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Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

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Ja?raAra?jo

Ja?ra

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PORTUGUÊS P/ TRTs 12ªR e 18ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR TERROR

Português para os Tribunais Regionais do Trabalho da 12ª e 18ª Regiões

(teoria e questões comentadas)

Aula 03

(Concordância verbal e nominal. Vozes do verbo)

Chegamos à nossa terceira aula!

Outra vez vamos falar sobre o ritmo de estudo! Com a prova chegando e

a quantidade de matéria acumulando, não podemos deixar o estudo para

depois!! Foque no estudo! Anime-se a todo instante! Lute pelo seu ideal!!!!!

Não se abale com a sobrecarga, pense que metade dos candidatos

inscritos leva o concurso realmente a sério, a outra metade desiste de estudar

ou se engana, estudando pouco. Mas seu investimento é para estar no

grupo forte que vai passar!

Por isso estamos aqui! Queremos vê-lo mais forte, mais confiante para

“arrebentar” na hora da prova!!!

O tema desta aula é muito importante. Então, atenção na teoria, porque

vamos praticar bastante!!!

Bom, na aula 2.1, vimos a estrutura básica da oração e faltou nos

determos aos tipos de sujeito, para entendermos a flexão do verbo

(concordância verbal). Nesta aula também vamos trabalhar as possibilidades

de flexão do predicativo e do adjunto adnominal (concordância nominal).

Para realizarmos as questões de concordância da FCC, devemos entender

os tipos de sujeito e a forma como este tema é cobrado. Assim,

primeiro,vamos aos tipos de sujeito.

1. Determinado: É o sujeito que se pode identificar com precisão a partir da

concordância verbal ou do contexto. Pode dividir-se em:

1.1. Simples: constituído de apenas um núcleo (palavra de valor substantivo).

Uma

boa

Constituição

é desejada por todos.

Adj Adn

Adj Adn

núcleo

 
 

sujeito simples

predicado

Alguns

políticos

se corrompem.

Adj Adn

núcleo

 

sujeito simples

predicado

No primeiro exemplo, a locução verbal “é desejada” concorda com o núcleo “Constituição”, que é um substantivo no singular. No segundo exemplo, o verbo “corrompem” concorda com o núcleo “políticos”, que é um substantivo no plural.

Tome cuidado quando o sujeito for extenso, pois o verbo fica distante do núcleo do sujeito e algumas vezes pode haver confusão na flexão do verbo:

O valor das mensalidades dos cursos preparatórios para a carreira jurídica subiu muito no último semestre.

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Ja?raAra?jo

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Ja?raAra?jo

Ja?ra

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Perceba que o verbo “subiu” se flexionou corretamente no singular, por concordar com o núcleo do sujeito “valor”, que é um substantivo no singular.

Veja uma frase na prova da FCC!!! (TRT MG 2009)

Analisando a estrutura sintática, o verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural para preencher corretamente a lacuna da seguinte frase?

(atingir) a quem quer que descumpra a LRF rigorosas sanções, inclusive a da perda de liberdade.

SIM. O sujeito de “atingir” é a expressão “rigorosas sanções”. A

Fundação Carlos Chagas deixou o sujeito bem distante do verbo justamente

para confundir o candidato. A ordem natural dos termos seria:

Rigorosas sanções, inclusive a da perda de liberdade, atingem a quem quer

que descumpra a LRF.

Perceba que o verbo “atingem” é transitivo indireto, o termo “a quem

quer que descumpra a LRF” funciona como objeto indireto. Sabendo-se que o

verbo não pode concordar com o objeto, mas com o sujeito, é o termo

Rigorosas sanções” que leva o verbo para o plural.

Veja outra frase na prova da FCC!!! (TRT MG 2009)

O verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural

para preencher corretamente a lacuna da seguinte frase?

O

estabelecimento de normas e prazos para a divulgação das contas públicas

(favorecer) a fiscalização popular.

NÃO. O sujeito de “favorecer” é a expressão “O estabelecimento de

normas e prazos para a divulgação das contas públicas”. Agora os termos

estão na ordem normal. A FCC quis confundir o candidato inserindo o

complemento nominal composto “de normas e prazos”. Muita gente acaba

confundindo esse elemento composto, pensando que o verbo deveria ficar no

plural, mas note que este termo é iniciado pela preposição “de”, com a função

de complemento nominal. O verbo concorda com o núcleo do sujeito

“estabelecimento”, que está no singular. Assim:

O

favorece a fiscalização popular.

termo “a

fiscalização popular” é o objeto direto.

estabelecimento de normas e prazos para a divulgação das contas públicas

Perceba que

o verbo “favorece” é transitivo direto e

o

Veja outra frase na prova da FCC!!! (TRT MG 2009)

A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase?

A maior diversidade entre as plantas conhecidas do Cerrado estão na família dos capins e de outras plantas herbáceas.

NÃO. A banca quis confundir o candidato, colocando o verbo “estão” concordando com “plantas”, porém esta palavra está precedida da preposição “entre”, o que mostra que não é o núcleo do sujeito. O verbo deve flexionar-se no singular, porque o núcleo é o substantivo “diversidade”. Veja:

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A maior diversidade entre as plantas conhecidas do Cerrado está na família dos capins e de outras plantas herbáceas.

Veja outra frase na prova da FCC!!! (TRT MG 2009)

A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase?

A região do Cerrado, com a beleza e a biodiversidade de suas plantas,

algumas delas usadas como medicamentos, representam um enorme tesouro, boa parte ainda desconhecido.

NÃO. A banca inseriu um monte de palavras no plural “plantas”, “algumas”, “delas”, “medicamentos”, entre o sujeito e o verbo. Tudo isso para

confundir o candidato; mas nenhuma delas é o núcleo do sujeito. O verbo deve

flexionar-se no singular por concordar com o núcleo do sujeito “região”.

Pode-se ficar na dúvida quanto à flexão no masculino de “desconhecido”.

Este adjetivo se refere a “boa parte”, por isso o natural seria sua flexão no

feminino; mas não há erro na concordância no masculino, tendo em vista que

implicitamente entendemos a referência ao substantivo “tesouro”. Veja:

A

região do Cerrado, com a beleza e a biodiversidade de suas plantas,

algumas delas usadas como medicamentos, representa um enorme tesouro,

boa parte ainda desconhecido.

Assim, é importantíssimo verificar qual é o núcleo do sujeito, para saber

a flexão do verbo. Se o núcleo do sujeito estiver no singular, o verbo se

flexionará no singular; se estiver no plural, verbo no plural. Mas não se pode

dizer que será sempre assim. Pode haver concordâncias diferentes,

dependendo da intenção do autor, do valor semântico ou até da ênfase. Dessa

forma, é necessário aprendermos a concordância verbal com base no sujeito

simples.

A concordância verbal com o sujeito simples:

a) O verbo concorda com o sujeito simples em pessoa e número.

Os brasileiros necessitam de bons políticos.

De paz necessitam as pessoas.

b) As expressões partitivas a maior parte, grande parte, a maioria,

grande número, acompanhadas de adjunto adnominal no plural, fazem o

verbo concordar com o núcleo do sujeito ou com o especificador (adjunto

adnominal). Veja a construção abaixo:

Adj Adn

(adjunto adnominal). Veja a construção abaixo: Adj Adn A maior parte dos constituintes se retirou. Essa

A maior parte dos constituintes se retirou.

Essa é a concordância literal, pois o substantivo “parte” é o núcleo do sujeito. Porém, percebemos que esse vocábulo não possui a carga semântica (sentido) principal dentro do sujeito, pois o vocábulo “constituintes” denota mais clareza sobre o ser de quem se está falando. Por essa possibilidade de interpretação, vários autores começaram a concordar com o adjunto adnominal, para enfatizá-lo. Veja:

A maior parte dos constituintes se retiraram.

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Obs.: Os termos sublinhados apenas mostram didaticamente com quem o verbo concorda. Não significa que serão sempre o núcleo do sujeito.

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Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

Veja outros exemplos:

Grande parte dos torcedores aplaudiu a jogada. Grande parte dos torcedores aplaudiram a jogada. A maioria dos constituintes votou. A maioria dos constituintes votaram.

c) O mesmo ocorre com o substantivo coletivo com especificador no plural (adjunto adnominal). Isso pode levar o verbo ao singular ou ao plural. Veja:

Um bando de ladrões invadiu a festa.

Um bando de ladrões invadiram a festa.

d) Com a expressão mais de + numeral, o verbo concorda com o numeral

Mais de um candidato prometeu melhorar o país.

Mais de duas pessoas vieram à festa.

Porém, se o verbo contiver pronome de reciprocidade, concordará no

plural:

Mais de um sócio se insultaram. (um ao outro)

Também ocorrerá concordância no plural se houver repetição desta

expressão:

Mais de um candidato, mais de um representante faltaram à reunião.

e) Expressões que denotam quantidade aproximada perto de, cerca de,

menos de, somadas a núcleo do sujeito no plural, levam o verbo ao plural:

Perto de quinhentos presos fugiram.

Cerca de trezentas pessoas ganharam o prêmio.

Menos de duas pessoas fizeram isto.

f) Substantivos só usados no plural fazem com que a concordância dependa

da presença ou não de artigo.

Sem artigo - verbo no singular

Férias faz bem.

Estados Unidos cresceu 0,8 % economicamente neste ano.

Minas Gerais produz muito leite.

Precedidos de artigo plural - verbo no plural

As férias fazem bem. Os Estados Unidos cresceram 0,8 % economicamente neste ano. As Minas Gerais produzem muito leite.

No tocante a nome de lugar, isso tem uma razão semântica. Quando se insere o artigo nessa situação, quer-se enfatizar a origem do nome, por exemplo, “Estados Unidos” (apenas uma nação), “Minas Gerais” (apenas um estado); mas “Os Estados Unidos” (os vários estados, unidos por uma só Constituição); “As Minas Gerais” (as várias minas de extração existentes na região).

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Ja?raAra?jo

Ja?ra

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Por extensão, encaixam-se nesta regra os nomes plurais de obras literárias. A obra literária de nome plural com artigo necessita de concordância no plural. Note que quem inseriu o artigo foi o próprio autor. Com isso, ele quis enfatizar este substantivo, fazendo com que o verbo concorde no plural, justamente para preservar o sentido original:

Os lusíadas contam um pouco da história das Grandes Navegações. Os Sertões relatam o sofrimento do sertanejo nordestino.

Agora, veja a concordância com nome de obra no plural, mas que o autor preferiu não utilizar o artigo, para generalizar. Naturalmente o verbo concorda no singular:

Memórias Póstumas de Brás Cubas narra a história de um personagem

defunto.

Entretanto, se queremos enfatizá-lo, poderemos inserir o artigo. Dessa

forma, a concordância passa a ser também no plural:

As Memórias Póstumas de Brás Cubas narram a história de um

personagem defunto.

Quando há o verbo “ser” nestas construções, tudo vai depender do termo

que vier depois o predicativo. Estando no plural, esse verbo flexionar-se-á no

plural; no singular, verbo no singular. Veja:

Os Lusíadas é uma obra da Literatura Portuguesa.

Os Lusíadas são belas interpretações da história portuguesa

Essas são as concordâncias literais, mas admite-se também a

concordância ideológica (silepse) com a palavra “obra” implícita na frase ("Os

Lusíadas" exalta a grandeza do povo português). Em concurso, essa silepse

deve ser evitada, por isso o ideal é a forma:

"Os Lusíadas" exaltam a grandeza do povo português.

g) quando o sujeito é número percentual, deve-se observar a posição do

número percentual em relação ao verbo:

Obs.: Os termos sublinhados apenas mostram didaticamente com quem o

verbo concorda. Não significa que serão sempre o núcleo do sujeito.

Verbo concorda com termo posposto ao número:

80% da população tinha mais de 18 anos.

Um por cento dos sócios saíram da empresa.

É rara a construção, mas é aceita a concordância também com o numeral:

80% da população tinham mais de 18 anos. Um por cento dos sócios saiu da empresa.

Verbo concorda com o número quando estiver anteposto a ele:

Perderam-se 40% da lavoura.

Verbo no plural, se o número vier determinado por artigo ou pronome no plural:

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Os 87% da produção perderam-se. Aqueles 30% do lucro obtido desapareceram.

Verbo concorda com o número quando esse estiver sem o termo posposto:

1% chegou mais tarde. 2% fizeram a margem consignável.

h) Quando o sujeito for número fracionário, o verbo concorda com o numerador:

1/4 da turma faltou ontem. 3/5 dos candidatos foram reprovados.

i)

A expressão “Cada um deenfatiza a parte separada de um todo, por

isso, na função de sujeito, leva o verbo ao singular:

Cada um dos candidatos poderá requerer recurso apenas uma vez.

j)

Concordância com pronomes indefinidos, interrogativos e de tratamento:

Tome cuidado na concordância verbal com o sujeito formado por

pronome indefinido (alguns, nenhuns, vários, muitos) ou pronome

interrogativo (quais, quantos), seguido das expressões de nós ou de vós:

- Se os pronomes indefinido ou interrogativo se encontrarem no

singular, o verbo obrigatoriamente concordará com ele (no singular):

I

Algum de nós recusou-se a colaborar.

Qual de vós assumirá a autoria do crime?

II

- Se os pronomes indefinido ou interrogativo se encontrarem no plural,

o verbo poderá concordar com o núcleo ou com a expressão periférica (de nós,

de vós) a depender da ênfase e muitas vezes do sentido:

de vós) a depender da ênfase e muitas vezes do sentido: Alguns de nós são omissos.

Alguns de nós são omissos.

O autor se exclui do grupo.

Alguns de nós são omissos. O autor se exclui do grupo. Alguns de nós somos omissos.

Alguns de nós somos omissos.

O autor se inclui no grupo.

Quais de vós foram insultados?

III - Quando os pronomes de tratamento se encontram na função de

Quais de vós fostes insultados?

sujeito, o verbo e pronomes adjetivos flexionam-se na terceira pessoa do

singular e os adjetivos podem concordar literalmente (com a palavra feminina

Excelência, Alteza, etc) ou por silepse (concordância com a pessoa do sexo

masculino ou feminino):

Vossa Excelência está cansado, deputado!

Vossa Senhoria remeteu seu documento ao endereço errado.

1.2. Sujeito determinado composto: formado por mais de um núcleo:

Manuel

núcleo

e

conj.

aditiva

Cristina

núcleo

pretendem casar-se.

predicado

Deve-se notar que normalmente o verbo concorda no plural, tendo em vista haver dois ou mais núcleos, mas nem sempre ocorrerá assim, por isso é importante listar a seguir a concordância verbal com base no sujeito composto.

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A concordância verbal com o sujeito composto:

a) Quando o sujeito composto estiver posposto ao verbo, este poderá

concordar com todos os núcleos (concordância literal) ou com o mais próximo

(concordância atrativa):

Discutiram muito o chefe e o funcionário. Discutiu muito o chefe e o funcionário.

Se houver ideia de reciprocidade, o verbo vai para o plural:

Estimam-se o chefe e o funcionário.

Quando o verbo “ser” está acompanhado de substantivo no plural, o verbo

também se pluraliza:

Foram vencedores Pedro e Paulo.

Quando o sujeito composto for constituído por núcleos sinônimos, o

verbo flexiona-se no singular ou plural. Então a concordância dependerá

bastante da ênfase:

O rancor e o ódio cegou o amante.

O desalento e a tristeza abalaram-me.

Cabe aqui observar que não é simplesmente dizer que a concordância no

singular ou plural é facultativa. Ela depende da intenção do autor. Com isso se

observa que o autor normalmente flexiona o verbo no singular para enfatizar a

proximidade de sentido dos substantivos que formam o sujeito composto.

c) Com núcleos em gradação, o verbo pode concordar com a totalidade

(plural) ou com o último substantivo, enfatizando-o:

Um minuto, uma hora, um dia passam rápido.

Um minuto, uma hora, um dia passa rápido.

Observação: a gradação é um recurso estilístico em que há uma enumeração

de ideias de forma crescente ou decrescente. Note que neste exemplo há uma

enumeração crescente.

Quando o sujeito composto estiver ligado por nem, verbo no plural

(adição de duas negações):

Nem o conforto, nem a glória lhe trouxeram a felicidade.

e) Quando o sujeito composto estiver ligado por ou, faz-se a concordância

em função da ideia transmitida pelo ou. Com valor de exclusão, verbo no

singular:

b)

d)

José ou Pedro será eleito para o cargo.

Perceba que só um dos dois será eleito, porque há apenas um cargo, com isso o verbo fica no singular. Porém, se houvesse a troca de “o cargo” para “os cargos”, o verbo flexionar-se-ia no plural (“serão”), porque os dois ocupariam os cargos e naturalmente a conjunção “ou” passaria de exclusão para inclusão.

Com valor de inclusão ou oposição, verbo no plural:

Matemática ou Física exigem raciocínio lógico. Riso ou lágrimas fazem parte da vida.

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No primeiro exemplo, note que as duas disciplinas exigem raciocínio lógico, não é só uma delas. No segundo exemplo, tanto o riso quanto as lágrimas fazem parte da vida, não é apenas um deles.

f) Concordância com pronomes:

I

Com a

expressão um e outro, o

verbo poderá se

singular, admitindo-se também o plural:

flexionar no

Um e outro falava a verdade. Um e outro falavam a verdade.

Mas, se houver reciprocidade, o verbo ficará no plural:

Um e outro se agrediram.

II – Com a expressão um ou outro, a concordância dependerá do valor

de exclusão ou de inclusão da conjunção alternativa ou:

Um ou outro candidato chegará à cadeira da presidência. (exclusão: apenas um)

Um ou outro país pobre sairão da condição de miséria. (inclusão: pode ser mais

de um)

segunda frase, pode-se observar também a possibilidade de verbo no

singular, quando não se precisa avivar a ideia de adição, inclusão, pois é

tomado de valor geral:

Na

Um ou outro país pobre sairá da condição de miséria.

(de maneira geral)

III

– Com a expressão nem um nem outro, o verbo fica no singular:

Nem um nem outro comentou o fato.

IV - Quando houver sujeito composto de pronomes pessoais do caso

reto de diferentes pessoas gramaticais, a primeira pessoa do plural prevalece

sobre as outras, por subentender o pronome “nós”:

Eu, tu e ele faremos a prova. (=nós)

Geralmente, a segunda pessoa prevalece sobre a terceira, por se

subentender “vós”. Como o brasileiro prefere o pronome “vocês” ao pronome

“vós”, é fácil encontrar a concordância em terceira pessoa do plural:

Tu e ele fareis a prova. (=vós)

Tu e ele farão a prova. (=vocês)

Como vimos anteriormente na concordância com o sujeito composto,

se o sujeito estiver posposto, também vale a concordância atrativa:

Por que faltastes tu e teus amigos às provas? (=vós) Por que faltaram tu e teus amigos às provas? (=vocês) Por que faltaste tu e teus amigos às provas? (atrativa: tu)

g) Quando o sujeito composto estiver ligado por como, assim como, bem como (formas correlativas de adição), deve-se preferir o plural, sendo mais raro o singular:

Rio de Janeiro como Florianópolis são belas cidades. Tanto uma como a outra suplicava-lhe o perdão.

h) Quando o sujeito composto estiver ligado por com, deve-se observar presença ou não de vírgulas:

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Sem vírgulas:

Eu com outros amigos limpamos o quintal.

O verbo concorda com os dois núcleos do sujeito composto “eu” e “amigos”, por isso se flexiona no plural:

Com vírgulas:

O presidente, com os ministros, desembarcou em Brasília.

As vírgulas mostram que o sujeito não é composto, pois elas destacam

um novo termo entre o sujeito simples e o verbo. Este termo intercalado é o

adjunto adverbial de companhia. Assim, o verbo concorda com o núcleo do

sujeito simples “presidente”. Como este se encontra no singular, o verbo

também se flexiona no singular.

i) Quando o sujeito composto é resumido por um pronome-síntese

(aposto recapitulativo), o verbo concorda apenas com este pronome:

Risos, gracejos, piadas, nada a alegrava.

1.3. Sujeito determinado oculto ou desinencial: é o que ocorre quando a

terminação verbal (primeiras e segundas pessoas e a terceira do imperativo)

dispensa o uso do pronome pessoal correspondente:

Estou muito feliz. (eu) Estás muito feliz. (tu)

Para o teu carro. (tu, no imperativo)

Voltaremos logo! (nós)

Pare o seu carro. (você, no imperativo)

Voltastes logo! (vós)

1.4. Sujeito determinado elíptico: aquele que mantém o verbo na 3ª

pessoa do discurso e obrigatoriamente necessita do contexto para permitir

saber de quem se trata.

Os alunos ficaram descontentes com a atitude do professor. Deixaram de ir à

aula no dia seguinte.

Percebe-se que o sujeito do verbo “ficaram” está determinado

explicitamente no texto pelo substantivo “alunos”; porém o sujeito da locução

verbal “deixaram de ir” está implícito no contexto, por omissão, para que não

haja repetição da palavra “alunos”. Por esse motivo, temos o sujeito elíptico,

que significa omissão. Ele depende exclusivamente do contexto, sem ele não

há sujeito elíptico, mas sim, sujeito indeterminado.

Algumas gramáticas admitem a elipse fazendo parte do sujeito oculto. Para essas gramáticas, o sujeito oculto (ou desinencial) é mais amplo, não necessita possuir verbo na primeira ou segunda pessoas, mas também admite a terceira. Basta que não haja literalmente a palavra no texto, mas esteja facilmente subentendida. Bom, mas isso é apenas nomenclatura, algo que a FCC não cobra, ela quer que você atente a que palavra o verbo se refere, para saber a concordância.

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2. Indeterminado

Quando não se quer ou não se pode identificar claramente a quem o predicado da oração se refere. Há dois casos muito cobrados pela FCC, sempre focando a flexão do verbo:

a) Com o verbo na terceira pessoa do plural sem o sujeito escrito no texto:

Falaram bem de você. Colocaram o anúncio. Alugaram o apartamento. Observe que não há referência a outra palavra como o verbo do sujeito

elíptico faz.

b) Com o “índice de indeterminação do sujeito” se e verbo no singular:

Precisa -se de ajudantes.

VTI

IIS

objeto indireto

Os verbos transitivos indiretos (VTI), intransitivos (VI) e de ligação (VL),

quando acrescidos do pronome “se” (índice de indeterminação do sujeito),

terão sujeito indeterminado e devem ficar sempre no singular:

Trata-se de casos delicadíssimos.

(verbo transitivo indireto)

Vive-se melhor fora das cidades grandes. (verbo intransitivo)

É-se muito pretensioso na adolescência. (verbo de ligação)

3.

Ocorre quando a oração tem apenas o predicado, isto é, o verbo é

impessoal. É importante saber quando uma oração não possui sujeito, tendo

em vista que o verbo deve se flexionar na terceira pessoa do singular. Os

casos mais importantes ocorrem com:

I - Verbos que exprimem fenômenos da natureza:

Oração sem sujeito

Venta muito naquela cidade. Amanhã não choverá.

Amanheceu!

Choveu pouco no último mês.

Há de se ressaltar que não ocorre sujeito nesse tipo de construção, pois

o

repetição viciosa.

Justamente por isso muitos compositores e poetas utilizam essa

repetição por sonoridade, estilo; estrutura altamente produtiva numa

linguagem literária. Nesse caso, passaria a sujeito determinado simples, como

nos exemplos.

Mas também pode ocorrer a possibilidade de o sujeito não receber o

mesmo radical do verbo, como em “Amanheceu um lindo dia!”; “Amanheceram lindos dias!”. Esse verbo passa a ter sujeito determinado simples. Por esse princípio, quando esses verbos estão empregados de forma figurada, naturalmente recebem sujeito com radical distinto; assim o verbo concorda com ele:

suposto sujeito manteria o mesmo radical do verbo, o que implicaria uma

(A chuva chover; O vento ventar; A neve nevar).

Choveram recursos contra a última questão da prova. (recursos é sujeito)

II - Verbo haver significando existir, ocorrer:

Havia muitas pessoas na sala. Há vários problemas na empresa.

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Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

PORTUGUÊS P/ TRTs 12ªR e 18ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR TERROR

Tome cuidado quando esse verbo for o principal numa locução verbal. Seu verbo auxiliar não pode se flexionar. Veja:

Deve haver vários problemas na empresa. (“vários problemas” é apenas um complemento do verbo)

Tem havido vários problemas na empresa. (“vários problemas” é apenas um complemento do verbo)

Está havendo vários problemas na empresa. (“vários problemas” é apenas um complemento do verbo)

Mas, quando se substitui o verbo “haver” por seus sinônimos “existir” ou “ocorrer”, passa-se a sujeito determinado simples. Veja:

Existem vários problemas na empresa. (“vários problemas” é o sujeito) Devem existir vários problemas na empresa.(“vários problemas” é o sujeito) Têm ocorrido vários problemas na empresa. (“vários problemas” é o sujeito)

Estão ocorrendo vários problemas na empresa. (“vários problemas” é o sujeito)

III

- Verbos haver e fazer indicando tempo decorrido ou fenômeno natural:

O que importa é perceber que o verbo fica flexionado no singular. Veja:

faz meses que não viajo com ele. (É a primeira oração que não tem sujeito)

três anos não vejo minha família. (É a primeira oração que não tem sujeito)

quatro dias não a vejo. (É a primeira oração que não tem sujeito)

Faz muito frio na Europa.

IV- Verbos ser, estar e ir (este, quando seguido de para) na indicação de

tempo. São três horas.

Hoje são dez de setembro.

Hoje está muito frio.

vai para 4 anos que não leio esse jornal. (É a primeira oração que não tem sujeito)

O verbo “ser” possui concordância peculiar. Observe que esse verbo

concorda com a quantidade de tempo. Não quer dizer que “três horas” e “dez

de

Observação: Deve-se lembrar de que todos os verbos vistos podem fazer

parte de uma locução verbal. Assim, sendo eles os verbos principais, devem os

verbos auxiliares flexionar-se conforme visto acima:

setembro” (nas orações acima) sejam sujeitos.

Deve ventar muito naquelas cidades.

Amanhã não deve chover.

Podia haver muitas pessoas na sala.

Pode ter havido muitas pessoas na sala.

Está fazendo muito frio na Europa.

Devem ser três horas.

deve ir para quatro anos que não leio esse jornal.

Veja uma frase na prova da FCC!!! (TRT 18ªR 2008)

O termo sublinhado está corretamente flexionado?

Com a vigência do acordo recente entre países de língua portuguesa, pode haver mudanças na ortografia.

SIM. A locução “pode haver” possui o verbo “haver” no sentido de “existir, ocorrer”, por isso é impessoal, devendo se flexionar no singular.

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PORTUGUÊS P/ TRTs 12ªR e 18ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR TERROR

Chega de ver teoria!!!! Agora, vamos praticar um pouco. Note nas questões que devemos primeiramente localizar o verbo. Em seguida devemos procurar o termo sem preposição de quem o verbo fala.

Vamos tentar?!!!

Questão 1: TRT RJ 2013 Técnico Judiciário – Área Administrativa (banca FCC)

Substituindo-se o segmento em destaque pelo colocado entre parênteses ao final da frase, o verbo que deverá manter-se no singular está em:

(A)

Houve um sonho monumental

(sonhos monumentais)

(B)

(C)

Bem disse Le Corbusier que Niemeyer obra)

Assim

o

pensava

maior

arquiteto

(os que mais conheciam a sua

(grandes

arquitetos

como

Bittencourt83023305587

(D)

(E)

Niemeyer)

O comunismo resolve o problema da vida

da esquerda)

Niemeyer

Niemeyer)

vira

a

possibilidade

(Os

(As revoluções vitoriosas

arquitetos

da

geração

de

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois o verbo “Houve” encontra-se

no sentido de existir. Assim, não possui sujeito, é transitivo direto, e o termo

um sonho monumental” é o objeto direto. Portanto, estando o objeto direto

no plural ou no singular, o verbo “Houve” deve permanecer no singular.

alternativa (B) está errada, pois o sujeito do verbo “disse” é “Le

Corbusier”. Com o sujeito no plural “os(pronome demonstrativo, o qual é

seguido da oração “que mais conheciam a sua obra”), o verbo deve se

flexionar no plural:

A

Bem disseram os que mais conheciam a sua obra que Niemeyer

alternativa (C) está errada, pois o sujeito do verbo “pensava” é “o

maior arquiteto”. Com o sujeito no plural “grandes arquitetos como

Niemeyer”, o verbo deve se flexionar no plural:

A

Assim pensavam grandes arquitetos como Niemeyer

alternativa (D) está errada, pois o sujeito do verbo “resolve” é “O

comunismo”. Com o sujeito no plural “As revoluções vitoriosas da

esquerda”, o verbo deve se flexionar no plural:

A

As revoluções vitoriosas da esquerda resolvem o problema da vida

é

Niemeyer”. Com o sujeito no plural “Os arquitetos da geração de

A

alternativa

(E)

está errada, pois o

sujeito

do

verbo

vira

Niemeyer”, o verbo deve se flexionar no plural:

Os arquitetos da geração de Niemeyer viram a possibilidade

Gabarito: A

Questão 2: TRT 11ªR 2012 Técnico Judiciário – Tecnologia da Informação

O verbo que se mantém corretamente no singular, apesar das alterações propostas entre parênteses para o segmento grifado, está na frase:

(A)

É o desafio do nosso tempo. (os desafios)

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Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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(B)

E isso quando a própria FAO alerta

(os especialistas da própria

FAO)

(C)

E que a produção precisará crescer 70% até 2050 alimentos)

(a produção de

(D)

Tudo acontece num cenário paradoxal. (Todos os problemas)

(E)

Um relatório da própria FAO assegura

(Os dados de um relatório)

Comentário: Na alternativa (A), deve haver a flexão verbal, pois o núcleo do sujeito singular “desafio” mudou para o núcleo plural “desafios”.

É

o desafio do nosso tempo.

São os desafios do nosso tempo.

Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Na alternativa (B), deve haver a flexão verbal, pois o núcleo do sujeito

singular “FAO” mudou para o núcleo plural “especialistas”.

E

E

isso quando a própria FAO alerta

isso quando os especialistas da própria FAO alertam

A alternativa (C) é a correta, pois não há por que alterar a flexão do

verbo, tendo em vista que o núcleo do sujeito singular “produção” se manteve

na segunda estrutura.

E

E

Na alternativa (D), deve haver a flexão verbal pois o núcleo do sujeito

singular “Tudo” mudou para o núcleo plural “problemas”.

Tudo acontece num cenário paradoxal

que a produção precisará crescer 70% até 2050

que a produção de alimentos precisará crescer 70% até 2050

Todos os problemas acontecem num cenário paradoxal

 

Na alternativa (E), deve haver a flexão verbal, pois o núcleo do sujeito

singular “Valongo” mudou para o núcleo plural “adjacências”.

Um relatório da própria FAO assegura

Os dados de um relatório da própria FAO asseguram

Gabarito: C

Questão 3: Banese 2012 Técnico Bancário (nível superior)

Ja?raAra?jo

O verbo flexionado no singular que também poderia ter sido flexionado no

Ja?ra

plural, mantendo-se a correção da frase, está em:

(A)

(B)

A maioria dos economistas acredita nisso

(C)

a primeira delas diz respeito à neutralidade

o avanço tecnológico produz um crescimento de empregos

(D)

a preocupação rotineira dos economistas em geral é a capacidade de as economias

(E)

não existe uma relação direta entre crescimento econômico e maior empregabilidade

Comentário: A questão pede a alternativa que admita a concordância facultativa. Na alternativa (A), o verbo “diz” deve se flexionar no singular, para concordar com o núcleo do sujeito “primeira”. Na alternativa (B), o verbo “produz” deve se flexionar no singular, para

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Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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concordar com o núcleo do sujeito “avanço”. A alternativa (C) é a correta, pois o verbo “acredita” pode se flexionar no singular ou no plural, tendo em vista que o sujeito apresenta a expressão partitiva “A maioria dos”. Assim, o verbo pode concordar com o núcleo do sujeito (“maioria”) ou com adjunto adnominal plural (“dos economistas”). Na alternativa (D), o verbo “é” deve se flexionar no singular, para concordar com o núcleo do sujeito “preocupação”. Na alternativa (E), o verbo “existe” deve se flexionar no singular, para concordar com o núcleo do sujeito “relação”.

Gabarito: C

Questão 4: TRT 6ª R 2012 Técnico Judiciário – Área Administrativa

Entre os países mais poderosos do mundo, os EUA e a França

a indústria

turística como prioritária. A França, líder mundial no receptivo turístico,

80 milhões de visitantes estrangeiros em 2011, com crescimento de 20% de

brasileiros. Os EUA receberam 1.508.279 brasileiros no ano passado, e os

gastos desses turistas

US$ 8,4 bilhões.

 

(Folha de S.Paulo, com adaptações)

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:

(A)

Ja?raAra?jo

enxergam - atraíram - totalizaram

enxerga - atraíram - totalizaram

enxerga - atraiu - totalizou

enxerga - atraíram - totalizou

enxergam - atraiu - totalizaram

(B)

(C)

(D)

(E)

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

Comentário: A primeira lacuna deve ser preenchida com o verbo plural

enxergam”, pois o sujeito é composto: “os EUA e a França”. Assim, já

eliminamos as alternativas (B), (C) e (D).

A segunda lacuna deve ser preenchida com o verbo singular “atraiu”,

pois o sujeito é simples e singular: “A França”. Assim, também eliminamos a

alternativa (A), e sabemos que a alternativa correta é a (E).

Note que a terceira lacuna deve ser preenchida pelo verbo plural

totalizaram”, pois o sujeito simples “os gastos desses turistas” está no

plural.

Veja como ficou:

Entre os países mais poderosos do mundo, os EUA e a França enxergam a

indústria turística como prioritária. A França, líder mundial no receptivo

turístico, atraiu 80 milhões de visitantes estrangeiros em 2011, com

crescimento de 20% de brasileiros. Os EUA receberam 1.508.279 brasileiros

no ano passado, e os gastos desses turistas totalizaram US$ 8,4 bilhões.

Gabarito: E

Questão 5: TRF 5ª R 2012 Técnico Judiciário – Área Administrativa

Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de peregrinação.

O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no plural caso o segmento grifado seja substituído por:

(A)

Há folheteiros que

(B)

A maior parte dos folheteiros

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(C)

O folheteiro e sua família

(D)

O grosso dos folheteiros

(E)

Cada um dos folheteiros

Comentário: Abaixo, veja a explicação e a frase já com a substituição.

Na alternativa (A), o verbo “vivem” continua no plural, porque o sujeito passa a ser o pronome relativo “que”, o qual retoma o substantivo plural “folheteiros”. Veja:

Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

folheteiros que vivem em feiras, mercados, praças e locais de peregrinação.

Na alternativa (B), o verbo “vivem” continua no plural, porque o sujeito

passa a possuir a expressão partitiva “a maior parte dos”. Assim, este verbo

pode se flexionar no plural concordando com o adjunto adnominal “dos

folheteiros” ou no singular, concordando com o núcleo do sujeito “parte”.

Veja:

A maior parte dos folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de

peregrinação.

A maior parte dos folheteiros vive em feiras, mercados, praças e locais de

peregrinação.

Na alternativa (C), o verbo “vivem” continua no plural, porque o sujeito

passa a ser composto (“O folheteiro e sua família”). Veja:

O

folheteiro e sua família vivem em feiras, mercados, praças e locais de

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

peregrinação.

Na alternativa (D), o verbo “vivem” continua no plural, porque o sujeito

passa a possuir a expressão partitiva “O grosso dos”, que é o mesmo que “a

maioria dos”, “a maior parte dos”, “grande parte dos”. Assim, este verbo pode

se flexionar no plural concordando com o adjunto adnominal “dos folheteiros

ou no singular, concordando com o núcleo do sujeito “grosso”. Veja:

O

peregrinação.

grosso dos folheteiros vive em feiras, mercados, praças e locais de

peregrinação.

A alternativa (E) não admite a flexão do verbo no plural, pois o pronome

grosso dos folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de

O

indefinido “cada” é o núcleo do sujeito e enfatiza a individualização, o que

força o verbo ao singular. Veja:

Cada um dos folheteiros vive em feiras, mercados, praças e locais de

peregrinação.

Gabarito: E

Questão 6: TRF 5ªR 2012 Analista Judiciário – Área Administrativa

O verbo flexionado no singular que também pode ser corretamente flexionado no plural, sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase, está destacado em:

(A) Para promover os direitos humanos, a consolidação da democracia em todos os países é extremamente necessária.

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Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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(B)

Cada um dos países do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) de zelar pela manutenção dos Direitos Humanos.

(C)

A comunidade internacional trata os direitos humanos de forma global, justa e equitativa, em pé de igualdade e com a mesma ênfase.

(D)

A maior parte dos países compreende que o direito ao trabalho é de vital importância para o desenvolvimento de povos e nações.

(E)

A declaração de Direitos Humanos de Viena, de 1993, reconhece uma série de direitos fundamentais, como o direito ao desenvolvimento.

Comentário: A questão cobra seu conhecimento sobre a concordância

Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

facultativa de um dos verbos em negrito.

Na alternativa (A), o verbo “é” deve se flexionar no singular, para

concordar com o núcleo do sujeito “consolidação”.

Na alternativa (B), a locução verbal “há de zelar” deve se flexionar no

singular, para concordar com o sujeito “Cada um dos países do Conselho de

Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas”. Note que a expressão

Cada um” força o verbo ao singular.

Na alternativa (C), o verbo “trata” deve se flexionar no singular, para

concordar com o sujeito “A comunidade internacional”.

A alternativa (D) é a correta, pois o verbo “compreende” pode se

flexionar no singular ou no plural, tendo em vista que o sujeito apresenta a

expressão partitiva “A maior parte dos”. Assim, o verbo pode concordar com o

núcleo do sujeito (“parte”) ou com adjunto adnominal plural (“dos países”).

Na alternativa (E), o verbo “reconhece” deve se flexionar no singular,

para concordar com o núcleo do sujeito “declaração”.

Gabarito: D

Questão 7: TJ-RJ 2012 Técnico Judiciário

 

Com as alterações propostas entre parênteses para o segmento grifado nas

frases abaixo, o verbo que poderá permanecer corretamente empregado no

singular está em:

 

(A)

1 milhão entrou no país pelo Valongo (1 milhão de escravos)

 

(B)

quando

foi

proibida

a

importação

de

escravos

(as

atividades

escravocratas)

(C)

(D)

(E)

Ja?raAra?jo

Ja?ra

o Império construiu o Cais da Imperatriz (os representantes do

Império)

O maior porto de chegada de escravos desapareceu (Os portos)

O Valongo deixou de ser porto negreiro em 1831 (As adjacências do

Valongo)

Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois não há por que alterar a flexão do verbo, tendo em vista que o núcleo do sujeito (“milhão”) permaneceu. Houve apenas a inserção do adjunto adnominal “de escravos”, o qual não faz diferença na concordância.

1 milhão entrou no país pelo Valongo 1 milhão de escravos entrou no país pelo Valongo

 

Na alternativa (B), deve haver a flexão verbal, pois o núcleo do sujeito singular “importação” mudou para o núcleo plural “atividades”.

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Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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quando foi proibida a importação de escravos quando foram proibidas as atividades escravocratas

Na alternativa (C), deve haver a flexão verbal pois o núcleo do sujeito singular “Império” mudou para o núcleo plural “representantes”.

o Império construiu o Cais da Imperatriz os representantes do Império construíram o Cais da Imperatriz

Na alternativa (D), deve haver a flexão verbal, pois o núcleo do sujeito singular “porto” mudou para o núcleo plural “portos”.

O

maior porto de chegada de escravos desapareceu

Os portos de chegada de escravos desapareceram

 

Na alternativa (E), deve haver a flexão verbal, pois o núcleo do sujeito

singular “Valongo” mudou para o núcleo plural “adjacências”.

O

Valongo deixou de ser porto negreiro em 1831

As adjacências do Valongo deixaram de ser porto negreiro em 1831

Gabarito: A

 

Vimos os tipos de sujeito importantes para a concordância verbal,

reforçamos com algumas questões. Mas você vai notar que a maioria das

questões de concordância se refere ao sujeito determinado simples, o qual

pode aparecer, além das formas vistas anteriormente, também da seguinte

forma:

A concordância utilizando o pronome apassivador “se”:

Vimos que o pronome “se”, com o verbo transitivo indireto (VTI),

intransitivo (VI) e de ligação (VL), tem o nome de índice de indeterminação do

sujeito (IIS). Com isso o verbo fica flexionado obrigatoriamente na terceira

pessoa do singular.

Agora, veremos o pronome “se” com o verbo transitivo direto (VTD) ou

com o verbo transitivo direto e indireto (VTDI). Esse “se” é chamado de

pronome apassivador. Isso força a seguinte estrutura:

de pronome apassivador. Isso força a seguinte estrutura: VTD + se + sujeito paciente É natural

VTD + se + sujeito paciente

É natural você fazer a seguinte pergunta: se o verbo é transitivo direto,

onde está o objeto direto?

Bom, como dissemos que esse pronome “se” é o apassivador (P Ap),

então temos voz passiva sintética. Na voz passiva, não existe objeto direto. O

termo que seria o objeto direto passou a ser o sujeito paciente. Isso será visto adiante na transposição de voz verbal. Por enquanto, tenha em mente a estrutura anterior. Isso ocorre em muitas questões de concordância verbal. Veja como:

em muitas questões de concordância verbal. Veja como: Aluga-se casa. VTD +PAp+ sujeito paciente Prof. Décio

Aluga-se casa.

VTD +PAp+ sujeito paciente

Prof. Décio Terror

casa. VTD +PAp+ sujeito paciente Prof. Décio Terror Alugam-se casas. VTD + PAp + sujeito paciente

Alugam-se casas.

VTD +

PAp + sujeito paciente

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Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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Veja que “aluga” é verbo transitivo direto. Assim, o pronome “se” é apassivador e o termo posterior “casa” é o sujeito paciente. Toda vez que tivermos esta estrutura passiva sintética, troque-a pela analítica (casa é alugada), para ter certeza de que realmente há voz passiva. Veja no segundo exemplo. O sujeito ficou no plural (“casas”), por isso o verbo também se flexionou no plural: “Alugam”. Transpondo para a analítica (casas são alugadas), confirmamos que temos voz passiva.

Veja uma frase na prova da FCC!!! (TRT 18ªR 2008)

O termo sublinhado está corretamente flexionado?

Observa-se subversões à norma culta diariamente, nos bate-papos pela

internet.

NÃO. O verbo “observa” é transitivo direto (alguém observa algo) e o

vocábulo “se” possivelmente é o pronome apassivador. Para se ter certeza

disso, basta transpormos para a voz passiva analítica: subversões são

observadas

Como há coerência, realmente o “se” é pronome apassivador e com isso

subversões” é o sujeito paciente. Dessa forma, o verbo deve ser flexionado no

plural: Observam-se. Veja a reescrita:

Observam-se subversões à norma culta diariamente, nos bate-papos pela

internet.

O pronome apassivador não ocorre só com o verbo transitivo direto

(VTD). Ele também ocorre com o verbo transitivo direto e indireto (VTDI):

ocorre com o verbo transitivo direto e indireto (VTDI): VTDI + se + OI + sujeito

VTDI + se + OI + sujeito paciente

Veja a aplicação:

Enviaram-se ao gerente pedidos de aumento.

VTDI + PAp +

OI

+

sujeito paciente

basta

transformarmos para a voz passiva analítica:

Pedidos de aumento foram enviados ao gerente.

Essas construções podem ser estruturadas também com locução verbal.

Para isso, basta observar a transitividade do verbo principal (sempre o último).

Veja:

Para

se

ter

certeza

de

que

pronome

apassivador,

Veja: Para se ter certeza de que há pronome apassivador, Deve-se alugar casa. P Ap +

Deve-se alugar casa.

P Ap + VTD + sujeito paciente

Deve-se alugar casa. P Ap + VTD + sujeito paciente Devem-se alugar casas. P Ap +

Devem-se alugar casas.

P Ap + VTD + sujeito paciente

Estão-se enviando ao gerente pedidos de aumento.

P Ap

+ VTDI + OI + sujeito paciente
+
VTDI +
OI
+
sujeito paciente

Veja uma frase na prova da FCC!!! (BACEN 2005)

Na proposta de uma nova redação para uma frase do texto, cometeu-se um deslize quanto à concordância verbal em:

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reprodução,cópia,divulgaçãoedistribuição,sujeitando-seosinfratoresàresponsabilizaçãocivilecriminal.

OconteúdodestecursoédeusoexclusivodeJa?raAra?joBittencourt83023305587,vedada,porquaisquermeioseaqualquertítulo,asua

Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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Devem-se notar, comparando-se as massas do século XVI e os migrantes da globalização, um quadro de semelhanças que não exclui uma importante diferença.

Note que a locução verbal “devem-se notar” possui o verbo principal “notar”, o qual é transitivo direto (alguém nota algo). Assim o pronome “se” pode ser apassivador, havendo, portanto, a voz passiva sintética. Para se ter certeza disso, SEMPRE devemos passar para a voz passiva analítica (um quadro deve ser notado). Dessa forma, o termo “quadro” é realmente o núcleo do sujeito paciente. Se este termo está no singular, a locução verbal deve se flexionar no singular. A banca afastou o sujeito do seu verbo por meio

de uma estrutura adverbial entre vírgulas. Fez isso apenas para nos confundir,

mas você não vai cair nesta!!!! Veja a reescrita:

Deve-se notar, comparando-se as massas do século XVI e os migrantes

da globalização, um quadro de semelhanças que não exclui uma importante

diferença.

Concordância com o pronome relativo “que”:

Este pronome inicia uma oração subordinada adjetiva e serve para

retomar um substantivo anterior. Ele pode cumprir várias funções sintáticas e

a que nos interessa muito para a prova é a função sintática de sujeito:

Conversei com o fundador da instituição que cuida de crianças carentes.

A oração grifada possui o verbo “cuida”, o qual é transitivo indireto. Seu

objeto indireto é “de crianças carentes”. Assim o termo que falta é o sujeito.

Perceba que o pronome relativo “que” retoma o substantivo “instituição”.

Assim, quando lemos “que”, entendemos “instituição” e então teríamos: “a

instituição cuida de crianças carentes”. Veja:

objeto indireto

sujeito

VTI

de crianças carentes ”. Veja: objeto indireto sujeito VTI Conversei com o fundador da instituição que

Conversei com o fundador da instituição que cuida de crianças carentes.

objeto indireto

sujeito

VTI

cuida de crianças carentes. objeto indireto sujeito VTI Conversei com o fundador da instituição. A instituição

Conversei com o fundador da instituição. A instituição cuida de crianças carentes.

É fácil achar o pronome relativo: basta substituí-lo pelos também

pronomes relativos “o qual, a qual, os quais, as quais”.

Concordância com o pronome relativo “o qual” e suas variações (a

qual, os quais, as quais):

Este pronome também inicia uma oração subordinada adjetiva.

pronome também inicia uma oração subordinada adjetiva. Algumas leis que estão em vigor no país deverão

Algumas leis que estão em vigor no país deverão ser revistas.

leis que estão em vigor no país deverão ser revistas. Algumas leis as quais estão em

Algumas leis as quais estão em vigor no país deverão ser revistas.

as quais estão em vigor no país deverão ser revistas. Note que “ Algumas leis ”

Note que “Algumas leis” é o sujeito da locução verbal “deverão ser revistas”, e o pronome relativo “que” (ou “as quais”) é o sujeito do verbo

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OconteúdodestecursoédeusoexclusivodeJa?raAra?joBittencourt83023305587,vedada,porquaisquermeioseaqualquertítulo,asua

Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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estão”. Quando se lê “que” ou “os quais”, devemos entender o substantivo “leis”: leis estão em vigor no país.

Veja uma frase na prova da FCC!!! (TRT MG 2009)

O verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural

para preencher corretamente a lacuna da frase?

No que

sanções da LRF são inflexíveis.

NÃO. Note que a oração “que diz respeito aos desmandos nos gastos” possui o verbo “diz”, o qual é transitivo direto. O objeto direto é “respeito”. O

substantivo “respeito” pede o complemento nominal “aos desmandos nos

gastos”. Assim, falta o sujeito “que”. Esse pronome relativo retoma o pronome

demonstrativo “o” (= aquilo). No lugar do “que” podemos entender o vocábulo

anterior (“o”=“aquilo”):

(dizer) respeito aos desmandos nos gastos, as normas e as

aquilo

diz respeito aos desmandos nos gastos

as normas e as aquilo diz respeito aos desmandos nos gastos No que diz respeito aos

No que diz respeito aos desmandos nos gastos, as normas e as sanções da

LRF são inflexíveis.

Assim, o pronome relativo na função de sujeito, ao retomar nome

singular anterior, leva o verbo para o singular.

Veja outra frase na prova da FCC!!! (TRT MG 2009)

verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural

para preencher corretamente a lacuna da seguinte frase?

(cuidar) a LRF trarão maior disciplina e

seriedade na gestão das verbas públicas.

NÃO. O sujeito de “cuidar” é a expressão “a LRF”. Neste caso, devemos

analisar apenas a oração com base no verbo em negrito:

de que cuida a LRF

Agora fica mais clara a interpretação de que a LRF cuida de algo. Dentre

os termos desta oração, o único que não possui preposição é “a LRF”, por isso

esta expressão leva o verbo para o singular. Agora o pronome relativo tem a

função de objeto indireto. Veja:

O

As operações de que

OI

As operações de que cuida a LRF trarão maior disciplina e seriedade na

gestão das verbas públicas.

Obs.: As várias funções sintáticas do pronome relativo serão vistas na aula de regência.

Concordância verbal com o sujeito oracional:

Quando o sujeito recebe um verbo, passa a ser uma oração. Essa oração força o verbo para o singular. Veja a frase abaixo, com sujeito determinado simples:

É

VL

fundamental

+

predicativo

o estudo organizado.

(sujeito simples) Período simples

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Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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Chamamos de período simples o enunciado que possua apenas uma oração (um verbo). Neste caso, o verbo “É” (de ligação) serve para ligar o predicativo “fundamental” ao sujeito determinado simples “o estudo organizado”, por isso se flexiona no singular. Note agora que este sujeito pode receber um verbo, passando a ser considerado um sujeito oracional. Veja:

É

fundamental

que você estude organizadamente.

VL

+

predicativo

Suj

+

VI

+

adjunto adverbial de modo

 

oração principal

oração subordinada substantiva subjetiva

 

período composto

 

Agora passamos a ter duas orações (dois verbos: “É” e “estude”), por

isso temos um período composto. Veja que antes tínhamos o sujeito “o estudo

organizado”, agora temos o sujeito oracional “que você estude

organizadamente”.

Note na estrutura acima que este sujeito oracional possui um verbo

intransitivo. Este verbo tem seu sujeito (“você”) e um adjunto adverbial de

modo (“organizadamente”). Assim, sempre que tivermos um verbo, é natural

que haja um tipo de sujeito relacionado a ele e também um complemento

verbal, quando possível.

Neste sujeito oracional, perceba a conjunção integrante “que”, ela faz

com que o verbo nesta oração seja conjugado em tempo e modo verbal

(“estude”: presente do subjuntivo).

Agora veja o período abaixo. Retiramos a conjunção integrante “que”.

Naturalmente reduzimos o número de palavras da oração, por isso a

chamamos de oração reduzida. Isso faz com que o verbo deixe de ser

conjugado em modo e tempo verbal (“estude”) e passe para a forma nominal

infinitiva: “estudar”.

Veja:

É

fundamental

você estudar organizadamente.

VL

+

predicativo

Suj

+

VI

+

adjunto adverbial de modo

 

oração principal

oração subordinada substantiva subjetiva (reduzida de infinitivo)

 

período composto

 

O sujeito oracional é chamado de oração subordinada substantiva

subjetiva. A oração substantiva possui várias funções sintáticas, mas cabe

agora trabalharmos apenas o valor de sujeito.

Tudo isso foi visto com a única e exclusiva intenção de você perceber

que toda vez que tivermos um verbo referindo-se ao sujeito oracional,

obrigatoriamente deverá permanecer na terceira pessoa do singular.

Para ficar bem claro. Quando tivermos um sujeito oracional, troquemos

pela palavra ISSO. Como este vocábulo está no singular, o verbo também estará. Vamos fazer um teste:

Veja alguns exemplos com orações desenvolvidas:

teste: Veja alguns exemplos com orações desenvolvidas : É preciso que se adotem providências eficazes. VL

É preciso que se adotem providências eficazes.

VL + predicativo + sujeito oracional
VL + predicativo
+
sujeito oracional

Parece estar comprovado que soluções mágicas não funcionam.

Locução verbal de ligação + predicativo

+

sujeito oracional

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Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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e 18ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR TERROR Convém VI que você fique. + sujeito oracional

Convém

VI

que você fique.

+

sujeito oracional

Isso é preciso. Isso parece estar comprovado. Isso convém.

Veja alguns exemplos com orações reduzidas:

convém. Veja alguns exemplos com orações reduzidas : É preciso adotarem-se providências eficazes. VL +

É preciso adotarem-se providências eficazes.

VL + predicativo + sujeito oracional (oração reduzida de infinitivo)

+ sujeito oracional (oração reduzida de infinitivo) Parece estar comprovado não funcionarem soluções

Parece estar comprovado não funcionarem soluções mágicas.

Locução verbal de ligação + predicativo

+

sujeito oracional (oração reduzida de infinitivo)

+ sujeito oracional (oração reduzida de infinitivo) Parece ser ela a pessoa indicada. VI + sujeito

Parece

ser ela a pessoa indicada.

VI +

sujeito oracional (oração reduzida de infinitivo)

VI + sujeito oracional (oração reduzida de infinitivo) Coube-nos sustentar aquela informação. VTI + OI +

Coube-nos sustentar aquela informação.

VTI

+ OI + sujeito oracional (oração reduzida de infinitivo)

Isso é preciso.

Isso parece estar comprovado.

Isso parece.

Isso nos coube.

Veja uma frase na prova da FCC!!! (TRE MG 2009)

Muitos prefeitos entendem que não

(dever) caber a eles empenhar

verbas para o ensino fundamental e o atendimento básico de saúde.

A banca pedia para verificar se o verbo entre parênteses deveria se

flexionar no plural. Neste caso não, pois o sujeito da locução verbal “dever

caber” é toda a oração “empenhar verbas para o ensino fundamental e o

atendimento básico de saúde”; por isso a locução verbal deve ficar

obrigatoriamente no singular (Isso deve caber a eles):

obrigatoriamente no singular ( Isso deve caber a eles): Muitos prefeitos entendem que não deve caber

Muitos prefeitos entendem que não deve caber a eles empenhar verbas

para o ensino fundamental e o atendimento básico de saúde.

Questão 8: TRT RJ 2013 Analista Judiciário – Execução de mandados

Ja?raAra?jo

Estão plenamente acatadas as normas de concordância verbal na seguinte

frase:

Ja?ra

(A)

(B)

A

circunstâncias que a requisitam.

As ações de confiar ou desconfiar constitui uma alternativa que não raro

virtude da confiança, assim como a da desconfiança, não independe das

corresponde a um dilema.

(C)

Destacam-se, no capítulo das desconfianças, a escola dos filósofos clássicos identificados com o ideário do ceticismo.

(D)

Entre todas as virtudes, a da confiança é das que mais requer argumentos para se afirmarem junto aos críticos.

(E)

Aos desconfiados parecem inaceitável ingenuidade pensar que o otimismo

e a esperança possam nutrir alguém.

Comentário: A alternativa (A) é a correta. Note que o verbo “independe” concorda com o núcleo do sujeito determinado simples “virtude”. A expressão “assim como a da desconfiança” está entre vírgulas, por isso não faz parte do

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Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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sujeito. Na realidade, tendo em vista esta pontuação, tal expressão é adverbial e não compromete a concordância. Note, também, que o pronome relativo “que” ocupa a função de sujeito

retoma o substantivo “circunstâncias”, por isso o verbo está corretamente flexionado no plural. Veja:

e

A virtude da confiança, assim como a da desconfiança, não independe das circunstâncias que a requisitam.”

 

A

alternativa (B) está errada, pois o núcleo do sujeito “ações” força o

verbo ao plural. O verbo “corresponde” está corretamente flexionado, porque

Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

o

As ações de confiar ou desconfiar constituem uma alternativa que não raro

corresponde a um dilema.”

A alternativa (C) está errada, pois o verbo “Destacam” é transitivo

direto, o pronome “se” é apassivador e o núcleo do sujeito paciente “escola” é

singular. Assim, também deve flexionar-se no singular. Veja:

Destaca-se, no capítulo das desconfianças, a escola dos filósofos clássicos

identificados com o ideário do ceticismo.”

alternativa (D) está errada, pois o verbo “requer” tem como sujeito o

pronome relativo “que”, o qual retoma o pronome demonstrativo plural “as”.

Assim, deve se flexionar no plural. Os demais verbos estão corretamente

flexionados. Veja:

seu sujeito é o pronome relativo “que”, o qual retoma “alternativa”. Veja:

A

Entre todas as virtudes, a da confiança

argumentos para se afirmarem junto aos críticos.”

é

das

que

mais

requerem

 

A

alternativa (E) está errada, pois o verbo “parecem” tem como sujeito

Bittencourt83023305587Ja?ra

a

no singular. O verbo “possam” está corretamente flexionado no plural, porque

oração subordinada substantiva subjetiva “pensar”. Assim, deve se flexionar

o

Aos desconfiados parece inaceitável ingenuidade pensar que o otimismo e a

esperança possam nutrir alguém.”

seu sujeito é composto. Veja:

 

Gabarito: A

Questão 9: TRT RJ 2013 Analista Judiciário – Área Judiciária

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

(A)

Ja?ra

Cabem a cada um dos usuários de uma língua escolher as palavras que

mais lhes parecem convenientes.

(B)

D. Glorinha valeu-se de um palavrório pelo qual, segundo lhe parecia certo, viessem a impressionar os ouvidos de meu pai.

(C)

As palavras que usamos não valem apenas pelo que significam no dicionário, mas também segundo o contexto em que se emprega.

(D)

Muita gente se vale da prática de utilizar termos, para intimidar o oponente, numa polêmica, que demandem uma consulta ao dicionário.

(E)

Não convém policiar as palavras que se pronuncia numa conversa informal, quando impera a espontaneidade da fala.

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Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o verbo transitivo indireto “Cabem” deve se flexionar no singular para concordar com o sujeito oracional “escolher as palavras”. Note que o objeto indireto “a cada um dos usuários de uma língua” não interfere na concordância. O verbo “parecem” está corretamente flexionado por ter como sujeito o pronome relativo “que”, o qual retoma o substantivo plural “palavras”. Veja:

“ Cabe a cada um dos usuários de uma língua escolher as palavras que mais

Cabe a cada um dos usuários de uma língua escolher as palavras que mais lhes parecem convenientes.”

Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

A alternativa (B) está errada, pois o verbo “viessem” deve se flexionar

no singular, pois faz referência ao termo “D. Glorinha”. Note que, na oração

subordinada adjetiva explicativa “pelo qual

ouvidos de meu pai”, a expressão “pelo qual” é o adjunto adverbial de meio

viesse a impressionar os

(D. Glorinha viesse a impressionar por meio de um palavrório os ouvidos de

meu pai). Veja a correção:

D. Glorinha valeu-se de um palavrório pelo qual, segundo lhe parecia certo,

viesse a impressionar os ouvidos de meu pai.”

alternativa (C) está errada, pois o verbo transitivo direto “emprega” é

seguido do pronome apassivador “se”. Assim, o sujeito paciente está

subentendido: é o vocábulo plural “palavras”. Veja que podemos entender que

as palavras são empregadas em um contexto. A expressão “em que” é apenas

o adjunto adverbial de lugar e não interfere na concordância.

O verbo “usamos” está corretamente empregado, pois seu sujeito é

oculto: “nós”. Além disso, o verbo “valem” flexiona-se no plural, porque o seu

sujeito é o substantivo plural “palavras”.

As palavras que usamos não valem apenas pelo que significam no dicionário,

mas também segundo o contexto em que se empregam.”

alternativa (D) é a correta. Note que o verbo “vale” concorda com o

sujeito “Muita gente”. Além disso, o verbo “demandem” tem como sujeito o

pronome relativo “que”, o qual retoma o substantivo “termos”. Assim,

entendemos que os termos demandam uma consulta. Confirme isso abaixo:

Muita gente se vale da prática de utilizar termos, para intimidar o oponente,

numa polêmica, que demandem uma consulta ao dicionário.”

alternativa (E) está errada, pois o verbo transitivo direto “pronuncia

deve se flexionar no plural, porque é precedido do pronome apassivador “se”.

Assim, o sujeito paciente é o pronome relativo “que”, o qual retoma o

substantivo “palavras”. Veja:

Não convém policiar as palavras que se pronunciam numa conversa informal, quando impera a espontaneidade da fala.”

A

A

A

Gabarito: D

Questão 10: TST 2012 Analista Judiciário – Área Administrativa

As normas de concordância verbal estão plenamente acatadas em:

(A)

Aos ateus não se devem dispensar o mesmo tratamento de que foram vítimas os primeiros adeptos do cristianismo.

(B)

Nunca faltaram aos homens de todas as épocas o recurso das crenças no sobrenatural e a empolgação pelas artes da magia.

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(C)

Não se deixam levar pelas crenças transcendentes quem só costuma atender as exigências do pensamento racional.

(D)

Poupem-se da ira dos fanáticos de sempre aquele tipo de pesquisador que se baseia tão somente nos fenômenos que se podem avaliar.

(E)

Nunca se abrandaram nos homens e mulheres que não se valem da fé religiosa a reação hostil dos que se proclamam filhos de Deus.

Bittencourt83023305587

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Ja?ra

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois a locução verbal “devem dispensar” é transitiva direta e indireta, o objeto indireto é o termo “Aos ateus”, o pronome “se” é apassivador, e o sujeito paciente é o termo singular “o mesmo tratamento”, o qual força a locução verbal ao singular. Sempre que

acharmos o pronome apassivador, devemos confirmá-lo transpondo a voz

passiva sintética em analítica:

Aos ateus não se deve dispensar o mesmo tratamento

Aos ateus não deve ser dispensado o mesmo tratamento

O verbo “foram” está corretamente flexionado no plural, por concordar

com o sujeito “os primeiros adeptos do cristianismo”. Veja:

Aos ateus não se deve dispensar o mesmo tratamento de que foram vítimas

os primeiros adeptos do cristianismo.

alternativa (B) é a correta, pois o verbo “faltaram” é transitivo

indireto, o termo “aos homens de todas as épocas” é o objeto indireto e o

sujeito composto “o recurso das crenças no sobrenatural e a empolgação

pelas artes da magia” força o verbo ao plural. Veja:

Nunca faltaram aos homens de todas as épocas o recurso das crenças no

sobrenatural e a empolgação pelas artes da magia.

alternativa (C) está errada, pois a locução verbal “deixam levar” é

transitiva direta e indireta, o pronome “se” é apassivador, o termo “pelas

crenças transcendentes” é o objeto indireto e o sujeito paciente é o pronome

indefinido “quem”, o qual força o verbo ao singular. Sempre que acharmos o

pronome apassivador, devemos confirmá-lo transpondo a voz passiva sintética

em analítica:

A

A

Não se deixa levar pelas crenças transcendentes quem

Não deixa ser levado pelas crenças transcendentes quem

O

pronome “quem” também se desenvolve na oração posterior, pois se

pode entender a expressão “aquele que”. Assim, a locução verbal “costuma

atender” está corretamente flexionada no singular.

Não se deixa levar pelas crenças transcendentes quem costuma atender as exigências do pensamento racional.

A alternativa (D) está errada, pois o verbo “Poupem” é transitivo direto

e indireto, o termo “da ira dos fanáticos de sempre” é o objeto indireto, o pronome “se” é apassivador e o sujeito paciente é o termo “aquele tipo de pesquisador”, o qual força o verbo ao singular. Lembre-se de que devemos confirmar o pronome apassivador:

Poupe-se da ira dos fanáticos de sempre aquele tipo de pesquisador Seja poupado da ira dos fanáticos de sempre aquele tipo de pesquisador

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Ara?joBittencourt83023305587

Ja?raAra?jo

Bittencourt83023305587Ja?ra

Ja?raAra?joBittencourt83023305587

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O

verbo “baseia” e a locução verbal “podem avaliar” estão corretamente

flexionados, pois os sujeitos são os pronomes relativos “que”, os quais se referem à expressão “aquele tipo de pesquisador” e “fenômenos”, respectivamente. Veja:

Poupe-se da ira dos fanáticos de sempre aquele tipo de pesquisador que se baseia tão somente nos fenômenos que se podem avaliar.

 

A

alternativa (E) está errada, pois o verbo “abrandaram” é transitivo

direto e indireto, o pronome “se” é apassivador, o objeto indireto é o termo “nos homens e mulheres”, o qual é seguido da oração subordinada adjetiva restritiva “que não se valem da fé religiosa”. Assim, o sujeito paciente é o

termo singular “a reação hostil”, que força o verbo ao singular. Devemos

confirmar o pronome apassivador:

 

Bittencourt83023305587

Nunca se abrandou nos homens e mulheres (

Nunca foi abrandada nos homens e mulheres (

)

a reação hostil

)

a reação hostil

O

verbo “proclamam” está corretamente flexionado, porque tem como

sujeito o pronome relativo “que”, o qual se refere ao pronome plural “os”.

Veja: