Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/ancouradouro-romano-e-descoberto-por-acidente-emlisboa,a44b1d40b8d6d310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.

html 15 de Março de 2013•12h37 • atualizado às 15h46

Ancoradouro romano é descoberto por acidente em Lisboa
Descoberta ajuda a explicar importância de Lisboa na época romana

Descoberta ajuda a explicar importância da

cidade no Império RomanoFoto: Jair Rattner / BBCBrasil.com BBCBrasil.com

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Um ancoradouro da era romana, que permaneceu em uso pelo menos até o século 4º, foi descoberto por acidente em Lisboa durante as obras para a construção de um estacionamento subterrâneo. O sítio arqueológico foi encontrado a cerca de 150 metros da atual margem do Rio Tejo, na Praça D. Luís 1º, no centro da capital de Portugal. Segundo Alexandre Sarrazola, o arqueólogo responsável pelo sítio, a descoberta ajuda a explicar a importância no Império Romano de Olissipo - como Lisboa era chamada na época romana. ''Esse achado prova que Olissipo foi um centro de trocas comerciais com outras províncias do império'', afirma. No antigo ancoradouro foram encontradas peças arqueológicas que vão do século 1 a. C. ao século 4 d. C., produzidas em Portugal, no Norte da África, nos territórios atuais da Espanha, Itália e França. Os arqueólogos acreditam que ainda existe a possibilidade de haver mais vestígios, que se encontrariam sob construções mais recentes.

eram produzidas as ânforas em que o produto era exportado para outras províncias romanas.Mais vestígios Entre as peças mais importantes encontradas no local. em sentido paralelo ao rio. Desde o começo. Escavações As escavações para a construção do estacionamento começaram em julho de 2010. além de ser um centro comercial. Segundo Sarrazola. a obra foi acompanhada pela equipe de Sarrazola. era o local onde se produzia uma das iguarias do Império Romano: o garum . A especialista Marta Lacasta Macedo acredita que a primeira palavra seja a declinação do nome Paupius. No total. um pote para especiarias ou outros condimentos de cozinha quase inteiro e parte de um prato do norte da África. Isto seria uma indicação de que se tratava de uma peça de uso comum. em que apenas a parte superior é vitrificada.feito de entranhas de sardinha fermentadas com condimentos. estão dois fragmentos de cerâmica que tinham o nome do proprietário .lê-se Paupii R.com Há também fragmentos de cerâmica decorada. que teria vindo da atual Espanha. a área do estacionamento é de aproximadamente 80 metros de comprimento por 16 de largura. Arqueólogo diz que peças encontradas dão pistas sobre vida cotidiana nos tempos romanosFoto: Jair Rattner / BBCBrasil. do outro lado do rio. . Os relatos históricos contam que a cidade de Olissipo. ligado à empresa Era-Arqueologia. essas são pistas sobre a vida cotidiana durante esse período. Na região havia várias fábricas de garum e.

há fragmentos de cerâmica decorada vinda da atual EspanhaFoto: Jair Rattner / BBCBrasil.que fez com que ficasse distante da margem atual do rio. incluindo parte do paredão do cais da Casa da Moeda. Apenas em janeiro deste ano foram encontrados os vestígios romanos. que teve grande importância no período posterior à restauração da independência de Portugal. Eles eram de várias épocas.com Os primeiros vestígios arqueológicos foram encontrados nas prospecções exploratórias. usada para virar lateralmente barcos para concertá-los. Estavam debaixo de uma estrutura de madeira de cerca de 300 metros quadrados.Entre as descobertas. que se separou da Espanha no século 17. realizadas em agosto de 2010. e parte do Forte de São Paulo. Sarrazola acredita que pelo fato de os vestígios romanos estarem embaixo dessa estrutura ficaram protegidos do tsunami que se seguiu ao terremoto de 1755 e das movimentações de terra para o aterro do final do século 19 . . do século 18.

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