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Projeto Ser Humano

Acomodação e Conformismo

José Fernando Vital vital.pai.family@gmail.com

www.scribd.com/espacotempo2461

vital.pai.family@gmail.com www.scribd.com/espacotempo2461 “A conformação à uma circunstância ou à uma

“A conformação à uma circunstância ou à uma condição de vida pode ser considerada sob aspectos bem distintos, diametralmente opostos.”

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Parte 1 – Conformismo

A conformação à uma circunstância ou à uma condição de vida pode ser considerada sob aspectos bem distintos, diametralmente opostos. Por um lado, sem escolhas e sem qualquer possibilidade de negação, agimos em conformidade com as ideias que correm nele e que animam nosso pensamento. É a conformação necessária de ação que o mundo das ideias retoma pra si e nos diz sobre as conveniências de produção de nossas funções mentais ligadas à razão e às funções volitivas. Uma outra conformação diz respeito à ausência ou rebaixamento no nível de iniciativas pessoais. É quando não exercemos o direito e a liberdade de agir na produção do Bem Comum e da qualidade de vida pessoal. É certo que esta Atitude cristalizada não assume a pretensão de absorver as mudanças que surgem a partir do assédio poderoso da atividade em que nos vemos no uso das funções do pensamento. Repetir ideias prontas, buscar

receitas produzidas por conselheiros de plantão, imitar modelos prestigiados na comunidade, não discutir nem assumir compromisso com resultados das ações práticas; são formas de cristalização da conduta pessoal. Indica prostração mental, acomodação à inatividade das iniciativas de progresso. A conformação como busca de adaptação se torna móvel e ativa quando nos conformamos à dinâmica do pensamento que produz sem cessar concepções de vida, conceitos explicativos, e reflete sobre os desafios da realidade atual da vida que nos cerca. O pensamento que se conforma à busca inquieta de entendimentos novos e fórmulas elucidativas pessoais pra se apresentar ao mundo produz vida dinâmica e com formatos sempre novos. Ainda aqui podemos dizer que nos submetemos à Lei de Progresso que rege as mudanças e transformações de que participamos na Natureza. Submetermos nossa forma de agir, aceitar que devemos fazer mudanças para acomodar novos entendimentos e novas habilidades no trato

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das ofertas da vida, é o tipo ideal de conformação de nossa conduta à Lei, porque significa obediência à Lei por estarmos convencidos de sua conveniência no aperfeiçoamento de nossa vida.

“O pensamento que se conforma à busca inquieta de entendimentos novos e fórmulas elucidativas pessoais pra se apresentar ao mundo produz vida dinâmica e com formatos sempre novos.”

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“Acomodação no sentido pejorativo, inconveniente do termo, significa justamente o inverso de providências de solução no sentido de ausência de esforço, na omissão de alguma atividade produtiva.”

Parte 2 – Acomodação

Acomodação é expressão que pode ser indicativa de comportamentos passivos inconvenientes como também referir-se à providências de solução para situações desequilibrantes. Acomodar é arrumar espaço e tempo

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para que algo possa viver, se arrumar, acontecer de forma pacífica e ordeira. Ao recebermos visitas em nossa casa, acomodá-las de forma digna e confortável é a indicação de bons propósitos relacionais. Ao sermos solicitados em alguma produção de trabalho, acomodar nossa atividade, nosso esforço de produção, à aplicação de recursos visando atender as solicitações, é acomodação de nossa ação para que satisfaçamos ao pedido de trabalho. Acomodação no sentido pejorativo, inconveniente do termo, significa justamente o inverso de providências de solução no sentido de ausência de esforço, na omissão de alguma atividade produtiva. Neste caso nos acomodamos porque desistimos de algo, porque evitamos algum incômodo de trabalho, porque omitimos nossa participação em alguma mudança de situação e de direcionamento. Normalmente a Acomodação no propósito construtivo indica que somos pessoas flexíveis, isto é, alertas e dispostas às solicitações de mudança que provenham de nossas evoluções de vida. E a Acomodação inconveniente indica que nos

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fixamos numa determinada situação, nos estabelecemos repetindo comportamentos ao longo do tempo e mostrando que não temos intenção e nos despreparamos para mudanças de cenário e de condições de vida. Mesmo que algo e muitos sugiram que as mudanças são desejáveis e indicativas de melhor qualidade de vida, resistimos. No primeiro processo atendemos conscientes à evolução da vida. E no segundo caso ignoramos que a vida muda porque deve aperfeiçoar-se e de que aqui fisicamente nada é permanente.

“Acomodação inconveniente indica que nos

fixamos numa determinada situação

Mesmo

que algo e muitos sugiram que as mudanças são desejáveis e indicativas de melhor qualidade de vida, resistimos.”

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“Nada pinta de repente no céu de nossas vidas e nos faz marca característica sem requisitar as influências e interferências das diversas outras manifestações de nossa individualidade.”

Parte 3 – Processos Humanos

Vamos mencionar sempre em nossos escritos a ideia de que no ser humano as coisas que sentimos, que percebemos, que conceituamos e os comportamentos que se nos tornam pessoais e nos caracterizam a individualidade, as atividades que visam a procriação e pra sobrevivência nossa e evolução, tudo isso tem processamento como se fossem sistemas vivos. Sistema porque nada acontece no nosso organismo e na nossa atividade mental de forma isolada. Nada pinta de repente no céu de nossas vidas e nos faz sua marca característica sem requisitar as influências e interferências das diversas outras manifestações de nossa individualidade. Respirar é um sistema com raízes orgânicas, portanto emocionais, mentais e portanto afetivas e pontuado por marcadores no sistema nervoso. Amar é também ação que processamos não apenas no pensamento puro, mas decorre de interferências de diversos recursos registrados em nosso sistema nervoso orgânico, como também repercute a partir da

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nossa sensação física de bem-estar. Amar como ação atual se compõem de memórias e de perspectivas de futuro.

“Amar como ação atual se compõem de memórias e de perspectivas de futuro.”

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“A Lei de Progresso é indicativa do movimento que fazemos como seres humanos em desenvolvimento.”

Parte 4 – Os dois sistemas – Lei de

Progresso Há um sistema que merece toda referência de nossa parte, porque é como o pontuador dos caminhos que devemos trilhar visando o futuro como seres humanos que somos. Ele é a indicação segura das metas existenciais nas quais devemos investir esforços, recursos e perseverar sempre em suas indicações sem queixas nem justificativas de cansaço. É por ele que não desistimos jamais. Podemos chamá-lo de Lei do Progresso. Ele tá inscrito em nós,

indelevelmente, e a nenhum de nós nos é permitido ignorar, neutralizar ou mudar seu rumo. Requisita resultados definidos de funções mentais e cerebrais e harmoniza as relações entre sistemas dando a todos destinação nobre e indicando níveis de relacionamento a cada um. Indica o funcionamento ótimo e incentiva ausência de desperdícios de tempo e de recursos. A Lei de Progresso é indicativa do movimento que fazemos como seres humanos em desenvolvimento. Danah Zohar, física e filósofa radicada na Inglaterra, Universidade de Oxford, especificamente, apresenta-nos um livro sobre o tema que ela denomina Terceira Inteligência humana, o Quociente Espiritual

– QS. Nesse texto aponta que há no nosso

sistema nervoso, região localizada em pesquisas da Neurociência, detectada em laboratório com ressonância magnética no cérebro a que está denominando o Ponto de Deus no nosso cérebro. Como apoio incondicional para que avancemos deixando

a insciência e as dúvidas iniciais parece que Deus nos guia pessoalmente e indica nossos caminhos. Com essa iniciativa jamais

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podemos imaginar que fiquemos inativos com relação às providências evolutivas em nossas atividades, onde quer que nos encontremos. E tudo o que nos acontece passa a ganhar sentido de progresso, de recurso alimentando o projeto divino de nossa perfeição.

“E tudo o que nos acontece passa a ganhar sentido de progresso, de recurso alimentando o projeto divino de nossa perfeição.”

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“Este sistema é avaliativo e nos retorna nos espelhando satisfação e insatisfação a relação de nosso desempenho ao nível de otimização indicado para nossas ações produtivas obedecendo ao progresso nas habilidades, nos entendimentos e nos laços de afetividade que conquistamos progressivamente.”

Parte 5 – Contemplação Estética - O

segundo sistema O segundo sistema a que vamos nos referir é o sistema motivador que depura nosso comportamento submetendo-o, cada

e todo comportamento pessoal, à

conveniência dessa Lei do Progresso, é a ordenação da motivação central de nossas

vidas. Este sistema é avaliativo e nos retorna

nos espelhando satisfação e insatisfação a

relação de nosso desempenho ao nível de otimização indicado por nossas ações produtivas obedecendo ao progresso nas habilidades, nos entendimentos e nos laços de afetividade que conquistamos progressivamente. Este sistema, pois, contempla o que fazemos, observa o horizonte de nossas vidas pra onde conformamos e rumamos nossa intencionalidade. Ele não se apassiva mas indica alternativas pois que nossa insatisfação e contrariedade fazem com que busquemos retorno às intenções sinceras, honestas e objetivas na busca de nosso melhor desempenho para a satisfação das indicações da Lei de Progresso. Nada pode ou deve se acomodar, ou se conformar à indicações menores, nada pode nem deve ser nivelado pelo menos ruim, muito menos pelo menos pior. A perfeição é a meta, e portanto a perfeição aplicada dentro do que já se aloja em nossas possibilidades é a

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indicação de sucesso é a vivência relativa da felicidade por nos Contemplarmos Esteticamente e ficarmos satisfeitos com o que somos e com o que estamos construindo. Contemplação Estética se caracteriza por três pontos interessantes, se apoia em três indicações: fazer o Bem Comum, fazer o Bem bem feito e realizar a concepção da Beleza em tudo.

“A perfeição é a meta aplicada dentro do que já se aloja em nossas possibilidades é a indicação de sucesso é a vivência relativa da felicidade por nos Contemplarmos Esteticamente e ficarmos satisfeitos com o que somos e com o que estamos construindo.”

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“ Alguns de nós vencidos pelos aspectos emotivos da vida tentamos oferecer à Razão menor valor e compromissos mínimos com nossa realidade. Nós nos reconhecemos neste caso como Pessoas Emotivas, “

Parte 6 – Olhar-nos

Nesse universo todo em que nos vemos, em meio a tantas coisas que interferem em nossa vida que nos influenciam voluntariamente e não e que nos constituem, Deus nos coloca um ser distinto, que podemos distinguir e acessar voluntariamente como ser distinto de tudo isso que é nosso mundo que se constitui a nossa Razão. Parece aí que somos o Elemento Pensante. Alguns de nós vencidos pelos aspectos emotivos da vida tentamos oferecer à Razão menor valor e compromissos mínimos com nossa realidade. Nós nos reconhecemos neste caso como Pessoas Emotivas, movidas pelo Coração, avessas à busca do entendimento, decidindo-nos através do que sentimos. Outros de nós parecemos que enxergamos apenas as coisas através desse sentido, o da Razão, ou dessa função pensante. Abordamos os acontecimentos pequenos ou mais importantes da vida através de dados estatísticos ou explicativos. Nos dizemos Pessoas Racionais. Neste caso colocamos pra nós mesmo de forma sofrida e sacrificando o sentimento que nos

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abre aos eventos da vida, que não somos comandados pela emoção, mas pela Razão. Contudo, Razão e Afetos se aliam oferecendo obrigatórios dados provindos de observações das situações em que nos colocamos aliados aos valores montados em nossa história de vida. Aquele que se diz Emotivo essencialmente não se convence porque percebe-se a todo instante questionador e busca entender e se avalia através dos resultados das ações pessoais e do estilo de vida a que se obriga obedecer. E aquele que se refere como ser profundamente Racional deve esconder, racionalizar afetos, desobedecer intuições e perder criatividade. Quando em nome de sua concepção pela lógica da vida simplesmente sente um arrepio, um bem ou um mal estar, sabe que é um indício não explicado mas sentido como absoluta realidade. Sabemos que um dia a mais ou a menos teremos que nos resolver nessa inquietude dos afetos. Olhar-nos é a possibilidade de um sentido absolutamente relacionado aos nossos convencimentos, por isso o chamamos de o Sentido da Razão. É aquele canal por onde penetra em nossas

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atividades de pensamento dados e informações que não nos chegam em bruto, mas que são pescadas, selecionadas, salientadas, pelo nosso entendimento das coisas e da vida, através da definição que fazemos pras conveniências de nossa evolução como seres humanos. Através desse Sentido da Razão alimentamos reconhecidos afetos duradouros que não se conturbam por causa das agitações das paixões. O afeto vivido como algo que “vale a pena”, com a promessa de qualidade de vida superior passa a ser relacionamento construído por Projetos de Vida, tendo por causa maior o Bem Comum. Esse Sentido da Razão também nos disponibiliza os exercícios da razão que se dedica ao estudo que produz conhecimentos e que nos desenvolva o Entendimento. A Razão bem estruturada nos leva aos convencimentos sobre Valores de Vida pelos quais vale a pena dedicar nosso tempo e nossas economias, aponta metas pelas quais fazemos sacrifícios que se tornam o trabalho construtor de nossos ideais.

“A Razão bem estruturada nos leva aos

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convencimentos sobre Valores de Vida pelos quais vale a pena dedicar nosso tempo e nossas economias, aponta metas pelas quais fazemos sacrifícios que se tornam o trabalho construtor de nossos ideais.”

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“Conhecer-nos se torna resultado de um rastreamento, ou mais modernamente de um scaneamento, que fazemos de nós mesmos a partir do entendimento a respeito do que é o Ser Humano “

Parte 7 – Conhecer-nos

Conhecer-nos se torna resultado de um rastreamento, ou mais modernamente de um scaneamento, que fazemos de nós mesmos a partir do entendimento a respeito do que é o Ser Humano, raça a qual pertencemos, e de como devemos lidar pessoalmente com as indicações funcionais desse enfoque. Citemos três setores que se entrelaçam essencialmente porque não podem ser evitados, não há como negar suas existências e suas influências e

interferências em nossa rotina de vida. O setor Emocional, ou o das impressões que registramos e voluntariamente ou não, conscientemente ou não, incluem dados não apenas informativos à função da razão mas sensíveis, efetivamente sensíveis, criando impulsos e motivos aos comandos comportamentais. O setor Racional, ou aquele que corre, socorre, comanda e realiza a mistura física, afetiva, lógica e produtiva em qualquer lugar onde estivermos e vivermos. É no setor da Razão em que nos perdemos quando nos convencemos de que nada sabemos, de que nada podemos, e por isso não temos comandos livres pra nossa própria vida. É no setor da Razão em que buscamos, descobrimos e nos apropriamos da liberdade no sentido mais literal e absoluto. Ao chegarmos ao nível do entendimento da vida a apropriação útil desse entendimento se chama Convencimento. Convencidos somos plenos de expectativas que agilizamos tornar vivas; somos plenos de Fé por acreditar no que fazemos. Mobilizamos forças e recursos, e parece que a Natureza que nos torna vivos concorre a nosso favor.

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O setor da Mente que ao se juntar ao cérebro concebe o pensamento deslizante em relação à matéria; flutuante porque não tem peso nem lugar fixo. Prende-se pelo pensamento ao cérebro, e ao mesmo tempo o abandona para se apropriar de outra dimensão que está além do físico e pequena parte apenas nos dados do pensamento. Afasta-se do aparente para se sensibilizar com afetos e emoções provindos de outras impressões, para ligar-se com pensamentos errantes e atemporais. Conhecer-nos é traçar um mapa de reconhecimento das coisas que nos movem, que fazem sentido, que dão a dignidade humana pra nossa vida. Através da meditação refletida, ligada à realidade das coisas de nossa existência, mas sem os aprisionamentos emocionais desarrazoados, podemos olhar cada aspecto, viajar cada setor que vemos se mover dentro de nosso universo íntimo, e realizar as medidas e as análises de conveniências para dar continuidade evolutiva a tudo isso.

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“ Se o organismo apto à reprodução e à sobrevivência significasse prontidão para nossa participação em níveis superiores de vida, então não nos chocaríamos como adultos desnorteados,”

Parte 8 – O berço pra nos embalar

A nossa infância, a infância humana não tem analogia nem a mais rudimentar com a infância física que vivemos e presenciamos na Terra. Se o organismo apto à reprodução e à sobrevivência significasse prontidão para nossa participação em níveis superiores de vida, então não nos chocaríamos como adultos desnorteados, e não por falta de vontade ou apenas por interesses escusos, mas impacientes e confusos a respeito da dimensão e controle da vida emocional. Quando estes adultos inconsequentes, nos entregamos aos balanços das sensações físicas e acreditamos que curtir a vida é desgastar o corpo queimando-o com emoções radicais e fortes demais. Demonstração apenas suficiente pra nos dizer que nos formamos fisicamente na Terra mas podemos estar imaturos e inseguros quanto à conduta espiritual que

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equilibra e inspira a vida. No contrário não nos defrontaríamos em nossos relacionamentos com adultos perfeitamente aturdidos com os compromissos que decorrem das relações afetivas, onde o outro deve ter garantia de prioridade de chegada à portos de segurança e de harmonização pessoal com o futuro evolutivo como seres humanos que somos. E, portanto, podíamos não ter ouvido referências à comportamentos de adultos que se enviesam por primitivismos, crendices, superstições, tabus e preconceitos, prepotentes como que ignorando os significados da vida comunitária. E de como as aparências físicas e de status que adquirimos em determinadas vivências não contarem em absoluto nas nossas participações evolutivas como finalidade mas sim como caminho a percorrer. Portanto, devemos e é o melhor, que nos consideremos bebês, seres na infância da vida, que precisamos de ambiente seguro, de educação indicativa das melhores metas de progresso, que enfim nos garanta

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a continuidade possível de nossa convivência como seres comuns, vivendo em comunidades berços pra nossa evolução. A Filosofia bem costurada e construída liberada de preconceitos dos pensadores e dos viézes dos autores das

várias opções de doutrinas que nos educam

o pensar produtivo a respeito de nossa

humanização, torna-se algo necessário para

orientar a formulação de nossa concepção de vida. Pensar bem, questionar o óbvio, testar hipóteses, aprendermos a enxergar o homem e a sua obra de forma independente, torna-se algo sumamente interessante e

necessário para nos dar liberdade e o poder

de escolha.

Como com nosso desenvolvimento a vida de relação com nossos parceiros e seres humanos se torna cada vez mais íntima e ao mesmo tempo com efetivas repercussões comunitárias é preciso que cuidemos para que cada ação nossa e nossa intencionalidade pessoal possam se estabelecer em nossos hábitos de forma Ética com direcionada aplicabilidade Moral. Viver não significa viver a própria vida

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desvinculada, mas, viver a vida de todos produzindo o melhor com que temos de nós mesmos. Participar e contribuir, são as indicações de nossa maturidade humana. Conhecer a Lei que embala a Vida para termos liberdade de participação na criação do mundo torna-se algo a que somos conduzidos por nossa concepção filosófica e ética sobre a vida humana em sociedade. Estudar as Leis da Natureza, nos apropriar delas e obedecer sua instrumentalidade na realização do Bem Comum é algo a que devemos nos dedicar. Tratemo-nos como crianças de nós mesmos, a quem devemos conduzir à escola, com quem devemos conversar sobre os prós e os contras com relação à qualidade de vida que a Filosofia e a Doutrina Cristã (por exemplo, pode ser uma escolha para apoio ético e moral) indicam pra nós. Façamos parceria conosco mesmos para a realização de Projetos de Vida buscando a dignidade, pois que é assim, em parceria que treinamos e que damos à criança que somos o gosto pelas coisas e ações Boas, Belas e Úteis à evolução humana de todos nós.

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“Pensar bem, questionar o óbvio, testar hipóteses, aprendermos a enxergar o homem e a sua obra de forma independente, torna-se algo sumamente interessante e necessário para nos dar liberdade e o poder de escolha.”

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“Quando falamos em Projetos de Vida estamos justamente mencionando o movimento que voluntariamente e conscientemente fazemos em direção ao futuro, de nossa vontade de estabelecer o futuro que desejamos.”

Parte

Conformismo

Lidamos com a Acomodação e o Conformismo no âmbito das nossas relações humanas, no lidar e no dialogar com outras pessoas, em situações de educação de familiares e amigos, no lidar profissional em oficinas e empresas. Também podemos levar as concepções de Acomodação e Conformismo para a avaliação do que nós fazemos e no como lidamos com nossas situações de vida.

e

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Acomodação

Acreditamos que no sentido tanto pejorativo de negação e improdutivdade como no significado positivo de construção do Bem Comum, esses dois conceitos têm seu princípio de manifestação em nossa capacidade de estabelecimento (descortino) e em nossa aplicação (vontade prática) de desenvolvermos Projetos de Vida. Quando falamos em Projetos de Vida estamos justamente mencionando o movimento que voluntariamente e conscientemente fazemos em direção ao futuro, de nossa vontade de estabelecer o futuro que desejamos. É na dinâmica, a da vida atual em direção aos Projetos de Futuro, que usamos para avaliar e julgar sobre o comportamento Acomodatício e Conformista de alguém e de nós mesmos. Não fazer algo, quando aguardamos a configuração de uma situação favorável para agir, não é acomodação. Obedecer as Leis da Vida que nos pedem tanto a paciência no esperar quanto a persistência no agir, não é nos conformarmos no vazio. Portanto, é preciso que saibamos Acomodar situações favoráveis com todo o entendimento possível, e que nos

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Conformemos que a vida tem princípios de realização que devem ser entendidos e obedecidos. Fazer sem noção, construir sem um Projeto para o estabelecimento conveniente de nosso futuro, apressar atropelando recursos e ignorando o que cada coisa e cada um têm pra contribuir, é não utilizar nosso potencial de descoberta das Leis da Vida, é desobedecer a organização na qual a vida aponta e nos oferece os melhores momentos pra vivermos.

“ Portanto, é preciso que saibamos Acomodar situações favoráveis com todo o entendimento possível, e que nos Conformemos que a vida tem princípios de realização.”

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“A irreverência tem sido parelhada com a juventude, com o desrespeito à coisa estabelecida, com a desconsideração à limites e à normas.”

Parte 10 – Irreverência e Iniciativa

É comum sermos perturbados porque

tentamos de forma cristalizada comportamentos disciplinados acima de tudo, e assim criamos insatisfações, os desconfortos de comportamentos inadequados, que recebamos a sugestão pra flexibilizar um pouco, pra sermos um pouco irreverentes, pra não levarmos as coisas tão a sério. A irreverência tem sido parelhada com a juventude, com o desrespeito à coisa estabelecida, com a desconsideração à limites e à normas. A iniciativa já passa a ter associação com pessoas amadurecidas porque definem metas de realização para as diversas etapas da vida. A imaturidade se relaciona com a dependência de fontes externas para a satisfação de necessidades pessoais, para a orientação de procedimentos diante dos desafios de nossa existência e nas nossas relações humanas. Irreverência parece se chocar com a obediência, com a disciplina, com falta de iniciativa, com a Conformação. Enquanto que a iniciativa parece ser o remédio para a acomodação, à paralisação nas escolhas pessoais de vida, à “falta” de personalidade. Para entendermos o processo em que

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se formam todos estes títulos, Acomodação, Conformação, Irreverência e Iniciativa, é preciso identificarmos uma fonte de onde tudo que se relacione a comportamento emana. Somos Projetos Humanos, temos pois a realidade de nossa realização pessoal estabelecida em Leis Naturais. Nada do que se forma e se estabelece como característica de nossa individualidade surge como algo ocasional e por algum improviso da Criação. Como essa história evolutiva deve ser construída por nossa própria atividade, nada do que se inscreve em nossa vida deve ser dado, mas apreendido como material educativo que se torna cultural em nós. O que nos acontece em todas as épocas para que fique conosco e em nós deve ser conscientizado, isto é, deve ser processado de forma consciencial e permanecer como referência, como valor, constituindo a Perfeição, compondo o Bem Comum e a harmonia produzida pela Beleza da ação. Acompanhar esse processo evolutivo é forma de lidarmos com ele, de interferirmos no seu rumo, de influenciar as escolhas de cada ação produtiva de nós

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mesmos. Ver nosso comportamento, julgá-lo nessa Contemplação Estética que se apoia na busca pela Perfeição é valioso recurso que a Natureza nos proporciona para que nós mesmos possamos depurar nosso processo de aperfeiçoamento individual, da construção de nossa individualidade. Projeto Natural, mas missão pessoal de cada um de nós.

“ O que nos acontece em todas as épocas para que fique conosco e em nós deve ser conscientizado”

94 - Acomodação e Conformismo

Parte

Irreverência

Acomodação implica busca pra baixar pressões das solicitações de vida que nos levam à movimentos de mudança, de alteração no status vivenciado. Ao nos sentirmos impossibilitados para saída de uma e entrada em situação nova, inesperada, podemos agir no sentido de diminuir essas solicitações, de adiar escolhas e decisões e de racionalizar o que

e

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Acomodação

temos e nossas capacidades de fazer. Irreverência tem dois sentidos, o de ousar aparentemente sem temor, mas com perspectivas inconsequentes. Neste caso caímos em zona de risco, onde tudo pode acontecer de forma não premeditada, nem um pouco esperada, e portanto, podemos ser sujeitos à consequências realmente danosas. Situações dessas surgem e têm por consequência, por exemplo, danos de vícios irreversíveis, doenças incuráveis, adiamentos de aquisições culturais que não retornarão mais no futuro. A Irreverência também pode ser aquela ousadia pra testarmos ferramentas físicas e culturais que nos parecem poder produzir algo além das aquisições de momento que já aconteceram. Como se, mais algo podíamos ter além do que somos ou temos, como se estivéssemos sendo incentivados por alguma sugestão intuitiva. Algo nos diz que horizonte maior de qualidade de vida está nos esperando. Esta irreverência é a ousadia pelo uso de condições superiores a que chegamos por melhoria em nossa capacitação, em nossa sensibilidade, em nossos entendimentos

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sobre as condições de vida que vivemos. Enxergamos além, vemos algo mais não apenas por olhos de ver, mas por sensibilidades que nos preparam o Espírito para algo mais além do comum da vida. Aceitar, ousar e vencer podem ter por base certo desenvolvimento de sentido que chamamos de sensibilidade ativada.

“A Irreverência também pode ser aquela ousadia pra testarmos ferramentas físicas e culturais que nos parecem poder produzir algo além das aquisições de momento que já aconteceram.”

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“ Como imaginando um diapasão com duas extremidades vibrantes, podemos conceber assim em relação à outras virtudes e os vícios que as contrariam;”

Parte 12 – Iniciativa e Conformismo

Como imaginando um diapasão com duas extremidades vibrantes, podemos conceber assim em relação à outras virtudes

e

os vícios que as contrariam; que Iniciativa

e

Conformismo formam extremidades entre

as quais nos movemos em nossas escolhas formadoras de nossa qualidade de vida. Então, a pergunta natural que nos fazemos é, “o quê exatamente nos move, nos motiva para o posicionamento que vivenciamos entre uma virtude e seu vicio oposto?”. Podemos imaginar, a partir da ideia de que temos por missão essencial completar nossa perfeição como seres humanos, que somos assaltados obrigatoriamente pela Expectativa de Futuro com relação ao que podemos realizar e ser nas nossas fases seguintes de constituição de nossa individualidade. Conversamos sobre abusos e deslizes comportamentais de nós mesmos. Nos escandalizamos por dramas “desumanos” vivenciados por pessoas em desespero e em flagrante despreparo pra viver em sociedade. E tudo nos empurra para a comparação inevitável com aquilo que devemos ser como seres civilizados e perfeitos. Já nos escandalizamos conosco mesmos por motivo de estarmos ainda ligados, motivados, imobilizados, por condições que não condizem com os seres que tendem à perfeição.

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O Cristianismo é espelho poderoso que nos faz avaliar e nos julgar com definidos propósitos de mudarmos nosso desempenho em condições sociais de vida. Então a alimentação dessa expectativa de futuro para nossa humanização e para nós mesmos como seres humanos em construção pessoal se torna o caminho mais efetivo e natural para que nos movamos entre os extremos, abandonando o Conformismo puro e improdutivo, acomodatício na direção da Iniciativa que busca capacitação e se torna ousada na conquista de novos recursos. Habilidades novas, aprendizados e entendimentos novos, incham nosso ser de ousadias não pensadas antes. Trazem-nos sentido novo. Esta a irreverência sadia, útil e depuradora de nossas situações de dependência e de recusa à subserviência, à modismos e à especulações que distorcem nossa humanização.

“O Cristianismo é espelho poderoso que nos faz avaliar e nos julgar com definidos propósitos de mudarmos nosso desempenho em condições sociais de vida.”

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99 - Acomodação e Conformismo

“O treinamento a que convidamos cada um de nós aqui é o exercício de pensamento, treino de Pensamento Filosófico a respeito de nosso Projeto como Seres Humanos.”

Parte 13 – Concluindo

O treinamento a que convidamos cada um de nós aqui é o exercício de pensamento, treino de Pensamento Filosófico a respeito de nosso Projeto como Seres Humanos. Aceitando que somos algo em construção, que temos a missão de nos constituirmos como Seres Humanos no perfil concebido pelo Cristianismo, isso nos prepara para nos formalizarmos avaliadores justos de nossa realidade atual. E nos capacita como engenheiros construtores de nosso futuro como Espíritos no controle de nós mesmos e assim na preparação das variáveis que a vida nos apresenta em todas as fases de nossa vida e nas mais diversas instâncias de nossas atividades. Avaliar o que somos e formar aquilo em que devemos nos constituir. Com esse

Projeto descrito podemos escolher de preferência a Iniciativa ousada baseada em competências renovadas que vamos adquirindo em aprendizado e treinamento contínuo. Projeto aceito como constituição de futuro faremos tudo conforme a Lei de Progresso. Esta conformação tem por finalidade o ajuste otimizado sem delongas, perfeito e sem perdas. Jamais a ociosidade será esconderijo pros medos e pras queixas.

“Projeto aceito como constituição de futuro faremos tudo conforme a Lei de Progresso. “

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