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Bem vindos ao primeiro caderno especial da ShaKin’ Pop!

Decidimos atrasar um pouco o lançamento da nossa terceira edição para divulgar nosso primeiro especial. Como tema, escolhemos a interminável disputa judicial entre o JYJ e a SM Entertainment. A escolha se deu devido a importância não apenas do grupo, mas da decisão dos músicos em deixar a gravadora. O fato de três artistas decidirem deixar uma das maiores gravadoras de seu país para seguir sua carreira com seus próprios pés, mesmo sabendo de todas as dificuldades que essa decisão traria consigo, representa um marco no rígido sistema da cultura pop coreana. Independente do rumo que a disputa tomar daqui em diante, a trajetória sem precedentes do JYJ e sua opção de enfrentar os tradicionais padrões da criação de artistas pop na Coreia certamente será sempre lembrada na história do k-pop. Não existe mudança até que alguém decida abrir mão de algo para modificar todo um sistema. É isso que o JYJ está tentando fazer e é isso que queremos registrar nesse especial. Optamos por não discutir os infindáveis rumores que circulam nesse caso, já que alguns deles renderiam discussões maiores do que a explicação de todo o processo. Como não é possível constatar a verdade, tentamos apenas buscar por ela através de alguns fatos. A terceira edição da ShaKin’ Pop sairá em breve, com as matérias habituais e algumas surpresas. Aguardem! Always keep the faith, a editora.

ShaKin’ Pop 2012 1ª edição especial Agosto de 2012 Fechamento: 19 de agosto de 2012 Belo Horizonte / MG shakinpopmagazine@gmail.com Twitter: @ShaKinPop facebook.com/ShaKinPop Editora Lily Park Designer Natasha Lee Redatora Lily Park Melody Kim Revisão Lily Park Belle Lioncourt Todas as imagens utilizadas nesta revista têm seus direitos reservados aos seus respectivos proprietários e são utilizadas apenas para efeito de divulgação, informação e resenha. Capa: Divulgação / Avex Entertainment Distribuição online e gratuita

Por Lily Park e Melody Kim

31 de julho de 2009. Os fãs do incontestável maior grupo da Ásia, o TVXQ, comemoravam o auge de seus ídolos. O quinteto havia concluído sua quarta turnê japonesa, “The Secret Code”, com uma apresentação memorável no gigante estádio Tokyo Dome. As vendas da banda no mercado fonográfico japonês, o segundo maior do mundo, haviam superado os recordes de artistas como Beatles e Led Zeppelin. Recordes, primeiros lugares e sucesso eram palavras constantes em notícias sobre a banda. Em meio a tanto sucesso, eis que uma notícia abala de vez os alicerces do grupo e de toda a indústria do entretenimento coreano. Os integrantes Junsu, JaeJoong e YooChun entraram com um processo contra a gravadora coreana do TVXQ, a SM Entertainment. A princípio, a notícia parecia confusa para a mídia e para o público.

Depois de tantas conquistas, por que eles estavam processando uma das três maiores gravadoras do k-pop? Logo nas primeiras reportagens sobre o assunto, a mídia sul-coreana anunciou que o trio contestava algumas cláusulas do contrato que assinaram com a companhia, em 2003, quando o TVXQ foi formado. Dentre as reclamações dos músicos, estava a insatisfação com o período de duração do contrato e com a distribuição dos lucros provindos do TVXQ. Apenas a notícia da batalha judicial fez com que as ações da SM Entertainment caíssem vertiginosamente. O futuro do grupo se tornou incerto. Rumores, especulações e incertezas rondavam os pensamentos e as discussões sobre quais seriam os próximos passos da banda. Em resposta, inicialmente, a SM Entertainment

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assumiu a defensiva e declarou publicamente estar apenas “ciente de que alguns dos integrantes do TVXQ estavam com algumas desavenças com a empresa e chocada dos músicos terem levado esses problemas para os tribunais”. No dia seguinte ao anúncio do processo, os cinco integrantes cumpriram a agendada performance no tradicional festival japonês “A-Nation”. Com o decorrer dos dias, ficavam cada vez mais claras para o público quais eram as “desavenças” do trio contra a SM Entertainment. O que eles protestam No processo enviado a Corte Central do Distrito de Seul, JaeJoong, YooChun e Junsu pediram a anulação do contrato de exclusividade que assinaram em 2003 com a SM Entertainment. Na ocasião, os três cantores tinham 18 anos e não haviam atingido a maioridade legal na Coreia, tendo o contrato sido assinado em acordo com os representantes legais de cada um. Dois meses antes do início do processo, o advogado do trio havia tentado entrar em acordo com a gravadora, para que os problemas contratuais dos cantores fossem resolvidos sem ajuda dos tribunais, mas as tentativas foram em vão e a SM Entertainment permaneceu irredutível. JaeJoong, YooChun e Junsu alegavam no processo que estavam presos a um “contrato escravo” e a abusivas condições de trabalho. O primeiro artigo do contrato já deixa claro que ele é exclusivo, ou seja, que os integrantes devem apenas trabalhar para a SM Entertainment e suas parceiras. A validade do contrato na época da assinatura era de 10 anos, mas até o momento do processo havia sido estendida para 13 anos (cada tempo que os integrantes deixavam de trabalhar por motivos pessoais era adicionado ao prazo de validade do documento). Além disso, os músicos protestavam contra a distribuição de lucros do TVXQ e contra as condições exaustivas de trabalho da gravadora. De acordo com um jornalista investigativo do jornal Joongang Daily, o TVXQ recebia apenas aproximadamente 0,44% das vendas de seus TVXQ durante o último show da turnê “The Secret Code”, no estádio Tokyo Dome

discos, quantia que era dividida para os cinco integrantes. De início, o termo “escravo” pareceu um pouco exagerado, mas a medida que os termos do documento iam sendo revelados, o público se convencia do contrário. Ora, se escravidão é definida como um “regime social de sujeição do homem e utilização de sua força para fins econômicos como propriedade privada”, um contrato com tamanhas exigências torna, de fato, o TVXQ uma espécie de “propriedade” da SM Entertainment. Always keep the faith A partir daí, começou uma interminável discussão entre os fãs e a mídia, que debatiam sobre a questão do contrato escravo e sobre quem tinha razão. Os contratos de outras gravadoras entraram em pauta e começou a ser discutida a possibilidade de todos os outros ídolos coreanos estarem sujeitos a contratos como o do TVXQ. A cada dia, a opinião do público ficava dividida entre aqueles que eram contra ou a favor do trio. Grande parte dos fãs do TVXQ, preocupados com o futuro do grupo, começaram uma campanha de apoio aos seus ídolos. Como justificativa, era usada a frase “Always keep the faith” (“sempre mantenha a fé”, em tradução livre), que se tornou um lema para os fãs da

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banda que acreditavam que apesar das dificuldades, o grupo permaneceria unido. A frase tem origem em um lema de YooChun, que se tornou conhecido do público desde que ele a rabiscou durante as gravações de um drama, em 2005. Até então, ChangMin e YunHo jamais haviam se manifestado publicamente sobre o assunto. A SM Entertainment, por sua vez, se defendia e argumentava contra as acusações dos artistas. Mesmo com a batalha nos tribunais, o grupo mantia firme a promessa de permanecer unido e cumpria sua agenda de compromissos no Japão. Mas as apresentações na Coreia começaram a ser prejudicadas pelo processo e o show de verão da SM Town daquele ano foi cancelado. Na época, uma fonte próxima ao grupo foi entrevistada pelo jornal Sports Seoul e garantiu que os cinco integrantes pretendiam permanecer unidos. “Na verdade, os cinco tinham a mesma intenção. Mas no processo das negociações, houve algumas divergências de opiniões. Foi por isso que apenas os três decidiram seguir adiante e lutar contra a gravadora. Todos eles concordam que as condições do contrato são irracionais, mas eles têm formas diferentes de lidar com isso”, explicou a fonte.

integrantes e o líder YunHo declarou a plenos pulmões: “nós cinco nunca iremos nos separar”. Caminhos separados Apesar da compreensão dos fãs, a situação para o trio ficava cada vez mais complicada. O primeiro argumento de contra-ataque da SM Entertaiment foi acusar a empresa CreBau de ser o pivô da situação. A CreBau é uma fabricante de cosméticos chinesa que tinha JaeJoong, YooChun e Junsu como investidores. A SM Entertainment condenou a forma como a empresa usava a imagem dos ídolos e afirmou que eles haviam sido influenciados pela empresa para mover o processo e pedir o cancelamento do contrato. Acreditando nisso, a gravadora moveu um processo contra a fabricante de cosméticos, que respondeu e processou a gravadora por difamação. Segundo representantes da CreBau, o “fato dos três integrantes serem investidores minoritários na empresa não era o principal motivo pelo qual o trio estava movendo um processo contra a SM Entertainmnet”.

Com todas essas acusações e disputas nos tribunais e na imprensa, as atividades do TVXQ ficavam cada vez No dia 02 de outubro, o grupo realizou o que viria mais abaladas. O próximo evento a ser cancelado foi a ser o último show da turnê “Mirotic”, na cidade de o que deveria ser o último show da turnê “Mirotic”, na Xangai, na China. Durante a apresentação, grande cidade chinesa de Shenzhen. O show estava agendaparte dos 30 mil fãs presentes levantaram um bandeira do para o dia 21 de novembro de 2009, mas devido com a palavra “Miduhyo” (“acredito”, em tradução livre), as desavenças com a gravadora, JaeJoong, YooChun e mesmo nome de um dos hits do grupo, lançado no disco Junsu se recusaram a se apresentar. “Tri-Angle”, em 2004. O movimento emocionou os cinco Apesar de decepcionados com a notícia de que não poderiam assistir ao show dos seus ídolos, grande parte dos fãs do grupo foi compreensiva com a situação. Na internet, os fãs chineses manifestavam-se a favor da decisão do trio em não se apresentar mais sob a batuta da SM Entertainment. Subir ao palco em um show promovido pela gravadora significaria estar aceitando os termos propostos por ela. Dois meses depois do cancelamento do show, YunHo e ChangMin se manifestaram publicamente pela primeira vez sobre o assunto. Em um documento digitalizado e assinado pelos dois músicos, a dupla declarou apoio a SM Entertainment

No último show da turnê “Mirotic”, em Xangai, os fãs levantaram uma bandeira para demonstrar apoio ao TVXQ

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na disputa contra seus então colegas de banda. Na carta, enviada a imprensa, o líder e o maknae afirmaram que “assinaram o mesmo contrato que os outros três no passado e que trabalharam sob as mesmas condições do trio”. Para eles, o TVXQ só se tornou grande com o apoio da SM Entertainment e nenhuma outra gravadora teria condições e preparo para produzir o grupo. No comunicado, eles também comentaram a controvérsia sobre a empresa CreBau. A dupla afirmou que “qualquer empresa que use a imagem do TVXQ deveria fazê-lo apenas após o aval da SM Entertainment” e que não gostaria que a “reputação e o orgulho do TVXQ fossem manchados por uma empresa de cosméticos que não tinha métodos legais de trabalho”. “Ver o TVXQ desmoronando dessa forma é algo inacreditável. É tão triste ver que tudo isso foi causado por uma empresa de produtos de beleza. Esperamos que os outros integrantes mudem de ideia e possamos voltar aos dias em que todos nós trabalhávamos em busca de nossos sonhos”, concluíram. Quando a carta em apoio a SM Entertainment assinada por YunHo e ChangMin foi divulgada para o público, foi oferecido um prazo pela gravadora para que o trio decidisse se gostaria de continuar no TVXQ. Os três não responderam a exigência e afirmaram que preferiam dar um tempo para seguirem seus próprios projetos. Enquanto isso no Japão, a Avex Entertainment, gravadora nipônica da banda, garantiu ao público que as atividades na terra do sol nascente não seriam afetadas. E mesmo após a divergência de opiniões do trio ter sido esclarecida publicamente, os cinco continuavam com as tímidas promoções de seu último single, “Stand By You”. Mas em dezembro daquele ano, as aparições do grupo no Japão também começaram a ser prejudicadas e uma fanmeeting do TVXQ foi cancelada. O 4º encontro do grupo com o fã-clube japonês, Big East, foi cancelado pelos cinco integrantes pois eles afirmaram que “gostariam de ser honestos com o público e não conseguiriam aparecer publicamente com falsos sorrisos e mostrar uma felicidade que não existia naquele momento”. Ainda naquele mês, o TVXQ foi o grande homenageado da primeira edição do M.Net Asian Music Awards (MAMA), o antigo MKMF, com o prêmio de “Maior Estrela da Ásia”. Naquela época, a SM Entertainment estava com desavenças com o canal M.Net e havia proibi-

Junsu, JaeJoong e YooChun receberam o prêmio no MAMA em nome de todo TVXQ do que seus artistas aparecessem na emissora. Como estavam com o contrato com a gravadora suspenso durante os trâmites do processo, JaeJoong, YooChun e Junsu decidiram comparecer a premiação para receber a homenagem em nome do grupo. A ousadia do trio não agradou nem um pouco a gravadora, que afirmou que eles “não tinham direito de receber o prêmio em nome do TVXQ” e que “o prêmio deveria ter sido entregue para a SM Entertainment”. Em resposta, os organizadores do MAMA afirmaram que “os cinco integrantes foram convidados para o evento, mas apenas os três haviam respondido ao convite e que, por isso, não viam problema em apenas eles receberem o troféu em nome de toda a banda”. A distância entre o trio e os outros dois integrantes ficava cada vez maior. No último dia de 2009, o grupo se apresentou no tradicional evento de fim de ano do canal japonês NHK, Kouhaku Uta Gassen. Talvez eles soubessem - ou talvez não - que aquela seria a última vez que o cinco subiriam ao palco juntos durante muito tempo. No final de janeiro de 2010, o TVXQ lançou seu 29º single no Japão, “Break Out”. Com um clipe conceitual e bem diferente dos outros do grupo, com personagens que simbolizavam temores de cada integrante, o sombrio vídeo não mostrava os cinco integrantes juntos. “Eu continuo rezando / não se esqueça / Baby, nós

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manteremos a fé para sempre”, canta YooChun no início da música. Apesar do lançamento, o grupo não promoveu o single e os integrantes se dedicavam a projetos paralelos, como dramas e musicais. Dois meses depois, o quinteto lançou o que viria a ser seu último single com a formação original completa, “Toki Wo Tomete”, e também não promoveu o trabalho. Com as atividades coreanas em hiato, esses lançamentos no Japão eram a única esperança para os fãs que desejavam ver os cinco unidos.

No mês seguinte, a SM Entertainment decidiu também entrar com um processo contra o trio e fez três exigências: - retirar a autorização judicial dada pela justiça que permitia que o trio trabalhasse fora da SM Entertainment durante o processo; - confirmar a validade do contrato assinado pelos três com a SM Entertainment; - fazer com que eles paguem 2,2 bilhões de won (aproximadamente R$4 milhões).

Após o trio JYJ entrar com um processo contra a gravadora SM Entertainment, alegando estar sob um contrato “abusivo”, outros artistas seguiram o exemplo e travaram uma batalha judicial contra suas respectivas gravadoras. Talvez a influência mais direta do JYJ tenha sido nas integrantes da girlband KARA. O quinteto formado atualmente por Park Gyuri, Han SunYeon, Jun Nicole, Goo Hara e Kang JiYoung debutou em 2008 na DSP Media. Quem acompanhava o k-pop em janeiro de 2011, se surpreendeu com a notícia de que as quatro integrantes da KARA SunYeon, Nicole, Hara e JiYoung pediram o cancelamento do contrato com a gravadora DSP Media. O motivo defendido pelo advogado das garotas era a “proteção dos direitos” de suas clientes. As artistas alegavam ter perdido a confiança na empresa por ter lhes causado diversos danos psicológicos. Pouco antes de oficializar o processo, os pais das garotas tentaram negociar com a agência. No entanto nenhum acordo foi feito e eles resolveram cancelar o contrato das filhas. A líder do grupo, Gyuri, não participou da ação judicial e, logo que a notícia do processo foi divulgada, ela confessou não estar a par do assunto. “Eu não posso trair a DSP Media, que trabalhou arduamente para criar o que a KARA é hoje. Eu não tenho problemas com o contrato e eu confio na DSP”, disse a mãe de Gyuri. Por sua vez, a mãe de Nicole se mostrou favorável ao processo, em defesa de sua filha. Rumores apontavam

que talvez a mãe de Nicole tivesse recebido conselhos de JaeJoong sobre o processo, mas nada foi confirmado. Toda discussão a respeito do caso gerou dúvidas sobre os direitos sob o nome “KARA”. Muitos acreditavam que o nome havia sido registrado devido ao grande sucesso do grupo. No entanto, a DSP Media não legalizou o uso da palavra e, caso as integrantes realmente se retirassem do grupo, elas possuíriam direito de usar o nome “KARA”. A DSP Media, ciente dos problemas desde dezembro de 2010, disse que o motivo da ação das jovens era eventualmente financeiro. De acordo com uma fonte relacionada a indústria da música corena, a KARA recebia apenas 6% do que a banda lucrava no Japão. Todas as atividades em grupo da KARA foram canceladas na época. Após uma reunião do quarteto com seus advogados, Hara decidiu deixar o processo e continuar com suas atividades na gravadora. No dia 27 de janeiro de 2011, os pais das garotas conversaram com os representantes da DSP Media e chegaram a um acordo de que o grupo permaneceria unido na gravadora de origem. As cláusulas do acordo não foram divulgadas oficialmente. As cinco garotas passaram uma borracha nas desavenças com a gravadora e hoje mantêm seu sucesso na Coreia e no Japão.

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Busca pela liberdade No dia 3 de abril de 2010, os fãs do grupo foram surpreendidos com um banner no site oficial japonês do TVXQ. “O Tohoshinki dará uma pausa em suas atividades como grupo então, por favor, deem apoio às atividades solos de cada um”, dizia uma mensagem assinada pela Avex. Mais tarde, o trio anunciou que formaria uma sub-banda, que seria promovida apenas no Japão. A primeira atividade de JaeJoong, YooChun e Junsu foi uma série de shows, intitulada “Thanksgiving Live In Dome”, em Tóquio e Osaka. Mais de um milhão de pessoas buscaram ingressos para a apresentação. “Apesar de querermos contar toda a verdade e dizer o que realmente pensamos para nossos fãs, nós não podemos fazer isso, o que deixa tudo ainda mais doloroso”, disse JaeJoong no show. O trio lançou seu primeiro registro de inéditas no Japão, o EP “The...”, sob o nome Junsu/JaeJung/YuChun. O disco foi lançado pela Ryhthm Zone, uma subsidiária da Avex Entertainmnet. Na mesma época, os músicos contrataram uma agência coreana, a C-JeS Entertainmeint, para cuidar de sua carreira. O trio passou também a usar o nome JYJ para designar seu grupo. Apesar de boas vendas em seus produtos, uma controvérsia com a C-JeS fez com que as atividades do trio na Avex Entertainment fossem suspensas. A Avex acusou a gravadora coreana dos músicos de estar sendo investigada por crime organizado e pediu a anulação do contrato com os coreanos. YunHo e ChangMin, por sua vez, poderiam continuar na gravadora japonesa. Em resposta, o trio pediu desculpas ao público e afirmou não conseguir aceitar o fato de que a Avex estava “usando-os como ferramentas para gerar lucros ao invés de tratá-los como artistas”. “Estamos muito tristes de receber a notícia do cancelamento de nossas atividades após nossa cooperação e acordos com a Avex”, disseram. Mesmo sem poder promover oficialmente seus trabalhos no Japão, o trio não se absteve de se dedicar a música e lançou um disco internacional, “The Beginning “. A resposta do público continuou favorável para o trio e apenas as pré-vendas já garantiram para o grupo mais de 520 mil cópias vendidas. Daí, o grupo embarO primeiro show do trio reuniu milhares de fãs no Japão cou para a carreira internacional e agendou shows nos Estados Unidos. O disco foi lançado no mesmo dia em que a Federação Coreana de Cultura Pop e Indústria da Arte (KFPCAI) vetou as aparições do grupo da TV coreana. Os três canais abertos da televisão coreana (MBC, KBS e SBS) e a emissora paga Mnet foram proibidos de transmitir aparições do JYJ e as vendas de discos do grupo foram vetadas de vários sites. O KFPCAI justificou o veto como uma “precaução para que o grupo não trabalhe na Coreia estando com contratos assinados em duas gravadoras distintas”. A Federação também afirmou que a proibição não possuía ligação com a SM Entertainment e que só queria evitar um conflito de agências, caso o grupo decidisse promover seus trabalhos na Coreia. Apesar disso, a CJes Entertainment garantiu não possuir vínculo contratual com o trio. Os cantores então seguiram com a divulgação de seu disco nos Estados Unidos, apesar de terem encontrado dificuldades também para realizar uma turnê em solo americano. Os vistos de trabalho dos cantores foram negados e eles decidiram realizar a turnê com apresentações gratuitas. Depois de figurar na página da Billboard, o trio realizou um show na Coreia. As apresentações deles, porém, nunca incluíram canções que foram gravadas pelos cinco integrantes do TVXQ. Aos poucos, algumas portas iam se abrindo e eles fizeram pequenas aparições nas emissoras SBS e KBS. O JYJ começou 2011 com o lançamento do EP “Their Rooms ‘Our Story’” como forma de uma “dissertação musical”, quase que totalmente autoral. A última faixa do disco, “Untitled Song Part. 1”, foi composta, escrita e produzida por YooChun. Em forma de rap livre, o astro desabafa e descreve claramente a situação do trio.

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“Canção Sem Título - Parte 1” - JYJ (Composição: Park YooChun) Eu já te contei essa história antes? Em 2003, não completamos meses de um período de provação e completamos nossas primeiras tarefas sem dificuldade. Em 2004, nós éramos os “iniciantes do mês” e alcançamos bons resultados, mas não conseguíamos ficar satisfeitos com apenas isso. Nós não conseguíamos mais aguentar aquilo e começamos a desejar por mais. Em 2005, nós fomos para o exterior e pensamos que seria fácil como foi na Coreia. Em nosso primeiro desafio, nós alcançamos os piores resultados e a partir daí, perdemos nossa confiança. Uma língua que não sabíamos nem falar, Todos os dias, ficávamos presos no lugar em que vivíamos. E nossa companhia dizia que era para nosso próprio bem. E que aquele aprisionamento não era uma prisão. Uma terrível solidão, lágrimas, raiva - todos esses sentimentos unidos em um. Não importa o que aconteça, nós dizíamos que não deixaríamos um ao outro... Enquanto dizíamos que só nos lembraríamos do lado bom um do outro, Nós nos decidimos e fugimos. Finalmente, um dia, nós alcançamos o melhor como havíamos desejado tanto. Foi aí que pudemos pegar nossos telefones e contactar nossas famílias e amigos. Aquele dia estava chegando, A partir daí, tudo começou a dar certo. Vendemos milhares de discos e ganhamos todos os prêmios, estávamos colhendo nossos frutos. Mesmo que lágrimas escorressem, elas desciam suavemente. Porque comparado a qualquer tipo de tristeza, estávamos felizes. Até o fim, nós não desistíamos e continuávamos seguindo em frente. Criando uma forma maior do que qualquer outra força. Como esperado, porque nós éramos um. Você, que já mudou tanto (eu não posso mais ficar

aqui). Eu vou virar as costas para você primeiro (não foi possível continuar só chorando). Você, que está se afastando de mim aos poucos, irei apenas chamar seu nome (por favor, voe comigo para longe daquele céu). Seguindo em frente, Escondido por um muro tão enorme que vai além da imaginação. O pensamento “Será que isso foi assim sempre tão escuro?” permaneceu na minha cabeça por muito tempo. Até que algo aconteceu uma vez. As despesas estavam crescendo, as dívidas continuavam aumentando. Algo com que eu não conseguiria lidar sozinho. Havia algo que nosso chefe nos dizia no passado “Se você precisar de alguma coisa, apenas diga, já que sempre seremos uma família”. “Não importa o que você precisar, apenas diga”. Essas palavras me encorajaram e eu fiz uma ligação para pedir um favor. Apesar de me sentir estranho por fazer isso, como ele era alguém em quem eu podia confiar, Porque eles eram uma família com quem ficaríamos juntos para sempre. Eu reuni coragem para pedir um favor, mas o que eu recebi foi uma fria rejeição. Apesar de ter ficado bravo com a resposta dele, eu me segurei e pedi o favor mais uma vez. Ele desligou. Eu não conseguia segurar as lágrimas que desciam. Eu estava em um estado de confusão, pensando que eles não eram a família que acreditávamos ser naquela época. Quando ele precisou de nós, éramos uma família. Mas quando nós precisamos dele, nós éramos estranhos. Senti que com o passar do tempo, coisas ainda mais incríveis aconteceriam. Ouvir que finalmente tínhamos alcançado sucesso no exterior e que alcançamos resultados que jamais havíamos imaginado. Eu entrei no escritório com passos leves no dia de nosso pagamento. Todos os integrantes se olharam com olhares animados diante um dos outros.

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Elogiamos uns aos outros dizendo que nós havíamos nos esforçado tanto. Mas as contas que recebemos mostravam que estávamos em déficit. Pensando que eu tinha visto errado, Eu tentei verificar mais uma vez. Mas tudo que recebemos foram despesas. Droga, como tudo aquilo havia se transformado apenas em despesas? Que despesas eram essas? Para onde todo aquele dinheiro havia voado? Eu não conseguia acreditar, então pedi que me mostrassem os detalhes daquela prestação de contas. Algo que nunca antes eu havia calculado. Eles disseram que me entendiam e que iriam me mostrar o que eu pedi, mas no final, eu nunca cheguei a ver tais papéis e apenas segui trabalhando. Com o passar do tempo, minha curiosidade cresceu. Quando mais uníamos nossas cabeças para pensar e entender, mais dor de cabeça tínhamos. Por último, se eu pudesse dizer só mais uma coisa. Será que todas as coisas que fizemos pela companhia, Tiveram realmente algum significado para eles? Ok, vamos dizer que tenham sido. Nós éramos gentis e deixamos passar. Para nós e para a companhia, nós estivemos juntos por tantos anos, iremos esquecer isso. Mesmo assim, isso não estava certo. Aquelas não eram as palavras que eles deveriam dizer para nós. Você realmente planejou nos desapontar até o fim? Através de ligações que recebi, eu soube que você falava por nossas costas. Ficou difícil acreditar em você. Foi exatamente o que nossos veteranos disseram. “Você quer realmente manter esse tipo de pessoa que te usa para ganhar dinheiro?” Um deles disse que a família de que falávamos na companhia faria tudo muito difícil para nós se quiséssemos deixar a companhia. As palavras daquele veterano não saíram de minha cabeça. Apesar de ter muito mais que eu queira dizer quando essa música sair, Vai existir alguém que irá nos atormentar. Pensar nisso me deixa frustrado e eu não acho que eu consigo mais continuar. De qualquer forma, por mais que seja difícil,

Estamos nos esforçando para viver bem. Apesar de ter alguém nos atormentando, Estamos nos esforçando para conseguir sorrir. Esse não é definitivamente um esforço que fizemos apenas por um produto. Esse é um esforço que fizemos porque, como um homem, no dia em que eu morrer, eu não quero ter arrependimentos. Sim, no fim, esse é o JYJ. Ontem e hoje, apesar de eu ter pensado durante um dia inteiro, Eu consigo sentir a diferença de antes para agora, aos meus 25 anos. Agora irei abaixar minha caneta. Mesmo assim, meu coração está em paz. Porque eu consigo sentir o amor dos fãs... Eu fiz porque achei que só assim conseguiria esvaziar a pilha de fardos que tinha em meu coração. Embora não seja nada fácil, estou em paz por dentro. Nós estamos felizes porque nós temos uma família, que são nossos fãs. Eu estou sempre pensando em todos vocês... Eu amo vocês. Então, vocês serão capazes de acreditar em nós até o fim? Vocês serão capazes de dizer que nos amam? Já que iremos sempre trabalhar arduamente, vocês serão capazes de ficar ao nosso lado? Já que, para nós, vocês ainda estão aqui, E para vocês, nós estamos aí. Eu prometo, que irei suportar tudo, vou mostrar para vocês. Sim, nós somos o JYJ. “Você ergueu as paredes do castelo E também fechou as portas firmemente. Eles dizem que o amor não é uma prisão. O amor é libertar alguém para ser livre. Mas eu nem desejo esse tipo de coisa. Nós, feitos por vocês, Não somos nem mesmo. Metade da metade da metade daquilo. E seremos para sempre sapos no poço”. Apesar de ainda terem muitas coisas sobre as quais eu queria falar, Eu vou parar por aqui hoje.

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Para manter vivo o TVXQ Em novembro de 2010, a SM Entertaiment anunciou que o TVXQ voltaria a ativa na Coreia apenas com ChangMin e YunHo. Um mês depois, o grupo comemorou sete anos de carreira e dupla atualizou seu site oficial com declarações de agradecimentos aos fãs, junto com um teaser da primeira música com apenas dois integrantes “How Can In”. No dia 5 de janeiro do ano seguinte, o TVXQ alcançou o primeiro lugar nas paradas com a música “Keep Your Head Down”. A polêmica em volta da canção foi tão grande quanto o sucesso. Os fãs entraram em um debate sobre a letra da música que supostamente seria uma “mensagem indireta”, para se referir ao JYJ. “Eu vou apagar tudo de você de dentro de mim para alcançar um futuro mais brilhante / um dia, você vai perceber o quão verdadeiro era o amor que você jogou fora”, diz a letra. A SM Entertainment declarou que “o público deveria prestar atenção na letra da música antes de fazer qualquer julgamento”. Para a gravadora, a música “expressava o amor e a separação entre dois amantes”. Mais tarde, o líder YunHo também comentou a polêmica e reafirmou que tudo não passava de um mal-entendido. Mesmo com opiniões divididas entre os fãs, o sucesso do TVXQ se manteve na Coreia ainda que com apenas dois integrantes. Sobre a decisão de seguir em frente com o grupo, o líder YunHo chegou a comentar que estavam fazendo isso para “manter vivo o nome do

ChangMin e YunHo pouco comentam sobre a relação com o trio TVXQ”, pois, aos poucos, ele e ChangMin percebiam que estavam sendo esquecidos pelos fãs. Mas cair no esquecimento era algo que estava longe de acontecer para a dupla, que conquistou os holofotes também no Japão. O Tohoshinki vendeu mais de 133.000 cópias da versão japonesa de “Keep Your Head Down”, apenas um dia após seu lançamento. O duo provou ser capaz de levar o nome TVXQ e manter-se em primeiro lugar na Oricon. As vendas e os lucros foram maiores do que qualquer artista japonês em janeiro de 2011. Após o lançamento do single coreano “Before U Go”, o grupo vem seguindo com as promoções no mercado fonográfico japonês com os singles ”Superstar”, “BUT (BEAU-TY)”, “Winter Rose / Duet”, “Still” e “Android” e o álbum “Tone”. Números provam o sucesso de YunHo e ChangMin, que continuam mantendo o respeito no mercado japonês e coreano.

Além do JYJ, outro artista entrou com um processo contra a SM Entertainment, movido mais uma vez pelo chamado “contrato escravo”. HanGeng, do Super Junior, estava no auge de sua carreira no sub-grupo Super Junior M, quando pediu a quebra do contrato com a gravadora. A primeira ação judicial que o cantor chinês moveu contra a SM Entertainment ocorreu em 2009. HanGeng alegou que a gravadora o fazia trabalhar de forma exaustiva e o cumprimento do contrato de 13 anos era ilegal. Após um ano de processo, o tribunal deu ganho de causa ao artista.

No entanto, a gravadora entrou com recursos e assim teve início outra rodada de debates jurídicos. Em dezembro de 2010, o Departamento de Justiça decidiu a favor do cantor e declarou que os três contratos que HangGeng havia assinado com a SM Entertainment estavam anulados. No entanto, a gravadora pediu a continuidade do processo. Em setembro de 2011, o chinês pediu a Corte, por motivos desconhecidos, o cancelamento do processo. Foi feito um acordo entre ele e a gravadora. Desde então, HanGeng segue em carreira solo na China.

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Batalha na Corte A primeira vitória do JYJ contra a SM Entertainment nos tribunais foi no dia 17 de fevereiro de 2011, quando a Corte de Seul recusou os processos que a gravadora entrou contra o grupo. “O contrato exclusivo entre a SM e o JYJ força o artista a se tornar um subordinado da agência sem qualquer discernimento”, justificou a corte. “Um contrato de duração tão longa não pode ser justificado pelos riscos de investimentos e avanços da agência”. Em resposta a SM Entertainment afirmou que “esse não era o fim da batalha judicial contra o JYJ” e que também não anulava o contrato que os artistas tinham com a gravadora. No dia seguinte, mais uma vitória para o JYJ. A empresa Crebau, que foi acusada de ser a motivadora do processo do JYJ contra a SM Entertainment, foi inocentada de todas as acusações feitas pela empresa de Lee SooMan por ausência de evidências. Em abril, o grupo entrou com um processo contra a Avex Entertainment, contestando a anulação do contrato e o banimento de qualquer atividade do JYJ no Japão sem autorização da gravadora. Na época, a banda planejava realizar um show para reverter fundos para as vítimas do terremoto Tohoku, mas a apresentação foi vetada pela Avex. O trio seguiu com sua carreira e embarcou em uma turnê mundial, na qual JaeJoong foi o diretor. Além da excursão, o grupo se manteve na mídia com o lançamento de DVDs, gravações de dramas e chegou a ser nomeado embaixador de diversas organizações na Coreia. O primeiro álbum de estúdio do JYJ na Coreia, “In Heaven”, foi lançado em setembro de 2011. Os canais de TV coreanos, porém, insistiam em não deixar que o grupo divulgasse suas canções em programas musicais, como os outros artistas. Em março de 2012, o grupo deu continuidade a sua turnê mundial e realizou apresentações pela primeira vez na América do Sul, com shows no Chile e no Peru. A apresentação que havia sido marcada no Brasil, por sua vez, foi cancelada. Quando voltaram da turnê, JaeJoong e YooChun tiveram que lidar com uma polêmica envolvendo fãs sasaengs. Enquanto isso, os fãs contestavam a ausência do grupo em programas musicais, visto que seus discos sempre figuravam entre os mais vendidos do país.

Em maio, o processo que a SM Entertainment movia contra o grupo foi totalmente encerrado, com ganho de causa para o trio. Restava apenas o processo do JYJ contra a gravadora. A SM Entertainment ficou irredutível e não aceitou a decisão da corte. Começou então uma batalha de instâncias nos tribunais. Qualquer informação oficial sobre a disputa, a partir de então, foi vetada do público, que agora tem acesso apenas a informações básicas, como as datas das audiências. As barreiras impostas pelas emissoras de TV para as apresentações do trio não impediram que o grupo mantivesse um enorme número de fãs. Para compensar a ausência dos programas musicais, YooChun e JaeJoong

vem se dedicando a carreira de ator em novelas e filmes, enquanto Junsu estrela musicais e lançou o disco solo “Tarantallegra”. Em junho deste ano, os músicos realizaram uma exposição de uma semana em um centro de convenções em Seul, por onde passaram milhares de fãs do grupo, sendo mais de sete mil oriundas apenas do Japão. Em meados de 2012 foi anunciado que no dia 19 de julho seria divulgado o resultado da disputa judicial entre o JYJ e a SM Entertainment. Quando o público pensou que finalmente haveria uma conclusão para a batalha, a Corte de Seul anunciou que aprovou um pedido feito pela SM Entertainment para que fosse marcada uma audiência de arbitragem. O processo passou então a ser julgado por uma corte privada (que independe do Poder Judiciário do Estado), para que um acordo fosse feito entre ambas as partes do processo. Em uma audiência de arbitragem, o resultado deve ser obrigatoriamente aprovado pelos dois lados. Tal reunião de acordo foi marcada para o dia 10 de agosto, quando os advogados da SM Entertainment e do JYJ se reuniram na Corte Central do Distrito de

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Seul em uma audiência de 1h30 em que, mais uma vez, nenhum dos lados cedeu. Essa já era a sexta tentativa frustrada de acordo. O sistema judicial coreano permite que três recursos sejam marcados para cada veredito, mas como em todas as vezes nenhum dos lados cedeu ao acordo, a Corte não teve alternativa senão reagendar mais uma audiência. “A diferença de opiniões entre os dois lados é enorme. A SM Entertainment insiste na ideia de que “deveríamos esquecer o passado” e nosso lado quer resolver todas as contas e questões na Corte. Há uma grande divergência de opiniões e a Corte está propondo um acordo voluntário ou uma mediação até que alguma decisão seja tomada”, disse Kim YoungMin, advogado do trio, ao Star News. A SM Entertainment, por sua vez, não quis fazer nenhum comentário sobre o processo. Panorama Dúvidas, boatos, discussões permeam a interminável batalha do JYJ contra a SM Entertainment. Mais incerta ainda é a atual situação entre o trio e a dupla remanescente. Diversas provas, indiretas e boatos já apontaram que cada grupo ainda apoia o outro - mas existem também rumores que conseguem justificar o contrário. Não foram poucas as vezes em que o trio ,ou pessoas alheias ao assunto, se manifestaram – mesmo que informalmente – sobre o caso. Não se sabe ao certo qual é a atual relação entre o JYJ e o TVXQ, e o que fez com que a maior banda do k-pop decidisse seguir caminhos diferentes. Há alguns

anos, qual Cassiopeia conseguiria imaginar que hoje o TVXQ estaria dessa forma? Caminho semelhante foi trilhado pelo maior antecessor e influenciador do TVXQ, o H.O.T. Por motivos que, mais tarde, foram justificados como um “mal-entendido” contratual, três integrantes do H.O.T. deixaram a banda para formar o jtL, enquanto KangTa e HeeJun permaneceram na SM Entertainment. Bem antes do H.O.T, a talvez maior banda que já existiu, os Beatles, se separaram quando ninguém tinha coragem para decretar o fim do quarteto de Liverpool. Grandes grupos já trilharam caminhos semelhantes e se dividiram ou se separaram completamente. Os motivos, na maioria dos casos, são incertos e especulações sempre se sobrepõem aos fatos. Os verdadeiros motivos mesmo dificilmente são esclarecidos. E no caso do TVXQ não poderia ser diferente. Apesar de várias hipóteses e declarações, ninguém sabe afirmar com certeza o que houve. Uns se perguntam se é impossível que os cinco integrantes do TVXQ possam se reunir novamente. Talvez não seja, de fato, impossível. Imagine quantos grupos já tiveram desentendimentos ainda maiores e hoje estão reunidos, relembrando “os bons tempos”. Esse encontro pode acontecer sob as mais inimagináveis condições e pode levar muito tempo, ou talvez nem tanto assim. Mas também é possível que essa reunião nunca venha a acontecer. Quais serão as próximas páginas dessa história? Só o tempo dirá.

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