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Universidade Tecnológica Federal do Paraná PR


UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

Engenharia Elétrica

AUTOR: DIEGO DIAS PINHEIRO


REVISÃO: PROF. JEAN PATRIC DA COSTA

PATO BRANCO, OUTUBRO 2013.


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Engenharia Elétrica

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4

2. INICIALIZANDO O AMBIENTE MATLAB ............................................................. 6

3. CONCEITOS E COMANDOS FUNDAMENTAIS NO MATLAB ............................ 8

3.1 Operações Matemáticas, Relacionais e Expressões Lógicas ........................ 9

3.2 Calculadora Científica ...................................................................................... 11

3.3 Formatos Numéricos........................................................................................ 13

3.4 Funções Matemáticas ...................................................................................... 13

4. VETORES........................................................................................................... 17

4.1 Criando Vetores com Elementos Espaçados de um Fator Constante ............. 19

4.2 Criando Vetores Especificando o Primeiro e Último Termo; e em Seguida o


Número de Termos. ............................................................................................... 19

4.3 Referência a um Elemento do Vetor ................................................................ 20

4.3.1 Dois Pontos (:) Referenciando Elementos de Vetor .................................. 21

4.4 Adicionando Elementos AO Vetor ................................................................... 22

5. MATRIZES...... ...................................................................................................... 25

5.1 Referência a um Elemento da Matriz ............................................................... 25

5.1.1 Dois pontos (:) Referenciando elementos da matriz.................................. 26

5.2 Adicionando Elementos a uma Matriz.............................................................. 28

5.3 Eliminando Termos de uma Matriz .................................................................. 28

5.4 Matrizes Elementares ...................................................................................... 29

5.5 Operações Básicas com Matrizes ................................................................... 29

5.5.1 Adição e Subtração ................................................................................... 30

5.5.2 Multiplicação ............................................................................................. 31


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5.5.3 Transposta ................................................................................................ 35

5.5.4 Inversa ...................................................................................................... 36

5.5.5 Exponenciação .......................................................................................... 36

5.5.6 Determinante ............................................................................................. 37

5.6 Funções Nativas do Matlab com Vetores ........................................................ 39

6.POLINÔMIOS .........................................................................................................44

6.1 Análise Polinomial ........................................................................................... 44

6.1.1 Comando Polyval ...................................................................................... 45

6.1.3 Multiplicação de Polinômios ...................................................................... 46

6.1.4 Divisão de Polinômios ............................................................................... 46

6.1.5 Raízes do Polinômio ................................................................................. 47

6.1.6 Calculo ...................................................................................................... 48

7. GRÁFICOS... ...................................................................................................... 50

7.1 Comando - PLOT ......................................................................................... 50

7.1.1 Comando Subplot .................................................................................. 54

7.2 Comando POLAR......................................................................................... 56

7.3 Histogramas ................................................................................................. 57

8. PROGRAMAÇÃO .M .......................................................................................... 58

8.1 Algoritmos .m ............................................................................................... 58

8.2 Função Disp e Fprintf ................................................................................... 62


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1. INTRODUÇÃO

O MATLAB (Matrix Laboratory), foi criado em 1970 por Cleve Moler na


Universidade do Novo México, com o intuito original de “laboratório de matrizes”,
tornou-se um propósito mais amplo, sendo um software de computação numérica,
de análise e de visualização de dado, podendo funcionar como uma calculadora ou
como uma linguagem de programação científica.
Em ambientes universitários, o MATLAB converteu-se em uma ferramenta
básica para professores e alunos com a finalidade de ensino nos cursos, tornando-
se um apoio nas disciplinas como álgebra linear, sistemas lineares, sistemas de
controle, processamento de sinais, entre outras disciplinas que compõem a grade
curricular do curso.
O MATLAB possui um ambiente de simulação de aplicações totalmente
orientado para operações que impliquem em cálculos matemáticos complexos com
sua visualização gráfica. É possível desfrutar da análise numérica, cálculo matricial e
processamento de sinais, em um meio onde as soluções dos problemas
matemáticos são propostos de forma clara e objetiva, sem necessidade de fazer uso
de técnicas de programação avançada.
Além disso, neste poderoso software dispõem-se também de um amplo
conjunto de programas de apoio especializado, denominados Toolboxes, que
otimizam o tempo necessário para realizar rotinas, uma vez que, o usuário poderá
utilizar funções pré-definidas. Estes Toolboxes cobrem praticamente todas as áreas
principais no universo da engenharia, destacando-se entre elas a toolbox de
processamento de imagens, sinais, controle robusto, estatística, análise financeira,
cálculo matemático simbólico, redes neurais, lógica fuzzy, identificação de sistemas,
simulação de sistemas dinâmicos, entre outros.
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PROPÓSITO DA APOSTILA

A UTFPR dispõe de licenças institucionais utilizadas para o ensino em


diferentes disciplinas dos cursos de graduação e pós-graduação. A versão do
MATLAB abordada aqui nessa apostila é a 2013a. Porém, versões anteriores
possuem também as ferramentas necessárias para os estudos abordados nessa
apostila.
O software MATLAB é um programa abrangente. Por esse motivo, é inviável
abordar todas as particularidades em um só material. O propósito dessa apostila é
primeiramente apresentar, os fundamentos básicos do MATLAB. Uma vez
consolidado esses fundamentos, os estudantes serão capazes de aprofundar em
tópicos mais avançados, muitas vezes recorrendo apenas a menu Help do próprio
MATLAB.
Os principais objetivos dessa apostila são também impulsionar e fundamentar
os estudos da ferramenta MATLAB, a partir de noções básicas.

Este material trata-se de uma Apostila


“Introdução ao MATLAB”, elaborado
pelo acadêmico de engenharia elétrica
Diego Dias Pinheiro e revisado pelo
Profº. Dr. Jean Patric da Costa.

Bom Estudo!
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2. INICIALIZANDO O AMBIENTE MATLAB

Uma vez inicializado o MATLAB, aparecerá a janela principal, composta


de quatro pequenas janelas: Command Window, Current Folder, Workspace,
Command History. Esse é o modo de abertura padrão (default) do Matlab. A versão
do software utilizada para elaboração da apostila é Matlab2013a, portanto, para ter o
controle da janela principal, optando pela opção de ocultar alguma janela, bastar
procurar na barra de ferramentas por Environment  Layout  Show e desmarque
a janela. A figura 1 apresenta as quatro principais janelas de inicialização.

Figura 1 - Janela Inicial do MATLAB.

 Command Window: A principal janela do MATLAB. É ativada sempre que o


software é inicializado. Nesta janela, o prompt padrão(>>) é exibido na tela e, a
partir deste ponto, o MATLAB espera as as instruções do usuário.
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 Current Folder: Exibe os arquivos presentes no diretório ou na pasta desejada;


 Workspace: Disponibiliza informações sobre as variáveis e dados em uso;
 Command History: Apresenta o histórico dos comandos mais recentes digitados
na janela Command Window. Pode ser útil quando é preciso repetir uma
sequência de comandos ou localizar uma sintaxe de comando usada
anteriormente.
Outra janela importante é o Editor  M-files, na barra de Menus

acessando New Script. Muitas vezes, tentar resolver um determinado problema


no MATLAB digitando muitos comandos seguidos é demasiadamente trabalhoso. E
na janela Command Window cada vez que a tecla Enter é pressionada, somente o
último comando digitado é executado, sendo que o restante do trabalho torna–se
inutilizado. Se forem necessárias modificações ou correções em um determinado
comando da série executada e os resultados gerados por eles afetarem comandos
em uma certa sequência encadeada, toda a sequência de comando deve ser
selecionada e executada novamente na linha do prompt da janela Command
Window, isto é, um comando de série deve ser chamado e executado outra vez.
Uma forma diferente de executar o algoritmo no MATLAB é criando um
arquivo com uma lista de comandos, salvá-la e, então, rodar o arquivo. Quando o
arquivo é executado, a lista de comando vai sendo processada na ordem em que
está listada no arquivo. Caso seja necessário realizar alguma modificação na lista de
comandos, basta modificar o algoritmo, salvá-lo e executar novamente. Os arquivos
criados com esse propósito são denominados rotinas, M-files ou script files. Na
sequência serão realizadas algumas rotinas, para melhor entendimento do
funcionamento do software, na figura 2 apresenta a janela Editor.
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Figura 2 - Janela Editor.

3. CONCEITOS E COMANDOS FUNDAMENTAIS NO MATLAB

Observações quando ao uso da janela Command Window:


 Para digitar um comando, o cursor deve ser posicionado junto ao prompt
de comando (>>).
 Para que o comando seja executado bastar apertar a tecla Enter, mas
apenas o último comando será executado.
 Vários comandos podem ser digitados na mesma linha, para realizar esse
feito, basta separá-los por vírgulas. Quando a tecla Enter for pressionada,
os comandos são executados, sucessivamente da esquerda para direita.
 Os comandos digitados são armazenados em um buffer de comandos, no
qual pode-se navegar usando as teclas seta-para-cima “↑” e seta-para-
baixo “↓”.
 Os comandos terminados com ponto e vírgula “;” não exibem as variáveis
de resposta na tela. Esse comando é útil quando a impressão do
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resultado na tela não interessa, ou quando a impressão é muito extensa


como, por exemplo, uma matriz 100 x 100. Apesar da impressão ser
suspensa, o comando é executado pelo programa.
 Deve-se tomar cuidado com as declarações de variáveis, as quais devem
ser iniciadas com letras e não podem conter espaços ou caracteres de
pontuação. O mesmo também faz a distinção entre as letras minúsculas e
maiúsculas (case-sensitive).
 As variáveis podem ser redefinidas a qualquer momento, bastando
apenas atribuí-las um novo valor. As mesmas podem ser excluídas do
espaço de trabalho usando o comando clear, Por exemplo:
clear nome_da_variável – Exclui somente a variável especificada;
clear ou clear all – Exclui todas as variáveis do espaço de trabalho;
clc – Limpa a tela Command Window.
 Os comandos de ajuda são muito úteis, até para os usuários mais
experientes, pois esses comandos ensinam como utilizar determinadas
funções ou comandos, Por exemplo:
help – É a forma mais simples de conseguir ajuda caso você saiba
exatamente o tópico a respeito do qual necessita de informações.
lookfor – Fornece ajuda fazendo uma busca em toda a primeira linha dos
tópicos de ajuda e retornando aqueles que contém as palavras-chaves
que você especificou. O mais importante é que a palavra-chave não
precisa ser um comando no MALTAB.

3.1 OPERAÇÕES MATEMÁTICAS, RELACIONAIS E EXPRESSÕES LÓGICAS

No MATLAB as expressões seguem a ordem matemática 


potenciação, seguida da multiplicação ou divisão, que por sua vez são seguidas
pelas operações de adição ou subtração. Os parêntesis podem ser usados para
alterar esta ordem. Neste caso, os parêntesis mais internos são avaliados antes dos
mais externos. A tabela 1 apresenta as operações básicas.
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Tabela 1 - Operações Básicas.

OPERAÇÃO SÍMBOLO EXEMPLO


Adição + 3+1

Subtração - 3–2

Divisão / 4/2

Multiplicação * 3*3

Potenciação ^ 3^3

Note que o espaço na linha de comando não é considerado durante a


execução do algoritmo.
Uma expressão se diz lógica se os operadores são lógicos e os
operandos são relações ou variáveis do tipo lógico. Os operadores relacionais
realizam comparações entre valores do mesmo tipo. Os operadores relacionais
utilizados pelo MATLAB são apresentados na tabela 2.

Tabela 2 – Operações Relacionais.

Operador Relacional Descrição


> Maior que
>= Maior Igual a
< Menor que
<= Menor Igual a
== Igual a
~= Diferente de

Note que o operador matemático (=) é usado para atribuição de uma valor a uma
variável e o operador relacional (==) é utilizado para realizar comparações. No
MATLAB os operadores relacionais podem ser usados para comparar vetores de
mesmo tamanho ou escalares. O resultado de uma relação ou de uma expressão
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lógica é verdadeiro ou falso, ou seja, a resposta será 1 que significa verdadeiro e 0


que significa falso.
Por exemplo no MATLAB:

>> 7 >= 3
ans =
1
>> 2==1
ans =
0

Os operadores lógicos permitem a combinação ou negação das relações


lógicas. Os operadores lógicos do MATLAB são apresentados na tabela 3.
Tabela 3 - Operadores Lógicos.

Operador Lógico Descrição Uso


~ NÃO Negação
| OU Disjunção
& E Conjução

3.2 CALCULADORA CIENTÍFICA

A primeira forma de se utilizar o MATLAB ou a maneira mais simples é


como calculadora científica, através da digitação de comandos diretamente no seu
prompt da janela Command Window e pressionando a tecla Enter. O MATLAB
calcula as expressões emite uma resposta ans e exibe o resultado numérico na linha
seguinte. No quadro 1 são demonstrados alguns exemplos, de como utilizar o
MATLAB como calculadora.
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Quadro 1 – Calculadora Científica

>> 3+6/3
ans =
5
>> (7+3)/2
ans =
5
>> 2^3/4
ans =
2
>> 3^(1/2)+2^0.8
ans =
3.4732
>> 3^1/2+2^0.8
ans =
3.2411

Nota – se que o resultado da operação no MATLAB foi atribuído à variável


ans. É possível atribuir nomes a essa auxiliar, o quadro 2 apresenta como é
realizado a atribuição de valores a variáveis.

Quadro 2 – Calculadora Científica

>> a = 4, b=5, c = 7, d = 2 ]

a=
4
b=
5
c=
7
>> resultado = (a+b+c)/3
resultado =
5.3333
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3.3 FORMATOS NUMÉRICOS

É possível controlar o formato segundo o qual o MATLAB exibe os dados


na tela. No caso de que nenhum formato esteja definido, se o resultado for um
número inteiro, será mostrado o próprio. Quando um resultado é um número real,
este mostra o resultado com uma aproximação de até quatro casas decimais. Se os
dígitos significativos estiverem fora desta faixa, será apresentado o resultado em
forma de notação científica. Porém, pode-se pré-definir um formato diferente
utilizando os seguintes comandos, apresentado na tabela 4.
Tabela 4 - Formatos Padronizados

Comando Descrição
format short 4 dígitos decimais (formato
default)
Ex: 23.2000
format long 16 dígitos decimais
Ex: 23.2000000000000000
format short e 5 dígitos mais expoente
Ex: 2.3200e+1
format long e 16 dígitos mais expoente
Ex: 2.320000000000000e+1
format rat Exibe no formato Racional
Ex: 116/5
format bank 2 dígitos decimais
Ex: 23.20

3.4 FUNÇÕES MATEMÁTICAS

O MATLAB possui uma biblioteca imensa de funções. Uma função é


caracterizada por um nome e um argumento entre parênteses. Por exemplo, a
função que calcula o valor absoluto de um variável abs(a). O nome da função é abs
e o argumento é a. Funções também podem ser incluídas no argumento de outras
funções, assim como em expressões.
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A tabela 5 apresenta uma lista de funções elementares, mostrando ao


lado como utilizar essas funções.
Tabela 5 - Funções Matemáticas.

Função Descrição Exemplo


abs(x) Valor absoluto ou módulo de um >> y = abs(-12)
número complexo y=
12
cos(x) Cosseno do argumento x >> y = cos(pi/4)
y=
0.7071
acos(x) Arco cosseno >> y = acos(2/3)
y=
0.8411
sin(x) Seno do argumento x >> y = sin(pi/3)
y=
0.8660
asin(x) Arco Seno >> y = asin(1/3)
y=
0.3398
tan(x) Tangente do argumento x >> y = tan(pi/4)
y=
1.0000
atan(x) Arco Tangente >> y = atan(5/8)
y=
0.5586
exp(x) Exponencial >> y = exp(3)
e x – constante matemática neperiana y=
20.0855
angle(x) Ângulo de um número complexo >> x = 2+3i;
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>> y = angle(y)
y=
0.9828
real(x) Parte real de um número complexo >> y = real(x)
y=
2
imag(x) Parte imaginária de um número >> y = imag(x)
complexo y=
3
conj(x) Conjugado Complexo >> y = conj(x)
y=
2.0000 - 3.0000i
log(x) Logaritmo natural >> y = log(3)
y=
1.0986
log10(x) Logaritmo na base 10 >> y = log10(5)
y=
0.6990
sqrt(x) Raiz quadrada de x >> y = sqrt(18)
y=
4.2426
lcm(x,y) Mínimo múltiplo comum de x e y >> x = 4, y = 18;
>> z = lcm(x,y)
z=
36
gcd(x,y) Máximo divisor comum de x e y >> x = 4, y = 18;
>> z = gcd(x,y)
z=2
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Por fim, observa-se ainda que o MATLAB utiliza o ponto para casa
decimal e a vírgula fica reservada para funções especiais. Como por exemplo
definição de vetores.
Com base no que foi apresentado até então, tem-se o seguinte exemplo a
ser resolvido:
Exemplo de Aplicações no Matlab 1.
Um determinado objeto que está submetido a uma temperatura inicial T0 é colocado
no instante de t = 0, dentro de um congelador à temperatura constante Ts. A
variação de temperatura do objeto é determinado pela seguinte lei:
𝑇 = 𝑇𝑠 + (𝑇0 − 𝑇𝑠 ) · 𝑒 −𝑘𝑡

Onde T é a temperatura do objeto em um tempo t qualquer e k é uma constante.


Com base nas informações, considere uma lata de refrigerante na qual encontra-se
a uma temperatura de 39,7ºC. Em seguida, é colocada dentro de um congelador
onde a temperatura é 2,7ºC. Determine a temperatura da lata em graus Celsius, 4
horas após a lata ser colocada no congelador. Considere a constante k = 0,35.

>> T0 = 39.7; k = 0.35; t = 4; Ts = 2.7;


>> T = Ts + (T0 - Ts)*exp(-k*t)
T=
11.8241

Teste – Resolva os problemas a seguir utilizando a janela Command Window.


1. Calcule:
a) (20.5 · 5 − 42 )⁄5.113 + 𝑒 3.2;
b) (3 + 8)2 + 44 ⁄3 − √7

c) cos(5𝜋⁄6) · 𝑠𝑒𝑛(2𝜋⁄3) + tan⁡(𝜋 · ln(8)⁄6)

2. Declare as variáveis x e z como x = 3.1 e z = 8. Determine o valor da


expressão:
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2/3
a) 𝑥 · 𝑧 + 2 · 𝑧 − 𝑥 3 + (𝑧⁄3 · 𝑥)
3. No triângulo retângulo mostrado na figura 3, a = 10cm e c = 4cm. Determine o
valor do cateto adjacente ‘b’ utilizando o Teorema de Pitágoras e em seguida
determine o ângulo φ em graus.
Dica: Declare as variáveis inicialmente.

b
φ

a c

4. A distância d de um ponto (x0,y0) à função da reta é expressa por Ax+By+C =


0 é dada por:
|𝐴𝑥0 + 𝐵𝑦0 + 𝐶|
𝑑 =⁡
√𝐴2 + 𝐵 2
Determine a distância do ponto(3,-2) à reta 2x + 5y – 8 = 0.
Dica: Declare as variáveis A,B,C,x0,y0, na sequência calcule d.

5. A intensidade M de um terremoto na escala Richter é dada pela seguinte


2
equação: 𝑀 = 3 log⁡(𝐸⁄𝐸 ). Onde E é a energia liberada pelo tremor e E0 = 104,4
0

Joules é uma constante (energia liberada em um tremor de terra de referência).


Determine quantas vezes a energia liberada em um terremoto de 7.2 na escala
Richter é maior do que um terremoto 5.3 nessa mesma escala.

4. VETORES

O MATLAB inicialmente tinha como propósito de trabalhar com


manipulações de matriz, sendo assim a essência do software  manipulação de
matriz. Observa-se que um escalar é uma matriz de dimensão 1x1 e que um vetor é
uma matriz que possui somente uma linha ou uma coluna.
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A maneira mais fácil de introduzir pequenas matrizes no MATLAB é uma


lista explícita. Para criar uma variável onde é armazenada uma matriz, basta
escrever os elementos da matriz entre colchetes, onde os elementos de uma mesma
linha da matriz separados por vírgula ou espaço e as colunas separadas por ponto e
vírgulas.
Qualquer lista de números pode ser tratada como um vetor. Por exemplo,
a tabela 6 apresenta o crescimento populacional que podem ser utilizados para criar
duas listas de números: uma referente a anos e outra da população. Cada lista pode
ser consideradas como sendo constituídas de entradas, elementos de um vetor,
organizados em linha ou coluna.
Tabela 6 - Crescimento Populacional.

Ano 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996


População 127 130 136 145 158 178 221
(milhões)

O quadro 3 apresenta a criação dos vetores da tabela 6 no MATLAB.

Quadro 3 – Criando Vetores

>> Ano = [1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996];


>> Populacao = [127 130 136 145 158 178 221];

E para declarar uma matriz no software, segue a mesma ideia dos


vetores, porém o “;” indica a próxima linha. Por exemplo, o quadro 4 ilustra como
armazenar a matriz K.
1 2 3
𝐾 =⁡[ ]
4 5 6

Quadro 4 – Criando uma Matriz

>> K = [1 2 3;4 5 6]
K=
1 2 3
4 5 6
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4.1 CRIANDO VETORES COM ELEMENTOS ESPAÇADOS DE UM FATOR


CONSTANTE

Os vetores acima tiveram seus elementos definidos um a um. No entanto


vetores podem ser constituídos especificando-se valores iniciais, incrementos e
finais, o quadro 5 apresenta este modo, onde foi definido um vetor A variando de 2 a
7 (de um em um) e outro indo de 0 a 15, mas de três em três.

Quadro 5 – Vetores

>> A = 2:7, B = 0:3:15


A=
2 3 4 5 6 7
B=
0 3 6 9 12 15

4.2 CRIANDO VETORES ESPECIFICANDO O PRIMEIRO E ÚLTIMO TERMO; E


EM SEGUIDA O NÚMERO DE TERMOS.

Um vetor cujo o primeiro elemento é i, o último elemento é f e o número


de elementos é n, pode ser criado por meio do comando linspace(i,f,n) (O MATLAB
determina o incremento/decremento correto). Alguns exemplos são apresentados no
quadro 6.
𝑉𝑎𝑟𝑖á𝑣𝑒𝑙 = 𝑙𝑖𝑛𝑠𝑝𝑎𝑐𝑒(𝑖, 𝑓, 𝑛)⁡
Quadro 6 – Comando linspace

>> V = linspace(1,38,7)
V=
1.0000 7.1667 13.3333 19.5000 25.6667 31.8333 38.0000
>> W = linspace(3,0.1,5)
W=
3.0000 2.2750 1.5500 0.8250 0.1000
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O comando linspace sem o último elemento fornece um vetor de 100


elementos como padrão. O tamanho do vetor pode ser verificado com o comando
length, como no exemplo abaixo:

>> c = linspace(1,10);
>> comprimento_do_vetor = length(c)
comprimento_do_vetor =
100

De maneira similar o comando logspace(i,j,n) fornece n elementos entre


10i e 10j. A ausência do terceiro argumento, n, fornece 50 elementos entre 10i e 10j.

4.3 REFERÊNCIA A UM ELEMENTO DO VETOR

Elementos em um vetor podem ser referenciados (endereçados)


individualmente ou em subgrupos, isto é, útil quando é necessário redefinir apenas
um dos elementos ou grupo de elementos de um vetor ou usar o valor de um
elemento específico em cálculos, ou ainda, quando elementos em subgrupos são
usados para redefinir uma nova variável.
Realizar referência a um elemento de um vetor é indicar a posição que ele
ocupa na linha ou coluna desse vetor. Para um vetor x, x(k) referência o elemento na
posição k. A primeira posição, mais à esquerda do vetor, é a número 1. Por
exemplo, se o vetor x possui cinco elementos:
[x] = 12 32 45 67 19
Então, x(2) = 32, x(5) = 19 e x(1) = 12.
Um único elemento do vetor, x(k) pode ser usado como uma variável. Por
exemplo, é possível mudar o valor desse elemento atribuindo-lhe um novo valor na
posição desejada. Para realizar esse feito, basta digitar x(k) = novo valor. Alguns
exemplos:
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>> y = [3 21 62 12 78 56 48 99]
y=
3 21 62 12 78 56 48 99
>> y(4)
ans =
12
>> y(7)
ans =
48
>> z = y(1)+y(8)
z=
102
>> w = sqrt(y(3))+y(1)^3-y(2)
w=
13.8740

4.3.1 Dois Pontos (:) Referenciando Elementos de Vetor

É possível referenciar uma faixa de elementos dentro de um vetor, isso é


realizado através do comando “:”.
Para um vetor
a(:)  Referencia todos os elementos do vetor a (na linha ou coluna do vetor).
a(x:y)  Referencia os elementos entre as posições x e y do vetor a.
Exemplo:
>> a = [1 4 -9 23 24 7]
a=
1 4 -9 23 24 7
>> b = a(2:5)
b=
4 -9 23 24
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4.4 ADICIONANDO ELEMENTOS AO VETOR

Os elementos podem ser adicionados atribuindo-se valores aos novos


elementos do vetor. Por exemplo, se um vetor possui 6 elementos, pode-se
aumenta-lo atribuindo valores aos elementos 7, 8, e assim por diante. Se um vetor
possui n elementos e um novo valor é atribuído ao elemento cuja a referência é n+4
ou maior, o MATLAB, encarrega-se de atribuir zeros aos elementos posicionados
entre o último elemento original e o novo elemento terminal do vetor. Exemplos:

>> v = [1 5 3 -9 5]
v=
1 5 3 -9 5
>> v(6:12) = linspace(8,20,7)
v=
1 5 3 -9 5 8 10 12 14 16 18 20
>> w = [ 2 5 3 7]
w=
2 5 3 7
>> w(6) = 99
w=
2 5 3 7 0 99
>> q (4) = -0.9
q=
0 0 0 -0.9000
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Função Descrição Exemplo


mean(A) Se A é um vetor, retorna o valor >> A = [1 4 3 8 5]
médio dos elementos do vetor A=
1 4 3 8 5
>> mean(A)
ans =
4.2000
B = max(A) Se A é um vetor, B receberá o >> A = [1 4 3 -11 9 8 51]
maior elemento de A. Se A é A =
uma matriz, B é um vetor linha 1 4 3 -11 9 8
contento o maior elemento em 51 >> B = max(A)
cada coluna de A B=
51
[d,n] = max(A) Se A é um vetor, d recebe o >> [d,n] = max(A)
maior elemento de A e n indica d =
a posição desse elemento no 51
vetor. n=
7
C = min(A) Semelhante à função max(A), >> A = [-11 4 0 8]
mas retorna o menor elemento A =
de A -11 4 0 8
[d,n] = min(A) >> B = min(A)
Semelhante a [d,n] = max(A) B=
Para o menor elemento de A. -11
>> [d,n] = min(A)
d=
-11
n=
1
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sum(A) Se A é um vetor, retorna a soma >> A = [1 2 3 4];


dos elementos do vetor >> sum(A)
ans = 10
sort(A) Se A é um vetor, ordena os >> A = [ 3 2 1 7 6]
elementos de A na ordem A =
crescente 3 2 1 7 6
>> sort(A)
ans =
1 2 3 6 7
std(A) Se A é um vetor, retorna o >> A = [1 -3 4 5 2 -7]
desvio – padrão dos elementos A =
do vetor 1 -3 4 5 2 -7
>> std(A)
ans =
4.5461
dot(a,b) Determina o produto escalar de >> a = [1 3 4]
dois vetores a e b. Os vetores a =
podem ser tanto linha quanto 1 3 4>
coluna >> b = [5 8 1]
b=
5 8 1
>> dot(a,b)
ans =
33
cross(a,b) Determina o produto vetorial de >> cross(a,b)
dois vetores a e b (a x b). Os ans =
dois vetores devem possuir três -29 19 -7
elementos.
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5. MATRIZES

O conhecimento das técnicas de manipulação de matrizes é fundamental


pois dados importados para o espaço de trabalho do MATLAB são tratados como
matrizes. Além disso, exercem um papel importante na álgebra linear e são usadas
na engenharia (e em outras ciências) para descrever muitas grandezas físicas.
As entradas de uma matriz podem conter números ou expressões
matemáticas (formadas de números, variáveis declaradas e funções). É
necessariamente importante que todas as linhas possuam a mesma
quantidade de elementos. Caso um elemento na linha conter o valor zero, ele deve
ser digitado.
As linhas das matrizes também podem ser definidas através dos
comandos utilizados anteriormente para se definir vetores linha. Por exemplo:

>> A =[1:4;linspace(2,8,4);5:5:20]
A=
1 2 3 4
2 4 6 8
5 10 15 20

>> A = [a-c, b*sqrt(c);sin(b/c) a^3/tan(a/b)]


A=
-7.8000 23.2164
0.5943 66.6158

5.1 REFERÊNCIA A UM ELEMENTO DA MATRIZ

A posição de referência de um elemento em uma matriz é definida


especificando-se o número da linha e da coluna que o elemento ocupa. Declarando
uma matriz qualquer N, sendo a mesma N(m,n) faz referência ao elemento na linha
m e na coluna n.
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−2 3 12
Por exemplo, dada uma matriz: 𝑁 = [8 + 3𝑖 5 −0.9]
6 −1 0
Então, N(2,3) = -0.9 e N(3,1) = 6.
Assim como nos vetores, é possível alterar o valor de apenas um
elemento da matriz atribuindo-lhe um novo valor. A seguir, são apresentados alguns
exemplo com a manipulação das posições dos elementos da matriz.

N=
4.2456 3.7887 3.2774 0.1592
4.6700 3.7157 0.8559 1.3846
3.3937 1.9611 3.5302 0.2309
>> M = N(3,4)
M=
0.2309
>> O = N(3,3) - N(1,4)
O=
3.3711

5.1.1 Dois pontos (:) Referenciando elementos da matriz

Para uma matriz:


A(:,n)  Referencia os elementos da matriz A em todas as linhas da coluna n.
A(n,:)  Referencia os elementos da matriz A em todas as colunas da linha n.
A(m:n,:)  Referencia os elementos da matriz A em todas as colunas entre as linhas
m e n.
A(:,m:n)  Referencia os elementos da matriz A em todas as linhas entre as colunas
m e n.
A(m:n,k:l)  Referencia os elementos da matriz A entre as linhas m e n e as colunas
k e l.
Exemplos:
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>> A = rand(4,6)
A=
0.0971 0.9502 0.7655 0.4456 0.2760 0.1190
0.8235 0.0344 0.7952 0.6463 0.6797 0.4984
0.6948 0.4387 0.1869 0.7094 0.6551 0.9597
0.3171 0.3816 0.4898 0.7547 0.1626 0.3404
>> B = A(:,6)
B=
0.1190
0.4984
0.9597
0.3404
>> C = A(3,:)
C=
0.6948 0.4387 0.1869 0.7094 0.6551 0.9597
>> D = A(1:2,:)
D=
0.0971 0.9502 0.7655 0.4456 0.2760 0.1190
0.8235 0.0344 0.7952 0.6463 0.6797 0.4984
>> E= A(:,3:5)
E=
0.7655 0.4456 0.2760
0.7952 0.6463 0.6797
0.1869 0.7094 0.6551
0.4898 0.7547 0.1626
>> F = A(3:4,1:2)
F=
0.6948 0.4387
0.3171 0.3816
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5.2 ADICIONANDO ELEMENTOS A UMA MATRIZ

Conforme o vetor, linhas e colunas podem ser inseridas em uma matriz


previamente declarada. Isso é feito atribuindo–se valores novos elementos situados
as linhas e colunas da matriz. Exemplos:

>> M = [ 1 3 4; 1 4 5]
M=
1 3 4
1 4 5
>> M(3,:) = [ 2 6 9]
M=
1 3 4
1 4 5
2 6 9
>> N(:,5) =[12 21]
N=
1 3 4 5 12
5 4 3 1 21

5.3 ELIMINANDO TERMOS DE UMA MATRIZ

Um termo ou um grupo de elementos em uma variável declarada pode(m)


ser apagada(s) atribuindo vazio a esse elemento. Isso é feito usando-se colchetes
sem nenhum espaço ou caractere entre eles. Apagando o(s) elemento(s) desejados.
Exemplos:
>> A = rand(2,3)
A=
0.8909 0.5472 0.1493
0.9593 0.1386 0.2575
>> A(:,3) = []
A=
0.8909 0.5472
0.9593 0.1386
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5.4 MATRIZES ELEMENTARES

Tabela 7 - Matrizes Elementares.


Tipo de Matriz Descrição Exemplo
Matriz Identidade Cria uma matriz quadrada >> A = eye(3)
com n linhas e n colunas, A =
cujos elementos da 1 0 0
diagonal principal são 0 1 0
iguais a 1 e os demais são 0 0 1
0
Matriz Nula Cria uma matriz m x n, >> B = zeros(3,2)
cujos os elementos são os B =
números 0. 0 0
0 0
0 0
Matriz Unidade Cria uma matriz m x n, >> c = ones(2,3)
cujos os elementos são os c =
números 1. 1 1 1
1 1 1
Matriz Aleatória Cria uma matriz >> D = rand(2,3)
com números randômicos D=
0.4218 0.7922 0.6557
0.9157 0.9595 0.0357

5.5 OPERAÇÕES BÁSICAS COM MATRIZES

O MATLAB contém dois tipos diferentes de operações aritméticas. As


operações aritméticas matriciais são definidas pelas regras de Álgebra Linear. As
operações aritméticas com arrays (conjuntos) são efetuadas elemento por elemento.
O caractere de ponto decimal “.” distingue as operações matriciais das operações
com arrays. No entanto, como as operações matriciais e com arrays são iguais para
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soma e para a subtração, o par de caractere “. +” e “. - “não são utilizados para estas
operações.
As operações básicas com matrizes no MATLAB são as seguintes:
 Adição;
 Subtração;
 Multiplicação;
 Transposta;
 Inversa;
 Exponenciação;
 Determinante.

5.5.1 Adição e Subtração

A adição e a subtração de matrizes são indicadas, respectivamente, por


“+” e “-“. Assim como na matemática, as operações são definidas apenas se as
matrizes apresentarem as mesmas dimensões n x n.
A adição e a subtração também são definidas se um dos operadores for
um escalar, ou seja, uma matriz 1x1. Neste caso, o escalar é adicionado ou
subtraído de todos os elementos do outro operador.
Exemplos:
1) Operação de Matriz com Escalares

>> A
A=
3.0000 -2.0000 5.6000
1.0000 21.0000 9.0000
>> B = A-2
B=
1.0000 -4.0000 3.6000
-1.0000 19.0000 7.0000
>> C = 3.3+A
C=
6.3000 1.3000 8.9000
4.3000 24.3000 12.3000
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2) Operações de Adição e Subtração de Matrizes

>> A = [ 3 -2 5.6; 1 21 9]
A=
3.0000 -2.0000 5.6000
1.0000 21.0000 9.0000
>> B = [1 3 -6;0.6 4 -31]
B=
1.0000 3.0000 -6.0000
0.6000 4.0000 -31.0000
>> C = A+B
C=
4.0000 1.0000 -0.4000
1.6000 25.0000 -22.0000
>> D = A-B
D=
2.0000 -5.0000 11.6000
0.4000 17.0000 40.0000

5.5.2 Multiplicação

A operação de multiplicação (*) é executada no MATLAB de acordo com


as regras de álgebra linear, ou seja, que se A e B são duas matrizes, a operação
A*B tem sentido se, e somente se, o número de colunas da matriz A for igual ao
número de linhas da matriz B. O resultado é uma matriz que possui o número de
linhas da matriz A com o número de colunas da matriz B.
Dois vetores podem ser multiplicados um pelo outro apenas se possuírem
o mesmo número de elementos e se um dos vetores for um vetor linha e outro vetor
coluna.
Exemplos:
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1) Operação com escalares

>> A = [1 4;1 3.7;0.9 -1.2]


A=
1.0000 4.0000
1.0000 3.7000
0.9000 -1.2000
>> B = pi*A
B=
3.1416 12.5664
3.1416 11.6239
2.8274 -3.7699
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2) Operação de Multiplicação de Matrizes

>> A = [-1 5; 6 8; 9 1.8]


A=
-1.0000 5.0000
6.0000 8.0000
9.0000 1.8000
>> B = [0.6 3.5 7;-9 3 -12]
B=
0.6000 3.5000 7.0000
-9.0000 3.0000 -12.0000
>> C = A*B
C=
-45.6000 11.5000 -67.0000
-68.4000 45.0000 -54.0000
-10.8000 36.9000 41.4000
>> D = [1 2.8;5 7]
D=
1.0000 2.8000
5.0000 7.0000
>> E = [3 1;4 9]
E=
3 1
4 9
>> F = D*E
F=
14.2000 26.2000
43.0000 68.0000
>> G = E*D
G=
8.0000 15.4000
49.0000 74.2000
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>> E = [3 1;4 9]
E=
3 1
4 9
>> F = D*E
F=
14.2000 26.2000
43.0000 68.0000
>> G = E*D
G=
8.0000 15.4000
49.0000 74.2000

OBS: O produto F = D*E não é igual ao produto G = E*D.

3) Operação de Multiplicação de Matrizes Elemento a Elemento

>> A = [1 2;2 1]
A=
1 2
2 1
>> B = [2 3;3 2]
B=
2 3
3 2
>> C = A.*B
C=
2 6
6 2
OBS: Este tipo de operação é realizada utilizando- se um ponto (.) antes do
operador de multiplicação(*).
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5.5.3 Transposta

Dada uma matriz A de ordem m x n, a matriz transposta será


representada por At de ordem n x m. Essa ordem invertida significa que para realizar
a transformação de um matriz para uma matriz transposta, basta trocar os elementos
das linhas pelo das colunas.
Para obter a matriz transposta no MATLAB, basta utilizar o apóstrofo “ ‘ “,
indica a transposta de uma matriz. Caso a matriz A for complexa a operação “ ‘ “,
além de realizar a transposição também realiza o conjugado dos números
complexos.
Exemplos:

>> A = [ 1 2 3;4 5 6; 7 8 9]
A=
1 2 3
4 5 6
7 8 9
>> B = A'
B=
1 4 7
2 5 8
3 6 9
>> C
C=
1.0000 + 2.0000i 0.0000 + 1.0000i
3.0000 - 7.0000i -1.0000 + 1.0000i
>> D = C'
D=
1.0000 - 2.0000i 3.0000 + 7.0000i
0.0000 - 1.0000i -1.0000 - 1.0000i
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5.5.4 Inversa

Uma matriz B é a matriz inversa da matriz A se o produto dessas duas


matrizes é a matriz identidade (supondo que é possível multiplicar as duas matrizes).
Ambas as matrizes devem ser quadradas e a multiplicação deve comutar, isto é, a
ordem BA ou AB não é importante. Obviamente, se B é a inversa de A, naturalmente
A será inversa de B.
𝐴·𝐵 =𝐵·𝐴 =𝐼

No MATLAB, a inversa de uma matriz pode ser obtida elevando a matriz à


potência –1 ou utilizando a função inv().
Exemplo:
>> A = [3 -1;2 9]
A=
3 -1
2 9
>> B = A^-1
B=
0.3103 0.0345
-0.0690 0.1034
>> B = inv(A)
B=
0.3103 0.0345
-0.0690 0.1034

5.5.5 Exponenciação

A expressão A^n eleva A à n-ésima potência e é definida se A é matriz


quadrada e n é um escalar. Se n é um inteiro maior do que 1, a exponenciação é
executada como múltiplas multiplicações.
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>> A = [1 3;8 9]
A=
1 3
8 9
>> B = A^7
B=
4389625 5665125
15107000 19496625

A exponenciação por elemento entre matrizes é definida de maneira


similar à multiplicação por elemento, ou seja, A.^n = aij bij.

>> B = A.^7
B=
1 2187
2097152 4782969

5.5.6 Determinante

A determinante de uma matriz é uma função matricial, que associa a cada


matriz quadrada a um escalar. Esta função permite determinar se a matriz possui ou
não inversa.
Exemplo:
>> A = [ 1 23 8; 12 -9 0; 4 31 0.9]
A=
1.0000 23.0000 8.0000
12.0000 -9.0000 0
4.0000 31.0000 0.9000
>> B = det(A)
B=
3.0075e+03
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Exemplo de Aplicações do Matlab 2.


Usando operações matriciais para resolver o seguinte sistema de equações lineares.
2x - 7y + 8z = 11
3x + y – 3z = 5
-8x + 9y – z = 0
Utilizando as regras de álgebra linear mostradas anteriormente, o sistema de
equações acima pode ser rescrito na forma matricial Ax = B:
2 −7 8 𝑥 11
⌈3 1 −3⌉ · [𝑦] = [ 5 ]
−8 9 −1 𝑧 0

>> A = [2 -7 8;3 1 -3;-8 9 -1]


A=
2 -7 8
3 1 -3
-8 9 -1
>> B = [11;5;0]
B=
11
5
0
>> xyz = A\B
xyz =
4.2727
4.2448
4.0210
>> xyz = inv(A)*B
xyz =
4.2727
4.2448
4.0210
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5.6 FUNÇÕES NATIVAS DO MATLAB COM VETORES

Função Descrição Exemplo


mean(A) Se A é um vetor, retorna o valor >> A = [1 4 3 8 5]
médio dos elementos do vetor A=
1 4 3 8 5
>> mean(A)
ans =
4.2000
B = max(A) Se A é um vetor, B receberá o >> A = [1 4 3 -11 9 8 51]
maior elemento de A. Se A é A =
uma matriz, B é um vetor linha 1 4 3 -11 9 8
contento o maior elemento em 51 >> B = max(A)
cada coluna de A B=
51
[d,n] = max(A) Se A é um vetor, d recebe o >> [d,n] = max(A)
maior elemento de A e n indica d =
a posição desse elemento no 51
vetor. n=
7
C = min(A) Semelhante à função max(A), >> A = [-11 4 0 8]
mas retorna o menor elemento A =
de A -11 4 0 8
[d,n] = min(A) >> B = min(A)
Semelhante a [d,n] = max(A) B=
Para o menor elemento de A. -11
>> [d,n] = min(A)
d=
-11
n=
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1
sum(A) Se A é um vetor, retorna a soma >> A = [1 2 3 4];
dos elementos do vetor >> sum(A)
ans = 10
sort(A) Se A é um vetor, ordena os >> A = [ 3 2 1 7 6]
elementos de A na ordem A =
crescente 3 2 1 7 6
>> sort(A)
ans =
1 2 3 6 7
std(A) Se A é um vetor, retorna o >> A = [1 -3 4 5 2 -7]
desvio – padrão dos elementos A =
do vetor 1 -3 4 5 2 -7
>> std(A)
ans =
4.5461
dot(a,b) Determina o produto escalar de >> a = [1 3 4]
dois vetores a e b. Os vetores a =
podem ser tanto linha quanto 1 3 4>
coluna >> b = [5 8 1]
b=
5 8 1
>> dot(a,b)
ans =
33
cross(a,b) Determina o produto vetorial de >> cross(a,b)
dois vetores a e b (a x b). Os ans =
dois vetores devem possuir três -29 19 -7
elementos.
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Exemplo de Aplicação no MATLAB 3.


Conforme mostra a figura, três forças estão aplicadas em um suporte. Determine a
força total (ou resultante) aplicada ao suporte.

F3 = 700N
F2 = 500N

143º
30º x
20º

F1 = 400N

Uma força é uma grande vetorial, ou seja, uma grandeza física que possui módulo
direção e sentido. No sistema de coordenadas cartesianas, um vetor bidimensional F
pode ser escrito em suas componentes de acordo com:
𝑭 = 𝐹𝑥 𝒊 + 𝐹𝑦 𝒋 = F · cos 𝛼 𝐢 + F · sin 𝛼 𝑗 = F(cos 𝛼 𝒊 + sin 𝛼 𝑗)

Onde F é o módulo do vetor F; α é o ângulo medido relativamente ao eixo x, Fx e Fy


são as componentes de F nas direções x e y, respectivamente; e i e j são os vetores
unitários nas direções x e y, respectivamente. Sendo conhecidas as componentes Fx
e Fy, pode – se determinar F e α.
𝐹𝑦
𝐹 = √𝐹𝑥2 + 𝐹𝑦2 ⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡𝑒 ⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡⁡tan 𝛼 =
𝐹𝑥
A força resultante aplicada ao suporte é obtida adicionando-as forças individuais que
agem no sobre o suporte. A seguir, vejamos uma solução do problema no MATLAB.
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>> F1 = 400;F2 = 500;F3 = 700;


>> alfa1 = -20*pi/180;alfa2 = 30*pi/180;alfa3 = 37*pi/180;
>> F1xy = F1*[cos(alfa1) sin(alfa1)]
F1xy =
375.8770 -136.8081
>> F2xy = F2*[cos(alfa2) sin(alfa2)]
F2xy =
433.0127 250.0000
>> F3xy = F3*[-cos(alfa3) sin(alfa3)]
F3xy =
-559.0449 421.2705
>> Ftxy = [F1xy(1)+F2xy(1)+F3xy(1) F1xy(2)+F2xy(2)+F3xy(2)]
Ftxy =
249.8449 534.4625
>> F_total = sqrt(Ftxy(1)^2+Ftxy(2)^2)
F_total =
589.9768
>> angle_total = atan(Ftxy(2)/Ftxy(1))
angle_total =
1.1335
>> angle_total_graus = angle_total*180/pi
angle_total_graus =
64.9453

Exemplo de Aplicação no MATLAB 4.


O coeficiente de atrito cinético (μ) pode ser determinado experimentalmente
medindo-se o módulo da força necessária para mover uma massa m sobre uma
superfície com atrito. Quando F é medido e sendo conhecidos os valores de m, o
coeficiente de atrito cinético pode ser determinado por:
𝜇 = 𝐹/(𝑚 · 𝑔)
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Um conjunto de seis medidas é mostrado na tabela abaixo. Determine o coeficiente


de atrito por medida e a respectiva média no experimento.

m F

atrito

Medida 1 2 3 4 5 6
Massa 2 4 5 10 20 50
(kg)
Força (N) 12.5 23.5 30 61 117 294

>> Massa = [2 4 5 10 20 50]


Massa =
2 4 5 10 20 50
>> Forca = [12.5 23.5 30 61 117 294]
Forca =
12.5000 23.5000 30.0000 61.0000 117.0000 294.0000
>> g = 9.8
g=
9.8000
>> mi = Forca./(Massa*g)
mi =
0.6378 0.5995 0.6122 0.6224 0.5969 0.6000
>> mi_medio = mean(mi)
mi_medio =
0.6115
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6.POLINÔMIOS

O MATLAB traz uma série de comando para a análise polinomial, meios


de avaliar os polinômios e como trabalhar o seu comportamento. Polinômios
normalmente aparecem em aplicações em Engenharia e na Ciência em geral porque
eles constituem ainda bons modelos para representar sistemas físicos.

6.1 ANÁLISE POLINOMIAL

Polinômios são representados no MATLAB, através de vetores, onde


cada elemento do vetor corresponde a um dos coeficientes do polinômio. Com o
exemplo tem-se o seguinte polinômio:
𝑓(𝑥) = 2 · 𝑥 3 − 5.1 · 𝑥 2 + 𝑥 − 9

Se x assumir valores escalares, pode-se escrever da seguinte forma no


MATLAB:

>> fx = 2*x^3-5.1*x^2+x-9
fx =
2*x^3 - (51*x^2)/10 + x - 9
>> pretty(fx)
2
3 51 x
2 x - ----- + x - 9
10

A função pretty acima, tem o objetivo de organizar a função deseja, sem


interferir no seu valor.
Se x for um vetor ou uma matriz deve-se escrever:

>> fx = 2*x.^3-5.1*x.^2+x-9
fx =
2*x^3 - (51*x^2)/10 + x - 9
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6.1.1 Comando Polyval

O valor de um polinômio para um dado ponto “x” pode ser avaliado pelo
função polyval.
Exemplo:
𝑓(𝑥) = 2 · 𝑥 3 − 5.1 · 𝑥 2 + 𝑥 − 9

>> a = [2 -5.1 1 -9]


a=
2.0000 -5.1000 1.0000 -9.0000
>> f = polyval(a,[1 2 3])
f=
-11.1000 -11.4000 2.1000

𝑔(𝑥) = 2 · 𝑥 2 − 3 · 𝑥 − 8

>> a =[2 -3 8]
a=
2 -3 8
>> x = 0:0.5:2
x=
0 0.5000 1.0000 1.5000 2.0000
>> gx = polyval(a,x)
gx =
8 7 7 8 10

6.1.2 Adição e Subtração de Polinômios

As operações de adição e subtração de polinômios de mesmo grau é


simples, basta operar os vetores correspondentes:
>> x =[1 8 2];
>> y =[1 -1 5];
>> z = x+y
z=
2 7 7
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Quando os polinômios diferem em grau é necessário “completar” os


termos do que tem menor grau para operar os vetores com soma e subtração:

>> x =[1 8 2 8]
x=
1 8 2 8
>> y = [0 y]
y=
0 1 -1 5
>> z = y-x
z=
-1 -7 -3 -3

6.1.3 Multiplicação de Polinômios

A multiplicação polinomial é efetuada por meio do comando conv (que


realiza a convolução entre dois conjuntos). A multiplicação de mais de polinômios
requer o uso repetido de conv.
Exemplo:
>> a = [3 4 5]; %3x^2+4x+5
>> b = [5 1 -7 9]; %5x^3+x^2-7x+0
>> c = conv(a,b)
c=
15 23 8 4 1 45 %15x^5+23x^4+8x^3+4x^2+x+45

6.1.4 Divisão de Polinômios

E de maneira similar a divisão é feita com o comando deconv, que


retorna duas saídas, o resultado e o resto da divisão.
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>> [p,r] = deconv(b,a)


p=
-1.3333 -0.2222
r=
0 0 3.8889 -2.1111

6.1.5 Raízes do Polinômio

Obter as raízes de um polinômio, ou seja, os valores para os quais o


polinômio é igual a zero, é um problema comum em muitas áreas do conhecimento,
como por exemplo, achar as raízes de equações que regem o desempenho de um
sistema de controle de levitador magnético, ou ainda resposta de motor CC, e
analisando a estabilidade de um filtro digital.
Se a função(x) for um polinômio de grau n, a mesma terá exatamente n
raízes. Estas n raízes podem conter múltiplas raízes ou raízes complexas.
No MATLAB, um polinômio é representado por um vetor linha dos seus
coeficientes em ordem decrescente. Observe que os termos com coeficiente zero
têm de ser incluídos. Dada esta forma, as raízes do polinômio são encontradas
utilizando-se o comando roots do MATLAB. Exemplos:
𝑓(𝑥) = −𝑥 4 + 𝑥 3 + 2 · 𝑥 2 − 3 · 𝑥 + 5

>> p = [-1 1 2 -3 5];


>> r = roots(p)
r=
-1.8235 + 0.0000i
1.9280 + 0.0000i
0.4478 + 1.1053i
0.4478 - 1.1053i

A recíproca é verdade, quando são dadas as raízes de um polinômio é


possível construí-lo. No MATLAB, o comando poly é encarregado de executar essa
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tarefa. Onde o argumento do comando é o vetor contendo as raízes do polinômio


que deseja-se determinar. Exemplo
𝑓(𝑥) = 𝑥 3 − 2 · 𝑥 2 − 3 · 𝑥 + 10
As raízes da função acima são:
2+i, 2-i e -2.

>> r = [2+i 2-i -2]'


r=
2.0000 - 1.0000i
2.0000 + 1.0000i
-2.0000 + 0.0000i
>> p = poly(r)
p=
1 -2 -3 10

Testes – Determine as raízes dos seguintes polinômios:


a) 𝑓(𝑥) = 𝑥 3 − 5 · 𝑥 2 + 2 · 𝑥 + 8
b) 𝑓(𝑥) = 𝑥 5 + 3 · 𝑥 4 − 11 · 𝑥 3 + 27 · 𝑥 2 + 10 · 𝑥 − 24

6.1.6 Calculo

Em alguns caso precisa-se utilizar uma variável simbólica, chamaremos


de x, para definir como sendo qualquer variável do domínio, ou seja, uma variável
contínua. Para isso temos o comando syms.
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Comando Descrição Exemplo


limit(f(x),x,a) Calcula o limite da função >> syms x
f(x), onde tende para o >> fx = 2*x^2+3*x-8
termo ‘a’. fx =
2*x^2 + 3*x – 8
>> a = 5
a=
5
>> limit(fx,x,a)
ans =
57
diff(f(x),x,n) Calcula a derivada da >> fx = 2*x^2+3*x-8
função f(x), onde n indica fx =
a ordem da derivação 2*x^2 + 3*x - 8
>> diff(fx,x,2)
ans =
4

int(f(x),x) Calcula integrais >> fx = 2*x^2+3*x-8


indefinidas fx =
2*x^2 + 3*x – 8
>> int(fx,x)
ans =
(x*(4*x^2 + 9*x - 48))/6
>> pretty(ans)
int(f(x),x,a,b) Calcula integrais definidas >> int(fx,x,0,pi)
𝑏 ans =
∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥
𝑎 pi*(pi*((2*pi)/3 + 3/2) - 8)
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7. GRÁFICOS

A construção de gráficos no MATLAB é mais uma das facilidades do


sistema. Através de comandos simples pode-se obter gráficos bidimensionais ou
tridimensionais com qualquer tipo de escala e coordenada.
Alguns comandos frequentes para plotar gráficos bidimensionais são:
Comando Descrição
plot Plotar linear
loglog Gráfico em escala logarítmica
semilogx Gráfico em escala semi – logarítmica (eixo x)
semilogy Gráfico em escala semi – logarítmica (eixo y)
fill Desenhar polígono 2D
polar Gráfico em coordenadas polares
stem Gráfico de sequência discreta
stairs Gráfico em degrau
bar Gráficos de barras
hist. Histograma
rose Histograma em ângulo
compass Gráfico em forma de bússola
feather Gráfico em forma de pena
fplot Gráfico da função
comet Gráfico com trajetória de cometa

7.1 COMANDO - PLOT

O comando plot é o comando mais comum para plotagem de dados


bidimensionais
Exemplo:
Se Y é um vetor, plot (Y) produz um gráfico linear dos elementos de Y versos o
índice dos elementos de Y. Por exemplo, para plotar os números
[0.0,0.48,0.84,1.0,0.91,0.6,0.14]:
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>> Y = [0.0 0.48 0.84 1.0 0.91 0.6 0.14]


Y=
0 0.4800 0.8400 1.0000 0.9100 0.6000 0.1400
>> plot(Y)

0.9

0.8

0.7

0.6

0.5

0.4

0.3

0.2

0.1

0
1 2 3 4 5 6 7

Exemplo: Plotar a função x²+1

>> x =-5:0.5:5;
>> y = x.^2+1;
>> plot(x,y)

30

25

20

15

10

0
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5
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É possível plotar mais que uma função no mesmo gráfico. Existem dois
modos: um através do comando plot e outro através do comando hold.
Por exemplo, plotar as funções sen(x), cos(x) e cos(3x), no mesmo
gráfico:

>> x = 0:pi/100:4*pi;
>> a = sin(x);
>> b = cos(x);
>> c = cos(3*x);
>> plot(x,a,x,b,x,c)

0.8

0.6

0.4

0.2

-0.2

-0.4

-0.6

-0.8

-1
0 2 4 6 8 10 12 14

Para acrescentar informações ao gráficos existem alguns comandos, na


qual realiza essas tarefas a tabela abaixo, apresenta alguns desses comandos:

Comando Descrição
title(‘Nome_do_Titulo’) Título do gráfico
xlabel(‘xxxxx’) Título do eixo – x
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axis[(xmin xmax ymin ymax)] Limita o gráfico


legend(‘-----’) Inclui legenda no gráfico
text(x,y,’texto desejado’) Adiciona texto em algum lugar
específico do gráfico
gtext(‘texto desejado’) Adiciona texto com a posição escolhida
pelo mouse
grid on Linhas de grade

Além de títulos, legendas, designação dos eixos (title, legend,


xlabel,ylabel), pode-se definir mais propriedades gráficas, alterando: cores, estilos
de linhas, estilos de marcadores.
A cor e o estilo da linha e o tipo de marcador para pontos de dados na
linha podem ser selecionado pelo uso de uma cadeia de caractere de atributos após
os vetores x e y da função do plot.
A tabela abaixo são apresentados principais como utilizar os comandos
para cores, marcadores e estilos de linha.

Cor Marcadores Estilo da Linha


y Amarelo . Ponto - Sólido
m rosa º Círculo : Pontilhado
(magenta)
c Azul (ciano) x X -. Ponto – Traço
r Vermelho + Mais -- Tracejado
g Verde * Asterisco
b Azul s Quadrado
w Branco v Triângulo para baixo
k Preto ^ Triângulo para cima
p pentágono
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O exemplo a seguir mostra um sinal sendo plotado, utilizando alguns comandos


auxiliares.

>> t = 0:0.01:15;
>> r = exp(-0.1*t).*sin(2*t);
>> plot(t,r,'g.')
>> title('Função Seno Amortecida')
>> ylabel('y(t)');
>> xlabel('Tempo(s)');
>>grid on;

Função Seno Amortecida


1

0.8

0.6

0.4

0.2
y(t)

-0.2

-0.4

-0.6

-0.8
0 5 10 15
Tempo(s)

7.1.1 Comando Subplot

É possível colocar mais de um conjunto de eixos em uma mesma figura,


criando assim múltiplos diagramas. Os subdiagramas são criados pelo comando
subplot(i,j,k), onde i representa o número de linhas e j o número de colunas e k
indica a posição do gráfico.
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Plotar as funções sen(x) e cos(x), com x = -pi:pi/20:pi, na mesma janela


mas em gráficos separados, utilizando o comando subplot para dividir a janela em
dois subgráficos.

>> x = -pi:pi/20:pi;
>> a = sin(x);
>> b = cos(x);
>> subplot(211)
>> plot(x,a);
>> title('Gráfico_1');
>> grid on;
>> subplot(212)
>> plot(x,b);
>> title('Gráfico_2');
>> grid on;

Gráfico1
1

0.5

-0.5

-1
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4

Gráfico2
1

0.5

-0.5

-1
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
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7.2 COMANDO POLAR

O MATLAB contém uma função chama polar(theta,r) que é destinada


para plotar gráficos nas coordenadas polares.
Exemplo:
Cardióide – A Cardióide pode ser expressa através de coordenadas polares:
𝑟 = 2 · (1 + cos 𝜑)
Utilizando o comando polar, grafique a Cardióide:

>> theta = 0:pi/50:2*pi;


>> r = 2*(1+cos(theta));
>> polar(theta,r,'y+');
>> title('Cardioide em Coordenadas Polares')

Cardioide em Coordenadas Polares


90 4
120 60
3

150 2 30

180 0

210 330

240 300
270
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7.3 HISTOGRAMAS

Um histograma é um diagrama que mostra a distribuição de valores em


um conjunto de dados. Para criar um histograma, a faixa de valores em um conjunto
de dados é dividida em grupos regularmente espaçados, e o número de valores de
dados que distribuem em cada grupo é determinado. A contagem resultante pode
ser representada em um diagrama como função do número do grupo.
Alguns das sínteses para gerar histogramas são:
hist(y), cria um histograma com 10 grupos igualmente espaçados.
hist(y,n), cria um histograma com n grupos igualmente espaçados.
Exemplo:

>> y = randn(100,1);
>> hist(y)
>> title(‘Histograma’)

Histograma
30

25

20

15

10

0
-3 -2 -1 0 1 2 3
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8. PROGRAMAÇÃO .M

O modo mais fácil e prático de utilização do MATLAB é através da janela


Command Window. Mas, muitas vezes tentar resolver um determinado problema no
MATLAB digitando muitos comandos consecutivos pode ser trabalhoso ou até
mesmo impraticável. Se forem necessárias modificações ou correções em um
determinado comando da série executada e os resultados gerados por eles afetarem
comandos em uma certa sequência encadeada, toda a sequência de comandos
deve ser selecionada e executada novamente na linha do prompt da janela
Command Window, ou seja, o comando da série deve ser chamado e executado por
vez.
Uma forma diferente de executar comandos no MATLAB é primeiro criar
um arquivo com uma lista de comandos, salvá-la e, então rodar o arquivo. Quando o
arquivo é executado, a lista de comandos é executada na ordem em que estão
listadas no arquivo. Caso seja necessárias correções ou alterações nesse arquivo,
basta abri-lo, modificar os comandos ou a sequência lógica de interesse, salvá-lo e
testar o novo arquivo. Os arquivos criados com esse propósito são denominados
rotinas, m-files ou script files. Observa-se também que o símbolo (%) é utilizado para
inserir comentários no código de programação os quais não são executados pelo
compilador.

8.1 ALGORITMOS .M

Quando uma rotina é executada, as variáveis usadas nos cálculos dentro


do arquivo devem ser inicializadas a fim de otimizar o tempo de execução do
algoritmo. Além disso, algumas observações devem ser levadas em conta quanto ao
uso para elaboração do algoritmo:
 Rotina é uma sequência de comandos do MATLAB (também denomida
programa);
 Quando uma rotina é testada, o MATLAB executa os comandos na ordem
em que eles foram escritos;
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 Quando uma rotina possui um comando que gera uma saída, a mesma é
exibida na janela Command Window;
 O uso de rotinas é bastante conveniente, porque elas podem ser
reeditadas e executadas muitas vezes;
 É possível digitar e/ou editar rotinas em qualquer editor de texto e, em
seguida, colá – las no editor do MATLAB.
 As rotinas do MATLAB são denominas M-files, porque lhes são atribuídas
extensões .m serem salvas.
Exemplos de programas .m:

1) Calcula a média provas durante o semestre, pedindo ao usuário para que entre
com as notas das provas. Para saber se o acadêmico conseguiu êxito na
disciplina ou terá que fazer a prova de exame.

% Esta rotina calcula a média das provas.


% A nota das provas são atribuídas as variáveis nota por meio do comando
input

% Notas da Provas do Acadêmico


prova1 = input('Nota da Prova 1: ');
prova2 = input('Nota da Prova 2: ');
prova3 = input('Nota da Prova 3: ');

%Média das Provas


media_final = (prova1+prova2+prova3)/3

if (media_final > 70)


disp('Aprovado - Parabens');
else
disp('Exame');
prova_exame = input('Nota do Exame: ');
nota_final = (prova_exame + media_final)/2
if(nota_final > 50)
disp('Aprovado - Exame');
else
disp('Reprovado');
end
end
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2) Calcula o lançamento de um projétil.

% Este algoritmo calcula o alcance do lançamento do projetil


% dados a velocidade inicial e o ângulo de lancamento.

v = 1500; % Velocidade inicial em Km/h


teta = 30; % Ângulo (em graus)
vms = v*1000/3600; % Velocidade inicial em m/s
t = vms*sin(30*pi/180)/9.8;
d = vms*cos(30*pi/180)*2*t/1000;

fprintf('O projétil foi lançado a %2.2f graus, com velocidade inicial


%4.2f Km/h \n e atingira o solo a uma distância de %g km',teta,v,d)

3) Divisor de Tensão – Quando resistores são conectados para formar um circuito


série, a queda de tensão em cada um deles pode ser determinadas pela regra
do divisor de tensão:
𝑅𝑛
𝑉𝑛 = ·𝑉
𝑅𝑒𝑞 𝑠
Onde Vn e Rn são queda de tensão sobre o resistor n e a resistência desse
resistor, respectivamente, Req é a resistência equivalente ou total e Vs é a tensão
da fonte. A potência dissipada em cada resistor é dada por:
𝑅𝑛
𝑃𝑛 = 2
· 𝑉𝑠2
𝑅𝑒𝑞
A figura abaixo mostra, por exemplo, um circuito com sete resistores conectados
em série.
R1 R2 R3

Vs R4

R7 R6 R5

Para calcular a queda de tensão e a potência dissipada em cada resistor de um


circuito série com sete resistores foi realizado um programa no MATLAB, onde
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executando a rotina o usuário deve ser solicitado a digitar em um vetor o valor da


fonte de tensão e a resistência de cada resistor. O programa exibirá uma tabela com
as resistências listadas na primeira coluna, a queda de tensão na segunda coluna e
a potência dissipada na terceira coluna. Após a tabela, o programa deve exibir a
corrente no circuito e a potência total dissipada.
Sugestão de valores do circuito:
Vs = 24V, R1 = 20Ω, R2 = 14Ω, R3 = 12Ω, R4 = 18Ω, R5 = 8Ω, R6 = 15Ω, R7 = 10Ω

% Este programa calcula a queda de tensão em cada resistor em um


circuito
% em série
Vs = input('Tensão da fonte do circuito elétrico: ');
for i=1:7
Resistores = input('Valores dos resistores como elementos de um
vetor.\n ');
Rn(1,i) = [Resistores];
end
Req = sum(Rn);

Vn = Rn*Vs/Req;
Pn = Rn*Vs^2/Req^2;

i = Vs/Req;

Potencia_Total = Vs*i;

Tabela = [Rn',Vn',Pn'];

disp('')
disp('Resistência Tensão Potência')
disp('(Ohms) (Volts) (Watts)')
disp('')
disp(Tabela)
disp('')

fprintf('A corrente no circuito e %.3f Amps',i)


fprintf('\n A potência total dissipada no circuito e %.3f
Watts',Potencia_Total)
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8.2 FUNÇÃO DISP E FPRINTF

O comando disp mostra o valor das variáveis, assim como se pode usá –
lo para combinar frases com variáveis alfanuméricas. Para que isso aconteça, é
interessante combinar o comando disp com o comando num2str que convertem
valores numéricos em valores alfanuméricos. O comando num2str converte qualquer
número (ou matriz) em uma cadeia de caractere, mantendo o formato dos
elementos, já o comando int2srt converte primeiro os valores inteiros, para só então
transformá-los em caracteres.

Frase = [‘O valor de e^13 é:’num2srt(exp(13))];


Disp(frase)

O comando fprintf é um dos métodos mais simples de saída de dados.


Com ele é possível combinar frases com variáveis numéricas de dimensão 1, ou
seja, um escalar ou um elemento da matriz.
Exemplo:

x = 2;
y = 5;
fprintf(‘O x vale %d, enquanto y vale %d’,X,Y)

Acima o que está entre aspas aparecerá para o usuário, os itens onde
aparecem %d serão substituídos pelas variáveis, respeitando-se a ordem em que
aparecem. Ainda, %d significa que só aparecerá a parte inteira de x e y. Existem,
ainda, os seguintes comandos:
%d Exibe o valor como inteiro
%e Exibe o valor no formato exponencial
%f Exibe o valor em ponto flutuante
%g Escolhe o mais curto entre ponto flutuante e exponencial
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REFERÊNCIAS

HANSELMAN,D;LITTLEFIELD,B;MATLAB – Versão Estudante – Guia do Usuário –


Versão 4. MAKRON Books do Brasil. São Paulo,1997.

Noções Básicas de Utilização e Programação em Matlab, Curso de Matemática,


Programa de Educação Tutorial, Universidade Federal de Santa Maria, 2008

Frederico Ferreira Campos Filho, “Apostila de Matlab”. Departamento de Ciência da


Computação, ICEX, UFMG.

PET ENGENHARIA ELÉTRICA UFSM;Introdução ao MATLAB. Santa Maria, 2007.


Disponível em :http://www.ufsm.br/petee/