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Da adoração à Indagação e da Indagação à Adoração

Senhor, confesso não saber se te adoro por medo do inferno, do fogo, do som dos
meus dentes… enfim, será que te adoro por temer algo e não a Ti? Se eu ficar
convencido que te adoro por algo, mais convencido ainda estarei que não te
adoro. Tu nos ensinas a adorar-te primeiro pelo que És e não primeiro pelo que
coisifícas. Não devo te adorar ‘por’, mas ‘por adorar-te…’ e se não sei se ti adoro
não adoro, pois adorarei sem saber quem adoro e a quem adorarei sem saber que
adoro? Acho que te adoro e só digo ‘acho’ por ainda não ter a certeza. Porque se
a tivesse não confessaria minha indagação. Será que tem dias que adoramos
mais? Existem dias que estamos mais próximos de Ti? Nossa proximidade tem
alguma haver com a intensidade da nossa adoração? Quando se desvia da fé
acabasse, então, a adoração? Ou ficaria eu com a resposta que a minha/tua
teologia dogmatiza quando afirma que, possivelmente, se esses não forem eleitos
nunca houve adoração? Prefiro, sinceramente, confessar que não sei se te adoro
por isso ou aquilo. Arrisco dizer que te adoro, aliás, depois de pensar com estas
indagações que julgo valorosas à adoração e, depois de escrever dúvidas, não
duvido do que agora escrevo, com certeza digo que te adoro, pois as Escrituras
Sagradas que eu estou em Cristo… convicto agora estou… te adorou, à Tua
destra te adora e continuará ‘olãisticamente’ a te adorar, então te adoro
perfeitamente nEle. Em ele. O perfeito. Ele não se serviu, mas, paradoxalmente, te
serviu, portanto ‘eu te/Ele te’ adorou… te adoro!

Daniel Luiz