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Edição ABVO NOTÍCIAS Nº 11 Associação Barriga Verde dos Oficiais Militares Estaduais de Santa Catarina
Edição
ABVO NOTÍCIAS
Nº 11
Associação Barriga Verde dos Oficiais Militares Estaduais de Santa Catarina
Santa Catarina - Ano II - Julho - 800 Exemplares - Distribuição Gratuita
Jornalista Responsável: Ana Paula Meurer (SC 02788-JP) / Impressão: Artes Gráficas RioSul

INAUGURADA ESCOLA DE PREPARAÇÃO DE OFICIAIS

RioSul INAUGURADA ESCOLA DE PREPARAÇÃO DE OFICIAIS No dia 22 de julho, o Programa Justiça e

No dia 22 de julho, o Programa Justiça e Cidadania da PMSC, do SBT, exibiu uma entrevista com o Cel Rogério Martins obre criação e o funcionamento da Escola de Preparação dos Oficiais.

E ainda nesta edição:

Reunião com os Comandos Gerais

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Considerações sobre a Academia de Letras dos

Militares Estaduais

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Confira algumas das aulas e serviços oferecidos

pela ABVO

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Acompanhe o orçamento do mês de fevereiro Pág. 8

C erca de 200 pessoas, entre alunos, professores, ofi- ciais e convidados, participaram da palestra inaugural

do Curso de Especialização em Direito Público com Ênfase na Área Criminal no dia 12 de agosto. Tendo como tema ''A vitimização no Estado de Santa Catarina'', a palestra foi proferida pelo Cel Nazareno Marcineiro Comandante Geral da PMSC. Após a palestra, foi servido um coquetel. As aulas, que começaram no dia 13, são oferecidas pela Escola de Preparação de Oficiais da Associação Bar- riga Verde em parceria com a Univali e contam com uma completa grade curricular para qualificar os alunos. O objetivo do curso é preparar as pessoas interes- sadas para o concurso de Oficiais da PM e promover a for- mação continuada dos participantes por meio de aborda- gem conceitual, em consonância com as demandas sociais complexas relativas ao direito público e em particular com a área criminal.

Teto único

Dando continuidade às tratativas para a implantação do teto salarial único no Estado, o Presidente da ABVO, junto com a comissão dos Presidentes de Associações, estiveram reunidos na tarde do dia 08 de agosto com o Secretário da Administração Milton Martini. A comissão foi bem recebida e discutiu as diversas im- plicações e alternativas jurídicas e financeiras para a solução desse problema. A próxima reunião será com o Secretário de Estado da Fazenda.

Boas-vindas!! No último mês, a Associação ganhou mais um asso- ciado: Ademir da Rocha.

Seja bem-vindo!!

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ACONTECEU

Reunião com os Comandos Gerais

/Julho de 2012 ACONTECEU Reunião com os Comandos Gerais Crédito da foto: Centro de Comunicação Social

Crédito da foto: Centro de Comunicação Social da PMSC

C om o objetivo de buscar um união maior de esforços em torno dos obje- tivos organizacionais das Corporações e das classes da Polícia Militar e

do Bombeiro Militar, estão sendo realizadas, periodicamente, encontros dos Presidentes de Associações com os Comandos Gerais. O presidente da ABVO, Cel Rogério Martins, tem participado ativamente desses encontros, dando sugestões e contribuições para que essa finalidade seja alcançada. Durante o último encontro, no dia 19 de julho, os presentes discutiram diversos assuntos de interesse dos militares estaduais. No seu pronunciamento, o Coronel Rogério destacou importantes questões que envolvem a carreira jurídica, o teto salarial, subsídio, Hospital da Polícia Militar, poder de polícia administrativa, apoio ao comando do Corpo de Bombeiros contra a PEC dos bombeiros voluntários e a ação conjunta contra a PEC 37 que quer retirar poderes da Polícia Mililtar e do Ministério Público. Ele também apresentou proposta para criação de um Fórum dos Presi- dentes de Associações e a contratação de um caderno publicitário a ser en- cartado em todos os jornais do Estado. ''A intenção é enaltecer os resultados positivos das ações da Polícia Militar em prol da segurança pública do Estado, como uma forma de enfrentar algumas campanhas difamatórias contra a Cor- poração'', explicou. A sugestão foi bem aceita por todos os presentes.

Reuniões abordam PEC 37 e promoção de oficiais

presentes. Reuniões abordam PEC 37 e promoção de oficiais No dia 31 de julho, o Procurador-Geral

No dia 31 de julho, o Procurador-Geral de Justiça recebeu o Coronel da Polícia Militar de Santa Catarina Marlon Jorge Teza, Presidente da Federação Nacional de Entidades de Ofi- ciais Militares Estaduais (FENEME), e também os Coronéis Fred Harry Schauffert e Rogério Martins, respectivamente Presidentes da ACORS e da ABVO. Depois de participarem da re- união do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (CNCG), foi a vez de for- talecer o contato com a entidade dos Oficiais Militares para unir for- ças contra a aprovação da PEC 37. O Presidente Marlon confirmou a disposição das entidades que compõem a FENEME em participar

das entidades que compõem a FENEME em participar das ações conjuntas em seus Estados. Também no

das ações conjuntas em seus Estados. Também no dia 31, os presidentes das associações reuniram-se com o Coronel Nazareno Marcineiro, para tratar de assuntos pertinentes à promoção de oficiais.

Crédito da foto: Centro de Comunicação Social da PMSC

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ACONTECEU

www.abvo.com.br /Julho de 2012 ABVO NOTÍCIAS 3 ACONTECEU Promoção de oficiais A ABVO parabeniza nossos associados

Promoção de oficiais

A ABVO parabeniza nossos associados que serão promovidos no dia 11 de agosto. Desejamos ainda mais sucesso em mais esta etapa da car- reira.

A Coronel

Ten Cel PM JOÃO RICARDO BUSI DA SILVA Ten Cel PM VÂNIO LUIZ DALMARCO Ten Cel PM MARIA DE FÁTIMA MARTINS Ten Cel PM MAURO TEODORO BIRCKHOLZ Ten Cel PM GIOVANI DE PAULA Ten Cel PM ROGÉRIO LUIZ KUMLEHN Ten Cel PM MAURO ALMIR MARZAROTTO Ten Cel PM HILTON HUBERT PICKLER

A Tenente-Coronel

Maj PM IBRAIM FRANZ JÚNIOR Maj PM SIDNEI SCHMIDT Maj PM MARCOS AURÉLIO LINHARES Maj PM MIRACI JOSÉ MONTIBELLER Maj PM CÉLIO JOSÉ MEDEIROS

A Major Cap PM VALÉRIO FRANCISCO DA SILVA Cap PM ALFREDO VON KNOBLAUCH Cap PM RENATO ABREU Cap PM LUCIANO GABRIEL THIELE Cap Cap PM ALDO NUNES DA SILVA JÚNIOR Cap PM SANDRO NUNES Cap PM SÉRGIO ROGÉRIO SILVA DE VARGAS Cap PM MAURÍCIO SILVEIRA Cap PM ANDRÉ ALVES Cap PM SÍLVIO LUÍS FERNANDES

Formatura do CFO 2012

No dia 27 de julho, aconteceu a solenidade de formatura militar do Curso de Formação de Oficiais (CFO) 2012, evento que foi prestigiado e apoiado pela ABVO. Além da formatura, a Associação sempre apoia os Cadetes durante todo o curso, com patrocínios para os eventos, festas, entre outros.

o curso, com patrocínios para os eventos, festas, entre outros. Crédito da foto: Centro de Comunicação
o curso, com patrocínios para os eventos, festas, entre outros. Crédito da foto: Centro de Comunicação

Crédito da foto: Centro de Comunicação Social do BMSC

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FIQUE POR DENTRO

Considerações sobre a ACADEMIA DE LETRAS DOS MILITARES ESTADUAIS

A iniciativa, como não poderia deixar de ser, foi dos Comandos das duas Corporações: Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. Alguns oficiais se reuniram para discutir sobre a criação de um organismo de pesquisa científica, com dados, experimentações e estatísticas, para aper- feiçoarmos as nossas lides operacionais, dando assim uma melhor resposta às necessidades da população. No entanto, a ideia evoluiu para uma Academia de Letras, onde o objetivo não poderá ser, com certeza, somente o técnico. Um sodalício desse tipo deverá ir mais além. Aventou-se também a hipótese de criar um Instituto Histórico, o que se revelaria importante também, com o resgate continuado da nossa história, seus fatos e seus vultos. Contudo, o foco foi um pouco mais além, e para minha alegria os comandantes vislumbra- ram a possibilidade de criação de uma Academia de LETRAS, a exemplo da PM de Minas Gerais. Pensamos em voos mais amplos, holísticos, literários. E temos gente com capacitação para tal, pois isto se consegue não com um curso somente, ou um livro somente, mas com vivência, experiência, os percalços, os senões, a busca de aperfeiçoamento como ser humano, como sujeito ativo de um tempo complexo. Não é uma lide meramente técnica. Já devem ter observado que em todas as academias deste Brasil e do mundo se encontram pessoas mais vividas, mais experientes, o que não impede o ingresso de um jovem dotado de atributos mais que comuns nesta área do saber humano que convive com a Arte e o Belo. Convivamos, fomentemos e demos mérito à área técnica, sim, e isso será feito, mas sem esquecer que uma academia deve seguir mais além. Se a Academia é de LETRAS, importante se faz o domínio mais aperfeiçoado possível do idioma, da Literatura como história e como arte, nas suas manifestações de contos, crônicas, ensaios, critica literária, romance, e mesmo a poesia, considerada nas academias o néctar, a essência, a parte mais nobre do semear palavras, forma muito especial de enobrecer a vida. O estudo histórico de nossos fatos e vultos se encaixa também nesse desiderato, motivo pelo qual estes trabalhos são igualmente relevantes. Posso citar como exemplo o nosso coronel Edmundo, que exerce a crônica e o conto de forma sutil, elegante, ao mesmo tempo em que nos brinda com registros de nossa história. Aí se encerram, além do resgate histórico, o seu estilo literário, o seu estro, a sensibilidade no manejar das pala- vras, virtudes que nosso decano expõe em seus livros. Poderia citar outros oficiais. Temos que verificar vários critérios, e não somente o livro. Alguns pensam, de outro modo, importar somente a titulação, costume muito perseguido neste país de muitos diplomas e pouco saber. Não desfaço o título, senhores, mas ele também não pode ser critério exclusivo. A melhor cronista catarinense, e isso é reconhecido nas academias de letras, não tem curso superior. É autodidata. Que critérios para ingresso numa academia poderíamos enumerar, já que somos quase matemáticos?

- os livros, sim, com qualidade nas áreas que o estatuto define.

- a titulação, sim, que pode ensejar o aperfeiçoamento do mister literário.

- espaços literários ou em outras áreas do saber em blogs e jornais.

- o currículo pessoal, técnico e literário.

- os prêmios obtidos por atividade literária, histórica ou técnica. Note-se que não é necessário ser acadêmico para ganhá-los.

- valor intelectual reconhecido e respeitado no seio de seus pares. Temos militares assim que não publicaram livros.

- publicação de artigos, ensaios, colunas, trabalhos acadêmicos.

- participação com conferencista em seminários, simpósios, etc.

- devotamento e entusiasmo à causa. Isso, creiam os senhores, é muito verificado quando de concursos para preenchimento de cadeiras literárias vagas. Uma história de vida anterior

- trabalho como instrutor ou professor, ou diretor de estabelecimento de ensino médio ou superior. (As academias tendem a considerar mais importante o magistério da Língua Portuguesa e Literatura).

Vejam, meus caros, que já estão aí listados dez critérios, alguns objetivos, outros subjetivos, mas bem ou mal, considerados Não há porque ficar somente no livro e na titulação, embora, repita, sejam importantes. No ano de 2013, se a Academia se tornar uma realidade, serão feitos con- cursos para ingresso, devendo todos esses critérios ser observados. Alguns comentam que só entraram oficiais. Particularmente, após comunicar ao Comando, convidei um oficial e dois graduados, senhores. Somente o oficial aceitou. Praças poderão concorrer no futuro, ou melhor, a partir do ano que vem. E, bem ou mal, neste momento, a palavra im- portante será a dos comandantes, e sob este aspecto posso afirmar que tudo está sendo gerido de maneira democrática. O Coronel Nazareno tem, até aqui, aceitado todas as minhas sugestões, já que estou encarregado de administrar o processo de fundação e instalação da Academia. Pelo lado do Corpo de Bombeiros, os indicados foram escolhidos por eles, agradecendo eu ao coronel Marcos Oliveira por sua participação solidária em nossos encaminhamentos. Caminharemos assim, com críticas, a maioria construtivas, algumas destrutivas, pois este é o modo pelo qual o grande teatro da vida se

realiza.

Cordialmente Cel RR Roberto Rodrigues de Menezes

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O ASSOCIADO EM PRIMEIRO LUGAR

Yôga

No dia 07 de agosto, foram retomadas as au- las de Yôga na ABVO, que estavam suspen- sas devido a problemas de saúde da profes- sora.

Dynamus Club

Nossos associados podem adquirir produ- tos e serviços de diversas empresas com desconto por meio do convênio com a “Dy- namus Club”. O site disponibiliza descontos exclusivos a grupos de associados, como reservas em Hotéis, ofertas em concession- árias de veículos, eletrônicos, entre outros. Para acessar o site da empresa e conhecer todas as ofertas, é necessário entrar na Área Restrita aos Associados, cadastrar email, CPF e efetuar a compra.

Inglês

Estão abertas as inscrições para o curso de inglês, com início previsto para agosto. Com valores mais acessíveis, as aulas, ofe- recidas pela MacroIdioms, serão realizadas na sede urbana da ABVO. Entre em contato com a secretaria para mais informações.

Escritório de advocacia obtém êxito em defesa de associado

O escritório de advocacia do Dr. Nilton Macedo Machado, que presta Assessoria Jurídica para a ABVO, juntamente com o Presidente Cel Rogério Martins , participaram nessa quarta-feira (08) de uma audiência na Auditoria da Justiça Militar para defesa de um associado processado em ação decorrente do serviço. Tendo com resultado o encerramento do processo, a audiência foi con- siderada um sucesso. Outras ações dessa natureza, assim como ações particu- lares e da classe, como hora extra, teto salarial e indenizações, também estão sendo enfrentadas pelo escritório, que atende diarimente na secretaria da sede social, na Trindade. Agende seu horário e venha conhecer mais excelente serviço que está disponível a todos os nossos associados!

serviço que está disponível a todos os nossos associados! Ballet para todos na ABVO! Praticar uma

Ballet para todos na ABVO!

Praticar uma dança pode trazer inúmeros benefícios para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. A partir de setembro, esse público poderá contar com as aulas do Estúdio de Dança Plié, localizado na ABVO. Com duração de uma hora, as novas aulas serão realizadas no período da da tarde duas vezes por semana. A Professora Fárida Dell’Antonio destaca que o balé é uma arte que estimula a sociabilidade e a cordialidade, melhorando também a a pos- tura, a flexibilidade, a força muscular e auxiliando no domínio do equilíbrio e da concentração. ‘‘Nas aulas, as alunas aprenderão o balé desde a base até a utilização da sapatilha de ponta. Todo o conteúdo em sala de aula é específico para cada idade e cada nível de aprendizado’’. Fárida é Graduada em Dança pela PUC/PR e pós-graduada em Dança Cênica pela UDESC. Trabalha com balé há mais de 20 anos e já realizou inúmeros espetáculos de dança pelo País.

TRAGA SEUS FILHOS PARA FAZER UMA AULA EXPERIMENTAL!!!

O início das turmas será em setembro. Os associados têm desconto nas mensali- dades. Horários: sempre nas 3ª e 5ª - 14:30 as 15:30 (alunas de 6 a 9 anos) - 15:30 as 16:30 (alunas de 10 a 15 anos)

dades. Horários: sempre nas 3ª e 5ª - 14:30 as 15:30 (alunas de 6 a 9

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ARTIGO

6 ABVO NOTÍCIAS www.abvo.com.br /Julho de 2012 ARTIGO OS SÍMBOLOS NACIONAIS No dia 18 de setembro

OS SÍMBOLOS NACIONAIS

No dia 18 de setembro comemora-se o dia dos símbolos nacionais. A Constituição do Brasil promulgada em 05 de outu- bro de 1988, no § 1º do Artigo 13, preconiza que a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais, são os símbolos da Repúbli- ca Federativa do Brasil; autoriza ainda as demais unidades da Federação, ou seja, Estados, Distrito Federal e Municípios, ter- em símbolos próprios. O atual texto constitucional consolida a tradição das Cartas Magnas anteriores, exceto a de 1967 que prescrevia como símbolos nacionais apenas a bandeira e o hino nacionais. O texto constitucional deixa bem claro que são quatro os símbolos nacionais (bandeira, hino armas e selo); portanto, a lei maior é excludente não admite outros símbolos. Vez por outra, cronistas desavisados e despreocupados com a correção legal, alardeiam a existência de outros símbolos como o pau-brasil, a flor do ipê amarelo ou ainda o sabiá, como símbolos nacionais; esses elementos são símbolos segmentários. O pau-brasil (Cae- salpinia Echinata Lam) é árvore nacional conforme Lei nº 6.607, de 7 de dezembro de 1978; o ipê-amarelo (Tabebuia Vellosoi) foi declarada flor nacional em 1961 pelo Presidente Jânio Quad- ros; e finalmente, o sabiá (Turdus Rufiventris) é a ave símbolo representativo da fauna ornitológica brasileira, conforme decreto federal s/n, de 3 de outubro de 2002. Portanto, a simples leitura

dos textos legais, já deixa claro que os símbolos nacionais são os quatro previstos na Carta Magna e os três últimos são símbolos de segmentos, dois de elementos da flora e um da fauna.

O termo símbolo do grego “sýmbolon” e do latim “sym-

bolu”, de acordo com o Mestre Aurélio (FERREIRA, 2009, p.1847), é aquilo que: designa um elemento representativo que está (visível) em lugar de algo (invisível) que pode ser objeto ou

ideia; por um princípio de analogia, representa ou substitui outra coisa, (balança - justiça); tem valor evocativo, mágico ou místico, (cruz - cristianismo); ou ainda objeto material, que por convenção arbitrária, representa ou designa uma realidade complexa (ban- deira – nação).

O termo nação (nacional) do latim “natione”, também

reportando aos ensinamentos do Mestre Aurélio (FERREIRA, 2009, p.1381), é o agrupamento de seres, geralmente fixos num território, ligados por origem, tradições e lembranças, costumes, cultura, interesses e aspirações, e, em geral por uma língua; o povo de um território organizado politicamente sob um único gov- erno. A Wikipédia, enciclopédia livre disponível na Internet, em sua versão na língua portuguesa, orienta que a rigor, os elemen-

tos clássicos território, religião, língua, costumes e tradição, por

si só, não constituem o caráter de uma nação. Orienta ainda que

a maioria dos estudiosos admite que o elemento essencial, que

se mostra condição subjetiva para a formação de uma nação, é

o vínculo que une estes indivíduos, determinando entre eles a convicção de um querer viver coletivo.

O Cadernos do Museu nº 9 (CÂMARA DOS DEPUTA-

DOS, 2009, p.9), publicação da Câmara dos Deputados, abor- dando o histórico da criação dos símbolos nacionais, mostra com rara felicidade que os símbolos nacionais representam a Nação brasileira, o povo brasileiro, seus ideais, suas glórias e conquis- tas, as suas organizações políticas, a relação direta do cidadão

com o Brasil e sua história. E acrescenta, por isso são elemen- tos essenciais para a afirmação da nacionalidade, a construção da democracia, a consolidação dos ideais democráticos e a pro- moção da cidadania.

O principal suporte legal que dispõe sobre a forma e apresenta-

ção dos símbolos nacionais, é a Lei nº 5.700, de 1º de setem- bro de 1971, além de insuficiente, decorridos quarenta anos da publicação, sequer foi regulamentada conforme manda o artigo 43. Houveram alterações de atualização é bem verdade, mas não a devida regulamentação. Além da legislação acima citada surgiram outras legislações pontuais e esparsas, que mais con- fundem do que enriquecem, esclarecem e aperfeiçoam aquela, como a Lei nº 12.157, de 23 de dezembro de 2009, que manda hastear a bandeira do MERCOSUL em importantes repartições públicas do país. A legislação militar é minuciosamente detal- hada, mas de âmbito e conhecimento restrito. Alguns autores, na falta de regulação no âmbito civil, têm buscado no que couber e como doutrina, orientações de uso e culto na legislação militar. Os dois símbolos mais conhecidos e identificados pelo povo brasileiro são a Bandeira Nacional e o Hino Nacional. É de conhecimento geral, em especial entre os profissionais que fazem cerimonial, violações grosseiras no uso e culto a esses símbolos em total desacordo com a legislação nacional e pro- cedimentos internacionais frutos de acordos multilaterais. O des- respeito aos símbolos nacionais deve-se por insuficiência de for- mação e informação, mas principalmente por falha (ou a falta de) na “educação cívica” do sistema de ensino das nossas escolas do ensino fundamental e médio. Os símbolos nacionais, as mais caras representações

da pátria, expressando a independência da nação e do povo, só têm legitimidade quando integralmente aceitos, respeitados, conhecidos e reconhecidos por todos. Os símbolos nacionais são ideias, princípios, dogmas e lemas que adquirem forma e conteúdo, transformando-se em ex- pressões simbólicas do povo e da nação. É a linguagem silen-

ciosa que emociona, venera e respeita o nosso povo feito nação.

É a linguagem dos sentimentos do povo, para tanto é preciso

conhecer cada procedimento específico. Para cultuar corretamente a Bandeira e o Hino nacionais,

necessário se faz conhecer a legislação e normas decorrentes,

e mais ainda conhecer também as doutrinas de uso e culto for-

muladas por estudiosos do assunto. Os símbolos nacionais estão presentes nos estabeleci- mentos de ensino, nas cerimônias, nos eventos solenes, nos de- sportos, nas repartições públicas, nas manifestações públicas de regozijo e em empresas e propriedades privadas pelo Brasil afora, portanto é preciso, conhecer e estudar os nossos símbolos pátrios. Não se trata com respeito aquilo que não se conhece. Os símbolos nacionais sustentam e definem, identidade

inconfundível e integral de um povo, sua cultura, seus valores e seu território. Faz sentido a constatação do eminente Professor

e membro da Academia Catarinense de Letras Theobaldo Costa

Jamundá, ao reclamar que quase sempre é delegada aos mal orientados serventes das repartições públicas, a atribuição de

zelar pelo culto à Bandeira Nacional. Diz ele: “Levam e trazem as bandeiras com a mesma naturalidade de levar e trazer o balde e

a vassoura”.

Fredolino Antônio David Diretor de Ensino, Pesquisa e Extensão do

Comitê Nacional de Cerimonial e Protocolo

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O presidente da ACORS, Cel Fred Schauffert, publicou uma nota em homenagem ao Cel BM Masnik, que deixou o comando do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. A diretoria da ABVO concorda com o conteúdo e publica a íntegra da mensagem abaixo:

DO QUE É FEITA A ESPADA?

São valores morais, de honra, orgulho, coragem e lealdade. Mas são valores muito intrínsecos à carreira militar. Liberdade e amor que não estão no dicionário. É por isso tão profundo em cada um de nós, Militares Estaduais”. Não estamos, mas somos Estado e Governo antropomorfizados. Vestimos o corpo carnal e finito, mas somos anjos imortais da sociedade. Doamos a nossa juventude, o momento mais sublime da nossa vida, em defesa da grei. O nosso acordo de resultados é dar a vida se preciso for. Este é o nosso pacto. A espada, o nosso símbolo de aço eterno. Nós partimos, a espada fica. Constituímos uma classe pequena. A Academia Militar nos molda, despolitizados, castrados e manietados. Mas a fac- uldade do senso comum e o desejo ardente de servir ao povo ajudam a lapidar a pedra bruta. Evoluímos. Existimos para servir sem subserviência. Foi assim que o meu colega Coronel BM JOSÉ LUIZ MASNIK, da Turma Coronel Lopes Vieira, Aspirante-a- Oficial de 4 de dezembro de 1981, sempre enfrentou as missões que assumiu. Jamais tergiversou, sempre liderando os seus comandados com energia, mas sem soberba. Valeu-se do seu livre arbítrio para entrar de cabeça erguida pelo “Portão das Armas” da Academia de Polícia Militar da Trindade e da mesma maneira o faz agora no crepúsculo da sua carreira. Não pediu, não implorou para ser ou deixar de ser. Não se prendeu à cadeira do Comando. Teve a dignidade de entrar e sair na hora certa. Lega aos que o sucederão uma Corporação moderna e preparada para honrar o lema do Corpo de Bombeiros Militar Barriga- Verde – “Vida Alheia e Riquezas Salvar!”. Assim é a vida! Um verdadeiro baile. Vamos vivendo e bailando. Recorda, nobre amigo, que “Uma vez ter- minado o jogo, o rei e o peão voltam para a mesma caixa”. Siga sereno, nosso eterno 01, que serei o último baluarte da turma a apagar a luz e fechar a porta sem no entanto nos curvarmos às injustiças. Sucesso e um forte abraço fraternal. FRED HARRY SCHAUFFERT Aluno Oficial PM n° 12 do 3° CFO/81

Cel PM Presidente da ACORS

Presidente da ABVO participa de solenidade em homenagem à Imprensa Catarinense

O Presidente da ABVO participou da solenidade em homena- gem ao Dia da Imprensa Catarinense, 181 anos, e aos 80

anos de fundação da Associação Catarinense de Imprensa no dia 27 de julho. O evento foi realizado na Praça XV de novembro, junto ao busto de Jerônimo Coelho, Patrono da Imprensa e da Ma- çonaria Catarinenses. Na ocasião, o Cel Rogério aproveitou a oportunidade para conversar com diversos jornalistas, em especial com o Sr Ademir Arnon, Presidente da ACI, sobre assuntos de interesse da Polícia Militar e da própria ABVO.

da ACI, sobre assuntos de interesse da Polícia Militar e da própria ABVO. Crédito da foto:

Crédito da foto: Marcelo Fernandes

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Orçamento Fevereiro

www.abvo.com.br / Julho de 2012 Orçamento Fevereiro R e u n i ã o d a

Reunião da Diretoria

A diretoria da ABVO realizou sua reunião mensal na noite de 30 de julho. Buscando sempre a melhoria do atendimento e serviço aos seus associados, os integrantes debateram questões administra- tivas, como a situação das obras na sede urbana, o novo serviço jurídico oferecido pela ABVO e a avaliação da Escola de Prepara- ção dos Oficiais. Também foram abordados assuntos classistas e institucionais. O encontro também contou com a presença do chef Toni da Silva, do Restaurante Sobrállia.

classistas e institucionais. O encontro também contou com a presença do chef Toni da Silva, do
classistas e institucionais. O encontro também contou com a presença do chef Toni da Silva, do