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Universidade do Sul de Santa Catarina

Redes de Computadores II

Disciplina na modalidade a distância

Palhoça

UnisulVirtual

2006

Apresentação

Este livro didático corresponde à disciplina Redes de Computadores II.

O material foi elaborado visando a uma aprendizagem autônoma, abordando conteúdos especialmente selecionados e adotando uma linguagem que facilite seu estudo a distância.

Por falar em distância, isso não significa que você estará sozinho. Não esqueça que sua caminhada nesta disciplina também será acompanhada constantemente pelo Sistema Tutorial da UnisulVirtual. Entre em contato sempre que sentir necessidade, seja por correio postal, fax, telefone, e-mail ou Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem. Nossa equipe terá o maior prazer em atendê-lo, pois sua aprendizagem é nosso principal objetivo.

Bom estudo e sucesso!

Equipe UnisulVirtual.

Cláudio César Reiter

Redes de Computadores II

Livro didático

Design instrucional Flavia Lumi Matuzawa Carolina Hoeller da Silva Boeing

Palhoça

UnisulVirtual

2006

Copyright © UnisulVirtual 2006

Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição.

004.6

R31

Reiter, Cláudio César Redes de computadores II : livro didático / Cláudio César Reiter ; design instrucional Flavia Lumi Matuzawa, Carolina Hoeller da Silva Boeing. – Palhoça : UnisulVirtual, 2006. 352 p. : il. ; 28 cm.

Inclui bibliografia.

1. Sistemas operacionais (Computadores). 2. Redes de computação. I. Matuzawa, Flavia Lumi. II. Boeing, Carolina Hoeller da Silva. III. Título.

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universitária da Unisul

Créditos

Unisul - Universidade do Sul de Santa Catarina UnisulVirtual - Educação Superior a Distância

Campus UnisulVirtual Rua João Pereira dos Santos, 303

3279-1542

Bibliotecária Soraya Arruda Waltrick

Equipe Didático-Pedagógica Angelita Marçal Flores

Monitoria e Suporte Rafael da Cunha Lara (coordenador)

Produção Industrial e Suporte

Secretária Executiva Viviane Schalata Martins

Palhoça - SC - 88130-475 Fone/fax: (48) 3279-1541 e

Coordenação dos Cursos Adriano Sérgio da Cunha

Carmen Maria Cipriani Pandini Carolina Hoeller da Silva Boeing Cristina Klipp de Oliveira

Adriana Silveira Caroline Mendonça Edison Rodrigo Valim

Tecnologia Osmar de Oliveira Braz Júnior

E-mail: cursovirtual@unisul.br

Ana Luisa Mülbert

Daniela Erani Monteiro Will

Francielle Arruda

(coordenador)

Site: www.virtual.unisul.br

Ana Paula Reusing Pacheco

Dênia Falcão de Bittencourt

Gabriela Malinverni Barbieri

Ricardo Alexandre Bianchini

Reitor Unisul Gerson Luiz Joner da Silveira

Cátia Melissa S. Rodrigues (Auxiliar) Charles Cesconetto Diva Marília Flemming

Elisa Flemming Luz Enzo de Oliveira Moreira Flávia Lumi Matuzawa

Gislane Frasson de Souza Josiane Conceição Leal Maria Eugênia Ferreira Celeghin

Rodrigo de Barcelos Martins

Elisa Flemming Luz

Karla Leonora Dahse Nunes

Simone Andréa de Castilho

Edição – Livro Didático

Vice-Reitor e Pró-Reitor Acadêmico Sebastião Salésio Heerdt

Itamar Pedro Bevilaqua Janete Elza Felisbino Jucimara Roesler Lilian Cristina Pettres (Auxiliar)

Leandro Kingeski Pacheco Ligia Maria Soufen Tumolo Márcia Loch Patrícia Meneghel

Vinícius Maycot Serafim

Arthur Emmanuel F. Silveira

Professor Conteudista Cláudio César Reiter

Chefe de gabinete da Reitoria Fabian Martins de Castro

Lauro José Ballock Luiz Guilherme Buchmann Figueiredo

Silvana Denise Guimarães Tade-Ane de Amorim Vanessa de Andrade Manuel

(coordenador) Francisco Asp

Design Instrucional Flavia Lumi Matuzawa Carolina Hoeller da Silva Boeing

Pró-Reitor Administrativo Marcus Vinícius Anátoles da Silva Ferreira

Luiz Otávio Botelho Lento Marcelo Cavalcanti Mauri Luiz Heerdt

Vanessa Francine Corrêa Viviane Bastos Viviani Poyer

Projetos Corporativos Diane Dal Mago Vanderlei Brasil

Projeto Gráfico e Capa Equipe UnisulVirtual

Mauro Faccioni Filho

Diagramação

Campus Sul

Campus Norte

Michelle Denise Durieux Lopes Destri

Logística de Encontros

Secretaria de Ensino a Distância

Rafael Pessi

Diretor: Valter Alves Schmitz Neto Diretora adjunta: Alexandra Orseni

Diretor: Ailton Nazareno Soares Diretora adjunta: Cibele Schuelter

Nélio Herzmann Onei Tadeu Dutra Patrícia Alberton Patrícia Pozza Raulino Jacó Brüning

Presenciais Caroline Batista (Coordenadora) Aracelli Araldi Graciele Marinês Lindenmayr José Carlos Teixeira Letícia Cristina Barbosa

Karine Augusta Zanoni (secretária de ensino) Djeime Sammer Bortolotti Carla Cristina Sbardella Grasiela Martins James Marcel Silva Ribeiro

Revisão Ortográfica Heloisa Martins Mano Dorneles Simone Rejane Martins

Campus UnisulVirtual Diretor: João Vianney Diretora adjunta: Jucimara Roesler

Design Gráfico Cristiano Neri Gonçalves Ribeiro (coordenador) Adriana Ferreira dos Santos

Kênia Alexandra Costa Hermann Marcia Luz de Oliveira Priscila Santos Alves

Lamuniê Souza Liana Pamplona Maira Marina Martins Godinho Marcelo Pereira

Equipe UnisulVirtual

Alex Sandro Xavier Evandro Guedes Machado Fernando Roberto Dias Zimmermann Higor Ghisi Luciano

Logística de Materiais Jeferson Cassiano Almeida da Costa (coordenador) Eduardo Kraus

Marcos Alcides Medeiros Junior Maria Isabel Aragon Olavo Lajús Priscilla Geovana Pagani

Administração Renato André Luz Valmir Venício Inácio

Pedro Paulo Alves Teixeira Rafael Pessi Vilson Martins Filho

Silvana Henrique Silva

Sumário

. Palavras do professor

Apresentação

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03

07

Plano de estudo

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11

UNIDADE

UNIDADE

1

2

Meios físicos e conceitos de redes

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19

Sistemas de comunicação móvel

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UNIDADE

3

Modelo TCP/IP

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75

UNIDADE

UNIDADE

4

5

Dispositivos de redes LAN

 

113

Tecnologia Ethernet

137

UNIDADE

6

Redes wireless

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165

UNIDADE

7

Endereçamento

199

UNIDADE

UNIDADE

8

9

Redes WAN

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229

Redes convergentes

 

255

UNIDADE 10 – Gerenciamento e administração de redes

 

271

UNIDADE

11

Estudo

de

caso .

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293

Para concluir o estudo

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303

Referências

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. Sobre o professor conteudista

Glossário

. Respostas e comentários das atividades de auto-avaliação

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337

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Palavras do professor

Olá!

Palavras do professor Olá! Você está estreando uma segunda etapa nos seus estudos sobre as redes

Você está estreando uma segunda etapa nos seus estudos sobre as redes de computadores. Agora é o momento de você consolidar os conceitos vistos até aqui além de conhecer mais detalhes sobre este assunto.

Você verá como os diferentes meios físicos por onde trafegam os dados têm evoluído e que para cada rede existe um meio que é mais indicado. O avanço tecnológico das diferentes mídias de comunicação de dados, especialmente dos sistemas de comunicação móvel, tem proporcionado um gradativo aumento de largura de banda, permitindo uma convergência de dados, voz, imagens e outros serviços que acabam sendo também integrados sob uma única forma de transmissão de informação, a transmissão de pacotes.

Vamos estudar os dispositivos de rede e como eles se interligam, com uma ênfase maior sobre a rede Ethernet. Seu computador está ligado em rede? Na empresa ou mesmo em casa? Em um ADSL ou cable modem? Muito provavelmente estará ligado usando a tecnologia Ethernet.

Outra área que será vista é a das redes wireless ou sem fio. Quando vamos a um aeroporto, alguns cafés e mesmo a algumas praças de alimentação já temos acesso à internet por este meio. Como o mesmo funciona? Que cuidados devemos ter em relação à segurança desta forma de conexão?

Será estudado como funcionam as comunicações de longa distância, aquelas que interligam uma filial distante ou mesmo conectam nosso país a outros.

Universidade do Sul de Santa Catarina

Não é nosso objetivo esgotar aqui o assunto, mas sim proporcionar ao aluno maior entendimento sobre o meio por onde flui a informação digital para poder usufruir melhor da rede. Conhecendo suas características e particularidades obtêm- se os maiores benefícios desta importante infra-estrutura na área de web design e programação.

Bom estudo!

Prof. Cláudio

Plano de estudo

Plano de estudo O plano de estudos visa a orientá-lo/a no desenvolvimento da Disciplina. Nele, você

O plano de estudos visa a orientá-lo/a no desenvolvimento da

Disciplina. Nele, você encontrará elementos que esclarecerão o contexto da Disciplina e sugerirão formas de organizar o seu tempo de estudos.

O processo de ensino e aprendizagem na UnisulVirtual leva

em conta instrumentos que se articulam e se complementam.

Assim, a construção de competências se dá sobre a articulação

de metodologias e por meio das diversas formas de ação/

mediação.

São elementos desse processo:

o

livro didático;

o

Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem - EVA;

as atividades de avaliação (complementares, a distância

e

presenciais);

o

Sistema Tutorial.

Ementa

Integração de switching e roteamento. Projetos de redes locais.

Protocolos e tecnologias para redes de longa distância. Projetos

de redes de longa distância. Estudos de casos. Integração de

redes de computadores com redes de voz. Redes de dados em sistemas de telefonia celular. Aproveitamento das redes para aplicações Web.

Carga horária

120 horas – 8 créditos

Universidade do Sul de Santa Catarina

Objetivos da disciplina

Tornar o modelo TCP/IP, suas camadas e protocolos, familiar ao aluno.

Fazer uma análise comparativa dos prós, contras e aplicações das redes baseadas em par metálico, fibra ótica ou sem fio (wireless).

Apresentar as Redes Locais, sua estruturação, funcionamento e projeto.

Conceituar e apresentar o funcionamento de Redes de longa distância e seus protocolos.

Apresentar protocolos de redes de dados voltados para sistemas de telefonia celular.

Conceituar as Redes convergentes (Integração de redes de computadores com redes de voz).

Estudo de caso.

Consolidar os conhecimentos adquiridos na disciplina Redes de Computadores I e subsidiar os alunos com compreensão sobre as redes de computadores.

Conteúdo programático/objetivos

Os objetivos de cada unidade definem o conjunto de conhecimentos que você deverá deter para o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias à sua formação. Neste sentido, veja a seguir as unidades que compõem o Livro Didático desta Disciplina, bem como os seus respectivos objetivos.

Unidades de estudo: 11

Redes de Computadores II

Unidade 1: Meios Físicos e Conceitos de Redes

Esta unidade pretende fundamentar o aluno com as características de cada meio físico utilizado em redes de computadores, possibilitando uma análise comparativa dos mesmos e subsidiando-o na escolha da solução mais adequada em função da necessidade apresentada pela rede. Além disto vai sedimentar no aluno a terminologia fundamental e conceitos básicos aplicados à redes de computadores, os padrões adotados e respectivas entidades padronizadoras

Conteúdo: Padrões de Rede, Terminologia de Redes, largura de banda, throughput e Redes Privadas Virtuais, par metálico (cabo coaxial e UTP/STP), fibra ótica (multímodo e monomodo) e wireless.

Unidade 2: Sistemas de comunicação móvel

O objetivo desta unidade é apresentar ao aluno os principais

sistemas de comunicação móvel existentes e suas características.

Conteúdo: Sistema de telefonia celular AMPS, TDMA, CDMA

e GSM.

Unidade 3: Modelo TCP/IP

Esta unidade visa mostrar as características do modelo TCP/IP, uma comparação com o modelo conceitual OSI e os principais protocolos que compõem a “família” TCP/IP.

Conteúdo: As quatro camadas do TCP/IP (Camada de acesso

à Rede, Camada Internet, Camada de Transporte e Camada

de Aplicação), comparação com o Modelo OSI, conjunto de

protocolos TCP/IP.

Universidade do Sul de Santa Catarina

Unidade 4: Dispositivos de Redes LAN

O

objetivo desta unidade é proporcionar um conhecimento sobre

os

componentes físicos de redes, suas funções e características,

e como utiliza-los corretamente quando da elaboração de um projeto de redes.

Conteúdo: Placas de rede, Repetidores, Hubs, Bridges, Switches ou comutadores, Roteadores, Nuvens e Segmentos de rede.

Unidade 5: Tecnologia Ethernet

Nesta unidade será verificado o funcionamento da Ethernet (tecnologia mais amplamente empregada em redes LAN), principais características e a evolução do padrão em função do aumento da velocidade de comunicação.

Conteúdo: Ethernet, FastEthernet, GigaEthernet e 10

GigaEthernet

Unidade 6: Redes wireless

O objetivo desta unidade é apresentar os padrões de rede local

sem fio, suas características e aplicações, bem como os principais cuidados na hora de implementar redes com esta tecnologia.

Conteúdo: Bluetooth, Protocolos 802.11a, 802.11b, 802.11g, WIMax, autenticação e segurança

Unidade 7: Endereçamento

Nesta unidade será apresentado o sistema de endereçamento que

individualiza as estações em uma rede e possibilita a interligação

de redes distintas ao redor do mundo.

Conteúdo: Endereçamento Físico e Endereçamento Lógico, Protocolos ARP e RARP.

Redes de Computadores II

Unidade 8: Redes WAN

Nesta unidade o objetivo é apresentar as redes de longa distância, suas características, suas principais tecnologias e protocolos, bem como mostrar o funcionamento do processo de roteamento entre redes.

Conteúdo: Roteamento, Tecnologias e Protocolos WAN.

Unidade 9: Redes convergentes

Nesta unidade veremos como informações distintas (voz, dados, vídeo, etc) acaba trafegando em um meio comum, tornando mais

efetivo o processo de comunicação. Vamos também apresentar as características dos principais protocolos que permitem o tráfego

de dados em redes de telefonia móvel ou celular.

Conteúdo: Principais protocolos de redes convergentes e de redes

de telefonia móvel

Unidade 10: Gerenciamento e administração de redes

O objetivo desta unidade é apresentar conceitos de

monitoramento e gerenciamento de redes e seus serviços e princípios básicos de segurança para as mesmas

Conteúdo: Sistemas de Monitoração e Gerenciamento, Princípios

de Segurança em redes.

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Unidade 11: Estudo de caso

Nesta unidade vamos confrontar o conhecimento anteriormente verificado com a análise de casos práticos, aplicando em situações reais a teoria aqui apresentada.

Agenda de atividades/ Cronograma

Verifique com atenção o EVA, organize-se para acessar periodicamente o espaço da Disciplina. O sucesso nos seus estudos depende da priorização do tempo para a leitura; da realização de análises e sínteses do conteúdo; e da interação com os seus colegas e tutor.

Não perca os prazos das atividades. Registre no espaço a seguir as datas, com base no cronograma da disciplina disponibilizado no EVA.

Use o quadro para agendar e programar as atividades relativas ao desenvolvimento da Disciplina.

Redes de Computadores II

Atividades obrigatórias Demais atividades (registro pessoal)
Atividades obrigatórias
Demais atividades (registro pessoal)

UNIDADE 1

Meios físicos e conceitos de redes

Objetivos de aprendizagem

Estudar os conceitos básicos de redes de computadores.

Conhecer a terminologia fundamental utilizada em redes de computadores.

Caracterizar os meios físicos mais utilizados.

Identificar os padrões adotados e suas respectivas entidades padronizadoras.

Seções de estudo

Seção 1

Comunicação de dados.

Seção 2

Meios físicos.

Seção 3

Meio físico metálico.

Seção 4

Fibra ótica.

Seção 5

Meio físico wireless.

Seção 5

Padronização de redes.

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de conversa A partir deste momento você dará

Para início de conversa

A partir deste momento você dará início a um “relacionamento” virtual, é bem verdade, mas apesar da distância física entre professor e aluno estaremos bem próximos no seu dia-a- dia. Teremos oportunidade de interagir e, conforme o seu interesse, aprofundaremos mais nessa área de conhecimento tão fundamental para a sociedade moderna, em especial aos que vão trabalhar diretamente com ela.

Começamos a partir de agora e seguiremos juntos até a última unidade desta disciplina de Redes de Computadores II.

Bons estudos!

Seção 1 – Comunicação de dados

Sabemos que as mais diferentes redes estão em toda parte, conforme ilustra a Figura 1.1 a seguir. São, entre outras, as redes de transporte, de serviço público, biológicas, sociais, de comunicação e, nosso objeto efetivo de estudos, as redes de computadores.

sociais, de comunicação e, nosso objeto efetivo de estudos, as redes de computadores. FIGURA 1.1 -

FIGURA 1.1 - REDES EXISTENTES

Redes de Computadores II

Você já viu na disciplina de Redes de Computadores I a parte mais básica e conceitual das redes de computadores, seus princípios, como ocorre a comunicação de dados (modulação, tratamento de erros, etc.), a transmissão dos sinais (analógicos e digitais), sistemas centralizados versus distribuídos, comutação por circuito e por pacote, modelos conceituais, etc.

Nesta disciplina você sedimentará esses conhecimentos e se aprofundará gradativamente no estudo das redes de computadores. Veremos nesta unidade os principais meios físicos de transmissão utilizados nas redes de computadores, suas características particulares e aplicações.

Ao final da unidade espero que você esteja mais familiarizado com as redes de computadores e preparado para seguir pelas próximas unidades. Você saberá indicar com segurança qual meio físico é mais indicado para determinada aplicação em rede.

é mais indicado para determinada aplicação em rede. Uma rede de computadores é um conjunto de

Uma rede de computadores é um conjunto de dispositivos computacionais, conectados por uma estrutura de comunicação de dados com a finalidade de compartilhar recursos, sendo que a informação também é considerada um recurso.

A forma mais básica do processo de comunicação entre computadores consiste em pegar um conjunto de dados (informação) no emissor (ou origem), submeter a um processo de transformação para alguma forma de energia e então enviar essa energia resultante pelo meio físico mais adequado até outro ponto (destino). Observe na Figura 1.2 a seguir.

adequado até outro ponto (destino). Observe na Figura 1.2 a seguir. FIGURA 1.2 - PROCESSO DE

FIGURA 1.2 - PROCESSO DE COMUNICAÇÃO

Unidade 1

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Esse grupo de dados (informações) que se quer transmitir pode eventualmente estar gravado em um sofisticado sistema de banco de dados, uma unidade de disco rígido – winchester, um CD-ROM, um DVD, um antiquado disquete ou mesmo ser informado em um computador por digitação ou pela utilização de um outro meio de aquisição de dados (leitor de código de barras, sensores, leitor magnético, câmeras, etc.).

de barras, sensores, leitor magnético, câmeras, etc.). O processo de transformação desses dados em energia está

O processo de transformação desses dados em energia está diretamente associado aos meios físicos de transmissão utilizados e também ao tipo de codificação/decodificação adotado.

Em seu computador pessoal, esse papel é executado pela placa de rede ou NIC (Network Information Card), como também é conhecida. Na escolha de uma placa de rede, define-se os elementos que determinam as características do processo de comunicação que será usado, o meio físico (fio metálico, fibra ótica ou wireless, por exemplo), o respectivo protocolo que será

utilizado (Ethernet, Token Ring ou FDDI, por exemplo) e a

velocidade de comunicação desejada (10 Mbps, 11 Mbps, 54 Mbps, 100 Mbps, 155 Mbps, 1 Gbps, 10 Gbps).

É justamente a combinação desse conjunto de características que irá determinar como ocorrerá a comunicação de dados em uma rede de computadores.

Protocolo de comunicação sem fio projetado com o objetivo de criar redes sem fio de alta velocidade e que não faz mais do que transferir dados por ondas de rádio em freqüências não-licenciadas.

Ethernet, Token Ring ou FDDI – protocolos de rede que veremos com maiores detalhes na continuidade deste trabalho.

Seção 2 – Meios físicos

De uma maneira geral, os meios físicos são os caminhos pelos quais ocorre a comunicação ou a transmissão entre a origem e o destino. Você já viu alguma coisa sobre esse assunto em Redes de Computadores I, porém, em função de sua importância para as redes de computadores, você aprofundará seus conhecimentos nesse assunto um pouco mais nesta disciplina.

Redes de Computadores II

Não é objetivo desta disciplina detalhar com profundidade as redes de computadores sob a ótica dos projetos de rede, mas considera-se importante saber que, para a escolha do meio físico mais adequado, um conjunto de aspectos deve ser considerado:

largura de banda;

características do meio físico;

interferências externas;

número de usuários.

A análise conjunta desses aspectos vai justamente ajudar a determinar o meio físico mais adequado a ser adotado na rede que está sendo projetada. Por esse motivo, vamos entender melhor tais aspectos e sua importância na escolha dos meios físicos para as redes.

Largura de banda ou bandwidth

Pode ser definida como a quantidade máxima de informações que flui pela conexão de rede durante certo período de tempo. Fazendo uma analogia com uma rede de distribuição de água,

o diâmetro dos canos (característica física) é que vai indicar

a quantidade de água que pode fluir pelo mesmo, ou seja, vai determinar a sua largura de banda.

que pode fl uir pelo mesmo, ou seja, vai determinar a sua largura de banda. FIGURA

FIGURA 1.3 - CANO DE ÁGUA

Unidade 1

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Características típicas da largura de banda:

finita ou delimitada – cada meio físico tem características próprias que limitam a largura de banda;

não é gratuita – os custos envolvidos (especialmente implementação e manutenção) aumentam proporcionalmente com a largura de banda;

demanda crescente – principalmente com a popularização da Internet e o aumento contínuo de serviços por essa rede, é verificada a necessidade de largura de banda cada vez maior.

cada a necessidade de largura de banda cada vez maior. A largura de banda é um

A largura de banda é um aspecto fundamental na análise do desempenho da rede e no projeto de novas redes ou ampliação de redes já existentes.

Pode-se dizer que existem dois tipos de largura de banda, o que também pode acabar causando alguma confusão:

largura de banda analógica – medida em ciclos por segundo (Hertz – Hz), representa a taxa máxima em que o meio pode realizar mudanças de sinal em nível aceitável de atenuação. É muito utilizada em redes de telecomunicações;

largura de banda digital – medida em bits por segundo (bps), representa a taxa máxima de bits que pode ser enviada em um sistema de comunicação de rede. É muitas vezes conhecida como taxa máxima de transmissão.

Outro termo que freqüentemente causa confusão é o termo throughput, ou taxa de transmissão efetiva, que representa a taxa efetiva de transmissão usada naquele momento.

Redes de Computadores II

Redes de Computadores II Vamos exemplifi car para fi xar melhor o conceito! Ao utilizarmos a

Vamos exemplificar para fixar melhor o conceito!

Ao utilizarmos a tecnologia Ethernet, padrão 802.3, 10BaseT sobre um cabo UTP categoria 5 temos:

largura de banda analógica: 100 MHz;

largura de banda digital: 10 Mbps;

Throughput: 2 Mbps (apenas 20% da largura de banda disponível está em uso).

(apenas 20% da largura de banda disponível está em uso). FIGURA 1.4 - ANALOGIA BANDWIDTH E
(apenas 20% da largura de banda disponível está em uso). FIGURA 1.4 - ANALOGIA BANDWIDTH E
(apenas 20% da largura de banda disponível está em uso). FIGURA 1.4 - ANALOGIA BANDWIDTH E
(apenas 20% da largura de banda disponível está em uso). FIGURA 1.4 - ANALOGIA BANDWIDTH E

FIGURA 1.4 - ANALOGIA BANDWIDTH E THROUHGPUT EM CANOS DE ÁGUA

Mantendo a analogia com a rede de distribuição de água, a largura de banda analógica corresponde à pressão que o cano de água pode suportar; a largura de banda digital (ou bandwidth), corresponde à quantidade de água que pode passar no cano em determinada quantidade de tempo; e o throughput corresponde à quantidade de água que efetivamente está fluindo em nosso cano.

— Puxa, “

um cabo UTP categoria 5

Mas não se preocupe agora com o significado das mesmas. Cabe ao profissional com formação específica na área de redes conhecer bem esses termos e normas. Como nosso enfoque é web design e programação, vamos nos preocupar com o dimensionamento da largura de banda necessária para o desenvolvimento de determinada aplicação web que o aluno possa vir a desenvolver.

tecnologia Ethernet, padrão 802.3, 10BaseT sobre

”,

pegou pesado, que salada de letras!

Neste momento é muito importante que a diferença entre largura de banda digital (bandwidth), largura de banda analógica e throughput fique clara, de nada adianta ter uma conexão em banda larga (300 kbps de bandwidth) se o throughput médio da

Unidade 1

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Universidade do Sul de Santa Catarina

mesma está em 90%, ou seja, tem uma utilização muito intensa.

É

banda ou de otimizar o seu uso.

um claro indicativo da necessidade de ampliação da largura de

Interferências

As interferências normalmente podem ser observadas como uma sobreposição de sinais nos meios. As externas geralmente estão associadas a interferências eletromagnéticas (motores, cabos próximos energizados, lâmpadas fluorescentes, etc.) e naturais (descarga atmosférica, obstáculos físicos no caso de microondas e infravermelho, etc.).

Número de usuários

Esse parâmetro influencia diretamente no dimensionamento, uma vez que a necessidade de largura de banda é diretamente

proporcional à quantidade de usuários atendidos pela ligação.

É

vai depender de usuário para usuário, enquanto alguns podem demandar maior largura de banda, outros necessitam de menos.

claro que a forma de utilização do meio de comunicação

Meios físicos guiados e não-guiados

Os meios físicos podem ser classificados em guiados e não- guiados. Nos caminhos físicos guiados a comunicação ocorre de modo bem delimitado no meio (fio metálico, pedaço de fibra ótica, etc.). Quando comparados com os meios não-guiados, têm a vantagem de apresentar pequena latência, baixo custo e baixa

Demora entre o instante em que um dispositivo solicita acesso à rede e o instante em que é concedida a permissão para a transmissão.

interferência externa.

Nos caminhos não-guiados, a comunicação ocorre utilizando a atmosfera terrestre, comumente conhecida como comunicação sem fio ou wireless (satélites, microondas, infravermelho, etc.). São usados principalmente quando há impedimento ou dificuldade no uso dos meios guiados.

Redes de Computadores II

Seção 3 – Meio físico metálico

É um meio guiado de ampla utilização, principalmente por seu baixo custo e por ser de fácil instalação e manuseio. Embora muitos metais possam ser utilizados, existe uma ampla adoção do cobre em função de seu custo e sua baixa resistência à passagem da corrente elétrica – característica importante que permite levar os sinais mais longe e com menor atenuação. Em outras palavras, apresenta uma relação custo x benefício das mais atraentes.

Cabo coaxial

Cabo composto por dois condutores metálicos concêntricos (geralmente de cobre), um cilíndrico, maciço e interno, e outro externo de metal trançado, ambos separados por um material isolante, conforme pode ser observado na figura 1.5 a seguir.

conforme pode ser observado na fi gura 1.5 a seguir. FIGURA 1.5 - CABO COAXIAL Utiliza

FIGURA 1.5 - CABO COAXIAL

Utiliza o sistema de conexão por meio do conhecido BNC (Bayonet-Naur Connector – conector em forma de baioneta). Apesar de permitir distâncias relativamente grandes e suportar uma quantidade significativa de máquinas, o desempenho desse cabo é prejudicado pela atenuação, pelos ruídos térmicos e pela

intermodulação (problema decorrente da utilização de vários canais com modulação por freqüência).

Processo no qual o sinal vai perdendo força ou intensidade para o meio.

Unidade 1

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O cabo coaxial teve uma ampla utilização no início das redes de

computadores e balizou muitos parâmetros nessa área. Apresenta

uma incômoda característica: quando ocorria uma interrupção em determinado ponto da rede, toda a rede ficava inoperante (a culpa acabava sendo colocada na inocente faxineira que, no afã de manter limpo o local de trabalho, esbarrava nos cabos, ocasionando uma interrupção no serviço e desse modo deixava a rede travada!).

À medida que as redes foram crescendo sua aplicação foi

diminuindo, pois essa característica afetava diretamente a disponibilidade da rede. Atualmente é difícil encontrar ainda redes locais que utilizem esse tipo de cabeamento.

Ainda é um meio bastante utilizado na TV a cabo (cable TV) e podemos eventualmente ter o provimento de banda larga pelo mesmo. Mas fora isso só será encontrado em redes herdadas.

Termo normalmente usado para designar redes mais antigas, de tecnologia desatualizada e muitas vezes fora de uso, mas que ainda estão operacionais.

Par trançado

Os cabos metálicos de par trançado, além de sua aplicação em redes de computadores, também são amplamente utilizados em redes de telefonia. Se dois cabos estão juntos e em paralelo (lado a lado), o sinal que passa por um cabo pode induzir (ou gerar) no segundo cabo um sinal similar (acaba funcionando como uma antena).

cabo um sinal similar (acaba funcionando como uma antena). Como os computadores não conseguem identifi car

Como os computadores não conseguem identificar entre um sinal gerado acidentalmente e a transmissão normal, essa interferência deve ser minimizada (ou mesmo evitada quando possível).

O trançamento dos cabos em espiral, um sobre seu par, é uma

técnica usada para minimizar essa interferência eletromagnética.

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Redes de Computadores II FIGURA 1.6 - CABO UTP A quantidade de pares de fi o
Redes de Computadores II FIGURA 1.6 - CABO UTP A quantidade de pares de fi o

FIGURA 1.6 - CABO UTP

A quantidade de pares de fio trançado vai depender da aplicação do cabo. Geralmente em redes de telefonia são utilizados cabos com maior número de pares, enquanto que para uma rede local o cabo possui geralmente quatro pares de fios. O conector utilizado nas extremidades é o RJ45 (Registered Jack), enquanto que em redes de telefonia é utilizado o conector RJ11.

Os cabos metálicos de pares trançados são geralmente classificados em:

não-blindados – também conhecidos como cabos UTP (Unshielded Twisted Pair) ou par trançado não-blindado. São de uso muito popular principalmente devido ao seu baixo custo e a sua facilidade de confecção;

blindados – também conhecidos com cabos STP (Shielded Twisted Pair) ou par trançado blindado. Possuem uma camada extra de metal trançado que é justamente empregado para proteger o núcleo do par trançado, veja na Figura 1.7. Não possuem uma grande popularização devido ao seu custo e, se a blindagem nas extremidades não for bem fixa ao conector apropriado, podem apresentar problemas. Sua utilização é maior em locais com muita interferência eletromagnética.

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Universidade do Sul de Santa Catarina FIGURA 1.7 - CABO STP Existe um cabo híbrido entre

FIGURA 1.7 - CABO STP

Existe um cabo híbrido entre o STP e o UTP, o ScTP (Screened Unshielded Twisted Pair) também conhecido como par trançado isolado ou ainda Foil Twisted Pair (FTP) que consiste em um cabo UTP envolto em uma malha de blindagem, conforme se observa na Figura 1.8.

uma malha de blindagem, conforme se observa na Figura 1.8. FIGURA 1.8 - CABO SCTP É
uma malha de blindagem, conforme se observa na Figura 1.8. FIGURA 1.8 - CABO SCTP É

FIGURA 1.8 - CABO SCTP

É muito difícil encontrar o verdadeiro cabo STP em uso, é bem mais comum encontrar o cabo ScTP, sendo que muitas vezes esse acaba sendo referenciado como STP (blindado).

Veja mais informações sobre EIA/TIA ao final desta unidade.

De todas as organizações envolvidas com o processo de padronização, a EIA/TIA foi a que teve o maior impacto

nos padrões dos meios de rede. As normas EIA/TIA-568-A e o EIA/TIA-569-A foram e continuam a ser os padrões de desempenho técnico dos meios de rede mais amplamente usados

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e especificam os requisitos mínimos para ambientes de vários produtos e fabricantes.

Os padrões permitem o planejamento e a instalação de sistemas de LANs sem ditar o uso de equipamentos específicos, o que

dá aos projetistas de LANs a liberdade de criar opções de aperfeiçoamento e expansão. Os
dá aos projetistas de LANs a liberdade de criar opções de
aperfeiçoamento e expansão.
Os cabos UTP (não-blindados) são classificados em cinco
categorias, segundo a EIA/TIA, conforme se observa no
Quadro 1.1 a seguir.
QUADRO 1.1 - CATEGORIA DE CABEAMENTO EIA/TIA
Categoria
Descrição do uso
Exemplos de redes
1 Cabos com largura de banda de até 56 kbps.
Sistema de alarmes, telefone e outras
aplicações críticas.
2 Cabos com largura de banda de até 1 Mbps.
Sistemas com baixa transferência de dados.
3 Cabos e hardware com largura de banda
analógica de até 16 MHz.
10BaseT, Token-ring de 4 Mbps, 100BaseT4.
4 Cabos e hardware com largura de banda
analógica de até 20 MHz.
Token-ring de 16 Mbps.
5 Cabos e hardware com largura de banda
analógica de até 100 MHz.
100BaseTx, Sonet.
5e
Cabos e hardware com largura de banda
analógica de até 100 MHz.
100BaseTx, Sonet, 1000BaseT.
6 Cabos e hardware com largura de banda
analógica de até 250 MHz.
100BaseTx, Sonet, 1000BaseT.
Os cabos UTP da categoria 5 e 5e são os de maior utilização
no mercado e, se você olhar na parte de trás de seu
microcomputador, é provável que localize um cabo desses
conectado à sua placa de rede e comumente encontrado na cor
externa azul. Claro que existem outras cores para o cabo UTP,
mas são geralmente usados para conexões mais específicas como
ligação de servidores, de up-link, etc.

LAN (Local Area Network) – redes locais de computadores, com abrangência geográfica limitada.

Termo técnico para a transmissão de dados no sentido do usuário para a rede ou ao provedor de serviços de internet. Designa também uma porta do dispositivo de rede (hub ou switch) que interliga o mesmo a outro dispositivo de rede.

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É justamente a norma EIA/TIA-568-A que vai especificar a ordem adotada para os fios na confecção dos conectores RJ45. A seqüência das cores determina como vai ocorrer a transferência de informações no cabo e sua utilização.

transferência de informações no cabo e sua utilização. Mas por que isso é importante? Ao reconhecer

Mas por que isso é importante?

Ao reconhecer um cabo pela seqüência de cores nos seus terminais podemos saber qual o seu uso. O cabo pode ser usado para interligar dois microcomputadores (e permitir a transferência de arquivos entre eles). Ou para ligar um microcomputador a um hub ou a um switch (e compartilhar o acesso à internet, por

Hub ou switch – geralmente termos usados para descrever dispositivos que servem como o centro de uma rede de topologia em estrela, porém veremos maiores detalhes sobre esses adiante.

exemplo).

Em um cabo UTP cada um de seus pares de fios é identificado por uma cor específica, verde, laranja, azul e marrom. Enquanto um fio é totalmente numa cor, o seu par apresenta a mesma cor, porém mesclado com a cor branca. Temos, portanto, oito cores distintas, azul, branco/azul, laranja, branco/laranja, verde, branco/verde, marrom e branco/marrom, conforme se observa na Figura 1.9 a seguir.

branco/marrom , conforme se observa na Figura 1.9 a seguir. Consulte o arquivo desta unidade publicado
branco/marrom , conforme se observa na Figura 1.9 a seguir. Consulte o arquivo desta unidade publicado

Consulte o arquivo desta unidade publicado na midiateca para visualizar a imagem em cores e ter uma melhor compreensão.

FIGURA 1.9 - CORES DOS FIOS DE UM CABO UTP

Apesar desses cabos terem quatro pares de fios, são utilizados apenas dois desses para transmissão de informação (os fios de cores laranja, branco/laranja, verde e branco/verde) em velocidades mais usuais de comunicação (10 Mbps e 100 Mbps). Os outros dois pares (fios de cores azul, branco/azul, marrom

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e branco/marrom) não trafegam sinal elétrico e executam uma função de cancelamento de sinal que visa justamente minimizar interferências espúrias.

Quando a velocidade de transmissão aumenta para 1 Gbps os quatros pares de fios são necessários para a transmissão de sinais e, portanto, passam a ter utilização efetiva, senão essa largura de banda não seria alcançada.

Existem duas seqüências de cores adotadas pela norma para as terminações T568A e T568B, conforme se observa na Figura 1.10 abaixo para a confecção dos conectores dos cabos UTP:

1.10 abaixo para a confecção dos conectores dos cabos UTP: Consulte o arquivo desta unidade publicado
1.10 abaixo para a confecção dos conectores dos cabos UTP: Consulte o arquivo desta unidade publicado
1.10 abaixo para a confecção dos conectores dos cabos UTP: Consulte o arquivo desta unidade publicado
1.10 abaixo para a confecção dos conectores dos cabos UTP: Consulte o arquivo desta unidade publicado
1.10 abaixo para a confecção dos conectores dos cabos UTP: Consulte o arquivo desta unidade publicado
1.10 abaixo para a confecção dos conectores dos cabos UTP: Consulte o arquivo desta unidade publicado

Consulte o arquivo desta unidade publicado na midiateca para visualizar a imagem em cores e ter uma melhor compreensão.

FIGURA 1.10 - SEQÜÊNCIA DE CORES DAS TERMINAÇÕES UTP T568A E T568B

Ao analisar a Figura 1.11 do conector RJ45 a seguir, o que podemos afirmar? Trata-se de uma terminação T568A ou

T568B?

afi rmar? Trata-se de uma terminação T568A ou T568B? FIGURA 1.11 - CONECTOR RJ45 Consulte o

FIGURA 1.11 - CONECTOR RJ45

uma terminação T568A ou T568B? FIGURA 1.11 - CONECTOR RJ45 Consulte o arquivo desta unidade publicado

Consulte o arquivo desta unidade publicado na midiateca para visualizar a imagem em cores e ter uma melhor compreensão.

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Quem é bom de vista pode observar que as cores são apresentadas

na seguinte seqüência, branco/laranja, laranja, branco/verde,

azul, branco/azul, verde, branco/marrom, marrom. Trata-se, portanto, de uma terminação T568B.

O Quadro 1.2 indica justamente a posição dos fios em cada um

dos contados do conector RJ45. Observe que apenas as posições

1, 2, 3 e 6 sofrem alteração. As posições 4, 5, 7 e 8 não se

modificam e referem-se àqueles fios sem sinal em 10 Mbps e 100 Mbps, conforme mencionado anteriormente.

QUADRO 1.2 - SEQÜÊNCIA DE CORES DAS TERMINAÇÕES UTP T568A E T568B

Posição

T568A

T568B

 

1 branco/verde

branco/laranja

 

2 verde

laranja

 

3 branco/laranja

branco/verde

 

4 azul

azul

 

5 branco/azul

branco/azul

 

6 laranja

verde

 

7 branco/marrom

branco/marrom

 

8 marrom

marrom

branco/marrom branco/marrom   8 marrom marrom E como essas terminações são utilizadas afinal? Quando

E como essas terminações são utilizadas afinal?

Quando são confeccionados os cabos para interligação de equipamentos, também conhecidos como patch cable, podem ser montados dois tipos distintos.

Direto – com terminações iguais nas duas pontas do cabo (T568A----T568A ou T568B----T568B), conforme pode ser verificado na Figura 1.12. Deste modo, os sinais de uma determinada posição do conector estarão presentes na posição correspondente no conector da outra ponta do cabo. Também é conhecido como cabo paralelo.

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Redes de Computadores II FIGURA 1.12 - CABOS DIRETOS Consulte o arquivo desta unidade publicado na
Redes de Computadores II FIGURA 1.12 - CABOS DIRETOS Consulte o arquivo desta unidade publicado na

FIGURA 1.12 - CABOS DIRETOS

Redes de Computadores II FIGURA 1.12 - CABOS DIRETOS Consulte o arquivo desta unidade publicado na

Consulte o arquivo desta unidade publicado na midiateca para visualizar a imagem em cores e ter uma melhor compreensão.

Cruzado – possui um lado do cabo com a terminação T568A e a outra ponta com a terminação T568B. Desse modo são invertidas as posições dos fios que levam os sinais de dados, conforme pode ser observado na Figura 1.13 a seguir. É também conhecido como cabo crossover.

1.13 a seguir. É também conhecido como cabo crossover . Consulte o arquivo desta unidade publicado
1.13 a seguir. É também conhecido como cabo crossover . Consulte o arquivo desta unidade publicado

Consulte o arquivo desta unidade publicado na midiateca para visualizar a imagem em cores e ter uma melhor compreensão.

FIGURA 1.13 - CABO CRUZADO

e ter uma melhor compreensão. FIGURA 1.13 - CABO CRUZADO Mas afi nal, quando cada tipo

Mas afinal, quando cada tipo de cabo UTP (direto e cruzado) é utilizado?

Uma empresa que utiliza um barramento em estrela, um hub ou

switch como equipamento concentrador vai utilizar o cabo direto, não importando se as duas terminações serão T568A ou T568B (o importante é que ambas as pontas do cabo tenham a mesma terminação).

Lembre-se que você já viu esse tipo de barramento na disciplina de Redes de Computadores I!

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Se for necessário ligar dois equipamentos iguais (dois microcomputadores ou dois hubs), será preciso usar o cabo cruzado.

ou dois hubs ), será preciso usar o cabo cruzado. Importante! Agora você já sabe que

Importante!

Agora você já sabe que se precisar ligar dois microcomputadores diretamente pela suas placas de rede, deve usar um cabo cruzado ou crossover. Se você precisar ligar o seu micro a um hub, switch ou mesmo a um modem de banda larga, deve então usar um cabo paralelo ou direto.

A ampla utilização do meio físico metálico nas instalações

existentes, especialmente o par trançado UTP, é em função do seu baixo custo e facilidade de instalação, manuseio e manutenção. Porém é importante observar que é nesse meio que ocorre a atenuação mais forte de sinal e que a distância máxima entre dois pontos é de apenas 100 metros (sem equipamento repetidor).

Seção 4 – Fibra ótica

A utilização da fibra ótica como mídia de comunicação de dados

oferece diversas vantagens importantes quando comparada com o uso do cabeamento baseado em cobre, principalmente sob a ótica de sua baixa atenuação e da grande largura de banda (segundo alguns autores essa largura de banda poderia ser praticamente infinita). Na realidade, as velocidades adotadas não são maiores em função da atual tecnologia dos dispositivos ótico/eletrônicos encarregados da conversão dos sinais digitais em luminosos, também conhecidos como transceptores.

Outra característica fundamental desse meio é não sofrer influência de ruído eletromagnético muito menos gerar esse tipo de interferência, sendo seu uso fortemente indicado em

Redes de Computadores II

ambientes com muito ruído eletromagnético (como é o caso do ambiente de produção de muitas indústrias) e em uso externo, interligando edificações.

Apresenta custos mais elevados quando comparado com o meio metálico em função de sua infra-estrutura, não só os cabos em si, mas também os painéis, conectores, ferramentas e especialmente

os equipamentos transceptores (placas de rede óticas, conversores

de mídia, transceivers, etc.). Porém os custos estão diminuindo

gradativamente à medida que vem aumentando a sua utilização nas instalações, especialmente no backbone da rede, que requer

maior velocidade de comunicação.

Tal como nos meios metálicos, trata-se de um meio “guiado”.

A informação trafega sob forma de luz e fica limitada ao meio

físico, porém, em função de sua baixa atenuação, não apresenta as

mesmas restrições de distância inerentes aos meios metálicos.

Parte central de uma rede que age como caminho principal para o tráfego de dados. Em função de sua maior largura de banda geralmente acaba alimentando outras redes.

A fibra ótica, conforme se observa na figura a seguir, é composta

por um núcleo de vidro produzido a partir da areia (matéria- prima abundante e de baixo custo). É nesse núcleo que flui a luz, conduzindo a informação digital. Em sua volta existe um revestimento interno que tem duas funções: fornecer rigidez mecânica ao núcleo, protegendo-o, e produzir na interface com o núcleo uma camada refletiva que ajuda a conter no núcleo a luz que conduz a informação. Por fora encontramos o revestimento externo, que vai dar a proteção física necessária ao cabo de fibra ótica.

Revestimento ou Buffer Revestimento Interno Núcleo

Revestimento ou Buffer

Revestimento Interno Núcleo

FIGURA 1.14 - CABO DE FIBRA ÓTICA

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Alguns tipos de cabo têm em sua proteção externa material anti-roedor (para evitar que sejam atacados por roedores), alguns têm material próprio para uso subterrâneo (prevenção contra umidade principalmente) e outros para uso aéreo (proteção contra a exposição à luz solar e intempéries). Existe um tipo de cabo que vem munido de um cabo adicional de aço para que tenha sustentação própria quando usado pendurado entre os postes, no uso aéreo.

Alguns cabos de energia elétrica trazem em seu interior a

fibra ótica para comunicação de dados. Como a fibra é imune

à interferência eletromagnética ao lançar uma nova rede de

distribuição de energia a fibra ótica já estaria sendo também instalada.

a fi bra ótica já estaria sendo também instalada. Recentes desenvolvimentos na tecnologia de fi bras

Recentes desenvolvimentos na tecnologia de fibras óticas têm tornado atraente o uso de cabos de fibra ótica de baixo custo e fácil instalação. Esses tipos de cabos, denominados de POF (Plastic Optical Fiber), ao invés de utilizarem o vidro, usam o plástico como o elemento de transmissão no núcleo do cabo, e seus conectores são de fácil manuseio.

Como desvantagens do POF podem ser citadas a redução de

distância e a capacidade de transmissão, quando comparado com

o cabo com núcleo do vidro.

Uma vez que os raios de luz tenham entrado no núcleo da bra, existe um número limitado de caminhos ópticos que podem ser seguidos pela mesma. Esses caminhos ópticos são chamados modos. De acordo com esses caminhos as fibras são classificadas em:

multimodo – quando o diâmetro do núcleo da fibra for suficientemente grande para que existam muitos caminhos nos quais a luz pode se propagar por meio da fibra.

monomodo – a fibra monomodo possui um núcleo muito menor e que só permite que os raios de luz se propaguem ede um modo dentro da fibra.

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Como ocorrem os diferentes caminhos da luz no interior do núcleo da fibra ótica pode ser visualizado na Figura 1.15 a seguir. Já as principais diferenças entre esses dois tipos de fibra são apresentadas no quadro comparativo 1.3 que aparece a seguir.

FIGURA 1.15 - CAMINHOS DA LUZ NAS FIBRAS MONOMODO E MULTIMODO
FIGURA 1.15 - CAMINHOS DA LUZ NAS FIBRAS MONOMODO E MULTIMODO

Os custos da fibra monomodo são maiores porque se trata de núcleo mais fino (os processos de emenda e conexão por fusão exigem então maior precisão) e os equipamentos transceptores são também mais caros por adotarem a tecnologia laser – mais cara que a difundida tecnologia de LEDs –, porém necessários para gerar um único feixe luminoso.

QUADRO 1.3 - COMPARATIVO DAS CARACTERÍSTICAS DAS FIBRAS MONOMODO E MULTIMODO

Monomodo

Multimodo

Um único caminho de luz.

Múltiplos caminhos de luz.

Núcleo pequeno.

Núcleo maior.

Diâmetro do núcleo de 8,3 a 10 mícron.

Diâmetro do núcleo de 50 a 62,5 mícron.

Própria para longas distâncias.

Distâncias não tão longas quanto a monomodo.

Usa o laser como fonte de luz.

Usa led como fonte de luz.

Custo mais elevado que a multimodo.

Custo mais baixo que o monomodo.

Os processos de emenda e conexão devem ser sempre realizados por fusão do núcleo e se não forem bem executados podem ocasionar atenuação de sinal. O procedimento é sempre realizado com equipamentos específicos e de alto custo, principalmente em função da precisão necessária nos processos. A variedade de conectores utilizados é maior, mas os principais estão abaixo relacionados com uma respectiva figura ilustrativa:

Led (Light Emitting Diode –diodo emissor de luz) – é um dispositivo semicondutor que emite luz produzida pela conversão de energia elétrica.

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ST (Straight Tip) – comumente mais usado em velocidades mais baixas (10 Mbps).

ST ( Straight Tip ) – comumente mais usado em velocidades mais baixas (10 Mbps).

FIGURA 1.16 - CONECTOR ST

SC (Subscriber Connector) – pelo manuseio mais fácil tem se tornado o mais popular.

SC ( Subscriber Connector ) – pelo manuseio mais fácil tem se tornado o mais popular.

FIGURA 1.17 - CONECTOR SC

MIC (Medium Interface Connector) – conector padrão das redes FDDI.

 

MT-RJ (Multiple Termination – Registered Jack) – conector que acomoda os dois pares da fibra em um único módulo.

MT-RJ ( Multiple Termination – Registered Jack ) – conector que acomoda os dois pares da

FIGURA 1.18 - CONECTOR MT-RJ

LC (Lucent Connector) – conector muito usado nos módulos SFP (Small Form-Factor Pluggable). Atualmente muito usado.

( Lucent Connector ) – conector muito usado nos módulos SFP ( Small Form-Factor Pluggable ).

FIGURA 1.19 - CONECTOR LC

Para que a informação digital seja transmitida corretamente é sempre necessário ter um par de fibras em cada cabo. Uma fibra é usada para a transmissão de dados e outra para a recepção, ou seja, trata-se de um meio tipicamente full duplex.

Meio com capacidade de transmissão simultânea de dados entre uma estação emissora e outra receptora.

Seção 5 – Meio físico wireless

É importante mencionar que sempre que for possível utilizar os meios guiados nas redes de comunicação e computadores esses devem ser adotados. Quando comparados com os meios não- guiados eles apresentam menor latência, baixo custo e baixa interferência externa.

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Basicamente esses meios usam o processo de transmissão de sinais sob forma de onda eletromagnética, variando o tipo de transmissão de acordo com a freqüência adotada na transmissão.

Temos então a transmissão por satélite, sistemas de comunicação móvel, microondas e infravermelho. comunicação móvel, microondas e infravermelho.

Trataremos dos principais sistemas de comunicação móvel, especialmente telefonia celular, na próxima unidade com maiores detalhes e enfoque para redes de comunicação de dados. A parte específica de WLAN, por sua importância e significativo

crescimento em seu uso, será tratada em outra unidade, um pouco mais adiante no nosso curso.

WLAN (Wireless Local Area Network) são redes locais sem fio, baseadas na norma IEEE 802,11 e suas principais variantes.

Satélite

No Brasil, especialmente pela sua vasta extensão territorial, é um dos meios não-guiados mais conhecidos. O uso de satélites geoestacionários (geosynchronous) tem sido a solução de comunicação em muitas regiões do país, onde os cabos terrestres e submarinos não conseguem chegar. Se por um lado tem uma grande cobertura geográfica, por outro apresenta como desvantagem o retardo na transmissão e o eventual impedimento de comunicação na ocorrência de certos fenômenos naturais. O retardo de meio segundo imposto por alguns satélites é aceitável em telecomunicações, mas pode ser considerado crítico em comunicação de dados.

Entre os satélites de menor retardo e custo existem dois tipos: os LEO ( Low Earth Orbit – distantes aproximadamente entre 600 a 1.600 dois tipos: os LEO (Low Earth Orbit – distantes aproximadamente entre 600 a 1.600 km da terra) e os MEO (Medium Earth Orbit – órbita distante entre 4.000 a 10.000 km).

Salvo alguns pontos geográficos mais distantes, que não estão acessíveis por tecnologias usualmente mais difundidas, a maior utilização da comunicação por satélite é em backbone corporativo.

Unidade 1

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O satélite funciona basicamente como uma estação repetidora

ativa do sinal, recebendo, amplificando e retransmitindo o sinal,

utilizando faixas de freqüências como 4/6 GHz (faixa C), 7/8 GHz (faixa X), 12/14 GHz (Faixa Ku) e 20/30 GHz. Essas bandas são divididas em faixas de freqüência menores, chamadas de transponders, que variam de 36 a 75 MHz. Cada uma dessas faixas possui circuitos amplificadores que tratam e convertem os sinais.

O primeiro satélite de uso comercial foi o Intelsatl , lançado em 1965, também conhecido com “pássaro madrugador” ou “early bird”, que disponibilizou Intelsatl, lançado em 1965, também conhecido com “pássaro madrugador” ou “early bird”, que disponibilizou 240 canais telefônicos entre Europa e Estados Unidos.

Quando se fala de comunicação por satélite, é importante também falar do GPS (Global Positioning System) que utiliza comunicação via satélite para localizar um determinado terminal por triangulação de sinal.

Usando os recursos do GPS é possível obter informações com signifi cativa precisão (dependendo do aparelho e da quantidade de sinais de satélites informações com significativa precisão (dependendo do aparelho e da quantidade de sinais de satélites usados na localização) das coordenadas de um determinado ponto sobre a superfície terrestre, inclusive sua altitude.

O satélite geralmente é unidirecional e, a partir de um aparelho

receptor, é possível estabelecer as coordenadas desse equipamento.

Já existem aparelhos transceptores que informam para uma

central a localização do referido equipamento.

Microondas

As redes que usam as microondas como meio físico permitem transmissão de mais informação por unidade de tempo, pois operam em freqüências mais altas do espectro eletromagnético. No ambiente de rádio normal, a transmissão ocorre em todas as direções (omnidirecional) e sem destino específico (broadcast), a transmissão em microondas é direcional, ponto a ponto.

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Uma característica das microondas é o fato das antenas necessitarem ser localizadas em pontos altos, para evitar que algum objeto fi que ou antenas necessitarem ser localizadas em pontos altos, para evitar que algum objeto fique ou se coloque no trajeto da onda eletromagnética, gerando problemas na transmissão. O termo usado para identificar o espaço sem obstáculos que deve existir entre as duas antenas para que aconteça a comunicação é “visada”.

Caso não seja obtida a “visada”, equipamentos repetidores devem ser instalados. Geralmente transmitem a velocidades de 2 Mbps (ou múltiplos de 2 Mbps) e essa largura de banda permite o compartilhamento do canal, dividindo-o para a transmissão de voz, dados e imagem. Esse tipo de sistema de rádio opera em freqüências nas faixas de 10 GHz, 13 GHz, 15 GHz e 18 GHz.

O sistema é formado por um multiplexador para a conexão de

equipamentos de dados e voz, modem e antena.

Equipamento que permite a transmissão simultânea de vários sinais lógicos por um único canal físico.

Infravermelho

O uso do infravermelho é bastante difundido, especialmente no

ambiente doméstico. Quando escolhemos a cena de um filme

em DVD, quando mudamos o canal que estamos assistindo na televisão ou quando aumentamos o volume de nosso aparelho

de som usando o controle remoto, estamos fazendo uso do

infravermelho.

O sistema de infravermelho usa ondas eletromagnéticas cuja faixa de freqüências está acima das microondas, mas abaixo do espectro de luz eletromagnéticas cuja faixa de freqüências está acima das microondas, mas abaixo do espectro de luz visível. O infravermelho funciona bem em pequenas distâncias, não necessita de antena transmissora e eventualmente pode ser refletido em uma parede. Normalmente apresenta problemas em distâncias maiores ou quando há algum obstáculo físico entre o transmissor e o receptor.

Sua aplicação tem crescido além dos controles remotos, os PDA´s (Personal Digital Assistent), ou aqueles computadores de mão que têm se difundido bastante, usam o infravermelho para se comunicarem entre si ou com alguns notebooks. Esse recurso

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também permite a comunicação de algumas impressoras com computadores sem a necessidade de fios envolvidos. Os aparelhos celulares são outros equipamentos que também vêm dotados dessa interface para descarregar um foto ou mesmo atualizar a agenda de telefones.

A interface infravermelha normalmente é referenciada como

IrDa (InfraRed Dispositive Adapter) e normalmente é voltada para

a comunicação ponto a ponto, não sendo muito comum o seu uso em redes multiponto.

Seção 6 – Padronização de redes

Para que esse processo amplo de interconexão de equipamentos

e redes, tanto de dados como de telecomunicações, possa

funcionar adequadamente em todo o planeta, os padrões acima apresentados são definidos e gerenciados por autoridades internacionais neutras e reconhecidas mundialmente, das quais apresentam-se as mais importantes:

International Telecommunication Union - Telecommunication Standardization Sector (ITU-T), anteriormente chamado de Consultative Committee for International Telegraph and Telephone (CCITT). O CCITT foi formado em 1865 (desde então a preocupação

com padronização). O ITU foi instituído em 1993 a partir do CCITT. É uma organização que desenvolve padrões para telecomunicações e divide-se em três setores principais: radiocomunicação (ITU-R) – regula

a alocação de freqüências de rádio em todo o mundo;

padronização de telecomunicações (ITU-T) – herdeira efetiva do CCITT, possui 200 membros governamentais e

cerca de 500 membros setoriais (principalmente empresas);

e desenvolvimento (ITU-D);

International Organization for Standardization (ISO).

Para saber mais, consulte o conteúdo estudado na disciplina de Redes de Computadores I.

Organização fundada em 1946, responsável por uma grande variedade de padrões, inclusive os relacionados às

Redes de Computadores II

redes. A ISO desenvolveu o modelo de referência OSI, um modelo de referência para redes largamente aceito. É composta por diferentes organizações de padronização como a ANSI (Estados Unidos), BSI (Inglaterra), DIN (Alemanha), AFNOR (França), ABNT (Brasil) e de mais 84 países;

Internet Society (ISOC). Organização internacional sem fins lucrativos, fundada em 1992, que coordena a evolução e o uso da internet. Além disso, a ISOC delega autoridade aos outros grupos relacionados à internet, como por exemplo, IETF, IRTF, etc.;

Internet Engineering Task Force (IETF). Uma força- tarefa que consiste em mais de 80 grupos ativos responsáveis pela criação de padrões para a internet, porém com ênfase em lidar com questões de engenharia a curto prazo. Publica os seus trabalhos sob forma de RFC – Request For Comments, documentos amplamente adotados na internet;

Internet Research Task Force (IRTF). Uma força-tarefa que consiste em mais de 80 grupos ativos responsáveis pela criação de padrões para a internet, porém com enfoque em pesquisa a longo prazo;

Electronic Industries Association (EIA) e Telecommunications Industries Association (TIA). EIA é um grupo que especifica padrões de transmissão elétrica, enquanto que TIA é uma organização que desenvolve padrões relacionados às tecnologias de telecomunicações. Juntas, a EIA e a TIA formalizaram diversos padrões amplamente adotados em redes de computadores;

Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE). Uma organização profissional cujas atividades incluem o desenvolvimento de padrões para comunicações e redes. Os padrões para redes locais do IEEE são atualmente os padrões predominantes e são fruto do Grupo de Trabalho 802;

American National Standards Institute (ANSI). Uma instituição privada norte-americana, destinada a promover os padrões daquele país em nível internacional.

Unidade 1

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Mas afinal, qual a importância efetiva dessas entidades internacionais de padronização?Universidade do Sul de Santa Catarina De nada adianta ter uma boa idéia, desenvolver um processo

De nada adianta ter uma boa idéia, desenvolver um processo ou procedimento que vai revolucionar determinada área tecnológica

se ninguém mais seguir essa idéia. Se ela não for discutida e

padronizada por instituições respeitadas internacionalmente e não ligadas a nenhum grupo de interesse, não terá a aceitação necessária dos fabricantes e, portanto, está fadado a não ser usada.

A exemplo, nas instituições de padronização internacional, é

importante citar o papel da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) no Brasil. Normalmente participa dos comitês de padronização das principais instituições internacionais e é o órgão responsável pelo processo de padronização nacional.

Não esgotamos todas as entidades padronizadoras, à medida que você estudar mais sobre as redes de computadores, você conhecerá mais algumas e suas respectivas áreas de atuação.

Para informações adicionais, ou mesmo um estudo mais aprofundado sobre os padrões e protocolos aqui relacionados ou vistos durante o curso, sugere-se mais aprofundado sobre os padrões e protocolos aqui relacionados ou vistos durante o curso, sugere-se consultar diretamente a respectiva norma.

O subcomitê do IEEE denominado 802 é específico para tratar

de questões relativas a redes locais (LAN) e metropolitanas (MAN). Esse comitê foi subdividido e é responsável por padronizar diversas tecnologias nessa área. O Quadro 1.4 apresenta os comitês do IEEE, sendo que a seguinte simbologia foi adotada para destacar os comitês:

(*) Mais importantes. () Inativos. (†) Desativados.

Redes de Computadores II

QUADRO 1.4 – COMITÊS DO GRUPO 802 DO IEEE

Comitê

Descrição

802.1

Overview and archtecture os LANs.

802.1

()

Logical init control.

802.3

(*)

Ethernet.

802.4

()

Token bus (was briefl y used in manufacturing plants).

802.5

Token ring (IBM´s entry into de LAN world).

802.6

()

Dual queue dua bus (early metropolitan area network).

802.7

()

Technical advisory group on broadband technologies.

802.8

(†)

Technical advisory group on fi ber optic technologies.

802.9

()

Insochronous LANs (for real-time applications).

802.10

()

Virtual LANs and security.

802.11

(*)

Wireless LANs.

802.12

()

Demand priority (Hewlett-Packard´s AnyLAN).

802.13

Unlucky number. Nobody wanted it.

802.14

()

Cable modems (defunct: an industry consortium got there first).

802.15

(*)

Personal area networks (bluetooth).

802.16

(*)

Broadband wireless.

802.17

Resilient packet ring.

Broadband wireless. 802.17 Resilient packet ring. Síntese Nesta unidade você estudou conceitos relacionados

Síntese

Nesta unidade você estudou conceitos relacionados a redes de computadores, especialmente largura de banda digital (bandwidth), largura de banda analógica e throughput.

A largura de banda digital indica a capacidade do meio em transmitir informação por unidade de tempo. A largura de banda analógica indica a freqüência na qual está sendo transmitida a informação e na qual foi medida a largura de banda digital. E, nalmente, o throughput vai indicar a utilização efetiva da largura de banda digital em determinado momento.

Unidade 1

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Em relação aos meios físicos de comunicação você estudou os meios “guiados”, tais como os meios metálicos (cabo coaxial e par trançado) e fibra ótica, e os meios “não-guiados”, que utilizam a atmosfera para a transferência de informações.

Os cabos coaxiais foram os meios metálicos precursores, porém

a sua utilização atualmente fica restrita a aplicações específicas, a algumas redes herdadas ou junto com o provimento banda larga

da TV a cabo.

Os cabos metálicos de fio trançado são os mais utilizados. Temos

o cabo UTP (não-blindado), o cabo STP (blindado) e o cabo

ScTP (semiblindado e geralmente confundido com o blindado).

O cabo UTP é de modo disparado o mais utilizado pela sua

excelente relação custo x benefício associado à facilidade de instalação e manutenção.

A fibra ótica é muito usada em locais com muita interferência

eletromagnética, na ligação entre prédios e em grandes distâncias. Existe a fibra monomodo (um único caminho de luz) e a fibra multímodo (múltiplos caminhos de luz). A fibra monomodo apesar de permitir levar o sinal por distâncias maiores apresenta custo também maior porque usa o laser como dispositivo para gerar o sinal luminoso e em função disso seus equipamentos transceptores acabam apresentando custo mais elevado.

Na transmissão wireless você pôde encontrar a comunicação móvel (celular, e que será vista com detalhes na próxima unidade), o satélite, as microondas, o próprio WLAN (que também será visto mais à frente no curso) e o sinal infravermelho.

Redes de Computadores II

Redes de Computadores II Atividades de auto-avaliação 1. Por que razão os pares de fi os

Atividades de auto-avaliação

1.

Por que razão os pares de fios são trançados em um cabo UTP?

a)

(

)

O trançado torna-o mais fino.

b)

(

)

O trançado torna-o mais barato.

c)

(

)

O trançado reduz os problemas de ruído.

d)

(

)

O trançado permite que 6 pares caibam no espaço de 4 pares.

2.

Que termo é usado para descrever a capacidade máxima de throughput

de um determinado meio de rede?

a)

(

)

TCP/IP.

b)

(

)

Ethernet.

c)

(

)

Largura de banda.

d)

(

)

Protocolo de roteamento.

3.

Quais das seguintes alternativas são partes componentes de um cabo

UTP? (Escolha duas opções)

a)

(

)

Núcleo central.

b)

(

)

Revestimento interno.

c)

(

)

Pares de fio trançado.

d)

(

)

Blindagem.

e)

(

)

Capa externa.

f)

(

)

Buffer.

4.

Como é descrita a largura de banda?

a)

(

)

Bytes por segundo.

b)

(

)

Bits por segundo.

c)

(

)

Megabits por milisegundo.

d)

(

)

Centímetros.

Unidade 1

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Universidade do Sul de Santa Catarina

5. Quais das seguintes alternativas são partes componentes de um cabo de

fibra ótica? (Escolha três opções)

a)

(

)

Malha.

b)

(

)

Núcleo.

c)

(

)

Revestimento interno.

d)

(

)

Blindagem.

e)