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PROJETO PEDAG Ó GICO Curso de Medicina Veterinária

PROJETO PEDAGÓGICO

Curso de Medicina Veterinária

Universidade Federal Rural da Amazônia Pró-Reitoria de Ensino Coordenadoria do Curso de Graduação em Medicina Veterinária

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária

Curso de Graduação em Medicina Veterinária Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária Belém, PA –

Belém, PA 2010

Universidade Federal Rural da Amazônia Pró-Reitoria de Ensino Coordenadoria do Curso de Graduação em Medicina

Universidade Federal Rural da Amazônia Pró-Reitoria de Ensino Coordenadoria do Curso de Graduação em Medicina Veterinária

UNIVESIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZONIA REITORIA

Prof. Dr. Sueo Numazawa Reitor da Universidade Federal Rural da Amazônia

Prof. Titular Paulo de Jesus Santos Reitor da Universidade Federal Rural da Amazônia

PRÓ-REITORIA DE ENSINO

Prof Dr. Orlando Tadeu Lima de Souza Pró-Reitor de Ensino/UFRA

Profa. Dra. Cristina Maria Araujo Dib Taxi Pró-Reitora Adjunta de Ensino/UFRA

Pedagoga Emilce Nascimento Apoio Pedagógico

INSTITUTO DA SAÚDE E PRODUÇÃO ANIMAL

Prof. MS. Djacy Barbosa Ribeiro Diretor ISPA/UFRA

Prof. Dr. Cristian Faturi Gerente Acadêmico ISPA/UFRA

COORDENADORIA DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA

Prof. Dr. Rinaldo Batista Viana Coordenador do Curso de Medicina Veterinária/UFRA

Profa. Dra. Dulcidéia Conceição Palheta Sub-Coordenadora do Curso de Medicina Veterinária/UFRA

Universidade Federal Rural da Amazônia Pró-Reitoria de Ensino Coordenadoria do Curso de Graduação em Medicina

Universidade Federal Rural da Amazônia Pró-Reitoria de Ensino Coordenadoria do Curso de Graduação em Medicina Veterinária

COMISSÃO DE ELABORAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO

Prof. Dr. Rinaldo Batista Viana

Coordenador do Curso de Medicina Veterinária/UFRA

Profa. Dra. Dulcidéia Conceição Palheta

Sub-Coordenadora do Curso de Medicina Veterinária/UFRA

Profa. Dra. Nazaré Fonseca de Souza

Profa. Dra. Instituto da Saúde e Produção Animal/UFRA

Prof. Dr. André Marcelo Conceição Meneses

Profa. Dra. Instituto da Saúde e Produção Animal/UFRA

Profa. Dra. Érica Branco

Profa. Dra. Instituto da Saúde e Produção Animal/UFRA

Profa. Dra. Luciara Celi Chaves

Profa. Dra. Instituto da Saúde e Produção Animal/UFRA

Gisélia Alcântara

Acadêmica Medicina Veterinária/UFRA

Thaís Costa Brito

Acadêmica Medicina Veterinária/UFRA

CONSULTORES INTERNOS E EXTERNOS

Profa. Dra. Alice Maria Melville Paiva Della Libera

Profa. Dra. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia/USP

Prof. MSc. Ruth Helena Falesi de Palha Moraes Bittencourt

Profa. MSc. Instituto da Saúde e Produção Animal/UFRA

Prof. MSc Moacir Cerqueira da Silva

Prof. MSc. Instituto da Saúde e Produção Animal/UFRA

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

 

6

2

DADOS DA INSTITUIÇÃO

7

2.1

HISTÓRICO DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA

 

7

2.2

MISSÃO E VISÃO DA UFRA

 

10

2.3

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA UFRA

 

10

3

DADOS DO CURSO

 

15

3.1

HISTÓRICO DO CURSO

15

3.2

JUSTIFICATIVA DA RE-ESTRUTURAÇÃO CURRICULAR

 

16

3.3

COORDENADORIA DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

 

17

3.4

MISSÃO E OBJETIVOS DO CURSO

 

17

3.5

PERFIL

PROFISSIONAL

DO

MÉDICO

VETERINÁRIO

EGRESSO-

COMPETÊNCIAS

E

18

HABILIDADES

 

4

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

20

4.1

A CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA

 

24

5

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

27

5.1

EXECUÇÃO DOS EIXOS TEMÁTICOS E DAS DISCIPLINAS

 

29

5.2

ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO (ESO)

30

5.3

TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO (TCC)

30

5.2

ATIVIDADES COMPLEMENTARES DE ENSINO (ACI)

30

6

PERCUSSO CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

 

33

7

EMENTÁRIO

 

39

8

MATRÍCULA NOS EIXOS TEMÁTICOS E/OU ME DISCIPLINAS ISOLADAS

 

99

8.1

PROGRESSÃO DOS DISCENTES NOS EIXOS TEMÁTICOS E DISCIPLINAS

 

99

9

PROCESSO DE AVALIAÇÃO

 

100

9.1

A AVALIAÇÃO DO CURSO E DOS DOCENTES

 

100

9.2

DESEMPENHO DISCENTE

 

101

9.2.1

Sistema de avaliação de aprendizagem do discente

 

102

9.2.2

Aprovação e reprovação do discente

103

9.2.3

Creditação

 

103

10

ARTICULAÇÃO DO ENSINO COM A PESQUISA, EXTENSÃO E PÓS‐GRADUAÇÃO

 

104

11

PROPOSTAS INOVADORAS

 

104

11.1

TUTORIA ACADÊMICA

 

105

12

INFRAESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO CURSO

 

106

12.1

INSTITUTO DA SAÚDE E PRODUÇÃO ANIMAL

112

12.2

INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

112

12.3

INSTITUTO SÓCIO-AMBIENTAL E DE RECURSOS HÍDRICOS

112

12.4

INSTITUTO CIBERESPACIAL

 

111

13

CORPO DOCENTE DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

 

114

14

RECURSOS HUMANOS ENVOLVIDOS NA EXECUÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO

118

15

ACOMPANHAMENTO

PEDAGÓGICO,

ORIENTAÇÃO

ACADÊMICA,

E

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ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra APRESENTAÇÃO “Só quem é conhecedor da realidade e

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

APRESENTAÇÃO

“Só quem é conhecedor da realidade e acredita no potencial trasnformador do conhecimento, faz aprender”

(Guiomar Namo de Mello)

A Comunidade Acadêmica do Curso de Medician Veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia, tem a satisfação de apresentar o novo Projeto Pedagógico do Curso, elaborado em atendimento ao Acordo de Metas n o . 011 celebrado entre a

União, representada pelo Ministério da Educação, por intermédio da Secretária de Educação

Superior, e a Universidade Federal Rural da Amazônia, para os fins que especifíca o Decreto no. 9.069 de 24 de abril de 2007 que institui o prgrama de Apoio e Planos de Reestruturação

e Expansão das Universidades Federais REUNI, com o objetivo de criar condições para a

ampliação do acesso e permanência na ecuação superior, em nível de gradução, pelo melhor aproveitamento da estrutura física e dos recursos humanos existentes nas universidades do governo federal e que dentre várias outras metas previu a ncessidade de revisão da estrutura acadêmica, com a reorgnização dos cursos de graduação e atualização de

metodologias de ensino-aprendizagem, buscando elevação da qualidade e que deste modo cumpre a meta planejada. Como todo projeto pedagógico, este propõe a ruptura com o presente e remete a

promessas para o futuro, já que quebra um estado confortável, para arriscar-se atravessar um período de instabilidade e buscar uma estabilidade em função da certeza de que esta proposta é melhor do que a atual, pois tem o compromisso com a formação do cidadão para

a nossa sociedade, já que se encontra definida as ações educativas e as características

necessárias ao curso para que cumpra com seus propósitos e sua intencionalidade. Foi fruto de um processo participativo de decisões, fundamentos em princípios da autonomia da Universidade, na solidareidade entre os agentes, contendo opções explícitas na direção de superar problemas no decorrer do trabalho educativo, encontrando-se voltado para a realidade onde o curso está inserido e no inalienável compromisso com a formação do cidadão. Trata-se de uma proposta muito bem estruturada e elaborada e rica em opções que permitam a formação dos saberes que beneficiarão a sociedade.

Prof. Moacrir Cerqueira da Silva

Médico Veterinário

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1 INTRODUÇÃO

1 INTRODUÇÃO Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra A Universidade Federal Rural da Amazônia é

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

A Universidade Federal Rural da Amazônia é uma Instituição Federal de Ensino Superior, vocacionada para as Ciências Agrárias e áreas afins, situada em plena Amazônia Brasileira. Nesse contexto, está inserido o curso de Medicina Veterinária, pois o Estado do Pará é eminentemente agropecuário, e tem nas atividades pastoris, uma das suas maiores riquezas e captação de renda, bem como uma das principais fontes geradoras de empregos.

O curso de Medicina Veterinária da UFRA é o mais antigo da região Norte do Brasil, com

ininterruptos 37 anos de atividades, sendo desde sua criação em 1973, responsável pela formação da grande maioria dos Médicos Veterinários Amazônidas. Os Médicos Veterinários são responsáveis pelo equilíbrio entre o aumento da produtividade animal e a preservação do meio ambiente, como também pela produção de

alimentos de origem animal, seguros e de boa qualidade para a população regional, nacional

e internacional. Além desta notória importância as atividades agropecuárias, tanto nas

grandes propriedades rurais, como também nas pequenas, são responsáveis pela manutenção e fixação do homem no campo. Assim como no resto do país, na Amazônia as áreas de atuação do Médico Veterinário, são muito abrangentes. Este profissional pode atuar nas mais diversas áreas do conhecimento da medicina veterinária: sanidade de animais de companhia, atuando em clínicas veterinárias e pet shops; saúde coletiva, atuando nos centro de controle de zoonoses municipais e nos órgão governamentais promotores de saúde coletiva e nas agências estaduais de defesa sanitária; processamento e tecnologia de alimentos de origem animal, desenvolvendo atividades nos abatedouros, nas indústrias frigoríficas de carne, pescado, leite e derivados, ovos, mel, e em grandes redes de supermercados; sanidade, reprodução e nutrição de animais de fazenda, atuando nas fazendas e empresa rurais; entre outras.

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2 DADOS DA INSTITUIÇÃO

2 DADOS DA INSTITUIÇÃO Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra 2.1 ANTECEDENTES DA UNIVERSIDADE

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

2.1 ANTECEDENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA

O Ensino das Ciências Agrárias no Estado do Pará teve início no ano de 1918, quando

foi criada a Escola de Agronomia do Pará, nos termos da Lei Orgânica do Centro Propagador das Ciências e de acordo com o Decreto Federal nº 8.319 de 20 de outubro de 1910, objetivando a educação profissional aplicada à agricultura, veterinária, zootecnia e às indústrias rurais. Em 1943 com o encerramento das atividades de ensino da Escola de Agronomia do Pará, surgiu a Escola de Agronomia da Amazônia (EAA), anexa ao Instituto Amazônico do Norte (IAN), criada pelo Decreto-Lei nº 8.290, de 5 de dezembro de 1945. A Escola de Agronomia da Amazônia foi criada para funcionar anexa ao Instituto Agronômico do Norte, criado desde 1939, em cujas instalações deveriam coexistir, utilizando equipamentos e outros meios daquele instituto de pesquisa e incluindo as atividades de magistério da escola recém criada, como nova atribuição do corpo de técnicos do IAN. Todavia, a instalação e o

efetivo exercício ocorreram somente em 17 de abril de 1951. Durante os 21 anos de

atividades, a EAA formou 451 Engenheiros Agrônomos, e manteve as características de escola regional, formando profissionais aptos a atuar principalmente na região Norte, bem como recebeu estudantes e formou técnicos de outros países sul-americanos com área amazônica, tendo sido conhecida como uma das principais Escolas de Agronomia do Trópico Úmido da América Latina.

O Conselho Federal de Educação, mediante parecer nº 802/71 de 09 de dezembro de

1971, aprovou o funcionamento do Curso de Engenharia Florestal, na Escola de Agronomia da Amazônia, o qual foi autorizado a funcionar pelo Decreto Presidencial nº 69.786, de 14 de

dezembro de 1971. Em 8 de março de 1972, a EAA pelo decreto nº 70.268, passou a denominar-se FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DO PARÁ (FCAP), estabelecimento federal de ensino superior, constituindo-se unidade isolada, diretamente subordinada ao Departamento de Assuntos Universitários do Ministério da Educação. Posteriormente, através do Decreto nº 70.686, de 07de junho de 1972, foi transformada em autarquia de regime especial, com mesmo regime jurídico das Universidades, e, portanto, com autonomia

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra didática, disciplinar, financeira e administrativa. Em 16 de

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

didática, disciplinar, financeira e administrativa. Em 16 de março de 1973, o Conselho Federal de Educação aprovou o parecer do projeto de criação do curso de Medicina Veterinária na FCAP, o qual foi autorizado a funcionar através do Decreto nº 72.217 de 11 de maio 1973. O ensino de pós-graduação iniciou em 1976 quando foi implantado o primeiro curso regular de pós-graduação "Lactu Sensu", tendo formado em 17 edições de cursos de especialização em heveicultura, um total de 425 especialistas. Em 1984, iniciou-se o Mestrado em Agropecuária Tropical e Recursos Hídricos, com área de concentração em Manejo de Solos Tropicais, recomendado pela CAPES, o qual foi reestruturado em 1994, criando-se o Programa de Pós-graduação em Agronomia com duas áreas de concentração Solos e Nutrição Mineral de Plantas e Biologia Vegetal Tropical e o Programa de Pós- graduação em Ciências Florestais, com área de concentração em Silvicultura e Manejo Florestal. Em março de 2001, em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental, foi iniciado o Curso de Doutorado em Ciências Agrárias com área de concentração em Sistemas Agroflorestais, recomendado pela CAPES em 2000. Em 2001, a CAPES aprovou a criação do curso de Mestrado em Botânica, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), cuja primeira turma foi selecionada em fevereiro de 2002. Ao longo desse período, a FCAP ampliou fortemente sua interação com outras instituições como o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Universidade Federal do Pará (UFPA), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Universidade Estadual do Pará (UEPA), entre outras. De 1972 até 1997 a FCAP ofereceu 200 vagas nos concursos vestibulares anuais, sendo 100 para o curso de Agronomia, 50 para Engenharia Florestal e 50 para Medicina Veterinária. O total de vagas foi ampliado em 50% no vestibular de 1998, seguindo a política do MEC, que, em 1994, passara a alocar recursos de custeio e capital (OCC) para as IFES com base no número de alunos matriculados, no número de professores e desempenho acadêmico. Em 1999 o Conselho Nacional de Educação, mediante Parecer nº740/99, aprovou o funcionamento do curso de Graduação em Engenharia de Pesca com 30 vagas no vestibular, o qual foi autorizado pelo MEC em 20 de julho 1999 e em 2000 aprovou o funcionamento do

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra curso de Graduação em Zootecnia, também com 30

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

curso de Graduação em Zootecnia, também com 30 vagas, através do Parecer nº 497/2000, o qual foi autorizado pelo MEC em 21 de junho 2000. Do auge dos seus 57 anos de existência, a então FCAP, a despeito de ter prestado relevantes serviços à região amazônica, destacando-se em especial a formação de 4.293 profissionais de Ciências Agrárias, sendo 216 estrangeiros de 15 países, necessitava crescer para evoluir e continuar servindo a sociedade regional e nacional. Esta necessidade de crescimento aliada à trajetória de tradição no ensino superior em Ciências Agrárias destes 50 anos estimulou a transformação da FCAP em UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia). Essa transformação foi sancionada pelo Presidente da República através da Lei 10.611, de 23 de dezembro de 2002, publicada no Diário Oficial da União em 24 de dezembro de 2002. Desta forma, a UFRA avançou em suas conquistas durante seu processo de transformação de tal maneira, que tem hoje, em cumprimento ao que exige a legislação, estatuto, regimento geral e plano estratégico, concebidos a partir de processos democráticos e participativos, registrando na história desta universidade, um modelo cidadão de governança e admistração. Assim a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), como sucessora da Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) e da Escola de Agronomia da Amazônia se estabelece como a mais antiga Instituição de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica a atuar na área das Ciências Agrárias na região e tem como missão aliar a preservação da Região Amazônica, à sua exploração racional. Como a principal instituição na região a oferecer educação superior na área de Ciências Agrárias (Agronomia, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária, Engenharia de Pesca e Zootecnia), a UFRA tem um papel a desempenhar no que concerne ao desenvolvimento e implementação de políticas que respondam à demanda da sociedade no setor agrário. Efetivamente, como mão-de-obra qualificada, os diplomados da UFRA são bem representados nas instituições amazônicas de agricultura e ambiente, incluindo órgãos federais, estaduais, municipais e ONGs. Todavia, como a própria UFRA e outros órgãos do setor rural reconhecem, o seu programa de ensino precisa ser atualizado para atender, satisfatoriamente, à demanda dos estudantes pelas novas habilidades e conhecimentos exigidos pelos potenciais empregadores.

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra A localização geográfica da UFRA na Amazônia, com

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

A localização geográfica da UFRA na Amazônia, com o imenso espaço físico

representado por seu campus, por si só, representa um excelente “marketing” institucional, que, associado a uma maior interiorização das suas ações e a uma maior interação com seus ex-alunos permitiriam uma percepção mais positiva da instituição. Isso poderá resultar em uma ampliação das parcerias com outras instituições e uma maior captação de recursos, formando um profissional de melhor qualidade para atender as demandas na área de

Ciências Agrárias e afins. Nesta tentativa de constante evoluir, a Universidade ampliou suas áreas de atuação, criando novos cursos de graduação (Informática Agrária, Licenciatura em Computação e Engenharia Ambiental), como também de pós-graduação Lactu sensu(Residência em Medicina Veterinária) e Strictu sensu(Mestrado em Saúde e Produção Animal na Amazônia e Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais).

2.2 MISSÃO E VISÃO DA UFRA

A UFRA tem como missão contribuir para o desenvolvimento sustentável da

Amazônia, através da formação de profissionais de nível superior, desenvolvendo e compartilhando conhecimento técnico, científico e cultural, oferecendo serviços à comunidade por meio do ensino, pesquisa e extensão. Como visão de futuro almeja-se que a UFRA seja reconhecida como centro de excelência em Ciência e Tecnologia e agente de desenvolvimento, em benefício do meio ambiente, das comunidades rurais e dos setores produtivos da Amazônia.

2.3 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA UFRA

Universidade é o lócus do saber, da inteligência criativa, dos paradigmas da racionalidade cognitiva-instrumental das ciências, da racionalidade moral-prática e da racionalidade estético-expressiva das humanidades. Mas é também o centro nervoso das

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra contradições da atualidade, das pressões internas e da

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

contradições da atualidade, das pressões internas e da lógica externa do mundo global, da transição dos modelos, da nova ordem econômica e da perda de poder dos Estados-nações. São realidades que a gestão universitária enfrentará e a elas deverá agregar a transformação conceitual de “idéia de universidade para uma universidade de idéias”. Há uma condição epistemológica sobre a qual todos os que lidam com a questão universitária terão de refletir: a época atual é de transição de paradigmas, de novas concepções sobre as estruturas curriculares e de um campo de visão que escapa aos limites do campus e se projeta globalmente. Essa nova realidade envolve diretamente a administração superior.

A Administração Superior da Universidade está estruturada em órgãos que

transparecem o poder de representação da comunidade universitária, o poder superior de decisão, o poder superior de legislação, o poder superior executivo, e os poderes de implementação da política e filosofia inerentes às atividades universitárias.

A administração superior, em suas relações internas e institucionais com todos os

segmentos da Universidade, configura o grande cenário de gestão, onde se praticam as mais modernas técnicas de gerenciamento, poder decisório e geração normativa. Harmonia,

equilíbrio, descentralização, informatização são atributos essenciais à gestão no seu processo global dentro da Instituição.

O modelo de estrutura organizacional da Universidade Federal Rural da Amazônia

está baseado nas novas técnicas de gestão, de flexibilização dos fluxos de demanda, de simplificação orgânica, desburocratização dos serviços e substituição das hierarquias verticalizadas pela horizontalidade dos fluxos digitais. São prevalentes ao novo modelo os paradigmas de eficiência, fluidez e racionalidade na movimentação dos fluxos de demanda e dos fluxos decisórios.

O estatuto da UFRA e do seu regimento geral elaborado através de processos

participativos, em que cada categoria da comunidade ufraniana (docentes, discentes e técnicos-administrativos) escolheu vinte dos seus representantes para integrar uma assembléia estatuinte. A assembléia então, de maneira democrática, definiu no estatuto a

macro-estrutura organizacional, a qual foi detalhada pela assembléia no regimento geral da universidade.

O processo representa imenso avanço na organização das instâncias decisórias da

universidade. Além dos conselhos superiores, inerentes às IFES, como o Conselho

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Universitário (CONSUN), o Conselho de Ensino, Pesquisa e

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Universitário (CONSUN), o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), o Conselho de Administração (CONSAD) e o Conselho Curador, nos quais a participação da comunidade da universidade e da sociedade tem forte representação, a UFRA estabeleceu um Conselho Consultivo, no qual a universidade somente é representada pelo Reitor, como Secretário Executivo e que representa o meio pelo qual a sociedade pode avaliar e influenciar a qualidade da gestão universitária. Além disso, toda a gestão acadêmico-administrativa dos Institutos é realizada de forma participativa, através de um Colegiado do Instituto. Por outro lado, foi instituída uma Comissão Permanente de Ética e uma Comissão Permanente de Avaliação Institucional, que antecedeu a obrigatoriedade da Comissão Própria de Avaliação estabelecida pela Lei 10.861, de 14 de abril de 2004. Rompeu-se com uma estrutura departamental, na qual havia 11 departamentos de ensino para somente cinco cursos de graduação. A Universidade Federal Rural da Amazônia define três grandes áreas de atuação, nas quais estão identificados os cursos da atividade de ensino, os programas de pesquisa e extensão. A estruturação sob a forma de Institutos de Ensino, Pesquisa e Extensão simplifica e ao mesmo tempo flexibiliza a organização acadêmica, favorecendo a interdisciplinaridade, a otimização dos recursos materiais e humanos, a eficiência e a fluidez na movimentação das demandas e dos fluxos decisórios. As redes de infovias na dinâmica interna dos Institutos, entre eles, e deles à administração superior muda o sentido e a complexidade dos procedimentos tradicionais, quase sempre lentos e de baixa energia, para os procedimentos digitais, rápidos e de alta energia sistêmica. As três áreas definidas consolidaram a razão acadêmica da Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, e projeta à Universidade Federal Rural da Amazônia um redimensionamento de atividades formativas, voltadas à realidade amazônica. Como Institutos de Ensino, Pesquisa e Extensão a Universidade incorpora o sentido maior da organização, a idéia de excelência acadêmica.

Organização Administrativa

Assembléia Universitária Conselho Universitário Conselho Consultivo

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Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão Conselho de Administração Conselho Curador Reitoria Pró-Reitoria Planejamento e Gestão

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Pró-Reitoria de Ensino Pró-Reitoria de Pesquisa e

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Pró-Reitoria de Ensino Pró-Reitoria de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Pró-Reitoria de Extensão Organização Acadêmica

Divisão de Tecnologia da Informação Divisão de Planejamento e Orçamento Seção de Planejamento Seção de Orçamentação Superintendência Administrativa e Financeira Divisão de Patrimônio e material Seção de Patrimônio Seção de Almoxarifado Seção de Compras Divisão Financeira Seção de Controle de Orçamento Seção de Movimentação Financeira Divisão Contábil Seção de Recebimentos Seção de Pagamentos Prefeitura Divisão de Serviços Gerais Seção de Máquinas e Equipamentos Agrícolas Seção de Transporte e Oficina Mecânica Seção de Urbanismo Seção de Obras Seção de Carpintaria Seção de Vigilância e Guarda

Pró-Reitoria de Ensino

Instituto de Ciências Agrárias Instituto de Saúde e Produção Animal Instituto Sócio-Ambiental e de Recursos Hídricos Instituto Ciberespacial

Estrutura e organização administrativa

Reitoria Gabinete da Reitoria Assessoria Jurídica Assessoria de Assuntos Estratégicos Assessoria de Cooperação Interinstitucional e Internacional Assessoria de Comunicação Secretaria Geral dos Conselhos Superiores Comissão Permanente de Pessoal Docente CPPD Comissão Permanente de Pessoal Técnico- Administrativo CPPTA Auditoria Interna UFRA Tapajós UFRA Carajás Comissão Permanente de Avaliação Institucional Comissão Permanente de Ética Comissão Permanente de Sindicância e Processo Administrativo

Pró-Reitorias

Colegiado da Pró-Reitoria de Ensino Pro-Reitoria Adjunta de Ensino Centro de Assuntos Estudantis Coordenadorias de Cursos de Graduação Superintendência Acadêmica de Ensino Divisão de Ensino e Acesso Divisão de Controle Acadêmico Biblioteca Divisão de Editoração e Gráfica Divisão de Referência e Empréstimos Divisão de Apoio Pedagógico

 

Colegiados Pró- Reitorias Adjuntas Secretarias Centros / Superintendências Divisões

Constituição das pró-reitorias

Pró-Reitoria

de

Pesquisa

e

Desenvolvimento

Tecnológico

Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento

Colegiado da Pró-Reitoria de Planejamento e Gestão Pró-Reitoria Adjunta de Planejamento e Gestão Superintendência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas Divisão Administrativa Seção de Direitos e deveres Seção de Cadastro Seção Financeira Divisão de Qualidade de Vida, Saúde e Segurança Seção de Saúde e Segurança Seção Psicossocial Divisão de Capacitação e Desenvolvimento Seção de Recrutamento e Seleção Seção de Capacitação e Desenvolvimento Superintendência de Planejamento e Orçamento

Colegiado da Pró-Reitoria de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Pro-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Superintendência Acadêmica de Pesquisa Divisão de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Divisão de Pós-Graduação Divisão de Projetos e Captação de Recursos

Pró-Reitoria de Extensão

 

Colegiado da Pró-Reitoria de Extensão Pró-Reitoria Adjunta de Extensão Centro de Assuntos Comunitários Superintendência Acadêmica de Extensão Divisão de Extensão

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Divisão de Estágio Divisão de Eventos Técnico-Científicos

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Divisão de Estágio Divisão de Eventos Técnico-Científicos

Estrutura e organização acadêmica

Institutos de ensino pesquisa e extensão

Colegiado do Instituto Diretor-Geral Secretaria Executiva Coordenação de Cursos de Pós-Graduação Gerencia Administrativa Gerencia Acadêmica Áreas Multiespaciais

Constituição dos institutos

Instituto de Ciências Agrárias (ICA)

Curso de Engenharia Florestal Curso de Agronomia Cursos de Mestrado e Doutorado Cursos de Especialização Programas de extensão Núcleos de Pesquisa Estação Experimental de Benfica Estação Experimental de Santa Isabel UD Várzea

Instituto de Saúde e Produção Animal (ISPA)

Curso de Medicina Veterinária Curso de Zootecnia Cursos de Mestrado Unidade de bubalinocultura Leiteira Eva Daher Abufaiad Núcleos de Pesquisa Hospital Veterinário Universitário Prof. Mário Dias Teixeira Fazenda Escola de Igarapé-Açú

Instituto Sócio-Ambiental e Recursos Hídricos (ISARH)

Curso de Engenharia ambiental Curso de Engenharia de Pesca Curso de Engenharia Ambiental Cursos de Mestrado Cursos de Especialização Programas de Extensão Núcleos de Pesquisa SOS Fauna Estação de Biologia Pesqueira e Piscicultura de Castanhal Estação Experimental de Cuiarana

Instituto Ciberespacial ICIBE

Curso de Licenciatura em Computação Curso de Informática Agrária Cursos de Especialização

Programas de Extensão Núcleos de Pesquisa Núcleo de Educação à Distância EAD

Padrões de Funcionalidade

Estrutura organizacional como forma e tempo à inovação Flexibilidade funcional Horizontalidade dos fluxos decisórios Impulso à eficiência Descentralização e autonomia Multiespacialidade de ação Desempenho de qualidade Sistema operacional pós-burocrático

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3 DADOS DO CURSO

3.1 HISTÓRICO DO CURSO

3 DADOS DO CURSO 3.1 HISTÓRICO DO CURSO Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra A

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

A criação do curso de Medicina Veterinária da UFRA se deveu ao fato de que na

época de sua concepção, a Amazônia contava com menos de uma centena de Médicos

Veterinários, distribuídos pelas unidades federadas integrantes da região. Entendia-se, portanto, que isto era um óbice ao desenvolvimento regional, quer no âmbito econômico, quer no âmbito social.

A região Norte do Brasil, atualmente possui seis cursos de Medicina Veterinária: um

no Estado de Rondônia (Faculdades Integradas Maria Coelho Aguiar), um na Universidade Federal do Tocantins (campus de Araguaina), outros dois no Estado do Amazonas (Escola Superior Batista do Amazonas e Centro de Ensino Superior Nilton Lins), e dois últimos no Estado do Pará, sendo um na Universidade Federal do Pará, e outro na Universidade Federal Rural da Amazônia. Dentre todos esses cursos, o mais antigo deles é o Curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia. Um resgate histórico precisa, portanto ser aqui estabelecido. Criado na então Faculdade de Ciências Agrárias do Pará aos 16 de março de 1973, com o objetivo de formar técnicos para atender as necessidades da pecuária regional, o curso de Medicina Veterinária reconhecido pelo Ministério da Educação em 1º de novembro de 1978 pelo Decreto n o . 82.537, além de ser o mais antigo curso de Medicina Veterinária do Norte do Brasil, possui ainda o único Hospital Veterinário da região Norte, inaugurado no ano de 1974. Aos sete de novembro de 2008, o curso teve o seu reconhecimento renovado pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação 1 . Atualmente, o curso é oferecido no período integral com integralização curricular de 5 a 8 anos na modalidade de Bacharelado, no qual ingressam, anualmente 80 alunos por processo seletivo vestibular. Com a transformação da Faculdade de Ciências Agrária do Pará em Universidade Federal Rural da Amazônia, o Curso de Medicina Veterinária, em consonância com a missão

1 DOU 10.11.2008 SEÇÃO 1 paginas 18/24 Portaria n o . 775 de 7 de novembro de 2008

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra institucional, estabeleceu como base ética de sua ação

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

institucional, estabeleceu como base ética de sua ação pedagógica o desenvolvimento de atitudes com responsabilidade técnica e social.

3.2 JUSTIFICATIVA DA RE-ESTRUTURAÇÃO CURRICULAR

O curso de Medicina Veterinária possui um currículo implantado há mais de 20 anos

com reajustes feitos em 2002 na tentativa de ajustar-se às diretrizes curriculares propostas pela resolução CNE/CES Nº 4, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2001 2 , atendendo ao que dispõe a Lei 5.517 de 23 de outubro de 1968 e do Decreto 64.704 de 17 de junho de 1969 e a Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação). Todavia, mesmo tendo sido feito ajustes quanto à implantação do trabalho de conclusão de curso e embora atenda parcialmente às exigências das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina Veterinária, o Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária da UFRA carece de amoldamentos, pois atividades como o estágio

supervisionado obrigatório previsto no art. 7º da Resolução CNE/CES 1/2003 3 não são contempladas no atual projeto pedagógico do curso. Além disso, outras questões como a pouca interdisciplinaridade e transversalidade dos conhecimentos, bem como a não contemplação de áreas importantes do conhecimento da Medicina Veterinária além de inequivocados pré-requisitos, torna imperativa a necessidade da concepção do novo projeto pedagógico do curso de medicina veterinária da UFRA.

É relevante destacar, que em busca de melhores alternativas para a concepção,

organização e desenvolvimento dos cursos de graduação, as instituições de ensino superior brasileiras estão sendo conclamadas a atender as constantes mudanças que ocorrem na sociedade. Assim, os cursos oferecidos precisam melhor acolher às necessidades sociais de pessoas que deverão enfrentar novas concepções de mundo, de humanidade e de sociedade.

2 Resolução CNE/CES 4/2001. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de novembro de 2001. Seção 1, p. 38. 3 Resolução CNE/CES 1/2003. Diário Oficial da União, Brasília, 20 de fevereiro de 2003. Seção 1, p. 15.

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Portanto, o projeto pedagógico é um instrumento norteador

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Portanto, o projeto pedagógico é um instrumento norteador que deve proporcionar condições para que o cidadão, ao desenvolver suas atividades acadêmicas e profissionais, paute-se na competência e na habilidade, na democracia e na cooperação, tendo a perspectiva da educação/formação em contínuo processo como estratégia essencial para o desempenho de suas funções.

3.3 COORDENADORIA DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

As coordenadorias de curso de graduação são colegiados integrantes da estrutura

organizacional da Universidade Federal Rural da Amazônia e tem como finalidade articular mecanismos para interagir ações entre o ensino, a pesquisa, a extensão e coordenar e fazer cumprir a política de ensino (Regimento Geral da UFRA; Seção III, Das coordenadorias de curso; Art. 72).

A coordenadoria do curso de graduação em Medicina Veterinária possui um

colegiado, com função deliberativa e consultiva em matéria acadêmica, respeitada a competência dos órgãos superiores, com a seguinte composição: a) coordenador do Curso, que o presidirá; b) representantes docentes escolhidos entre os seus pares, para um mandato de quatro anos, permitida a recondução; c) representante discente escolhido entre os alunos do curso respectivo, para um mandato de um ano, permitida a recondução; d) representante dos técnicos- administrativos, para um mandato de quatro anos, permitida a recondução (Regimento Geral da UFRA; Seção III, Das coordenadorias de curso; Art. 74). Também compõe a coordenadoria do curso a comissão de estágio supervisionado obrigatório e trabalho de conclusão de curso, conforme dispõem o Regimeno de Ensino dos Cursos de Gradução da UFRA (vide anexos).

3.4 MISSÃO E OBJETIVOS DO CURSO

O curso de Medicina Veterinária da UFRA tem como missão a formação de um

profissional que deverá ter conhecimento técnico, científico, assim como dos fatos sociais,

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra culturais e políticos da economia e da administração

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

culturais e políticos da economia e da administração agropecuária e agroindustrial, objetivando a formação de um profissional com capacidade de raciocínio lógico, de observação, de interpretação e de análise de dados e informações, bem como dos conhecimentos essenciais de Medicina Veterinária, para identificação e resolução de problemas. O egresso também deve ser capaz de identificar e classificar os agentes etiológicos, bem como compreender e elucidar a patogenia das diferentes doenças que acometem os animais; elaborar e interpretar laudos técnicos; preparar, executar e gerenciar projetos agropecuários, de tecnologia de produtos de origem animal e da participação do Médico Veterinário na saúde coletiva. Além disso, deve programar, orientar e aplicar as modernas técnicas de criação, manejo, nutrição, alimentação, melhoramento genético, produção e reprodução. Finalmente, deve relacionar-se com os diversos segmentos sociais e atuar em equipes multidisciplinares, disseminando conhecimentos, práticas tecnológicas, científicas e culturais, alicerçadas na pesquisa, nas exigências sociais e nas necessidades ao desenvolvimento regional e nacional, defendendo o meio ambiente e o bem estar social, buscando a valorização do homem e sua melhoria na qualidade de vida.

3.5 PERFIL PROFISSIONAL DO MÉDICO VETERINÁRIO - COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

Considerando a importância deste profissional no contexto sócio-econômico e político do país, como cidadão comprometido com os interesses e os permanentes e renovados desafios que emanam da sociedade, o percusso curricular do curso de Medicina Veterinária foi concebida reconhecendo como imperativo, a formação de um profissional com perfil generalista, desenvolvendo sua responsabilidade com as vocações regionais, com a preservação dos ecossistemas amazônicos, de tal maneira que o desenvolvimento da agropecuária na Amazônia se processe priorizando as fases da vida e sem comprometer o futuro do homem e da humanidade. Além disso, é preciso destacar o elevado e irrecusável compromisso da Medicina Veterinária regional com a produção de alimentos, saúde animal e saúde coletiva, bem como

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra na geração de riquezas e elevação da qualidade

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

na geração de riquezas e elevação da qualidade de vida da população. Este perfil encontra- se em consonância com as diretrizes curriculares estabelecidas pelo MEC para o perfil profissional do Médico Veterinário. A profissão de Médico Veterinário oferece um grande número de opões de trabalho, com ênfase primordialmente nas seguintes áreas de atividades profissionais, conforme estabelecido na Lei nº 5.517 de 23 de outubro de 1968 que versa sobre o exercício da profissão reza em seu capítulo 2º, artigo 5º 4 :

a. Prática da clínica de animais em todas as suas modalidades;

b. Direção de hospital para animais;

c. Assistência médica aos animais utilizados em medicina experimental;

d. Direção técnico-sanitária dos estabelecimentos industriais, comerciais, de finalidades recreativas, desportivas, de serviço de proteção e de experimentação, que mantenham, a qualquer título, animais ou produtos de origem animal;

e. Planejamento, direção, coordenação, execução e controle da assistência técnico-sanitária aos animais, sob qualquer título;

f. Inspeção e fiscalização sob os pontos de vista higiênico, sanitário e tecnológico dos produtos de origem animal e dos matadouros, matadouros-frigoríficos, charqueadas, fábricas de conserva de carne e de pescado, fábricas de produtos gordurosos que empreguem como matéria prima produto de origem animal, no todo ou em parte, usinas, fábricas e postos de laticínios entrepostos de carne, leite, peixe, ovos, mel, cera e demais derivados do reino animal, assim como inspeção e fiscalização dos estabelecimentos comerciais que armazenem ou comercializem os produtos citados nesta alínea;

g. Identificação de defeitos, vícios, acidentes e doenças, peritagem e exames técnicos sobre animais e seus produtos, em questões judiciais;

h. Perícia, exame e pesquisa reveladora de fraude ou intervenção dolosa nos animais inscritos nas competições desportivas e nas exposições pecuárias;

i. Ensino, planejamento, direção, coordenação, execução técnica e controle da inseminação artificial;

j. Regência de cadeiras ou disciplinas especificamente médico-veterinária, bem como direção das respectivas seções e laboratórios;

k. Direção e fiscalização do ensino de medicina veterinária;

l. Direção e fiscalização de estabelecimento que objetiva exclusivamente a preparação de técnico de nível superior ou médio para a industrialização de produtos de origem animal;

4 Responsabilidade técnica e legislação básica Manual de orientação para Médicos Veterinários. CRMV/PA

1996

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra m. Organização de congressos, seminários, simpósios e

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

m. Organização de congressos, seminários, simpósios e comissões destinadas à discussão e estudo de assuntos relacionados com a atividade de médico-veterinário, bem como representação de órgãos públicos e entidades privadas, junto aos mesmos;

n. Assessoria técnica do Ministério das Relações Exteriores no País e no estrangeiro, em assuntos relativos à produção e a indústria animal;

o. Funções de direção, assessoramento e consultoria, em quaisquer níveis da administração pública e do setor privado, cujas atribuições envolvem, principalmente, aplicação de conhecimentos inerentes à formação profissional do médico-veterinário.

4

PRINCÍPIOS

VETERINÁRIA

NORTEADORES

DO

PROJETO

PEDAGÓGICO

DO

CURSO

DE

MEDICINA

O Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária estabelece com princípios

que nortearão toda a prática pedagógica dos docentes, desde as metodologias de ensino,

avaliação, relação docente-discente, até o retorno dos saberes acadêmicos para a sociedade,

para tanto se elenca os seguintes princípios:

Superação do enfoque disciplinar para a concepção de currículos integrados através de eixosa sociedade, para tanto se elenca os seguintes princípios: transversais que possibilitarão a abordagem do conhecimento

transversais que possibilitarão a abordagem do conhecimento de forma interdisciplinar;

O Ensino centrado no aluno, como sujeito da aprendizagem e no professor, como agentea abordagem do conhecimento de forma interdisciplinar; facilitador do processo; Priorização do ensino dinâmico e

facilitador do processo;

Priorização do ensino dinâmico e criativo;e no professor, como agente facilitador do processo; Considerações de valores éticos e políticos no

Considerações de valores éticos e políticos no desenvolvimento do ensino;do processo; Priorização do ensino dinâmico e criativo; Valorização da iniciativa dos alunos, através de um

Valorização da iniciativa dos alunos, através de um currículo flexível, onde o mesmo poderávalores éticos e políticos no desenvolvimento do ensino; escolher um percurso curricular através das disciplinas

escolher um percurso curricular através das disciplinas eletivas, optativas e atividades

acadêmicas complementares, assim como os saberes e conteúdos da vivência e experiência

do aluno na busca ativa pelo conhecimento;

Desenvolvimento de atividades diversificadas e atraentes;e experiência do aluno na busca ativa pelo conhecimento; Incentivo aos trabalhos criativos; Valorização e

Incentivo aos trabalhos criativos;Desenvolvimento de atividades diversificadas e atraentes; Valorização e estimulação da atitude investigadora na

Valorização e estimulação da atitude investigadora na construção do conhecimento;e atraentes; Incentivo aos trabalhos criativos; Formação de saberes que beneficiem a sociedade .

Formação de saberes que beneficiem a sociedade. .

Contribuindo com os princípios pedagógicos elencados no projeto pedagógico do

curso em busca de um processo ensino-aprendizagem significativo e que possa subsidiar um

trabalho de pessoas comprometidas a campear uma educação de qualidade, tomaram-se

como base os pilares da educação defendidos por Jaques Delors, onde a prática pedagógica

deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para

21

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a

abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer

mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar;

aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o

exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser,

que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver.

“À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”. (Jaques Delors)

Buscando contemplar todas estas premissas pedagógicas, durante a execução de

cada semestre, as disciplinas integrantes de um eixo temático poderão ser ministradas

consecutivamente, uma após a outra, até a conclusão do eixo. Porém, de acordo com as

necessidades da construção do conhecimento de cada curso, será flexibilizada a execução do

eixo como um todo, no qual todas as disciplinas do eixo serão ministradas simultaneamente

ou em regime misto que consistem em algumas disciplinas funcionando simultaneamente e

outras consecutivamente. A forma como as disciplinas e os eixos temáticos serão executados

será definida pela Coordenadoria do Curso, segundo o plano de ensino elaborado pela

comissão do eixo temático.

Este novo formato permite incentivar as práticas pedagógicas interdisciplinares,

considerada então como elemento facilitador na busca constante dos elementos e dos

valores a serem transmitidos nesta civilização em mudança. Propõe-se, então, uma mudança

na concepção de ensino, em busca da ligação dos saberes, da construção, dando um sentido

ao que é ensinado e consequentemente ao que é aprendido, quebrando, desta forma, uma

estrutura há tempos praticada, fundamentada na fragmentação das disciplinas as quais

orientavam o trabalho dos docentes, como se cada conteúdo não tivesse ligação uns com os

outros.

Percebe-se, portanto, que a interdisciplinaridade pretende garantir a construção de

conhecimentos que rompam as fronteiras entre as disciplinas. A interdisciplinaridade busca

também envolvimento, compromisso, reciprocidade diante dos conhecimentos, ou seja,

atitudes e condutas interdisciplinares.

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra “Se há interdisciplinaridade, há encontro, e a educação

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

“Se há interdisciplinaridade, há encontro, e a educação só tem sentido no encontro. A educação só tem sentido na “mutualidade”, numa relação educador-educando em que haja reciprocidade, amizade e respeito mútuo”. (Fazenda, Ivani. 2003).

As metodologias de ensino utilizadas no curso buscam a valorização do protagonismo

dos alunos como produtores de um saber pessoal, favorecendo à construção de situações de

trabalhos plenos com aprendizagem significativa, possíveis de serem utilizadas em qualquer

disciplina e para alunos de diferentes níveis de aprendizagem. É essencial que os professores

possam adaptar estas metodologias à sua realidade e fazer destas, aliadas constantes do seu

fazer pedagógico. Algumas metodologias já são conhecidas pelos docentes, porém não são

utilizadas pelos mesmos como meio facilitador do processo de ensino-aprendizagem.

Para alcance desta perspectiva de aprendizagem, possibilitar-se-á aos docentes

cursos de formação continuada, abordando temáticas acerca do fazer pedagógico dos

mesmos. Dentre as metodologias eleitas para suscitar aulas que permitam uma conexão de

saberes dos docentes com os saberes dos discentes, descreve-se:

1. Metodologia de Projetos

A metodologia do projeto pode ser entendida como um “método de trabalho que se

define e configura em função da resolução de problemas, caracterizada como uma ação

decidida, planificada e implementada por um grupo de trabalhadores organizado para o

efeito”, e complementar - embora a metodologia de projetos se construa a partir de um

conjunto de etapas articuladas entre si, sua identidade metodológica deverá ser

compreendida, também em função dos modelos e das razões que justificam a emergência

desse problema como motivo do investimento dos alunos e, neste sentido, como uma

oportunidade educativa singular

2. Aprendizagens Através de Situações-Problema

A aprendizagem através da resolução de problemas estimula o discente a confrontar-

se com desafios que se relacionam com seu cotidiano, desenvolvendo e exercitando o

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra pensamento crítico, o diálogo e a busca de

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

pensamento crítico, o diálogo e a busca de um consenso em situações de conturbação, ou

seja, contribui para que os alunos aprendam a compartilhar saberes e acessar informações,

contextualizando-as aos conhecimentos que possuem e relacionando-as com os desafios de

seu viver cotidiano.

3. Estudos de Caso

Os “estudos de caso” podem se constituir como uma estratégia que ajudaria o aluno

não apenas a resolver desafios educacionais, mas a assumir formas de procedimento na vida

pessoal e no mundo do trabalho. É um método de investigação que privilegia estudo, análise

e compreensão de situações, muitas das quais envolvendo atividades extraclasse. A situação

de aprendizagem pode ainda materializar três outros propósitos:

Levar os alunos a se sentirem envolvidos por uma “realidade concreta”, que suscitará uma série de competências para buscar soluções; uma série de competências para buscar soluções;

Permitir que os alunos descubram a existência de um “método” ou um “roteiro” para a solução de um problema ou de uma situação; a solução de um problema ou de uma situação;

Desenvolver no aluno a consciência sobre a importância da solidariedade, da cooperação e do compartilhar de iniciativas.para a solução de um problema ou de uma situação; 4. Painel Progressivo Este painel, conhecido

4. Painel Progressivo

Este painel, conhecido também como painel integrado ou painel com especialistas, é

uma situação de aprendizagem extremamente volúvel. É excelente para tornar concreto e

assimilar de forma significativa novas informações; não deixa de ser ainda uma atividade que

se presta para fixar informações; para a avaliação do desempenho do aluno, além de um

instrumento que fortalece a solidariedade e a definição de funções dos alunos em um grupo.

5. Portfólio

O portfólio é uma coleção de produções dos discentes, as quais apresentam as

evidências de sua aprendizagem, exige a opção por procedimentos que permitam aprender

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra ao longo do processo, ele pode ser utilizado

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

ao longo do processo, ele pode ser utilizado com duas finalidades interconectadas, a de avaliação processual e a de registro do processo metodológico. Estas metodologias citadas acima acompanhadas por outras estratégias de ensino estão fundamentas em um novo paradigma buscando novos caminhos de reconstrução dos processos educativos no curso, pois há uma grande necessidade de contextualizar e religar os saberes. Segundo Edgar Morin (2000, p.14) a maneira como as instituições de ensino tem apresentado o conhecimento “nos leva a separar (os objetos de seu meio, as disciplinas umas das outras) e não reunir aquilo que, entretanto, faz parte de um mesmo tecido”. A inteligência que só sabe separar, espedaça o complexo do mundo em fragmentos desconjuntados e fraciona os problemas. Combate-se então, estas práticas por meio do uso da interdisciplinaridade, como já se descreveu acima - o modelo do currículo em espiral permite a adoção de novas práticas aliada a uso de metodologias diferenciadas que busquem realmente um ensino significativo e consequentemente uma aprendizagem significativa.

4.1 CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA

No processo de transformação de faculdade para universidade especializada em ciências agrárias e saúde animal, a UFRA impulsionou várias frentes de trabalhos estratégicos. Entre elas, constituiu o grupo de desenvolvimento curricular, que teve como meta realizar estudos para promover a reestruturação dos cinco cursos de graduação ofertados pela IES. O grupo de desenvolvimento curricular realizou um detalhado exame dos currículos dos cursos de graduação vigentes e percebeu uma acentuada rigidez em suas estruturas. As chamadas grades curriculares não constituem apenas uma expressão técnica, mas simbolizam o aprisionamento do estudante em padrões que os limitam, de fato, como a grade prisional sem que isso signifique capacitá-lo para adquirir a melhor formação dentro de um campo profissional. Essas estruturas curriculares possuíam visões restritivas do conhecimento, posto que os conteúdos apresentavam-se desarticulados, repetitivos e com pouca alternativa de

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra oferecer ao estudante a possibilidade de ampliar os

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

oferecer ao estudante a possibilidade de ampliar os horizontes do conhecimento e da

aquisição de uma visão crítica que lhe permitisse extrapolar a aptidão específica de seu

campo de atuação profissional.

Foi percebida a restrita adequabilidade de conteúdos e de habilidades às demandas

impostas pelo ambiente acelerado de mudança do conhecimento e pelo dinamismo do

mercado de trabalho. As disciplinas exibiam quase sempre, cargas horárias excessivas,

fragmentação de conteúdos e uma "cadeia" rígida de pré-requisitos sem que fosse possível,

no entanto, a articulação entre os diversos programas de ensino. Foi ainda detectada a

pequena interação do processo educativo com as demandas sociais especificamente em se

tratando do pequeno produtor rural.

Todavia, o aspecto crítico percebido nessa estrutura foi a centralização do processo

de ensino no professor. Um ensino realizado através de aulas teóricas, que dificulta a

participação do estudante transformando-o em elemento passivo da aprendizagem. O

estudante é pouco estimulado a exercer sua capacidade de compreensão, estruturação dos

problemas, nem a buscar as soluções para esses problemas.

Até mesmo as aulas práticas eram concebidas apenas para conectar o pensar ao

fazer, apresentando a execução de um experimento, sem que fosse oportunizada a opção de

discussão. O estudante não era, portanto levado, de forma acadêmica, a trabalhar o

conhecimento com o objetivo de ter pensamento independente e desenvolver sua

capacidade de estruturar e contextualizar problemas e·buscar soluções alternativas às

propostas.

O currículo presente configura-se em um ambiente de aprendizado centrado no

estudante, definindo o ensino por resultados esperados onde o professor assume a tarefa de

orientar, coordenar, estimular e promover condições para que o aprendizado se faça de

maneira estimulante para o estudante.

Assim sendo, espera-se que, ao graduar-se na UFRA, o formando deverá demonstrar:

Sólida formação técnica e científica;que, ao graduar-se na UFRA, o formando deverá demonstrar: Compromisso com a ética e com princípios

Compromisso com a ética e com princípios democráticos;demonstrar: Sólida formação técnica e científica; Formação humanística; Responsabilidade social e ambiental

Formação humanística;Compromisso com a ética e com princípios democráticos; Responsabilidade social e ambiental e cidadania; Espírito

Responsabilidade social e ambiental e cidadania;e com princípios democráticos; Formação humanística; Espírito investigativo, crítico e empreendedor; Capacidade

Espírito investigativo, crítico e empreendedor;Responsabilidade social e ambiental e cidadania; Capacidade de aprendizagem autônoma e continuada; Saber

Capacidade de aprendizagem autônoma e continuada;social e ambiental e cidadania; Espírito investigativo, crítico e empreendedor; Saber trabalhar coletivamente. 26

Saber trabalhar coletivamente.e cidadania; Espírito investigativo, crítico e empreendedor; Capacidade de aprendizagem autônoma e continuada; 26

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Para tanto, o Curso de Medicina Veterinária assume

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Para tanto, o Curso de Medicina Veterinária assume a formação de seus estudantes a partir de princípios curriculares que privilegiam:

A interdisciplinaridade como princípio didático – interpretação da realidade tendo

A

interdisciplinaridade como princípio didático interpretação da realidade tendo

em vista a multiplicidade de leituras, modelo internacional de conhecimento que consiste na observação dos fatos e fenômenos sob vários olhares.

A flexibilidade na estrutura curricular – compreensão de que o curso é um percurso

A

flexibilidade na estrutura curricular compreensão de que o curso é um percurso

que deverá ser construído considerando os saberes e conteúdos da vivência e

experiência do estudante na busca ativa pelo conhecimento.

A ética como tema transversal – será considerada como eixo norteador do currículo,

A

ética como tema transversal será considerada como eixo norteador do currículo,

como eixo transversal, estimulando o eterno pensar, refletir, construir.

Compreensão da diversidade cultural e pluralidade dos indivíduos - Aceitar a dimensão singular do homem

Compreensão da diversidade cultural e pluralidade dos indivíduos - Aceitar a dimensão singular do homem e sua multiplicidade interior.

Sólida preparação do profissional para o exercício da prática do trabalho, da cidadania e da

Sólida preparação do profissional para o exercício da prática do trabalho, da cidadania e da vida cultural.

Compreensão da graduação como etapa inicial no processo de formação continuada, a ser consolidado através

Compreensão da graduação como etapa inicial no processo de formação continuada, a ser consolidado através do ensino, da pesquisa e da extensão.

Capacitação Profissional e Avaliação Permanente – o processo de reestruturação curricular deverá estar

Capacitação Profissional e Avaliação Permanente o processo de reestruturação curricular deverá estar associado a um programa de capacitação docente e à um projeto de auto-avaliação institucional.

Inicialmente a construção curricular partiu da idéia de currículo em “espiral”, que representasse a complexidade crescente dos saberes e a ruptura existente entre o ciclo básico e profissional na graduação. Esta compreensão deveria estar clara na comunidade acadêmica, destacando-se que o modelo em espiral não significa a hierarquização do conhecimento, mas a sua integração e abrangência crescentes.

Neste modelo, o ensino estará centrado no estudante, como sujeito da aprendizagem e no professor, como agente facilitador no processo de construção do conhecimento; as coordenações de cursos deverão desenvolver ações integradas e a organização estrutural da instituição deverá estar adequada, permitindo um fluxo contínuo entre o planejar, o executar e o avaliar e a visão administrativa deverá estar centrada no pedagógico. Será adotada a metodologia “problematizadora” para possibilitar o ensino contextualizado e atender aos resultados definidos nos planos de ensino.

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5 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

5 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Ao se construir o percurso

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Ao se construir o percurso curricular do curso de Medicina Veterinária procurou-se

contemplar o disposto na RESOLUÇÃO CNE/CES 1, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2003 5 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Medicina Veterinária e preencher os anseios da sociedade local e nacional. Deste modo, o projeto pedagógico organizado em uma modalidade seriada semestral, constituindo-se de três ciclos curriculares, desenvolvidos em eixos temáticos compostos por disciplinas com conhecimentos integrados, e visa o tratamento interdisciplinar e transversal dos conteúdos acadêmicos. O percurso curricular desenvolvido em eixos temáticos é inspirado nos preceitos da interdisciplinaridade, sendo os eixos temáticos caracterizados por assuntos interdisciplinares integrados, devendo ser trabalhados em conjunto pelos professores envolvidos com os temas.

Os eixos temáticos do curso estão distribuídos no Instituto de Ciências Agrárias (ICA),

Instituto de Saúde e Produção Animal (ISPA), Instituto Sócio-Ambiental e de Recursos Hídricos (ISARH) e no Instituto Ciberespacial (ICIBE). Nos Institutos, com atribuições administrativas próprias, previstas no Regimento da UFRA, lotam-se os professores que ministram as aulas no curso. O estágio supervisionado obrigatório (ESO) e o trabalho de conclusão de curso (TCC) são componentes curriculares obrigatórios e serão desenvolvidos em consonância com as linhas de ensino-pesquisa-extensão institucionais.

As atividades curriculares complementares serão flexibilizadas e o estudante, como

elemento responsável pela composição de seu percurso acadêmico, enriquecerá seu currículo com atividades independentes que, aprovadas pelo colegiado competente, serão

integralizadas em seu histórico escolar.

O Currículo será organizado em três ciclos de desenvolvimento conforme

apresentado no quadro 1.

5 CNE. Resolução CNE/CES 1/2003. Diário Oficial da União, Brasília, 20 de fevereiro de 2003. Seção 1, p. 15.

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Quadro 1 – Descrição e conteúdo dos ciclos

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Quadro 1 Descrição e conteúdo dos ciclos de desenvolvimento da matriz curricular

Ciclo

Conteúdo

Descrição

 

Ciclo de Fundamentação

Fundamentos dos Cursos para a construção de uma linguagem comum

Atividades que trabalham a linguagem, criticidade, criatividade, habilidades formativas.

(1° ao 4° semestres)

Ciclo de Desenvolvimento Profissional

Contato com os problemas reais para integrar aspectos teóricos e práticos da atividade profissional.

Atividades de baixa, média e alta complexidade explorando conteúdos básicos e profissionais do curso

(5° ao 9° semestres)

Ciclo de Sedimentação Profissional

(10° semestre)

Onde o aluno irá completar o ciclo de graduação com o ESO e a apresentação do TCC.

que formação profissional

Atividades

completam

a

O curso funcionará em regime integral nos turnos matutino e vespertino com o ingresso anual por processo seletivo vestibular, conforme estabelecido pelo Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (CONSEP). Para as aulas teóricas haverá uma turma única;

todavia para as aulas práticas a turma será, no ato da matrícula inicial, subdividida em duas subturmas (A, B) com igual número de alunos cada, devendo o aluno permanecer na subturma indicada até o final do curso. Entretanto, será facultada a redistribuição dos alunos

em três ou mais subturmas (A1, A2, B1, B2, C1, C2

responsável pela escolaridade de cada disciplina. Durante a semana o discente disporá de tempo livre para realização das atividades complementares de formação que são necessárias para integralização do curso. O aluno deverá cumprir 170 horas em atividades complementares, que podem ser obtidas conforme disposto no item 5.2 deste documento.

conforme determinação do professor

),

Na tabela 1 está resumida a carga horária mínima necessária para integralização do curso de Medicina Veterinária da UFRA, distribuída em função das atividades a serem desempenhadas pelo discente.

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Tabela 1 – Distribuição da carga horária do

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Tabela 1 Distribuição da carga horária do Curso de Medicina veterinária da UFRA, de acordo com as atividades

Carga horária do curso

Horas

Eixos temáticos obrigatórios

4.437

TCC

85

Estágio Supervisionado Obrigatório

493

Disciplinas eletivas

102

Atividades complementares de ensino (ACE)

170

Total

5.287

Considerando

a

carga

horária

organizada

de

acordo

com

desenvolvimento do percurso curricular, tem-se:

cada

ciclo

de

Tabela 2 Distribuição da carga horária do Curso de Medicina Veterinária, de acordo os ciclos de desenvolvimento do percurso curricular

Carga horária do curso

Horas

Ciclo de Fundamentação

(1° ao 4° semestres)

Ciclo de Desenvolvimento Profissional

(5° ao 9° semestres)

Ciclo de Sedimentação Profissional

(10° semestre)

Disciplinas eletivas Atividades complementares de ensino (ACE)

2.074

(39%)

2.363

(45 %)

578 (11%)

102 (2%)

170 (3%)

Total

5.287 (100%)

5.1 EXECUÇÃO DOS EIXOS TEMÁTICOS E DAS DISCIPLINAS

A execução dos eixos temáticos e das disciplinas será realizada conforme previsto no

Regulamento de Ensino dos Cursos de Graduação da Universidade Federal Rural da

Amazônia (vide anexos).

30

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra 5.2 ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO (ESO) O último

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

5.2 ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO (ESO)

O último semestre do curso de Medicina Veterinária é destinado à realização do

Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO), consistindo em treinamento especial realizado na

própria universidade ou em outras instituições de ensino superior, hospitais ou clínicas

veterinárias, laboratórios, propriedades rurais, indústrias, figoríficos, enfim, nas diversas

empresas, onde há a atuação de Médico Veterinário, sempre sob supervisão de profissionais

capacitados. Os estágios são coordenados pela comissão de TCC/ESO (CTES), um órgão

assessor da Coordenadoria do curso. A iniciativa de criação dos estágios supervisionados

obrigatórios visa ampliar a integração do discente com as diversas áreas de atuação da

Medicina Veterinária, assim como complementar a formação do acadêmico para o exercício

da profissão.

5.2.1

Instrução

Normativa

para

as

Dispsições

Especificas

do

Obrigatório do Curso de Medicina Veterinária

Estágio

Supervisionado

Regulamenta as disposições específicas pra o ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO (ESO), do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia.

CAPÍTULO I DA CONCEDENTE E CONDIÇÕES DO ESTÁGIO

Art.1º. O ESO poderá ser desenvolvido tanto na UFRA, como em outra idônea instituição de ensino superior, empresa, institutos de pesquisa, clínicas, ou qualquer outra entidade de direito publico ou privado ligada à área de atuação da medicina veterinária, conveniadas com a UFRA.

Parágrafo único: Quando da realização do estágio fora do campus da UFRA, o custeio com transporte, hospedagem e alimentação, correrá a expensas do estagiário.

Art.2º. O aluno poderá realizar o ESO em outro país desde que:

I. Demonstre conhecimento da língua do país de destino;

II. Haja manifestação formal da instituição estrangeira recebedora do estagiário

31

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra III. Tenha condições de manutenção no país de

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

III. Tenha condições de manutenção no país de destino, pois correrá a expensas do aluno, o deslocamento, seguridade, alimentação e hospedagem.

Art.3º Os alunos matriculados no nono (9º) semestre serão avaliados pela CTES para designação do local de estágio, considerando-se os seguintes critérios para classificação dos discentes:

I. Coeficiente de rendimento geral (CRG) no histórico acadêmico;

II. Currículo do discente (modelo plataforma lattes).

Parágrafo único: Somente será permitida a mudança do local de estágio, mediante plausível justificativa e anuência do orientador, com prévia solicitação à CTES antes do início do estágio, ou em condições extraordinárias.

CAPÍTULO II DA DURAÇÃO DO ESTÁGIO

Art. 4º. O ESO terá duração de 493 horas de atividades, tendo seu início imediatamente após a matrícula no 10º semestre do curso. O término do estágio coincide com o cumprimento da carga horária estabelecida e defesa pública do relatório final de estágio.

Parágrafo único. Somente poderá matricular-se no ESO, o discente que tenha sido aprovado em todos os eixos temáticos, disciplinas eletivas e demais atividades complementares previstas na matriz curricular do 1º ao 9º semestres.

Art. 5º A partir do nono semestre o discente deverá encaminhar conjuntamente com o seu orientador a solicitação do estágio, indicando a área de conhecimento, o local de realização do estágio e plano de trabalho.

Art. 6º. O horário destinado às atividades do estágio será estabelecido pelo discente em comum acordo com o Orientador e comunicado à CTES.

Art. 7º. A carga horária do ESO será assim distribuída:

I. 459 horas de atividades práticas, realizadas no local de estágio, previstas no plano de trabalho.

II. 34 horas destinadas a elaboração do relatório final de estágio.

Parágrafo Único - Os prazos de entrega de relatórios e outras exigências serão estabelecidos no início de cada semestre letivo pela Coordenadoria do Curso de Medicina Veterinária.

32

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra CAPÍTULO III DA ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO Art. 8º

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

CAPÍTULO III DA ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO

Art. 8º A orientação do ESO caberá aos docentes efetivos, com titulação mínima de Mestre ou equivalente, do curso de Graduação em Medicina Veterinária da UFRA, desde que cadastrado na CTES.

Parágrafo único. Compete ao orientador encaminhar o plano de trabalho e acompanhar o discente durante toda a execução do estágio, auxiliando inclusive na elaboração e defesa do relatório final de estágio.

Art. 9º Cada orientador poderá responsabilizar-se por no máximo cinco (5) estagiários, por turma de graduandos do curso.

Art. 10 O supervisor, profissional de nível superior, receberá o discente no local de realização do estágio e o auxiliará no cumprimento do plano de trabalho, monitorará o desenvolvimento das atividades e contribuirá com a avaliação do discente.

Parágrafo único. O supervisor deverá encaminhar a CTES a frequência e a ficha de avaliação do discente.

Art. 11 Compete a Coordenadoria do Curso oferecer os certificados de orientação e supervisão para os orientadores e supervisores, respectivamente.

CAPÍTULO IV DO ENCAMINHAMENTO DO DISCENTE

Art. 12 O discente será encaminhado ao local do estágio mediante carta de apresentação, assinatura do termo de compromisso e plano de estágio.

Art. 13 A frequência do estagiário será controlada pelo supervisor.

Art. 14 Após o final de estágio o supervisor deverá enviar tempestivamente à CTES, a ficha de avaliação e a freqüência.

Art. 15 Compete ao orientador avaliar as condições de estágio e comunicar à CTES problemas e eventualidades

33

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra CAPÍTULO V DO RELATÓRIO FINAL Art. 16 A

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

CAPÍTULO V DO RELATÓRIO FINAL

Art. 16 A elaboração do relatório final seguirá as Normas e Padronizações de Trabalhos Acadêmicos, da Biblioteca “Lourenço José Tavares da Silva” da UFRA e deverá se enviado em três vias à CTES, devidamente assinados pelo discente e pelo orientador, com encaminhamento do orientador, 30 dias antes da data prevista da defesa.

Parágrafo único. Os relatórios entregues fora dos prazos estabelecidos serão considerados como não entregues e o discente receberá nota zero.

Art. 17 Após a defesa compete ao discente providenciar as alterações e sugestões feitas pela banca examinadora, em concordância com o orientador, encaminhando à CTES, uma via da versão final do relatório devidamente assinada pelo orientador e discente.

Parágrafo único. O discente que não entregar a versão final do relatório, antes do termino do semestre não terá sua nota de ESO encaminhada à ProEn, não podendo, portanto receber o grau de Bacharel.

CAPÍTULO VI DA BANCA EXAMINADORA E AVALIAÇÃO FINAL

Art. 18 A avaliação final do ESO do discente será feita por uma banca examinadora constituída por três membros, sugeridaos pelo orientador e designados pela CTES, sendo o orientador membro nato e presidente.

Art. 19 A média final obedecerá aos seguintes critérios:

I. M1 = Média aritmética das notas atribuídas pelo supervisor (peso dois)

II. M2 = Média atribuída ao relatório final pelos membros da banca examinadora (peso um)

III. MÉDIA FINAL = [(M1 * 2) + (M2 *1)]/3

Art. 20 A defesa do relatório final deverá ser pública perante banca examinadora, tendo o candidato 20 minutos para realizá-la e dispondo a banca de 15 minutos, por cada membro, para arguição do discente.

Art. 21 O aluno será aprovado se obtiver média final igual ou superior a 6,0 (seis), de acordo com os critérios de avaliação previstos no art. 19 deste regulamento e frequência mínima de

75%.

34

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Parágrafo único. Somente integralizará o currículo, o

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Parágrafo único. Somente integralizará o currículo, o discente que for aprovado no ESO.

Art. 22 O discente que não for aprovado deverá repetir o ESO no semestre seguinte.

Art. 23 O certificado do ESO será conferido aos discentes pela Coordenadoria do Curso de Medicina Veterinária, com aprovação do colegiado do curso, devidamente assinado pelo coordenador, constando a área de realização do estágio, o período, a carga horária e o nome do orientador e supervisor do estágio.

Art. 24 Os casos omissos serão resolvidos pela CTES, pelo coordenador do curso, ouvindo o colegiado da coordenadoria, e em última instância pela Pró-Reitoria de Ensino (ProEn).

5.3 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)

A disciplina TCC, atividade de integração curricular obrigatória do Curso de Medicina

Veterinária consiste em trabalho final de graduação, abordando temas das linhas de

pesquisa institucional, a ser elaborado pelo estudante, em forma de monografia, sob a

orientação de um professor por ele escolhido, aprovado pela CTES e pela Coordenadoria do

Curso de Medicina Veterinária.

5.3.1 Instrução Normativa para as Disposições Específicas do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Medicina Veterinária

Regulamenta as disposições específicas para o TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC), do curso de Medicina Veterinária da UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA

CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O presente Regulamento tem por finalidade normalizar as atividades relacionadas com o Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, do Currículo Pleno do Curso de Medicina Veterinária, indispensável para a colação de grau.

Art.

Veterinária consiste em trabalho final de graduação, abordando temas das áreas de

Medicina

O

TCC,

atividade

de

integração

curricular

obrigatória

do

Curso

de

35

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra conhecimento das Ciências Veterinárias a ser elaborado pelo

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

conhecimento das Ciências Veterinárias a ser elaborado pelo discente, em forma de monografia, sob a orientação de um professor por ele escolhido e aprovado pela CTES.

CAPÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO

Art. 3º Os orientadores serão aprovados pela Coordenadoria do Curso de Medicina Veterinária e suas horas-atividades, confirmadas pelo Colegiado dos Institutos.

§ 1º Ao orientador do TCC, professor efetivo da UFRA com, no mínimo, título de mestre ou equivalente, será computada a carga horária de duas horas-aula semanal, para cada orientando.

§ 2º A carga horária do orientador será limitada ao máximo de 10 (dez) horas-aula semanais, não podendo aceitar mais de cinco orientandos.

§ 3º O orientador será obrigado a avaliar e participar em três bancas examinadoras, como titular ou suplente, por orientando assumido, conforme designação da CTES.

CAPÍTULO III DA MATRÍCULA, DA CARGA HORÁRIA E DA FREQÜÊNCIA

Art. 4º O aluno poderá matricular-se no TCC no 10º semestre, somente após a conclusão de todos os eixos temáticos, das disciplinas eletivas e das atividades complementares previstas na matriz curricular e aprovação do seu projeto de monografia.

§ único O discente só poderá matricular-se na disciplina após cadastrar o seu projeto de monografia de TCC, em formulário próprio da CTES.

Art. 5º O TCC tem uma carga horária correspondente a 85 horas de atividades.

Art. 6º A frequência no TCC deverá atender aos seguintes critérios:

i. Comparecer às reuniões convocadas pelo coordenador ou pelo orientador do TCC;

ii. Manter contatos, no mínimo, quinzenais, com o professor orientador, consoanteo

cronograma;

iii. Proceder à defesa pública do seu trabalho monográfico, perante banca examinadora,

conforme calendário estabelecido pela CTES.

36

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra CAPÍTULO V DO PROJETO E DA MONOGRAFIA Art.

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

CAPÍTULO V DO PROJETO E DA MONOGRAFIA

Art. 7º A estrutura do projeto da monografia deve conter:

i. Introdução;

ii. Objetivos;

iii. Revisão da literatura;

iv. Material e métodos (exceto para as revisões de literatura)

v. Cronograma de atividades

vi. Parecer da comissão de bioética, quando necessário.

Art. 8º O discente deverá submeter o Projeto de monografia de TCC à CTES, segundo as condições estabelecidas Art. 20 do regulamento de ensino, que estabelece as condições gerais do TCC.

Art. 9º A estrutura e da monografia deverá seguir as orientações e normas para confecções de monografias, dissertações e teses da Biblioteca “Lourenço José Tavares Vieira da Silva”

Art. 10 Para as monografias com nota superior a seis (6,0), feitas as correções solicitadas pela banca examinadora, o aluno deverá entregar quatro (4) exemplares encadernados à CTES, sendo um para cada membro da banca e uma (1) para o acervo da Biblioteca “Lourenço José Tavares Vieira da Silva” da UFRA e um (1) CD com a versão da monografia em PDF.

§ único O envio da nota de aprovação do TCC ficará condicionada à entrega dos exemplares da monografia.

CAPÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 11 Os casos omissos serão analisados em primeira instância, pela CTES, e posteriormente, pelas instâncias superiores cabíveis.

Art. 12 Este Regulamento entra em vigor na data de sua publicação e revoga as disposições em contrário.

5.4 ATIVIDADES COMPLEMENTARES DE ENSINO (ACE)

Os acadêmicos deverão integralizar um mínimo de 170 horas de atividades

complementares de ensino (ACE). Para a contabilização da carga horária destas atividades o

37

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra discente deverá formalizar solicitação na coordenadoria do

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

discente deverá formalizar solicitação na coordenadoria do curso mediante comprovação das atividades, ao final de cada semestre letivo. De acordo com os critérios estabelecidos neste projeto pedagógico o discente obterá uma pontuação corresponde para cada atividade desenvolvida. Deste modo, para algumas atividades cada ponto corresponderá a 17 horas de atividades; para outras, haverá uma pontuação estabelecida. As Ações Curriculares Integradas (ACI) constituídas por ações extensionistas curriculares multi, inter e transdisciplinares, certificadas e creditáveis, previstas em projetos de extensão cadastrados na PROEX serão consideradas como atividades para fins de integralização curricular (vide anexos)

38

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Quadro 2 - Critérios para pontuação das atividades

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Quadro 2 - Critérios para pontuação das atividades complementares de ensino

   

Pontuação máxima obtida

 

Atividade

Pontos*

Horas

Participação em eventos técnico-científicos da área

     

O

discente poderá integralizar como atividade complementar de

1

17

graduação, participações em congressos, simpósios e seminários (1 ponto por evento)

Estágios extracurriculares

     

O

discente poderá contar como atividade complementar estágios

5

85

extracurriculares reconhecidos pela Coordenadoria do Curso, com duração mínima de 160 horas de atividades.

Iniciação científica e PET

     

O

discente, bolsista ou voluntário de iniciação científica (IC) e do

programa de educação tutorial (PET), após o cumprimento do período

do projeto de pesquisa solicitará integralização como atividades complementares, devendo requerer à PROPED declaração informando

5

85

o

período de execução da pesquisa, o orientador e o projeto, e

apresentá-la à Coordenadoria do Curso para a integralização da carga horária (5 pontos por cada período de 12 meses de atividades)

Publicação de trabalhos científicos

 

A

publicação de trabalhos científicos poderá ser integralizada como atividades complementares de acordo com os

seguintes critérios:

 

Publicação em anais de eventos

 

Resumos simples

 

-

5

Resumos expandidos

 

-

10

Trabalhos completos

 

-

20

Artigos completos em periódicos indexados

 

Nacionais

 

3

51

Internacionais

 

4

68

Monitoria acadêmica

     

A

monitoria

acadêmica

poderá

ser

integralizada

como

atividade

5

85

complementar (5 pontos para cada monitoria realizada)

Administração

 

O

discente que desenvolve atividades administrativas poderá solicitar integralização da carga horária como

atividade complementar de graduação para cada semestre de mandato nos seguintes critérios:

Colegiados Superiores CONCEPE/ CONSUN

 

-

10

Colegiado da Coordenadoria do Curso

 

-

10

Colegiado de Instituto

 

-

5

Comissão Organizadora de Eventos

 

-

5

Representante de turma

 

-

5

Ações Curriculares Integradas (ACI)

   

68

Ações curriculares integradas (Projetos de Extensão)

 

-

Disciplinas Optativas

 

Será correspondente a carga horária de cada disciplina cursada

Seminário integrado

   

Seminário realizado conforme regulamentação própria

 

68

*Cada ponto obtido corresponde a 17 horas de atividade e para as atividades específicas, a pontuação pré- determinada.

39

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra 6 PERCURSO CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

6 PERCURSO CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

CICLO DE FUNDAMENTAÇÃO

 
 

510

h

1º. Semestre

CH semanal 30 h

Eixo temático: INTRODUÇÃO A ATIVIDADE POFISSIONAL

51 h

 

Introdução à Medicina Veterinária Ética profissional e deontologia

34 h

Disciplinas:

17 h

Eixo temático: MORFOLOGIA I

391

h

 

Biologia celular, histologia I e embriologia animal Anatomia descritiva dos animais domésticos e selvagens I Bioquímica veterinária Fisiologia veterinária I

102 h

119 h

Disciplinas:

85 h

85 h

Eixo temático: SERES VIVOS E MEIO AMBIENTE

68 h

Disciplinas:

Zoologia

34 h

Ecologia Básica

34 h

o l o g i a 3 4 h Ecologia Básica 34 h 2º. Semestre 510

2º. Semestre

510 h

CH semanal 30 h

Eixo temático: MORFOLOGIA II

Morfofisiologia I requisito

306 h

 

Histologia II

102 h

Disciplinas:

Anatomia descritiva dos animais domésticos e selvagens II

119 h

Fisiologia veterinária II

85 h

Eixo temático: CIÊNCIAS EXATAS APLICADAS

119

h

 

Bioinformática Matemática aplicada Bioestatística

17 h

Disciplinas:

34 h

68 h

Eixo temático: DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO I

85 h

 

Desenvolvimento agrário na Amazônia Sociologia e extensão rural

51 h

Disciplinas:

34 h

85 h   Desenvolvimento agrário na Amazônia Sociologia e extensão rural 51 h Disciplinas: 34 h

40

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra CICLO DE FUNDAMENTAÇÃO 3º. Semestre 510 h CH

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

CICLO DE FUNDAMENTAÇÃO

3º. Semestre

510 h

CH semanal 30 h

Eixo temático: IMUNOLOGIA E AGENTES INFECCIOSOS E PARASITÁRIOS

306 h

 

Microbiologia veterinária

102 h

Disciplinas:

Parasitologia veterinária

136 h

Imunologia veterinária

68 h

Eixo temático: FARMACOLOGIA e QUÍMICA APLICADA

Morfofisiologia I requisito

204 h

 

Química analítica

68 h

Disciplinas:

Farmacologia Veterinária

136 h

68 h Disciplinas: Farmacologia Veterinária 136 h   527 h 4º. Semestre CH semanal 31 h
 

527

h

4º. Semestre

CH semanal 31 h

Eixo temático: PATOLOGIA DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS E SELVAGENS

 

Morfofisiologia II e Imunologia e agentes infecciosos e parasitários - requisito

238 h

 

Patologia Veterinária Medicina veterinária legal

204 h

Disciplinas:

34 h

Eixo temático: INTRODUÇÃO À CRIAÇÃO ANIMAL

Morfofisiologia I requisito

102 h

 

Introdução à Zootecnia Bioclimatologia e bem-estar em animais de produção

51 h

Disciplinas:

51 h

Eixo temático: GENÉTICA ANIMAL

 

Ciências exatas aplicadas - requisito

102 h

 

Genética Métodos de Melhoramento Animal

68 h

Disciplinas:

34 h

Eixo temático: DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO II

85 h

 

Economia regional e do agronegócio Agricultura familiar, gestão comunitária e capital social

51 h

Disciplinas:

34 h

regional e do agronegócio Agricultura familiar, gestão comunitária e capital social 51 h Disciplinas: 34 h

41

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra CICLO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL 5º. Semestre 459 h

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

CICLO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

5º. Semestre

459 h

CH semanal 27 h

Eixo temático: NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO ANIMAL

Morfisiologia II requisito

170 h

Disciplinas:

Forragicultura

68 h

Nutrição animal

102 h

Eixo temático: MEDICINA PREVENTIVA E SAÚDE COLETIVA I

Patologia dos animais domésticos e selvagens - requisito

221 h

 

Epidemiologia veterinária Doenças bacterianas e fúngicas dos animais Doenças virais dos animais

51 h

Disciplinas:

85 h

85 h

Eixo temático: ECONOMIA E ADMINISTRAÇÃO

68 h

Desenvolvimento agrário II requisito

 

Economia da produção Administração econômico-financeira e contabilidade

34 h

Disciplinas:

34 h

e contabilidade 34 h Disciplinas: 34 h 6º. Semestre 493 h CH semanal 29 h Eixo

6º. Semestre

493 h

CH semanal 29 h

Eixo temático: MEDICINA PREVENTIVA E SAÚDE COLETIVA II

Patologia dos animais domésticos e selvagens - requisito

102 h

 

Doenças parasitárias dos animais Saúde coletiva e zoonoses

51 h

Disciplinas:

51 h

Eixo temático: CLÍNICA MÉDICA DE CÃES E GATOS

Patologia dos animais domésticos e selvagens e Farmacologia e química analítica requisito

255 h

 

Semiologia médica de cães e gatos Patologia Clínica de cães e gatos Clinica Médica de cães e gatos Toxicologia Veterinária I

51 h

51 h

Disciplinas:

102 h

51 h

Eixo temático: CRIAÇÃO E MANEJO DOS ANIMAIS DE PRODUÇÃO

136 h

Introdução à criação animal e Nutrição e alimentação animal - requisito

 

Bubalinocultura Bovinocultura de leite e corte

51 h

Disciplinas:

85 h

animal - requisito   Bubalinocultura Bovinocultura de leite e corte 51 h Disciplinas: 85 h 42

42

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra CICLO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL 7º. Semestre 527 h

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

CICLO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

7º. Semestre

527 h

CH semanal 31 h

Eixo temático: CLÍNICA CIRÚRGICA DE CÃES E GATOS

Clínica médica de cães e gatos requisito

204 h

Disciplinas:

Anestesiologia de cães e gatos

Técnica cirúrgica de cães e gatos

Clinica e patologia cirúrgicas de cães e gatos

Diagnóstico por imagem de cães e gatos

51 h

51 h

51 h

51 h

Eixo temático: MEDICINA DOS ANIMAIS DE PRODUÇÃO

Clínica médica de cães e gatos requisito

323 h

 

Semiologia médica de ruminantes

34 h

Patologia clínica de ruminantes

34 h

Disciplinas:

Clínica Buiátrica

119 h

Clinica e patologia da reprodução de ruminantes

85 h

Toxicologia Veterinária II

51 h

ruminantes 85 h Toxicologia Veterinária II 51 h 8º. Semestre 442 h CH semanal 26 h

8º. Semestre

442 h

CH semanal 26 h

Eixo temático: CLÍNICA CIRÚRGICA DOS ANIMAIS RUMINANTES

Medicina dos animais de produção requisito

136 h

Disciplinas:

Anestesiologia de ruminantes

17 h

Técnica cirúrgica de ruminantes

17 h

Clinica e patologia cirúrgicas de ruminantes

34 h

Ginecologia e obstetrícia de ruminantes

68 h

Eixo temático: CLÍNICA MÉDICA DE EQUINOS

Clínica médica de cães e gatos requisito

136 h

 

Semiologia médica de eqüinos

17 h

Disciplinas:

Patologia clínica de eqüinos

17 h

Clinica e patologia da reprodução de equinos

17 h

Clinica médica de eqüinos

85 h

Eixo temático SAÚDE E MANEJO DE ANIMAIS SELVAGENS

 

Patologia dos animais domésticos e selvagens e Farmacologia e química analítica - requisito

51 h

Disciplinas:

Clínica de animais selvagens

34 h

Manejo de animais selvagens

17 h

Eixo temático TECNOLOGIA DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL I

 

Medicina Preventiva e Saúde coletiva I e Medicina Preventiva e Saúde coletiva II

119 h

 

Processamento tecnológico e inspeção higiênico-sanitária de leite, ovos, mel e derivados Higiene veterinária I

85 h

Disciplinas:

34 h

higiênico-sanitária de leite, ovos, mel e derivados Higiene veterinária I 85 h Disciplinas: 34 h 43

43

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra CICLO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL 9º. Semestre 442 h

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

CICLO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

9º. Semestre

442 h

CH semanal 26 h

Eixo temático: CLÍNICA CIRÚRGICA DE EQUINOS

Clínica médica de eqüinos requisito

102 h

 

Anestesiologia de eqüinos

34 h

Disciplinas:

Patologia e clínica cirúrgicas de eqüinos

34 h

Diagnóstico por imagem em eqüinos

34 h

Eixo temático: MANEJO E EFICIÊNCIA REPRODUTIVA EM ANIMAIS DE PRODUÇÃO

Genética animal, medicina dos animais de produção - requisito

136 h

Disciplinas:

Biotecnologia da reprodução animal

Melhoramento animal aplicado

85 h

51 h

Eixo temático: TECNOLOGIA DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL II

Medicina Preventiva e Saúde coletiva I e II requisitos

119 h

Disciplinas:

Processamento tecnológico e inspeção higiênico-sanitária de carnes, pescado e derivados Higiene veterinária II

85 h

34 h

Eixo temático: DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO III Economia e administração requisito

85 h

Disciplinas:

Empreendedorismo rural

Política e legislação agrária

51 h

34 h

rural Política e legislação agrária 51 h 34 h CICLO DE SEDIMENTAÇÃO PROFISSIONAL 10º. Semestre 578

CICLO DE SEDIMENTAÇÃO PROFISSIONAL

10º. Semestre

578 h

CH semanal 34 h

Eixo temático: TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Para realização do TCC é obrigatório ter cursado todos os eixos temáticos

85 h

Medicina dos animais de produção

Saúde dos animais de companhia e selvagens

Saúde dos Equideos

Tecnologia e segurança dos alimentos de origem animal

Produção animal

Manejo e eficiência reprodutiva em animais de fazenda

Epidemiologia e saúde pública

Eixo temático: ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO

Para realização do ESO é obrigatório ter cursado todos os eixos temáticos

493 h

44

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra PERCURSO CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

PERCURSO CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

Disciplinas Eletivas/Optativas

Carga horária

Disciplinas ofertadas para alunos matriculados a partir do 3º semestre

Informática aplicada

51 h

Disciplinas ofertadas para alunos matriculados a partir do 4º semestre

Comunicação científica oral e escrita Metodologia da pesquisa científica

51 h

51 h

Disciplinas ofertadas para alunos matriculados a partir do 5º semestre

Comportamento e bem-estar animal Anatomia topográfica veterinária

51 h

34 h

Disciplinas ofertadas para alunos matriculados a partir do 6º semestre

Ovinocaprinocultura Equideocultura Geoprocessamento aplicado a saúde animal Apicultura

51 h

51 h

51 h

51 h

Disciplinas ofertadas para alunos matriculados a partir do 7º semestre

Neonatologia e geriatria em cães e gatos Tópicos de odontologia veterinária Diagnóstico por imagem em animais selvagens Infertilidade e técnicas de reprodução assistida em eqüinos Formulação e fabricação de rações para monogástricos

51 h

34 h

34 h

34 h

34 h

Disciplinas ofertadas para alunos matriculados a partir do 8º semestre

Práticas hospitalares em animais de produção Andrologia veterinária Diagnóstico por Imagem em Bovinos Anestesiologia na emergência de cães e gatos

68 h

51 h

34 h

34 h

Disciplinas ofertadas para alunos matriculados a partir do 9º semestre

Controle microbiológico de produtos de origem animal Defesa Sanitária Animal Vigilância sanitária de alimentos Tópicos avançados em suinocultura Tópicos avançados em avicultura

51 h

34 h

34 h

34 h

34 h

em avicultura 51 h 34 h 34 h 34 h 34 h PERCURSO CURRICULAR DO CURSO
em avicultura 51 h 34 h 34 h 34 h 34 h PERCURSO CURRICULAR DO CURSO

PERCURSO CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

CARGA HORÁRIA DO CURSO

Eixos temáticos obrigatórios

4.437 horas

TCC

85 horas

Estágio Supervisionado Obrigatório

493 horas

Disciplinas eletivas

102 horas

Atividades complementares de ensino

170 horas

Total

5.287 horas

45

7 EMENTÁRIO

7 EMENTÁRIO Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra   CICLO DE FUNDAMENTAÇÃO - 1º SEMESTRE

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

 

CICLO DE FUNDAMENTAÇÃO - 1º SEMESTRE

Eixo temático: INTRODUÇÃO A ATIVIDADE POFISSIONAL

 

Disciplina: Introdução ao estudo da Medicina Veterinária

 

Carga horária teórica: 34 horas

Carga horária prática:

Carga horária total: 34 horas

Objetivo geral:

 

Apresentar a profissão e o mercado de trabalho ao acadêmico ingressante no curso, mostrando a evolução histórica da Medicina Veterinária. Estimular a análise crítica e reflexiva do trabalho do Médico Veterinário, nos seus diferentes espaços de trabalho.

Ementa:

 

A

Medicina Veterinária na Universidade e no contexto social. O currículo do curso de Medicina Veterinária

frente à evolução do conhecimento social da profissão e dos campos de atuação do Médico Veterinário.

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Eletiva

 

Livros textos adotados:

 

Não se aplica

Bibliografia complementar:

 

Lei N.º 5.517, de 23 de Outubro de 1968 Dispõe sobre o exercício da profissão de Médico Veterinário e cria os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária. DOU 25/10/68; Lei N.º 6.885, de 09 de Dezembro de 1980 Dispõe sobre a Inscrição de Médicos Veterinários Militares nos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária. DOU 11/12/80; Decreto N.º 64.704, de 17 de Junho de 1969 Aprova o regulamento do exercício da Profissão de Médico e dos Conselhos de Medicina Veterinária. DOU 19/06/69; Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária da UFRA. Estatuto da Universidade Federal Rural da Amazônia. Regimento Geral da Universidade Federal Rural da Amazônia.

Disciplina: Ética profissional e deontologia

 

Carga horária teórica: 17 horas

Carga horária prática:

Carga horária total: 17 horas

Objetivo geral:

 

Os alunos conhecerão a legislação vigente que rege a profissão, e o Código de Deontologia do Médico

Veterinário

 

Ementa:

 

A

disciplina busca estabelecer as relações da deontologia, moral e ética com a atuação profissional, a

legislação profissional vigente e as entidades de classe. Visa abordar ainda o código de deontologia e ética

profissional médico-veterinária

 

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

 

OSTA, W.R.: Deontologia e Diceologia. EV/UFMG: Belo Horizonte, 1990. (APOSTILA) MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. Legislação de Defesa Sanitária Animal. Brasília, 1991. Lei 5.517/68, 23 de outubro 1968. Dispõe sobre o exercício da profissão de Médico Veterinário e cria os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária. Diário Oficial. Brasília, 1968.

Bibliografia complementar:

 

Sites e periódicos indexados

46

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Eixo temático: MORFOFISIOLOGIA I   Disciplina:

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Eixo temático: MORFOFISIOLOGIA I

 

Disciplina: Biologia celular, histologia I e embriologia animal

 

Carga horária teórica: 40 horas

Carga horária prática: 62 horas

Carga horária total: 102 horas

Objetivo geral:

Os objetivos formulados dentro de termos comportamentais orientam o Professor, na maneira de selecionar o conteúdo para seu programa e os procedimentos didáticos mais adequados para conseguir seus objetivos, e para o Aluno, na percepção do que foi ministrado como fundamental para o curso, assim como, na maneira de organizar seus esforços para atingir os objetivos.

Ementa:

Em Biologia Celular o curso estabelece a relação entre o desenvolvimento dos métodos de estudos e o do conhecimento celular. São analisados os constituintes celulares correlacionando-se forma e função, assim como aspectos citológicos ligados a diferenciação e evolução. Em Embriologia analisa-se o desenvolvimento dos vertebrados, através de aulas expositivas e aulas práticas sobre embriões em várias fases de desenvolvimento, usando-se como modelo embrião do Gales doméstico. Em Histologia I o curso será ministrado através de aulas expositivas e aulas práticas dos diferentes tecidos. São analisados os elementos constituintes, a organização e as características funcionais dos tecidos, visando a compreensão das relações entre estruturas e função de cada um dos tecidos.

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

BIOLOGIA CELULAR:

RANGEL - Fundamentos da Citologia geral - Ed. G. Koogan.,1982; BERKALOFF et al., - Biologie et physiologia cellulaires - Ed. Hermann.,1989; De ROBERTIS - Bases da Biologia celular e molecular, Ed. G. Koogan.,1989; JUNQUEIRA / CARNEIRO - Biologia celular e molecular, Ed. G.Koogan,1990; ALBERTS, B et al Biologia molecular da célula, Ed. Artes Médicas, 1997; AZEVEDO, C. Biologia Celular e Molecular, 2001; PANIAGUA,R. Citologia e Histologia animal e vegetal.,1993.

EMBRIOLOGIA:

RANGEL - Fundamentos de Embriologia geral - Ed. G. Koogan, 1982; RANGEL - Fundamentos de Embriologia especial e humana segmentar - Ed. G. Koogan, 1982; MOORE & PERSAUD Embriologia básica - Ed.G.Koogan,1993; LANGMAN - Embriologia Médica. Ed. Atheneu, 1975; FREEMAN & BRACEGIRDLE - Atlas d’Embriologie. Ed. Dunod, 1978; DAVID & HAEGEL - Embriologia (cadernos práticos). Ed. T.-Masson, 1975; HAMILTON/ BOYD/ MOSSMAN. Embriologia Humana. Ed. Atheneo, 1964; MATOS et al. - Tópicos principais de Citologia e Embriologia. Ed. Micro Sys; MELLO - Embriologia Comparada e Humana. Ed. Atheneu, 1989; DELLMANN & CARTHIERS. Cytology and Microscopic Anatomy. Ed.Williams & Wilkins, 1995; LANGMAN & SADLER. Embriologia Médica. Ed. Guanabara Koogan. 1995; CARLSON, B.M. - Embriologia Humana e Biologia do Desenvolvimento. Ed. Guanabara Koogan, 1996; MOORE/ PERSAUD Embriologia Clínica, Ed. Guanabara Koogan, 2000

HISTOLOGIA I:

DELLMANN / BROWN - Histologia Veterinária, Ed. Guanabara, 1982; JUNQUEIRA e CARNEIRO, Histologia Básica - Ed. G. Koogan, 1999; LESSON / LESSON, Atlas de Histologia - Ed. Interamericana, 1979; GEORGE, ALVES, CASTRO, Histologia comparada - Ed. Roca, 1998; MATOS, E. R./ VIEIRA, M. T. Aulas práticas de Histologia: Microscopia. Ed. UFPA.,1980; MATOS, E. R. Objetivos específicos: Tecidos e sistemas, Ed. UFPA.,1983; FINN GENESER, Atlas de Histologia - Ed. Panamericana.,1983; E. MATOS, P. MATOS e M. MATOS, Histologia de Esquemas - Aprendizado e ensinamento, Micro Sis. Proc. de Dados Ltda, Belém; DELLMANN / CARITHERS, Cytology and Microscopic Anatomy - Ed. Williams & Wilkins, 1995; BACHA / WOOD, Color Atlas of Veterinary Histology - Ed. Lea & Febiger, 1990.

Bibliografia complementar:

Periódicos e sites na Internet

47

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Disciplina: Anatomia Descritiva dos animais domésticos e

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Disciplina: Anatomia Descritiva dos animais domésticos e selvagens I

 

Carga horária teórica: 40 horas

Carga horária prática: 79 horas

Carga horária total: 119 horas

Objetivo geral:

Auxiliar os alunos a identificar, definir, conceituar e adquirir as noções fundamentais sobre a Anatomia do Aparelho Locomotor, Sistema Circulatório, Sistema Nervoso, Pele e Anexos, bem como sobre os diferentes métodos de sua abordagem. Ainda fornecer elementos básicos na preparação para a prática médico- veterinária, facilitando a formação de alunos pensantes e capazes de compreender e agir conforme os princípios profissionais éticos, através de conceitos, descrição de estruturas, forma e função dos elementos.

Ementa:

A disciplina proporciona aos discentes conhecimentos na identificação e reconhecimento das estruturas corpóreas, adquirindo noções fundamentais do aparelho locomotor, sistemas circulatório, Nervoso e Pele e anexos das espécies domésticas e selvagens.

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

GETTY, R.; SISSON & GROSSMAN. Anatomia dos animais domésticos. Rio de Janeiro, Ed. Interamericana. Vol.

I e II, 1986. EVANS, H.E. Miller’s Anatomy of the dog. W.B. Saunders Company, Toronto, 1993 3.ed

DYCE, K.

M.; SACK; W. O.; WENSING, C. J. G. Veterinary anatomy. W.B. Saunders Company, Toronto, 1996 2.ed. NICKEL, R.; SCHUMMER, A SEIFERLE, E. The Anatomy of domestic animals. Verlag Paul Parey, Berlim, 1981 SCHALLER, O. Nomenclatura anatómica veterinaria ilustrada. Ed. Acribia, S.A.Zaragoza, 1992; KÖNIG, H. E.; LIEBICH, H. Anatomia dos animais domésticos. Texto e atlas colorido. Aparelho locomotor. Ed. Artmed, Porto Alegre, v 1, 2002; KÖNIG, H. E.; LIEBICH, H. Anatomia dos animais domésticos. Texto e atlas colorido. Órgãos e Sistemas. Ed. Artmed, Porto Alegre, Vol. II, 2004; R. D. FRANDSON - W. LEE WILKE - ANNA DEE FAILS. Anatomia e Fisiologia dos Animais da Fazenda - 6ª Edição, 2007

Bibliografia complementar:

HABEL, R. E. Guide to the dissection of domestic ruminantes. Ed. Ithaca, New York, 4. Ed., 1989; EVANS, H. E.; DELAHUNTA, A. Guide to the dissection of the dog. 2ed .B. Saunders Company: Toronto, 2000; BANKS, W.J. Histologia veterinária aplicada. Ed. Manole, São Paulo 2a edição, 1992

Disciplina: Bioquímica veterinária

Carga horária teórica: 73 horas

Carga horária prática: 12 horas

Carga horária total: 85 horas

Objetivo geral:

Associar os conceitos bioquímicos aos processos de produção e saúde animal. Combinar os conhecimentos básicos de bioquímica nas disciplinas afins na interpretação, análise e julgamento das diferentes situações práticas e teóricas dessas disciplinas.

Ementa:

Estrutura e função das biomoléculas; enzimas, coenzimas e vitaminas; análise bioquímica de compostos celulares; estudo experimental da atividade enzimática, conceitos básicos do metabolismo; bioenergética; metabolismo degradativo dos carboidratos, lipídios e aminoácidos; mecanismo de ação hormonal.

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

BACILA, Metry. Bioquímica Veterinária. São Paulo, Ed. Robe, 2003; BERG, J.M.; TYMOCZKO, J.L.C STRYER, L. Bioquímica, 5 ed., 2004; CISTERNAS, J. R., VARGA, J., MONTE, O. Fundamentos de Bioquímica Experimental São Paulo, Ed. Atheneu, 1998; GOLDBERG, S. Descomplicando a Bioquímica. Porto Alegre, Ed. ArtMed, 1999 ARLSON, P., GEROK, W. GROSS, W. Patobioquímica. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 3 Ed., 1992 NELSON, D.L.; COX, M.M. Lehninger: Princípios de Bioquímica. Quarta Edição. Ed. Sarvier. 2007; RIEGEL, R. E. Bioquímica. Porto Alegre, Ed. Unisinos, 2002; SCHLINDWEIN, A. et al. Bioquímica: manual prático. Edifurb. 2008; VOET, D. Fundamentos de Bioquímica. Porto Alegre, Ed. ArtMed, 2008

Bibliografia complementar:

ALBERTS, B. et al. Molecular Biology of Cells. London, Academic Press, 1995; FARAH, S. B. DNA: Segredos e Mistérios. São Paulo, Ed. Sarvier, 1997; GUYTON, A. C. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara, 1989; HARPER, H. Manual de Química Fisiológica. São Paulo, Ed. Atheneu, 1989; SCHMIDT- NIELSEN, K. Fisiologia Animal: adaptação e meio ambiente. São Paulo, Livraria Santos Editora, 1996.

48

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Disciplina: Fisiologia veterinária Carga horária

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Disciplina: Fisiologia veterinária

Carga horária teórica: 67 horas

Carga horária prática: 18 horas

Carga horária total: 85 horas

Objetivo geral:

Permitir aos alunos uma base teórica sobre a morfofisiologia animal, com ênfase nos sistemas gerais controladores e estruturais. Deste modo, busca-se não apenas o entendimento desses sistemas funcionais do organismo de animais vertebrados em seus aspectos bioquímicos (celulares e moleculares) e morfofisiológicos de tecidos e órgãos, mas a compreensão das inter-relações entre os sistemas orgânicos, o modo de vida do animal, as formas de uso pelo homem e suas interfaces com o meio ambiente, dentro de uma visão holística e crítica. A interação com as demais disciplinas desse eixo temático (Morfofisiologia I) objetiva conferir organicidade ao programa abrangido.

Ementa:

Fisiologia da membrana celular. Fisiologia muscular. Fisiologia do Sistema Nervoso. Fisiologia do tecido ósseo. Fisiologia endócrina e reprodutiva.

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

CARLSON, N. R. Fisiologia do Comportamento, 7ª Ed. Rio de Janeiro: Manole. 2005. CÓRDOVA MARTÍNEZ, A. Fisiologia Dinâmica, 1ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. CUNNINGHAM, J. G. Tratado de fisiologia veterinária, 3 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. CURI, R.; PROCÓPIO, J.; FERNANDES L. C. Praticando Fisiologia, 1ª Ed. Rio de Janeiro: Manole, 2005. FOX, S. I. Fisiologia Humana, 7ª Ed. Rio de Janeiro: Manole, 2007. FRANDSON, R.D.; WILKE, W. L.; FAILS, A. D. Anatomia e Fisiologia dos Animais de Fazenda, 6ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. GLENAN, S. Fisiologia Dinâmica, 1ª Ed. São Paulo: Atheneu, 2008. GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica, 11 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2006. HAFEZ, E.S.E. & HAFEZ, B. (Eds). Reprodução animal, 7ª ed. São Paulo: Manole, 2003. MOLINA, P. E. Fisiologia Endócrina, 2ª Ed. Mcgraw Hill, 2007. REECE, W. O. Dukes - Fisiologia dos Animais Domésticos, 12ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. SCHMIDT, R. R. Neurofisiologia, 1ª Ed. Epu, 2006. TORTORA, G.J.G.; GRABOWSKI, S.R. Princípios de anatomia e fisiologia, 9ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

Bibliografia complementar:

AGUIRRE, A. A.; OSTFELD, R. S.; TABOR, G. M.; HOUSE, C.; PEARL, M. C. Conservation medicine: ecological health in practice. New York, Oxford, 2002. 407p. CAPRA, FRITJOF et al. Alfabetização ecológica. São Paulo: Cultrix, 2006. 312p. CARVALHO Jr., L.B. Reflexões sobre o conhecimento científico e suas limitações. Estudos universitários. Recife: UFPE, 1999. 271p. p.17-24 CORDEIRO, F. Existe um limite ético para os dilemas da biotecnologia? Estudos universitários. Recife: UFPE, 1999. 271pp. p. 55-68 COUTINHO, A. B. Da natureza da vida. Recife: UFPE, 1985. 170p. COUTO, R.C.; CASTRO, E.R.; MARIN, R.A. (Ogs). Saúde, trabalho e meio ambiente: políticas públicas na Amazônia. Belém: NAEA, 2002. 289p. DARWIN, C. A origem das espécies. Rio de Janeiro: Ediouro, 1987. 387 p. GARAY, I.; BECKER, B. K. (Org.). Dimensões humanas da biodiversidade. O desafio das relações sociedade- natureza no séc. XXI. Petrópolis: Vozes, 2007. 483p. HUXLEY, A. Admirável mundo novo. Rio de Janeiro: Globo, 2001. 318p. 2ed LOVELOCK, J. A vingança de Gaia. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2006. 159p. MAGALHÃES, C. L. Medicina da conservação. Revista do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Ano 7, n.22, p.9-13, 2001. MARQUES, J. R. F.; LOPES, C. A. C. Produção animal nas várzeas do rio Amazonas. 1ª ed. Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 2003. v. 1., 359 p.

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Eixo temático: SERES VIVOS E MEIO-AMBIENTE  

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Eixo temático: SERES VIVOS E MEIO-AMBIENTE

 

Disciplina: Zoologia

Carga horária teórica: 34 horas

Carga horária prática:

Carga horária total: 34 horas

Objetivo geral:

Possibilitar aos alunos uma visão panorâmica de todo o Reino Animalia e seu enquadramento nas diferentes categorias taxonômicas com base nos atributos mais relevantes de cada grupo. Oportunizar o reconhecimento de animais de importância veterinária e seu uso nas diferentes modalidades da medicina veterinária quer seja como vetores de doenças a outros animais e ao homem, quer seja como utilizadas na produção e conservação animal.

Ementa:

Considerações gerais sobre zoologia; classificação, nomenclatura e caracterização dos principais grupos animais; Filo Protozoa; Filo Platyhelminthes; Filo Nematoda; Filo Mollusca; Filo Arthropoda; Filo Chordata; SuperClasse Pisces; SuperClasse Tetrapoda.

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

STORER et al. Zoologia Geral. 6ª ed. São Paulo, Ed. Nacional, 1991. BARNES, R. Zoologia dos Invertebrados. 4ª ed. São Paulo, Ed. Roca, 1994. RIBEIRO-COSTA & ROCHA. 2006. Invertebrados: Manual de Aulas Práticas. Holos.

Bibliografia complementar:

ARITIO, S. M. L. B. Atlas de Zoologia (vertebrados). Ed. Jover, 1985. GEORGI & THEODORIDES. Parasitologia Veterinária. 4ª ed. Ed. Morole, 1988. HILDEBRAND, Milton. Análise da Estrutura dos Vertebrados. São Paulo, Ed. Atheneu , 1995. KNUT Schmidt NIELSEN. Fisiologia Animal. Livraria Santos Editora, 1996. NEVES, David Pereira. Parasitologia Humana. 8ª ed. Ed. Atheneu, 1995. PAPAVERO, Nelson (Org.). Fundamentos Práticos de Taxonomia Zoológica. 2ª ed., São Paulo, Ed. UNESP, 1994. SCHVARTENAN, S. Plantas Venenosas e Animais Peçonhentos. 1ª ed. São Paulo, Ed. Savier, 1992. URQUART, G. M., ARMOUR, J., DUNCAN, A. M., JENNINGS, F. W. Parasitologia Veterinária. Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, 1990.

Disciplina: Ecologia

Carga horária teórica: 34 horas

Carga horária prática:

Carga horária total: 34 horas

Objetivo geral:

Ao final do curso o aluno deverá conhecer os ecossistemas amazônicos e as interrelações do homem com o meio ambiente.

Ementa:

Conceito e objetivos da ecologia; relação com organismos de interesse econômico. O ecossistema sob o ponto energético; o fluxo energético e a conversão de matéria orgânica. Ciclos biogeoquímicos. Sucessão ecológica. Ecologia terrestre, de água doce e marinha. Dinâmica das populações. Ecogia urbana e rural. Ecologia médica. Ecologia dos animais domésticos. Poluição. Conservação dos recursos naturais

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

REICHARDT, K e TIMM, C. Solo, planta e atmosfera conceitos, processos e aplicações. Editora Manole. 1ª edição. Barueri-São Paulo-Brasil. 2004. 478p.; ESTEVES, F. A. Fundamentos de limnologia. Editora Interciência. 2ª edição. Rio de Janeiro-Rio de Janeiro-Brasil. 1998. 602p.; GUREVITCH, J ; SCHEINER, S.M ; FOX,G.A Ecologia vegetal. Editora Artmed. 2ª Edição. São Paulo-São Paulo-Brasil. 2009. 572p.; BEGON, M ; TOWNSEND,; BRANCO, S.M. Ecossistema: uma abordagem integrada dos problemas do meio ambiente. Editora Edgar Blucher. 2ª edição. São Paulo-São Paulo-Brasil. 1999.; ODUM, E.P. - Fundamentos de Ecologia. Editora Guanabara. 4ª Edição. Rio de Janeiro-Rio de Janeiro-Brasil. 2007

Bibliografia complementar:

Sites e periódicos indexados

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Ciclo de fundamentação - 2º semestre   Eixo

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Ciclo de fundamentação - 2º semestre

 

Eixo temático: MOROFISIOLOGIA II

 

Disciplina: Histologia animal II

 

Carga horária teórica: 51 horas

Carga horária prática: 51 horas

Carga horária total: 102 horas

Objetivo geral:

 

Os

objetivos formulados dentro de termos comportamentais orientam o Professor, na maneira de selecionar

o

conteúdo para seu programa e os procedimentos didáticos mais adequados para conseguir seus objetivos,

o Aluno, na percepção do que foi ministrado como fundamental para o curso, e na maneira de organizar seus esforços para atingir os objetivos.

e

Ementa:

 

O

curso de Histologia Animal II será ministrado através de aulas expositivas e aulas práticas dos diferentes

sistemas e órgãos. Tem como objetivos: conhecer os elementos constituintes, a organização e as características funcionais dos sistemas e órgãos; compreender as relações entre estruturas e função de cada sistema e de cada órgão; conhecer os elementos constituintes a organização e as características funcionais

de

cada sistema; compreender as relações entre estruturas e função de cada sistema e de cada órgão.

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

 

Histologia Básica - Junqueira e Carneiro, Ed. G. Koogan.,1999. Histologia comparada - George, Alves, Castro, Ed. Roca., 1998. Histologia - Poirier / Ribadeau Dumas, Ed. Roca.,1983. Aulas práticas de Histologia:

Microscopia. Matos, E. R. Ed. UFPa.,1980 Objetivos específicos: Tecidos e sistemas, Matos, E. R. Ed. UFPa.,1983 Atlas de Histologia - Finn Geneser, Ed. Panamericana. 1983. Histologia Veterinária Aplicada- Banks, Ed. Manole, 1992. Histologia, Texto e Atlas - Ross/ Romrell, Ed. Médica Panamericana, 1990. Histologia - Stevens / Lowe, Ed. Manole, 1995. Cytology and Microscopic Anatomy - Dellmann/ Carithers, Ed. Williams & Wilkins, 1995. Color Atlas of Vetrinary Histology - Bacha/ Wood, Ed. Lea & Febiger, 1990. Atlas de Histologia, Gartner/ Hiatt., 1994

Bibliografia complementar:

 

Periódicos e Sites da Internet

Disciplina: Anatomia descritiva dos animais domésticos e selvagens II

 

Carga horária teórica: 51 horas

Carga horária prática: 68 horas

Carga horária total: 119 horas

Objetivo geral:

 

Auxiliar os alunos a identificarem as estruturas corpóreas, adquirindo as noções fundamentais abrangendo

os

sistemas: respiratório, digestório, urinário, genital (masculino e feminino) e endócrino, bem como os

diferentes métodos de sua abordagem. Destacar a necessidade destes conhecimentos de Anatomia Sistêmica às disciplinas profissionalizantes do Curso de Medicina Veterinária, como à Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Diagnóstico por Imagens, Anatomia Patológica, Tecnologia e Inspeção dos Produtos de Origem Animal.

Ementa:

 

A

disciplina visa proporcionar aos discentes conhecimentos na identificação e reconhecimento das

estruturas corpóreas, adquirindo noções fundamentais do aparelho respiratório, digestório, urinário, genital (masculino e feminino) e endócrino das espécies domésticas e selvagens

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatótia

 

Livros textos adotados:

 

GETTY, R.; SISSON & GROSSMAN. Anatomia dos animais domésticos. Rio de Janeiro, Ed. Interamericana. v. I

e

II, 1986; EVANS, H.E. Miller’s Anatomy of the dog. W.B. Saunders Company, Toronto, 1993 3.ed.; DYCE, K.

M.; SACK; W. O.; WENSING, C. J. G. Veterinary anatomy. W.B. Saunders Company, Toronto, 1996 2ª ed. KÖNIG, H. E.; LIEBICH, H. Anatomia dos animais domésticos. Órgãos e Sistemas. Artmed: Porto Alegre, v. 2, 2004 R. D. FRANDSON et al. Anatomia e Fisiologia dos Animais da Fazenda, 6ª Edição, 2007. EVANS, H. E.; DELAHUNTA, A. Guide to the dissection of the dog. W.B. Saunders Company, Toronto, 2000 2.ed

Bibliografia complementar:

 

51

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Disciplina: Fisiologia veterinária II Carga horária

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Disciplina: Fisiologia veterinária II

Carga horária teórica: 85 horas

Carga horária prática:

Carga horária total: 85 horas

Objetivo geral:

Permitir aos alunos uma base teórica sobre a morfofisiologia animal, com ênfase nos distintos sistemas orgânicos, dentro de uma visão holística e crítica. Deste modo, busca-se não apenas o entendimento de cada sistema funcional do organismo de animais vertebrados em seus aspectos bioquímicos (celulares e moleculares) e morfofisiológicos de tecidos e órgãos, mas a compreensão das inter-relações entre os sistemas orgânicos, o modo de vida do animal, as formas de uso pelo homem e suas interfaces com o meio ambiente. A interação com as demais disciplinas desse eixo temático (Morfofisiologia II) objetiva conferir organicidade ao programa abrangido.

Ementa:

Fisiologia do sistema digestivo. Aspectos fisiológicos do sangue, linfa e fluidos corporais. Fisiologia cardiovascular. Fisiologia respiratória. Fisiologia do sistema renal. Fisiologia da reprodução e lactação. Ritmos biológicos, estresse, meio ambiente e adaptação dos animais. Tópicos avançados de interesse para a fisiologia animal, com ênfase em contextos regionais amazônicos e suas implicações à normalidade funcional, ao bem-estar e à produção animal, considerando indivíduos e plantéis. A interação com as demais disciplinas desse eixo temático (Morfofisiologia II) objetiva conferir organicidade ao programa abrangido.

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

CARLSON, N. R. Fisiologia do Comportamento, 7ª Ed. Rio de Janeiro: Manole. 2005.;CÓRDOVA MARTÍNEZ, A. Fisiologia Dinâmica, 1ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. CUNNINGHAM, J. G. Tratado de fisiologia veterinária, 3 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.; CURI, R.; PROCÓPIO, J.; FERNANDES L. C. Praticando Fisiologia, 1ª Ed. Rio de Janeiro: Manole, 2005.; FOX, S. I. Fisiologia Humana, 7ª Ed. Rio de Janeiro: Manole, 2007.; FRANDSON, R.D.; WILKE, W. L.; FAILS, A. D. Anatomia e Fisiologia dos Animais de Fazenda, 6ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.; GLENAN, S. Fisiologia Dinâmica, 1ª Ed. São Paulo: Atheneu, 2008.; GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica, 11 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2006.; HAFEZ, E.S.E. & HAFEZ, B. (Eds). Reprodução animal, 7ª ed. São Paulo: Manole, 2003.; MOLINA, P. E. Fisiologia Endócrina, 2ª Ed. Mcgraw Hill, 2007.; REECE, W. O. Dukes - Fisiologia dos Animais Domésticos, 12ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007 SCHMIDT, R. R. Neurofisiologia, 1ª Ed. Epu, 2006. TORTORA, G.J.G.; GRABOWSKI, S.R. Princípios de anatomia e fisiologia, 9ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

Bibliografia complementar:

MEIS, L. de. Evolução do pensamento científico. Estudos universitários. Recife: UFPE, 1999. 271pp. p. 25-35; MOLINA, A. Breves reflexões sobre aspectos éticos envolvidos na pesquisa biomédica. Estudos universitários. Recife: UFPE, 1999. 271pp. p. 69-79; MONOD, J. O acaso e a necessidade. Petrópolis: Editora Vozes, 1971. 4 ed., 219 p. MORIN. E. A religação dos saberes. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. 583p.; OPAS - ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DE SAÚDE. Mudanças climáticas e ambientais e seus efeitos na saúde: cenários e incertezas para o Brasil. Série: Saúde Ambiental 1.; Disponível em:

http://www.opas.org.br/ambiente/mudanças_climaticas_novo.pdf; PAIXÃO, R. L. A regulamentação da Experimentação Animal: uma breve revisão. Revista CFMV (Brasília), v. 13, p. 59-75, 2007.; ROSE, MICHAEL. O espectro de Darwin: A teoria da evolução e suas implicações no mundo moderno. Rio de Janeiro: Jorge Zarzar, 2000. 264p.; SANTOS-FITA, D.; COSTA-NETO, E. M. As interações entre os seres humanos e os animais: a contribuição da etnozoologia. Biotemas, v. 20, n. 4, p. 99-110, dezembro de 2007.; SAYAGO, D.; TOURRAND, J. F.; BURSZTYN, M. Amazônia cenas e cenários. Brasília: UnB, 2004. 382p.; SMITH, K.F.; ACEVEDO-WHITEHOUSE, K.; PEDERSEN, A.B. The role of infectious diseases in biological conservation. Animal Conservation. v. 12, p.1-12, 2009. (Print ISSN 1367-9430). Disponível em:

VOLPATO, G. L. Ciência: da Filosofia a Publicação. 3 ed. Jaboticabal: Funep, 2001. 216p.

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Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra Eixo temático: CIÊNCIAS EXATAS E PLICADAS  

Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária/Ufra

Eixo temático: CIÊNCIAS EXATAS E PLICADAS

 

Disciplina: Bioinformática

Carga horária teórica: 17 horas

Carga horária prática: 17 horas

Carga horária total: 34 horas

Objetivo geral:

Ementa:

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

Bibliografia complementar:

Disciplina: Matemática aplicada

Carga horária teórica: 17 horas

Carga horária prática: 17 horas

Carga horária total: 34 horas

Objetivo geral:

Esta disciplina tem como objetivo dar base de conhecimentos matemáticos necessários ao desenvolvimento de outras disciplinas

Ementa:

Estudo de funções: polinomial, transcendentes e periódicas. Noções de probabilidade. Distribuição de probabilidade: binomial, Poisson, normal.

Caráter (Obrigatória; eletiva; optativa): Obrigatória

 

Livros textos adotados:

BATSCHELET, E. Introdução à matemática para biocientistas; Rio de Janeiro/São Paulo; Interciência/Ed. da Univ.de São Paulo; 1978.