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OF CONTENTS
Lisboa Guia de Viagem
Sobre Lisboa
A cidade de Lisboa
História
Clima
Distritos
Cultura
Economia
Informações úteis
Compras
Vida noturna
Chegar
Circular
Segurança
Embaixadas
Atividades
Museus e Galerias
Parques e Jardins
Hotéis
Gastronomia
Comer em Lisboa
Cozinha Português
Restaurantes
Imperdível Pontos de interesse
Torre de Belém
Elevador de Santa Justa
Torre Vasco da Gama
Alfama
Castelo de São Jorge
Ponte Vasco da Gama
Mosteiro dos Jerónimos
Praça de D. Pedro IV
Oceanário de Lisboa
Praça de Touros do Campo Pequeno
Cascais
Baixa de Lisboa
Baixa de Lisboa
Praça de D. Pedro IV
Avenida da Liberdade
Praça dos Restauradores
Teatro Nacional D. Maria II
Alfama
Igreja de São Vicente de Fora
Praça do Comércio
Praça da Figueira
Castelo de São Jorge
Sé de Lisboa
Panteão Nacional
Elevador da Bica
Chiado
Chiado
Café A Brasileira
Convento do Carmo
Teatro Nacional de São Carlos
Igreja de Santo António de Lisboa
Igreja da Conceição Velha
Bairro Alto
Bairro Alto
Elevador da Glória
Elevador de Santa Justa
Igreja de São Roque
Palácio de São Bento
Belém
Palácio Nacional de Belém
Torre de Belém
Santa Maria de Belém
Palácio dos Marqueses de Fronteira
Ponte 25 de Abril
Mosteiro dos Jerónimos
Monumento aos Descobrimentos
Praça Afonso de Albuquerque
Museu Nacional dos Coches
Museu Nacional de Arqueologia
Palácio Nacional da Ajuda
Museu Calouste Gulbenkian
Parque das Nações
Parque das Nações
Oceanário de Lisboa
Torre Vasco da Gama
Ponte Vasco da Gama
Estádio José Alvalade
Estádio da Luz
Gare do Oriente
Outras atrações
Santuário Nacional de Cristo Rei
Museu Nacional de Arte Antiga
Praça de Touros do Campo Pequeno
Museu Nacional do Azulejo
Cidades próximas
Fátima
Cascais
Estoril, Cascais
Mafra
Mafra National Palace
Sintra
Convent of the Capuchos in Sintra
Queluz
Évora
Óbidos
Mapas 1
Mapas 2
Mapas 3
Mapas 4
Mapas 5
Mapas 6
Sobre Lisboa


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Sobre Lisboa
Introdução

Lisboa é a capital e a maior cidade de Portugal. É a maior cidade situada mais


a oeste na Europa continental, como também a sua capital mais a oeste e a única
ao longo da costa do Atlântico. Lisboa se estende na Península Ibérica do
Oceano Atlântico e o Rio Tagus, e tem uma população de 547.631 pessoas
dentro de seujs limites administrativos em uma área de 84,8 kilômetros
quadrados (32,7 mi quadrados). A área urbana se estende para além dos limites
administrativos da cidade, com uma população estimada de 2.7 milhões de
pessoas, em uma área de 958 kilômetros quadrados (370 mi quadrados),
tornando-a a área urbana mais populosa da União Europeia. Cerca de 3.035.000
pessoas moram na Área Metropolitana de Lisboa (que representa
aproximadamente 27% da população do país).


Lisboa é reconhecida como uma cidade global devido a sua importância nas
finanças, comércio, mídia, entretenimento, artes, comércio internacional,
educação e turismo. É um dos maiores centros do continente, com um setor
financeiro crescente e um dos maiores portos na costa do Atlântico Europeu. O
Aeroporto Portela de Lisboa atende a mais de 16 milhões de passageiros
anualmente (2013); a rede de autoestradas e o sistema ferroviário de alta
velocidade da Alfa Pendular interliga as cidades principais de Portugal. A cidade
é a sétima mais visitada no sul da Europa, após Instambul, Roma, Barcelona,
Madri, Atenas e Milão, com 1.740.000 turistas em 2009. A região de Lisboa é a
região NUTS II mais abastada em Portugal, a GDP PPP per capita é 26.100
euros (4.7% mais alta que a GDP PPP per capita média da União Europeia). É a
décima área metropolitana mais rica por GDP no continente equivalendo a 110
bilhões de euros e assim €39,375 per capita, 40% mais alta que a GDP per capita
média da União Europeia. A cidade ocupa o 32 lugar em renda bruta mundial. A
maior parte das sedes de suas multinacionais se situam em Lisboa. É também o
centro político do país, como sede do governo e residência do Chefe de Estado.
A sede do distrito de Lisboa e o centro da região NUTS II de Lisboa.

Lisboa é uma das cidades mais antigas do mundo, e a mais antiga da Europa
Ocidental, séculos anterior a outras capitais europeias modernas tais como
Londres, Paris e Roma. Julius Cesar a tornou município de nome Felicitas Julia,
acrescido ao nome Olissipo. Governado por uma série de tribos germânicas do
século 5, foi tomada pelos mouros no século 8. Em 1147, os Cruzados liderados
sob o comando de Afonso Henrique reconquistou a cidade e desde então tem
sido um grande centro político, econômico e cultural de Portugal. Ao contrário
da maioria das capitais, a situação de Lisboa enquanto capital de Portugal nunca
foi oficialmente concedida ou confirmada - por estatuto ou formalização por
escrito. Sua posição enquanto capital foi determinada por convenção
constitucional, sendo declarada como capital de fato na Constituição de Portugal.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Introdução
História

Durante o período neolítico, a região foi habitada pelas tribos pre-célticas, que
construíram monumentos religiosos e funerários, monolitos, dolmenes e
menires, que ainda persistem em áreas periféricas de Lisboa. Os celtas indo-
europeus a invadiram no primeiro milênio a.C, misturando-se à população pré-
indo-europeia, assim originando as tribos locais de fala celta, tais como a
Cempsi.


Descobertas arqueológicas sugerem que houve influências fenícias em 1200
a.C, levando alguns historiadores a crer que um entreposto fenício poderia ter
ocupado o centro da atual cidade (na vertente sul da montanha do Castelo). O
porto coberto no estuário do Rio Tagus era um ponto ideal para o povoamento e
fornecia segurança para promover as viagens dos navios fenícios às Ilhas de Tin
(atuais Ilhas de Scilly) e Cornualha. A nova cidade poderia ter sido denominada
Allis Ubbo, nome fenício para "porto seguro", conforme uma das vária
conjecturas sobre a origem toponímica de Lisboa. Outra conjectura sugere que o
povoamento recebeu o nome da palavra pré-romana para Tagus (Lisso ou
Lucio). O povoamento de Tagus foi também um importante centro de
comercialização com tribos do interior, fornecendo a exportação de metais
valiosos, sal e peixe salgado que eles coletavam, e para a venda dos cavalos
lusitanos famosos na antiguidade. Embora descobertas fenícias do século 8 a.C.
tenham sido realizadas por debaixo da Catedral Sé Medieval, os historiadores
modernos acreditam (16) que Lisboa era um povoado autóctone antigo (oppidum
romano) e que, na maior parte, mantinha relações comerciais com os fenícios
(tendo em conta o descobrimento de cerâmica e artefatos portugueses no local).

O nome Lisboa era escrito Ulyssippo em latim pelo geógrafo Pomponius


Mela, um nativo hispânico. Mais tarde seria referenciada como "Olissippo" por
Pliny, O Velho, e pelos gregos como Olissipo (Ὀλισσιπών) ou Olissipona
(Ὀλισσιπόνα). Conforme a lenda, o local foi denominado por Ulisses, que
fundou o povoamento após deixar Troy, escapando da coalisão grega. Mais
tarde, o nome grego apareceu em latim vulgar, na forma Olissipona.

Era Romana

Após a derrota de Aníbal, durante as guerras Púnicas, os romanos decidriam


despojar Cartagena de suas mais valiosas posses: Hispania (a Península Ibérica).
A derrota das forças cartaginês de Scipio Africanus a leste da Hispania permitiu
a pacificação do lado oeste, liderada pelo Cônsul Decimus Junius Brutus
Callaicus. Decimus aliou-se a Olissipo (enviando homens para lutar ao lado das
legiões romanas contra as tribos celtas noroestes) integrando ao império, como o
Município Cives Romanorum Felicitas Julia. O governo próprio sobre um
território com extensão de 50 quilômetros (31 mi) foi cocnedido às autoridades
locais; exceto as taxas, os seus cidadãos receberam os privilégios da cidadania
romana, e então integrada à província romana de Lusitânia (cuja a capital era
Emerita Augusta).

As revoltas e rebeliões lusitânias durante a ocupação romana necessitavam


construir um muro ao redor do povoamento. Durante o reinado de Augustus, os
romanos tambem construíram um grande teatro; os Banhos Cassianos (abaixo da
Rua da Prata; templos a Júpiter, Diana, Cibele, Tetis e Idea Phrygiae (um culto
incomum da Ásia Menor), além dos templos ao Imperador; uma grande
necrópole sob a Praça da Figueira; um grande forum e outras edificações tais
como as insulae (edificações de apartamentos com mais de um pavimento) na
área entre a Montanha do Castelo e o centro histórico urbano.
A cidade prosperou quando a pirataria foi eliminada e avanços tecnológicos
foram introduzidos já que Felicitas Julia se tornara um centro de comércio com
as províncias romanas da Bretanha (particularmente Cornualha) e Rino.
Economicamente forte, Olissipo era conhecida pelo seu garum (um molho de
peixe altamente recompensadora para as elites do império e exportado em
ânforas para Roma), vinho, sal e ração para cavalos, enquanto a cultura romana
permeava o interior. A cidade era interligada por uma ampla via para as duas
outras grandes cidades da Hispania Ocidental, Bracara Augusta na província de
Tarraconensis (Braga portuguesa) e Emerita Augusta, a capital de Lusitânia
(Mérida, Espanha). A cidade foi governada por um conselho oligárquico
dominado por duas famílias, os Julii e os Cassiae, embora a autoridade regional
fosse administrada pelo Governador romano de Emerita ou diretamente pelo
Imperador Tiberius. Dentre a maioria dos que falavam o Latim, encontrava-se
uma grande minoria de comerciantes e escravos gregos.

Por volta de 80 a.C., o romano Quintus Sertorius liderou uma rebelião contra
o ditador Sulla. Durante este período, ele organizou as tribos de Lusitânia e
Hispania e esteve à beira de formar uma província independente na Guerra
Sertoriana, quando faleceu.

Olissipo, similar a maior parte das grandes cidades no Império Ocidental, foi
um centro de disseminação do Cristianismo. Seu primeiro bispo atestado foi
Potamius (c.356), e houve muitos mártires durante o período de perseguição aos
cristãos: Maxima, Veríssimo e Eulalia de Mérida, são os exemplos mais
significativos. No período da Queda de Roma, Olissipo tinha se tornado um
centro cultural notável.

Após a desintegração do Império Romano, houve as invasões bárbaras; entre


409 e 429 a cidade foi ocupada sucessivamente pelos Sarmatianos, Alanos e
Vândalos. O germânico Suebi, que estabeleceu um reino na Galácia (Galácia
moderna e o norte de Portugal), com sua capital em Bracara Augusta, também
controlou a região de Lisboa até 585. Em 585, o Reinado Suebi foi integrado ao
Reinado Visigótico germânico de Toledo, que englobava toda a Península
Ibérica: Lisboa era então chamada Ulishbona.

Idade Média

Em 6 de agosto de 711, Lisboa foi tomada pelas forças mulçumanas. Estes


conquistadores, em sua maioria Bérberes e Árabes da África do Norte e Oriente
Médio, contruíram muitas mesquitas e casas, reconstruíram o muro da cidade
(conhecida como Cerca Moura) e estabeleceram o controle administrativo,
enquanto permitiam a manutenção dos estilos socio-culturais das diversas
populações (Muladi, Moçárabes, Bérberes, Árabes, Judeus, Zanj e Saqaliba). O
Moçárabe era a língua nativa falada pela maioria da população cristão. O
Islamismo era a religião oficial praticada pelos Árabes, Bérberes, Zanj, Saqaliba
e Muladi (muwalladun); os cristãos podiam guardar a sua religião com situação
de temas dhimmi, e direitos à moradia com o pagamento de impostos jizyah. Em
contrapartida ao pagamento desta sobretaxa, os Cristãos e Judeus eram excluídos
das tarefas específica destinadas aos Mulçumanos, como entrar para o exército
Islâmico, e sua segurança era garantida pelo estado Islâmico, mas por outro lado,
os Cristãos e Judeus eram iguais para os Muçulmanos nos termos das leis de
propriedade, contratos e obrigações.

A influência Mulçumana ainda é presente na Alfama, um antigo bairro de


Lisboa que resistiu ao terremoto de 1755: muitos nomes de lugares derivam do
Arábico e Alfama (o bairro de Lisboa mais antigo) derivou do Arábico "al-
hamma".

Por um curto período, Lisboa foi a cidade principal no Regulo Eslavo de Taifa
de Badajoz, e então uma Taifa independente, Taifa de Lisboa.

Em 1108, a cidade foi tomada pelos cruzados noruegueses liderados por


Sigurd I em seu caminho para a Terra Santa, como parte da Cruzada Norueguesa.
Ela foi tomada pelos Almorávidas mouriscos em 1111.

Em 1147, como parte da Reconquista, os cavaleiros cruzados liderados por


Afonso I de Portugal foi sitiada e reconquistada por Lisboa. A cidade, com cerca
de 154.000 moradores naquele período, retornou ao governo cristão. A
reconquista de Portugal e restabelecimento do Cristianismo é um dos eventos
mais significativos da história de Lisboa, descrito na crônica Expugnatione
Lyxbonensi, que descreve, dentre outros incidentes, como o bispo local foi morto
pelos cruzados e os moradores da cidade rezavam à Virgem Maria durante o
evento. Muitos dos moradores mulçumanos remanescentes foram convertidos ao
Catolicismo Romano por força, ou foram expulsos, e suas mesquitas eram our
destruídas ou convertidas em igrejas. Como resultado, o Árabe falado
gradualmente perdeu o seu espaço na vida diária urbana.

Em uma revolta contra Lisboa em 1189, o califa Almohad, Abu Yusuf Yaqub
al-Mansur, sequestrou 3.000 mulheres e crianças.

Com esta localização central, Lisboa se tornou a capital do novo território


português em 1255. A primeira universidade portuguesa foi fundada em Lisboa
em 1290 pelo Rei Denis I; por muitos anos o Studium Genrale foi
intermitentemente transferido para Coimbra, onde foi instalado
permanentemente no século 16 como Universidade de Coimbra.

Durante os últimos séculos da Idade Média, a cidade expandiu solidamente e


se tornou um importante entreposto com cidades tanto do nordeste europeu
quanto as mediterrêneas.

Primórdios da era moderna

A maior parte das expedições portuguesas da Era do Descobrimento sairam de


Lisboa durante os séculos 15 a 17, incluindo a expedição de Vasco da Gama para
a Índia em 1497. E 1506, 3.000 judeus foram massacrados em Lisboa. O século
16 foi a era de ouro de Lisboa: a cidade foi centro europeu de comércio entre
África, Índia, o Extremo Oriente e mais tarde, Brasil, e adquiriu grandes riquezas
através da exploração de mercados em especiarias, escravos, açucar, tecidos e
outras mercadorias. Este período viu o surgimento do exuberante estilo
arquitetônico manuelino, que deixou sua marca em muitos monumentos do séclo
16 (incluindo a Torre de Belém de Lisboa e o Mosteiro dos Jerônimos, que
foram declarados Patrimônio da Humanidade pela UNESCO). No século 16,
Damião de Góis descreveu Lisboa e publicado em 1554.

Portugal perdeu sua independência para a Espanha, após a crise de sucessão


em 1580, iniciando um período de sessenta anos de dupla monarquia em
Portugal e Espanha, sob o controle ds Habsburgos espanhois. Isto é referido
como "Domínio Filipino), já que todo os três reis espanhois durante aquele
período eram chamados Filipe. A Guerra de Restauração Portuguesa, que
começou com um coup d´etat organizado pela nobreza e burguesia em Lisboa e
executada em 1 de dezembro de 1640, restaurou a independência portuguesa. O
período de 1640 a 1668 foi marcado pelos conflitos periódicos, entre Portugal e
Espanha, como também curtos episódios da mais séria batalha, até a assinatura
do Tratado de Lisboa, em 1688.

Nos primórdios do século 18, o ouro do brasil possibilitou que o Rei João V
patrocinasses a construção de várias igrejas e teatros barrocos na cidade.
Anterior ao século 18, Lisboa tem experimentado vários terremotos
significativos - oito no século 14, cinco no século 16 (incluindo o de 1531 que
destruiu 1.500 casas e o de 1597, onde três ruas desapareceram), e três no século
17. Em 1 de novembro de 1755, a cidade foi destruída por outro terremoto
devastador, que matou de 30.000 a 40.000 moradores de uma população
estimada em 200.000 a 275.000, e destruiu 85% das estruturas urbanas. Dentr
várias edificações importantes urbanas, o Palácio Ribeira e o Hospital Real de
Todos os Santos se perderam. Nas áreas litorâneas, tais como Penich, situada em
cerca de 80 km (50 mi) ao norte de Lisboa, muitas pessoas foram mortas após o
tsunami. Em Setúbal, 30 km (19 mi) ao sul de Lisboa, as águas chegaram ao
primeiro piso (segundo andar, nos EUA) das edificações. A destruição foi tão
grande também no Algarve, ao sul de Portugal, onde o tsunami desmantelou
algumas fortalezas litorâneas e, nas partes inferiores, desestruturou muitas
residências. Em alguns lugares as ondas atingiram mais de 30 m (98,43 pés).
Quase todas as cidades e vilas litorâneas do Algarve foram fortemente
danificadas, exceto Faro, protegida pelos bancos de areia. Em Lagos, as ondas
alcançaram o topo dos muros da cidade. Para muitas regiões costeiras
portuguesas, os efeitos da destruição do tsunami foram mais desastrosos que
aqueles próprios do terremoto.

Em 1755, Lisboa era uma das maiores cidades na Europa; o evento


catastrófico chocou toda a Europa e deixou uma profunda impressão em sua
mente coletiva. No sudoeste da Espanha, o tsunami causou danos à Cádiz e
Huelva, e as ondas penetraram no Rio Guadalquivir, chegando à Sevilha. Em
Gilbratar, o mar subiu de repente a certca de dois metros. Em Ceuta, o tsunami
foi forte, mas no Mar Mediterrâneo, rapidamente arrefeceu. Por outro lado,
causaou grande prejuízo e perdas na costa ocidental de Marrocos, do Tangier,
onde as ondas chegaram às fortificações muradas da cidade, a Agadir, onde as
águas emergiram os muros, matando muitos. O tsunami também alcançou a
Cornualha, na Inglaterra, Grã Bretanha (atual Inglaterra, Reino Unido), na altura
de 10 pés. Ao longo da costa da Cornualha, o oceano rapidamente se tornaram
vasta ondas, então rapidamente também diminuiram. Um tsunami de dois metros
também atingiram Galway, na Irlanda, e causou considerável dano a seção do
Arco Espanhol do muro da cidade. Voltaire escreveu um longo poemam Poême
sur le désastre de Lisbonne, logo após o tremor, e o mencionou em seu romance
Candide, de 1857 (de fato, muitos argumentam que esta crítica de otimismo foi
inspirada por aquele terremoto). Oliver Wendell Holmes, Sr. também o menciona
em seu poema A Obra-prima do Diácono, de 1857, ou O Maravilhoso One-Hoss
Shay". Na cidade de Cascais, cerca de 30 km (19 mi) a oeste de Lisboa, as ondas
quebraram vários barcos e quando o vento acabou muitos trechos do fundo do
mar foram descobertos.

Após o terremoto de 1755, a cidade foi amplamente reconstruída conforme os


planos do Primeiro Ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, o primeiro
Marquês de Pombal; a torre inferior começou a ser conhecida como Baixa
Pombalina (o bairro central pombalino). Ao invés da reconstrução da cidade
medieval, Pombal decidiu demolir o que restara após o terremoto e reconstruiu o
centro urbano conforme os princípios do planejamento urbano moderno. Foi
reconstruída em um plano retangular aberto com duas grandes praças: a Praça do
Rossio e a Praça do Comércio. O primeiro, o bairro comercial central, é o
tradicional ajuntamento da cidade e localização de antigos cafés, teatros e
restaurantes; a segunda se tornou o principal acesso urbano ao Rio Tagus e ponto
de embarque e chegada de naus, adornada por um arco triunfal (1873) e
monumento ao Rei José I.

Modernismo Tardio e Contemporâneo

Nos primeiros anos do século 19, Portugal foi invadida pelas tropas de
Napoleão Bonaparte, forçando a Rainha Maria I e o Príncipe-Regente João
(futuro João VI) a deixar o Brasil temporariamente. Quando o novo Rei retornou
a LIsboa, muitas das edificações e propriedades foram saqueadas ou destruídas
pelos invasores.

Durante o século 19, o movimento liberal introduziu novas mudanças na


paisagem urbana. As áreas principais estavam na Baixa e ao longo do Bairro
Chiado, onde lojas, tabacarias, cafés, livrarias, clubes e teatros proliferavam. O
desenvolvimento da indústria e o comércio determinava o crescimento da
cidade, estendendo-se ao norte ao longo da Avenida da Liberdade (1879),
distanciando-se do Rio Tagus.

Lisboa foi local do regicídio de Carlos I de Portugal em 1908, um evento que


culminou dois anos mais tarde com a República Primeira.

A cidade novamente fundou a sua universidade em 1911, após séculos de


inatividade em Lisboa, incorporando antigas universidades reformadas e outras
escolas de ensino superior não universitárias da cidade (tais como a Escola
Politécnica - agora Faculdade de Ciências). Hoje há duas universidades públicas
na cidade (Universidade de Lisboa e Nova Universidade de Lisboa), um instituto
universitário público (O Instituto Universitário de Lisboa0 ISCTE) e um instituto
politécnico (Instituto Politécnico de Lisboa - IPL).

Duarante a Segunda Guerra Mundial, Lisboa foi um dos poucos portos abertos
do Atlântico Europeu, uma grande porta para refugiados para os EUA e um
refúgio para espiões. Mais de 100.000 reugiados puderam deixar a Alemanha
nazista através de Lisboa.

Durante o regime Estado Novo (1926-1974), Lisboa se expandiu na costa de


outros distritos dentro do país, resultando em projetos nacionalistas e
monumentais. Novos desenvolvimentos residenciais e públicos foram erigidos; a
zona de Belém foi modificada para a Exposição Portuguesa de 1940, enquanto
ao longo da periferia novos bairros apareciam para acolher a crescente
população. A inauguração da ponte sobre o Tagus permitiu rápida conexão entre
ambos os lados do rio.

Lisboa foi palco das três revoluções no século 20. A primeira, em 5 de outubro
de 1910, trouxe um final para a monarquia portuguesa e estabeleceu a altamente
instável e corrupta Primeira República. A de 6 de junho de 1926, veria o final da
primeira república e firmemente estabelecer o Estado Novo, ou a Segunda
República Portuguesa, como regime de governo. A última revolução, a
Revolução dos Cravos, aconteceria em 25 de abril de 1974 e acabaria com a ala
direita do Estado Novo, reformando o país enquanto atual Terceira República
Portuguesa.

Na década de 1990, muitos dos bairros foram renovados e projetos nos bairros
históricos para a modernização daquelas áreas foram implementados; edificações
arquitetônicas e patrimoniais foram recuperadas; a margem norte do Tagus foi
novamente proposto para lazer e residencial; a Ponte Vasco da Gama foi
construída; e a parte oriental do município foi novamente proposta para a Expo
98, a fim de comemorar o 500 aniversário da viagem marítima de Vasco da
Gama para a Índia, um viagem que traria imensas riquezas a Lisboa e causaria a
construção de muitos marcos em Lisboa.

Em 1988, um incêndio no bairro histórico de Chiado viu a destruição de


muitas edificações pombalinas do século 18. Uma série de obras de restauração
trouxe a área de volta ao seu estado normal e o tornou um bairro para compras
de alto nível.

A Agenda de Lisboa foi um acordo da União Europeia com medidas para


revitalizar a economia, firmado em Lisboa, em março de 2000. Em outubro de
2007, Lisboa sediou a Reunião Europeia de 2007, onde se chegou a um acordo
sobre um novo modelo de governo europeu. Resultou no Tratado de Lisboa,
assinado em 13 de dezembro de 2007 e passou a vigorar em 1 de dezembro de
2009.

Lisboa tem sido a sede para muitos eventos e programações internacionais.


Em 1994, Lisboa foi a Capital Europeia da Cultura. Em 3 de novembro de 2005,
Lisboa sediou a Premiação da Música Europeia MTV. Em 7 de julho de 2007,
Lisboa realizou a cerimônia de eleição das "Novas 7 Maravilhas do Mundo", no
Estádio Luz, com transmissão ao vivo para milhões de pessoas em todo o
mundo. A cada dois anos, Lisboa sedia o festival de música Rock in Rio Lisboa,
um dos maiores do mundo.

Lisboa sediou a Reunião da NATO (19 a de novembro de 2010), um reunião


de cúpula que é reconhecida como oportunidade periódica para os Chefes de
Estado e Chefes de Governo dos países membros do NATO avaliarem e
fornecerem direção estratégica para atividades de parceria.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | História
Clima

Lisboa desfruta de um clima subtropical mediterrâneo (calssificação climática


Köppen: Csa) com invernos suaves e verões mornos a quentes. Dentre todas as
metrópolis na Europa, tem os invernos mais quentes, com temperaturas médias
de 15 °C (59 °F) durante o dia e 8 °C (46 °F) a noite de dezembro a fevereiro. A
estação do verão típico dura cerca de seis meses, de maio a outubro, embora
também em novembro, março e abril algumas vezes tenha temperaturas de cerca
de 25 °C (77,0 °F).


A tempratura média anual é de 21,5 °C (70,7 °F) durante o dia e 13,5 °C (56,3
°F) a noite. A temperatura marinha média é de 17,5 °C (63,5 °F).

No mês mais frio – janeiro – a alta temperatura durante o dia tipicamente varia
de 11a 18 °C (52 a 64 °F), a baixa temperatura noturna varia de 3 to 13 °C (37 a
55 °F) e a temperatura marítima média é de 15 °C (59 °F). No mês mais quente–
Agosto – a alta temperatura durante o dia tipicamente varia de 26 a 35 °C (79 a
95 °F), a baixa temperatura noturna varia de 17 a 22 °C (63 a 72 °F) e a
temperatura marítima média é de 20 °C (68 °F).

Geralmente, o verão dura cerca de 6 meses, de maio a outubro. Três meses -


março, abril e novembro - são de transição; algumas vezes a temperatura passa
dos 25 ºC (77 ºF), com temperatura média nestes três meses de 18,9 ºC (66 ºF)
durante o dia e 12,0 ºC (53,6 ºF) a noite. Dezembro, janeiro e fevereiro são os
meses mais frios, com temperatura média de 15,5 ºC (59,9 ºF) durante o dia e 8,9
ºC (48,0 ºF) a noite.

Dentre todas as metrópoles (junto com Valência) e capitais (junto com Malta)
na Europa, Lisboa tem o inverno mais quente, e as temperaturas mais frescas a
noite na Europa: das mais quentes no inverno - varia de 8,3 ºC (46,9 ºF) no mês
mais frio, e confortável de 18,6 C (65,5 ºF) no mês mais quente.

As chuvas caem no inverno, e os verões são geralmente secos. Por ano, as


horas de sol são de aproximadamente 2.800, de uma média de 4,6 horas de
duração, em dezembro a uma média de 11,4 horas de duração ao dia, em julho.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Clima
Distritos

Localmente, os habitantes de Lisboa comumente podem se referir aos espaços


de Lisboa em termos de de bairros históricos. Estas comunidades não possuem
limites definidos e representam bairros distintos da cidade que têm am comum
um cultura histórica, padrões de vida similares, e sítios arquitetônicos que os
identificam, como por exemplo o Bairro Alto, Alfama, Chiado e assim por
diante.

Alcântara

Embora hoje bem centralizado, uma vez foi apenas um subúrbio de isboa,
compreendendo muitas das fazendas e quintas da nobreza com os seus palácios.
No século 16, houve um arroio no qual os nobres passeavam em seus barcos.
Durante o final do século 19, Alcântara se tornou uma área industrial popular,
com muitas fábricas e armazéns pequenos.


Nos primórdios da década de 1990, Alcântara rejuvenesceu por causa dos
inúmeros pubs e discotecas. Isto de deu principalmente a predominância de
edificações comerciais na área externa, que faziam o papel de barreiras à vida
noturna ruidosa (agindo como um amortecedor para as comunidades residenciais
circunvizinhas). Enquanto isto, algumas destas áreas começaram a gentrificar,
atraindo muitos empreendimentos e novos edifícios de apartamentos, que têm
lucrado devido às paisagens ribeirinhas e localização centrall.

Alafama

O mais antigo bairro de Lisboa se expande abaixo do desfiladeiro sul do


Castelo de São Jorge que chega ao Rio Tagus. Seu nome, derivado do árabe Al-
hamma, significa fontes ou banhos. Durante a invasão islâmica na Ibéria, Alfama
constituía a maior parte da cidade, estendendo-se a oeste para o Bairro Baixa.
Desenvolvendo-se, Alfama se tornou moradia para pescadores e pessoas
carentes: sua fama continua até hoje. Enquanto o terremoto de 1755 causava
considerával prejuízo pela capital, Alfama permanecia resistente, graças ao
compacto labirinto de ruas estreitas e praças pequenas.É um bairro histórico com
edificações de uso misto abrigando bares de Fado, restaurantes, e casas com
pequenas lojas no térreo. Modernizações têm revigorado o bairro: antigas casas
têm ganho novos usos e remodelações, enquanto novas edificações têm sido
construídas. O Fado, o estilo musical português melancólico, é comum nos
restaurantes ,locais.

Mouraria

Mouraria, um bairro mourisco, é um dos mais tradicionais de Lisboa, embora


a maioria de suas antigas edificações tenham sido demolidas pelo Estado Novo,
entre as décadas de 1930 e 1970. Recebeu o nome devido ao fato de que após a
reconquistas de Lisboa, os mulçumanos tenham se confinado nesta parte da
cidade. Por sua vez, os judeus foram confinados em três bairros, cahamdos
Juderías.

Bairro Alto

É uma área central de Lisboa, que funciona como zona residencial, de


compras e entretenimento; é o centro da vida noturna da capital portuguesa,
atraindo jovens modernos e membros de várias subculturas musicais. Tribos
punk, gays, metais, góticas, hip hop e reggae se ambientam no bairro, onde seus
muitos clubes e bares os atendem. As multidões do Bairro Alto é uma mistura
multicultural de pessoas representando uma ampla cross-section da moderna
sociedade portuguesa, muitos deles buscando entretenimento e fãs de vários
gêneros não principais, ainda o fado, a música nacional portuguesa, ainda
sobrevivendo no meio da atual vida noturna.

Baixa

O coração da cidade é a Baixa ou centro da cidade; a Baixa Pombalina é um


bairro elegante, primariamente construído após o terremoto, recebendo o nome
de seu benfeitor, primeiro Marquês do Pombal, Sebastião José de Carvalho e
Melo, que foi o ministro de José I de Portugal (1750-1777) e uma figura chave
durante o Iluminismo português. Após o desastre de 1755, Pombal liderou a
reconstrução de Lisboa, impondo condições estritas e orientações para a
construção da cidade, e a transformação do plano viário orgânico, que
caracterizava o bairro antes do terremoto, no atual modelo em grelha. Os
modelos arquitetônicos foram testados através de tropas marchando ao seu redor
para simular um terremoto. As características notáveis das estruturas pombalinas
incluem a gaiola pombalina, uma estrutura simétrica treliçada destinada a
distribuir as forças do terremoto, e paredes enterradas que eram construídas em
nível superior aos madeiramentos do telhado para inibir a disseminação de
incêndios.

Belém

É famoso como o lugar de onde muitos dos grandes exploradores portugueses


partiram em suas viagens de descobrimento. Em particular, é o local de onde
Vasco da Gama partiu para a Índia em 1497 e Pedro Álvares Cabral, para o
Brasil, em 1499. Também é uma antiga residência real e destaca o Palácio Real
do século 17-18, agora ocupado pelo Presidente de Portugal, e o Palácio Ajuda,
iniciado em 1802, mas nunca concluído.

Talvez a característica mais famosa de Belém seja a sua torre, Torre de Belém,
cuja a imagem é muito usada para portais turísticos. A torre foi construída como
um farol fortificado, em fins do reinado de Dom Manuel I (1515-1520), para
guardar a entrada ao porto. Fica em uma pequena ilha do lado direito do Tagus,
cercada de água. A edificação mais histórica de Belém é o Mosteiro dos
Jerônimos, onde a construção da Torre de Belém se destinou em parte a defendê-
lo. A característica moderna mais notável de Belém é o Padrão dos
Descobrimentos, construído para a Feira Mundial Portuguesa, em 1940. No
coração de Belém fica a Praça do Império: jardins centralizados sobre uma
grande fonte, instalada durante a Segunda Guerra Mundial. A oeste dos jardins,
fica o Centro Cultural de Belém. Belém é um dos bairros mais visitados de
Lisboa.

Chiado

Chiado é uma área de compras tradicional que mistura estabelecimentos


comerciais antigos e modernos, concentrados especialmente na Rua do Carmo e
Rua Garret. Tanto nativos quanto turistas visitam Chiado para comprar livros,
roupas e cerâmico como também tomar um café. O café mais famoso de Chiado
é A Brasileira, famoso por ter tido dentre os seus clientes o poeta Fernando
Pessoa. Chiado também é uma área cultural importnte, com vários museus e
teatros, incluindo a ópera. Muitas edificações de Chiado foram destruídas em um
incêndio em 1988, um evento que chocou profundamente o país. Graças ao
projeto de renovação que perdurou por mais de 10 anos, coordenado pelo célebre
arquiteto Siza Vieira, a área afetada agora está praticamente recuperada.

Estrela

A ornada Basílica Estrela, de fins do século 18, é a atração principal deste


bairro. A igreja com sua grande cúpula se situa em uma montanha que no
período era a parte ocidental de Lisboa e poder ser avistada de grandes
distâncias. O estilo pe similar àquele do Palácio Nacional Mafra, baroco tardio e
neoclássico. A fachada tem dois campanários e inclui estátuas de santos e
algumas figuras alegóricas. O Palácio de São Bento, a sede o parlamento
português e residências oficiais do Primeiro Ministro de Portugal e do Presidente
da Assembléia da república de Portugal, localizam-se neste bairro.

Parque das Nações

O Parque das Nações é o bairro mais novo em Lisboa, que emergiu de um


programa de renovação urbana direcionada à Exposição Mundial de Lisboa,
1998, também conhecida como Expo´98. A área sofreu mudanças substanciais,
dando ao Parque da Nações um visual futurista. Sendo um legado duradouro, a
área tem se tornado comercial e de alto padrão residencial para a cidade. Na
parte central está a Gare do Oriente (Estação Ferroviária Oriente), um dos
centros principais de transportes para trens, ônibus, táxis e o metrô. As suas
colunas em vidro e aço são inspiradas pela arquitetura gótica, emprestando a
toda a estrutura uma fascinação visual (especialmente sob a luz solar ou quando
iluminado à noite). Foi projetado pelo arquiteto Santiago Calatrava de Valência,
Espanha. Do outro lado da rua, na Galeria Vasco da Gama, está Parque das
Nações, local da Expo Mundial 1998.

A área favorece os pedestres com novas edificações, restaurantes, jardins, o


Cassino Lisboa, o edifício FIL (Exposição e Feira Internacional), o Teatro
Camões, como também o Oceanário de Lisboa, o segundo maior do mundo. O
MEO Arena do bairro tem se tornado área para apresentações pau para toda
obra. Acomodando 20.000 pessoas sentadas, tem dado lugar a eventos, de
concertos a torneios de basquetebol.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Distritos
Cultura

A cida de Lisboa é rica em arquitetura; pode-se encontrar por toda Lisboa


construções românica, gótica, manuelina, barroca, moderna e pós-moderna. A
cidade é também cruzada por boulevards e monumentos ao longos das vias
principais, particularmente nos bairros das áreas mais elevadas; dentre estes,
destacam-se a Avenida da Liberdade, Avenida Fontes Pereira de Melo, Avenida
Almirante Reis e Avenida da República.

Há vários museus substanciais que todos podem visitar na cidade. Os mais


famosos são o Museu Naciona de Arte Antiga, o Museu Nacional do Azulejo, o
Museu Calouste Gulbenkian, contendo coleções variadas de arte moderna e
contemporânea, o Museu Nacional do Traje e da Moda, e o Museu da Coleção
Berardo (Arte Moderna) no Centro Cultural Belém, o Museu da Eletricidade
(Museu da Eletricidade), o Museu Naciopnal dos Coches (contendo a maior
coleção de coches reais do mundo), o Museu de Farmácia, o Museu Naciona da
História e Ciência Natural, Mudeu do Oriente, o Museu do Teatro Romano e o
Museu da Cidade de Lisboa.
A Casa de òpera de Lisboa, o Teatro Nacional de São Carlos, sedia uma agnda
cultural relativamente ativa, principalmente no outono e inverno. Outros teatros
e casas de música importantes são o Centro Cultural Belém, o Teatro Nacional
D. Maria II, a Fundação Gulbenkian e o Teatro Camões.

O monumento a Cristo Rei está na margem sul do Rio Tagus, em Almada.


Como os braços abertos, avistando toda a cidade, assemelha-se ao Corcovado,
no Rio de Janeiro, e foi construído após a Segunda Guerra Mundial, como um
memorial de ação de graças pelo livramento de Portugal em relação aos horrores
e destruição da guerra.

Dia 13 de junho é um feriado que homenageia o santo da cidade, Antônio de


Lisboa. Santo Antônio, também conhecido como Santo Antônio de Pádua, foi
um rico boêmio, que foi canonizado e se tornou Doutor da Igreja, após uma vida
de pregação aos pobres. Ironicamente, embora o padroeiro de Lisboa seja São
Vicente de Saragossa, cujos os restos mortais estão na Catedral da Sé, não há
festividades associadas a este santo.

O Parque Eduardo VII, o segundo maior parque na cidade, após o Parque


Florestal de Monsanto, estende-se abaixo da avenida principal (Avenida de
Liberdade), com muitas plantas florais e espaços verdes, que inclui a coleção
permanente de plantas subtropicais e tropicais no jardim de inverno (em
português: estufa fria). Originalmente denominada Parque da Liberdade, foi
renomeado em homenagem a Eduardo VII da Inglaterra, que visitara Lisboa em
1903.

Lisboa anualmente sedia o Festival de Cinema Gay & Lésbicas, a Lisboarte, o


DocLisboa - Festival de Internacional de Documentários de Lisboa, a Feira de
Arte Contemporânea de Lisboa, o Festival dos Oceanos, o Festival Internacional
de Órgãos de Lisboa, o MOTELx - Festival de Cinema de Horror Internacional
de Lisboa, o Festival Village de Lisboa, o Festival Internacional de Máscaras e
Comediantes, o Festival Mundial de Mágicos de Rua, a Monstra - Festival de
Animação, a Feira de Livros de Lisboa, O Peixe em Lisboa - Peixes e Sabores de
Lisboa, a Exposição Internacional de Artesanato de Lisboa, a Maratona de
Fotografia de Lisboa, a IndieLisboa - o Festival Internacional de Cinema
Independente, o Festival Alkantaca, o Festival Temps d´Images e o Festival Jazz
em Agosto.

Lisboa possui duas ag~encias na União Europeia: O Centro de Monitoramento


Europeu para Viciados em Drogas (EMCDDA) e a Agência de Segurança
Marítima Europeia (EMSA). Chamada a "Capital do Mundo Lusófono", a
Comunidade de Países de Língua Portuguesa tem ali sua sede, no Palácio dos
Condes de Penafiel.

Lisboa possui dois sítios listados pela UNESCO como Patrimônio da


Humanidade: a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos. Ademais, em 1994,
Lisboa foi a Capital Europeia da Cultura e em 1998 organizou a Expo ´98 (a
Exposição Mundial de Lisboa 1998).

Lisboa tem sido a sede para o Rock in Rio Lisbo, um dos maiores festivais
pop-rock do mundo. Os eventos anuais de música popular dentro da área
metropolitana incluem o Optimus Alive! e festivais Super Bock Super Rock.

Lisboa também sedia o Triênio de Arquitetura de Lisboa, a Lisboa Moda, a


ExperimentaDesign - B ienal de Design e LuzBoa - Bienal de Luminotécnica.

Além disso, a calçada em mosaico português nasceu em Lisboa, na metade da


década de 1800. A arte desde aí tem se expandido para o resto do mundo de fala
portuguesa. A cidade mantém um dos mais expansivos exemplos da técnica,
quase todos os passeios e ainda muitas ruas foram criadas neste estilo e o
preservam.

Em termos de cidades portuguesas, Lisboa foi considerada a cidade mais


vibrante em uma pesquisa sobre condições de vida publicada anualmente pelo
Expresso.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Cultura
Economia

A região de Lisboa é a mais rica em Portugal e bem acima da média do PIB da


União Europeia - produz 45% do PIB português. A sua economia se baseia
primariamente no setor terciário. A maior parte das sedes multinacionais operam
em Portugal concentrando-se na Subregião Grande Lisboa, especialmente no
município de Oeiras. A Área Metropolitana de Lisboa é fortemente
industrializada, especialmente na margem sul do Rio Tejo.

A região de Lisboa cresce rapidamente, e a cada ano é maior o seu PIB:


€22,745 (2004)– €23,816 (2005) – €25,200 (2006) – €26,100 (2007). A área
metropolitana de lisboa tinha um PIB total de $95.2 bilhões de dólares e $31.454
per capita.

O principal porto do país, que possui um dos maiores e mais sofisticados


mercados regionais na Península Ibérica, Lisboa e suas circunzinhanças muito
populosas também estão se desenvolvendo como importante centro financeiro e
centro tecnológico dinâmico. Fabricantes de automóveis têm construído fábricas
em subúrbios, por exemplo , a AtoEuropa.
Lisboa possui o maior e mais desenvolvido setor de mídia de Portugal, e
abriga várias empresas do ramo, da rede líder de televisão e estações de rádio a
grandes jornais.

A Bolsa de Valores Euronext Lisbon, parte da sistema pan-europeu Euronext


junto às bolsas de valores de Amsterdã, Bruxelas e Paris, é associada à Bolsa de
Valores de Nova Iorque desde 2007, formando o grupo multinacional Euronext
NYSE de bolsas de valores.


A indústria de Lisboa tems setores muit amplos em petróleo, como as
refinarias; logo atravessando o Rio Tejo, há fábricas de tecidos, estaleiros e
pesca.

Antes da crise da dívida soberana de Portugal e um plano de resgate EU-IMF,


Lisboa esperava receber em 2010 muitos fundos de investimento estaduais,
incluindo a construção de um novo aeroporto, uma nova ponte, uma expansão de
30 km (18,64 mi) no subsolo, a construção de um mega hospital (ou hospital
central), a criação de duas linhas de uma TGV para conectar-se com Madri,
Porto, Vigo e o resto da Europa, a restauração de parte principal da cidade (entre
a giratória Marquês de Pombal e Terreiro do Paço), a criação de uma grande
número de ciclovias, como também modernização e renovação de várias
instalações.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Economia
Informações úteis


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Informações úteis
Compras

As lojas abrem um pouco mais tarde que outros locais na Europa, usualmente
09h30-22h, e o intervalo de almoço pode ser bem longo, usualmente 13h-15h.

Você pode comprar um Cartão de Compras de Lisboa (46), que dá a você


descontos de 5% a 20% em cerca das 200 maiores lojas em Baixa, Chiado e Av.
Liberdade por um período de 24 horas (o cartão custa 3.70 euros) ou 72 horas (o
cartão custa 5.70 euros).


Ruas comerciais

Baixa: Da Praça do Comércio (aka Terreiro do Paço) até o Restauradores, a


Baixa é um bairro comercial antigo na cidade. Inclui a Rua Augusta para
pedestres que detem lojas turísticas para visitantes em massa mais monótonas, e
várias cadeias europeias de lojas de vestuário como Zara, H&M, Campers.

Chiado: sede inúmeras lojas independentes e serviços e marcas bem


conhecidas tais como Hugo Boss, Vista Alegre, Tony & Guy, Benetton, Sisley,
Pepe Jeans, Levi´s e Colcci. A área também fervilha com cafés, restaurantes,
livrarias e uma área comercial "Armazéns do Chiado".

Avenida da Liberdade: Lous Vuittonm Calvin Klein, Timberland, Massimo


Dutti, Armani, Burberrys e Adolfo Dominguez são apenas algumas das lojas que
você encontrará ao atravessar esta avenida, que não é apenas uma das mais
amplas e belas da cidade, mas também uma das mais modernas com hoteis e
restaurantes ostensivos.

Galerias

Enquanto a maior parte são fechadas aos domingos, muitas galerias


funcionam nos 7 dias da semana. Elas usualmente abrem aproximadamente as
09h30 e fecham as 23h ou meia noite, embora os cinemas dentro delas
usualmente funcionam em sessão tardia começando após a meia noite.

Centro Comercial Colombo, Av. Colégio Militar (Metrô: Tome a Linha Azul
para o Colégio Militar/Estação Luz), ☎ +351 (21) 771 36 36, 09h-meia noite.
Uma das maiores galerias da Europa, este complexo de compras e laser também
abriga dezenas de restaurantes, boliche, academia de ginástica, cinema
multiplex, com parque de diversões incluindo uma montanha russa, e uma pista
de kart.

Armazéns do Chiado, Rua do Carmo 2 (Metrô: Estação Baixa-Chiado), uma


galeria massiva que reúne uma multidão de jovens profissionais para livros, CDs
e DVD.

Centro Comercial Colombo, Av. Colégio Militar (Metrô: Tome a Linha Azul
para o Colégio Militar/Estação Luz), ☎ +351 (21) 771 36 36, 09h-meia noite.
Uma das maiores galerias da Europa, este complexo de compras e laser também
abriga dezenas de restaurantes, boliche, academia de ginástica, cinema
multiplex, com parque de diversões incluindo uma montanha russa, e uma pista
de kart.

Centro Comercial Amoeiras, Av. Eng. Duarte Pacheco (Metrô: Estação


Marquês de Pombal), a galeria mais antiga da cidade nas cadeias internacionais
de moradia em torres pós-modernas vistosas.

El Corte Inglés
Av. António Augusto Aguiar, 413 (Metrô: Estação São Sebastião), Grande loja
de departamento com cinema e supermercado, um pouco cara mas com items de
boa qualidade. editar

Dolce Vita Tejo

Avenida Cruzeiro Seixas, Amadora (Metrô: Tome a Linha Azul para a Estação
Amadora, e o ônibus a partir dali já que a galeria é bem mais longe se
caminhando), Um dos maiores Shopping Malls da Europa.

Roupas

Ramos & Silva / Ótica do Chiado (Cadeia André Óticas), Rua Garret 63/65, ☎
+351 213 264 000, 10-19 ? Segunda-Sábado. Uma boa seleção de modelos de
óculos de uma dúzia de marcas (Lindberg, DSquareD etc).

Souvenirs não convencionais

Rua Anchieta

Chiado, 11, fone++351 21 346 50 73 (avidaportuguesa@gmail.com), produtos


e marcas nostálgicas e vintage.

Azulejo artesanal
Largo de S. Martinho, 4 (Rua Augysto Rosa) 1100-537; Rua Bartolomeu de
Gusmão, 27. 1000-078; Rua Bartolomeu de Gusmão, 18. 1000-078 (Rua
Bartolomeu de Gusmão é perto da entrada principal de castelo), ☎ +351 218
-878 007, -870 813, -871 232 (adornarideias.lda@gmail.com). Obras em
cerâmica feitas localmente à mão com belos modelos e cores. Equipes de vendas
amigáveis, prestativas e que falam Inglês bem. 4 euros ou mais.

Mercados de pulgas

Feira da Ladra, Campo de Santa Clara (Tome o bonde 28). 06h-17h Terças a
sábados. Um vibrante mercado livre que oferece tanto produtos novos quanto de
segunda mão. Estes tipos de mercado têm agradado caçadores de pechinchas
desde o século 12 em Lisboa e a Feira da Ladra tem sido referência desde o
século 17.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Compras
Vida noturna

Lisboa é conhecida pela sua vida noturna vibrante. Ao sair, passeie pelo antigo
Bairro Alto para uma caipirinha ou ginjinha após o jantar e ver pessoas. Suas
pequenas ruas, cheias de gente, repletas de uma grande variedade de bares.
Durante a semana, os bares fecham as 2h da madrugada, e nos fins de semana, as
3h. Depois, a festa continua em um clube noturno. Apenas siga as multidões que
descem a montanha.

Alcântara, Santos, Parque das Nações, e a área do castelo são todos bairros
com uma próspera vida noturna. Toda a área perto do rio/Atlântico, conhecido
como as docas, é um grane centro da vida noturna, já que Lisboa nunca perdeu
seus laços com o mar.

Garrafeira Alfaia, Rua Diário de Notícias 125, ☎ +351 (21) 343-30 79


(garrafeira.alfaia@clix.pt). Bar agradável com uma impressionante coleção de
bons vinhos e petiscos. Um bom lugar para passar o fim de tarde, antes de jantar
fora.

• Chafariz do Vinho, Rua da Mae d'Agua., ☎ 21 342 20 79. Lugar perfeito


para perder tempo saboreando um pocuo de vinho, neste bar sob os arcos dos
antigos aquedutos da cidade. É uma forma agradável de passar a noite, com uma
grande seleção de aperitivos que combinam perfeitamente com o vinho.
• Ritz Bar, Hotel Four Seasonsl, Rua Rodrigo da Fonseca, 88, ☎ 21 381 14 00.
Projetado por Pierre Yves-Rochon, você desfrutará em sofás suntuosos e uma
impressionante coleção de arte contemporânea, exposta nas paredes. E com o
balcão decorado, o barman Paulo Costa servindo as bebidas para você, é um
grande lugar para observar uma multidão de clientes sofisticados.

• Bar Foxtrot, Travessa Santa Teresa 28 (NO meio do caminho entre O Jardim
Principe Real e a Assembleia da República), ☎ +351213952697. 18h-3h da
manhã. Art Decor, música; Serviços de cozinha até as 3h. da manhã, que destaca
o bife foxtrot e o delicioso sanduíche de carne. 10€.

• Bar Trobadores, Rua de São Julião, 27, ☎ +351218850329. Bar estilo


medieval no centro da cidade, com atmosfera acolhedora e uma diversa gama de
iguarias poertuguesas. Cervejas nacionais e internacionais.

• Adufe Bar, Beco do Arco Escuro, 1 (Perto da Casa dos Bicos (Fundação
José Saramago). 21h-2h ds manhã. O primeiro bar temático da world musicem
Lisboa, com música ao vivo aos sábados e djs às sextas-feiras. Inclui uma
variada seleção de cervejas de todo o mundo e outras bebidas, com um dos
melhores mojito na cidade.

Com bares frequentemente abertos até as 3h ou 4h da manhã e discotecas até


as 6h da manhã, uma noite em Lisboa frequentemente não terminam no dia
posterior.

O Bairro Alto e a área ao redor é considerada o lugar que mais destaca em


Lisboa, nestes dias, com mais de 100 bares e restaurantes em uma pequena
vizinhança. Com este bairro, também a área do Largo de Santos, Docas, Cais do
Sodré e a Av. 24 de julho, são os pontos principais para a vida noturna. Em toda
a cidade, não é difícil encontrar um bom restaurantes em quase todo o lugar, se
você pedir recomendações. Verifique as reviões TA sobre estes bairros se quiser
jantar próximo às áreas de vida noturna, e para melhor considerar o que se
oferece. E não hesite em pedir informações aos nativos. Os portuguese são muito
amistosos e prestativos e sempre onde você poderá comer com qualidade com
preço acessível! E não se esqueça: os nativos de Lisboa sempre bebem fora dos
bares quando as compram, na calçada, então não quebra essa tradição, e não se
preocupe com a polícia, pois é totalmente permitido!

O clubes noturnos vê e vão. Atualmente o Lux e Urban Beach são os dois


lugares mais famosos, mas não estão próximos do centro da cidade. Veja as
revisões no TA. Radio Hotel, Dock's, BBC, Indochina, 3D e Gossip também são
algumas das 10 melhores discotecas em Lisboa. Localizam-se em toda a Lisboa,
não apenas em uma área, mas a maior parte próxima ao rio. Main e Zero sãos as
discotecas abertas recentemente, situadas na mesma edificação (a anterior e bem
conhecida Kapital), a primeira para a música popular tradicional e a Zero para
música underground.

Nos últimos poucos anos, na praça do Cais do Sodré, na Rua Nova do


Carvalho, nasceu uma área estrondosa da vida noturna, com 6 ou 7 discotecas e
vários tipos de bares (cerca de 25 a 20), com o mesmo espírito de Bairro Alto,
mas pessoas de alta classe. Além disto, no Bairro Alto, não há discotecas, apenas
bares. Ali, no Cais do Sodré, os clubes Musicbox, Europa, Toquio, Jamaica,
Transmission, Viking ou Copenhagen são os melhores, tais como os bares
Champanharia do Cais, Pensão do Amor ou Velha Senhora. Fora desta áreapara
os amantes à moda antiga, há o Incógnito, entre o Bairro Alto e o Largo de
Santos, uma pequena discoteca, aberta desde 1988 com pop-disco, revival, indie
e música eletrônica new wave, muito conhecida pelos amantes da noite de 30-40
anos. Recentementem nos primórdios de 2013, dois novos lugares famosos
abriram em um lugar principalmente histórico em Lisboa: Terreiro do Paço.
Esses são Lust e Ministerium. O primeiro a ser mais moderno e conhecido como
Main, Dock´s ou Urban Beach, e Ministerium, indicado para amantes da música
underground, como a tech-house e new techno, em algumas noites, similares a
Luz e Zero.

Um dos aspectos de Lisboa que a tornam única são as casa de Fado onde você
pode saborear da culinária e bebidas tradicionais portuguesas, e ouvir este tipo
de música verdadeiramente. Se você pode encontrar a real, estes locais íntimos
frequentemente oferecem comida caseira e bebidas e apresentam músicos
acústicos e folk cantando e tocando a música tradicional do país. Contudo, os
nativos afirmam que o Fado apresentado à indústria do turismo é uma piada. O
melhor conselho é perguntar aos nativos a quem ouvir ou recomendar a uma
família que visita a cidade. Mas as melhores áreas das casas de Fado são
principalmente Alfama e Bairro Alto, mas também alguns pequenos lugares de
destaque próximo a Lapa, Castelo de São Jorge e Largo da Graça.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Vida noturna
Chegada

De avião

O maior aeroporto internacional de Portugal é o Aeroporto da Portela


(IATA:LIS) localizado entre Loures e Lisboa. ☎ +350 21 841-3000, Fax: +351
21 841-3675

É o principal centro aéreo para a TAP de Portugal, um membro da linha Star


Alliance que cobre um rede extensa ao longo da Europa, África (Marrocos,
Algéria, Senegal, Guiné Bissau, Malawi, Moçambique, África do Sul, Angola,
Cabo Verde, São Tomé e Príncipe) e as Américas (EUA, Venezuela e Brasil). A
SATA (Air Açores) fornece serviço regular para o leste da América do orte
(boston, Montreal e Toronto).

Há também outras linhas aéreas funcionando em Lisboa, tais como as United


Airlines, US Arways, Emirados, Easyjet, British Arways, Brussels Airlines,
Aigle Azur, Air Berlin, Air France, Air Transat, German Wings, TAAG Angolan
Airways, STP Airways, Swiss, Transavia, Turkish Airlines, Lufthansa, Finnair,
Iberia, Vueling e KLM, dentre outras.


Saindo/indo ao Aeroporto

Em geral, se você estiver chegando de avião em Lisboa, e ainda é dia, é quase


sempre melhor utilizar transporte público - ônibus ou sistema de metrô - para o
seu hotel ou destino final. A recepção do aeroporto de Lisboa pode fornecer as
informações necessárias. Os taxistas do terminal em Lisboa infames por sua
desonestidade e falta de fiabilidade e se eles puderem tirar todo o seu dinheiro,
eles o farão. Se você não falar português ou não souber o caminho mais curto
para o seu destino, evite táxis ao menos que não haja outra opção. Se o seu
destino final está a menos de 1 milha do aeroporto, os taxistas recusarão levá-
lo(a) embora recusar destinos não seja permitido. Se você não estiver carregando
muitas malas e não for tarde da noite, é melhor simplesmente você tomar um
ônibus ou metrô para o centro da cidade.

O aerobus funciona em três rotas para lugares principais da cidade. O aerobus


1 que sai a cada 20 minutos percorre a Av. da República e Av. da Liberdade até o
centro urbano (Rossio, Praça do Comércio, e terminal ferroviário e de balsas no
Cais do Sodré). O aerobus 2 conecta os terminais de ônibus/ferroviários a leste
com intervalos de 30 minutos. O aerobus 3 funciona a cada 30 minutos até a
estação de ônibus central em Sete Rios, através da estação ferroviária de
Entrecampos. Os bilhetes custam €3.50. Observe que os bilhetes do aerobus não
mais incluem transporte público ilimitado, apenas sendo válidos para os
aerobuses.

Tomar um metrô do aeroporto a qualuqer lugar do centro urbano custa €1,90.


O passe diário custa €6,00 (mais €0,50 do cartão recarregável) e é válido por 24
horas após a primeira ativação, bom para todos os transportes públicos (metrô,
ônibus, bonde). A estação de metrô do Aeroporto de Lisboa foi inaugurado em
julho de 2012 e é o novo destino final dos trens da Linha Vermelha. A viagem a
Saldanha leva cerca de 16 minutos e menos de 25 minutos são suficientes para ir
do Aeroporto a Baixa-Chiado (centro urbano de Lisboa). Você deve evitar tomar
o metrô tarde da noite (após as 22h algumas estações são ocasionalmente
atacadas por grupos de salteadores que observam turistas desavisados), mas em
geral o sistema de metrô em Lisboa é muito confiável e seguro, e usualmente a
melhor forma para rapidamente passear pela cidade.

As linhas de ônibus 22, 44, 83, 705, 745, ou a linha noturna 208. A linha 44
leva você à estação ferroviária Oriente em cerca de 10 minutos, onde você pode
trocar pelo metrô e continuar até o centro urbano. A corrida é €1,75. O cartão 7
Colinas (veja "seção Passeio" pode ser utilizado, sendo comparado na agência de
correios do aeroporto. O serviço de ônibus é moderadamente confiável - os
ônibus são modernos e apresentam boas condições, mas durante as horas de
pique, você deve esperar demoras. Observe que você não pode carregar malas
grandes nestes ônibus.

As corridas de taxi do aeroporto ao centro urbano custam cerca de €10.00.


Tome cuidado, pois os taxistas de lisboa são notoriamente desonestos, rudes e
amadores - em geral, você deve evitar táxis no aeroporto, ao menos que esteja
com pressa e tenha muita bagagem para carregar. A cobrança é de acordo com o
metro, sendo acrescido €1, 20 por item da bagagem. Exige-se que os táxis
tenham taxímetros (sendo ilegal dirigir sem algum) e as corridas postadas na
janela no banco traseiro. Esteja certo sobre perguntar ao taxista se ele tem um
taxímetro antes de entrar no táxi, e tome cuidado com os taxistas que tentarem
agarrar as suas malas e forçarem você a entrar antes de estar certo destas
questões. Como em outras muitas cidades, preste atenção à desonestidade e se
você achar que está sendo cobrado significativamente mais (pagar €45 para ir à
cidade mas apenas €6 para voltar ao aeroporto não é novidade, já que há
reclamações de taxímetros quebrados ou tarifas fixas) pergunte o nome do
taxista, o seu registro profissional e um recibo, tome nota da placa do carro e
deixe claro que você fará a reclamação.

Qualquer policial deveria tomar cuidado no caso de quaisquer sinais de fraude


- se houver policiais nas proximidades, vocÇe deve chamá-los imediatamente.
Em geral, a população de Lisboa também detesta taxistas desonestos, então você
pode também procurar por um nativo que o ajude no caso de conflito. Para evitar
fraudes, você pode comprar um voucher para táxi no aeroporto (€18 - valor
maior que a média real de preço) bom para ir a qualquer lugar no centro, com
bagagem. Certifique-se de perguntar ao motorista qual a estimativa de preço da
corrida antes de tomar o táxi, o que diminuirá a chance de surpresas quanto ao
valor. Se você quiser tomar um táxi, vá para a área de desembarque onde é mais
provável pegar um motorista honesto - nunca um táxi na área de chegada! Esteja
certo de que o motorista começará a contar no velocímetro apenas quando partir.

De trem

Há duas estações princiáis, Santa Apolônia no centro da cidade e o Gare do


Oriente, um pouco mai distante e utilizado para trens de alta velocidade.
Contudo, se você está entrando em Lisboa pelo lado sul, você poderá querer
desembarcar nas estações menores de Entrecampos ou Sete Rios. As suas
estações de metrô são em poucos terminais próximos ao centro e à antiga cidade.
Também, trens locais que interligam ao resort Cascais em Estoril utilizam a
estação do Cais Sodré. Os bilhetes podem ser reservados diretamente com a
empresa Comboios de Portugal.

Dois serviços internacionais estão disponíveis; o Sud Express noturno parte de


Irun na fronteira entre a Espanha e a França, todos os dias as 18h20. Não há
conexão física com o trem TGV de Paris, qie apenas sai para Hendaya na
fronteira francesa. As chamadas de trem na Estação Oriente acontece as 07h22
da manhã seguinte, antes de chegar a Apolônia, apenas dez minutos mais tarde.
Há também um trem de pernoite de Madri, chamado Lusitânia, partindo da
Estação de Chamartin, as 22h25,, chegando cedo na manhã seguinte, as 07h30
da manhã em Oriente, e poucos minutos depois em Apolônia. O preço mínimo é
€90 para uma viagem única, na classe turística.

A linha doméstica para alta velocidade Alfa Pendular interliga Braga, Porto e
Coimbra com Lisboa a partir do norte e Faro a partir do sul. Os valores mínimos
nas maiores cidades é de €40 na segunda classe. Todas as chamadas de Oriente
acontecem na Oriente, apenas algumas em Apolônia.

De carro

Lisboa pode ser acessada a partir de seis autoestradas principais. Do sul (A2)
ou leste (A6-a rota principal de Madri), há duas pontes:

De/para o sul: A A2 vai até a ponte 25 de abril, que usualmente tem bastante
tráfego para Lisboa, especialmente pela manhã durante a semana. Esta é a
melhor opção se você quiser ir ao centro de Lisboa e para o lado oeste (A5 -
Estoril, Cascais, Sintra).

Para o norte/ para leste: Se você passar da A2 para a A12, você chegará à
ponte Vasco da Gama, a maior da Europa, que usualmente apresenta menos
tráfego comparado à ponte 25 de abril, mais antiga (mas pedágio mais caro).
Esta é a melhor opção para ir até a zona leste/norte de Lisboa (ao aeroporto e
Parque das Nações - o antigo local da Expo 98), e também tomar a A1 ou A8,
para o norte.

De/para o norte e aeroporto: Vindo do lado norte, há a A1, que conecta Lisboa
a Santarém, Fátima, Leiria, Coimbra, Aveiro, Porto. A A1 termina próximo ao
aeroporto. Há também a A8, que vai para Torres Vedras, Caldas da Rainha,
Alcobaça, Leiri.

Do lado oeste, há a A5, que conecta a Estoril, Cascais, e a IC19 que cruza
todos os subúrbios e termina perto de Sintra.

Lisboa tem três aneis viários: A 2a circular, que conecta a A1 à IC19; a CRIL
IC17 (ainda incompleta), que conecta a ponte Vasco da Gama à A1 e A8; e a
CREL A9, que conecta a A1 à A8, IC19, A5 e vai até a costa de Estoril.

De ônibus

Todas a cidades próximas e a maior parte das cidades em Portugal têm ônibus
diretos para Lisboa. O terminal de ônibus principal é a Sete Rios (metrô: Jardim
Zoológico). A operadora principal para ônibus de longa distância é a Rede
Nacional de Expressos.

De barco

Você pode pegar um barco para Lisboa a partir das seguintes estações:
Barreiro; Trafaria; Montijo; e Cacilhas. É uma excelente oportunidade para
apreciar as paisagens ao cruzar o Rio Tagus até Lisboa.
Muitos cruzeiros ancoram em vários lugares ao longo do rio em Lisboa, com
acesso variavelmente bom ao transporte público pela cidade. Muitas linhas
oferecem pendulares para pontos chaves próximos.

De bicicleta

A partir do aeroporto: Devido à relativa proximidade do aeroporto de Lisboa


ao centro da cidade, é bem fácil pedalar do aeroporto ao centro, e poderia ser
recomendado se você chegar para uma viagem de bicicleta.

Após deixar o aeroporto e tentar transpor as rotatórias, se misture na longa e


reta via de mão dupla Av. Almirante Gago Coutinho (você deve estar apto a
seguir os sinais do "Centro". Após se misturar, a rota para Baixa é simples e reta.
Esta rua depois passa a ser Av. Almirante Reis, e então Rua de Palma, cujo o
final levará você justo para Baixa.

Pedalar fora de Lisboa pode ser um desafio, já que Lisboa oferece bem mais
facilidades do que você possa encontrar fora da cidade. Quanto mais longe você
estiver de Lisboa, contudo, mais fácil pedalar. Você poderá desejar aproveitar
certos trens regionais que levam bicicletas em vagões para bagagens, permitindo
que você comece a pedalar alguns 50 ou 100 quilômetros fora da cidade.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Chegada
Circulação

Metrô e Ônibus

Lisboa tem uma rede de transporte pública eficiente que atende a toda cidade
além das áreas vizinhas.

O sistema de metrô de Lisboa recentemente refurbished, é limpo, rápido e


eficiente. Enquanto as propagandas são feitas apenas em Português, sinais e
máquinas de bilhetes são geralmente bilingues em Português e Inglês.

A extensa rede de ônibus e bondes elétricos é gerida pela Carris.

Em muitos casos, o melhor e único caminho para pagar pelo transporte


público é comprando um cartão verde recarregável 7 Colinas (Viva Viagem). É
válido para metrô, bonde elétrico, trens urbanos, a maior parte dos ônibus e
balsas. Excetuam-se os ônibus não gerenciados pela Carris-outras empresas de
ônibus têm seus próprios bilhetes. O próprio cartão pode ser comprado por €0.50
(este preço não inclui passeios-acrescente tantos passeios quanto quiser), e tem
validade de um ano.

O cartão Viva Viagem pode ser carregado de três formas. Você seleciona o
modo ao carregá-lo. Por exemplo, você pode carregar o modo "bilhete single", e
por €1.40 (a máquina dará o troco), e pegar o bonde para o seu hotel. No dia
posterior você acorda, e insere €6 no mesmo cartão e seleciona o modo Day
pass, tornando o seu cartão agora um Day pass. Abaixo, os modos:

Bilhetes únicos para ônibus (€1.40; €1.80 se comprado no ônibus) ou metrô


(€1.40). Você insere este exato valor em seu cartão. Ao contrário do modo
Zapping, este bilhete permite transferências gratuitas em uma hora.

Day pass para metrô e ônibus (€6)

Zapping. Este é um modo "stored value", similar ao cartão Oyster em


Londres. Este modo também dá a você um pouco mais de crédito a pagar pela
sua recarga quando maior que €5 (por exemplo, você terá de pagar €10.00 por
€10.75 de crédito). Os valores também são menores se comparados aos de uma
única viagem: cada passeio custa €1.25, mas os tranfers não são gratuitos -
embora você tenha um desconto pequeno para dois passeios contíguos, por
exemplo, se você passar do metrô para o ônibus. Se você tiver um pouco de
dinheiro sobrando, é inteligente ir à bilheteria e lá eles fazem o zapping para
qualquer quantia. Desta maneira, você pode investir plenamente seu dinheiro no
cartão antes de voltar para o seu país. Você não estará habilitado ao reembolso,
então se certifique de que não irá investir em mais do que precisa gastar.

Há máquinasde bilhetes situadas nas estações no trem e do metrô, as quais


também fornecem instruções em Inglês. Você também pode compara o bilhete
direto com o motorista ou máquinas a bordo (o último apenas disponível em
alguns bondes novos). Os bilhetes comprados de um motorista ão incluirá um
cartão Viva Viagem e será mais caro (€1.80 para ônibus e €2.85 para bondes ao
invés de €1.25 se você utilizar o cartão recarregável), então é mais sensato
comprar o bilhete antes da partida.

Ao utilizar trens suburbanos, os seus bilhetes são cobrados onto the same kind
de cartões Viva Viagem. Você não pode ter mais de um tipo de bilhete em um
cartão, então provavelmente precisará de pelo menos dois deles, um para
zapping (uso regular em metrô e ônibus), um para viagem suburbana. Os ferries
TransTejo (TT) pode levar você a comprar ainda o cartão "Via Viagem", com
tarja branca na parte inferior, claiming que os cartões "Via Viagem" CP ou Carris
não são válidos para eles.

Se você planeja permanecer em Lisboa por um longo período (1 semana e


mais), você pode comprar um passe ilimitado que contemple ônibus, metrô, e
funiculares na estação Carris em Santo Amaro, ou nas estações de metrô
Alameda, Marques do Pombal e Campo Grande. Custa €12 para o cartão Viva de
Lisboa, mais €29 para um passe ilimitado de um mês. Traga uma foto tamanho
passaporte e dinheiro.

Pedalando

Pedalar na cidade agora é muito mais fácil, porque a prefeitura instalou


ciclovias, modelos de trânsito para diminuição de velocidade e ultrapassagens e
e lombadas, etc, mas lógico que partes da cidade sempre integrarão parte da
surpreendente saída acidentada de Lisboa. Se planeja pedalar, observe que
algumas destas ruas têm linhas de bonde, potholes e não existem pistas para
bicicletas, então os visitantes que se aventurarem no trânsito da cidade de
bicicleta devem ser acostumados a pedalar no centro urbano. Não é
recomendável pedalar na calçada. Aconselha-se que obtenha orientações nas
lojas de bicicleta locais.

Embora melhor que nos últimos anos, há ainda ciclovias na cidade, os trechos
mais novos, legais e seguros de Baixa a Belem, ao longo do belo Rio Tejo,
adequadamente conhecida como Ciclovia dos Poetas.

Hoje em dia, motoristas de carro frequentemente são ciclistas em finais de


semana e agem mais cuidadosamente com eles, mais que antes. Ao longo da área
ribeirinha plana, que se estende do Parque das Nações até a área central do Cais
Sodré, onde você pode alugar bicicletas, procure a Iberia Bicicletas, há bons
lugares para pedalar com segurança, e especialmente daqui a Belém. O que todos
os visitantes ou amantes do ciclismo devem fazer: Um passeio de bicicleta
cênico e seguro de Baixa, ao longo da praia, até a área histórica das Descobertas-
Belém-Jerônimos.

Logo fora de Lisboa - você pode viajar de bicicleta, trens ou balsas - ao longo
da costa de Estoril em direção a bela praia de Guincho, chegando a Sintra,
Cascais ou Costa da Caparica. Embora haja algumas bicicletas para uso gratuito
em Cascais, estas frequentemente se encontram em condições deploráveis e em
número limitado. Se viajar de Lisboa (e retornar) você deve levar em conta o
aluguel de uma bicicleta já que não há restrições nem taxas adicionais, ao viajar
com as bicicletas deslocando-se em trens.

Se você pedala em área pública, atente para o seguinte:

Metrô: Durante os dias úteis, você pode transportar bicicletas no metrô apenas
depois das 20h. Nos finais de semana, é permitido e não se cobra taxa.

Deslocamento em trens: Permite-se que você transporte bicicletas em trens


gratuitamente, todos os dias da semana, apenas seja sensato e evite os horários
de pico.

Balsas: O transporte de bicicletas é gratuito; você pode fazê-lo, mas há limite


em número de bicicletas permitidas, dependendo de linhasde balsas e barcos a
vapor; chegue cedo e você evitará aborrecimentos.

Bike Buses: Há seis linhas da empresa pública de ônibus Carris onde você
pode deixar a sua bicicleta. Pode-se transporta até 4 bicicletas por ônibus.

São raras as lojas de bicicletas no centro de Lisboa. Você pode encontrar a


SportZone perto de Rossio ou em galerias maiores. Lá pergunte por lojas
especializadas, os vendedores usualmente auxiliam muito.

Para pedalar com acompanhamento de guia, em locais de Lisboa, Sintra,


Arrabida ou Cascais, e aluguel, você pode sempre verificar o Iberia Bike (Fone:
+351 96 963 0369, [6]), localizado no centro de Baixa, próximo ao Cais Sodré e
a Praça Comércio; eles são profissionais, amistosos e muito prestativos em
fornecer Passeios de Bicicleta em Lisboa, aluguel de bicicletas com entrega na
porta do hotel, equipamento para turismo, equipamentos para pedalar em
montanhas, conhecimento de nativos muito amistosos.

Scooter, ciclomotor ou motocicleta


Pedalar uma Scooter é sempre uma grande e acessível maneira de passear em
Lisboa, uma das coisas "que se deve fazer". Você pode também se aventurar
praias, pedalando em Caparica, Cascais, Sintra ou Cabo da Roca. É também a
única maneira de atravessar as pontes de Lisboa em duas rodas.

Scooters de qualidade estão disponíveis a preços acessíveis (você precisa ter


pelo menos 18 anos, seu passaporte e carteira de habilitação). Pedalar é
geralmente seguro, relaxante e muito divertido!

As empresas que operam em Lisboa incluem Lisboa Scooter (☎ +351 96 963


0369), situada no centro da cidade, fora da estação ferroviária de Cais Sodré
(final da linha da estação ferroviária de Cascais), no Largo Corpo Santo, 5. Estão
abertas de segunda a sábado, a partir das 09h30. oferecendo veículos com motor
de 125 cilindradas, transmissão automática de qualidade. Verifique para Passeios
de Scooter com Guias ou Alugueis de apenas algumas horas aos de muitos dias.
Atente que um dia de aluguel significa que a scooter tem de ser devolvida no
mesmo dia, durante as horas de serviço (até 18h30), e o valor é maior para um
aluguel de 24 horas. Verifique a sua scooter cuidadosamente, ou você acabará
pagando pelos danos causados por quaisquer outros clientes.

Há também outra empresa para aluguel de Scooter que trabalha de forma


diferente e busca atender às necessidades mais específicas dos visitantes de
Lisboa. A AlegriaRide (http://www.ar-rentascooter.com | Rua da Alegria 134-A,
+351213460090 / +351912961825), situada poucos metros da Praça do Príncipe
Real e Avenida da Liberdade, bem no centro da cidade de Lisboa, há soluçõs de
locação para quase todas as necessidades. Com uma frota de novos veículos e de
excelente qualidade, destaca 5 grupos de veículos, da simples bicileta, as tais
como Piaggio Xevo 400, uma scooter da marca Scot, para grandes
deslocamentos. Ainda apresenta serviço de entrega e coleta da scooter de sua
preferência no hotel escolhido para seus serviços de transportes adicional se
você precisar. As horas de operação também são diferenciadas devido à
concorrência, porque trabalham das 09h as 20h diariamente e nos feriados.

De carro

Pense duas vezes antes de utilizar um carro na cidade a não ser se estiver
preparado para dispender horas em tráfegos pesados e procura por vagas de
estacionamento. O tráfego pesado e ruas estreitas com calçadas podem ser
opressoras para os turistas. Também, devido à falta de espaço e muita gente,
estacionar é difícil e aborrecedor, como também potencialmente perigoso -
cheque a seção "Fique Seguro" abaixo, acerca de problemas potenciais com
criminosos e pessoas sem teto que ficam perto das vagas de estacionamento para
"ajudar" você a estacionar o seu carro e então tentam extorqui-lo(a).

Caminhada

Se a sua hospedagem fica no centro da cidade, caminhar é uma ótima


alternativa. Muitas das atrações da cidade, tais como os Distritos de Castelo,
Alfama e Bairro Alto, se encontra dentro do fácil percurso da Baixa.

Se você se perder ou não encontrar o lugar que procura, tente localizar a


parada de ônibus Carris ou bonde mais próxima. A maior parte destas paradas
(nem todas) têm localização clara em um bom mapa da cidade. Todos os sítios
turísticos proeminentes de Lisboa também são mostrados em índice abaixo do
mapa. Uma rápida consulta em um destes mapas da Carris devem levá-lo à
direção correta.

Você também pode utilizar os funiculares e elevadores (Santa Justa). Day


passes para transporte público também são válidos para aqueles.

Balsas

As balsas interligam Lisboa aos subúrbios, cruzando o rio Tejo ao sul. Tomar
uma balsa para Cacilhas é uma boa oportunidade para ver Lisboa a partir das
águas. Uma travessia de balsa é paga como uma viagem de metrô; você pode até
utilizar o seu Cartão Viva Viagem (ao utilizar este sistema que dará a você um
desconto de €0.05 a €0.10 em bilhete único) zapping. O barco a vapor leva você
a Cacilhas (a viagem leva 10 minutos) ou Trafaria (Almada) (€1.15), Seixal
(€2.30), Montijo (€2.6) ou Barreiro (esta viagem leva meia hora) (€2.25). Os
barcos são operados pela Transtejo.

Aluguel de carro

Sixt-rent-a-car

Avenida Doutor Francisco Luís Gomes 1 piso 3

Lisboa, Portugal

+351 21 799 8700

Amoita Car Rental - Aeroporto de Lisboa

Avenida de Berlim, Avenida Berlim Lote 1, Loja 38A

Lisboa, Portugal

+351 21 852 1733

Europcar

Antonio Augusto Aguiar, 24 c/d

1050-016 LISBOA

Fone: +351 21 3535115


Orçamento

Avenida do Brasil 92C

Lisboa, Portugal

+351 21 032 3605

Aeroporto de Lisboa, Edifício Rent a Car

Lisboa, Portugal

+351 808 252 627

Se você escolher devolver um veículo próximo ao seu hotel, com Orçamento,


não confie que um agente virá na hora marcada: para uma devolução marcada
para as 12h, ele pode facilmente chega as 09h (e virá novamente após o seu
telefonema).


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Circulação
Segurança

Lisboa geralmente é segura mas tenha precaução, especialmente em estações


ferroviárias e transporte público.

Melhor evitar ir tarde da noite a algumas áreas devido ao risco de assaltos:


Bairro Alto, as ruelas, Intendente, Cais do Sodré. Alguns clubes noturnos em
Lisboa têm má reputação.


Crime

Conforme o Eurostat, a taxa geral de crimes em particular, roubos, é alta em


Portugal, possivelmente é um efeito da atual (desde 2011) crise econômica e taxa
de desemprego. Algumas áreas periféricas de Lisboa estão se tornando mais
perigosas, mas é improvável que a média dos touristas as visitem. O crime mais
commum contra os touristas é o furto e assalto à mão armada em carros alugados
ou transporte público. Os vagões do metrô podem estar cheio de pessoas e
possibilitar os furtos, mas precauções simples são o suficiente para manter a sua
segurança enquanto viajar neles.

Crimes violentos e/ou relacionados com drogas também são conhecidos como
presentes em tais áreas como Bairro Alto e Santos, especialmente à noite. Há
chances de que você será abordado pelo menos algumas vezes por certos tipos
oferecendo haxixe ou chocolate, especialmente no centro da cidade na e nas
redondezas da Rua Augusta, ou perto da Chiado Plaza. Se você tiver uma boa
aparência ou obviamente um turista, mais provavelmente será abordado (jovens
turistas que saem para beber também são mais provavelmente abordados). Estas
abordagens são usualmente feitas por traficantes e golpistas cibernéticos e
podem se degenerar em assalto.

Devido ao aumento dos preços das casas, a área de Baixa (englobando a Rua
Augusta, o Terreiro do Paço, etc.) tem se tornado desabitada - logo que as lojas e
escritórios fecham à noite, a área se torna solo fértil para assaltantes,
necessitando-se cautela nas ruas de trás, e não e aconselha caminhar sozinho(a)
ao menos que você conheça bem a área. A área de Intendente é bem conhecida
pela prostituição e tráfico de drogas. Martim Moniz também é notória: à noite, a
área é ocupada por grupos de espertos que mais frequentemente não causarão
problemas. Contudo, durante o dia, a Plaza Martim Moniz é bem saudável e
agradável.

Assaltos em caixas eletrônicos são comuns no centro da cidade.


Ocasionalmente, grupos de adolescentes ficam perto dos "multibancos" e
esperam até que você insira a sua senha. Então eles forçam você a se afastar do
equipamento e sacam o montante máximo (€200 por saque; contudo, permite-se
dois saques de €200 por dia por cartão bancário). Tente sacar dinheiro mais cedo
no dia e tente evitar sacar dinheiro em algumas fas estações de trem à noite,
especialmente Cais do Sodré.

Sequestro de carros também estão em alta, sendo usualmente veículos


luxuosos/marcas conhecidas ou mulheres motoristas sem companhia os alvos.
Sempre se assegure de que as portas de seu carro estão trancadas, mesmo
durante o dia.

Os criminosos em Lisboa são espirituosos e continuamente apresentam novas


fraudes. Os exemplos incluem: - alguém aborda você com nenhuma razão
aparente e o distrai conversando ou esmolando, enquanto outra pessoa furta; -
alguém finge que precisa de "empréstimo", prometendo reembolsar em algumas
horas; - outro embuste bem conhecido envolve uma pessoa que oferece drogas a
você, enquanto uma segunda pessoa de repente aparece, abordando você,
fingindo ser um policial, e perguntando a você se pagatá multa se quiser se livrar
da cadeia.

Um "não obrigado", se você é um homem; "não obrigada", se mulher, deverá


ser o suficiente para detê-los. Outra opção possível é simplesmente ir embora e
evitar qualquer contato desde o primeiro momento.

Os fraudadores de estacionamentos - Por fim, ao dirigir, esteja atento a uma


das maiores pragas de Lisboa: "arrumadores" - "lanterninhas" ou "assistentes"
ilegais de estacionamentos. Há viciados em drogas, ladrões de pequenos delitos
ou simplesmente sem-teto que ficam próximos às vagas de estacionamento e
"auxiliam" você a estacionar, mesmo se obiviamente não seja necessário. Logo
que você descer do carro, o "arrumador" tentará extorquir dinheiro como
pagamento do então chamado "serviço", embora pedindo por mais ou abusando
fisicamente nas piores situações (raras). Eles poderão também fingir serem
"guardas oficiais" de estacionamentos ou "seguranças" e prometer estar de olho
em seu veículo - naturalmente, eles desaparecerão logo que você lhes der
dinheiro. Se você não estiver em uma área isolada (por exemplo outras pessoas /
testemunhas estão ao redor) e decidir não lhes dar dinheiro absolutamente, você
poderá simplesmente ignorá-los e ir embora após estacionar o seu carro - deverá
fazê-lo, contudo, tendo em mente que há um risco de ter seu carro danificado ou
arrombado, quando for embora, mas na maioria das vezes o "arrumador" logo
buscará nvos alvos.

Embora os "arrumadores" não são usualmente perigosos, sempre é necessário


se precaver: sabe-se que muitos utilizam este embuste para atacar ou roubar
pessoas (especialmente quando agem em grupos), e alguns exemplos de
sequestro de veículos têm sido relatados, especialmente em se tratando de
motoristas mulheres sem companhia.

Geralmente, a melhor atitude é estacionar em outro lugar (preferivelmente em


áreas que não sejam isoladas demais) ou apenas pague por uma vaga em um
estacionamento oficial - um pouco mais caro, mas livre de transtornos.

Caminhe, Pedale e Dirija

Numa visão geral, os motoristas de Lisboa podem ser descritos como


ligeiramente agressivos e descuidados, embora muito menos que os motoristas
de outras capitais europeias como Roma, Paris ou Londres.

Lisboa não tem mais acidentes de carro que qualquer outra cidade da União
Europeia, sempre nos casos de travessia de ruas, são cuidadosos. Mais
provavelmente os motoristas respeitarão as faixas de pedestre e os sinais
vermelhos.

Pedalar em Lisboa pode ser divertido e agradável em algumas das novas


ciclovias, e também livremente escalar as montanhas, se você pedalar ao longo
dos 20 km do litoral ribeirinho. Caso você queira escalar algumas montanhas, a
do Castelo requer esforço. Comece subindo a montanha, no agradável Parque da
Floresta Monsanto e o lado ocidental da cidade. Sintra, Cascais e Arrabida são
lugares bons e normalmente seguros onde os ciclistas locais frequentemente não
estão pedalando.

Dirigir um carro sem um sistema de GPS ou mapa pode ser arriscado, já que a
sinalização das ruas e inadequada

Casos de emergência

Ambulância, bombeiros, polícia: telefonar para 122.

O mesmo número é utilizado para linhas convencionais e celulares. O número


funciona em qualquer telefone móvel, esteja travado ou não e com ou sem cartão
SIM.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Segurança
Embaixadas

• Austrália, Avenida da Liberdade, 198-200 2F, ☎ +351 21-310-1500


(austemb.lisbon@dfat.gov.au,fax: +351 21-310-1555). M-F 8:30AM-12:30PM e
1:30PM-5PM.

• Canada, Avenida da Liberdade, 198-200 3F, ☎ +351 21-316-4600


(lsbon@international.gc.ca, fax:+351 21-316-4693). M-F 8:30AM-12:30PM and
1:30PM-5PM.

• China, Ruapau de Bandeira, 11-13(A LAPA), ☎ +351 1-3928438


(chinaemb_pt@mfa.gov.cn, fax:+351 21-3975632).

• Egito, Avenida Vasco Da Gama, 8, ☎ +351 213018301


(egyptembassyportugal@net.novis.pt, fax:+351 213017909). 9:00 AM - 16:30
PM.

• Grécia, Rua Alto Do Duque 13, Restelo, 1449-026, ☎ +351 21-303-1260


(gremb.lis@mfa.gr, fax:+351 21-301-1205). 09:00-15:30.
• Índia, Rua Pero da Covilhã - Restelo 16, 1400-297, ☎ +351 - 21 304 10 90
(consular@indembassy-lisbon.org, fax: +351 - 21 301 65 76).

• Irland, Rua da Imprensa à Estrela 1-4, ☎ +351 21-392-9440


(lisbon@iveagh.irlgov.ie, fax: +351 21-397-7363).

• Japão, Avenida da Liberdade, 245 6F, ☎ +351 21-311-0560


(cultural@embjapao.pt(Cultura)/economia@embjapao.pt(Economia), fax: +351
21-353-7600). M-F 9:30AM-12:30PM and 2PM-5:30PM.

• Nova Zelândia, Rua da Vista Alegre 10, Cascais, ☎ +351 21-370-5788 /


+351 21-370-5787(eduardo.cunha@totta.pt, fax: +351 21-370-5870).

• África do Sul, Avenida Luis Bivar 10, ☎ +351 21-319-2200


(embsa@embaixada-africadosul.pt, fax:+351 21-353-5713(Politica)/+351 21-
255-5931(Consular).

• Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte, Rua de São Bernardo 33,
☎ +351 21-392-4000 (Lisbon.Consulate@fco.gov.uk, fax: +351 21-392-4153).

• Estados Unidos da América, Avenida das Forças Armadas 1600-081, ☎


+351 21-727-3300(lisbonweb@state.gov, fax: +351 21-726-9109). M-F 8AM-
5PM.
• Venezuela, Avenida Duque de Loulé, 47 - 4.º 1050-086, ☎ +351 213 573
803(embavenezlisboacentral@gmail.com, fax: +351 213 527 421).


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Embaixadas
Atividades

* Cine Teatro Ginásio, Rua da Misericórdia nº. 14 Andar 1200-273 Lisboa, ☎


(+ 351) 210 121 000. Fado em Chiado - shows diários (exceto aos domingos)
com duração de 40 minutos - Uma oportunidade de conhecer o Fado, um estilo
musical português tradicional muito popular que foi declarado Patrimônio
Mundial pela UNESCO. A música é usualmente apresentada por um vocalista
acompanhado de um violão português.

*Fazer um piquenique no Jardim Botânico.


*Você não pode vir a Lisboa sem explorar Alfama - o bairro mais antigo da
cidade. Você desfrutará simplesmente ao se perder em suas ruas labirínticas e
vielas com edificações que permeiam desde o estilo medieval mais recente ao do
século 19. A área é antiga e ligeiramente enfraquecida, embora esforços para
renovação tenham sido realizados nas últimas duas décadas. É rico em paisagens
pequenas históricas e culturais e restaurantes, cafés e clubes de Fado agradáveis
podem ser encontrados em todo o lugar. Os destaques incluem o Castelo de São
Jorge, a vista cênica de Santa Luzia, e a Catedral de Lisboa medieval ("Sé de
Lisboa").

*Passeie pelos jardins lush da Fundação Calouste Gulbenkian, uma das


instituições culturais mais respeitadas da Europa. Comprove o Museu
Gulbenkian (que por si só é uma landmark arquitetônico) e sua coleção de arte
clássica; o mais novo Museu de Arte Moderna Gulbenkian e o salão para
concertos com programação contínua de música classica, jazz e world. Durante o
verão, os concertos são realizados no teatro ao ar livre dos jardins de
Gulbenkian.

*Se você estiver em uma viagem cultural e procurar por mais concertos,
teatro, dança e artes, você pode comprovar o Centro Cultural de Belém próximo
ao Mosteiro dos Jerônimos, e o centro de artes Culturgests próximo área Campo
Pequeno.

*Vá ao clube! Comprove o Lux / Frágil (telefone: +351 21 8820890) - uma


das danceterias/clubes noturnos mais modernos da Europa, localizados nas docas
em frente à estação de trem Santa Apolónia. House, techno, eletrônica e outros
tipos de música, DJs, concertos ocasionais, decoração avant-garde, duas pistas
de dança e um terraço onde se pode relaxar e apreciar a vista noturna.

*Further clubbing and nights out - saia a noite para o Bairro Alto central, ou
"High Neighboorrd". Just up the hill from Chiado, este é o lugar para ir na
cidade. No começo da noite, vá a um restaurante que tenha fado, próximo a
Praça Camões, e head upwards enquanto a noite continuar. Se estiver em Lisboa
a noite anterior a um feriado público, você tem de checar. Ruas pequeninas
vazias durante o dia se tornam crammed walkways, difíceis de trafegar. Bem
mais que uma experiência em termos de clube ou danceteria, experimente o
bairro Docas ao longo da marina, avistando do alto a Ponte 25 de Abril, ou a
área do Cais do Sodré (logo abaixo de Chiado e Bairro Alto, próximo ao rio),
onde próximo a um par de bares de marinheiros de gosto duvidoso e uma área de
prostituição, novos clubes noturnos modernos foram recentemente abertos, o que
atrai novas novas multidões - aqui você também pode ir ao clube e
ocasionalmente viver a música de pop, rock e jazz a eletrônica.

*Almoçar ou jantar no LX Factory, um sítio industrial abandonado (também


perto das docas, na área Alcântara, sob a ponte 25 de Abril); recentemente se
tornou um centro cultural e criativo modeno: restaurantes, escritórios, lojas de
decoração, clubes noturnos, uma das maiores livrarias de Portugal ("Ler
Devagar") e atividades semanais incluindo festas, concertos, mercados de rua
nos fins de semana e exposições.

*Aprecie um concerto de jazz e bebodas no Clube Hot de Portugal (telefone:


+351 21 3619740) - portugal tem um cenário de jaz thriving, em cujo o centro
fica o Clube Hot de Portugal - um dos clubes de jazz mais antigos do mundo,
localizado na Praça da Alegria, próximo à Avenida da Liberdade. O primeiro
local do clube se perdeu em um incêndio em 2009, mas foi reaberto literalmente
ao lado. Shows e sessões jam ao ar livre sempre acontecem, com estrelas do jazz
nacionais e internacionais que se apresentam semanalmente.

*Grupo Charter Internacional. Com aluguel de iates e barcos, é uma das


maiores empresas de aluguel de iates, e pode de todos os pedidos de aluguel,
sem ou com tripulação, em Lisboa. Operando em nove escritórios em todo o
mundo (EUA, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Itália, França, Espanha, Suíca,
Caribe, Honk Kong e Dubai).

*Descubra Walks Lisbon, Rua Sousa Lopes Lisboa 1600-207, ☎ (+351) 308
805 173. Encontre a atual Native of Lisbon para também explorar grandes
paisagens. Caminhe junto aos moradores, os quais "decodificarão" a cidade com
você,e também aprenda com um nativo sobre eventos e festivais locais, sobre
onde comprar, bons lugares para comer e beber, lugares secretos que os próprios
moradores preservam. Vários passeios em grupos todos os dias, sem necessidade
de reservas, apenas sua presença. Serviço gratuito (mantido por gorjetas).

*Passeios Riders de Lisboa, Rua Castilho, 14, ☎ +351910201020. Os passeios


Riders de Lisboa foram idealizados de forma que você não perdesse o que
realmente importa ao visitar Lisboa, principalmente se quiser descobrir e viver
coisas usualmente desconhecidas. Nós temos passeios diários de meio turno,
como também outros adaptáveis ao seu período de estada em Lisboa. Esta
experiência é realizada em pequenos grupos assim todos podem tirar proveito ao
máximo.

*Halcyon I - Passeios de Barco em Lisboa, Doca de Alcântara, ☎


+351913671956. 2. Desfrute de duas horas de passeio de barco relaxante e
encantador ao longo da costa de Lisboa, de dois a oito passageiros. Embarcando
no porto de Alcântara, o Halcyon I navega entre a torre de Belém e Alfama.
Bebidas de boasvindas grátis. Reservas por e-mail e pagamento no embarque. €
45.

LAVÀMIL - Lavanderia Self-service, Rua da Madalena, 231 1100-319 Lisboa


(Leste de Rossio), ☎ +351 919 772 701. 08:00 - 22:00. Lavanderia
automática/Lavanderia Self Service Aberta todos os dias 08:00 - 22:00 2 x 8Kg
(4,00EUR) 1 x 12Kg (7,00EUR) 1 x 16Kg -(9,00EUR) 2 x 16 kg SECAGEM
(1.5 EUR/12min) Coordenação com GPS: N38º 42' 45.071 W 9º 8' 10.588

www.facebook.com/lavamil.lavandaria.selfservice


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Atividades
Museus

Museu Nacional de Arte Antiga

Rua das Janelas Verdes, terças-feiras 14h-18h; quartas-domingos 10h-18h.


Coleção de arte nacional portuguesa impressionante, incluindo pintura europeia
dos séculos 14-19, artefatos portugueses com traços ocidentais e africanos e uma
coleção de tesouros eclesiásticos. Destacam-se o São Jerônimo de Dürer,
Tentações de Santo Antônio de Hieronymus Bosch, a Adoração de São Vicente
de Nuno Gonçalves e pinturas japonesas do século 16, de mercadores
portugueses


O Museu Calouste Gulbenkian

Avenida de Berna, 45A (tome o metrô para as Estações de São Sebastião ou


Praça de Espanha), ☎ 21 7823000, terças-feiras e domingos 10h-17h45. Criado
da coleção pessoal de Calouste Gulbenkian, um armênio que ansiava por ver
todos os seus tesouros expostos em um museu. Uma boa variedade de artefatos
egípcios, junto com pinturas de mestres tais como Rembrandt, Manet, Monet,
Renoir, e Cassat. Vale a pena visitar os jardins do museu, como um pequeno
oásis no meio do centro de Lisboa. €5 (exposição permanente+temporária);
metade do valor para estudantes com menos de 25 com ID, portadores do Cartão
Europeu da Juventude (Euro26) e aqueles com 65 ou mais; entrada gratuita aos
domingos e para aqueles com menos de 12, todos os demais dias.

Fundação Arpad Szenes / Vieira da Silva

Praça das Amoreiras, 56/58, ☎ +351 21 3880044/53 (fasvs@fasvs.pt, fax:


+351 21 388-0039), segundas-feiras a sábados 11h-19h, domingos 10h-18h. Este
museu está instalado na antiga e restaurada Fábrica de Seda Real, do século 18.
Sua coleção permanente cobre um amplo período de obras dos pintores do
século 20, Arpad Szenes and Maria Helena Vieira da Silva, e regularmente sedia
exposições de seus contemporâneos. Adultos €2.50, estudantes €1.25, entrada
gratuita para crianças com menos de 14 anos.

Museu da Electricidade (Electricity Museum)

Av. de Brasília, Central Tejo, ☎ +351 21 002 81 30/90


(museudaelectricidade@edp.pt,fax: +351 21 002 81 04), quintas-feiras-
domingos 10h-18h. Entrada franca. Excelente exposição interativa em uma
edificação da antiga estação de eletricidade, um exemplo de como deveria ser
um museu perfeito.

Museu da Água

Entrada gratuita de €1.5a €2.5, dependendo da idade ou cartões de desconto


que você possa utilizar.

Metrô isboa

A maior parte do sistema de metrô é uma galeria de arte livre. Você encontrará
arte de artistas contemporâneos inspirados na área ao redor das estações.
Verifique a página na Internet do metrô para mais detalhes sobre esta
curiosidade. A linha vermelha é mais recente e tem os melhores preços.

Museu do Azulejo

O Museu Nacional do Azulejo é um dos mais importantes museus nacionais,


pela sua coleção singular, Azulejo, uma expressão artística que diferencia a
cultura portuguesa, e pela singular edificação onde se instala, o antigo Convento
Madre de Deus, fundado em 1509 pela Rainha Dona Leonor.

Museu Coleção Berardo

Centro Cultural de Belém, 10h - 19h. O Museu da Coleção Berardo sedia a


arte moderna e contemporânea, junto com exposições modernas e temporárias. A
coleção permanente do museu consiste da Coleção Berardo, composta de arte
moderna e contemporânea, com grandes movimentos artísticos como
expressionismo abstrato, abstração-criação, pintura de ação, arte corporal,
constructivismo, cubismo, De Stijl, arte digital arte, arte experimental, abstração
geométrica, arte cinética, arte minimalista, neo-expressionismo, neo-plasticismo,
neo-Realismo, arte popular, photografia, fotorealismo, realismo, suprematismo,
surrealismo. A colelção também consiste de muitos artistas importantes como
Piet Mondrian, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Pablo Picasso and Jackson
Polock. Acesso gratuito.

Museu da Marinha

Centro Cultural de Belém, ☎ 213620019, Aberto das 10h-17h no inverno, das


10h-18h no verão. O interessante Museu da Marinha é um dos mais importantes
da Europa, evocando a dominação marítima de Portugal. Seus 17.000 items
colossais foram instalados na ala ocidental do Mosteior doe Jerônimos, e
incluem navios modelo da Era do Descobrimento e daí em diante. A exposição
mais antiga é uma figura em madeira representando o Arcanjo Rafael que
acompanhava Vasco da Gama em sua viagem à Índia. Entrada franca €4.

Pavilhão do Conhecimento

O Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva é um museu de ciência e


tecnologia interativo que objetiva tornar a ciência accessível a todos,
estimulando a experimentação e a exploração do mundo físico.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Museus
Parques e Jardins

Jardim Zoológico

Estrada de Benfica 158-160 (Metrô: Tome a Linha Azul para o Jardim


Zoológico. Ônibus: Várias paradas de ônibus ali incluindo 16, 31, 54, 58, 701 e
755),

Pone+351 (21) 7232-920. 10H- 20H (21 de março - 30 de setembro) e 10h -


18h (1 de outubro - 20 de março). Um zoo com preço acessível, mas com
variedade de animais exóticos, em destaque leões marinhos e golfinhos. €15.

Parque das Nações

Av. Dom João II (Metrô: Estação Oriente. Trem: Gare do Oriente.)

Fone+351 (21) 8919-898. Construído para a Expo Mundial de 1998, o lado


oriental da cidade (tome o Metrô para Oriente), mudança da cidade.

Oceanário

Fone +351 218 917 002. Um dos maiores oceanários do mundo. Divide-se em
exposição permanente e temporário. A exposição permanente se concentra ao
redor de um grande aquário com uma variedade de peixes e circundado por
inúmeros aquários menores com temáticas regionais. Acesso 16.00EUR.

Pavilhão do Conhecimento

Fone +351 218 917 100.

Acesso €3.00-€7.00.

Jardim Botânico da Ajuda (Ajuda)

Aberto diariamente das 9h - 20h (Verão) e das 9h - 18h (Inverno). O Jardim


Botânico da Ajuda é um dos mais antigos da Europa e considerado o primeiro de
Portugal. Após o terremoto de 1755, a família real portuguesa decidiu construir
uma nova residência real em Ajuda mas também jardins ao seu redor. Este
jardim com 10 acres foi implantado de 1858-1873.

Jardim Botânico de Lisboa

Rua da Escola Politécnica, 58 (entre a Avenida da Liberdade e o Bairro Alto).


Uma joia escondida. Foi criado centenas de anos depois, por um Rei de Portugal,
na época dos Descobrimentos. A estória conta que este Rei queria uma de cada
uma das espécies de plantas do mundo, e embora impossvel, há uma grande
coleção datada de três ou quatro séculos atrás, que vale a pena conferir. Também
algumas árvores transplantadas bizarros estranhos e maravilhosos - as raízes
pendem como dedos das mãos e dos pés, onde uma árvore tem sido enxertada na
outra, espécies às vezes completamente diferentes. E há algo muito estranho ver
plantas ou árvores enormes de climas completamente diferentes, crescendo uma
ao lado da outra em aparente harmonia. Um ótimo lugar para um piquenique -
este oásis verde é completamente cercado pela cidade, mas mesmo os sons da
cidade são filtrados. Entrada para adultos 1,80 euros, descontos para crianças,
OAPS e estudantes.
Parque Florestal Monsanto

O Parque Florestal Monsanto é uma floresta municipal protegida em Lisboa,


Portugal, a maior mancha verde na cidade, com quase 1.000 hectares (10 km2).
Oferece uma área bem diversificada e arborizada para a capital portuguesa.

Um grande número de espécies foram introduzidas na Serra de Monsanto


durante o período de reflorestamento. Devido às características climáticas e
geológicas, elas criaram ecossistemas muito interessantes na área urbana de
Lisboa (e municípios do entorno). O Parque Ecológico do Parque, situado no
Parque Florestal Monsanto, é um ponto de encontro para um novo contato com o
ambiente, justo no coração da capital portuguesa. Seu propósito principal é
conscientizar os visitantes das muitas variáveis do ambient, por exemplo,
geologia, clima, flora e fauna.

O Parque Ecológico, dentro do Parque Florestal, tem o perímetro de quatro


quilômetros, e uma área total de cinquenta hectares, dos quais dezesseis tem
proteção e trinta e quatro não. Estende-se pela Serra de Monsanto, do Alto da
Serafina às Florestas de S. Domingos de Benfica, passa pela fazenda do Marquês
de Fronteira e do Clube de Tiro de Portugal. O Parque Ecológico detem um
Centro de Interpretação, com um auditório, um espaço para exposições
permanentes e ocasionais, e um Cnetro de Recursos de Multimídia. Quercus,
uma organização ambiental nacional sem fins lucrativos de Portugal para a
conservação do ambiente natural, se situa no Parque Monsanto.


História

O uso intensivo do solo na agriculturaThe intensive agricultural levaram à


erosão e praticamente à destrução da vegetação original. Na década de 1930, a
crescente demanda para áreas de construção levou Duarte Pacheco, um
Secretário de Estado para as Obras Públicas português, a ressuscitar uma ideia
de 1868: o reflorestamento da então praticamente desnuda Serra de Monsanto.
As regulamentações do Parque Monsanto foi posto em prática 1934, e os
serviços de replantio foram realizados por fazendeiros e prisioneiros do Forte
Monsanto. O arquiteto Keil do Amaral apresentou o primeiro projeto completo
para o parque, incluindo áreas de lazer e esportes, alguns ainda existentes. O
Parque Ecológico tem localização privilegiada no Parque Florestal Monsanto - a
maior mancha verde da cidade de Lisboa, com quase 1.000 hectares. O circuito
do Parque Monsanto, um trecho para corridas de 5,44 km (3,38 mi), sediou o
Grand Prix de Fórmula Um portuguesa, em 1959.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Parques e Jardins
Hotéis

Escolhendo o local: Se você estiver em Lisboa para turismo (especialmente se


sua primeira visita), a melhor localização é ao longo da rota do bonde #28. Esta
funciona especialmente se você carregar um carrinho de bebê já que o poupará
na parte mais difícil da escalada.

Encontrar a hospedagem ao chegar: não deve ser um grande problema


encontrar um lugar decente para pernoitar. Há muitos hostels pequenos e não
listados que oferecerão conforto suficiente, e um preço acessível. Espere pagar
entre €45 e €60 por um quarto de casal.

Há um centro de apoio ao turista no aeroporto, onde você pode reservar um


quarto.

Aqui, você encontrará uma lista com algumas sugestões conforme os preços:

$ 30 - 50

Residencial Roxi

Endereço: Avenida Almirante reis, 31 - 3, Lisboa 1150-009, Portugal.

Fone: +351 21 8126341.

Residência Mar dos Açores


Endereço: Rua Bernardim Ribeiro 14, Lisboa 1150-071, Portugal.

Fone: +351 21 3577085.

Pensão Ninho das Águias

Endereço: Costa do Castelo 74, Lisboa 1100, Portugal.

Fone: +351 21 8854070.

Bom Conforto

Endereço: Rua dos Douradores nº. 83, Lisboa, Portugal.

Fone: +351 21 1100204.

Cabines telefônicas

Endereço: Rua Antonio Pedro, 28, Lisboa 1000-039, Portugal.

Fone: +351 21 1000039.

$ 50 - 70

Pensão Portuense Hotel Lisboa

Endereço: Rua das Portas de Santo Antão 149 - 157 / Baixa, Lisboa 1150-267,
Portugal.

Fone: +351 21 1150267

Residencial Flor Da Baixa Lisboa

Endereço: Rua Portas de Santo Antão, 81-2, Lisboa 1150, Portugal.

Fone: +351 21 3423153

Hotel Do Chile

Endereço: Rua Antonio Pedro 40, Lisboa 1000-039, Portugal.


Fone: +351 21 3549171

Residência Do Sul Lisboa

Endereço: Avenida Almirante Reis 34 / Anjos, Lisboa 1100, Portugal.

Fone: +351 21 1150010.

Residência Nazareth Hotel Lisboa

Endereço: Av. Antonio Augusto de Aguiar 25, Lisboa 1000, Portugal.

Fone: +351 21 354206.

$ 70 - 100

Grande Pensão Residencial Alcobia Lisboa

Endereço: Rua Poco do Borratem, 15, Lisboa 1100-408, Portugal.

Fone: +351 21 8844150.

Residencial Alegria Hotel Turcifal

Endereço: Praça da Alegria 12 / Bairro Alto, Lisboa 1250, Portugal.

Fone: +351 21 3220670.

Residencial Itália Lisboa

Endereço: Av. Visconde Valmor, 67, Lisboa 1050-239, Portugal.

Fone: +351 21 0445347.

Residencial Lar Do Areeiro Lisboa

Endereço: Praça Francisco Sá Carneiro, 4, Lisboa 1000-159, Portugal.

Fone: +351 21 8493150.

Hotel Mercure Lisboa


Endereço: Av. José Malhoa 23, Lisboa 1099-051, Portugal.

Fone: +351 21 7208000.

100

Hotel Britania Lisboa

Endereço: Rua Rodrigues Sampaio 17, Lisboa 1150-278, Portugal.

Fone: +351 21 3155016.

Hotel Palace Lapa Lisboa

Endereço: Rua do Pau da Bandeira, 4, Lisboa 1249-021, Portugal.

Fone: +351 21 3182791.

Hotel Atlantic Park Tiara Lisboa

Endereço: Rue Castilho, 149 | (ex-Le Meridien), Lisboa 1099-034, Portugal.

Fone +351 21 3818700.

Sofitel Lisboa
Endereço: Avenida da Liberdade 127, Lisboa 1269-038, Portugal.

Fone: +351 21 3228320.

Aparthotel Solplay

Endereço: Rua Manuel Da Silva Gaio 2 | Linda-A-Velha, Lisboa 2795-132,


Portugal.

Fone: +351 21 0066000.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Hotéis
Gastronomia


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Gastronomia
Comer em Portugal

Os ritos gastronômicos portugueses tendem a seguir o relógio fisiológico da


sesta. A maioria dos restaurantes são muito pequenos, empresas familiares e
geralmente baratos. Alguns deles possuem uma folha de papel com os "pratos do
dia". Estes pratos são usualmente mais baratos e frwscos que o restante do menu,
e ao menos que você busque algo específico, eles são a escolha certa. Durante o
jantar, o garçom provavelmente trará para você alguns pratos não solicitados
para petiscos (chamados couvert): como não são gratuitos, sinta-se à vontade
para não tocar neles e assim não serão cobrados em sua nota (mas verifique!).

Escolha um bairro

Para a melhor cozinha tradicional portuguesa, vá para o Chiado.

Na Baixa, encontra-se a maior concentração de armadilhas para turistas com


menus laminados e negociação de refeições.
Contudo, há uma exceção: Rua das Portas de Snato Antão (a nordeste da
Praça dos Restauradores, paralela a ele)--a faixa dos frutos do mar e sede do
melhor frango assado no espeto e gorduroso deste lada de Lousiana.

Para um paladar caseiro um dos muitos restaurantes, vá a Doca de Santo


Amaro (Estação de trem/bonde 15 Alcântara-Mar) e Parque das Nações (metrô
Oriental).

Todos os louros da culinária e banquetes agora se concentra em Doca de


Jardim de Tabaco (parte da praia ribeirinha sob o Castelo de Sçao Jorge).

Pratos de qualidade por um alto preço estão na próspera Lapa.

Grupos turísticos sentem-se em casa em Alfama.

Os restaurantes tradicionais portugueses se situam em Bairro Alto, dispersos


abundantemente através de suas ruas estreitas e peculiares.

Fado

Certifique-se que você está jantando em um restaurante que apresenta o fado


tradicional. Atente que você pagará mais que em restaurantes comuns, e a
comida e a bebida poderá não corresponder ao valor, você está pagando pela
música.
Pastelarias

Experimente os magníficos pasteis de nata em qualquer pastelaria; ou ainda


melhor, visite a Antiga Confeitaria de Belém (Casa Pasteis de Belém) (Rue de
belem 84; +351 21 363 74 23; tome o bonde elétrico #15 da Praça do Comércio,
ou a linha ferroviária suburbana Cascais a partir da estação do Cais do Sodré,
para o terminal de Belém). Eles são servidos ao sair logo do forno, com açúcar
de confeiteiro e canela; enquanto percorre através de seus labirintos decorados
com azulejos da grande loja, pare para ver os funcionários atrás dos paineis de
vidro transformando o fluxo interminável dessas delícias, saídas do forno, cada
uma em seu próprio pequeno ramekin, em bandejas à espera. Estas são
imperdíveis e você possivelmente não se arrependerá.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Comer em Portugal
A Cozinha Portuguesa

A despeito de estar relativamente restrita à subsistência, a cozinha portuguesa


sofre muitas influências mediterrâneas. A influência das antigas colônias
portuguesas também é notável, especialmente quanto à ampla variedade de
temperos utilizados. Estes incluem piri piri (pimentas pequenas e picantes) e
pimenta preta, como também canela, baunilha e açafrão. O óleo de oliva é uma
das bases da cozinha portuguesa tanto para o cozimento quanto para temperar as
refeições. O alho é amplamente utilizado, assim como as ervas, tais como o
coentro e a salsinha.

O desjejum português frequentemente consiste de pão fresco, com manteiga,


presunto, queijo ou doces em caldas, acompanhados com café, leite, leite com
café, chá ou chocolate quente. Os pastéis doces também são muito populares,
como também cereais, misturados com leite ou iogurte e frutas. O almoço, que
frequentemente dura mais de uma hora, é servido entre meio dia e 14 horas ou
entre as 13 e 15 horas, e o jantar é geralmente servido tarde, por volta ou após as
20 horas. Há três pratos principais, com o almoço e jantar usualmente incluindo
a sopa. Uma prato de sopa comum é composto de caldo verde com batatas,
couve fatiada e gotas de molho de chouriço. Dentre as receitas com peixe, os
pratos com bacalhau salgado são muito difundidos. As mais típicas sobremessas
são o arroz doce (decorado com canela) e creme de caramelo. Também há uma
grande variedade de queijos fabricados a partir do leite de vaca, ovelha ou cabra,
ou mesmo da mistura dos diferentes tipos de leite. Os mais famosos são o queijo
da serra, da região de Serra da Estrela, o queijo São Jorge, da Ilha portuguesa de
São Jorge, e o requeijão. Um pastel popular é o de nata, uma pequena torta de
creme, frequentemente polvilhada com canela.

Peixes e frutos do mar

Portugal é uma nação marítima com uma indústria de pescado bem


desenvolvida, que se reflete na quantidade de peixes e frutos do mar nas
refeições. O país possui o mais alto consumo de pescado per capita do mundo e
está um dos quatro maiores no mundo. O peixe é servido grelhado, cozido
(incluindo o escaldamento e a fervura), frito ou bem frito, ensopado
(frequentemente em panela de barro) ou mesmo assado. Na frente, dentre estes,
está o bacalhau, o tipo de peixe mais consumido em Portugal. Diz-se que há
mais de 365 maneiras de cozinhar o bacalhau, um para cada dia do ano. O
bacalhau é quase sempre utilizado seco e salgado, porque a tradição pesqueira
portuguesa no Atlântico Norte de desenvolveu antes da invenção da refrigeração
- portanto, precisa ser encharcado com água ou algumas vezes com leite antes do
cozimento. Os pratos com peixe mais simples são frequentemente temperados
com óleo de oliva virgem e vinagre de vinho branco.

Portugal tem pescado e comercializado o bacalhau desde o século 15 e este


comércio é responsável pela sua onipresença na cozinha. Também são populars
as sardinhas frescas (especialmente quando grelhadas), polvo, lula, choco,
caranguejos, camarão e camarões, lagosta, lagosta vermelha, e muitos outros
crustáceos tais como cracas e perceves, pescada, carapau, lampreia, robalo,
peixe-espada (especialmente na Madeira) e uma grande variedade de outros
pescados, frutos do mar e moluscos, tais como amêijoas, mexilhões, ostras,
pervincas, e vieiras. A caldeirada é um ensopado, composto de uma variedade de
peixe e frutos do mar, com batatas, tomates e cebola.

A preservação das sardinhas era usualmente feita em salmoura, para a venda


nas áreas rurais. Mais tarde, os enlatados de sardinha foram desenvolvidos por
toda a costa portuguesa. A arraia é seca ao sol ao norte de Portugal. O atum em
lata está amplamente disponível no continente português. O atum era abundante
nas águas do Algarve. Eles eram pescados em redes fixas quando passavam pela
costa sul portuguesa para desovar no Mediterrâneo, e novamente ao retornarem
para o Atlântico. O escritor português, Raul Brandão, em seu livro Os
Pescadores, descreve como o atum era pescado pelas redes e puxado para os
barcos, e como os pescadores se divertiam ao lidar com o maior peixe na rede. A
tuna fresca, contudo, é usualmente comida na Madeira e o Algarve, onde a carne
da tuna é um importante item na cozinha local. As sardinhas ou tuna canned,
servidos com batatas cozidas ou feijão frade e ovos cozidos, constituem uma
refeição conveniente quando não há empo para preparar algo mais elaborado.

Carne e aves

Comer carne e aves diariamente historicamente era um privilégio das classes


mais abastadas. A carne era básica na mesa da nobreza durante a Idade Média.
Um cronista da Renascença portuguesa, Garcia de Resende, descreve como um
prato de entrada em um banquete real era composto de um boi inteiro assado
adornado com um círculo de frangos. Um prato comum português, comido
principalmente no inverno, é cozido à portuguesa, onde de alguma forma se
iguala ao pot au feu francês, o cozido espanhol, o jantar cozido da Nova
Inglaterra ou o casado costa riquenho. Sua composição depende da imaginação e
recursos financeiros do cozinheiro. Um cozido realmente suntuoso poderá ter
bife, porco, porco salgado, vários tipos de enchidos tais como chouriço curado,
morcela e chouriço de sangue, linguiça, farinheira, etc.), patas de porco, presunto
curado, batatas, cenouras, nabos, grãos de bico, couve e arroz. Este
originalmente seria um prato favorito do fazendeiro abastado, que mais tarde
alcançaria as mesas da burguesia urbana e dos restaurantes típicos.

Diz-se que tripas à moda do Porto (com feijões brancos) se originaram no


século 14, quando os castilianos sitiaram Lisboa e bloquearam a entrada do
Tagus. O cronista português, Fernão Lopes, dramaticamente reconta como a
fome se expandiu por toda a cidade. Os preços dos alimentos aumentaram
astronomicamente, e meninos pequenos iriam ao antigo mercado de trigo,
buscando alguns grãos pelo chão, os quais eles avidamente comeriam quando
achados. Pessoas velhas e doentes, como também prostitutas, ou em resumo,
qualquer pessoa que não tivesse condições de auxiliar para a defesa da cidade,
seriam enviadas para o campo castiliano, apenas para serem reenviadas para
Lisboa pelos invadores. Foi neste ponto que os cidadãos do Porot decidiram
organizar uma frota de suprimentos que gerenciassem os deslizes do bloqueio
ribeirinho. Aparentemente, já que toda a carne disponível era enviada para a
capital, por um período os moradores do Porto se limitavam a comer tripa e
outros órgãos. Outros afirmam que foi apenas em 1415 que Porto se privava de
comer carne para fornecimento à expedição que conquistou a cidade de Ceuta,
na África do Norte. Qualquer que seja a verdade, desde pelo menos o século 17,
as pessoas do Porto têm sido conhecidas como tripeiros. Outro prato português
que leva tripa é a dobrada. Hoje em dia, a região do Porto é igualmente
conhecida, contudo, pelo sanduíche tostado conhecido como francesinha. No
Alto Alentejo, há um prato muito típico feito de pulmões, sangue e fígado de
porco ou cordeiro. É um prato da Páscoa, mas pode ser visto em todas as
estações do ano. Basicamente, o sangue é boiled e cortado em pequenos
pedaçoes como as demais partes, ingredientes secretos são acrescidos e "voilá".
No final, cubra o prato com pão que ficará soak com o líquido, algumas pessoas
também põem menta e uma fatia de laranja.

Muitos outros pratos destacam a cozinha portuguesa. Na área Bairrada, um


prato famoso é o leitão à Bairrada (leitão tostado). Nas proximidades, outro
prato, chanfana (carneiro velho, lentamente cozido ao vinho) é sustentado por
duas cidades, Miranda do Corvo ("Capital da Chanfana") e Vila Nova de Poiares
("Capital Universal da Chanfana"). Alcatra, marinado com vinho tinto e alho, e
então assado, é uma tradição da Ilha Terceira nos Açores. No continente
português, a alcatra, uma palavra árabe para peça ou pedaço, refere-se apenas a
uma certa fatia de carne cara. A carne de porco à alentejana, o porco frito com
amêijoas, é uma prato popular, erroneamente nomeado, já que originário de
Algarve, não do Alentejo.

Alentejo é uma província agrícola com apenas um porto pesqueiro


considerável, Sines; e no passado, os frutos do mar não estariam disponíveis no
interior. por outro lado, todos os pontos em Algarve estão relativamente
próximos à costa e os porcos alimentados usualmente ccom peixes, então as
amêijoas foram adicionados ao porco frito para disfarçar o sabor de peixe da
carne. Hoje em dia, contudo, ninguém sonharia em chamá-lo carne de porco a
Algarvia. A lenda também diz que o prato foi desenvolvido para testar a fé dos
judeus recém convertidos à fé cristã; consistindo de porco e frutos do mar (dois
itens non-kosher). Esperava-se que os marranos comessem o prato em público
para provar seu total desapego à fé judaica.

O bife português, é uma fatia de bife ou porco frito, servido com um molho ao
vinho com batatas fritas, arroz, ou salada. Para adicionar mais algumas calorias a
este prato, um ovo, cozido ao sol, poderá ser aposto no topo da carne, no qual o
prato recebe um novo nome, bife (com ovo), um cavalo (carne com ovo a
cavalo). Outra variação de bife é bife caseiro, que poderá se assemelhar ao bife a
cavalo ou apresentar adornos, como os aspargos.

As iscas (fígado frito) eram um pedido favorito nas tabernas da antiga Lisboa.
Algumas vezes, elas eram chamadas iscas com elas, que eram as batatas sautéed.
Pequenas fatias de carne ou de porco enroladas (respectivamente com pregos ou
bifanas) são lanches populares, frequentemente servidos em cervejarias, com
uma grande taça de cerveja. Nos dias atuais, contudo, quando o tempo e a
economia demandam seus toll, a prego ou bifana, comidos em uma lancheria,
poderá constituir o almoço de uma funcionário white collar. A espetada (a carne
no espeto) é muito popular na Madeira.

Alheira, um molho amarelado de Trás-os-Montes, servido com batatas fritas e


ovo frito, tem uma estória interessante. No final do século 15, o Rei Manuel de
Portugal solicitou que todos os judeus residentes se convertessem ao
Cristianimos ou deixassem o país. O Rei não queria realmente expulsar os
judeus, que constituíam a elite profissional e econômica do reino, mas foi
forçado a fazê-lo por pressões externas. Então, quando o prazo acabou, ele
anunciou que não havia navios disponíveis para aqueles que recusassem a
conversão - a vasta maioria - , e homens, mulheres e crianças foram arrastadas
para as igrejas para um batismo em massa forçado. Obviamente, a maioria dos
judeus mantiveram sua religião secretamente, mas tentavam mostrar uma
imagem de serem bons cristãos. Já que evitar porco era uma prática fabulosa aos
olhos da Inquisição, os convertidos criaram um tipo de salsicha que parecesse
ser feita de porco, mas realmente apenas continha muitos temperos e frango.
Atualmente, contudo, a tradição foi quebrada, e o porco foi adicionado a
alheiras.

A influência judaica poderá ter sido um fator determinante em algumas outras


práticas na preparação do alimento e nos hábitos alimentares. Diferentes tipos de
pão e bolos sem fermento, tais como as arrufadas de Coimbra, são assadas no
continente português e nos Açores. Nas ilhas, a carne é frequentemente
repetidamente lavadas em água para retirar qualquer traço de sangue. Após
serem mortos, os frangos poderão ser pendurados de cabeça para baixo, então o
sangue será drenado, contudo, paradoxalmente, pode ser utilizado mais tarde
para a cabidela. O sangue salpicado no chão é algumas vezes coberto com
sujeira, como a passagem de Levítico orientam os judeus. Os frutos do mar sem
escamas, tais como moreias, poderão ser evitadas em algumas áreas. E,
finalmente, faz-se uma cisão nos animais abatidos, com uma faca muito afiada,
uma prática também exortada pela lei rabínica.

As aves, facilmente criadas em um casa de camponeses, foi considerada


inicialmente um alimento de qualidade. Os perus eram apenas comidos no Natal
e em ocasiões especiais tais como recepções de casamento ou banquetes. Até a
década de 1930, os fazendeiros dos subúrbios de Lisboa trariam ervas e perus
para vender nas ruas da cidade, por volta do Natal. Antes de serem mortos,
empurrava-se uma dose forte de aguardente goela abaixo das aves, para tornar a
carne mais macia e saborosa, e esperançosamente assegurar um estado mental
feliz na hora de utilizar uma faca afiada. As pessoas pobres comiam frango
quanse sempre apenas quando estavam doentes. Hoje em dia, uma produção em
massa em fazendas de aves torna esta carne acessível a todas as classes. Logo, os
bifes de perú, as carnes de perú, têm se tornado um acréscimo recente às mesas
portuguesas.

Vegetais

Os vegetais populares na culinária portuguesa incluem os tomates, couve e


cebolas. Há muitos pratos ricos em amido, tais como feijoada, um rico ensopado
com feijão, e açorda, uma cassarola à base de pão espesso, geralmente
temperada com alho e coentro ou frutos do mar. Muitos pratos são servidos com
salada, usualmente feitas de tomate, alface, e cebola temperados com óleo de
oliva e vinagre. Batatas e arroz também são extremamente comuns na culinária
portuguesa. As sopas feitas de uma variedade de vegetais comumente estão
disponíveis, uma das mais populares é o caldo verde, feito de batata purée,
rodelas finas de couve e fatias de chouriço.

Queijo

Há uma ampla variedade de queijos portuguese, especialmente feitos com o


leite de cabra ou ovelha, ou ambos juntos. Usualmente, estes têms abor e cheiro
muito fortes. A culinária tradicional portuguesa não inclui o queijo em suas
receitas, logo é usualmente comido sozinho ante ou depois dos pratos principais.
Nos Açores, há um tipo de queijo feito com o leite de vaca, om sabor picante, o
Queijo São Jorge. Outro queijos bem conhecidos, com denominação de origem
protegida, tais como o Queijo de Azeitão, o Queijo de Castelo Branco e o Queijo
da Serra da Estrel,a com sabor muito forte, podem ser comidos macios ou mais
maturados. O de Serra da Estrela é fabricado de forma caseira, com leite de
ovelha fresco e coalho derivado do cardo. O da foto, o Queijo Mestiço de Tolosa
é o único queijo português com indicação geográfica protegida e é fabricado na
paróquia de Tolosa, na pequena vila de Nisa, Bairro Portalegre, Alto Alentejo.
Nesta área de Nisa, também se produz o Queijo de Nisa.

Vinhos

Vinho (tinto, branco, e "verde") é bebida tradicional portuguesa, sendo o Rosé


popular nos mercados não portugueses e não particularmente comum no próprio
Portugal. O vinho verde não tem cor verde, mas um tipo específico de vinho, que
pode ser tinto, branco ou rosé, e é produzido apenas no lado noroeste (província
do Minho). O têrmo "vinho verde" não se refere à cor da bebida, mas no fato de
que precisa ser bebdio ainda "jovem". Um vinho verde deve ser consumido
como um vinho novo enquanto um vinho "maduro, usualmente pode ser
onsumido após um período de envelhecimento. Os vinhos verdes são apenas
produzidos no norte de Portugal e usualmente ligeiramente espumantes. O vinho
Port é um vinho energizado com sabor distinto, produzido no Douro, e
normalmente servido com sobremesas. O vinho da Madeira é um vinho regional,
produzido na Madeira, similar ao sherry. A partir da destilação dos bagaços das
uvas, produz-se uma variedade de conhaques (chamados aguardentes) que têm
sabor muito forte. Os licores típicos tais como Licor Beirão e Ginjinha são
bebidas alcóolicas muito populares em Portugal. Ao sul, particularmente em
Algarve, fabrica-se um destilado espirituoso a partir do morango, chamado
medronho.

Pasteis e sobremesas

Muitas dos pasteís típicos do país foram criadas nos mosteiros na Idade Média
por freiras e monges e vendidos para complementação de sua renda. O principal
ingrediente para estes pastéis eram as gemas dos ovos. A crença comum diz que
as freiras medievais utilizavam grandes quantidades de claras de ovos para
reforçar os seus hábitos, e desenvolviam receitas de sobremesas sem fim, para
utilizar todos as gemas excedentes. Contudo, sabe-se que Portugal tinha uma
grande produção de ovos, principalmente entre os séculos 18 e 19, e que a maior
parte das claras dos ovos eram exportados para purificar o vinho branco ou
engomar ternos. O excesso na quantidade de gemas, combinado com bastante
açúcar vindo das colônias portuguesas era a inspiração para a criação das
maravilhosas receitas feitas com gemas de ovos. Os nomes das receitas
usualmente se relacionam à vida monástica e à fé católica. Por exemplo, dentre
outros, barriga de freira, papos de anjo, e toucinho do céu. Outros ingredientes
comuns da confeitaria dos conventos portugueses são as amêndoas, o "doce de
chila/gila" feitos de abóbora,bolachas e fios de ovos.

As sobremesas ricamente à base de ovos são muito populares e


frequentemente condimentadas com especiarias, tais como canela e baunilha. A
mais popular é o leite-creme (uma sobremesa que consiste de creme de ovos
coberta com uma camada espessa de caramelo), arroz doce (um típico pudim de
arroz popular), e flã (um creme de caramelo, no Brasil conhecido como pudim
de laite condensado). Uma sobremesa chamada aletria, similaro ao arroz doce,
mas feito com um tipo de aletria, ao invés de arroz, também é muito popular.
Eles também predominam como sobremeas caseiras tradicionais no Brasil e
outros países de origem portuguesa.

Bolos e pastéis também são muito populares em Portugal. Muitas das cidades
têm uma especialidade local, usualmente pastelaria à base de ovos e creme.
Originalmente de Lisboa, mas populares em todo o mundo, como também na
época da diáspora, são os pastéis de nata. Estes são pequenas tortas
extremamente ricas em creme. Outros pastéis encontrados na maioria dos cafés,
padarias e pastelarias pelo país são o bola de Berlim, pão-de-ló e os pastéis
Tentúgal.


Influências na culinária mundial

Formalmente, Portugal tinha um grande império e a culinária recebera


influências e influenciou. Um influência portuguesa é fortemente evidente na
culinária brasileira, que destaca suas próprias versões de pratos portugueses tais
como a feijoada e a caldeirada (ensopado de peixe). Outras influências
portugeusas podem ser degustadas na província indiana de Goa, onde os seus
pratos tais como o vindaloo, mostra a combinação do vinagre e alho, e também a
gastronomia macaense.

A laranja da Pérsia, amplamente cultivada no sul da Europa desde o século 11,


era mais azeda. As laranjas doces foram trazidas da Índia para a Europa no
século 15 pelos comerciantes portugueses. Alguns idiomas do sudeste indo-
europeu chamam a laranja pelo nome Portugal, que era anteriormente o principal
exportador. Por exemplo, a portokal búlgara [портокал], a portokali grega
[πορτοκάλι], a porteghal persa [‫]ﭘﺮﺗﻘﺎل‬, e a portocalã romena. Também nos
dialetos do sul da Itália (Neapolitana), a laranja é chamada portogallo ou
purtualle, literalmente "as Portuguesas". Nomes correlatos podem ser
encontrados também em outros idiomas: a portakal turca, a al-burtuqal árabe
[‫]اﻟﺒﺮﺗﻘﺎل‬, a birtukan amárica [ቢርቱካን], e a phortokhali georgiana
[ფორთოხალი].

As especiarias importadas portuguesas importadas da Ásia, tais como a


canela, agora liberalmente são utilizadas em suas sobremesas tradicionais. Além
disto, a "canja" portuguesa, uma sopa de frango feita com arroz e terapia
alimentar popular para os doentes, assemelha-se ao congee asiático, utilizado da
mesma maneira, sugerindo que pode ter vindo do Oriente.

O chá se tornou moda na bretanha na década de 1660, após o casamento do


Rei Charles II com a princesa portuguesa Caterine de Bragança. que trouxera seu
gosto pelo chá para a corte, originariamente da colônia de Macau.

Em 1543, os navios mercantes portugueses alcançaram o Japão e introduziram


o açúcar refinado, valioso ali enquanto produto de luxo. O senhores japoneses
desfrutavam tanto da confeitaria portuguesa que estsa foi remodelada para os
tradicionais o bombom kompeito, o pão-de-ló kasutera, a versão dos "fios de
ovos" portugueses keiran somen (também populares na culinária tailandesa
como o nome de "kanom foy tong"), criando o Nanban-gashi, ou "Wagashi Novo
Estilo". Durante este período de comércio em Nanban, a tempura foi introduzida
no Japão pelos primeiros missionários portugueses.

Por todo o mundo, os imigrantes portugueses influenciaram a gastronomia de


suas novas "terras natais", como o Havai e partes da Nova Inglaterra. O pão doce
português, as malasadas, a sopa de feijão, as salsichas (linguiça, chouriço) são
comidos regularmente nas ilhas havaianas pelas famílias de todas as etnias.

Na Austrália, as variações do frango em estilo português, vendido


principalmente nos restaurantes fast food, têm se tornado extremamente
populares nas últimas duas décadas. Os serviços incluem os patros de frango
como também uma variedade de hamburgueres. E alguns casos, tais como
"sanduíches de frango portugueses", os pratos ofereciam apenas uma fraca
ligação com a gastronomia portuguesa, usualmente apenas o uso molho piri-piri,
uma técnica de mercado.

Os portugueses também influenciaram em muito a culinária africana. Eles


foram os responsáveis pela introdução do milho no continente africano.

O vinho da Madeira e sua influência na História Americana - Primórdios da


História Americana (séculos 17 - 18)

O século 18 foi a "era de ouro" para a Madeira. A popularidade do vinho se


estendeu das colônias americanas e brasileiras no Novo Mundo para a Grã
Bretanha, a Rússia e África do Norte. As colônias americanas, em particular,
eram clientes entusiastas, consumindo o mesmo que um quarto de todo o vinho
produzido na ilha a cada ano. Madeira foi uma importante produtora de vinho na
história dos Estados Unidos da América. As uvas qualificadas para a produção
de vinho não poderiam ser cultivadas entre as 13 colônias, então as importações
eram necessárias, com grande foco na Madeira. [3][4] Um dos maiores eventos
no caminho da revolução na qual a Madeira desempenharam um importante
papel, foi a confiscação britânica da regata de João Hancock, Liberdade, em 9 de
maio de 1768. O seu barco foi confiscado após a retirada de uma carga de 25
tubos (3.150 galões) da Madeira, e o surgimento de uma disputa sobre os direitos
de importações. A confiscação da Liberdade causou a explosão de revoltas entre
o povo de Boston.[5][6] Madeira era uma favorita de Thomas Jefferson, e
utilizada para brindar a Declaração da Independência..[3] Diz-se também que
George Washington, Alexander Hamilton, Benjamin Franklin e John Adams
também apreciavam as qualidades da Madeira. O vinho foi mencionado na
autobiografia de Benjamin Franklin. Em uma ocasião, Adams escreveu para a
sua esposa, Abigail, sobre as grandes quantidades de Madeira que ele consumia
enquanto delegado de Massachusetts para o Congresso Continental. Um garrafa
de Madeira foi utilizada pelo Capitão James Server para batizar a Constituição
Americana de 1797. O Chefe de Justiça John Marchall também era conhecido
por apreciar o Madeira, como também os seus coortes na primeira Corte
Suprema dos EUA.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | A Cozinha Portuguesa
Restaurantes

Casa Pasteis de Belém

Padaria.

Endereço: Rue de belem 84, Lisboa 1300-085, Portugal.

Fone: +351 21 3637423.


Casanova

Comida italiana.

Endereço: Avenida Infante D. Henrique - Cais da Pedra a Bica do Sapato,


Armazém B, loja 7, Lisboa, Portugal.
Fone: +351 21 8877532.

Restaurante Rio Coura

Cozinha portuguesa

Endereço: 30 Rua de Augusto Rosa, Sé, Lisboa 11000, Portugal.

Fone: +351 21 8869867.

Café A Brasileira

Bar, Café, Sanduíches

Endereço: Rua Garrett 120, Lisboa, Portugal.

Fone: Não disponível.

Pátio 13

Cozinha portuguesa, Frutos do Mar, Churrasco

Endereço: Calçadinha Santo Estevão, 13, Lisboa 1100, Portugal.

Fone: +351 218882325.

Tamarindo

Comida indiana

Endereço: Rua da Glória n0 43-45, Lisboa, Portugal.

Fone: +351 21 3466080.

Hemingway Cascais

Cozinha internacional

Endereço: Marina de Cascais 1, Lisboa 2750-800, Portugal.

Fone: +351 21 6224452.


Cantinho da Paz

Cozinha indiana, africana, paquistanesa e portuguesa

Endereço: Rua da Paz 4, Lisboa 1200, Portugal.

Fone: +351 21 3969698.

Spianata

Comida italiana.

Endereço: Travessa de Santa Quitéria 38D, Lisboa, Portugal.

Fone: +351 21 3881892.

RockSushi

Comida japonês

Endereço Rua Fradesso da Silveira, Bloco C, Loja 5 (Ed. Alcântara Rio (Zona
Pedonal, Lisboa, Portugal.

Fone: +351 21 3840839.

Cantinho do Bem Estar

Cozinha portuguesa

Endereço: Rua Do Norte, 46 - Bairro Alto, Lisboa, Portugal.

Fone: +351 21 3464265.

Restaurante Olivier Café

Cozinha portuguesa

Endereço: Rua do Alecrim, nº. 23, Lisboa 1200-459, Portuga.l

Pone: +351 21 3421024.



Santo Antônio de Alfama

Cozinha portuguesa, Frutos do Mar, Churrasco

Endereço: Beco de Sao Miguel 7, Lisboa, Portugal.

Fone: +351 21 8881328.

A Travessa

Cozinha portuguesa

Endereço: Travessa do Convento das Bernardas, 12, Lisboa 1200-687,


Portugal.

Fone: +351 21 3902034.

Casa da Comida

Cozinha belga e francesa

Endereço: Travessa das Amoreiras, Amoreiras, 1250, Lisboa 1250-025,


Portugal.
Fone: +351 21 3885376.

Amarra o Tejo

Cozinha mediterrânea e portuguesa

Endereço: Jardim do Castelo - 2800 Almada, Lisboa, Portugal.

Fone: +351 21 2730621.


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Imperdível Pontos de Interesse


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Torre de Belém

Torre de Belém ou Torre de São Vicente é uma fortificada situada na paróquia


civil de Santa Maria de Belém no município de Lisboa, Portugal. É patrimônio
mundial da UNESCO (junto com o Mosteiro dos Jerônimos, que fica perto)
devido ao papel significativo que desempenhou nas descobertas marítimas
portuguesas na Era das Descobertas. A torre foi encomendada pelo Rei João II,
como parte do sistema de defesa na foz do Rio Tagus e uma porta cerimonial
para Lisboa.


A torre foi construída nos primórdios do século 16 e um exemplo proeminente
do estilo manuelino português, mas também incorpora toques de outros estilos
arquitetônicos. A estrutura foi construída em pedra calcária em lioz e é composta
de um bastião e torre de quatro pisos com 30 m (100 pés). Erroneamente, tem
sido afirmado que a torre foi construída no meio do Tagus e agora se encontra
perto da praia devido ao redirecionamento do rio após o terremoto de 1755. Na
verdade, a torra foi construída em uma pequena ilha no Rio Tagus, perto do
litoral de Lisboa.
História

No final do século 15, o Rei João II tinha projetado um sistema de defesa para
a foz do Tagus, que dependia das Fortalezas de Cascais e São Sebastião (ou
Torre Velho) em Caparica, no lado sul do rio. Estas fortalezas não cobriam
completamente a foz, demandando maior proteção. Na primeira metade do
século 16, nas "Crônicas de João II", o autor Garcia de Resende, afirmou a
opinião do monarca de que as defesas de Lisboa eram insuficientes, e que ele
tinha insistido no fornecimento de fortificações eficientes ao longo da entrada ao
Rio Tagus, para completar as defesas existentes. Para este fim, ele solicitou a
"construção de um forte sólido", do qual Garcia de Resende obteve um desenho.
Mas o monarca faleceu, antes do início de quaisquer planos. Vinte anos mais
tarde, foi o Rei Manuel I de Portugal, que revisitou a ideia, ordenando a
construção de uma fortificação militar na margem sul do Tagus, na praia em
Belém. Em 1514, uma carta de autoria de Lourenço Fernandes aos seus amigos,
referia-se à intenção do Rei de construir uma torre na área de Restelo Velho,
tendo sido determinada a necessidade.

O projeto começou a ser desenvolvido em uma afloração rochosa que se


situava um pouco distante do rio, aplicando algumas das pedras coletadas para a
construção do Monastério de Santa Maria de Belém. Em 1516, Francisco de
Arruda (que era o "Mestre do Bastião de Restelo"), já recebia 763 blocos e 504
pedras para a construção, entregues por Diogo Rodrigues, o tesoureiro e receptor
do projeto. Enquanto a construção progredia, a Grande Nau, uma embarcação de
1.000 toneladas, fortemente armada foi utilizada para complementar as defesas.

Em 1519, a edificação tinha sido concluída (apenas cinco anos após o


falecimento de Manuel), e Gaspar de Paiva temporariamente foi posto para
comandar a fortaleza. A comissão se tornou permanente em 15 de setembro de
1521, quando Gaspar de Paiva foi indicado a primeiro Capitão-Geral, ou alcaide,
que denominou o forte invocando o nome do santo padroeiro da cidade, "Castelo
de São Vicente" (Castelo de São Vicente de Belém).

Alguns ano mais tarde (1571), Francisco de Holanda aconselhou o monarca


que era necessário melhorar as defesas costeiras de modo a proteger a capital do
Reino. Ele sugeriu a construção de um forte "sólido e inexpugnável" que pudesse
facilmente defender Lisboa e que a Torre de Belém "deveria ser reforçada,
reparada e finalizada... pois tinha custado muito para não ser concluída". D
´Holanda projetou um bastião retangular mais incrementado, com torres de vigia.
Em 1580, após algumas horas de combate, a guarnição parou na Torre
rendidas por forças espanholas sob o comando do Duke de Alba. Imediatamente
após este derrota, durante a Dinastia Filipinos (1580-1640), os calabouços da
Torre serviu de prisão até 1830. Foi durante também o último quartel do século
16, que a construção dos quarteis filipinos começou. Um espaço de dois andares,
retangular, foi construído sobre o bastião, assumindo o contorno visual que tem
mantido no século 20, com as cruzes da Ordem de Cristo esculpidas e torres de
vigia redondas.

Em 1589, Filipe I de Portugal solicitou ao engenheiro Friar João Vicenzio


Casale um projeto de um forte poderoso a ser construído no lugar do inútil
"castelo de São Vicente". O engenheiro apresentou três propostas, que
pressupunham que o bastião seria circundado po outro bastião de menores
dimensões, o que nunca se concretizou.

Um código de 1633 para a Casa de Cadaval foi inserido em um dos andares,


um dos arcos dos quarteis, e em quatro arcos maiores no topo da fachada sul.
Similarmente, uma placa com a inscrição 1655 foi aposta na parede norte do
claustro, que certificou sua função enquanto ponto de controle alfandegário e
para navegação ao longo do Tagus; os navios foram obrigados a pagar enquanto
entravam no porto, o que foi imposto de forma incremental.

Entre 1780 e 1782, no reinado de Maria I de Portugal, General Guilherme de


Valleré construiu o Forte de Bom Sucesso, cuja a bateria foi conectada à Torre,
por um corredor a oeste.

A invasão francesa de Lisboa, durante a Guerra Pensinsular, resultou o


aquartelamento de tropas na Torre entre 1808 e 1814. Após o recuo das forças
francesas, Lord Beresford aconselhou que os batalhões da artilharia costeira
deveriam ser reforçados ao longo do Tagus, e especialmente notificou que mais
sólidos deveriam ser instalados nas laterais do bastião da Torre, enquanto
carruagens eram postas para melhor proteger os soldados, já que as paredes eram
muito baixas.

O Rei Miguel I (1828-1832) utilizava os calabouços para aprisionar os seus


oponentes liberais, enquanto em outro nível o usava para alfândega de
embarcações, até que a tributação sobre navios estrangeiros foi abolida em 1833.
A torre recebeu melhorias militares em 1589 e 1809-14.
Durante o reinado de Maria II, após protestos de Almeida Garret em relação
ao estado de degradação e a persuação do Duque de Tercira, iniciaram-se as
renovações pelo engenheiro militar António de Azevedo e Cunha. Ele demoliu
os quarteis filipinos e estendeu elementos revivalistas em 1845-1846 (tais como
os merlins armados, as balaustradas na varanda ao longo da fachada sul, o painel
rendilhado no claustro e o nicho com uma imagem da Virgem e o Menino.)

Por vários anos (1865-1867), a edificação começou a prestar novos serviços:


um farol foi instalado no terraço a sudeste e um serviço de telégrafo foi iniciado,
enquanto uma fábirca de gás foi instalada, produzindo fumaça e causando muitos
protestos.

A primeira mudança para preservar e reabilitar a Torre foi iniciada na última


parte do século 20. Primeiro, a torre foi transferida para o Ministério das
Finanças, em 1940, o que demandou pequenos serviços de conservação. Os
alojamentos militares foram removidos e o claustro interior foi erigido, Mais
tarde, o arquiteto paisagista António Viana Barreto executou um plano de
integração da Torre com a praia local, a partir de 1953 (durando três anos).
Vários projetos foram conduzidos em 1983, quando o local sediou a 17
Exposição Europeia de Arte, Ciências e Cultura, incluindo a cobertura do
claustro com cúpula plástica transparente. Neste ano, também foi classificada
como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

No anos 1990 (1 de junho), a propriedade foi transferida para o Instituto


Português do Patrimônio Arquitetônico (precursor do IGESPAR), que começou
a concluir a restauração completa da edificação. A torre e o bastião receberam
manutenção e restauração de fevereiro de 1997 a janeiro de 1998, que incluiu o
reforço da estrutura, o tratamento das junções em argamassa e limpeza estrutural.
As obras estruturais incluiram as bases do balcão sul com rods de aço inoxidável
e resina epoxi. O mesmo tratamento também foi aplicado nas estátuas de São
Vicente de Saragossa e Miguel Arcanjo. Em 1999, a recuperação recebeu uma
premiação (Europa Nostra) pela restauração do exterior. Esta também foi
incluida em 7 de julho de 2007, como uma das Sete Maravilhas de Portugal.

Arquitetura

A Torre se situa na margem norte do Rio Tagus, na paróquia civil de Santa


Maria de Belém, município de Lisboa, acessível no lado oeste da Avenida de
Brasília. Nas proximidades, estão o Mosteiro dos Jerônimos (a leste) e o Forte de
Bom Sucesso (a oeste), enquanto ao norte, estão a residência do Governador da
Torre, a antiga residência do Governador para o Forte Bom Sucesso e a Capela
de São Jerônimo. Através da Avenida de Brasília e por uma pequena ponte que
se estende sobre as águas para a estrutura, tem-se acessibilidade à própria Torre.

A Torre de Belém é isolada ao longo do litoral ribeirinho, entre a doca de Bom


Sucesso e Pedrouços, em um afloramento rochoso de basalto, do Complexo
Lisboa-Mafra. Contudo, vários guias têm exigido que a torre fôra construída na
meio do Tagus, e agora fica próxima à praia após o terremoto de 1755, que
redirecionou o rio; a verdade é muito mais simples. O Ministro da Cultura
português (Ministério da Cultura) e o Instituto do Patrimônio Arquitetônico,
indicam que a torre foi erigida em uma pequena ilha próxima das margens do
Tagus, do lado oposto à Praia de Restelo. Como o desenvolvimento se expandiu
progressivamente na linha costeira, as margens norte insinuando-se mais e mais
ao sul do Tagus; a torre foi se integrando às margens ribeirinhas com o passar do
tempo.

A Torre de Belém foi construída com pedra de cantaria lioz, uma pedra de cor
clara, rara, presenta na área de Lisboa. A edificação se divide em duas partes: o
bastião e a torre com quatro andares, localizada no lado norte do bastião.

A torre do século 16 é considerada uma das obras principais do gótico recente


potuguês, estilo manuelino. Este particularmente aparece em sua abóbada com
nervuras, cruzes da Ordem de Cristo, espferas armilares e cordas torcidas,
comuns ao estilo manuelino orgânico e náutico.

Exterior

Seu plano é composto de uma torre retangular e um bastião hexagonal


irregular, com flancos que se projetam alongados para o lado sul em direção ao
rio. É basicamente um grande volume vertical articulado em uma laje horizontal,
coberto com compartimentos exteriores. No ângulo nordeste da estrutura,
protegida por uma parede com guaritas, há uma ponte para acessar o baluarte
decorado com motivos florais, sobrepujada pelos brasões reais e flanqueada por
colunas pequenas, complementadas com esferas armilares. As esferas armilares
manuelinas aparecem na entrada da torre, simbolizando as explorações
marítimas de Portugal, e foram utilizadas na flâmula pessoal do Rei Manuel para
representar as descobertas durante o seu governo.
No lado externo do bastião mais baixo, as paredes têm espaços para 17
canhões com aberturas de observação para o rio e um ocular ao norte. A fileira
superior do bastião é coroado por uma parede menor com guaritas em locais
estratégicos, decorados com escudos redondos da Cruz da Ordem de Cristo que
circulam a plaraforma. O Rei Manuel I foi um membro da Ordem de Cristo e a
cruz é utilizada repetidamente nos parapeitos. Estas eram um símbolo do poder
militar de Manuel, já que os cavaleiros da Ordem de Cristo contribuíram em
numerosas conquistas naquele tempo. As guaritas, torres de vigia cilíndricas nos
canto,s são cobertas com mísulas representando animais e os domos são cobertos
com botões de rosas. As laterais desta plataforma apresenta torreões (guerites)
encimadas por cúpulas de aparência mourisca. A base dos turrets tem imagens de
bestas, incluindo um bebê rinoceronte. Este é considerada como sendo a
primeira escultura de tal animal na arte europeia ocidental, e provavelmente
retrata o rinoceronte que Manuel I enviou para Papa Leão X em 1515 (que tinha
sido enjaulado uma vez).

Enquanto a torre é proeminentemente manuelina, também incorpora toques de


outros estilos arquitetônicos A torre foi erigida pelo arquiteto militar Francisco
de Arruda, que já tinha construído várias fortalezas em territórios portugueses
em Marrocos. A própria influência da arquitetura mourisca se manifesta em
decorações delicados, a janela arqueada, os balcões, e a cúpulas com nervuras
das torres de vigias.

A torre tem quatro andares, com fenestrações e parapeitos, com o piso térreo
ocupado por uma cisterna abobadada. No primeiro andar há uma porta retangular
que se volta para o sul, com janelas arqueadas a leste e norte, e guaritas nas
laterais nordeste e noroeste. A parte sul do segundo piso é tomada por uma
varanda coberta com matacães (ou loggia), constituídos por uma arcada com sete
arcos, que jazem sobre grandes mísulas com balaustradas. É coberto com
cantaria entrelaçada formando um alpendre, e seu teto inclinado termina em uma
corda torcida esculpida. As paredes leste, norte e oeste são ocupadas por
compartimentos com duplo arco, com laterais nordeste e noroeste com nichos
ocupados com estátuas do São Vicente de Saragossa e Miguel Arcanjo. O
terceiro andar tem janelas gêmeas nas fachadas norte, leste e oeste, com
balaústres, intercalados por duas esferas armilares e grande relevo com brasão de
armas reais. O último andar é rodeado por um terraço com escudos da Ordem de
Cristo, e uma porta arqueada ao norte e janela arqueada a leste. O terraço é
circulado por uma pardede baixa com merlins piramidais em colunata, com
bartizans, nas quatro laterais. Uma torre similar sobre este andar oferece uma
vista da paisagem circundante.
Interior

A parte interna da gruta do bastião, com escadaria circular ao norte, tem dois
halls contíguos com tetos abobadados apoiados por arcos em alvenaria, com
quatro vestiários e instalações sanitárias. Na casamata do pavimento térreo, o
piso é inclinado em direção do lado externo, enquanto os tetos são apoiados por
pilastras em alvenaria e colunas abobadadas. Nesta casamata, evidencia-se a
abóbada com nervura gótica; os ambientes da torre e as cúpulas das torres de
vigia no terraço do bastião. Compartimentos periféricos nas extremidades da
casamata permitemaos canhões individuais ocuparem seu próprio espaço, com o
teto projetado com várias cúpulas assimétricas em várias alturas. Mais tarde, as
despensas auxiliares utilizadas como prisões.

Duas arcadas se abrem para o claustro principal ao norte e ao sul, enquanto


seis arcos quebrados se estendem ao longo das partes leste e oeste do claustro,
intercalados por pilares quadrados na gruta do bastião, com faces de gárgulas. O
claustro aberto sobre a casamata, embora decorativa, foi projetada para dissipar a
fumaça do canhão. O andar superior é intercalado por um corrimão decorado
com as cruzes da Ordem de Cristo, enquanto o espaço do terraço é guardado por
colunas encimadas por esferas armilares. Este espaço poderia ser utilizado para a
infantaria ligeira. Esta foi a primeir a fortificação portuguesa com armazenagem
de canhão em dois níveis e marca um novo desenvolvimento na arquitetura
militar. Parte da decoração data da renovação da década de 1840 e é neo-
manuelina, como a decoração do claustro pequeno no bastião.

No lado sul do terraço do claustro, está uma imagem da Virgem e o Menino. A


estátua da virgem de Belém, também referida como Nossa Senhora de Bom
Sucesso, Nossa Senhora das Uvas ou a Virgem de Boa Viagem é retratada
segurando um menino pela mão direita e em sua mão esquerda, um cacho de
uvas.

A torre tem cerca de 12 metros (39 pés) de largura e 30 metros (98 pés) de
altura. No primeiro andar está a Sala do Governador, um espaço octogonal que
se abre para a cisterna, enquanto há corredores que interligam as guaritas nas
laterais nordeste e noroeste. Um pequena porta dá acesso a pavimentos
subsequentes, através de uma escadaria espiral. No segundo andar, a Sala dos
Reis se abre para a loggia (para avistar o rio, enquanto uma pequena lareira de
canto se estende deste piso até a lareira do terceiro piso, na Sala das Audiências.
Todos os três tetos são cobertos com lajes em concreto ocas. A capela do quarto
andar é coberta com teto abobadado com nervuras com nichos emblemáticos do
estilo manuelino, suportados por mísulas esculpidas.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Torre de Belém
Elevador de Santa Justa

O Elevador de Santa Justa, também chamada Elevador do Carmo, é um


elevador na paróquia civil de Santa Justa, na cidade histórica de Lisboa, situado
no final da Rua de Santa Justa. Conecta as ruas mais baixas da Baixa com o
Largo do Carmo mais alto (Praça do Carmo). Desde a sua construção, o
Elevador se tornou uma atração turística para Lisboa, já que dentre os elevadores
urbanos, Santa Justa é o único vertical que restou. Outros, incluindo o Elevador
da Glória e o Elevador da Lavra, são funiculares, e ou outro Elevador construído
nesse período, o Elevador de São Julião, foi demolido.

História

As montanhas de Lisboa sempre têm apresentado um problema de


acessibilidade, especialmente em um tempo onde as pessoas precisavam se andar
a pé ou cavalgar em cavalos (ou outro animal). E, 1874, para facilitar o
movimento entre o principal Baixa e a Praça do Carmo, o engenheiro civil e
militar apresentou um projeto à Prefeitura de Lisboa. Um projeto similar foi
sugerido em 1876, que incluiu raillines que seriam tracionados por animais, com
plano inclinado. Até 1785, este sistema continuou a funcionar na zona em
Carmo.

Em 1 de junho de 1882, o prefeito autorizou Raoul Mesnier a construir e


explorar planos alternativos para um transporte inclinado, movido por meios
mecânicos, seguindo uma petição feita um mês antes por um fundador e
representante da Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa.

O Elevador de Santa Justa foi projetado por Raoul Mesnier du Ponsard, um


engenheiro nasceu em Porto, pais franceses. Em 1896, Raoul Mesnier solicitou a
concessão deste projeto, para estabelecer as Escadinhas de Santa Justa, um
pedido que foi contestado por Henry Lusseau. No mesmo período, o Serviços de
Obra da Câmara apoiou a petição de Mesnier, e aprovou a concessão que
autorizava a construção e exploração do elevador. Ainda assim, levaria dois anos
para receber uma licença provisória para construir a estrutura. Em 1899, a
Empresa do Elevador do Carmo foi fundada (constituída pelos principais
parceiros Raoul Mesnier du Ponsard, o médico cirurgião João Silvestre de
Almeida e o Marquês de Praia e Monforte, Antônio Borges de Medeiros Dias da
Câmara e Sousa) para assegurar a concessão permanente do projeto do elevador
por um período de 99 anos.

Em 1900, o contrato formal foi assinado entre a Prefeitura de Lisboa e a


Empresa do Elevador do Carmo (extinto em 1939), no qual o grupo de trabalho
foi obrigado a apresentar um projeto para um elevador em um período de seis
meses; o planejamento da construção já tinha começado com a filial em Lisboa
dos construtores de metal Cardoso D´Argent & Cia. (fundada em 1897) em
Junqueira. O fundador, Manuel Cardoso, já tinha sido colocado no comando dos
escritórios da Empresa Industrial Portuguesa e responsável pelos trabalhadores
do projeto do Elevador de Santa Justa. Em meados do ano, a terra que seria o
principal local já estava em movimento, com a estabilização dos fundamentos e
a casa de equipamento (2 de junho do mesmo ano).

Em 31 de agosto de 1901, o Rei Carlos inaugura a ponte de metal e alpendre,


em uma cerimônia que incluia membros da família real, os membros da
companhia de Elevadores, Raoul Mesnier du Ponsard, e vários membros da alta
nobreza e jornalistas. Ainda, sua operação esperaria algum tempo: o carro de
operações, foi inaugurado apenas em 1902, na presença do diretor da empresa
concessionária, Dr. Silvestre de Almeida, acompanhados pelos jornalistas e
outros convidados, em uma cerimônia presidida pelo Secretário-Geral do
Governo Civil.
A concessão de operação foi dada à Companhia de Bondes Elétricos de Lisboa
Ltds. em 1905. Originalmente a vapor, passou a ser operada eletricamente em
1907, e a respectiva empresa concessionária compraria o Elevador em 1913, da
Empresa de Elevador do Carmo.

República

Em 1943, a Companhia de Bondes Elétricos de Lisboa Ltda., solicitou a


Prefeitura a autorização do elevador para a Companhia da Carris. O processo foi
aprovado, na condição de que a operação deveria ser integrado à rede de
transporte, tendo como principal a Companhia da Carris.

Em 1973, um contrato foi assinado entre a Prefeitura de Lisboa, a Companhia


da Carris e a Companhia de Bondes Elétricos de Lisboa Ltda., transferindo o
Elevador definitivamente para a rede de bondes histórica da cidade.

Em julho de 2002, o Elevador Santa Justa celebrou seu primeiro centenário;


junto com as três ferrovias a cabo restantes de Lavra, Glória e Bica, classificads
como Monumentos Nacionais no mesmo ano.

Após a remodelação e renovação, em fevereiro de 2006, as portas do Elevador


foram reabertas para o público em geral e turistas.

Arquitetura

Está incluído nos guias históricos de Lisboa, dentro do centro da cidade


pombalina de Baixa, área isolada entre várias edificações históricas do bairro.
Situa-se nas Escadinhas de Santa Justa que interliga a Baixa à Rua do Carmo. As
Escadinhas são na verdade parte da parede urbana nordeste de Baixa e oeste da
Rua de Santa de Justa. O acesso se estabelece pelo elevador a muitas zonas
importantes da cidade. Ao norte, em direção ao Rossio (Praça D. Pedro IV e
Avenida da Liberdade); ao sul, a (Terreiro do Paço) Praça do Comércio e a zona
do rio; enquanto na zona superior, há o acesso para o Largo do Carmo, a
Trindade, a Igreja de São Roque e o Bairro Alto. Além disto, as vistas
panorâmicas permitem vislumbres do Castelo de São Jorge, o Rio Tagus, a parte
inferior da Baixa, o Teatro Nacional D. Maria II, enquanto a entrada superior
permite uma vista das ruínas do Mosteiro de Nossa Senhora do Vencimento do
Monte do Carmo.

O Elevador é uma estrutura vertical, se desenvolve ao longo da Rua de Santa


Justa, consistindo de uma torre metálica, mirante, passeio e fundação. Sua
fundação inclui quatro colunas verticais, cada uma composta de dois pilares. A
parte maior da estrutura corre em paralelo à Rua de Santa Justa. Com altura de
45 metros, vencendo sete andares, a torre inclui duas cabines de elevadores,
decoradas em madeira, espelhos e janelas, e uma capacidade inicial de 24
passageiros em cada um (depois atualizada para 29 pessoas). A estrutura inclui
doze vigas transversais, formando uma treliça dupla, apoiada no topo pelas
fundações das Escadinhas de Santa Justa. Nas laterias do elevador, o passeio se
articula através de suportes, como também pilares, articulados na base.

No útlimo andar, há um quiosque e uma guarita, com vistas panorâmicas,


enquanto as conexões entre os andares abaixo são feitas (além do elevador) por
duas escadarias em espiral, com diferentes modelos em cada andar. A
maquinaria principal foi instalada na fundação do Elevador, enquanto há uma
varanda que permite a circulação, na saída do Largo do Carmo. O corredor que
passa acima da estrutura foi transformado em um terraço, e sai do Largo do
Carmo através de um portão em ferro. O espaço destinado ao equipamento
elétrico foi colocado abaixo das Escadinhas, em um espaço separado para este
fim, sob um teto abobadado.

O Elevador é decorado em estilo neo-gótico em ferro. Já que este era um


material novo no período da construção, simboliza a construção técnica e
memorial do período, representando a cultura da década de 1900, quando a
estrutura e elevadores foram considerados uma inovação mágica e sinal de uma
era moderna.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Elevador de Santa Justa
Torre Vasco da Gama

A Torre Vasco da Gama é uma torre treliçada com arranha-céu de 145 m, em


Lisboa, Portugal, construída por sobre o Rio Tagus. Recebeu o nome do
explorador Português Vasco da Gama, que foi o primeiro europeu a navegar até a
Índia, em 1498.

Os arquitetos da torre foram Leonor Janeiro, Nick Jacobs e SOM (Skidmore,


Owings e Merrill). A estrutura em aço, representando a vela de uma caravela, foi
montada pela empresa de Engenharia, Martifer.

A torre foi erigida em 1998 para a Feira Mundial Expo 98. Nos 120 m, havia
um mirante e, logo abaixo deste, um restaurante panorâmico luxuoso. Aos pés da
torre, havia uma edificação de três andares que servia como Pavilhão da União
Europeia durante a Expo.

Tanto a plataforma para observação quanto o restaurante foram fechados em


outubro de 2004. Enquanto abertos, a torre era a estrutura aberta ao público mais
alta em Portugal (excluindo as pontes).

A edificação base foi arrendada para escritórios após o encerramento da expo,


mas não encontrou inquilinos. Ao invés disto, foi utilizada para eventos isolados,
como a estreia mundial do novo MINI carro, em 2001. Em 2006, a torre foi
escalada por Alain Robert, um alpinista urbano. Ele foi patrocinado pela
Optimus Telecomunicações, uma empresa portuguesa de telefonia móvel, que
utilizou a escalada como parte de uma campanha de marketing para um produto
lançado recentemente.

O Parque Expo recebeu autorização para um projeto de expansão nas


margens, para um hotel de luxo om 178 quartos em 20 andares, do arquiteto
português Nuno Leónidas. A edificação base foi demolida de julho a setembro
de 2007, e a construção do hotel começou em outubro de 2007. O hotel seria
chamado "Myriad do Grupo Sana Hoteis", administrado pela empresa
portuguesa Hotéis Sana. O mirante e o restaurante panorâmico continuariam
acessíveis por meio dos três elevadores panorâmicos existentes.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Torre Vasco da Gama
Alfama

Alfama é o bairro mais antigo de Lisboa e um dos mais emblemáticos. O


nome “Alfama” provém do árabe Al-hamma (que significa nascente ou banhos,
uma referência às nascentes de água quente existentes nesta zona) e durante o
período de ocupação Moura, Alfama constituía toda a cidade. Alfama is the
oldest district of Lisbon and one of the most emblematic. Daqui foi crescendo
para Oeste e tornou-se um bairro para os pobres e desfavorecidos, reputação que
mantém nos dias de hoje. Ao contrário de muitas outras áreas da cidade, Alfama
não foi destruída pelo terramoto de 1755. Por isso, ainda mantém as suas
estreitas e labirínticas ruas e pequenas praças. Este bairro tem reencontrado
alguma da sua velha energia nos últimos anos, com a vinda de novas gerações de
artistas e empresários que lhe conferem uma aura revivalista.

Com o seu aspeto picturesco e os seus residentes, que preservam um sentido


muito tradicional de comunidade, Alfama é uma verdadeira fonte de inspiração
para poetas e romancistas. Embora o Bairro Alto seja normalmente creditado
como a “casa” do Fado, um género musical típico Português, Alfama tem desde
há muito sido a “maternidade” de fadistas famosos e tem um grande número de
casas de Fado que vale a pena visitar. Estas Casas de Fado são geralmente
restaurantes, onde os fadistas atuam para os clientes.

Passeando por Alfama, os seus visitantes descobrirão que este bairro esconde
algumas das mais bonitos pontos turísticos que Lisboa tem para oferecer:

· Mosteiro de São Vicente de Fora: construído em 1582, assenta num dos


locais onde se encontram sepultados os soldados Portugueses e os cruzados do
Norte da Europa que combateram contra os Mouros. O seu interior e os seus
claustros encontram-se maravilhosamente decorados com azulejaria do século
XVIII.

· Castelo de São Jorge: os seus fragmentos mais antigos remontam ao


século VI. Esteve sob o domínio de Romanos, Visigodos e Mouros, até ser
conquistado pelo Rei D. Afonso Henriques em 1147. Embora tenha sofrido
várias destruições ao longo dos séculos, o castelo ainda possui uma vasta
extensão de muralhas e um grande número de torres, as quais os visitantes
podem subir e, assim, aceder a algumas das mais belas vistas sobre a cidade.

· Catedral de Lisboa: construída em 1150 no local onde antes existia uma


Mesquita típica. O exterior medieval encerra um interior em estilo Romanesco,
com um coro e uma galeria Góticos. Na sacristia, encontra-se um grande número
de relíquias, entre as quais os restos mortais de São Vicente, o santo padroeiro de
Lisboa.

· Miradouros da Graça e de Nossa Senhora do Monte: perto da Igreja da


Graça encontra-se o Miradouro da Graça, o qual oferece uma vista deslumbrante
sobre a cidade. Para um panorama ainda mais amplo da cidade, o Miradouro de
Nossa Senhora do Monte, no ponto mais elevado da cidade, é o ideal.

· Jardim do Tabaco: abaixo da colina de Alfama e em frente da Estação de


Comboios de Santa Apolónia, encontra-se uma das mais modernas partes do
bairro. Contrastando com a atmosfera medieval vizinha, o antigo armazém de
tabaco de Lisboa é hoje em dia um local popular entre as gerações mais novas.
Alberga várias discotecas e bares, que estão abertos durante todo o ano.

Existem diversos restaurantes de boa qualidade, hostels e hóteis dentro de


Alfama. Também existem alguns apartamentos para alugueres de curta duração,
destinados aos turistas que querem desfrutar da vivência de Alfama como um
verdadeiro residente.

Informações práticas

Como chegar

Elétrico nº 28: entrando Praça Martim Moniz e saindo em Alfama. O bilhete


custa 3,75€. Existem vários elétricos durante o dia entre as 6h e as 23h.

Dentro do bairro, a melhor forma de deslocamento é a pé, regressando depois


à cidade no elétrico.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Alfama
Castelo de São Jorge

O Castelo de São Jorge é um castelo mourisco que ocupa um pico de


montanha sobre o centro histórico de Portugal, Lisboa e o Rio Tagus. A cidadela
bem fortificada data do período medieval da história portuguesa, e um dos
pontos turísticos de Lisboa.

História

Embora a primeira fortificação no cume da montanha date do século 2 a.C.,


excavações arqueológicas têm identificado presença humana no vale do Tagus
bem anterior ao século 6 a.C.. A primeira fortificação presumivelmente foi
erigida em 48 a.C., quando Lisboa foi classificada como um município romana.

A montanha foi usada por tribos celtas indígenas, depois por fenícios, gregos,
e cartagineses, como um posto defensável, que mais tarde foi expropriado pelos
povos romanos, suebicos, visigodos e mouros. Durante o século 10, as
fortificações foram reconstruídas pelas forças mulçumanas, que incluem as
muralhas ou Cerca Moura.

Reino

No contexto da Reconquista Cristã, o castelo e a cidade de Lisboa nas mãos


dos mouros foi reconquistada por Afonso Henriques, auxiliado pelos cavaleiros
do norte europeu, durante a Segunda Cruzada: A Saga de Lisboa, que teve lugar
em 1147, foi o único sucesso notável da falida cruzada. De acordo a lenda
sempre repetida, o cavaleiro, Martim Moniz, notou que uma das portas do
castelo estava aberta, e ele impediu que os mouros a fechassem novamente,
jogando seu próprio corpo na brecha: ele sacrificou sua vida, porém, ao fazê-lo,
permitiu a entrada dos soldados cristãos. A tomada do castelo ajudou as forças
cristãs a manter a defesa de Lisboa até o final do século 12.

Quando Lisboa se tornou centro do Reino, em 1255, o castelo atuou como


alcáçova: uma residência fortificada para Afonso III, enquanto governador. Foi
extensivamente renovada por volta de 1.300, pelo Rei Denis I, transformando a
alcáçova mourisca no Palácio Real de Alcáçova. Entre 1373 e 1375, o Rei
Ferdinand I construiu a Cerca Nova ou Cerca Fernandina, a composição murada
que encerrava todo o castelo. Durante esta construção, os mestres João
Fernandes e Vasco Brás foram os responsáveis pelas atividades no local. Esta
muralha, que parcialmente substituiu as antigas muralhas mouriscas, foi
projetada para envolver antigas partes da cidade anteriormente desprotegidas.
Concluída em dois anos, tinha 77 torres e um perímetro de 5.400 metros (17.700
pés).

O castelo e a cidade resistiu várias vezes às forças de Castela, durante o século


14 (notavelmente em 1373 e em 1383-4). Foi durante este período (final do
século 14), que o castelo foi dedicado a São Jorge pelo Rei João I, que se casara
com a princesa inglesa, Filipa de Lancaster. São Jorge, o santo guerreiro, era
normalmente representado matando um dragão, e muito popular em ambos os
países.

Durante este período, muitos registros do Reino começaram a ser guardados


na Torre de Ulisses, também conhecida como Torre Albarrã, até o reinado de
Manuel I. Por essa razão, o Arquivo Nacional Português ainda referido como a
Torre do Tombo (literalmente a Torre do Arquivo (onde eminentes cronistas
portugueses como Fernão Lopes e Damião de Góis, uma vez trabalharam). Em 9
de dezembro de 1448, Gil Pires foi designado o carpinteiro do castelo,
substituindo Afonso Esteves, percebendo 400 réis por seu trabalho. Entre 1448 e
1541, o carpinteiro recebeu vários estipêndios pelos seus serviços no interior do
palácio. Similarmente, o pedreiro João de Alverca percebeu 17$016 pelas obras
em cantaria; houve também aquisição de ferro, total de 3$792; de cal, total de
3$740; a compra de madeira, mais de 14$500; e de telhas, azulejos e areia, de
4$474. Esta obras públicas continuaram de 1449 a 1452, com despesas para mão
de obra, cal, carpintaria, cortiça, obras em cantaria e outras compras, incluindo
portas e janelas, a fim de transformar o precário castelo em uma residência real.

Enquanto Palácio Real, o castelo foi o lugar para recepção do navegador e


heroi nacional, Vasco da Gama, que retornara de uma viagem que descobrira
uma rota marítima para a Índia: O Rei Manuel I o recepcionou no castelo em
1498. O castelo também serviu de teatro em 1502, quando o teatrólogo pioneiro
Gil Vicente, encenou a sua peça Monólogo do Vaqueiro, homenageando o
nascimento do filho e herdeiro de Manuel I, o futuro João III.

Por volta dos primórdios do século 16, seguinte á construção do Palácio


Ribeira, ao longo do Rio Tagus, o antigo castelo começou a perder em
importância. Um terremoto que ocorreu em 1531, masi tarde danificou o Palácio
de Alcáçova, contribuindo depois para a decadência e negligência ao lugar. Em
1569, o Rei Sebastião encomendou a reconstrução de apartamentos reais no
castelo, com a pretensão de utilizá-lo como a sua residência oficial. Como parte
da reconstrução, em 1577, Filippo Terzi demoliu uma das torres, próxima à
fachada principal da Igreja de Loreto. Contudo, muitos dos projetos nunca foram
concluídos, acontecendo o "desaparecimento" do jovem Rei durante a Batalha de
Alcácer Quibir. A consequente crise da dinastia portuguesa abriu caminho para o
governo de 60 anos espanhol e o castelo foi transformado em quarteis e uma
prisão. Em 30 de dezembro de 1642, durante a reconstrução pública, Teodósio de
Frias, O Jovem, substituiu naquele período seu pai Luís de Frias e avô Teodósio
de Frias. isto foi parte de um ambicioso plano das forças espanholas para a novo
funcionamento da fortificação.

Mas, com as Guerras da Restauração, o projeto foi transformado em projeto


português. Em 6 de novembro de 1648, foi solicitada a Nicolau de Langres o
controle do projeto, execução e construção de uma nova fortificação que cercaria
o Castelo de São Jorge, e as muralhas da cidade de Lisboa. Em 1650, então, o
local foi visitado pelo arquiteto militar Mateus do Couto. Com esta designação,
sendo ele mestre em projetos, a reconstrução teve uma nova formalidade: João
Gillot projetou novos muros em 1652; entre 1657 e 1733, o projeto da edificação
obedeceu aos planos de Manuel do Couto. Em 1673, o hospital dos soldades foi
instalado no térreo, dedicado a São João de Deus, junto com a Rua do
Recolhimento. No final do século 17, o Recolhimento do Castelo (foi construído
ao longo da extremidade sudeste do pátio, e em 1733, novos projetos foram
elaborados pelo mestre Custódio Vieira da Silva.

O grande terremoto de 1755 danificou severamente o castelo e contribuiu para


sua contínua decadência: aparte dos muros do velho castelo, o hospital dos
soldados e recolhimento foram arruinados. Posteriormente, a necessidade de
manter uma força de apoio dentro da capital necessitava da expansão da função
do lugar para guarnição e presídio. De 1780 a 1807, a instituição filantrópica
Casa Pia, dedicada à educação de crianças carentes, foi instalada na cidadelaa,
enquanto os soldados continuava nas guarnições. Inspirado pelos eventos do
terremoto e tsunami, em 1788, o primeiro observatório geodésico em Portugal
foi construído no topo de uma das torres do castelo; mais tarde referida como a
Torre do Observatório.

República

Como parte das celebrações comemorativas da fundação da naçionalidade e


restauração da independência, o governo de Antônio de Oliveira Salazar iniciou
renovações extensivas no local. A maior parte das estruturas incongruentes
acrescidas ao castelo em séculos anteriores foram demolidas, supervisionados
pelo DGEMN, e o Recolhimento foi parcialmente restaurado. Além disso, em 25
de outubro de 1947, um monumento dedicado a Afonso Henriques, presenteado
pela cidade do Porto, a partir de uma réplica criada por Soares dos Reis (em
1887), foi instalada no terreno.

Em 1998, os espaços semi-retangulares, colunas e a cisterna foram adaptadas


no Museu Olissipônia.

Em 22 de agosto de 2006, a Direção Regional de Cultura Lisboa (DRCLisboa)


definiu uma zona de proteção especial, que incluia o Castelo de São Jorge e o
restante das muralhas de Lisboa, a Baixa Pombalina e as várias propriedades que
já tinham sido classificadas como patrimônio cultural. O Conselho Nacional de
Cultura propôs o adiamento desta definição em 10 de outubro de 2011, apoiado
pelo IGESPAR.

Arquitetura

O castelo se situa no centro urbano de Lisboa, sobre o escarpamento, enquanto


muitos de seus muros se estendiam ao redor da citadela das paróquias civis que
circundavam a leste e sul.

A planta do castelo é ligeiramente quadrada, e originalmente era envolvido


por uma muralha, formando uma citadela. O complexo do castelo consiste no
próprio castelo, algumas edificações adicionais (incluindo as ruínas do palácio
real), jardins, e uma grande praça escalonada da qual se tinha uma
impressionante vista de Lisboa. A entrada principal para a cidadela é um portão
do século 19 sobrepujado pelo brasão de armas de Portugal, o nome da Rainha
Maria II, e a data, 1846. Este portão dá acesso á praça principal, decorada com
velhos canhões e uma estátua em bronze de Afonso Henriques, o monarca
português que tomou o castelo dos mouros. Esta estátua é uma cópia de uma
original do século 19, do escultor romântico Antônio Soares dos Reis, localizada
próximo ao Castelo Guimarães, no centro de Portugal.

Os remancescentes do palácio real se situal próximo à praça principal, mas


tudo o que resta são muralhas e algumas salas reconstruídas como a Casa Ogival.
Agora sedia a Olissipônia, um show multimídia mostra a história de Lisboa.

O castelo medieval se localiza ao noroeste da cidadela, como seu ponto mais


alto. Hipoteticamente, durante uma saga, se os atacantes conseguissem entrar
nela, o castelo seria o último baluarte, o último local disponível para se refugiar.
Seu formato é retangular e totaliza dez torres. Um muro com uma torre e uma
porta divide o pátio do castelo duas áreas. Uma série de escadarias permite ao
visitantes chegar ao cimo da muralha e torres, das quais pode-se desfrutar das
magníficas vistas de Lisboa. A Torre de Ulisses (onde funcionava a Torre do
Tombo) agora tem um periscópio que permite aos turistas ter uma visão 360
graus da cidade.

Além de suas muralhas principais, o castelo é protegio ao sul e leste por um


barbacã, um muro inferir que impedia a aproximação de engenhos de uma saga
ao muros do castelo. Os lados norte e oeste do castelo, por outro lado, foram
naturalmente protegidos naturalmente pelas suas fundações em encostas muito
íngremes. O castelo também é parcialmente envolto por um fosso, hoje seco. A
principal entrada está á frente de uma ponte em pedra sobre o fosso. na lado
oeste, há uma comprida divisória que estende abaixo da montanha, terminando
em uma torre (a Torre da Couraça). Esta torre serviu para controlar a parte
inferior do vale, e poderia ser também usada como fuga, caso o castelo fosse
tomado pelos inimigos.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Castelo de São Jorge
Ponte Vasco da Gama

A Ponte vasco da Gama é uma ponte com tirantes de cabos, flanqueada por
viadutos e mirantes que permeiam o Rio Tagus no Parque das Nações em
Lisboa, capital de Portugal. É a ponte mais comprida da Europa (incluindo os
viadutos), comprimento total de 17,2km (10,7 mi), incluindo 0,829 km (0,5 mi)
para a ponte principal, 11,5 km (7,1 mi) em viadutos, e 4,8 km (3,0 mi) em
estradas destinadas ao acesso. Seu propósito é aliviar o congestionamento de
outra ponte (a Ponte 25 de Abril), e para interligar autoestradas anteriormente
desconectadas que partiam de Lisboa.

A construção começou em fevereiro de 1995; a ponte foi aberta ao tráfego em


29 de março de 1998, exatamente no período da Expo 98, a Feira Mundial que
celebrava o 500 aniversário da rota marítima da Europa a Índia, por Vasco da
Gama.

Descrição

A ponte comporta seis faixas, com limite de velocidade de 120 km/h (75
mph), exceto uma seção limitada a 100 km/h (60 mph). Em dias de ventos,
chuvosos e com nevoeiro, a velocidade limite é reduzida para 90 km/h 56 mph).
O número de faixas será ampliado para oito quando o tráfego atingir uma média
diária de 52.000 veículos.

Estradas de acesso norte

Viaduto norte - 488 m (1.601 pés)

Viaduto da Expo - 672 m (2.205 pés); 12 seções

Ponte principal - vão principal: 420 m (1.378 pés); vãos laterais: 203 m (666
pés) cada (comprimento total: 829 m ou 2.720 pés); pilares de concreto: 150 m
(492 pés) de altura; altura livre para navegaçao sobre ondas maiores: 45 m (148
pés);

Viaduto central - 6.351 m (20,84 pés); 80 seções pré-fabricadas 78 m (256


pés) de comprimento; 81 pilares com até 95 m (312 pés) de profundidade; altura
de 14 m (46 pés) a 30 m (98 pés)

Viaduto ao sul - 3.825 m (12,55 pés); seções com 45 m (148 pés); 84 seções;
85 pilares

Estradas de acesso sul - 3.895 m (12.78 pés); inclui a praça de pedágio (18
portões) e duas áreas de serviço


Construção e orçamento

O projeto de 1.1 bilhões de dólares foi dividido em quatro partes, cada uma
construída por uma companhia diferente, e supervisionada por um consórcio
independente. Havia até 3.300 trabalhadores no projeto simultaneamente, o que
levou 18 meses de preparação e 18 meses de construção. O financimanento foi
via um sistema de construção-operação-transferência da Lusoponte, um
consórcio privado que recebeu os primeiros 40 anos de pedágios em ambas as
pontes de Lisboa. O capital da Lusoponte é 50,4% de empresas portuguesas,
24,8% de francesas e 24,8% das britânicas. Já em agosto de 2013, a taxa por
passageiro de carro é €2.60 (até €11,55 para caminhão) ao norte (para Lisboa).
Não há taxas para o tráfego ao sul.

A ponte tem expectativa de vida de 120 anos, tendo sido planejada para
suportar velocidades do vento de 250 km/h (155 mph) e não se abalar durante
um terremoto 4,5 vezes mais forte que o histórico terremoto de Lisboa em 1755
(estimado em 8,7 na escala Richter). Os pilares da fundação, com até 2,2 m (7,2
pés) de diâmetro, foram direcionados para 95 m (312 pés) abaixo do nível do
mar. A pressão ambiental durante o projeto resultou na estensão dos viadutos do
lado esquerdo para o interior, a fim de preservar as áreas pantanosas submersas,
como também a inclinação dos postes de iluminação para evitar a luminosidade
sobre o rio.


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Mosteiro dos Jerônimos

O Mosteiro dos Jerônimos se situa próximo na orla da paróquia de Belém, no


Município de Lisboa, Portugal.

O mosteiro é um dos exemplos mais proeminentes do estilo arquitetônico


manuelino gótico tardio português em Lisboa. Foi classificado como Patrimônio
Mundial, junto com a vizinha Torre de Belém, em 1983.

História

Originalmente a casa para a ordem religiosa dos Jerônimos, foi construída


pelo Infante Henrique, o Navegador, por volta de 1459. A capela que ali existia,
invocando Santa Maria de Belém, foi servida pelos monges da Ordem de Cristo
militar-religiosa que fornecia assistência aos peregrinos que transitavam na área.
A pequena praia de Praia do Restelo foi um ponto vantajoso, com ancoragem
segura e proteção dos ventos, vendido após os navios que entravam no Tagus. A
Ermida de Restelo, como era conhecida, já era degradada, quando Vasco da
Gama e seus homens passaram a noite em oração antes da partida em sua
expedição ao Oriente em 1497.

A estrutura existente foi iniciada sob ordens de Manuel I (1469-1521) nas


tribunas de Montemor-o-Velho em 1495, como um lugar de descanso final para
os membros da Casa de Aviz, em sua crença de que um reinado dinástico
Iberiano regeria após o seu falecimento. Em 1496, o Rei Manuel pediu à Santa
Sé para a construção de um mosteiro para a entrada de Lisboa, ao longo das
margens do Tagus Rio. Foi depois da chegada de Vasco da Gama, um ano após
com amostras de ouro ele descobriu que o mosteiro tinha se tornado uma
representação da expansão portuguesa. A igreja se tornou um casa de oração
para marinheiros que deixassem ou entrassem no porto.

Idade Média

A construção do mosteiro e igreja começou em 6 de janeiro de 1501 (e foi


concluída cem anos depois). O Rei Manuel originalmente fundou o projeto com
o dinheiro obtido da Vintena da Pimenta, uma taxa de 5% sobre o comércio da
África e Oriente, equivalente a 70 quilogramas (150 libras) de ouro por ano, com
exceção de pimenta, canela e cravos ( que iam diretamente para a Coroa. Com a
entrada de riquezas, os arquitetos não estava, limitados a planos pequenos, e os
recursos já descritos para o Mosteiro de Batalha (incluindo o panteão Aviz)
foram redirecionados ao projeto de Belém.

Manuel I selecionou a ordem religiosa dos monges Jerônimos, cujo o papel


era rezar pela alma eterna do Rei e fornecer assistência espiritual a navegadores
e marinheiros que partiam da Praia de Restelo para descobrir o mundo. Isto os
monges o fizeram até 1833 (por mais de quatro séculos), quando as ordens
religiosas foram dissolvidas e o mosteiro foi desocupado.

O mosteiro foi projetado em um estilo que mais tarde se tornou conhecido


como manuelino: um projeto arquitetônico ricamente ornado que inclui temas
esculturais complexas incorporando elementos marítimos e objetos descobertos
durante expedições navais, escavadas em pedra de cantaria. Diogo de Boitaca, o
arquiteto, iniciou este estilo no Mosteiro de Jesus em Setúbal. Neste projeto,
Boitaca era responsável pelos planos e contratação dos serviços para o mosteiro,
a sacristia, e o refeitório. Ele utilizou calcário de lioz, um pedra local em cor
dourada, que fôra extraída de Ajuda, o vale de Alcântara, Laveiras, Rio Seco e
Tercena, para a sua construção. Boitaca foi sucedido pelo espanhol Juan de
Castilho, que se responsabilizou pela construção por volta de 1517. Castilho
gradualmente passou do estilo manuelino para o estilo plateresco espanhol, uma
ornamentação que incluia decorações suntuosas que relembram a prata. A
construção foi interrompida quando o Rei Manuel I faleceu em 1521.

Houve vários escultores que deixaram a sua marca nesta edificação. Nicolau
Chanterene aprofundou com temas renascentistas. O arquiteto Diogo de Torralva
resumiu a construção do mosteiro em 1550, adicionando a capela principal, o
coro, e concluindo os dois pisos do mosteiro, utilizando apenas motivos
renascentistas. A obra de Diogo de Torralva continuou em 1571 por Jérôme de
Rouen (também chamado Jerônimo de Ruão) que adicionou elementos clássicos.
A construção parou em 1580 com a união da Espanha e Portugal, pois a
edificação do Escorial na Espanha agora era jogava fora todos os recursos
investidos.

Reino

Em 16 de julho de 1604, Filipe de Espanha (que governou após a União


Ibérica) tornou mosteiro um monumento funerário real, proibindo todos exceto a
família real e os monges Jerônimos a entrar na edificação. Um novo portal foi
construído (1625), a porta do claustro, a casa dos moradores dos portos, uma
escadaria e um hall que dava acesso ao coro superior, projetado pelo arquiteto
real Teodósio Frias e executado pelo pedreiro Diogo Vaz. Em 1640, a biblioteca
do mosteiro, sob encomena do prior do mosteiro Frei Bento de Siqueira, foi
construída. Nesta biblioteca, os livros deixados pelo Infante Luís (filho do Rei
Manuel I e outros ligados à ordem religiosa foram depositados.

A restauração da Independência Portuguesa (1640), o mosteiro ganhou de


volta a sua importância, tornando-se o local para sepultamentos no panteão real;
dentro de suas paredes, quatro dos oito filhos de João IV de Portugal foram
enterrados: o Infante Teodósio (1634-1653), a Infanta Joana (1636-1653), Rei
Afonso VI (1643-1683) e Catarina de Bragança (1638-1705). Mas, mais tarde,
em 19 de setembro de 1855, o corpo do Rei Afonso VI foi trasladado para o
panteão real da Casa de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, junto
com os seus três irmãos e irmãs. Durante o reinado do Rei Pedro II de Portugal,
em 1682, nas capelas com transepto onde foram encerrados os corpos do Rei
Sebastião o Cardeal Henrique.

Em 1663, a Irmandade do Senhor dos Passo ocuou a antiga Capela de Santo


Antônio, que foi redecorada com um teto dourado em 1669, e no mesmo
período, os afrescos da escadaria (com a heráldica de São Jerônimo) foram
concluídos (1770). Comparavelmente, em 1709 e 1711, durante o reinado de
João V, os retábulos foram finalizados; alfaias valiosas presentes na ordem
religiosa; e a sacristia foi redecorada em 1713. Também, durante este reinado,
em 1720, o pintor Henrique Ferreira, foi designado para retratar os Reis de
Portugal (da cabeça aos pés): a série real foi instalada na corretamente chamada
Sala dos Reis. Henrique Ferreira também foi destinado para concluir as telas
sobre a natividade.

O mosteiro resistiu ao terremoto de 1755 sem muitos prejuízos: apenas o


balaústre e parte do coro superior foram danificados, os quais foram rapidamente
reparados.

Em 28 de dezembro de 1833, sob decreto, o Estado secularizou o Mosteiro


dos Jerônimos e transferiu o seu título para a Casa Real Pia de Lisboa, para
servir como uma igreja paroquial para uma nova paróquia civil de Santa Maria
de Belém. Muitas das obras e tesouros foram transferidos para as posses da
coroa ou perdidas durante este período. Ficou vazio a maior parte do tempo e sua
condição começou a deteriorar.

Após 1860, a obra de restauração começou no Mosteiro, iniciando com a


fachada sul pelo arquiteto Rafael Silva e castro, e em 1898 por Domingod
Parente da Silva. Embora o claustro, as celas internas e a cozinha são demolidos
neste período, tres projetos do arquiteto J. Colson para reconstruir o mosteiro
não são aprovados, incluindo a introdução dos elementos neo-manuelinos
revivalistas. Em 1863, o arquiteto Valentim José Correia é contratado pelo
articulador da Casa Pia (Eugênio de Almeida) para reorganizar o segundo piso
do antigo dormitório e projetar a janela (1863-1865). Após isso, ele foi
susbstituído por Samuel Barret, que construiu as torres no lado extremo oeste
dos dormitórios. Similar e inexplicavelmente, Barret foi substituído pelos
paisagistas italianos Rambois e Cinatti (que trabalharam nos projetos do Teatro
São Carlos), para continuar a remodelação dentro do mosteiro em 1867. Entre
1867 e 1868, os "paisagistas" reformularam profundamente o anexo e a fachada
da Igreja, resultando no monumento atualmente conhecido. Eles demoliram a
galeria e Salão dos Reis, construíram as torres di dormitório a leste, a rosácea do
coro superior e substituiram o telhado em formato piramidal do campanário com
design em forma de mitra. A remodelação demorou deviso ao colapso do
dormitório central em 1878. Após 1884, Raymundo Valladas começou a
contribuir, iniciando em 1886 a restauração do claustro e Sala da Capítulo,
incluindo a construção do teto abobadado. Foi na Sala da Capítulo (em 1888)
que o túmulo de Alexandre Herculano foi instalado (o projeto de Eduardo
Augusto da Silva).

Para celebrar o Quarto Centenário da chegada de Vasco da Gama da Índia


(1898), eles decidem restaurar o túmulo do explorador (1894). Os túmulos de
Vasco da Gama e Luís de Camões (concluídos pelo escultor Costa Mota) foram
instalados na capela lateral sul. Um ano mais tarde o mosteiro recebeu os restos
mortais do poeta João de Deus, mais tarde agrupados com os túmulos de
Almeida Garret (1902), Sidônio Pais (1918), Guerra Junqueiro (1923) e Teófilo
Braga (1924).

República

O Ministério das Obras Públicas lançou um concurso para concluir o anexo,


para sediar o Museu Nacional da Indústria e Comércio, mas o projeto foi
cancelado (em 1899), e substituído pelo Museu Etnológico de Portugal, pelo
Decreto de 20 de novembro de 1900.

Após 1898, uma nova remodelação ocorreria no mosteiro, incluindo um anexo


central de Parente da Silva (em 1895), agora simplificado e a restauração da
catedral (as cadeiras usadas pelo clero nos serviços religiosos), que foram
concluídos em 1924 pelo escultor Costa Mota. Em 1938, o órgão no coro
superior foi desmantelado, no mesmo período em que uma série devitrais foram
substituídos na fachada sul (projetada por Abel Manta e executada por Ricardo
Leone).
Como parte das celebrações para marcar o centenário da Portigal moderna
(1939), nova remodelação foi concluída no mosteiro e torre. Durante estes
projetos, o baldaquino e o túmulo de Alexandre Herculano foi desmontado e o
pátio do claustro redesenhado. A Casa Pia desocupa os espaços interiores do
claustro e os túmulos de Camões e Vasco da Gama são transferidos para o coro
inferior. Uma série de janelas (projetadas por Rebocho e executadas por Alves
Mendes) são concluídas em 1950.

Em 1951, os restos mortais do presidente foram enterrados na Sala do


Capítulo. Mais tarde (1966), eles seriam transportados para o Panteão Nacional a
fim de se juntar aos corpos dos ex-Presidentes e herois literários do país.

O Museu da Marinha, criado em 1909, e o Planetário Calouste Gulbenkian


seria instalado em 1962, nas edificações anexas do mosteiro.

República

A igreja e o mosteiro, como os vizinhos Torre de Belém e o Padrão dos


Descobrimentos, simbolizam a Era Portuguesa do Descobrimento e se incluem
nas principais turísticas de Lisboa. Em 1983, a UNESCO formalmente designou
o Mosteiro dos Jerônimos e a Torre de Belém como Patrimônios da Humanida.

Quando Portugal se associou à Comunidade Econômica Europeia, as


cerimônias formais foram realizadas no clausto do monumento (1985).

Duas grandes exposições marcaram o mosteiro durante a década de 1990: uma


exposição, entitulada "4 séculos de pintura", em 1992; e a exposição "Leonardo
da Vinci: Um homem à Escala do Homem, um Mundo à Escala do Homem, em
1998.

No final do século 20, a remodelação continuou com a conservação, limpeza e


restauração, incluindo a capela principal em 1999 e o claustro entre 1998-2002.

Em 13 de dezembro de 2007, o Tratado de Lisboa foi assinado no mosteiro,


lançando as bases para a reforma da União Europeia.

Arquitetura

Igreja de Santa Maria


Exterior

A entrada lateral ornada para o mosteiro foi projetada por Juan de Castilho e é
considerada uma das mais significativas de seu tempo, mas, na verdade, não é a
principal entrada da edificação. Este portal estilo santuário é grande, com 32
metros de altura e 12 metros de largura, s eestendendo em dois pisos. Seus
ornatos incluem uma abundância de arestas e pináculos, com muitas esculturas
sob o baldaquino em nicos esculpidos, ao redor de uma estátua de Henrique, o
Navegador, sobre um pedestal entre duas portas.

O tímpano, sobre a porta dupla, mostra duas cenas em meio-relevo, da vida de


São Jerônimo: à esquerda, a remoção do espinho da pata do leão, à direita, a
experiência dos santos no deserto. No espandril, entre as duas cenas, fica o
brasão de armas do Rei Manuel I, enquanto a arquivolta do tímpano são cobertas
de símbolos e elementos manuelinos. A Madonna (Santa Maria de Belém se
situa sobre um pedestal no topo da arquivolta, sobrepujada pelo arcanjo Miguel,
quando sobre o portal há uma cruz da Ordem de Cristo. O portal é
harmoniosamente flanqueada em cada lado por uma grande janela com molduras
ricamente decorados.

Embora com menores dimensões que a entrada ao sul, este á a porta mais
importante dos Jerônimos em termos de localização, frente ao altar principal e
devido a sua ornamentação. Este portal ocidental é um bom exemplo da
transição entre o estilo gótico e Renascença. Foi construído por Nicolau
Chanterene em 1517. Este provavelmente foi a sua primeira missão em Portugal.
Agora é abrangido por um vestíbulo, acrescido no século 19, que forma uma
transição entre a igreja e o ambulatório.

No tímpano, há cenas do nascimento de Cristo: da esquerda para a direita - a


Anunciação (do anjo, dizendo a Maria que ela seria mãe); a Natividade (o
nascimento do menino Jesus); e a Epifania (a adoração dos Magos). Dois anjos
sustentam as armas de Portugal, perto da arquivolta. As separações em cada lado
do portal são preenchidos com estátuas, dentre os quais há estátuas do Rei
Manuel I e Rainha Maria de Aragão, ajoelhados em um nicho sob um
baldaquino suntuosamente decorado, flanqueado por seus padroeiros: São
Jerônimo e São João Batista, respectivamente. As mísulas de sustentação são
decoradas com pequenos anjos que seguram o brasão de armas e, ao lado do rei,
uma esfera armilaria e, ao lado da rainha, três galhos floridos. Esta passagem,
concluída por Nicolau Chanterene, introduz elementos da Renascença: anjos em
vestes romanas, querubins, o detalhe e realismo dos Reis e estudo da anatomia
humana de São Jerônimo. Pelo mosteiro, há representações de São Jerônimo, em
telas, esculturas e vitrais. Há três importantes exemplos:

O Penitente no Deserto, situado no sub-coro, perto do túmulo de Vasco da


Gama, mostrando um santo emagrecido no deserto, com um pedra na mão,
enquanto medita em frente ao crucifixo;

O Estudioso na sua Cela, mostrando a cadeira do santo em seu local de


trabalho, rodeado por livros abertos;

O Doutor da Igreja, localizado no alto-coro, retrata um solene São Jerônimo


em túnicas vermelhas e chapeu de cardeal.

E qualque exemplo identificado, o santo está sempre acompanhado por um


leão e Bíblia.

Interior

Diogo Boitac lançou as fundações para esta igreja com três corredores e cinco
tramos sob uma única abóbada, claramente marcado, mas apenas ligeiramente
projetando um transepto e um coro elevado. O layout da igreja é composto de
corredores e nave de igual altura. Boitac construiu as paredes da igreja tão
distante quanto as cornijas, e então começou a construção do mosteiro adjacente.

Juan de Castilho, um arquiteto e escultor espanhol, continuou a construção em


1517. Ele finalizou as paredes de retenção e a abóbada com nervuras singular,
uma combinação de abábadas estelar e rendilhada, englobando os 19 metros de
largura da igreja. Cada conjunto de nervuras da abóbada é segurada por
cavidades. O design arrojado (1522) da abóbada do transepto transversal não
possui quaisquer pilastras ou colunas, enquanto voltaria tinha originalmente
planejado três tramos no transepto. Cofre sem suporte do transepto dá ao
visitante a impressão de ele que flutua no ar.

Castilho também decorou seis colunas de 25 metros de altura, delgadas,
articuladas e octogonais com elementos grotescos ou florais, típicos do estilo
renascentista. A construção deste hall do gótico tardio é esteticamente e
arquitetonicamente uma obra prima: aumenta o efeito espacial da vasta
edificação. A coluna norte, mais próxima ao transepto, ostenta um medalhão que
pode ter sido intencionalmente incluído como um portaretrato de Boitac ou Juan
de Castilho.

No final dos corredores laterias e em ambos os lados do coro, há altares


(também em estilo manuelino), datando dos séculos 16 e 17. Eles são decorados
com madeira entalhada e folheada a ouro em pigmento verde, onde uma sustenta
a imagem de São Jerônimo em terracota esmaltada e multicolorida.

Esta chancela foi encomendada pela Rainha Caterine da Áustria, como último
lugar de descanso para a família real. É obra de Jerônimo de Ruão, em estilo
clássico. Os túmulos reais jazem sobre elefantes em mármore e se posicionam
entre pilares jônicos, coroados por pilares coríntios. Os túmulos à esquerda do
coro pertencem ao Rei Manuel I e sua esposa Maria de Aragão, enquanto os
túmulos á direita pertencem ao Rei João III e sua esposa Rainha Caterine da
Áustria.

Coro inferior

Dentro da igreja, no coro inferior, há túmulos em pedra de Vasco da Gama


(1468-1523, e do grande poeta e cronista da Era dos Descobrimentos, Luís de
Camões (1527-1570). Ambos os túmulos foram esculpidos pelo escultor do
século 19, Costa Mota, em um estilo manuelino harmonioso. Os restos mortais
de ambos foram transferidos para estes túmulos em 1880.

Mosteiro

As obras no vasto claustro quadrado (55 x 5 5 m) do mosteiro foram iniciadas


por Boitac. Ele construiu as abóbadas em V, com arcos amplos e janelas
rendilhadas sobre divisórias delicadas. Juan de Castilho concluiu a construção
dando a piso inferior uma camada clássica e pavimento superior mais rebaixado.
Castilho transformou as colunas redondas originais de Boitac em retangulares, e
as embelezadas com ornamentação em estilo plateresco. Cada ala consiste de
seis tramos com abóbadas rendilhadas. Os quatro tramos interiores jazem sobre
pliares maciços, formando amplas arcadas. Os tramos laterais são interligados
por uma construção arqueada diagonal e mostram os pilares laterais ricamente
decorados. O claustro tinha uma função tanto religiosa quanto representativa
pela sua ornamentação decorativa e motivos simbólicos da dinastia, tais como o
armilários, brasão de armas, e a cruz da Ordem de Cristo, mostrando o
crescimento do poder mundial de Portugal.

As paredes internas do claustro apresentam uma riqueza em motivos


manuelinos com elementos náuticos, além de motivos europeus, mouriscos e
ocidentais. Os arcos redondos e a estrutura horizontal são claramente
renascentistas, enquanto ao mesmo tempo há também uma relação com a
arquitetura espanhola. As decorações nas paredes externas do pátio interno
foram feitas em estilo impressionante por Castilho: as arcadas incluem arcos
rendilhados que dão a construção um aspecto de filigrana.

Em uma destas arcada, está o túmulo sober do poeta Fernando Pessoa,


enquanto vários outros túmulos na casa do capítulo contém os restos mortais do
poeta e teatrólogo Almeida Garret (1799-1854), o historiador e escritos
Alexandre Herculano (1810-1877) e os ex-Presidente Teófilo Braga (1843-1924)
e Óscar Carmona (1869-1951).

O refeitório do outro lado da casa do capítulo possui vários azulejos do século


17.

Além disso, após a Restauração de 1850, foram acrescidos ao mosteiro o


Museu Nacional de Arqueologia e o Museu da Marinha (ala ocidental).


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Mosteiro dos Jerônimos
Praça Rossio

Praça Rossio é o nome popular da Praça Pedro IV, na cidade de Lisboa, em


Portugal. Localiza-se no centro da cidade pombalino de Lisboa e tem sido uma
das principais praças desde a Idade Média. Tem sido palco de revoltas populares
e celebrações, touradas e execuções, e agora é um local de encontro favorito
tanto de nativos de Lisboa como de turistas.

O nome atual Rossio presta homenagem a Pedro IV, Rei de Portugal como
também o primeiro Imperador do Brasil (como Pedro I). A Coluna de Pedro IV
se encontra no meio da praça.


História e destaques

Origem

A Rossio se tornou um importante local na cidade durante os séculos 13 e 14,


quando a população da cidade se expandiu para a área infeior que circunda a
montanha do Castelo de Lisboa. O nome "rossio" é mais ou menos equivalente à
palavra "comuns" em Inglês, e se refere a um terreno utilizado conjuntamente.

Em aproximadamente 1450, o Palácio de Estaus, destinado a acolher


dignatários e nobres estrangeiros, que visitassem Lisboa, foi construída no lado
norte da praça. Após a Inquisição, foi instalado em Lisboa, e o Palácio de Estaus
se tornou a sua sede, e o Rossio era frequentemente utilizado como área para
execuções públicas. O primeiro auto-da-fé ali foi apresentado, em 1540.

Em 1492, o Rei João II encomendou a edificação de umas das infraestruturas


filantrópixas e civis mais importantes na antiga Lisboa, o Hospital Real de Todos
os Santos. O Hospital foi concluído em 1504, durante o reinado do Rei Manuel I,
e ocupou todo lado leste da praça. Fotografias antigas mostram que a fachada do
Hospital consiste de uma edificação comprida com galeria arqueada. O portal da
capela do Hospital, à frente do Rossio, tinha uma fachada magnífica em estilo
manuelino.

Próximo da lateral nordeste da praça, na verdade, na vizinha Praça São


Domingo, situa-se no Palácio das Almadas, reconhecida pela sua fachada
vermelha dos primórdios do século 18. Em 1640, este Palácio foi o ponto de
encontro de nobres portugueses que conspiravam contra a Espanha e levou
Portugal à independência em relação ao governo espanhol. Por esta razão, a
edificação é também chamada o Palácio da Independência .

O Convento de São Domingo foi implantado no século 13, no Rossio. A sua


igreja foi muito danificada pelo terremoto de 1755, e foi construído em estilo
barroco. A sua fachada domina a pequena Praça de São Domingo.

O terremoto de 1755 e a reconstrução

A maior parte das edificaçõesno entorno do Rossio datam da reconstrução do


centro da cidade pombalino, realizada após o terremoto de 1755, que nivelou a
maior parte das estruturas da área, incluindo o magnífico Hospital de Todos os
Santos. Apenas o Palácio da Independência sobreviveu ao catastrófico
terremoto. A reconstrução do Rossio foi realizada na segunda metade do século
18 pelos arquitetos Eugenio dos Santos e Carlos Mardel, responsável pela
aparência tipicamente pombalina das edificações do entorno da praça.

O Arco da Bandeira, uma edificação do lado dul da praça, com um frontão


barroco e um grande arco que se faz a comunicação do Rossio com a Rua dos
Sapateiros data da reconstrução pombalina. O Rossio foi interligada a outra
praça principal da cidade, a Praça do Comércio, por duas ruas retas: as Ruas
Áurea e Augusta.

Após um incêndio em 1836, o antigo Palácio da Inquisição foi destruído.


Graças aos esforços do escritor Almeida Garret, decidiu-se pela construção de
um teatro em seu lugar. O Teatro Nacional D. Maria II, construído na década de
1840, foi projetado pelo italiano Fortunato Lodi, em estilo neoclássico. Uma
estátua do teatrólogo renascentista português, Gil Vicente, se localiza sobre o
frontão do teatro. Ironicamente, algumas das peças de Gil Vicente tenham sido
censuradas pela Inquisição no século 16.

No século 19, o Rossio foi pavimentada com mosaico tipico português e


adornada com fontes em bronze, importadas da França. A Coluna de Pedro IV
foi erigida em 1874. Neste período, a praça recebeu o seu atual nome oficial,
nunca aceito pelas pessoas.

Entre 1886 e 1887, outro marco importante foi construído na praça: a Estação
Ferroviária Rossio (Estação de Caminhos de Ferro do Rossio). A Estação foi
construída pelo arquiteto José Luís Monteiro e um importante acréscimo à
infraestrutura da cidade. Sua bela fachada manuelina, domina o lado noroeste da
praça.

Significado

O Rossio tem sido um ponto de encontro para o povo de Lisboa por séculos.
Alguns dos cafés e lojas da praça datam do século 18, como o Café Nicola, onde
o poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage habitualmente encontrava os seus
amigos. Outras lojas tradicionais incluem a Pastelaria Suíça e a Ginjinha, onde
se pode provar o espírito típico de Lisboa (Ginjinha). A edificação dom Teatro
de Maria II e os Jardins Públicos ao norte da praça apenas tornou a área mais
frequentada pela alta sociedade de Lisboa no século 19. Atualmente,
constantemente está lotada de nativos e turistas.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Praça Rossio
Oceanário de Lisboa

Situa-se no Parque das Nações, que foi a sede para as exposições da Expo 98.
É o maior aquário construído na Europa.

Arquitetura

O projeto conceitual, arquitetônico e de exposição do Oceanário de Lisboa foi


liderado por Peter Chermayeff da Peter Chermayeff LLC enquanto na
Cambridge Seven Associates. Dizem que se assemelha a um porta aviões, e foi
construído dentro de um pier em mar profundo. Chermayeff também é o
projetista do Oceanário Osaka, um dos maiores aquários do mundo, e muitos
outros em todo o mundo.

Exposições

O Oceanário de Lisboa tem uma grande coleção de espécies marinhas -


pinguins, gaivotas e outros pássaros; lontras marinhas (mamíferos); tubarões,
arraias; quimeras, cavalos marinhos e outros peixes ósseos; crustáceos; estrelas
do mar, ouriços do mar e outros equinodermos; anêmonas, corais e outros
cnidários; polvos, chocos, caramujos marinhos e outros moluscos; anfíbios;
águas-vivas; plantas marinhas e terrestres e outros organismos marinhos,
somando cerca de 16.000 indivíduos de 450 espécies.

A principal exposição é um tanque de 1.000 m2 (11.000 pés quadrados) e


5.000 m3 (180.000 pés cúbicos) com quatro grandes janelas em acrílico de 49
m2 (530 pés quadrados) em suas laterais, e uma janela para focalização
estrategicamente instalada para assegurar que esta seja uma componente
constante através do espaço da exposição. Tem 7m (23 pés) de profundidade,
que leva nadadores pelágicos a nadarem acima de cavernas inferiores, trazendo a
ilusão do mar aberto. Cerca de 100 espécies de quase todo o mundo são
protegidos neste tanque, incluindo tubarões, arraias, barracudas, garoupas e
moreias. Um peixe-lua é uma das principais atrações.


Quatro tanques ao redor do grande tanque central abriga quatro habitats
diferentes com sua flora e fauna nativa: a costa rochosa do Atlântico Norte, a
linha costeira da Antártica, as florestas de algas do Pacífico Temperado, e os
recifes de corais do Índico Tropical. Estes tanques são separados do tanque
central apenas por grandes folhas de acrílico para fornecer a ilusão de um único
tanque grande. Ao longo do primeiro andar, há 25 aquários temáticos adicionais,
com cada uma das características dos próprios habitats.
O Oceanário de Lisboa é um dos poucos aquários mundiais a abrigar um
peixe-lua devido as suas singulares e exigentes demandas de cuidado. Outras
espécies interessantes incluem duas grandes aranhas-caranguejos e duas lontras
marinhas chamadas Eusébio e Amália, nomes recebidos de duas referência
contemporâneas culturais portuguesas.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Oceanário de Lisboa
Campo Pequeno de Touradas

O Campo Pequeno de Touradas é o campo de Lisboa, Portugal. Siatua-se na


Praça Campo Pequeno, na Avenida da República. Após uma profunda
renovação, foi reaberta como local multieventos em 2006, projetado para ser
utilizado para vários eventos além das touradas. Sedia uma variedade de
apresentações e tem recebido muitas bandas famosas. Inclui um shopping center
no subsolo, restaurantes e um estacionamento.

Historia

O campo de touradas de Lisboa foi construído entre 1890 e 1892, conforme o


projeto do arquiteto português António José Dias da Silva. Seu projeto teve
como inspiração o campo de touradas de Madri, de Emilio Rodriguez Ayuso,
mais tarde demolido. O estilo é o neo-mudéjar, um estilo romântico inspirdao na
arquitetura antiga árabe da Ibéria. O novo campo de touradas de Lisboa
substituiu uma antiga, localizada no Campo de Santana.
A edificação

O campo de tourada tem um planta baixa circular com quatro grandes torres
octogonais em cada ponto cardinal com abóbadas de aparência oriental. A torre
do lado oeste tem um típico formato de ferradura. Toda a superfície da
edificação é coberta de tijolos em cor laranja. A arena interna tem 80 metros de
diâmetro e é coberta com areia.

Touradas

Ao contrário das touradas espanholas, em Portugal o touro é morto no final da


luta. Isto foi decretado pelo rei Miguel de Portugal, durante seu reino de 1828-
1834 já que ele considerava desumano.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Campo Pequeno de Touradas
Cascais

Cascais é uma vila costeira localizada a cerca de 30 km a Oeste de Lisboa.


Anteriormente uma vila piscatória, Cascais ganhou fama depois de se tornar o
destino de Verão favorito da Família Real no final do século XIX e início do
século XX. Hoje em dia, é um destino de férias popular entre turistas nacionais e
estrangeiras, que apreciam o clima, as praias, as paisagens e gastronomia da
localidade.


As origens de Cascais remontam ao século XII. No século XIII era já o
fornecedor de peixe e outros produtos de origem marinha para a capital. Devido
à sua localização perto do estuário do Tejo, tornou-se num ponto estratégico para
a defesa de Lisboa. Foram construídos vários fortes ao longo da costa envolvente
e muitos deles ainda existem hoje. Graças ao Rei D. Luís I, que adoptou Cascais
como a sua residência de Verão, a cidadela foi a primeira do país a ter
iluminação elétrica.

Grande parte da beleza de Cascais ainda reside nas suas praias, como a praia
do Guincho. A sua linha costeira é rica em falésias e escarpas, oferecendo
algumas das mais belas paisagens à beira-mar que o país possui. Uma nota
especial para a Boca do Inferno, uma fantástica falésia onde as ondas se quebram
vigorosamente contra as paredes rochosas – uma visão que nunca deixa de
maravilhar os seus visitantes. A norte encontram-se as belas montanhas de
Sintra, uma pequena vila romântica que também vale a pena visitor. O clima
favorável da Costa Oeste proporciona as condições ideias para a prática de
vários desportos e atividades de lazer. Em Cascais existem ótimas condições
para o golf, o surf, o windsurf e para velejar.

Caiscais alberga uma fantástica marina, com uma comunidade velejadora


muito ativa e fabulosos iates, que acabaram por se tornar uma das atrações mais
apreciadas na vila. O município é também famoso pelo seu Casino Estoril, o
maior casino da Europa

Do charme de Cascais fazem igualmente parte museus e outros marcos


religiosos e culturais. Menção especial para os seguintes locais:

· A Casa de Histórias Paula Rêgo acolhe algumas das mais


impressionantes pinturas de Paula Rêgo. Paula Rêgo é uma famosa pintora
Portuguesa, com um talento especial para recriar contos de fadas, misturando
beleza e trevas de uma forma inesperada, mas impressionante.

· Embora não estejam tão ativos como antigamente, os faróis e fortalezas


da vila são locais místicos e constituem pontos de passagem obrigatórios.

· O Museu dos Condes de Castro Guimarães é um maravilhoso palácio


Gótico localizado à beira-mar. Encontra-se embelezado por múltiplas pinturas,
objectos arqueológicos e um parque fascinante com um pequeno zoo. A parte
mais relevante do palácio é talvez a biblioteca, aberta ao público para exibir a
sua respeitável coleção de mais de 25000 livros.

· O Museu da Música Portuguesa está instalado na Casa Verdades Faria,


no Monte Estoril. A casa teve origem na Torre de St. Patrick, construída em
1918, e foi desenhada enquanto exemplo revivalista do estilo neo-Manuelino. O
Museu constitui um importante centro de documentação da música Portuguesa e
acolhe várias exposições e concertos durante o ano.

· O Museu do Mar foi inaugurado em honra do Rei Carlos I que, enquanto


amante e estudante de todas as coisas relacionadas com o mar, instalou em
Cascais o primeiro laboratório oceanográfico do país. O museu inclui exposições
subordinadas à temática das criaturas marinhas, de artefactos associados à
navegação e à ligação da vila com o Oceano.

· A Capela de São Sebastião é um edifício do século XVII localizado na


mesma propriedade que o Museu dos Condes de Castro Guimarães. Trata-se não
só de um santuário religioso, mas também de museu com 10 salas diferentes. A
sua coleção mais famosa inclui a de azulejos, que revestem várias da suas
paredes.

Ao redor da parte residencial da vila, podem encontrar-se diversos


restaurantes de qualidade onde é possível apreciar o marisco fresco, uma
variedade de vinhos portugueses de alta qualidade e especialidades locais à base
de ovos.

Informações práticas

Como chegar

De carro: a viagem desde o Aeroporto de Lisboa até Cascais demora cerca de


30 minutos a 1h15 minutos (hora de ponta). Existem várias empresas de rent-a-
car, que permitem o aluguer de veículo próprio. Para mais detalhes acerca dos
preços e dos carros disponíveis, contacte as empresas::

o Sixt Rent-a-car: + 351 21 799 87 01


o Budget: +351 210 32 36 05

o Hertz: +351 219 426 385

o Avis: +351 21 754 78 00

o Europcar: +351 21 940 7790

De comboio: entrando na estação de Alcântara-Mar (em Lisboa) e saindo na


estação de Cascais. O bilhete custa 2,15€ e existem vários comboios durante o
dia. Para mais informações acerca dos horários, por favor visite: www.cp.pt

Contactos – Posto de Turismo

Telf: +351 21 482 23 27

Website

www.cm-cascais.pt


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Cascais
Baixa de Lisboa


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Baixa de Lisboa
Lisboa Baixa

A área da Cidade baixa Pombalina cobre cerca de 235.620 metros quadrados


do centro de Lisboa, Portugal. Compõe a rede de ruas ao norte da Praça do
Comércio, mais ou menos entre o Cais do Sodré e o Bairro Alfama embaixo do
Castelo Liaboa, e se estende ao norte, em direção às Praças Rossio e Figueira, e
a Avenida da Liberdade, uma alameda em destaque pelas suas lojas de alfaiataria
e cafés.

A Baixa Pombalina é um bairro elegante, construído primeiramente após o


terremoto de 1755. Recebe o nome de Sebastião José de Carvalho e Melo,
primeiro Marquês de Pombal, o Primeiro Ministro de José I de Portugal, de 1750
a 1777, e figura chave do Iluminismo em Portugal, que liderou o pedido de
reconstrução de Lisboa após o terremoto de 1755. O Marquês de Pombal impôs
condições estritas para a reconstrução da cidade, e o atual padrão em rede
fortemente difere da malha urbana orgânica que caracterizava o bairro antes do
terremoto.

A Baixa Pombalina é um dos primeiros exemplos da contrução resistente a


terremotos. Os modelos arquitetônicos foram testados através de marchas de
tropas ao redor deles para simular um terremoto. Características notáveis de
estruturas pombalina incluem a gaiola Pombalina, uma estrutura de madeira-
estrutura simétrica destinada a distribuir a força do terremoto e terraço entre
paredes que são construídas em um nível superior às madeiras dos tlhados para
reduzir a disseminação do fogo.

Foi inserido na Lista Provisória de Portugal como um potencial Sítio do
Patrimônio Mundial em 7 de dezembro de 2004, que declara a sua superioridade
em relação as áreas planejadas de Edinburgo, Turin e Londres; em particular, a
petição declara que os planos para a reconstrução de Londres após o Grande
Incêndio em 1666 "não implementa princípios gerais" como aqueles alcançados
no Pombalino.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Lisboa Baixa
Praça Rossio

Praça Rossio é o nome popular da Praça Pedro IV, na cidade de Lisboa, em


Portugal. Localiza-se no centro da cidade pombalino de Lisboa e tem sido uma
das principais praças desde a Idade Média. Tem sido palco de revoltas populares
e celebrações, touradas e execuções, e agora é um local de encontro favorito
tanto de nativos de Lisboa como de turistas.

O nome atual Rossio presta homenagem a Pedro IV, Rei de Portugal como
também o primeiro Imperador do Brasil (como Pedro I). A Coluna de Pedro IV
se encontra no meio da praça.


História e destaques

Origem

A Rossio se tornou um importante local na cidade durante os séculos 13 e 14,


quando a população da cidade se expandiu para a área infeior que circunda a
montanha do Castelo de Lisboa. O nome "rossio" é mais ou menos equivalente à
palavra "comuns" em Inglês, e se refere a um terreno utilizado conjuntamente.

Em aproximadamente 1450, o Palácio de Estaus, destinado a acolher


dignatários e nobres estrangeiros, que visitassem Lisboa, foi construída no lado
norte da praça. Após a Inquisição, foi instalado em Lisboa, e o Palácio de Estaus
se tornou a sua sede, e o Rossio era frequentemente utilizado como área para
execuções públicas. O primeiro auto-da-fé ali foi apresentado, em 1540.

Em 1492, o Rei João II encomendou a edificação de umas das infraestruturas


filantrópixas e civis mais importantes na antiga Lisboa, o Hospital Real de Todos
os Santos. O Hospital foi concluído em 1504, durante o reinado do Rei Manuel I,
e ocupou todo lado leste da praça. Fotografias antigas mostram que a fachada do
Hospital consiste de uma edificação comprida com galeria arqueada. O portal da
capela do Hospital, à frente do Rossio, tinha uma fachada magnífica em estilo
manuelino.

Próximo da lateral nordeste da praça, na verdade, na vizinha Praça São


Domingo, situa-se no Palácio das Almadas, reconhecida pela sua fachada
vermelha dos primórdios do século 18. Em 1640, este Palácio foi o ponto de
encontro de nobres portugueses que conspiravam contra a Espanha e levou
Portugal à independência em relação ao governo espanhol. Por esta razão, a
edificação é também chamada o Palácio da Independência .

O Convento de São Domingo foi implantado no século 13, no Rossio. A sua


igreja foi muito danificada pelo terremoto de 1755, e foi construído em estilo
barroco. A sua fachada domina a pequena Praça de São Domingo.

O terremoto de 1755 e a reconstrução

A maior parte das edificaçõesno entorno do Rossio datam da reconstrução do


centro da cidade pombalino, realizada após o terremoto de 1755, que nivelou a
maior parte das estruturas da área, incluindo o magnífico Hospital de Todos os
Santos. Apenas o Palácio da Independência sobreviveu ao catastrófico
terremoto. A reconstrução do Rossio foi realizada na segunda metade do século
18 pelos arquitetos Eugenio dos Santos e Carlos Mardel, responsável pela
aparência tipicamente pombalina das edificações do entorno da praça.

O Arco da Bandeira, uma edificação do lado dul da praça, com um frontão


barroco e um grande arco que se faz a comunicação do Rossio com a Rua dos
Sapateiros data da reconstrução pombalina. O Rossio foi interligada a outra
praça principal da cidade, a Praça do Comércio, por duas ruas retas: as Ruas
Áurea e Augusta.

Após um incêndio em 1836, o antigo Palácio da Inquisição foi destruído.


Graças aos esforços do escritor Almeida Garret, decidiu-se pela construção de
um teatro em seu lugar. O Teatro Nacional D. Maria II, construído na década de
1840, foi projetado pelo italiano Fortunato Lodi, em estilo neoclássico. Uma
estátua do teatrólogo renascentista português, Gil Vicente, se localiza sobre o
frontão do teatro. Ironicamente, algumas das peças de Gil Vicente tenham sido
censuradas pela Inquisição no século 16.

No século 19, o Rossio foi pavimentada com mosaico tipico português e


adornada com fontes em bronze, importadas da França. A Coluna de Pedro IV
foi erigida em 1874. Neste período, a praça recebeu o seu atual nome oficial,
nunca aceito pelas pessoas.

Entre 1886 e 1887, outro marco importante foi construído na praça: a Estação
Ferroviária Rossio (Estação de Caminhos de Ferro do Rossio). A Estação foi
construída pelo arquiteto José Luís Monteiro e um importante acréscimo à
infraestrutura da cidade. Sua bela fachada manuelina, domina o lado noroeste da
praça.

Significado

O Rossio tem sido um ponto de encontro para o povo de Lisboa por séculos.
Alguns dos cafés e lojas da praça datam do século 18, como o Café Nicola, onde
o poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage habitualmente encontrava os seus
amigos. Outras lojas tradicionais incluem a Pastelaria Suíça e a Ginjinha, onde
se pode provar o espírito típico de Lisboa (Ginjinha). A edificação dom Teatro
de Maria II e os Jardins Públicos ao norte da praça apenas tornou a área mais
frequentada pela alta sociedade de Lisboa no século 19. Atualmente,
constantemente está lotada de nativos e turistas.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Praça Rossio
Avenida da Liberdade

A Avenida da Liberdade é uma importante avenida no centro de Lisboa, em


Portugal. É um boulevard que possui 90 m de largura, 1.100 m de comprimento,
com dez pistas divididas por calçadas para pedestres decoradas com jardins.
Interliga as Praças Restauradores e Marques de Pombal.

"A Avenida Liberdade e a Praça Restauradores têm suas origens no Passeio


Público inaugurado na área em 1764, criado pelo arquiteto pombalino Reinaldo
Manuel. Inicialmente cercado por uma alta muralha, foi reformulada nas décadas
de 1830 e 1840, pelo arquiteto Malaquias Ferreira Leal, que introduziu um novo
arrangement da flora, como também fontes, uma cascata e estátuas. As estátuas
alegóricas que representam os Rios Tagus e Douro data deste período.

Após muitas discussões e polêmicas, a avenida foi construída entre 1879 e


1886, modelada após os boulevards de Paris. Sua criação foi um marco na
expansão do lado norte da cidade, e se tornou rapidamente um endereço
preferido da alta classe.
Muitas das edificações originais da avenida têm sido substituídas por altos
edifícios de hotéis e escritórios, nas últimas décadas. Hoje, ostenta vários
edifícios interessantes que refletem a arquitetura portuguesa dos fins do século
19 até os primórdios do século 21. Suas calçadas para pedestres e rotatórias com
piso tradicional português são decorados com muitos monumentos e estátuas que
prestam homenagem a personalidades importantes como Almeida Garret,
Alexandre Herculano e outros. Um grande monumento dedicado aos veteranos
da Primeira Guerra Mundial, inaugurado em 1931, é obra de Rebelo de Andrade
e Maximiano Alves.

Suas qualidades paisagísticas, hotéis, lojas, teatros e arquitetura a tornam uma


importante atração turística da cidade. Nacionalmente famosa por abrigar várias
marcas de luxo como Christian Dior, Chanel, Versace, Balmain, Gucci,
Givenchy, Yves Saint Laurent, Michael Kors, Stella McCartney, Christian
Louboutin, Donna Karan e outros como Louis Vuitton, Prada, Dolce & Gabbana,
Armani, Todd´s, Burberry. Hoje é considerada a trigésima quinta avenida mais
cara do mundo.

Transporte

Há três estações de metrô em Lisboa ao longo da avenida:

"Restauradores", a sudeste, servida pela linha azul.

"Avenida", na parte central da avenida, servida pela linha azul.

"Marquês de Pombal", a nordeste (perto de uma rotatória gigante com 4


pistas), servida pelas linhas azul e amarela.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Avenida da Liberdade
Praça dos Restauradores

A Praça dos Restauradores é uma praça pública da cidade de Lisboa, Portugal.


Situa-se no lado sudeste da Avenida da Liberdade, próxima à Praça Rossio.

Detalhes

A praça é dedicada à restauração da independência de Portugal, em 1640, após


60 anos de dominação espanhola. O obelisco no meio da praça, inaugurada em
186, leva os nomes e datas das batalhas travadas durante a Guerra da
Restauração Portuguesa, em 1640.

O Monumento aos Restauradores se situa no centro da praça.



A praça retangular é circundada pelas edificações do século 19 e primórdios
do século 20. As mais notáveis são o Palácio Foz, um palácio construído entre os
séculos 18 e 19 e que ostenta interores magnificamente decorados, e o antigo
Cinema Éden (agora um hotel), com uma bela fachada Art Deco, que remonta à
decada de 1930, uma obra do arquiteto Cassiano Branco.

Também notável é o antigo Cinema Condes, contruído em 1950, pelo


arquiteto Raul Tojal, em estilo modernista. Agora sedia o Café Hard Rock de
Lisboa.

Em seu entorno, há inúmeras edificações atraentes, incluindo o Palácio Foz,


um belo palácio do século 18, fechado ao público, exceto o espaço no pavimento
inferior, que funcion como um dos centros de informações turísticos da cidade.

Próximo a ele, um dos funiculares emblemáticos de Lisboa, o Elevador da


Glória, que interliga esta parte da cidade ao Bairro Alto.

Em frente, está o Café Hard Rock, que funciona em um antigo teatro e sempre
está repleto de turistas.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Praça dos Restauradores
Teatro Nacional D. Maria II

O Teatro Nacional D. Maria II é um teatro em Lisboa, Portugal. O teatro


histórico é um dos lugares portugueses mais prestigiados e se situa na Praça
Rossio, no centro da cidade.

O teatro foi construído ao norte da Praça Rossio, no terreno do Palácio Estaus,


erigido por volta de 1450 como hsopedagem para dignatários e nobres que
visitavam Lisboa. No século 16, quando a Inquisição foi instalada em Portugal, o
Palácio Estaus se tornou sede da Inquisição. O palácio resistiu ao terremoto de
1755, mas foi destruído pelo fogo em 1836.

Graças aos esforços intensos do poeta e dramaturgo romântico Almeida


Garret, decidiu-se a substituição do antigo palácio por um teatro moderno,
dedicados à Rainha Maria II de Portugal. A edificação foi construída entre 1842
e 1846 de acordo com um projeto neoclássico do arquiteto italiano Fortunato
Lodi.

A edificação é a melhor representante da arquitetura neoclássica da influência


paladiana em Lisboa. A principal característica da fachada é um pórtico (estilo
hexagonal) com seis colunas jônicas reaproveitadas do Convento de São
Francisco de Lisboa, e um frontão triangular. O tímpano o frontão é decorado
com um relevo mostrando Apolo e as Musas.

O frontão é coroado por uma estátua do teatrólogo da Renascença Gil Vicente


(c.1464-1536), considerado o fundador do teatro português. Ironicamente,
algumas peças de Gil Vicente foram censuradas pela Inquisição portuguesa no
final do século 16.

No interior do teatro foi decorado por muitos artistas portugueses do século


19, mas grande parte desta decoração foi perdida em um incêndio em 1964. O
teatro tinha que ser completamente renovado e foi inaugurado apenas em 1978.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Teatro Nacional D. Maria II
Alfama

Alfama é o bairro mais antigo de Lisboa e um dos mais emblemáticos. O


nome “Alfama” provém do árabe Al-hamma (que significa nascente ou banhos,
uma referência às nascentes de água quente existentes nesta zona) e durante o
período de ocupação Moura, Alfama constituía toda a cidade. Alfama is the
oldest district of Lisbon and one of the most emblematic. Daqui foi crescendo
para Oeste e tornou-se um bairro para os pobres e desfavorecidos, reputação que
mantém nos dias de hoje. Ao contrário de muitas outras áreas da cidade, Alfama
não foi destruída pelo terramoto de 1755. Por isso, ainda mantém as suas
estreitas e labirínticas ruas e pequenas praças. Este bairro tem reencontrado
alguma da sua velha energia nos últimos anos, com a vinda de novas gerações de
artistas e empresários que lhe conferem uma aura revivalista.


Com o seu aspeto picturesco e os seus residentes, que preservam um sentido
muito tradicional de comunidade, Alfama é uma verdadeira fonte de inspiração
para poetas e romancistas. Embora o Bairro Alto seja normalmente creditado
como a “casa” do Fado, um género musical típico Português, Alfama tem desde
há muito sido a “maternidade” de fadistas famosos e tem um grande número de
casas de Fado que vale a pena visitar. Estas Casas de Fado são geralmente
restaurantes, onde os fadistas atuam para os clientes.

Passeando por Alfama, os seus visitantes descobrirão que este bairro esconde
algumas das mais bonitos pontos turísticos que Lisboa tem para oferecer:

· Mosteiro de São Vicente de Fora: construído em 1582, assenta num dos


locais onde se encontram sepultados os soldados Portugueses e os cruzados do
Norte da Europa que combateram contra os Mouros. O seu interior e os seus
claustros encontram-se maravilhosamente decorados com azulejaria do século
XVIII.

· Castelo de São Jorge: os seus fragmentos mais antigos remontam ao


século VI. Esteve sob o domínio de Romanos, Visigodos e Mouros, até ser
conquistado pelo Rei D. Afonso Henriques em 1147. Embora tenha sofrido
várias destruições ao longo dos séculos, o castelo ainda possui uma vasta
extensão de muralhas e um grande número de torres, as quais os visitantes
podem subir e, assim, aceder a algumas das mais belas vistas sobre a cidade.

· Catedral de Lisboa: construída em 1150 no local onde antes existia uma


Mesquita típica. O exterior medieval encerra um interior em estilo Romanesco,
com um coro e uma galeria Góticos. Na sacristia, encontra-se um grande número
de relíquias, entre as quais os restos mortais de São Vicente, o santo padroeiro de
Lisboa.

· Miradouros da Graça e de Nossa Senhora do Monte: perto da Igreja da


Graça encontra-se o Miradouro da Graça, o qual oferece uma vista deslumbrante
sobre a cidade. Para um panorama ainda mais amplo da cidade, o Miradouro de
Nossa Senhora do Monte, no ponto mais elevado da cidade, é o ideal.

· Jardim do Tabaco: abaixo da colina de Alfama e em frente da Estação de


Comboios de Santa Apolónia, encontra-se uma das mais modernas partes do
bairro. Contrastando com a atmosfera medieval vizinha, o antigo armazém de
tabaco de Lisboa é hoje em dia um local popular entre as gerações mais novas.
Alberga várias discotecas e bares, que estão abertos durante todo o ano.

Existem diversos restaurantes de boa qualidade, hostels e hóteis dentro de


Alfama. Também existem alguns apartamentos para alugueres de curta duração,
destinados aos turistas que querem desfrutar da vivência de Alfama como um
verdadeiro residente.

Informações práticas

Como chegar

Elétrico nº 28: entrando Praça Martim Moniz e saindo em Alfama. O bilhete


custa 3,75€. Existem vários elétricos durante o dia entre as 6h e as 23h.

Dentro do bairro, a melhor forma de deslocamento é a pé, regressando depois


à cidade no elétrico.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Alfama
Mosteiro de São Vicente de Fora

A Igreja do Mosteiro de São Vicente de Fora, significando "Mosteiro de São


Vicente Fora dos Muros" é uma igreja e mosteiro na cidade de Lisboa, Portugal.
É um dos mosteiros e edificações maneiristas mais importantes do país. O
mosteiro contém também o panteão real dos monarcas Bragança de Portugal.

História e arte

O mosteiro original de São Vicente de Fora foi fundada por volta de 1.147
pelo Rei português Afonso Henriques, para a Ordem Agustiniana. O Mosteiro,
construído e estilo românico fora dos muros da cidade, era um das fundações
monásticas mais importantes da Portugal medieval. Foi dedicado a São Vicente
de Saragossa, santo padroeiro de Lisboa, cujas as relíquias foram trazidas a
Lisboa, de Algarve, no século 12.

As atuais edificações são o resultado de uma reconstrução encomendada pelo


Rei Filipe II da Espanha, que tinha se tornado Rei de Portugal (como Filipe I)
após uma crise de sucessão em 1580. A igreja do mosteiro foi construída entre
1582 e 1629, enquanto as edificações do mosteiro foram concluídas apenas no
século 18. Imagina-se que o autor do projeto da igreja tenha sido o jesuíta
italiano Filippo Terzi e/ou o espanhol Juan de Herrera. Os planos foram seguidos
e modificados por Leonardo Turriano, Baltazar Álvares, Pedro Nunes Tinoco e
João Nunes Tinoco.

A igreja do Mosteiro tem uma fachada majestosa e autera que obedece ao


estilo renascentista tardio, conhecido como Maneirismo. A fachada, atribuída a
Baltazar Álvares, tem vários nichos com estátuas de santos e é flanqueada por
duas torres (um modelo que se expanderia em Portugal). A parte inferior da
fachada tem três arcos que levam à galilé (hall de entrada). A planta da igreja
revela uma edificação em cruz latina com uma nave e corredor único com
capelas laterais. A igreja é coberta com uma abóbada cilíndrica e tem uma
grande cúpula sobre o cruzamento. O projeto geral do interior da igreja segue
aquele da igreja protótipa de Il Gesú, em Roma.

O belo retábulo principal é uma obra barroca do século 18, de um dos


melhores escultores portugueses, Joaquim Machado de Castro. O retábulo tem
formato de um baldaquino e é decorado com um grande númeor de estátuas. A
igreja também ostenta vários bonitos retábulos nas capelas laterais.

As edificações do Mosteiro são alcançadas através de um portal barroco


magnífico, localizado ao lado da fachada da igreja. Dentro, a entrada é decorada
com azulejos branco azulados do século 18 que contam a história do Mosteiro,
incluindo cenas da Saga de Lisboa, em 1147. O teto da sala tem uma pintura
ilusionista executada em 1710 pelo italiano Vicenzo Baccarelli. A sacristia do
Mosteiro é exuberantement decorada com mármore e pintura policromada. Os
claustros também são notáveis pelos azulejos do século 18 que recontam fábulas
de La Fontaine, dentre outros temas.


O Panteão Bragança

Em 1834, após a dissolução das ordens religiosas em Portugal, o mosteiro foi


transformado em um palácio para os arcebispos de Lisboa. Algumas décadas
depois, o Rei Ferdinando II transformou o antigo refeitório dos monges em um
panteão para os Reis da Casa de Bragança. Seus túmulos foram transferidos da
capela principal para esta sala.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Mosteiro de São Vicente de Fora
Praça do Comércio

A Praça do Comércio se situa na cidade de Lisboa. Localizada próxima ao Rio


Tagus, a praça é ainda comumente conhecida como Terreiro do Paço, pois era o
lugar do Paços da Ribeira até ser destruída pelo grande terremoto 1755. Após o
terremoto, a praça foi completamente remodelada como parte da reconstrução do
Centro da Cidade Pombalino, encomendado por Sebastião José de Carvalho e
Melo, primeiro Marquês de Pombal, que foi o Ministro do Reinado de Portugal
de 1750 a 1777, durante o reinado de Dom José I, Rei de Portugal.


História

O desenvolvimento urbano das margens do Rio Tagus (a Ribeira) recebeu um


impulso definitivo nos primórdios do século 16, quando o Rei Manuel I
construiu uma nova residência real - o Palácio Ribeira - nas margens do rio, fora
dos muros da cidade. A área foi depois desenvolvida com a edificação portuária,
instalações para a contrução de navios (O Ribeira das Naus), a Casa da Índia e
outras edificações administrativas que regulavam o comércio entre Portugal e
outras partes da Europa e suas colônias na África, Ásia e América.

Em 1 de novembro de 1755, durante o reinado de Dom José I, um grande


terremoto seguido de um tsunami e incêndio destruiu a maior parte de Lisboa,
incluindo o Palácio Ribeira e outras edificações na beira do rio. O Primeiro
Ministro de José I, o Marquês do Pombal, coordenou um esforço maciço para a
reconstrução do arquiteto português, Eugênio dos Santos. Ele projetou uma
praça grande e retangular no formato "U", aberta em direção ao Tagus. As
edificações têm galerias em seus pavimentos térreos, e os braços do "U"
terminam em duas grandes torres, remanecentes da torre monumental do Palácio
Ribeira, que fora destruído, ainda vívida na memória arquitetônica da cidade.
Seu plano fo quase todo realizado, embora detalhes decorativos tenham sido
modificados e a torre leste da praça e o Arco da Rua Augusta apenas tenham
sido finalizadas no século 19.

A praça foi nomeada Praça do Comércio, para indicar sua nova função na
economia de Lisboa. As edificações simétricas da praça foram preenchidas com
secretarias de governo que regulavam atividades alfandegárias e portuárias. A
peça principal do conjunto era a estátua equestre do Rei José I, inaugurada em
1755 no centro da praça. Esta estátua em bronze, a primeira estátua monumental
dedicada ao Rei em Lisboa, foi projetada por Joaquim Machado de Castelo, o
primeiro escultor de Portugal do período.


Abrindo em direção à Rua Augusta, que interliga a praça à outra praça
tradicional de Lisboa, o Rossio; o projeto original por Eugênio dos Santos
planejava um arco triunfal, realizado apenas em 1875. Este arco, usualmente
nomeado o Arco da Rua Augusta, foi projetado por Veríssimo da Costa. Tem um
relógio e estátuas da Glória, Ingenuidade e Valor (do escultor francês Calmels) e
aquelas de Viriatus, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e, é claro, o Marquês
de Pombal.

Em 1 de fevereiro de 1908, a praça foi o palco do assassinato de Carlos I, om


penúltimo Rei de Portugal. Em seu retorno do palácio de Vila Viçosa ao paláco
real de Lisboa, a carruagem com Carlos I e sua família atravessou o Terreiro do
Paço. Enquanto cruzava a praça, tiros vindos da multidão atingiram pelo menos
dois homens: Alfredo Luís da Costa e Manuel Buiça. O rei faleceu
imediatamente, e seu herdeiro Luís Filipe foi fatalmente ferido, e o Príncipe
Manuel foi machucado no braço. Os assassinos foram atingidos por membros da
segurança e mais tarde reconhecidos como membros do Partido Republicano -
que dois anos mais tarde derrubou a monarquia portuguesa.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Praça do Comércio
Praça da Figueira

A Praça da Figueira é uma grande praça no centro de Lisboa, em Portugal. É


parte da Baixa Pombalina, a área da cidade reurbanizada após o terremoto de
1755.


No século 16, a praça não existia, e maior parte de sua área era ocupada pelo
Hospital Real de Todos os Santos, a mais importante da cidade. Em 1755, após o
grande terremoto que destruiu a maior parte de Lisboa, danificou grandemente o
hospital. Este foi demolido em aproximadamente 1775.

A área grande previamente ocupada por um hospital na Baixa foi


transformada em um mercado ao ar livre. Em aproximadamente 1885, foi
construído um grande mercado coberto com 8.000 m2. Este mercado existiu aaté
1949, quando foi demolido. Desde então a praça tem sido um espaço aberto.

Em 1971, uma estátua equestre em bronze representando o Rei João I (1357-


1433), do escultor Leopoldo de Almeida, foi inaugurada na praça. O monumento
também porta medalhões com as efígies de Nuno Álvares Pereira e João das
Regras, dois personagens principais na Revolução de 1385 que trouxe João I ao
poder.


Em 1999/2000, durante a última renovação da praça, a estátua foi relocada do
meio para uma esquina da praça, de modo a tornar-se visível a paritr da Praça do
Comércio. O projeto de renovação original também proporcionou a cobertura
completa das edificações com azulejos, de Daciano Costa, que não fôra
realizado.

A Praça da Figueira tem um perfil muito uniforme, com edificações de quatro


andares, datando da reconstrução da Baixa Pombalina. As edificações são
ocupadas por hoteis, cafés, e várias lojas. Também é um centro de tráfego, com
paradas de ônibus e metrô.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Praça da Figueira
Castelo de São Jorge

O Castelo de São Jorge é um castelo mourisco que ocupa um pico de


montanha sobre o centro histórico de Portugal, Lisboa e o Rio Tagus. A cidadela
bem fortificada data do período medieval da história portuguesa, e um dos
pontos turísticos de Lisboa.

História

Embora a primeira fortificação no cume da montanha date do século 2 a.C.,


excavações arqueológicas têm identificado presença humana no vale do Tagus
bem anterior ao século 6 a.C.. A primeira fortificação presumivelmente foi
erigida em 48 a.C., quando Lisboa foi classificada como um município romana.

A montanha foi usada por tribos celtas indígenas, depois por fenícios, gregos,
e cartagineses, como um posto defensável, que mais tarde foi expropriado pelos
povos romanos, suebicos, visigodos e mouros. Durante o século 10, as
fortificações foram reconstruídas pelas forças mulçumanas, que incluem as
muralhas ou Cerca Moura.

Reino

No contexto da Reconquista Cristã, o castelo e a cidade de Lisboa nas mãos


dos mouros foi reconquistada por Afonso Henriques, auxiliado pelos cavaleiros
do norte europeu, durante a Segunda Cruzada: A Saga de Lisboa, que teve lugar
em 1147, foi o único sucesso notável da falida cruzada. De acordo a lenda
sempre repetida, o cavaleiro, Martim Moniz, notou que uma das portas do
castelo estava aberta, e ele impediu que os mouros a fechassem novamente,
jogando seu próprio corpo na brecha: ele sacrificou sua vida, porém, ao fazê-lo,
permitiu a entrada dos soldados cristãos. A tomada do castelo ajudou as forças
cristãs a manter a defesa de Lisboa até o final do século 12.

Quando Lisboa se tornou centro do Reino, em 1255, o castelo atuou como


alcáçova: uma residência fortificada para Afonso III, enquanto governador. Foi
extensivamente renovada por volta de 1.300, pelo Rei Denis I, transformando a
alcáçova mourisca no Palácio Real de Alcáçova. Entre 1373 e 1375, o Rei
Ferdinand I construiu a Cerca Nova ou Cerca Fernandina, a composição murada
que encerrava todo o castelo. Durante esta construção, os mestres João
Fernandes e Vasco Brás foram os responsáveis pelas atividades no local. Esta
muralha, que parcialmente substituiu as antigas muralhas mouriscas, foi
projetada para envolver antigas partes da cidade anteriormente desprotegidas.
Concluída em dois anos, tinha 77 torres e um perímetro de 5.400 metros (17.700
pés).

O castelo e a cidade resistiu várias vezes às forças de Castela, durante o século


14 (notavelmente em 1373 e em 1383-4). Foi durante este período (final do
século 14), que o castelo foi dedicado a São Jorge pelo Rei João I, que se casara
com a princesa inglesa, Filipa de Lancaster. São Jorge, o santo guerreiro, era
normalmente representado matando um dragão, e muito popular em ambos os
países.

Durante este período, muitos registros do Reino começaram a ser guardados


na Torre de Ulisses, também conhecida como Torre Albarrã, até o reinado de
Manuel I. Por essa razão, o Arquivo Nacional Português ainda referido como a
Torre do Tombo (literalmente a Torre do Arquivo (onde eminentes cronistas
portugueses como Fernão Lopes e Damião de Góis, uma vez trabalharam). Em 9
de dezembro de 1448, Gil Pires foi designado o carpinteiro do castelo,
substituindo Afonso Esteves, percebendo 400 réis por seu trabalho. Entre 1448 e
1541, o carpinteiro recebeu vários estipêndios pelos seus serviços no interior do
palácio. Similarmente, o pedreiro João de Alverca percebeu 17$016 pelas obras
em cantaria; houve também aquisição de ferro, total de 3$792; de cal, total de
3$740; a compra de madeira, mais de 14$500; e de telhas, azulejos e areia, de
4$474. Esta obras públicas continuaram de 1449 a 1452, com despesas para mão
de obra, cal, carpintaria, cortiça, obras em cantaria e outras compras, incluindo
portas e janelas, a fim de transformar o precário castelo em uma residência real.

Enquanto Palácio Real, o castelo foi o lugar para recepção do navegador e


heroi nacional, Vasco da Gama, que retornara de uma viagem que descobrira
uma rota marítima para a Índia: O Rei Manuel I o recepcionou no castelo em
1498. O castelo também serviu de teatro em 1502, quando o teatrólogo pioneiro
Gil Vicente, encenou a sua peça Monólogo do Vaqueiro, homenageando o
nascimento do filho e herdeiro de Manuel I, o futuro João III.

Por volta dos primórdios do século 16, seguinte á construção do Palácio


Ribeira, ao longo do Rio Tagus, o antigo castelo começou a perder em
importância. Um terremoto que ocorreu em 1531, masi tarde danificou o Palácio
de Alcáçova, contribuindo depois para a decadência e negligência ao lugar. Em
1569, o Rei Sebastião encomendou a reconstrução de apartamentos reais no
castelo, com a pretensão de utilizá-lo como a sua residência oficial. Como parte
da reconstrução, em 1577, Filippo Terzi demoliu uma das torres, próxima à
fachada principal da Igreja de Loreto. Contudo, muitos dos projetos nunca foram
concluídos, acontecendo o "desaparecimento" do jovem Rei durante a Batalha de
Alcácer Quibir. A consequente crise da dinastia portuguesa abriu caminho para o
governo de 60 anos espanhol e o castelo foi transformado em quarteis e uma
prisão. Em 30 de dezembro de 1642, durante a reconstrução pública, Teodósio de
Frias, O Jovem, substituiu naquele período seu pai Luís de Frias e avô Teodósio
de Frias. isto foi parte de um ambicioso plano das forças espanholas para a novo
funcionamento da fortificação.

Mas, com as Guerras da Restauração, o projeto foi transformado em projeto


português. Em 6 de novembro de 1648, foi solicitada a Nicolau de Langres o
controle do projeto, execução e construção de uma nova fortificação que cercaria
o Castelo de São Jorge, e as muralhas da cidade de Lisboa. Em 1650, então, o
local foi visitado pelo arquiteto militar Mateus do Couto. Com esta designação,
sendo ele mestre em projetos, a reconstrução teve uma nova formalidade: João
Gillot projetou novos muros em 1652; entre 1657 e 1733, o projeto da edificação
obedeceu aos planos de Manuel do Couto. Em 1673, o hospital dos soldades foi
instalado no térreo, dedicado a São João de Deus, junto com a Rua do
Recolhimento. No final do século 17, o Recolhimento do Castelo (foi construído
ao longo da extremidade sudeste do pátio, e em 1733, novos projetos foram
elaborados pelo mestre Custódio Vieira da Silva.

O grande terremoto de 1755 danificou severamente o castelo e contribuiu para


sua contínua decadência: aparte dos muros do velho castelo, o hospital dos
soldados e recolhimento foram arruinados. Posteriormente, a necessidade de
manter uma força de apoio dentro da capital necessitava da expansão da função
do lugar para guarnição e presídio. De 1780 a 1807, a instituição filantrópica
Casa Pia, dedicada à educação de crianças carentes, foi instalada na cidadelaa,
enquanto os soldados continuava nas guarnições. Inspirado pelos eventos do
terremoto e tsunami, em 1788, o primeiro observatório geodésico em Portugal
foi construído no topo de uma das torres do castelo; mais tarde referida como a
Torre do Observatório.

República

Como parte das celebrações comemorativas da fundação da naçionalidade e


restauração da independência, o governo de Antônio de Oliveira Salazar iniciou
renovações extensivas no local. A maior parte das estruturas incongruentes
acrescidas ao castelo em séculos anteriores foram demolidas, supervisionados
pelo DGEMN, e o Recolhimento foi parcialmente restaurado. Além disso, em 25
de outubro de 1947, um monumento dedicado a Afonso Henriques, presenteado
pela cidade do Porto, a partir de uma réplica criada por Soares dos Reis (em
1887), foi instalada no terreno.

Em 1998, os espaços semi-retangulares, colunas e a cisterna foram adaptadas


no Museu Olissipônia.

Em 22 de agosto de 2006, a Direção Regional de Cultura Lisboa (DRCLisboa)


definiu uma zona de proteção especial, que incluia o Castelo de São Jorge e o
restante das muralhas de Lisboa, a Baixa Pombalina e as várias propriedades que
já tinham sido classificadas como patrimônio cultural. O Conselho Nacional de
Cultura propôs o adiamento desta definição em 10 de outubro de 2011, apoiado
pelo IGESPAR.

Arquitetura

O castelo se situa no centro urbano de Lisboa, sobre o escarpamento, enquanto


muitos de seus muros se estendiam ao redor da citadela das paróquias civis que
circundavam a leste e sul.

A planta do castelo é ligeiramente quadrada, e originalmente era envolvido


por uma muralha, formando uma citadela. O complexo do castelo consiste no
próprio castelo, algumas edificações adicionais (incluindo as ruínas do palácio
real), jardins, e uma grande praça escalonada da qual se tinha uma
impressionante vista de Lisboa. A entrada principal para a cidadela é um portão
do século 19 sobrepujado pelo brasão de armas de Portugal, o nome da Rainha
Maria II, e a data, 1846. Este portão dá acesso á praça principal, decorada com
velhos canhões e uma estátua em bronze de Afonso Henriques, o monarca
português que tomou o castelo dos mouros. Esta estátua é uma cópia de uma
original do século 19, do escultor romântico Antônio Soares dos Reis, localizada
próximo ao Castelo Guimarães, no centro de Portugal.

Os remancescentes do palácio real se situal próximo à praça principal, mas


tudo o que resta são muralhas e algumas salas reconstruídas como a Casa Ogival.
Agora sedia a Olissipônia, um show multimídia mostra a história de Lisboa.

O castelo medieval se localiza ao noroeste da cidadela, como seu ponto mais


alto. Hipoteticamente, durante uma saga, se os atacantes conseguissem entrar
nela, o castelo seria o último baluarte, o último local disponível para se refugiar.
Seu formato é retangular e totaliza dez torres. Um muro com uma torre e uma
porta divide o pátio do castelo duas áreas. Uma série de escadarias permite ao
visitantes chegar ao cimo da muralha e torres, das quais pode-se desfrutar das
magníficas vistas de Lisboa. A Torre de Ulisses (onde funcionava a Torre do
Tombo) agora tem um periscópio que permite aos turistas ter uma visão 360
graus da cidade.

Além de suas muralhas principais, o castelo é protegio ao sul e leste por um


barbacã, um muro inferir que impedia a aproximação de engenhos de uma saga
ao muros do castelo. Os lados norte e oeste do castelo, por outro lado, foram
naturalmente protegidos naturalmente pelas suas fundações em encostas muito
íngremes. O castelo também é parcialmente envolto por um fosso, hoje seco. A
principal entrada está á frente de uma ponte em pedra sobre o fosso. na lado
oeste, há uma comprida divisória que estende abaixo da montanha, terminando
em uma torre (a Torre da Couraça). Esta torre serviu para controlar a parte
inferior do vale, e poderia ser também usada como fuga, caso o castelo fosse
tomado pelos inimigos.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Castelo de São Jorge
Catedral de Lisboa

A Catedral Patriarcal de Santa Maria maior ou simplesmente Catedral de


Lisboa é uma catedral católica romana situada em Lisboa, Portugal. A igreja
mais antiga da cidade é a sede da Arquidiocese de Lisboa. Desde i começo da
construção da catedral, no ano de 1147, a edificação foi modificada várias vezes
e sobreviveu a muitos terremotos. Hoje em dia, é uma mistura em termos de
estilos arquitetônicos.

História

Lisboa tem sido a sede do bispado desde o século 4 d.C.. Após o período da
dominação visigoda a cidade foi conquistada pelos mouros e permaneceu sob o
controle árabe do século 8 ao 12, embora os cristãos tivessem a permissão de
morar em Lisboa e suas redondezas. No ano de 1147, a cidade foi reconquistada
por um exército composto de soldados portugueses, chefiados pelo Rei Afonso
Henrique e cruzados da Europa Norte, participando na Segunda Cruzada. Um
cruzado inglês chamado Gilbert de Hastings foi consagrado bispo, e uma nova
catedral foi erigida no local da principal mesquita de Lisboa.

A primeira edificação foi concluída entre 1147 e as primeiras décadas do


século 13 em estilo românico tardio. Naquele período, as relíquias de São
Vicente de Saragossa, santo padroeiro de Lisboa, foram trazidas à catedral do sul
de Portugal. No final do século 13, o Rei Dinis de Portugal construiu um claustro
gótico, e seu sucessiir Afonso IV de Portugal teve a capela principal convertida
em um panteão real em estilo gótico para ele e sua família. Em 1498, a Rainha
Eleanor de Viseu fundou a Irmandade de Invocação a Nossa Senhora da
Misericórdua de Lisboa em um das capelas do claustro da cateral. Esta
irmandade evoluiu para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, uma instituição
filantrópica católica que mais tarde se expandiu para outras cidades e teve um
importante papel em Portugal e suas colônias.

Os terremotos têm sempre sido um problema para Lisboa e sua catedral.


Durante os séculos 14 e 16 houve vários deles, mas o pior foi o terremoto de
1755, que destruiu a capela principal gótica e o panteão real. Os claustros e
muitas capelas também foram arruinadas pelo terremoto e incêndio que o seguiu.
A catedral foi parcialmente reconstruída e, no início do século 20, recebeu a
aparência que apresenta hoje após profunda renovação. Em tempos recentes, o
pátio central do claustro tem sido excavado e mostra sinais dos períodos romano,
árabe e medieval.

Arte & Arquitetura

A catedral de Lisboa é em cruz latina com três corredores, um transepto e uma


capela principal circundada por um ambulatório. A igreja está ligada ao claustro
na lateral oriental. A fachada principal parece uma fortaleza, com duas torres
flanqueando a entrada e ameias sobre as paredes. Esta aparência ameaçadora,
também vista em outras catedrais portuguesas do período, é uma uma relíquia do
período da Reconquista, quando a catefral podia ser usada par atacar o inimigo
durante uma saga.

Românico

Desde o período de sua primeira construção (1147 até as primeiras décadas do


século 13), a catedral de Lisboa tem a sua fachada ocidental preservada com a
janela rosácea (reconstruída de fragmentos no século 20), o portal principal, o
portal norte e a nave da catedral. Os portais têm capiteis esculturais interessantes
com motivos românicos. A nave é coberta por uma abóbada redonda e tem um
galeria superior e arqueada (trifório). A iluminação adentra através da janela
rosácea da fachada ocidental e transepto, a janela estreita dos corredores laterais
como também das janelas do candeeiro do transepto. O plano geral da catedral é
muito similar àqueles da Antiga Catedral de Coimbra, que data do mesmo
período. Uma das capelas do ambulatório tem um portão em ferro românico
interessante.

Gótico

O Rei Dinis de Portugal encomendou a construção de um claustro em estilo


gótico no final do século 13, que foi severamente danificado no terremoto de
1755. Próximo à entrada da catedral, um rico comerciante, Bartolomeu Joanes,
construiu uma capela funerária para ele mesmo, no começo do século 14. Seu
túmulo onde jaz a sua imagem deitada ainda está lá dentro. Algo mais tarde, o
Rei Afonso IV de Portugal teve a abside românica substituída por uma capela
principal gótica, circundada por um ambulatório com capelas radiais. O rei e sua
família foram enterrados na capela principal, mas seus túmulos e a própria
capela foram destruídos no terremoto de 1755. O ambulatório resistiu e é uma
obra importante na história gótica portuguesa. Consiste de um corredor circular -
não interligado à capela principal - com uma série de capelas radiais. O segundo
andar do ambulatório está coberto com uma abóbada em nerviras e tem uma
série de janelas (lanternins) que banham o interior com abundante luz.

O ambulatório contem três túmulos góticos notáveis de metade do século 14.


Um túmulo pertence a Lopo Fernandes Pacheco, sétimo Lord Ferreira de Aves,
um nobre a serviço do Rei Afonso IV. Sua imagem aparece segurando a sua
espada e é guardade por um cachorro. Sua esposa, Maria de Vilalobos, aparece
sobre o seu túmulo relembrando um Livro das Horas. O terceiro túmulo pertence
a uma princesa real desconhecida. Todos os túmulos são decorados com brasões
de armas.

No último quartel do século 15, acredita-se que os famosos paineis de São


Vicente, pintados por Nuno Gonçalves, foram instalados na capela do
ambulatório de São Vicente. Os paineis estão agora no Museu Nacional de Arte
Antiga, em Lisboa.

Tempos modernos

Durante o século 17, um bela sacristia em estilo barroco foi construída, e, após
1755, a capela principal foi reconstruída em estilos necoclássicos e rococó
(incluindo os túmulos do Rei Afonso IV e sua família). Machado de Castro, o
mais proeminente escultor de Portugal no final do século 18, é o autor de um
magnífico berço de Bartolomeu Joanes, na capela gótica. No começo do século
20, a maior parte da decoração neoclássica do exterior e interior da catedral foi
renovada para dar a catedral um aparência mais "medieval".


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Catedral de Lisboa
Igreja de Santa Engrácia

A Igreja de Santa Engrácia é um monumento urbano de Lisboa do século 17.


No século 20 a igreja foi convertida no Panteão Nacional, no qual importantes
personalidades portuguesas foram sepultadas. Situa-se no Bairro de Alfama,
perto de um outro importante monumento, o Mosteiro de São Vicente de Fora.

Historia

A atual edificação da Igreja de Santa Engrácia substituiu igrejas anteriores


dedicadas ao mártir da cidade de Braga, Santa Engrácia. A primeira igreja
dedicada à santa foi patrocinada pela Princesa Maria, filha do Rei Manuel I, por
volta de 1568. Em 1681, a edificação da atual igreja começou após o colapso das
primeiras estruturas. o autor do novo projeto foi João Antunes, arquiteto real e
um dos arquitetos barrocos mais importantes de Portugal.

As obras aconteceram de 1682 a 1712, quando o arquiteto faleceu. O Rei João


V se desinteressou pela igreja, concentrando o seus recursos no gigante
Convento de Mafra. A igreja restou inacabada até o século 20, assim as Obras de
Santa Engrácia se tornou um sinônimo português para longas obras inacabadas.
Finalmente uma cúpula foi acrescida, ao que a igreja foi reinaugurada em 1966.

Arquitetura

João Antunes elaborou um projeto genial para Santa Engrácia, nunca antes
visto em Portugal. A igreja tem uma planta centralizada, em formato de cruz
grega. Em cada extremidade, há uma torre quadrado (os pináculos nunca foram
concluídos), e as fachada têm os arabescos barrocos de Borromini. A fachada
principal tem um hall de entrada (galilé) e três nichos com estátuas. A entrada
para a igreja é feita por um belo portal barroco com o brasão de armas de
Portugal, sustentadas por anjos. A Igreja tem uma cúpula alta central que foi
finalizada apenas no século 20.

O interior harmonioso da igreja é dominado pelos espaços curvos da


intersecção central e naves. O piso e as paredes são decoradas com padrões de
mármore policromados barrocos. O magnífico órgão barroco do século 18 foi
trazido da Catedral de Lisboa.


Panteão Nacional

Em 1916, durante a Primeira República Portuguesa, a Igreja de Santa


Engrácia foi transformada em um Panteão Nacional, embora concluída apenas
em 1966, durante o governo do Ditador Antônio de Oliveira Salazar.

As personalidades ali sepultadas incluem os Presidentes da República Manuel


de Arriaga, Teófilo Braga, Sidônio Pais e óscar Carmona, o candidato
presidenciável Humberto Delgado, os escritores João de Deus, Almeida Garret,
Guerra Junqueiro e Aquilino Ribeiro e uma cantora de fado Amália Rodrigues.
Há cenotáfios a Luís de Camões, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque,
Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e Henrique, O Navegador.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Igreja de Santa Engrácia
Elevador da Bica

O Elevador da Bica é um funicular em Lisboa, Portugal, que configura a


conexão entre a Calçada do Combro/Rua do Loreto e a Rua de São Paulo. É
operado pela Carris.

O Elevador da Bica foi inaugurado em 28 de junho de 1892. A partir da Rua


São Paulo, sobe 245 metros da Rua da Bica de Duarte Belo. A estação inferior
desta estrada ferroviária funicular é quase sempre escondida por trás de uma
fachada à Rua de São Paulo com a inscrição "Ascensor da Bica". Foi construído
por Raoul Mesnier de Ponsard e aberto ao público em 1892. Em 2002, foi
designado Monumento Nacional.

O terreno íngreme de Lisboa tem feito com que a estrada funicular


complemente a rede de transporte público urbano. Os funiculares ou elevadores,
propriamente uma instituição, são um modo popular de viajar para as vistas
panorâmicas urbanas, conhecida como Miradouros.

As atrações funiculares populares incluem o Elevador de Santa Justa, o


Elevador da Glória e o Elevador da Bica, que passa por trás do mercado central
urbano e através de um bairro pitoresco antes de chegar ao popular Miradouro de
Santa Catarina.
Os icônicos trens amarelo e branco são administrados pela empresa de
transporte público urbano Carris. Com os seus outros parentes funiculares, estes
elevadores são reconhecidos como monumentos nacionais. O Elevador da Bica
em Lisboa começou a funcionar em 1892, e é conhecido como o único funicular
a operar em uma rota íngreme através das alamedas estreitas, permitindo que os
visitantes desfrutem de uma vista rápida do coração de Lisboa.

Passando pelas ruas próximas ao Bairro Alto, você pode ver de perto vistas
dos grafites que cobrem os muros e dos moradores em sua rotina. O Bairro Alto
é conhecido como o bairro mais antigo em Lisboa, com unidades residenciais
como também uma área popular com vida noturna agitada.

O funicular sobe a Rua da Bica em cerca de 200 metros, e as vistas ao longo
da subida são fascinantes. O passeio panorâmico no Elevador da Bica, em
Lisboa, serve como uma vista prévia de panoramas surpreendentes do Rio Tejo e
do estaleiro, já que o funicular finalmente encosta no Miradouro de Santa
Catarina. Após desfrutar destas vistas históricas, os visitantes podem agora
desfrutar de uma vista fantástica do porto da cidade e o magnífico do Rio Tejo.

O singular magnetismo do Elevador da Bica em Lisboa é encontrado em seu


vagão funicular, a viagem interessante e as vistas panorâmicas nos terraços,
acrescentam charme à experiência. Muitos visitantes prontamente concordam
que um passeio nestes funiculares é parte inerente de qualquer viagem para a
capital portuguesa.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Elevador da Bica
Chiado


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Chiado
Chiado

Chiado é o nome de uma praça e sua circunvizinhança na cidade de Lisboa,


Portugal. Situa-se entre os Bairros Alto e Baixa Pombalina.

É uma área de compras tradicional que mistura


estabelecimentoscomcomerciais antigos e modernos, sendo a maior parte
localizada nas Ruas Carmo e Garret. O café mais conhecido de Chiado é "A
Brasileira", famoso por ter o poeta Fernando Pessoa entre os seus clientes, e hoja
é muito popular entre os turistas. Chiado é também uma área cultural importante,
com vários museus e teatros.

Em 1988, Chiado foi severamente afetado por um incêndio, onde 18


edificações foram parcial ou totalmente destruídas. Desde então, devido a um
projeto de renovação coordenado pelo arquiteto Siza Vieira, que durou mais de
10 anos, a área afetada foi recuperada e se sobressai em termos de valor
imobiliário em Portugal.


Nome

O topônimo Chiado existe desde aproximadamente 1567. No começo, o nome


se referia à Rua Garret, e mais tarde a toda a área circunvizinha. A possível
origem, mais amplamente citada, está relacionada a Antônio Ribeiro (c.1520-
1591), um poeta popular de Évora que morou na área e cujo o apelido era
"chiado". Uma estátua de bronze do poeta, do escultor Costa Mota (tio), foi
instalada na Praça Chiado, em 1925.

Historia

Chiado tem sido habitada desde pelo menos os tempos romanos, onde havia
várias vilas. Durante a Idade Média, foi utilizada para fins agrícolas e em sua
vizinhança os cruzados do norte da Europa s estabeleceram durante a Saga de
Lisboa, em 1147. Após a reconquista cristã de Lisboa, vários conventos foram
ali fundados: O Convento de São Francisco (1217), Espírito Santo da Pedreira
(1279), Convento da Trindade (1291) e o Convento do Carmo (1398).

entre 1373 e 1375, durante o reinado de Ferdinando I, uma nova cidade foi
construída, englobando parte da atual Chiado, favorecendo sua urbanização e
povoamento. O portão principal (Portas de Santa Catarina) se situava na Praça
Chiado. No século 16, a área externa (atualmente Bairro Alto) também foi
urbanizada. O portão e os muros foram demolidos no começo do século 18. O
terremoto de 1755 afetou drasticamente a área, destruindo casas, igrejas e
conventos. O plano de reconstrução organizado pelo Marquês de Pombal incluiu
Chiado, e novas ruas foram abertas para ligar a área com a Baixa Pombalina.
Novas igrejas foram reconstruídas em estilo rococó-barroco, como a Igreja dos
Mártires, a Igreja da Encarnação e a Igreja Loreto, a última, pertencente à
comunidade italiana de Lisboa.

No século 18 e, especialmente, no século 19, um grande número de


importantes estabelecimentos comerciais foram inaugurados em Chiado,
tornando-a uma área favorita para compras. Alguns ainda existem hoje, como a
"Livraria Bertrand" (inaugurada em 1747) e "Paris em Lisboa" (loja de tecidos
de 1888. Em 1792, a casa de óperas de Lisboa, O Teatro Nacional São carlos, foi
inaugurada, atraindo a elite cultural urbana, e outros teatros foram inaugurados
no século 19 (Teatro Trindade, Teatro São Luís). Os museus também foram
criados, como o Museu Arqueológico na antiga Igreja do Carmo e o Museu de
Arte Contemporânea no antigo Convento de São Francisco (hoje Museu
Chiado). Os cafés e teatros na área eram um ponto de encontro para a
aristocracia, artistas, e intelectuais pelo menos até a década de 1960.
Eventualmente se tornou um lugar amado pelos turistas, graças às ruas e praças
pinturescas, atrações culturais, cafés e lojas.


Incêndio em 1988

Nas primeiras horas de 5 de agosto de 1988, um incêncio começou na loja


Grandella, à Rua do Carmo e rapidamente s expandiu para a Rua Garret e outras,
afetando um total de 18 edificações (correspondentes a 8.000 m2 de terreno) na
área Chiado, de onde 11 foram perdas completas com o rompimento das
estruturas, incluindo oa Armazéns do Chiado e as lojas de departamentos
Grandella, que nunca foram reabertas, junto com várias outras lojas, também
destruídas. O incêndio foi combatido pelos 1.680 bombeiros por toda a cidade, e
foi apagado as 16h no fuso horário local. Várias anedotas indicam que as equipes
mal equipadas e as dificuldades de acesso) especialmente à Rua do Carmo)
combinado com os vários conteúdos inflamáveis (incluindo bujões de gás à
venda nas lojas) denotavam que os bombeiros se esforçaram para lidar com um
incêndio urbano de grande escala. Duas pessoas foram mortas, e 73 sofreram
ferimentos (60 delas bombeiros). Entre 200 e 300 pessoas perderam suas casas, e
cerca de 2.000 seus empregos. Em termos de extensão e número de edificações
destruídas, o incêndio frequentemente é considerado o pior desastre que abateu a
cidade desde o terremoto de 1755. Embora se saiba que o fogo começu com uma
combustão vagarosa no último andar da edificação Grandella (que é improvável
em caso de incêndio intencional, que tipicamente se espalha rapidamente), a
causa nunca foi totalmente determinada.

Em 1989, o arquiteto português Álvaro Siza Vieira, a convite do Prefeito de


Lisboa, Krus Abecassis, supervisionou o projeto de reconstrução da área. este foi
em sua maior parte finalizado em 1999, e incluiu um shopping center na antiga
edificação dos Armazéns do Chiado e a nova estação de Metrô Lisboa Baixa-
Chiado, como também novos espaços públicos. O exterior das edificações foram
restaurados, enquanto os interiores completamente reconstruídos conforme as
técnicasde construção e regulamentos de segurança modernos. Desde 2013, o
projeto de Siza ainda não foi concluído, com os Terraços do Carmo, uma
estrutura que compreende uma série de balcões e belvederes, ainda em
construção.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Chiado
Café A Brasileira

O Café A Brasileira é um dos cafés mais antigos e famosos do velho bairro de


Lisbo, a paróquia civil de Sacramento. Localizado na Rua Garret, 120, e uma
extremidade do Largo Chiado (Praça Chiado), no distrito de mesmo nome,
próximo à parada do metrô Baixa-Chiado e da Universidade, assegurando que o
seu café e terraço nunca estão vazios.

História

Durante a metade do século 19, o Hotel Borges é fundado ao longo da


Travessa de Estevão Galhardo, nas proximidades do Hotel Universal (no antigo
Palácio Barcelinhos, mais tarde os armazéns Chiado). O espaço funciona com
sucesso em andares superiores do edifício, enquanto uma loja (gerida por
Ramiro Leão) funcionava no anda principal. Em 1868, Elie Bénard inaugurou
uma pequena padaria ao longo da Rua Garret, nº. 104-106, enquanto o Grande
Hotel Borges continua funcionando sob o comando de seu proprietário António
Borges Areias (desde 1883).


O A Brasileira foi inaugurada por Adriano Telles em 19 de novembro de 1905,
nº. 122 (uma antiga loja de camisas), para vender "o café brasileiro genuíno", do
estado de Minas Gerais, um produto não apreciado geralmente em lares de
lisboetas daquele período. Para promover o seu produto, Telles oferecia a cada
cliente, que comprava um quilograma de café moído (por 720 reis), uma xícara
de café grátis. Foi a primeira loja a vender a "bica", uma pequena xícara de café
forte, similar ao expresso. O fundador, que morou no Brasil e importava seus
produtos, não tinha problema em importar café, goiabada, tapioca, especiarias,
chá, farinha, além de vinho e óleo de oliva.

Em 1907, o dono do A Brasileira abriu um estabelecimento similar em Braga,


o Café A Brasileira (Braga).

Em 1908, a A Brasileira foi remodelado por Manuel Joaquim Norte Júnior


(1878-1962) a fim de oferecer café, e novamente em 1922, para reorientar o
modelo de negócio para a venda de bebidas, além do café. Sua reforma,
concluída pelo arquiteto José Pacheco, foi em estilo Art Deco, com entrada
verde e dourada, e interior incluindo paredes espelhadas, acessórios em latão, um
bar em carvalho comprido e cabines em madeira.

O estabelecimento da Primeira República Portuguesa (5 de outubro de 1910),


seus direitos associados, e a instalação do Diretório no Largo de São Carlos
(então renomeado Largo do Diretório) e A Brasileira se tornou um café muito
frequentado.

Foi durante a República emergente que vários intelectuais, artistas e escritores


literários começaram a passar pelas suas portas. Unidos pelo poeta maior
Henrique Rosa (o tio adotivo de Fernando Pessoa), muitas das figuras literárias
auxiliariam na solidificação da revista Orpheu.

Entre 1950-1960, a A Brasileira esteve sob risco de fechamento permanente.

Em 1993, o café tinha se desgastado devido ao problemas financeiros de meio


século, e solicitaram financiamento do Programa Lisboa 94 Capital Europeia da
Cultura, para remodelação e restauração do edifício.

Arquitetura

Exterior
A edificação tem planta estreita, retangular em dois pavimentos (andar
principal e porão), com fachada frontal que inclui o nome do estabelecimento A
Brasileira e respectivo número postal. A fachada estreita com decoração
diferenciada, inclui elementos policromáticos: uma fachada em concreto armado
com janelas embutidas com duas figuras reclinadas em cada uma extremidade
das curvas; uma entrada geométrica, semelhante à cornija, com três portas-
duplas individuais (sendo o acesso central o maior), frente à Rua Garret; e
acessários e maçanetas ornadas. Abaixo do padrão, em relevo, está a figura de
um homem tomando café, cercado por floreios curvilíneos.

Interior

O hall estreito e comprido inclui pavimentos com alternância de pisos em


mármore (em preto e branco), um teto com friezes ornamentaise pilares
quadrados ao longo das paredes, também decorados em madeira esculpida. O
próprio ambiente é pintado em cores ocre, douradas e vermelhas, com acessórios
em latão combinados com madeira vermelha esculpida. Há espelhos entre os
pilares, enquanto no final do café há um relógio envolvido em uma decoração
em madeira. O balcão se situa na parede direita da entrada, enquanto uma
escadaria dá acesso à cozinha localizada no porão.


Cultura

Foi um ponto de encontro favorito para intelectuais e acadêmicos, incluindo o


poeta português Fernando Pessoa, os escritores Aquilino Ribeiro e Alfredo
Pimenta. Fernando Pessoa regularmente apreciaria absinto e uma bica doce,
enquanto continuamente fumava, lia ou escrevia.

Ao longo de sua história e devido a iniciativa de José Pacheco, as paredes de


A Brasileira colecionou telas proeminentes de artistas. Em 1925, a A Brasileira
começou a expor telas da nova geração de pintores portugueses, que
frequentavam o café: José de Almada Negreiros, António Soares, Eduardo
Viana, Jorge Barradas, Bernardo Marques, José Pacheko e Stuart Carvalhais.
Estas obras foram finalmente vendidas para um comprador em 1969. Este
"museu" foi renovado em 1971, com novas telas de artistas da época: António
Palolo, Carlos Calvet, Eduardo Nery, Fernando Azevedo, João Hogan, João
Vieira, Joaquim Rodrigo, Manuel Baptista, Nikias Skapinakis, Noronha da Costa
e Vespeira.

Um estátua em bronze de Fernando Pessoa, do escultor Lagoa Henriques, foi


finalmente instalado fora do café em 1988, ainda assim, ironicamente, Pessoa
considerava o Café Martinho da Arcada (na Praça do Comércio (fundada em
1782), o seu preferido.

A Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa se situa no Bairro


Chiado, e regularmente os seus quase 1.300 alunos transitam no bairro,
competindo com os turistas para uma mesa ao ar livre.


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Convento do Carmo

O Convento do Carmo é uma edificação histórica em Lisboa, Portugal. O


convento medieval entrou em ruínas no terremoto em 1755, e as ruínas de sua
igreja gótica (a Igreja do Carmo ou Igreja do Carmo) são os principais traços
ainda visíveis do grande terremoto na cidade.

O Convento do Carmo se situa no Bairro Chiado, em uma montanha que


avista a Praça Rossio e em frente à montanha do Castelo de Lisboa. Situa-se em
frente a uma praça tranquila (Praça Carmo), muito perto do Elevador Santa
Justa.

Hoje em dia, as ruínas da Igreja do Carmo são usadas como um museu


arqueológico (o Museu Arqueológico do Carmo).


História

O Convento do Carmo foi fundado como um convento para a Ordem


Carmelita em 1389 pelo cavaleiro português Nuno Álvares Pereira foi Policial
de Portugal, significando que foi o supremo comandante após o Rei. A serviço
do Rei João I, Álvares Pereira comandou o exército português na decisiva
Batalha de Aljubarrota (1385), na qual os portugueses garantiram sua
independência derrotando o exército castiliano.

O Convento do Carmo foi inicialmente habitado pelos carmelitas de Moura


(sul de Portugal), que entraram no convento em 1392. Em 1404, o pio Álvares
Pereira doou sua fortuna ao convento e, em 1423, ele também se tornou um
irmão do convento.

Em 1 de novembro de 1755, o grande terremoto destruiu a maior parte do


convento e sua igreja. A biblioteca e seus 5.000 livros se perderam. O convdento
foi remodelado e finalmente se tornou um quartek militar. A igreja nunca foi
completamente reconstruída e, após um período como casa de armazenamento
de madeira, foi doada em 1864 para ser a Associação dos Arqueologistas
Portugueses, que transformou a edificação em ruínas em um museu.

No século 20, durante a Revolução dos Cravos, a sede do Carmo foi o último
baluarte do Presidente do Estado Novo, Marcelo Caetano, e militarmente leal a
ele. O antigo edifício do Convento do Carmo é agora utilizado pela Guarda
Republicana.

Arquitetura

O Convento do Carmo e sua Igreja foram construídas entre 1389 e 1423 no


estilo gótico natural típico para as ordensm religiosas mendicantes. Há também
influências do Mosteiro da Batalha, que tinha sido fundado pelo Rei João I e foi
sendo construída ao mesmo tempo. Comparada as demais igrejas góticas da
cidade, dizia-se que a Igreja do Carmo era a mais imponente em arquitetura e
decoração.

A igreja tem planta em cruz latina. A fahcada principal tem um portal com
várias arquivoltas e capitéis decorados com motivos vegetais e antropomórficos.
A rosácea sobre o portal está parcialmente destruída. O lado sul da igreja é
reforçada por cinco pilares, adicionadas em 1399 após o colapso da parede sul
durante o serviço de construção. O antigo convento, situado à direita da fachada,
foi construída em estilo neo-gótico nos primórdios do século 20.

O interior da igreja tem uma nave com três corredores e uma absidde com
uma capela principal e quatro capelas laterais. O teto em pedra sobre a nave caiu
após o terremoto e nunca foi reconstruído, e apenas os arcos ogivais entre os
pilares sobreviveram.

Museu

A nave e a abside da Igreja do Carmo é fazem o cenário para um pequeno


museu arqueológico, com peças de todos os períodos da história portuguesa. A
nave tel uma série de túmulos, fontes, janelas e outras relíquias arquitetônicas de
diferentes lugares e estilos.

As antigas capelas da abside são também utilizadas como salas de exposição.

O conjunto de túmulos góticos incluem o de Fernão Sanches, um filho


bastardo do Rei Dinis I, (primórdios do século 14), decorados com cenas de caça
ao javali, como também o magnífico túmulo do Rei Ferdinando I (reinado de
1367-1383), transferido do Convento Franciscano de Santarém para o museu.
Outras peças notáveis incluem a estátua de um rei do século 12 (talvez Afonso
Henriques), azulejos hispano-mourisco e objetos dos períodos romano e
visigodo.


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Teatro Nacional São Carlos

O Teatro Nacional de São Carlos é uma casa de óperas em Lisboa, Portugal.


Foi inaugurado em 30 de julho de 1793 pela Rainha Maria I como substituição
para a Casa de Ópera Tejo, que foi destruída no terremoto em 1755. O Teatro se
situa no centro histórico de Lisboa, no Bairro Chiado.

Em 1792, um grupo de empresários de Lisboa decidiu financiar a construção
de uma nova Casa de Ópera na cidade. O teatro foi construído em apenas seis
meses com base no projeto do arquiteto José da Costa e Silva, com elementos
necolássicos e rococó. O projeto geral é claramente inspirado pelos teatros
italianos como o São Carlos de Nápoles (interior) e La Scala em Milão (interior
e fachada). Nos primórdios do século 19, quando a Corte Real portuguesa teve
que fugir para a colônia brasileira, para escapar da invasão das tropas
napoleônicas, um teatro com modelo similar ao de São Carlos foi construído no
Rio de Janeiro.
A fachada principal tem um relógio de parede decorativo, o brasão de armas
português e um hall de entrada arqueada (um pórtico). O teatro recebeu o nome
da Princesa Charlotte da Espanha, que teve de vir a Portugal em 1790 para se
casar com o futuro rei, Príncipe João Carlos (forma portuguesa de Charles), e é a
forma masculina de Charlotte. Uma inscrição latina comemorativa dedica o
teatro à princesa.

A bela sala principal é elíptica, tem cinco fileiras de camarotes e assentos para
1.148 pessoas. O luxuoso camarote real foi suntuosamente decorado pelo
italiano Giovanni Appianni. O teto foi pintado por Manuel da Costa e o palco
por Cirilo Wolkmar Machado.


A primeira ópera apresentada ali, em 1793, foi La Ballerina Amante, de
Domenico Cimarosa. O compositor português mais poderoso do momento,
Marcos Portugal, se tornou o diretor musical de São Carlos em 1800 após
retornar da Itália, e muitas de suas obras foram representadas ali.

Entre 1828 e 1834, o São Carlos foi fechado devido à Guerra Civil
Portuguesa, entre os reis Miguel I e Pedro IV. Em 1850, a iluminação do interior
foi trocada pela iluminação a gás, a mais recente tecnologia disponível. Logo
depois, o estado português comprou o teatro dos investidores particulares. Após
algumas tentativas sem sucesso, a iluminação elétrica foi instalada em 1887. De
1935 a 1940, o teatro foi fechado para reparos. Em 1974 uma companhia de
ópera permanente foi estabelecida. Em 1993, a Orquestra Sinfônica Portuguesa
foi criada como uma orquestra afiliada do Teatro.

Desde 2010, o diretor artístico do Teatro Nacional de São Carlos é Martin


André, Desde 2008, o principal maestro da Orquestra Sinfônica Portuguesa é
Julia Jones.


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Igreja de Santo Antônio

A Igreja de Santo Antônio se localiza em Lisboa, Portugal. É dedicada a Santo


Antônio de Lisboa, erroneamente conhecido entre os cristãos como Santo
Antônio de Pádua. De acordo com a tradição, a igreja foi construída no local
onde ele nascer, em 1195. A igreja foi classificada como Monumento Nacional.

História

Fernando de Bulhões - Santo Antônio - nasceu em Lisboa em 1195, filho de


uma família rica. Em 1220, enquanto estudava em Coimbra, ele entrou para a
Ordem Franciscana, adotabdo o nome Antônio. Suas viagens missionárias o
levariam à Itália, onde se estabeleceu em Pádua. Devido a sua imensa
popularidade, ele foi canonizado menos de um ano depois de seu falecimento,
em 1232.
O local da casa da família onde Fernando nascera, localizava-se muito
próxima à Catedral de Lisboa, foi transformada em uma pequena capel no século
15. Esta primeira edificação, onde nada resta, foi reconstruída no começo do
século 16, durante o reinado de Manuel I. O Senado de Lisboa foi situadoem
uma casa logo ao lado da capela. Uma irmandade religiosa (Irmandade de Santo
Antônio) dedicada ao santo foi fundada no século 16.

Em 1730, no reinado de João V, a igreja foi reconstruída e redecorada.


Durante o terremoto de 1755 foi destruída, restando apenas a capela principal.
Esta foi completamente reconstruída após 1767 em projeto barroco-rococó, do
arquiteto Mateus Vicente de Oliveira. Esta é a igreja que pode ser visitada hoje.

Desde 1755, uma procissão sai da igreja a cada dia 13 de junho, passa pela
Catedral e passa pelas encostas íngremes do Bairro de Alfama, situada nas
proximidades. 13 de junho é o dia do santo padroeiro, Santo Antônio e ocorre
nas "Festividades Populares do Santo" celebradas por Lisboa; durante a manhã
um pão especial é doado às mulheres mais velhas de cada família.

Em 12 de maio de 1982, o Papa João Paulo II visitou a igreja. Ele inaugurou


um estátua de Santo Antônio (pelo escultor Soares Branco) na praça em frente à
igreja e rezou na cripta, o que marca o local onde o santo nasceu.


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Igreja de Nossa Senhora da
Conceição Velha

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição é uma igreja da paróquia civil de


Madalena, no município de Lisboa.

A Igreja de Conceição dos Freires, ou Conceição Velha, não foi incluída nos
planos originais da reconstrução do litoral ribeirinho de Lisboa, mesmo tendo
sido parcialmente danificada. Ao contrário, o Rei José abrigou os monges da
Igreja de Nossa Senhora da Conceição (que fôra destruída) na Igreja da
Misericórdia, e solicitou ao arquiteto pombalino Francisco Antônio Ferreira
(com a colaboração de Honorato José Correia), em 1770, para a reconstrução da
estrutura. Ao serem concluídas as renovações, os clérigos da Conceição
reocuparam a Igreja da Misericórdia, e a Irmandade da Misericórdia foi
transferida para o (antigo Jesuita) Igreja de São Roque.

Francisco Antônio Ferreira, também conhecido como o Cangalhas, reutilizou


a entrada lateral, a coluna central, duas janelas manuelinas, o relevo da
Misericórdia, e a Capela do Santíssimo Sacramento, como novo acesso. Com
isto, ele reorientou o templo, cuja a entrada ao sul se tornou a principal, e a
capela lateral se tornou o presbitério. A fachada principal, coroada por um
frontão triangular, é marcada por um pórtico manuelino ornado, com um
tímpano que inclui a Virgem da Misericórdia, e imagens de nobres e clérigos.
Flanqueadas pelas janelas em estilo manuelino, todo o conjunto se assemelha ao
Mosteiro dos Jerônimos.

História

Em 1498, a Irmandade da Misericórdia foi instituída, sendo iniciativa de


Eleanor e Frei Miguel Contreiras (aprovada pelo Rei Manuel e confirmada pelo
Papa Alexander VI). A nova instituição foi transferida para uma capela no
claustro da Catedral da Sé de Lisboa. Em 1502, após a transferência do título de
Eremitério de Restelo para Ordem de São Jerônimo, Rei Manuel negociou a
Casa da Judiaria Grande, uma sinagoga situada na Vila Nova (entre a Rua dos
Fanqueiros e Rua da Madalena) para adquirir a Ordem de Cristo. Os cristãos
vitoriosos então reconstruíram e consagraram a nova igreja a Nossa Senhora da
Conceição, então conhecida como Igreja da Conceição dos Freires, mais tarde
conhecida como a Conceição Velha (em deferência à Igreja de Nossa Senhora da
Conceição Nova, que foi construída ao longo da Rua Nova dos Ferros. No
período, foi denominada Igreja da Misericórdia.

Em 1516, Manuel ordenou a solicitação de um acordo com a Santa Irmandade


da Misericórdia para a construção da igreja. No período, a edificação foi erigida
em pedra, com teto abobadado decorado com emblemas reais e sacros, apoiado
por pilares em mármore, dividindo a estrutura em três naves. O presbítero, a
leste, ao longo da linha do pórtico principal, (de planos e croquis datados do
terremoto de 1755). Ao sul, a porta, flanqueada pelas pilastras esculpidas e três
janelas (uma à esquerda e outra à direita), a cornija sobrepujada por uma grande
lente, e uma torre em cada lado (o lado oeste chamado Escrivaninha), toda ela
detalhada na gravura de Leyden (águas-fortes de Leyden). Ao lado da
edificação, estavam a Casa da Misericórdia, o centro do hospital local, orfanato,
cartório, casa de despachos, escritórios e pátios.

Uma carta do Rei João III, datada de 1533, permitia a construção de um


entablamento, planejada pelo intermediador da Igreja e a Irmandade da
Misericórdia (mais tarde recebendo o consentimento do governo local). Em 25
de março de 1534, a construção foi concluída, resultando na entrada da era
manuelina, e a instalação da Irmandade , com a inscrição que fôra aposta no
pórtico ao norte (hoje situado no Museu do Carmo)

O Rei Sebastião, com o endosso do Cardeal Henrique, implantou a paróquica


eclesiástica de Nossa Senhora da Conceição, em 1568.

Em 1576, a Igreja Misericórdia instituiu a tradição de inscrições nos pórticos


principais em suas edificações, imagens da Virgem Maria, com o Papa, o
Cardeal e o Bispo à direita, junto aos clérigos; enquanto à esquerda, uma
imagem do Rei, Rainha e outros representantes/dignitários.

Em 1594, o portal principal foi coberto, com o acréscimo do orfanato, no


mesmo período que Simão Godinho encomendou a construção de uma capela, a
ser doada à Igreja da Misericórdia, junto com suas posses terrenas.

Uma pequena entrada foi aberta em 1598, junto à fachada norte.

Os documentos de Lisboa em 1626 descrevia um mercado de especiarias


aromáticas e de flores ao sul da escadaria. Durante este ano, outra arcada dupla
foi aberta, que incluída a imagem de Nossa Senhora do Pópulo.

Um plano de Lisboa de 1659, ilustrado por João Nunes Tinoco, retrata um


pátio de igreja estreito, frente à fachada sul.

Durante a segunda metade do século 17, um órgão foi executado sob a direção
do Padre Francisco de Santo Antônio. Em agosto de 1670, o retábulo para a
igreja foi solicitado pelo intermediário da Igreja da Misericórdia, o Marquês de
Marialva, a primeira a utilizar colunas retorcidas na cidade de Lisboa.

Em 1684, um novo orfanato foi instalado no lado oriental da igreja.

O Padre Agostinho de Santa Maria, escrevendo em 1721, indicava que o


portão sul antigo, com arcos duplos, tinha um grande arco, com a imagem de
Nossa Senhora da Misericórdia. Em 1729, o teto do presbitério foi pintado por
Brás de Oliveira Velho e Antônio Pimenta Rolim.

Em 1 de novembro de 1755, o terremoto de Lisboa destruiu a Igreja


parcialmente, causando a destruição de parte do teto abobadado e de um
campanário sobre a entrada lateral. Um incêndio, desencadeado após o evento,
consumiu o orfanato, exceto a capela do Santíssimo Sacramento (a antiga Capela
de D. Simôa), e o retábulo da Capela do Santo Jesus dos Padecentes. A Igreja de
Conceição dos Freiras também foi arruinada, tornando a sua reconstrução
inviável, devido ao novo planejamento urbano.

Em 1768, uma carta de D. José informava que a Irmandade da Misericórdia se


instalaria na Igreja de São Roque, ficando livre após a expulsão dos jesuítas.

A antiga Igreja da Misericórdia então foi reconstruída com nova orientação,


reutilizando os materiais e algumas das estruturas, sob a direção de Francisco
Antônio Ferreira e Honorato José Correia, em 1770. A capela do Santíssimo
Sacramento foi transformada em presbitério, e o pórtico ao sul em entrada
principal, resultando na reorientação da nava ao longo de um acesso norte-sul.
As freiras da Ordem de Cristo foram transferidas para a nova igreja em seguida a
sua reconstrução, trazendo consigo a santa padroeira, Nossa Senhora da
Conceição e sua denominação como Conceição Velha. No final do século 18,
todo painel em pedra do tímpano foi encerrado em um vidro e recebeu
iluminação.

Em algum momento entre 1818 e 1880, a imagem histórica da Misericórdia


foi removida e substituída por uma janela em grelha; a imagem foi transportada
para a capela, em altar apropriado, que foi pintado e folheado a ouro. Por volta
de 1834, as ordens religiosas foram abandonadas e a igreja ficou inabitada. Por
volta de 1837, a igreja sofreu ameaça de ser vendida, ser destruída e substituída
por edificações comericais/residenciais.

Em 1880, a Irmandade de Leigos, que administrou a igreja, concluiu um


restauração pública de esculturas no tímpano, com a retirada da pintura que
cobria as imagens.

República

Entre 1936 e 1940, o vigário e a Irmandade de Santa Cruz dos Passos,


informou ao público a necessidade de se concluir as obras de restauração da
igreja e seus anexos, devido à infiltração, que arruinava suas cobertas, laterais,
estuque e madeiramentos. Os grupos solicitaram ao DGEMN Direção Geral de
Edifícios e Monumentos Nacionais a realização dos reparos necessários;
primeiramente A DGEMN interviu em 1938, com o reparo das calhas e o
levantamento da entrada frontal da igreja. Seguiu-se a este em 1942, o reparo
dos degraus e balaustradas que levavam aos altares; a substituição dos pisos em
madeira, alvenaria e azulejos; a limpeza da alvenaria externa; e emboços.

Esta sugestões foram seguidas em 1946-47, por chamados similarws da


Irmandade, referindo-se à deterioração do portal principal e da sacristia. Além
disso, houve referências às janelas deterioradas, estuque que se destacava do teto
abobadado e a degradação da claraboia no coro. Mas, mesmo com a intervenção
da DGEMN em 1947, as condições da igreja pioraram no ano seguinte, com as
chuvas que invadiram a edificação, e um rompimento de uma tubulação na
sacristia, que resultou no apodrecimento dos pisos em madeira que tiveram que
ser substituídos.

Em 1952, um inventário das imagens da Igreja foi realizado: naquele período,


existiam 40 imagens em madeira e pedra, situadas em vários nichose altares no
sub-coro, nave, presbitério e anexos dependentes. Considerando a condição da
estrutura, determinou-se que o órgão deveria ser removido do local e instalado
na Igreja de Freixo de Espada-à-Cinta. Mas, ainda, as infiltrações e umidade
continuaram degradando o piso e obras em cantaria do presbitério. Em 1954, os
azulejos foram reparados, incluindo a consolidação e pintura da Capela do
Senhor dos Passos, o reparo das paredes, novo emboço das superfícies interna e
externa, e novos pisos em madeira na sacristia. O teto foi reparado entre 1965-
67. Ainda, em 1959, o Prior denunciou o estado de degradação na sacristia, o
corredor de acesso à Rua dos Bacalheiros e o piso do presbitério. A DGEM,
assim, substituiu o piso em madeira do presbitério por cantaria; rebocou a spares
do acesso ao corredor e o vestíbulo da sacristia; portas, paineis e tetos pintados a
óleo; limpou a arcada; e pintou as paredes com tintas à prova de água e isolantes.

Dez anos depois, houve a necessidade de uma visita técnica, devido às


infiltrações causadas pelas chuvas em vários lugares da igreja.

A edificação foi completamente ligada à rede elétrica em 1964. Em 1966, uma


revisão do reboco interno e o reparo e conservação das entradas principais foram
realizadas. Mais tarde, em 1968, com o objetivo de tornar a edificação "segura
contra incêndios", a porta exterior foi restaurada; as instalações elétricas foram
novamente avaliadas; hidrantes foram instalados; e a limpeza e a remoção do pó
e das fezes dos pássaros foi concluída, e a edificação foi selada com silício onde
era necessário. Houve uma renovação parcial das instalações elétricas em 1969;
retoques do reboco, fechamento de rachaduras e reparo de junções, como
também a instalação de um sistema de som.

Em 1970, a claraboia foi reparada; o sistema elétrico sofreu melhorias para a


instalação de um projetoer; as estruturas em madeira reconstruídas e o estuque
dos tetos refeitos; a construção de cordame e betonilha hidráulica no piso;
pinturas à prova de água nas paredes. A LNEC e IJF propuseram um estudo da
área de modo a tratar das alvenarias deterioradas no final da década de 1970.
Mas, em 1978, o painel da fachada foi parcialmente destruída por causa das
tentativas de restauração do IJF. Por volta do final de 1979, houve uma
reavaliação posterior para reparar o retelhamento no cartório, altar e capelas
laterais; demolição e reconstrução da estrutura e piso das capelas laterais;
substituição e e avaliação das calhas e abas em zinco.

Em 1980, 1981 e 1982, novos reparos do teto do presbitério e escadaria do


coro; substituição das abas em zinco e mosaico. Em 1980, O LNEC realizou um
estudo das alvenarias, para verificar os sinais de degradação com base em
avaliações físicas, químicos e petrográficas. Estas pesquisas foram seguidas, em
1983, pela conservação e limpeza da fachada, com a utilização de mangueiras
hidráuloca para remover a sujeira, com escovas de cerdas duras e esponjas
suaves. Em 1984, a DGEMN demoliu e reconstruiu a porta contra incêndios com
reboco e gesso; pondo abaixo a fachada em emboço e a substituindo com novo
reboco ou argamassa, branqueando a superfície concluída; o reparo e
substituição do piso do coro; a substituição do emboço, pintura e grelhas das
janelas do teto; o envernizamento das portas; a substituição dos vidros; nova
argamassa para rachaduras e junções da fachada, com nova alvenaria
substituindo as pedras, estas removidas e substituídas.

Em 1986, as calhas e caleiras do telhado foram reparadas e limpas.

Em 8 de abril de 1998, um mapa de riscos foi elaborado pela DGEMN, a fim


de avaliar a condição da propriedade.

Em 22 de agosto de 2006, o feedback da DRCLisboa indicou seus desejo de


classificar a igreja como Zona Especial de Proteção junto com o Castelo de São
Jorge, e remanescente das muralhas históricas de Lisboa, a Torre Inferior
Pombalina, e várias outras propriedades já classificadas na vizinhança da igreja.

O Conselho Nacional de Cultura propôs que a definição fosse arquivada em


10 de outubro de 2011. Um despacho do diretor do IGESPAR uma semana
depois (18 de outubro) concordava com o feedback, e solicitava a elaboração de
novas definições para ZEP.

Arquitetura

A igreja se situa em uma "barranco" da Torre Inferior Pombalina, flanqueada


por edificações de alturas similares e frente à rua. Foi implantada perto de muitas
das edificações e monumentos históricos, tais como a Catedral da Sé de Lisboa,
Casa dos Bicos e Praça do Comércio. A igreja primitiva se localizava neste
lugar, era o segundo maior templo manuelino em Lisboa, depois apenas do
Mosteiro de Santa Maria de Belém (os Jerônimos).

Exterior

A igreja consiste de dois volumes retangulares justapostos, compreendendo


um nave única e presbitério, com pliares da sacristia, espaços de
armazenamento, tribunas laterais e corredor. Os volumes horizontais articulados
e diferentemente cobertos com azulejo. O frontispício, voltado para o sul,
consiste de pilastras laterais coroadas por um frontão triangular, com um
tímpano marcado por um óculo elíptico. O pórtico é enquadrado por decoração
manuelina, com portas de dupla arcada com nicho, enquadradas com pilatras
com relevo, ornamentadas, com as esculturas do Anjo da Anunciação e a Virgem
em um nicho, unidos pelo arco romano e floreios nas ombreiras. Acima um
dintel, sobrepujado por duas esferas armilares e a cruz da Ordem de Cristo. No
tímpano, a figura de Nossa Senhora da Misericórdia em baixo relevo. As janelas
laterais, enquadradas por colunas segmentadas, finalizam a fachada, muito
decorada, incluindo imagens de santos.

Os elementos manuelinos concentrados na fachada principal foram


reconstruídos das ruínas da fachada (sul) lateral da Igreja da Misericórdia,
destruída durante o terremoto de 1755, e foram reutilizados para este projeto.
Primariamente, estes elementos foram as decorações das faces internas do
pórtico (as urnas, medalhões, máscaras, cornucópias, animais fantásticos,
esfinges e pássaros), formas vegetais (folhas, flores) e elementos zoomórficos
(pássaros, dragões e cachorros.

Pórtico

O pórtico é marcado por duas pilastras, compreendendo um grande arco,


sobrepujado por um dossel delgado, contendo dois arcos menores com mesmo
perfil, De uma simples base, mas multifacetada, as pilastras são trifacetadas,
com decoração e estátuas em médio relevo. Nas faces internas, há também
querubins ajoelhados frente às entradas. Entretanto, nas exteriores, há vários
elementos decorativos, que incluem urnas, animais fantásticos, cabeças de anjos,
insígnias, cornucópias, medalhões e outros elementos imitando vegetais,
dominados por dois nichos em cada lado. Há dois nichos, com mísulas e dosseis,
contendo imagens do Anjo Gabriel (à direita) e a Virgem Maria (à esquerda),
com as pilastras sobre os nichos, semi-circulares e estriadas, estendendo-se aos
pináculos, sobrepujados por esferas armilares. Estas pilastras são unidas por
cima do pórtico principal, por uma linha decorativa vegetal que enquadra a
periferia da entrada.

A parte externa do arco principal é decorada com acantos fitomórficos que


rolam, que nascem do centro formando um dossel pequeno com o brasão de
armas real, coroado com uma guirlanda e uma cruz suspensa da Ordem de
Cristo, dividindo o ponto máximo. A arquivolta interna é esculpida com floreios
de elementos vegetais que se estendem para a base da arquivolta interna.

O duplo arco é delimitado externamente por colunas e enquadramentos


retangulares, e decorados com motivos fitomórficos. O pilar divide os dois arcos
e inclui um pequeno nicho com a imgem da Justiça, ou alternando, o Miguel
Arcanjo, segurando uma balança em seu braço direito e uma espada em seu
braço esquerdo, e decorado com formas geométricas.

O tímpano tem dois registros. No primeiro há dois semi-círculos invertidos


com decorações (urnas, cornucópias e imagens de animais). Tangente aos arcos
das entradas, há medalhões com busto neoclássico, enquanto na periferia, há
imagens em relevo. O segundo registro, semi-circular, ostenta um grupo de
imagens que representa o símbolo da Misericórdia, ou Mater Omnium, sobre um
friso com uma plataforma elevada, consistindo de dietes flowers semi-circulares.
Nesta plataforma, está a Virgem Maria, sustentada por dois anjos, sobre imagens
representando o Papa Alexandre VI, o Padre Miguel Conteiras, um bispo e um
cardeal (todos à direita), e a Rainha Eleonor, o Rei Manuel e dois prelados (à
esquerda).

As janelas que flanqueiam o pórtico também seguem os mesmos motivos,


decorados com motivos vegetais, com pilares que se estendem aos pináculos e
sobrepujados por um flor. Os pilares laterais são candelabra in natura, esculpidas
com cordas e elementos vegetais, sobre bases decoradas com elementos
zoomórficos e vegetais, e friso em forma de folhagem. Em cada ombreira, há um
nicho, com mísulas vegetais e dinteis zoomórficos, com imagens de Santo André
e São Tiago (à direita) e São Bartolomeu e São Jerônimo (à esquerda).

Interior

A nave única consiste de um coro alto sobre pilares de pedra, um silar em


mármore e teto abobadado em estuque. Além disso, há um bastitério, à esquerda
do altar, seis capelas laterais e púlpito suspenso, à esquerda do altar. As capelas
côncavas se modelam dentro de um arco romano, e incluem retábulos dourados,
todos cobertos com elementos vegetais. O último altar, mais profundo que o
resto, inclui imagens da Última Ceia e uma pintura sobre o Espírito Santo sobre
o teto. Uma grade em madeira separa as capelas do restante da nave.

O teto abobadado tem a pintura representando O Triunfo Nossa Senhora da


Conceição, e inclui elementos moldados e emoldurados, como também o
signette da Virgem Maria. Este teto figurativo e simbólico, em azul, ouro e ocre,
retrata as imagens de um anjo com uma lança matando um dragão sobre um
globo. A Virgem se localiza sobre uma lua crescente, coroada de estrelas, sendo
abençoada por Deus, com nuvens e cabeças de anjos preenchendo as demais
áreas. O cenário principal é enquadrada por motivos arquitetônicos, cabeças de
anjos localizados nos pontos cardeais, e arcos com flores configurando um frieze
arquitetônico. Na parte externa, o medalhão é decorado por azulejos com
pinturas florais, com seus centros abertos para motivos vegetais (principalmente
folhas), onde a área mais decorada é a que encima do presbitério. Ali há um "M"
inscrito e uma coroa. Entre os arcos, há outras representações: um angel com
uma balança na mão direita, e uma espada na outra; anjos com flores; anjos com
trompetes; o sol; e um anjo segurando um incensório em sua mão direita, com
flores ao redor do conjunto.

O altar simétrico em três níveis e a parede do presbitério é marcado por um


arco romano triunfal com frontão que acessa o altar, flanqueado por portas dos
dois lados, dois nichos (com imagens de São Pedro e São Paulo,
respectivamente); seu projeto é ditado por uma forma exterior, com muitas das
obras marcantes de Jerônimo de Ruão, similar ao presbitério do Mosteiro dos
Jerônimos.

O presbitério tem paredes em mármore onduladas com pilastras, sobrepujadas


por um teto abobadado, com paineis pintados, encerrando um retábulo dourado e
o alta com a imagem de Nossa Senhora da Conceição.

A sacristia retangular, acessada por um corredor estreito ao norte, é limitada


por um pátio retangular.

Os azulejos, uma composição ornamental, forma o silar da igreja, consistindo


de bicromáticos (azul cobalto e manganês em fundo branco. Usualmente, nove
azulejos decorados ao comprido, incluindo imagens (a maior parte são folhas
e/ou folhagens).


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha
Bairro Alto



Lisboa Guia de Viagem - eTips | Bairro Alto
Bairro Alto

Bairro Alto é um bairro central de Lisboa, a capital portuguesa. Contrário a


muitas das paróquias de Lisboa, esta região pode ser comumente explicada como
uma associação frágil de bairros

O bairro ou "neighbourhood" é resultante da expansão urbana do século 16,


formando-se fora dos muros da cidade histórica e se caracteriza por um traçado
quase ortogonal (desenvolvendo-se a partir de duas etapas de urbanizações
distintas).


É um bairro fundamental de Lisboa, organizado em um esquema de vias e
pistas hierárquico e: as estradas, o eixo estrutural, corre perpendicular ao rio; e
as pistas, ou eixo secundário, que corta paralelamente ao rio. A matriz de lotes
reflete o uso persistente de layout medieval; a divisão e multiplicação deste
módulo teve a sua origem nas variações da tipologia arquitetônica. O espaço
construído é dominado por espaços de convivência implantados em terrenos
estreitos e compridos, de três a quatro pisos de altura, com fachadas assimétricas
consistidas de janelas ao longo aos vários pisos e escadarias ao longo dos flancos
laterais. Embora menos representativa, os edifícios da era pombalina são
comuns, introduzindo modificações essenciais ao nível da composição da
fachada. Embora haja muitas variações tipológicas nos modelos de fachadas, há
certos elementos que se repetem, tais como janelas com peitoril laterais, beirais e
sótãos, assegurando uma fachada homogeneamente urbanizada.

História

O Bairro Alto nasceu como uma resposta à transformação social e econômica


em Lisboa na segunda metada do século 15. O desemvolvimento comercial
causou o crescimento populacional e uma expansão associada da construção
dentro da cidade murada medieval. Foi este fenômeno que resultou no processo
de urbanização do Bairro Alto, em duas etapas distintas.

A primeira etapa começou em 1487, após o falecimento de Guedelha


Palaçano, uma personalidade influente no reino: sua viúva transferiu as terras
situadas no limite oeste da cidade ao funcionário do Rei, Filipe Gonçalves. Os
direitos à terra em termos destas propriedades foram vendidos em 1498 ao nobre
Luís de Atouguia.

Entre 1499 e 1502 várias cartas reais, assinadas pelo Rei Manuel, indicavam
que havia a necessidade de demolir os balcões e varandas que ocupavam espaços
públicos no distrito. Este foi um pacote de reformas legislativas destinadas à
melhoria da imagem da cidade. Uma carta real similar foi destinada em 1500 à
transformação das terras desocupadas que ainda existem com muros antigos.
Estas iniciativas levam à primeira urbanização, nomeadas Vila Nova do Olival
(cerca de 1502), situadas ao redor do Convento da Trindade, utilizando-se uma
série de ferramentas e procedimentos que mais tarde seriam aplicados na criação
do Bairro Alto.

Em 1505, a construção do novo palácio real resultou na mudança da Corte


para o litoral ribeirinho, e se estendeu até o Cais do Sodré.

Em cerca de 1513m a primeira mudança para dividir as terras do Bairro Alto


iniciou sob a aprovação de Lopo Atouguia. Bartolomeu de Andrade e sua esposa
Francisca Cordovil recebeu a permissão para dividir terrenos para a construção
de residências. A nova urbanização deveria ser designada Vila Nova de Andrade.
após o estabelecimento de uma matriz de rodovias, as primeiras casas
começaram a ser construídas, com maioria surgindo ao sul das Portas de Santa
Catarina, em 1514. O restante das casas também começou a ocupar os terrenos
ao logo da Rua das Flores, Rua do Cabo, Rua do Castelo, respectivamente
chamadas Rua Primeira, Segunda e Terceira, além da Rua da Barroca do Mar.
Em 1527, havia um total de 408 edificações na área, somando 1.600 habitantes.

Durante os anos 1530, a aglomeração começou a se espalhar em direção à


velha Estrada de Santos (agora Calçada do Combro), perpendicular ou para o
norte da rota), onde encontava a Rua da Rosa, Rua da Atalaia, Rua dos Calafates
(agora Diário de Notícias), Rua das Gáveas, Rua do Norte e Rua de São Roque.

O terremoto de 1531 resultou em necessidade de aumento do número de


residências, acelerando o crescimento do Bairro.

Os primeiros jesuítas chegaram a Portugal em 1540.

Em 1551, as paróquias civis de Mártires e Loreto incluiam 2.464 casas e


20.132 habitantes.

A segunda etapa da urbanização no Bairro Alto iniciou em cerca de 1553, com


a implantação da Sociedade de Jesus na paróquia civil de São Roque,
começando um período de crescimento polarizado, devido a sua presença.
Naquele tempo, a zona ao norte da Estrada de Santos comecou a ser referida
como o Bairro Alto de São Roque. Esta nova etapa, estendendo-se de São Roque
aos terrenos do Palácio dos Condes de Avintes ao norte, limitados pela Rua de
São Boaventura, Rua do Loureiro, Rua da Cruz e Rua Formosa (agora Rua do
Século).

Em 1559, a paróquia civil de Santa Catarina foi criada. Menos de uma década
mais tarde, o Largo de São Roque foi constituído, e o começaram as construções
da nova igreja e residências da Sociedade de Jesus. A expansão da rota entre as
Portas de Catarina e o Largo de São Roque ocorreriam em 1569, sendo
conhecida como a Rua Larga de São Roque.

A paróquia civil de Encarnação foi formada em 1679.

Embora o Bairro não foi significativamente afetado pelo terremoto de Lisboa


em 1755, o Marquês de Pombal desenvolveu planos para reestruturar o tecido
urbano entre o Bairro Alto e Baixa, que incluia a padronização de largos, praças
e estradas. Entre 1760 e 1780, começou a renovação/remodelamento das estradas
Rua de São Roque, Rua de Calhariz e Rua do Século, que integrava o
alargamento das rotas e a construção de novas edificações.

Aproximadamente no século 19, os limites ao norte do Bairro, incluindo a


zona ao redor de São Pedro de Alcântara até Príncipe Real, foram delimitados. A
área foi consolidada com a construção de um grupo de diversas edificações e
propriedades especificamente para aluguel. O quarteirão que existia entre a Rua
da Rosa e a Travessa do Tijolo voltou a funcionar na vizinhança, incluindo o
estabelecimento de vários jornais, dos quais O Bolastill permanece. Em 1880, o
municipal council decidiu alargar a Rua dos Moinhos do Vento (agoara a Rua de
São Pedro de Alcântara), expropriando terras e construções que restringiam sua
expansão.

Em 1881, lotes que pertenciam ao Conde de Soure, no Alto do Longo, área do


Bairro, foram abertos ao público. Esta zona mantinha uma feição semi rural,
com casas de um piso e pátios, até a alteração da Rua D. Pedro V (a velha
Estrada da Cotovia), quando a construção de casa de quatro e cinco pisos vieram
para eliminar as antigas residências.

Em 1887, a Caixa Geral de Depósitos foi instalada no Palácio de Sobral.

República

A velha Travessa da Estrela se tornou conhecida como Rua Luísa Todi em


1917.

Na metade do século 20 (1945), o Instituto do Vinho do Porto se instalou no


Palácio de Ludovice, em um projeto do arquiteto Jorge Segurado.

A criação do Gabinete Técnico do Bairro Alto em 1989, e o início de uma


política municipal de reabilitação e renovação urbana. Nas últimas décadas do
século 20, houve uma significativa dinâmica sócio cultural na área, como uma
grande parte da vida noturna, que se tornou dependente dos restaurantes e bares
do bairro. A prefeitura de Lisboa efetuou extensa remodelação e reparos no
bairro, o que resultou na abertura de novos restaurantes, clubes e lojas modernas.
Enquanto os carros eram restritos ao bairro (exceto para residentes e veículos de
emergência), muitos jovens começaram a morar no Bairro; é geralmente um
coração direcionaod à juventude, para sub-cultura e vida noturna de Lisboa.

Em 2002, algumas artérias do Bairro foram restringidas ao tréfego de


pedestres.
Um despacho do Presidente do IPPAR, de 11 de novembro de 2004,
determinou a abertura de um processo para classificar o bairro como
arquitetonicamente significativo.

A partir de 1 de novembro de 2008, muitos dos bares no Bairro Alto foram


forçados a encerrar suas atividades as 2h da manhã, devido às reclamações sobre
ruídos. Contudo, após 1 de agosto de 2009, esta restrição foi aliviada com
extensão para 3h da manhã., o que também incluia o aumento do policiamento,
patrulhando as ruas. Neste período, a prefeitura aprovou um projeto com
investimento de 1.2 milhões de euros para melhorar a aparência física da área e a
segurança, como também combatendo o excessivo problema dos grafites.

Geografia

O Bairro Alto é em geral delimitado ao sul pela Calçada do Combro e Rua do


Loreto, a oeste pela Rua de O Século, ao norte pela Rua D. Pedro V e a leste pela
Rua da Misericórdia e Rua de São Pedro de Alcântara, É, topograficamente, um
plateau com elevação média de 76 metros (249 pés) que finda ao nortem, com
acentuado declive em direção ao sul. Os solo consiste numa mistura de arenito e
cascalho com barro, primariamente.

Embora sendo o centro de Lisboa, é normalmente identificado por um núcleo


urbano diferenciado. Ao sul, correndo contiguamente com o Bairro, está Bica,
uma zona entre os Rios Bica e Alecrim, e a área de Cata-Que-Farás, que se
desenvolveu ao mesmo tempo que Bairro Alto, mas completamente
transformado pelo terremoto de 1755. A leste, está Chiado, Misericórdia, Largo
da Trindade e São Pedro de Alcântara. Uma conexão que existia no século 16
entre Bairro Alto e Chiado era a muralha medieval, identifcada pela Claçada do
Combro, Rua do Loreto e Rua Garret, que era o principal portão de saída para o
oeste, através dos portões de Santa Catarina (cuja a abertura estava noLargo do
Chiado). Imediatamentre ao redor deste está a Praça Luís de Camóes e o Largo
do Chiado, e especialmente a icônica Igreja de Nossa Senhora do Loreto e o
Café A Brasileira. Ao norte, no final da Rua da Misericórdia, está o largo
Trindade Coelho, onde se localizam a Igreja da São Roque e Misericórdia de
LIsboa. A partir dali, começa a Rua de São Pedro de Alcântara caracterizada
pelas estruturas em estilo arquitetônico romântico e se estendendo ao norte até a
Rua D. Pedro V, definido pelo icônico jardim/vista de São Pedro de Alcântara. E
ainda, o Ascensor de Glória interliga à Praça dos Restauradores e Avenida da
Liberdade. A oeste, imediatamente perto da fronteira definida pela Rua de O
Século e a zona delimitada ao sul pela Rua de São Pedro e norte pela Rua da
Escola Politécnica estão o Jardim do Príncipe Real, o prédio da Academia de
Ciências, a Igreja de Santa Catarina, o Convento dos Paulistas (Convento de São
Paulo) e o Palácio Pombal.

O Bairro Alto se caracteriza pelas quadras ortogonais, algumas vezes


retangulares, com uma proporção de dois lotes de largura por seis ou oito lotes
de comprimento, com muitas destas paralelas às estradas, enquanto as dimensões
menores são paralelas às pistas. Esta configuração espacial não é fixa
completamente dentro do distrito. Por exemplo, ao norte da Travessa da
Queimada, os blocos, embora mantendo a forma retangular, têm diferentes
dimensões, com os acostamentos representando aqueles de maior comprimento.
Esta nova orientação reflete a área mais aberta de São Roque, associada com a
Casa Professa dos Jesuítas, e marca a transição à segunda etapa da urbanização
do Bairro. A base média para estes lotes se fundamenta nas quadras medievais
conhecidas como chão, uma medida agrícola que representa um lote com 60
palmos de comprimento por 30 palmos de largura, equivalente a 13.2 x 6.6
metros (43 x 22 pés). É o modelo que guia as quadras onde a maioria das
edificações dos séculos 16 e 17 se localizam. Em alguns casos, há configurações
meio chãom destinadas para as da população com menos recursos financeiros.
Posteriormente, há instances, no bairro onde um lot pode englobar um bloco
inteiro, tais como o Palácio de Andrade e o Palácio Ludovice.

Durante a época pombalina, houve um crescimento no número de lotes com


dimensões padrão. A grande taxa de ocupação nos séculos 17 e 18 foram
originadas das mudanças das dimensões destas quadras. Muitas das edificações
foram ampliadas, tanto em altura quanto em tamanho. É esta forma que
predomina no Bairro, que é altamente densa, sombrio e onde apenas os pisos
superiores na verdade recebem luz solar direta.

O projeto das estradas que correm pelo Bairro Alto, consiste de uma
hierarquia de vias estruturais, com orientação norte-sul, na direção do Rio Tagus,
e pistas secundárias, perpendiculares às vias, sentido leste-oeste. A hierarquia
destas rotas têm escalas iguais, com leve variação em tamanho de estradas ou
pistas, uma características ausentes nas zonas adjacentes ao Bairro Alto, o que
preserva intimidade e singularidade.

A Rua da Rosa corre através do Bairro, de um extremo a outro, dividindo a


vizinhança pela metade, e ao longo com a Rua João Pereira da Rosa (velha
Calçada dos Caetanos), Travessa dos Inglesinhos e Travessa da Queimada,
divide o bairro em quatro zonas distintas, refletindo as diferentes etapas de
urbanização.

É na zona leste da Rua da Rosa que o projeto do Bairro é mais perceptível. A


zona oeste do bairro, que inicialmente representava a periferia da cidade, é mais
heterogênea, e onde a maioria das edificações monumentais foram construídas.
Situados na Travessa dos Inglesinhos e Rua dos Caetanos estão o antigo
Convento e Colégios dos Inglesinhos, Convento dos Caetanos, sede do
Conservatório Nacional, e ao sudeste, o Palácio Marim-Olhão.

Arquitetura

Além de ser formado em layout ortogonal, na construção do Bairro Alto se


utilizou técnicas do período: a transição das edificações construídas em madeira
para aquelas concluídas em alvenaria.

As casas antigas no bairro, que datam dos séculos 16 e 17, são


caracteristicamente de dois tipos: edifícios baixos com dois pisos (térreo e
primeiro andar), praça, assimétricos com janelas pequenas e peitoris e edifícios
que eram compridos e estreitos, consistindo de três pisos com janelas, balcões e
vãos alinhados. O primeiro tipo, da tradição arquitetônica rural, foi geralmente
substituído pelo segundo (que permitia uma taxa de ocupação maior), com
exemplos vivos até hoje. O segundo tipo, mais comum, é, todavia, raro (com
exceção do existente ao longo da Rua da Atalaia. Da evolução tipológica natural,
e crescimento da população residente durate o século 17, cada um destes tipos
atendiam às necessidades dos seus habitantes, e como resultado, houve
alterações aos layouts e fachadas através do tempo.

Embora o terremoto de 1755 não tenha resultado em grande prejuízo para o


Bairro, há exemplos de um sistema emoldurado da era pombalina empregados
em algumas destas edificações. A edificação pombalina do período se caracteriza
por um bloco de quatro pisos com janelas diferenciadas. A fachada é
reconhecida causada por uma escadaria central, com duas unidades opostas, e as
janelas nos tetos com água-furtada. No começo do século 19, o estilo pombalino
deu lugar à simplificação e melhoria das edificações da era pombalina.

Enquanto, geralmente, o estilo gaioleiro de reforçar as edificações não seja


comum, muitas das construções pombalinas foram redesenhadas mantendo a
estética projetual da época. A construção de palacetes neste estilo romântico,
resultou de uma integração das influências estéticas francesas, identificadas
primeiramente ao norte e leste do Bairro Alto, e especialmente na área de São
Pedro de Alcântara, onde o Palacete Laranjeiras é o melhor exemplo. Este foi
um período onde a fachada das edificações eram salientadas com amplas
varandas. Eles detêm fachadas sólidas, com balcões protuberantes, belas grelhas,
vãos emoldurados por sobre trabalhos de alvenaria e linhas curvas,
especialmente no projeto de pátios e janelas ao longo das esquinas das ruas. No
mesmo período, algumas edificações foram construídas para serviçais,
organizadas em vilas ou em pátios tais como o Pátio do Tijolo. Estas eram
edificações multifamiliares, usualmente dois ou três pisos de altura, com alta
ocupação e pouco espaço.

As influências arquitetônicas do século 20 se limitam e se restringem a alguns


pontos.


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Elevador da Glória

O Elevador da Glória é um funicular que interliga a Baixa (Praça dos


Restauradores) ao Bairro Alto (Jardim / Miradouro de São Pedro de Alcântara),
em Lisboa, Portugal. É operado pela Carris.

O Elevador da Glória foi aberto ao público em 24 de outubro de 1885.


Primeiramente, foi projetado como um sistema hidráulico, então em 1886 foi
substituído pelo a vapor, e finalmente em 1915 era o elétrico. Em 2002, foi
designado como Monumento Nacional.

Na verdade, o Elevador da Glória é parte do sistema de transporte público.


Pode soar incrível que um sistema de transporte possa atrair tantos turistas, mas
a verdade é que a sua experiência em viagens é simplesmente única!

O elevador viaja de cima a baixo de uma montanha da cidade. Toda a viagem


perfaz 265 metros de distância, interligando a Praça dos Restauradores no centro
da cidade a São Pedro de Alcantarabelvedere. Ali, sim, há apenas duas paradas,
uma abaixo da montanha e outra no topo!

São Pedro de Alcantarabelvedere é um dos destinos turísticos mais famosos


na área do Elevador da Glória. Dali, você pode ter uma vista aérea de toda a
cidade e desfrutar da suave brisa que vme do Atlântico. Você pode ver o lendário
Castelo de São Jorge, patrimônio cultural que data da Idade Média. Também,
você tem uma visão panorâmica da agradável vida diária da cidade. Se você
atravessar a estrada, você encontrará a sua direita o famoso Instituto do Vinho do
Porto. Ali você pode gratuitamente degustar de uma ampla variedade de vinhos
portugueses e caso se improtar, pode comprar algumas garrafas como souvernirs.

Inagurado em 24 de outubro de 1885, o sistema funicular foi originalmente


construído para funcionar por meio de sistema hidráulico. Mais tarde, em 1915,
o sistema passou a ser elétrico, vindo o Elevador da Glória a funcionar assim.
Devido a sua popularidade, em alguns momentos o elevador pode estar bem
cheio, especialmente nas horas de pique nos dias úteis. A cada ano, transporta
mais de 3 milhões de passageiros, conforme as estatísticas. Então, se você
planejar viajar a bordo do elevador, lembre-se de evitar as horas de pique.

Quando você chegar na parada do elevador aos pés da montanha, não se


esqueça de visitar o maior escritório de informações turísticas locais. Localiza-se
logo ao lado, para tornar as coisas fáceis aos turistas. Um manual de viagem ali
pode oferecer a você um melhor conhecimento sobre o elevador, por exemplo
sua rota e história de construção.

Fevereiro de 2002 foi um período significativo para o sistema funicular do


Elevador da Glória, em Lisboa. Foi proclamado Monumento Nacional em
Portugal. Desde então, tem-se tomado maior cuidado para assegurar um
experiência turística maravilhosa e confortável para os passageiros em de todo o
mundo.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Elevador da Glória
Elevador de Santa Justa

O Elevador de Santa Justa, também chamada Elevador do Carmo, é um


elevador na paróquia civil de Santa Justa, na cidade histórica de Lisboa, situado
no final da Rua de Santa Justa. Conecta as ruas mais baixas da Baixa com o
Largo do Carmo mais alto (Praça do Carmo). Desde a sua construção, o
Elevador se tornou uma atração turística para Lisboa, já que dentre os elevadores
urbanos, Santa Justa é o único vertical que restou. Outros, incluindo o Elevador
da Glória e o Elevador da Lavra, são funiculares, e ou outro Elevador construído
nesse período, o Elevador de São Julião, foi demolido.

História

As montanhas de Lisboa sempre têm apresentado um problema de


acessibilidade, especialmente em um tempo onde as pessoas precisavam se andar
a pé ou cavalgar em cavalos (ou outro animal). E, 1874, para facilitar o
movimento entre o principal Baixa e a Praça do Carmo, o engenheiro civil e
militar apresentou um projeto à Prefeitura de Lisboa. Um projeto similar foi
sugerido em 1876, que incluiu raillines que seriam tracionados por animais, com
plano inclinado. Até 1785, este sistema continuou a funcionar na zona em
Carmo.

Em 1 de junho de 1882, o prefeito autorizou Raoul Mesnier a construir e


explorar planos alternativos para um transporte inclinado, movido por meios
mecânicos, seguindo uma petição feita um mês antes por um fundador e
representante da Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa.

O Elevador de Santa Justa foi projetado por Raoul Mesnier du Ponsard, um


engenheiro nasceu em Porto, pais franceses. Em 1896, Raoul Mesnier solicitou a
concessão deste projeto, para estabelecer as Escadinhas de Santa Justa, um
pedido que foi contestado por Henry Lusseau. No mesmo período, o Serviços de
Obra da Câmara apoiou a petição de Mesnier, e aprovou a concessão que
autorizava a construção e exploração do elevador. Ainda assim, levaria dois anos
para receber uma licença provisória para construir a estrutura. Em 1899, a
Empresa do Elevador do Carmo foi fundada (constituída pelos principais
parceiros Raoul Mesnier du Ponsard, o médico cirurgião João Silvestre de
Almeida e o Marquês de Praia e Monforte, Antônio Borges de Medeiros Dias da
Câmara e Sousa) para assegurar a concessão permanente do projeto do elevador
por um período de 99 anos.

Em 1900, o contrato formal foi assinado entre a Prefeitura de Lisboa e a


Empresa do Elevador do Carmo (extinto em 1939), no qual o grupo de trabalho
foi obrigado a apresentar um projeto para um elevador em um período de seis
meses; o planejamento da construção já tinha começado com a filial em Lisboa
dos construtores de metal Cardoso D´Argent & Cia. (fundada em 1897) em
Junqueira. O fundador, Manuel Cardoso, já tinha sido colocado no comando dos
escritórios da Empresa Industrial Portuguesa e responsável pelos trabalhadores
do projeto do Elevador de Santa Justa. Em meados do ano, a terra que seria o
principal local já estava em movimento, com a estabilização dos fundamentos e
a casa de equipamento (2 de junho do mesmo ano).

Em 31 de agosto de 1901, o Rei Carlos inaugura a ponte de metal e alpendre,


em uma cerimônia que incluia membros da família real, os membros da
companhia de Elevadores, Raoul Mesnier du Ponsard, e vários membros da alta
nobreza e jornalistas. Ainda, sua operação esperaria algum tempo: o carro de
operações, foi inaugurado apenas em 1902, na presença do diretor da empresa
concessionária, Dr. Silvestre de Almeida, acompanhados pelos jornalistas e
outros convidados, em uma cerimônia presidida pelo Secretário-Geral do
Governo Civil.
A concessão de operação foi dada à Companhia de Bondes Elétricos de Lisboa
Ltds. em 1905. Originalmente a vapor, passou a ser operada eletricamente em
1907, e a respectiva empresa concessionária compraria o Elevador em 1913, da
Empresa de Elevador do Carmo.

República

Em 1943, a Companhia de Bondes Elétricos de Lisboa Ltda., solicitou a


Prefeitura a autorização do elevador para a Companhia da Carris. O processo foi
aprovado, na condição de que a operação deveria ser integrado à rede de
transporte, tendo como principal a Companhia da Carris.

Em 1973, um contrato foi assinado entre a Prefeitura de Lisboa, a Companhia


da Carris e a Companhia de Bondes Elétricos de Lisboa Ltda., transferindo o
Elevador definitivamente para a rede de bondes histórica da cidade.

Em julho de 2002, o Elevador Santa Justa celebrou seu primeiro centenário;


junto com as três ferrovias a cabo restantes de Lavra, Glória e Bica, classificads
como Monumentos Nacionais no mesmo ano.

Após a remodelação e renovação, em fevereiro de 2006, as portas do Elevador


foram reabertas para o público em geral e turistas.

Arquitetura

Está incluído nos guias históricos de Lisboa, dentro do centro da cidade


pombalina de Baixa, área isolada entre várias edificações históricas do bairro.
Situa-se nas Escadinhas de Santa Justa que interliga a Baixa à Rua do Carmo. As
Escadinhas são na verdade parte da parede urbana nordeste de Baixa e oeste da
Rua de Santa de Justa. O acesso se estabelece pelo elevador a muitas zonas
importantes da cidade. Ao norte, em direção ao Rossio (Praça D. Pedro IV e
Avenida da Liberdade); ao sul, a (Terreiro do Paço) Praça do Comércio e a zona
do rio; enquanto na zona superior, há o acesso para o Largo do Carmo, a
Trindade, a Igreja de São Roque e o Bairro Alto. Além disto, as vistas
panorâmicas permitem vislumbres do Castelo de São Jorge, o Rio Tagus, a parte
inferior da Baixa, o Teatro Nacional D. Maria II, enquanto a entrada superior
permite uma vista das ruínas do Mosteiro de Nossa Senhora do Vencimento do
Monte do Carmo.

O Elevador é uma estrutura vertical, se desenvolve ao longo da Rua de Santa


Justa, consistindo de uma torre metálica, mirante, passeio e fundação. Sua
fundação inclui quatro colunas verticais, cada uma composta de dois pilares. A
parte maior da estrutura corre em paralelo à Rua de Santa Justa. Com altura de
45 metros, vencendo sete andares, a torre inclui duas cabines de elevadores,
decoradas em madeira, espelhos e janelas, e uma capacidade inicial de 24
passageiros em cada um (depois atualizada para 29 pessoas). A estrutura inclui
doze vigas transversais, formando uma treliça dupla, apoiada no topo pelas
fundações das Escadinhas de Santa Justa. Nas laterias do elevador, o passeio se
articula através de suportes, como também pilares, articulados na base.

No útlimo andar, há um quiosque e uma guarita, com vistas panorâmicas,


enquanto as conexões entre os andares abaixo são feitas (além do elevador) por
duas escadarias em espiral, com diferentes modelos em cada andar. A
maquinaria principal foi instalada na fundação do Elevador, enquanto há uma
varanda que permite a circulação, na saída do Largo do Carmo. O corredor que
passa acima da estrutura foi transformado em um terraço, e sai do Largo do
Carmo através de um portão em ferro. O espaço destinado ao equipamento
elétrico foi colocado abaixo das Escadinhas, em um espaço separado para este
fim, sob um teto abobadado.

O Elevador é decorado em estilo neo-gótico em ferro. Já que este era um


material novo no período da construção, simboliza a construção técnica e
memorial do período, representando a cultura da década de 1900, quando a
estrutura e elevadores foram considerados uma inovação mágica e sinal de uma
era moderna.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Elevador de Santa Justa
Igreja de São Roque

A Igreja de São Roque foi fundada no século XVI pelos então poderosos
Jesuítas. Foi a primeira igreja jesuíta em Portugal e uma das primeiras no
Mundo. O local onde a igreja foi construída era conhecido na altura por ser um
cemitério de vítimas da Peste Negra. Em 1506, e após a aquisição de uma
relíquia de São Roque, Santo Protetor da Peste, pelo Rei D. Manuel I, foi
construído um santuário em honra deste santo cristão.

Em 1553, o local foi adquirido pela Companhia de Jesus, que foi responsável
pela edificação do monumento que hoje existe. A pedido da Família Real, São
Roque permaneceu como santo padroeiro da Igreja e foi construída uma capela a
ele dedicada no interior do complexo. A construção começou em 1565 e estava
praticamente concluída em 1573, exceção feita para o telhado, o qual tinha sido
visionado pelo arquiteto real Alfonso Álvarez como abobado. O telhado foi
eventualmente construído em madeira plana e o edifício ficou completo em
1588, sob supervisão do arquiteto Filipe Térzi.


O exterior da Igreja é rígido e severo, de acordo com as preferências dos
igualmente conservadores Jesuítas. Contudo, a fachada simples esconde aquele
que é considerado o interior mais valioso de toda a cidade e uma das mais belas
expressões do estilo Barroco. A Igreja de uma única e ampla nave, com um
transepto e uma cabeceira estreitos. O altar tem proporções longas e uma
decoração relativamente austera, com colunas coríntias e ornamentos revestidos
a ouro.

Debaixo das cenas religiosas maravilhosamente pintas no teto da nave,


alinham-se quatro capelas de cada lado, com um total de 8 capelas laterais
sumptuosamente decoradas. Em cada um delas, os painéis pintados honram uma
diferente figura da Igreja, de João Baptista a Jesus. Talvez a obra-prima e a mais
opulente das capelas seja a quarta do lado esquerdo, dedicada a São João
Baptista. Foi construída em Roma por Luigi Vanvitelli e abençoada pelo Papa,
antes de ser trazida para Lisboa, onde chegou em 1749. É feita com alguns dos
materiais mais caros, incluindo marfim, ágata, lápis lazúli, ouro e prata. Isto
valeu-lhe o títul de “capela mais cara do mundo”. A sacristia é rica em pinturas
representando cenas da vida de vários santos associados à Companhia de Jesus.

Em 1759, após uma revolta contra o Marquês de Pombal, os Jesuitas foram


expulsos do país e a Igreja e suas residências adjacentes foram confiscadas e
doadas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Esta instituição ainda hoje
possui e usa alguns dos edifícios como sede. Alguns dos alojamentos dos
Jesuítas foram convertidos num Museu, cujos tesouros vale a pena admirar. No
Museu encontram-se peças religiosas dos séculos XVI e XVII, pinturas
Portuguesas, vestuário e uma impressionante variedade de tesouros Barrocos.

Informações Práticas:

Horário:

Verão (de Abril a Setembro)

Segundas-feiras: das 14h00 às 19h00

De Terça a Domingo: das 10h00 às 19h00

Inverno (de Outubro a Março)

Segundas-feiras: das 14h00 às 18h00


De Terça a Domingo: das 10h00 às 18h00

Fechado:

Domingos de manhã, Domingo de Páscoa e feriados: Ano Novo, 1º de Maio e


25 de Dezembro

Bilhetes:

Normal – 2,50€

Bilhete para famílias numerosas (3 ou mais crianças) – 5,00 €

Bilhete anual – 25,00 €

Morada:

Museu de São Roque


Largo Trindade Coelho

1200-470 Lisbon

Como chegar:

Metro: Estação Baixa-Chiado (linhas azul e verde)

Autocarros da carris nrºs: 758 and 790

Elétricos da Carris: 28 (Largo de Camões) and Elevador da Glória

Contatos:

Tel: (+351) 213 235 065/449

Email: info@museu-saoroque.com

Website: http://www.museu-saoroque.com


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Palácio São Bento

O Palácio de São Bento é a sede da Assembleia da República, o parlamento


português. Está localizado em Lisboa. Perto do Bairro Alto, o Palácio de São
Bento tem historicamente sido sede dos antigos parlamentos portugueses, tais
como Assembleia Nacional, durante o regime do Estado Novo, o Congresso da
República durante a Primeira República, e as Cortes durante a Monarquia
Constitucional.

História

O Palácio teve a sua origem no primeiro mosteiro beneditino de Lisboa,


estabelecido em 1598. Em 1615, os monges se estabeleceram na área da Casa da
Saúde, que acolhia pessoas doentes com a praga. O novo mosteiro foi construído
durante o século 17, obedecendo um projeto maneirista do arquiteto jesuita
Baltazar Álvares, mais tarde seguido por João Turriano. A grande edificação, em
formato retangular, tinha uma igreja flanqueada por duas torres, quatro claustros,
dormitórios, cozinha, etc. Quando as obras da nova edificação foram quase
finalizadas, o terremoto em 1755 a destruiu. Após a Revolução Liberao (1820) e
a supressão das ordens religiosas em Portugal (1834), os monges foram expulsos
do mosteiro e o Parlamento português foi instalado, o então chamado Palácio das
Cortes ou Parlamento. Desde então, o antigo mosteiro foi sistematicamente
adaptado as suas novas funções. O primeiro arquiteto responsável foi Possidónio
da Silva, que projetou as primeiras salas de sessão.

Após a Revolução Liberal (1820) e a supressão das ordens religiosas de


Portugal (1834), os monges foram expulsos do mosteiro e o Parlamento foi ali
instalado, então chamado Palácio das Cortes ou Parlamento. Desde então, o
antigio mosteiro foi sistematicamente adaptado a suas novas funções. O primeiro
arquiteto responsável foi Possidónio da Silva, que projetou as primeiras salas de
sessão.

A Casa do Capítulo (local de reunião dos monges) do mosteiro foi totalmente


remodelado pelo arquiteto francês Jean François Colson em uma sala de sessão
em 1867. O Senado português (casa superior) e a Câmara Corporativo
usualmente se reunia nesta sala até que a Constituição de 1976 estabeleceu o
unicameralismo.

Em 1895, um incêndio destruiu a sala de sessões da casa inferior, e foi


necessário para reparar e expandir a edificação do Parlamento. O arquiteto
português Miguel Ventura terra foi encarregado para o projeto remodelador, que
perdurou até a década de 1940. Ventura Terra construiu uma nova sala de sessão
para a casa inferior (inaugurada em 1903) e alterou a fachada da edificação,
acrescendo um pórtico neoclássico com colunas e um frontão triangular. Ele
também remodelou o átrio, a escadaria monumental interna e muitos outros
ambientes. As obras continuaram na década de 1920 pelo arquiteto Adolfo
Marques da Silva.

Na década de 1940, durante o regime Estado Novo, de Salazr, a escadaria


monumental em frente ao pórtico do Parlamento foi concluído. A escadaria foi
projetada por Cristino da Silva, que também foi responsável pelo projeto dos
jardins na parte posterior do Palácio.

Desde que Portugal se tornou uma democracia após a Revolução dos Cravos,
em 1974, a área em frente ao palácio tem sido a locação mais popular para
demonstrações realizadas em Lisboa.

Em 1999, uma edificação anexa foi inaugurada próxima ao antigo Palácio.


Esta estrutura moderna foi projetada por Fernando Távora e recebeu autorização
para uma expansão do espaço da Assembleia Portuguesa sem alterar sua
aparência histórica.

A Residência do Primeiro Ministro

Logo atrás da principal há uma mansão que abriga a residência do Primeiro


Ministro de Portugal. A mansão, datada de 1877, foi construída dentro do jardim
do velho mosteiro. Tem sido a residência oficial do Primeiro Ministro desde
1938, quando Salazar se mudou para lá.

Referência e link externo

Visita virtual ao Palácio através do website oficial do Parlamento português.


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Belém


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Belém
Palácio Belém

O Palácio Nacional de Belém, através do tempo, tem sido a residência oficial


dos monarcas portuguese, e, após a instalação da República Primeira, os
Presidentes da República Portuguesa. Situado na paróquia civil de Santa Maria
de Belém, o palácio se localiza em um pequeno monte à frente da Praça Afonso
de Albuquerque, perto do centro histórico de Belém e Mosteiro dos Jerônimos,
próximo ao litoral do Rio Tagus. Os cincos edifícios que compõem a fachada
principal do Palácio remontam à segunda metada do século 17, e foram
construídos no período onde a monarquia e nobreza escapavam mais e mais do
confinamento urbanos de Lisboa.

História

O terreno se originou do Outeiro das Vinhas, uma propriedade que à frente do


Rio Tagus. Quem adquiriu a terra foi o acadêmico da Renascença, o Rei Manuel
I de Portugal, que a nomeou Quinta de Belém, em 1559, construindo uma
edificação com três salões e dois átrios. Na metade do século 17 a propriedade
foi interligada a uma herdade da Corte Real, consequentemente passando a ser
posse dos Condes de Aveiras e sediando um convento.

A propriedade mais tarde seria adquirida pelo Rei João V, que encomendou a
sua reconstrução em 1726. Englobava duas partes, a Quinta de Baixo e a Quinta
do Meio, cujo o espaço foi comprado pelo monarca, de João da Silva Telo,
terceiro Conde de Aveiros, por 200.000 cruzados, além das fazendas contíguas
dos Condes de São Lourenço, com o objetivo de construir uma casa de veraneio,
Embora o período de conclusão da primeira edificação não seja clara,
provavelmnete tenha ocorrido logo após o início da construção original, já que
em 1754, a Rainha Maria Anna da Áustria já tivesse falecido na casa.

Durante os resultados do terremoto de 1755 em Lisboa, determinou-se que


houve danos superficiais e ausência de medo de colpaso, mas inúmeros reparos
foram concluídos entre 1755 e 1756. Sob a coordenação do arquiteto João Pedro
Ludovice, a Casa Real de Campo de Belém ou Palácio das Leoneiras foi
totalmente limpos: os tijolos foram substituídos e as estufas e estábulos
reparados. Similarmente, por volta de 1770, a reconstrução de toda a mansão foi
realizada sob a direção do arquiteto Mateus Vicente de Oliveira. Aquele foi o
começo de vários pequenos projetos dentro da residência, que incluiram: a tela
da Sala das Bica; a substituição do azulejo ao longo da varanda ao sul (1778); a
construção de viveiros de pássaros (1780); e o começo da construção do espaço
neoclássico para treinamento de cavalos (hoje ocupado pelo Museu de
Treinamento Nacional) pelo italiano Giacomo Azzolini (1828).

Após 1807, com a partida da Família Real para o Brasil, a mobília e obras de
arte foram retiradas do palácio, e a edificação ficou abandonada até o final das
Guerras Liberais.
Em 1839, o palácio foi novamente utilizada para sediar bailes reais, e serviu
de residência temporária para os visitantes dignatários reais. Em 1840, durante a
finalização das extensivas renovações no Palácio das Necessidades, a Família
Real retornou para Belém. A família morou no palácio durante a década; mesmo
a Infanta Antónia nasceu no palácio (1845), e era o centro de Belenzada. Em
1850, novas renovações da grande salão de baile foram concluídas, o que
permitiu a Rainha Maria II recepcionar a sociedade portuguesa, e em 1860, a
Infanta Antónia se casou com o Príncipe Leopold, Príncipe de Hoehnzollern, no
mesmo espaço. Em novembro de 1861, o Infante Augusto faleceu, seguido de
perto (no Natal) pelo Infante João. Uma sucessão de mortes forçou a Família
Real a abandonar o Palácio, novamente se tornando uma residência para
visitantes dignatários.

Em 1886, novas obras públicas foram concluídas sob as ordens do Rei Carlos,
e direção do arquiteto Rafael de Silva Castro, e decorado por Leandro Braga,
Columbano e João Vaz, para ser residência após o seu casamento com a Princesa
Amélie de Orléans. Os dois Príncipes, o Príncipe Real Luís Filipe em 1887 e
Manuel em 1889.

No final do século, o Palácio de Cortês foi remodelado por Ventura Terra.

Entre 1902 e 1903, a remodelação dos espaços interiores foi realizada por
Rosendo Carvalheira, com o acréscimo de uma casa de hóspedes no passeio
norte do Pátio das Damas, para receber as delegações de convidados. Este
acréscimo foi inaugurado na visita do Rei da Espanha, Alfonso XIII em sua
visita de Estado a Portugal, no final de 1903. No ano seguinte, os estábulos para
treinamento foram separados do palácio, e destinados a abrigar o Museu de
Treinamento Nacional.

Por decreto real, e publicado no Diário do Governo (4 de setembro), o Palácio


parou de funcionar como residência real, e passou para o Tesouro, para
"hospedar os chefes de Estado, príncipes e missões estrangeiras que vinham em
visita oficial a Lisboa, partindo do Ministério das Relações Exteriores para este
fim",

República

Após a Revolução de 5 de outubro de 1910, em 24 de agosto de 1911, a


Secretaria-Geral da Presidência da República se muda para o Palácio, desde que
o artigo 45 da Constituição proibia o Chefe de Estado de ocupar como residência
propriedades mantidas pelo Estado. Uma lacuna no documento permitiu uma
autorização do governo, de 28 de junho de 1912, o aluguel de um anexo ao lado
do Palácio, por 100.000 reais mensais para acolher o primeiro Presidente Manuel
de Arriaga, que finalmente preferiria morar em seu local de residência e
trabalhar no palácio. Esta política de aluguel do espaço continuou através do
período da República Primeira.

Após o assassinato do Presidente Sidónio Pais na estação ferroviária Rossio, o


corpo do ex-Presidente permaneceu na Sala Luís XV (Hall Luís XV), até a sua
cremação.

Em março de 1928, definiu-se o estatuto da residência oficial para o


Presidente da República. A lei especque o Presidente e sua família poderiam
residir em um dos palácios nacionais. No período da promulgação, o General
Óscar Carmona decidiu morar na Citadela de Cascais, deixando o Palácio de
Belém para assuntos em cerimoniais, reuniões oficiais, recepções e outras
ocasiões formais. Durante a visita programada do Rei da Espanha, o palácio
passou por várias renovações, embora o rei não tenha aparecido no final.

Em 1936, a escadaria principal foi ampliada por António Lino e concluída por
Cristina da Silva.

Durante o mandato do General Francisco Craveiro Lopes (1951-1952), a ala


Arrábida foi remodelada para servir de residência do Presidente da República.

Em 1967, a propriedade foi finalmente classificada como um IIP - Imóvel de


Interesse Público, pelo decreto 47-508, publicado no Diário do Governo, em 24
de janeiro de 1967.

Como resultado do terremoto de 1969, o Palácio sofreu reparos.

Após a Revolução dos Cravos, o Palácio foi transformado em sede de poder e


centro de reuniões políticas e de tomada de decisões da Junta de Salvação
Nacional. Também experimentou os traumas da nova democracia com os ataques
dos contra revolucionários de António Spínola e Francisco da Costa Gomes.
Como nas administrações anteriores, Belém passou por novas renovações na ala
Arrábida para acomodar as demandas do Presidente e sua família. Mas, enquanto
alguns Presidentes residiam em Belém, outros (tais como Mário Spares, Jorge
Sampaio e o atual Presidente Aníbal Cavaco Silva) a utilizavam simplesmente
como local de trabalho, morando em suas residências particulares durante seus
mandatos.

Entre 1980 e 1985, o salão de jantar principal foi utilizado para expor os
presentes recebidos pelo Chefe de Estado.

Em 1998, a construção do Centro de Documentação e Informação foi iniciada


pelo arquiteto João Luís Carrilho da Graça, vencedor de um concurso público
promovido pela Secretaria Geral da Presidência.

O Presidente Jorge Sampaio designou a pintora Paula Rego para uma série de
telas para decorar as paredes da capela do Palácio em 2002. A pintora finalmente
entregou o seu trabalho, com o título "Ciclo da Vida da Virgem Maria e da
Paixão de Jesus Cristo". As exposições anteriores e as iniciativas presidenciais
levariam à inauguração do Museu Presidencial, em 5 de outubro de 2004.
Similarmente, a Galeria de Pintura Rei D. Luís I foi o local para a exposição "Do
Palácio de Belém" (2005) que apresentou sua história, arquitetura e obra
artísticas que têm ocupado os espaços do palácio.

Em 10 de março de 2006, um despacho do Ministério da Cultura reclassificou


o Palácio como Monumento Nacional, para incluir o palácio, jardins, Museu da
Presidência e outros anexos.

Geografia

O Palácio se localiza no ambiente urbano, isolado através de um muro e


jardins formais, em espaço elevado no bairro histórico de Santa Maria de Belém.
Com esta fachada sul, frente à Rua de Belém, do outro lado da Praça Afonso de
Albuquerque (a antiga Praça D. Fernando II), enquanto a fachada leste está à
frente da Calçada da Ajuda, separada pelo Pátio das Damas (em frente ao Teatro
Luís de Camões), ao lado do Museu dos Coches. O restante dos limites leste e
norte do Palácio segue a Calçada da Ajuda e inclui os quarteis do Segundo
Regimento de Lanceiros, enquanto os limites a oeste estão em frente aos Jardins
Tropicais Coloniais. O acesso ao Palácio é feito a partir da Rua de Belém, no
portão princiapal e rampa (protegidas por sentinelas militares), que termina na
fachada lateral, chamada o Pátio dos Bichos. As edificações dos correios e o 26
Esquadrão da Polícia de Segurança Pública - PSP (polícia) flanqueiam a entrada
ao sul.

Arquitetura
Exterior

O Palácio Belém é uma edificação em formato "L", com o espaço principal


situado em um espaço retangular com três volumes na fachada sul. Esta fachada,
que se volta para os jardins formais, apresenta um espaço com cinco volumes,
flanqueados por cunhas sobrepujadas por pináculos. Combinando os estilos
maneirista e barroco, tem um volume central com arcadas ao nível do piso, sobre
uma galeria de colunata sobrepujada por um frontão triangular decorado em
estuque.

Os dois blocos externos são mais distantes em frente então ao edifício


principal, formando um terraço delimitado por balaustradas e acessíveis por
escadarias laterais. A parte superior destas paredes laterais são coroadas com
doze paineis de azulejos monocromáticos. Na varanda, há 14 paineis de azulejos
representando figuras da mitologia, com muitos retratando os "Trabalhos de
Hércules", incluindo "Plutão e Cérbero", "Vênus", "Netuno", "Hércules",
Hércules e a égua de Diómedes", "Figura Masculina", "Figura masculina com
arco e flechas", "dois paineis de "Figura feminina", "Hércules e a ave de
Estinfália", "Figura masculina com machado", "Hércules e a serpente de Ládon",
"Hércules e o touro de Creta", "Hércules e a Hidra de Lerna". Além disto, duas
fileiras de azulejos em padrões geométricos e folhas de acanto.

A fachada leste, em frente ao Pátio das Damas, é animada por dois níveis de
janelas e portal. A ala oeste é acessada pelo Pátio dos Bichos, onde uma entrada
com portão e rampa fornece acesso à escadaria principal através de um espaço
elevado que avista de cima o Jardim da Cascata. O espaço ressurgiu e foi
novamente pavimentado com pedra no início do século 21.

Os jardins formais se encontram imediatamente em frente ao palácio (frente à


Rua de Belém). Projetado no século 18, consiste de um terraço inserido por uma
balaustrada adornada com estátuas e coberturas entrelaçadas ao redor de três
lagos circulares. No Jardim da Cascata (na lateral nordeste dos terrenos) há três
pavilhões (estufas) culminados em coroamento por uma balaustrada decorativa,
com vasos e estátuas. Há uma cascata inserida em um arco redondo, adornada
por uma estátua de Hércules.

No pavilhão central há seis paineis de azulejos, formando uma composição


figurativa, concluída no século 19. A composição central é em preto e branco,
onde o friso é policromático: paisagismo nas cores amarela, verde e manganês.
Estes paineis incluem: uma "Cena Externa", "Duas figuras femininas e uma
figura masculina no parque, com cesta de frutas", "Uma figura feminina de pé
dando uma maçã a uma figura masculina", "Jogo Backgammon", Música no
Jardim", e Música no Jardim, com cravo e violino".

Interior

O espaço principal é salientado por uma sequência linear de ambientes


projetados ao longo da elevação sul, e dominado pela Sala das Bicas, um grande
vestíbulo com piso em mármore. O teto é almofadado ao redor de uma
composição alegórica sobre a Flora e azujelos em cantaria policromáticos do
século 18, concluído no último trimestre daquele século. No espaço se pode
observar duas fontes redondas em mármore ao longo da parede, com cabeças de
leão, que rendeu o nome ao espaço. Além disto, o espaço é circundado por oito
bustos em jasper sobre plintos, representando os imperadores romanos.

Na Sala Dourada ou Salão de Baile, o teto é almofadado com uma alegoria


central do Império Romano, com murais e medalhões em forma de coroa, em
motivo neo-pompeiano.

A Sala Luís XV, também almofadada, é destacada por uma série de telas
sobrepujadas por dois escudos da Casa de Orléans e Bragança.

A capela retangular, com paredes macias e Capela com almofadas em


madeira, é ocupada por um retábulo neoclássico em madeira em folha dourada,
com uma tela de André Reinoso, representando a 'A Adoração dos Pastores). O
teto abobadado é decorado com uma profusão de motivos decorativos em uma
"ferronneire" similar àqueles da Sala Dourada. Há telas em pastel nas paredes,
da artista Paula Rego (1935), representando o "Ciclo da Vida da Virgem Maria e
da Paixão de Jesus Cristo".

Além disto, há outros ambientes interessantes tais como a Sala das Sessões da
Câmara dos Deputados e a Sala dos Passo Perdidos (ou Salão Nobre), dentre
outros.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Palácio Belém
Torre de Belém

Torre de Belém ou Torre de São Vicente é uma fortificada situada na paróquia


civil de Santa Maria de Belém no município de Lisboa, Portugal. É patrimônio
mundial da UNESCO (junto com o Mosteiro dos Jerônimos, que fica perto)
devido ao papel significativo que desempenhou nas descobertas marítimas
portuguesas na Era das Descobertas. A torre foi encomendada pelo Rei João II,
como parte do sistema de defesa na foz do Rio Tagus e uma porta cerimonial
para Lisboa.


A torre foi construída nos primórdios do século 16 e um exemplo proeminente
do estilo manuelino português, mas também incorpora toques de outros estilos
arquitetônicos. A estrutura foi construída em pedra calcária em lioz e é composta
de um bastião e torre de quatro pisos com 30 m (100 pés). Erroneamente, tem
sido afirmado que a torre foi construída no meio do Tagus e agora se encontra
perto da praia devido ao redirecionamento do rio após o terremoto de 1755. Na
verdade, a torra foi construída em uma pequena ilha no Rio Tagus, perto do
litoral de Lisboa.
História

No final do século 15, o Rei João II tinha projetado um sistema de defesa para
a foz do Tagus, que dependia das Fortalezas de Cascais e São Sebastião (ou
Torre Velho) em Caparica, no lado sul do rio. Estas fortalezas não cobriam
completamente a foz, demandando maior proteção. Na primeira metade do
século 16, nas "Crônicas de João II", o autor Garcia de Resende, afirmou a
opinião do monarca de que as defesas de Lisboa eram insuficientes, e que ele
tinha insistido no fornecimento de fortificações eficientes ao longo da entrada ao
Rio Tagus, para completar as defesas existentes. Para este fim, ele solicitou a
"construção de um forte sólido", do qual Garcia de Resende obteve um desenho.
Mas o monarca faleceu, antes do início de quaisquer planos. Vinte anos mais
tarde, foi o Rei Manuel I de Portugal, que revisitou a ideia, ordenando a
construção de uma fortificação militar na margem sul do Tagus, na praia em
Belém. Em 1514, uma carta de autoria de Lourenço Fernandes aos seus amigos,
referia-se à intenção do Rei de construir uma torre na área de Restelo Velho,
tendo sido determinada a necessidade.

O projeto começou a ser desenvolvido em uma afloração rochosa que se


situava um pouco distante do rio, aplicando algumas das pedras coletadas para a
construção do Monastério de Santa Maria de Belém. Em 1516, Francisco de
Arruda (que era o "Mestre do Bastião de Restelo"), já recebia 763 blocos e 504
pedras para a construção, entregues por Diogo Rodrigues, o tesoureiro e receptor
do projeto. Enquanto a construção progredia, a Grande Nau, uma embarcação de
1.000 toneladas, fortemente armada foi utilizada para complementar as defesas.

Em 1519, a edificação tinha sido concluída (apenas cinco anos após o


falecimento de Manuel), e Gaspar de Paiva temporariamente foi posto para
comandar a fortaleza. A comissão se tornou permanente em 15 de setembro de
1521, quando Gaspar de Paiva foi indicado a primeiro Capitão-Geral, ou alcaide,
que denominou o forte invocando o nome do santo padroeiro da cidade, "Castelo
de São Vicente" (Castelo de São Vicente de Belém).

Alguns ano mais tarde (1571), Francisco de Holanda aconselhou o monarca


que era necessário melhorar as defesas costeiras de modo a proteger a capital do
Reino. Ele sugeriu a construção de um forte "sólido e inexpugnável" que pudesse
facilmente defender Lisboa e que a Torre de Belém "deveria ser reforçada,
reparada e finalizada... pois tinha custado muito para não ser concluída". D
´Holanda projetou um bastião retangular mais incrementado, com torres de vigia.
Em 1580, após algumas horas de combate, a guarnição parou na Torre
rendidas por forças espanholas sob o comando do Duke de Alba. Imediatamente
após este derrota, durante a Dinastia Filipinos (1580-1640), os calabouços da
Torre serviu de prisão até 1830. Foi durante também o último quartel do século
16, que a construção dos quarteis filipinos começou. Um espaço de dois andares,
retangular, foi construído sobre o bastião, assumindo o contorno visual que tem
mantido no século 20, com as cruzes da Ordem de Cristo esculpidas e torres de
vigia redondas.

Em 1589, Filipe I de Portugal solicitou ao engenheiro Friar João Vicenzio


Casale um projeto de um forte poderoso a ser construído no lugar do inútil
"castelo de São Vicente". O engenheiro apresentou três propostas, que
pressupunham que o bastião seria circundado po outro bastião de menores
dimensões, o que nunca se concretizou.

Um código de 1633 para a Casa de Cadaval foi inserido em um dos andares,


um dos arcos dos quarteis, e em quatro arcos maiores no topo da fachada sul.
Similarmente, uma placa com a inscrição 1655 foi aposta na parede norte do
claustro, que certificou sua função enquanto ponto de controle alfandegário e
para navegação ao longo do Tagus; os navios foram obrigados a pagar enquanto
entravam no porto, o que foi imposto de forma incremental.

Entre 1780 e 1782, no reinado de Maria I de Portugal, General Guilherme de


Valleré construiu o Forte de Bom Sucesso, cuja a bateria foi conectada à Torre,
por um corredor a oeste.

A invasão francesa de Lisboa, durante a Guerra Pensinsular, resultou o


aquartelamento de tropas na Torre entre 1808 e 1814. Após o recuo das forças
francesas, Lord Beresford aconselhou que os batalhões da artilharia costeira
deveriam ser reforçados ao longo do Tagus, e especialmente notificou que mais
sólidos deveriam ser instalados nas laterais do bastião da Torre, enquanto
carruagens eram postas para melhor proteger os soldados, já que as paredes eram
muito baixas.

O Rei Miguel I (1828-1832) utilizava os calabouços para aprisionar os seus


oponentes liberais, enquanto em outro nível o usava para alfândega de
embarcações, até que a tributação sobre navios estrangeiros foi abolida em 1833.
A torre recebeu melhorias militares em 1589 e 1809-14.
Durante o reinado de Maria II, após protestos de Almeida Garret em relação
ao estado de degradação e a persuação do Duque de Tercira, iniciaram-se as
renovações pelo engenheiro militar António de Azevedo e Cunha. Ele demoliu
os quarteis filipinos e estendeu elementos revivalistas em 1845-1846 (tais como
os merlins armados, as balaustradas na varanda ao longo da fachada sul, o painel
rendilhado no claustro e o nicho com uma imagem da Virgem e o Menino.)

Por vários anos (1865-1867), a edificação começou a prestar novos serviços:


um farol foi instalado no terraço a sudeste e um serviço de telégrafo foi iniciado,
enquanto uma fábirca de gás foi instalada, produzindo fumaça e causando muitos
protestos.

A primeira mudança para preservar e reabilitar a Torre foi iniciada na última


parte do século 20. Primeiro, a torre foi transferida para o Ministério das
Finanças, em 1940, o que demandou pequenos serviços de conservação. Os
alojamentos militares foram removidos e o claustro interior foi erigido, Mais
tarde, o arquiteto paisagista António Viana Barreto executou um plano de
integração da Torre com a praia local, a partir de 1953 (durando três anos).
Vários projetos foram conduzidos em 1983, quando o local sediou a 17
Exposição Europeia de Arte, Ciências e Cultura, incluindo a cobertura do
claustro com cúpula plástica transparente. Neste ano, também foi classificada
como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

No anos 1990 (1 de junho), a propriedade foi transferida para o Instituto


Português do Patrimônio Arquitetônico (precursor do IGESPAR), que começou
a concluir a restauração completa da edificação. A torre e o bastião receberam
manutenção e restauração de fevereiro de 1997 a janeiro de 1998, que incluiu o
reforço da estrutura, o tratamento das junções em argamassa e limpeza estrutural.
As obras estruturais incluiram as bases do balcão sul com rods de aço inoxidável
e resina epoxi. O mesmo tratamento também foi aplicado nas estátuas de São
Vicente de Saragossa e Miguel Arcanjo. Em 1999, a recuperação recebeu uma
premiação (Europa Nostra) pela restauração do exterior. Esta também foi
incluida em 7 de julho de 2007, como uma das Sete Maravilhas de Portugal.

Arquitetura

A Torre se situa na margem norte do Rio Tagus, na paróquia civil de Santa


Maria de Belém, município de Lisboa, acessível no lado oeste da Avenida de
Brasília. Nas proximidades, estão o Mosteiro dos Jerônimos (a leste) e o Forte de
Bom Sucesso (a oeste), enquanto ao norte, estão a residência do Governador da
Torre, a antiga residência do Governador para o Forte Bom Sucesso e a Capela
de São Jerônimo. Através da Avenida de Brasília e por uma pequena ponte que
se estende sobre as águas para a estrutura, tem-se acessibilidade à própria Torre.

A Torre de Belém é isolada ao longo do litoral ribeirinho, entre a doca de Bom


Sucesso e Pedrouços, em um afloramento rochoso de basalto, do Complexo
Lisboa-Mafra. Contudo, vários guias têm exigido que a torre fôra construída na
meio do Tagus, e agora fica próxima à praia após o terremoto de 1755, que
redirecionou o rio; a verdade é muito mais simples. O Ministro da Cultura
português (Ministério da Cultura) e o Instituto do Patrimônio Arquitetônico,
indicam que a torre foi erigida em uma pequena ilha próxima das margens do
Tagus, do lado oposto à Praia de Restelo. Como o desenvolvimento se expandiu
progressivamente na linha costeira, as margens norte insinuando-se mais e mais
ao sul do Tagus; a torre foi se integrando às margens ribeirinhas com o passar do
tempo.

A Torre de Belém foi construída com pedra de cantaria lioz, uma pedra de cor
clara, rara, presenta na área de Lisboa. A edificação se divide em duas partes: o
bastião e a torre com quatro andares, localizada no lado norte do bastião.

A torre do século 16 é considerada uma das obras principais do gótico recente


potuguês, estilo manuelino. Este particularmente aparece em sua abóbada com
nervuras, cruzes da Ordem de Cristo, espferas armilares e cordas torcidas,
comuns ao estilo manuelino orgânico e náutico.

Exterior

Seu plano é composto de uma torre retangular e um bastião hexagonal


irregular, com flancos que se projetam alongados para o lado sul em direção ao
rio. É basicamente um grande volume vertical articulado em uma laje horizontal,
coberto com compartimentos exteriores. No ângulo nordeste da estrutura,
protegida por uma parede com guaritas, há uma ponte para acessar o baluarte
decorado com motivos florais, sobrepujada pelos brasões reais e flanqueada por
colunas pequenas, complementadas com esferas armilares. As esferas armilares
manuelinas aparecem na entrada da torre, simbolizando as explorações
marítimas de Portugal, e foram utilizadas na flâmula pessoal do Rei Manuel para
representar as descobertas durante o seu governo.
No lado externo do bastião mais baixo, as paredes têm espaços para 17
canhões com aberturas de observação para o rio e um ocular ao norte. A fileira
superior do bastião é coroado por uma parede menor com guaritas em locais
estratégicos, decorados com escudos redondos da Cruz da Ordem de Cristo que
circulam a plaraforma. O Rei Manuel I foi um membro da Ordem de Cristo e a
cruz é utilizada repetidamente nos parapeitos. Estas eram um símbolo do poder
militar de Manuel, já que os cavaleiros da Ordem de Cristo contribuíram em
numerosas conquistas naquele tempo. As guaritas, torres de vigia cilíndricas nos
canto,s são cobertas com mísulas representando animais e os domos são cobertos
com botões de rosas. As laterais desta plataforma apresenta torreões (guerites)
encimadas por cúpulas de aparência mourisca. A base dos turrets tem imagens de
bestas, incluindo um bebê rinoceronte. Este é considerada como sendo a
primeira escultura de tal animal na arte europeia ocidental, e provavelmente
retrata o rinoceronte que Manuel I enviou para Papa Leão X em 1515 (que tinha
sido enjaulado uma vez).

Enquanto a torre é proeminentemente manuelina, também incorpora toques de


outros estilos arquitetônicos A torre foi erigida pelo arquiteto militar Francisco
de Arruda, que já tinha construído várias fortalezas em territórios portugueses
em Marrocos. A própria influência da arquitetura mourisca se manifesta em
decorações delicados, a janela arqueada, os balcões, e a cúpulas com nervuras
das torres de vigias.

A torre tem quatro andares, com fenestrações e parapeitos, com o piso térreo
ocupado por uma cisterna abobadada. No primeiro andar há uma porta retangular
que se volta para o sul, com janelas arqueadas a leste e norte, e guaritas nas
laterais nordeste e noroeste. A parte sul do segundo piso é tomada por uma
varanda coberta com matacães (ou loggia), constituídos por uma arcada com sete
arcos, que jazem sobre grandes mísulas com balaustradas. É coberto com
cantaria entrelaçada formando um alpendre, e seu teto inclinado termina em uma
corda torcida esculpida. As paredes leste, norte e oeste são ocupadas por
compartimentos com duplo arco, com laterais nordeste e noroeste com nichos
ocupados com estátuas do São Vicente de Saragossa e Miguel Arcanjo. O
terceiro andar tem janelas gêmeas nas fachadas norte, leste e oeste, com
balaústres, intercalados por duas esferas armilares e grande relevo com brasão de
armas reais. O último andar é rodeado por um terraço com escudos da Ordem de
Cristo, e uma porta arqueada ao norte e janela arqueada a leste. O terraço é
circulado por uma pardede baixa com merlins piramidais em colunata, com
bartizans, nas quatro laterais. Uma torre similar sobre este andar oferece uma
vista da paisagem circundante.
Interior

A parte interna da gruta do bastião, com escadaria circular ao norte, tem dois
halls contíguos com tetos abobadados apoiados por arcos em alvenaria, com
quatro vestiários e instalações sanitárias. Na casamata do pavimento térreo, o
piso é inclinado em direção do lado externo, enquanto os tetos são apoiados por
pilastras em alvenaria e colunas abobadadas. Nesta casamata, evidencia-se a
abóbada com nervura gótica; os ambientes da torre e as cúpulas das torres de
vigia no terraço do bastião. Compartimentos periféricos nas extremidades da
casamata permitemaos canhões individuais ocuparem seu próprio espaço, com o
teto projetado com várias cúpulas assimétricas em várias alturas. Mais tarde, as
despensas auxiliares utilizadas como prisões.

Duas arcadas se abrem para o claustro principal ao norte e ao sul, enquanto


seis arcos quebrados se estendem ao longo das partes leste e oeste do claustro,
intercalados por pilares quadrados na gruta do bastião, com faces de gárgulas. O
claustro aberto sobre a casamata, embora decorativa, foi projetada para dissipar a
fumaça do canhão. O andar superior é intercalado por um corrimão decorado
com as cruzes da Ordem de Cristo, enquanto o espaço do terraço é guardado por
colunas encimadas por esferas armilares. Este espaço poderia ser utilizado para a
infantaria ligeira. Esta foi a primeir a fortificação portuguesa com armazenagem
de canhão em dois níveis e marca um novo desenvolvimento na arquitetura
militar. Parte da decoração data da renovação da década de 1840 e é neo-
manuelina, como a decoração do claustro pequeno no bastião.

No lado sul do terraço do claustro, está uma imagem da Virgem e o Menino. A


estátua da virgem de Belém, também referida como Nossa Senhora de Bom
Sucesso, Nossa Senhora das Uvas ou a Virgem de Boa Viagem é retratada
segurando um menino pela mão direita e em sua mão esquerda, um cacho de
uvas.

A torre tem cerca de 12 metros (39 pés) de largura e 30 metros (98 pés) de
altura. No primeiro andar está a Sala do Governador, um espaço octogonal que
se abre para a cisterna, enquanto há corredores que interligam as guaritas nas
laterais nordeste e noroeste. Um pequena porta dá acesso a pavimentos
subsequentes, através de uma escadaria espiral. No segundo andar, a Sala dos
Reis se abre para a loggia (para avistar o rio, enquanto uma pequena lareira de
canto se estende deste piso até a lareira do terceiro piso, na Sala das Audiências.
Todos os três tetos são cobertos com lajes em concreto ocas. A capela do quarto
andar é coberta com teto abobadado com nervuras com nichos emblemáticos do
estilo manuelino, suportados por mísulas esculpidas.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Torre de Belém
Belém

Belém, cujo o nome deriva da palavra em português para Bethlehem, é a


paróquia civil mais a sudoeste do município de Lisboa. Até 2012, a área de
Belém teve a sua própria paróquia histórica, chamada Santa Maria de Belém. Em
2012, a Reforma Administrativa de Lisboa resultou na integração entre a última
e a paróquia de São Francisco Xavier, assim criando a nova paróquia de Belém.
Localizada na foz do Rio Tagus, situa-se a 6 quilômetros (3,7 mi) a oeste do
centro da cidade e 2 quilômetros (1,2 mi) a oeste da Ponte 25 de Abril. Muitas
das edificações e marcos distintos da nação se situam nesta área, incluindo o
Mosteiro de Jerônimo e a Torre de Belém, e inclui a parada para a culinária
local, em uma pastelaria portuguesa, pasteis de Belém.

História

O primeiro povoamento desta região data do Paleolítico, de evidência


arqueológica descoberta ao longo das marges dos cursos do rio.

Idade Média

Com o Reinado de Portugal estabelecido, durante o reino de Afonso III de


Portugal, o inventário real (inquirições) determinou o povoamento fosse
disperso, ocupando muitas das terras baixas para beneficiar a agricultura. A
conexão de Belém à vizinhança de Lisboa foi concretizada por uma ponte, em
Alçântara.

A proximidade de Belém ao Rio Tagus também influenciou no


desenvolvimento das atividades comerciais na pequena vila, especialmente na
Aldeia do Restelo, que atraiu marinas e navegadores, viajando bastante de
Lisboa. No século 14, mouros que povoavam cultivavam a sterras e serviam à
cidade; outros mouros, livres ou escravos, trabalhariam na indústria da pesca. O
povoamento de Restelo vagarosamente cresceu em direção a Lisboa.

Foi para "dar suporte religioso e espiritual" que o Infante Henrique, como
Governador na Ordem de Cristo se mudou para construir, próximo ao porto de
pesca, uma pequena igreja para a invocação de Santa Maria. Além disso, o
Infante encomendou a construção de uma fonte e estábulo para fornecer água
para pessoas e animais (em 18 de setembro de 1460). A fundação da Igreja e
Mosteiro, por Manuel I, no lugar da antiga igreja, resultou em sua transferência
da Ordem de Cristo para os monges Jerônimos, no mesmo período sendo
renomeada para a invocação de Santa Maria de Belém, A construção do mosteiro
foi um projeto concebido antes da chegada de Vasco da Gama de sua sua viagem
épica (bem mais que uam homenagem), concebido em 1495 nas cortes de
Montemor-o-Novo, logo após a ascensão de Manuel ao trono, como um Panteão
para os reis ibéricos, ele acreditava que seguiria suas pegadas. Na verdade, a
construção demorou, revisada e concluída, mas nunca se tornou um local de
descanso da dinastia para as famílias reais de Portugal.

O mesmo monarca, nas palavras de Damião de Góis, encomendou a


construção sobre as rochas, depositadas no Tagus, uma "torre de quatro
plataformas", dando origem aos baluartes da Torre de Belém.

Após estes dois projetos construtivos, inúmeras propriedades surgiram, tanto


agrícolas quanto de veraneio. Como a população continuou a crescer lentamente,
novos conventos apareceram. A natureza do subúrbio mudou, e mesmo o Frei
Nicolau de Oliveira (1620) começou a indicar que era dentro dos limites da
cidade. Entre 1551 e 1591 (conforme observado por Vieira da Silva) uma
paróquia civil de Nossa Senhora da Ajuda foi estabelecida, consistindo de um
vasto território, um dos seus cleros instalados no Mosteiro de Belém.

Monarquia

A zona se tornou progressivamente popular após o Rei João V de Portugal ter


adquirido mansões e propriedades na área, na esperança de desenvolver defesas.
Carvalho da Costa (na Corografia Portuguesa) observou que "imediatamente em
frente a Junqueira, está a localidade de Belém, tão saudável e apreciável, que os
nativos e visitantes querem morar ali; e aqueles que por falta de recursos não
podem morar (ali), estão continuamente competindo frequentemente para aquele
lugar. Nele há casas, propriedades nobres, nobreza, nobres de primeira ordem do
Reino; e se a terra permitisse mais palácios, ou edificações, continuaria
expandindo a cidade até aquele lugar".

Em 1770, a paróquia eclesiástica de São Pedro de Alcântara foi estabelecida, o


que incluiu o território a leste do Rio Alcântara, desanexando-se de Ajuda.
Também no reinado de José, o Bairro de Belém foi oficialmente instituído (pela
autoridade judicial e administrativa), que incluiu a paróquia eclesiática de Ajuda,
parte de Alcântara e Santa Isabel, como também as paróquias de Benfica, Belas,
Barcarena e Carnaxide.

Durante o terremoto de Lisboa (1 de novembro de 1755), Belém e Ajuda


foram as áreas menos afetadas pelo terremoto e tsunami. Na verdade, muitos dos
sobreviventes que perderam as suas casas foram instaladas em inúmeras tendas e
barracas na região. O Rei (José de Portugal) e a corte se transferiram para
barracões localizados nas propriedades reais, na área que mais tarde seria
transformada no Palácio Nacional da Ajuda. A mudança do Rei e seu Primeiro
Ministro, e o Secretário de Estado para os Negócios do Reino (o Marquês de
Pombal), tornou o eixo Belém-Ajuda, durante o terceiro quartel do século 18, o
centro da burocracia e que atraia comerciantes. Também foi importante a
presença militar; durante este período, dois quarteis da infantaria regimental, sob
ordens do Conde de Lippe, e um regimento de cavalaria, sob as ordens de
Mecklenburg. Estes eventos consolidaram a integração de Belém-Ajuda na
cidade de Lisboa.

Durante a última parte do século 18, a monarquia vagarosamente se


desvencilhou da zona Belém-Ajuda. Em 1794, o Barracão Real foi consumido
pelo fogo em Ajuda, forçando a Família Real a abandonar o lugar e estabelecer
residência no Palácio Nacional de Queluz. Mas, até a construção do Palácio
Nacional da Ajuda não impediu a Família Real de se mudar para Lisboa, já que a
falta de dinheiro procrastinou sua conclusão e a Invasão Francesa em 1807,
resultando na fuga da Família Real para o Rio de Janeiro. Mas, quando eles
retornaram, o Rei João VI instalou a família nos Palácios Necessidades e
Bemposta.

Belém evoluiu para uma zona industrial, atraindo fábricas e mercadores, em


particular ao redor de Pedrouços e Bom Sucesso, tais como curtumes, forjadores
de metal, vidraceiros, fabricantes de cerâmica, fabricantes de tecidos e de lã.

Em 28 de dezembro de 1833, a paróquia civil de Santa Maria de Belém foi


institucionalizada, com a sua sede no Mosteiro dos Jerônimos (que incluía a
paróquia de Ajuda). A industrialização que começou durante este período
continuou no século 19; uma pesquisa de 1881, estabeleceu que 25 fábricas
produziam mercadorias na região de Alcântara-Belém, empregando 1.215
homens, 812 mulheres e 432 menores de idade. Este crescimento atraiu novos
moradores e alojamentos sociais para apoiar a indústria manufatureira. Belém
experimentou um maior nível de autonomia: entre 11 de setembro de 1852 e 18
de junho de 1885, Belém era município, com seu primeiro Presidente, o
historiador Alexandre Herculano, que incluía as paróquias de Nossa Senhora da
Ajuda, Santa Maria de Belém, parte de São Pedro de Alcântara, Santa Isabel e
São Sebastião da Pedreira, além de Nossa Senhora do Amparo de Benfica, São
Lourenço de Carnide e Menino Jesus de Odivelas. Igualmente, a Família Real,
Rei Louis de Portugal e Rainha Maria Pia de Savoy começou a residir no Palácio
Nacional da Ajuda.

República

Belém também era um lugar para o desenvolvimento de muitos projetos


urbanos, tais como a construção de um aterro sanitário, a abertura de docas ou de
uma estrada ferroviária para Cascais, que inicialmente partia de Pedrouços. Em
têrmos sociais, as organizações recreacionais e culturais foram estabelecidas, e a
área era um local para atividades de lazer. Na passagem para o século 21, Belém
tinha crescido consideravelmente, com o estabelecimento dos serviços elétricos
dentro da área e significativamente com a exposição portuguesa de 1940. A
Expo 1940 resultou na demolição do núcleo antigo de Belém, a Praça do Império
e o começo de uma fase de construções monumentais que, junto com a
arquitetura pré-existente (tais como o Mosteiro dos Jerônimos, e o Palácio de
Belém) começou a ocupar o litoral. Este incluía o icônico Padrão dos
Descobrimentos e o moderno Centro Cultural de Belém que ajudava a promover
a exploração turística e cultural da margem norte do Tagus.

Geografia

Do limite sudoeste de Lisboa, Belém se delimita com o estuário do Tagus ao


sul, as margens do Rio Algés e a autoestrada IC17-CRIL, a oeste, até o limite
norte da autoestrada A5. Além disso, o Rio Alcântara e os antigos limites
orientais da paróquia de São Francisco Xavier, até a Estrada de Queluz, chegam
à Estrada A5.

Limita-se com as paróquias de Alcântara a leste, Ajuda a nordeste, e Benfica a


norte; e a oeste pelo município de Oeiras (Algés).

Além das edificações e locais históricos, Belém é sede do Jardim do Ultramar,


vários blocos de espaços verdes que inclui os jardins da Prala do Império, o
Jardim Vasco de Gama, a Praça Afonso de Albuquerque e o Jardim Agrícola
Tropical. Estes jardins cobrem uma grande porção da área litorânea, englobando
as edificações da Rua de Belém, e voltados para os jardins do Palácio de Belém.
Também, a seção no extremo sudeste do Parque Florestal de Monsanto se
localiza em Belém.

Arquitetura

Belém é reconhecida pela sua concentração de monumentos e espaços


públicos, incluindo uma mescla de edificações históricas e símbolos modernos
da cultura portuguesa. Esta justaposição de ícones famosos se desenvolveu a
partir da posição militar importante de Belém ao longo da foz do Tagus; seu
papel na exploração da Índia e do Oriente (o Caminho das Índias); e a
construção nos séculos 17-18 de residências reais e propriedades nobres na
paróquia após a detenção da destruição do terremoto e tsunami de 1755.

A principal rua e local histórico de Belém é a Rua de Belém, uma faixa com
edificações de 160 anos que têm sobrevivido por vários anos à mudança e
modernização. Esta inclui a famosa pastelaria Fábrica de Pasteis de Belém,
conhecida por ser uma confeitaria portuguesa específica: pastel de Belém, uma
torta de ovos com massa folhada.
No coração de Belém, está a Praça do Império, um local de espaços abertos e
jardins, com uma fonte central, que foi instalada durante a Segunda Guerra
Mundial. A oeste dos jardins, estão o Centro Cultural de Belém, construída em
1992, durante o termo de Portugal no papel que revolvia o comando da
presidência da União Europeia. Agora é um complexo de arte, contendo o
Museu Coleção Berardo de Belém. A sudeste do jardin, está o Palácio Belém
(1770), a residência oficial do Presidente português. A quinhentos metros a leste
da Praça do Império, jaz uma outra grande praça de Belém, a Praça Afonso de
Albuquerque.

Belém sedia mais inúmeros museus: Museu da Eletricidade, Museu do Centro


Científico e Cultural de Macau, Museu de Arte Popular, Museu Nacional dos
Coches, e Museu da Presidência da República.

Belenenses, um clube esportivo renomado de Lisboa, tem base em Belém.


Cívico

A Torre de Belém - construída na ilha rochosa ao longo da margem norte do


Rio Tagus como parte do sistema de defesa, para proteger o acesso ao estuário
do Tagus, previsto por João II de Portugal, é um dos símbolos ícones de Belém
da paróquia. Originalmente, a Torre de São Vicente, fôra projetada por Manuel I
de Portugal (1515-1520) para guardar a entrada ao porto de Belém. Ficava em
uma pequena ilha do lado direito do Tagus, cercado por águas.
Padrão dos Descobrimentos - situado na extremidade na margem norte do
Tagu, esta estrutura de concreto de 52 metros de altura, foi erigida em 1960 para
comemorar o 500 aniversário do falecimento de Henrique, o Navegador. O
monumento foi esculpido na forma de proa de um navio, com dezenas de figuras
da história portuguesa, acompanhando uma estátua do Infante Henrique,
esculpida em baixo relevo. Adjacente ao monumento, está a praça da calçada na
forma de um mapa, mostrando as rotas de vários exploradores portugueses,
durante a Era do Descobrimento.

Religiosa

O Mosteiro dos Jerônimos - localizado ao longo da Praça do Império, do outro


lado do Padrão dos Descobrimentos, foi originalmente construído por Henrique,
o Navegador, para auxiliar os peregrinos que viajavam na região; ampliado e
elaborado a partir de 1501, pelos arquitetos para o Rei Manuel I de Portugal, a
fim de servir de sepultura para os membros da Casa de Aviz; e como uma igreja
para aventureiros navegadores que embarcavam durante a Era do
Descobrimento, após a viagem bem sucedida de Vasco da Gama à Índia. A
construção foi financiada por uma taxa sobre especiarias orientais, e por muito
tempo passou a representar as descobertas históricas portuguesas, tornando por
um bom tempo um monumento nacional e Patrimônio Mundial da UNESCO,
abrigando (além da arte religiosa e mobília de seu passado), artefatos e
exposições como o Museu Nacional de Arqueologia e o Museu da Marinha.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Belém
Palácio dos Marqueses de
Fronteira

O Palácio dos Marqueses de Fronteira é um palácio localizado em Lisboa,


mais precisamente no subúrbio de Benfica. Foi construído em 1671, para receber
Dom João de Mascarenhas, o primeiro Marquês de Fronteira, quando ele se
deslocava à região para a prática da caça. O palácio ficou danificado na
sequência do terramoto de 1755, seguindo-se uma recuperação. A propriedade
ainda constitui a residência privada do descendente dos Marqueses de Fronteira,
Dom Fernando de Mascarenhas, sendo que uma porção da casa está aberta ao
público e a outra porção mantém-se longe dos olhares dos visitantes. Dom
Fernando criou uma fundação destinada a preservar o património da sua família
e a desenvolver atividades culturais centradas no Palácio.

O Palácio é possivelmente mais conhecido pelos seus jardins. Estendendo-se


ao longo de 5,5 hectares, os jardins encontram-se adornados com belos painéis
de azulejo, representando figuras mitológicos e atividades típicas da vida no
campo. Existem também belíssimas sebes, cuidadosamente podadas em
símbolos das várias estações do ano. Existe uma escadaria de pedra que conduz a
um caminho decorado com bustos de reis de Portugal. A água tem uma presence
marcante, sob a forma de fontes e charcos, acentuando os ricos tons de azul que
dominam o exterior.

Dentro do edifício principal, os visitantes podem encontrar diversas salas


ricamente decoradas, com azulejos ornamentais dos séculos XVII e XVIII,
frescos e pinturas a óleo. Destaque para:

· A Sala das Batalhas, com painéis exibindo cenas da Guerra da


Resturação Portuguesa. Esta sala é conhecida como a “Capela Sistina da
Azulejaria”, graças ao impressionante trabalho exibido nas suas paredes.

· A Sala de Jantar, contendo retratos de alguns membros da nobreza


Portuguesa.

· A capela data de 1584 e, como tal, constitui a parte mais antiga do


complexo. A fachada é embelezada com conchas, pedras e pedaços de vidro e
porcelana. Conta-se que o serviço de jantar usado durante a visita de D. Pedro II
foi destruído e utilizado para decorar a capela, de modo a que mais ninguém
comesse dos mesmos pratos depois dele.

· O terraço é igualmente arrebatador, com cada centímetro das suas


paredes revestido pelo azul e branco dos painéis e com as suas estátuas brancas,
personificando figuras mitológicas.

O Palácio possui algumas coleções que, embora não se comparem às das


grandes famílias nobres Europeias, são de uma qualidade significativa. De entre
as peças existentes, destaque para os retratos de família, da autoria de
importantes mestres estrangeiros, para a mobília dos séculos XVII, XVIII e XIX,
e para as variadas peças de porcelana e prata. Recentemente, Dom Fernando de
Mascarenhas adquiriu um pequeno número de peças de arte contemporânea,
incluindo pinturas, desenhos, esculturas e fotografias.

Informações práticas

Horário
Todas as visitas são feitas com guia.

De Junho a Setembro

10h30, 11h00, 11h30 e 12h00

De Outubro a Maio

Às 11h e às 12h

Fechado:

Aos domingos e dias feriados

Bilhetes


Visita guiada – 7,50€

Visita apenas aos jardins – 3,00 €

Para grupos com mais de 10 pessoas, a visita deve ser marcada


atempadamente via telefone.

Morada
Palácio Fronteira

Largo de São Domingos de Benfica, 1

Benfica

Como chegar

Autocarro da Carris nº 70

Contatos

Tel: (+351) 217 782 023.

Email: fronteiralorna@mail.telepac.pt

Website

www.fronteira-alorna.pt


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Palácio dos Marqueses de Fronteira
Ponte 25 de abril

A Ponte 25 de Abril é uma ponte suspensa que interliga a cidade de Lisboa,


capital de Portugal, na municipalidade de Almada, na margem esquerda (sul) do
rio Tejo. Foi inaugurada em 6 de agosto de 1966, e uma plataforma ferroviária
foi adicionada em 1999. Por ser uma ponte suspensa e apresentar tonalidade
similar, é frequentemente comparada à Ponte Golden Gate, em São Francisco,
EUA. Foi construída pela American Bridge Company, que erigiu a ponte da
Bacia São Francisco-Oakland, mas não a Golden Gate. Tendo o comprimento
total de 2.277m, é a vigésima terceira ponte suspensa mais comprida do mundo.
A plataforma superior comporta seis faixas para carros, enquanto a inferior, dois
trilhos ferroviários. Até 1974, era chamada Ponte Salazar. O nome 25 de Abril
homenageia a Revolução dos Cravos.

Construção

Desde os fins do século 19, havia propostas para a construção de uma ponte
em Lisboa. Em 1929, a ideia avançou quando António Bello, um engenheiro e
empreendedor português, solicitiou ao Governo uma concessão para uma
ferrovia que cruzasse de Lisboa a Montijo (onde mais tarde, em 1998, seria
construída a Ponte Vasco da Gama, a segunda a servir Lisboa). Como resultado,
o Ministro de Obras Públicas, Duarte Pacheco, criou uma comissão em 1933
para analisar a solicitação. Esta se reportou em 1934, e propôs a construção de
uma ponte ferro-rodoviária. Propostas foram lançadas. Contudo, esta proposta
foi subsequentemente posta de lado, favorecendo uma ponte que cruzasse o rio
em Vila Franca de Xira, a 35 km ao norte de Lisboa.

Em 1953, uma nova comissão governamental começou a trabalhar e


recomendou a construção da ponte em 1959, escolhendo o ponto de ancoragem
ao sul, adjacente ao recém construído monumento ao Cristo Rei. Em 1959, o
convite internacional de propostas para o projeto recebeu quatro ofertas. Em
1960, o vencedor foi anunciado enquanto o consórcio liderado pela Companhia
de Exportação de Aço dos Estados Unidos, que submetera uma proposta em
1935.

A construção começou em 5 de novembro de 1962. Quarenta e cinco meses


depois (seis meses além do programado) a ponte foi inaugurada em 6 de agosto
de 1966. O Presidente de Portugal, Admiral Américo, presidiu a cerimônia.
Também estiveram presentes o Primeiro Minsitro, António de Oliveira Salazar, e
o Patriarca de Lisboa, Cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira. A ponte recebeu o
nome Ponte Salazar, em homenagem ao Primeiro Ministro.

A Companhia Internacional do Aço dos Estados Unidos com sede em Nova


Iorque, foi a primeira contratada, para a ponte. A Morrison-Knudsen de Portugal
Ltda., uma firma americana sediada em Boise, Idaho, foi a primeira associada da
Empresa de Aço dos EUA. A Morrison-Knudsen tinha trabalhado anteriormente
na ponte da Bacia de São Francisco. A Steinman, Boynton, Gronquist e London
de Nova Iorque, e a Companhia de Engenharia Tudor de São Francisco
projetaram a ponte. O aço foi importado dos EUA. Quatro funcionários
faleceram, de um total de 3000 que trabalhavam no local. A construção deteve
um total de 2.185.000 horas/mão-de-obra. O custo total da ponte chegou aos
2.220.000.000 de escudos portugueses, ou US$ 32 milhões (US$ 225 milhões
em 2011, após ajuste inflacionário).

Logo após a Revolução, em 1974, a ponte foi renomeada a "Ponte 25 de


Abril", o dia no qual a revolução ocorrera. Um símbolo deste período foi
registrado em filme, com cidadãos removendo o grande brasão "Salazar" de um
dos principais pilares e pintando a "25 de Abril" provisória em seu lugar.

Expansão

A plataforma superior, 70 m acima da água, inicialmente comportava 4 faixas


para veículos, duas em cada direção, com uma guardacorpo divisório. Em 23 de
julho de 1990, este guardacorpo foi removido e uma quinta pista foi criada. Em 6
de novembro de 1998, as paredes laterais foram ampliadas e reforçadas para dar
lugar às seis pistas. Ao cruzar a ponte, os carros faziam um peculiar Zum -
ouçam (59s) - já que duas das pistas eram em plataformas metálicas ao invés de
asfalto.

Desde 30 de junho de 1999, a plataforma inferior tem suportado duas estradas


ferroviárias. Para esta acomodação, a ponte passou por extensivos reforços
estruturais, incluindo um segundo conjunto de cabos principais, implantados
sobre a unidade original, e as torres principais foram ampliadas verticalmente. A
linha ferroviária foi parte do projeto inicial, mas foi eliminado devido a
economia, e a estrutura inicial tinha sido iluminada. A construtora original a
American Bridge Company foi novamente convocada para o serviço,
desenvolvendo o primeiro girador aéreo de cabos principais adicionais em uma
ponte completamente suspensa.

O tráfego logo aumentou, ultrapassando ao longe as predições, e tem mantido


a capacidade máxima, a despeito da ampliação de quatro para seis pistas, da
adição de uma linha ferroviária, e a construção de uma segunda ponte servindo
Lisboa, a Ponte Vasco da Gama.

A ponte foi cenário para vários filmes, incluindo algumas cenas na filme
"Serviço Secreto de Sua Majestade", de James Bond, quando ele está em um
carro com os capangas de Marc Ange Draco e cruzam a ponte, e esta se destaca
no final do filme quando Bond se casa com Tracy e passeia com ela em seu
Aston Martin novamente.

Instrumentos

A ponte foi projetada para ter pago todos os débitos em 20 anos, e para tornar-
se gratuita (ou taxas reduzidas) após aquele período. Contudo o Governo
manteve a cobrança de taxas que ultrapassavam ao longe o vigésimo ano, até
concedê-lo a Lusoponte, criando um monopólio para a a travessia do rio Tagus
em Lisboa. Como tal, sempre se tem exigido uma taxa para a ponte, primeiro em
ambas as direções e a partir de 1993, apenas ao norte, com a praça de pedágio
situada na margem sul do rio Tagus. As taxas têm se tornado assunto para
disputa política em anos recentes.
Ao ser inaugurada, a pessoa tinha que estacionar o seu veículo e caminhar
para comprar o seu bilhete de pedágio que custava 20 escudos. Em 14 de junho
de 1994, o Governo, que administrava a ponte naquele período, aumentou o
valor da taxa em 50% (de 100 para 150 escudos), preparando a ponte para
privatização por 40 anos, a partir de 1 de janeiro de 1996. A concessionária foi a
Lusoponte, um consórcio privado constituído para a construção da Ponte Vasco
da Gama, a custo zero para os cofres públicos, mediantes as taxas das pontes.
Como resultado, uma revolta popular levou a bloqueios da ponte e consequentes
bloqueios policiais, um evento que tornou a ala direita do Governo altamente
impopular e segundo alguns levou a vitória da centro esquerda nas eleições
gerais de 1995. Estabeleceu-se €1.60 para veículos, ao norte (em Lisboa). Não
há pedágio para o lado sul e, até 2010, não houve coletas de pedágios durante o
mês de agosto. Desde 2011, o governo português aboliu esta exceção e aplicou a
taxa durante este mês, a fim de auxiliar nos esforços pata a redução do déficit
orçamentário.


Projeto

A Ponte 25 de Abril foi baseada na ponte da Bacia São Francisco-Oakland


(SFOBB) próximo à ponte Golden Gate em São Francisco, EUA. Tanto a
SFOBB e a Ponte 25 de Abril foram construídas pela mesma empresa. A
Sociedade Americana de Engenheiros Civis afirma que "Como a sua ponte irmã,
a SFOBB em São Francisco, a Ponte do Rio Tagus, se localiza em uma área com
uma longa história de terremotos", e durante a sua construção os dados sísmicos
tiveram que ser considerados. Outra ponte irmã é a Ponte da Quarta Estrada em
Edinburgo.

Ao ser finalizada, a ponte se tornou a mais comprida em termos de vão


suspenso e a principal em termos de vão mais comprido na Europa Continental,
a maior armação contínua do mundo e a de fundação mais profunda do mundo.
É a quinta maior ponte suspensa do mundo, a mais extensa fora dos EUA. Hoje,
é a vigésima quinta mais extensa ponte suspensa do mundo.

Números

Em 2006, uma média diária de 150.000 carros atravessam a ponte, incluindo


7.000 na hora do rush. O tráfego ferroviário também é pesado, com uma média
diária de 157 trens. Ao todo, cerca de 380.000 pessoas atravessam a ponte
diariamente (190.000, considerando viagens de ida e volta).

Outros números:

1012,88 m - comprimento do vão principal.

2277,64 m - comprimento da armação.

70 m - altura da superfície da água até a plataforma superior.

190,47 m - altura das torres principais (a segunda estrutura mais alta de


Portugal).

58,6 cm - diâmetro de cada um dos dois conjuntos de cabos principais.

11,248 - número de cabos strand de fios de aço, cada um com diâmetro de


4.87 mm, em cada conjunto de cabos principais.

54.196 km - comprimento de cabos strand de fios de aço, constituindo os dois


conjuntos de cabos principais.

79.3 m - profundidade (abaixo do nível da água) da fundação do pilar ao sul.

30 km - comprimento das estradas de acesso.

32 viadutos nas estradas de acesso.



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Mosteiro dos Jerônimos

O Mosteiro dos Jerônimos se situa próximo na orla da paróquia de Belém, no


Município de Lisboa, Portugal.

O mosteiro é um dos exemplos mais proeminentes do estilo arquitetônico


manuelino gótico tardio português em Lisboa. Foi classificado como Patrimônio
Mundial, junto com a vizinha Torre de Belém, em 1983.

História

Originalmente a casa para a ordem religiosa dos Jerônimos, foi construída


pelo Infante Henrique, o Navegador, por volta de 1459. A capela que ali existia,
invocando Santa Maria de Belém, foi servida pelos monges da Ordem de Cristo
militar-religiosa que fornecia assistência aos peregrinos que transitavam na área.
A pequena praia de Praia do Restelo foi um ponto vantajoso, com ancoragem
segura e proteção dos ventos, vendido após os navios que entravam no Tagus. A
Ermida de Restelo, como era conhecida, já era degradada, quando Vasco da
Gama e seus homens passaram a noite em oração antes da partida em sua
expedição ao Oriente em 1497.

A estrutura existente foi iniciada sob ordens de Manuel I (1469-1521) nas


tribunas de Montemor-o-Velho em 1495, como um lugar de descanso final para
os membros da Casa de Aviz, em sua crença de que um reinado dinástico
Iberiano regeria após o seu falecimento. Em 1496, o Rei Manuel pediu à Santa
Sé para a construção de um mosteiro para a entrada de Lisboa, ao longo das
margens do Tagus Rio. Foi depois da chegada de Vasco da Gama, um ano após
com amostras de ouro ele descobriu que o mosteiro tinha se tornado uma
representação da expansão portuguesa. A igreja se tornou um casa de oração
para marinheiros que deixassem ou entrassem no porto.

Idade Média

A construção do mosteiro e igreja começou em 6 de janeiro de 1501 (e foi


concluída cem anos depois). O Rei Manuel originalmente fundou o projeto com
o dinheiro obtido da Vintena da Pimenta, uma taxa de 5% sobre o comércio da
África e Oriente, equivalente a 70 quilogramas (150 libras) de ouro por ano, com
exceção de pimenta, canela e cravos ( que iam diretamente para a Coroa. Com a
entrada de riquezas, os arquitetos não estava, limitados a planos pequenos, e os
recursos já descritos para o Mosteiro de Batalha (incluindo o panteão Aviz)
foram redirecionados ao projeto de Belém.

Manuel I selecionou a ordem religiosa dos monges Jerônimos, cujo o papel


era rezar pela alma eterna do Rei e fornecer assistência espiritual a navegadores
e marinheiros que partiam da Praia de Restelo para descobrir o mundo. Isto os
monges o fizeram até 1833 (por mais de quatro séculos), quando as ordens
religiosas foram dissolvidas e o mosteiro foi desocupado.

O mosteiro foi projetado em um estilo que mais tarde se tornou conhecido


como manuelino: um projeto arquitetônico ricamente ornado que inclui temas
esculturais complexas incorporando elementos marítimos e objetos descobertos
durante expedições navais, escavadas em pedra de cantaria. Diogo de Boitaca, o
arquiteto, iniciou este estilo no Mosteiro de Jesus em Setúbal. Neste projeto,
Boitaca era responsável pelos planos e contratação dos serviços para o mosteiro,
a sacristia, e o refeitório. Ele utilizou calcário de lioz, um pedra local em cor
dourada, que fôra extraída de Ajuda, o vale de Alcântara, Laveiras, Rio Seco e
Tercena, para a sua construção. Boitaca foi sucedido pelo espanhol Juan de
Castilho, que se responsabilizou pela construção por volta de 1517. Castilho
gradualmente passou do estilo manuelino para o estilo plateresco espanhol, uma
ornamentação que incluia decorações suntuosas que relembram a prata. A
construção foi interrompida quando o Rei Manuel I faleceu em 1521.

Houve vários escultores que deixaram a sua marca nesta edificação. Nicolau
Chanterene aprofundou com temas renascentistas. O arquiteto Diogo de Torralva
resumiu a construção do mosteiro em 1550, adicionando a capela principal, o
coro, e concluindo os dois pisos do mosteiro, utilizando apenas motivos
renascentistas. A obra de Diogo de Torralva continuou em 1571 por Jérôme de
Rouen (também chamado Jerônimo de Ruão) que adicionou elementos clássicos.
A construção parou em 1580 com a união da Espanha e Portugal, pois a
edificação do Escorial na Espanha agora era jogava fora todos os recursos
investidos.

Reino

Em 16 de julho de 1604, Filipe de Espanha (que governou após a União


Ibérica) tornou mosteiro um monumento funerário real, proibindo todos exceto a
família real e os monges Jerônimos a entrar na edificação. Um novo portal foi
construído (1625), a porta do claustro, a casa dos moradores dos portos, uma
escadaria e um hall que dava acesso ao coro superior, projetado pelo arquiteto
real Teodósio Frias e executado pelo pedreiro Diogo Vaz. Em 1640, a biblioteca
do mosteiro, sob encomena do prior do mosteiro Frei Bento de Siqueira, foi
construída. Nesta biblioteca, os livros deixados pelo Infante Luís (filho do Rei
Manuel I e outros ligados à ordem religiosa foram depositados.

A restauração da Independência Portuguesa (1640), o mosteiro ganhou de


volta a sua importância, tornando-se o local para sepultamentos no panteão real;
dentro de suas paredes, quatro dos oito filhos de João IV de Portugal foram
enterrados: o Infante Teodósio (1634-1653), a Infanta Joana (1636-1653), Rei
Afonso VI (1643-1683) e Catarina de Bragança (1638-1705). Mas, mais tarde,
em 19 de setembro de 1855, o corpo do Rei Afonso VI foi trasladado para o
panteão real da Casa de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, junto
com os seus três irmãos e irmãs. Durante o reinado do Rei Pedro II de Portugal,
em 1682, nas capelas com transepto onde foram encerrados os corpos do Rei
Sebastião o Cardeal Henrique.

Em 1663, a Irmandade do Senhor dos Passo ocuou a antiga Capela de Santo


Antônio, que foi redecorada com um teto dourado em 1669, e no mesmo
período, os afrescos da escadaria (com a heráldica de São Jerônimo) foram
concluídos (1770). Comparavelmente, em 1709 e 1711, durante o reinado de
João V, os retábulos foram finalizados; alfaias valiosas presentes na ordem
religiosa; e a sacristia foi redecorada em 1713. Também, durante este reinado,
em 1720, o pintor Henrique Ferreira, foi designado para retratar os Reis de
Portugal (da cabeça aos pés): a série real foi instalada na corretamente chamada
Sala dos Reis. Henrique Ferreira também foi destinado para concluir as telas
sobre a natividade.

O mosteiro resistiu ao terremoto de 1755 sem muitos prejuízos: apenas o


balaústre e parte do coro superior foram danificados, os quais foram rapidamente
reparados.

Em 28 de dezembro de 1833, sob decreto, o Estado secularizou o Mosteiro


dos Jerônimos e transferiu o seu título para a Casa Real Pia de Lisboa, para
servir como uma igreja paroquial para uma nova paróquia civil de Santa Maria
de Belém. Muitas das obras e tesouros foram transferidos para as posses da
coroa ou perdidas durante este período. Ficou vazio a maior parte do tempo e sua
condição começou a deteriorar.

Após 1860, a obra de restauração começou no Mosteiro, iniciando com a


fachada sul pelo arquiteto Rafael Silva e castro, e em 1898 por Domingod
Parente da Silva. Embora o claustro, as celas internas e a cozinha são demolidos
neste período, tres projetos do arquiteto J. Colson para reconstruir o mosteiro
não são aprovados, incluindo a introdução dos elementos neo-manuelinos
revivalistas. Em 1863, o arquiteto Valentim José Correia é contratado pelo
articulador da Casa Pia (Eugênio de Almeida) para reorganizar o segundo piso
do antigo dormitório e projetar a janela (1863-1865). Após isso, ele foi
susbstituído por Samuel Barret, que construiu as torres no lado extremo oeste
dos dormitórios. Similar e inexplicavelmente, Barret foi substituído pelos
paisagistas italianos Rambois e Cinatti (que trabalharam nos projetos do Teatro
São Carlos), para continuar a remodelação dentro do mosteiro em 1867. Entre
1867 e 1868, os "paisagistas" reformularam profundamente o anexo e a fachada
da Igreja, resultando no monumento atualmente conhecido. Eles demoliram a
galeria e Salão dos Reis, construíram as torres di dormitório a leste, a rosácea do
coro superior e substituiram o telhado em formato piramidal do campanário com
design em forma de mitra. A remodelação demorou deviso ao colapso do
dormitório central em 1878. Após 1884, Raymundo Valladas começou a
contribuir, iniciando em 1886 a restauração do claustro e Sala da Capítulo,
incluindo a construção do teto abobadado. Foi na Sala da Capítulo (em 1888)
que o túmulo de Alexandre Herculano foi instalado (o projeto de Eduardo
Augusto da Silva).

Para celebrar o Quarto Centenário da chegada de Vasco da Gama da Índia


(1898), eles decidem restaurar o túmulo do explorador (1894). Os túmulos de
Vasco da Gama e Luís de Camões (concluídos pelo escultor Costa Mota) foram
instalados na capela lateral sul. Um ano mais tarde o mosteiro recebeu os restos
mortais do poeta João de Deus, mais tarde agrupados com os túmulos de
Almeida Garret (1902), Sidônio Pais (1918), Guerra Junqueiro (1923) e Teófilo
Braga (1924).

República

O Ministério das Obras Públicas lançou um concurso para concluir o anexo,


para sediar o Museu Nacional da Indústria e Comércio, mas o projeto foi
cancelado (em 1899), e substituído pelo Museu Etnológico de Portugal, pelo
Decreto de 20 de novembro de 1900.

Após 1898, uma nova remodelação ocorreria no mosteiro, incluindo um anexo


central de Parente da Silva (em 1895), agora simplificado e a restauração da
catedral (as cadeiras usadas pelo clero nos serviços religiosos), que foram
concluídos em 1924 pelo escultor Costa Mota. Em 1938, o órgão no coro
superior foi desmantelado, no mesmo período em que uma série devitrais foram
substituídos na fachada sul (projetada por Abel Manta e executada por Ricardo
Leone).
Como parte das celebrações para marcar o centenário da Portigal moderna
(1939), nova remodelação foi concluída no mosteiro e torre. Durante estes
projetos, o baldaquino e o túmulo de Alexandre Herculano foi desmontado e o
pátio do claustro redesenhado. A Casa Pia desocupa os espaços interiores do
claustro e os túmulos de Camões e Vasco da Gama são transferidos para o coro
inferior. Uma série de janelas (projetadas por Rebocho e executadas por Alves
Mendes) são concluídas em 1950.

Em 1951, os restos mortais do presidente foram enterrados na Sala do


Capítulo. Mais tarde (1966), eles seriam transportados para o Panteão Nacional a
fim de se juntar aos corpos dos ex-Presidentes e herois literários do país.

O Museu da Marinha, criado em 1909, e o Planetário Calouste Gulbenkian


seria instalado em 1962, nas edificações anexas do mosteiro.

República

A igreja e o mosteiro, como os vizinhos Torre de Belém e o Padrão dos


Descobrimentos, simbolizam a Era Portuguesa do Descobrimento e se incluem
nas principais turísticas de Lisboa. Em 1983, a UNESCO formalmente designou
o Mosteiro dos Jerônimos e a Torre de Belém como Patrimônios da Humanida.

Quando Portugal se associou à Comunidade Econômica Europeia, as


cerimônias formais foram realizadas no clausto do monumento (1985).

Duas grandes exposições marcaram o mosteiro durante a década de 1990: uma


exposição, entitulada "4 séculos de pintura", em 1992; e a exposição "Leonardo
da Vinci: Um homem à Escala do Homem, um Mundo à Escala do Homem, em
1998.

No final do século 20, a remodelação continuou com a conservação, limpeza e


restauração, incluindo a capela principal em 1999 e o claustro entre 1998-2002.

Em 13 de dezembro de 2007, o Tratado de Lisboa foi assinado no mosteiro,


lançando as bases para a reforma da União Europeia.

Arquitetura

Igreja de Santa Maria


Exterior

A entrada lateral ornada para o mosteiro foi projetada por Juan de Castilho e é
considerada uma das mais significativas de seu tempo, mas, na verdade, não é a
principal entrada da edificação. Este portal estilo santuário é grande, com 32
metros de altura e 12 metros de largura, s eestendendo em dois pisos. Seus
ornatos incluem uma abundância de arestas e pináculos, com muitas esculturas
sob o baldaquino em nicos esculpidos, ao redor de uma estátua de Henrique, o
Navegador, sobre um pedestal entre duas portas.

O tímpano, sobre a porta dupla, mostra duas cenas em meio-relevo, da vida de


São Jerônimo: à esquerda, a remoção do espinho da pata do leão, à direita, a
experiência dos santos no deserto. No espandril, entre as duas cenas, fica o
brasão de armas do Rei Manuel I, enquanto a arquivolta do tímpano são cobertas
de símbolos e elementos manuelinos. A Madonna (Santa Maria de Belém se
situa sobre um pedestal no topo da arquivolta, sobrepujada pelo arcanjo Miguel,
quando sobre o portal há uma cruz da Ordem de Cristo. O portal é
harmoniosamente flanqueada em cada lado por uma grande janela com molduras
ricamente decorados.

Embora com menores dimensões que a entrada ao sul, este á a porta mais
importante dos Jerônimos em termos de localização, frente ao altar principal e
devido a sua ornamentação. Este portal ocidental é um bom exemplo da
transição entre o estilo gótico e Renascença. Foi construído por Nicolau
Chanterene em 1517. Este provavelmente foi a sua primeira missão em Portugal.
Agora é abrangido por um vestíbulo, acrescido no século 19, que forma uma
transição entre a igreja e o ambulatório.

No tímpano, há cenas do nascimento de Cristo: da esquerda para a direita - a


Anunciação (do anjo, dizendo a Maria que ela seria mãe); a Natividade (o
nascimento do menino Jesus); e a Epifania (a adoração dos Magos). Dois anjos
sustentam as armas de Portugal, perto da arquivolta. As separações em cada lado
do portal são preenchidos com estátuas, dentre os quais há estátuas do Rei
Manuel I e Rainha Maria de Aragão, ajoelhados em um nicho sob um
baldaquino suntuosamente decorado, flanqueado por seus padroeiros: São
Jerônimo e São João Batista, respectivamente. As mísulas de sustentação são
decoradas com pequenos anjos que seguram o brasão de armas e, ao lado do rei,
uma esfera armilaria e, ao lado da rainha, três galhos floridos. Esta passagem,
concluída por Nicolau Chanterene, introduz elementos da Renascença: anjos em
vestes romanas, querubins, o detalhe e realismo dos Reis e estudo da anatomia
humana de São Jerônimo. Pelo mosteiro, há representações de São Jerônimo, em
telas, esculturas e vitrais. Há três importantes exemplos:

O Penitente no Deserto, situado no sub-coro, perto do túmulo de Vasco da


Gama, mostrando um santo emagrecido no deserto, com um pedra na mão,
enquanto medita em frente ao crucifixo;

O Estudioso na sua Cela, mostrando a cadeira do santo em seu local de


trabalho, rodeado por livros abertos;

O Doutor da Igreja, localizado no alto-coro, retrata um solene São Jerônimo


em túnicas vermelhas e chapeu de cardeal.

E qualque exemplo identificado, o santo está sempre acompanhado por um


leão e Bíblia.

Interior

Diogo Boitac lançou as fundações para esta igreja com três corredores e cinco
tramos sob uma única abóbada, claramente marcado, mas apenas ligeiramente
projetando um transepto e um coro elevado. O layout da igreja é composto de
corredores e nave de igual altura. Boitac construiu as paredes da igreja tão
distante quanto as cornijas, e então começou a construção do mosteiro adjacente.

Juan de Castilho, um arquiteto e escultor espanhol, continuou a construção em


1517. Ele finalizou as paredes de retenção e a abóbada com nervuras singular,
uma combinação de abábadas estelar e rendilhada, englobando os 19 metros de
largura da igreja. Cada conjunto de nervuras da abóbada é segurada por
cavidades. O design arrojado (1522) da abóbada do transepto transversal não
possui quaisquer pilastras ou colunas, enquanto voltaria tinha originalmente
planejado três tramos no transepto. Cofre sem suporte do transepto dá ao
visitante a impressão de ele que flutua no ar.

Castilho também decorou seis colunas de 25 metros de altura, delgadas,
articuladas e octogonais com elementos grotescos ou florais, típicos do estilo
renascentista. A construção deste hall do gótico tardio é esteticamente e
arquitetonicamente uma obra prima: aumenta o efeito espacial da vasta
edificação. A coluna norte, mais próxima ao transepto, ostenta um medalhão que
pode ter sido intencionalmente incluído como um portaretrato de Boitac ou Juan
de Castilho.

No final dos corredores laterias e em ambos os lados do coro, há altares


(também em estilo manuelino), datando dos séculos 16 e 17. Eles são decorados
com madeira entalhada e folheada a ouro em pigmento verde, onde uma sustenta
a imagem de São Jerônimo em terracota esmaltada e multicolorida.

Esta chancela foi encomendada pela Rainha Caterine da Áustria, como último
lugar de descanso para a família real. É obra de Jerônimo de Ruão, em estilo
clássico. Os túmulos reais jazem sobre elefantes em mármore e se posicionam
entre pilares jônicos, coroados por pilares coríntios. Os túmulos à esquerda do
coro pertencem ao Rei Manuel I e sua esposa Maria de Aragão, enquanto os
túmulos á direita pertencem ao Rei João III e sua esposa Rainha Caterine da
Áustria.

Coro inferior

Dentro da igreja, no coro inferior, há túmulos em pedra de Vasco da Gama


(1468-1523, e do grande poeta e cronista da Era dos Descobrimentos, Luís de
Camões (1527-1570). Ambos os túmulos foram esculpidos pelo escultor do
século 19, Costa Mota, em um estilo manuelino harmonioso. Os restos mortais
de ambos foram transferidos para estes túmulos em 1880.

Mosteiro

As obras no vasto claustro quadrado (55 x 5 5 m) do mosteiro foram iniciadas


por Boitac. Ele construiu as abóbadas em V, com arcos amplos e janelas
rendilhadas sobre divisórias delicadas. Juan de Castilho concluiu a construção
dando a piso inferior uma camada clássica e pavimento superior mais rebaixado.
Castilho transformou as colunas redondas originais de Boitac em retangulares, e
as embelezadas com ornamentação em estilo plateresco. Cada ala consiste de
seis tramos com abóbadas rendilhadas. Os quatro tramos interiores jazem sobre
pliares maciços, formando amplas arcadas. Os tramos laterais são interligados
por uma construção arqueada diagonal e mostram os pilares laterais ricamente
decorados. O claustro tinha uma função tanto religiosa quanto representativa
pela sua ornamentação decorativa e motivos simbólicos da dinastia, tais como o
armilários, brasão de armas, e a cruz da Ordem de Cristo, mostrando o
crescimento do poder mundial de Portugal.

As paredes internas do claustro apresentam uma riqueza em motivos


manuelinos com elementos náuticos, além de motivos europeus, mouriscos e
ocidentais. Os arcos redondos e a estrutura horizontal são claramente
renascentistas, enquanto ao mesmo tempo há também uma relação com a
arquitetura espanhola. As decorações nas paredes externas do pátio interno
foram feitas em estilo impressionante por Castilho: as arcadas incluem arcos
rendilhados que dão a construção um aspecto de filigrana.

Em uma destas arcada, está o túmulo sober do poeta Fernando Pessoa,


enquanto vários outros túmulos na casa do capítulo contém os restos mortais do
poeta e teatrólogo Almeida Garret (1799-1854), o historiador e escritos
Alexandre Herculano (1810-1877) e os ex-Presidente Teófilo Braga (1843-1924)
e Óscar Carmona (1869-1951).

O refeitório do outro lado da casa do capítulo possui vários azulejos do século


17.

Além disso, após a Restauração de 1850, foram acrescidos ao mosteiro o


Museu Nacional de Arqueologia e o Museu da Marinha (ala ocidental).


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Padrão dos Descobrimentos

O Padrão dos Descobrimentos é um monumento da margem norte do estuário


do Rio Tagus, na paróquia civil de Santa Maria de Belém, Lisboa. Localizado ao
longo do rio onde os navios embarcavam para explorar e comericalizar com a
Índia e o Oriente, o monumento celebra a Era Portuguesa do Descobrimento (ou
Era da Exploração) durante os séculos 15 e 16.

História

Foi concebido em 1939 pelo arquiteto português José Ângelo Cottinelli


Telmo, e o escultor Leopoldo de Almeida, como um farol temporário durante a
Feira Mundial Portuguesa, inaugurada em junho de 1940. O Monumento às
Descobertas representara, uma idealização romanticizada da exploração
portuguesa, típica do regime do Estado Novo de Antônio de Oliveira Salazar. Foi
originalmente construído para fins temporários, localizado na Praça do Império
como parte do projeto de renovação urbana pelo ministro Duarte Pacheco, mas
com a resistência de Cottinelli Telmo. Ainda, em junho de 1943, a estrutura
original foi demolida após a exposição já que não havia uma formalização
concreta do projeto.

Em 3 de fevereiro de 1958, sob o Decreto Nº. 41-517, o governo, através do


Ministério de Obras Públicas, as Províncias Dalém Mar e a Câmara Municipal
de Lisboa, promoveu o intento de construir um monumento permanente aos
Descobrimentos. Entre novembro de 1958 e janeiro de 1960, o novo monumento
foi construído em concreto e pedra cor de rosa (de Leiria), e as estátuas
esculpidas em pedra calcária extraídas a região de Sintra. O novo projeto foi
ampliado a partir do modelo original de 1940, como uma parte das
comemorações para celebrar o quinto centenário do falecimento do Infante
Henry, o Navegador.

Embora o projeto tenha sido baseado no plano de Cottinelli Telmo, ele foi
substituído por Antônio Pardal, após o seu falecimento (como primeiro
arquiteto), e os estudos de estabilidade foram finalizados sob a direção dos
engenheiros Edgar Cardoso, Ruy Correia e Antônio Abreu. O plano do interior
foi executado por Antônio Pardal Monteiro, que também tranalhou com Cristino
da Silva para planejar a praça monumental. A parte norte da propriedade foi
concluída pela firma Pardal Monteiro, enquanto a área sul, por José Raimundo.
As esculturas foram modeladas por Leopoldo de Almeida, com a assistência dos
escultores Soares Branco e Antônio Santos, utilizando os modelos de Antônio
Cândido e Carlos Escobar (sob a direção de Antônio Branco e Alfredo
Henriques).

Inaugurada em 9 de agosto de 1960, foi um dos projetos locais destinados a


marcar as Comemorações Henriquinas (as celebrações marcando o aniversário
do falecimento de Henrique, o Navegador). E ainda, até 10 de outubro de 1960,
não estava completamente concluída, passando a ser responsabilidade da
Administração Geral do Porto de Lisboa.

Embora em 1962 um acordo foi firmado com a Câmara Municipal de Lisboa,


para a transferência de seu título, entre 1960 e 1979, nada foi feito ao
monumento. Um documento (Despacho Nº.57/P/79) publicado no jornal
municipal (Nº. 13260, 5 de novembro de 1979) favoreceu a intenção da cidade
de produzir uma exposição permanente, mas apenas em 1985, as obras públicas
finalizaram o centro cultural, que inaugurou o acesso público ao topo da
estrutura, além de criar espaços para um mirante, auditório e salão de
exposições.
Em abril de 2003, a administração do Padrão dos Descobrimentos foi
instalada na custódia da empresa Gestão de Equipamentos e Animação Cultural
(EGEAC, E.E.M.).

Arquitetura

A estrutura se situa na margem norte do Rio Tagus, limitada pela Belém


Marina, Algés e Centro Náutico Dafundo e o Museu de Arte Popular, e
demarcada por pedestais em pedra com esferas armilares. Do lado oposto, a
praça grande, e do outro lado da Avenida de Índia-Avenida Brasília, fica a Praça
do Império que está à frente do Mosteiro dos Jerônimos, Centro Cultural Belém
e os espaços verdes da Jardim Vasco da Gama.

A estrutura original criada por Telmo, Barros e Almeida, foi erigida em aço e
concreto, enquanto as 33 estátuas foram produzidas em uma composição de
gesso e reboco. Ostensivamente, uma laje com 52 metros de altura (171 pés),
posta verticalmente ao longo da margem do Tagus, o projeto toma a forma de
uma proa de uma caravela (embarcação utilizada nos primórdios da exploração
portuguesa). No outro lado da laje, há rampas que interligam a borda do rio à
figura de Henrique, o Navegador, na sua margem. No outro lado do Infante, ao
longo da rampa, há 16 figuras (total de 33), representando personagens da Era
Portuguesa do Descobrimento. Estas grandes pessoas incluem monarcas,
exploradores, cartógrafos, artistas, cientistas e missionários. Cada imagem
idealizada é designada para mostrar movimento em direção ao front (o oceano
desconhecido), projetando uma síntese direta ou indireta de sua participação nos
eventos após Henriue.

O governo sul africano foi responsável pela construção da praça em frente ao


monumento: a rosa dos ventos de 50 metros de diâmetro foi executada
utilizando-se diferentes tipos de mármore. Projetada pelo arquiteto Cristino da
Silva, inclui um mapa mundi que tem 14 metros de largura, mostrando as rotas
de naus e caravelas da Era do Descobrimento.

Na fachada norte, flanqueando a escadaria, há duas inscrições em metal: à


esquerda, "AO INFANTE D. HENRIQUE E AOS PORTUGUESES QUE
DESCOBRIRAM OS CAMINHOS DO MAR" sobre uma âncora de metal; e, à
direita, as palavras "NO V CENTENÁRIO DO INFANTE D. HENRIQUE 1460
- 1960", sobre uma coroa de louros. A escadaria dupla sobre um nível, antes da
entrada ao monumento, permitindo uma perspectiva da praça e suas imagens
laterais.

O interior consiste de três áreas: o auditório com espaço para 101 pessoas, um
palco com 18 metros quadrados (190 pés quadrados), com cabine para projeções;
um nível secundário com duas salas de exibição; e o último nível com quatro
salas. Normalmente, o auditório sedia uma exposição multimídia sobre a história
de Lisboa, enquanto as outras salas são usadas para exposições. O topo do
monumento (ao qual se chega via um elevador ou escadas) oferece vistas do Rio
Tagus, o Bairro Belém e suas muitas atrações, incluindo a Torre Belém e o
Mosteiro dos Jerônimos, que datam da Era do Descobrimento.


Estátuas

Além disso, a estátua principal de Henrique, o Navegador, segurando um


modelo de nau, há um total de 33 imagens da história dos Descobrimentos em
cada lado das rampas do monumento, especificamente (da direita para a
esquerda):

Cultura popular

O monumento foi realçado pelo vídeo musical de Lisa Stansfield para o single
"Mudanças", onde se vê ela caminhando para cima e para baixo da borda leste.

O moumento foi destacado na 23 temporada da série de competições


americana, "A Corrida Surpreendente" onde o mapa mundi foi utilizado como
parte de um desafio onde os participantes tinham que medir a rota marítima
percorrida por Ferdinand Magellan.


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Praça Afonso de Albuquerque

A Praça Afonso de Albuquerque (em Português: Praça Afonso de


Albuquerque) é pública, e fica no distrito Belém, da cidade de Lisboa, Portugal.

A praça se localiza em frente ao Palácio Belém, um palácio dos primórdios do


século 18, que hoje serve de residência para o Presidente de Portugal. A praça
recebeu o nome do segundo governador de Portugal, India Afonso de
Albuquerque, e oferece as melhores vistas do Palácio Belém. Tem um belo
monumento, em estilo neo-manuelino, dos artistas Silva Pinto e Costa Mota tio,
inaugurado em 1902. O monumento leva uma estátua em bronze de Afonso
Albuquerque e apresenta relevos interessantes sobre a sua vida.


O terreno do palácio era utilizado como ancoradouro, construído em 1753. Em
1807, a Rainha Maria I, o Príncipe João VI e a família real sairam de seu
ancoradouro em Lisboa, fugindo para o Rio de Janeiro, para escapar das tropas
napoleônicas que tinha invadido Portugal.
Jardim

O encantador Jardim da Praça Afonso de Albuquerque se situa em uma das


áreas nobres cosmopolitas de Lisboa; logo em frente ao belo Palácio Nacional de
Belém, a residência oficial do Presidente da República Portuguesa.

O Jardim foi construído em homenagem ao Vice-Rei português da Índia,


Afonso de Albuquerque (1453 - 1515), que almejava aproximar todas as
passagens navais do Oceano Índico ao Atlântico, Mar Vermelho, Golfo Pérsico e
ao Pacífico, transformando-o em um Nostrum Mare português, estabelecido
sobre o poder turco e seus aliados hindus e mulçumanos.

No centro do jardim, há um monumento ao Vice-Rei da Índia, Afonso de


Albuquerque. Erigida pelo historiador Luz Soriano e projetado pela Costa Mota
(escultura) e Silva Pinto (arquitetura), foi inauurado em 1902. Em estilo neo-
manuelino, sua base apresenta quatro baixos relevos que aludem à vida de
Afonso de Albuquerque, sobre as quais há baixos relevos representando naus,
caravelas e galeões. que compõem a frota. No topo da coluna, há uma estátua de
bronze do Vice-Rei, que foi tomada do Arsenal do Exército.

Este espaço tem uma área de 1,6 hectares, com grandes espaços abertos e
áreas ajardinadas, quatro lagos artificiais e várias estátuas, com um monumento
principal no centro da praça com a estátua de bronze de Afonso de Albuquerque.


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Museu Nacional dos Coches

O Museu Nacional dos Coches se localiza no Bairro Belém, em Portugal. O


museu tem uma das mais belas coleções de carruagens históricas do mundo, sen
don um dos mais visitados da cidade.

O museu funciona na antiga Hípica do Palácio Belém, anteriormente um


Palácio Real que agora é residência oficial do Presidente de Portugal. A Hípica
foi construída após 1787, conforme o projeto neoclássico do arquiteto italiano
Giacomo Azzolini. Vários artistas portugueses decoraram o interior da
edificação com telas e paineis em ajulejo. A arena interna tem 50 m de
comprimento e 17 m de largura, e foi usada para treinamento de cavalos e
exposições e jogos de equitação, o que poderia ser assistido de seus balcões pela
família real portuguesa.

O Museu foi criado em 1905 pela Rainha Amélia para sediar uma extensiva
coleção de carruagens pertencentes à família real e nobreza portuguesa. A
coleção dá uma imagem completa do desenvolvimento de carruagens do século
16 ao século 19, com amostras feitas na Itália, Portugal, França, Espanha,
Áustria e Inglaterra.

Dentre as suas raridades, há uma carruagem para viagens do final do século


16, primórdios do século 17, usada pelo Rei Filipe II de Portugal para ir da
Espanha a Portugal, em 1619. Há também várias carruagens barrocas pomposas
do século 18 decoradas com pinturas e trabalhos em madeira dourada, a mais
impressionante é uma carriagem cerimonial dada pelo Papa Clemente XI ao Rei
João V em 1715, e as três carruagens do embaixador português ao Papa
Clemente XI, construídas em Roma, em 1716.

Uma seção do museu se situa no Palácio Ducal de Vila Viçosa, ao sul de


Portugal.


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Museu Arqueológico Nacional

O Museu Nacional de Arqueologia divide o mesmo espaço de exposição com


o Museu da Marinha, a saber, a ala ocidental do Mosteiro dos Jerônimos em
Lisboa. O Museu Nacional de Arqueologia tem feito parte do dito mosteiro
desde 1903, embora a instituição propriamente fôra fundade uma década antes,
em 1893, por José Leite de Vasconcelos, um renomado arqueólogo do período.

O museu foi fundado em 1893 pelo notável arqueólogo José Leite de


Vasconcelos, e desde 1903 ocupa a ala ocidental do Mosteiro dos Jerônimos, no
Bairro Belém. A edificação foi utilizada como dormitório para os monges, e foi
redecorada em estilo neo-manuelino, na segunda metada do século 19. O museu
é o centro mais importante para a pesquisa arqueológica em Portugal, e tem uma
coleção de descobertas de todo o país.

Na entrada, há duas estátuas em granito dos Guerreiros Lusitanos, datando do


primeiro século a.C e trazidas do norte de Portugal. As exposições permanentes
estão divididas em Antiguidades Egípcias e uma coleção de Tesouros da
Arqueologia Portuguesa, a maior parte consistindo de obras em metal notáveis
das Eras do Bronze e do Ferro. O museu também possui a mais importante
coleção portuguesa de mosaicos romanos, a maioria do sul de Portugal, mas
também de "Estremadura" (Póvoa de Cós), no centro.

Além de sua coleção permanente, o museu frequentemente organiza


exposições temporárias, contemplando várias temáticas.


Este museu se orgulha de expor a maior emais importante coleção de
descobertas arqueológicas em Portugal, representando, ao mesmo tempo, a
instituição portuguesa mais notável dedicada às pesquisas especializadas em
campo. Falando em poucas palavras, o museu exibe duas coleções permanentes:
uma dedicada às descobertas arqueológicas excavadas em Portugal, e às
antiguidades egípcias, englobando um sequência do período pre-histórico à era
do domínio mouro.
Alguns dos destaques é a coleção das joias em ouro, as obras de arte
funerárias situadas na seção egípcia do museu, como também os mosaicos
romanos (onde diz-se que é a mais significativa em Portugal). Também
merecedores de atenção, são os dois Guerreiros Lusitanos do século 1 esculpidos
em granito, que marcam a entrada do museu.

Os portadores do Cartão Lisboa têm autorização para entrar gratuitamente no


Museu Nacional de Arqueologia.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Museu Arqueológico Nacional
Palácio Nacional da Ajuda

O Palácio Nacional da Ajuda é um monumento neoclássico, que serviu como


residência da Família Real Portuguesa entre 1861 e a proclamação da República,
em 1910. A história do palácio começa a 1 de Novembro de 1755. Neste dia, um
terramoto e tsunami violentos devastaram a cidade de Lisboa. O Rei D. José I e
o resto da Família Real encontravam-se por acaso em Belém e, como tal,
escaparam ilesos. Contudo, o rei ficou tão abalado com o sucedido que decidiu
permanecer na freguesia da Ajuda. Até 1794, a Família Real viveu num
“palácio” construído em madeira e apropriadamente denominado de “Real
Barraca”. Nesse ano, o edifício de madeira temporário foi destruído por um
incêndio e os planos para a construção de uma residência mais permanente
começaram.


A construção do Palácio foi suspensa várias vezes, principalmente devido a
limitações financeiras e conflitos políticos, com o mais significativo a ser as
invasões Napoléonicas e a fuga da Família Real para o Brasil. Desta forma, o
projeto acabou por ser modificado por múltiplos arquitetos, incluindo Manuel
Caetano de Sousa (o último arquiteto Barroco) e dois artistas bolonheses, José da
Costa e Silva e Franciso Xavier Fabri, no trabalho dos quais predomina o
Neoclassicismo.
O Palácio é uma construção rectangular irregular com quarto alas em redor de
um amplo pavimento com desenhos geométricos em “calçada Portuguesa”. Para
além do Palácio, a propriedade estende-se ao longo de vários jardins exteriores
de grande beleza. O interior é, contudo, digno de se ver. As salas são
verdadeiramente luxuosas e ricamente decoradas com peças de mobília, estátuas,
extraordinários lustres, tapeçarias, porcelanas e outras peças de arte
extravagantes – todas resultantes da imensa riqueza vinda do Brazil durante o
século XVIII. Compreende também uma fabulosa coleção de peças de arte e
utensílios desde o século XV até ao século XX, da autoria de artistas nacionais e
internacionais.

Vale a pena mencionar as seguintes zonas do Palácio:

· O Jardim de Inverno, revestido com mámore e ágata, um presente do


Vice-Rei do Egipto

· O Quarto da Rainha, revestido com seda azul e decorado com mobílias


de estilo Napoléonico, muito populares na Europa naquela altura.

· A Sala de Jantar, com as suas cadeiras revestidas a seda, onde a família


se reunia à hora das refeições, e decorada em estilo Neo-Renascentista.

· A Sala do Trono, uma sala totalmente impressionante, onde decorriam as


cerimónias reais solenes.

Quando a República foi implementada, o Palácio foi fechado e reabriu como


Museu para o público geral em 1968. É usado atualmente pelo Presidente da
República para receber importantes cerimónias de Estado.

Informações práticas

Horário

Das 10h00 às 18h00 (as salas começam a ser fechadas às 17h45).

Fechado

Quartas-feiras, Domingo de Páscoa e feriados: Ano Novo, 1º de Maio e 25 de


Dezembro

Tickets

Normal – 10€

Jovens – 5€ (dos 6 aos 18 anos)

Idosos – 5€ (mais de 65 anos)

Crianças– Entrada livre (até aos 6 anos)

Estudantes– 5€ (menos de 25 anos e com cartão de estudante)

Família 1 – 20€ (2 adultos + 1 crianças entre os 3 e os 18 anos)

Família 2 – 24€ (2 adultos + 2 crianças entre os 3 e os 18 anos)

Via Rápida Adulto – 15€ (acesso prioritário)

Via Rápida Jovem – 10€ (acesso prioritário)

Escolas – 4€ (1 entrada livre para 1 professor para cada 20 alunos)

Morada

Palácio Nacional da Ajuda

Lg. da Ajuda

1349-021 Lisbon

Como chegar

O Palácio Nacional da Ajuda localiza-se no topo da Calçada da Ajuda, rua


que liga a zona da Ajuda a Belém. O estacionamento encontra-se facilmente na
Praça da Torre, a 2 minutos do Palácio.

Autocarros da Carris nºs: 18; 729; 732; 742; 60

Comboio: linha do Estoril, estação de Belém.


Contatos

Tel: (+351) 213637095/ 213620264

Email: pnajuda@imc-ip.pt

Website

www.palacioajuda.pt


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Museu Calouste Gulbenkian

O Museu Calouste Gulbenkian é um museu em Lisboa, Portugal, que contem


uma coleção de arte antiga e arte moderna. O museu foi fundado conforme o
último desejo de Calouste Gulbenkian, de modo a abrigar e expor a coleção de
arte de Gulbenkian, agora pertencente à Fundação Calouste Gulbenkian.

História

As galerias de exposição permanente são distribuídas em ordem cronológica e


geográfica para criar dois circuitos independentes em uma turnê geral.

O primeiro circuito destaca a arte oriental e clássica na exposição da arte


egípcia, greco-romana, mesopotamia, persia do período islâmico, e nas artes
armenia e do Extremo Oriente.

O segundo contempla a arte europeia em seções dedicadas à arte em livros,


escultura, pintura e artes decorativas, particularmente da França do século 18 e a
obra de René Lalique. Neste circuito, uma ampla variedade de peças refletem
várias tendências artísticas europeias do começo do século 11 à metade do século
20.

A seção começa com as obras em marfim e livros manuscritos iluminados,


seguidos por uma seleção de esculturas e pinturas dos séculos 15, 16 e 17.

A arte renascentista produzida na Holanda, Flandres, França e Itália estão


expostas na sala seguinte. As artes decorativas francesas do século 18 têm lugar
especial no museu com notáveis objetos e mobília em ouro e prata, como
também pinturas e esculturas. Estas artes decorativas são seguidas por galerias
exibindo um grande grupo de telas do veneziano Francesco Guardi, telas
inglesas do séculço 18 e 19, e finalmente uma soberba coleção de jóias e vidro
de René Lalique, exposta em sua própria sala.

O museu é uma das jóias menos conhecidas na Europa. O lema de Gulbenkian
é "Simplesmente o melhor", e daí o museu ter obras de arte de artistas europeus
ocidentais como Domenico Ghirlandaio, Rubens, Rembrandt, Rodin, Carpeaux,
Houdon, Renoir, Dierick Bouts, Vittore Carpaccio, Cima da Conegliano, Van
Dyck, Corot, Degas, Nattier, George Romney, Stefan Lochner, Maurice-Quentin
de La Tour, Édouard Manet, Henri Fantin-Latour, Claude Monet, Jean-François
Millet, Sir Edward Burne-Jones, Thomas Gainsborough, Joseph Mallord
William Turner, Jean-Honoré Fragonard, Giovanni Battista Moroni, Frans Hals,
Ruisdael, Boucher, Largillière, Andrea della Robbia, Pisanello, Jean-Baptiste
Pigalle, Antonio Rossellino, André-Charles Boulle, Charles Cressent, Oeben,
Riesener, Antoine-Sébastien Durand, Charles Spire, Jean Deforges, François-
Thomas Germain, e muitos outros.

Algumas das obras da coleção foram trazidas durante o leilão soviético das
telas de Hermitage.

Dos cerca de 6.000 itens das coleções do museu, há uma seleção de cerca de
1.000 para a exposição permanente.

O museu se localiza dentro de um parque, no cruzamento da Av. Berna e Av.


Antônio Augusto de Aguiar, em Lisboa.


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Parque das Nações


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Parque das Nações

O Parque das Nações existe desde 2012, com a Reforma Administrativa de


Lisboa, a mais recente paróquia da cidade.

Uma área residencial, comercial e de lazer desde a Exposição Mundial de


1998, cobre uma área extensa do lado nordeste de Lisboa, próximo ao estuário
do Tagua, anteriormente utilizada para principalmente propósitos industriais.

A área passou por uma tremenda transformação na década de 1990, quando


foi escolhida como sede para a Exposição Mundial. Após a exposição, a área
recebeu o seu atual nome (embora não seja incomum para os portugueses ainda
se referirem como "Expo"), e mais transformações ocorreram tais como a nova
galeria Vasco da Gama, o complexo da Feira Internacional de Lisboa, hoteis e
muitas edificações de escritórios e residenciais. Muitas atrações construídas para
a Expo 98 permaneceram e continuam atraindo visitantes, tais como o
Oceanário, um dos maiores aquários do mundo.

Aproveitando a sua posição geográfica, o Parque das Nações também uma


nova Marina, a Marina Parque das Nações, com 600 ancoradouros e
infraestruturas modernas, um pier ribeirinho para cruzeiros ou embarcações
históricas e um ponto exclusivo preparado para receber eventos náuticos e em
terra, um lugar para observação de pássaros, situado no Estuário do Rio Tagus,
um dos maiores e mais diversificados da Europa.

Estima-se que 15.000 pessoas atualmente vivam no Parque da Nações, que
reduziu à metade dos municípios de Lisboa e Loures. Após um movimento dos
moradores requerendo metade de Lisboa para anexar o pertencente a Lourdes,
assim integrando toda a área dentro do município de Lisboa, a área agora está
dentro de Lisboa e é a paróquia mais a nordeste da cidade.


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Oceanário de Lisboa

Situa-se no Parque das Nações, que foi a sede para as exposições da Expo 98.
É o maior aquário construído na Europa.

Arquitetura

O projeto conceitual, arquitetônico e de exposição do Oceanário de Lisboa foi


liderado por Peter Chermayeff da Peter Chermayeff LLC enquanto na
Cambridge Seven Associates. Dizem que se assemelha a um porta aviões, e foi
construído dentro de um pier em mar profundo. Chermayeff também é o
projetista do Oceanário Osaka, um dos maiores aquários do mundo, e muitos
outros em todo o mundo.

Exposições

O Oceanário de Lisboa tem uma grande coleção de espécies marinhas -


pinguins, gaivotas e outros pássaros; lontras marinhas (mamíferos); tubarões,
arraias; quimeras, cavalos marinhos e outros peixes ósseos; crustáceos; estrelas
do mar, ouriços do mar e outros equinodermos; anêmonas, corais e outros
cnidários; polvos, chocos, caramujos marinhos e outros moluscos; anfíbios;
águas-vivas; plantas marinhas e terrestres e outros organismos marinhos,
somando cerca de 16.000 indivíduos de 450 espécies.

A principal exposição é um tanque de 1.000 m2 (11.000 pés quadrados) e


5.000 m3 (180.000 pés cúbicos) com quatro grandes janelas em acrílico de 49
m2 (530 pés quadrados) em suas laterais, e uma janela para focalização
estrategicamente instalada para assegurar que esta seja uma componente
constante através do espaço da exposição. Tem 7m (23 pés) de profundidade,
que leva nadadores pelágicos a nadarem acima de cavernas inferiores, trazendo a
ilusão do mar aberto. Cerca de 100 espécies de quase todo o mundo são
protegidos neste tanque, incluindo tubarões, arraias, barracudas, garoupas e
moreias. Um peixe-lua é uma das principais atrações.


Quatro tanques ao redor do grande tanque central abriga quatro habitats
diferentes com sua flora e fauna nativa: a costa rochosa do Atlântico Norte, a
linha costeira da Antártica, as florestas de algas do Pacífico Temperado, e os
recifes de corais do Índico Tropical. Estes tanques são separados do tanque
central apenas por grandes folhas de acrílico para fornecer a ilusão de um único
tanque grande. Ao longo do primeiro andar, há 25 aquários temáticos adicionais,
com cada uma das características dos próprios habitats.
O Oceanário de Lisboa é um dos poucos aquários mundiais a abrigar um
peixe-lua devido as suas singulares e exigentes demandas de cuidado. Outras
espécies interessantes incluem duas grandes aranhas-caranguejos e duas lontras
marinhas chamadas Eusébio e Amália, nomes recebidos de duas referência
contemporâneas culturais portuguesas.


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Torre Vasco da Gama

A Torre Vasco da Gama é uma torre treliçada com arranha-céu de 145 m, em


Lisboa, Portugal, construída por sobre o Rio Tagus. Recebeu o nome do
explorador Português Vasco da Gama, que foi o primeiro europeu a navegar até a
Índia, em 1498.

Os arquitetos da torre foram Leonor Janeiro, Nick Jacobs e SOM (Skidmore,


Owings e Merrill). A estrutura em aço, representando a vela de uma caravela, foi
montada pela empresa de Engenharia, Martifer.

A torre foi erigida em 1998 para a Feira Mundial Expo 98. Nos 120 m, havia
um mirante e, logo abaixo deste, um restaurante panorâmico luxuoso. Aos pés da
torre, havia uma edificação de três andares que servia como Pavilhão da União
Europeia durante a Expo.

Tanto a plataforma para observação quanto o restaurante foram fechados em


outubro de 2004. Enquanto abertos, a torre era a estrutura aberta ao público mais
alta em Portugal (excluindo as pontes).

A edificação base foi arrendada para escritórios após o encerramento da expo,


mas não encontrou inquilinos. Ao invés disto, foi utilizada para eventos isolados,
como a estreia mundial do novo MINI carro, em 2001. Em 2006, a torre foi
escalada por Alain Robert, um alpinista urbano. Ele foi patrocinado pela
Optimus Telecomunicações, uma empresa portuguesa de telefonia móvel, que
utilizou a escalada como parte de uma campanha de marketing para um produto
lançado recentemente.

O Parque Expo recebeu autorização para um projeto de expansão nas


margens, para um hotel de luxo om 178 quartos em 20 andares, do arquiteto
português Nuno Leónidas. A edificação base foi demolida de julho a setembro
de 2007, e a construção do hotel começou em outubro de 2007. O hotel seria
chamado "Myriad do Grupo Sana Hoteis", administrado pela empresa
portuguesa Hotéis Sana. O mirante e o restaurante panorâmico continuariam
acessíveis por meio dos três elevadores panorâmicos existentes.


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Ponte Vasco da Gama

A Ponte vasco da Gama é uma ponte com tirantes de cabos, flanqueada por
viadutos e mirantes que permeiam o Rio Tagus no Parque das Nações em
Lisboa, capital de Portugal. É a ponte mais comprida da Europa (incluindo os
viadutos), comprimento total de 17,2km (10,7 mi), incluindo 0,829 km (0,5 mi)
para a ponte principal, 11,5 km (7,1 mi) em viadutos, e 4,8 km (3,0 mi) em
estradas destinadas ao acesso. Seu propósito é aliviar o congestionamento de
outra ponte (a Ponte 25 de Abril), e para interligar autoestradas anteriormente
desconectadas que partiam de Lisboa.

A construção começou em fevereiro de 1995; a ponte foi aberta ao tráfego em


29 de março de 1998, exatamente no período da Expo 98, a Feira Mundial que
celebrava o 500 aniversário da rota marítima da Europa a Índia, por Vasco da
Gama.

Descrição

A ponte comporta seis faixas, com limite de velocidade de 120 km/h (75
mph), exceto uma seção limitada a 100 km/h (60 mph). Em dias de ventos,
chuvosos e com nevoeiro, a velocidade limite é reduzida para 90 km/h 56 mph).
O número de faixas será ampliado para oito quando o tráfego atingir uma média
diária de 52.000 veículos.

Estradas de acesso norte

Viaduto norte - 488 m (1.601 pés)

Viaduto da Expo - 672 m (2.205 pés); 12 seções

Ponte principal - vão principal: 420 m (1.378 pés); vãos laterais: 203 m (666
pés) cada (comprimento total: 829 m ou 2.720 pés); pilares de concreto: 150 m
(492 pés) de altura; altura livre para navegaçao sobre ondas maiores: 45 m (148
pés);

Viaduto central - 6.351 m (20,84 pés); 80 seções pré-fabricadas 78 m (256


pés) de comprimento; 81 pilares com até 95 m (312 pés) de profundidade; altura
de 14 m (46 pés) a 30 m (98 pés)

Viaduto ao sul - 3.825 m (12,55 pés); seções com 45 m (148 pés); 84 seções;
85 pilares

Estradas de acesso sul - 3.895 m (12.78 pés); inclui a praça de pedágio (18
portões) e duas áreas de serviço


Construção e orçamento

O projeto de 1.1 bilhões de dólares foi dividido em quatro partes, cada uma
construída por uma companhia diferente, e supervisionada por um consórcio
independente. Havia até 3.300 trabalhadores no projeto simultaneamente, o que
levou 18 meses de preparação e 18 meses de construção. O financimanento foi
via um sistema de construção-operação-transferência da Lusoponte, um
consórcio privado que recebeu os primeiros 40 anos de pedágios em ambas as
pontes de Lisboa. O capital da Lusoponte é 50,4% de empresas portuguesas,
24,8% de francesas e 24,8% das britânicas. Já em agosto de 2013, a taxa por
passageiro de carro é €2.60 (até €11,55 para caminhão) ao norte (para Lisboa).
Não há taxas para o tráfego ao sul.

A ponte tem expectativa de vida de 120 anos, tendo sido planejada para
suportar velocidades do vento de 250 km/h (155 mph) e não se abalar durante
um terremoto 4,5 vezes mais forte que o histórico terremoto de Lisboa em 1755
(estimado em 8,7 na escala Richter). Os pilares da fundação, com até 2,2 m (7,2
pés) de diâmetro, foram direcionados para 95 m (312 pés) abaixo do nível do
mar. A pressão ambiental durante o projeto resultou na estensão dos viadutos do
lado esquerdo para o interior, a fim de preservar as áreas pantanosas submersas,
como também a inclinação dos postes de iluminação para evitar a luminosidade
sobre o rio.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Ponte Vasco da Gama
Estádio José Alvalade

O Estádio José Alvalade é um estádio de futebol em Lisboa, Portugal, sede do


Esporte Clube de Portugal, um dos maiores clubes do país. Substituindo o antigo
Estádio José Alvalade (1956), é on centro do complexo denominado Alvalade
XXI (que inclui uma galeria chamada Alvaláxia com um cinema com 12 telas,
uma academia de ginástica, o museu, um pavilhão esportivo, uma clínica, e um
prédio de escritórios), projetado pelo arquiteto português Tomás Taveira. Fpi
classificado pela UEF como um ginásio 5 estrelas, capacitando-o a sediar as
finais dos maiores eventos da UEFA. Este estádio - originalmente projetado para
receber apena 40.000 expectadores em qualquer tempo - tem capacidade de
50.095 e sua acústica programada para sediar grandes concertos. O estádio
também possui um total de 1.315 vagas de estacionamento no subsolo, incluindo
30 para portadores de necessidades especiais. Sua inauguração oficial foi em 6
de agosto de 2003 quando o Sporting jogou e venceu o Manchester United de 3 a
1. Também sediou a Final da Copa UEFA de 2005, entre Sporting e CSKA
Moscou, onde CSKA Moscou ganhou de 3 a 1. No exterior, o estádio apresenta
azulejos multicoloridos. Os assentos também são distribuídas em uma mistura de
cores aleatórias.

O estádio sediou cinco jogos da Euro 2004 da UEFA, onde um deles foi a
semifinal entre Portugal e os Países Baixos, onde Portugal ganhou de 2 a 1. Este
jogo ganhou o título de Melhor Organização em toda a competição.

O complexo, oficialmente conhecido como Alvalade XXI, custa €162


milhões, somado ao estádio quase €121 milhões e foi construído adjacente ao
terreno do Estádio José Alvalade (1956), agora demolido.

Depois de lidar com uma superfície de jogo pobre por anos, a diretoria do
Sporting inicialmente decidiu instalar o relvado sintético para a temporada 2011-
12, mas esta decisão foi mais tarde abandonada para o uso de iluminação
artificial pela Stadium Grow Lighting.

Distribuição de assentos

Lugares para portadores de necessidades especiais – 50

Camarotes – 1.542
VIP e assentos executivos – 1.968

Tribunas – 100

Assentos públicos (nível A) – 24.261

Assentos públicos (nível B) – 21.970

Lugares para a imprensa-204

Transportes

O Estádio é servido pela Estação Campo Grande da Metrô de Lisboa e um


terminal de ônibus servida por várias empresas. A Segunda Circular, um grande
anel viário de Lisboa, se estende próximo e o estádio pode ser alcançado via a
saída Estádio de Alvalade. Há vários estacionamentos ao redor do estádio.


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Estádio da Luz

O Estádio da Luz, oficialmente chamada Estádio do Sport Lisboa e Benfica, é


um estádio múltiplo uso localizado em Lisboa, Portugal. Mais utilizado para
jogos de futebol, sedia os jogos da casa do S. L. Benfica. Também é chamado A
Catedral pelos torcedores do Benfica. Foi aberto em 25 de outubro de 2003, com
um jogo amistoso entre Benfica e o Nacional de Montevideo.

É um estádio categoria quatro pela UEFA e o vigésimo primeiro maior em


capacidade na Europa. O Estádio da Luz sediou vários jogos da Euro 2004
UEFA, incluindo as finais, e sediou a Final da Liga dos Campeões da UEFA
2014. O estádio Benfica anterior com 120.000 assentos, também chamado
Estádio da Luz, foi demolido em 2003, e o novo foi construído com uma
capacidade máxima de 65.647, tornando-o o vigésimo primeiro maior em têrmos
de capacidade. O HOK Sport Venue Event (agora Populous) projetou o estádio
para utilizar toda a luz natural possível. O Estádio da Luz original sediou a
segunda etapa da Final da Copa UEFA 1983, a final da Copa dos Campeões
Europeus 1992 e a Final do Campeonato Mundial Juvenil da FIFA 1991
realizada em Portugal, com a presença de 127.000. O estádio original substituiu
o Estádio do Campo Grande.

O antigo estádio recebeu o nome em homenagem à Igreja de Nossa Senhora
da Luz e a população de Lisboa usualmente o chamava Luz, então o nome
comum se tornou Estádio da Luz, que usualmente é traduzido para o inglês como
"Stadium of Light"".

Características do Estádio

O arquiteto Damon Lavelle projetou o estádio focando na luz e transparência,


oferecendo um incentivo para que o estádio fosse chamado "Estádio da Luz", já
que o original tinha o mesmo nome. O teto em policarbonato do estádio permite
a entrada dos raios solares, iluminando o estádio. O teto, que é suportado por
vigas de quatro arcos em aço, parece flutuar nas tribunas subjacentes. Os arcos
medem 43 metros de altura e ajuda a definir o visual do estádio, após ter sido
moldada para ser semelhante ao perfil ondulado das três camadas do estádio.

O retorno do Benfica

Com o novo estádio, o Benfica se tornou mais confidente. Na temporada


2003-2004, o Benfica conquistou a Taça de Portugal, após vencer o FC Porto na
final, 2-1. Na temporada de 2004-05, o Estádio da Luz foi o local para vitória de
1-0 sobre o Sporting, antes do empate 1-1 contra o Boavista que garantira o
campeonato. Após o último apito, milhares de fãs se juntaram no estádio para
celebrar o 31 campeonato. Em 2009-10, o Benfica derrotou o FC Porto de 1-0,
um vitória importante para vencer seu campeonato. Em 21 de 2014, o Benfica
conquistou seu 33 campeonato após derrotar o Olhanense de 2-0 em casa. O
Benfica também tem se qualificado para as duas finais da Liga da Europeia,
enquanto joga no novo estádio.

O estádio alcançou a marca de mais de 11 milhões de espectadores em seu 10º


aniversário.


Jogos notáveis

Estreia

Na estreia, o Benfica venceu o Nacional de Montevideo de 2-1. Nuno Gomes,


do Benfica, marcou ambos os gols, se tornando o primeiro artilheiro na história
do Estádio da Luz.

Euro 2004 UEFA

Na primeira quartas de final entre a Inglaterra e Portugal, os ingleses abriram


o placar depois de apenas dois minutos, através de Michael Owen. Uma pressão
de ataque constante de Portugal resultou então em empate aos 83 minutos, por
Hélder Postiga. Um polêmico incidente veio nos minutos finais, Michael Owen
bateu na trave, resultando em uma cabeçada de Sol Campbell, que parecia ter
dado a liderança Inglaterra novamente, mas sua cabeçada foi descartada, pois
considerada pelo árbitro uma falta sobre o goleiro português Ricardo Pereira. Os
lados trocaram gols na prorrogação, levando o jogo aos pênaltis e Portugal
ganhou de 6 – 5; o goleiro de Portugal Ricardo salvou defendeu um pênalti de
Darius Vassell e depois marcou o gol da vitória.

O time nacional de futebol de Portugal

Os jogos nacionais posteriores foram realizados no estádio.


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Gare do Oriente

A Gare do Oriente ou Estação Orient de Lisboa é um dos principais centros de


transportes em Lisboa, Portugal. Foi projetada pelo arquiteto espanhol Santiago
Calatrava e construída por Necso. Foi concluída em 1998 para a feira mundial
Expo 98 no Parque das Nações, onde se localiza.


Engloba a estação de Metrô de Lisboa, um centro ferroviário regional e
comutável de alta velocidade, uma estação de ônibus internacional, nacional e
local, um shopping center e uma delegacia.

A estação ostenta considerável semelhança com a mais recente Galleria Allen


Lambert, de Calatrava, dentro de Brookfield de Toronto. Pode-se também
encontrar alguma influência da arquitetura gótica.

A Estação Oriente é uma das maiores do mundo, com 75 milhões de


passageiros que a torna tão frequentada quanto o Grande Terminal Central em
Nova Iorque.

A Gare do Oriente é a estação (que combina ônibus, trem e metrô) mais


movimentada, lidando com mais passageiros que a Grande Estação Central de
Nova Iorque, mas o complexo foi sabiamente projetado, assim os visitantes se
estressam pouco. A estação se anexa ao grande shopping center Vasco da Gama
e há boas amenidades dentro da Estação Oriente. A Gare do Oriente deve ser a
escolha favorita para saídas e chegadas em coche comparada às estações
rodoviárias antigas e ultrapassadas da capital.

A Estação Oriente foi construída como parte do programa de construção da


Expo ´98 e seu estilo é ultra moderno, com reflexo da arquitetura gótica,
significando que a maior parte dos visitantes ficam surpresos ao visitarem a
estação pela primeira vez.

A Gare do Oriente é o principal terminal para Lisboa e a rota interurbana de


alta velocidade Alfa Pendular, que se estende pelo país. Dali há serviços rápidos
regulares ao norte de Coimbra e Porto e ao sul para Albufeira e Faro. Há também
serviços mais lentos que conectam a maioria das cidades de Portugal. A partir da
Gare do Oriente, não há serviços ferroviários para Sintra ou Cascais; estes trens
partem de Rossio (Sintra) e Cais de Sodré (Cascais).

A empresa de ônibus Renex utiliza a estação rodoviária Oriente com principal


centro. A Renex tem muitas rotas rodoviárias que conectam Lisboa a importantes
cidades de Portugal e as suas principais bilheterias se localizam na estação
rodoviária Oriente. A empresa de coches espanhola Auto-Res utiliza a Oriente
como seu terminal em Lisboa e dali há muitos serviços para as grandes cidades
da Espanha. A outra grande operadora de coches Rede Expressos utiliza a
estação rodoviária Sete Rios como seu centro principal em Lisboa.

A estação ferroviária Gare do Oriente é uma grande estação de metrô que por
muitos anos foi a última parada da linha vermelha de metrô, agora se estende até
o aeroporto e foi aberta em setembro de 2012. A estação de metrô Gare do
Oriente está nos pisos inferiores da estação sob uma sólida estrutura de pilares
em concreto arqueados e interligados. A linha vermelha do metrô não se estende
ao centro de Lisboa e há a necessidade de mudança da linha amarela, azul ou
verde.

História

A estação ferroviária da Gare do Oriente foi construída como um terminal de


passageiros para a Expo ´98, realizada logo a oeste da estação. O comitê
organizador convidou designers para submeter projetos para a estação de muitas
camadas que também poderia funcionar como um salão de exposição durante o
evento. O designer espanhol Santiago Calatrava foi selecionado em 1994 e a
construção começou um ano depois. A estação foi oficialmente inaugurada em
19 de maio de 1998, dois meses antes do início da Expo ´98.


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Outras atrações


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Cristo Rei

A estátua de Cristo Rei é um monumento católico e santuário dedicado ao


Sagrado Coração de Jesus, avistando a cidade de Lisboa, na parte central de
Portugal. Fo inspirada no Cristo Redentor, estátua do Rio de Janeiro (Brasil),
após a visita do Patriarca Cardeal de Lisboa àquele monumento. O projeto foi
inaugurado em 17 de maio de 1959, no período que Portugal estava sendo
governado pelo Presidente autoritário do conselho de Ministros Antônio de
Oliveira Salazar, (a permissão para a construção do monumento foi recentemente
dada por Salazar). A estátua gigante em concreto foi erigida para expressar
gratidão porque os portugueses tinham sido poupados dos efeitos da Segunda
Guerra Mundial.

História

A construção do Cristo Rei foi aprovada pela conferência do Episcopado


português, realizado em Fátima em 20 de abril de 1940, como uma súplica a
Deus para livrar Portugal de entrar na Segunda Guerra Mundial. Contudo, a ideia
se originou de uma visita do Patriarca Cardeal de Lisboa ao Rio de Janeiro, em
1934, logo após a inauguração da estátua do Cristo Redentor, em 1931.

Em 1941, o terreno que finalmente seria utilizado para a construção do


monumento foi adquirido. Foi apenas em 1949, quando a pedra angular foi
finalmente posta no local, e gerenciada pelo Episcopado português. A construção
começou em 1949 e levou dez anos para ser concluída, fundada e apoiada pelos
membros do Apostolado da Oração. Ainda, seria apenas em 1952 que a primeira
construção aconteceria no local: naquele período, as fundações do monumento
foram estabelecidas pela Empresa de Construções PCA (no período, custando
3.020 contos).

A inauguração da maior parte da estrutura oficialmente iniciou em 17 de maio


de 1959, e durate a metade do século 20. Foi em 1984, o 25 aniversário do
Santuário, que a Capela de Nossa Senhora da Paz foi logo inaugurada. Além
disso, um plano geral foi aprovado para dar novas condições aos terrenos do
Santuário, sob a direção de Luiz Cunha e Domingos Ávila Gomes, que incluíram
a construção da edificação do Santuário, que integravam a reitoria, a
administração, a capela, as salas de reunião e galerias de exposição.

Quando, em 16 de julho de 1975, o Papa Paulo VI criou a Diocese de Setúbal


segundo a bula papal Studentes Nos o Monumento a Cristo Rei e o Seminário de
Almada permaneceu sob o controle do Patriarcado de Lisboa. Em junho de 1999,
o local passou a ser comandado pela Diocesa de Setúbal, que imediatamente
trabalhou para restaurar o monumento. A autoridade municipal foi responsável
pelas obras públicas que, começadas em maio de 2001, para limpar a área e
reorganizar os espaços públicos, sob a supervisão técnoca da Escola de Ciências
e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Após estas restaurações e
projetos de manutenção, o monumento foi reaberto em cerimônia solene
ocorrendo em 1 de fevereiro de 2001. Devido a sua importância nacional, a
Conferência dos Bispos determinou que os fundos coletados pelo pais em 23 de
novembro de 2003 seriam aplicados para o pagamento da restauração.

De modo a apoiar os peregrinos no local, em junho de 2004 novos espaços


foram inaugurados na edificação do Santuário, incluindo uma sala de janter com
capacidade para 150 pessoas e dois dormitórios segregados. Seguiu-se a estes em
17 de maio de 2005, com a inauguração de uma área para refeições de 150
pessoas e sala de reuniões para 80 pessoas, além de dois dormitórios segregados,
sala de jantar e cozinha.

As melhorias para o monumento de Cristo Rei começaram em 2006. Em 17 de


maio aquele ano, a Capela de Nossa Senhora da Paz foi inaugurada, sob a
colaboração do arquiteto João de Sousa Araújo. Quase no mesmo período, no
ano seguinte (17 de maio de 2007), o salão do Papa João XXIII foi aberto, com
oito telas à óleo, do mesmo arquiteto, incluindo imagens da encíclica Pax in
Terrie e estátua do Anjo de Portugal. Similarmente, a antiga alta cruz do
Santuário de Fátima foi doada ao Santuário, e revelada no mesmo dia. Em 25 de
novembro de 2005, a principal sacristia recem remodelada na capela no
monumento,quen destacava a estátua original do monumento do escultor
Francisco Franco, foi reaberta.

Em 17 de maio de 2008, a Capela dos Confidentes do Coração de Jesus,


contendo relíquias valiosas foi inaugurada junto com os Dez Mandamentos em
bronze, que foram postos na face principal do Monumento.

A inauguração da Capela do Sacramento Abençoado (6 de janeiro de 2009


testemunhou a apresentação de duas telas relacionadas às revelações feitas por
Santa Margaret Mary Alacoque e outro, que estava sobre o tabernáculo.

Arquitetura

O monumento está sobre uma falésia isolada de 133 metros sobre o mar,
avistando a margem esquerda do Rio Tagus. Originalmente construído na
paróquia civil de Pragal, agora se situa dentro da paróquia de Almada, no
município do mesmo nome. É o ponto mais alto do município de Almada, em
um platô dominado pela Ponte 25 de Abril, e perto da Estação Elevatória e
Reservatório do Pragal. É acessível de Lisboa, de carro, (sobre a Ponte 25 de
Abril, a leste do cruzamento), de trem, pela estação em Pragal e por balsa (o
Cacilheiro) sobre o Tagus, através do porto de Cacilhas em Almada.

O monumento consiste de um pedestal trapezoidal de 82 metros (269 pés) de


alltura, formado por quatro arcos com plataforma plana, suportando a imagem de
Cristo de 28 metros (92 pés). Sua base foi projetada pelo arquiteto Antônio Lino
na forma de portão enquanto a estátua de Cristo Rei foi projetada pelo escultor
Francisco Franco de Sousa. Os quatro arcos do pedestal são orientados pelas
direções da rosa dos ventos. A figura de Cristo, comparável ao Cristo Redentor,
no Rio de Janeiro, forma uma cruz, com os braços estendidos para a cidade de
Lisboa, como se a abraçasse. Devido a estas questões de segurança, o
monumento foi aposto suficientemente distanciado dos penhascos sobre os quais
predomina.

Na base da estátua, há um mirante, a 82 metros (269 pés) que oferece vistas


panorâmicas da cidade de Lisboa, o Rio Tagus e a Ponte 25 de Abril.

Sob a estátua, ocupando um quinto da altura do pedestal está a Capela de


Nossa Senhora da Paz, com entrada na fachada norte. Este espaço é
distintivamente diferente, em alvenaria, a fachada norte encimada por uma cruz e
as fachadas restantes ocupadas por portas estreitas. No interior de dois dos
pilares, há um sistema de elevador com acesso ao terraçoa; a estátua tem 79,30
metros em altura, e avista do alto o Tagus (192 metros, sobre o rio).

Ao sul do monumentom, está o Santuário, compreendendo um volume


retangular de três alas, com fachadas cobertas com tijolos. Em 1987, foi
planejada a construção de 18 diferentes edificações e espaços ao redor do
monumento ( que inlcuia restaurante, guaritas, um complexo comercial,
estacionamento e santuário), dos quais apenas alguns foram construídos. O mais
notável foi a construção de um centro para visitantes e o Santuário.

Interior

O interior do monumento se divide em vários espaços, incluindo: uma


biblioteca, um bar, dois salçoes e uma capela principal. Dois espaços religiosos,
um dedicado à Capela de Nossa Senhora da Paz e o outro a Capela dos
Confidentes de Jesus, com relíquias, para veneração pública (de Santa Margarete
Maria Alacoque, São João Eudes e Santa Faustina Kowalska, como também,
Santa Maria do Divino Coração) relacionado às revelações do Sagrado Coração
de Jesus).


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Museu Nacional de Arte Antiga

O Museu Nacional de Arte Antiga é um museu de arte em Lisboa, Portugal.

O museu é também conhecido como MNAA e como o Museu das Janelas


Verdes, devido à sua localização à Rua das Janelas Verdes. Situa-se no Palácio
de Alvor-Pombal, um antigo palácio do Conde de Alvor, mais tarde comprado
pelo Marquês de Pombal.

História

O Museu tem suas raízes na abolição das ordens religiosas em 1833 e a


confiscação dos mosteiros em Portugal, que trouxe tesouros da arte religiosa e
ornamentos ao público. Instigado pelo político liberal Passos Manuel, a
Academia de Belas Artes foi fundada em 1836, e sua sede estabelecida no antigo
mosteiro de São Francisco da Cidade (próximo a Chiado, em Lisboa). Embora
inicialmente dedicada ao incentivo de novos artistas. naquele mesmo ano, a
Academia fundou a Galeria Nacional de Pintura nos andares inferiores da
edificação, como divisão subsidiária para a seleção, cuidado e exposição de
algumas das melhores peças da arte monástica que fôra expropriada então
guardada pelo governo. Um júri da Academia selecionou algumas das 540 telas
para a Galeria. Presumivelmente, a maioria destas eram peças religiosas,
originalmente portuguesas.

No caos posterior às Guerras Liberais portuguesas, algumas das coleções de


arte particulares de famílias nobres arruinadas foram expropriadas ou
comercializadas. De particular significado, era a coleção de pinturas de antiga
desgraçada rainha, a recente Carlota Joaquina, que foi adquirida pelo governo
português e doada à Academia em 1859. O antigo rei Ferdinando II de Portugal,
um conhecedor das belas artes, assegurou o seu patrocínio real (foi renomeada
Academia Real de Belas Artes, em 1862) e, em 1865-67, Ferdinando II fez uma
série de doações em dinheiro substanciais, dando à Galeria um orçamento para
aquisição independente, tornando possível a compra de peças por parte dessa no
mercado de arte.

Conforme a iniciativa de Francisco de Sousa Holstein (primeiro Marquês de


Sousa Holstein), um vice-inspetor da Academia Real, em 1868, as salas da
Galeria foram transformadas em um melhor espaço de exposição para sua
coleção em expansão e aberta ao público. No entanto, as instalações
permanecerma inadequadas - era terrivelmente úmida, apertada e ainda
percorrida por visitantes não relacionados (que tinha, a partir daquele momento,
se tornado algo como um passatempo para artistas boêmios e estudantes
desgrenhados. Em 1875, um comissão liderada por Sousa Holstein recomendou
a fundação de um museu mais permanente e mais amplo longe da edificação da
Academia de Chiado.

m 1881, a divisão educacional da Academia foi fechada e se transformou na


Escola Real de Belas Artes (agora parte da Universidade de Lisboa), com A
Academia Real de Belas Artes adequadamente limitada às atividades culturais.

Em 1881, o diretor da Academia alugou o Palácio das Janelas Verdes, do


século 17, a antiga residência dos Condes de Alvor em Lisboa, que tinha sido
tomada pelo Marquês de Pombal depois de 1759 e vendida ao seu irmão, o
Cardeal-Inquisidor Paulo Antônio de Carvalho e Mendonça (embora também
conhecida como o Palácio de Pombal-Alvor). Mais tarde vendido ao convento
carmelita de Santo Alberto, na vizinhança, o palácio retornou às mãos
particulares após a dissolução de 1833. Guedes intensionava utilizá-la como
espaço temporário para um exposição internacional sobre arte ornamental
iberiana. ("Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portuguesa e
Espanhola") organizada pelo Museu Kensington South (agora o Vitoria &
Albert) em Londres, que marcou uma visita a Lisboa em 1882. O governo
anteriormente comprara o Palácio das Janelas Verdes em junho de 1884, e o
reformulou como o Museu Nacional de Belas Artes e Arqueologia,
anteriormente fundado em 11 de maio de 1884, para abrigar o que era conhecido
como os "Museus Centrais" do Estado e o implantou na gestão da Academia
Real.

Após a revolução republicana de 1910, o acordo foi revisado e a


administração do museu parou de depender da Academia Real (agora renomeada
Academia Nacional de Belas Artes). Sob um Decreto de 26 de maio de 1911, as
coleções foram separadas e dois museus independentes e isolados criaram - O
Museu Nacional de Arte Antiga, no Palácio das Janelas Verdes, e o Museu
Nacional de Arte Contemporânea no antigo local da Galeria da Academia, em
São Francisco da Cidade (desde então renomeada o Museu Chiado). A mais
recente data de suspensão das coleções foi aproximadamente 1850, tudo antes
daquela destinada à Arte Antiga.

O primeiro diretor do museu MNAA foi o enérgico José de Figueiredo, que


prontamente começou a reformar o muses com base no último planejamento e
princípios de exposição e o reorientou decisivamente para telas. Figueiredo foi o
primeiro a estudar e identificar a autoria e significado dos Paineis de São
Vicente, um políptico do século 15 descoberto em c.1882 e atribuído a Nuno
Gonçalves, por Figueiredo. Os painéis de São Vicente foram instalados no
museu em 1916 e talvez seja a peça mais conhecida.

Em 1940, o MNAA teve as suas instalações expandidas com a aquisição do


vizinho convento de Santo Alberto e se tornou um anexo conextado por uma
passarela. A capela do convento, um belo exemplo da arte e arquitetura barroca
portuguesa do século 18, foi incorporado às exposições.

Coleção

A coleção do museu inclui telas, esculturas, trabalhos em metal, têxteis,


mobília, desenhos, e outras formas de arte decorativa desde a Idade Média aos
primórdios do século 19. As coleções, especialmente aquelas dos séculos 15 e
16, são particularmente importantes, relacionadas à história da pintura, escultura
e trabalhos em metal portugueses.

Pintura

Talvez a obra mais famosa guardada no museu seja os Painéis de São Vicente,
que datam de antes de 1470 e são atribuídos a Nuno Gonçalves, pintor da corte
do Rei Afonso V. Os seis grandes painéis mostram pessoas de todos os níveis da
sociedade medieval portuguesa recente venerando São Vicente, em um dos
primeiros portaretratos colecionáveis da arte europeia. Há sessenta portaretratos
nos painéis.

O museu também tem obras importantes de pintores ativos do século 16, tais
como Jorge Afonso, Vasco Fernandes, Garcia Fernandes, Francisco de Holanda,
Cristóvão Lopes, Gregório Lopes, Cristóvão de Figueiredo, Francisco
Henriques, Frei Carlos, e outros.
A pintura do século 17 até os primórdios do século 19 é bem representada
pelas obras que incluem aquelas de Josefa de Óbidos, Bento Coelho da Silveira,
Vieira Portuense, Domingos Sequeira, e Morgado de Setúbal.

As obras em metal portuguesas é um outro destaque do museu. Dentre as suas


coleções, estão peças notáveis dos séculos 12 a 18. Um dos exemplos mais
notáveis é a famosa custódia de Belém. Poderá ter sido feita pelo teatrólogo, ator
e poeta, Gil Vicente. De acordo com um inscrição na custódia, foi criada a partir
o ouro trazido de volta de KIlwa (África Oriental) a Portugal em 1504-05, pelo
Almirante Vasco da Gama.

A seção de pinturas europeias do museu é significativa e é representada por


Jacob Adriaensz Backer, Bartolomé Bermejo, Tríptico da Tentação de Santo
Antônio de Hieronymus Bosch, Pieter Brueghel, o Jovem, David Gerard, São
Jerônimo em Seus Estudos, de Albretch Durer, Lucas Cranach, Piero della
Francesca, Jan Gossaert, Hans Holbein, o Velho, Pieter de Hooch, Adriaen
Isenbrandt, Quentin Metsys, Hans Memling, Antonis Mor, Joachim Patinir, Jan
Provost, Raphael, José Ribera, Andrea del Sarto, David Teniers, o Jovem,
Tintoretto, Anthony van Dyck, Diego Velásquez, David Vinckeboons, Hendrick
Cornelisz Vroom, Francisco de Zurbarán, François Boucher, Nicolas Poussin e
outros.


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Campo Pequeno de Touradas

O Campo Pequeno de Touradas é o campo de Lisboa, Portugal. Siatua-se na


Praça Campo Pequeno, na Avenida da República. Após uma profunda
renovação, foi reaberta como local multieventos em 2006, projetado para ser
utilizado para vários eventos além das touradas. Sedia uma variedade de
apresentações e tem recebido muitas bandas famosas. Inclui um shopping center
no subsolo, restaurantes e um estacionamento.

Historia

O campo de touradas de Lisboa foi construído entre 1890 e 1892, conforme o


projeto do arquiteto português António José Dias da Silva. Seu projeto teve
como inspiração o campo de touradas de Madri, de Emilio Rodriguez Ayuso,
mais tarde demolido. O estilo é o neo-mudéjar, um estilo romântico inspirdao na
arquitetura antiga árabe da Ibéria. O novo campo de touradas de Lisboa
substituiu uma antiga, localizada no Campo de Santana.
A edificação

O campo de tourada tem um planta baixa circular com quatro grandes torres
octogonais em cada ponto cardinal com abóbadas de aparência oriental. A torre
do lado oeste tem um típico formato de ferradura. Toda a superfície da
edificação é coberta de tijolos em cor laranja. A arena interna tem 80 metros de
diâmetro e é coberta com areia.

Touradas

Ao contrário das touradas espanholas, em Portugal o touro é morto no final da


luta. Isto foi decretado pelo rei Miguel de Portugal, durante seu reino de 1828-
1834 já que ele considerava desumano.


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Museu Nacional do Azulejo

O Museu Nacional do Azulejo em Lisboa é um dos mais importantes em


Portugal, com sua singular coleção dedicada ao azulejo, expressão artística
distinta da cultura portuguesa, e a edificação esquisita no qual é instalado, o
antigo Convento da Mãe de Deus, fundado em 1509 pela Rainha Leonor (1458-
1525).

Na coleção, destaca-se um painel em azulejo, mostrando uma vista geral de


Lisboa antes do terremoto de 1755.

História do MNAz

Após as intervenções de José Maria Nepomuceno e Liberato Telles, as


edificações do Convento e Igreja da Mãe de Deus têm sido o assunto de
numerosos reparos e alterações de espaços sempre como parte do Asilo Maria
Pia. Para o local, paineis de azulejo foram conduzidos e armazenados, de outros
locais, originalmente eram destinados a decorar o interior da edificação, mas
finalmente permanecem guardados em caixas.

Então surgiu a hipótese de colocar sob a tutela do Museu Nacional de arte


antiga diversos monumentos, a fim de tomar para salvaguardar seus ativos,
fornecidos em uma carta de seu diretor João Couto, datada de 15 de dezembro de
1954, a Igreja e dependências da Mãe de Deus em Xabregas devem ser
consideradas como exposições do Museu Nacional de Arte Antiga.

O 500 aniversário do nascimento da Rainha Leonor.

A fim de apresentar uma exposição que comemorasse o 500 aniversário do


nascimento da Rainha Leonor, a Fundação Calouste Gulbenkian arcou com os
custos da ampla restauração, a saber, o claustro e pinturas, a Igreja da Mãe de
Deus.

Em 1957, nós começamos um serviço preparatório, considerando a tarefa de


classificação de todo o conjunto como um monumento nacional, e a aprovação
por um decreto ministerial em 12 de novembro de 1957; foi dada a sua
integração no Museu Nacional de Arte Antiga, através de políticas específicas
para a salvaguarda dos ativos.

Quando, em 7 de janeiro de 1958, a exposição terminou, as edificações foram


transferidas para a custódia do museu, e logo a questão sobre o uso do espaço
para a instalação de um Museu do Azulejo logo surgiu.

Um museu do azulejo
Na realização da transferência dos azulejos para a Mãe de Deus, estando
ocupado com a montagem e organização, o Engenheiro João Miguel dos Santos
Simões, membro pleno da Academia Nacional de Belas Artes, responsável por
comandar os estudos sobre os azulejos da Fundação Calouste Gulbenkian e um
auxiliar na conservação do Museu Nacional de Arte Antiga.

Em 1965, o Diretor Geral da Faculdade de Belas Artes, concluindo que


estudaria a possibilidade da abertura do museu ao público, em parte dado como
objetivo principal. considerada essencial a criação das condições para a sua
realização.

Numa informação datada de 12 de dezembro de 1967, Santos Simões se refere


à exposição, que ocorreu em 30 de setembro, no Museu do Azulejo, afirmando
que embora pudesse se r aberto ao público, como se apresenta, era desejável que
abreviassem a obras dos reparos menores e acabamentos.

Em 3 de fevereiro de 1971, Santos Simões enviou uma carta oa diretor do


Museu Nacional de Arte Antiga, impele a necessidade de uma reunião urgente
de todas as instituições envolvidas no Convento da Mãe de Deus / Museu do
Azulejo, a fim de revisar a questão sobre a sua inauguração imperiosa. A fim de
continuar sua tarefa, iniciada por Santos Simões, Rafael Salinas Calado, foi
convidado em 1793 por José Maria Mendonça a cuidar da Seção de Cerâmica do
Museu Nacional de Arte Antiga, localizado no antigo Convento da Mãe de Deus,
desde 1959.

O Decreto-Lei Nº. 404/80 de 26 de setembro emancipou o Museu do Azulejo,


tornando-o nacional e lhe dando poderes em relação ao Museu Nacional de Arte
Antiga, que passou a ser um anexo a partir de 18 de dezembro de 1965.

A edificação

A fundação

Fundada sob iniciativa da Rainha Leonor (1458-1525), esposa do Rei João II e


irmã de Manuel, o convento da Mãe de Deus foi inicialmente compreendido por
algumas casas e pomares compradas pela viúva de Álvaro da Cunha,
constituindo um modesto núcleo com o objetivo de acomodar um pequeno grupo
de freiras franciscanas da Ordem de Santa Clara, recém chegadas ao convento de
Jesus em Setúbal. A igreja, espaço fundamental ára a comunidade, concluído
apenas mais tarde.
O local onde o conjunto monástico da Mãe de Deus cresceu, era um dos mais
bonitos lugares do termo de Lisboa, do rio e cidade dos jardins e pomares que
abasteciam a cidade. O núcleo original do mosteiro é pouco conhecido hoje,
embora seja seguro partir do princípio que sua planta repete a do Mosteiro da
Rosa, e apenas um registro iconográfico que relata a chegada das relíquias de
Santa Auta ao convento, que na verdade ocorreu em 1517, mostra uma
edificação com imprecisões na representação arquitetural no nível das
proporções visíveis, e um certo exagero decorativo.

O conjunto deixado por Leonor, no período de seu falecimento, era realmente


apertado, e as reclamações das freiras levavam à realização de uma grande
campanha de remodelação conduzida pelo Rei João III.

A campanha de João III

Conforme a documentação do período, João III encomendou o arquiteto


Diogo de Torralva para projetar uma nova igreja para a Mãe de Deus, com
dimensçoes maiores e um novo coro. As crônicas do convento também relatam
que a antiga igreja de Leonor foi adaptado à casa do capítulo. Também neste
ano, é o claustro com seus balcões e devotíssimas capelas com pedras.

Nasceu assim, uma edificação de raízes clássicas com uma capela-mor em


planta quadrada, coberta por uma cúpula, cujo o embarrilamento seria rasgado
por janelas, que as freiras pediram para interromper devido a sua grande
devassidão.

O Rei João III tinha tanta devoção ao convento, que construiu uma ponte a
partir do palácio, contígua à igreja, de modo a participar da missa na atual
galeria. Nas palavras de Frei Jerónimo de Belém para melhor expressar seu amor
"foi enviado para retratar e rainha, sua esposa e, em dois quadros os seus retratos
no coro."

"Uma igreja inteira costurada em ouro"

No final do século 17, o Rei Pedro II apressou-se novamente para reparar


novamente o Mosteiro da Mãe de Deus, das Freiras da Ordem Mendicante de
Santa Clara.Para este fim, chamaram João Rebello de Campos, Advogado da
Mitra do Bispo Jerônimo Smith e um grande gênio para realizar o planejamento
para titulares de edificações, conforme Diogo Barbosa Machado.
Esta campanha foi feita especialmente devido ao nível decorativo, porque a
partir deste período (1670-1690 a.C.) a elaboração das pinturas dos tetos da
igreja, coro alto e e corpo da igreja da oficina de Mark Cross e Bento Carvalho.
Os paineis de azulejos holandeses foram apostos em 1686, custeados por Luis
Correia da Paz, representante da Câmara de Comércio do Brasil, onde, por sua
vez, recebeu autorização das freiras para sepultar com cantorias e sons, junto
com os membros de sua família. Além das pinturas e azulejos, a igreja recebeu
altares e molduras douradas que decoravam a igreja no coro alto.

Em 1707, Frei Agostinho de Santa Maria testemunhou as obras do barroco do


século 17: a igreja aberta em cantorias; não apenas para a consolação espiritual,
recebendo suas almas que nela entram, tudo isso, mas ainda os ornamentos, e
asseio da riqueza, tudo em ouro; e adornados com ricas e belas pinturas.

O reinado de João V trouxe novas campanhas decorativas ao Mosteiro.


Supervisionado pelo Padre José Pacheco da Cunha foi construído um novo
refeitório (1746-1750) onde ele trabalhava para o pintor André Gonçalves, o
escultor mestre Adauto Félix da Cunha, o carpinteiro Antônio da Silva, o mestre
serralheiro Manuel da Rocha e os lavrantes Luis Amaro e João Gonçalves.

O terremoto de 1755 causou algum prejuízo na edificação, em particular da


igreja, vizinha ao coro, a destruição do altar, pinturas se descascando do teto da
igreja e do coro alto.

O Rei José investiu nos artigos do acordo que consistia na implementação de


novas cadeiras, restauração e produção de novas pinturas. Participaram
novamente desta campanha, o pintor André Gonçalves e o gravador Felix
Adauto e os douradores Vicente Ribeiro, José Joaquim Bernardino e o Mestre
Carpinteiro. Os artistas são o primeiros documentados de três pinturas a óleo
para a igreja e a implementação do douramento do púlpito, respectivamente.

Esta produção em massa trouxe entusiasmo entre os fieis devido à decoração


geral dos espaços. característico do barroco, e a riqueza dos materiais (azulejos
azuis, os entalhes dourados, pinturas a óleo policrômicas), contribuindo na
exemplificação do conceito geral da arte.

O Asilo Maria Pia

O século 19 trouxe as profundas modificações institucionais e funcionais, e


com a extinção das ordens religiosas em 1834, as atividades de culto daquela
instituição terminaram.

A partir de 1896, as extensivas obras de restauração destinadas à conversão


dos espaços disponíveis e sua adaptação ao novo serviço civil - a instalação do
Asilo D. Maria Pia, conforme uma atitude histórica compreensível na cultura
romântica tardia existente.

Para este local, os paineis em azulejo foram transformados e armazenados,


que tinham sido originalmente destinados a decorar os espaços, mas no final
permaneceram armazenados em caixas.


O MNAz

Nos primórdios do século vinte, de modo a serem tomados para salvaguardar


seus ativos, muitos monumentos passaram a ser tutelados pelo Museu Nacional
de Arte Antiga, desde quea Igreja e dependências da Mãe de Deus em Xabregas,
deveriam ser considerados anexos do museu nacional.

Com as celebrações do quinto centenário do nascimento da Rainha Leonor, a


Fundação Calouste Gulbenkian financiou grandes projetos no claustro do
convento, para a realização de uma grande exposição evocativa. Quando, em 7
de janeiro de 1958, a exposição terminou, imediatamente a questão do uso dos
espaços para a instalação do Museu do Azulejo foi levantada.
Sob a orientação attentive and knowledgeable do Sr. João Miguel dos Santos
Simões, o Museu do Azulejo foi aumentando; sala de estar, conquistando o
espaço ocupado pelas oficinas do Asilo Maria Pia.

Finalmente, em 26 de setembro de 1980, o Museu do Azulejo se emancipou,


tornando-se nacional e ganhando poder em relação ao Museu Nacional de Arte
Antiga, que constituía um anexo desde 18 de dezembro de 1965.

Como qualquer organização, as edificações também precisavam crescer, ser


valorizadas, focando em seus lugares memoriais e experiências passadas,
tornando-se, para tudo isto, espaços de vida.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Museu Nacional do Azulejo
Cidades próximas


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Fátima

Fátima é uma paróquia civil no município de Ourém, na Região Central


Portuguesa. Com uma população de 11.538 habitantes em 2011, a paróquia na
verdade engloba várias vilas e localidades, onde Fátima, com uma população de
7.756 moradores, é a maior. Parte da aglomeração de Leiria, tem 187 km (116
mi) ao sul de Porto e 123 km (76 mi) ao norte de Lisboa. Tem sido
permanentemente associada às aparições de Maria que ocorreram em Cova da
iria em 1917, e que mais tarde foram reconhecidas pela Igreja Católica.

História

O nome da cidade e da paróquia evoluiu do nome árabe (Fāṭimah, em árabe:


‫)ﻓﺎﻃﻤﺔ‬, o nome da princesa moura e, por último, da filha Muhammad, profeta do Islã.

A paróquia foi fundade em 1568, quando foi anexada pelo Colegiado de


Ourém.
A história de Fátima se associa às três crianças: Lúcia e seus primos,
Francisco e Jacinto Marto, que em 13 de maio de 1917, enquanto pastavam suas
ovelhas na Cova da Iria, testemunharam uma aparição de uma senhora vestida de
branco. Cova da Iria é agora a Capela das Aparições. A senhora, mais tarde
referida como Nossa Senhora do Rosário, indicou que ela fora enviada por Deus
com uma mensagem de oração, arrependimento e consagrações. Ela visitou as
crianças todos os meses a cada dia 13, 13 de maio a 13 de outubro. A última
aparição ocorreu em 13 de outubro, e foi testemunhada por 70.000 peregrinos,
que viram o Milagre do Sol. Além disto, Nossa Senhora de Fátima enviou uma
mensagem que consistia de três segredos: primeiro uma visão do inferno onde as
almas do mundo pecaminoso viajariam sem oração; a segunda, profetizava a
Segunda Guerra Mundial; e finalmente, o terceiro segredo misterioso, que foi
escrito por Lúcia dos Santos em 1944, e mantido pelo Vaticano, desde 1957.

Lúcia se tornou freira, Irmã Lúcia; ela relatou três visitas de um anjo para ela
e seus primos. Entre abril e outubro de 1916, este anjo os convidou a rezar e
fazer penitência. O anjo os visitou então duas vezes em Loca do Cabeço e uma
vez no poço do jardim de Lúcia. Jacinta faleceu em 1919 e Francisco em 1920,
decorrente da gripe espanhola de 1918-1920, e mais tarde foram beatificados em
13 de maio de 2000 pelo Papa João Paulo II. Lúcia viveu até 2005.

A fim de marcar o local das aparições, um arco em madeira com uma cruz foi
construído na Cova da Iria. Os fieis começaram a peregrinar ao local. Em 6 de
agosto de 1918, com doações públicas, uma pequena capela foi construída em
rocha e pedra calcária e coberta de telhas. Com uma largura de 3,3 metros (11
pés) por 2,8 metros (9,2 pés), e 2,85 metros (9,4 pés) de altura, começou a se
tornar um centro de adoração mariana, recebendo nomes tais como a fé. Fátima,
cidade da Paz, ou Terra de Milagres e Aparições.

A construção do santuário trouxe desenvolvimento local para a região, que


finalmente permitiu que a vila de Fátima fosse elevada à cidade em 12 de julho
de 1997. Na verdade, há um movimento na paróquia, primeiramente do setor
econômico, que desejava que Fátima se tornasse um município. Mas, o projeto,
liderado pelo engenheiro Júlio Silva, ex-presidente da Junta de Freguesia, foi
ventado em julho de 2003 pelo presidente português Jorge Sampaio, causando
desapontamento entre os seus moradores.

Geográfico
Fátima se situa no Maciço Calcário de Estremenho, nos flancos da Serra de
Aire, aproximadamente a 300 metros (980 pés) acima do nível do mar. A
geologia das Serras de Aire e Candeeiros faz surgir uma paisagem árida com um
solo rochoso entremeado com afloramentos calcários. Há várias formações
geológicas na região incluindo dolinas, uvalas e polje (como o Polje de Minde-
Mata), como também grotasm cavernas com estalagtites e estalagmites, além dos
campos de lapiez.

O clima se caracteriza por fortes precipitações durante o inverno com


aproximadamente 1.400 milímetros (55 polegadas) anualmente e verões secos e
quentes.

As árvores nesta área são primariamente dominadas pelo carvalho sagrado


(Quercus ilex), o carvalho português (Quercus faginea), morangueiros (Arbutus
unedo), espinheiros e oliveiras, todas resistentes aos extremos das precipitações
do clima. Há também áreas de savana, faixas de terra limitadas por muros de
pedras soltas.

Até 1917, Fátima era uma vila desconhecida, envolvida com criação de
rebanhos e agricultura. Tornou-se conhecida em todo o mundo devido às
aparições de Maria vistas pelos três jovens pastores, entre 13 de maio e 13 de
outubro de 1917. Há cerca de 1 quilômetro (0,62 mi) de Fátima, estpa Aljustrel,
um pequeno povoado onde as três crianças nasceram. A oeste, perto de Aljustrel,
está Loca do Cabeço, uma menor aglomeração de afloramentos rochosos onde,
em 1916, um anjo apareceu duas vezes para três crianças.

Economia

A economia da cidade se baseia no turismo religioso porque Nossa Senhora de


Fátima atrai peregrinos cristãos. Os lugares de Fátima têm um considerável
número de lojas e estábulos dedicados à venda de artigos e religiosos e
souvernirs. Além disso, outras atividades econômicas na região incluem:
escultura em mármore, serrarias, carpintaria, construção civil, comércio,
serviços.

Arquitetura

Vida cívica

Cisterna de Gaiola
Cisterna de Ramila

Cisterna de Capuchos

Junta Paroquial de Fátima

Fonte de Alvaijar

Fonte da Lameira

Fonte de Poço de Soudo

Fonte de Vale da Pena

Fonte Nova

Casa do Casal Farto

Moinho de Fátima

Moinho de Fazarga

Moinho de Giesteira

Moinho de Ortiga

Moinho de Ramila

Lagar de Azeite na Estrada das Matas

Casa Alpendrada com Relógio de Sol

Casa de Francisco e Jacinta Marto

Casa de Lúcia dos Santos

Eira em Ramila

Religiosidade

Capela da Casa Forte

Capela de Lombo de Égua

Capela de Nossa Senhora da Conceição

Igreja de Nossa Senhora do Livramento

Igreja de Santo Antônio

A Igreja da Santíssima Trindade, ao longe da esplanada do santuário, uma


estrutura clássica com uma torre central de 65 metros (213 pés) de altura, que foi
iniciadas em 13 de maio de 1928. É flanqueada por colunatas que a interligam às
extensivas edificações do hospital e convento. Dentro da basílica, estão os
túmulos das três testemunhas das aparições: Jacinta e Francisco Marto e Lúcia
dos Santos. Foi uma das maiores igrejas do mundo construída no outro lado da
esplanada, durante o começo do século 21.

Santuário de Fátima

Santuário de Nossa Senhora da Ortiga

Casa Paroquial de Fátima


Via Sacra de Santo Estêvão

Cultura

O Santuário de Fátima, na Cova da Iria, e o principal foco para os visitantes.


Anualmente os peregrinos regularmente enchem as estradas do país que levam
ao santuário. Inúmeros podem chegar a centenas de milhares em 13 de maio a 13
e outubro, as datas significativas das aparições de Fátima.

Esportes

O maior clube esportivo de Fátima é o Centro Desportivo de Fátima,


atualmente na segunda ala do futebol de Portugal, a Liga Vitalis.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Fátima
Cascais

Cascais é uma vila costeira localizada a cerca de 30 km a Oeste de Lisboa.


Anteriormente uma vila piscatória, Cascais ganhou fama depois de se tornar o
destino de Verão favorito da Família Real no final do século XIX e início do
século XX. Hoje em dia, é um destino de férias popular entre turistas nacionais e
estrangeiras, que apreciam o clima, as praias, as paisagens e gastronomia da
localidade.


As origens de Cascais remontam ao século XII. No século XIII era já o
fornecedor de peixe e outros produtos de origem marinha para a capital. Devido
à sua localização perto do estuário do Tejo, tornou-se num ponto estratégico para
a defesa de Lisboa. Foram construídos vários fortes ao longo da costa envolvente
e muitos deles ainda existem hoje. Graças ao Rei D. Luís I, que adoptou Cascais
como a sua residência de Verão, a cidadela foi a primeira do país a ter
iluminação elétrica.

Grande parte da beleza de Cascais ainda reside nas suas praias, como a praia
do Guincho. A sua linha costeira é rica em falésias e escarpas, oferecendo
algumas das mais belas paisagens à beira-mar que o país possui. Uma nota
especial para a Boca do Inferno, uma fantástica falésia onde as ondas se quebram
vigorosamente contra as paredes rochosas – uma visão que nunca deixa de
maravilhar os seus visitantes. A norte encontram-se as belas montanhas de
Sintra, uma pequena vila romântica que também vale a pena visitor. O clima
favorável da Costa Oeste proporciona as condições ideias para a prática de
vários desportos e atividades de lazer. Em Cascais existem ótimas condições
para o golf, o surf, o windsurf e para velejar.

Caiscais alberga uma fantástica marina, com uma comunidade velejadora


muito ativa e fabulosos iates, que acabaram por se tornar uma das atrações mais
apreciadas na vila. O município é também famoso pelo seu Casino Estoril, o
maior casino da Europa

Do charme de Cascais fazem igualmente parte museus e outros marcos


religiosos e culturais. Menção especial para os seguintes locais:

· A Casa de Histórias Paula Rêgo acolhe algumas das mais


impressionantes pinturas de Paula Rêgo. Paula Rêgo é uma famosa pintora
Portuguesa, com um talento especial para recriar contos de fadas, misturando
beleza e trevas de uma forma inesperada, mas impressionante.

· Embora não estejam tão ativos como antigamente, os faróis e fortalezas


da vila são locais místicos e constituem pontos de passagem obrigatórios.

· O Museu dos Condes de Castro Guimarães é um maravilhoso palácio


Gótico localizado à beira-mar. Encontra-se embelezado por múltiplas pinturas,
objectos arqueológicos e um parque fascinante com um pequeno zoo. A parte
mais relevante do palácio é talvez a biblioteca, aberta ao público para exibir a
sua respeitável coleção de mais de 25000 livros.

· O Museu da Música Portuguesa está instalado na Casa Verdades Faria,


no Monte Estoril. A casa teve origem na Torre de St. Patrick, construída em
1918, e foi desenhada enquanto exemplo revivalista do estilo neo-Manuelino. O
Museu constitui um importante centro de documentação da música Portuguesa e
acolhe várias exposições e concertos durante o ano.

· O Museu do Mar foi inaugurado em honra do Rei Carlos I que, enquanto


amante e estudante de todas as coisas relacionadas com o mar, instalou em
Cascais o primeiro laboratório oceanográfico do país. O museu inclui exposições
subordinadas à temática das criaturas marinhas, de artefactos associados à
navegação e à ligação da vila com o Oceano.

· A Capela de São Sebastião é um edifício do século XVII localizado na


mesma propriedade que o Museu dos Condes de Castro Guimarães. Trata-se não
só de um santuário religioso, mas também de museu com 10 salas diferentes. A
sua coleção mais famosa inclui a de azulejos, que revestem várias da suas
paredes.

Ao redor da parte residencial da vila, podem encontrar-se diversos


restaurantes de qualidade onde é possível apreciar o marisco fresco, uma
variedade de vinhos portugueses de alta qualidade e especialidades locais à base
de ovos.

Informações práticas

Como chegar

De carro: a viagem desde o Aeroporto de Lisboa até Cascais demora cerca de


30 minutos a 1h15 minutos (hora de ponta). Existem várias empresas de rent-a-
car, que permitem o aluguer de veículo próprio. Para mais detalhes acerca dos
preços e dos carros disponíveis, contacte as empresas::

o Sixt Rent-a-car: + 351 21 799 87 01


o Budget: +351 210 32 36 05

o Hertz: +351 219 426 385

o Avis: +351 21 754 78 00

o Europcar: +351 21 940 7790

De comboio: entrando na estação de Alcântara-Mar (em Lisboa) e saindo na


estação de Cascais. O bilhete custa 2,15€ e existem vários comboios durante o
dia. Para mais informações acerca dos horários, por favor visite: www.cp.pt

Contactos – Posto de Turismo

Telf: +351 21 482 23 27

Website

www.cm-cascais.pt


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Cascais
Estoril

Estoril é uma freguesia do município de Cascais e um dos destinos favorites


dos turistos que visitam a região de Cascais e a sua famosa costa do Estoril.
Devido à sua localização estratégica e ambiente favorável, o Estoril albergou
Fenícios, Romanos, Árabes e, eventualmente, Cristãos. Foi também um ponto
estratégico durante a Era dos Descobrimentos, conforme evidenciado pelos
fortes espalhados ao longo da costa. Durante a II Guerra Mundial, a neutralidade
e o atraente clima Português atraíram muitos diplomatas e aristocratas que
procuravam exílio. Esta foi uma era de glamour e sofisticação e o Estoril acabou
por servir como centro de espionagens e conspirações. A reputação do Estoril
como destino de turistas vindos de todo o Mundo durante e depois da Grande
Guerra resultou do trabalho de Fausto Cardoso de Figueiredo e Augusto Carreira
de Sousa.


Hoje em dia, o Estoril amadureceu enquanto destino turístico, mantendo ainda
o seu antigo charme, com os seus impressionantes edifícios e as suas fantásticas
praias. Para aqueles que pretendem usufruir de bons momentos ao sol e
mergulhar em águas limpas e calmas, aconselham-se as praias próximas da vila.
A mais admirada é talvez a Praia do Tamariz. O castelo localizado nas
imediações desta praia pretence à família real do Mónaco. Para aqueles com
espírito aventureiro, praias como a Praia do Guincho e a praia da Adraga
oferecem algumas das mais ferozes ondas do Atlântico – perfeitas para o surf, o
kitesurf ou o windsurf.

Ao lado das atraentes praias de Aveiro, encontra-se o Parque Natural de


Sintra-Cascais. Classificado como Património Mundial da UNESCO, este
Parque Natural alberga uma combinação inesperada, mas fascinante, de
florestas, lagos, praias, falésias e dunas. Dentro do Parque, os turistas encontram
o Cabo da Roca, o ponto mais occidental da Europa. Acompnhado por um farol,
o Cabo localiza-se no topo de uma escarpa com 150m de altura virada para o
Oceano Atlântico.

O clima do Estoril faz desta a região ideal para a prática de vários desportos.
Aqui existem alguns dos melhores campos de golf da Europa, excelentes courts
de ténis, pistas de equitação e um autódromo. A vila acolhe importantes eventos
desportivos durante o ano, nomeadamente: eventos da Moto GP; eventos
equestres regulars e ainda um torneio integrado no Tour ATP (Estoril Open).

Atrás da picturesca praia do Tamariz, podemos encontrar o Casino Estoril,


conhecido por ser o maior casino da Europa. Serviu de inspiração a Casino
Royale, de Ian Fleming, e como local de filmagem para o filme de James Bond,
“On Her Majesty’s Secret Service”. Para além do casino, a vida noturna do
Estoril é apimentada por bares e discotecas, que oferecem serões divertidos com
o mar como pano de fundo.

Os alojamentos disponíveis são excelentes para quem chega tanto em turismo


como em viagens de negócios. Existem várias opções de hóteis, spas, resorts,
apartamentos e também pensões. A gastronomia do Estoril tira partida da grande
qualidade dos produtos obtidos no Atlântico, sendo oferecida uma enorme
variedade de especialidades de peixe e bivalves. A doçaria portuguesa à base de
ovo também tem lugar às mesas do Estoril, com as tradicionais “Areias do
Guicho” e as “Trouxas da Malveira”. Na Costa do Estoril produzem-se
igualmente excelentes vinhos, em especial o famoso vinho de Colares.

Informações práticas

Como chegar.

De comboio: entrando na estação de Cais do Sodré e saindo na estação do


Estoril

Táxi

Contactos – Posto de Turismo

Telf: +351 21 468 76 30

Website

http://www.estorilcoast-tourism.com/


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Estoril
Mafra

Mafra é uma cidade na Região de Lisboa, Portugal.

Venha

De Lisboa, você pode pegar um coche operacionaliado pela Mafranse, que


parte do terminal de ônibus de Campo Grande. A viagem dura mais de uma hora
e um bilhete único custa EUR3,75 (não há bilhetes de retorno).

Veja

* Convrnto de Mafra - O Palácio Nacional de Mafra é provavelmente o


monumento barroco mais surpreendente encontrado em Portugal; sua construção
simboliza o governo absolutista de D. João V. O palácio tem cerca de 1.200
ambientes dos quais o mais impressionante é a biblioteca, que data do século 18
e contém cerca de 36.000 livros e manuscritos. Além disto, há o convento, uma
importante e significativa parte do patrimônio religioso de Portugal. Contudo, o
destaque mais estonteante do conjunto arquitetônico do Palácio é a Basílica,
considerada uma obra-prima da arquitetura barroca e famosa pelo seu carillion -
famoso no mundo pelo tamanho perfeito e beleza de seu mecanismo.

Gastronomia

Mafra é conhecida pelo seu famoso pão ("Pão de Mafra"). Experimente uma
padaria local.

Também experimente um bolo especial da cidade, conhecido como


"Fradinhos". Há uma padaria precisamente "Fradinho" que vende esta deliciosa
iguaria.

Também experimente os pastéis da Pólo Norte.

Passeios

Não há muita vida noturna em Mafra, mas há um bom lugar onde você pode
tomar uma boa xícara de café. O nom é "Café da Vila" e você pode encontrá-lo
logo ao lado do palácio, perto de um jardim com três soldados.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Mafra
Palácio Nacional de Mafra

Construído em pleno período Barroco Português, durante o reinado de D. João


V, o Palácio Nacional de Mafra é um símbolo da imensa riqueza proveniente do
Brasil durante o século XVIII. O palácio, que foi originalmente planeado para
servir como monasteiro para os frades Capuchinhos, começou a ser construído
depois do nascimento da primeira filha do rei, a princesa Bárbara de Bragança,
subsequentemente ao voto que ele tinha feito depois de rezar para que a sua
mulher, a Rainha Mariana de Áustria, lhe desse descendentes.

A construção foi liderada pelo ourives alemão Johann Friedrich Ludwig e


duroun 13 longos anos. Feito inteiramente de calcário e mármore extraídos na
região (Pêro Pinheiro, Sintra), o edifício cobre uma área de 37.790 m2 e
compreende cerca de 1200 salas, mais de 4700 portas e janelas, 156 escadarias e
29 jardins internos e externos. Para além do Palácio propriamente dito, o
complexo inclui um convento (localizado atrás da fachada principal), uma
basílica (no centro) e uma sumptuosa biblioteca. Um dos aspetos mais curiosos
da biblioteca, para além da sua admirável coleção, é o facto de ser habitada por
alguns morcegos. Estes pequenos mamíferos são mantidos me caixas durante o
dia e libertados à noite, quando se alimentam de insectos – ajudando, assim, a
conservar os livros.

É o maior monumento Português, com duas torres de igreja famosas em todo


o mundo pelos seus dois carrilhões, contendo um total de 92 sinos vindos de
Antuérpia. Tanto a influência Barroca como a Neoclássica Italinizada estão
fortemente patentes, mesmo nos detalhes mais pequenos do edifício.

O Palácio serviu como ponto de visita para a família real, que apreciava caçar
na reserva vizinha e assistir às festividades religiosas da região. Ao longo de
vários reinados, o monumento foi embelezado com esculturas e pinturas de
mestres Portugueses e Italianos. O Rei D. José I, sucessor de D. João V, fundou a
Academia de Escultura de Mafra, dirigida pelo mestre Italiano Alessandro
Giusti. Desta Academia saíram importantes escultores Portugueses. Muitas das
peças produzidas pelos professores e alunos desta escola podem ser admiradas
no altar da Basílica.

O Palácio Nacional de Mafra é monumento nacional desde 1907. Em 1910,


após a proclamação da República a 5 de Outubro, D. Manuel II, último rei de
Portugal, deixou o país para o exílio a partir deste Palácio. O Palácio tem sido
objeto de vários programas de recuperação ao longo dos anos e pelos quais o
Instituto Português do Património Arquitetónico é responsável.

Informações práticas

Horário
Verão

Das 10h00 às 18h00 (última entrada às 17h15)

Museu de Arte Sacra e Enfermaria do Convento fechados das 12h45 às 14h00

Inverno

Das 9h30 às 17h30 (última entrada às 16h45)

Museu de Arte Sacra e Enfermaria do Convento fechados das 12h45 às 14h00

Fechado

Terças-feiras, Domingo de Páscoa e feriados: Ano Novo, 1º de Maio e 25 de


Dezembro

Basílica: Todos os dias das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h30.

Acessibilidade: não acessível a pessoas com mobilidade reduzida

Estacionamento: no exterior, a norte e sul do monumento

Bilhetes

Bilhete Normal

50% desconto

Visitantes com 65 anos ou mais

Portadores de deficiência

Crianças dos 15 aos 18 anos

Bilhetes de grupo

Adquirindo
100 a 200 bilhetes – 5% desconto

201 a 500 bilhetes– 10% desconto

Mais de 501 – 20% desconto

Os bilhetes podem ser adquiridos atéum ano de antecedência.

Entrada livre

Domingos e feriados até às 14h00

Visitantes até aos 14 anos

Morada

Palácio Nacional de Mafra

Terreiro D. João V

2640 Mafra

Como chegar

De Lisboa, pela A8 e saíndo na A21 (Malveira-Mafra).


Existem autocarros regulares que partem de Ericeira, Sintra e Lisboa (Campo
Grande)

Coordenadas GPS: 38º56'12” N, 9º19'34” O

Contatos

Tel: (+351) 261 817 550

E-mail: pnmafra@imc-ip.pt

Website

http://www.palaciomafra.pt


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Palácio Nacional de Mafra
Sintra

Sintra é uma cidade localizada na área da Grande Lisboa. Com as suas villas e
palácios de estilo fantástico e as suas montanhas mágicas, Sintra tem um
inquietante misticismo que tem atraído visitantes, poetas e romancistas, como
Lord Byron, ao longo dos séculos. Foi primeiramente ocupada pelos Romanos e
depois pelos Árabes, antes de ser conquistada pelo primeiro rei de Portugal em
1147. Nos anos subsequentes, tornou-se um retiro de Verão para a Família Real
Portuguesa. Eventualmente, atraiu famílias ricas de todo o mundo, que
embelezaram a cidade com as suas mansões e jardins sumptuosos.

Com uma mistura de paisagens de tirar o fôlego, palácios mágicos e museus


opulentos, Sintra foi considerada Património Mundial da UNESCO. É muito
provável que o tempo disponível não chegue para admirar todos os pontos de
interesse existentes. No entanto, certifique-se de que não perde os seguintes:

· Quinta da Regaleira: embora a propriedade tenha sido estabelecida


originalmente em 1697, foi só no século XIX, quando um capitalista abastado
retornado do Brasil forneceu o financiamento necessário, que o palácio e os
jardins foram erigidos. O palácio combina diversos estilos arquitetónicos,
nomeadamente o Gótico, o Manuelino e o Renascentista, com as suas
enigmáticas torres e torreões. Em redor do palácio, existe um jardim igualmente
misterioso, repleto de símbolos esotéricos e mitológicos.

· Palácio de Monserrate: um verdadeiro ícone do estilo Romântico, com os


detalhes de inspiração Mongol e os interiores revivalistas do estilo Gótico. Os
jardins dão à propriedade uma ambiência tropical, com as suas cascatas, fetos
tropicais e múltiplas espécies de palmeiras.

· Palácio Nacional de Sintra: a origem desta palácio remonta à Idade


Média, o que faz dele o palácio medieval Português mais bem preservado. Foi
habitado quase continuamente até ao século XIX e, como consequência dos
restauros ocasionais, surge atualmente como uma mistura fasciante dos estilos
Mourisco, Manuelino e Gótico. As suas duas chaminés cónicas gigantes são a
sua característica mais proeminente e reconhecível.

· Palácio da Pena: provavelmente o monumento mais famoso de Sintra,


este Palácio Romântico construído na década de 40 do século XIX, fica no topo
de uma colina e o nevoeiro originário da floresta vizinha confere-lhe uma aura
difícil de definir. Combina intencionalmente múltiplos estilos arquitetónicos, o
que oferece uma aparência exótica, típica do Romantismo: Neo-Gótico, Neo-
Renascentista, Neo-Manuelino e Neo-Islâmico. Apresenta um conjunto de
abóbadas, torreões, muralhas e gárgulas, envoltas em tons pastel que lhes
emprestam um aspeto único.

· Convento dos Capuchos: também conhecido como o “convento de


cortiça”, devido às suas paredes revestidas de cortiças, trata-se de um convento
estreito e labiríntico, construído na rocha. Embora contraste com o luxo dos
outros edifícios de Sintra, oferece uma experiência igualmente fascinante a quem
o visita.

· The Moorish Castle: now the ruins of an important Arab castle built in
the 9th century, the complex still offers a number of cultural important moments
and an incredible view over the area.
· Castelo dos Mouras: embora hoje em dia restem apenas as ruínas do
outrora importante castelo Árabe construído no século IX, este complexo ainda
oferece variados momentos culturais importantes, bem como uma vista
maravilhosa sobre a região.

Sintra tem também vários museus que merecem uma visita, nomeadamente o
Museu do Brinquedo e o Museu de Arte Moderna. Existem ainda bons
equipamentos para a prática do desporto, como o ténis, o golf e a equitação. Fora
de Sintra, é possível encontrar excelentes praias, como a Praia Grande e a Praia
das Maçãs, esta última acessível através do pitoresco elétrico do século XIX.

Informações práticas

Como chegar

Comboio: entrando na estação do Rossio e saindo na estação de Sintra. Os


bilhetes custam 2,15€ e existem vários comboios durante o dia. Para mais
informações sobre os horários, por favor vá a www.cp.pt

Contatos – Posto de Turismo

Telf.: +351 219 231 157

Website
http://www.cm-sintra.pt


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Sintra
Convento dos Capuchos (Sintra)

O Convento do Freis Menores Capuchinhos, popularmente conhecido como o


Convento dos Capuchos, mas oficialmente o Convento de Santa Cruz da Serra
da Sintra, é um convento histórico que consiste de cômodos pequenos e espaços
públicos situados na paróquia civil de São Pedro de Penaferrim, no município de
Sintra. Sua criação é associada ao Vice-Rei da Índia, D. João de Castro, e sua
família, mas se tornou uma comunidade pia de reclusão que continuou a ocupar
espaços simples no complexo, até que as ordens religiosas fossem abolidas em
Portugal.

História

Século 16

O convento foi fundado em 1560, constituído de oito monges que chegaram


do Convento de Arrábida, sob a autoridade de D. Álvaro de Castro, conselheiro
de estado e administrador do Rei Sebastião de Portugal. Este santuário foi
implantado para a invocação da Santa Cruz, e foi originalmente a inspiração do
pai de Álvaro de Castro, o antigo quarto Vice-Rei da Índia, D. João de Castro
(1500-1548). Conforme a lenda, João de Castro estava caçando nas montanhas
de Sintra, e perseguindo um veado, ele próprio se perdeu. Cansado da busca, ele
caiu no sono apoiado na rocha, e em sonho ele recebeu um revelação divina para
construir um templo cristão naquele lugar.

Em 1564, segundo uma inscrição encontrada no local, o Papa Pio IV concedeu


indulgências, pedindo orações para os príncipes cristãos, a Igreja e a alma do
falecido João de Castro.

Entre 1578 e 1580, a Capela de Santo Antônio foi construída, junto com a
construção de um muro ao redor do convento, ordenado pelo Cardeal Henrique.
No ano seguinte (por volta de outubro) o convento foi visitado pelo Rei Filipe II
da Espanha, recem instalado Rei de Portugal e Espanha.

A comunidade primitiva do convento era composta de oito freis, sendo o mais


famoso deles o Frei Honório, que, conforme o livro Espelho dos Penitentes,
composto por um dos freis, viveu 100 anos, a despeito de ter passado as suas três
últimas décadas em penitência, morando em uma pequena abertura dentro do
convento, que ainda existe hoje. Em 1596, o frei Honório, que morou em uma
gruta ao lado do convento por 30 anos, faleceu. A estória de Honório
impressionou os poetas ingleses do Romantismo tadio, como Robert Southey e
Lord Byron ("Nas profundezas de sua caverna, Honório por muito tempo
morou/Na esperança de merecer o céu, tornando a terra um inferno."

Século 17

No século 17, uma tela/painel de São Pascoal Bailão, de Vicente carducho, foi
concluída, enquanto em 1610 várias pinturas mural no exterior da Capela do
Senhor Morto. Em 1650, um marco foi erigido para identificar a estrada para o
convento.

Em outubro de 1654, o Rei João IV de Portugal visitou o convento, ordenando


ao xerife de Cascais que enviasse seis dúzias de peixes e carne seca aos freis,
como também a quantidade de peixes necessária ao auxílio do Festival de São
Francisco. No mesmo período, D. Luísa de Gusmão fornece um moio de trigo e
uma arroba de cereais advindas de colheitas anuais. Por volta da segunda metade
do século 17, o Rei Pedro II de Portugal dobrou a doação de D. Luísa de
Gusmão. Em 1684, a viúva de Álvaro de Castro ( o terceiro patrono do
convento), a dama Maria de Noronha foi sepultada na porta do convento
(conforme tradição da época). Um patronato real similar foi concedido pelo Rei
João V de Portugal no século 18, que doou uma pipa de óleo de oliva ao
convento anualmente, como também azulejos.

Séculos 18 e 19

Em 1728, o convento foi descrito pelo Frei Antônio da Piedade como tão
isolado "entre campos densos, altos pedregulhos e enquanto as árvores, que neste
refúgio produz as montanhas que são tantas...". Da mesma forma, o convento
ainda ficoun inabitada pelos membros da comunidade religiosa, em 1787.

Entre 1830 e 1837, William Burnett concluiu entalhe dos degraus que levam à
Capela de Santo Antônio, flanqueada por uma parede baixa.

Como resultado da extinção das ordens religiosas em Portugal, em 1834, o


convento foi adquirido pelo segundo Conde de Penamacor, D. Antônio de
Saldanha Albuquerque e Castro Ribafria (1815-1864), descendente de João de
Castro. Permaneceu na posse desta geração até 1873, quando foi adquirida por
Sir Francis Cook, primeiro Visconde de Monserrate.

Em 1889, o convento foi descrito como "situado no centro de uma triste


solidão, cercado por uma secura e açoitado pelos vendavais... este pequeno
mosteiro, abre-se às rochas e contem uma dúzia de celas, em que mal consigo os
desgraçados moradores".

Século 20

Na primeira metade do século 20, o local foi adquirido pelo Estado, embota
pouco tivesse side feito até a metade daquele século. Foi comprado pelo Estado
Português em 1949. A DGEMN Direção Geral dos Edifícios e Monumentos
Nacionais começou uma série de projetos públicos para a preservação do lugar,
começando na década de 1950: em 1952, a construção do telhado da capela, da
casa de fazenda e latrinas; em 1954 e 1955, reparos dos canos e da casa do vigia;
em 1958, reparo do telhado; em 1961, reparo do telhado da casa de fazenda; em
1963, reparo do telhado e interiores; em 1967, a substituição de duas portas
cobertas com cortiça, tetos, canos e limpeza dos espaços. Estes projetos
continuaram com o Instituto Florestal e a Direção Geral das Florestas que eram
responsáveis pela conservação, limpeza e a manutenção das edificações e
alicerces em 1971, 1983-1985 e 1994.

Durante a década de 1920, uma imagem de Santa Maria Madalena ainda


existia em um nicho próximo ao portão, mas finalmente coletado pelo estado e
guardado no Palácio Pena Nacional. Mais tarde, imagens de Santo Antônio e São
Francisco, localizados no retábulo na igreja, e dois candelabros foram roubados
do local. Por esta razão, segurança e uma degradação do lugar, a propriedade foi
fechada ao público em 1998. Ainda em agosto de 1998, o local foi assaltado,
sendo roubadas várias imagens e esculturas. Estes eventos e a contínua
degradação do local resultou na criação da Associação dos Amigos do Convento
dos Capuchos.

O Convento dos Capuchos se tornou parte da Paisagem Cultural do Sítio do


Patrimônio Mundial de Sintra, classificado pela UNESCO, em 1995.

Século 21

Em 1 de junho de 2001, o convento foi reaberta ao público, após receios de


sua degradação, sob a concessão dos Parques de Sintra Monte da Lua S.A. Entre
2000 e 2001, obras públicas, conservação e restauração de muitas edificações.

Em 2011, o filme "Este Lado da Ressurreição", dirigido por Joaquim Sapinho,


foi filmado dentro dos muros do convento.

Arquitetura

O convento minimalista foi erigido em perfeita harmonia com seu entorno,


implantado nas rochas e pedregulhos que formavam esta parte das Montanhas de
Sintra. Devido aos declives, muitas das dependências são construída naquelas,
cada nível utilizado para identificar a ascendência e purificar o espírito. O
corredor do retiro, que é mais elevado, e em seguida, outros espaços, é alcançado
a partir de uma passagem através do corredor de penitência. A igreja integra o
complexo, com poucas indicações do exterior. Os pesquisadores têm sugerido
que a composição das edificações, e espaços foram influenciados pelo número 8
(evidente no número de celas e escadas entre os ambientes), e que significa
infinito. Existe uma metáfora sobre estradas/trilhas diferentes, que simbolizavam
a dicotomia entre estradas boas e más para a evolução espiritual. A pobreza foi a
noção central que regeu a construção do Convento dos Capuchos. Toda a
edificação é pequena. Suas janelas e portas são revestidas de cortiça, material
tradicional de Portugal, a última com altura menor que a de um home, induzindo
à genuflexão. A decoração é escarça e mínima. Após visitar o convento em 1581,
Filipe I de Portugal afirmou "De todos os meus reinos, há dois lugares que eu
estimo em especial, El Escorial, por ser tão rico, e o Convento da Santa Cruz,
por ser tão pobre".

O local se situa na zona rural de Sintra, ao longo do flanco nordeste das


Montanhas de Sintra, aproximadamente 325 metros acima do nível do mar, em
uma localidade marcada por densa vegetação e declives acentuados, próximo aos
terrenos de caça do Rei Ferdinando II. O convento, circundado por uma floresta
de carvalhos e arbustos, é murado em uma área de rochas e pedregulhos visíveis.
Ao longo da velha estrada de Sintra, que interliga a vila a Colares, e perto do
Palácio de Monserrate, há uma estrada que leva a este retiro religioso, indicado
por um marco do século 17: "CAMINHO PARA O CONVENTO DE SANTA
CRUZ DA SERRA, VULGO CAPUCHOS"; "1650". O acesso aos terrenos é
feito por um portal (na lateral sudeste do local), ou pelo Terreiro das Cruzes, um
recinto com muros irregulares com um cruzeiro, localizado na laterla sudoeste e
centro para visitantes. À esquerda da cruz, no Terraço das Cruzes, fica a entrada
principal ou Pórtico das Fragas, com um acesso composto de duas pedras
grandes, onde um deles é sobrepujado por uma campânula. A partir do recinto
murado, um pequeno lance de escadas leva aol Terreiro do Campanário, um
pátio pequeno irregular com uma cruz, que leva às edificações. A entrada
sudeste, localizada mais distante do centro de visitas, é constituída de um portão
e uma edificação anexa, que leva diretamente ao maior Terreiro do Fonte com o
sítio religioso. Assim denominado por causa da grande fonte octogonal, o
Terraço é uma praça principal dentro do retiro, com assento em rocha ao redor de
suas bordas. A lenda sugere que o Rei Sebastião faria as suas refeições ao redor
da fonte, ao visitar o convento. A própria fonte mostra vestígios de azulejos do
século 17.

O projeto é irregular, composto de váios volumes em declives de alturas


diferentes, incorporados às rochas e desfiladeiros. A igreja, integrado ao
complexo, possui um plano longitudinal, com uma nave e presbitério
implantados na rocha. Suas fachadas simples, sem decoração, são incomumente
utilitárias, sem ostentação, típico do período de sua construção. A principal
entrada, que cruza o portal sudeste até o elevado Terreiro da Fonte, é feita em
dois degraus. O pátio em pedra tem vestígios de dois túmulos, enquanto o
telhado é coberto de cortiça. Na parede central, os encostos talhados são
decorados com seixos e fragmentos de cerâmica, com um nicho que tem um arco
cuja a forma se assemelha a uma concha, decorada com fragmentos de cerâmica.
Na faixa da parede, acessada pelas escadas nos dois lados, convertendo para uma
plataforma nivelada, há duas molduras de portas cobertas com cortiça,
correspondendo aos cômodos dos peregrinos. Dentre estes, uma grande cruz em
madeira, uma caixa muraria com inscrição, emoldurada com seixos e conchas,
com traços de uma pintura retratando um monge crucificado. A parede lateral
direita é emboçada com uma representação da Virgem com o Menino e o
fundador do convento, D. Álvaro de Castro, coroada por um frontão triangular, o
tímpano com Cristo Pantocrator. Na parede oposta, o dintel é sobrepujado pela
mistura de escombros, flanqueado por duas aberturas pequenas, com acesso à
Capela do Senhor dos Passos.

Esta capela interior é coberta com azulejos monocromáticos (azul e branco),


com um nicho redondo na parede principal, e paineis mostrando cenas do
Flagelo de Cristo e Coroação com Espinhos nas paredes opostas. No teto
abobadado, há também símbolos da Paixão e estrelas. Na parede esquerda, um
relevo da Virgem com o Menino emoldurado por um dossel sustentado por
anjos. Na parede direita, está a antiga entrada para noviços (e representando a
transição entre as vidas terrestres e espirituais), sobrepujada por uma cruz de
conchas sobre uma caveira e ossos cruzados, levando por um corredo com
bustos de freis menores, a partir do Pátio do Tanque. Na parede esquerda, há
uma inscrição epigráfica, e uma passagem para a igreja, sobrepujada por uma
mistura de borracha, conchas e fragmentos de cerâmica.

O interior da igreja consiste de uma nave pequena, coberta com um teto


abobadado e pavimentado com lajes de pedra. As paredes mostram
remanescentes de reboco, mostrando um pouco da rocha. Ao lado do púlpito, há
uma inscrição emoldurada, sobrepujada por uma pedra talhada dos brasões de
armas da família Castro (os patronos do covento). A inscrição diz:

D. ALVARO DE CASTRO DO CONS.º DE ESTADO, E VEDOR DA FAZ.ª


DEL REY. D. SE / BASTIÃO FVNDOV ESTE CONVENTO POR MANDADO
DO VISORY. D. IOAO / DE CASTRO SEV PAY ANNO 1560: O PADROADO
HE DOS SVCESSORES DE SVA CASA. / O ALTAR DESTA IGRE.ª HE
PRIVELIGIADO TODOS OS DIAS A QVAL QVER SACERDO / TE QVE
NELLE CELEBRAR TODAS AS PESSOAS QVE CONTRITAS E
CONFESSADAS / OV CÕ PROPOSITO DE SE CONFESSAR, VISITAREM
ESTA IGR.ª NA FESTA DA INVE / AÕ. DA S. CRUZ DESDAS PRIMEIRAS
VESPORAS ATE O SOL POSTO DO DIA E ROGA / REM A DEOS POLA
PAZ ENTRE OS PRINCIPES CHRISTAÕS, EXTIRPAÇÃO DAS HERESIAS
EXALTAÇÃO DA. S. MADRE IGR.ª E POLA ALMA DE. D. IOAÕ DE
CASTRO GANHAÕ / INDVLG.ª PLEN.ª E REMISSÃO DE SEVS
PECCADOS. ESTAS INDVLG.AS CÕCEDEO O PAPA PIO 4º ANNO DE
1564 A INSTÃCIA DO MESMO. D. ALVº DE CASTRO, SENDO
EMBAIX.OR E ROMA

D. Álvaro de Castro do Conselho do Estado, e Supervisor do Estado do Rei D.


Sebastian fundou este convento segundo a ordem do Vice-Rei D. João de Castro,
o seu pai, em 1560: o patrono e seus sucessores desta Casa. O altar da Igreja era
privilegiada diariamente pela celebração, contrição e confissão por qualquer
padre, ou quem se propusesse a se confessar, visitava esta igreja no festival
da...da Santa Cruz, nas vésperas até o por do sol no dia e rezavam a Deus
pedindo a paz entre os príncipes cristãos, e a extirpação das heresias com
exaltação a Santa Madre Igreja e pela alma de D. João de Castero, para ganhar
indulgência e remissão de pecados. Estas indulgências foram concedidas pelo
Papa Pio IV, no ano de 1564, a pedido de D. Álvaro de Castro, Embaixador de
Roma.

O presbitério é marcado pelos vestígios de uma balaustrada em madeira, e


coberto pelas rochas que cobrem o espaço. As paredes da igreja incluem a fascia
inscrita nas rochas e um retábulo côncavo em mármore, coroado por cornijas. O
eixo central inclue três paineis: o painel central, inclui um tabernáculo
emoldurado pelas pilastras e flanqueadas por dois nichos, e os paineis laterais
oblíquos, que também possuem um nicho. O altar principal, em mármore
policromático, tem composição orgânica. Ao lado do púlpito, há uma pequena
escadaria em pedra, com acesso ao coro, coberto em cortiça. O espaço é
iluminado por duas pequenas janelas, com dois bancos com encostos, também
em cortiça, onde os freis participavam das missas.

As independências internas se alinham aos vários corredores dentro do


complexo, e intercaladas por pequenos degraus formados por declives sobre os
quais o convento foi construído. Muitos dos espaços são cobertos de cortiça, que
funcionava como isolante (protegendo o clero do ambiente frio e úmido); muitas
das portas, janelas são cobertos de cortiça, enquanto o piso austero é composto
de lajes de pedra. Os cômodos pessoais dos freis, no total de oito, são pequenas
em tamanho, com pequenas entradas e acesso ao corredor principal. O Frei
Antônio da Piedade, ao escrever em 1728, descreveu as celas como tão pequenas
que alguns monges escavavam as paredes, de modo a acomodar seus pés. O
refeitório incluia uma grande viga que fôra extraída das montanhas, a pedido de
Henrique, Rei de Portugal, utilizada como mesa pelos monges, e um pequeno
armário. O espaço relativamente pequeno era ligado à cozinha, com pedra e
chaminé, assentos de rocha para balcões e espaços escavados na rocha. A Casa
das Águas, acessível por um corredor externo à cisterna e nascente, era o
ambiente para a coleta e distribuição de água para o convento, e incluia um
tanque, latrinas e urinois. Além disso, o complexo incluia um ambiente para os
noviços; uma antiga biblioteca com telhado coberto de cortiça; uma enfermaria;
uma sala para penitência; duas celas cobertas com madeira; um espaço para
solidãoretiro (localizada no ponto mais alto do complexo); e a Casa do Capítulo
circular, cujo o acesso e muros eram decorados em cortiça, interrompido por um
nicho.

A Casa do Capítulo se situa à frente do Pátio do Tanque, octogonal, e a Capela


de Santo Antônio (ou Senhor do Horto), uma capela cm nave única retangular
coberta com telhas e com pátio. Esta varanda principal em direção à fonte, é
acessada por uma escadaria, e inclui um mural de São Francisco de Assis e
Santo Antônio. O interior é pavimentado com azulejos com remanescentes de
murais de paredes em direção ao teto abobadado. A fascia, constituída de um
falso retábulo, inclui um nicho esculpido na parede, moldado em um arco, sobre
um altar coberto de azulejo. Os azulejos (monocromático azul e branco) inclui
representações de dois anjos segurando os rolos, com uma inscrição central. A
Capela do Senhor Crucificado, com planta retangular, é coberta com telhas. Seu
interior é decorado com murais, com a friezes em azulejos monocromáticos (azul
e branco) e nicho central elevado na parede.

Na zona mais elevada do complexo, está a gruta de Honório de Santa Maria,


com uma inscrição ao longo da passagem, "HIC. HONORIVS. / VITAM.
FINIVIT. ET. IDEO. CVM DEO. / VITAM. REVIVIT / OBIIT ANNO / DE
1596".

As antigas hortas, situadas abaixo do Pátio do Toque, são acessadas por este
espaço ou pelo portal principal, enquanto vários tanques e tubulações cruzam os
espaços do convento.


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Convento dos Capuchos (Sintra)
Queluz

Queluz é uma cidade do município de Sintra, localizado na zona da Grande


Lisboa, em Portugal. É atravessada pelo rio Jamor e possui diversos parques ao
longo de toda a sua extensão, ideias para a prática do desporto e para relaxar.
Contudo, Queluz é essencialmente famosa pelo seu assombroso palácio, o
Palácio Nacional de Queluz.

O Palácio Nacional de Queluz foi construído no século XVIII e é o mais


notável exemplo do estilo Rocócó em Portugal, chamado até, por muitos, pelo
Versalhes Português. Foi oferecido ao Princípio D. Pedro de Bragança como
retiro de Verão. Depois da morte de D. Pedro em 1786, o palácio serviu como
refúgio para D. Maria I, a corajosa rainha que ficou irremediavelmente louca e
melancólica após a perda do filho. D. Maria I acabou por se mudar para o Brasil
e o Palácio Nacional de Queluz tornou-se a residência oficial da Família Real
depois do Palácio da Ajuda ter sido destruído por um incêndio em 1794.

A construção do palácio começou em 1747 pelas mãos do arquitecto Portugês


Mateus Vicente de Oliveira, que o desenhou em homenagem ao Palácio
Versalhes de Paris. A fachada pública do palácio é relativamente austera e não é
um indicador da verdadeira riqueza do edifício. Localiza-se numa praça ampla,
com uma estátua de D. Maria I, e está virado para a Pousada D. Maria I
(antigamente, casa da Guarda Real). A entrada da ala Oeste (conhecida como
Pavilhão Robillion) oferece, porém, uma das mais impressionantes vistas do
exterior do palácio.

Dentro do palácio, várias salas se destacam, mas talvez as mais magníficas


sejam:

· A Sala do Trono (também conhecida como Hall dos Embaixadores),


decorada com espelhos, fantásticos candelabros e nobres estátuas.

· A Sala da Música, decorada com dourados e madeira pintada. O evidente


estilo neoclássico é consequência da sua recuperação na última metade do século
XVIII. Nesta sala, a orquestra da rainha deu grandes concertos, reconhecidos em
toda a Europa como dos melhores do seu tempo.

· O Quarto Real é um dos quartos mais espectaculares do palácio. O vidro


espelhado que reveste as colunas dá a este quarto completamente quadrade uma
aparência circular. Entre as colunas, maravilhosas pinturas representam cenas de
“Dom Quixote” de Cervantes.

Queluz é também famoso pelo seus jardins luxuriantes, embelezados com


estátuas e fontes ao long das suas passagens e terraços. O Palácio Nacional de
Queluz está aberto ao público desde 1940. Ainda mantém a maior parte da
mobília e outras peças da coleção real, incluindo porcelanas chinesas, tapetes de
Arroiolos, pinturas variadas e cerâmicas Europeias. Em 1957, a ala Este foi
recuperada para receber visitas de Estado. Os ex-Presidentes dos EUA
Einsnhower, Carter, Raegan e Bill Clinton jantaram ou pernoitaram aqui.

Informações práticas

Morada

Palácio Nacional de Queluz

Largo do Palácio
2745-191 Queluz

Como chegar

De comboio: entrando na estação do Rossio e saindo na estação de


Queluz/Belas.

Horário

Das 9h00 às 17h30 (úlimo bilhete vendido às 17h00)

Contatos – Palácio

Telf: +351 214 343 860

E-mail: info@parquesdesintra.pt

Website

http://www.pnqueluz.imc-ip.pt


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Queluz
Évora

Évora é uma cidade Portuguesa localizada na região do Alentejo. O encanto


de Évora reside na sua atmosfera relaxante e na sua integração perfeita com o
ambiente plácido da maior província portuguesa. É a segunda cidade Portuguesa
com o maior número de monumentos, sendo precedida apenas por Lisboa. A
beleza das suas muralhas medievais, combinada com uma coleção de edifícios
construidos em diferentes períodos da História, valeu a Évora o título de
Património Mundial da UNESCO.

As origens de Évora remontam aos Celtas e pensa-se que o nome Évora veio
da antiga palavra celta ebora/ebura. A cidade esteve também sob domínio
Romano e Mouro antes de ser devolvida ao poder dos Cristãos por Geraldo, o
Sem Pavor, em 1165. Não só esta pitoresca cidade acolheu vários casamentos
reais, como também foi a cidade onde as humanidades floresceram durante o
século XVI. Após a expulsão dos Jesuítas do país pelo Marquês de Pombal, a
Universidade de Évora fechou e a cidade declinou nessa altura. A Universidade,
por exemplo, só reabriu em 1973.

No exterior das muralhas da cidade, encontram-se várias preciosidades


arqueológicas. O sítio megalítico dos Almendres é o maior monumento
megalítico descoberto na Europa. Constituído por cerca de cem monólitos,
pensa-se que tenha sido construído há 7 mil anos, quando as primeiras
comunidades de pastores e agricultores foram implementadas. Um grande
número de menires isolados pode também ser encontrado, existindo um interesse
especial no Grande Dólmen do Zambujeiro. Os dolmens são monumentos
funerários megalíticos e acredita-se que o Grande Dólmen do Zambujeiro seja o
mais alto do mundo.

No interior das muralhas de Évora, os visitantes podem apreciar um grande


número de atrações originárias de vários períodos históricos:

· A Praça do Giraldo é uma praça ampla, a partir da qual os turistas podem


começar a sua visita, uma vez que está ligada aos caminhos que levam aos
principais monumentos. Esta Praça acolheu várias execuções durante o período
da Inquisição.

· O Museu de Évora ostenta uma coleção diversa de peças de arte, que


representam a longa história de Évora, desde colunas Romanas a esculturas
contemporâneas.
· A Catedral de Évora, construída em 1186, tem uma das maiores naves do
país. O grande órgão renascentista é alegadamente o mais antigo da Europa. O
exterior possui uma mistura de elementos Romanescos e Góticos. Foi nesta
catedral que as bandeiras das naus de Vasco da Gama foram abençoadas antes da
sua partida na viagem que o conduziu à Índia.

· A Praça das Portas de Moura, envolvida por arquitetura Mourisca e


decorada com uma invulgar escultura esférica do período renascentista.

· O Convento dos Loios, fundado em 1485, foi transformado para ser


utilizado como pousada. Contudo, mantém as suas linhas arquitetónicas Gótico-
Manuelinas-Mouricas e igreja adjacente está aberta ao público.

· A Igreja de São Francisco é uma ingreja de estilo Gótico-Manuelino. O


seu element mais famoso é a Capela dos Ossos, uma capela cujas paredes se
encontram totalmente cobertas pelos ossos de mais de 5000 pessoas – uma visão
assustadora, mas ainda assim fascinante.

Embora Évora esteja apenas a 2 horas de Lisboa, recomenda-se uma estadia


durante 1 ou 2 dias, uma vez que Évora funciona como a base ideal para uma
tour pelo Alentejo.


Informações práticas
Como chegar

De autocarro: existem vários autocarros que saem de Lisboa (terminal de


Sete Rios) durante o dia. O bilhete custa 12,50€. Para mais informações, por
favor visite http://www.rede-expressos.pt/

De comboio: saindo da estação de Entrecampos, em Lisboa, e saindo na


Estação de Évora. O bilhete custa 12,20€ e existem vários comboios durante o
dia. Para mais informações sobre os horários, por favor visite www.cp.pt

Contactos – Posto de Turismo

Telf: +351 266777071

Website

www2.cm-evora.pt


Lisboa Guia de Viagem - eTips | Évora
Óbidos

Óbidos é uma pequena vila localizada na região Oeste de Portugal. A sua


história remonta à ocupação Romana da zona. Após a queda do Império
Romano, o território esteve nas mãos dos Visigodos e depois dos Mouros, que
foram responsáveis pela construção da primeira fortificação no topo da colina
onde a vila se encontra atualmente. A povoação foi conquistada aos Mouros pelo
primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, em 1148. Em 1210, o Rei D.
Afonso II “ofereceu” a vila à Rainha Urraca como presente de casamento e
desde aí a localidade foi protegida por várias rainhas. Isto valeu-lhe a alcunha de
“Vila das Rainhas”.


De entre os monumentos históricos que se podem encontrar em Óbidos, os
mais fascinantes são talvez:

· O castelo, de origem Árabe, foi reconstruído e reparado ao longo dos


séculos. Foi intensamente danificado pelo terramoto de 1755 e no século XX
estava já em ruínas. Acabou por ser reedificado para acolher uma pousada.
· A Porta da Vila encontra-se à entrada do castelo. Com as suas portas
duplas, uma característica típica dos castelos Portuguesa, alberga um notável
painel de azulejos do século XVIII representando a Paixão de Cristo. O seu teto,
recentemente restaurado, exibe uma representação magnífica da coroa de
espinhos.

· A Igreja de Santa Maria foi construída durante o período Visigodo.


Quando os Mouros se apoderaram da região, foi convertida em Mesquita e
depois de ser conquistada pelos Cristãos, tornou-se uma igreja cristã. O
casamento de D. João III com a Rainha Catarina de Áustria ocorreu nesta igreja.
O atual aspeto da igreja remonta a 1535.

· O Santuário do Senhor Jesus da Pedra é um dos edifícios de estilo


Barroco mais fascinantes do país. De forma hexagonal e com três capelas
interiores estupendamente decoradas, o santuário foi construído a pedido do Rei
D. João V, após este ter escapado de um acidente evocando a ajuda do Senhor
Jesus da Pedra.

Óbidos é também uma vila de artes e artistas, celebrados nos seus vários
museus de alta qualidade. O Museu Municipal de Óbidos alberga uma fantástica
coleção de trabalhos artísticos da autorida de Josefa D’Óbidos, uma pintora do
século XVII que viveu na região e dedicou toda a sua finda a desenvolver as
suas muito apreciadas capacidades ténicas e sentido estético. O seu trabalho tem
sido admirado nacional e internacionalmente, com exposições em Washington,
Londres e muito mais. Mas não são só os talentos consagrados que têm um lugar
nos museus de Óbidos. Na Galeria NovaOgiva pode usufruir-se de várias
expoisções e manifestações culturais contemporâneas.

Em Óbidos existe lugar também para o desporto. É possível praticar golf no


Campo de Golf do BOM SUCESSO e fazer uma caminhada relaxante ao largo
da Laguna de Óbidos, o sistema lagunar mais extenso da costa Portuguesa.
Alguns dos eventos dignos de nota incluem a Feira Medieval, o Festival
Internacional de Chocolate e o Óbidos Vila Natal, um evento subordinado à
temática natalícia e que envolve toda a vila.

Existe alojamento, restaurantes e bares para turistas com todo o tipo de


carteiras!

Informações práticas

Como chegar

De comboio: linha do Oeste – entrando na estação de Sete Rios e saindo na


estação de Óbidos. Os bilhetes custam 6,00€ e existem vários comboios durante
o dia. Para mais informações sobre os horários, vá a www.cp.pt

De autocarro: nos autocarros da empresa “Rodoviária do Tejo”, que saem no


terminal da Rua Actor António Silva (sair na estação de metro de Campo Grande
para aceder a esta rua). O preço médio do bilhete é 8,00€. Os horários tendem a
mudar durante o ano. Para mais informações vá a http://www.rodotejo.pt/

De carro: a partir de Lisboa, entrar na A8 diretamente para Óbidos. A viagem


demora cerca de 40 a 50 minutos. Existem várias empresas de rent-a-car para
aluguer de viaturas. A seguir se apresentam os contactos para obtenção de mais
detalhes sobre os carros disponíveis e respetivos preços:

o Sixt Rent-a-car: + 351 21 799 87 01

o Budget: +351 210 32 36 05

o Hertz: +351 219 426 385

o Avis: +351 21 754 78 00


o Europcar: +351 21 940 7790

Contactos – Posto de turismo

Telf.: +351 262 959 231

E-mail: posto.turismo@cm-obidos.pt

Website

www.obidos.pt


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