Você está na página 1de 3

Como Funciona a Mente dos Gênios

21 de abril de 2008 às 20:40


A-A+

O cérebro permite que você pense, analise informações e solucione problemas. Mas
como ele o torna inteligente?

O gênio e o cérebro

Os cientistas não descobriram exatamente como funciona toda a massa cinzenta no cérebro, mas
eles têm uma idéia de qual parte permite que você pense. O córtex cerebral, que é a parte mais
externa no cérebro, é onde reside o pensamento e o raciocínio, que são as funções primordiais
do cérebro. As funções secundárias, que estão relacionadas à sobrevivência básica, ocorrem em
um local mais profundo do cérebro.

Ele se divide em vários lobos e as diferentes regiões dentro desses lobos lidam com tarefas
específicas relacionadas a como você pensa.

• Frontal: fala, pensamento e memória


• Parietal: entrada sensorial do corpo
• Temporal: informações auditivas
• Occipital: informações visuais

Em 1905, Albert Einstein desenvolveu a teoria da relatividade especial. Ele também provou que
os átomos existem e descobriu que a luz se comporta como uma partícula e como uma onda.
Acima de tudo, ele desenvolveu no mesmo ano sua famosa equação E = mc2, que descreve a
relação entre a matéria e a energia. Ele tinha apenas 26 anos.

Sem dúvida, Einstein era um gênio. Isaac Newton também era. Ele também desempenhou uma
função importante no desenvolvimento do cálculo, que algumas pessoas têm dificuldade para
compreender mesmo após um estudo extensivo em sala de aula. Outro gênio, Wolfgang
Amadeus Mozart, começou a compor músicas quando tinha 5 anos. Mozart escreveu centenas
de peças antes de morrer, aos 35 anos, em 1760.

O cérebro de Einstein era um pouco menor do que o cérebro médio. Partes de seu lobo parietal,
entretanto, eram mais largas do que o cérebro da maioria das pessoas. As áreas maiores no
cérebro de Einstein estão relacionadas ao raciocínio matemático e espacial. Seu lobo parietal
quase não apresentava uma fissura que é encontrada no cérebro da maioria das pessoas.
Analistas formularam uma teoria de que a ausência da fissura significa que as diferentes regiões
do cérebro de Einstein poderiam se comunicar melhor.

Em 2006, um ensaio na revista "Nature" teorizou que a forma como o cérebro se desenvolve é
mais importante do que seu próprio tamanho. O córtex cerebral de uma pessoa fica mais espesso
durante a infância e mais fino na adolescência. De acordo com o estudo, o cérebro das crianças
com QIs mais elevados ficou mais espesso mais rapidamente do que o das outras crianças. Os
estudos também sugerem que, até certo ponto, as crianças herdam a inteligência dos pais.

Alguns pesquisadores afirmam que isso ocorre porque a estrutura física do cérebro pode ser
uma característica herdada. Além disso, o processo de se tornar realmente bom em algo requer e
incentiva o cérebro a se capacitar para lidar melhor com essa determinada tarefa.

Embora os cientistas não tenham certeza exatamente de como ou por que isso acontece, está
claro que o cérebro humano desempenha um papel na determinação da inteligência de uma
pessoa. Mas qual é a diferença entre gênio e inteligência? E o que faz que uma pessoa seja mais
inteligente do que outra?

O gênios são diferentes de todas as outras pessoas. Eles pensam mais rápido e melhor do que
outros. Além disso, muitas pessoas acham que toda a capacidade extra do cérebro acarreta um
comportamento excêntrico ou espirituoso. Embora seja bastante fácil reconhecer os gênios,
definir exatamente o que faz que alguém seja um gênio é um pouco mais complicado. Descobrir
como esse alguém se tornou gênio é ainda mais difícil.

Há dois tópicos grandes que dificultam o estudo dos gênios:


• A definição de gênio é subjetiva. Algumas pessoas insistem em que todos com um quociente
de inteligência (QI) mais elevado do que um determinado valor são gênios. Outros acham que
os testes de QI medem apenas uma parte limitada da inteligência total da pessoa. Algumas
pessoas acreditam que as pontuações altas do teste não estão muito relacionadas com o gênio
real.

• O conceito de gênio é abrangente. Por outro lado, a maioria das pesquisas científicas e
médicas examina os detalhes. Um conceito tão subjetivo quanto o de gênio não é fácil de
quantificar, analisar ou estudar.
Portanto, ao explorar como funcionam os gênios, é uma boa idéia começar definindo de forma
precisa o gênio. Para a finalidade desse artigo, um gênio não é alguém com um QI
excepcionalmente alto. Em vez disso, um gênio é uma pessoa extraordinariamente inteligente
que inova com descobertas, invenções ou trabalhos de arte. Normalmente, o trabalho de um
gênio muda a forma como as pessoas vêem o mundo ou o campo no qual esse trabalho foi
realizado. Em outras palavras, um gênio deve ser inteligente e capaz de usar essa inteligência de
forma produtiva ou impressiva.

Mas o que faz que uma pessoa esteja apta a realizar tudo isso? É um cérebro diferente e mais
ágil? É uma inteligência excepcional? É uma aptidão para observar informações que as outras
pessoas podem considerar irrelevantes?

Cada parte do cérebro é responsável por determinadas funções do nosso corpo e quando
certa parte recebe sangue saudável e em boa quantidade, a função correspondente se
desenvolve e a pessoa adquire grande habilidade naquela determinada função.