UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

PROJETO DE SISTEMA DE VEÍCULOS COMPARTILHADOS PARA A CIDADE DE SÃO PAULO

Trabalho de Formatura apresentado à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para obtenção do Diploma de Engenheiro Mecânico Marcelo Alencar Preto

São Paulo 2011

MARCELO ALENCAR PRETO

PROJETO DE SISTEMA DE VEÍCULOS COMPARTILHADOS PARA A CIDADE DE SÃO PAULO

Trabalho de Formatura apresentado à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para obtenção do Diploma de Engenheiro Mecânico

Orientador: Marcelo Alves

São Paulo 2011

FICHA CATALOGRÁFICA

Preto, Marcelo Alencar Projeto de sistema de veículos compartilhados para a cidade de São Paulo / M.A. Preto. – São Paulo, 2011. 196 p. Trabalho de Formatura - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento de Engenharia Mecânica. 1. Sistemas de transportes (Projeto) I. Universidade de São Paulo Escola Politécnica. Departamento de Engenharia Mecânica II. t.

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DEDICATÓRIA Ao meu pai. . Que sempre me incentivou nos estudos de engenharia.

aos meus pais. A toda minha família por todo carinho que me dá. pela preocupação e por tudo que me ensinam. por todas as portas que me abriu. . Carlos e Mércia por sempre me darem mais do que tiveram. pois ela é mãe de muitas mentes brilhantes. Fazer parte desta Escola é uma honra que. pelos alunos. Marcelo Alves. Às amizades que fiz na Poli e que fizeram dos anos da faculdade os melhores que tive na vida. pelos laboratórios.AGRADECIMENTOS À Escola Politécnica por tudo que eu aprendi. pelos professores. Ao Prof. Aos colegas de turma que passamos intermináveis horas de estudo. Em especial. pela orientação ao longo deste trabalho e também pelas aulas durante a minha graduação.

pois o rio nunca é o mesmo e nós também nunca mais somos os mesmos Heráclito de Éfeso .Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio.

investimento. Palavras chave: Car sharing. Transporte. onde variáveis importantes para a determinação das estações do serviço – número de moradores por área. Mobilidade. Brasil. o percentual de moradias que possuem nenhum ou um veículo próprio e a forma de locomoção – são mais favoráveis. A escolha dos veículos é feita através de uma matriz de decisão que pondera características dos veículos como desempenho. determinar as características básicas do serviço e selecionar o veículo a ser utilizado. A pesquisa tem o objetivo de determinar os locais relevantes para a instalação de estações. conforto. consumo e autonomia e dimensões.RESUMO Este trabalho discute o projeto de um sistema de veículos compartilhados (também conhecido por car sharing) na cidade de São Paulo. Projeto. segurança. Os resultados mostram que as zonas da cidade mais adequadas para a instalação do sistema estão localizadas nas regiões centrais. Por fim. Veículo . A metodologia adotada para determinação dos locais das estações e da demanda pelo serviço é baseada na análise estatística da localização destas estações e do nível de serviço em cidades onde já existem sistemas de veículos compartilhados. quantificar e qualificar o mercado potencial. é realizada uma análise econômica e financeira da companhia responsável por instalar e operar o sistema de veículos compartilhados proposto.

to quantify and to give the characteristics of the service and to select the vehicle to be used in the system. Mobility. The methodology used to determine the places for stations and the demand for the service is based on statistical analysis of the location of existing stations and the service level in cities where car-sharing has succeed. fuel consumption and autonomy. This is explained by the fact that most the variables used to determine rather a region is convenient or not or car-sharing – such as number of inhabitants per area. investment. . Project. Vehicle. the percentage of households with zero or one owned vehicle and the mean of transport . The results show that the central zones are the most adequate for the installment of the of the car sharing system stations. security. the it is also presented an economic and financial analysis regarding the company response installing and for operating the car-sharing system designed.ABSTRACT The following project discusses the design of a car-sharing system in the city of São Paulo. and dimensions. comfort. Finally. Brazil. Keywords: Car sharing. The determination of the vehicles to use in the system is made through a decision matrix which includes criteria such as performance. It has the objective to determine the more relevant places for the vehicle stations. Transport.are favorable in those areas.

.......... 93 Figura 28 – Sistema de precificação dinâmica para ajustar a oferta e a demanda de veículos nos locais de devolução retirada.... 85 Figura 20 – Zonas de atratividade em verde (alta) e amarelo (normal) e.............................. ............................................................................................... 95 Figura 29 .............................................................................. 86 Figura 21 – Distribuição de veículos na Zona 29 – MASP .... 101 Figura 31 – Coeficientes e da Equação 6................................... 88 Figura 23 – Totem de utilização do serviço ...... 82 Figura 18 – Principais pontos de estacionamento na cidade de São Paulo e região metropolitana..................Localização de Zipcars na cidade de Nova Iorque........... 56 Figura 13 ....... ...........................LISTA DE FIGURAS Figura 1 .......................... 28 Figura 2 ........Passos para a utilização do Zipcar ................ 32 Figura 8 .................. ................................Cálculo do nível de serviço. 90 Figura 26 – Referência de dimensões de veículos.............. 29 Figura 4 ......................................... ..................... .....Coeficiente de atrito ( ) em função do escorregamento (s).................. 84 Figura 19 – Principais pontos de postos de gasolina na cidade de São Paulo e região metropolitana..... .................. em vermelho........................................................... 97 Figura 30 – Forças aerodinâmicas de arrasto (FD) e sustentação (FL)................ possíveis locais para as estações de veículos..................................... 87 Figura 22 .......... 71 Figura 17 – Locais onde as pessoas deixam seus veículos pelo menos trinta minutos............................................Coeficientes de arrasto e sustentação para diferentes tipos de veículos.... Estados Unidos.......... ........................................ 69 Figura 15 – Diagrama FAST......................................... 44 Figura 10 – Zoneamento da cidade de São Paulo.......................................................... ................................. Holanda.................................... ................... .................................................. 88 Figura 25 – Dimensões de referência para vagas de estacionamentos......... ......................... 104 Figura 33 .Estacionamento................................... 70 Figura 16 – Árvore de funções............................. OD2002...... ................................................ ............. ............................................................... origem : Vila Madalena................... .............................................. ...... 90 Figura 27 – Esquema das dimensões das vias com sentido duplo de circulação................ .......... 30 Figura 5 ..................... 58 Figura 14 – Diagrama de ambiente..... 110 Figura 36 ................... 31 Figura 7 ........... Ponto A...... ........Preços cobrados pela Greenwheels............................... ....................................Mapa da rede do transporte metropolitano em junho de 2011................... 108 Figura 35 – Componentes moto-propulsores do veículo. 31 Figura 6 .................. Ponto B.............. 45 Figura 11 ..........Exemplo de trajeto a ser realizado..... .................................. destino : Aeroporto de Congonhas..Aplicativos para celular (esquerda) e softwares de navegação (direita).Estação de recarga de veículos elétricos em Israel................................................................Mapa dos pontos de recarga elétricos em Paris............... . ............... ........................................ 41 Figura 9 – Mapa do transporte metropolitano............... 107 Figura 34 – Principais forças atuantes no veículo.................Regiões e subprefeituras da Cidade de São Paulo .... 28 Figura 3 ............ ....... ............ PITU 2025.......... 113 ................. 88 Figura 24 – Acesso ao veículo ............ ...................................Amostra de veículos disponíveis na Zipcar......................... França. 103 Figura 32 – Componentes normal ( ) e tangencial ( ) da força peso........................ ........................... 45 Figura 12 – Regiões atrativas para desenvolvimento de veículos compartilhados.. ........................

.............................................. ....... 114 .... 114 Figura 38 – Dimensões internas e externas típicas do veículo....Figura 37 – Posição do ponto de referência do assento (Ponto R) ..............

.................................................. .........Veículos Cadastrados em São Paulo .......................... 46 Gráfico 8 .....LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 ...... 46 Gráfico 9 ......... 38 Gráfico 7 .................. 35 Gráfico 2 ...........Quantidade de Usuários por Modo de Transporte – 2007 ..................Lentidão Média no Trânsito.........Atração de Viagens Diárias por Modo de Transporte .......................... 142 ........... 138 Gráfico 12 – EBITDA e margem EBITDA.......................... 137 Gráfico 11 ........................................ ..............................................................Frota de Ônibus Urbano.... 142 Gráfico 13 – Lucro líquido e margem líquida............Evolução da receita bruta (R$ milhões).. 36 Gráfico 3 ......................................Evolução dos custos e das despesas (R$ milhões)......................... 36 Gráfico 4 ................................................ 38 Gráfico 6 . 37 Gráfico 5 ..............................Tempo Médio de Viagem por Modo ......................................................... ............................Velocidade Média no Trânsito em São Paulo.... 94 Gráfico 10 ......... .................................................Evolução da População no Estado de São Paulo3.................Preço da diária de estacionamento em 11 bairros da capital paulista.....................2007 ..........

....................................................... 115 Tabela 24 – Distância entre eixos dos veículos analisados.................................. ........................................Resumo dos resultados dos veículos........ 45º e 60º...................... 92 Tabela 19 – Dimensões das vias de acesso às vagas selecionadas............. 114 Tabela 23 ................................. 74 Tabela 13 – Especificações para estações na Zona 29 .................................... atitudes e comportamentos obtidas no estudo de mercado...................... 54 Tabela 4 . ....................................................................... 66 Tabela 9 – Funções relacionadas ao Serviço................................................................ 91 Tabela 16 – Dimensões para estacionamento a 30º................................................... ..... para diversos veículos.................................................... 132 Tabela 33 – Projeções para a taxa Selic e para o IPCA... 72 Tabela 10 – Funções relacionadas à Estação......................................................................... .............. 53 Tabela 3 – Outros Limites para nível de serviço de veículos compartilhados.... ........................ 131 Tabela 32 .......................................................... 90 Tabela 15 – Dimensões para estacionamento em paralelo......................................................... Fonte : Goldman Sachs........ ............................. com pneu. 136 Tabela 35 – Resumo das despesas.................. 118 Tabela 27 – Veículos selecionados para análise ............... com sentido único de circulação..... . 64 Tabela 8 – Motivações......................................Limites para nível de serviço de veículos compartilhados.............Planos e tarifas Zipcar............ 124 Tabela 31 ................................. ..................................... ...... 73 Tabela 11 – Funções relacionadas à Veículo... 117 Tabela 26 – Diâmetro da roda....................................... ........... 91 Tabela 18 – Dimensões de vagas adotadas................Classificação e nota final dos veículos ......Zonas com nível de serviço alto ................... ................................................. 73 Tabela 12 – Funções relacionadas à Usuário...................... percepções........ ................. ................................. 123 Tabela 30 – Informações de potência e de torque dos veículos analisados em comparação com o critério adotado...................... ............................................................................. 138 .......................MASP.............. 91 Tabela 17 – Dimensões para estacionamento a 90º................................. 87 Tabela 14 – Medidas aproximadas de veículos.. .. 57 Tabela 5 – Nível de serviço em algumas zonas selecionadas........................... 122 Tabela 29 – Média das relações massa/ potência e massa/torque por grupo de veículos analisados em comparação com o calculado......... 120 Tabela 28 – Média da potência e do torque por grupo de veículo analisado em comparação com o calculado.... 106 Tabela 22 – Coeficiente de atrito para diferentes tipos de estrada ......... ........................................ ....................... .................................................... 63 Tabela 7 – Total de usuários do sistema em algumas zonas selecionadas............................... .................................... 92 Tabela 20 – Dimensões das vias de acesso às vagas.. ..................Dimensões típicas de veículo compacto e longo (DIN 70020........... 116 Tabela 25 – Inércia da transmissão para diferentes marchas............... ............................... Parte 1) ..................................LISTA DE TABELAS Tabela 1 ............................. ............ 92 Tabela 21 – Dimensões de alguns veículos.............................................................. 27 Tabela 2 .................................................................................................................................. 135 Tabela 34 – Projeções para a frota de veículos no final de cada período e a média de usuários por dia no período.......... ........ 61 Tabela 6 – Total de veículos compartilhados e estações em zonas selecionadas...... ............... ............... com sentido duplo de circulação............. ........................................

.... 140 Tabela 39 – Projeções de imposto de renda e de contribuição social sobre o lucro líquido.. 139 Tabela 37 – Investimentos................Tabela 36 – Taxa de depreciação dos veículos...... 141 ....................................... (R$ milhões)................. ............................. 140 Tabela 38 – Despesas e receitas financeiras (R$ milhões)................................ ........................... ........ Fonte: Receita Federal.................. Depreciação e amortização (R$ milhões)....................

.......................Veículos disponíveis ....................................Outras empresas ........................... 26 6...............................................................................................................5.............................................. 42 8..............................PITU 2025....... 26 6.............................................................................. 19 2... 34 7................................ 35 8............................................................................................ 38 8.................................................1......1.........PONTOS DE RECARGA ELÉTRICOS E SERVIÇOS – BETTERPLACE .................2........................ DO SERVIÇO E DO PROJETO ..............SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS LISTA DE GRÁFICOS LISTA DE TABELAS 1.........PROJETOS EXISTENTES ............................................4....................................................................LIMITES E RESTRIÇÕES ........................................................................................................... 33 7............ 24 5............... 29 6....................... 34 8..............................DEFINIÇÕES ................PROPOSTA .......................................................................................4.......................................... 42 8....................EVOLUÇÃO DO TRÁFEGO ...............VEÍCULOS COMPARTILHADOS ...............ZIPCAR .. 31 7..2..............................................................................................................1.......1.......................................................................................................CONTEXTO DA CIDADE DE SÃO PAULO E DO MERCADO ..TRANSPORTE METROPOLITANO .........................................................CONTEXTO .............................................4......................................4.....................3............................................................................. 33 7.1....... 20 3........................................ 35 8.......INTRODUÇÃO ................ 25 6.................................................................NECESSIDADE ..............................................................................................2.... 34 7................1.....OBJETIVO ... 36 8....5.. 30 6............................................................ 22 4.......................PARIS – AUTOLIB ......... 26 6...................ESTIMATIVA INICIAL E APROXIMADA DE CUSTOS ......OBJETIVOS DO PRODUTO....................ESTUDO DE ORIGEM-DESTINO .................... 29 6............................................................................................3..............................1........................................................ 45 .........................................................................POLÍTICAS DE TRANSPORTE PÚBLICO .......................................................1 POPULAÇÃO ........................................................................................ 33 7................................A empresa ............................ESCOPO DO PROJETO.................................................CARACTERÍSTICAS E REQUISITOS .................. 26 6.............................................................3..............1.3...2..................................Funcionamento ............................

.........Identificação das métricas e determinação das especificações ...................... 49 9.........6.......................................................... 58 9...................2................... 59 9.Benefícios esperados ....1..............................................3....................Identificação de funções ...............................4............. 67 10..........NÚMERO DE VEÍCULOS E ESTAÇÕES..................Outras considerações .......................... 49 8..................1..................... 48 8..Expectativas sobre o veículo ............................................................................................ 47 8.................6...3................... .... 49 9.................................... 63 10... 48 8.............................................. 51 9............6.................................................1........................................................................................................Disponibilidade de informações .......................................................................... 68 10...........................................................3........1.......................... 49 9........................1.................... 54 9. 83 ...............................................................1.........3.........1......................................2.............LOCALIZAÇÃO DAS ESTAÇÕES ....................... 67 10.....2.. 58 9............... 65 10..........................2................................. 62 9.............. 66 10.......................................................................Disposição a pagar ..Correlação com nível de serviço ....... 74 11PROJETO DAS ESTAÇÕES ............................NÍVEL DE SERVIÇO ...................................1.....................................................3......................................1....................................................................................................7...Característica dos bairros......3..............................................................................................6..............................4.............5................ 65 10..........Interesse pelo serviço............................3........1...........5.Tipo de uso projetado ........6.........................1......4......Metodologia............ANÁLISE FUNCIONAL .. 55 9.................................. 53 9.Diferenças entre regiões com e sem sistemas de veículos compartilhados ........................6......... 52 9....8......1.......1.............. 72 10........................................................6..................................................................................................................... 47 8.................ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES DE MERCADO ...................................................................... 49 9..............1.METODOLOGIA ...............2........... 47 8................Regiões atrativas para compartilhamento de veículos em São Paulo ......................................Nível de serviço regiões nas mais atrativas.........Organização das funções ..3......................................................8..........................LOCAIS COM MERCADO POTENCIAL ........DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO SERVIÇO...............................6....................ESTUDO DE MERCADO ..........................2......3.........................................................................................7..........................................Necessidade primária.................................. 50 9...... 51 9.4...Perfil dos usuários potenciais ............Segmentos de mercado para veículos compartilhados .... 48 8.............................Principais indicadores e limites para veículos compartilhados ................NÚMERO USUÁRIOS ........................................................6.........6.................................2.................................................Expectativa sobre o serviço ..... 83 11.....1..........DETERMINAÇÃO DA REDE ESTAÇÕES ......2.......

................................................5..................5............PROJEÇÕES DE CRESCIMENTO DA RECEITA BRUTA...................1Força de tração .............. 113 12...........................................................................................................CUSTO DOS ESTACIONAMENTOS .CARACTERÍSTICAS DAS ESTAÇÕES.......1....Critérios para a escolha dos veículos e avaliação ...................................PROJEÇÕES MACRO-ECONÔMICAS ..........1.................PROJEÇÕES DE EVOLUÇÃO DOS CUSTOS E DESPESAS ............................................3.......5...................5..................................2.......................5Resistência total .................................................. 110 12....................1..2.............................................. 99 12............. 119 12.5............ 99 12...............................1.............11...................................SISTEMA DE PRECIFICAÇÃO ................... ANÁLISE E DEFINIÇÃO DAS DIMENSÕES DAS VAGAS DE ESTACIONAMENTO E DAS LARGURAS DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO E MANOBRAS .................5.......................... 93 11..................1...................................................PROJEÇÕES DE CRESCIMENTO DE USUÁRIOS E DA FROTA ................5.....................3...................Informações técnicas dos veículos ................................................. 100 12................................................................................ 121 12.............................PROJETO PRÓPRIO OU USO DE VEÍCULOS EXISTENTES ........................Aceleração limitada pela tração........... 119 12................................................ 108 12...... 137 13.................................2Resistência aerodinâmica .............................................................VEÍCULOS DISPONÍVEIS ................................... 136 13..............2................................................ 93 11.5..................TIPO DE MOTOR E FONTE ENERGÉTICA ..................................1........................................3...............................3...............Torque de partida do motor .......................Diferenciação dos veículos oferecidos ................1..TORQUE DE PARTIDA ...............4...................................2......3................4Inclinação da estrada . 131 13........................................Precificação dinâmica....... uso e devolução ..................................2.. 122 12.......2..........................................................ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA ...........DETERMINAÇÃO DOS VEÍCULOS .........1............................................................................... 125 12.......2..... 104 12..2..........POTÊNCIA DO MOTOR ........... 89 11.............................................2........ 126 12........... 94 11.........5.................... AMORTIZAÇÃO E INVESTIMENTOS EM IMOBILIZADOS E OUTROS ATIVOS .................Classificação e escolha dos veículos a serem utilizados .............. 119 12...................1.......5.................................. 134 13... 138 13........................................................3Resistência de rolagem ......................1.......................... 134 13.................. 105 12................ 96 12.................................................................................Cálculo da tração de partida o motor ............................................................... 88 11...PROJEÇÕES DE DEPRECIAÇÃO....6Cálculo da potência do motor ..5................... 99 12......... 139 ............ 102 12................................................4................................................4...................................................................................1............................Valor das tarifas de retirada. 108 12..............4........Tipo dos veículos......................... 103 12....

....PROJEÇÕES DE EBITDA (LAJIDA) E LUCRO LÍQUIDO ...... 141 13.................BIBLIOGRAFIA ......... 164 Anexo F – Informações técnicas dos veículos analisados: Picape..............................................................6... 141 13..................7........................................191 Anexo J – Premissas do modelo financeiro..................................................................... 140 13....................................... 143 13........................................... Nome de Zonas e Nível de Serviço..............................................167 Anexo G – Informações técnicas dos veículos analisados: Sedan.........................8.........................................................145 Anexo A – Correspondência entre Zonas......................179 Anexo I – Demonstrativo de resultado de exercício................... 144 14... Veículos e Usuários.............................155 Anexo E – Informações técnicas dos veículos analisados: Perua................................................ Estações............9..13...................................PROJEÇÕES DE RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS .........................................151 Anexo C – Diagrama FAST...........................DRE – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO ......10ANÁLISE DOS RESULTADOS ECONÔMICO-FINANCEIROS ......................154 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto..............................PROJEÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO ................149 Anexo B – Nível de Serviço....................173 Anexo H – Informações técnicas dos veículos analisados: SUV....................................194 .....................................................

a satisfação das necessidades do homem é fortemente relacionada à natureza e ao trabalho o próprio indivíduo. O uso de máquinas. As relações sociais e as obrigações de cada cidadão para com a sociedade são intensificadas para permitir o convívio pacífico entre os habitantes. como por exemplo o transporte. INTRODUÇÃO A vida na cidade apresenta desafios muito diferentes daqueles vividos no campo. . Por exemplo. coleta e deposição de lixo são crucial dada enorme quantidade gerada em um pequeno espaço devido à elevada densidade demográfica. Em uma vida estritamente rural. Em uma região urbana. Questões sanitárias como tratamento de esgoto. em especial. O elevado número de habitantes por quilometro quadrado nos centros urbanos torna atividades simples. Portanto. caóticas na medida em que muitas pessoas anseiam locomover-se em um espaço geográfico pequeno ao mesmo tempo. O consumo energético também é muito maior na cidade. Cada espaço é disputado na cidade.19 1. enquanto que numa cidade quase todos dependem do sistema de abastecimento. as necessidades do indivíduo estão intimamente ligadas ao coletivo e a produtos provenientes da transformação da natureza. A vida urbana. Na cidade o impacto ambiental e a poluição gerada são imensamente maiores do que no caso rural. em uma região metropolitana o impacto de uma pessoa sobre as demais e sobre o próprio ambiente é muito maior. aparelhos domésticos e elétricos além da própria iluminação nas ruas levam a um maior consumo de energia dos habitantes urbanos em comparação aos rurais. em cidades megapopuladas implica um maior planejamento e coordenação das atividades para permitir uma vida agradável a seus habitantes. o suprimento de água numa vila rural é feito muitas vezes por obtenção direta de rios ou fontes ou poços artesianos.

espera-se que a população mundial continue a crescer graças às constantes melhoras na saúde e que ainda tem muito a melhorar no mundo subdesenvolvido detentor das maiores taxas de natalidade. estas regiões tenham índices de urbanização de mais de 84%. vive em 958 cidades. Na medida em que a população aumentou.65 bilhão no início do século e atingiu 6 bilhões de indivíduos no começo dos anos dois mil. Um terço do total de habitantes urbanos (1. O restante. e também detém o maior número de megalópoles. o percentual de pessoas que vivem na zona rural diminuiu criando grandes aglomerados populacionais.5% da população (ou 3. 11. com exceção da Oceania. seguida da América Latina com 4 e África. Este fato não se limita apenas a países desenvolvidos ou em desenvolvimento. A população mundial não é bem distribuída. 52% do total 958 cidades. Ásia e África detêm proporções de 40% e 42% de sua população vivendo fora da zona rural. Outro sexto (0.6 bilhão) vive em centros com população entre 100 mil e 500 mil. CONTEXTO O século XXI experimentou uma taxa de crescimento populacional extraordinária com a qual a população mundial saiu de 1.5 bilhões de pessoas) vivem em cidades. América Latina. sendo. Europa e Oceania são extremamente urbanizadas com proporções entre 70% e 82% e projeta-se para 2050 que. uma realidade global. atingindo valores não superiores a 1. . De acordo com dados das Nações Unidas.2 bilhão) vive em locais com população inferior a 100 mil habitantes. América do Norte. 33 possuem população entre 5 milhões e 10 milhões (7% da população urbana) e as 21 cidades restantes possuem mais de 10 milhões de habitantes cada totalizando 9% da população urbana. 50. metade da população urbana.5 nascimentos por mulher. portanto.20 2. as taxas de fertilidade tenham caído na Europa. Embora nas últimas décadas. Em contrapartida. a Ásia detém o maior percentual de cidades com mais de meio milhão de habitantes. em 2010. América do Norte e Japão. das quais 54 tem população superior a 5 milhões. América do Norte e Europa com duas cada. Destas 54 cidades.

56 bilhão de habitantes face ao valor atual de 3.21 Para o ano de 2025. Implicando que as cidades devam ter um aumento populacional de mais 4. aquelas com mais de 10 milhões de habitantes. estima-se que a população mundial deva atingir 10 bilhões de habitantes e que a população rural diminua de 0.4 bilhões de pessoas. .5 bilhões de indivíduos agravando ainda mais a problemática vida em uma região densamente habitada. passe de 21 para 29. Em 2050. espera-se que o número de megacidades.

seja para curtas ou longas distâncias. o enfoque para a melhoria das condições de tráfego em diversas cidades foi baseado no modelo de ampliar ruas e avenidas e de criar vias rápidas e expressas para aumentar a fluidez dos veículos. novas soluções para o trânsito de indivíduos devem ser desenvolvidas para melhorar a qualidade de vidas nestes centros. Em um primeiro momento este recurso é de fato necessário e resolve o problema de engarrafamento até o limite em que não se pode mais expandir o sistema viário urbano enquanto cada vez mais carros a começam a rodar nas ruas.22 3. o tempo total gasto numa viagem de ônibus é muito maior do que comparado a um carro. . Uma realidade para a maioria as metrópoles mundiais. em cidades como São Paulo a proposta de rodízio de veículos reduz-se em até 20% a frota de veículos nos horários de pico. Os ônibus por si só são capazes de reduzir o número de veículos circulantes pelo fato de transportarem um maior número de pessoas no espaço equivalente ocupado por carros e motos se seus passageiros os utilizassem ao invés do ônibus. NECESSIDADE A crescente população urbana implica no aumento do tráfego nas grandes metrópoles. pois o ônibus realiza paradas nos diversos pontos e enquanto os carros utilizam caminhos mais curtos. Na maioria das vezes. Uma proposta mais adequada é promover um sistema de transporte coletivo adequado fazendo com que as pessoas deixem de usar seus veículos e passem utilizar meios de transporte capazes de transportar mais indivíduos ocupando menos espaço físico nas ruas. Este tipo de abordagem tem o objetivo de incrementar a quantidade de veículos que cada via suporta e a velocidade média na qual as pessoas transitam com seus veículos particulares. Uma tentativa paliativa à qual nos anos seguintes obtêm-se novamente aquelas quantidade de veículos dos anos anteriores devido ao maior número de emplacamentos do que de automóveis que deixam de circular nas ruas anualmente. Muitas vezes. Para tal. A solução de fato está em diminuir o número de veículos circulantes. Entretanto. sabe-se que nem todos aderem ao sistema de ônibus (que muitas vezes é superlotado) e ainda que estes dependem das condições de tráfego nas ruas compartilhadas com todos os outros veículos.

o trânsito e o engarrafamento. O transporte metropolitano. ainda existem lacunas entre três principais meios de transportes discutidos nesta seção que não permitem sua perfeita integração e o desuso completo de veículos particulares pelos indivíduos. pois possuem vias exclusivas. não apenas por transportarem grandes volumes de pessoas.23 Corredores exclusivos para ônibus e linhas com horários fixos permitem o planejamento do usuário quanto ao tempo de viagem além e reduzi-lo. por exemplo. ônibus e trens) percebe-se que cada meio de transporte tem uma aplicação ótima e mais adequada. mesmo em cidades com ampla malha de transporte metropolitano. ou seja. algumas cidades no mundo utilizam soluções alternativas como bicicletas públicas e mesmo empresas desenvolveram novos sistemas de aluguel e compartilhamento de carros visando preencher esta inconveniente lacuna. tem o encargo fornecer meios de transporte público de qualidade a todos. é o sistema de transporte urbano mais confiável e o que oferece tempos de viagem mais curtos em horários de pico. O Estado. . Tais medidas aumentam significativamente a qualidade do serviço e devem ser aderidas. Entretanto. por fim. conseqüentemente. Lacunas que se tornam evidentes em situações conhecidas como o “problema do último quilômetro” ou ainda aquelas as quais os carros praticamente não podem deixar de ser utilizados como. mas. Podem efetivamente reduzir a quantidade de veículos circulantes. Restringindo a análise a uma metrópole com malha transporte urbana diversificada (metrô. o centro da cidade. as pessoas devem deixar seus carros na garagem e aderir ao sistema de transporte coletivo reduzindo a frota de veículos e. trens são mais adequados ao transporte de grandes distâncias entre a periferia e o centro e. Nesta conjuntura. os ônibus são ideais para curtas distâncias. pela alta adesão e satisfação dos usuários. como responsável pelo planejamento urbano. ao fazer compras em um supermercado. entendido por metrô (subterrâneo) e trens (superfície). em geral até o acesso ao metrô ou trem para aqueles que desejam realizar trajetos maiores. Através da conscientização dos cidadãos ou considerando uma cidade com tráfego tão intenso a qual locomover-se com veículos próprios torna-se impraticável. Enquanto o metrô cobre regiões densamente habitadas e com pouco espaço para vias.

pode ser estendido a outras cidades tomando-se as considerações adequadas. portanto. .24 4. sendo. específico para os problemas identificados nesta cidade. mas. OBJETIVO O objetivo deste trabalho é propor uma nova solução para o transporte em metrópoles a fim de melhorar a qualidade da mobilidade dos indivíduos. O trabalho será aplicado à cidade de São Paulo. A melhor integração do sistema de transporte em vigor visa que as pessoas deixem de usar seus próprios veículos e passem a utilizar o transporte público diminuindo o tamanho da frota de carros em circulação na cidade de São Paulo. Pretende-se propor uma nova rede de transporte público para melhor integrar o sistema já existente e os projetos futuros da cidade de São Paulo. Este trabalho também inclui o projeto básico do veículo a ser desenvolvido para viabilização do novo sistema de transporte. Este veículo deverá ter características definidas segundo as necessidades energéticas disponíveis e às condições do ambiente urbano densamente habitado de uma metrópole como São Paulo.

em Vancouver. A cobrança é feita pelo tempo de uso em minutos. Não é necessário ir até uma loja alugar o carro. Estocolmo e Barcelona. Lyon. pretende-se criar uma rede de veículos espalhados por diversos pontos da cidade onde se pode retirar um carro e devolvê-lo em outro ponto após o uso possibilitando a utilização do mesmo veículo por diversas pessoas. este projeto pretende aplicar a idéia de compartilhar bicicletas a veículos. Boston e Chicago. que atua em mais de 50 cidades nos Estados Unidos como Nova Iorque. no Reino Unido.25 5. como a Zipcar. O veículo deve ser para uso estritamente urbano: possui projeto e funções adequados a curtas distâncias e ao espaço restrito de regiões densamente habitadas. O conceito surge da observação de sistemas de compartilhamento de bicicletas existentes em diversas cidades na Europa como Paris. PROPOSTA A solução proposta é a de compartilhamento de veículos. Os veículos estão disponíveis na rua. não em dias. Na realidade. 2. no Canadá. Algumas empresas já utilizam a idéia. A grande diferença entre o projeto proposto e o modelo da Zipcar é de que se pretende criar o veículo a ser utilizado ao invés de utilizar carros de montadoras já existentes. O termo veículos compartilhados implica em que nenhum dos usuários é de fato o proprietário do veículo. Distinção entre simplesmente compartilhar veículos e veículos compartilhados vem do fato de que compartilhar veículos entende-se por dividir o veículo particular com outras pessoas. mas sim um sistema de veículos compartilhados. não se pretende criar um sistema que permita as pessoas compartilharem seus carros oferecendo caronas ou dividindo com colegas ao irem trabalhar. Assim. O veículo é inspirado no CitiesCar desenvolvido pelo MIT. Deste modo. A Zipcar tem revolucionado o sistema de aluguéis de carro. Pretende-se que este sistema esteja também integrado ao sistema de transporte público em vigor. baseando-se em duas premissas básicas: 1. e em Londres. .

O cadastro é feito diretamente pelo website.1. Tomando como exemplo a cidade e Nova Iorque. VEÍCULOS COMPARTILHADOS . Uma para usuários ocasionais e outra para aquele que utilizam o serviço com mais freqüência. Desde 2002. A segunda é um plano mensal que conta com tarifas mais baixas. os valores das tarifas estão resumidos na tabela a seguir.2. reserva. seguro. A primeira conta com uma taxa anual e o pagamento é feito conforme o uso. A empresa Há mais de uma década os fundadores decidiram trazer para os Estados Unidos a idéia de compartilhamento de veículos que surgiu na Europa com o intuito de redefinir a maneira como as pessoas pensam em transporte.1. destravamento do carro e uso. A empresa tem a ambição de que no futuro existam mais pessoas compartilhando carros do que veículos. Com a missão de permitir uma vida urbana mais simples e sustentável.1. Tudo é feito via web e o veículo encontra-se em postos de auto-serviço.ZIPCAR 6. Ambos os planos contam com combustível. pretende-se que cada cidadão more de cinco a dez minutos a pé de um serviço Zipcar. A Zipcar está disponível em mais de cinqüenta cidades nos Estados Unidos.1. Existem duas categorias de planos de adesão.26 6. dispensando a necessidade de lojas físicas para o atendimento do grande público. Funcionamento A utilização do serviço Zipcar conta com quatro passos: adesão. nos Estados Unidos. Canadá e Reino Unido. a empresa conta com carros elétricos. . fazendo até mesmo com que o compartilhamento de veículos torne-se parte do planejamento das cidades. 6. PROJETOS EXISTENTES 6.

após a adesão. Plano de uso ocasional No ato da adesão Taxa anual Comprometimento mensal Inscrição Descontos A cada utilização Segunda a quinta-feira Valor da hora à partir de Valor diário a partir de Sexta-feira a domingo Valor da hora à partir de Valor diário a partir de $8 $115 $8 $77 $601 nenhum $25 Nenhum Plano mensal No ato da adesão Taxa anual Comprometimento mensal Inscrição Descontos A cada utilização Segunda a quinta-feira Valor da hora a partir de Valor diário a partir de Sexta-feira a domingo Valor da hora à partir de Valor diário a partir de $7. Como se pode observar na figura abaixo. .27 Tabela 1 .20 $103.20 $69. 1 Taxa de conversão em novembro de 2010: 1 $ (Dólar americano) = R$ 1. a reserva do veículo é feita no website da empresa onde há um mapa com a localização de cada veículo.72 (Real). fonte: Citibank.Planos e tarifas Zipcar. existe um número elevado de estações de veículos espalhadas pela cidade.50 $7. podendo ser filtrado por localidade ou tipo de veículo.30 Nenhuma $50 (mínimo) $25 10% Assim.

. O retorno deve é feito no mesmo estacionamento onde o veículo foi retirado Figura 2 .28 Figura 1 . Após ter feito uma reserva o leitor identifica o usuário e destrava o carro. Inscrição 2. Desbloqueio 4. Reserva 3. A chave de ignição encontra-se no interior do veículo e está pronto para uso. Estados Unidos. O acesso ao veículo é feito através de um cartão magnético que é identificado em um leitor preso ao pára-brisa no interior do veículo.Passos para a utilização do Zipcar: 1.Localização de Zipcars na cidade de Nova Iorque. Uso.

Veículos disponíveis A variedade de veículos disponíveis inclui tipos de carros como hatchbacks e coupés.SUVs. É importante ressaltar que os valores das tarifas variam conforme o modelo. Figura 3 . e até mesmo conversíveis.1.4.1. Outras empresas Greenwheels A Greenwheels é uma empresa holandesa que oferece um sistema de locação de veículos no mesmo modelo proposto pela Zipcar. caminhonetes e minivans. . Alguns modelos estão ilustrados na Figura 3. 6.29 6. sedans.3.Amostra de veículos disponíveis na Zipcar.

e disponibiliza pontos auto-serviço de retirada de carros.Preços cobrados pela Greenwheels. a diferença entre a Zipcar e a Greenwheels é que esta possui apenas dois modelos que são carros elétricos: Peugeot 107 e 207. como é o caso da BetterPlace que atua em Israel. Entretanto. WeCar A WeCar é uma empresa americana que assim como a ZipCar oferece compartilhamento de veículos na forma de aluguel por hora ou dia.2. .30 (dólares americanos). Holanda2. 6. Figura 4 . Holanda. Estados Unidos e Canadá. Percebendo esta futura oportunidade algumas empresas já tomam carona nestes projetos e oferecem software e serviços para veículos elétricos. Dinamarca. PONTOS DE RECARGA ELÉTRICOS E SERVIÇOS – BETTERPLACE Um dos atuais entraves para disseminação dos carros elétricos é a falta de pontos de recarga. Assim. cidades devem começam a se preparar para uma das promessas do futuro da mobilidade: veículos elétricos. 2 1 € (Euro) = $1. Austrália.30 Atua apenas em Amsterdam. Fonte: Citibank em novembro 2010.

Vai além da instalação de pontos de recarga e promete oferecer 4 mil veículos elétricos nos moldes de veículos compartilhados. .Aplicativos para celular (esquerda) e softwares de navegação (direita).3. Visiona a instalação de estações de recarga em casas. pontos de recarga.Estação de recarga de veículos elétricos em Israel. PARIS – AUTOLIB O projeto parisiense é um dos mais arrojados do mundo. A BetterPlace fornece tecnologia em baterias.31 Figura 5 . escritórios e estacionamentos. 6. Figura 6 . serviços e padronizações.

32

Espera-se com o projeto reduzir as emissões carbono em 22 000 toneladas por ano além de reduzir o trafego de carros partindo do princípio que menos pessoas teriam a necessidade de possuir seus próprios veículos. Ainda em desenvolvimento, conta atualmente com apenas uma centena de pontos de recarga gratuitos. Estimam-se custos totais do projeto de R$24 milhões de reais (€ 9,9 milhões). O Autolib, nome dado ao projeto derivado de “auto liberté”, deve operar nos moldes do projeto de bicicletas públicas em vigor na cidade. Nele o usuário simplesmente retirará um veículo sem reserva prévia e o carro será deixado em qualquer estação de veículos. As taxas para meia hora de uso devem variar entre R$10 e R$15.

Figura 7 - Mapa dos pontos de recarga elétricos em Paris, França.

33

7.

ESCOPO DO PROJETO

A declaração do escopo do projeto é a definição do que precisa ser realizado e aborda as características limites do projeto, tanto do veículo quanto da rede de estações.

7.1.

DEFINIÇÕES

Produto: veículo que será utilizado para realizar o deslocamento de um ponto a outro na cidade.

Serviço: rede de estações para retirada e retorno de veículos assim como a tudo que envolve tarifas e toda forma de interação com o usuário.

Projeto: o todo, tanto o veículo quanto o serviço.

7.2.

OBJETIVOS DO PRODUTO, DO SERVIÇO E DO PROJETO

Pretende criar um serviço de transporte que ofereça aos usuários a possibilidade de responder às suas necessidades de mobilidade urbana sem a necessidade de adquirir um veículo próprio com o objetivo de reduzir a quantidade de automóveis em circulação na cidade de São Paulo através da integração com a rede de transporte público atual a fim de melhorar as condições de transito nas ruas. Assim, o produto deve permitir o deslocamento do usuário segundo sua necessidade em conformidade com o espaço urbano em questão. O serviço deve permitir a integração com os outros sistemas de transporte. E o projeto como um todo deve melhorar as condições de transporte na cidade de São Paulo.

34

7.3.

CARACTERÍSTICAS E REQUISITOS

Permitir o transporte de pelo menos duas pessoas e suas bagagens de mão (mochilas, bolsas, pastas) a distâncias que compreendem o perímetro urbano da cidade de São Paulo independentemente de condições meteorológicas desfavoráveis como, por exemplo, chuva. A autonomia do veículo deve ser tal que cada usuário seja capaz e realizar o trajeto pretendido sem a necessidade de reabastecimento entre o ponto de partida e de chegada. O veículo deve trafegar por ruas e avenidas e não ser dependente de vias especiais como, por exemplo, trilhos. E deve ser capaz de estacionar em vagas as quais os veículos comuns atuais não são capazes seja pelo espaço físico ou por restrições nos movimentos possíveis de se realizar com o veículo. Serviço disponível a qualquer momento, 24h todos os dias, sem necessidade de reserva prévia e sem restrição de retornar no mesmo local onde o veículo foi retirado.

7.4.

LIMITES E RESTRIÇÕES

O uso do veículo restringe-se ao espaço urbano da cidade de São Paulo, à disponibilidade energética e está sujeito às normas de segurança e de emissões permitidas a veículos automóveis.

7.5.

ESTIMATIVA INICIAL E APROXIMADA DE CUSTOS

O custo de utilização do serviço deve ser proporcional e de mesma ordem de grandeza das tarifas vigentes para o transporte metropolitano na cidade de São Paulo.

conforme dados de censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 47.3% 1980 54.7% 52.7% 1950 63.0 17. 4 O Gráfico 1 revela o movimento migratório em direção a capital do Estado entre as décadas de 40 e 70.0 31. CAGR (compound annual growth rate): Taxa de crescimento composta anualizada. este número salta para 19. 45 41.1% 49.Evolução da População no Estado de São Paulo3. .7% da população do estado vive na região metropolitana.523 km2.2 78. CONTEXTO DA CIDADE DE SÃO PAULO E DO MERCADO 8.7% 48.8% 1970 50. em 2010.9% 51.2 milhões de habitantes e uma área de 1.5% 1960 45. Considerando-se toda a região metropolitana de São Paulo.7% 51.3% 47.1. a porcentagem da população que vive na região metropolitana de São Paulo se estabiliza em próximo a 50% e.6 25.3% 28.2% 48.0 7.2% 21.8% 1940 9.35 8.7 milhões3 e confrontando com dados de 2000 há um aumento de 10%. POPULAÇÃO A cidade conta com uma população de 11.5% 36.3 37. 3 4 Fonte: IBGE.1 71. A partir da década de 80.8 13.3% 40 Milhões de Habitantes 35 30 25 20 15 10 5 0 1991 2000 2010 Região Metropolitana de São Paulo Total Restante do Estado de São Paulo % eg metro Gráfico 1 .

Frota de Ônibus Urbano Nas últimas três décadas. EVOLUÇÃO DO TRÁFEGO Enquanto nas últimas três décadas a população na cidade de São Paulo cresceu a uma taxa de 1% ao ano.6 1. 8.6 milhões para 19.8% e a frota de ônibus urbano um crescimento anual de 2.0 5.7 milhões de habitantes.4%.5 7. sal- . 8 Milhões de Veículos 7.1 3. de 12. o número de veículos cadastrados teve um crescimento anual de 4.8 10.6 6 4 2 0 1980 1991 2000 2010 Fonte: Departamento Estadual de Trânsito/Detran Gráfico 2 . a taxa de crescimento da população na cidade de São Paulo foi de 1% ao ano. o número de veículos cadastrados somente na cidade de São Paulo cresceu quase quatro vezes e meia. a evolução do transporte cresceu a outro passo.9 1983 Fonte: São Paulo Transportes/SPTrans 1991 2000 2009 Gráfico 3 .5 Milhares de Veículos 9. Entre 1980 e 2010.2. a população da região metropolitana aumentou mais de uma vez e meia.36 Considerando os dados a partir da década de 80.Veículos Cadastrados em São Paulo 16 14 12 10 8 6 4 2 0 14. Por outro lado.

respectivamente. Uma evidência de que os investimentos em infra-estrutura viária urbana não acompanharam a evolução da necessidade de locomoção é a análise da velocidade média no trânsito nos horários de pico. por aqueles que optam pelo transporte coletivo. .Velocidade Média no Trânsito em São Paulo Entre 2000 e 2008 a lentidão média no transito aumentou 27% no pico da manhã e 18% no pico da tarde. a frota de ônibus quase dobrou no período. para respectivamente. Além disso.6 milhões para 7 milhões de veículos.Relatório de Desempenho Gráfico 4 .6 20. segundo dados de 2007 do Metrô/SP. independente do percurso. Km/h 30 25 20 15 10 5 0 1980 1991 2000 2008 Pico da Manhã (Bairro/Centro) Pico da Tarde (Centro/Bairro) 27.2 20.4 19. que de 1980 a 2008 teve um decréscimo de 36% no pico matinal e de 41% no pico vespertino e atingiu.8 Fonte: Companhia de Engenharia de Tráfego .3 km/h e de 14. O tempo médio gasto no trânsito. é mais do que dobro aqueles que utilizam veículos individuais.4 17.8 km/h.37 tando de 1.3 14. uma média de 17.9 24.1 24. 90 e 138 km de lentidão.

3.Lentidão Média no Trânsito 80 70 60 Minutos 50 40 30 20 10 0 1997 A pé 2002 Coletivo Individual 2007 15 27 16 26 16 31 61 63 67 Fonte: Companhia do Metropolitano de São Paulo/ Metrô. custa R$2.85 no Metrô e R$2. A .SP – "Síntese das Informações" Gráfico 6 .38 160 140 Km de Lentidão 120 100 80 60 40 20 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 71 117 85 70 74 62 115 108 115 100 77 86 89 116 114 90 129 138 2008 Pico da Manhã Pico da Tarde Fonte: Companhia de Engenharia de Tráfego/CET .90 nos trens da CPTM. Um bilhete unitário.00. equivalente a uma viagem com integração. de Planejamento e Controle Operacional/DPO Gráfico 5 . A tarifa de ônibus para um trajeto único é de R$3. metrô e trens. TRANSPORTE METROPOLITANO O transporte metropolitano em São Paulo conta com linhas de ônibus.Depto.Tempo Médio de Viagem por Modo 8.

O número total de passageiros em 2010 chegou a 2.9 milhões e em entre janeiro e abril 2011 foram transportados quase um milhão de passageiros. com quiosques de diversos serviços. Linha 1 – Vermelha. caixas eletrônicos e posto de atendimento para solicitação. A segunda. no Metrô e na CPTM. recarga ou aquisição do cartão Bilhete Único. As paradas são demarcadas por um totem ou cobertura e estão distribuídas pela cidade. A rede atual. a cidade de São Paulo possui um total de 1. respectivamente. . os motoristas de ônibus e microônibus param o veículo por meio de sinalização do passageiro. sem custo adicional de até 4 viagens de ônibus pode ser feita através do Bilhete Único. O tempo médio de percurso entre duas estações de sistema é estimado em 2 minutos. incluindo o total da linha amarela ainda em construção. O Bilhete Único pode ser usado em qualquer viagem nos Ônibus Municipais (portanto não incluem ônibus intermunicipais). Os Terminais são áreas onde as linhas têm seu ponto de chegada ou de partida e têm estrutura para atender aos passageiros. Existem também corredores de ônibus. inaugurada em 1974. conta com 78. para permitir o embarque ou desembarque.1 km de extensão distribuídos em 69 estações. Linha 4 – Amarela.3448 linhas de ônibus em operação as quais circulam quase 15 mil veículos com idade média de aproximadamente cinco anos. foram inauguradas as linhas 2 – Verde e 5 – Lilás. diminuindo o trânsito. Nestes locais. foi inaugurada em maio de 2010 e até maio de 2011 ainda opera com horários e dias reduzidos. foi inaugurada em 1979 enquanto que somente em 1991 e em 2002. Os corredores são faixas exclusivas para ônibus de grande porte e foram criados para distribuir melhor os veículos nas vias. Segundo dados da SPTrans de abril de 2011. O acesso aos ônibus pode realizado em um dos 28 Terminas ou uma das aproximadamente 19 mil Paradas.39 integração. que também possiblita a integração do ônibus com o Metrô e Trem por um adicional de meia tarifa. O Metrô de São Paulo teve sua primeira linha. Linha 3 – Azul. Atualmente conta com cinco linhas sendo que a mais nova. número baixo se comparado aos 369 km de extensão. 468 estações em operação e 24 linhas do metrô de Nova Iorque.

excluindo dados da Linha 4 – Amarela. ao longo de seus 260. Segundo dados de dezembro de 2010. Entram na Linha 3 – Vermelha diariamente 1112 mil passageiros e nas linhas 2 – Verde e 5 Lilás. Incluindo entradas mais as transferências. de 119 trens e são realizadas em média 2. 266 mil e 199 mil usuários em média em dias úteis. respectivamente.1 milhão de passageiros por dia. foram transportados mais de 3.6 milhões de usuários em média nos dias úteis em 2010.Grajaú e 12 Brás – Calmon Viana. 323 mil e 165 mil usuários. por onde circulam aproximadamente 796 mil passageiros em dia útil. Aos finais de semana a média foi de pouco mais de 1. As estações e maior movimento foram a Brás (162 mil usuários em média por dia útil) Luz (151 mil usuários em média por dia útil) e Barra Funda (150 mil usuários em média por dia útil). A linha que transporta diariamente (em dias úteis apenas) o maior número de passageiros é a Linha 1 – Azul. por onde entram diariamente 968 mil pessoas.6 milhões de passageiros. totalizando 2.3 milhões de usuários. considerando-se entradas. respectivamente. As linhas 10 Luz – Rio Grande da Serra. A Estação Palmeiras-Barragunda teve o maior número de entradas do sistema e totalizou 62. programada no pico. 526 mil. por onde passaram diamente (em dias úteis). Entretanto. 8 Júlio – Prestes e 7 Luz – Jundiaí. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) atende a 89 estações num total de 22 municípios.437 viagens em dias úteis. saídas e transferências. 414 mil e 386 mil usuários. mais de 750 milhões de passageiros entraram no metrô e teve uma média diária de entradas em dias úteis de 2. transportaram respectivamente 330 mil. . a estação mais movimentada é a Estação Sé.40 Em 2010.12 milhões de passageiros transportatos nestes dias.8 quilômetros distribuídos em seis linhas operacionais. A linhas de trem da CPTM contam com uma frota. 9 Osasco . as linhas mais movimentadas foram as linhas 11 Luz – Estudantes.

41 Figura 8 .Mapa da rede do transporte metropolitano em junho de 2011. .

habitacional.Via Livre e Passa Rápido . estabeleceu em dezembro de 2006 o Plano Integrado de Transportes Urbanos que deve ser completamente implantado até o ano de 2025. POLÍTICAS DE TRANSPORTE PÚBLICO 8. Nesta edição do PITU. de financiamento expandida e de desenvolvimento.4. dobrando sua capacidade em relação ao nível de 2006. Alguns terminais localizados na região metropolitana de São Paulo. pretende-se expandir a rede de Metrô acrescentando 110 km até 2025 (sobre a rede existente no início de 2005). trabalha de forma harmônica com as políticas conjugadas antes expostas. No sistema metro-viário.42 8. As políticas conjugadas as quais o PITU 2025 se refere são políticas de uso do solo.aos quais se somam os expressos Tucuruvi – Guarulhos. considerados “Terminais Chave”. órgão do Governo do Estado de São Paulo. é modernizada. a chamada Estratégia Preferida de transportes. PITU 2025 A secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos. Esta estratégia foi selecionada mediante o cômputo de indicadores que focalizam as dimensões econômica.1. Adicionam-se quatro serviços expressos que agregam o Expresso Leste e é completado pelo conjunto Expresso Aeroporto e Trem de Guarulhos. social e ambiental do transporte sustentável. O sistema de transporte sobre trilhos é complementado por um grupo de corredores convencionais de ônibus . A malha de trem por outro lado. deverão ser providos de estacionamento e deverão usar recursos de tecnologia da informação e de programação operacional para eliminar as filas físicas no seu interior. conhecido por PITU 2025. de logística urbana de cargas. . integrada pelos componentes de infra-estrutura.4. Este plano determina estratégias de políticas públicas conjugadas à de transporte urbano com a finalidade estabelecer as melhores estratégias para a região metropolitana de São Paulo. ABD – Cecap e Tiradentes. gestão e preços.

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O PITU 2025 dá suporte ainda ao transporte não motorizado em sua configuração atual e ampliada pelos Terminas Chave, que procuram melhorar o deslocamento dos pedestres e ciclistas nas proximidades das estações e terminais. Além disso, ao privilegiar o uso misto de transporte em determinados locais abre-se a oportunidade de criação de bolsões mais calmos. Nessas áreas deverá ser regulado com mais vigor o tratamento das calçadas e a construção de ciclovias. Outro aspecto refere-se às prioridades viárias, que devem estabelecer ou reforçar uma determinada seqüência de atendimento aos usuários onde se coloca em primeiro lugar o transporte não motorizado, em segundo o transporte coletivo e em terceiro o transporte individual motorizado. Assim, pretende-se alocar aos automóveis uma parte dos custos totais por eles provocados. Para promover esta política, o pedágio urbano deverá ser implementado a partir de 2012 – 2015, quando estará operacional projetos como a extensão da Linha 5 do Metrô, o Expresso Aeroporto, a duplicação da capacidade da CPTM e uma nova etapa de projetos da EMTU. No que diz respeito à política tarifária, preconiza-se a manutenção das atuais práticas, com exploração dos recursos de bilhetagem temporal. Entretanto, não exclui o estudo de tarifação à distância.

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Figura 9 – Mapa do transporte metropolitano, PITU 2025.

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8.5.

ESTUDO DE ORIGEM-DESTINO

O estudo de origem-destino, procura determinar o quais os trajetos realizados pelas pessoas e quais meios de transportes foram utilizados para tal. A cidade de São Paulo é dividida em 23 zoneamentos que foram repartidos e agrupados em nove regiões que possuem, cada uma, uma subprefeitura responsável pela elaboração dos planos diretores, conforme indicado nas figuras abaixo.

Figura 10 – Zoneamento da cidade de São Paulo, OD2002

Figura 11 - Regiões e subprefeituras da Cidade de São Paulo

Uma análise dos hábitos das pessoas que transladam na cidade de São Paulo revela que as zonas mais procuradas como destino são a 1, 4 e 18, de modo que aproximadamente 25% dos usuários têm estes locais como destinos. Considerando também as zonas 19, 10, 20, 3 e 23 têm-se um agregado de mais de 50% dos destinos com base no número de pessoas. Os números absolutos da quantidade de usuários e suas respectivas zonas de destinos encontram-se resumidos na tabela abaixo.

82 0.95 0.5 2.16 1.22 2.09 1.57 0.0 1.Atração de Viagens Diárias por Modo de Transporte .39 1.Companhia do Metropolitano de São Paulo/Metrô.2007 .SP Gráfico 8 .88 0.46 Milhões de Usuários 2.0 1 4 18 19 10 20 Ônibus Metrô 3 23 2 17 15 16 9 6 7 21 14 11 12 13 22 Táxi Outros 8 5 Transporte Fretado Trem Veículo Particular A Pé / Bicicleta Zona Fonte: Pesquisa Origem Destino/OD .5 1.70 1.16 1.82 0.73 0.03 0.SP Gráfico 7 .Quantidade de Usuários por Modo de Transporte – 2007 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 Zona Ônibus Metrô Transporte Fretado Trem Veículo Particular A Pé / Bicicleta Táxi Outros Fonte: Pesquisa Origem Destino/OD .78 0.68 0.86 1.0 1.30 1.Companhia do Metropolitano de São Paulo/Metrô.71 0.71 0.61 0.5 0.57 0.84 0.95 0.

Baseado no estudo realizado pela cidade de Paris. 56% das pessoas possuem um veículo e 80% destes declaram que o serviço poderá modificar seu comportamento de mobilidade.47 8.fr . Os 44% restantes não possuem veículos e 70% destes declaram que o serviço resolverá os problemas devido a falta de um veículo próprio. que envolveu a população residente em toda a região metropolitana parisiense.6. Isso significa que estes possuem carteira de habilitação ou a intenção de tê-la e que se declaram interessados no serviço têm a intenção de utilizá-lo. esta porcentagem chega a 59% se considerado somente os residentes da capital.6. 5 Mairie de Paris. 8. Benefícios esperados Para 72% dos entrevistados um serviço de carros elétricos contribuirá para reduzir a poluição do ar na região metropolitana. França.6. Interesse pelo serviço Ao total. 45% das pessoas que circulam na região metropolitana e que possuem idade superior a 18 anos fazem parte da fatia de mercado objetivada pelo serviço de veículos compartilhados.2. ESTUDO DE MERCADO Este estudo tem a finalidade de medir o interesse da população e definir as diferentes características do veículo e dar embasamento para o dimensionamento do serviço. Em contra partida. perímetro pretendido para a utilização do Autolib’5. 54% das pessoas interrogadas estimam que o serviço proposto possa melhorar as condições de transporte no perímetro metropolitano. autolib-paris. 8. Dentro deste grupo.1. Assim uma das hipóteses deste trabalho incide no fato de que a população da região metropolitana de São Paulo deve ter as mesmas necessidades de transporte e interesse de adesão.

4.3. Quanto o meio de transporte utilizado pelos interrogados que se declararam favoráveis ao serviço:    84% possuem carteira de motorista. 68% possuem algum tipo de veículo motorizado. não ser poluente e ser adaptado às condições de circulação em toda região metropolitana. o público alvo é constituído por uma porção quase igual de homens (51%) e mulheres (49%) e possui uma proporção de 42% de pessoas entre 18 e 34 anos.5. . Perfil dos usuários potenciais No perfil sócio-demográfico.48 31% dos motoristas da capital e 27% dos motoristas da região metropolitana têm a intenção de utilizar o serviço e estão dispostos a deixar de utilizar seus veículos.6. 8. 8. contra 77% da média dos entrevistados. 8. A maioria dos interessados (79%) deseja utilizar o serviço na região metropolitana. tanto no que se refere a vias e a distâncias. contra média de 64%. 49% possuem um cartão para a utilização do transporte público na região metropolitana.6. Tipo de uso projetado Os motivos de uso mais freqüentemente citados foram fazer compras (87%). em comparação com o total de interrogados. Expectativas sobre o veículo O serviço esperado deve. sobre tudo. utilizar o veículo à noite ou de madrugada (81%) e acesso a estações de metro e trem (73%) e utilizar aos finais de semana (67%). O veículo elétrico apresenta uma adesão importante mesmo considerando os limites atuais do sistema.6.

6. Millard-Ball [14] discutem ferramentas para encontrar mercados potencias para sistemas de veículos compartilhados em regiões urbanas. Disposição a pagar O consentimento em se pagar pela utilização do serviço não aparece como forte um obstáculo contra o uso do serviço. A maioria do público-alvo está disposta a pagar por uma adesão mensal de R$40. C.6.6.00 por meia hora de uso.49 Um dos elementos mais citados pelas pessoas interrogadas foi a presença de um porta-malas que permita o transporte de um volume de compras correspondente a um carrinho de supermercado ou quatro passageiros e possibilidade de ter um sistema de guia de ruas. Metodologia Em trabalho publicado no 2007 Annual Meeting of the Transportation Research Board. LOCAIS COM MERCADO POTENCIAL 9. Celsor e A. 9. 8. por exemplo. Expectativa sobre o serviço A maioria das pessoas interrogadas deseja poder pegar um veículo sem reserva prévia e a garantia de estacionamento em locais exclusivos quando chegarem em seu destino.00 e mais R$6. 8.1. como. As pessoas interrogadas desejam também um veículo bem conservado e a possibilidade de contato com um operador do serviço através de uma interface integrada ao veículo.1. Neste trabalho . o GPS.7. DETERMINAÇÃO DA REDE ESTAÇÕES 9.1.

analisa onde operadoras de veículos compartilhados oferecem seus veículos. Ambos os mercados são inter-relacionados de forma que fatores geográficos são influenciados pela característica demográfica dos residentes. após analisar 13 regiões nos Estados Unidos que tiveram aumento significativo de serviços de compartilhamento de veículos. propõe-se uma ferramenta baseada no modelo de oferta ao invés em modelo de demanda. toda a metodologia utilizada na determinação dos locais mais atrativos para compartilhamento de veículos baseia-se na referência 14 da bibliografia. mercados demográficos correspondem a micro características de usuários de veículos compartilhados enquanto mercados geográficos a macro características. Até o presente. Assim. 9. Entretanto.50 mostra-se que características do bairro e do transporte na região são indicadores mais relevantes do que características individuais de usuários de veículos compartilhados. onde a demanda está concentrada em operadoras já existentes.1.  Mercados geográficos: bairros onde veículos compartilhados podem ser inseridos com maior efeito. . Portanto. ou seja. muitos dos projetos de sistema ocorreram de modo experimental. Entretanto. Segmentos de mercado para veículos compartilhados Os segmentos de mercado para veículos compartilhados podem ser divididos em duas categorias:  Mercados demográficos: grupos demográficos que são mais prováveis para aderir a um programa de veículos compartilhados. poucos trabalhos trataram de modo quantitativo para identificar as principais características de bairros que suportam compartilhamento de veículos. Em outras palavras.2.

3. em geral são inquilinos e. Diferenças entre regiões com e sem sistemas de veículos compartilhados Como resultado das características discutidas na sessão anterior. não proprietários e possuem nível superior de educação. portanto. A presença de crianças é não é comum.  Uso diversificado: o uso ligado a atividades comerciais e ao trabalho durante o dia pode ser combinado com usuários residenciais que utilizam no final do dia. à noite e nos finais de semana. deve funcionar em conjunto com outros modos  Elevada densidade: densidade populacional elevada traz uma base de usuários maior dentro de uma distância razoável de ser feita a pé.1.1. 9.  Capacidade de viver sem o carro: veículos compartilhados não devem suprir todas as necessidades de mobilidade de uma família ou pessoa. . A seguir são discutidas algumas possíveis variáveis e sua influencia na determinação da atratividade da região para veículos compartilhados:  Número de membros na moradia. composição e educação: moradias com apenas um morados são as mais comuns em regiões que possuem veículos compartilhados.4. Moradores de regiões que contam com veículos compartilhados.51 9. algumas variáveis podem ser utilizadas para medir de forma quantitativa tais características. entretanto. Característica dos bairros As principais características necessárias a um local para que seja atrativo a implementação de veículos compartilhados são os seguintes:  Alta demanda por estacionamentos: a posse de veículos é mais cara e menos conveniente em locais onde estacionamentos são escassos.

 Veículo próprio: residentes de regiões que contam com serviços de veículos compartilhados possuem substancialmente menos veículos que a média de outras regiões e tendem a não ter carro. comparado com pessoas das outras regiões.  Características locais: sistemas de veículos compartilhados.52  Meio de transporte para trabalho: residentes de regiões que possuem o serviço tendem a utilizar com maior freqüência o transporte coletivo ou andar a pé para o trabalho. Dois grupos de nível de serviço foram estabelecidos. que tendem a ser melhor para se caminhar e têm menos locais de estacionamentos fora das ruas. tendem a serem localizados em regiões antigas. O nível “baixo” representa locais onde o serviço de veículos compartilhados pode ser viável. . na maioria das regiões. “baixo” e “alto”. Millard-Ball propõem também sugestões onde veículos compartilhados podem ser atrativos.5. Os resultados dos limites para cada nível de serviço estão resumidos na Tabela 2. 9. A quantia elevada de pessoas que caminham é um indicador do uso misto e de um ambiente favorável a pedestres.1. Celsor e A. mas sim aproximações de características os bairros onde serviços de veículos compartilhados tendem a ter maior sucesso. Deste modo. Principais indicadores e limites para veículos compartilhados As características do bairro e de transporte são indicadores mais relevantes para veículos compartilhados do que fatores puramente demográficos. E o nível de serviço “alto” indica locais onde se espera que compartilhamento de veículos cresça. Estes orientações não são requisitos precisos. bairros históricos. mas pouco crescimento é esperado.

53 Tabela 2 .20% 35% . serão incluídos outros indicatores além daqueles abordado por Celsor e A. Celsor e A.15% 60% 1200 40% .1. por exemplo. a densidade populacional representa a base de clientes potenciais para à noite e fins de semana. Nível de Serviço Baixo Alto Demografia % Moradias de uma pessoa Meio de Transporte para o trabalho % Dirigem sozinhos % Caminham Veículos Próprios % Moradias sem nenhum veículo % Moradias com 0 ou 1 veículo Características do bairro Número de moradias por km2 30% 55% 5% 10% . diferentemente .6.40% 15% . Estados Unidos.40% 70% . Millard-Ball no mesmo trabalho m que estabelecem limites para nível de serviço de veículos compartilhados afirmam que a densidade demográfica também é uma variável representativa. por outro lado.Limites para nível de serviço de veículos compartilhados. A densidade de emprego.80% 1200 9. Baseado em estudo para projeto de sistema de veículos compartilhados para cidade de San Diego. por exemplo. Outras considerações Outras variáveis que não foram apresentadas ou discutidas na seção também são importantes na determinação de regiões com mercados potenciais para compartilhamento de veículos. Holtzclaw et al. Veículos compartilhados em áreas estritamente residenciais. Los Angeles and San Francisco.50% 35% . Millard-Ball. é um indicador de uso durante o dia e em dias da semana. podem não ser suficientemente utilizados durante o dia. encontrou que a densidade demográfica conveio como o melhor indicador para a previsão de viagens em Chicago. Deste modo. Isso significa que uma mistura de áreas residenciais e com alta taxa de emprego é importante para garantir que os carros sejam usados de modo mais suficiente. [15].

Em relação à porcentagem de moradias de uma pessoa.1. algumas extrapolações serão admitidas conforme descrito a seguir. a pé. que a porcentagem de domicílios com apenas um morador na cidade de São Paulo era de 8. dado a disponibilidade e dados apresentados na Pesquisa Origem-Destino de 2007. o indicador densidade de emprego também é proposto. Ainda segundo o estudo realizado em San Diego. biclicleta. Tabela 3 – Outros Limites para nível de serviço de veículos compartilhados. Em outras palavras. Define-se disponibilidade de transporte como a porcentagem de pessoas que utilizam outros meios de transporte que não sejam o carro para ir trabalhar.87%. Disponibilidade de informações Conforme apresentado na seção anterior.54 daqueles em regiões de escritório. e . infere-se que também deve ser considerado. disponibilidade de transporte e densidade de empregos estão resumidos na Tabela 3.7. realizada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo do Estado de São Paulo pelo Metrô.) 3700 6400 7400 14800 30% 60% 9. Nível de Serviço Baixo Alto Densidade Populacional Habitantes por km2 Densidade de Empregos Empregos por km2 Disponibilidade de Transporte Porcentagem de pessoas que usam outros transportes para trabalhar (comum. Entretanto. a disponibilidade de transportes. esta informação não será considerada. Os limites para serviço baixo e alto para a densidade demográfica. além da densidade populacional e de emprego. bicicleta e que vão a pé em relação ao total de viagens. qual a porcentagem de pessoas que utilizam transporte público. vale ressaltar apenas como uma referência. segundo o CENSO do ano 2000 realizado pelo IBGE. Entretanto. etc. são necessárias características específicas para a determinação do nível de serviço. pela falta de dados específicos para cada região. Portanto.

E ainda. Regiões atrativas para compartilhamento de veículos em São Paulo Baseado nas informações da Pesquisa Origem-Destino 2007 e utilizando os limites determinados nas seções anteriores. Em relação a pessoas que caminham e a disponibilidade de transporte. 9. será admitido simplesmente meio de transporte utilizado com origem naquela região.1.8. será ignorado o fato de ser necessário que caminhem para o trabalho e será considerado pessoas que com origem naquela região segundo o modo de transporte. Quanto ao meio de transporte para o trabalho. 6 Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios. as regiões mais atrativas foram determinadas e estão indicadas na Figura 12. número de moradia por km2 e densidade populacional e de empregos encontram-se disponíveis e nenhuma consideração especial faz-se necessária. mostrando a evolução deste indicador. segundo a PNAD6. o fato de ser necessário que dirijam sozinhos será ignorado e admitido simplesmente pessoas que dirigem. As informações de veículos próprios.55 este valor chegou a 12% em 2009. .

.56 Nível de Serviço Nulo Nível de Serviço Baixo Nível de Serviço Alto Figura 12 – Regiões atrativas para desenvolvimento de veículos compartilhados.

. A tabela completa com a correspondência entre número da zona. infere-se que as regiões centrais são aquelas que apresentam mercado potencial para o sistema.Zonas com nível de serviço alto Zona 3 4 5 7 22 24 25 26 31 35 42 Nome da Zona Praça João Mendes Ladeira da Memória República Luz Pires da Mota Liberdade Treze de Maio Bexiga Vila Buarque Santa Cecília Celso Garcia Para o projeto do sistema de compartilhamento de veículos. nome da zone e nível de serviço pode ser encontrada no Anexo A.Santo André. As regiões que apresentaram nível de serviço Alto. 379 Boa Vista. as zonas 336 – Guarulhos. quando não adjacentes. como em Guarulhos. 383 . Da Figura 12. Algumas regiões também foram encontradas fora da cidade de São Paulo. 403 .São Bernardo do Campo e 439 . sejam ligadas por algum transporte de trilho (Metrô ou Trem).57 As regiões foram determinadas de forma que regiões com alto nível de serviço apresentaram todos os indicadores acima do limite de alto nível de serviço. Deste modo. estão resumidas a seguir: Tabela 4 . São Bernando. somente serão consideradas regiões que sejam adjacentes e que. Santo André e Osasco.Novo Osasco serão desconsideradas. Regiões com baixo nível de serviço foram determinadas se possuíam pelo menos um dos indicares dentro da faixa de baixo serviço e nenhum indicador abaixo deste limite.

ou seja.2.58 9.1.2. um modelo de regressão baseado nas variáveis discutidas anteriormente. Millard-Ball propõem.Cálculo do nível de serviço. NÍVEL DE SERVIÇO 9. Assim. não apenas as regiões mais atrativas como também o nível de serviço estimado. Celsor e A. Estação de veículos Circunferência de 800m de raio 4 veículos 2 veículos 2 veículos 2 veículos Nível de serviço = 10 Figura 13 . . aborda. a máxima distância que se dispõe a caminhar para acessar uma estação. O nível de serviço é definido pelo número de veículos compartilhados disponíveis em uma determinada região. A região é delimitada por uma circunferência de raio 800 metros. Correlação com nível de serviço A metodologia demonstrada na seção 9.1. pela análise estatística das regiões que tipicamente contam com serviços de veículos compartilhados.

9. pode-se determinar os níveis de serviço em cada uma das Zonas eu apresentaram potencial de mercado. densidade residencial. Assim.59 O nível de serviço apresenta correlação negativa com o número de pessoas que dirigem sozinhas para o trabalho e a média de veículos por casa. disponiblidade para caronas ou andar a pé. o nível de serviço apresenta correlação positiva com número de habitações que possuem nenhum ou um veículo. Veículos compartilhados também apresentam correlação (positiva ou negativa) com outras variáveis como a porcentagem de moradias com apenas uma pessoa. Baseados na correlação entre as variáveis apresentadas nesta seção. Por outro lado. Utilizando a Equação 1 e os dados Obtidos na Pesquisa Origem-Destino 2007. serviços de veículos compartilhados aumentam quando há maior proporção de casas alugadas. Millard-Ball propõem que o melhor modelo para determinar o nível de serviço leva em conta a taxa de veículos próprios e a proporção de modo de transporte a pé. moradias com crianças e casas alugadas.2. C. de habitações de uma pessoa. bairros com menor número de pessoas que vão ao trabalho sozinhas e com menor número de veículos por casa tendem a ter maior serviço de veículo compartilhado. Equação 1 Onde. “veículos” é a média de veículos por moradia dentro da circunferência e “a pé” é o número de pessoas que andam para o trabalho dentro da região delimitada pela circunferência. de moradias com poucos carros e de uso de transporte coletivo ou viagens a pé. Celsor e A. Nível de serviço regiões nas mais atrativas. ou seja. “nível de serviço” é o número de veículos compartilhados por circunferência de 800m de raio. .2.

que todas as características se comportam de modo uniforme em cada região. . Assim. a médio do número de veículos em uma circunferência de 800 m é igual ao número de veículos totais na região dividido pelo número de circunferência. Ou seja. o número de circunferências ( ) será estimado pela divisão da área total da região da zona pela área de um círculo de raio 800 m. será admitido que cada zona é homogênea. Equação 4 Os resultados de nível de serviço para as regiões previamente determinadas como Alto nível de serviço estão resumidos na tabela a seguir. razão entre total de pessoas que andam a é na zona e o número de circunferências na zona. dada a dificuldade em obter a quantidade a média de veículos por moradia e de pessoas que andam a pé.60 Entretanto. Equação 2 Da hipótese de que as características são uniformes. Os resultados de nível de serviço para as regiões potenciais encontram-se no Anexo B. . Equação 3 O número de pessoas que andam a pé em uma circunferência também pode ser calculado da mesma maneira.

61 Tabela 5 – Nível de serviço em algumas zonas selecionadas.56 Área total da Zona: 1. Zona de Origem Nome da Zona Nível de Serviço 3 4 5 7 22 24 25 26 31 35 42 Praça João Mendes Ladeira da Memória República Luz Pires da Mota Liberdade Treze de Maio Bexiga Vila Buarque Santa Cecília Celso Garcia 62 75 110 69 0 62 11 18 59 101 11 Exemplo de cálculo do nível de serviço médio na região da Luz (Zona 7) Dados: Automóveis por domicílio: 0. . Automóveis por domicílio por circunferência.466 viagens O número de circunferências.53 km2 Total Modo a pé: 21.

263. Os resultados de nível de serviço para as regiões potenciais encontram-se no Anexo B. 2 veículos. 7. respectivamente. multiplicar o nível de serviço pelo número de circunferências de raio 800 m. O total de veículos e estações que o sistema deve possuir é. .608 e 15.3. .62 Viagens a pé por circunferência. é estimado a partir do númerao de veículos da regi- ão e admitindo que cada estação possui. NÚMERO DE VEÍCULOS E ESTAÇÕES Para determinar o total de veículos compartilhados em cada região. em média. 9. Nível de serviço. basta Equação 5 O número de estações. Equação 6 Os resultados para regiões previamente determinadas como Alto Nível de Serviço estão resumidos na tabela a seguir.

627. multiplicando-se o número de veículos por 25. Desta forma. NÚMERO USUÁRIOS Sistemas de veículos compartilhados possuem uma média de 25 usuários por veículos por dia.Novo Osasco) apresentam níveis de serviço elevados (respectivamente 406. 1185 e 364). a fim de normalizar os resultdos obtidos e descartar pontos os quais os resultados apresentam desvios excessivos e não condizentes com a tealidade esperada. 379 .Boa Vista.63 Tabela 6 – Total de veículos compartilhados e estações em algumas zonas selecionadas. Equação 7 Os resultados para regiões previamente determinadas como Alto Nível de Serviço estão resumidos na tabela a seguir.Santo André. revelam que de fato.4. . 135. tem-se o total de pessoas que utilizarão os veículos diariamente. Zona de Origem Nome da Zona Total de veículos compartilhados Estações 3 4 5 7 22 24 25 26 31 35 42 Praça João Mendes Ladeira da Memória República Luz Pires da Mota Liberdade Treze de Maio Bexiga Vila Buarque Santa Cecília Celso Garcia 15 28 42 53 0 20 3 5 27 74 4 7 14 21 26 0 10 1 2 13 37 2 9. Assim. 383 . muito acima da média 71 considerando todas as zonas. . 403 . Uma análise mais profunda das informações contidas no Anexo B. as zonas inicialmente descartadas (336 – Guarulhos.São Bernardo do Campo e 439 . Os resultados número de usuários para as regiões potenciais encontram-se no Anexo B.

Assim. A zona 379 – Boa Vista. Portanto.São Bernardo do Campo e 439 . Este é o caso das zonas 336 – Guarulhos. será excluí por não ser adjacente a nenhuma outra e não configurar parte da rede integrada que se propõe neste trabalho. O novo valor médio do nível de serviço é de 40 e o desvio padrão 36. 379 .Novo Osasco). Tabela 7 – Total de usuários do sistema em algumas zonas selecionadas. 403 . Zona de Origem Nome da Zona Total de usuários por dia 3 4 5 7 22 24 25 26 31 35 42 Praça João Mendes Ladeira da Memória República Luz Pires da Mota Liberdade Treze de Maio Bexiga Vila Buarque Santa Cecília Celso Garcia 375 700 1050 1325 0 500 75 125 675 1850 100 .6 mil pessoas por dia. 403 . justificando-se a exclusão inicial. 379 . o total de usuários estimados é de 36.Santo André.Boa Vista.São Bernardo do Campo e 439 . dos resultados apresentados no Anexo B.64 serão excluídas as zonas que apresentem nível e serviço superiores a um e meio desvio padrão (considerando todas as zonas e incluindo 336 – Guarulhos.Novo Osasco. as zonas que apresentarem nível de serviço superior a 276 serão desconsideradas. 383 Santo André.

1. a análise o valor e determinação dos requisitos de projeto baseiam-se no ganho marginal sobre as necessidades identificadas em relação aos custos para responder a estas necessidades. englobando tanto as estações quanto os veículos. pode-se realizar uma análise funcional utilizando o seguinte procedimento:       Identificar as funções Selecionar a função primária Selecionar as funções básicas Organizar as funções subsidiárias Validar a árvore de funções Identificar a hierarquia de funções As especificações objetivadas podem obtidas através da análise dos impactos nos resultados de desempenho do serviço/produto medidos por métricas compatíveis a cada função determinada. pode ser realizada através da abordagem de análise do valor. DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO SERVIÇO 10. através de entrevistas. METODOLOGIA A determinação das características do sistema. Esta metodologia busca determinar as funções esperadas no produto/serviço e seu valor agregado e percebido pelos usuários/clientes e. inicialmente procura-se entender o uso do produto baseado em informação obtida pelos estudos de mercado. . determinar as especificações a partir das necessidades identificadas. por fim.65 10. Por mim. O segundo passo é a busca pela necessidade primordial a ser respondida e sua validação subseqüentemente. após a identificação da necessidade primeira. questionários e da própria observação do uso do serviço ou produto. Assim. Desta forma.

Quem?    Motivações     Percepções     Atitudes    Comportamentos        Homens e mulheres Maioria de idade entre 18 e 34 anos Possuem carteira de motorista Possuir um veículo em qualquer lugar e qualquer momento Garantia e facilidade para encontrar local para estacionar Contribuição para redução da poluição do ar Solução de problemas devido à falta de veículo próprio Otimização do uso do carro Melhoria da condição de transporte no perímetro urbano Modificação no comportamento de mobilidade Melhoria da poluição do ar Uso integrado com transporte público Uso de veículos elétricos Deixar de utilizar o próprio ou de comprar novo carro Realizar compras Transporte de volumes Transporte de passageiros Uso do veículo à noite e de madrugada Acesso a outros meios de transporte Uso para lazer e finais de semana Uso no perímetro urbano . serão utilizadas as seguintes diretrizes para expressar as afirmações contidas no estudo de mercado:     Motivações Percepções Atitudes Comportamentos Tabela 8 – Motivações.66 10. percepções. atitudes e comportamentos obtidas no estudo de mercado.2. ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES DE MERCADO A fim de organizar as informações contidas na pesquisa apresentada na seção 8.6.

dada a constante necessidade de transportar-se ou de fazer transportar algo no cotidiano. as funções indicam o propósito do sistema expressas em termo de uma finalidade global. Desta forma.3.   O que pode induzir a evolução da necessidade? Desde o encurtamento ou o aumento das distâncias a serem percorridas à própria evolução do sistema de transporte em vigor.3. ANÁLISE FUNCIONAL A análise funcional tem como objetivo maior definir a necessidade primária à qual o sistema deve responder e identificar as funções necessárias para responder a tal necessidade. .1. Qual é o risco de sua evolução e do desaparecimento desta necessidade? Baixo. 10.67 10. Cada função é descrita na forma de um verbo ativo e um substantivo concreto e são compostas por uma combinação de duas ou três palavras. Necessidade primária Busca pela necessidade primária    Para quem é o sistema? O sistema é destinado a pessoas que necessitem locomover-se dentro do perímetro urbano Sobre o que o sistema age? O sistema age sobre necessidade de mobilidade das pessoas Por que o sistema existe? Porque os indivíduos necessitam de transporte Validação da necessidade primária  Por que esta necessidade existe? Por que as pessoas tem necessidades e obrigações a serem cumpridas em diferentes locais a determinado momento e nem sempre dispõem dos meios para tal.

68 10.2. Identificação de funções Busca intuitiva  Transportar pessoas  Reduzir tempo de viagem  Aumentar a praticidade  Facilitar o estacionamento  Reduzir custo de transporte  Transportar compras  Transportar bagagem  Acessar aeroportos  Fornecer guia de ruas  Acessar remotamente  Acessar metrô  Resolver “last mile”  Medir velocidade  Obedecer normas de segurança  Entreter o passageiro  Controlar temperatura  Aumentar conforto  Localizar veículo  Rastrear veículo  Reservar veículo  Disponibilizar veículo  Disponibilizar acesso  Abrir veículo  Automatizar sistema  Ligar motor  Disponibilizar garagem  Destravar portas  Cadastrar usuários  Pagar reserva  Assegurar o veículo  Controlar fluxo de carros  Controlar tarifa  Integrar pagamentos  Pagar serviço  Disponibilizar estacionamento  Desligar veículo  Abastecer veículo                                      Detectar nível de combustível Alertar nível de combustível Revisar veículos Disponibilizar assistência Fornecer atendimento ao cliente Satisfazer usuário Comunicar gastos Atrair usuário Identificar produto Monitorar veículo Controlar direção Controlar conforto humano Mudar rota Distribuir veículo Realocar veículo Mover veículo Transportar veículo Induzir usuário Induzir rotas Garantir veículo Promover serviço Proteger usuário Transportar volume Reparar veículo Melhorar aparência Aumentar conveniência Ouvir cliente Desenvolver tecnologia Gerar poluição Gerar ruído Transmitir dados Travar veículo Restringir uso Pesquisar usuário Mapear usuários Encerrar serviço Controlar estado do veículo .3.

Guardar veículo F3. Restringir acesso Figura 14 – Diagrama de ambiente. Respeitar normas de segurança F6. . Acessar Veículo F4. Reserva do veículo F5. Respeitar normas de trânsito F7.69 Diagrama de ambiente Determinação dos elementos externos:  Usuário  Meio-ambiente  Outras pessoas  Outros veículos  Normas e leis  Veículo  Estacionamento  Operador  Website Usuário Website Outros Veículos F4 F1 Estacionamento F3 F2 Serviço de Compartilhamento de Veículos F7 Outras Pessoas F5 F0 F6 Veículo Normas e Leis F0. Transportar passageiro F1. Assegurar contra acidente F2.

Acessar aeroportos.70 Diagrama FAST7 Como? Quando? Por quê? Acessar metrô. rodoviárias Aumentar conforto Realizar compras Informar rota Entreter usuário Informar preço de devolução Desligar veículo Devolver veículo Entreter-se e lazer Acessar estação Ir e vir Localizar estação Trabalhar Retirar veículo Obter chave Realizar cadastro Acessar website Locomover-se Respeitar normas Controlar veículo Assegurar o veículo Reservar veículo Transportar pessoas Informar preço de retirada Acionar veículo Transportar objetos Figura 15 – Diagrama FAST: à esquerda saídas. trem. no eixo vertical. Veja Anexo C para figura ampliada. à direita entradas e. etc. as funções devem responder como. quando. . as funções do sistema. para a esquerda o porquê e. em azul a linha principal de funções. as saídas do sistema. Em amarelo. Ao mover-se para a direita. ao meio. 7 FAST: Functional Analysis System Technique. em branco funções de suporte e em vermelho restritivas.

rodoviárias Realizar compras Entreter-se e lazer Utilizar o serviço Trabalhar Locomover-se Transportar pessoas Transportar objetos Figura 16 – Árvore de funções. .71 Árvore de funções Acessar website Realizar cadastro Obter chave Reservar veículo Acionar veículo Retirar veículo Informar preço de retirada Disponibilizar veículo Incentivar devolução Localizar estação Acessar estação Desligar veículo Informar preço de devolução Devolver veículo Controlar veículo Faturar uso Informar rota Regular temperatura Disponibilizar estacionamento Incentivar retiradas Aumentar conforto Regular acentos Facilitar direção Ir e vir Proporcionar rádio Entreter usuário Tocar música Respeitar normas Restringir uso Assegurar veículo Rastrear veículo Oferecer troca Assegurar contra acidente e pane Rebocar veículo Consertar veículo Abastecer veículo Conservar veículo Assistir ao usuário Auxiliar retirada Revisar veículo Auxiliar devolução Auxiliar uso Acessar metrô. trem Acessar aeroportos.

Uma abordagem na qual se coloca o usuário passivo e estes outros três elementos ativos exercendo as funções sobre o usuário. Organização das funções Conforme explicitado no Diagrama de Ambiente.3.72 10.3. ou elementos externos como. Estação e Veículo. existem diversos elementos responsáveis por cada função. Assim. Porém. seja o serviço propriamente dito (elemento central do Diagrama de Ambiente). Grupo: Serviço Tabela 9 – Funções relacionadas ao Serviço. As tabelas a seguir mostram as funções agrupadas e classificadas por tipo: primária. Tipo de função Primária Restritiva Restritiva Primária Secundária Secundária Secundária Secundária Secundária Secundária Primária Secundária Secundária Secundária Função Acessar website Realizar cadastro Obter chave Assistir ao usuário Auxiliar retirada Auxiliar devolução Auxiliar uso Assegurar contra acidente e pane Oferecer troca Rebocar veículo Conservar veículo Consertar veículo Abastecer veículo Revisar veículo . secundária e restritiva. o veículo e o estacionamento – que faz parte da estação. a seguir pretende-se associar cada uma das funções identificadas com o elemento responsável por ela. por exemplo. diferentemente do exposto até o momento. secundária e restritiva. utilizarse-á três grupos para associar as funções: Serviço. Classificadas como primária.

secundária. Tipo de função Primária Primária Primária Secundária Secundária Secundária Primária Secundária Secundária Primária Primária Secundária Secundária Primária Primária Primária Função Controlar veículo Informar rota Aumentar conforto Regular temperatura Regular acentos Facilitar direção Entreter usuário Proporcionar rádio Tocar música Respeitar normas Assegurar veículo Restringir uso Rastrear veículo Locomover-se Transportar pessoas Transportar objetos . secundária. Tipo de função Primária Primária Primária Secundária Secundária Secundária Secundária Primária Secundária Secundária Secundária Secundária Secundária Função Localizar estação Acessar estação Retirar veículo Disponibilizar veículo Incentivar devolução Informar preço de retirada Acionar veículo Devolver veículo Disponibilizar estacionamento Incentivar retiradas Informar preço de devolução Faturar uso Desligar veículo Grupo: Veículo Tabela 11 – Funções relacionadas à Veículo. Classificadas como primária.73 Grupo: Estação Tabela 10 – Funções relacionadas à Estação. Classificadas como primária.

cada função será discutida e determinar-se-á um critério para avaliar o nível ao qual dada função deve ser respondida. Em seguida. Grupo: Usuário Tabela 12 – Funções relacionadas à Usuário. Tipo de função Primária Necessidade Necessidade Necessidade Necessidade Necessidade Necessidade Função Utilizar o serviço Ir e vir Acessar metrô. . Com estas informações é possível determinar quanto determinada função deve ser respondida dado o seu valor agregado e o custo para tal e. esta abordagem mostra que as funções de saída identificadas no diagrama FAST (localizadas à esquerda no diagrama) e agrupadas como utilizar o serviço na Árvore de Funções são ativas ao usuário. trem Acessar aeroportos.74 Por outro lado.3. sendo este o responsável por exercê-las. estas foram agrupadas a seguir como Usuário e dizem respeito à finalidade na qual o sistema de compartilhamento de veículos como um todo é utilizado pelo usuário. Identificação das métricas e determinação das especificações As funções identificadas e organizadas nas seções anteriores devem ser mensuradas para determinar nível de cada função e a flexibilidade em torno desde valor. Portanto. determinar as especificações. .4. por fim. rodoviárias Realizar compras Entreter-se e lazer Trabalhar 10. A seguir. Classificadas como primária e necessidade. será apresentado o nível e a flexibilidade.

pelo menos.  Retirar e acionar veículo: Descrição Consiste nas etapas após o acesso à estação até sair dirigindo o veículo. a comunicação visual. quais veículos estão disponíveis em cada local. O horário de funcionamento depende do estabelecimento utilizado como estação. seja estacionamento ou posto de gasolina.75 Grupo: Estação  Localizar e acessar estação: Descrição Localizar a estação compreende desde a localização prévia da estação para que o usuário vá ao local até identificação ao passar em frente a uma. o qual somente ter-se-á acesso após o desbloqueio do veículo aquele que possuir o . assim como as tarifas e taxas – conforme discutido no item de desenvolvimento do website (Acessar website e realizar cadastro). A chave de ignição do veículo deve estar no interior do próprio veículo. em outras palavras. sabe-se que nem sempre isto será possível. que não consiste na chave do veículo. Entretanto. ou cartão. estabelece-se o mínimo funcionamento de 18 horas por dia durante todos os dias da semana. Especificações A retirada dos veículos deve ser feita utilizando a chave de acesso (ou cartão de acesso) enviada a após o cadastro. Onde saber-se-á o local exato para a retirada do veículo. cada estação deve ser identificada por um indivíduo que esteja a. Desta forma. O acesso à estação é livre a qualquer indivíduo. Acessar a estação significa diz respeito principalmente ao horário de funcionamento e restrições quanto a quem e como entrar no local onde os veículos estão disponíveis Especificações A localização prévia deve ser realizada através do website. mas a chave pessoal e individual a cada usuário. deve permitir o desbloqueio do veículo. apesar de a preferência para locais 24 horas durante os sete dias da semana. cinqüenta metros de distância. Esta chave. Em relação à comunicação visual.

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cartão de acesso. Assim o acionamento do veículo é feito com a chave comum do próprio veículo.
 Disponibilizar veículo

Descrição Diz respeito à disponibilidade dos veículos nas estações. Especificações Os veículos devem estar disponíveis para serem retirados a qualquer momento em cada estação (dependendo apenas do horário de funcionamento da estação). Além disso, no caso de reserva prévia há o empecilho de restringir o uso do veículo até que este seja retirado.
 Incentivar devolução e informar preço de retirada:

Descrição É sabido que há um fluxo direcional em certos horário do dia. Por exemplo, pela manhã a maioria das pessoas desloca-se da periferia para o centro da cidade. Assim, há a necessidade de equilibrar a disponibilidade de veículos em certas estações em determinados horários e reduzir em outros locais onde há menor demanda. Especificações Deste modo, propõe-se uma solução monetária que incentive a devolução em locais onde há maior demanda. Portanto, na devolução é necessário informar os custos de devolução em cada estação, menor nas estações com maior demanda e maior naquelas com menor demanda em um dado instante ou intervalo de tempo.
 Disponibilizar estacionamento

Descrição Trata de como devem ser os estacionamentos dos veículos. Especificações Os veículos devem possuir locais exclusivos, mas não únicos, para serem estacionados. Quando não houver estacionamento na estação que o usuário gostaria

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de retornar o veículo, ele deve ser informado da estação mais próxima com disponibilidade.
 Incentivar retiradas e disponibilizar preço de devolução

Descrição Analogamente ao caso de incentivar devolução e disponibilizar preço de retirada, estas funções tratam do equilíbrio da disponibilidade de estacionamentos em cada estação ao longo do dia. Especificações Da mesma forma, pode-se incentivar retiradas de veículos em locais com maior demanda por devolução de veículos (e, conseqüentemente, menor disponibilidade de estacionamentos). Este incentivo pode ser feito de forma monetária, através de desconto na tarifa, por exemplo. Assim é também necessário informar o usuário do custo de devolução em determinado local.
 Devolver e desligar veículo

Descrição Trata das ações e condições para e devolução do veículo após uso, assim como a maneira de desligar o veículo. Especificações O veículo deve ser devolvido obrigatoriamente em uma das estações para que seja considerado entregue. Entretanto, não deve haver nenhuma restrição quanto à qual estação deve ser realizada a entrega e tão pouco qualquer comprometimento, por parte do usuário, em devolver no mesmo local onde foi retirado. A estação deve estar equipada para reconhecer quando um veículo foi devidamente entregue. Podendo ser feito em duas etapas: (1) a própria estação reconhece a proximidade do veículo no local apropriado para a devolução e (2) o usuário confirma a através do reconhecimento de seu cartão de acesso em um totem, por exemplo. Porém, antes mesmo do reconhecimento da devolução, é desligamento do veículo pode ser feito com própria chave o veículo (e não através do cartão de aces-

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so do usuário). Por fim, o usuário deixa o veículo e a chave permanece guardada no interior do veículo. O bloqueio do veículo é feito através do cartão de acesso.
 Faturar o uso

Descrição Aborda os preços, tarifas e cálculo do valor a ser faturado. Especificações Baseado na discussão apresentada em toda a seção Serviço, o cálculo do preço final a ser faturado de ver uma função de três elementos:
   Custo de retirada Custo variável conforme horas ou quilômetro rodado (não é especificado nesta seção) Custo de devolução

Os custos de retirada e devolução também podem variar conforme a estação de há maior ou menor demanda por veículos ou estacionamentos livres.

Grupo: Veículo
 Controlar veículo:

Descrição Todos os parâmetros de controle do veículo, direção, frenagem, curvas. Especificações O veículo deve ser conduzido pelo usuário. Deve possuir um sistema de direção que controle o movimento das rodas a fim de permitir a realização de curvas e manobras. Deve também possuir controle de velocidade, sistema de frenagem. As características de controle de direção devem ser condizentes àquelas necessárias para o veículo trafegar em uma cidade, onde haverá a interação com outros veículos e também a necessidade especial de realizar manobras para estacionar.
 Informar rota:

Descrição Navegador e mapa

 Regular temperatura: Descrição Controle da temperatura no interior do veículo. Além disso. Especificações O veículo deve ser adequado ergonomicamente. Especificações O acento deve ser capaz de adaptar-se para ser ergonomicamente confortável para pelo menos 95% da população padrão. .  Aumentar conforto: Descrição Ergonomia do veículo.  Facilitar direção: Descrição Sistema de auxílio na direção.79 Especificações O veículo deve conter um navegador que indique as direções para realizar o itinerário do usuário. Especificações O interior do veículo deve ser capaz de permanecer em uma temperatura de 15oC a 25oC.  Regular acento: Descrição Regulagem da posição do acento do motorista e do carona. este sistema deve indicar a localização das estações assim como os custos para devolver o veículo em cada estação e número de vagas disponíveis em cada estacionamento.

 Locomover-se: Descrição Velocidade e inclinação. Assim. Especificações Deve possuir rádio. suas especificações básicas configuração devem respeitar condições essenciais para registro.  Assegurar veículo. licenciamento e circulação estabelecidas pelo CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) em função de suas aplicações.  Respeitar normas: Descrição Normas exigidas pelo país para que o veículo circule pelas ruas. Especificações As características dos veículos.  Entreter usuário. Especificações O veículo deve possuir um sistema que trave e destrave as portas através do cartão de acesso do usuário. restringir uso e rastrear veículo: Descrição Trava na portas e rastreamento do veículo.80 Especificações Deve possuir sistema de auxílio na direção equivalente a direção hidráulica ou elétrica. CD e canal de entrada para tocador mp3. resoluções e portarias em vigor no Brasil. Deve possuir também um sistema que localize o veículo através de uma central para o controle da frota. proporcionar rádio e tocar música: Descrição Qualquer tipo de mídia no interior do veículo. tocador de música. . deve estar de acordo com a legislação.

 Transportar pessoas: Descrição Capacidade de pessoas no interior do veículo Especificações Capacidade mínima de quatro pessoas o confortáveis no interior do veículo. O volume mínimo correspondente a um carrinho de compras de supermercado.  Transportar objetos: Descrição Capacidade de transportar objetos Especificações O veículo deve possuir espaço específico para armazenar objetos. Inclinação: deve ser capaz de vencer uma inclinação de no máximo 20o ao partir sem velocidade inicial. bagagens para viagens e outros objetos de volume similar. Especificações Deve responder às seguintes necessidades de uso:       Acessar metrô.81 Especificações Velocidade: o veículo deve ser capaz de manter uma velocidade constante de 100 km / h em uma reta. trem Acessar aeroportos. rodoviárias Realizar compras Entreter-se e lazer Ir trabalhar Uso noturno . Grupo: Usuário  Ir e vir: Descrição Capacidade de suprir as necessidades de utilização do usuário.

Pegar alguém Cabeleireiro Reunião .82 Obrigações familiares Freqüência Casa Trabalho Retorno do trabalho Outro trabalho Escola/religião Escola (estudante) Atividade Religiosa Alta Visita a amigos/parentes Lazer Localização final do veículo Localização final do veículo Deixar alguém Pegar comida/comer Evento social Pegar comida/comer Médico/Dentista Compras Comprar bens Comprar serviços Social/Recreação Recreação Baixa Casa Trabalho Retorno do trabalho Outro trabalho Escola (estudante) Atividade Religiosa Médico/Dentista Compras Comprar bens Comprar serviços Comprar gasolina De casa para o trabalho De casa para visitar amigos ou parentes Localização inicial do veículo Recreação Visita a amigos/parentes Lazer Obrigações familiares Cabeleireiro Compra de bens para a casa Reunião Pegar alguém Deixar alguém Pegar comida/comer Figura 17 – Locais onde as pessoas deixam seus veículos por pelo menos trinta minutos. Fonte: McKinsey and Co.

é utilizar postos de gasolina como estações para a retirada dos veículos. o uso de postos de gasolina pode ainda melhorar a relação com fornecedores possibilitando. PROJETO DAS ESTAÇÕES 11. LOCALIZAÇÃO DAS ESTAÇÕES Não somente a determinação das zonas atrativas ao serviço de compartilhamento de veículos.83 11. assim como os custos para implantação de estações nestes locais. mas é necessário também determinar o local físico onde se encontrarão os veículos. As regiões centrais. Uma maneira prática de identificar os locais específicos de onde os pontos de retirada de veículos devem localizar-se é determinar a localização de estacionamentos já existentes. A Figura 18 a seguir mostra os principais pontos de estaciomentos na cidade de São Paulo e região metropolitana. reduzindo também os riscos de elevados investimentos no início do negócio. . ainda podem servir como estações para o serviço de compartilhamento de veículos O modelo de utilizar estacionamentos já existentes como locais para estações do sistema de veículos compartilhados apresenta também a vantagem de diminuir a necessidade de investimentos em aquisição e construção de imóveis os quais servirão como estações. possuem maior densidade de estacionamentos que as zonas periféricas. além mostrarem a demanda por locais onde as pessoas pretendem guardar seus veículos. assim como as regiões próximas à avenida Paulista. Outra possibilidade. redução de custos.República.1. Além a vantagem de se encontrar no próprio local onde os veículos devem ser abastecidos. próximas às zonas 1 . As justificativas s\ao as mesmas de estacionamentos. talvez.Sé e 5 . Estes estabelecimentos.

84 Figura 18 – Principais pontos de estacionamento na cidade de São Paulo e região metropolitana. Fonte: Pesquisa Google / Google Maps. .

85 Figura 19 – Principais pontos de postos de gasolina na cidade de São Paulo e região metropolitana. Fonte: Pesquisa Google / Google Maps. .

que identifica as zonas de maior atratividade ao serviço de compartilhamento de veículos. haverá número suficiente de estacionamentos e vagas de estacionamento ou locais alternativos. Portanto. a seguir. em vermelho. admite-se que. para cada estação projetada. para comportar o número de veículos projetados para cada zona. Assim. possíveis locais para as estações de veículos. Determinação dos locais específicos: estudo da zona 29 – MASP Embora este trabalho não aborde a temática a localização das estações de forma específica. indica correlação entre os possíveis locais as estações com os já existentes pontos de estacionamento. como postos de gasolina. dada a estimativa de 1464 estações distribuídas em 75 zonas de São Paulo. que mostram os estacionamentos e postos de gasolina. com a Figura 12. Figura 20 – Zonas de atratividade em verde (alta) e amarelo (normal) e.86 A comparação da Figura 18 e Figura 19. serão determinados os locais específicos das 3 estações localizadas na zona 29 – MASP. este trabalho aborda de forma macro a questão dos locais das estações e não identifica a localização exata de cada estação. .

Zona de Origem 29 Nome da Zona Masp Serviço 23 Estações 3 Veículos 7 Figura 21 – Distribuição de veículos na Zona 29 – MASP (em destaque no mapa). designando-se estações em estacionamentos ou postos de gasolina. Pontos pretos indicam estações selecionadas.87 Dado a especificação de que na zona 29 deve haver três estações com um total de sete veículos e de que o nível de serviço deve ser de 23.MASP. pontos vermelhos possíveis locais não utilizados. . Tabela 13 – Especificações para estações na Zona 29 . Pode-se utilizar a distribuição proposta na Figura 21.

Figura 22 .2. acesso refere-se à entrada e saída assim como a identificação visual do local e totem ao terminal ao onde o usuário poderá acessar preços. traçar rotas e confirmar a retirada e devolução do veículo. informações de tarifas e validação da retirada e devolução do veículo. deverão permanecer sempre na mesma vaga. que deve ser identificada. as estações devem ser capaz de permitir a retirada e a devolução dos veículos pelo próprio usuário. As estações devem conter os seguintes elementos básicos: estacionamento. 11. Mapa: Pesquisa Google / Google Maps. Estacionamento refere-se ao local onde os veículos estarão disponíveis. Além disso.88 Circunferência de raio 800 m para determinar o nível de serviço. CARACTERÍSTICAS DAS ESTAÇÕES Conforme discutido na seção 10 (Determinação das características do serviço). Figura 23 – Totem de utilização do serviço: o totem servirá para obter informações dos veículos disponíveis.Estacionamento : os veículos do sistema de compartilhamento de veículos estarão dispostos juntos com os outros veículos do estacionamento. Figura 24 – Acesso ao veículo através do cartão de acesso e pronta retirada sem reserva prévia. acesso e totem. Entretanto. locais de estações. localizar outras estações. . A abertura do carro é feita com o cartão magnético e a chave do veículo encontra-se no interior. devem identificar os veículos presente e a quantidade de vagas disponíveis.

estabelece critérios de projeto a serem utilizados para o dimensionamento das vagas de estacionamento e seus acessos.o 210 de 13 de Novembro de 2006 do CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO . 60º e 90º). apesar de ainda não estar definido o modelo a ser utilizado no sistema de compartilhamento de veículos. . de acordo com o tipo de veículo e o posicionamento das vagas (paralelo.o 33 da CET8. as dimensões autorizadas para veículos são as seguintes:  Largura máxima: 2. 30º.40m Desta forma.89 11. O Boletim Técnico n. Por outro lado.60m  Altura máxima: 4. 8 Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo. as vagas de estacionamento devem ser projetadas para atender uma variedade de modelos.3. ANÁLISE E DEFINIÇÃO DAS DIMENSÕES DAS VAGAS DE ESTACIONAMENTO E DAS LARGURAS DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO E MANOBRAS Segundo a resolução n. sabe que o veículo terá as características de um automóvel tipo de passeio ou utilitário. 45º. dada a variação das características físicas e técnicas dos modelos de veículos.CONTRAN. Conforme indicado na Figura 25.

08 4. Tabela 14 – Medidas aproximadas de veículos.9 Comprimento (m) 3.45 . Veículos de passeio e passeio e utilitários. conforme mostrado na Figura 26. largura (e) entre 1800mm e 2100mm.90 Figura 25 – Dimensões de referência para vagas de estacionamentos.6 3. 33: Áreas de estacionamento e gabaritos de curvas horizontais. entre eixos (c) de 2225mm a 2400mm.8 Médio – Chevrolet Zafira 2. Fonte: YAMAGUISHI.3 Médio – Honda Civic 1. possuem comprimento (a) que varia entre 3700mm e 4700mm. Veículos Pequeno – Fiat Uno Pequeno – WV Gol Largura (m) 1. ADA TAKAGAKI. por fim.97 4. traseiro (b) entre 760mm e 1060mm. A tabela a seguir mostra medidas aproximadas de largura e comprimento para alguns modelos de veículos existentes no Brasil. bitolas dianteira (g) entre 1275mm e 1745mm e.85 1. Boletim Técnico da CET. balanços dianteiro (d) entre 730mm e 1070mm. traseira (f) entre 1300mm e 1430mm. Figura 26 – Referência de dimensões de veículos.

00 4.60 . Dimensão da vaga (m) Largura da via para manobras (m) Estacionamento Comprimento Largura Entrando na vaga de ré Motorista oposto à vaga Motorista ao lado da vaga 2.80 .2.20 .20 .3.20 .2.5.00 4.50 .5.90 . 30º.30 2.60 . baseado nas dimensões apresentadas para veículos de passeio e utilitários.20 .00 Largura 2.80 Saindo da vaga Motorista oposto à vaga 2. 60º e 90º em diferentes situações obtidas através de testes realizados pela CET.80 3.3.60 .2.4.2. 45º.5.20 em Paralelo 5.3.3.6 Com o objetivo de definir um dimensionamento mais adequado das vagas e larguras das vias de acesso. Estacionamento 30 45 60 Dimensão da vaga (m) Comprimento 4. apresenta-se as dimensões ideais para estacionamentos em paralelo.70 4.3.2.2.40 2.50 .20 2.3.40 Largura da via para manobras (m) Entrando na vaga e Saindo da vaga de frente marcha à ré 1. Estacionamento Dimensão da vaga (m) Comprimento Largura Largura da via para manobras (m) Entrando na vaga Saindo da vaga .55 .40 2. Tabela 15 – Dimensões para estacionamento em paralelo.00 .97 4.30 Motorista ao lado da vaga 2.00 .50 2.50 Tabela 17 – Dimensões para estacionamento a 90º.00 .50 .5.40 2.40 .2. 45º e 60º.20 Tabela 16 – Dimensões para estacionamento a 30º.10 1.91 Médio – Toyota Corolla 1.50 .

30 2.2. Dimensão da largura da via e acesso à vaga por ângulo de estacionamento (m) Em paralelo 30o 45o 60o 90o 3.20 5.00 de ré 4.5.00 Estas dimensões devem servir de parâmetro de projeto para o local onde os veículos do estarão disponíveis nas estações.90 .40 5.50 . adota-se o padrão de vaga resumido nas tabelas a seguir: Tabela 18 – Dimensões de vagas adotadas.60 .6. com sentido único de circulação. Dimensão das vias de acesso às vagas com sentido duplo de circulação (m) Em paralelo 30 45 60 5.40 90 6. fundamentado nos resultados apresentados.5.5.20 . com sentido duplo de circulação.00 .50 o o Largura 2.00 2.20 Tabela 19 – Dimensões das vias de acesso às vagas selecionadas. Dimensões a vaga por ângulo de estacionamento (m) 30 / 45 / 60o / 90o Em paralelo Comprimento Largura Comprimento 4.92 90 4.80 4.40 de frente 4.40 5.10 de frente 4. Assim.90 de ré 5.00 Tabela 20 – Dimensões das vias de acesso às vagas.50 2.50 .30 3.00 .4.40 5.50 5.

4. Fonte: YAMAGUISHI. Segundo levantamento feito pelo iG e divulgado em junho de 2011. CUSTO DOS ESTACIONAMENTOS Baseado no modelo de negócio em que estacionamentos existentes servirão como estações. a diferença entre preços da diária de estacionamento em diversos bairros paulistanos pode chegar a mais de 400%. 33: Áreas de estacionamento e gabaritos de curvas horizontais. 11. para o proprietário do estacionamento. O Gráfico 9 mostra o preço da diária do estacionamento cobrado em 11 bairros da capital paulista. Unidades em metros. não existe vantagem em reservar uma vaga existente no estacionamento para um cliente comum ou para o serviço de compartilhamento de veículos. de R$25. A diária de estacionamento. . no Itaim-bibi é.93 Figura 27 – Esquema das dimensões das vias com sentido duplo de circulação. Assim. os custos do serviço estão diretamente relacionados ao valor cobrado pelo estacionamento. Boletim Técnico da CET. assume-se a hipótese de que o custo de estacionamento será igual à tarifa aplicada regularmente nos estaciomentos na cidade de São Paulo. Estes preços serão utilizados posteriormente como refência no estudo de viabilidade financeira. em média.00 enquanto que no bairro Itaquera é de menos de cinco reais. ADA TAKAGAKI. Além disso.

. é necessário um mecanismo que ajuste a disponibilidade dos veículos e de vagas de estacionamentos ao longo do dia e ainda tendências viciosas de retirada de veículos em certa estação e de devolução em outra. pode-se ter uma solução para o ajuste de oferta e demanda de veículo. Portanto.1. 11.5. 11. Precificação dinâmica Tomando vantagem da elasticidade da origem e do destino da viagem. Levanamento iG realizado em junho de 2011. SISTEMA DE PRECIFICAÇÃO O sistema de precificação tem a finalidade de ajustar a demanda por veículos e a oferta destes nas estações. combinado com incentivos no preço.5.Preço da diária de estacionamento em 11 bairros da capital paulista. Dado o fato de que veículos podem ser retirados e devolvidos em qualquer uma das estações. o mecanismo que regula a disponibilidade dos veículos e das vagas de estacionamento é o preço pago para a retirada em um local e para a devolução em outro local.94 Gráfico 9 .

. Na prática. Da mesma forma.95 Entretanto. pode não haver grandes problemas em deixar o veículo alguns metros a mais do destino final. ao sair de casa para ir a uma estação de metrô pela manhã. não há muita escolha do horário e do local de início e fim da viagem. . Logo. podendo-se caminhar. é necessária a existência de um excesso de vagas e de veículos. Por exemplo. há a flexibilidade de andar alguns quarteirões para achar um veículo no caso de indisponibilidade na estação mais próxima. et al. W. Demanda alta + Quantidade de veículos baixa = Preço de devolução baixo Destino da viagem Demanda elevada + Quantidade de veículos baixa = Preço de retirada alto Escolha da viagem mais barata Demanda baixa + Quantidade de veículos alta = Preço de devolução alto Demanda baixa + Quantidade de veículos alta = Preço retirada baixo Origem da viagem Figura 28 – Sistema de precificação dinâmica para ajustar a oferta e a demanda de veículos nos locais de devolução retirada. caso haja mais estação ao redor. nem todas as viagens são elásticas e em alguns casos os usuários não possuem muitas escolhas. origens e destinos menos convenientes podem se tornar mais atrativos se incentivados com preços menores de retirada e devolução do veículo. entretanto. Em outras palavras. porém. um sistema de precificação dinâmica pode equilibrar a distribuição espaço-temporal dos veículos e da disponibilidade de estacionamentos. Muitas vezes. J. Fonte: MITCHELL. Reinventing the automobile [2]. Em um sistema de compartilhamento de veículos ideal não haveria a de estacionamento e a entrega dos veículos seria casada perfeitamente com o momento da retirada por outro usuário.

o custo para usuário do sistema de compartilhamento de veículos deve estar entre o custo do uso de transporte comum (opção mais barata) e taxi (opção mais cara). a velocidade média no pico da tarde é de 14. Porém. Isto posto. à determinação de um custo médio de retirada e outro de devolução. taxi. seja um indivíduo que deseja deslocar-se da região da Vila Madalena em São Paulo para o Aeroporto de Congonhas.96 Da perspectiva do operador. este busca minimizar a quantidade de estacionamentos e veículos (dado que estacionamentos e veículos representam maiores custos) de modo a prover níveis de serviço suficientes para atender a demanda. patins). conforme mostrado na Figura 29. restam três formas de transporte além da proposta de veículos compartilhados: transporte comum. dada a informação da CET. entre outros. realizando o trajeto mais rápido (dada que a utilização é cobrada por hora de uso). veículo particular e taxi. Utilizando veículo taxi. propõe-se a utlização do metrô mais um ônibus. Considerando como exemplo. com duração total de 1h e 8 minutos. e devolvendo no ponto de devolução mais barato. 11. além da tarifa por hora de uso de veículo. transporte comum (ônibus. portanto. Limitando-se a uma viagem a qual não é possível ser realizada a pé ou de bicicleta e ignorando outras formas e transporte como fretados que não encontram-se disponíveis a todos e somente em horários específicos. veículo próprio. transporte fretado. um indivíduo conta com diferentes formas de transporte: a pé. uso e devolução Embora.5. o seu detalhamento e dinâmica esta fora do escopo deste trabalho. . Isto é alcançado retirando o veículo no ponto de retirada mais barato. para a realização de um trajeto. skate. Em transporte comum. o sistema de precificação seja significante para o funcionamento do sistema de compartilhamento de veículos.6 km de extensão.8 km/h e isto leva a um tempo de viagem de 47 minutos. segundo o Google Maps. em 2008. segundo o Google Maps. este pretende minimizar o custo da viagem. veículo não motorizado (bicicleta. Da perspectiva do usuário. Limita-se. o caminho proposto demora 23 minutos e possui 11. Valor das tarifas de retirada. Dados os benefícios oferecidos pelo serviço de veículos compartilhados e o valor percebido pelos usuários. metrô e trem).2.

40. considerando a tarifa vigente em 2011 para o metrô de R$ 2.10 de bandeirada e mais R$2. Portanto. Assim. o preço total é de R$ 33. dada a maior semelhança do serviço de veículo compartilhado e taxi – exceção de que no veículo compartilhado o usuário é o condutor .10. Para o mesmo trajeto realizado de taxi comum em bandeira 1. transporte comum e taxi. o custo total da viagem utilizando o serviço de veículos compartilhados deve ser entre R$ 4.50 por quilômetro rodado.97 Figura 29 .90 e para o ônibus de R$ 1.Exemplo de trajeto a ser realizado.40 e R$ 33. para o trajeto proposto. considerando R$ 4. origem : Vila Madalena. Ponto A. Ponto B. Fonte Google Maps.10. baseado nos custos de viagem utilizando serviços substitutos.50 (realizando integração com o cartão Bilhete Única) e do o custo total de translado para transporte comum é de R$ 4. Entretanto. destino : Aeroporto de Congonhas.

o custo total de taxi será de R$ 89.00 por cada 30 minutos. em média. os preços adotados para a tarifa do sistema de veículos compartilhados são:    R$ 6. para a retirada do veículo R$ 4.50.10 e R$ 2.6. Logo. em média.8 km/h no horário de pico da tarde.35 (bandeirada R$ 4.50 custo de retirada mais R$ 4. R$ 4. a distância a ser percorrida será de 34. Neste novo exemplo.50.50 por km rodado).50 de devolução.50 custo de devolução). Como outro exemplo. para a devolução do veículo . o mesmo trajeto da Vila Madalena até o Aeroporto de Congonhas custará o usuário R$ 21.00 (R$ 6.98 – espera-se que o custo total da viagem para o sistema de veículos compartilhados seja mais próximo do taxi do que do transporte comum. Há uma economia de R$ 50. seja a mesma origem da Vila Madalena.00 por meia hora de uso apresentado no estudo de mercado na seção 8.00.10 ou 37% sobre o valor do uso de taxi. Segundo o Google Maps. O custo total utilizando veículos compartilhados será de R$ 39. o tempo de translado será de 138 min. Então. Adotando-se um custo médio de retirada do veículo de R$ 4.00 para cada 30 minutos de uso R$ 4. seja a disposição a pagar pelo uso do serviço de veículos compartilhados de R$ 6. mas com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.1 km e.50 e outros R$ 4. portanto.35 ou 56% em relação à viagem de taxi. utilizando o tempo médio de tráfego de 14. representando uma economia de R$ 12.

12.1. a tração nos pneus pode ser o fator limitante. DETERMINAÇÃO DOS VEÍCULOS Na seção 10 .Identificação das métricas e determinação das especificações foram determinadas as características básicas esperadas sobre o veículo e especificações as quais os veículos devem atender. Entretanto. mais especificamente no item 10.Determinação das características do serviço. a potência do motor determina os limites de aceleração.99 12. Força de tração O limite de aceleração pode ser determinado negligenciando-se as forças resistivas que agem no veículo. Da Segunda Lei de Newton: Equação 8 . POTÊNCIA DO MOTOR A potência do motor será determinada a partir do cálculo da aceleração dada velocidade máxima do veículo.4 . tais informações servem apenas de orientação e é necessário determinar as características técnicas para a escolha dos veículos a serem utilizados.1. enquanto que. em velocidades baixas. Isto posto. uma vez que. quanto mais alta a velocidade menor a aceleração no caso da potência do motor ser constante. A potência do motor deverá ser tal que a tração na velocidade máxima equilibre com as forças resistivas aerodinâmicas e de rolagem.1. Entretanto. 12. o limite que prevalece depende da velocidade do veículo. a potência do motor ou os limites de tração nas rodas.3. Em velocidades elevadas. as informações técnicas a serem determinadas são as seguintes:   Potência do motor Torque de partida O máximo desempenho da aceleração longitudinal de um veículo é delimitado por dois fatores.

é necessário acrescentar a influência das forças resistivas para se determinar a potência do motor necessária para manter o veículo à uma velocidade constante e igual à velocidade máxima imposta pelos critérios de projeto.100 Onde. provocadas pela interação da superfície do veículo com o ar. chamadas respectivamente de sustentação (FL) e arrasto (FD). . 12. Massa do veículo Aceleração longitudinal na direção do movimento Força de tração Dado que a potência é igual à força de tração vezes a velocidade do veículo na direção longitudinal do movimento: Equação 9 Onde.1. Potência do motor Velocidade longitudinal do veículo Por causa termo velocidade no denominador da Equação 9 implica que a aceleração diminui com o aumento da velocidade no caso da potência do motor permanecer constante. As duas forças resistivas atuando sobre o movimento do veículo são o arrasto do ar e o contato das rodas com o chão. Resistência aerodinâmica As forças aerodinâmicas.2. Entretanto. possuem duas componentes: uma na direção vertical e outra na horizontal. dada a simplicidade do modelo apresentado.

a força de arrasto é dada por: Equação 10 Onde. é determinado experimentalmente através de ensaios em laboratórios. A força de arrasto pode ser determinada através do coeficiente de arrasto do veículo (CD) que. Força de arrasto Coeficiente de arrasto Densidade do ar Velocidade do veículo Área frontal . A componente das forças aerodinâmicas na direção do movimento do veículo velocidade do veículo e que irá influenciar a velocidade máxima desempenhada é o arrasto (FD). dado o coeficiente de arrasto (CD). Fonte: Fundamentals of Vehicle Dynamics. Thomas D.101 FL FD Figura 30 – Forças aerodinâmicas de arrasto (FD) e sustentação (FL). Portanto. Gillespie – SAE. por sua vez.

Diferentes fatores afetam a resistência de rolagem. considerando o veículo como um todo. a pressão interna nos pneus. Resistência de rolagem A outra força resistiva que atua sobre o movimento do veículo é devido ao contato das rodas com o chão.1. Resistência de rolagem Resistência de rolagem nas rodas dianteiras Resistência de rolagem nas rodas traseiras Coeficiente de resistência de rolagem Peso do veículo Para cálculos mais corretos. a resistência de rolagem total é dada pela soma das resistências em todas as rodas: Equação 11 Onde. o cálculo do peso dinâmico complica o cálculo sem aumentar significativamente a precisão dos resultados (desprezando a sustentação).102 12. neste trabalho será utilizado o peso do veículo. de ser utilizado. o peso dinâmico do veículo. resistência de rolagem. Perda de energia em quebra-molas Assim. Por essa razão. incluindo o efeito da aceleração e forças de sustentação.3. Entretanto. a velocidade do veículo. o design e o material do pneu . tais como a temperatura dos pneus. Existem pelo menos sete mecanismos responsáveis pela resistência de rolagem:        Perda de energia devido à deformação do pneu na região de contato com o chão Perda de energia devido à deflexão do chão Atrito na linha de contato Escorregamento do pneu nas direções longitudinais e laterais Deflexão da superfície da estrada Arrasto do ar nas superfícies fora e dentro do pneu.

4. . 12. Fonte: Fundamentals of Vehicle Dynamics. Inclinação da estrada Além das forças resistivas discutidas nesta seção. outra força que influencia a aceleração do veículo é a inclinação da estrada. no caso de uma descida. Gillespie – SAE. haverá uma componente da gravidade agindo a favor. Thomas D. ou contra o movimento do veículo no caso de uma subida. e . dependem da pressão no interior os pneus e são de- Figura 31 – Coeficientes e da Equação 12.1. Coeficiente de resistência de rolagem Coeficiente básico Coeficiente do efeito da velocidade Velocidade em km/h Os dois coeficientes. Neste caso.103 e o escorregamento. terminadas a partir Figura 31. O Instituto de Tecnologia Stuttgart desenvolveu a seguinte equação para determinar a resistência de rolagem em uma superfície de concreto: Equação 12 Onde.

Ft Fn Ɵ Figura 32 – Componentes normal ( ) e tangencial ( ) da força peso. Equação 13 Onde. Equação 9 e Equação 14: rearranjando-se os termos.1. a resistência total ( ) deve ser igual à força de tração ( ) calculada na velocidade máxima para se determinar a potência necessária. da resistência de rolagem e da inclinação do terreno. Equação 14 g 12. conforme indicado na Figura 32. A força total atuante no veículo. Componente tangencial da força peso Peso do veículo Ângulo de inclinação da estrada.5. constituem a carga a qual a propulsão do veículo deve vencer. . Dado pelas equações Equação 8. Resistência total Portanto.104 A componente da força peso que atua na aceleração do veículo é dada pela Equação 13. dada pela soma das forças aerodinâmicas.

Veículos compactos como. possuem massa de 1300 kg.6. como os sedans Honda Civic e Toyota Corolla. Portanto. por exemplo o VW SpaceFox e o Fiat Palio Weekend. altura e 1510 mm e largura de 1680 mm para a determinação da potência necessária do motor. 1550 mm e 1660 mm.105 Equação 15 Onde. Admite-se. possuem. Potência do motor Peso do veículo Velocidade do veículo Coeficiente de resistência de rolagem Ângulo de inclinação da via Coeficiente de arrasto Densidade do ar Área frontal do veículo 12. o veículo deve ser capaz de manter uma velocidade de 100 km/h constante em uma estrada sem inclinação. em média. o GM Celta e o Ford Ka. altura de 1450 mm e largura de 1650 mm. . Veículos de maior porte. portanto. altura de 1500 mm e largura de 1750 mm. aproximadamente. como. Cálculo da potência do motor Do critério de projeto. por exemplo. o Renault Clio. possuem massa de 1150 kg e dimensões de altura e largura. ( )e .1. possuem massa entre 850 kg e 950 kg. respectivamente. As peruas. com 1130 kg. Quantos às dimensões. um veículo de referência.

A Figura 32 mostra a distribuição de pressão. editora Abril. para fins de projeto utilizar-se-á o coeficiente de arrasto co de veículos compactos tipo hatch. segundo Gillespie [ref. . . de 30 psi. . e . variam entre 3.6 para veículos comerciais.1 e 3. dependem da forma do veículo e. os coeficientes de arrasto e de sustentação para diferentes tipos de veículos.9 Montadora GM Renault Ford VW Fiat Honda Toyota Veículo Celta Clio Ka Média SpaceFox Palio Weekend Média Civic Corolla Média Geral Média Altura Largura Massa (kg) (mm) (mm) 910 1430 1620 880 1420 1640 943 1640 1640 911 1497 1633 1150 1550 1660 1187 1590 1660 1169 1570 1660 1322 1450 1740 1285 1304 1128 1480 1465 1511 1760 1750 1681 Sedan Perua Compacto Para a determinação do coeficiente de rolagem. Da Figura 31. Portanto.106 Tabela 21 – Dimensões de alguns veículos. A partir da Equação 12: Coeficientes de arrasto. 20]. admite-se a pressão nos pneus . típi- 9 Fonte: Revista 4Rodas.

Applied Fluid Dynamics Handbook. Van Nostrand Reinhold Co. tem-se a densidade do ar (à temperatura de 20oC e à . 1984. . Fonte: Thomas D. Blevins. Gillespie. cavalos-vapor (cv).107 Figura 33 . pressão atmosférica padrão.Coeficientes de arrasto e sustentação para diferentes tipos de veículos. Inc. SAE. 1 atm)10 e a aceleração da gravidade Então. 10 Fonte: R. tem-se que a potência do motor deve ser de . W Convertendo-se a potência determinada para o motor em unidades usuais ao comércio de veículos.. D. New York. Fundamentals of Vehicle Dynamics. Por fim..

Equação 16 . Neste caso. é dada por: Onde. o tipo de terreno e os parâmetros do veículo. são as rodas frontais.2. . Assim.1. Aceleração limitada pela tração Admitindo que haja potência o suficiente do motor. o limitante da aceleração máxima é a tração nos pneus devido ao atrito como solo. a aceleração pode estar limitada pelo coeficiente de atrito entre o pneu e a estrada. TORQUE DE PARTIDA Em baixas velocidades. o peso nas rodas depende do peso estático do veículo mais a componente dinâmica devido à carga da aceleração. 12. que exercem a força de tração. Coeficiente de atrito Peso na rodas frontais O peso nas rodas a ser considerado deve ser o peso nas rodas motoras. dada pela máxima inclinação do terreno. Figura 34 – Principais forças atuantes no veículo. Fonte: Thomas D. a força de tração no sentido do movimento do veículo.108 12. onde se mostra as principais forças atuantes. Fundamentals of Vehicle Dynamics. SAE. Pretende-se determinar potência exigida do motor para partir o veículo em um reta de inclinação 20o. Além disso. Neste caso. Assim. a tração de partida nos pneus pode ser determinada. Gillespie. considere o veículo indicado na Figura 34.2.

da Segunda Lei de Newton e ignorando as forças resistivas de rolagem e aerodinâmicas. Do equilíbrio de momento. Resolvendo a equação em . devido às baixas velocidades. Equação 17 Logo. Além disso. a forças resistivas aerodinâmicas (DA na figura) e de rolagem (Rxf e RXr na figura) podem ser desprezadas.109 Dada a hipótese de partida do veículo. considerando que o veículo possui tração apenas nas rodas dianteiras. as forças normais de contato com o chão (Pf e Pr) e a força inercial (P/g ax) no sentido contrário ao movimento devido à aceleração do veículo. Portanto. substituindo na Equação 16 Equação 18 Porém. restam apenas as componentes do peso (P). as forças de tração (Fxf e Fxr). Equação 20 . a força inercial vale: Equação 19 Assim. Fxr é igual a zero. no ponto A: Então.

2011. Começando pelo motor. o torque real deve levar em conta a inercia de componentes rotativos do motor e de toda a transmissão. Tração de partida nas rodas Coeficiente de atrito do pneu com o chão Peso do veículo Distância entre eixos Distância do centro de massa à roda traseira Ângulo de inclinação do plano da rua Altura do centro de massa ao chão 12. Torque de partida do motor A determinação do torque de partida do motor exige a modelagem dos sistemas mecânicos os quais o motor está acoplado até a transmissão à roda. Entretanto.110 Onde.2. Inc.2.. Figura 35 – Componentes moto-propulsores do veículo. Imagem: Encyclopedia Britannica. . é importante lembrar que o torque fornecido pelos fabricantes é medido em dinamômetros a velocidades constantes.

Torque na transmissão Momento de inércia da transmissão Relação de transmissão Por fim.111 Seja somente o conjunto motor-embreagem. o torque real transmitido é dado por: Equação 21 Onde. dado que o torque de entrada na transmissão é o torque de saída na embreagem ( . tem-se: Equação 22 Onde. considerando também a inércia das rodas: Equação 24 Onde. Torque de saída Momento de inércia do eixo de saída Relação de transmissão final E a força de tração é dada pela seguinte relação. o torque de saída vale: Equação 23 Onde. Torque na embreagem Torque no motor Momento de inércia do motor Aceleração angular do motor O torque de saída da embreagem é amplificado pela transmissão. o torque de saída ( é transmitido às rodas que provêem a força de tração ( ). mas reduzido devido à inércia das engrenagens e dos eixos. Considerando a inércia do eixo de saída. Força de tração . Portanto.

Equação 28 Substituindo a Equação 19 na Equação 28. E o torque do motor é dado por: Equação 29 .112 Radio da roda Momento de inércia da roda Aceleração angular da roda As acelerações angulares do motor ( em termos da aceleração angular da roda ): ) e do eixo de saída ( ) podem ser escritas Equação 25 e. Equação 26 E a aceleração angular da roda em termos da aceleração longitudinal do veículo ( ): Equação 27 Resolvendo as equações Equação 21 a Equação 27.

O escorregamento é dado por: Equação 30 Onde. Velocidade do veículo para frente Velocidade angular da roda Raio da roda O coeficiente de atrito pode ser obtido da Figura 36. Ghandour et al. . Ghandour et al. Assim. . Figura 36 . entre outros fatores.2.113 12. . Fonte: R.3. Além disso. neste calculo o veículo estará submetido a uma pista de asfalto seco. [25]. portanto.Coeficiente de atrito ( ) em função do escorregamento (s). O coeficiente de atrito do pneu com o solo é função da velocidade do veículo para frente e do escorregamento com o solo e depende. serão adotados os valores para o coeficiente de atrito. do tipo de solo. seus parâmetros podem ser definidos conforme a seguir.. segundo R. para fins de projeto. apresentados na Tabela 22 – Coeficiente de atrito para diferentes tipos de estrada Tabela 22 [25]. Tire/road friction coefficient estimation applied to road safety [25]. Cálculo da tração de partida o motor Seja a Equação 20.

Fonte: Bosch Automotive Handbook [26]. . utilizarse-á valores típicos de veículos compactos e longos conforme as informações dispostas na DIN 70020. Fonte: Bosch Automotive Hand Book [26]. Parte 1. Além disso. .2 0. conforme indicado na Figura 37. Figura 37 – Posição do ponto de referência do assento (Ponto R). dada a falta de disponibilidade de informações específicas dos veículos. Figura 38 – Dimensões internas e externas típicas do veículo.9 0. será feita a extrapolação de que a altura do centro de massa do veículo estará próxima do ponto de referência do assento (Ponto R).05 Quanto à altura do centro de massa do solo.6 0. A primeira. serão admitidas duas hipóteses.114 Tabela 22 – Coeficiente de atrito para diferentes tipos de estrada Tipo de Estrada Coeficiente de atrito ( ) Asfalto seco Asfalto molhado Neve Gelo 0.

. Parte 1). 2430 mm e 2880 mm. a distância do centro de massa para a roda traseira ( ) será dada pela diferença da distância entre eixos (L 103) e a distância do centro da roda dianteira ao ponto-R (L 114). em média. traseira Largura geral do veículo Compacto (mm) 460 240 300 940 920 1360 480 710 2430 3840 1250 1310 1290 1260 1240 1620 Carro longo (mm) 510 300 310 980 950 1400 630 830 2880 4930 1590 1430 1420 1430 1470 1820 Portanto. frente Ponto-R para o calcanhar do acelerador. como sedans. frente Espaço efetivo para a cabeça.115 Tabela 23 . Assim: Dado universo de veículos analisados. traseira Altura do veículo Volante para o pedal do freio Ponto-R (frente para o assento traseiro) Entre-eixos Comprimento geral do veículo Centro da roda frontal para o Ponto-R Espaço para o ombro. respectivamente para compactos e veículos longos.Dimensões típicas de veículo compacto e longo (DIN 70020. distância entreeixos ( ) de 2521 mm. 2650 mm. Fonte: Bosch Automotive Handbook [26]. Dimensão H5 H 30 H 31 H 61 H 63 H 101 L 13 L 50 L 101 L 103 L 114 W3 W4 W5 W6 W103 Descrição Ponto-R para o solo. frente Espaço para o ombro. Isto pode ser comparado aos valores típicos fornecidos na Tabela 23. frente Ponto-R para o calcanhar do acelerador. estes possuem. Da mesma forma. traseira Espaço para o quadril. média entre a distância do Ponto-R para o solo (H 5) para carro compacto e carro longo. No caso de compactos. para fins de projeto. traseira Espaço efetivo para a cabeça. o entre-eixos vale em média 2453 mm e para veículos longos. frente Espaço para o quadril. a altura do centro de massa do veículo vale .

Fonte: Revista 4Rodas. admitindo a distância entre eixos Sedan Perua . e. editora Abril.6. Utilizando a massa do veículo adotado no item 12.1. pode-se então calcular a força de tração dada pela Equação 20: . Compacto Montadora GM Renault Ford VW Fiat Honda Toyota Veículo Celta Clio Ka Média SpaceFox Palio Weekend Média Civic Corolla Média Geral Média Entre eixos (mm) 2440 2470 2450 2453 2460 2460 2460 2700 2600 2650 2521 Assim. todos os parâmetros estão determinados. pode-se determinar a dis- tância aproximada do centro de massa à roda traseira fazendo a interpolação dado a distância entre eixos do admitida 2521 mm e os pontos dos carros compacto e longo.116 Tabela 24 – Distância entre eixos dos veículos analisados. conforme abaixo: Dimensão L c Compacto (mm) 2430 1180 Adotado (mm) 2521 1202 Carro longo (mm) 2880 1290 Logo. . 1130 kg. dada a inclinação máxima especificada de 20o.

que implicariam em uma menor relação de transmissão. para a partida do veículo em 1a marcha. . A maioria das transmissões em veículos de passeio possui cinco ou. Pela falta de informação mais precisa em relação à inércia do motor e dos componentes da transmissão. ocasionalmente. o torque de partida do motor pode ser determinado após definidos todos os parâmetros da Equação 29. seja o diâmetro da roda. até seis marchas. do para os cálculos é . A inércia da roda vale . Logo. Portanto.117 Assim. a relação de transmissão da transmissão (dependendo do número de marchas) é aproximadamente entre 4 e 5. utilizando o limite inferior. os dados da transmissão Tabela 25 – Inércia da transmissão para diferentes marchas Marcha Inércia 1 0. o raio adota- .1017 3 0. Portanto.0339 kg m . . a inércia do motor vale estão resumidos na Tabela 25 e a inércia do eixo de saída. Assim.1469 2 0. Ainda segundo o Bosch Automotive Handbook [26]. Da Tabela 26. Portanto não foram considerados efeitos de deformação elástica nos elementos da transmissão.5.0565 5 2 0.0791 4 0. a inércia da transmissão vale . considere os valores fornecidos por Gillespie [20] para um veículo de passeio. Segundo o Bosch Automotive Handbook [26]. a relação de transmissão da 1a marcha será considerada . a relação de transmissão final varia entre 3:1 e 6:1. Utilizando o limite inferior como parâmetro de projeto. A eficiência em transmissões podem ser tão elevadas quanto 99%.

foi adotado a média entres os valores apresentados. com pneu. mantendo os mesmos parâmetros.118 Tabela 26 – Diâmetro da roda. . . É importante lembrar também que as relações de transmissão foram sub-avaliadas. como sedans de massa 1304 kg. Com valores mais freqüentes a carros de passeio. Para projeto. o torque de partida do motor. mas alterando apenas a massa do veículo. o torque deve ser . mostra que veículos compactos com massa de 911 kg devem ter um torque motor de pesados. Além disso. devem ter um torque de Enquanto veículos mais . mantendo-se . uma simples análise de sensibilidade. Compacto Montadora GM Renault Ford VW Fiat Honda Toyota Veículo Celta Clio Ka Média SpaceFox Palio Weekend Média Civic Corolla Média Diâmetro da roda (mm) 561 583 561 569 596 601 598 625 632 629 598 Adotado Sedan Perua Média Em unidades usuais na comercialização de veículos. Gillespie [20]. . para diversos veículos. como todos os outros parâmetros. utilizando-se os valores mínimos.

Renault. 236 mil. Os veículos selecionados estão resumidos na Tabela 27. produziram em 2010. 161 mil. Montadoras de menor porte. Hyundai. 132 mil e 131 mil veículos. produziram em 2010. Fiat. foram escolhidos apenas alguns veículos de algumas montadoras para uma análise mais profunda. 727 mil. Peugeot-Citroën e Honda. PROJETO PRÓPRIO OU USO DE VEÍCULOS EXISTENTES O total de veículos projetados para o funcionamento do sistema de veículos compartilhados é de 2969 veículos. General Motors. é insuficiente para atingir os ganhos de escala para redução dos custos fixos de produção. como por exemplo. as mais tradicionais. no caso do cenário mais intenso. General Motors. Assim. Peugeot. implica em uma produção anual de aproximadamente 3000 veículos. Honda e Toyota.4. Portanto. . No caso limite em que a frota é renovada anualmente.119 12.3. respectivamente. TIPO DE MOTOR E FONTE ENERGÉTICA Dada a tecnologia disponível atualmente para veículos automóveis no Brasil. Além das menos tradicionais como Kia. 12. Volkswagen. dado o enorme universo de veículos disponíveis para a escolha do modelo a ser utilizado no serviço de compartilhamento de veículos. Jac e Chery. As montadoras nacionais de veículos produziram. diversas montadoras de veículos que produzem inúmeros modelos de carros. propõe-se a utilização de veículos de combustão interna. como Ford. o uso de veículos disponíveis pelas montadoras. 576 mil e 531 mil veículos. Desde modo.5. Volkswagen e Fiat. respectivamente. Os números mostram que a produção de veículos exige produção em alta escala. neste trabalho. 12. São elas. VEÍCULOS DISPONÍVEIS Existem no mercado brasileiro. a produção anual de 3 mil veículos. Há também outras como Renault. Ford. propõe-se.

120 Tabela 27 – Veículos selecionados para análise Tipo Montadora Renault Chery Chery Fiat Fiat Ford Ford GM GM Jac Renault Peugeot Citroen VW VW Fiat Renault VW Fiat GM Peugeot VW Renault Honda Peugeot Toyota VW Honda Hyunday Kia Toyota Veículo Sandero Face QQ Uno Mille Fiesta Ka Agile Celta J3 Clio 207 C3 Fox Gol Palio Weekend Grand Tour SpaceFox Strada Montana Hoggar Saveiro Fluence Civic 408 Corolla Jetta CR-V ix35 Sportage RAV4 SUV Sedan Picape Perua Compacto .

admitindo-se que existam diferentes modelos e tipos de veículos.1.4. no limite. Quanto à reserva. havendo diversos modelos de veículos. ou em que os modelos são equivalentes. Diferenciação dos veículos oferecidos Para a determinação dos veículos a serem utilizados no serviço. é necessário responder à seguinte pergunta: o serviço de compartilhamento de veículos oferecerá apenas um modelo de veículo ou diversos? Antes de responder a esta pergunta.5. pode implicar no evento de um veículo nunca mais retornar à sua estação de origem. a reserva de um determinado modelo de veículo para um determinado horário implica na necessidade de devolução do veículo na mesma estação ou do congelamento do uso deste veículo até que chegue o momento da reserva. um usuário pode chegar à estação e deparar-se com um veículo que está totalmente fora de suas necessidades de uso ou que os custos de utilização estão fora do esperado. Na situação em que não existem diferentes modelos. acesso a uma estação para retirada do veículo e devolução outra estação qualquer. A mobility-on-demand. Assim. Ou seja.121 12.3. Por outro lado. ou seja. seja a situação em que. havendo um equilíbrio dinâmico. voltando ao caso em que determinado usuário reserva um veículo pela manhã e pretende retirado no final da tarde. Desta forma. Uma vez que não há distinção entre os . certa forma. e que usuário realize uma reserva pela manhã de determinado veículo para utilizar no final do dia. Estas duas implicações vão contra os requerimentos de uso livre e devolução em qualquer estação apresentadas na seção 10. sem necessidade de reserva prévia. pois não há o veículo em que se havia pensado utilizar. a frota pode transitar livremente de estação em estação sem jamais retornar à estação inicial. A dinâmica da mobility-on-demand pode fazer com que o veículo nunca retorne para a estação e tão pouco haverá a obrigação de que esteja no horário reservado caso outros usuários o utilizem. abordaremos dois assuntos correlatos: a questão da reserva e a da mobility-on-demand (tradução livre: mobilidade-à-demanda). podem-se propor as seguintes soluções para o problema da reserva e da quebra da expectativa do veículo a ser encontrado na estação. O fato de possibilitar a reserva de um veículo esta. contrário à proposta do sistema de mobility-on-demand.

Não haverá.1 164 20.3 152 20. Informações técnicas dos veículos Sejam as informações técnicas dos veículos apresentado nos anexos D a H Em comparação com os resultados calculados nos itens 12.0 112 16.7 Compacto Perua Picape Sedan SUV Calculado .1 101 14. Tabela 28 – Média da potência e do torque por grupo de veículo analisado em comparação com o calculado. Desta forma pode-se resolver o problema da reserva de duas maneiras (i) o número de veículos na estação fica garantido através do bloqueio do veículo apenas algumas horas antes do horário da reserva e (ii) simplesmente não há reserva. Quanto à quebra da expectativa do veículo a ser encontrado e ao preço a ser pago pelo serviço. pelo menos.5. percebe-se que os veículos disponíveis estão todos sobre dimensionados para o uso estritamente urbano projetado para o veículo do serviço de compartilhamento de veículos. portanto. Isto posto pode-se responder à questão: o serviço de compartilhamento de veículos oferecerá apenas um modelo de veículo ou diversos? A resposta é que haverá apenas um modelo de veículo ou que a família de veículos será equivalente.6 22 9. o número de veículos na estação poderia flutuar livremente. diferenciação entre os veículos oferecidos. tipo de veículo estará na estação e também implica no fato de a tarifa a ser cobrada pelo uso do veículo ser a mesma. qualquer veículo depositado seria bloqueado caso não haja veículo para garantir a reserva.1 e 12.122 modelos. a partir de uma hora antes do horário reservado. Potência (cv) Torque (mkgf) 86 12. a reserva pode simplesmente garantir que haverá um veículo no horário reservado.2 relativos à potência do motor e do torque de partida. o simples fato de haver veículos iguais ou equivalentes implica no conhecimento de qual veículo ou. Em (i).2. 12. variando de zero ao número máximo de vagas e.

4 74.6 84. pode-se utilizar as relações Masas/Potência e Massa/Torque.9 116.2 9. três veículos não cumprem o critério de torque mínimo de 9.5 11. .9 kg/mkgf). de forma que quanto maior a massa por potência ou torque. Em relação aos critérios normalizados de Massa/Potência e Massa/Torque. culos respeitam o critério de torque.7 mkgf. considerando o critério de torque mínimo calculado para veículos compactos.2 68. Compacto Perua Picape Sedan SUV Calculado Massa/Potência (kg/cv) Massa/Torque (kg/mkgf) 11.9 75. todos os veículos analisados estão sobre-dimensionados. revela que de fato.9 50. são eles o Chery QQ.4 kg/mkgf (inferior ao critério de 116. todos os veí- .123 A fim de normalizar os resultados. menor será o requisito de desempenho do veículo. todos os veículos respeitam o critério de potência mínima de 22 cv. o Fiat Uno e Ford Ka.4 10. A tabela abaixo resume os resultados da média dos veículos analisados por categoria.9 Uma análise mais profunda sobre as informações dispostas nos anexos D a H.9 kg/cv) e o veículo com a maior relação Massa/Torque é o Ford Ka com 101.6 9. Em relação ao torque.9 kg/cv (inferior ao critério de 50. Tabela 29 – Média das relações massa/potência e massa/torque por grupo de veículos analisados em comparação com o calculado. uma vez que o veículo com a maior relação Massa/Potência é o Cherry QQ com 13.2 79. Porém.

7 14. Tour SpaceFox Strada Montana Hoggar Saveiro Fluence Civic 408 Corolla Jetta CR-V ix35 Sportage RAV4 SUV Sedan Picape Perua Compacto Conclui-se.7 > 9.8 Critério (mkgf) > 9.5 15.6 9.7 > 9.7 > 7.7 Montadora Renault Chery Chery Fiat Fiat Ford Ford GM GM Jac Renault Peugeot Citroen VW VW Fiat Renault VW Fiat GM Peugeot VW Renault Honda Peugeot Toyota VW Honda Hyunday Kia Toyota Veículo Sandero Face QQ Uno Mille Fiesta Ka Agile Celta J3 Clio 207 C3 Fox Gol Palio Weekend Mégane G.7 > 9.3 9.7 > 9.85 12.7 > 9.5 9.7 > 9.7 > 9. que todos os veículos analisados respondem aos critérios de desempenho impostos.7 18.4 20.7 > 9.7 > 7.7 > 9.7 > 9.5 13.7 > 9.4 9.6 12.7 > 9.6 20.7 > 9.7 > 9.7 > 9.7 > 9. Potência (cv) 95 84 68 88 66 107 73 102 78 108 77 82 82 104 71 117 115 104 86 102 113 104 143 192 151 153 120 150 168 166 170 Critério (cv) > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 > 22 Torque (mkgf) 14.5 9. portanto.7 > 9.6 15.0 20.3 19.7 > 9.2 12.5 15.7 16.4 19.2 12.3 13.7 > 9.8 16 15.1 11.7 > 9.1 10.1 20.1 22.2 22.7 > 9.7 > 9.7 > 9.7 > 9. .7 > 9.2 15.7 > 7.124 Tabela 30 – Informações de potência e de torque dos veículos analisados em comparação com o critério adotado.7 > 9.7 > 9.

os veículos Fiat Strada. veículos projetados para o uso estritamente urbano. fora-de-estrada. 12. e não estão de acordo com a especificação da capacidade de pessoas. porém.3. devem condizer com o ambiente de uso urbano. ao selecionar veículos já existentes para o uso específico na cidade. é esperado que. os passageiros adicionais não estão dispostos de modo confortável dentro do veículo.5. comprimento e até mesmo altura. Embora haja veículos tipo picape com cabine estendida. Em outras palavras. Pois. há dificuldade em encontrar vagas de estacionamento e até mesmo o fato do tráfego intenso de veículo privilegia veículos mais versáteis no trânsito. Veículos tipo picape possuem no máximo três lugares. estes veículos atendam às especificações impostas. Além disso. na cidade os espaços são menores. Devem ser excluídos dos possíveis veículos a serem utilizados pelo sistema. Assim. por exemplo. Portanto. em estradas. pois os estes veículos são projetados para multiuso. Não há. onde há limites de velocidades inferiores ao de uma estrada. . embora não seja uma restrição de projeto. a dimensões de largura. Foi especificado que o veículo seja capaz de transportar pelo menos quatro pessoas de maneira confortável. mesmo os modelos de cabine estendida. o critério de transporte de passageiros não é atingido por picapes.125 É importante observar que os veículos analisados estão todos sobre-dimensionados para o uso urbano projetado para o sistemas de veículos compartilhados proposto. um limite de comprimento. os veículos comerciais devem atender a diferentes necessidades de uso como uso urbano. possibilitando o transporte de mais dois passageiros. mas pode-se fazer a ressalva da preferência a veículos compactos em contrapartida a veículos maiores como sedans e SUVs. GM Montana. Peugeot Hoggar e VW Saveiro não serão utilizados pelo sistema de veículos compartilhados por não atenderem ao critério de capacidade de pessoas transportadas. entre outras. Tipo dos veículos Outro critério de projeto é a capacidade de transporte de pessoas. devem possuir dimensões menores que os veículos projetados para uso fora da cidade. Assim. Desta forma.

Quanto menor o tempo maior a nota. estes são sobre-projetados para o uso estritamente urbano. frenagem e retomada de marchas.126 12.5. Medido em segundos. As notas variam de 1 a 5. dado o multiuso dos veículos comerciais.  0-1000 m (s): tempo para percorrer 1000 m em segundos Quanto menor o tempo maior a nota. Peso 1. velocidade máxima.4. dado que todos os veículos respeitam as especificações mínimas de torque e potência projetadas para o veículo. Os critérios utilizados são:  0-100 km/h (s): tempo de aceleração de 0 a 100km. Desempenho Segurança Conforto Investimento Consumo e autonomia Dimensões . Peso 1. Os parâmetros de desempenho mostrados nas fichas técnicas dos veículos foram obtidos com combustível álcool para veículos flex e com gasolina quando não fosse possível utilizar álcool. O peso do grupo é 1 na média final. foram normalizados de forma que os piores valor seja mais próximos de 1 e os melhores mais próximos de 5. sendo 1 a pior nota e 5 a melhor nota. Assim. Critérios para a escolha dos veículos e avaliação A seleção do modelo ou dos modelos de veículos a serem utilizados será realizada através de uma matriz de decisão. como por exemplo. O peso 1 na nota final é justificado pelo fato de o desempenho não ser o principal fator. Os valores numéricos obtidos das fichas técnicas dos veículos. uma vez que. os valores foram normalizados todos normalizados para que sejam compreendidos entre 1 e 5. Os critérios utilizados estão descritos a seguir e são avaliados conforme as especificações técnicas mostradas nos anexos D a H:       Desempenho Considera parâmetros de aceleração.

para reduzir a velocidade de 120 km/h para 0. Peso 1. Quanto menor a distância maior a nota. para reduzir a velocidade de 60 km/h para 0. Airbags laterais.  Velocidade máxima (km/h): máxima velocidade em km/h segundo o fabricante. . Medido em segundos. Peso 1. Peso 1.  Frenagem 120 km/h a 0 (m): distância percorrida.  5a 80 a 120 km/h: tempo para alcançar 120 km/h partindo de 80 km/h e em quinta marcha. Peso 1. Peso 1. Estabilidade: Controle de estabilidade. Airbags frontais. O peso deste grupo na nota final é 1. para reduzir a velocidade de 80 km/h para 0. Quanto menor o tempo maior a nota. Peso 1. Peso 1. Quanto menor o tempo maior a nota. 3 se é opcional e 5 se é item de série. Segurança Considera a presença de opcionais como freios ABS. Peso 1. É composto por:         ABS: Freios ABS. Peso 1. Peso 1. Os itens neste grupo utilizam o seguinte critério para as notas: 1 se o veículo não possui o item. Medido em segundos. Peso 1. Peso 1. Medido em segundos. cinto de 5 pontas para os passageiros e alarme contra roubo. em metros. Quanto menor a distância maior a nota. em metros.  Frenagem 80 km/h a 0 (m): distância percorrida.  Frenagem 60 km/h a 0 (m): distância percorrida. Controle de tração. BAS: Freios BAS. Peso 1. Quanto menor a distância maior a nota. Quanto maior a velocidade maior a nota.  4a 60 a 100 km/h: tempo para alcançar 100 km/h partindo de 60 km/h e em quarta marcha.127  3a 40 a 80 km/h: tempo para alcançar 80 km/h partindo de 40 km/h e em terceira marcha. Airbags cabeça. em metros. Peso 1. EBD: Freios EBD. controle de tração e estabilidade além da presença de airbags. Peso 1. Quanto menor o tempo maior a nota.

Direção assistida. CD player. Com exceção. . Peso 1. Peso 1.Peso 1. Pintura metálica. Peso 3. Cruise control: piloto automático. direção assistida. CD player. Alarme. Vidros elétricos. que foi normalizado. Banco traseiro bipartido.128     Encosto cabeça 5o passageiro. Rodas de liga leve. todos os outros parâmetros foram notados da seguinte forma: 1 se não possui o opcional. Peso 5. Peso 1. Peso 1. Bancos de couro. Peso 3. Peso 1. Cinto 3 pontos para 5o passageiro. Câmbio automático. Peso 1. Peso 1. Peso 1. Conforto Composto pelos itens opcionais de conforto como ar-condicionado. Espelhos elétricos. Comandos no volante. Ar-condicionado. Quanto menor o ruído maior a nota. Teto solar elétrico. Peso 1. Peso 1. Peso 3. Banco traseiro rebatível. Peso 1. entre outros. Peso 1. vidros e travas elétricos. Imobilizador: Sistema para que permite o corte do fornecimento de combustível. 3 se é opcional e 5 se é item de série. Computador de bordo. porém cada item possui peso diferente conforme a relevância. Peso 1.                  Ruído. Travas elétricas. Peso 1. O peso do grupo é 2 na nota final devido ao valor percebido nos veículos que possuem estes opcionais de conforto. do parâmetro ruído. Peso 1. Peso 5.

ou somente um combustível. Quanto menor o consumo maior a nota. Peso 1. álcool ou gasolina. Manutenção (R$). Peso 3. Peso 3.  Consumo estrada (km/l) [A]: consumo de combustível na estrada em quilômetros rodados por litro utilizando álcool como combustível. Peso 1. Peso 5. Peso 1. . Portanto. Quanto menor o consumo maior a nota. Veículos que não poderiam utilizar álcool. O peso do grupo é de 5 na nota final. Quanto maior a garantia maior a nota. Os itens que compõem este grupo são:     Preço (R$). Nota 5 para carros bicombustível e nota 3 se somente gasolina. dado por quilômetros rodados por litro. Quanto menor o preço maior a nota. Veículos que não poderiam utilizar álcool. mas somente gasolina. é 70% do rendimento obtido com gasolina. mas somente gasolina. ou seja o rendimento teórico de álcool. tiveram seus valores de consumo ajustados em 30%. Custo para uma unidade apenas. Peso 3. há também o fato de veículos com alto consumo de combustível e baixa autonomia exigem que o veículo seja constantemente reabastecido. Custo pneu (R$). pois. o peso deste grupo é 5 na nota final.  Tanque (l): tamanho o tanque de combustível em litros. é 70% do rendimento obtido com gasolina. além da questão monetária. Quanto menor o custo dos pneus maior a nota. Quanto maior o tamanho do tanque maior a nota. ` É composto pelos seguintes itens:  Combustível: se o veículo pode ser abastecido com diferentes combustíveis. Peso 5. Isto gera inconveniências aos usuários e reduz o tempo o qual o veículo permanece disponibilizado nas estações.  Consumo cidade (km/l) [A]: consumo de combustível na cidade em quilômetros rodados por litro utilizando álcool como combustível.129 Investimento O investimento correspondente à aquisição e manutenção do veículo é o principal critério para a escolha do veículo. ou seja o rendimento teórico de álcool. tiveram seus valores de consumo ajustados em 30%. Quanto menor o custo de manutenção maior a nota. Consumo e autonomia Outro item relevante escolha do veículo é o consumo de combustível e a autonomia do veículo. Garantia (anos). dado por quilômetros rodados por litro.

Quanto menor a largura melhor a nota. Peso 1. Peso 1. Quanto maior a altura melhor a nota. Peso 3. Quanto maior o volume do porta-malas melhor a nota. comprimento e distância entre eixos indicam se o veículo está melhor adaptado aos tamanhos das vagas de estacionamento e sua versatilidade em um ambiente urbano repleto de outros veículos. logo. justificado pelo interesse do uso estritamente urbano do veículo. Quanto menor o comprimento melhor a nota. Logo. quanto maior a altura. Peso (kg). veículos menores possuem melhores notas. outras informações como tamanho do porta-malas e peso do veículo também foram consideradas. Peso 1 Porta-malas (l). . Além destas. Largura (cm). Quanto menor o peso do veículo melhor a nota. Logo. Em relação a altura do veículo. Quanto menor o entre-eixos melhor a nota. Dimensões As dimensões do veículo: largura. O peso geral deste grupo é 1 e o itens avaliados são os seguintes:       Comprimento (cm). Entre-eixos (cm).130  Autonomia (km): quantidade máxima de quilômetros o qual o veículo consegue percorrer sem abastecer. obtém-se os seguintes resultados resumidos nas tabelas a seguir. melhor a nota. e portanto maior conforto. entende-se que veículos mais altos possuem maior espaço interno. dos critérios descritos nesta seção calculados baseado nas informações técnicas contidas nos anexos D a H. Altura (cm). Peso 2. Peso 1. Peso 1.Quanto maior a autonomia maior a nota.

131

Tabela 31 - Resumo dos resultados dos veículos.
Investimento Desempenho Consumo e Autonomia 2,5 3,9 3,9 3,7 4,4 3,6 3,4 3,2 4,2 3,9 4,0 3,3 3,0 2,3 4,4 3,2 2,6 3,0 2,2 2,6 2,4 2,9 3,0 3,1 2,4 2,5 3,2 Dimensões 2,6 2,8 2,5 2,5 2,6 2,4 2,6 2,6 2,2 2,6 2,4 2,8 2,7 2,4 2,5 3,1 3,1 3,0 3,1 2,5 3,1 2,9 3,0 3,3 3,0 3,3 3,3 Segurança 2,3 2,7 2,7 2,2 1,5 2,2 1,7 2,2 1,7 2,3 1,5 1,3 1,3 2,3 1,8 2,0 3,3 2,0 5,0 4,5 5,0 3,7 4,0 3,3 2,7 2,8 3,7 Conforto 4,4 4,0 4,0 2,9 2,3 3,0 2,7 4,3 2,5 4,1 2,5 3,8 4,1 3,3 2,7 3,1 4,4 3,8 4,6 4,5 4,8 4,1 4,5 4,6 4,8 4,8 4,6

Tipo

Montadora

Veículo

Renault Chery Chery Fiat Fiat Ford Ford GM GM Jac Renault Peugeot Citroen VW VW Fiat Renault VW Renault Honda Peugeot Toyota VW Honda Hyunday Kia Toyota

Sandero Face QQ Uno Mille Fiesta Ka Agile Celta J3 Clio 207 C3 Fox Gol Palio Weekend Mégane Grand Tour SpaceFox Fluence Civic 408 Corolla Jetta CR-V ix35 Sportage RAV4

2,3 2,5 2,4 2,4 1,8 2,8 1,5 2,9 2,4 3,0 2,1 2,0 2,1 3,5 2,2 3,3 3,2 3,1 4,4 4,3 3,8 4,3 4,0 3,7 3,8 4,0 4,2

3,5 3,7 4,6 4,0 4,2 3,7 4,3 3,2 3,9 4,1 4,2 3,9 3,4 3,6 4,0 3,7 3,0 3,4 2,3 1,9 2,9 2,6 2,5 1,6 1,7 2,0 1,5

12.5.5. Classificação e escolha dos veículos a serem utilizados

so 2), investimento (peso 5), consumo e autonomia (peso 5) e dimensões (peso 1), a média ponderada dá a nota final do veículo. Os resultados estão resumidos na Tabela 32.

SUV

Sedan

Perua

Compacto

Baseado no peso dado para desempenho (peso 1), segurança (peso 1), conforto (pe-

132

Tabela 32 - Classificação e nota final dos veículos
Tipo Compacto Compacto Compacto Compacto Compacto Compacto Compacto Compacto Compacto Compacto Compacto Perua Compacto Sedan Sedan Perua Perua Sedan Compacto Compacto Sedan Compacto SUV SUV Sedan SUV SUV Montadora Chery Jac Chery VW Fiat Renault GM Fiat Ford Ford Peugeot Fiat GM Peugeot VW VW Renault Toyota Citroen Renault Renault VW Toyota Honda Honda Kia Hyunday Veículo QQ J3 Face Gol Mille Clio Celta Uno Fiesta Ka 207 Palio Weekend Agile 408 Jetta SpaceFox Mégane Grand Tour Corolla C3 Sandero Fluence Fox RAV4 CR-V Civic Sportage ix35 Posição 1 2 3 4 5 6 7 8 9 11 10 12 13 14 16 15 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Nota 3,9 3,7 3,6 3,6 3,6 3,5 3,5 3,4 3,3 3,3 3,3 3,3 3,2 3,2 3,2 3,2 3,1 3,1 3,1 3,1 2,9 2,9 2,9 2,9 2,9 2,8 2,6

O veículo vencedor foi é o Chery QQ, seguido do Jac J3 e do Chery Face. Estes veículos apresentam de forma geral baixa investimento, bom consumo e autonomia e a presença de opcionais de segurança e conforto fazem com que suas notas sejam superiores à dos demais veículos. Veículos populares no mercado brasileiro como o VW Gol, Fiat Mille, Renault Clio e GM Celta também aparecem em posições de destaque com notas superiores a 3,5. Assim, apesar da unanimidade da escolha do Chery QQ como o veículo a ser utilizado, dada a nota 3,9 do máximo de 5, para que não haja resistência ao uso por parte do

133

usuário devido à aversão a um modelo específico, diversos veículos serão selecionados para compor uma família de produtos a serem disponibilidados aos usuários. Logo, selecionar-se-á os veículos com nota superior a 3,5, resultando em sete modelos de carros diferentes. Os veículos escolhidos são: Chery QQ, Jac J3, Chery Face, VW Gol, Fiat Mille, Renault Clio e GM Celta.

fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas. IPCA A taxa básica de juros. as operações compromissadas são operações de venda de títulos com compromisso de recompra assumido pelo vendedor. 13. ainda.1. que estão aptas a realizar operações compromissadas. porém.” A taxa Selic. neste caso. Ressaltamos. portanto. são apresentadas as premissas utilizadas para a projeção das operações. concomitante com compromisso de revenda assumido pelo comprador. caixas econômicas. apresenta-se o Demonstrativo de Resultado de Exercício – DRE – dos cinco primeiros anos de existência da companhia. é a taxa referência para o de empréstimo de capital no Brasil. As projeções para a taxa Selic utilizadas foram obtidas do banco de investimento Goldman Sachs. Primeiramente. Segundo o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – o índice mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e com rendimento mensal compreendido entre 1 e 40 salários mínimos mensais. As pesquisas são feitas nas Regiões . ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA Neste capítulo serão apresentadas as projeções econômico-financeiras da companhia responsável pelo sistema de veículos compartilhados projetado (“Companhia”) com o objetivo de estudar a viabilidade da Companhia e do projeto como um todo. PROJEÇÕES MACRO-ECONÔMICAS As projeções macro-econômicas utilizadas neste trabalho foram:   Taxa básica de juros SELIC Inflação no período. Esclarecemos que. lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido sistema ou em câmaras de compensação e liquidação de ativos. obtida mediante o cálculo da taxa m dia ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia. tais como bancos. é definida da seguinte forma pelo Banco Central do Brasil: “É a taxa apurada no Selic.134 13. na forma de operações compromissadas. para liquidação no dia útil seguinte. Para avaliar a empresa. sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários. A inflação oficial no Brasil é medida pelo Índice de preço ao Consumidor Amplo (IPCA). por um dia útil.

30% 5.10% 4.90% 5. prestadores de serviços.00% 11. Fonte : Goldman Sachs. Os preços obtidos são os efetivamente cobrados ao consumidor.20% 5.00% 11.50% 12.00% 11.00% 11.20% 5.50% 5. A tabela a seguir resume as projeções para a taxa Selic e para o IPCA.80% 12.30% 5.30% . Recife. além de Brasília e do município de Goiânia. O IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo.40% 11.00% 4. Tabela 33 – Projeções para a taxa Selic e para o IPCA.00% 11. Portanto. Fortaleza.30% 5.00% 11.00% 11. cujo rendimento varia entre 1 e 40 salários mínimos. é índice referência para a o cálculo da variação nos preços dos produtos e serviços ao longo dos anos.50% 12. A pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais.90% 4.40% 11. Porto Alegre. Salvador e Curitiba.00% 11. qualquer que seja a fonte de rendimentos. As estimativas do IPCA para os anos futuros utilizadas neste trabalho foram obtidas com o banco de investimento Goldman Sachs. Belo Horizonte.00% IPCA 6. Belém.90% 5.10% 11.135 Metropolitanas do Rio de Janeiro.80% 11.10% 12. para pagamento à vista.50% 5. domicílios e concessionárias de serviços públicos.00% 12.00% 5.50% 13.30% 5.20% 5.30% 5.80% 5.00% 11. referentes ao consumo pessoal das famílias. Selic 1T 2012 2T 3T 4T 1T 2013 2T 3T 4T 1T 2014 2T 3T 4T 1T 2015 2T 3T 4T 1T 2016 2T 3T 4T 11.80% 6.50% 5. São Paulo.

136 13. Além disso. Frota 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 175 350 536 722 908 1 094 1 280 1 466 1 652 1 838 2 024 2 210 2 396 2 582 2 768 2 954 2 954 2 954 2 954 2 954 Usuários 873 1 967 3 348 4 961 6 807 8 202 9 597 10 992 14 452 16 079 17 707 19 334 23 956 25 816 27 676 29 536 33 229 33 229 33 229 33 229 2016 2015 2014 2013 2012 . O número total de usuários por dia é dado do fato e que. Portanto. espera-se que cada veículo possua 12.5 usuários. adota-se uma taxa de utilização do serviço abaixo do projetado até que a empresa esteja completamente implantada. admite-se um crescimento constante da frota de 175 veículos por trimestre. Assim. inicia-se com uma taxa de utilização de 40% no primeiro trimestre acrescida de 5 pontos percentuais a cada período durante o primeiro ano e um acréscimo de 10 pontos percentuais na virada dos anos subseqüentes. 2969 veículos. a ser alcançada no final do primeiro trimestre do quinto ano de operação. Tabela 34 – Projeções para a frota de veículos no final de cada período e a média de usuários por dia no período. em média. PROJEÇÕES DE CRESCIMENTO DE USUÁRIOS E DA FROTA Seja a frota total de veículos projetada para a operação.2. do fato de ser início das operações da Companhia.

a receita bruta é dada pela multiplicação do total de usuários pela tarifa de uma hora de uso mais as tarifas médias de retirada e de devolução.50 Admite-se ainda que cada usuário terá um uso médio de uma hora do serviço a cada utilização. Portanto. . Os valores das tarifas crescem com a inflação no período. PROJEÇÕES DE CRESCIMENTO DA RECEITA BRUTA As duas fontes de receita bruta da Companhia são a receita obtida das tarifas de utilização do serviço de veículos compartilhados e a receita da venda dos veículos usados quando a reposição da frota.2. conforme a discussão na seção 11.5.137 13. A seguir são apresentados os valores médios utilizados na modelagem:    Tarifa de uso: R$ 6.50 Tarifa de devolução: R$ 4.Evolução da receita bruta (R$ milhões).3.00 / 30 minutos Tarifa de retirada: R$ 4. Gráfico 10 . conforme as projeç Em milhões de Reais ões de inflação. As tarifas de utilização podem ser repartidas em três.

. Tabela 35 – Resumo das despesas.Evolução dos custos e das despesas (R$ milhões). atendimento Gerais e administrativas P&D Percentual da receita líquida 8% 25% 2% Gráfico 11 . Foram divididas em Vendas / Atendimento. Despesa Vendas. conforme mostrado na tabela a seguir. Os principais custos operacionais considerados foram: - Preço de estacionamento Preço o combustível (álcool) Preço de limpeza IPVA Custo de revisão Custo de seguro e franquia As despesas. são ligados diretamente ao funcionamento do veículo e da operação das estações.4. estão ligadas à administração e operação do sistema de veículos compartilhados. PROJEÇÕES DE EVOLUÇÃO DOS CUSTOS E DESPESAS Os custos são os gastos relacionados com a operação do serviço.138 13. Neste caso. por outro lado. Gerais e Administrativas e Pesquisa e Desenvolvimento. A estimativa de despesas foi feita a partir de um dado percentual sobre a receita líquida.

Os investimento de manutenção foram adotados de forma a apenas compensar a depreciação dos ativos. incluídos os veículos de uso misto e os automóveis de corrida (Anexo I da IN SRF nº162. de 1998. Posição 8703) 5 anos 20% ao ano Taxa de depreciação Prazo Portanto. AMORTIZAÇÃO E INVESTIMENTOS EM IMOBILIZADOS E OUTROS ATIVOS O principal ativo imobilizado da companhia é a frota de veículos que constitui também a maior necessidade de investimento. Bem Veículos de passageiros e outros veículos automóveis principalmente concebidos para transporte de pessoas (exceto os da posição 8702). foram fixados pela IN SRF no 162. a taxa de depreciação é fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem na produção dos seus rendimentos.5. Segundo a Receita Federal. Como regra geral. adquiridos novos. a depreciação de bens do ativo imobilizado corresponde à diminuição do valor resultante do desgaste pelo uso. Os prazos de vida útil admissíveis para fins de depreciação dos seguintes veículos automotores. considerar-se-á a depreciação média de 5 anos. Fonte: Receita Federal. relativo à depreciação de ativos. Os investimentos de expansão levam em contam a necessidade de compra e veículos e é calculada pelo número de veículo adquiridos no período pelo custo de aquisição. Então. PROJEÇÕES DE DEPRECIAÇÃO. . ação da natureza ou obsolescência normal. de 1998: Tabela 36 – Taxa de depreciação dos veículos.139 13. será registrada periodicamente nas contas de custo ou despesa (encargos de depreciação do período de apuração).

5 2014E (22.9 21.8) (18. PROJEÇÕES DE RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS Dado que o resultado financeiro da é obtido das aplicações financeiras realizados com o caixa da companhia e que as despesas financeiras correspondem aos juros pagos pela tomada de dívidas.7 2015E (28.5) .7 (10. Especificamente em relação à dívida.9) 9.7) 4. foi admitida que esta taxa é igual a taxa Selic.6 4.4 23.1 Despesas Financeiras Receitas Financeiras Resultado Financeiro (3.9) (32.6 13. admitiu-se que a companhia consegue investir uma quantidade de caixa que seja correspondente a 30% das receitas no período e que a necessidade de financiamento da companhia é equivalente a 40% do total dos investimentos realizados.2) 0. Selic. Pela falta de informação mais precisa.6 24.140 Tabela 37 – Investimentos. 2012E 2013E (13.3 29. neste trabalho.2 24.3 4. pela hipótese de uma necessidade permanente de capital para investimento.6) 11.9 2015E 75. é necessário determinar os custos de capital e os rendimentos das aplicações financeiras.6. não se considera o pagamento das mesmas. e que a companhia consegue investir seu caixa a 100% da taxa de juros interbancário. Tabela 38 – Despesas e receitas financeiras (R$ milhões).5) (4.3 2013E 32.4 9. foram admitidos que os custos de tomada de dívida correspondam a 150% da taxa básica de juros. Esta hipótese é reforçada pela pelo fato de muitas empresas simplesmente rolarem suas dívidas manterem níveis de alavancagem condizentes com seus negócios. por simplificação. Além disso.3) 2.3 51.0 9.9 13.6 29.0) (19.0 2016E (43.1 24. 2012E Total Investimento Expansão Manutenção Depreciação e Amortização 25. Depreciação e amortização (R$ milhões).0 27.0 2014E 38.6 13.2 2016E 57.

141 13. por isso. além da Depreciação e Amortização (que efetivamente não representam desembolso de caixa) e. . Tabela 39 – Projeções de imposto de renda e de contribuição social sobre o lucro líquido. É importante ressaltar que nos primeiros três anos a Companhia registrou prejuízo no período e.8. respectivamente.7.5) 2016E (1. as receitas e despesas não operacionais. PROJEÇÕES DE EBITDA (LAJIDA) E LUCRO LÍQUIDO As projeções de Lucro Antes de Juros. por outra lado é o Resultado final do Exercício da companhia. Depreciation and Amortization (EBITDA) – e são importantes indicadores para a análise do desempenho de companhias.0) 13. reduzindo todos os gastos. Depreciação e Amortização (LAJIDA) – em inglês Earnings Before Interest. (R$ milhões). é um importante indicador de produtividade e eficiência de um negócio. 2012E Total Imposto de Renda - 2013E - 2014E - 2015E (0. margem EBITDA. Imposto. que são calculados. Tax. O EBITDA elimina os efeitos financeiros. PROJEÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO A projeção do imposto de renda (IR) e de contribuição social sobre o lucro líquido foi arbitrada por um valor constante de 30% e estão resumidos na Tabela 39. pela razão entre o EBITDA sobre a receita líquida e lucro líquido sobre receita líquida. não há incidência de imposto de renda. O Lucro Líquido. Os resultados esperados de EBITDA. lucro líquido e margem líquida encontram-se resumidos no Gráfico 12 e no Gráfico 13. portanto. respectivamente. Também utiliza-se outros indicadores como margem EBITDA e a margem líquida. custos e despesas do lucro bruto.

6 20.0 19.9 5.0% -5.0) (4.0) (10.0% -10.6% 0.142 R$ Milhões 70.0% 17.2) (5.0 10.0% 20.8% 30.7% 50. R$ Milhões 4.0 11.0% 0.6 2012E 2013E 2014E 2015E 2016E 0.8% 5.2 2.0% EBITDA Margem EBITDA Gráfico 12 – EBITDA e margem EBITDA.4 0.0% 27.0) (6.0 (2.8 15.0 20.0% 10.0% -25.0% -11.0% -25.0 2.0 40.5% 1.0% -15.0 12.0 2.0% -30.0) -20.0% 65.5% (7.0 60.0) 2012E 2013E 2014E 2015E 2016E -3.0) (8.8% 45. .9) Lucro Líquido Margem Líquida Gráfico 13 – Lucro líquido e margem líquida.9% 25.5% (5.4% 18.

DRE – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO .143 13.9.

ficou fora do escopo deste trabalho a análise da estrutura ótima de capital da companhia. Uma simples análise de sensibilidade sobre a necessidade de capital para investimento pode levar a companhia a níveis de endividamento que não suportem o negócio no caso de se financiar 100% das necessidades de investimento. respectivamente. ANÁLISE DOS RESULTADOS ECONÔMICO-FINANCEIROS Os resultados apresentados no capítulo 13 indicam que a companhia projetada para o sistema de compartilhamento de veículos é economicamente viável dados resultados positivos nos anos seguinte a sua implantação apesar do prejuízo acumulado nos primeiros anos de operação.10. é necessária no caso de a criação real da companhia e. Vale lembrar que uma análise mais profunda da viabilidade econômico-financeira. trimestre a trimestre. Os resultados completos. ficam. .144 13. por exemplo. incluindo o fluxo de caixa e o balanço da empresa. Além disso. assim como todas as premissas adotadas para a análise encontram-se disponíveis no modelo da companhia no Anexo I e no Anexo J. portanto a cargo de trabalhos subseqüentes ou do empreendedor responsável.

João Pessoa. K. 8. World population to 2300. MA: The Massachusetts Institute of Technology Press. 2010. Y. C. L. Berlin. 7. 2007. UNITED NATIONS DEPARTMENT OF ECONOMIC AND SOCIAL AFFAIRS. 2010. R. BIBLIOGRAFIA 1.The world at six billions. In: XIII ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA POLÍTICA. MITCHELL. New York. 2. GASPAR. 5. the 2009 revision. N MUKAI e T.. New York. Optimization of vehicle assignment for car sharing system. Dynamic location management for on-demand car sharing system. 2009. World urbanization prospects. RYDIN. 6. 1999. WATANABE. Population Division. 2001. 2008. UNITED NATIONS DEPARTMENT OF ECONOMIC AND SOCIAL AFFAIRS. Megalopolises and Sustainability: The UCL Environment Institute Seminar Series Report. World Urbanization Prospects: economic and territorial implications. Lecture notes in artificial intelligence. Lecture notes in artificial intelligence. 9. MANNAN. Helsinki. N. ZHAOHUI. International conference on e-business and e-government. 2005 . Population Division. Springer.145 14. MUKAI e T.. UESUGI. 10.. New York. UNITED NATIONS DEPARTMENT OF ECONOMIC AND SOCIAL AFFAIRS. K. M. 2010. 2004. BORRONI-BIRD. S. London: University College of London. J. 3. Planning and building a website for private car sharing in Zhengzhou. D. Finland. Car sharing: an (its) application for tomorrows mobility. E. C. BURNS L. Reinventing the automobile: Personal urban mobility for the 21st century. Berlin. WATANABE. Population Division. 4. KENDALL-BUSH. Cambridge. Springer. W.

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Nome da Zona Baixo Nível Serviço Alto Nível Serviço Zona de Origem Nome da Zona Baixo Nível Serviço Alto Nível Serviço 1 2 3 4 5 6 7 8 12 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 Sé Parque Dom Pedro Praça João Mendes Ladeira da Memória República Santa Efigênia Luz Bom Retiro Pari Bresser Brás Gasômetro Independência Cambuci Glicério Aclimação Pires da Mota Centro Cultural Liberdade Treze de Maio Bexiga Bela Vista São Carlos do Pinhal Masp Higienópolis Vila Buarque Consolação 1 1 0 0 0 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 0 0 0 1 1 1 1 0 1 0 0 1 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 1 1 0 0 0 0 1 0 34 35 36 41 42 43 44 45 48 49 50 52 53 54 55 56 57 58 59 61 64 68 69 70 73 74 75 FAAP Santa Cecília Marechal Deodoro Belenzinho Celso Garcia Moóca Alto da Moóca Parque da Moóca Regente Feijó Ana Rosa Jardim da Glória Vila Mariana Santa Cruz Vila Clementino França Pinto Rodrigues Alves Paraíso Bosque da Saúde Saúde Mirandópolis Moema Vila Olimpia Hélio Pelegrino Brooklin Campinas Pamplona Jardins 1 0 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 .149 Zona de Origem Anexo A – Correspondência entre Zonas. Nome de Zonas e Nível de Serviço.

) Zona de Origem Nome da Zona Baixo Nivel Servico Alto Nivel Servico Zona de Origem Nome da Zona Baixo Nivel Servico Alto Nivel Servico 76 77 78 79 81 82 83 87 89 92 93 99 104 106 126 127 128 131 134 136 159 163 164 166 222 223 224 Clínicas Oscar Freire Trianon Jardim Paulistano Pinheiros Vila Madalena PUC Perdizes Pompéia Francisco Matarazzo Água Branca Lapa Vila Hamburguesa Vila Leopoldina Carandiru Santana Zaki Narchi Alfredo Pujol Casa Verde Limão Vila Maria Gomes Cardim Tatuapé Parque São Jorge Ipiranga Sacomã Alto do Ipiranga 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 226 227 235 237 252 256 257 281 318 336 379 383 403 439 Vila Monumento Vila Independência Vila Gumercindo Tamanduatei Vieira de Moraes Vila Santa Catarina Jabaquara Granja Julieta Butantã Guarulhos Boa Vista Santo André São Bernardo do Campo Novo Osasco 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 . (cont. Nome de Zonas e Nível de Serviço.150 Anexo A – Correspondência entre Zonas.

Estações. Nome da Zona Sé Parque Dom Pedro Praça João Mendes Ladeira da Memória República Santa Efigênia Luz Bom Retiro Pari Bresser Brás Gasômetro Independência Cambuci Glicério Aclimação Pires da Mota Centro Cultural Liberdade Treze de Maio Bexiga Bela Vista São Carlos do Pinhal Masp Higienópolis Vila Buarque Consolação FAAP Santa Cecília Marechal Deodoro Belenzinho Celso Garcia Moóca Alto da Moóca Parque da Moóca Regente Feijó Ana Rosa Jardim da Glória Vila Mariana Santa Cruz Vila Clementino França Pinto Serviço 79 79 62 75 110 57 69 24 41 16 16 10 72 20 16 7 62 11 18 22 23 4 59 8 101 52 31 11 52 18 108 45 8 8 18 21 Estações 11 22 7 14 21 12 26 8 14 3 4 2 46 7 4 2 10 1 2 5 3 1 13 1 37 18 14 2 35 6 103 23 2 2 4 6 Veículos 23 45 15 28 42 24 53 17 29 7 9 4 92 14 9 4 20 3 5 11 7 2 27 3 74 37 28 4 70 13 206 47 4 5 9 12 Usuários 275 550 175 350 525 300 650 200 350 75 100 50 1 150 175 100 50 250 25 50 125 75 25 325 25 925 450 350 50 875 150 2 575 575 50 50 100 150 Zona de Origem 12 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 34 35 36 41 42 43 44 45 48 49 50 52 53 54 55 . Veículos e Usuários. 1 2 3 4 5 6 7 8 Anexo B – Nível de Serviço.151 1.

) Nome da Zona Rodrigues Alves Paraíso Bosque da Saúde Saúde Mirandópolis Moema Vila Olimpia Hélio Pelegrino Brooklin Campinas Pamplona Jardins Clínicas Oscar Freire Trianon Jardim Paulistano Pinheiros Vila Madalena PUC Perdizes Pompéia Francisco Matarazzo Lapa Vila Hamburguesa Vila Leopoldina Carandiru Santana Zaki Narchi Alfredo Pujol Casa Verde Limão Vila Maria Gomes Cardim Tatuapé Parque São Jorge Ipiranga Sacomã Alto do Ipiranga Vila Monumento Vila Independência Vila Gumercindo Tamanduatei Vieira de Moraes Vila Santa Catarina Serviço 23 16 32 63 30 50 2 8 19 15 27 5 13 44 25 27 18 60 11 2 5 12 52 88 18 96 68 32 51 16 9 26 25 19 16 61 7 195 Estações 6 4 13 41 13 35 2 11 9 9 1 3 22 13 11 5 33 4 1 2 28 72 8 56 41 13 32 4 2 10 10 8 5 16 3 158 Veículos 12 8 27 82 26 70 1 4 23 18 18 3 7 45 27 23 10 67 9 1 2 5 56 145 16 112 83 26 65 8 5 21 21 17 11 32 6 317 Usuários 150 100 325 1 025 325 875 50 275 225 225 25 75 550 325 275 125 825 100 25 50 700 1 800 200 1 400 1 025 325 800 100 50 250 250 200 125 400 75 3 950 56 57 58 59 61 64 68 69 70 73 74 75 76 77 78 79 81 82 83 87 89 92 99 104 106 126 127 128 131 134 136 159 163 164 166 222 223 224 226 227 235 237 252 256 Zona de Origem . (cont. Veículos e Usuários. Anexo B – Nível de Serviço.152 2. Estações.

153 Anexo B – Nível de Serviço. (cont.) Zona de Origem 257 281 318 Total 336 379 383 403 439 Total Jabaquara Granja Julieta Butantã Guarulhos Boa Vista Santo André São Bernardo do Campo Novo Osasco Nome da Zona Serviço 145 100 25 406 135 627 1 185 364 Estações 104 152 13 1 464 549 99 1 240 3 760 496 7 608 Veículos 208 305 27 2 969 1 099 199 2 481 7 521 992 15 263 Usuários 2 600 3 800 325 36 600 13 725 2 475 31 000 94 000 12 400 190 200 . Estações. Veículos e Usuários.

. Anexo C – Diagrama FAST.154 3.

4 15.3 36.3 34.7 93.1 174 76.8 70.1 9.1 43.3 66.155 4.4 15 38 570 Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.5 95.7 130 65.1 61.4 7.1 15.4 35.7 29.9 12. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Renault Sandero O N O N N N N O O N N/A N S S S Chery QQ S N S N N S N N N N N/A N S S N .1 8.2 11 14.8 43.7 26.3 28 156 62.8 19.2 22.5 68.3 16. Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto Montadora Veículo Renault Sandero 12.3 13 22.9 8.6 69.4 34.8 6.7 72.6 79.2 62.9 50 445 Compacto Chery Face 13.1 41.5 45 653 Compacto Chery Face S N S N N S N N N N N/A N S S S Chery QQ 14.1 93.8 11.8 68.

5 Compacto Chery Face S S S S S N S S S N S N N N N N 31 900 3 30 370 239 156 158 N/A 324 1040 12.) Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Manutenção (acum.7 N/D . até 60 000 km) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Renault Sandero S S S O S S S S S O S S N N S N 41 490 44 140 3 174 402 259 153 175 N/A 320 1055 11.2 9.8 10.1 74.156 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.5 Chery QQ S S S O S N S S S N S S N N N N 22 900 3 70 355 234 249 150 N/A 190 890 13.4 91.9 96.

/Panhard Disco sólido Tambor 155 655 13 - .7 Ind. Transv.5 3.157 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.4 73 77. McPherson Eixo ríg. 4 8 1297 84 11. Hidráulica 2.5 G Diant.5 9.5 Manual 5 Diant. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 185 65 15 3 4.1 79.2 72 66..5 10.) Compacto Renault Montadora Sandero Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira Chery Face Chery QQ A/G Diant.5 9.5 80. Transv.. 4 16 1083 68 9. Hidráulica 3 Ind.2 Ind. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 175 60 14 - G Diant.8 Manual 5 Diant.5 Manual 5 Diant. Transv. Hidráulica 3. 4 8 1598 95 14..

8 64.3 62.9 20.9 10.7 73.9 10.2 41.6 34.3 12.1 17.6 11.9 8.8 7.4 11.3 96 9.7 14.3 27.8 70. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Fiat Uno 12.158 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.7 31.4 7.3 165 69.1 35.5 69.6 53 668 Compacto Fiat Mille N N N N N N N N N N N/A N O S N Ford Fiesta 12.6 149 73 32.1 94.1 72.4 43.3 97 7.5 170 66.4 54 562 Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Fiat Uno O N O N N O N N O N N/A N O S S Ford Fiesta O N O N N N N O N N N/A N S S S .8 33 18.1 70.5 28.1 33.4 72.6 45.5 8.2 18.8 54 583 Compacto Fiat Mille 14.) Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.8 69.

2 10 .1 70.8 10.6 90.159 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.8 23 220 1 550 379 236 145 155 N/A 290 830 12.) Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Fiat Uno O O O O O N O S N N S S N N O N Compacto Fiat Mille O O O O O N O N N N S N N N N N Ford Fiesta O O O O O N O S O N S S N N S N 34 260 41 040 1 510 394 249 149 177 N/A 305 1084 10.5 74 9.2 31 360 36 460 1 540 377 238 149 164 N/A 280 925 10.

.7 Ind.8 Manual 5 Diant./Panhard Disco sólido Tambor 155 655 13 - .) Compacto Montadora Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira Fiat Uno Fiat Mille Ford Fiesta A/G Diant. McPherson Eixo ríg.5 80.160 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont. Transv. Hidráulica 2..5 9. 4 16 1083 68 9. 4 8 1598 95 14.5 10. Hidráulica 3 Ind.5 G Diant. 4 8 1297 84 11. Hidráulica 3.1 79. Transv.. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 185 65 15 3 4.2 Ind.2 72 66. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 175 60 14 - G Diant.4 73 77.5 3. Transv.5 Manual 5 Diant.5 Manual 5 Diant.5 9.

4 16.6 10.6 55 583 Compacto GM Agile 12.7 36 7.161 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.3 17.4 32.9 26.7 12.3 12.7 54 524 Compacto GM Agile O N O N N N N O N N N/A N S S S GM Celta 14.6 7.5 70 64 70 98.8 96 8.3 23.5 9.8 17 43.6 37.1 21.) Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.8 30.8 71.4 11.3 161 67.5 71.7 46.8 29.8 54 637 Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Ford Ka N N N N N N N N N N N/A N S S N GM Celta N N N N N N N N N N N/A N S S N .2 9.4 62.5 63.2 70. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Ford Ka 16.5 70.2 48.9 15.5 95 7.4 10.8 34.4 148 73.2 165 60.

4 9.6 Compacto GM Agile S S S O S N S S S N S S N S S N 42 491 45 744 1 596 400 254 147 168 N/A 327 1075 10.6 10.8 10 .162 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.7 GM Celta O O N O O N O O N N S N N N N N 26 115 - 1 596 379 244 143 192 N/A 260 910 11.5 79.7 93.) Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Ford Ka O O O O O N O S N N S N N N N N 25 420 1 510 384 245 164 164 N/A 263 943 12.9 101.

McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 165 70 13 - . McPherson Eixo de torção Disco sólido Tambor 165 70 13 - A/G Diant. Hidráulica 2.4 12..5 A/G Diant.) 2.7 67. 4 8 1389 102 13.7 71.9 12.1 62.4 Manual 5 Diant. 4 8 999 78 9. Transv.4 12.8 Manual 5 Diant. 4 8 999 73 9.3 68.5 77.8 Ind. Transv. (opc.163 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont. Hidr. Transv.6 Manual 5 Diant. Hidr.) Compacto Montadora Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira Ford Ka GM Agile GM Celta A/G Diant. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 185 65 15 3. (opc.6 73.8 Ind.5 5 2.) 3 Ind...

8 9 13.3 11 13.5 21.2 67.164 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.6 18.9 72.6 10.3 10.3 12.3 186 59.6 50 530 Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Jac J3 S N S N N N N S N N N/A N S N S Peugeot 207 N N N N N N N N N N N/A N N S S .) Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.8 94 8.5 36.8 25 155 69.8 48 662 Compacto Renault Clio 15.9 8.4 13.4 34.3 60.3 39.8 162 70 31.5 27 15.2 39.9 92.5 63.6 36.3 23.6 14.4 69.8 35.8 8.3 95.9 63.9 55 600 Compacto Renault Clio N N N N N N N N N N N/A N O N N Peugeot 207 15.9 70.3 40. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Jac J3 13.8 70.6 72.4 7.

5 .165 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.8 75.2 9.3 10.) Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Jac J3 S S S O S N S S S N S S N N N O 37 900 38 890 3 46 397 240 147 165 N/A 346 1060 9.3 Peugeot 207 S S S O O N S S S N S N N N N N 38 700 1 155 370 239 156 158 N/A 324 1040 12.4 86.2 10 Compacto Renault Clio O O N O O N O O N N S N N N N N 26 150 3 70 382 247 142 164 N/A 255 880 11.4 91.

85 75 77 10. Hidráulica 2.5 A/G Diant. 4 16 1332 108 14. McPherson Ind.4 Ind. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 185 65 14 - . McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 175 65 14 - A/G Diant...) 3 Ind. Transv. Hidráulica 3. Hidr. (opc.8 10 Manual 5 Diant.166 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.. Transv.4 10.5 4. dual link Disco ventilado Tambor 185 60 15 2 3. Transv.5 Manual 5 Diant.. 4 8 1360 82 12.1 75 75.6 Ind.) Compacto Montadora Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira Jac J3 Renault Clio Peugeot 207 G Diant.5 Manual 5 Diant. 4 16 999 77 10.2 69 66.

1 169 71.1 69. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Citroen C3 15.5 21.6 8.2 47 479 Compacto VW Fox 11.1 8.1 24.7 18.2 63.2 12.4 11.7 9.8 62.2 40.1 17.7 12 55 660 Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Citroen C3 N N N N N N N N N N N/A N N S S VW Gol O N O N N O N N N N N/A N N S N .2 98 8.4 10.6 41.3 100 7.9 14.5 7.8 22.7 69 96.4 31.167 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.7 66.7 33.3 70.9 155 71.) Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.7 72.5 50 425 Compacto VW Fox S N S N N N N S N N N/A N O O S VW Gol 14.1 6.2 61.2 13.4 37.8 20.3 71.3 184 58.7 39.4 30.3 36.

1 10.4 .3 10.3 88.4 VW Gol O O O O O O O O O N O O N N O N 30 380 1 155 384 247 145 166 N/A 285 934 12.3 10.1 85.9 Compacto VW Fox O S O O O O O O O O S O O N O N 41 310 48 330 1 617 382 247 154 164 N/A 260 1065 10.) Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Citroen C3 S S O O O O S S S N S S N N S O 40 320 2 137 285 246 152 167 N/A 305 1091 13.168 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont.2 68.

5 A/G Diant.. (opc. Hidr.169 Anexo D – Informações técnicas dos veículos analisados: Compacto (cont. 2.1 Manual 5 Diant.1 Manual 5 Diant.6 76. 4 8 1598 104 15..6 67.7 Ind. Elétr. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 175 70 14 - ..5 4.) Compacto Citroen Montadora C3 Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira VW Fox VW Gol A/G Diant. McPherson Eixo de torção Disco sólido Tambor 185 65 15 - A/G Diant.) 3 Ind. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 195 55 15 1 4. Hidráulica 3 Ind. Transv.5 Manual 5 Diant.6 13.6 75 77 10.5 86.9 12.1 70. Transv. Longit 4 8 999 76 10. 4 8 1360 82 12.

5 20.5 8.7 7.3 39 66.3 6.7 20.3 26. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Fiat Palio Weekend 11.73 12.5 61.4 59.8 184 62.2 39 67.1 50 505 Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Fiat Palio Weekend O N N N N O N N S N N/A N N S N VW SpaceFox O N N N N O N N N N N/A N S S N .7 96 7.5 34.6 51 541 Perua Renault Mégane G.2 10.3 97.4 9.3 33 7.2 8 12.1 91.8 11.1 26. Tour S N S N N S N N S S N/A N S S N VW SpaceFox 12.2 60 552 Perua Renault Mégane G.2 41.2 19 183 58.6 67.7 88.2 68.3 10.4 15.2 64.9 16.9 181 59. Tour 13 34.9 66.8 25 14.170 Anexo E – Informações técnicas dos veículos analisados: Perua Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.

8 10.7 .1 73.) Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Fiat Palio Weekend O S O O O N O O O N S O N N S N 43 940 1 558 423 246 159 166 N/A 460 1187 10.1 10.4 49 050 3 153 450 268 146 177 N/A 520 1315 11.6 10.4 82.171 Anexo E – Informações técnicas dos veículos analisados: Perua (cont.5 Perua Renault Mégane G.1 70. Tour S S S O S S S S S N S S N N S N VW SpaceFox S S S O O N S S S N S O N N N N 49 390 1 617 418 246 155 166 N/A 430 1143 11.

. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 205 55 16 3.6 76.5 10 Manual 5 Diant. 4 16 1598 117 16. 4 16 1598 115 16 79.5 80.5 2.5 3.9 12. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 175 70 14 2. Hidráulica 2.8 10. Hidráulica 3 Ind. Elétrica 3. Transv. Transv. Transv. 4 8 1598 104 15.5 4..5 A/G Diant.5 2.5 A/G Diant.8 77 85.1 Auto/Manual 5 Diant. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 195 55 15 2 3 4 . Tour VW SpaceFox A/G Diant.25 Ind.75 Ind.5 86..172 Anexo E – Informações técnicas dos veículos analisados: Perua (cont.) Montadora Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira Fiat Palio Weekend Perua Renault Mégane G.5 Manual 5 Diant.

9 11.6 23.7 73.1 170 62.173 Anexo F – Informações técnicas dos veículos analisados: Picape Picape Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.4 38.5 17.9 69.6 9 55 495 .8 70.9 15.2 40.8 21.4 65. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Fiat Strada 14.1 164 61.2 61.7 98 6.9 8.3 61.8 19.5 11.6 7.4 8.8 10 54 540 Peugeot Hoggar 12.1 7.3 74.2 69.1 179 70 31.9 92 6.1 29 16.8 58 510 Picape Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Fiat Strada O N O N N O N N N/A N/A S N S S N GM Montana S N N N N O N N N/A N/A S N S S N Peugeot Hoggar N N N N N O N N N/A N/A S N S S N GM Montana 12.4 14.7 73.7 91 6.5 27.8 34.1 35.3 34.3 42.

4 85.4 11.3 .3 85.7 44 040 1 559 451 267 158 170 758 1100 1152 11.8 10.8 78.5 N/D 39 700 1 542 441 272 156 166 800 685 1071 12.) Picape Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Fiat Strada O S O O O N O O O O O O N N S N GM Montana S S S O S N S S S N S N N S S N Peugeot Hoggar S S S O O O S S S N N N N N N N 43 500 1 153 453 275 152 167 1151 650 1216 10.174 Anexo F – Informações técnicas dos veículos analisados: Picape (cont.

6 73. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 185 65 15 3. Transv.8 Ind.3 Manual 5 Diant.) Picape Montadora Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira Fiat Strada GM Montana Peugeot Hoggar A/G Diant. Hidráulica 3 Ind. 4 8 1368 86 12.8 Ind.175 Anexo F – Informações técnicas dos veículos analisados: Picape (cont. Transv.4 Manual 5 Diant... Hidráulica 2. McPherson Feixe molas Disco ventilado Tambor 175 70 14 4 3 2 A/G Diant.5 78..5 4 2 A/G Diant. Transv. 4 16 1587 113 15. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 185 60 15 2.5 4.1 Manual 5 Diant.5 77. 4 8 1389 102 13.5 82 11.5 72 84 10.5 4.4 12.5 . Hidráulica 2.

5 177 57.3 98 6.9 14.5 15.3 34.7 24.5 26.) Picape Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) VW Saveiro 13.4 72.7 61.1 39.9 8.1 68.176 Anexo F – Informações técnicas dos veículos analisados: Picape (cont.5 55 467 Picape Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light VW Saveiro O N N N N O N N N/A N/A S S S S N .4 8.

3 68.) Picape Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) VW Saveiro O S S O O O S S S N S S N N N N 42 280 1 614 453 275 155 171 661 734 1074 10.177 Anexo F – Informações técnicas dos veículos analisados: Picape (cont.8 11.1 .

5 86.9 12.6 76..) Picape Montadora Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira VW Saveiro A/G Diant. Hidráulica 3 Ind. Transv.1 Manual 5 Diant. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Tambor 205 60 15 3 4 2 .178 Anexo F – Informações técnicas dos veículos analisados: Picape (cont. 4 8 1598 104 15.

4 208 63.7 5.6 195 55.6 14.2 56.5 7.1 207 56.3 63.9 60 534 Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Renault Fluence S S S S S S S S S S N/A N/A S S N Peugeot 408 S S S S S S S S S S N/A N/A S S N .1 50 655 Sedan Honda Civic S O S S S S S N S S N/A N/A S S N Peugeot 408 12 33.5 8 13.7 11.4 68.6 27. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Renault Fluence 10.1 8.9 60.4 32 4.5 5.5 74 65 68.4 23.2 6 6.2 58.1 60 546 Sedan Honda Civic 7.6 100.7 98 6.9 15.9 28.5 37.4 8.6 7.4 40.179 Anexo G – Informações técnicas dos veículos analisados: Sedan Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.7 25.3 66.4 98 5 9.9 14 39.

09 69.59 11.180 Anexo G – Informações técnicas dos veículos analisados: Sedan (cont.6 Peugeot 408 S S S O S S S S S S S N S S S S 74 900 3 153 469 271 152 182 N/A 526 1524 10.9 10.) Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Renault Fluence S S S O S S S S S P S O N S S S 75 990 3 174 462 270 148 181 N/A 530 1372 9.59 67.1 Sedan Honda Civic S S S O S S S S S N S S N S S N 103 650 3 174 449 270 145 174 N/A 340 1322 6.9 68.27 N/D .

4 16 1997 151 22 85 88 10. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Disco sólido 225 45 17 4 3.. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Disco sólido 205 55 17 2 4 1 G Diant.5 .7 Ind. duplo A Disco ventilado Disco sólido 215 45 17 5 4. Transv..5 1..3 84 90.2 CVT 6 Diant.) Montadora Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira Renault Fluence Sedan Honda Civic Peugeot 408 A/G Diant. McPherson Ind.1 10. 2. 4 16 1998 192 19. 2. Elétric.2 Ind.2 86 86 11. 3. Transv.1 Manual 6 Diant. 4 16 1998 143 20. Elétric..181 Anexo G – Informações técnicas dos veículos analisados: Sedan (cont.5 A/G Diant.5 3. Eletro-hidr. Transv. Seq 4 Diant.8 Aut.8 Ind.

8 7.7 9.4 57.4 7.6 25.5 55 523 .9 72.182 Anexo G – Informações técnicas dos veículos analisados: Sedan (cont.5 23.6 32.6 95.1 33.1 39.2 9.2 14.4 64.4 60 564 Sedan Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Toyota Corolla S N S N N S S N S S N/A N/A S S N VW Jetta S N/A S S N/A S S N/A S S N/A N/A S S N VW Jetta 12.3 68.3 63.7 5.5 198 55.7 57.2 4. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Toyota Corolla 10.8 34 6 7.7 13.9 95.) Sedan Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.4 9.7 6.9 200 57.

08 10.) Sedan Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Toyota Corolla S S S O S S N S S N S N N S S S 76 780 3 132 454 260 148 176 N/A 470 1285 8.183 Anexo G – Informações técnicas dos veículos analisados: Sedan (cont.1 .15 11.6 VW Jetta S S S O S O S S S O S N S O S O 70 005 1 614 464 265 147 178 N/A 510 1346 11.22 73.4 62.

7 80. Hidráulica 3 Ind.) Sedan Montadora Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira Toyota Corolla VW Jetta A/G Diant.4 Ind.4 82. Elétric. 4 8 1984 120 18.8 11.5 DSG 6 Diant.. Transv.. McPherson Eixo de torção Disco ventilado Disco sólido 205 55 16 2 4 1 A/G Diant.6 12.5 . McPherson Eixo de torção Disco ventilado Disco sólido 205 55 16 5 4.5 3. 3.1 Aut.184 Anexo G – Informações técnicas dos veículos analisados: Sedan (cont.5 97. Seq 4 Diant. 4 16 1986 153 20.5 92. Transv.

6 66.4 27.4 5. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Honda CR-V 12.8 9.8 6.5 11.5 4.8 93.7 9 184 57.5 70.5 65.5 181 59.5 96 8.9 63.9 59.7 15 36.9 SUV Hyunday ix35 S N S N N S N N S N N/A N/A S N N Kia Sportage 12.6 70.7 24.6 34.5 10.5 Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Honda CR-V S N S N N S N N S S N/A N/A S S N Kia Sportage S N O N N S N N S N N/A N/A S S N .1 64 58.2 11.7 13.5 55 632.4 58.9 37.5 58 667 SUV Hyunday ix35 12 33.8 55 591.4 99.6 8.4 8.6 5 6.1 33.2 7 10 190 62.4 27 15 38.185 Anexo H – Informações técnicas dos veículos analisados: SUV Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.

6 93 000 5 176 441 264 168 182 N/A 465 1576 9.6 10.) .4 78.3 79.6 87 900 5 142 445 264 164 186 N/A 564 1500 9 74.186 Anexo H – Informações técnicas dos veículos analisados: SUV (cont.6 10.4 10.) Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Honda CR-V S S S S S N S S S N S S S S S N SUV Hyunday ix35 S S S S S S S S S O S S S O S O Kia Sportage S S S S S S S S S O S S S O S O 88 410 3 173 458 262 168 182 N/A 556 1544 10.6 Anexo H – Informações técnicas dos veículos analisados: SUV (cont.

4 16 1998 168 20.9 10.5 .. Transv.1 86 86 10.5 4. 4 16 1998 166 20.. Transv.1 86 86 10..5 Aut.5 3 3. 6 Diant. 4 16 1997 150 19. Elétrica 3 Ind.5 5.5 G Diant. 5 Diant.4 81 96.187 SUV Hyunday ix35 Montadora Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira Honda CR-V Kia Sportage G Diant. 6 Diant.5 Aut.. Hidráulica 3 Ind.5 Aut. McPherson Ind. McPherson Ind... Transv. braços duplos Disco ventilado Disco sólido 225 65 17 2. multi link Disco ventilado Disco sólido 225 55 18 - G Diant. McPherson Ind. multi link Disco ventilado Disco sólido 215 70 16 0. Hidráulica 3 Ind.

188 Anexo H – Informações técnicas dos veículos analisados: SUV (cont.6 65.4 97.7 185 55.6 6 7.8 35.4 11.9 59.2 9.4 25 13.6 4.) SUV Montadora Veículo Desempenho 0-100 km/h 0-1000 m 3a 40 a 80 km/h 4a 60 a 100 km/h 5a 80 a 120 km/h Velocidade máxima (km/h) Frenagem 120 km/h a 0 (m) Frenagem 80 km/h a 0 (m) Frenagem 60 km/h a 0 (m) Ruído interno PM Ruído interno RPM máx.2 32.5 60 690 SUV Montadora Veículo Segurança ABS BAS EBD Controle de tração Estabilidade Airbags frontais Airbags laterais Airbags cabeça Encosto cabeça 5o passageiro Cinto 3 pontos para 5o passageiro Grade de proteção vidro traseiro Sensor de estacionamento Alarme Imobilizador Brake-light Toyota RAV4 S S S N N S N N S S N/A N/A S S N .2 64. (dBA) Ruído interno 80 km/h (dBA) Ruído interno 120 km/h (dBA) Velocidade real a 100 km/h (km/h) Consumo cidade (km/l) Consumo estrada (km/l) Tanque (l) Autonomia (km) Toyota RAV4 11.

) SUV Montadora Veículo Conforto Ar-condicionado Direção assistida Rodas de liga leve Pintura metálica CD player Comandos no volante Vidros elétricos Travas elétricas Espelhos elétricos Teto solar elétrico Banco traseiro rebatível Banco traseiro bipartido Câmbio automático Cruise control Computador de bordo Bancos de couro Investimento Preço básico (R$) Preço completo (R$) Garantia (anos) Número de concessionárias Dimensões Comprimento (cm) Entre-eixos (cm) Altura (cm) Largura (cm) Caçamba (kg) Porta-malas (l) / Caçamba (l) Peso (kg) Peso/potência (kg/cv) Peso/Torque (kg/mkgf) Diâmetro de giro (m) Toyota RAV4 S S S S S N S S S N S S S S S N 92 500 3 132 463 266 172 182 N/A 540 1525 9 66.189 Anexo H – Informações técnicas dos veículos analisados: SUV (cont.9 10.6 .

Eletro-hidr.) SUV Montadora Veículo Ficha técnica Motor Combustível Localização Posição Cilindros Válvulas Cilindrada (cm3) Potência (cv) Torque (mkgf) Diâmetro (mm) Curso (mm) Taxa de compressão Câmbio Tipo Marchas Tração Direção Tipo Curso (voltas) Suspensão Dianteira Traseira Freios Dianteiros Traseiros Pneus Largura (mm) Altura (%) Aro ('') Visibilidade Dianteira Lateral Traseira Toyota RAV4 G Diant.5 4 0. Transv.190 Anexo H – Informações técnicas dos veículos analisados: SUV (cont. braços duplos Disco ventilado Disco sólido 225 65 17 1. 4 16 2362 170 22. 4 Diant.8 88. McPherson Ind.8 Aut..5 96 9..8 Ind.5 . 2.

191 Anexo I – Demonstrativo de resultado de exercício .

) .192 Anexo I – Demonstrativo de resultado de exercício (cont.

193 Anexo I – Demonstrativo de resultado de exercício (cont.) .

2 0.50 12 1.2 0.8 4T13E 744 11 160 +14% 1 488 186 +14% 6.4 0.0% 12.2 Total seguro 0.3 4T12E 372 5 115 +47% 744 186 +33% 6.17 160.3 0.74 4% 1 2 0.3 2.5% 30 122 24 317 40 245 33 874 32 260 24 657 27 768 27 731 581 439 497 750 567 555 571 687 664 53 30 521 24 639 40 779 34 323 32 687 24 984 28 136 28 099 589 445 503 760 575 562 579 696 672 54 30 916 24 958 41 306 34 767 33 110 25 307 28 500 28 462 596 450 510 770 582 569 586 705 681 54 31 692 25 584 42 343 35 639 33 941 25 942 29 215 29 176 611 462 523 790 597 583 601 723 698 56 32 072 25 891 42 851 36 067 34 348 26 253 29 566 29 526 619 467 529 799 604 590 608 732 707 57 .81 4% 1 3 0.9% 1.1 Depreciação e Amortização Depreciação de investimentos (# anos) Depreciação de investimentos 1.2 3T12E 279 3 488 +67% 558 186 +50% 6.3 0.44 IPVA 4% Total estacionamento (R$ milhões) 0 Total combustível (R$ milhões) 0 Total Limpeza 0.1 0.8% 11.194 Anexo J – Premissas do modelo financeiro 1T12E # de estações 93 # de usuários por dia ('000) 930 Crescimento (t-à-t) Resumo da frota Frota (final do período) 186 Carros Comprados 186 Carros Vendidos Crescimento (t-à-t) Tarifa Tarifa de uso (R$/ 30 min) 6.35 156.00 4.2% 1.32 4.95 GDP change year-on-year +2.7 3T13E 651 9 765 +17% 1 302 186 +17% 6.4% 8 6 2 +5.0% 8 6 2 +5.50 4.50 Tarifa média de devolução (R$) 4.01 31.50 Custos operacionais Preço estacionamento (R$/dia/veículo) 12 Preço álcool (R$/l) 1.99 31.4 0.93 Preço Limpeza Externa (R$) 30.4 0.1 0.00 4.74 4.0% SELIC average annual rate Δ in average SELIC Modelos Veículos Preço (R$) 29 296 Chery QQ 23 650 Jac J3 39 142 Chery Face 32 945 VW Gol 31 375 Fiat Mille 23 981 Renault Clio 27 007 GM Celta 26 971 Revisão (R$) 565 Chery QQ 427 Jac J3 483 Chery Face 730 VW Gol 552 Fiat Mille 539 Renault Clio 556 GM Celta 668 Seguro (R$) 645 Franquia Seguro (R$) 52 2T12E 186 2 093 +125% 372 186 +100% 6.7% 11.1% 1.50 13 1.76 158.9% 31 306 25 273 41 828 35 206 33 528 25 626 28 860 28 821 604 456 516 780 590 576 594 714 690 55 8 6 2 +4.00 Tarifa média de retirada (R$) 4.98 164.6 2T13E 558 8 370 +20% 1 116 186 +20% 6.0% 11.32 4.87 4% 1 3 0.3 7 6 1 +5. IPCA.3 2.0% -0.74 4.1 Total IPVA 0.96 30.90 4% 2 5 0.0% 12.7% 29 728 23 999 39 719 33 431 31 838 24 334 27 405 27 368 573 433 490 741 560 547 564 678 655 52 7 6 1 +5.95 +4.90 4% 1 4 0.1 0.74 13 2.09 32.50 4.74 13 2.74 13 2.3% 1.74 4.1 0.94 154.74 13 2.4 0.32 4.88 4% 2 6 0.0% 7 6 1 +5.1 1.38 166.04 32.06 32.2 0.4 0.5% R$:US$ 1. end of period +6.3% 1.2 0.9% 0.00 +4.9 1.2 0.00 4.4 0.1 Total revisão 0.8% 2.74 4.50 13 2.4% 11.49 Preço Limpeza Interna (R$) 152.69 4% 0 1 0.7 0.6 0.9% 1.1% 11.50 4.11 33.3 2.4 1T13E 465 6 975 +36% +80% 930 186 +25% 6.58 162.1% 8 6 2 +4.85 +3.85 +4.1 A0 A1 A2 A3 A4 Investimento Total Investimento 7 Expansão 5 Manutenção 1 Variáveis Macro-econômicas Inflation.7% SELIC (effective quarterly SELIC rate annualized) 11.0% 11.90 +4.90 +3.1 2.0% 11.32 4.1 1.4 0.80 +3.3 0.

5 1.195 Anexo J – Premissas do modelo financeiro (cont.34 36.14 4% 3 13 0.26 35.23 35.16 175.14 +3.53 182.1 6.97 4.0% 33 327 26 904 44 527 37 478 35 692 27 280 30 723 30 682 643 486 550 830 628 614 632 760 734 59 33 785 27 274 45 140 37 993 36 183 27 655 31 145 31 103 652 492 557 842 636 622 641 771 744 60 34 235 27 637 45 740 38 499 36 665 28 024 31 560 31 517 660 499 565 853 645 630 649 781 754 60 35 107 28 341 46 906 39 480 37 599 28 737 32 364 32 320 677 511 579 875 661 646 666 801 774 62 35 528 28 681 47 468 39 954 38 050 29 082 32 752 32 708 685 518 586 885 669 654 674 811 783 63 .1 6.62 4.8 0.2 3T14E 1 023 17 903 +10% 2 046 186 +10% 6.4% 32 889 26 551 43 942 36 986 35 223 26 922 30 319 30 278 634 479 542 819 619 606 624 750 725 58 10 6 4 +5.8 0.0 0.99 5.13 4% 2 9 0.3% 2.97 4.6 2T15E 1 302 26 040 +8% 2 604 372 186 +8% 6.9 1.7 3T15E 1 395 27 900 +7% 2 790 372 186 +7% 6.79 Preço Limpeza Interna (R$) 168.2% 2.9 1.5% 19 13 6 +5.3% 2.97 4.2% 2.5% 2.62 4.99 14 2.9 1.6 2.6 1.67 4% 4 16 0.20 34. end of period +5.5% 19 13 6 +4.99 14 2.23 171.0% R$:US$ 2.97 184.24 5.1 10 6 4 +5.2 1.4% 10 6 4 +5.) 1T14E # de estações 837 # de usuários por dia ('000) 14 648 Crescimento (t-à-t) +31% Resumo da frota Frota (final do período) 1 674 Carros Comprados 186 Carros Vendidos Crescimento (t-à-t) +13% Tarifa Tarifa de uso (R$/ 30 min) 6.97 Tarifa média de devolução (R$) 4.8% 2.0% 12.09 180.29 36.3 1.15 +3.99 Custos operacionais Preço estacionamento (R$/dia/veículo) 14 Preço álcool (R$/l) 2.5 6.5 A0 A1 A2 A3 A4 Investimento Total Investimento 10 Expansão 6 Manutenção 4 Variáveis Macro-econômicas Inflation.62 Tarifa média de retirada (R$) 4.11 +3.8% 13.5 1.1 6.9 4T15E 7 608 29 760 +7% 2 976 372 186 +7% 6.5 1T15E 1 209 24 180 +24% 2 418 372 186 +8% 6.05 +5.7 0.8% 12.87 4% 4 17 1.62 4.99 5.3 4T14E 1 116 19 530 +9% 2 232 186 +9% 6.5 3.3% 11.6 1.10 +5.9 1.14 Preço Limpeza Externa (R$) 33.25 14 2.24 5.03 GDP change year-on-year +5.24 5.7% 34 675 27 993 46 329 38 995 37 137 28 384 31 966 31 923 669 505 572 864 653 638 658 791 764 61 19 13 6 +5.0 1.68 173.08 +5.8% 11.63 178.99 14 2.1% SELIC average annual rate Δ in average SELIC Modelos Veículos Preço (R$) 32 471 Chery QQ 26 213 Jac J3 43 384 Chery Face 36 516 VW Gol 34 776 Fiat Mille 26 580 Renault Clio 29 934 GM Celta 29 894 Revisão (R$) 626 Chery QQ 473 Jac J3 535 Chery Face 809 VW Gol 612 Fiat Mille 598 Renault Clio 616 GM Celta 741 Seguro (R$) 715 Franquia Seguro (R$) 57 2T14E 930 16 275 +11% 1 860 186 +11% 6.5 1.24 5.6 0.99 5.6% -0.9 0.3% 0.8% 11.31 36.6 0.0 Depreciação e Amortização Depreciação de investimentos (# anos) Depreciação de investimentos 3.99 5.3% SELIC (effective quarterly SELIC rate annualized) 12.25 15 2.9 Total revisão 1.3% 11.80 4% 3 11 0.17 34.25 15 2.6 Total seguro 0.43 4% 3 14 0.3% 11.0 3.13 +3.5 3. IPCA.0% 2.0% 19 13 6 +5.8% 12.5 Total IPVA 0.41 4% 3 10 0.25 14 2.96 IPVA 4% Total estacionamento (R$ milhões) 2 Total combustível (R$ milhões) 8 Total Limpeza 0.6 1.

19 +5.2 7.5% 12.0 Total IPVA 1.5% 11.196 Anexo J – Premissas do modelo financeiro (cont.5 A0 A1 A2 A3 A4 Investimento Total Investimento 14 Expansão 7 Manutenção 7 Variáveis Macro-econômicas Inflation.1 4T16E 7 608 33 480 +0% 2 976 186 186 +0% 7.5% 36 467 29 439 48 723 41 009 39 055 29 851 33 617 33 572 703 531 601 909 687 671 692 832 803 64 14 7 7 +5.53 15 2.45 4% 4 20 1.9 2.37 Preço Limpeza Externa (R$) 37.0% 36 986 29 859 49 417 41 594 39 612 30 276 34 096 34 051 713 539 610 922 697 681 701 844 815 65 37 541 30 307 50 158 42 218 40 206 30 730 34 608 34 562 724 547 619 935 707 691 712 857 827 66 .9 1.9 2.5 14 7 7 +5.5 7.5% SELIC average annual rate Δ in average SELIC Modelos Veículos Preço (R$) 35 981 Chery QQ 29 047 Jac J3 48 074 Chery Face 40 463 VW Gol 38 535 Fiat Mille 29 453 Renault Clio 33 170 GM Celta 33 125 Revisão (R$) 694 Chery QQ 524 Jac J3 593 Chery Face 896 VW Gol 678 Fiat Mille 662 Renault Clio 682 GM Celta 821 Seguro (R$) 793 Franquia Seguro (R$) 63 2T16E 7 608 33 480 +0% 2 976 186 186 +0% 7.5% 14 7 7 +6. end of period +5.32 5.44 38.0 0.7% 2.18 +5.49 Tarifa média de devolução (R$) 5.07 195.5% 11. IPCA.49 192.44 Preço Limpeza Interna (R$) 187.9 1.53 16 2.1 Depreciação e Amortização Depreciação de investimentos (# anos) Depreciação de investimentos 7.47 39.53 15 2.1 2.40 37.0 0.5% SELIC (effective quarterly SELIC rate annualized) 12.22 IPVA 4% Total estacionamento (R$ milhões) 4 Total combustível (R$ milhões) 19 Total Limpeza 1.0% 2.53 Custos operacionais Preço estacionamento (R$/dia/veículo) 15 Preço álcool (R$/l) 2.8 2.4% 2.) 1T16E # de estações 7 608 # de usuários por dia ('000) 33 480 Crescimento (t-à-t) +13% Resumo da frota Frota (final do período) 2 976 Carros Comprados 186 Carros Vendidos 186 Crescimento (t-à-t) +0% Tarifa Tarifa de uso (R$/ 30 min) 7.95 189.6 Total revisão 2.49 5.32 5.49 5.20 +5.0% 11.32 5.0 Total seguro 1.75 4% 4 20 1.34 4% 4 20 1.8% -0.1% R$:US$ 2.0 0.49 5.5 7.16 GDP change year-on-year +5.1 3T16E 7 608 33 480 +0% 2 976 186 186 +0% 7.32 Tarifa média de retirada (R$) 5.

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