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GEOPROCESSAMENTO COMO FERRAMENTA PARA TOMADA DE DECISÃO A NÍVEL MUNICIPAL: IDENTIFICAÇÃO DE ÁREAS COM POTENCIAL PARA ATIVIDADES TURÍSTICAS EM MACAÉ-RJ.

Dra. Teresa Cristina Veiga

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE

Diretoria de Geociências – DGC Departamento de Cartografia -DECAR Av. Brasil 15671, Parada de Lucas – Rio de Janeiro-RJ – CEP: 21241-051, tel: 021- 2142-4895, fax: 021- 2481-2650 teresaveiga@ibge.gov.br

Dr. Jorge Xavier da Silva, Professor Titular

Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Instituto de Geociências – IGEO Departamento de Geografia Laboratório de Geoprocessamento - LAGEOP Av. Brigadeiro Trompovsky s/n, bloco I, sala 01, Campus UFRJ, Ilha do Fundão – Rio de Janeiro-RJ, CEP: 21949-900, tel: 021- 99978249, fax: 021- 2598-9474 xavier@igeo.ufrj.br

RESUMO

O presente trabalho relata um estudo de caso realizado no Municipio de Macaé-RJ, com o objetivo de investigar as reais

potencialidades do território municipal em relação ao desenvolvimento de atividades turísticas, através da aplicação de técnicas específicas de geoprocessamento.

Um dos muitos problemas enfrentados pelos governos municipais é combinar os diversos fatores que afetam o planejamento territorial e ao mesmo tempo manipular e integrar o grande volume de dados espaciais provenientes de diferentes fontes. A criação de alternativas viáveis como subsídio ao processo de tomada de decisão pelo governo municipal utiliza, em conjunto com uma metodologia especial para planejamento territorial, desenvolvimento e suporte à decisão, o Sistema Geográfico de Informação (SGI) para análise ambiental, SAGA/UFRJ.

O geoprocessamento desses dados permite identificar os potenciais e as limitações desse território, os quais servirão

como subsídio à tomada de decisão pelos governos municipais.

ABSTRACT

The present paper reports a case study in Macaé-RJ, Brasil. The main scope of the study is to investigate the actual potentialities of this territory regarding the development of touristic activities through the application of geoprocessing techniques.

One of the main problems faced by the municipal government is how to combine many different factors which affect territorial planning and to manipulate and integrate the huge amount of spatial data coming from different sources. A geographical information system (GIS) for environmental analysis, SAGA/UFRJ, was used with a special methodology for territorial planning, development and governance support, as a suggestion for the creation of feasible alternatives to the municipal government decision-making processes.

The basic knowledge of the environmental characteristics demands long and detailed surveys and data recollection, it is essential for the proper planning of human occupation of a territory. Furthermore the strategies for municipal governance are also entirely dependent on the opportunities and difficulties revealed by a careful environmental analysis of the municipality’s available physical, biotic and socio-economic resources.

 

1.

POTENCIAL

PARA

DESENVOLVIMENTO

DE

maior ou menor grau, se valer desse tipo de estudo e das técnicas de geoprocessamento nele utilizadas para definição de diferentes tipos de potencial, principalmente por se tratarem de técnicas de baixo custo e de uso facilitado por interfaces amigáveis. A alocação de áreas para investimento em atividades relacionadas ao turismo pode ter impactos ambientais, sociais e econômicos importantes e irreversíveis; por conseguinte, é crucial que a seleção desses sítios seja feita judiciosamente.

O município de Macaé tem uma costa de aproximadamente 30 quilômetros, onde a exploração desordenada por loteamentos está consumindo o

ATIVIDADES

TURÍSTICAS NO MUNICÍPIO DE

MACAÉ

O município é a porção concreta do Território Nacional onde se registram, efetivamente, os efeitos decorrentes da aplicação da legislação e do planejamento, bem como as conseqüências do crescimento desordenado. O planejamento municipal, nos moldes convencionais, é, prioritariamente, direcionado para as áreas urbanas, onde se concentra a população, e tende, geralmente, a não levar em consideração os recursos ambientais disponíveis no território como um todo, nem suas potencialidades,

potencial das áreas de restinga e das praias adjacentes.

levando a uma divisão das ações efetivas entre as áreas urbanas e as rurais (ou agrícolas) em detrimento da qualidade de vida da população como um todo.

Os planejadores, por isso, são levados, muitas vezes, a tomar decisões com base em informações incompletas ou truncadas, principalmente em relação aos recursos existentes æ naturais ou construídos. Tratar o município de forma integrada, com visão sinóptica, porém detalhável ao nível necessário para enfrentar os problemas detectados, significa incorporar a natureza do território ao planejamento (McHARG, 1992). O Brasil tem mais de 5.000 municípios que podem, em

ocupação turística dessas áreas já está quase

saturada, voltando-se, assim, o turismo para as áreas de montanha que, atualmente, são as zonas mais apreciadas. A regulamentação para ocupação racional das áreas com potencial turístico, ao longo da costa e nas montanhas, torna-se, assim, urgente e necessária. Para tanto, é necessário definir não somente quais são essas áreas, identificando e conhecendo suas características e os recursos de que dispõem, mas também os critérios, as prioridades e as restrições para

A

sua

ocupação.

Estado do Rio de Janeiro Município de Macaé Oceano Atlântico Município do Rio de Janeiro
Estado do Rio de Janeiro
Município de Macaé
Oceano Atlântico
Município do Rio de Janeiro

Figura 1 – Localização do Município de Macaé no Estado do Rio de Janeiro.

2. OBJETIVOS

O objetivo principal deste trabalho é demonstrar a eficácia do uso do geoprocessamento e as possibilidades da tecnologia de SGIs, e em especial do SAGA/UFRJ, como instrumento de apoio à decisão, além de levantar questões voltadas ao equacionamento dos potenciais, limitações e prioridades de desenvolvimento

do território municipal.

3.

PREMISSAS BÁSICAS

A questão fundamental a ser respondida refere-

se

à possibilidade de aproveitamento racional dos

recursos ambientais disponíveis no município, segundo as potencialidades e limitações contidas em seu

 

território, as quais podem ser definidas por técnicas de

fornecendo

os

elementos

básicos

para

a

gestão

municipal.

 

varredura e integração locacional típicas do geoprocessamento (XAVIER-DA-SILVA, 1997), Princípios e critérios estabelecidos previamente:

os dados utilizados no estudo estavam disponíveis, em meio digital, na época do levantamento e da coleta; esses dados são provenientes de fontes diversas, em diferentes formatos e escalas; desses dados, foram extraídas apenas as feições, ou variáveis, relevantes ao estudo; o estudo privilegia o conhecimento do município como um todo territorial; os fenômenos que ocorrem no territorial municipal não se limitam às fronteiras político-administrativas; a informação digital disponível é suficiente para fazer análises preliminares que resultem em nova informação, também relevante ao estudo;

se em estruturas de percepção ambiental que proporcionem o máximo de eficiência nesta transformação”, podendo facilitar o acomp anhamento da rápida evolução da população e dos espaços por ela ocupados e auxiliar na análise dos efeitos das intervenções e mudanças causadas pela implementação dos planos e estratégias.

O geoprocessamento muda a forma de coletar, utilizar e disseminar a informação, possibilitando o acompanhamento ou monitoria, por meios diversos, desde imagens de satélite até mapas interativos, da espacialização e extensão dos efeitos das políticas e ações de desenvolvimento, sobre o espaço, em tempo real.

a delimitação das áreas potencialmente viáveis para atividades turísticas pode ser cotejada com nova

A adoção do geoprocessamento na

informação (variáveis auxiliares), incorporada no decorrer do processo, refinando os resultados na elaboração de alternativas; as áreas potencialmente viáveis a atividades

administração municipal e a elaboração de estudos de caso sobre os problemas dos municípios dependem da destinação de fundos e de orçamentos adequados para isso. Atualmente, os governos municipais (pelo menos

turísticas são o resultado da melhor combinação possível das categorias ou classes que compõem os parâmetros ou planos de informação; as áreas delimitadas ao fim do processo de avaliação indicarão onde será necessário concentrar os investimentos em novos levantamentos,

dos municípios mais populosos æ e mais ricos) já apresentam algum nível de envolvimento com o geoprocessamento. Em muitos estados, o próprio governo estadual desemp enha algum papel coordenador.

os

pesquisas e coleta de dados mais detalhados, para

5.1

SGIs

COMO

FERRAMENTAS

DE

complementar as etapas indicadas no modelo de análise.

GEOPROCESSAMENTO

 

Essas premissas seriam estabelecidas por uma equipe multidisciplinar, que seria responsável, também, pela atribuição dos pesos e notas aos parâmetros e classes de avaliação, corroborando, assim, com resultados procedentes da melhor combinação possível (BEEDASY & WHYATT, 1999, p.166).

5.

GEOPROCESSAMENTO

As novas tecnologias de informação e de tratamento de dados espaciais digitais (redes, Internet, computação gráfica, imageamento remoto, e geoprocessamento, entre outras) se tornam, cada dia mais, instrumentos indispensáveis, à medida que possibilitam, além da espacialização da informação, maior acessibilidade, precisão e velocidade na obtenção e processamento dos dados necessários a análises.

Sendo o geoprocessamento, segundo XAVIER- DA-SILVA (2001, pp.12-13), “um conjunto de técnicas computacionais que opera sobre base de dados (que são registros de ocorrências) geo-referenciados, para transformar em informação (que é um acréscimo de conhecimento) relevante, deve necessariamente apoiar-

De acordo com BONHAN-CARTER (1996, p. 1),

SGI é um sistema de software computacional com o qual

a informação pode ser capturada, armazenada, e

analisada, combinando dados espaciais de diversas fontes em uma base unificada, empregando estruturas digitais variadas que representam fenômenos espaciais também variados, através de uma série de planos de informação que se sobrepõe corretamente em qualquer localização.

A elaboração de um modelo de análise para SGI, visando à gestão do território municipal e levando em consideração a enorme quantidade de dados envolvida, tem que se basear em ferramentas robustas de análise, que permitam o processamento desses dados de forma rápida e precisa. A utilização do SGI possibilita a geração de nova informação (conhecimento) que subsidie a tomada de decisão para gestão do território municipal. Essas análises resultam de inúmeras questões sobre a realidade ambiental desse território, cujas respostas envolvem, por exemplo, a identificação de áreas prioritárias, a descoberta das reais potencialidades para um desenvolvimento sustentável ou a definição de propostas de intervenções conciliadoras.

 

6. ELABORAÇÃO DO MODELO DE ANÁLISE

Os procedimentos analíticos para elaboração de um modelo de apoio à decisão em função de alternativas locacionais potencialmente viáveis ao desenvolvimento de atividades turísticas tiveram como base a metodologia proposta por XAVIER-DA-SILVA (1993, 1999 e 2001), que leva em consideração a aplicação de técnicas de geoprocessamento, já consolidadas em outros estudos desenvolvidos no LAGEOP 1 .

Essas técnicas utilizam-se da Média Ponderada foi para a avaliação de potenciais e de riscos. Os critérios não são definidos por limiares nítidas, mas por notas que variam dentro de um determinado intervalo (Veiga, 2002, anexo I.4, volume II, Tabela de Associação das Notas aos Graus da Escala de Medição). Por exemplo, quanto mais próximas as áreas forem das rodovias, mais viáveis elas são, recebendo, portanto, nota maior; quanto mais longe de zonas urbanas densamente povoadas elas estiverem, melhor será para o turismo e maior será a nota; e quanto menos inclinado

for o terreno, mais viável a ocupação e mais alta a nota. Para permitir comp arações significativas, as notas dadas às classes dos planos de informação ou parâmetros foram padronizadas em uma amplitude de 0 a 100. Por exemplo: para afastamento das áreas urbanas existentes,

o critério “mais de 5 km” (mais longe) foi considerado

como sendo o melhor, tendo sido reescalonado para 100,

e o “menos de 1 km” (mais perto) reescalonado para 0.

Para proximidade à rodovia (por outro lado, ao maior distanciamento), “mais de 5 km”, foi atribuída a pior nota (0) e o menor afastamento (“menos de 1 km”), reescalonado para 100. Os parâmetros ponderados foram combinados de forma a produzir, no final, um plano de informação com os potenciais classificados. Como a área potencial não pode ser crítica, quanto a riscos ambientais devem também ser aplicadas restrições ao parâmetro ponderado, mapeando, assim, as áreas de maior risco, bem como as áreas prioritárias em relação aos investimentos a serem feitos.

A avaliação pela média ponderada permite que uma decisão específica seja tomada ordenando as alternativas em classes ou categorias e selecionando quantas áreas melhor posicionadas forem necessárias para atender os objetivos específicos da análise. Quando vários usuários (planejadores, ambientalistas, administradores, etc.) com objetivos divergentes estão envolvidos, o consenso pode ser alcançado escolhendo as áreas comuns resultantes de avaliações individuais (já que todos os passos podem ser reproduzíveis) ou calculando os pesos por grupo (média geométrica dos pesos individuais) antes de proceder às avaliações, ou, ainda, ordenando em classes os resultados para cada

1 Laboratório de Geoprocessamento (IGEO/UFRJ)

usuário e para o grupo e fazendo uma comparação visual. Outra forma de se obter esse consenso seria a utilização da técnica “Delphi” (XAVIER-DA-SILVA, 1999, anexos), que consiste em operacionalizar o debate entre os usuários por meio de rodadas sucessivas de discussão, avaliação quantitativa e reavaliação, até que se decida por uma posição convergente ou até que os usuários estejam satisfeitos. O modelo de análise tem por base uma Árvore de Decisão (Veiga, 2002, figura 19, desmembrada nas figuras 2, 5, 6, 7, 8, 9, 10, e 11). Os Planos de Informação (básicos e os derivados) resultantes das avaliações, vão sendo inseridos e integrados, gerando nova informação, direcionando a investigação para a consecução do objetivo do estudo.

Levando em consideração as premissas e os critérios apontados anteriormente, foram identificados os seguintes planos de informação temáticos a serem utilizados para calcular a melhor combinação possível para definição de áreas potencialmente viáveis para o desenvolvimento de atividades turísticas:

facilidade de acesso (faixas de proximidade a rodovias principais e secundárias); existência de infra-estrutura mínima (dados socioeconômicos); declividade dentro dos parâmetros permitidos; mão-de-obra com alguma qualificação; existência de atrativos naturais (classes de uso do solo e cobertura vegetal, áreas agrícolas, florestas, afloramentos rochosos, praias, etc.); afastamento de áreas densamente povoadas e de elementos degradantes do ambiente (faixas de proximidade a cidades e vilas); inexistência de riscos e de restrição ao uso para atividades turísticas (mapa síntese dos condicionantes físico-ambientais).

O mapa de declividade foi obtido a partir da base altimétrica (curvas de nível), representada pelo mapa de faixas de altitude (Veiga, 2002, figura 22). A declividade em si não constitui fator de impedimento a atividades turísticas, só quando estiver associada a áreas de risco de inundação ou de deslizamento/desmoronamento de encostas. Nesse caso, dependendo da importância da atividade a ser desenvolvida, os investimentos deverão prever levantamentos mais detalhados para estudos mais aprofundados e geração de informação complementar. As encostas mais íngremes podem constituir fator atrativo e ser aproveitadas como elementos paisagísticos.

Os dados sobre saneamento (abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo) foram obtidos por extração seletiva de dados censitários espacializados em Planos de Informação (Veiga, 2002, figuras 32, 33 e 34). A inexistência de infra-estrutura não

     
 

impede o aproveitamento das áreas para um turismo mais

DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES TURÍSTICAS

 

rústico, mas pode se constituir, dependendo da

A

combinação das condições naturais com as

 

atividade, em fonte de poluição ou de danos ambientais. Os dados censitários não trazem informação sobre energia elétrica nos domicílios. Como a maioria das atividades não tem dependência direta da energia elétrica e a existência de linhas de transmissão indica que esse serviço pode ser obtido - com maior ou menor custo - o parâmetro não foi incluído no presente estudo.

da ocupação humana (físico-bióticas) do território municipal, aliada às condições da qualidade de vida (socioeconômicas) nesse território vai identificar a extensão e possível expansão territorial do conjunto de potencialidades de interesse para o desenvolvimento de atividades turísticas.

O contingente populacional da área de estudo foi caracterizado pelos dados censitários sobre demografia, densidade, nível de instrução e renda da população (Veiga, 2002, figuras de 35 a 38). Também foram obtidos por extração seletiva de dados censitários espacializados pelos setores que compõem a área. O turismo não necessita de mão-de-obra com qualificação especial e pode se constituir em fonte de geração de renda.

Os atrativos turísticos da área são constituídos

pela costa e pela áreas de montanhas, definidas pelos parâmetros Altitude, Uso do Solo e Cobertura Vegetal e pela Síntese dos Condicionantes Físico-Ambientais (Veiga, 2002, figuras 22, 24 e 25). As feições de maior atrativo são: o mar, as praias, as florestas, as montanhas e os afloramentos rochosos. O Plano de Informação de Pontos e Roteiros Turísticos Existentes (Veiga, 2002, figura 40) apresenta a localização dos atrativos mais notáveis e serve como balizador dos resultados das análises.

A criticidade das feições ou elementos de

análise quanto a riscos é dada em função da proximidade a áreas densamente ocupadas (Cidades e Vilas) de acessos (Rodovias) e de Linhas de Transmissão e Dutos. As áreas de risco (inundação e deslizamento/desmoronamento) e as mais próximas a áreas densamente ocupadas têm efeito negativo sobre as atividades turísticas, embora cidades e vilas sejam necessárias como apoio.

As áreas de reserva e de preservação (Veiga,

2002, figura 39) servem como contraponto para as atividades turísticas analisadas, uma vez que podem se constituir em atrativos, mas ao mesmo tempo restringir o desenvolvimento das atividades.

7.

AVALIAÇÃO

DO

POTENCIAL

PARA

O

7.1. CONDIÇÕES NATURAIS

As condições naturais favoráveis ao desenvolvimento de atividades turísticas devem atender a critérios que envolvem, entre outras coisas, vistas cênicas, amenidades, terrenos planos, locais para caminhadas, vegetação característica, etc. Nas áreas ideais para desenvolvimento dessas atividades, deve-se evitar, o máximo possível, ocupação que cause danos ao ambiente. As condições naturais são avaliadas no presente estudo, pela combinação dos parâmetros Altitude, Declividade e Síntese dos Condicionantes Físico-Ambientais (Veiga, 2002, figuras 22, 23, 24).

As declividades mais suaves são sempre as mais indicadas para qualquer tipo de ocupação, porém as áreas mais íngremes também são atrativas para atividades turísticas, tais como escaladas e caminhadas.

A cada parâmetro da figura 2 foi atribuído um

peso expresso em percentuais, de acordo com a importância relativa de cada um para determinar as Condições Naturais potencialmente atrativas a atividades turísticas (figura 3).

CONDIÇÕES NATURAIS 40%
CONDIÇÕES
NATURAIS
40%
CONDIÇÕES NATURAIS 40% DECLIVIDADE 30% FAIXAS DE ALTITUDE 40% SÍNTESE DOS CONDICIONANTES FÍSICO-AMBIENTAIS 30%
CONDIÇÕES NATURAIS 40% DECLIVIDADE 30% FAIXAS DE ALTITUDE 40% SÍNTESE DOS CONDICIONANTES FÍSICO-AMBIENTAIS 30%
CONDIÇÕES NATURAIS 40% DECLIVIDADE 30% FAIXAS DE ALTITUDE 40% SÍNTESE DOS CONDICIONANTES FÍSICO-AMBIENTAIS 30%
CONDIÇÕES NATURAIS 40% DECLIVIDADE 30% FAIXAS DE ALTITUDE 40% SÍNTESE DOS CONDICIONANTES FÍSICO-AMBIENTAIS 30%
DECLIVIDADE 30%
DECLIVIDADE
30%
FAIXAS DE ALTITUDE 40%
FAIXAS DE
ALTITUDE
40%
SÍNTESE DOS CONDICIONANTES FÍSICO-AMBIENTAIS 30%
SÍNTESE DOS
CONDICIONANTES
FÍSICO-AMBIENTAIS
30%

Figura 2 – Parâmetros considerados na avaliação das Condições Naturais potencialmente favoráveis a atividades turísticas .

 
   

Figura 3 – Atribuição de pesos e notas aos parâmetros considerados

As operações de atribuição de pesos aos parâmetros e de notas às classes desses parâmetros, se repetem nas demais etapas de avaliação de potencial. Os resultados das combinações são expressos em notas,

como mostra a figura 4, que devem ser combinadas para compor as legendas representativas dos diferentes mapas ou Planos de Informação que participam das análises.

ou Planos de Informação que participam das análises. Figura 4 – Mapa resultante da avaliação 7.2.

Figura 4 – Mapa resultante da avaliação

7.2. CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA

As Condições da Ocupação Humana favoráveis ao desenvolvimento de atividades turísticas devem atender a critérios que envolvem, entre outras coisas, acesso, ausência de adensamentos populacionais e uso propício. Nas áreas ideais para desenvolver essas atividades, deve-se evitar, o máximo

possível, ocupação que cause danos ao ambiente. Essas condições são identificadas pela combinação do parâmetro Uso do Solo e Cobertura Vegetal, que define o tipo de ocupação, com as diferentes Condições de Proximidade a Rodovias, Cidades e Vilas, Dutos e Linhas de Transmissão que condicionam ou limitam essa ocupação.

 

A potencialidade das áreas favoráveis ao

desenvolvimento de atividades turísticas é avaliada principalmente pelo tipo de uso que pode ser dado a ela; por isso, o maior peso foi dado ao parâmetro Uso do Solo e Cobertura Vegetal (40%).

Em termos de importância, depois do tipo de uso, as Condições da Ocupação Humana têm no acesso, representado pelos parâmetros Proximidade a Rodovia Principal e Proximidade a Rodovia Secundária, totalizando o percentual de 30%, outro

critério a ser levado em consideração na avaliação. O critério seguinte também se baseia no estudo de BEEDASY & WHYATT (1999, p. 168), o qual indica que as áreas potencialmente mais favoráveis devem estar distantes de áreas densamente povoadas, o que é representado no presente estudo pela proximidade ou afastamento a Cidade e a Vila, totalizando o percentual de 20%. Existem também fatores de ocupação negativos ou limitantes a serem avaliados, representados pela Proximidade a Linha de Transmissão e Duto (oleoduto e gasodutos) que recebe o peso de 10%

CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60%
CONDIÇÕES
DA OCUPAÇÃO
HUMANA
60%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA 60% PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17% PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
PROXIMIDADE A RODOVIA PRINCIPAL 17%
PROXIMIDADE
A RODOVIA
PRINCIPAL
17%
PROXIMIDADE A RODOVIA SECUNDÁRIA 13%
PROXIMIDADE
A RODOVIA
SECUNDÁRIA
13%
PROXIMIDADE A CIDADE 12%
PROXIMIDADE
A CIDADE
12%
PROXIMIDADE A VILA 8%
PROXIMIDADE
A VILA
8%
PROXIMIDADE A LINHA DE TRANSMISSÃO 4%
PROXIMIDADE A
LINHA DE
TRANSMISSÃO
4%
USO DO SOLO E COBERTURA VEGETAL 40%
USO DO SOLO
E COBERTURA
VEGETAL
40%
PROXIMIDADE A DUTO 6%
PROXIMIDADE A
DUTO
6%

Figura 5 – Parâmetros considerados na avaliação das Condições da Ocupação Humana

7.3.

CONDIÇÕES

DE

SANEAMENTO

DOS

facilmente água potável de poço ou outras fontes, nas

DOMICÍLIOS

 

áreas de serra, estabelece uma diferenciação na atribuição dos pesos percentuais. Esgotamento

 

As

condições de saneamento potencialmente

Sanitário e Coleta de Lixo têm importância equivalente

favoráveis a atividades turísticas são obtidas através da avaliação de mapas elaborados a partir dos dados censitários identificando os setores censitários servidos com água da rede geral, esgotamento sanitário apropriado e coleta regular de lixo, conforme a descrição da tabela 1.

em função da poluição ambiental e das possibilidades de contaminação, principalmente nas áreas mais baixas e de menor declividade, onde água de poço não é indicada para abastecimento. A coleta de lixo tem particular importância, na área de litoral, por ser crítica em caso de inundação e, na de serra, por contribuir com os deslizamentos.

TABELA 1 – DESCRIÇÃO DOS PARÂMETROS UTILIZADOS.

Legenda

Parâmetro

Descrição do IBGE (Censo Demográfico de 1991)

Água

Abasteciment o de água

Domicílios com abastecimento de água com canalização interna ligada à rede geral.

Esgoto

Esgotamento

Domicílios com instalação sanitária só do domicílio (não comum a mais de um) ligada à rede geral.

sanitário

Lixo

Coleta de lixo

Domicílios

com

lixo

coletado

diretamente.

As condições ideais de saneamento formuladas

nas premissas básicas atribuem às notas valor proporcional ao percentual das classes dos parâmetros que varia de 0% nos setores sem nenhum domicílio com saneamento a 100% na situação ideal de todos os domicílios preenchendo as condições postuladas.

Os parâmetros Abastecimento d’Água, Esgotamento Sanitário e Coleta de Lixo são igualmente importantes para avaliação das condições de saneamento potencialmente favoráveis a atividades turísticas, mas a possibilidade de se obter mais

A nota 100 é dada apenas para as condições ideais, ou seja, 100% do setor atendendo à característica. Quando o setor não atinge a condição ideal, a nota atribuída a cada classe corresponde ao valor médio do intervalo estabelecido para agrupar os dados censitários.

CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS DOMICÍLIOS 60%
CONDIÇÕES DE
SANEAMENTO DOS
DOMICÍLIOS
60%
CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS DOMICÍLIOS 60% DOMICÍLIOS COM INSTAL. SANITÁRIA LIGADOS A REDE DE ESGOTO 32%
CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS DOMICÍLIOS 60% DOMICÍLIOS COM INSTAL. SANITÁRIA LIGADOS A REDE DE ESGOTO 32%
CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS DOMICÍLIOS 60% DOMICÍLIOS COM INSTAL. SANITÁRIA LIGADOS A REDE DE ESGOTO 32%
CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS DOMICÍLIOS 60% DOMICÍLIOS COM INSTAL. SANITÁRIA LIGADOS A REDE DE ESGOTO 32%
CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS DOMICÍLIOS 60% DOMICÍLIOS COM INSTAL. SANITÁRIA LIGADOS A REDE DE ESGOTO 32%
CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS DOMICÍLIOS 60% DOMICÍLIOS COM INSTAL. SANITÁRIA LIGADOS A REDE DE ESGOTO 32%
DOMICÍLIOS COM INSTAL. SANITÁRIA LIGADOS A REDE DE ESGOTO 32%
DOMICÍLIOS COM
INSTAL. SANITÁRIA
LIGADOS A
REDE DE ESGOTO
32%
DOMICÍLIOS COM CANALIZ. INTERNA ABASTECIDOS POR REDE DE ÁGUA 36%
DOMICÍLIOS COM
CANALIZ. INTERNA
ABASTECIDOS POR
REDE DE ÁGUA
36%
DOMICÍLIOS COM LIXO COLETADO DIRETAMENTE 32%
DOMICÍLIOS COM
LIXO COLETADO
DIRETAMENTE
32%

Figura 6 – Parâmetros considerados na avaliação das Condições de Saneamento dos Domicílios

7.4. CONDIÇÕES DEMOGRÁFICAS

As Condições Demográficas potencialmente favoráveis a atividades turísticas, obtidas a partir da

 

tabulação dos dados censitários, espacializados na base nos setores censitários, representam as áreas com menor densidade, tanto em termos do número de pessoas por domicílio quanto em termos do número de habitantes por hectare. A situação de densidade populacional com 1 a 10 habitantes/ha, com uma a duas pessoas por domicílio, caracteriza a condição demográfica potencialmente mais favorável para atividades turísticas; a de 30 a 50 habitantes/ha, com mais de cinco pessoas por domicílio, a pior.

As Condições Demográficas da área de estudo foram obtidas pela combinação do parâmetro Densidade 1 (número de habitantes pela unidade de área, no caso ha) com o parâmetro Densidade 2 (número de pessoas ou de moradores por domicílio) ao qual é dado um peso maior, pois caracteriza uma maior concentração de população, o que é considerado não-atrativo na avaliação das Condições Demográficas potencialmente favoráveis a atividades turísticas.

CONDIÇÕES DEMOGRÁFICAS 25% DENSIDADE PESSOAS POR POPULACIONAL DOMICÍLIO ( habitantes/hectare) 60% 40%
CONDIÇÕES
DEMOGRÁFICAS
25%
DENSIDADE
PESSOAS POR
POPULACIONAL
DOMICÍLIO
( habitantes/hectare)
60%
40%

Figura 7 – Parâmetros considerados na avaliação das Condições Demográficas da População

7.5. CONDIÇÕES SOCIAIS

As condições sociais da população, levadas em consideração no presente estudo, estão representadas pelo percentual da população que não é alfabetizada, por ser este o parâmetro que mais interfere na prestação de serviços e no atendimento à demanda deste setor econômico. Podem-se acrescentar outras variáveis para representar melhor uma condição social desfavorável além do analfabetismo, como o percentual de domicílios improvisados, sexo, idade, dependendo do objetivo da avaliação a ser feita.

CONDIÇÕES SOCIAIS 25% POPULAÇÃO NÃO (ALFABETIZADA 40%
CONDIÇÕES
SOCIAIS
25%
POPULAÇÃO
NÃO
(ALFABETIZADA
40%

Figura 8 – Parâmetros considerados na avaliação das Condições Sociais da População

As condições sociais potencialmente favoráveis a atividades turísticas são as encontradas nos setores censitários, que apresentam percentual

mínimo de analfabetismo (pelo menos inferior a 20%).

7.6.

CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL

As Condições da Ocupação Territorial estão representadas pela combinação das Condições Naturais com as Condições da Ocupação Human (Figura 9). As Condições da Ocupação Humana recebem peso percentual maior (60%) por representarem as áreas onde a ação antrópica tem maior presença. As notas para combinação das classes repetem os valores obtidos nas avaliações anteriores (ver figura 4); quanto mais favoráveis as Condições Naturais e quanto menos comprometedoras as Condições da Ocupação Humana, mais viáveis serão as Condições da Ocupação Territorial para desenvolvimento de atividades turísticas.

CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL 55%
CONDIÇÕES
DA OCUPAÇÃO
TERRITORIAL
55%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL 55% CONDIÇÕES NATURAIS -MAR- 40% CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA -MAR-
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL 55% CONDIÇÕES NATURAIS -MAR- 40% CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA -MAR-
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL 55% CONDIÇÕES NATURAIS -MAR- 40% CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA -MAR-
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL 55% CONDIÇÕES NATURAIS -MAR- 40% CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA -MAR-
CONDIÇÕES NATURAIS -MAR- 40%
CONDIÇÕES
NATURAIS
-MAR-
40%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO HUMANA -MAR- 60%
CONDIÇÕES
DA OCUPAÇÃO
HUMANA
-MAR-
60%

Figura 9 – Parâmetros considerados na avaliação das Condições da Ocupação Teritorial

7.7.

CONDIÇÕES DA QUALIDADE DE VIDA

As Condições da Qualidade de Vida estão representadas pela combinação dos parâmetros Condições de Saneamento, Condições Demográficas e Condições Sociais (figura 4). As Condições da Qualidade de Vida recebem pesos diferenciados em função da importância maior que as Condições de Saneamento representam. As notas para a combinação das classes repetem os valores obtidos nas avaliações anteriores (figura 4); quanto mais favoráveis as Condições Sociais, Demográficas e de Saneamento, mais favoráveis serão as Condições da Qualidade de Vida para Desenvolvimento de atividades turísticas.

CONDIÇÕES DE QUALIDADE DE VIDA -MAR- 45%
CONDIÇÕES
DE QUALIDADE
DE VIDA
-MAR-
45%
CONDIÇÕES DE QUALIDADE DE VIDA -MAR- 45% CONDIÇÕES DEMOGRÁFICAS -MAR_ 25% CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS
CONDIÇÕES DE QUALIDADE DE VIDA -MAR- 45% CONDIÇÕES DEMOGRÁFICAS -MAR_ 25% CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS
CONDIÇÕES DE QUALIDADE DE VIDA -MAR- 45% CONDIÇÕES DEMOGRÁFICAS -MAR_ 25% CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS
CONDIÇÕES DE QUALIDADE DE VIDA -MAR- 45% CONDIÇÕES DEMOGRÁFICAS -MAR_ 25% CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS
CONDIÇÕES DE QUALIDADE DE VIDA -MAR- 45% CONDIÇÕES DEMOGRÁFICAS -MAR_ 25% CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS
CONDIÇÕES DE QUALIDADE DE VIDA -MAR- 45% CONDIÇÕES DEMOGRÁFICAS -MAR_ 25% CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS
CONDIÇÕES DEMOGRÁFICAS -MAR_ 25%
CONDIÇÕES
DEMOGRÁFICAS
-MAR_
25%
CONDIÇÕES DE SANEAMENTO DOS DOMICÍLIOS -MAR- 60%
CONDIÇÕES DE
SANEAMENTO DOS
DOMICÍLIOS
-MAR-
60%
CONDIÇÕES SOCIAIS DA POPULAÇÃO -MAR- 15%
CONDIÇÕES
SOCIAIS DA
POPULAÇÃO
-MAR-
15%

Figura 10 – Parâmetros considerados na avaliação das Condições de Qualidade de Vida

7.8.

ÁREAS

DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES TURÍSTICAS

COM

POTENCIAL

PARA

As áreas de maior potencial para desenvolvimento de atividades turísticas resultam da combinação dos parâmetros Condições da Ocupação Territorial e Condições de Qualidade de Vida, figura 11. Os pesos percentuais são diferenciados em função de uma importância maior, nas Condições da Qualidade de Vida, do adensamento. O resultado das avaliações pode ser visualizado no mapa de Potencial (figura 12).

 
ÁREAS COM MAIOR POTENCIAL PARA ATIVIDADES TURÍSTICAS - MAR -
ÁREAS COM MAIOR
POTENCIAL PARA
ATIVIDADES
TURÍSTICAS
- MAR -
COM MAIOR POTENCIAL PARA ATIVIDADES TURÍSTICAS - MAR - CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL -MAR- 55%
COM MAIOR POTENCIAL PARA ATIVIDADES TURÍSTICAS - MAR - CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL -MAR- 55%
COM MAIOR POTENCIAL PARA ATIVIDADES TURÍSTICAS - MAR - CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL -MAR- 55%
COM MAIOR POTENCIAL PARA ATIVIDADES TURÍSTICAS - MAR - CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL -MAR- 55%
CONDIÇÕES DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL -MAR- 55%
CONDIÇÕES
DA OCUPAÇÃO
TERRITORIAL
-MAR-
55%
CONDIÇÕES DE QUALIDADE DE VIDA -MAR- 45%
CONDIÇÕES
DE QUALIDADE
DE VIDA
-MAR-
45%

Figura 11 – Parâmetros considerados na avaliação das Áreas com Potencial para Atividades Turísticas

8.

CONCLUSÕES

Os resultados obtidos, analisados segundo a aplicabilidade do geoprocessamento como instrumento de suporte à gestão do território municipal, à luz do modelo adotado vão refletir as condições mais apropriadas para investimentos ou atividades turísticas.

Os problemas encontrados ao se confrontar a aplicação de SGI com um contexto em que os dados digitais básicos ainda estão em desenvolvimento são:

inexistência de todos os dados necessários em meio digital; indisponibilidade dos dados existentes em formatos compatíveis; desatualização das bases dos dados. O modelo de análise permite que novos dados, à medida que vão sendo disponibilizados, sejam acrescentados para refinamento dos resultados, como, por exemplo, dados sobre geomorfologia que não estavam disponíveis no momento em que o modelo foi construído Um dos principais resultados obtidos na aplicação prática do geoprocessamento à problemática real da gestão do território municipal é a possibilidade de realizar avaliações que resultem em mapeamentos derivados, os quais podem refletir tanto potenciais quanto limitações, riscos ou conflitos que ocorrem nesse território.

A grande maioria das áreas com potencial foi encontrada próximo a zonas turísticas existentes, principalmente nas áreas de serra localizadas, geralmente, em regiões que têm vistas cênicas e terrenos bons para caminhadas.

Os resultados obtidos nas avaliações, com a aplicação das tecnologias de geoprocessamento e de um modelo voltado para a tomada de decisão quanto à gestão do território, poderão ser utilizados para, por exemplo:

elaboração de normas que incentivem a expansão do turismo convencional e ecológico nas áreas mais propícias; minimização dos efeitos da expansão urbana desordenada sobre áreas de risco; ordenação territorial de outras atividades, como as agropecuárias;

seleção das áreas potencialmente viáveis para localização de distritos industriais; proteção efetiva de áreas ambientalmente estratégicas.

Os mapas temáticos, resultantes dos cruzamentos e avaliações, analisados e utilizados para ilustrar o resultado de cada etapa definida no modelo adotado, servirão não só para subsidiar as discussões necessárias para tomada das decisões sobre o desenvolvimento de atividades turísticas, como também para elaborar um diagnóstico ambiental mais detalhado e como base para efetivar as recomendações que complementam o processo de gestão de um território.

8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEEDASY, J., WHYATT, D. (1999) Diverting the tourists: a spatial decision-suport system for tourism planning on a

developing island. In: ITC Journal (International Journal of Applied Earth Observation and Geoinformation), issue 3 / 4, Volume 1. Enschede, The Netherlands: ITC,. (http:www.itc.nl, journal@itc.nl) p. 163-174. BONHAM-CARTER, G. F. (1996) Geographic Information Systems for Geoscientists: Modelling with GIS. Ottawa:

Pergamon, 398 p. McHARG, I. L. (1992) Design with Nature. Segunda edição. New York: John Wiley & Sons, Inc., 198p. (republicado como edição comemorativa da de 1967). RODRIGUES, M. (1993) Geoprocessamento: Um Retrato Atual. In: Revista Fator GIS, Ano 1, n.º 2, p. 20-23. Curitiba: Sagres. XAVIER-DA-SILVA, J. A (1982) digital model of the environment: An Effective Approach to Areal Analysis. In: Latin American Conference, 1982, Rio de Janeiro, vol.

1. Anais

Rio de Janeiro: IGU, p. 17-22.

XAVIER-DA-SILVA, J., CARVALHO FILHO, L.M. (1993) Sistemas de Informação Geográfica: Uma proposta metodológica. In: IV Conferência Latinoamericana Sobre

Sistemas de Informação Geográfica e II Simpósio Brasileiro

São

Paulo: USP, p. 609-628. XAVIER-DA-SILVA, J. (1997) Metodologia de Geoprocessamento. In: Revista de Pós-graduação em Geografia, vol.1. Rio de Janeiro: UFRJ/PPGG, p. 25-34. XAVIER-DA-SILVA, J. et all. (1999) Editores. GEGEOP (Curso de Especialização em Geoprocessamento) Unidades Didáticas – Volume 4. Rio de Janeiro:

LAGEOP/UFRJ,. Disp onível em CD-Rom. XAVIER-DA-SILVA, J. (2001) Geoprocessamento para Análise Ambiental. Rio de Janeiro. VEIGA, (2002) Um Estudo de Geoplanejamento para o Município de Macaé-RJ e seu Entorno: contribuição do geoprocessamento na identificação de potencial turístico. Rio de Janeiro: UFRJ/PPGG.

de Geoprocessamento, 1993, São Paulo. Anais

 
ÁREAS COM POTENCIAL PARA ATIVIDADES TURÍSTICAS - SERRA DETALHE ESCALA ORIGINAL DA BASE CARTOGRÁFICA DIGITAL

ÁREAS COM POTENCIAL PARA ATIVIDADES TURÍSTICAS - SERRA

DETALHE

COM POTENCIAL PARA ATIVIDADES TURÍSTICAS - SERRA DETALHE ESCALA ORIGINAL DA BASE CARTOGRÁFICA DIGITAL 1:100.000
COM POTENCIAL PARA ATIVIDADES TURÍSTICAS - SERRA DETALHE ESCALA ORIGINAL DA BASE CARTOGRÁFICA DIGITAL 1:100.000

ESCALA ORIGINAL DA BASE CARTOGRÁFICA DIGITAL 1:100.000

FONTE: TESE (VEIGA, 2002)

Figura 12: Detalhe do mapa de áreas com potencial para atividades turísticas