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Roteiro 1

A peça 'A Conta Não Fecha' retrata a vida de uma família no subúrbio de São Paulo, lidando com dificuldades financeiras e a pressão social. Os personagens, como Dona Zuleide e Seu Agenor, enfrentam dilemas cotidianos enquanto interagem com figuras como o primo rico e o Serasa, que simboliza a opressão financeira. A comédia explora temas de classe, sonhos e a realidade dura da vida urbana.

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Roteiro 1

A peça 'A Conta Não Fecha' retrata a vida de uma família no subúrbio de São Paulo, lidando com dificuldades financeiras e a pressão social. Os personagens, como Dona Zuleide e Seu Agenor, enfrentam dilemas cotidianos enquanto interagem com figuras como o primo rico e o Serasa, que simboliza a opressão financeira. A comédia explora temas de classe, sonhos e a realidade dura da vida urbana.

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ROTEIRO DA PEÇA

Título Provisório: "A Conta Não Fecha"

OBSERVAÇAO: o roteiro abaixo tem partes inspiradas na melhor peça


de teatro do mundo “hermanoteu na terra de godah’ e outras obras
brasileiras de comedia
Personagens principais:

 Dona Zuleide – Mãe , estilo Dona Hermínia, fala o que pensa,


guerreira do dia a dia.

 Seu Agenor – pai aposentado, meio rabugento, mas sábio;


lembra o Lineu.

 Jéssica – Filha adolescente, sonha em ser influencer, vive na


internet.

 Bruno – Filho mais velho, trabalha de entregador, tenta ajudar


em casa.

 Neide – Vizinha fofoqueira, mas coração bom.

 “Serasa” – Personagem simbólico, aparece em cenas de


opressão e injustiça (cenas com ele tem quebra de quarta
parede).

 Primo rico: fã de coach, acredita que tudo se resolve com


livros de auto ajuda
CENA 1 – "A vida como ela é (ou quase)"

[SOM de cidade: buzinas, metrô, celulares, vozes distantes.]

NARRADOR (entra ou fala de um canto, com tom irônico):


— Na grande cidade de São Paulo, tudo parece funcionar. Grandes
prédios, grandes ideias, grandes contas... Tudo movido por ele: o
dinheiro.

(Muda o tom, caminha pelo palco)


— Mas lá no subúrbio... ah, no subúrbio... a vida é diferente. Lá, o
povo tem que escolher entre comer ou se conectar. Luz ou gás. O luxo
de um Pix ou o milagre de uma marmita.

[Um cômodo simples. Entra ZULEIDE, com sacola de mercado


vazia, exausta.]

ZULEIDE (gritando para dentro da casa):


— Agenor!!! CORTARAM A LUZ DE NOVO!
(para o público)
— E eu nem terminei de assistir minha novela no celular...

[Entra AGENOR, com uma toalha no ombro e um controle


remoto na mão.]

AGENOR:
— Como assim cortaram? Eu tava terminando de assistir aquele vídeo
ensinando a ganhar dinheiro dormindo!

ZULEIDE:
— Pois vai ter que sonhar no escuro agora! A conta venceu, Agenor!
Priorizei o gás esse mês! Ou tu queria arroz cru e ovo no vapor?

[LUZ apaga de novo de propósito. Barulho de geladeira


desligando.]

NARRADOR (volta ao palco ou fala de fora):


— E assim segue a vida no subúrbio: fazendo milagre com o salário
mínimo, equilibrando a dignidade no fio da navalha.

ZULEIDE (grita pro nada):


— E ainda vem aquele primo rico falar que a gente é pobre porque
quer! Ah, vá tomar banho!

AGENOR (suspira e senta):


— Se pelo menos a gente ganhasse um real pra cada conselho idiota
que escuta, já tava rico.

ZULEIDE:
— Ou pelo menos com o nome limpo, né?
CENA 2 – “Primo Rico”

AGENOR (com a conta de luz na mão, desanimado):


— Ê, que tá difícil mesmo... Já tentei tudo. Pegar fiado no
mercadinho, fazer bico no Uber...
(pensa)
— E se a gente pegasse umas dicas com o PRIMO? Ele já tá rico
mesmo…

JÉSSICA (cheia de atitude, mexendo no celular):


— Ai, pai... rico é quem tem engajamento. É só a gente fazer
um TikTok.
(aponta pra câmera imaginária)
— Olha a Virgínia, ganha dinheiro só mostrando que lavou o
cabelo. Eu posso ser tipo... Virgínia do Subúrbio!

(Nesse momento, o SERASA aparece discretamente no


canto do palco. Está de capuz, segurando um celular
mostrando o “jogo do tigrinho” com som de moedas e
luz piscando. Ele balança o celular pra chamar atenção,
dá uma risadinha e desaparece.)

AGENOR (olha pro lado):


— O que foi aquilo?

(Antes que alguém responda, ouve-se uma MÚSICA DE


SUPER AÇÃO. Luz acende na plateia. O PRIMO RICO
surge caminhando triunfante entre os espectadores,
vestindo roupa de coach, óculos escuros, paletó
apertado e carregando o livro Pai Rico, Pai Pobre como
se fosse a Bíblia.)

PRIMO RICO (gritando como se estivesse em um palco de


evento motivacional):

— VOCÊS ESTÃO PRONTOS PRA VENCER?


(Vai subindo ao palco como um pastor de mentalidade)

AGENOR (assustado):
— Foi só falar que ele já tá vindo aí, ó!

ZULEIDE (entra com uma vassoura na mão):


— Se vier com papo de meritocracia vai levar vassourada, hein!
PRIMO RICO (abraçando Zuleide sem pedir permissão):
— Ah, minha tia guerreira! Não reclame da vida! Reclame da
sua mentalidade!

JÉSSICA (tirando selfie com o primo):


— Gente, marca ele! @RicksMindsetCoach — ele é verificado!

PRIMO RICO (fazendo pose):


— 10 mil por mês com renda passiva e pensamento positivo! Eu
vim aqui transformar essa casa com coaching, consórcio e
conteúdo digital!

ZULEIDE:
— Tu não quer transformar minha geladeira primeiro não, que
tá vazia?

PRIMO RICO:
— A geladeira é consequência! Primeiro vem a visão! O
propósito! O posicionamento!

AGENOR:
— E o arroz?

PRIMO RICO (abrindo o livro como se fosse mágico):


— Página 47: “Pobre trabalha por dinheiro. Rico faz o dinheiro
trabalhar por ele!”

ZULEIDE (olha pro público, debochada):


— É, o dinheiro aqui tá tirando férias eternas então!

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