P. 1
Teoria do Negócio Jurídico - Pablo Stolze

Teoria do Negócio Jurídico - Pablo Stolze

|Views: 2.639|Likes:
Publicado porpmpimenta

More info:

Published by: pmpimenta on Jan 15, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/26/2013

pdf

text

original

1

MATERIAL DE APOIO DIREITO CIVIL PARTE GERA

Apostila 05

PROFESSOR: PABLO STOLZE GAGLIANO PARTE GERAL

TEMAS: TEORIA DO NEGÓCIO JURÍDICO (continuação)
1. Negócio Jurídico – Conceito

Como vimos na última apostila, temos os seguintes Planos de Análise do Negócio Jurídico:

a) existência; b) validade; c) eficácia.

O negócio jurídico pode ser definido como sendo a declaração de vontade por meio da qual as partes auto-disciplinam os efeitos que pretendem atingir, de acordo com a sua autonomia privada, e respeitados limites de ordem pública. Os princípios da função social e da boa-fé atuam como parâmetros de limitação à autonomia privada. Veremos, em sala de aula, o desenvolvimento histórico do instituto (negócio jurídico) e a sua reconstrução à luz do direito civil constitucional. 2. Defeitos do Negócio Jurídico1

I - Vícios de Consentimento:
1

Os conceitos de cada um dos defeitos serão desenvolvidos em sala de aula, com a demonstração de exemplos e indicação de jurisprudência selecionada.

2

a) erro; b) dolo; c) coação; d) lesão; e) estado de perigo.

II – Vícios Sociais:

a) simulação; b) fraude contra credores.

Abaixo, fizemos uma seleção especial de jurisprudência, que atualizamos a cada semestre, para aprofundar o seu estudo: ERRO

Pressupostos do Erro

DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO. DAÇÃO EM PAGAMENTO. IMÓVEL. LOCALIZAÇÃO. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE SÓLIDA POSIÇÃO NO MERCADO. ERRO INESCUSÁVEL. 1. Não se há falar em omissão em acórdão que deixa de analisar o segundo pedido do autor, cujo acolhimento depende da procedência do primeiro (cumulação de pedidos própria sucessiva). 2. O erro que enseja a anulação de negócio jurídico, além de essencial, deve ser inescusável, decorrente da falsa representação da realidade própria do homem mediano, perdoável, no mais das vezes, pelo desconhecimento natural das circunstâncias e particularidades do negócio jurídico. Vale dizer, para ser escusável o erro deve ser de tal monta que qualquer pessoa de inteligência mediana o cometeria. 3. No caso, não é crível que o autor, instituição financeira de sólida posição no mercado, tenha descurado-se das cautelas ordinárias à celebração de negócio jurídico absolutamente corriqueiro, como a dação de imóvel rural em pagamento, substituindo dívidas contraídas e recebendo imóvel cuja área

3

encontrava-se deslocada topograficamente daquela constante em sua matrícula. Em realidade, se houve vício de vontade, este constituiu erro grosseiro, incapaz de anular o negócio jurídico, porquanto revela culpa imperdoável do próprio autor, dadas as peculiaridades da atividade desenvolvida. 4. Diante da improcedência dos pedidos deduzidos na exordial - inexistindo, por consequência, condenação -, mostra-se de rigor a incidência do § 4º do art. 20 do CPC, que permite o arbitramento por equidade. Provimento do recurso especial apenas nesse ponto. 5. Recurso especial parcialmente provido. (REsp 744.311/MT, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 19/08/2010, DJe 09/09/2010)

Prazo Decadencial e Erro

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. NEGÓCIO JURÍDICO. PRESCRIÇÃO. PRAZO. TERMO A QUO. DATA DO NEGÓCIO JURÍDICO OBJETO DE ANULAÇÃO. INTELIGÊNCIA DO ART. 178, § 9º, INC. V, ALÍNEA "B" DO CÓDIGO CIVIL DE 1916. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O prazo de quatro anos para o recorrente postular a anulação do contrato de compra e venda eivado do vício de consentimento, tem início na data de celebração do contrato ou da prática do ato, e não a data da ciência do erro ou dolo. Inteligência do artigo 178, § 9º, V, b, do Código Civil de 1916, ressaltando-se que o próprio Código Civil de 2002 manteve a tradição de tomar a data do contrato como prazo - corretamente considerado decadencial - para se pedir sua anulação. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1188398/ES, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 09/08/2011, DJe 16/08/2011)

Aplicação da Teoria do Erro no Direito de Família

TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível

NÚMERO: 70016807315 Inteiro Teor

4

RELATOR: Rui Portanova

EMENTA: APELAÇÃO. ANULAÇÃO DE CASAMENTO. ERRO ESSENCIAL EM RELAÇÃO A PESSOA DO CÔNJUGE. OCORRÊNCIA. A existência de relacionamento sexual entre cônjuges é normal no casamento. É o esperado, o previsível. O sexo dentro do casamento faz parte dos usos e costumes tradicionais em nossa sociedade. Quem casa tem uma lícita, legítima e justa expectativa de que, após o casamento, manterá conjunção carnal com o cônjuge. Quando o outro cônjuge não tem e nunca teve intenção de manter conjunção carnal após o casamento, mas não informa e nem exterioriza essa intenção antes da celebração do matrimônio, ocorre uma desarrazoada frustração de uma legítima expectativa. O fato de que o cônjuge desconhecia completamente que, após o casamento, não obteria do outro cônjuge anuência para realização de conjunção carnal demonstra a ocorrência de erro essencial. E isso autoriza a anulação do casamento. DERAM PROVIMENTO. (SEGREDO DE JUSTIÇA) (Apelação Cível Nº 70016807315, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 23/11/2006)

TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível

NÚMERO: 70009605742

RELATOR: Rui Portanova

EMENTA: APELAÇÃO. ANULAÇÃO DE CASAMENTO. ERRO SOBRE A PESSOA. Caso em que o brevíssimo tempo de namoro (20 dias) aliado às qualidades da parte autora, que tem grau social e cultural razoável, impede a configuração de erro sobre pessoa. NEGARAM PROVIMENTO. (Apelação Cível Nº 70009605742, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 02/12/2004)

TRIBUNAL: Tribunal de Justiça do RS ÓRGÃO Oitava Câmara Cível

DATA DE JULGAMENTO: 02/12/2004

Nº DE FOLHAS:

JULGADOR: COMARCA DE ORIGEM: Comarca de Capão da Canoa

SEÇÃO: CIVEL

5

Erro e Abertura de Conta Corrente

SÚMULA 322, STJ - Para a repetição de indébito, nos contratos de abertura de crédito em contacorrente, não se exige a prova do erro.

(SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 23.11.2005, DJ 05.12.2005 p. 410)

Erro em Registro Civil de Nascimento Direito civil. Família. Criança e Adolescente. Recurso especial. Ação negatória de paternidade. Interesse maior da criança. Vício de consentimento não comprovado. Exame de DNA. Indeferimento. Cerceamento de defesa. Ausência. - Uma mera dúvida, curiosidade vil, desconfiança que certamente vem em detrimento da criança, pode bater às portas do Judiciário? Em processos que lidam com o direito de filiação, as diretrizes devem ser muito bem fixadas, para que não haja possibilidade de uma criança ser desamparada por um ser adulto que a ela não se ligou, verdadeiramente, pelos laços afetivos supostamente estabelecidos quando do reconhecimento da paternidade. - O reconhecimento espontâneo da paternidade somente pode ser desfeito quando demonstrado vício de consentimento, isto é, para que haja possibilidade de anulação do registro de nascimento de menor cuja paternidade foi reconhecida, é necessária prova robusta no sentido de que o “pai registral” foi de fato, por exemplo, induzido a erro, ou ainda, que tenha sido coagido a tanto. - Se a causa de pedir repousa no vício de consentimento e este não foi comprovado, não há que se falar em cerceamento de defesa ante o indeferimento pelo juiz da realização do exame genético pelo método de DNA. - É soberano o juiz em seu livre convencimento motivado ao examinar a necessidade da realização de provas requeridas pelas partes, desde que atento às circunstâncias do caso concreto e à imprescindível salvaguarda do contraditório. - Considerada a versão dos fatos tal como descrita no acórdão impugnado, imutável em sede de recurso especial, mantém-se o quanto decidido pelo Tribunal de origem, insuscetível de reforma o julgado.

TERCEIRA TURMA.A realização do exame pelo método DNA a comprovar cientificamente a inexistência do vínculo genético. verifica-se que não há prejuízo para esta. porquanto à menor socorre o direito de perseguir a verdade real em ação investigatória de paternidade. de outro.2007. Ministra NANCY ANDRIGHI. Exame de DNA. daí advindas. TERCEIRA TURMA.6 . do direito indisponível de reconhecimento do estado de filiação e das conseqüências. para valer-se. a anulação do registro ocorrido com vício de consentimento. Recurso especial não conhecido. 339) DOLO Dolo e Dignidade de Pessoa Humana . quando induzido a erro ao proceder ao registro da criança. Rel. confere ao marido a possibilidade de obter. estabelece a imprescritibilidade da ação do marido de contestar a paternidade dos filhos nascidos de sua mulher. aí sim. .Não pode prevalecer a verdade fictícia quando maculada pela verdade real e incontestável. como o é o exame genético pelo método DNA. (REsp 878. por meio de ação negatória de paternidade. Ação negatória de paternidade.05. julgado em 07. .601 do CC/02. . Família. Recurso especial. Ministra NANCY ANDRIGHI. (REsp 1022763/RS. Rel. 1.A não demonstração da similitude fática entre os julgados confrontados. o direito da criança de ter preservado seu estado de filiação. .954/RS.05. afasta a apreciação do recurso especial pela alínea “c” do permissivo constitucional.A regra expressa no art. calcada em prova de robusta certeza. acreditando se tratar de filho biológico. julgado em 18/12/2008. inclusive materiais. .E mesmo considerando a prevalência dos interesses da criança que deve nortear a condução do processo em que se discute de um lado o direito do pai de negar a paternidade em razão do estabelecimento da verdade biológica e. Recurso especial conhecido e provido.Tem-se como perfeitamente demonstrado o vício de consentimento a que foi levado a incorrer o suposto pai. DJ 28. DJe 03/02/2009) Direito civil.2007 p. para afastar a presunção da paternidade.

incidindo quanto à prescrição o art. OFENSA AO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE. possibilitam a anulação do ato. ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO POR DOLO. MATÉRIA JÁ PACIFICADA NESTA CORTE. pela dimensão do prejuízo causado a um dos consortes.491/RJ. Inexiste nulidade em julgamento promovido exclusivamente por juízes de primeiro grau convocados para substituição no Tribunal de Justiça. deve-se manter a decisão recorrida. AGRAVO DE INSTRUMENTO. a sua anulação pode ser decretada sempre que. ALEGADA DESPROPORÇÃO SEVERA.7 DIREITO DE FAMÍLIA. o ato jurídico é anulável. PEDIDO DE ANULAÇÃO. julgado em 04/11/2010. I . V. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83. MANTIDA A DECISÃO ANTERIOR. verifique-se a ofensa à sua dignidade. Rel. mesmo destinando-se a um dos consortes patrimônio suficiente para a sua sobrevivência. Incidência da Súmula 83/STJ. § 9º. Rel. Agravo improvido. 1. “b”. (AgRg no Ag 783. 2. DJe 17/11/2010) Omissão Dolosa AGRAVO REGIMENTAL. (REsp 1200708/DF. Ministro SIDNEI BENETI. 147 do CC). 178. TERCEIRA TURMA. Precedente do STF. decretando-se a invalidade da partilha questionada. FALTA DE ARGUMENTOS NOVOS.Pretendida a rescisão do contrato por omissão dolosa do vendedor do imóvel. que escondeu a existência informação relevante em curso na época da transação (silêncio intencional art. TERCEIRA TURMA. do Código Civil de 1916. julgado em 20/11/2008. ANULAÇÃO DECRETADA.Não tendo a parte apresentado argumentos novos capazes de alterar o julgamento anterior. II . DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADE CONJUGAL. Há situações em que. a intensidade do prejuízo por ele sofrido. O critério de considerar violado o princípio da dignidade da pessoa humana apenas nas hipóteses em que a partilha conduzir um dos cônjuges a situação de miserabilidade não pode ser tomado de forma absoluta. DJe 12/12/2008) . Ministra NANCY ANDRIGHI. Verificada severa desproporcionalidade da partilha. 3. Recurso especial conhecido e provido. PARTILHA. somado a indicações de que houve dolo por parte do outro cônjuge.

OMISSÃO DOLOSA. no caso. Nesse passo. Modo igual. Contudo. do CC de 2002). dada a extensão do pedido principal veiculado. por certo não teria se envolvido na negociação. também a autora contribuiu em parte para o engodo de que foi vítima. no caso. inclusive assumindo compromissos perante agentes financeiros. Esta carência é tradicionalmente sancionada a título de omissão dolosa e do dolo por reticência¿. ERRO ESSENCIAL. ao lado da omissão dolosa e reticente do "vendedor". não há se sustentar impossível juridicamente as postulações da autora. em que pese possa se cogitar de ineficácia apenas da assunção da garantia por parte dos autores. De fato. a se consignar que. na sucessão de transferências de cotas sociais. Por fim. negligenciando a tomada de cuidados mínimos. mormente por que. havendo a insistência no lançamento de restrições cadastrais. sendo seu pleito possível como corolário da anulação do contrato principal. com o intuito de liberação de anteriores sócios. se tipificou na espécie. "A informação não é lealmente entregue quando ela não cobre todos os elementos que devem esclarecer o consentimento do destinatário da oferta. pelo que. soubesse a autora a extensão das dívidas e dos percalços que o estabelecimento ultrapassava. quiçá a configurar comportamento doloso (deliberado).8 EMENTA: ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO. VÍCIO DE INFORMAÇÃO. de fato. tenho que a situação não dá ensejo à tipificação de danos morais. Relator: Marilene Bonzanini Bernardi. Tribunal de Justiça do RS. nos termos da hipótese retratada no artigo 94 do CC de 1916 (com seu correspondente no artigo 147. DEVER DE INFORMAR. RECURSOS DESPROVIDOS. Julgado em 10/06/2009) . que não respondesse a instituição financeira pela sucumbência. em que pese os percalços da autora. principais interessados. firmadas pelos integrantes do quadro social precedente. ciente do litígio instaurado sobre a contratação e dos reflexos que adviriam de possível declaração de nulidade. sendo nítido seu interesse na busca de liberação de garantias e de proteção ao seu nome. pouco a pouco sendo liberadas informações. (Apelação Cível Nº 70026161174. PACTOS ACESSÓRIOS ATINGIDOS PELO VÍCIO. a declaração de nulidade não o prejudica à medida que mantém-se. VONTADE VICIADA. Mais equânime. assumiu abertamente a oposição. pelo engodo a que foram submetidos. por esse viés. a posição do Banco do Brasil é de terceiro. pelo que há se manter o reconhecimento de decaimento com as consequências próprias. E esse dolo por reticência. a se considerar a causalidade. contudo. Nona Câmara Cível. a higidez do pacto anterior com as garantias pessoais ali constantes. como bem decidiu a douta magistrada. mas sempre incompletas. imputandose a responsabilidade desta unicamente ao causador. DANOS MORAIS NÃO TIPIFICADOS. tanto que apenas a pedido dos contratantes foi firmado o aditivo de molde a substituir garantias. firmando garantias pessoais.

INEXISTINDO DESVIRTUAMENTO DA QUALIDADE DA COISA OU PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. 32641) EMENTA: FINANCIAMENTO AGRÍCOLA. (Recurso Cível Nº 71001442557. O EXAGERO É TONICA DOS ANUNCIOS COMERCIAIS E INDUSTRIAIS. HIPÓTESE EM QUE SE A INTERPRETA COMO DOLUS BONUS.A INFRAÇÃO PENAL. A CONCORRENCIA E PROPRIA DO REGIME DE ECONOMIA DE MERCADO. OU SEJA. RECLAMA RESULTADO (DANO.9 Dolus Bonus RHC . é de se considerar exigível a indenização.COMERCIO CONCORRENCIA . pondo-se a trabalhar na lavoura financiada e dando a entender que ignorava a morte iminente. INDENIZAÇÃO QUE SE PAGA ATÉ O LIMITE DO FINANCIAMENTO.ILICITUDE . ENSEJAR PROBABILIDADE (NÃO MERA POSSIBILIDADE) DE DANO. SEXTA TURMA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. SEGURO DE VIDA VINCULADO. para evitar seja premiada a falsa declaração. HÁ SECULOS. Tratando-se de contrato de financiamento agrícola. a avaliação da boa-fé do contratante que declara não ter conhecimento de doença grave deve ser tomada com menor rigor. DOENÇA PRÉ-EXISTENTE. QUANDO O LEGISLADOR DEFINE O ILICITO PENAL. Segunda Turma Recursal Cível.PENAL .INFRAÇÃO PENAL . Nesse caso.PERIGO . Relator: Pio Giovani Dresch. OS ROMANOS. (RHC 3831/RJ. DIVISARAM O DOLUS BONUS. NENHUMA CENSURA. A FANTASIA NÃO SE CONFUNDE COM A FRAUDE. O PERIGO (PROPRIO DO RESULTADO) DEVE SER CONCRETO. sem pagamento do valor excedente a beneficiário.09. SIGNIFICA POSTURA AXIOLOGICA NEGATIVA REFERENTE A CONDUTA DESCRITA. Ministro LUIZ VICENTE CERNICCHIARO. julgado em 13. ALEM DA CONDUTA. Julgado em 30/01/2008) . Turmas Recursais. Se o segurado sabe da existência da doença. ILICITUDE DO COMPORTAMENTO DO AGENTE. MÁ-FÉ DO SEGURADO. o pagamento da indenização deve limitar-se à quitação do financiamento. A DISPUTA ENTRE EMPRESAS É CONSEQUENCIA NATURAL. Rel. OU PERIGO DE DANO AO OBJETO JURIDICO).1994.11. mas age com ânimo de cumprir o objeto do financiamento. DJ 28.1994 p. ALEM DISSO. ao qual o seguro de vida é vinculado como condição para a realização do contrato.

PUBLICIDADE ENGANOSA . (RMS 26. julgado em 01. MUNICIPAL OU DISTRITAL. exsurge. o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor SNDC que. POIS A PENA SOMENTE PODERIA SER APLICADA PELA SUSEP . pois. 8. estaduais. 2.NÃO-OCORRÊNCIA . Recurso ordinário improvido. ESTADUAL. 73/66.10 Propaganda Enganosa ADMINISTRATIVO E CONSUMIDOR . Prequestionamento.078/90). municipais e do Distrito Federal. Assim.2008) Processual Civil. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor. FEDERAL. Civil. nos termos do art. enquanto que o Procon. 1. PÚBLICO OU PRIVADO.ALEGAÇÃO DE BIS IN IDEM. em prol da Política Nacional das Relações de Consumo estatuída nos arts.MULTA APLICADA POR PROCON A SEGURADORA PRIVADA .2008. Defeitos de impressão.04. Não se há falar em bis in idem ou enriquecimento sem causa do Estado porque à Susep cabe apenas a fiscalização e normatização das operações de capitalização pura e simples. Informação não divulgada. A tese da recorrente é a de que o Procon não teria atribuição para a aplicação de sanções administrativas às seguradoras privadas. uma vez que a Susep é autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. Recurso Especial. nos termos do Decreto n. Aquisição de refrigerantes com tampinhas premiáveis. Ministro HUMBERTO MARTINS. somente à Susep caberia a normatização e fiscalização das operações de capitalização. com base no Decreto n. Rel.SNDC POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE MULTA EM CONCORRÊNCIA POR QUALQUER ÓRGÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Publicidade enganosa por omissão. a multa discutida no caso dos autos implicaria verdadeiro bis in idem e enriquecimento sem causa dos Estados. 4º e 5º do Código de Defesa do Consumidor (Lei n. Dissídio . SEGUNDA TURMA. 73/66. além das entidades privadas que têm por objeto a defesa do consumidor. 105 do Código de Defesa do Consumidor é integrado por órgãos federais.397/BA.04. às Secretarias de Justiça Estaduais. Quando qualquer prestação de serviço ou colocação de produto no mercado envolver relação de consumo.SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR . DJe 11.

TERCEIRA TURMA. . Recursos Especiais conhecidos parcialmente e não providos.11. . Dissídio jurisprudencial. .257/SP.A comprovação do dissídio jurisprudencial exige o cotejo analítico entre os julgados tidos como divergentes e a similitude fática entre os casos confrontados. Omissão. A ausência de informação sobre a existência de tampinhas com defeito na impressão. Embargos de declaração. Reexame fático-probatório. Publicidade enganosa por omissão. Omissão. capaz de retirar o direito ao prêmio.2004. Embargos de declaração. Inexistência. Comprovação. configura-se como publicidade enganosa por omissão.Inexiste omissão a ser suprida por meio de embargos de declaração quando o o órgão julgador pronuncia-se sobre toda a questão posta à desate.É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade enganosa e os que dela se aproveitam. de maneira fundamentada. . . Prequestionamento. julgado em 22. Responsabilidade solidária por publicidade enganosa.O Recurso Especial carece do necessário prequestionamento quando o aresto recorrido não versa sobre a questão federal suscitada. Inexistência. DJ 16. .É inviável o reexame fático-probatório em sede de Recurso Especial. regida pelo Código de Defesa do Consumidor. Comprovação. Ministra NANCY ANDRIGHI. na comercialização de seu produto. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor.06. Responsabilidade solidária por publicidade enganosa. .Há relação de consumo entre o adquirente de refrigerante cujas tampinhas contém impressões gráficas que dão direito a concorrer a prêmios e o fornecedor do produto. 272) Processual Civil. Recurso Especial.O Recurso Especial carece do necessário prequestionamento quando o aresto recorrido não versa sobre a questão federal suscitada. A ausência de informação . Informação não divulgada. Defeitos de impressão. Aquisição de refrigerantes com tampinhas premiáveis. Civil.11 jurisprudencial. Reexame fático-probatório. (REsp 327. Rel.Há relação de consumo entre o adquirente de refrigerante cujas tampinhas contém impressões gráficas que dão direito a concorrer a prêmios e o fornecedor do produto. .2004 p.

na comercialização de seu produto. STJ . capaz de retirar o direito ao prêmio. DE SIMPLES CORTESIA. de maneira fundamentada. Ministra NANCY ANDRIGHI. Recursos Especiais conhecidos parcialmente e não providos.11. O TRANSPORTADOR SO SERA CIVILMENTE RESPONSAVEL POR DANOS CAUSADOS AO TRANSPORTADO QUANDO INCORRER EM DOLO OU CULPA GRAVE. . CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL.11.11. julgado em 08. Rel. 39295) Dolo e Termo de Distrato TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível NÚMERO: 70019728856 Inteiro Teor RELATOR: Ergio Roque Menine EMENTA: AÇÃO DE INDENIZAÇÃO.1995 p.A comprovação do dissídio jurisprudencial exige o cotejo analítico entre os julgados tidos como divergentes e a similitude fática entre os casos confrontados. regida pelo Código de Defesa do Consumidor. (REsp 327. julgado em 22. Partes . DISTRATO. DJ 16. DJ 17.1995. configura-se como publicidade enganosa por omissão. .2004 p.É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade enganosa e os que dela se aproveitam.257/SP.Inexiste omissão a ser suprida por meio de embargos de declaração quando o o órgão julgador pronuncia-se sobre toda a questão posta à desate. .12 sobre a existência de tampinhas com defeito na impressão. TERCEIRA TURMA.2004. (SEGUNDA SEÇÃO. .NO TRANSPORTE DESINTERESSADO.É inviável o reexame fático-probatório em sede de Recurso Especial. 272) Dolo e Transporte Gratuito (carona) SÚMULA 145.06.

Julgada improcedente a demanda. por elementos contábeis.13 celebraram termo de distrato. Décima Sexta Câmara Cível. pondo fim na relação jurídica de representação comercial. 333. do CPC.886/65. sem que viesse aos autos nenhuma prova acerca da existência de dolo. por si só. Redimensionados os ônus da sucumbência. certamente. Esta Câmara tem posição assentada no sentido de que a simples condição de pessoa jurídica da postulante não impede. 35 da referida lei. de maior cautela no exame do pedido. Precedentes jurisprudenciais. UNÂNIME. a escassez de recursos a ponto de inviabilizá-lo de demandar em juízo. Tal não ocorre no caso concreto. I. fora das hipóteses de justa causa previstas no art. Contratos de representação comercial possuem regramento próprio ¿ Lei 4. Sentença reformada. coação ou de qualquer outro vício que pudesse levar à anulação do pacto celebrado. por impossibilidade de atender aos custos judiciais. Tribunal de Justiça do RS. Indenizações postuladas na inicial são devidas em razão do encerramento imotivado do contrato. a teor do disposto no art. incumbe-lhe demonstrar. assim. a concessão da AJG. Relator: Ergio Roque Menine. (Apelação Cível Nº 70019728856. AGRAVO RETIDO. sem prejuízo. Termo de distrato foi firmado entre pessoas jurídicas. Julgado em 22/08/2007) TRIBUNAL: Tribunal de Justiça do RS ÓRGÃO JULGADOR: Décima Sexta Câmara Cível PUBLICAÇÃO: Diário da Justiça do dia 28/08/2007 DATA DE JULGAMENTO: 22/08/2007 COMARCA DE ORIGEM: Comarca de Panambi Nº DE FOLHAS: SEÇÃO: CIVEL TIPO DE DECISÃO: Acórdão COAÇÃO Coação e Exercício Regular de Direito . ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA À PESSOA JURÍDICA. fraude. DERAM PROVIMENTO À APELAÇÃO E NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO RETIDO. em que não há prova inequívoca de que a postulante faça jus à benesse perseguida. Ônus que incumbia à autora. Para viabilizar o atendimento de sua pretensão.

para que a empresa Ré restabeleça o serviço de energia elétrica e. Se no momento em que se firma um acordo se reconhece a inadimplência e estabelece-se cláusula de pena pelo não pagamento.Julgamento: 03/05/2005 .DECIMA QUARTA CAMARA CIVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO.TJRJ DES. ADMINISTRADORA DE CARTÃO DE CRÉDITO.Julgamento: 26/04/2005 TERCEIRA CAMARA CIVEL CIVIL E CONSUMIDOR. Proibida de formar estoque de capital e que se obriga a tomar mútuo no mercado financeiro para o . pela jurisprudência.14 2004. WALTER D AGOSTINO . família ou bens (art. Administradora de cartão de crédito reconhecida. Tese inadmissível de ocorrência de coação na renegociação da dívida. 283. 151 do Código Civil) e não se considera coação a ameaça do exercício regular e normal de um direito (art. até o deslinde do feito. Recurso provido. MURILO ANDRADE DE CARVALHO . A coação para viciar a declaração de vontade há de ser tal que incute ao paciente fundado temor à sua pessoa. Recurso contra decisão que reconsiderou a decisão concedendo a tutela antecipada. DESNEGATIVAÇÃO. NATUREZA JURÍDICA. STJ. se abstenha de novas interrupções em razão da mesma dívida.19293 . Ameaça de negativação que se insere no exercício regular do direito. CAPITALIZAÇÃO. 2004. por isso inerte à limitação dos juros remuneratórios prescritos pela lei de usura. ainda. CONFISSÃO DE DÍVIDA. coação não há.34437 . pois apenas se trata de ensejar o exercício legal de um direito. PEDIDO DE REVOGAÇÃO.TJRJ DES. 153 do mesmo diploma legal). JUROS.APELACAO CIVEL . Para a concessão da tutela antecipatória o julgador deve estar seguro da verossimilhança da alegação no momento do iter processual. CONCESSÃO DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. AÇÃO ORDINÁRIA. VÍCIO DE VONTADE. como 'integrante do sistema financeiro nacional'. Sum.002.AGRAVO DE INSTRUMENTO .001.

OBS: Sobre a inscrição do nome em Sistema de Proteção ao Crédito. Coação e Temor Reverencial TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível NÚMERO: 70000678987 Inteiro Teor . após o voto do relator que concedeu a liminar. parágrafo único. incensurável. cuja validade é contestada na ADInMC 2.15 financiamento dos débitos dos filiados. E. improvimento ao recurso que pretendia revertê-la. 5º. Repasse válido para a outra ponta dos encargos do mútuo. quando preexistente legítima inscrição. com periodicidade inferior a um ano. nisso se compreendendo a transferência da capitalização autorizada. com tramitação suspensa em razão de pedido de vista.170-36/2001. a Súmula 385: Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito.316-DF. Unânime. caput. situação que o mundo jurídico repudia. em inegável possibilidade de enriquecimento sem causa jurídica do devedor. a essas entidades. da MP 2. vale anotar a aprovação da súmula 359: Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição. Sentença que caminhou nesse sentido. ressalvado o direito ao cancelamento. não cabe indenização por dano moral. consoante art. mais recentemente. sob pena de desequilíbrio em seu desfavor.

Empréstimo em dinheiro garantido por imóveis. DJ de 3/8/92). Antigo precedente da Corte assentou que existente pacto comissório. COM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA E FINANCIAMENTO. Não demonstrando a prova dos autos conluio entre a instituição financeira e o vendedor. . Não identificado no acórdão o momento em que cessou a coação. Coação. Segunda Câmara Especial Cível. MEDIANTE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA E AVAL DO PRIMEIRO.2 2. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. Negaram provimento. Relator o Ministro Eduardo Ribeiro.681/SP. improcede o pleito de nulidade. não pelo vício da simulação. Tribunal de Justiça do RS. Precedentes da Corte. mas em virtude de aquela avença não ser tolerada pelo direito” (REsp nº 21. suposto beneficiário. e não prescricional. seu empregado. 2 Veremos durante as aulas que este prazo é decadencial. NEGÓCIO ENTABULADO ENTRE PATRÃO E EMPREGADO COM LIBERAÇÃO DE FINANCIAMENTO POR INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. Terceira Turma. e nem a coação deste sobre o adquirente/financiado. 1. não se pode deixar de proclamar a nulidade. (Apelação Cível Nº 70000678987. reputada contínua diante da realidade dos autos. não há como identificar prescrição. Julgado em 29/05/2001) TRIBUNAL: Tribunal de Justiça do RS ÓRGÃO JULGADOR: Segunda Câmara Especial Cível PUBLICAÇÃO: Diário da Justiça do dia DATA DE JULGAMENTO: 29/05/2001 COMARCA DE ORIGEM: SANTO ANGELO Nº DE FOLHAS: 5 SEÇÃO: CIVEL TIPO DE DECISÃO: Acórdão Coação e Prazo de Invalidação Escritura de compra e venda. Relator: Marilene Bonzanini Bernardi. Pacto comissório. “disfarçado por simulação. a tanto não se qualificando o simples temor reverencial da relação de emprego.16 RELATOR: Marilene Bonzanini Bernardi EMENTA: ANULATÓRIA DE ATO JURÍDICO.

CAUSA DEBENDI. relator Campos Mello. julgado em 12. da Comarca de São Paulo.355-7. julgamento em 19/03/2004) .2007 p. nem foi intentada ação de cobrança. Ação anulatória. 2 – Dano moral resultante da apresentação e devolução do cheque. DJ 07. TERCEIRA TURMA. 3 – Recurso da autora provido em parte” (Primeiro Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo. .2007 p. (REsp 784. Emissão em caução.2006. TERCEIRA TURMA.É possível assim. a investigação da causa debendi de tal cheque se o título não circulou. Não é válida obrigação assumida em estado de perigo.º 833. POSSIBILIDADE . DJ 26. julgado em 27. quedar-se-ia à mercê do hospital e compelido a emitir cheque.739/MT. Rel.17 3. Improcedência decretada em primeiro grau. Aplicação dos princípios que regem situação de coação. 318) CHEQUE. cumulada com pedido de indenização por danos morais. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO. O paciente em casos de necessidade. 12ª Câmara.2007. . pois acarretaria desequilíbrio entre as partes.273/GO.Não é razoável em cheque dado como caução para tratamento hospitalar ignorar sua causa.03.Cheque entregue para garantir futuras despesas hospitalares deixa de ser ordem de pagamento à vista para se transformar em título de crédito substancialmente igual a nota promissória.02. Apelação n. Rel.05. no valor arbitrado pelo credor.12. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS. CAUÇÃO. (REsp 796. pois o título não foi protestado. Ausência de reflexos extrapatrimoniais. Não configuração. Recurso especial não conhecido. Inexigibilidade reconhecida. para assegurar internação hospitalar de parente em grave estado de saúde. 586) ESTADO DE PERIGO Cheque-Caução e Hospitais (e situações assemelhadas) CHEQUE. Decisão reformada em parte.

INSTITUIÇÃO HOSPITALAR. Indevida é a cobrança dos custos com a internação porque o nosocômio é entidade filantrópica e tem que promover assistência gratuita à saúde. a exigência. em reunião realizada em 23 de julho de 2003. credenciados. 4º da Lei n. por parte dos prestadores de serviços contratados. afastando-se os efeitos da manifestação de vontade lançada quando da assinatura do termo de compromisso. está caracterizado o estado de perigo. de 12 de junho de 2003. determino a sua publicação. 1º Fica vedada. sobremaneira porque o apelado tem poucas condições financeiras. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. (Apelação Cível Nº 70021429899.961. Nona Câmara Cível.º 44. depósito de qualquer natureza. ENTIDADE FILANTRÓPICA. no uso das atribuições que lhe confere o inciso VII do art. DE 24 DE JULHO DE 2003. Relator: Tasso Caubi Soares Delabary. não tendo sido a família que solicitou a internação em tal estabelecimento.º 9. credenciados. A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar . Art. nos termos do artigo 156 do Código Civil. Tribunal de Justiça do RS. . Julgado em 04/06/2008) OBS: Vale lembrar que a emissão de “cheque-caução” é prática proibida pela Agência Nacional de Saúde. nota promissória ou quaisquer outros títulos de crédito. Dispõe sobre a proibição da exigência de caução por parte dos Prestadores de serviços contratados.ANS. adotou a seguinte Resolução Normativa e eu. Diretor-Presidente. Hipótese em que o apelado foi atropelado por um ônibus e levado ao hospital pelo corpo de bombeiros. considerando as contribuições da Consulta Pública nº 11. em qualquer situação. AÇÃO DE COBRANÇA. em antiga resolução: RESOLUÇÃO NORMATIVA . no ato ou anteriormente à prestação do serviço. cooperados ou referenciados das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde e Seguradoras Especializadas em Saúde. Afora isso. de caução.18 EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. de 28 de janeiro de 2000. devendo ser incluído os gastos entre os atendimentos gratuitos que propicia aos indigentes e necessitados (condição da filantropia). UNÂNIME.RN N. cooperados ou referenciados das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde. NEGADO PROVIMENTO AO APELO.

POR AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. Relator: Otávio Augusto de Freitas Barcellos. Art.legislacao&id_legislacao =8A9588D42670BEE0012670C292243394&lumItemId=8A9588D42670BEE0012670C292243395 TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível NÚMERO: 70024412397 Inteiro Teor RELATOR: Otávio Augusto de Freitas Barcellos EMENTA: AÇÃO DE COBRANÇA. VERBA HONORÁRIA. Tribunal de Justiça do RS.19 Art.corporativo. SEGURO SAÚDE ANTERIOR À LEI 9.ans. 156 do Código Civil.656/98. Indevida a dívida cobrada. .gov.br. Julgado em 08/10/2008) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. (Apelação Cível Nº 70024412397. REJEITARAM A PRELIMINAR E DERAM PROVIMENTO. Fonte: http://www. instrução e encaminhamento das denúncias sobre a prática de que trata o artigo anterior. 2º Fica instituída Comissão Especial Permanente para fins de recepção. PRESTAÇÃO SERVIÇO HOSPITALAR. www. EM PARTE. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA.jsp?lumPageId=8A9588D4257EE41901257F3589BA1708&lumS=ans. 3º A ANS informará à operadora do usuário reclamante quanto às denúncias relativas a prestador de sua rede. AO APELO. previsto pelo art. Art. § 2º Os processos encaminhados ao Ministério Público Federal serão disponibilizados para orientação dos consumidores no site da ANS. bem como a todas as demais operadoras que se utilizem do referido prestador. § 1º As denúncias instruídas pela Comissão Especial Permanente serão remetidas ao Ministério Público Federal para apuração. sem prejuízo das demais providências previstas nesta Resolução.ans. 4º Esta Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. Verificada a excessividade alegada.br/main.service. UNÂNIME. resta minorada a fixação dos honorários. Décima Quinta Câmara Cível. Na espécie.gov. configurado vício de consentimento consistente na assinatura do contrato em estado de perigo. para as providências necessárias.

DANO MORAL CONFIGURADO. ESTADO DE PERIGO.É considerada abusiva.O segurado e seus familiares que são levados a assinar aditivo contratual durante procedimento cirúrgico para que possam gozar de cobertura securitária ampliada precisam demonstrar a ocorrência de onerosidade excessiva para que possam anular o negócio jurídico.Impõe-se condições negociais excessivamente onerosas quando o aderente é levado a pagar maior valor por cobertura securitária da qual já gozava. CONFIGURAÇÃO. ou se sua apólice anterior já o assegurava contra o risco e a assinatura de novo contrato era desnecessária. se o prêmio é demasiado face às suas possibilidade econômicas. (ii) o dolo de aproveitamento da outra parte (“grave dano conhecido pela outra parte”). . mesmo para contratos celebrados anteriormente à Lei 9. como o seguro. para indenizar o valor de próteses necessárias ao restabelecimento da saúde.É abusiva a cláusula contratual que exclui de cobertura a colocação de “stent”. um verdadeiro vício do consentimento. revelando-se desnecessária a assinatura de aditivo contratual. . SEGURADO E FAMILIARES QUE SÃO LEVADOS A ASSINAR ADITIVO CONTRATUAL DURANTE O ATO CIRÚRGICO. .20 SUBMISSÃO DO SEGURADO À CIRURGIA QUE SE DESDOBROU EM EVENTOS ALEGADAMENTE NÃO COBERTOS PELA APÓLICE. e (iii) assunção de “obrigação excessivamente onerosa”. Assim. . . não é legítimo exigir que o segurado se submeta a ele. . que tem como pressupostos: (i) a “necessidade de salvar-se.O direito subjetivo assegurado em contrato não pode ser exercido de forma a subtrair do negócio sua finalidade precípua.O estado de perigo é tratado pelo Código Civil de 2002 como defeito do negócio jurídico. e até mesmo para negócios jurídicos unilaterais. quando este é necessário ao bom êxito do procedimento cirúrgico coberto pelo plano de saúde. se determinado procedimento cirúrgico está incluído na cobertura securitária. a recusa em conferir cobertura securitária. ou a pessoa de sua família”. . Precedentes. mas não instale as próteses necessárias para a plena recuperação de sua saúde. É EXCESSIVAMENTE ONEROSA O NEGÓCIO QUE EXIGE DO ADERENTE MAIOR VALOR POR AQUILO QUE JÁ LHE É DEVIDO DE DIREITO. .A onerosidade configura-se se o segurado foi levado a pagar valor excessivamente superior ao preço de mercado para apólice equivalente.Deve-se aceitar a aplicação do estado de perigo para contratos aleatórios. . COM VALORES MAIORES.656/98. NECESSIDADE DE ADAPTAÇÃO A NOVA COBERTURA.

03. AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE.04. DÓLAR. já se encontra em condição de dor. §4º. 918 DO CC/1916. OBRIGAÇÃO DE RESULTADO.392/RN. SÚMULAS 282 e 356/STF. POSSIBILIDADE. EFEITOS INFRINGENTES. POR INADIMPLEMENTO. SUBSISTÊNCIA DA SEGUNDA AVENÇA. FUNDAMENTOS DIVERSOS. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DA MATÉRIA À LUZ DOS ARTIGOS APONTADOS COMO VIOLADOS. CLÁUSULA DE EXCLUSIVIDADE. SÚMULA 7/STJ. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI. TERCEIRA TURMA. RESPONSABILIDADE.21 . a jurisprudência desta Corte vem reconhecendo o direito ao ressarcimento dos danos morais advindos da injusta recusa de cobertura de seguro saúde. LESÃO.Conquanto geralmente nos contratos o mero inadimplemento não seja causa para ocorrência de danos morais. SÚMULA 284/STF. . AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. VALOR DA CAUSA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REEXAME DE PROVAS. (REsp 918. TERCEIRO QUE NÃO ANUIU. Rel. CORREÇÃO DE PREMISSA EQUIVOCADA. julgado em 11. CONTEÚDO NORMATIVO DO ART. INDENIZAÇÃO.2008) LESÃO Lesão e Prequestionamento RECURSO ESPECIAL. VALIDADE. POSSIBILIDADE. DIREITO DE ARENA. uma vez que.2008. SÚMULA 211/STJ. pois tal fato agrava a situação de aflição psicológica e de angústia no espírito do segurado. 20. PERDAS E DANOS. Ministra NANCY ANDRIGHI. FIXAÇÃO COM BASE NO ART. CLÁUSULA PENAL. CONVERSÃO PARA REAIS DE ACORDO COM O CÂMBIO DA DATA DA SENTENÇA. DECISÃO EXTRA PETITA. SÚMULA 284/STF. BASE DE CÁLCULO. DIANTE DA RESOLUÇÃO DO PRIMEIRO CONTRATO. DOIS PACTOS. NÃO OCORRÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DJe 01. INADIMPLEMENTO. POSSIBILIDADE. CONTRATOS. ao pedir a autorização da seguradora. DO CPC. de abalo psicológico e com a saúde debilitada. REDUÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Recurso Especial provido. PROMESSA DE FATO DE TERCEIRO. INADIMPLEMENTO TOTAL DO CONTRATO.

representada pela notificação endereçada à TVA. a teor do que dispunha o art. com base no art. Descumprida a obrigação de obter a anuência do terceiro ao contrato.059 do CC/1916). não estando vinculado ao contrato. "aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos. reproduzido pelo caput do art. 6. quando o valor da multa exceder o valor da obrigação principal.22 AUSÊNCIA DE INSIGNIFICÂNCIA OU EXAGERO A JUSTIFICAR A ATUAÇÃO DESTA CORTE. responde o promitente inadimplente por perdas e danos. por força da Súmula 7/STJ. pelo fato de os dispositivos serem desprovidos de conteúdo normativo capaz de amparar a discussão acerca da questão jurídica mencionada. 462 do CPC e 1. enseja a resolução (extinção) do contrato e a responsabilização por perdas e danos. 2.672/93. Válido o contrato celebrado entre duas pessoas capazes e aptas a criar direitos e obrigações. O inadimplemento dessa obrigação. inviável a redução da cláusula penal. 929 do Código Civil de 1916. 7. o terceiro é totalmente estranho à relação jurídica. 3. comunicando que não conseguira a anuência dos clubes. circunstâncias inexistentes no caso concreto. não sendo a CBF titular do direito de transmissão dos jogos. segundo o art. senão após o cumprimento da obrigação. somente pode ser concedida nas hipóteses de cumprimento parcial da prestação ou. cumpria a ela obter dos clubes de futebol. Segundo a jurisprudência do STJ. . à luz da prova dos autos. sob a ótica dos artigos de lei apontados como violados (art. 1. Na promessa de fato de terceiro. 8. ainda. 24 da Lei 8. Tendo a Corte de origem concluído no sentido do descumprimento total do contrato. As considerações expendidas nas razões do especial acerca do instituto da lesão não podem ser apreciadas por esta Corte Superior. que incumbia ao promitente. reservado exclusivamente às entidades de prática desportiva. 5. que ajustam um negócio jurídico tendo por objeto a prestação de um fato por terceiro. In casu. a redução da multa contratual. 4. quando este o não executar". a anuência ao contrato. Inviável a análise da possibilidade de conversão da cláusula penal para reais. sob duplo fundamento: ausência de prequestionamento (enunciados sumulares n. em razão da alteração imprevisível da política monetária nacional. 439 do Código Civil em vigor. o que atrai o óbice da Súmula 284/STF. 924 do Código Civil de 1916.ºs 282 e 356/STF) e ausência de indicação do dispositivo legal que teria sido violado (Súmula 284/STF). de acordo com o câmbio da data da sentença de primeiro grau.

RECURSOS ESPECIAIS DESPROVIDOS. 13. em hipóteses excepcionais. TERCEIRA TURMA.008/RJ. do CPC. a despeito da oposição de embargos de declaração. a justificar a atuação do STJ. 11.QUARTA TURMA Data do Julgamento 16/09/2004 Data da Publicação/Fonte . No arbitramento de honorários advocatícios. 10. 20. quantia que não pode ser considerada irrisória ou exorbitante. DJe 16/11/2010) A Lesão na Legislação Anterior Processo RESP 434687 / RJ . (REsp 249. aplicar o direito com fundamentos diversos daqueles apresentados pelo autor. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial. 12. Manutenção do valor de 20% sobre o valor da causa. §4º. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS). Não há falar em julgamento extra petita quando o julgador.23 9. para corrigir premissa equivocada relevante para o deslinde da controvérsia. cabível a utilização do valor da causa como base de cálculo. Rel. A jurisprudência desta Corte admite a possibilidade de atribuição de efeitos infringentes aos embargos declaratórios. impede o conhecimento do recurso especial (Súmula 211 do STJ). julgado em 24/08/2010. RECURSO ESPECIAL 2002/0004734-6 Relator(a) Ministro FERNANDO GONÇALVES (1107) Órgão Julgador T4 . adstrito às circunstâncias fáticas trazidas aos autos e ao pedido deduzido na inicial. com base no art.

2004 p. da Constituição Federal. COMPRA E VENDA.Desequilíbrio entre as partes .30. A legislação esporádica e extravagante. ainda.10. 1. deu abrigo ao instituto da lesão.014-4 . portanto.U. a afirmativa daquela instância no sentido da desproporção entre o preço avençado e o vero valor do imóvel. (Apelação Cível n. bastando.3ª Câmara de Direito Privado . mas também o rompimento do contrato por via de nulidade pela ilicitude do objeto.Recurso parcialmente provido. 2.01 . Decidindo o Tribunal de origem dentro desta perspectiva.Imposição. de cláusula abusiva de reajustamento . DESPROPORÇÃO ENTRE O PREÇO E O VALOR DO BEM. a adoção de posicionamento diverso pelo Superior Tribunal de Justiça encontra obstáculo na súmula 7. diversamente do Código Civil de 1916.V. Recurso especial não conhecido. Faltando prova da adequação razoável do preço imposto.24 DJ 11. ILICITUDE DO OBJETO.Necessária a redução do valor do preço de extirpação da cláusula abusiva para devolver o equilíbrio aos contratantes . com a declaração de nulidade do negócio jurídico por ilicitude de seu objeto. XXXV. em face do contexto probatório extraído do laudo pericial. competente segundo o artigo 5º. 115.Desproporcionalidade ao intuito de lucro .Negócio efetuado por preço exorbitante .01. o contrato passa a ser lesivo e ofende a ordem social.00330 Ementa CIVIL. a intervir na relação contratual para adequá-la a sua concepção social. de modo a permitir não só a recuperação do pagamento a maior. autorizando o Estado-juiz. LESÃO.São Paulo .Relator: Ênio Zuliani . A Lesão e o Compromisso de Compra e Venda TJ/SP: COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA .) A Lesão no Código de Defesa do Consumidor . integrantes de classe pobre ou fabril .Configurada lesão aos compradores.

0000. Causa de nulidade do negócio jurídico. Não se resguardam os efeitos da simulação inocente. em razão de fatos supervenientes. suas características: 1. As instituições bancárias são regidas pela disciplina do Código de Defesa do Consumidor.078/90. a simulação é causa de nulidade absoluta do negócio jurídico. 2. São.º 8.306710-5/000(1) CARREIRA MACHADO 07/08/2003 19/09/2003 SIMULAÇÃO Observe-se que. assim. pois.25 TJ/MG: Número do processo: Relator: Data do acordão: Data da publicação: Ementa: As normas traçadas pela Lei n. O impacto principal do Código de Defesa do Consumidor sobre a força obrigatória do contrato operou-se pela adoção expressa da possibilidade de revisão das cláusulas contratuais que "estabeleçam prestações desproporcionais"" (teoria da LESÃO). 8.00. O esquema de forte e ostensiva tutela do consumidor tem. aplicação a todos os CONTRATOS firmados após a vigência da Lei n. se válido for na substância e na forma. 3. já que a lei não a distingue. se tornarem ""excessivamente onerosas"" (teoria da imprevisão). Em caso de simulação relativa. 1. não podem ser alteradas ou restringidas pela convenção das partes.078/90 são declaradamente de ordem pública e. São nulas de pleno direito. sendo possível a revisão dos CONTRATOS sob sua ótica. entre outras. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que estejam em desacordo com o sistema de proteção do consumidor. segundo o princípio consagrado de que as obrigações e CONTRATOS sujeitam-se à lei do tempo de sua formação. sem dúvida. à luz do novo Código Civil. assim como das que. resguardam-se os efeitos do ato dissimulado. .

1. 2. decreta a nulidade da execução. . resguardados os direitos do terceiro de boa fé. AUSÊNCIA DE CONSENTIMENTO DOS DEMAIS DESCENDENTES. quando detectar tal situação. Recurso especial não conhecido. em prejuízo de outros credores. é anulável a venda de ascendente a descendente. por concluir ter havido simulação envolvendo credor. RECURSO NÃO CONHECIDO. ESTANDO A MÃE DESTE VIVA. A anulabilidade da venda independe de prova de simulação ou fraude contra os demais descendentes. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. com fundamento no art. 4. JULGADO EM 07/10/2004) Simulação e Venda a Descendente RECURSO ESPECIAL. Admite-se a alegação da simulação em juízo. VENDA DE AVÔ A NETO. Jurisprudência.132 DO CC/1916. 1. Confirmação da sentença por seus próprios fundamentos. seja por denúncia de terceiro interessado. VENDA A DESCENDENTE. seja por iniciativa própria. 129 do CPC. DÉCIMA CÂMARA CÍVEL. porquanto se trata de causa de nulidade absoluta. É dever do Juiz adotar providências obstativas. por seus pais. COLUSÃO. DESNECESSIDADE DE PROVA DE EXISTÊNCIA DE SIMULAÇÃO OU FRAUDE. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70008701146. RELATOR: LUIZ LÚCIO MERG. Inexistindo consentimento dos descendentes herdeiros do alienante. Simulação das Partes e Dever do Juiz EMENTA: EXECUÇÃO. CIVIL. mesmo pelos próprios simuladores. ART. In casu. ATO ANULÁVEL. 496 DO ATUAL CC. independentemente do grau de parentesco existente entre vendedor e comprador. devedor e arrematante. os filhos do alienante estão vivos e não consentiram com a venda do imóvel. Sentença que. ART.26 4. a seu sobrinho e respectiva esposa. 3. Apelos improvidos. NULIDADE.

encobre.asp?id=4221>.. pois. Breves considerações e novos rumos da oponibilidade do contrato dissimulado em juízo. recria.09. ano 7. 11 set.uol. Teresina. é o gado vacum.com. (Pontes de Miranda (2)). 70. outrossim.)o parceiro-proprietário fornece os animais.: QUESTÃO ESPECIAL DE CONCURSO! Outro exemplo atual de contrato simulado é o denominado “vaca-papel”. o parceiro-tratador entra com o trabalho e com as despesas de custeio e tratamento. sob o pretexto de traduzir um contrato agrário. de vencilho sinalagmático sustentado por um negócio jurídico parciário. 2003. tratava-se de contrato 3 PISSURNO. Trata-se. um mútuo feneratício. Jus Navigandi. 267) OBS.2006 p. 2) a criação pelo parceiro-criador e a 3) divisão dos lucros havidos entre policitante e oblato (5). de ter-se a parceria pecuária como o contrato agrário que tem por objeto a cessão de animais para cria.27 (REsp 725. Disponível em: <http://jus2. MARCO PISSURNO3: “Sob o prisma conceitual. Nesse sentido. à: 1) entrega do gado pelo parceiroproprietário. A parceria pecuária. 2007. a patologia da "vaca-papel" e o novo Código Civil.. julgado em 21. Rel. em verdade. mediante partilha proporcional dos riscos e dos frutos ou lucros havidos (Maria Helena Diniz (1) ). que.032/RS.br/doutrina/texto. Acesso em: 12 mar. que de modo mais freqüente propicia sua realização. certamente o contrato de parceria pecuária ainda vige para os fins colimados pelo Código de 1916.11." (4) Seus pressupostos de validade resumir-se-iam. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA. o ilustre Prof. Como identifica Washington de Barros Monteiro (3) "pode ser objeto desse contrato o gado grosso e miúdo. que continuam de sua propriedade. se outra coisa não se estipular. invernagem e engorda. mas. sendo comuníssimas tais avenças nas zonas pecuárias do país (. Nada obstante ressente de disciplina específica no novo CCB. restando atualmente baseado no terreno dos contratos inominados (6). n. Marco Antônio Ribas. .2006. em verdade. Ainda pela força da preceituação antiga. sobretudo. QUARTA TURMA. DJ 13.

ACERTO. quando se verifica a apresentação de embargos declaratórios inoportunos. Na jurisprudência do STJ: CIVIL E PROCESSUAL. RECURSO ESPECIAL. MULTA APLICADA EM 2º GRAU. SÚMULAS N. EMBARGOS DECLARATÓRIOS QUE SUSCITAM MATÉRIA PRECLUSA. ainda que sem regramento próprio. na dicção do Tribunal a quo. um mútuo com cláusulas usurárias. MATÉRIA DE FATO E CONTRATO. NOVO CÓDIGO CIVIL. apenas que trazendo conclusões adversas ao interesse da parte insatisfeita. Prazo para o aviamento do recurso especial interrompido pela oposição de embargos declaratórios. o gado só existe no contrato . parágrafo único. por vezes regulado indevidamente no porte das rendas previstas em contrato escrito. POSSIBILIDADE DE ANULAÇÃO PELA PARTE CONTRATANTE. do CPC. segue atualmente oponível. PREQUESTIONAMENTO DEFICIENTE. Correta a imposição de multa baseada no art. SIMULAÇÃO. TEMPESTIVIDADE. III. ACÓRDÃO ESTADUAL. JUROS MORATÓRIOS. INCIDÊNCIA. independentemente do valor envolvido (7) e. representa. REDUÇÃO. MULTA.28 consensual. II. por testemunhas. 538. alheio à forma especial. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. quando lhes seja feito uso para encobrir-se a ocorrência real de mútuo feneratício. em certos casos unidos por simulação relativa em torno de empréstimo haurido à juros e acréscimos vedados por lei” (9). conquanto as partes respeitem a malha permissiva preceituada pelo art. a "vaca-papel" exterioriza-se na denominação corriqueira conferida à tais contratos. como tal. Nestes termos. na verdade. I. REEXAME. (8) 2 – A "Vaca-Papel" Como Patologia Do Negócio Jurídico De ocorrência comum nas parcerias pecuárias.o parceiro-proprietário e o parceiro-criador revelam-se reais mutuante e mutuário. ainda que não conhecidos estes por debaterem matéria considerada preclusa. IMPOSSIBILIDADE. Possível a um dos contratantes buscar a anulação de contrato de parceria pecuária que. Não padece de nulidade o acórdão estadual que enfrenta suficientemente as questões essenciais ao deslinde da controvérsia. podendo ser provado. IV. 282 E 356-STF E 5 E 7-STJ. 104 do NCCB. "VACA-PAPEL". comumente denominado . CONTRATO DE PARCERIA PECUÁRIA.

Cerceamento de defesa não configurado. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CARACTERIZADO. II. (REsp 791. Os juros moratórios. ALEGAÇÃO DE CONTRATO SIMULADO "VACA-PAPEL". "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial" (Súmula n. julgado em CIVIL E PROCESSUAL. 104.581/MS. 7-STJ). VI. Ministro 15/04/2010. IMPOSSIBILIDADE. Cerceamento de defesa. SÚMULAS N. V.29 "vaca-papel". na forma do seu art. 7-STJ. Recurso especial conhecido em parte e parcialmente provido. DJe 03/11/2008) ALDIR PASSARINHO JUNIOR. QUARTA TURMA. REEXAME. Rel. VII. quando o Tribunal a quo admite a possibilidade de impugnação pelo participante do ato dito simulado (contrato de "Vaca-Papel"). A ausência de prequestionamento impede a apreciação do especial em toda a extensão pretendida pela parte recorrente. 282 E 356-STF. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. a partir de então. I. V. PROVA. 104 do Código Civil anterior. DJe 10/05/2010) ALDIR PASSARINHO JUNIOR. ante os óbices das Súmulas n. ART.766/MS. CPC. . examinando o mérito da questão. porém. (REsp 595. Inibição de prova da simulação. III. 406. interpretação que não tem como ser revista em sede especial. são devidos no percentual de 0. à falta de pactuação válida. CONTRATO DE PARCERIA RURAL. Recurso especial não conhecido. Inocorre a alegada infringência ao art. tidos como suficientes ao deslinde da controvérsia. QUARTA TURMA. Rel. AÇÃO DE RESCISÃO CUMULADA COM PERDAS E DANOS. VÍCIO REJEITADO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. I. não reconhece a ocorrência de tal vício ante a prova coligida no curso da instrução. julgado em Contrato denominado "vaca-papel". ART. IV. A insuficiência do prequestionamento impede a admissibilidade do recurso especial em toda a sua extensão. CC. PREQUESTIONAMENTO INSUFICIENTE. porquanto fundamentado o acórdão estadual em diversos elementos constantes dos autos. 330. 5 e 7 do STJ.5% ao mês até a vigência do atual Código Civil e. Ministro 02/10/2008.

TERCEIRA TURMA. DJ 15.03. configurando-se o cerceamento de defesa quando a improcedência da alegação está calcada na prova testemunhal.). 185) Civil. 162. em detrimento dos demais – art. Pedido de um dos contratantes. Rel. "Vaca-papel". julgado em 10.2006. Contrato simulado de parceria pecuária. TERCEIRA TURMA. outorga de garantia de dívida dada a um dos credores.2004. impõe-se a realização de ampla dilação probatória.12. v. 159):  quando a insolvência for notória.02. 158. Rel. Anulação do negócio jurídico.2007 p. que encobre mútuo com juros usurários. requeira. com base na existência de simulação. Recurso Especial parcialmente provido. alegada a simulação. em detrimento dos demais – art. a única que foi deferida. Recurso Especial. a anulação judicial do contrato simulado de parceria pecuária. em face do outro. d) antecipação de pagamento feita a um dos credores quirografários. e) 163.g. caput (o devedor insolvente perdoa dívida de terceiro. julgado em 14.g.903/SP. . Possibilidade. Mútuo com cobrança de juros usurários.04. são os seguintes: a) b) negócios de transmissão gratuita de bens – art. Em contratos da espécie.  quando houver motivo para ser conhecida do outro contratante. Recurso especial conhecido e provido. c) contratos onerosos do devedor insolvente. remissão de dívidas – art.É possível que um dos contratantes. . Ministra NANCY ANDRIGHI. DJ 16.206/MS.). 2. 158. à luz do novo Código Civil. 265) FRAUDE CONTRA CREDORES Os fundamentos da ação pauliana. (REsp 441.30 1. (REsp 760. caput (doação. v. em duas hipóteses (art. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO.2004 p.

AÇÃO DECLARATÓRIA DE DIREITO CUMULADA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO PATRIMONIAL E MORAL PROPOSTA PELO EX-EMPREGADOR CONTRA A EX-EMPREGADA. Sócios alcançados pelos efeitos da falência. declarar a competência do juízo suscitante para o julgamento da ação declaratória de direito cumulada com pedido indenizatório patrimonial e moral.Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ação declaratória de direito cumulada com pedido de indenização patrimonial e moral. . COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA O JULGAMENTO DA PRIMEIRA AÇÃO E DA JUSTIÇA COMUM PARA O JULGAMENTO DAS DUAS ÚLTIMAS. III .2008. II . Desconsideração da personalidade jurídica de sociedade empresária. Fraude contra Credores: Justiça Comum x Justiça Trabalhista CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. Rel.528/SP. afastando-se a conexão declarada pelo Juízo suscitado. ainda que o ato impugnado tenha o objetivo de frustrar a futura execução de uma dívida trabalhista.2008) Fraude contra Credores e Desconsideração da Pessoa Jurídica Processo civil. Recurso ordinário em mandado de segurança. Conflito de Competência conhecido para. JUSTIÇA COMUM E JUSTIÇA DO TRABALHO. INEXISTÊNCIA.Não há conexão entre a ação declaratória de direito cumulada com pedido de indenização patrimonial e moral e as ações pauliana e cautelar de seqüestro propostas pela ex-empregadora contra a ex-empregada. julgado em 14. I . Ministro SIDNEI BENETI.Compete à Justiça comum processar e julgar ação na qual se pugna pela anulação de ato praticado em fraude contra credores. por se tratar de ação de natureza civil. (CC 74. AÇÃO PAULIANA E AÇÃO CAUTELAR DE SEQÜESTRO.31 Vejamos agora alguns julgados de interesse para o seu estudo. Legitimidade recursal. SEGUNDA SEÇÃO. DJe 04. CONEXÃO ENTRE A PRIMEIRA AÇÃO E AS DUAS ÚLTIMAS.08.05. e a competência do juízo suscitado para o julgamento da ação pauliana e da ação cautelar de seqüestro. pela ausência de identidade de pedido ou causa de pedir. fundada nos atos ilícitos supostamente cometidos por esta última no exercício de suas funções. proposta pelo ex-empregador contra a ex-empregada.

levantar o véu da personalidade jurídica para que o ato de expropriação atinja os bens particulares de seus sócios. Ministra 02. 359) NANCY ANDRIGHI. TERCEIRA TURMA. Ex-mulher.O sócio alcançado pela desconsideração da personalidade jurídica da sociedade empresária torna-se parte no processo e assim está legitimado a interpor. . QUARTA TURMA. DJ 06.2003. 297) Fraude contra Credores e Bem de Família PROCESSO CIVIL. visando a defesa de seus direitos. julgado em 19. (RMS 16274/SP.04. NÃO APLICAÇÃO DA LEI N.2002. perante o Juízo de origem. não podem ser atingidos na execução de sentença de procedência dessa ação. . (RESP 387952/SP.2002 p. DJ Fraude contra Credores e Partilha de Bens EMBARGOS DE TERCEIRO. PENHORA. incidentemente no próprio processo de execução (singular ou coletiva).009/90. 8. Processo em que não se cogitou de fraude de execução ou fraude de credores. Verificados os pressupostos de sua incidência. FRAUDE CONTRA CREDORES. Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR.08.A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica dispensa a propositura de ação autônoma para tal.08. Recurso conhecido e provido. FRUTO DE AÇÃO PAULIANA. Rel. BEM DE FAMÍLIA. Rel. ainda que a dívida tenha origem em negócios celebrados antes da separação. julgado em 04.05.2004 p. Os bens que foram partilhados com a mulher antes da propositura de ação de cobrança contra o ex-marido. Sentença proferida contra o marido.32 . Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento. os recursos tidos por cabíveis. de forma a impedir a concretização de fraude à lei ou contra terceiros. poderá o Juiz.

04. Ministra NANCY ANDRIGHI. (REsp 841.10. Embargos de terceiro à execução.208-SP (DJ 2. DOAÇÃO DE IMÓVEL POR AVALISTAS A SEUS FILHOS. .12.361/PA. (RESP 170140/SP.1999 p.2007 p.Não é possível a apuração e o reconhecimento de fraude contra credores no âmbito dos embargos de terceiro à execução.33 De acordo com a orientação jurisprudencial que se firmou na Quarta Turma.1997 p.2. ambos da relatoria do eminente Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira. Recurso especial não conhecido.04. notadamente porquanto existente ação própria para tanto. Rel. Fraude contra credores.1999. julgado em 03. julgado em 07. Súmula 195/STJ. AÇÃO PAULIANA OU REVOCATÓRIA.1997.495-MG (DJ de 18. Embargos de declaração. EMBARGOS DE TERCEIRO. 211) Fraude contra Credores e Embargos de Terceiro SÚMULA 195. Recurso especial.98) e 119. Precedentes: Resps 123. 50798) Direito civil e processual civil. Ministro CESAR ASFOR ROCHA.98). Rel.04.10. Recurso especial provido. TERCEIRA TURMA. FRAUDE CONTRA CREDORES.009/90. Dissídio. 8.05. DJ 17. IMPOSSIBILIDADE DE DECRETAÇÃO NO ÂMBITO DOS EMBARGOS. julgado em 01. . STJ: EM EMBARGOS DE TERCEIRO NÃO SE ANULA ATO JURIDICO. não tem aplicação a impenhorabilidade preconizada pela Lei n. DJ 09. sob pena de prestigiar-se a má-fé do devedor. se o bem penhorado retorna ao patrimônio do devedor em virtude da procedência de ação pauliana. DJ 23. QUARTA TURMA. POR FRAUDE CONTRA CREDORES.2007. (CORTE ESPECIAL. 267) CIVIL E PROCESSUAL.

2007 p. na forma dos arts. a sentença. (REsp 471. DESCONSTITUIÇÃO DE PENHORA SOBRE MEAÇÃO DO CÔNJUGE NÃO CITADO NA AÇÃO PAULIANA. FRAUDE CONTRA CREDORES. Não tendo havido a citação da mulher na ação pauliana.2007. 2.12. 174) Natureza Jurídica da Ação Pauliana PROCESSUAL CIVIL. 472). a ineficácia do negócio jurídico reconhecido nessa ação produziu efeitos apenas em relação ao marido. Inviável o reconhecimento da fraude contra credores no bojo de embargos de terceiro. EXECUÇÃO. a pretensão da mulher. restabelecendo sobre eles. e que não poderiam alimentar expectativa legítima de se satisfazerem à custa do bem alienado ou onerado. EMBARGOS DE TERCEIRO. "não beneficiando. nem prejudicando terceiros" (CPC. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR. só produz efeito em relação a quem foi parte. em relação a determinados credores. CC/16. de preservar a sua meação. . Recurso especial conhecido e provido. QUARTA TURMA. que. mas sim à de retirada parcial de sua eficácia. mas a responsabilidade por suas dívidas. 1046. I. não a propriedade do alienante. único). só pode ser intentada pelos credores que já o eram ao tempo em que se deu a fraude (art. O conhecimento de recurso especial fundado na alínea c do permissivo constitucional exige a demonstração analítica da divergência. a sentença de ineficácia. para produzir efeitos contra a mulher.34 NECESSIDADE. julgado em 27. I). No caso dos autos. 541 do CPC e 255 do RISTJ. ALÍNEA C. NATUREZA DA SENTENÇA DA AÇÃO PAULIANA. 1. Afinal. permitindo-lhes excutir os bens que foram maliciosamente alienados. 4. DJ 17. 5. 3. § 2º. § 3º. segundo o próprio Código Civil. em regra. SÚMULA N. art. § 1º. sendo necessária a sua investigação e decretação na via própria da ação pauliana ou revocatória. 106.11. livrando-a da penhora. par.223/RS. sendo legítima. na forma do art. 158. não conduz a uma sentença anulatória do negócio. teria por pressuposto a citação dela (CPC. sendo o imóvel objeto da alienação tida por fraudulenta de propriedade do casal. RECURSO ESPECIAL. Rel. Portanto. que não foi parte. 10. art. A fraude contra credores não gera a anulabilidade do negócio — já que o retorno. do CPC. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO DISSÍDIO. 195-STJ. II. art. puro e simples. ao status quo ante poderia inclusive beneficiar credores supervenientes à alienação. a ação pauliana. que não foram vítimas de fraude alguma.

frustrando a execução e impedindo a satisfação do credor mediante a expropriação de bens. oferecendo à penhora caixas plásticas de vasilhame padrão Skol e garrafas de vidro do mesmo padrão. Teori Albino Zavascki. DJ de 06/06/2005) 4. 3.em seu patrimônio . 1. FRAUDE À EXECUÇÃO CONFIGURADA. Min. e que não se confunde com a fraude contra credores prevista na legislação civil. 2. regulado no art. 593 do CPC.2006. foi expedido o ulterior mandado de Registro de Penhora. João Otávio de Noronha. ALIENAÇÃO JUDICIAL DE BEM NA PENDÊNCIA DE EXECUÇÃO FISCAL. Rel. na redação anterior à conferida pela LC 118/2005. Aquele que não adquire do penhorado não fica sujeito à fraude in re ipsa. . sob o fundamento de que o imóvel não mais pertencia à empresa executada. o que foi deferido pelo Juízo.35 5.40). julgado em 15. Recurso especial provido. sem a reserva .08.Resp 241. A caracterização da fraude à execução prevista no art. Recurso Especial desprovido. DJ 31.095. (Resp 741. (REsp 506. Min. o fato de a constrição do bem imóvel não ter sido registrada no competente Registro de Imóveis. 185 do CTN.312/MS. PRIMEIRA TURMA. Nesse sentido. 198) Fraude contra Credores x Fraude à Execução PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO.08. muito embora não produza efeitos infirmadores da regra prior in tempore prior in jure. exsurgiu com o escopo de conferir à mesma efeitos erga omnes para o fim de caracterizar a fraude à execução. Lavrado o Auto de Penhora e Depósito do Imóvel (fl. 6.041. a empresa foi regularmente citada. o qual foi negado pelo Cartório. A fraude à execução consiste na alienação de bens pelo devedor.de bens suficientes a garantir o débito objeto de cobrança.2006 p. Rel. senão pelo conhecimento erga omnes produzido pelo registro da penhora. Rel. posto que a novel exigência do registro da penhora. beneficiaria apenas o terceiro adquirente de boa-fé. DJ de 30/05/2005. 5. reclama que a alienação do bem ocorra após a citação do devedor. O escopo da interdição à fraude à execução é preservar o resultado do processo. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI. interditando na pendência do mesmo que o devedor aliene bens. na pendência de um processo capaz de reduzi-lo à insolvência. Consoante consta dos autos. In casu. O Fisco discordou da nomeação e requereu que a constrição recaísse sobre o imóvel matriculado no Ofício de Registro de Imóveis de Caxias do Sul. Trata-se de instituto de direito processual.

185 do CTN. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA.12. Rel. Recurso especial improvido. FRAUDE CONTRA CREDORES.2006. A teor do art. ANULAÇÃO. 2. Ministro 24. averiguar questão atinente ao prazo prescricional para a propositura de ação pauliana se. na redação anterior à Lei Complementar n.36 (REsp 684.10. FRAUDE À EXECUÇÃO. 185 do CTN delineia o instituto da fraude à execução no âmbito do direito tributário. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. por conseguinte. 279) JOÃO OTÁVIO DE NORONHA. a seguinte súmula do STJ: Súmula 375. não há fraude à execução quando a alienação do bem ocorre antes da citação válida do executado alienante. oportunidade em que esse ato passa a ter efeito erga omnes e. 2. pois. sobre a fraude à execução. Ministro LUIZ FUX. O termo inicial do prazo decadencial de 4 (quatro) anos para a propositura de ação pauliana cujo fim é a anulação de contrato de compromisso de compra e venda é a data do registro dessa avença no cartório imobiliário. Inteligência da Súmula n. validade contra terceiros. NÃO-COMPROVAÇÃO. julgado em Anote-se. faz-se necessário o reexame das provas e dos fatos que compõem o litígio. Fraude contra Credores e Promessa de Compra e Venda DIREITO CIVIL. O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente.2005 p. para tanto. DJ 24. das circunstâncias relativas à ocorrência de registro de contrato de compromisso de compra e venda e de sua respectiva validade. DJ 04. (REsp 562.10. 118/2005. na via do recurso especial. 185 DO CTN. Rel.925/RS. não se prestando. O art. para regular hipóteses em que eventualmente ocorra fraude contra credores. 7/STJ. PROCESSO CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. . SÚMULA N. ATENDIMENTO. DECADÊNCIA. 191) TRIBUTÁRIO. 7/STJ. Afigura-se inviável. SEGUNDA TURMA. julgado em 06. ainda.2005. 1. 1. PRESSUPOSTOS. NÃO-OCORRÊNCIA.2006 p. INAPLICABILIDADE DO ART. AÇÃO PAULIANA.10.338/ES. 3. PRIMEIRA TURMA. especificamente.

DÚVIDA QUANTO A PATERNIDADE. (Apelação Cível Nº 70024323065. Rel. A transcrição das ementas dos julgados tidos como divergentes é insuficiente para a comprovação de dissídio pretoriano viabilizador do recurso especial. que relativiza o próprio sistema legal de reconhecimento da fraude contra credores: FRAUDE. julgado em OBS. Recursos especiais não-conhecidos.37 3. 166 do Código Civil. Tribunal de Justiça do RS. assim. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. mantendo a decisão do tribunal a quo que entendeu inexistir ofensa ao art. o qual dispõe que a declaração de . 5. (REsp 710. conforme podemos notar neste julgado: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. do CC/1916 (art. Encontram-se atendidos os pressupostos do instituto da fraude contra credores na hipótese em que. AÇÃO DE ANULAÇÃO DO REGISTRO DE NASCIMENTO. Recurso desprovido. Relatora.810/RS. ATOS PREDETERMINADOS. DJe 10/03/2008) JOÃO OTÁVIO DE NORONHA. CREDORES. a literalidade do referido preceito. § 2º. 4. conclui o negócio jurídico. Sétima Câmara Cível. A Turma negou provimento ao recurso especial. coação e estado de perigo. na celebração de compromisso de compra e venda. QUARTA TURMA. o promissário vendedor. Relator: Ricardo Raupp Ruschel. dispõe de bem. dolo. Segundo a Min. Ministro 19/02/2008. Mantida. Julgado em 31/07/2008) Por fim. o pedido é juridicamente impossível. 106. como no caso em análise. 158. parágrafo único. do CC/2002) diante da comprovada prática de atos fraudulentos predeterminados com o intuito de lesar futuros credores. Os defeitos do negócio jurídico podem servir de base à ação anulatória de registro civil de nascimento. O registro de nascimento só pode ser anulado quando existente defeito: por erro. já se encontrando em estado de insolvência. ciente dessa circunstância. Quando há mera dúvida acerca da paternidade. ou ainda nas hipóteses previstas no art. a extinção da ação anulatória do registro. e o promitente comprador. vale mencionar um recente julgado.

134-SP. 5. 4. DJ 25/5/1992.38 ocorrência de fraude contra credores exige que o crédito tenha sido constituído em momento anterior ao ato que se pretende anular. a par de existir polêmica a respeito. Pode ser argüida pelas partes. 3. Opera-se de pleno direito. em nosso sentir. . pronunciada de ofício pelo Juiz. 4. Somente pode ser argüida pelos legítimos interessados. 2.096-SP. Não se opera de pleno direito. Precedente citado: REsp 10. decidida por sentença de natureza desconstitutiva de efeitos “ex tunc”. não se sujeitando a prazo decadencial. até mesmo. deve ser relativizada. quando lhe couber intervir. A ação declaratória de nulidade é decidida por sentença de natureza declaratória de efeitos “ex tunc”. é. julgado em 5/8/2010. Não admite confirmação. A ação anulatória. Rel. A nulidade. Nancy Andrighi. Min. 3. NULIDADE RELATIVA (ANULABILIDADE) 1. Admite confirmação expressa ou tácita. legalmente tutelados. O ato anulável atinge interesses particulares. 3. 2. pode ser representado da seguinte forma. por terceiro interessado.092. para facilitar a sua fixação: NULIDADE ABSOLUTA 1. 5. O ato nulo atinge interesse público. pode ser reconhecida a qualquer tempo. 6. segundo o novo Código Civil. ou. REsp 1. Invalidade do Negócio Jurídico O quadro geral da invalidade do negócio jurídico. tema que será desenvolvido em sala de aula. pelo Ministério Público. de forma que a ordem jurídica acompanhe a dinâmica da sociedade hodierna e busque a eficácia social do direito positivado.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ).” A constatação é do ministro do STJ Og Fernandes. Pesquisa da Fundação Perseu Abramo realizada em 2011 revela que 80% dos brasileiros aprovam a Lei Maria da Penha. nos mais variados graus. um aumento de 150%.600. até que se efetivasse a iniciativa de reverter a impunidade histórica no Brasil com relação à violência doméstica. o número de processos autuados no Tribunal da Cidadania sobre a questão já chega a 1. no íntimo das suas relações familiares. Estatística que não teve variação desde 2001. Fique por Dentro Violência doméstica: cinco anos de punição mais rígida para agressores 18/09/2011 A Lei Maria da Penha trouxe da sombra uma realidade escondida nos lares brasileiros. em 2011. mais das vezes. o ministro avalia que muitas tragédias antecederam a lei. permitiu a prisão em flagrante dos agressores e terminou com a substituição da detenção pelo pagamento de multa ou cestas básicas. quatro em cada dez brasileiras afirmam já ter sofrido algum tipo de violência doméstica. por exemplo. foram 640 processos. 4. Segundo a fundação. é possível afirmar que a questão transcende as relações familiares para se transformar em um problema público nacional. órgãos que analisam matérias penais. A violência praticada contra a mulher no ambiente familiar assusta. Então.340/06 completa cinco anos de vigência. pela via judicial. sobressai a crueldade e o medo. as pessoas. A anulabilidade somente pode ser argüida. salvo norma específica em sentido contrário.39 6. a Lei 11. A norma. em prazos decadenciais de 4 (regra geral) ou 2 (regra supletiva) anos. Na opinião do ministro. mas chegou. “As estatísticas estão a indicar que a principal causa de homicídio de mulheres é exatamente a prática de violência anterior. No próximo dia 22 de setembro. As alterações trazidas pela lei endureceram o tratamento à agressão doméstica contra a mulher. “A Lei Maria da Penha chegou tarde. triplicou a pena para lesão corporal leve no âmbito doméstico. a quantidade de processos penais que chegam sobre violência doméstica contra a mulher é crescente – em 2006. não praticam homicídio contra a mulher como o primeiro gesto . porque onde deveria existir união e acolhimento. Membro da Sexta Turma e da Terceira Seção.

são vítimas de homicídio depois de todo o ciclo de violência que acontece dentro de casa”. Ou seja. que é a violência física.” De acordo com a consultora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria para Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (CFEMEA). mas passou a ser aplicada por todos os julgadores do STJ: é imprescindível a representação da vítima para o Ministério Público propor ação penal nos casos de lesões corporais leves decorrentes de violência doméstica (REsp 1. na maioria das vezes. Os homens sofrem esta violência na maioria das vezes na rua e as mulheres. Começa com a agressão moral. O recurso foi julgado pelo rito dos repetitivos. a Terceira Seção do STJ foi palco do julgamento paradigmático sobre a necessidade de representação da vítima para o processamento da ação penal contra o autor. O ministro Og Fernandes acredita que a lei transportou para o Estado o dever de atuar de maneira ativa contra a violência doméstica de gênero. o que orienta as demais instâncias sobre a posição firmada no STJ sobre o tema. normalmente. pode-se chegar a esse tipo de aniquilamento da dignidade humana”. E. Mas a dinâmica dos homicídios é muito diferente. em menor proporção. essa é a tese aplicada. A conclusão é compartilhada pela cientista política Ana Claudia Jaquetto Pereira: “A experiência doméstica é pontuada pela violência. há uma segunda etapa. Havendo recurso ao Tribunal Superior. ainda que sua efetividade dependa da adesão da sociedade como um todo.097. conta Ana Claudia. Ação condicionada A aplicação da Lei Maria da Penha tem sido muito debatida no âmbito do Judiciário.40 de violência. conta o ministro. “As taxas de homicídios contra as mulheres parecem baixas se comparadas com as dos homens. o Brasil está em 13º num ranking internacional de homicídios contra mulheres. Os homens são mais de 90% das vítimas de homicídios no país. estamos num cenário desanimador de desrespeito aos direitos humanos das mulheres”. “No que se refere às estatísticas. A decisão do STJ significa que a ação penal por lesão corporal leve não pode ser proposta pelo Ministério Público independentemente da vontade da vítima. finalmente. Essa interpretação ainda está para ser confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. Se ela não é combatida. Em fevereiro de 2010. .042). observa. trata-se de uma ação penal pública condicionada. A posição não foi unânime.

submetendo-a a audiência para enfrentar o seu agressor. Os ministros decidiram que a vítima não pode ser constrangida a ratificar a representação . em audiência especialmente designada com tal finalidade. “A lei veio para acabar com uma banalização que existia em relação à violência contra as mulheres. o interesse de se retratar. razão por que não há necessidade de uma representação formal para a abertura de processo com base na Lei Maria da Penha (RHC 23786). o que é um grande engano”. Em caso semelhante. na prática. coube igualmente ao STJ definir em que consiste esse ato. isso é visto como um crime que a mulher teria o poder de provocar. Mas a gente percebe que. “nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta lei. antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público”. Algo de menor relevância que poderia ser resolvido num consultório de psicólogo e não na justiça. a ministra Maria Thereza de Assis Moura. analisado pela Quinta Turma. a Quinta Turma analisou um recurso em mandado de segurança interposto pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul para que a audiência prevista no artigo 16 da Lei Maria da Penha só ocorra quando a vítima manifeste. decidiu-se que a mulher que sofre violência doméstica e comparece à delegacia para denunciar o agressor já está manifestando o desejo de que ele seja punido. na qual a vítima confirmaria a representação contra o acusado. O artigo 16 dispõe que. da Sexta Turma do STJ. antecipada. Quinta e Sexta Turmas são uníssonas no entendimento de que o registro de ocorrência perante a autoridade policial serve para demonstrar a vontade da vítima de violência doméstica em dar seguimento à ação penal contra o agressor. Esta semana. a defesa do agressor afirmou que a abertura da ação penal teria de ser precedida por uma audiência judicial. conforme dispõe a Lei Maria da Penha. pondera Ana Claudia. só será admitida a renúncia à representação perante o juiz. espontânea e livremente. Renúncia A consultora do CFEMEA Ana Claudia Pereira critica a tentativa de “revitimizar” a mulher agredida. explicou que a lei não exige requisitos específicos para validar a representação da vítima. no dia a dia. Basta que haja manifestação clara de sua vontade de ver apurado o fato praticado contra si (HC 101. Num dos julgamentos.742). Na ocasião.41 Representação Estabelecida a necessidade de representação da vítima.

607). desembargador convocado Adilson Macabu. “No Judiciário. você vai ter uma reeducação. O relator do recurso. Aplicação a namorados Considerada uma das três melhores leis do mundo pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher. são organizados fóruns reunindo todos os interessados. como condição da abertura da ação penal. avalia a consultora do CFEMEA. Outra mudança significativa da lei foi retirar dos juizados especiais criminais (que julgam crimes de menor potencial ofensivo) a competência para julgar os casos de violência doméstica contra a mulher. “O tapinha. Na maioria das vezes. Paralelamente. É um processo de reflexão na sociedade. em 1983. há pessoas comprometidas. Se você mostra que a violência não pode se repetir. Ela afirma que o movimento feminista reivindica uma atuação mais consciente do Judiciário. O próximo encontro do Fonavid será realizado em novembro. o que não é surpreendente. A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) prevê para outubro a realização de um curso de capacitação sobre a Lei Maria da Penha. argumenta. para que tenha seguimento a ação penal (RMS 34. após sofrer duas tentativas de assassinato por parte de seu marido à época. O texto é saudado internacionalmente pela forma completa como tratou o fenômeno da violência doméstica contra a mulher. na sede do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. a norma foi batizada em homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Fernandes. mas é preciso que o Judiciário também tenha comprometimento”. Ministério da Justiça e Fórum Nacional de Juízes da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid). sob pena de constrangimento ilegal à mulher vítima de violência doméstica e familiar. na presença de seu agressor. que ficou paraplégica. considerando que o preconceito e a violência contra a mulher derivam de um fenômeno social”. . O curso “Violência Doméstica e a Lei Maria da Penha” é fruto de uma parceria com a Secretaria Especial de Política para as Mulheres da Presidência da República. concluiu que a audiência prevista no dispositivo não deve ser realizada de ofício. A forma como os crimes acontecem é uma demonstração de relação de poder. um dia vira uma surra. desde os tipos de violência até a maneira de proteção da vítima pelo estado – com as casas abrigo e as medidas de proteção. ocorria o arquivamento dos processos.42 perante o juízo. no outro vira um tiro. mas também ainda há resistência à lei.

a alternativa pode ser aplicada para suspender um processo em que a pena seja de até um ano e o acusado não seja reincidente ou processado por outro crime. O STF entendeu que.099/95.374). o ministro Bellizze acredita que o legislador enxergou e corrigiu por meio da lei uma carência da atuação estatal no que diz respeito à vulnerabilidade da mulher nos relacionamentos afetivos. as varas criminais acumularão as competências cível e criminal para os processos de violência doméstica contra a mulher. o artigo 41 da Lei Maria da Penha observou o princípio constitucional da isonomia. ressaltou que de fato havia existido um relacionamento entre réu e vítima durante 24 anos. a Terceira Seção do STJ decidiu que não é necessário coabitação para caracterização da violência doméstica contra a mulher. estava caracterizado o nexo causal entre a conduta agressiva do ex-namorado e a relação de intimidade que havia entre ambos. Membro da Quinta Turma. Naquele caso. passando a ameaçar a ex-namorada.813). mas que ocorram em decorrência dele – caracterizam violência doméstica (CC 103. encontra-se em situação de desigualdade perante o homem. ao afastar os institutos despenalizadores. Assim. A Quinta Turma do STJ já decidiu que não é possível a suspensão condicional do processo ao acusado por lesão corporal leve contra mulher (HC 203. não tendo o acusado aparentemente se conformado com o rompimento da relação. No entanto. “a lei merece uma interpretação bem mais ampliativa. enquanto não forem estruturados. Suspensão Outro ponto abordado pela lei que chegou ao Judiciário foi a vedação que o artigo 41 faz à suspensão condicional do processo. ministro Jorge Mussi. o relator. a lei especial retirou a violência doméstica contra a mulher do rol dos crimes de menor potencial ofensivo.43 A lei possibilitou a criação de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. ao sofrer violência no âmbito domiciliar. tendo em vista que a mulher. abraçando outras pessoas que inicialmente se pensou que não estariam sobre a proteção da Lei Maria da Penha”. o tratamento diferenciado aos crimes praticados em tais condições é necessário para restabelecer o equilíbrio na sociedade. Para o ministro Marco Aurélio Bellizze. De acordo com os ministros. o namoro evidencia uma relação íntima de afeto que independe de coabitação. Portanto. . agressões e ameaças de namorado contra a namorada – mesmo que o relacionamento tenha terminado. Em 2009. Assim. De acordo com a Lei 9. E. com competência civil e criminal.

os projetos de lei são tentativas de sanar falhas que não estão no texto da lei. um tempo maior para que as coisas se consolidem”. Segundo a consultora. além da convivência. no seu artigo 5º. a Terceira Seção definiu que o sujeito passivo da violência doméstica objeto da Lei Maria da Penha é a mulher. com ou sem coabitação” (CC 96. porque do contrário cria instabilidade e pode ser feito de maneira arbitrária”. há debates sobre alterações no texto da Lei Maria da Penha. apenas reafirmam mecanismos que já existem. ministro Og Fernandes. e sim na forma como ela vem sendo aplicada pelos operadores de direito. Aí sim. avalia. que as relações pessoais mencionadas na lei independem de orientação sexual. parágrafo único. No entanto. se poderá fazer uma avaliação. No Congresso Nacional. Temos que dar. mas é preciso esperar que ela entre no cotidiano das pessoas e se ajuste.533). ao prever.44 Diversidade A Lei Maria da Penha atribuiu às uniões homoafetivas o caráter de entidade familiar. desde que fique caracterizado o vínculo de relação doméstica. “Defendemos que qualquer mudança seja feita de uma forma muito discutida e embasada em dados. De acordo com o relator. O ministro do STJ Og Fernandes afirma que a lei pode melhorar. “o sujeito ativo pode ser tanto o homem quanto a mulher. Para a cientista política Ana Claudia Pereira. Ao julgar um conflito de competência. a norma serve para proteger apenas mulheres vítimas de violência no âmbito de uma relação homoafetiva. Alterações Na Câmara dos Deputados. o CFEMEA acompanha 30 projetos de lei relacionados à Lei Maria da Penha. adverte. familiar ou de afetividade. Ana Claudia é prudente ao falar em mudanças na lei. “É preciso mais tempo para ver o que deve ser alterado”. “É muito pouco o tempo de vigência da lei para que se tenha uma interpretação inteiramente ajustada na realidade brasileira e no pensamento da comunidade jurídica. 90% não alteram nada no funcionamento da lei. em relação a esse aspecto. Leia também: Maria da Penha: STJ dispensa representação da vítima e Legislativo quer rever lei .

ministro Luis Felipe Salomão. No caso julgado. Muitas acabam beneficiando quem precisa da cirurgia bariátrica como único recurso para o tratamento da obesidade mórbida. tanto física quanto semântica. o número de cirurgias deste tipo cresceu mais de 500%. contribuem para firmar uma jurisprudência sobre o tema. CC 103813. longe de ser um procedimento estético ou mero tratamento emagrecedor. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). é ilegal a recusa do plano de saúde em cobrir as despesas da intervenção cirúrgica.stj.656/1998 compreende a cobertura assistencial médico-ambulatorial e hospitalar para o tratamento da obesidade mórbida. a Resolução Normativa da Agência Nacional de Saúde (ANS). É comum o plano alegar que a cirurgia de redução de estômago é puramente estética e. Mas quem precisa fazer a cirurgia bariátrica enfrenta uma verdadeira maratona para conseguir que o plano de saúde pague pelas despesas.wsp?tmp. HC 203374 Fonte: http://www. caso a caso. 9. Além disso. HC 101742. os ministros da Quarta Turma destacaram que a gastroplastia (cirurgia bariátrica). um paciente com obesidade mórbida não se submeterá a uma cirurgia de alto risco apenas com finalidade estética”. Atualmente. o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos países que mais realizam este tipo de intervenção. Decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) enfrentam essas questões e.br/portal_stj/objeto/texto/impressao.area=398&tmp. permitindo a imediata compreensão.estilo=&tmp. CC 96533. ficando atrás apenas dos Estados Unidos. negar a realização da intervenção.616. RHC 23786. A Lei n. doença listada e classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). RMS 34607.texto= 103210 acessdo em 19 de setembro de 2011. indicada como tratamento para obesidade mórbida. a previsão é de que em 2011 sejam realizadas 70 mil cirurgias de redução de estômago no país. .jus. Entretanto.175. Por essa razão. Segundo o relator. não podendo qualquer uma delas dar margem à dupla interpretação. uma conquista médica e judicial 27/03/2011 A cada ano. por isso. No julgamento do Recurso Especial (Resp) 1. Outros pontos questionados pelos convênios são a carência do plano e a pré-existência da doença. o Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante que cláusulas contratuais que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque. “Afinal. revela-se cirurgia essencial à sobrevida do segurado que sofre de outras enfermidades decorrentes da obesidade em grau severo. que reconhece a gravidade da obesidade mórbida e indica as hipóteses nas quais a cirurgia bariátrica é obrigatória. nem sempre as seguradoras cobrem o procedimento. ressaltou o ministro. cresce o número de pessoas que encaram o desafio de emagrecer reduzindo o tamanho do estômago por meio de cirurgia bariátrica. que alegava não haver previsão contratual para a cobertura desse tipo de procedimento. Na última década. Cirurgia bariátrica.45 Processos: REsp 1097042. a Turma negou provimento ao recurso especial da Unimed Norte do Mato Grosso.

A relatora. qualquer constatação de desequilíbrio financeiro a partir da alteração do tratamento dependeria de uma comparação entre os custos dos dois procedimentos.326. o relator. em substituição ao procedimento obsoleto previsto especificamente no contrato. 9. que tentava suspender a determinação da Justiça estadual. Técnica nova Ainda sobre redução de estômago. esta cirurgia não pode ser classificada como mero tratamento de rejuvenescimento ou de emagrecimento com finalidade estética. Cirurgia plástica No julgamento do Resp 1.46 Carência Em outro julgamento (MC 14. A Quarta Turma negou pedido da cooperativa médica. ministro Massami Uyeda. quando estas se revelarem necessárias ao pleno restabelecimento do segurado acometido de obesidade mórbida”. ministra Nancy Andrighi. os ministros da Terceira Turma determinaram que um plano de saúde arcasse com as despesas da cirurgia em uma paciente que mantinha contrato de seguro anterior ao surgimento dessa técnica de tratamento (Resp 1. Ela observou que havia uma cláusula contratual genérica que previa a cobertura de cirurgias “gastroenterológicas”. independentemente do período de carência. ressaltou o ministro. a Quarta Turma confirmou decisão que determinou à Unimed o pagamento de cirurgia bariátrica a um segurado de Mossoró (RN).134). nos termos do artigo 10 da Lei n. procedimentos expressamente excluídos de cobertura. “É ilegítima a recusa da cobertura das cirurgias destinadas à remoção de tecido epitelial.789). a Unimed Rondônia teve que autorizar todos os procedimentos necessários para a cirurgia de redução de estômago de um paciente com obesidade mórbida. se o contrato previa a cobertura para a doença. sem essa comparação. a Terceira Turma entendeu que a cirurgia plástica para a retirada do excesso de pele decorrente de cirurgia bariátrica faz parte do tratamento de obesidade mórbida e deve ser integralmente coberto pelo plano de saúde. Preexistência da doença No Resp 980. O plano de saúde havia se recusado a cobrir as despesas com a cirurgia de redução de estômago.475. Para a relatora. Para o relator do processo. destacou que deve ser proporcionado ao consumidor o tratamento mais moderno e adequado.136. ao argumento de ser o autor portador de doença pré-existente. Segundo a ministra. Quanto à alegação. asseverou que não se justifica a recusa à cobertura porque a seguradora “não se precaveu mediante a realização de exames de admissão no .656/98. ministro Luis Felipe Salomão.106. é apenas hipotética a afirmação de que a nova técnica seria mais onerosa.

concluiu. Daí a ocorrência do dano.856). a determinação de antecipação de tutela para a realização do procedimento é questionada.47 plano. não acolheu a pretensão. a Terceira Turma atendeu ao recurso da segurada (Resp 1. Além disso. já que a doença representava risco à saúde da paciente.054. Atendimento público A hipótese de realização da cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também é alvo de judicialização no STJ. . No STJ. mas os ministros tem entendido que analisar a urgência ou não do procedimento implica em reexame de provas e fatos. Por vezes. No mesmo recurso. Foi o que ocorreu com a Golden Cross Assistência Internacional de Saúde. afirmou que a recusa indevida do plano de saúde de cobrir o procedimento pode trazer consequências psicológicas bastante sérias.265. a empresa se viu ré em uma ação de obrigação de fazer cumulada com dano moral. o que não é permitido pela Súmula 7/STJ (Ag 1. em razão de suas circunstâncias pessoais de grave comprometimento da saúde. não tem o potencial de causar dano concreto e iminente aos bens jurídicos que podem ser protegidos pelas SLSs. No entanto.444). o prejuízo em recusar o tratamento pode ser ainda maior que o pagamento do custo do procedimento médico em si. O Tribunal estadual manteve a decisão. a qual poderia ser facilmente detectada”. Depois de negar a cobertura de cirurgia bariátrica a uma segurada. a sentença determinou a cobertura da cirurgia para tratamento da obesidade mórbida. Dano moral Para as seguradoras. Em 2008. Siga @STJnoticias e fique por dentro do que acontece no Tribunal da Cidadania. A decisão do TJ se deu em antecipação de tutela. Solução semelhante teve um recurso do Distrito Federal que questionou a impossibilidade de o paciente esperar na fila de precatórios para que recebesse valor arbitrado judicialmente para custeio de honorários médicos de uma cirurgia de redução de estômago (Ag 1. Para o ministro. a uma única pessoa.505). a Turma entendeu ser razoável o valor de R$ 10 mil pelo dano moral sofrido.371. ministro Cesar Asfor Rocha. A relatora. ministra Nancy Andrighi. O então presidente do STJ. a indenização foi fixada entre R$ 7 mil e R$ 50 mil. o juiz afastou o dano moral. Em primeira instância. sobretudo no caso de obesidade mórbida. porque o alegado prejuízo não estava evidente. ocasião em que não foi verificada qualquer incorreção na declaração de saúde do indivíduo. “Deve a seguradora suportar as despesas decorrentes de gastroplastia indicada como tratamento de obesidade mórbida”. o custeio de cirurgia urgente de obesidade mórbida. o município de Lagoa Vermelha (RS) apresentou pedido de suspensão de liminar e de sentença (SLS 957) para que fosse desobrigado de cumprir determinação do Tribunal de Justiça estadual para realização ou custeio de cirurgia bariátrica de uma moradora que sofria de obesidade mórbida. Na hipótese analisada. o ministro constatou que as declarações do segurado foram submetidas à apreciação de médico credenciado pela Unimed. a ministra constatou que para casos semelhantes. O município alegou que a imposição de fornecimento de cirurgia “não seria de sua responsabilidade” e traria ameaça de grave lesão à economia.

O oferecimento do imóvel em Mato Grosso foi feito logo após o início da ação. ressaltando que essa determinação está expressa no artigo 135 do Código Tributário Nacional (CTN). Resp 1106789. a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento ao recurso especial de um empresário do Rio Grande do Sul que pretendia se ver livre de uma execução dirigida contra ele pela Fazenda Estadual.48 Processos: Resp 1175616. A dissolução irregular da empresa. gerente ou representante de pessoa jurídica de direito privado. SLS 957.estilo=&tmp. MC 14134.area=398&tmp. Resp 1136475.texto= 101222 acessado em 27 de março de 2011. segundo o ministro.br/portal_stj/objeto/texto/impressao. Dissolução irregular de empresa autoriza execução direta contra sócio-gerente 14/01/2011 O sócio-gerente de empresa cujas atividades foram encerradas de forma irregular pode responder diretamente. A firma da qual ele era sócio-gerente. tão logo seja comprovada qualquer das condutas dolosas previstas no artigo 135 do CTN”. fato que a jurisprudência do STJ considera suficiente para caracterizar a dissolução irregular. No caso do Rio Grande do Sul. mas a Fazenda Pública o recusou e o juiz redirecionou a execução contra o empresário. pelas dívidas tributárias. Resp 980326. em 2005. Ao final. “gera a presunção da prática de atos abusivos ou ilegais. A Fazenda não aceitou o bem por causa da localização e também por dúvidas em relação ao valor real. o sócio-gerente não goza do benefício legal que mandaria a execução recair primeiro sobre os bens da empresa. Apontou indícios de dissolução irregular da firma devedora. relator do recurso. com seu patrimônio pessoal. foi provado que a empresa não mais operava no endereço registrado na Junta Comercial. Resp 1054856. é de natureza pessoal”. que não mais será levado a responder pelo crédito tributário. “A responsabilidade do diretor. afirmou o ministro Luiz Fux. o . havia indicado à penhora um imóvel de 1. contrato social ou estatutos. Ele acrescentou que “o efeito gerado pela responsabilidade pessoal reside na exclusão do sujeito passivo da obrigação tributária (a empresa executada). o que foi verificado por oficial de Justiça. e que estava sendo cobrada pelo Fisco.wsp?tmp.jus. Em situações assim. ainda que a sociedade tenha oferecido bens à penhora.stj. uma vez que o administrador que assim procede age em infração à lei comercial”. por atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei.760 hectares em Mato Grosso. Ag 1265444 Fonte: http://www. Com esse entendimento. Ag 1371505.

para quem foi irrelevante a omissão da Justiça gaúcha quanto à recusa. O juiz considerou que o condomínio não estava regularmente constituído. na convenção do condomínio. segundo o qual a lei específica afasta a norma geral. típico da responsabilidade subsidiária. ressoa evidente a desnecessidade de anulação da decisão que deferiu o redirecionamento da execução”. bastando para tanto previsão expressa acordada na convenção de condomínio. relativos às parcelas vencidas e. 6. não se levou em conta que o patrimônio da firma poderia ser suficiente para cobrir o débito e que o patrimônio pessoal do sóciogerente só deveria responder subsidiariamente. juros moratórios acima de 1% ao mês em caso de inadimplência das taxas condominiais? A questão foi debatida pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). do imóvel oferecido à penhora. o pagamento das cotas vincendas.830/1980). que entendeu. à luz do novo Código Civil de 2002. ser legítima a cobrança de juros moratórios acima desse percentual. Processos: REsp 1104064 Fonte: http://www.estilo=&tmp. ajuizou uma ação de cobrança contra um condômino. a pessoa jurídica). se estiver acordado na convenção 07/10/2010 É possível fixar. Isso se deve ao princípio da especialidade. sem se manifestar sobre o imóvel recusado pelo Fisco – decisão mantida pelo Tribunal de Justiça.gov. excluindo consequentemente a responsabilidade do próprio contribuinte (no caso. No recurso ao STJ.area=398&tmp.br/portal_stj/objeto/texto/impressao.wsp?tmp. não se aplica às situações nas quais dispositivo legal específico estabelece a responsabilidade pessoal de um terceiro (no caso. O Condomínio Jardim Botânico VI. “Caracterizada a responsabilidade pessoal do sócio-gerente. Condomínio pode fixar juros superiores ao previsto no novo CC. pela Fazenda. argumentou.texto= 100496 acessado em 16 de janeiro de 2011. O condômino recorreu à Justiça e a sentença do juiz de primeiro grau anulou o processo sem a resolução do mérito da ação.49 juiz determinou o redirecionamento da execução contra o sócio. . ainda. baseando-se apenas na dissolução da sociedade.13. o ministro Luiz Fux destacou que o benefício de ordem previsto na Lei de Execução Fiscal (Lei n. na cidade de Brasília. em razão do não pagamento das taxas condominiais referentes aos meses de abril a novembro de 2001.172. o empresário alegou nulidade da decisão que redirecionou a execução sem que houvesse homologação judicial da recusa do bem nomeado à penhora pela empresa devedora. O condomínio cobrou R$ 1. o sóciogerente). Em seu voto. Afinal. aplicando juros moratórios de acordo com a convenção do condomínio. disse o relator.stj.

infere-se da leitura do referido artigo que devem ser aplicados os juros moratórios expressamente convencionados. alegando violação ao mesmo artigo 1. Insatisfeito com o entendimento. e os juros de 1% à exceção.wsp?tmp. A partir daí. e multa de 2%. Inconformado. o próprio Oficial de Registro autorizará a celebração do ato matrimonial. . o condomínio apelou. A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) foi favorável ao pedido: “Os condomínios. e. nos casos em que a convenção de condomínio expressamente prevê percentual maior: “Os juros convencionados são os juros que pertencem à regra. de acordo com o artigo 1. Com isso. e apenas quando não há essa previsão. mesmo após a entrada em vigor do CC/02.a rea=398&tmp. possuem legitimidade ativa para ajuizar ação de cobrança em face dos condôminos em atraso com o pagamento das mensalidades aprovadas em assembleia”. Todavia. após o trigésimo dia de vencimento.3% ao dia. O condomínio argumenta que não pode haver limitação dos juros moratórios de 1% ao mês. Processos: Resp 1002525 Fonte: http://www.336 desse diploma legal”. a ministra entendeu que. relatora do processo. deve-se limitar os juros de mora a 1% ao mês”. A posição da relatora foi acompanhada pelos demais ministros da Terceira Turma. para os casos de inadimplemento das taxas condominiais. sendo estes aplicados apenas na falta daqueles”. dispensando o juiz de se pronunciar na habilitação de casamento. é legal fixar. na convenção de condomínio.50 como determina o artigo 267 do Código de Processo Civil (CPC). Segundo informações contidas nos autos. na vigência do Código Civil/02. a questão será levada ao magistrado.jus. somente em caso de impugnação. a tese apresentada pelo condomínio é legítima. ainda que em situação irregular perante a administração pública.br/portal_stj/objeto/texto/impressao. o acórdão recorrido concluiu que. juros moratórios acima de 1% ao mês.estilo=&tmp. Outros recursos foram apresentados por ambas as partes e a decisão final do TJDFT determinou o seguinte: “Aplicam-se os juros e as multas previstos na convenção condominial até a data da entrada em vigo do novo Código Civil (12/01/2003). devem ser aplicados os juros previstos no artigo 1. a convenção acordada pela assembleia do Jardim Botânico VI estabeleceu a incidência de juros moratórios de 0. Para a ministra Nancy Andrighi.texto=99315 acessado em 10 de outubro de 2010.stj. No final de 2009. a partir da vigência do CC/02. uma importante lei fora editada. em caso de inadimplemento das taxas condominiais. Desse modo. afirmou a relatora.336. ainda que superiores a 1% ao mês. o condomínio interpôs no STJ um recurso especial. as taxas condominiais ficam sujeitas aos juros de 1% e à multa de 2% ao mês.336 do CC/02. “A despeito disso.

para determinar que a habilitação para o casamento seja feita pessoalmente perante o oficial do Registro Civil. 17 de dezembro de 2009. 2o Esta Lei entra em vigor após decorridos 30 (trinta) dias de sua publicação oficial. do Ministério Público ou de terceiro.526 da Lei no 10. 1. Caso haja impugnação do oficial. DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009. De acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). na .” (NR) Art. de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil).526.406. a habilitação será submetida ao juiz.51 Vale a pena conferir: LEI Nº 12. no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o O art. com a audiência do Ministério Público.133. A habilitação será feita pessoalmente perante o oficial do Registro Civil. Parágrafo único.406.O Tribunal da Cidadania Manutenção de aparelho ortopédico é prestação de natureza alimentar 07/08/2009 Um cidadão do Rio de Janeiro vítima de um acidente automotivo garantiu a revisão do valor da indenização destinada à manutenção de prótese utilizada por ele em razão da perda de uma das pernas. O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Dá nova redação ao art. JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no DOU de 18. o valor pode ser atualizado.12.526 da Lei no 10. pois se reveste de natureza alimentar. 1. de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). passa a vigorar com a seguinte redação: “Art.2009 STJ . 1. ainda que fixado em quantia certa na sentença. 188o da Independência e 121o da República. Brasília.

a fim de recuperar parte da condição da vítima anterior ao acidente. o valor jamais atingiria o real valor do serviço. a indenização se presta a custear o tratamento de modo a conservar a prótese que o cidadão terá de usar permanentemente. A empresa de transportes cujo preposto deu causa ao acidente procurou o STJ para reformar decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que lhe havia sido desfavorável. referente à prótese. Processos: Resp 594238 . não violou o princípio da coisa julgada. Conforme o Tribunal estadual. A Quarta Turma. trazendo implícita cláusula que possibilita sua revisão em face da mudança da realidade que amparou a decisão da primeira instância. com acréscimo de 15% ao ano para a manutenção anual do aparelho. O juízo de primeiro grau estabeleceu o dever de adquirir e manter aparelho ortopédico. a vítima ingressou com recurso e o TJRJ entendeu haver equívoco por parte da sentença. Histórico Em primeiro grau. entendeu que a modificação da quantia certa fixada na sentença de liquidação e da qual não houve recurso. a sentença reconheceu a responsabilidade da empresa pelo acidente que causou a amputação de um terço da perna do cidadão. considerando a data de 25 de março de 1992. ministro Luis Felipe Salomão. a equidade e a justiça. a sentença que fixa o valor da prótese não estabelece coisa julgada material. Para o ministro relator. já na fase de execução. Na liquidação o mesmo valor foi adotado. A sentença estimou que a empresa deveria pagar. sendo preciso considerar o bom senso.5 milhões. a obrigação de fornecer contribuições periódicas com o objetivo de satisfazer as necessidades vitais do alimentando é uma obrigação alimentar.52 medida em que objetiva a satisfação de necessidade vital. ao basear-se em valor certo. Cr$ 3. Esta sentença transitou em julgado (não havendo possibilidade de recurso). baseada em voto do relator. corrigido pelos índices oficiais até o efetivo pagamento. No entanto. De acordo com o ministro Salomão. No caso.

area=398&tmp. mas excepciona as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central (Medida Provisória 2. o ministro Aldir Passarinho Junior concordou com a contestação da empresa.br/portal_stj/publicacao/engine.area=398&tmp. Há regra legal que nulifica de pleno direito as estipulações usurárias.texto= 93083 STJ .texto=90979# .estilo=&tmp. ministro Aldir Passarinho Junior. para seu funcionamento. aplicou a regra prevista na denominada Lei de Usura. Neste ponto. pois não capta recursos de depositantes e. a decisão do Tribunal de Justiça gaúcho de desconstituir o contrato de factoring. A defesa da empresa contestava. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou esse entendimento ao negar.wsp?tmp. em seu voto. ainda. em parte. recurso apresentado por uma administradora de valores do Rio Grande do Sul. pois esse aspecto não teria sido alvo da apelação na segunda instância.gov. como o entendimento do STJ não considera as empresas de factoring instituições financeiras.br/portal_stj/objeto/texto/impressao. O ministro destacou. atendendo o recurso. O relator do recurso. Conforme observou o relator. elas não se encaixam na exceção à regra da usura.53 Fonte: http://www.jus. não se exige autorização do Banco Central. Mas. o que é vedado ao órgão julgador. houve julgamento extra petita (fora do pedido) de uma questão referente a direito patrimonial.stj.stj. Processos: Resp 1048341 Fonte: http://www. que limita a cobrança. que uma empresa de factoring não é uma instituição financeira.wsp?tmp.172).O Tribunal da Cidadania Empresa de factoring está limitada a cobrar juros de 12% ao ano 18/02/2009 As empresas de factoring não são instituições financeiras e estão restritas a cobrar 12% de juros remuneratórios ao ano em seus contratos.

Entre os precedentes citados.O Tribunal da Cidadania Constituição de mora em contrato de leasing exige notificação prévia 17/02/2009 A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou nova súmula. A nova súmula ficou com a seguinte redação: “caracteriza dano moral a apresentação antecipada do cheque pré-datado”.area=398&tmp. afirma-se que a “apresentação do cheque pré-datado antes do prazo estipulado gera o dever de indenizar. é necessária .wsp?tmp. Resp 557.855.940. há julgados de 1993.stj. ainda que haja cláusula resolutiva expressa.texto=90959# STJ . ressaltou que a devolução de cheque pré-datado por insuficiência de fundos que foi apresentado antes da data ajustada entre as partes constitui fato capaz de gerar prejuízos de ordem moral.505. ministro aposentado Eduardo Ribeiro. Resp 16.54 STJ . presente. como no caso. no qual o relator. A questão vem sendo decidida nesse sentido há muito tempo. Em um desses precedentes.O Tribunal da Cidadania Apresentação do cheque pré-datado antes do prazo gera dano moral 17/02/2009 Apresentar o cheque pré-datado antes do dia ajustado pelas partes gera dano moral. a devolução do título por ausência de provisão de fundos”. É o caso também do Resp 213. A questão foi sumulada pelos ministros da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em votação unânime.br/portal_stj/publicacao/engine. É o caso do Resp 16.gov. Resp 707. Segundo o verbete. Leia também: Nova súmula exige contraditório para pensão alimentícia Processos: Resp 213940. O projeto que originou a súmula 370 foi relatado pelo ministro Fernando Gonçalves.855 Fonte: http://www. “no contrato de arrendamento mercantil (leasing).272.

185. ministro aposentado Raphael de Barros Monteiro Filho.stj. o ministro Aldir Passarinho Junior destacou que é entendimento hoje pacificado no âmbito da Segunda Seção ser necessária a notificação prévia da arrendatária para a sua constituição em mora. Leia também: STJ sumula: apresentação do cheque pré-datado antes do prazo gera dano moral Processos: Resp 139305. Resp150723. de textos de dois brilhantes juristas nacionais. os recursos especiais 139.825 e os embargos de divergência no recurso especial 162.texto=90957# 5.55 a notificação prévia do arrendatário para constituí-lo em mora”.984. 150.723. ainda que o contrato de arrendamento mercantil contenha cláusula resolutiva expressa. 285. considerou que. Em outro recurso. 185.gov. Eresp 162. é requisito a notificação prévia da arrendatária.185.825. o relator. Textos Complementares Recomendamos a leitura. conforme dispõe o artigo 267.br/portal_stj/publicacao/engine. o Resp 285.wsp?tmp. do Código Processual Civil. Ag 51656 Fonte: http://www.area=398&tmp. Em um desses precedentes. entre os precedentes.Eresp 162185.305. Resp 285825 . extinguindo-se o processo em que tal pressuposto não tenha sido atendido. os professores Frederico Pinheiro e Vinícius Rezende. nesta apostila. O projeto que deu origem à súmula 369 foi relatado pelo ministro Fernando Gonçalves e tem. para a propositura da ação reintegratória. Resp 185984. Vale a pena conferir as referências abaixo: . inciso VI.

em texto gentilmente cedido: “Como verificamos5. Disponível em: http//: www.htm. A tecnologia subliminar também evolui e passa a ser funcional em vários meios de comunicação. sua lei serve de embasamento para estudos de diversos países com intuito de vedar os meios 4 Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Brasília .56 “Releitura da Fraude contra Credores à Luz da Teoria da Ineficácia Relativa”. disponivel no site do Jus Navigandi (jus2.7%)e pipoca (18. surge a possibilidade de utilizar essas técnicas subliminares como forma de indução de consumo. em se adotando a teoria da ineficácia relativa (ou inoponibilidade perante terceiros). do cinema à Internet. Partindo dessa premissa. produzindo efeitos na atividade psíquica. a publicidade tem como oferecer um meio de difundir produtos como jamais existiu.asp?id=8162). Eros Grau 5 CALAZANS. a psicologia traria a primeira definição de subliminar como sendo qualquer estímulo abaixo do limiar da consciência. Assim. Propaganda Subliminar Multimídia. Devido a evolução tecnológica. A partir de estudos realizados.ppg. a primeira de várias experiências utilizando a técnica subliminar taquicoscópica é feita em um cinema e faz com que aumente substancialmente as vendas de coca-cola (57. Convidamos você.10%).br/doutrina/texto. A publicidade subliminar torna-se um meio ainda mais eficiente de afetar comportamentos e induzir o consumo. 2007. ainda. Outrossim. Tem-se assim.com.uol. cujo trecho destacamos: “O presente artigo científico visa a ressaltar a importância de haver mecanismos eficazes no combate às condutas fraudulentas. O primeiro a legislar sobre a matéria é os Estados Unidos da América.calazans. país onde fora realizado a supracitada experiência.UniCeub Pós-Graduando em Direito Público pela Fortium – Centro de Estudos Jurídicos Servidor Público do Supremo Tribunal Federal – Gab. Professor Frederico Pinheiro. Min. chegou-se à conclusão de que a sentença que julga procedente o pedido formulado na ação pauliana é de natureza meramente declaratória”. a ler um trecho de artigo do estimado e talentoso amigo Professor Vinícius Mattos Ferreira de Rezende4 sobre o importante tema “mensagem subliminar” (artigo jurídico: “Publicidade Abusiva Subliminar”). Acesso em: 07 jun. Flávio Mário de Alcântara. uma forma abusiva que começa a ser aos poucos limitada. na junção da publicidade com a mensagem subliminar.br/c-ci01. . buscou-se demonstrar a viabilidade de se adotar a teoria da ineficácia relativa dos negócios jurídicos praticados em fraude contra credores stricto sensu (fraude pauliana) – que se contrapõe à tese clássica da anulabilidade.

a fim de que. não desesperes. 37.com. Saraiva (www.Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho. do CDC) seria àquela que detêm uma potencialidade de induzir o consumidor a erro na eleição do produto. que embora não possam identificar. Revisado. §2º. é no rol exemplificativo do art.2009. não te voltes contra as leis da vida.com. A enganosa (art.html .com.br 6.com.br ou www. alegando haver caído na imprevidência que terá nascido de ti mesmo e não do Senhor que.57 subliminares. a enganosa e a abusiva. manipulando o consumidor com estímulos em baixo nível de percepção. §2º. .lfg.acessado em 24. na expectativa de apoio que solicitas dos Céus. E. futuramente.02. a Lei nº. 37. Esta é proibida e considerada abusiva porque a publicidade estaria usando de mensagens subliminares para inserir um produto. Mensagem "Sejam quais forem os obstáculos que te surjam à frente.pablostolze. Ed. nem esmoreças. já a abusiva (art. Bibliografia Bibliografia: Novo Curso de Direito Civil – Parte Geral .saraivajur. nos reserva sempre o melhor. Se a resposta do Mais Alto aos pedidos que fizeste parece demorar excessivamente.2011. sabiamente.D. do Código de Defesa do Consumidor que se enquadra a publicidade que utiliza padrões subliminares.geocities. inova o tratamento da publicidade." (Emmanuel Chico Xavier) Fonte: http://www.S.br Consulte outros textos interessantes no site: www. §1º. seu subconsciente absorve e assimila a informação sem nenhuma barreira consciente”. 37.078 publicada em 1990.2.com/Heartland/Village/1660/mens69. No Brasil. 6.br) Plantão de Dúvidas: www. criando duas categorias de publicidade nociva.editorajuspodivm. 8.OK C. uma publicidade antiética. do CDC) estaria relacionada com a técnica utilizada para abordar o provável consumidor. é que a tua rogativa decerto reclama análises mais profundas.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->