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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE

)
CENTRO DE TECNOLOGIA E GEOCIÊNCIAS (CTG)
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA (DEMEC)

TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS

Recife, Fevereiro 2015
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ministrante da disciplina de Tubulações Industriais . Recife. do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Pernambuco.UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE) CENTRO DE TECNOLOGIA E GEOCIÊNCIAS (CTG) DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA (DEMEC) Cleyton Albuquerque de Araújo Relatório entregue ao professor José Laurenio Accioly Filho. Fevereiro 2015 1 . Turma MM.

2 .Agradecimentos Agradeço ao professor e ministrante da presente cadeira José Laurenio Accioly Filho.

......................................................................8 7........................................................................ Tensões Primárias e Secundárias ..............................5 5.............5 3................ Definição.........................................................9 9...................5 4.14 12.... Espessura de Parede do Tubo.................... Referências Bibliográficas..........................................9 8....................... Conclusão.. Introdução...............................................................................SUMÁRIO 1...................................................... Stress Range.....................................15 3 ............ Cargas Atuantes......................10 10............................. Flexibilidade de uma Tubulação...................................4 2.....................................................................................................................11 11..........................................................6 6......... Distribuição das Tensões............... Critério de Projeto..................... Tensões Admissíveis.......

4 . com o intuito de abordar todos os conhecimentos adquiridos em sala de aula.1. referente à disciplina de Tubulações industriais. Introdução Neste breve trabalho será mostrado um resumo das aulas lecionadas pelo professor em questão.

4. atrito nos suportes. As tubulações industriais são utilizadas para transportar fluídos de uma entrada para uma saída. As cargas predominantes são: pressão (interna ou externa). petroquímica. reações de juntas de expansão. entre outras. tensões decorrentes da montagem. Distribuição das Tensões Um estudo de grande importância no calculo do projeto de uma tubulação é a análise das tensões nas paredes dos tubos. como por exemplo. 3. construir as fundações com cuidado para minimizar recalques etc. Porém existem outras cargas atuantes na tubulação como. Chegam a representar 70% do custo dos equipamentos.2. adotar vãos adequados entre os suportes. desnivelamento de suportes ou de vaso ou equipamentos. diminuir o atrito nos suportes. colocar guias e contraventos. dentre outras. ações dinâmicas. Ao realizar a análise é possível observar diversas tensões de origens distintas como. Podendo ser utilizados para transporte de gases. dar flexibilidade adequada ao sistema.) e dilatações térmicas.Tensões na parede do Tubo 5 . que ocorrem devido à variação de temperatura. do fluido. Definição Tubulação é conjunto de tubos e acessórios voltados ao processo industrial. Cargas Atuantes Diversas cargas atuam sobre as tubulações. Figura 1 . lubrificantes dentro outros líquidos industriais. óleos. vapores. Na busca de evitar ou atenuar as cargas um série de medidas devem ser tomadas como. vibrações. pesos (do tubo. química. por exemplo. por exemplo. circunferencial e radial . por exemplo. executar a montagem com cuidado. dos acessórios etc. alimentícias. limitar as sobrecargas. as tensões Sl Sc Sr longitudinal . Podem-se encontrar tubulações nas mais diversas indústrias. ou 25% do custo total de instalação.

porem por ser relativamente pequeno quando comparada as outras tensões costuma ser desprezada nos cálculos.31 contêm tabelas que servem para um grande número de materiais usuais de tubulações. com o máximo de 110 horas em um ano e 20% para esforços que atuem durante até 50 horas seguidas.Tensões atuantes por pressão interna nos tubos 5. Tensões secundarias. estáticos e permanentes. não permanentes. Para outros tipos de esforços a norma estabelece algumas variações em relação às tensões admissíveis básicas:     Esforços estáticos e permanentes de cisalhamento puro e de torção: 80% das tensões admissíveis básicas. Figura 2 . devidas às dilatações térmicas: valores mais elevados. compressão. Um critério importante ao projetar uma tubulação são as tensões admissíveis em função da temperatura. Seção B31.31. Tal tensão tem origem devido à pressão. flexão. A tensão circunferencial tende a provocar o rompimento do tubo de maneira longitudinal. Essa tensão tem origem devido à pressão (geralmente é a tensão predominante) e devido ao achatamento do tubo. momentos fletores e cargas axiais.3: 33% para esforços que atuem durante até 10 horas seguidas.A tensão longitudinal tende a provocar um rompimento do tubo segundo uma circunferência. Tensões Admissíveis Diversas seções da norma ANSI B. Em resumo. em 24 horas. Seção B.1: 15% para esforços que atuem durante 10% do tempo. em 24 horas e 20% para esforços que atuem até 1% do tempo. os seguintes critérios de estabelecimento das “Tensões Admissíveis Básicas” para tubos de aço: 6 . com no máximo 500 horas em um ano. Os valores das tabelas são as “tensões admissíveis básicas”. Enquanto isso a tensão radial é proveniente da pressão. que devem ser adotadas para os esforços de tração.

000 horas. em consequência de deformação por fluência ao fim de 100.Figura 3 .000 horas.Relações para as tensões admissíveis segundo norma ANSI B. 7 . Trf: Tensão mínima que causa ruptura do material.31. LE: Valor mínimo do limite de elasticidade do material na temperatura ambiente. na temperatura considerada.000 horas.3 Na tabela acima se tem para todos os casos: LR: Valor mínimo do limite de resistência do material na temperatura considerada. na temperatura considerada. na temperatura considerada. A seguir são apresentados os valores para as tensões admissíveis dos principais aços carbono aplicados em tubulações de acordo com a ANSI B. Tdm: Tensão média que causa uma deformação por fluência de 1% ao fim de 100.31. Tdf: Tensão mínima que causa uma deformação por fluência de 1% ao fim de 100.1.

reflexos de esforços sobre um elemento. o nível de tensões primaria é um indicativo expressivo da capacidade real de um sistema de tubulação resistir. que se referem aquelas cargas que atuam no sistema esporadicamente como. ou.Figura 4 .1. terremotos. entre outras. cisalhamento ou torção. Tensões Primárias e Secundárias Uma tubulação pode romper (falhar) de diversos modos e razões. Essas tensões podem ser aliviadas em consequência de pequenas deformações plásticas ou de escoamento local do material.Ilustrações originais da norma ASME B31.3 para tensões admissíveis em diferentes temperaturas 6. com segurança. ou seja. às cargas impostas. peso do tubo. as tensões de compressão. Porém as cargas de serviço também contribuem para o surgimento de tais tensões. Tensões Primárias: referem-se aquelas geradas pela imposição de cargas mecânicas.2. por exemplo. as principais normas relativas ao sistema de tubulações procuram classificar as tensões quanto a sua origem e a alteração que possam causar. Eventualmente. 6. As cargas de serviço são peso do fluido contido no tubo. por dilatações diferenciais de outros equipamentos ou sistemas conectadas a tubulação. flexão. As tensões primárias podem ter sua origem devido a cargas ociosas. pois passam a constituir uma fonte potencial de falha por fadiga. 8 . tufões etc. Na busca de sintetizar o estudo destas falhas e de suas causas. Tensões Secundárias: São produzidas devido ao movimento causado pela expansão térmica restringido. sendo a aplicação da carga cíclica esta deve ser controlada. Tais tensões são classificadas em: 6. Entretanto.

é possível calcular o stress range de determinado material com será utilizado na construção do tubo.25 S c + 0. Espessura de Parede do Tubo Outro parâmetro importante no projeto é a espessura do tubo. Tais formulas só podem ser aplicadas para D>6t. S ci = S l= P∗d m 2∗t P∗d m 4∗t Onde: S ci : Tensão circunferencial Sl : Tensão longitudinal. Stress Range Refere-se a faixa de tensão de um sistema de tubulação. P : Pressão Interna.25 S h) 8. d m : diâmetro médio do cilindro. S A =ρ∗(1. . para resistir à pressão interna do tubo. Adotando os Sh valores máximos e mínimos de . t : espessura da parede. Para D/t entre 4 e 6 utiliza-se a Fórmula de Lamé S −P D t= ∗[1− h 2 S h+ P ( 1 /2 ) ] Para paredes espessas utiliza-se a Fórmula de Clavarino S ci = 2 2 P∗d ∗( 1−2 λ )+ D ∗(1+ λ) D2 + d2 9 . Abaixo serão exposta algumas formulas para a realização de tal calculo.7. portanto tm S ci será a tensão limitante. S ci =2∗Sl Pode-se notar que Fazendo S ci =S h obtém-se .

10 . d: diâmetro interno. erosão e abertura de roscas.B. flexibilidade.3 trata de tubulações de refinaria. instalações de processo.31. Tais formulas não podem ser aplicadas quando P/SE>0.385 e também quando t>D/6. armazenamento e carregamento de produtos de petróleo. Critério de Projeto Uma serie de especificações devem ser seguidas na realização de um projeto de tubulação industrial. inspeção e teste. Y: coeficiente de redução de acordo com o material e a temperatura. fabricação. D: diâmetro externo. acessórios.31 são as normas que regem as normas para tubulações de pressão. montagem. terminais.B.1 trata de tubos para geração de vapor.B. Sh : tensão admissível do material na temperatura de projeto. A seção ANSI.31. 9. A ANSI. o cálculo resulta em espessuras muito pequenas. t= P∗D +C ou 2∗(S h∗E+ P∗Y ) t= P∗d +C 2∗(S h∗E+ P∗Y −P) Onde: P: pressão interna de projeto. C: soma das sobreespessura para corrosão. E: coeficiente de eficiência de solda. enquanto a seção ANSI.Onde: D: diâmetro externo λ: Módulo de Poisson Para baixas pressões. Visando garantir a resistência estrutural do tubo geralmente são adotadas as seguintes espessuras mínimas: Segundo a norma ANSI/ASME B. Entre os aspectos controlados pela norma estão: cálculo de espessura.31 o calculo da espessura de parede deve ser realizado segundo formula abaixo. em temperatura moderada.

Para tensões secundárias todos os valores podem ser significativos. i) Para tensões primárias P a.Levando em consideração os esforços existentes no tubo. P Q +W τ l +τ felxão + τ l ≤ S h ax 11 . τ c ≤ Sh b. Tal vetor esta descrito abaixo. a composição dos mesmos será realizada da seguinte forma: P Q +W  τ l +τ felxão + τ l  τ cP  ζ Qcort+W +ζ torção ax Para tensões primárias pode-se desprezar ζ Qcort+W .31. ζ torção e τl ax . Após analise de esforços é possível compor o vetor de esforços em um nó. Q +W porém na maioria dos casos despreza-se ζ cort . segue-se alguns critérios de projeto segundo ANSI B. [] Fx Fy Fz Mx My Mz Onde: F x : força axial Fcor =√ F y2 + F z2 Mx: torção Mt M f = √ M y 2 + M z2 Sh Sendo a tensão admissível na temperatura de projeto.3.

angular. de telescópio e de fole.Tipos de movimento nas juntas de expansão Existem dois tipos gerias de juntas de expansão. lateral. Figura 5 . 12 . Flexibilidade de uma Tubulação A flexibilidade de uma tubulação é definida pela capacidade de absorver as dilatações provenientes das variações de temperatura e. Os elementos que propiciam essa flexibilidade são as juntas e curvas de expansão. As juntas de expansão de telescópio consistem basicamente em dois pedaços de tubo concêntricos. As juntas de expansão apresentam três tipos de movimentos. Enquanto isso as juntas de fole apresentam essencialmente um fole com uma serie de gomos feitos de uma chapa fina flexível. que deslizam um sobre o outro.25 S h) 10. em alguns casos. axial. enquanto as juntas de fole podem ser empregadas em quaisquer dos casos de emprego. A junta de telescópio só pode ser empregada em tubulações para serviço de baixa responsabilidade.25 S c + 0.ii) Para tensões secundárias SE ≤ SA Onde: 1 /2 S E =( τ 2flxão + 4∗ζ 2torção ) S A =ρ∗(1. impedir a propagação de vibrações ou de esforços mecânicos são utilizados elementos que aumentam a flexibilidade das tubulações.

com anéis de equalização.Junta de Expansão Telescópio Figura 7 .Figura 6 . Tais juntas são constituídas de um elemento flexível capaz de absorver os movimentos impostos pela tubulação. 13 . Além das juntas de fole e telescópio existem as juntas de expansão de tecido. articuladas e duplas.Junta de Expansão Fole As juntas de expansão de fole são divididas em simples.

Figura 8 .Junta de Expansão de Tecido 14 .

Outro fator também bastante determinante. é a relação custo/benefício. Nós futuros engenheiros devemos sempre procurar um ponto de ótimo. onde se tenha essa melhor correlação com intuito de sempre inovar mantendo a manutenção do processo e buscando cada vez mais o advento de novas tecnologias para dar continuidade ao pleito.11. além da questão da segurança. 15 . As empresas cada vez investem mais nesse tipo conjunto de tubos e seus respectivos acessórios. Conclusão Hoje em dia vê-se de forma clara e objetiva o porquê da importância de tubulações industriais em uma instalação. Tem-se também a concepção da importância no negócio desde o planejamento. passando pelas instalações propriamente ditas e chegando finalmente na fase final de acompanhamento do processo.

Tubulações Industriais.pdf Pedro C. Silva Telles. Projeto. Materiais.ufpr. Montagem.br/disciplinas/TM141/aula01.12.net/michellle_paulina/tubulaes-industriais-senai-rj# ftp://ftp. Referências http://pt.demec.slideshare. 16 . 10ª edição.