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P ortal à

articipação
Agrupamento de Escolas
Alexandre Herculano
Mensagem de Natal da Nossa Directora

Nesta quadra festiva, de raiz cristã,


comemora-se o nascimento de Jesus Cristo e a
mensagem da Paz, da Partilha e da União
fraterna.
Ao longo dos tempos, foram-se alterando
os conceitos e introduzindo outros símbolos, nas
comemorações do Natal, mais de acordo com as
convicções individuais e colectivas, mas mantendo
-se a tradição de assinalar a quadra, com festas,
feriados e férias, sempre que possível, reunindo a
família.
Pelo mundo fora em cada família vive-se
a quadra do Natal, por hábito, tradição e convicção
de diferentes formas, mas a raiz da comemoração
é sempre a mesma.
Deste modo, desejo a todos os leitores
do Jornal e aos seus coordenadores e
colaboradores, um Feliz Natal, muita alegria e
felicidade, bem como um merecido descanso, seja
qual for a razão porque comemora esta quadra.

Maria João Igreja

Sub – Departamento
Editorial:
Dezembro de 2009
O Jornal do Agrupamento “Portal à
Participação”, projecto iniciado o ano lecti- Edição n.º
vo anterior, procurou com esta nova realida- 6
de ir ganhando raízes para que rapidamente
existisse um trabalho mais articulado entre
toda a Comunidade Educativa. É com este
objectivo que damos continuidade e sem a Sumário
qual não faria sentido a existência deste
Informações 2
espaço de informação. Actividades desenvolvidas 4
Artigos 7
“Portal à Participação” deseja a
Cantinho dos Alunos 9
toda a Comunidade Educativa um Feliz Natal Passatempos 10
e um Prospero Ano Novo. Para Reflectir 11
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Informações

O Agrupamento de Escolas Alexandre deste projecto é suportado pela Segurança


Herculano e o I.P.A.F. – Instituto de Psicologia Social.
Aplicada e Formação, assinaram um protocolo de Aos pais e encarregados de educação,
colaboração, com vista a proporcionar um acompa- apenas é solicitada a sua presença numa reunião
nhamento especializado de psicoterapia às crian- na sede do Agrupamento, o acompanhamento do
ças/adolescentes que frequentam as escolas do seu educando à primeira consulta e a recolha e
Agrupamento. disponibilização de documentos necessários ao
Este projecto tem como principal objectivo, inse- processo a entregar ao IPAF.
rir um programa de consulta psicológica semanal, A abrangência da população a atender pelo pro-
nas vertentes de diagnóstico, psicoterapia e neu- jecto é diversificada, passa pela deficiência men-
ropsicologia, desta forma pretendemos promover tal, hiperactividade, dislexia, problemas de fala,
o desenvolvimento da criança/adolescente em problemas globais de desenvolvimento, emocionais
termos cognitivos e emocionais, permitindo-lhe e indisciplina, entre outros.
uma maior funcionalidade no meio sócio-educativo. Cada aluno irá ser avaliado pelo psicólogo,
Apresenta como excepcional vantagem, o que elaborará um relatório de avaliação psicológi-
facto de permitir que os nossos alunos tenham ca, onde definirá a necessidade ou não da realiza-
acesso a recursos técnicos e clínicos sem limita- ção de apoio, assim como o plano de intervenção.
ções de natureza financeira ou de organização e Este projecto inicia-se este ano lectivo e propõe-
disponibilidade de tempo por parte dos pais ou se dar continuidade nos próximos anos, aos alunos
encarregados de educação; uma vez que não have- que venham a ser acompanhados. Esta continuida-
rá qualquer encargo com o projecto e, são os psi- de insere-se numa perspectiva de trabalho pre-
cólogos que se deslocam às escolas. ventivo, habilitador e reabilitador.
Também para o Agrupamento não representa des- Quanto a nós esta é sem dúvida uma opor-
pesas, este apenas tem que disponibilizar um tunidade óptima e excepcional para os nossos alu-
espaço em cada escola, onde os técnicos possam nos, acreditamos que desta forma estaremos a
realizar o apoio e, tem a tarefa de sinalizar os contribuir para o seu sucesso educativo e para a
alunos a observar, sendo que 50 % dos casos têm melhoria das suas condições de cidadania.
que se enquadrar nas Necessidades Educativas
Especiais. Por Sílvia Canha,
Como é do conhecimento comum, todos os Coordenadora do Projecto
serviços têm que ser pagos e, o financiamento

No dia 18 de Dezembro de 2009, foi apresentado o livro Metamorfoses, da autora Margarida Soa-
res Cardoso, da Papiro Editora, na Biblioteca da Escola E.B. 2.3. de Alexandre Herculano. A apresentação da
obra esteve a cargo de Vicente Batalha.
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Plano de Contingência - Gripe A

ção de serviços e a realização das actividades escola-


Em virtude da propagação nacional da pande- res, em casos de propagação da doença. Para tal a
mia designada por Gripe A H1N1, o Agrupamento de escola encontra-se preparada para responder e minimi-
Escolas Alexandre Herculano - Santarém adoptou um zar rapidamente situações sintomáticas e garantir a
conjunto de medidas de prevenção e contenção desta continuidade do funcionamento dos serviços essenciais
doença, em articulação, com os pais ou encarregados em caso de pandemia.
de educação e as Autoridades de Saúde locais. O Plano A Coordenação global do Plano é da responsa-
de Contingência elaborado nesse sentido, permite à bilidade dos professores Joaquim da Graça André ou
Escola enfrentar, de modo adequado, as possíveis con- Cristina Piteira, do segundo ciclo, que contam com o
sequências de uma pandemia de Gripe, pois contempla apoio de uma Equipa Operativa que trabalha também
medidas e acções que deverão ser aplicadas, avaliadas em articulação com o Centro de Saúde de Santarém
e reformuladas sempre que necessário, de modo articu- (Uni dade de S. Domi ngos), bem como com os pai s dos
lado, face à evolução da doença em espaço escolar. respectivos alunos e outras entidades pertinentes.
Entre as medidas de higiene instaladas pelo espaço A Escola contemplou também neste Plano a
escolar destacam-se a instalação de suportes em todos realização de acções/sessões de sensibilização e escla-
os blocos das Escolas do Agrupamento, para colocação recimento sobre a doença, dinamizadas pelos Técnicos
de soluções de limpeza das mãos à base de álcool; nas do Centro de Saúde de Santarém.
casas de banho foram instalados dispositivos para Este Plano encontra-se disponível na página
secar as mãos bem como sabão azul e branco; e junto Web da Escola e foi explicado aos Pais e Encarregados
dos locais de lavagem das mãos foram colocados carta- de Educação nas reuniões de recepção realizadas
zes informativos acerca dos procedimentos que os alu- pelos Docentes titulares de turma e Directores de Tur-
nos deverão tomar. ma, em Setembro e em Reunião Geral aos restantes
O Plano de Contingência tem como principal elementos da Escola (Professores e Funcionários).
objectivo estratégico garantir a continuidade da presta- Por Liliana Rocha, Docente de Geografia
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Actividades Desenvolvidas

Para celebrar o dia de S. Martinho, a E.B.1 de


Almoster n.º 2 realizou um pequeno magusto no recinto
da escola. Para a consolidação da Lenda de S. Martinho
os alunos elaboraram uma Banda Desenhada.

Durante o 1.º Período Lectivo, na E.B. 1 de Santarém n.º6 foram


A EB1 e o JI São Domingos
realizadas várias actividades de carácter comemorativo
Santarém tiveram mais uma
nomeadamente, o Dia de S. Martinho, o Dia das Bruxas, o Dia
g ra nd e i nicia tiva . Pa r a
Mundial da alimentação, entre outras. Aqui fica o registo de comemorar a época festiva
algumas destas actividades. que se aproxima, o grupo de
docentes desta instituição com
o a p oio da s cri a n ça s
mandaram fazer calendários
para o ano de 2010. Estes
calendários de bolso serão
vendidos a 0,50€, o lucro da
venda será para a aquisição
de material pedagógico para a
instituição. As imagens
escolhidas são representativas
das 7 turmas da escola e dos
2 grupos de crianças do JI.

Por Vera Singeis, Docente EE

Na EB 2,3 Alexandre Herculano celebrou-se o halloween


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Dia Internacional da Pessoa


com Deficiência
De acordo com o Plano Anual de Actividades o sub-departamento de Educação Especial do Agrupa-
mento de Escolas Alexandre Herculano comemorou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, 3 de
Dezembro, através da apresentação de um vídeo alusivo ao dia em todas as escolas do Agrupamento, com o
objectivo de sensibilizar a comunidade educativa para a diferença. Após o seu visionamento foi feita uma
actividade por turma, com o objectivo de fazer uma exposição na sede do Agrupamento, com os trabalhos daí
resultantes em data a designar.
O vídeo referenciado pode ser visualizado nos endereços: http://www.scalabis.net/video/

videodipd.html ; http://www.youtube.com/watch?v=jm3GeEb-MGE.

Existem 500 milhões de pessoas deficientes no mundo – um décimo da raça humana. E 80% das
pessoas com deficiência vivem em países em desenvolvimento. Um terço desses 80% é composto de crianças.
Nos países em desenvolvimento, 80% das pessoas portadoras de deficiência vivem em zonas rurais.
Em todas as partes, pessoas deficientes estão entre os mais pobres dos pobres. A elas são negados o
acesso a edifícios, a informação, a independência, oportunidades, a escolha de opções e o controle sobre a
própria vida, daí que seja necessário focalizar os problemas e soluções sociais e não os individuais, não nas
deficiências e sim nas barreiras sociais que impossibilitam a participação das pessoas deficientes e transfor-
mar em temas os obstáculos e discriminações que as pessoas com deficiência enfrentam no dia-a-dia: barrei-
ras arquitetônicas e de comunicação, e atitudes da sociedade para com as deficiências.
O desafio consiste em que pessoas deficientes e formuladores de
políticas compartilhem suas perícias e decidam sobre soluções alternativas
para o “problema” da deficiência, soluções estas baseadas na remoção das
barreiras da sociedade e na plena integração e que ensejem às pessoas com
deficiência uma participação plena e igualitária na sociedade.
A equipa do Portal à Participação

No âmbito da disciplina de
No dia 7 de Dezembro,
os alunos da escola EB1 de
Ciências Físico-Químicas, e integrado
Almoster1, juntamente com os no Plano Anual de Actividades, foi
alunos dos outros construído um presépio, com a
estabelecimentos de ensino da colaboração dos alunos do 7º Ano da
freguesia de Almoster, foram ao Escola Sede do Agrupamento, o qual
circo a convite da Câmara foi exposto no Dia Nacional da Cultura
Municipal de Santarém. Os Científica (dia 24 de Novembro), no bloco D, junto à biblioteca.
meninos viram malabaristas, Este projecto visou essencialmente a possibilidade dos
palhaços, cãezinhos amestrados alunos terem um primeiro contacto com material de laboratório de
entre outros animais. Eles química, uma vez que iniciam esta ciência apenas no 2º Período. Na
divertiram-se muito. sua construção foram utilizadas pipetas, provetas, caixas de Petri,
balões redondos, matrazes, um almofariz e um pilão.
Por Filomena Cardoso, A pedido da Junta de Freguesia S. Nicolau, foi também
Docente da turma construído um presépio químico na Escola Pratica de Cavalaria.
Ambos estão disponíveis para todos visitarem. FAÇAM-NO!

Por Raquel João Silva (docente de Ciências Físico-Químicas)


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Obras de Requalificação na Biblioteca dinamizada pela Dr.ª Dina Araújo, a quem uma vez mais
agradecemos a disponibilidade manifestada.
A Biblioteca da Escola E. B. 2, 3 de Alexandre Herculano
Organizámos oficinas de Origami, dirigidas a professores,
encerrou mais cedo este período para se proceder a obras
a alunos do 5º ano e a alunos EFA.
de requalificação. Contamos, assim, no próximo período,
com uma Biblioteca mais atractiva que esperamos tornar No dia 18 de Dezembro, esteve na nossa escola a
num pólo dinamizador e aglutinador do Agrupamento, autora Margarida Cardoso, para a apresentação do seu
ponto de encontro de todos aqueles que procuram os livro Metamorfoses. Esta apresentação esteve a cargo do
livros como forma de prazer e de complemento de Senhor Presidente do Instituto Bernardo Santareno,
aprendizagens. O Agrupamento poderá também contar Vicente Batalha, a quem também agradecemos a sua
com mais uma Biblioteca na Escola E.B.1/JI de São presença.
Domingos, que acaba de ser integrada na Rede de
A Feira do Livro, devido às obras de requalificação, foi
Bibliotecas Escolares.
adiada para o próximo período, que contará com muitas
Das actividades realizadas este período, destacamos a outras actividades que oportunamente divulgaremos, entre
recepção aos alunos do 5º ano, com uma visita guiada e a elas, a primeira fase do Concurso Nacional de Leitura, que
distribuição de um livro oferecido pelo Plano Nacional de terá lugar no dia sete de Janeiro,
Leitura, assim como a distribuição de um convite para às 10.20h, em sala a indicar. Nesta primeira semana,
novas inscrições na Biblioteca. procederemos, ainda, à selecção dos melhores postais de
Natal. Por isso, estejam atentos!
Comemorámos, ainda, o Mês Internacional das Bibliotecas
Contamos com a vossa participação!
Escolares, com a divulgação do nosso blogue e uma
sessão sobre A Biblioteca e a Articulação Curricular, Feliz Natal e … Boas Leituras
Amélia Henriques, Bibliotecária

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

Breve Enquadramento Histórico


Nos finais do séc. XIX sentia-se, por todo o País, o descontentamento da população. A maioria do povo vivia com gran-
des dificuldades. Aqueles que eram pobres estavam cada vez mais pobres e só os muito ricos conseguiam aumentar a fortuna.
A grande agitação e o mal – estar pairavam no ar…
Em 1876 formou-se o Partido Republicano, que pretendia um presidente eleito pelos Portugueses. A forma de governo
tinha de ser alterada. A monarquia devia ser substituída pela por uma República.
Em 14 de Janeiro de 1890, o “Partido Republicano Português” organizou uma grande manifestação em Lisboa. As hostili-
dades entre monárquicos e republicanos cresceram.
Em 31 de Janeiro de 1891 deu-se, no Porto, a primeira revolta armada contra a monarquia. Os republicanos foram derro-
tados, mas não vencidos…
No dia 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D.Luís Filipe I foram mortos num atenta-
do.
D. Manuel II tinha apenas 18 anos e não conseguiu evitar o descontentamento da população e, no dia 5 de Outubro de
1910, os republicanos venceram e implantaram a República.
O nosso Agrupamento de Escolas não podia ficar indiferente às comemorações deste evento. Vários grupos de alunos
estão a trabalhar o tema em Área de Projecto e noutras disciplinas. A Biblioteca também irá desenvolver várias actividades rela-
cionadas com este acontecimento histórico.
Oficialmente, as comemorações do Centenário da República iniciar-se-ão no dia 1 de Fevereiro de 2010, com um confe-
rência subordinada ao tema “ O 31 de Janeiro de 1891 e o Republicanismo”.
Até lá daremos mais notícias. Simão Rocha
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Artigos
MOTIVAÇÃO persistência; associar elementos positivos e agradáveis à
rotina do estudo; recorrer a locais alegres e simpáticos para
estudar; diferentes técnicas de estudo, como por exemplo
Pode ser considerada como o conjunto de factores estudo em interacção com um colega, com musica de fun-
psicológicos, conscientes ou não, de ordem fisiológica, inte- do…
lectual ou afectiva, que determinam um certo tipo de con-
Este método de recompensa coloca-se quando os
duta em alguém. É a arma essencial para conseguir alcan-
objectivos, por si só e pelos benefícios que trazem, não che-
çar objectivos, superar obstáculos e ser persistente. Mas a
gam para alimentar a força de vontade.
motivação também precisa de ser estimulada e encorajada.
REGRAS PARA FAZER FACE ÀS DECEPÇÕES: Optar
FACTORES IMPORTANTES: A personalidade e pos-
por ver a experiência como uma lição de vida onde se
tura em relação à vida; o optimismo; a perseverança; a fé
podem tirar dividendos futuros; pedir a opinião aos outros,
na vitória e a crença em nós mesmos.
mais distanciados emocionalmente da situação, para perce-
FACTORES QUE ABALAM A CONFIANÇA: Dizer à ber os “comos” e “porquês”; encontrar novos caminhos e não
partida “ não sou capaz ”; a culpabilização; a vitimização e colocar a desistência como uma possibilidade.
a inferiorização.
Docente de EE, Sandra Dourado

ESTRATÉGIAS PARA A MOTIVAÇÃO: Aplicar a cada


objectivo uma lógica compensatória que sirva de impulso à

BULLYING…..sabes o que é?
De acordo com alguns autores, o termo Bullying descreve todas as atitudes
agressivas, intencionais e repetidas, bem como a violência psicológica praticada por
alunos, colegas de escola, considerados agressivos também. É um comportamento
de violência exercido de forma contínua no tempo e com o intuito de humilhar,
rebaixar ou controlar, de alguma forma, alguém. Este comportamento cada vez mais
visível nas escolas, é adoptado por alunos agressivos que normalmente se assumem
como líderes de um grupo de alunos, e definem outros alunos como vítimas do seu
prazer em provocar sofrimento, angústia e dor. Segundo a psicóloga Sónia Seixas “Os alunos agressores têm
uma auto-estima elevada e uma grande confiança e si próprios”. Esses líderes sentem prazer em dominar
outros alunos considerados inferiores porque são pouco sociáveis, têm poucos amigos e uma baixa auto-estima.
As vítimas raramente oferecem resistência e sofrem em silêncio com medo de represálias.
Como é que acontece? O aluno vítima pode ser atacado directamente sob a forma de agressões físicas,
ameaças, roubos ou ofensas verbais („chamar nomes‟), mas também pode ser vítima de atitudes de indiferença
(ou seja, o agressor impede a vítima de ter amigos, de ser importante no grupo/turma), difamação via telemó-
vel, redes sociais (Hi5 entre outros), o designado cyberbullying… Este tipo de bullying é mais frequente entre
raparigas. Esta forma de agressão, por vezes silenciosa, serve-se da internet e dos telemóveis como armas de
bullying, que permitem ao agressor manter-se no anonimato e agredir de forma perversa a vítima.
Aos pais e professores compete estarem atentos, pois se uma criança apresenta dificuldades em dor-
mir e fobias escolares graves, é necessário perceber o que origina esses medos. Para solicitar ajuda, as víti-
mas de bullying também podem contactar o número 808968888, através da qual serão encaminhados para pro-
fissionais habilitados a intervir nas situações.

Liliana Rocha, Docente de Geografia


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Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

Foi publicada no Diário da República, 1.ª série, N.º h) Promover o desenho, desenvolvimento, produção e distribui-
146, de 30 de Julho de 2009, a ratificação, pela Assembleia ção de tecnologias e sistemas de informação e comunica-
da República, da Convenção sobre os Direitos das Pes- ção acessíveis numa fase inicial, para que estas tecnologias
soas com Deficiência, adoptada em Nova Iorque em 30 e sistemas se tornem acessíveis a um custo mínimo”.
de Março de 2007.
O acesso à Educação é reconhecido, tendo como
Os estados signatários reconhecem a “dignidade e base uma educação inclusiva (artigo 24.º) a todos os níveis
o valor inerente a todos os membros da família humana e e uma aprendizagem ao longo da vida
os seus direitos iguais e inalienáveis como base para a fun-
As competências dos Centros de Recursos TIC
dação da liberdade, justiça e paz no mundo”.
para a Educação Especial, um dos quais tem sede no nosso
Reconhecem ainda “a importância da acessibilida- Agrupamento, enquadram-se no espírito desta Convenção,
de ao ambiente físico, social, económico e cultural, à saúde quando procuram contribuir para a sua implementação,
e educação e à informação e comunicação, ao permitir às nomeadamente a nível da avaliação dos alunos com neces-
pessoas com deficiência o pleno gozo de todos os direitos sidades educativas especiais de carácter prolongado, para
humanos e liberdades fundamentais”. efeitos de utilização de tecnologias de apoio e adequação
do equipamento/ajuda técnica à sua situação particular,
O artigo 9.º, ponto 1, (Acessibilidade) refere-se com vista a garantir a inclusão destes alunos no processo
que “para permitir às pessoas com deficiência viverem de de ensino aprendizagem.
modo independente e participarem plenamente em todos os
aspectos da vida, os Estados Partes tomam as medidas A equipa CRTIC Santarém
apropriadas para assegurar às pessoas com deficiência o
acesso, em condições de igualdade com os demais, ao
ambiente físico, ao transporte, à informação e comunica-
ções, incluindo as tecnologias e sistemas de informação e
comunicação e a outras instalações e serviços abertos ou
prestados ao público, tanto nas áreas urbanas como rurais.

Estas medidas, que incluem a identificação e elimi-


nação de obstáculos e barreiras à acessibilidade, aplicam -
se, inter alia, a:

a) Edifícios, estradas, transportes e outras instalações inte-


riores e exteriores, incluindo escolas, habitações, instala-
ções médicas e locais de trabalho;”.

No ponto do mesmo artigo, comprometem-se os


estados signatários a “

c) Providenciar formação aos intervenientes nas questões de


acessibilidade com que as pessoas com deficiência se
deparam;

f) Promover outras formas apropriadas de assistência e


apoio a pessoas com deficiências para garantir o seu aces-
so à informação;

g) Promover o acesso às pessoas com deficiência a novas tecno-


logias e sistemas de informação e comunicação, incluindo a
Internet;
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O Cantinho dos alunos


No Mês de Outubro trabalhámos o Outono. Brincámos com as folhas. Fizemos lindas estampagens. Pensá-
mos na nossa figura Humana e a partir de uma folha fizemos a estrutura de um corpo.

Jardim de Infância do Choupal - Sala 1

No Jardim-de-infância os projectos desenvolvem-se a partir de situações concretas. As competências são


adquiridas através da realização de actividades aliciantes, que contam com a colaboração de toda a comunidade
educativa.

O Jardim-de-infância é um local privilegiado que proporciona diversas experiências às crianças. Brincando com
as formas, com as cores, com os diversos materiais, as crianças exprimem-se e desenvolvem as suas capacidades.

Aprendem a colaborar, a partilhar, a conviver em grupo, a respeitar as ideias dos outros…

Jardim de Infância do Choupal - Sala 2

Pintura de uma árvore, em pequeno grupo. A lavagem dos marmelos para a confecção A matemática trabalhada através da formação
da marmelada, em pequeno grupo. de conjuntos a partir das próprias crianças.

IMPONDERABILIDADE NA LUA
Como decorreria um jogo de futebol na Lua…
Este jogo de futebol na Lua está a ser muito complicado! Os jogadores, para conseguirem fazer algo, têm uma árdua tarefa. Estão muito
engraçados dentro dos seus fatos esquisitos e bastante desconfortáveis.
Os jogadores entraram em campo. Estão preocupados! O campo está repleto de buracos, que resultaram da colisão de meteoritos com o solo lunar.
Estão igualmente receosos pelo risco de haver uma colisão no decorrer do jogo, pois estas são frequentes, em resultado da inexistência de atmosfera
na Lua. Consequentemente, não se verifica qualquer fenómeno meteorológico, o que é relativamente vantajoso.
Vai ser dado início ao jogo!
-Mas o que é aquilo?! – Os jogadores estão com muito frio. Foi extremamente difícil arranjar condições minimamente propícias, devido à
elevada amplitude térmica que se faz sentir e ao mau e instável posicionamento do estádio.
Tentativa de chutar a bola! Não conseguiu, porque a bola começou a flutuar, uma vez que a força gravitacional é cerca de seis vezes inferior à da
Terra.
Nova tentativa! Foi bom o passe! Parece que já conseguiram habituar-se a esta falta de gravidade. Há ainda um pequeno pormenor: o
jogo parece decorrer em câmara lenta, porque eles deslocam-se com passos largos e saltando bem alto.
Digamos que o jogo é bastante diferente daqueles a que estamos habituados a ver na Terra, mas consegue-se jogar “perfeitamente”.
Final do jogo: 0 – 0 Os jogadores tiveram dificuldade na finalização.
Apesar das adversidades, para primeiro jogo na Lua, foi perfeito!!!
João Faria, nº 19, 7ºA, Disciplina de Ciências Físico-químicas
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Passatempos
1. Descobre na sopa de letras, procurando na horizontal e na vertical, 10 pratos típicos

da época de Natal:

rabanadas

arroz-doce

bolo-rei

sonhos

pão-de-ló

aletria

bacalhau

batatas

2. Lê com atenção as adivinhas e descobre do que falam.

De cera sou feita A enfeitar o pinheiro


Estou sempre verde e tenho um pavio. é onde gosto de estar.
de Inverno e de Verão. Quando me acendem Sou muito redondinha
Brilhantes de luzes vocês me acharão tenho bastante brilho. e fácil de pendurar.
no mês de Natal.
Quem sou eu afinal? Quem sou eu? Quem sou eu?

Eu sou um bolo colorido, Estou na torre da igreja Estou muito embrulhadinho


com muitos frutos saborosos. e estou sempre a tocar. e enfeitado com um laço.
E um brinde podem encontrar, Dou muitas badaladas Quando me recebem
aqueles que forem mais gulosos. Até me cansar. dão um beijo e um abraço.

Quem sou eu? O que é? Quem sou eu?


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Para Reflectir...

E OS DIREITOS DA CRIANÇA?

(REFLEXÕES A PARTIR DE UMA AULA DE APOIO AO ESTUDO)

Quando cheguei à sala as crianças estavam


tempo inteiro”…escola, actividades, enriquecimento,
claramente excitadas, agitadas, algumas mesmo
revoltadas. Dispersavam-se pela sala de forma desor- currículo, apoio, estudo..Mas… e os sentidos destas
denada, arrastando consigo cadeiras, mochilas e a palavras? Onde se definem? Quem os define? Onde
sua visível contrariedade. Não pude ficar indiferente a se situa, hoje, o poder (legitimado) de definir os con-
isto e eis-me a fazer a primeira reflexão “oficial” deste ceitos em educação? E os problemas? Quem diz
ano lectivo. quais são eles? Quem os coloca na “agenda”? E
quem tem, hoje, o poder/o dever de os resolver?
Nunca antes tinha “dado” Apoio ao Estudo.
Não tinha a noção do que poderia ser trabalhar com Como alguém disse, em educação as pala-

as crianças a esta hora do dia, no mesmo espaço vras são, hoje, palavras-fuínha*: ocas. Cada um dos
onde se encontram desde as 9h da manhã, isto é, 8 actores da cena educativa, coloca-lhe o “recheio” que
horas depois… e, no entanto, como sempre nas diver- quer, atribui-lhe o sentido que quer… ou que pode.
sas situações pedagógicas mais constrangedoras,
pensei que era possível, com certeza, dar-lhe “a vol-
ta”, através de actividades interessantes e “de anima-
ção”.

De repente, durante a leitura animada da his-


tória que estava a fazer, dei comigo a tomar consciên-
cia de que eu era a única pessoa em actividade
naquela sala. Isto é, sentia que eles estavam em
“escuta activa”, estavam a gostar e a aderir ao proble- Com as alterações profundas nos modos de
ma daquela galinha que queria tanto ser mãe e a regulação do sistema educativo, as directivas centrais,
quem roubavam todos os ovos, etc. Mas eles não transmitidas através de palavras, chegam hoje à “cena
podiam mexer-se, falar, expressar-se gestualmente, local” desprovidas de sentido. São os actores, no ter-
isso era apenas privilégio meu - e tanto mais o fazia, reno, que se apropriam delas, carregando-as de con-
quanto mais sentia que eles se agitavam… teúdo como se de ovos recheados se tratassem. Mas

Ainda durante a aula, mas depois também ao as palavras servem para comunicar sentidos… e o
longo do resto do dia, sentia que já não era possível inevitável confronto entre os actores locais é um con-
continuar a olhar da mesma forma para aquelas crian- fronto de interesses que se exprime por palavras com
diferentes (tão diferentes) sentidos.
ças e para as minhas funções, enquanto responsável
pelo ”Apoio ao Estudo”, o que quer que isto seja.. E Palavras e sentidos que já se encontram a
vêm-me à ideia as palavras: “apoio ao estudo”, anos-luz das crianças a quem se dirigem…
“actividades de enriquecimento curricular”, “escola a
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(cont.) constituir como nosso referencial em


educação?
E esta é a nossa questão,
enquanto educadores/professores: Este ano comemoram-se os
qual é o nosso referencial na atribui- 20 anos da Declaração dos Direitos
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS
ção de sentidos às palavras, nossas da Criança. Se as efemérides ser- ALEXANDRE HERCULANO -
inevitáveis “ferramentas” na elabora- vem para alguma coisa, talvez seja SANTARÉM
QUINTA DO MERGULHÃO - SRA. DA
ção do discurso/pensamento/ como convites à reflexão crítica GUIA
projecto educativo? Onde estão as sobre a realidade, que assim se 2005-075 SANTARÉM
Tel. 243309420 – Fax. 243309426/7
crianças e os seus mais elementares transforma, transformando-nos, eeaeaherculano@googlegroups.com
direitos, nos nossos discursos de enquanto aprendizes permanentes,
palavras-fuínha? Deixaram as crian- ao longo da vida. Temos responsa-
ças de se constituir como nosso bilidades acrescidas, enquanto
referencial em educação? docentes. E não podemos permitir FICHA TÉCNICA
que os constrangimentos que nos
Com as alterações profun-
rodeiam nos retirem o sentido da COORDENAÇÃO
das nos modos de regulação do sis- Prof. Carla Reis
nossa vida, como profissionais: a
tema educativo, as directivas cen- Prof. Daniel Miranda
educação de crianças.
trais, transmitidas através de pala-
PARTICIPANTES
vras, chegam hoje à “cena local”
Prof. Amélia Henriques
desprovidas de sentido. São os Prof. Filomena Cardoso
actores, no terreno, que se apro- Prof. Isabel Moura
priam delas, carregando-as de con- Prof. Liliana Rocha
teúdo como se de ovos recheados Prof. Raquel Silva
Prof. Sandra Dourado
se tratassem. Mas as palavras ser-
Prof. Sílvia Canha
vem para comunicar sentidos… e o Sabemos que a infância é Prof. Simão Rocha
inevitável confronto entre os actores um conceito (também esta uma João Faria, 7.ºA
locais é um confronto de interesses palavra-fuínha) cujo conteúdo é tão
que se exprime por palavras com diverso como as diversas formas de ASPECTO GRÁFICO
Prof. Carla Reis
diferentes (tão diferentes) sentidos. a "olhar", mas temos que aguçar a
Prof. Daniel Miranda
Palavras e sentidos que já se encon- nossa capacidade de VER e ESCU-
tram a anos-luz das crianças a quem TAR as crianças concretas que HIPERLIGAÇÕES
se dirigem… E esta é a nossa ques- temos à nossa frente, a partir de um Prof. Rui Lopes
tão, enquanto e d u c a d o r e s / referencial. E o que pretendo acen-
professores: qual é o nosso referen- tuar com esta reflexão é que esse
cial na atribuição de sentidos às referencial, sendo a criança/aluno e
p al avra s, no ssa s in evi t ávei s a infância, tem que ter como conteú-
“ferramentas” na elaboração do dis- do os Direitos da Criança. ENVIE-NOS AS SUAS DÚVIDAS,
SUGESTÕES E/OU COMENTÁRIOS
curso/pensamento/projecto educati- PARA
Como forma de nos voltar- PORTALAPARTICIPACAO@GMAIL.COM
vo? Onde estão as crianças e os
mos a entender…
seus mais elementares direitos, nos
nossos discursos de palavras- Isabel Moura ,Santarém, Educadora

fuínha? Deixaram as crianças de se


de Infância, EB1/JI Combatentes