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MATERIAL DE APOIO DIREITO CIVIL PARTE GERA

Apostila 05

PROFESSOR: PABLO STOLZE GAGLIANO PARTE GERAL

TEMAS: TEORIA DO NEGÓCIO JURÍDICO (continuação)
1. Negócio Jurídico – Conceito

Como vimos na última apostila, temos os seguintes Planos de Análise do Negócio Jurídico:

a) existência; b) validade; c) eficácia.

O negócio jurídico pode ser definido como sendo a declaração de vontade por meio da qual as partes auto-disciplinam os efeitos que pretendem atingir, de acordo com a sua autonomia privada, e respeitados limites de ordem pública. Os princípios da função social e da boa-fé atuam como parâmetros de limitação à autonomia privada. Veremos, em sala de aula, o desenvolvimento histórico do instituto (negócio jurídico) e a sua reconstrução à luz do direito civil constitucional. 2. Defeitos do Negócio Jurídico1

I - Vícios de Consentimento:
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Os conceitos de cada um dos defeitos serão desenvolvidos em sala de aula, com a demonstração de exemplos e indicação de jurisprudência selecionada.

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a) erro; b) dolo; c) coação; d) lesão; e) estado de perigo.

II – Vícios Sociais:

a) simulação; b) fraude contra credores.

Abaixo, fizemos uma seleção especial de jurisprudência, que atualizamos a cada semestre, para aprofundar o seu estudo: ERRO

Pressupostos do Erro

DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO. DAÇÃO EM PAGAMENTO. IMÓVEL. LOCALIZAÇÃO. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE SÓLIDA POSIÇÃO NO MERCADO. ERRO INESCUSÁVEL. 1. Não se há falar em omissão em acórdão que deixa de analisar o segundo pedido do autor, cujo acolhimento depende da procedência do primeiro (cumulação de pedidos própria sucessiva). 2. O erro que enseja a anulação de negócio jurídico, além de essencial, deve ser inescusável, decorrente da falsa representação da realidade própria do homem mediano, perdoável, no mais das vezes, pelo desconhecimento natural das circunstâncias e particularidades do negócio jurídico. Vale dizer, para ser escusável o erro deve ser de tal monta que qualquer pessoa de inteligência mediana o cometeria. 3. No caso, não é crível que o autor, instituição financeira de sólida posição no mercado, tenha descurado-se das cautelas ordinárias à celebração de negócio jurídico absolutamente corriqueiro, como a dação de imóvel rural em pagamento, substituindo dívidas contraídas e recebendo imóvel cuja área

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encontrava-se deslocada topograficamente daquela constante em sua matrícula. Em realidade, se houve vício de vontade, este constituiu erro grosseiro, incapaz de anular o negócio jurídico, porquanto revela culpa imperdoável do próprio autor, dadas as peculiaridades da atividade desenvolvida. 4. Diante da improcedência dos pedidos deduzidos na exordial - inexistindo, por consequência, condenação -, mostra-se de rigor a incidência do § 4º do art. 20 do CPC, que permite o arbitramento por equidade. Provimento do recurso especial apenas nesse ponto. 5. Recurso especial parcialmente provido. (REsp 744.311/MT, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 19/08/2010, DJe 09/09/2010)

Prazo Decadencial e Erro

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. NEGÓCIO JURÍDICO. PRESCRIÇÃO. PRAZO. TERMO A QUO. DATA DO NEGÓCIO JURÍDICO OBJETO DE ANULAÇÃO. INTELIGÊNCIA DO ART. 178, § 9º, INC. V, ALÍNEA "B" DO CÓDIGO CIVIL DE 1916. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O prazo de quatro anos para o recorrente postular a anulação do contrato de compra e venda eivado do vício de consentimento, tem início na data de celebração do contrato ou da prática do ato, e não a data da ciência do erro ou dolo. Inteligência do artigo 178, § 9º, V, b, do Código Civil de 1916, ressaltando-se que o próprio Código Civil de 2002 manteve a tradição de tomar a data do contrato como prazo - corretamente considerado decadencial - para se pedir sua anulação. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1188398/ES, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 09/08/2011, DJe 16/08/2011)

Aplicação da Teoria do Erro no Direito de Família

TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível

NÚMERO: 70016807315 Inteiro Teor

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RELATOR: Rui Portanova

EMENTA: APELAÇÃO. ANULAÇÃO DE CASAMENTO. ERRO ESSENCIAL EM RELAÇÃO A PESSOA DO CÔNJUGE. OCORRÊNCIA. A existência de relacionamento sexual entre cônjuges é normal no casamento. É o esperado, o previsível. O sexo dentro do casamento faz parte dos usos e costumes tradicionais em nossa sociedade. Quem casa tem uma lícita, legítima e justa expectativa de que, após o casamento, manterá conjunção carnal com o cônjuge. Quando o outro cônjuge não tem e nunca teve intenção de manter conjunção carnal após o casamento, mas não informa e nem exterioriza essa intenção antes da celebração do matrimônio, ocorre uma desarrazoada frustração de uma legítima expectativa. O fato de que o cônjuge desconhecia completamente que, após o casamento, não obteria do outro cônjuge anuência para realização de conjunção carnal demonstra a ocorrência de erro essencial. E isso autoriza a anulação do casamento. DERAM PROVIMENTO. (SEGREDO DE JUSTIÇA) (Apelação Cível Nº 70016807315, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 23/11/2006)

TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível

NÚMERO: 70009605742

RELATOR: Rui Portanova

EMENTA: APELAÇÃO. ANULAÇÃO DE CASAMENTO. ERRO SOBRE A PESSOA. Caso em que o brevíssimo tempo de namoro (20 dias) aliado às qualidades da parte autora, que tem grau social e cultural razoável, impede a configuração de erro sobre pessoa. NEGARAM PROVIMENTO. (Apelação Cível Nº 70009605742, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 02/12/2004)

TRIBUNAL: Tribunal de Justiça do RS ÓRGÃO Oitava Câmara Cível

DATA DE JULGAMENTO: 02/12/2004

Nº DE FOLHAS:

JULGADOR: COMARCA DE ORIGEM: Comarca de Capão da Canoa

SEÇÃO: CIVEL

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Erro e Abertura de Conta Corrente

SÚMULA 322, STJ - Para a repetição de indébito, nos contratos de abertura de crédito em contacorrente, não se exige a prova do erro.

(SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 23.11.2005, DJ 05.12.2005 p. 410)

Erro em Registro Civil de Nascimento Direito civil. Família. Criança e Adolescente. Recurso especial. Ação negatória de paternidade. Interesse maior da criança. Vício de consentimento não comprovado. Exame de DNA. Indeferimento. Cerceamento de defesa. Ausência. - Uma mera dúvida, curiosidade vil, desconfiança que certamente vem em detrimento da criança, pode bater às portas do Judiciário? Em processos que lidam com o direito de filiação, as diretrizes devem ser muito bem fixadas, para que não haja possibilidade de uma criança ser desamparada por um ser adulto que a ela não se ligou, verdadeiramente, pelos laços afetivos supostamente estabelecidos quando do reconhecimento da paternidade. - O reconhecimento espontâneo da paternidade somente pode ser desfeito quando demonstrado vício de consentimento, isto é, para que haja possibilidade de anulação do registro de nascimento de menor cuja paternidade foi reconhecida, é necessária prova robusta no sentido de que o “pai registral” foi de fato, por exemplo, induzido a erro, ou ainda, que tenha sido coagido a tanto. - Se a causa de pedir repousa no vício de consentimento e este não foi comprovado, não há que se falar em cerceamento de defesa ante o indeferimento pelo juiz da realização do exame genético pelo método de DNA. - É soberano o juiz em seu livre convencimento motivado ao examinar a necessidade da realização de provas requeridas pelas partes, desde que atento às circunstâncias do caso concreto e à imprescindível salvaguarda do contraditório. - Considerada a versão dos fatos tal como descrita no acórdão impugnado, imutável em sede de recurso especial, mantém-se o quanto decidido pelo Tribunal de origem, insuscetível de reforma o julgado.

2007 p.Tem-se como perfeitamente demonstrado o vício de consentimento a que foi levado a incorrer o suposto pai. porquanto à menor socorre o direito de perseguir a verdade real em ação investigatória de paternidade. como o é o exame genético pelo método DNA.A realização do exame pelo método DNA a comprovar cientificamente a inexistência do vínculo genético. . inclusive materiais. (REsp 878. Exame de DNA.6 . julgado em 18/12/2008. Ministra NANCY ANDRIGHI. afasta a apreciação do recurso especial pela alínea “c” do permissivo constitucional. daí advindas. Família. o direito da criança de ter preservado seu estado de filiação. Rel. (REsp 1022763/RS.05. . TERCEIRA TURMA. Recurso especial. Ação negatória de paternidade.E mesmo considerando a prevalência dos interesses da criança que deve nortear a condução do processo em que se discute de um lado o direito do pai de negar a paternidade em razão do estabelecimento da verdade biológica e. verifica-se que não há prejuízo para esta. calcada em prova de robusta certeza. do direito indisponível de reconhecimento do estado de filiação e das conseqüências. confere ao marido a possibilidade de obter.954/RS. julgado em 07. 1. para afastar a presunção da paternidade.05. Ministra NANCY ANDRIGHI. DJe 03/02/2009) Direito civil.A regra expressa no art. Recurso especial não conhecido. . a anulação do registro ocorrido com vício de consentimento. TERCEIRA TURMA. estabelece a imprescritibilidade da ação do marido de contestar a paternidade dos filhos nascidos de sua mulher. por meio de ação negatória de paternidade. DJ 28.2007. Recurso especial conhecido e provido.Não pode prevalecer a verdade fictícia quando maculada pela verdade real e incontestável.601 do CC/02. Rel. de outro.A não demonstração da similitude fática entre os julgados confrontados. quando induzido a erro ao proceder ao registro da criança. . para valer-se. 339) DOLO Dolo e Dignidade de Pessoa Humana . . acreditando se tratar de filho biológico. aí sim.

PEDIDO DE ANULAÇÃO. § 9º. 2. possibilitam a anulação do ato. a sua anulação pode ser decretada sempre que. ANULAÇÃO DECRETADA. verifique-se a ofensa à sua dignidade. PARTILHA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83.491/RJ. incidindo quanto à prescrição o art. Ministro SIDNEI BENETI.Não tendo a parte apresentado argumentos novos capazes de alterar o julgamento anterior. decretando-se a invalidade da partilha questionada. a intensidade do prejuízo por ele sofrido. I . deve-se manter a decisão recorrida. FALTA DE ARGUMENTOS NOVOS. O critério de considerar violado o princípio da dignidade da pessoa humana apenas nas hipóteses em que a partilha conduzir um dos cônjuges a situação de miserabilidade não pode ser tomado de forma absoluta. AGRAVO DE INSTRUMENTO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE. Agravo improvido. do Código Civil de 1916. Há situações em que. 3. “b”. DJe 17/11/2010) Omissão Dolosa AGRAVO REGIMENTAL. V. Rel. II . ALEGADA DESPROPORÇÃO SEVERA. 1. TERCEIRA TURMA. julgado em 04/11/2010. (AgRg no Ag 783. Recurso especial conhecido e provido. somado a indicações de que houve dolo por parte do outro cônjuge. MATÉRIA JÁ PACIFICADA NESTA CORTE. Precedente do STF. DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADE CONJUGAL.Pretendida a rescisão do contrato por omissão dolosa do vendedor do imóvel. pela dimensão do prejuízo causado a um dos consortes. ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO POR DOLO. DJe 12/12/2008) . Verificada severa desproporcionalidade da partilha. 147 do CC). julgado em 20/11/2008. 178. TERCEIRA TURMA. MANTIDA A DECISÃO ANTERIOR. Inexiste nulidade em julgamento promovido exclusivamente por juízes de primeiro grau convocados para substituição no Tribunal de Justiça. (REsp 1200708/DF. o ato jurídico é anulável. Ministra NANCY ANDRIGHI.7 DIREITO DE FAMÍLIA. Rel. mesmo destinando-se a um dos consortes patrimônio suficiente para a sua sobrevivência. que escondeu a existência informação relevante em curso na época da transação (silêncio intencional art. Incidência da Súmula 83/STJ.

DANOS MORAIS NÃO TIPIFICADOS. por certo não teria se envolvido na negociação. RECURSOS DESPROVIDOS. em que pese possa se cogitar de ineficácia apenas da assunção da garantia por parte dos autores. firmando garantias pessoais. Nona Câmara Cível. sendo seu pleito possível como corolário da anulação do contrato principal. negligenciando a tomada de cuidados mínimos. "A informação não é lealmente entregue quando ela não cobre todos os elementos que devem esclarecer o consentimento do destinatário da oferta. contudo. se tipificou na espécie. quiçá a configurar comportamento doloso (deliberado). OMISSÃO DOLOSA. no caso. a higidez do pacto anterior com as garantias pessoais ali constantes. imputandose a responsabilidade desta unicamente ao causador. E esse dolo por reticência. com o intuito de liberação de anteriores sócios. dada a extensão do pedido principal veiculado. inclusive assumindo compromissos perante agentes financeiros. tanto que apenas a pedido dos contratantes foi firmado o aditivo de molde a substituir garantias. como bem decidiu a douta magistrada. do CC de 2002). firmadas pelos integrantes do quadro social precedente. a posição do Banco do Brasil é de terceiro. De fato. Tribunal de Justiça do RS. nos termos da hipótese retratada no artigo 94 do CC de 1916 (com seu correspondente no artigo 147. sendo nítido seu interesse na busca de liberação de garantias e de proteção ao seu nome. PACTOS ACESSÓRIOS ATINGIDOS PELO VÍCIO. Relator: Marilene Bonzanini Bernardi. (Apelação Cível Nº 70026161174. que não respondesse a instituição financeira pela sucumbência. por esse viés.8 EMENTA: ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO. assumiu abertamente a oposição. a declaração de nulidade não o prejudica à medida que mantém-se. mas sempre incompletas. Modo igual. no caso. tenho que a situação não dá ensejo à tipificação de danos morais. pelo que. principais interessados. Contudo. de fato. ao lado da omissão dolosa e reticente do "vendedor". pelo que há se manter o reconhecimento de decaimento com as consequências próprias. Por fim. Nesse passo. havendo a insistência no lançamento de restrições cadastrais. VONTADE VICIADA. pouco a pouco sendo liberadas informações. na sucessão de transferências de cotas sociais. Esta carência é tradicionalmente sancionada a título de omissão dolosa e do dolo por reticência¿. a se considerar a causalidade. pelo engodo a que foram submetidos. não há se sustentar impossível juridicamente as postulações da autora. VÍCIO DE INFORMAÇÃO. DEVER DE INFORMAR. ERRO ESSENCIAL. mormente por que. soubesse a autora a extensão das dívidas e dos percalços que o estabelecimento ultrapassava. Julgado em 10/06/2009) . em que pese os percalços da autora. a se consignar que. Mais equânime. também a autora contribuiu em parte para o engodo de que foi vítima. ciente do litígio instaurado sobre a contratação e dos reflexos que adviriam de possível declaração de nulidade.

32641) EMENTA: FINANCIAMENTO AGRÍCOLA. ao qual o seguro de vida é vinculado como condição para a realização do contrato. Turmas Recursais.09. SIGNIFICA POSTURA AXIOLOGICA NEGATIVA REFERENTE A CONDUTA DESCRITA. mas age com ânimo de cumprir o objeto do financiamento. pondo-se a trabalhar na lavoura financiada e dando a entender que ignorava a morte iminente. NENHUMA CENSURA.A INFRAÇÃO PENAL. DOENÇA PRÉ-EXISTENTE. A FANTASIA NÃO SE CONFUNDE COM A FRAUDE.PERIGO . HÁ SECULOS. (RHC 3831/RJ. QUANDO O LEGISLADOR DEFINE O ILICITO PENAL. Rel.PENAL .COMERCIO CONCORRENCIA . ALEM DA CONDUTA. INEXISTINDO DESVIRTUAMENTO DA QUALIDADE DA COISA OU PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. sem pagamento do valor excedente a beneficiário. INDENIZAÇÃO QUE SE PAGA ATÉ O LIMITE DO FINANCIAMENTO. para evitar seja premiada a falsa declaração. OU SEJA.1994. A CONCORRENCIA E PROPRIA DO REGIME DE ECONOMIA DE MERCADO. RECLAMA RESULTADO (DANO. ILICITUDE DO COMPORTAMENTO DO AGENTE. julgado em 13. a avaliação da boa-fé do contratante que declara não ter conhecimento de doença grave deve ser tomada com menor rigor. (Recurso Cível Nº 71001442557.9 Dolus Bonus RHC .1994 p. Julgado em 30/01/2008) . OS ROMANOS. SEXTA TURMA.11. Se o segurado sabe da existência da doença. DJ 28. é de se considerar exigível a indenização. OU PERIGO DE DANO AO OBJETO JURIDICO). Relator: Pio Giovani Dresch. HIPÓTESE EM QUE SE A INTERPRETA COMO DOLUS BONUS. ALEM DISSO. O EXAGERO É TONICA DOS ANUNCIOS COMERCIAIS E INDUSTRIAIS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. o pagamento da indenização deve limitar-se à quitação do financiamento. MÁ-FÉ DO SEGURADO. A DISPUTA ENTRE EMPRESAS É CONSEQUENCIA NATURAL. O PERIGO (PROPRIO DO RESULTADO) DEVE SER CONCRETO. Tratando-se de contrato de financiamento agrícola. SEGURO DE VIDA VINCULADO. Nesse caso. DIVISARAM O DOLUS BONUS.INFRAÇÃO PENAL . Segunda Turma Recursal Cível. ENSEJAR PROBABILIDADE (NÃO MERA POSSIBILIDADE) DE DANO. Ministro LUIZ VICENTE CERNICCHIARO.ILICITUDE .

078/90). em prol da Política Nacional das Relações de Consumo estatuída nos arts.MULTA APLICADA POR PROCON A SEGURADORA PRIVADA . a multa discutida no caso dos autos implicaria verdadeiro bis in idem e enriquecimento sem causa dos Estados. PÚBLICO OU PRIVADO. Aquisição de refrigerantes com tampinhas premiáveis. (RMS 26. 8. FEDERAL. DJe 11. 1. com base no Decreto n. Defeitos de impressão. às Secretarias de Justiça Estaduais. 4º e 5º do Código de Defesa do Consumidor (Lei n. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor.NÃO-OCORRÊNCIA . POIS A PENA SOMENTE PODERIA SER APLICADA PELA SUSEP . Publicidade enganosa por omissão. Recurso Especial. SEGUNDA TURMA.04.PUBLICIDADE ENGANOSA .04. pois. 73/66. 73/66.397/BA. Recurso ordinário improvido. além das entidades privadas que têm por objeto a defesa do consumidor. nos termos do art. 105 do Código de Defesa do Consumidor é integrado por órgãos federais.SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR . municipais e do Distrito Federal. julgado em 01.2008) Processual Civil. Assim. o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor SNDC que.ALEGAÇÃO DE BIS IN IDEM. A tese da recorrente é a de que o Procon não teria atribuição para a aplicação de sanções administrativas às seguradoras privadas. Civil. Ministro HUMBERTO MARTINS. Prequestionamento. somente à Susep caberia a normatização e fiscalização das operações de capitalização. Rel. nos termos do Decreto n. Dissídio . enquanto que o Procon. MUNICIPAL OU DISTRITAL. estaduais. Quando qualquer prestação de serviço ou colocação de produto no mercado envolver relação de consumo.2008. 2. exsurge. Informação não divulgada. ESTADUAL. Não se há falar em bis in idem ou enriquecimento sem causa do Estado porque à Susep cabe apenas a fiscalização e normatização das operações de capitalização pura e simples.10 Propaganda Enganosa ADMINISTRATIVO E CONSUMIDOR .SNDC POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE MULTA EM CONCORRÊNCIA POR QUALQUER ÓRGÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. uma vez que a Susep é autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.

O Recurso Especial carece do necessário prequestionamento quando o aresto recorrido não versa sobre a questão federal suscitada. regida pelo Código de Defesa do Consumidor. Recurso Especial. Prequestionamento.É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade enganosa e os que dela se aproveitam. Omissão. Comprovação. 272) Processual Civil. de maneira fundamentada.11. . Civil. (REsp 327. Publicidade enganosa por omissão. . julgado em 22.06. configura-se como publicidade enganosa por omissão. . .Inexiste omissão a ser suprida por meio de embargos de declaração quando o o órgão julgador pronuncia-se sobre toda a questão posta à desate. Embargos de declaração. Defeitos de impressão. Reexame fático-probatório. . Omissão. A ausência de informação . Reexame fático-probatório.Há relação de consumo entre o adquirente de refrigerante cujas tampinhas contém impressões gráficas que dão direito a concorrer a prêmios e o fornecedor do produto. A ausência de informação sobre a existência de tampinhas com defeito na impressão.É inviável o reexame fático-probatório em sede de Recurso Especial. Comprovação. TERCEIRA TURMA. Inexistência. Aquisição de refrigerantes com tampinhas premiáveis.Há relação de consumo entre o adquirente de refrigerante cujas tampinhas contém impressões gráficas que dão direito a concorrer a prêmios e o fornecedor do produto. Inexistência. Responsabilidade solidária por publicidade enganosa.O Recurso Especial carece do necessário prequestionamento quando o aresto recorrido não versa sobre a questão federal suscitada. . Ministra NANCY ANDRIGHI. Embargos de declaração.257/SP. Rel. . na comercialização de seu produto. capaz de retirar o direito ao prêmio. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Recursos Especiais conhecidos parcialmente e não providos. Informação não divulgada.2004. .2004 p. Dissídio jurisprudencial.A comprovação do dissídio jurisprudencial exige o cotejo analítico entre os julgados tidos como divergentes e a similitude fática entre os casos confrontados. Responsabilidade solidária por publicidade enganosa. DJ 16.11 jurisprudencial.

NO TRANSPORTE DESINTERESSADO. Rel. julgado em 22. DISTRATO. (SEGUNDA SEÇÃO. O TRANSPORTADOR SO SERA CIVILMENTE RESPONSAVEL POR DANOS CAUSADOS AO TRANSPORTADO QUANDO INCORRER EM DOLO OU CULPA GRAVE.É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade enganosa e os que dela se aproveitam.1995. (REsp 327. Ministra NANCY ANDRIGHI. DE SIMPLES CORTESIA.257/SP.11.Inexiste omissão a ser suprida por meio de embargos de declaração quando o o órgão julgador pronuncia-se sobre toda a questão posta à desate.11. DJ 16. STJ .06. 39295) Dolo e Termo de Distrato TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível NÚMERO: 70019728856 Inteiro Teor RELATOR: Ergio Roque Menine EMENTA: AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. . configura-se como publicidade enganosa por omissão. na comercialização de seu produto. Recursos Especiais conhecidos parcialmente e não providos.1995 p.12 sobre a existência de tampinhas com defeito na impressão. .2004 p. TERCEIRA TURMA. . 272) Dolo e Transporte Gratuito (carona) SÚMULA 145. DJ 17. capaz de retirar o direito ao prêmio.2004. . Partes . CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL.A comprovação do dissídio jurisprudencial exige o cotejo analítico entre os julgados tidos como divergentes e a similitude fática entre os casos confrontados.11. julgado em 08. regida pelo Código de Defesa do Consumidor. de maneira fundamentada.É inviável o reexame fático-probatório em sede de Recurso Especial.

Termo de distrato foi firmado entre pessoas jurídicas. a concessão da AJG. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA À PESSOA JURÍDICA. fraude. Redimensionados os ônus da sucumbência. 333. Tribunal de Justiça do RS. I. a escassez de recursos a ponto de inviabilizá-lo de demandar em juízo. UNÂNIME.886/65. 35 da referida lei. Esta Câmara tem posição assentada no sentido de que a simples condição de pessoa jurídica da postulante não impede. fora das hipóteses de justa causa previstas no art. Para viabilizar o atendimento de sua pretensão. sem prejuízo. Ônus que incumbia à autora. Julgada improcedente a demanda. Indenizações postuladas na inicial são devidas em razão do encerramento imotivado do contrato. em que não há prova inequívoca de que a postulante faça jus à benesse perseguida. por impossibilidade de atender aos custos judiciais. certamente. AGRAVO RETIDO. (Apelação Cível Nº 70019728856. sem que viesse aos autos nenhuma prova acerca da existência de dolo. Julgado em 22/08/2007) TRIBUNAL: Tribunal de Justiça do RS ÓRGÃO JULGADOR: Décima Sexta Câmara Cível PUBLICAÇÃO: Diário da Justiça do dia 28/08/2007 DATA DE JULGAMENTO: 22/08/2007 COMARCA DE ORIGEM: Comarca de Panambi Nº DE FOLHAS: SEÇÃO: CIVEL TIPO DE DECISÃO: Acórdão COAÇÃO Coação e Exercício Regular de Direito . Décima Sexta Câmara Cível. pondo fim na relação jurídica de representação comercial. a teor do disposto no art. do CPC. por elementos contábeis. Relator: Ergio Roque Menine. DERAM PROVIMENTO À APELAÇÃO E NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO RETIDO. Sentença reformada. por si só. de maior cautela no exame do pedido. incumbe-lhe demonstrar. Contratos de representação comercial possuem regramento próprio ¿ Lei 4. assim. Tal não ocorre no caso concreto. coação ou de qualquer outro vício que pudesse levar à anulação do pacto celebrado. Precedentes jurisprudenciais.13 celebraram termo de distrato.

Sum.34437 . pois apenas se trata de ensejar o exercício legal de um direito. 283. Recurso provido.Julgamento: 26/04/2005 TERCEIRA CAMARA CIVEL CIVIL E CONSUMIDOR. CONCESSÃO DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. Proibida de formar estoque de capital e que se obriga a tomar mútuo no mercado financeiro para o . Para a concessão da tutela antecipatória o julgador deve estar seguro da verossimilhança da alegação no momento do iter processual. ainda. até o deslinde do feito.001. NATUREZA JURÍDICA. família ou bens (art. como 'integrante do sistema financeiro nacional'. se abstenha de novas interrupções em razão da mesma dívida. Administradora de cartão de crédito reconhecida. VÍCIO DE VONTADE.AGRAVO DE INSTRUMENTO . pela jurisprudência.19293 .TJRJ DES. A coação para viciar a declaração de vontade há de ser tal que incute ao paciente fundado temor à sua pessoa.TJRJ DES.002. para que a empresa Ré restabeleça o serviço de energia elétrica e. CAPITALIZAÇÃO.APELACAO CIVEL . MURILO ANDRADE DE CARVALHO .DECIMA QUARTA CAMARA CIVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONFISSÃO DE DÍVIDA. PEDIDO DE REVOGAÇÃO. Se no momento em que se firma um acordo se reconhece a inadimplência e estabelece-se cláusula de pena pelo não pagamento. Recurso contra decisão que reconsiderou a decisão concedendo a tutela antecipada. por isso inerte à limitação dos juros remuneratórios prescritos pela lei de usura. JUROS. coação não há.Julgamento: 03/05/2005 . DESNEGATIVAÇÃO. Ameaça de negativação que se insere no exercício regular do direito.14 2004. ADMINISTRADORA DE CARTÃO DE CRÉDITO. STJ. 2004. Tese inadmissível de ocorrência de coação na renegociação da dívida. WALTER D AGOSTINO . 153 do mesmo diploma legal). AÇÃO ORDINÁRIA. 151 do Código Civil) e não se considera coação a ameaça do exercício regular e normal de um direito (art.

quando preexistente legítima inscrição. caput. OBS: Sobre a inscrição do nome em Sistema de Proteção ao Crédito. parágrafo único. sob pena de desequilíbrio em seu desfavor. da MP 2. nisso se compreendendo a transferência da capitalização autorizada. com periodicidade inferior a um ano. cuja validade é contestada na ADInMC 2. em inegável possibilidade de enriquecimento sem causa jurídica do devedor. E. Repasse válido para a outra ponta dos encargos do mútuo. incensurável. ressalvado o direito ao cancelamento. 5º.170-36/2001. após o voto do relator que concedeu a liminar.15 financiamento dos débitos dos filiados. a essas entidades. Unânime. Coação e Temor Reverencial TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível NÚMERO: 70000678987 Inteiro Teor . improvimento ao recurso que pretendia revertê-la. com tramitação suspensa em razão de pedido de vista. não cabe indenização por dano moral. Sentença que caminhou nesse sentido. vale anotar a aprovação da súmula 359: Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição. situação que o mundo jurídico repudia. a Súmula 385: Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito. mais recentemente. consoante art.316-DF.

COMPRA E VENDA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. Relator: Marilene Bonzanini Bernardi. Precedentes da Corte. Julgado em 29/05/2001) TRIBUNAL: Tribunal de Justiça do RS ÓRGÃO JULGADOR: Segunda Câmara Especial Cível PUBLICAÇÃO: Diário da Justiça do dia DATA DE JULGAMENTO: 29/05/2001 COMARCA DE ORIGEM: SANTO ANGELO Nº DE FOLHAS: 5 SEÇÃO: CIVEL TIPO DE DECISÃO: Acórdão Coação e Prazo de Invalidação Escritura de compra e venda. a tanto não se qualificando o simples temor reverencial da relação de emprego. não há como identificar prescrição. e não prescricional. seu empregado. improcede o pleito de nulidade. (Apelação Cível Nº 70000678987. reputada contínua diante da realidade dos autos. NEGÓCIO ENTABULADO ENTRE PATRÃO E EMPREGADO COM LIBERAÇÃO DE FINANCIAMENTO POR INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. Terceira Turma. Antigo precedente da Corte assentou que existente pacto comissório. Segunda Câmara Especial Cível. COM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA E FINANCIAMENTO. .16 RELATOR: Marilene Bonzanini Bernardi EMENTA: ANULATÓRIA DE ATO JURÍDICO.681/SP. Empréstimo em dinheiro garantido por imóveis. 2 Veremos durante as aulas que este prazo é decadencial. MEDIANTE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA E AVAL DO PRIMEIRO.2 2. não se pode deixar de proclamar a nulidade. DJ de 3/8/92). Não identificado no acórdão o momento em que cessou a coação. Relator o Ministro Eduardo Ribeiro. Negaram provimento. não pelo vício da simulação. mas em virtude de aquela avença não ser tolerada pelo direito” (REsp nº 21. e nem a coação deste sobre o adquirente/financiado. 1. Coação. suposto beneficiário. Não demonstrando a prova dos autos conluio entre a instituição financeira e o vendedor. “disfarçado por simulação. Tribunal de Justiça do RS. Pacto comissório.

a investigação da causa debendi de tal cheque se o título não circulou. 586) ESTADO DE PERIGO Cheque-Caução e Hospitais (e situações assemelhadas) CHEQUE.273/GO.739/MT. julgamento em 19/03/2004) . relator Campos Mello. 12ª Câmara.02. Emissão em caução. Improcedência decretada em primeiro grau.Cheque entregue para garantir futuras despesas hospitalares deixa de ser ordem de pagamento à vista para se transformar em título de crédito substancialmente igual a nota promissória.2007. CAUSA DEBENDI. nem foi intentada ação de cobrança.2007 p. Decisão reformada em parte. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS. TERCEIRA TURMA.17 3. pois o título não foi protestado. Rel.É possível assim. Ausência de reflexos extrapatrimoniais. Rel. CAUÇÃO.Não é razoável em cheque dado como caução para tratamento hospitalar ignorar sua causa.2007 p. Aplicação dos princípios que regem situação de coação. 318) CHEQUE. Apelação n.2006. 2 – Dano moral resultante da apresentação e devolução do cheque. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO. para assegurar internação hospitalar de parente em grave estado de saúde. da Comarca de São Paulo.355-7. Não configuração.03.º 833. Inexigibilidade reconhecida.05. TERCEIRA TURMA. DJ 07. (REsp 784.12. pois acarretaria desequilíbrio entre as partes. julgado em 27. quedar-se-ia à mercê do hospital e compelido a emitir cheque. O paciente em casos de necessidade. no valor arbitrado pelo credor. cumulada com pedido de indenização por danos morais. POSSIBILIDADE . julgado em 12. . Não é válida obrigação assumida em estado de perigo. (REsp 796. . Recurso especial não conhecido. Ação anulatória. 3 – Recurso da autora provido em parte” (Primeiro Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo. DJ 26.

AÇÃO DE COBRANÇA.º 9. depósito de qualquer natureza. em antiga resolução: RESOLUÇÃO NORMATIVA . de 12 de junho de 2003. 4º da Lei n. considerando as contribuições da Consulta Pública nº 11. em qualquer situação. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. Diretor-Presidente. nota promissória ou quaisquer outros títulos de crédito. credenciados.18 EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. por parte dos prestadores de serviços contratados. não tendo sido a família que solicitou a internação em tal estabelecimento. cooperados ou referenciados das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde. devendo ser incluído os gastos entre os atendimentos gratuitos que propicia aos indigentes e necessitados (condição da filantropia). Nona Câmara Cível. . no ato ou anteriormente à prestação do serviço.ANS. UNÂNIME. Julgado em 04/06/2008) OBS: Vale lembrar que a emissão de “cheque-caução” é prática proibida pela Agência Nacional de Saúde. INSTITUIÇÃO HOSPITALAR. Afora isso. a exigência. está caracterizado o estado de perigo. afastando-se os efeitos da manifestação de vontade lançada quando da assinatura do termo de compromisso. ENTIDADE FILANTRÓPICA. Hipótese em que o apelado foi atropelado por um ônibus e levado ao hospital pelo corpo de bombeiros. adotou a seguinte Resolução Normativa e eu. 1º Fica vedada.RN N. DE 24 DE JULHO DE 2003.º 44. Indevida é a cobrança dos custos com a internação porque o nosocômio é entidade filantrópica e tem que promover assistência gratuita à saúde. determino a sua publicação. cooperados ou referenciados das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde e Seguradoras Especializadas em Saúde. A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar . de 28 de janeiro de 2000. de caução. no uso das atribuições que lhe confere o inciso VII do art. em reunião realizada em 23 de julho de 2003. Tribunal de Justiça do RS. Dispõe sobre a proibição da exigência de caução por parte dos Prestadores de serviços contratados. Relator: Tasso Caubi Soares Delabary. Art. credenciados. sobremaneira porque o apelado tem poucas condições financeiras. NEGADO PROVIMENTO AO APELO. nos termos do artigo 156 do Código Civil.961. (Apelação Cível Nº 70021429899.

instrução e encaminhamento das denúncias sobre a prática de que trata o artigo anterior. para as providências necessárias.gov. Julgado em 08/10/2008) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. sem prejuízo das demais providências previstas nesta Resolução. configurado vício de consentimento consistente na assinatura do contrato em estado de perigo. Tribunal de Justiça do RS. Art. resta minorada a fixação dos honorários.br. bem como a todas as demais operadoras que se utilizem do referido prestador.19 Art. Art.ans.ans. PRESTAÇÃO SERVIÇO HOSPITALAR. 2º Fica instituída Comissão Especial Permanente para fins de recepção. AO APELO. previsto pelo art.service. REJEITARAM A PRELIMINAR E DERAM PROVIMENTO. Na espécie. Décima Quinta Câmara Cível.br/main. SEGURO SAÚDE ANTERIOR À LEI 9. Verificada a excessividade alegada. Fonte: http://www. 156 do Código Civil. Relator: Otávio Augusto de Freitas Barcellos. www. § 2º Os processos encaminhados ao Ministério Público Federal serão disponibilizados para orientação dos consumidores no site da ANS.legislacao&id_legislacao =8A9588D42670BEE0012670C292243394&lumItemId=8A9588D42670BEE0012670C292243395 TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível NÚMERO: 70024412397 Inteiro Teor RELATOR: Otávio Augusto de Freitas Barcellos EMENTA: AÇÃO DE COBRANÇA.jsp?lumPageId=8A9588D4257EE41901257F3589BA1708&lumS=ans. POR AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.656/98.corporativo. 3º A ANS informará à operadora do usuário reclamante quanto às denúncias relativas a prestador de sua rede. § 1º As denúncias instruídas pela Comissão Especial Permanente serão remetidas ao Ministério Público Federal para apuração. EM PARTE.gov. (Apelação Cível Nº 70024412397. Indevida a dívida cobrada. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA. UNÂNIME. VERBA HONORÁRIA. 4º Esta Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. .

A onerosidade configura-se se o segurado foi levado a pagar valor excessivamente superior ao preço de mercado para apólice equivalente. quando este é necessário ao bom êxito do procedimento cirúrgico coberto pelo plano de saúde.20 SUBMISSÃO DO SEGURADO À CIRURGIA QUE SE DESDOBROU EM EVENTOS ALEGADAMENTE NÃO COBERTOS PELA APÓLICE. ESTADO DE PERIGO. . mesmo para contratos celebrados anteriormente à Lei 9. e (iii) assunção de “obrigação excessivamente onerosa”. .É considerada abusiva.O direito subjetivo assegurado em contrato não pode ser exercido de forma a subtrair do negócio sua finalidade precípua. É EXCESSIVAMENTE ONEROSA O NEGÓCIO QUE EXIGE DO ADERENTE MAIOR VALOR POR AQUILO QUE JÁ LHE É DEVIDO DE DIREITO. como o seguro.656/98. se o prêmio é demasiado face às suas possibilidade econômicas. Assim. . .O estado de perigo é tratado pelo Código Civil de 2002 como defeito do negócio jurídico. (ii) o dolo de aproveitamento da outra parte (“grave dano conhecido pela outra parte”). que tem como pressupostos: (i) a “necessidade de salvar-se. revelando-se desnecessária a assinatura de aditivo contratual. .Impõe-se condições negociais excessivamente onerosas quando o aderente é levado a pagar maior valor por cobertura securitária da qual já gozava. . ou se sua apólice anterior já o assegurava contra o risco e a assinatura de novo contrato era desnecessária. não é legítimo exigir que o segurado se submeta a ele. CONFIGURAÇÃO.O segurado e seus familiares que são levados a assinar aditivo contratual durante procedimento cirúrgico para que possam gozar de cobertura securitária ampliada precisam demonstrar a ocorrência de onerosidade excessiva para que possam anular o negócio jurídico. a recusa em conferir cobertura securitária. . e até mesmo para negócios jurídicos unilaterais. um verdadeiro vício do consentimento.É abusiva a cláusula contratual que exclui de cobertura a colocação de “stent”. Precedentes. se determinado procedimento cirúrgico está incluído na cobertura securitária. . SEGURADO E FAMILIARES QUE SÃO LEVADOS A ASSINAR ADITIVO CONTRATUAL DURANTE O ATO CIRÚRGICO. NECESSIDADE DE ADAPTAÇÃO A NOVA COBERTURA. DANO MORAL CONFIGURADO. ou a pessoa de sua família”. . COM VALORES MAIORES. mas não instale as próteses necessárias para a plena recuperação de sua saúde.Deve-se aceitar a aplicação do estado de perigo para contratos aleatórios. para indenizar o valor de próteses necessárias ao restabelecimento da saúde.

SÚMULA 211/STJ. POSSIBILIDADE. (REsp 918. BASE DE CÁLCULO. PERDAS E DANOS. LESÃO.2008) LESÃO Lesão e Prequestionamento RECURSO ESPECIAL. ao pedir a autorização da seguradora. INADIMPLEMENTO. CORREÇÃO DE PREMISSA EQUIVOCADA. SÚMULAS 282 e 356/STF. PROMESSA DE FATO DE TERCEIRO. a jurisprudência desta Corte vem reconhecendo o direito ao ressarcimento dos danos morais advindos da injusta recusa de cobertura de seguro saúde. AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE. CONVERSÃO PARA REAIS DE ACORDO COM O CÂMBIO DA DATA DA SENTENÇA. 20. CLÁUSULA DE EXCLUSIVIDADE. REEXAME DE PROVAS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. FUNDAMENTOS DIVERSOS. FIXAÇÃO COM BASE NO ART. TERCEIRA TURMA. pois tal fato agrava a situação de aflição psicológica e de angústia no espírito do segurado. Recurso Especial provido. Ministra NANCY ANDRIGHI. INVIABILIDADE. VALOR DA CAUSA. POSSIBILIDADE. DJe 01.Conquanto geralmente nos contratos o mero inadimplemento não seja causa para ocorrência de danos morais. VALIDADE. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DA MATÉRIA À LUZ DOS ARTIGOS APONTADOS COMO VIOLADOS. de abalo psicológico e com a saúde debilitada. DIANTE DA RESOLUÇÃO DO PRIMEIRO CONTRATO. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI. Rel. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.392/RN. SÚMULA 7/STJ. POR INADIMPLEMENTO. POSSIBILIDADE. OBRIGAÇÃO DE RESULTADO. DÓLAR.21 . CONTEÚDO NORMATIVO DO ART. EFEITOS INFRINGENTES. TERCEIRO QUE NÃO ANUIU. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. DO CPC. CONTRATOS. DOIS PACTOS. §4º. CLÁUSULA PENAL. DECISÃO EXTRA PETITA. SÚMULA 284/STF. DIREITO DE ARENA.04. REDUÇÃO. SUBSISTÊNCIA DA SEGUNDA AVENÇA. NÃO OCORRÊNCIA. RESPONSABILIDADE. uma vez que. INDENIZAÇÃO. 918 DO CC/1916.03.2008. já se encontra em condição de dor. SÚMULA 284/STF. julgado em 11. . INADIMPLEMENTO TOTAL DO CONTRATO.

quando o valor da multa exceder o valor da obrigação principal. por força da Súmula 7/STJ. 2. 462 do CPC e 1. a anuência ao contrato. pelo fato de os dispositivos serem desprovidos de conteúdo normativo capaz de amparar a discussão acerca da questão jurídica mencionada. representada pela notificação endereçada à TVA. inviável a redução da cláusula penal. cumpria a ela obter dos clubes de futebol. quando este o não executar". ainda. o que atrai o óbice da Súmula 284/STF. 24 da Lei 8. In casu. à luz da prova dos autos. 1. com base no art. "aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos. . Tendo a Corte de origem concluído no sentido do descumprimento total do contrato. 924 do Código Civil de 1916.059 do CC/1916). responde o promitente inadimplente por perdas e danos. 4. 439 do Código Civil em vigor. O inadimplemento dessa obrigação. Na promessa de fato de terceiro. 5. As considerações expendidas nas razões do especial acerca do instituto da lesão não podem ser apreciadas por esta Corte Superior. 3. 6. sob a ótica dos artigos de lei apontados como violados (art. enseja a resolução (extinção) do contrato e a responsabilização por perdas e danos.22 AUSÊNCIA DE INSIGNIFICÂNCIA OU EXAGERO A JUSTIFICAR A ATUAÇÃO DESTA CORTE. não sendo a CBF titular do direito de transmissão dos jogos. reservado exclusivamente às entidades de prática desportiva. reproduzido pelo caput do art. 8. segundo o art. o terceiro é totalmente estranho à relação jurídica. circunstâncias inexistentes no caso concreto. não estando vinculado ao contrato. a redução da multa contratual. que incumbia ao promitente. a teor do que dispunha o art.672/93. comunicando que não conseguira a anuência dos clubes. Segundo a jurisprudência do STJ. Descumprida a obrigação de obter a anuência do terceiro ao contrato. sob duplo fundamento: ausência de prequestionamento (enunciados sumulares n. 7.ºs 282 e 356/STF) e ausência de indicação do dispositivo legal que teria sido violado (Súmula 284/STF). senão após o cumprimento da obrigação. somente pode ser concedida nas hipóteses de cumprimento parcial da prestação ou. Válido o contrato celebrado entre duas pessoas capazes e aptas a criar direitos e obrigações. que ajustam um negócio jurídico tendo por objeto a prestação de um fato por terceiro. Inviável a análise da possibilidade de conversão da cláusula penal para reais. em razão da alteração imprevisível da política monetária nacional. 929 do Código Civil de 1916. de acordo com o câmbio da data da sentença de primeiro grau.

quantia que não pode ser considerada irrisória ou exorbitante. A jurisprudência desta Corte admite a possibilidade de atribuição de efeitos infringentes aos embargos declaratórios. para corrigir premissa equivocada relevante para o deslinde da controvérsia. Rel. 20.23 9. impede o conhecimento do recurso especial (Súmula 211 do STJ). cabível a utilização do valor da causa como base de cálculo. Não há falar em julgamento extra petita quando o julgador. DJe 16/11/2010) A Lesão na Legislação Anterior Processo RESP 434687 / RJ . 10. 11. do CPC. a justificar a atuação do STJ. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS). a despeito da oposição de embargos de declaração. RECURSOS ESPECIAIS DESPROVIDOS. adstrito às circunstâncias fáticas trazidas aos autos e ao pedido deduzido na inicial. em hipóteses excepcionais. (REsp 249.QUARTA TURMA Data do Julgamento 16/09/2004 Data da Publicação/Fonte . §4º. 13. julgado em 24/08/2010. aplicar o direito com fundamentos diversos daqueles apresentados pelo autor. TERCEIRA TURMA. Manutenção do valor de 20% sobre o valor da causa. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial. No arbitramento de honorários advocatícios.008/RJ. com base no art. 12. RECURSO ESPECIAL 2002/0004734-6 Relator(a) Ministro FERNANDO GONÇALVES (1107) Órgão Julgador T4 .

30.3ª Câmara de Direito Privado . Faltando prova da adequação razoável do preço imposto.01 .V. em face do contexto probatório extraído do laudo pericial. autorizando o Estado-juiz. DESPROPORÇÃO ENTRE O PREÇO E O VALOR DO BEM.) A Lesão no Código de Defesa do Consumidor .Necessária a redução do valor do preço de extirpação da cláusula abusiva para devolver o equilíbrio aos contratantes . de modo a permitir não só a recuperação do pagamento a maior.Relator: Ênio Zuliani . Recurso especial não conhecido. deu abrigo ao instituto da lesão.Configurada lesão aos compradores. o contrato passa a ser lesivo e ofende a ordem social.10. 1. COMPRA E VENDA.014-4 . Decidindo o Tribunal de origem dentro desta perspectiva. (Apelação Cível n. a adoção de posicionamento diverso pelo Superior Tribunal de Justiça encontra obstáculo na súmula 7. 2.Desequilíbrio entre as partes .24 DJ 11.U.01. A Lesão e o Compromisso de Compra e Venda TJ/SP: COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA . portanto.São Paulo .Recurso parcialmente provido.Desproporcionalidade ao intuito de lucro .Imposição. diversamente do Código Civil de 1916. mas também o rompimento do contrato por via de nulidade pela ilicitude do objeto. competente segundo o artigo 5º. ILICITUDE DO OBJETO. ainda. a afirmativa daquela instância no sentido da desproporção entre o preço avençado e o vero valor do imóvel. com a declaração de nulidade do negócio jurídico por ilicitude de seu objeto.Negócio efetuado por preço exorbitante . A legislação esporádica e extravagante. de cláusula abusiva de reajustamento . integrantes de classe pobre ou fabril . bastando.00330 Ementa CIVIL.2004 p. a intervir na relação contratual para adequá-la a sua concepção social. da Constituição Federal. LESÃO. 115. XXXV.

a simulação é causa de nulidade absoluta do negócio jurídico. assim. segundo o princípio consagrado de que as obrigações e CONTRATOS sujeitam-se à lei do tempo de sua formação. As instituições bancárias são regidas pela disciplina do Código de Defesa do Consumidor. 2. pois. Em caso de simulação relativa. aplicação a todos os CONTRATOS firmados após a vigência da Lei n.078/90.00. se tornarem ""excessivamente onerosas"" (teoria da imprevisão). São nulas de pleno direito. à luz do novo Código Civil.078/90 são declaradamente de ordem pública e. entre outras. 3. não podem ser alteradas ou restringidas pela convenção das partes. se válido for na substância e na forma. já que a lei não a distingue. suas características: 1. assim como das que. São. 8. sem dúvida. O impacto principal do Código de Defesa do Consumidor sobre a força obrigatória do contrato operou-se pela adoção expressa da possibilidade de revisão das cláusulas contratuais que "estabeleçam prestações desproporcionais"" (teoria da LESÃO). O esquema de forte e ostensiva tutela do consumidor tem. resguardam-se os efeitos do ato dissimulado. 1.º 8. sendo possível a revisão dos CONTRATOS sob sua ótica.25 TJ/MG: Número do processo: Relator: Data do acordão: Data da publicação: Ementa: As normas traçadas pela Lei n. em razão de fatos supervenientes. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que estejam em desacordo com o sistema de proteção do consumidor. Não se resguardam os efeitos da simulação inocente.306710-5/000(1) CARREIRA MACHADO 07/08/2003 19/09/2003 SIMULAÇÃO Observe-se que.0000. Causa de nulidade do negócio jurídico. .

DESNECESSIDADE DE PROVA DE EXISTÊNCIA DE SIMULAÇÃO OU FRAUDE. COLUSÃO. VENDA DE AVÔ A NETO. ATO ANULÁVEL. Recurso especial não conhecido. Sentença que. In casu. A anulabilidade da venda independe de prova de simulação ou fraude contra os demais descendentes. decreta a nulidade da execução. Inexistindo consentimento dos descendentes herdeiros do alienante. Jurisprudência. RELATOR: LUIZ LÚCIO MERG. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70008701146. 3. a seu sobrinho e respectiva esposa. ART. porquanto se trata de causa de nulidade absoluta. os filhos do alienante estão vivos e não consentiram com a venda do imóvel. 4.26 4. seja por denúncia de terceiro interessado. É dever do Juiz adotar providências obstativas. resguardados os direitos do terceiro de boa fé. é anulável a venda de ascendente a descendente. JULGADO EM 07/10/2004) Simulação e Venda a Descendente RECURSO ESPECIAL. 1. independentemente do grau de parentesco existente entre vendedor e comprador. Confirmação da sentença por seus próprios fundamentos. devedor e arrematante.132 DO CC/1916. 129 do CPC. NULIDADE. VENDA A DESCENDENTE. RECURSO NÃO CONHECIDO. com fundamento no art. . 1. em prejuízo de outros credores. DÉCIMA CÂMARA CÍVEL. Admite-se a alegação da simulação em juízo. 2. por concluir ter havido simulação envolvendo credor. Apelos improvidos. por seus pais. CIVIL. Simulação das Partes e Dever do Juiz EMENTA: EXECUÇÃO. 496 DO ATUAL CC. mesmo pelos próprios simuladores. quando detectar tal situação. seja por iniciativa própria. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. ART. AUSÊNCIA DE CONSENTIMENTO DOS DEMAIS DESCENDENTES. ESTANDO A MÃE DESTE VIVA.

09. n. um mútuo feneratício.11. Rel. 11 set. Marco Antônio Ribas. DJ 13.. 2007. julgado em 21.)o parceiro-proprietário fornece os animais. Acesso em: 12 mar. Jus Navigandi.2006. Breves considerações e novos rumos da oponibilidade do contrato dissimulado em juízo. o parceiro-tratador entra com o trabalho e com as despesas de custeio e tratamento. mas.com." (4) Seus pressupostos de validade resumir-se-iam.. pois. 70. 2) a criação pelo parceiro-criador e a 3) divisão dos lucros havidos entre policitante e oblato (5). que. 2003. é o gado vacum. recria. sendo comuníssimas tais avenças nas zonas pecuárias do país (. à: 1) entrega do gado pelo parceiroproprietário. outrossim. sob o pretexto de traduzir um contrato agrário. que de modo mais freqüente propicia sua realização. em verdade.asp?id=4221>. MARCO PISSURNO3: “Sob o prisma conceitual.uol. restando atualmente baseado no terreno dos contratos inominados (6).2006 p. mediante partilha proporcional dos riscos e dos frutos ou lucros havidos (Maria Helena Diniz (1) ). o ilustre Prof. certamente o contrato de parceria pecuária ainda vige para os fins colimados pelo Código de 1916. 267) OBS. invernagem e engorda. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA. Ainda pela força da preceituação antiga.: QUESTÃO ESPECIAL DE CONCURSO! Outro exemplo atual de contrato simulado é o denominado “vaca-papel”. Nada obstante ressente de disciplina específica no novo CCB. encobre. a patologia da "vaca-papel" e o novo Código Civil. QUARTA TURMA. em verdade. sobretudo. ano 7. se outra coisa não se estipular.27 (REsp 725. . Nesse sentido. de vencilho sinalagmático sustentado por um negócio jurídico parciário. tratava-se de contrato 3 PISSURNO. Disponível em: <http://jus2. que continuam de sua propriedade. Como identifica Washington de Barros Monteiro (3) "pode ser objeto desse contrato o gado grosso e miúdo.032/RS.br/doutrina/texto. A parceria pecuária. Teresina. (Pontes de Miranda (2)). de ter-se a parceria pecuária como o contrato agrário que tem por objeto a cessão de animais para cria. Trata-se.

alheio à forma especial. POSSIBILIDADE DE ANULAÇÃO PELA PARTE CONTRATANTE. MATÉRIA DE FATO E CONTRATO. INCIDÊNCIA. por vezes regulado indevidamente no porte das rendas previstas em contrato escrito. III. Na jurisprudência do STJ: CIVIL E PROCESSUAL. conquanto as partes respeitem a malha permissiva preceituada pelo art. NOVO CÓDIGO CIVIL. MULTA. (8) 2 – A "Vaca-Papel" Como Patologia Do Negócio Jurídico De ocorrência comum nas parcerias pecuárias.28 consensual. comumente denominado . PREQUESTIONAMENTO DEFICIENTE. REDUÇÃO. 538. 104 do NCCB. "VACA-PAPEL". TEMPESTIVIDADE. IV. quando lhes seja feito uso para encobrir-se a ocorrência real de mútuo feneratício. REEXAME. ainda que sem regramento próprio. parágrafo único. podendo ser provado. JUROS MORATÓRIOS. RECURSO ESPECIAL. ACERTO. ainda que não conhecidos estes por debaterem matéria considerada preclusa. na verdade. Prazo para o aviamento do recurso especial interrompido pela oposição de embargos declaratórios. como tal. Correta a imposição de multa baseada no art. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. a "vaca-papel" exterioriza-se na denominação corriqueira conferida à tais contratos. um mútuo com cláusulas usurárias. SÚMULAS N. representa. Nestes termos. quando se verifica a apresentação de embargos declaratórios inoportunos. ACÓRDÃO ESTADUAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS QUE SUSCITAM MATÉRIA PRECLUSA. independentemente do valor envolvido (7) e. em certos casos unidos por simulação relativa em torno de empréstimo haurido à juros e acréscimos vedados por lei” (9). o gado só existe no contrato . IMPOSSIBILIDADE. II. na dicção do Tribunal a quo. MULTA APLICADA EM 2º GRAU. do CPC.o parceiro-proprietário e o parceiro-criador revelam-se reais mutuante e mutuário. CONTRATO DE PARCERIA PECUÁRIA. segue atualmente oponível. 282 E 356-STF E 5 E 7-STJ. apenas que trazendo conclusões adversas ao interesse da parte insatisfeita. SIMULAÇÃO. por testemunhas. Não padece de nulidade o acórdão estadual que enfrenta suficientemente as questões essenciais ao deslinde da controvérsia. I. Possível a um dos contratantes buscar a anulação de contrato de parceria pecuária que.

Ministro 02/10/2008. não reconhece a ocorrência de tal vício ante a prova coligida no curso da instrução.581/MS. examinando o mérito da questão. QUARTA TURMA. (REsp 791. AÇÃO DE RESCISÃO CUMULADA COM PERDAS E DANOS. QUARTA TURMA. quando o Tribunal a quo admite a possibilidade de impugnação pelo participante do ato dito simulado (contrato de "Vaca-Papel"). REEXAME. julgado em Contrato denominado "vaca-papel". I. PROVA. ART. A ausência de prequestionamento impede a apreciação do especial em toda a extensão pretendida pela parte recorrente. CONTRATO DE PARCERIA RURAL. na forma do seu art. VÍCIO REJEITADO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. ALEGAÇÃO DE CONTRATO SIMULADO "VACA-PAPEL". JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. Inocorre a alegada infringência ao art. Recurso especial conhecido em parte e parcialmente provido. porém. PREQUESTIONAMENTO INSUFICIENTE. 282 E 356-STF. Cerceamento de defesa não configurado. V. 406. 330. Cerceamento de defesa. 7-STJ). VI. I. DJe 10/05/2010) ALDIR PASSARINHO JUNIOR. 5 e 7 do STJ.5% ao mês até a vigência do atual Código Civil e. ante os óbices das Súmulas n. Os juros moratórios. Ministro 15/04/2010. 7-STJ. DJe 03/11/2008) ALDIR PASSARINHO JUNIOR. (REsp 595. CPC. Rel. "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial" (Súmula n. tidos como suficientes ao deslinde da controvérsia. Recurso especial não conhecido. 104. são devidos no percentual de 0. à falta de pactuação válida. Rel. julgado em CIVIL E PROCESSUAL. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CARACTERIZADO. interpretação que não tem como ser revista em sede especial. porquanto fundamentado o acórdão estadual em diversos elementos constantes dos autos. ART. II. a partir de então. IMPOSSIBILIDADE. . IV. 104 do Código Civil anterior. CC. VII. V. SÚMULAS N.29 "vaca-papel". Inibição de prova da simulação. III. A insuficiência do prequestionamento impede a admissibilidade do recurso especial em toda a sua extensão.766/MS.

TERCEIRA TURMA. outorga de garantia de dívida dada a um dos credores. Rel.12. julgado em 10. em face do outro. julgado em 14. v. d) antecipação de pagamento feita a um dos credores quirografários.03. c) contratos onerosos do devedor insolvente.  quando houver motivo para ser conhecida do outro contratante. a única que foi deferida. "Vaca-papel". 158. Recurso especial conhecido e provido. alegada a simulação. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO. v. impõe-se a realização de ampla dilação probatória. 162. caput (o devedor insolvente perdoa dívida de terceiro.g. remissão de dívidas – art. são os seguintes: a) b) negócios de transmissão gratuita de bens – art. (REsp 760. Ministra NANCY ANDRIGHI. Pedido de um dos contratantes. Anulação do negócio jurídico.30 1. 185) Civil. TERCEIRA TURMA. a anulação judicial do contrato simulado de parceria pecuária. e) 163.2004.2007 p. em duas hipóteses (art.2004 p.2006. em detrimento dos demais – art. 159):  quando a insolvência for notória.). em detrimento dos demais – art. com base na existência de simulação. Mútuo com cobrança de juros usurários.). .903/SP. Rel. Recurso Especial. 2. caput (doação. Contrato simulado de parceria pecuária. 158. configurando-se o cerceamento de defesa quando a improcedência da alegação está calcada na prova testemunhal. DJ 15. DJ 16. Possibilidade. que encobre mútuo com juros usurários. requeira.02. à luz do novo Código Civil. Recurso Especial parcialmente provido. 265) FRAUDE CONTRA CREDORES Os fundamentos da ação pauliana.04. Em contratos da espécie. (REsp 441.g. .É possível que um dos contratantes.206/MS.

declarar a competência do juízo suscitante para o julgamento da ação declaratória de direito cumulada com pedido indenizatório patrimonial e moral. Rel. INEXISTÊNCIA. . Ministro SIDNEI BENETI.528/SP. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA O JULGAMENTO DA PRIMEIRA AÇÃO E DA JUSTIÇA COMUM PARA O JULGAMENTO DAS DUAS ÚLTIMAS. III . fundada nos atos ilícitos supostamente cometidos por esta última no exercício de suas funções. Fraude contra Credores: Justiça Comum x Justiça Trabalhista CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA.Compete à Justiça comum processar e julgar ação na qual se pugna pela anulação de ato praticado em fraude contra credores. DJe 04. ainda que o ato impugnado tenha o objetivo de frustrar a futura execução de uma dívida trabalhista. afastando-se a conexão declarada pelo Juízo suscitado. Legitimidade recursal. CONEXÃO ENTRE A PRIMEIRA AÇÃO E AS DUAS ÚLTIMAS. e a competência do juízo suscitado para o julgamento da ação pauliana e da ação cautelar de seqüestro. julgado em 14.Não há conexão entre a ação declaratória de direito cumulada com pedido de indenização patrimonial e moral e as ações pauliana e cautelar de seqüestro propostas pela ex-empregadora contra a ex-empregada.31 Vejamos agora alguns julgados de interesse para o seu estudo. SEGUNDA SEÇÃO. Recurso ordinário em mandado de segurança. AÇÃO PAULIANA E AÇÃO CAUTELAR DE SEQÜESTRO. por se tratar de ação de natureza civil.2008) Fraude contra Credores e Desconsideração da Pessoa Jurídica Processo civil. (CC 74. pela ausência de identidade de pedido ou causa de pedir. I . proposta pelo ex-empregador contra a ex-empregada.2008. II .Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ação declaratória de direito cumulada com pedido de indenização patrimonial e moral. JUSTIÇA COMUM E JUSTIÇA DO TRABALHO. Conflito de Competência conhecido para. AÇÃO DECLARATÓRIA DE DIREITO CUMULADA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO PATRIMONIAL E MORAL PROPOSTA PELO EX-EMPREGADOR CONTRA A EX-EMPREGADA. Desconsideração da personalidade jurídica de sociedade empresária.05.08. Sócios alcançados pelos efeitos da falência.

levantar o véu da personalidade jurídica para que o ato de expropriação atinja os bens particulares de seus sócios. TERCEIRA TURMA. DJ 06. Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR. poderá o Juiz.2004 p. NÃO APLICAÇÃO DA LEI N.04. julgado em 04. DJ Fraude contra Credores e Partilha de Bens EMBARGOS DE TERCEIRO. .2002. Sentença proferida contra o marido. Rel. Ex-mulher. Os bens que foram partilhados com a mulher antes da propositura de ação de cobrança contra o ex-marido.2003. incidentemente no próprio processo de execução (singular ou coletiva). perante o Juízo de origem. 359) NANCY ANDRIGHI. ainda que a dívida tenha origem em negócios celebrados antes da separação. FRUTO DE AÇÃO PAULIANA. Ministra 02.O sócio alcançado pela desconsideração da personalidade jurídica da sociedade empresária torna-se parte no processo e assim está legitimado a interpor.A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica dispensa a propositura de ação autônoma para tal. Processo em que não se cogitou de fraude de execução ou fraude de credores. PENHORA. Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento. (RESP 387952/SP. . 8.08. FRAUDE CONTRA CREDORES.08. os recursos tidos por cabíveis.32 . Rel. de forma a impedir a concretização de fraude à lei ou contra terceiros.05. não podem ser atingidos na execução de sentença de procedência dessa ação. BEM DE FAMÍLIA. 297) Fraude contra Credores e Bem de Família PROCESSO CIVIL. Verificados os pressupostos de sua incidência. Recurso conhecido e provido. julgado em 19. QUARTA TURMA. visando a defesa de seus direitos.2002 p. (RMS 16274/SP.009/90.

208-SP (DJ 2. julgado em 03.009/90. FRAUDE CONTRA CREDORES. Rel.33 De acordo com a orientação jurisprudencial que se firmou na Quarta Turma. Recurso especial provido. 267) CIVIL E PROCESSUAL. Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI.10.98) e 119. Recurso especial.05. julgado em 01. TERCEIRA TURMA. 211) Fraude contra Credores e Embargos de Terceiro SÚMULA 195.1997.04. 50798) Direito civil e processual civil.04.2007. (RESP 170140/SP.98).04.2007 p.12.495-MG (DJ de 18. EMBARGOS DE TERCEIRO. . se o bem penhorado retorna ao patrimônio do devedor em virtude da procedência de ação pauliana. DJ 23.Não é possível a apuração e o reconhecimento de fraude contra credores no âmbito dos embargos de terceiro à execução.1999. notadamente porquanto existente ação própria para tanto. (REsp 841. sob pena de prestigiar-se a má-fé do devedor. POR FRAUDE CONTRA CREDORES. Fraude contra credores. não tem aplicação a impenhorabilidade preconizada pela Lei n. IMPOSSIBILIDADE DE DECRETAÇÃO NO ÂMBITO DOS EMBARGOS. AÇÃO PAULIANA OU REVOCATÓRIA. julgado em 07. (CORTE ESPECIAL. Precedentes: Resps 123. QUARTA TURMA.361/PA. DOAÇÃO DE IMÓVEL POR AVALISTAS A SEUS FILHOS. Dissídio. Recurso especial não conhecido. ambos da relatoria do eminente Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira.1999 p. . Embargos de terceiro à execução. Súmula 195/STJ. 8. STJ: EM EMBARGOS DE TERCEIRO NÃO SE ANULA ATO JURIDICO. Embargos de declaração. Ministro CESAR ASFOR ROCHA.2. DJ 09.10. DJ 17.1997 p.

na forma do art. O conhecimento de recurso especial fundado na alínea c do permissivo constitucional exige a demonstração analítica da divergência. a ineficácia do negócio jurídico reconhecido nessa ação produziu efeitos apenas em relação ao marido. SÚMULA N. puro e simples. EMBARGOS DE TERCEIRO. NATUREZA DA SENTENÇA DA AÇÃO PAULIANA. sendo necessária a sua investigação e decretação na via própria da ação pauliana ou revocatória. II. nem prejudicando terceiros" (CPC. 2.12. § 1º. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR. teria por pressuposto a citação dela (CPC. não conduz a uma sentença anulatória do negócio. julgado em 27. único). mas sim à de retirada parcial de sua eficácia. para produzir efeitos contra a mulher. sendo legítima. permitindo-lhes excutir os bens que foram maliciosamente alienados.2007. A fraude contra credores não gera a anulabilidade do negócio — já que o retorno. par. FRAUDE CONTRA CREDORES. a sentença. segundo o próprio Código Civil. § 2º. CC/16. art. 195-STJ. não a propriedade do alienante. Recurso especial conhecido e provido. Inviável o reconhecimento da fraude contra credores no bojo de embargos de terceiro. 5. do CPC. 106. que não foram vítimas de fraude alguma. que não foi parte. Rel. de preservar a sua meação.223/RS. DESCONSTITUIÇÃO DE PENHORA SOBRE MEAÇÃO DO CÔNJUGE NÃO CITADO NA AÇÃO PAULIANA. No caso dos autos. sendo o imóvel objeto da alienação tida por fraudulenta de propriedade do casal. 472). art. a pretensão da mulher. RECURSO ESPECIAL. I. a sentença de ineficácia. 541 do CPC e 255 do RISTJ. (REsp 471. Afinal. livrando-a da penhora. a ação pauliana. 158. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO DISSÍDIO. 10. art. 4.34 NECESSIDADE. em relação a determinados credores. 1. 1046. EXECUÇÃO. 174) Natureza Jurídica da Ação Pauliana PROCESSUAL CIVIL. restabelecendo sobre eles. . QUARTA TURMA. na forma dos arts. em regra. Não tendo havido a citação da mulher na ação pauliana. só produz efeito em relação a quem foi parte. I). só pode ser intentada pelos credores que já o eram ao tempo em que se deu a fraude (art. DJ 17.2007 p. mas a responsabilidade por suas dívidas. ALÍNEA C. 3. § 3º.11. "não beneficiando. e que não poderiam alimentar expectativa legítima de se satisfazerem à custa do bem alienado ou onerado. ao status quo ante poderia inclusive beneficiar credores supervenientes à alienação. que. Portanto.

2. muito embora não produza efeitos infirmadores da regra prior in tempore prior in jure.08.Resp 241. senão pelo conhecimento erga omnes produzido pelo registro da penhora.08. Recurso Especial desprovido. Rel. In casu. Lavrado o Auto de Penhora e Depósito do Imóvel (fl. (REsp 506. A fraude à execução consiste na alienação de bens pelo devedor.312/MS. o qual foi negado pelo Cartório. DJ de 30/05/2005. Nesse sentido.35 5. O escopo da interdição à fraude à execução é preservar o resultado do processo. sem a reserva . 198) Fraude contra Credores x Fraude à Execução PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. e que não se confunde com a fraude contra credores prevista na legislação civil. 3. Min. A caracterização da fraude à execução prevista no art. reclama que a alienação do bem ocorra após a citação do devedor. Rel. Consoante consta dos autos. 593 do CPC. 5. PRIMEIRA TURMA. Recurso especial provido.095.041. exsurgiu com o escopo de conferir à mesma efeitos erga omnes para o fim de caracterizar a fraude à execução. . frustrando a execução e impedindo a satisfação do credor mediante a expropriação de bens. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI. posto que a novel exigência do registro da penhora. (Resp 741. 185 do CTN. Aquele que não adquire do penhorado não fica sujeito à fraude in re ipsa. Teori Albino Zavascki. DJ de 06/06/2005) 4.em seu patrimônio .de bens suficientes a garantir o débito objeto de cobrança. ALIENAÇÃO JUDICIAL DE BEM NA PENDÊNCIA DE EXECUÇÃO FISCAL. Min. beneficiaria apenas o terceiro adquirente de boa-fé. Rel. na pendência de um processo capaz de reduzi-lo à insolvência. Trata-se de instituto de direito processual. interditando na pendência do mesmo que o devedor aliene bens.2006 p. na redação anterior à conferida pela LC 118/2005. o que foi deferido pelo Juízo. julgado em 15.40). regulado no art. João Otávio de Noronha. a empresa foi regularmente citada. oferecendo à penhora caixas plásticas de vasilhame padrão Skol e garrafas de vidro do mesmo padrão. sob o fundamento de que o imóvel não mais pertencia à empresa executada.2006. DJ 31. 1. o fato de a constrição do bem imóvel não ter sido registrada no competente Registro de Imóveis. FRAUDE À EXECUÇÃO CONFIGURADA. O Fisco discordou da nomeação e requereu que a constrição recaísse sobre o imóvel matriculado no Ofício de Registro de Imóveis de Caxias do Sul. foi expedido o ulterior mandado de Registro de Penhora. 6.

Inteligência da Súmula n. SEGUNDA TURMA.10. 185 do CTN delineia o instituto da fraude à execução no âmbito do direito tributário.36 (REsp 684. INAPLICABILIDADE DO ART. DECADÊNCIA. Rel. das circunstâncias relativas à ocorrência de registro de contrato de compromisso de compra e venda e de sua respectiva validade.2005. especificamente. DJ 24. O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente. não se prestando. Ministro 24. (REsp 562. a seguinte súmula do STJ: Súmula 375. 2. julgado em 06. FRAUDE CONTRA CREDORES. ATENDIMENTO. DJ 04. O termo inicial do prazo decadencial de 4 (quatro) anos para a propositura de ação pauliana cujo fim é a anulação de contrato de compromisso de compra e venda é a data do registro dessa avença no cartório imobiliário. não há fraude à execução quando a alienação do bem ocorre antes da citação válida do executado alienante. 279) JOÃO OTÁVIO DE NORONHA. PRESSUPOSTOS. Recurso especial improvido. O art. A teor do art. FRAUDE À EXECUÇÃO. Fraude contra Credores e Promessa de Compra e Venda DIREITO CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. SÚMULA N. validade contra terceiros. para tanto. na redação anterior à Lei Complementar n. faz-se necessário o reexame das provas e dos fatos que compõem o litígio. 1. por conseguinte.2006. ANULAÇÃO.338/ES. 3. 118/2005. na via do recurso especial. PROCESSO CIVIL. 1. Ministro LUIZ FUX.2006 p. NÃO-OCORRÊNCIA. 191) TRIBUTÁRIO. para regular hipóteses em que eventualmente ocorra fraude contra credores. Rel. NÃO-COMPROVAÇÃO.12.10. julgado em Anote-se.925/RS. Afigura-se inviável. 7/STJ. 7/STJ. sobre a fraude à execução. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA. averiguar questão atinente ao prazo prescricional para a propositura de ação pauliana se. oportunidade em que esse ato passa a ter efeito erga omnes e. 2. 185 do CTN. AÇÃO PAULIANA.2005 p. . pois. PRIMEIRA TURMA.10. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. ainda. 185 DO CTN.

já se encontrando em estado de insolvência. Ministro 19/02/2008. 166 do Código Civil. mantendo a decisão do tribunal a quo que entendeu inexistir ofensa ao art. a extinção da ação anulatória do registro. o qual dispõe que a declaração de . 158. 106. conclui o negócio jurídico. Tribunal de Justiça do RS. A Turma negou provimento ao recurso especial. (REsp 710. dispõe de bem. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. ATOS PREDETERMINADOS. como no caso em análise. julgado em OBS. Rel. Julgado em 31/07/2008) Por fim. DJe 10/03/2008) JOÃO OTÁVIO DE NORONHA. O registro de nascimento só pode ser anulado quando existente defeito: por erro. dolo.810/RS. e o promitente comprador. o pedido é juridicamente impossível. Recursos especiais não-conhecidos.37 3. § 2º. que relativiza o próprio sistema legal de reconhecimento da fraude contra credores: FRAUDE. 5. Quando há mera dúvida acerca da paternidade. do CC/1916 (art. assim. conforme podemos notar neste julgado: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. DÚVIDA QUANTO A PATERNIDADE. Os defeitos do negócio jurídico podem servir de base à ação anulatória de registro civil de nascimento. Recurso desprovido. na celebração de compromisso de compra e venda. ou ainda nas hipóteses previstas no art. Encontram-se atendidos os pressupostos do instituto da fraude contra credores na hipótese em que. CREDORES. Relator: Ricardo Raupp Ruschel. 4. Segundo a Min. a literalidade do referido preceito. o promissário vendedor. AÇÃO DE ANULAÇÃO DO REGISTRO DE NASCIMENTO. A transcrição das ementas dos julgados tidos como divergentes é insuficiente para a comprovação de dissídio pretoriano viabilizador do recurso especial. Mantida. coação e estado de perigo. (Apelação Cível Nº 70024323065. do CC/2002) diante da comprovada prática de atos fraudulentos predeterminados com o intuito de lesar futuros credores. vale mencionar um recente julgado. QUARTA TURMA. Sétima Câmara Cível. Relatora. ciente dessa circunstância. parágrafo único.

ou. REsp 1.092. Pode ser argüida pelas partes. A ação declaratória de nulidade é decidida por sentença de natureza declaratória de efeitos “ex tunc”.38 ocorrência de fraude contra credores exige que o crédito tenha sido constituído em momento anterior ao ato que se pretende anular. Precedente citado: REsp 10. de forma que a ordem jurídica acompanhe a dinâmica da sociedade hodierna e busque a eficácia social do direito positivado. 4. 6. até mesmo. Admite confirmação expressa ou tácita. segundo o novo Código Civil. em nosso sentir. Não admite confirmação. por terceiro interessado. 2. Não se opera de pleno direito. 5. a par de existir polêmica a respeito. 3. deve ser relativizada. 3. legalmente tutelados. decidida por sentença de natureza desconstitutiva de efeitos “ex tunc”. A ação anulatória. tema que será desenvolvido em sala de aula. 5. pelo Ministério Público. 2. para facilitar a sua fixação: NULIDADE ABSOLUTA 1. DJ 25/5/1992. não se sujeitando a prazo decadencial. pode ser representado da seguinte forma. pode ser reconhecida a qualquer tempo. pronunciada de ofício pelo Juiz. O ato nulo atinge interesse público. 3. . Opera-se de pleno direito. Invalidade do Negócio Jurídico O quadro geral da invalidade do negócio jurídico. julgado em 5/8/2010. A nulidade. NULIDADE RELATIVA (ANULABILIDADE) 1. é. Rel. Nancy Andrighi. O ato anulável atinge interesses particulares. 4.096-SP. quando lhe couber intervir.134-SP. Somente pode ser argüida pelos legítimos interessados. Min.

em 2011. Fique por Dentro Violência doméstica: cinco anos de punição mais rígida para agressores 18/09/2011 A Lei Maria da Penha trouxe da sombra uma realidade escondida nos lares brasileiros. No próximo dia 22 de setembro. salvo norma específica em sentido contrário. 4. A norma. o número de processos autuados no Tribunal da Cidadania sobre a questão já chega a 1. quatro em cada dez brasileiras afirmam já ter sofrido algum tipo de violência doméstica. a Lei 11. as pessoas. Estatística que não teve variação desde 2001. o ministro avalia que muitas tragédias antecederam a lei. “As estatísticas estão a indicar que a principal causa de homicídio de mulheres é exatamente a prática de violência anterior. Pesquisa da Fundação Perseu Abramo realizada em 2011 revela que 80% dos brasileiros aprovam a Lei Maria da Penha. no íntimo das suas relações familiares. a quantidade de processos penais que chegam sobre violência doméstica contra a mulher é crescente – em 2006. A anulabilidade somente pode ser argüida. nos mais variados graus. Então. mas chegou. A violência praticada contra a mulher no ambiente familiar assusta. “A Lei Maria da Penha chegou tarde. Membro da Sexta Turma e da Terceira Seção.” A constatação é do ministro do STJ Og Fernandes. não praticam homicídio contra a mulher como o primeiro gesto . No Superior Tribunal de Justiça (STJ). mais das vezes.39 6. As alterações trazidas pela lei endureceram o tratamento à agressão doméstica contra a mulher. em prazos decadenciais de 4 (regra geral) ou 2 (regra supletiva) anos. Segundo a fundação. um aumento de 150%.340/06 completa cinco anos de vigência. pela via judicial.600. Na opinião do ministro. até que se efetivasse a iniciativa de reverter a impunidade histórica no Brasil com relação à violência doméstica. triplicou a pena para lesão corporal leve no âmbito doméstico. é possível afirmar que a questão transcende as relações familiares para se transformar em um problema público nacional. foram 640 processos. órgãos que analisam matérias penais. porque onde deveria existir união e acolhimento. por exemplo. sobressai a crueldade e o medo. permitiu a prisão em flagrante dos agressores e terminou com a substituição da detenção pelo pagamento de multa ou cestas básicas.

o que orienta as demais instâncias sobre a posição firmada no STJ sobre o tema. Começa com a agressão moral.097. que é a violência física. O recurso foi julgado pelo rito dos repetitivos. conta Ana Claudia. na maioria das vezes. Os homens sofrem esta violência na maioria das vezes na rua e as mulheres. E. Se ela não é combatida. há uma segunda etapa. estamos num cenário desanimador de desrespeito aos direitos humanos das mulheres”. são vítimas de homicídio depois de todo o ciclo de violência que acontece dentro de casa”. Em fevereiro de 2010. essa é a tese aplicada. O ministro Og Fernandes acredita que a lei transportou para o Estado o dever de atuar de maneira ativa contra a violência doméstica de gênero. finalmente. observa. Essa interpretação ainda está para ser confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. pode-se chegar a esse tipo de aniquilamento da dignidade humana”. Havendo recurso ao Tribunal Superior. a Terceira Seção do STJ foi palco do julgamento paradigmático sobre a necessidade de representação da vítima para o processamento da ação penal contra o autor. “As taxas de homicídios contra as mulheres parecem baixas se comparadas com as dos homens. A decisão do STJ significa que a ação penal por lesão corporal leve não pode ser proposta pelo Ministério Público independentemente da vontade da vítima. A posição não foi unânime.042). Ação condicionada A aplicação da Lei Maria da Penha tem sido muito debatida no âmbito do Judiciário. mas passou a ser aplicada por todos os julgadores do STJ: é imprescindível a representação da vítima para o Ministério Público propor ação penal nos casos de lesões corporais leves decorrentes de violência doméstica (REsp 1. trata-se de uma ação penal pública condicionada. conta o ministro. Mas a dinâmica dos homicídios é muito diferente.40 de violência. “No que se refere às estatísticas. Os homens são mais de 90% das vítimas de homicídios no país. o Brasil está em 13º num ranking internacional de homicídios contra mulheres. . normalmente. em menor proporção. ainda que sua efetividade dependa da adesão da sociedade como um todo.” De acordo com a consultora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria para Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (CFEMEA). A conclusão é compartilhada pela cientista política Ana Claudia Jaquetto Pereira: “A experiência doméstica é pontuada pela violência. Ou seja.

explicou que a lei não exige requisitos específicos para validar a representação da vítima. a ministra Maria Thereza de Assis Moura. o interesse de se retratar. a defesa do agressor afirmou que a abertura da ação penal teria de ser precedida por uma audiência judicial. “nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta lei. isso é visto como um crime que a mulher teria o poder de provocar.742). espontânea e livremente. Em caso semelhante. na qual a vítima confirmaria a representação contra o acusado. no dia a dia. na prática.41 Representação Estabelecida a necessidade de representação da vítima. decidiu-se que a mulher que sofre violência doméstica e comparece à delegacia para denunciar o agressor já está manifestando o desejo de que ele seja punido. Num dos julgamentos. conforme dispõe a Lei Maria da Penha. antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público”. O artigo 16 dispõe que. o que é um grande engano”. da Sexta Turma do STJ. “A lei veio para acabar com uma banalização que existia em relação à violência contra as mulheres. coube igualmente ao STJ definir em que consiste esse ato. analisado pela Quinta Turma. em audiência especialmente designada com tal finalidade. Mas a gente percebe que. só será admitida a renúncia à representação perante o juiz. Na ocasião. a Quinta Turma analisou um recurso em mandado de segurança interposto pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul para que a audiência prevista no artigo 16 da Lei Maria da Penha só ocorra quando a vítima manifeste. pondera Ana Claudia. antecipada. Esta semana. Basta que haja manifestação clara de sua vontade de ver apurado o fato praticado contra si (HC 101. Algo de menor relevância que poderia ser resolvido num consultório de psicólogo e não na justiça. submetendo-a a audiência para enfrentar o seu agressor. Os ministros decidiram que a vítima não pode ser constrangida a ratificar a representação . Renúncia A consultora do CFEMEA Ana Claudia Pereira critica a tentativa de “revitimizar” a mulher agredida. razão por que não há necessidade de uma representação formal para a abertura de processo com base na Lei Maria da Penha (RHC 23786). Quinta e Sexta Turmas são uníssonas no entendimento de que o registro de ocorrência perante a autoridade policial serve para demonstrar a vontade da vítima de violência doméstica em dar seguimento à ação penal contra o agressor.

são organizados fóruns reunindo todos os interessados. O relator do recurso. ocorria o arquivamento dos processos. Se você mostra que a violência não pode se repetir. sob pena de constrangimento ilegal à mulher vítima de violência doméstica e familiar. mas também ainda há resistência à lei. O curso “Violência Doméstica e a Lei Maria da Penha” é fruto de uma parceria com a Secretaria Especial de Política para as Mulheres da Presidência da República. avalia a consultora do CFEMEA. . “O tapinha. Paralelamente. desembargador convocado Adilson Macabu. Ela afirma que o movimento feminista reivindica uma atuação mais consciente do Judiciário. a norma foi batizada em homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Fernandes. no outro vira um tiro. Outra mudança significativa da lei foi retirar dos juizados especiais criminais (que julgam crimes de menor potencial ofensivo) a competência para julgar os casos de violência doméstica contra a mulher. desde os tipos de violência até a maneira de proteção da vítima pelo estado – com as casas abrigo e as medidas de proteção. na sede do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. como condição da abertura da ação penal. um dia vira uma surra. na presença de seu agressor. o que não é surpreendente. considerando que o preconceito e a violência contra a mulher derivam de um fenômeno social”. Ministério da Justiça e Fórum Nacional de Juízes da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid). concluiu que a audiência prevista no dispositivo não deve ser realizada de ofício. para que tenha seguimento a ação penal (RMS 34. O próximo encontro do Fonavid será realizado em novembro. A forma como os crimes acontecem é uma demonstração de relação de poder. O texto é saudado internacionalmente pela forma completa como tratou o fenômeno da violência doméstica contra a mulher. após sofrer duas tentativas de assassinato por parte de seu marido à época. você vai ter uma reeducação. “No Judiciário. É um processo de reflexão na sociedade.607). Aplicação a namorados Considerada uma das três melhores leis do mundo pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher. A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) prevê para outubro a realização de um curso de capacitação sobre a Lei Maria da Penha.42 perante o juízo. há pessoas comprometidas. em 1983. Na maioria das vezes. argumenta. mas é preciso que o Judiciário também tenha comprometimento”. que ficou paraplégica.

O STF entendeu que.813).099/95. ao sofrer violência no âmbito domiciliar. E. com competência civil e criminal. a lei especial retirou a violência doméstica contra a mulher do rol dos crimes de menor potencial ofensivo. Suspensão Outro ponto abordado pela lei que chegou ao Judiciário foi a vedação que o artigo 41 faz à suspensão condicional do processo.43 A lei possibilitou a criação de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. estava caracterizado o nexo causal entre a conduta agressiva do ex-namorado e a relação de intimidade que havia entre ambos. ao afastar os institutos despenalizadores. abraçando outras pessoas que inicialmente se pensou que não estariam sobre a proteção da Lei Maria da Penha”. A Quinta Turma do STJ já decidiu que não é possível a suspensão condicional do processo ao acusado por lesão corporal leve contra mulher (HC 203. Naquele caso. ressaltou que de fato havia existido um relacionamento entre réu e vítima durante 24 anos. tendo em vista que a mulher. Assim. o ministro Bellizze acredita que o legislador enxergou e corrigiu por meio da lei uma carência da atuação estatal no que diz respeito à vulnerabilidade da mulher nos relacionamentos afetivos. enquanto não forem estruturados. “a lei merece uma interpretação bem mais ampliativa. No entanto. o relator. o namoro evidencia uma relação íntima de afeto que independe de coabitação. mas que ocorram em decorrência dele – caracterizam violência doméstica (CC 103. ministro Jorge Mussi. agressões e ameaças de namorado contra a namorada – mesmo que o relacionamento tenha terminado. as varas criminais acumularão as competências cível e criminal para os processos de violência doméstica contra a mulher. o tratamento diferenciado aos crimes praticados em tais condições é necessário para restabelecer o equilíbrio na sociedade. Portanto. a Terceira Seção do STJ decidiu que não é necessário coabitação para caracterização da violência doméstica contra a mulher. De acordo com os ministros. o artigo 41 da Lei Maria da Penha observou o princípio constitucional da isonomia. não tendo o acusado aparentemente se conformado com o rompimento da relação. Para o ministro Marco Aurélio Bellizze. .374). De acordo com a Lei 9. Assim. a alternativa pode ser aplicada para suspender um processo em que a pena seja de até um ano e o acusado não seja reincidente ou processado por outro crime. Em 2009. Membro da Quinta Turma. encontra-se em situação de desigualdade perante o homem. passando a ameaçar a ex-namorada.

Temos que dar. “o sujeito ativo pode ser tanto o homem quanto a mulher. a Terceira Seção definiu que o sujeito passivo da violência doméstica objeto da Lei Maria da Penha é a mulher. Para a cientista política Ana Claudia Pereira. no seu artigo 5º. ministro Og Fernandes. No entanto. em relação a esse aspecto. além da convivência. o CFEMEA acompanha 30 projetos de lei relacionados à Lei Maria da Penha. a norma serve para proteger apenas mulheres vítimas de violência no âmbito de uma relação homoafetiva. Leia também: Maria da Penha: STJ dispensa representação da vítima e Legislativo quer rever lei . e sim na forma como ela vem sendo aplicada pelos operadores de direito. com ou sem coabitação” (CC 96. avalia. há debates sobre alterações no texto da Lei Maria da Penha. porque do contrário cria instabilidade e pode ser feito de maneira arbitrária”.533). parágrafo único. mas é preciso esperar que ela entre no cotidiano das pessoas e se ajuste.44 Diversidade A Lei Maria da Penha atribuiu às uniões homoafetivas o caráter de entidade familiar. adverte. Segundo a consultora. Ao julgar um conflito de competência. De acordo com o relator. desde que fique caracterizado o vínculo de relação doméstica. “É muito pouco o tempo de vigência da lei para que se tenha uma interpretação inteiramente ajustada na realidade brasileira e no pensamento da comunidade jurídica. 90% não alteram nada no funcionamento da lei. um tempo maior para que as coisas se consolidem”. se poderá fazer uma avaliação. apenas reafirmam mecanismos que já existem. os projetos de lei são tentativas de sanar falhas que não estão no texto da lei. familiar ou de afetividade. “É preciso mais tempo para ver o que deve ser alterado”. Aí sim. “Defendemos que qualquer mudança seja feita de uma forma muito discutida e embasada em dados. Ana Claudia é prudente ao falar em mudanças na lei. Alterações Na Câmara dos Deputados. No Congresso Nacional. ao prever. O ministro do STJ Og Fernandes afirma que a lei pode melhorar. que as relações pessoais mencionadas na lei independem de orientação sexual.

HC 101742.jus. É comum o plano alegar que a cirurgia de redução de estômago é puramente estética e. o Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante que cláusulas contratuais que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque. não podendo qualquer uma delas dar margem à dupla interpretação. a previsão é de que em 2011 sejam realizadas 70 mil cirurgias de redução de estômago no país. que reconhece a gravidade da obesidade mórbida e indica as hipóteses nas quais a cirurgia bariátrica é obrigatória. doença listada e classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). ressaltou o ministro. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). a Turma negou provimento ao recurso especial da Unimed Norte do Mato Grosso.estilo=&tmp. A Lei n. o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos países que mais realizam este tipo de intervenção. Além disso. Mas quem precisa fazer a cirurgia bariátrica enfrenta uma verdadeira maratona para conseguir que o plano de saúde pague pelas despesas. Cirurgia bariátrica.656/1998 compreende a cobertura assistencial médico-ambulatorial e hospitalar para o tratamento da obesidade mórbida. HC 203374 Fonte: http://www. Decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) enfrentam essas questões e.45 Processos: REsp 1097042. ministro Luis Felipe Salomão. contribuem para firmar uma jurisprudência sobre o tema. que alegava não haver previsão contratual para a cobertura desse tipo de procedimento. 9. Por essa razão. CC 96533. nem sempre as seguradoras cobrem o procedimento. Entretanto. RHC 23786.area=398&tmp. longe de ser um procedimento estético ou mero tratamento emagrecedor. cresce o número de pessoas que encaram o desafio de emagrecer reduzindo o tamanho do estômago por meio de cirurgia bariátrica. caso a caso. por isso. a Resolução Normativa da Agência Nacional de Saúde (ANS). tanto física quanto semântica.br/portal_stj/objeto/texto/impressao. Atualmente. RMS 34607. permitindo a imediata compreensão.texto= 103210 acessdo em 19 de setembro de 2011. Segundo o relator. No caso julgado. “Afinal. CC 103813. indicada como tratamento para obesidade mórbida. negar a realização da intervenção. . ficando atrás apenas dos Estados Unidos.175.stj.616. o número de cirurgias deste tipo cresceu mais de 500%.wsp?tmp. Na última década. os ministros da Quarta Turma destacaram que a gastroplastia (cirurgia bariátrica). é ilegal a recusa do plano de saúde em cobrir as despesas da intervenção cirúrgica. Outros pontos questionados pelos convênios são a carência do plano e a pré-existência da doença. uma conquista médica e judicial 27/03/2011 A cada ano. um paciente com obesidade mórbida não se submeterá a uma cirurgia de alto risco apenas com finalidade estética”. No julgamento do Recurso Especial (Resp) 1. revela-se cirurgia essencial à sobrevida do segurado que sofre de outras enfermidades decorrentes da obesidade em grau severo. Muitas acabam beneficiando quem precisa da cirurgia bariátrica como único recurso para o tratamento da obesidade mórbida.

Preexistência da doença No Resp 980. independentemente do período de carência. Cirurgia plástica No julgamento do Resp 1. “É ilegítima a recusa da cobertura das cirurgias destinadas à remoção de tecido epitelial.326. ministra Nancy Andrighi. 9.46 Carência Em outro julgamento (MC 14. a Unimed Rondônia teve que autorizar todos os procedimentos necessários para a cirurgia de redução de estômago de um paciente com obesidade mórbida. Ela observou que havia uma cláusula contratual genérica que previa a cobertura de cirurgias “gastroenterológicas”.789).106. é apenas hipotética a afirmação de que a nova técnica seria mais onerosa. procedimentos expressamente excluídos de cobertura. A relatora. asseverou que não se justifica a recusa à cobertura porque a seguradora “não se precaveu mediante a realização de exames de admissão no . A Quarta Turma negou pedido da cooperativa médica. Quanto à alegação. ministro Luis Felipe Salomão. ministro Massami Uyeda. a Quarta Turma confirmou decisão que determinou à Unimed o pagamento de cirurgia bariátrica a um segurado de Mossoró (RN). que tentava suspender a determinação da Justiça estadual. Para o relator do processo. quando estas se revelarem necessárias ao pleno restabelecimento do segurado acometido de obesidade mórbida”. se o contrato previa a cobertura para a doença. Segundo a ministra. os ministros da Terceira Turma determinaram que um plano de saúde arcasse com as despesas da cirurgia em uma paciente que mantinha contrato de seguro anterior ao surgimento dessa técnica de tratamento (Resp 1. O plano de saúde havia se recusado a cobrir as despesas com a cirurgia de redução de estômago.656/98. nos termos do artigo 10 da Lei n.136. a Terceira Turma entendeu que a cirurgia plástica para a retirada do excesso de pele decorrente de cirurgia bariátrica faz parte do tratamento de obesidade mórbida e deve ser integralmente coberto pelo plano de saúde.475. o relator. Para a relatora. ao argumento de ser o autor portador de doença pré-existente. sem essa comparação. qualquer constatação de desequilíbrio financeiro a partir da alteração do tratamento dependeria de uma comparação entre os custos dos dois procedimentos. ressaltou o ministro. em substituição ao procedimento obsoleto previsto especificamente no contrato. Técnica nova Ainda sobre redução de estômago. destacou que deve ser proporcionado ao consumidor o tratamento mais moderno e adequado.134). esta cirurgia não pode ser classificada como mero tratamento de rejuvenescimento ou de emagrecimento com finalidade estética.

Para o ministro. Em primeira instância. a empresa se viu ré em uma ação de obrigação de fazer cumulada com dano moral. ocasião em que não foi verificada qualquer incorreção na declaração de saúde do indivíduo. já que a doença representava risco à saúde da paciente. o prejuízo em recusar o tratamento pode ser ainda maior que o pagamento do custo do procedimento médico em si.856). Depois de negar a cobertura de cirurgia bariátrica a uma segurada. O Tribunal estadual manteve a decisão.054. o ministro constatou que as declarações do segurado foram submetidas à apreciação de médico credenciado pela Unimed. a qual poderia ser facilmente detectada”. a determinação de antecipação de tutela para a realização do procedimento é questionada. não tem o potencial de causar dano concreto e iminente aos bens jurídicos que podem ser protegidos pelas SLSs. o juiz afastou o dano moral. No entanto. o custeio de cirurgia urgente de obesidade mórbida. Daí a ocorrência do dano. “Deve a seguradora suportar as despesas decorrentes de gastroplastia indicada como tratamento de obesidade mórbida”. a ministra constatou que para casos semelhantes.371.444). afirmou que a recusa indevida do plano de saúde de cobrir o procedimento pode trazer consequências psicológicas bastante sérias. o que não é permitido pela Súmula 7/STJ (Ag 1. a Terceira Turma atendeu ao recurso da segurada (Resp 1. No mesmo recurso. No STJ. concluiu. ministra Nancy Andrighi. Solução semelhante teve um recurso do Distrito Federal que questionou a impossibilidade de o paciente esperar na fila de precatórios para que recebesse valor arbitrado judicialmente para custeio de honorários médicos de uma cirurgia de redução de estômago (Ag 1. Por vezes. a Turma entendeu ser razoável o valor de R$ 10 mil pelo dano moral sofrido. O então presidente do STJ. mas os ministros tem entendido que analisar a urgência ou não do procedimento implica em reexame de provas e fatos. A relatora.47 plano. porque o alegado prejuízo não estava evidente. Atendimento público A hipótese de realização da cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também é alvo de judicialização no STJ. Em 2008. em razão de suas circunstâncias pessoais de grave comprometimento da saúde.505). Foi o que ocorreu com a Golden Cross Assistência Internacional de Saúde.265. Siga @STJnoticias e fique por dentro do que acontece no Tribunal da Cidadania. Na hipótese analisada. ministro Cesar Asfor Rocha. Além disso. o município de Lagoa Vermelha (RS) apresentou pedido de suspensão de liminar e de sentença (SLS 957) para que fosse desobrigado de cumprir determinação do Tribunal de Justiça estadual para realização ou custeio de cirurgia bariátrica de uma moradora que sofria de obesidade mórbida. não acolheu a pretensão. a sentença determinou a cobertura da cirurgia para tratamento da obesidade mórbida. a indenização foi fixada entre R$ 7 mil e R$ 50 mil. sobretudo no caso de obesidade mórbida. Dano moral Para as seguradoras. a uma única pessoa. A decisão do TJ se deu em antecipação de tutela. O município alegou que a imposição de fornecimento de cirurgia “não seria de sua responsabilidade” e traria ameaça de grave lesão à economia. .

br/portal_stj/objeto/texto/impressao. SLS 957. ainda que a sociedade tenha oferecido bens à penhora. o . com seu patrimônio pessoal.area=398&tmp. Apontou indícios de dissolução irregular da firma devedora. Resp 980326. O oferecimento do imóvel em Mato Grosso foi feito logo após o início da ação. Resp 1054856. tão logo seja comprovada qualquer das condutas dolosas previstas no artigo 135 do CTN”. Ag 1265444 Fonte: http://www. uma vez que o administrador que assim procede age em infração à lei comercial”.48 Processos: Resp 1175616. a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento ao recurso especial de um empresário do Rio Grande do Sul que pretendia se ver livre de uma execução dirigida contra ele pela Fazenda Estadual. por atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei. relator do recurso. havia indicado à penhora um imóvel de 1. o sócio-gerente não goza do benefício legal que mandaria a execução recair primeiro sobre os bens da empresa. e que estava sendo cobrada pelo Fisco. “gera a presunção da prática de atos abusivos ou ilegais. ressaltando que essa determinação está expressa no artigo 135 do Código Tributário Nacional (CTN). que não mais será levado a responder pelo crédito tributário.760 hectares em Mato Grosso. Ag 1371505. foi provado que a empresa não mais operava no endereço registrado na Junta Comercial. Com esse entendimento.texto= 101222 acessado em 27 de março de 2011. “A responsabilidade do diretor. Resp 1136475. pelas dívidas tributárias. Ele acrescentou que “o efeito gerado pela responsabilidade pessoal reside na exclusão do sujeito passivo da obrigação tributária (a empresa executada). A firma da qual ele era sócio-gerente. o que foi verificado por oficial de Justiça. A Fazenda não aceitou o bem por causa da localização e também por dúvidas em relação ao valor real. mas a Fazenda Pública o recusou e o juiz redirecionou a execução contra o empresário. gerente ou representante de pessoa jurídica de direito privado. fato que a jurisprudência do STJ considera suficiente para caracterizar a dissolução irregular.estilo=&tmp. afirmou o ministro Luiz Fux. Ao final.jus. em 2005. Em situações assim.wsp?tmp. é de natureza pessoal”. Dissolução irregular de empresa autoriza execução direta contra sócio-gerente 14/01/2011 O sócio-gerente de empresa cujas atividades foram encerradas de forma irregular pode responder diretamente. MC 14134.stj. No caso do Rio Grande do Sul. A dissolução irregular da empresa. Resp 1106789. segundo o ministro. contrato social ou estatutos.

.br/portal_stj/objeto/texto/impressao. Em seu voto. não se levou em conta que o patrimônio da firma poderia ser suficiente para cobrir o débito e que o patrimônio pessoal do sóciogerente só deveria responder subsidiariamente.estilo=&tmp. O juiz considerou que o condomínio não estava regularmente constituído. O Condomínio Jardim Botânico VI. disse o relator.13. juros moratórios acima de 1% ao mês em caso de inadimplência das taxas condominiais? A questão foi debatida pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).49 juiz determinou o redirecionamento da execução contra o sócio. “Caracterizada a responsabilidade pessoal do sócio-gerente. o empresário alegou nulidade da decisão que redirecionou a execução sem que houvesse homologação judicial da recusa do bem nomeado à penhora pela empresa devedora.texto= 100496 acessado em 16 de janeiro de 2011. para quem foi irrelevante a omissão da Justiça gaúcha quanto à recusa. 6. ressoa evidente a desnecessidade de anulação da decisão que deferiu o redirecionamento da execução”. típico da responsabilidade subsidiária. não se aplica às situações nas quais dispositivo legal específico estabelece a responsabilidade pessoal de um terceiro (no caso. O condômino recorreu à Justiça e a sentença do juiz de primeiro grau anulou o processo sem a resolução do mérito da ação. pela Fazenda. à luz do novo Código Civil de 2002. segundo o qual a lei específica afasta a norma geral. em razão do não pagamento das taxas condominiais referentes aos meses de abril a novembro de 2001. Processos: REsp 1104064 Fonte: http://www.172. do imóvel oferecido à penhora. se estiver acordado na convenção 07/10/2010 É possível fixar. baseando-se apenas na dissolução da sociedade. ser legítima a cobrança de juros moratórios acima desse percentual. a pessoa jurídica).wsp?tmp. sem se manifestar sobre o imóvel recusado pelo Fisco – decisão mantida pelo Tribunal de Justiça. O condomínio cobrou R$ 1. relativos às parcelas vencidas e. o sóciogerente). que entendeu. o pagamento das cotas vincendas. ainda. argumentou.830/1980). Isso se deve ao princípio da especialidade. na cidade de Brasília. na convenção do condomínio. ajuizou uma ação de cobrança contra um condômino. No recurso ao STJ. aplicando juros moratórios de acordo com a convenção do condomínio.gov. o ministro Luiz Fux destacou que o benefício de ordem previsto na Lei de Execução Fiscal (Lei n. excluindo consequentemente a responsabilidade do próprio contribuinte (no caso. Afinal. bastando para tanto previsão expressa acordada na convenção de condomínio.area=398&tmp. Condomínio pode fixar juros superiores ao previsto no novo CC.stj.

na convenção de condomínio. o condomínio apelou. para os casos de inadimplemento das taxas condominiais. No final de 2009. a tese apresentada pelo condomínio é legítima. juros moratórios acima de 1% ao mês. Para a ministra Nancy Andrighi. e apenas quando não há essa previsão.wsp?tmp. O condomínio argumenta que não pode haver limitação dos juros moratórios de 1% ao mês.stj. nos casos em que a convenção de condomínio expressamente prevê percentual maior: “Os juros convencionados são os juros que pertencem à regra. e multa de 2%.3% ao dia. A partir daí.336 desse diploma legal”.336 do CC/02. a questão será levada ao magistrado. infere-se da leitura do referido artigo que devem ser aplicados os juros moratórios expressamente convencionados. o acórdão recorrido concluiu que. de acordo com o artigo 1. o condomínio interpôs no STJ um recurso especial.texto=99315 acessado em 10 de outubro de 2010. ainda que superiores a 1% ao mês. relatora do processo. após o trigésimo dia de vencimento. Processos: Resp 1002525 Fonte: http://www. Com isso. possuem legitimidade ativa para ajuizar ação de cobrança em face dos condôminos em atraso com o pagamento das mensalidades aprovadas em assembleia”. A posição da relatora foi acompanhada pelos demais ministros da Terceira Turma. Todavia. Desse modo. o próprio Oficial de Registro autorizará a celebração do ato matrimonial. deve-se limitar os juros de mora a 1% ao mês”. A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) foi favorável ao pedido: “Os condomínios. a partir da vigência do CC/02. sendo estes aplicados apenas na falta daqueles”. mesmo após a entrada em vigor do CC/02. devem ser aplicados os juros previstos no artigo 1. a ministra entendeu que. a convenção acordada pela assembleia do Jardim Botânico VI estabeleceu a incidência de juros moratórios de 0. dispensando o juiz de se pronunciar na habilitação de casamento. na vigência do Código Civil/02. as taxas condominiais ficam sujeitas aos juros de 1% e à multa de 2% ao mês.336. é legal fixar.br/portal_stj/objeto/texto/impressao.jus. . Inconformado. em caso de inadimplemento das taxas condominiais. “A despeito disso. afirmou a relatora. somente em caso de impugnação. e os juros de 1% à exceção. alegando violação ao mesmo artigo 1. e.estilo=&tmp. Insatisfeito com o entendimento. uma importante lei fora editada. Outros recursos foram apresentados por ambas as partes e a decisão final do TJDFT determinou o seguinte: “Aplicam-se os juros e as multas previstos na convenção condominial até a data da entrada em vigo do novo Código Civil (12/01/2003).50 como determina o artigo 267 do Código de Processo Civil (CPC). ainda que em situação irregular perante a administração pública.a rea=398&tmp. Segundo informações contidas nos autos.

1.406.526 da Lei no 10. Caso haja impugnação do oficial. ainda que fixado em quantia certa na sentença. A habilitação será feita pessoalmente perante o oficial do Registro Civil. de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no DOU de 18. com a audiência do Ministério Público. Brasília.526. do Ministério Público ou de terceiro.O Tribunal da Cidadania Manutenção de aparelho ortopédico é prestação de natureza alimentar 07/08/2009 Um cidadão do Rio de Janeiro vítima de um acidente automotivo garantiu a revisão do valor da indenização destinada à manutenção de prótese utilizada por ele em razão da perda de uma das pernas. passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 188o da Independência e 121o da República. pois se reveste de natureza alimentar. a habilitação será submetida ao juiz. 1. na . 2o Esta Lei entra em vigor após decorridos 30 (trinta) dias de sua publicação oficial.12. de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). o valor pode ser atualizado. para determinar que a habilitação para o casamento seja feita pessoalmente perante o oficial do Registro Civil.133.51 Vale a pena conferir: LEI Nº 12.” (NR) Art. DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009. Dá nova redação ao art. O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA.406. De acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).526 da Lei no 10. Parágrafo único.2009 STJ . 17 de dezembro de 2009. 1. no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o O art.

No caso. Processos: Resp 594238 . No entanto. ao basear-se em valor certo. corrigido pelos índices oficiais até o efetivo pagamento. De acordo com o ministro Salomão. baseada em voto do relator. a indenização se presta a custear o tratamento de modo a conservar a prótese que o cidadão terá de usar permanentemente. Esta sentença transitou em julgado (não havendo possibilidade de recurso). a fim de recuperar parte da condição da vítima anterior ao acidente. o valor jamais atingiria o real valor do serviço. a sentença reconheceu a responsabilidade da empresa pelo acidente que causou a amputação de um terço da perna do cidadão.5 milhões. entendeu que a modificação da quantia certa fixada na sentença de liquidação e da qual não houve recurso. a obrigação de fornecer contribuições periódicas com o objetivo de satisfazer as necessidades vitais do alimentando é uma obrigação alimentar. A Quarta Turma. Histórico Em primeiro grau. trazendo implícita cláusula que possibilita sua revisão em face da mudança da realidade que amparou a decisão da primeira instância. O juízo de primeiro grau estabeleceu o dever de adquirir e manter aparelho ortopédico. já na fase de execução. Na liquidação o mesmo valor foi adotado. ministro Luis Felipe Salomão. a equidade e a justiça.52 medida em que objetiva a satisfação de necessidade vital. sendo preciso considerar o bom senso. referente à prótese. Para o ministro relator. A empresa de transportes cujo preposto deu causa ao acidente procurou o STJ para reformar decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que lhe havia sido desfavorável. considerando a data de 25 de março de 1992. Cr$ 3. A sentença estimou que a empresa deveria pagar. não violou o princípio da coisa julgada. a vítima ingressou com recurso e o TJRJ entendeu haver equívoco por parte da sentença. com acréscimo de 15% ao ano para a manutenção anual do aparelho. a sentença que fixa o valor da prótese não estabelece coisa julgada material. Conforme o Tribunal estadual.

ainda. ministro Aldir Passarinho Junior.br/portal_stj/objeto/texto/impressao. para seu funcionamento.stj. Conforme observou o relator. Neste ponto.gov. recurso apresentado por uma administradora de valores do Rio Grande do Sul.estilo=&tmp. houve julgamento extra petita (fora do pedido) de uma questão referente a direito patrimonial. a decisão do Tribunal de Justiça gaúcho de desconstituir o contrato de factoring. Processos: Resp 1048341 Fonte: http://www. Mas.wsp?tmp. pois esse aspecto não teria sido alvo da apelação na segunda instância. O ministro destacou.area=398&tmp. em seu voto.area=398&tmp. elas não se encaixam na exceção à regra da usura.br/portal_stj/publicacao/engine.texto=90979# . A defesa da empresa contestava. mas excepciona as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central (Medida Provisória 2.wsp?tmp.texto= 93083 STJ .stj. o que é vedado ao órgão julgador.53 Fonte: http://www. atendendo o recurso. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou esse entendimento ao negar. pois não capta recursos de depositantes e. aplicou a regra prevista na denominada Lei de Usura.172). em parte. que uma empresa de factoring não é uma instituição financeira. não se exige autorização do Banco Central.O Tribunal da Cidadania Empresa de factoring está limitada a cobrar juros de 12% ao ano 18/02/2009 As empresas de factoring não são instituições financeiras e estão restritas a cobrar 12% de juros remuneratórios ao ano em seus contratos. o ministro Aldir Passarinho Junior concordou com a contestação da empresa.jus. Há regra legal que nulifica de pleno direito as estipulações usurárias. como o entendimento do STJ não considera as empresas de factoring instituições financeiras. O relator do recurso. que limita a cobrança.

Leia também: Nova súmula exige contraditório para pensão alimentícia Processos: Resp 213940.855 Fonte: http://www.wsp?tmp. no qual o relator. como no caso. Resp 557.O Tribunal da Cidadania Apresentação do cheque pré-datado antes do prazo gera dano moral 17/02/2009 Apresentar o cheque pré-datado antes do dia ajustado pelas partes gera dano moral.texto=90959# STJ . ressaltou que a devolução de cheque pré-datado por insuficiência de fundos que foi apresentado antes da data ajustada entre as partes constitui fato capaz de gerar prejuízos de ordem moral. Resp 16.505. É o caso também do Resp 213. afirma-se que a “apresentação do cheque pré-datado antes do prazo estipulado gera o dever de indenizar. Resp 707. ministro aposentado Eduardo Ribeiro.gov.O Tribunal da Cidadania Constituição de mora em contrato de leasing exige notificação prévia 17/02/2009 A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou nova súmula.855. ainda que haja cláusula resolutiva expressa. Em um desses precedentes. A questão vem sendo decidida nesse sentido há muito tempo. Entre os precedentes citados. Segundo o verbete. há julgados de 1993. é necessária . O projeto que originou a súmula 370 foi relatado pelo ministro Fernando Gonçalves.54 STJ .272.br/portal_stj/publicacao/engine. presente.940. A nova súmula ficou com a seguinte redação: “caracteriza dano moral a apresentação antecipada do cheque pré-datado”. a devolução do título por ausência de provisão de fundos”.stj.area=398&tmp. A questão foi sumulada pelos ministros da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em votação unânime. É o caso do Resp 16. “no contrato de arrendamento mercantil (leasing).

o ministro Aldir Passarinho Junior destacou que é entendimento hoje pacificado no âmbito da Segunda Seção ser necessária a notificação prévia da arrendatária para a sua constituição em mora. o relator. Textos Complementares Recomendamos a leitura. entre os precedentes. Ag 51656 Fonte: http://www. 150. os professores Frederico Pinheiro e Vinícius Rezende. os recursos especiais 139. o Resp 285.Eresp 162185.984.723.185. inciso VI.185. 185. considerou que. O projeto que deu origem à súmula 369 foi relatado pelo ministro Fernando Gonçalves e tem. 285.wsp?tmp. Em um desses precedentes. para a propositura da ação reintegratória. Vale a pena conferir as referências abaixo: .br/portal_stj/publicacao/engine. Em outro recurso.area=398&tmp. nesta apostila. de textos de dois brilhantes juristas nacionais.305.825. Eresp 162. conforme dispõe o artigo 267. Resp 185984. ainda que o contrato de arrendamento mercantil contenha cláusula resolutiva expressa.825 e os embargos de divergência no recurso especial 162. Resp 285825 . ministro aposentado Raphael de Barros Monteiro Filho.55 a notificação prévia do arrendatário para constituí-lo em mora”. extinguindo-se o processo em que tal pressuposto não tenha sido atendido. Resp150723. é requisito a notificação prévia da arrendatária.gov.texto=90957# 5. Leia também: STJ sumula: apresentação do cheque pré-datado antes do prazo gera dano moral Processos: Resp 139305.stj. do Código Processual Civil.

Devido a evolução tecnológica. Outrossim. buscou-se demonstrar a viabilidade de se adotar a teoria da ineficácia relativa dos negócios jurídicos praticados em fraude contra credores stricto sensu (fraude pauliana) – que se contrapõe à tese clássica da anulabilidade. na junção da publicidade com a mensagem subliminar.uol. A tecnologia subliminar também evolui e passa a ser funcional em vários meios de comunicação. sua lei serve de embasamento para estudos de diversos países com intuito de vedar os meios 4 Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Brasília . Convidamos você. a ler um trecho de artigo do estimado e talentoso amigo Professor Vinícius Mattos Ferreira de Rezende4 sobre o importante tema “mensagem subliminar” (artigo jurídico: “Publicidade Abusiva Subliminar”).asp?id=8162). ainda.htm. Eros Grau 5 CALAZANS.ppg. chegou-se à conclusão de que a sentença que julga procedente o pedido formulado na ação pauliana é de natureza meramente declaratória”.br/c-ci01. Propaganda Subliminar Multimídia. Professor Frederico Pinheiro. cujo trecho destacamos: “O presente artigo científico visa a ressaltar a importância de haver mecanismos eficazes no combate às condutas fraudulentas. a primeira de várias experiências utilizando a técnica subliminar taquicoscópica é feita em um cinema e faz com que aumente substancialmente as vendas de coca-cola (57. surge a possibilidade de utilizar essas técnicas subliminares como forma de indução de consumo. do cinema à Internet.br/doutrina/texto. Flávio Mário de Alcântara. em texto gentilmente cedido: “Como verificamos5.com. Partindo dessa premissa. Tem-se assim. O primeiro a legislar sobre a matéria é os Estados Unidos da América. a publicidade tem como oferecer um meio de difundir produtos como jamais existiu. em se adotando a teoria da ineficácia relativa (ou inoponibilidade perante terceiros). Assim. produzindo efeitos na atividade psíquica. A partir de estudos realizados. país onde fora realizado a supracitada experiência. Min.10%). 2007.UniCeub Pós-Graduando em Direito Público pela Fortium – Centro de Estudos Jurídicos Servidor Público do Supremo Tribunal Federal – Gab.56 “Releitura da Fraude contra Credores à Luz da Teoria da Ineficácia Relativa”. A publicidade subliminar torna-se um meio ainda mais eficiente de afetar comportamentos e induzir o consumo.calazans. a psicologia traria a primeira definição de subliminar como sendo qualquer estímulo abaixo do limiar da consciência.7%)e pipoca (18. disponivel no site do Jus Navigandi (jus2. uma forma abusiva que começa a ser aos poucos limitada. Acesso em: 07 jun. . Disponível em: http//: www.

nos reserva sempre o melhor. do Código de Defesa do Consumidor que se enquadra a publicidade que utiliza padrões subliminares. Revisado.D.com. a fim de que. Mensagem "Sejam quais forem os obstáculos que te surjam à frente.br ou www. do CDC) estaria relacionada com a técnica utilizada para abordar o provável consumidor. §1º. é que a tua rogativa decerto reclama análises mais profundas.com/Heartland/Village/1660/mens69. na expectativa de apoio que solicitas dos Céus. 37. Se a resposta do Mais Alto aos pedidos que fizeste parece demorar excessivamente. que embora não possam identificar. nem esmoreças.57 subliminares.br) Plantão de Dúvidas: www.S.pablostolze.078 publicada em 1990. 8.geocities.editorajuspodivm.2011. a Lei nº. alegando haver caído na imprevidência que terá nascido de ti mesmo e não do Senhor que. manipulando o consumidor com estímulos em baixo nível de percepção.2009.com.02. não desesperes.br Consulte outros textos interessantes no site: www.saraivajur. Saraiva (www. No Brasil. inova o tratamento da publicidade. uma publicidade antiética.com. 37. é no rol exemplificativo do art. seu subconsciente absorve e assimila a informação sem nenhuma barreira consciente”. E. futuramente. . A enganosa (art." (Emmanuel Chico Xavier) Fonte: http://www. sabiamente. Bibliografia Bibliografia: Novo Curso de Direito Civil – Parte Geral . já a abusiva (art. Ed. 37. criando duas categorias de publicidade nociva. 6. do CDC) seria àquela que detêm uma potencialidade de induzir o consumidor a erro na eleição do produto.acessado em 24.lfg. não te voltes contra as leis da vida.OK C.com. §2º.2.Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho. Esta é proibida e considerada abusiva porque a publicidade estaria usando de mensagens subliminares para inserir um produto.br 6. a enganosa e a abusiva.html . §2º.

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