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DIREITO MUNICIPAL 1. Reeleição – em já ter havido reeleição. 2. Desincompatibilização – os casos em que se exige renúncia – presidente, governador, presidente - vice que substituiu ou sucedeu; 3. Inelegibilidade reflexa (ver o pár. 7º do art. 14 da CF/88);  Cônjuge ou companheiro  Parentes em linha reta ou colateral – até o segundo grau;  Adoção.  Obs. Serão todos os parentes anteriormente inelegíveis na circunscrição em que exerce o mandato;  Obs. Se já titular de cargo eletivo e reeleição pode se candidatar novamente, mas não pode mudar de cargo, pois caso contrário entrará na inelegibilidade da circunscrição;  União homoafetiva. Se enquadrada nas regras de inelegibilidades; 4. AIME e diplomação. 15 dias após a diplomação; Se manejada de má-fé, ficará sujeita as custas – litigância de má-fé; Ação de impugnação de mandato eletivo; Autonomia municipal – a Cf/88 trouxe maior autonomia aos municípios – lei orgânica, competências municipais; 2. Predominância de interesses – nacional > estadual >municipal – sem hierarquia e subordinação; 3. Indissolubilidade da federação – a federação é indissolúvel; 1. Está previsto no art. 35 da cf/88; 2. Casos: - Falta de pagamento da divida fundada; - Precatórios não pagos, mas incluídos no orçamento; 3. CONCEITO. - É o programa em que se inclui receitas e despesas vinculadas a serviços encargos e obras públicas, que deve ser executados dentro de um exercício financeiro. Tratase de um planejamento, onde vai ser estabelecidas as receitas (de onde vem o dinheiro) e as despesas (onde vai ser gasto esse dinheiro). 4. COMPETÊNCIA. - Está previsto no art. 61 § 1º da CF, no âmbito da União. 1’ - A iniciativa para a construção dessa lei é do chefe do executivo, que elabora o projeto e remete para o poder legislativo (câmara municipal), juntamente com uma “mensagem”, que possui um caráter de recomendação, descriminando e comprovando as dificuldades/necessidades que o município esta passando. 5. PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS. -- Universalidade. - Significa que todas as receitas e despesas municipais devem constar no orçamento; - Não existem despesas nem receitas invisíveis. Todas devem está formalizadas para que seja possível haver o controle do tribunal de contas do Estado; -- Anualidade. - Porque a LOA é anual? Para que seja possível aproximar o orçamento com a realidade; 1. 2. 3. 1. 5. PRINCÍPIOS APLICADOS A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL. 6. INTERVENÇÃO DO ESTADO NOS MUNICÍPIOS. 7. ORÇAMENTO MUNICIPAL -- Não vinculação de impostos. - Os impostos arrecadados não podem ser vinculados à órgãos, fundos ou despesas; - Esse princípio existe justamente para propiciar ao município liberdade de atuação; - Se esses impostos fossem vinculados, não haveria a possibilidade de atuação; - Exceções:  Exceção ao principio da não vinculação;  Prioridade na administração tributária: Art. 37 XXII CF; - XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)  Mínimo em saúde e educação: 15% na saúde e 25% na educação;  Repartição na arrecadação – art. 158 e 159 da CF: Ex. o Imposto de Renda pago pelos funcionários do município, voltará ao município, mesmo sendo de competência da União. Lembrar que é uma porcentagem, não será todo o valor; Art. 158. Pertencem aos Municípios: - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem; - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis neles situados, cabendo a totalidade na hipótese da opção a que se refere o art. 153, § 4º, III; 50% do IR; - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seus territórios = 50% do IPVA; - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação = 25% do IOF; - As parcelas de receita pertencentes aos Municípios, mencionadas no inciso IV (IOF), serão creditadas conforme os seguintes critérios: 1. Três quartos, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seus territórios; 2. Até um quarto, de acordo com o que dispuser lei estadual ou, no caso dos Territórios, lei federal; Art. 159. A União entregará: - INCISO I. Do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados quarenta e oito por cento na seguinte forma: 1. Vinte e um inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal; 2. Vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Municípios; 3. Três por cento, para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, através de suas instituições financeiras de caráter regional, de acordo com os planos regionais de desenvolvimento, ficando assegurada ao semi-árido do Nordeste a metade dos recursos destinados à Região, na forma que a lei estabelecer; 4. Um por cento ao Fundo de Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro decêndio do mês de dezembro de cada ano; - INCISO II. Do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados, dez por cento aos Estados e ao Distrito Federal, proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados. -- Os Estados entregarão aos respectivos Municípios vinte e cinco por cento dos recursos que receberem nos termos do inciso II,observados os critérios estabelecidos no art. 158, parágrafo único, I e II. - INCISO III. Do produto da arrecadação da contribuição de intervenção no domínio econômico prevista no art. 177, § 4º, 29% (vinte e nove porcento) para os Estados e o Distrito Federal, distribuídos na forma da lei, observada a destinação a que se refere o inciso II, c, do referido parágrafo. 1. Os Estados entregarão aos respectivos Municípios vinte e cinco por cento dos recursos que receberem nos termos do inciso II, observados os critérios estabelecidos no art. 158, parágrafo único, I e II.  Vinculação de parte de impostos e repartições (dos Estados e Municípios) para garantir dívidas à União;  Quando o Município/Estado se indevida com a União, e para garantir essa dívida como forma de pagamento vincula uma parte da repartição na arrecadação e impostos; 6. LEIS ORÇAMENTÁRIAS. 7. PLANO PLURIANUAL - orçamento de longo prazo; - período de 4 anos; 8. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS. - orçamento de médio prazo – período de 3 anos; - Metas, prioridades; - Forma de alteração da lei tributária; - Despesas de pessoal - até 60% de sua receita corrente (líquida); -Obs. A sessão legislativa não será interrompida até a aprovação da LDO (art. 57 § 2º da CF/88); 9. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL. - orçamento de curto prazo – período de 1 ano; -- os itens abaixo deverão estar presentes na LOA: - Orçamento dos poderes e da Administração Pública; - Orçamento da previdência e da assistência dos servidores; - Orçamento de empresas cujo maioria do capital volante seja do município; -Obs. O orçamento municipal obedece a algumas regras; -Obs. A LOA deve conter (os itens abaixo deverão estar presentes na LOA): -- Demonstrativo de compatibilidade com as metas fiscais da LDO; -- Demonstrativo dos efeitos das anistias, remissões, benefícios, subvenções sobre receitas e despesas; 8. PLANO DIREITOR -- reserva de contingentes para eventos fiscais imprevistos; -Obs. Outras regras: - Não pode conter dotações imprecisas ou ilimitadas; - Não pode conter dotações que ultrapassem um exercício financeiro, salvo se previsto no plano plurianual ou em leis especificas; - A dotação orçamentária deverá ter data de entrega até o dia 20 de cada mês – se refere aos repasses para os outros poderes, bem como como para os demais entes da administração; - Deverá intentar reduzir as desigualdades sociais e regionais; - Deverá obedecer ao limite de despesas com pessoal da LRF, que é de 60% da receita corrente liquida; 10. CONCEITO. - Conjunto de normas legais que servem para organizar o desenvolvimento do município; - É o instrumento básico de política urbana; 11. CARACTERÍSTICAS. - É obrigatório para cidades de mais de 20 mil habitantes; - Deve ser atualizado a cada 10 anos; - Deve ser elaborado pela comunidade, com participação de especialistas, como engenheiros, juristas etc; - O executivo encaminhará o projeto para a câmara municipal; - É feito por lei complementar; - Lei especifica o complementarão, regulando políticas de construções, de ordenamento e ocupação do solo; - Deve englobar todo o município, inclusive área rural; 12. POLÍTICA URBANA. I. FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE. - é cumprida, quando obedece regras da plano diretor; - art. 5º, XXIII da CF/88; II. DESAPROPRIAÇÃO. - Em regra, deve ter indenização previa, justa e em dinheiro; - EXCEÇÕES: -- Se um imóvel não atende sua função social, o município poderá, sucessivamente, estabelecer: * Edificação/utilização compulsória; *IPTU progressivo; * Pagamento realizado em títulos da divida pública resgatáveis em ate 10 anos;