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Leí Esteve

Aqui? Mar
Mediterrâneo

Jerusalém
I R AQ U E

DAV I D A . E DWA R D S
Revistas da Igreja JORDÂNIA

O
KUA I T
Livro de Mórmon descreve uma
O vale de Lemuel
imagem vívida das aflições e ale- e o rio Lamã
grias que Leí e sua família senti-
ram ao deixar seu lar em Jerusalém e viajar
através do deserto. Quando o lemos, temos
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a impressão de que conhecemos as experiên-


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cias deles e nos identificamos com elas. A R Á B I A S AU D I TA


Embora não consigamos traçar a rota exata
que seguiram, podemos ao menos ter uma
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idéia das regiões por onde Leí e sua família


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viajaram e, com esse conhecimento, sentir


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uma gratidão ainda maior pelas coisas que


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eles tiveram de passar. Pesquisas recentes nos


mostram com mais clareza algumas dessas
Naom
regiões e as condições com que o grupo de
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Leí teria se deparado.1 IÊMEN

NOTAS
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1. As informações contidas nesse artigo foram extraídas das publica- r áb
ções abaixo, do Neal A. Maxwell Institute for Religious Scholarship r A
Ma
[Instituto Neal A. Maxwell de Bolsas de Estudo de Religião]. Ver
www.maxwellinstitute.byu.edu:
• Journal of Book of Mormon Studies, vol. 15, n° 2 (2006).
• S. Kent Brown e Peter Johnson, editores, Journey of Faith:
From Jerusalem to the Promised Land (2006).
• Journey of Faith (DVD, 2005).
• George D. Potter, “A New Candidate in Arabia for the ‘Valley
of Lemuel,’” Journal of Book of Mormon Studies, vol. 8, n° 1
(1999), pp. 54–63.

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Depois de sair de Jerusalém, a família de Leí
chegou a um lugar a que deram o nome de “vale
de Lemuel” (1 Néfi 2:14). Esse lugar localizava-se
no extremo nordeste do Mar Vermelho, a três dias
de viagem de Jerusalém (ver 1 Néfi 2:5–6). O vale
ficava “à margem de um rio de águas”, que estava
“continuamente correndo” (1 Néfi 2:6, 9), ao
qual Leí denominou Lamã. Leí disse que o vale
de Lemuel era “firme, constante e imutável”
(1 Néfi 2:10).

Acima e abaixo: Este wadi, ou pequeno vale,


chamado Tayyib al-Ism, é típico nesta área. Nele
encontramos talvez o único rio que ainda corre o
ano todo na região. As paredes de

IRÃ puro granito deste cânion são


impressionantes e fazem bastante
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o Acima: O rio Lamã desaguava sombra em uma região onde a

rsi no Mar Vermelho (ver 1 Néfi 2:8). temperatura geralmente chega a
co
Aqui vemos onde o Wadi Tayyib mais de 43°C durante o verão.
al-Ism encontra o Mar Vermelho.
EMIRADOS
ÁRABES UNIDOS
OMÃ

A família de Leí continuou sua jornada, “tomando o mesmo


rumo do princípio” por “muitos dias” (1 Néfi 16:33). Então,
Ismael morreu e “foi enterrado no lugar chamado Naom”
(1 Néfi 16:34). O local aqui fotografado fica na região por
onde esse grupo viajou e que, há muitos anos, é chamado
por diferentes variações associadas ao nome Naom.

À direita: Há poucos anos, arqueólogos descobriram estes altares


de pedras, onde se vêem inscritos os contornos do nome Naom
(ver inserção com letras destacadas eletronicamente), que datam
dos séculos VI ou VII a.C., época de Leí.

MAPAS: MOUNTAIN HIGH MAPS, EXCETO QUANDO INDICADO; À ESQUERDA: ILUSTRAÇÃO:


JOSEPH BRICKEY; INSERÇÃO: MAPA: JERRY THOMPSON; FOTOGRAFIAS: JUSTIN ANDREWS,
WARREN ASTON, S. KENT BROWN, KIM HATCH, DAVID LISONBEE E GEORGE POTTER,
EXCETO QUANDO INDICADO.

A LIAHONA JANEIRO DE 2008 15


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Nos rochedos aqui fotografados há


AS TESTEMUNHAS DO LIVRO
colméias de abelhas.
DE MÓRMON
“O poder do Espírito Santo (...) deve ser
sempre a principal fonte de evidência da
veracidade do Livro de Mórmon. Todas
as outras provas devem ser subseqüentes
(...). Nenhuma evidência por mais bem
preparada que seja; nenhum argumento,
por mais bem apresentado que seja, pode
tomar o lugar dele (...) [Porém,] assim
como causas secundárias em fenômenos
naturais, as evidências secundárias em
apoio à verdade podem ser elementos
poderosos e de grande valia na
Embora o trajeto exato que a família de Leí fez não
realização dos propósitos de Deus.”
nos seja conhecido, é muito provável que eles tenham
Élder B. H. Roberts (1857–1933) dos Setenta, New
Witnesses for God, 3 vols. (1909), vol. 2: pp. vii–viii. cruzado estas terras areentas ao viajarem pelo deserto
entre Naom e Abundância. Essa parte da jornada deve
ter sido particularmente difícil para eles.

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Ao partir de Naom, a família de Leí “dali em diante, [via-
jou] na direção aproximada do leste. E [viajaram] e [passa-
ram] por muitas aflições no deserto” (1 Néfi 17:1).
Seguindo rumo ao leste, o grupo de Leí supostamente
atingiu a costa sudeste da Península Arábica. Alguns lugares
ao longo dessa costa são mostrados aqui. Não é de se admi-
rar que, após terem atravessado uma terra estéril e desolada,
eles tenham chamado esse local de Abundância, “por causa
das muitas frutas e também do mel silvestre” (1 Néfi 17:5). ■

Em Abundância, Néfi “ia freqüentemente à


montanha e orava freqüentemente ao Senhor”
(1 Néfi 18:3). O cume da montanha mostrado aqui
representa o lugar onde Néfi provavelmente ia orar
ao Senhor e receber instruções. Alguns lugares ao longo da
costa sudeste da Península
Arábica possuem pequenas
áreas de vegetação, que
se destacam em meio ao
deserto.
Árvores frutíferas,
inclusive figueiras, ainda
crescem na região.

Um exemplo moderno de barcos construídos nessa


região. Abundância é onde Néfi construiu um barco
usando ferramentas feitas de “metal que [ele fundiu]
da rocha” (1 Néfi 17:16). O barco foi feito de “madeiras
[trabalhadas] de modo esmerado” (1 Néfi 18:1). Nessa
região há dois depósitos de minério de ferro, assim como
muitas árvores que poderiam ser usadas na construção
de barcos.

À ESQUERDA: FOTOGRAFIA DA RÉPLICA DAS PLACAS: WELDEN C. ANDERSEN; ILUSTRAÇÃO


DO BARCO: JOSEPH BRICKEY; INSERÇÕES: FOTOGRAFIA DAS ABELHAS: IROCHKA ©
FOTOLIA; DETALHE DE VISÃO DE NÉFI: CLARK KELLEY PRICE; FOTOGRAFIA DA FIGUEIRA:
RICHARD L. W. CLEAVE

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