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CIV 0431- Saneamento Ambiental

Resíduos Sólidos: Manejo e Disposição.

Prof. Lindolfo Sales.


Geração de resíduos sólidos urbanos no Brasil

2011 2012 2013 2014 2015

61.936.368 t/ano 62.730.096 t/ano 76.387.200 t/ano 78.583.405 t/ano 79.889.010 t/ano

RSU + 1,3% RSU + 4,1% RSU + 2,9% RSU + 1,7%


PIB(2012) 0,9% PIB(2013) 2,3% PIB(2014) 0,1% PIB(2015) -3,8%

R$ 21 R$ 23 R$ 24 R$ 26 R$ 27,5
bilhões bilhões bilhões bilhões bilhões
População + 0,91% População + 0,85% População + 1,13% População + 0,88%
Cresc. Setor 9,5% Cresc. Setor 4,3% Cresc. Setor 8,3% Cresc. Setor 5,7%

Fontes: RSU -Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil - ABRELPE


Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
Situação do Brasil: Tratamento de
Resíduos

•Dos 5.570 municípios 79,4% deles


destinam de forma inadequada seus
resíduos;
•Grande assimetria regional no
tratamento dos resíduos;
•Pouco desenvolvimento
tecnológico, apenas 1,6% de seus
doutores nesta área; 17 patentes
registradas no INPI;
•Nas prefeituras apenas: 1% do RH
possui nível superior, enquanto 7%
possui nível técnico.
Destinação final dos RSU em
2015 por 5.570 municípios

Aterro Sanitário Aterro Controlado Lixão


20,6% 24,9% 54,4%

Em volume de resíduos depositados, temos:


Aterros Sanitários recebem 42,6 milhões de toneladas (58,7%)
Aterros Controlados e Lixões: 30 milhões de toneladas (41,3%)
Planejamento Estratégico

Trabalho e Renda - geração de Estrutura de


emprego e renda, trabalho Comunicação e
informal, coleta seletiva mobilização social

Fiscalização
Educação Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos Saúde Pública

Serviço de Limpeza
Urbana Ambiente Urbano

Estrutura Jurídica,
Administrativa e Política de
Arcabouço Legal Recursos
Financeira
“Regulamento de Limpeza Humanos
Urbana”
ROTAS TECNOLÓGICAS PARA TRATAMENTO DOS RSU
Projeto FADE/UFPE/BNDES

Armazenamento
temporário
Recicláveis Comercialização
Coleta Unidades de
Recicláveis Triagem Rejeitos

Digestão Biogás Energia


Anaeróbia
Coleta
Orgânicos Rejeitos Transbordo

Compostagem
Composto Comercialização

Energia
Coleta
Incineração
Rejeitos
Cinzas Aterro
Sanitário

http://www.tecnologiaresiduos.com.br
MANEJO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
ORGANIZAÇÃO DA COLETA
COLETA DIFERENCIADA

Áreas de difícil acesso

Domiciliar / Comercial

Feiras e Mercados

Podas

Varrição

Entulho

Seletiva

Serviços de Saúde
• COLETA DE RESÍDUOS
• COMO COLETAR NESSES LOCAIS????
• TRANSPORTE DOS RESÍDUOS

ESTAÇÃO DE TRANSBORDO
BALANÇA
ESTAÇÃO DE TRANSBORDO
RAMPA DO TRANSBORDO
ESTAÇÃO DE TRANSBORDO
VISÃO GERAL
ESTAÇÃO DE TRANSBORDO

CAMINHÃO COLETOR POSICIONADO PARA


DESCARGA
ESTAÇÃO DE TRANSBORDO

CAMINHÃO ROLL ON ROLL OFF POSICIONADO


PARA RECOLHER O CONTAINERR
ESTAÇÃO DE TRANSBORDO
CAMINHÃO ROLL ON ROLL OFF AJUSTANDO CONTAINER AO CHASSI
TRANSPORTE
CAMINHÃO ROLL ON ROLL OFF TRANSPORTANDO OS
RESÍDUOS
TRANSPORTE
CAMINHÃO ROLL ON ROLL OFF BASCULANDO OS RESÍDUOS
VARRIÇÃO MANUAL
Consiste no recolhimento, ensacamento e remoção de todos os resíduos
sólidos existentes nas sarjetas e canteiros centrais das vias urbanas
pavimentadas e outros logradouros públicos (praças, etc.).
ÁGUA SERVIDA NA GUIA
VARRIÇÃO MECÂNICA

Varredeira mecânica a bateria com tração

Varredeira mecânica a diesel com tração


SERVIÇOS CONGÊNERES

SERVIÇOS
CONGÊNERES

Limpeza do
Limpeza e sistema de
Capinação / Roçagem Lavagem de Feira Drenagem (bocas
e Mercado de lobo, galerias,
Pintura de Meio-Fio Lavagem de Vias canais, etc.)
Serviços
emergenciais e
eventuais
•CAPINAÇÃO MANUAL

Capinação manual: é realizada nas juntas dos paralelepípedos e dos


meios-fios, para eliminação do mato que cresce nessas regiões

OBS.: Normalmente a capinação é feita em paralelo com a “raspagem” que tem


como finalidade a remoção de sedimentos, principalmente de argila nas sarjetas.
•CAPINAÇÃO MECANIZADA
ROÇAGEM
Quando o capim e o mato estão altos, utilizam-se as foices do tipo etrovengas
roçadeira ou gavião, que também são úteis para cortar galhos

Estas equipes visam roçar e capinar as vias públicas, levando mais segurança e
visibilidade aos motoristas e pedestres que circulam por nossa cidade

Roçadeira portátil
(carregadas pelos operadores)
Roçadeira rebocada

Equipamento rebocado por trator agrícola. Normalmente tem largura de corte de


até 1,20m e é indicado para locais relativamente planos. Outra característica sua
é o fato de não lançar o material roçado nas proximidades da área de trabalho.
•PINTURA DE MEIO-FIO

Pintura de meios-fios: a pintura de meio-fio é


feita aplicando-se cal hidratada ou tinta na
superfície do meio-fio. É uma operação,
realizada logo após a varrição e raspagem.
• LIMPEZA DE PRAIAS – serviço manual

Limpeza de praias: manter a


areia limpa, recolhendo os
resíduos deixados por
banhistas e outros materiais
trazidos pela maré, tais como
galhos e troncos de árvores,
pedaços de madeira, plantas
aquáticas, etc.
• LIMPEZA DE PRAIAS – serviço mecanizado
• LIMPEZA DO SISTEMA DE DRENAGEM (Galerias)

Consiste em retirar os resíduos


carreados pelas águas pluviais e
depositados nos canais, galerias,
lagoas, caixas de passagem e bocas-
de-lobo.
• LIMPEZA DO SISTEMA DE DRENAGEM (Galeria)
• LIMPEZA DO SISTEMA DE DRENAGEM (Boca de Lobo)
• LIMPEZA DO SISTEMA DE DRENAGEM -
Equipamento a Vácuo
• LIMPEZA DO SISTEMA DE DRENAGEM (Lagoas e Canais)
• LIMPEZA DE FEIRAS

Após o término da feira, a retirada do lixo deve ser rápida. É preciso


desobstruir logo o trânsito no logradouro e, acima de tudo, evitar a
fermentação da matéria orgânica que, no nosso País, é acelerada devido ao
clima. Para diminuir os problemas, deve ser estabelecido um horário rígido
para término da feira livre. Além disso, os feirantes terão de manter, ao lado
dos pontos de venda, recipientes para lixo.
• LIMPEZA DE MONUMENTOS E PRAÇAS

Consiste na lavagem dos monumentos


e retirada de pixações em materiais de
bronze, granito, alumínio, ferro ou
mármore. Através de uma combinação
de agentes químicos, as pixações são
retiradas e, em seguida, é aplicada
uma manta de material
impermeabilizante, que defende o
monumento de outra ação dos
vândalos.
• LAVAGEM DE RUAS E CALÇADAS
• REMOÇÕES ESPECIAIS
• RECOLHIMENTO DE PODAÇÃO

COM CAMINHÃO CARROCERIA


• RECOLHIMENTO DE PODAÇÃO

COM CAMINHÃO CAÇAMBA


BASCULANTE
• RECOLHIMENTO DE PODAÇÃO

COM CAMINHÃO CAÇAMBA


BASCULANTE E TRITURADOR
• RECOLHIMENTO DE ANIMAIS MORTOS
DISPOSIÇÃO FINAL
DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
DISPOSIÇÃO FINAL

Aterro sanitário

“Técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos


no solo, sem causar danos ou riscos à saúde
pública e à segurança, minimizando impactos
ambientais, utilizando princípios de engenharia para
confinar os resíduos numa menor área possível e
reduzi-los ao menor volume permissível, recobrindo-
os com uma camada de terra na conclusão de cada
jornada ou intervalos menores” ABNT/NBR
(8419/1992)
Aterro Controlado e Lixão

LIXÃO - forma inadequada

ATERRO CONTROLADO - técnica de disposição que


utiliza apenas o recobrimento como minimização de
impactos ambientais. Não tem proteção de base
(impermeabilização, tratamento de chorume e
dispersão dos gases) NBR_8849-85
ATERRO CONTROLADO

Utiliza alguns princípios de


engenharia, cobrindo os
resíduos com camada de
material inerte na conclusão de
cada jornada de trabalho.

NBR 8849/85 – Apresentação


de Projetos de Aterros
Controlados de Resíduos
Sólidos Urbanos
Tipos de Aterros Sanitários

• Aterro em Valas – até 10 ton/dia

• Aterro de pequeno porte – até 20 ton/dia

• Aterro Sanitário > 20 ton/dia


ATERRO EM VALAS
Procedimentos operacionais:

•A escavação de cada vala deverá ser executada de uma só vez e o seu


dimensionamento feito de modo a permitir a disposição dos resíduos por
um período aproximado de 30 dias. Para uma vida útil maior, recomenda-
se que no fundo da vala sejam mantidos pequenos diques de solo
natural que definam subáreas hidraulicamente separadas, com vida útil
aproximada de 30 dias.
JUQUIÁ
RIACHO DA CRUZ/RN