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MATERIAL DE APOIO DIREITO CIVIL PARTE GERA

Apostila 05

PROFESSOR: PABLO STOLZE GAGLIANO PARTE GERAL

TEMAS: TEORIA DO NEGÓCIO JURÍDICO (continuação)
1. Negócio Jurídico – Conceito

Como vimos na última apostila, temos os seguintes Planos de Análise do Negócio Jurídico:

a) existência; b) validade; c) eficácia.

O negócio jurídico pode ser definido como sendo a declaração de vontade por meio da qual as partes auto-disciplinam os efeitos que pretendem atingir, de acordo com a sua autonomia privada, e respeitados limites de ordem pública. Os princípios da função social e da boa-fé atuam como parâmetros de limitação à autonomia privada. Veremos, em sala de aula, o desenvolvimento histórico do instituto (negócio jurídico) e a sua reconstrução à luz do direito civil constitucional. 2. Defeitos do Negócio Jurídico1

I - Vícios de Consentimento:
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Os conceitos de cada um dos defeitos serão desenvolvidos em sala de aula, com a demonstração de exemplos e indicação de jurisprudência selecionada.

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a) erro; b) dolo; c) coação; d) lesão; e) estado de perigo.

II – Vícios Sociais:

a) simulação; b) fraude contra credores.

Abaixo, fizemos uma seleção especial de jurisprudência, que atualizamos a cada semestre, para aprofundar o seu estudo: ERRO

Pressupostos do Erro

DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO. DAÇÃO EM PAGAMENTO. IMÓVEL. LOCALIZAÇÃO. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE SÓLIDA POSIÇÃO NO MERCADO. ERRO INESCUSÁVEL. 1. Não se há falar em omissão em acórdão que deixa de analisar o segundo pedido do autor, cujo acolhimento depende da procedência do primeiro (cumulação de pedidos própria sucessiva). 2. O erro que enseja a anulação de negócio jurídico, além de essencial, deve ser inescusável, decorrente da falsa representação da realidade própria do homem mediano, perdoável, no mais das vezes, pelo desconhecimento natural das circunstâncias e particularidades do negócio jurídico. Vale dizer, para ser escusável o erro deve ser de tal monta que qualquer pessoa de inteligência mediana o cometeria. 3. No caso, não é crível que o autor, instituição financeira de sólida posição no mercado, tenha descurado-se das cautelas ordinárias à celebração de negócio jurídico absolutamente corriqueiro, como a dação de imóvel rural em pagamento, substituindo dívidas contraídas e recebendo imóvel cuja área

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encontrava-se deslocada topograficamente daquela constante em sua matrícula. Em realidade, se houve vício de vontade, este constituiu erro grosseiro, incapaz de anular o negócio jurídico, porquanto revela culpa imperdoável do próprio autor, dadas as peculiaridades da atividade desenvolvida. 4. Diante da improcedência dos pedidos deduzidos na exordial - inexistindo, por consequência, condenação -, mostra-se de rigor a incidência do § 4º do art. 20 do CPC, que permite o arbitramento por equidade. Provimento do recurso especial apenas nesse ponto. 5. Recurso especial parcialmente provido. (REsp 744.311/MT, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 19/08/2010, DJe 09/09/2010)

Prazo Decadencial e Erro

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. NEGÓCIO JURÍDICO. PRESCRIÇÃO. PRAZO. TERMO A QUO. DATA DO NEGÓCIO JURÍDICO OBJETO DE ANULAÇÃO. INTELIGÊNCIA DO ART. 178, § 9º, INC. V, ALÍNEA "B" DO CÓDIGO CIVIL DE 1916. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O prazo de quatro anos para o recorrente postular a anulação do contrato de compra e venda eivado do vício de consentimento, tem início na data de celebração do contrato ou da prática do ato, e não a data da ciência do erro ou dolo. Inteligência do artigo 178, § 9º, V, b, do Código Civil de 1916, ressaltando-se que o próprio Código Civil de 2002 manteve a tradição de tomar a data do contrato como prazo - corretamente considerado decadencial - para se pedir sua anulação. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1188398/ES, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 09/08/2011, DJe 16/08/2011)

Aplicação da Teoria do Erro no Direito de Família

TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível

NÚMERO: 70016807315 Inteiro Teor

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RELATOR: Rui Portanova

EMENTA: APELAÇÃO. ANULAÇÃO DE CASAMENTO. ERRO ESSENCIAL EM RELAÇÃO A PESSOA DO CÔNJUGE. OCORRÊNCIA. A existência de relacionamento sexual entre cônjuges é normal no casamento. É o esperado, o previsível. O sexo dentro do casamento faz parte dos usos e costumes tradicionais em nossa sociedade. Quem casa tem uma lícita, legítima e justa expectativa de que, após o casamento, manterá conjunção carnal com o cônjuge. Quando o outro cônjuge não tem e nunca teve intenção de manter conjunção carnal após o casamento, mas não informa e nem exterioriza essa intenção antes da celebração do matrimônio, ocorre uma desarrazoada frustração de uma legítima expectativa. O fato de que o cônjuge desconhecia completamente que, após o casamento, não obteria do outro cônjuge anuência para realização de conjunção carnal demonstra a ocorrência de erro essencial. E isso autoriza a anulação do casamento. DERAM PROVIMENTO. (SEGREDO DE JUSTIÇA) (Apelação Cível Nº 70016807315, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 23/11/2006)

TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível

NÚMERO: 70009605742

RELATOR: Rui Portanova

EMENTA: APELAÇÃO. ANULAÇÃO DE CASAMENTO. ERRO SOBRE A PESSOA. Caso em que o brevíssimo tempo de namoro (20 dias) aliado às qualidades da parte autora, que tem grau social e cultural razoável, impede a configuração de erro sobre pessoa. NEGARAM PROVIMENTO. (Apelação Cível Nº 70009605742, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 02/12/2004)

TRIBUNAL: Tribunal de Justiça do RS ÓRGÃO Oitava Câmara Cível

DATA DE JULGAMENTO: 02/12/2004

Nº DE FOLHAS:

JULGADOR: COMARCA DE ORIGEM: Comarca de Capão da Canoa

SEÇÃO: CIVEL

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Erro e Abertura de Conta Corrente

SÚMULA 322, STJ - Para a repetição de indébito, nos contratos de abertura de crédito em contacorrente, não se exige a prova do erro.

(SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 23.11.2005, DJ 05.12.2005 p. 410)

Erro em Registro Civil de Nascimento Direito civil. Família. Criança e Adolescente. Recurso especial. Ação negatória de paternidade. Interesse maior da criança. Vício de consentimento não comprovado. Exame de DNA. Indeferimento. Cerceamento de defesa. Ausência. - Uma mera dúvida, curiosidade vil, desconfiança que certamente vem em detrimento da criança, pode bater às portas do Judiciário? Em processos que lidam com o direito de filiação, as diretrizes devem ser muito bem fixadas, para que não haja possibilidade de uma criança ser desamparada por um ser adulto que a ela não se ligou, verdadeiramente, pelos laços afetivos supostamente estabelecidos quando do reconhecimento da paternidade. - O reconhecimento espontâneo da paternidade somente pode ser desfeito quando demonstrado vício de consentimento, isto é, para que haja possibilidade de anulação do registro de nascimento de menor cuja paternidade foi reconhecida, é necessária prova robusta no sentido de que o “pai registral” foi de fato, por exemplo, induzido a erro, ou ainda, que tenha sido coagido a tanto. - Se a causa de pedir repousa no vício de consentimento e este não foi comprovado, não há que se falar em cerceamento de defesa ante o indeferimento pelo juiz da realização do exame genético pelo método de DNA. - É soberano o juiz em seu livre convencimento motivado ao examinar a necessidade da realização de provas requeridas pelas partes, desde que atento às circunstâncias do caso concreto e à imprescindível salvaguarda do contraditório. - Considerada a versão dos fatos tal como descrita no acórdão impugnado, imutável em sede de recurso especial, mantém-se o quanto decidido pelo Tribunal de origem, insuscetível de reforma o julgado.

Família. Recurso especial não conhecido. . acreditando se tratar de filho biológico. DJ 28.Tem-se como perfeitamente demonstrado o vício de consentimento a que foi levado a incorrer o suposto pai. julgado em 18/12/2008.954/RS. TERCEIRA TURMA.6 . porquanto à menor socorre o direito de perseguir a verdade real em ação investigatória de paternidade. Ministra NANCY ANDRIGHI.2007. Ação negatória de paternidade. DJe 03/02/2009) Direito civil. calcada em prova de robusta certeza. Exame de DNA. Recurso especial conhecido e provido. 339) DOLO Dolo e Dignidade de Pessoa Humana . Recurso especial.2007 p. quando induzido a erro ao proceder ao registro da criança. . aí sim. TERCEIRA TURMA. de outro. daí advindas. a anulação do registro ocorrido com vício de consentimento. inclusive materiais.05. verifica-se que não há prejuízo para esta.A não demonstração da similitude fática entre os julgados confrontados. o direito da criança de ter preservado seu estado de filiação. (REsp 878. para valer-se.05. estabelece a imprescritibilidade da ação do marido de contestar a paternidade dos filhos nascidos de sua mulher.601 do CC/02. por meio de ação negatória de paternidade. do direito indisponível de reconhecimento do estado de filiação e das conseqüências. confere ao marido a possibilidade de obter.E mesmo considerando a prevalência dos interesses da criança que deve nortear a condução do processo em que se discute de um lado o direito do pai de negar a paternidade em razão do estabelecimento da verdade biológica e. . . Ministra NANCY ANDRIGHI.Não pode prevalecer a verdade fictícia quando maculada pela verdade real e incontestável.A realização do exame pelo método DNA a comprovar cientificamente a inexistência do vínculo genético. (REsp 1022763/RS. como o é o exame genético pelo método DNA. Rel. afasta a apreciação do recurso especial pela alínea “c” do permissivo constitucional.A regra expressa no art. 1. para afastar a presunção da paternidade. julgado em 07. . Rel.

7 DIREITO DE FAMÍLIA. mesmo destinando-se a um dos consortes patrimônio suficiente para a sua sobrevivência. DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADE CONJUGAL. O critério de considerar violado o princípio da dignidade da pessoa humana apenas nas hipóteses em que a partilha conduzir um dos cônjuges a situação de miserabilidade não pode ser tomado de forma absoluta. 3. Inexiste nulidade em julgamento promovido exclusivamente por juízes de primeiro grau convocados para substituição no Tribunal de Justiça. a intensidade do prejuízo por ele sofrido. TERCEIRA TURMA. do Código Civil de 1916. ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO POR DOLO. incidindo quanto à prescrição o art. o ato jurídico é anulável. deve-se manter a decisão recorrida.Pretendida a rescisão do contrato por omissão dolosa do vendedor do imóvel. Ministro SIDNEI BENETI. II . PEDIDO DE ANULAÇÃO. MATÉRIA JÁ PACIFICADA NESTA CORTE. OFENSA AO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE. Há situações em que. Verificada severa desproporcionalidade da partilha. possibilitam a anulação do ato. “b”. § 9º. DJe 12/12/2008) . ALEGADA DESPROPORÇÃO SEVERA. PARTILHA. somado a indicações de que houve dolo por parte do outro cônjuge. 1. Incidência da Súmula 83/STJ. que escondeu a existência informação relevante em curso na época da transação (silêncio intencional art. TERCEIRA TURMA. FALTA DE ARGUMENTOS NOVOS. AGRAVO DE INSTRUMENTO. julgado em 04/11/2010. ANULAÇÃO DECRETADA. 147 do CC).491/RJ. Ministra NANCY ANDRIGHI. 178. Precedente do STF. a sua anulação pode ser decretada sempre que. Rel. julgado em 20/11/2008. pela dimensão do prejuízo causado a um dos consortes. MANTIDA A DECISÃO ANTERIOR. decretando-se a invalidade da partilha questionada. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83. I . (REsp 1200708/DF. (AgRg no Ag 783. DJe 17/11/2010) Omissão Dolosa AGRAVO REGIMENTAL. Recurso especial conhecido e provido.Não tendo a parte apresentado argumentos novos capazes de alterar o julgamento anterior. Agravo improvido. Rel. 2. verifique-se a ofensa à sua dignidade. V.

assumiu abertamente a oposição. sendo nítido seu interesse na busca de liberação de garantias e de proteção ao seu nome. OMISSÃO DOLOSA. Modo igual. PACTOS ACESSÓRIOS ATINGIDOS PELO VÍCIO. pouco a pouco sendo liberadas informações. firmando garantias pessoais. pelo engodo a que foram submetidos. do CC de 2002). mas sempre incompletas. havendo a insistência no lançamento de restrições cadastrais. firmadas pelos integrantes do quadro social precedente. tenho que a situação não dá ensejo à tipificação de danos morais. sendo seu pleito possível como corolário da anulação do contrato principal. a higidez do pacto anterior com as garantias pessoais ali constantes. Contudo. Julgado em 10/06/2009) . Mais equânime. "A informação não é lealmente entregue quando ela não cobre todos os elementos que devem esclarecer o consentimento do destinatário da oferta. pelo que. DANOS MORAIS NÃO TIPIFICADOS. ao lado da omissão dolosa e reticente do "vendedor". como bem decidiu a douta magistrada. na sucessão de transferências de cotas sociais. a se considerar a causalidade. de fato. em que pese possa se cogitar de ineficácia apenas da assunção da garantia por parte dos autores. dada a extensão do pedido principal veiculado. com o intuito de liberação de anteriores sócios. Por fim. por esse viés.8 EMENTA: ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO. VÍCIO DE INFORMAÇÃO. inclusive assumindo compromissos perante agentes financeiros. ERRO ESSENCIAL. quiçá a configurar comportamento doloso (deliberado). Esta carência é tradicionalmente sancionada a título de omissão dolosa e do dolo por reticência¿. por certo não teria se envolvido na negociação. DEVER DE INFORMAR. também a autora contribuiu em parte para o engodo de que foi vítima. Nesse passo. não há se sustentar impossível juridicamente as postulações da autora. a se consignar que. soubesse a autora a extensão das dívidas e dos percalços que o estabelecimento ultrapassava. pelo que há se manter o reconhecimento de decaimento com as consequências próprias. Nona Câmara Cível. a posição do Banco do Brasil é de terceiro. se tipificou na espécie. E esse dolo por reticência. no caso. nos termos da hipótese retratada no artigo 94 do CC de 1916 (com seu correspondente no artigo 147. Relator: Marilene Bonzanini Bernardi. (Apelação Cível Nº 70026161174. imputandose a responsabilidade desta unicamente ao causador. ciente do litígio instaurado sobre a contratação e dos reflexos que adviriam de possível declaração de nulidade. De fato. a declaração de nulidade não o prejudica à medida que mantém-se. principais interessados. contudo. no caso. mormente por que. tanto que apenas a pedido dos contratantes foi firmado o aditivo de molde a substituir garantias. RECURSOS DESPROVIDOS. negligenciando a tomada de cuidados mínimos. em que pese os percalços da autora. que não respondesse a instituição financeira pela sucumbência. VONTADE VICIADA. Tribunal de Justiça do RS.

A CONCORRENCIA E PROPRIA DO REGIME DE ECONOMIA DE MERCADO. O PERIGO (PROPRIO DO RESULTADO) DEVE SER CONCRETO. ao qual o seguro de vida é vinculado como condição para a realização do contrato.9 Dolus Bonus RHC . Julgado em 30/01/2008) .A INFRAÇÃO PENAL. ALEM DA CONDUTA. DIVISARAM O DOLUS BONUS. 32641) EMENTA: FINANCIAMENTO AGRÍCOLA. ENSEJAR PROBABILIDADE (NÃO MERA POSSIBILIDADE) DE DANO. mas age com ânimo de cumprir o objeto do financiamento. (Recurso Cível Nº 71001442557. Relator: Pio Giovani Dresch. DJ 28. HIPÓTESE EM QUE SE A INTERPRETA COMO DOLUS BONUS. Ministro LUIZ VICENTE CERNICCHIARO. (RHC 3831/RJ. Nesse caso. OS ROMANOS.11. Turmas Recursais. Rel. sem pagamento do valor excedente a beneficiário. ILICITUDE DO COMPORTAMENTO DO AGENTE. o pagamento da indenização deve limitar-se à quitação do financiamento. é de se considerar exigível a indenização. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.1994 p. INEXISTINDO DESVIRTUAMENTO DA QUALIDADE DA COISA OU PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. OU SEJA. A DISPUTA ENTRE EMPRESAS É CONSEQUENCIA NATURAL. a avaliação da boa-fé do contratante que declara não ter conhecimento de doença grave deve ser tomada com menor rigor.PENAL . QUANDO O LEGISLADOR DEFINE O ILICITO PENAL.PERIGO . O EXAGERO É TONICA DOS ANUNCIOS COMERCIAIS E INDUSTRIAIS. Se o segurado sabe da existência da doença. SIGNIFICA POSTURA AXIOLOGICA NEGATIVA REFERENTE A CONDUTA DESCRITA. DOENÇA PRÉ-EXISTENTE. A FANTASIA NÃO SE CONFUNDE COM A FRAUDE. INDENIZAÇÃO QUE SE PAGA ATÉ O LIMITE DO FINANCIAMENTO.COMERCIO CONCORRENCIA .INFRAÇÃO PENAL . NENHUMA CENSURA. RECLAMA RESULTADO (DANO. ALEM DISSO. para evitar seja premiada a falsa declaração. MÁ-FÉ DO SEGURADO.09. SEXTA TURMA. Segunda Turma Recursal Cível. julgado em 13.ILICITUDE . Tratando-se de contrato de financiamento agrícola. OU PERIGO DE DANO AO OBJETO JURIDICO). HÁ SECULOS. SEGURO DE VIDA VINCULADO.1994. pondo-se a trabalhar na lavoura financiada e dando a entender que ignorava a morte iminente.

PUBLICIDADE ENGANOSA .04. Aquisição de refrigerantes com tampinhas premiáveis. (RMS 26. uma vez que a Susep é autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. Quando qualquer prestação de serviço ou colocação de produto no mercado envolver relação de consumo. Prequestionamento. a multa discutida no caso dos autos implicaria verdadeiro bis in idem e enriquecimento sem causa dos Estados. 105 do Código de Defesa do Consumidor é integrado por órgãos federais.078/90). somente à Susep caberia a normatização e fiscalização das operações de capitalização. A tese da recorrente é a de que o Procon não teria atribuição para a aplicação de sanções administrativas às seguradoras privadas. enquanto que o Procon.2008) Processual Civil. pois. municipais e do Distrito Federal. Civil. 4º e 5º do Código de Defesa do Consumidor (Lei n.SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR .397/BA. Dissídio . com base no Decreto n. Assim.SNDC POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE MULTA EM CONCORRÊNCIA POR QUALQUER ÓRGÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.ALEGAÇÃO DE BIS IN IDEM. POIS A PENA SOMENTE PODERIA SER APLICADA PELA SUSEP .NÃO-OCORRÊNCIA . ESTADUAL. 73/66. em prol da Política Nacional das Relações de Consumo estatuída nos arts. MUNICIPAL OU DISTRITAL. Ministro HUMBERTO MARTINS. nos termos do Decreto n. 73/66. PÚBLICO OU PRIVADO. Rel. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor.2008. 8. Recurso Especial. exsurge. nos termos do art. julgado em 01. estaduais. DJe 11.10 Propaganda Enganosa ADMINISTRATIVO E CONSUMIDOR . SEGUNDA TURMA. 2.04. o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor SNDC que. além das entidades privadas que têm por objeto a defesa do consumidor. Recurso ordinário improvido. FEDERAL. Defeitos de impressão. Publicidade enganosa por omissão.MULTA APLICADA POR PROCON A SEGURADORA PRIVADA . às Secretarias de Justiça Estaduais. 1. Informação não divulgada. Não se há falar em bis in idem ou enriquecimento sem causa do Estado porque à Susep cabe apenas a fiscalização e normatização das operações de capitalização pura e simples.

Aquisição de refrigerantes com tampinhas premiáveis. Embargos de declaração.O Recurso Especial carece do necessário prequestionamento quando o aresto recorrido não versa sobre a questão federal suscitada.É inviável o reexame fático-probatório em sede de Recurso Especial.11.É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade enganosa e os que dela se aproveitam.11 jurisprudencial. Embargos de declaração. . Defeitos de impressão. Ministra NANCY ANDRIGHI. Reexame fático-probatório. Dissídio jurisprudencial. Informação não divulgada. TERCEIRA TURMA. 272) Processual Civil.06. Publicidade enganosa por omissão. .Inexiste omissão a ser suprida por meio de embargos de declaração quando o o órgão julgador pronuncia-se sobre toda a questão posta à desate. Inexistência. Responsabilidade solidária por publicidade enganosa. Inexistência. Rel. Responsabilidade solidária por publicidade enganosa. . Recursos Especiais conhecidos parcialmente e não providos. Omissão. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor. julgado em 22. (REsp 327. na comercialização de seu produto.A comprovação do dissídio jurisprudencial exige o cotejo analítico entre os julgados tidos como divergentes e a similitude fática entre os casos confrontados. de maneira fundamentada. . A ausência de informação sobre a existência de tampinhas com defeito na impressão. . A ausência de informação . .Há relação de consumo entre o adquirente de refrigerante cujas tampinhas contém impressões gráficas que dão direito a concorrer a prêmios e o fornecedor do produto. Omissão. capaz de retirar o direito ao prêmio.2004 p. regida pelo Código de Defesa do Consumidor.O Recurso Especial carece do necessário prequestionamento quando o aresto recorrido não versa sobre a questão federal suscitada. DJ 16. . configura-se como publicidade enganosa por omissão.257/SP. Comprovação. Reexame fático-probatório. Civil. Comprovação. Prequestionamento. Recurso Especial. .Há relação de consumo entre o adquirente de refrigerante cujas tampinhas contém impressões gráficas que dão direito a concorrer a prêmios e o fornecedor do produto.2004.

julgado em 22. capaz de retirar o direito ao prêmio. 272) Dolo e Transporte Gratuito (carona) SÚMULA 145. DJ 17. (REsp 327. 39295) Dolo e Termo de Distrato TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível NÚMERO: 70019728856 Inteiro Teor RELATOR: Ergio Roque Menine EMENTA: AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. de maneira fundamentada. DJ 16. Recursos Especiais conhecidos parcialmente e não providos.1995. na comercialização de seu produto. . .11. Partes .2004 p. Ministra NANCY ANDRIGHI. configura-se como publicidade enganosa por omissão.NO TRANSPORTE DESINTERESSADO.1995 p.06. TERCEIRA TURMA. .11. regida pelo Código de Defesa do Consumidor.257/SP. CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL. (SEGUNDA SEÇÃO. Rel. DE SIMPLES CORTESIA. DISTRATO.12 sobre a existência de tampinhas com defeito na impressão. . julgado em 08.É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade enganosa e os que dela se aproveitam.A comprovação do dissídio jurisprudencial exige o cotejo analítico entre os julgados tidos como divergentes e a similitude fática entre os casos confrontados. STJ .Inexiste omissão a ser suprida por meio de embargos de declaração quando o o órgão julgador pronuncia-se sobre toda a questão posta à desate.11.2004. O TRANSPORTADOR SO SERA CIVILMENTE RESPONSAVEL POR DANOS CAUSADOS AO TRANSPORTADO QUANDO INCORRER EM DOLO OU CULPA GRAVE.É inviável o reexame fático-probatório em sede de Recurso Especial.

Precedentes jurisprudenciais. Julgado em 22/08/2007) TRIBUNAL: Tribunal de Justiça do RS ÓRGÃO JULGADOR: Décima Sexta Câmara Cível PUBLICAÇÃO: Diário da Justiça do dia 28/08/2007 DATA DE JULGAMENTO: 22/08/2007 COMARCA DE ORIGEM: Comarca de Panambi Nº DE FOLHAS: SEÇÃO: CIVEL TIPO DE DECISÃO: Acórdão COAÇÃO Coação e Exercício Regular de Direito . ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA À PESSOA JURÍDICA. Ônus que incumbia à autora. a escassez de recursos a ponto de inviabilizá-lo de demandar em juízo. incumbe-lhe demonstrar. por impossibilidade de atender aos custos judiciais. do CPC. a concessão da AJG. fraude. Relator: Ergio Roque Menine. Para viabilizar o atendimento de sua pretensão. em que não há prova inequívoca de que a postulante faça jus à benesse perseguida. assim. Julgada improcedente a demanda. Indenizações postuladas na inicial são devidas em razão do encerramento imotivado do contrato. Tal não ocorre no caso concreto. AGRAVO RETIDO. coação ou de qualquer outro vício que pudesse levar à anulação do pacto celebrado. DERAM PROVIMENTO À APELAÇÃO E NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO RETIDO. Termo de distrato foi firmado entre pessoas jurídicas. sem que viesse aos autos nenhuma prova acerca da existência de dolo. Esta Câmara tem posição assentada no sentido de que a simples condição de pessoa jurídica da postulante não impede. Sentença reformada. Contratos de representação comercial possuem regramento próprio ¿ Lei 4. sem prejuízo. 35 da referida lei. Redimensionados os ônus da sucumbência.886/65. (Apelação Cível Nº 70019728856. fora das hipóteses de justa causa previstas no art. 333. de maior cautela no exame do pedido.13 celebraram termo de distrato. I. Tribunal de Justiça do RS. pondo fim na relação jurídica de representação comercial. por elementos contábeis. UNÂNIME. a teor do disposto no art. certamente. por si só. Décima Sexta Câmara Cível.

14 2004. DESNEGATIVAÇÃO. VÍCIO DE VONTADE.TJRJ DES. 283.TJRJ DES. pela jurisprudência.APELACAO CIVEL . NATUREZA JURÍDICA.Julgamento: 03/05/2005 . Recurso provido. PEDIDO DE REVOGAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. MURILO ANDRADE DE CARVALHO . Proibida de formar estoque de capital e que se obriga a tomar mútuo no mercado financeiro para o . 151 do Código Civil) e não se considera coação a ameaça do exercício regular e normal de um direito (art. se abstenha de novas interrupções em razão da mesma dívida.002. Sum. Tese inadmissível de ocorrência de coação na renegociação da dívida. STJ. WALTER D AGOSTINO . CONCESSÃO DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA.DECIMA QUARTA CAMARA CIVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO. Para a concessão da tutela antecipatória o julgador deve estar seguro da verossimilhança da alegação no momento do iter processual. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Administradora de cartão de crédito reconhecida.34437 . 2004.Julgamento: 26/04/2005 TERCEIRA CAMARA CIVEL CIVIL E CONSUMIDOR. por isso inerte à limitação dos juros remuneratórios prescritos pela lei de usura.19293 . A coação para viciar a declaração de vontade há de ser tal que incute ao paciente fundado temor à sua pessoa. Ameaça de negativação que se insere no exercício regular do direito. 153 do mesmo diploma legal). para que a empresa Ré restabeleça o serviço de energia elétrica e. JUROS.AGRAVO DE INSTRUMENTO . até o deslinde do feito. Se no momento em que se firma um acordo se reconhece a inadimplência e estabelece-se cláusula de pena pelo não pagamento. Recurso contra decisão que reconsiderou a decisão concedendo a tutela antecipada.001. pois apenas se trata de ensejar o exercício legal de um direito. como 'integrante do sistema financeiro nacional'. família ou bens (art. coação não há. ADMINISTRADORA DE CARTÃO DE CRÉDITO. CAPITALIZAÇÃO. ainda.

E. nisso se compreendendo a transferência da capitalização autorizada. a essas entidades. em inegável possibilidade de enriquecimento sem causa jurídica do devedor. com tramitação suspensa em razão de pedido de vista. com periodicidade inferior a um ano. cuja validade é contestada na ADInMC 2. ressalvado o direito ao cancelamento. caput. da MP 2. incensurável. Unânime. Sentença que caminhou nesse sentido. parágrafo único. 5º. quando preexistente legítima inscrição. consoante art. mais recentemente.15 financiamento dos débitos dos filiados. após o voto do relator que concedeu a liminar. situação que o mundo jurídico repudia.170-36/2001. Repasse válido para a outra ponta dos encargos do mútuo. a Súmula 385: Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito.316-DF. vale anotar a aprovação da súmula 359: Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição. sob pena de desequilíbrio em seu desfavor. Coação e Temor Reverencial TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível NÚMERO: 70000678987 Inteiro Teor . não cabe indenização por dano moral. improvimento ao recurso que pretendia revertê-la. OBS: Sobre a inscrição do nome em Sistema de Proteção ao Crédito.

NEGÓCIO ENTABULADO ENTRE PATRÃO E EMPREGADO COM LIBERAÇÃO DE FINANCIAMENTO POR INSTITUIÇÃO FINANCEIRA.2 2. mas em virtude de aquela avença não ser tolerada pelo direito” (REsp nº 21. reputada contínua diante da realidade dos autos. a tanto não se qualificando o simples temor reverencial da relação de emprego. Precedentes da Corte. improcede o pleito de nulidade. Negaram provimento. “disfarçado por simulação. (Apelação Cível Nº 70000678987. Segunda Câmara Especial Cível. Tribunal de Justiça do RS. 1. Não identificado no acórdão o momento em que cessou a coação. 2 Veremos durante as aulas que este prazo é decadencial. Empréstimo em dinheiro garantido por imóveis. COM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA E FINANCIAMENTO. Relator o Ministro Eduardo Ribeiro. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. MEDIANTE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA E AVAL DO PRIMEIRO. Coação. suposto beneficiário.16 RELATOR: Marilene Bonzanini Bernardi EMENTA: ANULATÓRIA DE ATO JURÍDICO. seu empregado. Julgado em 29/05/2001) TRIBUNAL: Tribunal de Justiça do RS ÓRGÃO JULGADOR: Segunda Câmara Especial Cível PUBLICAÇÃO: Diário da Justiça do dia DATA DE JULGAMENTO: 29/05/2001 COMARCA DE ORIGEM: SANTO ANGELO Nº DE FOLHAS: 5 SEÇÃO: CIVEL TIPO DE DECISÃO: Acórdão Coação e Prazo de Invalidação Escritura de compra e venda. DJ de 3/8/92). Relator: Marilene Bonzanini Bernardi.681/SP. Não demonstrando a prova dos autos conluio entre a instituição financeira e o vendedor. não há como identificar prescrição. Pacto comissório. Terceira Turma. Antigo precedente da Corte assentou que existente pacto comissório. . não se pode deixar de proclamar a nulidade. e nem a coação deste sobre o adquirente/financiado. e não prescricional. não pelo vício da simulação.

Rel. Emissão em caução. Apelação n.12. (REsp 784. pois o título não foi protestado. pois acarretaria desequilíbrio entre as partes. para assegurar internação hospitalar de parente em grave estado de saúde. 318) CHEQUE. Recurso especial não conhecido. Decisão reformada em parte. . Inexigibilidade reconhecida. 586) ESTADO DE PERIGO Cheque-Caução e Hospitais (e situações assemelhadas) CHEQUE. da Comarca de São Paulo. quedar-se-ia à mercê do hospital e compelido a emitir cheque. Ausência de reflexos extrapatrimoniais.Cheque entregue para garantir futuras despesas hospitalares deixa de ser ordem de pagamento à vista para se transformar em título de crédito substancialmente igual a nota promissória. relator Campos Mello.17 3. CAUSA DEBENDI. cumulada com pedido de indenização por danos morais. Aplicação dos princípios que regem situação de coação. DJ 07. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS. POSSIBILIDADE . no valor arbitrado pelo credor.739/MT. Não configuração.03. Rel.É possível assim.Não é razoável em cheque dado como caução para tratamento hospitalar ignorar sua causa.º 833.02. O paciente em casos de necessidade. a investigação da causa debendi de tal cheque se o título não circulou.273/GO. DJ 26. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO. julgamento em 19/03/2004) .2006. Improcedência decretada em primeiro grau. julgado em 27. TERCEIRA TURMA. (REsp 796.355-7.2007. Não é válida obrigação assumida em estado de perigo. nem foi intentada ação de cobrança. Ação anulatória. 2 – Dano moral resultante da apresentação e devolução do cheque. TERCEIRA TURMA. . 3 – Recurso da autora provido em parte” (Primeiro Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo.2007 p. julgado em 12. CAUÇÃO. 12ª Câmara.2007 p.05.

adotou a seguinte Resolução Normativa e eu. Indevida é a cobrança dos custos com a internação porque o nosocômio é entidade filantrópica e tem que promover assistência gratuita à saúde. afastando-se os efeitos da manifestação de vontade lançada quando da assinatura do termo de compromisso. nota promissória ou quaisquer outros títulos de crédito. AÇÃO DE COBRANÇA. está caracterizado o estado de perigo. DE 24 DE JULHO DE 2003. 4º da Lei n. Nona Câmara Cível. em reunião realizada em 23 de julho de 2003. credenciados.ANS. determino a sua publicação. considerando as contribuições da Consulta Pública nº 11. NEGADO PROVIMENTO AO APELO.º 44. de caução. depósito de qualquer natureza. de 12 de junho de 2003.961. em antiga resolução: RESOLUÇÃO NORMATIVA . Art. no ato ou anteriormente à prestação do serviço. Afora isso. INSTITUIÇÃO HOSPITALAR. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. sobremaneira porque o apelado tem poucas condições financeiras. devendo ser incluído os gastos entre os atendimentos gratuitos que propicia aos indigentes e necessitados (condição da filantropia). Dispõe sobre a proibição da exigência de caução por parte dos Prestadores de serviços contratados. de 28 de janeiro de 2000. Relator: Tasso Caubi Soares Delabary.º 9. Julgado em 04/06/2008) OBS: Vale lembrar que a emissão de “cheque-caução” é prática proibida pela Agência Nacional de Saúde. ENTIDADE FILANTRÓPICA. em qualquer situação.RN N. cooperados ou referenciados das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde. A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar . 1º Fica vedada. UNÂNIME. Diretor-Presidente. não tendo sido a família que solicitou a internação em tal estabelecimento. cooperados ou referenciados das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde e Seguradoras Especializadas em Saúde. (Apelação Cível Nº 70021429899. no uso das atribuições que lhe confere o inciso VII do art. .18 EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. a exigência. Tribunal de Justiça do RS. credenciados. por parte dos prestadores de serviços contratados. Hipótese em que o apelado foi atropelado por um ônibus e levado ao hospital pelo corpo de bombeiros. nos termos do artigo 156 do Código Civil.

gov. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA. § 1º As denúncias instruídas pela Comissão Especial Permanente serão remetidas ao Ministério Público Federal para apuração. www. sem prejuízo das demais providências previstas nesta Resolução. Fonte: http://www.jsp?lumPageId=8A9588D4257EE41901257F3589BA1708&lumS=ans. (Apelação Cível Nº 70024412397.gov. REJEITARAM A PRELIMINAR E DERAM PROVIMENTO. Na espécie. 3º A ANS informará à operadora do usuário reclamante quanto às denúncias relativas a prestador de sua rede. Verificada a excessividade alegada. para as providências necessárias. SEGURO SAÚDE ANTERIOR À LEI 9.service.ans. Relator: Otávio Augusto de Freitas Barcellos. Décima Quinta Câmara Cível. Art.corporativo. AO APELO.19 Art. instrução e encaminhamento das denúncias sobre a prática de que trata o artigo anterior.656/98. POR AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. Julgado em 08/10/2008) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EM PARTE. Art. 156 do Código Civil.br. 2º Fica instituída Comissão Especial Permanente para fins de recepção. configurado vício de consentimento consistente na assinatura do contrato em estado de perigo. 4º Esta Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. Indevida a dívida cobrada. Tribunal de Justiça do RS. resta minorada a fixação dos honorários. . § 2º Os processos encaminhados ao Ministério Público Federal serão disponibilizados para orientação dos consumidores no site da ANS. bem como a todas as demais operadoras que se utilizem do referido prestador. previsto pelo art. VERBA HONORÁRIA. UNÂNIME.legislacao&id_legislacao =8A9588D42670BEE0012670C292243394&lumItemId=8A9588D42670BEE0012670C292243395 TIPO DE PROCESSO: Apelação Cível NÚMERO: 70024412397 Inteiro Teor RELATOR: Otávio Augusto de Freitas Barcellos EMENTA: AÇÃO DE COBRANÇA.ans. PRESTAÇÃO SERVIÇO HOSPITALAR.br/main.

. se o prêmio é demasiado face às suas possibilidade econômicas.656/98. ou a pessoa de sua família”. como o seguro.O direito subjetivo assegurado em contrato não pode ser exercido de forma a subtrair do negócio sua finalidade precípua. . CONFIGURAÇÃO.É abusiva a cláusula contratual que exclui de cobertura a colocação de “stent”. DANO MORAL CONFIGURADO. . mas não instale as próteses necessárias para a plena recuperação de sua saúde.20 SUBMISSÃO DO SEGURADO À CIRURGIA QUE SE DESDOBROU EM EVENTOS ALEGADAMENTE NÃO COBERTOS PELA APÓLICE. um verdadeiro vício do consentimento.Impõe-se condições negociais excessivamente onerosas quando o aderente é levado a pagar maior valor por cobertura securitária da qual já gozava. não é legítimo exigir que o segurado se submeta a ele. e até mesmo para negócios jurídicos unilaterais. Precedentes. COM VALORES MAIORES. mesmo para contratos celebrados anteriormente à Lei 9. se determinado procedimento cirúrgico está incluído na cobertura securitária. (ii) o dolo de aproveitamento da outra parte (“grave dano conhecido pela outra parte”).O estado de perigo é tratado pelo Código Civil de 2002 como defeito do negócio jurídico. a recusa em conferir cobertura securitária.O segurado e seus familiares que são levados a assinar aditivo contratual durante procedimento cirúrgico para que possam gozar de cobertura securitária ampliada precisam demonstrar a ocorrência de onerosidade excessiva para que possam anular o negócio jurídico. . ESTADO DE PERIGO.A onerosidade configura-se se o segurado foi levado a pagar valor excessivamente superior ao preço de mercado para apólice equivalente. revelando-se desnecessária a assinatura de aditivo contratual. .Deve-se aceitar a aplicação do estado de perigo para contratos aleatórios. quando este é necessário ao bom êxito do procedimento cirúrgico coberto pelo plano de saúde. Assim. SEGURADO E FAMILIARES QUE SÃO LEVADOS A ASSINAR ADITIVO CONTRATUAL DURANTE O ATO CIRÚRGICO. . NECESSIDADE DE ADAPTAÇÃO A NOVA COBERTURA. que tem como pressupostos: (i) a “necessidade de salvar-se. . para indenizar o valor de próteses necessárias ao restabelecimento da saúde. É EXCESSIVAMENTE ONEROSA O NEGÓCIO QUE EXIGE DO ADERENTE MAIOR VALOR POR AQUILO QUE JÁ LHE É DEVIDO DE DIREITO. ou se sua apólice anterior já o assegurava contra o risco e a assinatura de novo contrato era desnecessária. . e (iii) assunção de “obrigação excessivamente onerosa”.É considerada abusiva. .

INDENIZAÇÃO. DJe 01. SÚMULA 7/STJ. FUNDAMENTOS DIVERSOS. DOIS PACTOS. já se encontra em condição de dor. 918 DO CC/1916. AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE. CORREÇÃO DE PREMISSA EQUIVOCADA. TERCEIRA TURMA. SÚMULA 284/STF. ao pedir a autorização da seguradora.04. BASE DE CÁLCULO. POSSIBILIDADE. INADIMPLEMENTO TOTAL DO CONTRATO. EFEITOS INFRINGENTES. SÚMULAS 282 e 356/STF.392/RN. FIXAÇÃO COM BASE NO ART. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI.2008. §4º. PERDAS E DANOS. CONTRATOS. OBRIGAÇÃO DE RESULTADO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Ministra NANCY ANDRIGHI. Rel. CONVERSÃO PARA REAIS DE ACORDO COM O CÂMBIO DA DATA DA SENTENÇA. Recurso Especial provido. DECISÃO EXTRA PETITA. POSSIBILIDADE. REEXAME DE PROVAS. PROMESSA DE FATO DE TERCEIRO.2008) LESÃO Lesão e Prequestionamento RECURSO ESPECIAL.03. DIANTE DA RESOLUÇÃO DO PRIMEIRO CONTRATO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. POR INADIMPLEMENTO. RESPONSABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. DO CPC. CLÁUSULA PENAL. de abalo psicológico e com a saúde debilitada. julgado em 11. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DA MATÉRIA À LUZ DOS ARTIGOS APONTADOS COMO VIOLADOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. SUBSISTÊNCIA DA SEGUNDA AVENÇA. INADIMPLEMENTO. TERCEIRO QUE NÃO ANUIU. VALOR DA CAUSA. DÓLAR. CONTEÚDO NORMATIVO DO ART. 20. pois tal fato agrava a situação de aflição psicológica e de angústia no espírito do segurado. SÚMULA 284/STF. CLÁUSULA DE EXCLUSIVIDADE. REDUÇÃO.Conquanto geralmente nos contratos o mero inadimplemento não seja causa para ocorrência de danos morais. DIREITO DE ARENA. SÚMULA 211/STJ. VALIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. (REsp 918. uma vez que. INVIABILIDADE. LESÃO. .21 . a jurisprudência desta Corte vem reconhecendo o direito ao ressarcimento dos danos morais advindos da injusta recusa de cobertura de seguro saúde.

6. Na promessa de fato de terceiro. sob a ótica dos artigos de lei apontados como violados (art. Inviável a análise da possibilidade de conversão da cláusula penal para reais. . 8. cumpria a ela obter dos clubes de futebol. responde o promitente inadimplente por perdas e danos. O inadimplemento dessa obrigação. não sendo a CBF titular do direito de transmissão dos jogos. 1.672/93. comunicando que não conseguira a anuência dos clubes. de acordo com o câmbio da data da sentença de primeiro grau. 4. As considerações expendidas nas razões do especial acerca do instituto da lesão não podem ser apreciadas por esta Corte Superior. 439 do Código Civil em vigor. Tendo a Corte de origem concluído no sentido do descumprimento total do contrato. 929 do Código Civil de 1916. 462 do CPC e 1. Segundo a jurisprudência do STJ. a redução da multa contratual. representada pela notificação endereçada à TVA. à luz da prova dos autos. sob duplo fundamento: ausência de prequestionamento (enunciados sumulares n. enseja a resolução (extinção) do contrato e a responsabilização por perdas e danos. reproduzido pelo caput do art. 24 da Lei 8. a teor do que dispunha o art. "aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos. In casu. somente pode ser concedida nas hipóteses de cumprimento parcial da prestação ou. circunstâncias inexistentes no caso concreto.22 AUSÊNCIA DE INSIGNIFICÂNCIA OU EXAGERO A JUSTIFICAR A ATUAÇÃO DESTA CORTE. segundo o art. 2. quando este o não executar". senão após o cumprimento da obrigação. 3. com base no art. pelo fato de os dispositivos serem desprovidos de conteúdo normativo capaz de amparar a discussão acerca da questão jurídica mencionada. o que atrai o óbice da Súmula 284/STF. Válido o contrato celebrado entre duas pessoas capazes e aptas a criar direitos e obrigações. reservado exclusivamente às entidades de prática desportiva. o terceiro é totalmente estranho à relação jurídica. 7. Descumprida a obrigação de obter a anuência do terceiro ao contrato. que ajustam um negócio jurídico tendo por objeto a prestação de um fato por terceiro. a anuência ao contrato. 5. quando o valor da multa exceder o valor da obrigação principal. ainda.059 do CC/1916). inviável a redução da cláusula penal. por força da Súmula 7/STJ. em razão da alteração imprevisível da política monetária nacional. não estando vinculado ao contrato. que incumbia ao promitente.ºs 282 e 356/STF) e ausência de indicação do dispositivo legal que teria sido violado (Súmula 284/STF). 924 do Código Civil de 1916.

com base no art. A jurisprudência desta Corte admite a possibilidade de atribuição de efeitos infringentes aos embargos declaratórios. RECURSO ESPECIAL 2002/0004734-6 Relator(a) Ministro FERNANDO GONÇALVES (1107) Órgão Julgador T4 . No arbitramento de honorários advocatícios. Rel. aplicar o direito com fundamentos diversos daqueles apresentados pelo autor. 10. a despeito da oposição de embargos de declaração.23 9. (REsp 249. do CPC. a justificar a atuação do STJ. DJe 16/11/2010) A Lesão na Legislação Anterior Processo RESP 434687 / RJ . TERCEIRA TURMA. quantia que não pode ser considerada irrisória ou exorbitante. §4º. para corrigir premissa equivocada relevante para o deslinde da controvérsia. impede o conhecimento do recurso especial (Súmula 211 do STJ). RECURSOS ESPECIAIS DESPROVIDOS.008/RJ. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS). julgado em 24/08/2010.QUARTA TURMA Data do Julgamento 16/09/2004 Data da Publicação/Fonte . em hipóteses excepcionais. cabível a utilização do valor da causa como base de cálculo. Não há falar em julgamento extra petita quando o julgador. adstrito às circunstâncias fáticas trazidas aos autos e ao pedido deduzido na inicial. 13. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial. Manutenção do valor de 20% sobre o valor da causa. 12. 11. 20.

Recurso parcialmente provido. XXXV. diversamente do Código Civil de 1916.Configurada lesão aos compradores.V.10.2004 p. a intervir na relação contratual para adequá-la a sua concepção social. em face do contexto probatório extraído do laudo pericial. COMPRA E VENDA. A Lesão e o Compromisso de Compra e Venda TJ/SP: COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA .01.São Paulo . autorizando o Estado-juiz.) A Lesão no Código de Defesa do Consumidor .30. deu abrigo ao instituto da lesão. ILICITUDE DO OBJETO. mas também o rompimento do contrato por via de nulidade pela ilicitude do objeto.00330 Ementa CIVIL. 115.014-4 . 1. DESPROPORÇÃO ENTRE O PREÇO E O VALOR DO BEM.Negócio efetuado por preço exorbitante . de modo a permitir não só a recuperação do pagamento a maior. ainda.Necessária a redução do valor do preço de extirpação da cláusula abusiva para devolver o equilíbrio aos contratantes .U. competente segundo o artigo 5º.Imposição.3ª Câmara de Direito Privado . integrantes de classe pobre ou fabril .Desequilíbrio entre as partes . da Constituição Federal. com a declaração de nulidade do negócio jurídico por ilicitude de seu objeto. de cláusula abusiva de reajustamento .Relator: Ênio Zuliani . Decidindo o Tribunal de origem dentro desta perspectiva. LESÃO. a afirmativa daquela instância no sentido da desproporção entre o preço avençado e o vero valor do imóvel. o contrato passa a ser lesivo e ofende a ordem social.24 DJ 11. Faltando prova da adequação razoável do preço imposto. A legislação esporádica e extravagante. 2.Desproporcionalidade ao intuito de lucro . (Apelação Cível n. Recurso especial não conhecido.01 . bastando. a adoção de posicionamento diverso pelo Superior Tribunal de Justiça encontra obstáculo na súmula 7. portanto.

pois.0000. Em caso de simulação relativa. em razão de fatos supervenientes. se tornarem ""excessivamente onerosas"" (teoria da imprevisão).25 TJ/MG: Número do processo: Relator: Data do acordão: Data da publicação: Ementa: As normas traçadas pela Lei n.078/90. à luz do novo Código Civil. 8. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que estejam em desacordo com o sistema de proteção do consumidor. O esquema de forte e ostensiva tutela do consumidor tem. 3. O impacto principal do Código de Defesa do Consumidor sobre a força obrigatória do contrato operou-se pela adoção expressa da possibilidade de revisão das cláusulas contratuais que "estabeleçam prestações desproporcionais"" (teoria da LESÃO). assim. não podem ser alteradas ou restringidas pela convenção das partes. se válido for na substância e na forma. sendo possível a revisão dos CONTRATOS sob sua ótica. 2. Causa de nulidade do negócio jurídico. aplicação a todos os CONTRATOS firmados após a vigência da Lei n. 1. sem dúvida. a simulação é causa de nulidade absoluta do negócio jurídico.078/90 são declaradamente de ordem pública e.00. As instituições bancárias são regidas pela disciplina do Código de Defesa do Consumidor. suas características: 1. entre outras.º 8. assim como das que. São. segundo o princípio consagrado de que as obrigações e CONTRATOS sujeitam-se à lei do tempo de sua formação. já que a lei não a distingue. São nulas de pleno direito. . Não se resguardam os efeitos da simulação inocente.306710-5/000(1) CARREIRA MACHADO 07/08/2003 19/09/2003 SIMULAÇÃO Observe-se que. resguardam-se os efeitos do ato dissimulado.

A anulabilidade da venda independe de prova de simulação ou fraude contra os demais descendentes. resguardados os direitos do terceiro de boa fé. 4. Jurisprudência. seja por denúncia de terceiro interessado. em prejuízo de outros credores.26 4. 2. 1. Confirmação da sentença por seus próprios fundamentos. COLUSÃO. ATO ANULÁVEL. Admite-se a alegação da simulação em juízo. NULIDADE. ESTANDO A MÃE DESTE VIVA. Recurso especial não conhecido. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. DÉCIMA CÂMARA CÍVEL. In casu. CIVIL. VENDA DE AVÔ A NETO. ART. decreta a nulidade da execução. Sentença que. Simulação das Partes e Dever do Juiz EMENTA: EXECUÇÃO. AUSÊNCIA DE CONSENTIMENTO DOS DEMAIS DESCENDENTES. 1. 3. por seus pais. RELATOR: LUIZ LÚCIO MERG. É dever do Juiz adotar providências obstativas. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70008701146. VENDA A DESCENDENTE.132 DO CC/1916. . 496 DO ATUAL CC. ART. mesmo pelos próprios simuladores. DESNECESSIDADE DE PROVA DE EXISTÊNCIA DE SIMULAÇÃO OU FRAUDE. Inexistindo consentimento dos descendentes herdeiros do alienante. devedor e arrematante. 129 do CPC. Apelos improvidos. a seu sobrinho e respectiva esposa. quando detectar tal situação. porquanto se trata de causa de nulidade absoluta. seja por iniciativa própria. independentemente do grau de parentesco existente entre vendedor e comprador. por concluir ter havido simulação envolvendo credor. os filhos do alienante estão vivos e não consentiram com a venda do imóvel. JULGADO EM 07/10/2004) Simulação e Venda a Descendente RECURSO ESPECIAL. com fundamento no art. é anulável a venda de ascendente a descendente. RECURSO NÃO CONHECIDO.

A parceria pecuária. sobretudo. de vencilho sinalagmático sustentado por um negócio jurídico parciário. Acesso em: 12 mar. mas. certamente o contrato de parceria pecuária ainda vige para os fins colimados pelo Código de 1916. recria. sendo comuníssimas tais avenças nas zonas pecuárias do país (. MARCO PISSURNO3: “Sob o prisma conceitual. Nada obstante ressente de disciplina específica no novo CCB. Como identifica Washington de Barros Monteiro (3) "pode ser objeto desse contrato o gado grosso e miúdo. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA.09.com. DJ 13. 267) OBS. tratava-se de contrato 3 PISSURNO.. Disponível em: <http://jus2.)o parceiro-proprietário fornece os animais. sob o pretexto de traduzir um contrato agrário. invernagem e engorda. 2003. 11 set. Nesse sentido.2006 p. julgado em 21.: QUESTÃO ESPECIAL DE CONCURSO! Outro exemplo atual de contrato simulado é o denominado “vaca-papel”. encobre. Trata-se.uol. 2) a criação pelo parceiro-criador e a 3) divisão dos lucros havidos entre policitante e oblato (5). outrossim." (4) Seus pressupostos de validade resumir-se-iam. que de modo mais freqüente propicia sua realização. 70. ano 7. mediante partilha proporcional dos riscos e dos frutos ou lucros havidos (Maria Helena Diniz (1) ). Jus Navigandi. um mútuo feneratício. restando atualmente baseado no terreno dos contratos inominados (6). Teresina. Breves considerações e novos rumos da oponibilidade do contrato dissimulado em juízo. à: 1) entrega do gado pelo parceiroproprietário. é o gado vacum. .27 (REsp 725. n. o ilustre Prof. em verdade. que continuam de sua propriedade. QUARTA TURMA. 2007.11.032/RS. Rel. se outra coisa não se estipular. o parceiro-tratador entra com o trabalho e com as despesas de custeio e tratamento. de ter-se a parceria pecuária como o contrato agrário que tem por objeto a cessão de animais para cria. em verdade. (Pontes de Miranda (2)). Marco Antônio Ribas. que.asp?id=4221>.2006. pois. a patologia da "vaca-papel" e o novo Código Civil. Ainda pela força da preceituação antiga..br/doutrina/texto.

Nestes termos. Correta a imposição de multa baseada no art. III. IV. podendo ser provado. SÚMULAS N. SIMULAÇÃO. como tal. 538.o parceiro-proprietário e o parceiro-criador revelam-se reais mutuante e mutuário. por vezes regulado indevidamente no porte das rendas previstas em contrato escrito.28 consensual. REDUÇÃO. quando lhes seja feito uso para encobrir-se a ocorrência real de mútuo feneratício. o gado só existe no contrato . na dicção do Tribunal a quo. NOVO CÓDIGO CIVIL. MATÉRIA DE FATO E CONTRATO. Prazo para o aviamento do recurso especial interrompido pela oposição de embargos declaratórios. por testemunhas. Na jurisprudência do STJ: CIVIL E PROCESSUAL. 104 do NCCB. 282 E 356-STF E 5 E 7-STJ. EMBARGOS DECLARATÓRIOS QUE SUSCITAM MATÉRIA PRECLUSA. IMPOSSIBILIDADE. "VACA-PAPEL". representa. II. independentemente do valor envolvido (7) e. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. na verdade. ACERTO. I. ainda que sem regramento próprio. TEMPESTIVIDADE. do CPC. MULTA. RECURSO ESPECIAL. um mútuo com cláusulas usurárias. a "vaca-papel" exterioriza-se na denominação corriqueira conferida à tais contratos. parágrafo único. MULTA APLICADA EM 2º GRAU. POSSIBILIDADE DE ANULAÇÃO PELA PARTE CONTRATANTE. CONTRATO DE PARCERIA PECUÁRIA. (8) 2 – A "Vaca-Papel" Como Patologia Do Negócio Jurídico De ocorrência comum nas parcerias pecuárias. quando se verifica a apresentação de embargos declaratórios inoportunos. comumente denominado . Não padece de nulidade o acórdão estadual que enfrenta suficientemente as questões essenciais ao deslinde da controvérsia. INCIDÊNCIA. em certos casos unidos por simulação relativa em torno de empréstimo haurido à juros e acréscimos vedados por lei” (9). segue atualmente oponível. REEXAME. alheio à forma especial. ACÓRDÃO ESTADUAL. Possível a um dos contratantes buscar a anulação de contrato de parceria pecuária que. JUROS MORATÓRIOS. apenas que trazendo conclusões adversas ao interesse da parte insatisfeita. conquanto as partes respeitem a malha permissiva preceituada pelo art. ainda que não conhecidos estes por debaterem matéria considerada preclusa. PREQUESTIONAMENTO DEFICIENTE.

V. A ausência de prequestionamento impede a apreciação do especial em toda a extensão pretendida pela parte recorrente. CONTRATO DE PARCERIA RURAL. ALEGAÇÃO DE CONTRATO SIMULADO "VACA-PAPEL". IMPOSSIBILIDADE. Inibição de prova da simulação. ante os óbices das Súmulas n. Os juros moratórios. (REsp 595. 5 e 7 do STJ. DJe 03/11/2008) ALDIR PASSARINHO JUNIOR. 282 E 356-STF.29 "vaca-papel". A insuficiência do prequestionamento impede a admissibilidade do recurso especial em toda a sua extensão. CC. 7-STJ). . Rel. porém. Recurso especial não conhecido. VI. IV. porquanto fundamentado o acórdão estadual em diversos elementos constantes dos autos. III.766/MS. Ministro 02/10/2008. AÇÃO DE RESCISÃO CUMULADA COM PERDAS E DANOS. são devidos no percentual de 0.581/MS. REEXAME.5% ao mês até a vigência do atual Código Civil e. não reconhece a ocorrência de tal vício ante a prova coligida no curso da instrução. à falta de pactuação válida. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CARACTERIZADO. 104 do Código Civil anterior. V. ART. CPC. (REsp 791. DJe 10/05/2010) ALDIR PASSARINHO JUNIOR. "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial" (Súmula n. Cerceamento de defesa. QUARTA TURMA. a partir de então. SÚMULAS N. Recurso especial conhecido em parte e parcialmente provido. I. 7-STJ. interpretação que não tem como ser revista em sede especial. VÍCIO REJEITADO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. julgado em Contrato denominado "vaca-papel". Rel. 104. Ministro 15/04/2010. ART. QUARTA TURMA. Cerceamento de defesa não configurado. 330. I. na forma do seu art. VII. julgado em CIVIL E PROCESSUAL. PREQUESTIONAMENTO INSUFICIENTE. II. 406. quando o Tribunal a quo admite a possibilidade de impugnação pelo participante do ato dito simulado (contrato de "Vaca-Papel"). PROVA. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. tidos como suficientes ao deslinde da controvérsia. examinando o mérito da questão. Inocorre a alegada infringência ao art.

Anulação do negócio jurídico. Ministra NANCY ANDRIGHI. 265) FRAUDE CONTRA CREDORES Os fundamentos da ação pauliana. a anulação judicial do contrato simulado de parceria pecuária. c) contratos onerosos do devedor insolvente. DJ 15. Contrato simulado de parceria pecuária.206/MS. 162.02. Recurso Especial. DJ 16.2004 p. que encobre mútuo com juros usurários.30 1. .g. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO. em detrimento dos demais – art. outorga de garantia de dívida dada a um dos credores. (REsp 441. Possibilidade. 2.2007 p.03. TERCEIRA TURMA. e) 163.  quando houver motivo para ser conhecida do outro contratante. caput (doação. configurando-se o cerceamento de defesa quando a improcedência da alegação está calcada na prova testemunhal. Recurso especial conhecido e provido.É possível que um dos contratantes. TERCEIRA TURMA.12. 185) Civil.). Mútuo com cobrança de juros usurários. impõe-se a realização de ampla dilação probatória. Rel. (REsp 760.04. em duas hipóteses (art. a única que foi deferida. Em contratos da espécie. em face do outro. caput (o devedor insolvente perdoa dívida de terceiro. d) antecipação de pagamento feita a um dos credores quirografários. julgado em 14. Recurso Especial parcialmente provido. remissão de dívidas – art. "Vaca-papel". 159):  quando a insolvência for notória. requeira. Pedido de um dos contratantes. alegada a simulação. são os seguintes: a) b) negócios de transmissão gratuita de bens – art.g.2006. 158. julgado em 10. à luz do novo Código Civil. 158.). v. em detrimento dos demais – art. .2004.903/SP. v. com base na existência de simulação. Rel.

Legitimidade recursal.08. III . declarar a competência do juízo suscitante para o julgamento da ação declaratória de direito cumulada com pedido indenizatório patrimonial e moral. JUSTIÇA COMUM E JUSTIÇA DO TRABALHO. . Rel.Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ação declaratória de direito cumulada com pedido de indenização patrimonial e moral. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA O JULGAMENTO DA PRIMEIRA AÇÃO E DA JUSTIÇA COMUM PARA O JULGAMENTO DAS DUAS ÚLTIMAS. ainda que o ato impugnado tenha o objetivo de frustrar a futura execução de uma dívida trabalhista.Compete à Justiça comum processar e julgar ação na qual se pugna pela anulação de ato praticado em fraude contra credores.Não há conexão entre a ação declaratória de direito cumulada com pedido de indenização patrimonial e moral e as ações pauliana e cautelar de seqüestro propostas pela ex-empregadora contra a ex-empregada. e a competência do juízo suscitado para o julgamento da ação pauliana e da ação cautelar de seqüestro. fundada nos atos ilícitos supostamente cometidos por esta última no exercício de suas funções. II . julgado em 14. por se tratar de ação de natureza civil.31 Vejamos agora alguns julgados de interesse para o seu estudo. Ministro SIDNEI BENETI. Conflito de Competência conhecido para. proposta pelo ex-empregador contra a ex-empregada. Sócios alcançados pelos efeitos da falência. pela ausência de identidade de pedido ou causa de pedir. Recurso ordinário em mandado de segurança.2008) Fraude contra Credores e Desconsideração da Pessoa Jurídica Processo civil.05. INEXISTÊNCIA. afastando-se a conexão declarada pelo Juízo suscitado. I . AÇÃO PAULIANA E AÇÃO CAUTELAR DE SEQÜESTRO. Fraude contra Credores: Justiça Comum x Justiça Trabalhista CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. SEGUNDA SEÇÃO.528/SP. (CC 74. DJe 04. AÇÃO DECLARATÓRIA DE DIREITO CUMULADA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO PATRIMONIAL E MORAL PROPOSTA PELO EX-EMPREGADOR CONTRA A EX-EMPREGADA.2008. Desconsideração da personalidade jurídica de sociedade empresária. CONEXÃO ENTRE A PRIMEIRA AÇÃO E AS DUAS ÚLTIMAS.

julgado em 19. Rel. FRAUDE CONTRA CREDORES. DJ Fraude contra Credores e Partilha de Bens EMBARGOS DE TERCEIRO. perante o Juízo de origem. Recurso conhecido e provido.009/90. os recursos tidos por cabíveis. 359) NANCY ANDRIGHI. (RESP 387952/SP.O sócio alcançado pela desconsideração da personalidade jurídica da sociedade empresária torna-se parte no processo e assim está legitimado a interpor.A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica dispensa a propositura de ação autônoma para tal. levantar o véu da personalidade jurídica para que o ato de expropriação atinja os bens particulares de seus sócios. Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR.2003. ainda que a dívida tenha origem em negócios celebrados antes da separação. Ministra 02. (RMS 16274/SP. Rel.2002 p. . de forma a impedir a concretização de fraude à lei ou contra terceiros. Ex-mulher. incidentemente no próprio processo de execução (singular ou coletiva). QUARTA TURMA.2002. Sentença proferida contra o marido.08. BEM DE FAMÍLIA. julgado em 04. TERCEIRA TURMA.04. 8. Processo em que não se cogitou de fraude de execução ou fraude de credores.32 .05. poderá o Juiz. 297) Fraude contra Credores e Bem de Família PROCESSO CIVIL.08. Os bens que foram partilhados com a mulher antes da propositura de ação de cobrança contra o ex-marido. FRUTO DE AÇÃO PAULIANA.2004 p. Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento. . Verificados os pressupostos de sua incidência. não podem ser atingidos na execução de sentença de procedência dessa ação. NÃO APLICAÇÃO DA LEI N. PENHORA. visando a defesa de seus direitos. DJ 06.

STJ: EM EMBARGOS DE TERCEIRO NÃO SE ANULA ATO JURIDICO. FRAUDE CONTRA CREDORES. se o bem penhorado retorna ao patrimônio do devedor em virtude da procedência de ação pauliana.2007.495-MG (DJ de 18.1997. Rel. Dissídio. Ministro CESAR ASFOR ROCHA. julgado em 07. QUARTA TURMA.2. 267) CIVIL E PROCESSUAL. ambos da relatoria do eminente Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira. Súmula 195/STJ. DJ 17. POR FRAUDE CONTRA CREDORES.361/PA. (REsp 841. .009/90. Ministra NANCY ANDRIGHI. 211) Fraude contra Credores e Embargos de Terceiro SÚMULA 195. IMPOSSIBILIDADE DE DECRETAÇÃO NO ÂMBITO DOS EMBARGOS. EMBARGOS DE TERCEIRO. (RESP 170140/SP. julgado em 01.208-SP (DJ 2.Não é possível a apuração e o reconhecimento de fraude contra credores no âmbito dos embargos de terceiro à execução. DJ 23.04.10.10.1997 p. . 50798) Direito civil e processual civil. 8.04. Fraude contra credores. DJ 09. (CORTE ESPECIAL.98). notadamente porquanto existente ação própria para tanto. sob pena de prestigiar-se a má-fé do devedor. Embargos de terceiro à execução. AÇÃO PAULIANA OU REVOCATÓRIA.2007 p.05.33 De acordo com a orientação jurisprudencial que se firmou na Quarta Turma. julgado em 03. Precedentes: Resps 123.1999 p. Recurso especial. Recurso especial não conhecido. DOAÇÃO DE IMÓVEL POR AVALISTAS A SEUS FILHOS.04. Rel. Embargos de declaração. Recurso especial provido.98) e 119. não tem aplicação a impenhorabilidade preconizada pela Lei n.1999.12. TERCEIRA TURMA.

a ineficácia do negócio jurídico reconhecido nessa ação produziu efeitos apenas em relação ao marido. 1. ao status quo ante poderia inclusive beneficiar credores supervenientes à alienação. DJ 17. que não foi parte. sendo o imóvel objeto da alienação tida por fraudulenta de propriedade do casal.11. CC/16. julgado em 27. art. 1046.2007. art. para produzir efeitos contra a mulher. Afinal. 174) Natureza Jurídica da Ação Pauliana PROCESSUAL CIVIL. mas sim à de retirada parcial de sua eficácia. FRAUDE CONTRA CREDORES. não conduz a uma sentença anulatória do negócio. par. sendo legítima. do CPC. só pode ser intentada pelos credores que já o eram ao tempo em que se deu a fraude (art. 106. Rel. 10. Recurso especial conhecido e provido. 472). que. "não beneficiando. Portanto.12. sendo necessária a sua investigação e decretação na via própria da ação pauliana ou revocatória. na forma dos arts. I. que não foram vítimas de fraude alguma. 195-STJ. Inviável o reconhecimento da fraude contra credores no bojo de embargos de terceiro. livrando-a da penhora. 4. de preservar a sua meação. a sentença de ineficácia. segundo o próprio Código Civil. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO DISSÍDIO. 2. e que não poderiam alimentar expectativa legítima de se satisfazerem à custa do bem alienado ou onerado. em relação a determinados credores. a pretensão da mulher. I). não a propriedade do alienante. (REsp 471. EXECUÇÃO. .2007 p. a ação pauliana.223/RS. 5. Não tendo havido a citação da mulher na ação pauliana. § 1º. SÚMULA N. na forma do art. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR. O conhecimento de recurso especial fundado na alínea c do permissivo constitucional exige a demonstração analítica da divergência. EMBARGOS DE TERCEIRO. 3. único). DESCONSTITUIÇÃO DE PENHORA SOBRE MEAÇÃO DO CÔNJUGE NÃO CITADO NA AÇÃO PAULIANA.34 NECESSIDADE. § 3º. 541 do CPC e 255 do RISTJ. só produz efeito em relação a quem foi parte. restabelecendo sobre eles. NATUREZA DA SENTENÇA DA AÇÃO PAULIANA. teria por pressuposto a citação dela (CPC. a sentença. No caso dos autos. 158. QUARTA TURMA. puro e simples. nem prejudicando terceiros" (CPC. § 2º. ALÍNEA C. II. art. RECURSO ESPECIAL. em regra. permitindo-lhes excutir os bens que foram maliciosamente alienados. mas a responsabilidade por suas dívidas. A fraude contra credores não gera a anulabilidade do negócio — já que o retorno.

interditando na pendência do mesmo que o devedor aliene bens. João Otávio de Noronha. Min. 2.095. posto que a novel exigência do registro da penhora. reclama que a alienação do bem ocorra após a citação do devedor. DJ de 30/05/2005. senão pelo conhecimento erga omnes produzido pelo registro da penhora. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI. In casu. Teori Albino Zavascki. Trata-se de instituto de direito processual. Recurso Especial desprovido. Consoante consta dos autos.2006 p. e que não se confunde com a fraude contra credores prevista na legislação civil. sem a reserva . na pendência de um processo capaz de reduzi-lo à insolvência. Aquele que não adquire do penhorado não fica sujeito à fraude in re ipsa.40). Rel. exsurgiu com o escopo de conferir à mesma efeitos erga omnes para o fim de caracterizar a fraude à execução. 6. FRAUDE À EXECUÇÃO CONFIGURADA. ALIENAÇÃO JUDICIAL DE BEM NA PENDÊNCIA DE EXECUÇÃO FISCAL. Min. 3.35 5. Rel.Resp 241. julgado em 15.de bens suficientes a garantir o débito objeto de cobrança. Nesse sentido. foi expedido o ulterior mandado de Registro de Penhora. 198) Fraude contra Credores x Fraude à Execução PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. Recurso especial provido. 593 do CPC. PRIMEIRA TURMA. na redação anterior à conferida pela LC 118/2005. DJ 31. frustrando a execução e impedindo a satisfação do credor mediante a expropriação de bens. beneficiaria apenas o terceiro adquirente de boa-fé. O escopo da interdição à fraude à execução é preservar o resultado do processo. sob o fundamento de que o imóvel não mais pertencia à empresa executada. 1. o fato de a constrição do bem imóvel não ter sido registrada no competente Registro de Imóveis. Lavrado o Auto de Penhora e Depósito do Imóvel (fl. 5.2006.08. oferecendo à penhora caixas plásticas de vasilhame padrão Skol e garrafas de vidro do mesmo padrão. o qual foi negado pelo Cartório. a empresa foi regularmente citada.041. O Fisco discordou da nomeação e requereu que a constrição recaísse sobre o imóvel matriculado no Ofício de Registro de Imóveis de Caxias do Sul. o que foi deferido pelo Juízo. (REsp 506. muito embora não produza efeitos infirmadores da regra prior in tempore prior in jure. 185 do CTN.08. regulado no art. (Resp 741. Rel. A caracterização da fraude à execução prevista no art. DJ de 06/06/2005) 4.312/MS. . A fraude à execução consiste na alienação de bens pelo devedor.em seu patrimônio .

Recurso especial improvido. FRAUDE À EXECUÇÃO. NÃO-OCORRÊNCIA.12. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL.2006 p. 279) JOÃO OTÁVIO DE NORONHA. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA. SÚMULA N. NÃO-COMPROVAÇÃO. DECADÊNCIA. 191) TRIBUTÁRIO. ainda. A teor do art. para regular hipóteses em que eventualmente ocorra fraude contra credores. validade contra terceiros. 2.10.338/ES. 185 do CTN delineia o instituto da fraude à execução no âmbito do direito tributário. por conseguinte. 1. AÇÃO PAULIANA. O termo inicial do prazo decadencial de 4 (quatro) anos para a propositura de ação pauliana cujo fim é a anulação de contrato de compromisso de compra e venda é a data do registro dessa avença no cartório imobiliário. . Fraude contra Credores e Promessa de Compra e Venda DIREITO CIVIL. FRAUDE CONTRA CREDORES. averiguar questão atinente ao prazo prescricional para a propositura de ação pauliana se. das circunstâncias relativas à ocorrência de registro de contrato de compromisso de compra e venda e de sua respectiva validade. Rel.10. 118/2005. na redação anterior à Lei Complementar n. DJ 04. Rel. 7/STJ. especificamente. 185 do CTN.925/RS. 7/STJ.36 (REsp 684. para tanto. não se prestando. sobre a fraude à execução.10. PROCESSO CIVIL. 3. julgado em 06. O art. INAPLICABILIDADE DO ART. Ministro LUIZ FUX. ATENDIMENTO. pois. SEGUNDA TURMA. PRESSUPOSTOS. Inteligência da Súmula n. DJ 24. Ministro 24. julgado em Anote-se.2005. oportunidade em que esse ato passa a ter efeito erga omnes e. (REsp 562. ANULAÇÃO. EXECUÇÃO FISCAL. não há fraude à execução quando a alienação do bem ocorre antes da citação válida do executado alienante. 1. 185 DO CTN. PRIMEIRA TURMA. na via do recurso especial. O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente. 2.2006. Afigura-se inviável. a seguinte súmula do STJ: Súmula 375. faz-se necessário o reexame das provas e dos fatos que compõem o litígio.2005 p.

106. Quando há mera dúvida acerca da paternidade. parágrafo único. dolo. 158. conforme podemos notar neste julgado: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. ATOS PREDETERMINADOS. (REsp 710. AÇÃO DE ANULAÇÃO DO REGISTRO DE NASCIMENTO. como no caso em análise. do CC/1916 (art. Tribunal de Justiça do RS. Segundo a Min. o qual dispõe que a declaração de . Os defeitos do negócio jurídico podem servir de base à ação anulatória de registro civil de nascimento. o pedido é juridicamente impossível. e o promitente comprador. Relatora. Sétima Câmara Cível. (Apelação Cível Nº 70024323065.810/RS. do CC/2002) diante da comprovada prática de atos fraudulentos predeterminados com o intuito de lesar futuros credores. CREDORES. Ministro 19/02/2008. 166 do Código Civil. ciente dessa circunstância. A Turma negou provimento ao recurso especial. 4. QUARTA TURMA. A transcrição das ementas dos julgados tidos como divergentes é insuficiente para a comprovação de dissídio pretoriano viabilizador do recurso especial. o promissário vendedor.37 3. julgado em OBS. § 2º. conclui o negócio jurídico. 5. Encontram-se atendidos os pressupostos do instituto da fraude contra credores na hipótese em que. vale mencionar um recente julgado. a literalidade do referido preceito. Recursos especiais não-conhecidos. Relator: Ricardo Raupp Ruschel. que relativiza o próprio sistema legal de reconhecimento da fraude contra credores: FRAUDE. O registro de nascimento só pode ser anulado quando existente defeito: por erro. Rel. Julgado em 31/07/2008) Por fim. já se encontrando em estado de insolvência. dispõe de bem. mantendo a decisão do tribunal a quo que entendeu inexistir ofensa ao art. a extinção da ação anulatória do registro. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. Mantida. ou ainda nas hipóteses previstas no art. na celebração de compromisso de compra e venda. Recurso desprovido. DJe 10/03/2008) JOÃO OTÁVIO DE NORONHA. coação e estado de perigo. assim. DÚVIDA QUANTO A PATERNIDADE.

5. de forma que a ordem jurídica acompanhe a dinâmica da sociedade hodierna e busque a eficácia social do direito positivado. DJ 25/5/1992. Admite confirmação expressa ou tácita. A nulidade. decidida por sentença de natureza desconstitutiva de efeitos “ex tunc”. 3.38 ocorrência de fraude contra credores exige que o crédito tenha sido constituído em momento anterior ao ato que se pretende anular. 6. O ato nulo atinge interesse público. legalmente tutelados. 4. 3. 2. Min. deve ser relativizada. Invalidade do Negócio Jurídico O quadro geral da invalidade do negócio jurídico. Não se opera de pleno direito. Rel. não se sujeitando a prazo decadencial. a par de existir polêmica a respeito. Somente pode ser argüida pelos legítimos interessados. ou. 2. Opera-se de pleno direito. para facilitar a sua fixação: NULIDADE ABSOLUTA 1. pode ser representado da seguinte forma.096-SP. 3. A ação anulatória. pode ser reconhecida a qualquer tempo.092. tema que será desenvolvido em sala de aula. . em nosso sentir. segundo o novo Código Civil. NULIDADE RELATIVA (ANULABILIDADE) 1. julgado em 5/8/2010. pronunciada de ofício pelo Juiz. é. pelo Ministério Público. Não admite confirmação. 4. A ação declaratória de nulidade é decidida por sentença de natureza declaratória de efeitos “ex tunc”. Precedente citado: REsp 10. por terceiro interessado. 5. Nancy Andrighi. quando lhe couber intervir. Pode ser argüida pelas partes. REsp 1.134-SP. até mesmo. O ato anulável atinge interesses particulares.

é possível afirmar que a questão transcende as relações familiares para se transformar em um problema público nacional. A violência praticada contra a mulher no ambiente familiar assusta.” A constatação é do ministro do STJ Og Fernandes. até que se efetivasse a iniciativa de reverter a impunidade histórica no Brasil com relação à violência doméstica. as pessoas. quatro em cada dez brasileiras afirmam já ter sofrido algum tipo de violência doméstica. o número de processos autuados no Tribunal da Cidadania sobre a questão já chega a 1. 4. foram 640 processos. pela via judicial. No próximo dia 22 de setembro. mais das vezes. salvo norma específica em sentido contrário. o ministro avalia que muitas tragédias antecederam a lei. sobressai a crueldade e o medo. Segundo a fundação. Fique por Dentro Violência doméstica: cinco anos de punição mais rígida para agressores 18/09/2011 A Lei Maria da Penha trouxe da sombra uma realidade escondida nos lares brasileiros. “A Lei Maria da Penha chegou tarde. No Superior Tribunal de Justiça (STJ).600. “As estatísticas estão a indicar que a principal causa de homicídio de mulheres é exatamente a prática de violência anterior. porque onde deveria existir união e acolhimento. Pesquisa da Fundação Perseu Abramo realizada em 2011 revela que 80% dos brasileiros aprovam a Lei Maria da Penha. Estatística que não teve variação desde 2001. As alterações trazidas pela lei endureceram o tratamento à agressão doméstica contra a mulher. por exemplo. a quantidade de processos penais que chegam sobre violência doméstica contra a mulher é crescente – em 2006. não praticam homicídio contra a mulher como o primeiro gesto . Na opinião do ministro. mas chegou. no íntimo das suas relações familiares. nos mais variados graus. Então. órgãos que analisam matérias penais. Membro da Sexta Turma e da Terceira Seção.340/06 completa cinco anos de vigência. a Lei 11. permitiu a prisão em flagrante dos agressores e terminou com a substituição da detenção pelo pagamento de multa ou cestas básicas. em 2011. A anulabilidade somente pode ser argüida. triplicou a pena para lesão corporal leve no âmbito doméstico.39 6. um aumento de 150%. em prazos decadenciais de 4 (regra geral) ou 2 (regra supletiva) anos. A norma.

Havendo recurso ao Tribunal Superior. conta Ana Claudia. pode-se chegar a esse tipo de aniquilamento da dignidade humana”. A conclusão é compartilhada pela cientista política Ana Claudia Jaquetto Pereira: “A experiência doméstica é pontuada pela violência. a Terceira Seção do STJ foi palco do julgamento paradigmático sobre a necessidade de representação da vítima para o processamento da ação penal contra o autor. Os homens são mais de 90% das vítimas de homicídios no país. na maioria das vezes.097. são vítimas de homicídio depois de todo o ciclo de violência que acontece dentro de casa”. que é a violência física. normalmente. o Brasil está em 13º num ranking internacional de homicídios contra mulheres. Mas a dinâmica dos homicídios é muito diferente. . A decisão do STJ significa que a ação penal por lesão corporal leve não pode ser proposta pelo Ministério Público independentemente da vontade da vítima.40 de violência. Se ela não é combatida. “As taxas de homicídios contra as mulheres parecem baixas se comparadas com as dos homens. essa é a tese aplicada. O recurso foi julgado pelo rito dos repetitivos. E. “No que se refere às estatísticas. trata-se de uma ação penal pública condicionada. A posição não foi unânime. há uma segunda etapa. o que orienta as demais instâncias sobre a posição firmada no STJ sobre o tema.” De acordo com a consultora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria para Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (CFEMEA).042). mas passou a ser aplicada por todos os julgadores do STJ: é imprescindível a representação da vítima para o Ministério Público propor ação penal nos casos de lesões corporais leves decorrentes de violência doméstica (REsp 1. finalmente. estamos num cenário desanimador de desrespeito aos direitos humanos das mulheres”. Essa interpretação ainda está para ser confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. Começa com a agressão moral. Ação condicionada A aplicação da Lei Maria da Penha tem sido muito debatida no âmbito do Judiciário. em menor proporção. Os homens sofrem esta violência na maioria das vezes na rua e as mulheres. Ou seja. O ministro Og Fernandes acredita que a lei transportou para o Estado o dever de atuar de maneira ativa contra a violência doméstica de gênero. ainda que sua efetividade dependa da adesão da sociedade como um todo. observa. Em fevereiro de 2010. conta o ministro.

na qual a vítima confirmaria a representação contra o acusado. Algo de menor relevância que poderia ser resolvido num consultório de psicólogo e não na justiça. antecipada. da Sexta Turma do STJ. decidiu-se que a mulher que sofre violência doméstica e comparece à delegacia para denunciar o agressor já está manifestando o desejo de que ele seja punido. só será admitida a renúncia à representação perante o juiz. O artigo 16 dispõe que. Na ocasião. o que é um grande engano”. isso é visto como um crime que a mulher teria o poder de provocar. analisado pela Quinta Turma. Num dos julgamentos. Os ministros decidiram que a vítima não pode ser constrangida a ratificar a representação . “nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta lei. pondera Ana Claudia. coube igualmente ao STJ definir em que consiste esse ato. conforme dispõe a Lei Maria da Penha. na prática. antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público”. o interesse de se retratar. razão por que não há necessidade de uma representação formal para a abertura de processo com base na Lei Maria da Penha (RHC 23786). no dia a dia.41 Representação Estabelecida a necessidade de representação da vítima.742). explicou que a lei não exige requisitos específicos para validar a representação da vítima. espontânea e livremente. submetendo-a a audiência para enfrentar o seu agressor. Basta que haja manifestação clara de sua vontade de ver apurado o fato praticado contra si (HC 101. Mas a gente percebe que. a defesa do agressor afirmou que a abertura da ação penal teria de ser precedida por uma audiência judicial. Esta semana. Renúncia A consultora do CFEMEA Ana Claudia Pereira critica a tentativa de “revitimizar” a mulher agredida. em audiência especialmente designada com tal finalidade. a ministra Maria Thereza de Assis Moura. “A lei veio para acabar com uma banalização que existia em relação à violência contra as mulheres. Em caso semelhante. a Quinta Turma analisou um recurso em mandado de segurança interposto pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul para que a audiência prevista no artigo 16 da Lei Maria da Penha só ocorra quando a vítima manifeste. Quinta e Sexta Turmas são uníssonas no entendimento de que o registro de ocorrência perante a autoridade policial serve para demonstrar a vontade da vítima de violência doméstica em dar seguimento à ação penal contra o agressor.

como condição da abertura da ação penal. argumenta. para que tenha seguimento a ação penal (RMS 34. em 1983. Outra mudança significativa da lei foi retirar dos juizados especiais criminais (que julgam crimes de menor potencial ofensivo) a competência para julgar os casos de violência doméstica contra a mulher. o que não é surpreendente. um dia vira uma surra. há pessoas comprometidas. na presença de seu agressor. a norma foi batizada em homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Fernandes. O curso “Violência Doméstica e a Lei Maria da Penha” é fruto de uma parceria com a Secretaria Especial de Política para as Mulheres da Presidência da República. sob pena de constrangimento ilegal à mulher vítima de violência doméstica e familiar. desembargador convocado Adilson Macabu. mas é preciso que o Judiciário também tenha comprometimento”. . Ela afirma que o movimento feminista reivindica uma atuação mais consciente do Judiciário. no outro vira um tiro. Se você mostra que a violência não pode se repetir. que ficou paraplégica. avalia a consultora do CFEMEA. Paralelamente. após sofrer duas tentativas de assassinato por parte de seu marido à época. O próximo encontro do Fonavid será realizado em novembro. são organizados fóruns reunindo todos os interessados. na sede do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. você vai ter uma reeducação. concluiu que a audiência prevista no dispositivo não deve ser realizada de ofício. Ministério da Justiça e Fórum Nacional de Juízes da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid). É um processo de reflexão na sociedade.42 perante o juízo. A forma como os crimes acontecem é uma demonstração de relação de poder. “O tapinha. Aplicação a namorados Considerada uma das três melhores leis do mundo pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher. considerando que o preconceito e a violência contra a mulher derivam de um fenômeno social”. O relator do recurso. ocorria o arquivamento dos processos. O texto é saudado internacionalmente pela forma completa como tratou o fenômeno da violência doméstica contra a mulher. mas também ainda há resistência à lei. Na maioria das vezes. “No Judiciário. desde os tipos de violência até a maneira de proteção da vítima pelo estado – com as casas abrigo e as medidas de proteção. A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) prevê para outubro a realização de um curso de capacitação sobre a Lei Maria da Penha.607).

agressões e ameaças de namorado contra a namorada – mesmo que o relacionamento tenha terminado. enquanto não forem estruturados. o tratamento diferenciado aos crimes praticados em tais condições é necessário para restabelecer o equilíbrio na sociedade. mas que ocorram em decorrência dele – caracterizam violência doméstica (CC 103.813). ao afastar os institutos despenalizadores. a Terceira Seção do STJ decidiu que não é necessário coabitação para caracterização da violência doméstica contra a mulher. a alternativa pode ser aplicada para suspender um processo em que a pena seja de até um ano e o acusado não seja reincidente ou processado por outro crime. não tendo o acusado aparentemente se conformado com o rompimento da relação. No entanto. “a lei merece uma interpretação bem mais ampliativa. Para o ministro Marco Aurélio Bellizze. Naquele caso. Membro da Quinta Turma. ao sofrer violência no âmbito domiciliar.43 A lei possibilitou a criação de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. De acordo com os ministros. com competência civil e criminal. ressaltou que de fato havia existido um relacionamento entre réu e vítima durante 24 anos. Suspensão Outro ponto abordado pela lei que chegou ao Judiciário foi a vedação que o artigo 41 faz à suspensão condicional do processo. Em 2009. o artigo 41 da Lei Maria da Penha observou o princípio constitucional da isonomia. O STF entendeu que. passando a ameaçar a ex-namorada. E. A Quinta Turma do STJ já decidiu que não é possível a suspensão condicional do processo ao acusado por lesão corporal leve contra mulher (HC 203. o ministro Bellizze acredita que o legislador enxergou e corrigiu por meio da lei uma carência da atuação estatal no que diz respeito à vulnerabilidade da mulher nos relacionamentos afetivos. Assim. o namoro evidencia uma relação íntima de afeto que independe de coabitação. De acordo com a Lei 9. Assim.099/95. estava caracterizado o nexo causal entre a conduta agressiva do ex-namorado e a relação de intimidade que havia entre ambos. ministro Jorge Mussi. Portanto. abraçando outras pessoas que inicialmente se pensou que não estariam sobre a proteção da Lei Maria da Penha”. tendo em vista que a mulher. a lei especial retirou a violência doméstica contra a mulher do rol dos crimes de menor potencial ofensivo. encontra-se em situação de desigualdade perante o homem. as varas criminais acumularão as competências cível e criminal para os processos de violência doméstica contra a mulher. . o relator.374).

desde que fique caracterizado o vínculo de relação doméstica. além da convivência. que as relações pessoais mencionadas na lei independem de orientação sexual. “É muito pouco o tempo de vigência da lei para que se tenha uma interpretação inteiramente ajustada na realidade brasileira e no pensamento da comunidade jurídica. “É preciso mais tempo para ver o que deve ser alterado”. no seu artigo 5º. Aí sim. a Terceira Seção definiu que o sujeito passivo da violência doméstica objeto da Lei Maria da Penha é a mulher. No entanto. em relação a esse aspecto. apenas reafirmam mecanismos que já existem. com ou sem coabitação” (CC 96. porque do contrário cria instabilidade e pode ser feito de maneira arbitrária”. Para a cientista política Ana Claudia Pereira. familiar ou de afetividade. 90% não alteram nada no funcionamento da lei. Segundo a consultora. mas é preciso esperar que ela entre no cotidiano das pessoas e se ajuste. se poderá fazer uma avaliação. o CFEMEA acompanha 30 projetos de lei relacionados à Lei Maria da Penha.44 Diversidade A Lei Maria da Penha atribuiu às uniões homoafetivas o caráter de entidade familiar. Leia também: Maria da Penha: STJ dispensa representação da vítima e Legislativo quer rever lei . O ministro do STJ Og Fernandes afirma que a lei pode melhorar. Temos que dar. De acordo com o relator. “Defendemos que qualquer mudança seja feita de uma forma muito discutida e embasada em dados. “o sujeito ativo pode ser tanto o homem quanto a mulher. adverte. e sim na forma como ela vem sendo aplicada pelos operadores de direito. há debates sobre alterações no texto da Lei Maria da Penha. ministro Og Fernandes. ao prever. No Congresso Nacional. Ao julgar um conflito de competência. avalia. Alterações Na Câmara dos Deputados. os projetos de lei são tentativas de sanar falhas que não estão no texto da lei. a norma serve para proteger apenas mulheres vítimas de violência no âmbito de uma relação homoafetiva. um tempo maior para que as coisas se consolidem”.533). Ana Claudia é prudente ao falar em mudanças na lei. parágrafo único.

caso a caso. ficando atrás apenas dos Estados Unidos.br/portal_stj/objeto/texto/impressao. a previsão é de que em 2011 sejam realizadas 70 mil cirurgias de redução de estômago no país. o número de cirurgias deste tipo cresceu mais de 500%. A Lei n. Decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) enfrentam essas questões e. o Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante que cláusulas contratuais que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque. CC 96533. permitindo a imediata compreensão. é ilegal a recusa do plano de saúde em cobrir as despesas da intervenção cirúrgica. por isso. . um paciente com obesidade mórbida não se submeterá a uma cirurgia de alto risco apenas com finalidade estética”. No julgamento do Recurso Especial (Resp) 1. Na última década.wsp?tmp. tanto física quanto semântica.45 Processos: REsp 1097042. Outros pontos questionados pelos convênios são a carência do plano e a pré-existência da doença. que reconhece a gravidade da obesidade mórbida e indica as hipóteses nas quais a cirurgia bariátrica é obrigatória. os ministros da Quarta Turma destacaram que a gastroplastia (cirurgia bariátrica). Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). cresce o número de pessoas que encaram o desafio de emagrecer reduzindo o tamanho do estômago por meio de cirurgia bariátrica. No caso julgado. a Resolução Normativa da Agência Nacional de Saúde (ANS). Cirurgia bariátrica. doença listada e classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Muitas acabam beneficiando quem precisa da cirurgia bariátrica como único recurso para o tratamento da obesidade mórbida. longe de ser um procedimento estético ou mero tratamento emagrecedor. Segundo o relator. revela-se cirurgia essencial à sobrevida do segurado que sofre de outras enfermidades decorrentes da obesidade em grau severo.175.stj. Entretanto. Mas quem precisa fazer a cirurgia bariátrica enfrenta uma verdadeira maratona para conseguir que o plano de saúde pague pelas despesas. nem sempre as seguradoras cobrem o procedimento. RMS 34607.estilo=&tmp. CC 103813. ministro Luis Felipe Salomão. ressaltou o ministro.texto= 103210 acessdo em 19 de setembro de 2011. a Turma negou provimento ao recurso especial da Unimed Norte do Mato Grosso. contribuem para firmar uma jurisprudência sobre o tema. que alegava não haver previsão contratual para a cobertura desse tipo de procedimento. Atualmente.616. É comum o plano alegar que a cirurgia de redução de estômago é puramente estética e.jus. RHC 23786. HC 203374 Fonte: http://www. “Afinal. HC 101742. não podendo qualquer uma delas dar margem à dupla interpretação. Por essa razão. negar a realização da intervenção.area=398&tmp. uma conquista médica e judicial 27/03/2011 A cada ano.656/1998 compreende a cobertura assistencial médico-ambulatorial e hospitalar para o tratamento da obesidade mórbida. 9. Além disso. o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos países que mais realizam este tipo de intervenção. indicada como tratamento para obesidade mórbida.

Técnica nova Ainda sobre redução de estômago. Preexistência da doença No Resp 980. se o contrato previa a cobertura para a doença.134). a Quarta Turma confirmou decisão que determinou à Unimed o pagamento de cirurgia bariátrica a um segurado de Mossoró (RN). qualquer constatação de desequilíbrio financeiro a partir da alteração do tratamento dependeria de uma comparação entre os custos dos dois procedimentos. o relator. ministro Luis Felipe Salomão.46 Carência Em outro julgamento (MC 14. “É ilegítima a recusa da cobertura das cirurgias destinadas à remoção de tecido epitelial. que tentava suspender a determinação da Justiça estadual. em substituição ao procedimento obsoleto previsto especificamente no contrato. O plano de saúde havia se recusado a cobrir as despesas com a cirurgia de redução de estômago. Para o relator do processo. ressaltou o ministro. sem essa comparação. asseverou que não se justifica a recusa à cobertura porque a seguradora “não se precaveu mediante a realização de exames de admissão no . a Unimed Rondônia teve que autorizar todos os procedimentos necessários para a cirurgia de redução de estômago de um paciente com obesidade mórbida. ministra Nancy Andrighi. Cirurgia plástica No julgamento do Resp 1. ao argumento de ser o autor portador de doença pré-existente.789). independentemente do período de carência. ministro Massami Uyeda. os ministros da Terceira Turma determinaram que um plano de saúde arcasse com as despesas da cirurgia em uma paciente que mantinha contrato de seguro anterior ao surgimento dessa técnica de tratamento (Resp 1. Ela observou que havia uma cláusula contratual genérica que previa a cobertura de cirurgias “gastroenterológicas”.656/98.106. A Quarta Turma negou pedido da cooperativa médica. 9. quando estas se revelarem necessárias ao pleno restabelecimento do segurado acometido de obesidade mórbida”. procedimentos expressamente excluídos de cobertura. Quanto à alegação. Para a relatora.136.326. nos termos do artigo 10 da Lei n. é apenas hipotética a afirmação de que a nova técnica seria mais onerosa. destacou que deve ser proporcionado ao consumidor o tratamento mais moderno e adequado. esta cirurgia não pode ser classificada como mero tratamento de rejuvenescimento ou de emagrecimento com finalidade estética. a Terceira Turma entendeu que a cirurgia plástica para a retirada do excesso de pele decorrente de cirurgia bariátrica faz parte do tratamento de obesidade mórbida e deve ser integralmente coberto pelo plano de saúde. Segundo a ministra.475. A relatora.

054. O então presidente do STJ. a determinação de antecipação de tutela para a realização do procedimento é questionada. a empresa se viu ré em uma ação de obrigação de fazer cumulada com dano moral. ocasião em que não foi verificada qualquer incorreção na declaração de saúde do indivíduo. concluiu.505). . a Terceira Turma atendeu ao recurso da segurada (Resp 1. não tem o potencial de causar dano concreto e iminente aos bens jurídicos que podem ser protegidos pelas SLSs. já que a doença representava risco à saúde da paciente. Em primeira instância. a ministra constatou que para casos semelhantes.265. Daí a ocorrência do dano.371. O município alegou que a imposição de fornecimento de cirurgia “não seria de sua responsabilidade” e traria ameaça de grave lesão à economia. em razão de suas circunstâncias pessoais de grave comprometimento da saúde. Para o ministro. a uma única pessoa. A relatora.856). ministro Cesar Asfor Rocha. “Deve a seguradora suportar as despesas decorrentes de gastroplastia indicada como tratamento de obesidade mórbida”. No entanto. o prejuízo em recusar o tratamento pode ser ainda maior que o pagamento do custo do procedimento médico em si. não acolheu a pretensão. Foi o que ocorreu com a Golden Cross Assistência Internacional de Saúde. Por vezes. No mesmo recurso. Solução semelhante teve um recurso do Distrito Federal que questionou a impossibilidade de o paciente esperar na fila de precatórios para que recebesse valor arbitrado judicialmente para custeio de honorários médicos de uma cirurgia de redução de estômago (Ag 1. o ministro constatou que as declarações do segurado foram submetidas à apreciação de médico credenciado pela Unimed. Dano moral Para as seguradoras. porque o alegado prejuízo não estava evidente. a qual poderia ser facilmente detectada”. o município de Lagoa Vermelha (RS) apresentou pedido de suspensão de liminar e de sentença (SLS 957) para que fosse desobrigado de cumprir determinação do Tribunal de Justiça estadual para realização ou custeio de cirurgia bariátrica de uma moradora que sofria de obesidade mórbida. o custeio de cirurgia urgente de obesidade mórbida. a sentença determinou a cobertura da cirurgia para tratamento da obesidade mórbida. Siga @STJnoticias e fique por dentro do que acontece no Tribunal da Cidadania. No STJ. A decisão do TJ se deu em antecipação de tutela. sobretudo no caso de obesidade mórbida. a indenização foi fixada entre R$ 7 mil e R$ 50 mil. o que não é permitido pela Súmula 7/STJ (Ag 1. mas os ministros tem entendido que analisar a urgência ou não do procedimento implica em reexame de provas e fatos. Depois de negar a cobertura de cirurgia bariátrica a uma segurada.47 plano. o juiz afastou o dano moral. Atendimento público A hipótese de realização da cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também é alvo de judicialização no STJ. O Tribunal estadual manteve a decisão. ministra Nancy Andrighi. Além disso.444). Na hipótese analisada. afirmou que a recusa indevida do plano de saúde de cobrir o procedimento pode trazer consequências psicológicas bastante sérias. Em 2008. a Turma entendeu ser razoável o valor de R$ 10 mil pelo dano moral sofrido.

em 2005. relator do recurso. é de natureza pessoal”.stj.jus. Ele acrescentou que “o efeito gerado pela responsabilidade pessoal reside na exclusão do sujeito passivo da obrigação tributária (a empresa executada). tão logo seja comprovada qualquer das condutas dolosas previstas no artigo 135 do CTN”. A Fazenda não aceitou o bem por causa da localização e também por dúvidas em relação ao valor real. “A responsabilidade do diretor. “gera a presunção da prática de atos abusivos ou ilegais. Com esse entendimento. o . e que estava sendo cobrada pelo Fisco. Ag 1371505. o sócio-gerente não goza do benefício legal que mandaria a execução recair primeiro sobre os bens da empresa.br/portal_stj/objeto/texto/impressao. ainda que a sociedade tenha oferecido bens à penhora. fato que a jurisprudência do STJ considera suficiente para caracterizar a dissolução irregular.760 hectares em Mato Grosso. MC 14134. SLS 957.estilo=&tmp. mas a Fazenda Pública o recusou e o juiz redirecionou a execução contra o empresário. pelas dívidas tributárias. Ag 1265444 Fonte: http://www.48 Processos: Resp 1175616. Resp 980326. A firma da qual ele era sócio-gerente. Ao final. foi provado que a empresa não mais operava no endereço registrado na Junta Comercial. segundo o ministro. com seu patrimônio pessoal. gerente ou representante de pessoa jurídica de direito privado. Apontou indícios de dissolução irregular da firma devedora. Em situações assim. Resp 1106789. Dissolução irregular de empresa autoriza execução direta contra sócio-gerente 14/01/2011 O sócio-gerente de empresa cujas atividades foram encerradas de forma irregular pode responder diretamente. Resp 1136475. havia indicado à penhora um imóvel de 1. A dissolução irregular da empresa. No caso do Rio Grande do Sul. ressaltando que essa determinação está expressa no artigo 135 do Código Tributário Nacional (CTN).texto= 101222 acessado em 27 de março de 2011. o que foi verificado por oficial de Justiça. por atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei. Resp 1054856.wsp?tmp. afirmou o ministro Luiz Fux. contrato social ou estatutos.area=398&tmp. uma vez que o administrador que assim procede age em infração à lei comercial”. que não mais será levado a responder pelo crédito tributário. O oferecimento do imóvel em Mato Grosso foi feito logo após o início da ação. a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento ao recurso especial de um empresário do Rio Grande do Sul que pretendia se ver livre de uma execução dirigida contra ele pela Fazenda Estadual.

area=398&tmp. . típico da responsabilidade subsidiária. segundo o qual a lei específica afasta a norma geral. do imóvel oferecido à penhora. “Caracterizada a responsabilidade pessoal do sócio-gerente. o empresário alegou nulidade da decisão que redirecionou a execução sem que houvesse homologação judicial da recusa do bem nomeado à penhora pela empresa devedora.wsp?tmp. na convenção do condomínio.49 juiz determinou o redirecionamento da execução contra o sócio. excluindo consequentemente a responsabilidade do próprio contribuinte (no caso. em razão do não pagamento das taxas condominiais referentes aos meses de abril a novembro de 2001. relativos às parcelas vencidas e.estilo=&tmp. à luz do novo Código Civil de 2002. disse o relator.br/portal_stj/objeto/texto/impressao. Processos: REsp 1104064 Fonte: http://www. sem se manifestar sobre o imóvel recusado pelo Fisco – decisão mantida pelo Tribunal de Justiça. 6. não se levou em conta que o patrimônio da firma poderia ser suficiente para cobrir o débito e que o patrimônio pessoal do sóciogerente só deveria responder subsidiariamente. que entendeu. ser legítima a cobrança de juros moratórios acima desse percentual. para quem foi irrelevante a omissão da Justiça gaúcha quanto à recusa. bastando para tanto previsão expressa acordada na convenção de condomínio.stj.gov. o ministro Luiz Fux destacou que o benefício de ordem previsto na Lei de Execução Fiscal (Lei n. aplicando juros moratórios de acordo com a convenção do condomínio. na cidade de Brasília. ressoa evidente a desnecessidade de anulação da decisão que deferiu o redirecionamento da execução”. se estiver acordado na convenção 07/10/2010 É possível fixar. Afinal. juros moratórios acima de 1% ao mês em caso de inadimplência das taxas condominiais? A questão foi debatida pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Condomínio pode fixar juros superiores ao previsto no novo CC. o sóciogerente). baseando-se apenas na dissolução da sociedade.830/1980). O condomínio cobrou R$ 1. o pagamento das cotas vincendas. a pessoa jurídica). O Condomínio Jardim Botânico VI. O juiz considerou que o condomínio não estava regularmente constituído. não se aplica às situações nas quais dispositivo legal específico estabelece a responsabilidade pessoal de um terceiro (no caso. Em seu voto. O condômino recorreu à Justiça e a sentença do juiz de primeiro grau anulou o processo sem a resolução do mérito da ação.172. ainda. Isso se deve ao princípio da especialidade. pela Fazenda.texto= 100496 acessado em 16 de janeiro de 2011. ajuizou uma ação de cobrança contra um condômino. argumentou. No recurso ao STJ.13.

ainda que em situação irregular perante a administração pública. . No final de 2009. o condomínio apelou. e os juros de 1% à exceção. de acordo com o artigo 1. Processos: Resp 1002525 Fonte: http://www. a tese apresentada pelo condomínio é legítima. para os casos de inadimplemento das taxas condominiais.336 do CC/02. o próprio Oficial de Registro autorizará a celebração do ato matrimonial. é legal fixar. a ministra entendeu que. nos casos em que a convenção de condomínio expressamente prevê percentual maior: “Os juros convencionados são os juros que pertencem à regra. mesmo após a entrada em vigor do CC/02. afirmou a relatora.50 como determina o artigo 267 do Código de Processo Civil (CPC). Desse modo. após o trigésimo dia de vencimento. na vigência do Código Civil/02. possuem legitimidade ativa para ajuizar ação de cobrança em face dos condôminos em atraso com o pagamento das mensalidades aprovadas em assembleia”. O condomínio argumenta que não pode haver limitação dos juros moratórios de 1% ao mês.br/portal_stj/objeto/texto/impressao. e.texto=99315 acessado em 10 de outubro de 2010.wsp?tmp. o condomínio interpôs no STJ um recurso especial. Outros recursos foram apresentados por ambas as partes e a decisão final do TJDFT determinou o seguinte: “Aplicam-se os juros e as multas previstos na convenção condominial até a data da entrada em vigo do novo Código Civil (12/01/2003). as taxas condominiais ficam sujeitas aos juros de 1% e à multa de 2% ao mês. a questão será levada ao magistrado. dispensando o juiz de se pronunciar na habilitação de casamento. a partir da vigência do CC/02. A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) foi favorável ao pedido: “Os condomínios. a convenção acordada pela assembleia do Jardim Botânico VI estabeleceu a incidência de juros moratórios de 0. Inconformado.jus. deve-se limitar os juros de mora a 1% ao mês”. Segundo informações contidas nos autos.3% ao dia. alegando violação ao mesmo artigo 1.stj. em caso de inadimplemento das taxas condominiais. ainda que superiores a 1% ao mês. infere-se da leitura do referido artigo que devem ser aplicados os juros moratórios expressamente convencionados. relatora do processo.336. Para a ministra Nancy Andrighi. Com isso. uma importante lei fora editada. somente em caso de impugnação. “A despeito disso.a rea=398&tmp. A partir daí. Insatisfeito com o entendimento. o acórdão recorrido concluiu que. A posição da relatora foi acompanhada pelos demais ministros da Terceira Turma. Todavia. devem ser aplicados os juros previstos no artigo 1. e multa de 2%.336 desse diploma legal”. na convenção de condomínio. juros moratórios acima de 1% ao mês.estilo=&tmp. e apenas quando não há essa previsão. sendo estes aplicados apenas na falta daqueles”.

Dá nova redação ao art. pois se reveste de natureza alimentar. JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no DOU de 18. A habilitação será feita pessoalmente perante o oficial do Registro Civil.406.51 Vale a pena conferir: LEI Nº 12. Caso haja impugnação do oficial. de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil).” (NR) Art.O Tribunal da Cidadania Manutenção de aparelho ortopédico é prestação de natureza alimentar 07/08/2009 Um cidadão do Rio de Janeiro vítima de um acidente automotivo garantiu a revisão do valor da indenização destinada à manutenção de prótese utilizada por ele em razão da perda de uma das pernas. com a audiência do Ministério Público. De acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). na . 1. 1. de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil).526 da Lei no 10. passa a vigorar com a seguinte redação: “Art.526. DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009.2009 STJ .406. 188o da Independência e 121o da República. Brasília. a habilitação será submetida ao juiz. no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. ainda que fixado em quantia certa na sentença. 2o Esta Lei entra em vigor após decorridos 30 (trinta) dias de sua publicação oficial. o valor pode ser atualizado. 1. 1o O art.12. Parágrafo único. 17 de dezembro de 2009. O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA. do Ministério Público ou de terceiro. para determinar que a habilitação para o casamento seja feita pessoalmente perante o oficial do Registro Civil.133.526 da Lei no 10.

a vítima ingressou com recurso e o TJRJ entendeu haver equívoco por parte da sentença. Na liquidação o mesmo valor foi adotado. corrigido pelos índices oficiais até o efetivo pagamento.5 milhões. a fim de recuperar parte da condição da vítima anterior ao acidente. Para o ministro relator. trazendo implícita cláusula que possibilita sua revisão em face da mudança da realidade que amparou a decisão da primeira instância. baseada em voto do relator. a equidade e a justiça. sendo preciso considerar o bom senso. a sentença reconheceu a responsabilidade da empresa pelo acidente que causou a amputação de um terço da perna do cidadão. De acordo com o ministro Salomão. a indenização se presta a custear o tratamento de modo a conservar a prótese que o cidadão terá de usar permanentemente.52 medida em que objetiva a satisfação de necessidade vital. O juízo de primeiro grau estabeleceu o dever de adquirir e manter aparelho ortopédico. a sentença que fixa o valor da prótese não estabelece coisa julgada material. No entanto. Conforme o Tribunal estadual. No caso. já na fase de execução. A sentença estimou que a empresa deveria pagar. com acréscimo de 15% ao ano para a manutenção anual do aparelho. considerando a data de 25 de março de 1992. Esta sentença transitou em julgado (não havendo possibilidade de recurso). não violou o princípio da coisa julgada. ao basear-se em valor certo. A empresa de transportes cujo preposto deu causa ao acidente procurou o STJ para reformar decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que lhe havia sido desfavorável. referente à prótese. ministro Luis Felipe Salomão. Histórico Em primeiro grau. A Quarta Turma. o valor jamais atingiria o real valor do serviço. Processos: Resp 594238 . Cr$ 3. entendeu que a modificação da quantia certa fixada na sentença de liquidação e da qual não houve recurso. a obrigação de fornecer contribuições periódicas com o objetivo de satisfazer as necessidades vitais do alimentando é uma obrigação alimentar.

O ministro destacou.br/portal_stj/publicacao/engine.stj. em parte. como o entendimento do STJ não considera as empresas de factoring instituições financeiras. o ministro Aldir Passarinho Junior concordou com a contestação da empresa. Mas. pois esse aspecto não teria sido alvo da apelação na segunda instância. não se exige autorização do Banco Central.53 Fonte: http://www. Processos: Resp 1048341 Fonte: http://www.texto=90979# .172). O relator do recurso. houve julgamento extra petita (fora do pedido) de uma questão referente a direito patrimonial. que limita a cobrança. o que é vedado ao órgão julgador. a decisão do Tribunal de Justiça gaúcho de desconstituir o contrato de factoring. ainda. em seu voto. Há regra legal que nulifica de pleno direito as estipulações usurárias. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou esse entendimento ao negar. elas não se encaixam na exceção à regra da usura.stj. que uma empresa de factoring não é uma instituição financeira.wsp?tmp.area=398&tmp.jus. aplicou a regra prevista na denominada Lei de Usura. recurso apresentado por uma administradora de valores do Rio Grande do Sul.texto= 93083 STJ .estilo=&tmp. pois não capta recursos de depositantes e.O Tribunal da Cidadania Empresa de factoring está limitada a cobrar juros de 12% ao ano 18/02/2009 As empresas de factoring não são instituições financeiras e estão restritas a cobrar 12% de juros remuneratórios ao ano em seus contratos. A defesa da empresa contestava. Neste ponto. ministro Aldir Passarinho Junior.wsp?tmp. Conforme observou o relator. para seu funcionamento.area=398&tmp. mas excepciona as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central (Medida Provisória 2.br/portal_stj/objeto/texto/impressao.gov. atendendo o recurso.

272. como no caso.stj. A questão foi sumulada pelos ministros da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em votação unânime.940. Segundo o verbete. a devolução do título por ausência de provisão de fundos”. O projeto que originou a súmula 370 foi relatado pelo ministro Fernando Gonçalves. ressaltou que a devolução de cheque pré-datado por insuficiência de fundos que foi apresentado antes da data ajustada entre as partes constitui fato capaz de gerar prejuízos de ordem moral. ministro aposentado Eduardo Ribeiro.texto=90959# STJ .855.wsp?tmp. Resp 707. A nova súmula ficou com a seguinte redação: “caracteriza dano moral a apresentação antecipada do cheque pré-datado”. afirma-se que a “apresentação do cheque pré-datado antes do prazo estipulado gera o dever de indenizar.gov. É o caso também do Resp 213. há julgados de 1993. “no contrato de arrendamento mercantil (leasing). ainda que haja cláusula resolutiva expressa.br/portal_stj/publicacao/engine.O Tribunal da Cidadania Constituição de mora em contrato de leasing exige notificação prévia 17/02/2009 A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou nova súmula. Em um desses precedentes. Leia também: Nova súmula exige contraditório para pensão alimentícia Processos: Resp 213940. Entre os precedentes citados. é necessária .O Tribunal da Cidadania Apresentação do cheque pré-datado antes do prazo gera dano moral 17/02/2009 Apresentar o cheque pré-datado antes do dia ajustado pelas partes gera dano moral. Resp 557.area=398&tmp. presente. É o caso do Resp 16. Resp 16.54 STJ .505. A questão vem sendo decidida nesse sentido há muito tempo.855 Fonte: http://www. no qual o relator.

br/portal_stj/publicacao/engine. 185. O projeto que deu origem à súmula 369 foi relatado pelo ministro Fernando Gonçalves e tem. para a propositura da ação reintegratória. Eresp 162. Resp 285825 . Ag 51656 Fonte: http://www. é requisito a notificação prévia da arrendatária. ainda que o contrato de arrendamento mercantil contenha cláusula resolutiva expressa.area=398&tmp. inciso VI. Resp 185984.984. entre os precedentes. o Resp 285. Resp150723. do Código Processual Civil. conforme dispõe o artigo 267.723. de textos de dois brilhantes juristas nacionais. 285. os professores Frederico Pinheiro e Vinícius Rezende. ministro aposentado Raphael de Barros Monteiro Filho.825. Leia também: STJ sumula: apresentação do cheque pré-datado antes do prazo gera dano moral Processos: Resp 139305. Vale a pena conferir as referências abaixo: . 150.305.185. Em um desses precedentes.texto=90957# 5.825 e os embargos de divergência no recurso especial 162.185. Em outro recurso.wsp?tmp. o ministro Aldir Passarinho Junior destacou que é entendimento hoje pacificado no âmbito da Segunda Seção ser necessária a notificação prévia da arrendatária para a sua constituição em mora.gov.55 a notificação prévia do arrendatário para constituí-lo em mora”. o relator. os recursos especiais 139.stj. considerou que. extinguindo-se o processo em que tal pressuposto não tenha sido atendido. Textos Complementares Recomendamos a leitura. nesta apostila.Eresp 162185.

Convidamos você. do cinema à Internet. O primeiro a legislar sobre a matéria é os Estados Unidos da América.7%)e pipoca (18.asp?id=8162). Disponível em: http//: www. Devido a evolução tecnológica. A partir de estudos realizados. 2007.htm. a publicidade tem como oferecer um meio de difundir produtos como jamais existiu.56 “Releitura da Fraude contra Credores à Luz da Teoria da Ineficácia Relativa”. Min. Professor Frederico Pinheiro.UniCeub Pós-Graduando em Direito Público pela Fortium – Centro de Estudos Jurídicos Servidor Público do Supremo Tribunal Federal – Gab. em texto gentilmente cedido: “Como verificamos5.br/doutrina/texto. a primeira de várias experiências utilizando a técnica subliminar taquicoscópica é feita em um cinema e faz com que aumente substancialmente as vendas de coca-cola (57. uma forma abusiva que começa a ser aos poucos limitada. disponivel no site do Jus Navigandi (jus2. ainda. . Flávio Mário de Alcântara. A tecnologia subliminar também evolui e passa a ser funcional em vários meios de comunicação. Acesso em: 07 jun. Outrossim. Eros Grau 5 CALAZANS. A publicidade subliminar torna-se um meio ainda mais eficiente de afetar comportamentos e induzir o consumo. país onde fora realizado a supracitada experiência. na junção da publicidade com a mensagem subliminar.uol. Propaganda Subliminar Multimídia. chegou-se à conclusão de que a sentença que julga procedente o pedido formulado na ação pauliana é de natureza meramente declaratória”.calazans. em se adotando a teoria da ineficácia relativa (ou inoponibilidade perante terceiros).ppg. surge a possibilidade de utilizar essas técnicas subliminares como forma de indução de consumo. sua lei serve de embasamento para estudos de diversos países com intuito de vedar os meios 4 Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Brasília .10%). a ler um trecho de artigo do estimado e talentoso amigo Professor Vinícius Mattos Ferreira de Rezende4 sobre o importante tema “mensagem subliminar” (artigo jurídico: “Publicidade Abusiva Subliminar”). cujo trecho destacamos: “O presente artigo científico visa a ressaltar a importância de haver mecanismos eficazes no combate às condutas fraudulentas.br/c-ci01. Assim.com. produzindo efeitos na atividade psíquica. buscou-se demonstrar a viabilidade de se adotar a teoria da ineficácia relativa dos negócios jurídicos praticados em fraude contra credores stricto sensu (fraude pauliana) – que se contrapõe à tese clássica da anulabilidade. Tem-se assim. a psicologia traria a primeira definição de subliminar como sendo qualquer estímulo abaixo do limiar da consciência. Partindo dessa premissa.

a enganosa e a abusiva. 37. a fim de que. 37.com. Bibliografia Bibliografia: Novo Curso de Direito Civil – Parte Geral . 6. Esta é proibida e considerada abusiva porque a publicidade estaria usando de mensagens subliminares para inserir um produto. §1º. Se a resposta do Mais Alto aos pedidos que fizeste parece demorar excessivamente.02. criando duas categorias de publicidade nociva.html . §2º. E. na expectativa de apoio que solicitas dos Céus. é no rol exemplificativo do art. que embora não possam identificar. 8. uma publicidade antiética.078 publicada em 1990. nem esmoreças. alegando haver caído na imprevidência que terá nascido de ti mesmo e não do Senhor que.com.S.com. Ed.acessado em 24. inova o tratamento da publicidade. .2. já a abusiva (art. a Lei nº. Revisado.editorajuspodivm. sabiamente. 37. §2º. não te voltes contra as leis da vida. manipulando o consumidor com estímulos em baixo nível de percepção.com. futuramente.lfg.D. A enganosa (art.br Consulte outros textos interessantes no site: www.com/Heartland/Village/1660/mens69. nos reserva sempre o melhor. é que a tua rogativa decerto reclama análises mais profundas. Saraiva (www.br ou www. Mensagem "Sejam quais forem os obstáculos que te surjam à frente. seu subconsciente absorve e assimila a informação sem nenhuma barreira consciente”. do CDC) estaria relacionada com a técnica utilizada para abordar o provável consumidor.2011.Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho.OK C.pablostolze. No Brasil." (Emmanuel Chico Xavier) Fonte: http://www. do CDC) seria àquela que detêm uma potencialidade de induzir o consumidor a erro na eleição do produto.2009. do Código de Defesa do Consumidor que se enquadra a publicidade que utiliza padrões subliminares.br 6.geocities.saraivajur. não desesperes.57 subliminares.br) Plantão de Dúvidas: www.