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ESTETICA DA CRIAGAO VERBAL Mikhail Bakhtin Prof? Eliza Miranda Estégio Supervisionado em Ensino de Geografia e Material Didético Texto / Copias sKomuto mi cartruto HL [A FORMA ESPACIAL DA PERSONAGEM 1.0 EXCEDENTE DA visko EstETICA Quando consmplo no todo um homem stud Forte dante de rim, oss0shorzonesconcreosefevament vvenies no enn dem, Porque em qualquer snsgS0 on prosimidade que ese sutso {que contemplo poss estar em rego 4 mim, sempre vers e sabes algo que ee, da sus posi ora e diane de mim, no pode ves par tes deseu corpo inacstves a seu ppt olhar~acabefs, 0 oso, sua expresso o mundo aes del, rods uma sti de objeos crea esque, em fino dessa on daguca rlago de reiprociade entre ‘és, slo acesvisa mim einacesce ade. Quando ns clhamos dois dieeates mundos se relzem na pila dos nos lhos. Asumindo a devi pos, é pose eure ao minima esa dfetege de ho. ons, ns para cling a intiramente ure fundies em um dod co tomas una 6 pesos Ese eedente da minha visio do meu conhesiment, dt mina posse = erent sempre presente cm face de qualquer out individ ‘condicionado pla inglaridade ela insubsutbildade do me ugar no mundo: porque nese momento € nese lg, em que sou 9 ‘nico a estar stuadoem dado conjunc de cizcunseincay, todos oon ‘to sto fra de mim, Ess disinciaconctets de mim ede dos os ‘outros indviduos~sem excogo para mim, eo excedente de mia visio por le condiconado em rags aca um dels (dete excsdente correlativa uma cert cttacs, pou o que veo prdominantemente ‘outro em mim mesmo 0 out vm ese caso sono nos i ora uma vez que na vida iner-elado “an” nope se on «rctamente reverse pra mim) so superados pelo onetime, que «ontr um universotinico ede siglo eral em todos setids ‘orlmene independence daquca poco nica econeretaocupada por ‘ese ou aqueenivduo; para ele nio exit ampouco a rel abl tamenteimeversivel “ee ads or ou“ 0 aur para 9 cone mento, por srem conebides, constitu uma reas eave ever ‘vel, uma vee que o suet do conbecimento como tl io acu um a 3 concrewo detersinado a exténca,Porém, ese mundo dni do conhesimento aio pode ser percebido coma nico todo coneret, preenchido pla divenidade de qualidade da existncs, da mesa for. ‘ma como pevedhemos uma psigem, uma cena drastic, ut ilo, ‘ec poisa percep eva de um tad concret presupde olga ple- namente definide do coneemplador su sngularidade c possbilidade de encamagio; 0 mundo de conhecimente cada i de ses lementoe podem ser supostos. De gual mania exe aque ivenciaento i ‘eter €0 todo da vida interior poder er experimentados concrete te perches imemamente~sjana categoria do -pre-min, sa ‘aregoria do oure-pan-ming io & como meu vivencmento ot co vivenciamento dese outo indivi nico e determina, ‘Acontemplaio eséia eo ato dio no podem abs sing lara concreta do lugar que osujeto dese ato e da contemplasio| satin ocupa ma exiténcia ‘O excedente de miaha visio em relgio ao outro indvduo condi- ona cera esfra do mew ativismo" exh ito & ut conju da- ogre imac tok no ic hic “dae rs esnglt Tap dem gue eqen snp Da etd oe, esas om nae, por as ‘opie inna miosis appro aha alguna coin ava ecg mesa dep eins gene {cima como sto deer dsc dao To os ‘am ona to inporane ma eles ese Bals ti h ‘Secome" ain” cede uve 0) — «endo abstrato) , para que sxjmostanferids para um plano nea € Singula eu devo estar aiologicamence fora de minha va e me ac ‘ar como outro ent outros essa operasio¢fclmente eliza pelo ‘pensamento abstato, quando cu me eoloco sob norma comm Com ‘©: outros (na moral, no dite) ou sb wma le cognitiva coma (ie Siolgia, psicoligica, social, etc), mas eae operagio absrataestd sit longe do vvenciamentoconcre axilogicamentevidene de ‘im mesmo como ouco, da vsfo de minha vida conereae de mim ‘mesmo — hen dela - ao lado de outas pesos estas vidas, no mes ‘mo plano com els, é na vida asim porcbid, ma eateporia de eur, ‘meu corpo pode tornars esteicamente significative, ns, potem no ‘contexo de minha vida para mim mesmo, ao no context de minha sutoconscitnci Na is des poi deauoridde pare vik nog con- crea ecepto demi mesmo como outro minbs imagem cx- femme pastor proc incl inh uc ‘ca de um renro sim mes com tar st em prove Prpio man eps ov oto Nee cane leno out, ql {ie wu paso cut com meu pl, qu ivompe cm minha a- toca, curves pura e devs dere ig dea ftv comigo, O mado do duplo, Otome, acmmado sonar con- {amen congo reco, quando proir magar sige ex- tema cada motidace es impreso xena queda sna at no conf nl enchese de amorpripo, peri dete comea¢ ramen ineior par oes corp, toms trod ibe que {er com tot pls io scoece por em sextet e i> mci nee un ato iadterminado, sxe ele ur sues pea Cio de lag axa contigo msimo,@ coats de sn 80 consti confi peo conto da crt quo oto em ‘Leon corp ror barn peo do cope cor qo sepa dle vie bor olor do oar. ar comprender cam dvr de valores do corpo no sutoi- ‘encima eno vvecamente do out, deve iar ua nage te sents como Makar Digwuehn, que, a se ver sbitamente Jentfcad conn a personagem cental de O expo, seats profane ddamente ofndido © humilhado ao imaginar que Gogol havi repre- seovao justamente a ele, Ddrachkin, nessa obra sai, ‘© ques iterpretago tom mesmo em comum com arte? Apenas ‘o ementopuramente nga, o fio de que agai e agora no ese pre- sce vida rel mas to Somente a sua representago; mas nem isto pode se afrmado, porque a arte la & presenta, na iterpret fo €imaginada come js observamors cla x torn representa na ontemplag avo o plano de uma we tinca comsciénca mas presupdem dua consi iat imiacivesaconecimentor que tim como componente esa relacso ‘de wna conscignia com outa conscénca presiamente como outa — ‘ns io todos ot aconecimentor craves produtvs, que vei ‘lam o novo, so Gnicos eireverscis. A tora enticaexpresiva & lapenas uma ds inmerss erie louis, as, hse floss, retafsiase religisas, que podemos qualifcar de empobrecedora, tums vez que procuram explicar um acontecimento produtivo promo- ‘endo cu empobrecimento, anes de rudoo empobrecimentoquant- tative de sus pariipanes: para expla 0 aontecimento em coos fos seus moments, trnspdem-no para 0 plano nico de uma cons Cdénca ince em cujsunidade cle deve ser compreendido ¢dedurido ‘etd ot cs momenta obten-se asim a eanscricio purment te rica de um acontecimenta ji relzado, ms se prdem aquclasforgas lkvo-emocionas do ator, que afirmam aivamente erst a apa «i externa como valor rtico, no podem ser combinados imide mente com 0 propésito interior de vida da personagem centrado no sentido, sem aplicaio da categoria exildgica mediadors de entre rsas a sea categoria posse fier a paréncia extern abrange ple- mame e dar aahamento personage, inci o propio seman code vida da personager em sun aparénciaexeraaenguanto forma, ‘comple eanimizar a apaénca exena, rar home nega como valor dnc. ‘Como so representadoso abjetos do mundo exterior em relagso 4 personagem numa obra de arte verbal, que lugar ees ceupam nest? posivel ums dupa combinao do mundo mo bomen: de den two deste, como seu horizon, ede loa, como seu ambiont, De dentro «de mim, no conteto dos valotse sets de minha vids, o objeto 4 ‘mim se connspte come objeto do propio desa mesma vid (io ‘cognitive e peltico): aqui le um elemento do acontecmento nico, Singular eabero da existéncia, do qual pariipo com interest forg dom seu desfecho. De dento de minha partcipacto tal ma exis