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Disciplina Dentística

Noções sobre isolamento do campo operatório

Durante os procedimentos executados na cavidade bucal existe o risco do contato do material restaurador com a saliva, como também, do contato de determinados materiais dentários que causam irritações aos tecidos moles

circunvizinhos aos dentes. Diante destas situações, o profissional deverá obter um campo operatório isolado. Em outras palavras, deverá proteger os tecidos moles da boca de agentes cáusticos como também proteger o elemento dentário preparado para a restauração da saliva. Podemos realizar o isolamento do campo operatório de duas maneiras:

1. isolamento relativo que vem a ser o uso de roletes de algodão em volta do dente

a ser restaurado e/ou nos orifícios das glândulas salivares.

2. o Isolamento absoluto é obtido com o uso de um lençol de borracha montado em

um arco metálico ou plástico chamado de arco de orby. Nesta borracha será confeccionado como perfurado um orifício aonde o grampo será encaixado para ser levado ao dente com a pinça porta grampo fixando assim todo esse conjunto ao dente a ser restaurado, deixando-o isolado do meio bucal. O uso dos sugadores é fundamental nos dois casos.

Após o isolamento do campo procede-se a limpeza da cavidade com o material indicado na técnica de cada material restaurador

Em seguida, aplica-se a parede pulpar ou axial do preparo, um material forrador que nada mais é, do que, bases protetoras do complexo dentina-polpa.

um material forrador que nada mais é, do que, bases protetoras do complexo dentina-polpa. veja a

veja a parede pulpar e a axial

MATERIAIS FORRADORES (APLICAÇÃO)

DYCAL (hidróxido de cálcio no sistema pasta-pasta)

Manipulação: secar o preparo cavitário. Colocar sobre a placa de vidro partes iguais das duas pastas em quantidades suficientes em relação ao preparo, misturá-las com o auxilio do instrumento porta dycal e rapidamente, menos que 1 minuto, leva-lo a parede pulpar ou axial do preparo.

Nas restaurações em amálgama, além do dycal devemos aplicar duas camadas do verniz (cavitine) pinceladas no preparo com intervalos de 1 minuto entre uma e outra ( pode ser feita com o uso de bolinhas de algodão e pinça clinica)

Ainda nesta fase da restauração, nos caso de grandes cavidades ou como restaurações provisórias após um capeamento pulpar podemos empregar o cimento a base de zinco e eugenol que é o IRM . Para a manipulação deste cimento, devemos está de posse de uma placa de vidro, se possível fria, e sobre ela devemos colocar a quantidade de gotas do liquido para uma medida de pó de acordo com as instruções do fabricante, colocar as quantidades conforme a necessidade respeitando a proporção e em seguida misturar aos poucos, acrescentando o pó ao líquido pressionando o material sobre a placa até adquirir a consistência homogenia e com a viscosidade de sua preferência.

“NOÇÕES” DE PREPAROS CAVITÁRIOS

Para a compreensão das principais diferenças entre as restaurações feitas em resina composta (RRF) e as restaurações feitas em amálgama (RA), existe a necessidade de se ter noções sobre os preparos cavitários, pois as RRFs são adesivadas ao dente na região do BIZEL feito no preparo cavitário, enquanto que as RAS são apenas condensadas dentro do preparo cavitário, o qual deverá ser

suavemente retentivo para que não acha o simples deslocamento da restauração durante a mastigação. Para os preparos visando uma restauração de resina, o objetivo principal é a remoção da cárie e a confecção do BIZEL, pois os detalhes relativo ao paralelismo das paredes e a profundidade são irrelevantes para o sucesso dessa restauração em resina pois a mesa ficará adesivada na região do BIZEL. Sendo assim, o Bizel se torna a forma fundamental desse preparo pois será nele que estará toda a retenção desta restauração. Por definição o BIZEL é a “ área preparada em esmalte na região do ângulo cavo superficial do preparo cavitário, geralmente com 45° em relação ao longo eixo do dente com extensão adequada para proporcionar retenção para as restaurações em resina fotopolimerizáveis”. É nesta área que é feito o ataque ácido com o gel para causar as microporosidades no esmalte, responsáveis pelo imbricamento mecânico que dá a retenção a restauração. Não esquecer que nos preparos cavitários para restaurações em amalgama não existe bizel.

para restaurações em amalgama não existe bizel. Nota: não é atribuição de THD fazer preparos segundo
para restaurações em amalgama não existe bizel. Nota: não é atribuição de THD fazer preparos segundo

Nota: não é atribuição de THD fazer preparos segundo o CFO

NOMENCLATURA DAS CAVIDADES

Marcareth Coutinho Cap. 17 – Noções de Dentística THD e ACD ed. Santos

Nomenclatura em um determinado assunto ou profissão, tem por objetivo a utilização de termos ou palavras que sejam comuns ao conhecimento de todos os usuários para que se possa compreender as descrições e estabelecer uma comunicação entre os operadores.

Classificação das Cavidades:

As lesões de cárie ou cavitações podem localizar-se nos sulcos oclusais ou

nas faces lisas vestibular e lingual e nas superfícies proximais mesial e distal,

podendo ou não estarem interligadas. Os preparos cavitários estão agrupados em

classes, dependendo da sua localização e adequação para receber o material

restaurador. Este agrupamento foi apresentado por Black, há mais de 100 anos, e

continua sendo utilizado até hoje. As classes ou agrupamentos foram designados

em algarismos romanos:

Classe I - cavidades restritas aos suIcos e fossas da superfície oclusal de molares e pré-molares, podendo estar incluídos os 2/ 3 (dois terços) de sulcos localizados nas superfícies livres vestibulares de molares inferiores e linguais de molares superiores, e ainda cavidades localizadas nos sulcos e fossas da superfície linguais dos incisivos superiores (Fig. 17.3a). Classe II - cavidades localizadas nas superfícies proximais dos molares e pré-mo- lares, podendo ou não se estender para a superfície oclusal (Fig. 17.3b) . Classe III- cavidades que envolvem as superfícies proximais de incisivos e caninos, mas o ângulo incisivo ainda se encontra intacto (Fig. 17.3c) . Classe IV - cavidades de cárie ou fratura em incisivos que ocorrem nas superfícies proximais com envolvimento do ângulo incisivo (ângulo triedro – ponto). Classe V - cavidades localizadas no terço gengival de superfícies vestibulares e lin- guais de todos os dentes, excluindo os sulcos e fossetas (Fig. 17.3e). Classe VI - cavidades que se desenvolvem nas pontas de cúspides dos pré- molares e molares e nas bordas incisivas de dentes anteriores.

Nota. Muitos autores divergem sobre essa definição feita por Black há mais de 100 anos, portanto, essa é a definição mais completa e a que mais é utilizada até hoje.

aA

a

b

aA a b Classe I Classe II Classe III Classe IV d Classe V e Fig

Classe I

aA a b Classe I Classe II Classe III Classe IV d Classe V e Fig

Classe II

aA a b Classe I Classe II Classe III Classe IV d Classe V e Fig
aA a b Classe I Classe II Classe III Classe IV d Classe V e Fig

Classe III

aA a b Classe I Classe II Classe III Classe IV d Classe V e Fig
aA a b Classe I Classe II Classe III Classe IV d Classe V e Fig

Classe IV

d

aA a b Classe I Classe II Classe III Classe IV d Classe V e Fig

Classe V

e

aA a b Classe I Classe II Classe III Classe IV d Classe V e Fig
aA a b Classe I Classe II Classe III Classe IV d Classe V e Fig

Fig17.3.

- Desenho

representativo exemplificando cavidades tipo classe I (a); classe 1 1(b); classe 1 1 1 (c); classe IV (d);

Vestibular

classe V (e).

Mesial

Preencha o nome das estruturas

INSTRUMENTOS CORTANTES

Atualmente, existe uma grande variedade de instrumentos à disposição dos profissionais. Assim, é primordial o conhecimento minucioso de cada instrumento e seu emprego específico para se obter a máxima eficiência, utilizando-se menos tempo e esforço. Os instrumentos cortantes se subdividem em manuais e rotatórios.

Instrumentos cortantes manuais

Os instrumentos cortantes manuais são utilizados durante o preparo cavitário na remoção de tecido cariado e fase de acabamento da cavidade, cortando em fatias e planificando as paredes ou complementando a ação dos instrumentos rotatórios que embora sejam bastante eficientes, ainda necessitam do auxílio dos manuais. Estes instrumentos são compostos de três partes (Fig. 17.4): ponta ativa, intermediário e cabo. A ponta ativa ou lâmina é a parte principal do instrumento, sua extremidade cortante é biselada e o seu formato vai determinar seu nome e sua função. A parte intermediária faz a conexão do cabo com a ponta ativa. O intermediário pode possuir uma ou mais angulaçães para facilitar o uso do instrumento. O cabo deve possuir estrias para melhorar a apreensão do instrumento pelas mãos. Apenas uma parte é lisa para a identificação do fabricante e do instrumento em números. O cabo pode alojar na sua(s) extremidade(s) uma ou duas pontas ativas, sendo denominado simples ou duplo. Os instrumentos manuais são fabricados com aço inoxidável ou aço carbono. O aço inoxidável mantém-se brilhante, porém o fio de corte se perde mais facilmente comparado com o do aço carbono. Porém, a desvantagem do carbono está na facilidade de sofrer oxidação. Desta forma, após a lavagem do instru- mental, deve-se secar cuidadosamente todos os instrumentais para não enferrujar.

Instrumentos cortantes rotatórios

Os instrumentos cortantes rotatórios são utilizados acoplados aos equipamentos odontológicos de baixa à ultra-alta velocidade para remover tecidos duros como osso, esmalte, dentina e cemento, ou realizar acabamento de preparo cavitário ou trabalhos restauradores.

A haste do instrumento rotatório é a parte que se adapta no interior da peça de mão, ao contra-

ângulo ou à caneta. O intermediário une a haste à ponta ativa. Tanto a haste quanto o

intermediário podem possuir comprimentos diferentes:

./ Haste curta (HC) - 16 mm, tamanho utilizado para Odontopediatria. ./ Comprimento padrão - em torno de 19 mm para pontas diamantadas e brocas carbide, e 22mm para brocas e pontas de média rotação . ./ Haste longa (HL) - 25 a 33 mm para pontas diamantadas, brocas carbide e para contra ângulo, utilizadas para Endodontia e Cirurgia. A haste possui uma extremidade arredondada que indica que este instrumento deve ser utilizado em caneta de alta rotações. Já para a baixa e média rotações é necessário que na extremidade da haste exista uma endentação; isto significa que a fixação é um tipo de travamento mecânico. Para que este travamento ocorra, é necessário deslocar para o lado a pequena alavanca que existe na cabeça do contra ângulo, permitindo a entrada livre do instrumento rotatório. É necessário fazer um pequeno giro do instrumento para que a endentação se encaixe corretamente no interior da cabeça do contra-ângulo e permita que a alavanca volte à posição

inicial. Para sua remoção, basta deslocar novamente a alavanca, girar ligeiramente o instrumento rotatório para que desencaixe e puxe-o para fora. Quando se quer utilizar um instrumento rotatório de alta rotação (haste de extremo arredondado) para baixa rotação (haste com endentação), lança- se mão de um dispositivo metálico que deve ser adaptado à haste do instrumento rotatório de alta rotação, possibilitando seu uso em baixa ou média rotação.

A ponta ativa é a parte que efetivamente faz o corte ou o desgaste do tecido dental ou res-

tauração. As formas básicas de ponta ativa das brocas e pontas diamantadas utilizadas para preparos cavitários demonstradas pelo desenho esquemático da figura 17.8 são as seguintes:

,/ Esféricas - utilizadas principalmente para a remoção de tecido cariado, confecção de retenções adicionais e acesso inicial de preparos cavitários (Fig.17.8A). ,/ Roda - empregada para determinar retenções, especialmente em cavidades Classe V (Fig. 17.88). ,/ Cone invertida - empregada para determinar retenções adicionais, planificar paredes de fundo e, eventualmente, para avivar ângulos (Fig. 17.8C). ,/ Forma de pêra ou piriforme - proporciona paredes cavitárias convergentes e ângulos internos arredondados (Fig. 17.80). ,/ Cilíndricas - usada para determinar paredes circundantes paralelas, definir ângulos e planificar paredes de fundo (Fig. 17.8E). ,/ Forma de chama ou bala - confecção de biseis e preparos protéticos ( Fig. 17.8F). ,/ Troncocônica - determina paredes circundantes expulsivas. Pode também ser empregada para confeccionar retenções em forma de canaleta (Fig. 17.8G).

podem ser fabricadas com aço ou carboneto de tungstênio. As

FRESAS de aço são fabricadas com ligas de ferro-carbono. Atualmente, essas FRESAS são mais empregadas para remoção de dentina cariada, confecção de retenções adicionais em dentina, acabamento de preparos cavitários e restaurações com amálgama. Quanto às FRESAS de carboneto de tungstênio ou cabides, estas são empregadas em confecção de cavidades, acabamento dos preparos e das restaurações com resina composta. Existe uma tendência em substituir as FRESAS picotadas e as de aço pelas FRESAS carbide, pois o poder de corte, a longevidade e a resistência à oxidação das carbide são maiores, além da opção de poder utilizá-Ia tanto para alta quanto para baixa rotação. E atualmente, já se têm encontrado FRESAS carbide com a opção para média rotação. As FRESAS possuem na sua ponta ativa lâminas dispostas em diagonal para melhorar a efe- tividade de corte. Estas lâminas podem ser lisas, proporcionando paredes uniformes, ou possuírem interrupções (picotada ou fissurada) fornecendo paredes irregulares. Pode-se encontrar um número variado de lâminas (6, 12,24, 30 e 60) e, quanto maior o número de lâminas, maior será a lisura proporcionada pelo instrumento à parede cavitária ou à superfície da restauração. Existe um outro tipo de instrumento rotatório - as pontas e discos -, resultado da aglutinação de abrasivos de diversos tamanhos. Estes abrasivos podem ser: os diamantes naturais ou sintéticos, óxidos de alumínio, quartzo, pedra-pomes, carboneto ou dióxido de silício. O tamanho dos grânulos abrasivos determinam a efetividade de desgaste ou o tipo de acabamento. As pontas diamantadas para desgaste possuem granulometria média de 100 a 210 mm, enquanto as pontas para acabamento fino (cor dourada) possuem uma granulometria de 46 e a de acabamento ultrafino (cor prata), em torno de 30mm.

As BROCAS (FRESAS)

NOTA PRÁTICAS ALGUMAS QUESTÒES SERÃO ELABORADAS CONFORME AS AULAS
NOTA PRÁTICAS ALGUMAS QUESTÒES SERÃO ELABORADAS CONFORME AS AULAS

NOTA

PRÁTICAS

ALGUMAS

QUESTÒES SERÃO ELABORADAS CONFORME AS AULAS