P. 1
Solidos Amorfos

Solidos Amorfos

|Views: 358|Likes:
Publicado poraletou

More info:

Published by: aletou on Jun 19, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/11/2015

pdf

text

original

1. Qual a diferença entre um cristal e um material amorfo?

A glass is defined as a material that has no long-range atomic or molecular order and is below the temperature at which a rearrangement of its atoms or molecules can occur. On the other hand, a rubber is a non-crystalline solid whose atoms or molecules can undergo rearrangement. Non-crystalline solids are also known as 'amorphous materials'. Amorphous materials are materials that do not have their atoms or molecules arranged on a lattice that repeats periodically in space. Fonte: http://www.siliconfareast.com/tg.htm Um cristal é um sólido no qual os constituintes, sejam eles átomos, moléculas ou íons, estão organizados num padrão tridimensional bem definido, que se repete no espaço, formando uma estrutura com uma geometria específica. Sólido amorfo, material amorfo ou substância amorfa é a designação dada à estrutura que não têm ordenação espacial a longa distância (em termos atómicos), como os sólidos regulares. É geralmente aceito como o oposto de estrutura cristalina. As substâncias amorfas não possuem estrutura atômica definida. Materiais amorfos podem existir em estados similares em propriedades de deformação à borracha e estados "vítricos" ou "vítreos". Os materiais amorfos possuem propriedades únicas. Feitos a partir da rápida solidificação de ligas metálicas (ligas amorfas ou vidros metálicos) apresentam fácil magnetização devida ao fato de seus átomos se encontrarem arranjados de maneira aleatória, facilitando a orientação dos domínios magnéticos. Transformadores usando núcleo de metais amorfos exibem perdas que são 60% a 70% menores que os transformadores convencionais. Os rígidos amorfos são sólidos que não apresentam ordem estrutural num estado normal, mas somente em dimensões atômicas, com poucas unidades atômicas. Também são chamados de não-cristalinos. Outros rígidos apresentam ordem em seu estado normal, diferentemente dos amorfos, significando que sua estrutura se repete em distâncias bem menores que a de outros sólidos, em relação ao tamanho do sólido. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3lido_amorfo http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristal

2. O que é sólido? Conceitue em termos da viscosidade.
On the basis that all solids such as granite flow in response to small shear stress, some researchers have contended that substances known as amorphous solids, such as glass and many polymers, may be considered to have viscosity. This has led some to the view that solids are simply "liquids" with a very high viscosity, typically greater than 1012 Poise. This position is often adopted by supporters of the widely held misconception that glass flow can be observed in old buildings. This distortion is the result of the undeveloped glass making process of earlier eras, and not due to the viscosity of glass. However, others argue that solids are, in general, elastic for small stresses while fluids are not. Even if solids flow at higher stresses, they are characterized by their lowstress behavior. This distinction is muddled if measurements are continued over long time periods, such as the Pitch drop experiment (The pitch drop experiment is a longterm experiment which measures the flow of a piece of pitch over many years. Pitch is the name for any of a number of highly viscous liquids which appear solid, most commonly bitumen. At room temperature, tar pitch flows at a very slow rate, taking several years to form a single drop). Viscosity may be an appropriate characteristic for solids in a plastic regime. The situation becomes somewhat confused as the term viscosity is sometimes used for solid materials, for example Maxwell materials, to describe the relationship between stress and the rate of change of strain, rather than rate of shear. (A Maxwell material is a viscoelastic material

having the properties both of elasticity and viscosity. It is named for James Maxwell who proposed the model in 1867. It is also known as a Maxwell fluid).

Clerk

These distinctions may be largely resolved by considering the constitutive equations of the material in question, which take into account both its viscous and elastic behaviors. Materials for which both their viscosity and their elasticity are important in a particular range of deformation and deformation rate are called viscoelastic. In geology, earth materials that exhibit viscous deformation at least three times greater than their elastic deformation are sometimes called rheids. Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Viscosity#Viscosity_of_solids Sob a ampla denominação genérica de vidros ou de corpos vítreos, esta compreendida uma grande variedade de substancias que, embora a temperatura ambiente tenha a aparência de corpos sólidos proporcionada por sua rigidez mecânica, não podem se considerar como tais, já que carecem da estrutura cristalina que caracteriza e define o estado sólido. Se pela estabilidade de sua forma os vidros podem assimilar-se a sólidos, do ponto de vista estrutural suas semelhanças são muito menos evidentes. Este fato que constitui uma limitação para incluir os vidros entre os sólidos, por outro lado resulta insuficiente para autorizar à aceita-los como líquidos, ainda que possa justificar a designação de líquidos de viscosidade infinita, que em muitas vezes é aplicado. Fonte: http://www.saint-gobain-cetev.com.br/ovidro/vidro.pdf

3. Explique a seguinte frase: Todos os vidros são sólidos amorfos, mas nem todo sólido amorfo é vidro.
Vidro é um sólido não-cristalino, portanto, com ausência de simetria e periodicidade translacional, que exibe o fenômeno de transição vítrea, podendo ser obtido a partir de qualquer material inorgânico, orgânico ou metálico e formado através de qualquer técnica de preparação. Entretanto, em muitas definições modernas de vidro identificamos o uso frequente das expressões sólido não-cristalino, sólido amorfo ou material vítreo. Tais expressões são usualmente utilizadas como sinônimas. Em 1996, Gupta publicou o artigo denominado NonCrystalline Solids: Glasses and Amorphous Solids, no qual classifica cada uma dessas expressões como um conceito específico e, portanto, não podendo ser tomadas como sinônimos. De acordo com Gupta, um sólido não-cristalino pode ser dividido, do ponto de vista termodinâmico, em duas classes: vidros e sólidos amorfos. Sólidos não-cristalinos são todos aqueles materiais que apresentam uma rede tridimensional estendida e aleatória, isto é, com ausência de simetria e periodicidade translacional. Considerando-se o aspecto termodinâmico, um sólido não-cristalino é um vidro quando este apresenta o fenômeno de transição vítrea (Tg). Consequentemente, sólidos amorfos são sólidos não-cristalinos que não exibem o fenômeno de transição vítrea. Ao se atribuir um caráter não-cristalino a um vidro, o que se faz, na realidade, é considerar que o material não apresenta um ordenamento periódico, ou seja, uma porção da estrutura que se repete a médias e longas distâncias, apresentando apenas um ordenamento a curtas distâncias. O conceito de ordem a curta distância pressupõe a existência de uma unidade formadora bem definida, porém, que se repete de maneira aleatória. Fonte: http://lqes.iqm.unicamp.br/images/vivencia_lqes_meprotec_transformacao_vidro.pdf

4. Explique porque o vidro é transparente e nem todos os sólidos amorfos são transparentes.
Os polímeros exibem dois tipos de morfologia no estado sólido: amorfo e semicristalino. Em um polímero amorfo, as moléculas estão orientadas aleatoriamente e estão entrelaçadas. Os polímeros amorfos são, geralmente, transparentes. Nos polímeros semicristalinos, as moléculas exibem um empacotamento regular, ordenado, em determinadas regiões. Como pode ser esperado, este comportamento é mais

comum em polímeros lineares, devido a sua estrutura regular. Devido às fortes interações intermoleculares, os polímeros semicristalinos são mais duros e resistentes; como as regiões cristalinas espalham a luz, estes polímeros são mais opacos. O surgimento de regiões cristalinas pode, ainda, ser induzido por um "esticamento" das fibras, no sentido de alinhar as moléculas. Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/polimeros/polimeros-7.php O vidro é formado basicamente por dióxido de silício fundido (SiO2) e, logo em seguida, resfriado. O sólido formado após o resfriamento é amorfo, pois possui uma estrutura com partículas desordenadas, semelhante a um líquido. Geralmente, sólidos são opacos devido à alta organização das suas partículas, diferentemente dos líquidos e gases. O motivo de o vidro ser transparente é o mesmo do porque podermos enxergar através de um líquido ou um gás. O espaçamento entre as partículas permite a transparência, além disso, os elétrons dos átomos constituintes não absorvem a energia dos fótons no espectro visível. Fonte: http://www.casadaquimica.org/2011/01/um-pouco-sobre-quimica-do-vidro.html

5. Fale sobre a curva volume & temperatura na formação do vidro.

The formation of glass is best understood by examining Figure 1, in which the volume of a given mass of substance is plotted against its temperature. A liquid starts at a high temperature (indicated by point a). The removal of heat causes the state to move along the line ab, as the liquid simultaneously cools and shrinks in volume. In order for a perceptible degree of crystallization to take place, there must be a finite amount of “supercooling” below the freezing point b (which is also the melting point, Tm, of the corresponding crystal). Crystallization is essentially two processes:nucleation (the adoption of a patterned arrangement by a small number of atoms) and growth (extension of that arrangement to surrounding atoms). These processes must take place in the order described, but, since crystal growth kinetics generally precede nucleation with little overlap during cooling, crystallization in a cooling liquid occurs only over a range of temperatures. In Figure 1 this range is shown by the shaded region, with crystallization reaching its maximum probability in the darkest portion, indicated by point c.

If cooling is conducted rapidly enough, measurable crystallization will not take place; instead, the mass will continue along line abcf, its volume shrinking with falling temperature and its viscosityrising enormously. Eventually, the supercooled liquid will become so viscous that its volume will shrink at a slower rate, and finally it will become a seemingly rigid solid, indicated in Figure 1 by point g. At this point it is called glass. Fonte:http://ciencia.hsw.uol.com.br/framed.htm? parent=questao404.htm&url=http://www.britannica.com/bcom/eb/article/2/0,5716,114832+11+ 108448,00.html A experiência típica usada na descrição do processo de vitrificação de materiais mostra a variação do volume em função da temperatura durante o resfriamento de amostras fundidas. Analisando-se a Figura 4, percebe-se que são dois os caminhos para a solidificação do material fundido (líquido). No primeiro, o líquido, durante o resfriamento, apresenta uma grande mudança de volume na temperatura de fusão (temperatura constante), caracterizando a ocorrência da cristalização. No entanto, não acontecendo a cristalização na temperatura de fusão, o volume do líquido super-resfriado decresce com uma variação volumétrica semelhante ao do líquido acima da temperatura de fusão. Tal variação volumétrica é profundamente alterada quando o líquido super-resfriado atinge Tg (temperatura de transição vítrea), quando então, a variação volumétrica passa a assumir valores similares à do material cristalino. Em Tg, a qual varia em função da velocidade de resfriamento, o líquido super-resfriado se transforma em sólido (vidro). A dependência da temperatura de transição vítrea com a velocidade de resfriamento pode ser explicada através do conceito de tempo de relaxação molecular, o qual é caracterizado como sendo o tempo necessário à adaptação da estrutura quando há uma variação de temperatura. Velocidades de resfriamento baixas significam maior oportunidade de ocorrência de relaxação estrutural, tornando a temperatura na qual os átomos ficam congelados (Tg), mais baixa.

Fonte: http://www.demet.ufmg.br/docentes/rodrigo/r8.htm

6. O que é temperatura de transição vítrea? Explique a natureza da transição vítrea. o
The glass transition temperature (Tg) of a non-crystalline material is the critical temperature at which the material changes its behavior from being 'glassy' to being

'rubbery'. 'Glassy' in this context means hard and brittle (and therefore relatively easy to break), while 'rubbery' means elastic and flexible. o Note that the concept of Tg only applies to non-crystalline solids, which are mostly either glasses or rubbers. o At room temperature, hammering a piece of glass will break it, while hammering a piece of rubber won't. The rubber would simply absorb the energy by momentarily deforming or stretching. However, if the same piece of rubber is submerged in liquid nitrogen (LN2), it will behave like brittle glass - easy to shatter with a hammer. This is because LN2-cooled rubber is below its Tg. o For all amorphous solids, whether glasses, organic polymers, or even metals, Tg is the critical temperature that separates their glassy and rubbery behaviors. o If a material is at a temperature below its Tg, large-scale molecular motion is not possible because the material is essentially frozen. If it is at a temperature above its Tg, molecular motion on the scale of its repeat unit (such as a single mer in a polymer) takes place, allowing it to be 'soft' or 'rubbery'. o Since the definition of Tg involves atomic or molecular motion, time does have an effect on its value, i.e., the mechanical behavior of an amorphous material depends on how fast a load is applied to it. Simply put, the faster a load is applied to a material at its Tg, the more glass-like its behavior would be because its atoms or molecules are not given enough time to 'move.' Thus, even if an amorphous material is at its Tg, it can break in a 'glass-like' fashion if the loading rate applied to it is too high. Fonte: http://www.siliconfareast.com/tg.htm The glass transition is a property of only the amorphous portion of a semi-crystalline solid. The crystalline portion remains crystalline during the glass transition. At a low temperature the amorphous regions of a polymer are in the glassy state. In this state the molecules are frozen on place. They may be able to vibrate slightly, but do not have any segmental motion in which portions of the molecule wiggle around. In the glassy state, the motion of the red molecule in the schematic diagram at the right would NOT occur. When the amorphous regions of a polymer are in the glassy state, it generally will be hard, rigid, and brittle. If the polymer is heated it eventually will reach its glass transition temperature. At this temperature portions of the molecules can start to wiggle around as is illustrated by the red molecule in the diagram above. The polymer now is in its rubbery state. The rubbery state lends softness and flexibility to a polymer. Fonte: http://faculty.uscupstate.edu/llever/Polymer%20Resources/GlassTrans.htm Polímeros - plásticos e borrachas - (Wan et al., 2001) e vidros (Alves et al., 2001) são exemplos de materiais sólidos com estrutura desordenada. Sendo assim, ao passar da fase sólida para a fase líquida, não estão realizando uma fusão, como os materiais cristalinos, mas sim uma transição de fase chamada de transição vítrea (Tg).

A transição vítrea (Tg) vem sendo descrita com abordagens variadas desde os anos 30 (Yamaki et al., 2002). Ela é característica de materiais amorfos, sendo definida como a passagem do estado vítreo para o estado elastomérico (Mano e Mendes, 1999). Em outras palavras, nessa transição o polímero passa de um estado desordenado rígido (vítreo) para um estado desordenado no qual as cadeias poliméricas possuem uma mobilidade maior. Essa mobilidade no caso de algumas classes de polímeros dá origem ao comportamento de elasticidade de borracha. Fonte: http://www.qnesc.sbq.org.br/online/qnesc20/v20a04.pdf A temperatura de transição vítrea é o ponto a partir do qual a viscosidade de um líquido é tão o alta que impossibilita qualquer movimentação de moléculas, umas em relação às outras, e portanto a cristalização. A partir deste ponto embora o material continue com a característica de um líquido, isto é, suas moléculas amontoadas ao acaso sem um arranjo definido, ele passa a se comportar semelhantemente ao sólido cristalino. Abaixo deste ponto o comportamento do material é de um sólido e é o vidro que conhecemos. Acima dele o comportamento é de um líquido. Porém, na passagem por este ponto não houve uma transformação como a cristalização que ocorre na temperatura de fusão. Fonte: http://www.saint-gobain-cetev.com.br/ovidro/vidro.pdf A temperatura de transição vítrea é um dos mais importantes parâmetros usados no planejamento de processos e produtos poliméricos. Ela permite prever o comportamento de um determinado material numa temperatura, assim como designa indiretamente certas propriedades do material como propriedades mecânicas, resistência à temperatura, etc. Alguns dos fatores que influenciam a definição de Tg para um determinado polímero são listados a seguir. o Massa Molar (peso molecular). A massa molar dos polímeros, i.e. o tamanho das cadeias, afeta decisivamente a temperatura de transição vítrea, visto que cadeias menores apresentam maior mobilidade que cadeias maiores. Volume livre presente nos polímeros. O volume livre em polímeros é o espaço não ocupado pelas moléculas. Quanto maior o volume livre presente em um polímero menor será a temperatura de transição vítrea, já que maior será a facilidade das cadeias de se deslocarem umas em relação às outras. Tipo de força atrativa entre as cadeias poliméricas. As transições que ocorrem durante a temperatura de transição vítrea é resultado da habilidade das cadeias de se deslocarem com a quantidade de energia fornecida nessa específica faixa de temperatura. Quanto maior a magnitude das ligações entre cadeias, maior será a quantidade de energia necessária a permitir que as cadeias se tornem livres para efetuar as transições. Dessa forma, polímeros que apresentam ligações mais fortes entre cadeias, possuem temperaturas de transição vítrea maiores. Mobilidade intrínseca das cadeias poliméricas. A arquitetura química das cadeias poliméricas contribui decisivamente para a definição do comportamento dessas frente a introdução de energia e as correspondentes transições. Grupos químicos, inseridos nas cadeias poliméricas principais, cujas ligações com o resto da cadeia apresentem reduzidas energias para movimentos de rotação, proporcionam temperaturas de transição vítrea menores. Quanto menor a energia necessária para rotação de ligações, maior facilidade as cadeias apresentarão de se desentrelaçar e mover umas em relação às outras.

o

o

o

Fonte: http://www.demet.ufmg.br/docentes/rodrigo/r8.htm

7. Como é a estrutura molecular dos vidros? (ver Lee, 4ª ed. pg. 190 e 191)
Vidros silicatos, assim como minerais, não são compostos por moléculas discretas, mas por redes conectadas tridimensionalmente. A unidade básica da rede de sílica é o tetraedro silíciooxigênio (figura 4), no qual um átomo de silício esta ligado a quatro átomos de oxigênio maiores. Os átomos de oxigênio se dispõem espacialmente, formando um tetraedro.

Os tetraedros de sílica estão ligados pelos vértices, através do compartilhamento de um átomo de oxigênio, por dois átomos de silício. Todos os quatro átomos de oxigênio de um tetraedro podem ser compartilhados com quatro outros tetraedros formando uma rede tridimensional (figura 5; notar que cada átomo de silício está ligado a um quarto átomo de oxigênio abaixo ou acima do plano do papel). Estes oxigênios partilhados são chamados de oxigênio "pontantes". Em vidros ou em minerais de sílica pura, como o quartzo, a relação entre silício e oxigênio é de 1:2, pois, embora o tetraedro tenha a formulação SiO2, cada oxigênio é ligado a dois átomos de silício, resultando a formulação SiO2, e todos os oxigênios são pontantes (formam pontes). Alguns átomos, como o sódio, quando presentes no vidro, se ligam ionicamente ao oxigênio. Isto interrompe a continuidade da rede, já que alguns dos átomos de oxigênio não são mais compartilhados entre dois tetraedros, mas ligados somente a um átomo de silício (figura 6). Este tipo de átomo de oxigênio é chamado de oxigênio não pontante. Por essa razão, os óxidos

alcalinos são utilizados como fundentes que diminuem a viscosidade do vidro, pois, quebram algumas ligações (pontes).

Fonte: http://www.saint-gobain-cetev.com.br/ovidro/vidro.pdf

8. Entre os elementos constituintes dos vidros temos os formadores os modificadores. Qual a diferença?
De acordo com Kniess (2001) Zachariasen classificou os cátions num vidro em três categorias: → Formadores de retículos: são os responsáveis pela formação do retículo, onde os cátions e os oxigênios encontram-se ligados entre si, originando ilhas estáveis dentro de uma estrutura de alta viscosidade. Apresentam número de coordenação geralmente de 3 ou 4, sendo os principais representantes o Si, B, P, Ge, As; → Modificadores de retículo: estes cátions rompem a estrutura vítrea, diminuindo a sua viscosidade. Entre eles encontram-se os alcalinos, alcalino-terrosos e metais de transição, com números de coordenação maior ou igual a seis; → Intermediários ou anfóteros: entre os cátions formadores e os modificadores, encontram-se os cátions intermediários, como o Al. Estes por si só não podem formar vidro, mas podem reforçar a rede. Fonte: http://www2.enq.ufsc.br/teses/m189.pdf Quantidades apreciáveis de muitos óxidos inorgânicos podem ser incorporados aos vidros ao silicato. Elementos que podem substituir o silício são chamados "formadores de rede". A maioria dos cátions mono e bivalentes não entram na rede, mas formam ligações iônicas com oxigênios não pontantes e são chamados "modificadores de rede". Alguns Íons bivalentes, como magnésio e zinco, podem tanto ser formadores ou modificadores de rede, dependendo da natureza e quantidades dos outros constituintes na composição do vidro. Fonte: http://www.saint-gobain-cetev.com.br/ovidro/vidro.pdf

9. Que propriedades podem ser afetadas pelas substâncias modificadoras dos vidros?
O esquema da figura 8 mostra, de maneira qualitativa, como variam as propriedades dos vidros em relação ao aumento de um de seus óxidos constituintes.

Por exemplo: aumentando-se o Na2O do vidro aumenta-se a sua fluidez, expansão e solubilidade, mas por outro lado diminui a sua durabilidade. O Al2O3 ao contrário do Na2O aumenta a durabilidade e faz aumentar a viscosidade. O BaO e o PbO aumentam a densidade e reduzem a viscosidade, além de aumentarem a expansão térmica. Já o CaO favorece a devitrificação.

Fonte: http://www.saint-gobain-cetev.com.br/ovidro/vidro.pdf

10. Fale sobre a teoria de Zachariasen (vidros óxidos, 1932).
Before Zachariasen, glass structures were considered to be comprised of nanocrystals- ~20Å size - estimated from broadening of diffraction patterns: 'breadth' ~ 0.9λ/(t cosθ), where λ is the x-ray wavelength, t is the particle size, θ the Bragg angle. Zachariasen (crystallographer) noted similar mechanical properties (elastic modulus, etc.) between glasses and crystals and so expected similar structural energies → similar underlying atomistic building blocks (cation polyhedra). However, glasses have greater structural energies/amorphous structures • • • • • • Glasses lack the periodic (long range) order of a crystal Infinite unit cell (no repeating large scale structures) 3D network lacking symmetry and periodicity ISOTROPIC: same average packing and properties in all directions Crystals in different directions Different atom packing and so different properties

Glasses and crystals have the same building blocks (cation polyhedra) arranged in different patterns; e.g., glasses have broader distributions of bond angles:

Zachariasen recognized that crystal chemistry rules and patterns also apply to glasses. Certain polyhedra are more likely to form the disordered networks particular to a glass: "….the substance can form extended 3D networks lacking periodicity with an energy content comparable with that of the corresponding crystal network." Oxides like SiO2, B2O3, GeO2, P2O5 form glasses, whereas oxides like MgO, Al2O3, Na2O, CaO do not. Why? Zachariasen's Rules for Glass Formation: (empirical observations for oxides) 1. 2. 3. 4. No oxygen atom may be linked to more than two cations The cation coordination number is small: 3 or 4. Oxygen polyhedra share corners, not edges or faces. For 3D networks, at least three corners must be shared

In general, all four rules should be satisfied for glass formation to occur. Low coordination numbers, corner-sharing rules imply that glass formation is more likely with open, low density polyhedral structures. Fonte: http://web.mst.edu/~brow/PDF_structure1.pdf Segundo Navarro (1985), Zachariasen parte da base de que a rigidez mecânica de um vidro resulta de um amplo intervalo de temperatura, muito semelhante ao que se apresenta em um sólido cristalino com a mesma composição. Mesmo assim a diferença entre o conteúdo energético, correspondente a uma substância no estado cristalino e na forma vítrea, é muito pequena, o que faz supor que elas sejam constituídas pelas mesmas unidades estruturais e que as forças que ligam os elementos constituintes tenham intensidade muito parecida. Por outro lado, o aparecimento de bandas difusas, com ausência de linhas de interferência nos diagramas de raios-X obtidos nos vidros exclui a existência de uma rigorosa ordenação geométrica e conduz a idéia de um extenso retículo desordenado, no qual os átomos devem dispor-se sem a periodicidade e simetria característica dos cristais, no entanto, guardando certa distribuição estatisticamente uniforme, imposta pelas condições limites de estabilidade de suas ligações interatômicas. Assim, na opinião de Zachariasen, a diferença fundamental entre uma substância no estado cristalino para o vítreo é a orientação relativa de suas unidades poliédricas. Os vidros são vistos como redes tridimensionais ou arranjos tridimensionais sem simetria e periodicidade. Existe uma unidade estrutural elementar, porém ela não é repetida regularmente. Para óxidos, na fase vítrea, esta unidade é um tetraedro de oxigênio. Se o vidro for constituído somente de sílica, formar-se-á com o resfriamento, uma estrutura amorfa e contínua, que possui uma ordenação a curto alcance (e não a longo alcance como nos materiais cristalinos) formada por tetraedros de silício-oxigênio unidos pelos vértices. A Figura 4 apresenta a diferença entre um sólido cristalino e um vidro, comparando um esquema de rede cristalina de SiO2 (a) com um de um retículo aleatório de sílica vítrea (b). Os cátions de Si+4 encontram-se ligados aos íons de O-2 em seus vértices, formando um grupos tetraédricos (SiO4). A Figura 4(b) mostra que no vidro de sílica todos os íons O-2 estão ligados com cátions Si+4 e por isso os íons oxigênios são chamados de “pontes”, mas a ligação Si-O-Si é rompida pela introdução de algum outro óxido. Este rompimento ocorre para o cátion se posicionar na estrutura e resulta em dois oxigênios não ponte, um do oxigênio adicionado e outro que estava ligado ao silício (NEVES, 2001).

Na estrutura cristalina, cada tetraedro tem uma posição determinada, repetitiva e simétrica. No caso do vidro esta estrutura é desordenada e não repetitiva e varia de acordo com a história térmica do vidro, ou seja, depende da taxa de resfriamento do vidro quando passou de líquido para sólido (DELBIANCO FILHO, 2003).

Segundo Vogel (1985) e transcrito por Kniess (2001) a teoria de Zachariasen é utilizada também para relacionar as seguintes características estruturais e propriedades: → A estrutura de ligações em função da diferença de distâncias interatômicas é um fenômeno contínuo, resultado em um intervalo de transição vítrea, ao invés de uma temperatura de fusão definida; → O vidro não é um composto químico definido, não podendo o mesmo ser definido através de uma simples fórmula; → A transparência do vidro é explicada pela existência de estrutura contínua, sem a presença de contorno de grão. Partindo das idéias de Goldschmidt, Zachariasen sugeriu regras para a formação de um vidro óxido com fórmula AxBy, regras estas que são citadas abaixo. → O número de átomos de oxigênio que rodeiam o cátion A deve ser pequeno; → Cada átomo de oxigênio não deve se unir a mais do que dois átomos A; → Os poliedros de oxigênio só podem se ligar entre si pelos vértices e não pelas arestas ou faces; → Cada poliedro de oxigênio deve ligar, pelo menos, três vértices com os demais poliedros. Se nos vidros simples, de redes ordenadas a curta distância, se introduzir cátions de raio relativamente elevado, as pontes de oxigênio quebrar-se-ão e os cátions se acomodarão nos espaços disponíveis na rede interrompida. Este arranjo de átomos pode ser observado na Figura 5, que apresenta um vidro de silicato de sódio.

Segundo Navarro (1985), a introdução de íons no retículo de sílica na forma de óxidos modificadores, os quais possuem raio iônico maior que o do retículo, determina a ruptura deste. Numa estrutura de sílica, por exemplo, com a adição de óxido alcalino Na2O, onde é possível verificar que os cátions modificadores Na+ tendem a se alojar nos espaços vazios dentro do retículo, ligando-se a um oxigênio não-ponte e exercendo atração aos demais íons circundantes. O aumento de fragmentação é observado através da diminuição da temperatura de amolecimento do vidro e da perda de sua rigidez mecânica. Os óxidos alcalino-terrosos, com seus íons bivalentes, determinam uma menor fragmentação na estrutura vítrea, pois seus cátions funcionam como íons pontes entre dois oxigênios não-ponte. De acordo com Kniess (2001) Zachariasen classificou os cátions num vidro em três categorias: formadores de retículos, modificadores de retículo e intermediários ou anfóteros. Um grande número de propriedades dos vidros são satisfatoriamente explicadas com base na teoria de Zachariasen. Por exemplo, a diminuição da viscosidade ou o aumento da condutividade elétrica com o acréscimo do conteúdo de modificadores, podem ser explicáveis com base na quebra progressiva de pontes na rede principal, o que facilita a mobilidade dos grupos estruturais. Contudo, esta teoria não explica todos os sistemas vítreos, nomeadamente nos casos em que se verificam descontinuidades nas relações entre a composição e as propriedades do vidro (FERNANDES, 1999). Fonte: http://www2.enq.ufsc.br/teses/m189.pdf

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->