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resumoes_pedagogia

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Phillipe PERRENOUD: “Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza” - Capitulo 5 Definição de competência “competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos

cognitivos (saberes, capacidades, informações, etc) para enfrentar com pertinência e eficácia uma série de situações problemas”. A profissão docente • A profissão do professor, em um movimento histórico, está em mutação, pois as habilidades tradicionais não são mais suficientes no mundo de hoje. Das novas competências Três domínios focalizam a atividade do professor na escola como instituição: • 1. Trabalhar em equipe (cooperar com colegas, especialistas, administradores) - Elaborar um projeto em equipe e representações comuns - Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões - Formar e renovar uma equipe pedagógica - Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais - Administrar crises e conflitos interpessoais • 2. Participar da administração da escola (não ficar apenas na sala de aula) - Elaborar e negociar um projeto de instituição - Administrar os recursos da escola - Coordenar e dirigir uma escola com todos os seus parceiros - Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos - Trabalhar em ciclos de aprendizagem. • 3. Informar e envolver os pais (em relacionamentos de parceria) - Dirigir reuniões de informação e de debate - Fazer entrevistas, ouvir e compreender, negociar - Envolver os pais na construção O trabalho em equipe pedagógica Dos tipos de equipe: • Equipe Imposta:a equipe só existe no papel; • • Equipe Autorizada/Estimulada:os professores trabalhar/juntos,mas estimulados a fazê-lo; não são obrigados a

Equipe proibida/desestimulada: não se deseja o trabalho em equipe e barreiras são colocadas para impedir esse tipo de participação.

Dois excessos no trabalho em equipe • Excesso de “laisser-faire” o grupo tem intercâmbio,mas sem uma coordenação real das práticas; • Excesso de interferências quando se tenta coordenar tudo e “provocar” coerências. Finalizando • A competência para cooperar supõe a competência para comunicar e construir uma prática reflexiva; • Desenvolver o pensamento complexo e sistêmico não protege das práticas erráticas diárias,mas pode tornar as pessoas mais lúcidas

HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed, 2001 Síntese elaborada por Carlos R. Paiva 1. Compreender que a avaliação formativa não passa de uma utopia promissora Avaliação: -multidimensional; -tem por objetivos contribuir para o êxito da aprendizagem: avaliação formativa; -é o horizonte da prática avaliativa em terreno escolar. Avaliação distingue-se: -implícita: se revela por meio de seus efeitos; -espontânea: formula-se e é subjetiva; -instruída: operacionaliza-se por meio de instrumentação para produzir as informações sobre as quais se baseará o julgamento. Avaliação de referência normativa, avaliação de referência criteriada Normativa: impõe normas de comportamento. A avaliação livre de normas é utopia, sem possibilidade lógica. A norma não é subjugante nem libertador, é um modelo valorizado pelo grupo. A avaliação normativa tem por objetivo situar os indivíduos com relação aos outros. Criteriada: aprecia determinado comportamento situando-o em relação a um alvo – critério ou objetivo a ser atingido. Se de um lado elas se opõem, por outro a normativa é em parte criteriada, porque situa alguns desempenhos com relação aos outros e refere-se a critérios de conteúdo. A criteriada pode levar a normativa, e ambas podem ser ou não formativas. Avaliação prognóstica, formativa e cumulativa Prognóstica: precede a ação de formação, identificando no aprendiz seus pontos fortes e fracos; Cumulativa: feita depois da ação, ela e verifica se as aquisições, com vistas a expedir ou não, o “certificado” de formação; Formativa: situa-se no centro da formação, porque sua principal função é contribuir para uma regulação da atividade de ensino, de levantar informações úteis a regulação do processo ensino-aprendizagem. Toda avaliação tem uma dimensão cumulativa e prognóstica. O conteúdo e as formas de ensino deveriam e adaptar as características dos alunos reveladas pela avaliação (pedagogia diferenciada). Avaliação formativa como utopia promissora Intenção do avaliador: tornar a avaliação formativa, modelo ideal. Perrenoud diz que é “formativa toda avaliação que auxilia o aluno a aprender e a se desenvolver, ou seja, que colabora para a regulação das aprendizagens e do desenvolvimento no sentido de u projeto educativo”. Na avaliação formativa: -o professor será informado dos efeitos reais de seu trabalho e poderá regular sua ação; terá flexibilidade, vontade de adaptar-se, variabilidade didática. -o aluno saberá onde anda, tomará consciência de suas dificuldades, reconhecer e corrigir seus próprios erros. A avaliação é contínua, e as correções a serem feitas dizem respeito a ação de ensino do professor e a atividade de aprendizagem do aluno. Obstáculos a emergência da avaliação formativa 1. existência de representações inibidoras na perspectivas administrativas e na pedagogia

A avaliação é a medida contínua e viva – notas . Não se . 3. Não é operação científica. a avaliação não pode ser objetiva. A medida é não pode ser objetiva.. a avaliação é influenciada por informações a priori. A melhoria implica melhor preparação da prova: designar o objeto de modo a estabelecer normas de competência dos candidatos. Avaliação é operação de leitura da realidade A leitura é sempre seletiva. afetivo e social). Por sua essência. avaliador e situação social. traduzidos por arranjos de negociação entre professor e alunos. avaliar implica dizer em que medida ele é adequado. 2. que representa o conteúdo de uma expectativa especifica. Compreender que avaliar não é medir. a preguiça ou medo dos professores:não imaginam mediações. é orientada. A prova pela notação O objeto ou o acontecimento não pode ser visto sob uma única dimensão. a pobreza atual dos saberes necessários: no trabalho das interpretações coletadas e das interpretações que exige referencia teórica que dê conta dos múltiplos aspectos (cognitivos. A instrumentação quantificativa não é garantia de mais eqüidade e de justiça do que a objetividade. não é medida. e o professor deve contribuir com todas as forças pra o progresso dos alunos. Ela só legitima no seio de determinada instituição. Nela transparece a pregnância do que já foi socialmente julgado. A avaliação e a leitura da realidade se fazem pela construção critérios elaborados a partir de um sistema plural de expectativas (da comunidade). A avaliação escolar precisa para progredir de um “contrato Social” que determine e fixe as regras do jogo. do passado do aluno. mas confrontar em processo de negociação Avaliação não é medida. compreender que é possível responder a três questões pertinentes: a) Deve-se abandonar toda pretensão quantitativa? A avaliação não é neutra. Os julgamentos dos professores são baseados em instituições globais. sempre discutíveis. e a seleção obedecerá a um critério de prioridades.destinada a selecionar. Ela expressa a adequação (ou não) entre a relação atual do aluno com o saber e do objeto de desejo institucional. e avaliação é interação. 3. As variações de nota que se verificam entre um examinador e outro para o mesmo trabalho vão bem além da incerteza normal. Avaliação é ato de confronto entre uma situação real e expectativas referentes a essa situação. como toda leitura. A correção verifica-se as notas anteriores e a influencia do trabalho sobre o produtor. é preciso corrigir seus defeitos: -a subjetividade do corretor. A relação de avaliação é de não-diferença com o objeto avaliado. O avaliador é um ator na comunicação social. 2. A impossível reforma do instrumento avaliador Para melhorar o instrumento. o aluno desempenha através do resultado da interação professor. ao desempenho que se podia esperar desse aluno. relação do corretor mantem a nota. -acreditar em possível neutralização. expressa e traduz preferências. A avaliação é um ato que se inscreve no processo geral de comunicação / negociação. e da relação com os alunos e do nível médio da turma. Assim. fruto de confronto com os julgamentos produzidos pelos outros. ou não. A percepção do examinador ao desempenho é dependente do contexto social. O avaliador tem um pé no “deve ser”. E a avaliação. troca entre o avaliador e o avaliado.

resultado material da atividade desenvolvida. -remediar as dificuldades analisados. ampliar o campo das observações. 4. Toda avaliação instituída exige dispositivo elaborado. -interpretar os comportamentos observados. desconfiar de evidencias. tornar a avaliação informativa. tornando-se o professor capaz de fundamentar as remediações feitas sobre o diagnóstico elaborados e de diversificar sua prática pedagógica. É a preocupação de facilitar a aprendizagem que lhe dá sentido e coerência. mas dar-lhe a informação de que precisa para compreender e corrigir seus erros. quando ocorrerá. Contribuir para tornar o aluno autor de sua aprendizagem. Pistas para a ação – avaliação formativa: Objetivos: privilegiar a auto-regulação. e esteja em condições de julgar sua situação. de maneira que o aluno perceba o “alvo”visado. tem por função preparar uma tomada de decisão de ordem didática. A avaliação só é formativa se for informativa. É essencial articular conteúdos sobre a aquisição dos quais há um questionamento com exercícios capazes de informar sobre essa aquisição. Modalidades: o professor não deve limitar sua criatividade e sua imaginação. Dizer sobre o que será a avaliação. construir uma avaliação e determinar condições. Toda relação de ajuda exclui o julgamento. especificar o sistema de expectativas e os critérios. que atuação será levado em conta. construir “contrato social”. fixando as regras do jogo. deve ter a preocupação de falar correta e pertinentemente. b) deve-se recusar a julgar? Não se deve julgar o êxito do aluno. A avaliação descritiva é a única compatvivel com tal relação de ajuda. etc. Agir desencadeando de maneira adequada Avaliar significa escolher provas e exercícios. as tarefas que o aluno deverá realizar. o tempo que lhe será concedido. desconfiar dos entusiasmos e dos abusos de poder. A tarefa como desencadeador privilegiado O exercício –desencadeador deve obedecer exigências e significância.deve levar a rejeição do qualitativo. aproprie-se dos critérios de realização e de êxito. mas recolocá-lo em seu lugar. Analisar a tarefa em torno: -do alvo (objetivo). Medir consiste em produzir um ‘descritivo organizado’ da realidade que se apreende e se encerra em cadeia quantitativa. Proposta para uma avaliação com intenção formativa. denunciar valores em nome dos quais se tomam decisões. c) deve-se continuar a avaliar? A AUTO-AVALIAÇÃO torna-se a chave do sistema. não se deixar levar pelo dever de reserva ou de retenção. construir por meio do ensino. para o professor: -desencadear comportamentos a observar. Apreciar mais o êxito das aprendizagens do que o grau de conformidade com o modelo social dominante. no sentido filosófico. explicar os exercícios. Deontologia do trabalho do avaliador: não se pronunciar levianamente. -comunicar os resultados da análise. Condições técnicas: relacionar o exercício de avaliação ao objeto avaliado. . Avaliar é fazer agir a descontinuidade dos valores. refletir e identificar o que julga poder esperar dos alunos.

esforçar-se para abrir diálogo com o aluno. designar objetivamente o que se quer descrever. Com isso ele deve aceitar o principio da discussão e do questionamento e buscar imperativos válidos para se alcançar os objetivos. Análise de conduta: necessário a interpretação onde raciocínio e representações (inobserváveis) do sujeito devem ser inferidos. fazer o que for necessário e legitimo pela comunidade se fazer referência a pessoa humana Jussara Hoffmann Avaliar – respeitar primeiro. • Pensar diferente – só acontece a partir do diálogo entre todos os elementos da ação educativa – e da reflexão sobre a prática. Procuram-se professores • Grande tarefa de ensinar • Dificuldades • Revalorização da imagem do professor Um passo pra frente. com as relações. sem escuta em meio aos conflitos de poder. procedimentos das tarefas e ações de cada tarefa especifica.-os critérios de realização. deontologia. deve ser um meio para tornar a avaliação informativa. O problema da análise dos erros O erro pode se expressar por dificuldades (de leitura. com os advérbios. trabalho individual. Tensão sobre observável/inobservável Análise de comportamento: centrada sobre os observáveis (factual e descritiva). documentos.solidariamente Etapas de uma mudança • Resistência . A tarefa é meio e não o fim. -critérios de êxito aceitabilidade para resultados das operações. dois pra trás • Em meio de tantas mudanças a escola continua extremamente conservadora. sugerir sugestões para melhorar o seu desempenho. ética Para a avaliar é preciso ter a sensação do que as coisas valem. com a análise) ou confusões entre a ordem de apresentação e a ordem cronológica. • Dilemas 1 – formação continuada 2 – mudanças resultam de sofrimento 3 – mudanças passo a passo . 6. comunicando de modo útil o professor deve tomar cuidado para que sua comunicação seja clara. pois a avaliação formativa envolve afetividade. resultado do trabalho do aluno deverá ser lido e exigirá interpretação. -condições de realização externos (tempo. grupo) e internas (conhecimentos imobilizados). o que implica relação não indiferente com o mundo. Facilitar o procedimento de auto-avaliação Contar com a participação do aluno. Agir. Agir observando/interpretando de maneira pertinente Os exercícios –desencadeadores são instrumentos para a avaliação. com os tempos dos verbos. 5. O professor deve estabelecer bases de confiança no sentido ético. preocupar-se em formular frases. Processo de construção da auto-avaliação como habilidade: Autocontrole espontâneo ou regulação cognitiva implícita: autonotação – autobalanço – autocontrole crítico –regulação instrumentalizada e metacognitiva. Comunicação. educar depois • Interesse – questões avaliativas • As crianças permanecem em silêncio. É essencial compreendê-lo para superá-lo. Avaliar requer observar e interpretar.

indisciplina. • Temos que educar na diferença.mas da atuação competente dos profissionais que ali atuam. violência. Tempo de admiração e não de reprovação • Avaliar em educação significa acompanhar as surpreendentes mudanças “admirando” aluno por aluno seus jeitos especiais de viver. propor-lhe novos desafios. sobretudo. da competição e do fracasso. sentimento. negando a experiência e os valores cultivados por uma instituição e seus educadores. classe social. relação humana. criar estratégias interativas. dúvidas e obstáculos naturais ao desenvolvimento. professor? • Reflexão: Que tempos são oportunizados nas escolas para que encontros sejam possíveis entre educadores e educandos? • Compreensão – exige envolvimento. a superar seus anseios. observar a evolução. Relatórios de avaliação: compreender e compartilhar histórias • Mediadora – acompanha-se para entender. grau de deficiência física ou mental. Torna-se problema quando muita energia é desperdiçada. Um apagão na educação • Falta de professores. sem perder o respeito e a autoridade. Acesso ou permanência • Avaliar é refletir sobre essas questões: • Quem é este aluno “caso perdido”? • Saber a respeito de sua história pessoal/familiar • Como evoluiu em suas tarefas e trabalhos? • Percebem avanços. Mãe. • Colocar na situação do outro. escolas sucateadas. Professores sem stress • O stress é a energia que move. • A melhor escola é a que se constitui em um espaço de aprendizagem com muita liberdade e prazer – sem estigma de obrigação. passa pela minha escola? • Professores são seus amigos. desvalorização. • Pais educam – formam hábitos e valores. dúvidas repetitivas? • Lê e compreende? • Escreve com clareza e correção? • Suas atitudes interferem na aprendizagem global? • O que se veio fazendo para orientá-lo a superar eventuais dificuldades e desde quando? • Recuperar – mediar – oferecer oportunidades de um atendimento diferenciado aos estudantes que apresentam dificuldades e/ou maior necessidade de orientação em alguma área.• Ruptura da resistência • Tomada de consciência • “Ninguém muda porque o outro assim o deseja ou impõe” • Buscar o novo não deve significar uma batalha contra o velho. em nada resulta. dispersão. retrocessos. refazer o processo junto ao aluno. organizar situações e espaços educativos onde ocorra a maior variedade possível de trocas entre os alunos e com o professor. A escola quer alunos diferentes? • Aprender é como respirar – é previsível e humano que novos saberes venham a ser adquiridos por qualquer um de nós enquanto vivemos. má qualificação docente. anotar e refletir ao longo do cotidiano escolar transforma o fazer . de aprender a ler e a escrever. Volta às aulas: alunos ou pessoas. etnia. Os pais na escola: participar ou decidir? • Redefinir • Papel da escola • Papel dos pais • A qualidade do ensino nas escolas não depende dos pais ou de sua “cobrança”. • Escola – ensinam a aprender e aprender a conviver socialmente. • Importância do registro na avaliação. em suas formas de conviver com os outros para ajudá-los a prosseguir em suas descobertas. salas lotadas. não importa a idade. dinamiza a ação. Enturmação • O compromisso da aprendizagem é. Do agir ao pensar na formação docente • O exercício de observar.

envolvendo-os em novas situações. 2008. educar depois . por exemplo. respeitar primeiro. se a sociedade não lhes oportunizar o prazer da leitura. • Vygotsky • O mediador é aquele que leva em conta as potencialidades cognitivas dos educandos. Avaliação Mediadora é formativa? • Piaget • O mediador é aquele que provoca o desequilíbrio. • Idéias sobre o que se lê são fruto de nossa interpretação. • Dizer não ou educar para o não? Limite – diferenças entre exercer a autoridade na formação de limites e ser autoritário. Sintese do Texto Avaliar. escolas. dizem muitas pessoas. • Para compreender é preciso ler nas entrelinhas. Mas celulares são caros. • Para gostar de ler é preciso múltiplos sentidos das palavras nos textos. Se tivessem. • Quando dois ou mais professores relatam sobre um único aluno. Brasil: um país de leitores? • Não se pode esperar que crianças se tornem leitores se pais e educadores não forem leitores. e por isso não os compram. professores. revistas são caras e superficiais. seria fácil ensinar a ler. parte 1 O livro está dividido em vários temas onde o fio condutor são os estudo sobre avalação. trazem visões distintas acerca de suas atitudes em sala de aula. provocando-os à superação cognitiva. • Reflita: Livros são caros. fazendo desafios intelectuais significativos. educação • Infância atropelada • Maior tempo na escola – menor vulnerabilidade a situações de risco. reconstruí-las. tendo como foco principal o papel mediador do professor no processo de avaliação educacional (teorias de Paulo Freite. Piaget e Vygotstky. Educar primeiro para não aprisionar depois! • Problema da violência – investimento em creches. Leitura e Avaliação: nas entrelinhas dos textos e contextos • Nunca se satisfazer na primeira leitura. As palavras não possuem um único sentido. Porto Alegre Mediação. dvds. atribuir-lhes novos significados. brinquedos mais ainda. • Fazer a leitura do começo ao fim. Aprender a ler ou a gostar de ler? • Gostar de ler é uma tarefa mágica. sons. E as famílias de todas as camadas sociais disponibilizam isso a seus filhos. tvs. maior chance de sucesso. foram escritos em diferentes períodos. apontam aspectos diferentes de sua aprendizagem. .pedagógico do professor e de toda a escola. • Desequilíbrio – assimilação – acomodação – adaptação – equilíbrio.

luta-se pela escola inclusiva. Alcançou-se umaumento considerável de vagas em escolas públicas. Capítulo 4. . pois necessita de melhores condições de trabalho.Capítulo 1. desvalorização e má qualificação.governo e sociedade civil. Capítulo 7 -Volta às aulas. Ninguém aprende sozinho. Um passo para a frente e dois para trás – Vivemos em tempos de muidanças. É necessário pensar em espaços. conversando com os alunos em sala e fora dela sobre suas vidas e aprendizagem. aumentando o número de alunos por sala. falta de escolas / escolas sucateadas. devolvendo o orgulho da profissão de educador. Resgatar a credibilidade da sociedade quanto à competência dos professores é uma condição necessária para qualquer avanço. a realidade mostra o abandono dos alunos. educar depois – aproximação entre família. Efetivar mudanças significativas em educação exige um duplo compromisso de gestores e formadores: o de mobilizar à discussão de suas práticas e concepções bem como o de mediar a construção de novos saberes. ausência de reuniões pedgógicas. mas a atuação competente dos profissionais que alia tuam. professor? – Formar pessoas implica em resgatar suas histórias de vida. na avaliação é preciso “pensar de forma diferente”. a falta de ações do fomento à leitura e a recursos tecnológicos na escola. onde não há a possibilidade do acompanhamento de todos os alunos nas suas aprendizagens. cominício. acesso à cidadania. respeitar o aluno. acesso à universidade. É necessário revalorizar a imagem. sendo uma questão de rspeito e de dignidade. exigindo mais dos professores. formação continuada em serviço. quaisquer reformulações pedagógicas devem ser decididas pelos profissionais da educação. onde a família coloca a educação de seus filhos inteiramente nas mãos dos professores. alunos ou pessoas. Um apagão na educação – A escola vive um verdadeiro apagão na educação. Capítulo 6 Professor sem stress? – Desde o século XX. por que todos gostam de mudar mas não gostam de ser mudados. tempos e maneiras de estabelecer vínculos significativos com os alunos da escola. muito desvalorizado e criticado nas grandes mídias. proque a aprendizagem significa reconstrução próprias de cada profissional. onde impera um ambiente de indisciplina ( más condições do ambiente escolar). embasadas em fundamentos teóricos consistentes. Capítulo 3. mas acesso. Quando os professores não entendem o significado das inovações.vindas de diferentes camadas sociais. mas a escola permanece igual conservadora. o professor deve estabelecer uma permanente reflexão sobre a prática.salas de aula lotadas de alunos. Capítulo 8. de aprender a ler e escrever. Significa dessa forma em permanência. Pais e professores devem redefinir que lhe de fato lhes cabe na luta por uma educação de qualidade para milhares de crianças e jovens deste país. para todas as crianças e jovens brasileiros. Respeitar primeiro. Avaliar em educação significa as mudanças. escola. condições de vida melhore valorização profissional. acesso a uma profissão. Enquanto o discurso é uma escola inclusiva. Capítulo 9 – Acesso ou permanência? – Qualidade em educação não significa apenas propiciar escolarização.Tempo de admiração e não de reprovação – Os caminhos das aprendizagens não são lineares. Logo não se pode ensinar ao professor o que ele precisa aprender. além do descaso coma a qualificaçãoe formação do corpo docente. atualmente pédem socorro. somada à adequada infraestrutura das instituições. meio e fim. será natural que a resistência ocorra. Capítulo 5 Os pais na escola: participar ou decidir? – A qualidade do ensino nas escolas não depende dos pais ou de uma “cobrança”. Capítulo 2 – Peocura-se professores – revalorizar a imagem . A falta de professores. falha de equipamentos. aos bnes culturais da sociedade.

ocorre um diálogo efetivo entre professores alunos. novas situações e superações. expressar. para Piaget. de brincadeira. Capítulo 15 – Avaliação mediadora é formativa ? – A perpectiva mediadora tem por aprofundamento o princípio da avaliação contínua. Escolas ensinama aprender e a aprender a conviver socialmente. interlocutor. perseguindo-se uma ação pedagógica diferenciada. Capítulo 11. Capítulo 16 – Educar primeiro para não aprisionar depois! – La Taille diz que a escola não e a única instituição social responsável pela educação moral de crianças e jovens porque a família tem muito peso. Capítulo 18 – Dizer não ou educar para o não? – É preciso estabelecer a diferença entre exercer a autoridade na formação de limites e ser autoritário. buscando variabilidade didática. Capítulo 19 – Leitura e avaliação: nas entrelinhas dos textos e contextos – Alunos que não lêem ou escrevem são problemas de todos que se dizem professores. Pais educam. Mediação é interpretar. família. de sues textos e contextos OLIVEIRA. Ao avaliar nos transformamos em leitores de sujeitos.Na perspectiva mediadora da avaliação acompanha-se para “entender. formam hábitos e valores. Boas escolas são espaços sociais de convivência. tornam-se confiantes em sua capacidade de aprender. o mediador é aquele que promove desequilíbrio. provocar a diversidade do saber. formativa.Relatório de Avaliação 1 :Compreender e compartilhar histórias. Avaliações externas podem auxiliar o trabalho pedagógico da escola? . Capítulo 13. reflexão e resolução de problemas. refazer o processo junto com o aluno propor-lhe novos desafios(mediação)” A avaliação mediadora estabelece um caráter multidimensional e subjetivo. fazer e refazer. da investigação sobre o que os alunos ainda não compreenderam o que ainda não produziram. anotar e refletir ao longo do cotidiano escolar transforma o fazer pedagógico do professor e de toda a escola. Capítulo 12 – Mãe passa pela minha escola?. O exercício de observar.Recuoerar é sinônimo de mediar. Capítulo 14 – Relatório de avaliação 2: do agir ao pensar na formação docente.A melhor escola paara cada criança ou jovem é aquela onde revelam estar felizes. A escola da contemporaneidade nã pode dar margensao estabelecimento de fronteiras de relacionamentos interpessoais. Vygotsky. É a memória construída do professor. entre “dizer não” e “educar para o não”. Romualdo. Trinta alunos em sala significa 30 interpretações diferentes de uma mesma poesia. diálogo.A avaliação permite oferecer uma orientação efetiva a cada aluno. Capítulo 17 – Infância atropelada -Mais tempo para alfabetizar não significa alfabetizar melhor. observar a evolução. deve ser uma proposta no dia a dia da sala de aula. do pensar. conflito. o mediador é aquele que leva em conta as potencialidades. errar. Capítulo 10 – Entourmação – Organizar uma sala homogênea é um grande equívoco e é inócuo em termos de processos de aprendizagem. O papel mediador do professor é essencial a uma prática não classificatória. onde esducadores estão disponíveis para descobrirem o melhor. mas que por isso os valores presentes podem atrapalhar muito a vida dessa crianças. a partir da observação curiosa. Uma alfabetização plena extrapola os limites da leitura e da escrita. Avaliar é tão mágico quanto ler. do agir.A escola quer alunos diferentes? – A evolução intelectual não acontece sem o tentar..

Objetivo do texto: pretende refletir sobre o potencial de tais medidas na organização. 15 – 46) [Resenha] Cap. • Na rede Municipal de Ensino é possível usar os resultados de duas avaliações: Prova Brasil e Prova São Paulo. Psicologia da educação virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. se perguntou que parte (s) do projeto pedagógico que ela própria se propôs desenvolver no ano anterior foi/foram cumprida(s)? • Em que medida os objetivos para a escola que explicitamos no projeto pedagógico se efetivam na ação cotidiana? • “Refletir sobre isso talvez nos ajude a pensar que tais medidas podem se constituir em uma ferramenta a mais para organizar nossa ação” p. 23) . 232 • Ao não se compreender o que foi medido. não descuidando daqueles que apresentem algum tipo de dificuldade. ou adquirem especial relevância nesse marco. César. Se esse for o caso. cada um deve ser responsável pelo que lhe cabe. Cesar. obviamente. Todos nós temos responsabilidades pelo aprendizado de nossas crianças e. planejamento e avaliação da unidade escolar. “A desconexão entre discurso e prática deve-se ao fato de as iniciativas de testagem em larga escala. tendências ou características que. também. MONEREO.novos cenários. 237 COLL. são próprios da SI. por conseguinte. MONEREO. Reflexões • Quando foi a ultima vez (se é que houve) em que a escola discutiu coletivamente seu projeto pedagógico e dessa discussão derivou um plano de ação? • Quantas vezes a escola. no nosso critério. • Uma outra possibilidade de utilização dos resultados de testagem em larga escola para o funcionamento e aperfeiçoamento da unidade escolar é utilizar-se das medidas com o projeto pedagógico da escola e a eventual utilização delas como uma dimensão de uma possível avaliação do projeto. Já se estes conteúdos foram trabalhados: há algumas questões a considerar: se os professores têm uma particular dificuldade no trato do tema. de acordo com boa parte das análises feitas até agora. posto que há apenas a necessidade de organizar a atividade escolar de forma que esses conteúdos sejam adequadamente trabalhados. 2010. 234 • Sendo assim. se inviabiliza sua utilização. Isso propiciaria às escolas condições de se apropriar dos resultados e. portanto. o problema é fácil de resolver. Porto Alegre:Artmed. O que fazer com os alunos que não estão acompanhando o aprendizado do grupo ou estão em um ritmo mais lento do que o esperado ou desejado? • O aprendizado é uma responsabilidade de todos. um processo de divulgação e esclarecimento sobre o sentido das medidas realizadas. Temos algumas respostas: a expectativa é que as escolas utilizem os resultados das medidas realizadas para aperfeiçoar sua ação. COLL. implementadas no Brasil. ao final de um ano de trabalho (ou no planejamento do ano seguinte). de utilizá-los em suas práticas cotidianas” p. • A temática foi efetivamente trabalhada com os alunos? • Se não. o pano de fundo da educação neste novo cenário” (p. “A criança não pode ter cerceado o seu direito à educação” p. Carles. • O autor não considera a provinha Brasil por entender que a testagem de crianças muito pequenas incorpora incertezas na fidedignidade. novas finalidades. Carles. Tanto o sistema quanto as pessoas. a escola deve buscar que todos os seus alunos aprendam. Isso significa que a escola deve buscar enfrentar o problema. nos últimos anos. Educação e aprendizagem no século XXI: novas ferramentas. e que formam.01 Ivanderson Pereira da Silva No subtópico intitulado “o contexto da mudança: algumas características da Sociedade da Informação que são relevantes para a educação” os autores vão “assinalar e comentar brevemente alguns fenômenos. o procedimento a ser implementado pode ser uma ação de formação em serviço direcionada a disponibilizar-lhes um repertório maior de estratégias de ensino para tratar do tema. não terem dedicado a devida atenção para a necessidade de planejar. (p.

para além da realidade virtual: computadores ubíquos. do laboratório ao local de trabalho. abre imensas possibilidades para se empreender trabalhos de campo. que os indivíduos estejam mais e melhor informados” (p. A educação é obrigada a enfrentar essa situação e fala-se em escolas inclusivas (que tentam satisfazer a diversidade de necessidades educacionais de seus alunos). mobilidade e cooperação. Na parte introdutória do tópico. No entanto ponderam que “a abundância de informação e a facilidade de acesso a ela não garante. • A rapidez dos processos e suas consequências. Os autores vão afirmar que a possibilidade de acesso às informaçõe sé um grande avanço. 22). de educação não formal e informal (para aproveitar as oportunidades que a sociedade atual oferece para a educação e formação das pessoas e de aprendizado colaborativo e cooperativo (com a finalidade de tirar proveito dos conhecimentos e habilidades dos diversos membros de um grupo para satisfazer objetivos comuns” (p. lazer. • Estudo de contextos de atividade social. • Estudo das variáveis relativas ao contexto educacional no qual acontece a aprendizagem (abordagem sociocognitiva) – de produtos a processos em pesquisa e design. dos novatos aos especialistas. para além da interação computador-ser humano: interação com Web adaptativa. ou tempo vivido. 28). aprendizagem. • Informação. segundo o termo cunhado por P. para além das ferramentas passivas: tecnologias persuasivas. vão apontar três conceitos como sendo pilares das novas ferramentas: adaptabilidade. do design centrado no usuário ao envolvimento do próprio usuário no design. sem explorá-las bem. os autores vão apresentar três abordagens sobre o estudo da interação entre humanos e computadores: • Estudo do impacto do uso das TIC sobre os processos cognitivos do aprendiz-usuário (abordagem cognitiva) – foco nas interfaces. além dos especificamente orientados à educação (teoria da atividade) – para além do ambiente laboral. dos interlocutores e o tempo durante o qual se tem acesso a informação comunicada” (p. Em decorrência da rapidez dos processos. a simples possibilidade de acesso não garante nada. No subtópico intitulado “Da competição individual à cooperação” No tópico intitulado “Novos cenários”. Após considerar as implicações desta ubiquidade para o campo da educação os autores vão finalizar este tópico afirmando que “ .. modelos de usuários. integrar o computador ao nosso mundo humano” (p. das instituições e dos países são. dos grupos. cresce a mobilidade das pessoas. No subtópico intitulado “Do e-learning ao m-learning” – este ‘M’ é MINIATURIZAÇÃO . características frequentemente atribuídas à SI. “Em um mundo em que as distâncias são cada vez mais reduzidas. critérios de usabilidade. carece-se de tempo para aprofundar as reflexões. está organizado em seis subtópicos. de indivíduos a grupos. 24) • A homogeneização cultural. 31). as fronteiras desaparecem e os grandes problemas são compartilhados. • A transformação das coordenadas espaciais e temporais da comunicação. No subtópico intitulado “Novas ferramentas”. • A escassez de espaços e de tempo para a abstração e a reflexão. excesso de informação e ruído. da análise ao design. Trata-se da globalização da cultura através da comunicação e da troca global. Mas cria-se ai um paradoxo para com “o tempo pessoal.• A complexidade. junto com a globalização ou mundialização da economia. analisar conjuntamente atuações profissionais que estejam ocorrendo neste mesmo instante ou para integrar em um trabalho de equipe pessoas geograficamente afastadas entre si” (p. cenários e finalidades educacionais”. a interdependência e a imprevisibilidade que presidem as atividades e as relações dos indivíduos. É possível comunicar síncrona ou assincronamente. • O surgimento de novas classes sociais: os “inforicos” e os “infopobres”. por outro revela uma deposição da escrita e da leitura. trocar reflexões. • A preeminência da cultura da imagem e do espetáculo que se de um lado representa um ganho pelas múltiplas possibilidades de comunicar. contudo. aumenta a heterogeneidade das comunidades e torna-se patente a necessidade de trabalhar conjuntamente para resolver problemas comuns. mas sem uma busca eficaz. 26). para além do mundo adulto: as crianças e os jovens como autores e designers. Steger. O mlearning ou ‘escola nômade’. estudos experimentais sobre eficácia da interação computador – ser humano. O tópico intitulado “A influência da internet: novas ferramentas. seja com pessoas perto ou longe. jogo.

• Em primeiro lugar.] a Web 3. a armazenar. tudo aponta na direção de que podem acabar surgindo três cenários paralelos e claramente interdependentes. existe outro mecanismo tão simples quanto poderoso. com o apoio das TIC. físicas.0 a Web 3. passa a ser uma estratégia habitual de uso da internet.. • Ser capaz de interagir em grupos socialmente heterogêneos. [. termo utilizado para referir-se à organização colaborativa da informação em categorias a partir de uma série de etiquetas ou palavras-chave (tags) propostas pelos próprios usuários. 35-36).No tópico intitulado “Novas finalidades” . 35). os processos de mudança e transformação que estão ocorrendo: • Ser capaz de atuar com autonomia. A chave. um cenário global e onipresente. deverão adquirir e desenvolver as pessoas para poder enfrentar.0”. relacionando dados e pessoas e facilitando uma aprendizagem mais significativa por parte do usuário. Em vez disso. [. como realmente fazem agora.) nos quais será possível realizar. O mash-up.. corresponde.0 abre perspectivas de sumo interessa-se para o desenvolvimento de propostas pedagógicas e didáticas baseadas em dinâmicas de colaboração e cooperação” (p.0 começou a ser utilizada a partir de 2001 [. No subtópico primeiro intitulado “Ferramentas previsíveis”: da Web 1.. Além disso.]. • Em segundo lugar. não está em comparar o ensino baseado nas TIC com o ensino presencial. wikis.. por assim dizer. como peças de um enorme quebra-cabeças. portfólios virtuais. a mistura de recursos e conteúdos com a finalidade de construir ambientes mais ajustados às necessidades e desejos de um usuário ou de um grupo de usuários. centros culturais. etc. neste novo cenário. portanto. etc. os autores vão traçar um panorama geral das características da Web 1. tentando estabelecer as vantagens e inconvenientes de um ou de outro. com garantias de êxito. como consequência do impacto das ferramentas e aplicativos próprios da Web 2. A rede não é mais apenas um espaço ao qual ir para procurar e baixar informação e todo tipo de arquivos. 37). 34).] a Web 2.0 se anuncia como uma base de dados global capaz de proporcionar recomendações personalizadas para os usuários diante das perguntas do tipo: a partir das minhas características psicológicas. museus..quais são as competências que. uma expansão das salas de aula e das escolas para outros espaços (bibliotecas. combinar e transferir informação. uma espécie de “megaescola” na qual a ubiquidade das TIC e o desenvolvimento das tecnologias móveis e da sredes sem fio tornarão possível o aprendizado em praticamente qualquer lugar e situação. culturais. buscar. começa a incorporar e coordenar informação proveniente das mais diversas fontes. • Ser capaz de utilizar recursos e instrumentos de maneira interativa.0 ou “Web semântica”. cenários e finalidades prospectivas acerca de “estudos das mudanças provocadas pelas situações educacionais baseadas total ou parcialmente no uso das TIC” (p. com mais e melhores infraestruturas e equipamentos de TIC e com projetos pedagógicos e didáticos que tentarão aproveitar as potencialidades dessas tecnologias para o ensino e a aprendizagem. webquests. O software “se abre” (open software) e se liberta (free software) e os usuários passam a ser os verdadeiros protagonistas de seu próprio crescimento e sofisticação. intitulado “Linhas emergentes e seus desafios” está organizado em três subtópicos que enfocarão ferramentas.0 que consiste na “forma de perceber a internet como um imenso repositório de conteúdos ao qual os usuários podem acessar para procurar e baixar arquivos. os autores vão tecer suas considerações acerca da Web 3..). e isso com a finalidade de que eles possam realizar exatamente as mesmas tarefas que os humanos e não se limitem apenas. atividades e práticas com finalidades claramente educacionais – e provavelmente seja este o cenário que terá um maior desenvolvimento em um futuro próximo. (p. encontrar. à infância da rede” (p. “A Web semântica é uma visão da internet cuja proposta é de que a informação possa ser compreensível para – e não apenas localizável e acessível – os computadores. • Em terceiro e último lugar.. processar. Por fim. folksonomias. Junto com essa potencialidade.] A anexação de conteúdo alheio denomina-se sindicação de conteúdos.. a folksonomia.0 (weblogs. 39) .. orçamentárias. o que eu deveria visitar nesta cidade? Em que curso de pós-graduação seria conveniente que eu me matriculasse no ano que vem? Que tipo de plano de aposentadoria eu deveria contratar? E outras dúvidas como essas” (p. [. melhor seria pesquisar como podemos utilizar as TIC para promover a aquisição e o desenvolvimento das competências que as pessoas precisam ter na era do conhecimento” (p. 34) O último tópico.. Já “a expressão Web 2. salas de aula e escolas cada vez mais “virtualizadas” ou seja. etc.

no centro do debate. São Paulo: Editora 34. enriquecedor e criativo das TIC e aqueles que não têm acesso a elas ou que as acessam apenas como consumidores. intitulado “Finalidades potenciais: entre o neoliberalismo e os movimentos sociais” vai trazer em suas linhas. que as escolas adotem “soluções extremas” alheias às finalidades da educação escolar. 1999) Na primeira parte de Cibercultura. potencializem o flaming e permitam esconder. os interesses de grupos econômicos que aspiram a criar novos consumidores e a usurpar. algumas opções sociais e culturais não poderiam ser pensadas. (p. (p. em nosso juízo. interativa. como estão. continuam tendo os sistemas de educação formal. sexismo.). de passagem. frequentemente se escondem. • Falta de compromisso pessoal e social que.(Pierre Lévy. Em relação à educação o Ciberespaço atribui ferramentas para o professor se tornar um incentivador da “inteligência coletiva” enão apenas um fornecedor direto de conhecimento. • Potencializam as relações sociais superficiais e as vezes favorecema irresponsabilidade e a falta de compromisso. de sociabilidade e de inclusão. fazer com que o mundo real entrasse nas salas de aula e nas escolas e basear a aprendizagem dos alunos na indagação e na criatividade. basicamente apoiada em textos escritos. Nesse segundo momento. são cultivadas posturas – as quais de nossa parte. o autor faz uma relação entre técnica. o autor contempla o leitor com uma discurssão bastante cuidadosa sobre: as artes. enfatizando que a técnica é produto deuma cultura. sem ela.O último subtópico deste capítulo. complexas e expressivas. as TIC e a internet. são criações coletivas de seus agentes. Pierre Lévy fala das implicações culturais provocadas pelo o novo espaçode comunicação. Mesmo não sendo determinante. manipular ou usurpar identidades. sem perguntar-se sobre o sentido e o alcance dessa opção. em alguns círculos. • Riscos de que as TIC e a internet favoreçam o isolamento. a técnica abre possibilidades em todos os aspectos da vida social. não duvidamos em qualificar como maniqueístas e pouco realistas – que apresentam as escolas como instituições obsoletas que concentram todos os males. por exemplo. • As TIC e a internet não apenas têm uma importante parcela de responsabilidade nesta situação. a ela pode ser atribuídauma série de mecanismos que se dá a partir de dispositivos de criação. Admitindo que a arte dentro do contexto do Ciberespaço é vista de forma aberta. Essa arte é originada da Cibercultura e não pode ser comparada a uma obra no sentido clássico. segundo se afirma. o qual ele denomina como Ciberespaço. Assim. sem se submeter a qualquer tipo de controle ideológico. • Permitem a agressão verbal. Avivando sentimentos de incompetência e desesperança entre o professorado. Partindo desses pressupostos. o insulto e os diversos “ismos” (racismo. 40) • Promovem uma comunicação de baixa qualidade. têm como efeitos colaterais. entre os países e os setores da população que têm acesso a um uso construtivo. surgem na Sociedade da Informação entre os “inforicos” e os “infopobres”.Portanto. e as TIC e a internet como o remédio capaz de acabar com esses males e de refundar a instituição escolar.Cibercultura . finalmente. cultura e sociedade. A . e uma sociedade encontra-se condicionada a sua técnica. embora enfraquecido. Para os autores. Com as TIC seria possível. esses grupos esperam à espreita. na segunda parte da obra. 40) • Outra frente de debate são as diversas “brechas digitais”. e afirma que este é o único meio através do qual as pessoas podem partilhar “inteligência coletiva” e discutir sobre inúmeros temas simultaneamente. • Restringem as comunicações emocionais. os alunos e suas famílias. profano e mundano (infoxicação). as distâncias que. Resenha . os aspectos negativos das TIC e uma tentativa dos autores de apontar soluções. etc. às vezes. o saber e a cidadania. • Descrédito da escola como instituição legitimada para conservar. Por trás dessas posturas. • Tendem a propagar e reforçar um saber mais instável. • Consequências negativas derivadas do excesso de informação e aos perigos da “infoxicação”. ou seja. com muita frequência. no entanto. criar e transmitir do conhecimento e à proposta de substituí-la por ambientes e professores virtuais por meio do uso generalizado das TIC. tal tentativa fica nitidamente no plano das possibilidades. o poder que. • “Brechas digitais” e o aparecimento de novas fraturas sociais em torno das TIC.

A Cibercultura através da técnica oferece oportunidades para o desenvolvimento humano e por esse motivo ela é a favor do bem público. apenas dá condições para se pensar o cotidiano de forma diferente em vários aspectos. por isso não deve ser usado apenas de forma comercial. o Ciberespaço não veio eliminar outros meios de comunicação. não se pode esquecer que a realidade dos países de terceiro mundo é bem diferente da dos países desenvolvidos. Telma Pileggi Vinha. Já as questões do caos e da confusão partem de falsas premissas de que não existe censura no Ciberespaço e nenhuma autoridade garante o teor das informações disponibilizadas. P. não experimenta o desejo de favorecer a autonomia de suas crianças e de seus jovens? Com base em pesquisas que investigaram se o ambiente escolar influencia o desenvolvimento moral dos alunos e a maneira como eles se relacionam e resolvem seus conflitos interpessoais. o autor revida críticas e responde perguntas feitas sobre o Ciberespaço. e discorre sobre procedimentos importantes para a progressiva construção da democracia escolar. em tempos atuais. Em resposta a essa questão o autor diz que “os sites são produzidos e mantidos por pessoas e instituições que assinam suas contribuições e defendem sua validade frente à comunidade dos internautas”. Quando fala em cidadania o autor afirma que é preciso usar o virtual para habitar melhor o território real. Qual o educador que. Em relação ao Ciberespaço ser sinônimo de exclusão. o Ciberespaço não ameaça o espaço físico de desaparecimento. esse é um problema para ser colocado em perspectiva.de caos e de confusão. Quando a Escola é Democrática Luciene R. este livro apresenta um estudo fundamentado na teoria construtivista sobre o processo de elaboração e legitimação das regras na escola. no entanto. E para o professor. No último capítulo de Cibercultura o Filósofo Francês se propõe falar de algumas questões que são freqüentemente relacionadas ao Ciberespaço. Por outro lado. podendo desse modo. No entanto. Ao contrário do que muitos pensam. mesmo depois de dez anos. o que deixa o seu conteúdo vulnerável à desconfiança. Com a exploração das potencialidades do Ciberespaço o indivíduo pode se organizar sozinho ou em grupo para articular assuntos que dizem respeito a diversos temas sociais. Por último. o autor admite que para as regiões que ainda estão emdesenvolvimento o acesso a rede exige alto custo e toda tecnologia requer qualificação para ser manuseada. Tognetta. mas de uma série de critérios que regem a estrutura educacional de um país. através dela. mais imediato e por esse motivo há uma necessidade que o modelo tradicional de escola sejarepensado. essa mudança educacional nos países de terceiro mundo. ser agente ativo nas decisões que são de interesse público. Em primeiro lugar Pierre Lévy não concorda com a idéia de Bill Gates de que o Ciberespaço deve se tornar um “imenso mercado planetário e transparentede bem de serviços”. analisando-se as conseqüências disso em sua formação moral. ainda está engatinhando. ajudando assim a descentralizar a informação. Outra questão colocada nessa última parte é que como surgimento do Ciberespaço o Estado teme perder a sua soberania emrelação à cultura e ao território. bem como os procedimentos utilizados para que os estudantes as cumpram. se tornar um incentivador da “inteligência coletiva”. apesar de os professores terem como meta o . afirmando que o virtual não substituirá o real. são movidos apenas pelo medo de perder o poder e o monopólio para o Ciberespaço e diante disso não se permitem conhecer esse novo modelo de comunicação e interatividade e as transformações positivas provocadas pelo mesmo.partir do advento da internet. de relacionamento e interação que de certa maneira facilitam a nossa vida cotidiana. São apresentadas situações do cotidiano da escola. novas formas de codificação do saber foram postas em jogo. pode-se visitar o mundo sem ter que passar por alfândega. Segundo Pierre Lévy. Cibercultura foi uma obra lançada em 1999. é possível perceber que as idéias de Pierre Lévy se mostram cada vez mais atuais. necessária para o desenvolvimento da autonomia. não depende só dele. Os estudos aqui introduzidos indicam que. o modelode pesquisa e troca de conhecimento passa a ser mais interativo. A rede é desterritorializante. o autor defende que uma das principais características do Ciberespaço é ser independente e comunitário. Pierre Lévy diz que alguns críticos estão sendo “cegos e conservadores” em relação ao mundo virtual. a maneira como as regras são criadas. apenas possibilita formas mais práticas de conhecimento.

nos desafios da prática pedagógica os saberes experienciais incorporam-se à prática profissional sob a forma de habitus. o que se . graças às transferências analógicas de esquemas que permitem resolver os problemas da mesma naturezaµ (Bourdieu. são utilizados procedimentos aparentemente democráticos. tanto a invenção de novas estratégias como a concretização de esquemas e receitas. os alunos têm oportunidade de expressar seus sentimentos e seus pensamentos. de uma forma mais ou menos consciente.do habitus do professor.a transformação das práticas passa pela transformação do habitus Verificar as condições de produção. mas repetem-se e explicam-se da mesma maneira em situações comparáveis. e torna possível a concretização de tarefas infinitamente diferenciadas. Habitus profissional: Não é reflexivo. tanto as condutas inconscientes ou rotineiras como as decisões.. aqueles constituídos no exercício da prática cotidiana da profissão. 1993. O exercício da profissão de professor relacionase com as formas vigentes de cultura Referências para interpretação da realidade Perrenoud aplica a noção Piagetiana de esquema na construção de competências: Esquemas (Piaget): ações não se sucedem ao acaso. apropriação e utilização dos saberes pelo professor saberes da experiência. in Perrenoud. P. não raro. Por outro lado. o que ele desejaria fazer. em ação. mostram como esses mesmos procedimentos podem ser instrumentos imprescindíveis para a instauração de ambientes democráticos. Habitus em Bourdieu sistema de disposições duradouras e transponíveis originadas no processo de socialização e aprendizagem do agente social. 24. Esquemas (Perrenoud): aquilo que. é transferível. PERRENOUD. assimilam / internalizam normas. O habitus é a ¶gramática geradora das práticas•. e. por meio deles. valorizados e capazes de valorizar os outros. comum nas diversas repetições ou aplicações da mesma açãoµ. profissão docente e formação: perspectivas sociológicas. Habitus e prática docente: Tardif difere da perspectiva sociológica de Bourdieu formação.desenvolvimento da autonomia.in PERRENOUD. 1972: 209 ) sistema de disposições duradouras e transponíveis que.1972:178-179 grifos do autor). Habitus e prática docente: Perrenoud . assim. funcionam como princípios inconscientes de ação. Perrenoud – O trabalho sobre o Habitus na formação de professores: analise das praticas e tomada de consciência. generalizável ou diferenciado entre uma a situação e outra. baseado na repetição. P. têm primazia sobre os oriundos da formação acadêmica. o que foi feito. para legitimar práticas ainda autoritárias. o sistema de esquemas que orientam tanto a improvisação (na ilusão da espontaneidade) como a ação planificada. Demonstram assim que. p. portanto. percepção e reflexão. tanto a evidência como a dúvida metódica. nas rotinas consolida algumas regularidades no cotidiano escolar contribui para o desenvolvimento de um currículo oculto nas aulas e nas escolas. visto que. ´Habitusµ: ´conjunto de esquemas que permite engendrar uma infinidade de práticas adaptadas a situações sempre renovadas sem nunca se constituir em princípios explícitos ´(BOURDIEU. em cada momento. como a constituição de regras e a implantação de assembléias. sentindo-se. muitas vezes o processo utilizado por eles favorece a manutenção da obediência exterior e da submissão em seus alunos. de apreciações e de ações. como uma matriz de percepções. valores e crenças de uma sociedade ou de uma coletividade. O espírito do professor tenta constantemente integrar . pela transferência analógica de esquemas. integrando todas as experiências passadas funciona. Práticas pedagógicas. a totalidade dos dados : o que está a acontecer. terem objetivos que apontam para a implantação de sistemas democráticos de ensino..

professor e aluno são participantes do mesmo processo da . o erro. onde a prática deve ser em favor da autonomia dos alunos. Nosso habitus é constituído de estratos sucessivos de esquemas.: Saberes Necessários a Prática educativa. Assim. Ética que deve combater a ética de mercado mundial.µE este o sentido de uma teoria do habitus: os esquemas participam igualmente dos saberes da complexidade do espírito e das ações humanas. o controle automatiza-se e. a história de vida. Pedagogia da Autonomia. primeiramente de maneira voluntária. a baseada em lucros. P. no interior de cada didática de uma disciplina. a diversidade de pontos de vistas. é uma reflexão sobre a tarefa do educador como exercício permanente de auto-aprendizado. O habitus é justamente esta espécie de computador que. é uma síntese que demonstra sua maturidade. a escrita clínica. Em cada campo do saber erudito.. Devemos nos assumir como sujeitos éticos. ( Perrenoud. e lutar por essa ética. competência científica e amorosidade ensinarem os educandos a serem mais. a serviço do pensar. Quem ensina aprende ao ensinar que quem aprende ensina ao aprender. 1993:39-40). Para a prática docência. mecanismos de defesa. depois de forma menos consciente. Contra-esquema resistência do professor = grande e dolorosa. longe de ser um luxo pessoal. entre outros. calma e ao mesmo problematizadora. a mudança nas representações e nas práticas. já lugar para o habitus sob suas faces mais ocultas: na relação com o saber. uma vez que é mais simples formar que educar. este esta embutido no processo educativo.deveria fazer nesta situação tendo em conta os princípios didáticos e os diversos obstáculos. lucidez e vontade. assim como o aprendizado não é algo apenas do aluno. a lucidez é uma competência profissional" p. Para isso sugere que leve a política para as salas de aulas. sendo que os mais recentes inibem. crítica. por sua vez. a entrevista de explicitação. e não basta levar em consideração hábitose skills de baixo nível para ´tapar o buraco. mais ou menos reversívelµ. ele afirma que não há docência sem discência.183 FREIRE. a incerteza. funcionado em tempo real. 1996. Chama os educadores para com a ética. Sua linguagem é poética e política. Em relação à emoção. pois quem forma se forma e re-forma. Demonstra crença nos homens e nas mulheres e na educação autêntica como caminho para a justiça e a paz. Paulo. O ensino não depende exclusivamente do professor. combate repete-se. São Paulo: Paz e Terra. transforma estes dados numa ação mais ou menos eficaz. a metacomuncação com os alunos. a utilização de esquemas anteriores. a videoformação. "Nos ofícios que lidam com o ser humano. Este livro tem por temática central a formação do professor. a tomada de consciência muda o habitus combatendo-o em tempo real e na situação. Conclusão apelo ao debate a partir de um postulado de base: a prática não está unicamente sob o controle de saberes. à nostalgia e ao embaraço. com simplicidade de abordar questões fundamental para a formação dos educadores de forma objetiva. a experimentação e a experiência. a simulação e o desempenho de papéis. Os mecanismos de formação são: a prática reflexiva. assume a forma daquilo que se poderia chamar de um contra-esquema. a observação mútua (partilhar ´cotas de loucuraµ).

e a alfabetização propicia mudanças sociais. Ensinar é onde a identidade cultural atinge a dimensão individual. • O ter consciência do inacabado. para isso é preciso gostar do que faz e quere bem seu aluno sentir prazer em vê-lo descobrir o conhecimento. • A competência profissional. nem pesquisa sem ensino. Assim. aprender e pesquisar lidam com dois momentos: o em que se aprende o conhecimento já existente e o em que se trabalha a produção do conhecimento ainda não existente. • O quere bem aos educandos. É necessário que o saber-fazer da auto reflexão crítica e o saberser da sabedoria exercitada ajudem a evitar a degradação humana e o discurso fatalismo da globalização. o instrumental que vive na . • O ter liberdade e autoridade. reconhecendo que a história e a um tempo de possibilidades. de conscientização e testemunho à vida. Aprender e uma descoberta criadora. que diferem quanto a sua complexidade e ao rigor metódico.é respeitar e doaçpgar.construção da aprendizagem. Há uma discussão sobre a mudança de curiosidade ingênua pra uma curiosidade epistemológica. • A corporeificação. • A rejeição de toda e qualquer forma de discriminação. epistêmicos. com abertura ao risco e a aventura do ser. • O respeito pela identidade cultural. Para ensinar exige-se respeito à autonomia do aluno. A esse pesquisar só ocorre quando o professor souber pensar. que analisa a língua escrita como meio de ação e transformação sobre o conhecimento. a saúde. A língua compreende o código oral e o escrito. relações humana. É preciso. Para Freire educar é construir. Não há ensino sem pesquisa. Respeitar sua curiosidade faz parte de sua ética. A escrita torna-se no século passado. Ensinar. • A ética e a estética. Para isso deve fazer de suas aulas momentos de liberdade para falar. o libertar da culpa. Por isso . e a língua escrita permite materializar a fala oral e objeto de análise. Alguns fatores que auxiliam na resolução de problemas da pratica educativa: • Rigorosidade metódica e pesquisa. A educação com intervenção significa mudar a sociedade no campo da economia. indispensável mesmo. A educação é ideológica. que busca o saber e o assimila de uma forma critica e orienta seus educandos a seguirem esta mesma linha metodológica de estudar e entender o mundo. b). e duvidar de suas próprias certezas. a pedagogia deve ser vigilante contra todas as práticas de desumanização. se dá pela existência da memória coletiva. não basta saber só o código gráfico. precisa se ter um respeito mutuo entre a autoridade docente e a liberdade dos alunos. a terra a educação.Educar é como viver. conseqüentemente. que o professor se ache repousado no saber em que a pedra fundamental é a curiosidade do ser humano. a aprendizagem da língua escrita deve se dar pelo domínio progressivo através da função social da escrita. pré requisito para os avanços e potencialização dos conhecimentos. é libertar o ser humano das cadeiras do determinismo neoliberal. Ensinar a ler. propriedades. • O ter curiosidade. teorias e práticas não estariam separadas. debater. Alfabetizar só se realiza quando se expulsa o opressor de dentro do oprimido. É toda troca entre aluno e professor. É por meio da industrialização que a escolarização se torna obrigatória. o saber dialogar e escutar. direito ao trabalho. mas dialogante e atentiva. O educador deve desenvolver a si mesmo como pesquisador sujeito curioso. ensinar a compreender – TERESA COLOMER A língua escrita O registro historicamente construído. A escola deveria adotar nos seguintes níveis: a). cabe ao docente desenvolver em seus alunos o mesmo espírito. • A reflexão critica da pratica pedagógica.

O POSSÍVEL E O NECESSÁRIO O que se põe como necessário para nós é o enfrentamento do real no intuito de formar alunos praticantes da cultura escrita. 2002 Capítulo 1: LER E ESCREVER NA ESCOLA: O REAL. essa articulação pode efetivar-se através de uma modalidade organizativa sabida que são os projetos de produçãointerpretação. d). c) Os projetos orientam as ações para a realização de um objetivo compartilhado. Ler e escrever na escola. criando condições didáticas favoráveis a uma versão escolar mais próxima da versão social dessas práticas. O real. Na realidade ler significa compreender e entender o que está lendo. utilizar estratégias para levantamento das idéias principais. Para tanto é necessário redimensionar o ensino das práticas de leitura e escrita como práticas sociais. provocar a consciência metalinguística. O real. Por isso não é coerente realizarmos leituras com pequenos textos fragmentados. É fundamental atrelar a leitura com diferentes propósitos. fazer deduções. estar associado a comunicar algo a alguém. construir projetos e diagramas. Ler e escrever na escola. apresentar experimentos com textos variados. LERNER. partir do conhecimento dos alunos a respeito das funções da leitura. Capítulo 2 : PARA TRANSFORMAR O ENSINO DA LEITURA E DA ESCRITA · Formar praticantes da leitura e da escrita e não apenas decifradores do sistema de escrita. c). o possível e o necessário 10. É imprescindível compartilhar a função avaliadora. concebido para a leitura. b) Articulação dos objetivos didáticos com objetivos comunicativos. textos pequenos. Para que a aprendizagem da leitura seja significativa. o que revela uma dificuldade dos leitores em dominar os níveis intermediários da informação do texto . O que é ler? A leitura nas escolas com coisas simples. para aprender suas características individuais. e no decorrer da leitura. oferecer exemplos de entendimento.probabilidade de buscar e escrever elementos escritos. A função social da leitura tem como aspectos. Delia. produzir textos como produto final da leitura. . averiguar se suas hipóteses iniciais estavam corretas. conhecimento prévio. onde ler é uma ação de raciocínio. São as estratégias de leitura. traduzir a mensagem do código escrito. o possível e o necessário. mais simples será a apreensão do texto. funcional. · Formar seres humanos críticos aptos de ler entrelinhas e de adotar uma posição própria. Para esse fim é necessário: a) A elaboração de um projeto curricular. Porto Alegre.trabalhar a leitura sem a oralidade. ou palavras soltas. LERNER. quanto maior o conhecimento que o leitor tiver do mundo. Delia. Precisamos formar uma comunidade de leitores e escritores. Estudos mostram que a escola pouco trabalha a leitura. utilizar textos com erros distintos. empregar textos de movimento social. O POSSÍVEL a fazer é aliar os propósitos da instituição escolar aos propósitos educativos de formar leitores e escritores. quando se lê um texto estabelece hipóteses. ( conhecimento do leitor de mundo). ajudar os alunos a utilizarem as estratégias de leitura. abreviar significados. O ensino e a aprendizagem da leitura O ensino e a aprendizagem da leitura estão atrelados com a concepção tida na escola. ler ou seguir instruções. Ao ler não lemos letra por letra e sim globalmente em um conjunto de elementos gráficos. executivo. a processar os conhecimentos visuais. Artmed.

como também quando impede aos outros que aparentemente não fracassam. disposta a identificar com o semelhante ou solidarizar-se com o desigual e hábil de admirar a qualidade literária. Ultrapassar o tradicional isolamento entre a “apropriação do sistema de escrita” e “”desenvolvimento da leitura e escrita” Vale lembrar que as mudanças são possíveis se o coletivo escolar assim o fizer. Estabelecer objetivo por ciclo para diminuir a fragmentação do conhecimento. chegar a ser leitores e produtores de textos competentes e independentes. Evitar o estabelecimento de uma correspondência termo a termo entre os objetivos e atividades. As práticas sociais de leitura e escrita tornam-se mais significativas e têm seus objetivos cumpridos ao organizar a rotina dentro das modalidades didáticas: Projetos – apresentam assuntos nos quais a leitura ganha sentido cujos múltipos aspectos se articulam para a elaboração de um produto tangível. Sequências de atividades – são dirigidas para se ler com crianças diversos exemplares de um mesmo gênero de gêneros diferentes obras de um mesmo autor ou diferentes textos sobre um . · Ler para se informar de um tema interessante. GESTÃO DO TEMPO. · Resistir a discriminação que a escola age atualmente. É POSSÍVEL MUDANÇA NA ESCOLA? Será preciso estudar os mecanismos ou fenômenos que ocorrem na escola e impedem que todas as crianças se apropriem dessas práticas sociais de leitura e escrita. não só quando cria fracasso explícito daqueles que não conseguem alfabetizar. ACERCA DO “CONTRATO DIDÁTICO” O contrato didático serve para deixar claro aos professores e alunos suas parcelas de responsabilidades na escola e na relação ensino/aprendizagem. durante vários meses ou ao longo de todo ano escolar. · Ler para escolher. No caso da alfabetização. CAPÍTULO 4: É POSSIVEL LER NA ESCOLA? Na escola é necessário trabalhar a leitura com duplo propósito: o propósito didático(ensinar o aluno a utilizar a leitura em outras situações além da escola) e o propósito comunicativo(perspectiva do aluno) · Ler para definir um problema problema prático. Não devem se caracterizar documentos prescritivos. A escola deve se tornar um ambiente de formação da comunidade leitora e escritora. APRESENTAÇÃO DE CONTEÚDOS E ORGANIZAÇÃO DAS ATIVIDADES transformação qualitativa na utilização do tempo didático. poemas ou romances. como recurso para organizar e reorganizar o próprio conhecimento. isto é. Atribuir maior visibilidade aos objetivos gerais do que aos específicos. · Orientar ações para constituição de escritores. · Ler para escrever ou produzir um texto. o que é prioritário. ESCRITA COMO OBJETO DE ENSINO · Gerar a descoberta do emprego da escrita como instrumento de raciocínio sobre o próprio pensamento. · Ler para buscar informações específicas. entre os contos. A escola precisa permitir o acesso aos textos através da leitura em suas diferentes funções.· Formar pessoas desejosas de embrenhar-se em outros mundos possíveis que a leitura oferece. duas questões são fundamentais: assegurar a formação de leitores e produtores de textos e considerar como eixo de formação o conhecimento didático CAPÍTULO 3: APONTAMENTOS A PARTIR DA PERSPECTIVA CURRICULAR Os documentos curriculares devem aliar o objeto de ensino com as possibilidades do sujeito de atribuir um sentido pessoal a esse saber. Atividades Habituais – repetem-se de forma metódica previsível uma vez por semana ou por quinzena. · O desafio é combater a discriminação unir esforços para alfabetizar todos os alunos assegurando a apropriação da leitura e escrita como ferramentas essenciais ao progresso cognoscitivo e der crescimento pessoal. · O desafio é que as crianças manejem com eficácia os diversos escritos que circulam na sociedade. Os documentos curriculares devem ter como foco a adoção de decisões acerca de conteúdos que devem ser ensinados: importante decidir o que vai se ensinar com vistas no objeto social e com qual hierarquização.

ou seja. as mentes dos alunos não estão vazias de conteúdo como lousas em branco.Para o ensino coerente. 3. César e outros. o aluno se interessa por compreender o significado do que estuda e relaciona os conteúdos aos conhecimentos prévios e experiências. porém não devem ser considerados melhores ou piores que outros. no processo de construção de conhecimento. Já no enfoque superficial. quando chegam à sala de aula os alunos já possuem conhecimentos prévios advindos da experiência pessoal. que conta com elementos pessoais e interpessoais com sua auto-imagem. não se subordinem ao controle e por outro lado criar modalidades de trabalho em que o controle seja responsabilidade do aluno. não apenas acumular conhecimentos. não contrapondo aprendizagem e desenvolvimento. Ao contrário. é preciso considerar o estado inicial dos alunos. dentre outros fatores. 3. estratégias e habilidades compreendidas em certos níveis de inteligência. instrumentos. o construtivismo é uma concepção útil à tomada de decisões compartilhadas. produzidos culturalmente. o enfoque profundo pode ser trabalhado com os alunos de maneira intencional. 2. As interações. que pressupõe o trabalho em equipe na construção de projetos didáticos e rotinas de trabalho. ou seja. seus conhecimentos prévios e esquemas de conhecimentos construídos. os alunos constroem representações sobre seus professores. Situações independentes: estas dividem-se em situações ocasionais e situações de sistematização ACERCA DO CONTROLE: AVALIAR A LEITURA E ENSINAR A LER A avaliação é fundamental no processo escolar. Da mesma forma. O professor como um ator no papel de leitor – não passividade do professor O PAPEL DO CONHECIMENTO DIDÁTICO NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR A conceitualização da especificidade do conhecimento didático e a reflexão sobre a prática são apontadas pela autora como dois fatores importantes no trabalho de capacitação de professores. capacidades. A inclinação dos alunos para um enfoque ou outro vai depender. a intenção do aluno limita-se a realizar atarefas de forma satisfatória. raciocínio e memória que possibilitam a realização da tarefa. Os alunos são considerados .Os conhecimentos prévios podem ser compreendidos como esquemas de conhecimento. mas elaborar uma representação pessoal da realidade a partir de experimentações e conhecimentos prévios. O construtivismo na sala de aula. devem ser caracterizadas pelo respeito mútuo e o sentimento de confiança. No enfoque profundo. uma resposta desejável e não a real compreensão do conteúdo. a representação e expectativas em relação à tarefa a ser realizada. Um ponto de partida para a aprendizagem de novos conteúdos: os conhecimentos prévios (Mariana Miras) Quando se inicia um processo educativo. É preciso aprender significativamente. auto-estima. uma necessidade de saber. é ler. da situação de ensino da qual esse aluno participa. Disponibilidade para a aprendizagem e sentido da aprendizagem (Isabel Solé)A aprendizagem é motivada por um interesse. Nesse sentido. 2006. A pré-existência de conteúdos confere certa peculiaridade à construção do conhecimento. São Paulo: Ática. a representação que cada pessoa possui sobre a realidade. Na concepção construtivista é a partir desses conhecimentos que o aluno constrói e reconstrói novos significados. Identificam-se alguns aspectos globais como elementos básicos que auxiliam na determinação do estado inicial dos alunos: a disposição do aluno para realizar a tarefa proposta.mesmo tema. a concepção construtivista compreende um espaço importante à construção do conhecimento individual e interação social. Esses conhecimentos são diferentes. que deve ser entendida como a atribuição de significado pessoal aos conteúdos concretos. Sociedade e Educação no Brasil” – HISTEDBR (GT/UNICAMP). COLL.Jeferson Anibal Gonzalez O construtivismo na sala de aula. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas “História. Entretanto. seus professores e colegas. mas construir significados próprios a partir do relacionamento entre a experiência pessoal e a realidade. incluem situações de leitura cujo único propósito explícito e compartilhado com as crianças. limitando-se ao que o professor considera como relevante. pois possibilita verificar se os alunos aprenderam o que o professor se propôs ensinar. Aprender não é copiar ou reproduzir. Pensando especificamente o trabalho do professor.

mostra-se como importante instrumento de entendimento do que acontece na sala de aula. ao mesmo tempo. deve ajustar-se a esse processo de construção. A discriminação tipológica dos conteúdos. Ao contrário das concepções que buscam neutralizar as influências do contexto nos resultados das avaliações. recomenda-se a utilização de uma gama maior possível de atividades de avaliação ao longo do processo educativo. 2) e. a concepção construtivista ressalta a necessidade de considerar as variáveis proporcionadas pelos diversos contextos particulares. conjuga duas grandes características: 1) a de levar em conta os esquemas de conhecimento dos alunos. é o menor ou maior valor instrumental das aprendizagens realizadas. Essas decisões não fazem parte. de forma autônoma. A avaliação da aprendizagem no currículo escola: uma perspectiva construtivista (César Coll e Elena Martín) A questão da avaliação do processo educativo tem sido muito discutida. enquanto ajuda o processo de construção do conhecimento. A análise aprofundada do ensino enquanto ajuda leva ao conceito de “ajuda ajustada” e de zona de desenvolvimento proximal (ZDP). 5. explícita ou implicitamente (currículo oculto). a análise dos conteúdos trabalhados segundo a natureza conceitual. tendo em vista a realização autônoma da atividade de aprender a aprender. em que grau pode-se utilizar o que se aprendeu. Outro instrumento importante para a compreensão do processo educativo é a concepção construtivista da aprendizagem. disponibilidade. O centro do processo educativo é o aluno. que devem ser levantados nas atividades avaliativas. Para tanto. implicando o interesse. Na medida em que aprender a aprender significa a capacidade para adquirir. conhecimentos prévios e experiência. requer a compreensão do determinante ideológico que embasam as práticas dos professores. do processo de avaliação. A primeira concepção está ligada às concepções tradicionais. diferenciada em relação às duas restantes por enfatizar o papel supremo do professor na elaboração das perguntas. Partindo da consideração que é na prática que se utiliza o que se aprende. propor desafios que levem os alunos a questionarem esses conhecimentos prévios. avaliar os aspectos . No conceito de “ajuda ajustada” observa-se que o ensino. ou seja. em sentido estrito.receptores passivos dos reforços dispensados pelos professores. novos conhecimentos. sem a qual o aluno não poderá compreender a realidade e atuar nela. mas antes na compreensão do “que fazemos” e “por quê”. pelo contrário. trabalho que demanda o envolvimento coletivo na escola. deve ser apenas ajuda porque não pode substituir a atividade construtiva do conhecimento pelo aluno. seus conhecimentos prévios em relação aos conteúdos a serem trabalhados. O conhecimento é produto da cópia e não processo de significação pessoal. É preciso levar em conta também o caráter sempre parcial dos resultados obtidos por meio das avaliações. Para isso.7. Auxiliar a construção dessa competência é o papel do professor. Porém. entendem de formas diferentes esse processo. Nesse sentido. ocupam-se de como os alunos adquirem conhecimentos. Assim.3) Construir conhecimentos: Os conteúdos escolares são aprendidos a partir do processo de construção pessoal do mesmo. Ensinar: criar zonas de desenvolvimento proximal e nelas intervir (Javier Onrubia)O ensino na concepção construtivista deve ser entendido como uma ajuda ao processo de ensino-aprendizagem. A contribuição do conceito de ZDP está relacionada à possibilidade de se especificar as formas em aula. O trabalho com esses conteúdos demonstra a atividade complexa que caracteriza o processo educativo. As outras duas concepções. Na elaboração das sequências didáticas que devem auxiliar a prática educativa deve-se levar em consideração os objetivos e os meios que se tem para facilitar o alcance desses objetivos. um dos critérios. no entanto. as práticas avaliativas privilegiadas devem ser aquelas que consideram a dinâmica dos processos de construção de conhecimentos. porém essas decisões devem ser coerentes com as avaliações realizadas. que estabelece a aprendizagem como uma construção pessoal que o aluno realiza com a ajuda de outras pessoas. a análise das tarefas que propõem e conteúdos trabalhados. procedimental ou atitudinal. ou seja. implica também a figura do outro que auxilia na resolução do conflito entre os novos saberes e o que já se sabia. ajudando os alunos no processo de significação pessoal e social da realidade. devido à complexidade e diversificação das situações de aprendizagem vivenciadas pelos alunos. processo que necessita da contribuição da pessoa que aprende. considerado como ser ativo que aprende a aprender. O problema metodológico para o fazer educativo não se encontra no âmbito do “como fazemos”. o que se construiu na significação dos saberes.

emprego. e os problemas que a intervenção apresenta são complexos – a atuação implica sobre estruturas compostas por múltiplas variáveis extremamente inter-relacionadas. e incentivados. Outros fatores como desgastes físicos. Trabalhar com jovens e adultos. o professor precisa estar atento na sua maneira de ensinar e deve ter um olhar diferenciado para cada um. ZABALA . Independente da série e da idade de nossos alunos é preciso respeitar o universo dos mesmos e considerar o saber intelectual de cada um. nos deparamos com diversas realidades. família e outros também reduzem seu tempo para a formação sendo considerado por muitos como um desafio.Por fim. posso afirmar que o aluno do EJA provém de camadas populares onde muitas vezes a escolarização tem peso menor para a sua sobrevivência. “como” e “quando” ensinar e avaliar se unem configurando uma prática educativa global. transporte. ressalta-se a necessidade da abordagem da avaliação em estreita ligação com o planejamento didático e o currículo escolar. requer como em qualquer outra série. necessário possuir esses conhecimentos com o rigor disciplinar. .Necessidade de utilização dos insrumentos de interpretação e de investigação para dar resposta a todas as questões que o seu conhecimento ou intervenção pode provocar. mas. sobre si mesmo e sobre as outras pessoas”.O objeto de estudo do ensino é a realidade: a compreensão da realidade para intervir nela e transformá-la – derivação de critérios para a seleção dos conteúdos escolares e. sua bagagem cultural seja reconhecida. a maioria dos conhecimentos disciplinares é insuficiente para aprender em todas as dimensões o conhecimento da realidade. Dedicação. FASES: 1 . Questões como habitação. “o quê”. saúde. Paulo Freire afirma que as práticas em sala de aula devem estar ligadas com a realidade dos alunos e o processo de aprendizagem deve ser dinâmico e ativo. Segundo Martha Khol “O adulto Traz consigo uma história mais longa (e provavelmente mais complexa) de experiências. são prioritários em relação aos processos de escolarização. Dada a fragmentação do saber. ao trabalharmos com esses alunos.instrumentais. . É. atenção.A realidade. paciência e um currículo adequado com olhares diferenciados para essa clientela são indispensáveis para tornar a aprendizagem significativa e a sua permanência na escola. o sentido e o papel das diferentes fontes de conhecimento. uam aproximação da realidade de caráter multidiciplinar. de uma formação continuada por parte dos educadores que trarão para as salas de aula propostas diferentes e inovadoras para o desenvolvimento da aprendizagem. Dessa forma. portanto. Desta forma. para termos êxito em nossa meta. tais conhecimentos são os únicos instrumentos rigorosos de que dispomos. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem Marta Kohl de Oliveira Considerando o que está no texto de Marta Kohl de Oliveira. conhecimentos acumulados e reflexões sobreo mundo externo. é de suma importância a qualidade da educação. a continuar e da importância de sua participação como ser ativo na sociedade acontecerá à evasão. mas denotando suas limitações e buscar sua integração para uma visão mais completa da realidade na aprendizagem. o que já aprendemos nesta interdisciplina.Apresentação dos objetos de estudo me sua complexidade. se faz necessário que sua experiência de vida.ENFOQUE GLOBALIZADOR – UMA VISÃO INTEGRADORA . . na qual as atividades avaliativas não estão separadas das demais atividades de construção de conhecimento pelos alunos. ou seja. pois eles mesmos se sentem excluídos do sistema de ensino e se não forem motivados. segundo Regina Hara. dificuldades para chegar ao trabalho e a escola. alimentação. por conseguinte. Ao se sentir excluído e com a baixa auto-estima conseqüentemente o aluno apresentará defasagem na aprendizagem. às idades são diferenciadas e cada um tem uma história de vida diferente com experiências e reflexões sobre tudo o que o cerca. Sendo assim. apesar desses déficits. Sendo assim.

Dessa maneira.Tem-se dito que a função da escola em nossa sociedade é “prover o ensino dequalidade para todos os estudantes. mas esse papel não pode ser visto de forma ingênua. Dela. 6 . SãoPaulo:Moderna. 5 . as quais organizam seu espaço e seu dotempo a mando da organização social que a cerca. hipóteses.Vimos então. Sob eles.Visão global e ampliada – retorno ao ponto de partida. LuizCarlosde. a desigualdade social deve ser compensada no interior da escola pelosrecursos pedagógicos de que esta dispõe.como se a escola tudopudesse. A escola é uma construçãohistórica.Identificação das diferentes contribuições e reconstrução. 7 .” Os liberais propõem que a escolaensine tudo a todos os estudantes. propõem que é preciso elaborar um dossiê ou uma monografia como resultado de uma pesquisa pessoal ou de grupo. indistintamente. A isso chama-se de EQUIDADE.Processo de análise: identificação e explicação das diferentes questões que o conhecimento coloca e a intervenção na realidade.sabedora de que não está isolada e de que os acontecimentos e a forma como a . avaliação promoção automática. Não apareceu do nada. à realidade que foi objeto de conhecimento. independentemente do nível socioeconômico destes. 96p. associação e expressão. espera-se que cumpra uma determinada função.2 . seguindo os processos de observação. PROJETOS DE TRABALHOS GLOBAIS – objetivo de reconhecer um tema que os alunos escolheram. integram conteúdos de diferentes áreas de conhecimento. QUATRO MÉTODOS GLOBALIZADOS CENTROS DE INTERESSE – Decroly – partem de um núcleo temático motivador para os alunos e. Ciclos. jornal. Os estudos não conseguiram alterar o fato de que o nívelsocioeconômico do aluno é uma poderosa variável explicativa de seu rendimento – osestudantes aprendem de forma diferenciada na dependência de seu nível socioeconômico. MÉTODO DE PROJETOS – Kilpatrick – elaboração de algum objeto ou na confecção de uma montagem (audiovisual. Seriação e Avaliação:confronto de lógicas FREITAS. etc.Identificação dos instrumentos conceituais e metodológicos que podem ajudar-nos a dar respostas aos problemas colocados. que a escola não é uma ilha no seio de uma sociedade e que não pode fazertudo independentemente das condições desta mesma sociedade.essa é uma das funções proclamadas com muitaforça nos últimos anos.A questão inicial a ser examinada nesta temática dos ciclos e da progressão continuada dizrespeito a como se organizam os tempos e os espaços da escola. progressão continuada. Foi construída com uma determinada “forma” ao longo deum processo histórico que vai conformando seus tempos e o uso de seus espaços. O espaçomais famoso da escola é a sala de aula e o tempo mais conhecido é o da seriação dasatividades e dos anos escolares. ocultando a diversidade de uma sociedade injusta. Há limites sérios impostos de fora para dentro. Opapel da escola é o de “ensinar com qualidade todos os seus alunos” .programas de aceleração – eis alguns novos vocábulos introduzidos no cotidiano da escola nosúltimos anos. 2003. A escola. já que aescola é uma instituição social . posturas políticas. há uma intrincada rede de relações . 4 . INVESTIGAÇÃO DO MEIO – tenta construir o conhecimento através da seqüência do método científico (problemas. práticas econcepções que transitam de forma encoberta. 3 . portanto.Segundo essa versão. Pode-se mesmo dizer que a escola institui seus espaços etempos incorporando determinadas funções sociais.Delimitação do objeto de estudo. Essa construção obedece a certas finalidades sociais. reforço.). A questão portanto.Utilização do saber disciplinar ou dos saberes disciplinares para chegar a um conhecimento que é parcial. não se pode transferir o problema da aprendizagem para a adequação ou nãodos “recursos pedagógicos da escola”. não é um local ingênuosob um sistema social qualquer. Ciclos de formação. Ela tem um papel a jogar naformação do aluno. permanece. Cabe à escolaencontrar os meios de ensinar tudo a todos . confirmação).

(p. uns dominam tudo e outrosmenso. Sua construção histórica determina a sala de aula como espaço mais importante da produção pedagógica. pois "há uma hierarquia econômica fora da escola que afeta a constituição das hierarquias escolares . . diz o autor. é reorganizar a escola juntandoséries. Cada umcaminhará a seu ritmo dentro de um mesmo tempo único – logo. Aproveitar interações com a sociedade. o que requer um olhar para a necessidade de eliminação dos desníveis socioeconômicos e da distribuição do capital cultural/social entre os alunos.a 8a. agrupou em um módulo as séries de Ia. que se faz no tempo da seriação dos anos escolares. a escola também precisa mudar. esse ideal. em uma nova perspectiva. gostemos ou não". A ideia.18) Analisando em alguns autores os antecedentes da concepção de progressão continuada. apesar das influências do nível socioeconômico sobre o qual. usando todo o tempo que lhe seja necessário. e. Ensinar tudo a todos "pode ser o nosso desejo. Esses sãoantecedentes da progressão continuada. se submetermos os diferentes ritmos dos alunos a um únicotempo de aprendizagem. instituída no Estado de São Paulo em 1998. a máxima liberal de que a escola deve ensinar tudo a todos. apresenta o argumento de que "há que se diversificar o tempo de aprendizagem". sucessos e fracassos. o motivo de a escola ser hoje inadequada às demandas da sociedade. é preciso que cada um avance em seu ritmo.) afetam o aumento da qualidade da aprendizagem(proficiência do aluno). favorecendo a prática da interpessoalidade. a 4a. Em resumo. É fundamental mudar o pensamento a respeito da escola. o que resta a fazer é estudar e divulgar quaisfatores instrinsecos à escola (recursos pedagógicos e escolares. pois a forma como a sociedade está organizada afeta o cumprimento desse papel da escola.sociedade está organizada ao redordela afetam o cumprimento desse papel.nada se pode fazer. é preciso permitir que cada um avance a seu ritmo usando todo tempo que lhe sejanecessário. refletir a vida que vive dentro da mesma num permanente dialogo compreendendo frustrações. . A progressão continuada.o autor inicia a discussão sobre como se organizam os tempos e os espaços da escola. para outro inteiramente novo. É necessária certa pedagogia dinâmica para atender novas exigências. Para Freitas. que prevalece até os dias de hoje. as séries de 5a. retirando da avaliação o poder de reter o aluno intra-series Ao tratar. em outro módulo. Não bata dar ao aluno todo tempo necessário: é preciso que ela tenha ajudaigualmente diferenciada para aprender (materiais diversificados. de forma que esse tempo adicional necessário possa sersuportável para a escola e para o próprio aluno em sua aprendizagem. Desse modo pensa Alarcão. a substituição de um velho paradigma. A grande pergunta formulada por Isabel Alarcão. Vale dizer que. Uma síntese da Escola Reflexiva e Nova Racionalidade. produziremos a diferenciação dos desempenhos dos alunos.estilo degestão treinamento do professor etc. por exemplo. porque a sociedade sofreu mudanças. tamanho da escola. sobre a lógica da escola. ajuda pontual duranteprocesso de aprendizagem). superar seu conceito tradicional. Resumo das ideias de Isabel Alarcão Publicado em: 07/08/2012 |Comentário: 0 | Conceito de escola refletiva de Isabel Alarcão. de modo que a desigualdade social deve ser compensada com os recursos pedagógicos da escola. A resposta é simples diante mudanças sociais. Estava tambémindicado o elemento-chave para tornar a diversificação do tempo eficaz – existência deapropriadas formas de ajuda disponíveis para liar com os diferentes alunos. Caso se queira unificar desempenhos. Estava desvelado o nó da escola – a seriação intra e extraclasse das atividades.sob os argumentos do respeito aos ritmos diferenciados de aprendizagem e da eficácia dos recursos escolares. ou seja. neste caso. há que se diversificar o tempo de aprendizagem. Recupera alguns ideais da educação moderna.queiramos ou não. no primeiro capítulo. segundo Alarcão. como. porque fundamentalmente é preciso antes de tudo mudar de paradigma.Para tal. constitui o que ele chama de "perspectiva ingênua da eqüidade". para os que olham para a eficácia daescola na perspectiva ingênua da equidade. a importância do dialogo com diversos pensamentos. Entretanto. comtempo único. com outras instituições. dizem. isso por si só não basta. mas está longe de ser o compromisso social da escola na atual sociedade".

na pedagogia organizacional da escola. A escola tem que ser necessariamente. O protagonismo do professor e o desenvolvimento da profissionalidade docente. deve compreender as mesmas. deve conceber como um local. mas não só isso. o ato de aprender. criar dentro dela um contexto educativo. Se a escola é o lugar onde o professor desenvolve o espírito da curiosidade e da iniciativa para o desenvolvimento entusiasta do ensino aprendizagem.Desenvolver uma pedagogia do professor refletivo. Um grande questionamento o qual deve ser refletido. Articulação política administrativa. A grande crítica. a escola é influenciada pela tradição ocidental. A escola precisa sofrer uma mudança radical nos métodos e processos de ensino aprendizagem e nos conteúdos que são ensinados. Isabel defende a ideia que cada escola. pensando essa mudança no contexto da própria escola. se as crianças estão bem adaptadas ao ambiente escolar. . Liderança. Para o desenvolvimento dessa reflexão Isabel propõe dez ideias básicas. favorecer espaços de convívios. discrimina todos aqueles que saem do referido paradigma. A centralidade das pessoas na escola e o poder da palavra. É urgente mudar a escola. Mudar nos valores e nas relações humanas que vivem na mesma ou seja na própria escola. inovação experimentação e outras atividades. não apenas currículos. A escola precisa pelo menos ser o lugar no qual deve acompanhar as mudanças da sociedade. A escola e seu projeto próprio. Não devemos apenas pensar é preciso agir para mudar. contexto histórico e educativo. para pensar uma ação reflexiva que tem que necessariamente ser contínua. e a racionalidade cartesiana e não potencializa o desenvolvimento global do ser pessoa. evitar guerras de poder e competitividade na qual fica fraca a construção do saber. Portanto. mas a escola não poderá ser desvinculada de pedagogias e políticas e administração. Se a escola é um lugar de tranquilidade e de conscientização. A escola precisa ser interessante para o desenvolvimento do processo pedagógico. A interrogação desenvolvida por Alarcão será que as escolas permitem aprendizagem cooperativa e autônoma? Será que favorece a flexibilização de atividades docentes e discentes? O questionamento se escola está longe ou perto da comunidade? Qual a relação estabelecida entre ambas. que são ministrados. desenvolvendo apatia empobrecedora do espírito de colaboração. trabalhos em equipes. deve evitar o espírito da repressão e desenvolver a lógica da colaboração. mas na organização disciplinar. raciocínio a expressão e comunicação. No fundo uma escola que gera conhecimento sobre si mesmo. em que cada um pode desenvolver seu desempenho. curricular pedagógica. A escola entre o local e o universal. A escola tem função de preparar cidadãos. atitudes relações comunicativas não atendidas de acordo com as exigências da sociedade. se sente bem a escola. Devido a não adequação de paradigmas necessários ao mecanismo de cognição. um tempo. se a educação se dá na dimensão das multiplicidades de suas funções. uma escola que avalia seu projeto pedagógico. tem que necessariamente mudar sua organização como ela é pensada. mas também o que na escola ensinam. após vários anos de escolarização os alunos revela incompetências cognitivas. porque ela tem que ser o local no qual tem que viver a própria cidadania. que dá privilegio ao pensamento lógico-matemático. o que é perfeitamente condenável. Preparar o aluno para poder viver a complexidade que caracteriza o mundo atual. não apenas o que estuda. racionalidade dialógica e pensamento sistêmico. associação. observação. Esse tipo de procedimento é que não pode acontecer. para escola mudar. É preciso mudar a própria cultura que se vive na escola. A educação para o exercício da cidadania. O desenvolvimento profissional na ação refletida. como sente em suas casas. que contribui para criação do conhecimento. um lugar onde o aluno pode desenvolver de forma eficiente suas capacidades de memorização. se o trabalho pedagógico é desenvolvido em várias perspectivas.

dá como exemplo de "escola aprendente" aquela focada em novos resultados. Definição de uma escola reflexiva realiza numa organização escolar que permanentemente pensa a si mesma. fala em escola total e professor total. na sua missão social e na sua organização e se confronta com o desenrolar das suas atividades em um processo heurístico dialeticamente avaliativo e formativo. a importância de sistematizar um conjunto de características próprias de uma organização dinâmica. voltada menos ao ensino tradicional e mais em termos do ensino para a compreensão e desempenho num mundo em transformação. neste texto. Nesse livro. Uma pedagogia que reflete a cada dia. As noções de sociedade aprendente/organização aprendente já foram abordadas por Hargreaves em livro anterior. critica também o modelo capitalista atual. numa ação reflexiva permanente. São alguns de seus questionamentos: Como ensinamos os jovens a trabalhar e prosperar a partir da sociedade do conhecimento? Como os protegemos (aos jovens) contra o ritmo frenético da sociedade do conhecimento e seus efeitos descontrolados? As sociedades do conhecimento necessitam das escolas para tornar-se sociedades aprendentes criativas e solidárias e o autor apresenta alguns exemplos que servem de inspiração para isso. ambiente e profissional voltados para a cultura cooperativa. . Desenvolvimento ecológico de uma escola em aprendizagem. Nesse texto. investir em sua segurança financeira futura. Não ignorando os problemas atuais. O ensino para a sociedade do conhecimento: educar para a inventividade. A escola reflexiva. Andy Hargreaves. o desenvolvimento científico dos conhecimentos diversos. um mundo onde a sociedade do conhecimento torna-se uma verdadeira sociedade de aprendizagem. Diante das incertezas em que se vive hoje a escola precisa repensar urgentemente reajustar para atender o mundo atual. examina o significado da sociedade do conhecimento. interesse pelo produto instalado numa sociedade de consumo. A partir desta constatação. reciclar suas habilidades. numa ação de mudança permanente. resolve os por referência a uma visão que direcione para melhoria da educação praticada e para o desenvolvimento da escola organizada. onde a interdependência forma o cerne das relações entre professores. a competitividade de um mercado efêmero. a escola precisa preparar o aluno para essa situação descrita. ainda.Da escola em desenvolvimento e aprendizagem à epistemologia da vida da escola. Capítulo 1. Introdução Vivemos numa sociedade dinâmica. como o desenvolvimento tecnológico. sua importância e seu sentido para os professores de hoje. por conseqüência. aberta. fazendo com que cada um se sinta parte do grupo e de um trabalho em equipe. marcado pelos apelos que faz ao consumismo desenfreado utilizando para isso. a mídia e a telemática. Atendendo um conjunto de fatores. flexível ao atendimento para formulação da pedagogia atual visando exatamente às mudanças em seus aspectos globais. ir reencontrando seu lugar enquanto a economia se transforma ao seu redor e valorizar o trabalho criativo e cooperativo. escrito em parceria com Michael Fullan1 . O Ensino na Sociedade do Conhecimento: A educação na era da insegurança Hargreaves faz uma crítica severa às condições sociais e de trabalho impostas à população pelo capitalismo selvagem que caracterizou a industrialização européia nos séculos 18 e 19 e. As escolas de hoje devem servir e moldar um mundo no qual pode haver grandes oportunidades de melhorias econômicas se as pessoas puderem aprender a trabalhar de forma mais flexível. Certamente. por meio da reflexão permanente. Andy HARGREAVES. Uma escola assim concebida pensa-se no presente para se projetar no futuro. a globalização. Simultaneamente.

os alunos recebem degradação e seus professores são lançados em espetáculos de fracasso e vergonha. flexibilidade e o compromisso com a transformação. drena os recursos do Estado. A escola da sociedade do conhecimento: uma entidade em extinção. Nas escolas com desempenho mais elevado isso mostrou-se irrelevante. porém. Em sua expressão mais radical (o fundamentalismo de mercado). causando a erosão das instituições da vida pública. os professores devem também mitigar e combater muitos dos imensos problemas criados pelas sociedades do conhecimento. essenciais à prosperidade econômica. incluindo até mesmo as escolas. escola e professores . a desfrutar do trabalho temporário em equipe mais do que desenvolver as emoções de longo prazo da lealdade e perseverança que sustentam os compromissos duradouros da vida coletiva. Capítulo 5. Em lugar de graduação. tais como o consumismo excessivo. isto é. Deixada por conta própria. Capítulo 3. No atingimento desses objetivos simétricos reside seu paradoxo profissional. mais do que qualquer outra pessoa. no interior das nações e entre elas. Capítulo 2. baseia as decisões em dados compartilhados e envolve os pais na definição dos rumos dos estudantes quando estes deixam a escola. "A reforma educacional padronizada (isto é. espera-se que construam comunidades de aprendizagem. A escola promove equipes nesse sentido. criando raiva e desespero entre os excluídos. nas escolas que têm grandes quantidades de alunos de educação especial ou profissionalizante. de evidências oriundas dos estados de Nova York. Vale-se. A economia do conhecimento leva as pessoas a colocarem o interesse próprio antes do bem social. desenvolver a capacidade de desencadear as transformações e enfrentá-las. Apresentam dados de pesquisas e entrevistas feitas em escolas de nível médio demonstrando que os padrões curriculares degeneraram para uma padronização insensível. A educação – e consequentemente. bem como uma comunidade de aprendizagem que dá à família. no Canadá. (com Corrie Giles) Trata das exceções. É uma comunidade de cuidado e solidariedade.Hargreaves afirma que a sociedade do conhecimento processa informação de forma a maximizar a aprendizagem. para isso. Dos professores.deve estar a serviço da criatividade e da inventividade. a economia do conhecimento abre fendas entre ricos e pobres. Descreve uma escola que conseguiu se construir como organização de aprendizagem e comunidade de aprendizagem profissional. e de Ontário. ou aspiram a ser profissões. a se entregaram ao consumo em vez de se envolver com a comunidade. utiliza a tecnologia para promover a aprendizagem pessoal e organizacional. nos Estados Unidos. O ensino para além da sociedade do conhecimento: do valor do dinheiro aos valores do bem. envolve a todos no contexto geral de seus rumos. criem a sociedade do conhecimento e desenvolvam capacidades para inovação. Entre todos os trabalhos que são. (com Shawn Moore e Dean Fink) Os capítulos 3 e 4 (I e II) procuram demonstrar que os imperativos fundamentais da reforma da educação não estão preparando as pessoas para a economia do conhecimento nem para a vida pública além dela. estimular a criatividade e a inventividade. necessidades e expectativas da clientela escolar) tem tanto valor para uma economia do conhecimento vigorosa em uma sociedade civil forte quanto gafanhotos para uma plantação de milho". de um bem público do qual ela não tem capacidade de tomar conta. (com Michael Baker e Martha Foote) Capítulo 4. Ao mesmo tempo. A economia do conhecimento é necessariamente sedenta de lucros. aos relacionamentos e a uma preocupação . O ensino apesar da sociedade do conhecimento II: a perda da integridade. a perda da noção de comunidade e o distanciamento crescente entre ricos e pobres. níveis elevados nunca são atingíveis. O ensino apesar da sociedade do conhecimento I: o fim da inventividade. "Ensinar é uma profissão paradoxal. que não leva em conta as peculiaridades. erguendo diques de frustração que certamente explodirão quando imensas quantidades de alunos não conseguirem se formar. apenas do ensino se espera que gere habilidades e as capacidades humanas que possibilitarão a indivíduos e organizações sobreviver e ter êxito na sociedade do conhecimento nos dias de hoje. Trata dos custos da economia do conhecimento.

Todavia. assumindo a forma do que o autor denomina "seitas de treinamento para o desempenho" e que oferecem apoio intensivo ao ensino somente em aspectos considerados "básicos'' do currículo. é termos cada vez mais uma divisão entre ricos e pobres. . expõe Hargreaves. Para além da padronização: comunidades de aprendizagem profissional ou seitas de treinamento para o desempenho? Capítulo 7. Os capítulos 6 e 7 buscam um caminho para sair desse impasse (aprendizagem profissional ou seitas de treinamento para o desempenho?) O primeiro (6) analisa as políticas de países fora da América do Norte e distritos no sub-continente que experimentaram anos de padronização e agora compreendem a urgência de ir além dela. como tarefa essencial. e ambas têm de ser conduzidas conjuntamente. O Capítulo 7. A tendência. com mais recursos de toda ordem e estes (os pobres) sujeitados a uma escola com estrutura curricular padronizada e não atendente às peculiaridades. questionando um mundo e um sistema educacional que dividem aqueles que aprendem como criar uma sociedade do conhecimento altamente especializada daqueles que apenas aprendem como servi-la. Conclusão Como conclusão. se posiciona contra o "apartheid " (apartamento) do desenvolvimento profissional e do aprimoramento das escolas. assim. Diz ainda que a busca da melhoria não constitui um substituto para o fim da pobreza.cosmopolita com os outros no mundo. um de seus grandes projetos de inventividade social. Em alguns locais existe autonomia. especialmente quanto acontece uma crise de recrutamento de professores e uma necessidade de atrair e manter pessoas capazes na profissão. e por fim ao empobrecimento educacional e social que prejudica qualquer capacidade de avanço que muitas nações e comunidades possam ter. aqueles com acesso a um ensino diferenciado. flexibilidade e comunidade profissional para professores que têm bom desempenho. Essa deveria ser uma das missões sociais e profissionais fundamentais da reforma educacional no século XXI. O futuro do ensino na sociedade do conhecimento:repensar o aprimoramento. Mas essa escola do do conhecimento também sofre ameaças de ser submetida a reformas-padrão insensíveis de ensino. eliminar o empobrecimento. de forma a fazer com que a comunidade profissional esteja disponível a todos. redesenhar a melhoria escolar a partir de linhas de desenvolvimento. por meio de tarefas de nível inferior nas indústrias de consumo e hospitalidade. escolas em comunidades e em países mais pobres estão sendo sujeitadas a intervenções tendendo à padronização. Capítulos 6. Hargreaves preconiza. necessidades e expectativas da clientela. principalmente nas áreas de alfabetização e aritmética.

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