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isa = 0 DINHEIRO (O Testaliiento do C Re 2S LeANDRO GOMES DE BARROS Q.ainneiro neste mundo Nao ha forga qué o debande Nem perigo que 0 entrants, Nem senhoria que o mange Tudo esta absixo dele Sole ali eo grande Ele impera sobre um trono Corcado por ambigao. Q chalenismo ¢ seus pes ‘Sempre esté de prontiaao, Perguntands-ihe com cuidago = Oue ihe faita, patrao? Na dinheiro tem se visto Nobreza desconnecida, Mesios que ganham questo ‘Ainda estando perdida, Henra par moto da infamia, Gloria mal adquinda, Porque s6 mesme o dirheiro ‘Tem maior utlidado, E 0 farol que mais beiha Perante a sociedade. (© céehigo gall ¢ ete Aleie sua vontace. Ohomem tendo dinhsiro ‘Mata ate 0 proprio pal A justga fecha os olhos ‘A paicia Iéno vai, Passam-se cinco ou ses meses \Vai indo 0 processo car ‘Compra cinco testermurnas ‘Que cepdem a seu faver, ‘Aluga dois escrivaes compra o procurador, Faz dois dovtores de prata, Pronto © homem, meu senhor finda que vé a ini (Compra logo ateruarte, Ba um unto nos jurados ‘So lura ne mesma instanta, emo juiz favor, LJuredos e assim por diante +0. Exsas questies muito sérias ‘Que vae para © abun Al exige 0s papeis ‘Que levem prova legal ‘Cedulas de quiahentes tachos, E 0 papel princes Dinheiro faz eloquénca ‘A quem nunca teve estuso, Impnime coragem ao Faco, a anmagdo a tudo. \Vence batatha som arma Faz vez de lana @ escudo onde nao na dinheio “Tato tabalno € perdido, ‘Tota questo esmorece Too negocio €fado, Todo caleulo sai errado, ‘Tose cetate € vencice ais o nemem sem ainheiro como um velho demente, ‘Um gato que nao tem unha, Cobra que nie tem ur denis, Gachorre que nao tem faro, Cavalo magro e doenie, =03- Foraue perante o dinheiro [uso aise trna role, Forque nao na ojeto ‘Que scbre os seus pes no, ote anhaire ne morta Que a assada aole Soe, Qbactarel por ainnero ‘Sp macaco por banana ‘Gu gato por guabin, ‘Suen guaxinm por cana So sagul pole reeina (0x boo por tana A moga tendo daheico ‘Sendo ira come a morte Caractenza-se, anita-se Sempre methora de sore, WMaje de mi aventureioe ‘Adesejam per conser Porque o dhe na terra E capa que tude encoore, ‘Gubia un caencrre cam aur Que ole tem que fear nobre, E cuperer a0 deno Se acaco 0 done fer pobre oa Eu vi narrar um fato Que fiquel atmirado, Um sertanejo me disse Que nese secuio passage iw enterrar um cachorro, Com honvas da um potentedo. Um inglés inks um cachowo De uma grande estimagso Moreu odio cachoro E-oingies asse entao Mim entewa esse cach Inga que gaete urn minao. Fo) 20 vigari eine asso “= Morreu cachorra de min E urbu do Bras Nao podera ar. fm, ~Cachorro deixau dha? Porguntou ovigana assim ‘Mien quer eréerrar cachorra! Disse o vigano oh igles ‘Voce pensa que isto aqui opais oo vocas? Bisse o nalts. of Cachorra Gasta ico cocia vez