de acessibilidade podem ocorrer no início do desenvolvimento, durante ou mesmo quando o site já estiver pronto, porém quanto antes a avaliação for realizada mais fácil será efetuar as devidas correções. Durante a avaliação de acessibilidade em um site podem ser realizados testes com usuários, utilização de tecnologias assistivas, manuais, formulários, entre outras ferramentas, que auxiliam na identificação de possíveis problemas e que também podem sugerir melhorias. Segundo o website WARAU (warau.nied.unicamp.br), a avaliação manual deve ser realizada utilizando navegadores gráficos (e.g., Internet Explorer, Mozilla Firefox) e navegadores textuais (e.g., Lynx). Já na segunda seção, é utilizada uma ferramenta semi- automática de avaliação, que deverá retornar todas as possíveis falhas de acessibilidade do website. Segue abaixo o formulário para avaliação:

14

Acessibilidade na web

14 Acessibilidade na web Figura 5 - Exemplo de um Formulário de Avaliação de Acessibilidade -

Figura 5 - Exemplo de um Formulário de Avaliação de Acessibilidade - FONTE: warau.nied.unicamp.br

Por meio das documentações disponíveis no WAI é possível realizar a avaliação a partir de testes automáticos e semi-automáticos verificando as diretrizes, prioridades e níveis de conformidade.

O

próprio

WCAG

2.0

possui

um

Cheklist

contendo

todos

os

pontos

de

verificação de acessibilidade e que orienta na avaliação.

Também é possível realizar avaliação de acessibilidade online por meio do avaliador “dasilva” que é um software capaz de detectar um código HTML e realizar uma

Paula Rayane Lamounier

15

análise do seu conteúdo, verificando se está ou não dentro das regras de acessibilidade do WCAG e E-GOV 10 .

Para realizar a avaliação o avaliador precisa somente digitar o endereço do site, escolher a regra de acessibilidade (WCAG ou E-GOV) a ser seguida para que o software possa realizar as verificações e marcar as prioridades que deverão ser verificadas. Qualquer pessoa que se interesse poderá realizar a avaliação facilmente, para os desenvolvedores essa facilidade também é bastante útil.

Para ilustrar essa facilidade na avaliação, temos como exemplo as avaliações de dois sites bastante populares no Brasil. Na figura abaixo o site a ser avaliado é o site “www.globo.com” a avaliação ocorrerá de acordo com o WCAG 1.0 e serão expostas todas as prioridades, de um a três.

Paula Rayane Lamounier 15 análise do seu conteúdo, verificando se está ou não dentro das

Figura 6 - Página inicial do Avaliador daSilva- FONTE: www.dasilva.org.br

Após a verificação é gerado um relatório descrevendo para cada prioridade os pontos verificados, as recomendações para os mesmos, e as linhas de código onde ocorreram os problemas verificados, conforme a figura abaixo:

10 E-GOV é o nome dado ao processo crescente de informatização das funções do governo. São soluções que facilitam o intercâmbio de informações do governo com outras esferas (federal, estadual, municipal), outros poderes (legislativo e judiciário), com empresas, com o cidadão, com o terceiro setor e em sua administração interna.

16

Acessibilidade na web

16 Acessibilidade na web Figura 7 - Resultado da avaliação - FONTE: www.dasilva.org.br Figura 8 -

Figura 7 - Resultado da avaliação - FONTE: www.dasilva.org.br

16 Acessibilidade na web Figura 7 - Resultado da avaliação - FONTE: www.dasilva.org.br Figura 8 -

Figura 8 - Resultado da avaliação (continuação da página) - FONTE: www.dasilva.org.br

Na avaliação acima foram identificados 30 erros de Prioridade 1, 5 erros de Prioridade 2 e 1 erro de prioridade 3; em cada prioridade são apresentados avisos que são as recomendações para melhoria do site e correção em cada linha de código onde foram

Paula Rayane Lamounier

17

encontrados os problemas, a fim de facilitar o entendimento do desenvolvedor sobre as correções que deverão ser feitas. Em nossa avaliação aparecem 6 avisos para prioridade 1, 475 pra prioridade 2 e 414 pra prioridade 3.

Quando aprovado nas verificações o desenvolvedor poderá incluir em seu site o Selo de Aprovação de Site Acessível para informar aos usuários que o site encontra-se dentro dos padrões de acessibilidade e que poderá ser utilizado por qualquer pessoa.

Paula Rayane Lamounier 17 encontrados os problemas, a fim de facilitar o entendimento do desenvolvedor

Figura 9 - Site aprovado em avaliação - FONTE: www.dasilva.org.br

Paula Rayane Lamounier 17 encontrados os problemas, a fim de facilitar o entendimento do desenvolvedor

Figura 10 - Selo de aprovação de Site Acessível FONTE: www.dasilva.org.br

Conforme avaliação acima o site de relacionamento “Orkut(www.orkut.com) poderá receber o selo de aprovação, pois não foram encontrados erros de prioridade 1 e 2, somente foi identificado um erro de prioridade 3, conforme figura abaixo:

18

Acessibilidade na web

18 Acessibilidade na web Figura 11 - Erro identificado na avaliação (Prioridade 3) - FONTE: www.dasilva.org.br

Figura 11 - Erro identificado na avaliação (Prioridade 3) - FONTE: www.dasilva.org.br

O avaliador “daSilva” tem como objetivo auxiliar o desenvolvedor na missão de

tornar a web acessível e facilitar o trabalho do mesmo. O relatório gerado é simples e de

fácil entendimento, a localização dos erros é facilitada por meio de links e os avisos auxiliam para que o site possa ser melhorado.

O uso de ferramentas de avaliação é muito importante durante o desenvolvimento, mas o que realmente dirá se o site é acessível, ou não, são os testes com usuários, pois pode ser que algo passe despercebido pelo avaliador mesmo com o uso de todas as técnicas de avaliação. O usuário final é quem realmente dirá se o objetivo da acessibilidade foi atingido, por essa razão o desenvolvedor precisa preocupar-se com a opinião das pessoas que utilizam o site e analisar o que pode ser melhorado para atender suas necessidades.

Paula Rayane Lamounier

19

  • 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS A web pode promover muitas oportunidades de inclusão com liberdade e independência para as pessoas que possuem alguma incapacidade e/ou que utilizam tecnologias antigas ou muito recentes. Se um site é desenvolvido sem preocupações com acessibilidade corre o risco de ser excluído por uma significante parcela de usuários, além de ir contra a legislação. É claramente perceptível a quantidade de benefícios que se obtém com um desenvolvimento voltado para a acessibilidade, o site torna-se utilizável pela grande maioria das pessoas, o que aumenta a audiência do mesmo resultando em mais lucros. Portadores de necessidades especiais também compram, trabalham, lêem notícias, estudam e carecem de conteúdos que possam ser compreendidos e atividades que possam ser realizadas sem a necessidade de ajuda de outra pessoa. Felizmente a consciência a respeito deste tema está em ascensão através de estudos dos padrões de desenvolvimento que contribuem para a difusão da acessibilidade durante o desenvolvimento e por todo o ciclo de vida do sistema web. A cada dia que passa mais pessoas estão compreendendo que desenvolver com acessibilidade não é fazer nenhum favor e sim uma maneira de demonstrar respeito aos usuários do web site.

20

Acessibilidade na web

AGRADECIMENTOS

Ao meu bom Deus, que consentiu que surgissem em minha vida boas oportunidades de conhecimento, graças a ele e a tudo que me permitiu aprender poderei com meu trabalho e dedicação melhorar a qualidade de vida das pessoas. Ele em sua grandeza e sabedoria deu-me ânimo, entendimento e saúde para a realização deste objetivo. Aos meus pais e ao meu irmão pelo apoio nos momentos difíceis, aos colegas e professores que ajudaram a concretizar este trabalho. Ao meu orientador, Dr. Iwens Gervásio Sene Júnior, por me instruir e incentivar durante toda a elaboração deste artigo. A todos aqueles que colaboraram para que me tornasse o que sou hoje e me deram força pra seguir e não desistir mesmo quando houve dificuldades.

Paula Rayane Lamounier

21

REFERÊNCIAS

HOLANDA, Aurélio. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 1° edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1975.

Sala de Imprensa : IBGE e CORDE abrem encontro internacional de estatísticas sobre pessoas

com

deficiência.

Disponível

em:<

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=438&id_p

agina=1> Acesso em 17 de maio de 2010.

QUEIROZ, Marco Antônio, Acessibilidade Web: Tudo tem sua primeira vez. Disponível em: < http://www.bengalalegal.com/capitulomaq.php> Acesso em 17de maio de 2010.

BERSCH et al, Introdução ao Conceito de Tecnologia Assistiva. Disponível em:

<http://www.bengalalegal.com/tecnol-a.php> Acesso em 19 de maio de 2010.

Acessibilidade na Web Introdução. Disponível em: < http://brasilmedia.com/Acessibilidade- na-Web.html> Acesso em 19 de maio de 2010.

ALVES, Lúcia Vinheiras, Desenvolvidos Teclado e Mouse Inovadores para Serem Utilizados com a Língua. Disponível em: < http://www.bengalalegal.com/ratoeteclado.php> Acesso em 19 de maio de 2010.

NOGUEIRA, André, Acessibilidade não é ser bonzinho. É ser inteligente. Disponível em: <

http://webinsider.uol.com.br/2006/04/12/acessibilidade-nao-e-ser-bonzinho-e-ser-inteligente/>

Acesso em 22 de maio de 2010.

SPELTA, Lêda, Acessibilidade Web: 7 mitos e um equívoco. Disponível em:

<http://acessodigital.net/art_acessibilidade-web-7-mitos-e-um-equivoco.html> Acesso em 22 de maio de 2010.

Introdução à Acessibilidade na Web. Disponível em: < http://maujor.com/w3c/introwac.html> Acesso em 22 de maio de 2010.

BLASCO, Ezequiel,

Acessibilidade

Um

boa

idéia.

Disponível

em:

<http://www.linhadecodigo.com.br/Artigo.aspx?id=2503> Acesso em 29 de maio de 2010.

Decreto

5.296

de

2

de

Dezembro

de

2004.

Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5296.htm> Acesso em 30 de

maio de 2010.

SOARES, Horácio,

O

que

é

Acessibilidade

na

Web?

Disponível

em:

<http://internativa.com.br/artigo_acessibilidade_01.html> Acesso em 30 de maio de 2010.

Recomendações de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.0 Recomendação W3C de 11 Dezembro 2008. Disponível em: < http://www.ilearn.com.br/TR/WCAG20/> Acesso em 03 de junho de 2010.

QUEIROZ, Marco Antônio, A Importância dos Padrões Web para a Acessibilidade de Sites. Disponível em: <http://www.acessibilidadelegal.com/23-padroes-web.php> Acesso em: 03 de Junho de 2010.

SOARES, Horácio, Como testar acessibilidade em Websites? Disponível em: < http://internativa.com.br/artigo_acessibilidade_03_06.html> Acesso em 05 de junho de 2010.

22

Acessibilidade na web

Avaliação Simplificada

de

Acessibilidade.

Disponível

em:<

http://warau.nied.unicamp.br/?id=t818> Acesso em 07 de junho de 2010.

Mouse Ocular Eyetech TM2. Disponível em:<http://www.acessibilidadelegal.com/33-mouse- ocular-tm2.php> Acesso em 07 de junho de 2010.

Construindo um

POPCOR

Web

Site.

Disponível

em:

<

http://www.brasilmedia.com/Construindo-Websites-Acessibilidade.html> junho de 2010.

Acesso

em:

18

de

Acessibilidade Web instrumentos

de

avaliação:

Resumo.

Disponível

em:

<http://www.w3.org/WAI/ER/tools/> Acesso em: 18 de Junho de 2010.

Paula Rayane Lamounier

Graduada

em

Sistemas

de

Informação

pela

Universidade Estadual de Goiás Ceres.

UEG/UnU